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Jornal da SBD - Nº 5 Setembro / Outubro 2004

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Setembro / Outubro - 2004 JSBD l Ano VIII n o 5 1

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X P E D I E N T E

Editorial Prezado colega,

Sociedade Brasileira de Dermatologia Afiliada à Associação Médica Brasileir a

DIRETORIA 2003 - 2004 Presidente Márcio Santos Rutowitsch (RJ) Vice-Presidente Sérgio Talarico Filho (SP) Secretário-Geral José Ramon Varela Blanco (RJ) Tesoureiro Celso Tavares Sodré (RJ) 1o Secretário Samuel Henrique Mandelbaum (SP) 2a Secretária Lúcia Helena F. Arruda (SP) Diretora de Biblioteca Ivonise Follador (BA) Diretor Geral e Operacional Marco Antônio S. Abreu Rocha

SBD Esta é uma publicação da Sociedade Brasileira de Dermatologia, dirigida aos seus associados e órgãos de imprensa. Publicação bimestral - Ano VIII – nº 5 Setembro / Outubro - 2004 Coordenador Médico: Jackson Machado-Pinto (MG) Jornalista responsável: Tatiana Gentil- Reg. no 22.375 Redação: Tatiana Gentil, Andréa Fantoni e Renata Porto Conselho editorial: Márcio Santos Rutowitsch (RJ), Sérgio Talarico Filho (SP), José Ramon Varela Blanco (RJ), Celso Tavares Sodré (RJ), Samuel Henrique Mandelbaum (SP), Lúcia Helena F. Arruda (SP), Ivonise Follador (BA) Editoração eletrônica: Nazareno Nogueira de Souza e Tatiana Gentil Contatos Publicitários: Marco Antônio S. Abreu Rocha e Tatiana Gentil A equipe editorial do Jornal da SBD e a Sociedade Brasileira de Dermatologia não garantem nem endossam os produtos ou serviços anunciados, sendo as propagandas de r esponsabilidade única e exclusiva dos anunciantes. As matérias e textos assinados são de inteira r esponsabilidade de seus autores. Correspondência para a redação do Jornal da SBD Av. Rio Branco, 39/18º andar Rio de Janeiro – RJ - CEP: 20090-003 E-mail: comunicacao@sbd.org.br Assinatura anual: R$ 100,00 Número avulso: R$ 20,00 Tiragem: 5000 exemplares

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ais uma vez os associados da Sociedade Brasileira de Dermatologia deram um show! Foram a Natal em grande número e levaram contribuições de grande relevância para o nosso crescimento profissional, pessoal e institucional. Demonstraram a grandeza da nossa Sociedade Brasileira de Dermatologia com classe e alegria, além de terem retribuído o esforço de todos que lutaram para fazer um evento de alto nível: Diretoria da SBD, o presidente do Congresso, Dr. Arnóbio da Cunha Pacheco e sua equipe, sem contar a competência da retaguarda fornecida com segurança pelos funcionários da SBD. Como era de se esperar, esta edição do seu Jornal da SBD traz todas as notícias do evento mais importante da Sociedade Brasileira de Dermatologia: o Congresso. E como são importantes essas notícias! São abordadas desde as mudanças na prova para obtenção do Título de Especialista em Dermatologia em 2005, passando pelas discussões das Comissões e da Força Tarefa, pela reunião do Conselho Deliberativo e a Assembléia Geral até as entrevistas com o senador Tião Viana e com o professor Opromolla. E para se ter uma visão mais ampla de como a SBD retribui o pagamento da anuidade, dever-se-ia ter participado da Assembléia Geral durante o Congresso ou deve-se ler a Coluna do Tesoureiro, nesta edição. Na verdade, devemos todos nos mostrar orgulhosos de pertencer a uma Sociedade tão participante e tão pujante! Boa leitura! Jackson Machado-Pinto

Sumário 2 4Calendário

4Coluna da Ombudswoman 3 4Coluna da Diretoria 4 4Painel 4SBD questiona anúncio de laboratório farmacêutico

5 459º Congresso Brasileiro de Dermatologia é sucesso em Natal

7 4Conselho Deliberativo se reúne por ocasião do Congresso

10 4Entrevista: Senador Tião Viana

11 4CFM proíbe médicos de atender a operadoras sem registro no CRM

12 4SBD promove encontros virtuais

13 4Anais Brasileiros de Dermatologia têm novas normas

14 4Mec revê critérios para residência médica em Dermatologia 4Avaliação dos Programas de Residência Médica feita pela CNRM será a cada cinco anos

15 4SBD lança selo de certificação

16 4SBD vai ao Ministério da Saúde

17 4Artigo da EMC-D

4Coluna Ética em Questão 18 4Clube de Revistas 4Serviços Credenciados 4Departamentos 19 4Regionais 20 4Coluna Expressões da Dermatologia: Diltor Vladimir Opromolla


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SBD

JSBD l Ano VIII n o 5

Coluna da Ombudswoman Luna Azulay

Novembro - 2004 3 5

4Reunião Mensal 46ª Reunião Dermatológica

Quarta Sexta

Ordinária 5

Sexta

5e6

Sex./sáb.

4Curso de Hanseníase 4II Jornada Maranhense

6

Sábado

4119ª Jornada Instituto

12

Sexta

4Reunião Ordinária de

de Dermatologia Lauro de Souza Lima

Reg. MG Reg. SP Reg. SP Reg. MA Reg. SP

dermatologia - Ambulatório de Dermatologia Sanitária 17 e 21 Qua./Dom.

4Congresso Europeu de

19 e 20 Sex./sáb.

4II Jornada Paranaense

19 e 20 Sex./sáb.

4Jornada Mineira de

Reg. RS

Dermatologia Itália - FLORENÇA de Dermatologia Dermatologia 20

Sábado

Reg. PR Reg. MG

4Reunião Mensal - Anfiteatro Argemiro de Oliveira no HUAP Reg. Flu.

21 e 22 Dom./seg.

4V Dermatologia do 3º Milenium

24

Reg. SC

4Reunião Mensal de

Quarta

Dermatologia Casos Clínico - palestra 24

Quarta

24

Quarta

4Reunião Mensal 4Reunião Casos Clínica ao Vivo

Reg. AL Reg. RJ Reg. MA

24 e 26 Qua./sex.

4Jornada

de Dermatologia

Reg. PE

25 e 27 Qui./Dom.

Reg. SP

Casos Clínicos -

Reg. AM

Pernambucana

26

Sexta

4RADESP 4Reunião Científica 4Jornada Baiana 4Reunião Mensal

26

Sexta

4Conferência:

26 e 27 Sex./sáb. 26 e 28 Sex./Dom.

Estomatologia (doença da mucosa oral) 27

Sábado

4Reunião Científica Mensal

27

Sábado

27

Sábado

4Reunião de Casos Clínicos 4Curso de Cirurgia

SDSCMV

Reg. DF Reg. BA

Reg. CE Reg. ES Reg. CE

Dezembro - 2004 Dermatológica

4Reunião Científica Mensal 4Campanha Nacional de

27

Sábado

04

Sábado

11

Sábado

15

Quarta

4Reunião Mensal 4Reunião Mensal Colégio

18 22

Sábado Quarta

4Reunião Fechamento do ano 4Reunião de Casos Clínicos

Reg. PI Reg. MT

Prevenção ao Câncer da Pele

Brasileiro de Cirurgiões

ao Vivo

Reg. Flu. Reg. RJ Reg. PI Reg MA

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sta é a penúltima coluna que escrevo, já que em janeiro assume a nova diretoria eleita por voto direto dos associados da SBD (Pres. Prof. Sinesio Talhari e Vice-presidente Prof. Gerson Penna). Pelas manifestações recebidas durante o Congresso, parece que as pessoas lêem o que aqui escrevo. Por esse motivo aí vão algumas observações ouvidas nos corredores em Natal. O Congresso transcorreu tranqüilamente, entretanto temos que repensar nossos objetivos. Feira comercial ou congresso acadêmico? Se desejarmos o equilíbrio, temos que fazer um esforço. Na distribuição da programação, tudo o que a dermatologia brasileira produz ficou comprimido de tal maneira que o congressista só podia optar por uma atividade em cada período, e depois tínhamos os simpósios patrocinados. Sem dúvida a parceria com a industria farmacêutica é interessante, nos permite muitas vezes avançar no estudo de temas relevantes. Entretanto, não podemos desprestigiar o que nós mesmos produzimos. Pensamos que a distribuição da carga horária dedicada às atividades patrocinadas ficou excessiva, já que excluía naquele momento as demais atividades. A concorrência é interessante e por esse motivo penso que não pode haver atividade patrocinada em dois horários nobres, de forma exclusiva. Assim coloquemos a opção para o congressista. Ele assistirá o que mais lhe interessar. Outro ponto que parece de solução difícil é o que envolve agências de viagem com exclusividade para atender o Congresso. Acaba implicando em preços diferentes para quem chega no balcão do hotel e quem faz a reserva com a “Agência oficial”. Outra vez, a livre concorrência entre agências de viagem talvez nos favoreça. Acredito que outro tema que interessa é sobre a prova de Título (TED). Reitero que estive ausente do Conselho Deliberativo por motivos religiosos (insisto no protesto). Entretanto, temos notícia de que a prova prática vai incorporar micologia, histopatologia e elementos de propedêutica dermatológica, assim fica eliminada a possibilidade de que algum colega fique reprovado por uma questão de micologia ou uma de patologia. Mais detalhes serão dados no Edital do Concurso. Agradeço as palavras carinhosas que recebi das mais diferentes pessoas durante nosso grande encontro em Natal. Aqueles que não são tão benevolentes, também podem se aproximar ou escrever. Estou pronta para as críticas, sempre que tenham o desejo de construir. Até a próxima (e última) participação nesta coluna da Ombudswoman!


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Coluna da Dir e t o r i a

Celso Sodré

Prezado associado,

A

s notícias continuam sendo as melhores possíveis: durante a reunião do Conselho Deliberativo em Natal, após ter sido submetido aos presidentes de Regionais, foi finalmente aprovado o Convênio entre a SBD e suas Regionais, que, embora previsto no Estatuto, estava pendente. Esse Convênio tem como um dos principais itens a mudança do regime de CNPJ único, que nos trazia vários problemas administrativos, contábeis e fiscais, para outro regime de CNPJ próprio de cada Regional, de tal modo que problemas que ocorram com uma das Regionais não emperrem as ações de todas as outras e da própria SBD. Vale lembrar que este assunto esteve na pauta do Conselho Deliberativo há pelo menos dez anos e sem dúvida foi um enorme avanço ter encontrado uma solução consensual. O lançamento do selo de certificação, concedido a alguns produtos da La Roche Posay, também foi outra vitória muito significativa. É fundamental esclarecer mais uma vez que esse selo tem tempo de validade limitado e só é fornecido após análise criteriosa por laboratórios isentos e idôneos e avaliação rigorosa da SBD de que os componentes e propriedades descritos na bula pelo fabricante são verdadeiros. Presta-se assim um grande serviço ao dermatologista e à sociedade civil, ao se conferir a veracidade das informações prestadas pelo fabricante e fica garantido um novo aporte de recursos à Sociedade, o que sem dúvida refletirá em mais serviços e produtos aos associados com um custo menor. Foi aprovado pelo Conselho

Deliberativo o reajuste da anuidade no valor do IGP-M acumulado em doze meses de novembro de 2004. No entanto, em 2005 nos será possível conceder descontos significativos aos que pagarem dentro do prazo. Também é nossa proposta manter a possibilidade de parcelamento da anuidade, mesmo com o risco de alguns esquecimentos. Sem dúvida, essa foi uma medida que atendeu ao anseio de muitos dos nossos associados. Já repassamos a quase totalidade dos percentuais da anuidade devido às Regionais e temos disponibilidade financeira segura e excedente para terminarmos o ano em dia com nossos compromissos e com reservas que nos per mitam manter as atividades normalmente no primeiro trimestre de 2005. Aos amigos que comentaram que o associado paga muito e recebe pouco da SBD, tivemos a oportunidade de, na Assembléia Geral, em Natal, demonstrar que só em produtos diretos tais como Jornal, Anais, Biblioteca e Mídia Eletrônica o associado quite recebe R$ 154,20, não sendo incluído neste cálculo a folha de pagamento dos funcionários da SBD; lembrem-se que a SBD retém apenas 52,10% do total das anuidades e que 47,89% são repassados às Regionais em percentuais diferenciados, na dependência do

número de associados. Acredito que, deste modo, justificamos o valor da anuidade, embora reconheça que sempre devamos procurar fontes de recursos que diminuam o ônus direto do associado. Não podíamos deixar de registrar os recursos obtidos com os eventos dos Departamentos de Alergia Dermatológica e do de Cosmiatria, que ao realizarem eventos brilhantes do ponto de vista técnicocientífico, marcaram os nossos espaços de atuação internacional e nacional, ofereceram oportunidade de aprendizado aos associados e ainda nos geraram recursos. Ainda temos este ano o evento do Departamento de Unhas e Cabelos. Enfim, nossa situação financeiro-econômica per manece estável e confortável graças à colaboração das Regionais, ao trabalho de todos os Departamentos, a compreensão sobre a necessidade de política de despesas austera por parte dos componentes das Comissões, especialmente a de Ensino e a de Título de Especialista, assim como dos coor denadores da Educação Médica Continuada e professores convidados que têm colaborado, aceitando condições padrão de passagens e hospedagem e todos os coordenadores dos diversos órgãos da SBD, mas principalmente ao incansável trabalho de toda a equipe de funcionários e diretores que tem se dedicado de modo compulsivo à obtenção do ÓTIMO. Até a próxima, que será a última vez que lhes falarei como tesoureiro. Um abraço, Celso Tavares Sodré Tesoureiro da SBD


SBD

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Pa i n e l ✔

Projeto Sentinela

Um convênio entre a AMB e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) estabeleceu a implantação do Projeto Sentinela, que consiste na avaliação das notificações de médicos às sociedades de especialidades sobre efeitos adversos de medicamentos, equipamentos, materiais hospitalares etc. A parceria já acontece com os hospitais públicos. Os associados devem encaminhar as dúvidas para a Sociedade (sbd@sbd.org.br) que depois de avaliadas, serão enviadas para a Anvisa. “O projeto era restrito aos hospitais e não contemplava a maioria da Medicina que é ambulatorial. A Dermatologia tem uma demanda grande nesse tipo de atendimento e pode contribuir para a qualidade e fiscalização dos serviços”, explica o Dr. Celso Sodré.

✔ SBD alerta: registre o Título de Especialista no CRM

Vale para qualquer especialidade médica: apenas é permitido anunciar a especialidade para qual é habilitado, o médico que tiver o Título de Especialista da sociedade de especialidade ou certificado de conclusão de residência emitido pelo Ministério da Educação registrado no Conselho Regional de Medicina. “Ter apenas o Título não é o suficiente. Sou cardiologista tenho o Título da sociedade, mas preciso ter esse aval para declarar, segundo a determinação do Código de Ética e das Resoluções do Conselho Federal de Medicina”, enfatiza o Conselheiro do CFM Dr. Roberto D´Avila. ✔ 21º Congresso Mundial de Dermatologia

Buenos Aires abrigará o 21º Congresso Mundial de Dermatologia, entre os dias 1º e 5 de

outubro de 2007. Organizado pela Inter national League of Dermatological Asso ciations (ILDS), o evento terá o suporte das Associações de Dermatologistas da Argentina. O programa científico englobará temas sobre as últimas pesquisas e avanços da Dermatologia mundial. Os interessados devem entrar em contato com a secretaria do congresso pelo telefone (+54– 11 – 43826703) ou buscar informações no site www.dermato2007.org. ✔

Errata

A tese de doutorado da Dra. Mônica Manela-Azulay, “Efeitos Clínicos e Histológicos Resultantes da Aplicação da Vitamina C Tópica a 5% no Tratamento do Fotoenvelhecimento”, teve orientação dos professores Tullia Cuzzi, Absalom Filgueira e Carlos Alberto Mandarim de Lacerda.

SBD questiona anúncio de laboratório farmacêutico Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) encaminhou um ofício ao Conselho Federal de Medicina (CFM) questionando uma recente campanha publicitária do laboratório Allergan sobre rejuvenescimento. Segundo o presidente Marcio Rutowitsch, o anúncio fere os princípios éticos da relação entre médicos e indústria farmacêutica, pois i n t e rf e re na relação com o paciente, na escolha do médico e nas atribuições de competência exclusiva de médicos. E mais: incentiva que o paciente p ro c u re um der m a t o l o g i s t a ,

um cirurgião plástico ou um médico especializado em medicina estética, área não reconhecida pelo CFM. Segundo a SBD, a campanha sugere que a escolha do produto determina o resultado, enquanto os dermatologistas defendem que é o trabalho médico que faz a diferença. Além disso, leva a crer que a escolha do produto é do paciente, e não o indicado pelo médico. A SBD ainda questiona o serviço de telemarketing divulgado pelo anúncio, que informa sobre o tratamento com o produto e oferece ao i n t e ressado o nome de um

médico que seria “treinado” ou “habilitado” pela empresa. Em cada ligação só pode ser informado o nome de um médico, devendo o paciente escolher entre um dermatologista, um cirurgião plástico ou um médico “especializado em medicina estética”. Para o presidente da SBD não é ético que uma empresa incentive os pacientes a exigirem do médico a utilização de um produto específico, sendo um dever e responsabilidade intransferível do médico optar pelo tratamento que julgar mais adequado em cada caso.


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Capa

59º Congresso da SBD reúne 80 expositores e é sucesso em Natal m grande sucesso. Esta é a avaliação do presidente do 59º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Dr. Arnóbio da Penha Pacheco, sobre o evento. Realizado pela primeira vez em Natal (RN), no período de 25 a 29 de setembro, o congresso teve este ano 80 expositores, que ocuparam o Pavilhão das Dunas, numa área de 4 mil m2, e movimentaram cerca de R$ 3 milhões. Mais de 3 mil pessoas circularam pelo Centro de Convenções da cidade, onde foram realizados 24 simpósios, 20 fóruns, 16 cursos teóricos, 19 cursos práticos em vídeo, 9 conferências, 19 Temas Especiais, e aproximadamente 900 apresentações de mini-casos e trabalhos investigativos. Um dos destaques foi o Curso de Dermatologia Básica, ministrado pela primeira vez no Congresso da SBD. Destinado a estudantes de Medicina, clínicos gerais e pediatras locais, o curso contou com a participação de 150 pessoas, que tiveram oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a Dermatologia. Além disso, foram realizados, também pela primeira vez, cursos práticos em vídeo, preparados no decorrer do ano e que evitaram a exposição dos pacientes. “O resultado foi sensacional. A receptividade foi excelente tanto para o curso básico como para os cursos em vídeo. Acho que são duas novidades do congresso de Natal que devem perdurar”, afirmou Dr. Arnóbio. O presidente da SBD, Dr. Márcio Rutowitsch, também fez

Pavilhão de exposição do evento

uma avaliação positiva do evento, destacando sua importância como meio de atualização científica: “Congresso é o que há de melhor para o médico, pois temos necessidade de nos reciclarmos. Com ele lucram a sociedade científica e a sociedade civil, que no final é a grande beneficiada”.

Abertura – Uma grande festa marcou a abertura do congresso no domingo, dia 26, na Base Aérea de Natal. Entre as autoridades presentes estavam o vice-governador do Rio Grande do Norte, Antonio Jácome Lima Jr., o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, Antonio Gonçalves Pinheiro, o diretor da Associação Médica Brasileira, José Alexandre de Souza Sittart, o presidente do Conselho Re-

gional de Medicina, Airton Wanderley, e o presidente da Associação Médica do RN, Geraldo Ferreira Filho. Na cerimônia de abertura, Dr. Márcio Rutowitsch apresentou o novo vídeo da Sociedade, sobre as realizações da gestão 2003-2004, entre elas a reformulação do Estatuto de acordo com o novo Código Civil, as discussões sobre a Lei do Ato Médico e criação de novas escolas médicas e ainda a Força Tarefa para debater assuntos pertinentes à especialidade. Foram lembrados também a realização, em 2003, da maior Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele e os cursos de atualização realizados ao longo de 2004, como o I Curso de Cosmiatria e o XXVI Curso de Dermatopatologia Tropical.

Festa de abertura do 59o Congresso da SBD


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Foto: Andréa Fantoni

O estande da SBD – Com 54 m 2 e localizado próximo às salas e auditórios, o estande da SBD tornou-se um ponto de encontro entre os participantes do Congre s s o , que puderam não só trocar idéias sobre as palestras, mas também tirar dúvidas e conhecer um pouco mais sobre a Sociedade. Trinta e cinco periódicos do acervo da biblioteca ficaram expostos, além dos Anais Brasileiros de Dermatologia e os folders explicaEncerramento e transição – Na Assembléia Geral,

realizada no dia 29, último do c o n g resso, o presidente da SBD, Dr. Márcio Rutowitsch deu posse aos novos presidente e vice-presidente para a gestão 2005-2006, Drs. Sinésio Talhari e Gerson Penna, respectivamente. Em seu discurso, Dr. Sinésio ressaltou o distanciamento das doenças endêmicas da prática diária e assegurou a luta por melhores condições de trabalho e acesso à ciência e à tecnologia, além do exercício da função social da SBD e o tratamento da Derm a t o l o g i a em sua “vasta amplitude atual”:

Dr. Fernando Almeida, o conselheiro do CFM, Dr. Antônio Pinheiro e o Dr. Márcio Rutowitsch, em pausa para o café no estande da SBD

tivos dos Departamentos Especializados, que este ano ganharam mais dois temas: Vitiligo e Esclerodermia Cutânea. Eles puderam ser adquiridos no

próprio estande ou encomendados à SBD. Um folder explicativo sobre os Anais, que em 2005 completam 80 anos, foi distribuído aos congressistas.

Posse da diretoria eleita

– Não ovildaremos, em nenhum momento, que a nossa especialidade vai desde os mais graves problemas de saúde pública até a cosmiatria, passando pela clínica dermatológica, cirúrgica, dermatopatologia, entre outras. Cabe à SBD um ininterrupto exercício de reflexão sobre o seu papel, considerando a dinâmica do conhecimento médico e das transformações do meio em que vivemos. O presidente eleito apresen-

tou ainda os membros de sua diretoria, que inicia atividades em janeiro de 2005: Dr. Gerson Penna (vice-presidente), Dr. Celso Sodré (secretário geral), Dr. Abdiel Filgueira (tesoureiro), Dra. Andréa Machado Ramos (1ª secretária) e Dr. Heitor de Sá Gonçalves (2º secretário).


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Organização do 59 o Congresso da SBD busca melhores serviços

Q u e m nunca ouviu umas das histórias que acontecem em viagens para eventos de grande porte, nacionais ou i n t e rn a c i o nais: constatar na recepção do hotel que o preço cobrado no balcão é mais acessível do que da agência que reservou? Segundo o Presidente do 59o Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Dr. Arnóbio Pacheco, essas situações podem acontecer porque as agências de turismo precisam bloquear parte dos apartamentos com muita antecedência, por um valor pré-determinado, sem garantir os preços de eventuais promoções. “Contratamos para agência oficial do evento uma empresa que ofereceu bons preços, conforto e segurança para os participantes", comenta Dr. Pacheco. Um acordo firmado entre as redes hoteleiras e as operadoras de turismo permite que apenas as agências de viagens providenciem acomodação para grandes grupos. O Dr. Arnóbio explica ainda que os hotéis da cidade têm 100% de ocupação durante quase todo o ano, porque a cidade é destino turístico de vôos vindos da Espanha, Portugal, Holanda e Noruega. “Felizmente o parque hoteleiro tem 25 mil leitos e garantimos boas acomodações para todos. Diante desse contexto fizemos o melhor para tudo sair a contento”, encerra.

Associados decidem rumos da SBD Foto: Divulgação

s dias que a nt e c e d e m o Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia são marcados pelas reuniões que definem os caminhos que a instituição deverá seguir Reunião do Conselho Deliberativo da SBD nos próximos anos. Nos dias 22, 23 e 24 de setembro, estudo mais aprofundado apreestiveram em Natal os chefes de ciando a situação dos serviços serviços credenciados, os coordee, no próximo ano, o assunto nadores dos departamentos espeserá definido. “Considerando o cializados, os membros das número de serviços e as difecomissões científicas, os presidenrenças de cada um, é preciso tes de regionais e os delegados decidir os critérios que mais se que compõem o Conselho Delibeaproximam de uma uniformizarativo da SBD. Ao todo, são cerca ção”, disse o Dr. Talarico. de 130 dermatologistas represenA realização do Exame de tando os 5.000 associados em Título de Especialista também todo o Brasil. foi discutida na reunião. AlguInaugurando os trabalhos, a mas sugestões foram encamiForça-Tarefa – coordenada pelo nhadas pelos professores preprof. Sérgio Talarico, de São sentes, como a regionalização Paulo – reuniu em torno de 40 das provas, a aplicação de prochefes dos serviços de dermatolovas práticas com pacientes ao gia credenciados pela SBD e vivo e a avaliação do currículo membros das comissões de Endo candidato. A dificuldade da sino, de Título de Especialista e prova, que este ano reprovou Científica, a fim de uniformizar mais de 60% dos candidatos, os critérios da residência médica foi apoiada pela maioria dos e especialização e discutir a presentes. “É preciso procurar melhor aplicação do Exame do um equilíbrio, mas a prova deve Título de Especialista em Dermaser difícil como sempre foi. Isso tologia (TED). é o que valoriza o Título”, analiRecentemente, a Comissão sou o Dr. Alexandre Sittart, do Nacional de Residência Médica Hospital do Servidor Público do Ministério da Educação Estadual de São Paulo. (CNRM) definiu que a partir de Para o Dr. Paulo Cunha, pró2006 será exigido apenas um ximo presidente da Comissão ano de curso em Clínica Médica do TED, ainda não existe um como pré-requisito para resiamadurecimento que estabeledência em Dermatologia. Essa e ça critérios de avaliação do curoutras dificuldades foram rículo. Ele adiantou que no próapontadas na reunião. As partiximo exame serão três provas, cularidades dos serviços credivididas em 80 questões teóridenciados impediram que fosse cas, 40 questões de clínica e 15 definida ainda este ano uma questões de propedêutica e padronização nacional que diagnóstico, incluindo dermatoatendesse ao objetivo da reupatologia e micologia. As duas nião. Assim, após votação, ficou últimas provas serão realizadas decidido que será realizado um através da avaliação impressa


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de fotografias, conforme realizado atualmente. Segundo a Associação Médica Brasileira, esse tipo de teste é considerado prático. O Dr. Paulo Cunha informou que foi acatada a sugestão da Força-Tarefa sobre os temas que devem fazer parte do conteúdo programático do exame, o que deverá ser publicado na próxima edição do Jornal da SBD. Na reunião do Conselho mais uma vez veio à tona o trabalho da Força-Tarefa. Para o tesoureiro da SBD, Dr. Celso Tavares, a existência de um fórum para debater a formação do dermatologista já foi um avanço. “Entendo o desejo do ideal, mas devemos criar normas factíveis”, defendeu. Ele também repele que as normas para residência da SBD sejam vinculadas às da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM). “Claro que seguindo alguns parâmetros”, fala Tavares. Para Talarico, o

Coordenadores reúnem-se para discutir Campanha

O

CNRM fez uma grande confusão ao publicar normas sem consultar a SBD. “Devemos atuar junto ao órgão oficial para opinar mais, discutirmos com o intuito de preservar o profissional”. O Dr. Paulo Criado (SP) sugeriu que os cursos de EMC sejam barateados para acesso de um maior número de pessoas. Outra colocação, feita pela presidente da regional PE, Dr. Aldejane Rodrigues, se refere à dificuldade de locomoção dos associados para participar dos simpósios. “Esses eventos devem circular por todo o País”, comentou. O coordenador da EMC, Dr. Silvio Alencar Marques, concorda. “Sabemos que os que concluíram a pontuação gravitam nos serviços e nas atividades promovidas pela SBD, mas ainda não conseguimos atingir a todos e temos que viabilizar isso”, explica. Em relação ao regimento da EMC, houve uma atualização Foto: Andréa Fantoni

s coordenadores regionais da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele reuniram-se no dia 27 de setembro com o presidente da SBD, Dr. Márcio Rutowitsch, para discutir as diretrizes do evento, marcado este ano para 4 de dezembro. Eles receberam orientações sobre o atendimento, que será feito das 9 às 15 horas, e os serviços que serão oferecidos antes e após o dia da campanha. Entre as determinações está a necessidade de postos de atendimento com capacidade resolutiva. Os que não a possuírem deverão encaminhar seus pacientes a outro posto da região com capacidade para tal. Dr. Márcio destacou a importância da conscientização dos médicos e residentes sobre a necessidade do trabalho voluntariado na campanha, para que o atendimento seja cada vez melhor e mais abrangente. Cada coordenador receberá um kit didático com um CD para que sejam ministradas, nos postos de atendimento, minipalestras sobre proteção solar e câncer de pele. Além disso, este ano será novamente disponibilizado ao público um serviço de telemarketing durante os dias anteriores ao evento, para que, através do CEP, cada pessoa saiba o posto de atendimento mais próximo.

englobando aspectos como reajuste de valores da pontuação de algumas atividades, como a publicação de artigos nos Anais e a revisão das mesmas pontuações para atividades de conteúdos não idênticos. Ainda sobre os Anais, o Dr. Fernando Almeida (SP) sugeriu a permanência do Dr. Bernardo Gontijo para compor, junto com o Dr. Silvio Marques e o Dr. Everton do Vale, a coordenação da publicação. A sugestão foi unanimente aprovada pelo Conselho. Também foram apresentadas as propostas de alterações para os regimentos do Congresso, da EMC e dos Departamentos, todos aprovados pelo grupo. Em breve os novos textos estarão disponíveis no site. Na reunião também foi decidida a edição do Congresso da SBD em 2006: será no Paraná, e presidido pelo Dr. Júlio Empinotti. O presidente da SBD, Dr. Márcio Rutowitsch lembrou que a Assembléia Geral tem poder de eleição dos dirigentes, sendo o órgão mais importante da Sociedade. Em seu discurso de encerramento citou algumas das suas principais realizações. Ele destacou a criação do Selo de Certificação de Produtos e Serviços da SBD e o seu lançamento no Congresso na linha de filtros solares Helioblock. “Quero dizer que tudo isso foi possível com a minha presença contínua na SBD nos últimos dois anos e graças ao apoio de meus companheiros de diretoria e dos funcionários da SBD, com quem convivo por quatros anos. Espero que vocês associados se orgulhem de pertencer a essa Sociedade e continuem esforçados em torná-la maior e melhor”, finalizou.

Comissões da SBD

Uma inovação marcou as inscrições para as eleições de


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Reunião de Presidente de Regionais

A principal questão tratada no encontro de presidentes de regionais se refere à valorização profissional. O secretário-geral da SBD, Dr. Ramon Blanco, fez um panorama dos movimentos em prol da campanha pela implantação da CBHPM. Também foram destacados os encontros da diretoria com as entidades representantes da classe. O Dr. Vicente Pacheco, presidente da Regional Santa Catarina, salientou que tem alguém lutando pelos associados.

Comissões da entidade. Os interessados puderam enviar seus nomes com antecedência para a SBD. Porém, os que estavam presentes na assembléia tiveram o período de duas horas para se inscrever também. Foram eleitos para as Comissões: Científica, o Dr. Nilton Nasser (SC); de Ensino, a Dra. Leontina Margarino (SP); de Ética e Defesa Profissional, o Dr. José Pegas (SP); de TED, o Dr. Artur Duarte (SP). O Dr. Silvio Marques (SP) que obteve o segundo lugar com 52 votos, três a menos do que o Dr. Duarte, também comporá o grupo, substituindo a Dr. Rosane Orofino Costa que se afastou do cargo.

A aprovação do Convênio

A aprovação do Convênio pelo Conselho Deliberativo da SBD foi um dos grandes avanços. O acordo delibera, entre outros, sobre o repasse da anuidade e o resultado de eventos científicos, assim como determina a individualização do CNPJ das regionais, como ocorre na Associação Médica Brasileira e no Conselho Federal de Medicina, por exemplo. Com a medida, cada regio-

“Devemos viabilizar que as coisas aconteçam no âmbito da Associação Médica Brasileira e do Conselho Federal de Medicina”, afirma. Ele sugeriu que todas as regionais tenham um representante ético para atuar nas relações com os planos de saúde. A Dra. Rossana Gonçalves, presidente da Regional Pará, sugeriu que a SBD faça uma campanha publicitária. “Pode aproveitar o Dia do médico para elevar a nossa especialidade e popularizar toda a sua abrangência”, conclui.

nal responderá por seus atos. “Isso não pode ser entendido como perda da unidade. A SBD continua centralizando as ações de todas as regionais, como o previsto no Estatuto. O que mudou foram questões financeiras e contábeis”, enfatiza o tesoureiro da SBD, Celso Sodré.

Reunião Departamentos

A Dra. Ivonise Follador, diretora da Biblioteca, apresentou o Manual de Condutas elaborado com a contribuição de todos os chefes de departamentos. A SBD publicou 200 exemplares, que foram distribuídos para os chefes de Departamento, de Serviços Credenciados e presidentes de Regionais. O conteúdo do Manual também está disponível no site para os associados.

Brasília 2005 – O 60º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia será realizado em Brasília, no período de 10 a 14 de setembro de 2005, e os preparativos já começaram - só em Natal foram feitas mais de 200 inscrições. Um videodermatoscópio com-

pleto e três televisores de 14 polegadas foram sorteados entre os que se inscreveram durante o evento. A partir de outubro, os interessados poderão inscrever-se através do site da SBD (www.sbd.org.br). Entre os convidados estrangeiros confirmados para o próximo congresso estão Alan Menter (EUA), Ana Kaminsky (Argentina), Anton Stuetz (Áustria), Gerard Lorette (França), John McGrath (Inglaterra) e Percy Lehman (Alemanha). Além disso, nomes importantes da Dermatologia brasileira irão expor e debater temas atuais e controversos, como câncer de pele, DST e Aids, Hansenologia, Psoríase, Laser e Cosmiatria, entre vários outros. - Queremos brindar os três mil participantes esperados com a já conhecida hospitalidade brasiliense. Nossa proposta é que, além de se atualizar e reciclar profissionalmente, o congressista também desfrute das muitas alternativas de lazer e entretenimento que Brasília e a região oferecem – afirma o presidente do evento, Dr. Gerson Penna. q


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Entrevista

Tião Viana

mercado na área da Saúde atravessa uma grande crise, enfrentando questões como baixa remuneração, poucas perspectivas e disputa por espaço. No Brasil, existem 14 profissões que envolvem práticas da medicina. Nesse segmento, mais de 180 mil médicos estão desamparados por uma lei que defina sua área de atuação. Por conseqüência, proliferou a quantidade de profissionais atuando em frentes que antes eram exclusivamente de domínio médico. Embora tenha sido uma das primeiras profissões existentes no país, apenas em 2001 o Conselho Federal de Medicina elaborou a Resolução nº 1627, que define ato médico. No ano seguinte, com o propósito de elevar os dispositivos da Resolução à condição de Lei, passou a tramitar no Senado o Projeto de Lei nº 25, uma iniciativa do então senador Geraldo Althoff. No último dia 30 de junho, o processo de regulamentação profissional dos médicos deu mais um passo: o substitutivo do atual relator, senador Tião Viana, obteve aprovação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal. Isso delimitará o campo privativo de ocupação médica para os cargos de chefia, direção técniJSBD – Senador, por que é importante determinar o campo de atuação do médico? Senador Tião Viana - É justo, legítimo e necessário para a segurança da sociedade que todo profissional tenha definido em lei seu campo de atuação e suas responsabilidades civis e penais. Em se tratando da Medicina, uma profissão milenar mundo afora e centenária no Brasil, isso já deveria ter acontecido anos atrás e, certamente, teria sido muito menos polêmico e dificultoso, pois a opinião do médico era reconhecidamente a palavra final para os doentes.

ca, perícia, auditoria, supervisão e ensino de procedimentos médicos. Aprovada a legislação, entre outros pontos, caberá somente ao médico a promoção da saúde, a prevenção, o diagnóstico, o tratamento de doenças, a reabilitação dos enfermos. Ainda serão atos privativos da profissão a formulação de diagnóstico e as prescrições terapêuticas das doenças. Antes de submeter esse projeto ao CCJ, o senador Tião Viana fez algumas articulações. Solicitou que o PLS nº 268/02, do senador Benício Sampaio, que "dispõe sobre o exercício da Medicina” tramitasse em conjunto com o PL nº 25. Negada a proposta, elaborou o substitutivo contendo os principais pontos de cada um e encaminhou o documento à apreciação dos Conselhos de medicina interessados. Além disso, assumiu o compromisso de requerer e ainda empenhar-se na realização das audiências públicas necessárias para o andamento do processo, no âmbito da Comissão de Assuntos Sociais (CAS). O PL passará por análise e votação do plenário do Senado. Depois de submetido ao plenário, finalmente seguirá para análise da Câmara dos Deputados. Leia a entrevista do senador Tião Viana ao Jornal da SBD.

JSBD - Por que o médico é o único profissional habilitado para fazer prescrições terapêuticas? Senador Tião Viana - Na verdade uma resposta categórica e objetiva a essa pergunta implicaria em acirrar os ânimos em torno de um aspecto delicado da legislação que se pretende ver aprovada. Sou médico experimentado em Unidades de Terapia Intensiva e reconheço o valor e a necessidade de uma equipe multidisciplinar para salvar vidas. Com esse meu cabedal considero que tenho conseguido atuar com equilíbrio

e serenidade no debate e não gostaria que um equívoco pudesse comprometer essa minha trajetória. Numa época em que as especialidades da Medicina são cada vez mais bem denominadas, o que se verifica, na prática, é que os campos de atuação têm limites muito tênues, por vezes chegam mesmo a se sobrepor. Atualmente, em muitas situações, o sucesso das atividades da área da saúde reside na multidisciplinaridade, na complementariedade dos procedimentos. Não obstante, isso não nos impede admitir que o médico seja iden-


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Senador tificado como o responsável pelo diagnóstico nosológico e pela primeira abordagem terapêutica. JSBD - Quais os benefícios dessa lei para a classe médica? Senador Tião Viana Devolver-lhe a tranqüilidade para trabalhar. O médico merece atuar conhecendo, com a mesma clareza com que contam as demais profissões, os limites de seus direitos e responsabilidades profissionais. JSBD - E as vantagens para a população? Senador Tião Viana - A definição de responsabilidades é de maior interesse para toda a população. Trará maior segurança à relação médico-paciente. Hoje, se um médico prescreve uma dieta ou aplica uma injeção pode, dependendo das interpretações que o juiz faça dos fatos e da lei, vir a ser acusado de usurpar o exercício profissional de outrem, como se fosse razoável admitir, a priori, que ele estivesse desabilitado a fazê-lo. JSBD – O projeto tramita em "caráter terminativo" na Comissão de Assuntos Sociais

(CAS). O que significa? Quais são os próximos passos para a aprovação final? Senador Tião Viana - O caráter terminativo das deliberações nas comissões é uma inovação da Constituição de 1988 (Art. 58 § 2º, I). Dando maior autonomias às Comissões, o constituinte entendeu que os trabalhos seriam agilizados. No caso do Senado, o Art. 91 do Regimento Interno prevê que o Presidente, ouvidas as Lideranças, poderá conferir às comissões competência para apr e c i a r, ter m i n a t i v amente algumas matérias. Entretanto, basta um recurso subscrito por um décimo dos membros da Casa, dirigido ao Presidente, para que a matéria deixe de ser apreciada terminativamente e seja discutida e votada também em plenário. No caso dos PLS 25 e 268 de 2002, pelo seu caráter polêmico e complexo, provavelmente isso deverá ocorrer. Caso contrário seguirá dir e t a m e n t e para a Câmara, onde tramitará por diversas comissões e, se nenhuma delas tiver decisão terminativa sobre a matéria, seguirá para plenário a fim de serem apreciados por todos os Deputados. q

Restrições a operadoras sem registro no CRM e acordo com a Resolução do CFM Nº 1.722/2004 os médicos estão proibidos de prestar serviços ou ter qualquer tipo de relacionamento com planos de saúde ou de autogestão, cooperativas médicas ou seguradoras que comercializem planos de saúde sem inscrições nos Conselhos Regionais de Medicina. A finalidade da norma é preservar as condições ético-profissionais do médico, assim como remuneração justa, além de incentivar a solidariedade da classe em relação aos movimentos de defesa da dignidade profissional. A Resolução também considera o conteúdo da Resolução do CFM Nº 1.973 que adota a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos como padrão mínimo e ético de remuneração dos pro c e d imentos médicos para o Sistema de Saúde Suplementar. Segundo o Conselho Federal de Medicina, quem não cumprir estará sujeito às punições do Conselho de Ética. q


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Encontros virtuais tornam-se uma nova opção dos associados procura pelos chats da SBD vem se intensificando a cada tema discutido. O sucesso da iniciativa coordenada pelo Dr. Roberto Barbosa Lima (RJ), responsável pela Mídia Eletrônica da SBD, está na conjunção de benefícios como comodidade e trocas de experiências médicas. “Nosso intuito é criar mais um canal de educação médica, proporcionando aos sócios a facilidade de participar com o conforto de casa. Além da troca de idéias, de modo informal, entre experts e os colegas de todo o Brasil”, explica. As sete edições deste ano abordaram os seguintes temas: alopecia, doenças das unhas, hanseníase, lúpus eritematoso, leishmaniose, laser e procedimentos invasivos no rejuvenescimento, todas comandadas pelos Chefes de Departamentos da SBD. De acordo com Dr. Roberto, a maioria dos usuários quer saber sobre situações específicas, como quais exames solicitar, como prescrever medicamentos, se uma nova droga é realmente eficaz ou como fazer determinados procedimentos. “Na sala de chat o médico fica à vontade para perguntar e também levar suas experiências pessoais, todos trocam idéias. É diferente de uma palestra, na qual muitos por timidez deixam de perguntar ou não apresentam as experiências por considerá-las sem importância”, comenta o coordenador. “Outra vantagem é que os chats têm gerado um excelente material para a página da SBD, pois os conteúdos ficam disponíveis para quem não pôde participar”.

O Dr. José Marcos Pereira (SP) conta sua experiência no chat sobre alopecia: “Sempre que participamos de reuniões em congressos ou jornadas acho desgastante reservar hotel, cumprir horários etc. Discutir um assunto, em alto nível, com conforto é excelente”. Ele sugere que os temas sejam vistos mais de uma vez, até mensalmente. “Com certeza teríamos o que tratar. Sobre alopecias ficaram inúmeras pendências e creio que os participantes gostariam de dar continuidade ao tema”, comenta. O Dr. Barbosa Lima explica que a primeira idéia foi apresentar ao associado a novidade, o que depois deverá ser incrementado. “Variamos os temas de modo a atrair o maior número de pessoas”, diz. Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos internautas ainda é entrar na sala de bate-papo. A operação é bem simples: basta o médico entrar na área restrita aos associados digitando o estado e o número de CRM, depois a senha. Quem não tiver uma pessoal, deve usar a senha padrão 1 2 3 4 5 e acessar o link. Após o acesso à sala de batepapo, não se espante caso a tela congele no meio da conversa, pois a conexão pode ter sido interrompida. O usuário deve clicar no link “sair” e efetuar novo login, ou seja, entrar novamente na sala. “Quando um participante cai muitas vezes, provavelmente o problema é relacionado à estabilidade da conexão. Vale ressaltar que poucos utilizam banda larga, mais veloz e estável”, explica o coordenador. A Dra. Thaís Proença fez sua

Manual de boas maneiras para batepapo na Internet Por Dr. Roberto Lima Evite escrever em CAIXA ALTA. No chat, isso significa que você está gritando. Procure aguardar o coordenador responder à pergunta anterio antes de enviar a sua, senão ele fica sobrecarregado. Quando quiser se dirigir a alguém em especial, por exemplo ao Dr Roberto, escreva da seguinte forma: Dr. Roberto, qual o melhor tratamen to para... Assim saberá que a pergun ta é dirigida a ele. Em um chat médico evite abre viações típicas dos chats mai informais, facilitando a leitur para aqueles que não estão acostu mados com a linguagem de batepapos. Não acentuar é aceito, para tor nar digitação ágil. Recomenda-se cuidado com comentários irônicos, pois como as participações são escritas, não temos a entonação da fala, poden do parecer sério e provocar des conforto. Vale fazer uso dos emo ticons como o :) que significa que está sorrindo.

estréia quando coordenou a conversa sobre lúpus eritematoso. Ela gostou de sua interação com os dermatologistas de diversas partes do Brasil, porém achou os diálogos desorganizados. “Sugiro que seja dividido em duas partes: uma com o objetivo didático e outra em que os participantes levem as dúvidas pessoais. Senti muita dificuldade em responder pela velocidade em que as outras questões, totalmente diferentes, eram formuladas. Acho que uma dúvida deve ser esclarecida até o convidado ou coordenador considerar suficiente”. O Dr. Barbosa concorda em parte. É a dinâmica. Um bate-papo não é organizado, todo mundo fala ao mesmo tempo, uns mais que outros, alguns nem falam”, brinca. q


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Anais ganham apoio do CNPq e adotam novas normas para a publicação de artigos s Anais Brasileiros de Dermatologia ganharam um financiamento no valor de R$ 24 mil do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), graças ao Programa de Apoio a Publicações Científicas da instituição. Realizado anualmente, o programa ofereceu em 2004 um total de R$ 2,5 milhões, que serão distribuídos entre as 158 publicações que tiveram suas propostas aprovadas. O objetivo é apoiar e incentivar a editoração e publicação de periódicos brasileiros editados por sociedades científicas. Os recursos podem ser usados de três formas: aquisição de mate rial de consumo, serviços terceirizados e serviços gráficos de arte-final e impressão. 80 anos – Em 2005 os Anais completam 80 anos e várias mudanças estão sendo feitas e planejadas para que a revista continue cumprindo a missão de difundir o conhecimento científico na Dermatologia. Novas normas para apresentação e publicação de trabalhos foram instituídas pela Coordenadoria Médica, com o objetivo de orientar a elaboração de artigos de acordo com regras recomendadas por periódicos científicos reconhecidos.

- Queremos uma revista de qualidade científica inquestionável, que não só atenda as necessidades dos dermatologistas brasileiros, mas também nos dê maior reconhecimento internacional – afirma o coordenador médico, Dr. Bernardo Gontijo. Entre as novidades está a submissão de trabalhos investigativos a uma avaliação estatística e metodológica, a fim de garantir a precisão dos cálculos e dados publicados. Além disso, o Conselho Consultivo foi ampliado e o número de pareceristas por artigo será reduzido de três para dois. Foi criado ainda o Conselho Editorial Nacional, composto por 22 membros, cuja função será prestar assessoria científica e opinar na política editorial do periódico. Outra novidade a ser implantada é a premiação dos melhores trabalhos de investigação e caso clínico publicados a cada ano. Os dois primeiros coloca-

dos de cada categoria serão contemplados com prêmios que variam desde passagem até hospedagem e inscrição para o Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Posição no Qualis - Este ano os Anais Brasileiros de Dermatologia deram um salto na classificação Qualis, passando de “Nacional B” para “Internacional C”. O Qualis é um índice bibliométrico provido pela CAPES para classificação qualitativa dos periódicos científicos. As revistas são classificadas em ordem decrescente de qualidade: A, B ou C, sendo que, dentro desses níveis, são classificadas em Internacional ou Nacional, dependendo da penetração que possuem na comunidade científica. Assim, a ordem decrescente de categorização dos periódicos no sistema Qualis é: Int A > Int B > Int C > Nac A > Nac B > Nac C. q Anais Brasileiros de Dermatologia em exposição no III Workshop de Editores CientÌficos, que ocorreu entre os dias 22 e 24/09 na Biblioteca Central da UFPE, Recife


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MEC revê critérios para residência médica em Dermatologia Comissão Nacional de Residência Médica do Ministério da Educação publicou a Resolução CNRM N.º 007/2004, no dia 16 de junho, que estabelece que a residência médica em Dermatologia terá como prérequisito um ano de clínica médica, embutido no programa de três anos. A resolução apenas vigorará para os programas que se iniciarem no ano de 2006. No primeiro ano, além da clínica médica propriamente dita, serão abordados moléstias infecciosas, reumatologia, endocrinologia, hematologia e pronto socorro. No segundo e terceiro anos seguintes, serão vistas matérias específicas da dermatologia como unidade de internação, ambulatório, dermatologia sanitária, micologia, dermatopatologia, alergia e imunologia e estágios opcionais a serem determinados pela instituição. Para o Coordenador da Educação Médica Continuada da SBD, Dr. Silvio Alencar Marques, embora a resolução atenda às necessidades da Dermatologia, não é ideal que vigore apenas em 2006. “É extremamente perversa aos formandos desse ano, pois os obriga ainda ao pré-requisito de

dois anos em clínica médica. Quando completarem o curso, no final de 2006, inicio de 2007, as vagas para Dermatologia estarão sendo disputadas pelos formandos de 2006 que terão acesso direto ao pré de um ano. Criando-se um conflito, ao meu ver até legal de direitos às vagas”, afirma Marques. Categórico, o coordenador da EMC ressalta que a SBD não foi consultada sobre o conteúdo da norma do MEC “em flagrante desrespeito à Dermatologia como um todo”. O professor considera que, embora o programa deva atender à preparação do especialista, algumas sub-especialidades merecem maior tempo de treinamento. “Poderia ser opcional o chamado R4, ou seja, especializando do 4º ano. Nesse ano suplementar, poder-se-ia avançar no treinamento de Cirurgia em Dermatologia, Der matopatologia, Cosmiatria e Alergia–Imunologia, por exemplo”, sugere. O Dr. Marques espera que a implementação do prérequisito com três meses de estudos de moléstias infecciosas e um mês de reumatologia proporcione aos dermatologistas a retomada do domínio sobre doenças sexualmente

transmissíveis (DST), leishmaniose e conectivopatias, “que andaram mudando de mão nos anos recentes”.

Reforma no programa de residência da SBD Recentemente a SBD montou um plano visando à melhor formação do especialista, contemplando uma reforma nos programas curriculares adotados pelos serviços credenciados da Sociedade. A mudança focará as vivências dos serviços, baseados nas necessidades da população, nas características de morbidade regional e no mercado. “Não nos pautamos pelas Resoluções da CNRM, pois não modificavam os percentuais de tempo destinados a unidades de internação ou à Dermatologia Sanitária, por exemplo” – explica - “Portanto, o novo currículo pode e deve ter discussão e implantação não atrelada à CNRM. É importante aclarar que currículo não é sinônimo de lista de conteúdos e tempo de treino nisto ou naquilo, tem a ver também com sistemática de avaliação (cognitiva, habilidade, atitudes, ética, humanismo), promoção, estratégia de implementação e constante revalidação”, afirma. q

Avaliação dos Programas de Residência Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) determinou, com a publicação da Resolução Nº 9 de 5 de agosto de 2004, que os programas de residência médica serão avaliados a cada cinco anos para renovação de credenciamento. A equipe de supervisão, designada pela Comissão Estadual de Residência Médica (Cerem), será constituída de um de seus membros, um especialista indicado

pela Associação Médica Brasileira (AMB) e um representante do gestor público local de saúde, indicado pela Secretaria Estadual de Saúde. Serão observados os seguintes itens: infra-estrutura, projeto pedagógico, corpo docente, discente e contribuição ao sistema local de saúde. A avaliação vai ponderar os seguintes pontos: conteúdo do programa e infra-estrutura (40%); corpo docente (30%); residen-

tes/desempenho (30%). Será recredenciado por cinco anos o curso que obtiver desempenho maior do que 50%. Os que obtiverem índice variável entre 25% e 50% serão submetidos a diligência e deverão ser reavaliados em até dois anos. Entretanto, os que obtiverem desempenho menor do que 25% serão descredenciados. A nova solicitação de recredenciamento para esses casos só pode ser feita depois de um ano. q


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SBD lança selo de certificação de produtos fim de estimular o uso dos produtos que sejam realmente seguros e eficazes para os pacientes, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) lançou um selo de certificação que indica a veracidade das informações contidas em suas fórmulas. “O selo será concedido somente aos produtos que tenham a sua qualidade comprovada pela nossa comissão técnica”, explica o Dr. Marcio Rutowitsch, presidente da SBD. Para receber certificação da SBD, o artigo deve ser analisado por um Conselho Regulamentador formado por um dermatologista especialista, um auditor industrial (que verificará o processo de fabricação, estoque e distribuição) e um advogado. O produto que atender a todas as exigências poderá ter a chancela concedida por um período de um ano e meio a três anos. Mas, durante esse tempo, a SBD continuará fazendo análises esporádicas, recolhendo aleatoriamente algumas amostras do mercado. Se houver alguma discordância com a análise inicial, a empresa deverá retirar do mercado as embalagens com o selo da SBD. “O selo funcionará como uma referência para o consumidor. Com tantas ofertas, escolhendo os produtos certificados pela SBD o consumidor poderá

ter certeza que aquele produto passou por um processo de verificação rígido, sendo opção segura”, diz o Dr. Rutowitsch. Selo em protetor solar – Apesar do grande consumo de cosméticos, a proteção solar ainda está em segundo plano. De acordo com pesquisas da SBD, 69% dos brasileiros não usam filtro solar – o que colabora para a grande incidência do câncer de pele no país. A cada ano, surgem cerca de 85.000 novos casos da doença. O lançamento do selo em um filtro solar foi uma estratégia da SBD para incentivar a proteção da pele. A Sociedade designou ao Dr. Bernardo Gontijo, Professor da Universidade Federal de Minas Gerais, para a coordenação do processo de concessão do selo aos protetores solares, que deve obedecer aos parâmetros de segurança e eficácia estabelecidos pela SBD. O documento prevê que o produto deve apresentar, através de métodos e testes específicos, um Fator de Proteção Solar (FPS) mínimo de 15, proteção simultânea contra UVA, resistência à água e baixo potencial irritante. O Dr. Gontijo destaca que a proteção contra a radiação ultravioleta A e B é fundamental para a ampla proteção da pele. No início dos anos 90, surgiram relatos na literatura científica de que os protetores solares contendo

Foto: Divulgação

Paolo Rosellini, diretor geral da La RochePosay, e o presidente da SBD, Dr. Márcio Rutowitsch no lançamento do selo

somente filtros UVB eram ineficazes para proteger contra o foto-envelhecimento e o câncer de pele. Eles evitariam apenas a queimadura solar. Por isso a SBD recomenda que os consumidores optem pelos produtos que ofereçam a proteção dupla, o que pode ser esclarecido pelo dermatologista quando não houver a indicação na embalagem. Após a análise dos produtos Hélioblock XL 60+, Hélioblock XL 60, Hélioblock S40, Hélioblock W40, Hélioblock W30, Hélioblock Gel 20, Hélioblock Spray 20 e Hélioblock Stick 50, a Sociedade Brasileira de Dermatologia concluiu que eles atendem aos parâmetros estabelecidos, e que os mesmos apresentem o Selo de Certificação da SBD de setembro de 2004 a setembro 2006. q


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SBD vai ao Ministério da Saúde o dia 1º de setembro, o presidente da SBD, Dr. Márcio Rutowitsch, acompanhado dos doutores Sinésio Talhari, Celso Sodré, Gerson Penna, Heitor Gonçalves, Maria

Leide e Paulo Machado estiveram no Ministério da Saúde (MS), em Brasília, para audiência com o secretário de vigilância à saúde, Dr. Jarbas Barbosa da Silva Jr.. O senador Tião Viana, líder do

Governo e do PT -Acre, também acompanhou a comitiva. Foi encaminhada uma carta para o ministro Humberto Costa com a formalização de uma proposta. Leia o texto na íntegra.

Senhor Ministro, Ao tempo em que cumprimento cordialmente Vossa Excelência, submeto algumas considerações pertinentes à parceria entre a Pasta da Saúde e a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), para as quais solicito, respeitosamente sua atenção: (a) Observando as estatísticas oficiais, as doenças da pele aparecem sempre entre as três primeiras causas de demanda aos serviços de saúde. Diante disso, a Sociedade Brasileira de Dermatologia, fundada em 1912, vem atuando fortemente junto às autoridades sanitárias - aportando conhecimento científico e tecnológico - como colaboradora na formulação das políticas públicas e desse modo cumprindo seu papel social, quer seja no Ministério da Educação, da Saúde, junto às entidades de classe; enfim junto aos setores público, privado e terceiro setor. Ressalta-se o papel fundamental dos dermatologistas no ensino da hanseníase na graduação e pós-graduação médica. (b) a atuação dos associados frente à Coordenação Nacional de Dermatologia Sanitária ocorreu 3 vezes na história: 1920-1929; 1986-93; 1996-98. Períodos onde o Brasil logrou importantes avanços na área de dermatologia sanitária, com a conclamação da comunidade científica e capacitação de perto de 60 mil profissionais de saúde. No segundo período pela primeira vez os usuários do sistema de saúde (MORHAN e movimentos ligados à AIDS) tiveram assento oficial junto ás decisões governamentais, e também foram formuladas as primeiras políticas para enfrentamento da pandemia de AIDS; (c) embora a hanseníase sempre fosse o carro chefe dessa atenção especializada, trabalhou-se ainda sobre sérios problemas dermatológicos como a Leishmaniose Tegumentar Americana, o Pênfigo Foliáceo Endêmico, o Câncer da Pele, as Dermatoses da Infância de Interesse Sanitário, as Doenças Sexualmente Transmissíveis, as micoses superficiais e profundas, etc; (d) todas essas frentes de trabalho foram construídas com respaldo de comitês técnicos científicos, assessores constituídos de membros da comunidade científica, conferindo consistência técnica às decisões e à política ministerial específica. Essa prática foi assimilada pelo Programa Nacional de DST e AIDS e pelo Programa Nacional de Imunizações e outros que, em mantendo seus comitês sob regime de reuniões ordinárias estão sempre atualizados nas mais modernas e novas possibilidades que o conhecimento científico e tecnológico podem oferecer. Ocorre que as recentes mudanças, embora sejam imbuídas dos melhores propósitos apresentam alguns desencontros na parceria da SBD com o MS. Assim, permita-me enumerar as principais: Criou-se o Programa Nacional de Controle e Eliminação da Hanseníase, em detrimento da área técnica de Dermatologia Sanitária, deixando-se sem atenção na esfera nacional endemias como Pênfigos, Câncer de Pele, dermatoses da infância, etc. Apesar da SBD ter-se colocado à disposição da nova gestão do programa de Hanseníase desde o primeiro momento, a SBD e seus membros participantes do comitê técnico-assessor, não foram chamados a participar de nenhuma reunião para elaboração do novo Plano de eliminação da hanseníase. Na elaboração do “projeto de validação diagnóstica de hanseníase” proposto pelo MS, em parceria com a OMS, a cargo do Instituto Lauro de Souza Lima, a SBD não foi chamada a discuti-lo. Na execução do projeto, a SBD foi convidada. No entanto por sérios equívocos técnicos no campo ético, clínico e epidemiológico, a SBD foi obrigada a não conceder sua chancela ao mesmo. A SBD continua à disposição para rever o projeto e aguarda resposta. Vale ressaltar que tal projeto foi disponibilizado no portal da OPS na Internet, com apresentação oficial da atual chefe do Programa Nacional, como “Consenso de Bauru”, quando, na realidade, não houve consenso nem entre os técnicos executores do mesmo, em reunião realizada em Bauru-SP em junho pp. A Campanha Educativa de controle da Hanseníase, levada ao público em TV e outdoors, também prescindiu da assessoria da SBD, e a mesma apresenta graves erros técnicos, o que compromete em larga escala a sua eficácia. Diante de tais fatos, e procurando cumprir as suas disposições estatutárias no que concerne aos aspectos científicos, educacionais e sociais, a SBD solicita a Vossa Excelência refletir sobre as seguintes propostas: 1. Reativação, da parceria entre o MS e a SBD; 2. Reativação da área Técnica de Dermatologia Sanitária 3. Revisão do “Consenso de Bauru” 4. Reativação do Comitê Técnico Científico, com reuniões regulares. 5. Reavaliação crítica, do ponto de vista técnico-científico, das metas e estratégias de eliminação da hanseníase da OMS, até o ano de 2005, conforme já tem sido solicitado pela comunidade científica internacional. Finalizando esclareço que represento mais de 5 mil associados em todo o país, sendo a SBD a sociedade de especialidade médica brasileira mais antiga e a segunda maior sociedade de dermatologia do mundo. Certo da atenção de Vossa Excelência, Márcio Santos Rutowitsch, Presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia


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Importantes Mudanças no Regimento da EMC-D Por Silvio Alencar Marques e Bernardo Gontijo* o 59º Congresso em Natal foram discutidas e aprovadas várias modificações no Regimento da Educação Médica Continuada em Dermatologia (EMC-D). O atual Regimento, proposto em 1997, vem sendo periodicamente aperfeiçoado e acreditamos ter avançado nessa direção. Nesse artigo, procuramos chamar a atenção para mudanças que consideramos de maior impacto: 1- Como em 2003 concluiu-se o primeiro ciclo de cinco anos de acúmulo de pontos, para aqueles que obtiveram os 350 pontos passa a valer: Art. 6º - “Aqueles que atingirem 350 pontos, iniciam nova contagem a partir de zero ponto. E, para obter novo certificado de atualização, deverão completar novos 350 pontos no prazo de cinco anos e assim sucessivamente”. Aos que não completaram: § 1º - “A não obtenção do número de créditos da EMC-D no período (350/5anos) implicará na perda dos créditos obtidos no ano um e acumulará os pontos do ano que se inicia e assim sucessivamente até que consiga os 350 pontos e então o Certificado de Atualização”. 2- No capítulo pontuação houve aumento no valor da pontuação obtida em vários itens com realce para aquela referente à publicação de artigos nos Anais Brasileiros de Dermatologia que passa a valer 25u, enquanto que a publicação em revistas indexadas no Medline vai a 30u. E, a resposta ao formulário de questões que acompanham os artigos de EMC nos Anais passa a valer 10u. Portanto, esse é mais um incentivo à publicação e à valorização do

periódico representativo da Dermatologia Brasileira. 3- No capítulo IV-Apuração dos Créditos, aconteceram mudanças vitais: § 1º do Art. 16 – “As Regionais/Distritais deverão informar os nomes dos Coordenadores, Palestrantes e Membros participantes com direito a EMC, dos eventos por elas coordenados, para efeito de registro na SBD”. Ou seja, os associados não precisarão enviar seus certificados de participação dos eventos organizados pelas Regionais da SBD. Essa é iniciativa desburocratizante, mas para funcionar vai exigir atenção das Regionais/Distritais. Na mesma linha: § 3º do Art 16: “A autoria de pôsteres e temas livres no Congresso Brasileiro de Dermatologia e outros será informado pelos Serviços/Autores à Secretaria da SBD para registro, até no máximo 30 dias, após o término de cada ano fiscal para ser pontuado”. Isso porque é impossível identificar o autor e se é associado, através do sobrenome e das iniciais impressas nos anais de congressos. E mais, a EMC passa a incorporar atividades não presenciais, tomando como base a “Reciclagem Programada”, desenvolvida pela Regional São Paulo, que será estendida a todos os associados. O Regimento da EMC abre ainda espaço para iniciativas semelhantes de outras Regionais. Finalizando: o nosso programa de EMC tem sido considerado um modelo pela Associação Médica Brasileira em suas discussões sobre re-certificação do Título de Especialista, portanto todo valor ao mesmo. q * Diretoria da SBD

Ética em questão

Bogdana Victoria Kadunc *

Têm sido bastante freqüentes as publicações na mídia leiga sobre “novidades” em procedimentos estéticos, nem sempre cercadas do necessário rigor científico. Tudo fica ainda mais sério, quando estes pronunciamentos são feitos por colegas que utilizam qualificações que não possuem. Exemplo recente foi o de uma médica que se intitulando Dermatologista sem sê-lo, emitiu conceitos com conteúdo e forma totalmente inadequados, em reportagem veiculada pela revista Veja de 01 de setembro. Esse fato gerou reação da Diretoria da SBD, na pessoa de seu presidente Dr. Márcio Rutowitsch, que prontamente denunciou a médica ao CREMERJ. No mínimo três, entre vários outros artigos do Código de Ética Médica, foram infringidos durante as suas declarações. Destacamos os artigos 132, 133 e 135, segundo os quais é vedado ao médico: Divulgar informação sobre assunto médico de forma sensacionalista, promocional, ou de conteúdo inverídico; divulgar, fora do meio científico, processo de tratamento ou descoberta cujo valor ainda não esteja expressamente reconhecido por órgão competente; anunciar títulos científicos que não possa comprovar ou especialidade para a qual não esteja qualificado. Episódios como esse, que se repetem quase diariamente, banalizam a imagem da nossa especialidade. A Comissão de Ética e Defesa Profissional da SBD entende que os pronunciamentos enganosos devam ser sistematicamente denunciados aos conselhos regionais. Por outro lado, promoverá a elaboração de um manual de conduta ética voltado para o dermatologista e seminários de ética dedicados à formação dos associados mais jovens. * Integrante da Comissão de Ética e Defesa Profissional da SBD


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Clube de Revistas Coluna elaborada pelo diretor do Jornal da SBD, Dr. Jackson Machado-Pinto. Tosti A, Pazzaglia M, Soli M, et al. Evaluation of sexual function with an Inter national Index of Erectile Function in subjetcs taking finasteride for androgenetic alopecia. Arch Dermatol. 2004; 140(7): 857-858. O objetivo deste trabalho foi avaliar a função sexual e erétil de pacientes com alopecia androgenética em tratamento ambulatorial diário com 1mg de finasterida. Para tal, neste estudo multicêntrico, 186 pacientes preencheram um questionário para chegar ao International Index of Erectile Function (IIEF5) antes e quatro a seis meses após iniciarem o uso da finasterida. Os autores observaram que o índice da função erétil não se alterou significativamente após seis meses de tratamento com finasterida, com os pacientes mantendo sua função sexual estável. Concluem que este estudo confirma a impressão clínica de que os efeitos colaterais sexuais da finasterida são, na realidade, menos freqüentes do que o relatado em ensaios clínicos.

Serviços Credenciados Santa Casa de Misericórdia do RJ O chefe da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, Prof. David Azulay anuncia as novidades do serviço: “Temos a satisfação de comunicar a conquista do prêmio de primeiro lugar na categoria Pôsteres no IV Congresso de Clínica Médica, realizado recentemente no Rio de Janeiro. O trabalho intitulado ´Lesões genitais não-DST` foi desenvolvido no setor de Dermatologia Sanitária, sob a chefia do Prof. José Augusto da Costa Nery, contando com a participação dos alunos Neliane Teodoro, Marcelo Avé e Nádia El Kadi”, relata. Também foi adquirida uma nova máquina de PUVAterapia para o Setor de Fototerapia que agora conta

com três aparelhos. O setor é chefiado pelo Prof. João Avelleira. O Prof. David Azulay comunica ainda que a partir de 15 de outubro iniciam-se as inscrições para canditados a residentes para o concurso de acesso em 2005.

Hospital Heliópolis A prova seletiva de candidatos para as duas vagas do Curso de Especialização em Dermatologia do Hospital Heliópolis será no dia 27 de janeiro de 2005. O chefe do serviço, Dr. Jacob Levites informa que os interessados em mais informações devem acessar o site www.hospitalheliópolis.og.br ou entrar em contato com o Centro de Estudos Dermatológicos do Hospital Heliópolis pelo telefone (011) 6168-7468.

Departamentos Pediatria Dermatológica

Pela primeira vez no Brasil está sendo elaborado um consenso sobre dermatite atópica, uma parceria entre a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Sociedade Brasileira de Alergia. A Dra. Regina Carneiro, coordenadora do Departamento de Pediatria Dermatológica, afirma que 10% da

população desenvolve um quadro de dermatite atópica em alguma fase de sua vida. “Já existem dois consensos, um internacional proposto em 2003 e outro latino-americano, porém é a primeira vez que médicos brasileiros estão se reunindo para falar a mesma língua sobre a doença”, afirma a coordenadora. O cronograma para a conclusão dos trabalhos


Setembro / Outubro - 2004 JSBD l Ano VIII n o 5 19

Regionais é para inicio de 2005. Serão vistos aspectos como a clínica, o diagnóstico e a causa ou fatores que provocam a doença. A SBD está representada pelos especialistas Dra. Regina Carneiro, Dr. Roberto Takaoka, Dra. Valeria Aoki e a Dra. Magda Weber.

Dermatologia Integrativa

Durante três dias, no 59º Congresso da SBD, foi realizada a oficina “Prática Mente-Corpo”, com o Dr. Roberto Dóglia Azambuja, coordenador do Departamento de Dermatologia Integrativa da SBD, e Dra. Núbia Maia Rossetti, de São Paulo. “O médico e a atenção consigo próprio”, “Regulação do corpo” e “Regulação da mente” foram os temas abordados nos encontros, dos quais participaram mais de 100 congressistas. Entre os tópicos discutidos estava como minimizar os efeitos do stress no corpo através da postura, respiração, relaxamento e pensamento. Segundo o Dr. Azambuja, vem crescendo o interesse entre os médicos, especialmente entre os dermatologistas brasileiros, por áreas que ampliem sua ação na especialidade, como acupuntura, homeopatia, hipnose, meditação e técnicas psicoterápicas: - Inúmeras pesquisas em imunologia, psiconeuroimunologia, psicologia e neurologia feitas por cientistas de renome (a maior parte delas realizada nos EUA), têm obtido a adesão de especialistas em todas as áreas. Na dermatologia, Francisco Tausk, Richard Fried, Eugene Farber, Kenneth Epstein, Richard Baughman (EUA), M.A. Gupta (Canadá), Emiliano Panconesi e Torello Lotti (Itália), Uwe Gieler (Alemanha) são especialistas que desenvolvem pesquisas e estudos na relação mente-pele.

São Paulo

Convocação de voluntários para a Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele A Regional São Paulo precisa de voluntários para participar da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele, que será realizada no dia 4 de dezembro. Em 2003, o atendimento atingiu cerca de 11.648 pacientes em 33 postos distribuídos pelo Estado de S Paulo. Este ano, a intenção é de estender áreas de maior carência e, para tanto, serão 50 postos de atendimento. “Precisamos reunir colegas dermatologistas voluntários para trabalhar nos novos postos. A participação dos dermatologistas é essencial para que possamos promover um evento abrangente e de alto nível. É importante a colaboração de todos”, explica a Dra Selma Cernea, coordenadora do evento no Estado de São Paulo. De acordo com a Dra Selma, os locais que mais precisam de voluntários são os parques da Aclimação, do Ibirapuera, da Luz, além de postos na Zona Leste e na região do Aeroporto. “A solidariedade dos médicos é imprescindível para que possamos conscientizar a população dos males e perigos que o excesso do sol oferece. Esta é uma grande oportunidade para exercemos a cidadania”, comentou. Aos interessados em se candidatar, é só entrar em contato com a secretaria da SBD-Resp e falar com a Cláudia pelo telefone (11) 5573.5528.

Rio Grande do Sul

XXIX Jornada Gaúcha de Dermatologia A XXIX Jornada Gaúcha de Dermatologia foi realizada nos dias 15 e 16 de outubro, no Centro de Eventos do Hotel Plaza São Rafael. Foram priorizados os cursos teórico-práticos, para pequenos grupos, escolhendo assuntos de grande interesse. Segundo a secretária científica, Dra. Berenice Capra Valentini, o médico psiquiatra Dr.Cláudio Laks

Eizirik abriu a jornada com o tema “A cultura do narcisismo e seus desafios à medicina contemporânea”. “Refletiu-se sobre a importância que a sociedade atual dá à aparência das pessoas e qual o nosso papel no discernimento entre o saudável e o patológico”, conta. No dia seguinte, outros temas igualmente relevantes foram vistos.


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Expressões da

Dermatologia

Diltor Vladimir Opromolla O Prof. Diltor Vladimir Opromolla formou-se em 1957, na segunda turma da Faculdade de Medicina de Sorocaba. Fez estágios no Hospital das Clínicas de São Paulo, no Hospital do Pênfigo e no Hospital do Câncer, ambos na capital paulista. Depois surgiu uma oportunidade de trabalhar em Bauru, no Sanatório de Hanseníase, hoje, Instituto Lauro de Souza Lima. Naquela ocasião, ele já se interessava bastante pelo assunto. Desde 1958, trabalha na mesma instituição e dedica a sua vida

JSBD - O que o sr. achou do 59º Congresso da SBD? Prof. Opromolla - Acho que foi bom, com muitos inscritos, os assuntos bem distribuídos. Preocupa, de certa forma, o maior interesse do pessoal por cosmiatria, principalmente por parte dos próprios residentes. Tudo bem, não tenho nada contra, mas pareceu que as sessões que tratam sobre casos de investigação não têm muita concorrência. JSBD - O que o sr. pensa sobre os tratamentos estéticos na medicina? P rof. Opro m o l l a - Essa área de interesse não pode ser o motivo para uma pessoa fazer uma carreira. É muito importante que as pessoas mantenham a saúde do ponto de vista geral, especialmente da pele. Parece temerário o caso de se pegar uma moça bonita e fazer modificações no corpo, arriscadas às vezes. Ao meu ver médico é medico. Ele deve se basear em princípios médicos e éticos. JSBD - O que o sr. acha da conduta diagnóstica da hanseníase no Brasil? Prof. Opromolla - Venho acompanhando isso há muitos anos e temos tido uma política

à hanseníase. Esse ano se aposentou, mas continua dando expediente na instituição como Pesquisador Emérito. Pertenceu a diretoria da SBD, mas não podia freqüentar reuniões porque trabalhava em outra cidade, motivo pelo qual considera a sua participação pequena. “Estive mais presente nas jornadas científicas da SBD do que como elemento da diretoria, não tive uma participação importante”, comenta modestamente. Leia a entrevista feita no congresso, em Natal:

bastante razoável. Não houve muita mudança de orientação no Ministério da Saúde até pouco tempo atrás. Na década de 70, desde o ministro Paulo Almeida Machado até recentemente acho satisfatória. Os grupos envolvidos na causa trabalharam com entusiasmo e conseguiram congregar pessoas em várias partes do País. Com o uso da poliquimioterapia mudou tudo, o médico passou a ter segurança para parar o tratamento e ao dar alta para os pacientes acabou a falsa impressão do maior número de doentes infectados, enchendo arquivos. Em 1981, por exemplo, tínhamos estimados cerca de treze a catorze milhões de doentes, hoje temos meio milhão de doentes no mundo. JSBD - O sr. acha que o governo conseguirá erradicar a hanseníase em cinco anos, conforme foi propagado? Prof. Opromolla - A verdade se refere ao número de casos novos que continua muito alto. São 700 mil casos novos por ano no mundo e cerca de 49 mil só no Brasil. Então, apesar da poliquimioterapia ser um tratamento eficaz, não está diminuindo a taxa das pessoas que ficam doentes. Mesmo com o esforço

da Organização Mundial de Saúde e do governo em eliminar a doença como um problema de saúde publica, quer dizer um paciente para cada dez mil habitantes, considero que essa meta não será atingida em 2005, pois já era objetivo em 2000. Destaco que a nossa prevalência diminuiu de 13 para quatro por 10 mil, sendo um avanço considerável. JSBD - Como combater a doença? Prof. Opromolla - Temos muito chão pela frente. Por ser uma doença muito insidiosa, ter o tratamento lento, com tempo de incubação longo, ela vai pipocando aqui e ali. Outro fator é a falta de diagnóstico correto e precoce. No meio médico ainda tem muita gente que p recisa de treinamento. Em Bauru, ministramos 11 cursos por ano sobre reabilitação, prevenção de incapacidades, noções gerais. Mas há necessidade de se intensificar essas iniciativas nas escolas médicas. Temos um tratamento adequado, reforço que pre c i s a m o s fazer diagnósticos precoces e tratar todos os casos. Além disso, ter uma conscientização, treinamento, alertar a população com campanhas intensificadas. q


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Jornal da SBD - Nº 5 Setembro / Outubro 2004 by Sociedade Brasileira de Dermatologia - Issuu