Sociedade Brasileira de Dermatologia Afiliada à Associação Médica Brasileira
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Editorial Diretoria 2011-2012 Presidente - Bogdana Victória Kadunc Vice-presidente - Sarita Maria F. Martins C. Bezerra Secretária-geral - Leandra D’Orsi Metsavaht Primeira secretária - Eliandre Costa Palermo Segunda secretária - Luciana Silveira Rabello de Oliveira Tesoureiro - Carlos Baptista Barcaui Jornal da SBD Esta é uma publicação da Sociedade Brasileira de Dermatologia, dirigida a seus associados e órgãos de imprensa. Publicação bimestral - Ano XV - n. 2 - março-abril - 2011 Coordenador médico - Paulo R. Cunha Conselho Editorial - Bogdana Victória Kadunc, Sarita Maria F. Martins C. Bezerra, Leandra D’Orsi Metsavaht, Eliandre Costa Palermo, Luciana Silveira Rabello de Oliveira e Carlos Baptista Barcaui Jornalista responsável - Erika Drumond - Reg. MT no 31.383 Redação - Erika Drumond Editoração eletrônica - Nazareno N. de Souza e Maurício Pacheco Versão Online - Samuel Peixoto e Victor Gimenes Contato publicitário - Priscila Rudge Simões A equipe editorial do Jornal da SBD e a Sociedade Brasileira de Dermatologia não garantem nem endossam os produtos ou serviços anunciados, sendo as propagandas de responsabilidade única e exclusiva dos anunciantes. As matérias e textos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores. Correspondência para a redação do Jornal da SBD Av. Rio Branco, 39/17o andar - Centro - Rio de Janeiro – RJ CEP: 20090-003 E-mail: imprensa@sbd.org.br
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ensamos continuamente no aperfeiçoamento deste jornal, buscando melhoria por meio do cultivo da excelência no aspecto estético e, principalmente, naquilo que se refere às matérias
em si, cujo conteúdo é selecionado pensando no real interesse dos associados e no estabelecimento de discussões que impliquem a escolha dos melhores caminhos para nossa instituição. O Conselho Editorial do Jornal da SBD é composto pelos membros da diretoria da SBD e por mim, coordenador médico do jornal. Há busca constante de ideias para o aperfeiçoamento de nosso órgão oficial de notícias, já reconhecido por sua qualidade. Ainda assim existe campo aberto para múltiplas experiências, sempre no sentido de fazer melhor. Para manter o rigor das informações divulgadas, é imprescindível que jornal possa contar sempre com o suporte fundamental de seu Conselho Editorial que, através de discussões produtivas, estabelecerá as diretrizes de cada edição. Neste número, em especial, chamo sua atenção para a matéria sobre a centenária Academia Nacional de Medicina (ANM) e seu novo titular, Dr. Omar Lupi. Faz parte dos objetivos da SBD incentivar a participação de médicos dermatologistas nos órgãos que decidem as políticas de saúde no Brasil. A merecida eleição do ex-presidente da SBD para a Academia orgulha a classe dermatológica, que passa agora a ter nessa instituição representante que, além de conhecer profundamente a situação da dermatologia brasileira, por seu perfil desenvolvimentista certamente tem ideias inovadoras para
propor soluções em defesa de nossa especialidade. Para conhecer mais sobre a história, a missão e a área de atuação da Academia Nacional de Medicina, acesse o site www.anm.org.br. O JSBD traz matérias relevantes e informações atuais. Sugiro que o leitor observe os temas que mais o atraiam, a começar pelas chamadas de capa, que são sempre pistas poderosas do conteúdo de nosso jornal. Boa leitura.
Assinatura anual: R$ 120,00 Número avulso: R$ 20,00 Tiragem: 7.000 exemplares Impressão: Sol Gráfica
Sumário
Boa leitura! Paulo R. Cunha Coordenador médico do Jornal da SBD
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Palavra da Presidente Notas curtas e atuais Em defesa da dermatologia Uso de cosmecêuticos exige orientação médica Tragédia nuclear de Goiânia faz duas décadas III Teraderm e XVII Reunião Internacional de Terapêutica Dermatológica SBD prepara lançamento de revista voltada para público leigo Situação epidemiológica da tuberculose cutânea e geral no Brasil Fronteiras do conhecimento dermatológico Ouvidoria SBD no MEC Regionais Departamentos Serviços Credenciados
Capa: TED aprova 288 candidatos de todo o Brasil - 14 Jornal da SBD z Ano XV n.2 z 1
Palavra da Presidente
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m 5 de fevereiro de 2012, nossa Sociedade Brasileira de Dermatologia comemora 100 anos, e a diretoria já se vê amplamente envolvida na preparação dos festejos. Afinal, no Brasil, das 53 sociedades de especialidades reconhecidas pela AMB, só a Sociedade de Pediatria já comemorou esse fato antes.
ção desse tipo de recursos exige longo processo preparatório, no qual estamos trabalhando desde 2010, e que já se encontra aprovado pelo Ministério da Cultura.
Cem anos de atividades sem interrupções significam uma sociedade que se dedica profundamente a beneficiar seus associados com amor pela especialidade e desprendimento pessoal. Todas as diretorias que nos antecederam são na verdade as responsáveis pela condução do longo processo de amadurecimento que nos trouxe até este momento.
Os eventos culturais, cujo tema central será a imensa diversidade das etnias da pele brasileira, constarão de: portal sobre o centenário, que difundirá largamente nossas ações e imagens; exposição de fotografias obtidas pela expedição de cinco fotógrafos renomados que buscarão retratar em 100 fotos capturadas em todas as regiões do país as peles miscigenadas do povo brasileiro, e livro comemorativo contendo essas fotos, entremeadas por citações científicas e históricas dos grandes mestres sobre a evolução da especialidade no Brasil.
As comemorações previstas vão englobar eventos culturais e sociais. Os recursos para a realização da parte cultural serão provenientes da lei de incentivo fiscal (Lei Rouanet). A utiliza-
Os eventos sociais ocorrerão nos dias 4 e 5 de fevereiro, na cidade do Rio de Janeiro, com o lançamento do livro e a inauguração da exposição fotográfica – que percorrerá várias
capitais brasileiras durante o ano de 2012 –, complementados por cerimônia formal com a presença de autoridades nacionais e internacionais. Estamos muito entusiasmados com a proximidade de nosso centenário, e convidamos os dermatologistas brasileiros à celebração dessa data tão especial. Bogdana Victória Kadunc Presidente da SBD
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Panorama do melanoma no mundo
De 18 a 20 de agosto, o Rio de Janeiro vai sediar pela primeira vez a Conferência Brasileira sobre Melanoma, neste ano em sua nona edição. A reunião ocorre a cada dois anos e reúne profissionais de várias especialidades, como dermatologia, oncologia clínico-cirúrgica, cirurgia plástica, patologia, oftalmologia e outras. Segundo o presidente do encontro, Carlos Barcaui, serão discutidas as últimas novidades em pesquisa, diagnóstico e tratamento
do melanoma em várias partes do continente. “Nossa intenção nesse encontro multidisciplinar é abordar como o melanoma cutâneo vem sendo tratado em diferentes países, como a Austrália, Estados Unidos, Alemanha, e também no Brasil. É oportunidade única para os interessados no assunto.” Quatro convidados estrangeiros já confirmaram presença. Eles vão debater temas atuais como a terapia-alvo, microscopia confocal, pesquisa do lin-
fonodo sentinela, a nova classificação do AJCC e outros, sempre voltados para as aplicações na prática diária de quem lida com melanoma. A conferência ocorrerá no centro de convenções do Hotel Internacional, na Praia de São Conrado, Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro. A realização é do Grupo Brasileiro de Melanoma. As inscrições podem ser feitas pelo site www.gbm. org.br/gbm/conferencia/inscricao.aspx.
Cirurgia de unha
Uso da talidomida requer cuidados
A Anvisa anunciou que exercerá controle mais rígido sobre a prescrição e o descarte da talidomida, aprovando em reunião a resolução que aumenta o controle sobre seu uso e promove o uso seguro para evitar o nascimento de crianças com deficiências. A norma, a ser publicada no Diário Oficial da União, entrará em vigor após 90 dias. As reações adversas decorrentes do uso da talidomida deverão ser obrigatoriamente notificadas, e os folhetos explicativos para médicos virão com a imagem de criança vítima da doença. A informação é de O Estado de São Paulo.
Foi lançado durante o Meeting da AAD ocorrido em fevereiro, em Nova Orleans, o livro Nail surgery, um guia prático sobre cirurgia de unha, incluindo alguns procedimentos cosméticos com descrições de todas as fases do tratamento, além das eventuais complicações e de como lidar com elas. Escrito pelo coordenador do Departamento de Unhas da SBD, Nilton Di Chiacchio, em parceria com Bertrand Richert e Eckart Haneke, a obra tem 192 páginas e traz mais de 500 ilustrações. A editora Informa Healthcare (www.informahealthcarebooks.com) oferece desconto de 15% para os associados da SBD.
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Duas crianças maranhenses nasceram com deformidades físicas em decorrência do uso incorreto da talidomida. Com esses casos, sobe para sete o número de vítimas do remédio no Brasil desde 1997. Assim que tomou conhecimento do ocorrido, o Ministério da Saúde acionou o Estado do Maranhão, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e geneticistas para acompanhamento dos casos. Eles vieram à tona ao mesmo tempo em que a Anvisa aprovou resolução que torna a prescrição, a dispensação e o descarte da talidomida mais rigorosos. Agora o Estado deve iniciar busca para identificar outras crianças que possam ter sido vítimas da medicação e ainda não ter sido diagnosticadas.
Notas curtas e atuais
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Painel do leitor
Pesquisa Laser O Departamento de Laser da SBD disponibiliza no site da entidade uma pesquisa para conhecer a opinião e a preferência dos associados sobre a tecnologia e os equipamentos usados na área. O feedback vai auxiliar no planejamento de novos cursos e nas principais atividades de interesse dos médicos. Os associados que responderem às seis perguntas vão concorrer a duas inscrições gratuitas para o IV Simpósio de Cosmiatria e Laser, que será realizado nos dias 29 e 30 de julho, em Brasília.
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Queremos saber sua opinião sobre o Jornal da SBD. Envie suas opiniões, sugestões e críticas para o e-mail comunicacao@sbd.org.br e ajude-nos a fazê-lo cada vez melhor. O e-mail cartas@sbd. org.br foi desativado. Quero parabenizar a equipe do Jornal da SBD pelos excelentes temas abordados nas edições novembro/dezembro de 2010 e janeiro/fevereiro de 2011. Benedito Guilherme da Silva Brazão (Rio de Janeiro)
Eleições SBCD A diretoria da gestão 2013/2014 da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) e os novos membros temporários do Conselho Deliberativo da gestão 2011/2012 foram conhecidos no dia 8 de abril durante a Assembleia Geral da entidade. A diretoria é composta por Francisco Macedo Paschoal (presidente), Alexandre de Almeida Filippo (vice-presidente), Luiz Roberto Terzian (secretário), Aldo Toschi (tesoureiro), Paulo Roberto Barbosa Silva (secretário adjunto), Carlos Roberto Antonio (tesoureiro adjunto). Os membros temporários são:
Aldo Toschi (SP), Alexandre de Almeida Filippo (RJ), Bhertha Miyuki Tamura (SP), Carlos Roberto Antonio (SP), Denise Steiner (SP), Dilhermando Augusto Calil (SP), Doris Hexsel (RS), Emmanuel França (PE), Francisco Le Voci (SP), Francisco Macedo Paschoal (SP), Joaquim Mesquita Filho (RJ), Lauro Lourival Lopes Filho (PI), Luis Fernando Requejo Tovo (SP), Luiz Roberto Terzian (SP), Mauricio Mendonça do Nascimento (SP), Mauro Enokihara (SP), Nuno Osório (SP), Paulo Barbosa (BA), Sergio Schalka (SP) e Valéria Barreto Campos (SP).
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Em defesa da dermatologia SBD reafirma sua posição diante do avanço da medicina estética e destaca a formação profissional qualificada
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os meses de março e abril, dois jornais de grande circulação nacional divulgaram uma série de reportagens questionando a atuação da medicina estética e seu não reconhecimento como especialidade médica pela Associação Médica Brasileira (AMB) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). A editoria Saúde do jornal Folha de S. Paulo publicou, em 25 de março, matéria intitulada “Conselho aperta cerco ao grupo da medicina estética”, abordando, entre outros assuntos, que o CFM vai definir melhor que casos são considerados publicidade médica ética. O terceiro vice-presidente do CFM e coordenador da Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos (Codame), Emmanuel Fortes, disse que será feita uma padronização. Segundo ele, “só o ato de anunciar ‘medicina estética’, mesmo que seja no cartão de apresentação, no carimbo ou na placa do consultório, será irregular”. Corroborando a tese, o ex-presidente e atual conselheiro do CFM, Antônio Pinheiro, afirmou que “qualquer médico que disser que está fazendo medicina estética está contra a lei”. Na mesma reportagem, porém, o médico e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Estética (SBME), Valcinir Bedin, apresentou informações distorcidas sobre a atuação do dermatologista, além de justificativas incorretas sobre a atuação dos não especialistas na área da dermatologia. “A medicina estética preenche uma lacuna entre a dermatologia e a cirurgia plástica”, afirmou, sendo chamado na reportagem de “dermatologista”. Segundo a matéria, o argumento utilizado pela medicina estética em sua defesa, apresentado em um boxe com letras destacadas, dizia que “cirurgiões e dermatologistas não têm formação para realizar preenchimentos, botox e outros procedimentos”. Em virtude dessas declarações, a SBD solicitou imediatamente ao jornal um espaço para resposta e esclarecimentos, o qual foi concedido, e uma carta publicada no “Painel do Leitor” do dia 27 de março. (veja a nota no box abaixo) Em seguida, a assessoria de imprensa da SBD divulgou diversos releases esclarecendo a opinião da entidade, que logo foi procurada pelo jornal O Globo para ser uma das fontes da reportagem intitulada “Medicina estética fora da lei”, publicada na editoria Ciência em 1o de abril. O texto divulgava, além de outros tópicos, a elaboração, pelo CFM, de um manual de publicidade médica para coibir os abusos na chamada medicina estética, com recomendações para apurar e denunciar responsáveis por irregularidades, bem como o que pode e o que não pode ser anunciado pelos profissionais de saúde. No texto, discutiu-se ainda a prática de tratamentos dermatológicos feitos por profissionais
que se dizem especialistas. A presidente da SBD, Bogdana Victória Kadunc, manifestou-se contrária a essa realidade que contribui para pôr a saúde da população em risco. “Para uma especialidade ser reconhecida pela AMB e pelo CFM, é necessário um longo caminho e o preenchimento de uma série de critérios, como, por exemplo, oferecer curso de residência médica”, afirmou, complementando que “médicos não especialistas não estudam profundamente a estrutura da pele; nem sempre conhecem doenças dermatológicas e, às vezes, não sabem reconhecer um tumor. Em mãos não habilitadas, peelings podem deixar cicatrizes permanentes; preenchimentos, causar isquemia, necrose; laser, provocar queimaduras graves; e toxina botulínica, deformações”.
A importância da medicina baseada em evidência
Em outra matéria publicada pelo jornal O Globo, em abril, com o título “Europa proíbe técnicas contra celulite e gordura localizada”, a SBD e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) foram consultadas para dar seus depoimentos. A reportagem mostrou que tratamentos de medicina estética que prometem acabar com a celulite e a gordura localizada, como mesoterapia, laser, injeção de gás carbônico, radiofrequência e ultrassom, podem estar com os dias contados na Europa. No Brasil, o CFM não reconhece a especialidade medicina estética. A SBD se pronunciou por meio de sua presidente Bogdana Kadunc. Segundo ela, o CFM tem atuado da mesma forma como no caso dos preenchedores e da lipoaspiração. “A pressão de grandes
empresas para a venda de aparelhos caros acaba sobrepujando as análises. Também a mídia, na busca de novidades, acaba exercendo grande influência nos pacientes ao divulgar técnicas não estudadas. A SBD, por exemplo, não aconselha mesoterapia em virtude de relatos de grave infecção por bactéria.” Bogdana disse ainda que é necessária a realização de pesquisas sérias sobre evidência científica de segurança e eficácia de tratamentos estéticos. A SBCD alertou que as técnicas não cirúrgicas contra a celulite e a gordura localizada podem ter valor se aplicadas com aparelhos e substâncias devidamente aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e com respaldo da medicina baseada em evidências científicas. “Há muita controvérsia na literatura médica a respeito desses tratamentos. Sem falar no risco de se submeter a técnicas invasivas com profissionais não habilitados e em ambientes sem condições de higiene”, alertou a primeira-secretária da SBD e diretora da SBCD, Eliandre Palermo.
Dermatologia
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obre a reportagem “Conselho aperta cerco ao grupo da medicina estética” (Saúde, 25/3), a respeito do não reconhecimento da medicina estética como especialização, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) informa que: é considerado especialista em dermatologia quem finalizou a residência médica e foi aprovado pela Comissão Nacional de Residência Médica ou foi aprovado em concurso pela SBD e pela Associação Médica Brasileira (AMB). O médico Valcinir Bedin não é especialista em dermatologia pela SBD e não possui título de especialização da AMB, segundo a própria instituição. É importante destacar que o argumento publicado a favor da medicina estética no texto, que diz que “cirurgiões e dermatologistas não têm formação para fazer preenchimentos, botox e outros procedimentos”, é inverossímil. O dermatologista, membro titular da SBD, tem formação acadêmica e técnica completa para a realização desses procedimentos. Eliandre Palermo Membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Dermatologia Jornal da SBD z Ano XV n.2 z 5
Reunião de Serviços Credenciados de São Paulo discute ensino médico A presidente da SBD,
SBD 100 anos: atuante no estudo e no ensino da dermatologia
Bogdana Kadunc, participa do evento e enfatiza que projeto para modificação de currículo está em andamento
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Bogdana Kadunc reforça interesse da entidade em melhorar o ensino da dermatologia
urante reunião dos Serviços Credenciados da SBD-RESP ocorrida no dia 26 de março, em São Paulo, a presidente da SBD, Bogdana Victória Kadunc, convidada especial do encontro, ministrou palestra intitulada “A SBD e o Ensino da Dermatologia”, destacando a importância da aprovação de novo currículo de residência médica em dermatologia. Participaram do encontro 21 serviços da capital e do interior do estado que debateram seus casos clínicos. Bogdana Kadunc frisou que o Brasil tem hoje 181 escolas médicas (100 abertas de 2000 para cá), ultrapassando os Estados Unidos, onde há 131 centros de ensino para população de mais de 300 milhões de habitantes. Ela lembrou que o Brasil é o segundo no mundo com o maior número de escolas médicas, atrás apenas da Índia, cuja população
é de 1,2 bilhão de habitantes. São 15.594 vagas anuais em medicina para população de 190 milhões de pessoas. Tal realidade se reflete na qualidade da formação do médico e em seu mercado de trabalho, deixando de lado os melhores interesses do ensino e da formação de residentes e especialistas. A presidente acrescentou que desde o ano passado a SBD tem pleiteado junto ao Ministério da Educação (MEC) a revisão da política atual de ensino superior na área de saúde com a garantia de formação de profissionais gabaritados e também do reconhecimento da residência médica como o melhor meio de complementação da formação médica. “É importante debater a formação profissional com os residentes e professores para que todos possam conhecer as modificações propostas pela entidade para o currículo em dermatologia”, destacou.
Fotos: Divulgação SBCD
Curitiba recebe a 23a edição de Congresso da SBCD
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XXIII Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica, ocorrido de 6 a 9 de abril, em Curitiba, levou mais de 2 mil pessoas ao Estação Convention Center. Médicos de todo o território brasileiro, incluindo muitos dermatologistas, acompanharam as novidades na área e, em tempo real, todos os procedimentos nos cursos práticos e nos painéis de procedimentos ao vivo. Segundo o presidente
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do congresso, vice-presidente da SBCD e membro da comissão científica da SBD, Julio Cesar Empinotti, o evento tem crescido a cada ano e se consolidado como importante encontro da dermatologia nacional, especialmente na área de procedimentos. A presidente da SBD, Bogdana Kadunc, participou do encontro coordenando mesas e ministrando palestras.
Os estatutos da entidade, que completará 100 anos em 2012, reconhecem que o ensino é uma de suas principais missões, e a SBD tem demonstrado interesse no compromisso de apoiar o ensino para fortalecer a formação do especialista. De acordo com Bogdana, a SBD oferece por ano 293 vagas em seus 73 Serviços Credenciados, tendo 879 residentes distribuídos em um ano de clínica médica (R1) e dois anos de aprendizado em dermatologia (R2 e R3). A nova proposta de currículo solicitada à Comissão Mista de Especialidades prevê a dermatologia como especialidade clinicocirúrgica com a presença da cirurgia dermatológica e também da cosmiatria, alterando o conteúdo programático dos residentes da seguinte forma: os estudantes de primeiro ano teriam dois meses em clínica cirúrgica, seis meses em clínica médica e três meses em dermatologia. As competências dos alunos de segundo ano seriam voltadas exclusivamente para a dermatologia. Já os residentes de terceiro ano deverão cumprir um mês de cosmiatria, com a possibilidade de haver um assistente para cada dois residentes; boa infraestrutura física e de equipamentos; e procedimento de avaliação dos residentes. Até o momento, o processo está sendo estudado, e o resultado deverá sair em quatro meses.
Sete voluntários participantes da CNPCP 2011 ganham livro Dermatologia No dia 5 de maio a SBD realizou o sorteio de sete exemplares da primeira edição em português do livro Dermatologia, de Jean L. Bolognia, Joseph L. Lorrizzo e Ronald P. Rapini, o qual teve a revisão científica da tradução certificada pela SBD. Concorreram 727 voluntários – entre associados titulares e contribuintes – que atuaram na 12a Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele (CNPCP), em novembro, quando 32 mil pessoas de todo o país receberam atendimento. Os ganhadores foram: Beatriz Alves Justino, Cristiani Banhos Ferreira, Cristina Maria Aranda, Erick Dancuart Omar, Fabiane Andrade Mulinari Brenner, Juliana Machado Aires e Lauro Rodolpho Soares
Vendas de cosmecêuticos não sujeitos a receita médica nos Estados Unidos
Uso de cosmecêuticos exige orientação médica
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negócio de cosmecêuticos tem sido preocupação constante nos Estados Unidos, de acordo com estudo feito por empresas de pesquisas do mercado da estética e publicado na edição de março do Dermatology World. O texto indica que os americanos têm demonstrado certo furor no consumo de novos produtos cosmecêuticos, especialmente os rejuvenescedores – 40% deles vendidos sem receita médica. O estudo também relata que um terço dos dermatologistas que dispensou o uso cosmecêuticos em suas práticas movimentou mercado de 775 milhões de dólares em 2008. O número representa aumento de mais de 13% em relação ao ano anterior, e a previsão é de crescimento projetado de 17% ao ano até 2012. Houve ainda aumento do uso da toxina botulínica nos consultórios. Em 2008, o procedimento movimentou 5,8 bilhões de dólares e deverá subir para 8,2 bilhões em 2012. Os dermatologistas Jayme de Oliveira Filho e Maria Helena Sandoval comentam o artigo em questão e o complementam com suas ideias sobre o boom mundial dos cosmecêuticos. Jayme de Oliveira Filho Membro da Comissão Científica da SBD Esse artigo do Dermatology World revela dados que correspondem plenamente ao que observamos no cotidiano de nosso consultório particular. A repetição do uso de produtos e o anseio por novos, com orientação profissional mais adequada, são muito nítidos. Passamos do tempo em que as pessoas arriscavam a compra de produtos com “invólucros bonitos”, mas de conteúdo discutível, para outro, em que se procuram substâncias atuantes e adequadas para a prevenção e tratamento do fotoenvelhecimento. Elas perceberam que não podem existir cremes, loções, géis, etc que sirvam para indivíduos de etnias diferentes e com idades de 20, 40, 60 ou 80 anos. Simultaneamente, notaram que o benefício de procurar esse tipo de orientação é bem superior em consultas médicas dermatológicas, do que em conversas com balconistas, amigas, paramédicos ou mesmo viajantes curiosas.
Os dados referentes são usados com permissão da Kline & Company Professional Skin Care 2009: Global Series Market Analysis and Opportunities. Mais informações sobre o relatório e seus principais canais de distribuição no site: www.aad.org.br
E é nesse momento que se registra um alerta para que os dermatologistas procurem apurar os predicados, as adversidades e os maiores benefícios que acompanham cada um desses produtos de alto custo a fim de atender adequadamente os pacientes. O texto demonstra progressão geométrica de investimento no setor simplesmente porque as pessoas se mostram ansiosas em consumir tais produtos. Dessa forma, cabe a nós, dermatologistas, também investir geometricamente em conhecimento dessa realidade, exigindo seriedade e investimentos reais em estudos que acabem por
Maria Helena Sandoval Ex-presidente da SBD-ES nos mandatos de 1992, 2004 e 2005
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á não podemos fechar os olhos diante da avalancha de produtos e de bons laboratórios de tradição medicamentosa nas áreas de dermatocosméticos, skincêuticos, dermocosméticos, etc. Vejo isso com certa apreensão, pois está fugindo de nossas prescrições o uso de tantos medicamentos, já que quase tudo é vendido livremente nas farmácias, shoppings etc. Outra preocupação para a qual chamo a atenção é ainda a presença de “dermatoconsultores” nas grandes redes de farmácia que, sabendo de nossas prescrições habituais, induzem o paciente – o que tem dificuldades de consultar um dermatologista – a comprar este ou aquele produto “pois a doutora gosta de ‘a’ ou ‘b’. Dessa maneira, o paciente acaba não indo ao consultório, e deixamos de acompanhá-lo e de prescrever o medicamento apropriado. Tudo isso faz parte dessa “cachoeira” de novidades, impossível de ser contida por nossas próprias mãos. Ressalto, também, que
comprovar várias das promessas veiculadas nas compras desses produtos. Só os médicos poderão avaliar cientificamente tais propostas e repassar condignamente as boas propriedades de cada substância para seu interessado paciente. Percebamos, então, a importância de sermos nós o elo de credibilidade e sustentabilidade dessa nova e importante fatia de mercado dentro de nossa especialidade. Saibamos constituir balança confiável e científica para dar rumo correto a essa real tendência, cujas estimativas em valores projetam a mais do que o dobro em apenas uma década! é inevitável lutar contra as mídias escrita e falada, que muitas vezes dão a notícia antes mesmo de termos a monografia do produto para nosso conhecimento. O envelhecimento extrínseco certamente é uma preocupação geral. A ótima aparência é cartão de visitas para o convívio social e no ambiente profissional. Em função disso, a toxina botulínica veio para ficar e continuar no topo dos procedimentos mais executados em todo o mundo, o Brasil incluído. Por ser produto conhecido e bem estudado, não tenho dúvidas de que assim ficará por muitos anos. Paralelamente, cito as preocupações com o envelhecimento intrínseco, que é mais complexo, por exigir estudos aprofundados. No entanto, nem por isso as pessoas deixam de acreditar que pílulas mágicas podem resolver seus problemas. Nesse caso, mais uma vez o papel do médico deverá ser informativo e firme nos conceitos certos e acadêmicos sobre o assunto. Que nós, da SBD, possamos estar sempre coesos nas atitudes, nos conceitos acadêmicos e, sobretudo, na legitimidade das informações. Jornal da SBD z Ano XV n.2 z 9
Tragédia nuclear de Goiânia faz duas décadas
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Vinte e três anos depois do pior acidente radiotivo ocorrido do Brasil, acometidos ainda são monitorados
pós o acidente na usina nuclear de Fukushima, precipitado pelo tsunami no Japão, em março, volta a lembrança do maior desastre ocorrido no Brasil, em 13 de setembro de 1987, em Goiânia (GO), quando centenas de pessoas foram contaminadas por radiações emitidas por uma cápsula que continha césio-137. “Uma ruptura provocada em um aparelho radioterápico abandonado em Goiânia e posterior manuseio de sua cápsula contendo césio radioativo, geraram acidente atingindo direta e indiretamente centenas de pessoas, familiares, amigos e vizinhos, além de servidores públicos envolvidos no controle do evento”, relata a dermatologista Lia Cândida de Miranda, de Goiás. Segundo ela, foram monitoradas 112 mil pessoas e 129 sofreram maiores doses de radiação com contaminação interna e/ou externa; dessas, 79 com contaminação externa e tratamento ambulatorial. Outras 50 pessoas sofreram contaminação interna, sendo que 14 foram encaminhadas para o Hospital Marcílio Dias, no Rio de Janeiro, em estado grave. Quatro morreram. Em 1996, nove anos após o incidente, um estudo sobre repercussões dermatológicas nessas pessoas não identificou alterações diferentes do esperado na população, com exceção das radiolesões já presentes no início do acidente em 18 pacientes, algumas profundas e de difícil controle e estabilidade. Lia explica que os dez mais gravemente radiolesados têm recebido acompanhamento e hoje apresentam lesões estáveis, crônicas, mas sem alterações cutâneas significativas diretas e/ou
indiretas específicas, particularmente as tumorais. Estudo epidemiológico realizado em 2006 por um grupo da Fiocruz, da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEM) e de profissionais da Superintendência Leide das Neves (SuLeide) demonstrou risco de morte e de incidência de neoplasias estatisticamente não significativo. “É importante afirmar que não houve casos de leucemias e alterações da tireoide, muito embora se saiba que o césio 137 não apresenta tropismo para a tireoide. Ainda assim, todo o grupo vem sendo acompanhado. O monitoramento de crianças descendentes dos
Histórico: a energia radioativa é fenômeno que desperta a atenção há muitos séculos
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m 1895, o físico alemão Wilhelm Conrad Röentgen descobriu a radioatividade, especificamente o raio-X, quando visualizou os ossos de sua mão em uma tela opaca colocada entre um tubo e uma placa de vidro, sobre a qual espalhara um composto fosforescente. Sua aplicação prática foi rápida, e em 1896 instalou-se a primeira unidade de radiografia nos Estados Unidos. Antoine Henri Becquerel, em 1896, verificou que sais de urânio emitiam radiação semelhante à dos raios-X, capaz de impressionar chapas foto-
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gráficas e ionizar gases; essa irradiação recebeu o nome de “Raios Becquerel” ou, simplesmente, “emissões radioativas”. Pierre e Marie Curie, em 1898, explicaram a radioatividade como propriedade atômica, afirmando ser o próprio urânio o responsável pelas emissões radioativas, e descobriram novos elementos radioativos: polônio e rádio. Ernest Rutherford comunicou em 1906 a descoberta dos núcleos atômicos e das transmutações na radioatividade, o que configura sua contínua de-
membros do grupo, algumas delas com exposição intrauterina durante o acidente, outras na infância e adolescência, apresentou até o momento condições dentro da normalidade.” Para a dermatologista, o monitoramento dos radioacidentados e de seus descendentes deve ser continuado para documentar fenômenos posteriores. “Alterações tardias decorrentes da radiação, mesmo após 20 anos, foram descritas na literatura como possíveis, como tumores sólidos e alterações imunológicas. O trabalho contínuo, periódico, expectante e atento faz-se necessário e
sintegração. O átomo de um elemento perde corpúsculos para tornar-se átomo de outro elemento emitindo partículas ou radiações, especificamente radiações alfa (α) e beta (β) que possuem massa, carga elétrica e velocidade específicas. Desde então, a ciência vem ampliando o uso da energia atômica das mais variadas formas. O uso em grande escala das fontes de radiação em situações algumas vezes duvidosas e outras com caráter social importante na medicina, na indústria e nas usinas nucleares cria possibilidades de acidentes radioativos. Lia Cândida de Miranda Dermatologista da SBD-GO
se mantém nessa população por grupo de profissionais especializados, alguns presentes desde o início do acidente.”
Acidentes nucleares
Em março deste ano, o Japão foi devastado pelo acidente nuclear na Usina Fukushima Daiichi, considerado pela Agência de Segurança Nuclear e Industrial do país como tão grave quanto a catástrofe nuclear de Chernobil, na Ucrânia, em 1986, considerado o pior acidente da história. Segundo
a agência, os reatores danificados pelo terremoto seguido por tsunami em 11 de março na usina de Fukushima liberaram grande quantidade de substâncias radioativas no ar, correspondendo ao nível sete na Escala Internacional de Ocorrências Nucleares e Fatos Radiológicas (Ines). Em 1957, em Windscale, no Reino Unido, um incêndio em um reator provocou a contaminação da região próxima gerando centenas de casos de câncer. O acidente foi classificado com nível cinco. Já em 1979, na Pensilvânia, nos Estados Unidos, uma falha no equipamento da Usina Three Mile Island levou à fusão nuclear de grande escala e a danos graves, tendo também a classificação cinco.
Paralisação médica contra operadoras
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Dia Nacional de Paralisação dos Médicos Contra os Planos de Saúde, promovido em 7 de abril, contou com ampla adesão em todo o país: mais de 80% dos profissionais pararam para protestar contra as operadoras. Em São Paulo, cerca de 600 manifestantes, segundo dados de O Estado de São Paulo, seguiram em passeata da Associação Paulista de Medicina até a Praça da Sé, onde houve um ato público. Eles usavam nariz de palhaço e carregavam faixa com palavras de ordem. No Rio de Janeiro, 70% dos médicos aderiram à paralisação e participaram da manifestação organizada pelo Conselho Regional de Medicina Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), no Centro da cidade.
O Conselho Federal de Medicina comunicou que até maio os líderes do movimento vão-se reunir com os representantes dos planos de saúde para reavaliar o andamento das negociações. O trabalho será conduzido pelas entidades médicas em nível regional. Paralelamente, outras iniciativas acontecerão na esfera política, como a realização de uma audiência pública na Câmara dos Deputados para discutir o tema e encontrar alguma solução. No entanto, segundo o CFM, os parlamentares responsáveis pela solicitação não descartam o pedido de abertura de CPI para apurar supostas irregularidades na saúde suplementar.
Conheça as funções específicas dos demais membros da diretoria do biênio 2011/2012 da SBD De acordo com o artigo 70 do Estatuto da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), compete ao seu coordenador: manter atualizado o acervo, os arquivos e documentos da Biblioteca; divulgar informes, relatórios e serviços da Biblioteca aos associados da SBD; criar condições de facilidade de acesso do associado; manter intercâmbio com bibliotecas do país e do exterior; e fazer-se representar em reuniões e eventos relacionados a bibliotecas.
Coord. de Biblioteca Denise Steiner
Coord. de EMC-D Emerson V. de A. Lima
Coord. médico do Jornal da SBD Paulo R. Cunha
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O melhor trabalho de investigação na área de dermatologia tropical será publicado nos Anais Brasileiros de Dermatologia; e os dois artigos escolhidos na área de cosmiatria ou fotoproteção sairão na Surgical & Cosmetic Dermatology. O resultado será divulgado no site da SBD (www.sbd.org.br) em 15 de agosto. Os textos serão julgados pelos membros da Comissão Científica da SBD: Julio César Empinotti, Ida Duarte, Gerson Penna, Vidal Haddad Jr., Antonio D’Acri, Jayme de Oliveira Filho e Roberto Moreira Amorim Filho.
Cabe ao coordenador médico sugerir pautas e fontes de matérias veiculadas no jornal, bem como o acompanhamento de sua execução pelo jornalista responsável. É órgão oficial de divulgação das atividades promovidas pela entidade nacional ao longo de seu exercício social e de informação aos seus associados, sendo publicado e distribuído a cada dois meses.
A Mídia Eletrônica engloba todo o conteúdo de comunicação do portal da SBD. É responsabilidade do coordenador médico a verificação do conteúdo científico das mensagens enviadas aos associados, por meio de e-mails, pela assessoria de imprensa da SBD, sugerir e acompanhar melhorias no portal da entidade, entre outras ações.
Coord. de Mídia Eletrônica Aldo Toschi
Segundo o artigo 69, os Departamentos Especializados terão a finalidade de promover a coordenação de associados da SBD e incentivá-los na dedicação aos estudos e à pesquisa de setores de conhecimentos dermatológicos.
Projeto Residentes 2011 esidentes e especializandos fluentes em língua inglesa que estiverem cursando, em 2011, o terceiro ano de dermatologia em Serviços Credenciados da SBD têm até o dia 15 de julho para se inscrever no concurso Trabalho de Investigação. O projeto, que completou dois anos, vai premiar três jovens, sendo dois autores de artigos na área de cosmiatria ou fotoproteção, e um na área de dermatologia tropical. Os contemplados receberão bolsas de estudo no exterior com duração de dois meses.
O artigo 72 do Estatuto da SBD define que a Educação Médica Continuada em Dermatologia (EMC-D) tem como objetivo atualizar e aprofundar o conhecimento médico em Coord. de EMC-D dermatologia. Seus dois João Roberto coordenadores são repreAntonio sentantes da SBD na Comissão Nacional de Acreditação (CNA) da AMB/CFM.
Coord. geral dos Departamentos Paulo R. Criado O papel do ouvidor é intermediar a comunicação entre os associados e a diretoria da SBD por meio de coluna no Jornal da SBD. Ele recebe críticas, sugestões e reivindicações e as encaminha às instâncias competentes para tomada de providências cabíveis. Ouvidora Andréa M. C. Ramos
Coord. nacional da CNPCP Marcus Maia
Há 12 anos a Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele (CNPCP) da SBD leva aos brasileiros orientações sobre os cuidados com a exposição solar, realiza diagnóstico e tratamento gratuito de qualidade. Marcus Maia, um dos idealizadores do Programa Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele (PNPCP), instituído em 1999, é o coordenador das duas próximas campanhas.
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Eventos
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III Teraderm e XVII Reunião Internacional de Terapêutica Dermatológica se unem em único evento Aplicação prática e imediata dos conhecimentos é objetivo do encontro
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á estão abertas as inscrições para o III Teraderm da SBD, que este ano será realizado junto com a XVII Reunião Internacional de Terapêutica Dermatológica. Até o dia 1o de junho os associados quites com a SBD, residentes e especializandos dos Serviços Credenciados e médicos estrangeiros poderão inscrever-se no evento, marcado para os dias 10 e 11 de junho, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo. A terceira edição do Teraderm prevê algumas mudanças estruturais. As apresentações em formato de talk show serão mantidas a fim de garantir objetividade e praticidade às palestras. Cada um dos 28 blocos terá 30 minutos de duração, sendo oito dedicados às aulas, e os restantes ao debate. A coordenadora do encontro, Clarisse Zaitz, lembra que as mesas serão compostas por coordenador (nacional ou estrangeiro), palestrante e quatro experts no assunto em pauta. “Caberá ao coordenador do bloco dividir os 22 minutos restantes para a discussão de três ou quatro assuntos. Um telão mostrará os principais itens de terapêutica de cada tópico
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levantado durante cada quadro”, explica. Quando o tempo reservado a um tópico se esgotar, o coordenador mudará a tela, introduzindo o tópico seguinte, e assim por diante até esgotar o tempo. Nesse período, ela complementa, chegarão da plateia perguntas por escrito, que o coordenador selecionará para ser respondidas pelo especialista que ele designar. Assim como no ano passado, dois simpósios patrocinados vão ocorrer no horário do almoço. Jayme de Oliveira Filho, também coordenador do evento, espera que a participação da plateia seja ativa, tendo em vista que a qualidade das aulas pretende ser a melhor possível: “A expectativa quanto a esse tipo de evento por parte dos dermatologistas é enorme. A praticidade de seu formato e o variado número de informações a que eles têm acesso em poucas horas leva-os a empenhar-se para participar de modo intenso. Além disso, a presença de professores com grande expertise nos itens discutidos, bem como dos especialistas estrangeiros convidados, catalisa interesse múltiplo no Teraderm e na Reunião de Terapia Dermatológica.” Autoridades mundiais – Grandes nomes da dermatologia mundial vindos da Europa, Estados Unidos e América Latina vão mostrar os mais recentes tratamentos na área de terapêutica dermatológica em seus países e apresentar suas experiências pessoais. Até o fechamento desta
edição, oito convidados já haviam confirmado presença. Do México: Olivério Welsh (“Abordagem dos micetomas recalcitrantes à terapêutica convencional”), Giberto Adame (“Procedimentos para acne em consultório”) e Graciela Guzmán (“Terapia fotodinâmica em queratoses actínicas”); dos Estados Unidos: Francisco Kerdell (“Terapêutica dos linfomas cutâneos”); da Venezuela: Antonio J. Rondon (“Alopecias: chaves terapêuticas”); da Argentina: Miguel Allevato (“Terapêutica das onicopatias no idoso”; do Chile: Juan Honeyman (“Imunoterapia em dermatologia”); e do Uruguai: Nestor Macedo (“Infecções cutâneas por Staphylococcus aureus comunitário resistente à meticilina”). Diferente do Teraderm, que ocorre sempre no Brasil e pela terceira vez em São Paulo, a Reunião Internacional de Terapêutica acontece em um país diferente a cada ano. Esta é sua quarta edição em território brasileiro, com a capital paulista sendo sede do encontro por três vezes. O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica, Ricardo Shiratsu, será coordenador técnico da reunião, fato inédito na história do evento. Em sua primeira participação como palestrante do Teraderm, a dermatologista carioca Leandra Metsavaht falará sobre a terapêutica das doenças da mucosa oral comuns em consultório, como a queilites actínicas, aftose, candidíase, lesões vasculares labiais e mucocele. “A abordagem será bem prática, envolvendo soluções que tomo no dia a dia do consultório, baseadas em artigos científicos, e também na troca de ideias com dentistas amigos. De novidades, vou mostrar alguns curativos importados que, infelizmente, ainda não estão disponíveis no Brasil e também lembrar que ‘o que há de velho e barato’ muitas vezes pode ser a melhor solução.”
Temas e coordenadores Acne e erupções acneiformes Humberto Ponzio (RS) Alopecias Francisco Le Voci (SP) Biológicos e imunomoduladores Paulo Criado (SP) Câncer da pele Ciro Festa Neto (SP) Colagenoses Artur Duarte (SP) Cosmecêuticos Denise Steiner (SP) Dermatoses bolhosas Gunter Hans Filho (MT) Dermatoses na gestação Luna Azulay (RJ) Dermatozoonoses Izelda Costa Carvalho (DF) Doenças das mucosas Mauro Enokihara (SP) Distúrbios da cicatrização Bogdana Victória Kadunc (SP) Distúrbios da pigmentação Karime Hassoun (SP) Drogas não usuais em dermatologia Paulo Machado (BA) DST/Aids Jorge Fagundes (SP) Eczemas e farcodermias Mario César Pires (SP) Fotoproteção Vitor Reis (SP) Infecções bacterianas Dilhermando Augusto Calil (SP) Infecções fúngicas Valéria Maria de Souza Framil (SP) Infecções virais Omar Lupi (RJ) Laser e LIP Roberto Mattos (SP) Nevus e melanoma Fernando de Almeida (SP) Onicopatias Nilton Di Chiachio Paraneoplasias Jesus Santamaria (PR) Peelings e preenchedores Jayme de Oliveira Filho (SP) Pérolas cirúrgicas Ival Peres Rosa (SP) Prurigos e pruridos Paulo R. Cunha (SP) Terapêutica em crianças Silmara Cestari (SP) Toxina botulínica Sérgio Talarico (SP)
Florianópolis convida dermatologistas para o 660 CSBD
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egundo Roberto Amorim, presidente do 66o Congresso Brasileiro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (CSBD), os temas de todos os simpósios e fóruns já estão definidos. Um segundo comunicado, mais completo, contendo a programação científica foi encaminhado recentemente aos associados. Amorim lembra a importância da inscrição antecipada, até 30 de junho, para as sessões de interesse de cada dermatologista. A medida evitará filas durante o congresso. Mais de 3 mil pessoas já se inscreveram no maior evento da dermatologia do país, que ocorrerá de 3 a 6 de setembro em Florianópolis, capital brasileira com o
melhor índice de desenvolvimento humano (IDH). Trabalhos científicos – O processo de submissão dos trabalhos será feito exclusivamente no formato eletrônico, via internet. Os associados e residentes dos Serviços Credenciados da SBD tiveram até o dia 8 de maio para fazer a inscrição dos artigos. Os dez melhores nas categorias casos clínicos, investigação e dissertação/tese, após a avaliação dos pareceristas, serão submetidos a uma comissão julgadora adicional com três membros. A composição das notas das avaliações dos cinco pareceristas representará a nota final classificatória e de premiação dos trabalhos.
Ensino médico em pauta
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m dos principais temas que entrará na agenda de debates do próximo fórum de ensino médico do Conselho Federal de Medicina (CFM) é a formação de especialistas no Brasil. Previsto para ocorrer nos dias 21 e 22 de junho, o encontro vai reunir representantes dos conselhos regionais de medicina, da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), das sociedades de especialidades médicas, da Associação Brasileira de Hospitais Universitários e
de Ensino (ABRAHUE), da Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM) e dos diretórios de estudantes. O assunto também será destaque no Simpósio de Ensino da Dermatologia, no 66o Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia, em Florianópolis. Foram convidados para discutir o tema o diretor de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação, Paulo Wollinger, e Maria do Patrocínio Tenório Nunes, da CNRM. Jornal da SBD z Ano XV n.2 z 13
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TED aprova 288 candidatos de todo o Brasil
Fotos: Fundep
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uzentos e oitenta e oito dos inscritos no XLV Exame para Obtenção de Título de Especialista de Dermatologia (TED) foram aprovados no processo seletivo deste ano, que registrou apenas 1% de ausência. O índice de aprovação foi de 67%, uma vez que 425 candidatos compareceram às provas. O resultado saiu no dia 12 de abril nos sites da SBD e da Gestão de Concursos, entidade gerenciada pela Fundep e que organiza pelo terceiro ano o exame. As provas foram aplicadas no dia 27 de março em duas instituições de ensino paulistanas: a Universidade Unibero e a Universidade Paulista (Unip), ambas próximas da Av. Paulista, o que facilitou muito o acesso dos dermatologistas. O presidente da Comissão de Título de Especialista (TED), Silvio Alencar Marques, revelou que as aprovações foram motivo de satisfação para os membros da comissão, por evidenciar o excelente nível dos candidatos: “As provas não foram fáceis, e os aprovados estão de parabéns. É muito possível e mesmo muito provável que candidatos aptos não tenham logrado aprovação por questão de detalhes. Esses não devem esmorecer e têm que continuar a se preparar para conseguir, sem sustos, esse título tão especial e importante. Também transmito aqui nossos parabéns e voto de confiança aos Serviços, para que prossigam no esforço de bem preparar seus residentes e especializandos.” De acordo com Silvio Marques, a prova teórica transcorreu com tranquilidade. No entanto, no início da prova prática houve queda do sistema Unibero acarretando atraso de 15 minutos, devidamen-
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te compensados. Além disso, a unidade também sofreu algumas panes no decorrer daquele exame. “Isso é um transtorno grave e fator de estresse adicional aos candidatos. Para 2012, todo o sistema terá de ser mais bem dimensionado em relação à prova, não iniciando em todos os laboratórios ao mesmo tempo, e, se for o caso, agregar outra subsede”, explicou. No entanto, o fato mais grave foi a troca de informações entre os candidatos durante a prova prática: “Isso é inadmissível, e para 2012 a comissão vai tomar diversas providências no sentido de coibir qualquer tentativa desse teor, como, por exemplo, diminuição do número de candidatos por sala, adoção de lugares marcados, cobrança de mais exigência dos fiscais, provas diferenciadas em sua sequência, perguntas distintas para mesmo caso clínico, e outras”, completou. A Fundep fará análise pedagógica da prova, o que permitirá aos membros da comissão avaliar o grau de dificuldade de cada questão e do exame como um todo. “A instituição também vai aferir o grau de discriminação de cada questão, ou seja, se ela é acertada por todos indiscriminadamente ou por apenas 27% dos candidatos com melhores escores no global ou, no sentido oposto, se todos erram ou apenas os 27% com os piores escores no global. Outro informe de cunho pedagógico importante é se existem áreas em que o índice de acerto é mínimo ou abaixo do esperado, o que poderia demonstrar que o aprendizado em tais campos deveria ser reforçado – considerando que a questão foi bem formulada e não excessivamente difícil”, disse o presidente do TED.
O processo de avaliação de conhecimentos se modifica continuamente e, em função disso, a Comissão do TED tem estado em constante discussão. “Nós temos muitas propostas para o futuro. A comissão é democrática e está aberta às sugestões que possam fortalecer e aperfeiçoar o processo”. Marques aproveita para parabenizar todas as pessoas envolvidas no processo do TED 2011: “A Comissão do TED agradece o suporte e apoio do estafe da SBD e da Fundep, fundamentais para o bom andamento do exame.” Aprovados comentam a prova -- O Jornal da SBD falou com alguns dos aprovados, como a estudante Carla Gregório Barbosa, da Faculdade de Medicina do ABC (SP). Ela estudou durante toda a residência e intensificou as leituras e exercícios no segundo semestre do ano. “Também foi muito importante ter feito provas dos anos anteriores e os simulados do Congresso Brasileiro para criar familiaridade com a prova prática”. Uma sugestão dada por ela é que seja melhorada a resolução das imagens da prova prática, especialmente dos exames anatomopatológicos. Já Thais Lima Saback, da Escola Paulista de Medicina (Unifesp), considerou o exame bom e bem elaborado. “O nível do TED é elevado e assim deve ser mantido para diferenciar as boas residências dos ‘cursinhos de estética’. Entretanto, acho que em vez de priorizar detalhes teóricos, deveriam ser valorizados os conhecimentos práticos e os casos clínicos, para privilegiar aqueles que tiveram uma boa formação˜, comenta.
SBD prepara lançamento de revista voltada para público leigo Objetivo é mostrar o dermatologista da SBD como profissional sério, socialmente responsável e comprometido com a população brasileira
E Os membros da Comissão do TED, Silvio Alencar Marques, Lauro Lourival Lopes Filho e Elemir Macedo de Souza acompanharam o andamento das provas
Informações úteis ao candidato
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Exame do Título consta de prova teórica com 80 questões e prova teórico-prática com 40 questões. É necessário que o candidato tenha o mínimo de 60% de acerto em cada uma das provas. A formulação e a seleção das questões ficam a cargo da comissão, que procura contemplar as variadas áreas da especialidade. As questões são distribuídas segundo a real importância de cada área, e tentamos acompanhar o avanço da especialidade, sem descuidar do que consideramos o core curriculum da dermatologia. Após reunião inicial em que são selecionadas as 120 questões há uma conferência online ou presencial dos membros para o aperfeiçoamento dos enunciados e perguntas. O período de inscrição é de cerca de 30 dias e nota-se que os colegas candidatos nem sempre leem com atenção o texto do edital ou ele ainda não está suficientemente suficientemente claro. Como consequência, o processo de análise das inscrições torna-se cansativo e desgastante. Explico: alguns Serviços Credenciados admitem especializandos que não cumpriram o prerrequisito exigido, que é um ano de clínica médica (não serve outra especialidade). Acresce que, para terem suas inscrições validadas, os candidatos terão de cumprir três anos de especialização em dermatologia em um mesmo Serviço Credenciado e, ainda, ter seus nomes informados à SBD, no limite de vagas credenciadas naquele Serviço, naquele mesmo ano, quando do início do programa (se residência ou especialização). Quem não atender a
essas normas tem sua inscrição negada. Outro grave problema é dos que terão que atender ao item 2.6 do edital: “ter realizado treinamento e ter atuação regular na dermatologia, durante pelo menos os últimos seis anos contados da data da abertura da inscrição desse exame e possuir no mínimo 100 pontos resultantes da somatória dos itens constantes da tabela abaixo”. Esse item criou muitas dificuldades para a análise das inscrições e também para os candidatos nessa situação. Para o exame de 2012 teremos que esclarecer melhor como se deverá comprovar o “ter realizado treinamento e ter atuação regular na dermatologia, durante pelo menos os últimos seis anos...”, ou seja, que instância poderá atestar tal prática, como garantir idoneidade nesse processo, qual a penalidade para aqueles que tentam burlar esse quesito. E, ainda, como comprovar os 100 pontos e a carga horária de cada evento. Enfim, esses são alguns itens que a Comissão do exame de 2012 terá que abordar. Aproveito e faço uma solicitação às Regionais: que se habituem a informar nos certificados a carga horária dos eventos que realizam. É evidente que o edital pode ser aprimorado ano a ano, e a comissão está ciente disso. Todavia, definido o edital, ele deverá ser seguido à risca, como o fizemos, para que influências externas não afetem o processo. Silvio Alencar Marques Presidente da Comissão do TED 2010/2011
stá marcado para meados do ano o lançamento da revista Estima, aposta da SBD voltada para o público leigo. Com o novo produto editorial a entidade pretende transformar a visão que as pessoas têm da especialidade, mostrando, por meio de linha editorial responsável e ética, as vertentes de atuação do dermatologista do país. A publicação, que será distribuída pelos associados da SBD em seus consultórios, abordará temas variados sempre relacionados às vertentes da dermatologia – clínica, cirúrgica e estética –, além de assuntos relacionados à espiritualidade, responsabilidade ambiental e social, cultura e lazer, entre outros. A intenção é que a revista, que terá como coordenadora a Segunda Secretária da SBD, Luciana Rabello, seja um instrumento a mais de informação sobre os principais assuntos da especialidade, priorizando linguagem leve e objetiva e projeto gráfico clean. “Essas abordagens buscam traduzir a opinião da revista, de que a verdadeira estima ocorre quando alcançamos plenitude em todas as áreas de nossas vidas. Partindo das patologias, passando pela estética e por ações sociais, até chegar à transformação da vida com qualidade. As práticas comunicacionais no meio institucional têm-se expandido a cada dia. A partir dessa nova realidade, sentimos a necessidade de publicação que represente nossos conceitos e práticas, e que modifique a visão da especialidade e da SBD, transmitindo ao público a imagem da prática séria da dermatologia brasileira, de sua verdadeira formação, bem como do dermatologista socialmente responsável, envolvido no conceito pleno de saúde, que inclui responsabilidade social e ambiental”, revela. Para a primeira edição, a previsão é de que 50 páginas sejam destinadas a texto. Com periodicidade trimestral e tiragem inicial de 25 mil exemplares, a revista também estará disponível no formato online. Dermatologistas da SBD serão convidados para colaborar ou poderão entrar em contato espontaneamente com o conselho editorial para publicação de seus artigos.
Estima
Segundo o Dicionário Houaiss, “estima” é carinho ou apreço em relação a alguém ou algo; afeição, afeto. Também é sinônimo de “admiração e respeito que se sente por alguém, advindos do reconhecimento de seu valor moral, profissional etc.” A escolha do nome do novo periódico está inteiramente ligada a esses significados: “Estima pela dermatologia, pela sociedade, pelo meio ambiente e pela vida. A revista vem preencher a lacuna existente há muito tempo entre nosso público e a SBD, transformando os valores reais da instituição e valorizando a vida!”, complementa Luciana Rabello, que também é idealizadora do projeto da revista Sensatez – cuja linha editorial é similar à da Estima – na Regional Paraíba. Jornal da SBD z Ano XV n.2 z 15
Academia Nacional de Medicina tem ex-presidente da SBD como novo membro titular Omar Lupi passa a integrar os quadros da instituição que, há duas décadas, não recebia um dermatologista como membro
Eduardo Rabello - 1917
João Ramos-e-Silva - 1961
Sebastião Sampaio - 1980
Jarbas Porto - 1985
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pós 20 anos, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) ganha representação entre os notórios membros da Academia Brasileira de Medicina (ANM) e recupera sua participação em um influente órgão político e histórico. Eleito para ocupar a cadeira número 57 da ANM, entre as l00 existentes, o ex-presidente da SBD, da gestão 2009/2010, Omar Lupi, torna-se hoje um dos mais jovens acadêmicos da instituição eleitos nas últimas duas décadas. Desde 1992, a mais antiga sociedade científica da América Latina, criada em 1829, não admitia um dermatologista em seus quadros. Lupi, que é chefe do Serviço de Dermatologia da Policlínica Geral do Rio de Janeiro e professor adjunto de Dermatologia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), obteve 68% dos votos válidos do pleito, apresentando tese inédita sobre “Manifestações cutâneas na doença renal terminal”. A eleição ocorreu no dia 31 de março, e a posse será em 17 de maio. “Para nossa dermatologia, essa é uma excelente notícia, já que teremos um porta-voz da especialidade com grande capacidade de articulação política entre importantes acadêmicos que lá estão”, atesta a presidente da SBD, Bogdana Victória Kadunc.
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Rubem David Azulay - 1969
Sylvio Fraga - 1972
Antar Padilha - 1975
Antônio Carlos Pereira Júnior - 1991
Omar Lupi - 2011
O último dermatologista eleito na Academia foi Antônio Carlos Pereira Júnior, em 1991, ocupando, durante sete anos, a cadeira número 60. Ex-presidente da SBD, da gestão 1991/1992, Pereira Jr. foi coautor de livro sobre herpes, juntamente com Omar Lupi, além de professor adjunto de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e chefe do Serviço do Hospital Clementino Fraga Filho da mesma instituição. Naquela época, o corpo de dermatologistas na ANM era composto por outros quatro grandes profissionais da área, tendo todos eles também presidido a SBD: Antar Padilha Gonçalves (1975), Sebastião Sampaio (1980), Jarbas Porto (1985) e Rubem David Azulay (1969) – este último ainda é membro ativo. A contribuição da dermatologia brasileira para a ANM também é historicamente valiosa com Eduardo Rabello (1917), Sylvio Fraga (1972) e João Ramos-e-Silva (1961). Integram os quadros da instituição respeitados nomes da medicina brasileira, como Ivo Pitanguy, Raul Cutait, Rubens Belfort, Clementino Fraga Filho, Deolindo Couto, Helion Povoa, Paulo Niemeyer, José Gomes Temporão, entre outros. Organização altamente tradicional, assim como a Academia Brasileira de Letras (ABL), e vitrina da atividade médica científica brasileira, a ANM pro-
move o debate de temas relacionados à medicina, sendo importante órgão de consulta do governo brasileiro em questões de saúde pública e de educação médica. Conta com 100 membros titulares, sendo 40 na área clínica, 40 na área cirúrgica e 20 na área básica. Além disso, a Academia atua como foro privilegiado de consultoria para o Ministério da Saúde, Ministério da Educação, Conselho Federal de Medicina (CFM), Instituto Nacional de Câncer (Inca), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e também diversas universidades brasileiras e instituições de pesquisa e fomentadoras de políticas de saúde, como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e Organização Mundial da Saúde (OMS). “Tal atuação ocorre pelas múltiplas parcerias oficialmente firmadas dessas instituições com a ANM, e pelo fato de que muitos de seus membros ocupam posições diretivas na maioria dessas entidades. Acredito poder contribuir para aproximação institucional da ANM com a SBD, além de ajudar a garantir efetiva participação da dermatologia nas decisões estratégicas que envolvem as especialidades médicas em nosso país”, ressalta Lupi.
Situação epidemiológica da tuberculose cutânea e geral no Brasil Heitor de Sá Gonçalves Médico sanitarista, dermatologista e doutor em farmacologia; coordenador do Departamento de Doenças Infecciosas da SBD
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este início de década, a tuberculose no Brasil ainda se configura como endemia de alta magnitude e de importante transcendência epidemiológica, apresentando a incidência de 37,9 casos/100 mil habitantes, com 70.601 novos diagnósticos em 2010, e ocupando o 19o lugar mundial em número de ocorrências. A doença apresenta taxa de mortalidade de 2,5/100 mil habitantes, sendo a terceira causa de morte por doenças infecciosas e a primeira em pacientes com Aids, o que significa taxa de letalidade de 6,9% em pacientes portadores da infecção conjunta TB/HIV, e apenas 1,9% em pacientes HIV positivos. Na distribuição por região, encontram-se as seguintes incidências em número de casos novos por 100 mil habitantes: Sudeste, 41; Nordeste, 37; Sul, 32; Norte, 45 e Centro-Oeste, 22. Quanto ao tipo de tuberculose, registraram-se 83,2% de casos na forma pulmonar; 13,3% na forma extrapulmonar e 3,2% nas duas formas. A tuberculose cutânea responde por cerca de 3% do total de casos de tuberculose, estando 76% desses casos da forma cutânea na faixa etária produtiva dos 20 aos 60 anos, 47% em indivíduos do sexo masculino e 53% em mulheres. Esses dados, além da alta magnitude e da importante transcendência epidemiológicas, apontam para a necessidade imperiosa de políticas públicas de atenção ao doente para redução do índice de mortalidade; de prevenção da doença, principal-
Números absolutos e percentuais de casos no país
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Fide 2012
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stão abertas as incrições para o processo seletivo do Prêmio da Foundation for International Dermatological Education (Fide). Até 15 de julho, candidatos com menos de 40 anos de idade poderão inscrever-se no concurso que proporcionará a ida de dois dermatologistas ao 70o Meeting da Academia Americana de Dermatologia (AAD), em março, em San Diego (EUA), além de bolsas de 2.500 dólares e inscrição gratuita em algum dos cursos no congresso.
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mente nos grupos mais vulneráveis; e de promoção à saúde, através de ações, principalmente nas áreas de educação e habitação. Dentre as ações de atenção ao doente e prevenção da doença, competências dos órgãos públicos de governo, e que também devem contar com a participação de entidades não governamentais, como, por exemplo, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), destacam-se as seguintes: z diagnóstico e tratamento precoces, objetivando curar o doente e interromper a cadeia de transmissão da doença; z atenção terciária da assistência aos casos mais graves, visando à redução da mortalidade da doença; z implementação de vigilância e ações de assistência aos grupos mais vulneráveis, como, por exemplo, os portadores de infecção conjunta TB/HIV, crianças desnutridas, comunicantes de portadores da doença; z vacinação de todos os recém-nascidos com BCG, objetivando a prevenção das formas mais graves da doença; z campanhas educativas para a população em geral, orientando sobre os sintomas iniciais da doença e a necessidade da vacinação nos recém-nascidos; z capacitação dos profissionais de saúde envolvidos na assistência, como dermatologistas, pediatras, infectologistas, enfermeiros, médicos de família etc. Dessa forma, acreditamos que a participação ativa da SBD nas várias ações acima descritas configura-se em estratégia fundamental de aproximação da entidade com as políticas públicas voltadas para a população mais carente de nosso país. Fonte de pesquisa: SVS/Ministério da Saúde
10%
4,5% 46% 12,6%
Para participar, o dermatologista deverá, entre outros requisitos, ter concluído estágio, especialização ou residência em Serviços Credenciados da SBD há pelo menos três anos; estar inscrito ou ter sido aprovado no Exame de Título de Especialista em Dermatologia (TED); ter trabalho (como autor ou coautor) nas áreas de dermatologia tropical ou cirurgia dermatológica publicado ou aceito em revista científica entre 2007 e 2011 ou ter inscrito trabalho nas áreas de dermatologia tropical ou cirurgia dermatológica no Congresso Brasileiro de 2011 como autor principal.
Regina Casz Schechtman, representante da Fide no Brasil e da comissão para assuntos internacionais da AAD, bem como membro do corpo de diretores da Fide, e Julio Empinotti, presidente da comissão científica da SBD, serão os avaliadores dos artigos. Outras informações podem ser obtidas no regulamento do concurso, disponível no site da SBD (www.sbd.org.br).
Fronteiras do coonhecimento dermatológicco
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esta edição, convidamos o editor associado dos Anais Brasileiros de Dermatologia, Vitor dos Reis, e o tesoureiro da SBD, Carlos Barcaui, para comentar dois artigos publicados em fevereiro pelo Journal of Investigative Dermatology. O primeiro trata de penfigoide bolhoso em
Fatores de risco para penfigoide bolhoso nos idosos Um estudo prospectivo publicado no Journal of Investigative Dermatology v. 131, feito por vários autores (Bastuji-Garin et al., 2011) pertencentes a um grupo de estudo francês para doenças bolhosas, chegou à conclusão de que doenças neurológicas graves, distúrbios bi ou unipolares, confinamento no leito e uso crônico de neurolépticos ou espironolactona são fatores de risco independentes para o penfigoide bolhoso (PB). Além disso, sugeriu novos estudos sobre essa associação entre doenças neurológicas e PB. O estudo caso-controle desenvolvido de janeiro de 2003 a abril de 2007 envolveu 11 departamentos de dermatologia em 11 hospitais na França. Foram avaliados 201 casos cuja média de idade era 82,4 anos, sendo 130 (64,7%) mulheres e 71 homens; como controles foram acompanhados 345 casos pareados segundo a metodologia adotada. Com esses resultados, os autores não corroboraram as eventuais associações do PB com diabetes (Chiang et al., 1984) ou com psoríase (Grattan, 1985), mas concordaram com o achado de Cordel et al. em 2007, que encontrou em um terço dos 341 doentes com PB associação com três desordens neurológicas (demência, convulsões e doença de Parkinson). A associação do PB com doenças neurológicas, aliás, já aparecera em vários relatos
História W
idosos (Risk Factors for Bullous Pemphigoid in the Elderly: A Prospective Case-Control Study), e o segundo aborda o menor risco de metástase em pacientes do sexo feminino com melanoma (Gender Differences in Melanoma Survival: Female Patients Have a Decreased Risk of Metastasis).
(Massouyé et al., 1989; Kirtchig et al., 1985 e outros), assim como num estudo retrospectivo caso-controle (Foureur et al., 2001). Dessa forma, o PB parece estar associado a certas doenças neurológicas degenerativas que envolvem mecanismos autoimunes, como doença de Parkinson e de Alzheimer. De acordo com o fenômeno do epitope spreading, nesses doentes a produção de anticorpos contra a isoforma neuronal do antígeno PB1 poderia deflagrar a produção de anticorpos contra a forma epitelial do antígeno PB1 (Fairley et al., 2004). Essa duas isoformas apresentam igual sequência em sua porção terminal e é reconhecida pelos anticorpos dos doentes de PB (Laffitte et al., 2005). Esse estudo deve estimular futuras pesquisas sobre o PB. Vitor Manoel Silva dos Reis Médico dermatologista do Departamento de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Editor associado dos Anais Brasileiros de Dermatologia
Melanoma: a sobrevida é melhor em mulheres do que em homens Em 1967, Wallace Clark já havia observado que os melanomas tendem a ser mais agressivos em homens do que em mulheres. Uma vez ajustados quanto ao subtipo histológico, idade, índice de Breslow, localização, ulceração, invasão vascular, índice mitótico e positividade do linfonodo sentinela, o sexo é relevante fator prognóstico independente.
De maneira geral, mulheres com melanoma cutâneo em estádios iniciais apresentam sobrevida melhor do que a dos homens. Prever, entretanto, se essa melhor sobrevida no sexo feminino também ocorreria nas etapas avançadas, com doença metastática, ainda era, então, controverso. Recente estudo de coorte populacional realizado a partir de dados obtidos do Registro de Câncer sobre Melanoma Cutâneo de Munique – Alemanha avaliou 11.774 casos de melanoma, diagnosticados entre 1978 e 2007. O intuito foi analisar as diferenças entre os sexos feminino e masculino quanto à sobrevida e progressão da doença em todas as fases do melanoma cutâneo. Os resultados confirmaram que as células de melanoma em todos os estágios, nas mulheres, apresentam risco menor de se disseminar, alcançar a circulação e, principalmente, dar origem a metástases viscerais, o que justifica melhor sobrevida no sexo feminino. Apesar dos resultados contundentes, a causa real dessa diferença de resposta biológica ao tumor entre homens e mulheres ainda permanece desconhecida.
Destacaremos aqui alguns fatos marcantes da dermatologia do Brasil ocorridos na década de 1950.
1950 Pela Lei n. 1.270, de 9 de dezembro de 1950, sancionada pelo então presidente do Brasil Eurico Gaspar Dutra e pelo ministro José Francisco Bias Fortes, a SBD foi considerada de utilidade pública.
1953 Jarbas Porto publicou trabalho usando fita durex para diagnosticar a ptiríase versicolor (J. Invest Dermatol 1953; 21:231). No mesmo ano, Oswaldo Costa descreveu pioneiramente a doença acroceratoelastoidose (Dermatológica; 107:164-167).
20 z Jornal da SBD z Ano XV n.2
1954 Rubem David Azulay demonstrou que a vacinação oral com BCG protege ratos contra a lepra murina.
Carlos Barcaui Professor-associado do Instituto de Dermatologia Professor Rubem David Azulay (IDPRDA) da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro Tesoureiro da SBD da gestão 2011/2012
Você sabia?
1959 A anfotericina B é prescrita pela primeira vez para o tratamento da blastomicose sul-americana pelos professores Sampaio e Lacaz.
1957 João Ramos-eSilva descreveu a ceratodermia marginada palmar.
Ética em pauta
W
Silvia Carvalho *
Ouvido uvidoria
W Andréa Machado Coelho Ramos Ouvidora da SBD
Medicina x comércio
“A
medicina não pode, em nenhuma circunstância ou forma, ser exercida como comércio.” “É vedado ao médico exercer a profissão com interação ou dependência de farmácia, indústria farmacêutica, óptica ou qualquer organização destinada à fabricação, manipulação, promoção ou comercialização de produtos de prescrição médica, qualquer que seja sua natureza.” Esses artigos estão no Código de Ética Médica, instrumento que norteia e baliza o exercício profissional da medicina. Na prática hipocrática, não há que falar em comércio, visto que os valores com os quais o médico lida são a vida e a saúde do ser humano, que não podem ser absolutamente comercializáveis. A justa remuneração de serviços médicos prestados, indispensável ao cotidiano e sobrevivência do médico, não se caracteriza pela prática comercial, pois não visa ao lucro, objetivo único da comercialização de bens. Tem-se observado, entretanto, nos dias atuais, várias práticas comerciais estabelecidas, interligadas ao exercício da medicina, as quais devem ser coibidas, posto que antiéticas, entre elas, a disponibilização de produtos para venda pelos médicos aos pacientes. Nos consultórios dermatológicos destacam-se predominantemente cosméticos e cosmecêuticos, recomendados e prescritos pelos próprios profissionais. A prática parece disseminar-se com rapidez surpreendente, sendo as propostas aos médicos realizadas pelas empresas de maneira direta e sem subterfúgios. Observamos que, infelizmente, a real possibilidade de ganhos pecuniários com a realização dessa prática tem promovido progressiva adesão de colegas. Muitos alegam desconhecimento da proibição da prática. Outros ignoram deliberadamente os preceitos de nosso Código de Ética, resultando, assim, em cometimento de infrações éticas, passíveis de punições. A despeito das previsões punitivas que poderão ser aplicadas aos infratores das normas deontológicas, preocupa-nos, sobremaneira, o envolvimento do médico na esfera mercantilista de indústrias que, ao contrário da prática médica – cujo princípio maior é zelar pela saúde do ser humano –, não têm compromisso ético e moral com o paciente. Utilizando a frase de origem bíblica “dai a César o que é de César”, deixemos aos que têm como comércio sua prática profissional a tarefa de difundir e vender os seus produtos. A nós, médicos, cabe lutar por manter a sublime missão de cuidar e tratar dos enfermos, e praticar a bela e dignificante missão de SER MÉDICO.
Dois assuntos se destacaram dentre as mensagens de colegas recebidas nesse período: não especialistas praticando dermatologia e a notícia de que a revista Anais Brasileiros de Dermatologia será publicada na língua inglesa. A atuação de médicos não especialistas como especialistas não é assunto raro, e os colegas dermatologistas questionam como devem proceder e o que a SBD vem fazendo sobre o tema. Se, por um lado, médicos não especialistas não se podem anunciar como dermatologistas, por outro, nada os impede de praticar e executar procedimentos dermatológicos. Os que se autointitulam dermatologistas sem que tenham o Título de Especialista devem ser denunciados aos Conselhos Regionais de Medicina, e sugere-se que as denúncias sejam feitas pelas Regionais da SBD, pois dessa forma elas ficam mais representativas junto a nossa entidade de classe, que é o CFM. Ao Conselho Regional de Medicina cabe averiguar a prática irregular das especialidades e tomar as providências cabíveis em cada caso. Nos últimos anos, a SBD tem dispensado atenção especial a esse assunto. As constantes campanhas de valorização do dermatologista, o aprimoramento na formação e na atualização dos conhecimentos científicos e da boa prática de nossa especialidade, além da atuação política ao longo dos anos junto à AMB e ao CFM em fóruns nacionais e regionais, mostram a atuação permanente da SBD. Nesse sentido, nossa Sociedade recebeu da AMB o edital de convocação para as eleições de 2011, e a SBD estimula os associados a se candidatar aos cargos de delegados. É muito importante que nos façamos representar na AMB. A inscrição da candidatura deverá ser feita na Federada da AMB no período de 1o de junho a 1o de agosto, e podem candidatar-se associados efetivos da AMB há mais de um ano. O segundo tema mais frequente diz respeito ao que foi noticiado na última edição do Jornal da SBD: a partir de abril os Anais Brasileiros de Dermatologia só receberão originais em inglês, e a partir de 2012 pretende-se que o conteúdo integral da revista seja publicado em língua inglesa. Alguns se manifestaram com indignação, outros com surpresa, além de vários questionamentos se a mudança para a língua inglesa pode ser feita sem consulta aos associados ou se a informação e a atualização dos mais de seis mil associados brasileiros não deveria ser o mais importante; também se argumentou que nem todos dominam esse idioma. Outros se manifestaram com entusiasmo acreditando que essa seria a forma de aumentar o fator de impacto e a qualidade da revista, agregando leitores do mundo todo, uma vez que a SBD é a segunda maior sociedade dermatológica do mundo. Nossa revista, apesar de indexada, é muito pouco citada em publicações científicas; com essa modificação, nossos autores seriam mais conhecidos e mais respeitados. As correspondências sobre esse segundo tema foram enviadas aos ABD. Mantenho-me confiante na participação dos colegas nesta coluna, com comentários, sugestões, críticas e indagações sobre nossa especialidade e nossa Sociedade no endereço: ouvidoria@sbd.org.br. Recebam meu cordial abraço.
*Membro do Departamento de Defesa Profissional e Ética da SBD Jornal da SBD z Ano XV n.2 z 21
Representantes da SBD voltam ao MEC para verificar compromisso firmado há dois anos
E
m 2009 a SBD deu início às ações junto ao Ministério da Educação (MEC) para a revisão da atual política de ensino superior na área de saúde que garanta a formação de profissionais qualificados. Em reunião com o diretor de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação, Paulo Wollinger, e o deputado federal e ex-presidente da AMB, Eleuses Paiva, a entidade mostrou sua preocupação com a grande quantidade de cursos de pós-graduação lato sensu aprovados pelo MEC com carga horária inferior à oferecida pela residência médica em dermatologia (8.640 horas). Desde junho de 2007, quando o MEC publicou resolução determinando que qualquer curso de especialização deve perfazer o total de 360 horas – carga horária considerada insuficiente para a formação profissional na área médica –, o problema tem chamado a atenção da SBD. No último dia 13 de abril, a Sociedade voltou a Brasília para dar continuidade às discussões e verificar, com Wollinger, providências em relação ao compromisso firmado no primeiro encontro. Participaram a presidente da SBD, Bogdana Victória Kadunc, o coordenador de EMC-D, Emerson de Andrade Lima, e o secretário-geral da Associação Médica Brasileira (AMB), Aldemir Humberto Soares. Na ocasião, foram levantadas propostas para a alteração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, com o acréscimo de itens importantes nas profissões que exigem formação em serviço. “Nós, dermatologistas, sabemos que mudar uma lei não é fácil. Estaremos atentos para colaborar no que for preciso para o movimento político de sua reforma, mas, acima de tudo, cumprirmos nossa missão de
Bogdana Kadunc (presidente da SBD), Paulo Wollinger (diretor de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC), Aldemir Humberto Soares (secretário-geral da AMB) e Emerson de Andrade Lima (coordenador de EMC-D da SBD) buscam soluções conjuntas
alertar as autoridades sobre os problemas que podem ser gerados com a autorização do MEC para cursos na área médica com baixa carga horária”, assinala Bogdana Kadunc.
Cursos de especialização aprovados ou acreditados pelo MEC são suspensos
A boa notícia para a medicina brasileira é que o MEC publicou, em 16 de fevereiro, no Diário Oficial da União, resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE), suspendendo o cadastramento de cursos de especialização oferecidos por instituições não educacionais, como residências médicas de hospitais, associações profissionais e empresas. Segundo informações do jornal Estado de Minas,
o prazo de validade para certificação das 120 instituições que já haviam conquistado o aval dos conselheiros vai até o dia 31 de julho. O procedimento, a ser adotado a partir de agosto, dependerá de decisão do Conselho, que estuda nova regulamentação para credenciar os que não sustentam o título de entidade de ensino. Com a medida, ficarão autorizadas a oferecer novos cursos de especialização (pós-graduação lato sensu), apenas instituições de ensino superior que atendam aos critérios determinados pelo ministério. O Instituto de Pesquisa e Ensino Médico (Ipemed), por exemplo, teve todas as suas solicitações de acreditação de cursos bloqueadas na AMB, e a partir de agora nenhum evento da referida entidade será validada pela associação.
SBD participa de audiência na AMB para discutir programa CNA Finalidade do encontro foi esclarecer principais questionamentos de associados sobre a cobrança dos valores das inscrições em eventos cadastrados na comissão
O
coordenador de Educação Médica Continuada (EMC-D), Emerson de Andrade Lima, participou de audiência com o secretário-geral da AMB e representante na Comissão Nacional de Acreditação (CNA), Aldemir Humberto Soares, para debater o programa CNA. A reunião ocorreu no dia 25 de fevereiro, na sede da AMB, em São Paulo, onde foram discutidas questões abordadas durante o Fórum de Integração da SBD, realizado em fevereiro, no Rio de Janeiro, como o percentual de 3% cobrado pela CNA sobre o maior valor
das inscrições em eventos cadastrados na comissão. Segundo Emerson, tem sido discutida pelos membros do Conselho Científico da AMB e nas reuniões dos coordenadores da CNA a sua autossuficiência, e nos próximos meses serão divulgadas respostas à situação da cobrança dos 3%: se será mantida, aumentada, reduzida ou extinta. Em relação à revalidação do Título de Especialista – que já é realidade na Europa, no Canadá e nos Estados Unidos – a questão ainda está indefinida. “Caso
venha a ocorrer a validação, provavelmente será oferecido prazo de mais um ou dois anos. Muitas sociedades não conseguem realizar tantos eventos quanto a SBD e, consequentemente, seus especialistas não conseguem pontuar, seguindo a normatização prevista anteriormente”, completa. O coordenador de EMC-D lembrou o alerta feito por Aldemir para a não utilização pela SBD dos termos “curso de especialização” e “especializandos”, mas, sim, “curso de aperfeiçoamento” e “aperfeiçoandos”. Além disso, o representante da CNA também mencionou que é permitida aos especialistas em dermatologia a utilização das expressões “cosmiatria” e “cirurgia dermatológica” em carimbos e receituários médicos. Jornal da SBD z Ano XV n.2 z 23
Regionais Sergipe Bahia
Maranhão
Piauí
Minas Gerais
Santa Catarina Pará
Amazonas
Pernambuco São Paulo
Maurício Mendonça do Nascimento (tesoureiro), Ana Paula Meski (secretária), Mauro Enokihara (presidente), Aldo Toschi (diretor de comunicação), Fernando de Almeida (ombudsman) e Hamilton Stolf (vice-presidente)
São Paulo
Em assembleia realizada no final de março, em São Paulo, a SBD-RESP aprovou reforma de seu estatuto social, que estabelece mandato de dois anos para a diretoria da regional e passa a realizar eleições em anos ímpares. O objetivo é coincidir o processo de sucessão com o calendário eleitoral da SBD Nacional. Foi sancionada também a implantação do voto eletrônico, via internet, para as eleições da SBD-RESP. O presidente da SBD-RESP, Mauro Enokihara, destacou que a ação está inserida na estratégia de Somar e Avançar, proposta pela diretoria da regional em ação conjunta com a entidade nacional e demais regionais do país. “O ajuste do calendário eleitoral de São Paulo, em harmonia com o processo da nacional e dos outros estados, permitirá que os dirigentes iniciem seus mandatos no mesmo período, o que facilitará o planejamento comum de ações estratégicas e de longo prazo.”
Pará
No dia 26 de março, no Hotel Regente, em Belém, no Pará, a SBD-PA realizou simpósio sobre cabelos, ministrado pela médica dermatologista Aline Donati (SP).
24 z Jornal da SBD z Ano XV n.2
A duração dos mandatos na Regional São Paulo era de um ano, e a transição do atual regime anual para o bianual, bem como a coincidência de eleições gerais em anos ímpares, será feita por meio de duas eleições em 2011: uma para a diretoria da gestão de 2012 e outra para a gestão 2013/2014. A assembleia também aprovou modificações nos estatutos do Fundo de Apoio à Dermatologia de São Paulo Sebastião Sampaio (Funadersp), que alteram a formação do grupo gestor da entidade, a fim de permitir que o fundo inicie em breve o trabalho de fomento às atividades de apoio à pesquisa e ao ensino da dermatologia do estado. A gestão do Funadersp será formada pelos membros eleitos da diretoria da SBD-RESP, pelos dez últimos presidentes da Regional, e mais dez associados de notório saber indicados pelo Conselho Decisório.
Sergipe
A capital do menor estado brasileiro, Sergipe, é uma das cidades mais encantadoras do litoral nordestino. Sua essência reside na tranquilidade de sua paisagem e no talento de sua gente para o trabalho. É na charmosa Aracaju que será realizada a 30a edição da Jornada Norte e Nordeste de Dermatologia, de 7 a 9 de julho, no Hotel Parque dos Coqueiros Convention & Resort. O evento pretende reunir 300 participantes de todos os estados do Brasil. Bogdana Victória Kadunc (presidente da SBD), Sarita Martins (vice-presidente), Sérgio Palma (presidente da SBD-PE), Gerson Penna (secretário de Vigilância em Saúde – SVS/MS), Alberto Cardoso (ex-presidente da SBD) e Carmélia Reis (secretária do Departamento de Micologia da SBD) são alguns dos convidados pela comissão organizadora. “Para nós, sergipanos, é motivo de orgulho sediar tão importante evento, sobretudo pelo caráter de aperfeiçoamento profissional e pela possibilidade de reencontro com colegas do Brasil inteiro. Sintam-se todos convidados! Estaremos de braços abertos esperando vocês quando julho chegar”, convida Bruno Santana. Para informações e inscrições acesse o site: o www.sbd-se.org.br ou envie e-mail para jornadadermatologia@mauadeventos.com.br.
Renata Silva Barros, Andréa Miranda Ferreira, Francisca Regina Carneiro (tesoureira), Deborah Aben-Athar Under (presidente), Aline Donati (SP), Fernando Augusto Carneiro e Clivia Maria Carneiro (vice-presidente)
Regionais
W
Amazonas
De 24 a 26 de fevereiro a Regional Amazonas promoveu o já consagrado curso de dermatopatologia, preparatório para a Prova de Título de Especialista em Dermatologia. O evento, ministrado por Mario Miranda, da Universidade Federal do Pará, foi recorde de público e contou com a participação de colegas dermatologistas e residentes em dermato-
logia e patologia dos Serviços Credenciados. Já no dia 25 de março, houve a primeira reunião científica do ano, com a participação da convidada Sandra Durães, da Universidade Federal Fluminense (UFF), que deu aula sobre o uso racional dos corticosteroides, proporcionando momento de grande troca de experiência. O sócio efetivo da SBD-AM Leandro Ourives também participou do encontro apresentando sua dissertação de mestrado sobre estudo clínico randomizado para o tratamento da leishmaniose cutânea. A aula inaugurou o novo espaço da reunião dedicado à apresentação de trabalhos locais. “O sucesso de nossos eventos científicos se deve não só ao alto nível técnico dos palestrantes, mas também à grande participação dos sócios e residentes”, afirmou a presidente da SBD-AM, Valeska Francesconi.
Piauí
Na foto, alguns os três membros da nova diretoria da gestão 2011/2012, que tomou posse dia 27 de janeiro. Os demais componentes são: Lauro Rodolpho Lopes (vice-presidente) e Alecsandra Tajra (bibliotecária).
Ao centro está Ana Lúcia França da Costa (presidente), ladeada à esq. por Nayra Melo (tesoureira) e à dir. por Ana Carolina (secretária)
Primeira reunião clínica da SBD-PI, com a participação de Maria Leide Wan Del Rei Oliveira (UFRJ) que discutiu casos mais difíceis de hanseníase, com apoio do VigiSUS/Hospital Getúlio Vargas e da Theraskin Laboratórios
Bahia
A nova diretoria da SBD-BA, comandada pela médica Ivonise Follador, tem implementado mudanças estruturais e novas linhas de ação em sua regional, a começar pela nova marca: “Com as cores de nosso estado, a logomarca transmite a seriedade da Regional Bahia”, ressalta. A área científica teve destaque no mês de março com o curso de biossegurança, ministrado pelo engenheiro ambientalista José Peroba Filho. Seu tema foi: “Jeito de ser, estilo de vida e impacto ambiental”. Em abril, foi realizado o curso “Como eu trato”, com foco nas
Pernambuco
Os preparativos para a tradicional Jornada Pernambucana, que este ano completa 20 edições, estão bem encaminhados. O encontro será realizado em outubro, em Porto de Galinhas (PE), em aconchegante hotel que conta com moderno e espaçoso Centro de Convenções para a realização de todas as atividades. Com raízes multiculturais, a música, a dança, a arte e a culinária de Pernambuco encantam por sua originalidade e tradição, aliadas à receptividade de seu povo. “Espaço de belas praias, o litoral sul de Pernambuco tem Porto de Galinhas como uma das que mais se destacam no Brasil. É nesse cenário que a dermatologia pernambucana realizará seu encontro científico-social, que pretende reservar momentos de congraçamento entre colegas pernambucanos e de todo o país, nas atividades que o evento vai oferecer aos congressistas e seus familiares, aproveitando o feriado do dia 12 de outubro. O empenho da SBD-PE, das comissões organizadora e científica e dos parceiros patrocinadores resultará no sucesso esperado com a chegada de vocês”, declara Sérgio Palma, presidente da regional. Informações no site www. sbd-pe.org.br/pernambucana2011.
Fórum de Terapêutica
“Com imensa satisfação realizamos no dia 26 de março nosso Fórum de Terapêutica, dentro do programa de atividades científicas Derma Sábado. Levando em consideração seu caráter de atualização e de reciclagem, o evento foi pensado em formato dinâmico e abrangeu temas atuais da nossa prática clínica e cirúrgica. Contamos com a presença mais do que especial de 16 palestrantes, que abordaram com bastante propriedade os tópicos propostos. Aproveitamos a oportunidade para agradecer aos sócios e ouvintes em geral a presença maciça e, em especial, aos palestrantes que tornaram esse evento extremamente produtivo e agradável”, afirma André Rosa, coordenador do Fórum.
dermatoses do dia a dia, no Hotel Pestana Carmo. Ivonise Follador conta que depois das aulas os 108 participantes se reuniram em um almoço comemorativo e fizeram visita guiada pelo interior do antigo convento. O presidente da Regional Pernambuco, Sérgio Palma, foi um dos convidados especiais. Jornal da SBD z Ano XV n.2 z 25
W
Minas Gerais Foto: Alexandre Guzanshe
A primeira reunião científica da SBD-MG ocorreu no dia 12 de fevereiro. O evento teve caráter especial pela posse da nova diretoria, mas, especialmente, pela homenagem prestada à dermatologista Maria Ester Massara Café, falecida em janeiro de 2010. Conceituados palestrantes foram convidados para participar da reunião, como Sinésio Talhari, José Antônio Sanches Jr. e Gerson Penna, além de representantes da dermatologia pediátrica mineira. A diretoria informa que seus esforços se concentram agora na preparação da XIX Jornada Mineira, a ser realizada nos dias 13 e 14 de maio na charmosa cidade mineira de Tiradentes.
Roberto Rocha (coordenador de mídia eletrônica), Maria Luiza Pires de Freitas (primeira Secretária), Andrea Machado Coelho Ramos (segunda Secretária), Bernardo Gontijo (coordenador científico), Flávia Vasques Bittencourt (presidente) Ana Cláudia Brito Soares (tesoureira) e Glaysson Tavares (vice-presidente)
Maranhão
Em março foi realizada a reunião mensal da SBD-MA, com a participação do ex-presidente da SBD-RJ da gestão 2007/2008, Celso Sodré, que proferiu aula sobre alopecias. “Além da excelente conferência ministrada, foram selecionados pacientes para avaliação, alguns com
Departamentos
a dermatoscopia digital, e também debatidas as diversas terapêuticas existentes”, salienta o presidente da regional, Eduardo Henrique Jorge Lago. O evento ocorreu no auditório do CRM-MA e teve ampla participação da dermatologia maranhense.
W
26 z JJornal ornall d da aS SBD BD z A Ano no XV XV n.2 n.2 2
O médico dermatologista Vicente Pacheco Oliveira, ex-presidente da SBD-SC da gestão 2003/2004 e atual coordenador da Comissão de Defesa e Ética Profissional da entidade nacional, acaba de assumir o posto de vice-presidente na nova diretoria do Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina (Cremesc). A posse ocorreu no início de abril, para a gestão de 1o de abril de 2011 até 30 de junho de 2012. “Esse é um exemplo para todos os associados da SBD-SC do ato de exercer a representatividade de nossa especialidade como caminho para mantê-la forte e respeitada”, comenta a presidente da SBD-SC, Sílvia Schmidt.
Alergia e Dermatoses Ocupacionais e Geriatria
Cadastro Os departamentos de Micologia, coordenado por Maria Fernanda Gavazzoni, e de Dermatologia Pediátrica, sob o comando de Silmara Cestari, têm entrado em contato com Serviços Credenciados da SBD para localizar e cadastrar os dermatologistas responsáveis pelos referidos setores dos serviços. Os médicos que não foram contatados e que desejarem contribuir de forma direta com o Departamento de Micologia podem mandar e-mail para mgavazzoni@gmail.com (Maria Fernanda) e com o Departamento de Dermatologia Pediátrica para cestari@osite.com.br (Silmara). “A intenção é que possamos divulgar os principais trabalhos que estão sendo realizados nos serviços, cadastrar profissionais especialistas em
Santa Catarina
temas específicos para responder a perguntas da mídia e de colegas, divulgar publicações brasileiras no site da SBD, selecionar candidatos para palestras em eventos da Sociedade e outras informações relevantes, para valorizar e unificar a especialidade de micologia dermatológica”, frisa Maria Fernanda Gavazzoni.
Unhas
O Departamento de Unhas da SBD avisa que será realizado nos dias 7 e 8 de outubro o Simpósio de Cabelos e Unhas, no The Royal Palm Plaza, em Campinas. O encontro terá o apoio da SBD-RESP.
Os cursos de aperfeiçoamento dos departamentos de Alergia e Dermatoses Ocupacionais, coordenado por Alice Alchorne, e de Geriatria, sob o comando de Maurício Alchorne, vão ocorrer nos dias 8 e 9 de julho, respectivamente, na Regional de Mato Grosso, em Cuiabá. A programação do curso de alergia contemplará dermatite atópica (tratamento de casos refratários), dermatite de contato (etiopatogenia e clínica), exantemas e discromias por drogas, entre outros assuntos. Alterações fisiológicas da pele no envelhecimento, prurido e dermatoses bolhosas no idoso e farmacodermias são alguns dos temas que serão abordados no curso de dermatologia geriátrica. Os eventos terão a presença de palestrantes convidados.
Serviços Credenciados
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Dona Libânia Além de ratificar as ações de assistência em todas as áreas da dermatologia, o Centro de Dermatologia Dona Libânia (CDERM) acaba de implementar projetos visando à atenção integral ao portador de psoríase, com oferta de tratamentos tópicos e sistêmicos, com fototerapia e excimer laser, bem como com os três biológicos utilizados para o tratamento da doença. “Na área de ensino, além das atividades na graduação e no treinamento do Programa de Saúde da Família (PSF), tivemos a ampliação do número de vagas para residência, que passam a ser seis por ano. No campo da pesquisa, além de projetos menores, vamos colocar em prática duas grandes ações: um estudo multicêntrico internacional para tratamento único da hanseníase e outro
FMUSP
O Departamento de Dermatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP) sob coordenação de Cyro Festa Neto informa que será realizada nos dias 27 e 28 de maio a VIII Jornada Dermatológica Prof. Sebastião Sampaio, no Centro de Convenções Rebouças.
ADS-SES/RS
A médica dermatologista Cecília Cassal deixa a coordenação do Programa de Residência Médica em Dermatologia do Ambulatório de Dermatologia Sanitária da Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul (ADS-SES/RS), mas continuará como preceptora dos ambulatórios de dermatologia geral de psicodermatoses e da residência multiprofissional. Em seu lugar, assumiu a dermatologista e hansenologista Letícia Eidt.
Instituto Lauro de Souza Lima
Hanseníase neural foi o tema central da reunião do Instituto Lauro de Souza Lima e do VIII Distrito Dermatológico Bauru-Botucatu. Promovido em 6 de maio no anfiteatro do instituto, o evento discutiu, entre outros assuntos, o papel da eletroneuromiografia no diagnóstico e o diagnóstico anatomopatológico.
UNITAU
Após o sucesso da 139a Jornada Dermatológica Paulista, realizada pela primeira vez em Taubaté, em 13 e 14 de maio, as atividades científicas de 2011 continuam intensas. No dia 18 de junho, no Hospital Universitário de Taubaté, José Roberto Pegas e Sérgio Barbosa, ambos médicos do Hospital Padre Bento de Guarulhos, darão aula sobre “Prurido”, o mais importante sintoma na pele. No final de abril, ocorreu o ciclo de palestras “O que o dermatologista precisa saber e fazer”. O even-
Unifesp
de registro de eficácia e efeitos adversos do uso de biológicos para psoríase”, revela o coordenador Heitor Gonçalves.
Em 20 de junho serão realizadas eleições para os cargos de chefe e vice-chefe do Departamento de Dermatologia da Escola Paulista de Medicina (Unifesp). O dermatologista Osmar Rotta ficou à frente do Serviço por dois mandatos, de três anos cada, tempo máximo, segundo o regimento da universidade, ficando impedido de se reeleger. “Trata-se de um regime bastante democrático, pois os eleitores serão os representantes de todas as categorias (alunos, residentes, funcionários, médicos e docentes). No entanto, os cargos terão de ser ocupados exclusivamente pelos docentes”, informa Osmar Rotta.
Policlínica Geral do Rio de Janeiro (PGRJ)
Organizada por Andréia Mateus Moreira, a XIII Jornada de Dermatologia Cosmiátrica da Policlínica do Rio de Janeiro foi um sucesso. Como cuidar da pele com segurança na gravidez, peeling de cimel, rejuvenescimento de colo e pescoço, fotorrejuvenescimento das mãos, foram alguns dos temas abordados de maneira ética e consistente.
UFSC
Florianópolis sediou nos dias 18 e 19 de março a 37a Jornada Catarinense de Dermatologia e a 8a Jornada de Dermatologia do Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (HU-UFSC). Os encontros foram organizados pela coordenadora de eventos da SBD-SC, Tatiana Basso Biasi, e pelo chefe do Serviço de Dermatologia HU-UFSC, Daniel Holthausen Nunes. O Serviço recebeu convidados ilustres, como o professor livre-docente da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista
to, voltado para doenças comuns presentes no dia a dia do dermatologista, é resultado da parceria de três anos entre o Hospital Vivalle, em São José dos Campos (SP), por intermédio de seu Instituto de Ensino e Pesquisa (IEP) e o Centro de Estudos Dermatológicos Dr. Abrahão Rotberg, do Serviço de Dermatologia da Universidade de Taubaté (Unitau). “Com formato inédito, o professor convidado ministra palestra sobre um tema recorrente no consultório, e em seguida são discutidos casos trazidos pelo palestrante, pelo Serviço de Dermatologia da Unitau e também pelos colegas que assistem às palestras”, explica o chefe do Serviço, Samuel Mandelbaum. O primeiro convidado foi o professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Elemir Ma-
(Unesp-Botucatu) Silvio Marques, o professor adjunto de dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Joel Schwartz, e o médico pesquisador da Santa Casa de Curitiba – PUC-PR Caio Silva de Castro. A programação abrangeu aulas práticas e discussões clínicas pertinentes aos diagnósticos dos pacientes do HU-UFSC.
cedo de Souza, que abordou as hipocromias. “Com sua vasta experiência, o Prof. Elemir mostrou as sutis diferenças clínicas, discorreu sobre os achados histopatológicos e discutiu as possibilidades terapêuticas de cada moléstia. Em seguida, a plateia discutiu os ótimos casos clínicos apresentados”, completa Mandelbaum. No final do curso, os participantes confraternizaram degustando deliciosa pizza. O próximo médico a participar do ciclo de palestras será Benedito Espírito Santo Campos, da Unitau, no dia 26 de maio. Seu tema será: “Abordagem laboratorial das colagenoses”. As palestras ocorrem sempre na última quinta-feira do mês, às 20h, no auditório do Hospital Vivalle. A participação é gratuita. Jornal da SBD z Ano XV n.2 z 27
Serviços Credenciados
W
Hospital Padre Bento de Guarulhos
Em 2011 o Serviço Dermatológico do Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos completa 20 anos de atividade, comemorados em abril com a realização dos 3o e 4o CEMC-D e da 138a Jornada Dermatológica Paulista naquela instituição. Nessas duas décadas, o Padre Bento tornou-se referência em dermatologia e presta serviço de qualidade à comunidade, recebendo pacientes encaminhados pelos postos de saúde da região, com sistema de hora marcada e sem filas. O moderno ambulatório de Dermatologia do Padre Bento atende a mais de 3 mil consultas mensais e realiza cerca de 400 cirurgias e procedimentos cosmiátricos em suas nove salas de atendimento e duas de cirurgia. O Serviço também possui laboratórios de anatomia patológica e micologia, sala de fototerapia, podiatria e curativos, além de 18 leitos para internação, sendo um em UTI e ambulatórios de subespecialidades. O corpo técnico inclui mais de 40 médicos, entre dermatologistas, cirurgiões plásticos, patologista, além de podóloga, enfermeiros especializados e especialistas voluntários.
UFPE
O Serviço de Dermatologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) continua crescendo e valorizando a formação do médico residente, como também prestando melhor assistência médica à população. O chefe do Serviço, Josemir Belo, informa que foram criados novos ambulatórios especializados. A clínica é hoje assim constituída: Alergia Dermatológica e Dermatoses Ocupacionais (Mariana Mota), Buloses (Marta Araújo), Cirurgia Dermatológica (Fernando Roland), DST em homens (Élcio Lima), DST em mulheres (Terezinha Tenório), Hanseníase (Perla Gomes), Dermatoses Inestéticas (Fátima Brito), Oncologia Cutânea (Cláudia Ferraz), Psoríase (Luiz Gonzaga de Castro), Lesões Pigmentares e Terapia Fotodinâmica (Ana Roberta), além do Ambulatório de Dermatologia Geral, do SPA de Dermatologia e do Laboratório de Dermatopatologia (Daniela Takano). “Aproveito para parabenizar as residentes Carla Teixeira, Rita de Cássia e Renata Cauás, aprovadas no Título de Especialista de 2011”, realça Josemir Belo.
Hospital Universitário Julio Muller
A SBD-MT e o Hospital Universitário Julio Muller, em Cuiabá (MT), realizaram o Dermamulher no dia 14 de maio, com o objetivo de democratizar o acesso aos cuidados e à saúde da pele do público feminino, facilitando seu tratamento e incentivando a autoestima. Na data, foram oferecidos os serviços de peeling cristal e superficial, cauterização, criocirurgia e limpeza de pele a 50 mulheres que haviam passado por triagem médica realizada pela dermatologista Fernanda Aguirre no laboratório de cosmiatria. Foram escolhidas as participantes que não tinham condição de arcar com os tratamentos, que apresentaram patologias cosmiátricas e que desejaram iniciar um tratamento dermatológico para sua condição. A ação teve a colaboração de alguns laboratórios.
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UnB
Criado em 2010, o Centro de Referência em Dermatologia da Pele Negra do Serviço de Dermatologia do Hospital Universitário de Brasília (HUB) tem o objetivo de pesquisar, desenvolver novas tecnologias terapêuticas e cosméticas e preparar profissionais com habilidades para lidar com fototipos mais elevados. A chefe do Serviço, Raimunda Nonata Ribeiro Sampaio, explica que “o projeto será executado a longo prazo, e o primeiro passo será propiciar a criação de um centro público de atendimento com condições adequadas e dotado de equipamentos inacessíveis pela parcela mais carente da população. Em um segundo momento, serão analisadas as principais patologias que afetam a população, levantadas por inquéritos epidemiológicos que incluirão comunidades quilombolas”. De acordo com Raimunda Nonata, o Serviço de Dermatologia HUB já conta com estrutura de apoio especializada, com destaque para o ambulatório de tumores cutâneos chefiado por Ana Maria Pinhei-
ro, o tratamento de queloide realizado por Carmélia Reis, o ambulatório de dermatologia na infância coordenado por Izelda Costa, entre outros. “A intenção também é incentivar a formação de mestres e doutores com estudos na pele negra”, ressalta. A fundação do centro foi proposta por servidores do Ministério da Ciência e Tecnologia, e o desafio prontamente aceito pela chefia do Serviço em conjunto com a direção do HUB e a Reitoria da Universidade de Brasília (UnB).
FBDC e UFBA
No dia 30 de março ocorreu sessão inaugural integrada dos dois únicos serviços credenciados da Bahia, o Serviço de Dermatologia do Complexo Hupes da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e o Serviço de Dermatologia da Fundação Bahiana para o Desenvolvimento das Ciências (FBDC). Participaram do encontro os chefes dos Serviços, além de residentes e preceptores.
Em pé: Enio Barreto (centro), da FBDC, Vitória Almeida (dir.), da UFBA, e a presidente da SBD-BA, Ivonise Follador (esq.)