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Jornal da SBD - Nº 1 Janeiro / Fevereiro 2009

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Editorial Sociedade Brasileira de Dermatologia Afiliada à Associação Médica Brasileira

www.sbd.org.br

Diretoria 2007-2008 Presidente - Omar Lupi - RJ Vice-presidente - Bogdana Victória Kadunc - SP Secretária-geral - Maria de Lourdes Viegas - RJ Tesoureira - Maria Fernanda Gavazzoni - RJ 1a secretária - Célia Luiza P.Vitello Kalil - RS 2o secretário - Emerson de Andrade Lima - PE

Jornal da SBD Esta é uma publicação da Sociedade Brasileira de Dermatologia, dirigida a seus associados e órgãos de imprensa. Publicação bimestral - Ano XIII - no 1 - janeiro-fevereiro - 2009 Coordenador médico - Paulo R. Cunha Conselho editorial - Omar Lupi, Bogdana Victória Kadunc, Maria Fernanda Gavazzoni, Célia Kalil e Emerson de A. Lima Coordenação editorial - Approach Edição - Tatiana Gentil - Reg. MT no 22.375 Redação - Erika Drumond Editoração eletrônica - Nazareno N. de Souza e Samuel Peixoto Contato publicitário - Priscila Rudge Simões A equipe editorial do Jornal da SBD e a Sociedade Brasileira de Dermatologia não garantem nem endossam os produtos ou serviços anunciados, sendo as propagandas de responsabilidade única e exclusiva dos anunciantes. As matérias e textos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores. Correspondência para a redação do Jornal da SBD Av. Rio Branco, 39/17o andar - Centro - Rio de Janeiro – RJ CEP: 20090-003 E-mail: comunicacao@sbd.org.br Assinatura anual: R$ 100,00 Número avulso: R$ 20,00 Tiragem: 6.000 exemplares

É

com satisfação que iniciamos nesta edição uma nova fase do Jornal da SBD. Com equipe jornalística comandada pelas competentes Erika Drumond e Tatiana Gentil, nosso jornal ganha ânimo renovado. Por falar em entusiasmo, leia a partir da página 14 o relato da festa que marcou a posse dos professores Omar Lupi e Bogdana Kadunc. Somado a isso, os detalhes dos projetos da filosofia da nova diretoria estão contados em Palavra do Presidente, assinada por Omar Lupi. Entre outras particularidades, ele relata suas expectativas Prof. Dr. Paulo R. Cunha para a gestão e a preocupação em manter sempre um canal aberto de comunicação entre a Sociedade e seus associados e o Jornal da SBD tornase um instrumento importante para atingir esse objetivo.Veja na página 8 a apresentação da nova diretoria gestão 2009-2010. Você vai perceber que novas colunas estreiam este mês. Nosso objetivo é melhorar e aprimorar constantemente a tarefa de manter informados nossos 6 mil leitores. Atentos ao fato de que mais de 70% deles formam o público feminino, aproveitamos para prestar homenagem a todas as mulheres com a coluna “Grandes Mulheres da Humanidade”, que traz uma série de breves biografias dos principais nomes que marcaram a História. Iniciamos com Simone de Beauvoir, intelectual existencialista e escritora francesa do século 20. Outra novidade é a coluna “Resenhas” que traz textos de autores veteranos e iniciantes. Para a primeira edição, contamos com a participação de Fabrício Carpinejar, jornalista e escritor de grande sensibilidade e talento. Mais uma coluna estreante é “Profissões e Dermatoses Ocupacionais”, que a cada número tratará de uma profissão diferente, com suas peculiaridades e riscos à pele. Na primeira delas, a professora Alice Alchorne comenta as principais dermatoses a que os cabeleireiros estão expostos. Na coluna “De Olho no Mundo” abordaremos assuntos internacionais de interesse dermatológico e universitário. Nessa sessão inicial, a entrevista de Andris Rubins, professor na Faculdade de Medicina de Riga, na Letônia, dá um panorama da situação do atendimento dermatológico nos serviços públicos e privados de seu país, após a queda da URSS e independência da Letônia em 1991. Imperdível também é a reportagem sobre pesquisas bibliográficas. Nela você encontrará o “passo-a-passo” de como realizar uma pesquisa bibliográfica, preparado por José Roberto Pegas. Em tecnologia, atenção à matéria sobre como a população tem usado a internet para buscar informações sobre saúde. E, por fim, observem a capa de nosso jornal, que ilustra a grandeza da SBD e os símbolos das ações que ela desenvolve em beneficio dos associados e da população.

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Palavra do Presidente Notas Internet como aliada das pesquisas bibliográficas Entrevista Omar Lupi Organograma da nova diretoria Dermatologia na Letônia Música: alimento para alma Saúde na internet Profissões e Dermatoses Ocupacionais Assuntos Exóticos e Pitorescos Grandes Mulheres da Humanidade Resenha: Fabrício Carpinejar Departamentos Regionais Serviços Credenciados

Capa pré-aprovada

Boa leitura.

Impressão: Sol Gráfica

Sumário

Paulo R. Cunha - Coordenador médico do Jornal da SBD

Matéria de capa Dia do Dermatologista

14 Jornal da SBD

Ano XIII n. 1

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Palavra do Presidente

Omar Lupi

Caro dermatologista,

I

niciei meu discurso de posse como presidente da SBD esclarecendo que sempre entendi minha função muito mais como a de um construtor de pontes do que a de um edificador de muros. Ponte entre colegas de diferentes perspectivas filosóficas e políticas, ponte para outras sociedades afins a nossa especialidade, ponte num momento em que necessitamos de consenso e trabalho conjunto para defender e engrandecer a dermatologia. Todos os que realmente desejarem contribuir serão muito bem-vindos a nossa gestão na SBD. O mote da nova gestão 2009/2010 é “Dermatologia para todos” acompanhado do desenho estilizado de um triângulo. No vértice principal desse triângulo se encontra o associado da SBD, pelo qual lutaremos incessantemente no intuito de proteger, preservar e resguardar seus direitos. Tenho a plena certeza de que presidir a SBD é a maior prova de confiança que um dermatologista pode receber de seus colegas e pretendo empenhar-me ao máximo para fazê-lo da forma mais correta e justa. O outro vértice contemplado nesse mote diz respeito aos nossos pacientes e à sociedade civil como um todo, que serão beneficiários de nossa atuação em campanhas institucionais, futuros projetos solidários (Projeto DermAção), elaboração de material para o público leigo e atividades assistenciais coordenadas pela SBD. Por fim, também se encaixa neste universo a nossa parceria, que deve sempre ser ética e transparente, com a indústria farmacêutica; são nossos parceiros em diversas ações institucionais e muito contribuem para o desenvolvimento da dermatologia. Precisamos e vamos nos posicionar ética e politicamente de forma muito intensa, para que a dermatologia não seja confundida com pretensas especialidades médicas nem sequer reconhecidas pelo CFM. Se isso não for feito de imediato poderemos estar repetindo, no futuro, as palavras que Montesquieu proferiu já em 1710: “Se os triângulos tivessem um Deus, ele teria três lados”. Ou seja, corremos o risco de nos parecer cada vez mais com a nossa própria criação. Cabe ressaltar para cada um de nós, dermatologistas, que a SBD deve ser respeitada como um espelho polido e brilhante, capaz de refletir o melhor que temos e o que almejamos para o futuro. Com abordagem serena, tenho procurado ver a realidade de uma forma filtrada. Mais do que enxergar a vida em preto-e-branco, somos sempre convidados a apreciá-la em todos os seus matizes. Assim, quem sabe, relativizando ideias preconcebidas e de autossuficiência, poderemos reunir algumas das mentes mais preparadas com as quais contamos e, de forma despreocupada com qualquer tipo de insegurança intelectual, dar reino livre para criar um período especial para a dermatologia brasileira.

Omar Lupi Presidente da SBD 2 Jornal da SBD Ano XIII n. 1


Notas

67o Encontro Anual da AAD Foi realizada a sexagésima sétima edição do encontro anual da AAD, entre os dias 6 e 10 de março, em São Francisco (EUA). Considerado um dos maiores acontecimentos científicos da área, o evento reuniu especialistas do mundo inteiro que, em fóruns, cursos e palestras, discutiram as principais novidades do mercado, além de trocar suas experiências. Foi montado no espaço do Congresso um estande da SBD em parceria com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD).

I Fórum de Psoríase Especialistas de todo o país participaram do I Fórum de Psoríase da SBD, no dia 6 de fevereiro, no auditório da Sociedade. Sob coordenação de Claudia Maia foram discutidos o Dia Nacional da Psoríase, ações de Educação Médica Continuada, estratégias para a realização de um censo de psoríase no Brasil e o envio de uma força-tarefa ao Ministério da Saúde para solicitar que o Sistema Único de Saúde (SUS) ofereça a fototerapia e os medicamentos biológicos. Nota de falecimento - A SBD comunica com grande pesar o falecimento, em 9 de março, da doutora em dermatologia e a primeira mulher a ser eleita presidente da SBD (1990/1991), Orcanda Andrade Patrús. Nascida em Juiz de Fora, Minas Gerais, em 16 de fevereiro de 1941, ela foi a primeira mulher a presidir o Congresso da SBD, em 1991. Formou-se pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 1966 e era membro da Academia de Medicina desde 1992. O corpo da médica foi cremado no dia 10/03, no Parque Renascer, em Contagem. Um dos nomes mais importantes da dermatologia brasileira, Orcanda Patrús deixará saudades. Viroses hemorrágicas via internet - No próximo dia nove de abril, a Sociedade Brasileira de Dermatologia, em parceria com a Universidade de Pittsburgh (EUA), transmitirá ao vivo, pelo site da SBD, a palestra “Viroses hemorrágicas tropicais”, ministrada pelo presidente Omar Lupi. Disponível para todos os associados, o evento promete ser o primeiro de muitos. A ideia é que outras palestras proferidas por médicos da universidade possam ser transmitidas para o Brasil. Quem não puder assistir, terá a possibilidade de rever a aula na íntegra, no link “Palestra On-Line”, na área restrita aos sócios.

SBD na mídia - Em matéria veiculada no dia 17 de janeiro, o jornal O Globo informou que Simone Ribeiro Marques Moreira, intitulada dermatologista, seria suspeita de ter aplicado golpes em pacientes e está sendo indiciada por estelionato e falsificação de documentos. Tendo conhecimento do caso, a Assessoria de Imprensa da SBD entrou em ação e enviou ao veículo nota assinada pela Diretoria Executiva, esclarecendo que a referida médica não é sócia da entidade e tampouco tem especialidade registrada junto ao CRMRJ. A nota de esclarecimento da SBD foi publicada nas edições impressas dos jornais O Globo e Extra, no dia 20, e nos sites desses órgãos no dia 19. Como resultado da rápida atuação da SBD, as matérias que noticiam o caso já tratam a acusada como médica, e não mais como dermatologista. Surgical & Cosmetic Dermatology - Novidade na literatura médica internacional. A SBD e a editora Elsevier lançam, em março, a revista Surgical & Cosmetic Dermatology, com o objetivo de divulgar a produção científica de dermatologistas brasileiros que atuam nas áreas de cirurgia dermatológica e cosmiatria no Brasil e exterior. Nascida da parceria entre a SBD e a SBCD, a revista terá periodicidade trimestral e distribuição gratuita aos associados quites com as instituições. Apresentará artigos na íntegra em português, com resumo em inglês. O formato eletrônico será em língua inglesa, o que aumentará a visibilidade de seu conteúdo na comunidade internacional. Na coordenação da publicação estão Bogdana Victória Kadunc, como editora científica; Denise Steiner, coeditora científica em cosmiatria; e Gabriel Gontijo, coeditor científico em cirurgia dermatológica. Dia do Dermatologista - A SBD presenteou os associados com um brinde diferente por ocasião do Dia do Dermatologista: foram distribuídos carimbos exclusivos com a logomarca da entidade, o nome e o CRM do dermatologista agraciado. Segundo Omar Lupi, o objetivo da logomarca da SBD ilustrando o carimbo é representar um selo de qualidade para seus associados. Jornal da SBD

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Internet como aliada das pesquisas bibliográficas O acesso rápido e atualizado à informação científica facilita a troca de conhecimentos na área médica

E

tapa fundamental no trabalho científico, a pesquisa bibliográfica é também uma poderosa ferramenta para facilitar a prática diária de atendimento em consultórios. Por ser trabalho minucioso, é crucial que, antes de elaborar qualquer texto científico, se faça pesquisa exaustiva sobre o tema escolhido. Os principais objetivos de um artigo devem ser: desenvolver estudo e histórico do tema; encontrar respostas para os problemas formulados; levantar contradições a respeito do tema e apontar a originalidade do trabalho. O acesso à bibliografia pode ser feito de dois modos básicos: manual ou eletronicamente. O primeiro consiste em pesquisar diretamente nos livros de referência disponíveis na biblioteca, e o segundo, cada vez mais comum, é feito pela internet. Pesquisar pela web é simples. Basta escolher o site de referência e preencher os campos com as palavras-chave desejadas. Os mecanismos de busca são distintos: alguns sites oferecem busca mais rápida, com poucas opções, outros proporcionam ao usuário busca mais ampla com opções que incluem autor, palavra-chave, título, ano e idioma. Aqui nos limitamos à pesquisa bibliográfica no Pubmed. Desenvolvido pela National Library for Biotechnology Information (NCBI), o site faz pesquisas gratuitas e é considerado um dos maiores bancos de dados da área médica. São 16 milhões de citações do Medline e outros jornais biomédicos com artigos desde 1950. Utiliza conceitos avançados de similaridade de temas, como, por exemplo, ao lado do artigo encontrado, um link denominado "See Related Articles" refina a busca gerando resultados mais assertivos. Inclui ainda, links para “artigos full text” e outras pesquisas correlatas. À medida que o usuário desenvolva sua pesquisa bibliográfica, aprenderá novas formas de acesso e rapidez na coleta de informações. Aproveite!

A pesquisa bibliográfica passo a passo

Por José Roberto Pegas

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Acesse o site www.pubmed.gov Toda pesquisa científica tem início pela procura das “palavras-chave” ou “unitermos”. Ex: Influência da febre ou hipertermia na epilepsia. As palavras-chave básicas da pesquisa são: febre ou hipertermia e epilepsia. 3 Para pesquisar essas palavras-chave você deve acessar outro banco de dados do PubMed, o “MeSH Database”. 4 Com a página do PubMed aberta clique sobre a palavra “MeSH Database” na coluna da esquerda, logo abaixo de “PubMed Services”. 5 O título da página passará a exibir o nome “MeSH” ao alto. Você está agora em outro banco de dados, ou seja, um banco de palavras-chave. 6 Insira a palavra a ser pesquisada na caixa ao alto antecedida por “for” e, a seguir, clique em “Go”. 7 Caso o termo exista no banco de dados irão aparecer todas as expressões ou palavras a ele relacionadas. Faça um teste com a palavra “epilepsy”: vão aparecer 27 palavras-chave sinalizadas por “All: 27”. 8 Escolha uma delas clicando sobre a caixa ao lado de cada palavra. 9 A seguir, vá para a caixa “Send to”. Lá o usuário encontrará sete possibilidades de escolha: “Text”; “File”;“Printer”;“Clipboard”;“Search Box with AND”;“Search Box with OR” e “Search Box with NOT”. 10 Clique sempre sobre uma das três frases “Search Box”. A escolha de WITH, OR ou NOR dependerá do fato de sua pesquisa ser excludente ou não. Ex: Escolhi “Epilepsy, Reflex” entre as 27 palavras-chave. Se eu quiser incluir “Fever” na pesquisa deverei escolher “Search Box with AND”. 10.1 WITH significa “um e outro” = “Epilepsy, Reflex” e “Fever” 10.2 OR significa “um ou outro” = “Epilepsy, Reflex” ou “Fever” 10.3 NOR significa “um sem o outro” = “Epilepsy, Reflex” sem “Fever” 11 Após clicar em “Search Box with AND” a expressão Epilepsy Reflex irá para uma caixa maior entre aspas e com a palavra MeSH entre colchetes: “Epilepsy, Reflex” [MeSH]. Essa é, por fim, a forma exata como o PubMed aceitará sua pesquisa. 12 Para saber agora quantos artigos o PubMed possui clique em “Search PubMed” logo abaixo da caixa maior. 13 Caso você queira juntar a sua pesquisa a palavra “Fever” é só seguir os mesmos passos da pesquisa. Siga corretamente todos eles até chegar à expressão “Search Box with AND”, por exemplo. Ao clicar aqui a palavra irá se juntar à já existente isto é, “Epilepsy, Reflex” [MeSH]. 14 Finalize sua pesquisa com a frase: “Epilepsy, Reflex” [MeSH] AND “Hyperthermy” [MeSH]. Agora é só clicar em “Search PubMed” para obter os artigos relativos ao assunto. Boa sorte!

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Entrevista - Omar Lupi

JSBD - O senhor acaba de assumir a presidência da SBD. O que os dermatologistas podem esperar de sua gestão?

Aberto às críticas e ao diálogo. Consciente da importância de manter um canal de comunicação constante entre os associados, a mídia e a população, o recém-empossado presidente da SBD, Omar Lupi, aponta nesta entrevista os caminhos para enfrentar os desafios que vêm por aí. 6 Jornal da SBD Ano XIII n. 1

Omar Lupi - Em primeiro lugar, comprometimento. Para mim, é uma honra ser escolhido pelos dermatologistas para presidir a SBD, e os colegas que compõem a diretoria também pensam assim. Por isso, estamos trabalhando com muita dedicação e empenho para oferecer o melhor serviço a nossos associados. Começamos a gestão reavaliando nossa comunicação com o público externo. Uma de nossas prioridades é fazer com que a Sociedade fortaleça sua vocação de ser a principal fonte de informação dos veículos de imprensa. Vamos investir também nos associados mais jovens da SBD e no intercâmbio com outros centros de dermatologia. Receberemos profissionais do exterior para intercâmbios no Brasil, bem como vamos apoiar o estudo de jovens dermatologistas brasileiros que busquem aperfeiçoamento no exterior.Trabalhamos muito para que esse projeto fosse via-


Presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia

bilizado financeiramente. Outro ponto em que estamos nos concentrando é a defesa profissional e do mercado de trabalho dos dermatologistas. Queremos mostrar que por trás do dermatologista existe uma entidade médica forte e atuante. Quando o paciente procura um dermatologista credenciado pela SBD encontra a segurança de uma sociedade reconhecida oficialmente pela Associação Médica Brasileira (AMB) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

JSBD - Quais são as principais dificuldades e vantagens que o senhor percebe na administração da SBD nacional? OL - Minha formação é como médico, com especialidade em dermatologia. Se somarmos o tempo que estive em cargos na regional e na nacional, acho que posso considerarme pós-graduado em administração! Brincadeiras à parte, não é fácil gerir uma empresa com o porte da SBD. Mas venho há alguns anos me preparando para isso... Estamos diante de uma crise econômica mundial, e captação de recursos tem operação complexa. Existe certa retração dos laboratórios, e ter experiência administrativa e de gerenciamento é crucial para manter a Sociedade saudável e em crescimento nos próximos anos. Por outro lado, momentos difíceis são também aqueles relacionados às maiores oportunidades. Talvez seja a hora de crescermos em áreas menos exploradas. Por exemplo, estamos fazendo intenso trabalho com relação aos medicamentos biológicos de psoríase, trouxemos experts da área para trabalhar perto da Sociedade e temos estreitado o relacionamento com novos parceiros da indústria.

JSBD - Então teremos muitas novidades nos próximos dois anos... OL - Certamente. Uma delas é o lançamento da revista Surgical & Cosmetic Dermatology, em parceria com a

Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). Trata-se de publicação trimestral, que vai preencher uma lacuna nessa área, com conteúdo científico consistente e de boa qualidade. Além disso, vamos manter nossa tradição em projetos de responsabilidade social. Estamos ampliando a Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele, que terá um módulo itinerante. Estaremos mais próximo da população com ações e serviços voltados para os pacientes, como o projeto DermAção. Queremos mostrar que a cosmiatria, por exemplo, não é restrita àqueles que têm maior poder aquisitivo. Para isso, estamos preparando algumas novidades que devem valorizar também nosso potencial social. É por isso que temos como mote “Dermatologia para Todos”. Esta é uma gestão para todos: associados, público, governo, imprensa, parceiros... Para quem estiver de alguma forma se relacionando com a SBD.

JSBD - Se o senhor pudesse falar com cada um dos dermatologistas, que mensagem gostaria de deixar para eles? OL - Estou convicto das dificuldades que temos pela frente, do momento pesado que atravessamos em decorrência da crise mundial, da concorrência com outras especialidades paralelas, mas acredito que com união e planejamento as barreiras acabam sendo transpostas com surpreendente facilidade. Empenharei toda a minha experiência e disposição pessoal para, nos dois anos de gestão, trazer para SBD o máximo de crescimento e profissionalização que ela merece. Para isso gostaria que cada associado, ao final da gestão, tivesse esse sentimento de orgulho de per tencer a nossa Sociedade. Que a SBD seja cada vez mais um exemplo para outras sociedades médicas. É essa sensação que pretendo deixar no final da gestão.

Na SBD Omar Lupi já ocupou as funções de segundo secretário (1996-1997) e tesoureiro (1997-1998), além de ter sido membro da Comissão de Ensino (1999-2001) e editor associado dos Anais Brasileiros de Dermatologia (2003). Desde 2005 faz parte do corpo editorial dos ABD. Membro da comissão científica dos Congressos Brasileiros da SBD realizados em Vitória/ES (2003) e Natal/RN (2004), foi secretário-geral (1999-2000 e 2003-2004) e presidente (2005-2006) da SBDRJ. No biênio 2007-2008 foi vice-presidente da SBD. A Sociedade possui um canal aberto de informação, criado para atender diretamente a seus associados com relação a suas dúvidas. Envie suas sugestões, críticas e avaliações pelo e-mail administ2@sbd.org.br (Mônica Rocha), pelo site www.sbd.org.br ou pelo telefone (21) 2253-6747. Sua participação é muito importante. Jornal da SBD

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S O C I E D A D E

B R A S I L

GESTÃO 2009/2010 DIRETORIA EXECUTIVA

PRESIDENTE VICE-PRESIDENTE SECRETÁRIA-GERAL TESOUREIRA 1O SECRETÁRIA 2O SECRETÁRIO

Omar Lupi da Rosa Santos (RJ) Bogdana Kadunc (SP) Maria de Lourdes Viegas (RJ) Maria Fernanda R. Gavazzoni (RJ) Célia Luiza P. Kalil - (RS) Emerson Vasconcelos de Andrade Lima (PE)

DIRETORIA EXTENSIVA COORD. EMC-D DIRETORA DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS DIRETORA DE AÇÕES INSTITUCIONAIS DIRETOR DE BIBLIOTECA OMBUDSMAN

Paulo Ricardo Criado (SP) Ada Regina Trindade de Almeida (SP) Claudia Pires Amaral Maia (RJ) Ricardo Romiti (SP) Gilvan Ferreira Alves (DF)

COORDENADORES DEPARTAMENTOS

Josemir Belo dos Santos (PE)

MÍDIA ELETRÔNICA

Aldo Toschi (SP)

CAMPANHA DO CÂNCER DE PELE Selma Schuartz Cernéa (SP) CAMPANHA DA PSORÍASE

Maria Denise FonsecaTakahashi (SP)

DEPARTAMENTOS ESPECIALIZADOS DA SBD ALERGIA DERMATOLÓGICA E DERMATOSES OCUPACIONAIS SP

COORDENADOR SECRETÁRIO (A)

ALICE DE OLIVEIRA DE A. ALCHORNE SUSANA LU CHEN WU

BIOLOGIA MOLECULAR GENÉTICA E IMUNOLOGIA

RS RJ

COORDENADOR SECRETÁRIO (A)

HIRAM LARANGEIRA DE ALMEIDA JR. PAULA DADALTI GRANJA

CABELOS E UNHAS

SP SP

COORDENADOR SECRETÁRIO (A)

NILTON DI CHIACCHIO FRANCISCO LE VOCI

CIRURGIA DERMATOLÓGICA

SP PE

COORDENADOR SECRETÁRIO (A)

HAMILTON OMETTO STOLF SARITA MARIA F. MARTINS C. BEZERRA

COSMIATRIA DERMATOLÓGICA

RJ SP

COORDENADOR SECRETÁRIO (A)

ANDRÉIA MATEUS MOREIRA FLÁVIA ALVIM SANT'ANNA ADDOR

DERMATOLOGIA E MEDICINA INTERNA

SP FL

COORDENADOR SECRETÁRIO (A)

ELEMIR MACEDO DE SOUZA LOAN TOWERSEY

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E I R A

D E

D E R M A T O L O G I A

DERMATOLOGIA GERIÁTRICA

SP RJ

COORDENADOR SECRETÁRIO (A)

MAURÍCIO MOTA DE AVELAR ALCHORNE LENINHA VALÉRIO DO NASCIMENTO

DERMATOLOGIA PEDIÁTRICA

ES SP

COORDENADOR SECRETÁRIO (A)

PAULO SÉRGIO EMERICH NOGUEIRA MARIA CECÍLIA DA MATA RIVITTI MACHADO

DERMATOPATOLOGIA

DF RJ

COORDENADOR SECRETÁRIO (A)

CLEIRE PANIAGO GOMES PEREIRA PEDRO LEONARDO V. BRIGGS PEÇANHA

DOENÇAS BOLHOSAS

SP MS

COORDENADOR SECRETÁRIO (A)

VALÉRIA AOKI GUNTER HANS FILHO

DOENÇAS INFEC. E PARASITÁRIAS

SP SP

COORDENADOR SECRETÁRIO (A)

DILHERMANDO AUGUSTO CALIL VIDAL HADDAD JUNIOR

DST & AIDS

SP PE

COORDENADOR SECRETÁRIO (A)

WALTER BELDA JUNIOR ALDEJANE GURGEL DE A. RODRIGUES

FOTOBIOLOGIA

SP PB

COORDENADOR SECRETÁRIO (A)

IDA ALZIRA GOMES DUARTE OTÁVIO SÉRGIO LOPES

HANSENÍASE

SP SP

COORDENADOR SECRETÁRIO (A)

JOEL CARLOS LASTÓRIA MARIA ANGELA BIANCONCINI TRINDADE

IMAGEM

SP SP

COORDENADOR SECRETÁRIO (A)

ANDRELOU FRALETE AYRES VALLARELLI DACIO BROGGIATO JÚNIOR

LASER

RJ SP

COORDENADOR SECRETÁRIO (A)

ALEXANDRE DE ALMEIDA FILIPPO VALÉRIA BARRETO CAMPOS

MICOLOGIA

SP DF

COORDENADOR SECRETÁRIO (A)

CLARISSE ZAITZ CARMELIA MATOS SANTIAGO REIS

ONCOLOGIA CUTÂNEA

SC CE

COORDENADOR SECRETÁRIO (A)

NILTON NASSER JOSÉ WILSON ACCIOLY FILHO

PSICODERMATOLOGIA

RJ RJ

COORDENADOR SECRETÁRIO (A)

MARCIUS ACHIAMÉ PERYASSÚ MÁRCIA DOS SANTOS SENRA

TELEDERMATOLOGIA

SP RJ

COORDENADOR SECRETÁRIO (A)

CARLOS ROBERTO ANTONIO IVAN JORGE FREIRE DE SEMENOVITCH

PUBLICAÇÕES DA SBD ANAIS BRASILEIROS DE DERMATOLOGIA Editora Científica

Izelda Maria Carvalho Costa (DF)

Editores Científicos Associados

Vitor M. Silva dos Reis (SP) Renan Rangel Bonamigo (RS)

SURGICAL & COSMETIC DERMATOLOGY Editora Científica

Bogdana Kadunc (SP)

Cirurgia Dermatológica Editor Científico Associado Cosmiatria Editora Científica Associado

Gabriel Teixeira Gontijo (MG) Denise Steiner (SP)

JORNAL DA SBD Editor Científico Editor Científico Associado

Paulo Rowilson Cunha (SP) Iphis Tenfuss Campbell (DF) Jornal da SBD

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DE OLHO NO MUNDO

Dermatologia na Letônia A trajetória do professor Andris Rubis é um filme. Começou a estudar medicina em 1968 e, desde então, não parou de se aprimorar. Fez dois mestrados, um em “Rubromicose, imunologia e terapia” (1981) e outro em “Psoríase, imunopatogenia e imunoterapia” (1987). Quatro anos depois assumiu o Departamento de Dermatologia na Faculdade de Medicina de Riga, capital da Letônia, onde atua até hoje. Eleito em 1994, integrou o Parlamento da Letônia. Nesta entrevista para o Jornal da SBD, ele afirma que se considera intermediário na integração de dermatologistas e de organizações da Rússia e dos antigos países da URSS na Associação Europeia e em organizações internacionais. Atualmente Rubins é membro da Diretoria da Associação Europeia e presidente da Associação de Dermatologistas da Letônia.

JSBD - Fale-nos brevemente sobre sua carreira. Andris Rubis - Nasci em 19 de novembro de 1947 em Sigulda,

na Letônia. Meu tio, o Alfreds Rubins, foi o primeiro prefeito da cidade (1926-27), na qual teve seu consultório particular entre 1926 e 1940. Em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial, ele emigrou para a Alemanha e depois para os Estados Unidos. Meu pai era anticomunista e assim foi deportado para a Sibéria com sentença de prisão de 10 anos em 1950. Nossas propriedades foram desapropriadas pelo governo, e eu, então com dois anos de idade, fui posto na rua enquanto dormia. Durante o regime soviético, fui reprimido o tempo todo e, tendo sido proibido de estudar direito, fui fazer medicina. Em 1968, comecei a estudar na Faculdade de Medicina de Riga (Riga Medical Institute) e me formei em 1974. Fiz residência de dermatologia e venerologia, e comecei a atuar como dermatologista em Riga. Minha primeira dissertação foi em Moscou em 1981 (Rubromycosis, its immunology and therapy – Rubromicose,imunologia e terapia) e a segunda em 1987 (Psoriasis its immunopathogenesis and immunotherapy – Psoríase, imunopatogenia e imunoterapia). Feito isso, comecei a trabalhar na Faculdade de Medicina de Riga.

JSBD - Como é a formação dos dermatologistas na Letônia? Há muitas instituições formando especialistas? AR - Na Letônia há duas universidades com faculdades de medicina: Riga Stradins University (antigo Riga Medical Institute), basicamente para medicina, e a Latvian University, a maior universidade da Letônia, também com Faculdade de Medicina. Ambas apresentam programas semelhantes para futuros médicos – os alunos estudam seis anos para obter o diploma e depois mais três anos para a área de dermatologia em nível de pós-graduação (residência); só então podem trabalhar como dermatologistas. Desde 1991, sou chefe do Departamento de Dermatologia na Riga Stradins University. Nosso departamento tem equipe de 12 pessoas, das quais oito são médicos. Temos aulas teóricas e práticas para jovens médicos. No quarto ano, há um curso geral de dermatologia, e os residentes são treinados por três anos. Além disso, os residentes podem participar de intercâmbios, congressos e seminários internacionais, para o que contam com ajuda financeira.

ESTÔNIA

RÚSSIA

Mar Báltico

LETÔNIA Riga

LITUÂNIA

BELARUS

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Entrevista com o prof. Andris Rubins feita pelo prof. Paulo Cunha

JSBD - Como é o mercado de trabalho para essa especialidade? Qual é a proporção de dermatologistas para a população na Letônia? AR - Em média, são formados quatro dermatologistas todos os anos. Em cada região central da Letônia há pelo menos um dermatologista. De maneira geral, temos o total de 156 especialistas para 2,3 milhões de habitantes, ou seja, um dermatologista para cada 14.743 pessoas. Na Letônia temos ainda 13.357 médicos de família (clínicos gerais) que também têm bom conhecimento da área de dermatologia, mas, se houver necessidade, o paciente é encaminhado ao especialista.

JSBD - Como é o atendimento dermatológico nos serviços públicos e privados? Houve alguma melhora depois da queda da URSS? AR - Houve muitas mudanças na área de dermatologia e em todo o sistema médico desde 1990, quando a URSS caiu, e depois de 1991, quando a Letônia mais uma vez se tornou independente. Em primeiro lugar, durante o regime soviético, o setor médico ficava sob controle governamental, e agora temos o setor público e o privado. Os médicos decidem se querem trabalhar nas instituições médicas governamentais ou em consultórios privados. Em segundo lugar, no momento, toda a literatura técnica necessária está disponível, além de publicações estrangeiras, e pode-se viajar para participar de vários encontros e reuniões científicas em dermatologia tanto na Europa quanto no restante do mundo. Durante o regime soviético poucas pessoas tinham permissão para sair do país, e era necessário obter a autorização da KGB para que se publicasse um artigo na imprensa estrangeira. Após 1991, através de convites feitos por mim, mais de 100 dermatologistas estrangeiros líderes da área já visitaram Riga. Em 1991, criei a Associação Báltica de Dermatologia (BADV).

JSBD - Qual é sua experiência como membro da Diretoria da Associação Europeia? AR - No começo devo mencionar que era o único membro da antiga URSS, portanto minhas tarefas eram e ainda são mais pesadas do que as de outros membros. Sinto que há grande melhora na comunicação entre os dermatologistas e as organizações da Letônia e da Europa, com maior reconhecimento internacional. No momento, também me sinto um pouco como intermediário na integração dos dermatologistas e de outras organizações da Rússia e dos antigos países da URSS na Associação Europeia e em organizações internacionais. O interesse é crescente de ambos lados. Minha meta é unificar ao máximo os profissionais do Leste e do Oeste. Um dos aspectos mais cruciais dessa unificação é o fato de que vários eventos futuros da EADV serão realizados no Leste Europeu, como, por exemplo, o Iusti-Europe 2011, em 8-10 setembro em Riga (www.iusti-europe2011.com), ou o 21o Congresso da EADV em Riga (5-9 de setembro de 2012), para os quais os dermatologistas brasileiros já estão convidados!

Andris RUBINS, Dr. hab. med. Professor e presidente da Associação de Dermatologistas da Letônia e da Associação Báltica de Dermatologistas; diretor da EADV e presidente do Congresso Europeu Iusti 2011 e do Congresso EADV 2012.

POPULAÇÃO: 2,3 milhões de habitantes MOEDA: iats IDIOMA: letão (oficial), russo DERMATOLOGISTA: 156 especialistas para 2,3 milhões de habitantes Jornal da SBD

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“Música: alimento para alma"

Existem canções que não saem da cabeça. O segredo está no casamento perfeito de melodia, letra e ritmo capazes de decifrar nossos sentimentos mais ocultos A música é o meio mais poderoso do que qualquer outro porque o ritmo e a harmonia têm a sua sede na alma. Ela enriquece esta última, confere-lhe a graça e ilumina aquele que recebe uma verdadeira educação Platão

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omo viver sem música? Difícil até imaginar. Algo tão cotidiano como comer ou tomar banho, ela faz parte da cultura dos povos, desestressa a vida, estimula a liberdade de expressão... Não há como negar: a música está em todos os espaços e faz parte da vida das pessoas, em suas mais variadas formas. Além de melhorar o humor e reduzir o estresse, ela estimula a

concentração. Melodias agradáveis induzem a liberação de substâncias no corpo que provocam sensação de prazer e bem-estar. Nosso encontro inicial com a música ocorre no ventre materno. “Nossa primeira manifestação é sonora: o choro. E, a partir daí, os sons e as músicas nos acompa-

Musicoterapia melhora equilíbrio emocional Grande aliada para problemas físicos, psíquicos e mentais, a música, especialmente a clássica, pode proporcionar uma série de melhoras sensoriais e psíquicas. “David Tame afirma em seu livro O poder oculto da música que ouvir Mozart estimula a alegria nas crianças, aumenta sua capacidade de liderança, facilita sua sociabilização e eleva seu QI. De qualquer pessoa, na verdade”, afirma a fundadora do Curso de Musicalização Agnes Moço. Tame diz ainda que a música ajuda na recuperação de diversas doenças, desde o câncer até pequenos ferimentos. “Ele diz que se a pessoa ouvir uma música em tom menor após uma cirurgia, a recuperação ocorre de forma mais rápida", afirma Agnes Moço.

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O trabalho do musicoterapeuta é plenamente integrado ao do paciente. Por meio da música ele expressa seus sentimentos ou se manifesta quando necessita de impulso para se desenvolver motoramente. Lia Rejane Mendes explica que o próprio paciente é quem define a música que será utilizada em seu tratamento. Se de início usa a da preferência do cliente, o musicoterapeuta pode, entretanto, inserir outras se notar a necessidade. “Os pacientes podem também improvisar, como músicas sem letra. Através delas, eles podem expressar seus conteúdos internos pela ‘própria voz’, isto é, sem se utilizar das palavras de outros”, completa.


nham vida afora. São os acalantos, as cantigas de roda, as músicas de desenhos animados ou dos jogos de computador, música nas igrejas, nos bares, enfim, em todos os momentos de nossa vida", explica a musicoterapeuta Lia Rejane Mendes, que há mais de 30 anos cuida de pacientes com várias patologias, como autismo, paralisia cerebral, deficiência auditiva, além de pessoas que buscam o autoconhecimento. Segundo pesquisadores, diversas áreas do cérebro estão envolvidas em nossa percepção musical e é por isso que os ritmos, sons e as letras das músicas significam força tão poderosa. A música, mais do que o olfato, consegue resgatar emoções e aproximar as pessoas, além de ativar a memória. Como não lembrar da trilha sonora de uma viagem marcante, da festa de formatura ou do primeiro amor? Uma canção pode mudar nosso estado de espírito e trazer à tona um momento especial de nossa vida. O processo é simples: a música ativa o sistema nervoso central e resgata experiências anteriores, sejam elas boas ou ruins. Quando gostamos de uma determinada música, o organismo produz mais dopamina e opioide, substâncias que aumentam a atividade do cerebelo, que é a área do cérebro ligada ao ritmo. Sentiu o clima?

Sugestões para o consultório

O que escutar Ouvir música para relaxar é sempre bom. As clássicas são as mais indicadas para quem busca som mais tranquilo. Mas há quem prefira bossa nova, blues, jazz ou até mesmo rock. Há opção para todos os gostos. Diversos sites oferecem canções com ritmos variados e que podem ser baixadas ou escutadas on line. Um deles é o www.relaxmusic.com.

CLÁSSICA

LOUNGE *

BEETHOVEN Disco: The 5 Piano Concertos Músicas recomendadas: “Concerto para Piano N. 4 in Sol - Allegro Moderato”, “Concerto para Piano N. 4 in Sol - Andante Con Moto”, “Concerto para Piano N. 1 in Dó – Allegro Con Brio” WOLFGANGA AMADEUS MOZART Disco: Requiem Músicas recomendadas: “Lacrimosa”, “Dies Irae”, “Rex Tremendae” FRANZ SCHUBERT Disco: Winterreise Músicas recomendadas: “Gute Nacht”, “Der Lindenbaum”, “Erstarrung” FRANZ LISZT Disco: The Best Of Liszt Músicas recomendadas: “Liebestraum N. 3. in A Flat Major”, “La Campanella”, “Les Preludes”

CAFÉ DEL MAR Café Del Mar Vol. 2 – “Feel Good” e “Easter Song” BUDDHA-BAR Buddha-Bar VIII – “White” e “Palm of the Prophet” M83 Before the Dawn Heals Us “Moonchild e Fields” e “Shorelines and Hunters” THE ALBUM LEAF In a Safe Place “Window” e “Twenty Two Fourteen” THE EXPLOSIONS IN THE SKY How Strange, Innocence – “Look Into the Air” e “Snow and Lights”. * Gênero criado nos anos 50, também pode ser chamado de ambient music e chill out e ser classificado como downtempo, break beat, trip hop, jazz e bossa nova. Jornal da SBD

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Unidos por uma SBD melhor Evento pelo Dia do Dermatologista marca início de uma nova fase

Integração é a palavra de ordem

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oi com o mote “Dermatologia para todos” que o atual presidente da SBD, Omar Lupi, iniciou o ciclo de palestras em celebração ao Dia do Dermatologista, em 5 de fevereiro, no novo auditório da entidade. Durante o encontro, 23 presidentes de Regionais assistiram a apresentações sobre o planejamento para os próximos dois anos de gestão. Segundo Omar Lupi, o apoio das Regionais será decisivo

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para garantir êxito aos projetos que a SBD tem pela frente. “É imprescindível trabalharmos em conjunto. Pretendemos fazer uma gestão moderna, que englobará não só o associado, mas a sociedade civil. E também os parceiros, como a indústria farmacêutica, o terceiro setor, os ministérios da Saúde e Educação”, destacou o presidente na abertura do evento. E acrescentou que serão fornecidas todas as ferra-


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mentas básicas para que os presidentes exerçam uma boa gestão, com custos baixos.“Vamos buscar uma realidade que se adeque a todo o Brasil”, enfatizou. A tesoureira Maria Fernanda Gavazzoni falou sobre o convênio entre a SBD e as Regionais, cujo objetivo, segundo ela, é formalizar e equalizar o sistema de arrecadação e de redistribuição de dinheiro. Em seguida, a apresentação do segundo secretário e presidente da Regional Pernambuco, Emerson de Andrade Lima, foi marcada pelo comprometimento e entusiasmo. Ele reforçou os objetivos da Campanha de Valorização do Dermatologista e fez um alerta sobre a expansão desenfreada de cursos de formação não credenciados junto à SBD. “Temos que combater os médicos sem habilitação em dermatologia que divulgam e exercem a especialidade. Profissionais que não são

1.

Diretores e presidentes das regionais participam do workshop pelo Dia do Dermatologista no novo auditório da sede

2.

A vice-presidente da SBD, Bogdana Kadunc, o conselheiro da Comissão Mista de Especialidades, Antonio Pinheiro, e o presidente da SBD, Omar Lupi

médicos têm realizado procedimentos dermatológicos e confundido a população com sua prática”, afirmou. Emerson também incentivou os colegas a apresentar a SBD como a única entidade de médicos dermatologistas reconhecida pela Associação Médica Brasileira (AMB) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). O presidente da SBD Regional São Paulo, João Roberto Antonio, compartilha a opinião de Lima. Para ele, o alinhamento entre nacional e regionais é passo fundamental para fortalecer a SBD. “Essa integração que vemos aqui é algo inédito e ela deve sempre continuar. Dessa maneira nós podemos trocar informações, trazer contribuições e levar muitas experiências de outros colegas, como novos conhecimentos a respeito de nossa conduta perante as regionais que presidimos”, disse ele. Jornal da SBD

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Matéria de capa

Bogdana Kadunc prega difusão da ética entre associados

Já a vice-presidente, Bogdana Kadunc, ao se referir às ações na área de Ética e Defesa Profissional, apontou dado que merece atenção, por lançar luz sobre um problema iminente. Com base em pesquisa feita pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), Bogdana

alertou que 47% dos médicos paulistas não têm Título de Especialista. Desde 2000, houve aumento de aproximadamente 75% no número de denúncias contra médicos, sendo que 33% se transformam em processos ético-profissionais. “São 47% sem o Título de Especialista. As medidas punitivas associativas estão descritas nos Artigos 18 a 24 do Estatuto da SBD”, relatou. Em sua palestra, a primeira secretária Célia Kalil apresentou as principais alterações propostas para o Estatuto. O coordenador médico do Jornal da SBD, Paulo Cunha, há três anos à frente do órgão, apresentou uma panorâmica da nova proposta e ressaltou que o JSBD completa 12 anos em 2009. Para encerrar o evento, Selma Cernea e Omar Lupi falaram sobre as ações para a próxima Campanha Nacional de Prevenção contra o Câncer de Pele. A coordenadora nacional ressaltou a busca de inserção no Guiness como a maior campanha de exames da pele no mundo, que deverá mobilizar todos os dermatologistas em prol da valorização do trabalho que vem sendo realizado nos últimos 10 anos pela SBD. Já o presidente solicitou a integração entre as regionais e a nacional no projeto do caminhão-volante, que deve percorrer o Brasil oferecendo exames gratuitos para a população. A previsão é de que o caminhão passe por toda a região costeira do Rio, Região Sudeste e siga até o Sul do país.

Discussão sobre medicina estética

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ponto alto do workshop ficou por conta da apresentação do conselheiro da Comissão Mista de Especialidades pelo estado do Pará, Antônio Pinheiro, que respondeu a questões sobre as áreas de atuação não reconhecidas pelo CFM e AMB. Como exemplo Pinheiro citou a medicina estética, que não é especialidade médica ou área de atuação no país e não pode, portanto, ser registrada no CRM. “O Conselho só registra dois tipos de documentos: os títulos emitidos pela SBD e os cursos autorizados pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM). Só podem ser registrados esses dois tipos de documentos, e o médico só pode anunciar a especialidade, reconhecida pela Comissão Mista de Especialidade, se estiver registrado no CFM”, explicou. Indagado sobre a proliferação indiscriminada das faculdades de medicina, Antônio Pinheiro salientou que será realizado o II Fórum de Especialidades Médicas, no dia 28 de maio para entre outros temas, aprofundar a questão.

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Promovido pela Comissão Mista de Especialidades do CFM, seu objetivo é abrir espaço para que médicos e sociedades médicas possam dar suas opiniões em relação às atividades exercidas na profissão. De acordo com Pinheiro, no evento serão discutidos temas como o exercício médico e a especialidade e será apresentado um estudo preliminar sobre distribuição de médicos no Brasil. “O CFM preparou esse longo estudo, que será usado no sentido de rebater essas questões quando elas vierem à tona.” Seis membros constituem a Comissão Mista de Especialidades: dois da AMB, dois do CFM (Antônio Pinheiro e Clovis Francisco Constantino, de São Paulo) e dois da CNRM, representando 53 especialidades em 54 áreas de atuação.


Convidados assistem ao discurso de posse no salão da Hípica

Festa assinala posse do presidente

Andréia Mateus com os filhos João Pedro e Anna Clara

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encerramento das comemorações pelo Dia do Dermatologista foi coroado pelo clima de otimismo em jantar oferecido na Hípica, no Rio de Janeiro, onde ocorreu a posse da Diretoria da SBD. Em seu primeiro discurso oficial, o presidente Omar Lupi mostrou ousadia, força e passou a mensagem de que a SBD viverá uma fase de dinamismo, marcada por conquistas. O 56o presidente da SBD advertiu que a missão é árdua e, por isso, deixou claro serem necessários trabalho conjunto e comprometimento. O diálogo e a cooperação entre a SBD nacional e as Regionais nortearão o futuro da Sociedade. “Agora é o momento em que necessitamos de consenso e de trabalho conjunto para defender e engrandecer a nossa Sociedade.Todos que quiserem contriO ex-presidente da SBD (2001-2002), Fernando Augusto de Almeida, o atual presidente, Omar Lupi, a secretária-geral, Maria de Lourdes Viegas e o coordenador médico do Jornal da SBD, Paulo Cunha

“

Dermatologistas prestigiam posse de Omar Lupi

A principal função do presidente é escolher as sementes mais viáveis, fazer a prospecção cuidadosa do terreno mais apropriado, semear de forma atenta e cuidar para que a colheita seja suficiente, de distribuição justa Omar Lupi Jornal da SBD

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Os Profs. Omar da Rosa Santos, Rubem Azulay (ex-presidente da SBD, 1961-1962 e 1972) e Pietro Novelino, todos ex-presidentes da Academia Nacional de Medicina (ANM)

Omar Lupi e família

“ ” Sempre defendi a teoria de que os jovens precisam de exemplos e de espelho em que se possam mirar Omar Lupi

Presidente da SBD, Omar Lupi, João Roberto Antônio (presidente da SBD-RESP) com a esposa, e Andréia Mateus

Maria Aidê Aguiar Araújo (presidente da SBD-CE) com esposo e Elza Garcia da Silva (presidente da SBD-MS)

Para marcar o Dia do Dermatologista, a SBD presenteou seus associados com um carimbo personalizado. Além da logomarca da entidade, o brinde levou o nome e o CRM do dermatologista agraciado."Pensamos em presenteá-los com algo exclusivo e que representasse um selo de qualidade, daí a escolha da logomarca da SBD ilustrando o carimbo", afirma Omar Lupi. 18 Jornal da SBD Ano XIII n. 1

buir conosco serão muito bem-vindos. A principal função do presidente é escolher as sementes mais viáveis, fazer a prospecção cuidadosa do terreno mais apropriado, semear de forma atenta e cuidar para que a colheita seja suficiente de distribuição justa”, afirmou o presidente. Omar Lupi recebeu o carinho e o reconhecimento de cerca de 500 convidados que compareceram à solenidade. Fernando Almeida, ex-presidente da SBD (2001-2002), transmitiu seus votos de boa sorte: “Ele está procurando integrar as regionais à nacional de uma maneira mais forte e objetiva. Hoje a Sociedade está em um patamar mais alto, não só em relação à política universitária, mas também na política de saúde. Isso é muito bom”, analisa. A ex-presiden-


Marilene Silvestre (presidente da SBD-GO), Carla Gayoso (presidente da SBD-PB), Carmélia Santiago Reis (presidente da SBD-DF) e Luna Azulay

A diretora de ações institucionais, Claudia Maia e o esposo

Lucia Arruda e Arthur Duarte

Os ex-presidentes da SBD, Alice de O. Alchorne (2007-2008) e Maurício Mota de A. Alchorne (1999-2000)

Fedro Menezes Portugal (presidente da SBD-SE) com a esposa

A tesoureira Maria Fernanda Gavazzoni com sua filha

José Ramon Varela Blanco e Aldo Toschi

Luis Fernando Kopke, Silvia Maria Schmidt, Andréia Mateus, Omar Lupi, Marcius Peryassú e a esposa

Iphis Campbell (ex-presidente da SBD 1996-1997) e Altiva Salgado

te Alice Alchorne também demonstrou entusiasmo. Segundo ela, esta gestão será o retrato da inovação, e o primeiro passo já foi dado: o reconhecimento e a valorização do dermatologista. “O importante já está sendo feito, que é enaltecer a nossa especialidade. O dermatologista tem longa vida de estudo até iniciar o exercício da profissão, e isso tem que ser mostrado. Eu acho que essa é uma das metas em que o Dr. Omar deve investir sempre. A outra é dar opções de educação médica continuada para os sócios”, aconselhou. Durante seu discurso, Omar Lupi frisou ainda sua intenção de lutar com empenho pela Campanha de Valorização do Dermatologista. “Segundo dados do Conselho Federal de Medicina, em mais de 90% dos processos relacionados

O casal Andréia Mateus e Omar Lupi e a 1a secretária Célia Kalil com o esposo

Jesus Rodriguez Santamaria (ex-presidente da SBD 1992-1993)

aos procedimentos estéticos, os profissionais não são dermatologistas. Não há, portanto, milagres na nossa profissão. E as regras básicas da medicina continuam a valer. A relação médico/paciente continua sendo o centro das nossas preocupações”, disse, acrescentando que haverá esforço redobrado da SBD para que a dermatologia não seja confundida com especialidades médicas não reconhecidas pelo CFM. “Sempre defendi a teoria de que os jovens precisam de exemplos e de espelho em que se possam mirar. Se esse espelho está quebrado ou desgastado, ele reproduz uma imagem distorcida. Cada um de nós, dermatologistas, deve demonstrar que a SBD é um espelho polido e brilhante, capaz de refletir o melhor que temos e almejamos para o futuro”, ressaltou o presidente. Jornal da SBD

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Um bilhão de pessoas, entre as quais 59 milhões de brasileiros maiores de 16 anos, acessam a internet

Saúde: tomando a dianteira Pesquisas revelam que o assunto tem sido cada vez mais procurado por internautas

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ue a internet é a maior ferramenta de propagação do conhecimento e de intercâmbio de informações não é nenhuma novidade. A web é formada por milhões de sites em que é possível encontrar informações sobre praticamente qualquer tipo de assunto. A quantidade e a variedade de opções são impressionantes. Estão espalhados pela rede espaços de discussões, grupos de notícias e salas de bate-papos. Na internet também é possível fazer pesquisas científicas, buscar informações específicas sobre qualquer doença e até mesmo gerar conteúdo. Nesse universo encontramos as redes sociais – entre elas Orkut,YouTube, Messenger, MySpace,Twitter, Facebook –, em que é possível construir uma rede de relacionamentos virtuais.Após pesquisa nas principais redes sociais, encontramos 82 comunidades no Orkut relacionadas à dermatologia, com o total de 5.300 associados, um número expressivo. Outra comunidade interessante é a "Eu sobrevivi ao TED/SBD/AMB", que traz relatos de dermatologistas que passaram no Exame de Título de Especialista. O maranhense Paulo Erivan Pereira, criador da comunidade, afirma que o TED valoriza o profissional. “Prestei o TED duas vezes, a pri-

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WEB 2.0 – termo que descreve uma nova fase da história da internet, caracterizada pelos serviços on line que facilitam o compartilhamento de conteúdo e mensagens entre usuários. WIKI – sistema colaborativo para a criação e edição de informações, tais como verbetes, artigos, entre outros. SOCIAL MEDIA – ferramentas on line e plataformas digitais usadas para compartilhar opiniões, ideias, experiências e perspectivas. Inclui blogs, quadro de mensagens, wikis sites, bem como mensagens que podem ser distribuídas em formato de textos, imagens, áudios ou vídeos. BLOG – espaço em um site no qual cada indivíduo ou grupo publica textos, denominados posts, com possibilidade de interação com leitores. REDES SOCIAIS – fenômeno que inclui os sites de relacionamento, aqueles cujo objetivo é fazer com que as pessoas entrem em contato ou encontrem amigos no ambiente virtual. As redes sociais mais famosas que conhecemos no Brasil são o Orkut, My Space e Facebook. RSS – abreviação de “Really Simple Syndication”. O leitor de RSS possibilita que a pessoa receba informações de um site sem a necessidade de acessá-lo. INTERATIVIDADE – quanto se trata de mídia digital, é a ferramenta (blog, jogo, vídeo) utilizada para provocar a participação, gerar reação do espectador. MARKETING VIRAL – compartilhamento de informações de maneira informal, boca a boca. Diferente do marketing tradicional, inclui comunicação verbal, que é espalhada por blogs, sites e e-mails.

meira em 2004 e depois 2005, quando passei. A ideia de criar a comunidade surgiu da vontade de mostrar como é árduo o trajeto para chegar a ser dermatologista, e que só é um profissional de verdade aquele que consegue a aprovação no exame”, relata. A dermatologia é uma das especialidades com maior visibilidade na área médica. Prova disso são as 3.059 matérias a seu respeito publicadas em veículos impressos e on line em 2008. Delas, 35% citam a SBD. De janeiro até 10 de março deste ano, foram publicadas 700 matérias relacionadas à dermatologia, 43% na mídia eletrônica. Segundo matéria publicada no site Prweekus.com, em dezembro, especialistas e agências governamentais estão abordando cada vez mais o assunto "saúde" pela web. A Food and Drug Administration (FDA), agência norte-americana que regula produtos alimentícios e farmacêuticos, anunciou recentemente a parceria com a WebMD Health Corp para criação de uma agência de notícias on line sobre saúde. A Lluminari segue caminho seme-

Oitenta milhões de vídeos e mais de quatro mil usuários no YouTube

lhante e tem planos de desenvolver site especializado em saúde, o Be Well. De acordo com o diretor de comunicações da Lluminari, Chery Heiks, o objetivo do site é fornecer informações claras, úteis e que possam ajudar os consumidores a fazer as melhores escolhas quanto aos cuidados com a saúde.

Dois milhões e quatrocentos mil artigos publicados na Wikipédia


Profissões e Dermatoses Ocupacionais

Alice O. A. Alchorne

Tratamentos capilares exigem cuidado e esclarecimento Cabeleireiros

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Cabelos tingidos nas mais variadas cores, cremes alisantes... Como os cabeleireiros devem prevenir-se dos efeitos nocivos dos produtos químicos

esde os tempos antigos, o cabelo é adorno para o corpo. Sua aparência varia conforme o gosto do indivíduo, a moda, os costumes e, hoje mais do que nunca, com o lançamento de novos produtos químicos. O homem pré-histórico já usava pentes e enfeites nos cabelos. Os livros sagrados registram o uso de perucas. Os penteados de homens e mulheres eram semelhantes no Ocidente até o século 5 a.C. Antes do início do século 17, os cuidados com os cabelos não eram feitos por profissionais; os mais abastados utilizavam o trabalho das amas de câmara. Atualmente, é grande o número de profissionais no mercado, sendo as mulheres maioria. Boa formação técnica, talento, capacidade de concentração e senso estético são as principais características que deve ter um bom cabeleireiro.Apesar de ser ocupação bem remu-

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nerada e que traz realização pessoal, também reserva algumas dificuldades: muitas horas em pé, horários inconvenientes e frequentes dermatoses ocupacionais (DO). Elas afetam principalmente mãos e antebraços, mas podem atingir outras superfícies expostas do corpo. São mais comuns em pessoas de pele seca e sensível, normalmente mulheres e jovens. Podem ocorrer pelo contato prolongado e sem proteção com substâncias encontradas em diferentes objetos e produtos químicos.As principais DO nos cabeleireiros são eczemas (dermatite de contato alérgica e irritativa). Nas inúmeras tarefas que realizam (cortar, lavar, tratar, colorir, pentear e modificar a ondulação), esses profissionais utilizam diferentes técnicas e uma grande variedade de produtos, cujas fórmulas são complexas e nem sempre conhecidas, o que pode trazer muitos riscos à saúde.


Como prevenir Verificação de riscos antes de iniciar o treinamento para a profissão (atopia, pele seca e sensível, eczemas) Educação dos profissionais sobre os riscos Uso adequado de EPI (luvas de preferência de plástico ou vinil). Os tioglicolatos atravessam as luvas de vinil, podendo-se utilizar luvas de borracha (sem pó) Uso de instrumental de boa qualidade para evitar liberação de níquel Uso de cremes hidratantes Eventualmente afastamento do profissional para recuperar bem a pele a fim de evitar sensibilizações alérgicas

Diagnóstico Geralmente o diagnóstico é clínico. O exame mais utilizado é o teste de contato com bateria-padrão e de cosméticos para confirmar a DCA e detectar o alérgeno. Raramente há necessidade de histopatologia.

Os desencadeadores mais comuns das dermatites de contato alérgicas são parafenilenodiamina (PPDA) das tintas; tioglicolatos – que são modificadores da ondulação: alisam e encrespam ou ondulam os cabelos; fragrâncias e conservantes dos cremes; níquel dos instrumentos; carbamatos, mercaptos, tiurans dos aditivos dos equipamentos de proteção individual (EPI) de borracha; surfatante (detergente e espumante) cocamidopropilbetaíne de xampus. Suas dermatites costumam ser eczematosas, principalmente nas polpas dos dedos das mãos, ou disidrosiformes. Os modificadores da ondulação alisantes podem ser temporários ou permanentes. Dos temporários, escova, chapinha e escova progressiva são os mais comuns. Nesta última o risco é o formol, proibido pela Vigilância Sanitária devido à possibilidade de irritação, alergia e efeito cancerígeno discutível. Os alisantes permanentes utilizam tioglicolatos. Os modificadores da ondulação encrespadores (onduladores) também podem ser temporários ou permanentes. Nas ondulações temporárias faz-se o mise-en-plis (enrola-se o cabelo com água). Para a ondulação permanente utilizam-se os tioglicolatos. Quanto aos modificadores de cor há os descolorantes e as tinturas. Os descolorantes mais usados são à base de água oxigenada ou persulfato de amônia (este pode desencadear anafilaxia). As tinturas são divididas em sintéticas, que podem ser permanentes, semipermanentes e temporárias

Dermatite de contato alérgica por fragrância

— as duas primeiras, ricas em PPDA, representam riscos para os usuários e cabeleireiros —, vegetais, como a henna (que pode ocasionar quadros de urticária de contato e anafilaxia, e, nas formulações com o PPDA, gerar DCA), e metálicas (metais que se depositam no cabelo, como níquel, ferro e chumbo). Os surfatantes, como o lauril sulfato de sódio dos xampus, e os tônicos capilares, usados para fortalecer o cabelo e que possuem rubefacientes (jaborandi, Capcicum), podem ocasionar a DCI. Os tônicos capilares devem ser usados com cautela. Os xampus raramente causam problemas nos usuários por permanecer pouco tempo em contato com a pele; no entanto nos cabeleireiros, dado o manuseio constante, podem ocasionar a DCI. São lesões eczematosas que se desenvolvem no dorso e nos interdígitos das mãos. Jornal da SBD

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Assuntos Exóticos e Pitorescos

A nimais de natureza dócil, as arraias são encontradas em toda a costa brasileira e em grande parte dos rios. Mansas e com o corpo em formato de disco, só atacam quando se sentem ameaçadas. Normalmente costumam ficar nas regiões mais rasas dos rios ou enterradas na lama. Sua cauda fina e comprida assemelha-se a um chicote.As vítimas da ferroada — em sua maioria pescadores, mergulhadores e ribeirinhos — sentem dor aguda e sofrem ferimento de difícil cicatrização. Todo cuidado é pouco. Uma dica para fugir das ferroadas ao entrar em rios é caminhar rastejando os pés no fundo. Leia o interessante relato do dermatologista e pesquisador Vidal Haddad, autor do livro Animais aquáticos potencialmente perigosos do Brasil – Guia médico e biológico que, em sua estada no Pantanal no início deste ano, aprendeu com pescadores um método inusitado para aliviar as dores provocadas pelas ferroadas das arraias: a vulvoterapia.

Sabedoria popular também cura A

rraias fluviais são peixes que só existem na América do Sul. Belos animais, gostam de locais não muito profundos de rios e lagos brasileiros, são frequentemente pisados por ribeirinhos e turistas que pretendem dividir as mesmas águas. Um acidente por arraia é sempre um drama: elas apresentam até quatro ferrões serrilhados, recobertos por muco peçonhento, que podem fazer a vítima passar por uma das piores experiências de sua vida. Não é raro que o acidentado fale de forma desconexa, apresente calafrios, vômitos e até hipotensão arterial devido à dor – que aumenta muito em horas –, e a pessoa pode bater a cabeça na parede, assumir posição fetal no chão e outras esqui-

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sitices. Enfim, dói mesmo! A peçonha foi para isso aperfeiçoada ao longo de milênios, e, embora os dermatologistas nem sempre acompanhem essa fase aguda, têm grande probabilidade de examinar as úlceras que se formam no local e ali podem permanecer meses o que, aliás, é a razão de minhas viagens para o Pantanal. O verdadeiro problema, contudo, é a dor.A prática de imersão do ponto ferroado em água quente diminui sua intensidade, mas é o único recurso atual, e nem todas as pessoas reagem de maneira semelhante. Além do mais, o uso de água quente não é conhecido em locais longínquos e mesmo em centros mais desenvolvidos. O que fazer então? Como a sabedoria popular enfrenta esse desafio? Seu Geraldo é homem forte, embora já tenha mais de 70 anos. Bom de prosa, é funcionário do campus da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, em um ponto do Pantanal chamado Passo do Lontra, entre Miranda e Corumbá. Detentor de sabedorias pantaneiras e tocador de viola, anda pelos campos alagados sem medo, embora reconheça que andar à noite por lá não é muito prudente: “As onças não atacam a gente, mas é bom ter respeito, fio. São malandras, só vêm perto do alojamento quando limpo o pintado e não gostam de outros peixes”. Beira do rio Miranda, final de tarde. O anzol preguiçosamente atirado é mordido, e a linha estica. Dez minutos depois, seu Geraldo retira uma arraia colorida com manchas arredondadas amarelas da água, cor ta a linha e devolve o peixe com cuidado, tomando distância dos dois ferrões enegrecidos da cauda. Minha pergunta é inevitável: “O que faz quando um ferrão desses pega alguém de jeito?”

“Ah, meu fio, num lugar destes, que não tem recurso, não tem injeção contra veneno, tem que combinar com uma muié, a muié abaixa a carça... e tira tudo o veneno.Tira mêmo. Ela abaixa em cima, com a cissura.... O cara combina com ela e paga pra ela. Num tem nada a vê, ela tem que salvar a situação do cara. Já vi muitas vezes isso acontecer no Pantanal. Ela abaixa em cima, tem que pôr ela em cima. Fica uma meia hora, e a dor some que nem milagre. Outro dia um japonês foi ferroado em Miranda, disse que não guentava a dor, aí falou com uma dona e o marido dela, que disse que não tinha pobrema nenhum, se era pra salvar a saúde dele. Deu cemlão pra mulher, e depois de duas horas estava pescando de novo. Foi a salvação!” O final do relato faz com que o pantaneiro solte uma gargalhada que ecoa no começo da noite. Como os mosquitos começaram a fazer nuvens entre nós, resolvemos voltar para o alojamento. Será que funciona mesmo? A vulvoterapia é provavelmente uma das mais bizarras formas de tratamento que já vi, mas estava lá muito antes de tentarmos levar conhecimentos e aplicações de primeiros socorros. As mulheres pantaneiras já sabem que o ato equivale a uma prestação de serviços ou um ato humanitário e não se negam a ajudar. Funcionando ou não, é uma boa amostra das curiosas relações entre a natureza e seres humanos em um dos locais mais selvagens do planeta... Seu Geraldo, Vidal Haddad e seu filho Lorenzo

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Grandes Mulheres da Humanidade

A força de Simone de Beauvoir Toda dor dilacera; mas o que a torna intolerável é que quem a sente tem a impressão de estar separado do resto do mundo; partilhada, ela pelo menos deixa de ser um exílio. Não é por deleite, por exibicionismo, por provocação que muitas vezes os escritores relatam experiências terríveis ou desoladoras: por intermédio das palavras, eles as universalizam e permitem que os leitores conheçam, em seus sofrimentos individuais, os consolos da fraternidade. Em minha opinião, essa é uma das funções essenciais da literatura, e o que a torna insubstituível: superar a solidão que é comum a todos nós e que, no entanto, faz com que nos tornemos estranhos uns aos outros (Simone de Beauvoir, Balanço final, p. 133, Ed. Nova Fronteira). Simone de Beauvoir (1908-1986) ocupa, na literatura francesa e mundial, posição inconfundível de uma das maiores vozes femininas da história. Suas obras — muitas delas autobiográficas — influenciaram várias gerações de mulheres, que se espelhavam em suas ideias libertárias e questionadoras. Com talento nato para as letras e boa dose de valentia, reforça a igualdade entre os sexos e estimula a emancipação das mulheres, sobretudo econômica. Destemida, não se curvava diante das dificuldades e propôs mudanças radicais nas estruturas psíquicas, políticas e sociais da existência humana. O trecho destacado acima resume a essência de sua personalidade. Intelectual nata, tinha a escrita como principal companheira. Envolvida em debates culturais e políticos, ela registra em sua obra momentos de evolução pessoal, bem como as esperanças, os anseios e desesperos que marcaram a época. Em incessante busca para tentar modernizar sua geração, a romancista, dramaturga e jornalista desde jovem tinha projeto de não se casar. No entanto, o destino lhe proporcionou o encontro com o também filósofo e existencialista Jean-Paul Sartre.Tendo como princípios a liberdade individual e confiança mútuas, permaneceram juntos por mais de 45 anos. Compartilhavam estudos e discussões sobre a realidade da vida e análises existenciais. Dos tempos antigos aos atuais, Simone de Beauvoir teve papel fundamental na evolução feminina. Antes restritas apenas ao ambiente familiar, a principal preocupação das mulheres tem sido a de buscar espaço no mercado de trabalho. Um exemplo está na área de dermatologia, mais especificamente nos quadros da SBD, em que há cerca de 73% de mulheres em seus associados. Não apenas na área médica, mas na advocacia, comunicação e psicologia, elas se têm destacado em profissões outrora reservadas aos homens. O fato mostra a evolução dos tempos, a compreensão da força feminina, empenhada em obter êxito em seus trabalhos. Nenhuma linha escrita por Simone foi recebida com indiferença.Voltemos a 1943. Nesse ano, Beauvoir publicou

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seu primeiro romance, A convidada, em que explorava os dilemas existencialistas da liberdade e da responsabilidade individual.Temas semelhantes foram abordados nos romances posteriores, O sangue dos outros (1944) e Os mandarins (1954), importante obra pela qual recebeu o Prêmio Goncourt. Tornou-se naquele momento a autora francesa mais lida do Ocidente. O segundo sexo, publicado em 1949, uma de suas obras mais consagradas, ressalta o papel das mulheres na sociedade e denuncia a exploração feminina. Em seguida vieram as chamadas teses existencialistas, que defendem a ideia de que cada pessoa é responsável pelos próprios atos, como Memórias de uma moça bemcomportada (1958), A força das coisas (1963) e Tudo dito e feito e Balanço final em 1972. Dois anos depois aparecem A velhice e A cerimônia do adeus, obras que narram seu processo de envelhecimento e as dificuldades enfrentadas por Sartre antes de morrer, respectivamente. Vinte e cinco anos depois da publicação de O segundo sexo, Simone afirma que as mudanças pelas quais lutara e que não se realizariam durante a sua vida seriam concretizadas em quatro gerações. Hoje, sem dúvida, vemos o reflexo dessa luta.

No Brasil - Em 1960, Beauvoir e Sartre vieram ao Brasil, a convite de Jorge Amado e de alguns intelectuais brasileiros. Durante dois meses, percorreram as principais capitais brasileiras, além do interior de São Paulo, tendo como guias Zélia Gattai e Jorge Amado. No Rio, Simone e Sartre fizeram palestras, participaram de conferências e conheceram as favelas cariocas. Em Brasília foram recebidos pelo presidente Juscelino Kubitschek e criticaram a estrutura da cidade. Para a intelectual, Brasília é “uma maquete em tamanho natural”.Visitaram também o sertão nordestino e a Amazônia. Suas impressões ao visitar o Brasil estão registradas no livro Sob o signo da história (1965), esgotado desde a primeira edição.


Resenha Fabrício Carpinejar nasceu em Caxias do Sul, RS, em 23 de outubro de 1972. Poeta, jornalista e mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, é autor de livros como As solas do sol, (Bertrand Brasil, 1998) e Um terno de pássaros ao sul, (Escrituras Editora, 2000), obra que recebeu o Prêmio Destaque Literário da 46a Feira do Livro de Porto Alegre. Dois anos depois, mereceu o Prêmio Cecília Meireles, da União Brasileira de Escritores Açorianos de Literatura e publicou Biografia de uma árvore, ganhador, em 2003, do Prêmio Nacional Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras, sendo considerada a melhor obra de poesia de 2002. Lançou, pela Bertrand Brasil, em 2006, O Amor esquece de começar (crônicas), compilação de textos a partir do seu blog na internet; em 2007, Meu filho, minha filha; e, em 2008, Canalha! e Diário de um apaixonado Sintomas de um bem incurável.

Para pentear pensamentos

E

ra trágico tomar banho à noite e lavar a cabeça. Não compreendia o método. Os cabelos ficavam indomáveis pela manhã. Um redemoinho na posição de ataque. Já na mesa do café, poderia ser identificado pelo penacho punk. Fui um punk involuntário.Todo estudante é punk antes dos 10 anos. Ou escolhia usar uma touca transparente da mamãe no chuveiro ou suportava os efeitos colaterais da cabeça molhada no travesseiro. Meus cabelos tomavam a forma de arbustos em pânico. Não havia modo de baixá-los ao ir para a escola. Pareciam dentes do pente, intransigentes. Eu abaixava o tufo, e ele subia novamente com altivez ainda mais agressiva. Minutos tensos diante do espelho, que prejudicaram a concentração em aula, o desempenho nas provas e nos amores. Ou alguém ainda duvida de que os atos mais fortuitos influenciam a nossa vida? Para ser convencido de vez, indico Pequenas epifanias (Agir, 204 páginas), do escritor gaúcho Caio Fernando Abreu (1948-1996). São as derradeiras crônicas de um dos melhores narradores urbanos da última metade do século, morto prematuramente e autor de clássicos como Morangos mofados e O ovo apunhalado. Publicadas nos jornais O Estado de São Paulo e Zero Hora, superam o registro factual da década de 1990. Ultrapassam o narcisismo do diário e a vaidade de escrever sobre o próprio ato da escrita. Um breviário sensível para pentear pensamentos. Melhor do que xampu, gel, água quente e secador. Alisa os devaneios e tufões matinais. Provoca a inigualável sensação de profundidade e espessura a partir das observações mais singelas, como descrever um casal namorando na rua e as frases cortadas de um amigo que não consegue se despedir. Não são grandes temas. Não espere que fale diretamente da morte, da paixão, da esperança. São pequenos temas tratados com grandeza. Descobrem-se os efeitos colaterais de um desenho no vidro traseiro de um carro e o que diz a chuva quando estamos presos na melancolia. Ele se coloca no lugar do leitor, roubando suas sensa-

ções e invadindo seus dilemas e dúvidas. Vivencia um processo de identificação e partilha, de alentada escuta. É uma escrita que solta as mãos da barra do ônibus para saborear o medo do corpo e entender a falta de segurança com o destino. A crônica que dá nome ao livro assinala a importância da fragilidade para se comover. Ponto alto do volume, reproduz a unidade inviolável dos amantes. "Nada de mau me aconteceria enquanto estivesse dentro do campo magnético daquela outra pessoa." Epifania no caso é a simplicidade em estado de graça, o milagre da banalidade, a transparência de conversar para diminuir a solidão. Nos textos de Caio, pensar em voz alta tranquiliza. Não inventaram um amigo mais compreensivo do que a palavra. Na coletânea, relemos depoimentos como "Cartas para além dos muros", em que o autor cria um "jogo de detetive psicológico" em três atos, explicando por metáforas e símbolos que se encontra num hospital em meio a anjos e sombras até revelar com toda a franqueza que contraiu o vírus HIV (que o levaria a falecer). Dali formula um pensamento emblemático que nasceu para a condição de epígrafe de sua trajetória polêmica e corajosa: "Gosto sempre do mistério, mas gosto mais da verdade". Ao lado de Cazuza, foi um dos ícones a anunciar publicamente ser vítima da Aids e destruir – com informação e leveza – o preconceito com a doença. Demonstrou que o vírus não significa punição moral para gente maldita. Os pensamentos – como os cabelos – encrespam quando agredidos. Em vez de bater em seu redePequenas epifanias, moinho, Pequenas epifanias propõe de Caio Fernando Abreu aceitá-los, ajeitá-los devagar, com um (Agir, 204 páginas, R$ 26) pouco de vento e muita carícia. Jornal da SBD

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Departamentos

Departamento de Cosmiatria valoriza ações junto ao associado Reunião define projetos para 2009 Meta é aproximar sócios para saber quais são as reais deficiências na área

D

esmitificar, informar e interagir são as palavras de ordem da equipe do Departamento de Cosmiatria da SBD, que se reuniu com a finalidade de traçar planos para os próximos dois anos. O principal deles é o de valorização do profissional como autoridade máxima em cosmiatria. Além disso, uniformizar a formação em todos os serviços credenciados da SBD, em nível nacional. O encontro ocorreu em paralelo ao workshop promovido em celebração ao Dia do Dermatologista. Na ocasião foram discutidas as principais ações programadas para este ano. Uma das novidades é a realização do Simpósio Internacional de Cosmiatria e Laser, nos dias 6 e 7 de novembro, no Rio de Janeiro. Sob coordenação de Andréia Mateus, chefe do Departamento de Cosmiatria, e Alexandre Filippo, chefe do Departamento de Laser, o encontro vai abordar temas relacionados ao envelhecimento cutâneo, terapia fotodinâmica para envelhecimento, toxina botulínica, tratamento para celulite e estria com laser, atualização profissional, entre outros assuntos. A promessa é repetir o sucesso do Simpósio Nacional de Cosmiatria e Laser, ocorrido em novembro de 2008. A nova jornada contará com a participação do Cilad – Colégio Ibero-Americano de Dermatologia, em que Denise Steiner preside o Capítulo de Dermatologia Cosmética. Tal fato deu ao Simpósio repercus-

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Flávia Addor e Andréia Mateus apostam no sucesso do Simpósio Internacional de Cosmiatria e Laser

são internacional. Segundo a especialista, o Brasil é um dos países mais desenvolvidos na área de cosmiatria. Outra importante ação voltada para o associado é o Censo Nacional de Cosmiatria. Por meio de questionário dirigido aos dermatologistas, a SBD poderá avaliar as necessidades mais urgentes dos associados. Segundo Andréia Mateus, o objetivo é ajudar o desenvolvimento dos profissionais e da especialidade. "Os resultados vão auxiliar o direcionamento das atividades, de acordo com as necessidades e desafios de nosso dermatologista."

Cosmiatria no site da SBD Novidade que tem deixado os coordenadores do Departamento de Cosmiatria entusiasmados é a criação de uma página exclusiva no site da Sociedade. A implantação do novo canal deve estreitar ainda mais o contato com o associado, que poderá utilizar o espaço para esclarecimento de dúvidas ou troca de experiências. Segundo Flávia Addor, os associados também poderão relatar, de forma confidencial, problemas com equipamentos e reações adversas a produtos. "Esse procedimento facilitará o rastreamento de, por exemplo, problemas com a qualidade das novas tecnologias", ela explica. O Departamento desenvolverá ainda uma ação social inédita: a elaboração de cartilha sobre cuidados de beleza e saúde, destinada à população carente. A previsão é de que até o segundo semestre a cartilha entre em circulação.


Departamento de Dermatologia Pediátrica

Departamento de Psicodermatologia

Entre os dias 16 e 18 de abril, o Centro de Convenções do Maksoud Plaza, em São Paulo, sediará o 5o Congresso Latino-Americano de Dermatologia Pediátrica. Temas que abrangem as áreas da dermatologia clínica e cirúrgica, com foco na criança e no adolescente, além de assuntos relacionados aos dermatologistas, serão abordados. Estarão presentes no evento dermatologistas brasileiros e latino-americanos, além de convidados estrangeiros. Para se inscrever basta acessar o site www.congressosladp2009.com.br.

O Departamento de Psicodermatologia quer saber o que os associados têm a dizer. Para isso, dicas, sugestões e dúvidas sobre a área são bem-vindas. Os interessados em

participar

devem

enviar

e-mail para peryassu@globo.com.

Departamento de Laser A cidade de Angra dos Reis receberá, no dia 25 de abril, dermatologistas especializados em

Este evento conta pontos para o Programa de Educação Médica Continuada da SBD

laser para curso de aprofundamento. No evento serão abordados assuntos como a relação com

25 de abril de 2009

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mento do fotoenvelhecimento, depilação, entre

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corporais, comparação de equipamentos, trata-

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a indústria, o funcionamento dos tratamentos


Regionais São Paulo

Pernambuco

Alagoas

SBD Regional de Pernambuco celebra Dia do Dermatologista com o lançamento do Movimento de Valorização da Classe Pelo quarto ano consecutivo, a SBD-PE realizou o Movimento de Valorização do Dermatologista, com o objetivo de disseminar a mensagem de que o médico dermatologista é o único profissional de saúde habilitado a tratar da pele, cabelos e unhas e a SBD a única associação da especialidade reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Associação Médica Brasileira (AMB). O lançamento da campanha ocorreu no dia 14 de fevereiro, no Instituto Ricardo Brenand, e contou com a participação maciça de dermatologistas pernambucanos. A boa repercussão das ações nos anos anteriores sobre médicos e população leiga motivou a elaboração de um movimento ainda mais forte. Para essa campanha foram produzidos outdoors, outbus, adesivos de carro, camisetas e cartazes que levaram o slogan: "Não arrisque sua pele, consulte um membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia". O 22o presidente da entidade, Emerson de Andrade Lima, há quatro anos à frente da Regional de Pernambuco, abriu a solenidade destacando a importância do trabalho interno de valorização do dermatologista. "É uma satisfação

Mapeamento inédito da dermatologia no Estado de São Paulo A SBD-RESP comemora o Dia do Dermatologista com a divulgação de um mapeamento inédito dos médicos associados à entidade, no Estado de São Paulo. Com a colaboração do consultor Dirceu Arantes Filho, o levantamento feito em 2008 mostra as cidades em que estão localizados consultórios, clínicas e hospitais em 11 distritos dermatológicos. Participaram da pesquisa 1.631 dermatologistas de 175 cidades. O mapeamento revelou que, dos 804 dermatologistas associados à SBD-RESP que atuam na capital, mais de 30% trabalham na região sul da cidade, estando 146 médicos nos bairros do Itaim Bibi, Moema e Vila Clementino. Em segundo lugar vem a zona oeste, com 251 dermatologistas. Na área central paulistana existem 138 pontos de atendimento. A menor concentração está nas

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Da esq. para dir.: Sergio Palma, Mariana de Andrade Lima e Emerson de Andrade Lima, da SBD-PE comemoram o Dia de Dermatologista

e orgulho enormes integrar uma sociedade baseada nos preceitos do conhecimento científico e da prática da ética." Ele enfatizou ainda o fato de que a união entre os integrantes é essencial para o fortalecimento da SBD e a diferenciou de outras entidades em que o insuficiente período de formação a que seus integrantes são submetidos reflete a falta de compromisso no exercício da medicina e de responsabilidade com o bem-estar dos pacientes. A SBD-PE foi fundada há 70 anos, sendo a mais antiga Regional da SBD no Nordeste.

regiões sudeste, norte e leste, com o total de 107 dermatologistas. No interior, Campinas é a cidade em que há a maior concentração de dermatologistas, com 30% do total. Em seguida, com 109 profissionais, vem São José dos Campos. Por último vem Marília com 3%, registrando a menor incidência de médicos dermatologistas. Segundo o presidente João Roberto Antônio, a procura da especialidade aumentou de forma expressiva nos últimos anos – apenas no Estado de São Paulo, existem hoje mais de 1.900 profissionais, quase um terço dos dermatologistas brasileiros: “A procura da dermatologia vem aumentando gradativamente há mais de 30 anos, porém, com o aperfeiçoamento da cirurgia dermatológica e o surgimento de técnicas não invasivas para procedimentos estéticos, principalmente a partir de 1996, essa procura aumentou significativamente. Isso contribuiu também para que cada vez mais jovens médicos passassem a optar por essa área para se especializar.”


O valor de ser o que se é!

A nova diretoria da SBD-AL para o biênio 2009-2010 já deu início a suas atividades com a Campanha de Valorização do Dermatologista, a mais importante e considerada o carro-chefe das regionais da SBD. Por meio de anúncios publicitários, divulgamos, incessantemente, nosso slogan: "Sua pele nas mãos de quem entende". Mais do que a valorização do trabalho do dermatologista, a campanha tem como objetivo principal, além de reconhecer nosso mérito, informar a população a real importância de nossa especialidade e conscientizar de que somos nós os profissionais que entendem de pele. Não será um evento efêmero. Ao longo desses dois anos, a Regional Alagoas será atuante e promoverá ações que visem projetar a dermatologia como especialidade científica, social e, acima de tudo, ética. Alicerçada nesses três pilares, realizaremos atividades científicas, campanhas solidárias e estaremos atentos em relação aos preceitos éticos que norteiam nossa profissão. Não bastasse o surgimento de cursos de pós-graduação de competência duvidosa, a população tem sido seduzida por propagandas suspeitas, promessas de tratamentos milagrosos e falsos especialistas. O cenário seria, talvez, menos mefistofélico se não tivéssemos que vencer batalhas diárias contra uma concorrência desleal. E, por isso, a SBD-AL não mede e nem medirá esforços para lutar com sua mais eloquente arma: o valor de sermos dermatologistas e membros da SBD. Com a autoestima coletiva elevada, assumiremos a paixão pela dermatologia e a defenderemos com gana, sagacidade e inteligência. Comprometidos, com obstinação e entusiasmo, seremos, junto à SBD Nacional, coautores de uma história de sucesso. E para concluir cito uma história que merece reflexão.

“Em algum lugar há muitos anos havia uma grande fábrica. Funcionava bem até que um dia o setor de caldeiras entrou em pane, e a produção foi interrompida. Chamaram inúmeros técnicos, e o problema não foi resolvido. Desespero. Prejuízo. O dono, então, lembrou-se de um antigo funcionário, já aposentado e afastado da fábrica, grande conhecedor do funcionamento do setor. Chamou-o para fazer o conserto. Observando atentamente as caldeiras, diante dos olhos do antigo patrão, o funcionário pega um martelo e dá uma batida na caldeira, que volta a funcionar. O patrão pergunta quanto foi o serviço. Dez mil reais. Assustado, o patrão questiona por que valor tão alto por uma simples batida na caldeira. O antigo funcionário responde: um real pela batida do martelo e 9.999 reais por saber onde bater!” Pensem nisso! Everton José dos Santos Leite Presidente da SBD-Alagoas

Regional São Paulo

A SBD-RESP ministrou nos dias 13 e 14 de fevereiro o tradicional curso de "Boas Vindas aos Residentes" que abriu as atividades científicas em 2009. Dermatologistas e professores renomados foram convidados para abordar alguns dos principais temas da dermatologia clínica e cirúrgica. O objetivo do curso foi oferecer aos residentes e dermatologistas informações importantes para a prática diária do especialista e, principalmente, incentivar o residente do interior a comparecer a eventos desse porte. Na sexta, dia 13, todos assistiram a uma série de apresentações e participaram de uma festa comemorativa. No sábado, dia 14, os serviços credenciados do estado apresentaram casos clínicos interativos de média dificuldade diagnóstica, visando ao treinamento e à preparação dos dermatologistas e residentes. Cada participante recebeu um aparelho de votação que avaliou seu nível de acerto.

Residentes e dermatologistas participam do curso “Boas Vindas aos Residentes” em São Paulo

Ao final da sessão, os quatro primeiros colocados foram premiados com inscrição, passagem e estada para a Reunião Anual dos Dermatologistas do Estado de São Paulo (Radesp) em São José do Rio Preto, em novembro deste ano. Jornal da SBD

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Serviços Credenciados

Da esq. para dir.: Jaison Barreto (ILSL), Paulo Cunha (FMJ), Mario Cezar Pires (Hospital Padre Bento), Irene Abramovich (Comissão Estadual de Residência Médica), Domigos Jordão Neto (Hospital Heliópolis), Célia Antonia Xavier (FMJ)

✔ Escola Médica de Pós-Graduação da PUC O professor David Azulay tomou posse, no dia 10 de fevereiro, como diretor da Escola Médica de Pós-Graduação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUCRio. Uma das mais antigas escolas de pós-graduação do país, fundada há 56 anos, a PUC-Rio oferece hoje 38 cursos de especialização. Os principais projetos de Azulay são a construção de um ambulatório nos moldes de uma pequena clínica e a reativação da pós-graduação senso estrito.

✔ Hospital Vivalle de São José dos Campos A Universidade de Taubaté, em ação conjunta com o Hospital Vivalle, de São José dos Campos, vai realizar o “Simpósio Interdisciplinar: Hiperandrogenismo em Ginecologia, Endocrinologia e Dermatologia”, no dia 25 de abril. Os professores da Santa Casa de São Paulo José Mendes Aldrighi e João Eduardo Nunes Salles vão discutir os aspectos ginecoendócrinos. Os aspectos dermatológicos serão debatidos pela chefe do Serviço de Dermatologia da Santa Casa de Misericórdia de SP, a professora Thaís Proença de Freitas.

✔ Hospital Naval Marcílio Dias Com a finalidade de divulgar temas de interesse dos dermatologistas e as novidades da especialidade, o Hospital Naval Marcílio Dias promoverá sua 11a Jornada de

✔ A união do Unicinco Foi realizada no dia 23 de janeiro, em Jundiaí, a 15a reunião do Unicinco. O grupo é formado pelos serviços de dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, do Instituto Lauro Souza Lima, da Faculdade de Medicina de Jundiaí, do Complexo Hospitalar Heliópolis e do Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos. Unidos inicialmente para a realização das provas de residência e especialização, o grupo cresceu e hoje forma mais de 15 dermatologistas por ano. As reuniões do Unicinco acontecem a cada dois meses e abordam temas científicos relevantes para a prática dermatológica. Dermatologia, no dia 30 de maio. Com o apoio da SBD-RJ e da Academia de Medicina Militar, o evento conta pontos para a Educação Médica Continuada. Ao término da reunião os participantes desfrutarão a tradicional confraternização. As inscrições devem ser feitas pela SBD-RJ. Em breve o Jornal da SBD divulgará a programação.


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