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Jornal da SBD - Nº 2 Março / Abril 2005

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X P E D I E N T E

Afiliada à Associação Médica Brasileira

DIRETORIA 20 05 - 20 06

Presidente Sinésio Talhari

Vice-Presidente

Gerson O. Penna

Secretário-Geral

Celso T. Sodré Tesoureiro

Abdiel Figueira Lima 1a Secretária Andréa M. C. Ramos 2o Secretário Heitor S. Gonçalves Diretor de Biblioteca Paulo R. Cunha

SBD

Publicação bimestral - Ano IX – nº 2 Março / Abril - 2005

C o o r d e n a d o r e s M é d i c o s : Alberto Cox Cardoso (AL) e Francisca Regina O. Carneiro (PA) J o r n a l i s t a r e s p o n s á v e l : Tatiana Gentil- Reg. MT no 22.375 R e d a ç ã o : Tatiana Gentil, Andréa Fantoni e Renata Porto C o n s e l h o e d i t o r i a l : Sinésio Talhari (AM), Gerson O. Penna (DF), Celso T. Sodré (RJ), Abdiel Figueira Lima (RJ), Andréa M. C. Ramos (MG), Heitor S. Gonçalves (CE), Paulo R. Cunha (SP) E d i t o r a ç ã o e l e t r ô n i c a : Nazareno Nogueira de Souza e Tatiana Gentil C o n t a t o s P u b l i c i t á r i o s : Tatiana Gentil e Priscila Rudge Simões

A equipe editorial do Jornal da SBD e a Sociedade Brasileira de Dermatologia não garantem nem endossam os produtos ou serviços anunciados, sendo as propagandas de responsabilidade única e exclusiva dos anunciantes. As matérias e textos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores.

C o r r e sp o n d ê nc i a p a r a a r e d a ç ã o d o Jornal da SBD Av. Rio Branco, 39/18º andar Rio de Janeiro – RJ - CEP: 20090-003 E-mail: comunicacao@sbd.org.br Assinatura anual: R$ 100,00 Número avulso: R$ 20,00 Tiragem: 5000 exemplares

Editorial

stamos apresentando mais um número do nosso jornal, onde o leitor encontrará as diretrizes políticas do Plano de Gestão, que contou com a colaboração de todos os colegas que participam da gestão 2005/2006. Talvez seja longo e ambicioso, porém é um plano, se não for possível concretizá-lo totalmente será um legado às diretorias que nos sucederão. Há também noticias sobre o TED 2005. Segundo palavras do mestre João Gontijo, entrevistado neste numero, o “Título de Especialista da SBD é o melhor e indispensável atestado que o dermatologista deve ter a respeito de sua competência para exercer a especialidade”. Segundo o colega Paulo Cunha, o TED deve refletir a vivência do dermatologista. Aproveitamos para alertar os médicos recém formados para não se inscreverem em “Cursos de pós – graduação“ que são verdadeiras arapucas, caça-níqueis e não preparam devidamente os colegas nem para o exercício da profissão, nem para o TED. Os Anais Brasileiros de Dermatologia completa 80 anos e o Dr. Everton Vale juntamente com Bernardo Gontijo anunciam mudanças. Nova seção denominada “Em pauta” está sendo lançada onde temas controversos serão debatidos por vários colegas. A coordenação é da Drª Regina Carneiro, neste número o tema é ”o tratamento do herpes simples”. È importante a leitura do artigo “Pesquisa afirma que sol faz bem, contrariando estudos sobre o tema”. É um assunto controverso, novo, que é comentado por colegas experts como Lúcio Bakos, Bernard Ackerman e José Antonio Sanches. Encontramos ainda comentários do secretário da SBD Heitor de Sá Gonçalves sobre mais uma medida do Ministério da Saúde que poderá ser desastrosa para os pacientes de hanseníase e para a saúde pública. Despedimo-nos, esperando que façam uma agradável leitura Alberto Cardoso

Sociedade Brasileira de Dermatologia

Esta é uma publicação da Sociedade Brasileira de Dermatologia, dirigida aos seus associados e órgãos de imprensa.

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4Painel 4Calendário

Sumário

4Coluna da Diretoria

4Coluna do Tesoureiro 4Medicina Estética não será reconhecida como especialidade

4Mudanças no TED agradam candidatos 480 anos dos Anais: reforma editorial 4Plano de gestão 460º Congresso da SBD

4Atlas Dermatológico e Dermlist: iniciativas visam a difusão do conhecimento 4Anúncios e entrevistas devem seguir normas do CFM 4II Simpósio Latino-americano de Alergia Cutânea

10 4Pesquisa afirma que sol faz bem, contrariando estudos sobre o tema

12 4Esperança para doentes com melanoma 4Tradicional cinema do Rio abriga Simpósio de DST/AIDS da SBD 13 4Doenças Tropicais 4Revalidação de Títulos da AMB 4XXIV Jornada Norte-Nordeste de Dermatologia 14 4Em pauta - Herpes simples recorrente: tratamento

15 4Estréia campanha contra a hanseníase da SBD 4Alta à distância para doentes de hanseníase pode ser desastrosa para a saúde pública 16 4Serviços Credenciados 17 4Departamentos 4Clube de Revista 18 4Regionais

19 4Ética em questão

20 4Expressões da Dermatologia: João Gontijo Assunção


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Painel 4 Dr. Lauro Lopes Filho toma posse no CBC O professor da Universidade Federal do Piauí, Dr. Lauro Lourival Lopes Filho, é o primeiro dermatologista brasileiro a assumir um posto no Colégio Brasileiro de Cirurgiões, Capítulo Piauí. A posse foi no dia 12 de fevereiro de 2005.

4 Chats dos Departamentos Especializados estão de volta As doenças psicocutâneas foram vistas no chat comandado pela coordenadora do Departamento de Dermatologia Integrativa, Dra. Marcia Senra, no dia 16 de março. A conversa discorreu sobre temas relacionados à visão integrada de corpo e cérebro. No dia 18 de abril, foi a vez do

tema “Onicomicoses”. A Dra. Ligia Ruiz falou sobre tratamentos e diagnósticos das doenças das unhas. A Dra. Maria Ester Café, coordenadora da mídia eletrônica, mediou os encontros virtuais. 4 Curitiba receberá Congresso da SBD A cidade de Curitiba, no Paraná, sediará o 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Presidido pelo Dr. Júlio César Empinotti, o evento será realizado de 6 a 10 de setembro de 2006. Segundo ele, os trabalhos para o maior evento promovido pela SBD já estão a todo vapor.

4 Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele

A sétima edição da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele da Sociedade Brasileira de Dermatologia será no dia 10 de dezembro de 2005. A Campanha do ano passado atendeu 33.682 pessoas em todo o Brasil, quando foram detectados 2.840 casos de câncer da pele, ou seja, 8,4%. 4 Obituário É com pesar que a SBD comunica o falecimento do Dr. Arlindo Ferraro e do Prof. Antar Padilha.

4 Errata: Na última edição do Jornal, a seção Clube de Revista publicou erroneamente o termo invermectina, ao invés de ivermectina.

Calendário de eventos da SBD Maio

4 5

5-7 6-9

Quarta

Quinta

Quinta a sábado

Sexta a segunda

Reg. MG

Reg. RN

11

Quarta

Reg. SE

13-14

Sexta e sábado

Reg. SP

Sábado

Reg. FL

13 14 14

16-20

Sexta

Sábado

Segunda a sexta

- Curso - Peelings Químicos (prático) - SBD

Reg. RJ

19-21

Quinta a sábado

Reg. PA

Reg. PA

20-21

Sexta e sábado

Reg. RJ

21

Sábado

Reg. MA

25 25 25

Sábado Quarta Quarta Quarta

- Reunião Científica - SBD

Reg.MG

Reg. ES

21

- RADLA - Reunião Anual de Dermatologistas Latinoamericanos B. Aires - Arg. - XXXVIII Jornada Goiana de Dermatologia - SBD

Quinta a sábado Quinta a sábado

- 8th Congress of the European Society of Paediatric Dermatology - Budapest

Reg.GO

19-21 19-21

- Reunião Mensal-SBD

- Reunião de atualização-SBD

Reg. FL

Reg. RJ

Reg. MA Reg. AL

- Terapêutica Dermatológica SBD - R. Mensal - SBD

- Semana da Acne - SBD

- XIX Jornada Capixaba de Dermatologia - Centro Conven. de Vitória - SBD - XXIV Jornada Norte-Nordeste de Dermatologia - SBD Estação das Docas - VI Jornada Paraense de Dermatologia - SBD

- 3º Encontro dos Cirurgiões Dermatológicos do RJ-CBC-SBD - II Jornada Fluminense de Terapêutica Dermatológica - SBD - Workshop de Cirurgia Dermatológica - SBD - Reunião Mensal - CBC - SBD

- Reunião de Casos Clínicos - SBD

- Reunião Mensal de Dermatologia - Casos Clínicos/Palestra - SBD

25

Quarta

Reg. PE

- Pérolas Cirúrgica - SBD

30

Segunda

Reg. SE

- Reunião Administrativa - SBD

28

Sábado

Reg. CE

- Curso avançado de Toxina Botulínica - SBD


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o lançarmos a chapa para concorrer à presidência e vice-presidência da nossa Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), nos propusemos a continuar na trilha dos que nos antecederam buscando a profissionalização da SBD. Em assim sendo, ao sermos eleitos, propusemos, em Natal, a todos os colegas que aceitaram nos ajudar na gestão 2005/2006, a necessidade de elaborar um Plano de Gestão, e que cada um deveria elaborar suas metas para o período. Esse plano nada mais é do que a expressão escrita do que cada um gostaria de realizar nesses dois anos, balizados pela diretriz política da diretoria central, de modo a permitir que elas se concretizem segundo a disponibilidade orçamentária que a SBD vem mantendo nas últimas gestões. A preparação desse plano foi laboriosa, discutida, levou seis meses para chegar a essa versão final, e isso só foi possível graças à colaboração de cada um que colocou um tijolo nessa construção coletiva e democrática e ao trabalho incansável de nossos colegas Celso Sodré, Abdiel Figueira, Heitor Gonçalves e Andréa Ramos na consolidação de todas as metas, além da dedicação do nosso time de apoio da SBD.

Coluna da Diretoria

Ao entregarmos esse plano ao Conselho Deliberativo e a todos os associados, através de nosso site, no segundo mês de nossa gestão, tornamos público os compromissos que estamos assumindo e sobre os quais pretendemos prestar contas em um Relatório de Gestão ao final de 2006. Após a conclusão desse plano, a diretoria fez uma distribuição de tarefas com a finalidade que cada um dos componentes da diretoria tenha a responsabilidade na execução e no acompanhamento da execução de cada uma das metas traçadas no plano. Seu monitoramento global deve ser feito pelo Secretário Geral, o qual deverá colocar como tema permanente de pauta das reuniões

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de diretoria o cumprimento das mesmas. As diretrizes políticas do plano são: l Envidar todos os esforços para indexação dos Anais Brasileiros de Dermatologia no Index Medicus. l Propor a realização de um Censo Dermatológico, com a finalidade de ter uma visão do quadro nosológico de doenças de pele em nosso país. l Intensificar o intercâmbio da SBD com entidades internacionais l Inserir a SBD nas políticas de controle das endemias dermatológicas de interesse sanitário. l Intensificar a integração da SBD junto aos órgãos representativos da categoria médica (CFM e AMB). l Promover a valorização profissional e defesa do mercado de trabalho do dermatologista. l Implementar estratégias de apoio aos Serviços Credenciados estimulando o ensino, a pesquisa e a extensão, promovendo o recadastramento desses serviços. l Implementar produtos e serviços da SBD em benefício do associado. l Implementar ações de interesse da sociedade civil no âmbito da dermatologia. Diretoria da SBD


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Coluna do Tesoureiro

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Abdiel Figueira Lima

pós 10 anos contínuos de dedicação à Regional RJ, assumi esta função por convite da diretoria eleita para a gestão 2005-2006. Encontramos uma SBD demonstrando uma estabilidade financeira à altura dos nossos antecessores. Cabia em primeiro lugar, após gerar a previsão orçamentária, o estabelecimento dos valores da anuidade para 2005; o Conselho Deliberativo já havia decidido anteriormente sobre a aplicação do IGPM; assim foi feito e, repetindo a mesma forma de parcelamento aplicada pela gestão anterior e que certamente agradara a maioria dos nossos associados, concedemos também um desconto para o pagamento em cota única. Sempre é importante lembrar, sobretudo aos mais jovens associados, que a SBD faz destes valores o repasse estatutário para cada uma das Regionais que compõe este grande universo dermatológico brasileiro, e que as anuidades representam 36% da receita projetada para este ano. Procurando um formato cada vez mais adequado de devolver ao associado um justo retorno, esta diretoria acaba de concluir o seu Plano de Gestão, que será enviado a todos, demonstrando as intenções dos 18 departamentos especializados que compõem a nossa estrutura; os vários eventos que serão realizados no território nacional procurando sempre manter a atualização científica; a expansão da Educação Medica Continuada; o nascimento de um site individualizado para os Anais, cumprindo assim mais etapas na busca de sua plena indexação; a manutenção e otimização dos nossos meios de comunicação, jornal e site etc. Evidentemente que toda esta movimentação representa despe-

sas e o caixa da SBD é finito; a captação de patrocínios de nossas atividades envolvendo a indústria farmacêutica está sofrendo adequações ao longo do tempo em face de visão diferenciada nos seus investimentos. A canalização de todos os meios e métodos dirigida aos nossos parceiros vem sofrendo a participação bastante negativa de iniciativas isoladas por parte de grupos que não valorizam a nossa instituição e dificultam as nossas negociações. Impor condições e restringir o trabalho de divulgação da indústria que já se encontra parceira da SBD é, no mínimo, falta de visão coletiva e institucional. Outra fonte de captação de recursos é o Congresso que a partir deste ano muda de nome para Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia, mostrando mais um passo na reaproximação dos objetivos, na organização e gerenciamento. Na qualidade de tesoureiro da SBD, desenvolvo uma atividade de interface junto à tesouraria e presidencia do Congresso onde acompanho passo a passo este grande evento; estive em SP conhecendo a empresa organizadora e que deixou as melhores impressões em qualificação e capacitação profissional, sedimentando a impressão de que será mais um grande evento. Como resultado desta proximidade entre Congresso e SBD cada vez maior, já estamos iniciando outra interface junto ao de 2006. Assim resta registrar nosso desejo de fazer o melhor, contando sempre com a participação da nossa comunidade q dermatológica.

Medicina Estética não será reconhecida como especialidade

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Conselho Federal de Medicina negou o pedido de reconhecimento da medicina estética como especialidade, informou o coordenador da Câmara Técnica sobre Produtos e Técnicas em Procedimentos Estéticos, Dr. Antônio Gonçalves Pinheiro. Representando a dermatologia, o Dr. Sérgio Talarico participou da reunião realizada no dia 11 de fevereiro, em Brasília. Em relato à SBD, Dr. Talarico descreveu os trabalhos da Câmara Técnica, que recebeu um representante da Anvisa para prestar esclarecimentos sobre a aprovação de produtos utilizados nos procedimentos estéticos. Além disso, os participantes tomaram conhecimento da atuação da SBD contra propagandas médicas e deliberaram sobre consultas encaminhadas ao CFM a respeito das técnicas de hidrolipoclasia aspirativa e intradermoterapia, consideradas carentes de fundamento científico q para manifestação.


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Capa

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Mudanças no TED agradam candidatos

arece que a Comissão do Título de Especialista conseguiu acabar as polêmicas da prova. A avaliação geral dos candidatos é que a prova estava difícil, porém bem formulada. “Achei que estava bem abrangente, mas pelo que estudei dos anos anteriores, essa foi mais acessível, uma prova para avaliar quem realmente estudou”, disse a Dra. Márcia Barcaro, residente do Ambulatório de Dermatologia Sanitária de Porto Alegre. Realizado no dia 3 de abril, o Exame para Obtenção do Título de Especialista em Dermatologia da SBD reuniu 398 candidatos em São Paulo. Para o presidente da comissão, Prof. Dr. Paulo Cunha, a prova deve refletir a vivência do dermatologista. “Não há nenhum interesse da banca em incluir curiosidades científicas ou rodapés de livros. Procuramos fazer uma prova sem um excesso de exigências, mas que tivessem questões que um bom dermatologista deve saber”. De acordo com ele, a prova tem 25% de questões difíceis, 25% fáceis e 50% de questões de nível médio, e todas elas são previamente discutidas e aprovadas pelos membros da comissão. Mas para as residentes Juliana Nunes e Aldavania Cabral, do Hospital Universitário Onofre Lopes, em Natal, a prova teve o mesmo nível de dificuldade do exame aplicado em 2004,

“O que se espera da SBD é que a prova seja rígida e séria como sempre foi”

Fotos: Tatiana Gentil

Membros da Comissão do TED e da organização da prova da Fuvesp.

apesar de estar sem “pegadinhas”. Na opinião da Dra. Aldavania, o exame deveria ser mais voltado para a prática diária. “Às vezes são detalhes muito raros que a gente não vê no cotidiano”, disse. No entanto, todos os entrevistados concordam que os serviços credenciados da SBD preparam bem o aluno para o exame. “O que se espera da SBD é que a prova seja rígida e séria como sempre foi”, disse Dr. Cunha. Os candidatos sugerem à comissão que seja reduzido o tempo de prova, ou que a primeira parte seja eliminatória. A primeira etapa, com três horas de duração, abrange as questões clínicas objetivas. Já a segunda parte, com quatro horas, inclui em uma só prova

teórico-prática as questões de histopatologia, micologia e propedêutica laboratorial. Para o Dr. Paulo Cunha, essa é a forma mais justa. “Isso evita que o candidato que tenha ido muito bem na prova teórica ou na clínica, seja reprovado por apenas uma questão de histopatologia ou micologia”, disse. Pela segunda vez no exame, a Dra. Cíntia Gründler, do Hospital das Clínicas de Porto Alegre, acha que a prova deveria ter menos questões e ser regionalizada. “Como é muito exaustivo, seria melhor se não precisássemos nos deslocar tanto”, sugeriu. O Prof. Dr. Paulo Cunha afirma que todas as sugestões serão avaliadas pela comissão que realizará a prova no próximo ano. q


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80 anos dos Anais: reforma editorial

ara comemorar os 80 anos de publicação, os Anais Brasileiros de Dermatologia ganharam nova capa. Outras novidades vêm por aí. Em entrevista para o Jornal da SBD, o Dr. Everton Vale contou que desde que assumiu a coordenadoria científica dos Anais, a atual equipe editorial médica, chefiada pelo Dr. Bernardo Gontijo, tem trabalhado incessantemente. “O profícuo trabalho das equipes anteriores, sob a direção da Profª Leninha do Nascimento, JSBD - Quais as principais mudanças dos Anais? Dr. Everton - Entre elas, a principal mudança diz respeito às novas normas para publicação nos Anais, que obedece a regras metodológicas amplamente aceitas e recomendadas por periódicos reconhecidos. Além de valorizar os artigos publicados, o respeito a essas normas visa ainda tornar a leitura de trabalhos científicos agradável. Também a avaliação dos trabalhos foi consideravelmente reformulada para agilizar o processo, com redução do prazo entre a entrada e a publicação do artigo. O Conselho Consultivo foi ampliado, sendo a avaliação do trabalho reduzida a dois pareceristas. Os trabalhos de investigação são submetidos a parecer técnico estatístico e metodológico. Foram ainda criados os Conselhos Editoriais Nacional e Internacional para dar suporte científico à Coordenadoria Editorial e ao Conselho Consultivo. Com o intuito de estimular a publicação nos Anais, foi instituída a premiação dos melhores artigos de investigação e caso clínico do ano. Ainda novas seções foram criadas – “Memória”, “Anais – 80 anos” e “Síndrome em questão”. JSBD - Por que a revista não será mais bilíngüe? Dr. Everton - Anteriormente havia a idéia de que para se obter a indexação internacional, o periódico deveria ser bilíngüe, originalmente em português, com ver-

permitiu aos Anais atingir uma posição respeitada”, ressalta Dr. Everton. As mudanças foram implementadas com o objetivo de atender às exigências não apenas dos dermatologistas, como também de profissionais de áreas afins no âmbito nacional, além de obter o reconhecimento internacional que venha a culminar com a indexação pela National Library of Medicine/Index Medicus. Leia a seguir:

são para o inglês. Ficou claro para a equipe editorial que isso não seria um requisito imprescindível à indexação. Levando-se em conta que deve ser mínimo o número de leitores que faziam uso da versão em inglês, o que não justificava os consideráveis custos da impressão bilíngüe, a equipe editorial resolveu suprimir na forma impressa a versão dos artigos em língua inglesa. Entretanto, essa versão permanece disponível online na base de dados SciELO e no site da SBD.

JSBD - Quais trabalhos são prioritários na seleção? Dr. Everton - O Conselho Editorial dá prioridade aos trabalhos que apresentem diferentes formas de inovação científica ou que incorporem novas tecnologias. Entretanto não é deixado de lado o histórico compromisso social dos Anais, que continua privilegiando o estudo das doenças tropicais. Esse é um diferencial que os Anais podem oferecer quando confrontados com periódicos de dermatologia em nível internacional.

JSBD - Quais os erros comuns cometidos pelos autores? Dr. Everton – Freqüentemente ocorre a não observância às normas da revista, principalmente o número de caracteres além do limite permitido para o tipo de artigo e as referências bibliográficas fora do padrão exigido. Daí porque foi instituída a avaliação técnica

como primeiro passo no processo de submissão de trabalhos para publicação. A equipe editorial dos Anais tem sido rigorosa nesse aspecto, devolvendo imediatamente aos autores, para correção, os trabalhos fora das normas. Outro problema comum refere-se à qualidade das fotografias. Solicitamos que os autores substituam as fotos de qualidade ruim. Além disso, não é incomum a apresentação de artigos com má qualidade de redação, assim como trabalhos de investigação com delineamento metodológico inadequado.

JSBD - Como é o processo de avaliação dos trabalhos? Dr. Everton - Antes mesmo de qualquer avaliação por parte dos editores científicos e de pareceristas, todo trabalho recebido é submetido à avaliação pela equipe editorial técnica, que confere o rigoroso respeito às normas para publicação. Somente após aprovação na avaliação técnica o trabalho passa pela avaliação prévia dos editores. Aprovado nessa instância, o trabalho é então enviado para avaliação dos pareceristas, exceto o de investigação, que antes deve ser aprovado na avaliação estatística e metodológica. Finalmente o trabalho deve receber o parecer final dos editores para entrarem na lista de publicação. q


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Plano de gestão

unidos de extensa pauta, a diretoria da SBD reuniu-se com coordenadores de Departamentos nos dias 25, 26 e 27 de fevereiro, no Rio de Janeiro. O tema central foi o plano de gestão do biênio 2005/2006. Sintetizando, duas frentes são pontos chaves do documento: promover a valorização profissional e a defesa do mercado de trabalho do dermatologista e inserir a Sociedade nas políticas governamentais controladoras de endemias dermatológicas sanitárias. O presidente da SBD, Dr. Sinésio Talhari, considera que as ações da entidade devem estar voltadas para a esfera social. “Devemos ter um ininterrupto exercício de reflexão sobre o nosso papel, para nos tornarmos uma entidade médica mais forte, voltada para a sociedade”, enfatiza. Para o presidente, algumas ações são fundamentais neste biênio, como a realização de um censo dermatológico visando a elaborar um quadro nosológico das doenças de pele em todo país. No campo político, o plano de governo prevê intensificar o intercâmbio da SBD com entidades congêneres internacionais, além de dinamizar a integração com a Associação Médica Brasileira e o Conselho Fe-

deral de Medicina. Ainda implementar estratégias de apoio aos serviços credenciados, estimulando o ensino e a pesquisa. A diretoria já tem participado de movimentos em prol da classe médica, marcando presença em reuniões com representantes de entidades médicas e governamentais. Outra concentração de esforços está na tarefa de indexar a revista científica da Sociedade, os Anais Brasileiros de Dermatologia, no Index Medicus. Com esse intuito foram adotadas medidas técnicas, operacionais e políticas. Os diretores também querem facilitar o acesso dos associados à entidade. Um dos recursos será instrumentar as discussões internas da diretoria, através da página eletrônica da SBD. Para valorizar a profissão, a idéia é coordenar campanhas publicitárias, simultâneas, em parceria com as regionais. A exemplo disso, foram veiculados anúncios nos jornais de grande circulação, por ocasião do Dia do Dermatologista. As regionais de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Maranhão também fizeram outdoors. “Continuaremos preparando campanhas, além de reforçar a divulgação através de matérias no Jornal da SBD”, fala Dr. Gerson Penna. q

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60º Congresso da SBD

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Comissão em visita ao parque

60º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia terá uma seção especial: a Dermatologia Solidária, quando voluntários da SBD farão atendimentos à população de Brasília, no Parque da Cidade, e nas cidades satélites de Ceilândia e Planatina. A ação será no dia 11 de setembro, das 7h às 12h. A expectativa é atender aproximadamente a 500 pessoas. Estarão envolvidos 150 médicos, residentes e enfermeiras. O 60o Congresso da SBD acontecerá entre os dias 10 e 14 de setembro de 2005, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. As inscrições são feitas online, pelo portal da SBD (www.sbd.org.br). Outras informações podem ser obtidas através dos telefones (11) 3865-5354 ou 3864-4673 (fax) ou pelo e-mail: secretaria@malulosso.com.br.


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Atlas Dermatológico e Dermlist: iniciativas visam a difusão do conhecimento

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Internet mudou as relações mundiais, trouxe a globalização. Hoje está praticamente fora de cogitação fazer qualquer pesquisa sem navegar nas mais diversas páginas da chamada “grande rede”. Antenados com essas ferramentas, dois associados da SBD criaram os conceituados Atlas Dermatológico e o Dermlist. Concebido pelo Dr. Samuel Freire, o Atlas Dermatológico (www.atlasdermatologico.com.br) dispõe gratuitamente de 4.600 iconografias dermatológicas, incluindo doenças raras como hiperplasia siringolinfomatosa com alopecia, Doença de Woringer Kolopp, hidradenoma nodular maligno, uleritema ophriogenes, Doença de Darrier Segmentar, eritroqueratosermia simétrica e progressiva. “Ainda temos alguns casos curiosos como sarna crostosa, localizada no couro cabeludo, sem lesões de escabiose no corpo, e, uma alopecia areata perinévica”, comenta o Dr. Samuel Freire. São mais de três mil acessos ao site por mês. Segundo ele, as imagens, além de úteis para consulta, servem para apresentações médicas e ilustração de aulas. Tamanha é a importância do trabalho que o Dermatlas, site da universidade americana John Hopkins University Scholl of Medicine, propôs a troca de links para incluir mil fotos pertencentes à versão brasileira. “Atribuo esse reconhecimento à qualidade das fotos e à diversidade de doenças”, comenta Dr. Samuel Freire, que se dedica por tempo quase integral ao Atlas Dermatológico. “Quando estou no consultório, fotografo as doenças raras. À noite, em casa, transfiro as imagens para o computador. Nos finais de semanas e

feriados, as preparo no photoshop para disponibilizá-las”. A história da Dermlist (www.dermlist.med.br) começou quando o Dr. Francisco George Leal Jr. voltou do Annual Meeting de 1996. Ele trouxe na bagagem todos os acessórios necessários para atualizar o micro, com a finalidade de conecta-lo à Internet. Na época, conheceu e participou ativamente do RXDERM, um dos primeiros grupos de discussão da dermatologia. No ano seguinte, ao perceber que havia espaço para uma lista em português, criou a Dermlist: hoje, 755 pessoas, de 13 países, são cadastradas, trocando idéias sobre casos clínicos, condutas terapêuticas e participando de fóruns.

De acordo com Dr. George Leal, o ingresso é restrito a associados de qualquer categoria da SBD. “Os residentes e estagiários que ainda não pertencem a Sociedade também são bem vindos, porém devem apresentar um e-mail ou carta de recomendação por parte do staff de seus serviços credenciados”, explica. Atualmente são encaminhadas três diferentes listas semanais. “Participam desde os mais jovens estagiários e residentes aos maiores baluartes da dermatologia nacional e estrangeira, que emprestam seu vasto conhecimento e experiência. É uma interação como jamais vista, muito q empolgante”, completa.

Samuel Freire é medico dermatologista, formado na Universidade Federal de Sergipe (UFS), em 1980. Fez parte do serviço do Professor Delso Bringel Calheiros por dois anos. Em 1985, passou no concurso do antigo INAMPS. Hoje é medico do Ministério da Saúde, lotado no ambulatório do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe. Em 1996, professor convidado na cadeira de micologia da mesma universidade. Dr. Samuel também foi Gerente Estadual de Hanseníase da Secretaria Estadual de Saúde

Dr. George Barros Leal Jr. é formado pela Universidade Federal do Ceará, em 1982, após cursar internato na University of Miami/Jackson Memorial Hospital. Em 1983, no Rio de Janeiro, foi residente de pediatria do Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro (Iaserj). Posteriormente, foi estagiário do Serviço de Dermatologia da Universidade Federal de Pernambuco, chefiado pelo Professor Marcio Lobo Jardim e do Serviço de Dermatologia do Hospital St. Bartholomew, em Londres. Pertence à Academia Americana de Dermatologia e à Sociedade Brasileira de Dermatologia. dermlist@dermlist.med.br


Anúncios e entrevistas devem seguir normas do CFM

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ropaganda, publicidade, marketing, assessoria de imprensa. Com a crescente disputa pelo mercado de trabalho, as ferramentas de comunicação estão sendo cada vez mais utilizadas por médicos que buscam incrementar a clientela e promover seu nome e serviços. Mas é necessário precaução ao dar entrevistas ou publicar anúncios, pois o profissional pode sofrer punições pelo CFM (Conselho Federal de Medicina). Além do Código de Ética Médica, deve-se atender à Resolução nº 1701, que estabelece os critérios norteadores da publicidade e as restrições às participações na imprensa. Os critérios visam a evitar, principalmente, a autopromoção de médicos e o sensacionalismo de técnicas e especialidades não reconhecidas pelo CFM. Assim, entre outras normas, nos anúncios devem constar o nome do profissional, seu CRM e a especialidade, quando devidamente registrada no CRM. Além disso, os médicos nunca devem participar de anúncios de empresas ou produtos ligados à Medicina, e nem fazer propaganda de métodos ou técnicas não aceitos pela comunidade científica. Sempre que houver dúvida, ele poderá consultar a Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos (Codame), no Conselho Regional de Medicina, para enquadrar o seu anúncio dentro dos dispositivos legais e éticos. A participação na imprensa segue o mesmo preceito. Os médicos são livres para dar entrevistas e participar de programas, mas devem preservar o decoro da profissão. É proibido utilizar a mídia para angariar clientela, pleitear exclusividade de métodos diagnósticos e terapêuticos e permitir a divulgação de endereço e telefone de consultório. Ficarão caracterizadas como sensacionalistas as entrevistas onde forem divulgados métodos sem reconhecimento científico, ou as que apresentarem procedimentos que devem limitar-se ao ambiente médico. E nos casos em que o médico não concordar com as declarações atribuídas a si em matérias jornalísticas, ele deverá encaminhar um ofício retificador ao veículo e ao CRM, para isentar-se de futuras apurações de responsabilidade. Segundo o Conselho Federal de Medicina, no ano de 2004 foram julgados 37 recursos de processos abertos contra médicos por problemas éticos em publicidade e propaganda. As penas variam desde a advertência confidencial à q cassação do registro profissional.

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II Simpósio Latinoamericano de Alergia Cutânea

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população de países industrializados freqüentemente sofre com problemas alérgicos. Os principais tipos manifestados são dermatite atópica (10%), urticária (10%) e dermatite de contato alérgica (5%). Para debater o assunto, a SBD realizará o II Simpósio Latino-americano de Alergia Cutânea. Supervisionado pela coordenadora do Departamento de Alergia da SBD, Dra. Alice Alchorne, o evento será realizado nos dias 14 e 15 de outubro na Federação do Comércio, em São Paulo. Estarão em foco os principais tópicos relacionados à alergia dermatológica. Segundo a Dra. Alice Alchorne, além dos associados, o curso destina-se a diferentes especialidades como Alergia, Medicina do Trabalho e Clínica Médica. O seminário terá quatro módulos: fisiopatogenia e bases terapêuticas das dermatoses alérgicas; pruridos, urticária e angioedema; eczemas e farmacodermias, com a explanação dos principais “experts” brasileiros. As palestras serão abertas com dois cursos práticos sobre teste de contato, a serem realizados na Escola Paulista de Medicina (Unifesp) e na sede da Regional São Paulo. “Brevemente será enviado aos associados o primeiro comunicado do evento, com os detalhes sobre as inscrições, que são limitadas”, comenta Dra. Alice Alchorne. Dentre os convidados estrangeiros estão: An Goossens (Bélgica), Armando A. Alayon (México), Alicia Canavo (Argentina), Selva Iris Ale (Uruguay), Luis Conde Salazar (Espanha), Santiago Palácios (Equador), Margarida Gonçalo (Portugal), Enrique Mullins (Chile), José C. Cama (Peru), Zulhay M. T. Yépez (Venezuela), Rodrigo J. Nunez R. (Colômbia), Clara Isabel M. Fernández (Colômbia), Pedro L. Bert (Chile), Andréa Nardelli (Argentina), Beatriz M. Méndez (Peru), Natalia H. Mantilla (Colômbia), Elena Kivitko (Argentina) e Carmen Parcha (Chile).


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Pesquisa afirma que sol faz bem, contrariando estudos sobre o tema

com cautela que um dos coordenadores do Programa Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele da SBD, Dr. Lucio Bakos, interpreta a conclusão: “a exposição solar está associada a uma sobrevida aumentada ao melanoma”, da pesquisa da Dra. Marianne Berwick e associados, publicada no Journal of the National Cancer Institute. Os autores evidenciaram mais sobrevida no grupo de pacientes que tiveram maior exposição solar mas, para o Dr. Bakos, o resultado de um estudo epidemiológico feito em 528 pacientes do Estado de Connecticut é amostra significativa regionalmente, porém relativamente pequena “se levarmos em consideração a grande quantidade de portadores de melanoma cutâneo no mundo, por vezes em populações com características cutâneas bem distintas”, explica. O artigo cita o fato de a incidência de melanoma e a mortalidade terem crescido nos últimos 50 anos, em caucasianos de vários países desenvolvidos. Também frisa que a exposição solar excessiva, principalmente recreacional e intermitente, ainda é considerada o fator etiológico mais importante conhecido na gênese dos melanomas. Em estudos anteriores, alguns pesquisadores já tinham notado que a sobrevida aumentava, junto com a incidência, em algumas populações sujeitas a maior exposição solar ambiental, e sugeriram que, nessas, os melanomas poderiam ter tido um comportamento menos agressivo. Porém, Dr. Bakos argumenta que esse prognóstico poderia estar também relacionado a

uma maior precocidade na detecção dos tumores. “Ainda que a elastose, um indicador histológico reconhecido de dano solar à pele, também esteja ligada estatisticamente a uma maior sobrevida, segundo outros autores”, comenta. Outra hipótese sugere que alguns tipos de melanomas comprovadamente ligados à luz solar e associados a elastose, como por exemplo o lentigo maligno melanoma, sejam menos agressivos do que os aparentemente não ligados a ela, permitindo uma maior sobrevida aos pacientes. Segundo o Dr. Bakos, os pesquisadores especulam que a ação protetora do sol na sobrevida ao melanoma poderia ser explicada pela ação estimuladora de apoptose celular e antiproliferativa da vitamina D, já evidenciada em pesquisas com câncer de próstata, mama e colon e, in vitro, no melanoma. Entretanto, para ele, podem haver ainda diversos outros fatores determinantes para taxas de sobrevida ainda não bem estudados. Para exemplificar, o evidenciado na pesquisa da Dra. Rona Mackie e colaboradores, na qual pacientes com melanoma de poder socioeconômico mais elevado, demonstravam melhor prognóstico. O Dr. Bakos afirma ser possível que melanomas de etiologia solar possam ser mais brandos em seu comportamento, permitindo melhor prognóstico. “Agora, dizer que o sol faz bem para quem tem melanoma, não deverá ser aceito, a não ser com base em exaustivas pesquisas”, afirma.

As polêmicas da exposição ao sol

j Para pesquisador america-

no, é a vitamina D que tem relação com o melanoma. Outra advertência vem do pesquisador americano, Dr. Bernard Ackerman. Ele defende que a relação entre o melanoma e a exposição solar não está comprovada, e que o desenvolvimento desse câncer pode ser dar por uma carência de vitamina D no organismo. “Há muito mais comprovação dos danos do sol acumulado na pele do que de seus benefícios. Se a vitamina D vier a ocupar um lugar comprovado na melhoria dos cânceres, incluindo o melanoma, o mais prudente seria administrá-la como suplemento oral, evitando assim a nocividade da radiação acumulada. Os poucos minutos diários de UVB necessários para a síntese da vitamina D podem ser benéficos à saúde do paciente. Mas o excesso acumulado durante a vida certamente será prejudicial. Nesse ponto, talvez seja oportuno lembrar as palavras de Paracelso: (...) a diferença entre o remédio e o veneno é a dose (...)!”, conclui.


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Para o coordenador do Departamento de Oncologia da SBD, Dr. José Antônio Sanches, existem mais evidências implicando a luz solar como a principal causa ambiental para a origem da maioria dos melanomas cutâneos que o contrário. “No entanto, é fato que trabalhadores expostos cronicamente ao sol têm risco diminuído para desenvolver melanoma em relação àqueles não expostos ocupacionalmente ao sol, sugerindo que uma exposição crônica à RUV poderia ter um efeito protetor; além da evidência de certos melanomas surgirem em áreas não expostas ao sol. Mas as evidências dos efeitos maléficos do sol ainda estão mais bem corroboradas. Desse modo é importante, mais do que polemizar, que estudos prossigam agregando mais conhecimento, e que através dele fortaleçamos nosso bom senso”, afirma.

j Especialista fala sobre estudo que apresenta benefícios do sol em linfomas Segundo pesquisa publicada no Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, o sol é um fator positivo na diminuição da incidência em cânceres do sistema linfático. Desenvolvido por estudiosos do Instituto Karolinska, na Suécia, o estudo

As evidências dos “A efeitos maléficos do sol ainda estão mais bem corroboradas. Desse modo é importante, mais do que polemizar, que estudos prossigam agregando mais c o n h e c i m e n t o” Dr. José Antônio Sanches

aponta a redução entre 30% e 40% da presença de linfoma não-Hodgkin em pessoas com alta freqüência de banho de sol. Ou seja, aquelas que ficaram expostas quatro vezes por semana, que tiveram queimaduras provocadas pelo sol na época da juventude ou passaram férias em países tropicais. Eles confrontaram, na mesma região e período, grupos de 3.740 pacientes que tiveram câncer do sistema linfático com o de 3.180 pessoas saudáveis. O Dr. José Antônio Sanches falou sobre o assunto para o Jornal da SBD: JSBD - Fale sobre o estudo que diz que tomar sol diminui a incidência de linfomas, publi-

cado no Jornal do Instituto Nacional do Câncer dos EUA? Dr. Sanches - Resultados semelhantes a este estudo de Smedby e colaboradores, conduzido na Escandinávia, foram encontrados por Hughes e colaboradores na Austrália. São dois estudos independentes que além de colocarem em dúvida a exposição solar intensa como causa de linfoma, indicam que essa exposição poderia reduzir o risco de desenvolvimento dessa neoplasia. São estudos epidemiológicos interessantes, aparentemente bem conduzidos, que mais uma vez colocam em evidência a possível ação da vitamina D como preventiva do desenvolvimento de inúmeras doenças, incluindo os cânceres. Todo estudo necessita de comprovação posterior para que suas conclusões possam ser tomadas como definitivas. É preciso muito cuidado, particularmente em relação a esses estudos, por conhecermos o potencial carcinogênico da radiação UV, comprovado por estudos epidemiológicos e experimentais. Minha opinião é que toda nova contribuição científica, além de fascinante, deve ser encarada como desafiadora e instigante. É sempre importante revermos conceitos cristalizados como verdades q absolutas.


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Esperança para doentes com melanoma

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ma melhor qualidade de vida para pacientes com melanoma em estádios III e IV é o que promete a primeira vacina terapêutica brasileira desenvolvida pela equipe comandada pela cirurgiã oncológica, Dra. Débora Castanheira Pereira da Silva, do Hospital do Câncer de São Paulo. Embora menos freqüente do que os tumores basocelulares e os de células escamosas, o melanoma preocupa pela alta letalidade. No entanto, quando detectado nos estádios iniciais, o prognóstico desse tipo de câncer é considerado bom. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca) estão previstos 5.520 novos casos em 2005. De acordo com a Dra. Débora, a vacina é desenvolvida experimentalmente, através das

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células tumorais em metástase, do próprio doente. O tratamento pretende estimular o sistema imunológico na luta contra a doença. A vacina resulta do processo de separação das células cancerígenas do estroma, para cultivá-las em laboratório por 48 horas. Depois desse período, adiciona-se interferon [Y] e mitomicina c, para evitar a formação de outro tumor. São indicadas seis doses intradérmicas da vacina. O tratamento não provoca efeitos colaterais. “O paciente vem ao hospital, em menos de cinco minutos recebe a aplicação, podendo voltar para casa em seguida. O fato de não precisa ficar hospitalizado, permite melhor adaptação ao meio e às suas condições de trabalho. declara. A Dr. Débora desenvolve e

testa a vacina desde 1998. O trabalho foi base de sua tese de doutorado na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Em 2002, quando terminou a primeira fase de testes, dos 39 pacientes inscritos para terapêutica, 25 completaram o protocolo, quatro abandonaram e 10 não resistiram à doença. Responderam positivamente 32% deles, com diminuição do tumor e sobrevida de 23 a 26 meses. “Esse índice é alto, levando em conta a gravidade do paciente”, comenta Dra. Débora. A vacina é oferecida a pacientes do Hospital do Câncer, porém o tratamento poderá ser ampliado a depender da disponibilidade das instituições interessadas. Até agora 80 pessoas foram medicadas, mas o resultado final q ainda não foi tabulado.

rede pública e serviços credenciados da Sociedade. O simpósio contará com a presença de palestrantes de diversas especialidades. “O que com certeza enriquecerá as discussões do simpósio”, declara Dr. João. Segundo o especialista, o local escolhido é bastante conhecido e de fácil acesso para todos os participantes. Na praça em frente ao cinema será armada uma tenda onde serão distribuídos materiais educativos e esclarecimentos à população sobre as doenças sexualmente transmissíveis. O preço das inscrições será de apenas R$30, podendo ser feitas através da Regional Rio de Janeiro da SBD. “Esse simpósio mostra ainda a disposição da dermatologia em participar de forma bastan-

te ativa nos programas que tratam de nossas endemias mais importantes. Historicamente o estudo das doenças venéreas esteve sempre associado ao estudo da dermatologia. Portanto, nada mais justo e coerente que a SBD assuma seu papel na luta que se trava para diminuir a vulnerabilidade da população a esses agravos”, destaca do Dr. João Avelleira. Por outro lado, o primeiro Simpósio Nacional também dará inicio ao programa estabelecido pelo departamento de DST da SBD que tem como objetivo ampliar o ensino e o atendimento dessas doenças entre os serviços credenciados. Os interessados em se inscrever devem falar com a Ana Paula, pelo telefone (21) 22634811.

Tradicional cinema do Rio abriga Simpósio de DST/AIDS da SBD

Sociedade Brasileira de Dermatologia, em conjunto com o Ministério da Saúde, realizará o I Simpósio Nacional de DST/AIDS da SBD, no dia 11 de junho, no cinema Estação Odeon, na Cinelândia, na cidade do Rio de Janeiro. O evento será promovido pelo Departamento de DST da SBD, coordenado pelo Dr. João Avelleira, e organizado pela Regional RJ e pelo Setor de DST do Instituto de Dermatologia Prof. Rubem David Azulay. O objetivo é colaborar com o Programa Nacional de DST/AIDS do Ministério da Saúde na reversão dos indicadores das doenças, além de propor a capacitação e reciclagem nas ações de diagnóstico e tratamento das DST dos recursos humanos existentes na


Doenças Tropicais

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nalisar as relações entre meio ambiente e as dermatoses tropicais é um dos objetivos do XXVII Curso Internacional de Dermatologia Tropical e Meio Ambiente. O tradicional evento promovido pela SBD será realizado nos dias 11, 12, e 13 de agosto, em Maceió (AL). A coordenação está a cargo de autoridades no assunto: os doutores René Garrido Neves, Sinésio Talhari e Alberto Cardoso. Entre os professores convidados está o venezuelano Francisco Gonzalez, além de

mestres brasileiros. Estão incluídos no programa dois cursos práticos: a Dra. Clarisse Zaitz abordará o tema micologia e o Dr. Porfírio J. Soares Filho falará sobre histopatologia. Mais uma vez o evento terá a participação do presidente do Ibama, Dr. Marcos Barros, levantando questões relacionaq das ao meio ambiente.

stá disponível para consulta pública as normas e regulamentos previstos na Resolução do CFM nº1.755/04, que institui a revalidação de títulos de especialistas e de área dos médicos. Segundo o cronograma para a implantação, divulgado pela Comissão Nacional de Acreditação (CNA), os interessados terão até o final de abril para fazer sugestões, desde que não modifiquem o corpo do documento aprovado pelo Comitê Científico da Associação Médica Brasileira. Em junho serão publicados a resolução e o regulamento devidamente aprovados. Os profissionais deverão passar pelo processo

de revalidação a cada cinco anos; para isso, necessitam obter a pontuação participando de atualizações científicas. A partir de janeiro de 2006, começam as atividades de acumulação de créditos. De acordo com o diretor científico da AMB, Dr. Fábio Jatene, será fácil participar. "O modelo proposto valoriza mais as atividades profissionais do que as acadêmicas, tendo em vista que o foco principal é o médico especialista em sua atividade diária", comenta. As informações completas estão disponibilizados nos sites: www.cfm.org.br, www.amb.org.br ou www.sbd.org.br.

Revalidação de Títulos da AMB

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XXIV Jornada Norte Nordeste de Dermatologia

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o próximo mês será a vez dos dermatologistas do Norte e Nordeste se aprofundarem ainda mais em conhecimentos da especialidade, na XXIV Jornada NorteNordeste. Esse ano, o evento será junto com a VI Jornada Paraense de Dermatologia, nos dias 19, 20 e 21 de maio, em Belém, no Teatro Maria Sylvia. Para a presidente da XXIV Jornada Norte-Nordeste, Dra. Rossana Veiga, trata-se de um acontecimento tradicional que une as duas regiões. “No encontro, além de matérias de reciclagem, abrangeremos as novidades que interessam às pessoas que estão deslocadas dos grandes centros”, diz Dra. Rossana. Os interessados devem procurar a secretaria Valéria, pelo telefone (91) 3249.7333 ou pelo endereço eletrônico: jornada2005@amazon.com.br.


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A seção Em Pauta, coordenada pela Dra. Francisca Regina Carneiro, coloca em discussão um tema da dermatologia para a opinião de especialistas. Sugestões podem ser enviadas para o e-mail jornal@sbd.org.br.

Herpes simples recorrente: tratamento

j Por UBIRAJARA I. SALGADO Os esquemas com antivirais como aciclovir, valaciclovir e fanciclovir apresentam resultados variáveis e usamos nas doses convencionais (inclusive o valaciclovir em dose diária de 500 mg, por dois a três meses). Temos que avaliar com clareza as condições acessórias que facilitam as recidivas, principalmente as que se relacionam com as questões imunológicas. Combater o stress, evitar exposições exageradas aos raios solares, uso de fotoprotetores, usos continuados de vitamina C (1,0 g ao dia) e controle de doenças correlatas são medidas oportunas. Orientação necessária para o manuseio das crises evitando a automedicação.

j Por OMAR LUPI O herpes simples é uma doença infecciosa recorrente que, em alguns pacientes, tem difícil controle. Pacientes com mais de seis lesões anuais tem indicação de introdução de terapia de supressão anti-herpética. Na minha prática clínica, utilizo preferencialmente o aciclovir na dose inicial de 600mg/dia por 45 dias. Trata-se da fase de indução

da supressão e não pode sofrer interrupções. Após este período, reduzo a dose para 400mg/dia e associo a L-lisina na dose de 125mg/dia. Este aminoácido compete com a arginina pela absorção intestinal, sendo que a arginina é importante na síntese do capsídeo viral. Esse período deve se prolongar por até 45 dias seguindo-se uma redução do aciclovir para 200mg/dia e a dose da L-lisina sendo aumentada para 250mg/dia, por 30 dias. Na última etapa, aumento a L-lisina para 500mg/dia e utilizo o aciclovir (200mg/dia) em dias alternados por outro mês. O final deste ciclo significa o controle efetivo do quadro prévio de herpes recorrente para mais de 80% dos pacientes. Cerca de 75% deles atingem 18 meses sem novas crises e até 60% atingem dois anos sem recorrências. Não utilizo anti-herpéticos tópicos. j Por ADRIANA PORRO O tratamento dos surtos de herpes simples recorrente (HSV 1 e 2) em pacientes imunocompetentes, somente vale a pena se introduzido nas primeiras horas, uma vez que as drogas atuam durante o período de replicação do

vírus, tendo pouca ação após o surgimento das lesões. Não há diferença entre aciclovir (200 mg 5x/dia), famciclovir (125 mg 2x/dia) e valaciclovir (500 mg 2x/dia) por cinco dias. Já a prevenção das recorrências, através da terapia supressiva, apresenta melhores resultados. Está indicada para pacientes com seis ou mais surtos/ano, ou que apresentem complicações, como eritema polimorfo grave. Utiliza-se tradicionalmente o aciclovir (200 mg 3x/dia ou 400 mg 2x/dia), mas já há estudos com o valaciclovir (500 mg/dia) e famciclovir (250 mg 2x/dia), com resultados equivalentes. Após dois ou três meses deve-se diminuir a dose até o mínimo necessário para evitar a recidiva, mantendo-a por 6 a 12 meses. O uso de antivirais tópicos é eficiente em apenas uma situação: herpes mucocutâneo crônico em pacientes com infecção pelo HIV. Cabe ressaltar que, apesar do uso crescente do aciclovir, inclusive de forma prolongada, a resistência do HSV a esta droga só deve ser lembrada em pacientes imunocomprometidos, onde pode ocorrer em 5% dos casos, sendo insignificante em pacientes imuq nocompetentes.


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Estréia campanha contra a hanseníase da SBD

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Sociedade Brasileira de Dermatologia deflagrou no Estado do Piauí uma campanha para diagnóstico de hanseníase, dirigida pela coordenadora do Departamento de Hansenologia, Dra. Maria Leide de Oliveira. Durante uma semana do mês de fevereiro, 500 pessoas dos municípios de Floriano e Picos foram atendidas, onde foram detectados 30 novos casos da doença. A ação foi conjunta com instituições municipais e o Ministério da Saúde, representado pela também presidente da Regional Piauí da SBD, Dra. Ana Lúcia Costa. As populações foram avisadas sobre o movimento através das rádios, carros de som, cartazes, agentes comunitários e equipes do Programa de Saúde da Família. Segundo a Dra. Maria Leide, apesar da doença ter sido detectada em menores de 15 anos, o diag-

nóstico precoce da maioria dos casos contribuiu para que não houvesse histórico de deformidades. “Destaco também a oportunidade de iniciar a campanha no Piauí, cuja presidente da Regional, professora Ana Lucia, também é assessora do Plano Estadual de Eliminação da Hanseníase”, completa. O evento também teve apoio das organizações não-governamentais Morhan e Netherlands Leprosy Relief (NLR). Segundo a Dra. Ana Lúcia França, a parceria fluiu bem. “Demos o passo inicial para juntos atingirmos a meta da eliminação da hanseníase como problema de saúde pública no Brasil”, disse. Em Floriano, os doutores Maria Leide e Luimar Jesus fizeram as supervisões e esclarecimentos de diagnósticos. Já em Picos, cidade esco-

SBD realizará campanhas regionais, como a do Piauí

lhida por ter casos de endemia oculta e pela proximidade com Floriano, os doutores Roberto Abraão Luz e Ana Lúcia estiveram à frente da ação. Organizadas com auxílios das Regionais, as próximas campanhas do mês de abril serão no município de Parnaíba, no Piauí, e na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro. Estão na agenda de maio cinco municípios das regiões metropolitanas de Goiânia, Pará e uma nova ação no q Rio de Janeiro.

Alta à distância para doentes de hanseníase pode ser desastrosa para a saúde pública

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Ministério da Saúde decidiu dar alta à distância para pacientes com hanseníase sem submetêlos a exames, com outro agravante: deixando de comunicar o fato ao médico ou ao seu paciente. A revelação é do segundo secretário da SBD, Dr. Heitor de Sá Gonçalves. As informações foram divulgadas na reunião macro-regional nordeste de avaliação da hanseníase, promovida pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria de Vigilância à Saúde. O encontro ocorreu nos dias 29 e 30 de março, em Fortaleza (CE), reunindo técnicos ligados à área de todos os estados brasileiros, autoridades governamentais e ONGs, para discutir a elimina-

ção da doença como problema de saúde pública no ano de 2005 – meta estabelecida pela OMS para os países endêmicos. Segundo o Dr. Heitor, as autoridades de saúde retiram dos dados epidemiológicos as pessoas nos seguintes casos: pacientes paucibacilares com mais de nove meses de tratamento, multibacilares com 18 meses de tratamento e os casos de abandono. “Os doentes que desistem dos cuidados médicos deveriam ser convencidos a retomar o tratamento”, afirma Dr. Heitor. “A SBD considera essa atitude do governo um grave ato de infração à ética médica”, afirma. Para ele, as conseqüências dessa posição do Ministério da

Saúde podem ser gravíssimas, ocasionando falta de medicamentos para a população. “Como o governo estabelecerá corretamente a necessidade de remédios, se alguns pacientes são considerados inexistentes?”, questiona o médico. A interrupção intempestiva dos tratamentos pode ocasionar reações descontroladas com o aumento das incapacidades físicas provocadas pela doença, maior abandono do tratamento e resistência do M. leprae aos medicamentos. “Certamente as incapacidades físicas, que ainda são elevadas em nosso país, atingirão níveis incompatíveis com a boa atenção aos doentes de hanseníase”, finaliza Dr. Heitor Gonçalves. q


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8 Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos

O Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos está realizando exames de antifungigrama, com apoio tecnológico do Instituto Adolfo Lutz. Pouco utilizada no Brasil, a análise detecta a sensibilidade dos fungos aos agentes antimicóticos. Os maiores beneficiados com a técnica são os portadores de onicomicoses e doentes imunossuprimidos com micoses sistêmicas. De acordo com o chefe, Dr. Mario Cezar Pires, cresce o número de fungos resistentes, portanto, essa análise facilita escolher o melhor antimicótico a ser usado em casos de micoses. “Além do já conhecido exame para leveduras, estamos padronizando o antifungigrama para dermatófitos. Embora não seja totalmente fidedigno, é o que há de melhor para a detecção da sensibilidade in vitro”, explica.

8 Hospital Heliópolis de São Paulo

O Serviço de Dermatologia do Hospital Heliópolis realizou concurso para duas vagas do curso de especialização, em janeiro. “Lembramos que temos outras credenciadas pelo MEC”, explica o chefe, Dr. Jacob Levites. De acordo com ele, o teste está cada vez mais aprimorado. São 40 questões de múltipla escolha. Os nove primeiros classificados nessa etapa, com nota de corte 5,5, passaram para os testes de slides. Nessa fase, foi necessário descrever cinco imagens de lesões dermatológicas com duas hipóteses diagnósticas. Depois, os candidatos foram entrevistados. A prova teve os seguintes pesos: 3x para teste de múltipla escolha, 2x para prova de slides e 1x para entrevista. “Queremos salientar o alto nível dos candidatos”, comemora Dr. Levites.

Serviços Credenciados

8 Santa Casa Rio de Janeiro

Devido a grande procura do público, o serviço abriu o atendimento também pelas manhãs dos sábados, como atividade extracurricular. De acordo com o chefe, Dr. David Azulay, a experiência tem deixado alunos, supervisores, funcionários, instituição e pacientes plenamente satisfeitos. Ainda segundo ele, o 18o Congresso da Associação dos Ex-Alunos do Professor Azulay (AEAPA) está previsto para o dia 2 de julho, no Colégio Brasileiro de Cirurgiões, sob a presidência do Prof. Celso Sodré.

8 Hospital dos Servidores Municipais de São Paulo

O serviço, representado pela Dra. Bogdana Kadunc, agradece a presença dos médicos que participaram da 120ª Jornada Paulista de Dermatologia, no dia 05 de março de 2005. “Assim como agradecemos a participação dos exresidentes que abrilhantaram o almoço do I Encontro de Ex-residentes de Dermatologia do HSPM/SP”, comenta Dra. Bogdana. A programação de 2005, referente aos workshops promovidos pelo serviço, está à disposição no site da Regional SP da SBD.

8 Hospital do Iaserj

O serviço acaba de iniciar o curso de pós-graduação com dois novos médicos residentes, admitidos através do concurso SES/FESP. O chefe, Dr. Sérgio Soares Quinete, explica que o programa tem seções integrantes, ressaltando a matéria Clínico-Patológica, com a participação da professora Iane F. Simon e consultoria do Prof. Antonio Souza Marques. Ele acrescenta que o serviço ganhou um vídeo-dermatoscópio (Bleymed), através de patrocínio da Regional Rio de Janeiro da SBD, presidida na época pelo Dr. Abdiel Figueira Lima.

Segundo o chefe, outra boa notícia vem do Comitê da XXIV Radla, divisão Brasil. Foram selecionadas as pesquisas das residentes: Ana Cristina Heluy Dantas, com o trabalho “HPV e Carcinogênese - Relato de dois casos de câncer genital relacionados ao HPV”; Cristiane Rodrigues de Oliveira, pelo estudo “Fotoquimioterapia em micose fungóide - Estudo de 14 casos” e Heloisa Costa Carvalho, com a matéria “Pênfigo vulgar com boa resposta a sulfona - Relato de dois casos”. - Esse é um grande motivo de orgulho. Elas serão agraciadas pelo comitê com isenções de inscrições e hospedagem, fala Dr. Quinete.

8 Hospital de Bonsucesso

O serviço abrigará a parte prática do 3º Encontro dos Cirurgiões Dermatológicos do Rio de Janeiro, nos dias 20 e 21 de maio. Segundo o chefe, Dr. José Anselmo Lofêgo Filho, lá serão realizadas cirurgias básicas e avançadas.

8 Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes da Universidade Federal de Alagoas (HUPAA/UFAL)

De acordo com a preceptora do HUPAA/UFAL, Dra. Raquel Bastos, o serviço tem formado recursos humanos na área médica, privilegiando o ensino da prática clínica. Possui ambulatórios específicos de hanseníase, cirurgia dermatológica, DST e dermatologia pediátrica, além de enfermaria de clínica médica com leitos específicos para a área. O corpo de profissionais, chefiado pelo Dr. Alberto Cardoso, é constituído pelos doutores Maria Maia, Raquel Patriota Bastos, Maria José Barros, Maria do Socorro Lins, Everson Leite e Ricardo Luiz Houly.


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Dermatologia Integrativa Dando continuidade aos chats realizados ano passado, a coordenadora do Departamento de Dermatologia Integrativa, Dra. Márcia Senra, considera que a participação dos médicos na discussão virtual promovida no dia 16 de março no site da SBD, demonstra o crescente interesse pelas doenças psicocutâneas. O problema se agrava quando a doença é crônica, pois o paciente sofre inadaptações, algumas vezes comprometimento da auto-estima, tendência a viver depressivo e ter a existência baseada no masoquismo. “Apesar do grande desenvolvimento da indústria farmacêutica e da tecnologia para a saúde, a realidade para ele ainda é difícil”, considera. A Dra. Márcia defende que o vinculo estabelecido entre paciente e médico tem efeito terapêutico.

Clube de Revista

Departamentos

Dermatologia Pediátrica Temas importantes relacionados à Dermatologia Pediátrica foram apresentados no 62º Meeting da Academia Americana de Dermatologia, realizado em New Orleans, de 18 a 23 de fevereiro de 2005. Segundo a coordenadora do Departamento de Pediatria, Dra. Tânia Cestari, aconteceram fóruns, simpósios e focus sessions voltados para aspectos próprios das dermatoses em crianças, além da apresentação de diversos pôsteres. Ela destaca o quadro “Desafios Terapêuticos na Dermatologia Pediátrica”. Nele, foram debatidos levantamentos bibliográficos e casuísticos pessoais abordando opções para dermatoses freqüentes. “Muitas vezes, são verdadeiros desafios terapêuticos. Comenta a Dra. Tânia. Também foi discutido o tratamento da dermatite atópica com ciclosporina, inibidores da calcineurina e probióticos.

Alberto Cardoso *

Segundo a coordenadora, foi visto que para as verrugas recidivantes as opções terapêuticas são a injeção intralesional de antígenos de testes cutâneos e a imunoterapia de contato. Em pacientes de vitiligo, foi largamente discutida a utilização do calcipotriol, inibidores da calcineurina, corticóides tópicos, além de outras formas de abordagem como fototerapia, cultura de melanócitos, laser e psicoterapia. Em relação aos moluscos contagiosos, enfatizou-se a eficácia dos 3Cs: curetagem, cantaridina e crioterapia, além de outras opções terapêuticas como imunoterapia com imiquimod e cimetidina. Finalmente, para o tratamento dos hemangiomas ulcerados foi apresentada sua casuística pessoal, com bons resultados, obtidos com aplicações tópicas de beclapermin gel. “Além de referir outras possibilidades, como a utilização do laser e interferon alfa”, q finaliza Dra. Tânia Cestari.

Silverberg, N B, Lin P, Travis L, Farley-Li J, Mancini A J, Wagner A M, Chamlin S L and Paller A S. Tacrolimus ointment promotes repigmentation of vitiligo in children: A review of 57 cases. J Am Acad Dermatol 2004; 51:760-6.

Vitiligo é uma doença de pele que afeta entre 1% e 2% da população mundial. Como o início da doença ocorre em 50% dos pacientes antes dos 20 anos de idade, ele pode ser um importante problema pediátrico. É uma doença autoimune caracterizada por perda da pigmentação. Fototerapia e aplicação de corticosteróides são mais comumentes prescritos. Entretanto, essas terapias nem sempre são efetivas e o uso de corticosteróides na face pode levar à atrofia cutânea, telangiectasias e complicações oculares. Foi feita uma revisão retrospectiva de 57 pacientes pediátricos com vitiligo em dois serviços (Department of Dermatology, Division of Pediatric Dermatology, St Luke´s-Roosevelt Hospital Center, New York, NY; and Departament of Pediatrics and Dermatology, North – Western University Medical School, Chicago, Illinois). Os pacientes foram tratados com pomada de

tacrolimus pelo menos por três meses. As respostas clínicas foram documentadas durante a visita e fotografadas antes e depois do uso de tacrolimus. A média das idades das 57 crianças foi de 9.2 anos (4 - 16 anos). Vários tipos raciais foram estudados. A resposta parcial foi notada para a pomada de tacrolimus na cabeça e pescoço em 89% e no tronco e extremidades em 63% dos pacientes. O vitiligo da face do tipo segmentar mostrou a melhor taxa de resposta. Dois pacientes experimentaram sensação de queimor nas aplicações iniciais. Descontinuaram a terapêutica por alguns dias, mas voltaram a usar a mediação sem sintomas. A pomada de tacrolimus é uma terapêutica alternativa para o vitiligo na infância particularmente envolvendo a cabeça e o pescoço. * Coordenador médico do Jornal da SBD


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Regionais Rio de Janeiro

Fluminense

A Regional Rio de Janeiro está promovendo a Campanha de Valorização do Dermatologista (CVD), entre os dias 18 de abril e 22 de maio, com a veiculação de 40 outdoors, busdoors e inserções na mídia. De acordo com o presidente, Dr. Omar Lupi, a concepção da campanha inclui a imagem de uma mulher de pele, cabelo e unhas bem tratados, com a presença concomitante do rosto de um médico, caracterizado pela roupa branca e estetoscópio. O ensaio tem o mote: “Dermatologia é medicina. O resto é maquiagem”. “A proposta da CVD é resgatar a imagem da dermatologia como uma especialidade médica, exercida com responsabilidade e segurança para o paciente”, explica Dr. Omar Lupi.

A Regional Fluminense realizou o Curso de Dermatologia Pediátrica, dias 11 e 12 de março, no Hospital Universitário Antônio Pedro, em Niterói. O evento contou com palestrantes com larga experiência no campo. Eles apresentaram temas interessantes para o público composto por dermatologistas e pediatras.

Bahia

A nova diretoria da SBD/BA inaugurou a programação científica de 2005 com dois cursos, realizados em 12 de março, no Serviço de Dermatologia do Hospital Santa Isabel, da Santa Casa de Misericórdia da Bahia. O Curso de Radioeletrocirurgia, sob o comando da Dra. Sarita Martins Bezerra (PE), foi um sucesso. As vagas para as duas turmas foram rapidamente

Mato Grosso

esgotadas. Segundo a presidente da regional, Dra. Ana Cristina G. de Oliveira e Sousa, também com duas turmas e igualmente concorrido, aconteceu o Curso de Criocirurgia, comandado pelo Dr. Eugênio Pimentel (SP). “Os professores deram grande contribuição à dermatologia baiana, cativando a todos com suas experiências, didáticas e simpatias exemplares”, fala.

A sede da Regional Mato Grosso foi inaugurada em dezembro do ano passado. Da esquerda para direita: Doutores Sandra Franco, Débora Omond, Elizabeth Batista, Edson Virgílio, José Rainho, Jun Okada e Maria Teresa Maluf.

Em 16 de abril, também aconteceu o II Encontro de Terapêutica Dermatológica, com a participação de grandes nomes da dermatologia local e nacional: os doutores Alexandre Filippo (RJ), Cyro Festa Neto (SP), Ivonise Follador (BA), Jussamara Brito (BA), Manoel Medeiros (BA), Neide Ferraz (BA), Omar Luppi (RJ), Paulo Machado (BA), dentre outros.

Maranhão

A Regional Maranhão realizará no dia 13 de junho, no centro cirúrgico do Hospital Universitário Presidente Dutra, um workshop sobre cirurgia dermatológica, ministrado pelo Dr. Lauro Lourival (PI). De acordo com a presidente regional, Dra. Maria de Fátima Moreira, a participação no evento científico contará pontos para a Educação Medica Continuada da SBD.


Espírito Santo

Março / Abril - 2005 19

JSBD l Ano IX no 2

Ética em questão

Alagoas Doutores Maria H. L. Sandoval, Abdiel F. Lima e Valeira Fonseca.

A atual diretoria da SBD-AL assumiu no início de janeiro. É composta pelo presidente, Dr. Elenize Campos; os doutores Maria do Socorro Ventura (vicepresidente), Everson Leite (tesoureiro), Eliana Pereira (secretária-geral), Eulina de Abreu (primeira secretária) e Mirela Borges (segunda secretária). Segundo o Dr. Elenize Campos, além de continuar o excelente trabalho das diretorias anteriores, a nova administração objetiva empenhar-se cada vez mais na valorização do dermatologista alagoano.

Distrito Federal

Em 02 de fevereiro, os expresidentes e a atual diretoria da SBD-DF reuniram-se durante um jantar para comemorar o Dia do Dermatologista. O encontro também marcou a inclusão dos ex-presidentes da regional no quadro de Conselheiros da Diretoria. “Essas pessoas que um dia muito trabalharam, agora estão mantendo sua contribuição. Como prova, houve uma reunião rica, com boas sugestões tanto para as áreas científicas quanto para as sociais”, comenta a segunda secretária da SBD-DF, Dra. Marisa Bontorin.

A nova sede da Regional Espírito Santo foi inaugurada no dia 5 de março de 2005, com um café da manhã oferecido para dermatologistas e convidados. O Dr. Abdiel Figueira Lima esteve presente, representando a diretoria da SBD. Segundo a presidente, Dra. Maria Helena Sandoval, todos os ex-presidentes foram homenageamos com suas fotos afixadas nas paredes da sede.

XIX Jornada Capixaba de Dermatologia

A SBD-ES promove a XIX Jornada Capixaba de Dermatologia, nos dias 19, 20 e 21 de maio, no Centro de Convenções de Vitória. Com o tema central “Dermatologia clínica: o dia-a-dia do profissional de dermatologia” terá um workshop de criocirurgia, ministrado pela Dra. Carmélia M. S. Reis (DF). Seguindo essa linha, os profissionais discutirão capítulos como: formulações fotoprotetoras, Aspectos interessantes das isotretinoínas, Resistência a antibióticos e Biópsia de pele. Os interessados poderão obter maiores informações com a secretária Elza Nogueira, pelo telefone (27) 32150945 ou através do e-mail sbdes.vix@terra.com.br

* Maria Ester M. Café

M

Ética e a Saúde do Povo Brasileiro

uito tem sido o esforço e o desgaste das entidades médicas para tornar visível a todo médico brasileiro a importância e a extrema necessidade da implantação da Lei de Regulamentação Profissional, a “Lei do Ato Médico”. Entre os contras de políticos acastelados em Brasília e de olho em novos mandatos, e profissionais de outras áreas paramédicas enfurecidos com o dito “absurdo” deste Projeto de Lei, que para eles foi estratégica e sorrateiramente divulgado e esclarecido como uma forma de manter a soberba da medicina, subjugando estas outras profissões, este projeto necessita de vigor, de luta, de participação de todos os médicos do Brasil. “Equipe multiprofissional” de saúde, SEM MÉDICO!!!! Maneira bastante cômoda de economizar recursos e oferecer à população brasileira que utiliza o SUS uma medicina espúria, de categoria duvidosa. E tal como Júlio César que foi traído pelo seu filho Brutus, encontramos em nossos meio, médicos de renome nacional, como o Dr Aloisio Campos da Paz, que nos prestou o desserviço com declarações interesseiras contra o PLS 25. “Aprovar o PLS 25 (Lei do Ato Médico) é antes de tudo um ato de cidadania. Um gesto de respeito às pessoas” (Edson O. Andrade - Presidente CFM). q * Comissão de Ética e Defesa Profissional


Expressões da Dermatologia

O Dr. João Gontijo Assunção nasceu em 1924, na cidade de Bom Despacho, em Minas Gerais. Formou-se médico pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em 1947. No ano seguinte, prestou concurso para bolsa de estudos do governo francês, tendo estagiado por um ano letivo no serviço do Professor H. Gougerot, no Hôpital Saint-Louis, em Paris. Ao término, apresentou trabalho que lhe valeu o título de Assistant Étranger da Faculdade de Medicina da Universidade de Paris. Na mesma ocasião, sob a orientação do Dr. M. Langeron, freqüentou a Seção de Micologia do Instituto de Parasitologia (Prof. H. Galliard). O Dr. João Gontijo é um ilustre associado honorário da Sociedade Brasileira de Dermatologia, admitido em novembro de 1949. Também foi membro do Conselho Regional de Medicina de JSBD - Como define o papel da Sociedade? Dr. João Gontijo - A SBD deve, antes de tudo, congraçar os seus associados oferecendolhes meios de aperfeiçoamento do exercício da especialidade, através de cursos e congressos, com a participação de professores nacionais e estrangeiros. É fundamental o estímulo à pesquisa científica. Considero que a Educação Médica Continuada em Dermatologia representa excelente subsídio de aprendizagem. A biblioteca da SBD, com rico acervo de livros e revistas atualizados, proporciona consulta fácil e cômoda.

Divulgação

SBD

VIIInon2o 1 2 0 JSBD l Ano IX 20

Dr. João Gontijo Assunção

Minas Gerais, Membro efetivo da Academia Mineira de Medicina (julho de 1977); além de membro correspondente da Sociedad de Dermatología y Sifilografía del Uruguay. Ao todo, publicou, individualmente ou em colaboração, 25 trabalhos no País e no exterior. Durante sua carreira teve 200 trabalhos apresentados em congressos e reuniões, tanto no Brasil e como em diversos países estrangeiros. A partir de 1961, passou a ministrar aulas na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, onde foi professor adjunto até 1973 e docente livre em março de 1978. Na Sociedade Brasileira de Dermatologia ocupou o cargo de Presidente entre 1978 e 1979. Foi Vice-presidente em 1975. Também presidiu a Regional Minas Gerais da SBD nos anos de 1957, 1962 e 1968.

JSBD - Qual a importância da obtenção do TED da SBD? Dr. João Gontijo Considero o Título de Especialista da SBD o melhor e indispensável atestado que o dermatologista deve ter a respeito de sua competência para exercer a especialidade.

JSBD - Quais os desafios da Dermatologia no Brasil? Dr. João Gontijo Os desafios da Dermatologia no Brasil são comuns a qualquer especialidade médica. Há excesso numérico na formação de médicos e de especialistas, com má distribuição entre capitais e interior. Baixa remuneração dos profissionais e dos professores universitários.

JSBD - Quais atividades o Sr. desenvolve atualmente? Dr. João Gontijo - Ainda atendo no consultório particular praticamente todos os dias. Freqüento a reunião de casos clínicos e temas de atualização no Serviço de Dermatologia da UFMG, onde mourejei, diariamente, durante 28 anos. Também procuro comparecer às reuniões e congressos da SBD.

JSBD - O que gosta de fazer nas horas de lazer? Dr. João Gontijo - Conversar, conversar, conversar, começando dentro da família. Ouvir música e apreciar a leitura. Usufruir momentos no sítio, na companhia da família e dos amigos. q


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Jornal da SBD - Nº 2 Março / Abril 2005 by Sociedade Brasileira de Dermatologia - Issuu