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Jornal da SBD - Nº 6 Novembro / Dezembro 2007

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Sociedade Brasileira de Dermatologia

Editorial

Paulo R. Cunha - Coordenador médico do Jornal da SBD

Afiliada à Associação Médica Brasileira

www.sbd.org.br

C

Diretoria 2007 - 2008 Presidente - Alice de Oliveira de Avelar Alchorne Vice-presidente - Omar Lupi Secretária-geral - Ryssia Florião Tesoureira - Claudia Pires Amaral Maia 1a secretária - Célia Kalil 2o secretário - Josemir Belo

Jornal da SBD Esta é uma publicação da Sociedade Brasileira de Dermatologia, dirigida a seus associados e órgãos de imprensa. Publicação bimestral - Ano XI - no 6 - novembro / dezembro - 2007 Coordenador médico - Paulo R. Cunha Conselho editorial - Alice Alchorne, Omar Lupi, Ryssia Florião, Claudia Pires Amaral Maia, Célia Kalil, e Josemir Belo Jornalista responsável - Andréa Fantoni - Reg. MTB/RJ n0 22.217 JP Redação - Andréa Fantoni Editoração eletrônica - Nazareno N. de Souza Estagiário - Victor Gimenes Contato publicitário - Priscila Rudge Simões A equipe editorial do Jornal da SBD e a Sociedade Brasileira de Dermatologia não garantem nem endossam os produtos ou serviços anunciados, sendo as propagandas de responsabilidade única e exclusiva dos anunciantes. As matérias e textos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores. Correspondência para a redação do Jornal da SBD Av. Rio Branco, 39/18o andar - Centro - Rio de Janeiro – RJ CEP: 20090-003 E-mail: comunicacao@sbd.org.br Assinatura anual: R$ 100,00 Número avulso: R$ 20,00 Tiragem: 6.000 exemplares Impressão: Sol Gráfica

Sumário

aros colegas, é com prazer que lhes entregamos a última edição de 2007 do Jornal da SBD, que está repleto de matérias de interesse geral e de boas notícias. A matéria de capa traz uma ótima novidade: “Diretoria amplia a sede da SBD”.Acompanhando a evolução dos tempos, dentro de uma nova realidade, a atual Diretoria faz essa nova aquisição que na certa oferecerá importantes benefíProf. Dr. Paulo cios aos 5.600 associados, gerando melhorias na qualidade dos traR. Cunha balhos desenvolvidos em busca da excelência que o momento exige. Na coluna “Palavra da Presidente” a profa. Alice faz a prestação de contas de 2007, encerrando seu primeiro ano de uma gestão profícua. Lendo a sessão “Entrevista Internacional” com o prof.Américo Figueiredo,da Universidade de Coimbra,fundada em 1290,vamos poder conhecer a realidade da dermatologia exercida em Portugal e verificar suas peculiaridades. De olho no futuro, vamos conferir os artigos “Perspectivas das Células-Tronco na Dermatologia”, de autoria do prof. Omar Lupi, assim como o artigo “Fronteiras da Dermatologia”, escrito pelo prof.Artur Duarte, e as novidades da tecnologia da informação, na matéria “O futuro é agora”. Chamo a atenção para a matéria que registra a merecida homenagem e a titulação do brilhante prof. Nelson Proença como professor emérito da FCMSCSP. Nossa “Linha do Tempo” não pára. Caminhando célere, esta edição abrange o período de 69 a 74, ocasião em que o Congresso Mundial de Dermatologia Tropical ocorreu em São Paulo, em que se vivia gravíssimo surto de meningite. Listamos ainda os livros de dermatologia de autores brasileiros lançados em 2007. Não deixem de conferir. O exame para o TED, iniciado em 1967, terá sua 42a edição em março/08. Outra boa notícia: a SBD divulga também o edital do Exame de Suficiência Categoria Especial para obtenção do TED, que será realizada em junho de 2008; fiquem atentos e divulguem. Será possível acompanhar os processos dos dois exames pelo Jornal. A última Campanha de Prevenção de Câncer de Pele da SBD foi um sucesso. Confira os números nas páginas 6 e 7.Também nesta última edição de 2007, marcada por algumas inovações visuais, mostramos alguns lugares para passar belíssimas férias. Afinal, é chegada a hora de um merecido descanso. Confiram. Para encerrar desejamos a todos um 2008 feliz, com muita saúde e contínuo sucesso. Boa leitura!

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Palavra da Presidente Diretoria amplia sede da SBD Campanha de Prevenção ao Câncer de Pele Entrevista Internacional: prof. Américo Figueiredo Dr. Nelson Proença recebe título II Simpósio Internacional de Laser Fronteiras da Dermatologia: prof. dr. Artur Antônio Duarte De olho no Futuro: Células-tronco na Dermatologia Prova do TED será em março O Futuro é agora Curso de Dermatoscopia e Fotografia Dermatológica Digital Vultos da Dermatologia – prof. Neide Kalil Gaspar Handout Linha do Tempo Painel Reforma da Biblioteca da SBD Serviços Credenciados Edital do Exame de Suficiência Categoria Especial para obtenção do TED Férias: você merece! Paralelos da Dermatologia:Trajetória de brasileiros Cumprindo Metas Regionais

Matéria de capa Eleições 2008 – apresentação das chapas

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Ano XI n. 6

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Palavra da Presidente

Alice de Oliveira de Avelar Alchorne

Prestando contas – 2007

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stamos encerrando o primeiro ano de nossa gestão. No primeiro trimestre precisávamos conhecer profundamente a SBD (estatuto, regimentos, regulamentos, seus serviços aos associados e a parte administrativa). Planejar Alice de Oliveira de Avelar medidas de melhoria aos associados e à Alchorne especialidade com novos projetos veio a seguir. As tarefas que mais se destacaram foram: 1. Para a parte administrativa foi contratada uma empresa de Advocacia Trabalhista que, após alguns meses de estudo, nos forneceu um relatório com inúmeras orientações nesse aspecto. 2. A captação de recursos superou a prevista, e já iniciamos esse trabalho para o ano de 2008. 3. A discussão sobre Áreas de Atuação (Cosmiatria e Cirurgia Dermatológica) em duas reuniões do Conselho Deliberativo foi de grande interesse para o associado, pois houve consenso quanto ao fato de essas áreas não demandarem outra certificação além do Título de Especialista, uma vez que são inerentes à formação do dermatologista e, portanto, competências da especialidade. 4. Uma grande conquista junto à AMB para a nossa Sociedade e que poderá beneficiar os inúmeros associados contribuintes é o denominado Título de Especialista Especial, concedido mediante aprovação na prova que será realizada em junho de 2008. 5. Diversos eventos, bastante acessíveis financeiramente, para a EMC/D foram realizados: dois de Alergia (MG e RS), Cosmiatria (SP), Laser, Psicodermatoses e Simpósio de Unhas (RJ), DST e Dermatoses Infecciosas (SP), cinco chats (Cirurgia, Cosmiatria, DST e Aids, Hanseníase, Laser) e o Curso Dermatopatologia Tropical. Já estão programados alguns eventos para 2008. A aquisição de equipamentos e construção de sala

especializada para realização de chats na própria sede da SBD deverá ser um bom investimento para todos os associados. 6. Foram realizadas diversas atividades para divulgação da especialidade: Dia do Dermatologista, participação no PAN, Campanha de Prevenção de Câncer em nível nacional, Dia da Psoríase, evento sobre meio ambiente. 7. Julgamento de centenas de cursos para pontuação na Comissão Nacional de Acreditação (CNA) da AMB. 8. Diversas melhorias na parte física da biblioteca e aquisição de novas bases de dados de pesquisa bibliográfica. 9. Inúmeros projetos para a Mídia Eletrônica (reestruturação do site, Atlas de Dermatologia – Troias, passagem para o site da coleção dos Anais Brasileiros de Dermatologia). 10. Edições regulares do Jornal da SBD que sofreu reestruturação, com novas matérias, e dos Anais Brasileiros de Dermatologia, que deverá ser submetido à indexação no Medline. 11. Várias entrevistas nos diferentes meios de comunicação que, além de prestação de serviço à comunidade, colaboram para a divulgação da especialidade. 12. Estudo para modificações de estatuto, regimentos e regulamentos. 13. Preparo junto com a Comissão do Título de Especialista dos editais do TED normal e TED Especial. 14. O último e dos mais importantes empreendimentos de 2007 foi a aquisição no dia 20/12/2007 de um conjunto no mesmo prédio da sede da SBD; isso duplicará o espaço físico de nossa entidade, que estava muito aquém de nossas necessidades. 15. Realização do 62o Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia, em São Paulo, sob a presidência do dr. Jayme de Oliveira Filho. A Diretoria deseja a todos os associados feliz natal e 2008 com muita paz e prosperidade.Vamos continuar trabalhando com garra a fim de trazer outras boas aquisições para a SBD.

Calendário - 2008 Regionais - Fevereiro de 2008 5 Reunião Clínica Mensal SBD 16 Reunião Mensal - AMMG SBD 16 Simpósio de Cosmiatria SBD Regional PA 22 e 23 Curso de Dermatoscopia e Documentação Fotográfica para o Dermatologista SBD 23 Reunião Científica SBD 23 Reunião Clínica Dermatológica SBD 25 Reunião Clínica Mensal SBD 27 Reunião Mensal de Casos Clínicos SBD 29 e 01 IV Curso de Cosmiatria - Resort Canabrava SBD 29 e 01 I Curso EMC-D - Boas-vindas aos novos Residentes - Palestras: O melhor do Meeting 2008, Fármaco segurança e a Anvisa (uso irregular de medicamentos proscritos), Interface: Dermatologia - Medicina Interna SBD Internacional 1/2/ a 5/2/2008 66o Meeting da Academia Americana de Dermatolgia San Antonio

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Reg. ES Reg. MG Reg. PA Reg. PE Reg. PB Reg. MT Reg. MS Reg. AL Reg. BA

Reg. SP Texas - EUA


Foto: Samuel Peixoto

Diretoria

amplia

sede da SBD A

Presidente da SBD, Profª. Alice de Oliveira de Avelar Alchorne, com vistas à ampliação das instalações físicas da entidade, assinou a compra do grupo de salas do 17o andar, um abaixo de onde atualmente funciona a sede da SBD, no Rio de Janeiro. Serão mais 380m2 de área. A formalização da compra, que teve a participação dos antigos proprietários, da dra. Alice O. A. Alchorne, do VicePresidente, dr. Omar Lupi, e da tesoureira, dra. Claudia Maia, aconteceu no dia 20 de dezembro. A inauguração do novo espaço está prevista ainda para o primeiro semestre. O projeto deve garantir espaços mais confortáveis para receber os associados, parceiros e prestadores de serviços, um lugar para realizações de videoconferências além da instalação de um pequeno auditório. Outro fator que pesou na decisão da Diretoria foi o aumento da demanda dos associados, que atualmente são 5.659.“A SBD cresceu muito nos últimos anos, e, em conseqüência, temos muito mais atividades. Precisávamos de espaço para abrigar documentos e arquivos e oferecer mais conforto no atendimento da Biblioteca, uma das mais completas da América Latina nessa área, com livros raríssimos”, afirma a dra. Alice Alchorne. Segundo o vice-presidente da SBD, dr. Omar Lupi, esse é um momento histórico. “Daremos um salto de qualidade em todos os aspectos: institucional, operacional e logístico, além de reforçar a posição da SBD como uma das associações médicas de maior potencial e importância na Medicina Brasileira”, considera. Os sócios têm acesso a inúmeros serviços, cujo funcionamento a contento demanda várias pessoas e processos. “Recebemos muitos materiais gráficos”, explica a secretária-geral, dra. Ryssia Florião. “Mantemos também arquivos organizados, que crescem em tamanha ordem que, atualmente, temos dificuldades em armazená-los devidamente. Os funcionários também serão beneficiados, pois terão mais conforto e infra-estrutura para trabalhar. “Estamos planejando uma avaliação ergométrica para cada funcionário desempenhar de maneira mais saudável e eficaz suas funções”, comenta o dr. Omar Lupi.

No centro a presidente da SBD, dra. Alice de O. de A. Alchorne assina a compra do 17o andar. Estavam presentes os drs. Omar Lupi e Cláudia Maia

Outra vantagem da nova aquisição é criar espaço para salas de reuniões. Pelo menos uma vez por mês os membros da Diretoria se reúnem na sede. “Acabaremos com o desconforto nas reuniões. Hoje é impossível acontecer mais de uma reunião ao mesmo tempo”, declara a dra. Alice Alchorne. O lugar ainda poderá abrigar encontros, entre outros, dos membros das Comissões e Conselho Fiscal da SBD. A compra das salas foi planejada visando custos e benefícios, sem representar perdas no caixa da entidade. Segundo o dr. Omar Lupi, essa renda foi obtida pela atual gestão, em seu primeiro ano de trabalho, pela readequação das receitas e despesas da Sociedade. “Os custos da reforma dos espaços, novo e antigo, da sede serão, da mesma forma, bancados pelas novas receitas, geradas sem comprometer o patrimônio ou a saúde financeira da instituição”, declara. “A expectativa é que as áreas centrais do Rio de Janeiro sejam revitalizadas a exemplo das grandes metrópoles. Isso vai ampliar o patrimônio da SBD, que poderá ter uma valorização”, completa o dr. Paulo Cunha, Coordenador Médico do Jornal da SBD.

Breve relato histórico

Todo o 17o andar, com suas salas será reformado para abrigar as novas instalações

A sede social da SBD funcionava em uma pequena sala do Pavilhão São Miguel da Santa Casa,até 1988.Em 15/06/1988 seu então presidente, Prof. René Garrido Neves,comprou a primeira sede própria da SBD,localizada na Av. Nilo Peçanha, 26, conjunto 909, no Centro do Rio de Janeiro, dando melhores condições de funcionamento e mais independência à entidade. Vendida em 25/10/1993, possibilitou a aquisição nesse mesmo ano da segunda e atual sede, na Av. Rio Branco, 39. Em 20/12/2007, sob a presidência da Profa. Alice de Oliveira de Avelar Alchorne, a atual Diretoria ampliou a sede da SBD, duplicando o espaço físico com a aquisição de mais 380m2. Jornal da SBD

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Campanha de prevenção do câncer da pele

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stima-se que 40 mil pessoas tenham sido examinadas nos 180 postos de atendimento da Campanha Nacional de Prevenção do Câncer da Pele espalhados pelo Brasil. A ação, realizada no último dia 24 de novembro, contou com mais de três mil voluntários que prestaram atendimentos e orientações aos pacientes, ainda encaminhando para tratamento os casos suspeitos. O serviço 0800 da campanha computou 12.735 chamadas. O motorista de táxi Cícero Martins foi ao posto instalado no calçadão da Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio, em busca de orientações. "Eu passo o dia todo na rua, faça chuva ou faça sol. De vez em quando aparecem manchas nos meus braços, principalmente no esquerdo, que já é, naturalmente, mais queimado de sol do que o direito, devido à maior exposição solar.Acho que deveria haver mais campanhas de esclarecimento como essa", enalteceu o taxista. Em Manaus a campanha ofereceu atendimento em sete locais. Segundo a coordenadora, dra. Patrícia M. de Morais, diversas chamadas nas rádios e tevês alertaram para o dia do exame. Antes, porém, dermatologistas tiraram dúvidas da população sobre as doenças da pele em vários pontos da cidade, o que também convocou a população. Como resultado, foram realizados 1.333 exames, com o diagnóstico clínico de 114 casos de carcinomas, tendo sido feitas 58 biópsias, 23 cirurgias exicisionais e 81 criocirurgias. No Distrito Federal foram atendidos 229 pacientes, 37 diagnosticados como carcinoma basocelar e seis como espinocelular no ambulatório do Hospital Universitário de Brasília. Alguns foram submetidos à cirurgia no próprio local. Para os casos de câncer superficial, os pacientes foram tratados com terapia fotodinâmica. “É necessária a divulgação prévia pela tevê, pois o número de pacientes aumentou à tarde, após a

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Voluntários vão ao encontro da população na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro

divulgação. O percentual de diagnóstico de câncer foi de aproximadamente 18%. Esse índice corresponde às regiões onde ocorre a maior incidência. Acredita-se, entretanto, que a recomendação feita por colegas a pacientes portadores de câncer, no sentido de procurar o hospital no dia da campanha, represente um viés. Leve-se em conta também o fato de Brasília ser uma cidade de grande altitude, esperando-se por isso índice de radiação ultravioleta (IAV) elevado”, explica a profa. dra. Raimunda Sampaio. No Mato Grosso do Sul o evento resultou no atendimento de aproximadamente 400 pessoas, de Campo Grande e Três Lagoas.“A grande vantagem da campanha foi que quando o problema era detectado, nós já repassávamos para o procedimento cirúrgico, caso houvesse necessidade”, avaliou a dra.Rubenilda dos Santos Barbosa. Outra vantagem apontada pela médica é a possibilidade de tratar pessoas que têm pouco conhecimento sobre a doença. Em Minas Gerais cerca de 1.800 pessoas compareceram aos cinco postos de atendimento gratuito, 10% das quais tiveram diagnóstico de câncer de pele. Em alguns locais, como no anexo de Dermatologia da Santa Casa de Belo Horizonte e no Hospital das Clínicas, os pacientes foram submetidos à criocirurgia ou biópsia. Na avaliação


No Hospital de Clínicas de Belo Horizonte atenção às explicações do dr. Marcelo Grossi

do dr. Glaysson Tavares, coordenador no estado, o trabalho foi bem-sucedido. “Esta é uma oportunidade única para muitas pessoas, que sequer tinham conhecimento de que estavam com lesões graves. Além disso, existe o aspecto educativo. Também tivemos a oportunidade de falar com a população em geral por intermédio da imprensa”, observa. O presidente da regional, dr. Marcelo Grossi, realizou três palestras para os pacientes no Hospital das Clínicas. “É uma ocasião especial para falarmos sobre os cuidados com o sol e ajudarmos pessoas carentes que, em geral, não costumam procurar o atendimento médico”, diz. Os dermatologistas atenderam 730 pessoas em Belém, sendo 373 na Universidade do Estado do Pará (Uepa). Naquele posto médico foram detectados 21 casos de câncer de pele, com a realização de 13 cirurgias. Já na Santa Casa, houve 357 atendimentos, tendo sido detectados 15 casos de câncer de pele e realizadas nove cirurgias. Além dos profissionais de apoio, a campanha mobilizou cerca de 330 médicos dermatologistas em 14 postos. O balanço parcial indicou que cerca de 1.200 pessoas compareceram aos três locais, em Curitiba.“Atendemos casos em que a pessoa tinha a doença há quatro anos”, fala o dr. Carlos Augusto Bastos, coordenador no Paraná. A expectativa é que o número em cada cidade tenha dobrado, chegando a mais de cinco mil atendimentos. Na avaliação do dr. Carlos Augusto Bastos, o trabalho foi bem-sucedido. “A campanha deu seu recado. Falamos sobre os riscos do sol e os cuidados que todos devem tomar, ou seja, fizemos um alerta à população”, comenta. Segundo a dra. Fabiane Mulinari Brenner, 45 voluntários participaram e tornaram o dia do atendimento possível. Ainda contaram com o apoio da Secretaria de Saúde de Curitiba, que propiciou além dos 384 atendimentos e procedimentos realizados, a abertura de mais de 150 vagas de atendimento dermatológicos só no Hospital de Clínicas. Nas sete cidades de Santa Catarina em que ocorreu o evento, mais de 140 dermatologistas participaram, com registro de aumento de casos suspeitos de câncer de pele. Enquanto em 2006, o índice ficou em quase 11% do total de atendimentos, nesta última edição passou para 17,2%. O atendimento aconteceu na capital, em Blumenau, Brusque, Joinville, Tubarão e Criciúma. Para o presidente da Regional SC, Roberto Amorim Filho, a constatação do aumento de

Campanha em Blumenau, onde há a maior incidência de câncer de pele do país

casos tem relação com o fato de a maioria da população se expor ao sol sem nenhum tipo de proteção. "A conscientização da população é lenta e gradativa, tendo havido aumento de precaução nos últimos anos", explica o presidente. De positivo nessa nona edição, ele aponta o crescimento no número de atendimentos e a conscientização dos atendidos. “Algumas pessoas já haviam sido atendidas no ano passado e voltaram para uma revisão de rotina”, afirma.

Desenho vencedor da promoção realizada pela SBD-SC em parceria com o Lions, junto às escolas públicas municipais. Em Blumenau, segundo o dr. Nilton Nasser, essa foi uma ação diferente. Foram atendidas 161 pessoas no dia da campanha, sendo detectados 25 casos de câncer da pele, entre eles cinco melanomas malignos, além de 30 dermatoses préneoplásicas.“Todos foram agendados para a cirurgia gratuitamente”, afirma. Segundo a presidente da regional Bahia, dra. Irene Spinola, essa edição teve grande repercussão. “Estivemos empenhados, trabalhando na expectativa de mais um resultado positivo. Queremos manifestar nosso reconhecimento e agradecimento pela importante contribuição de todos os voluntários”, afirma a dra. Irene Spinola. Em São José do Rio Preto (SP) foram atendidas 291 pessoas. O atendimento abrangeu os trabalhadores da Cooperlagos, uma cooperativa de coleta de material reciclado; idosos de um centro comunitário do Parque da Cidadania, além de crianças e adolescentes no Jardim Planalto, todos na periferia de Rio Preto. “Nós destacamos, sobretudo, os cuidados que os pais devem ter com as crianças”, afirma o dr. João Roberto Antonio, coordenador local da campanha Jornal da SBD Ano XI n. 6

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Entrevista feita pelo dr. Paulo Cunha

Dermatologia em Portugal Foto: Andréa Fantoni

Paulo Cunha - Por favor, fale sobre o estudo da Dermatologia em Portugal. Américo Figueiredo - Existem em Portugal nas diversas faculdades vários modelos de ensino da Dermatologia, como intensivo por módulos para cumprimento de determinado número de horas ou créditos ou integração em áreas da Medicina Interna, nomeadamente em cadeiras de Patologia Médica. Na Faculdade de Medicina Américo Figueiredo de Coimbra a cadeira mantém-se independente, embora integrada na Patologia Médica. O ensino compreende um semestre com 15 horas de aulas teóricas que focam as principais áreas da Dermatologia Clínica e 45 horas de prática dermatológica, isto é, de presença no Serviço, com acompanhamento dos respectivos assistentes da faculdade – todos especialistas de Dermatologia. PC - Como é a especialização em Dermatologia em Portugal? AF - O critério de seleção é feito através do exame nacional de acesso ao Internato Médico, feito em conjunto com todas as outras especialidades médicas e cirúrgicas. Os estudantes com maior pontuação vão escolhendo as especialidades que pretendem segundo as vagas, deixando as especialidades e locais que não são tão apelativos naturalmente para o fim. A dermatologia encontra-se atualmente entre as mais pretendidas e é ocupada pelos melhores alunos de Portugal. A especialidade tem cinco anos de duração. O primeiro, designado tronco comum, inicia-se com o internato de seis meses de Medicina Interna e seis meses de Cirurgia Geral. Os restantes quatro anos, já de preparação específica, são ocupados em estágios de Aler gologia Cutânea, C o n s u l t a

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Externa, Internamento, Dermatopatologia, Cirurgia Dermatológica. Cada um desses estágios tem tempo minímo de duração, e nem todos os Serviços portugueses são idôneos para formação em todas as áreas, tendo que enviar seus internos para serviços idôneos. Temos sempre na Faculdade de Medicina e nos hospitais da Universidade de Coimbra, para além dos nossos, internos que vêm de outros serviços portugueses e de alguns serviços estrangeiros. A avaliação final é feita por um júri nacional de cinco elementos nomeados pela Ordem dos Médicos, e, além de uma avaliação absoluta, é feita uma avaliação relativa numa escala de 0 a 20. PC - Qual a média de dermatologistas para a população? Como é o acesso na rede pública? AF - Atualmente temos cerca 400 dermatologistas formados e em formação, o que representa cerca de um dermatologista para 25.000 habitantes, segundo a Organização Mundial de Saúde, mas a tendência é no sentido de aumentar o número de dermatologistas. Na rede pública,o médico de Medicina Geral e Familiar solicita ao hospital de sua área uma consulta de Dermatologia através de sistema informatizado em que faz a descrição clínica das lesões, evolução e eventual tratamento já feito. Essa descrição, após qualquer pedido de esclarecimento pela mesma via,é classificada pelo Serviço de Dermatologia com grau de prioridade que varia de um a três, e é marcada a consulta. PC - Quais as principais dermatoses que acometem a população portuguesa? AF - A população portuguesa não se afasta, quer na incidência ou na prevalência das dermatoses, da restante população européia. Desse modo, a psoríase, os eczemas, principalmente o atópico, o cancro de pele em suas diversas formas, as infecções cutâneas, principalmente a erisipela, e outras dermoepidermites infecciosas mais profundas, bem como os problemas de cabelo são as afecções que mais ocupam os dermatologistas. Os problemas de dermocosmética têm também ocupado lugar cada vez de maior destaque.


PC - No Brasil há o culto pela beleza. Como atua a dermatologia no campo da cosmiatria? AF - Como já referi, as pessoas começam a procurar cada vez mais o dermatologista na área da dermo-cosmética ou cuidados de cosmiatria. Estamos neste momento criando capacidades para vir a ocupar esse espaço. Mas essa área ainda não faz parte da formação curricular de um dermatologista em Portugal, sendo área em que cada um vai aprendendo segundo as suas próprias apetências e oportunidades. No entanto, há mais de 20 anos que a Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia tem uma seção especializada de Cosmética Médica. Se por um lado a dermo-cosmética é área que a Dermatologia não pode perder, a Dermatologia “difícil”, de hospitalização, que inclui as toxidermias graves, as infecções cutâneas difíceis, a cirurgia dermatológica avançada e o auxílio objetivo à Medicina Interna, é o que faz da Dermatologia uma especialidade médica hospitalar que também não pode ser perdida, sendo mesmo estratégica. É na conciliação dessas áreas polares, aparentemente opostas, da Dermatologia que está a verdadeira condução política da especialidade de Dermatologia nos próximos anos. PC - Por favor, fale um pouco sobre Portugal e o orgulho de ser professor de uma das mais tradicionais universidades do mundo: AF - Portugal é um país da Comunidade Européia, que tem atualmente 27 países com 400 milhões de habitantes. Nesse contexto, tem responsabilidades como porta da Europa para os países falantes de português e principalmente para um país que adoro e que é, por si só, um continente – o Brasil. A Universidade de Coimbra completou este ano 717 anos. Quando se é selecionado para ser professor de uma escola com esse histórico existe naturalmente um grande orgulho. Mas não vem só, vem acompanhado de uma grande humildade – por mais jovem que ainda sejamos, ficamos com a certeza imediata de que somos pequenos elos de uma grande cadeia e de que nos foi passado um testemunho do qual somos depositários. Temos a responsabilidade de o preservar, para ser entregue em nosso e em nome de todos os que nos precederam.

Torre de BelémSímbolo do império português

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ligação entre Brasil e Portugal é muito mais do que meramente lingüística. Nossos colonizadores deixaram aqui marcas culturais profundas, observadas nos costumes mais diversos: religião, instituições civis e políticas, ensino, brincadeiras infantis e culinária, por exemplo. E quem pensa que o Brasil foi a única conquista portuguesa engana-se. Os lusitanos fincaram suas raízes em muitos outros territórios pelo mundo, formando o primeiro e mais duradouro dos impérios coloniais (1415-2002) da Era dos Descobrimentos.Tudo bem que isso já faz tempo, mas as marcas culturais deixadas estão presentes até hoje. O país é conhecido por sua vocação marítima e desbravadora, afirmada no decorrer dos anos pelas inúmeras conquistas territoriais. O símbolo dessa vocação é, sem dúvida, a Torre de Belém que, em 2007, para ratificar sua importância e beleza, foi eleita uma das Sete Maravilhas de Portugal. Além disso, é considerada pela Unesco “patrimônio cultural de toda a humanidade”. Embora situada às margens do rio Tejo, remete-nos para a viagem, para o querer, para o êxodo, para o nomadismo do homem português pelo mundo repartido e para o pioneirismo desse povo. Para entender a história dessa construção é importante saber que Lisboa, na época dos descobrimentos, viu crescer sua importância como cidade cosmopolita. Dessa forma, tornou-se rapidamente ponto de referência e encontro de culturas, pessoas e conhecimentos. Protegê-la, bem como todo o litoral, tornou-se uma necessidade. Assim, em homenagem ao santo patrono da cidade de Lisboa, São Vicente, foi construída a Torre de Belém, no local onde antes estivera ancorada a Grande Nau, que cruzava fogo com a fortaleza de São Sebastião, perpetuando em pedra aquela estrutura de madeira. O monumento, de início inteiramente cercado pelas águas, foi sendo envolvido pela praia, até incorporar-se à terra firme. Em 1983, entre outras reformas, foi construído um lago artificial em volta da Torre, restituindo-a à situação original.

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Nelson Proença recebe o título de Professor Emérito da FCMSCSP dermatologista Nelson Proença recebeu o título de Professor Emérito da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo – FCMSCSP no dia 21 de novembro de 2007. Professor titular aposentado da instituição, ele foi chefe da Clínica de Dermatologia, na qual permaneceu até 1992, ano em que se afastou, por decisão própria, ao completar 60 anos de idade. Para o diretor da FCMSCSP, Ernani Rolim, o prof. Proença transformou o ensino da especialidade na instituição, mudando a metodologia pedagógica na graduação e na pós-graduação, e titulou todos os seus assistentes, que hoje são professores em atividade na faculdade. Ainda ressalta que o trabalho do homenageado foi determinante para tornar a Clínica de Dermatologia da Santa Casa de São Paulo um centro de referência nacional na assistência ao doente e na produção bibliográfica vinculada à pesquisa clínica. Ainda segundo o diretor, o prof. Proença exaltou o nome da entidade além da academia, quando dirigiu sociedades médicas, como a AMB (Associação Médica Brasileira)

O

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prof. Nelson Proença

e a APM (Associação Paulista de Medicina), na atividade legislativa, como vereador paulistano, e no serviço público, como secretário de Assistência e Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo. “Nunca fui um homem só, tive o privilégio e a oportunidade de dirigir e liderar equipes, e assim conseguimos multiplicar os êxitos”, conta, sobre a própria trajetória, o professor Proença. Para ele, a importância da emérita titulação pode ser resumida em uma única palavra:“fundamental”, posto que não há nada mais gratificante do que o julgamento dos próprios pares.“É o reconhecimento que tem mais peso, mais importância”, concluiu o prof. Nelson Proença.


II Simpósio Internacional de sucesso de público e de crítica

Laser:

o

II Simpósio Internacional de Laser realizado no Rio de Janeiro nos dias 30/11 e 01/12, foi considerado por muitos o melhor do ano de 2007. Foi necessário aumentar o número de vagas, tendo que ser incluídas mais 100 além das 500 inicialmente planejadas. Ainda assim, não foram suficientes para atender à demanda. Segundo a organização do evento muitos interessados acabaram ficando de fora. O dr. Alexandre Filippo, coordenador do departamento de Laser da SBD, declarou sua satisfação com o resultado final:“Os dermatologistas presentes puderam assistir a apresentações de alto nível, debates sobre temas controversos como celulite, estrias, olheiras e outros, discussões sobre casos clínicos de difícil manejo, além de observar grande variedade de aparelhos, apresentados na parte prática”. Foram dias de intenso aprendizado, com palestras e aulas sobre o tema que, aliás, é um dos mais debatidos pelos dermatologistas atualmente. O chamado boom do laser aconteceu gradativamente, impulsionado pela necessidade de buscar formas não inva-

Público lota o auditório onde aconteceram as conferências

sivas de tratar desordens de difícil controle clínico. Há aproximadamente 10 anos existiam poucos aparelhos no mercado. Nestes últimos anos chegaram várias indústrias com diversos aparelhos, cuja manutenção ficou mais ágil, e o dólar se estabilizou num patamar atraente. Todos esses aspectos fizeram do laser assunto de grande interesse para os dermatologistas. Por esse motivo, o simpósio já tem espaço cativo no calendário de eventos da SBD. “Vamos programar para 2008 um evento ainda melhor, com mais vagas disponíveis e mais tempo para os debates” – já planeja o dr. Filippo.

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Fronteiras

da Dermatologia dermatologia tem nos últimos anos ultrapassado suas prévias fronteiras, com os avanços na cosmiatria, que é a bola da vez – pena que muitas dessas bolas caiam fora da caçapa, isto é, caiam nas mãos de oportunistas, mais financistas do que médicos – e na cirurgia dermatológica, em que muitos dermatologistas se destacam como exímios cirurgiões, propondo técnicas inéditas e surpreendentes. Assim a dermatologia vem mostrando sua força. Porém há outras fronteiras em franca evolução que vão sendo esquecidas – nossa interface direta com a clínica médica e a imunologia, exigindo que o dermatologista exerça a especialidade integralmente. Estou falando nos avanços científicos relacionados às manifestações de doenças sistêmicas que têm expressão cutânea, nas manifestações cutâneas que podem anteceder uma doença sistêmica e no envolvimento imunológico com expressão cutânea. E nesse ponto as colagenoses estão entre os grandes exemplos, sem esquecermos os avanços da psoríase, hoje uma doença com envolvimento imunológico definido. Num breve retrospecto, vejamos o que vem acontecendo nessas áreas. Há não mais do que 15 anos, em relação ao lúpus eritematoso e esclerodermia, o dermatologista, como desde o início da especialidade, fazia o diagnóstico e depois muito pouco tinha a fazer: no lúpus eritematoso por longos anos esperava a evolução clínica inerente à doença para iniciar um tratamento, que nem sempre era efetivo, e, assim, via cada vez mais esses pacientes evoluindo para doença sistêmica que, quando diagnosticada, se não irreversível, estava muito próximo disso devido à qualidade de vida imposta pelas altas doses de corticosteróides ou imunossupressores já utilizados tardiamente. Na esclerodermia, nossa posição era quase anedótica – com as considerações de que a doença era (ou é) autolimitada, devíamos observar ou mesmo usar verdadeiros placebos, sem levar em conta as seqüelas; puro desconhecimento da doença. Na dermatomiosite... bem, aqui acho que ainda estamos na fronteira do pouco saber – mudamos muito nossa conduta frente à doença, mas continuamos sabendo pouco. E a psoríase? por quantos anos ficamos sem alternativa terapêutica para pacientes com esse mal? No campo das colagenoses, com o avanço dos exames laboratoriais para diagnóstico precoce de atividade do lúpus eritematoso, com interpretação diferenciada e precisa das reações auto-imunes, especificamente do fator antinúcleo, associadas com as diferentes expressões cutâneas da doença, podemos traçar o perfil diagnóstico e prognóstico desses pacientes e passamos a atuar precocemente e de forma preventiva na doença, intervindo antes do desenrolar catastrófico da doença; e essa precocidade é prerrogativa do dermatologista, posto que 80% dos pacientes com lúpus eritematoso sistêmico têm expres-

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são cutânea. Para isso o dermatologista tem de integrar-se verdadeiramente na clínica médica da qual faz parte. Temos que perceber a grandeza da especialidade, na qual um simples exame clínico pode diagnosticar, prever a evolução e assim intervir precocemente. Avançamos muito na avaliação clínica das lesões de lúpus eritematoso, e associados aos avanços laboratoriais, assumimos a ponta desses diagnósticos. Claro que estamos diante de doença multidisciplinar, mas não devemos abrir mão da condução do doente; a responsabilidade do diagnóstico nos faz primeiros responsáveis pelo paciente. Assim, hoje, a abordagem do lúpus eritematoso é completamente diferente da que fazíamos a não muito mais do que 10 anos atrás, quando esperávamos que surgissem no paciente três ou quatro sinais da doença para definir seu diagnóstico de doença sistêmica e introduzir o tratamento. Hoje o lúpus eritematoso, através das manifestações cutâneas associadas à correta interpretação dos dados laboratoriais do paciente e de seus familiares, torna-se doença passível de prevenção, e, se tratada convenientemente, é possível impedir a evolução indesejada. Na esclerodermia, com os avanços no conhecimento da fisiopatogenia, em que estão envolvidos fatores auto-imunes, vasculares e metabólicos que interagem levando à conseqüente esclerose típica, identificamos drogas ou técnicas terapêuticas com ações reais no mecanismo fisiopatogênico (prednisona, metotrexate, ciclofosfamida, fototerapia, vasodilatadores, imunomoduladores, etc.) e assim podemos intervir precocemente com medicações enérgicas e não placebos; e, se não curamos o paciente, pelo menos minimizamos, em muito, as seqüelas e as evoluções indesejáveis. No espaço da dermatomiosite, a intervenção terapêutica precoce se justifica mesmo que as manifestações cutâneas sejam as únicas,e temse demonstrado que a pesquisa de neoplasias associadas e a intervenção terapêutica, mesmo sem a clássica manifestação muscular – quando o acurado diagnóstico do dermatologista se impõe –, irão mudar o curso grave da doença. Mais uma vez o dermatologista intervem de maneira decisiva na evolução e prevenção de doenças sistêmicas. Chegamos no espaço da imunologia – e na era dos medicamentos imunobiológicos. Novamente aí está o dermatologista assumindo um tratamento efetivo e de ponta para uma das dermatoses mais prevalentes – a psoríase. São de nossa única responsabilidade esse diagnóstico e a condução desses pacientes. Depois de anos, sem nada mais efetivo a lhes oferecer, temos agora uma grande esperança: não a cura da doença, mas melhora na qualidade de vida dificilmente vista com outras terapêuticas. E para assumirmos esse grupo de paciente – para não dizer a dermatose símbolo da dermatologia –, temos de estar atualizados e envolvidos com a clínica médica e a imunologia em função dos mecanismos de ação das novas drogas. E quem vai tratar esses pacientes senão o dermatologista? Assim, nesses pequenos exemplos, ressalto a imensidão da dermatologia como especialidade. Nossas fronteiras não têm limites... cosmiatria, cirurgia, clínica médica, imunologia... devemos atuar em todas elas, com mais ou menos envolvimento, mas obrigatoriamente integrados! Prof. dr. Artur Antônio Duarte, prof. titular de Dermatologia da Faculdade de Medicina de Santo Amaro (Unisa)


De olho no futuro

Células-tronco na

dermatologia

Omar Lupi * s células-tronco (CT) estão entre as tecnologias emergentes mais promissoras na medicina. Os recentes avanços médicos ampliaram a perspectiva de vida e controlaram muitas das principais moléstias infectocontagiosas.As doenças degenerativas e relativas ao envelhecimento, no entanto, são hoje a grande causa de óbito e morbidade no mundo ocidental. As CT surgem como opção de controle dessas moléstias, podendo contribuir com a sobrevida e com a melhoria da qualidade de vida de nossos pacientes. As fontes potenciais de CT são múltiplas. O armazenamento das CT do sangue de cordão umbilical (SCU) disponibiliza as células autólogas para procedimentos médicos futuros. A medula óssea (MO) é uma fonte alternativa não só para as linhagens hematopoéticas como para as linhagens mesenquimais, mas pode ser procedimento doloroso e sujeito a complicações. A identificação das células do estroma da MO – células mesenquimais – como fonte de células com capacidade de se diferenciar em osteoblastos, condroblastos e mioblastos in vitro é bem conhecida. A pele é sítio de grande interesse no campo da pesquisa de CT por apresentá-las em quantidade e com facilidade de acesso. O bulge folicular, as glândulas sebáceas e a epiderme interfolicular são sítios ricos em CT. Há cerca de um mês, pesquisadores (Takahashi K et al. Induction of pluripotent stem cells from adult human fibroblasts by defined factors. Cell 2007; 131:1- 12) conseguiram feito importante: “desdiferenciaram” fibroblastos dérmicos transformando-os em CT multipotenciais. O tecido adiposo, assim como a MO, é oriundo do mesênquima e contém um suporte de células mesenqui-

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mais que é facilmente isolado, podendo representar boa fonte de CT. A análise do lipoaspirado humano mostrou que as CT apresentam estabilidade na cinética de crescimento e proliferação quando cultivadas in vitro. Apresentam ainda a capacidade de diferenciação em linhagens, osteogênicas, condrogênicas, miogênicas, neurogênicas e adipogênicas. As aplicações mais imediatas da terapia com CT em dermatologia estão ocorrendo no processo cicatricial (desenvolvimento de curativos biológicos autólogos), tratamento das alopecias não cicatriciais e na terapia antitumoral cutânea. Todos esses progressos deram à dermatologia papel central na terapia celular com CT. No entanto, recentes avanços no entendimento da gênese do basalioma sugerem que a mesma célula tão promissora pode também estar diretamente envolvida em seu surgimento. A principal via metabólica de regulação e diferenciação do folículo piloso (sonic hedgehog pathway) está também envolvida na manutenção da população de CT epidérmicas. Tivemos oportunidade de efetuar recente publicação (Lupi O. Correlations between the sonic hedgehog pathway and basal cell carcinoma. Int J Dermatol 2007; 46: 1113-7) que aborda o modo como a desregulação dessa via metabólica está intimamente relacionada com o gênese do basalioma e o fato de que seu pleno conhecimento pode auxiliar na implementação de terapias antitumorais, bem como em propostas mais seguras de terapia celular no futuro. * Professor adjunto de Dermatologia – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) Professor da Pós-Gradução em Dermatologia – PGRJ e Instituto de Dermatologia Prof. Azulay

Prova do TED será em março A próxima prova para obtenção do Título de Especialista da Sociedade Brasileira de Dermatologia será no dia 30 de março de 2008, nas cidades de São Paulo e Recife. As inscrições poderão ser realizadas a partir do dia 28 de janeiro pela Internet, através do www.vunesp.com.br. Ao inscreverse o candidato deverá indicar a opção da cidade em que deseja realizar as provas. A avaliação terá duas etapas a serem realizadas na mesma data. A parte teórica abordará questões nas áreas de Dermatologia Clínica, Laboratorial, Cirúrgica e Cosmiatria, contendo 80 questões. A parte prática, com 25 questões, avaliará conhecimentos de histopatologia, micolo-

gia, dermatoscopia e outros métodos diagnósticos e/ou terapêuticos, através de lâminas, tubos de cultura, diapositivos, ilustrações, podendo ser solicitados diagnóstico principal, diagnósticos diferenciais, discussão de casos, epidemiologia, etiopatogenia, métodos diagnósticos e terapêuticos. A partir de janeiro o edital deverá estar no site da SBD. Jornal da SBD

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O futuro

é agora

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ocê está conectado à internet, sentado em seu consultório. Uma xícara de café espalha seu aroma pela sala, papéis estão empilhados na mesa, jornal, porta-retrato, calendário. Coisas reais o cercam e, mesmo assim, você está em diversos lugares, conectado a milhares de outras pessoas, comunicando-se virtualmente. Mas, afinal, o que é virtual e o que é real? Onde está essa linha tênue que divide o palpável do imaginário? As novas tecnologias nos permitiram avanços que, há alguns anos, eram inimagináveis. Hoje, contudo, não nos enxergamos vivendo sem a rapidez da internet, a facilidade do celular, a comodidade proporcionada por um controle remoto e outras centenas de coisas que já fazem parte do nosso dia-a-dia. Cada experiência tecnológica bem-sucedida muda o modo de vida da população de alguma forma. Hoje não é preciso sair de casa para pagar contas, consultar preços ou fazer compras. Os produtos, de modo geral, têm curta validade. O encantamento pelo novo é algo comum ao capitalismo; é o que permite sua constante renovação e sobrevivência. Dessa forma, o que é uma grande novidade hoje, em pouco tempo torna-se obsoleto. E nesse ciclo podem-se ver objetos entrando em uso no dia-a-dia tão subitamente quanto saem. Veja alguns produtos que se incorporaram à vida moderna. Smartphone – a idéia desse aparelho é juntar as funções de um celular convencional às ferramentas de um palmtop, permitindo, ainda, a conexão sem fio com um computador. Pendrive – guarda com segurança arquivos diversos e pode ser levado no bolso. DVD – quem diria que abandonaríamos as velhas fitas VHS? Muito mais espaço de armazenagem e qualidade de imagem.

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Convergência – a tendência do futuro A convergência das tecnologias é o grande diferencial dos produtos de última geração. Quanto mais coisas fizerem ao mesmo tempo, mais valorizados eles são. Um ótimo exemplo são os telefones celulares. O modelo W880i Silver da Sony Ericsson, por exemplo, junta, num só aparelho, câmera digital de 2.0 megapixels que filma e fotografa, jogos 3D, mp3 player, navegador para internet, chamadas por vídeo e em conferência e nove formas de conectividade. Outra moda bastante atual são os aparelhos mp3 player. É comum ver pessoas transitando pelas ruas com seus fones de ouvido à mostra. Hoje, os pequeninos aparelhos, além de tocarem arquivos de áudio em diversos formatos, sintonizam rádio, gravam som e armazenam arquivos. No Brasil, recentemente, foram disseminados os aparelhos mp4, que, além de fazer tudo o que fazem os mp3, ainda permitem a visualização de vídeos e fotos. Pesquisando na internet pode-se notar a grande variedade de marcas e modelos. No Submarino, site de compra considerado o melhor da internet brasileira pelo Grand Prix iBest 2006, o modelo iPod Classic 160Gb da Apple é um dos mais modernos. Armazena até 40 mil músicas no formato 128 Kbps AAC ou 200 horas de vídeos, com tela mais brilhante e bateria mais duradoura. Canivete suíço Um dos primeiros produtos multifuncionais – o primeiro passo para o que hoje conhecemos por convergência tecnológica. Karl Elsener, fundador da empresa suíça Victorinox, a fim de atingir outros públicos, inventou os canivetes com ferramentas abre-latas, chave de fenda, punção e saca-rolhas, serrote, alicate, abregarrafas, palito de dentes, pinça, gancho de pesca, lente de aumento e até uma pequena bússola.


Tecnologia a serviço da saúde Curso de Dermatoscopia e Fotografia Dermatológica Digital

A tecnologia, sem dúvida, tem como principal contribuição os avanços na área da saúde: diagnósticos mais precisos, tratamentos com ausência de dor e acompanhamento médico a distância, por exemplo. Pensando nisso, a SBD irá promover o Curso de Dermatoscopia e Fotografia Dermatológica Digital. O evento acontecerá em Recife, nos dias 22 e 23 de fevereiro, e terá como objetivo oferecer conhecimentos aos iniciantes e iniciados nessas áreas, que se vêm tornando essenciais à dermatologia. As inscrições podem ser feitas pelo site da SBD. O coordenador do Departamento de Imagem da SBD, dr. Dácio Burjato, acredita que os especialistas devem manter-se antenados a essas tecnologias e incorporá-las a seu dia-a-dia profissional. “A câmera fotográfica digital, depois de alguns anos, melhorou sua definição, barateou seu custo e tornou-se instrumento tão necessário quanto o dermatoscópio, quer para diagnóstico mais apurado, quer para o registro de imagens dermatoscópicas, seguimento clínico ou documentação de patologia rara, arquivo médico ou recurso didático corrente” – afirmou o dr. Burjato, também coordenador do curso.

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Chapa experiência - equilíbrio - inovação

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Chapa

Omar Lupi (RJ)

e

Bogdana Vitória (SP)

OMAR LUPI, Especialista em Dermatologia e DST. Pósdoutorado (University of Texas), Mestre, Doutor (UFRJ) e Livre Docente em Dermatologia. Coordenador da PósGraduação em Dermatologia da Policlínica Geral RJ e Professor Adjunto da UNIRIO. Membro da Câmara Técnica de Dermatologia do CREMERJ. Autor dos livros: Herpes, Câncer da Pele e Tropical Dermatology. Presidente da SBD-RJ (2005/2006) e Secretário-Geral (2 vezes). Desenvolveu a Campanha “Dermatologia é Medicina, o resto é maquiagem”. Coordenou o “Dermatologista Solidário”, criou o concurso Jovem Dermatologista; foi Presidente do III DermaRio. Na SBD é Vice-Presidente e Membro do Conselho Decisório (desde 1994); foi Editor-Associado dos Anais Brasileiros Dermatologia, Membro da Comissão de Ensino; 2º Secretário e Tesoureiro. BOGDANA VICTORIA KADUNC, Especialista em Dermatologia. Doutora em Dermatologia (USP). Membro da Câmara Técnica de Dermatologia do CREMESP e Chefe da Clínica Dermatológica do Hospital do Servidor Público Municipal. É sócia-fundadora da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), onde foi Secretária-Geral (1991), Tesoureira (1993) e Presidente (1993/1994). Palestrante e coordenadora de workshops práticos sobre Cirurgia Dermatológica em eventos nacionais e internacionais. Na SBD foi Presidente da Regional São Paulo (RESP) em 2004, tendo desenvolvido intensa “Campanha de Valorização da Dermatologia”. Foi Tesoureira da RESP e Presidente da IX RADESP; eleita para o Conselho Decisório-SBD desde 2002.

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PROPOSTAS DA CHAPA: 1. Consolidar na SBD e apoiar as Regionais na adoção de um modelo de gestão administrativa, financeira e de marketing, visando implementar planejamento de longo prazo 2. Diversificação na captação de recursos atuando no Setor Público,Terceiro Setor e empresariado. 3. Manutenção de Educação Médica Continuada com temas abrangentes, preços baixos e atingindo todas as Regionais - Cursos presenciais e por Teledermatologia 4. Regulamentar novas áreas de atuação que contemplem áreas específicas da Cirurgia Dermatológica 5. Criação de novo Periódico: Revista Brasileira de Cirurgia Dermatológica e Cosmiatria, além de facilitar o acesso e padronizar a formação em Cirurgia Dermatológica e Cosmiatria 6. Assessoria Jurídica e Contábil aos associados 7. Assessoria para a Pesquisa e Carreira Acadêmica 8. Trabalhar de forma efetiva pela eleição de um candidato Dermatologista a uma vaga no CFM (eleições 2009) 9. Estruturar uma Campanha nacional de Valorização da Dermatologia com enfoque ético e altamente profissional, resgatando o respeito da população pelo dermatologista e inibindo a atividade de profissionais não habilitados na nossa especialidade. 10. Mercado de Trabalho: mapeamento e divulgação de concursos públicos e oportunidades de trabalho; assessoria na compra de materiais e equipamentos 11. Projeto Institucional de Estágio no Exterior: apoio logístico da SBD a dermatologistas com projetos de desenvolver estágios no exterior 12. Desenvolvimento de Campanhas Solidárias para população de baixa renda 13. Sugestões de todos os associados: este é um programa preliminar e aberto a sugestões Para implementar estas metas contamos com a competência e dedicação da diretoria convidada: Secretária-geral: Maria de Lourdes Viegas – RJ Tesoureira: Maria Fernanda Gavazzoni – RJ 1a Secretária: Célia Kalil – RS 2o Secretário: Emerson Andrade Lima – PE


“Fortalecimento da Dermatologia e Valorização do Dermatologista”

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Chapa

Silmara Cestari (SP)

e

Celso Sodré (RJ)

Candidatamo-nos à presidência e vice-presidência da SBD, com o propósito de contribuir para o fortalecimento da Dermatologia e valorização do dermatologista. Entendemos ser este o caminho capaz de promover as transformações necessárias à nossa evolução. Tendo exercido diversos cargos nas Regionais e na Nacional, inclusive a Presidência das Regionais São Paulo e Rio de Janeiro, nos sentimos credenciados para esta missão, acreditando que o papel da diretoria é servir a instituição, gerindo de forma competente e otimizando benefícios a todos os associados. A identidade de pensamentos, visão e metas qualificam nossa diretoria como uma equipe coesa. Composição da diretoria: Presidente: Silmara Cestari Vice: Celso Sodré Secretário Geral: Abdiel Figueira 1º Secretário: Artur Duarte 2º Secretário: Heitor Gonçalves Tesoureiro: Carlos Barcaui Diretor de Biblioteca: Vitória Rêgo Coordenador do Jornal: Jackson M. Pinto e David Azulay Coordenador da EMC-D: Silvio Marques e Alberto Cardoso Coordenador da mídia eletrônica: Maria Ester Café e Roberto B. Lima Nossas Propostas - (Apenas delineadas devido a restrição de espaço) Considerando as diretrizes básicas do Estatuto da SBD: “associação sem fins lucrativos”, “tem por objetivos o estudo, o ensino e a pesquisa da Dermatologia clínica, cirúrgica, oncológica, cosmiátrica, hansenologia e domínios afins”,

I- Ensino: a.Todos os eventos da SBD, inclusive o Congresso, terão os menores preços de inscrição possíveis. b. Os Departamentos serão reavaliados e fortalecidos quanto ao foco de atuação, metas, recursos e infra-estrutura. c. Implementaremos estratégias de apoio aos Serviços Credenciados para otimização de suas funções de ensino e pesquisa d. Integração da SBD junto aos órgãos oficiais de ensino II- Pesquisa: a. Considerando a necessidade de pesquisa nacional frente às características únicas da nossa nação, viabilizaremos a pesquisa básica e aplicada, especialmente através dos nossos Serviços Credenciados. b. Integração da SBD junto a Agencia Nacional de Prioridade de Pesquisas em Saúde e a outros órgãos de pesquisa III- Mercado de Trabalho: a. Defesa do reconhecimento da Dermatologia como especialidade clínica-cirúrgica-cosmiátrica. b. A explosão do número de não dermatologistas que invadem nosso mercado de trabalho é alarmante. Implementaremos assessoria jurídica para a defesa efetiva dos nossos interesses. c. Lutaremos para que aqueles devidamente capacitados nos procedimentos cirúrgicos e estéticos “avançados” sejam distinguidos como tal. IV- Políticas Institucionais: a. O relacionamento da SBD com órgãos governamentais e associações afins em âmbito nacional e internacional é fundamental para o seu fortalecimento. A SBD deve ser reconhecida pelo seu peso institucional e não apenas pela projeção de alguns de seus membros. Implementaremos Assessoria de Relações Inter-Institucionais. b. Integração do sistema SBD-Regionais, definindo objetivos de interesse comum, mas sempre respeitando as particularidades e autonomia das Regionais. c. A SBD objetiva em última instância a promoção da qualidade de vida da sociedade brasileira. Portanto, a atuação socialmente responsável da SBD não é uma opção, é um destino. Temos convicção de que adquirimos a experiência e o amadurecimento necessários para, neste momento, nos candidatarmos à condução da nossa Sociedade. Para tanto, precisamos do apoio de todos vocês. Jornal da SBD Ano XI n. 6

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Vultos da Dermatologia Esta coluna destaca profissionais da dermatologia, indicados pelos presidentes regionais da SBD

Foto: Samuel Peixoto

Neide Kalil Gaspar

dra. Neide Kalil Gaspar é professora titular da disciplina Dermatologia da Universidade Federal Fluminense (UFF) e chefe do Serviço de Dermatologia do Hospital Universitário Antônio Pedro, em Niterói, RJ. Graduada em Medicina pela Universidade Federal Fluminense, iniciou sua formação em Dermatologia ainda na graduação, sob orientação do professor Rubem David Azulay, com a influência de seu pai, o médico Calixto Kalil. Quando houve a transferência do Serviço de Dermatologia para o Hospital Antônio Pedro ela já pertencia ao corpo docente da disciplina. Em 1976 obteve livre-docência na UFF com o estudo em fotobiologia e fenômeno LE. Casada com o também dermatologista e professor Antônio Pedro Gaspar, manteve-se atuante em diversas áreas da especialidade. Juntos reuniram e identificaram os

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Regional Fluminense Rua da Conceição, 13 sala 701 - Niterói – RJ Tel.: (21) 2719-0411 / (21) 2613-6340 www.sbdfluminense.org.br Fundação: 13 de abril de 1968

diferentes e numerosos termos que dificultavam o entendimento da Dermatologia, publicando Nômina dermatológica. São autores também de outros cinco livros de atualização terapêutica dentro da especialidade. A dra. Neide tem mais de 20 artigos científicos publicados e centenas de comunicações em congressos e eventos da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Orientou 28 trabalhos de investigação científica, defendidos e aprovados, em dissertações de mestrado e teses de doutorado. Participou de mais de 30 bancas examinadoras de dissertações, teses e concursos públicos. Pesquisadora nata, desenvolveu projetos inovadores como “O uso da insulina na recuperação de lipoatrofias” e “Eficácia e praticidade do fibroblasto autólogo no preenchimento de rítides”, que lhe valeu um prêmio no XIX Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica em Florianópolis. Foi homenageada com a instituição do “Prêmio Neide Kalil Gaspar” para trabalhos de investigação em cirurgia dermatológica no Encontro de Cirurgiões do Rio de Janeiro. Na SBD Regional Fluminense foi sócia fundadora e mantém ativa participação nas atividades científicas, tendo exercido diversos cargos, entre eles, a Presidência por três mandatos. Reconhecida e valorizada por seu vasto conhecimento técnico e científico, é também admirada pelo comportamento ético e pela dedicação e generosidade com que sempre transmitiu seus ensinamentos, contribuindo para a formação de tantos dermatologistas no Estado do Rio de Janeiro e no Brasil. Drs. Eloisa Leis Ayres e Leonardo de Gouvêa Cerqueira respectivamente presidente e vice-presidente da Regional Fluminense

Diretoria: 2007-2008 Dra. Eloísa Leis Ayres Presidente Dr. Leonardo de Gouvêa Cerqueira Vice-presidente Dra. Jane Marcy Neffá Pinto Secretária-geral

No de associados: 188

Serviços Credenciados: Hospital Universitário Antônio Pedro – UFF

Dra. Priscilla Braga Machado Secretária de Sessões Dra. Leila Rodrigues de Azevedo e Silva Tesoureira Dra. Neide Kalil Gaspar Diretora Científica

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Handout: folhetos de conhecimento dermatológico de qualidade para leigos uitas vezes os pacientes não sabem ao certo do que estão sendo tratados. Surgem dezenas de perguntas que, até por timidez, não são expostas ao médico. Em outros casos, as explicações orais não são suficientes. Pensando nessas questões foi criado o serviço handout, disponível ao público em geral no site da SBD. Os conteúdos explicativos passeiam por diversos temas da dermatologia, tais como: acne, câncer de pele, celulites e estrias e DSTs. Disponíveis em PDF, são fáceis de baixar. A dra. Maria Ester M. Café, uma das idealizadoras do projeto, afirma que seu maior objetivo é a democratização do acesso às informações. Geralmente, quando os pacientes têm dúvidas, recorrem a sites da internet, que, em muitos casos, apresentam informações incorretas ou incompletas. Segundo o dr. Paulo Criado, atual coordenador do Departamento de Mídia Eletrônica da SBD, o serviço é de grande utilidade pública. “Acessar informação, com a chancela da SBD, pode evitar que o doente se respalde em leituras sem conteúdo científico disponível na internet.” Embora o público-alvo do serviço handout seja leigo, a dra. Maria Ester ressalta que os médicos devem indicá-lo a seus pacientes ou mesmo, quando forem dar entrevistas, à mídia em geral. Para incrementar o conteúdo, a diretoria da SBD convida e incentiva os associados a enviar textos para o e-mail comunicacao@sbd.org.br para avaliação. Uma vez selecionados, serão disponibilizados no site da Sociedade, com citação do autor.

M

Prof. dr. Paulo Cunha

Linha do tempo 1969 1969 – Festival Woodstock

de

1970 1970 – Copa do Mundo no México

1971 1971 – 1a Reunião SulBrasileira de Dermatologia, em Florianópolis (marco inicial das reuniões regionais). Clovis Bopp foi o principal articulador da idéia

O serviço handout conta com 19 arquivos. Confira os temas disponíveis: Acne Bolhas Cabelos Câncer da Pele Celulites e Estrias Conheça a Pele Dermatite de Contato Alérgica Dermatite Seborréica DST Envelhecimento

Escabiose Hanseníase Hidratação Manchas Micose Pediculose Pele Negra Pênficos Urticária

1972 1972 – Padilha Gonçalves descreve: Traumatic anserine folliculosis. J. Dermatol 1972; 6: 365-369

1973 1973 – 1a Reunião dos Dermatólogos LatinoAmericanos (Radla) – Buenos Aires

1974 1974 – Congresso Mundial de Dermatologia Tropical – São Paulo. Presidente prof. Sampaio. São Paulo vivia um gravíssimo surto de meningite

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Painel - Divulgação de obras científicas A coluna Painel, excepcionalmente nesta edição, publica as produções científicas em dermatologia lançadas durante o ano de 2007, conforme anunciado na edição no 5, de setembro/outubro de 2007. Guia de dermatologia hospitalar Autores: Izelda Maria Carvalho Costa e Lucas Souza-Carmo Nogueira Tradicionalmente a dermatologia é considerada especialidade ambulatorial. Entretanto, a internação de pacientes com intercorrências primariamente dermatológicas e suas comorbidades é bastante usual e freqüentemente necessária. Tal necessidade estende-se, por vezes, a interconsultas em clínicas variadas, como ginecologia, obstetrícia, pediatria, cirurgia e, mais comumente, com subespecialidade da clínica geral.A presença de dermatologistas é constante nas diversas enfermarias, pois são variadas as dermatoses que exigem acompanhamento clínico. O livro Guia de dermatologia hospitalar aborda aspectos clínicos, diagnósticos e terapêuticos nas enfermidades citadas. Guias de medicina ambulatorial e hospitalar da Unifesp-EPM: dermatologia clínica, cirúrgica e cosmiátrica Coordenador: Osmar Rotta Sob coordenação do professor-associado doutor Osmar Rotta, do Departamento de Dermatologia da UnifespEPM, o guia é organizado em clínica dermatológica, procedimentos cirúrgicos e avanços em cosmiatria.A obra oferece leitura fluida e didática das principais doenças dermatológicas, com texto prático e bastante atual. Ao abordarem os aspectos da normalidade e as ferramentas disponíveis, os autores discorrem, de maneira ordenada à temática patológica e fisiopatológica, sobre as diversas dermatoses: biológicas, químicas, físicas, constitucionais, idiopáticas, auto-imunes e em pacientes transplantados. A seção de procedimentos terapêuticos em dermatologia, incluindo os mais recentes avanços, finaliza essa obra tão completa. Atlas de dermatoscopia aplicada Autores: Gisele G. Rezze, Bianca C. Soares de Sá e Rogério I. Neves Fruto de um trabalho de pesquisa envolvendo anos de coleta e classificação de material, a obra tem o objetivo de ensinar os princípios básicos da dermatoscopia e os métodos diagnósticos mais utilizados mundialmente, como a regra do ABCD, o método de Menzies, a regra dos sete pontos e análise de padrões importantes para realização do diagnóstico precoce do melanoma cutâneo. Trata-se do primeiro atlas de dermatoscopia escrito em português, a partir da experiência brasileira e dos cursos de dermatoscopia do Departamento de Oncologia Cutânea do Hospital A. C. Camargo – Hospital do Câncer de São Paulo.Vale ainda ressaltar que o Atlas de dermatoscopia aplicada foi indicado como bibliografia para a prova de título de especialista pela SBD. Sabonetes e xampus de uso dermatológico e cosmiátrico Autora: Claudia Maria Duarte de Sá Guimarães Esse livro preenche a lacuna existente na biblioteca de Dermatologia a respeito dos temas sabonete e xampu. Apresenta em seu conteúdo a história, a bioquímica, a estrutura da pele e patologias para as quais os sabonetes e xampus são prescritos, a legislação vigente sobre o

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assunto até o memento terapêutico com a composição dos produtos disponíveis no mercado brasileiro, facilitando sua prescrição de acordo com as indicações clínicas. Cosmiatria – manual dermatológico farmacêutico Diversos autores Escrito pelos médicos dermatologistas, membros efetivos da SBD, Beatriz G B C Garcia, Ewalda R S Stahlke, Iara R Vieira, Lucio S C Caldas e Renata Tavares, e pelas farmacêuticas Ilza C Callegari, Patrícia H O Mendes e Zaclis I N Xavier, consiste de informações sobre ativos dermatológicos utilizados na cosmiatria reunidas de forma magistral, ampla e atualizada. Proporciona material prático, claro e conciso para a rotina clínica diária. Os capítulos, antecedidos por introdução breve sobre o assunto, seguida por ativos dermatológicos, seus usos, concentrações, associações e sugestões de fórmulas, versam sobre acne, peelings, clareadores, envelhecimento, filtros solares, olheiras, lipodistrofia ginóide, estrias, afecções de unhas e de cabelos, hidratação e ativos contemporâneos. Dermatología Autores: Rubem D., David R. e Luna Azulay A dermatologia brasileira demonstra sua excelência com o lançamento do primeiro livro brasileiro da especialidade traduzido para o espanhol, durante o 21o Congresso Mundial de Dermatologia, recém-ocorrido em Buenos Aires. Trata-se da quarta edição atualizada e revisada do livro Dermatología, que tem como editores os profs. Rubem D., David R. e Luna Azulay. Segundo os autores, foi um trabalho que levou cerca de cinco meses e que contou com a participação de seis revisores e 19 tradutores, todos alunos ou ex-alunos do Instituto de Dermatologia Prof. R. D. Azulay, da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. Os autores afirmam que parte desse trabalho é o resultado de tudo aquilo que a Sociedade Brasileira de Dermatologia tem feito ao longo dos anos pelo desenvolvimento de nossa especialidade. Esse lançamento reconfirma a maturidade da dermatologia brasileira! Acne tem cura Autores: Otávio Macedo e Lydia Preston Esse lançamento da Editora Globo faz abrangente exame das complexidades da acne para ajudar a compreensão da doença e contribuir para a eficácia do tratamento. A publicação traz informações atualizadas que os autores colheram em suas experiências profissionais além de suas próprias vivências com o problema, sempre embasadas por dados de pesquisas recentes dos principais institutos internacionais que estudam a doença, além de opiniões de vários especialistas no assunto.


Dermatologia na prática médica Autores: José Alexandre de Souza Sittart e Mario Cezar Pires Após a publicação de duas edições do livro Dermatologia para o Clínico, em 1977 e 1978, os autores aumentaram o número de capítulos, suprimiram outros, porém, o mais importante foi a introdução de novos temas e atualização dos já existentes. A finalidade dessa obra, agora sob o título Dermatologia na prática médica, continua direcionada pelo sentido prático: o auxílio imediato diante das dúvidas do dia-a-dia. O alvo dos autores é o médico clínico, iniciante em Dermatologia e qualquer um que necessite de suporte científico dermatológico, seja ele de qual especialidade for. O livro de cerca de 700 páginas conta com grande número de fotos, tabelas e diagramas. Pele saudável Autora: Leslie Baumann A dermatologista Érica Monteiro fez a adaptação para a língua portuguesa do livro The Skin Type Solution. A dra. Érica Monteiro já participou de vários trabalhos científicos que resultaram em publicações em revistas médicas internacionais com a dra.Baumann.A adaptação do livro,dedicado ao público leigo, com linguagem leve e de fácil compreensão, demandou oito meses de trabalho, e, para manter o mesmo tom do original, a dermatologista aproveitou o tempo em que passou com a autora na Universidade de Miami, desenvolvendo novos trabalhos. Cirurgia Dermatológica – Teoria e Prática Autora: Solange Cardoso Maciel Costa Silva Esta obra visa transmitir os ensinamentos teóricos necessários ao bom êxito cirúrgico, através dos conhecimentos na milenar arte da cirurgia plástica aliados à prática cirúrgica dermatológica. Para isto, foram abordados de modo prático e objetivo os tópicos de maior importância para a cirurgia dermatológica tais como: avaliação pré-operatória,assepsia e anti-sepsia,anatomia do couro cabeludo e face,anestesias locais,estudos dos diversos retalhos com figuras ilustrativas, cirurgias do quelóide,cirurgia do aparelho ungueal e outros.Para um melhor aprendizado foram associadas ilustrações aos casos cirúrgicos. Deste modo, espera-se que esse livro possa acrescentar ensinamentos para a vida prática dos dermatologistas que se interessem pela cirurgia. Dermatologia Autores: Sebastião A. Sampaio e Evandro A. Rivitti Com colaboração de 60 professores brasileiros de dermatologia, seja em textos ou na revisão de textos, os autores elaboraram outra edição do tratado de atualização Dermatologia. Agora com 1.565 páginas, apresenta novos capítulos, como Genética aplicada à Dermatologia e os referentes a recursos,como a citodiagnose e os métodos de imagem. Na terapêutica, são referenciados novos medicamentos, bem como analisados os atualmente utilizados. Destaca-se o extenso capítulo sobre cirurgia dermatológica, abordando métodos desenvolvidos por cirurgiões dermatológicos especialmente nas áreas de quimioesfoliação, transplantes e preenchimentos cutâneos.

Biblioteca

A biblioteca da SBD agora arquiva seu raríssimo acervo em estantes novas, mais modernas e resistentes. Além disso, as bibliotecárias ganharam um novo espaço, dentro da sala do acervo

Serviços Credenciados Cedem (Centro de Estudos Dermatológicos Edson Moritmoto) Em 2008, o Cedem, Centro de Estudos Dermatológicos Edson Moritmoto, da Clínica Dermatológica do Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo, realizará os tradicionais workshops práticos de Cirurgia Dermatológica e Cosmiatria. A programação poderá ser obtida pelo e-mail dermatologiahspm@hotmail.com. Complexo Hospitalar Heliópolis O próximo processo seletivo do Complexo Hospitalar Heliópolis, Complexo Hospitalar Padre Bento (Guarulhos) e Instituto Lauro de Souza Lima (Bauru) para o Curso de Especialização em Dermatologia 2008 será unificado. A avaliação, única para os três, será realizada em 18 de janeiro, das 8:30h às 15h, no anfiteatro do Hospital Heliópolis. O processo constará de prova teórica com 50 testes de clínica médica e dermatologia. Os candidatos classificados irão para a segunda fase, composta de prova de slides e entrevista. O edital do concurso está disponível no site da Regional São Paulo.

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SBD divulga edital do Exame de Suficiência

Categoria Especial para obtenção do TED Elaborado pela Comissão do Título de Especialista da SBD e aprovado pela AMB

A

SBD elaborou o edital Exame de Suficiência Categoria Especial para Obtenção do Título de Especialista em Dermatologia (TED), promovido em convênio com a Associação Médica Brasileira. De acordo com a Comissão de Título de Especialista, composta pelos drs. Maria Denise Takahashi, Bernardo Gontijo, Jackson Machado-Pinto, Silvio Alencar Marques, Artur Antonio Duarte, José Antonio Sanches Júnior, Lia Cândida Miranda de Castro e José Hermênio Cavalcante Lima Filho, as provas serão realizadas por intermédio da Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Vunesp). A prova conterá duas partes, a escrita no dia primeiro de junho de 2008 e, em 29 de junho, a prática oral, somente para os aprovados na primeira etapa. As provas acontecerão em todas as capitais dos estados que tiverem no mínimo 20 candidatos com inscrições aceitas. Os oriundos dos estados que não atingirem esse número serão alocados no grupo da capital mais próxima de seu estado. Estarão aptos todos os que tiverem inscrições definitivas no Conselho Regional de Medicina, sejam formados há mais de 15 anos e comprovarem o exercício profissional na Dermatologia há pelo menos seis anos. Ainda são necessárias apresentações formais de dois associados da categoria Efetivo, do mesmo estado, com descrições das atividades profissionais do candidato. Os certificados do TED em Dermatologia terão validade por cinco anos, sendo renováveis segundo as normas estabelecidas pela Comissão Nacional de Acreditação AMB/CFM. As inscrições para o exame poderão ser feitas entre os dias primeiro e 31 de março de 2008, pelo site www.vunesp.com.br. O edital estará disponível no site da SBD. Em caso de dúvida, o candidato deverá entrar em contato com a Vunesp, pelo Disque-Vunesp, de segunda a sexta-feira. O telefone é (0xx11) 3874-6300. O programa do exame inclui dermatologia clínica, laboratorial, cirúrgica e cosmiátrica. A prova escrita, de caráter eliminatório, terá duas partes: uma dissertativa e outra com 30 questões objetivas. A prova escrita totalizará 10 pontos. Serão eliminados os candidatos que não obtiverem, no mínimo, nota seis na prova. A prova prática-oral abrangerá avaliação de conhecimentos, raciocínio clínico e capacidade de resolução de situações apresentadas em doentes ou diapositivos, ou ilustrações, ou multimídia, podendo ser solicitados diagnóstico principal, diagnósticos diferenciais, discussão dos casos, epidemiologia, etio-

Quadro para atribuição de pontos na avaliação do curriculum vitae Residência em Dermatologia ou 3 pontos estágio/especialização em Dermatologia, em regime de residência: para cada ano comprovado (máximo 6 pontos) Mestrado em Dermatologia 2 pontos Doutorado em Dermatologia 5 pontos Livre-docência 8 pontos Trabalho, de assunto dermatológico, publicado em revista médica indexada no Medline ou Scielo, ou nos máximo 5 pontos Anais Brasileiros de Dermatologia: 1 ponto/trabalho Trabalho, de assunto dermatológico, publicado em revista médica não indexada no Medline ou Scielo: 0,5 ponto/trabalho máximo 2,5 pontos Apresentação de trabalhos em reuniões científicas dermatológicas Internacionais: 1 ponto/apresentação máximo 3 pontos nacionais patrocinadas pela SBD Nacional: máximo 2 pontos 0,5 ponto/apresentação Regionais: 0,25 ponto/apresentação máximo 2 pontos Comparecimento a congressos de dermatologia (internacionais ou nacionais) e reuniões de caráter máximo 3 pontos internacional: 0,5 ponto/congresso Comparecimento a reuniões regionais com a chancela da Sociedade Brasileira de Dermatologia: máximo 2 pontos 0,25 ponto/reunião

patogenia, métodos diagnósticos, terapêuticos e condutas. A prova oral totalizará 10 pontos. O resultado da avaliação curricular, que ocorrerá mediante a entrega dos documentos comprobatórios, no ato da inscrição, será somado à nota da prova prática. Serão reprovados os candidatos que não obtiverem no mínimo nota seis, após a soma da nota da prova prática oral com o resultado da avaliação curricular.Tal soma não poderá ser superior a 10, e o sistema funciona da seguinte maneira:pontuação igual ou superior a 10 no currículo implica o acréscimo de um ponto na nota da prova prática oral; pontuação igual ou superior a oito e inferior a 10 no currículo implica o acréscimo de 0,5 ponto na nota da prova prática oral e, finalmente, pontuação inferior a oito no currículo não implicará qualquer acréscimo à nota da prova prática oral. Jornal da SBD Ano XI n. 6

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Férias: você merece! D

epois de um ano corrido, tudo o que se espera são dias de tranqüilidade, longe da rotina maçante, ou seja, férias! Mas até para descansar é necessário ter algumas preocupações. Uma viagem exige, no mínimo, atenção com as malas, planejamento de onde, como e quando. Ainda é preciso fazer uma reserva de dinheiro, bem como pensar na segurança da casa e dos animais de estimação. E esses são só alguns dos muitos cuidados que se deve ter para que nenhuma surpresa desagradável estrague suas férias. Dependendo de quem viaja e do que pretende fazer, variam os cuidados. Viajar com crianças pequenas, por exemplo, exige uma série de atenções especiais. Lugares litorâneos, turismo de aventura, mergulho em rios, enfim, tudo tem sua parcela de “perigo”. Deixando um pouco de lado as preocupações, férias são sempre um bom motivo para sair da rotina, conhecer novos lugares, culturas, enfim, respirar outros ares. Foi com esse espírito que o JSBD resolveu selecionar algumas maravilhas brasileiras para você conhecer melhor. Os lugares escolhidos são candidatos nacionais à lista das Sete Maravilhas Naturais do Mundo, concurso realizado pela mesma instituição organizadora da eleição das Sete Maravilhas do Mundo Moderno. Deliciem-se!

Rio de Janeiro

Pão de Açúcar - Sem dúvida, um dos mais importantes pontos turísticos brasileiros. Além da beleza natural e da vista esplendorosa da cidade do Rio de Janeiro, o bondinho do Pão de Açúcar (primeiro teleférico instalado no Brasil) permite um passeio inesquecível, já tendo transportado 31 milhões de turistas até 2002, incluindo grandes personalidades mundiais, como Einstein, Robert de Niro e John Kennedy.

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Lençóis maranhenses - Região conhecida como Saara Brasileiro. Resultado da ação dos ventos, do movimento das ondas e das correntes marítimas, o cenário é formado por imensas dunas e praias desertas ao longo de 90km de costa árida. Com área de 155 mil hectares (maior do que a cidade de São Paulo), seu aspecto desértico confunde-se com as belíssimas lagoas de água cristalina que se formam na época das chuvas. Maranhão

Mato Grosso e Mato G. do Sul

Pantanal - Uma das mais exuberantes e diversificadas reservas naturais do planeta. Seus 250km2 de extensão guardam um santuário ecológico, com inúmeras espécies de animais e vegetais. Essa imensa variedade de vida promove um dos maiores espetáculos da Terra, em constante alternância de cores, formas e sons.


Depois de selecionado o destino, fique atento! A ONG Férias Vivas, dedicada à educação para o turismo, enumerou alguns aspectos importantes:

Aqui vão algumas dicas de como arrumar suas malas. (fonte: www.organizesuavida.com.br) identifique sua mala;

1.

Regra básica: tenha consciência de que acidentes podem ocorrer.

carregue com você: objetos de uso diário (pasta de dente, remédios, óculos), uma muda de roupa e aparelhos eletrônicos, como câmeras digitais;

2.

Consciente da regra, saiba que é possível evitá-los!

diminua os espaços: prefira itens de embalagens meno-

3.

Não aja de maneira impulsiva e precipitada. Atos e comportamentos de risco podem provocar acidentes.

res. Opte por kits de viagem, com xampus e outros obje-

4.

tos em tamanho reduzido; escolha roupas versáteis. Leve peças que possa

O risco não deve ser temido, mas identificado para ser controlado.

5.

Procure conhecer as características da atividade e dos equipamentos para evitar o manuseio errado e o surgimento de falhas mecânicas.

6.

Faça um plano claro, defina os procedimentos básicos e os riscos que pode enfrentar.

7.

Procure empresas e equipes de apoio qualificadas.

Cataratas de Foz do Iguaçu - A palavra Iguaçu significa “água grande”. E não é à toa! As imensas quedas d’água, de 65m de altura em média, formam um visual exuberante e inesquecível. O rio Iguaçu tem largura de 1.200m acima das cataratas; abaixo, estreita-se num canal de até 65m.

Paraná

combinar e usar tanto durante o dia quanto à noite.

Roraima

Monte Roraima - Estima-se que o imponente monte se tenha erguido antes mesmo da separação dos continentes. Possui características que o diferenciam das demais montanhas e montes, como o fato de se parecer com uma mesa, com o topo plano de aproximadamente 90km de extensão. Além disso, escorrem dele milhões de litros de água, formando várias cachoeiras.

Floresta Amazônica - O grande pulmão do mundo. Uma floresta com 7 milhões de quilômetros quadrados, atravessada pelo maior rio do planeta, o Amazonas. Sua importância é inestimável, tanto que é considerada Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Além da vegetação e fauna exuberantes, os povos que habitam a região têm culturas riquíssimas. Amazonas

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Paralelos da Dermatologia:

“Acho também importante ter respeito ao próximo e buscar equilíbrio; associar-nos a pessoas que nos inspiram também ajuda muito, tanto na vida familiar quanto no ambiente social”

Trajetória de brasileiros J

osé Medina e Humberto Antunes têm em comum uma trajetória de vitórias, conquistadas com muito suor e luta. Afinal, esses homens, além de suas contribuições à sociedade, são bastante respeitados em seus postos profissionais. O dr. José Medina coordena o sistema de transplantes de órgãos do Ministério da Saúde, e Humberto Antunes é CEO (Chief Executive Officer) mundial da Galderma, uma das maiores indústrias farmacêuticas do mundo. Humberto Antunes considera determinante para sua ascensão ter uma visão positiva do futuro.“Acho também importante ter respeito ao próximo e buscar equilíbrio; associar-nos a pessoas que nos inspiram também ajuda muito, tanto na vida familiar quanto no ambiente social”, conta Humberto. Sobre a dermatologia, acredita que haverá uma convergência de tecnologias para levar melhores soluções aos pacientes.“Essa é uma especialidade vibrante e tem um futuro magnífico”, afirma. O executivo, que participa de vários projetos sociais, conjetura uma visão global e holística de tratamento do paciente. “Recentemente, estive envolvido com um projeto no Haiti, por intermédio da Academia Americana de

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Humberto Antunes Dermatologia, e outro, pela empresa em que trabalho, em Burkina Fasso (África), com um grupo chamado Médecins du Fleuve. Sou o co-chairman do Conselho Educacional da American Skin Association, que objetiva levar prevenção e tratamento de doenças de pele às crianças em idade escolar, nos Estados Unidos. Há anos também participo da Foundation for International Dermatology Education, identificando e patrocinando jovens talentos em dermatologia na América Latina”, conta Humberto Arantes. Na vida profissional conjugou os aspectos empresariais com os científicos.“Os fundamentos empresariais são importantes por trazer soluções de diagnóstico, prevenção, terapêutica e correção de condições dermatológicas. Contudo, os científicos também me atraem muito e são fundamentais no cumprimento de meus objetivos empresariais”, conclui. Para o Professor Titular de Nefrologia e Coordenador da


“Percebi durante o curso médico que poderia ajudar na solução de questões clínicas não disponíveis na cidade e quis manter vivo o modelo de atuação que imaginava para a vocação médica, tal qual dr. Rafael fazia”

José Medina Comissão de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Escola Paulista de Medicina), José Medina, que é chefe do Hospital do Rim e Hipertensão da Unifesp, saber ouvir o paciente vai além do diagnóstico. No comando do maior centro de transplante de rins do mundo, ele acredita que a confiança do doente no médico é adquirida durante o diálogo.“O resultado duradouro do tratamento e suas conseqüências dependem da consistência dessa relação”, afirma. O Brasil se destaca como maior sistema público de transplantes do mundo.“Mais de 90% dos transplantes são realizados pelo SUS. A eqüidade na distribuição dos órgãos doados é supervisionada pelo Ministério Público. É um dos mais justos programas do mundo”, garante. Aos 10 anos, ele optou pela carreira devido à admiração experimentada pelo dr. Rafael de Souza, médico de sua cidade natal, Ipaussu (SP). “Não tinha noção do que era a profissão, mas admirava a postura dele, sua disponibilidade

e presença, atendendo às necessidades individuais e coletivas daquela população de 10 mil habitantes, que incluía minha família. Aprendi a trabalhar cedo; assim, não foi difícil deixar de ser torneiro mecânico e estudar bastante para passar no vestibular”, conta. Aluno mediano, segundo suas palavras, ele freqüentava a Escola Paulista de Medicina em tempo integral. “Estudava pouco, mas participava de tudo, desde o centro acadêmico até o laboratório central”. Depois da Residência, quando se dedicava com afinco aos estudos, em 1983, aceitou o convite do professor Oswaldo Ramos para reorganizar o programa de transplante renal. A partir dali liderou o programa, que apresenta números crescentes de transplantes, atualmente perto de sete mil. Muitos desses pacientes imunossuprimidos vem a desenvolver tumores malignos da pele, micoses profundas e outras dermatoses, isto me aproxima da dermatologia e dos dermatologistas. Do resultado desse trabalho também veio o título “Fellow”, do Royal College, umas das mais tradicionais entidades médicas da Inglaterra. A equipe comandada pelo dr. Medina realiza cerca de 60 transplantes por mês e aproximadamente 300 consultas por dia. Mesmo assim, ele, uma vez por mês, faz clínica geral, como voluntário, na Santa Casa de Ipaussu. “Percebi durante o curso médico que poderia ajudar na solução de questões clínicas não disponíveis na cidade e quis manter vivo o modelo de atuação que imaginava para a vocação médica, tal qual dr. Rafael fazia”, conclui.

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Cumprindo metas Presidente, dra. Alice de Oliveira de Avelar Alchorne

As conquistas desta gestão se devem ao esforço individual de cada membro da Diretoria e o harmonioso trabalho em equipe Vice-presidente, dr. Omar Lupi

dra. Alice de Oliveira de Avelar Alchorne

O dr. Omar Lupi, esteve presente nas principais atividades de 2007. Dentre elas, destaca-se a coordenação do grupo responsável pela aquisição do novo andar que permitirá a ampliação da sede da SBD, cuja modernização melhorará em todos os aspectos o dia-a-dia dos funcionários e associados que visitam o local. Participou, ainda, de ações que atestaram maior visibilidade à SBD, como o desenvolvimento do projeto de participação nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro e a estruturação da campanha de valorização do dermatologista, intitulada “Defendendo o Dermatologista”. A campanha, simbolizada por um escudo metálico, foi capa da edição número dois do Jornal da SBD, o qual foi reestruturado pelo próprio dr. Omar, em parceria com o atual coordenador médico do veículo, dr. Paulo Cunha. O vice-presidente foi também responsável por diversos contatos interinstitucionais, entre eles: Ministério do Meio Ambiente (Dia do Meio Ambiente), Ilds (Liga Internacional das Sociedades de Dermatologia) e AAD (Academia Americana de Dermatologista).

Secretária-geral, dra. Ryssia Florião Em meio a suas diversas atividades, a dra. Ryssia Florião preparou as três reuniões extraordinárias do Conselho Deliberativo da sociedade, elaborou as atas das reuniões da Diretoria e as extraordinárias do Conselho, coordenou a atualização do número de residentes e seu cadastro. Os controles de ingresso de novos associados também estão sob sua responsabilidade. Assinou os diplomas dos dermatologistas que obtiveram o Título na última prova do TED e novas propostas de sócios contribuintes 2007. A secretaria da SBD concentra toda a correspondência enviada e recebida pela entidade. Logo, a dra. Ryssia respondeu a 1.187 e-mails durante todo o ano. Ela ainda cuidou das diversas consultas feitas à entidade, seja por associados, entidades ou público em geral, reenviando e-mails para os coordenadores dos depar tamentos e os membros das comissões responderem. Ela direcionou e respondeu a correspondências relativas à Associação Médica Brasileira (AMB), Academia Americana de Dermatologia (AAD) e Liga Internacional das Sociedades de Dermatologia (ILDS). Esteve, ainda, à frente da substituição de funcionários nos cargos de gerência-geral e comunicação, bem como do processo de avaliação e atualização dos contratos de trabalho, legalização, controle do ponto de freqüência e férias dos funcionários da SBD. A secretária par ticipou do processo de contratação de estagiários para os setores de comunicação, financeiro, administração e biblioteca. Esteve envolvida, também, na confecção de folders produzidos pela entidade, especialmente os relativos a doenças ocupacionais. E, finalmente, encaminhou a criação do Depar tamento de Mucosas Oral e Genital.

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dr. Omar Lupi

dra. Ryssia Florião


Tesoureira, dra. Claudia Pires Amaral Maia A dra. Claudia Maia assumiu o final da gestão de 2007, tomando conhecimento das realizações até a presente data. Ela considera que a Sociedade vem vivendo um ambiente bastante favorável em termos financeiros.“Recentemente tive a honra de substituir a competente colega Altiva Lobão Salgado no comando da Tesouraria, visando dar continuidade às metas projetadas e executadas pela Diretoria da SBD”, afirma. No mês de dezembro de 2007, informa, foi comprado o 17o andar do prédio em que a SBD está estabelecida, uma das principais metas dessa Diretoria. Os recursos que viabilizaram tal aquisição foram oriundos, em sua maioria, de uma política de redução de despesas, contudo, sem a perda da premissa básica dos objetivos da SBD. O orçamento para o exercício de 2008 inclui obras e melhorias operacionais nos dois andares da sede, possibilitando, assim, compatibilizar o atual corpo operacional com o espaço necessário para o melhor atendimento aos associados. Essa expansão qualitativa da sede se reveste também de cunho financeiro, com o correspondente aumento patrimonial da Sociedade. Em relação às anuidades do exercício de 2008,em projeção dos sócios quites até dezembro de 2007 (5.183 sócios), é estimados o recebimento do montante de R$ 2.393.717,00 (dois milhões, trezentos e noventa e três mil, setecentos e dezessete reais), dos quais 50% em média deverão ser repassados às Regionais da SBD. A tesoureira finalmente ressalta que as anuidades para o exercício foram corrigidas pelo IPCA, em 4,1876%, menor índice financeiro oficial, conforme determinado pelo Conselho Deliberativo.

dra. Claudia Pires Amaral Maia

1a secretária, dra. Célia Kalil A dra. Célia Kalil teve importante atuação ao orientar e fiscalizar a participação dos associados em atividades como coordenadorES de cursos, de eventos ou mesmo palestrante em eventos não apoiados pela SBD, em entidades não reconhecidas pela SBD,AMB e CFM.“A orientação da diretoria é que os associados NÃO PARTICIPEM COMO PALESTRANTES, COORDENADORES DE CURSOS E MEMBROS DA ORGANIZAÇÃO DE EVENTOS sem respaldo das entidades representativas de classe, visando fortalecer a ESPECIALIDADE E VALORIZANDO A ÉTICA DERMATOLÓGICA”, comenta. Inclusive, auxiliou na elaboração da carta alertando sobre ESTE FATO, postada para todos os associados no Jornal da SBD. Para que o público leigo seja orientado de maneira objetiva e ética, participou também do controle e fiscalização de encaminhamento de reportagens sobre temas dermatológicos (clínico, terapêutico) demandadas pela imprensa não especializada. Contribuiu na redação das atas, junto com a secretária-geral, dra. Ryssia, bem como na elaboração e correção de folders e cartazes de eventos científicos dos departamentos da SBD, no CD da Campanha de Prevenção do Câncer da Pele, intitulado Contra o Câncer da Pele. Colaborou no manual de Normas de Biossegurança relativas ao uso de Lasers /Luz Intensa Pulsada. Em relação aos cursos de Dermatologia Lato Sensu, promoveu a troca de informações entre a Diretoria Executiva e o Departamento Jurídico da SBD e regionais. Foi indicada pela dra. Alice Alchorne para membro da Comissão de Revisão do Estatuto, regimentos e regulamentos SBD. Auxiliou na elaboração das listas de materiais (insumos) dermatológicos de uso em consultório e de fornecedores, para inclusão no site da SBD, tendo apoio da coordenação da mídia eletrônica. Em atividade conjunta com a dra. Ryssia e os membros da Comissão de Ensino, coordenou as alterações do Regimento das Comissões Permanentes, especificamente em relação à de Ensino, e do regulamento para aceitação dos Serviços Credenciados da SBD.Teve atuação ainda na revisão quanto ao posicionamento dos sócios contribuintes em relação à SBD/AMB e no contato com laboratórios “parceiros” da SBD, para obtenção de recursos.

dra. Célia Kalil

2o secretário, dr. Josemir Belo O dr. Josemir Belo coordenou os Departamentos Especializados da SBD. Foram realizados com sucesso sete cursos, com recorde de público, além de serem todos pontuados pela Educação Médica Continuada da sociedade. Ao longo do ano aconteceram os seguintes eventos: Curso Nacional de Alergia Dermatológica (MG e RS), II Simpósio de Doenças Infecciosas e Parasitárias e III Simpósio Nacional de DST/AIDS – SBD (SP), III Simpósio de Cosmiatria (SP), XXIX Curso de Dermatopatologia Tropical e Meio Ambiente (SP), Curso Teórico Multidisciplinar das Afecções Ungueais (RJ) e II Simpósio de Laser (RJ). “Gostaria de agradecer o empenho dos coordenadores dos Departamentos nas realizações desses cursos”, comenta o dr. Josemir Belo; “em 2008 estamos todos empenhados em promover o crescimento dos departamentos”.

dr. Josemir Belo Jornal da SBD

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Regionais Regional Fluminense: encerramento das atividades de 2007

Rio de Janeiro Bahia São Paulo

Da esq. para dir. os drs. Leonardo Cerqueira, Eloísa Ayres e Jose Antônio Sanches

Segundo a presidente e o vice-presidente da Regional Fluminense, drs. Eloísa Ayres e Leonardo de Gouvêa Cerqueira, respectivamente, o encerramento das atividades segue o “espírito natalino”. Durante o ano ocorreram 10 reuniões mensais e seis cursos teóricos com alto valor científico. – A atual Diretoria acredita ter cumprido suas metas de 2007. Recebemos diversos palestrantes que criaram importante intercâmbio de informações. Ainda com claros objetivos de crescimento e de oferecer aos associados atualização técnica e científica, teremos em março a inauguração da nova sede e uma agenda repleta de eventos.A regional agradece a todos que contribuíram para este ano de sucesso – fala a presidente,dra.Eloísa Ayres.

XV Jornada Baiana de Dermatologia Fotoproteção para a pele negra, tratamento de vitiligo, as múltiplas faces do lúpus e rejuvenescimento de mãos e antebraços – esses foram alguns dos temas abordados na XV Jornada Baiana, que aconteceu nos dias 09 e 10 de novembro no Hotel Sofitel, em Salvador, com 170 participantes. Dra. Beatriz Rosmaninho Ave, dr. Cyro Festa Neto, dr. Fábio Roismann, dra. Jean Bolognia Cooper, dra. Lucina de Matos, dra. Luna Azulay e dra. Márcia Ramos-e-Silva foram os especialistas que apresentaram e discutiram os temas. Aconteceram excelentes palestras e cursos em vídeos. Segundo a presidente da regional, dra. Irene Spinola, o grupo Ilê Ayê abrilhantou a abertura do evento, descontraindo e alegrando o ambiente.

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12a Radesp: reunião paulista aprofunda temas do Mundial

Da esq. para dir. os drs. Mario Cesar Pires, Alexandre Sittart, Sampaio, Silmara Cestari e Alice de O. A. Alchorne

A 12a Radesp – Reunião Anual dos Dermatologistas do Estado de São Paulo foi realizada na segunda semana de novembro, no Guarujá, um dos mais conhecidos centros turísticos do litoral paulista. O encontro teve como eixo central os Ecos do 21o Congresso Mundial de Dermatologia, realizado em Buenos Aires. Cerca de 40 palestrantes, presentes no Mundial, aprofundaram tópicos importantes e os enriqueceram, com suas próprias avaliações, para os congressistas de São Paulo.“Convidamos colegas renomados, referências em suas áreas, para coordenação e abordagens dos principais temas apresentados no Congresso Mundial, privilegiando os comentários e discussões, com a participação interativa de todos os colegas da platéia”, explicou a dra. Silmara Cestari, presidente da SBD-Resp. A reunião dos dermatologistas paulistas foi marcada, também, por uma homenagem ao professor dr. Sebastião de Almeida Prado Sampaio, presidente de honra da 12a Radesp, cuja obra foi mostrada em documentário produzido especialmente para o evento. Na abertura, a presidente da SBD nacional, dra. Alice Alchorne, sintetizou sua visão do evento:“Há um ano, já na posse da atual Diretoria da SBD-Resp, pude antever o sucesso que seria essa 12a Radesp”.


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Jornal da SBD - Nº 6 Novembro / Dezembro 2007 by Sociedade Brasileira de Dermatologia - Issuu