JORNAL DA SBD
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Publicação oficial da Sociedade Brasileira de Dermatologia l Volume 24 - n. 3 - maio / junho - 2020
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DIRETORIA 2019/2020
SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA www.sbd.org.br
PRESIDENTE:
Sérgio Palma
PE
VICE-PRESIDENTE:
Mauro Yoshiaki Enokihara
SP
TESOUREIRO:
Egon Luiz Rodrigues Daxbacher
RJ
SECRETÁRIA-GERAL:
Cláudia Carvalho Alcantara Gomes
RJ
1ª SECRETÁRIA:
Flávia Vasques Bittencourt
MG
2º SECRETÁRIO:
Leonardo Mello Ferreira
ES
JORNAL DA SBD – PUBLICAÇÃO OFICIAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA
Esta é uma publicação bimestral exclusiva para os associados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Vo l u m e 2 4 - n . 3 - m a i o / j u n h o - 2 0 2 0 Coordenador médico do Jornal da SBD Caio Castro | PR
Conselho editorial Sérgio Palma Mauro Yoshiaki Enokihara Egon Luiz Rodrigues Daxbacher Cláudia Carvalho Alcantara Gomes Flávia Vasques Bittencourt Leonardo Mello Ferreira
Jornalista responsável Erika Drumond - Reg. MTB 31.383/RJ
Redação Erika Drumond Milton de Souza Júnior Paulo Henrique de Souza
Editoração digital Nazareno Nogueira de Souza, Carlos Caldas e Bruno Abraão de Souza Contato publicitário Priscila Rudge Simões
A equipe editorial do Jornal da SBD e a Sociedade Brasileira de Dermatologia não garantem nem endossam os produtos ou serviços anunciados, sendo as propagandas de responsabilidade única e exclusiva dos anunciantes. As matérias e os textos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e colunistas.
Correspondência para a redação do Jornal da SBD Av. Rio Branco, 39/18o andar – Centro – Rio de Janeiro – RJ - CEP: 20090-003 Email: imprensa@sbd.org.br
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EDITORIAL
DIFUSÃO DE CONHECIMENTO QUALIFICADO
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ma das missões da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) é incentivar e difundir conhecimento científico qualificado, além de promover o desenvolvimento da especialidade e do médico dermatologista na realização de ações pela saúde global – que envolvem tratamento e diagnóstico de doenças – e de procedimentos cosmiátricos. Desde março, a pandemia de Covid-19 mobiliza a comunidade científica, autoridades políticas e a mídia e coloca em suspensão a rotina, as certezas e as verdades da sociedade contemporânea. Diante dessa situação de emergência em saúde pública e norteada por programas de educação médica continuada, a SBD promoveu a partir de maio, uma vez por semana, webinars temáticos, fortalecendo sua agenda científica ao abordar temas de relevância para a prática clínica do dermatologista. Essa foi uma formas encontradas pela gestão 2019/2020 de promover a renovação do modelo de aprendizado, capacitando os médicos para enfrentar os desafios atuais. Além dessas atividades constantes, durante a quarentena o associado teve acesso integral e gratuito aos cursos do Projeto SBD Inovação 4.0, que permitem não só o aprimoramento e o desenvolvimento do conhecimento médico, como também a atualização da equipe administrativa para lidar com as demandas profissionais diárias. Os cursos seguem no ar e estão disponíveis para os associados. Para ampliar o diálogo com médicos dermatologistas e com a população, a entidade acaba de lan-
çar a Campanha de Valorização do Dermatologista deste ano. Mais do que nunca, a ação se faz necessária ao divulgar informação relevante e confiável para pacientes, e com o respaldo técnico de científico de uma entidade com 108 anos de história. A campanha, promovida via site institucional e redes sociais, conta com 10 vídeos e a participação de representantes da especialidade de vários estados e áreas de atuação, que orientam e munem a população de orientações esclarecedoras sobre a prevenção e o tratamento de doenças. Reforçam ainda a necessidade de os pacientes procurarem identificar se o profissional escolhido é um médico dermatologista. Esse trabalho, além de beneficiar o associado, permite à sociedade e ao paciente tomar melhores decisões com relação a sua saúde. Cabe lembrar a implementação pela SBD de uma página contendo informações científicas sobre o novo coronavírus. No ar desde abril, a iniciativa visa levar informação e conhecimento aos dermatologistas, aos profissionais de saúde, aos pacientes, sobretudo àqueles com comorbidades associadas a doenças de pele, e, certamente, também à população, sobre as medidas preventivas e de combate à infecção por Covid-19. Divulgue esse espaço entre seus colegas e pacientes. Esses e outros assuntos fazem parte desta edição do JSBD. Esperamos que aprecie a leitura. Equipe Editorial JSBD Volume 24
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NOTAS GERAIS
UNESP DE BOTUCATU LANÇA SEGUNDA EDIÇÃO DO GUIA DOS ANIMAIS PEÇONHENTOS E VENENOSOS
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Universidade Estadual Paulista (Unesp) lançou em junho a segunda edição do Guia dos Animais Peçonhentos e Venenosos, elaborado por docentes e pesquisadores da Faculdade de Medicina e do Instituto de Biociências de Botucatu (IBB), entre eles, o médico dermatologista da SBD, Vidal Haddad Jr. Atualizada, a obra está disponível para download gratuito (clique aqui para baixar: https://www.researchgate.net/ publication/341803955_Guia_dos_Animais_Peconhentos_e_Venenosos_dos_campus_da_UNESP_de_Botucatu_-_2a_edicao_-2020_Guide_of_the_Poisonous_ and_Venomous_Animals_of_the_Campus_of_the_ Sao_Paulo_State_University_in_Botucatu_2nd_e ) “Este livro, disponibilizado gratuitamente e com orgulho por nós, é resultado de um esforço conjunto entre três amigos. Atingimos a 2ª edição, com melhorias e novos animais descritos, aproximando cada vez mais nosso objetivo de catalogar, identificar e fornecer medidas de primeiros socorros para acidentes que possam acontecer nos campus da UNESP e do Lageado, com extensão óbvia à Cuesta de Botucatu e toda a região que esta abrange”, informa Vidal Haddad Jr. Segundo o Vidal, realizou-se uma busca cuidadosa de vários animais que os pesquisadores encontraram e que não eram descritos para a região e este trabalho dificilmente poderia ser feito sem cooperação entre o
médico dermatologista e os biólogos Antonio L. Sforcin e Antonio Leão Castilho, cada um utilizando seus conhecimentos para um bem comum. “Esperamos a obra seja útil a todos e que neste momento de incerteza e distanciamento social, mostre que a universidade continua produzindo e que logo estaremos de volta às nossas pesquisas de campo. Se acharem a obra válida, por favor, divulguem. O conhecimento é nossa maior arma”, frisa.
SEGUNDA FASE DO TED 2020 SERÁ ONLINE
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m decorrência da pandemia de Covid-19, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) comunica que a segunda fase do exame para o Título de Especialista em Dermatologia (TED) será realizada na modalidade online, no dia 11 de outubro, das 9h às 12h30 (horário de Brasília). A decisão foi tomada com base em orientação da Comissão de Título de Especialista da SBD, 4 | JSBD Volume 24 l N. 3 - 2020
responsável pela organização e acompanhamento desse processo, pelo respeito à necessidade de se preservar a segurança e a integridade dos candidatos. Mais detalhes para participação no exame serão divulgados em breve, com a retificação do edital.
NOTAS GERAIS
VITÓRIA NA JUSTIÇA: MÉDICO PRECISA CONCLUIR RESIDÊNCIA MÉDICA OU SER APROVADO EM PROVA DE TÍTULO DE SOCIEDADE DE ESPECIALIDADE PARA SE ANUNCIAR COMO ESPECIALISTA
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m meados de junho, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e entidades médicas, entre elas a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), obtiveram vitória na Justiça Federal ao derrubar a liminar que havia sido concedida um mês antes à Associação Brasileira de Médicos com Expertise de Pós-graduação (Abramepo) para divulgar suas respectivas titulações lato sensu, desde que reconhecidas pelo Ministério da Educação. Com a decisão, os 240 integrantes da associação ficam obrigados a seguir as recomendações da Resolução do CFM n. 1974/2.011, que trata das regras da publicidade médica e visa impedir o sensacionalismo, a autopromoção e a mercantilização do ato médico, bem como evita abusos em propagandas e publicidades, que podem levar a processos ético-disciplinares. Para a Justiça, o título de especialista é concedido apenas por sociedades de especialidades ao médico que conclui o curso de residência médica, nos termos do decreto regulamentar n. 8.516/2016. Também foi colocado em pauta o artigo 17 da Lei nº 3.268/1957, que exige o registro do diploma de graduação em Medicina no Ministério da Educação, e não autoriza o médico a divulgar título de pós-graduação suscetível de induzir o público acreditar que seja ele um especialista em determina área. A decisão reitera a necessidade de que o título de especialista também tenha seu registro prévio no Conselho Regional de Medicina (CRM) do estado onde o profissional atuar. Outro aspecto abordado pela Justiça Federal é que mesmo quando reconhecidos pelo Ministério da Educação, os cursos de pós-graduação lato sensu são exclusivamente de qualificação acadêmica e não profissional.
Para o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Sérgio Palma, essa decisão fortalece as iniciativas em favor dos médicos que foram adequadamente capacitados para atuarem como especialistas. Segundo ele, há cursos do tipo lato sensu que não possuem a carga horária e nem oferta de formação adequada para que o médico possa atuar como o especialista em condições de atender os pacientes em todas as suas necessidades. “Continuaremos vigilantes para assegurar os interesses dos profissionais que concluíram a Residência Médica ou foram aprovados em exames de Títulos de Especialista”, disse. Nota de alerta – Em nota sobre o assunto enviada aos associados antes da decisão judicial, a SBD informou que a liminar não equipara pós-graduação a um título de especialista obtido por meio de residência médica, devidamente reconhecida pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), ou de aprovação em exame organizado por sociedade de especialidade filiada à Associação Médica Brasileira (AMB). "Estamos atentos e prontos a reagir às ameaças que interfiram no exercício da dermatologia e atuaremos firmemente nessa e em outras ações judiciais que visam desprestigiar a formação adquirida pelos especialistas ao cumprirem a complexa matriz de competências, habilidades e atitudes exigida nos Programas de Residência Médica e nas provas de títulos das sociedades", disse o presidente da Sérgio Palma, em comunicado oficial. * Com informações do CFM. JSBD Volume 24
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ASSUNTOS INSTITUCIONAIS
NOVA PLATAFORMA ON-LINE DA SBD PERMITE INTEGRAÇÃO DE UMA SÉRIE DE SERVIÇOS PARA OS ASSOCIADOS
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Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) oferece aos seus mais de 10 mil associados acesso a uma nova plataforma que coloca a entidade no grupo daquelas que possuem um dos melhores suportes tecnológicos para gestão administrativa. O investimento realizado por meio da Gestão 2019-2020 buscou entre os fornecedores reconhecidos no mercado nacional soluções modernas, com excelente relação custo x benefício e com potencial para gerar importantes vantagens aos seus usuários. “Esse foi um projeto desenvolvido pelo atual grupo gestor que teve dois grandes focos. Num primeiro momento, facilitar a vida dos associados da SBD, permitindo que resolvam com rapidez, eficiência e segurança uma série de procedimentos que antes eram mais demorados. De forma complementar, essa ferramenta aperfeiçoa a gestão administrativa, que poderá acompanhar de modo integrado diferentes aspectos da instituição, tornando suas ações mais racionais”, ressaltou Egon Daxbacher, diretor financeiro. Para acessar a nova plataforma on-line que permitirá a integração de uma série de serviços e ter essa experiência é bem simples e rápido. O associado deve entrar na área restrita do site da instituição, com o uso de seu login e senha, e clicar no botão “Meu perfil”. Ao acessar o espaço virtual, poderá utilizar todas as funcionalidades disponíveis, que permitirão concluir operações como atualizar cadastros, consultar a situação financeira; e realizar pagamentos, seja com boleto bancário ou cartão de crédito. Descontos - Outro benefício para os dermatologistas, ao usarem a nova plataforma, é fazer a comprovação automática da categoria de associado à SBD ao se inscreverem em eventos da entidade. Com isso, terão acesso automático a todos os descontos aplicados aos adimplentes. De modo prático, o portal de serviços também faci6 | JSBD Volume 24 l N. 3 - 2020
lita muito o controle da participação dos sócios em eventos da SBD, permitindo, dentre outras transações, resgatar os certificados de participação (mesmo de anos anteriores) e otimizar a apresentação de trabalhos em congresso. A ferramenta ainda torna mais ágil o contato com a equipe de apoio da Sociedade para responder dúvidas ou resolver pendências que exijam outro tipo de suporte. “A gestão 2019-2020 vem trabalhando de forma incessante a fim de modernizar todos os sistemas operacionais e administrativos, permitindo, assim, maior agilidade no atendimento dos associados aos serviços oferecidos pela nossa entidade. Em breve, esperamos entregar aos nossos membros novos serviços e produtos que tornarão ainda mais amigável a relação com nossa entidade”, destaca o presidente da SBD, Sérgio Palma.
ASSUNTOS INSTITUCIONAIS
SBD APRESENTARÁ CALENDÁRIO DE EVENTOS DE 2021 EM REUNIÃO DO CONSELHO DELIBERATIVO, EM OUTUBRO
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Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) informa que os detalhes do calendário de eventos da SBD para 2021 serão divulgados na próxima reunião do Conselho Deliberativo, em outubro deste ano. “Acredito que o sucesso não está em prever o futuro, mas em ser capaz de nos preparar com organização para as etapas que nos aguardam”, destacou o vice-presidente, Mauro Yoshiaki Enokihara, que presidirá a Gestão 2021-2022, em reunião realizada com os representantes de Regionais no início de junho. De acordo com o médico, a Sociedade Brasileira de Dermatologia deve realizar dez grandes atividades em 2021, sendo quatro delas online, ao apresentar uma proposta preliminar de calendário de eventos para o ano que vem. “Estou muito otimista com a nova fase de gestão, que se iniciará em 1º de janeiro. Tenho tido a oportunidade de conviver com uma diretoria dinâmica, que tem se desdobrado para dar conta de suas responsabilidades, num processo de aprendizado constante”, disse Mauro Yoshiaki Enokihara, reforçando o apoio recebido das Regionais, Serviços Credenciados e Comitês Técnicos da entidade: “Por isso, somos uma sociedade. Temos desenvolvido uma vida associativa de trocas e aperfeiçoamento em vista de um bem comum”, ressaltou.
SBD INOVAÇÃO 4.0 OFERECE ATIVIDADES DIRECIONADAS PARA O APRIMORAMENTO PROFISSIONAL
Objetivo do programa é inovar, capacitar e conectar o associado da SBD aos conceitos de empreendedorismo e liderança colaborativa. Saiba mais na pág. 36
DE MÉDICOS E FUNCIONÁRIOS
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ASSUNTOS INSTITUCIONAIS
DERMATOLOGISTAS GANHAM GUIA PARA AJUDAR CLÍNICAS E CONSULTÓRIOS NA FASE DE REABERTURA DURANTE A PANDEMIA
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m virtude do período de retomada das atividades em clínicas e consultórios médicos, mesmo durante a pandemia da Covid-19, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) divulgou no final do mês de junho, um guia com recomendações para o funcionamento e a manutenção desses estabelecimentos de saúde, em especial aqueles que oferecem serviços de fototerapia, utilizada no tratamento do vitiligo e de outras doenças, como psoríase e micose fungoide, por exemplo. As orientações incluem desde o cuidado na marcação das consultas até a indicação dos produtos adequados para a higienização dos equipamentos. Acesse a íntegra do Guia da SBD https://www.sbd.org.br/mm/cms/2020/06/30/sbdcartilha-consultorio.pdf 8 | JSBD Volume 24 l N. 3 - 2020
O documento é dividido em seis tópicos, que versam sobre os diversos aspectos para a manutenção das clínicas: “Screening e orientação de pacientes pré-consulta dermatológica/tratamento fototerápico”; “Cuidados com a manutenção do consultório ou clínica”; “Higienização dos equipamentos”; “Acolhimento dos pacientes”; “Entre tratamentos de pacientes em cabine fototerápicas”; “Aferição da irradiância da RUVB-FE”; e “Cuidados com a manutenção e limpeza dos equipamentos”. Medidas de prevenção – Na avaliação do presidente da SBD, Sérgio Palma, as medidas de prevenção são necessárias para garantir o bem-estar de todos: pacientes,
ASSUNTOS INSTITUCIONAIS acompanhantes, médicos e equipes de apoio. “Sem essa atenção, os consultórios ficam vulneráveis. Estamos num momento em que as medidas devem reforçadas e toda atenção deve ser dada aos detalhes, como ter sempre álcool em gel à disposição e assegurar a presença do menor número possível de pessoas em cada ambiente”, disse. Porém, lembrou ele, isso não significa que antes da pandemia o cuidado era menor: “as clínicas e os consultórios sempre foram lugares seguros. Isso por que os médicos, em sua rotina, sempre respeitam muito as normas de biossegurança, que são vistas como prioritárias. Só que num momento de pandemia, como o atual, esses cuidados redobram”. A cautela começa antes mesmo da chegada do paciente, orienta a SBD. Na hora da marcação da consulta, é importante que as recepcionistas e secretárias reforcem a necessidade de pontualidade e assiduidade, para evitar acúmulo de pessoas na sala de espera. A presença de acompanhantes não é recomendada, salvo se for absolutamente indispensável. Além disso, pacientes com tosse, febre ou sintomas respiratórios devem ter seu atendimento remarcado para após três semanas. De acordo com a SBD, também se deve questioná-los sobre possibilidade de contato com pessoa sabidamente portadora de Covid-19 ou que apresente sinais e sintomas (febre, tosse, coriza, entre outros). Se isso for confirmado, o atendimento será reagendado para 15 dias depois. Mas essas são apenas algumas das recomendações presentes no guia. Manutenção e higienização – Assim como as orientações com foco nos pacientes, é de suma importância que as equipes dos consultórios (médicos, enfermeiras, técnicos e recepcionistas) tenham acesso e portem equipamentos de proteção individual (EPIs), sobretudo se prestam assistência a menos de um metro. Na sala de espera, as cadeiras devem estar organizadas com, pelo menos, 1,5 metro de distância entre si e, caso não exista espaço físico suficiente, o paciente deve aguardar do lado de fora até sua hora do atendimento. Hábitos e gentilezas como oferta de água, café e lanches devem ser suspensos nos consultórios nesse momento de reabertura, mas com a pandemia ainda em curso. Da mesma, se desaconselha o uso de canetas e pranchetas e a permanência de plantas, folders e revistas nas salas de espera. Para manter a circulação, avisa a SBD, o ideal é deixar as janelas abertas ou o ar condicionado ligado na função exaustão. Solução – Outra orientação às clínicas e consultórios é que reforcem as medidas de limpeza e desinfecção. Para tanto, pode-se usar solução de hipoclorito de sódio
a 1%, álcool isopropílico 70° ou desinfetante hospitalar a base de peróxido de hidrogênio ativado em diluição própria para descontaminação de superfícies. No caso específico das cabines fototerápicas, utilizadas no tratamento do vitiligo, recomenda-se a aspiração da superfície dos equipamentos para remover resíduos de descamação, o uso de pano úmido ou toalha de papel com álcool 70° nas superfícies da sala, especialmente aquelas com as quais o paciente tem contato físico. “Esses são apenas alguns dos cuidados”, ressalta Sérgio Palma. Segundo ele, o guia, que será disponibilizado imediatamente aos dermatologistas associados à SBD, não será uma iniciativa isolada. “Estamos acompanhando o processo de reabertura dos consultórios. Com base, há outras iniciativas em avaliação para tornar esse momento mais tranquilo para todos. A pandemia trouxe grandes perdas e estresse, mas nos obrigou a buscar soluções rápidas para a superação da crise”, concluiu. A elaboração do guia ficou a cargo das dermatologistas Daniela Antelo, professora adjunta de Dermatologia na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ); e Ivonise Follador, médica dermatologista, mestre e doutora pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Matéria publicada no site: https://www.sbd.org. br/COVID19/dermatologistas-ganham-guia-para-ajudar-clinicas-e-consultorios-na-fase-de-reabertura-durante-a-pandemia/. JSBD Volume 24
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E A PESSOA IDOSA NA QUARENTENA? LUIZ GAMEIRO Departamento de Dermatologia Geriátrica
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ão são os mais fortes que sobrevivem, e sim os mais adaptados às mudanças do seu ambiente.1 Em tempos de pandemia, incrível como a teoria de Charles Darwin sobre A origem das espécies (1869) soa tão oportuna e atual!1 Surpreende como cada um, dentro do seu habitat e de suas limitações pessoais, se movimentou para se adequar ao novo modus operandi. Todos nós, homens, mulheres, adultos, crianças e idosos, sem exceção, temos sofrido o impacto profundo de um vírus que, literalmente, acuou bilhões de pessoas em todo o mundo. Indivíduos com mais idade, devido ao maior risco de complicações pelo SARS-CoV-2, foram os mais afetados.2 Além do fator etário (imunossenescência), comorbidades associadas também contribuíram para que governos recomendassem medidas de isolamento dessa população.2 Apesar do benefício de prevenção de contágio nesses indivíduos e, assim, evitando mortes, alguns efeitos colaterais são inevitáveis. Isolamento e restrição de movimento trazem óbvias consequências negativas a qualquer ser humano. Distanciamento dos entes queridos, privação da liber10 | JSBD Volume 24 l N. 3 - 2020
dade, preocupação com a saúde (própria e de familiares) e incerteza sobre a duração desse árduo processo geram ansiedade e medo.3 E as doenças de pele, como ficam nesse cenário? Estudos têm relacionado estresse psicológico e distúrbios de estresse pós-traumático, ansiedade e depressão com início ou piora de inúmeras dermatoses.3 Embasamento para essa conexão se origina em modulações neuroendócrinas de sistemas inflamatórios.3 Assim, eventos estressantes, como aqueles resultantes pela atual crise sanitária, podem sim desencadear início ou recorrência de psoríase, prurido crônico, urticária e dermatite atópica.3 Do ponto de vista oncológico, cenários bastante desafiadores surgem. Segundo estudos nacionais da Sociedade Brasileira de Dermatologia, dentre os idosos, as neoplasias pré-malignas e malignas se destacam como as enfermidades mais frequentes nas consultas dermatológicas.4,5 Não é difícil imaginarmos a quantidade expressiva de pacientes geriátricos, tanto do sistema público quanto
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do suplementar, temporariamente sem atendimentos... O agendamento de uma consulta ambulatorial, de forma geral, tem exigido paciência e persistência dos doentes. Assim, certamente, enfrentaremos mais impactos negativos relacionados a diagnósticos tardios e tratamentos clínico-cirúrgicos prejudicados. Em que sentido nós, dermatologistas, podemos contribuir para a pessoa idosa nesse cenário de distanciamento? Primeiramente, como profissionais da saúde e influenciadores de outros ao nosso redor, precisamos enfatizar a necessidade de três pontos básicos na rotina dos mais velhos: autocuidado (higiene pessoal, alimentação), atividades produtivas (tarefas do lar, atividade física, pesquisas on-line) e lazer (jogos, filmes, redes sociais, jar-
dinagem).6 Outro quesito essencial é evitar que o distanciamento físico cause isolamento social. Assim ligações telefônicas regulares e videochamadas entre familiares e amigos são cruciais para evitar sentimentos de solidão e desamparo. Em relação ao nosso ofício, especialmente nesse cenário do novo coronavírus, estou convicto do papel da telemedicina e, em particular a teledermatologia, na melhora do acesso a serviços de saúde com qualidade e otimização de recursos. Indivíduos e comunidades podem ser beneficiados tanto em nível assistencial (teletriagem, teleconsulta) como na prevenção de doenças e promoção de saúde. Por último, para refletirmos... deixo uma citação inspiradora de Madre Teresa de Calcutá: “Podemos curar as doenças físicas com remédios, mas a única cura para solidão, desespero e falta de esperança é o amor.”
REFERÊNCIAS 1. Conor Cunningham. Survival of the fittest. Encyclopaedia Britannica. 11 Feb 2020. https://www.britannica.com/science/ survival-of-the-fittest [citado 2020 jun 21]. 2. Franceschi, C., Garagnani, P., Parini, P. et al. Inflammaging: a new immune–metabolic viewpoint for age-related diseases. Nat Rev Endocrinol 14, 576–590 (2018). https://doi.org/10.1038/s41574-018-0059-4 3. Garcovich, S., Bersani, F., Chiricozzi, A. and De Simone, C. (2020), Mass quarantine measures in the time of COVID‐19 pandemic: psychosocial implications for chronic skin conditions and a call for qualitative studies. J Eur Acad Dermatol Venereol. doi:10.1111/jdv.16535 4. Sociedade Brasileira de Dermatologia. Perfil nosológico das consultas dermatológicas no Brasil. An Bras Dermatol. 2006;81(6):549-58. 5. Sociedade Brasileira de Dermatologia, Miot HA, Penna GO, Ramos AMC, Penna MLF, Schmidt SM, Luz FB, Sousa MAJ, Palma SLL, Sanches Junior JA. Profile of dermatological consultations in Brazil (2018). An Bras Dermatol. 2018;93(6):916-28. 6. Agência Brasília. Idosos precisam se manter ativos durante a quarentena. [citado 2020 jun 21]. https://agenciabrasilia. df.gov.br/2020/04/22/idosos-precisam-se-manter-ativos-durante-quarentena/ JSBD Volume 24
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ARTIGO
MANIFESTAÇÕES DERMATOLÓGICAS RELACIONADAS À COVID-19
PAULO RICARDO CRIADO Departamento de Medicina Interna Livre-docente em dermatologia pela FMUSP Pesquisador pleno do Centro Universitário Saúde ABC (FMABC).
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Sars-CoV-2 é o 17o membro identificado dos vírus pertencentes ao gênero Betacoronavirus, que em dezembro de 2019 iniciou a epidemia de uma síndrome gripal em Wuhan (província de Hubei, na China), causando a agora denominada coronavirusdisease-2019 (Covid-19), a qual, em 15% dos doentes, evolui para síndrome do desconforto respiratório grave, podendo causar óbito em cerca de 0,5 a 5% dos infectados diagnosticados por recuperação viral (RT-PCR) ou sorologia documentada, dependendo da área geográfica em que ocorre, faixa etária e suporte hospitalar disponível. Em janeiro de 2020, o vírus caminhou em seu trajeto pandêmico, de forma que na primeira quinzena do mesmo ano infectou mais de oito milhões de pessoas em todo o globo, exceto na Antártida, e atingiu a fatalidade em mais de 500 mil pessoas. A exemplo de seus parentes próximos, a Sars de 2002-2003 e a Mers de 2012, o contágio se faz pelas vias aéreas, questionando-se a via fecal-oral como possível. A combinação de alta avidez da sua proteína estrutural, denominada Spike (proteína S), pela enzima conversora da angiotensina 2 (ECA2), nas células do hospedeiro humano, tornou o vírus mais efetivo em infectá-las do que seus parentes anteriores betacoronavírus. A abundância da ECA2 12 | JSBD Volume 24 l N. 3 - 2020
nas membranas epiteliais dos bronquíolos terminais e pneumócitos do tipo II (ou células alveolares tipo 2) tornou os pulmões humanos o órgão-alvo do vírus em sua ascensão pela infecção e uso do maquinário de síntese de RNA e proteica do ser humano para sua propagação em novas cópias virais. Vale ressaltar, que estudos de 2012 demonstraram que a pele expressa a ECA2 nas células endoteliais da derme, células dendríticas dérmicas, mastócitos, queratinócitos da camada basal da epiderme e células epiteliais das glândulas écrinas. Cerca de 80% da população, apesar de susceptível à infecção pelo Sars-CoV-2 sofrerá a infecção, na inexistência de uma vacina, porém será assintomática ou oligossintomática. A doença sintomática dura em média 14 dias. Naturalmente, a imunidade inata com o sistema monocítico-macrofágico e o sistema do complemento são ativados produzindo quantidades expressivas de interferon do tipo I (alfa e beta), com o complemento auxiliando as células apresentadoras de antígenos a ativar a imunidade adaptativa (células T, CD4 e CD8, além de células B) a fim de expressarem um fenótipo TH1, TH17, e posteriormente promovendo em torno do quinto ao sétimo dia de infecção viral a síntese de IgA, IgM e posteriormente o pico
COM A PALAVRA
de IgG. No entanto, ainda há controvérsia quanto a todos os infectados exprimirem anticorpos com epítopos para os antígenos utilizados nos testes sorológicos atualmente disponíveis. Nos doentes (sintomáticos) graus variados de ativação inflamatória e do sistema de coagulação ocorrem determinando fenótipos e desfechos distintos da doença. Em torno de 8% dos doentes hospitalizados apresentam manifestações dermatológicas, podendo algumas ser atribuídas à infecção viral, e outras questionadas se representam reações adversas às drogas usadas no seu tratamento. Os fenótipos das manifestações dermatológicas também espelham o espectro da ativação sistêmica e/ou tegumentar da inflamação e/ou coagulação. A frequência entre elas varia de acordo com a série de pacientes relatada na literatura internacional. É possível categorizá-las em cinco padrões gerais que, dentro deles, abrigam subtipos, tornando a Covid-19 mais uma mimetizadora de diagnósticos diferenciais na dermatologia, a saber, em ordem de possível frequência: • erupções exantemáticas • erupções urticariformes • erupções papulovesiculosas • erupções eritema pérnio-símile • erupções do tipo livedo racemosa, púrpura retiforme e/ou acroisquemia. A cronologia com que elas ocorrem durante a Covid-19 não está ainda bem estabelecida, porém alguns casos se comportam de forma distinta: • As erupções urticariformes parecem poder anteceder em alguns poucos dias, em alguns doentes os sintomas de síndrome gripal. • As erupções exantematosas tendem a ocorrer de forma concomitante ao período de estado da doença. Podem ser do tipo morbiliforme, eritema multiforme-símile, Sdrife-símile (Symmetrical Drug Reaction Intertriginous and Flexural Exanthema-símile), exantemas purpúricos, erupção pitiríase rósea-símile, além de eritema em áreas fotoexpostas. • As lesões do tipo eritema pérnio-símile podem ocorrer em agregação familiar, com crianças e adolescentes oligo ou assintomáticos com essas lesões e parentes que tiveram ou têm Covid-19. • As formas eritêmato-papulosas, papulosas ou papulovesiculosas, podem lembrar doença de Grover, prurigo estrófulo, lesões tipo picadas de percevejo (cimidíase), pulíase, erupção variceliforme de Kaposi, disidrose e geralmente ocorrem no período de estado da
doença ou persistem após o desaparecimento dos sintomas da síndrome gripal, geralmente sendo muito pruriginosos. • Lesões tipo púrpura palpável denotam ativação do complemento e doença de grau mais intensa, bem como o livedo racemosa, o qual deve manter o médico vigilante quanto à coagulação intravascular disseminada em instalação, a púrpura retiforme e a acroisquemia. Neste último cenário clínico dermatológico, mesmo na ausência de dispneia (hipoxemia silenciosa) esses achados cutâneos podem indicar doença muito grave e requerer imediata hospitalização com anticoagulação plena, com heparina. Enfim, durante um período pandêmico a vigilância médica frente a sinais cutâneos deve levar em conta dados epidemiológicos dos contatos domiciliares, amigos e vizinhos do paciente, sintomas clínicos de síndrome gripal, anosmia e ageusia, diarreia e vômitos, histórico medicamentoso detalhado, a fim de se fazer o diagnóstico laboratorial da infecção viral em vigência (RT-PCR por secreção coletada com swab da nasofaringe) ou do contato com o Sars-CoV-2 pelo exame sorológico. Há que ressaltar o fato de as manifestações dermatológicas não serem patognomônicas da Covid-19 e devem ser diagnósticos diferenciais de múltiplas outras doenças, as quais ainda são epidêmicas ou endêmicas no nosso meio, como a dengue, sífilis, sarampo, hanseníase tipo fenômeno de Lucio, entre outras. Aos meios acadêmicos sugerimos o estabelecimento de registro fotográfico, histopatológico e protocolos de exame de imuno-histoquímica para proteínas do Sars-CoV-2, a fim de demonstrar sua presença na pele e microscopia eletrônica de transmissão, para registro do vírus nas estruturas cutâneas. Infelizmente como tragédia humanitária, mas também como oportunidade à ciência, a Covid-19 com certeza irá mudar não só nossa sociedade em relação ao comportamento socioeconômico, mas também será um marco de avanço científico, como foi a Aids nas últimas décadas do século 20. Leitura sugerida (acesso aberto) Criado PR, Abdalla BMZ, de Assis IC, van Blarcum de Graaff Mello C, Caputo GC, Vieira IC. Are the cutaneous manifestations during or due to SARS-CoV-2 infection/COVID-19 frequent or not? Revision of possible pathophysiologic mechanisms [published online ahead of print, 2020 Jun 2]. Inflamm Res. 2020;1-12. doi:10.1007/ s00011-020-01370-w JSBD Volume 24
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MÍDIA E SAÚDE
SBD FAZ ALERTA SOBRE GOLPES APLICADOS PELO WHATSAPP Golpistas se fazem passar por médicos pedindo ajuda para a realização de transações bancárias
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m golpe pelo Whatsapp, em que criminosos se passam por médicos familiares das vítimas, está se tornando prática comum no Brasil. Para dar falsa sensação de credibilidade, os estelionatários utilizam fotos de especialistas em seus perfis profissionais nas redes sociais, e por meio do aplicativo de mensagens, entram em contato com amigos ou parentes desses profissionais pedindo que sejam feitas transferências bancárias para pagar empréstimos, alegando a impossibilidade da realização dessas operações, especialmente durante o período de pandemia de Covid-19. 14 | JSBD Volume 24 l N. 3 - 2020
Os valores são depositados em contas bancárias diferentes, sendo as pessoas idosas a maioria das vítimas. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as instituições financeiras registraram um aumento de 45% nas tentativas de golpes virtuais. Recentemente, médicas dermatologistas do Rio de Janeiro caíram no golpe. A notícia, bem como o alerta para o crime, foram publicados no site da SBD Regional Rio. Em um dos casos, familiares de uma médica receberam mensagens de uma pessoa que se passou por ela, tendo
MÍDIA E SAÚDE realizado várias transferências bancárias para os números solicitados. A dermatologista relatou que fez o registro do boletim de ocorrência na internet, mas criminosos continuam tentando aplicar o mesmo golpe a fim de extorquir dinheiro de seus familiares. “Esse tipo de crime tem aumentado durante a pandemia, então é fundamental aumentar a conscientização: verificar o número do telefone de quem está pedindo depósitos e não apenas checar a foto do perfil da pessoa. E também deve-se evitar de acessar link enviados em aplicativos de conversa, como o Whatsapp”, alerta a secretária-geral da SBD, Claudia Alcântara. A Febraban informa que o setor bancário tem atuado fortemente para combater os golpes e fraudes que utilizam engenharia social para obter dados, senhas e informações pessoais dos clientes e que bancos investem aproximadamente 2 bilhões por ano em sistemas de tecnologia voltados para a segurança da informação e no desenvolvimento de ferramentas que possam evitar tentativas de fraudes, como ações de conscientização por meio de cartilhas. Para minimizar os riscos de ter seus dados clonados, a SBD alerta: n Não repassar nenhum código de verificação que chegar em seu celular por SMS, independentemente do motivo e não clicar em nenhum link suspeito. n Acionar a confirmação em duas etapas do WhatsApp, que é uma senha que o usuário cria e é solicitada sempre que houver troca de dispositivo. Este é um recurso de segurança fundamental. O sistema de verificação de duas etapas impede que o criminoso conclua o processo de clonagem, pois apenas o usuário possui essa senha da dupla autenticação.
Para ativar a confirmação em duas etapas no WhatsApp: 1. Clique em Menu: nos três pontinhos no canto direito superior da tela 2. Configurações 3. Conta 4. Confirmação em duas etapas 5. Ativar. A atenção deve ser redobrada: n É sempre importante antes de realizar qualquer operação bancária para terceiros, mesmo que seja do círculo próximo de amizades, ligar diretamente para o contato e confirmar o recebimento das mensagens, além de questionar se o usuário tem certeza de que seu aparelho celular não foi vítima de nenhum ataque de terceiros. n Caso você tenha sido vítima de algum golpe, é recomendado procurar imediatamente a Delegacia de Polícia Especializada em Crimes Digitais e registrar a ocorrência. De posse desse documento policial, a vítima poderá buscar eventuais ressarcimentos. n E desconfie de mensagens que se passam por empresas de compra e venda, assim como fornecedores.
Caso tenha sua conta roubada, solicite a verificação da sua conta via SMS e reinstale o Whatsapp; notifique amigos e família; entre em contato com o Whatsapp pelo e-mail support@whatspp.com, com o assunto “Conta clonada/roubada” e o número do telefone em formato internacional (+55 XX). O e-mail pode ser escrito em português. Outras informações podem ser obtidas no site do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor no seguinte endereço eletrônico: https://idec.org.br/dicas-e-direitos/ golpe-do-whatsapp-o-que-fazer. l
Link da matéria que já está publicada no site da SBD: https://www.sbd.org.br/noticias/sbd-faz-alerta-sobre-golpes-aplicados-pelo-whatsapp/
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MÍDIA E SAÚDE
ASSOCIADOS CONTARÃO COM ACESSO A NOVO APP PARA AMPLIAR CANAL DE DIÁLOGO COM A SBD
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m breve os associados da SBD passarão a contar com o suporte de um aplicativo (app) para smartphone que permitirá a implementação de uma nova forma de relação entre os especialistas e sua entidade de representação. A ferramenta, que está em fase final de testes, foi apresentada aos participantes da reunião realizada no início de junho entre os presidentes de Regionais e a Diretoria da Gestão 2019-2020. Com layout de fácil uso, o aplicativo será disponibilizado em breve e gratuitamente aos associados. Por meio dele, os usuários podem atualizar cadastro, ter acesso a informações a cursos, verificar dados administrativos, acessar notícias e encaminhar denúncias. “Trata-se de uma ferramenta dinâmica e prática, que será de grande utilidade não apenas para os profissionais como para o sistema composto pela SBD e suas Regionais”, disse Egon Daxbacher, tesoureiro da atual gestão. 16 | JSBD Volume 24 l N. 3 - 2020
Segundo ele, o aplicativo também representará redução de custos para a entidade, pois poderá ser utilizado em diferentes momentos, como por exemplo, em eventos. Em vez de contratar uma empresa para desenvolver um app para cada congresso ou jornada, a SBD poderá lançar da mesma ferramenta para dar suporte aos inscritos, explicou Daxbacher, para quem essa iniciativa ainda tem outro ponto positivo: simplifica a relação com o associado, diminuindo a distância entre ele e a entidade. “Essa é uma solução que faz parte de um sistema integrado de gestão. O objetivo é, por meio dela, oferecer mais suporte à entidade e aos associados de maneira prática e remota. Entre os benefícios, estarão o melhor acompanhamento do controle financeiro, do cadastro dos associados, e de cursos e congressos, entre outros. Tudo em harmonia com o portal da SBD”, disse Sérgio Palma, presidente da SBD.
POLÍTICA E SAÚDE
SBD DEBATE ELABORAÇÃO DO PROTOCOLO CLÍNICO DE HANSENÍASE NO MINISTÉRIO DA SAÚDE
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o início de junho, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) compôs o grupo de entidades que participou da Reunião de Escopo do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de hanseníase, realizada por teleconferência, pelo Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, da Secretaria de Vigilância em Saúde (DCCI/SVS) do Ministério da Saúde. A iniciativa teve o objetivo de produzir o primeiro PCDT para hanseníase no Brasil, documento ancorado em evidências científicas. A entidade foi representada por Sandra Durães, coordenadora do Departamento de Hanseníase. Com o PCDT, se pretende oferecer apoio a médicos, profissionais e gestores de saúde na tomada de decisões relacionadas ao tema, especialmente diante de casos que tragam incerteza científica nos campos da eficácia, segurança, custo-efetividade e aplicabilidade do tratamento. Assim, a rede integrante do Sistema Único de Saúde (SUS) se tornaria ainda mais eficiente e capaz de oferecer maior qualidade no cuidado integral às pessoas com hanseníase.
“A constatação de que nem sempre as recomendações do Ministério da Saúde estão sendo seguidas e esquemas terapêuticos não recomendados estão sendo utilizados com risco de tratamento insuficiente e/ou produção de resistência medicamentosa, torna a produção deste PCDT importante para fundamentar cientificamente a adoção dos esquemas terapêuticos comprovadamente mais eficazes e suficientes”, explica Sandra Durães. O presidente da SBD, Sergio Palma, destaca que a colaboração nas ações de controle da hanseníase é uma prioridade para a entidade, em especial na Gestão 20192020, o que se reflete na inclusão da doença nos temas de educação continuada nos Anais Brasileiros de Dermatologia e congressos, na realização de capacitações em hanseníase em todo país e na participação ativa nas campanhas do Janeiro Roxo. “Além disso, dermatologistas da SBD têm histórico de produção científica de excelência na área. Desta forma, podemos agregar uma expertise diferenciada à equipe que discutirá o PCDT”, afirma.
Leia mais sobre a iniciativa: https://www.sbd.org.br/noticias/sbd-debate-elaboracao-do-protocolo-clinicode-hanseniase-no-ministerio-da-saude/
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POLÍTICA E SAÚDE
SBD ENVIA CONTRIBUIÇÕES PARA ELABORAÇÃO DO PRIMEIRO PCDT DE HANSENÍASE DO MINISTÉRIO DA
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SAÚDE
A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) enviou no início de julho suas contribuições para compor o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de hanseníase. A elaboração do documento dentro da entidade foi coordenada por Sandra Durães, responsável pelo Departamento de Hanseníase da SBD. O conjunto de proposta será agora analisado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) do Ministério da Saúde. No campo do diagnóstico, as contribuições da SBD sugerem, dentre outros pontos, buscar evidências científicas para a melhor acurácia dos testes de sensibilidade; e inserir os testes de histamina e de diagnóstico molecular; bem como a sorologia nas referências. Já em relação ao tratamento foram sugeridas a busca de evidências científicas para definir o esquema terapêutico padrão e o tempo de tratamento, inclusive do U-MDT; e a inserção de drogas poupadoras de corticoides no manejo das reações hansênicas. Pioneirismo – Segundo Sandra Durães, esse será o primeiro PCDT para hanseníase no Brasil ancorado em evidências científicas após revisão sistemática da literatura, com o objetivo de oferecer apoio a médicos, gestores de saúde e outros profissionais na tomada de decisões relacionadas ao tema. Para o presidente da SBD, Sérgio Palma, "na avaliação da entidade, a formulação de uma proposta deste tipo será útil, sobretudo, em casos que gerem incerteza nos campos da eficácia, segurança, custo-efetividade e aplicabilidade do tratamento. Assim, para os dermatologistas, com essa padronização, a rede integrante do Sistema Único de Saúde (SUS) se tornaria ainda mais eficiente e capaz de oferecer maior qualidade no cuidado integral às pessoas com hanseníase". Sob esse aspecto, a médica dermatologista Sandra Durães explica que “mediante as constatações de que recomendações do Ministério da Saúde nem sempre estão sendo seguidas e que esquemas terapêuticos não recomendados estão sendo utilizados, sob o risco de gerarem tratamento insuficiente e/ou produção de resistência medica18 | JSBD Volume 24 l N. 3 - 2020
mentosa, a produção deste PCDT se torna importante para fundamentar cientificamente as opções terapêuticas”. Colaboração – Ela destaca que a colaboração nas ações de controle da hanseníase é uma prioridade para a SBD, o que se reflete na inclusão da doença nos temas de educação continuada nos Anais Brasileiros de Dermatologia e na programação de diferentes eventos. Também surge na oferta de atividades de capacitação para diagnóstico e prevenção de hanseníase em todo país, assim como no engajamento ativo em campanhas sobre o tema. Conforme explicou a coordenadora do Departamento de hanseníase, “a pele é o maior órgão do corpo humano e nela estão expressos vários tipos de doenças, tais como câncer, doenças infecciosas, doenças metabólicas, manifestações de doenças sistêmicas. Com isso, os dermatologistas sempre estiveram ligados ao diagnóstico e tratamento das infecções que têm importância para a saúde pública, dando importantes contribuições tanto no campo da assistência aos pacientes quanto na produção científica em relação a esses agravos”. Diante desse histórico de contribuições da SBD na luta contra a hanseníase, o tesoureiro da entidade, Egon Daxbacher, destaca ainda que nas duas últimas gestões, em especial na que cobre o período 2019-2020 “houve a ampliação da participação institucional junto ao Ministério da Saúde, com relação a esse e outros temas”. Segundo disse, isso aconteceu ao se oferecer auxílio na construção de protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas e também na produção e divulgação de materiais informativos em projetos e campanhas voltadas ao combate às doenças de pele. No vídeo a seguir, que faz parte da campanha pela valorização da especialidade da SBD, médicos dermatologistas falam sobre as doenças negligenciadas.
LIVES SBD
TECNOLOGIA QUE RENOVA CONHECIMENTOS SBD Live se firma como uma nova forma para a atualização científica de médicos dermatologistas
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os últimos meses, desde o início da pandemia de Covid-19, a rotina de trabalho e aperfeiçoamento profissional dos médicos mudou totalmente, e encontros presenciais precisaram ser cancelados e/ou revistos. A fim de manter a discussão e atualização sobre temas pertinentes ao dia a dia dos médicos dermatologistas, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) realizou de abril a julho uma série de eventos online contemplando diversos assuntos, a SBD Live. Até então foram realizados onze encontros semanais com o apoio da Manole Educação.
“Além da telemedicina, que tem auxiliado os médicos nos atendimentos de seus pacientes, a tecnologia também possibilitou outro ganho fundamental para nós, médicos dermatologistas, que foi poder manter nosso constante aprendizado, ainda que não por meio de cursos e palestras presenciais. As lives que realizamos, e foram comandadas por nomes reconhecidos da dermatologia, abordaram temas essenciais ao exercício da nossa profissão, incluindo os desafios que a Covid-19 tem trazido para a nossa área”, ressalta Sérgio Palma, presidente da SBD. A seguir, saiba um pouco mais sobre o que aconteceu em cada live realizada pela SBD nas últimas semanas.
Para quem perdeu as lives ou deseja assisti-las novamente, basta acessar a plataforma de webinares da SBD em parceria com a Manole Educação: pode manter o link!
No dia 13 de abril, a SBD fez um encontro para discutir o uso da telemedicina nos tempos atuais, o webinar “Telemedicina: 1 da norma à prática na dermatologia”. Realizado em parceria com a TheraSkin e a iClinic, o debate teve também a participação de Sandra Franco, consultora jurídica especializada em direito médico e da saúde, e levantou pontos como a orientação e a prestação de cuidados ao paciente durante o período da pandemia.
No dia 7 de maio, a telemedicina foi novamente abordada, mas de outra forma. No encontro, Donizetti Giamberardino, primei2 ro vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), falou sobre como ficará o atendimento por telemedicina após o fim da pandemia, ética médica, prescrição eletrônica e certificação digital, resolução que normatizará o atendimento médico a distância no país, emissão de atestados ou receitas médicas em meio eletrônico, entre outros assuntos correlatos. A live também teve JSBD Volume 24
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LIVES SBD a participação do presidente da SBD, Sérgio Palma; do assessor jurídico da SBD Alberthy Ogliari; do coordenador de Tecnologia da Informação do CFM, Gleidson Porto Batista; e do diretor financeiro da SBD, Egon Daxbacher. Saiba mais em: https://www.sbd.org.br/noticias/ em-webinar-da-sbd-centenas-de-dermatologistas-esclarecem-duvidas-sobre-telemedicina-em-tempos-de-covid-19/ As manifestações dermatológicas relacionadas à Covid-19 constituíram o tema da 3 live de 26 de maio. Durante o encontro, os associados puderam esclarecer suas dúvidas sobre o assunto com os professores Paulo Ricardo Criado, pesquisador pleno da Pós-Graduação do Centro Universitário Saúde ABC (FMABC) e coordenador do Departamento de Medicina Interna da SBD, e Hélio Miot, professor da Unesp, em Botucatu, e coordenador científico da SBD. A moderação do debate ficou sob a responsabilidade do presidente Sérgio Palma. Entre os temas abordados, falou-se sobre os estudos produzidos a fim de auxiliar os dermatologistas sobre a possível relação de sintomas e sinais na pele com a contaminação pelo coronavírus. Saiba mais em: https://www.sbd.org.br/noticias/ sbd-promove-debate-para-esclarecer-duvidas-sobre-sinais-e-sintomas-na-pele-relacionados-a-covid-19/ O encontro ocorrido no dia 2 de junho reuniu Ricardo Romiti, coordenador de ações 4 para psoríase na SBD e coordenador do Ambulatório de Psoríase do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP); Renata Magalhães, chefe do Serviço de Dermatologia da FCM da Unicamp e coordenadora dos Ambulatórios de Psoríase e Biológicos do Hospital das Clínicas, em São Paulo; e o presidente Sérgio Palma, para um debate sobre o atendimento de casos de psoríase durante a pandemia da Covid-19. Foram discutidos os diferentes fatores de risco que podem levar à piora de pacientes com psoríase; o real risco de infecção nesses pacientes e condutas mais acertadas em relação a esses quadros; o modo como o estresse desse período tem impacto sobre a saúde dos pacientes; e ressalvas à prescrição de cloroquina e hidroxicloroquina. Nessa edição, o encontro organizado pela SBD contou com o patrocínio da Abbvie. Saiba mais em: https://www.sbd.org.br/COVID19/ sbd-live-promove-debate-sobre-os-cuidados-com-pacientes-de-psoriase-durante-a-pandemia-covid-19/
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A participação da população foi a novidade do encontro do dia 9 de junho. Com o tema impacto da Covid-19 sobre a pele, durante a live debateram-se temas como o estresse
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gerado pela Covid-19 e sua possível manifestação na pele; como a pandemia pode ser o gatilho para o surgimento ou piora de doenças psicodermatológicas; quais os cuidados para proteger pele, cabelos e unhas; como evitar problemas decorrentes do uso de máscaras, luvas e óculos de proteção, entre outros assuntos. O evento, que teve o patrocínio da Bayer, contou com a participação de especialistas como Márcia Senra e Alessandra Romiti, coordenadoras dos Departamentos de Psicodermatologia e de Cosmiatria, respectivamente; a assessora do Departamento de Cabelos e Unhas da SBD Bruna Duque Estrada, e o presidente Sérgio Palma, que atuou também como moderador. Centenas de pessoas assistiram à live, que manteve linguagem mais didática do que as demais, direcionadas especificamente aos médicos dermatologistas. No final, as especialistas responderam a questões enviadas pelos espectadores. Saiba mais em: https://www.sbd.org.br/noticias/ centenas-de-pessoas-assistem-sbd-live-sobre-como-a-covid-19-pode-afetar-a-saude-da-pele-cabelos-e-unhas/ Na sexta live, de 16 de junho, a SBD abordou a Gestão 4.0 para clínicas e consultó6 rios, que focaliza a melhora do desempenho administrativo e financeiro de clínicas e consultórios dermatológicos. Durante o encontro, os participantes puderam tirar suas dúvidas com especialistas do mercado desse tipo de gestão, como Priscilla Dantas, master coach e CX customer experience da MedConsulting; Leandro Cardoso, CEO da MedConsulting; Cláudia Monteiro, CMO da MedConsulting; e Maurício Conti, coordenador médico da Mídia Eletrônica da SBD. A live teve moderação do presidente da SBD, Sérgio Palma, e contou com o apoio institucional da MedConsulting. Além de priorizar aspectos das gestões financeira e administrativa, o grupo conversou sobre estratégias de marketing para a retomada pós-pandemia de Covid-19. Novamente abordando os cuidados de paciente com psoríase, a live do dia 23 de 7 junho levantou outros pontos relativos ao tema, como o risco de infecções graves em pacientes que fazem o uso de imunossupressores; a possibilidade de pacientes em uso de imunobiológicos terem maior risco de desenvolver formas graves de Covid-19; e os cuidados na assistência para pacientes em tratamento com imunobiológicos em centros de terapia assistida. Com participação dos professores Ricardo Romiti, coordenador do ambulatório de psoríase do Hospital de Clínicas da Universidade de São Paulo; Paulo Oldani, coordenador dos ambulatórios de psoríase e imunossupressores do Hospital Federal dos Servidores do Estado (RJ) e do Hospital Naval Marcílio Dias; e Gleison Duarte, membro do Group for Re-
LIVES SBD search and Assessment of Psoriasis and Psoriatic Arthritis, a live teve a moderação do presidente Sérgio Palma. Esse encontro, em especial, revelou uma novidade que promete auxiliar os dermatologistas neste momento: o lançamento do “Guia prático de manejo da psoríase e Covid-19”. O documento, com 24 páginas, foi elaborado pelos médicos Ricardo Romiti e Gleison Duarte, e pode ser baixado pelo link https://www.sbd.org.br/mm/cms/2020/06/23/guiapratico-manejodapsoriasecovid-19.pdf A dermatoscopia e o diagnóstico de lesões desafiadoras ganharam destaque na live de 30 de junho, cujo intuito foi aprimorar 8 o conhecimento dos dermatologistas no diagnóstico de lesões cutâneas, principalmente do câncer da pele. Mediado pelo vice-presidente da SBD, Mauro Enokihara, o encontro reuniu especialistas que analisaram e comentaram casos reais com aspectos desafiadores para os médicos da área. Participaram do evento Bianca Costa Soares de Sá, dermatologista do Núcleo de Câncer de Pele do Hospital A. C. Camargo Center; Carlos Barcaui, professor-associado da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ); Renato Bakos, professor-associado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e chefe do Serviço de Dermatologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre; e a primeira secretária da SBD, Flávia V. Bittencourt, professora-associada da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e chefe do Serviço de Dermatologia do Hospital das Clínicas (HC-UFMG). Saiba mais em: https://www.sbd.org.br/noticias/ sbd-live-promove-debate-sobre-dermatoscopia-com-foco-no-diagnostico-do-cancer-de-pele-mas-nao-exclusivamente/ A dermatite atópica foi o tema na nona live da SBD, que aconteceu em 7 de julho. Dessa vez, os associados puderam se atualizar 9 sobre o tratamento tópico da dermatite atópica; quando usar o tratamento sistêmico; e o tratamento do prurido. Com o título “Atualização terapêutica da dermatite atópica”, o encontro teve o patrocínio da GSK e contou com especialistas Ana Mosca, coordenadora do Departamento de Dermatologia Pediátrica da SBD e dermatologista pediátrica no Hospital Municipal Jesus; Juliany Estefan, membro titular da SBD e da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e atual dermatologista da GSK; Clarissa
Prati, doutora em Ciências da Saúde pelo Hospital Servidor Público de São Paulo e preceptora da Residência Médica em Dermatologia no Hospital São Lucas (PUCRS). A mediação foi realizada pelo presidente da SBD, Sérgio Palma. Após o encerramento das apresentações, os presentes puderam fazer perguntas, levantando temas como orientações para o banho e cuidados gerais com a pele; esquemas recomendados de corticoterapia; diagnóstico de DA associada à alergia alimentar em pacientes pediátricos; utilização de probióticos, entre outros. Saiba mais em: https://www.sbd.org.br/noticias/em-sbd-live-sobre-tratamento-da-dermatite-atopica-e-anunciada-novidade-para-capacitacao-dos-dermatologistas/ : A live realizada no dia 14 de julho, teve como tema “Lasers e tecnologia na dermatologia – discussão de casos clínicos”. O 10 debate virtual contou com a moderação do presidente Sérgio Palma e participação de quatro especialistas no assunto: Taciana Dal’Forno Dini, coordenadora do Departamento de Laser da SBD; Renato Soriani, Beni Grinblat e Geraldo Magela – os três últimos ocupam cargos de assessoria no mesmo Departamento da SBD. Durante o encontro, os médicos abordaram assuntos como tratamentos corporais para celulite, flacidez, estrias e cicatrizes; rejuvenescimento facial; tecnologias e terapia fotodinâmica para ceratoses actínicas e campo de cancerização; e lasers e tecnologias para melasma, rosácea e cicatrizes de acne. Saiba mais em: https://www.sbd.org.br/noticias/ aspectos-praticos-do-uso-de-lasers-e-tecnologias-na-dermatologia-sao-debatidos-em-novo-sbd-live/ Na última SBD Live ocorrida no dia 28 de julho foram discutidas as melhores práti11 cas para a condução de casos clínicos com alopecias. Com transmissão realizada pelo canal da SBD no YouTube, o debate contou com a moderação do presidente Sérgio Palma e Leonardo Spagnol Abraham, coordenador do Departamento de Cabelos e Unhas da entidade. As dermatologistas Fabiane Mulinari Brenner e Bruna Duque-Estrada, ambas assessoras desse grupo, abordaram aspectos clínicos da doença e os avanços técnicos e científicos para seu diagnóstico e tratamento. Também tiraram as dúvidas dos pacientes e da população.
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CAMPANHA VITILIGO
25 DE JUNHO: SBD ALERTA PARA CUIDADOS COM O VITILIGO DURANTE PANDEMIA E PREPARA MANUAL SOBRE O TEMA
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o dia 25 de junho é celebrado o Dia Mundial da Conscientização do Vitiligo, mais um momento importante para a disseminação de informação sobre a doença e combate à discriminação contra seus portadores. Aproveitando a data, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) fez um alerta aos que convivem com essa condição em tempos de Covid-19. “Nós devemos buscar que a doença não seja o polo mais importante da vida dessas pessoas. É importante que elas tenham qualidade de vida e acesso aos tratamentos necessários para bem viver”, afirma Ivonise Follador, ex-presidente por duas gestões da Regional Bahia da SBD. Segundo ela, esse esforço deve ser redobrado em meio à pandemia pelo novo coronavírus, em que o estresse gerado pelas medidas de prevenção pode contribuir para o desenvolvimento ou agravamento do vitiligo.
Atualmente, a SBD está finalizando dois documentos com recomendações para os dermatologistas, a fim de atualizar as melhores práticas no atendimento ao portador do vitiligo durante essa crise epidemiológica. No trabalho coordenado pelo dermatologista Caio de Castro, haverá um consenso sobre o tratamento da doença que contou com a participação de sete dermatologistas brasileiros. “Nesse documento, estabelecemos um padrão de tratamento e protocolos para esse momento”, explica Ivonise Follador, que participa do grupo. Ela coordena o preparo do outro documento, um manual de fototerapia, um dos principais tratamentos para o controle do vitiligo e de outras doenças. “Esse guia aprofunda aspectos trazidos pelo consenso e explica de forma didática como usar a fototerapia nas diversas doenças”, explica. A coordenação geral do trabalho está à cargo do dermatologista e coordenador científico da SBD, Hélio Miot.
Leia mais: https://www.sbd.org.br/noticias/25-de-junho-sbd-alerta-para-cuidados-com-o-vitiligo-durante-pandemia-e-prepara-manual-sobre-o-tema/
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COVID-19
COMO O RACISMO É EVIDENCIADO PELA COVID-19 Embora dito um vírus “democrático”, o novo coronavírus tem pessoas negras como suas principais vítimas no Brasil
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carne negra é a mais barata do mercado”. A frase, da canção “A carne”, composição de Seu Jorge que ficou conhecida na voz de Elza Soares, se escutada, causa indignação, é ainda mais indigesta quando percebemos que retrata a realidade de muitas esferas da sociedade. Sobretudo em tempos de um vírus que não escolhe sexo, cor ou classe social, mas que, na prática, segundo dados informados pelo Sistema Único de Saúde, por meio da base de dados abertos OpenDATASUS, tem matado mais negros e pobres no Brasil. Desde o início da pandemia, uma situação se repete ao redor do mundo: pessoas se contaminam, são tratadas e se curam. Entre o diagnóstico e o tratamento (com o devido isolamento), entretanto, o contato com outras pessoas acontece “naturalmente”. No Brasil, de acordo com estudo realizado pela Fiocruz e pela University College London apontou que o novo vírus entrou no país vindo de vários pontos da Europa, dos Estados Unidos e da Oceania. No entanto, independentemente da porta de entrada do vírus, os mais atingidos são os que tiveram contato com ele em um segundo momento, por meio de contágio direto – no Rio de Janeiro, por exemplo, houve o caso de uma mulher que veio do exterior infectada e não faleceu, mas teve contato com uma funcionária, idosa e sem plano de saúde, que veio a óbito no dia seguinte ao da apresentação dos sintomas. Vítimas invisíveis Para compreender o panorama dos mais atingidos pela Covid-19 é importante analisar a constituição social do país.
A população menos favorecida do Brasil é composta, quase majoritariamente, por negros e pardos que, em sua maioria, continuaram a trabalhar durante a pandemia, sem que pudessem aderir ao distanciamento social, principal medida recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Essas pessoas também, normalmente, moram em casas com elevada proporção de moradores por cômodo, ou seja, em locais em que realizar o isolamento proposto para paralisar a transmissão é quase inviável. Esse conjunto de situações torna-se ainda mais cruel devido à dificuldade de acesso a alimentação de qualidade e à falta de água e saneamento que as comunidades enfrentam, o que impossibilita a higienização devida das mãos, roupas e demais superfícies de contato. “O que vivemos hoje com a Covid-19 e suas principais vítimas é praticamente uma resposta à condição histórica do negro no Brasil. Eles são maioria em um país que não lhes deu a devida reparação pelo que sofreram no passado. Mesmo que ao longo dos anos algumas políticas tenham promovido alguma ascensão social na vida dessa população, nenhuma foi suficientemente produtiva para igualar as desvantagens entre negros e brancos, seja no mercado de trabalho, na distribuição de rendimento, nas condições de moradia, no acesso à educação, na luta contra a violência ou na representação política. Essas características, consequentemente, se refletem no quadro epidemiológico dessa população, evidenciando iniquidades e vulnerabilidades no acesso às condições promotoras de saúde”, explica a dermatologista Sandra Durães. JSBD Volume 24
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COVID-19
“O que vivemos hoje com a Covid-19 e suas principais vítimas é praticamente uma resposta à condição histórica do negro no Brasil.
Outro motivo que provoca maior letalidade entre negros e pardos é a falta de tratamento adequado em relação a outras enfermidades já existentes e que fazem dessas pessoas parte do grupo de risco, como as doenças crônicas: diabetes, hipertensão, obesidade, câncer etc. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), por exemplo, apontam que a população negra apresenta prevalências maiores de hipertensão (44,2%) e diabetes (12,7%), quando comparada à população branca (22,1% e 6,2%, respectivamente), superando a prevalência nacional de ambas comorbidades. “É como um efeito dominó. A pessoa adoece, não se cuida, e, quando contrai um vírus como esse, o organismo já está debilitado de alguma forma e não resiste”, pontua Sandra. A médica informa ainda que estudos genéticos e epigenéticos disponíveis implicaram genes relacionados a hipertensão e outras doenças cardiovasculares na regulação do sistema imunológico, ou seja, a posse de determinados polimorfismos genéticos e sua interação com o ambiente resultam no aumento ou diminuição da transcrição de moléculas determinando a imunomodulação. Mas essa realidade não é exatamente uma novidade do Brasil. A disseminação de micróbios patogênicos, como vírus, historicamente tem sido ligada à desigualdade social, quando populações socialmente desfavorecidas transmitem a mais alta carga da doença, com pior prognóstico e mortalidade. “Na pandemia de gripe de 1918 a 1919, nos Estados Unidos (EUA), houve menor incidência cumulativa da doença entre os negros, mas maior mortalidade em relação aos brancos. Na pandemia de influenza H1N1, de 2009, houve taxa de internação mais elevada entre os pobres e aqueles que residiam em bairros pobres, bem como minorias raciais/étnicas nos EUA. Já em relação à Covid nos EUA, a população negra representou 34% de todas as mortes até a metade de abril. Além disso, a letalidade por caso também foi maior na população negra. Ou seja, sabemos quem estará sempre no lado mais fraco em enfrentamentos como o que estamos vivendo e porque mais negros morrem em situações como essas”, esclarece. 24 | JSBD Volume 24 l N. 3 - 2020
Como a saúde pode ajudar a mudar o panorama Embora o Ministério da Saúde (MS) tenha instituído, em 2009, a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN), reconhecendo e assumindo a necessidade de criar mecanismos de promoção da saúde integral da população negra e do enfrentamento ao racismo institucional no SUS, a realidade é outra. Em 2014, o MS lançou uma campanha com o slogan “Racismo faz mal à saúde. Denuncie!”, visando envolver usuários e profissionais da rede pública de saúde na luta contra o racismo e conscientizar a população de que a discriminação racial também se manifesta na saúde. A campanha foi motivada por relatos de discriminação, e os números que revelam a expressão do racismo no SUS − como o fato de uma mulher negra receber menos tempo de atendimento médico do que uma mulher branca ou o fato de 46,2% das mulheres brancas terem acompanhantes no parto, enquanto apenas 27% das negras utilizarem esse direito, entre outros − mostram essa desigualdade. De acordo com Sandra Durães, para além das políticas públicas de inclusão e equidade, a medicina pode e deve ser um instrumento para a melhoria da saúde da população negra. Como médicos, podemos dar um atendimento diferenciado quando o paciente chega até nós, estudando cada caso na sua singularidade, levando em consideração aspectos individuais e sociais para oferecer um tratamento melhor. Dessa forma, em situações como a de agora, uma pandemia em que tudo pode ser a diferença entre a vida e a morte de uma pessoa, além da luta contra o vírus adotando as medidas sanitárias preconizadas, devemos esclarecer sobre a importância do tratamento das comorbidades que são fatores de risco para a Covid”, diz. Além disso, campanhas dentro das comunidades, com médicos de família, nutricionistas e outros profissionais de saúde, podem ajudar essas pessoas que muitas vezes são desprovidas não apenas de acesso aos hospitais e tratamentos, mas também de conhecimentos que podem ser passados por campanhas e consultas periódicas dentro das comunidades.
DESTAQUE
AÇÕES PELA VALORIZAÇÃO DA ESPECIALIDADE CONTAM COM A PARTICIPAÇÃO DE DIVERSOS DERMATOLOGISTAS
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SBD lançou em julho a Campanha de Valorização do Dermatologista. A iniciativa reforça o papel do médico dermatologista na assistência à população – tanto no tratamento e diagnóstico das doenças quanto na realização de procedimentos cosmiátricos. Por meio de dez vídeos curtos e posts a divulgar nas redes sociais e no site institucional especialistas abordarão temas que envolvem capacitação médica, oncologia cutânea, cabelos e unhas, e doenças negligenciadas, dermatologia cosmiátrica, pediátrica e preventiva, pesquisa em dermatologia e defesa da especialidade. JSBD Volume 24
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No primeiro vídeo, com a participação da diretoria, foram comentados aspectos da capacitação, da responsabilidade e do compromisso ético do especialista com o paciente. O material reforça a ideia de que o paciente encontra no dermatologista o apoio para tratar de sua saúde e encontrar soluções que melhorem seu bem-estar, estabelecendo-se então uma relação com base na confiança e na segurança. A mensagem também ressalta a importância de os pacientes verificarem se o profissional escolhido é realmente dermatologista, acessando os sites da SBD ou do Conselho Federal de Medicina (CFM).
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NOVOS VÍDEOS
Em breve, novas peças com a participação de representantes da especialidade de vários estados e áreas de atuação serão exibidas nas redes sociais. Paralelamente, a SBD enviou mensagem a seus associados estimulando-os a gravar curtos depoimentos para exibir em suas páginas pessoais, bem como encaminhar para inserção nos canais da Sociedade Brasileira de Dermatologia no Facebook e no Instagram. Algumas dessas mensagens gravadas pelos associados poderão compor outros vídeos que serão divulgados oportunamente. "Temos trabalhado em diferentes frentes para valorizar o papel do dermatologista. Trata-se
de uma ação contínua de defesa profissional. Entendemos que essa é uma oportunidade de mostrar para a população, os pacientes e nossos próprios colegas a importância de nossa especialidade", avaliou o presidente da SBD, Sérgio Palma. Em sua opinião, além dos vídeos de engajamento, outras iniciativas continuarão sendo promovidas, sempre com foco no fortalecimento da especialidade. "A Gestão 2019/2020 tem procurado qualificar e ampliar sua atuação no campo parlamentar, na esfera judicante, na comunicação com a sociedade. Daremos seguimento a esse trabalho, com o apoio dos colegas, cientes de que é uma luta de longa duração", concluiu.
Clique para assistir aos vídeos!
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OUTROS OLHARES
A DOENÇA QUE CRIOU UMA NOVA ECONOMIA
GERSON DELLATORRE Preceptor do Hospital da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba, PR
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uitos médicos que estão à frente das unidades de tratamento intensivo para Covid-19 têm enfrentado o medo e a insegurança em seu cotidiano para atender a população em meio a disseminação mundial de uma doença que pode ser transmitida por apenas um toque. Guardadas as devidas proporções, o Brasil já passou por pandemia semelhante à que acontece atualmente, mas utilizando formas de tratamento muito diferentes. A hanseníase, ou lepra, nome pelo qual a doença era conhecida no passado, motivou a criação dos leprosários, comunidades isoladas em que somente pessoas diagnosticadas com a doença poderiam ficar. Criados por volta de 1920 e fechados definitivamente no Brasil em 1986, os leprosários – esses locais existiam também em países da Europa, especialmente, em Portugal e na Grécia –, que também eram chamados de asilos ou casas de isolamento, funcionavam como comunidades exclusivas para quem tinha a enfermidade. “Eram
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praticamente cidades fechadas, com comércio, escola, cartório, hospital, praças etc. Possuíam até dinheiro próprio; as fichas, que tinham valores equivalentes aos mil-réis”, explica o dermatologista Gerson Dellatorre, preceptor do Hospital Santa Casa de Curitiba e colecionador dessas moedas ou fichas. Ele lembra, ainda, que embora o tratamento para a cura da hanseníase tenha sido descoberto nos anos 1940, os locais foram mantidos até idos de 1980, e com inúmeros relatos sobre violência de todas as formas e muito preconceito com os que de lá saíam. Aa fichas dos leprosários, embora agucem a curiosidade pelo contexto em que foram criadas, mostram que o Brasil de 100 anos atrás não era tão diferente do que encontramos hoje, com a violência crescente e a segregação de determinados grupos. A seguir, Dellatorre fala um pouco mais sobre história, medicina e a forma como evoluímos ao lidar com situações de emergência de saúde pública, como as pandemias.
OUTROS OLHARES
"Essa evolução, que antes acontecia em espaço de décadas, hoje ocorre em horas".
JSBD: Por que teve a ideia de colecionar as moedas? A coleção foi motivada por alguma experiência pessoal? Gerson Dellatorre: Me interessei pela numismática (termo utilizado para se referir ao estudo e/ou coleção de moedas) quando ainda cursava a residência de dermatologia na Santa Casa de Curitiba. Estava com a televisão ligada no History Channel, e o programa falava a respeito de moedas − ou, como os numismatas preferem denominá-las nesses casos, fichas − de um leprosário brasileiro. Como a hanseníase estava presente no nosso dia a dia de atendimentos, aquilo muito me chamou atenção pelo seu valor histórico. A partir disso, eu passei a procurar a existência delas no Brasil e também em outros países, buscando conhecer um pouco da história de cada local. JSBD: Essas fichas de uso exclusivo dentro dos leprosários realmente evitavam a contaminação entre outras pessoas? Não havia o perigo de contágio para as pessoas que abasteciam o local com insumos, entre outras coisas? GD: Os locais eram abastecidos pelo mundo externo em locais específicos para o contato com o exterior. Nos leprosários, todos os insumos que entravam (comida, carta ou qualquer outro objeto) costumavam ser devidamente higienizados. Os familiares que visitavam os internos muitas vezes ficavam separados por vidros ou a uma determinada distância. Com o tempo, muitas famílias iam deixando de visitar os doentes e tocando suas vidas lá fora (até porque também passariam a ser estigmatizadas), enquanto quem recebeu a “sentença” recomeçava outra vida dentro do leprosário. Hoje, sabemos que esses cuidados eram excessivos, pois o perigo de contágio é relevante apenas para
quem convive de forma próxima com o doente por muitos anos. JSBD: Todos os pacientes eram colocados nos mesmos leprosários ou existiam "graus ou tipos" variados de leprosários? GD: Acredito que o critério maior fosse o geográfico. As pessoas eram internadas em locais próximos àqueles em que viviam. JSBD: Houve algum caso de saída dessas fichas das colônias, tendo, então, infectado alguém? GD: Não, pois não era um perigo real, mas sim fruto do desconhecimento e do medo próprios da época. JSBD: Quantos leprosários existiram no Brasil? GD: Cerca de 40, e um detalhe curioso é que, embora a descoberta do tratamento da doença tenha acontecido em 1943, esses locais foram mantidos até os anos 1980. Acredito que os mantiveram porque as pessoas que lá viviam eram tão negativamente rotuladas, que a volta à sociedade seria difícil para os ex-doentes. JSBD: As fichas eram diferenciadas apenas no seu formato, mas tinham os valores da época ou eram diferentes em outros aspectos? De que material eram feitas? GD: Algumas, como as da Colônia Santa Tereza (SC) e da Colônia Itapuã (RS), eram feitas de latão e foram cunhadas por uma funilaria, a Siderúrgica Eberle, da cidade de Caxias do Sul, que tinha expertise na produção de lamparinas, talheres, espadas e outros itens metálicos. Já nas fichas colombianas, por exemplo, embora o metal escolhido fosse o bronze, foram utilizadas diferentes ligas, produzindo fichas com tonalidades que iam do marrom-escuro ao amarelo. JSBD: Como médico, o que acha das colônias? Eram eficientes para evitar o contágio mesmo? GD: Na minha visão, em última análise, elas representam uma época marcada pela ausência da cura da doença e pelo medo extremo de ser por ela contaminado. Havia ainda a falta de conhecimento mais amplo sobre suas formas de transmissão, e isso levou a políticas de isolamento compulsório em vários países do mundo, tornando a hanseníase uma das doenças mais estigmatizantes na história da humanidade. JSBD: Essas fichas podem significar um retrato de como a segregação é cruel, já que esses pacientes que JSBD Volume 24
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OUTROS OLHARES as utilizavam eram deixados e não tinham muita assistência (são retratados muitos casos de violência, roubos etc.). Poderia fazer uma breve associação sobre o que, comparativamente, seriam esses leprosários hoje? GD: É difícil encontrar um paralelo exato àquela situação nos dias de hoje. A saúde pública sanitarista, antigamente, cometia excessos, mas o fazia com base nos conhecimentos científicos que possuía, e é muito complicado fazer um julgamento dessa situação. É claro que, com o conhecimento que temos hoje, seria inconcebível criar esses locais. A medicina evolui e continua evoluindo com esses tropeços. Tenho certeza de que, daqui a 50 anos, o que hoje praticamos e achamos que esteja certo será criticado. Essa evolução, que antes acontecia em espaço de décadas, hoje ocorre em horas. Essa rapidez das informações tem como efeito colateral, por exemplo, deixar a pesquisa mais passível de erros, como vimos recentemente naquele estudo sobre tratamento da Covid-19 que foi removido do The Lancet. Já imagino em 2050 alguém dando uma entrevista contando peculiaridades desse isolamento social que estamos enfrentando, e espero que lá na frente achem que tudo foi um absurdo, pois isso seria sinal de que encontraram a resolução do problema. JSBD: Estamos vivendo tempos bastante obscuros, até com negação da ciência. Acredita que algo assim como esses leprosários e a criação dessas moedas possa ser retomado em tempos de Covid-19? GD: Acredito que não; são situações diferentes: uma doença crônica, estigmatizante e altamente debilitante se não tratada, e uma doença aguda (Covid). JSBD: Como era uma “economia” separada do resto do país, como as pessoas eram “remuneradas” dentro dessas colônias? Como era o dia a dia nas colônias? Havia médicos? Todos, incluindo quem trabalhava, eram doentes? Há alguma curiosidade sobre essas moedas? GD: Havia médicos, assistentes de enfermagem (muitas vezes eram freiras). Alguns leprosários, como o da Colônia Santa Tereza, em São Pedro de Alcântara (SC), eram como pequenas cidades, incluindo pequenos comércios. Possuía também hospital, residências das famílias, escola, cartório, delegacia, igreja, cadeia, praça de esportes, oficinas, cemitério e até um cinema. Para o funcionamento desse comércio, obrigatoriamente, era necessário um numerário, e, como se acreditava que o dinheiro nacional não poderia circular ali dentro, foi idealizado um dinheiro apenas para uso local: as fichas da C.S.T. Existem cinco tipos desse dinheiro, com valores faciais de 1.000, 500, 300, 200 30 | JSBD Volume 24 l N. 3 - 2020
e 100 réis. No reverso, todos apresentam as iniciais C.S.T., com o detalhe dos pontos em ligeiro declive para a direita. Os relatos dizem que as fichas de 300 réis eram as mais usadas (e as mais raras dessa colônia), sendo esse justamente o valor da entrada do cinema. Nem a reforma monetária brasileira de 1942 afetou o comércio interno, que continuou a usar as moedas com o padrão mil-réis. JSBD: Houve casos de cura de pacientes de leprosários naquela época? GD: O isolamento em si não curava ninguém. Apesar de sabermos hoje que alguns subtipos clínicos de hanseníase apresentam involução espontânea, o isolamento em tese apenas diminuía a transmissão da doença para outras pessoas. A cura só veio a ser disponível no final da década de 1940, com a comercialização da dapsona, ficando mais eficaz muitos anos após, com o advento da terapia combinada (poliquimioterapia). JSBD: Novamente fazendo uma associação com o período atual, quando não nos tocamos para evitar a contaminação, que lições aprendidas pela medicina naquela época podem ser usadas hoje, para evitar a contaminação pela Covid-19? GD: A Covid-19 apresenta infectividade exponencialmente maior do que a micobactéria da hanseníase. Para a Covid, na ausência de um tratamento, o distanciamento social e as medidas de higiene e de uso de máscara são, hoje, infelizmente, as únicas armas que possuímos para conter seu alastramento. JSBD: Voltando à sua coleção, quantas peças ela tem, e o que representam as moedas? GD: Hoje, na minha coleção tenho cerca de 20 fichas, de diferentes países (Brasil, Colômbia, Venezuela e também Filipinas). As fichas mais raras, como as de leprosários panamenhos e japoneses, são difíceis de achar. Acabam raramente aparecendo à venda em leilões virtuais, com preços altos. Recentemente, pedi a um colega dermatologista que passou por um estágio no Japão que, se encontrasse uma casa de moedas, perguntasse a respeito de uma muito rara, do leprosário Nagashima Aisei-en. O atendente a conhecia, mas informou que seria raríssimo encontrá-la (e consequentemente muito cara). JSBD: Conhece outras pessoas que façam coleções parecidas? GD: Não conheço, mas imagino que esta entrevista seja uma oportunidade para, quem sabe, encontrar alguns colegas dermatologistas que também colecionem.
SBD INOVACAO 4
CONHEÇA O SBD INOVAÇÃO 4.0 E INSCREVA-SE EM DIFERENTES ATIVIDADES ONLINE PARA A CAPACITAÇÃO E ATUALIZAÇÃO CIENTÍFICA A DISTÂNCIA
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om o objetivo de inovar, capacitar e conectar o associado ao conceito de liderança colaborativa, bem como promover a aprimoramento das competências profissionais da equipe de trabalho que atua no consultório, a entidade lançou em março o SBD Inovação 4.0, composto de cursos rápidos e gratuitos com início imediato. Atualmente, são oferecidos os cursos para secretárias; gestão para clínicas dermatológicas e de micologia. A proposta tem agradado aos médicos e mostra a importância da implementação desse tipo de atividade a distância voltada para a atualização científica do especialista. Os conteúdos direcionados para a equipe administrativa do consultório/clínica abordam a qualidade do atendimento ao paciente, organização do cotidiano de trabalho, finanças pessoais, entre outros. Para quem está no início da profissão, há módulos que ressaltam as principais regras da Anvisa para abertura de clínicas, bem como planejamento financeiro e de marketing, além de recursos humanos. Já os assuntos voltados para a rotina de quem atua em clínicas, envolvem direito médico, marketing digital, controles financeiros até fluxos e rotinas no cotidiano médico e neuromarketing.
“Por meio de tecnologias modernas foram disponibilizados aos associados conteúdos atuais, a fim de dar ao especialista capacidades técnica e científica que garanta ao paciente um atendimento adequado”, diz o presidente da SBD, Sérgio Palma. Micologia – Desde sua implementação, as atividades do curso de Micologia, oferecido aos associados gratuitamente durante a pandemia, contam com mais de 3.300 matrículas. Sob a coordenação da médica dermatologista do Departamento de Micologia da SBD, Regina Casz Schechtman, conta com três blocos (básico, intermediário e avançado) e reúne assuntos como noções gerais sobre micologia e taxonomia dos fungos patogênicos; micoses superficiais, subcutâneas e sistêmicas; etiologia e epidemiologia; diagnóstico clínico e diferencial, além do laboratorial; casos clínicos de complexidade fácil, média e difícil, entre outros. O conteúdo disponível na plataforma SBD Inovação 4.0 pode ser acessado a qualquer momento por médicos dermatologistas SBD. Já os colaboradores, após cadastro, receberão as aulas por e-mail. O projeto conta com o apoio da MedConsulting Consultoria Médica.
Para conferir o programa dos cursos e realizar o cadastro, acesse a página do SBD Inovação 4.0
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EVENTOS
SBD OFERECE GRATUITAMENTE O “PRELIMINAR ONLINE DO 75º CSBD” EM SETEMBRO
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Para participar do encontro online é preciso estar inscrito no 75º CSBD
evido à pandemia do novo coronavírus, alguns eventos tiveram seus formatos reformulados, como o caso do 75º CSBD, principal encontro da SBD, que teve sua data alterada para setembro de 2021. Com a mudança, a Diretoria da SBD Gestão 2019-2020 e Comissão Organizadora do encontro optou por realizar um evento online preliminar e gratuito nos dias 5 e 7 de setembro deste ano. O “Preliminar Online” é uma prévia do 75º CSBD e foi desenvolvido para oferecer ao associado novas perspectivas terapêuticas e atualizações científicas em todas as áreas da dermatologia. O programa conta com a participação de renomados dermatologistas e objetiva proporcionar
aos inscritos conhecimentos e troca de informações em um ambiente virtual e dinâmico. Lembrando que para participar do encontro online, é preciso se inscrever no 75º CSBD. "Convido nossos associados a participar desse evento que, além de ter a chancela da nossa Sociedade, foi elaborado com muito carinho pela Comissão Científica do Congresso, que se realizará em São Paulo o ano que vem. Todos os nossos palestrantes têm grande experiência nos temas e também teremos a presença de alguns colegas estrangeiros. Contamos com a participação de vocês!", convida o presidente do Congresso, Cyro Festa Neto.
Se você já se inscreveu no 75º CSBD, basta acessar a área restrita do site e fazer a adesão no evento online: www.sbd.org.br/dermato2020/.
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EVENTOS
SBD CONFIRMA QUATRO EVENTOS PRESENCIAIS NO SEGUNDO SEMESTRE DE 2020
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fim de manter de seu compromisso com a atualização científica de seus associados, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) definiu a realização de quatro encontros presenciais no segundo semestre de 2020: 4º Simpósio Nacional de Imunobiológicos e XII Simpósio Nacional de Psoríase; 12º Teraderm; V Simpósio Internacional de Cabelos e Unhas; e 42º Simpósio de Dermatologia Tropical. As inscrições estão abertas e podem na área de eventos do site da SBD. “Todas as medidas preventivas e de segurança em prol da saúde e do bem-estar dos congressistas estão sendo tomadas e serão implementadas nesses eventos para que todos possam participar sem preocupação”, afirmou o presidente da SBD, Sérgio Palma, que, juntamente com os outros diretores da Gestão 20192020, está envolvido com a organização desses quatro encontros.
Dentre as medidas de segurança previstas, optou-se por reduzir o limite do número de inscrições, o que proporcionará o espaçamento mínimo de dois metros entre os participantes. Além disso, a limpeza das áreas comuns, tais como auditórios e banheiros, será reforçada com a utilização de produtos químicos específicos para a eliminação de vírus e bactérias. Também haverá a disponibilização de álcool em gel na entrada de cada uma das salas, banheiros e na entrada principal do evento e a aferição da temperatura corporal com termômetros infravermelhos. Os organizadores estão acompanhando as orientações das autoridades sanitárias para incorporá-las de imediato, caso seja necessário. “Sabemos das dificuldades, mas acreditamos que teremos uma boa participação nesses encontros. Cada um configura uma oportunidade única de adquirir novos conhecimentos e promover a confraternização dos especialistas no período pós-pandemia”, conclama Palma.
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EVENTOS Confira detalhes de cada um dos eventos e garanta já a sua vaga:
4º Simpósio Nacional de Imunobiológicos e XII Simpósio Nacional de Psoríase O encontro acontecerá no dia 11 de outubro, em São Paulo (SP). Durante sua realização, serão organizados debates sobre diagnóstico e tratamento da psoríase com o objetivo ampliar e fortalecer os conhecimentos do especialista sobre o tema, bem como propor discussões para visando uma melhor qualidade de vida para o paciente. Inscrições: https://www.sbd.org.br/evento/4-simposio-nacional-de-imunobiologicos-e-xii-simposio-nacional-de-psoriase/
12º Teraderm Um dos mais importantes eventos no calendário dermatológico brasileiro depois do Congresso Brasileiro, o Teraderm será realizado nos dias 12 e 13 de outubro, em São Paulo (SP). Está prevista uma programação diversificada, abrangendo as principais novidades em termos de terapêuticas, tratamentos e procedimentos. Uma das marcas do encontro é o uso do formato de talkshow, com dicas de experts seguidas de debates, o que atrai grande número de participantes que enxergam no encontro a oportunidade de revisitar temas importantes da rotina dos consultórios, bem como técnicas e avanços na prática dermatológica. Inscrições: https://www.sbd.org.br/evento/12-teraderm-da-sbd/
V Simpósio Internacional de Cabelos e Unhas da SBD O Rio de Janeiro sediará esse grande encontro nos dias 6 e 7 de novembro. O evento contará com importantes profissionais nacionais e de fora do país que promoverão uma discussão aprofundada sobre os tópicos mais relevantes na área de cabelos e unhas, incluindo as novas terapêuticas. Inscrições: https://www.sbd.org.br/evento/v-simposio-internacional-de-cabelos-e-unhas-da-sbd/
42º Simpósio de Dermatologia Tropical da SBD A 42ª edição será realizada nos dias 13 e 14 de novembro, em Belém (PA). No evento, que abordará a essência da dermatologia clínica, importantes especialistas da área debaterão as doenças infecciosas e de caráter endêmico, como a hanseníase, DST/Aids, leishmaniose e tuberculose. Esses agravos estão no grupo das chamadas doenças negligenciadas, que ainda afetam grande número de pessoas no país. O encontro reafirma o compromisso social da SBD com a assistência de qualidade à saúde pública. Inscrições: https://www.sbd.org.br/evento/42-simposio-de-dermatologia-tropical-da-sbd/
Matéria publicada no site: https://www.sbd.org.br/noticias/sbd-confirma-quatro-eventos-presenciais-no-segundo-semestre-de-2020/
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RECOMENDAÇÃO DE ARTIGOS Nesta seção, os editores das publicações científicas da SBD indicam leituras de trabalhos originais e de atualização. O objetivo é conferir maior alcance e valorização da produção acadêmica realizada por médicos dermatologistas brasileiros.
ARTIGO ORIGINAL
MELANOMA ACRAL - ESTUDO CLÍNICO E EPIDEMIOLÓGICO DOI: http://www.dx.doi.org/10.5935/scd1984-8773.20201222526
Yara Alves Caetano, Ana Maria Quinteiro Ribeiro, Bruno Ricardo da Silva Albernaz, Isabella de Paula Eleutério, Luiz Fernando Fleury Fróes Junior Trabalho realizado no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás, Goiânia (GO), Brasil.
RESUMO Este estudo permite extrair as seguintes observações a respeito dos pacientes de melanoma acral (MA) diagnosticados:
•Para o MA não há forma de prevenção. Seus fatores de risco ainda são desconhecidos; por isso, devemos priorizar o diagnóstico precoce;
-Não existem diferenças estatísticas significativas entre os sexos, há predomínio de pacientes idosos (> 40 anos),
• Estudos imunogenéticos poderiam auxiliar na correlação de comportamento tumoral, agressividade, possibilidade de recidiva e resposta ao tratamento a fim de aumentar a sobrevida livre de doença nesses pacientes.
-Em não brancos e de localização plantar; maior índice de Breslow está relacionado, em geral, a diagnóstico tardio e pior desfecho; - As campanhas públicas de prevenção e diagnóstico de câncer de pele devem enfatizar a possibilidade de essa forma de câncer não estar vinculada à exposição solar, à cor de pele e à idade preferencial;
Palavras-chave: Análise de Sobrevida; Detecção Precoce de Câncer; Melanoma
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RECOMENDAÇÃO DE ARTIGOS DERMATOLOGIA TROPICAL / INFECTOPARASITÁRIA
Anais Brasileiros de
Dermatologia INFECÇÃO CUTÂNEA POR MYCOBACTERIUM LENTIFLAVUM APÓS INJEÇÃO SUBCUTÂNEA DE FÓRMULA LIPOLÍTICA https://doi.org/10.1016/j.abd.2019.11.013
Renan Bernardes de Mello, Dalton Nogueira Moreira, Ana Carolina Gomes Pereira, Nicole Ramalho Lustosa Trabalho realizado no Hospital das Clínicas, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG, Brasil.
RESUMO A incidência de infecções micobacterianas não tuberculosas está aumentando em todo o mundo; até 2017, mais de 190 espécies e subespécies foram documentadas. Embora classicamente associado à imunossupressão, o reconhecimento desses agentes etiológicos em doenças que afetam indivíduos imunocompetentes e em infecções associadas à assistência à saúde, como após procedimentos cirúrgicos e cosméticos, torna relevante o estudo da epidemiologia e patogênese desses microrganismos na prática médica. A Mycobacterium lentiflavum cresce lentamente e raramente afeta a pele. Um caso de micobacteriose cutânea causada por M. lentiflavum é relatado em um paciente imunocompetente após injeção subcutânea de um composto lipolítico, tratado com claritromicina e levofloxacina. © 2020 Sociedade Brasileira de Dermatologia. Publicado por Elsevier España, S.L.U. Este é um artigo Open Access sob uma licença CC BY (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Palavras-chave: Mesoterapia; Infecções por Mycobacterium, não tuberculosas; Infecções de tecidos moles
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RIO DE JANEIRO A Rio Dermatológico é uma revista que se pauta pela defesa da dermatologia e do médico dermatologista, além de fazer interface com outras especialidades. Editado pela SBD-RJ a cada três meses, está disponível para leitura aos associados de outras Regionais da SBD. O periódico conta com reportagens, editoriais, entrevistas, estudos de casos, espaço lúdico, entre outros conteúdos.
DISTRITO FEDERAL
A Regional Distrito Federal da SBD ajudou cerca de 100 famílias de São Sebastião com a doação de cestas básicas e álcool em gel. A campanha solidária foi realizada no primeiro fim de semana de julho e contou com o apoio de laboratório e farmácias de manipulação com foco em dermatologia da capital federal. “Foi gratificante ajudar famílias que em decorrência da pandemia perderam seus trabalhos e ainda es-
tão expostas ao contágio e transmissão do vírus. Além da doação de alimentos, pudemos contribuir com doação de álcool em gel e ressaltar a importância do cuidado de cada um para evitar a disseminação desse vírus”, afirma nota da SBD-DF. A iniciativa foi idealizada por Cristina Salaro e Luanna Portela, presidente e vice-presidente da entidade, respectivamente.
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SERVIÇOS CREDENCIADOS UNICAMP – SP O Serviço de Dermatologia da Unicamp convida os associados para sua III Jornada de Biológicos no dia 1o de agosto (sábado), das 8h às 11h30, por meio da plataforma zoom. As duas outras edições abordaram a psoríase e apresentaram casos de pacientes ao vivo. “Neste ano, teremos apresentações de casos de psoríase, hidradenite, dermatite
atópica e urticária, bem como a discussão multidisciplinar englobando infectologia, proctologia, endocrinologia, hematologia, oncologia, reumatologia, imunologia e cardiologia”, detalha a chefe do Serviço, Renata Magalhães. O evento conta com a participação dos Serviços da região, residentes, médicos dermatologistas e professores.
UNITAU – SP Durante a quarentena, os médicos residentes que atuam no Serviço da Universidade de Taubaté (Unitau) mantiveram as visitas aos pacientes internados e as consultas aos casos de urgência no ambulatório. De acordo com o chefe do Serviço, Samuel Mandelbaum, os professores da universidade estão se adaptando aos novos tempos e agora promovendo discussões clínicas virtuais. “Também as crianças do Dermacamp e suas famílias não foram esquecidas. Um dos mais tradicionais encontros, o Arraiá Dermacamp, este ano teve que ser adaptado: cada um em sua casa e todos juntos na tarde de 28 de junho, comemorando com comidas típicas, músicas e muita dança. Não faltou animação às 112 pessoas que estiveram
conosco nessa linda festa”, disse. O próximo evento promovido pelo Dermacamp ocorrerá também em ambiente virtual no dia 29 de agosto. VII Seminário sobre Atenção Integral e Políticas Públicas em Epidermólises Bolhosas e Doenças Raras de Pele – Tradicionalmente realizado na Câmara Municipal de São Paulo e com a participação de pacientes e de suas famílias, este ano o seminário será online. O Seminário tem características especiais de multidisciplinaridade e multiespecialidade. Duas convidadas já confirmaram a presença: a diretora-geral da EB Academy (Academia da Epidermólise Bolhosa) e da EB-Clinet (Rede Clínica da EB), Sophie Kitzmüller, da Áustria, fará conferência sobre epidermólise bolhosa; e a advogada que atua junto às doenças raras há quase dez anos, Rosangela Moro, abordará as doenças raras e as políticas públicas. A participação é gratuita.
SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS – SP O mais novo Serviço de Dermatologia do estado de São Paulo, foi convidado pela Diretoria da SBD-Resp para sediar a 155a Jornada Paulista de Dermatologia, tradicional evento científico em que os pacientes são examinados ao vivo e em seguida os casos clínicos são discutidos por professores convidados. Com a atual pandemia, a jornada foi mantida, mas o formato alterado. Será realizada online, na manhã do dia 3 de outubro. “Os casos clínicos serão apresentados em ambiente virtual, e toda a plateia, médicos dermatologistas, residentes e professores convidados, poderão discutir ao vivo os casos apresentados”. Para isso, desde maio, preceptores e residentes de São José dos Campos estão se preparando por meio de reuniões clínicas realizadas em ambiente virtual. “Marque no calendário e reserve a data para participação em mais uma edição da jornada. Contamos com vocês”, convida Mandelbaum. 120 anos de história – A Santa Casa de Misericórdia de São José dos Campos é hoje o maior complexo de 38 | JSBD Volume 24 l N. 3 - 2020
saúde da Região Metropolitana do Vale do Paraíba, com 232 leitos e atendimento de alta complexidade, realizando transplantes renais e hepáticos. “Em 2016 o hospital assumiu sua vocação de hospital-escola com a implantação de seu pioneiro Serviço de Dermatologia, voltado para o atendimento ao Sistema Único de Saúde (SUS) e para a formação de especialistas em seu estágio de aperfeiçoamento em dermatologia, credenciado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia. Em 2019 foram acrescidas as residências de clínica médica, cirurgia geral, anestesiologia e terapia intensiva”, informou o chefe do Serviço, Samuel Mandelbaum.