Editorial Sociedade Brasileira de Dermatologia Afiliada à Associação Médica Brasileira
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Diretoria 2009-2010 Presidente - Omar Lupi - RJ Vice-presidente - Bogdana Victória Kadunc - SP Secretária-geral - Maria de Lourdes Viegas - RJ Tesoureira - Maria Fernanda Gavazzoni - RJ 1a secretária - Célia Luiza P. Vitello Kalil - RS 2o secretário - Emerson de Andrade Lima - PE
Jornal da SBD Esta é uma publicação da Sociedade Brasileira de Dermatologia, dirigida a seus associados e órgãos de imprensa. Publicação bimestral - Ano XIV - n. 2 - março-abril - 2010 Coordenador médico - Paulo R. Cunha Conselho editorial - Omar Lupi, Bogdana Victória Kadunc, Maria Fernanda Gavazzoni, Célia Kalil e Emerson de Andrade Lima Jornalista responsável - Erika Drumond - Reg. MT no 31.383 Redação - Erika Drumond Editoração eletrônica - Nazareno N. de Souza Estagiário de editoração eletrônica - Maurício Pacheco Versão On-line - Samuel Peixoto Contato publicitário - Priscila Rudge Simões A equipe editorial do Jornal da SBD e a Sociedade Brasileira de Dermatologia não garantem nem endossam os produtos ou serviços anunciados, sendo as propagandas de responsabilidade única e exclusiva dos anunciantes. As matérias e textos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores. Correspondência para a redação do Jornal da SBD Av. Rio Branco, 39/17o andar - Centro - Rio de Janeiro – RJ CEP: 20090-003 E-mail: imprensa@sbd.org.br Assinatura anual: R$ 120,00 Número avulso: R$ 20,00 Tiragem: 7.000 exemplares Impressão: Sol Gráfica
Sumário
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Paulo R. Cunha - Coordenador médico do Jornal da SBD
Sempre sonhei que o jornal da Sociedade Brasileira de Dermatologia tivesse um grande número de leitores e que a dermatologia brasileira alcançasse grande visibilidade no exterior. É fato notório que nos últimos anos a SBD tem ampliado as ações no sentido de colocar o Brasil cada vez mais no cenário da dermatologia mundial. Nesse contexto, inspirado nos congressos da Winter Academy of Dermatology, evento de absoluto sucesso realizado pela World Health Academy (WHA), na Europa, a SBD, em conjunto com essa Academia, Prof. Dr. Paulo R. Cunha realizará, de 9 a 11 de dezembro, seu primeiro evento internacional, o 1st Summer Meeting of Dermatology – Brazil 2010, em Salvador, Bahia. Leia matéria completa com os preparativos e a organização desse tão esperado evento na página 8, e acesse outras informações no site www.sbd.org.br/summermeeting2010. Ainda sobre o assunto da internacionalização, acredito que é importante conhecer a dermatologia atual em outros países. A coluna “De Olho no Mundo”, nas páginas 10 e 11, traz interessantes dados sobre a dermatologia na Polônia, fornecidas pelo renomado professor Jacek Szepietowski, presidente da Sociedade Polonesa de Dermatologia e muito envolvido na área acadêmica, como mostra seu currículo com mais de 400 artigos científicos, livros e capítulos publicados. Jacek procura manter participação internacional ativa, ao fazer parte de comitês e conselhos de diversas entidades dermatológicas mundiais, entre elas, como diretor da Winter Academy of Dermatology, e da qual também me orgulho de participar como membro da diretoria.Tive a oportunidade de conhecer e me tornar amigo desse magnífico profissional que ora entrevistamos. Acima de tudo, temos que nos orgulhar da SBD, pois ela começou com pilares fortes e preparados, ganhando ao longo do tempo, grande estrutura, e em 2012 comemorará 100 anos de existência. Na coluna que trata dos preparativos para a grande festa de seu centenário, trazemos um belo artigo sobre a história da dermatologia em Minas Gerais, intitulada “A grandeza da dermatologia mineira”. Finalmente, entre tantas notícias importantes, em um jornal de rico conteúdo e já consagrado, não posso deixar de destacar a matéria sobre a eleição, para o biênio 2011-2012, de Bogdana Victória Kadunc, como presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, e de Sarita Martins, como vice-presidente. Elas receberam 96% dos votos apurados dos associados e com legitimidade total exercerão seus cargos. Parabenizo as colegas pela eleição e desejo-lhes êxito nessa nova empreitada. Boa leitura!
Palavra do Presidente Notas Ombudsman TED 2010 Segundo Teraderm Congresso Brasileiro da SBD 1st Summer Meeting of Dermatology Ética em Pauta De Olho no Mundo Novo Código de Ética Médica Catalogação de obras raras na Biblioteca da SBD Eleições 2010 SBD 100 anos Nova relação SBD e indústria Dermacamp: relato de um encontro Meeting AAD Profissões e Dermatoses Ocupacionais Assuntos Exóticos e Pitorescos Grandes Mulheres da Humanidade Departamentos Regionais Serviços credenciados
Matéria de capa SBD na dianteira: ações em diferentes mídias impulsionam a dermatologia para todos
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Palavra do Presidente
Caro dermatologista, C
umprimento publicamente a chapa que concorreu à Presidência da SBD para a gestão 2011-2012 que, mesmo sendo única, recebeu grande número de votos, deixando clara a concordância da maioria com os caminhos atualmente implementados na SBD. A minha querida vice-presidente, e agora presidente eleita da SBD, Bogdana Victória Kadunc, e a Sarita Martins, a quem tenho tanto apreço e carinho, desejo que sedimentem muitas das atuais realizações e ampliem o leque de ações institucionais de nossa Sociedade, tornando-se mais um elo dessa corrente que já se estende por 98 anos ininterruptos e se aproxima do centenário. Não consigo imaginar melhores mãos dentro de nossos quadros para entregar a SBD, pois são profissionais e amigas de enorme competência, correção, ética e amor pela dermatologia. Todo associado da SBD precisa colaborar para fortalecer ainda mais a nossa instituição. Precisamos, mais do que nunca, cerrar fileiras e defender os ideais que permeiam nossa Sociedade em que a Educação Médica Continuada é efetuada com qualidade. Prezamos os ditames éticos na medicina, continuamos a ser uma sociedade democrática e de práticas políticas e contábeis transparentes. Exigimos de nossos serviços credenciados qualidade na formação de nossos residentes e organizamos anualmente uma prova de título de especialista que realmente avalie a quali-
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dade da formação dada, agindo como baliza da qualidade mínima desejável. São essas as bases que há quase um século nos transformaram em exemplo de organização e eficiência dentro da medicina brasileira. A diretoria da SBD aproveita para os presentear com o novo Código de Ética Médica recém-aprovado. Afinal, “isso de querer ser exatamente o que a gente é ainda vai nos levar além” (Paulo Leminski). A nova postura mais politizada da SBD levou-nos à recente e importante vitória na regulamentação da fototerapia como tratamento reconhecido pelo Ministério da Saúde para a psoríase. Esse trabalho histórico, capitaneado pela Dra. Cláudia Maia, é daquele tipo que, uma vez efetuado com sucesso, abre uma trilha impossível de ser ignorada, fundamental de ser seguida e que nos coloca em novo patamar de interlocução com o governo. Nessa linha, também estamos redefinindo a dermatologia dentro da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) e AMB como especialidade clínico-cirúrgica, nos alinhando com o que há de mais moderno mundialmente. Não à toa nossa parceria com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) está mais madura e próxima, faltando somente regimentar melhor essa aproximação para que não fique ao sabor dos humores e à mercê das querências humanas.Tenho certeza de que esse trabalho será terminado na próxima gestão da SBD, que será encabeçada por duas ex-presidentes da própria SBCD. Tivemos recente retorno do Ministério da Educação de que, após a audiência a que comparecemos em Brasília há quase um ano, nenhum outro curso de pós-graduação em dermatologia foi autorizado a funcionar em nosso país. Todo processo político é um somatório de nossas atitudes e do momento em que vivemos e por isso mesmo gosto muito da sábia reflexão do filósofo Jose Ortegas Y Gasset quando diz “Eu sou eu e minhas circunstâncias”.
Omar Lupi Presidente da SBD
Notas Lançamento do Compêndio de micologia médica
Psoriasis 2010 Mais de 60 especialistas do mundo inteiro envolvidos na assistência a portadores de psoríase e interessados em pesquisa clínica e terapêutica vão-se reunir para a terceira edição do congresso internacional de psoríase, a ser realizado de 1o a 4 de julho, em Paris. O objetivo do evento é contribuir para a atualização dos desenvolvimentos mais recentes em diagnóstico, tratamento e eventuais comorbidades durante o tratamento da psoríase. Luna Azulay, Maria Denise Takahashi e Jesus Santamaria compõem a lista dos coordenadores nacionais.
Com tiragem de cinco mil exemplares, foi lançada no dia 25 de março, na Livraria da Vila, em São Paulo, a segunda edição do Compêndio de micologia médica, de Clarisse Zaitz, 12 anos depois da edição original. O livro, da editora Guanabara Koogan, tem a colaboração dos dermatologistas Iphis Campbell, Sílvio Alencar Marques, Lígia Rangel Barbosa Ruiz e Valéria Maria de Souza Framil, todos especialistas na matéria de seu capítulo.
XXII Congresso da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD)
SBD no
Realizado entre os dias 21 e 25 de abril no Rio de Janeiro, o Congresso de Cirurgia Dermatológica levou 3.500 pessoas para o Centro de Convenções Sul América, no bairro Cidade Nova. Segundo o presidente eleito para a gestão 2011/2012 da SBCD, Ricardo Shiratsu, o sucesso do evento foi pautado pela qualidade do programa científico e pelas participações estrangeiras. “Tivemos um congresso cientificamente interessante, com ampla presença de palestrantes internacionais, totalizando 14, além de grandes congraçamentos sociais”, relata. O presidente da SBD, Omar Lupi, foi um dos convidados para discursar na cerimônia de abertura. “Tal fato mostra como é importante e grande a parceria institucional entre a SBCD e a SBD”, acrescenta Shiratsu. Além do Cilad, a nova revista da SBD, Surgical & Cosmetic Dermatology, cuja editora-chefe é Bogdana Victória tem o apoio científico da SBCD.
Acessado por milhões de pessoas, o Twitter – poderosa ferramenta para divulgação de mensagens de até 140 caracteres – vem a cada dia mostrando sua força. Atenta à novidade, a SBD criou um perfil no microblog que é sempre atualizado com as notícias sobre a dermatologia. As atualizações diárias em tempo real podem ser acessadas pelos internautas que também querem conhecer mais a SBD. "O público leigo fica a par de informações divulgadas por fonte segura e respaldada. Nosso objetivo é auxiliá-los no cuidado com a pele e tornar nossa Sociedade mais conhecida", afirma o presidente, Omar Lupi. Siga o Twitter da SBD, acompanhe as novidades e divulgue para seus pacientes. O endereço é http://twitter.com/sbdermatologia.
C a l e n d á r i o
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6º EMC-D/II Reunião dos Serviços Credenciados XXIII Jornada Capixaba de Dermatologia Jornada de Diagnóstico e Terapêutica em Dermatologia Reunião de Cosmiatria Reunião Científica da UEPA Reunião Mensal – Anatomoclínica Quarta Dermatológica – Hanseníase / Curso teórico-prático de toxina botulínica e preenchimento Reunião Mensal Reunião Mensal Reunião Mensal – Casos clínicos + Palestra (FMTAM) Curso de Metodologia e Investigação Científica Reunião Científica – Dermatologia Geriátrica XXVIII Radla Buenos Aires – Argentina
e v e n t o s
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Junho 3-5 12
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DermaNatal Dermasábado – dermatologia e doenças sistêmicas Curso de Alergia e Dermatoses Ocupacionais Curso de Dermatoscopia Curso de Psoríase Reunião Mensal – Anatomoclínica 56a Jornada Goiana de Dermatologia I Jornada de Dermatologia do Alfredo da Matta Reunião Clínica Mensal Curso EMC Reunião Científica – Atualização Terapêutica Reunião Mensal Reunião Mensal
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Notas
Ombudsman
SBD na Radla 2010 Buenos Aires, Argentina, é a sede da XXVIII Reunião Anual dos Dermatologistas Latino-Americanos (Radla), que acontecerá entre 29 de maio e 1o de junho. Um simpósio da SBD (Ancillaring Meeting) sob coordenação de Paulo Cunha está marcado para o dia 28 de maio, véspera do evento. Nele, 22 especialistas da Sociedade farão apresentações curtas, divididas em cinco blocos, em que abordarão os seguintes temas: dermatoses tropicais, terapêutica, terapia com laser e luz intensa pulsada, cirurgia dermatológica e cosmiatria. Oito dermatologistas da SBD vão dirigir sessões na Radla. Luis Antonio Torezan será o coordenador da palestra “Terapia fotodinâmica em câncer não melanoma e fotorrejuvenescimento”; Jesus Santamaria, José Antonio Sanches Jr. e Eugenio Pimentel ministrarão cursos de reciclagem voltados para jovens dermatologistas; Luna Azulay, Marcia Ramos-e-Silva e Cyro Festa Neto serão os coordenadores dos simpósios “Aids: o papel do dermatologista na era HAART”, “Toxina botulínica: De onde viemos e para onde estamos indo?” e “Câncer cutâneo não melanoma”, respectivamente. A sessão anatomoclínica do Brasil terá a coordenação de Mirian Sotto. A SBD também marcará presença com um estande institucional, comprovando sua força como a segunda maior sociedade médica do mundo. Haverá uma sessão em homenagem ao Prof. Sebastião de Almeida Sampaio no penúltimo dia de evento.
Parceria fortalecida Recentemente, a SBD enviou carta para a Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) do Ministério da Educação (MEC), pleiteando aumento da carga horária do ensino da cirurgia dermatológica nos cursos de graduação em medicina. A ação, realizada em conjunto com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), marca um novo momento para as sociedades coirmãs. "De todo o nosso esforço recente de aproximação com a SBCD, essa talvez tenha sido a ação mais contundente da SBD no processo de posicionar a dermatologia como especialidade clínico-cirúrgica. Palavras o tempo pode levar, mas a ação regimental e a atuação institucional como a Sociedade realizou nesse momento deixam um legado permanente", destaca Omar Lupi, presidente da SBD. A definição do MEC será divulgada ainda esse mês. "Esperamos que a avaliação final do Ministério da Educação, que sairá no final de maio, vá de encontro com o objetivo da SBD e da SBCD", realça a futura presidente da entidade, Bogdana Kadunc.
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Gilvan Alves Prezados colegas,
Começo este nosso novo contato citando, como anteriormente, parte do parágrafo de nossa primeira coluna: o ombudsman por designação do cargo é o encarregado de receber e comentar as questões dos associados. Continuo na paciente espera do recebimento de sugestões, reclamações, críticas ou elogios de nossos sócios para que nossa coluna possa cumprir sua função! Por outro lado, imagino que, se não há queixas formais ou informais, todos estejam satisfeitos com a gestão de nossa atual diretoria e com seus respectivos departamentos. O esforço e energia deles merecem nosso reconhecimento. Para que não passemos em brancas nuvens, proponho como tema de reflexão nossa participação em eventos internacionais. No último Congresso da AAD, em Miami, um número recorde de brasileiros foi notado, o que não deixa de ser motivo de orgulho para a SBD, pois mostra como conseguimos criar uma Sociedade crescente e participativa, que busca sempre a atualização e a troca de experiências; ponto para nós e ganho para nossos pacientes. Surge então a pergunta: quantos brasileiros estavam na grade científica do congresso americano? Quantos trabalhos brasileiros foram apresentados? Vamos tentar pensar em termos proporcionais ao grande número de inscrições de brasileiros filiados à SBD. Quando passaremos de plateia a oradores? Devemos usar nosso poder agregador para publicar, pesquisar e ser protagonistas dentro de nossa especialidade. Devemos lutar unidos por melhores condições para realizar nossas pesquisas e oferecer a quem procura os melhores e mais inovadores tratamentos e soluções que nosso conhecimento científico nos impõe, e às vezes o sistema nos impede de realizar. Também na AAD, montamos junto com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) um estande para a divulgação de nossas instituições com o objetivo de fazer crescer o número de estrangeiros interessados em nossos congressos, que, sem dúvida, apresentam programações diversificadas e ricas cientificamente. Em nossos grandes eventos, contudo, não oferecemos tradução simultânea, o que impede a participação daqueles que não falam português. Talvez o dinheiro gasto com essa divulgação, indiscutivelmente bem feita, fosse mais bem investido, por enquanto, na modernização do que podemos oferecer aos participantes estrangeiros que se interessem por nosso congressos. Depois de cumprida essa etapa, então sim caberia divulgar maciçamente nossa Sociedade no exterior. Vamos pensar, intuir, oferecer sugestões e soluções, porque a meta de todos nós é uma só, não importa o caminho: engrandecer a especialidade e nossa Sociedade. Organização e vontade para isso já provamos que temos de sobra! Até a próxima!
Fotos: Arquivo Fundep
Título de Especialista 2010 Silvio Alencar, Jackson Machado, Ana Maria Roselino e José Antônio Sanches
Candidatos realizam segunda etapa do exame por meio eletrônico
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prova do Título de Especialista em Dermatologia (TED) realizada no dia 18 de abril, em Belo Horizonte, aprovou mais de 200 pessoas. Para o presidente da Comissão responsável pelo TED, Jackson Machado-Pinto, que acompanhou o exame, o processo seletivo ocorreu a contento. "O TED transcorreu sem incidentes e com muita tranquilidade.Alguns
candidatos acharam a prova difícil, outros disseram que estava bem equilibrada", comenta. Dos 320 inscritos, 316 prestaram a prova no Campus Buritis da UNI-BH, e 214 (67%) foram aprovados.A realização do exame aconteceu em dois turnos. Durante a manhã, das 8h às 12h, foram aplicadas 80 questões objetivas teóricas, e à tarde, das 14h às 17h, os candidatos responderam às questões objetivas teórico-práticas sobre dermatologia clínica, cirúrgica e cosmiátrica, e conhecimentos propedêuticos inerentes à especialidade. O gabarito oficial e a lista dos aprovados estão disponíveis no site da SBD (www.sbd.org.br). TED Especial O processo seletivo está previsto para 15 de agosto, na cidade de Belo Horizonte. Poderão inscrever-se no TED Especial 2010 candidatos com mais de 15 anos de formação em medicina e que comprovem o exercício da dermatologia há pelo menos seis anos. Em breve, o site da SBD (www.sbd.org.br) divulgará o edital.
Segundo Teraderm da SBD em São Paulo Maior evento de terapia dermatológica do Brasil terá sua segunda edição realizada em maio
Segundo Teraderm Online Quem participar das aulas poderá rever todo o conteúdo abordado por meio do Segundo
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SBD realizará nos próximos dias 21 e 22 de maio, no auditório da Fecomércio, em São Paulo, o Segundo Teraderm. O evento, que engloba as últimas tendências no campo terapêutico na dermatologia, foi grande sucesso no ano passado e dá provas de que veio para ficar. As 1.800 vagas disponíveis se esgotaram antes do prazo final, que era dia 13 de maio. Assim como na edição anterior, a estrutura do Segundo Teraderm será composta de palestras curtas com cinco minutos de duração. Ao final de cada bloco, haverá dez minutos de discussão sobre os temas apresentados. Em formato de talk show, os palestrantes vão compor uma sala de estar para comentar as perguntas vindas da plateia, que poderá acompanhar tudo pelas múltiplas telas de projeção. Mais de 100 palestras serão apresentadas durante os dois dias de atualização. "O formato de miniapresentações focadas unicamente na terapêutica dermatológica permite que seja abordado e discutido grande número de temas em curto espaço de tempo. O objetivo principal do Teraderm é mostrar tudo que o dermatologista hoje tem possibilidade de realizar no campo da terapêutica clínica, cirúrgica e estética", afirma o coordenador do evento, Iphis Campbell. Em sua opinião, a escolha dos temas foi feita obedecendo a esse objetivo. "Os palestrantes foram selecionados entre aqueles que têm experiência nos temas abordados e a habilidade de apresentá-los na forma de minicomunicações", complementa. Serão divulgadas novidades em procedimentos dermatológicos, novos fármacos e atualização condensada nas principais áreas da dermatologia. Dois convidados estrangeiros vão abrilhantar ainda mais o evento com suas experiências. Um deles é Stephen
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Teraderm Online. Mediante senha, o associado terá acesso à programação do evento pela web. Os associados que não compareceram também terão oportunidade de assistir às palestras na íntegra, após o pagamento de taxa. Acompanhe as informações sobre o Teraderm Online pelo site da SBD.
Tyring, renomado pesquisador no campo das viroses. Em palestra de 20 minutos, Tyring concentrará sua apresentação na experiência que tem em vacinas.“A presença desses dois convidados será uma excelente oportunidade para a troca de ideias e atualização profissional”, atesta o presidente Omar Lupi. Um estande institucional da SBD estará disposto na área do evento. Stephen K. Tyring, presidente da Sociedade de Dermatologia do Texas (2009-2010) e especialista nas áreas de dermatologia, virologia, medicina e doenças infecciosas, é reconhecido pela investigação e pelo desenvolvimento de novos medicamentos aprovados pela FDA e que atualmente são amplamente utilizados. Seus interesses de investigação incluem o tratamento e a prevenção de várias doenças mucocutâneas, especialmente as infecciosas e de base imunológica. No início dos anos 90, envolveu-se no desenvolvimento de vacinas para os vírus da Aids, herpes simples, varicela-zóster e o HPV. Seu trabalho com essas vacinas continua até hoje.
65o Congresso Brasileiro terá programa científico de alta qualidade Evento apresentará temas de grande relevância e terá a presença de 14 convidados estrangeiros em evidência na produção científica mundial
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programação científica do 65o Congresso da SBD, marcado para setembro, no Rio de Janeiro, será abrangente e de alto nível. Estão previstos múltiplos simpósios, cursos teóricos e de transmissão ao vivo, fóruns, sessões Tire suas dúvidas, além de Temas em foco e sessões especiais,interativas ou não.Serão abordados diversos assuntos como acne e rosácea,alterações da pigmentação,biologia molecular e células-tronco, cabelos e unhas, cirurgia dermatológica, dermatologia desportiva, dermatologia e medicina interna, dermatologia pediátrica e geriátrica, oncologia cutânea, entre outros. "Procuramos trazer, dentro do possível, algo de diferente para nosso Congresso, e assim a sessão especial “Você decide o tema” é uma das novidades. No ano passado, publicamos no site de nosso congresso, com prazo-limite até o final do ano, relação de 21 temas e pedimos que os colegas escolhessem os seis que mais lhe interessassem. Os seis temas mais votados farão parte dessa sessão”, explica o coordenador da comissão científica e expresidente da SBD, Márcio Santos Rutowitsch. Outra novidade será o Curso de Reciclagem com duração de dois dias, que abrangerá assuntos escolhidos pelos coordenadores de forma objetiva no tocante à atualização, sendo excelente oportunidade para atualização profissional e conhecimento de novas técnicas e procedimentos.“Também vamos colocar pela primeira vez em nosso Congresso Brasileiro de Dermatologia, o poster eletrônico, substituindo a forma tradicional de exposição. As instruções para tal encontram-se em nosso site", complementa. Os palestrantes estrangeiros que já confirmaram presença são: Percy Lehmann (Alemanha), Ana Kaminsky
(Argentina), Carlos Fernando Gatti (Argentina), Horacio Cabo (Argentina) e os americanos Bruce Thiers, Jean Bolognia, Lawrence E. Gibson, Leslie Baumann, Luis A. Diaz, Mark Denis, Peter Davis, Mark Lebwohl, Richard Rox Anderson, Rokea A. el-Azhary e Zoe Diana Draelos. "Hoje, com o advento da globalização, as informações têm-se processado de forma rápida, e assim todos podem compartilhar o que há de novo. A dermatologia brasileira é muito bem conceituada no exterior. Temos, ao longo dos anos, cultivado e mantido estreito relacionamento com nossos colegas de outras nacionalidades. A vinda de diversos convidados estrangeiros sempre resulta em maior congraçamento e troca de ideias sobre os diferentes temas que serão abordados durante nosso congresso", comenta. Segundo Rutowitsch, a expectativa é de que o congresso ultrapasse a marca dos cinco mil participantes. "Estamos contando com um número próximo de 5.500 inscrições. A comissão organizadora está cuidando com muito zelo e profissionalismo de tudo que se relacione com esse evento maior da dermatologia brasileira. A cidade do Rio de Janeiro por si só já é um grande apelo, mas, além disso, contamos com grande ajuda local dos dermatologistas cariocas e fluminenses que fazem parte desta grande entidade que é a Sociedade Brasileira de Dermatologia". Para saber mais sobre o 65o Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia acesse o link disposto na página da SBD (www.sbd.org.br) ou navegue diretamente na página do evento www.dermato2010.com.br. Jornal da SBD
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Bahia
já se prepara para receber o Esse é o primeiro evento dermatológico internacional em solo brasileiro em parceria com a World Health Academy
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SBD quer fechar o ano dermatológico com o espírito alegre dos soteropolitanos. Com o apoio da World Health Academy (WHA), a entidade promoverá, em dezembro, inédito evento internacional: o 1st Summer Meeting of Dermatology Brazil 2010 nos dias 9 e 11, em Salvador, Bahia. A previsão é de que mil dermatologistas, entre brasileiros e estrangeiros, estejam presentes.“Nossa intenção é divulgar conhecimentos dermatológicos atualizados integrando grandes profissionais da dermatologia mundial. Para isso, fomos buscar inspiração no Winter Academy of Dermatology, evento que vem sendo realizado pela WHA na Europa, e que já é sucesso absoluto”, salienta o presidente do 1st Summer Meeting of Dermatology Brazil 2010, Paulo Cunha. Segundo ele, ampliar as relações internacionais da dermatologia brasileira, aumentar sua visibilidade e ao mesmo tempo viabilizar a troca de conhecimentos são alguns dos objetivos máximos do evento, que já tem convidados estrangeiros confirmados. Marcarão presença importantes dermatologistas dos Estados Unidos, Europa e Ásia. “A programação vai privilegiar a participação plena e efetiva de nossos convidados, do exterior e brasileiros, que deverão apresentar suas experiências nos mais diversos setores em que são experts, até com relação à realidade dermatológica das regiões em que trabalham”, complementa Paulo Cunha. A programação científica abrangerá conferências, simpósios, fórum e sessões especiais. Entre os temas abordados estão fototerapia, cirurgia dermatológica, dermatologia tropical, correlações clinicopatológicas, procedimentos cosmiátricos e novas drogas na terapêutica dermatológica. Cabe destaque para a sessão especial "Troca de conhecimentos" em que serão comparados os procedimentos relativos a determinado tema realizados no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos.Todas as sessões terão tradução simultânea português/inglês.“A comissão organizadora está empenhada na elaboração de um programa científico diferenciado e de alta qualidade que pretende privilegiar a integração e a troca de experiências em grande escala entre as dermatologias brasileira e internacional”, realça a coordenadora científica Bogdana Victória Kadunc. Em relação às áreas social e turística, está prevista montagem mostrando imagens da rica diversidade cultural da Região Nordeste.“Estamos pensando na apresentação com muito carinho. Vamos expor também as realizações e os
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avanços da gestão 2009/2010 da SBD”, revela a coordenadora social Andréia Mateus, que terá o apoio de colegas da Regional-BA para executar o trabalho. A expectativa é de que, após o evento, a SBD continue sendo cada vez mais valorizada internacionalmente. “A realização do Summer Meeting no Brasil reforça nossos esforços de internacionalização. O dermatologista brasileiro tem cada vez mais ampliada sua respeitabilidade fora do país via publicações, participações em congressos e atividade institucionais. Integrar nossos dermatologistas no contexto internacional é vital”, enfatiza o presidente da SBD, Omar Lupi. “Acreditamos que, ao acolher as demandas de entidades sérias que respeitam nosso trabalho e querem se aproximar de nossa associação, fortalecemos ainda mais nossa imagem e contribuímos para maior participação de nossos dermatologistas em projetos internacionais”, complementa o secretário-geral, Emerson de Andrade.
Salvador, berço do Brasil – Terra da felicidade e de raras belezas naturais, Salvador é um dos mais importantes destinos turísticos brasileiros. Primeira capital do país, a cidade tem a seu favor conjunto arquitetônico estonteante e rica cultura local. Seus consagrados blocos de carnaval e os inúmeros estilos musicais conquistam o mundo. Para o vice-presidente do 1st Summer Meeting of Dermatology Brazil 2010, Oswaldo Delfini, a escolha de Salvador como sede não poderia ter sido melhor.“Até para o orgulho de nossos colegas da Regional Bahia. Estamos certos de que poderemos contar com todo o seu apoio.” A recíproca é verdadeira: “Sentimo-nos muito alegres e honrados com a escolha de nossa cidade, a primeira a formar médicos brasileiros. Em minha opinião, é mais do que apropriado indicar essa cidade ensolarada e alegre para o primeiro evento científico internacional de verão da SBD. Nós faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para que tenhamos êxito no evento”, comemora a presidente da SBD-BA, Anete Olivieri, que é também uma das coordenadoras sociais. A comissão local do evento é composta por Paulo Machado, Paulo Roberto Lima, Aline M. Moreira, Ariene Paixão, Makiko Fujita e Vitória Rego de Almeida. Paulo Cunha afirmou que já foram feitos contatos com o secretário de turismo do Estado da Bahia, Antônio Carlos Tramm, com o presidente da Saltur, Cláudio Tinoco, e com o Convention Bureau. "Agende essa data e participe desse evento que contará com profissionais renomados e grade científica imperdível!", completa Paulo. Para informações atualizadas e inscrições, visite o site www.sbd.org.br/summermeeting2010.
Ética em Pauta
Medicina estética não é especialidade médica reconhecida
José Ramon Varela Blanco Membro da Comissão de Ética e Defesa Profissional (CEDP)
O novo Código de Ética Médica
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medicina estética não é especialidade médica reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) ou pela Associação Médica Brasileira (AMB). Esse foi o entendimento da ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que relatou processo movido contra o Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo (CRM-ES). A decisão foi acompanhada por unanimidade pela Segunda Turma do órgão julgador. A ação foi movida por um médico que concluiu o curso de pós-graduação, lato sensu, em medicina estética. Ainda que reconhecido pela Coordenação de Aprimoramento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação (MEC), o curso não é capaz de substituir a residência médica, obrigatória para a obtenção do título de especialista. O médico teve, portanto, negado pelo CRM-ES seu registro de especialista em medicina estética. O CRM-ES alegou que a resolução do CFM, que lista as especialidades médicas, não faz menção à medicina estética. Em sua decisão, a ministra Eliana Calmon considerou que deve ser levada em conta a competência dos conselhos de medicina. A Lei n. 3.268/57 deu aos conselhos o poder de supervisionar, disciplinar e julgar a ética profissional da classe médica. Para o coordenador da Câmara Técnica de Cirurgia Plástica do CFM, conselheiro Antonio Gonçalves Pinheiro, a ministra confirmou a posição do CFM que “não consagra que a medicina estética se configure em especialidade médica segundo os critérios da Comissão Mista de Especialidades”. Fonte: Jornal do CFM – ed. março 2010
abemos que são as conquistas geradas pelo progresso e as pressões nascidas das necessidades sociais elementos que impulsionam os legisladores para mudanças nas leis e códigos.Trata-se de movimento que objetiva a adequação aos novos tempos. Ocorreu exatamente isso com o Código de Ética Médica. Sua última versão fora criada pela Resolução CFM 1.246/88, ao tempo em que surgia, também, nossa Constituição “cidadã”. As novas relações sociais e a tecnologia, com seus avanços permanentes, fermentaram as modificações necessárias e que desaguaram na Resolução 1.931/09, revogando, assim, o Código de 1988, implantando a partir de 13/04/2010 o Novo Código. Permaneceram, numeradas por artigos, as normas deontológicas, em que são elencadas as situações nas quais o médico pode ser capitulado, ao responder a algum processo ético. Os princípios fundamentais e os direitos dos médicos, ordenados em algarismos romanos, são eixos norteadores de conduta na profissão. Podem ser observados avanços significativos em pontos específicos: – a responsabilidade do médico não pode ser presumida, deverá ser provada. Isso consagra o fato de que o exercício profissional é de meios, não podendo ser garantidos resultados, como a cura, por exemplo. O antigo artigo 29, por sua importância, passou a ser o artigo 1o, que trata das ações de imperícia, imprudência e negligência; – a questão bioética do término da vida, de preocupação universal, foi contemplada, permitindo-se que cuidados paliativos sejam adotados, nos casos em que não haja terapêutica possível e reconhecida, evitando-se a chamada terapêutica inútil ou obstinada, considerando sempre a expressão de vontade do paciente ou representante legal (artigo 41), sem, contudo, permitir a eutanásia; – ademais foram incorporados avanços em relação à autonomia dos pacientes em relação às pesquisas médicas (artigo 101), obrigando o consentimento livre e esclarecido em relação à natureza e consequências das mesmas; – novo artigo, o 16, veta a intervenção sobre o genoma humano, exceto na terapêutica gênica, evitando-se, assim, passos no sentido de comportamentos eugênicos-like; Como se trata de matéria nova a ser lida e absorvida, esclarecimentos pontuais deverão ser abordados pela Comissão de Ética, cabendo nesta breve introdução ao tema, lembrar que os processos éticos são regidos pela data do ato praticado. Lembrar, também e ao fim, que a lei só retroage em benefício do réu. Jornal da SBD
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População: 38 milhões de habitantes
DE OLHO NO MUNDO
Moeda: zlóti (significa “dourado”) Idioma: polaco Dermatologistas: 2.200
“A ciência é meu trabalho e meu hobby.” Com essa frase o polonês Jacek Szepietowski definiu a satisfação pessoal e profissional que sente ao exercer a dermatologia. Nosso entrevistado na coluna “De Olho no Mundo” desta edição tem em seu currículo mais de 400 artigos científicos, seis livros e ultrapassou os 50 capítulos publicados. Nasceu em 1966, em Wroclaw (também conhecida como Breslávia), bela cidade no sudoeste da Polônia, onde hoje vive e trabalha. Szepietowski informou, entre outras coisas, que em breve receberá o título de sócio honorário da Sociedade Italiana de Dermatologia e fez convite aos brasileiros para conhecer seu país. É que em maio de 2013, a Cracóvia, antiga capital da Polônia, será a sede do 10o Simpósio Spring da Academia Europeia de Dermatologia e Venereologia (EADV), tendo o dermatologista como presidente.“Esse será meu próximo desafio”, revela. Prurido, psicodermatologia, imunologia de inflamações crônica da pele e micologia dermatológica são suas áreas científicas de interesse. Szepietowski é casado e tem uma filha de 10 anos, Marta: “Definitivamente, sonho ter mais tempo para ela!” Leia a seguir a entrevista concedida ao Jornal da SBD:
Dermatologia na
Polônia 10 Jornal da SBD Ano XIV n. 2
Jornal da SBD: Fale-nos um pouco sobre sua carreira. Jacek Szepietowski: Graduei-me em medicina na Universidade de Wroclaw e atualmente sou professor titular e vice-chefe do Departamento de Dermatologia, Venereologia e Alergologia naquela universidade. Além disso, ocupo o cargo de diretor do Instituto de Imunologia e Terapia Experimental da Academia Polonesa de Ciências, fundada por Ludwik Hirszfeld. Esse instituto tem longa tradição e é de grande importância para a pesquisa biológica e médica, não só em nosso país. Há dois anos, fui eleito presidente da Sociedade Polonesa de Dermatologia e procuro manter participação internacional ativa, como vice-presidente da Sociedade Internacional de Dermatologia, membro do Comitê Executivo da Sociedade Europeia de Dermatologia e Psiquiatria, membro do Fórum Internacional para o Estudo do Prurido, membro do comitê científico da Academia Europeia de Dermatologia e Venereologia e membro do Conselho da Academia de Inverno de Dermatologia. Até 2008, também era membro do Conselho da Confederação Europeia de Micologia Médica. Posso dizer que a ciência é meu trabalho e hobby. Sou autor ou coautor de mais de 400 artigos científicos, seis livros e mais de 50 capítulos de livros.
Entrevista de Jacek Szepietowski a Paulo Cunha Sou editor-chefe de duas revistas dermatológicas de língua polonesa: Dermatologia Kliniczna e Dermatologia po Dyplomie. Também sou editor-adjunto do jornal Mycoses e editor do jornal Acta Dermato-Venereologica. Sempre procuro colaborar com colegas no exterior e é um prazer mencionar que sou membro honorário da Sociedade de Pesquisa Científica Sigma Xi, da Associação de Dermatologia e Venereologia da Geórgia e da Sérvia, e da Sociedade Eslovaca de Dermatologia Cosmética e Estética. JSBD: Como é a formação do dermatologista na Polônia? JS: A formação dermatológica é feita nos departamentos de dermatologia das universidades. A Polônia tem 11 universidades com o ensino médico distribuídas em todo o país. O sistema de formação dermatológica é semelhante ao de outros países europeus. Após terminar um ano de formação em clínica médica, o jovem médico deve prestar exame oficial para ingresso na residência. Devo mencionar que é difícil entrar para a residência médica em dermatologia, pois temos muitos candidatos e só aprovamos aqueles que obtiverem as maiores pontuações. A residência dura quatro anos e é supervisionada por um especialista que pode controlar até três residentes ao mesmo tempo. O teste consiste em várias etapas, como o exame clínico dos pacientes, histopatologia e arguição oral.Temos estudantes de doutorado em dermatologia também. Esse é um novo projeto de quatro anos para os que manifestarem interesse em investigação clínica. JSBD: Qual é a proporção de dermatologistas em relação à população de seu país? JS: Temos cerca de 38 milhões de habitantes. A Sociedade Polonesa de Dermatologia é grande e tem quase 2.200 membros. Portanto, para cada 100 mil habitantes, temos pouco menos de seis dermatologistas. Creio que há oportunidades de emprego para dermatologistas, especialmente nas cidades menores, pois muitos deles trabalham nos grandes centros. Além disso, hoje o mercado da dermatologia estética tem crescido rapidamente, e alguns colegas estão trabalhando com isso apenas em seus consultórios particulares. JSBD: Como são os serviços dermatológicos nas esferas pública e privada? JS: Na Polônia, existem os seguros básicos de saúde que cobrem as consultas médicas. No entanto, alguns ramos especiais da medicina, incluindo a dermatologia, são excluídos. Então, se o paciente tem um problema de pele, ele irá diretamente ao dermatologista e deverá pagar de seu próprio bolso. O valor não é reembolsado. Também existem clínicas de dermatologia em universidades e hospitais na cidade com bons leitos. A escola polonesa de dermatologia sofreu influência alemã, e temos um número grande de serviços. Por exemplo, em nossa clínica, há 66 leitos para dermatologia clí-
nica, pediátrica e cirúrgica. O sistema, no entanto, tem unidades ambulatoriais numerosas. Creio que o paciente espera até quatro semanas para receber uma consulta dermatológica. Já no serviço privado não há espera para atendimento. JSBD: Como é a experiência de presidir Sociedade Polonesa de Dermatologia? Quais são os avanços políticos e científicos da Sociedade? JS: Fui eleito presidente de nossa Sociedade aos 42 anos de idade. Em nosso país não é comum presidir uma sociedade científica nessa idade, que ainda é considerada jovem para assumir a posição. Entendi que era o sinal para algumas mudanças. Os desafios para a Sociedade são muitos. Primeiro queremos estimular jovens dermatologistas oferecendo-lhes oportunidades de apresentar seus trabalhos em conferências e congressos internacionais. Acredito fortemente que devemos investir nesse grupo de colegas, pois eles representam nosso futuro. Devemos também apreciar os comentários dos nossos professores e mestres. Tenho orgulho de poder consultar temas difíceis com nossa "primeira-dama" na dermatologia, Profa. Dra. Jablonska Stefania. Nosso segundo objetivo é promover a dermatologia como importante especialidade médica. Infelizmente, a dermatologia tem sido comumente marginalizada, e devemos lutar contra isso. Finalmente, gostaria de convidar todos para vir à Polônia em maio de 2013, época em que vamos organizar o 10o Simpósio Spring da Academia Europeia de Dermatologia e Venereologia (EADV), em Cracóvia, nossa antiga capital. Sendo eu o presidente desse simpósio, considero que esse será o meu próximo desafio. Jornal da SBD
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Novas normas já estão valendo Entrou em vigor no dia 13 de abril o novo Código de Ética Médica. Para chegar ao formato final, consagrado pela Resolução do CFM n. 1.931/2009, foram analisadas e discutidas ao longo de 22 anos mais de 2.500 sugestões encaminhadas por entidades organizadas da sociedade e especialistas. Quatrocentos delegados, entre conselheiros federais e regionais de Medicina, membros de sindicatos e sociedades de especialidades, além de representantes de várias entidades médicas, definiram as 118 normas que vão estabelecer o modo adequado de atuação dos médicos em clínicas, hospitais, consultórios e outros serviços de saúde. Em meio às principais recomendações incluem-se o direito de escolha – o médico deve apresentar todas as possibilidades terapêuticas cientificamente reconhecidas e aceitar a escolha do paciente; o direito do paciente a uma segunda opinião e a ser encaminhado a outro médico; a
proibição do uso de placebo em pesquisa quando há tratamento eficaz. “Entre os vários assuntos relevantes abordados, tais como a autonomia do paciente, regras para a reprodução assistida e terapia genética, gostaria de dar ênfase aos artigos que tratam da publicidade médica, contidos no Capítulo 13. São ressaltados a obrigatoriedade da inclusão do Conselho Regional de Medicina do profissional em qualquer tipo de anúncio, assim como a proibição do anúncio de títulos para os quais o profissional não esteja devidamente qualificado e registrado no CRM”, assinala Bogdana Victória Kadunc. Para ler o Código na íntegra acesse: www.portalmedico.org.br/novocodigo.
Ministério da Saúde regulamenta a fototerapia para diversas dermatoses Conquista da SBD é reflexo de esforços contínuos realizados nos últimos meses junto a diversos órgãos de saúde do país
Após receber ofício do diretor da Comissão para a Incorporação de Tecnologias (Citec) do Ministério da Saúde, Claudio Maierovitch, recomendando a incorporação do procedimento de fototerapia indicado para tratamento de psoríase, doença de enxerto versus hospedeiro, linfoma cutâneo e vitiligo, a SBD já pode comemorar o desdobramento dessa primeira conquista. A Portaria 179 do Ministério da Saúde, publicada no Diário Oficial da União de 19 de abril, acaba de autorizar a incorporação da tecnologia para fins terapêuticos por meio do Protocolo de Diretrizes e tratamentos do Ministério da Saúde. Pela primeira vez na história da SBD, a mobilização foi efetiva na obtenção desse tipo de resultado em Brasília: "Essa é uma grande notícia e coroa o intenso trabalho realizado junto aos representantes de governo do país. A fototerapia já deveria fazer parte do rol de tratamentos do SUS há muito tempo, mas acabou esquecida em face de terapias mais recentes e complexas. Portanto, a preocupação da SBD foi agir para que esse equívoco fosse corrigido. Passo a passo, estamos tentando atuar em todos os níveis para melhorar o tratamento dos portadores de psoríase, em todos os seus níveis de gravidade", comenta Cláudia Maia, coordenadora das ações
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em psoríase da SBD. A gerente do Grupo de Produtos da Pfizer, Priscilla Bottmann, ressalta que a SBD é uma das poucas sociedades médicas que contam com uma imagem tão positiva desenvolvida em tão pouco tempo frente ao Ministério. “Hoje, a gente vê claramente a SBD como Cláudia Maia referência técnica para o Ministério da Saúde, e isso foi conquistado ao longo de importantes passos dados pela Sociedade, mostrando conteúdo científico de qualidade e uma postura muito ética. Atualmente, o governo tem acionado a Sociedade para tirar as dúvidas técnicas, coisa que não existia. Então, eu diria que o maior ganho foi o estabelecimento da imagem da SBD perante o governo e alguns órgãos do Ministério da Saúde”, afirma. O reconhecimento da doença como prioridade na saúde pública e o aumento no acesso a diferentes opções de tratamento para médicos e pacientes têm sido prioridade para a SBD.
AMB cobra taxa de inscrição em eventos pagos para pontuação na CNA SBD se posiciona contra a cobrança, tenta pleitear alterações, mas reconhece a importância da EMC para os associados
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presidente da SBD, Omar Lupi, e a gerente-geral da SBD, Priscila Rudge, se reuniram recentemente com o secretário-geral da Associação Médica Brasileira (AMB), Ademir Humberto Soares, em São Paulo, para buscar esclarecimento de como será o funcionamento das novas regras de cobrança da Comissão Nacional de Acreditação (CNA) e tentar mudanças no pagamento da taxa. A AMB tem cobrado das sociedades de especialidades médicas 3% sobre o valor de cada inscrição em eventos médicos que integram o programa de Educação Médica Continuada (EMC) e que pontuam para a obtenção do Certificado de Atualização Profissional concedido pela CNA desde agosto de 2009. Hoje, porém, a cobrança dos 3% incide sobre o valor da inscrição mais cara, cobrada no dia do evento. As regras atuais já estão valendo, e os médicos serão pontuados apenas se os organizadores tiverem feito o cadastro do evento e efetuarem o pagamento da taxa. "Deixamos claro que não concordamos com os termos apresentados pela AMB e pedimos a aplicação dos recursos de forma mais transparente. Por outro lado, nosso objetivo é garantir o aprimoramento técnico e científico, a Educação Médica Continuada, e o bem-estar de nossos associados. Vários deles possuem título de especialista que precisam obrigatoriamente ser revalidados a cada cinco anos. Em função disso, estamos dispostos a pagar esse valor para não atrapalhar o processo de educação médica continuada de nossos associados", enfatiza o presidente da SBD, Omar Lupi, completando que considera a importância de haver bom relacionamento entre a SBD e a AMB devido à atuação de sociedades paralelas e concorrentes diretas. A Comissão informou ainda que aquela porcentagem será diferenciada para médicos sócios quites, simultaneamente, da SBD e AMB, sendo que o cálculo terá como base o maior valor de inscrição de sócio. A SBD alegou que o
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número de médicos não associados da entidade que se inscrevem nos eventos é bem inferior ao de associados, e a taxa de inscrição paga por eles é maior. “Não podemos cobrar do não associado o mesmo valor do associado. Dessa forma, o pagamento sobre o valor da taxa de não associado poderia impactar na realização dos eventos”, complementa Priscila Rudge. Enquanto persistirem as regras atuais, a SBD recomenda que na ficha de inscrição dos eventos haja um campo obrigatório em que o médico responderá se possui título de especialista da SBD e título de especialista pela Comissão Nacional de Residência Médica. Segundo a entidade, com essa informação o número de nomes a ser enviado à CNA poderá sofrer redução.
Livre escolha Em carta oficial enviada aos presidentes de regionais, distritos e chefes de serviços credenciados da SBD, Omar Lupi explicou que hoje o melhor caminho é a SBD efetuar o pagamento. “Vamos manter essa posição até avançar nas negociações envolvendo outras sociedades médicas de maior porte, como a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), aliados importantes nesse processo. Sem eles, pouco avançaremos, pois num universo de 350 mil médicos, somos apenas seis mil dermatologistas”, pontua. Ele afirma também que dará plena liberdade às regionais e aos serviços credenciados da SBD para definir suas posições nos eventos científicos. Para o presidente da Regional RJ, Carlos Barcauí, o objetivo é continuar a oferecer aos associados eventos que estimulem a EMC. “Abrir mão de 3% de nossa receita não causaria impacto financeiro em nossas contas, desde que saibamos por que estamos pagando”, ressalta.
Pesquisa brasileira revela gene de predisposição ao vitiligo Estudo teve publicação no Journal of Investigative Dermatology
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esquisa inédita desenvolvida por pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) e da Roche revelou importante gene de predisposição ao vitiligo. O artigo ganhou destaque internacional sendo divulgado na primeira edição de 2010 do Journal of Investigative Dermatology, publicação de maior fator de impacto em dermatologia. O grupo de pesquisa da universidade, coordenado pelo geneticista Marcelo Mira, sócio honorário da SBD, e pelo dermatologista da Santa Casa de Curitiba, Caio César Silva de Castro, descobriu que os marcadores do gene DDR1 estão associados ao vitiligo. Esse gene é considerado um dos mais importantes por ser responsável pela adesão do melanócito na camada basal da epiderme. Um defeito nesse gene, portanto, poderia colaborar para o desaparecimento dos melanócitos, ocasionando o vitiligo. "Foi demonstrado pela primeira vez que variantes genéticas, denominadas SNPs (polimorfismo de nucleotídeo único) do gene DDR1 estavam associadas ao vitiligo não segmentar em duas populações brasileiras, uma baseada em famílias, e outra em caso-controle. Essas variações do gene podem afetar a formação da proteína também chamada de DDR1, que faz a ligação do melanócito na lâmina basal da epiderme. Sabe-se que pacientes com vitiligo apresentam fácil destacamento dos melanócitos nas áreas de traumatismo, como cotovelos e joelhos, e assim pensamos que algum gene associado à adesão do melanócito poderia estar alterado. Com esse trabalho inicia-se uma nova linha de pesquisa no tratamento do vitiligo, que poderá dar origem a medicamentos que substituam ou melhorem a função da proteína DDR1", explica Caio Castro. O trabalho ocorreu durante o doutorado de Caio e recebeu a orientação de Marcelo Mira. Parte dele foi realizado no Roche Center for Medical Genomics, na Suíça, onde Caio morou durante aproximadamente um ano. Também participaram dois pesquisadores da Roche, Gaby Walker e Everson Nogoceke, este brasileiro. “Concorri em 2007 a uma bolsa de parte de doutorado Caio Castro
em uma seleção entre doutorandos do Brasil inteiro na área de ciências biológicas e fui aprovado junto com uma bióloga da USP de Ribeirão Preto para esse estágio de um ano no Roche Center for Medical Genomics em Basel, no laboratório de genômica funcional”, explica. A análise contou com duas amostras populacionais brasileiras independentes, de desenho distinto, nos estados do Paraná e de Santa Catarina.Todos os 639 indivíduos tiveram sangue coletado e DNA extraído por precipitação seletiva. Os resultados mostraram, pela primeira vez, a evidência de associação entre marcadores do gene DDR1 e o vitiligo. Os pacientes foram recrutados no ambulatório de vitiligo da Santa Casa e no consultório particular de Caio durante 2004 e 2005. Nos dois anos seguintes, parte do trabalho de laboratório foi feita na PUC-PR.A continuação se deu em 2008 durante sua estada na Suíça, e em 2009 foi finalizado nos laboratórios da PUC-PR ao lado de pesquisadores da instituição. "Procurar um gene com muito dinheiro já é dificílimo, porque existem aproximadamente 30 mil no genoma humano. Precisar escolher um único gene para trabalhar, como nós, que tínhamos pouco dinheiro, foi decisão complicada. Mais ainda pelo fato de meu orientador, Marcelo Mira, estar no Brasil. Expliquei porque optei pelo gene, e ele me deu todo o apoio e treinamento para implementar essa busca com auxílio dos pesquisadores da Roche", ressalta o atual responsável pelos ambulatórios de vitiligo e fototerapia da Santa Casa de Curitiba. A pesquisa já havia sido destaque no encontro anual da American Society for Human Genetics, o mais importante evento de genética no mundo, realizado em outubro de 2009, no Havaí. O artigo “Genetic Variants of the DDR1 Gene Are Associated with Vitiligo in Two Independent Brazilian Population Samples” pode ser consultado no site do Journal of Investigative Dermatology.
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Marcelo Mira
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Pesquisa brasileira revela gene de predisposição ao vitiligo
O imunologista Paulo Roberto Lima Machado, da Bahia, foi convidado pelo Jornal da SBD para comentar o artigo. Acompanhe:
O vitiligo é doença crônica e de impacto psicológico devastador. A exata elucidação do(s) mecanismo(s) patogênico(s) parece ainda distante, e a doença representa um dos maiores desafios terapêuticos da medicina. O artigo “Genetic variants of the DDR1 gene are associated with vitiligo in two independent Brazilian population samples”, de Castro, Nascimento, Walker, Werneck, Nogoceke e Mira, acende uma vela na escuridão (uma boa definição de ciência por Carl Sagan) e merece destaque e reflexão. O destaque vai por conta da solidez metodológica e dos achados: 1) pela primeira vez um gene envolvido no processo de adesão do melanócito tem variantes identificadas com o desenvolvimento do vitiligo, o que reforça a hipótese de que o evento patogênico primário está ligado a essa via; 2) dos seis marcadores genéticos associados com a doença, três são sinais independentes de associação apontando para o mesmo gene; 3) a replicação de um dos marcadores em
população caso-controle independente é crucial para consolidar o achado; 4) o efeito da idade é muito interessante, aumentando a evidência de que, quanto mais cedo a doença se manifesta, maior o impacto da genética. Esses dados sugerem que pacientes portadores de algumas variantes do gene DDR1 podem apresentar defeitos na adesão do melanócito à membrana basal, levando a maior perda dessas células e talvez desencadeando resposta autoimune com maior destruição e despovoamento. Outros genes associados a essa via de adesão ainda não foram verificados, e outros mecanismos podem estar implicados na gênese do vitiligo, mas esse estudo traz importante contribuição para o entendimento da genética e patogênese da doença. A reflexão nos permite vislumbrar a utilização cada vez maior de marcadores genéticos na prática médica, permitindo intervenções preventivas ou terapêuticas precoces em diversas doenças, incluindo o tão desafiador vitiligo.
Preservação e catalogação de obras raras faz história na Biblioteca da SBD
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m suas mais de nove décadas de existência, a SBD sabe o importante papel que desempenha para a dermatologia do país.Ao longo desse tempo, sua Biblioteca Professor Francisco Eduardo Rabello, a mais completa da América Latina em dermatologia, reuniu acervo único e de valor inestimável que hoje soma 2.250 volumes. A fim de preservar sua história, a SBD desenvolveu trabalho conjunto com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para a catalogação de todas as suas obras raras e especiais. O projeto teve início em julho de 2008, após avaliação pela tecnologista sênior em saúde da Fiocruz, Jeorgina Gentil Rodrigues, e foi executado pela bibliotecária Rosângela Soares, especialista em tratamento de obras raras. A ação encerrou-se em fevereiro deste ano. Ao todo, foram catalogados 1.560 itens e disponibilizados em versão local do Personal Home Library (PHL) – sistema desenvolvido para organizar coleções e serviços de biblioteca via web.“A reforma desenvolvida na sede da SBD em 2007 e 2008, deu início às mais recentes mudanças em nossa biblioteca.Tivemos a adequação do novo espaço físico visando disponibilizar com maior acurácia e conforto todo o material didático, os periódicos e as teses, além de sala própria que faz jus ao verdadeiro tesouro que a SBD coligiu durante toda sua existência”, afirma Ricardo Romiti, coordenador da biblioteca. De acordo com ele, Izelda Costa, diretora da biblioteca no biênio 2007-2008, iniciou o projeto de catalogação das obras, preocupação essa que já
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havia sido sinalizada desde a gestão anterior comandada por Sinésio Talhari e Gerson Penna. Na época, o diretor da biblioteca era Paulo Cunha. Para Rosângela, que trabalhou quase dois anos na organização do material, a experiência marcou. “Trabalhar com acervo tão especial como esse da SBD foi muito gratificante. Embora para muitos possa parecer um monte de livros velhos e empoeirados, trata-se da memória de uma instituição ali preservada”, ressalta. “Agradeço a oportunidade de trabalhar em um acervo importantíssimo e comprovadamente valioso na área de dermatologia. Avaliar uma obra como rara é tarefa que requer estudo constante e reavaliação periódica. Acredito na continuidade desse importante trabalho de preservação e acesso a esse valioso acervo”, diz Jeorgina, citando como exemplo o primeiro e grande tratado sobre a sífilis e doenças venéreas, de autoria de Jean Astruc, intitulado De morbis venereis libri novem, de 1740. Em breve, os títulos e os dados cadastrais das obras de maior destaque também estarão disponíveis em versão online para os associados. Os interessados em consultar pessoalmente algumas das obras do acervo poderão agendar na própria biblioteca.
Associados definem novos representantes Bogdana Kadunc, de São Paulo, e Sarita Martins, de Pernambuco, são eleitas presidente e vice-presidente da SBD para o biênio 2011/2012
graçando três gestões em épocas distintas: a comandada pela Professora Alice Alchorne, a minha, e da futura presidente, Dra. Bogdana. É uma satisfação pessoal vêla eleita, ela que é a quinta mulher a assumir essa honrosa função na SBD. Fico feliz pelo fato de esse ciclo se perpetuar para que tenhamos uma Sociedade cada vez mais pujante”, realça. Bogdana Kadunc expressou grande satisTrês gestões unidas: Alice Alchorne (2007/2008), Omar Lupi (2009/2010) fação por ocupar o mais importante posto e Bogdana Kadunc (2010/2011) na Sociedade Brasileira de Dermatologia. A nova presidente prometeu muito trabalho e os quase seis mil associados em condições de votar, adiantou alguns planos para sua gestão: “Nossos planos 2.140 exerceram seu direito. Com ótimo desempenho, são inúmeros. Temos uma bela estrutura montada que Bogdana Kadunc e Sarita Martins foram eleitas presidente e necessita ser administrada, além de muitas responsabilivice-presidente da SBD para o biênio 2011/2012, com dades com os associados e com a sociedade em geral; 2.068 votos apurados em Assembleia, o correspondente a devemos dar ênfase ao reforço da dermatologia como 96,63% das urnas. Houve 37 votos em branco e 35 nulos, especialidade clínica, cirúrgica e cosmiátria perante o além dos 39 votos desconsiderados pela Comissão Eleitoral público, outras especialidades e instituições que regem a por erro de procedimento do votante. política de saúde no Brasil.” Outra meta é desenvolver Grande parte dos dermatologistas preferiu votar por campanhas públicas de valorização do dermatologista correspondência, e apenas seis associados votaram pessoalpara diferentes doenças dermatológicas: “Pretendemos mente na Assembleia Geral Extraordinária, realizada no últiampliar essas ações para outras patologias e não ficar mo dia 24 de abril, na sede da SBD, no Rio de Janeiro. A apenas restritas a campanhas do câncer da pele e da psoapuração foi registrada pela comissão e por funcionários da ríase”, informou Sarita Martins, que acrescentou ser o SBD, conforme consta no estatuto, logo após o término do objetivo manter a linha que vem sendo seguida pelas período de votação. diretorias anteriores. “Em time que está ganhando não se No anúncio oficial do resultado, as palavras “sorte”, mexe”, garante. “trabalho” e “união” foram entoadas pelo atual presidenAs novas representantes serão empossadas durante a te da entidade, Omar Lupi, sobre a trajetória de sua Assembléia Geral do 65o Congresso de Dermatologia da sucessora. “Este momento é histórico, pois estamos conSBD, em setembro, no Rio.
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A grandeza da dermatologia
mineira “Este espaço foi criado para que todos possam compartilhar informações históricas de momentos especiais vivenciados na Sociedade. Notícias e fotografias são bem-vindas. Contamos com a participação de nossos associados para que, ao longo deste ano, possamos reavivar e conser var a memória de uma das mais antigas sociedades médicas do Brasil.” Paulo Cunha Coordenador médico do JSBD
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Antônio Aleixo
Olynto Orsini
primeira reunião oficial da Regional MG, à época funcionando em conjunto com o Departamento de Dermatologia da Associação Médica de Minas Gerais, data de 25 de abril de 1968, secretariada pela Profa. Orcanda Patrus e presidida pelo Prof. João Gontijo. As reuniões mensais compreendiam a apresentação oral de casos, sua discussão pelos participantes, além de exposição teórica de temas relevantes. Sua constituição como entidade jurídica e a aprovação de seu estatuto ocorreram em reunião no Serviço de Dermatologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 2 de fevereiro de 1990. Desde a fundação da Faculdade de Medicina da UFMG, em 1911, porém, a dermatologia mineira já marcava presença sob o comando do Prof. Antônio Aleixo, seu primeiro catedrático e descritor da dermatite perioral dos neuropatas. Em 1919, Aleixo editou os Archivos Mineiros de
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Oswaldo Costa
Tancredo Furtado
Dermatosyphilographia e Ciências Afins, primeiro periódico científico do estado nessa especialidade. O Serviço de Dermatologia funcionava na Santa Casa de Belo Horizonte, tradicional complexo hospitalar, fundado em 1899. A história da dermatologia mineira desde então se desenvolveu, chegando mesmo a se confundir, com a história destas duas entidades: Santa Casa e Faculdade de Medicina da UFMG. Na primeira pontificaram, em ordem cronológica, os professores Josephino Aleixo, Olyntho Orsini (sucessor de Antônio Aleixo na cátedra da UFMG e autor de diversos trabalhos sobre pênfigo, incluindo a descrição das formas frustras, posteriormente conhecidas como síndrome de Senear-Usher), Cid Ferreira Lopes (pioneiro no uso da flucitosina no tratamento da cromomicose e dos retinoides na psoríase) e Francisco Neves. O serviço da Santa Casa é atualmente coordenado pelo Prof. Jackson Machado-Pinto.
Comissão organizadora do Congresso Brasileiro em BH-1999. Da esq. para dir:. Sentadas: Gláucia Viana, Ana Cláudia Soares, Maria Ester Café, Andréa Machado Coelho Ramos e Maria Antonieta Scherer. 1ª fila em pé: Ana Regina Coelho Andrade, Marcelo Grossi, Everton Siviero, Francisco Maia, João Gontijo, Carlos Adolpho Pereira, Cyro Festa Neto, Bernardo Gontijo e Gabriel Gontijo. Última fila: Ivan Silviano Brandão, Glaysson Tavares, Antônio Carlos Guedes, Márcio e Leonardo Neves
Marcelo Grossi, Maria Sílvia Laborne, Maria Ester Café, Jackson Machado-Pinto e Maria de Fátima Melo Borges
Cid Ferreira Lopes
Francisco Neves
Equipe do Serviço de Dermatologia da Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte
João Gontijo
Na UFMG, Oswaldo Costa foi o terceiro catedrático e responsável pela descrição de nova dermatose (acroceratoelastoidose), reconhecida em todos os livrostexto mundiais. Carismático e extremamente popular entre os alunos, Oswaldo Costa tem ainda em seu currículo a glória de ter defendido como goleiro (então chamado goalkeeper) as cores do glorioso Clube Atlético Mineiro. Tancredo Furtado foi responsável pela modernização da dermatologia mineira, tendo instalado em 1966 e 1976 os programas de Residência Médica em Dermatologia na Santa Casa e na UFMG, respectivamente, além do mestrado, em 1977, também na UFMG. O Serviço da UFMG teve ainda como coordenadores os professores João Gontijo, Orcanda Patrus (a primeira mulher professora titular da Faculdade de Medicina da UFMG e presidente da SBD) e Antônio Carlos Martins Guedes. O
Orcanda Patrus
estado de Minas Gerais conta ainda com os serviços credenciados das universidades federais de Juiz de Fora e Uberlândia e do Hospital Militar de Belo Horizonte. A Regional MG, presidida pela Dra. Maria de Fátima Melo Borges, tem como compromisso maior a excelência da especialidade, realizando regularmente eventos científicos em conjunto com os serviços credenciados, e a valorização do título de especialista em dermatologia da SBD. Bernardo Gontijo Chefe do Serviço de Dermatologia do Hospital das Clínicas da UFMG Andréa Machado Coelho Ramos Coordenadora de Eventos Científicos da SBD-MG biênio 2009-2010 Jornal da SBD
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Somando forças na
dermatologia SBD tem com a indústria farmacêutica relacionamento que preza credibilidade e confiança
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uito se fala sobre os meandros da relação da indústria farmacêutica com as sociedades médicas. O assunto é espinhoso e divide opiniões. É inquestionável, porém, a importância da indústria na pesquisa clínica e na busca de fármacos para antigas e novas doenças. Em seus vultosos investimentos em pesquisa, surgem medicamentos cada vez mais eficazes. O fomento à Educação Médica Continuada e o estímulo à produção de conhecimento médico, bem como o patrocínio de eventos científicos, no entanto, ainda são vistos com desconfiança por uma parte da categoria médica. A Sociedade Brasileira de Dermatologia tem mostrado que sua relação com a indústria farmacêutica amadureceu, apresentando mudança de postura ao impor limites éticos necessários, mas sem se fechar para novas ideias e projetos. “Dermatologia para todos”, mote da gestão de Omar Lupi, prevê a preservação do exercício ético na medicina e o respeito ao paciente. Hoje essa relação tem regras mais diretas e definidas. "Temos dialogado com transparência em nossas parcerias institucionais, e a indústria tem demonstrado que está mais sensível às nossas demandas.Vários projetos que estão surgindo
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são fruto de parceria harmônica e estudada", frisa Lupi. São vários os exemplos de projetos bem-sucedidos realizados pela SBD que, por intermédio da indústria, visam estreitar o contato entre pacientes e dermatologistas e contribuir para seu desenvolvimento profissional: Projeto Residentes, o Doc Manager, o Tour de Prevenção ao Câncer da Pele e o quadro "Questão de Pele" no programa Happy Hour do canal GNT. Este ano a Sociedade reserva outra novidade com a estreia de seu primeiro programa de rádio (ver matéria de capa). “A SBD vem ao longo dos anos aprimorando seu trabalho na difusão de conhecimento, e vemos que na atual gestão esse processo teve ganhos evidentes, como a criação da nova revista de cirurgia. A Galderma é uma das maiores apoiadoras da SBD e vê que o investimento nos serviços de dermatologia, na sociedade e em estudos clínicos é a melhor forma de apoiar a formação dos dermatologistas brasileiros. Nessa condição, entende que nesta gestão a Sociedade tem-se fortalecido em defesa dos dermatologistas brasileiros”, destaca Juan Carlos Gaona, presidente da Galderma no Brasil. Mais do que dependência, a relação é vista como de parceria pela Johnson & Johnson. Quem tem a ganhar é o médico. "A indústria e as sociedades estão aprendendo cada vez a trabalhar juntas para atingir seus objetivos e levar a
Doc. Manager e Projeto Residentes foram projetos instituídos em 2009 que contribuíram para o enriquecimento profissional da vida dos dermatologistas. Já o Tour de Prevenção ao Câncer da Pele, marcou a presença constante da SBD junto à sociedade e sua firme atuação na defesa de mais saúde para a população informação para a população geral. Dr. Omar está sendo uma peça muito importante por ter sido facilitador de ações, como o Projeto Residentes.A ideia era antiga na RoC e encontrou parceiro ideal para viabilizar isso”, sublinha Marcelo Sanglard, da Johnson & Johnson. A La Roche-Posay, empresa que apoiou o Tour de Prevenção ao Câncer da Pele, observa que iniciativas desse tipo assinalam o compromisso da marca com a dermatologia também no aspecto social e educativo, ampliando a informação e a conscientização da população frente aos riscos de exposição solar. “A gestão do Dr. Omar está tendo um espírito bastante empreendedor e de vanguarda. O apoio à ideia do Tour, por exemplo, está muito em linha com o projeto de dermatologia solidária que ele lançou em sua gestão na Regional Rio (e foi até premiado pela AAD). Ele sempre destacou a importância do reconhecimento, por parte da população, do dermatologista como o profissional especialista da pele. O mesmo projeto de dermatologia solidária tem a proposta de democratizar a dermatologia”, afirma Caroline Colier, diretora da marca. Assim como Gaona, ela citou o lançamento da Surgical & Cosmetic Dermatology que, em sua opinião, “aborda temática cada vez mais frequente no consultório e constitui mais uma oportunidade de fixar essa área de conhecimento”. A parceria da SBD com a Aché é antiga. Foi no ano passado, porém, que a empresa criou uma franquia de negócios exclusivamente focada na dermatologia. De lá
para cá, os negócios se alicerçaram ainda mais. “Hoje vemos ritmo de trabalho bastante interessante. A diretoria da SBD tem desenvolvido programas inovadores que visam ao aprimoramento profissional dos dermatologistas e ao bem-estar da população”, ressalta Flávio Pimazoni, gerente de Grupo de Produtos da Linha Dermatológica. Mesmo entendimento tem o gerente de Relações Médicas da Germed Pharma, do Grupo EMS, Paulo Pires:“As iniciativas inovadoras desta gestão tornam a especialidade mais acessível ao paciente.” Diretor-geral da Stiefel Brasil durante 17 anos, Giovane Bastos afirma que respeito e profissionalismo devem revestir essa relação. “Esse é o posicionamento que adotei até 2006, quando passei o comando da Stiefel Brasil para meu sucessor. Não consigo ver a indústria de medicamentos sem um bom relacionamento com as sociedades médicas, mormente aquelas especializadas, como é o caso da dermatologia”, comenta. Estabelecer uma relação saudável com as sociedades médicas em que a transparência e a ética sejam os pilares é a filosofia de trabalho da Pfizer. “Em qualquer parceria entre as sociedades médicas e a indústria quanto mais transparência, melhor. As sociedades mais organizadas são aquelas que estabeleceram as relações mais saudáveis com a indústria farmacêutica. Ter o apoio da SBD mostra não só para os médicos, mas também para os pacientes, que tudo está sendo feito de maneira ética, correta”, analisa a gerente do Grupo de Produtos, Priscilla Bottmann. Jornal da SBD
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Capa
SBD amplia ações em diferentes mídias visando levar a dermatologia para todos U m conjunto articulado de estratégias vem sendo desenvolvido pela SBD desde o ano passado para consolidar sua imagem perante a população e promover a especialidade em todo o Brasil. As ações da Campanha de Valorização do Dermatologista englobam projetos de sucesso em quase todos os meios de comunicação: na televisão, com o quadro "Questão de Pele", no ar durante dois meses no programa Happy Hour, no canal GNT, na mídia impressa, com publicações regulares do Jornal da SBD, Anais
Brasileiros de Dermatologia e a nova revista Surgical & Cosmetic Dermatology; e, agora, em duas novas frentes: na internet e no rádio. A combinação de trabalho em diversas mídias visa tornar a SBD o principal canal de informação na área de dermatologia. "Temos trabalhado intensamente para potencializar nossa Campanha. Para isso, estamos atuando em todas as áreas conjuntamente a fim de levar a dermatologia para todos. Com o trabalho realizado desde 2009, temos alcançado resultados emblemáticos", destaca o presidente da SBD, Omar Lupi. Conheça um pouco dos novos projetos da instituição.
Conheça o novo site para o sócio 6. 1. 2. 3. 4. 5.
7. Imagens ilustrativas: o médico poderá escolher algumas imagens que serão carregadas em sistema de rodízio Selo da SBD: o médico especialista da SBD terá esse símbolo sobre a sua foto Menu de navegação: o usuário poderá escolher as páginas em que quer navegar. Haverá dois botões: “Sobre o Médico” e “Para o Público” Notícias: as mais recentes publicações na grande mídia sobre os diversos temas da dermatologia, atualizadas diariamente pela SBD Breve currículo: as informações mais importantes sobre o médico, escritas de forma objetiva
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Calculadora de risco: o usuário poderá fazer simulações sobre o seu risco de desenvolver o câncer da pele. Índice UV: tabela atualizada com os índices de radiação ultravioleta nas cidades do Brasil. O visitante poderá consultar os dados de sua cidade, bem como os cuidados recomendados para proteger-se do sol Página “Sobre o Médico”: o visitante, ao clicar no botão “Sobre o Médico” (item 4), será encaminhado a essa página, que será alimentada pelo próprio médico, administrador do site, com texto e fotos Menu de navegação interna: através dessas opções, o usuário encontrará informações variadas sobre o
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Novo site da SBD Idealizado pelo coordenador do Departamento de Mídias Eletrônicas da entidade, Aldo Toschi, o projeto da criação do site para sócios titulares da SBD é uma das novidades de 2010. Hospedada na SBD, a página não terá custo para o associado, que por meio desse espaço poderá divulgar seu trabalho. Estarão disponíveis para escolha três tipos de layout, com três páginas cada um. O desenvolvimento, a manutenção e a hospedagem ficarão por conta da SBD. Já o médico será responsável pelo conteúdo. "Nossa ideia é instituir um selo de qualidade digital para o associado. É uma inovação interessante, interativa, fácil de usar e que também conquistará os pacientes. Para quem ainda não tem página pessoal e busca divulgar informações sobre seu trabalho e sua clínica, pode ser uma boa oportunidade", explica Toschi, acrescentando que o associado pode optar por criar esse espaço ou não. De acordo com o coordenador, o domínio (www.dermatosbd.org.br) visa atender exclusivamente a esse projeto (ver quadro). Nos moldes de um blog, serão aceitas postagens de fotos e textos nos tamanhos, cores e organização estipulados pelo usuário, de forma similar a um editor de texto do pacote Office. Segundo Samuel Peixoto, responsável pela
web da SBD, não é necessário ter conhecimentos em HTML ou outra linguagem para web. "O manuseio será bem simples. Mas ainda assim a ferramenta contará com manual para o caso de dúvidas e estará disponível também um serviço de suporte telefônico", afirma. Samuel explica que, das três páginas do site, só a página "Sobre o médico” e detalhes na “inicial” serão editáveis. A maior parte da “inicial” e parte do conteúdo público carregarão dados do próprio site da SBD. O médico ainda poderá optar por não alimentar algum item do menu, que será automaticamente ocultado da página por falta de conteúdo. “Além disso, a página inicial do site contará com um carimbo de especialista SBD sobre a foto do médico, deixando bem claro que esse é um profissional certificado pela SBD”, completa. Os hot sites dos Serviços Credenciados da SBD também vão ganhar layouts mais modernos e endereços eletrônicos simplificados. Sarita Martins, futura vice-presidente, salienta: "A internet é uma arma de enorme penetração para a população em geral, e nunca é demais a divulgação do que os Serviços Credenciados fazem não só no campo da medicina assistencialista, como projetos de pesquisa e cursos. É também essencial que a população conheça como Opções de layout
médico e sua clínica 10. Menu de campanhas oficiais da SBD: os ícones apontam para as páginas das campanhas no site da SBD: “Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele”, “Tour de Prevenção ao Câncer da Pele” e “Dia Mundial da Psoríase” 11. Menu destinado ao público leigo: cada botão direciona o visitante a uma página com informações sobre doenças e cuidados com a pele. Os ambientes são: “Doenças da Pele”, “A pele na adolescência” e “Calculadora de risco”. 12. Botão de acesso à área administrativa do site: nesse ambiente, o médico, após fazer o login, poderá editar sua foto de apresentação e o conteúdo dos itens 1, 4, 5, 6 e 8.
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Visual renovado o dermatologista é formado, o número de anos que ele passa se especializando e como nossa Sociedade encara sua formação. A dermatologia vem mudando muito ao longo dos anos, e mesmo colegas médicos, desconhecem todas as áreas de atuação do dermatologista. Portanto, a divulgação é imprescindível não só dentro do serviço público, mas também em toda a sociedade. Seria mais uma ação no intuito valorizar nossa especialidade." O presidente da SBDTO, Nilo Costa, corrobora: “Por meio do hot site podemos levar conhecimentos científicos e tirar dúvidas do público leigo. Além disso, é um ótimo caminho para valorizar a dermatologia e o dermatologista”.“A ideia do site é muito adequada, e beneficiará especialmente os dermatologistas em formação, uma vez que a dermatologia brasileira perdeu muito com novos profissionais "dermatologistas" de cursos de final de semana”, opina o presidente da Regional Rondônia, Cipriano Ferreira. A SBD informa que apenas os Serviços Credenciados e os associados titulares quites terão o benefício do site. No caso de o médico se tornar inadimplente ou o serviço se descredenciar, a página sairá do ar. As páginas que forem criadas e consideradas abandonadas também poderão ser retiradas do ar após notificação via e-mail ao médico ou serviço cadastrado. O lançamento do projeto será realizado em maio, durante o II Teraderm, com previsão para entrar no ar em meados de junho.
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Alterações na base de dados realizadas no ano passado em parceria com a Intercraft, empresa que presta serviços de informática, resultaram em um site médico com visual clean, moderno e fácil de navegar. No entanto, apesar desses avanços, chegou o momento de trabalhar no site público e no portal, que passará por reformulação ainda maior.Após reunião de diretoria, foi aprovado que a área pública será a principal porta de entrada no site da SBD. Ou seja, o internauta que visitar a página da SBD, terá acesso direto ao site público. A área médica, contendo o acesso aos Anais, Surgical e o Troias, estará inserida nessa página. “Uma das novidades do novo site público será a grande quantidade de vídeos informativos sobre doenças de pele e a possibilidade de o usuário procurar determinado assunto e ter ao lado outros temas relacionados, podendo ser veiculados por vídeo, notícia ou fotos. O site da SBD ficará muito mais atraente e fácil para o público leigo”, destaca Samuel Peixoto. A finalidade é melhorar sua visibilidade em comparação com os de clínicas privadas de dermatologia. "Assim, quando o público pesquisar informações sobre doenças de pele no Google, a entidade aparecerá como principal resultado. Queremos ser um portal de multimídia completo, tendo conteúdo atualizado e relevante para atrair o público leigo", frisa Aldo Toschi. Para auxiliar na empreitada, a SBD contratou um consultor especialista em SEO (otimização de sites), Rivaldo Pavanello. "Vamos tentar fazer com que o site seja mais visível dentro da área pública. Nossa estratégia é conscientizar o público a procurar um médico especialista da SBD em caso de doenças", diz o consultor.
Pele em Sintonia S
aúde da pele nas rádios de todo o Brasil. Atenta para o poder de alcance das diferentes mídias e para a importância de integração entre elas, a SBD aposta no lançamento de um novo projeto, desta vez no rádio. Com previsão para estrear em maio nas emissoras do Grupo Bandeirantes, o quadro semanal sobre dermatologia vai levar educação da pele para todos os cantos do país. O “Pele em Sintonia” está sendo desenvolvido pela LongPlay Comunicação 360º e pelas rádios Band FM (SP), Bandeirantes AM e FM (SP), Mitsubishi FM (SP) e a Band News FM que abrange São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Por to Alegre e Salvador. “Nosso objetivo é levar a informação para todas as faixas etárias e sociais. Todo o poder de alcance da mídia deve ser direcionado como subsídios à sociedade. Nesse caso, nada melhor do que a realização de um programa em uma rádio reconhecida nacionalmente e que prima por credibilidade e competência. Não tenho dúvidas de que esse será um impor tante canal de esclarecimento e de estímulo ao tratamento e à prevenção de doenças de pele para todas as classes sociais”, pondera Omar Lupi. Para o publicitário da LongPlay, Sérgio Rebollo, a ação é interessante pela prestação de serviço para a população: “O rádio é um veículo de comunicação que tem papel essencial para a democratização da informação. Nossa agência tem expertise em outros projetos do gênero e acredita no sucesso do ‘Pele em Sintonia’, que tem como objetivo central levar o conhecimento sobre dermatologia em caráter nacional”. A programação será dividida em entrevistas com nove especialistas da SBD experts nos assuntos escolhidos, e em 45 boletins sobre o tema em pauta. “Os episódios abordarão assuntos relacionados à dermatologia em formato científico, mas com linguagem de fácil compreensão para os ouvintes. Vamos orientá-los sobre envelhecimen-
to, manchas, fotoproteção, hidratação e limpeza facial e, principalmente, reforçar a necessidade de se procurar um médico dermatologista associado da SBD”, completa. As entrevistas, com dois minutos de duração, irão ao ar uma vez por semana; já os boletins, com um minuto cada, serão veiculados de segunda a sexta-feira, de acordo com a grade de programação de cada um dos estados mencionados. A viabilização conta com o apoio da Neutrogena da Johnson & Johnson. “A realização desse programa é muito importante, pois já está na hora de as pessoas começarem a aprender a cuidar da pele. Vemos a SBD como parceiro perfeito para educar os pacientes no sentido de tratar a pele com os cuidados devidos sob todos os aspectos”, diz o diretor da marca, Marcelo Sanglard. A secretária do Depar tamento de Cosmiatria da SBD, Flávia Addor, par ticipará do programa respondendo a questões sobre fotoproteção recreacional. Segundo ela, difundir conhecimento de utilidade pública de maneira ética e atualizada é um ato de cidadania, e para a SBD, reitera sua responsabilidade social. “Além disso, firma o dermatologista como a autoridade nos assuntos de pele, cabelo e unhas para um grupo de pessoas que eventualmente busca informação muitas vezes com a manicure ou paga consultas ao profissional errado, que faz mais alarde”, salienta. “Sempre acreditei que temos de nos mobilizar junto com a sociedade, sem ataques ou críticas às práticas duvidosas do ponto de vista ético e técnico, mas mostrando o que é cer to, informando de maneira simples e constante, firmando de maneira digna nosso lugar na atenção à saúde e ao bem-estar da coletividade”, completa a dermatologista. Para Sérgio Schalka, essa é uma grande opor tunidade para as classes C e D – que sofrem dificuldades na hora de ir ao consultório médico – receberem informações respaldadas: “O rádio é um veículo muito utilizado por essa população, que muitas vezes não tem acesso ao consultório médico e não recebe as instruções de forma adequada sobre a prevenção de doenças”, finaliza ele, que falará sobre fotoproteção diária. Jornal da SBD
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Pé na estrada rumo ao Dermacamp
A
Minha função como redatora do Jornal da SBD é tentar relatar os fatos de maneira mais correta e precisa possível, sem qualquer envolvimento com a notícia. Contudo, no texto a seguir, a emoção não pôde ser abafada. Mais do que um relato de viagem, o que vocês vão ler é uma experiência marcante, da qual vou sempre me lembrar.A estada de dois dias em São Paulo quebrou o paradigma de que o jornalista tem de ser alguém que se distancia do movimento natural da vida. Procurei registrar, de modo simples, mas verdadeiro, tudo o que vi diante do belo projeto da SBD voltado para crianças com doenças de pele, o Dermacamp, que hoje ganha o apoio da SBD Nacional. A associação dos sorrisos, sons, sabores, cores e a magia das coisas simples são elementos constantes nessa leitura. Espero que gostem.
viagem estava marcada para o dia 1o de abril, às 8h45. Trezentos quilômetros me sepaViação Sampaio, em que eu embarcaria. Pode parecer Erika Drumond ravam do destino absurdo, mas, naquele momento, senti um prenúncio final, uma fazenda de sorte ao me lembrar do notável professor Sebastião em Pindamonhangaba, onde eu passaria dois dias. O local abride Almeida Prado Sampaio e do pouco que li (como leiga) ga, desde 2001, o Dermacamp, único acampamento brasileiro sobre sua intensa participação na dermatologia brasileira. voltado para crianças com dermatoses graves. A ansiedade era Reparei também que eu vestia uma blusa verde... Esperança. grande. Acredito que a vida é formada pelas mais dolorosas e Tudo estava muito conectado. belas descobertas, e conhecer aqueles pequenos seria experiO ônibus deu partida às 9h da manhã. Dormi até mentar uma sensação única de total esperança. Resende. A partir desse ponto, o percurso durou quase seis Cheguei à Rodoviária Novo Rio por volta das 8h. horas e passou por simpáticas cidades do interior de São Aproveitei o tempo de espera para tomar um café e imagiPaulo: Cachoeira Paulista, Lorena, Guaratinguetá e nar o que me aguardaria dentro de algumas horas. Na triAparecida. Um pouco depois das 14h, desembarquei na lha sonora,“O sol nascerá”, de Cartola. Já na plataforma, em Rodoviária de Pinda. Lá me aguardavam o residente do poucos instantes se aproximaria um ônibus azul e cinza da segundo ano do Serviço de Dermatologia da Faculdade de
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Abrangência nacional A partir deste ano, o Dermacamp recebeu importante ajuda da SBD Nacional, passando a integrar as ações sociais da Sociedade no Programa DermAção. “Com o patrocínio da SBD, o Dermacamp vai expandir-se e levar essa experiência vitoriosa para todo o país”, ressalta Samuel Mandelbaum. Ele aproveita para convocar crianças e voluntários de todo o Brasil: “Nossa ideia é também estimular a formação de núcleos Dermacamp nas capitais dos estados, treinando colegas dermatologistas para a realização de acampamentos regionais. Você, dermatologista, também pode fazer parte do projeto inscrevendo seu pequeno paciente ou mesmo participando dos acampamentos como voluntário. Nossos colegas relatam como ‘inesquecível’ a experiência de conviver com crianças tão especiais”, completa. Medicina da Universidade de Taubaté (Unitau) Diego Bet, e um dos recreadores, Gustavo. Eles me conduziram até a Fazenda Flamboaiã, a poucos quilômetros de onde estávamos. Ao descer do carro, fui recebida pelo Dr. Samuel Mandelbaum, idealizador do Dermacamp, e por sua mulher, Maria Helena Mandelbaum, enfermeira da Sobende e responsável pela viabilização operacional do projeto. Após um delicioso almoço caseiro, com direito a doce de leite, foram iniciadas as apresentações pessoais. Cada criança tinha de criar, por meio de um divertido código inventado por Maria Helena, um sobrenome. Os que acertavam o enigma de primeira recebiam aplausos e festejos. Aos poucos fui conhecendo cada um: Aline Alface, Laura Lichia, Felipe Feijão, Marina Mousse de Maracujá, Gustavo Guardanapo, Lucas Laranjada, Emmely Espaguete,Winny Waffle... Em função do código secreto, minha alcunha viria a ser Erika Ervilha. Até que combinou com a cor da blusa que vestia... Aqueles meninos e meninas que eu acabara de conhecer eram atentos, sorridentes, confiantes. Entre eles, o problema dermatológico que os acometia era apenas um detalhe que não os impedia de celebrar a vida. A longa viagem não deixou ninguém cansado. Atividades lúdicas preencheram o período da tarde. Dr. Samuel estava sempre por perto, registrando tudo com sua câmera fotográfica. Desenhamos, pintamos e fizemos um reconhecimento do acampamento: paiolzinho, pavilhão, garagem... Antes do jantar (cheeseburger com batata frita!), recebemos Vagner
Amaro Padroeiro, que chegava ao acampamento dirigindo seu próprio carro (totalmente adaptado por seu irmão para que pudesse guiá-lo) e na companhia da monitora Camila Ferreira. Vagner tem 23 anos, cursa o primeiro período de Arquitetura na Unitau e é portador de epidermólise bolhosa. “O projeto me ajudou muito a conviver com as pessoas, pois sempre fui muito retraído, demorava para me entrosar. Quando participei pela primeira vez, em 2001, vi que várias crianças também tinham esse problema e que poderíamos viver bem numa sociedade”. Às 22h, fomos descansar, pois o dia seguinte prometia. Dormi no alojamento feminino com as crianças. Emmely estava instalada no beliche ao lado. Conversamos um pouco antes de adormecer. Despachada, a menina contou que gosta de desenhar, de ler e de tocar piano. Com 14 anos de idade – sua primeira vez no Dermacamp foi aos sete anos –, ela já pensa em cursar faculdade de moda e confessou que as visitas ao acampamento contribuíram para que sua autoestima melhorasse 100%: “Quase não saía de casa e costumava usar muitas roupas. Aqui aprendi a ser mais sociável e a não ter vergonha de mim”. No manhã seguinte, fomos acordados por uma minibandinha comandada por Winny, outra monitora do Dermacamp. Foi uma farra. A animação chegou a um clímax incrivelmente verdadeiro. Depois da cantoria, passamos protetor solar e rumamos para o refeitório para tomar o café da manhã preparado pelas maravilhosas cozinheiras da Flamboaiã. Satisfeitos e com energia de sobra, era chegada a hora de uma pausa para o hasteamento da bandeira nacional. Em seguida, mais brincadeiras, histórias e... muita dança! Hora do almoço. Emmely era minha companhia durante a comilança. Ao terminarmos, ela me mostrou seus desenhos. Lindos! “Que menina talentosa, sensível”, pensei. Descansamos um pouco antes de começar nova rodada de jogos. Enquanto isso, juntei-me a Leandro, que tocava no violão: “Por que a gente é assim”, do Barão Vermelho. Lucas e Gustavo completavam o coro. A tarde caía, e a visita ia chegando ao fim. Naquele momento, algumas palavras não saíam da minha cabeça: superação, independência, generosidade, solidariedade, liberdade, humildade. Despedi-me. Cumprimentos calorosos em todos marcavam um dos grandes momentos de minha vida. Deixei o acampamento perto das 16h, acompanhada de Diego, que me fez companhia até o momento do embarque. Os pequenos passariam mais dois dias ao lado de médicos, residentes, enfermeiras e monitores. Hoje, parte de mim se transformou. Senti que o amor prevalece nas diferenças, sejam elas quais forem. A densidade desse sentimento é enorme e dilui a capacidade de qualquer tipo de preconceito. Fui embora com a certeza de querer ser alguém melhor para mim e para o mundo. Fico feliz por saber que existem dermatologistas tão empenhados em fazer o bem. A SBD tem feito a sua parte. Jornal da SBD
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Delegação brasileira é a maior do 68o Meeting da AAD Mais de 1.000 dermatologistas da SBD estiveram em Miami entre os dias 5 e 9 de março
Brasileiros formaram a maior delegação no 68
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Encontro
Anual da Academia Norte-Americana (AAD), em Miami Beach, no estado da Flórida (EUA), com 1.047 dermatologistas. O número total de participantes apresentado pela coordenação também foi recorde – 19.352 pessoas entre médicos, residentes, expositores e imprensa. No ano passado, 18.815 compareceram ao Meeting em São Francisco.“A par-
A Academia Americana de Dermatologia tem hoje 16 mil membros de mais de 100 países diferentes
ticipação brasileira expressiva é algo realmente memorável e prova que nosso dermatologista está sempre atento aos assuntos relevantes e atuais para o engrandecimento de seu trabalho”, frisa Paulo Cunha. Representantes de Canadá e México ficaram logo atrás, com 301 e 280 médicos, respectivamente.Assim como em 2009, foi montado um estande da SBD em parceria com a SBCD. Uma festa de confraternização com o apoio da empresa americana Cutera marcou o evento.“A delegação brasileira composta de mais de mil dermatologistas foi a maior entre todos os países, depois dos Estados Unidos, anfitrião do evento. Doze porcento do total veio do Brasil”, diz o presidente da SBD, Omar Lupi.
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Os EUA lideram com 56% dos membros, e o Brasil vem logo depois, com 12%, o equivalente a mais de 800 dermatologistas
Novidades do Meeting O coordenador do Departamento de Laser da SBD, Alexandre Filippo, mencionou alguns destaques apresentados em sua área. Discussão que chamou sua atenção, informou, foi sobre o tratamento de lesões pigmentadas: “Para começar, devemos saber o tipo de pigmento e sua localização. A partir daí, definiremos o tipo de laser e o comprimento de onda que vamos utilizar. No tratamento do nevus devemos antes realizar biópsia da lesão, evitando surpresas ao tratar uma lesão maligna que deveria ser retirada cirurgicamente”, justifica. Filippo esclarece que foram lançados e apresentados vários aparelhos para diversos tipos de tratamento facial e corporal.“Na área facial, foi lançado o Fraxel dual com comprimento de onda de 1.927nm. O aparelho causa dano microablativo na pele e trata os sinais do envelhecimento, principalmente as desordens pigmentares. O Arthisan também recebeu inovações, como a ponteira super G do Starlux, com mais potência de energia, associada a mais duas ponteiras, a não ablativa de 1.440nm, e a ablativa, de 2.940nm.” O Matrix RF – aparelho com tecnologia subablativa – também ganhou evidência. “Dependendo do programa utilizado, pode fazer tanto resurfacing ablativo ou não ablativo quanto resurfacing combinado.” Já na parte corporal, ele ressaltou a apresentação do Zeltiq, com a proposta da criolipólise. “É uma tecnologia não ablativa que trata a gordura localizada por meio de congelamento. A aplicação é segura, não agride a epiderme nem a derme. A sessão dura em torno de duas horas, e o resultado final é notado após 90 dias. Outro aparelho lançado com proposta diferente das usuais para tratamento corporal foi o Venus freeze. Ele promove pulso magnético associado a uma radiofrequência bipolar e promove o aquecimento da área tratada em poucos minutos, sem risco de queimadura da pele. Estimula a angiogênese, melhorando a chegada de nutrientes e oxigênio ao tecido e estimulando a neocolagênese e a lipólise. São feitas entre seis e oito sessões com intervalos semanais. Ideal para tratamento da flacidez, contorno corporal e celulite”, conclui Filippo. A dermatologista Érica de Oliveira citou os lançamentos de novas linhas de cosmecêuticos. Os produtos desenvolvidos e que estão entrando no mercado agora têm a capacidade de gerar correntes elétricas para estimular fibroblastos a sintetizar colágeno e elastina. Vários deles contêm zinco e cobre em veículo tópico para aplicação na pele. Os ele-
mentos permutam um elétron, gerando carga de 10mvs que estimula o fibroblasto a produzir aquelas proteínas. A aplicação do gel não aquoso deve ser seguida com uso de hidratante. A água do hidratante é que "ativa" a "bateria de cobre de zinco", criando carga elétrica eficaz, mas que não pode ser sentida pelos pacientes. Os estudos com o uso desses produtos apontaram aumento da elasticidade da pele (como mostrado por medidas do cutometer), estimulando a produção de colágeno pelos fibroblastos. O mais interessante é que não ocorre penetração do produto (nem do cobre nem do zinco) na pele, pois o potencial elétrico gerado nas camadas superiores propaga célula a célula até as camadas mais profundas. O ex-presidente da SBD, Alberto Cox Cardoso, explicou os tratamentos de pediculose, infecções por estafilococos e estreptococos, e lesões ocasionadas por HPV: a) tratamento da pediculose do couro cabeludo, problema que afeta milhares de pessoas, principalmente crianças em todo o mundo, com álcool benzílico a 5% em óleo mineral. Não é neurotóxico e tem mecanismo de ação diferente dos outros pediculocidas. O álcool benzílico não tem atividade ovicida, ou seja, capacidade para matar os ovos. Deve ser aplicado em cabelos secos por 10 minutos e depois lavado com água.Após uma semana, deve-se repetir o tratamento. Os efeitos colaterais são de pequena monta. Pode ser usado após os seis meses de idade em diante. Para grávidas categoria B. b) tratamento de infecções por estafilococos e estreptococos com pomada de retapamulin a 1%. Antibiótico tópico é 32 vezes mais potente in vitro do que mupirocin contra staphylococcus aureus. Seu uso é indicado, para adultos e pacientes pediátricos com idade superior a nove meses, contra staphylococcus aureus (suscetíveis à meticilina) ou streptocopccus pyogenes. c) tratamento para lesões causadas por HPV: o medicamento é fabricado com polifenóis encontrados no chá-verde, as catequinas.Tem ação antioxidativa, antiviral e propriedades imunoestimulantes. O medicamento é constituído de Sinecathequina a 15% em pomada, e o nome comercial é Veregen. Deve ser utilizado três vezes ao dia sobre lesões, durante 16 semanas. É indicado para pacientes de 18 anos em diante. Categoria C para as grávidas. O chefe do Serviço Credenciado da Universidade Federal do Ceará (UFC), José Wilson Accioly Filho, assistiu à palestra sobre onicomicoses por fungos filamentosos não dermatóJornal da SBD
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Trabalhos brasileiros premiados A Divisão de Dermatologia, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP, enviou cinco resumos para serem apreciados pela comissão científica do 68o Encontro Anual da Academia Norte-Americana (AAD) para apresentação na seção “Gross and Microscopic Dermatology”. Dos 240 trabalhos enviados, quatro foram aceitos, sendo três orientados por Ana Maria Roselino e o outro por Marco Andrey Cipriani. As apresentações foram realizadas pelos residentes de terceiro ano de dermatologia, de forma oral, em inglês, nos moldes das sessões de minicasos apresentados no Congresso Brasileiro de Dermatologia, e constam no Abstract Book do evento. Eles foram os únicos brasileiros a apresentar trabalhos nessa seção.
Durante o evento foi lançada a segunda edição do livro Mucocutaneous manifestations of viral diseases, de Stephen Trying, Angela Yen Moore e Omar Lupi. A obra reúne os maiores especialistas mundiais na área de dermatologia, incluindo capítulos sobre manifestações dermatológicas nas infecções pelos vírus Ebola e Marburg Hantavírus,Arenavírus, dengue, entre outros. fitos proferida pela professora Antonella Tosti, da Universidade de Bologna, Itália. Segundo Tosti, as onicomicoses por fungos filamentosos não dermatófitos estão aparentemente aumentando em incidência. Tais fungos podem estar presentes na unha como contaminantes, comensais, colonizadores transitórios/persistentes, invasores subsequentes e invasores primários. Como exemplos citados pela professora estão o Scopulariopsis brevicaulis, Fusarium oxysporum/solani, Aspergillus fumigatus/niger/flavus/terreus e Scytalidium dimidiatum. Tosti afirmou que o diagnóstico de onicomicose por fungos filamentosos não dermatófitos requer correlação clínica e micológica. “Em relação à clínica, vários padrões de infecção foram descritos: onicomicose subungueal proximal com inflamação periungueal, onicomicose branca superficial extensa, onicomicose subungueal distal com ou sem pigmentação. No que se refere ao diagnóstico laboratorial, a Profa.Antonella recomenda que se uma primeira cultura revela fungo filamentoso não dermatófito, um segundo espécimen deve ser colhido e cultivado em três placas de cultivo. O diagnóstico seria confirmado pelo crescimento do mesmo fungo nas três placas de cultivo. As onicomicoses por esses agentes são pouco responsivas aos antifúngicos sistêmicos (em especial S.brevicaulis, Fusarium sp. e Acremonium sp.). Assim, a combinação com tratamento tópico (esmalte ungueal, avulsão química da unha) pode-se fazer necessária. Em meio às novidades apresentadas em Miami, a responsável pelo Departamento de Cosmiatria da SBD, Andréia
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Mateus, abordou alguns aspectos da terapêutica da rosácea, do melasma e do antienvelhecimento. “O uso de substâncias descongestionantes como o Afrin (oximetazolina) e de anti-hipertensivos como a clonidina representa opções para o tratamento do flushing da rosácea.” Outra alternativa terapêutica, de acordo com Andréia, é o MDI Complex, um inibidor das metaloproteinases presentes nos processos inflamatórios. A soja também é opção eficiente por aumentar a espessura da pele nos pacientes de rosácea. Segundo a dermatologista, atualmente está sendo realizado estudo de um hormônio sintético injetável, conhecido como Melanotan, que agiria no aumento da síntese da eumelanina ligando-se a um receptor MC1. “Dessa forma, seria conferida fotoproteção solar para pessoas expostas à radiação UV. Parece promissor na prevenção do câncer da pele nos pacientes geneticamente predispostos e que se expõem ao sol.” Para o tratamento do melasma, ela destaca a eficácia do ácido dioico, “derivado da biofermentação do ácido oleico cujo uso tem ação clareadora efetiva e bem tolerada, sendo alternativa terapêutica com eficácia quase similar à da hidroquinona. A vantagem é que a irritação na pele é menor”. Contra o envelhecimento, Andréia aponta a tendência à utilização de um pool de antioxidantes pela ação sinérgica da sua associação. “No entanto, existem agora os chamados antioxidantes globais, que atuam captando os radicais livres de origem lipofílica e hidrofílica, como o CoffeeSkin e o Gatuline”, revela. Os antiglicantes também potencializam o efeito antienvelhecimento.“O aumento da glicose, no caso dos diabéticos, favorece a inativação do colágeno e a perda da firmeza da pele, com consequente secura e flacidez. Isso explica a atuação benéfica dos antiglicantes”, ressalta Andréia Mateus.
Alice O. A. Alchorne
Profissões e dermatoses ocupacionais no setor
gastronômico O trabalho na produção de alimentos tem características próprias por envolver matérias-primas específicas para cada cardápio que será elaborado. A utilização de temperos, farinha e produtos de limpeza podem interagir com a pele desses trabalhadores, resultando em diversas doenças cutâneas
N
esse setor estão os profissionais que manipulam alimentos – fazendeiros, donas de casa, empregados domésticos, copeiros, ajudantes de cozinha, mas, principalmente, padeiros, doceiros, confeiteiros e cozinheiros. A indústria de alimentos já está bastante automatizada, o que não ocorre com os restaurantes, doçarias, padarias e no lar. Os riscos no exercício da atividade estão nos alimentos vegetais e animais, nos produtos animais (secreções, vísceras), nos aditivos de alimentos (preservativos, aromatizantes, emulsificantes, antioxidantes e estabilizadores), bem como no material de limpeza, isto é, água e produtos de higiene e equipamentos de proteção individual (EPI).
CLÍNICA As dermatoses ocupacionais (DO) são frequentes. Dermatites de contato (DC) constituem as mais comuns, sendo, naturalmente, as regiões mais afetadas mãos e antebraços pelo contato com muitas substâncias, atrito e umidade.
Dermatite de contato alérgica por provável EPI de borracha em balconista de lanchonete
Paroníquia e oníquia candidiásica em profissional do setor gastronômico
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DERMATITES DE CONTATO Dermatite de contato irritativa (DCI) É a DC mais encontrada, especialmente em padarias e doçarias. São causadas pela limpeza do ambiente e pela lavagem de alimentos e das mãos, pela umidade e por produtos irritantes. São ocasionadas também por adoçantes, açúcar e aditivos de alimentos (emulsificantes, espumantes, branqueadores, corantes e aromatizantes), fermentos e condimentos. Os alimentos moídos, como as farinhas causam frequentemente lesões foliculares no dorso das mãos de padeiros. Os cozinheiros têm DCI por alimentos pastosos, trigo, açúcar e frutos.
TRATAMENTO E PREVENÇÃO A exclusão do manuseio do alimento alergênico usualmente leva à rápida resolução do quadro. É indicado o uso de EPI adequado e de emolientes para evitar a DCI. Como medicamentos tópicos, corticosteroides ou imunomoduladores inibidores da calcineurina (tracolimo e pimecrolimo) em cremes ou pomadas podem ser necessários. Raramente há necessidade de corticosteroides sistêmicos, antibióticos tópicos e/ou sistêmicos, anti-histamínicos sedantes para o prurido e, mais raramente ainda, de outras terapêuticas como fototerapia, ciclosporina e alitretinoína.
Dermatite de contato alérgica (DCA) Os alérgenos nessa categoria são os vulcanizadores da borracha dos EPIs e os relacionados ao preparo dos alimentos (ácido sórbico, persulfato de amônia, peróxido de benzoíla – clareador de farinhas, condimentos e aditivos – aromatizantes, corantes, conservantes e antioxidantes), bem como alguns legumes, verduras e frutas. Os cozinheiros podem apresentar lesões de DCA do tipo pulpite fissurada por vegetais como alho, cebola, cebolinha, cenoura e tomate (não permitem teste de contato por serem irritantes), que acometem os três primeiros dedos da mão auxiliar. Dermatite de contato fototóxica Causada geralmente por cascas de laranja e limão e pelo leite de algumas frutas verdes, como figo e mamão. Dermatite de contato fotoalérgica Provocada por aipo e salsa. Dermatite de contato vesiculosa imediata Pode evoluir para lesões eczematosas de DC, causada por endívia, chicória, tomate e alface. Urticária de contato (UC) Podem ser imunológicas (mediadas por IgE) ou não imunológicas (as prostaglandinas estão envolvidas). As imunológicas podem ser desencadeadas pelo látex da borracha natural do EPI e alimentos (peixe cru, mariscos, camarão, queijo, batata crua, condimentos, farinha e ovo). As não imunológicas podem ocorrer também por condimentos. Dermatite de contato por proteínas (DCP) São reações compostas (tipo I imediata e tipo IV tardia). É indistinguível da DC, e os pacientes apresentam reações positivas imediatas e/ou tardias aos testes alérgicos, ou os testes podem ser negativos. Pode iniciar diretamente
como eczema ou como UC que evolui para eczema. É restrita à área de contato e não tem tendência à cronificação. Os principais responsáveis são os produtos animais (carne de mamíferos, secreções, leite, vísceras e pele); peixes e crustáceos; proteínas vegetais (verduras, batata, tomate e frutas); condimentos; insetos e ácaros de grãos, sementes; farinhas; e enzimas. INFECÇÕES A mais comum é a candidíase intertriginosa nas mãos e também oníquias e paroníquias candidiásicas pelo trabalho úmido, sendo mais frequente em diabéticos. DISIDROSE Em padeiros ocorre por inalação de farinhas, mas pode também ser desencadeada por contato direto (DCI e DCA). DIAGNÓSTICO LABORATORIAL São inúmeros os testes que podem ser tentados, embora na maioria das vezes pouco possam ajudar. Na DCP todos os testes abaixo têm indicação. Testes de contato com a bateria-padrão Recomendados para DCA. Na pele sã poderão ser negativos. Podem ser feitas várias leituras em tempos diferentes. Teste de contato aberto - Utilizado para DCA. Teste de contato de uso - Empregado também para DCA. Prick teste - Feito com cuidado com alérgenos estandardizados comerciais. Empregado para UC. Prick-Prick - Usado com cuidado para frutas e legumes (pica o alimento e em seguida a pele do paciente).Também é usado para urticária. Teste de escoriação - Utilizado com cuidado para antígenos não estandardizados e também recomendado para UC.
Dermatite de contato fototóxica por limão em profissional do setor gastronômico
Rast (pesquisa de IgE específica no soro) - Teste in vitro para alergia imediata, sem riscos. É pouco sensível. Provas de ingestão de alimentos - Podem ser negativas pelo cozimento e ação dos sucos digestivos. Jornal da SBD
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SBD conquista importante compromisso junto ao Ministério da Educação MEC não credencia instituições para pós-graduação lato sensu desde encontro com a entidade no ano passado
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s ações junto ao MEC iniciadas pela SBD em meados de 2009 em parceria com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e a Associação Médica Brasileira (AMB) para a revisão da atual política de ensino superior na área de saúde começam a sur tir resultados. Em reunião com o diretor de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), Paulo Wollinger, e o deputado federal e ex-presidente da AMB, Eleuses Paiva, a entidade mostrou sua preocupação em relação aos cursos de pós-graduação lato sensu aprovados pelo MEC com carga horária inferior à oferecida pela residência médica em dermatologia. “Desde o início de nossa gestão, estamos atentos às solicitações de nossos associados quanto ao posicionamento da SBD frente à avalancha de cursos de pós-graduação em dermatologia que se instala no país com carga horária insuficiente (360 horas) para formar com excelência um dermatologista”, diz Emerson de Andrade Lima, segundo secretário da SBD. Um ano depois, desde a visita das entidades médicas, o resultado é muito promissor: nenhum curso de pós-gradua-
ção em dermatologia foi credenciado, e os que haviam sido, estão sendo revistos.“Essa é uma conquista histórica para a SBD e é a prova de que estamos vigilantes e dispostos a defender ações que valorizem nossa categoria”, ressalta Emerson. O diretor de Emerson de Andrade Regulação e Supervisão de Educação Superior do MEC, Paulo Wollinger, afirmou por e-mail que “o Conselho Nacional de Educação está revendo as normas sobre especialização e credenciamento de instituições, e as instituições credenciadas estão passando por recredenciamento em que ou as normas gerais são aplicadas ou a instituição é descredenciada”. A SBD passará a ter função fiscalizadora para tentar coibir a proliferação de cursos de especialização não reconhecidos pelas sociedades médicas avalizadas pela AMB e o CFM. “Hoje mais do que nunca contamos com a colaboração dos nossos associados. Ao presenciar irregularidades, nos informem. Só dessa forma poderemos encaminhar a denúncia ao MEC e obter da instituição alguma ação com o rigor necessário”, frisa Emerson de Andrade.
Painel do leitor Esta seção está aberta para receber opiniões, sugestões, elogios e críticas dos leitores do Jornal da SBD. Mande seu e-mail para cartas@sbd.org.br Summer Meeting O professor e responsável pelo Departamento de Dermatologia da Universidade de Roma Tor Vergata, Sergio Chimenti, foi convidado pessoalmente por Paulo Cunha durante a última reunião do Winter Academy of Dermatology, ocorrida em abril, em St. Moritz e Pontresina, na Suíça: “Gostaria de expressar meu agradecimento pelo gentil convite feito pelo Prof. Paulo Cunha para o 1st Summer Meeting of Dermatology Brazil 2010. A ideia da SBD de promover um encontro internacional em conjunto com a World Health Academy é excelente”, afirmou por e-mail.
Parabenizo a postura da nossa Sociedade em relação à participação de dermatologistas em cursos de medicina estética e afins, e acrescento que a SBD deveria restringir nossos cursos e congressos apenas aos sócios e residentes. Carlos Roberto Castro Alves - Bahia
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Curiosidade
Assuntos exóticos e pitorescos
Cauxi, a esponja de água doce Também conhecida como cauixi, pó-de-mico da água e coceira da água, o cauxi é usado como aditivo misturado ao barro nas cerâmicas da Amazônia. Causadoras de dermatites graves, essas esponjas podem até provocar a cegueira Por Vidal Haddad
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adar em igarapés e nos lagos da Amazônia é sempre uma tentação. O tórrido clima equatorial nos deixa suarentos e mal-humorados, e quando os barcos passam por crianças se divertindo nas veias daquele mundo de águas, dá uma inveja danada... Por outro lado, eu não entro na água naquela região. Entrei uma vez, no rio Negro, por conta de um passeio com o Sinésio, lá em Manaus. Foi bacana, não aconteceu nada de anormal, mas é difícil não lembrar das arraias semienterradas nas águas rasas das praias arenosas (ai de quem pisar!), das piranhas (que raramente atacam, mas estão lá), dos jacarés e até do candiru, um bagrinho danado que entra no canal da uretra de gente, por ser atraído pelo cheiro de amônia. Claro, todos esses acidentes são raros (ferroadas de arraias não são tanto assim), mas cuidado e caldo de galinha nunca fizeram mal para ninguém, como minha sábia mãe me fez aprender. Perigos reais, mas não muito fáceis de perceber. Eu fico no barco... Só que, ainda pior, existem perigos invisíveis. Há uns dez anos, em uma viagem para a Amazônia, estávamos em um barco com piloto em um pequeno lago ao lado do rio Negro. Naquele tempo, eu pouco sabia sobre os perigos das escuras águas amazônicas, mas também não demonstrava nenhum entusiasmo em nadar lá. Um colega,
O cauxi pode ser utilizado para produzir desde tijolos até chips de computador. Na cultura da região amazônica, é considerado a base para artesanatos em cerâmica. Outra função interessante, de cunho antropológico, é que, como cada esponja tem suas espículas próprias, é possível identificá-la pelas espículas presentes na cerâmica indígena, incluindo a marajoara.
estudante de biologia na época, entusiasmou-se e, de supetão, subiu na beirada do barco e, achando que puxaria uma fila de mergulhadores, caiu de cabeça nas águas do lago. O olhar esbugalhado do barqueiro nos disse tudo, enquanto gritava: – Lagoa de coceira, cauxi, lagoa de coceira! Nosso amigo subiu no barco assustado, mas nada havia atrás dele. O barqueiro teve que explicar todo o seu desespero, e foi assim que fiquei sabendo das nuvens de cauxi, que ficam suspensas na água e penetram a pele, causando dermatite extremamente pruriginosa no corpo todo e que pode até cegar quando entra nos olhos. Perigo oculto, segredos amazônicos... Mas o que é o cauxi? São esponjas, do mesmo grupo das esponjas marinhas (que também provocam dermatites), só que em habitantes de rios e lagos. Elas se fixam em ramos submersos de árvores e apresentam em sua superfície espículas afiadas que se destacam e ficam em suspensão na água. Quem se refresca em lagoas e igarapés em que elas estão presentes em grande quantidade (na maioria das vezes, turistas) vai lembrar-se do passeio por um bom tempo. Os cauxis existem em todo o Brasil e são comuns também em lagoas de cerrados, nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Portanto, não são apenas bichos grandes, jacarés, sucuris e arraias que povoam o imaginário e a realidade dos povos ribeirinhos. Agulhas microscópicas também têm de ser conhecidas pelos dermatologistas, que estão sempre correndo o risco de receber a chamada “dermatite da segunda-feira”, ou seja, a evolução de uma dermatite aguda que foi atendida em algum pronto-socorro, e que terá aspecto diferente quando examinada por nós. O cauxi se inicia exibindo pápulas urticariformes, mas terá sido apaixonadamente coçado e só será diagnosticado por meio da história, se você se lembrar dessa outra contada aqui... Jornal da SBD
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Grandes Mulheres da Humanidade
Evita, a mulher que cativou multidões Num período de sete anos, a primeira-dama saiu da total obscuridade e conheceu o absoluto apogeu pessoal e político
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aría Eva Duarte, caçula de cinco irmãos, nasceu em 7 de maio de 1919, em Los Toldos, município da província de Salta, na Argentina. Aos 15 anos foi para a capital em busca do estrelato. Entrou para a Companhia Argentina de Comédias e estreou no teatro em 1935. Nos anos posteriores, trabalhou no cinema e no rádio. Em 1939, firmou-se como estrela de rádio-novela encarnando as mesmas heroínas que serviram de inspiração para seus sonhos artísticos. Quatro anos depois, um terremoto atingiu a cidade de San Juan, que dependeu da ajuda do governo para se recuperar do terrível desastre. Um grupo de artistas foi mandado para a região a fim de arrecadar fundos para as vítimas. Na oportunidade, Eva conheceu o secretário do Ministério do Trabalho, Juan Domingo Perón. Os dois se casaram em 1945, e ela abandonou a carreira artística. Juan chegou à presidência da Argentina no ano seguinte. Em 1948, Eva criou fundação com seu nome, sustentada por doações e passou a lutar pela causa das mulheres e dos mais pobres. Uma fila enorme de desprovidos lhe dirigia os mais diversos pedidos de ajuda. Evita, como o povo a batizou, os atendia pessoalmente. Tinha rotina de trabalho de 18 horas por dia. Distribuía livros, peças de roupas, máquinas de costura e alimentos para mulheres desempregadas e que precisavam sustentar a família. Isso a tornou popular entre as classes baixas, mas, também, rechaçada pela elite, que reprovava o discurso populista do casal Perón. Muitas vezes foi confundida com militante de esquerda, embora nunca o tenha sido e refutasse, aliás, esse rótulo. Em 1947, Evita fundou o Partido Peronista Feminino exercendo seus inflamados discursos populistas. A ascensão
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da primeira-dama provocou mudança repentina na política controlada pelo marido. Durante um comício em que o casal estava presente, uma multidão clamava a favor de uma chapa eleitoral composta por Juan Perón, presidente, e Evita, vice. A primeira-dama, porém, enfrentava um problema pessoal com o aparecimento de um câncer de útero. O relacionamento do casal mais prestigioso da Argentina também entrou em crise quando Juan começou a temer a ascensão política de Evita. Esses dois motivos fizeram-na recusar o "convite" feito pelo povo. Sua última aparição pública foi em 4 de junho de 1952, na posse do marido para o segundo mandato como presidente da Argentina. Um mês depois, aos 33 anos, ela morreria. Seu corpo ficou exposto à visitação pública, mas durante o golpe de Estado que derrubou Perón, em 1955, foi sequestrado e enterrado em Milão, na Itália. Em 1971, o corpo foi exumado e devolvido a Perón, que vivia exilado em Madri. Com a morte de Evita, as possibilidades de preservação do peronismo foram por terra. Seu legado na política argentina, porém, será eterno.
Curiosidades Já como presidente da Argentina, Perón realizou viagem oficial de três meses ao lado da mulher. O casal visitou Espanha, Itália, Portugal, França, Suíça, Mônaco, Uruguai e Brasil. Evita fez uma grande campanha a favor do voto feminino na Argentina. Foi dela o primeiro título eleitoral expedido. Com a lei aprovada, em 1951, mais de quatro milhões de mulheres foram às urnas pela primeira vez e ajudaram a reeleição de Perón. Jornal da SBD
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Departamentos
SBD Nacional realiza o XXX Curso de Dermatopatologia Tropical e Meio Ambiente Em ação inédita, os departamentos de Doenças Infecciosas e Parasitárias, Doenças Sexualmente Transmissíveis e Hanseníase se unem para participar do curso
A
30a edição do tradicional Curso Prático de Dermatopatologia Tropical e Meio Ambiente foi realizada este ano em conjunto com três outros eventos: o III Simpósio de Doenças Infecciosas e Parasitárias, o IV Simpósio Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e o IV Simpósio Nacional de Hanseníase. Durante dois dias, cerca de 300 dermatologistas de várias regiões do país se atualizaram sobre doenças como leishmaniose, hanseníase, DSTs, micoses superficiais e profundas, além de aprimorar os conhecimentos da incidência de moléstias dermatológicas parasitárias por todo o Brasil. Aspectos essenciais de diagnóstico, terapêutica e avanços científicos foram debatidos por especialistas no assunto. O encontro ocorreu em março, na cidade de São Paulo. "O nível das aulas foi excelente, e o comentário dos alunos, semelhante. As principais moléstias tropicais foram debatidas: leishmaniose, hanseníase, DSTs, Aids, doença de Lyme, sarna, piolhos, larva migrans, dermatites provocadas pelo contato com insetos, reações tóxicas por picadas, acidentes por animais aquáticos e fogo selvagem. Tivemos a apresentação de vários casos clínicos de forma didática. A plateia era em sua maioria composta por jovens. Os professores do curso foram unânimes em ressaltar o importante papel do Dr. Omar Lupi, para que o curso voltasse a fazer parte do calendário oficial de eventos oficiais da SBD", disse Alberto Cox Cardoso, um dos coordenadores ao lado de Sinésio Talhari e Vidal Haddad.
O curso foi uma grande oportunidade de reciclagem e atualização profissional. "Este foi o primeiro ano em que desenvolvemos essa ação conjunta com os departamentos Doenças Infecciosas e Parasitárias, Doenças Sexualmente Transmissíveis e Hanseníase. Os simpósios foram de alto nível científico. Contamos com a presença maciça de dermatologistas durante todo o curso", revela Dilhermando Calil, coordenador do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias. Para Vidal Haddad, a grande vantagem de eventos desse tipo é a atualização real sobre aquelas doenças. "A impressão que tivemos foi de que, pela primeira vez, houve um espaço real destinado ao estudo dessas importantes doenças. Acho que a iniciativa deve ser mantida, pois, se dessa vez o encontro foi em São Paulo, o destino da reunião é passar por regionais distantes e levar conhecimentos também para além dos grandes centros", reforça. A última edição do curso de Dermatopatologia Tropical e Meio Ambiente ocorreu em Botucatu (SP), há três anos, e foi realizada pelos departamentos de Micologia, Doenças Infecciosas e Parasitárias, Hanseníase e Doenças Bolhosas da SBD.
Departamento de Alergia e Dermatoses Ocupacionais
O
Depar tamento de Alergia e Dermatoses Ocupacionais, coordenado por Alice Alchorne, está organizando cursos itinerantes em nove regionais da SBD entre abril e novembro deste ano. As aulas têm o apoio institucional da SBD e científico do Departamento de Alergia e Dermatoses Ocupacionais, e serão ministradas por membros ou convidados do Departamento e por dermatologistas que receberem convites das regionais. A primeira regional a receber o curso foi a do Rio Grande do Sul, em
10 de abril. As próximas contempladas serão a Regional-DF (12 de junho), Pará (18 e 19 de junho), Sergipe (9 e 10 de julho), Goiás (20 de agosto), Paraná (28 de agosto), Piauí (15 e 16 de outubro), Bahia (6 de novembro) e Espírito Santo (20 de novembro). "O conteúdo foi preparado com esmero e dedicação. Nosso objetivo é oferecer aperfeiçoamento e treinamento para nossos associados para que eles agreguem em sua atividade prática o máximo de conhecimentos transmitidos", afirma Alice Alchorne.
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Regionais Ceará
Alagoas Pará
Rio de Janeiro
Pernambuco
Goiás
Ceará
No último dia 27 de março, a Regional Ceará promoveu seu fórum de Cosmiatria com a participação de mais de 70 associados. O segundo secretário da SBD, Emerson de Andrade Lima, ofereceu palestra e curso prático com a projeção simultânea de correção de cicatrizes de acne. O presidente da Regional CE, René Diogenes, aproveitou o momento para lançar o Movimento de Valorização do Dermatologista local. As palestras, de excelente nível científico, foram moderadas por Érica Holanda, que encerrou o evento lembrando a importância de pertencer a uma entidade que preza o aprimoramento de seus integrantes.
Paraná
Emerson de Andrade ladeado de Érica Holanda, René Diogenes e integrantes de sua diretoria
Alagoas
A XXIX Jornada Norte-Nordeste de Dermatologia será realizada em Maceió, de 28 a 30 de outubro. Participarão do evento especialistas e mestres que levarão ensinamentos e atualizações de temas de grande relevância para a prática profissional. “Nossa jornada será um grande fórum de discussão e aprendizado, oportunidade ímpar para promover nosso crescimento científico integrado aos aspectos éticos e sociais”, enfatiza o presidente da Regional AL, Everson José dos Santos Leite. Para marcar o Dia Mundial da Psoríase, em 29 de outubro, haverá um encontro de especialistas e pacientes em que serão
Paraná
A Jornada Sul-Brasileira de Dermatologia ocorreu de 29 de abril a 1o de maio, no Estação Embratel Convention Center, em Curitiba, Paraná. Cerca de 400 participantes compareceram à 19a edição do evento e usufruíram de excelentes momentos de aprimoramento e de troca de experiências. O grande atrativo da programação foi o painel de procedimentos ao vivo, coordenado pelos dermatologistas Ricardo Shiratsu (SP) e Carlos Roberto Antônio (SP), além das paranaenses, Luciana Esmanhoto, Karin Helmer e Sineida Ferreira. Os 20 procedimentos práticos ofereceram novidades nas áreas de preenchimentos, toxina botulínica, peeling de fenol modificado, laser e outras tecnologias. Entre os palestrantes convidados, estavam o presidente da SBD, Omar Lupi,Artur Duarte,Tânia Cestari, Célia Kalil, Denise Steiner,
prestados serviços de esclarecimento aos portadores da doença. O lançamento oficial do Dia da Psoríase da SBD se dará durante a Jornada Norte-Nordeste. “Queremos prestigiar o nordeste e a Regional Alagoas, na figura do Everson, um presidente de regional participativo e engajado”, ressalta Omar Lupi, presidente da SBD. O maior evento científico da especialidade nas regiões Norte e Nordeste também dividirá espaço com a V Jornada Alagoana de Dermatologia. “Isso multiplicará nossa responsabilidade para realizar um acontecimento de sucesso”, complementa Everson Leite. A comissão científica tem elaborado programa que contemplará os diferentes campos da dermatologia. Segundo Everson Leite, serão nove módulos temáticos, totalizando 32 palestras, duas sessões especiais (dicas dermatológicas e melhores casos clínicos), duas conferências, um simpósio-satélite e vários cursos práticos, dos quais dois serão em videoaula. Renan Bonamigo, além de vários destaques do Paraná. Representantes do CRM e CFM também compareceram ao evento e ressaltaram a importância de cuidados éticos na relação médico/paciente. O presidente da SBD-PR, Carlos Augusto Bastos, encerrou a cerimônia com a tradicional entrega do símbolo do evento ao representante da SBD-SC, que sediará a próxima versão, em 2012. O sucesso da Jornada Sul-Brasileira deste ano, antecipa a excelência da Jornada Nacional de Cosmiatria e Laser de 2010 a ser realizada em Curitiba, dos dias 4 a 6 de novembro. "Há muito tempo não via uma jornada tão bem organizada e conteúdo científico tão completo. Bastos e sua equipe estão de parabéns", destaca Omar Lupi. Jornal da SBD
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Regionais
Rio de Janeiro
Durante o 5o DermaRio, realizado nos dias 26 e 27 de março no Centro de Convenções SulAmérica, a SBD-RJ prestou homenagem a René Garrido Neves por suas grandes contribuições à dermatologia carioca e nacional. Na ocasião, o presidente da Regional, Carlos Barcauí, entregou-lhe placa comemorativa. O momento foi de grande emoção para os presentes. René Garrido foi presidente da SBD (87-88), da Regional Fluminense (71 e 93), além de professor titular de dermatologia da Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Pernambuco
“Para não sentir na pele, não pense duas vezes. Procure sempre um médico dermatologista", esse é o tema da campanha do Movimento de Valorização do Dermatologista, promovida pela Regional Pernambuco. Em toda a região metropolitana do Recife, estão sendo colocados outdoors e distribuídos panfletos educativos em clínicas e consultórios médicos, com a finalidade de orientar a população sobre as funções do especialista e a importância de procurar os dermatologistas habilitados para cuidar das doenças de pele, unhas e cabelo. A campanha se estenderá pelo ano inteiro. Segundo o presidente da SBD-PE, Sérgio Palma, um dos objetivos é alertar a população no sentido de procurar o dermatologista quando quiser realizar tratamentos estéticos, a exemplo de aplicação de ácidos, peelings na face e no corpo, preenchimentos para tratar rugas, aplicação de toxina botulínica, uso de Laser para depilação e rejuvenescimento, entre outros. Pernambuco II A Regional Pernambuco vai promover de 9 a 12 de outubro a XIX Jornada Pernambucana de Dermatologia. O evento será realizado em um ecorresort no Cabo de Santo Agostinho, município com inúmeras reservas ecológicas, monumentos históricos e algumas das praias mais frequentadas do Brasil. O encontro científico reunirá experts do país e de Pernambuco para discussão de temas atuais da dermatologia clínica, cosmiátrica e cirúrgica. “Convidamos os dermatologistas de outros estados para participar conosco e desfrutar a tradicional hospitalidade pernambucana”, frisa o presidente da SBD-PE, Sérgio Palma.
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Pará
No dia 27 de março, durante a reunião mensal da Regional PA, aconteceu o Simpósio de Psoríase, com a presença de Gladys Martins, dermatologista de Brasília. Ao todo, 44 associados participaram do encontro que abordou tratamentos tópicos e sistêmicos e na infância.
Goiás
Marilene Silvestre, presidente da SBD-GO, e dois atores caracterizados de filtro solar
Em comemoração ao Dia Mundial da Saúde, a prefeitura de Goiânia realizou de 7 a 11 de abril, no Parque Flamboyant, o projeto “Goiânia Vive com Saúde”, com ações de conscientização sobre a prevenção de doenças: A SBD-GO participou do projeto por meio de um VT exibido na televisão durante toda a semana, orientando a população a utilizar o filtro solar durante todo o ano. “Durante os dias 10 e 11 de abril, distribuímos folhetos explicativos e contratamos dois atores que, caracterizados de filtro solar, abordavam as pessoas de modo informal e diver tido, explicando a importância do protetor e realizando sua aplicação. Pessoas de todas as idades acompanharam e compreenderam a valor do uso diário do filtro solar ao longo de todo ano”, relata a presidente da SBDGO, Marilene Silvestre.
Serviços Credenciados Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) Cyro Festa Neto é o novo professor titular do Departamento de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. O concurso foi realizado nos dias 15 e 16 de março, e os candidatos submetidos ao julgamento dos títulos (memorial), prova oral de erudição e prova pública de arguição do memorial. Fizeram parte da banca os professores Evandro Rivitti, Antonio Alci Barone, Luiz Henrique Camargo Paschoal, Ney Romitti e Lúcio Bakos.
Da esq. para dir. Cyro Festa Neto, Luiz Henrique Paschoal, Lúcio Bakos, Evandro Rivitti, Antonio Barone e Ney Romitti
Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre O Serviço de Dermatologia da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) promove nos dias 11 e 12 de junho sua IV Jornada Dermatológica. Na abertura, voltada para a comunidade em geral, haverá debate sobre hanseníase e literatura com o médico, escritor da Academia Brasileira de Letras e ex-professor da UFCSPA, Moacyr Scliar. A Jornada contará também com a presença da professora da Universidade de Brasília (UnB) e editorachefe dos Anais Brasileiros de Dermatologia (ABD), Izelda Costa. Dermatopediatria, doenças sexualmente transmissíveis, atualização terapêutica e casos clínicos serão os principais temas abordados no evento. Informações adicionais podem ser obtidas no site do Serviço pelo endereço eletrônico: http://dermatologia.ufcspa.edu.
Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto Cento e setenta e oito pessoas participaram da 134a Jornada Dermatológica Paulista realizada nos dias 26 e 27 de março no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto. Organizado pela SBD-RESP e pela Divisão de Dermatologia do Departamento de Clínica Médica da FMRP/USP, o curso teve a finalidade de promover a Educação Médica Continuada e a reciclagem profissional dos especialistas. Foram abordados temas de atualização, além da observação e a discussão dos casos clínicos no tradicional formato da jornada na especialidade. Na ocasião, também foi promovido o 3o Curso de Educação Médica Continuada em Dermatologia (CEMC-D). "Queremos deixar registrado nosso agradecimento a todos que participaram dos eventos. Sabemos o quanto é importante apresentar o que há de mais novo em conhecimentos aos recém-
Direção executiva e Conselho Fiscal da Ableish, criada no HUB-UnB
Hospital Universitário de Brasília Pacientes de leishmaniose e profissionais da área presenciaram a criação da Associação Brasiliense de Leishmaniose (Ableish) no Hospital Universitário de Brasília (HUB), em novembro do ano passado. Por voto, foram eleitos: presidente: Ana Eloisa Bertolaccini de Souza (paciente); vice-presidente: Francisco da Chagas Pereira Soares (paciente); tesoureira: Maria Aparecida Gomes (assistente social); diretora de Comunicação: Jorgeth Carneiro de Oliveira Motta (médica); diretora técnica: Raimunda Nonata Ribeiro Sampaio (médica); secretário: Leandro Correa Machado (acadêmico de medicina). “A Ableish tem como principais objetivos a melhoria da qualidade de vida dos portadores de leishmaniose, especialmente na dimensão pessoal, familiar, profissional e social, além de cooperar no desenvolvimento de pesquisas que visem proporcionar novas oportunidades no tratamento de leishmaniose e no aperfeiçoamento dos tratamentos atualmente existentes”, explica Raimunda Nonata. formados, residentes e dermatologistas", ressalta Ana Maria Roselino, que recentemente assumiu a chefia do Serviço de Dermatologia da USP-Ribeirão. Jornal da SBD
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Serviços Credenciados Instituto de Pós-Graduação Médica Carlos Chagas (IPGMCC) e Policlínica Geral do Rio de Janeiro (PGRJ) O presidente da SBD, Omar Lupi, é o novo professor titular de dermatologia do Instituto de Pós-Graduação Médica Carlos Chagas (IPGMCC) e da Policlínica Geral do Rio de Janeiro (PGRJ). A cerimônia de posse foi realizada no dia 16 de abril no auditório da IPGMCC. Na oportunidade, recebeu homenagem o ex-presidente da SBD-RJ, Marcius Achimé Peryassú, que por mais de 25 anos foi professor titular em ambas as instituições. “Como mais um membro dessa longa cadeia dos que deram seu trabalho e suor pela instituição, quero dizer que é uma grande responsabilidade receber nomeação. Espero estar à altura do trabalho que o Prof. Peryassú desenvolveu durante todos esses anos na Policlínica e que possamos no futuro ter novamente um período áureo em nossa instituição", analisa Omar Lupi que há um ano foi indicado por Peryassú para a chefia do Serviço da Policlínica. Nos últimos 12 meses, foi iniciada
O presidente da SBD, Omar Lupi, ladeado do atual presidente da Academia Nacional de Medicina (ANM), Pietro Novellino, e do ex-presidente da ANM, Omar Rosa Santos
intensa recuperação do serviço que, mediante recente avaliação da SBD, teve suas vagas ampliadas. O trabalho de Lupi na Policlínica teve início em 1995, e, desde então, foram 15 anos de reestruturação do corpo clínico com a vinda de novos professores e adequação do conteúdo programático. Fundada em 10 de dezembro de 1881 e inaugurada em 28 de junho do ano seguinte, a PGRJ foi o segundo serviço de dermatologia do Brasil e primeiro do Rio de Janeiro.
Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) Professor adjunto da disciplina de dermatologia, Carlos Machado Filho é o mais novo livre docente da Faculdade de Medicina do ABC. O médico prestou concurso em abril e foi aprovado ao apresentar a aula “Experiência de um quarto de século na cirurgia do vitiligo”. A banca examinadora foi presidida por Luiz Henrique Camargo Paschoal e composta pelos membros titulares Caio Parente Barbosa, Celso Ferreira, Evandro Rivitti e José Eduardo Costa Martins. Com 25 anos de estudos na área de vitiligo, Carlos Machado é um dos poucos dermatologistas brasileiros com experiência em transplante de pele para pacientes com a doença e traz no currículo mais de 500 casos de pacientes transplantados com sucesso.
Errata O chefe do Serviço do Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo é Nilton Di Chiacchio, ao contrário do que foi publicado na matéria "SBD cria comissão para estudar condição de ensino da cirurgia dermatológica no país", página 17, da edição número 1. A dermatologista Susana Wu faz parte do Depar tamento de Alergia Dermatológica e Dermatoses Ocupacionais.
Notas de falecimento Faleceu no dia 1o de abril, na cidade de São Bento do Sapucaí, São Paulo, Nelson Lamy, cuja expressiva trajetória profissional foi marcada pela colaboração ativa no desenvolvimento da dermatologia brasileira. Nelson integrou a primeira turma de pós-graduação em dermatologia da Policlínica Geral do Rio de Janeiro (PGRJ), ao lado de nomes como o de René Garrido Neves (ex-presidente da SBD) e Ney Romiti. Na década de 1970, foi presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), presidindo, nessa
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época, a Regional Fluminense da SBD e o Serviço Nacional de Lepra, órgão pertencente ao Departamento Nacional de Saúde, hoje Ministério da Saúde, este último durante três anos. A vice-presidente da SBD-BA, Maria de Lourdes Leite Lopes, faleceu no dia 1o de maio. A dermatologista era casada com o cirurgião Dário Lopes, com quem teve duas filhas, Marina e Luiza. Maria de Lourdes trabalhava na Clínica San Lazzaro e no Hospital Aristides Maltez.