Editorial Sociedade Brasileira de Dermatologia Afiliada à Associação Médica Brasileira
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Diretoria 2009-2010 Presidente - Omar Lupi - RJ Vice-presidente - Bogdana Victória Kadunc - SP Secretária-geral - Maria de Lourdes Viegas - RJ Tesoureira - Maria Fernanda Gavazzoni - RJ 1a secretária - Célia Luiza P. Vitello Kalil - RS 2o secretário - Emerson de Andrade Lima - PE
Jornal da SBD Esta é uma publicação da Sociedade Brasileira de Dermatologia, dirigida a seus associados e órgãos de imprensa. Publicação bimestral - Ano XIV - n. 4 - julho-agosto - 2010 Coordenador médico - Paulo R. Cunha Conselho editorial - Omar Lupi, Bogdana Victória Kadunc, Maria Fernanda Gavazzoni, Célia Kalil e Emerson de Andrade Lima Jornalista responsável - Erika Drumond - Reg. MT nº 31.383 Redação - Erika Drumond e Victor Gimenes Editoração eletrônica - Nazareno N. de Souza Estagiário de editoração eletrônica - Maurício Pacheco Versão Online - Samuel Peixoto Contato publicitário - Priscila Rudge Simões A equipe editorial do Jornal da SBD e a Sociedade Brasileira de Dermatologia não garantem nem endossam os produtos ou serviços anunciados, sendo as propagandas de responsabilidade única e exclusiva dos anunciantes. As matérias e textos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores. Correspondência para a redação do Jornal da SBD Av. Rio Branco, 39/17o andar - Centro - Rio de Janeiro – RJ CEP: 20090-003 E-mail: imprensa@sbd.org.br Assinatura anual: R$ 120,00 Número avulso: R$ 20,00 Tiragem: 7.000 exemplares Impressão: Sol Gráfica
Sumário
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Paulo R. Cunha - Coordenador médico do Jornal da SBD
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ossa matéria de capa merecidamente se refere ao livro Rotinas de diagnóstico e tratamento da SBD. É com grande satisfação que anunciamos o lançamento dessa obra de inquestionável valor científico que será importante instrumento para o aprimoramento profissional dos nossos especialistas. Nos 98 anos de nossa entidade, a publicação vem coroar os inúmeros projetos relevantes concretizados pela atual diretoria, presidida por Omar Lupi. Escrita por cerca de 100 autores brasileiros, a obra contempla, de forma atua- Prof. Dr. Paulo R. Cunha lizada, as três principais vertentes da dermatologia: a clínica, a cirúrgica e a cosmiátrica. Como um dos editores, ao lado de Omar Lupi e Josemir Belo, estou certo de que Rotinas ocupará a mesa dos consultórios dos dermatologistas, dos Serviços de Dermatologia Credenciados da SBD, assim como bancadas de várias bibliotecas médicas na busca de orientações e auxílio na prática cotidiana. Chamo atenção para os preparativos do 1st Summer Meeting of Dermatology – Brazil 2010, que dará mais visibilidade aos estudos, aos conhecimentos e às pesquisas desenvolvidas no país, ampliando e fortalecendo nossas relações com as sociedades estrangeiras e preenchendo os anseios de aprendizado de todos os participantes. Nessa matéria, três dos convidados internacionais, sendo dois dos Estados Unidos e um da Europa, compartilham suas expectativas de participar desse evento e de desfrutar a belíssima Salvador. Na coluna De Olho no Mundo, nosso jornal entrevista o Professor Uladzimir P. Adaskevich, da Bielorrússia, profissional com destaque mundial, palestrante do Summer Meeting com o tema “Clinical Forms of Erythroderma”. Esse professor apresentará sua experiência no assunto com casuística que ultrapassa duas centenas de doentes. Leia também a respeito da tradução e da revisão científica da segunda edição do livro Dermatologia (editado por Jean Bolognia e colaboradores), coordenada pela competente Célia Kalil. Mais de 50 profissionais estiveram envolvidos na verificação da tradução desse guia atual e de importante implicação médica. As 23 regionais da SBD receberão um exemplar da obra que dispensa comentários. Parabéns a Célia Kalil pelo magnífico trabalho. Conselhos de medicina de todo o país e associados da SBD manifestam seu contentamento pela certificação da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele como a maior do mundo pelo Guinness World Book. Parabenizamos os idealizadores do evento e todos que cooperaram para essa vitória. Aproveito para lhes desejar um proveitoso Congresso Brasileiro de Dermatologia. No próximo número faremos uma reportagem sobre esse encontro, que certamente será nosso maior de todos os tempos. Boa leitura e até a próxima edição!
Palavra do Presidente Notas Ombudsman De Olho no Mundo 1st Summer Meeting of Dermatology Regionais ganham livros e impressoras Projeto Residentes Ética em Pauta DermAção Novo público Fator de impacto dos ABD Cosmiatria com ética Ações da SBD no mês da psoríase SBD 100 anos Dermatoses Ocupacionais Grandes Mulheres da Humanidade Departamentos Regionais Serviços credenciados
Matéria de capa Perto de completar 100 anos, SBD lança seu primeiro livro oficial sobre conduta e tratamentos rotineiros das principais doenças dermatológicas
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Palavra do Presidente
Caro dermatologista, D
izem que os seres humanos têm um coração, dois pulmões e dois rins. E quanto ao cérebro? Bem, nós somos o nosso cérebro! Da mesma forma, durante todas a nossa vida nós escrevemos cartas, discursos e artigos, mas nada se compara a escrever um livro.Vejo meus filhos, ainda pequenos, começando a ler os seus primeiros e percebo que, com o formato que tenham, impressos ou e-books, os livros têm o poder de nos libertar e nos redimir. Com eles, aprendemos com o passado e ajudamos a forjar o futuro. Se um livro nos deu nosso salvador e redimiu a humanidade, outro ajudou a gerar a nossa maior vergonha: Mein Kampf (Minha luta), de Adolf Hitler; um livro nos libertou de nossa origem humilde, colocando o homem como centro pensante do universo: Principia (Princípios matemáticos da filosofia natural), de Sir Isaac Newton, só para depois de 200 anos outro nos relembrar quão humilde foi a situação de que viemos: On the origin of species (A origem das espécies), de Charles Darwin. Um inspirou muitas das mudanças de uma geração: Das kapital (O capital), de Karl Marx, para depois outro explicar que, afinal, a inspiração tinha explicação diversa: Guns, germs, and steel (Armas, germes e aço), de Jared Diamond. Lançamos agora o livro Rotinas de diagnóstico e tratamento da Sociedade Brasileira de Dermatologia que, dentro do universo da dermatologia brasileira e sem a pretensão de nos compararmos com essas obras atemporais, tem impacto também significativo para nossa especialidade. Em março de 2009, a obtenção da indexação do nosso periódico Anais Brasileiros de Dermatologia (ABD) e o
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lançamento da nova revista da SBD, Surgical & Cosmetic Dermatology (SCD), representaram duas conquistas capitais. Na época, escrevi em editorial que acredito ser o momento que agora atravessamos na SBD um daqueles momentos mirabilis que se vivem apenas algumas poucas vezes por geração no qual um círculo virtuoso se estrutura e uma retroalimentação positiva pode gerar resultados inimagináveis. Creio que daqui a muitos anos esse momento científico singular que atravessamos poderá ser relembrado como um período especial de convergência. A publicação do livrotexto Rotinas de diagnóstico e tratamento da SBD vem complementar, de forma muito efetiva, o recente trabalho editorial efetuado com nossos dois periódicos científicos. O planejamento editorial traçado desde o início desta gestão tem procurado sedimentar aquilo que já podemos, sem falsa modéstia, nomear Escola Brasileira de Dermatologia como uma realidade mundial. Se a Escola Francesa é rigorosa no reconhecimento da morfologia das lesões e nos legou um sem-número de preciosas descrições clínicas e se a Escola Americana se notabilizou pela aplicação efetiva das ciências básicas na dermatologia nas últimas décadas, a nossa também tem características únicas e enorme potencial de contribuição para a dermatologia moderna. O dermatologista brasileiro é habilidoso em transitar nos extremos do espectro, sendo produtivo na dermatologia tropical e na cosmiatria, e criativo na cirurgia dermatológica e na abordagem terapêutica arrojada. Faltavam apenas os veículos apropriados para que toda essa capacidade de realização fosse plenamente reconhecida em nível nacional e em todo o mundo – com a atestação internacional dos ABD e o lançamento da SCD e, hoje, do novo livro-texto, estamos prestando enorme serviço ao futuro da dermatologia brasileira. Acredito que acabamos de materializar uma grande obra científica, contando com o melhor dessa nossa escola dermatológica, que contribuiu para esse livro que agora chega a suas mãos. Enfim, temos trabalhado muito para obter aquilo que sonhamos um dia tornar realidade: um período de desenvolvimento sustentado para a dermatologia do país.
Omar Lupi Presidente da SBD
Notas
Dermatologistas da SBD participam de evento na Itália Nos dias 17 e 19 de junho, ocorreu em Matera (Basilicata), cidade localizada no sul da Itália, o 4o Encontro Isplad-Adoi. O Congresso reúne as associações italianas de dermatologia plástica e de dermatologia hospitalar – duas das grandes sociedades médicas do país – e teve como temática "A Dermatologia na Infância, no Adulto e no Ancião". Representando o Brasil, participaram Osvaldo De Pretto (BA), que falou sobre preenchimento com PMMA em pacientes HIV positivos e terapia de queloides, e Aldo Toschi (SP) ministrando aula sobre cirurgia dermatológica hospitalar em pacientes idosos.
SBD nas redes sociais Depois de reunir mais de 300 seguidores em seu Twitter oficial, o Departamento Comunicação da SBD acaba de criar um canal em outra poderosa ferramenta de comunicação online, o YouTube. No novo espaço, o internauta terá acesso a vídeos institucionais, campanhas educativas e episódios do quadro televisivo "Questão de Pele". Os endereços são: www.twitter.com/sbdermatologia e www.youtube.com/user/SBDONLINE.
Segundo Teraderm Online A partir de setembro, a versão digital do maior evento de terapia dermatológica do Brasil estará disponível para os associados que adquiriram o pacote com as aulas. Os dermatologistas que compareceram ao Segundo Teraderm, em São Paulo, tiveram acesso livre ao conteúdo autorizado por 20 dias. A SBD repetiu a iniciativa bem-sucedida realizada no ano passado por entender que essa é uma forma econômica e eficaz de Educação Médica Continuada.
Ministro da Saúde é eleito imortal
Segundo Congresso Mundial de Genodermatologia Ocorrerá de 17 a 20 de novembro em Maastricht, Holanda, a segunda edição do Congresso Mundial de Genodermatologia, no qual especialistas de várias partes do mundo (Estados Unidos, Holanda, Israel, Alemanha, França, China e Suécia) mostrarão os avanços na genética dermatológica. O primeiro congresso ocorreu há três anos na mesma cidade. Outras informações podem ser obtidas no site http://www.genodermatology2010.org/.
O Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, tomou posse, no dia 22 de junho, como membro titular da Academia Nacional de Medicina (ANM), na cadeira 56, tornando-se o mais novo imortal da instituição. Temporão vai suceder o ex-secretário de Saúde, Hildebrando Marinho, falecido em 2007.
Nota de falecimento Faleceu no dia 8 de julho em São Paulo Marli de Jesus Ferreira Calux. Formada em 1976 pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), ali fez também seu doutorado em dermatologia em 1989. Trabalhava como médica do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) de São Paulo. Jornal da SBD
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65o Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia - Riocentro - Rio de Janeiro Fórum de Formulações Magistrais Reunião mensal anatomoclínica 31st Annual Meeting of the International Society for Dermatologic Surgery (ISDS) Bucharest/Romania Reunião mensal - Casos clínicos e palestra (Fuam) Reunião científica - cabelos e unhas Reunião mensal clínica - SDSCMV Dermassábado - Doenças infecciosas e parasitárias com a participação dos Serviços Credenciados Reunião mensal Reunião mensal
Gilvan Alves Prezados Colegas, SBD Nac. SBD-PE SBD MS
SBD-AM SBD-PB SBD-ES SBD-PE
SBD-RJ SBD-MA
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Minijornada 8a EMC-D/136a Jornada Dermatológica Paulista - Santa Casa - Fecomércio 19th EADV Congress - Gothenburg-Sweden ASDP 47th Annual Meeting - Atlanta Hilton Atlanta-GA - EUA Laser & Aesthetic Skin Therapy: What's the Truth? - Massachusetts General Hospital/ Harvard Medical School Boston-Massachusetts - EUA Jornada Pernambucana de Dermatologia Jornada Dermatológica Jantar de confraternização pelo Dia do Médico Reunião científica da UFPA Reunião mensal anatomoclínica Hospital Universitário Annual Meeting of the American Society for Dermatologic Surgery (ASDS) Chicago - EUA Jornada de Terapêutica Dermatológica Fecomércio 53a Jornada Paranaense de Dermatologia Reunião clínica mensal - SDHUCAM Reunião mensal Reunião mensal XXIX Jornada Norte-Nordeste de Dermatologia II Simpósio de Oncologia Cutânea (FCECON) Campanha Nacional de Psoríase Reunião científica - Acidentes com animais marinhos - Como manejar?
Ombudsman
SBD-MG SBD-SP
SBD-PE SBD-MS SBD-AM SBD-PA SBD-MS
SBD-SP SBD-PR SBD-ES SBD-MA SBD-RJ SBD-AL SBD-AM SBD Nac. SBD-PB
É com muita satisfação que tenho observado a interação entre o ombusdman e os associados funcionar em fluxo constante. É compensador verificar que tem aumentado gradualmente o número de sócios que enviam opiniões e questionamentos. Esta coluna agradece a participação de vocês. O assunto “Medicina Estética” continua a dominar a pauta, fomentando dúvidas e o interesse dos sócios. Colegas têm continuamente nos consultado sobre a posição da SBD no tocante à participação dos sócios em eventos organizados por sociedades não reconhecidas pela Associação Médica Brasileira (AMB). A SBD é contra, e a orientação é para que os associados evitem participar desses eventos. Esse é assunto a ser tratado pelo Departamento Jurídico, mas aqui nos permitimos colocar sugestões e suscitar a polêmica que a questão levanta, sobretudo neste momento, que antecede as reuniões de departamentos e do Conselho. O Conselho Federal de Medicina (CFM) não proíbe ou desestimula a participação de sócios de quaisquer especialidades em eventos de sociedades não reconhecidas pela AMB. No Capítulo 1, parágrafo 17, do Código de Ética Médica, o CFM estipula que “as relações com os demais profissionais devem basear-se no respeito mútuo, na liberdade e na independência de cada um, buscando sempre o interesse e o bem-estar do paciente”. Isso significa que devemos disseminar o conhecimento em prol daqueles que tratamos. É política da SBD defender o espaço de atuação do dermatologista. Em suas ações sempre esteve incluída a desaprovação de sociedades não reconhecidas pela AMB. Devemos então lançar um olhar crítico para a situação de nossa Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). Não há dúvidas de que a SBCD foi um marco na dermatologia brasileira. Sua criação proporcionou imenso avanço nas técnicas cirúrgicas e em nosso domínio dos procedimentos estéticos. O trabalho de pioneiros como o prof. Sampaio, Bogdana, Ival, Machado, Izelda, Luiz Henrique, Eugênio, entre tantos outros grandes nomes, consolidaram nossa especialidade como clínico-cirúrgica. Não seria a hora de legalizarmos essa instituição? Precisamos discutir uma forma de unir a SBD à SBCD para, juntos, atuarmos nos conselhos representativos da classe médica.Tenhamos em mente que o fortalecimento e o crescimento dessas especialidades siamesas interessam a todos nós. Esse é assunto delicado; mas torço para que ele provoque muitas reações e participações. Dessa forma enriquecemos o debate, e a solução, quando vier, será mais democrática e madura. Ainda aproveitando a proximidade das reuniões já citadas, não seria um bom momento para também pensarmos em algum mecanismo que diferenciasse os residentes de serviços credenciados dos demais postulantes quando da prova de Título? Sabemos que existem normas específicas sobre esse assunto na AMB, mas é nossa função discuti-las e questioná-las. Igualar todos os concorrentes na ocasião da prova não funcionaria como um estímulo aos cursos preparatórios? Qual seria a vantagem de publicar trabalhos nos Anais e de cumprir carga horária numa residência? Polemizar é uma das funções do ombudsman! Até a próxima. Grande abraço Jornal da SBD
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A dermatologia na
Bieolorrússia
DE OLHO NO MUNDO
População: 10 milhões de habitantes Moeda: Rublo bielorrusso Idioma: Bielorrusso e russo Dermatologistas: 570
C
om capital em Minsk, a Bielorrússia integra a Comunidade dos Estados Independentes (CEI), bloco formado pelas nações que compunham a antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Localizado no continente europeu, o país faz fronteiras com Rússia, Polônia, Lituânia, Ucrânia e Latívia, tendo um terço de seu território coberto por florestas. Na fronteira com a Polônia, está a Reserva Natural Belovezhskaya Pushcha, a maior floresta nativa da Europa.A agricultura é dos setores mais desenvolvidos de sua economia, com destaque na produção de cereais, batata e beterraba. Nesta edição, o Jornal da SBD entrevistou Uladzimir P. Adaskevich, dermatologista bielorrusso de grande expoência e um dos convidados estrangeiros do Summer Meeting of Dermatology Brazil 2010. Ele nos contou que na Bielorrússia atuam apenas 570 profissionais da especialidade, o correspondente a seis dermatologistas para cada 100 mil pessoas. É autor de 360 publicações, incluindo 12 monografias, três livros didáticos para alunos e estagiários e um manual para dermatovenereologistas. Jornal da SBD: Conte-nos um pouco sobre sua carreira. Uladzimir P. Adaskevich: Sou presidente, palestrante, professor titular do Departamento de Dermatovenereologia da Universidade Estadual de Medicina de Vitebsk, na Bielorrússia; vice-presidente da Sociedade Bielorrussa de Dermatovenereologistas, representante nacional da Academia Europeia de Dermatologia e Venerealogia (EADV), e da União Internacional contra infec-
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ções sexualmente transmissíveis (Iusti). Sou formado em Medicina pela Universidade de Vitebsk,Academia Médica de Pós-Graduação, em Minsk, e Instituto Central de Pesquisas da Pele e Doenças Venéreas em Moscou, na Rússia. Tenho cursos avançados em dermatovenereologia na Universidade Ludwig Maximilian (LMU), em Munique. Meus interesses científicos são dermatoses inflamatórias, morfologia funcional da pele, atendimento dermatológico de emergência e infecções sexualmente transmissíveis. JSBD: Como se forma um dermatologista na Bielorrússia? Quantas são as instituições para a formação do especialista? UPA: Temos quatro universidades estaduais de Medicina situadas em Minsk, Vitebsk, Grodno e Gomel, além da Academia Médica de Pós-Graduação em Minsk. Esses centros de ensino têm o direito e a responsabilidade de prover educação dermatológica a estudantes de medicina e especialização em dermatovenereologia a pós-graduandos. O ensino
Entrevista de Uladzimir P. Adaskevich a Paulo Cunha
de pós-graduação em dermatovenereologia inclui as seguintes fases: um ano de estágio obrigatório, dois de estágio clínico sob a orientação e controle de professores da universidade médica, e três anos de bolsa de estudos para pesquisa em clínicas da Universidade de Medicina, de modo que, no final desse tempo, o estagiário pode defender sua tese para a obtenção do grau de doutor em ciências médicas. JSBD: Como anda o mercado de trabalho nesta especialidade? Qual é a proporção de dermatologistas em relação à população em seu país? UPA: Atualmente, existem 570 dermatovenereologistas na Bielorrússia, o correspondente a seis dermatologistas para cada 100 mil habitantes. A maioria deles trabalha no setor público, que é representado por 20 ambulatórios de dermatovenereologia localizados nos grandes centros administrativos, 110 ambulatórios especializados situados em cidades menores, e 29 departamentos de pele e doenças venéreas em multiprofile hospitais municipais. No total, a Bielorrússia tem 1.692 leitos dermatológicos e 427 leitos para cuidados diários (1,7 para cada 10 mil habitantes). O serviço público de saúde também inclui 55 laboratórios de sorologia e 30 de bacteriologia. JSBD: Quais são as principais características da especialidade? UPA: O maior problema para a dermatologista em nosso país é a psoríase. O número de pacientes corresponde a 1,5% da população do país. Além da psoríase, são comuns nos serviços de dermatologia pacientes com casos graves de eczema numular e dermatite atópica. A infecção fúngica mais frequente é a tinea capitis causada por Microsporum canis. Raros são os casos de tuberculose cutânea, e não tivemos nenhum caso de hanseníase durante os últimos 50 anos. Das infecções sexualmente transmissíveis as mais comuns são a clamídia e a trichomonas vaginalis. A última epidemia de DSTs na Bielorrússia foi em 1996, com 209,7 casos registrados de
sífilis a cada 100 mil habitantes. Atualmente, a incidência de DSTs reportáveis (por 100 mil habitantes) está assim distribuída: 18 casos de sífilis; 44 de gonorreia; 168,1 de tricomoníase; 140,63 de chlamydia trachomatis; 20,6 de herpes genital; 30,9 de HPV genital; e 10,34 de HIV. JSBD: O que você espera para o futuro da dermatologia na Bielorrússia? UPA: O desenvolvimento de dermatovenereologia na Bielorrússia segue três eixos: venereologia (STD), dermatologia e cosmetologia. O progresso mais evidente foi alcançado no sentido de ajudar os pacientes portadores de doenças sexualmente transmissíveis. O aumento da epidemia de DSTs teve fim em 2005. Os principais alvos na venereologia, atualmente, são a vigilância epidemiológica de doenças sexualmente transmissíveis, a introdução de diretrizes internacionais para o tratamento de DSTs e as organizações de laboratórios de referência. Nossos objetivos na dermatologia são a introdução de novos métodos de tratamento de dermatoses crônicas (biológicos, fototerapia e excimer laser) e a imunofluorescência para diagnóstico de doenças potencialmente fatais. JSBD: Qual é a sua relação com a dermatologia brasileira e o que espera do Summer of Dermatology Meeting 2010? UPA: Até hoje, o desenvolvimento da dermatologia no Brasil é uma incógnita para a maioria dos dermatologistas de nosso país. Espero que eu possa mudar a situação para melhor depois desse Congresso. Meu contato pessoal com a dermatologia brasileira começou com a leitura de alguns artigos muito interessantes de dermatologistas brasileiros. Assim, na apresentação sobre eritrodermia que vou fazer no Summer of Dermatology Meeting 2010, em dezembro, em Salvador, tomei como referência o trabalho de colegas brasileiros de São Paulo. Jornal da SBD
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SBD amplia estratégia de internacionalização D
e 9 a 11 de dezembro, dermatologistas de todo o
país e do exterior estarão em Salvador (BA) para o 1st Summer Meeting of Dermatology Brazil 2010. O evento diferenciado, plural, marcará a história da SBD e de seus associados, que por meio de grade científica imperdível, terão chance de aprofundar os conhecimentos sobre os principais assuntos e novidades da área e de assistir aos grandes nomes da dermatologia mundial sem sair do Brasil. Além da inscrição e da programação, os participantes podem conferir as opções de passagem e de hospedagem preparadas pela In Time, agência oficial de turismo do evento. Leia no box (abaixo) todas as informações necessárias. O Jornal da SBD conversou com alguns membros da comissão organizadora e com três convidados internacionais para saber o que eles pensam sobre esse encontro.
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Omar Lupi, por que Salvador? A escolha da Bahia para esse congresso deve-se, em muito, ao fato de o estado ser o berço da primeira Escola de Medicina do Brasil. Outro mérito que a cidade de Salvador tem diz respeito à estrutura hoteleira para comportar grandes públicos. Presidente de honra Existem bons exemplos Brasil afora, mas são poucos os que apresentam belezas naturais tão ricas quanto as da Bahia. Além disso, a imagem do estado no exterior também contribuiu bastante para a realização do evento.
Veja os pacotes dos hotéis disponíveis: Hotel single
Pacote duplo
Pacote single
Diária extra duplo
Diária extra
Pestana Mercure Golden Tulip Ibis
620,00 468,00 394,00 306,00
310,00 234,00 246,00 166,00
310,00 234,00 197,00 153,00
155,00 117,00 123,00 83,00
1st Summer Meeting of Dermatology Brazil 2010 De 9 a 11 de dezembro Centro de Convenções do Hotel Pestana Bahia Rua Fonte do Boi, 216 Rio Vermelho – Salvador – Brasil www.sbd.org.br/summermeeting2010
Hotéis e pacotes A In Time Turismo preparou diversos pacotes com opções de hospedagem que se adequam aos vários perfis. Os hotéis disponibilizados aos turistas estão situados em locais estratégicos para facilitar o deslocamento dos congressistas até o evento. O Pestana, de categoria ‘muito conforto’, é uma das boas opções por ser sede do encontro. Além dele, o Mercure e o Golden Tulip, ambos de categoria ‘conforto’, estão localizados a 100 e 500 metros dele, respectivamente. O Ibis, categoria ‘médio conforto’, tem bons preços e também ótima localização; fica a 100 metros do evento. Os quatro oferecem pacotes que incluem duas diárias com taxas e café da manhã. A agência de turismo oferece desconto de 25% na aquisição de passagens aéreas TAM. Para obter outras informações ligue para 0800 771 40 41 e (11) 2147-8177 ou acesse: www.www.intimeturismo.com.br.
Paulo Barbosa, por que você ama Salvador?
Paulo Cunha, em que pontos esse evento irá inovar?
Salvador, como já dizia Nizan Guanaes, é “o coração do Brasil”, lugar onde tudo começou. É a cidade que conta a história do Brasil. Só aqui pode-se ver (e viver) o sincretismo religioso, o charme do Pelourinho, o pôr do sol no Farol da Barra e Membro da comissão local passar uma tarde em Itapuã. Não dá para perder o banho de mar no Porto da Barra nem deixar de experimentar os famosos acarajés, vatapás e as variadas moquecas da rica culinária baiana. É imperdível um passeio de barco pela Baía de Todos os Santos, bem como conhecer as praias do Litoral Norte, principalmente a bucólica Praia do Forte, com seu castelo Garcia D’ávila, o mais antigo do Brasil. Salvador é lindíssima, assim como toda a Bahia. É um privilégio ser baiano.
Parece um projeto ambicioso; qual é sua opinião? Desde que assumi o cargo de presidente do Summer Meeting of Dermatology Brazil 2010 tenho consciência do tamanho do desafio a enfrentar. No entanto, com uma equipe capacitada e com apoio irrestrito da SBD, estamos preparando um grande evento. Esperamos que esse inédito congresso em parceria com a World Presidente do Congresso Health Academy (WHA) contribua para a troca de experiências entre especialistas de diferentes pontos do mundo e do Brasil. Os dermatologistas de nosso país equiparam-se aos mais competentes colegas estrangeiros em relação às práticas utilizadas na área, e vamos mostrar isso em nossas apresentações. Pretendemos inovar de várias formas, como, por exemplo, promovendo debate de terapêutica sobre o mesmo tema, incluindo as experiências americana, europeia, brasileira e do Oriente Médio. A inserção da World Health Academy (WHA) em um evento nacional proporcionará, entre outros aspectos, a internacionalização da dermatologia brasileira e estimulará o interesse de médicos estrangeiros pela participação em eventos nacionais. A comissão científica preocupou-se em desenvolver um programa que envolvesse médicos e professores de praticamente todos os estados brasileiros. O principal problema em congressos dermatológicos é a simultaneidade das sessões; na Bahia, isso não acontecerá. Ninguém vai correr o risco de perder uma boa aula, uma vez que o evento será realizado em auditório único. Jornal da SBD
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Bogdana Kadunc, como o Summer Meeting contribuirá para o relacionamento com as sociedades estrangeiras?
Coordenadora científica
Vivemos em um mundo globalizado e nos interessa estreitar nossas relações com todas as sociedades internacionais da especialidade, o que será continuamente estimulado. Assim nos tornamos mais conhecidos, ampliamos e solidificamos nossas parcerias. É oportunidade para nossos associados assistirem aos grandes nomes da dermatologia mundial sem sair do Brasil.
Robert A. Schwartz, já tendo estado no Brasil, qual é sua principal memória do país e o que espera do evento? Parece-me que será valioso para a dermatologia brasileira e internacional, podendo dar início a rotina anual digna de nota em todo o mundo. Para mim, é especial por outra razão. Lembro de minha passagem pelo Brasil, em junho de 1976, mais especificamente por São Paulo, visitando a Escola Paulista de Professor e chefe do serviço de Medicina então sob a tutela do prezado dermatologia da faculdade Dr. Raymundo Martins Castro, auxiliado de medicina de Nova Jersey pelos professores Mario Fonzari e Olga Fischman Gompertz. Guardo boas recordações do país e sinto prazer em estar de volta para ministrar palestra sobre Marcadores Cutâneos de Malignidade como parte do extraordinário programa elaborado pelo Prof. Cunha, unindo ilustres colegas. Quando estudante de graduação em ciência política na Universidade da Califórnia em Berkeley, aprendi português; então, posso dizer: obrigado.
Antonio Picoto, como o senhor vê a participação dos dermatologistas estrangeiros? A Sociedade Brasileira de Dermatologia já se habituou a realizar congressos de alto nível científico e com organização perfeita. Portanto, nossa expectativa é
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Stephen Stone, quais são os temas que o senhor vai abordar em suas aulas e a qual é a sensação de participar do primeiro evento internacional da Sociedade Brasileira de Dermatologia? Estou muito ansioso para participar do Summer Meeting da Sociedade Professor e diretor de pesquisa Brasileira de Dermatologia. clínica da divisão de Fui um dos palestrantes Dermatologia da Southern Illinois internacionais presentes no University School of Medicine Congresso de 2006, em Curitiba, e fiquei lisonjeado com a hospitalidade do Dr. Paulo Cunha e de outros dermatologistas brasileiros, incluindo as doutoras Márcia Ramos-e-Silva, Luna Azulay, Prof. Sinésio Talhari, bem como o falecido Prof. Sebastião Sampaio. Vou ministrar duas aulas, uma sobre “Pérolas Terapêuticas”, em que farei uma revisão de terapias dermatológicas relatadas na literatura recente; e outra cujo tema é “Psoríase Sem Biológicos”. Em virtude do custo dos medicamentos para tratar a psoríase, é importante reconhecer que há uma série de tratamentos alternativos, seguros e eficazes para casos graves. Alguns deles têm abordagens muito valiosas e por isso serão discutidos. Enfim, eu e minha esposa, Lisa, estamos ansiosos para nos reunir com nossos colegas brasileiros. Além de Curitiba, tive a oportunidade de conhecer as Cataratas do Iguaçu e o Rio de Janeiro. Por ocasião do Congresso Mundial, em Buenos Aires, paramos no Rio de Janeiro e em Manaus para desfrutar novamente as belezas do Brasil. Estamos muito animados para visitar Salvador.
muito elevada! Teremos palestrantes estrangeiros muito experientes e atuando em diversas áreas da dermatologia. Creio que tudo isso contribuirá para o sucesso do Congresso. Presidente do Congresso da EADV 2011.
Regionais recebem versão traduzida de livro-texto e impressoras multifuncionais D
esde sua fundação, em 1912, a SBD assumiu compromisso com a valorização da especialidade e o desenvolvimento de seus associados. Ao longo de quase cem anos de história, seus objetivos tornaram-se mais fortes e consistentes, sempre visando à integração e ao trabalho conjunto com as 23 regionais – que em muito influenciaram a trajetória da instituição. Para reforçar o papel das autênticas delegadas da entidade maior e oferecer-lhes melhores condições de trabalho, a diretoria da atual gestão doou um dos livros mais procurados da área: Dermatologia (editado por Jean Bolognia e colaboradores), de Jean L. Bolognia, Joseph L. Jorizzo e Ronald P. Rapini. A obra teve a revisão científica da tradução certificada por 58 dermatologistas da SBD. Os associados também receberam impressora multifuncional de última geração. “Acreditamos que os dois itens serão de grande utilidade à rotina de sua regional. A impressora é uma das mais modernas e funcionais disponíveis hoje no mercado, com opção de fotocópia e scanner, impressão rápida, alta durabilidade do tonner e baixíssimo consumo de energia. E o livro, que é um dos mais requisitados em nossa especialidade, de autoria de alguns dos mais conceituados dermatologistas do mundo, sem dúvida, um exemplar de destaque em qualquer biblioteca. Esperamos que você aproveite os dois itens o máximo possível e, mais do que isso, que possamos manter, nacional e regional, relacionamento sempre norteado pelo companheirismo. Estamos, a qualquer momento, dispostos a ouvi-lo e, sempre que possível, auxiliá-lo”, afirma Omar Lupi, presidente da SBD.
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A segunda edição da obra, dividida em dois volumes com mais de mil páginas cada, aborda de forma abrangente e direta, a dermatologia clínica adulta e pediátrica, a terapêutica medicamentosa, os procedimentos e cirurgia dermatológicos e a dermatopatologia. A tradução da obra foi feita pela editora Elsevier, e a revisão ficou a cargo da SBD. “A Elsevier convidou a SBD para realizar a revisão técnica buscando como de praxe a excelência de suas edições. A parceria é de grande importância para a classe médica na especialidade. Unimos conteúdo reconhecido internacionalmente como obra de formação e consulta do dermatologista com a revisão científica da tradução por equipe da SBD composta por professores e destaques na dermatologia brasileira, o que garantiu a melhor compreensão desse texto pelo ajuste aos termos científicos usuais no Brasil”, salienta Elke Kropotoff, supervisora de edição dos livros de medicina da Elsevier Brasil. A coordenadora da revisão científica da SBD, Célia Kalil, ressaltou a par ticipação de residentes do Serviço de Dermatologia da Santa Casa de Misericórdia de Por to Alegre na verificação dos capítulos sob supervisão dos especialistas. Cerca de 300 dermatologistas estrangeiros também colaboraram. “Acrescento que a qualidade do conteúdo é muito boa, com capítulos e temas bastante úteis para médicos, acadêmicos e residentes”, afirma. O lançamento será realizado em setembro, no Congresso da SBD, no Rio de Janeiro. “O trabalho foi finalizado antes da data planejada e agora estamos aguardando para lançá-lo, com muito orgulho, no Congresso Brasileiro de Dermatologia”, ressalta Célia Kalil, que informa ter a validação da tradução dos 159 capítulos de Dermatologia demandado cerca de dez meses de trabalho. A obra em inglês teve sua primeira edição lançada em 2003, e a segunda cinco anos depois, ambas pela Elsevier.
Regionais agradecem as doações
Prezados Dr. Omar e Dra. Maria de Lourdes,
Tenho enorme orgulho de pertencer a esta sociedade e de alguma forma contribuir para o seu engrandecimento, administrando uma regional que cresce ao exemplo de sua mestre, a SBD Nacional. Temos observado enorme empenho da Nacional em democratizar o acesso à comunicação e ao ensino, buscando a valorização da nossa especialidade e a credibilidade junto à população e à imprensa. A aproximação entre as regionais e nacional é de extrema importância para fortalecimento da sociedade e compreensão de suas particularidades. Com certeza a impressora a laser veio em muito boa hora. Já que tivemos esta excelente surpresa de presente, investirei em novo computador para a regional. Quanto ao livro, não tenho nem o que comentar, engrandecerá muito a nossa biblioteca pela excelência do seu conteúdo. Sérgio Palma, presidente SBD-PE
Ficamos altamente agradecidos pelo envio do material. Fedro Portugal, SBD-SE
Caro Dr. Omar Lupi e diretoria Em nome da Regional MS, agradecemos as doações, que serão de grande utilidade para nossa regional.Aproveito a oportunidade não só para parabenizar por essa iniciativa, mas por todo o trabalho desenvolvido pela atual direção da SBD Nacional. A atual gestão realizou inúmeras ações que contribuíram para o engrandecimento, ainda maior, da nossa especialidade, cuja relevância se dá também por vivenciarmos um momento com inúmeros desafios que há muito pouco tempo eram inimagináveis. O reconhecimento da importância e do fortalecimento da parceria com as regionais aumenta a nossa responsabilidade na direção das regionais, mas, acima de tudo, traz uma grande motivação para desempenhar cada vez melhor o nosso trabalho. Augusto Brasil, presidente da Regional SBD-MS
Dr. Omar e demais membros da diretoria: Nossos agradecimentos, em meu nome e dos demais participantes da SBD-RS. Com certeza será de grande valia o material enviado. Gustavo Pinto Corrêa, presidente SBD-RS
Que bom! Carla Gayoso, presidente SBD-PB Jornal da SBD
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Projeto Residentes
Residentes no
exterior
Três jovens talentos do terceiro ano de residência em dermatologia já estão de malas prontas para estágio em universidades renomadas dos Estados Unidos e da Europa graças ao Projeto Residentes da SBD
S
ão do Sul do país os vencedores do concurso "Trabalho de Investigação", ativida-
de que integra o Projeto Residentes, iniciado em 2009 pela SBD em parceria com a RoC, e que visa estimular a investigação científica e promover estágios em grandes centros de ensino do exterior. Carolina Ribas do Nascimento, Felipe Bochnia Cerci e Fernanda Homem de Mello de Souza foram os jovens contemplados que vão passar dois meses em aprimoramento na Universidade de Munique e na Universidade do Texas. A divulgação dos resultados foi realizada no dia 5 de julho no site da SBD. Houve grande participação de pesquisadores de todas as regiões do país.
Letícia Contin, uma das premiadas do Projeto Residentes 2009, foi agraciada com uma bolsa de 2 mil dólares e a inscrição no maior evento da especialidade, o Congresso Mundial de Dermatologia. Sua 22a edição será realizada em maio de 2011, em Seul, Coreia do Sul.
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Felipe Bochnia Cerci, residente da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba (PUC-PR), participou do projeto com trabalho na área de fotoproteção cujo tema era "Avaliação do padrão de utilização de protetor solar em pacientes com vitiligo”. Ao receber a notícia de que tinha tido sido um dos aprovados, um emaranhado de sentimentos veio à tona. “Talvez seja uma sensação tão boa quanto a de ter sido aprovado na residência. O fato de ter ganhado o prêmio gera um estímulo adicional para dar continuidade ao trabalho e nos planos para o desenvolvimento de outros, contribuindo com a produção científica. Vale lembrar que a PUC-PR tem um centro importante de pesquisas na pós-graduação na área de genética do vitiligo e da hanseníase, com bons trabalhos publicados recentemente”, realça o curitibano de 25 anos. Ele informa que a ideia do tema surgiu no ano passado, após algumas conversas com seu orientador, Caio Castro. “Queríamos fazer algum trabalho com pacientes com vitiligo e, de repente, surgiu a ideia de avaliarmos os que utilizam protetor solar, já que, teoricamente, são um grupo de risco para o desenvolvimento de neoplasias de pele, apesar de na prática ser algo raro de se ver. Iniciamos a coleta de dados em julho do ano passado e terminamos em abril deste ano, com a colaboração dos companheiros de residência. Nesse meio tempo iniciei a parte escrita do trabalho, a qual se estendeu até fim de maio. Uma das maiores dificuldades na primeira etapa foi a de conciliar a coleta de dados do trabalho com a correria dos ambulatórios de sexta-feira. Na parte escrita, houve o desafio inerente a qualquer trabalho, que foi escrever e reescrever, sempre achando que havia algo para corrigir e para melhorar”, explica.
"Estudo comparativo de uso de laser de iodo (810nm) versus luz intensa pulsada (filtro 695nm) em epilação axilar" foi o assunto escolhido por Fernanda Homem de Mello de Souza, residente do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba (PR) desde 2008. O tema na área de cosmiatria lhe rendeu o segundo lugar e a chance de adquirir conhecimentos novos com a estada no exterior. "No começo de 2009 a Dra. Deborah Ataíde, nossa preceptora de cosmiatria, solicitou ideias para trabalhos científicos. Como o Diodo e a LIP eram os métodos usados na maioria das vezes para epilação, pesquisei no Pubmed e descobri que trabalhos comparativos eram escassos. Além da Dra. Deborah, tive o apoio do Dr. Juliano Villaverde e de minha colega de residência Camila Ferrari Ribeiro, aos quais agradeço muito", ressalta. Ela avalia ser de grande importância o investimento em investigação e na valorização da capacitação científica dos dermatologistas mais jovens. "Além de incentivar os residentes a realizar trabalhos científicos, o Projeto Residentes proporciona um ótimo prêmio. O academicismo com o desenvolvimento de trabalhos científicos é essencial na formação de um dermatologista completo, e estágios em outros serviços oferecem visão mais abrangente da dermatologia na prática. O fato de o estágio ser no exterior é ainda mais estimulante, por permitir o contato com locais de mais recursos e desenvolvimento", complementa Fernanda, que já teve alguns trabalhos publicados nos Anais Brasileiros de Dermatologia.
Formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Carolina Ribas, de 28 anos, obteve o primeiro lugar no concurso com o trabalho "Correlação clínico-histopatológica na paracoccidioidomicose crônica" na área de dermatologia tropical. Seu estímulo veio de Letícia Contrin, uma das premiadas na primeira edição do projeto, com um artigo sobre hanseníase. “Quando Letícia voltou cheia de novidades do estágio em Munique, me entusiasmei a desenvolver um projeto e tentar a mesma oportunidade. Então solicitei ao Dr. Jaison Barreto, preceptor com formação em dermatopatologia, e que tinha orientado a colega, que me orientasse também em um trabalho sobre paracoccidioidomicose, doença que apresenta poucos estudos publicados, principalmente na área de histopatologia", relata. Os outros dois residentes do serviço do Instituto Lauro de Souza Lima, em Bauru, onde ela estuda, tiveram papel importante nas etapas do trabalho. “Com o apoio dos colegas residentes Paula Masuda e Hélcio Takashi, fizemos uma análise retrospectiva dos prontuários dos pacientes com diagnóstico clínico e laboratorial confirmado em nosso serviço nos últimos dez anos, e realizamos a correlação dos dados clínicos e laboratoriais com as características histopatológicas encontradas nas biópsias de pele, seguindo a metodologia da medicina baseada em evidências", explica ela, que está no terceiro ano de residência.
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Ética em Pauta
Emerson de Andrade Lima Membro da Comissão de Ética e Defesa Profissional (CEDP)
Caros colegas,
A SBD é a única entidade oficial constituída por médicos dermatologistas avalizada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Associação Médica Brasileira (AMB). Esse reconhecimento reflete o compromisso da SBD com a ética, o aprimoramento científico e o respeito ao paciente. Esta associação é norteada pelo ensino da dermatologia em unidades de saúde criteriosamente credenciadas, sempre levando em consideração o tempo de formação mínimo, para oferecer à sociedade profissionais capacitados, consolidando a credibilidade, lentamente conquistada ao longo de quase 100 anos. A evolução do arsenal terapêutico de nossa especialidade, contemplando os procedimentos cosméticos, a utilização de tecnologia e os bons resultados com eles obtidos, permitiu aos médicos dermatologistas reconhecimento financeiro em sua prática, atraindo cada vez mais interessados para exercê-la. O número de cursos de curta duração que oferecem formação duvidosa e não creditados pela AMB e CFM começa a aumentar no país com a proposta de disponibilizar via mais rápida, cômoda e banal de ensinar nosso ofício. Nosso alerta é para os colegas que contribuem com essa prática. Quando oferecemos à comunidade profissionais que se intitulam especialistas em dermatologia sem a devida formação, colaboramos para nossa extinção, para a eliminação de médicos que de forma responsável se dedicam ao estudo da dermatologia integralmente e são incansáveis em participar de congressos e reciclagens para garantir seu aprimoramento científico. Fazer do conhecimento dermatológico mero produto vendido por empresários da educação, desrespeitando carga horária, conhecimento básico, condução de complicações e diagnóstico diferencial, nos iguala àqueles cuja formação muito se distancia do que nos esforçamos para conquistar.
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Revisão dos regimentos e regulamentos internos
C
om a finalidade de agilizar suas decisões e ficar em dia com as novas disposições estatutárias aprovadas na Assembleia Geral no Congresso Brasileiro em Belém, a SBD realizou a revisão de seus vários regimentos e regulamentos internos. O processo contou com a participação de membros da maioria das comissões, que opinaram e deram sugestões. Essas mudanças permitem que a atual diretoria deixe os regimentos e os regulamentos plenamente organizados e modernizados ao final da gestão. "Foram dois anos de muito trabalho que começou com a revisão do estatuto em 2009 e culminou com sua aprovação e com a revisão dos regimentos este ano. De forma ampla, reorganizamos internamente a Sociedade em termos de regimento e vamos entregá-la com todos os seus regulamentos revistos e regulamentados, algo que muito nos orgulha”, realça o presidente da SBD, Omar Lupi. Os membros da Comissão de Revisão dos Regimentos da SBD, Célia Kalil, Josemir Belo, Abdiel Figueira e José Ramon Varela, com o auxílio da gerente-geral, Priscila Rudge, ficaram responsáveis por essa reformulação, que durou aproximadamente oito meses. “Adaptamos os regimentos para adequá-los à nova realidade do estatuto e para tornar mais democrática a forma de conduzir nossas funções”, afirma Célia Kalil. Com a reformulação do estatuto, foi necessária a adequação das novas nomenclaturas em todos eles. “Para nos alinharmos às normas definidas pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) e pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC), fizemos algumas alterações importantes no regimento da Comissão de Ensino”, explica Abdiel Figueira, que presidiu a Comissão de Revisão do Estatuto da SBD até setembro de 2009. José Ramon Varela recorreu a uma frase de D. Hélder Câmara para citar os benefícios que essas implementações trarão para a SBD: “É preciso que nos renovemos a cada dia para sermos sempre os mesmos.” “Elaboramos alterações nos regimentos das Comissões Permanentes, do Congresso da SBD, de Ética e Defesa Profissional, de Título de Especialista, e foi criado o da Comissão Científica, que não existia”, completa Josemir Belo, que acredita ter havido consenso entre os membros da comissão quanto às sugestões que serão apresentadas aos membros do Conselho Deliberativo, em setembro de 2010.
Capa
Perto de completar 100 anos, SBD lança seu primeiro livro oficial sobre conduta e tratamentos rotineiros das principais doenças dermatológicas Comunidade dermatológica brasileira terá acesso a conhecimentos atualizados em obra que reúne os maiores expoentes da especialidade de todo o país em cada área
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o dia 5 de setembro, durante o 65o Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia, no Rio de Janeiro, a SBD concretiza mais um episódio de sua história. O lançamento de Rotinas de diagnóstico e tratamento da SBD torna-se realidade e revela o grau de amadurecimento da instituição, que em pouco mais de um ano alcançou significativas conquistas: a indexação dos Anais Brasileiros de Dermatologia no Medline e o lançamento da revista Surgical & Cosmetic Dermatology. Editado por Omar Lupi, Paulo Cunha e Josemir Belo, e com a participação efetiva de especialistas brasileiros das principais áreas da dermatologia, a obra tem abordagem ampla e contempla as três principais vertentes da dermatologia, a clínica, a cirúrgica e a cosmiátrica, desenvolvidas com competência por especialistas brasileiros. No texto de apresentação, o presidente Omar Lupi ressalta que o Rotinas vem para solidificar a dermatologia do país, cuja principal característica é a mobilidade de seus formadores de opinião, capazes de transitar pelas mais diversas áreas dentro da especialidade. "A publicação do livro-texto Rotinas de diagnóstico e tratamento da Sociedade Brasileira de Dermatologia vem complementar de forma efetiva o trabalho editorial recente efetuado em nossos dois periódicos científicos, sedimentando como realidade mundial aquilo que podemos denominar Escola Brasileira de Dermatologia. O dermatologista brasileiro é habilidoso para trafegar nos extremos do espectro, produtivo na dermatologia tropical e na cosmiatria, criativo na cirurgia dermatológica e na abordagem terapêutica arrojada.Acredito que acabamos de materializar uma grande obra científica, contando com o melhor dessa nossa escola dermatológica contribuindo para esse livro que agora está em suas mãos", endossa. A edição de um livro com temas que abrangessem de maneira rápida e objetiva o diagnóstico e o tratamento das principais doenças dermatológicas terá um lugar na literatura médica.
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"É um instrumento diferenciado para o aprimoramento profissional. Essa obra certamente ficará na mesa dos consultórios dos dermatologistas brasileiros e nos serviços de dermatologia credenciados da SBD para buscar informações, aprimorar os estudos e, especialmente, para a prática cotidiana", ressalta Paulo Cunha, também coordenador médico do JSBD. Os capítulos foram distribuídos entre 100 especialistas brasileiros de diferentes regiões do país, que extraíram o melhor possível de cada tema abordado. “Organizado em 81 capítulos, o Rotinas é um livro de utilidade prática para o dermatologista e não de curiosidades científicas", completa. O prefácio, de autoria do nonagenário Rubem David Azulay, sócio mais antigo da SBD, focaliza a importância do trabalho científico realizado pelos dermatologistas brasileiros e o desenvolvimento da Sociedade ao longo dos anos. “O lançamento desse belo livro, no Congresso Brasileiro de Dermatologia, mostra parte de nossa riqueza e produção nacional. Quanta diferença em diagnóstico, tratamento, procedimentos e exames complementares ocorreu nos últimos anos! Nossa Sociedade, com esse livro, cumpre uma de suas principais funções, que é a divulgação de nosso conhecimento científico”, salienta o professor. O coordenador dos departamentos da SBD, Josemir Belo, afirma que essa é uma tentativa de unificar as orientações e condutas, para no futuro a SBD ter um banco de dados com todos os atendimentos e procedimentos dermatológicos. “E posteriormente para que a SBD estabeleça diretrizes para todas as doenças dermatológicas”. Em sua opinião, a obra vai levar conhecimento atualizado para todos os colegas do país. "Acreditamos e esperamos que Rotinas de diagnóstico e tratamento da SBD, que tem como um de seus alicerces a enorme demonstração de conhecimento, originalidade e capacidade dos profissionais brasilei-
Versão impressa e eletrônica Editado pelo Grupo Editorial Nacional (GEN), o Rotinas de diagnóstico e tratamento da SBD, será distribuído para todas as Regionais e Serviços Credenciados da SBD. Além disso, a fim de democratizar o acesso ao conteúdo, os seis mil associados da SBD vão receber a sua versão eletrônica para leitura em smartphones e e-readers. ros, possa não apenas ajudar os colegas envolvidos com dermatologia, mas principalmente estimular ainda mais o progresso de nossa especialidade", realça.
Atualidade e tradição O conteúdo de Rotinas de diagnóstico e tratamento da SBD cumpre a função de levar para cada dermatologista informações relevantes a respeito de sua profissão. Em algum momento de suas carreiras, jovens e experientes profissionais que participaram do livro devem ter-se inspirado nos valiosos ensinamentos deixados por alguns dos mestres da dermatologia brasileira. Jarbas Anacleto Porto,
“Estamos acompanhando uma tendência mundial com o livro eletrônico. Optamos por essa abordagem por considerá-la mais versátil, moderna, e ambientalmente correta”, evidencia Omar Lupi. A SBD deu um passo importante ao lançar o livro nesse formato. "O Rotinas é um dos primeiros livros eletrônicos de medicina editados no Brasil", revela Silvio Araújo, diretor da AC Farmacêutica. Segundo ele, a obra deverá ser inscrita para concorrer ao Prêmio Jabuti 2011 na categoria Ciências da Saúde. Dois mil exemplares serão colocados à venda durante o congresso dermatológico. Rubem David Azulay, Sebastião de Almeida Prado Sampaio, Antar Padilha-Gonçalves, Sylvio Fraga, René Garrido Neves, Nelson Proença fazem a Sociedade Brasileira de Dermatologia reconhecida e prestigiada internacionalmente. “Se hoje estamos no nível em que nos encontramos, devemos em grande parte ao trabalho desses profissionais”, atesta o presidente Omar Lupi. Com aproximadamente 500 anos de história, os livros continuam sendo fonte universal de conhecimento e de fruição intelectual. “É uma invenção tão perfeita, que, apesar da longa história e dos progressos tecnológicos que presenciamos hoje, sua essência permanece intacta, inalterada”, observa Paulo Cunha. Jornal da SBD
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SBD esclarece informações publicadas em site de notícias
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o dia 28 de julho, o colunista do site BBC Brasil Ivan Lessa publicou texto intitulado "Câncer não dá câncer", no qual afirma, com base em opiniões do professor de dermatologia da Universidade de Newcastle, Sam Shuster, que os protetores solares de nada valem: “Vou pegar muito sol e não usar loção bronzeadora ou creme protetor. Principalmente desses cremes branquinhos que as pessoas botam no nariz sem a menor ideia de como ficam ridículas, expostas ao sol e à chacota popular, acreditando-se protegidas do – atenção! – câncer de pele. E vamos logo frisar, isso não existe. Pura ignorância, falta de beabá científico”. Observou também que a hanseníase, ou lepra, como fez questão de frisar, não tem cura ou remédio. Ao tomar conhecimento da publicação, a Sociedade Brasileira de Dermatologia encaminhou correspondência oficial ao site
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de notícias para esclarecer essas informações, consideradas equivocadas pela entidade. Em sua explicação, a SBD alegou que a hanseníase tem o controle e a cura assegurados. Seu tratamento não oferece riscos e apresenta ótimos resultados, principalmente quando é realizado sob supervisão médica regular. "Hoje,
a doença [hanseníase] é efetivamente controlada, e sua cura é uma realidade, fruto de pesquisas e do trabalho de importantes médicos brasileiros e estrangeiros, entre eles dermatologistas que pertencem a nossa sociedade. Esses avanços possibilitaram aos portadores da hanseníase ter vida normal – mesmo antes de estarem curados –, um paradoxo em relação a tempos passados, em que essas pessoas eram isoladas da sociedade e sofriam tanto com a doença quanto com o abandono", afirmou o presidente da SBD, Omar Lupi. A coordenadora do Departamento de Hanseníase da SBD, Maria Leide de Oliveira, esclareceu que a proposta de mudança da terminologia lepra para hanseníase foi apresentada ao Ministério da Saúde pela Sociedade de Hansenologia e apoiada pela SBD nos anos 70. "Apesar da manutenção do termo 'lepra' mundialmente e mesmo nos demais países latinos, alguns estudos mostram que para os pacientes, lidar com a nova terminologia é muito mais confortável e respeitoso. Estudos mostram que em que pese a assimilação de alguns sentidos pejorativos da 'lepra' para o neologismo hanseníase, o tratamento e a cura estão associados ao último e não ao primeiro". Em relação ao câncer da pele, a SBD explicou que a luz do sol é importante para a saúde, mas sem a adoção de atitudes preventivas, ela pode, sim, danificar a pele. "Nossa luta é pela conscientização quanto à importância de o cidadão tomar os devidos cuidados para se prevenir do câncer da pele e, nesse ponto, lamentamos mais uma vez o tom assumido no texto. Usar o protetor solar é uma das atitudes preventivas. A importância da fotoproteção é tamanha, que tramitam projetos de lei objetivando o enquadramento dos protetores solares na lista de remédios da Anvisa, e não de cosméticos, como acontece hoje em dia em nosso país, o que reduziria significativamente seu valor final. Algumas vitórias pontuais foram conseguidas, e já existe, em alguns locais, a distribuição do produto", salientou Lupi. O chefe do Departamento de Oncologia Cutânea da SBD, Nilton Nasser, disse que o fato de os carcinomas não melanomas serem menos agressivos do que o melanoma não os impede de destruir a pele e até matar, estando, portanto, longe de ser benignos. “Nós, dermatologistas, temos a obrigação de alertar a população sobre os riscos da radiação solar inadequada, não só para prevenir os cânceres da pele, como também contra o fotoenvelhecimento. Continuaremos a fazê-lo, pois temos base científica e somos amparados por estatísticas que mostram claramente que trabalhamos em benefício da saúde da população, ao contrário de pessoas leigas na medicina, que acreditam estar prestando bom atendimento, mas que a coloca em risco com falsas e infundadas informações”, enfatizou. Nas
“A atitude que temos adotado é de participação intensa junto a todos os canais de mídia, procurando esclarecer a função do dermatologista, e também de corrigir erros como esse, que podem gerar interpretações equivocadas ou mesmo preconceituosas sobre as doenças dermatológicas. Oferecemos ao site de notícias e ao colunista Ivan Lessa os dados da nossa homepage para que ele possa se informar melhor ao divulgar informações dessa importância”, atestou Omar Lupi.ser.
Uma questão de equilíbrio O dermatologista inglês Sam Shuster também é colunista do jornal britânico The Guardian. No dia 21 de julho, ele publicou em sua coluna, texto cujo título em português é "Não deixe que o falso melanoma o afaste do sol". Sam inicia o texto assim: "A resposta é simples: não estamos convencidos de que os prejuízos alegados superam os benefícios óbvios, e não gostamos do bullying, a campanha de medo contra a mercantilização da exposição ao sol." Em sua opinião, as estatísticas de câncer da pele são usadas para assustar, não para cuidar. "Os quase 84 mil casos de câncer da pele que aparecem a cada ano são, de fato, benignos. Eles não se espalham ou matam, seu nome é um equívoco histórico. Naturalmente, a exposição solar aumenta as rugas faciais, assim como o tabagismo, mas o vilão é o melanoma, porque é a única coisa real". Ele explica ainda que os tumores benignos são causados por UV, e que melanoma não predomina na pele exposta ao sol. Aborda também o poder da autoimagem que aumenta em indivíduos de pele bronzeada e defende os benefícios que a luz solar traz aos ossos, à imunidade e ao bem-estar. Foi baseado nessas informações que o colunista Ivan Lessa da BBC Brasil escreveu seu artigo. Para ler acesse o site: h t t p : / / w w w. b b c . c o. u k / p o r t u g u e s e / n o t i cias/2010/07/100728_ivanlessa_ra.shtml.
No 65o Congresso Brasileiro serão realizadas duas campanhas de sintomáticos de pele, nas quais se espera gerar como benefício direto o diagnóstico precoce de hanseníase. No dia 27 de agosto, na comunidade de Rio das Pedras, e no dia 28 de agosto, na Cidade de Deus.
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Sol Consciente: SBD-RS amplia responsabilidade social e educativa
Berenice Capra e Miriam Pargendler distribuem questionários para avaliar hábitos de exposição solar e de fotoproteção dos estudantes
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onscientizar as crianças de escolas municipais, estaduais e privadas do estado e suas famílias sobre os riscos da exposição solar prolongada e sem os cuidados devidos é a meta do projeto piloto Sol Consciente. Criado em 2006 pela SBD-RS, o programa teve em sua fase inicial o apoio da Secretaria Estadual de Educação; atualmente vem sendo executado apenas pelos membros da diretoria sulista. “Verificamos a incidência crescente de casos de câncer da pele em nosso estado e que o conhecimento de que a mudança de atitude e a incorporação de novos hábitos é mais bem assimilada em crianças e em pré-adolescentes. Esperamos que com essas medidas, possamos evitar em
Conteúdo da cartilha foi todo desenvolvido pela SBD-RS. A Regional acredita que de forma lúdica é mais fácil introduzir hábitos de fotoproteção nas crianças
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Alunos assistem à apresentação de Sergio Dornelles
médio e longo prazos o envelhecimento precoce, as lesões pré-malignas e o câncer da pele”, frisou a idealizadora do projeto, Miriam Pargendler. Alunos da quinta série do ensino fundamental são os principais alvos. Com visitas que ocorrem anualmente, eles recebem o estímulo necessário para mudar hábitos solares em suas comunidades. O primeiro passo é o agendamento com a direção da escola para a apresentação do projeto. Nesse momento, é deixado um pedido de autorização e um questionário dirigido aos pais para saber quais são os hábitos daquela criança. “O questionário dos pais foi adaptado do projeto solidário de fotoeducação da Dra. Maria Isabel Caferri, de Baia Blanca, Argentina. No dia da apresentação, os alunos recebem outro questionário para ser respondido antes da palestra sobre fotoeducação, material esse desenvolvido e adaptado da tese de mestrado da Dra. Cristiane Benvenutto
Andrade”. Em seguida, eles assistem ao DVD da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele da SBD e, por fim, respondem a um segundo questionário, mais sucinto, para saber se os hábitos mudarão a partir das informações adquiridas. “A SBD-RS, inspirada na cartilha Guigo e o Sol, de autoria do Prof. Cyro de Festa Neto, elaborou a sua, que é distribuída para os alunos no final da apresentação”, afirmou. O Sol Consciente teve continuidade nas diretorias subsequentes de Sergio Dornelles, Berenice Capra e Gustavo Corrêa. “Nosso projeto tem sido de grande valor para a comunidade, pois existe o envolvimento de pais, alunos e escola. Além disso, a mídia o recebeu com atenção e muito nos auxiliou em sua divulgação por entender sua importância. Com o Sol Consciente, reforçamos a valorização de nossa especialidade, deixando claro o papel do dermatologista na prevenção e no tratamento do câncer e de outras patologias da pele”, enfatiza Miriam Pargendler, que complementa: “Pretendemos, aos poucos, estendê-lo a todos os colegas interessados em colaborar”. Desde 2006, aproximadamente 252 questionários foram respondidos. Em 2008, por conta da gripe H1N1, o projeto teve que ser temporariamente interrompido retornando no ano seguinte. Segundo a dermatologista, os 250 questionários relativos ao trabalho realizado em 2010 deverão ser computados até o final do ano.
Novo público Desde julho, quando foi lançado, portal da SBD tem recebido crescente número de acessos
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stá no ar o novo site público da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Desenvolvido durante seis meses pelo Departamento de Mídias Eletrônicas, o portal apresenta hoje visual muito mais moderno e arejado. No atual formato, o internauta é levado diretamente ao site público, que lhe oferece vasto conteúdo para consulta sobre doenças e campanhas em áudio e vídeo, notícias atualizadas, imagens e um link para os que desejarem seguir a SBD no Twitter. Há também um banner no centro da página, no qual o público leigo poderá procurar um dermatologista de sua região, além de participar de enquetes. Por sua vez, o dermatologista que desejar acessar informações mais específicas deve clicar em “Profissional da saúde” no canto superior direito da tela, que o direcionará ao site “Classe Médica”. Lá, o associado vai encontrar a organização anterior – mas com algumas alterações de conteúdo –, e os sites das revistas Anais Brasileiros de Dermatologia, Surgical & Cosmetic Dermatology e Troias. Segundo o coordenador do Departamento de Mídias Eletrônicas da entidade, Aldo Toschi, as mudanças visuais do portal facilitam o acesso a informações confiáveis destinadas ao público leigo, aumentando, assim, o número de visitantes. Além disso, a nova fase pretende inserir o site na realidade comunicacional. “Em poucos anos passamos por enormes avanços tecnológicos que permitem acesso em maior velocidade de modo mais democrá-
tico em todo o território nacional. Em termos de mundo, nunca houve tanta troca de informações entre diferentes culturas. Com o baixo custo e a rapidez de comunicação, é muito óbvio que a troca de informações da área médica entre profissionais de saúde e com a comunidade leiga se intensifique. A SBD participou desse processo histórico e agora, em posição de liderança, passa a colher os benefícios que essa troca de informações trará no futuro”, destaca. Desde o lançamento do novo portal, no início de julho, a equipe verificou maior envolvimento do internauta com o site. O design agradável e a facilidade de navegação são motivos para a boa aceitação do público leigo e da classe médica. “Em pouco mais de 15 dias com o novo portal no ar, tivemos o contato via Fale conosco (destinado ao público leigo) triplicado. As pessoas estão navegando, encontrando informações sobre seu possível problema e buscando orientação com a SBD”, confirma o responsável pela web da instituição, Samuel Peixoto. A estratégia de inserir o acesso ao site médico dentro do site público foi outra forma de facilitar o acesso por parte do público leigo e conscientizar os médicos sobre o trabalho desenvolvido nesse outro ambiente. A mudança, no entanto, trouxe situações inusitadas. “Na semana passada recebemos o elogio de um médico por termos criado um site destinado às pessoas comuns, quando, na verdade, sempre tivemos um, mas ninguém sabia onde estava”, relata Samuel. Sobre a quantidade de acessos diários, Aldo Toschi acredita que o site da SBD está em linha ascendente, podendo alcançar números cada vez maiores de visitação. “Os resultados devem ser observados em período mais longo, mas percebemos a tendência de alta em nossa visitação e nos índices que mostram aumento do tempo gasto pelo internauta em nossas páginas”, pondera.
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SBD Nacional apoia 5o Simpósio de Dermatologia Infecciosa e 21 a 24 de julho a Fundação de Medicina Tropical do Amazonas (FMT-AM) promoveu o 5o Simpósio de Dermatologia Infecciosa. O evento foi organizado pelo curso de pós-graduação da instituição e contou com o apoio da SBD Nacional e a presença de seu presidente, Omar Lupi. "A parceria com a SBD é essencial para a continuidade do simpósio e soma esforços com o Ministério da Saúde e nossa Fundação”, comenta o diretor-presidente da FMT-AM, Sinésio Talhari. Durante quatro dias foram discutidos assuntos como o andamento de pesquisas sobre manifestações dermatológicas provocadas por arboviroses e outras viroses; utilização correta dos antibióticos e sistêmicos; diagnóstico precoce das doenças dermatológicas; genética molecular; imunologia de doenças infecciosas; e dermatologia tropical infecciosa (hanseníase e leishmaniose). Cerca de 170 participantes, entre médicos, enfermeiros, biólogos, farmacêuticos bioquímicos, técnicos e estudantes da área de saúde assistiram às aulas. "Acredito que esse tipo de programação sempre desperta a atenção de especialistas e não especialistas na área de dermatologia, em face do enfoque abrangente dos problemas básicos do dia a dia dermatológico referentes a doenças cutâneas infecciosas, tais como síndromes febris relacionadas a viroses, genética molecular e imunologia das doenças infecciosas", ressalta. Além dos 12 professores nacionais da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), da Universidade Federal da Bahia (UFBA), da Santa Casa do Rio de Janeiro, da FMT-AM e da Fundação
de Vigilância em Saúde (FVS/AM), participaram do simpósio dois convidados estrangeiros. O inglês Terence Ryan, militante internacional da dermatologia negligenciada, abordou os aspectos relacionados a doenças dermatológicas tropicais que desencadeiam edema dos membros inferiores, suas complicações e dificuldades terapêuticas infecciosas negligenciadas em nosso meio. O dermatologista alemão Marcelus Fischer, diretor do Instituto de Medicina Tropical de Hamburgo, apresentou as novas formas de tratamento para a filariose no continente africano e casos clínicos de dermatologia tropical diagnosticados por ele no Afeganistão. "Esse tipo de palestra é muito atraente e agrega conhecimentos, pois apresenta problemas parecidos com os nossos, ainda que com outros enfoques clínicos e terapêuticos", frisa Sinésio. No final de cada dia, os palestrantes convidados e dermatologistas de Manaus apresentaram relatos de casos clínicos. Foram debatidos de oito a dez casos relacionados à dermatologia infecciosa, todos cuidadosamente selecionados.A colaboração do Ministério da Saúde também foi enfatizada:“Gostaria de expressar aqui meus agradecimentos ao secretário de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, Gerson Penna, ao representante do Programa Nacional de DST e Aids, Gerson Fernando Pereira, e à coordenadora do Programa Nacional de Controle da Hanseníase, Maria Aparecida Grossi, pelo estímulo e pelo apoio financeiro constante, desde a primeira edição do simpósio”, admite Sinésio Talhari. Fotos: Ariel Costa
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12ª Radeco A 12a edição da Reunião Anual dos Dermatologistas do Centro-Oeste (Radeco) reuniu 300 médicos no Centro de Eventos e Convenções Brasil 21, em Brasília, entre 30 de julho e 1o de agosto. Na oportunidade, o presidente da SBD-DF, Gilvan Alves, frisou a importância do papel da SBD e de seus associados na disseminação de atitudes preventivas, bem como no diagnóstico precoce nos casos de câncer da pele. "Estamos profundamente compromissados com ações educativas implementadas em várias localidades.” Foram realizados cursos práticos ao vivo com foco em tratamentos estéticos, como peelings e terapias de rejuvenescimento facial. Além de especialistas do CentroOeste, profissionais de outras regionais conduziram cursos práticos, como, por exemplo, Dóris Hexsel (RS) e André Vieira Braz (RJ).
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Andréia Mateus, Gilvan Alves, Omar Lupi Luna Azulay, Gilvan Alves e Gladys Martins
Painel do leitor Esta seção está aberta para receber opiniões, sugestões, elogios e críticas dos leitores do Jornal da SBD. Mande seu e-mail para cartas@sbd.org.br Conselhos regionais de medicina de todo o país e associados da SBD congratularam a Sociedade pela inclusão da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele no livro dos recordes, o Guinness World Records: Parabenizamos a Sociedade Brasileira de Dermatologia pelo mérito alcançado e desejamos pleno êxito nas futuras campanhas que sempre visam cuidar da população, Arlan de Azevedo Ferreira, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado Mato Grosso
Parabenizamos a Sociedade Brasileira de Dermatologia pela merecida certificação do Guinness World Records e pelo grande feito realizado em benefício da população brasileira, Juberty Antonio de Souza, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Mato Grosso do Sul Parabenizamos pela iniciativa louvável da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele, como também da merecida certificação do Guinness World Records, Henrique Batista e Silva, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de Sergipe (Cremese) Parabenizamos pela campanha de prevenção ao câncer da pele, agora com reconhecimento mundial, Fernando de Araújo Pedrosa, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de Alagoas (Cremal) Cumprimentamos essa Sociedade pelo recebimento do Guinness World Records, Manuel Maurício Gonçalves, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de Minas Gerais Parabenizamos a Sociedade Brasileira de Dermatologia pelo comprometimento com a população e pela merecida certificação no Guinness World Records, certamente contribuindo para o reconhecimento mundial da medicina brasileira, Luis Fernando Soares Moraes, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj)
A SBD recebeu em julho o certificado do Guinness Book pelo recorde de mais de 30 mil atendimentos em todo o Brasil na última Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele (CNPCP). A ação, realizada no dia 5 de dezembro de 2009, contou com a participação maciça das regionais, serviços credenciados e voluntários. Segundo o presidente Omar Lupi, o feito consagra o trabalho essencialmente coletivo para difundir uma cultura de prevenção e com a consequente redução dos casos da doença. Desde que foi criada, em 1999, a campanha atendeu a 357 mil pessoas.
Fiquei emocionada ao receber o e-mail da confirmação de que fomos certificados pelo Guinness. Quero compartilhar meu agradecimento e meu desejo de que continuemos todos juntos trabalhando para o bem-estar e a saúde que se manifesta na pele!!! Abraços e parabéns a todos nós! Sandra Sueli Pessanha Ferreira, Florianópolis-SC Parabéns para nossa Sociedade pela certificação. Letícia Eidt, Porto Alegre-RS Gratíssima pelo Guinness! Rosane Nogueira, São Paulo Jornal da SBD
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Anais Brasileiros de Dermatologia buscam maior fator de impacto Avanços atestam o reconhecimento de sua qualidade editorial
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riado por Eugene Garfield em 1955, o fator de impacto (FI), é o principal instrumento para avaliar a qualidade das publicações. Contudo, foi no começo da década de 1960 que ele começou a ser utilizado como critério de seleção das revistas mais importantes do mundo a ser indexadas pelo Science Citation Index (SCI). Seu cálculo é feito pelo Institute for Scientific Information (ISI) e publicado pelo Journal Citations Reports (JCR). A análise do FI permite medir a importância dos artigos – originais e de revisão – em algum momento ao longo dos dois anos seguintes a sua publicação. Dos 11.261 periódicos indexados na base de dados Web Of Science do ISI, 123 são publicados pelo Brasil, incluindo aqueles divulgados pelos Anais Brasileiros de Dermatologia (ABD), publicação que em 2009 obteve a indexação no Medline/Pubmed. Os ABD internacionalizaram-se e ganharam mais visibilidade; seu fator de impacto, entretanto, ainda é baixo. Além de sempre reforçar a impor tância da citação dos Anais nas referências bibliográficas feita por autores brasileiros que escrevem para revistas internacionais indexadas, a outra estratégia para aumentar o fator de impacto seria, segundo Izelda Costa, editora dos ABD, a autocitação, ou seja, a citação, na revista, de ar tigos nela publicados. “Nosso incentivo aos autores nacionais tem sido imenso nesse sentido. Considero a autocitação impor tante para alavancar o fator de impacto (FI) de uma publicação. O FI não discrimina esse tipo de citação, e na realidade a autocitação representa cerca de um terço de todas as citações que são contabilizadas”, revela.
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Ela informa que em 2000, o fator de impacto da revista científica Memórias do Instituto Oswaldo Cruz era de 0,5, tendo alcançado hoje 2,097 ultrapassando publicações internacionais relevantes. “Além da melhora da qualidade e da internacionalização da revista devido ao esforço da equipe editorial, a alta também pode ser creditada em parte ao crescimento de autocitações, que representaram 21% do fator de impacto atual. Então acredito em sua força, mas obviamente também não podemos deixar de lado a qualidade científica da referência. Quando os artigos aparecem no Pubmed, em algum momento, podem despertar interesse e ser citados”, explica, acrescentando que o FI é muitas vezes repreendido pelos exageros da autocitação. A qualidade dos ar tigos recebidos pelos Anais Brasileiros de Dermatologia tem sido alta, e isso garante o reconhecimento da comunidade científica. Com a modernização contínua, Izelda Costa acredita que em
breve a revista alcançará FI mais elevado. Atingir FI superior a 1,5 é a meta no cur to prazo. “É o que desejamos. Mantemos nosso padrão de impressão e de regularidade há 85 anos. A indexação em 2009 e com isso a internacionalização da revista, a implementação da submissão online, a atuação de competentes pareceristas, a par ticipação crescente de pesquisadores estrangeiros de grande relevância e a criação de novas seções, modernizando e melhorando o conteúdo, são fatores que vão ajudar a alavancar o FI dos ABD. Estamos aumentando nosso fator de impacto de forma bem gradativa e daqui a algum tempo vamos colher bons frutos”, pondera. Questionada sobre a qualidade das revistas médicas brasileiras, Izelda declarou que o momento atual é de internacionalização: “Estamos vivendo uma fase de aprimoramento dos artigos brasileiros, tendendo para a internacionalização. Em relação aos Anais, nossos esforços estão sempre direcionados no sentido de melhorar a qualidade do material publicado.” Em 2010, os ABD criaram duas novas seções: Imagens e Dermatologia Tropical e Imagens em Dermatologia. No ano passado, a publicação abriu espaço para a coluna Dermatopatologia.
Para calcular o FI, leva-se em consideração o número de citações recebidas pelos artigos publicados em um periódico em determinado ano, dividido pelo número de artigos publicados no mesmo periódico nos dois anos anteriores.
A editora dos Anais explica que, para publicar no Brasil, o primeiro critério que o pesquisador e o docente levam em conta é a indexação, seguido de sua qualificação Qualis, que é o marcador direto da pesquisa científica atribuído pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O FI não é a melhor ferramenta para avaliar a qualidade científica de autores, mas ainda é considerado um bom recurso de avaliação científica, posto que tem grande influência na classificação da Capes. A fim de aprimorar o processo de avaliação dos periódicos científicos brasileiros provenientes dos programas de pós-graduação, a Capes classificou-os em oito níveis de escala decrescente segundo principalmente o valor de impacto: A1 (mais qualidade), A2, B1, B2, B3, B4, B5 e C (peso mais baixo). Os Anais têm o conceito B3. Para continuar orientando seus pós-graduandos, a maioria de pesquisadores/docentes brasileiros deve publicar seus artigos em periódicos de nível B3 para cima.
Cosmiatria com ética Fundamentos científicos demarcam tratamentos na área cosmiátrica da entidade
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especialista deve estar apto a resolver praticamente todas as questões de sua especialidade e, se for de seu interesse, também operacionalizar determinados procedimentos mais sofisticados que poderiam compreender uma área de atuação específica. A afirmação acima é de José Antônio Sanches Júnior e faz parte de matéria sobre a criação de grupos de trabalho e departamentos, publicada no Jornal da SBD há 13 anos. De lá para cá, muitas coisas mudaram. E para melhor. A grande evolução da área estimulou a criação do Departamento de Cosmiatria da SBD que prima pela ética, pela seriedade e pela responsabilidade com seu associado. Com o aperfeiçoamento da cirurgia dermatológica a partir de meados da década de 1990, e o surgimento de novas técnicas não invasivas para procedimentos estéticos, a procura da cosmiatria nos consultórios dermatológicos aumentou significativamente. "Já deveríamos dar por encerrado o tempo em que a cosmiatria era encarada com reservas pelos colegas que defendiam a ‘dermatologia pura e dura’. O comportamento de negar no passado a importância de a cosmiatria ser exercida por nossa especialidade levou a que colegas não especialistas, na maior parte das vezes sem nenhuma base
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de conhecimento, procurassem atender à crescente demanda da população nessa área. Tal fato apenas fazia crescer ainda mais a aversão dos que enxergavam a cosmiatria como algo menor ou, ainda pior, desprezível dentro de nossa especialidade", revela Sérgio Talarico, um dos coordenadores do Departamento de Dermatologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Sobre essa realidade, Absalom Filgueira, ex-presidente da SBD-RJ em 1978 e 1989, comentou no capítulo “Magia dermatológica” do livro A história da dermatologia da SBD, que, há 20 anos existia muito preconceito na área e, para muitos, o profissional que tratava de rugas era considerado "menor" Hoje, contudo, tratar da parte cosmética é tendência natural, o que não significa que a dermatologia fique restrita a esses procedimentos, já que a identidade clinicopatológica é a principal razão de sua existência. O aprimoramento científico é a principal característica de um profissional afinado com seus princípios. A sólida formação o habilita a atuar tanto na função estética quanto na clínica, desde a realização de procedimentos cirúrgicos até a prevenção e o tratamento de danos que a pele
Jornadas de cosmiatria
Pesquisa de Cosmiatria e Laser
Desde a criação dos departamentos especializa-
Idealizada por Andréia Mateus e
dos da SBD, incluindo o de cosmiatria, passou a
sua equipe, a enquete tem o objetivo
existir dentro da entidade o compromisso com a
de conhecer o perfil do dermatolo-
educação médica continuada nessa área do conhe-
gista brasileiro que faz cosmiatria e
cimento efetuado por todos os dermatologistas da
laser. O resultado vai avaliar quais
SBD. "A preocupação com a inclusão dos temas da
são os procedimentos mais utiliza-
cosmiatria na grade oficial da programação dos
dos dando um panorama do trata-
especializandos dos serviços credenciados, o
mento da dermatologia clínica.
número crescente de cursos teóricos e práticos, os
O preenchimento da pesquisa
simpósios e fóruns não só nos congressos da
será feito de duas formas: pelo site
Sociedade Brasileira de Dermatologia, mas também
da SBD até o dia 2 de setembro ou
nos eventos regionais, tudo isso passou a ampliar
no estande da Sociedade no 65o Congresso Brasileiro
cada vez mais o ensino sério, ético e com funda-
de Dermatologia. Ao participar, o associado titular, con-
mentação científica da cosmiatria. O enorme suces-
tribuinte ou honorário garantirá desconto de 30% na
so dos eventos nessa área mostra claramente que,
inscrição para o III Simpósio de Cosmiatria e Laser, em
sim, existe o interesse do dermatologista pelo
novembro, em Curitiba. Esse abatimento, porém, vai
assunto e que também ele busca solidificar seu
valer apenas para inscrições realizadas no estande da
conhecimento", assinala Sérgio Talarico.
Sociedade, mesmo que o associado tenha respondido o
Atualmente, dermatologistas que militavam em
questionário pelo site. “É importante ouvir o que está
outras sociedades médicas passaram a ganhar o
sendo realizado na área de cosmiatria e pelos colegas, a
respaldo da SBD para exercer com responsabilida-
troca de experiência é enriquecedora e nos ajudará a
de sua função na área “Acho que houve a migração
traçar um perfil do associado que lida com cosmiatria e
porque não tinham espaço na dermatologia”, reco-
laser", frisa a coordenadora do Departamento de
nhece Denise Steiner.
Cosmiatria da SBD, Andréia Mateus.
sofre ao longo do tempo. "Quem conhece a pele tanto saudável quanto doente é o dermatologista, e ele deve conhecer as possibilidades de procedimentos para tratamentos estéticos, mas também o que fazer em casos de complicações; deve acompanhar o paciente do começo ao fim. A importância da cosmiatria reside no fato de o dermatologista poder responder às demandas de seus pacientes, como proteger a pele, responder sobre limpeza, fotoproteção, saúde e beleza", considera a editora da área de Cosmiatria da revista Surgical and Cosmetic Dermatology, Denise Steiner. Sobre o crescimento progressivo do interesse de jovens dermatologistas pela área de cosmiatria em detrimento da dermatologia clínica, Talarico crê que para o especialista se tornar um profissional completo ele tem que dominar, sem exceção, todos os campos da especialidade, e ter profundo conhecimento anatômico, morfológico e fisiológico da pele. "A dermatologia sempre se preocupou com os quadros que traziam repercussão ‘inestética’. Parece até que não se davam conta desse fato! Como exemplo gostaria de perguntar qual o dermatologista que não atende paciente portador de acne?
A doença que comprovadamente por pesquisa realizada pela SBD mais frequentemente leva o paciente a buscar consulta dermatológica. Houve nos últimos anos inegáveis avanços nos possíveis tratamentos, a maioria deles minimamente invasiva, que podem levar à melhora estética e com resultados significativamente gratificantes. Dessa forma, estamos aprimorando a qualidade de vida e induzindo importante elevação da autoestima. O que sempre enfatizo é que o que nos leva a poder praticar uma cosmiatria de alto nível é a excelência da formação clínica dermatológica. Só o bom dermatologista, completo, alcançará, destaque e terá sucesso na prática cosmiátrica. Não podem os jovens se afastar dessa premissa enxergando a cosmiatria como um falso brilhante", destaca. Andréia Mateus, afirma que há um notório aumento da cosmiatria no país, muito embora ela ainda enfrente algumas resistências. "Penso que o preconceito é prejudicial para o progresso da cosmiatria. O desenvolvimento da nossa especialidade nessa área é inegável, mas ainda há muito o que se aperfeiçoar e se atualizar. Os dermatologistas que desejam ampliar seus conhecimentos, dentro de um padrão profissional e ético, devem seguir em frente", declara. Jornal da SBD
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SBD apressa preparativos para Campanha Nacional de Psoríase Dermatologistas vão promover ações de esclarecimento da doença que provoca lesões na pele, mas não é contagiosa
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uem tem psoríase sabe que o olhar sem discriminação de outras pessoas ajudaria muito a enfrentar o problema. E é no Dia Mundial de conscientização da doença, em outubro, que a SBD reforça seu papel de alertar a população contra o preconceito, mostrando que ela não é contagiosa e não tem cura, mas pode ser controlada com tratamento dermatológico. Para a campanha deste ano, mais de 40 postos de atendimento de várias regiões do país se cadastraram, incluindo as regionais e os serviços credenciados da SBD. Estima-se que aproximadamente 30 mil pessoas vão passar pelas tendas montadas em locais de grande circulação e receber folhetos explicativos sobre esse mal comum que acomete duas em cada 100 pessoas em todo o mundo. "Iniciativas como essa realizada há alguns anos pela SBD resultam na melhora da qualidade de vida das pessoas, espalham informações relevantes e, especialmente, contribuem para a inclusão social em nosso país", explica a coordenadora geral da campanha, Cláudia Maia, que tem Ricardo Romiti e Maria Denise Takahashi a seu lado nessa empreitada que ainda prevê as seguintes ações:
Segundo Simpósio Online estimula educação médica continuada Durante quatro semanas os associados poderão assistir gratuitamente a palestras online diretamente do site da SBD. Além de constituir oportunidade de aprimoramento para quem vive distante dos grandes centros, as aulas contarão pontos para o CNA. Silvio Alencar Marques será o coordenador. Curso de Atualização de Psoríase: informação científica e de qualidade aos associados A SBD programou um Curso de Atualização em Psoríase, sob coordenação geral de Cláudia Maia, em cinco capitais brasileiras: Brasília, Recife, Salvador, Vitória e Curitiba. O programa, dividido em módulos, teve início em agosto e terminará em outubro. O curso pretende levar informação e atualização de forma mais personalizada, discutindo as diversas situações e apresentando casos clínicos. "A intenção é levar o conhecimento ao associado local, com eventos pequenos,
nos dias de semana à noite ou na manhã do sábado", frisa Cláudia Maia, acrescentando que as aulas são gratuitas, de curta duração e ministradas por grupo que reúne os principais especialistas na doença selecionados pela SBD. Como coordenadores locais, participaram dos módulos de agosto Gladys Martins (DF) e Emerson de Andrade Lima (PE). Os de setembro e outubro serão comandados por Anete Olivieri (BA), Carlos Bastos (PR) e Paulo Sergio Emerich Nogueira (ES). Além dos fatores ambientais e comportamentais, estudos feitos nas últimas três décadas comprovam que a psoríase é uma doença que tem componentes genético e imunológico. “Graças à biologia molecular e à engenharia genética estão sendo sintetizadas novas moléculas que agem de maneira seletiva em fases da cadeia imunológica – as terapias biológicas – e que estão modificando o prognóstico de muitos pacientes portadores de formas graves da doença. Ao mesmo tempo, a psoríase está sendo recolocada como doença grave, que causa grande impacto na qualidade de vida dos pacientes, que devem ser examinados de maneira mais cuidadosa, inclusive pesquisando as diferentes comorbidades”, explica Gladys Martins, que ministrou aula sobre epidemiologia e evolução dos conhecimentos. O segundo secretário da SBD, Emerson de Andrade Lima, disse que participaram do curso em Pernambuco dermatologistas que desenvolvem linhas de pesquisa e estudo em psoríase, além de convidados nacionais, resultando em ampla troca de experiência. “O evento foi fundamental para aprimoramento mútuo do conhecimento em psoríase, uma das doenças dermatológicas mais estudadas na atualidade”. Segundo Simpósio Nacional Acontecerá em São Paulo, no dia 20 de novembro, e deve abranger assuntos que vão desde os avanços em fisiopatologia clínica até terapêutica de psoríase. São aguardados 400 dermatologistas. "Especialistas em psoríase de várias partes do Brasil estão sendo convidados. Nosso objetivo é levar o que há de mais novo em tratamento da doença e repetir o sucesso da primeira edição que ocorreu na capital federal", assinala Ricardo Romiti, que conta com Artur Duarte na coordenação do evento. Jornal da SBD
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Por uma dermatologia global
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ê um peixe a um homem faminto e você o alimentará por um dia. Ensine-o a pescar e você o estará alimentando pelo resto da vida. Esse provérbio chinês pode ser aplicado à Foundation for International Dermatological Education (Fide), órgão vinculado à Sociedade Internacional de Dermatologia, que tem como missão o estímulo à produção intelectual de jovens dermatologistas de países em desenvolvimento, por meio de bolsas de estudos e de participação em eventos científicos internacionais. São muitos os países assistidos, e o Brasil é um deles. Ciente da importância do intercâmbio de ideias e do valor da produção do conhecimento Fundada em 1972 por um grupo de dermatologistas de diferentes países, a Fide estimula a produção intelectual de jovens dermatologistas de países em desenvolvimento com bolsas de estudos no exterior e em congressos internacionais. A instituição defende a ideia de que todos os dermatologistas do planeta devem ser responsáveis pela profissão e contribuir, por meio de trabalho conjunto, para a garantia de um futuro melhor para as nações que têm pouco ou nenhum acesso a tratamentos dermatológicos. É ainda grande defensora da educação em dermatologia e de assistência dermatológica para todos, atuando no Centro de Treinamento Regional de Dermatologia, na Tanzânia, e na clínica da pele do Hospital Central Kamuzu no Malawi, criado por Gunnar Lumholt, um dos fundadores da Fide.
científico no início da carreira de um jovem dermatologista, a SBD firmou parceria com a instituição oferecendo a dois associados a possibilidade de participar do Meeting da Academia Americana de Dermatologia (AAD) de 2011. "A Bolsa Fide já acontece há muito tempo em outros países da América Latina e tem grande participação de dermatologistas jovens de países como Chile, Argentina e do Leste Europeu. Considero vital o jovem dermatologista agregar conhecimento científico no começo da vida profissional",salienta Regina Casz Schechtman,representante do programa no Brasil. Bruna Koche (RS) e Rafael de Negreiros Ribeiro Moraes (SP) terão direito a bolsa de 2.500 dólares e à inscrição em algum dos cursos do congresso. Os candidatos foram selecionados com base na juventude, nas habilidades clínicas, de investigação, e na capacidade de pesquisa. "O requisito principal é a análise curricular, dando atenção a trabalhos publicados em dermatologia tropical e ao fato de terem até 40 anos de idade", informa Regina Schechtman. Em sua opinião, a aposta para o futuro da dermatologia é a integração. "Acredito na união de todos os conhecimentos científicos aplicados à prática diária para a maior globalização dessas informações".
CFM alerta – cursos de pós-graduação lato sensu não substituem a residência médica
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esmo com o aval do Ministério da Educação (MEC), os cursos de pós-graduação lato sensu (programas de especialização que contam com a duração de 360 horas curriculares e não oferecem o título de mestre ou de doutor) em medicina não podem ser reconhecidos como especialização médica. De acordo com o Jornal Medicina n. 25, o assunto foi discutido mais uma vez durante a plenária do Conselho Federal de Medicina (CFM), realizada em junho. Na oportunidade, conselheiros federais avaliaram decisões da justiça relativas ao tema, fortalecendo o entendimento de que esses cursos não substituem a residência médica nem os exames aplicados por sociedades de especialidades reconhecidas pelo CFM. O coordenador da Comissão Mista de Especialidades do CFM, Antonio Pinheiro, afirmou que esses são os dois caminhos que dão acesso ao reconhecimento de especialização. Já o terceiro vice-presidente do Conselho, Emmanuel Fortes, observou que as pós-graduações lato sensu "servem para que profissionais ampliem seus conhecimentos, renovem suas práticas, aprimorem suas técnicas, mas não têm outra finalidade". Caso similar ocorreu no começo do ano, quando um médico do Espírito Santo teve o registro de especialista em
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medicina estética negado pelo CRM/ES e por todos os integrantes da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O ato do CRM foi fundamentado na resolução n. 1.634 do CFM, de 2002, que não prevê a existência da especialidade medicina estética. A ministra Eliana Calmon, relatora do processo, disse que o órgão da classe médica tem competência para criar e reconhecer especialidades. Em sua decisão, afirmou ser "inquestionável que o Conselho de Medicina funciona como órgão delegado do Poder Público para tratar das questões envolvendo saúde pública e as atividades dos profissionais médicos. Entendo não ser possível ao Poder Judiciário invadir a competência – tanto constitucional como legal – dos Conselhos de Medicina, para obrigá-los a conferir o título de especialista, em ramo científico ainda não reconhecido como especialidade médica".
Os mais de 40 anos da SBD
Fluminense Desenvolvimento científico contínuo de seus associados e programas de educação preventiva em dermatologia para o público leigo são missões da regional que tem como uma de suas marcas as sessões clínicas com casos “ao vivo”
“Este espaço foi criado para que todos possam compartilhar informações históricas de momentos especiais vivenciados na Sociedade. Notícias e fotografias são bem-vindas. Contamos com a participação de nossos associados para que, ao longo deste ano, possamos reavivar e conservar a memória de uma das mais antigas sociedades médicas do Brasil.” Paulo Cunha Coordenador médico do JSBD
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m 13 de abril de 1968, 20 dermatologistas, membros da SBD, encontraram-se na Associação Médica Fluminense, no município de Niterói, para o que seria a primeira reunião de uma nova seccional, a Secção do Estado do Rio de Janeiro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Na ocasião, foram indicados e eleitos por unanimidade os nomes de Rubem David Azulay e Nelson Lamy para ocupar a presidência e vice-presidência, respectivamente. Completavam a diretoria, René Garrido Neves, como secretário-geral; Neide Kalil Gaspar, como primeira secretária; e José Trindade Filho, como tesoureiro. Ainda foi escolhido o segundo sábado de cada mês para a realização das reuniões ordinárias mensais, tradição que se
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mantém até os dias atuais. Nascia ali, aquela que, posteriormente, após a fusão do Estado da Guanabara com o Estado do Rio de Janeiro, viria a se chamar Regional Fluminense da SBD. Foram seus sócios fundadores Adilson Guilherme, Antar Padilha Gonçalves, Antonio Pedro de Andrade Gaspar, Calixto Nami Kalil, Carlos Alonso, Elias Azulay, Everardo Marques dos Santos, Francisco Rodrigues Parente, Francisco Xenócrates Tardin, Helio Pinto de Moraes, José Trindade Filho, Laert Rodrigues Goulart, Lourival de Oliveira Nogueira, Luiz Peres Quevedo, Neide Kalil Gaspar, Nelson Lamy, Osmar Mattos, René Garrido Neves, Rubem David Azulay e Sadino da Costa Abelha. Em seus anos iniciais, até a fusão dos dois estados, sucederam-se na presidência da seccional Antar Padilha Gonçalves (1970), René Garrido Neves (1971), Nelson Lamy (1972), Luiz Augusto Nunes Teixeira (1973) e Antônio Pedro de Andrade Gaspar (1974). Tendo como característica marcante a apresentação e a discussão de vários casos clínicos “ao vivo” em cada uma de suas reuniões, a SBD Fluminense tem sua história diretamente ligada ao Serviço de Dermatologia do Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP), da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense (UFF), e aos grandes mestres e ilustres nomes da dermatologia que lá imprimiram sua marca ao longo
Primeira diretoria da Regional Fluminense
Rubem David Azulay
Laert Rodrigues Goulart
Luiz Peres Quevedo
Nelson Lamy
René G. Neves
Neide Kalil Gaspar
José Trindade Filho
Alguns de seus sócios fundadores
Dermatologistas se encontram para reunião em Petrópolis
Antar Padilha
Antonio Pedro Gaspar
dos anos, tendo o Prof. Rubem David Azulay, sucessor de Paulo Parreiras Horta, e chefe do Serviço Credenciado até 1978, como grande exemplo inspirador. Nesse serviço, instituiu-se o primeiro curso de mestrado em dermatologia do Brasil, formando como primeiro mestre, Sinésio Talhari. Muitos outros dermatologistas, mestres e doutores, hoje atuantes em diversas regiões do país, formaram-se sob a influência de seus professores, especialmente René Garrido Neves e Neide Kalil Gaspar. Dr. René foi professor titular da UFF de 1984 a 1992 e, posteriormente, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), além de presidente da Regional em 1971 e 1993, sendo o responsável pela aquisição da primeira sede da SBD Fluminense. Dra. Neide foi professora titular da UFF de 1995 a 2008 e professora emérita desde então, sendo presidente da SBD FL nas gestões de 1977, 1985 e 1998/1999. Vários outros colegas e professores têm sua trajetória de vida intimamente ligada à história da SBD Fluminense, seja por influência direta na formação e atualização profissional dos dermatologistas do estado ou por sua dedicação ao fortalecimento da regional, cuidando de seus aspectos administrativos – nomes como os de Antônio Pedro Gaspar, Luiz Peres Quevedo, Laer t Rodrigues Goulart, José Trindade Filho, Rogério Ribeiro Estrella, Marcio Santos Rutowitsch, Jane Marcy Neffá Pinto, Ada Lobato Quattrino, Lucia Helena Ribeiro, Adolpho Araripe Junior, Antônio Sérgio Diniz, todos professores com passagem por sua diretoria, além dos mais
recentes presidentes que precederam a atual gestão: Maria Del Pillar, Ademilson Teixeira Caldas e Eloisa Leis Ayres, estes últimos responsáveis pela compra e estruturação da nova sede, respectivamente em 2006 e 2007. A Regional Fluminense tem como área de atuação o Estado do Rio de Janeiro, com exceção do município do Rio, e conta atualmente com 214 associados, que exercem a especialidade em diversos municípios fluminenses, possuindo ainda duas distritais: a Norte Fluminense, que engloba Campos dos Goytacazes e Macaé, e a recém-criada distrital Serrana, formada por Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo. Nesses 42 anos de história, as reuniões mensais têm sido fielmente realizadas pela Regional, que também tem participado ativamente com seus dermatologistas associados e colegas colaboradores das Campanhas de Prevenção do Câncer da Pele e, no último ano, da nova Campanha Nacional de Psoríase Atenta à modernidade dos avanços em nossa especialidade e realizando com frequência cursos de atualização teóricos e práticos, a SBD Fluminense tem procurado cumprir sua missão, delineada por seus fundadores: levar a educação médica de forma atualizada e contínua a seus associados, aliando novos desafios, como o de ampliar seu papel social, desenvolvendo programas de educação preventiva em dermatologia voltados para o público leigo, contribuindo, assim, para uma dermatologia cada vez mais forte, respeitada e atuante em todo o estado. Leonardo de Gouvêa Cerqueira Presidente da SBD Regional Fluminense – 2009/2010 Jornal da SBD
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Profissões e Dermatoses Ocupacionais
Alice O. A. Alchorne
Dermatoses profissionais causadas por agentes infecciosos
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ão inúmeras as profissões potencialmente expostas a infecções. Nem sempre é possível estabelecer o nexo ocupacional, uma vez que os indivíduos infectados podem ter sofrido exposição fora do ambiente de trabalho, como, por exemplo, nas atividades do cotidiano e/ou lazer. Para estabelecer a relação entre a ocupação e a dermatose profissional por agentes infecciosos são necessários: dados epidemiológicos, história com informação sobre a ocupação e exposição do paciente, e o isolamento do microrganismo no meio ambiente do trabalhador ou em animais manipulados na profissão. A importância do assunto se faz pela prevalência das infecções, algumas potencialmente contagiosas e/ou graves. AGENTES INFECCIOSOS Os agentes podem ser: bacterianos, fúngicos, virais e parasitários. Bactérias Estreptococcia e Estafilococcia - Etiologia: Streptococcus sp. Betahemolíticos do grupo A de Lancefield e Staphylococcus aureus Grupos de risco: profissionais que manipulam carnes (bois, porcos, aves), metalúrgicos que utilizam fluidos de corte, profissionais da área de saúde. Antrax ou carbúnculo ou pústula maligna - Etiologia: Bacillus anthracis. Penetra o hospedeiro humano por inalação, causando infecção respiratória, ou através de ferimento. Grupos de risco: agricultores, trabalhadores que lidam com pelos de
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cabra, lã e pele, estivadores, trabalhadores de armazéns, pastores de rebanhos bovinos, de cabras e carneiros e abatedores de animais. Brucelose - Etiologia: Brucella suis (porcos), B. abortus (gado bovino), B. melitensis (cabras). Infecção através do manuseio de animais ou de leite. Grupos de risco: veterinários, trabalhadores de abatedouros, empacotadores de carnes e técnicos de laboratório. Erisipeloide - Etiologia: Erysipelothrix insidiosa. Infecta peixes e aves. Penetra através de ferimentos. Grupos de risco: peixeiros e retalhadores de aves e peixes. Micobacterioses Tuberculose cutânea - Etiologia: Mycobacterium tuberculosis hominis ou bovis. Penetra através de soluções de continuidade. Grupos de risco: cirurgiões, patologistas, cuidadores de animais, veterinários e magarefes. Micobacteriose atípica - Etiologia: Mycobacterium marinum. Infecta peixes. Grupos de risco: pescadores, nadadores de piscinas, professores de natação, limpadores de piscinas, tanques e aquários, lavadeiras em açudes e salva-vidas. Tularemia - Etiologia: Francisella tularensis. Mais frequente na América do Norte. Infecta roedores, como coelhos, e os vetores são carrapatos e insetos. Grupos de risco: veterinários, agricultores, magarefes, guardas florestais e trabalhadores de laboratórios. Doença por arranhadura de gato - Etiologia: Rochalimaea hensellae e Afipia felis. Grupos de risco: veterinários e tratadores de pequenos animais. Febre maculosa brasileira - Etiologia: Ricketsia ricketsii. Penetra através da picada do carrapato Amblyoma cajennense. Grupos de risco: agricultores, cuidadores de animais e veterinários.
TRATAMENTO Pode ser sintomático e/ou específico conforme o agente infeccioso. PREVENÇÃO Varia conforme o agente infeccioso, sendo recomendado o uso de equipamento de proteção individual, como luvas e botas, evitar o contágio inter-humano, descontaminação de pelos e peles, além de vacinação, tratamento ou mesmo sacrifício de animais quando necessário.
Paracoccidioidomicose
Leishmaniose tegumentar americana
carrionii. Por inoculação direta através de ferimento. Grupos de risco: agricultores. Esporotricose
Candidose
Herpes simples
Fungos Candidose - Etiologia: Candida albicans. Acomete indivíduos que trabalham com umidade. Grupos de risco: garçons, copeiros, cozinheiros, lavadores de pratos, enfermeiros, atendentes de casas de banhos e lavadeiras. Dermatofitoses - Etiologia: Dermatófitos. Grupos de risco: barbeiros, agricultores, veterinários, trabalhadores de curtumes e cuidadores de animais. Pitiríase versicolor - Etiologia: Malassezia furfur. Acomete indivíduos que trabalham em ambientes com muito calor. Grupos de risco: metalúrgicos, cozinheiros, salva-vidas e professores de natação. Esporotricose - Etiologia: Sporothrix schenkii. Por inoculação direta em ferimentos por vegetais ou animais. Grupos de risco: agricultores, floristas, jardineiros e veterinários de gatos. Paracoccidioidomicose - Etiologia: Paracoccidioides brasiliensis. Por inalação de esporos do solo ou plantas e raramente por inoculação direta em ferimentos. Grupos de risco: agricultores e laboratoristas. Blastomicose queloidiana ou Lobomicose - Etiologia: Paracoccidiodes loboi. Encontrada na Amazônia. Provavelmente penetra através de ferimentos. Grupos de risco: seringueiros, agricultores, colhedores de castanhas. Cromomicose - Etiologia: Phialophora sp e Cladosporium
Micetomas Nocardiose - Etiologia: Nocardia brasiliensis. Por inoculação direta através de ferimento. Grupos de risco: agricultores. Maduromicose - Etiologia: Madurella sp., Monosporium sp. Por inoculação direta através de ferimento. Grupos de risco: agricultores. Vírus Ectima contagioso ou ORF - Etiologia: Poxvírus. Grupos de risco: pastores e tosqueadores de cabras e carneiros, veterinários, agricultores. Nódulo dos ordenhadores - Etiologia: Vírus Paravaccínia do úbere de vacas. Grupos de risco: ordenhadores novos (dá imunidade definitiva) e veterinários. Herpes simples I e II - Etiologia: Herpesvirus hominis. Grupos de risco: Profissionais da área de saúde (enfermeiros, dentistas e médicos). Verrugas - Etiologia: Vírus do papiloma humano (HPV), principalmente HPV 7. Grupos de risco: manuseadores de carnes (bois, aves e peixes). Parasitas Protozoários - Leishamniose tegumentar - Etiologia: Leishmania sp. Grupos de risco: agricultores, trabalhadores em derrubada de matas e construção de estradas, caçadores e pescadores. Helmintos - Prurido dos nadadores - Etiologia: Schistosoma mansoni (cercárias). Grupos de risco: mergulhadores, salva-vidas, trabalhadores das docas, limpadores de piscinas, lagos e tanques recreacionais e lavadeiras em açudes. Ácaros - Escabiose - Etiologia: Sarcoptes scabiei. Grupos de risco: médicos, enfermeiros, atendentes hospitalares, cuidadores em asilos e creches, e professores. Jornal da SBD
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Grandes Mulheres da Humanidade
Anita Malfatti renovou a arte moderna brasileira
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ma das pioneiras da arte modernas, a paulistana Anita Catarina Malfatti (1889-1964), era filha de um italiano católico e de uma americana, de ascendência alemã, protestante. Um defeito congênito na mão e no braço direitos tornou-a uma “falsa” canhota. Essa limitação marcou sua personalidade, sempre muito emocional.Teve instrução artística e cultural iniciada por sua mãe, Elisabete, que lecionava pintura e línguas. Em 1912, fixou-se em Berlim, Alemanha, onde deu continuidade aos estudos na Academia Real de Belas Artes. Três anos depois, em Nova York, Anita teve aulas de gravura com diversos artistas da Arts Students League, na Independent School of Art. Nesse período, suas obras receberam grande influência expressionista. Lá, ela pôde absorver as características de cada pintor para montar sua própria linguagem. Em 1917 vive clima de ruptura. Sua primeira exposição, organizada por Di Cavalcanti, após voltar da Europa, arrancou críticas arrasadoras. O escritor Monteiro Lobato, seu mais ferrenho crítico, publicou artigo no jornal O Estado de São Paulo que quase lhe interrompeu a carreira. Em função disso, a artista passou dois anos em retiro artístico e mudou completamente o estilo, decidindo tomar aulas de naturezamorta com Pedro Alexandrino Borges. Com Tarsila do Amaral, Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Menotti Del Picchia fundou o Grupo dos Cinco, em 1922, de participação ativa na Semana de Arte Moderna de 1922. Conquistou medalha de prata do Salão de Belas-Artes em São Paulo, em 1933. Em 1942, foi presi-
dente do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo. Sua primeira retrospectiva ocorreu no Museu de Arte de São Paulo, em 1949. Expôs na Bienal Paulista em 1951, e na I Bienal Internacional de São Paulo. Dos anos 50 até sua morte, distanciou-se das polêmicas artísticas, recolhendo-se em seu sítio. “Tomei a liberdade de pintar a meu modo”, argumentava. Seu novo tema era exclusivamente a arte popular brasileira, opção que considerava, bem como diversos artistas, sua melhor e mais pura fase. Depois de vista por 50 mil pessoas em Brasília, a exposição chega ao Rio mais completa, com 120 obras de 70 museus e coleções particulares. Todas as fases estão lá, do primeiro quadro, Burrinho correndo, de 1909, à última tela, Cristo nas ondas, de 1964.
Anita Malfatti – 120 anos Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB) Rua Primeiro de Março, 66, Centro Terça a domingo, das 10h às 21h. Grátis Até 26 de setembro Jornal da SBD
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Curitiba será a próxima capital a sediar o Simpósio de Cosmiatria e Laser cosmiatria e de laser há anos e que vão ter a oportunidade de passar ou trocar suas experiências com dermatologistas de outras regiões. “O evento terá altíssimo nível, a programação científica e os palestrantes foram escolhidos com muito critério técnico, e, com isso, todos vão ter oportunidade única de atualização. Um dos pontos altos será a presença de um dermatologista norte-americano que vai ministrar uma aula sobre bioeletricidade”, revela a coordenadora do Departamento de Cosmiatria da SBD, Andréia Mateus.
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uatro anos depois de ter sediado com êxito o 61o Congresso Brasileiro de Dermatologia, Curitiba será novamente anfitriã em evento dermatológico de ponta: a terceira edição do Simpósio Nacional de Cosmiatria e Laser da SBD. Com o apoio da SBD-PR, a jornada será realizada em 5 e 6 de novembro, no Centro de Convenções Embratel, um dos espaços mais modernos do Brasil, com capacidade para receber 5.000 pessoas em eventos simultâneos e integrado ao Shopping Estação, centro de compras que reúne diversas atrações gastronômicas e culturais. Esse será o primeiro evento desse porte na área de cosmiatria promovido pela SBD Nacional no Sul do país. Dividido em palestras e cursos práticos, o simpósio quer solidificar a formação do dermatologista, estimular a prática correta e fortalecer a cosmiatria como um dos campos da dermatologia. "No primeiro dia, teremos as aulas práticas, com transmissão ao vivo para o auditório abordando procedimentos tradicionais e as novidades que presenciamos na prática diária. No dia seguinte, os inscritos poderão assistir a ampla discussão teórica de temas de atualização e controversos, com a participação de nomes de grande experiência nas duas áreas que vão interagir com a plateia durante as apresentações", anuncia o coordenador de Laser da SBD, Alexandre Filippo. Alguns dos temas desse dia são: novos ativos e seu real valor na prescrição dermatológica; desafios rotineiros: onde precisamos de atualizações; avaliação global pré-tratamento em dermatoses inestéticas; tratamentos estéticos no verão e pérolas terapêuticas. Nomes importantes nas duas áreas estarão presentes no evento. "Dermatologistas experts, que trabalham nas áreas de
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Apoio da SBD-PR O Departamento de Cosmiatria e Laser da SBD tem trabalhado em conjunto com a comissão local para trazer excelentes palestrantes nacionais e estrangeiros que farão parte de programação preparada com esmero para atualização e confraternização. “A comissão local está cooperando com o departamento na sugestão de temas e palestrantes, além de oferecer a experiência dos serviços universitários na seleção dos melhores casos para o painel de procedimentos ao vivo. Além da grande oportunidade de reafirmarmos nossa competência científica nas atividades de cosmiatria e laser, esperamos também que o ambiente seja propício para excelente congraçamento social”, declara o presidente da SBD-PR, Carlos Augusto Silva Bastos.
Curitiba Com quase dois milhões de habitantes, a capital paranaense ocupa o terceiro lugar entre as cidades brasileiras mais visitadas por turistas de negócios, só ficando atrás de São Paulo e Rio de Janeiro. Dispõe do moderno aeroporto internacional Afonso Pena, situado a apenas 18 quilômetros do Centro, o equivalente a cerca de 20 minutos de carro. A cidade tem aproximadamente 150 hotéis com preços competitivos, variadas opções gastronômicas, além de 17 shopping centers, feiras livres e de artesanato. A 97 quilômetros encontra-se o litoral paranaense, com cidades históricas, ilhas e praias.“Curitiba tem confirmado sua vocação em sediar com sucesso os principais eventos da dermatologia nacional. Tivemos recentemente a Radla 2008 e, em 2006, o Congresso da SBD, que primou pela grande participação dos associados e pela exemplar organização científica e social”, ressalta Carlos Augusto Silva Bastos.
Regionais Alagoas
Santa Catarina
Paraná
Alagoas
Maceió se prepara para receber mais uma vez a Jornada Norte e Nordeste de Dermatologia que chega a sua 29a edição. Segundo o presidente da SBD-AL, Everson Leite, a Regional está organizando um grande encontro, com excelente programação científica que promete agradar aos colegas de todo o Brasil. “Além do objetivo de trazer conhecimento das diversas áreas da dermatologia, nossa intenção é tornar o encontro dinâmico, objetivo e integrativo, com palestras curtas e de conteúdo prático favorecendo o debate e a troca de experiências”, detalhou. A SBD Nacional apoia o evento, que terá palestrantes não só das regiões Norte e Nordeste, mas “mestres de pujante brilho do cenário nacional”. “Entre coqueirais que verdejam uma das orlas mais bonitas do litoral brasileiro, Maceió será a guarida para um evento de tamanha importância para a nossa especialidade. E, por isso, sente-se bastante honrada. Contudo, não seria possível sem o apoio irrestrito das regionais-irmãs do Norte e Nordeste e da SBD Nacional, a grande promotora do conhecimento científico. O reconhecimento dos nossos esforços é sua presença. Aguardamos todos vocês, para que juntos possamos fazer desse um evento de grande sucesso. Até lá!”, convida o presidente da Regional, Everson Leite. Informações sobre programação e inscrições estão disponíveis no site www.sbdalagoas.com.br.
Amazonas
Paraná
A SBD Paraná vai promover o curso de cirurgia micrográfica no Bristol Ambassador Hotel no dia 25 de setembro. Coordenado por Carlos Augusto Silva Bastos e Luiz Fernando Figueiredo Kopke e com a par ticipação de especialistas no tema, o evento vai abordar, entre outros assuntos, indicações, técnicas e casos interessantes das limitações da cirurgia micrográfica. Serão três os palestrantes do Paraná: Maurício Shigueru Sato, Rober to Gomes Tarlé e Lysmar y de For ville Mesquita. Os dermatologistas inscritos acumularão pontos no programa de educação médica continuada.
Santa Catarina
A SBD-SC elaborou programação científica variada para a III Jornada Catarinense de Dermatologia, que será realizada nos dias 22 e 23 de outubro no município litorâneo de Bombinhas, na Costa Esmeralda. Temas ligados às ocorrências dermatológicas em banhistas no mar de Santa Catarina ganharão destaque nas palestras dos professores Vidal Haddad Júnior (SP) e André Luiz Rossetto (SC).Também abrilhantarão o evento com palestras e workshops os professores Andréa Serra (RJ), Carlos Roberto Antonio (SP), Abdo Salomão Junior (MG) e Ricardo Limongi Fernandes (SP).
Novos representantes A eleição da diretoria e dos delegados para a gestão 2011/2012 transcorreu por correspondência durante os meses julho e agosto. Sílvia Maria Schmidt será a nova presidente da SBD-SC e André Luiz Rossetto, o vice.Também foram eleitos Roberto Moreira Amorim Filho (1º Delegado), Holthausen Nunes (2º Delegado) e Maurício Amboni Conti (3º Delegado). Um clima de tranquilidade marcou a apuração realizada no dia 16 de agosto, na sede da regional, em Florianópolis.
Amazonas
A SBD-AM dá continuidade ao processo de aperfeiçoamento científico de seus sócios e residentes em reunião mensal, tendo a última sido realizada no dia 30 de julho. Os professores Joaquim Mesquita (Santa Casa de MisericórdiaRJ) e Hamilton Stolf (Unesp-SP) foram convidados e ministraram palestra e curso prático de cirurgia dermatológica para consultório. "O grande sucesso do encontro se deve não só ao alto nível técnico dos palestrantes, mas também à grande participação dos dermatologistas de nossa regional", afirmou a presidente da SBD-AM,Valeska Francesconi.
A presidente da Regional Amazonas, Valeska Francesconi, entre o dermatologista Joaquim Mesquita, da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, e o chefe do Departamento de Dermatologia da Unesp, Hamilton Stolf Jornal da SBD
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Serviços Credenciados
Unicinco
O grupo Unicinco, formado pelos serviços Complexo Hospitalar Heliópolis, Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos, Faculdade de Medicina de Jundiaí, Instituto Lauro Souza Lima de Bauru e Pontifícia Universidade Católica de Campinas, realizou, no dia 25 de junho, a segunda reunião conjunta anual, na sede da Associação Paulista de Medicina de São Paulo. Quatro aulas de alto nível foram ministradas pelos dermatologistas Domingos Jordão Neto (tratamento da síndrome lipodistrófica do HIV), José Roberto Pegas (novas opções no controle do prurido), Paulo Cunha (dermatoses bolhosas autoimunes da infância) e Sadamitsu Nakandacari (cirurgia nas onicopatias). Após as palestras, médicos e residentes de todos os serviços participaram de rica discussão, aproveitando a atividade para se atualizar.
Ceder
O Centro de Estudos Dermatológicos do Recife (Ceder) comemorará 25 anos no dia 20 de novembro. Para marcar a data, o Ceder vai realizar a segunda edição do encontro de ex-alunos. De acordo com a chefe do Serviço, Sílvia Costa Carvalho, a programação científica está sendo elaborada com enfoque em atualidades. Haverá apresentação de casos clínicos seguida de discussão. “Convido os colegas dermatologistas, em especial os ex-alunos, alguns dos quais atuam em estados vizinhos, para participar desse grande encontro”. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (81) 3421-4874 ou pelo e-mail ceder.pe@ig.com.br.
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
As residentes Elena Godoy, Flávia André Jorge e Tatiana Minura Cortes e o chefe do Departamento de Dermatologia da Unesp, Hamilton Stolf
A Universidade de Salamanca, Espanha, e a Universidade Estadual Paulista (Unesp) promoveram programa de intercâmbio para três residentes de dermatologia. Elena Godoy, residente do quarto ano de dermatologia da Universidade de Salamanca, ficará dois meses no Brasil aperfeiçoando-se em dermatologia tropical. Flávia André Jorge e Tatiana Minura Cortes, residentes do terceiro ano de dermatologia da Unesp, por sua vez, partem em setembro para a cidade espanhola, onde cumprirão estágio por um mês, supervisionadas pelo chefe do Serviço de Salamanca, Pablo Unamuno.
Policlínica Geral do Rio de
Janeiro (PGRJ) O Serviço de Dermatologia da Policlínica Geral do Rio de Janeiro (PGRJ) realizou no último dia 21 de agosto a 12a edição da tradicional Jornada de Dermatologia Cosmiátrica. A coordenadora do Departamento de Cosmiatria da SBD e organizadora do evento, Andréia Mateus, destacou que a jornada tem sido importante para a consolidação da cosmiatria ética no Rio de Janeiro e que seu formato passará a contar com módulo prático a partir de 2011.
Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos O Serviço de Dermatologia do Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos recebeu em junho novo equipamento para fototerapia, a cabine Puva ProLumina. O aparelho é utilizado para tratamento de várias dermatoses, como psoríase, vitiligo, dermatite atópica, linfomas e outras. A responsável pelo ambulatório de dermatologia é Glaucia Simione (foto), e a chefia geral é de Maria do Rosário Vidigal.
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