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JSBD Ano IX no 4
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Editorial
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ais um número do JSBD saiu do prelo com várias reportagens e artigos para a leitura. Começamos com as palavras do tesoureiro Abdiel F. Lima, que fala sobre a receita da SBD assim como a importância da contribuição dos associados para a manutenção da Sociedade. A Biblioteca da SBD, a mais completa da América Latina, marcou um tento ao estabelecer um portal, em parceria com a EBSCO, permitindo aos associados acessos online a inúmeros periódicos. Conheça detalhes das providências tomadas pela SBD, demonstrando que a resolução do CFM Nº 1711/2003 - que proíbe a realização de lipoaspiração por dermatologistas - não tem razão de ser, pois os grandes avanços da técnica foram desenvolvidos por essa especialidade. A AMB e o CFM publicaram um trabalho com o título “Abertura de escolas de medicina no Brasil: relatório de um cenário sombrio” para alertar as autoridades quanto à política equivocada de ensino médico. Nessa edição também há uma interessante matéria sobre a importância do trabalho voluntário. O Secretário Geral, Celso Sodré, escreveu artigo sobre a parceria da SBD com a Industria Farmacêutica, propondo uma reflexão para os sócios. Além de ressaltar os laboratórios que investem em eventos, mesmo naqueles que não proporcionam vendas direta de medicamentos. O leitor pode conhecer ainda o trabalho da Dra. Beatriz Puzzi sobre a reprodução da pele “in vitro” e também acompanhar o sucesso do Curso Internacional de Dermatologia Tropical e Meio Ambiente, realizado em Maceió e que teve 208 inscritos. Lúcio Bakos e Ciro Festa falam, em artigo, sobre a Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele. Outra iniciativa é a Ação Nacional de Combate à Hanseníase da SBD, que vem realizando eventos em diversos estados, lançando inclusive cartazes educativos. A coluna Expressões da Dermatologia traz entrevista com a ilustre Professora Neuza Dillon. Encerrando o editorial, conclamo a todos a comparecerem ao 60º Congresso da SBD, em Brasília. Lá, durante o evento, o JSBD será editado diariamente.
Sociedade Brasileira de Dermatologia Afiliada à Associação Médica Brasileira
D I R E T O R I A 2005 - 2006
Presidente Sinésio Talhari Vice-Presidente
Gerson O. Penna
Secretário-Geral
Celso T. Sodré Tesoureiro
Abdiel Figueira Lima 1a Secretária Andréa M. C. Ramos 2o Secretário Heitor S. Gonçalves Diretor de Biblioteca Paulo R. Cunha
SBD Esta é uma publicação da Sociedade Brasileira de Dermatologia, dirigida aos seus associados e órgãos de imprensa. Publicação bimestral - Ano IX – nº 4 Julho / Agosto - 2005 Coordenador Médico: Alberto E. Cox Cardoso (AL) Coordenadora Associada: Francisca Regina O. Carneiro (PA) Jornalista responsável: Tatiana Gentil- Reg. MT no 22.375 Redação: Tatiana Gentil, Andréa Fantoni e Renata Porto Conselho editorial: Sinésio Talhari (AM), Gerson O. Penna (DF), Celso T. Sodré (RJ), Abdiel Figueira Lima (RJ), Andréa M. C. Ramos (MG), Heitor S. Gonçalves (CE), Paulo R. Cunha (SP) Editoração eletrônica: Nazareno Nogueira de Souza e Tatiana Gentil Contatos Publicitários: Tatiana Gentil e Priscila Rudge Simões A equipe editorial do Jornal da SBD e a Sociedade Brasileira de Dermatologia não garantem nem endossam os produtos ou serviços anunciados, sendo as propagandas de responsabilidade única e exclusiva dos anunciantes. As matérias e textos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores. Correspondência para a redação do Jornal da SBD Av. Rio Branco, 39/18º andar Rio de Janeiro – RJ - CEP: 20090-003 E-mail: comunicacao@sbd.org.br Assinatura anual: R$ 100,00 Número avulso: R$ 20,00 Tiragem: 5500 exemplares
Alberto Cox Cardoso
Sumário 2 3 4 5 6 7 8
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Coluna Ombudsman / Painel Coluna da Diretoria Coluna do Tesoureiro Novo Portal da Biblioteca Prêmio da ILDS II Simpósio Latino-americano de Alergia Cutânea Reunião no CFM: na pauta a lipoaspiração Relatório sobre escolas médicas Saúde quebra patente de remédios contra Aids Por que participar de trabalhos voluntários? Artigo: Dr. Celso Sodré Entrevista com a Dra. Beatriz Puzzi
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Pesquisa indica proteína no combate ao melnoma Clube de Revista SBD promove Ação Nacional de Combate à Hanseníase da SBD Artigo: Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele SBD sugere atividades de reforço para Campanha XXVII Curso Internacional de Dermatologia Tropical e Meio Ambiente Coluna Ética em Questão Serviços Credenciados Regionais Expressões da Dermatologia: Profa. Neuza Dillon
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Coluna do Ombudsman
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ara o exercício da função de Ombudsman é necessário uma participação ativa dos associados, através de críticas ou sugestões que podem ser encaminhadas diretamente para o e-mail ombdusman@sbd.org.br ou para o meu d.azulay@msm.com.br, de modo que se possa elaborar e dar o devido encaminhamento aos diversos assuntos levantados. Talvez valha a pena relembrar o significado de Ombdusman que na sua íntegra está no nosso site (www.sbd.org.br). Sucintamente, trata-se de um cargo que embora relacionado à presidência, deve procurar observar os fatos pela ótica do sócio, visando um melhor atendimento e qualidade dos serviços prestados pela SBD. Nos últimos dois meses, apenas um e-mail de um paciente que gostaria da indicação de um dermatologista mais próximo a sua casa, portanto, embora respondido, na verdade, não se enquadrava nem na função determinada de “ouvidor”. Será que estamos todos sem sugestões para contribuir para a melhoria da nossa Sociedade? Com certeza as próximas reuniões do Conselho
David Azulay Deliberativo e a atualmente soberana, em função da nova lei das sociedades civis, Assembléia Geral, desfarão esta dúvida. Seria muito pertinente que todos se programem para comparecer a mesma que, inteligentemente, foi antecipada para terça-feira, às 10h20, no auditório principal do centro de convenções do 60º Congresso da SBD. É a hora e o local para que o associado exerça o ato democrático do voto, expressando assim as suas convicções sobre o que pensa ser o melhor futuro para a nossa SBD. Dentre as muitas inovações que teremos durante este próximo congresso, duas vão de encontro às campanhas de valorização do dermatologista que já foram iniciadas em algumas Regionais. A primeira denominada “Dia do Dermatologista Solidário” em que será prestado esclarecimento médico à população no Parque da Cidade, e a segunda, “Amigos da Escola”, em que dermatologistas voluntários receberão alunos e professores para esclarecimentos de temas dermatológicos de interesse dos mesmos. Seja voluntário!
Com certeza, estas duas campanhas são atos também de cidadania e que atrairão naturalmente a mídia que, por sua vez, ajudará a população a distinguir, cada vez mais, o valor do dermatologista e da nossa SBD em relação à “curiosos” e sociedades afins. É oportuno lembrar a próxima Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele” será realizada no dia 10 de dezembro. Não deixe de participar! Neste lamentável momento histórico pelo qual o país atravessa, o melhor que se tem a fazer é praticar cidadania e, assim virarmos o mais rapidamente esta página, contribuindo para a construção da nossa nação. Pela meticulosa organização vista nos bastidores, teremos um congresso de elevadíssimo nível e que ao se manter fiel ao programa, já na posse de todos, teremos uma jornada extremamente proveitosa. Que as profecias se concretizem!
✔ Promoção de Medicamentos A SBD, através de seu vice-presidente Gerson Penna, tem participado ativamente das discussões sobre a revisão da RDC 102/00, junto com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A Resolução prevê orientações legais acerca da prática de cuponagem, fidelização de médicos a farmácias, produtos, propaganda de medicamentos e outras práticas similares.
de 2006. A organização aceita inscrições de trabalhos científicos até o dia 16 de novembro de 2005. O regulamento para envio dos trabalhos e outras informações constam no site do evento:www.congresosldp2006.org.
Painel ✔ Saraiva Felipe é o novo ministro da Saúde O novo ministro da Saúde, Saraiva Felipe, tomou posse em Brasília, no dia 8 de julho. Nascido em 26 de março de 1952, em Belo Horizonte (MG), é formado em medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Mestre em saúde, Saraiva começou sua atuação pública na mesma área, como secretário em Montes Claros (MG), de 1983 a 1985. Saraiva Felipe está no seu terceiro mandato como deputado federal.
✔ Dermatologia Pediátrica O 4º Congresso Latino-americano de Dermatologia Pediátrica será no período de 6 a 9 de abril
✔ Errata: No sumário da última edição do JSBD (maio/junho), no item Expressões da Dermatologia, o nome do Dr. Márcio Lobo Jardim foi trocado pelo Dr. Ruy Miranda, que já foi entrevistado pela coluna, na edição de janeiro/fevereiro de 2005.
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Coluna da Diretoria
Sinésio Talhari
“É branco, barato e tem em qualquer lugar....”
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oi assim que, há dez anos, um “ilustre” ex-governador do Estado do Amazonas referiu-se aos médicos. Se fosse hoje, com a quantidade de médicos que são formados no Brasil, a cada ano, o ex-governador não teria necessidade de “buscá-los” em Cuba. Refiro-me a esta infeliz declaração do ex-governador para falarmos um pouco da situação atual do dermatologista. É comum, em nossas reuniões, abordar a necessidade de VALORIZAÇÃO DO DERMATOLOGISTA. Quando participo dessas discussões, fico pensando no porquê de estarmos desvalorizados. Uma categoria tão importante na saúde pública, na cirurgia, no diagnóstico e tratamento de uma infinidade de doenças, e desvalorizados! Por que? Será que estamos ficando igual ao sal do ex-governador? Baratos e abundantes! Em parte, creio que há excesso de dermatologistas, talvez, na maioria das grandes cidades brasileiras. O TED, todos os anos, examina de 350 a 400 novos candidatos ao Título de Especialista em Dermatologia. Nas provas para residência existe uma demanda imensa de candidatos às vagas oferecidas pelos Serviços Credenciados. Muitas tentam resolver o problema do pequeno número de vagas, criando cursos de especialização. Mais dermatologistas. Serviços não credenciados acabam improvisando cursos de pós-graduação, formando mais dermatologistas. Resultado: um número expressivo de profissionais não absorvidos pelo mercado. O Estado e Prefeituras raramente fazem concursos. As empresas médicas, quando fazem convênios, pagam quantias irrisórias pelas consultas. O médico terá de aumentar a quantidade de pacientes e, quanto à qualidade do atendi-
mento, todos sabemos como fica. É freqüente, quando conversamos com os candidatos à residência ou com alunos da graduação, ouvirmos que o “sonho” seria fazer dermato e depois se dedicar à cosmetologia/medicina estética. Sabem que tratar de doenças não dá futuro. São milhares de médicos, formados todos os anos, com sonhos de um dia fazer uma especialidade, talvez dermatologia. O problema é que as residências e as vagas não aumentam (e, na maioria das especialidades, não é preciso aumentar) na mesma proporção das novas escolas médicas, criadas aos montes, gerando grandes lucros para os seus donos, com produção final igual ao sal – baratos para o mercado e, muito salgados para a população, sem qualificação, despreparados para a prática médica. Tramita no Senado a aprovação de um exame semelhante ao da OAB. Todos os anos, este imenso contingente de novos médicos procuram alguma coisa para fazer. O resultado é o que vemos com freqüência cada vez maior: ofertas de “pós-graduação de fim de semana”, “pós-graduação em Cosmetologia, Medicina Estética, Biofeedback” e uma infinidade de outras “pós-picaretagens”. Há poucos dias, a Dra. Maria Ester Café enviou-me os principais tópicos de um chat em que houve muita discussão sobre a valorização do dermatologista e a necessidade da SBD tomar providências em relação aos médicos esteticistas. É importante lembrar que a legislação brasileira pouco clara em relação à prática médica: EM PRINCÍPIO, O MÉDICO PODE FAZER QUALQUER COISA. Até medicina estética, desde que haja quem pague – e como tem gente que paga. Não quero dizer que não deva-
mos fazer as campanhas de valorização do dermatologista. Porém, sabemos que é muito difícil impedir a proliferação de novas escolas médicas e a demanda por qualquer coisa que possibilite a inserção do “profissional” no mercado. Nessa discussão difícil, necessitamos avaliar todos os componentes que levam um médico, depois de seis anos, ser “especialista” em medicina estética. Creio que necessitamos avaliar a real necessidade de novos dermatologistas, talvez voltar aos dois anos de clínica médica, antes da dermatologia. Preparar o número necessário de novos profissionais, bem formados. O problema do excesso de médicos é do governo. O CFM tem cumprido o seu papel, não recomendando a criação de novas escolas médicas. É importante lembrar, também, que a população não é burra, como a maioria dos nossos governantes pensa. Ela sabe muito bem distinguir entre o correto e a picaretagem. Acho que esta discussão, principalmente com a participação ativa da Sociedade Brasileira de Dermatologia e associados, é fundamental para que não percamos o terreno conquistado. É essencial que cada um de nós cumpra o seu papel, que exerça a dermatologia com dignidade. Para finalizar, gostaria de voltar à “figurinha” do ex-governador, dizendo que usamos o branco e, talvez sejamos um pouco abundantes; porém, somos bem formados, competentes. Temos uma longa folha de bons serviços prestados à população e continuaremos neste rumo. Penso que esta é a mensagem que sempre devemos enfocar nas campanhas de valorização do dermatologista.
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Coluna do Tesoureiro
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Abdiel Figueira Lima
ma Sociedade é considerada forte quando pode contar com todo o seu quadro associativo de modo participante, principalmente quando contribui com a sua parcela de anuidade que, junto a outros itens da receita, permite a realização de projetos que possam beneficiar, de modo abrangente os interesses científicos, seja na formação ou atualização de seus associados, através dos mais diferentes meios de alcance. Não obstante a retração dos patrocínios, de alguns dos chamados parceiros da indústria farmacêutica, foi observado um aumento na inadimplência dos nossos colegas que ainda não cumpriram com a sua contribuição anual, prevista pelo artigo 15 do nosso Estatuto. O não cumprimento deste dever do associado submete-o a perda dos seus direitos previstos pelo artigo 13 podendo, após dois anos de inadimplência consecutivos ou não, perder a qualidade de associado, como prevê o parágrafo III do artigo 17. Enviaremos correspondência individual, buscando lembrar nossos colegas e resolver estas situações da melhor forma possível, respeitando sobretudo aqueles que possam se encontrar vítimas do processo econômico-financeiro do nosso país. Para aqueles que criticam os reajustes nas anuidades é necessário lembrar que a empresa SBD, ainda que sem fins lucrativos, tem compromissos básicos que também sofrem os reajustes constantes e só assim
consegue manter a sua existência e fortalecimento. O que a SBD faz por Você? No mundo da atualização científica permanente existe um periódico bimestral que, com seus 80 anos de existência, permite chegar aos seus associados os mais significativos trabalhos científicos - os Anais Brasileiros de Dermatologia, como uma publicação oficial da SBD. Este ano, com o intuito de aprimorar mais a sua divulgação e poder atingir um número maior ainda de leitores, foi desenvolvido um site próprio, com maior qualidade de resolução das imagens e que já se encontra accessível no endereço: www.anaisdedermatologia.org.br. No mundo da comunicação escrita, promove também este Jornal da SBD, que permite levar todos os acontecimentos societários, divulgar opiniões e artigos de associados e das instituições a quem estamos ligados e, sobretudo, tornar público as atividades sociais, culturais e científicas da nossa associação e de suas regionais. No mundo da comunicação cibernética, mantém a sua página www.sbd.org.br onde o associado obtém informações constantemente atualizadas, com áreas exclusivas e reservadas oferecendo hoje um serviço de referência; em especial a Biblioteca que através do portal SBD/EBSCO passou recentemente a propiciar acesso direto e online a uma enorme quantidade de periódicos. No universo da atualização científica permanente realiza eventos consagrados e cria novos,
buscando resgatar a importância de assuntos de interesse dermatológico indo das DST/AIDS, Hanseníase até a Alergia e Cosmiatria; preocupada ainda com a abrangência nacional, estes eventos são itinerantes. Apesar de tudo, a SBD ainda é a que menor número de eventos realiza diante do que poderia e deveria realizar com o objetivo de cada vez mais atualizar o seu associado, tarefa principal da EMC-D que hoje serve de modelo para a discutida re-certificação do Título de Especialista em Dermatologia pela AMB, principal objetivo dos especializandos dos nossos importantes Serviços Credenciados. No campo do exercício profissional a SBD vêm atuando fortemente junto a AMB, CFM, ANVISA, ou seja, de todas as instituições que, de um modo ou de outro, relacionam-se ao exercício da prática médica, a SBD participa defendendo os direitos de seus associados. E, no universo social e científico, anualmente promove o Congresso da SBD, evento mais importante da Dermatologia Brasileira. Assim responde-se o que esta associação faz pelo seu associado; resta perguntar: o que você vêm fazendo para fortalecer a nossa SBD? Vamos venha, contribua, dê sua opinião, sua participação é sempre muito bemvinda!
Setembro 06 à 10 Terça a sábado 10 à 14 Sába. a quarta 14 Quarta-feira 16 e 17 Sexta e Sábado 24 24 26 28 28
Sábado Sábado Segunda-feira Quarta-feira Quarta-feira
6th World Congress on Melanoma Vancouver 59º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia Reunião Científica - SBD Fronteiras da Dermatologia - Centro de Convenções Mário Henrique Simonsen - SBD Sessão Clínica - SBD Reunião Cientifica Mensal – HUCAM - SBD Reg. ES Reunião Administrativa - SBD Reg. SE Reunião Menal - CBC - SBD Reunião de Casos Clínicos - SBD Reg. MA
Canadá Brasília - DF Reg. SE Reg. RJ Reg. CE Vitória - ES Aracajú - SE Reg. RJ São Luís - MA
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SBD lança Portal de Periódicos em parceria com a EBSCO
Biblioteca Professor Eduardo Rabello da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a mais completa da América Latina em Dermatologia, agora oferece um recurso de vanguarda: a disponibilização online dos textos integrais dos principais periódicos da especialidade, através do Portal Periódicos SBD/EBSCO, veiculado no site da instituição. “Temos o objetivo de oferecer aos associados todos os meios científicos necessários para suas atualizações pessoais e acadêmicas”, afirma o Diretor da Biblioteca da SBD, Prof. Paulo Cunha. O serviço é gratuito, sendo disponível para os associados quites com a anuidade. Desde o lançamento do portal foram computados 1.140 acessos até a primeira quinzena de agosto. Única sociedade médica a oferecer esse recurso, a SBD investiu R$73 mil para contratar a EBSCO Information Services, empresa líder mundial em soluções de gerenciamento e acesso às informações cientificas. O projeto prevê a inclusão de todas as assinaturas disponíveis do acervo que têm a opção digital. Inicialmente, estão incluídos 17 títulos, como o Journal of the American Academy of Dermatology e o Dermatologic Surgery. Os demais serão acrescentados gradualmente, conforme a liberação dos editores. No Portal de Periódicos SBD/EBSCO o usuário terá acesso ainda aos resumos de 12 mil revistas científicas. De acordo com o Prof. Paulo Cunha, a parceria com a EBSCO agiliza o acesso às assinaturas da Biblioteca, que desde o ano passado já disponibilizava 13 periódicos da editora Blackwell. A
“Parabéns, ótima notícia. Obrigado” - Dr. Roberto Gomes Tarlé (PR) “Gostaria de parabenizar a toda Diretoria da SBD, ao Prof. Paulo Cunha e à Rosalynn pela brilhante iniciativa e conquista em colocar online os periódicos assinados pela Biblioteca” Prof. Josemir Belo (PE)
iniciativa agilizou o processo de atendimento na biblioteca. Antes, quando o usuário solicitava alguns desses artigos, o material era enviado pelo correio, levando pelo menos uma semana para chegar ao destino. “Agora não importa se o médico está em Goiás ou no Rio Grande do Sul. Ele pode fazer tudo de casa”, explica Dr. Paulo Cunha. Outra vantagem é a possibilidade de acessar revistas que geralmente têm custos altos de assinaturas. Para se ter uma idéia, apenas a assinatura individual da British Journal of Dermatology, com acesso online, custa U$289. - Através do portal, o médico pode ainda pesquisar títulos fora da coleção da Biblioteca, salvar os artigos e ainda comprar revistas de outras áreas
“Gostaria de parabenizar a todos vocês pela iniciativa de disponibilizar para os associados o portal de periódicos. Tem sido de grande proveito para minhas pesquisas e também para atualização” Dra. Brice C. G. Bizinoto (GO) “Parabenizo a nossa Sociedade pela disponibilização de periódicos tão importantes para nossa reciclagem profissional. Agora, realmente vale muito mais a pena o pagamento de nossa anuidade” - Dra. Francilidia Helena S. D. de Lima (PB)
com maior comodidade, explica o médico. Para facilitar a navegação, a equipe da biblioteca da SBD preparou um manual explicando como fazer buscas, além do passo a passo da configuração pessoal, um recurso oferecido pelo portal para o usuário armazenar seus textos de interesse e ainda se cadastrar para receber newsletters das editoras.
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Prêmio da Liga Internacional de Dermatologia (ILDS)
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Liga Internacional de Dermatologia solicitou à Sociedade Brasileira de Dermatologia que indicasse nomes de dermatologistas para concorrerem aos prêmios Certificado de Gratidão da ILDS - a ser conferido a uma personalidade que tenha contribuição destacada na área clínica ou acadêmica da dermatologia nacional ou internacional – e o prêmio Alcance Internacional para Dermatologistas Jovens que será atribuído a um candidato com menos de 40 anos de idade, realizador de pesquisa ou serviço com contribuição significativa para a dermatologia internacional. Segundo o Diretor da Biblioteca, Dr. Paulo Cunha, foi encaminhada correspondência a todas Regionais solicitando que as diretorias enviassem suas indicações para serem avaliadas pela Diretoria da Nacional. Após uma ampla discussão, decidiram pelas seguintes recomendações: para o prêmio Certificado de Gratidão da ILDS os nomes do doutores René Garrido Neves e Diltor Vladimir Opromolla (pós-morte). Para concorrer ao Prêmio de Alcance Internacional para Dermatologistas Jovens foram destacados os doutores Flávia V. Bittencourt e Dr. Paulo Ricardo Criado. Visando cumprir as exigências da ILDS, a Diretoria da SBD deverá receber até o dia 25/08/2005, prazo improrrogável, em inglês a súmula curricular dos candidatos e a justificativa da indicação.
Anuário em CD Com a intenção de reduzir custos e manter a atualização online, a Diretoria da SBD decidiu que não será produzido o anuário na forma impressa. Os associados podem utilizar a página da SBD na internet, através do link "Procurar um dermatologista". Ali estão todas informações constantemente atualizadas. Esta decisão também protege o banco de dados da associação.
II Simpósio Latino-americano de Alergia Cutânea
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SBD realiza o II Simpósio Latino-americano de Alergia Cutânea, nos dias 14 e 15 de outubro, na Federação do Comércio, em São Paulo. Segundo a coordenadora, Dra. Alice Alchorne, o tema é de relevância considerando a alta freqüência das dermatoses alérgicas. “Fui designada para coordenar o simpósio durante o I Simpósio de Alergia Cutânea, que aconteceu em Montevidéu, em 2001”, afirma. A versão brasileira será abrangente, com temas atuais e de interesse prático. O curso destina-se aos associados, além de diferentes especialidades como Alergia, Medicina do Trabalho e Clínica Médica. O seminário terá quatro módulos, com a explanação dos principais “experts” brasileiros. Inauguram o evento dois cursos práticos sobre teste de contato, que vão acontecer na Escola Paulista de Medicina (Unifesp) e na sede da Regional São Paulo. Segundo a Dra. Alice Alchorne, sete palestrantes estrangeiros estão confirmados: Alicia Cannavó (Argentina), Elena Kivitko (Argentina), Carmen Parcha (Chile), Enrique Mullins (Chile), Pedro Lobos (Chile), Íris Selva Alé (Uruguai) e Rodrigo J. Nunes (Colômbia). As inscrições estão sendo realizadas através do site da SBD www.sbd.org.br.
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Reunião no CFM tem em pauta a restrição da lipoaspiração a cirurgiões plásticos Divulgação
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proibição da prática da lipoaspiração por dermatologistas determinada pelo Conselho Federal de Medicina foi um dos principais temas levados pelos representantes da SBD, os doutores Sérgio Talarico e Jayme de Oliveira Filho, na reunião das Câmaras Técnicas de Procedimentos em Estética e Cirurgia Plástica que aconteceu no dia 15 de julho, na sede do CFM. As Câmaras são compostas pelo Conselho Federal de Medicina, Sociedade Brasileira de Dermatologia e Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. “Talvez tenha sido a reunião com melhor resultado. Coloquei, mais uma vez, as nossas idéias e reafirmei a posição de revisar a resolução que restringe aos cirurgiões realizar cirurgias de lipoaspiração”, afirma o Dr. Sérgio Talarico. A Resolução do CFM Nº1.711/2003 estabelece parâmetros de segurança que devem ser observados nas cirurgias de lipoaspiração; entre outras considerações, restringe a prática para habilitados em cirurgia geral. Porém, os dermatologistas contestam essa limitação com base, principalmente, no
Médicos das Câmaras Técnicas de Procedimentos em Estética e Cirurgia Plástica reunidos no Conselho Federal de Medicina
fato de que a lipoaspiração teve os maiores avanços técnicos desenvolvidos por dermatologistas como uso de micro-cânulas e a introdução da anestesia tumescente, respectivamente, pelos dermatologistas Lawrence Field e Jeffrey Klein. Segundo o Dr. Talarico ficou determinado que o CFM vai dar uma resposta oficial à consulta da SBD no próximo encontro, que deverá acontecer antes do 60º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Na reunião, o Dr. Jayme Filho ressaltou, ainda, a necessidade de maior aproximação entre os dermatologistas e os cirurgiões plásticos. “Enquanto temos desavenças, especialidades não reconhecidas como a medicina estética, avançam sem dar bola para ninguém”, afirmou o médi-
co, que teve sua idéia bem recebida pelos cirurgiões presentes, José Yoshikazu Tariki e Carlos Alberto Jaimovich. Outro tema de grande preocupação tratado pelas câmaras foi a divulgação de procedimentos ligados à área em programas de televisão, “existe hoje uma vulgarização dessas imagens e uma superexposição do paciente em alguns programas de TV e as nossas entidades estão determinadas a combater esta prática”, ressalta Antonio Pinheiro, coordenador das Câmaras Técnicas. Além de Jayme Oliveira Filho e Sérgio Talarico, participaram da assembléia Antônio Gonçalves Pinheiro, Ricardo José Baptista, Wanda Elizabeth, José Yoshikazu Tariki e Carlos Alberto Jaimovich.
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Relatório sobre escolas médicas
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Associação Médica Brasileira (AMB) e o Conselho Federal de Medicina (CFM) lançaram o trabalho "Abertura de Escolas de Medicina no Brasil: Relatório de um Cenário Sombrio", elaborado pelo 2º vice-presidente da AMB, Ronaldo Bueno, em parceria com a historiadora Maria Cristina Pieruccini. O estudo mapeia a concentração de profissionais, a distribuição cronológica e geográfica das escolas médicas, além da legislação e dos mecanismos de avaliação feito pelo Ministério da Educação. Desde 2000, 50 novos cursos foram autorizados pelo órgão, totalizando 146 escolas médicas no País, das quais 26 estão localizadas no Estado de São Paulo. A Organização Mundial de Saúde estabelece como parâmetro ideal, um médico para cada mil habitantes. No Brasil, a média é de um médico para cada 622 habitantes. A maioria atua nas capitais. Os lugares que mais expressam disparidades são o Rio de Janeiro, com um médico para cada 302 habitantes, e o Distrito Federal, que tem um médico para cada 309 habitantes. Esta é a segunda versão do estudo, que traz ainda reflexões atuais como a necessidade de formular e viabilizar uma política nacional reguladora do acesso e da formação de recursos humanos na área da saúde. De acordo com a AMB, o título "Abertura de Escolas de Medicina no Brasil: Relatório de um Cenário Sombrio" está sendo distribuído às Federadas e Sociedades de Especialidade da entidade, aos Conselhos Regionais de Medicina, à imprensa e às demais entidades médicas.
Saúde quebra patente de remédios contra Aids
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Ministério da Saúde quebrou a patente do medicamento Kaletra (Lopinavir/Ritonavir) para adotar o licenciamento compulsório, caso o laboratório Abbott, produtor desse remédio, não aceite as condições apresentadas para o acordo que visa garantir a continuidade do programa do Programa Nacional DST/Aids. O custo dos remédios da terapia anti-retrovirais corresponde a um terço dos R$945 milhões, destinados ao Programa pelo Governo. A decisão permitirá uma economia de R$ 130 milhões, que serão investidos no programa a partir de 2006. Caberá ao Instituto de Tecnologia em Fármacos (Laboratório Farmanguinhos), da Fundação Oswaldo Cruz, produzir seis milhões de cápsula/mês do Lopinavir/Ritonavir pela metade do preço (US$ 0,68). Essa quantidade é suficiente para toda demanda nacional. O Governo adotou a medida somente depois que, durante as negociações, o laboratório Abbott se recusou a conceder a licença voluntária e reduzir os preços do Kaletra. As negociações do licenciamento voluntário com os laboratórios Abbott, Gilead Science Incorporation e Merck Sharp & Dohm começaram em março deste ano. Além do artigo 71 da Lei de Patentes, que prevê a licença compulsória no caso do interesse público, a administração pública se respaldou no acordo sobre Aspecto dos Direitos de Propriedade Intelectual, na Declaração de Doha, e nos Decretos 3.201/99 e 4.830/03, que consideram de interesse público fatos relacionados à saúde pública. A decisão não afeta o abastecimento do medicamento.
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Por que participar de trabalhos voluntários?
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idéia do voluntariado está amplamente difundida. Quem não ouviu falar, participa ou conhece alguma ação social? Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), “O voluntário é o jovem, ou adulto que, devido a seu interesse pessoal e ao seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração alguma, às diversas formas de atividades, organizadas ou não, de bem comunitário (...)”. Os cidadãos com atitudes altruístas percorrem uma via de mão dupla, que ao mesmo tempo gratifica e oferece novas experiências e oportunidades de aprendizado. No livro “The Healing Power of Doing Good”, de Alann Lucks, ex-membro do Peace Corps, afirma que pessoas envolvidas com trabalhos de ajuda ao próximo são mais saudáveis. Em sua pesquisa, oito em dez pessoas afirmaram que os benefícios para a saúde retornavam quando se lembravam da ação feita em anos anteriores. O trabalho voluntário é indicativo de responsabilidade, iniciativa e liderança. Inclusive, ganha pontos aquele profissional que apresenta experiências de voluntariado
no currículo. Tamanha é a importância do tema que, em 1998, o presidente Fernando Henrique Cardoso decretou a “Lei do Voluntariado”, regulamentando a prática. A SBD promove algumas ações que contam com o apóio voluntário de seus associados. A principal é a Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele, que mobiliza dermatologistas de todo o Brasil para o atendimento da população. O número de voluntários envolvidos no projeto cresce a cada ano: foram mil pessoas em 2003, já no ano passado, esse número aumentou em 50%. Para o coordenador da Campanha, Dr. Lúcio Bakos, os militantes demonstram espírito de colaboração com uma parcela de brasileiros carentes de tratamento especializado. “Parte da demanda reprimida da rede pública tem a oportunidade de ser atendida por especialistas”, afirma o médico. Além disso, os médicos podem conversar diretamente com os pacientes disseminando informações preventivas contra o câncer da pele. “É uma maneira direta de influenciá-los sobre os cuidados com o sol e profilaxia da doença. Depois, esses conhecimentos são multiplicados”,
50% dos voluntários brasileiros afirmam serem motivados pela satisfação em ajudar ao próximo;
Foto: Andréa Fantoni
38% pelo sentimento de obrigação em ajudar aos menos privilegiados; 31% por motivo religioso ou de estudo. * Pesquisa do Lions Club International
enfatiza o Dr. Lúcio Bakos. O professor Cyro Festa Neto, também coordenador da Campanha, afirma que a Sociedade isoladamente não seria capaz de realizar essas ações. “Precisamos de todos os dermatologistas do País difundido conhecimentos junto a professores, associações, órgãos públicos e privados”, afirma o professor. Outra demonstração de solidariedade da classe vai acontecer no dia 11 de setembro, quando participarão da Dermatologia Solidária, no Parque da Cidade, em Brasília, durante o 60º Congresso da SBD. Na ocasião, os médicos irão informar sobre dermatoses, envelhecimento cutâneo, prevenção de doenças como câncer de pele, entre outros, para as mais de três mil pessoas que normalmente circulam aos domingos no Parque. Para participar das ações promovidas pela SBD, os interessados devem procurar as Regionais mais próximas.
* Por que ser um voluntário? Veja algumas frases mais freqüentes de voluntários: 1
Ajudar a resolver parte dos problemas sociais do Brasil. 2 Sentir-se útil e valorizado. 3 Fazer algo diferente no dia a dia. 4 Dinheiro não é tudo. 5 Fazer a diferença. 6 Conhecer gente diferente. Bem diferente e bem interessante. 7 Ver o outro lado da vida. 8 Devolver um pouco da sorte que eu tive. 9 Fazer outra coisa na vida do que auditoria interna (advocacia, engenharia, etc). 10 Aqui as pessoas realmente precisam de mim. 11 É uma terapia. 12 Aqui eu percebo que meus problemas não são problemas * Informações do site www.voluntarios.com.br
SBD
o 10 JSBD Ano IX n 4
Avaliando a parceria da SBD com a Indústria Farmacêutica Celso Sodré *
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SBD precisa de dinheiro. Para que precisa? O artigo 1° do Estatuto da SBD define claramente os propósitos da Instituição: “Art. 1º - A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), associação sem fins lucrativos (...) tem por objetivos o estudo, o ensino e a pesquisa da Dermatologia clínica, cirúrgica, oncológica, cosmiátrica, hansenologia e domínios afins”. Embora sem fins lucrativos, são necessários recursos para a SBD investir na formação científica dos associados. Mais uma vez, nós gostaríamos de propor aos associados uma reflexão sobre a delicada ética que envolve a parceria da SBD, suas Regionais, Serviços Credenciados, cada associado e a Indústria Farmacêutica. Temos claro que a relação entre médico e fazedores de remédio não pode ser nunca comercial, isto é, não se pode prescrever ou deixar de prescrever algum medicamento por receber ou não benefício pessoal ou institucional. O receituário não deve estar à venda, pois o propósito máximo de tudo que fazemos é aliviar o sofrimento do nosso semelhante. Por outro lado, é natural que o médico na hora de decidir sobre o que prescrever avalie a eficácia e segurança dos medicamentos disponíveis e que dê preferência àqueles sobre os quais tenha maiores informações técnicas, já tenha experimentado pessoalmente, conheça a apresentação, volume, cosmética, tenha oferecido um início de tratamento para um paciente, ou ainda, cujo fabricante demonstre pelo médico estima e consideração. Também é natural que este último
item crie no prescritor uma simpatia por aquela marca, facilitando a memorização do(s) seu(s) produto(s), o que possivelmente acarretará uma maior probabilidade de quando houver dúvida na escolha entre dois produtos de características semelhantes, optar pelo que lhe traga melhores lembranças. Vemos com admiração positiva os segmentos da indústria que se comprometem com parcerias de eventos que não se relacionam diretamente com os seus produtos e que não implicam necessariamente no aumento direto das suas vendas, pois ao optarem por investir nestes eventos demonstram a sua preocupação com cada um dos dermatologistas e seus anseios de saber. Temos visto, por exemplo, algumas indústrias de medicamentos sofisticados e caros, destinados à cosmiatria, cujos principais mercados de venda são as grandes capitais, apoiarem não só os eventos de retorno direto e óbvio (Congresso Brasileiro, Simpósio Nacional de Cosmiatria, etc) e aqueles realizados nas grandes Regionais, como iniciativas da SBD Nacional (Biblioteca, Simpósio de Dermatologia Tropical, etc) que nada têm haver com os produtos que comercializam. Neste caso, estão contemplando igualmente dermatologistas das mais diversas regiões do país, tanto os que se dedicam a áreas de conhecimento da Dermatologia com potencial de utilizar seus produtos, quanto àqueles que optaram por se dedicar preferencialmente ao atendimento de portadores de doenças que comprometem, principalmente, a porção menos privilegiada da nossa população e, por isto, com
pouca possibilidade de prescrever produtos cosmiátricos. Os adeptos desta filosofia de investimento são os grandes parceiros do dermatologista e não apenas do receituário do dermatologista. A eles devemos demonstrar toda simpatia porque estão realmente do nosso lado em todas as esferas de atuação. Sabemos que as leis do mercado são selvagens e quem não souber aplicar bem seus recursos, certamente verá o insucesso de seu empreendimento acontecer mais rápido do que esperava. É legítimo que uma empresa opte por anunciar apenas nas regiões com maior potencial de retorno financeiro ou mesmo em pessoas físicas, com clientela rica e seleta capaz de alavancar suas vendas, mas além de não estarem oferecendo sua contribuição para o desenvolvimento da dermatologia nacional, verão, acredito que em pouco tempo, ruir a simpatia gerada na base do simples “interesse comercial”. Finalmente, sublinharíamos algumas frases: “O receituário não está à venda”, “O apoio a SBD Nacional é o apoio a todos e a cada um dos dermatologistas associados, independente do local em que resida ou trabalhe, seja a clientela rica ou pobre, grande ou pequena, independente da sua vida acadêmica, títulos ou qualquer outro fator”. Em nome da SBD, de cada um de nós e da dermatologia nacional, peço que reparem em quem e como apóiam a SBD. Pensem e após seu julgamento retornem para cada um deles sua simpatia ou o seu descontentamento, sem que isto comprometa a qualidade de seu receituário. * Secretário Geral da SBD
Julho / Agosto - 2005 11
JSBD Ano IX no 4
Pesquisadores reproduzem pele humana in vitro Entrevista: Beatriz Puzzi
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especialista da SBD Beatriz Puzzi comanda a equipe de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) que elaborou o inovador processo de reprodução da pele in vitro no país. A pesquisa, única descrita na literatura mundial, teve início a partir de estudos da especialista com cultura de células. A descoberta pode colaborar para tratamentos em pacientes com úlceras, queimaduras e lesões, ainda em testes farmacológicos e cosméticos. O método deve ser testado em pelo menos 20 pessoas para colocação em prática. A especialista fala para o JSBD sobre a experiência: JSBD - Por favor, explique o processo de reprodução da pele humana: Beatriz Puzzi - A partir de um fragmento de pele humana de 2 X 1 cm, em condições assépticas, separa-se a derme da epiderme utilizando a enzima tripsina. São realizadas culturas celulares de fibroblastos, melanócitos e queratinócitos, separadamente, até obtenção de um número suficiente de células. A pele humana reconstruída in vitro é formada quando uma quantidade satisfatória de células de uma cultura de fibroblastos humanos é injetada numa matriz de colágeno bovino tipo I, mantida num meio de cultura específico para fibroblastos, obtendo-se assim um equivalente dérmico. JSBD – dedicou a
Quanto tempo esse trabalho?
Como é formada sua equipe? Beatriz Puzzi - Foram necessários cinco anos para chegarmos a esses resultados. As pesquisas foram idealizadas, planejadas e realizadas por mim, com a preciosa colaboração de Jussara Rehder, bióloga formada pela Unicamp e atualmente lotada no Laboratório de Biologia Molecular do Prof. Dr. Antonio Condino, no Centro de Investigação em Pediatria – CIPED/Unicamp, que cedeu espaço e pessoal para realização do trabalho. Outras ajudas importantes foram dos professores Maria Letícia Cintra, José Vassalo, Maria Helena Krammer, e, do cirurgião plástico Luis Ricardo Souto que desenvolveu dissertação de mestrado sobre o projeto. Destacaria ainda, a cooperação do Prof. Dr. Paulo Barja, do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento em Engenharia Biomédica/UNIVAP, e de seu orientando em mestrado, Tiago P. Taube, pelos estudos fotoacústicos que caracterizaram a pele reconstruida in vitro. JSBD – Em quais periódicos sua pesquisa foi publicada? Beatriz Puzzi - O processo de realização da reconstrução da pele in vitro é, até o presente, o único descrito na literatura mundial, o que foi um dos motivos para que recebesse premiação no 4th World Congress on Tissue Banking, em maio 2005, no Rio de Janeiro. Um primeiro artigo sobre a obtenção da epiderme in vitro, foi publicado pelo São Paulo Medical Journal e um artigo mais recente, Model of human skin reconstructed in vitro, aceito para publicação na mesma revista. Também em 2004, foram publicados pôsteres nos Anais dos congressos da RADLA e do
Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia. JSBD - Qual a vantagem da nova técnica? Beatriz Puzzi - Utilizando a pele humana reconstruída a partir de fragmento de pele do próprio paciente, não haverá rejeição, possibilitando a realização de enxertos autólogos em pacientes com áreas doadoras escassas, como, por exemplo, grandes queimados. As células podem ser congeladas para eventual uso futuro, não havendo necessidade de novas coletas. Esta nova técnica também permitiu a certificação das técnicas empregadas nas culturas de células da pele, que resultam em células possuindo as mesmas características que as da pele in vivo, o que garantiu que os implantes autólogos de culturas de células da pele em pacientes com ulceras e vitiligo tivessem excelentes resultados, como foi realizado com sucesso em diversos casos clínicos desde 1998. Não podemos comparar esta nova técnica com outras existentes, uma vez que, até o momento, a pele reconstruída ainda não foi implantada em nenhum paciente. JSBD - Quando o procedimento deve ser recomendado? Quando estará disponível? Beatriz Puzzi - O procedimento deve ser recomendado para pacientes com lesões extensas e, portanto, áreas doadoras escassas, em casos como queimaduras, podendo ser também empregado em úlceras de pele de difícil cicatrização e traumas mecânicos. Até o momento não há previsão de tempo para a disponibilidade desse tratamento.
SBD
o 12 JSBD Ano IX n 4
Pesquisa aponta proteína no combate ao melanoma
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m grupo de pesquisadores argentinos do Laboratório de Terapia Genética do Instituto Leloir identificou a proteína chave denominada Sparc, abrindo caminhos na luta contra o melanoma. Publicado em junho pela revista científica Cancer Research, a pesquisa afirma que tumores cancerígenos conseguem desativar, ou pôr a serviço de seu próprio crescimento, as mesmas células imunológicas que
Clube de Revista
seriam capazes de destruí-los. Segundo o líder do grupo, Osvaldo Podhajcer, nos testes feitos com animais utilizando células de câncer de pele humana, observou-se que a proteína Sparc une os glóbulos brancos ao tumor. O cientista explica que a proteína age confundindo o sistema imunológico. Logo, se for bloqueada, o sistema imunológico poderá atacar e destruir o tumor. Segundo Osvaldo Podhajcer,
os ensaios comprovaram que "não é necessário obstruir Sparc em todas as células cancerígenas", porém, para que o sistema imunológico reconheça e elimine o tumor é suficiente bloqueá-la em 10% das células de melanoma.
Alberto Cardoso *
Elgart ML. Medical Pearl: Permethrin can prevent arthropod bites and stings. J Am Acad Dermatol 2004; 51: 289 Permetrina é um inseticida sintético. Ele assemelha-se a um piretróide natural encontrado no crisântemo, mas é fabricado quimicamente. É neurotoxico para insetos e tem capacidade para abatê-los e quando borrifado diretamente sobre o inseto tem efeito muito rápido. O inseto é paralisado primeiro e depois morre rapidamente. Permetrina é bem conhecida dos dermatologistas. Ela é encontrada no Nedax-Plus (Laboratórios Stiefel ltda, Guarulhos- SP) produto que contêm permetrina a 5%, e que é usado para tratar escabiose. A vantagem desse produto no tratamento da escabiose é que permanecem ativo na pele por sete dias. Por isso se o paciente entrar em contato com alguém com escabiose, a permetrina que permanece na pele irá protegê-lo de uma reinfecção. Ainda que resistência na escabiose não tenha sido relatada,
existe resistência à permetrina na pediculose. Uniformes tratados com permetrina são efetivos contra a pediculose do corpo. Além do sarcoptes a permetrina é tóxica para outros insetos, incluindo abelhas, tungas, mosquitos, moscas e carrapatos. Adicionese que permetrina usada para tratar mosquiteiros reduziu a malária no Kenia. Permetrina tem sido usada no vestuário e em uniformes. Durante a operação "Tempestade no deserto", em 1990, os uniformes usados foram tratados, bem preparados, podem dar proteção por duas semanas, mesmo com duas lavagens. Os carrapatos que se deslocam por 10 polegadas de tecidos tratados caem das roupas como se repelidos. Muitos carrapatos morrem por esta limitada exposição. Outros testes têm mostrado que, depois do tratamento uniformes leves de batalha com cerca
de 1,3 mg de permetrina dão uma proteção de 97,7% contra picada de mosquitos e 99,9% quando usado com DEET aplicado sobre a pele. Permetrina creme a 5% é fabricado para uso sobre a pele. A medicação é liberada para uso em escabiose e o uso do mesmo na pele exposta pode evitar picada de insetos por uma semana ou mais. Mosquitos, pulgas, carrapatos, e outros artrópodes não são repelidos, mas se eles pousam sobre a pele pré-tratada com permetrina, eles morrem. Raramente picam. Permetrina usada na lavagem de roupa previne picada de insetos. A permetrina pode ser usada diretamente sobre a pele para evitar picada de artrópodes e as possíveis doenças transmitidas por eles. A medicação fornece significante proteção em áreas endêmicas contra doença de Lyme, leishmaniose, malária, doença do sono, oncocercose, vírus do Oeste do Nilo, encefalite eqüina do Leste e uma grande quantidade de outras infecções transmitidas por insetos. * Coordenador Médico do Jornal da SBD
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JSBD Ano IX no 4
SBD promove Ação Nacional de Combate à Hanseníase
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Sociedade Brasileira de Dermatologia promoveu nos meses de julho e agosto a Ação Nacional de Combate à Hanseníase, nos estados de Goiás, Rio de Janeiro, Pará e Espírito Santo. Foram envolvidos seis municípios e 29 unidades de saúde, totalizando 3.572 consultas, com detecção de 88 casos novos e 24 encaminhamentos para exames complementares. “O diagnóstico precoce e a descentralização do atendimento são os principais objetivos do projeto, como também o treinamento dos profissionais das unidades básicas de saúde, a fim de facilitar o acesso ao diagnóstico da população em postos perto de suas casas”, afirma a coordenadora do Departamento de Hanseníase da SBD, Dra. Maria Leide de Oliveira. De acordo com a especialista, os profissionais da área ainda desconhecem os sintomas iniciais da doença especialmente as alterações do sistema nervoso autonômico, quais são as áreas com diminuição da sudorese e rarefação de pêlos, decorrentes do comprometimento da inervação ramuscular. Ou alterações da sensibilidade secundárias ao dano de troncos nervosos periféricos, sem lesões cutâneas. O mote para atrair a população é: quem apresentar qualquer lesão na pele deve procurar os postos de saúde nos dias da Ação Nacional de Combate à Hanseníase. Para esclarecer sobre os sintomas da doença, a SBD produziu dois modelos de cartazes de divulgação, totalizando 30 mil cópias, que já estão sendo distribuídas para as Regionais, os Serviços Credenciados, ONGS e os postos de saúde, conforme o crono-
grama da Campanha. - Um dos cartazes chama atenção para a prioridade do diagnóstico precoce em crianças. O outro enfoca o diagnóstico precoce, apresentando diferentes manifestações clínicas explica Maria Leide de Oliveira. A Ação Nacional de Combate à Hanseníase tem apoio do Ministério da Saúde, das Secretarias Estaduais e Municipais, de Organizações Não Governamentais e conta com a participação voluntária de residentes, professores do Serviço de Credenciados e dermatologistas da SBD, além de médicos do Programa da Saúde da Família. Maria Leide de Oliveira considera o número de atendimentos nesses dois meses bastante representativo. “As 3.572 consultas realizadas em quatro dias nessas unidades, equivale a 223 turnos ambulatoriais, com 16 consultas. Uma amostra da contribuição das campanhas para a minimização da
demanda reprimida de dermatologia e tratamento de outras dermatoses, entre elas o câncer de pele”, finaliza a especialista. Ainda estão programadas três ações em agosto, nos cidades de Belforoxo e Queimados (RJ) e em João Pessoa (PA).
Goiás – Em Luziânia, no estado de Goiás foram 604 atendimentos, dos quais 13 são novos casos. Ainda foram observados dez casos antigos e um recidivo. Entre os dias 4 e 5 de julho, 176 profissionais de saúde de Luziânia e da cidade vizinha Cristalina freqüentaram o treinamento. Coordenador local: Dra. Simone de Paula e Silva e dermatologistas do Distrito Federal. Pará – Com 5.510.849 habitantes, o Pará é considerado o quarto estado mais endêmico em hanseníase, correspondendo a 15% do total de casos registrados no País. No dia da campanha foram detectados 3,48% do total de 1.264 atendimentos. Coordenador local: Dr. Fernando Augusto Carneiro. Espírito Santo – Com 3.298.514 mil habitantes, o estado é considerado endêmico: são 5,14 doentes para cada dez mil habitantes. Foram arregimentados onze postos de atendimentos com 860 pessoas atendidas. Ao todo foram detectados 18 novos casos e um suspeito. Coordenador local: Dra. Lúcia Diniz. Rio de Janeiro – Com 150 mil habitantes, a região de Queimados tem 4,8 doentes para cada dez mil habitantes. Foram atendidos 844 pessoas, com 13 novos diagnósticos de novos casos e dois suspeitos. Coordenador local: Dr. Arles Brotas.
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14 JSBD Ano IX no 4
A Campanha Nacional de SBD sugere Prevenção ao Câncer da Pele atividades de *Drs. Lucio Bakos e Cyro Festa Neto
É
inegável a importância do câncer cutâneo para nós dermatologistas, seja no controle, tratamento e principalmente na capacidade de podermos reconhecê-lo dentre outras lesões cutâneas, fato que nos diferencia das outras especialidades. A Campanha Nacional de Câncer da Pele além de ampliar a detecção, a prevenção e o controle, mostra a população geral qual o verdadeiro papel do dermatologista junto a esta doença. Hoje já é uma realidade as ações realizadas pela SBD mobilizando suas distritais, serviços credenciados e muitos colegas voluntários como parte integrante desta campanha. A meta proposta para estes dois anos de gestão da nova diretoria da SBD junto a nós organizadores da Campanha é expandir ações e formar uma rede entre todos nós dermatologistas em um Programa Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele. Deste, estariam envolvidos o Dia do Câncer da Pele, que pelo sucesso e anos de experiência será mantido em seus moldes habituais, e também outras ações. A tentativa é sempre mobilizar a maior parte de nossa sociedade com uma série de medidas efetivas que auxiliariam no reconhecimento precoce e na prevenção do câncer cutâneo. As unidades credenciadas da SBD e entidades conveniadas poderiam ser estimuladas a fortalecer rotinas para atendimento de câncer da pele e promover maior integração com secretarias estaduais e municipais de saúde. Com isso, no futuro, obteríamos através das notificações destas unidades um conhecimento maior da incidência do câncer de pele no país.
Outra ação efetiva, e parte dela já realizada, seria a elaboração de material educativo para organização de cursos de atualização voltados aos profissionais da área de saúde difundindo conhecimentos do câncer da pele e fotoproteção nos meios educacionais fundamentais e no trabalho, principalmente rural. A associação com entidades públicas e privadas na veiculação destas informações seria de grande valia. Poderiam ser mobilizados o INCA/Ministério da Saúde, o MEC, Secretarias Estaduais/Municipais de Saúde, Secretarias de Educação, entidades desportivas, órgãos ruralistas e de trabalhadores do campo dentre outros. O objetivo seria oferecer noções básicas de prevenção do câncer cutâneo aos profissionais que estejam envolvidos nestas áreas e que trabalhem no Programa de Saúde da Família em projetos de saúde da família. Finalmente oferecer subsídios para uma melhor saúde dermatológica, principalmente as de interesse sanitário como o câncer através da mídia impressa e televisiva. Infelizmente a SBD isoladamente não seria capaz de realizar todas estas ações; porém, com o apoio de todos os dermatologistas do nosso país veiculando conhecimentos junto a professores, associações, órgãos públicos e privados estaríamos, num exercício de cidadania, auxiliando nossa Sociedade, a população de maneira geral e a nós mesmos enaltecendo tão nobre especialidade. * Coordenadores da Campanha
reforço para a Campanha
O
presidente da SBD, Dr. Sinésio Talhari, sugeriu as Regionais que desenvolvam, somando esforços à Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele, atividades paralelas com o objetivo de capacitar médicos do Programa de Saúde da Família (PSF) da capital e do interior dos estados brasileiros. Essa capacitação poderá ser feita através de palestras e treinamentos, na semana anterior ao atendimento com médicos generalistas e enfermeiros. A idéia é realizá-los no horário de trabalho dos médicos e técnicos de saúde, com a cobrança de marcação de ponto, antes e ao final das aulas. Os controles de pontos deverão ser encaminhados às secretarias ou centros de saúde. Como sugestão, a SBD está produzindo um material a ser utilizado no programa – desenvolvido no projeto-piloto de Manaus, realizado este ano. A todos os treinados são ministradas aulas sobre os aspectos clínicos e evolutivos dos principais cânceres da pele, com enfoque especial aos diagnósticos diferenciais de diversas manifestações dermatológicas. Serão fornecidos cartilhas e cartazes com textos e fotos didáticas sobre diagnósticos para os profissionais da saúde envolvidos. As aulas deverão ser ministradas por médicos dermatologistas, com duração de duas a três horas.
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JSBD Ano IX no 4
XXVII Curso Internacional de Dermatologia Tropical e Meio Ambiente
Divulgação
Outra proposta do Dr. Sinésio Talhari visa que as Regionais realizem para dermatologistas e também em centros de oncologia, programas de Educação Médica Continuada em Dermatologia com temas envolvendo as duas áreas (Simpósio de Câncer da Pele). Algumas Regionais já estão se articulando para aderir ao projeto. A Presidente da Regional Alagoas, Dra. Elize C. da Silva, vai buscar o apoio das secretarias de saúde do estado, além de programar para três semanas antes da Campanha, um treinamento para profissionais de saúde e médicos do Programa de Saúde da Família (PSF). Ainda pretende levar o projeto para cidades do interior como a Arapiraca, São Miguel e Palmeira dos índios. A Dra. Aldejane G. de A. Rodrigues, presidente da Regional Pernambuco, também vai investir no treinamento de profissionais do PSF, na semana que antecede a Campanha. “A idéia é orientar sobre detecção de câncer da pele para termos uma campanha permanente na região de Recife e da Grande Recife”, afirma a médica. Já em Belo Horizonte, além de treinamento para o pessoal do PFS, a presidente da Regional, Dra. Maria Silvia Laborne A. de Souza, pretende orientar crianças e adolescentes sobre prevenção solar em algumas escolas públicas da região.
Dr. Alberto Cardoso, ao centro, discursa na abertura do evento
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SBD promoveu o XXVII Curso Internacional de Dermatologia Tropical e Meio Ambiente, no período de 11 a 13 de agosto, no hotel Jatiúca, em Maceió (AL), visando capacitar e reciclar médicos e residentes sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), hanseníase, dermatopatologia e diversas outras dermatoses tropicais. Foram 208 inscritos, com um público eclético de vários estados brasileiros, como Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe, Pernambuco, Paraíba e Ceará. O curso foi coordenado por autoridades no assunto: os doutores René Garrido Neves, Sinésio Talhari e Alberto Cox Cardoso. Para o dermatologista alagoano Alberto Cardoso, o evento foi um sucesso. Ele res-
saltou a importância de se discutir as doenças tropicais. “A SBD quer a reinserção dos dermatologistas nas políticas de saúde pública que englobam as doenças tropicais e sanitárias. No curso, foram abordados assuntos de alta relevância”, afirma Dr. Alberto Cardoso. O XXVII Curso Internacional de Dermatologia Tropical e Meio Ambiente reuniu professores com grande experiência na área. Entre os palestrantes convidados estavam o venezuelano Francisco Gonzalez, além de mestres brasileiros. Foram objetos de estudo temas como: O que há de novo: sífilis, cancroide, linfogranuloma inguinal e dobovanose, Dermatoses causadas por plantas e animais peçonhento, Esporotricose/rinosporidiose e HTLV1. “Todos os comentários que ouvi sobre o curso foram de elogios. Acho que o evento agradou em cheio a todos”, finaliza o Dr. Alberto Cardoso. Os Drs. Sinésio Talhari, René Garrido, Francisco Gonzalez e Alberto Cardoso
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o 16 JSBD Ano IX n 4
Ética em questão
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Resolução CFM 1755/04, que estabeleceu a obrigatoriedade da revalidação do título de especialista, tem provocado acirrado debate nos órgãos normativos e fiscalizadores da Medicina. A Sociedade Brasileira de Dermatologia foi uma das primeiras a criar um programa de Educação Médica Continuada para recertificação do Título de Especialista da SBD, com normas e critérios que permitissem ao seu associado obter, ao fim de cinco anos, a pontuação que lhe conferiria um certificado. O objetivo claro era atualizar seu quadro associativo, aproximando os especialistas dos conhecimentos que se renovam celeremente na medicina e, em particular na nossa especialidade. Várias sociedades vinham trilhando estes caminhos com critérios próprios. Entretanto, a referida Resolução do CFM, por determinar a obrigatoriedade, foi entendida como não asseguradora de direitos adquiridos e tem sido alvo de críticas, menos pelo seu espírito e mais pela forma, segundo mui-
* José Ramon Varela Blanco tos, precipitada, de lançamento. Em recente reunião dos Conselhos, em Natal, foram elencadas várias inconformidades. Há especialistas que obtêm seu título através do Programa Nacional de Residência Médica, que é regido por lei específica. Esses títulos podem ser registrados nos Conselhos, não havendo como obrigar tais profissionais a pertencerem aos quadros de uma sociedade de especialidade. Como re-certificar estes casos, além dos peritos judiciais, de órgãos municipais, estaduais e federais? E os médicos militares? Como explicar as Universidades fora desta questão? Em algumas especialidades há barreiras econômicas impedindo o alcance de pontuação necessária, o que não é desejável. O fato é que a questão é polêmica e merecerá debate mais amplo em reunião plenária do CFM a ser realizada após o nosso Congresso, em Brasília, a partir de 14 de setembro de 2005. O que se espera é um aperfeiçoamento da Resolução, no sentido de que o objetivo de grande valor para a Sociedade Civil, a qualificação profissional, não se esvazie por impropriedades no seu conteúdo e forma. * Comissão de Ética e Defesa Profissional
Serviços Credenciados Hospital Central do IASERJ O Dr. Sérgio Quinete indicou a Dra. Célia Regina S. C. Carvalho para ocupar o cargo de Chefe de Equipe Técnica do Serviço Credenciado do Hospital do Iaserj. A médica é responsável pela enfermaria e pelo periódico semanal Clube da Revista. “Ela também se destaca na revisão e elaboração de trabalhos para os congressos e reuniões ordinárias da Regional RJ", conta o Dr. Sérgio Quinete. Sobre a diretoria da SBD Nacional, o médico ressaltou o desempenho da nova gestão. “Com um elaborado plano, foram solicitados cadastramento dos membros dos Serviços Credenciados. Essa medida, ao meu ver, promove valorização e maior integração dos Serviços”, afirma Dr. Sérgio Quinete. Ainda de acordo com o Dr. Sérgio Quinete, o trabalho “Telangiectasia Hemorrágica Hereditária” da Dra. Gabriella Corrêa Albuquerque, membro de sua equipe, foi selecionado para concorrer ao “Prêmio Categoria Caso Clínico” do 60º Congresso da SBD que acontece em setembro, na capital federal.
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JSBD Ano IX no 4
Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo Os professores Osmar Rotta e Silmara Cestari, respectivamente, assumiram os cargos de Chefe e Vice-chefe do Departamento de Dermatologia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo, no dia 1º de julho de 2005. Serviço de Dermatologia da Universidade de Taubaté (Unitau) Fábio Timoner, professor da Faculdade de Medicina do ABC, ministrará o workshop prático “Bloqueios anestésicos loco-regionais em cirurgia dermatológica”, durante a reunião científica que acontece dia 27 de agosto, na Unitau. Segundo o chefe do Serviço, Dr. Samuel Mandelbaum, será uma aula teórica com cirurgias dermatológicas práticas na face, no couro cabeludo e na mão, sob anestesia loco-regional. O curso é exclusivo para sócios efetivos da SBD, com vagas limitadas. As informações podem ser obtidas através do telefone (12) 3625-7533. Serviço de Dermatologia do Hospital Heliópolis de São Paulo De acordo com o chefe Jacob Levites, a equipe do Serviço do Hospital Heliópolis de São Paulo ministrará cursos durante a 10ª Reunião Anual dos Dermatologistas do Estado de São Paulo, programada para o período de 24 a 26 de novembro, no The Royal Plaza, em Campinas (SP). O professor Levites abordará o tema “Luz Intensa Pulsada de Alta Energia e Laser”; já as doutoras Luciana de M. Lourenço e Fabiana A. de A. Camargo vão falar sobre “Preenchedores”, e o Dr. Domingos Jordão Neto sobre “Toxina Botulínica Face Total”. Os interessados em informações podem ligar para os telefones (011) 5573-8735/5573-5528/ 5083-3491.
Regionais
Dermatologistas paraibanos em defesa do bolso
A
Regional Paraíba encampou uma luta junto com o Conselho Regional de Medicina, a Associação Médica Brasileira e a Associação dos Médicos para discutir com a Prefeitura de João Pessoa e com a Secretaria do Meio Ambiente do Estado as conseqüências da RDC 306/04 da Anvisa, que trata sobre resíduos produzidos pelos serviços de saúde no estado. Segundo o Presidente da Regional, Dr. Otávio Lopes, logo que expirou o prazo de adaptação, o serviço de recolhimento de lixo da prefeitura foi substituído por uma empresa particular. São cobradas taxas são anuais, sendo o valor da taxa para a coleta de resíduo R$ 900,00, a licença ambiental R$ 250,00 e o licenciamento sanitário R$ 150,00. “As taxas criadas por causa dessa Resolução vão causar um impacto profundo na vida da maioria dos médicos paraibanos”, afirma o médico. Para o Dr. Otávio Lopes, a medida é exagerada porque os médicos atuam de forma responsável com a coletividade, uma premissa defendida por toda a classe. Ele considera ponto pacífico o dever de
segregar e acondicionar o lixo dentro dos consultórios, porém a retirada deve ser uma atribuição do poder público. “Acho a exigência da licença ambiental absurda, pois o princípio que a norteia é o da precaução. Ora, se nossa atividade é praticada há séculos e não existe relato de contaminação ambiental por esses resíduos, por que tanta exigência? A quem beneficiará a não ser as empresas particulares de incineração e a própria prefeitura ?”, diz. Alguns representantes da classe já se reuniram algumas vezes com os técnicos da Vigilância de Saúde Municipal e da Superintendência de Administração do Meio Ambiente com vistas na revisão da norma. Recentemente, as entidades médicas enviaram um documento para análise na Câmara Municipal e na Assembléia Legislativa. - Deixo um alerta aos colegas e dirigentes da SBD que atentem para as resoluções esdrúxulas. Protestemos diante das extorsões que nos são impostas, pois só com luta nos livramos dos que usam nossa força de trabalho para enriquecer.
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18 JSBD Ano IX no 4
Pará Pernambuco
VI Jornada Paraense de Dermatologia
Divulgação
Festa da Dermatologia Solidária Durante o mês de junho milhões de nordestinos comemoram a festa de São João. Pequenas ou grandioDermatologistas dançam quadrilha sas todas têm uma única fórmula: quadrilhas, forró, balões, bandeirolas, fogueiras, brincadeiras e guloseimas à base de milho. A Regional Pernambuco realizou para os associados um arraial beneficente, no dia 18 de junho, em Aldeia, área rural próxima a Recife. O divertimento teve também o objetivo de arrecadar alimentos não perecíveis para distribuir entre as vítimas das enchentes que danificaram várias cidades do interior de Pernambuco. “Grande parte dos dermatologistas pernambucanos e seus familiares participaram. Foram arrecadados 70 kg de alimentos”, conta a presidente da regional Dra. Aldejane Gurgel. Segundo a Dra. Aldejane Gurgel, a tradicional festa junina, com fortes raízes no Nordeste, teve origem na Europa antiga. Era uma comemoração que acontecia durante o solstício de verão – o dia mais curto com noite mais longa do ano – para festejar o início da colheita. Nessas festas eram oferecidas
Foram três dias de estudos sobre avanços, tratamentos e novidades na área de Dermatologia, durante a XXIV Jornada Norte-Nordeste de Dermatologia e VI Jornada Paraense de Dermatologia que aconteceu em maio, em Belém do Pará. Segundo a Dra. Rossana Veiga, presidente da jornada, o evento cumpriu seu papel. “Possibilitou a troca de experiências entre profissionais, proporcionando a atualização na área”, afirma a médica. Além das aulas, foi proferida a conferência “É possível eliminar a hanseníase” pelo vice-presidente da SBD, Dr. Gerson Penna. Durante a XXIV Jornada Norte Nordeste de Dermatologia foram realizados quatro simpósios, dois fóruns e três conferências.
comidas, bebidas e animais ao deus Juno da fertilidade, além da fogueira para espantar os maus espíritos e as danças características da época. Com a difusão do catolicismo, os festejos se transformaram e acabaram homenageando os santos que nasceram no mesmo período da antiga festa.
Na avaliação da presidente da Regional Rio Grande do Norte, Ládia Betânia Cavalcante, a Jornada Norteriograndense de Dermatologia (Dermanatal), que aconteceu no período de 4 a 6 de agosto, foi um misto de aprendizagem e confraternização. “Com um número de participantes expressivo, teve palestras de altíssimo nível, muito elogiadas. O que para mim não foi surpresa, tendo em vista a qualificação dos palestrantes convidados”, fala a médica. Diversos assuntos foram tratados no evento, desde
temas ligados à saúde pública como hanseníase e DST, até atopia, desordens pigmentares, câncer cutâneo, laser, cosmiatria e ética médica. A maratona científica contou com a participação de 17 palestrantes, dente eles, estava o presidente da SBD, Dr. Sinésio Talhari. “Contamos com o grande apoio da indústria farmacêutica e de farmácias de manipulação que acreditaram no evento”, afirma a Dra. Ládia Cavalcante. Ainda de acordo com a presidente, houve também a cerimônia de reinauguração do
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Rio Grande do Norte
Da dir para esq: doutoras Andréa Bezerra, Mª do Carmo Queiroz, Virgínia Cabral e Ládia Fernandes
Serviço de Dermatologia do Hospital Universitário Onofre Lopes, sob a chefia de Dr. Pedro Bezerra Trindade Neto, que passou por reformas com os recursos obtidos com a realização do 59° Congresso da SBD.
Julho / Agosto - 2005 19
JSBD Ano IX no 4
Minas Gerais A repercussão da “Campanha de Valorização do Dermatologista”, promovida pela Regional Minas Gerais, foi tanta que chamou a atenção até dos vereadores de Belo Horizonte. Preocupados com o atendimento da população por pessoas e estabelecimentos desqualificados na área de cosmiatria, decidiram discutir o assunto em plenário. De acordo com a presidente regional, Dra. Maria Silvia Laborne, foi realizada uma audiência pública, no dia 13 de junho, no Auditório da Câmara dos Vereadores, com a participação da Diretoria e de associados da Regional, da Agência de Vigilância Sanitária e, ainda, de representantes do Sindicato e
do Conselho Regional do Estado para discutir normas de controle das clínicas de estética. O objetivo é elaborar uma regulamentação municipal para o funcionamento desses estabelecimentos. “A iniciativa da Câmara Municipal de Belo Hori-
zonte, por si só, justifica a realização da Campanha e gratifica a diretoria da SBD-MG”, afirma a Dra. Maria Silvia Laborne. Ainda segundo a médica, a regional adotou nova logomarca, além de lançar o site: www.sbdmg.org.br. Divulgação
Alagoas A Regional Alagoas promove a III J o r n a d a Alagoana de Dermatologia e a V Jornada Alagoana de Dermatologia Pediátrica, nos dias 28 e 29 de outubro, no hotel Meliá, em Maceió. De acordo com a presidente, Dra. Elenize Campos da Silva, a programação abrange temas diversos da dermatologia clínica, cirúrgica e pediátrica, com ênfase em atualização terapêutica. Os interessados devem entrar em contato com Sâmia, pelos telefones (82) 3338-7959 e (82) 93064933.
São Paulo Um dia de solidariedade “O dia 5 de junho virou um marco na história recente da Regional São Paulo da SBD”, afirma a presidente da Resp, Dra. Denise Steiner. Nessa data aconteceu o “1º Mutirão de Consultas Dermatológicas”, com o objetivo de diminuir a demanda de atendimentos dermatológicos dos hospitais da Prefeitura de São Paulo. Ao todo, 122 médicos voluntários atenderam 7.186 pessoas, nos 15 postos distribuídos em vários pontos da capital paulista. Os pacientes que precisaram de tratamentos assistidos foram encaminhados para os hospitais da rede pública. O prefeito de São Paulo, José Serra, esteve no ambu-
Da esq. para dir.: Dr. Luiz Roberto Barradas, Secretário Estadual de Saúde; Dra Denise Steiner, presidente da Resp; Maria Cristina Cury, Secretária Municipal de Saúde e José Serra, prefeito de São Paulo
latório do Hospital Maurício Patê, na Penha, zona leste de São Paulo. “O sistema normal de atendimentos não consegue eliminar as filas. Daí a importância desse mutirão”, afirma Serra. Ele também elogiou a estruturação do evento. A iniciativa teve o apoio das Secretarias Municipal e Estadual de Saúde de São Paulo.
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Expressões da Dermatologia
Temos a honra de brindar a coluna com uma entrevistada muito especial: a professora Neuza Dillon, primeira Professora Titular em Dermatologia do País e a segunda do mundo. Nascida em 6 de junho de 1929, na cidade de Belém (PA), formou-se na Faculdade de Medicina e Cirurgia da Universidade do Pará, em 1957. Fez residência inicialmente em Clínica Médica e, posteriormente, decidiu se especializar em dermatologia na
JSBD – A senhora odiava dermatologia, em que momento se apaixonou pela especialidade? Profa. Neuza – Quando cheguei em São Paulo para cursar Clínica Médica no rodízio de Dermatologia. Passei a conviver com o Prof. Sebastião Sampaio. Ficamos amigos e ele convidoume para ficar na Dermatologia cuidando de pacientes com Paracoccidioiodomicose. Quando terminei a Residência Médica, fiquei ainda como estagiaria do H.C. Foi assim que me apaixonei pela dermatologia e resolvi investir nessa especialidade. JSBD - Por que decidiu trocar São Paulo por Botucatu? Profa. Neuza - Fui convidada pelo Dr. Álvaro Oscar Campana para montar a Dermatologia em Botucatu. Conversei com o responsável na época, o Prof. Raymundo Martins Castro que incentivou a
Profa. Neuza Dillon
Faculdade de Medicina da USP. Em 1967, passou a responder pelo Serviço de Dermatologia da, então, Faculdade de Ciências Médicas e Biológicas de Botucatu. Em 1974, prestou concurso para Professor Livre Docente na Escola Paulista de Medicina e, no ano seguinte para Professor Titular na Faculdade de Medicina de Botucatu (Unesp). Na SBD, em 1977, foi vice-presidente da Regional São Paulo.
minha vinda para cá. Tive o aval do Prof. Sampaio que me liberou por dois anos. Após este período deveria voltar para o HC da USP. Só que me envolvi tanto com a organização da dermatologia na Unesp que lá permaneço até hoje. JSBD – Em 1967, para exigir do governo aparelhamento do hospital da Funesp, os alunos resolveram fazer a "operação andarilho", em marcha até São Paulo. Lá ficaram acampados no Ibirapuera durante três meses. A sra. considera que os jovens de hoje sejam tão determinados? Profa. Neuza - Quando cheguei em Botucatu o prédio do Hospital das Clínicas estava vazio, não tinha nenhum leito ou equipamento. As aulas eram ministradas na Santa Casa de Misericórdia. Trouxe comigo uma caixa de material cirúrgico e uma de slides, ambas cedidas pelo Prof. Sampaio, único material
utilizado nas aulas. Na Operação Andarilho, eu também participei dela, permaneci no acampamento doando alimentos e ajudando no preparo das refeições. Os Dermatologistas de hoje, de modo geral, não reivindicam por melhorias na área. Infelizmente, eles estão determinados somente a ganhar dinheiro. JSBD – Na Funesp, logo decidiu separar a clínica médica da dermatologia. Ainda hoje, o Serviço que fundou é um exemplo, com 16 leitos, com mais de 20 mil pessoas atendidas. Qual a importância de ter um setor dirigido para a dermatologia? Profa. Neuza - Um maior número de leitos aumenta a demanda de doentes. Conseqüentemente, se faz necessário contratar novos docentes, pois, sem eles não há aprendizado dermatológico. O paciente internado impõe outros desafios, exige mais.