Sociedade Brasileira de Dermatologia Afiliada à Associação Médica Brasileira
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Diretoria 2007 - 2008 Presidente - Alice de Oliveira de Avelar Alchorne Vice-presidente - Omar Lupi Secretária-geral - Ryssia Florião Tesoureira - Claudia Pires Amaral Maia 1a secretária - Célia Kalil 2o secretário - Josemir Belo
Jornal da SBD Esta é uma publicação da Sociedade Brasileira de Dermatologia, dirigida a seus associados e órgãos de imprensa. Publicação bimestral - Ano XII - no 1 - janeiro / fevereiro - 2008 Coordenador médico - Paulo R. Cunha Conselho editorial - Alice Alchorne, Omar Lupi, Ryssia Florião, Claudia Pires Amaral Maia, Célia Kalil, e Josemir Belo Jornalista responsável - Andréa Fantoni - Reg. MTB/RJ n0 22.217 JP Redação - Andréa Fantoni Editoração eletrônica - Nazareno N. de Souza Estagiário - Ana Luíza Reyes Contato publicitário - Priscila Rudge Simões A equipe editorial do Jornal da SBD e a Sociedade Brasileira de Dermatologia não garantem nem endossam os produtos ou serviços anunciados, sendo as propagandas de responsabilidade única e exclusiva dos anunciantes. As matérias e textos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores. Correspondência para a redação do Jornal da SBD Av. Rio Branco, 39/18o andar - Centro - Rio de Janeiro – RJ CEP: 20090-003 E-mail: comunicacao@sbd.org.br Assinatura anual: R$ 100,00 Número avulso: R$ 20,00 Tiragem: 6.000 exemplares Impressão: Sol Gráfica
Sumário
Editorial
Paulo R. Cunha - Coordenador médico do Jornal da SBD
N
este mês de março inicia-se o processo eleitoral na SBD. Os associados escolherão presidente e vice-presidente da Gestão 2009-2010. Concorrem Omar Lupi/Bogdana Victória e Silmara Cestari/Celso Sodré. Na coluna “Palavra da Presidente”, a profa. Alice Alchorne comenta o mecanismo da votação. Leia mais, informe-se sobre o procedimento para enviar seu voto e não deixe de participar das eleições. Boas notícias sobre as reformas da sede da sociedade: a expectativa é de que as obras sejam finalizadas antes do Prof. Dr. Paulo R. Cunha final deste ano, trazendo conforto e benefícios para os associados. Veja reportagem na página 3. Saiu o edital para o TED Especial. As inscrições foram abertas em primeiro de março e serão encerradas no dia 31. Fique atento aos prazos.Você pode obter mais detalhes nesta edição do JSBD e nos sites da SBD (www.sbd.org.br) e da Vunesp (www.vunesp.com.br). Em nossa entrevista internacional, o prof.Vicente Torres revela a dermatologia no México; a formação do dermatologista mexicano e suas áreas de atuação naquele país. Abordamos também o próximo Congresso Brasileiro, que se realizará em setembro, em Fortaleza. Professores internacionais renomados já confirmaram presença. Confira a matéria e não perca a oportunidade de participar. Ainda falando em congressos, alguns professores que participaram do último Congresso da AAD nos contam as novidades apresentadas em termos de terapêutica, cirurgia, e outros assuntos, e o prof. Joel Lastória comenta o 17th International Leprosy Congress, realizado na Índia em fevereiro. Na página 16 você poderá saber sobre a história do nosso Título de Especialista. A primeira edição do TED se deu há mais de 40 anos. Saiba quem participou da primeira banca, quem eram os candidatos. Acompanhe a evolução da prova até os dias de hoje, e a comparação entre o TED no Brasil e em outros países. Na coluna “Fronteiras da Dermatologia”, merece atenção o artigo escrito pelo prof. Ricardo Romiti abordando o tema “Medicações de alto custo na dermatologia”. Atualmente é fundamental que conheçamos os avanços tecnológicos e suas aplicações. Nesta edição também comentamos a importância social da Campanha contra o Câncer da Pele e os números relativos à sua última edição, em novembro de 2007. Boa leitura!
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Palavra da Presidente Expansão e reformas da SBD TED Especial: sai edital Entrevista Internacional: prof.Vicente Torres 63a edição: Congresso da SBD em Fortaleza Encontro anual da AAD Obtenção do Título de Especialista no mundo Palestra inaugura ações do Departamento de Teledermatologia Fronteiras da Dermatologia: prof. dr. Ricardo Romiti Programa Nacional de Controle do Câncer da Pele Vultos da Dermatologia: dr. Aiçar Chaul Linha do Tempo Serviços Credenciados Painel Perspectivas para o mercado de trabalho dermatológico Vacina contra HPV Departamentos Regionais
Matéria de capa Eleições na SBD
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Palavra da Presidente
Alice de Oliveira de Avelar Alchorne
Eleições na SBD para a Diretoria 2009-2010
O
s associados de todas as categorias quites com suas obrigações associativas podem votar. Para uma entidade associativa ser forte, ela necessita da participação de todos os seus Alice de Oliveira de Avelar membros. Assim, nesse processo democrátiAlchorne co, exercer o direito de voto é ato de contribuição de cada associado para a representatividade da SBD. Seguem abaixo as normas de votação, processo prático que demanda pouco tempo – é só refletir e escolher. São duas as chapas concorrentes: Chapa 1 – dr. Omar Lupi da Rosa Santos para presidente; dra. Bogdana Victória Kadunc para vice-presidente Chapa 2 – dra. Silmara da Costa Pereira Cestari para presidente; dr. Celso Tavares Sodré para vice-presidente Os associados poderão exercer o direito de voto, por correspondência ou presencialmente na Assembléia Geral Extraordinária. Para que o associado possa exercer o direito de voto por correspondência, a Sociedade Brasileira de Dermatologia encaminhará o seguinte material: Normas de Votação. Envelope com porte pago endereçado à Caixa Postal 401, CEP 20010-974, contendo etiqueta com seus dados como remetente. Envelope pequeno pardo não identificado. Uma cédula eleitoral. Conjunto de duas etiquetas, cada uma com a identificação de uma das chapas candidatas, com o respectivo código de barras.
Ficha de identificação. Para votar por correspondência o eleitor deverá proceder da seguinte maneira: 1 - Destaque do conjunto de duas etiquetas só a correspondente à sua opção de voto. 2 - Cole a etiqueta selecionada na cédula eleitoral no local correspondente. 3 - Dobre a cédula eleitoral no local indicado e coloque-a dentro do envelope pardo. Lacre-o e não o identifique. 4 - Preencha a ficha de identificação com seu nome e assinatura para comprovação do exercício do voto. 5 - Insira o envelope pardo lacrado e a ficha de identificação preenchida e assinada no envelope endereçado à Caixa Postal 401, CEP 20010-974. Feche-o devidamente e poste-o em qualquer agência dos correios mantendo a identificação do remetente. Apresentando a cédula qualquer sinal, rasura ou dizer suscetível de identificar o eleitor, ou tendo sido escolhidas duas chapas, o voto será anulado. Só serão computados os votos que sigam o procedimento supra e estejam na Caixa Postal 401 – CEP 20010974 no dia 10/04/2008 às 10h, quando os votos por correspondência serão recolhidos. Só os associados que não tiverem exercido o voto por correspondência poderão votar presencialmente na Assembléia Geral Extraordinária. Gostaria muito de que participassem!
Calendário - 2008 Regionais - Abril de 2008 11 12 12 12 19 a 21 24 e 25 24 a 26 25 26 26 26 26 28 30 30
Reunião Ordinária – FFFCMPA - SBD - Porto Alegre; RS 2a Reunião Ordinária Mensal - SBD - Niterói; RJ Curso de Cosmiatria - SBD - Curitiba; PR Reunião mensal - AMMG - SBD - Belo Horizonte; MG 4a DermaRio - SBD - Rio de Janeiro; RJ IV Jornada Alagoana de Dermatologia - Maceió; AL 10a RADECO - SBD - Goiânia - GO VI Jornada Alagoana Dermatologia Pediátrica - SBD - Maceió; AL Curso de Dermatoscopia - SBD - São Luís; MA Reunião Clínica Mensal - SDSCMV - Viória; ES II Curso de Fotografia Digital e Pesquisa Científica na Internet - Hotel Holliday Inn - SBD - Salvador, BA Reunião científica - SBD - João Pessoa; PB Reunião clínica mensal - SBD - Campo Grande; MS Quarta Dermatológica - SBD - Recife; PE Reunião mensal - SBD - Rio de Janeiro; RJ
Internacional 22 à 25/5/2008
5o EADV Spring Symposium - Academia Européia de Dermatologia - Istambul - Turquia
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Reg. RS Reg. Flum. Reg. PR Reg. MG Reg. RJ Reg. AL Reg. GO Reg. AL Reg. MA Reg. ES Reg. BA Reg. PA Reg. MS Reg. PE Reg. RJ
Expansão e reformas da SBD
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om a aquisição de mais um pavimento contíguo ao das atuais instalações, a diretoria da SBD proporcionará maior conforto a seus associados e eficiência nas atividades. A nova sede terá cerca de 760m2 em dois pavimentos: o 17o e 18o, do n. 39 da Av. Rio Branco, no Centro do Rio de Janeiro. A tesoureira da SBD, dra. Cláudia Maia, é uma das coordenadoras do projeto que está sendo desenvolvido pela arquiteta contratada para a obra, Neuza Martine. O projeto arquitetônico tende ao uso de materiais modernos, de fácil manutenção e grande resistência, como devem ser os utilizados em áreas coorporativas. “Serão adquiridos novos móveis e equipamentos para os escritórios, levando em conta design e ergonomia, a fim de tornar o ambiente harmonioso e funcional”, explica a dra. Cláudia Maia. “A diretoria pretende disponibilizar para os associados ampla e confortável sala de espera, onde poderão encontrar-se com seus pares, além de aguardar o início das atividades de seu interesse”, observa a dra. Cláudia Maia.
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A diretoria pretende disponibilizar para os associados ampla e confortável sala de espera, onde poderão encontrar-se com seus pares, além de aguardar o início das atividades de seu interesse
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No primeiro pavimento da SBD estarão situadas as áreas administrativas, cozinha, pequeno refeitório, banheiros para funcionários e a recepção. O segundo abrigará a biblioteca, salas de reuniões, auditório, sala de espera, recepção e sanitários para associados, visitantes e convidados. Segundo o projeto, será construída uma escada unindo os dois pavimentos. “Esse recurso visa à otimização do funcionamento das atividades da sociedade e ao conforto dos participantes”, comenta a arquiteta Neuza Martinez. A previsão de conclusão das obras é setembro de 2008. Jornal da SBD
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TED Especial: sai edital A
tenção, associados, está disponível no site da SBD o edital do Exame de Suficiência Categoria Especial para Obtenção do Título de Especialista em Dermatologia, promovido em convênio com a Associação Médica Brasileira. De acordo com a Comissão de Título de Especialista, formada pelos drs. Maria Denise Takahashi, Bernardo Gontijo, Jackson Machado-Pinto, Silvio A. Marques, Artur A. Duarte, José Antonio Sanches Júnior, Lia Cândida Miranda de Castro e José Hermênio C. Lima Filho, as provas serão realizadas por intermédio da Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Vunesp). O exame constará de duas partes, a primeira, escrita e eliminatória, no dia primeiro de junho de 2008. Em 29 de junho os aprovados farão a prova prática oral. Estarão aptos a concorrer todos os que tiverem inscrições definitivas no Conselho Regional de Medicina, forem formados há mais de 15 anos e comprovarem o exercício profissional na dermatologia há pelo menos seis anos. Ainda são necessárias apresentações formais de dois associados da categoria Efetivo, do mesmo estado, com descrições das atividades profissionais do candidato. As inscrições para o exame podem ser feitas entre os dias primeiro e 31 de março de 2008, pelo site www.vunesp.com.br. A prova prática oral abrangerá avaliação de conhecimentos, raciocínio clínico e capacidade de resolução de situações apresentadas em doentes ou diapositivos, ou ilustrações, ou multimídia, podendo ser solicitados diagnóstico principal, diagnósticos diferenciais, discussão dos casos, epidemiologia, etiopatogenia, métodos diagnósticos, terapêuticos e condutas. A prova oral totalizará 10 pontos. O resultado da avaliação curricular, que ocorrerá mediante a entrega dos documentos comprobatórios, será somado à nota da prova prática. Serão reprovados os candidatos que não
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obtiverem no mínimo nota seis, após a soma da nota da prova prática oral com o resultado da avaliação curricular. Tal soma não poderá ser superior a 10, e o sistema funciona da seguinte maneira: pontuação igual ou superior a 10 no currículo implica o acréscimo de um ponto na nota da prova prática oral; pontuação igual ou superior a oito e inferior a 10 no currículo implica o acréscimo de 0,5 ponto na nota da prova prática oral e, finalmente, pontuação inferior a oito no currículo não implicará qualquer acréscimo à nota da prova prática oral. Os certificados do TED em Dermatologia terão validade por cinco anos, sendo renováveis segundo as normas estabelecidas pela Comissão Nacional de Acreditação
AMB/CFM, que exige atualização, com a obtenção de 100 pontos em 5 anos. A presidente da SBD, Professora Alice Alchorne, ressalta que o TED “Categoria Especial” não tem a finalidade de cercear o trabalho do dermatologista. “O colega, como médico, pode exercer a dermatologia, mas sem ter o direito de anunciar-se como tal. A prova visa, principalmente, dar oportunidade aos profissionais, que preencherem as condições exigidas, de conquistar esse Título”, afirma. Assim, quem optar por não fazer a prova ou mesmo não for aprovado, continuará com direito de exercer a dermatologia, bem como continuar como Associado da SBD na categoria Contribuinte.
Quadro para atribuição de pontos para avaliação do curriculum vitae Residência em Dermatologia ou estágio/especialização em Dermatologia, em regime de residência: 3 pontos para cada ano comprovado (máximo 6 pontos) Mestrado em Dermatologia: 2 pontos Doutorado em Dermatologia: 5 pontos Livre-docência: 8 pontos Trabalho, de assunto dermatológico, publicado em revista médica indexada no Medline ou Scielo, ou nos Anais Brasileiros de Dermatologia: 1 ponto/trabalho (máximo 5 pontos) Trabalho, de assunto dermatológico, publicado em revista médica não indexada no Medline ou Scielo: 0,5 ponto/trabalho (máximo 2,5 pontos) Apresentação de trabalhos em reuniões científicas dermatológicas: internacionais: 1 ponto/apresentação (máximo 3 pontos) nacionais patrocinadas pela SBD Nacional: 0,5 ponto/apresentação (máximo 2 pontos) regionais: 0,25 ponto/apresentação (máximo 2 pontos) Comparecimento a congressos de dermatologia (internacionais ou nacionais) e reuniões de caráter internacional: 0,5 ponto/congresso (máximo 3 pontos) Comparecimento a reuniões regionais com a chancela da Sociedade Brasileira de Dermatologia: 0,25 ponto/reunião (máximo 2 pontos)
Bibliografia sugerida:
Sampaio SAP, Rivitti EA. Dermatologia – Editora Artes Médicas Ltda, Edição 2007. Azulay RD, Azulay DR. Dermatologia. 3ª edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2004. Lacaz CS, Porto E, Martins JEC, Heins-Vaccari EM, Melo NT. Tratado de micologia médica Lacaz. São Paulo: Sarvier; 2002. Talhari S, Neves RG. Dermatologia Tropical. Hanseníase. 3ª edição. 1997. Gráfica Tropical. Champion RH, Burton JL, Burns DA, Breathnach SM, editors. Rook/Wilkinson/Ebling textbook of dermatology. 7ª ed. New York: Blackwell Science; 2004. Elder DE, Elenitsas R, Johnson Jr B, Murphy GI. Lever’s Histopathology of the Skin. 9th ed. Lippiticoutt; 2004. Freedberg IM, Eisen AZ, Wolff K, Austen KF, Goldsmith LA, Katz SI. Fitzpatrick’s Dermatology in General Medicine. New York: MacGraw Hill; 2003. Rezze GG, Sá BCS, Neves RI. Atlas de Dermatoscopia Aplicada 1ª ed. São Paulo: Livraria Editora Marina & Livraria Editora Martinari; 2004. Ministério da Sáude. Manual de Controle das Doenças Sexualmente Transmissíveis. Disponível em: www.aids.gov.br/assistencia/manualdst/indice.htm Ministério da Saúde – Vigilância Epidemiológica. Manual de Controle da Leishmaniose Tegumentar Americana. Disponível em: www.saude.ms.gov.br/externo/downloads/leishmaniosetegumentar.pdf Ministério da Saúde. Guia para o Controle de Hanseníase. Disponível em: http://www.saude.rj.gov.br/hanseniase/documentos/guia_de_hanseniase.pdf Jornal da SBD
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Entrevista com o prof. Vicente Torres feita pelo prof. Omar Lupi
Dermatologia no México O mexicano Vicente Torres foi presidente da Sociedade Mexicana de Dermatologia e da União Latino-americana contra as Enfermidades Sexualmente Transmissíveis. Escreveu, juntamente com outros dermatologistas, o livro “Dermatologia Prática Iberolatinoamericana”, cuja segunda edição deverá incluir autores brasileiros e será traduzida para o português.
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Omar Luppi – Por favor, fale um pouco sobre a história da Sociedade Mexicana de Dermatologia. Vicente Torres – Nas primeiras décadas do século XX, os pioneiros da dermatologia mexicana foram médicos de clínica geral que se direcionaram para as doenças da pele em geral e, em particular, para a lepra. A formação clínica desses colegas foi muito influenciada pela dermatologia francesa, o que levava freqüentemente à descrição morfológica muito exaustiva e detalhada, razão pela qual a aprendizagem e o
ensino na presença dos doentes em aulas e sessões foram práticas cotidianas durante muitos anos. Em 1936, o professor Fernando Latapí, notável dermatologista clínico e extraordinário leprologista, fundou a Sociedade Mexicana de Dermatologia e o primeiro dispensário para pacientes com lepra, que mais tarde se tornaria o serviço mais importante da especialidade no país: Centro Dermatológico Dr. Ladislao de la Pascua. Logo, além de doentes com hanseníase, o atendimento estendeu-se a todo tipo de enfermidades da pele. Muitos discípulos do professor Latapí partiram da Cidade do México para outras regiões do país e criaram suas próprias escolas. Existem, na Cidade do México, outras escolas dermatológicas onde se formam residentes, como o Departamento de Dermatologia do Centro Médico Nacional e o Serviço de Dermatologia do Hospital Geral do México. O Hospital Manuel Gea Gonzalez também conta com prestigioso Departamento de Dermatologia. Eu sou formado pelo Centro Pascua, e entre os latino-americanos famosos formados por essa instituição está, por exemplo, o dr. Enrique Hernández Perez del Salvador. Em 1952, um grupo de dermatologistas dissidentes da Sociedade Mexicana de Dermatologia fundou a Academia Mexicana de Dermatologia, havendo a partir de então duas vertentes no país. Sou membro de ambos os grupos, que possuem um órgão científico oficial comum: a Revista Mexicana de Dermatologia. OL – Quantos são os membros e quais as principais áreas de atuação da área? VT – O México possui 100 milhões de habitantes e cerca de 2.500 dermatologistas graduados no país. A maioria deles concentra-se nas cidades de Guadalajara, Monterrey e no Distrito Federal, que são atualmente os três
pólos fundamentais de formação de residentes. O perfil atual do dermatologista mexicano é muito global, sendo isso também conseqüência de nossa proximidade geográfica e acadêmica com a dermatologia dos EUA e, ao mesmo tempo, com o resto do continente e a Espanha. OL – Quais são os personagens mais importantes da dermatologia mexicana? Como contribuíram para a dermatologia mundial? VT – Temos excelentes expoentes da micologia, como Roberto Arenas;da dermatologia tropical e da lepra,como Amado Saul; da dermatologia pediátrica, como Ramón Ruiz Maldonado; e gerações mais recentes orientadas para o Laser, a cirurgia e a dermatologia cosmética, como o dr. Jorge Ocampo, atual chefe de Departamento de Dermatologia da Universidade Autônoma de Monterrey, em Nuevo León. Indiscutivelmente, entre as mais importantes personalidades está o já falecido dr. Fernando Latapí Contreras, que pode ser considerado o pai da dermatologia mexicana. Fundador da Sociedade Mexicana de Dermatologia, ele contribuiu para a classificação da lepra no Congresso de Leprologia de Madri e na descrição da lepra lepromatosa difusa e do fenômeno de Lucio, doença atualmente conhecida como “lepra de Lucio e Latapí”. Além disso, foi o primeiro no México a tratar os doentes de lepra com sulfonas e também o primeiro a utilizar na terapia dos micetomas actinomicéticos esse tipo de medicamento. Publicou artigos em diversos idiomas e em várias revistas científicas, e foi membro de uma infinidade de sociedades dermatológicas, além de ser um homem de enorme cultura geral e poliglota.A segunda personalidade, ainda viva, sem dúvida é o dr. Ramón Ruiz Maldonado, atual presidente da Sociedade Internacional de Dermatologia. Pai da Dermatologia Pediátrica no México e referência mundial nesse setor,ele foi responsável pela descrição de várias síndromes dermatológicas antes desconhecidas; é homem culto e também poliglota. Outras personalidades mexicanas de transcendência na dermatologia latino-americana foram, por exemplo, Roberto Arenas, presiContinua
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Entrevista com o prof. Vicente Torres feita pelo prof. Omar Lupi dente do Cilad, autor de um livro de dermatologia muito prático e amplamente difundido no mundo hispânico, incansável mestre, viajante, conferencista e personalidade altamente sociável. Para terminar, logicamente,Yolanda Ortiz, que se faz presente nos congressos locais de vários países do continente. Como mostra da participação acadêmica dos dermatologistas mexicanos no nível internacional, tiveram lugar, no México, dois congressos ibero-latino-americanos de dermatologia:um congresso mundial em 1978 e o congresso mundial de dermatologia pediátrica, em Cancun, em 2004. OL – Como se forma um dermatologista no México? VT – Atualmente o plano de estudos da especialidade em dermatologia no México dura três anos, sendo obrigatório terse previamente de um a três anos de formação como médico internista. Pode-se proceder à subespecialização em cirurgia dermatológica e oncologia cutânea, micologia ou dermatopatologia, que também pode durar de um a três anos. Nos centros de formação de residentes, conta-se com bibliotecas e acervo bibliográfico suficiente para a formação dos novos valores da área e treina-se em dermatologia clínica, cirúrgica, leprologia, micologia, dermatopatologia e, em alguns centros, na manipulação de Laser e em cirurgia dermatológica básica. A formação em dermatologia cosmética continua sendo feita em cadeira que se aprende no final da especialização como dermatologista graduado.
OL – Quais são as semelhanças e diferenças entre a dermatologia mexicana e a brasileira? VT – Apesar de não conhecer em profundidade a dermatologia brasileira, acho que uma semelhança com a dermatologia mexicana é a de ter sido construída a partir do conhecimento da lepra e de compartilharmos certas enfermidades tropicais endêmicas. Outra similitude diz respeito ao crescimento do número de mulheres dermatologistas, que acontece nos dois países. Entre as diferenças, obviamente, está o idioma, além do enorme contingente de dermatologistas no Brasil, que corresponde a praticamente o triplo do número de profissionais mexicanos. OL – Como esperamos os congressos do Cilad, em Cancun, e, Radla, na Cidade do México? VT – Quanto à organização de ambos os congressos, o México tem excelente infra-estrutura hoteleira e conta com espaços amplos para efetuar eventos dessa magnitude, tanto na Cidade do México, como em Cancun. Estou certo que serão eventos cheios de qualidade e calor humano. Nós, mexicanos, somos bons anfitriões e mais ainda com os brasileiros, com quem nos sentimos muito identificados como nação — como provam as inesquecíveis lembranças do mundial de futebol de 1970.
México E
leita uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo, a cidade arqueológica de Chichén Itzá é boa opção para quem pretende visitar o México. A antiga localidade maia, fundada em meados do século V, ainda preserva suas estruturas originais, como a Praça das Mil Colunas e a grandiosa pirâmide de Kukulcán. Com seus 365 degraus, um para cada dia do calendário maia, a pirâmide é visitada por mais de 40 mil pessoas todos os anos. Outro destino possível para os amantes dos passeios históricos é Teotihuacan, a antiga cidade sagrada dos Astecas e uma das mais impressionantes do mundo antigo. Suas famosas pirâmides estendem-se por planície de 20km2 e oferecem vista deslumbrante àqueles que têm coragem de subir ao topo. Outro ponto importante da cidade é o Palácio Quetzalpapalotl, seu edifício mais luxuoso, transformado pelo tempo em labirinto de templos e residências. Em sua diversidade, o país também oferece os encantos das grandes cidades e dos resorts tropicais. Sua capital, a Cidade do México, é a terceira maior metrópole do mundo, perdendo apenas para Tóquio e Nova York. Nela, os indícios da história asteca e colonial convivem com a modernidade dos grandes centros urbanos. O mosaico cultural é composto pela Catedral Metropolitana, símbolo da colonização espanhola, o Palácio Nacional, com painéis pintados por Diego Rivera, e inúmeros museus, entre os quais o Museu Antropológico — um dos melhores do mundo. Para as horas de descanso, boa pedida é o Parque Chapultepec, com suas extensas áreas verdes, monumentos e Jardim Zoológico. A cidade é ainda um paraíso para os amantes das comidas apimentadas, chilis, nachos, guacamoles, tacos, tapas e tortillas, além das iguarias à base de cacto, como a tão conhecida tequila. O litoral mexicano é também um dos destinos turísticos mais visitados do mundo, famoso pelas belas praias de Cancun e Acapulco. Os balneários oferecem excelente estrutura hoteleira, inúmeros esportes aquáticos, restaurantes de primeira linha e agitada vida noturna. Em suma, o México é o destino ideal para turistas de todos os gostos!
Serviços A melhor época para visitar o México é entre Outubro e Maio, quando chove pouco e o clima é mais ameno, com temperaturas entre 27º em Cancun e 13º na Cidade do México. O país exige visto para turistas brasileiros. As companhias aéreas que voam para lá são: TACA (via Lima), Avianca (via Bogotá), Copa (via Panamá), Lan (via Santiago), Aeromexico,Varig e Ocean Air, que fazem o trajeto direto partindo de São Paulo.
Valores aproximados de passagens aéreas (sem taxas) Saída do Rio de Janeiro: Cidade do México: a partir de USD1036 Cancun: a partir de USD1037 Acapulco: a partir de USD1267 Saída de São Paulo: Cidade do México: a partir de USD943 Cancun: a partir de USD1037 Acapulco: a partir de USD1112 Chichén Itzá fica próxima a Cancun e Teotihuacan, à Cidade do México. Para visitá-las, os hotéis vendem tour de um dia. Fonte: Factour Viagens
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63a edição: Congresso da SBD em
Fortaleza F
ortaleza sediará, depois de 31 anos, o Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia que chega a sua 63a edição. O evento acontecerá entre 06 e 10 de setembro de 2008, no Centro de Convenções, e estão sendo esperados quatro mil participantes, entre especialistas nacionais e estrangeiros, que discutirão os novos procedimentos e as tecnologias disponíveis para a área da dermatologia. De acordo com o presidente do congresso, Heitor de Sá Gonçalves, “a programação científica já está encerrada, enquanto a programação social terá várias atividades atendendo às expectativas dos participantes, dentro das melhores opções ofertadas pela cidade de Fortaleza”. Ele informa ainda que as negociações com os laboratórios farmacêuticos estão em fase de conclusão. Dos palestrantes estrangeiros, já estão confirmados 14 nomes de especialistas dos Estados Unidos, Alemanha, França, Austrália e Argentina, entre eles: Diane Baker, presidente da Academia Americana de Dermatologia e professora do Departamento de Dermatologia da Oregon Health Sciences University, EUA (Toxina Botulínica e Preenchedores em geral); Andrea Santos-Muño, do Departamento de Dermatologia Pediátrica do Hospital JM Ramos Mejía, Argentina (Dermatologia Pediátrica); James Butler, da Faculty of Medicine, Dentistry and Health Sciences of the University of Melborne, Austrália (Câncer de Pele); Jean-François Nicolas, da Unidade de Imunologia Clínica e Alergologia do Institute National de la Santé et de la Recherche Médicale de Lyon, França (Dermatite Atópica e Imunomoduladores); Eva-B. Bröcker, do Departamento de Dermatologia Venerologia e Alergologia da Universidade de Würzburg, Alemanha (Melanoma e Psoríase); Ronald Brancaccio, professor do Departamento de Dermatologia da New York University Medical Center, EUA (Laser e
Dermatite de contato); Mario Bittar, do Departamento de Dermatologia da Universidade Nacional de Cuyo, Argentina (Genética); Marcy Neuburg, professora-associada de Dermatologia do Medical College of Wisconsin (Froedtert Medical College Clinics), EUA (Tumores cutâneos, Cirurgia Dermatológica e Cirurgia de MOHS) e Nicholas Soter, professor do Departamento de Dermatologia da New York University Medical Center (Urticária, Anti-histamínicos, Imunossupressores e Antialérgicos). Dermatologia Solidária Os bairros Pirambu e Bom Jardim, dos mais populosos e carentes de Fortaleza, serão contemplados com as ações de responsabilidade social previstas na programação do congresso. Através do projeto “Domingo Solidário”, os participantes do evento estarão, na manhã do dia 7, nessas localidades prestando esclarecimentos sobre as doenças de pele mais comuns na região e orientando a população quanto às medidas educativas, como prevenção do câncer de pele, hidratação cutânea e auto-exame. Jornal da SBD
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Foto: divulgação
Encontro Anual da AAD O 66º Encontro Anual da Academia Americana foi no início de fevereiro, em Santo Antônio, no Texas (EUA), sendo um dos maiores acontecimentos científicos da área. Alguns dermatologistas brasileiros estiveram lá e relataram a seguir os principais pontos discutidos no evento.
Terapêutica dermatológica
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egundo a presidente da SBD, profa. Alice Alchorne, aconteceram vários simpósios e também alguns cursos sobre terapêutica dermatológica. Ela destaca algumas sugestões de tratamentos: Espinolactona para acne da mulher adulta, alopecia feminina, hirsutismo e hidrosadenite. Pulsos de corticóides para alopecia areata. Isotretinoína oral para rosácea nodular. Inibidores da calcineurina (tracolimus e pimecrolimus) para psoríase invertida.
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Imiquimod para granuloma piogênico em criança. KOH em água destilada a 5% para molusco contagioso (Ricardo Romitti). Ciprofloxacina para pseudômona ungueal. Zinco para acrodermatite enteropática; como imunoestimulante em infecções; verrugas; hidrosadenite; acne; dermatite seborréica; rosácea. Rituximab – novo biológico antiCD20 de linfócito B para linfoma B CD20 positivo, artrite reumatóide, várias doenças auto-imunes, vasculites.
Imiquimod em creme a 5% para moléstia de Bowen, extragenital (menos dedos), genital e perianal. Excelente resultado. Terapêutica fotodinâmica – muito útil para ceratose actínica e moléstia de Bowen. Outras indicações: CBC não nodular e acne. Corticóide sistêmico e imunoglobulina endovenosa continuam controversos para síndrome de StevenJohnson e NET. Anti-histamínicos e cor ticóide vo para ur ticária multiforme. Chá verde em cosméticos pode provocar ginecomastia (efeito androgênico). Ciclosporina A – metanálise, muito boa para dermatite atópica grave. Micofenolato mofetil para dermatite atópica grave – poucos efeitos colaterais. Metrotexate para morféia. Dermatite atópica e dermatite de contato são as mais
comuns como dermatoses vulvares em pediatria. Inibidores da calcineurina (tracolimus e pimecrolimus) para psoríase invertida. Corticóides potentes para líquen escleroso e atópico. Influximab para pioderma gangrenoso. Micofenolato mofetil para LE não responsivo – muito bom. Inibidores da calcineurina tópicos para dermatite atópica persistente ou recidivante. DDS gel e tretinoína aquosa gel (menos irritante) para acne. Ustekinumab e certolizumab novos biológicos para psoríase. Controle de biológicos: não dar vacinas "vivas", PPD anual e dosagem de CD4 para alefacept e de leucócitos e plaquetas para efalizumab. Etanercepet para psoríase em placas de crianças. Variconazol, posaconazol, caspofungin, micafungin e anidulafungin novos antifúngicos sistêmicos para micoses oportunistas.
Terapia fotodinâmica
O
prof. Tovo apresentou-se mais uma vez no evento, em conferência com uma hora e meia de duração sobre terapia fotodinâmica. “Há cinco anos faço apresentações regulares e sou diretor de sessões didáticas do Meeting, sempre com grande participação do público”, afirma. A terapia fotodinâmica é utilizada em diferentes especialidades médicas no tratamento de doenças proliferativas, principalmente tumores malignos. O conceito da TFD é a indução da citotoxicidade seletiva (células tumorais), através de uma fonte de luz. Para que isso ocorra é necessário um agente fotossensibilizador que tenha absorção seletiva pelas células neoplásicas, luz e oxigênio. Os agentes fotossensibilizantes podem ser sistêmicos ou tópicos. Na dermatologia o desenvolvimento de agentes fotossensibilizantes tópicos apresentam a vantagem de aplicação tópica localizada sem a inconveniência de sensibilização cutânea generalizada. O agente fotossensibilizante, uma vez aplicado sobre a lesão tumoral, acumula-se preferencialmente nas células atípicas com menor penetração nos tecidos adjacentes. O tumor fotossensibilizado é exposto à luz que coincida com o espectro de absorção do agente fotossensibilizante e que tenha boa penetração cutânea. Os fotossensibilizantes tópicos mais estudados na atualidade são: o ácido aminolevulínico – ALA (Levulan®) e o aminolevulinato de metila – MAL (Metvix®). Ambos são precursores da protoporfirina IX (potente agen-
te fotossensibilizante) e cuja ativação se dá de forma mais efetiva (absorção/penetração) pelo comprimento de onda na cor vermelha, com fonte de luz não coerente. Essa ativação leva o agente fotossensibilizante do estado de repouso ao estado de ativação, podendo ocorrer a liberação de espécies reativas de oxigênio (ROS), que promoverão a citotoxidade (necrose, apoptose) das células tumorais. Estudos têm demonstrado maior seletividade do MAL pelas células tumorais, assim como maior penetração tecidual devido ao fato de ser substância lipofílica. Recente Conferência de Consenso aprovada para publicação em 2006 no Journal of the American Academy of Dermatology indica a TFD no tratamento de queratoses actínicas não hiperqueratóticas, doença de Bowen e carcinoma basocelular superficial. Na área de cosmética dermatológica, estudos associando o ALA à luz pulsada, Laser, ou lâmpadas de diodo têm demonstrado melhora nos resultados de tratamento de envelhecimento cutâneo, principalmente em indivíduos de pele clara com queratoses actínicas associadas a outros sinais de envelhecimento extrínseco. A TFD “quando bem indicada”, propicia tratamento seletivo de lesões tumorais ou atípicas, sendo também boa alternativa para tratamento de múltiplas lesões (queratoses actínicas múltiplas, etc.), com a vantagem de resultado cosmético bastante satisfatório pela maior preservação de tecidos saudáveis. Jornal da SBD
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Cirurgia dermatológica
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ara a profa. Bogdana Victoria Kadunc, durante o 66o Meeting da AAD a cirurgia dermatológica foi amplamente abordada sob a forma de cursos, simpósios, fóruns, grupos de discussão e workshops. “Pode-se afirmar que o Meeting da Academia Americana de Dermatologia é evento em que a cirurgia dermatológica tem seu merecido destaque”, afirma. Ainda em sua opinião, existe atualmente tendência para a combinação de novas terapêuticas com as técnicas cirúrgicas tradicionais. Foi o que se observou especificamente em relação à hidradenite supurativa, para a qual foram citadas novas abordagens, com terapia fotodinâmica (ALA e luz lazul, quatro sessões de 15 em 15 dias), Infliximab (cinco infusões de 5mg/kg) e Laser Nd:YAG de pulso longo. Este último tratamento, com bons resultados segundo o dr. Bassel Mahmoud, dermatologista do Hospital Henry Ford em Detroit, visa à destruição dos pêlos das áreas afetadas pela hidradenite. Ele defende a idéia de que essa doença se origina no folículo pilossebáceo e afeta as glândulas sudoríparas apócrinas secundariamente. Por esse motivo, é atualmente considerada acne inversa. Em nossa visão, esses tratamentos não invasivos devem preceder as tradicionais e amplas exéreses cirúrgicas, com a função de diminuir a inflamação e tornar mais visíveis os trajetos fistulosos que devem ser obrigatoriamente retirados. Outro tema abordado foi a necessidade da suspensão de drogas antes dos procedimentos cirúrgicos. Alguns autores defendem a posição de que o uso de warfarina não deve ser descontinuado, porque a freqüência das complicações tromboembólicas que podem ocorrer durante a suspensão (até 58%) é superior e mais grave do que os hematomas que surgem nas primeiras 24 horas e que podem ser controlados com medidas profiláticas, tais como hemostasia cuidadosa, compressão e gelo aplicados prolongadamente. O valor do INR, nessas situações, deve ser mantido entre três e quatro. Outras drogas, de menor impacto, mas também tradicionalmente implicadas com possíveis sangramentos, tais como, AAS, Ines, vitamina E, gingko biloba e ginseng devem ser retiradas duas semanas antes dos procedimentos cirúrgicos. O uso de antibióticos no período perioperatório também foi debatido, concluindo-se que deve ser indicada a Cefalexina, preferencialmente, nas doses de 1g uma hora antes da cirurgia e 500mg seis horas após, apenas nos casos em que seja necessária a proteção dos pacientes sujeitos à endocardite bacteriana, dos portadores de próteses variadas ou quando as cirurgias são localizadas em axilas, região inguinal e extremidades. A utilização de antibiótico além de
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Pode-se afirmar que o Meeting da Academia Americana de Dermatologia é evento em que a cirurgia dermatológica tem seu merecido destaque
”
seis horas após a cirurgia torna-se desnecessária, porque a presença do coágulo impede a entrada do fármaco na ferida cirúrgica. O transplante de cabelos foi tema de várias sessões, e segundo o dr. Mark Avram, da Corneal University em NY, resulta, em condições normais, em pega de 90-95% em áreas receptoras não atróficas e de 40-80% nas atróficas. Em mulheres, o transplante é excelente opção para o tratamento da alopecia androgenética (mais indicado no tipo II de Ludwig) e das cicatrizes atróficas após ritidectomias. Quando a área doadora é escassa em mulheres, pode ser feita a extração de unidades foliculares individuais com punchs, no lugar da tradicional elipse. Os implantes devem ser colocados em fendas realizadas com lâminas especiais, de dois a 5cm atrás da linha anterior.
Peng et al. Build-up of sterified aminolevulinic-
acid-derivate-induced porphyrin fluorescence in normal mouse skin. J Photochem Photobiol B Biol 1996;34:95-6. Fritsch C et al. Preferencial relative porphyrin enrichment in solar keratoses upon topical application of ‰-aminolevulinic acid methylester. Photochem Photbiol 1998;68:218-21. Szeimies et al. Photodinamic therapy using topical methyl 5-aminolevulinate compared with cryotherapy for actinic keratosis: A prospective, randomized study. Key D. Cosmetic Dermatology, January 2005.
Sessões plenárias
O
Meeting da Academia da Academia Americana de Dermatologia (AAD) notabiliza-se por programa científico de primeira linha em que a educação médica continuada e as recentes novidades na dermatologia se mesclam de forma interessante e que permite ampla atualização profissional. No entanto, destacam-se em meio às atividades mais importantes e concorridas desse evento as chamadas sessões plenárias em que todas as novidades institucionais são discutidas e ocorrem as principais premiações científicas. Nas sessões plenárias do Meeting recémterminado em San Antonio/Texas a presidente em exercício, profa. Diane Baker, falou sobre as mais recentes conquistas da AAD incluindo a obtenção de notável volume de recursos financeiros, na ordem de 30 milhões de dólares, aplicáveis em fins institucionais e educacionais, além da experiência adquirida pela instituição nos principais problemas hoje enfrentados pela dermatologia americana: processos judiciais movidos contra dermatologistas, remunerações decrescentes para procedimentos dermatológicos e a prática ilegal da especialidade por parte de médicos de outros países sem a devida certificação em território americano. O prof. William Hanke, presidente eleito para a nova gestão da AAD, destacou que pretende investir de forma maciça em educação dermatológica continuada e ampliar o amparo legal que a AAD poderá oferecer a seus associados no futuro próximo. É interessante ressaltar que destacou a experiência extremamente positiva da AAD na implementação do chamado associado eletrônico (electronic membership) que criou outra maneira de relação entre a AAD e seus associados; quem optou por essa categoria de associação passou a receber a versão eletrônica do Jornal da Academia Americana de Dermatologia mensalmente por email e se mantém atualizado através do site da AAD e das newletters semanais, mas sem receber material impresso pelo correio. Essa modificação permitiu imensa economia para a AAD, reduziu o custo da anuidade na ordem de 40% para o associado que preferiu aderir ao novo modelo e ampliou o quadro de associados da AAD em 20% desde que foi implementado. As sessões plenárias da AAD em 2008 também incluíram apresentações científicas notáveis, como a palestra proferida
Foto: divulgação
Da esq. para a dir.: profs. Jim Baker, Andréia Mateus, a presidente da AAD profa. Diane Baker e o vice-presidente da SBD, prof. Omar Lupi
pelo prof. John McGrath, falando sobre os recentes avanços na área da terapia genética que permitirão o diagnóstico precoce e tratamento efetivo de algumas genodermatoses, como as epidermólises bolhosas, com técnicas de terapia celular. Da mesma forma, a aula do prof. Ian Frazer fez excepcional perfil da pele como órgão imunológico e apresentou as perspectivas de terapia utilizando vetores virais modificados para o tratamento de dermatoses tão diferentes como o líquen plano, infecção pelo HPV e melanoma. Enfim, assistir às sessões plenárias da AAD é experiência bastante frutífera dentro da intensa grade de atividades do congresso americano. Talvez a parte mais interessante seja que em curto período de tempo o espectador possa ter acesso às grandes novidades científicas do congresso conjuntamente com os avanços mais importantes no campo institucional e de política da dermatologia, fatos fundamentais para entender a nossa própria SBD. As experiências acumuladas pela AAD e os desafios que ela enfrenta no campo institucional para defender a dermatologia se aproximam, em muitos pontos, da realidade da dermatologia brasileira e nos ajudam a planejar os futuros caminhos que a dermatologia pode trilhar e a melhor abordagem prática para promover nossa especialidade de forma ética e efetiva. Omar Lupi Vice-Presidente da SBD
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Obtenção do
Título de Especialista
S
egundo a Associação Médica Brasileira metade dos médicos do país tem o título de especialista. Na SBD, 70% dos especialistas o têm e levam entre tantos benefícios o fato de ter melhor preparação profissional, além de poder se apresentar como dermatologista oficialmente. Em cada país existe uma regra para obtenção do título, mas a mais comum é ter residência médica na especialidade, em geral imediatamente após a conclusão do curso. No Brasil, a SBD exige que o candidato esteja inscrito no Conselho Regional de Medicina e tenha dois anos de residência médica em instituição credenciada pela Comissão Nacional de Residência Médica do MEC; ou tenha concluído dois anos de especialização ou estágio em dermatologia, equivalente ao programa de Residência Médica da CNRM, em serviço credenciado pela SBD; ou, ainda, tenha sido aprovado em concurso público na especialidade, tendo exercido o cargo pelo menos durante cinco anos anteriores, contados da data de publicação do edital da prova. Segundo o dr. Américo Figueiredo, em Portugal, para conquistar o título primeiro o candidato passa por um exame nacional de acesso ao Internato Médico, feito em conjunto com todas as outras especialidades médicas e cirúrgicas. O curso de dermatologia tem cinco anos de duração. No primeiro, são seis meses de Medicina Interna e seis meses de Cirurgia Geral. Os quatro anos finais são de preparação específica. A avaliação final é feita por um júri nacional formado por cinco especialistas nomeados pela Ordem dos Médicos. Nos EUA o exame para o título de especialista é organizado pela American Board of Dermatology. Os candidatos devem ser aprovados pela ABD em exame feitos pelos respectivos diretores do programa. Como pré-requisitos devem completar quatro anos de formação em dermatologia (um ano de clínica médica e três anos de residência em dermatologia), em programa aprovado para esse tipo de formação. Na Índia, segundo o médico indiano dr. Shyam Verma, para
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no mundo obter o TED é necessário fazer um curso integral de dois anos em dermatologia e venereologia, ou um programa de três anos de doutorado em dermatologia e venereologia.A prova é individual, realizada em diversas instituições e com examinadores diferentes, mas todos têm que se submeter a um exame final qualificatório que inclui provas teóricas, prática e oral.
Saiba como foi no passado e entenda o presente Quando foi presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), no período 1961-1963, o prof. Sebastião Sampaio instituiu o Título de Especialista com aprovação das sociedades representativas das especialidades. “Meu desejo era iniciar logo esse convênio com a SBD, mas infelizmente a diretoria da época não teve interesse”, conta o prof. Sampaio. Em 1967, na gestão do prof. Antonio Carlos Pereira Filho, a SBD aderiu ao sistema, depois de uma conversa por telefone com o prof. Sampaio. “Em um telefonema tive o apoio imediato e incisivo para estabelecer as condições de concessão do título e da prova do TED pela SBD”, lembra. A prova foi realizada na cidade de Juiz de Fora (MG), em outubro de 1967. Participaram da organização, pela SBD, os A banca examinadora do primeiro exame de suficiência para a concessão do TED, realizado a 28 de outubro de 1967, em Juiz de Fora, MG. Da esquerda para a direita, os profs. Rubem David Azulay, Ruy Miranda, Sebastião Sampaio, Tancredo Furtado (presidente) e Clóvis Bopp.
Entrevistamos alguns candidatos que participaram da primeira edição do TED, os professores Délio Delmaestro, João Roberto Antonio e Roberto Azambuja, a quem fizemos duas perguntas: como foi a participação na prova e qual a importância de ter obtido o título.Veja suas opiniões. Dr. Délio Delmaestro Participação: Havia terminado a residência na Enfermaria 26 da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, em 1966. Sem ter recebido nenhuma comunicação prévia, vim a saber da realização da prova somente durante o Congresso de Juiz de Fora. Meu preceptor, o prof. Silvio Fraga, me orientou a fazê-la e providenciou a documentação comprovando minha residência. Segundo ele, eu já estava em condições de prestar o exame e, na verdade, não me deu outras alternativas. Fui avaliado na prova oral pelo dr. Clóvis Bopp e me saí muito bem, sendo aprovado com uma boa nota. Importância: O TED foi sem dúvida um marco, uma vitória profissional. Na época, não havia cursinho, e não sabíamos como seria o exame. Então, na verdade, eu não me preparei para uma prova, mas para a vida dermatológica. Havia concluído meu curso e minha residência no Rio de Janeiro, e prestar o exame foi uma decisão rápida. Ser aprovado, sem dúvida, deu mais moral e força à minha especialidade, além de minha condição de pioneiro me trazer muita felicidade. Em suma, considero muito importante o título de especialista e acho que essa é uma norma que deve ser seguida. Dr. João Roberto Antonio Participação: Formei-me pela Faculdade Nacional de Medicina, na Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro, em 1964. Fiz dois anos de residência em dermatologia na Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, no Serviço do prof. Silvio Fraga. Por ocasião do Congresso Brasileiro de Dermatologia em Juiz de Fora (MG), em 1967, a SBD abriu inscrições para o TED. Inscrevi-me para as provas e fui aprovado entre os nove dermatologistas que receberam o primeiro título do TED realizado no Brasil. professores Clóvis Bopp, Rubem Azulay, Ruy Miranda e Tancredo A. Furtado, e o prof. Sebastião Sampaio atuou como representante da AMB. Segundo o prof. Ruy Miranda, o estabelecimento de provas para a obtenção do TED foi um marco positivo na história da dermatologia brasileira. Contribuiu também para isso a euforia dos candidatos e, sobretudo, da comissão examinadora. “Como participante dessa comissão procurei fazer com que as questões a serem respondidas tivessem mais caráter clínico do que tecnológico.” Inscreveram-se no teste 11 candidatos que tinham feito estágios em São Paulo e no Rio de Janeiro. A prova constou de exame de doentes, questões escritas, exame micológico e de histopatologia cutânea. Os professores Clóvis Bopp e Ruy Miranda foram examinadores dos candidatos em relação aos doentes, incluindo clínica, diagnose e terapia. Os professores Azulay e Furtado ficaram responsáveis pela micologia e histopatologia cutâneas, com a colaboração do prof. Sampaio, também na elaboração das questões escritas. Dos 11 candidatos que prestaram o exame, nove foram aprovados e dois reprovados. “O crescimento da SBD
Importância: O TED foi importante tanto para minha carreira profissional como para minha aprovação como professor da disciplina de dermatologia, da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (SP), desde sua fundação. Foi desse modo que, com 40 anos já passados, aquela disciplina iniciada como um sonho tornou-se minha realidade tanto na graduação dos alunos do curso médico como na formação de especialistas em dermatologia, chegando hoje ao efeito multiplicador gerado por meus discípulos que exercem suas carreiras profissionais e/ou docentes no Brasil e em outros países. Roberto Azambuja Participação: A primeira prova do TED foi um marco. Estava terminando o terceiro ano de especialização na clínica do prof. Silvio Fraga. Fomos recebidos muito amistosamente pelos professores da banca e me lembro particularmente do prof. Clóvis Bopp, que conheci naquela ocasião e de quem me tornaria muito amigo pelos anos afora, e de quem receberia valiosas lições de dermatologia. Foi uma prova muito honesta na qual ficou evidente que o objetivo era verificar o grau de preparo dos candidatos e não procurar eliminá-los com filigranas que desconhecessem. Para mim foi como uma prova rotineira, nada diferente daquelas pelas quais passei na faculdade ou no treinamento da especialidade. Importância: O título serviu como atestado de preparação para o exercício da dermatologia. Alguns anos depois, poucos eram os que o tinham, já que o sistema estava sendo implantado e generalizado, e isso nos distinguia. Prezo muito esse título pelo valor que me conferiu como profissional e, principalmente, por ser um atestado da qualidade do ensino e da competência do meu mestre, Prof. Silvio Fraga, de saudosa memória.
aumentou extraordinariamente o número de candidatos para a prova, que foi inserida no estatuto da entidade. Também foi criada a Comissão do Título de Especialista. Ainda foram imperativos a alteração das datas e os critérios de avaliação. A prova do TED da SBD é sem dúvida de importância fundamental para a sociedade, para a dermatologia brasileira e para os portadores de dermatoses, que podem avaliar a qualificação de seu dermatologista. Considero uma das minhas importantes contribuições para a dermatologia. O caminho foi longo e com dificuldades. Mas, ad augusta per augusta”, finaliza o prof. Sampaio. O prof. Miranda tem avaliação semelhante da importância da prova. “Com as conquistas tecnológicas que foram sendo alcançadas, as provas para o TED também se tornaram cada vez mais difíceis, como também mais prejudiciais ao conhecimento clínico do candidato. Devemos esforçarnos para que o raciocínio do médico, apoiado nos princípios básicos da Medicina, não se prejudique ante as evidências que ‘dizem’ aquilo que o clínico não sabe compreender”, ressalta. Jornal da SBD
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Capa
Eleições na SBD É
hora de o associado decidir os rumos da SBD através das eleições para preenchimento dos cargos de presidente e vice-presidente, para o biênio 2009/2010. A Assembléia Geral Extraordinária será no dia 12 de abril, no Hotel Guanabara, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Segundo a atual presidente, profa. Alice Alchorne, é fundamental que o sócio exerça o direito de voto, podendo fazê-lo de forma presencial, participando da assembléia, ou pelos correios. Os votos devem ser enviados para a caixa postal 401 (leia o quadro como votar pelos correios). Serão computa-
dos os que chegarem no Correio Central até o dia 10 de abril de 2008, às 10 horas da manhã, quando serão recolhidos. “Obviamente apenas quem não votar pelos correios poderá participar do pleito presencialmente, na Assembléia Extraordinária”, explica a profa. Alice Alchorne. A apuração será realizada no dia da assembléia, imediatamente após o encerramento do período de votação presencial, sendo proclamados eleitos os candidatos da chapa que obtiver maior número de votos. A apuração é feita por empresa independente, contratada com essa finalidade.
A SBD encaminhará o seguinte material:
Um envelope com o porte pago endereçado à Caixa Postal - 401, CEP 20010-974 , contendo etiqueta com os dados de V. Sa. como remetente. Um envelope pequeno pardo não identificado. Uma cédula eleitoral. Um conjunto de 2 (duas) etiquetas. Cada etiqueta contendo a identificação de uma das chapas candidatas, com o respectivo código de barras. Uma ficha de identificação.
Cédula de votação para o associado.
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Destaque do conjunto de 2 (duas) etiquetas somente aquela correspondente à sua opção de voto e cole na cédula a chapa escolhida.
Fotos: Andréa Fantoni
Insira o envelope pardo lacrado e a ficha de identificação preenchida e assinada dentro do envelope que possui o porte pago e está endereçado à Caixa Postal 401, CEP 20010-974. Feche-o devidamente e o encaminhe para os correios mantendo a identificação do remetente.
Preencha a ficha de identificação com o seu nome e assinatura para comprovação do exercício do voto.
Dobre a cédula eleitoral no local indicado e coloque-a dentro do envelope pardo. Lacre-o e não o identifique.
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sucesso da última edição do Simpósio Internacional de Laser, realizado no final do ano passado: como a procura ultrapassou a capacidade do evento, vários profissionais não conseguiram inscrever-se. “O tema de abertura deste novo departamento se encaixou muito bem às necessidades dos dermatologistas que não puderam estar presentes no simpósio”, observa o dr. Alexandre Filippo. Drs. Alexandre Filippo e Os associados que acessaram a área restrita Ivan Semenovitch do site da SBD, no momento da conferência, o último dia 28 de janeiro, às 21h, a puderam atualizar-se sobre os temas discutidos no evento, conferência “Ecos do 2o Simpósio Internacional de Laser” inauguentre os quais depilação, flacidez, rejuvenescimento, controrou as atividades do Departamento de Teledermatologia da vérsias e novidades, além de conhecer a opinião do palesSociedade Brasileira de Dermatologia. A palestra conferida pelo trante. A conferência durou cerca de uma hora e encontradr. Alexandre Filippo foi transmitida ao vivo pela Internet, diretase disponível na íntegra no site www.sbd.org.br. mente da sede da SBD. A repercussão do evento foi muito boa. “Hoje, pela Criado no último congresso da entidade, o grande quantidade de compromissos que temos, é muito Departamento de Teledermatologia tem como objetivo a interessante poder poupar tempo e dinheiro relativos ao difusão de conhecimento médico dermatológico através da deslocamento do palestrante, além de alcançar um maior Internet. “No caso da Dermatologia, a telemedicina é basnúmero de dermatologistas”, opina o dr. Alexandre Filippo. tante interessante, porque a maior parte dos diagnósticos Segundo o dr. Ivan Semenovitch, a próxima videoconferênda especialidade pode ser feita pela simples observação de cia está prevista para março. Nessa, o dr. Omar Lupi trará as imagens, sem necessidade de contato com o doente”, explinovidades apresentadas no Annual Meeting da AAD que ca o dr. Ivan Semenovitch, coordenador do Departamento aconteceu em fevereiro, em Santo Antonio, Texas. A apree mediador da conferência. sentação será divulgada pelo site da SBD e por newsletter. O tema da palestra foi escolhido devido ao enorme
Palestra inaugura ações do Departamento de
Teledermatologia
N
Fronteiras da Dermatologia Medicações de alto custo na
dermatologia T
ambém denominadas excepcionais, são definidas como medicamentos geralmente de custo elevado, destinados ao tratamento de patologias específicas, muitas vezes utilizados por períodos prolongados. Habitualmente ultrapassam US$ 7.000/ano, ou cerca de US$ 20/dia. No Brasil, onde a desigualdade socioeconômica é dominante e o ganho de um salário-mínimo permanece inatingível para grande parte da população, poderíamos questionar o direcionamento de verbas altíssimas para o tratamento de patologias graves ou mesmo incomuns. Raras na dermatologia, as medicações de alto custo vêm sendo desenvolvidas e já empregadas em três grandes áreas – oncologia cutânea, doenças inflamatórias crônicas e no manejo de feridas crônicas –, além daquelas utilizadas na rotina do ambiente hospitalar. O alto custo dessas medicações é explicado pela tecnologia de ponta necessária para seu desenvolvimento, o custo material e de pessoal especializado, bem como a pesquisa e o tempo prolongado e as dezenas de estudos clínicos envolvendo milhares de doentes, o que se faz necessário até que a medicação alcance o mercado. Tais gastos têm sido crescentes. Na Europa, por exemplo, enquanto no final da década de 1970 eram realizados cerca de 30 estudos envolvendo aproximadamente 1.500 doentes para o lançamento de uma nova droga, na atualidade são realizados mais de 70 estudos com mais de 4.200 doentes envolvidos para cada nova medicação. Especialmente na oncologia cutânea, o advento de novas terapias imunes, bem como o desenvolvimento de anticorpos monoclonais, trouxe nova luz para o controle e por vezes cura de neoplasias antes com altíssimos índices de morbidade e mortalidade. A radioimunoterapia e a bioquimioterapia são exemplos recentes de inovações terapêuticas no manejo dos linfomas e do melanoma metastático, respectivamente. O agente biológico rituximab representa o primeiro anticorpo monoclonal terapêutico indicado para o tratamento do câncer. Considerando que na oncologia a utilização de medicações de alto custo é obrigatória e consensual, muito se tem discutido acerca da utilização de tais medicações no manejo de outras dermatoses, tais como a psoríase.
Doença inflamatória crônica, imunologicamente mediada, a psoríase habitualmente demanda tratamentos a longo prazo. Acomete cerca de 2% de indivíduos da população, dos quais cerca de 25% apresentam intensidade de moderada a grave da doença e necessitam fototerapia, terapia sistêmica ou ambas. A psoríase pode estar associada a morbidades físicas e psicológicas significativas, com impacto na incapacitação físicomental, comparável ao de outras doenças clínicas importantes, tais como artrite reumatóide, hipertensão arterial, insuficiência cardíaca congestiva e depressão. Embora não existam trabalhos mostrando que a psoríase possa afetar a sobrevida dos doentes, há evidências incontestáveis de seus efeitos negativos contribuindo para impacto significante na qualidade de vida. Apesar da disponibilidade de inúmeras opções terapêuticas, muitas delas de baixíssimo custo, o controle da psoríase pode ser complicado por limitações relacionadas ao tratamento. Com os avanços tecnológicos e de pesquisa molecular, várias terapias biológicas estão em diferentes estágios de desenvolvimento e aprovação para a psoríase. Os biológicos vêm sendo desenvolvidos em velocidade fascinante e têm sido avaliados em milhares de doentes com psoríase. Muitos biológicos têm demonstrado benefício significativo, com perfis de segurança e tolerabilidade variáveis. Porém, comum a todos eles é seu altíssimo custo que, aliado ao longo tempo de tratamento, inviabiliza o custeio por parte do doente. Assim, sua prescrição fica sob rigoroso controle técnico-assistencial. De modo geral, os dermatologistas precisam familiarizar-se com esses novos arsenais terapêuticos de alto custo, principalmente no que diz respeito à base teórica, aos mecanismos de ação e, o que é o mais importante, à eficácia e segurança desses agentes terapêuticos. A insegurança e por vezes a falta de conhecimento do dermatologista no que diz respeito a essas inovadoras modalidades de tratamento culminarão com a transferência de importantes e graves dermatoses para as mãos de outras especialidades, como, por exemplo, a oncologia, reumatologia ou gastroenterologia, muitas vezes pouco habilitadas para o manejo dessas complexas dermatoses. Todos nós, dermatologistas, devemos ser recrutados para nos atualizar no campo das inovações terapêuticas, analisá-las de forma consciente e imparcial, a fim de que possamos usufruir dos avanços tecnológicos em prol da integridade física e da qualidade de vida de nossos doentes. Prof. dr. Ricardo Romiti Departamento de Dermatologia do Hospital das Clínicas da USP E-mail: rromiti@hotmail.com Jornal da SBD
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31.429 Atendimentos
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Feminino 65,5%
1
Masculino 37,5%
8,1% Histórico de câncer da pele
16,6% Histórico familiar com câncer da pele
10%
dos pacientes examinados estavam com algum tipo de câncer da pele
Programa Nacional de Controle do Câncer da Pele Campanha 2007 Por Marcus Maia, Lúcio Bakos e Selma Cernea *
A
Sociedade Brasileira de Dermatologia, por intermédio da articulação nacional de cerca de 1.500 dermatologistas, realizou em 24 de novembro de 2007, a nona edição da Campanha do Câncer da Pele. A divulgação pela mídia estimulou para que comparecesse ao exame preventivo, principalmente, quem apresentasse alguma das características de risco para câncer da pele e/ou sinais clínicos suspeitos. Portanto, esse exame preventivo teve caráter mais marcante de prevenção secundária (diagnóstico precoce).Tendo em vista essa consideração inicial, é possível entender que qualquer análise ou comentário dos dados resultantes da consolidação das planilhas não representa um estudo populacional, e esse viés deve ser levado em consideração. Outro ponto importante prende-se ao fato de que a maioria dos locais de atendimento recebeu pacientes do
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tipo assistencial, o que naturalmente não representa amostra homogênea da população brasileira. É possível que outras particularidades possam influenciar os resultados obtidos, como, por exemplo, ter estimulado para comparecerem ao exame preventivo pacientes que já tiveram câncer da pele e que estão em seguimento no próprio hospital. Em todo o Brasil foram atendidas 31.429 pessoas. O primeiro detalhe, foi a presença maciça das mulheres: 62,5% para apenas 37,5% de homens. Isso reforça a tese de que o sexo feminino é mais cuidadoso com a saúde do que o masculino. A exposição ao sol, sem proteção, foi referida por 67,7% dos examinados. Entretanto, antes de considerar que o dado aponta descaso generalizado do uso da proteção solar, é necessário entender que a pergunta foi feita, na maioria das vezes, considerando-se apenas a prática do uso
de filtro solar. O custo elevado do produto pode perfeitamente justificar o percentual, já que a maioria dos entrevistados pertencia à população de baixo poder aquisitivo. Essa pode ser uma lição importante na luta contra o câncer da pele, pois a proteção solar não se resume ao filtro, e, portanto, devemos divulgar as informações quanto às demais formas de proteção, como uso de chapéu e camiseta. Além disso, a SBD deve concentrar seus esforços no sentido de disponibilizar o filtro solar para a população de risco. Alguns resultados mostram que o estímulo para que comparecessem ao exame preventivo, pessoas com características de risco e/ou sinais suspeitos de câncer da pele funcionou bem: - 8,1% delas tinham história de câncer da pele; - 16,6% relataram familiares afetados com câncer da pele; - 10% dos pacientes examinados estavam com algum tipo de câncer da pele.
Esses números, entretanto, não significam que a população brasileira em geral tenha essa incidência de câncer da pele; evidenciam antes o resultado de uma motivação bem dirigida à população de risco. Aspecto interessante foi que, apesar de as mulheres terem comparecido em maior número (62,5%), foram os homens que mais receberam o diagnóstico de câncer da pele (13,1% para 8,1% das mulheres). É possível que os homens tenham assimilado melhor o estímulo para o diagnóstico precoce, e as mulheres tanto para a prevenção primária como secundária. A divulgação gratuita da campanha pela mídia é sempre conseguida com bastante facilidade. O esforço concentrado na semana marcada para o exame preventivo tem-se mostrado bastante produtivo. Muitas vezes, a ação da televisão, no dia da campanha, é fundamental. Além disso, filipetas distribuídas durante uma semana dentro de vários hospitais colaboraram com 14,5% da presença do público. A distribuição gratuita de bonés, camisetas ou mesmo filtro solar em muitos locais de atendimento provocou uma corrida de pessoas desmotivadas para o exame preventivo e que na maioria das vezes não pertenciam ao grupo de risco. Esse ponto necessita de avaliação. A média de idade dos pacientes diagnosticados com câncer da pele não melanoma aproximou-se dos 70 anos. Isso mostra que a longevidade, fenômeno mundial, traz, cada vez mais, um contingente de pessoas mais propícias para desenvolver o câncer da pele, o que talvez justifique aumento universal do câncer da pele não melanoma, apesar de todos os esforços das campanhas de saúde pública. Caso isso não se comprove de fato, pelo menos temos a certeza de que a avaliação da pele do idoso deve ser uma das prioridades no exame físico pelo médico de atenção primária. Esse será um dos focos do Programa de Controle do Câncer da Pele para este ano. Em relação ao melanoma, na campanha foram diagnosticados 201 casos, cerca de 5% da estimativa anual brasileira (Inca). A prevenção secundária (diagnóstico precoce) também será um foco do Programa neste ano, pois, isso representa uma luta eficiente e de efeito imediato sobre a mortalidade do melanoma. Também, chamaremos atenção para a região plantar do idoso, já que vários casos de melanoma acrolentiginoso foram aí diagnosticados durante a campanha. A avaliação dos resultados é ponto muito importante do processo, pois, sua interpretação fornece subsídios para o conhecimento epidemiológico do câncer da pele no Brasil, bem como instrumentação para novas ações preventivas. Com a campanha, a Sociedade Brasileira de Dermatologia realiza ação que, além do aspecto social, valoriza de fato a figura do dermatologista.
* Coordenadores do Programa Nacional de Controle do Câncer da Pele da SBD
Jornal da SBD
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Vultos da Dermatologia O prof. Aiçar Chaul Texto da dra. Marilene Chaves Silvestre, presidente da SBD - GO
Prof. Aiçar Chaul
O
dr. Aiçar Chaul nasceu em 23 de dezembro de 1943, em Morrinhos-GO, formou-se em medicina pela Universidade Federal de Goiás em 1968, especializou-se fazendo residência médica em dermatologia em 69 e 70 no serviço do professor Sampaio, no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP). Ao voltar a Goiânia em 1971 foi trabalhar no então recém-inaugurado Hospital do Pênfigo (atual HDT – Hospital de Doenças Tropicais). Juntamente com os doutores Divino Miguel Rassi, Paulo Cezar Borges e Rodovalho Mendes Domenicci, participou da criação da residência médica em dermatologia do Hospital das Clínicas da UFG em 1977, sendo atualmente o chefe do Serviço de Dermatologia. Foi tesoureiro dos Congressos Brasileiros de Dermatologia realizados em Goiânia em 1987 e 2001, eventos cujo saldo foi muito positivo graças à política de controle de gastos. Presidiu a SBD-GO em 2001 e 2002. Aiçar Chaul sonhou colocar a residência médica de dermatologia em instalações próprias e foi atrás de seu ideal. Empenhou-se junto à UFG para aprovação da obra e iniciou a captação de recursos financeiros, que vieram de doações da SBD-GO (grande doadora) e Proad da UFG, e, em 15 de dezembro de 2007, foi inaugurada ampla estrutura com 550m2 e toda modernidade, espaço em que residentes de dermatologia e alunos do curso de medicina terão aulas práticas e teóricas, além de, junto com seus professores, atender exclusivamente à população carente. Contando com sala de estudo, nove consultórios, auditório para 81 pessoas, biblioteca, sala de procedimentos cirúrgicos, sala de alergia e micologia, a sede e o serviço estarão à disposição dos sócios da SBD-GO. Destacamos a capacidade do dr. Chaul de transmitir seus conhecimentos, bem como seu compromisso ético para com a dermatologia.
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Regional Goiás Av. Mutirão, 2.653 St. Marista - 74155-020 Goiânia – GO Tel. (62) 3251 6826 e-mail: sbdgo@hotmail.com / site: sbdgo.org.br Fundação Novembro de 1966
No de associados 128
Serviços Credenciados Serviço de Residência Médica em Dermatologia do Hospital das Clínicas da UFG
Diretoria: 2007-2008
Dra. Marilene Chaves Silvestre Presidente
Dra. Alessandra Vidal e Junqueira Vice-presidente
1a Secretária Dra. Regina Célia dos Santos e Souza 2a Secretária Dra. Jackeline Gomes Guerra 1a Tesoureira Dra. Juliana Salgado Goulart 2a Tesoureira Dra. Andréa Santana de Araújo Almeida
Linha do tempo
Prof. dr. Paulo Cunha
1978 – Morre o Papa João Paulo I, 33 dias depois de ser eleito. O cardeal Karol Józef Wojtyla, da Polônia, é eleito como Papa João Paulo II.
1974
1974 – Criada Usina Hidrelétrica de Itaipu Binacional. 1974 – Nixon renuncia à presidência dos EUA após o escândalo de Watergate.
1978
1980 – Morre John Lennon, guitarrista, vocalista e compositor dos Beatles. 1980 – Prof. Nilton Guimarães assume como diretor da Faculdade de Medicina da Bahia (FAMEB). Essa é a 1a Faculdade de Medicina do Brasil e completou 200 anos em fevereiro de 2008.
1979 1979 – Foi lançado o 1° volume do Journal of the American Academy of Dermatology, que se tornaria o jornal de maior sucesso na Dermatologia. 1979 – Publicação do 1° trabalho usando Ácido 13 cis-retinóico na acne, mais tarde lançado no mercado como Accutane. Hoje terapia de 1a escolha para a acne grave. (ref.: N Engl J Med 1979:300:329-333).
1980
Serviços Credenciados
Painel
✓ Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre No dia 14 de janeiro de 2008, a Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre (FFFCMPA), fundada há 46 anos, transformou-se na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). A nova universidade informou que o Hospital-escola continua funcionando na Santa Casa de Porto Alegre e o Ambulatório de Dermatologia permanece no Centro de Saúde Santa Marta. O Serviço de Dermatologia da UFCSPA, credenciado pela SBD, conta atualmente com duas vagas para a Residência Médica e outras duas para o Curso de Especialização.
✓ Universidade Federal de Pernambuco O Serviço de Dermatologia da Universidade Federal de Pernambuco, chefiado pelo prof. Josemir Belo, ganhou recentemente novas instalações: duas salas, ambulatórios gerais e especializados de Hanseníase, DST e Cirurgia, laboratórios de Dermatopatologia e Micologia, sala dos residentes e sala de humanização. Além dessa reforma do bloco cirúrgico, foram colocadas placas de sinalização em todo o Serviço de Dermatologia.
✓ Universidade de Taubaté A partir de março e até junho, o Serviço de Dermatologia da Universidade de Taubaté estará recebendo os colegas da região do Vale do Paraíba, sócios contribuintes, que participarão da prova do TED – categoria Especial. Segundo o chefe do Serviço, dr. Samuel Mandelbaum, os médicos formados há mais de 15 anos e afastados dos serviços terão a oportunidade de participar das 10 atividades didáticas realizadas durante a semana, incluindo aulas, seminários, sessões iconográficas, apresentação de artigos de revisão e discussão de casos clínicos. A participação é voluntária, gratuita, e as vagas são limitadas. Inscrições pelo email samuel_mandelbaum@hotmail.com.
✓ Hospital Heliópolis, Hospital Padre Bento de Guarulhos e Instituto Lauro Souza Lima Foi realizada prova para o Curso de Especialização em Dermatologia, no último dia 18 de janeiro, no Serviço de Dermatologia do Hospital Heliópolis (chefia do dr. Jacob Levites), em conjunto com o Hospital Padre Bento de Guarulhos (chefia do dr. Mario César Pires) e Instituto Lauro Souza Lima de Bauru (chefia do dr. Jaison Barreto). Inscreveram-se 121 pessoas para seis vagas, tendo sido selecionadas Giselle Domingues Sanches e Luciana dos Santos Duran (Hospital Heliópolis); Priscila Wolf Nassif (Instituição Lauro Souza Lima); Roberta Richter, Bethânia Cabral Cavalli e Tamar Torres de Alencar Xavier (Hospital Padre Bento de Guarulhos). A prova constou de testes com 50 questões sobre Dermatologia e Clínica Médica. Os 20 primeiros classificados fizeram prova de slides (10), pelos quais o candidato teria que fazer o diagnóstico principal ou diferencial.Também foram feitas entrevistas e análise de currículo. “Esse concurso conjunto para os três serviços demonstra um avanço na seleção de candidatos; é maneira mais eficaz, honesta e justa de destacar os melhores candidatos”, afirma o dr. Jacob Levites.
Curitiba é sede da Radla A próxima Reunião Anual de Dermatologistas Latino-Americanos (Radla) acontecerá de primeiro a 4 de maio, no Estação Embratel Convention Center, em Curitiba, Paraná. Essa é a oitava edição realizada no Brasil desde seu advento, em 1973. No evento serão apresentados e discutidos avanços sobre imunodermatologia, imunogenética, métodos diagnósticos, dermatologia clínica, doenças infecciosas, fotodermatologia, oncodermatologia, cirurgia dermatológica, dermatologia cosmética e terapêutica dermatológica. Entre os convidados estrangeiros estarão presentes o prof. Luis Equena (Espanha), o prof. Jean-Claude Roujeau e a dra. Ana Beatris Rossi (França), o dr. Mark Pittelkow e a dra. Mercedes Floez-White (EUA). São esperadas mais de três mil pessoas, sendo cerca de 1.500 estrangeiras, oriundas dos países que compõem a Radla. Área de 2.000m2 abrigará 60 expositores, e serão distribuídas 200 bolsas (inscrição e hotel) a residentes e jovens dermatologistas dos países membros.
O XX Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica acontecerá entre os dias 2 e 6 de abril de 2008, no Convention Center, em Campos do Jordão (SP). O evento contará com simpósios, workshops, cursos teóricos e práticos, além de programação social que inclui passeio turístico por Campos de Jordão para os acompanhantes inscritos. Já está confirmada a participação dos médicos estrangeiros Jeffrey Klein, Miguel Sanches Viera, Giulio Ferranti, Andrea Romani e Antonio Di Pietro. Para mais informações acesse o endereço eletrônico http://www.sbcd.org.br/campos2008/. Jornal da SBD Ano XII n. 1
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e modo geral as expectativas de atuação para o dermatologista são boas, em comparação com outras especialidades. Ter sólida formação acadêmica é questão fechada, para os chefes de Serviços Credenciados entrevistados, para o sucesso profissional. Outro diferencial é portar o Título de Especialista em Dermatologia, segundo o prof. Alberto Cardoso (Ufal). “Mesmo com o grande número de médicos formados todos os anos, para os bons não falta mercado”, comenta. É claro que alguns fatores como trabalhar ou não nos grandes centros são decisivos. O dermatologista pode fazer sua carreira atuando em duas frentes fundamentais: nos tratamentos de patologias clínicas e cirúrgicas de pacientes conveniados e de serviços públicos. Ou nos consultórios, em procedimentos como a cirurgia dermatológica e cosmiatria, gerando remuneração justa, conforme aponta o dr. João Roberto Antônio (Famerp). O prof. Sérgio Quinete (Iaserj) considera que as atuações nessas áreas, incluindo o advento do laser, praticamente mudaram as características da especialidade. “Nessas áreas não há influência dos convênios. Assim, o dermatologista jovem pode de maneira ética e com boa orientação fazer clientela, além de conseguir remuneração digna”, indica. Para o prof. Jacob Levites (HHSP), dentro da especialidade ainda existem diferenciais, como alguns tratamentos que poucos fazem, ligados à histopatologia, micologia, alergia dermatológica, além das já citadas cirurgia dermatológica mais avançada e cosmiatria.“Cosmiatria ética e bem feita”, enfatiza. O prof. Sérgio Quinete comenta ainda que os concursos públicos nas esferas federal, estadual e municipal oferecem salários aviltantes.“Além disso, na conjuntura atual não estão fazendo editais de seleção, pois os governos em todos os níveis estão preferindo a terceirização e constituindo fundações”, explica. O prof. Mário Cesar Pires (HPB) acha que consultório é um bom negócio: “Outras alternativas, menos lucrativas, mas com ganhos mais a curto prazo, são o serviço público e os hospitais particulares de medicina de grupo”, comenta. Pacientes não faltam, porém a forma de seu acesso aos médicos é que precisa sofrer mudanças, segundo a profa. Silvia Carvalho (UFMG). Uma das reivindicações médicas
Perspectivas para o mercado de trabalho
dermatológico 28 Jornal da SBD Ano XII n. 1
que poderiam valorizar o trabalho do médico é que as operadoras de planos de saúde revejam suas tabelas de preços. “Atualmente, com o domínio das seguradoras e operadoras de saúde, a perspectiva de trabalho para os médicos jovens, incluindo dermatologistas, é precária. Até fazer o credenciamento está cada vez mais difícil”, comenta. O prof. Osmar Rotta (Unifesp) considera que nesse ponto os médicos passaram a ser submetidos a contínuas humilhações. “Vão desde os vis honorários até a chamada glosa, recusa do plano em pagar um procedimento, por desconfiança de fraude. Hoje, em São Paulo, vivemos outro momento: os jovens são subempregados em clínicas que detêm os convênios, chegando a receber de cinco a 10 reais por consulta”, afirma. Também para o prof. Cláudio Lerer (HNMD) o campo está cada vez mais afunilado.“O dermatologista que se forma num serviço credenciado consegue com mais facilidade ficar no consultório de alguém conhecido ou indicação para algum emprego”, observa. É impossível falar sobre o mercado de trabalho sem apontar dois pontos suscetíveis: a abertura indiscriminada de escolas médicas e a atuação de pessoas sem formação adequada para tratar de doenças dermatológicas. “A proliferação de escolas médicas causou desequilíbrio no mercado. Na capital temos um médico para
250 habitantes”, observa o prof. Osmar Rotta, que defende soluções de longo prazo: fechar escolas médicas que não formam adequadamente, formular exames como o realizado pela Ordem dos Advogados do Brasil e ampliar o número de vagas para residência médica oficial. Os chefes dos Serviços da SBD também concluíram que a população ainda não sabe avaliar a qualidade do profissional. Por isso a profa. Fabiane Mulinari Brenner (HCUFPR) também prega a criação de campanhas de esclarecimento à população. “Mesmo entre o grupo com maior escolaridade o reconhecimento da especialidade ainda é pequeno”, comenta. Outra que comunga da idéia é a profa. Valéria Petri (Unifesp):“Em nosso país, o ‘elemento político’ só pode ser contraposto pela força dos meios de comunicação de massa. Fazer uso dessa força depende, é claro, de mobilização pecuniária de todas as entidades médicas do país. Essa seria uma campanha que a nossa Sociedade deveria encabeçar, já que somos numerosos, na maioria jovens”, afirma. Em contraponto, a profa. Neide Kallil (UFF) sugere que há grande mercado para a área dita estética. Considera que tolher essa área é inútil, visto que, segundo a médica, logo irão surgir beneficiários, com força política para igualar seus direitos aos dos dermatologistas credenciados pelas entidades médicas oficiais. “A raiz do problema não é o desenvolvimento de cursos como esses e sim o enorme número de médicos que se sentem tolos não fazendo procedimentos estéticos. Como ganhar 20 reais por consulta podendo ganhar 200 ou muito mais e não se sentir idiota?”, questiona. Qualificação profissional “O dermatologista recém-formado precisa ser, antes de tudo, um bom médico. Deve preparar-se para o fato de que um mercado saturado de profissionais ávidos por lucro imediato representa risco de sofrer concorrência desleal, desumana e antiética”, afirma a profa. Valéria Petri. Segundo ela, o mercado se sensibiliza com culturas técnicas e humanísticas de profundidade, com precisão de diagnóstico e conduta empenhada no acerto. “Valores que visam ao bemestar do outro, e não à exaltação do ego de ninguém. O sucesso profissional não é forjado pelos catálogos de forneJornal da SBD Ano XII n. 1
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cedores de insumos, pelo luxo ou pela opressão tecnocrática, mas pela ética, pela integridade e pela preocupação legítima com o bem-estar do próximo”, reitera. Para a profa. Fabiane Brenner (UFPR), o mercado na área teve imenso crescimento na última década; entretanto, a formação dermatológica não conseguiu acompanhar a demanda e ,profissionais pouco qualificados tiveram a oportunidade de ocupar esse espaço. Ela afirma que o dermatologista recém-formado em serviços credenciados pela SBD é mais qualificado globalmente do que os formados em especializações stricto sensu, que proliferaram em salas de aula de todo o país.“Sem falar de outras especializações em áreas não reconhecidas pela Comissão Mista de
Especialidades. Apesar da diferença de capacitação, esses profissionais disputam o mesmo mercado e compartilham das mesmas perspectivas, haja vista que aos olhos do paciente eles são iguais. Os residentes de todo o país estão percebendo isso e já existe um desestímulo em relação à formação correta e integral na dermatologia”, assegura. O prof. Samuel Mandelbaum (FMUSP) sugere incrementar a dermatologia hospitalar com os profissionais voltando a assumir a condução de casos clínicos hospitalares difíceis. “Dessa maneira, a dermatologia voltará a ser vista pelos colegas de outras especialidades como especialidade médica. E não só pelos interesses estéticos que, devem sim ser ensinados, em bases éticas e científicas”, conclui.
Entrevistamos alguns dermatologistas que fizeram a prova do TED, a partir de 2000, escolhidos aleatoriamente, para conhecer um pouco de suas carreiras profissionais. O Jornal da SBD quer saber mais sobre os jovens especialistas. Quem quiser relatar sua trajetória pessoal para ser publicada em outra edição, pode, durante o mês de março, enviar e-mail para comunicacao@sbd.org.br, com o assunto “Jovem Dermatologista”.
Para a dra. Patrícia M. de Morais, 33, que atua em Manaus, o mercado é bom. “Aqui a cirurgia dermatológica e a dermatologia tropical sobressaem, sendo possível aumentar o conhecimento sobre as doenças tropicais”, comenta. Para ela, o mais difícil no início da carreira é controlar a ansiedade. Logo após a residência, a especialista passou em concursos públicos para estado e prefeitura e trabalha em clínica particular. Sua ambição é abrir consultório. “Minha principal dificuldade é não dispor agora de colegas para partilhar a sala e dividir as despesas. Tenho fé que tudo irá acontecer naturalmente”, acredita. Pós-graduada na USP de Ribeirão Preto, onde se formou, a dra. Juliana Machado Aires, 33, defendeu sua tese de doutorado há um ano. Moradora de Brasília, tem seu próprio consultório, além de lecionar na Universidade Católica de Brasília. Ela acredita que, na área médica, o mercado para o dermatologista ainda é bom, considerando que existem regiões do país com deficiência desses especialistas.“É lamentável que cada vez mais profissionais sem a devida formação atuem como "dermatologistas" ou façam procedimentos dermatológicos, mas acredito que o próprio mercado selecionará esses profissionais”, argumenta.
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Para o dr. Adilson Costa, 34, embora os centros urbanos concentrem muitos dermatologistas, acirrando a concorrência, isso nunca foi problema. “O problema está na concorrência com outros médicos que não têm formação em nossa especialidade, muitas vezes envolvidos por promessas de cursos privados de má qualidade e de carga horária reduzida que, no final, lhes oferecem formação clínica incompatível com a realidade da especialidade”, comenta. Em sua opinião, os pacientes ainda não sabem diferenciá-los, e os insucessos clínicos desses médicos despreparados banalizam o nome da dermatologia e dos especialistas em dermatologia. Ele atuou durante seis anos em grandes empresas farmacêuticas e cosméticas, tanto nacionais quanto internacionais, como gerente ou consultor médico. “Nesse período, mantive a atividade de consultório e defendi meu mestrado na Unifesp/EPM. Depois de aprender muito sobre pesquisa clínica, passei a me dedicar à atividade clínica de consultório e à função de assistente de dermatologia na PUC de Campinas, onde sou o responsável pelos ambulatórios de Acne e Cosmiatria. Também criei, juntamente com a dra. Lúcia Arruda, o Núcleo de Pesquisa Clínica em Dermatologia, conduzindo estudos de interesses acadêmicos e de indústrias”, conclui. Paraibano, Josenildo Rodrigues de Oliveira, 33, cursou o sexto ano de medicina em São Paulo, bem como os cursos de especialização em clínica e em dermatologia. Retornou a seu estado onde abriu consultório. Ele vê a carreira com grande entusiasmo, já que a área de abrangência é muito ampla. “O profissional pode concentrar seus esforços em determinada área e alcançar seu mercado de trabalho. É óbvio que isso vai variar bastante de acordo com a região”, afirma. Atualmente está construindo uma clínica de 350m2, tem carta de 12 mil clientes em cinco anos de mercado.“Os desafios têm sido reciclar-me em outros centros que não regionais”, desabafa.
Vacina contra HPV
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o mundo são 600 milhões de casos de HPV não detectados, 60 milhões de pacientes com verrugas genitais, e 0,5 milhão de casos de câncer do colo do útero. O papiloma vírus humano (HPV) está estritamente relacionado a esse tipo de câncer, de acordo com o prof. Reinaldo Tovo, porém não é o único responsável pela doença. As DSTs não tratadas, a baixa imunidade e fatores concomitantes ocasionam a transformação tumoral. Ao observar o desenvolvimento da doença constatase prevalência dos tipos 16 e 18 em todo o mundo, relacionados ao câncer de colo de útero, embora outros tipos, como 31, 32, 33, 51 e 52 também estejam relacionados a malignidades. O tratamento da doença no homem e na mulher é bastante semelhante.“O dermatologista costuma tratar mais os homens do que as mulheres, pois estas buscam os ginecologistas normalmente”, comenta o prof. Reinaldo Tovo. Para o especialista as campanhas de prevenção ao HIV têm contribuído para o retrocesso do HPV, já que a população tem usado preservativos com mais freqüência. Nos homens, o HPV – que tinha maior incidência na glande, no sulco balanoprepucial – passou a ocupar outras partes, como a base do pênis, o escroto e as raízes das coxas. No homem o tratamento é diverso, passando pela utilização de substâncias, como podofilina, podofilotoxina e imiquimod. Já entre os
métodos físicos estão a eletrocoagulação, o nitrogênio líquido e laser de CO2. Segundo o prof.Tovo, a grande novidade não é o tratamento do HPV e sim a profilaxia, com a chegada, desde o ano passado, da vacina que visa à proteção para a infecção pelo vírus do HPV. A vacina desenvolvida com a coordenação da bióloga italiana radicada no Brasil Luiza Lina Villa, atualmente presidente do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer, tem o nome comercial de Gardasil, fabricada pelo laboratório Merck. É indicada na prevenção para os quatro tipos de HPV mais comuns: 6 e 11, grandes responsáveis pelas verrugas genitais de baixo potencial tumoral, e 16 e 18, associados ao câncer de colo de útero. É também indicada para crianças a partir dos nove anos de idade em três doses: zero, dois e seis meses. Segundo pesquisas, no Brasil 32% dos meninos e 47% das meninas apresentam iniciação sexual aos 14 anos de idade. “Quanto mais cedo a criança for vacinada melhor proteção terá”, recomenda o prof. Tovo. A mulher ainda pode ser imunizada até os 29 anos. “Mas nada impede que ela tome a vacina a partir dessa idade”, comenta. No Brasil e nos EUA a vacina está liberada apenas para mulheres. Na opinião do prof. Tovo isso é um erro, pois os homens também deveriam ter acesso ao tratamento, assim como acontece na Austrália e no México. Infelizmente, considera, a imunização para a toda população está longe de acontecer, pois a vacina ainda apresenta alto custo para o governo brasileiro.
Departamentos
Participe dos
departamentos da SBD O coordenador dos departamentos e segundo secretário da SBD, dr. Josemir Belo, junto com a Diretoria, almeja conhecer, mapear e viabilizar a participação dos sócios nas diversas áreas da profissão. Para isso preparou um questionário que os associados podem responder pelo site da SBD. “Gostaríamos de saber quais colegas estão trabalhando nas diferentes áreas dos departamentos e como esses trabalhos se dão. Dessa forma poderemos auxiliá-los no que for possível”, afirma. Os interessados em participar devem acessar a área restrita do site da SBD.
Hanseníase
O coordenador do Departamento de Hanseníase, dr. Joel Carlos Lastória, esteve no último congresso internacional de hanseníase, "17th International Leprosy Congress", realizado de 30 de janeiro a quatro de fevereiro, em Hyderabad, Índia. Segundo seu relato, houve abordagem ampla de temas, compreendendo praticamente todos os aspectos da doença: do aspecto social à luta para erradicação. “O Brasil esteve bem representado, com cerca de 45 profissionais. Houve apresentações de trabalhos em pôster (57), orais (37), sessões especiais (5) e em plenária, com mesasredondas e palestras (14)”, informa. Sua equipe apresentou três trabalhos de investigação na forma de pôster, demonstrados em dia específico e com tempo para discussão com os membros da Comissão Científica do Congresso. “Esses fatos são muito expressivos diante das dificuldades impostas pela questão financeira, com custos pessoais e, principalmente pela distância, demandando tempo. Muitos, aliás, tiveram que lançar mão de férias ou licença-prêmio para que pudessem estar presentes”, afirma. “Foi muito gratificante verificar que o primeiro lugar na premiação que destaca a produção científica na área clínica de hansen foi obtido por uma brasileira, a dra.Vânia Manso. O trabalho intitula-se “Axonal Motor and Sensory Polineuropathy complicated with leprosy and pellagra”, observa o dr. Joel Lastória.
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Dr. Joel Carlos Lastória no 17o Congresso Internacional de Hanseníase
Em conversa com os colegas presentes no evento, ele verificou que as opiniões foram positivas quanto ao congresso. “Valeu em muitos aspectos, até para conhecer uma região em franco desenvolvimento, ainda desconhecida pela maioria dos brasileiros. As opiniões foram concordantes quanto à excelente apresentação feita pela Dra. Maria Leide Wand del Rey de Oliveira, ao mostrar dados importantes e promissores sobre a moléstia no Brasil”, finaliza.
Psicodermatologia
Laser e Cosmiatria
A
SBD desenvolverá evento inédito por intermédio dos departamentos de Laser e de Cosmiatria: um megassimpósio, previsto para meados do ano, em São Paulo. Segundo o dr. Alexandre Felippo, coordenador do Departamento de Laser, estão fechando data e local, assim como a programação científica, que reunirá temas de grande interesse para os dermatologistas. “Aceitamos sugestões de assuntos e objetos de debates a serem abordados. Convidamos todos a ficar atentos às datas de inscrição, pois teremos número limitado de vagas”, recomenda Alexandre Filippo. Assim que estiver formatado, o evento será divulgado no site da entidade e no Jornal da SBD. “O ineditismo representa um grande avanço nas possibilidades de formação específica e requalificação dos associados”, conclui.
A Academia Européia de Dermatologia e Venereologia promoverá mais uma reunião da Sociedade Européia de Dermatologia e Psiquiatria, durante o 5o EADV Simpósio da Primavera, de 22 a 25 de maio, em Istambul, na Turquia. “O evento será de grande importância para discutirmos com profissionais de diversos lugares do mundo os temas da área de atuação da psicodermatologia”, explica a coordenadora do Departamento de Psicodermatologia, dra. Marcia Senra. Conheça alguns dos temas em discussão: Depressão, o dermatologista e a relação médico/paciente – Sylvie Consoli (França); Terapia breve dinâmina para os pacientes dermatológicos com transtorno de estresse pós-traumático – Marcia Senra (Brasil); Infliximabe no tratamento da psoríase severa: ansiedade, depressão e qualidade de vida – Lucia Tomás Aragones e Servando Marron (Espanha); Treinamento e educação em Psicodermatologia – o relato do primeiro curso de treinamento da EADV – John de Korte (Holanda); e O que há de novo em Psicodermatologia? – Francoise Poot (Bélgica). Para mais informações, acesse www.eadvistanbul2008.com.
Curso de Dermatoscopia e Fotografia Dermatológica Digital
Tendo em vista os avanços que a tecnologia tem trazido para a área da saúde, a SBD promoveu, nos dias 22 e 23 de fevereiro, o Curso de Dermatoscopia e Fotografia Dermatológica Digital, visando a oferecer novas informações aos iniciantes e iniciados nessas áreas. Este foi o primeiro evento do calendário de 2008, promovido pela SBD. O evento reuniu aproximadamente 70 dermatologistas no Beach Class Hotel, em Recife. “Os cursos foram bem organizados, com espaço adequado e sonorização e imagem perfeitas”, comenta o coordenador do Departamento de Imagem da Sociedade Brasileira de Dermatologia e também coordenador do curso, Dacio Broggiato.
Da esq. para dir.: Hélio Miot, Sérgio Yamada, Dácio Broggiato, Carlos Bacaui, Emerson de Andrade Lima
Jornal da SBD
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Regionais Rio de Janeiro Goiás Rio Grande do Norte
Pernambuco Bahia Rio Grande do Sul
Alagoas
Rio de Janeiro Goiás No dia 15 de dezembro de 2007, aconteceu, no Hotel Glória, o 1o Simpósio de Dermatologia Cosmiátrica da SBDRJ, com a participação de 400 associados e residentes. Além das palestras, houve cursos hands on realizados em alguns dos serviços credenciados pela SBD. Dando início ao calendário de eventos deste ano, a Regional Rio de Janeiro realizará no próximo dia 15 de março, no Ibam (Largo do Ibam, no 1, Humaitá), o Curso de Exercícios de Dermatopatologia. O objetivo é revisar os aspectos histopatológicos de doenças dermatológicas inflamatórias e neoplásicas. Nos dias 19, 20 e 21 de abril será a vez do 4o Dermario, que acontecerá no Hotel Windsor, na Barra da Tijuca. Além da rica programação científica, o evento contará com uma festa no Rio Scenarium, no centro histórico da Cidade Maravilhosa. Para mais informações, acesse o site www.dermario.com.br. No site da SBD-RJ, www.sbdrj.org.br, os associados têm acesso ao Calendário de Eventos de 2008 e podem fazer inscrições on-line.
Da esq. para a dir., os drs. Lia Castro, Marilene C. Silvestre, Sebastião Sampaio e Aiçar Chaul, e Floraci Belém Pareira, uma das primeiras residentes do Serviço
Foram inauguradas, no dia 15 de dezembro de 2007, as novas instalações do Serviço de Dermatologia do Hospital das Clínicas/UFG, em Goiás; com 550m2, dispõem de moderna infraestrutura para conforto e qualidade no estudo de alunos e residentes, assim como no atendimento dos pacientes. A inauguração contou com a presença do prof. Sebastião Sampaio e representou uma grande realização da equipe de dermatologia da Regional Goiás, sob responsabilidade do dr. Aiçar Chaul.
Dermanatal 2008
A SBD Regional Rio Grande do Norte realizará, de 17 a 19 de julho, o Dermanatal 2008. O evento, que acontecerá no SERHS Natal Grand Hotel, na capital potiguar, contará com a presença de diversos palestrantes, entre os quais o dr. Omar Lupi e a dra. Sarita Martins. Serão tratados diversos temas, como laser, psoríase, tratamento de estrias e radiação solar. A participação conferirá pontos para a Comissão Nacional de Acreditação.
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Movimento de Valorização do Dermatologista em Pernambuco Visando conscientizar a população acerca das atribuições do dermatologista, a Regional Pernambuco organiza, pelo terceiro ano consecutivo, seu Movimento de Valorização do Dermatologista (MVD). Um dos objetivos da campanha é divulgar as áreas de atuação do dermatologista, reiterando o fato de que ele é o único médico habilitado para tratar pele, cabelos e unhas. O movimento também enfoca a necessidade de os pacientes procurarem um profissional respaldado pela SBD e os orienta a encontrar, pelo site da entidade, um médico qualificado. O material da campanha será divulgado em outdoors, outbus, rádios e jornais de todo o estado. Além disso, haverá distribuição de folhetos informativos aos pacientes e de adesivos aos sócios, identificando-os como membros da SBD.
No dia 28 de março, no âmbito do MVD, será realizada em todo o estado uma ação junto à população: o Dia D contra a Acne. O evento contará com atendimento gratuito de pacientes acometidos pela doença, palestras em escolas e livrarias, e uma tenda no Parque da Jaqueira, onde os dermatologistas prestarão orientações para a população.
Bahia A SBD Regional Bahia inicia suas atividades com o IV Curso de Cosmiatria, que será realizado de 29 de fevereiro a primeiro de março no Cana Brava Resort, em Ilhéus. Nas palestras, ministradas pelas professoras dra. Denise Steiner, dra. Sarita Martins e dra. Vitória Rêgo, serão abordados mitos e verdades dos cosméticos, novidades no tratamento de estrias, rejuvenescimento de mãos e pescoço, cicatrizes e quelóides, entre outros assuntos. Além da programação científica, haverá um passeio histórico pela cidade de Ilhéus.
Alagoas Jornada Sul-Brasileira de Dermatologia A 17a edição do tradicional encontro dos dermatologistas dos estados do sul do Brasil está marcada para os dias 27, 28 e 29 de março deste ano, no Hotel Pousada Ilha do Farol, na cidade catarinense de Bombinhas. A jornada contará com palestras e cursos dos principais professores do país, e já confirmaram presença o prof. Sebastião Sampaio e a presidente da SBD dra. Alice Alchorne. Os casos clínicos premiados serão apresentados na forma de pôster virtual em painéis eletrônicos de computadores. Além da programação científica, os dermatologistas do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina desfrutarão ainda de um “luau tropical”, na festa de abertura. Os organizadores do evento solicitam que as inscrições sejam feitas com antecedência. Informe-se no site www.sulbrasileiradermato2008.com.br.
Sócios da SBD Regional Alagoas, na festa de confraternização no restaurante Grato, em Maceió, no dia 12 de dezembro de 2007, quando foi lançado o site da entidade: www.sbdalagoas.org Jornal da SBD
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