Editorial Sociedade Brasileira de Dermatologia Afiliada à Associação Médica Brasileira
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Diretoria 2007-2008 Presidente - Alice de Oliveira de Avelar Alchorne Vice-presidente - Omar Lupi Secretária-geral - Ryssia Florião Tesoureira - Cláudia Pires Amaral Maia 1a secretária - Célia Kalil 2o secretário - Josemir Belo
Jornal da SBD Esta é uma publicação da Sociedade Brasileira de Dermatologia, dirigida a seus associados e órgãos de imprensa. Publicação bimestral - Ano XII - no 6 - novembro-dezembro - 2008 Coordenador médico - Paulo R. Cunha Conselho editorial - Alice Alchorne, Omar Lupi, Ryssia Florião, Cláudia Pires Amaral Maia, Célia Kalil e Josemir Belo Jornalista responsável - Andréa Fantoni - Reg. MTB/RJ n0 22.217 JP Redação - Andréa Fantoni Editoração eletrônica - Nazareno N. de Souza Estagiária - Ana Luíza Reyes Contato publicitário - Priscila Rudge Simões A equipe editorial do Jornal da SBD e a Sociedade Brasileira de Dermatologia não garantem nem endossam os produtos ou serviços anunciados, sendo as propagandas de responsabilidade única e exclusiva dos anunciantes. As matérias e textos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores. Correspondência para a redação do Jornal da SBD Av. Rio Branco, 39/17o andar - Centro - Rio de Janeiro – RJ CEP: 20090-003 E-mail: comunicacao@sbd.org.br Assinatura anual: R$ 100,00 Número avulso: R$ 20,00 Tiragem: 6.000 exemplares Impressão: Sol Gráfica
Sumário
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Paulo R. Cunha - Coordenador médico do Jornal da SBD
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árias reportagens desta última edição de 2008 merecem leitura atenta. A primeira, ao meu juízo, é sobre a inauguração da ampliação da sede da SBD no dia 20/12/2008, que não poderia deixar de ser tema de nossa matéria de capa. Com esse investimento, duplicamos o espaço físico de nossa entidade, proporcionando, agora, uma sede que atende a todas as atuais necessidades da SBD; realmente uma grande conquista da administração Alice Alchorne e Omar Lupi. Leia a matéria na página 20. Um dos bons textos deste número, um belo trabalho de história e ciência, é a matéria “O Rio de Machado”, que mostra o cenário carioca em que viveu o autor e nasceu a SBD. O preparo da matéria me desperProf. Dr. Paulo tou a vontade de reler alguns livros de Machado e leva a concluir que a R. Cunha nossa SBD, assim como a obra de Machado de Assis, é imortal e moderna mesmo próxima de seu centenário. A reportagem relatando as atividades dos membros da diretoria gestão 2007/2008 mostra, a partir da página 26, os detalhes das realizações desta gestão.Vale a pena conferir. Chamo a atenção para o texto “Abnegação no exercício da medicina”, a partir da página 30, de autoria de Jaison Antônio Barreto, que aborda a vida do prof. Opromolla, médico que seguiu ao pé da letra o juramento de Hipócrates. Outra matéria interessante é a “Linha do Tempo”. Lançamo-nos à procura de importantes papéis de arquivos e nos deparamos com detalhes precisos e preciosos, valorizando pessoas e pontuando fatos científicos, políticos e sociais dos últimos 100 anos. Na coluna “Pérolas do Journal of Investigative Dermatology”, o jornal de maior valor científico da dermatologia mundial, encontram-se resumos de artigos de interesse clínico e de pesquisa, possibilitando ao leitor aprofundar-se em cada assunto seguindo as fontes bibliográficas indicadas. De olho no mundo, apresentamos a dermatologia e a medicina na Inglaterra, país de tradição na ciência, que possui cerca de um dermatologista para cada 100 a 120 mil habitantes, sendo que o atendimento na especialidade só é feito após encaminhamento por um generalista. Tive o privilégio de entrevistar meu amigo prof. Rod Ray, formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Oxford e atual presidente da Fundação Internacional de Dermatologia. Brilhante professor reconhecido mundialmente, vem desenvolvendo trabalhos e galgando postos nas maiores e melhores instituições médicas do mundo. Não deixem de ler essa reportagem. Ainda sobre nossa sociedade é a matéria “Omar Lupi assume a presidência da SBD”, na qual o presidente eleito expõe suas idéias e propostas para a gestão 2009/2010. Com a chegada do final do ano, somos constantemente tocados por boas lembranças, em meio às quais se insere a gratidão àqueles homens reconhecidos pelos grandes trabalhos em benefício da humanidade. Dentre eles, destacam-se os ganhadores do Prêmio Nobel de medicina, literatura e paz, pelas lutas que empreenderam em suas respectivas áreas. Leiam essa bela matéria. E, para terminar, sugiro a leitura dos textos sobre as campanhas sociais da SBD, o Dia da Psoríase e os 10 anos da Campanha Nacional de Prevenção do Câncer de Pele. Como mensagem final, gostaria de agradecer aos amigos leitores deste nosso jornal, a toda a equipe do JSBD, em especial Andréa, Ana Luíza e Nazareno; e à diretoria 2007/2008, presidida por Alice Alchorne e Omar Lupi. Registramos nossa gratidão pelas palavras de incentivo e elogios recebidos após o lançamento de cada edição, por um trabalho desempenhado com muita alegria e amor. Sinto-me pleno de energia e vigor para continuar esta tarefa pelos próximos dois anos e com a expectativa de cada vez mais aprimorar o nosso Jornal da SBD. Muito obrigado. Feliz 2009! Boa leitura.
Palavra da Presidente Dia Nacional da Psoríase acontece de norte a sul do país Décima edição da Campanha Nacional de Prevenção do Câncer da Pele Dermatologia na Inglaterra O Rio de Machado Omar Lupi assume a presidência da SBD Pérolas do Journal of Investigative Dermatology Prêmio Nobel: 107 anos reconhecendo os grandes trabalhos em benefício da humanidade AMB: Revista O Médico & Você Fronteiras da Dermatologia Gestão 2007/08 Vultos da Dermatologia Abnegação no exercício da medicina Painel Linha do tempo: Retrospectiva Departamentos Serviços Credenciados Regionais
Matéria de capa SBD tem nova sede
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Palavra da Presidente
Alice de Oliveira de Avelar Alchorne
Prestando Contas – 2008 Estamos encerrando a nossa gestão. No primeiro trimestre de 2007 precisávamos conhecer profundamente a SBD (Estatuto, Regimentos, Regulamentos, seus serviços aos associados e a parte administrativa). Planejar medidas de melhoria aos associados e à especialidade com novos projetos veio a seguir. As Alice de Oliveira de Avelar Alchorne tarefas que mais se destacaram foram: 1. Para a parte administrativa foi contratada uma empresa de Advocacia Trabalhista que, após alguns meses de estudo, nos forneceu um relatório com inúmeras orientações neste aspecto. 2. A captação de recursos que superou a prevista e medidas de contenção de despesas trouxeram estabilidade econômica tão necessária ao bom funcionamento da Sociedade. 3. A discussão sobre certificação em Áreas de Atuação (Cosmiatria e Cirurgia Dermatológica), em duas reuniões do Conselho Deliberativo foi de grande interesse ao associado, pois houve consenso de que essas áreas não têm necessidade de outra certificação além do Título de Especialista , uma vez que são inerentes à formação do dermatologista e portanto competências da especialidade. 4. A realização do Exame de TED em 2007 e 2008 demandou como sempre um grande empenho da Diretoria e da Comissão de TED da SBD. Em 2008 tivemos o esperado Exame Especial para Título de Especialista que certificou quase 200 antigos colegas. 5. Diversos eventos, bastante acessíveis financeiramente para a EMC/D foram realizados: 25 cursos ou simpósios pelos diferentes Departamentos Especializados nas diversas Regionais da SBD. 6. A aquisição de equipamentos e construção de sala especializada para a realização de eventos de Teledermatologia na própria sede da SBD foi sem dúvida um bom investimento para todos os associados, tendo já sido realizadas seis palestras on-line. 7. Redação e distribuição do Manual com Normas de Biossegurança em Laser. 8. Foram realizadas diversas atividades para divulgação da especialidade: Dia do Dermatologista (2007 e 2008), participação no PAN, Campanhas de Prevenção do Câncer em nível nacional (2007 e 2008), Dia da Psoríase, Pare de Fumar ou Sinta na Pele em várias Regionais (2007 e 2008), evento sobre meio ambiente. 9. Julgamento de centenas de cursos para pontuação na Comissão Nacional de Acreditação (CNA) da AMB e programação da pontuação na EMC/D da própria SBD. 10. Diversas melhorias na parte física da biblioteca
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(mobiliário e assinatura de novas bases de dados de pesquisa bibliográfica). Uma grande tarefa foi a implementação da recuperação e catalogação das inúmeras obras raras da biblioteca, um verdadeiro tesouro no sentido da história da especialidade. 11. Inúmeros projetos para a Mídia Eletrônica (reestruturação do site;Atlas de Dermatologia – “Troias”; passagem para o site da coleção dos Anais Brasileiros de Dermatologia; Casos Clínicos). 12. Edições regulares do Jornal da SBD, que sofreu reestruturação, com novas matérias, e dos Anais Brasileiros de Dermatologia. 13. Inúmeras entrevistas e matérias nos diferentes meios de comunicação que, além de prestação de serviço à comunidade, colaboram para a divulgação da especialidade. 14. Estudo para modificações de Estatuto, Regimentos e Regulamentos e preparo de duas assembléias extraordinárias para redução de quórum do Estatuto da SBD. 15. Incentivo com democratização do acesso dos associados aos Departamentos Especializados, com inúmeras adesões. 16. Resposta a milhares de e-mails e correspondências para associados, entidades variadas e comunidade. 17. Representação em inúmeros eventos das Regionais e outras entidades científicas e governamentais. Destaque-se aqui a representação constante da Diretoria em reuniões e eventos da AMB. De grande importância também foi a inscrição da SBD na Associação Brasileira de Ensino Médico (ABEM), uma vez que assim poderemos participar das discussões nos diferentes níveis sobre o ensino da Dermatologia . 18. Realização do 62o e 63o Congressos da Sociedade Brasileira de Dermatologia, sob as presidências dos drs. Jayme de Oliveira Filho (São Paulo) e Heitor Sá Gonçalves (Fortaleza) respectivamente. 19. O último e dos mais importantes empreendimentos desta Diretoria foi a aquisição no dia 20/12/2007 de um conjunto no mesmo prédio da sede da SBD e inauguração da reforma completa dos dois andares da entidade no dia 20/12/2008. Este investimento duplicou o espaço físico de nossa entidade, que estava muito aquém de nossas necessidades, e certamente constitui um grande salto no patrimônio da SBD. Além da reforma física da sede houve adaptação e compra de vários equipamentos para boas condições de funcionamento da parte burocrática e realização de vários tipos de eventos. Quero deixar aqui o meu enorme agradecimento a toda a Diretoria, aos diferentes assessores da SBD e aos funcionários da entidade, pois sem a colaboração de todos não seria possível realizar as metas a que nos propusemos ao assumir a Presidência da SBD. A Diretoria deseja a todos os associados Feliz Natal e 2009 com muita paz e prosperidade.
Dia Nacional da Psoríase acontece de norte a sul do país
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o dia 29 de outubro de 2008 aconteceu a 3a edição do Dia Nacional da Psoríase, o qual teve sua primeira edição em 2006 por proposta do Prof. Paulo Cunha, que também coordenou o evento e que, desde então, passou a fazer parte do calendário oficial da SBD pela sua importância por melhorar a qualidade de vida dos portadores de psoríase e o entendimento da população em relação ao trabalho do dermatologista profissional que trata essa doença. Este ano foi ampliada com a participação de 26 Serviços Credenciados e 13 Regionais da SBD. Segundo os coordenadores da campanha, drs. Maria Denise Takahashi e Ricardo Romiti, e uma das diretoras da SBD, dra. Cláudia Maia, o objetivo central da campanha foi esclarecer sobre a doença. “Orientamos os associados no sentido de que esclarecessem a população sobre a ausência de risco de contágio, as possibilidades de controle com cuidados e tratamentos adequados e, principalmente, a importância do dermatologista no atendimento ao doente”, afirma o dr. Ricardo Romiti.
A Regional Minas Gerais promoveu o evento na Praça da Liberdade, com o apoio da Associação Médica de Minas Gerais. Segundo a coordenadora da campanha no estado, dra. Andréa Ramos, dermatologistas dos três Serviços Credenciados pela SBD em Belo Horizonte distribuíram panfletos educativos e tiraram dúvidas sobre a psoríase. Mais de 300 pessoas passaram pelo estande. “Nosso público foi bem variado, desde pessoas simples a executivos”, avalia a dra. Andréa Ramos. “Fico orgulhosa por conseguirmos reunir voluntários para um serviço tão importante”, conclui. Em São Paulo, muitos serviços, da capital e do interior, realizaram a campanha — Universidade do Oeste Paulista – Unoeste, Faculdade Estadual de Medicina de São José do Rio Preto, Hospital Ipiranga, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Hospital Universitário de Taubaté, Faculdade de Medicina de Jundiaí, Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos, Faculdade de Jornal da SBD
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Pesquisa Participação em 2009 1 19
Sim Não
Repercussão 1
ara avaliar o Dia Nacional da Psoríase (DNP), os coordenadores dra. Maria Denise Takahashi e dr. Ricardo Romiti formularam um questionário de avaliação. Dos 36 dermatologistas entrevistados, 20 responderam; alguns deles, entretanto, eram responsáveis por mais de um posto. Em relação à repercussão do evento nas cidades o resultado foi bastante positivo, pois seis deles avaliaram ter muita repercussão, 11, mediana, um, pouca, e dois, nenhuma. Em relação à quantidade e adequação do material feito para o evento, que consistia em folders, banners, camisetas, faixas e cartazes, houve unanimidade quanto à adequação; 11 médicos, porém, consideraram as quantidades enviadas insuficientes, embora nove tenham respondido que foram suficientes. Diversas respostas referiram as aulas para o público leigo durante a campanha. De acordo com dois médicos, essa atividade é perda de tempo, mas 10 a consideram boa, além de ter audiência; oito médicos disseram não ter ministrado aulas nesse dia. Na mídia a divulgação foi boa, pois 16 dos 20 entrevistados responderam ter visto inserções na imprensa – 12 na televisão, 12 no rádio e nove em jornais – tendo 14 sido entrevistados. Indagados sobre a data da campanha para 2009, 13 preferem manter o dia 29 de outubro, e sete gostariam que o evento acontecesse no final de semana mais próximo dessa data. A quase-totalidade (19) pretende participar do DNP na próxima edição.
Entrevista/veículo
Aula
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11 muita média pouca
Material
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não sim - perda de tempo sim - boa audiência
nenhum
Divulgação/veículo 0
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Preferência de data 7
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12 adeq/suf adeq/insuf ina/insu
Não Sim Rádio
Na direita está a dra. Maria Denise Takahashi e, na fileira de trás (ao centro), o dr. Ricardo Romiti, ladeados pelos colaboradores da campanha
Medicina do ABC, Hospital das Clínicas da FMUSP, Fundação Lusíadas – Centro Universitário Lusíadas, Unicamp, Hospital e Maternidade Celso Pierro – PUC Campinas e Hospital Universitário Wladimir Arruda – Unisa. No Hospital das Clínicas, o evento foi realizado na
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TV Jornal
Atual Final de semana
Praça Esperança, e a aula foi ministrada na Faculdade de Higiene e Saúde Pública. O chefe do Serviço do Hospital de Base da Faculdade Estadual de Medicina de São José do Rio Preto, dr. João Roberto Antônio, realizou a campanha dentro dos ambulatórios de Dermatologia. “Houve ampla participação da equipe durante o dia todo”, informa. Já na Unisa, a equipe coordenada pelo dr. Artur Duarte, além de orientar os pacientes no dia do evento, concedeu entrevistas sobre o tema nas TV e Rádio Unisa. Segundo ele, três milhões de pessoas foram atingidas por esses meios. “Além disso, fizemos o treinamento de acadêmicos e médicos para
Tenda montada no Parque Vaca Brava, na capital goiana
diagnóstico e abordagem do paciente também com grande sucesso”, afirma o dr. Artur Duarte. A Rodoviária do Plano Piloto abrigou o evento em Brasília. Segundo uma das coordenadoras, dra. Gladys Martins, cerca de duas mil pessoas passaram pela tenda. Os dermatologistas voluntários informaram sobre o atendimento nos hospitais de referência da rede pública de saúde. A dra. Carmélia Reis, presidente da Regional DF, considerou que a ação foi um sucesso.“Podemos dizer que a escolha do local foi fundamental. A qualidade do material impresso, com linguagem bastante acessível, também contribuiu”, avaliou. Em Goiânia, o evento aconteceu no Parque Vaca Brava, que é considerado o cartãopostal da cidade. Segundo a presidente da regional, dra. Marilene Silvestre, os moradores fizeram filas para os atendimentos.“Desde as sete e meia da manhã já havia movimento. Acredito que 500 pessoas tenham passado pela tenda”, afirma. No Mato Grosso do Sul, de acordo com a presidente da regional, dra. Elza Garcia da Silva, a resposta da população foi boa na campanha que aconteceu nas dependências do Shopping Campo Grande.Tevês, rádios e jornais também estiveram presentes para cobrir o evento. Ela acredita ter sido um sucesso pela quantidade de médicos envolvidos e pela participação dos populares. Em Recife (PE) houve mobilização em quatro postos de atendimento montados em três hospitais públicos e no Parque da Jaqueira, uma das áreas verdes de maior circulação da cidade. O presidente da regional, dr. Emerson Andrade
Equipe da Faculdade Estadual de Medicina de São José do Rio Preto. No estado de São Paulo, 13 serviços participaram do DNP
Lima, ministrou palestra gratuita no auditório da Livraria Saraiva, no Shopping Center Recife. Cerca de 600 pessoas receberam orientações da equipe formada por 30 médicos dermatologistas. "Trabalhamos para combater o preconceito", salienta o dr. Emerson Andrade Lima. Na Bahia, as ações foram realizadas na Praça do Centro de Salvador. Segundo a coordenadora regional, dra. Maria de Fátima S. Paim de Oliveira, a repercussão foi extremamente satisfatória, com 1.500 pessoas atendidas. Já em Alagoas, a presidente, dra. Socorro Ventura, realizou o evento no Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes. “Fizemos divulgação entre os pacientes dos ambulatórios e uma palestra voltada para a comunidade e estudantes”, conta. No Rio de Janeiro, o evento coordenado pela dra. Luna Azulay ocorreu na Praça da Cinelândia, por onde passaram, segundo sua avaliação, 300 pessoas. Na Policlínica do Rio o movimento também foi grande, contando com o apoio de residentes do Hospital Marcílio Dias e da própria Policlínica. O mesmo se deu no Hospital Universitário Antônio Pedro, cujos dermatologistas voluntários distribuíram folhetos para cerca de 1.500 pessoas. No Ambulatório de Dermatologia Sanitária e Serviço de Dermatologia da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre aconteceram palestras para 150 pessoas. Segundo o coordenador local, dr. Sérgio Dornelles, a maioria era composta por portadores da doença e seus familiares. Na Paraíba, de acordo com o presidente da regional, dr. Otávio Lopes, foi montada uma tenda no Parque Solon de Lucena, no Centro de João Pessoa. A coordenadora do DNP, dra. Maria Denise Takahashi, pretende aprimorar a campanha em 2009. “Fizemos uma pesquisa e com base nos resultados faremos mudanças. A campanha deverá contar com anúncios, além de divulgação mais antecipada e adequada visando principalmente aos esclarecimentos sobre a doença, sua cronicidade, sua possibilidade de controle e seu caráter não contagioso”, avalia. Jornal da SBD
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Décima edição da
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Campanha Nacional de Prevenção do
Câncer da Pele (CNPCP) completou 10 anos com louvor. Foram atendidas mais de 200 mil pessoas em todo o país nesse período, sendo detectado que 10% apresentaram a doença. Todas foram encaminhadas para tratamento nos Serviços Credenciados da SBD. Na edição do dia 8 de novembro de 2008, em torno de duas mil pessoas estiveram envolvidas entre dermatologistas e profissionais de saúde voluntários que atenderam a população em 178 postos de diversas cidades brasileiras. Cerca de 150 milhões de pessoas foram impactadas com informações sobre prevenção solar, através
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da mídia nacional. No início de fevereiro serão divulgados os resultados estatísticos da CNPCP. Estima-se que 40 mil pessoas tenham sido atendidas. Segundo um dos coordenadores Nacionais da CNPCP, Marcus Maia, o enfoque principal do evento foi o grupo de risco, composto geralmente por pessoas de pele clara, com manchas, casos de câncer da pele na família ou quadro anterior da doença. “Não adianta batermos nenhum tipo de recorde. Queremos interferir na incidência da doença, estimulando o processo de prevenção primária. Evitar que o câncer ocorra, lembrando a importância do uso de protetor solar, roupas e chapéus na exposição ao sol”. Compõem a coordenação nacional os professores Selma Cernea e Lúcio Bakos. Segundo a coordenadora da CNPCP, dra. Selma Cernea a próxima edição já está marcada para o dia 5 de dezembro. Jornal da SBD
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Vários formadores de opinião foram convidados a vestir a camisa literalmente para divulgar a campanha, sem cobrar cachês, como uma das estratégias usadas para divulgar a CNPCP. Participaram o surfista Adriano Souza, os jogadores de vôlei de praia Nalbert e Virna, os atores Regiane Alves, Lázaro Ramos, Nívea Stellman, Malvino Salvador, Nicete Bruno, Natasha Haydt,Taíssa Carvalho, Amanda Lee, Rocco Pitanga, a apresentadora Sabrina Sato e a exparticipante do programa de televisão Big Brother Brasil Fanny Pacheco.
Bastid o
res da C ampanha
Jí-Paraná
le Nacional de Prevenção do Câncer da Pe
O ator Malvino Salvador, intérprete de Damião na novela A Favorita, da TV Globo, considera importante o trabalho da SBD. Leia a entrevista a seguir. JSBD – O que pensa da CNPCP promovida pela SBD? Malvino Salvador – É mérito de qualquer entidade ligada a uma profissão divulgar o trabalho executado por essa profissão. Em se tratando de saúde, essa divulgação torna-se mais relevante, e o mérito, maior. É digna a iniciativa de realizar uma ação social levando ao conhecimento da população, principalmente à parcela que menos tem acesso, não só o esclarecimento sobre as formas de tratamento, mas, principalmente, as formas de prevenção de uma doença cada vez mais
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Tabatinga
recorrente. Além de oferecer consulta e tratamento gratuito durante um dia inteiro. Santa Cruz do Sul Santa Maria
JSBD – Você costuma se proteger do sol? Como? MS – Sim, evito a exposição excessiva ao sol. Uso diariamente protetor solar no rosto fator 30.
Pelotas Rio Grande
JSBD – Por que aceitou participar da campanha? Você já participou de iniciativas desse tipo? MS – Parto do princípio de que se faço algum tipo de bem faço o bem para mim mesmo. É prazeroso poder contribuir com algo que é para o bem de todos.
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Manaus
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Belém
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São Luiz
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Imperatriz Augustinópolis
Teresina
Natal A B
Sinop Cuiabá
Alagoinhas Feira de Santana Prim. do Leste
Cáceres Várzea Grande Randonópolis
Dourados
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Londrina Maringá Apucarana Cascavel Curitiba H
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Tapejara Caxias 6 do Sul
Porto Alegre
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Goiânia
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Anápolis
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Campo Jataí Grande
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Vitória da Conquista
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13 São Paulo
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Florianópolis Joinville | A Itajaí | B Blumenau | C Criciúma | D Brusque | E S. B. do Sul | F Joaçaba | G Chapecó | H Tubarão | I
Petrolina | A Garanhuns | B Caruarú | C Campina Grande | D Tamandaré | E João Pessoa | F
2 Juiz de Fora
L S F N
11 Recife
Maceió Aracajú
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Guarajuba Barreiras Arembepe
Campinas | A Ribeirão Preto | B Marília | C Guarulhos | D Jundiaí | E Taubaté | F Santo André | G S. J. do Rio Preto | H Santos | I Baurú | J Botucatú | K Mogí das Cruzes | L Sorocaba | M Caraguatatuba | N Promissão | O P. Prudente | P Olímpia | Q Registro | R S. J. dos Campos | R Dracena | S Jaú | T Fernandópolis | U
B A F D C G H E
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Vitória Vila Velha
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Rio de Janeiro Campos | A São Fidélis | B Nova Friburgo | C Petrópolis | D Niterói | E Vassouras | F Cachoeira de Macacu | G Macaé | H Nova Iguaçu | I
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Em 2008,aos 75 anos,Teresinha de Jesus Barbosa de Souza participou pela primeira vez da Campanha Nacional de Prevenção do Câncer da Pele. A moradora do bairro carioca de Botafogo conta que nunca usou protetor solar e, por isso, considera a Campanha da SBD de grande utilidade. “Além de conscientizar os que participam, tem o boca a boca: a gente vai passando as orientações para os que não vêm”. Já a moradora de Copacabana Marilda Domingues, de 68 anos, participa de todas as Campanhas desde 2003. “Geralmente me informo sobre o evento pela TV”, diz. Com casos de câncer na família, Marilda não deixa de se proteger do sol.“Acho uma maravilha essa iniciativa da SBD. Eu uso protetor todo dia, pois como diz o ditado, é melhor prevenir do que remediar”, conclui.
O Câncer d aP e
Tangará da Serra
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Dermatologia Prof. Roderick Hay
na Inglaterra
JSBD - Fale brevemente sobre sua trajetória profissional. Roderick J. Hay - Formei-me em Medicina pela Oxford University e Guys Hospital Medical School, de Londres, em 1971. Especializei-me em Dermatologia no Guys Hospital e no St Johns Institute of Dermatology, e também em Micologia Clínica. Inicialmente trabalhei como dermatologista no St Johns, onde fundamos uma clínica de doenças infecciosas cutâneas, em 1979, e fui professor de micologia clínica na London School of Hygiene and Tropical Medicine. Em 1989, fui nomeado professor titular de Medicina Cutânea no Kings College London, e o St Johns Institute of Dermatology passou a ser parte do Guys and St Thomas Hospital desde então. Fui diretor do St Johns de 1995 a 2000 e diretor de pós-graduação do Kings College de 2000 a 2002. Fui diretor da Faculdade de Medicina e Ciências da Saúde e
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professor titular de dermatologia da Queens University, em Belfast, a partir de 2002. Em 2007, voltei a Londres como presidente da International Foundation e dermatologista no Kings College Hospital. Sou professor emérito de Dermatologia da Queens University Belfast e professor honorário da Unidade de Pesquisa Clínica da London School of Hygiene and Tropical Medicine. Fui presidente da Associação Britânica de Dermatologistas e das Sociedades Britânica e Européia de Micologia Clínica. Sou diretor não executivo da Secretaria Estratégica de Saúde de Belfast.
JSBD - Poderia nos dar um panorama geral da dermatologia em seu país? RJH - A medicina no Reino Unido baseiase em um sistema em que todos estão registrados e atendidos por um médico generalista. Todos os atendimentos por especialistas, inclusive por dermatologistas, são através de encaminhamento por um generalista. Portanto, os dermatologistas atendem um espectro de doenças de pele mais complexas, e todos estão vinculados a um hospital. Pode-se ter sua própria clínica, e dois terços dos dermatologistas fazem uma ou duas consultas particulares por semana.
Entrevista com o prof. Roderick J. Hay feita pelo prof. Paulo Cunha
JSBD - Como é o mercado de trabalho na sua especialidade? Qual a proporção de dermatologistas por habitantes na Inglaterra? RJH - É difícil responder a esta pergunta, pois todo o processo de especialização em medicina está mudando em termos de pós-graduação. Contudo, como membros da Comunidade Européia, estamos sujeitos à legislação trabalhista européia, que determina acesso igual a oportunidades de trabalho para cidadãos europeus, conforme padrões de treinamento estabelecidos em cada país. Em geral, todos os médicos residentes do Reino Unido conseguem um emprego como dermatologistas após cinco anos ou mais de especialização. E todos fizeram previamente pelo menos dois anos de especialização em clínica médica. O padrão de serviços é excelente, e temos cerca de um dermatologista para cada 100.000 a 120.000 habitantes.
JSBD - Como é feita a especialização de um dermatologista na Inglaterra? Há muitos centros de treinamento? RJH - Há um programa de treinamento mínimo de quatro anos, com possibilidade de realizar depois pesquisas ou estudos mais especializado, por exemplo, em cirurgia dermatológica. Como já mencionado, isso ocorre após dois anos de residência em clínica médica, após a conclusão da graduação. Todos os dermatologistas do Reino Unido têm que ser aprovados em uma prova de clinica médica como membros do Royal College of Physicians, antes de começar o treinamento como especialista em dermatologia. O treinamento é organizado em setores regionais que, na prática, abrangem todo o Reino Unido. Pode-se fazer a especialização em qualquer lugar, mas há maior concentração de trabalho nos grandes hospitais e hospitais-escola. Poucos centros oferecem treinamento em subespecialidades.
JSBD - Como é o atendimento público e privado da dermatologia? RJH - Conforme expliquei, todo atendimento pelo setor público é feito através de encaminhamento pelo generalista. No Reino Unido, a assistência prestada pelo setor privado corresponde a menos de 10% e concentra-se principalmente na região sudeste da Inglaterra.As consultas no setor público são gratuitas. Cada medicamento prescrito tem um preço fixo (crianças, pacientes crônicos e idosos não pagam). O atendimento privado pode ser através de indicação de um generalista, médico de empresa ou escolha do paciente.
JSBD - Quais os principais desafios dos dermatologistas e das sociedades médicas na Inglaterra? RJH - Há dois desafios principais. O primeiro é a visão do governo de que a assistência à saúde deve ser prestada perto da casa do paciente e há um certo estímulo para os generalistas fazerem especialização em dermatologia, assim como em outras especialidades médicas ou cirúrgicas. Isso funciona melhor quando os generalistas especialistas trabalham junto com dermatologistas locais, e o serviço é, em geral, muito bom. Entretanto, há uma variação regional significativa e não funciona bem em alguma regiões do país. O segundo desafio é que antes o ingresso nas faculdades de medicina e o número de estudantes eram determinados através de um processo de planejamento complexo, baseado no número de vagas disponíveis para generalistas ou especialistas qualificados. Como a legislação da Comunidade Européia permite a livre concorrência nos centros de treinamento de especialistas, ficou muito difícil planejar o número adequado de especialistas e outros médicos. A dermatologia sempre foi muito popular e difícil para entrar como residente, e isso tornou a disputa para residentes ainda mais competitiva.
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Londres: a cidade mais visitada do mundo Apontada como a cidade mais visitada do mundo, com 15,6 milhões de turistas no último ano, Londres, sem dúvida, tem muito a oferecer a quem quiser conhecê-la. Um dos lugares mais populares da capital inglesa é o Palácio de Buckingham, residência oficial da monarquia desde a ascensão da Rainha Vitória, em 1837. Lá, é possível visitar, entre outros cômodos, o Grande Salão, as enormes escadarias, o Salão do Trono e a Galeria de Arte. Em frente ao palácio acontece a tradicional troca de guardas, um dos momentos clássicos de Londres que atrai milhões de turistas. Próximo ao Palácio de Buckingham, estão a Estação Victoria e a Catedral de Westminster, grandioso templo católico de arquitetura neobizantina. No entanto, o santuário mais interessante e popular de Londres é a Abadia de Westminster. A igreja anglicana de estilo gótico teve importante papel na história da Inglaterra, sendo palco de inúmeras coroações e casamentos reais. Além disso, lá estão os túmulos do físico Isaac Newton, do naturalista Charles Darwin, de ex-monarcas e membros da realeza. Em frente à Abadia, está o majestoso prédio do Parlamento, cuja fachada dos fundos é voltada para o Rio Tamisa. O famoso Big Ben — a torre do relógio com sino de 13 toneladas — é um dos pontos mais atrativos do edifício, considerado um símbolo da capital britânica. Outro ponto turístico interessante é a Catedral de Saint Paul, no Centro financeiro de Londres. Com sua enorme
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População: 50 milhões de habitantes
Moeda: Libra esterlina GLASGOW EDINBURGH
Idioma: Inglês
Dematologistas: 1 para cada 100 mil habitantes LEEDS MANCHESTER LIVERPOOL NOTTINGHAM
cúpula, ela é a segunda maior do mundo, atrás apenas da LONDRES BRISTOL Basílica de São Pedro, no Vaticano. O passeio continua pelo bairro de West End, caldeirão cultural da cidade, onde ficam cinemas, teatros e as famosas praças Leicester e Piccadilly Circus, points da noite londrina. Os que preferem destinos mais calmos podem optar pelo Hyde Park, o mais famoso da cidade, ou pelo Parque Regent, que abriga o Zoológico de Londres. Grande parte desses pontos pode ser apreciada de cima da London Eye, elegante roda gigante às margens do Tamisa.No alto de seus 135m de altura, é possível ter uma belíssima vista panorâmica da cidade. Mas quem tiver medo de altura não precisa se preocupar: a capital britânica também é linda vista do chão.
O Rio de Machado Como era a cidade que se despediu do escritor e viu nascer a SBD na Santa Casa de Misericórdia
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uito já se falou sobre Machado de Assis em 2008, quando foi celebrado o centenário de seu falecimento. Eventos, publicações e inúmeros artigos e reportagens lembraram a obra e as características do mestre, considerado o maior dos escritores brasileiros. Buscando diversificar a homenagem ao legado machadiano, o Jornal da SBD propôs uma pauta diferente: relembrar a cidade onde nasceu e viveu Joaquim Maria Machado de Assis e na qual o escritor ambientou grande parte de sua obra. Em 1908, aos 69 anos, morria Machado e no mesmo cenário físico, político e social nascia a SBD em 1912. O Rio de Janeiro no início do Novecentos respirava o espírito da modernidade trazido pela proclamação da República. Em 1896, o cinema chegara ao país e, no ano seguinte, fora fundada a Academia Brasileira de Letras, presidida então pelo próprio Machado. Por outro lado, na passagem para o século XX, a capital federal convivia com sérios problemas sociais. O aumento do número de habitantes, que chegava a 800 mil em 1906, e a enorme pobreza urbana contribuíam para a proliferação de cortiços e casas de cômodos, superlotados e insalubres, no Centro da cidade. Aliadas aos deficientes serviços de saneamento básico, essas condições foram determinantes para a erupção de violentas epidemias de febre amarela, varíola e peste bubônica, que ceifaram a vida de milhares de cariocas. A resposta das elites foi a mais profunda transformação vivenciada pela cidade até então. Em 1903, o prefeito Pereira Passos deu início a uma ambiciosa reforma urbana que derrubou mais de 1.600 velhos prédios residenciais e comerciais. A Santa Casa de Misericórdia teve 24 imóveis desapropriados. A malha de ruas estreitas, sujas, sinuosas e congestionadas foi substituída por largas avenidas, como a do Mangue (atual Francisco Bicalho) e a do Cais (hoje Rodrigues Alves), um exagero talvez para uma cidade que contava com cerca de 40 automóveis. As mais importantes obras da época, contudo, foram a reforma do cais do porto e a abertura da Avenida Central, atual Rio Branco, onde hoje está localizada a sede da Sociedade Brasileira de Dermatologia. O amplo e elegante bulevar, no estilo parisiense, era ladeado por um conjunto de suntuosas construções — grandes escritórios, instituições bancárias e culturais, como o Museu de Belas Artes, a Biblioteca Nacional e o Theatro Municipal —, o que aumentava seu prestígio.
Ao todo, cerca de 20 ruas do Centro do Rio foram alargadas, e outras abertas, de forma a arejar e ventilar a cidade, afastando os vapores nocivos causadores de doenças, conforme rezava a teoria dos miasmas, dominante na época. Além disso, o alargamento da malha viária promoveu a reorganização das diversas redes subterrâneas (gás, esgoto e água) e aéreas (telegrafia e telefonia), além de possibilitar a futura instalação dos postes de iluminação elétrica pública. Em 1908, com a inauguração da usina hidrelétrica de Fontes pela empresa canadense Rio de Janeiro Tramway, Light and Power, difundiu-se o uso da eletricidade nos serviços de iluminação pública e particular, nas fábricas e nos transportes. A renovação urbana foi acompanhada por ampla reforma sanitária, encabeçada por Oswaldo Cruz, que visava erradicar as epidemias e também desfazer a imagem de cidade empesteada, que prejudicava a economia. Entre as principais medidas saneadoras estavam a criação de brigadas mata-mosquito, de um rígido código de conduta e da vacinação obrigatória, determinações que geraram a revolta dos setores mais pobres da população. Graças às medidas terapêuticas e profiláticas, a febre amarela foi erradicada no Rio de Janeiro em 1907, e a saúde pública começou a receber a atenção que merecia das autoridades brasileiras. Alguns anos depois, em 5 de fevereiro de 1912, foi fundada a primeira sociedade de especialidade médica do Brasil, a SBD, no Pavilhão Miguel Couto da Santa Casa de Misericórdia. Vale lembrar que, à época, o hospital ficava junto ao mar, já que apenas em 1922, com a demolição do Morro do Castelo, a região seria aterrada. Em 100 anos, a cidade atravessou muitas transformações. E Machado de Assis, através de crônicas, contos, romances e poemas, nos permitiu conhecer as peculiaridades desse Rio de Janeiro que ficou para trás. O autor, nascido em 1839, vivenciou todo o reinado de D. Pedro II e os primeiros passos claudicantes da República. Seus escritos são considerados chave reveladora dessa época, abordando aspectos do cotidiano, como a instalação dos bondes elétricos no Rio, e fatos políticos, como a mudança do regime, descrita no romance Esaú e Jacó, de 1901. Com efeito, para além da reconhecida excelência literária, a obra de Machado de Assis nos dá acesso privilegiado ao entendimento do Brasil. O Rio da mesma forma é berço da imortal obra de Machado e da nossa já quase centenária SBD. Jornal da SBD
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O Rio de Machado Entrevista com o acadêmico Luiz Paulo Horta - neto de um dos fundadores da SBD
O jornalista e crítico de música Luiz Paulo Horta tornou-se, em novembro de 2008, o mais novo membro da Academia Brasileira de Letras. Ele ocupa hoje a cadeira 23, que pertencera a Machado de Assis. Horta trabalha como editorialista no jornal O Globo e também é membro da Academia Brasileira de Música e da Academia Brasileira de Arte. Seu avô, o médico Paulo de Figueiredo Parreiras Horta, foi um dos 18 fundadores da Sociedade Brasileira de Dermatologia, em 1912, na Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. Segundo o dr. Paulo Cunha, foi também Parreiras Horta quem, em 1921, observou o primeiro caso de Tinea Nigra no Rio de Janeiro, isolando o fungo das lesões e classificando-o como Cladosporium werneckii.O jornalista concedeu ao Jornal da SBD uma rápida entrevista sobre o legado de Machado de Assis, que você lê a seguir. JSBD - Machado de Assis ganhou várias homenagens este ano, em virtude do centenário de seu falecimento. Para o senhor, quais os maiores valores do escritor? Luiz Paulo Horta - Num país muitas vezes apressado e descuidado, Machado de Assis é um exemplo de trabalho contínuo, de bom-gosto, de permanente aprimoramento pessoal. Além disso, era um escritor absolutamente original, que começa a ser conhecido internacionalmente; um mestre da ironia e do português clássico. JSBD - Como era a relação de Machado com a cidade do Rio de Janeiro? LPH - Uma relação muito profunda, porque ele nunca saiu daqui, a não ser para uma breve estada em Friburgo. Machado não era um escritor “paisagista”, como Eça de
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Queiroz; não fica fazendo descrição de paisagens; mas a cidade está presente por trás do que ele escreve. Sobretudo bairros como Botafogo, Catete, Laranjeiras, Andaraí. E o Centro da cidade, claro. Lendo as crônicas de Machado, podemos ter uma boa idéia do que era o Rio de Janeiro durante o II Reinado e nos primeiros tempos da República. JSBD - Como o senhor se sente ao tornar-se membro da Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira que foi de Machado de Assis? LPH - É uma responsabilidade enorme, porque ninguém é capaz de substituir Machado de Assis. Mas estou contente, entre outros motivos, porque sou a primeira pessoa vinda da área musical a ocupar uma cadeira naquela casa tão ilustre.
Omar Lupi assume a presidência da SBD A
nova diretoria estará em vigor quando esta edição chegar ao associado. Formada pelos doutores Omar Lupi (presidente), Bogdana Victoria Kadunk (vice-presidente), Maria de Lourdes Viegas (secretária-geral), Maria Fernanda R. Gavazzoni (tesoureira), Célia Luiza P. Kalil (primeira secretária), Emerson Vasconcelos de Andrade Lima (segundo secretário), Paulo Ricardo Criado e Júlio César Empinotti (coordenadores da Educação Médica Continuada), Ada Regina Trindade de Almeida (diretora de Relações Internacionais), Ricardo Romiti (diretor de biblioteca) e Gilvan Ferreira Alves (ombudsman). Segundo o presidente, dr. Omar Lupi, a nova administração valorizará ainda mais a dermatologia com projetos direcionados à mídia, através do programa denominado DermaAção, que será um grande guarda-chuva com ações sociais, como a Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele, SBD é Verde, e parcerias como os projetos Amigos da Escola e Ação Global da Rede Globo.
Outra realização importante será o lançamento da revista Surgical & Cosmetic Dermatology, voltada para trabalhos científicos nas áreas da prática cirúrgica e cosmiátrica, previsto para abril.“Esse periódico está sendo planejado para chegar ao topo das edições científicas da área, com reconhecimento internacional. A atividade do presidente da SBD deve ser muito mais a de um construtor de pontes do que a de um edificador de muros”, afirma o dr. Omar Lupi. Coordenadores Departamentos Mída Eletrônica Campanha do Câncer da Pele Campanha de Psoríase
Josemir Belo dos Santos (PE) Aldo Toschi (SP) e Cidia Vasconcellos (SP) Selma Schuartz Cernea (SP) Maria Denise Fonseca Takahashi (SP)
Anais Brasileiros de Dermatologia Editor Científico Izelda Maria Carvalho Costa (DF) Editores Científicos Vitor Manoel Silva dos Reis (SP) Associados Renan Rangel Bonamigo (RS) Surgical & Cosmetic Dermatology Editora Científica Bogdana Victória Kadunc (SP) Editores Científicos Associados Gabriel Teixeira Gontijo (MG) - Cirurgia Dermatológica Denise Steiner (SP) - Cosmiatria Jornal da SBD Coordenador médico Paulo Rowilson Cunha (SP) Coordenador médico Iphis Tenfuss Campbell (DF) Associado
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Pérolas do Journal of Investigative Dermatology Edição de novembro de 2008 O único periódico no âmbito da dermatologia que atingiu, em 2007, o critério A1 (revistas com fator de impacto superior a 4,2)
Latência na (s) mão (s)
A disfunção autonômica desempenha um papel na dermatite atópica? A dermatite atópica (DA) caracteriza-se por pele excessivamente seca. O fator mais apontado como responsável pela patogênese da pele seca é uma alteração da funAtivo Grupo Controle Inativo ção de barreira do estrato córneo. Apesar disso, Cicek e cols. observaram latência e amplitude de resposta cutânea simpática significativamente prolongadas nas extremidades superiores de pacientes com DA. Esses achados demonstram que a atividade sudomotora controlada pelo sistema nervoso simpático está comprometida em pacientes com DA e sugerem que a participação dessa atividade sudomotora possa ser uma das causas que levam à disfunção nas glândulas sudoríparas e à pele seca. (Br J Dermatol 2008; 159:834-8).
Incidência cumulativa
Incidência dos fatores de risco para infarto do miocárdio e outras doenças vasculares em pacientes com psoríase Estudos recentes descrevem uma maior prevalência de diabetes e outros fatores de risco para doença cardiovascular em pacientes com psoríase. Contudo, as relações de tempo entre o início da psoríase e vários fatores de risco não são claras. Através do Banco de Dados de Pesquisas em Clínica Geral [General Practice Research Database], Kaye e cols. encontraram que diabetes e outros fatores de risco para doenças cardíacas ocorreram com mais freqüência do que esperado após o diagnóstico inicial de psoríase (Figura). A incidência de infarto do miocárdio foi também maior em pacientes com psoríase do que na população geral. Embora
Psoríase Comparação
Número de risco Psoríase Comparação
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ainda não se conheçam as causas, deve-se assegurar um monitoramento mais regular dos pacientes com psoríase em termos de desenvolvimento de fatores de risco cardiovascular. (Br J Dermatol 2008; 159:895-902). Incidência de câncer de pele em 3867 pacientes tratados com fototerapia ultravioleta B de banda estreita A fototerapia ultravioleta B de banda estreita (NB-UVB) aumenta o risco de ter câncer de pele? Estudou-se o efeito do número de tratamentos com exposição a NB-UVB e o risco de desenvolver câncer de pele. Dos 4.690 dados de pacientes revisados, 3.886 estavam associados com o registro de câncer, e 3.867 foram seguidos por pelo menos seis meses, antes de 31 de dezembro de 2002. A mediana de tratamentos com NB-UVB foi 29, e 352 pacientes receberam 100 ou mais tratamentos. O estudo propiciou 24.753 pessoas-anos de seguimento. Os primeiros casos de câncer de pele registrados nos pacientes do estudo foram 27 carcinomas basocelulares (CBC), sete carcinomas espinocelulares e seis melanomas. Não houve associação significativa entre tratamento com NB-UVB e qualquer tipo de câncer de pele. Houve um pequeno aumento nos casos de CBC nos indivíduos tratados também com Puva. Esses resultados encorajadores não demonstram o aumento precoce em câncer de pele, como observado no tratamento com Puva. (Br J Dermatol 2008; 159:931-5). Revisão da classificação de EB A epidermólise bolhosa (EB) foi descrita em 1886, e seu primeiro sistema de classificação foi elaborado em 1962. Desde então, microscopia eletrônica de transmissão, mapeamento por imunofluorescência e análise mutacional têm sido usados para diagnosticar e classificar a doença. Em 2007, realizou-se a III Reunião Internacional do Consenso sobre Diagnóstico e Classificação da Epidermólise Bolhosa, em Viena, Áustria, para analisar o sistema diagnóstico atual e desenvolver uma estratégia para classificação clínica. O sistema de classificação revisado proposto, que seria facilmente entendido pelos clínicos, baseia-se em achados clínicos e laboratoriais não moleculares. Recomendou-se classificar a EB em quatro tipos principais e, depois, em subtipos. A classificação por mutações, apesar de extremamente informativa para os investigadores de pesquisa básica, foi considerada inviável por dificuldades financeiras e de acesso para muitas pacientes. O ideal é que esse sistema de classificação aprimorado possa auxiliar os clínicos em termos de diagnóstico preciso e tratamento dos pacientes com EB. (J Am Acad Dermatol 58:931-50, 2008). Jornal da SBD
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Prêmio Nobel 2008: 107 anos reconhecendo os grandes trabalhos em benefício da humanidade
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omo acontece todos os anos desde 1901, no último dia 10 de dezembro foram entregues os Prêmios Nobel nas áreas de ciência, literatura e paz. As premiações de física, química, medicina e literatura foram concedidas pelo rei da Suécia, no Conservatório Real de Estocolmo. Já a entrega do Prêmio Nobel da Paz aconteceu em Oslo, na Noruega. A data da cerimônia é homenagem ao aniversário de morte do industrial sueco Alfred Nobel, idealizador do prêmio. Quando faleceu, em 1896, Nobel legou em testamento sua fortuna àqueles que trouxessem benefícios à humanidade, através de pesquisas importantes, técnicas pioneiras ou contribuições destacadas à sociedade. Os vencedores de cada uma das cinco categorias do Prêmio recebem um medalhão de ouro, um diploma e cerca de 10 milhões de coroas suecas, o equivalente a 1,4 milhão de dólares. Os nomes dos premiados são anunciados em outubro pelos diferentes comitês e instituições que realizam a escolha. A medicina é tradicionalmente a primeira área a ser agraciada com o Prêmio Nobel todos os anos.
Especialistas em HIV e HPV dividem o Prêmio Nobel de Medicina de 2008 Três cientistas europeus dividiram o Prêmio Nobel de Medicina de 2008. Os franceses Françoise Barré-Sinoussi e Luc Montagnier foram premiados pela descoberta do vírus causador da Aids, o HIV, e o alemão Harald zur Hausen, por constatar que o papilomavírus humano (HPV) é responsável pelo câncer de colo do útero. A premiação francesa aconteceu 25
anos após os cientistas identificarem o vírus da imunodeficiência humana. Em 1983, os pesquisadores do Instituto Pasteur foram os primeiros a isolar o HIV. Posteriormente, o enviaram aos EUA, onde o cientista norte-americano Robert Gallo teria constatado que aquele era o vírus causador da Aids, a doença desconhecida que alarmava o mundo. Já o trabalho de Zur Hausen foi iniciado na década de 1970, visando comprovar a origem viral do câncer de colo do útero. Durante 10 anos, o cientista buscou tratamento para diferentes tipos de HPV, detectando-os em biópsias de pacientes com câncer de colo do útero. Os tipos que ele localizou estão presentes em 70% das biópsias da doença no mundo.
Autor francês recebe o Nobel de Literatura O prêmio Nobel de Literatura de 2008 foi destinado ao francês Jean-Marie Gustave Le Clézio, pelo livro Révolutions, publicado em 2003. O autor iniciou sua carreira nos anos 60 e escreveu aproximadamente 40 romances. No Brasil, foram publicados O deserto (1986), A quarentena (1997), Peixe dourado (2001) e O africano (2007).
Diplomata finlandês é premiado com o Nobel da Paz por sua atuação como mediador internacional Coube ao ex-presidente finlandês Martti Ahtisaari o Prêmio Nobel da Paz de 2008, um reconhecimento a suas numerosas mediações de paz em vários pontos do mundo nos últimos 30 anos. Ele foi escolhido entre 197 personalidades e organizações. Professor formado pela Universidade de Oulu, Ahtisaari tornou-se diplomata em 1965, vivendo desde então a maior parte do tempo no exterior. Ocupou o cargo de embaixador da Finlândia na Tanzânia entre 1973 e
Dep 18 Jornal da SBD Ano XII n. 6
O finlandês Martti Ahtisaari laureado com o Nobel da Paz em 2008
76, mas foi na Namíbia que conseguiu seu mais importante sucesso em missões diplomáticas. Como representante das Nações Unidas, teve papel determinante no processo de transição pacífica para a independência daquele país africano. No campo das mediações, Ahtisaari também contribuiu para o acordo de paz assinado em 2005 entre o governo indonésio e os rebeldes separatistas do Movimento Aceh Livre (GAM), colocando ponto final em um conflito de quase 30 anos e 15 mil mortos. Em 2006, o finlandês organizou as conversações de paz entre iraquianos sunitas e xiitas, lançando pontes entre as duas comunidades. Suas ações na resolução de conflitos internacionais estenderam-se por áreas tão diversas como o Oriente Médio, o Cáucaso, o Afeganistão, o Sirilanka, a Birmânia e a Irlanda do Norte. “Esses esforços contribuíram para um mundo mais pacífico e para a fraternidade entre as nações no espírito de Alfred Nobel”, explicou o presidente do Comitê Nobel Norueguês, Ole Danbolt Mjoes, ao justificar a escolha do diplomata. Ahtisaari foi ainda presidente da República da Finlândia entre 1994 e 2000. Ele nasceu em 23 de junho de 1937, em Viborg,. Amante do golfe, ele fala cinco línguas, é casado e tem um filho.
Revista O Médico &Você m outubro de 2008, a Associação Médica Brasileira lançou a revista O Médico & Você, respondendo ao entendimento de que uma das missões da entidade é informar a população sobre saúde de forma criteriosa e baseada em evidências científicas, bem como visando ser um contraponto a várias publicações relacionadas ao assunto que não o exploram em profundidade. O sonho da AMB de produzir um periódico voltado para o público leigo é antigo. Para dar continuidade a esse projeto, a Associação procurou uma agência com conhecimento de mercado e capacidade de atender a essa proposta da entidade. O objetivo foi desenvolver um veículo de comunicação que abordasse as pautas de saúde de forma abrangente, sem abrir mão de leitura leve e agradável. Desse posicionamento nasceu também o desejo de criar um conceito de programação visual que facilitasse a compreensão. Pretende-se, inicialmente, lançar um exemplar a cada três meses. Alguns assuntos de saúde pública terão espaço fixo em todos os números, porém um tema ficará em destaque a cada edição. O Conselho Editorial dará a orientação necessária para as matérias da revista. Será desenvolvido ainda um portal para atualizar e acrescentar informações aos assuntos discutidos. O espaço também é uma forma de ampliar o acesso à publicação. A primeira edição foi lançada com tiragem de 500 mil exemplares. O objetivo inicial é distribuir, pelo menos, um exemplar para cada médico brasileiro, que é convidado a repassá-lo a seus pacientes. A expectativa é atingir, em breve, 20 milhões de leitores.
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SBD tem nova sede A
nova sede da SBD foi inaugurada no último dia 20 de dezembro com festa. Entre os 70 presentes, os membros da diretoria receberam os presidentes de regionais dr. Carlos Barcaui (Rio de Janeiro), dr. Emerson Lima (Pernambuco) e dr. Dilhermando Calil (São Paulo), além dos ex-diretores da SBD Nacional, os doutores Abdiel Figueira, Luna Azulay, José Ramon Varela Blanco, Leninha Valério do Nascimento, José Trindade Filho e David Azulay. Para a então presidente da SBD, dra. Alice Alchorne, a aquisição da nova área física e a reforma completa dos dois andares proporcionaram um salto de qualidade.“Esta entidade centenária e com número muito grande de associados (segunda maior do mundo) merece”, afirma. A estrutura da nova sede conta com cerca de 760m2 em dois pavimentos: o 17o e 18o, do n. 39 da Av. Rio Branco, no Centro do Rio de Janeiro. De acordo com a dra. Alice Alchorne, o projeto foi idealizado mesmo antes de ela assumir a gestão. “Deparamos com uma sede acanhada e desprovida da modernidade que a entidade necessitava. Após longo estudo, com pesquisa trabalhosa no setor imobiliário,
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No discurso de inauguração, a presidente da SBD dra. Alice Alchorne destaca que a sede oferece agora para seus associados um espaço com a qualidade merecida pela entidade centenária
Dois ambientes de estar, na área social
Diretoria executiva (da esq. para a dir.): os drs. Omar Lupi, Cláudia Maia, Josemir Belo, Alice Alchorne, Ryssia Florião e Célia Kalil
constatamos que a compra do andar logo abaixo seria uma ótima aquisição”, comenta. “Depois veio o estudo das plantas para os dois andares. Outro trabalho árduo foi relativo às licitações para toda a reforma, desde a contratação de arquiteto e construtora até os mínimos detalhes, passando por acabamento da construção, móveis, decoração e principalmente os mais diversos equipamentos para os mais diversos ambientes”, explica a dra. Alice Alchorne.
Acesso interno para o 18o andar Jornal da SBD
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Foto 1: Os drs. Omar Lupi e Dilhermando Kalil; 2: Dras.Andreia Mateus e o filho João Pedro e Alice Alchorne, 3: Drs. José Trindade
Sala de estar
Sala de Reunião
Auditório capacidade: 30 lugares 22 Jornal da SBD Ano XII n. 6
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Filho, Alice Alchorne, Maria de Lourdes Viegas,Abdiel Figueira e José Ramon Blanco; 4: Drs. Izelda Costa, Josemir Belo e Célia Kalil
Biblioteca 17o andar
O 18o andar da entidade foi destinado à área social. “No andar antigo temos agora de forma mais confortável e totalmente equipada a parte social da instituição”, continua. Esse pavimento dispõe de um bem-equipado auditório, com capacidade para 30 pessoas, além de aconchegante sala de espera, salas de reuniões, sala de telemedicina, banheiros e uma pequena copa para os visitantes.Também abriga a biblioteca da SBD, que foi ampliada, ganhando mais espaço para as publicações, consulta e serviço de fotocópia. O 17o andar comporta as áreas administrativas, cozinha, pequeno refeitório, banheiros e recepção. O espaço destinado aos funcionários é amplo e sem paredes, criando um ambiente mais arejado e interligado. Os Jornal da SBD
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Os drs. Luna Azulay e Carlos Barcaui
Os drs. Ryssia Florião, Maurício Alchorne e Célia Kalil
Os drs. Alice Alchorne, Josemir Belo, Paulo Cunha, Paulo Criado, Izelda Costa, Emerson de A. Lima, Maria de Lourdes Viegas, Omar Lupi, Andréia Mateus, Célia Kalil, Maria Fernanda Gavazzoni e Cláudia Maia
A gerente-geral da SBD, Priscila Simões e a arquiteta responsável pelo projeto da obra, Neuza Martinez
A Diretoria homenageou os funcionários Márcia Rodrigues, Graça de Castro, Luiz Marcelo Bezerra e Nazareno de Souza. No centro está a dra. Alice Alchorne
setores estão separados por divisórias baixas. Além disso, piso, teto e iluminação são uniformes, de forma a possibilitar mudanças na disposição dos ambientes quando necessário. “Essas mudanças trouxeram mais conforto para os funcionários e maior agilidade para a prestação dos inúmeros serviços aos associados por parte da Diretoria executiva, assessores da Diretoria e funcionários”, conclui a dra. Alice Alchorne.
A elegante cerimônia de inauguração realizada no último dia 20 de dezembro foi apenas uma pequena amostra de como a nova sede da SBD trará maior conforto e funcionalidade às atividades da entidade. Segundo o dr. Omar Lupi, além de confraternizações, o espaço permitirá a realização de reuniões simultâneas, cursos e palestras, facilitando também a pesquisa, o estudo e a interação dos associados. “Sem dúvida, uma sede com a estrutura e o bom gosto que a SBD tem direito”, encerra.
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Fronteiras da Dermatologia
Terapia celular em úlceras cutâneas V
isando solucionar o problema da necessidade de pele para enxertia em casos de pacientes com úlceras crônicas de pele de diferentes etiologias, inicialmente foi tentada a utilização de células cultivadas in vitro, autólogas2, 12 ou não,1 de forma isolada, sobre essas áreas. Com o avanço da bioengenharia de tecidos, foram desenvolvidos modelos de epiderme humana reconstruída in vitro,9, 8 mas a utilização clínica de alguns desses modelos obteve sucesso relativo, em grande parte devido a problemas de retração do enxerto, decorrentes da falta de leito dérmico (tecido conjuntivo) adequado4 ou da espessura fina do enxerto.3 Mais recentemente, tem sido estudado o uso de substitutos ou equivalentes dérmicos, contendo colágeno, associados a células autólogas cultivadas in vitro, com melhores resultados.5, 7, 6 A grande quantidade de substitutos de pele que surgiu nos últimos 10 anos forneceu a médicos e pacientes ampla variedade de tratamentos. Muitos deles apresentaram resultados clínicos insatisfatórios, o que acabou por limitar seu uso. Existem alguns substitutos dérmicos utilizados para cobertura de áreas cutâneas ulceradas, como, por exemplo, Biobrane®, Dermagraft®, Alloderm®, Integra®, MySkin®, etc., que consistem em biomateriais como colágeno, ácido hialurônico, silicone, derme cadavérica, etc., em que podem ser semeadas culturas de queratinócitos ou fibroblastos. Também são encontradas equivalentes de epidermes como SkinEthicRHE®, EpiSkin® e EpiDerm®, e de pele humana (derme e epiderme) como EpiDerm FT®, utilizadas principalmente para testar drogas e cosméticos.
Em pesquisas realizadas no Laboratório de Cultura de Células da Pele – Ciped/FCM/Unicamp, Rehder et al.10 descreveram a técnica para obtenção de epiderme humana reconstruída in vitro, perfeitamente diferenciada, a partir da cultura de queratinócitos e melanócitos sobre derme humana morta desepidermizada. Complementarmente, Souto et al.11 descrevem modelo de pele humana reconstruída in vitro (Skin Tissue), composta de derme e epiderme associadas. Com a utilização de matriz de colágeno, que permite o direcionamento de fibroblastos em cultura, foi obtida derme humana reconstruída in vitro, semelhante à derme humana in vivo, com as células (fibroblastos) organizadas paralelamente, umas em relação às outras, dentro de estrutura tridimensional, matriz de colágeno, produzida pelos próprios fibroblastos. Reproduziu-se, a partir da cultura de queratinócitos e melanócitos, sobre essa derme humana reconstruída in vitro, epiderme humana reconstruída in vitro, nitidamente diferenciada. Assim, desenvolveu-se um modelo de pele humana reconstruída in vitro, composto e derme e epiderme associadas, histológica e imuno-histoquimicamente semelhante à pele humana in vivo. O modelo é de pele humana reconstruída ex vivo desenvolvida por Souto et al.11 que apresenta como diferenciais dos equivalentes de pele acima mencionados a presença de melanócitos na epiderme, derme humana reconstruída, em que os próprios fibroblastos produzem o colágeno (matriz extracelular), além da capacidade de permitir transplantes autólogos. As culturas celulares podem ser criopreservadas possibilitando futuros transplantes, se necessário.
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Gestão 2007/08
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Dra.Alice de Oliveira de A.Alchorne - Presidente
As conquistas desta gestão se devem ao esforço individual de cada membro da Diretoria e ao harmonioso trabalho em equipe
Dr. Omar Lupi - Vice-presidente
O dr. Omar Lupi, vice-presidente da SBD, esteve presente nas principais atividades da gestão 2007-2008. Dentre elas, destaca-se a coordenação do grupo responsável pela ampliação e reforma da sede da SBD. Com a aquisição de um novo andar e a reestruturação e modernização dos ambientes, a entidade agora oferece espaço mais amplo e confortável a funcionários e associados. Omar Lupi participou, ainda, de ações que atestaram maior visibilidade à SBD, como o desenvolvimento do projeto de participação nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro e a estruturação da campanha de valorização da especialidade, intitulada “Defendendo o Dermatologista”. Além disso, foi responsável pela reestruturação do Jornal da SBD, em parceria com o atual coordenador médico do veículo, dr. Paulo Cunha. Sob coordenação do dr. Omar Lupi, foi realizada a campanha “A SBD é Verde”, com informações sobre os riscos que a destruição da camada de ozônio oferece à pele. O vice-presidente foi também responsável por diversos contatos interinstitucionais, entre eles com o Ministério do Meio Ambiente (Dia do Meio Ambiente), a Ilds (Liga Internacional das Sociedades de Dermatologia) e a AAD (Academia Americana de Dermatologista). Ainda por sua sugestão, foram doados às Regionais da SBD notebooks e projetores digitais, o que trouxe redução de custos para as entidades e mais uniformidade técnica entre elas.
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Dra. Ryssia Alvarez Florião - Secretária-geral
Coordenei a atualização do número de residentes e seu cadastro nos Serviços Credenciados, além do controle de ingresso de novos associados. A secretaria concentra toda a correspondência da entidade. Logo, respondi a 2.438 emails apenas durante 2008. Assinei diplomas, bem como todos os cheques da tesouraria da SBD. Cuidei das diversas consultas feitas à entidade, seja por associados, entidades ou público em geral. Direcionei e respondi correspondências relativas à Associações Médica Brasileira (AMB), à Academia Americana de Dermatologia (AAD) e à Liga Internacional das Sociedades de Dermatologia (Ilds). Estive, ainda, à frente da substituição de funcionários, bem como do processo de avaliação e atualização dos contratos de trabalho, legalização, controle do ponto de freqüência e
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férias.Também acompanhei a reforma do 17o andar, participando de avaliação das obras e da escolha do mobiliário. Finalmente, continuo com o propósito de encaminhar a criação do Departamento de Mucosas Oral e Genital.
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Dra. Cláudia Maia - Tesoureira
Estamos terminando nossa participação à frente da Tesouraria da SBD, com orgulho de ter feito parte dessa equipe e sensação de dever cumprido. Durante a gestão, baseamos nossas ações na redução dos gastos estruturais e na criteriosa gestão dos recursos resultantes de nossos eventos científicos e dos obtidos com nossos parceiros da indústria farmacêutica. Dessa forma, após atingirmos as metas estabelecidas por essa Diretoria e cumprir rigorosamente todos os repasses às Regionais (estatutários e os provenientes de convênios firmados), encerraremos o ano de 2007 com um resultado positivo na ordem de R$1.900.000,00 (um milhão e novecentos mil reais) e esperamos resultado superior em 2008. Esses valores tornam-se mais significativos quando considerados dentro do contexto das realizações (metas) dessa Diretoria, a saber: 1. Aquisição do 17o andar do edifício que abriga nossa sede, e ampla reforma de seus dois andares, dobrando a área física de nossa Sociedade, possibilitando sensível melhoria na qualidade do atendimento aos associados, lotando a SBD de todos os equipamentos necessários para reuniões, eventos e palestras, além de maior eficiência da
estrutura organizacional e melhores condições de trabalho aos funcionários. 2. Sensível redução nas despesas estruturais da Sociedade, alinhando a estrutura organizacional a um modelo de gestão focado no associado e que certamente contribuiu para melhorar nossa “saúde financeira”. Além disso, demos continuidade à política iniciada em outras gestões de tentar resgatar os associados em débito. Por fim, aproveito para agradecer aos funcionários e à equipe da Trust Contabilidade o empenho, a competência e a dedicação demonstrados, superando contratempos e sempre agindo de forma proativa em proveito de nossa Sociedade. Quero também agradecer profundamente meus colegas da Diretoria executiva e estendida pela amizade, pelo coleguismo e espírito de união, e desejar sucesso aos colegas da nova gestão, com votos de que a nossa Sociedade sempre caminhe no sentido de união, da busca de credibilidade, da educação continuada e do engrandecimento profissional da classe dermatológica.
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Dra. Célia Kalil - 1a Secretária
Dando continuidade aos trabalhos iniciados em 2007, a dra. Célia Kalil permaneceu em 2008 com a atividade de orientar e fiscalizar a participação dos associados da SBD como coordenadores de cursos ou palestrantes em eventos de entidade não reconhecidas pela própria SBD, AMB, CFM. A cada situação dessas identificada, foi enviada carta de orientação e alerta, demonstrando a valorização da manutenção do trabalho ético de todo associado da SBD,
respeitando o fortalecimento da dermatologia. Também em relação à manutenção da ética médica dermatológica, procurou-se consolidar a atenção em relação aos cursos de dermatologia lato sensu, estreitando as orientações pertinentes junto à Diretoria Executiva e ao Departamento Jurídico da SBD, além das Regionais. Quanto à fiscalização de reportagens com temas dermatológicos na imprensa leiga, foram fornecidas orientações para que o leitor seja esclarecido de maneira objetiva e ética, valorizando os departamentos da SBD com sua indicação para esse fim. A participação na Comissão de Revisão do Estatuto SBD gerou, além de reuniões com os demais membros, sugestões de alterações a esse Estatuto, vindas dessa comissão, da Diretoria Executiva da SBD e de associados, via site da instituição, em período previamente estabelecido; a junção dessas sugestões, portanto, irá compor a proposta de adequação em assembléia geral a ser marcada. Quanto aos membros dessa comissão, cabe destaque ao trabalho exaustivo de seu primeiro presidente, o saudoso professor Sebastião A. P. Sampaio. Obteve-se boa penetração junto à Rede Globo, através de orientações para caracterização de personagem em novela do horário das 19h. Foram feitos diversos esclarecimentos e respondidas perguntas visando à boa apresentação de uma dermatologista. Esse trabalho, gratuito, contou também com o apoio do dr. Omar Lupi. Foi feito levantamento de entrevistas em jornais, revistas, tevê e rádio, no período 2007/2008, com participação dos departamentos e Diretoria da SBD. Além da participação na redação das atas, junto com a secretária-geral, dra. Ryssia, correção de folders e cartazes de eventos científicos dos departamento SBD, e do CD da Campanha de Prevenção do Câncer da Pele, cabe registrar o levantamento das diversas logomarcas das regionais da SBD, a colaboração no manual de Normas de Biossegurança quanto ao uso de Lasers/Luz Intensa Pulsada e, com o segundo secretário, dr. Josemir Belo, a revisão e elaboração de regimentos e regulamentos da SBD.
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Dr. Josemir Belo - 1o Secretário
Com o apoio irrestrito da Diretoria e o empenho e cooperação de todos, diretores executivos, coordenadores de departamentos, presidentes de regionais e funcionários, Jornal da SBD
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enfim, com o esforço de todos em sua execução, as ações e o plano de metas sugeridos pela Diretoria e pelos coordenadores dos departamentos, gestão da SBD 2007 e 2008, foram atingidos. Atividades realizadas em 2007 A) Eventos, todos pontuados pela AMB e SBD 1) Curso Nacional de Alergia Dermatológica (Módulo MG) 2) Curso Nacional de Alergia Dermatológica (Módulo RS) Departamento de Alergia e Dermatoses Ocupacionais 3) II Simpósio de Doenças Infecciosas e Parasitárias e III Simpósio Nacional de DST/Aids Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias Departamento de DST/Aids 4) III Simpósio Nacional de Cosmiatria Departamento de Cosmiatria 5) XXIX Curso de Dermatopatologia Tropical e Meio Ambiente Departamento de Micologia Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias Departamento de Hanseníase Departamento de Doenças Bolhosas 6) Curso Teórico Multidisciplinar das Afecções Ungueais Departamento de Cabelos e Unhas 7) 1o Simpósio Internacional de Psicodermatologia Departamento Dermatologia Integrativa 8) II Simpósio Internacional de Laser Departamento de Laser B) Distribuição do Manual com Normas de Biossegurança em Laser Departamento de Laser Dr. Roberto Mattos Dra. Célia Kalil Dr. Alexandre Filippo C) Democratização do acesso de associados aos Departamentos da SBD, mapeando os profissionais que estão trabalhando nessas áreas. D) Participação de todos os departamentos da SBD na sessão "Tire suas Dúvidas" no 62o Congresso Brasileiro de Dermatologia em São Paulo, 2007. E) Atualização dos cadastros postais e eletrônicos dos coordenadores, secretários e assessores dos departamentos F) Formulário padronizado para a produção de material de eventos dos Departamentos. G) Normas para a realização de eventos da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Aos coordenadores dos departamentos da SBD e presidentes das regionais H) Assessoramento na elaboração dos folders e cartazes
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Atividades realizadas em 2008 A) Eventos, todos pontuados pela AMB e SBD 1) Curso de Dermatoscopia e de Fotografia Departamento de Imagem 2) 2o Curso Nacional de Dermatologia Geriátrica Departamento de Geriatria 3) II Simpósio de Psicodermatologia e II Protegendo a sua Pele Departamento de Psicodermatologia 4) Curso Nacional de Alergia Dermatológica e Dermatoses Ocupacionais Departamento de Alergia Dermatológica e Dermatoses Ocupacionais 5) I Simpósio Nacional de Cosmiatria e Laser Departamento de Cosmiatria Departamento de Laser 6) I Simpósio de Hanseníase Departamento de Hanseníase 7. 3o Curso Nacional de Dermatologia Geriátrica Departamento de Geriatria 8. Curso de Dermatoscopia e Fotografia Digital Departamento de Imagem 9. Curso Nacional de Alergia Dermatológica Departamento de Alergia e Dermatoses Ocupacionais B) Cursos itinerantes teórico-práticos de cosmiatria Peelings faciais e corporais, toxina botulínica e preenchimentos Departamento de Cosmiatria Teresina,Vitória, Aracaju, Belém, Salvador, Porto Alegre, Manaus C) Democratização do acesso de associados aos Departamentos da SBD, mapeando os profissionais que estão trabalhando nessas áreas. Adesão a todos os departamentos de 97 associados. D) Participação de todos os departamentos da SBD na sessão "Tire suas Dúvidas" no 63o Congresso Brasileiro de Dermatologia em Fortaleza, 2008. E) Palestras on-line 1) Ecos do II Simpósio Internacional de Laser da SBD Dr. Alexandre Filippo, em 28 de janeiro de 2008 2) Atualizações do Meeting da Academia Americana de Dermatologia, San Antonio, 2008 Dr. Omar Lupi, em 28 de abril de 2008 3) Tabagismo e suas conseqüências na pele Dr. Marcus Maia, em 26 de maio de 2008 4) Dúvidas comuns sobre cosméticos de cabelos Dra. Maria Fernanda Reis Gavazzoni Dias 5) Dermatoses Ocupacionais – principais riscos Dra. Alice Alchorne 6) Atualização no tratamento da psoríase – Quando utilizar biológicos? Dra. Denise Takahashi, em 27 de agosto de 2008
F)
Projeto Notificação das Farmacodermias Departamento de Alergia e Dermatoses Ocupacionais
Outras atividades desenvolvidas pela 2a secretaria a) Participação na elaboração dos regimentos e regulamentos da SBD; b) Respostas aos questionamentos enviados à Diretoria; c) Respostas aos pareceres dos órgãos especializados; d) Criação do Departamento de Teledermatologia em 2007; e) Respostas a questionamentos enviados por associados e leigos;
u l t o s V
da Dermatologia
f)
Confecção de material didático e de divulgação. Em 2009, a SBD Nacional terá o Calendário Único dos Eventos, em consonância com os coordenadores dos departamentos, as regionais, as distritais e serviços credenciados. É grande honra e privilégio coordenar os Departamentos Especializados da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Finalizando, gostaríamos de expressar nossos agradecimentos pela participação de todos que possibilitaram tornar realidade o Plano de Metas elaborado pela gestão 2007-2008, à Diretoria executiva e estendida, a coordenadores dos departamentos, presidentes de regionais e funcionários, pelo trabalho e dedicação na execução dessas atividades tão prazerosas, que esperamos dar continuidade em 2009.
Prof. Jorge José de Souza Filho Por dr. Roberto Amorim Filho, presidente da SBD-SC
Prof. Jorge José de Souza Filho
Exemplo de excelência da dermatologia brasileira, o professor Jorge José de Souza Filho nasceu em Florianópolis, SC, em 18 de setembro de 1937. Graduou-se em medicina pela Universidade Federal do Paraná em 1964; tendo realizado sua especialização em dermatologia no Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em 1965, já em 1966 foi aprovado por concurso público para a vaga de médico assistente da Divisão de Dermatologia da Faculdade de Medicina de São Paulo. Desenvolveu sua carreira acadêmica na Universidade Federal de Santa Catarina, como auxiliar de ensino, professorassistente, professor adjunto e professor titular após concurso em 1990. Criou e coordenou o Serviço de Dermatologia do Hospital Universitário de Santa Catarina. Nesse estado desempenhou papel importante perante a classe médica, sendo presidente do Conselho Regional de Medicina, diretor técnico dos hospitais Governador Celso Ramos e de Caridade, e fundador, em 1974, da Regional de Santa Catarina da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da qual foi o primeiro presidente. Presidente nacional da Sociedade Brasileira de Dermatologia, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica, em 1985 realizou em Florianópolis os congressos brasileiros de Dermatologia e de Cirurgia Dermatológica, na condição de presidente de ambos. É autor do livro Drogas e doenças em dermatologia. Atualmente exerce a função de médico em clínica privada e coordena a reunião semanal de discussão de casos clíni-
cos da Sociedade Brasileira de Dermatologia-SC. Com sua participação e experiência, a dermatologia catarinense realizará novamente o Congresso Brasileiro em 2011. É respeitado e tido como líder e exemplo a ser seguido, em meio aos dermatologistas catarinenses, que têm orgulho de tê-lo como seu representante maior junto à dermatologia brasileira.
Regional
Santa Catarina
Av. Rio Branco, 404 Sala 502-Planel Towers-Tor .1 88015-200 - Florianópolis - SC Tel.: (48) 3222-2288 Fax: (48) 3222-2288 email: sbd@sbd-sc.org.br Diretoria Presidente: Vice-Presidente: Secretário Geral: 1º Tesoureiro: 2º Tesoureiro: Coordenador de Eventos Científicos: Asses. de Ética Def. Profissional: Delegados:
Dr. Roberto Moreira Amorim Filho Dr. Nilson Octávio Campos Lobo E Silva Dr. Daniel Holthausen Nunes Dr. Jorge Luiz Battisti Archer Dr. Luiz Dario Sponholz Dr. Nilton Nasser
Dr.Vicente Pacheco Oliveira Dr.Vicente Pacheco Oliveira, Dr. André Luiz Rossetto, Dr. Nilton Nasser Delegados Suplentes: Dr. José Valsi de Vargas, Dra. Ana Sílvia Dal Pizzol, Dr. Maurício Zanini Ribeiro
Serviço Credenciado:
Universidade Federal de Santa Catarina Dermatologia - HUSC
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Abnegação no exercício da
medicina Hipócrates, considerado o pai da medicina, vislumbrou a medicina baseada em evidências. Ele exaltou em juramento a importância da ética profissional. O texto, tradicionalmente recitado nas formaturas de médicos, pode ser atualizado ao ressaltar a responsabilidade social intrínseca à profissão. Para citar alguns dermatologistas que se devotaram destacadamente a seus pacientes, devem ser lembrados Diltor Opromolla, da cidade de Bauru (SP), que trabalhou a vida toda com leprosos (leia artigo), e o professor Grossman, que deixou para trás o sucesso profissional vivido na Alemanha e mudou-se para a África a fim de cuidar de pessoas que vivem na maior penúria possível ao ser humano. Ele é o fundador do Centro Regional de Dermatologia (RDTC, sigla em inglês) em Moshi, na Tanzânia. Ele será focalizado na próxima edição.
Jaison Antônio Barreto *
O
antigo Asilo Colônia Aymorés, hoje Instituto Lauro de Souza Lima, existe porque aqui aportou, em 1958, um jovem médico dermatologista chamado Diltor Vladimir Araújo Opromolla. Muito bem preparado tecnicamente, muito humano e, sobretudo, um visionário, que notou, naquele asilo colônia abarrotado de sofrimento, uma estrutura capaz de manter e aperfeiçoar os conhecimentos na área de hanseníase, com ênfase no diagnóstico, tratamento, formação de pessoal adequado e pesquisa. Acreditou nessa transformação e nadou contra a corrente da desativação do asilo colônia. Enfrentou a descrença, a imobilidade, a indiferença e arrebanhou poucos, mas eficientes aliados. De início, trabalhou praticamente sozinho. Após alguns anos, estimulou a vinda de dermatologistas, oferecendo-lhes em troca participação em sua clínica particular na cidade de Bauru, de onde retirava a maior parte de seu sustento. Cada novo especialista que chegava a Bauru era recrutado com a sedução de Opromolla para trabalhar no hospital onde, com a ajuda do dr. Osvaldo Cruz e do sr. Silas Braga Reis, havia estrutura adequada para o desenvolvimento desses profissionais. Diltor aliava a competência no diagnóstico e tratamento com profundo e pessoal interesse nos pacientes, estabelecendo vínculo com freqüência afetivo que era plenamente correspondido. Essa qualidade, aliada a sua inteligência, capacidade de trabalho, sólida formação profissional e curiosidade científica quase patológica, encaminhou-o irredutivelmente para o ensino e pesquisa. Tinha sólida base em microbiologia, patologia, imunologia, epidemiologia, clínica dermatológica, neurologia, terapêutica e reabilitação. Trabalhou e opinou com propriedade em todas essas áreas e produziu inúmeros trabalhos científicos, por vezes com pontos de vista polêmicos, mas legitimados por sólida experiência, capacidade de observação e conhecimento da literatura científica. Aglutinou profissionais de muitas áreas a sua volta: outra luta, pois trabalhar em hanseníase não é, e nunca foi, economicamente atraente.
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JURAMENTO DE HIPÓCRATES "Eu juro, por Apolo, médico, por Esculápio, Higeia e Panacea, e tomo por testemunhas todos os deuses e todas as deusas, cumprir, segundo meu poder e minha razão, a promessa que se segue: estimar, tanto quanto a meus pais, aquele que me ensinou esta arte; fazer vida comum e, se necessário for, com ele partilhar meus bens; ter seus filhos por meus próprios irmãos; ensinar-lhes esta arte, se eles tiverem necessidade de aprendê-la, sem remuneração e nem compromisso escrito; fazer participar dos preceitos, das lições e de todo o resto do ensino, meus filhos, os de meu mestre e os discípulos inscritos segundo os regulamentos da profissão, porém, só a estes. Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém. A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda. Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva. Conservarei imaculada minha vida e minha arte. Não praticarei a talha, mesmo sobre um calculoso confirmado; deixarei essa operação aos práticos que disso cuidam. Em toda casa, aí entrarei para o bem dos doentes, mantendo-me longe de todo o dano voluntário e de toda a sedução, sobretudo longe dos prazeres do amor, com as mulheres ou com os homens livres ou escravizados. Aquilo que, no exercício ou fora do exercício da profissão e no convívio da sociedade, eu tiver visto ou ouvido, que não seja preciso divulgar, eu conservarei inteiramente secreto. Se eu cumprir este juramento com fidelidade, que me seja dado gozar felizmente da vida e da minha profissão, honrado para sempre entre os homens; se eu dele me afastar ou infringir, o contrário aconteça". Hipócrates
Na área de reabilitação das deficiências neurológicas da hanseníase, começou com uma simples sala para prevenção das úlceras dos pés e evoluiu para um serviço de reabilitação completo. Atraiu para Bauru, um cirurgião ortopédico especializado em tratamento das deformidades na hanseníase, o dr. Frank Durksen, da Universidade de Winnipeg (Canadá). Como conseqüência da atividade do dr. Durksen na área de cirurgia reabilitadora, recebemos o dr. Marcos da Cunha Lopes Virmond, nosso atual diretor técnico. Em 1970, convence o médico patologista dr. Raul Negrão Fleury a ir para Bauru a fim de complementar, histologicamente, o estudo dos casos de hanseníase. Esse patologista, aliando o fabuloso conhecimento de Diltor com sua excelente formação em patologia, torna-se uma das maiores autoridades mundiais na área de anatomia patológica da hanseníase e em dermatopatologia geral, com quase 300 necropsias realizadas em pacientes falecidos no hospital. Em 1974, passa por Bauru, com destino a Minas Gerais, um sociólogo, que foi também seduzido e aqui ficou, integrado a um programa Pró-Reabilitação. Criou-se, então, junto com pessoas da sociedade local, a Sorri (Sociedade para Reabilitação e Reintegração do Incapacitado). Essa entidade germinou, cresceu, deu frutos e lançou raízes para outros locais do Brasil. O sociólogo,Thomas Frist, envolveuse com a hanseníase e posteriormente tornou-se presidente da American Leprosy Mission. De uma pequena estante com livros velhos e uma bibliotecária mantida por minguada verba não governamental, desenvolveu a Biblioteca do Instituto, que incorporou a biblioteca do Instituto de Saúde (Biblioteca Luiza Keffer – especializada em hanseníase), atualmente a maior biblioteca especializada em hanseníase no Brasil. Os restos da Revista Brasileira de Leprologia, de prestígio internacional, mas também então em decadência, foram reativados, criando-se o periódico Hansenologia Internationalis, com quase 30 anos de
publicação ininterrupta. Seguiram-se a criação do setor de Oftalmologia, dos laboratórios de Microbiologia, de Micobactérias, este especializado em pesquisa na área de resistência medicamentosa na hanseníase, de Patologia Clínica, este último decorrência do processo de sedução do dr. Dirceu Dalpino, que durou quase 30 anos. Finalmente, houve a consolidação do Instituto Lauro de Souza Lima como Instituto de Pesquisa da Secretaria de Estado de Saúde do Estado de São Paulo. Opromolla lutou muito para ter dermatologistas, clínicos e especialistas de várias áreas para o atendimento dos pacientes, além de pesquisa e ensino. Nesta última área, muito cedo sonhou com uma Residência Médica, mas com muito trabalho, conseguiu. A Residência Médica do Instituto Lauro de Souza Lima hoje tem tradição e prestígio, e distribui dezenas de médicos dermatologistas por todo o Brasil. Diltor acreditou que poderia transformar um hospital para hansenianos em um Hospital Dermatológico, tratando lado a lado pacientes de hanseníase e pacientes portadores de outras dermatoses; conseguiu, rompendo todos os preconceitos existentes. Diltor não trabalhou sozinho, mas sonhou, acreditou e lutou todos os dias de sua vida médica, e soube atrair e estimular pessoas de dentro e de fora da instituição para essa empreitada. Devo a ele muito do que sou como médico e como especialista. Faleceu no dia 15.12.2004, deixando um vazio tremendo no coração de seus admiradores. Conservou imaculadas a vida e a ar te médica.
* Coordenador do Programa de Residência Médica do ILSL e chefe de Serviço Credenciado - Adaptado de textos elaborados pelo prof. dr. Raul Negrão Fleury. jaisonbarreto@gmail.com
Painel Memória Os mestres João Gontijo, Rubem Azulay e Sebastião Sampaio posaram para foto durante o evento “Triangular” que aconteceu no ano passado, em Belo Horizonte.
Nova ortografia no Jornal da SBD O Jornal da SBD passará a usar a partir da primeira edição de 2009 as normas do novo acordo ortográfico da língua portuguesa, que entraram em vigor no dia 1o de janeiro de 2009.
AC EF B D E Jornal da SBD
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Prof. dr. Paulo Cunha
Linha do tempo - Retrospectiva Pessoas e fatos que marcaram os últimos 100 anos Chegamos ao fim da nossa coluna “Linha do Tempo”, que valorizou pessoas e pontuou fatos científicos, políticos e sociais nos últimos 100 anos. Dessa forma, respeitando o passado estamos preparados para o futuro. Alguns tópicos de destaques deste período
Departamentos ✔ Departamento de Oncologia Cutânea O Departamento de Oncologia Cutânea apoiou o concurso Salve sua Pele, realizado pela SBD-SC, com escolares da primeira à quarta séries do ensino fundamental de todo o estado. Foram distribuídas, para todas as escolas catarinenses, cartilhas sobre fotoproteção e câncer da pele, conteúdo elaborado pelo chefe do Departamento de Oncologia, dr. Nilton Nasser. Com base nessa cartilha, os alunos produziram desenhos com o tema "Salve sua Pele". O trabalho vencedor da cada escola foi enviado para a Regional Santa Catarina, onde uma comissão julgadora escolheu o desenho com a melhor mensagem sobre fotoproteção e câncer da pele. Esse desenho será utilizado na capa de folhetos sobre a doença, que serão distribuídos à população. Este ano, em Blumenau, sob a supervisão direta do Departamento de Oncologia Cutânea, 30.000 crianças de 80 escolas participaram do concurso, e os melhores desenhos receberam diplomas e medalhas da SBD, além de kits de fotoprotetores. A ação contou com o apoio direto das Secretarias de Educação e da Saúde do
Crianças apresentam desenhos premiados
Município de Blumenau e do Lions Clube BlumenauCentro. Foram distribuídos através das escolas e alunos de medicina cerca de 40.000 folhetos com os desenhos vencedores, patrocinados pela SBD-SC e Lions Clube. “Estamos propondo à nova diretoria estender o concurso para todo o país”, informa o dr. Nilton Nasser.
✔ Departamento de Laser A equipe do Departamento de Laser — drs. Alexandre Filippo, Luis Torezan, Roberto Mattos e Valéria Campos — está iniciando a organização do I Encontro dos Usuários de Laser da SBD.“Ficaremos um dia inteiro discutindo e trocando experiências sobre laser”, explica o dr. Alexandre Filippo. No evento, serão abordadas controvérsias, comparação de aparelhos e de tecnologias, condução das complicações, relação com as firmas representantes de aparelhos, entre outros assuntos. O encontro ocorrerá em abril, no Hotel Portobello, em Angra dos Reis. “Faremos num sábado e depois poderemos aproveitar o restante do final de semana, para nosso lazer; aliás, se alguém quiser levar a família...”, observa o dr. Alexandre. A SBD está negociando tarifas especiais, com tudo incluído. Por isso, o número de vagas será limitado.
Os coordenadores do departamento, Alexandre Filippo e Valéria Campos, receberão pelos e-mails alefilippo@gmail.com e camposvaleria@hotmail.com sugestões de temas e de pessoas interessadas em participar. Esse evento, pioneiro no Brasil, é realizado anualmente nos EUA, com grande sucesso técnico e de público. Dermatologistas brasileiros que tiveram a oportunidade de participar ressaltaram a riqueza de aprendizado que um encontro desse tipo oferece. “Vamos fazer o nosso ser tão bom quanto o americano, por isso conto com a participação de todos”, conclui o dr. Alexandre Filippo.
Serviços Credenciados ✔ Universidade de Mogi das Cruzes A equipe de residentes da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) ganhou os quarto e quinto lugares do Prêmio Científico “Programa Residente 2008”, promovido pela Galderma. No site da UMC (www.umc.br) será disponibilizado o edital do Curso de Especialização em Cosmiatria para dermatologistas, com a coordenação da dra. Denise Steiner.
✔ Universidade de Taubaté De 20 a 23 de novembro, 35 jovens com dermatoses
severas estiveram reunidos no oitavo Acampamento Dermacamp, promovido pelo Serviço de Dermatologia da Universidade de Taubaté, com o fundamental apoio da SBDRESP. Os participantes se divertiram, esqueceram seus problemas de pele e descobriram que, sim, podem levar uma vida normal. Futebol, teatro, passeio de caiaque e um baile à fantasia foram algumas das atividades desenvolvidas. Segundo o chefe do Serviço, dr. Samuel Henrique Mandelbaum, o ponto alto do encontro foi o passeio de boião no lago, puxado por lancha a toda velocidade: emoJornal da SBD
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ção total! Mais uma vez o acampamento contou com o trabalho de 50 voluntários. Os dermatologistas interessados podem inscrever seus pacientes de nove a 13 anos para participar do Dermacamp 2009.
✔ Universidade Federal do Paraná Na semana de 03 a 10 de novembro, diversas atividades foram realizadas em comemoração aos 30 anos de Residência Médica em Dermatologia no Hospital das Clínicas da UFPR. A data foi celebrada juntamente com a décima edição da Campanha Nacional de Prevenção do Câncer da Pele. Dessa forma, um curso de extensão preparou médicos e alunos de medicina para orientação e prevenção da doença. O evento contou com a participação especial da dermatologista americana Rebecca Tung, da The Cleveland Clinic Foundation, que abriu a campanha contra o câncer da pele no HC-UFPR com a palestra "What´s new in Skin Cancer". Ela ministrou, com autorização do CRM-PR, cursos práticos de Cirurgia Micrográfica de Mohs, técnicas combinadas com toxina botulínica e preenchimento com hidroxiapatita de cálcio. "O evento atingiu seus objetivos, pois,
além dos residentes e médicos do Serviço de Dermatologia, os cursos tiveram a participação gratuita de ex-residentes do Serviço, o que foi uma ótima oportunidade para reciclagem e confraternização dos colegas", observa a chefe do Serviço, dra. Fabiane Brenner.
✔ Universidade Federal de Pernambuco Para o chefe do Serviço da Universidade Federal de Pernambuco, dr. Josemir Belo, os números de atendimentos tanto do Dia Nacional da Psoríase quanto da 10a Campanha Nacional de Prevenção do Câncer da Pele foram bastante expressivos. Ainda segundo ele, a residência médica em dermatologia do Hospital das Clínicas da UFPE é a mais concorrida, com 79 candidatos, portanto, 26,3 candidatos por vaga.
✔ Instituto Lauro de Souza Lima
Dra. Rebecca Tung no Curso prático de Preenchimento com Hidroxiapatita de Cálcio
O Instituto Lauro de Souza Lima e o VII Distrito Dermatológico Bauru-Botucatu realizaram, nos dias 17 e 18 de outubro, o Curso de Atualização em Hansenologia e a Jornada Anual Dermatológica. O evento aconteceu no anfiteatro do Instituto Lauro de Souza Lima e foi creditado pela Comissão Nacional de Acreditação.
✔ Centro de Estudos Dermatológicos do Recife No último dia 15 de novembro, foi realizado o I Encontro dos Ex-alunos do Ceder, contando, na parte da manhã, com simpósio sobre envelhecimento cutâneo e, à tarde, com apresentações em atualizações terapêuticas. O evento foi concluído com um momento lúdico, em que foram apresentadas fotos de ex-alunos e professores do Ceder, resgatando a história do Serviço desde sua criação, sem deixar de citar os diversos momentos de descontração. Cerca de 40 médicos participaram do encontro, encerrado com coquetel de confraternização. No dia 28 de novembro, foi realizada mais uma seleção para o Curso de Especialização em Dermatologia do Ceder – 24 candidatos, alguns de estados vizinhos, inscreveram-se para concorrer às duas vagas oferecidas. “A procura pelo nosso Curso de Especialização tem-se tornado crescente, demonstrando sua qualidade e o reconhecimento por
Ex-alunos, no encerramento, coquetel de confraternização
médicos e outros serviços de Pernambuco, bem como de estados vizinhos”, aponta a chefe do Ceder, dra. Sílvia da Costa Carvalho Rodrigues. Jornal da SBD
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Regionais Mato Grosso do Sul
Nos dias 16 e 17 de outubro de 2008, a Regional Mato Grosso do Sul comemorou seus 20 anos com a realização da 15a Jornada da SBD-MS, a 1a Jornada do Serviço de Dermatologia do Hospital Universitário da UFMS, além de jantar de confraternização. Os eventos contaram com o apoio da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica. Durante as jornadas, os drs. Hamilton Stolf e Mauro Enokihara ministraram palestras e cursos práticos de cirurgia de tumores e de unha. Também palestraram o dr. Evandro Rivitti e diversos dermatologistas do estado. A quase-totalidade dos especialistas do Mato Grosso do Sul esteve presente, além de acadêmicos de medicina. O evento de Cosmiatria e Laser realizado nos dias 28 e 29 de novembro, no Windsor Hotel, foi marcado pela qualidade científica e ampla par ticipação de dermatologistas e da indústria farmacêutica. A festa comemorativa dos 45 anos da SBD-RJ fechou a gestão Aldy Barbosa Lima (2007-2008). O evento celebrou com muita alegria e
No dia 22 de novembro, tomou posse a nova diretoria da SBD-PB, para o biênio 2009-2010, no Tia Nila Recepções. A nova gestão, ciente do dever associativo, firmou com todos os dermatologistas o compromisso de manter o bom nível de respeito que a Regional guarda junto aos órgãos da classe médica e à sociedade. A nova diretoria executiva será composta pelos drs. Carla Wanderley Gayoso (presidente), Luciana Rabelo (vice-presidente), Edriane Araújo (tesoureira), Cláudia Teixeira (primeira secretária), Ivana Villar (segunda secretária), Luciana Trindade, Mohamed Azzouz, Sandra Lemos e Jáder Freire (comissão Jornal da SBD
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Rio de Janeiro
Paraíba
Drs. Loanda, Michela, Cristina, Elza Garcia e Rubenilda
clima amistoso as últimas realizações da Regional Rio de Janeiro que, ao longo de 45 anos, tem-se dedicado à dermatologia carioca, buscando a excelência científica e o aprimoramento constante de suas realizações de maneira democrática e ética. Na ocasião foi feita uma retrospectiva dos fatos marcantes da Regional e apresentada a gestão prof. Antar Padilha, eleita para o biênio 2009-2010, presidida pelo dr. Carlos Barcaui.
científica), Karla Renata F. Meira e Carla Simone (comissão social), Otávio Sérgio (defesa profissional e ética) e Patrícia Aquino (coordenadora de divulgação).