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N˚ 1 Janeiro / Fevereiro de 2016

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EFEITO

LIFTING & CONTORNO com estímulo de colágeno duradouro1

Publicação oficial da Sociedade Brasileira de Dermatologia

Radiesse® é um bioestimulador à base de hidroxiapatita de cálcio, que estimula a produção de colágeno e elastina.1

Eleição SBD 2017/2018

• Melhora a qualidade da pele2 • Rejuvenesce as mãos1 • Define o contorno facial3

Conheça as propostas das duas chapas que concorrem ao pleito para o biênio 2017/2018 da Sociedade Brasileira de Dermatologia

• Promove efeito lifting4

10 anos de uso e mais de 4 mil pacientes participantes de estudos clínicos5

Excelentes tolerabilidade e segurança clinicamente comprovadas6

Confiança

mundial com mais de

5 milhões de seringas vendidas

Mais de

190

estudos clínicos e publicações científicas5

Referências: 1. Bula do Produto. 2. Silvers SL, et al. Plast Reconstr Surg. 2006; 118 (Suppl. 3): 34S–45S. * JUVÉDERM VOLUMA™. 3.Dallara,Jean-Marie, et al.Calcium hydroxylapatite (Radiesse) for treatment of nasolabial folds: long-term safety and efficacy results.J cosmetic dermatol.2014;3-14. 4. Sundaram Hema.Deep Lifting Volumetry with calcium hydroxylapatite and hyaluronic acid fillers. J Drugs in Dermatol. 2012;11(suppl 3):s44-s47. 5. Dados mediante pedido. 6. Bass LS, et al. Calcium hydroxylapatite (Radiesse) for treatment of nasolabial folds: long-term safety and efficacy results. Aesthetics Surgery Journal. 2010; 30: 235.

Vendas 0800 723 6379 SAC 0800 709 6379

O preenchedor com efeito lifting

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Janeiro - Fevereiro 2016


S UMÁRIO

Jan/Fev 2016

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Capa P.20 Eleição SBD 2017/2018: exerça de forma consciente seu direito ao voto!

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P.41


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PALAVRA DO PRESIDENTE O futuro da SBD

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AÇÕES DA DIRETORIA Dermatologista em primeiro lugar

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GRAPE Grape Dermatite Atópica em Curitiba beneficia centenas de pessoas na lida com a doença

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PELE SOLIDÁRIA Animais perigosos nas praias brasileiras

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TECNOLOGIA EM MEDICINA Empresa usa mosquito geneticamente modificado para combater o zika vírus

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RESPONSABILIDADE MÉDICA Responsabilidade da clínica por conduta danosa de funcionário

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DEFESA PROFISSIONAL Você atende planos de saúde? Atenção ao assinar contratos!

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CONGRESSO BRASILEIRO DE DERMATOLOGIA 71o Porto Alegre abraça dermatologistas do país

AINDA NESTA EDIÇÃO 26 DESTINOS: BELO HORIZONTE 30 FORA DO CONSULTÓRIO: CULINÁRIA, UMA TRADIÇÃO DE FAMÍLIA 33 JOVEM DERMATOLOGISTA: SÉRIE SOBRE RESIDENTES MOSTRA LUTA DIÁRIA PARA SALVAR VIDAS 34 DERMATOLOGISTAS PRONTOS PARA O MEETING EM MARÇO 36 ANALOGIAS EM MEDICINA: PEQUENA UVA NO CÉU DA BOCA 37 SBD INICIA PROGRAMA CIENTÍFICO DO ANO COM CURSO DE MICOLOGIA 38 DEPARTAMENTO DE PSICODERMATOLOGIA: COÇA OU DÓI? 39 DEPARTAMENTO DE CIRURGIA MICROGRÁFICA: PERFIL DA CIRURGIA DE MOHS NO BRASIL 41 DEPARTAMENTO DE HANSENÍASE: SBD E SBH JUNTAS NA LUTA PELA HANSENÍASE 43 REGIONAIS 44 SERVIÇOS CREDENCIADOS

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CARTA DO EDITOR No ritmo certo

JSBD

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E XPEDIENTE

www.sbd.org.br

Publicação oficial da Sociedade Brasileria de Dermatologia

Diretoria 2015/2016 Presidente: Gabriel Gontijo | MG

Jornalista responsável Erika Drumond - Reg. MT n. 31.383

Jan/Fev 2016

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Vice-presidente: Jayme de Oliveira Filho | SP

Secretária-geral: Leandra Metsavaht | RJ

Tesoureira: Leninha Valério do Nascimento | RJ

Redação e edição Erika Drumond Editoração eletrônica Nazareno Nogueira de Souza Contato publicitário Priscila Rudge Simões

Primeira secretária: Flávia Alvim Sant’Anna Addor | SP

Jornal da SBD Esta é uma publicação da Sociedade Brasileira de Dermatologia dirigida a seus associados e órgãos de imprensa. Publicação bimestral Ano 20 - n.1 janeiro - fevereiro 2016

Coordenador médico do Jornal da SBD Omar Lupi

Conselho editorial Gabriel Gontijo Jayme de Oliveira Filho Leandra D’Orsi Metsavaht Flávia Addor Leninha Valério do Nascimento

A equipe editorial do Jornal da SBD e a Sociedade Brasileira de Dermatologia não garantem nem endossam os produtos ou serviços anunciados, sendo as propagandas de responsabilidade única e exclusiva dos anunciantes. As matérias e os textos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores. Correspondência para a redação do Jornal da SBD Av. Rio Branco, 39/17o andar Centro – Rio de Janeiro – RJ CEP: 20090-003 E-mail: imprensa@sbd.org.br Tiragem: 6.000 exemplares Impressão: Grafitto


C ARTA DO EDITOR

OMARLUPI EDITOR DO JSBD

No ritmo certo

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á começamos 2016 com a marcha acelerada. As duas chapas que disputam a presidência da SBD para o biênio 2017/2018 são apresentadas na matéria central deste número do JSBD. Essa apresentação é regimental para que cada associado tome conhecimento das propostas e dos candidatos em tempo hábil, mas será seguida de vários lembretes eletrônicos (newsletters) e de correspondência específica em momento apropriado. Exerça seu direito de voto de forma consciente, analise as plataformas eleitorais e os componentes de cada Diretoria proposta. A matéria ainda detalha cada etapa do processo eleitoral, as datas importantes e explica como votar por correspondência ou, se for a sua preferência, de forma presencial. Outra matéria importante traz a prévia do 71o Congresso da SBD, a ser realizado em Porto Alegre, com seus destaques científicos. Aproveitamos também para apresentar a agenda completa dos principais eventos científicos da SBD em 2016 e já destacando o Curso Teórico-Prático de Anatomia de Face em Cadáver Fresco que a SBD vai realizar no Washington Institute of Surgical Enginnering, na véspera do Congresso Americano de Dermatologia.

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Caro dermatologista,

A Diretoria da SBD continua apostando em seus associados. A criação do SBD Care e do SBD Capacita se dará no próximo dia 5 de fevereiro, nosso dia de comemorar a satisfação de exercer a especialidade e de lembrar tudo que a SBD construiu nesses mais de 100 anos de história. De acordo com o Medscape’s 2016 Physician Lifestyle Report, um documento recente que reúne vários dados a respeito do estilo de vida dos médicos, os dermatologistas são os profissionais mais felizes no ambiente de trabalho. O relatório somou as respostas de mais de 15.800 médicos de 25 especialidades diferentes, e a dermatologia ocupou a pole position quanto ao grau de satisfação com a especialidade. Não vale a pena comemorar? Continuamos a mostrar a face mais humana da dermatologia na matéria com Rosanila Suhet, uma cozinheira de mão-cheia e dermatologista nas horas vagas. E Vidal Haddad, nosso especialista-mor em acidentes de pele relacionados à fauna e flora, volta às páginas do JSBD para relembrar que neste período de verão esse tipo de lesão é bem comum e devemos estar atentos. Boa leitura e bom Dia do Dermatologista para você! i


P ALAVRA DO PRESIDENTE

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O futuro da SBD

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aros associados,

Estamos nos aproximando das eleições para a próxima Diretoria da SBD, que exercerá seu mandato em 2017/2018. Estejam atentos! Em breve todos os associados receberão, via correio, a cédula eleitoral. Nessas eleições todos nós teremos a oportunidade e a responsabilidade de definir quem assume os cargos de maior relevância na Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Sem dúvida, essa é uma das participações mais significativas do associado. É a nossa vez de definir as diretrizes políticas, educacionais, éticas e científicas a adotar nos próximos dois anos. Exerçamos o direito de voto com responsabilidade e a consciência de que nossa participação define os rumos de uma sociedade científica qualificada, representativa, ética, organizada e prestigiada. Não nos omitamos, votemos! Cordialmente, Gabriel Gontijo. i


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A ÇÕES DA DIRETORIA

Dermatologista em primeiro lugar

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m comemoração ao Dia do Dermatologista (5/2), a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) tem a satisfação de presenteá-lo com dois importantes projetos: o SBD Care e o SBD Capacita. No projeto SBD Care, você poderá utilizar o cartão do associado e obter descontos especiais em empresas que estão relacionadas em nosso site. Esse é apenas o começo. Estamos em busca de novas parcerias para ampliar a listagem das empresas e aceitamos sugestões. O segundo projeto é o SBD Capacita. O primeiro módulo desse projeto consiste no Curso para Secretárias, que será disponibilizado online a

partir do dia 5 de fevereiro no site da SBD. Esse é um excelente momento para aprimorar o desempenho de sua secretária. O curso terá vários módulos, possibilitando ao usuário expor suas principais dúvidas à equipe responsável pela manutenção desse projeto. Dentro do projeto SBD Capacita serão disponibilizados outros cursos, tais como: Gestão Financeira, Marketing Ético, Responsabilidade Civil e Educação Médica Continuada. Veja o vídeo do Projeto SBD Capacita no site da SBD (www.sbd.org.br). Parabéns pelo seu dia!

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G RAPE GRUPO DE APOIO PERMANENTE

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tualmente temos no mundo mais de 50 milhões de pacientes atópicos – 20% deles, crianças. Grande parte desses pacientes sofre de grave perda de qualidade de vida devido à doença. Para contribuir com seu melhor entendimento e com os tratamentos disponíveis surgiram as Escolas de Atopia. São grupos de apoio que atuam em hospitais e em outros espaços, oferecendo educação terapêutica para adultos e crianças com dermatite atópica. Sempre supervisionadas por profissionais da saúde – dermatologistas, enfermeiros, psicólogos, educadores, terapeutas ocupacionais – as escolas ajudam os pacientes a tratar a doença, entendê-la e com ela conviver melhor diariamente. Já são 80 unidades, distribuídas por 23 países, em que os pacientes ganham espaço para expressar seus sentimentos, aprender as melhores formas de aliviar a dor e a coceira, e compartilhar experiências com pais e crianças que passam por situação semelhante. No Brasil, o projeto está presente desde 2012 na Faculdade Evangélica do Paraná, em Curitiba, e ajudou mais de 600 famílias a lidar com a dermatite atópica. Sob supervisão do dermatologista Lincoln Fabricio e coordenação das

dermatologistas Andrea Fabre e Camila Scharf, o projeto social fornece gratuitamente atendimento médico, aulas informativas sobre a doença, apoio psicológico e oficina de aplicação de hidratante para desenvolver, de maneira lúdica, a independência das crianças. Os encontros ocorrem mensalmente. Também são oferecidos produtos La Roche Posay para ajudar no dia a dia e materiais educativos para os pacientes aprenderem sobre a atopia. Êxito na primeira reunião do ano do Grape Psoríase Atibaia-SP O Hospital Novo sediou a primeira reunião do ano do Grape Psoríase Atibaia-SP no dia 21 de janeiro. Os temas discutidos pela dermatologista Priscila Nawa abrangeram as diferentes formas clínicas da psoríase. “Foi tão interessante a aula que ao final os pacientes interagiram conosco elucidando suas dúvidas, o que estendeu o horário uns 15 minutos além do tempo previsto, ficando, portanto, a dinâmica da DLQI (Medição do Índice de Qualidade de Vida do Paciente) para a próxima reunião, a ocorrer no dia 17 de março”, informa a coordenadora do Grape Psoríase Atibaia-SP, Sarah Freua. C

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Grape Dermatite Atópica em Curitiba beneficia centenas de pessoas na lida com a doença


P ELE SOLIDÁRIA

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Animais aquáticos perigosos nas praias brasileiras O dermatologista da SBD Vidal Haddad Jr. explica quais são os principais deles e como lidar com esses animais tão comuns em nosso país especialmente no verão

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verão estimula um grande número de pessoas a praticar vários tipos de atividades e esportes ao ar livre, como os aquáticos, seja em praias, rios e lagos, predispondo-se, assim, a acidentes provocados por animais que vivem nesses ambientes. Há 25 anos, o professor livre-docente da Faculdade de Medicina de Botucatu / Universidade Estadual Paulista (Unesp) Vidal Haddad Júnior procura fazer com que descobertas e tratamentos de primeiros socorros para esses acidentes – normalmente ocasionados por ouriços-do-mar, águas-vivas, caravelas e peixes venenosos como arraias e bagres – sejam passados à população, e a mídia sempre foi ótima parceira nesse processo. Todos esses dados foram obtidos, registrados e organizados de forma simples e acessível à população durante mais de 20 anos por meio de atuação direta e folhetos informativos produzidos. Veja a seguir o questionário que está sendo divulgado pela mídia com as principais dúvidas sobre animais aquáticos perigosos nas praias brasileiras, de autoria de um dos maiores especialistas no assunto, Vidal Haddad Jr.

1. Quais os animais marinhos mais perigosos das praias brasileiras? Os animais que podem provocar acidentes nas praias são principalmente os ouriços-do-mar, as águas-vivas e caravelas, e alguns peixes peçonhentos como os bagres e, mais raramente, as arraias e os peixes-escorpião. Outros peixes podem causar traumatismos graves, como os tubarões, em situações ainda mais raras (com algumas áreas do Brasil sendo exceção, como a região de Recife, em Pernambuco). 2. Como identificar se um animal marinho é peçonhento? Não há uma regra definitiva. Qualquer pessoa sabe que deve evitar a proximidade de um tubarão, mas algumas águas-vivas são de difícil visualização na água e também podem causar graves acidentes. Uma regra básica é não tocar nenhum animal trazido às praias pelas ondas. 3. Quais os animais marinhos que mais provocam acidentes nas praias? Dados obtidos ao longo de mais de 25 anos de


5. Quais as situações que precipitam acidentes por ouriços-do-mar e quais são as medidas de primeiros socorros para um acidentado? O ouriço-do-mar é recoberto por espinhos. Ele fica em colônias em paredões rochosos ou em pequenas lagoas que se formam nas marés em terrenos pedregosos entre praias. Quando pisados, os espinhos se quebram e penetram profundamente a pele da vítima. O acidentado deve ficar em repouso, evitando pisar sobre a área atingida, o que irá fazer os espinhos se aprofundarem ainda mais. Deve-se procurar atendimento hospitalar para extração dos espinhos, o que pode ser tarefa muito difícil, uma vez que eles se fragmentam. 6. Quais as medidas de primeiros socorros para um acidente por água-viva? O acidente deixa linhas avermelhadas e dor intensa, correspondentes aos tentáculos dos bichos. A dor é instantânea e violenta. Os tentáculos ainda aderidos devem ser retirados sem usar as mãos nuas e é fundamental a aplicação de compressas de água do mar gelada ou cold-packs -– gelo artificial – (água doce piora o quadro!). Banhos com vinagre ajudam a inativar o veneno. 7. O que é mais perigoso para um banhista: águas-vivas ou caravelas? Como diferenciá-las? Apesar de ambas pertencerem ao mesmo grupo de animais (cnidários), as águas-vivas são transparentes e raramente são visíveis na água, enquanto as caravelas apresentam uma bolsa púrpura que flutua acima da linha da água, sendo facilmente avistadas. É importante ainda saber que cnidários permanecem com capacidade de envenenar até cerca de 24 horas fora da água, o que deve ser levado em consideração pela possibilidade de crianças brincarem com animais encalhados nas praias. 8. Em que época do ano caravelas e águas-vivas aparecem mais? As águas-vivas e caravelas realmente aumentam em quantidade durante o verão, provavelmente devi-

9. Quais os peixes mais perigosos para os banhistas? Os peixes que mais provocam acidentes são pequenos bagres atirados na areia e águas rasas por pescadores amadores e que mantêm veneno ativo em seus ferrões muitas horas após sua morte. Deve-se tomar cuidado ainda com arraias, que permanecem enterradas na areia e podem provocar acidentes graves com ferrões presentes na cauda. É importante se ter em mente que todo acidente com peixe tem a dor aliviada por imersão do local em água quente (mas nunca quente demais). Nos rios, os mandis e bagres têm o mesmo papel dos bagres marinhos. Os acidentes por arraias podem ser graves, e existem muitos peixes traumatizantes, como piranhas, pintados, dourados, etc. Acidentes com peixes marinhos e fluviais causam dor e necrose na pele. 10. Em que praias aparecem tubarões? Os acidentes causados por tubarões são raros na costa brasileira e no mundo todo. Na região metropolitana de Recife, no entanto, vêm ocorrendo dezenas de acidentes nos últimos anos, provavelmente em decorrência da mudança do ecossistema local e do ambiente dos tubarões, que vêm-se aproximando das praias e vitimando surfistas. Em outros locais do Brasil é muito pouco provável acontecer um acidente. 11. Quais os perigos a que estão expostos os mergulhadores? E os pescadores amadores? Os mergulhadores estão sujeitos a acidentes com mais espécies de animais perigosos do que estão os banhistas. Por exemplo: o peixe mais venenoso da costa brasileira é o peixe-escorpião, que fica camuflado nos fundos rochosos. Um acidente provoca dor intensa por mais de 24 horas. As arraias também podem causar acidentes, assim como moreias, barracudas e outros peixes grandes. A regra é olhar, mas não tocar, uma vez que quase todo animal marinho possui alguma forma de defesa. Pescadores amadores se acidentam ao retirar peixes venenosos dos anzóis, como bagres ou peixes-escorpião. 12. Quais os cuidados que um banhista deve ter ao nadar nos rios e lagos? Não há necessidade de cuidados especiais em relação aos animais fluviais. Os acidentes ocorrem principalmente em pescadores, por ferroadas de mandis, mordidas de piranhas, dourados, etc. Nos rios da Amazônia, no entanto, existe um pequeno bagre parasita que pode penetrar a uretra humana (o candiru) e só pode ser extraído por cirurgia, razão pela qual quem nada nos rios evita urinar na água e usa proteção para impedir a entrada do peixinho. Outro perigo são as arraias de água doce, que ferroam pessoas que as pisam em águas rasas, causando-lhes dor e feridas. i

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4. Como evitar acidentes provocados por águas-vivas? Nesses acidentes raramente se vê o animal, que é transparente (a menos que seja uma caravela, que tem uma bolsa flutuadora arroxeada). Quando acidentes desse tipo acontecem, a atitude imediata a tomar é sair da água, pois pode acontecer de haver um grande número desses bichos chegando à praia (embora animais isolados possam causar acidentes).

do a épocas de reprodução dos animais e à chegada de correntes frias de alto-mar em nosso litoral (e nessa época os turistas também aumentam nas praias). Os acidentes por ouriços-do-mar também aumentam nessa época, mas apenas em função do aumento do número de turistas descuidados nas praias.

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trabalho no litoral da Região Sudeste (no Pronto-Socorro de Ubatuba, SP) mostram que 2% dos atendimentos foram devidos a acidentes com animais aquáticos – ouriços-do-mar (50% de mais de 2.500 casos), caravelas e águas-vivas (25%) e bagres e arraias (25%). Quanto aos peixes peçonhentos, a maioria absoluta dos acidentes em humanos é causada por bagres atirados na areia por pescadores de pequenas redes e inadvertidamente pisados por banhistas e caminhantes.


O UVIDORIA

JOSÉROBERTOPEGAS

OUVIDOR BIÊNIO 2015-2016

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m 30 de abril, ocorrerá a eleição para preenchimento dos cargos da Diretoria Executiva para o biênio 2017/2018. Apenas os associados quites com suas obrigações associativas poderão exercer seu voto por correspondência ou presencialmente, na Assembleia Geral Extraordinária, na sede da SBD, localizada na Avenida Rio Branco n. 39, 18o andar, Centro, Rio de Janeiro. Concorrerão duas chapas: uma delas tendo como candidatos Izelda Costa para presidente e Vitor Reis para vice-presidente, e a outra José Antonio Sanchez para presidente e Sergio Palma para vice-presidente, além, é claro, dos demais cargos da Diretoria Executiva, que incluem um tesoureiro e três cargos para a secretaria. A apuração será realizada após o término do período de votação presencial, sendo proclamados eleitos os candidatos da chapa que obtiverem o maior número de votos válidos. Qualquer sinal de rasura na cédula, bem como a identificação do eleitor, anulará o voto. Estamos iniciando um novo ano de atividades na SBD, e é importante demais que todo sócio exerça de forma democrática seu voto a fim de termos uma sociedade cada vez mais forte e representativa. Muito se tem feito e muito ainda há a fazer. Estamos nos aproximando da eleição para a escolha dos novos dirigentes da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Vivemos momentos difíceis na medicina brasileira como também na política direcionada à saúde, e mais do que nunca nosso voto deve ser consciente e comprometido com aqueles que, independentemente de vaidades e política, possam oferecer o melhor para nossa sociedade. A responsabilidade da chapa vencedora é muito grande, pois exercerá seu mandato por dois anos. A função da Diretoria exige ética, transparência, experiência, planejamento, liderança, comprometimento e muita capacidade de trabalho. Caro associado, seu voto é importante demais, pois no final sairá ganhando toda a nossa coletividade. A luta da nossa Diretoria não para por aí. Na

busca de esclarecimentos aos médicos prestadores de serviços sob a proteção da Lei 13.003/14, que regula os contratos entre os prestadores e as operadoras de planos de saúde, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) salienta a importância da revisão jurídica dos contratos encaminhados pelas operadoras antes de sua assinatura. Deve-se verificar se os contratos apresentam segurança jurídica de acordo com a referida lei. O associado deve atentar para dois detalhes fundamentais: o índice de reajuste e o índice de glosas. Caso você já tenha assinado o referido contrato, recorra ao Poder Judiciário para discussão e possível rescisão ou reformulação. Nossa dica seria que cada um deixasse a cargo de um advogado a incumbência de um “pente fino” na busca de cláusulas potencialmente prejudiciais no futuro. A questão dos contratos com as operadoras de planos de saúde merece sua atenção especial e até mesmo uma consultoria jurídica; veja na matéria da coluna Defesa Profissional que cuidados você deve ter ao assinar contratos. Recentemente, a imprensa divulgou com repercussão nacional as complicações ocorridas nas últimas semanas com paciente devidas à aplicação de ácido hialurônico realizada por médico não habilitado. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) veio a público a fim de fortalecer a nota da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e esclarecer à população que o preenchimento com ácido hialurônico é seguro desde que realizado por médico capacitado e habilitado a executá-lo. Infelizmente, em nosso país a população tem sido vítima de complicações graves de procedimentos estéticos realizados por médicos não especialistas e, absurdamente, até por não médicos. A SBD é a única sociedade de dermatologistas reconhecida, tanto pela AMB quanto pelo CFM, e luta para que os órgãos responsáveis reconheçam a gravidade das consequências do exercício ilegal das profissões, por indivíduos que praticam atos que deveriam ser exclusivamente realizados por médicos e especialistas. i


T ECNOLOGIA E MEDICINA

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empresa britânica Oxitec está testando usar mosquitos geneticamente modificados para reduzir a incidência do vírus zika. Chamado de “Aedes aegypti do bem”, o mosquito da Oxitec ajuda a reduzir a população do Aedes aegypti nos locais em que é utilizado. A ideia já foi testada em outros locais e conseguiu reduzir em mais de 92% a população dos mosquitos transmissores do vírus. Mais recentemente, a empresa anunciou uma parceria com o governo da

cidade de Piracicaba para tentar controlar casos de zika, chikungunya e dengue na região. Mosquitos estéreis – A Oxitec modifica geneticamente os mosquitos machos para que eles se tornem estéreis. Isso faz com que o acasalamento entre os mosquitos não gere descendência, o que reduz a população do Aedes Aegypti em curto prazo, já que o ciclo de vida do mosquito é relativamente breve. i

Brasil terá programa para popularizar a ciência A ideia é que as pessoas tenham a dimensão da importância da ciência, da tecnologia e da inovação no cotidiano do brasileiro

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ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil, Celso Pansera, afirmou que o governo está desenvolvendo um programa para popularizar a ciência no país. De acordo com suas palavras, o objetivo é criar espaços que permitam aos estudantes o contato com o universo e os fenômenos científicos.

O ministro citou como referência o Museu do Amanhã, inaugurado em dezembro do ano passado, no Rio de Janeiro. O museu traz mostras e exposições de temas relacionados às ciências, e atividades interativas. É possível que o conteúdo lá exposto seja compartilhado em todo o Brasil. i

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modificado para combater zika vírus

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Empresa usa mosquito geneticamente


S AIBA MAIS SOBRE A SBD

Eventos da SBD Conheรงa a agenda de eventos e projetos da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) para este ano

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R ESPONSABILIDADE MÉDICA

Responsabilidade da clínica por conduta danosa de funcionário

É

possível que uma clínica médica responda pela conduta danosa de algum profissional que aparenta trabalhar naquela pessoa jurídica? Na eventualidade de o paciente se sentir lesado, a clínica é obrigada a atendê-lo, de forma indeterminada, até solucionar o problema alegado? Caso a clínica atenda o paciente, estará assumindo culpa e dessa forma se tornando responsável juridicamente? A clínica poderá cobrar pelo atendimento corretivo? São dúvidas corriqueiras que aparecem no dia a dia do labor de pequenas e grandes clínicas médicas em todo o Brasil.

Não é incomum a formação de novas pessoas jurídicas, denominadas clínicas, compostas por médicos que contratam outros profissionais, sejam médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, atendentes para formar a equipe de atendimento dos seus pacientes. Geralmente os profissionais, com a direção de ideias, entendimentos ou comando de um ou dois médicos, são alocados em um espaço físico para exercer suas atividades clínicas, sob o aspecto empresarial.


PEDROFONSECA*

WWW.PEDROFONSECA.ADV.BR

*Advogado, mestrando e doutorando em direito penal, mestre em direito civil (responsabilidade), pós-graduado em direito civil, em ciências criminais e em direito eleitoral (criminal), membro do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais e autor de diversas obras e artigos jurídicos, entre eles o Manual da Responsabilidade do Médico.

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Assim, diante do princípio da boa fé e da teoria da aparência, considerando o conceito de fornecedor no Código de Defesa do Consumidor, se algum trabalhador de clínica médica particular causar prejuízo a qualquer paciente, certamente a clínica será responsável por eventual indenização. Caso não seja regulamentada, a legislação oferece meios para atingir o patrimônio do proprietário e ressarcir o cliente que demandar judicialmente contra a empresa. A clínica somente seria obrigada a execução de novos serviços, sem cobrança, devolução do dinheiro ou abatimento no valor já cobrado, se eventualmente for ela condenada pelo Poder Judiciário a fazê-lo. Mas antes disso teria que haver a comprovação da responsabilidade do profissional que realizou o serviço defeituoso. O que significa dizer que, apesar de a clínica ser responsável, teria que haver a comprovação do dano praticado pelo médico, fisioterapeuta ou outro trabalhador pertencente aos quadros da clínica. O que dificulta, em muito, para o paciente que tem de comprovar, em juízo, a culpa, pois a responsabilidade deles é subjetiva. Além de tudo, é importante que fique registrado que qualquer condenação em desfavor da clínica poderá ser cobrada em regresso do profissional que tenha causado o dano ao paciente. Uma maneira de evitar o prejuízo da empresa e de responsabilizar o causador do dano é a realização de contrato entre a clínica e o funcionário, de modo que este fique responsável por qualquer prejuízo que venha a causar. Nesse caso, se a clínica vier a ser processada, poderá chamar a juízo o seu funcionário para integralizar o pagamento, por meio da denunciação da lide. Dessa forma, a clínica evitaria ser prejudicada por dano causado por profissional que integra a sua equipe. i

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Nesse sentido, considere, hipoteticamente, a existência de uma clínica de dermatologia denominada “Clínica Dr. Marcos Roberto”, formada pelo médico após seus anos de residência e trabalho em outras clínicas e hospitais, em que o profissional é reconhecido socialmente por ser o dermatologista proprietário, e outros três profissionais da área, sendo dois fisioterapeutas e uma secretária, que exercem a atividade laborativa diariamente, atendendo vários pacientes que procuram aquela clínica, em específico, para obter o melhor tratamento. Outrossim, considere, para o exemplo, que a clínica não tenha registro formal nem CNPJ e não tenha contrato com os profissionais, de modo que atuam de forma autônoma e sem subordinação ao médico proprietário, a ele repassando um percentual de seus ganhos conforme o que foi pactuado entre eles. Na eventualidade de qualquer um da equipe causar dano ao paciente, quem seria responsabilizado? O Dr. Marcos Roberto? A clínica? O profissional causador do dano? Como evitar a responsabilidade da clínica? O paciente que procura uma clínica médica particular, reconhecida publicamente como tal, de forma que há espaço físico evidenciando o âmbito médico, placa na entrada, secretária, profissionais para atendê-lo, é considerado, por lei, consumidor. Diante disso, aplica-se o Código de Defesa do Consumidor na relação jurídica formada entre os negócios jurídicos realizados entre o paciente e qualquer profissional que ali trabalha. Identifica-se que esse paciente reconhece a clínica pela publicidade exposta, pelo contexto físico que a empresa representa, e por isso aplica-se a teoria da aparência ao caso, não importando que não haja CNPJ e que qualquer profissional seja empregado do médico proprietário. A teoria da aparência leva o cliente, pela boa fé, a crer que aquele âmbito profissional está completamente regulamentado, mesmo que não esteja. Pela teoria mencionada, o ordenamento jurídico reconhece eficácia a situações meramente aparentes, uma vez que, dada sua relevância social, não podem ser ignoradas.


D EFESA PROFISSIONAL

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Você atende clientes de planos de saúde? Atenção na hora de assinar os contratos!

a busca de esclarecimentos aos médicos prestadores de serviços sob a proteção da Lei 13.003/14, que regula os contratos entre os prestadores e as operadoras de planos de saúde, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) salienta a importância da revisão jurídica dos contratos encaminhados pelas operadoras antes de sua assinatura. Essa lei veio para proteger os prestadores que não tinham contratos regulares, ou mesmo contratos implícitos ou subentendidos. Visando garantir a segurança jurídica aos prestadores de serviços, torna-se imprescindível verificar se o contrato está de acordo com a lei. A SBD, fundamentada por seu Departamento Jurídico e pelas entidades de classe, orienta que o médico evite a assinatura de contratos que não estejam de acordo com essa lei.

Entre as cláusulas a observar, a principal é aquela sobre o índice de reajuste, que deve ser analisada de forma a evitar a redução, deflação ou utilização parcial, prejudicando sua remuneração. O índice de reajuste não pode sofrer qualquer redução e deve ser utilizado integralmente. Analise também com lupa as cláusulas sobre glosas. Veja com cuidado as cláusulas que devem ser aceitas e as que devem ser evitadas, buscando evitar abusos ou descumprimento quanto à natureza dos contratos e a definição dos serviços. Se você já assinou o contrato e se sente prejudicado, recorra ao Poder Judiciário para discussão e possível rescisão ou reformulação. É de suma importância submeter os contratos a seus defensores jurídicos antes de assiná-los. i


Os médicos que atuam na Saúde Suplementar devem estar atentos às novas regras para contratos escritos firmados com as operadoras de planos de assistência à saúde. Para o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Médica Brasileira (AMB), há uma grande preocupação com possíveis contratos que não contemplem a cláusula de livre negociação entre as partes ou que proponham fracionamento do índice a ser aplicado no reajuste de honorários. Se você atende pacientes de planos de saúde, antes de assinar os contratos, observe as seguintes diretrizes:

1. Não assine contrato que não contemple a cláusula de livre negociação 19 JSBD

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entre as parte

2. Não assine contrato que proponha fracionamento de qualquer índice. O índice regulamentado pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) é o IPCA cheio, que deverá ser adotado em sua integralidade.

3. Contratos que não atendam a essas diretrizes deverão ser comunicados diretamente à Associação Médica Brasileira (AMB) pelo e-mail: cbhpm@amb.org.br

Em breve, a Diretoria da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) enviará comunicado explicando outros itens importantes (glosas, fator de qualidade) dos contratos entre planos de saúde e prestadores de serviços médicos.


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Eleição SBD 2017/2018: exerça de forma consciente seu direito ao voto! Pleito ocorrerá no dia 30 de abril


TÉRMINO DO RECEBIMENTO DOS VOTOS

Dia 28 de abril, às 10h, quando os votos por correspondência serão recolhidos.

VOTAÇÃO PRESENCIAL

Dia 30 de abril das 9:40h às 11h na sede da SBD, localizada na Avenida Rio Branco n. 39, 18o andar, Centro, Rio de Janeiro.

COMO VOTAR POR CORRESPONDÊNCIA O médico receberá um kit para o voto por correspondência, que inclui: • um envelope com porte pago endereçado à Caixa Postal 260, CEP.: 20010-974, contendo etiqueta com seus dados como remetente; • um envelope pardo não identificado; • uma cédula de votação; • uma ficha para identificação do eleitor; • conjunto de duas etiquetas, cada uma com a identificação de uma das chapas candidatas, com o respectivo código de barras. Para votar por correspondência o eleitor deverá proceder da seguinte maneira: • Destaque do conjunto de etiquetas apenas a correspondente à sua opção de voto. • Cole a etiqueta selecionada na cédula eleitoral no local correspondente. • Dobre a cédula eleitoral no local indicado e coloque-a dentro do envelope pardo. Lacre-o e não o identifique. • Preencha a ficha de identificação com seu nome e assinatura para a comprovação do exercício do voto. • Insira o envelope pardo lacrado e a ficha de identificação preenchida e assinada no envelope endereçado à Caixa Postal 260, CEP.: 20010974. Feche-o devidamente e poste-o em qualquer agência dos Correios mantendo a identificação do remetente. Faça isso o mais breve possível, atentando para as datas já especificadas. Caso a cédula apresente qualquer sinal, rasura ou dizer suscetível de identificar o eleitor, ou tendo sido escolhidas duas chapas, o voto será anulado. O processo de apuração será realizado na Assembleia Geral Extraordinária imediatamente após o encerramento do período de votação presencial, sendo proclamados eleitos os candidatos da chapa que obtiver o maior número de votos válidos. Em caso de dúvidas, o dermatologista poderá entrar em contato com a SBD pelo telefone (21) 2253-6747. i

Conheça a seguir as propostas das duas chapas que concorrem ao pleito para o biênio 2017/2018 da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

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eleição para membros da Diretoria Executiva da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) biênio 2017/2018 será realizada por correspondência ou presencialmente na Assembleia Geral Extraordinária, de acordo com o Regimento Eleitoral da SBD, na sede da entidade (Av. Rio Branco, 39/18o andar – Centro – Rio de Janeiro), no dia 30 de abril, das 9h40 às 11h. A apuração ocorrerá imediatamente após o término do período de votação, na Assembleia, na presença de auditor contratado pela SBD com a anuência da Comissão Eleitoral; as chapas poderão enviar fiscais para acompanhar o processo de apuração. De acordo com o artigo 18 do Regimento Eleitoral, todos os dermatologistas começarão a receber o material eleitoral e instruções na segunda quinzena de março, e o voto deve ser devolvido pelos Correios em tempo hábil para que chegue até as 10h do dia 28 de abril na cidade do Rio de Janeiro. Fora desse prazo, os votos não serão computados. O voto é pessoal e válido para todas as categorias de associados quites. Mantenha seu endereço atualizado para evitar transtornos no envio do material eleitoral pelos Correios.

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ELE I ÇÕES 2016 - DIR ETO R I A E X ECU T I VA DA S O CI E DAD E B R A S IL E IR A D E D E R M ATO LO G IA

Nosso convite é para que caminhemos juntos neste novo rumo da SBD. Façam transparecer seus anseios de mudança - é hora de RENOVAR esforços e votos! Votem e nos ajudem a RENOVAR.

R E N O VA R

José Antônio Sanches & Sérgio Palma

Cordial abraço, José Antônio Sanches & Sérgio Palma

Prezados colegas dermatologistas, Apresentamos a Chapa RENOVAR SBD que tem o compromisso de representar e defender, de forma ética e transparente, os interesses dos DERMATOLOGISTAS e de nossas instituições científicas - com valorização e defesa da especialidade, da qualidade do ensino e da assistência à saúde do indivíduo e da coletividade, assim como do exercício ético da profissão. Vice-Presidente

Sérgio Palma Flávio Luz

Hélio Miot

Secretário-Geral

Presidente

José Antônio Sanches

1º Secretário Tesoureira

Maria Auxiliadora Jeunon Sousa

2ª Secretária

Sílvia Schmidt

DIRETORIA Presidente

Vice-Presidente

José Antonio Sanches é professor titular, chefe de Departamento, orientador e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Graduou-se em Medicina pela Universidade Estadual Paulista, Campus de Botucatu (1980), fez residência médica em Rádio-oncologia no Hospital do Câncer de São Paulo (1981-1983) e em Dermatologia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (1985-1986). É especialista em radioterapia pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e em dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia. É mestre (1994), doutor (1998) e livre docente (2007) em Medicina (Dermatologia) pela Universidade de São Paulo. Fez MBA em Economia e Gestão em Saúde na Universidade Federal de São Paulo (2010). Ocupou vários cargos na SBD regional São Paulo e na SBD nacional, tendo sido vice-presidente de ambas. Foi membro da comissão de título de especialista por 8 anos, presidindo-a no ano de 2013.

Sérgio Palma graduou-se em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco

José Antônio Sanches

Secretário-Geral

Flávio Luz (RJ)

Sérgio Palma

Tesoureira

Maria Auxiliadora Jeunon Sousa (RJ)

Coordenadora Científica: Flávia Vasques Bittencourt (MG)

Coordenadora do Jornal: Ana Mósca de Cerqueira (RJ)

(1994), fez residência médica em Clínica Médica no Hospital da Restauração (1996-1998) e pós-graduação em Dermatologia no Hospital Oswaldo Cruz da Universidade de Pernambuco (1999-2001). É especialista em dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e Associação Médica Brasileira. É preceptor do ambulatório de Dermatologia da Santa Casa de Misericórdia do Recife. Membro da Câmara Técnica de Dermatologia do Conselho Federal de Medicina (CFM). Presidente da SBD/PE (2010-2012). Presidente da SBD/PE (2013-2014). Delegado da SBD/PE (2015-2016) . Vice-Presidente da SBD/PE (2008-2009). Tesoureiro da SBD/PE (2006-2007). Membro da Comissão de Ética e Defesa Profissional da SBD. Membro do Conselho da Cooperativa de Trabalho dos Médicos de Especialidades Clínicas de Pernambuco. Membro temporário do Conselho Deliberativo da SBCD

1º Secretário

Hélio Miot (SP) Coordenador da Mídia eletrônica: Leonardo Spagnol Abraham (DF)

2ª Secretária

Sílvia Schmidt (SC) Coordenadora de Biblioteca: Luna Azulay (RJ)

COORDENADORES DE DEPARTAMENTO ESPECIALIZADO: Alergia e Dermatoses Ocupacionais: Ida Gomes Duarte (SP) | Biologia Molecular Genética e Imunologia: Valéria Aoki (SP) | Cabelos e Unhas: Bruna Duque Estrada (RJ) | Cirurgia Dermatológica: Presidente eleito da SBCD biênio 2017/2018 - Mauro Enokihara (SP) | Cirurgia Micrográfica: Glaysson Tassara Tavares (MG) | Cosmiatria: Daniel Coimbra (RJ) | Dermatologia e Medicina Interna: Paulo Ricardo Criado (SP) | Dermatologia Geriátrica: Sílvia Marcondes (SP) | Dermatologia Pediátrica: Zilda Najjar (SP) | Dermatopatologia: Neusa Yuriko Valente (SP) | Doenças Bolhosas: Celina Maruta (SP) | Doenças Infecciosas e Parasitárias: Vidal Haddad Júnior (SP) | DST e AIDS: Márcio Serra (RJ) | Fotobiologia: Ivonise Follador (BA) | Hanseníase: Egon Daxbacher (RJ) | Imagem: Carlos Baptista Barcaui (RJ) | Laser: Renato Soriani Paschoal (SP) | Micologia: Regina Casz Schechetman (RJ) | Oncologia: Pedro Dantas Oliveira (SE) | Psicodermatologia: Márcia Senra (RJ) | Teledermatologia: Maria Leide Wand Del Rey de Oliveira (RJ)


ELEIÇÕES SBD 2017/18 SOMOS Em meio a tantas crises, a que afeta a Dermatologia preocupa a todos nós. O que não podemos é ficar parados. Juntos, podemos fazer muito, podemos fazer a diferença. É chegada a hora de agirmos pela valorização da nossa especialidade e pelo respeito a nós, profissionais especialistas. As dificuldades são desafiadoras, mas isto nos motiva a realizarmos um grande trabalho no biênio 2017/18. Fortalecer as conquistas existentes, lutar e avançar com confiança e muito trabalho junto aos mais de 7500 associados da SBD, que se especializaram e não podem aceitar a invasão de outros profissionais na nossa área. Separados, somos só mais um dermatologista lutando contra absurdos e mais absurdos ao invés de nos concentrarmos em nosso trabalho. Queremos que a SBD seja a voz em defesa de todos os dermatologistas e da Dermatologia. Queremos e podemos fazer a diferença. Venha fazer a diferença conosco! Seja #FortalecerSBD você também. O dermatologista sempre em 1º lugar!

Apoio jurídico permanente para orientar e defender a SBD e seus associados. Participação ativa da SBD junto aos orgãos governamentais - CFM, CRM, AMB, ANVISA, MEC - visando, principalmente, a defesa e valorizaçao profissional. Ações com o Ministério da Saúde, com ênfase nas doenças sanitárias, que ainda afligem milhares de brasileiros. Revisão da tabela de honorários. Abraçar toda a Dermatologia, seja ela cosmiátrica, cirúrgica, oncológica, clínica e sanitária. Essa especialidade tão abrangente é nossa! É do dermatologista.

Fazer da comunicação uma ferramenta contínua de integração dos profissionais e, sobretudo, um instrumento de informação, esclarecimento e educação da população sobre as competências e importância do profissional médico especializado em Dermatologia. Criar um espaço de dúvidas dos associados e resposta da diretoria com apoio jurídico especializado. Incentivar e fortalecer as campanhas publicitárias existentes e transformar a CAMPANHA DE CÂNCER DA PELE em uma campanha PERMANENTE com grande repercussão na mídia. Dezembro Laranja deve se tornar uma marca forte. Uma campanha nacional com data fixa no primeiro sábado do mês, afinal, DEZEMBRO É LARANJA.

Fortalecer a parceria entre as Regionais e os Serviços Credenciados. Diagnosticar a real atuação desses serviços e promover maior intercâmbio entre eles. Fortalecer os Serviços Credenciados, a real base da SBD e responsáveis fundamentais pela formação do VERDADEIRO DERMATOLOGISTA!

Propor ao Conselho Deliberativo modificações estatutárias no que tange ao repasse das regionais e apoio especial aos Serviços Credenciados. Revisar a categoria dos associados, especialmente dos colaboradores, pois é nela que deve ser incluída, inclusive, por exemplo, dermatologistas estrangeiros que contribuíram na formação de brasileiros. Acreditamos que esta pessoa deveria ser considerada Associado Honorário. Há também disposições transitórias que já caducaram e que devem ser retiradas do Estatuto.

Fortalecer e resgatar a história da Dermatologia: fatos marcantes, os grandes avanços, os profissionais brilhantes...toda a nossa história.

Fortalecer as regionais é fortalecer a SBD nacional e integrar os profissionais de leste a oeste, de norte a sul, unificando o discurso e, especialmente, unindo forças, trocando experiências e formando um grande grupo unificado com o objetivo de fazer a diferença e fortalecer a Dermatologia e o dermatologista. Regionais fortalecidas são regionais independentes e para isso há a necessidade de uma revisão estatutária do repasse anual. As regionais são o sustentáculo da SBD.

Fortalecer o Centro de Pesquisa da SBD, recentemente criado, promovendo o crescimento da Dermatologia Brasileira também na pesquisa. Incentivar pesquisas em todas as áreas da Dermatologia e assim diferenciar cada vez mais o especialista da SBD.

Fortalecer o contato com Universidades estrangeiras estabelecendo convênios com a SBD o que proporcionará aos associados maiores e melhores oportunidades de intercâmbio, cursos de extensão e novas especializações.

Fortalecer uma rede de apoio e informação ao jovem dermatologista para que ele, desde cedo, conheça a sua especialidade e tenha orgulho de fazer parte deste dedicado grupo de profissionais.


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Porto Alegre abraça dermatologistas do país Jan/Fev 2016

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Especialistas irão discutir, interagir e conhecer o que está sendo pesquisado e desenvolvido mundo afora em dermatologia. Congresso volta a POA após 14 anos


Alemanha (genodermatoses, mosaicismos). “O Congresso da SBD também terá os trabalhos científicos, sob a forma de casos clínicos, investigações e dos resumos de dissertações de mestrado e teses de doutorado. Tais apresentações possuem grande potencial didático e servem para demonstrar a capacidade inovadora de seus autores e Serviços, que vão expor seu conhecimento e experiência em diversas áreas da dermatologia”, disse Bonamigo, adiantando que será mantido o Quiz Dermatológico, sessão motivadora de corretos raciocínios dermatológicos, que tem recebido muitos elogios dos especialistas.

Neste ano, os destaques serão os cursos práticos que contemplam testes e exames que podem ser incluídos na rotina diária dos nossos consultórios como o de testes de alergia Prick e patch test. Também foi planejado um curso inédito de procedimentos estéticos em pacientes masculinos. E para atender às diversas demandas dos colegas dermatologistas, foi preparado um curso inovador de correções estéticas da região pélvica e genital. Outro curso que merece destaque é o de microagulhamento e drug delivery, que tem tecnologia acessível. i

Inscrições Até o dia 7 de março, o associado quite paga R$ 825,00; o associado aspirante quite e colaborador quite, R$ 415,00; o associado contribuinte e afiliado quite, R$ 1.075,00; o residente/especializando de dermatologia em Serviço Credenciado SBD, R$ 620,00; e o acompanhante, R$ 415,00. Veja os valores completos em dermato2016.com.br

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Destaques

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ste ano o Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) vai ocorrer de 7 a 10 de setembro, no Centro de Convenções da Federação das Indústrias do RGS, em Porto Alegre (RS). Conhecida como a capital dos gaúchos, POA é uma cidade de espírito jovem e terra onde nasceram grandes nomes da cultura brasileira, como Elis Regina e Mario Quintana. Desde 2002, o Congresso não era realizado na cidade de Porto Alegre, que sedia pela quinta vez na história o maior evento dermatológico do país. A programação do encontro já está sendo preparada e contará com dezenas de cursos práticos e teóricos, simpósios, sessão com departamentos, fóruns, além de conferências e workshops que vão mostrar recursos tecnológicos mais modernos, direcionados especialmente para o diagnóstico e tratamento das doenças mais prevalentes na prática diária, sem descuidar das atualizações científicas que embasam o progresso e as novas possibilidades terapêuticas. “O objetivo da Comissão Organizadora é abranger a complexidade da dermatologia atual, uma especialidade que estuda, pesquisa e fornece assistência a pacientes, relacionando-se com o mundo atual de maneira dinâmica e empreendedora. Além dos avanços científicos, das inovações tecnológicas e da atualização em áreas que compreendem a clínica, a cirurgia, a cosmiatria (e áreas afins) e a saúde pública, a organização do congresso almeja incluir a sustentabilidade ambiental das atividades e as ações sociais como temas fundamentais no rol das prioridades dos cidadãos dermatologistas”, salienta o secretário-geral, Renan Bonamigo. Além de colegas brasileiros com elevada qualidade científica e acadêmica, já confirmaram presença os convidados internacionais: Alejandra Borges, do Uruguai (melanoma, nevos atípicos e especiais, dermatoses em transplantados renais e em pacientes com substituição da função renal); Antonio Torrelo, da Espanha (dermatopediatria, doenças linfoproliferativas); Jean Bolognia, dos Estados Unidos (dermatologia clínica); Pearl Grimes, dos Estados Unidos (vitiligo, melasma e outras desordens da pigmentação); Suzanne Olbricht, dos Estados Unidos, (cirurgia de Mohs, oncologia cutânea); Thomas Ruzicka, da Alemanha, (alergologia, terapêutica dermatológica) e Rudolf Happle, da


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Belo Horizonte A cidade planejada que serviu de ensaio para Brasília e, por isso, em seu projeto há vários exemplares de obras de Oscar Niemeyer, sediará Simpósio Internacional de Cabelos e Unhas da SBD, em maio. Prepare-se!

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ma das maiores metrópoles brasileiras, mas que não perdeu o jeitinho de cidade do interior: urbana e bucólica, Belo Horizonte tem pão de queijo, cachaça, parques e botecos; além de intensa programação cultural, lojas sofisticadas e restaurantes estrelados. Emoldurada por serras e montanhas, a cidade foi a escolhida pelo arquiteto Oscar Niemeyer para seu début profissional, na década de 1940. As obras enfeitam o contorno da lagoa da Pampulha, um dos cartões-postais de Beagá, como a capital é

carinhosamente chamada por seus moradores. Por lá estão o Museu de Arte da Pampulha, a Casa do Baile, e a bela igreja de São Francisco de Assis, ornamentada com 14 painéis de azulejo de autoria de Candido Portinari. No Centro, os destaques arquitetônicos ficam por conta do Palácio da Liberdade, em estilo art déco; e do Palácio das Artes. A cultura da boa mesa também se faz presente na capital. Espalhados por diversos bairros – em especial na Savassi e em Lourdes –, os restaurantes capricham quando o assunto é a farta e


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saborosa culinária mineira. A cozinha internacional, entretanto, também tem lugar garantido e encanta até mesmo os paladares criados à base de feijão-tropeiro, tutu, couve, costelinha, lombo com tutu e frango ao molho pardo... A cidade abriga dezenas de excelentes casas especializadas em receitas italianas, francesas e até mesmo iranianas. Apesar do glamour e da expansão da alta gastronomia, “belzonte” não abre mão de seus tradicionais botecos. A cidade se orgulha de ter o maior índice de bares por habitante do país, o que incentivou a criação, em 2000, do festival Comida di Buteco. O evento acontece nos meses de abril e maio, quando os clientes escolhem os melhores petiscos servidos na capital. Delícias incrementadas com linguiça, lombinho ou torresmo sempre saem na frente e fazem ainda mais sucesso quando acompanhadas por um chope gelado ou uma típica branquinha.

Alguns lugares Pampulha O entorno da lagoa da Pampulha (foto) reúne o mais belo conjunto arquitetônico da capital mineira. Por lá estão as três primeiras obras assinadas pelo mestre Oscar Niemeyer, projetadas nos anos 40: Museu de Arte da Pampulha, instalado no prédio em que funcionava um cassino; Casa do Baile, um espaço para exposições que, inicialmente, abrigaria um restaurante e um salão de festas; e a igreja de São Francisco de Assis, principal cartão-postal da cidade, ornamentada por 14 painéis de azulejo de autoria de Candido Portinari retratando a Via Sacra. Todo o espaço é contornado por jardins criados por Burle Marx.


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Praça da Liberdade

Arte & cultura

Museus e espaços culturais estão entre os principais atrativos de Belo Horizonte e reúnem visitantes de todas as idades. Não deixe escapar do roteiro o Museu de Ciências Naturais, imperdível para quem está com crianças. Vale ainda conferir a agenda do Palácio das Artes, sempre com bons espetáculos em cartaz.

Mercado Central

Considerado o espaço mais democrático de Belo Horizonte, o Mercado Central reúne mais de 400 lojas em que se pode encontrar quase tudo; cachaças e queijos, claro, predominam nas prateleiras. Boa parte dos frequentadores apresenta outros bons motivos para visitar o lugar: prosear

com os comerciantes e saborear o famoso quibe recheado.

Praça da Liberdade

O conjunto formado pela praça e seus arredores remete a uma viagem no tempo, no espaço e na história. Os jardins, inspirados no Palácio de Versailles, com direito a fonte e coreto, lembram Paris; enquanto os prédios em estilo neoclássico (Palácio da Liberdade) e pós-moderno (Edifício Niemeyer) fazem referências aos anos 20 e 60, respectivamente. A praça reúne turmas diversas no dia a dia, em especial aos domingos, quando os moderninhos passam por ali a caminho do cinema; os atletas aproveitam o espaço para correr e caminhar; e os boêmios


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tomam um chopinho nos bares ao redor. O entorno da praça ganhou o sugestivo nome de Circuito Cultural da Praça da Liberdade, reunindo oito antigos prédios públicos que foram transformados em espaços interativos repletos de cultura, história, arte... São bibliotecas, museus, planetário, ateliês, espaços para exposições, cursos e oficinas... São eles: Espaço TIM/UFMG do Conhecimento, Museu das Minas e do Metal, Memorial Minas Gerais Vale, Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, Museu Mineiro, Arquivo Público Mineiro, Palácio da Liberdade e Centro de Arte Popular/Cemig.

Parque das Mangabeiras Para curtir a natureza ou apenas vislumbrar belas paisagens siga para o Parque das Mangabeiras (foto acima), uma imensa área verde nos arredores da Serra do Curral. Além de trilhas em meio à mata nativa, o espaço abriga lago, cachoeiras, quadras esportivas, mirante e a praça do Papa, palco constante para espetáculos musicais.

Parque Municipal

O bonito parque fica no coração da capital, reunindo orquidário, jardins, lago e o Palácio das Artes, um dos mais importantes espaços culturais de Belo Horizonte.


F ORA DO CONSULTÓRIO

Culinária, uma tradição de família A dermatologista Rosalina Suhet aprendeu a cozinhar com a mãe, que por sua vez tomou conhecimento da arte com a avó e Maria, cozinheira da família há 30 anos. No cardápio, estão pratos variados, como bacalhau, risotos, frutos do mar e sobremesas tipicamente brasileiras, como mousse

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de cupuaçu e doces de frutas tropicais

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Naked cake ou bolo nu

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osalina Suhet (RJ) é cozinheira de mão cheia e profunda conhecedora das técnicas culinárias. Apaixonada pela comida mediterrânea, sabe montar pratos e combinar ingredientes com maestria, desenvolvendo receitas próprias dignas da alta gastronomia. Desde criança, a cozinha era seu local preferido da casa. Gostava de ficar perto e de ajudar a cozinheira Maria a catar arroz, feijão, descascar legumes e lavar as folhas para preparar salada. “Minha família veio do Maranhão para o Rio de Janeiro em 1942; éramos 11 filhos, sete homens e quatro mulheres. Aprendi a cozinhar com minha mãe, que aprendeu com minha avó e com Maria, a cozinheira que ficou na nossa família durante 30 anos. Os sete homens cozinham, pois todos nós frequentávamos a cozinha. As quatro mulheres cozinham muito bem, porém a única médica sou eu. Na segunda geração da família, 11 sobrinhos se formaram médicos, e muitos cozinham como hobby”, relata. Com grande habilidade manual, não só na cozinha como também na costura, bordado ou qualquer outro trabalho que requer o uso das mãos, Rosanila conta que sente muito prazer em executar toda atividade relacionada à casa. E que o amor pela medicina, especialmente pela dermatologia, também é imenso. Sua rotina consiste em atendimentos no consultório em Ipanema – bairro em que reside – de segunda a quinta-feira. Já nos outros dias, se dedica às coisas da casa, aulas de culinária e ao curso de graduação em confeitaria, chocolateria e panificação.


JSBD: Você fez diversos cursos de gastronomia no Le Cordon Bleu. Podia dizer quais foram e falar também sobre sua pós-graduação em confeitaria? RS: A minha formação gastronômica vem do grande chef francês Alain Ducasse que abriu sua escola de gastronomia na universidade Estácio de Sá, onde aprendi com professores franceses a culinária francesa e de bistrô. Iniciei a minha faculdade aos 66 anos. Durante esse período fiz um curso de culinária italiana na Escola Apicius, na Toscana, Itália, que foi uma experiência maravilhosa. Tínhamos aulas práticas pela manhã e a tarde era toda dedicada à parte cultural. Visitamos lindos vinhedos e degustamos vinhos maravilhosos; conhecemos a fábrica de queijo Parmigiano Reggiano, aprendemos como é feito o presunto de Parma e todos os embutidos, e conhecemos as maravilhas culinárias daquela região. Estive em Modena e me interessou bastante a fabricação do Balsamic Vinegar of Modena. Fiz estágio no Brasil a Gosto, restaurante paulista da chef Ana Luiza Trajano, cuja culinária é baseada somente em produtos brasileiros do norte

JSBD: Qual foi a comida mais exótica que você experimentou? RS: Foi na Alemanha, um prato à base de caça. Confesso que não gostei, pois tinha gosto de capim. Aqui no Brasil, experimentei no restaurante do chef Paulo Martins, o pato no tucupi, um prato estranhamente maravilhoso. JSBD: O que a gastronomia brasileira tem que os outros países não têm? RS: O Brasil é um manancial de ingredientes e cultura popular que vai do norte ao sul do país. Cada região do Brasil é rica em diversas ervas, carnes, peixes, aves e frutas exóticas. Com a miscigenação dos colonizadores, a gastronomia no Brasil se tornou muito criativa e, portanto, desperta a curiosidade nos chefs estrangeiros e a criatividade nas suas preparações. JSBD: Com qual cozinha você se identifica? RS: Com a cozinha mediterrânea, que além de muito saudável é absolutamente deliciosa. É uma alimentação rica em marisco, com limitadas quantidades de carnes e de laticínios e uma fabulosa variedade colorida de nutritivos vegetais e frutas. Muito azeite, com as suas propriedades protetoras do coração, completa a imagem de uma alimentação que promove uma vida longa e saudável. JSBD: Qual é o seu prato preferido e qual prato mais gosta de cozinhar? RS: Meu prato preferido é todo aquele que tem peixe e frutos do mar. Gosto muito de cozinhar bacalhau, risotos e sempre finalizar as refeições com uma sobremesa tipicamente brasileira como mousse de cupuaçu e doces de frutas tropicais.

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Jornal da SBD: O que espera que as pessoas sintam ao provar uma comida preparada por você? Rosanila Suhet: Quando faço qualquer preparação na cozinha, desde a mais simples até a mais complexa, tenho muito cuidado quanto à combinação de ervas, temperos e produtos de boa qualidade. Confesso que sou muito detalhista e rígida na higiene dos alimentos e na maneira exata de prepará-las de acordo com a temperatura que devo usar para realizar o prato. É um momento de expectativa, pois cada um tem um paladar diferente com relação aos temperos. Quando escuto um elogio, fico certa de que atingi meu objetivo, pois acredito que “cozinhar é um ato de amor”, ato esse que me dá muito prazer e relaxamento depois de um dia inteiro no consultório.

ao sul do país. Estagiei também no Pará, no restaurante Lá em Casa, do grande chef Paulo Martins. Estive em visita monitorada na universidade americana The Culinary Institute of America, na cidade de Hyde Park no estado de Nova York. Quanto ao curso de pós-graduação na Universidade La Salle – Niterói, já cursei um ano e tenho mais um pela frente. É muito prazeroso adquirir conhecimento em preparações de confeitaria, chocolateria e panificação. Gosto muito de fazer bolos, doces e sobremesas gostosas. Essa foto é de um bolo que fiz chamado naked cake, conhecido também como bolo nu, que não precisa ser coberto com pasta de açúcar (pasta americana); você apenas usa a sua imaginação adicionando frutas e recheios. É realmente uma delícia!

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“Sempre sonhei com a medicina e até hoje continuo atendendo meus pacientes com muita dedicação. Sem dúvida o interesse por essas atividades já veio no meu DNA, pelo gosto da família numerosa em cozinhar e na medicina”, disse a dermatologista de 76 anos, que iniciou faculdade de gastronomia aos 66 e tem, entre os vários cursos internacionais no currículo, o de culinária italiana na Escola Apicius, na Toscana, Itália. Leia a entrevista concedida ao Jornal da SBD.


F ORA DO CONSULTÓRIO

JSBD: Quais são os produtos que você gosta de usar para cozinhar? RS: Produtos de boa qualidade como carnes, peixes, aves e frutos do mar. Com relação às ervas, o tomilho é minha erva preferida, muito usada na cozinha francesa. Ela combina muito bem com manjericão, louro, cerefólio, endro, hortelã, sálvia e salsinha. O tomilho é o segredo da cozinha francesa, muito usado na preparação de carnes em geral, patês, vinha-d’alhos, legumes e para aromatizar vinagres.

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BACALHAU AO FORNO – 4 pessoas Ingredientes • 4 postas de filé de bacalhau sem sal • 1 pimentão vermelho • 1 pimentão amarelo • 1 cebola grande • 6 dentes de alho • 3 ovos cozidos cortados em rodelas • 1 minibrócolis • 4 batatas médias cortadas em rodelas • noz-moscada a gosto • sal a gosto • azeite de oliva à vontade • farinha de trigo para empanar as rodelas de cebola Preparo • Secar os filés do bacalhau sem tirar a pele • Em uma frigideira dourar as postas do bacalhau em um pouco de azeite – reservar

JSBD: Você tem algum ídolo culinário? RS: Sim, o grande chef Alain Ducasse, pelo seu talento, suas técnicas, sua criatividade e organização nas suas preparações; o que me faz estudar cada vez mais e me aperfeiçoar na arte de cozinhar. Para o JSBD, Rosanila preparou um bacalhau ao forno. Confira, a seguir, a receita do prato, que a médica compartilha com nossos leitores.

• Cortar os pimentões em tiras médias, salpicar um pouco de sal – reservar • Cortar a cebola em rodelas, passar na farinha de trigo, fritar, escorrer – reservar • Cortar o alho em lâminas, fritar ligeiramente para dourar e escorrer – reservar • Desfolhar as flores do brócolis, jogar em água fervendo com um pouco de sal, deixar dois minutos, escorrer e jogar em uma vasilha com água e gelo. Quando esfriar, escorrer – reservar • Cozinhar as batatas na água fervente e sal (semiprontas), escorrer as batatas e cortar em rodelas médias – reservar Montagem do prato • Em um refratário (pirex), colocar os filés do bacalhau enfileirados no centro • Colocar as rodelas de batata em volta para apoiar as postas • Salpicar a noz-moscada sobre as batatas • Nas extremidades do pirex, colocar os pimentões • Distribuir as flores do brócolis pelas laterais do prato • A cebola e o alho, distribuir sobre os filés do bacalhau • Colocar uma boa quantidade de azeite, levar o prato ao forno pré-aquecido a 200 graus, durante 30 minutos • Retirar do forno e distribuir os ovos cozidos cortados em rodelas. i Bom apetite!


J OVEM DERMATOLOGISTA

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esde janeiro, o Programa Fantástico, da TV Globo, mergulha na vida de seis jovens que trocaram noites de baladas por madrugadas de tensão e muita responsabilidade. Recém-formados em medicina, eles vão iniciar a residência, na qual aprenderão na prática, com pacientes de carne e osso, a especialização médica que escolheram seguir. Narrada pelo ator Lázaro Ramos, a série “Residentes 1” tem cinco episódios, e seu formato mescla os gêneros documentário e reality show, mostrando histórias verídicas do dia a dia de médicos

residentes em prontos-socorros de hospitais, clínicas e UTIs. Ao longo de três meses, em São Paulo, uma equipe documentou a rotina diária do Hospital das Clínicas – o maior da América Latina –, do Albert Einstein, da Beneficência Portuguesa e do Hospital Municipal Dr. Moysés Deutsch, um modelo para a periferia. Os médicos relatam o significado da profissão, as pressões, a relação com a família, além dos sacrifícios impostos pela área. É possível assistir aos episódios no site do Fantástico. i

N OTA DE FALECIMENTO A Sociedade Brasileira de Dermatologia lamenta o falecimento do Professor Doutor Aureliano Baptista da Fonseca, aos 100 anos de idade, na cidade do Porto, no dia 16 de janeiro. O dermatologista era professor aposentado do Departamento de Clínica Médica – Dermatologia da Faculdade de Medicina de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Em 1943, foi o primeiro médico português a ver reconhecida sua especialização pela ordem profissional.

Já depois de organizar um Serviço de Dermatologia e Venereologia no Hospital Militar do Porto, foi pioneiro na prevenção de doenças venéreas e educação sexual por meio das consultas no Dispensário Central de Higiene Social do Porto.

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Série sobre médicos residentes mostra a luta diária para salvar vidas


E VENTOS

Dermatologistas prontos para o Meeting da AAD em março

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Especialistas da entidade se preparam para embarcar para os Estados Unidos. SBD conquista o dobro de horas da programação científica este ano

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odas as atenções do mundo da dermatologia se voltarão para o 74o Meeting da Academia Americana de Dermatologia (AAD), de 4 a 8 de março, em Washington (DC). No ano passado, o encontro atraiu 3.955 especialistas do mundo inteiro, e a delegação estrangeira com maior número de participantes, quase mil, foi a brasileira. Durante cinco dias, os congressistas viram centenas de apresentações de estudos de atualização em diversos segmentos da dermatologia, com ênfase no futuro da especialidade e na maneira como os especialistas podem continuar a oferecer atendimento de qualidade ao paciente; no importante papel do dermatologista no diagnóstico e na prevenção do câncer da pele; na toxina botulínica e nas injeções de preenchimentos dos tecidos moles; além de simpósios sobre assuntos abordados por grandes professores, em homenagem àqueles que trouxeram grandes contribuições para o saber dermatológico. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) terá mais uma vez um estande institucional em parceria com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) com o apoio da Aché-Profuse. Destaque para a participação de dermatologistas da entidade na programação: este ano a SBD conquista o dobro de horas nas atividades científicas do encontro.

Na véspera do Meeting da Academia Americana de Dermatologia (AAD), o Washington Institute of Surgical Enginnering sediará o Curso teórico-prático de anatomia da face e mãos em cadáver fresco, voltado exclusivamente para dermatologistas brasileiros associados à SBD. Os inscritos vão aumentar seus conhecimentos em temas como anatomias da face e pescoço voltadas para cirurgia dermatológica (inervação, vascularização, musculatura e SMAS), bloqueios neurais e procedimentos como toxina botulínica e preenchedores. O curso está sob a coordenação dos dermatologistas Gabriel Gontijo, presidente da SBD, e Reinaldo Tovo, presidente da SBD-Resp. i


W HAT’S NEW

British Journal of Dermatology publica levantamento com 21 prioridades de investigação na psoríase Estudo foi realizado pelo Conselho Internacional de Psoríase

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edição 174, de janeiro deste ano, do British Journal of Dermatology (Jornal Britânico de Dermatologia) publicou os resultados de um levantamento feito pelo Conselho Internacional de Psoríase (IPC) que identifica 21 prioridades de pesquisa sobre o tema. O artigo “Priorizando a agenda global de pesquisa em psoríase: um exercício do Conselho Internacional de Psoríase (IPC) por meio da técnica de Delphi”, de autoria de Bruce Strober, presidente interino do Departamento de Dermatologia na Universidade de Connecticut e membro do IPC, identifica as prioridades que irão orientar as futuras pesquisas sobre a doença autoimune. Essas prioridades abrangem uma série de questões, incluindo a forma como a doença começa, a genética da psoríase, o tratamento ideal e o acometimento de crianças. Três principais prioridades da pesquisa foram: determinar se uma intervenção

inicial e agressiva pode afetar a progressão da doença; identificar biomarcadores que se correlacionam com a psoríase; e criar um mapa identificador de genes que conferem a suscetibilidade de desenvolver a psoríase. Para determinar essas necessidades-chave da pesquisa, o IPC utilizou o método Delphi, técnica que utiliza uma série de votações anônimas intercaladas para coletar dados e chegar ao consenso. A pesquisa foi realizada com um grupo de líderes de opinião pertencentes ao IPC. Depois de repetidas votações online, esses especialistas chegaram ao consenso nas 21 prioridades. O resultado servirá para orientar as necessidades de investigação clínica urgentes e relevantes no tratamento da psoríase. Para conhecer as prioridades, acesse: www. psoriasiscouncil.org/docs/ipc_delphi_top_21_ abstracts_2014_for_web.pdf. i


A NALOGIAS EM MEDICINA JOSÉDESOUZAANDRADEFILHO

Patologista do Hospital Felício Rocho, em Belo Horizonte Professor de patologia da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais e membro da Academia Mineira de Medicina labjsouzandrade@terra.com.br

A coluna “Analogias em Medicina” tem significativa utilidade prática, particularmente por seu papel didático-pedagógico e por facilitar a compreensão de diversos processos patológicos que acometem o ser humano. Muitas vezes coloquial e/ou restrita ao diálogo entre médicos e outros profissionais envolvidos, mantém-se dentro das normas éticas.

Pequena uva no céu da boca

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úvula, estrutura anatômica localizada na parede posterior e mediana do palato mole, é formada pela união dos músculos palatoestafilinos direito e esquerdo, glândulas mucosas e tecido conjuntivo submucoso com rica rede vascular (Figura). A palavra úvula, originada do latim, significa pequena uva. Em anatomia é definida como pequena massa carnosa pendente no palato mole. Segundo os anatomistas, todos os mamíferos possuem úvula. Popularmente é conhecida como sininho, campainha ou sineta. Céu da boca é expressão informal e assim denominado por semelhança com o palato ou abóbada palatina. A abóboda celeste, em astronomia, é o hemisfério celeste visível, conhecido como firmamento pelo povo. O conceito de céu da boca, provavelmente, resultou da semelhança com a abóbada celeste. A literatura médica traz diversos artigos sobre a úvula. Por um lado lhe é atribuída função na fonação e na imunidade; por outro é considerada órgão potencialmente desastroso, talvez responsável pela síndrome da morte súbita do recém-nascido. São hipóteses controversas. Em estudo prévio de pacientes que sofreram uvulopalatofaringoplastia, foi sugerido que a mais importante função da úvula se deve à sua musculatura e com o ato de beber. Outros a consideram um remanescente filogenético dos mamíferos, que ingerem a água curvando o pescoço para baixo. Contudo, a maioria concorda que a úvula humana consiste de um conjunto de glândulas serosas e seromucosas, tecido muscular e canais excretores. Apresenta movimentos musculares e é inervada por um ramo do nervo vago. Assim sendo, é uma estrutura sofisticada, capaz de produzir grande quantidade de saliva e que pode ser excretada em tempo curto. Quanto a seus distúrbios, participa de roncos e respiração pesada durante o sono. Quando tocada, provoca náuseas e vômitos e problemas para respirar, falar e comer. Está também sujeita a

Disponível em www.sw.org/HealthLibrary processo inflamatório (uvulite), situação em que seu tamanho se amplia de três a cinco vezes. Suas deformidades podem ser congênitas ou adquiridas. A mais comum é a úvula dividida ou fendida, denominada úvula bífida. Um tumor benigno – o papiloma – pode surgir na úvula, provavelmente relacionado ao papiloma vírus humano (HPV). Em alguns países da África, como Nigéria, Sudão, Tanzânia e Etiópia, e em outros fora do continente africano, a retirada da úvula – uvulectomia total ou parcial – é procedimento cirúrgico tradicional e, muitas vezes, executado por curandeiros durante rituais. O desconhecimento do termo úvula e de sua localização anatômica pode, eventualmente, criar situações embaraçosas ou mesmo hilárias, como ocorreu em salão de beleza em Beagá. Minha esposa, Zaíra, me contou que uma cliente estava se queixando: “Hoje amanheci com uma dorzinha… um incômodo na minha úvula…” Logo a gerente advertiu: “E a senhora vem falar disso aqui no meu salão?” Foi necessário explicar à gerente, com muito jeito, que úvula nada mais é que uma carninha pendurada no céu da boca de todas as pessoas... a popular campainha. i *(Texto baseado em autores nacionais, incluindo artigos da Revista Brasileira de Otorrinolaringologia e Internet).


E VENTOS

Departamento de Micologia da SBD realizou nos dias 16 e 17 de janeiro, em São Paulo, mais um curso de Educação Médica Continuada (EMC) destinado a seus associados e residentes dos Serviços Credenciados. Sob a coordenação de Valéria Framil (SP) e Claudio Salgado (PA), o curso de Reciclagem Teórico-prática de Micologia: clínica, laboratório e tratamento visou promover a atualização médica nas micoses, passando por todos os aspectos conhecidos dessas doenças. Ministrada por Claudio Salgado, a palestra de introdução abordou a biologia e morfologia de fungos patogênicos. Em seguida, Rute Lellis (SP) discorreu sobre a histopatologia das micoses, e Clarisse Zaitz (SP), dermatofitoses. A manhã terminou com as apresentações de feo-hifomicoses superficiais e piedra branca por Carmélia Matos Santiago Reis (DF), esporotricose por Priscila Marques Macedo (RJ) e micetomas, novamente por Carmélia Reis. À tarde houve exposição prática e revisão por Ligia Ruiz Rangel (SP) seguida de apresentações variadas: de Claudio Salgado sobre cromobastomicose e doença de Jorge Lobo; de Marília Ogawa (SP) sobre feo-hifomicoses; de Ligia Rangel sobre rinosporidiose e prototecose; de Regina Casz Schechtman (RJ) sobre entomoftoromicoses. O primeiro dia foi finalizado por Lúcia Diniz (ES)

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SBD inicia programação científica do ano com o Curso de Micologia focalizando histoplasmose e coccidioidomicose e Priscila Macedo, que falou sobre paracoccidioidomicose, antes de mais uma prática com revisão de Ligia Rangel. No domingo, foram abordados temas como mucormicoses e hialo-hifomicoses, criptococoses e candidose, micoses por fungos filamentosos não dermatófitos, além de revisão geral dos temas.“O aproveitamento do curso foi excelente, com a presença integral de 90 dos 96 inscritos, que assistiram às apresentações até o início da noite de sábado e até o meio-dia de domingo, com participação importante e ativa na revisão final de John Veasey. O Departamento de Micologia já está pensando nos próximos cursos a realizar nessa área de alta importância na prática clínica do dermatologista”, salienta Claudio Salgado. Um resumo das aulas – Lúcia Diniz Fui convidada a falar sobre micoses: duas profundas sistêmicas: histoplasmose, que é desencadeada mais frequentemente nos pacientes imunossuprimidos, em especial aqueles portadores da síndrome da imunodeficiência adquirida; e a coccidioidomicose, que ocorre nas áreas desérticas do Nordeste do Brasil, Maranhão, Piauí, Ceará e norte da Bahia; além de duas sistêmicas oportunistas (candidíase e criptococo-


se, que são desencadeadas também nos pacientes imunossuprimidos, com desequilíbrio entre o fungo e a resposta imunológica do paciente). Na primeira (candidíase), somos portadores dos fungos na pele, vagina, intestino, etc., e a queda da resposta imune do paciente permite a invasão dos fungos e o surgimento da doença. Já a segunda (criptococose) é adquirida do meio ambiente, pela inalação dos esporos dos fungos que se proliferam principal-

mente nas fezes acumuladas dos pombos. Esses esporos ficam latentes no pulmão, e, caso o paciente apresente queda significativa da imunidade celular, podem ocorrer disseminação e aparecimento da doença. Todas essas micoses apresentam lesões na pele, daí a importância de as estudarmos na dermatologia, porque muitas vezes, somos os primeiros médicos a ser consultados pelos pacientes. i

D EPARTAMENTOS TANIANELYROCHA

COORDENADORA DO DEPARTAMENTO PSICODERMATOLOGIA

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Coça ou dói?

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ssa é uma pergunta que pode surgir em algumas de nossas consultas com nossos pacientes. Às vezes, o próprio paciente tem dúvidas ao responder a essa questão com precisão. Interessante que, pela primeira vez, um conjunto de pesquisadores do Hospital Johns Hopkins, em Baltimore, Maryland, Estados Unidos, conseguiu provar uma diferenciação entre células nervosas que causam dor e as células que causam coceira. Até então, acreditava-se que a coceira era um tipo diferente de dor que era enviada ao cérebro pelo mesmo tipo de células. Um artigo publicado em dezembro na revista Nature Neuroscience sugere que, mesmo quando as células nervosas específicas da coceira recebem estímulos que normalmente induzem à dor, a mensagem que eles enviam não é ‘isso dói!’, mas, sim, ‘isso coça!’ Qual a importância dessas células? Elas têm terminações que recebem informações a partir da pele e as retransmitem a outros nervos da medula espinal,

que, em seguida, coordena a resposta ao estímulo. O médico Ph.D. Xinzhong Dong, cientista e professor de neurociências no Instituto de Ciências Biomédicas Básicas na Escola da Universidade Johns Hopkins de Medicina, relatou em seu artigo que “às vezes, quando tentamos suprimir a dor crônica com morfina, por exemplo, acaba surgindo uma coceira crônica. Assim, as duas sensações estão de alguma forma relacionadas, e esse estudo começou a separá-las”. Dong acredita também que a distinção entre coceira e dor vai permitir criar drogas que ataquem especificamente células nervosas que provocam coceira, diminuindo assim um efeito colateral causado por alguns medicamentos. “Esperamos que isso não só promova alívio, mas aumente a fidelidade das pessoas aos remédios que precisam tomar, particularmente no caso de doenças como a malária e o câncer”. i


C IRURGIA MICROGRÁFICA ANDRÉ CESAR PESSANHA* E SELMA SCHUARTZ CERNEA**

Perfil da Cirurgia Micrográfica de Mohs no Brasil

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Gráfico 1: Correlação entre anos de experiência e local de formação. A coluna representa o número absoluto de cirurgiões e a linha , os anos de experiência em CMM

Estado Número de cirurgiões micrográficos São Paulo 19 Minas Gerais 4 Rio de Janeiro 4 Paraná 4 Goiás 3 Santa Catarina 2 Rio Grande do Sul 2 Mato Grosso 1 Amazonas 1 Sergipe 1 Paraíba 1

Gráfico 2: Desempenho da CMM no SUS. Eixo horizontal representa o número de cirurgias por mês e o vertical, a porcentagem de cirurgiões a prática da técnica na rede particular é ascendente. Trinta e oito por cento dos cirurgiões possuem rotina com o procedimento (mais de 25 cirurgias ao ano). Esse resultado é diretamente proporcional ao tempo de experiência (Tabela 2). O encaminhamento por colegas dermatologistas é a maior fonte dos casos (47%), seguido pela livre demanda do consultório (Tabela 3). Esses dados demonstram a necessidade da divulgação das indicações junto aos especialistas. O hospital é o ambiente cirúrgico preferencial para 49% dos

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Tabela 1 : Correlação entre estados de atuação e número de cirurgiões micrográficos

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cirurgia micrográfica de Mohs (CMM) é técnica utilizada para a retirada de tumores de pele que, por meio do completo mapeamento das margens cirúrgicas, melhora os índices de cura.1 Essa técnica foi introduzida em nosso meio em 1985, por Cernea e, em 1989, o Professor Sebastião Sampaio criou o primeiro serviço universitário de cirurgia micrográfica no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).2 Em 2009, criou-se o Departamento de Cirurgia Micrográfica na Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), estabelecendo normas para a formação do cirurgião de Mohs no Brasil, que incluem a realização de 75 cirurgias sob supervisão. Com a intenção de traçar um perfil dos médicos habilitados nessa técnica, foi enviado por e-mail questionário com 13 questões para 49 cirurgiões cadastrados no Departamento de Cirurgia Micrográfica da SBD, dos quais 41 (84%) responderam às questões. Quanto ao local de formação de cirurgiões, observa-se que, se antes havia a necessidade de ir ao exterior quando se desejava realizar esse treinamento, atualmente é possível fazer a formação no Brasil, como indicaram 78% dos respondentes. Em nosso meio, seis das sete instituições formadoras estão no estado de São Paulo (Hospital das Clínicas da FMUSP, Hospital do Servidor Público Municipal, Faculdade de Medicina do ABC, Hospital de Clínicas da Unicamp e Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto) e apenas uma instituição, a Santa Casa de Curitiba, encontra-se no Paraná. A média de experiência após a certificação na técnica é de 7,2 anos, com tendência ao crescimento proporcional de cirurgiões mais jovens. Podemos inferir que mais oportunidades estão surgindo para o aprendizado (Gráfico 1). Quanto às regiões de atuação dos cirurgiões micrográficos, há forte concentração no Centro-Sul, estando praticamente metade deles em São Paulo (Tabela 1). Cinquenta e seis por cento dos cirurgiões atuam no SUS, em Serviços Credenciados da SBD. Neles, a média mensal de cirurgias não ultrapassa quatro procedimentos (57%) (Gráfico 2). O tempo de espera médio entre agendamento e a CMM varia de três a seis meses. Fato surpreendente é que, infelizmente, só 43% dos casos com indicação são beneficiados com o procedimento. Por outro lado,


C IRURGIA MICROGRÁFICA Tabela 2: Anos de experiência em CMM versus produtividade na rede particular Anos de formação

Número de cirurgias particulares por ano

1 a 2 3 a 4 5 a 12 13 a 25 Mais que 25 Zero Total 1 1 2 1 3 7 2 2 2 4 3 4 1 1 6 4 1 1 1 3 5 2 4 6 6 1 3 4 9 1 1 10 1 1 13 1 1 14 1 1 17 1 1 21 1 1 22 1 1 24 1 1 28 1 1 30 1 1 Total geral 1 3 6 11 15 4 40

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cirurgiões, sendo que 24% deles operam exclusivamente em clínica própria, e 27% operam em ambos (Gráfico 3). O paciente oriundo da clínica privada procura a CMM pelos altos índices de cura, além do fator estético. Assim, 68% dos pacientes com indicação demonstram compreensão sobre os benefícios da técnica, dispondo-se a pagar pelo procedimento (Gráfico 4). Os demais pacientes não querem ou não podem pagar. Nesse sentido, médicos que atendem somente a pacientes particulares têm melhor desempenho, ocupando posicionamento diferenciado no mercado. Os usuários de planos de saúde que não conseguem realizar o tratamento acabam, em sua maioria, sendo submetidos a técnicas convencionais, cobertas por seu convênio.

Gráfico 3: Distribuição dos ambientes cirúrgicos dos cirurgiões micrográficos

Conclusão

A técnica de CMM, apesar de ter sido introduzida em nosso meio há cerca de 30 anos, ainda é restrita a menos de 1% dos dermatologistas, concentrados na região Sudeste. A formação na técnica de CMM é demorada por exigir aquisição Tabela 3 : Origem dos pacientes submetidos à CMM na rede particular (em ordem de importância atual)

Fonte de pacientes para CMM

1 2 3 4 5

Porcentagem (%)

Encaminhamento por dermatologistas Livre demanda do consultório particular Propaganda Encaminhamento por médicos de outras especialidades Fontes variadas

47 42 6 3 3

REFERÊNCIAS 1 Reis NA, Azevedo LM, Stolf HO et al. Cirurgia Micrográfica de Mohs. Surg Cosm Dermatol 2011; 3(3):227-31. 2 Cernea SS. Experiência do grupo de Cirurgia Micrográfica de Mohs do HC-FMUSP: dezembro 1989 a abril 1993. An Bras Dermatol 1994; 69365-73.

Gráfico 4: A visão do paciente em relação à CMM quando tem indicação para se submeter à técnica (universo de pacientes de convênios médicos e particulares) de habilidade na área cirúrgica e conhecimento em dermatopatologia para a leitura das lâminas de congelação. Esse treinamento no Brasil demanda cerca de um ano e está restrito a apenas seis Serviços Credenciados, ainda assim, há 23 colegas atuando nessa área nos quadros do SUS. Dentro desse quadro, é fundamental que os Serviços Credenciados existentes priorizem a formação de candidatos ao treinamento em CMM com potencial para desenvolver novos centros formadores, visando à expansão da técnica em nosso país. i *Médico assistente de cirurgia dermatológica e responsável pela cirurgia micrográfica de Mohs no Ambulatório de Dermatologia da Universidade de Mogi das Cruzes. **Responsável pelo Serviço de Cirurgia Micrográfica do Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo e coordenadora do Departamento de Cirurgia Micrográfica da SBD.


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H ANSENÍASE

SBD e SBH juntas na luta contra a hanseníase Sociedades médicas trabalham para a eliminação da hanseníase no Brasil via educação, diagnóstico e tratamento da doença

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esde 2013, o Ministério da Saúde (MS) adota o último domingo do mês de janeiro como o Dia Mundial de Combate à Hanseníase com o objetivo de ampliar o conhecimento da população sobre a doença, destacar a importância do diagnóstico precoce e tratamento oportuno, além de reduzir o preconceito. Desde então as Sociedades Brasileiras de Dermatologia (SBD) e Hansenologia (SBH) têm sido parceiras do MS nessa luta. E, como forma de chamar a atenção da população para os direitos da pessoa com hanseníase e para o combate à discriminação a portadores e ex-portadores da doença, o governo federal instituiu o Janeiro Roxo.

Como nos anos anteriores, de 25 a 29 de janeiro, ambas as entidades participaram das ações alusivas a esse dia em Brasília, sob a coordenação do assessor do Departamento de Hanseníase da SBD, Marco Andrey C. Frade, que, com o apoio da coordenadora do Departamento de Hanseníase da SBD, Marilda Morgado, capitaneou médicos e residentes dos Serviços de Dermatologia de Presidente Prudente e do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP), além de contar com a participação dos Serviços locais do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) e do Hospital da UnB (HUB).


H ANSENÍASE

Em ampla parceria nessa luta, a empresa Novartis disponibilizou para os atendimentos clínicos a Carreata Saúde, que contou com um consultório itinerante com espaços para consulta e uma sala para coleta de material para exames, que ficou instalada na rodoviária do plano-piloto. “Técnicos da Coordenação Geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação da SVS/MS, da SES-DF, do Laboratório Central da Secretaria de Saúde do DF (Lacen-DF) e do Grupo de Apoio às Mulheres Atingidas pela Hanseníase (Gamah) participaram ativamente na orientação sobre a doença e na divulgação de diversos aspectos a ela referentes. Numa prévia, de segunda a quinta-feira, a equipe realizou 403 consultas com indivíduos de Brasília e de cidades vizinhas de Goiás, tendo sido diagnosticados 33 casos novos de hanseníase, dos quais lamentavelmente 36% com algum grau de incapacidade funcional já instalado (oito GI e quatro G2), casos como pé caído, mal perfurante plantar, reabsorção óssea e garra de ulnar. Foi coletado sangue de 374 indivíduos para realização do exame sorológico antiPGL1, bem como raspado dérmico de todos os pacientes para PCR disponibilizado pelo Laboratório de Dermatologia do Centro

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de Referência Nacional em Dermatologia Sanitária em Ribeirão Preto (CRNDSHansen-HCFMRP-USP), resultados que serão repassados à SES do Distrito Federal para auxiliar nas estratégias de busca ativa”, explica Andrey. Segundo o médico, considerando esses achados alarmantes para o Distrito Federal, oficialmente não endêmico, além dos mais de 30 mil novos casos de hanseníase diagnosticados anualmente no Brasil, aumenta a preocupação quanto à presença da doença ainda endêmica em nosso meio. “Como sociedade, cabe-nos refletir o quanto temos a hanseníase como possibilidade diagnóstica em nosso dia a dia clínico; o quanto temos investido no ensino dessa doença em nossos inúmeros Serviços de residência médica e congressos; e o quanto temos promovido informação sobre a hanseníase à população. Enfim, busca-se insanamente a meta de prevalência, embora tenhamos certeza de que a hanseníase se encontra no rol das doenças negligenciadas, porém não das eliminadas, o que reforça a necessidade premente de mais informação para a sociedade e formação mais intensa para os profissionais médicos do país, pois só o conceito destrói o preconceito!” i

L IVRO

Analogias em medicina vira livro

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editora Eskalab (SP), da revista Newslab (SP), direcionada a laboratórios, hemocentros e universidades de todo o Brasil, acaba de lançar o livro Analogias em medicina, que reúne centenas de artigos do patologista José de Souza Andrade Filho, colaborador da mesma desde 1999. O convite foi feito por intermédio do diretor-executivo Sylvain Kernbaum. O autor – que desde 2013 colabora também no JSBD – está atualmente trabalhando numa coletânea contendo todos os textos que escreveu das Analogias até a presente data. “Gostei demais desse ‘livrinho’, como está sendo chamado esse primeiro livro, porque estou nos ‘finalmente’ de um livrão, com todas as Analogias que já pesquisei e continuo escrevendo. Está difícil colocar um ponto final nesse segundo livro”, disse o médico. A obra Analogias em medicina foi lançada em novembro de 2015, no 30o Congresso Brasileiro de Patologia, em São Paulo.


R EGIONAIS

Pernambuco

Goiás

Nos dias 20 e 21 de novembro, sob a coordenação do presidente da SBD-GO, Adriano Loyola, foi realizada a 75a Jornada Goiana de Dermatologia, com a presença das dermatologistas Thais Sakuma e Flavia Bittencourt, residentes do Serviço de Dermatologia do Hospital das Clínicas de Goiás (HC-UFG). O encontro contou com a participação de residentes dos HC-UFG e do Hospital de Doenças Tropicais (HDT).

A Coordenação do Programa de Controle da Hanseníase/Secretaria de Saúde de Pernambuco realizou a Campanha Dia Mundial de Luta contra a Hanseníase no dia 27 de janeiro. As ações de atendimento programadas para o município do Recife ocorreram nos consultórios (Ônibus da Prevenção) instalados na Praça do Carmo e beneficiaram uma centena de pessoas. Nessa importante ação, a coordenação contou com a participação dos dermatologistas que se dedicam à hanseniase.

Paraná

Apoiada pela SBD Nacional, SBD-RS e SBD-SC, a Regional Paraná realizará de 17 a 19 de março a 24a Jornada Sul-brasileira de Dermatologia, no Estação Convention Center, em Curitiba, no Paraná. O primeiro dia de evento contemplará a parte prática, com quatro blocos de Painel de Procedimento em Vídeo (PPV). Nos dias subsequentes serão discutidos temas como imunobiológicos em psoríase, dermatologia pediátrica, cosmiatria, prurido, entre outros. Mais informações e inscrições podem ser obtidas em www.jornadadermato2016.com.br.

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No dia 22 de janeiro, a Regional Sergipe realizou o curso de dermatoscopia ministrado pelo professor Sergio Hirata (SP), convidado especial. O encontro reuniu 42 dos 53 associados e teve duração de cinco horas.

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Sergipe

Rio de Janeiro

A SBD-RJ reuniu e homenageou ex-membros de Diretoria em um coquetel de boas-vindas na reinauguração de sua sede, no Rio de Janeiro, no dia 23 de janeiro. De cara nova, o espaço oferecerá ainda mais estrutura para os funcionários desenvolverem suas atividades diárias e para receber os colegas associados com a qualidade que todos merecem.


S ERVIÇOS CREDENCIADOS

Faculdade de Medicina do ABC – FMABC (SP)

O Ambulatório de Dermatologia Sanitária (ADS) prepara o lançamento de um livro que conta a sua história. Organizado pela dermatologista e chefe do Serviço Leticia Maria Eidt, Recortes históricos do Ambulatório de Dermatologia Sanitária deve ser lançado no início de janeiro.

Instituto Lauro de Souza Lima – Bauru (ILSL) – SP

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Na foto, os médicos residentes do Instituto Lauro de Souza Lima – Bauru/SP premiados na Radesp 2015: Gustavo Longhi Bedin – primeiro lugar na categoria Fotografia Dermatológica; Tábata Yamasaki Martins – segundo lugar nessa categoria; e Tatiana Cristina P. Cordeiro de Andrade – primeiro lugar investigativo categoria sanitária Prêmio Dr. Diltor Opromolla e segundo lugar investigativo geral.

V Jaderp – SP

Promovida pelo VI Distrito Dermatológico da SBD-Resp, a quinta edição da Jornada de Dermatologia de Ribeirão Preto (Jaderp) tem como inovação a apresentação de procedimentos práticos em vídeo (PPV), oferecendo a oportunidade de mais congressistas assistirem e interagirem com os apresentadores. Serão mostrados 15 trabalhos nas mais variadas técnicas de clínica e cirurgia com perguntas e respostas em tempo real. O encontro ocorrerá nos dias 13 e 14 de maio.

Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes HUPAA/UFAL – AL

No dia 25 de janeiro foram realizadas as provas para Residência Médica de Dermatologia do Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes-HUPAA/UFAL. Estão concorrendo a duas vagas 28 candidatos de vários estados do Brasil.

Segundo o presidente Bruno Carvalho Fantini, a sessão interativa contará com a participação de Serviços Credenciados pela SBD-Resp visando propiciar a integração e aumentar a participação dos médicos residentes no evento. Tema que ganhará mais destaque este ano é a cosmiatria. O bloco teórico do congresso englobará palestras, conferências e mesas-redondas, sempre no Centro de Convenções do Hotel JP. Veja a programação completa e faça sua inscrição em www.sbdresprp.org.br.


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N˚ 1 Janeiro / Fevereiro de 2016 by Sociedade Brasileira de Dermatologia - Issuu