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X P E D I E N T E
Editorial Prezado colega,
Sociedade Brasileira de Dermatologia Afiliada à Associação Médica Brasileir a
DIRETORIA 2003 - 2004 Presidente Márcio Santos Rutowitsch (RJ) Vice-Presidente Sérgio Talarico Filho (SP) Secretário-Geral José Ramon Varela Blanco (RJ) Tesoureiro Celso Tavares Sodré (RJ) 1o Secretário Samuel Henrique Mandelbaum (SP) 2a Secretária Lúcia Helena F. Arruda (SP) Diretora de Biblioteca Ivonise Follador (BA) Diretor Geral e Operacional Marco Antônio S. Abreu Rocha
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Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia está próximo e a perspectiva de ir a Natal é, sem dúvida, muito atraente. Aproveitar as maravilhas de Natal é algo que está na cabeça de todos nós. Não podemos, no entanto, deixar que os encantos daquela cidade nos afastem de nossos objetivos principais de buscar o aprimoramento científico e aprofundar o nosso convívio social. O Programa Científico do Congresso é daqueles que, só de olhar, dá vontade de fazer. Aproveitemos a oportunidade para refletir sobre as propostas para os serviços credenciados e para a prova de Título de Especialista em Dermatologia que a Força Tarefa iniciada no Congresso de Vitória apresentou e que você poderá conhecer em detalhes nessa edição do seu Jornal da SBD. A discussão sobre o perfil do dermatologista que queremos formar é extremamente importante e oportuna. Interessa a todos os dermatologistas que precisam se unir para enfrentar os diversos desafios que a nossa especialidade enfrenta no Brasil de hoje: a concorrência desleal, a realização de procedimentos dermatológicos por outros profissionais sem a necessária qualificação, a baixa remuneração do nosso trabalho pelos convênios, sem contar os problemas internos da nossa SBD, como, por exemplo, a questão dos associados contribuintes, os critérios para o credenciamento de serviços, o currículo mínimo e a avaliação do residente. A sua opinião é valiosa. Manifeste-se. Esse número traz matérias importantes, interessantes e de leitura gostosa. Divirta-se. Jackson Machado-Pinto
Esta é uma publicação da Sociedade Brasileira de Dermatologia, dirigida aos seus associados e órgãos de imprensa. Publicação bimestral - Ano VIII – nº 4 Julho / Agosto - 2004 Coordenador Médico: Jackson Machado-Pinto (MG) Jornalista responsável: Tatiana Gentil- Reg. no 22.375 Redação: Tatiana Gentil e Andréa Fantoni Conselho editorial: Márcio Santos Rutowitsch (RJ), Sérgio Talarico Filho (SP), José Ramon Varela Blanco (RJ), Celso Tavares Sodré (RJ), Samuel Henrique Mandelbaum (SP), Lúcia Helena F. Arruda (SP), Ivonise Follador (BA)
Sumário 2
4Calendário
Anvisa revê critérios para manipulação de medicamentos
Cartas
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4Coluna da Diretoria Palavra do Tesoureiro
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4Painel 4Força Tarefa: iniciativa mudará
Editoração eletrônica: Nazareno Nogueira de Souza e Tatiana Gentil Contatos Publicitários: Marco Antônio S. Abreu Rocha e Tatiana Gentil
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A equipe editorial do Jornal da SBD e a Sociedade Brasileira de Dermatologia não garantem nem endossam os produtos ou serviços anunciados, sendo as propagandas de responsabilidade única e exclusiva dos anunciantes. As matérias e textos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores.
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4I Curso de Cosmiatria da SBD
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4Simpósio Internacional de
Correspondência para a redação do Jornal da SBD Av. Rio Branco, 39/18º andar Rio de Janeiro – RJ - CEP: 20090-003 E-mail: comunicacao@sbd.org.br
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Assinatura anual: R$ 100,00 Número avulso: R$ 20,00 Tiragem: 5000 exemplares
Edição dos Anais Brasileiros de Dermatologia em CD-ROM
Coluna da Ombudswoman
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4Parceria com o Inca é reativada
rumos para a Dermatologia brasileira
é sucesso
Cabelos e Unhas: mais uma ação dos Departamentos da SBD
SBD firma parceria com Amigos da Escola Coluna Ética em Questão
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4Procedimentos estáticos em pauta
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4Acervo da Biblioteca é restaurado
no Conselho Federal de Medicina
4Serviços Credenciados 4Clube de Revistas História da Dermatologia Latino-americana
4XXVI Curso de Dermatologia Tropical e Meio Ambiente é reeditado com êxito no Rio
o Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia: preparativos finais
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4Departamentos 4Regionais 4Coluna Expressões da
Dermatologia: Jarbas A. Porto
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Coluna da Ombudswoman Luna Azulay
Setembro - 2004 10 e 11 11
Sexta e sáb. Sexta
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Quarta Quinta e sexta
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Quarta
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Quinta
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Sexta
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Sáb. a quarta Sáb. Sáb. Quarta
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Quinta
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Sáb. Quarta Sexta e sáb.
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Curso Teórico Reun. Mensal-junto com o GBM Reun. Mensal-CBC Reuniões (Pres.Reg., Comissões, Depart.., S. Creds. e Cons. Deliber.) Comissões, Chefes de Serviços e Força Tarefa (tarde) Comissões, Chefes de Serv.e F. Tarefa (manhã) Reun. Cons. (tarde) Reunião do Conselho Deliber. (o dia inteiro) 59º Congresso da SBD Reu. de Casos Clínicos Reun. Cient. Mensal Reunião de Casos Clínicos ao Vivo Reunião Mensal (Famacodermia)
Reg. RS Reg. Flum. Reg. RJ
Natal-RN Natal-RN Natal-RN Natal-RN Reg. CE Reg. MT Reg. MA Reg. PI
Outubro - 2004
Sáb. Sáb. 21 a 23
Quinta à sáb.
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Sexta e sáb.
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Sexta e sáb. Quarta Quarta Quarta Quarta Quarta Sexta Sexta Sexta
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Sexta Sáb.
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Sáb. Sáb.
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Encontro Anát.-clínico Reunião Mensal XXIX Jornada Gaúcha de Dermatologia 5ª Reun. Dermatológica Ordinária Reun. Mensal - Anfit. Argemiro de Oliveira no HUAP 2º Simpósio Reações Adversas as Drogas II Reunião Clín. Patol. UFPA/Sta. Casa RADECO - Reun. Anual dos Dermat. do C.-Oeste Simpósio de Unhas e Cabelos Curso de CA Cutâneo Reun. Cient. mensal Reunião Mensal CBC Reun. Mensal (C. Clín.) Reun. de C. Clín. ao Vivo Reun. Mensal de Dermat. C. Clín. - palestra Reun. Mensal C. Clín. Curso de Hanseníase Conferência: Dermat. e Medicina Interna Conferência Reg. RN Apresent. e disc. de C. Clínicos ao vivo Reun. Cient.Mensal HUCAM Reun. de C. Clínicos 119ª Jornada - Instituto Lauro de Souza Lima Reun. Cient. Mensal
Reg. PE Reg. MG Reg. RS Reg. SP Reg. Flum. Reg. SP Reg. PA Reg. Goiás Reg. SP Reg. Flum. Reg. PE Reg. RJ Reg. PI Reg. MA Reg. AL Reg. AM Reg. SP Reg. CE Reg. RN Reg. ES Reg. CE Reg. SP Reg. MT
Cartas ao JSBD Gostaria de parabenizar a Dra. Dóris Hexsel e toda diretoria da SBD pelo brilhante curso de Cosmiatria que coordenaram em São Paulo. Preencheu o espaço que a cabe a SBD e que ultimamente estava sendo preenchido por Sociedades de valores duvidosos. Parabéns, Doris. Dra. Sarita Martins
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o dia 24 de setembro, em Natal, será realizada a reunião do Conselho Deliberativo, da SBD. Este Conselho é constituído pelos delegados eleitos em cada regional, com presença proporcional ao número de associados desta. A eleição desses delegados pressupõe candidaturas e escolha. Por exemplo, no Rio de Janeiro, os candidatos se inscreveram perante a regional; essa elaborou uma cédula de votação que foi enviada pelo correio onde todos deverão enviar os seus votos, sem identificação. A escolha será ratificada em Assembléia Geral. Assim, vocês podem perceber, que o delegado regional tem o seu papel na discussão do Conselho, ele é o intermediário entre o associado e a direção nacional, ou até mesmo regional. Existe a pergunta: Como o delegado levará minha proposta para o Conselho (nível nacional)? Como serão encaminhados os desejos dos associados em nível regional? O seu representante poderá fazê-lo, na medida em que você converse com ele sobre suas idéias e as formule POR ESCRITO. Outra via é o encaminhamento da sua proposta diretamente para a diretoria da SBD nacional. Isso deve ter um prazo razoável, apesar de que não encontrei o dado formal do número de dias em que deveria ocorrer. Pensamos que seria válido receber estas propostas ou temas para discussão no máximo até trinta dias antes da data prevista para a realização do Conselho. Assim, não deixem de enviar suas valiosas colaborações. Infelizmente não poderei estar presente, assim como vários dos colegas de origem judaica, já que a dita reunião ocorrerá por ocasião de data religiosa que a maioria de nós preserva. Um dos temas cruciais será o debate sobre o dermatologista que queremos e precisamos, tema tantas vezes discutido. Foi criada a chamada Força Tarefa para preparar uma pauta para o Conselho. Dela fazem parte os doutores Antônio Guedes, Paulo Cunha, Cacilda de Souza, Jackson Machado-Pinto, Humberto Ponzio, Délio Delmaestro, Celso Sodré, Emmanuel França, Lucia Arruda, Samuel Mandelbaum e Silvio Marques. Para eles vocês também poderão entregar suas opiniões por escrito, para que enriqueçam esse fórum de discussão. Isso vai ter como conseqüência a definição de sugestões para a elaboração da prova para TED. Uma sugestão que encaminho, acompanhada por outros colegas, é a realização da prova por módulos, alem da avaliação do curriculum vitae. O que quer dizer isto? A nota final do exame escrito seria dada por uma prova teórica, incluindo casos clínicos; uma de patologia e outra de micologia, recebendo peso seis. A avaliação do curriculum vitae receberia peso quatro. O candidato se matricularia no que deseja fazer e teria cinco anos para completar os três módulos, alem de apresentar o seu curriculum. Assim o contribuinte, e o aluno que recém terminou seu curso de especialização, podem organizar os seus estudos, conforme a sua disponiblidade de tempo. Acho que somente esse assunto ocupará horas de debate no Conselho. Assim, mais uma vez proponho que o Conselho ocorra duas vezes por ano, buscando-se mecanismos de diminuição do seu custo. Participem, ainda há tempo!
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Coluna da Dir e t o r i a
Márcio Rutowitsch
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a última reunião de agosto realizada na Associação Médica Brasileira (AMB) foram abordados assuntos diversos, como a Ordem dos Médicos do Brasil, a r ecertificação do Título de Especialista e a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CHBPM). Em relação à Ordem dos Médicos, foi informado que o único país onde existe uma entidade deste tipo é Portugal, desde os anos 30. Ficou acertado com as sociedades de especialidade que o presidente da Ordem dos Médicos de Portugal virá ao Brasil para conversar sobre o assunto em outubro. Foi proposto ainda que a AMB entrasse em
contato com Ordem dos Advogados do país para juntas trocarem informações, e assim AMB poderá minimizar pontos que porventura possam gerar áreas de beligerância no futuro. Quanto à recertificação do TED, a AMB informou que manteve contato com países europeus para apurar o que acontece com os especialistas de lá. A Holanda é o único
Palavra do Te s o u re i r o
Celso Sodré
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s notícias da SBD continuam sendo boas. Com o pagamento maciço das anuidades e os recursos provenientes de patrocínios diversos, estaremos, como no ano passado, dando início ao repasse das anuidades às Regionais, assim que elas encaminharem o seu balanço semestral. A Diretoria da SBD tem se empenhado em trabalhar em diversas instâncias políticas e representativas de classe para fazer a voz da Dermatologia ser ouvida do modo e na altura que deve ser, e isso tem ocorrido às custas de viagens e reuniões freqüentes dos seus representantes com os setores envolvidos (CFM, AMB, INCA etc.). O trabalho da Força Tarefa deve resultar em aperfeiçoamento significativo na harmonia de funcionamento das Comissões de Ensino (credenciamento de Serviços), de Título (exame de Título de Espe-
país que tem uma média de 90% dos médicos com títulos recertificados. Continuam sendo feitas pesquisas e estudos para vermos qual o modelo ideal a ser implantado no Brasil. Em relação a CBHPM, a mesma já foi aceita pelas entidades seguradoras, mas que, no entanto, os valores ali presentes ainda não são definitivos. Num primeiro passo, a AMB procurou mostrar os itens constantes da CBHPM, para numa segunda instância modificar os valores que porventura necessitem ser alterados. Os nossos resultados são frutos das diversas ações e da presença da SBD nos mais diferentes fóruns.
cialista), Científica (Currículo) e dos Serviços Credenciados. Acreditamos que a reunião dos Chefes de Serviços com as Comissões, programada para o período pré-congresso, consiga produzir subsídios para que o Conselho Deliberativo proceda com as modificações necessárias para o fortalecimento interno do funcionamento da SBD, propiciando assim maior eficiência no cumprimento das finalidades estatutárias da nossa Instituição quanto à promoção do estudo, ensino e pesquisa da Dermatologia. A Diretoria da SBD e a Comissão Organizadora do Con-
gresso Brasileiro têm mantido uma constante colaboração para que, sem perda da qualidade, os custos do evento sejam reduzidos em benefício do congressista. O contato permanente entre o Presidente do Congresso, Dr. Arnóbio Pacheco, e o Presidente da SBD tem sido fundamental para isto. Infelizmente temos também uma má notícia. Depois de inúmeras correspondências e propostas de facilitação na forma do pagamento, estamos procedendo o desligamento de cerca de 70 associados que se mantiveram inadimplentes por dois anos, consecutivos ou não, como estabelecido no nosso Estatuto. Sempre é bom lembrar que esses associados podem retornar ao quadro social da SBD, desde que paguem os seus débitos. Um abraço, Celso Tavares Sodré Tesoureiro da SBD
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Pa i n e l ✔ Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele disputa prêmio ABERJE O trabalho de divulgação da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele da SBD é um dos finalistas do Prêmio ABERJE, da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial, na categoria Relacionamento com a Imprensa, concorrendo com as empresas Coca-Cola e Xerox. O Prêmio ABERJE, em sua 30ª edição, tem como objetivo reconhecer a excelência da comunicação o rganizacional e das re l a ç õ e s públicas no Brasil por meio do incentivo e difusão das melhor es práticas do setor.
✔ Lipoaspiração Tumescente O presidente da SBD, Dr. Márcio Rutowitsch, e o chefe do Departamento de Cirurgia Dermatológica, Dr. Carlos Machado, estiveram reunidos com representantes da Câmara Técnica de Cirurgia Plástica do Conselho Federal de Medicina, em Brasília, no dia 16 de julho. Eles abordaram a técnica de Lipoaspiração Tumescente (técnica de Klein) feita pelos dermatologistas. A SBD encaminhou ao CFM uma carta refazendo a consulta sobre a posição dos especialistas em relação à técnica de Klein, com uma explicação minuciosa de todo o procedimento.
✔ As entidades médicas de São Paulo - Associação Paulista de Medicina (APM), Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e Sindicato dos
✔ II Congresso Latino Americano de Fotobiologia O II Congresso Latino Americano de Fotobiologia será realizado em Cuenca, no Equador, de 26 a 28 de novembro. Maiores infor mações podem ser obtidas com o Dr. Marcelo Merchan no ender eço maguimar@etapaonline.net.ec ou com a Dra. Tânia Cestari pelo email tcestari@hcpa.ufrgs.br.
✔ Criação de 0800 para receber denúncias de pacientes O movimento médico pela implantação da CBHPM disponibilizou o telefone 0800 887 7700 para atendimento aos usuários de planos e seguro-saúde de todo o País. Segundo a organização do movimento a idéia do 0800 é reunir o máximo de informações possíveis para que esses problemas sejam resolvidos com urgência. Desde que foi disponi-
Médicos de São Paulo (Simesp) organizaram uma manifestação na Avenida Paulista, no dia 15 de julho, para explicar a população a luta dos profissionais pela implantação da CBHPM. O grupo se concentrou na sede da Associação Médica Brasileira (AMB) e depois, munido com faixas e cartazes, partiu em passeata para a Avenida Paulista. Lá os médicos entregaram folhetos aos pedestres e falaram sobre as reivindicações da categoria. bilizada, até o início de agosto, a Central registrou 3.843 chamadas.
✔ Bolsas para Residentes A Academia Americana de Dermatologia (AAD) abriu vagas para candidatos para residentes visitantes, administrado pelo Comitê de Revisão do Fundo de Dermatologia do Congresso Mundial da AAD. São dez concessões por ano para fluentes em Inglês, em formação nos países em desenvolvimento. Estão habilitados também profissionais com no máximo dois anos do término do programa de Residência. As bolsas, no valor de US$ 2,500 por estagiário, são para custeio de despesas de viagem e de hospedagem. Os interessados devem enviar suas propostas. Para informações entrar em contato com a gerente da AAD, Debra L. Kroncke, pelo email dkronke@aad.org ou pelo telefone (847) 240-1289.
✔ Qual é o seu e-mail? Uma boa forma de agilizar a comunicação entre a SBD e seu associado é através da Internet, com troca de mensagens eletrônicas (e-mails). Portanto, precisamos saber qual é o seu endereço eletrônico. Procure a SBD e atualize os seus dados cadastrais. Por e-mail, a Sociedade emite comunicado sobre eventos, envia o Newsletter, o clipping de notícias interessantes aos dermatologistas e o boletim da Biblioteca. Aguardamos o seu contato pelo telefone (21) 2253.6747 ou pela página www.sbd.org.br.
O presidente e a secretária geral do 60o Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Dr. Gerson Penna e Ana Maria Pinheiro (à esq.), estiveram na SBD com o Dr. Celso Sodré para a assinatura do contrato com a empresa Malu Losso Relações Públicas e Eventos, responsável pela organização do evento.
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Força Tarefa de discussão do ensino da dermatologia Autores: Silvio Alencar Marques e Sérgio Talarico Filho
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m setembro de 2003, durante o Congresso Brasileiro de Vitória-ES, reuniram-se sob iniciativa e coordenação da Diretoria da SBD, membros da Comissão de Ensino, Comissão de Titulo de Especialista (TED), Comissão Cientifica e chefes de Serviços Credenciados. Tal reunião, inédita, buscava iniciar discussão conjunta sobre temas vitais para a especialidade, tais como: qual o perfil do Dermatologista que queremos formar? Para qual mercado? Qual o currículo mínimo para tal? Com quais pré-requisitos? Em serviços com quais características? E, como avaliar os serviços e seus produtos? Aquela reunião caracterizou-se pelo debate franco e foi extremamente rica e, apesar de somar apenas dois períodos de trabalho, conseguiu delinear tópicos essenciais para discussão posterior. A idéia de Força Tarefa (FT), a ser composta por representação das comissões, de chefes de serviço e da diretoria,
criou condições para análise mais aprofundada de série de tópicos. Desde logo percebeu-se a necessidade de coletar dados e informes que permitissem uma fotografia atualizada dos serviços segundo sua constituição, número de vagas oferecidas, se residentes ou equivalentes, seus currículos e sistemas de avaliação, entre outros. Infelizmente a base de dados disponível na SBD se mostrou inadequada, com dados insuficientes ou até conflitantes, o mais preocupante deles o fato de haver discrepância entre o número informado de vagas pelos serviços e a inscrição a mais pelos mesmos, no TED. Questionários foram construídos para atualização e busca de respostas específicas e enviados aos 60 serviços credenciados. Desnecessário dizer que pouco mais que 50% responderam. De posse dos dados possíveis, várias reuniões preliminares foram realizadas pelos membros da Diretoria envolvidos na FT, até que nos dias 9 a 11 de julho do
corrente, sob coordenação do Prof. Sérgio Talarico Filho (Unifesp) reuniram-se os representantes da Comissão de Título, Profs. Antonio C. Guedes (UFMG) e Paulo Cunha (FM-Jundiaí); de Ensino, Profa. Cacilda Souza (USP-RP); da Comissão Cientifica, Délio Delmaestro (UFES) e Profs. Humberto Ponzio (Ulbra-RS) e representantes dos serviços, Profs. Emmanuel França (FCMB – Hospital Oswaldo Cruz) e Elemir Macedo (Unicamp) este por correspondência, e representantes da Diretoria, Prof. Celso Sodré (UFRJ), Profa. Lúcia Arruda (PUC-Campinas), Prof. Samuel Mandelbaum (Unitau) e Prof. Silvio Marques (Unesp). O que se segue é o produto, parcial, de intensas discussões e do consenso possível, mas ousamos dizer que se caminhou bastante e elaboram-se propostas que nos permitirão construir um novo padrão de ensino, avaliação e regras claras e objetivas para credenciamento e recredenciamento de serviços.
Que dermatologistas nós queremos formar? Enquanto sociedade plural, nossa compreensão é de que seja “Dermatologista com conhecimentos e habilidades gerais pertinentes às diferentes faces ou campos de atuação da especialidade: que domine as principais e mais freqüentes enfermidades dermatológicas no País e em sua região de trabalho; que tenha embasamento teórico e prático para avançar a níveis mais altos de conhecimento e de habilidades; que seja capaz de análise crítica e de busca da informação e da melhor evidência; que tenha compromissos para com a ética e a humanização da Medicina; e que
saiba exercer a sua prática com liderança e responsabilidade social”. Ou seja, um dermatologista que tenha formação básica a mais ampliada e consistente possível, que saiba aprender com seu trabalho, que valorize o conhecimento científico e a prática baseada em evidências sólidas. Que exerça seu papel social com responsabilidade e espírito solidário. Como atingir estes objetivos? Quem é o residente/equivalente com quem iremos trabalhar? Quais são suas expectativas e seu preparo prévio? Que cenários de ensino utilizar? Que infraestrutura dispor?
Como veêm, há questões complexas e para as quais não há resposta única. Mas que importam na construção das estratégias de ensino. Levando todos estes itens em consideração, respeitando os objetivos delineados e o disposto nas resoluções da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) elaboramos o que chamamos o currículo mínimo e que a seguir delineamos: 1- Pré-requisito em Clínica Médica (segundo o definido pela CNRM no momento atual dois anos, idealmente de um ano segundo consenso emitido pelos chefes dos serviços credenciados em reuniões anterio-
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res). 2Especialização em Dermatologia: Serviço Credenciado pela SBD com duração de dois anos, com o seguinte conteúdo mínimo: 2.1- Dermatologia Cirúrgica (vamos listar o conteúdo mínimo específico sugerido para alguns tópicos a título de exemplo): 2.1.1Básica: domínio do conhecimento da anatomia da face. Biópsia incisional. Excisão e sutura simples. Eletrofulguração. Curetagem. Crioterapia. 2.1.2- Avançada – Área de Atuação: treinamento em nível de 3º ano opcional. 2.2- Dermatopatologia. 2.3- Cosmiatria. 2.4Epidemiologia Clínica: conceito e aplicação da Medicina Baseada em Evidência. Conceitos sobre estudos de incidência, prevalência, transversal, coorte e de caso controle. Leitura crítica de artigos científicos. Randomização. 2.5- Dermatologia Sanitária. 2.6- Ética e Humanização. 2.7- Alergia e Imunologia. 2.8- Micologia: Domínio prático da coleta e do exame micológico direto. Exame micológico direto das micoses superficiais, subcutâneas e sistêmicas de interesse dermatológico. Conhecimento teórico e prático da macro e micromorfologia das micoses superficiais. Conhecimento teórico e prático da macro e micro
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morfologia da esporotricose, paracoccidioidomicose e macromorfologia da cromoblastomicose. Conhecimento teórico e domínio prático do exame direto dos micetomas (sensu lato). 2.9- Métodos Diagnósticos Complementares: Conhecimento teórico e prático do uso da Dermatoscopia. Conhecimento teórico sobre ultrassonografia cutânea. Conhecimento teórico e prático da fotografia digital. Introdução à Telemedicina. 2.10- Dermatologia Clinica. Elaborou-se listagem de 35 grandes temas agrupando enfermidades por Síndrome ou agente infeccioso causal ou epidemiologia de transmissão, entre outras. Inovando ao incorporar, por exemplo, tema ligado “conceitos relativos a métodos terapêuticos em Dermatologia. Terapêuticas emergentes”. A lista completa dos temas e se prioritariamente desenvolvidas no 1º ano de treinamento ou se no 2º ano, está disponível no site da SBD. 2.11- Administração e Gerenciamento. 2.12- Biossegurança. 2- Áreas de Atuação. Segundo o disposto pelo Conselho Federal de Educação: Dermatologia Cirúrgica, Cosmiatria e Hansenologia. As quais além de desenvolvidas durante o curso normal poderiam ser
oferecidas como treinamento de 3º ano opcional naqueles serviços com condições para tal. 4- Avaliação. A resolução da CNRM que regulamentava a avaliação durante o curso foi recentemente revogada e no momento não há um referencial oficial. Mas entendeu-se que os Serviços tem que instituir: avaliação periódica, quadrimestral, tanto do Médico Residente como do Especializando, utilizando-se de avaliação tipo conceito global mais uma das seguintes modalidades: prova escrita, prova oral, prova prática ou combinação das mesmas. Que as avaliações incluam comportamento ético, relacionamento com a equipe de saúde e com o paciente e interesse pela atividade global da especialidade. E, que a promoção para o ano seguinte leve em consideração a performance segundo o sistema de avaliação adotado pelo serviço. Esses são os referenciais pensados pela FT e que foram encaminhados à Comissão de Ensino e chefias de serviço para discussão interna e, de imediato, envio de sugestões para que se chegue à reunião do Conselho e à Assembléia Geral com uma proposta já formatada e, a para discussão objetiva e madura.
Serviços Credenciados
discussão relativa ao credenciamento e recredenciamento dos serviços foi igualmente intensa e utilizou-se como modelo a legislação existente e anteprojeto preparado pelo Prof. Celso Sodré. Buscou-se normatizar e agrupar itens considerados obrigatórios, considerados absolutamente essenciais ao funcionamento com qualidade. A premissa é que a não disponibilidade ou o não cumprimento de tais itens impedirá o credenciamento ou recredenciamento de serviços. E, importantíssimo, que o desrespeito ao limite do número de vagas definidas pela Comissão de Ensino e Assembléia Geral implicará em descredenciamento do serviço infrator. A FT também discutiu possíveis mudanças no sistema de avaliação para obtenção do TED, várias alternativas foram consideradas e elaborou-se proposta que se encontra em análise no âmbito primeiro da própria Comissão de Título, para posterior discussão no Conselho e Assembléia Geral. Em linhas gerais, entre outras modificações, buscou-se retirar o caráter eliminatório das provas específicas, agrupandoas sob a forma de única prova clínica-laboratorial e dela tirando uma nota de corte conjunta. A FT também discutiu pro-
postas para considerar o currículo como parte do sistema de obtenção do TED, mas não se conseguiu formatar, ainda, uma proposta que contemple todos o requisitos legais e que não comprometa o princípio de isonomia. Ao finalizar queremos fazer um chamado a todos aqueles com responsabilidade relativa ao Ensino da Dermatologia, nos seus diferentes cenários e momentos, a reservar um tempo para reflexão sobre as propostas recém elaboradas e que igualmente reflitam sobre as necessárias modernizações nas técnicas e instrumentos pedagógicos que temos utilizado. E, deixar claro, que de forma alguma esta FT esgotou a discussão sobre tópicos de impacto sobre o Ensino da Dermatologia, como por exemplo, a Educação Médica Continuada (EMC-D), o conteúdo científico dos Congressos e Jornadas, o papel dos Departamentos da SBD, ou seja, várias outras instâncias de produção do conhecimento a merecer atenção e discussão aprofundadas. Fica, portanto, a chamada para que a SBD continue a buscar a excelência neste campo tão amplo quanto complexo. q
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A Cosmiatria levada a sério Os dermatologistas lotaram o auditório do Sírio-Libanês para assistir a palestra do Dr. Peter Rullan, abaixo com a Dra. Dóris Hexsel e Dr. Márcio Rutowitsch
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I Curso de Cosmiatria da SBD mostra o interesse e a necessidade de os dermatologistas se unirem para defender esta área de atuação. Em uma sociedade onde 81% das mulheres afirmam cuidar do rosto e 62% acham que a sedução não está restrita aos jovens, a cosmiatria passa a ser uma das áreas fundamentais da dermatologia. O número de pacientes em busca de beleza e jovialidade é cada vez maior, e a ameaça dessa demanda ser atendida por profissionais nãoqualificados também. Atenta a essa realidade, a Sociedade Brasileira de Dermatologia realizou o I Curso de Cosmiatria da SBD, de 15 a 17 de julho no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. - O alto nível dos trabalhos e das discussões do I Curso de Cosmiatria tornou mais tênue a “Foi um ambiente propício para a troca de experiência e dúvidas entre os palestrantes e os participantes. O local de realização foi excelente, o que também contribuiu para o sucesso do evento. Parabéns à SBD!” (Dra. Taciana Dal Forno, RS)
linha de divisão entre a cosmiatria e a dermatologia clínica, que caminham juntas no atendimento aos pacientes – comentou a coordenadora do evento, Dra. Dóris Hexsel. Elogiado por todos os presentes, o curso manteve a qualidade dos eventos que vêm sendo realizados pelos departamentos especializados da SBD. “Esses cursos mantém a nossa SBD como uma das sociedades médicas mais atuantes e fortalecidas. Já estou me preparando para o de Cabelos e Unhas”, disse a Dra. Daniela Nunes, do Rio de Janeiro. Entre os 320 participantes, dermatologistas de outros estados também estiveram presentes para assistir às aulas práticas e teóricas sobre cosmiatria geral, preenchedo-
“Eu sabia que seria algo inovador e de grande valor científico, mas confesso que fiquei impressionada com o resultado altamente produtivo do evento.” (Dra. Rosemari Mazzuco, RS) res, peelings químicos, toxina botulínica, celulite e estrias. Um dos destaques foi a participação do Dr. Peter Rullan, que fez uma demonstração ao vivo do peeling de fenol atenuado diretamente do centro cirúrgico do hospital. “Os elogios que recebemos pela programação científica e a magnífica estrutura do Sírio-Libanês, que permitiu a transmissão dos procedimentos com detalhes, nos fazem sentir muito gratificadas pela organização do evento”, acrescentou a Dra. Dóris. De acordo com ela, a programação
Dr. Sérgio Talarico apresentou a aplicação ao vivo de toxina botulínica
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As instalações do hospital e a organização do evento foram elogiadas por todos
foi muito positiva para os que procuravam uma atualização científica. “Todos os palestrantes do módulo que abordou laser trouxeram novidades. Novos peelings superficiais foram demonstrados. Ainda recebemos muitas dicas sobre preenchedores e toxina botulínica. E o módulo de celulite e estrias também foi enriquecedor, pois são problemas pelos os quais nós, dermatologistas, somos muito procurados e temos pouco a oferecer”, analisou. - Foi uma demonstração de
“O I Curso de Cosmiatria da SBD fez com que todos os colegas reconhecessem a importância da cosmiatria e a necessidade do aprimoramento profissional ao exercer essa área.” (Dra. Eloysa Aires, RJ) defesa da classe e de carinho com os dermatologistas. Quebrando paradigmas, a SBD mostrou que o dermatologista é quem entende de pele e deve assumir qualquer tipo de tratamento que, por ventura, possa surgir. Inclusive no
Drª Adriana Simões, Drª Rossana Gonçalves, Drª Alena Mendes e Drª Francisca Miléo, que representaram o Pará no evento
campo estético – disse o Dr. Adilson Costa, associado da SBD e gerente médico de um dos patrocinadores do evento. Ao todo, foram 57 aulas durante os três dias do curso. A coordenadora do módulo “Peelings químicos”, Dra. Lia Castro, destacou a oportunidade de discutir as dificuldades dos dermatologistas em lidar com tantos materiais novos sem estudos científicos. “É bom para deixar um espírito mais crítico nos jovens”, declarou. O Dr. Alexandre Filippo, que falou sobre as desordens inestéticas tratadas a laser, montou com a equipe deste departamento na SBD uma série de aulas sobre dermatoscopia, crioterapia, terapia fotodinâmica, epilação nas peles étnicas, lasers ablativos e não-ablativos e tecnologias emergentes. “Mostramos que o laser ocupa um lugar de ponta na dermatologia nacional”, concluiu o especialista.
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Simpósio Internacional de Cabelos e Unhas
A
SBD promoverá o Simpósio Internacional de Cabelos e Unhas, nos dias 22 e 23 de outubro, no Hotel Sofitel, em São Paulo. Coordenado pelo chefe do Departamento de Cabelos e Unhas, Dr. Francisco Le Voci, e pelo Dr. Nilton Di Chiacchio, o evento discutirá alguns dos principais temas com os quais os dermatologistas se confrontam em suas práticas diárias. “Tivemos o cuidado de selecionar assuntos bastante práticos e atuais. Solicitamos também aos palestrantes que abordem suas experiências pessoais”, afirma Le Voci. No simpósio serão destacadas as avaliações diagnósticas, clínicas e laboratoriais das moléstias capilares e ungueais, as terapêuticas clínicas e cirúrgicas e também algu-
Dr. Francisco Le Voci (à esq.) e Dr. Nilton Di Chiacchio (à dir.)
mas controvérsias relacionadas à cura das doenças ungueais e capilares. “Falaremos, por exemplo, a respeito das onicomicoses, os tratamentos tópicos e o combinado com medicação tópica associada à medicação sistêmica. Já sobre cabelos será abordada a técnica de preparo da área receptora com a utilização de punchs ou de lâminas e agulhas”, explica o coordenador. As palestras serão realizadas em
dois dias. Fazem parte do corpo de professores a Dra. Antonella Tosti, da Itália, o Dr. Alex Ginzburg, de Israel, e o Dr.Eckart Haneke, da Alemanha. Os temas serão: Histopatologia do Couro Cabeludo e das Doenças das Unhas; Alterações Capilares na Infância; Avaliação Laboratorial em Patologias Capilares e em Onicomicoses; Cirurgia das Unhas; Tratamento das Doenças das Unhas - O que há de novo?; Cirurgia do Couro Cabeludo; Alopecias Cicatriciais e não Cicatriciais; Alopécia Cicatricial-Tratamento Cirúrgico; Melanoníquias e Melanoma do Complexo Ungueal e Tratamento Cirúrgico das Distrofias Ungueais. As informações podem ser obtidas pelos telefones (11) 55428216/5543-1141 (CLC Eventos).
Sexta (22/10) das 14h30 até 18h e das 19h30 até 22h30 - Sábado (23/10) das 8h30 até 12h e das 14h até 17h30 SEXTA
13h- 14h30 inscrições 14h30-14h40 abertura 14h40-15h15 histopatologia do couro cabeludo moderador 14h40-14h50 cortes transversais x longitudinais avaliação comparativa 14h50-15h diagnóstico histopatológico da alopécia androgenética 15h- 15h10 diagnóstico histopatológico da alopécia areata 15h10-15h15 perguntas 15h20-15h55 histopatologia das doenças das unhas moderador Moderador 15h20-15h30 diagnóstico histopatológico de distrofias ungueais 15h30-15h40 histopatologia das doenças inflamatórias das unhas 15h40-15h50 Aspectos Histopatológicos das melanoníquias 15h50-15h55 perguntas 16h00-16h30 alterações capilares em crianças moderador 16h30-16h50 visita aos stands / coffee-break 16h50-17h25 avaliação laboratorial em patologias capilares moderador 16h50-17h02 Avaliação hormonal na alopécia androgenética 17h02-17h14 Tricograma 17h14-17h25 perguntas 17h25-18h avaliação laboratorial em onicomicoses moderador 17h25-17h37 avaliação crítica do exame direto e cultura de fungos 17h37-17h49 antifungigrama 17h49-18h perguntas 19h30-20h35 cirurgia das unhas moderador 19h30-19h45 exostoses subungueais 19h45-20h cirurgia das distrofias ungueais 20h- 20h15 cirurgia dos tumores não melanomas 20h15-20h30 hipercurvatura transversa da unha 20h30-20h35 perguntas 20h40-21h10 tratamento das doenças das unhas-o que há de novo moderador 21h10-21h25 visita aos stands / coffee-break 21h25-22h30 cirurgia do couro cabeludo moderador 21h25-21h40 transplante de cabelos em alopecia androgênica fem. 21h40-21h55 extração de unidades foliculares com punch 21h55-22h10 cirurgia dos tumores do couro cabeludo 22h10-22h25 pérolas cirúrgicas em cirurgia do couro cabeludo 22h25-22h30 perguntas
SÁBADO Marcio Rutowisch Fernando A Almeida Nelson Proença Maria T. Nakandakari Gilles Landman Nilceo Michalany Silvio Marques Nilceo Michalany Helena Muller Gilles Landman Antonella Tosti Evandro Rivitti Jacob Levites José Gilberto Vieira Jose Marcos Pereira
8h30- 9h50
8h308h428h549h069h189h309h429h50-
8h42 8h54 9h06 9h18 9h30 9h42 9h50 10h20
10h20-10h40 10h40-12h00 10h40-10h52 10h52-11h04 11h04-11h16 11h16-11h28 11h28-11h40 11h40-12h 14h- 15h20 14h- 14h40
Cassio M. Vilaça Regina Scheschtman Ligia Ruiz
14h- 14h15 14h15-14h30 14h30-14h40 14h40-15h20
Carlos Machado Hamilton Stolf Eckart Haneke Benjamin Golcman Nilton Di Chiacchio
14h40-14h55 14h55-15h10 15h10-15h20 15h20-16h10
Antonella Tosti Sonia Maltese Bogdana V. Kadunc Arthur Tycocinski Alejandro Ginzburg Eugênio Pimentel Francisco Le Voci
Valores: Sócios da SBD: R$ 250,00
16h10-16h30 16h30-18h00 16h30-17h10 16h30-16h45 16h45-17h 17h- 17h10 17h10-17h50 17h10-17h25 17h25-17h40 17h40-17h50
alopécias cicatriciais e não cicatriciais moderador abordagem terapêutica da alopécia androgenética fem. alopecia androgenética masculina atualização em alopécia areata atualização terapêutica clínica das alopécias cicatriciais efluvio telogeno cosmecêuticos em cabelos perguntas alopécia cicatricial - tto cirúrgico moderador visita aos stands / coffee-break melanoniquias e melanomas do complexo ungueal moderador Melanoníquias quando observar ou intervir ? Dermatoscopia em melanoníquias A técnica de "shaving" para biopsia das melanoniquias Tratamento cirurgico dos melanomas do complexo ungueal Tratamento cirurgico dos melanomas do complexo ungueal perguntas controvérsias onicomicoses - tratamento moderador Tratamento Combinado Tratamento Tópico perguntas alopecias - tratamento moderador evolução da terapêutica clínica da alopécia androgenética flutamida: estágio atual perguntas Relacões entre Cabelos e Unhas moderador visita aos stands / coffee-break controvérsias cirurgia das unhas encravadas moderador matricectomia cirúrgica fenolização da matriz ungueal perguntas transplante de cabelos - preparo da área receptora moderador "punch" lâminas e agulhas perguntas
Residentes e Estagiários: R$ 200,00
Alice Alchorne João R. Antonio Marcio Ruttowisch Celso Sodré Jackeline Juang Sebastião Sampaio Lucia Arruda Alejandro Ginzburg Mario Grimblat Francisco Paschoal Mauro Enokihara Sergio H. Hirata Eckart Haneke Eckart Haneke Francisco Belfort
Luis Carlos Cucé Clarice Zaitz Nilton Di Chiacchio Luis H. Paschoal Alexandre Sitart Denise Stein Eckart Haneke Mauricio Alchorne
Francisco Le Voci Ival Peres Rosa Nilton Di Chiacchio Mario Cesar Pires Ival Peres Rosa Alejandro Ginzburg
SBD
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Doenças tropicais são vistas em curso da SBD
Os doutores Abdiel Lima, Márcio Rutowitsch, Marcos Barros e Sinésio Talhari durante o evento
O
Curso de Dermatopatologia Tropical e Meio Ambiente, desde o ano passado, assumiu uma ampla dimensão ao incorporar os estudos de doenças relacionadas ao meio ambiente. Nos dias 13 e 14 de agosto, foi realizada a XXVI edição do evento. O presidente do Ibama, Dr. Marcos Barros, abriu o ciclo de palestras falando sobre a expansão de plantações de soja nos últimos anos, resultando na destruição de áreas de serrado, na Bahia, e da Floresta Amazônica. “As conseqüências desses processos podem ser imprevisíveis e ocasionar novas doenças”, afirmou. O Dr. Sinésio Talhari, um dos idealizadores do curso, lembra de um caso que pode ilustrar essa tese: a expansão do vírus Ebola, na África, por conta da exploração inadequada do homem, que destruiu reservatórios naturais nas regiões do Congo e Gana, onde tiveram os primeiros registros de doentes. “O Ebola matou e ainda mata muitas pessoas. Já no Brasil, surgiram recentemente em Manaus doentes
graves, acometidos por viroses desconhecidas e, até hoje, não soubemos ao certo o que aconteceu” - conta Talhari. O curso é ministrado por professores experientes, que, lidam com os problemas apresentados com a finalidade de levar ao conhecimento dos médicos algumas moléstias aparentemente exóticas, pouco freqüentes e não vistas nos bancos das faculdades. Dr. Talhari explica que os movimentos migratórios da população podem levar uma nova doença de uma região para outra. Portanto, é importante que os especialistas conheçam as características das doenças para facilitar o diagnóstico. Por exemplo, a difusão da oncocercose. Caracterizada por grandes tumores subcutâneos, é transmitida pela picada de um inseto parecido com o mosquito borrachudo, comum entre os índios Yanomamis, atingindo 80% deles. No meio da década de 90, 40 mil garimpeiros povoaram o Estado de Roraima, próximo às tribos dos Yanomamis. Os que saíram de lá contaminados espalharam a moléstia para Manaus, por exemplo. São conhecidos casos até em Santa Catarina. A doença provoca coceira intensa, ininterrupta, que pode simular a escabiose, portanto vale conhecer isso. A oncocercose também está presente em países da África e alguns países da América Central, como a Colômbia e o Equador. Moléstias como essas são espalhadas através dos viajantes internacionais. “Com a globalização, não podemos mais imaginar que as doenças estão limitadas a certas áreas”. O Dr. Sinésio lembra a importância de perguntar ao doente: de onde você vem e por onde você andou? Essas respostas facilitam a identificação de alguns males. Afora, foram discutidas no XXVI Curso de Dermatopatologia T ropical e Meio Ambiente as doenças mais comuns que preocupam a Saúde Pública do
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Procedimentos Estéticos em pauta no CFM
Acima: participantes no salão de exposição durante o coffee break. Abaixo: no auditório assistindo às palestras.
país, entre elas, as tuberculoses e as micoses profundas. Também foram abordadas as leishmanioses e as doenças raras. O Dr. Vidal Haddad Jr. fez uma apresentação sobre os males provocados por animais venenosos, desde aranhas até peixes de diferentes rios brasileiros. A SBD tem ministrado o curso regularmente, integrado à Educação Médica Continuada, em quase todos os estados do Brasil. A idéia nasceu em Manaus com os doutores René Garrido, Alcidarta Gadelha e Sinésio Talhari, em 1978. A edição no Rio de Janeiro teve 208 inscritos. Segundo um dos coordenadores locais, Dr. Abdiel Figueira Lima, a espontaneidade do público foi um ponto forte. “Demonstrou a excelência do curso, ouvi elogios, o que é gratificante. Os ensinamentos vistos aqui são a verdadeira base da Dermatologia, com essas teorias é possível praticar muito bem a especialidade” – finaliza.
A
Câmara Técnica de Procedimentos Estéticos do Conselho Federal de Medicina esteve reunida no dia 15 de julho, em Brasília. Segundo o vicepresidente da SBD, Dr. Sérgio Talarico (SP), os membros discutiram, entre outros assuntos, a dificuldade prática de obter junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informações sobre a regularidade dos produtos e equipamentos usados com indicação cosmiátrica em geral, especialmente os comercializados para técnicas de preenchimento. “Elegemos esses últimos para um início de trabalho e ficamos encarregados de um levantamento pormenorizado sobre os mesmos” – conta. Participou também do encontro a especialista da SBD Dra. Izelda Maria Carvalho Costa (DF). Para a próxima reunião, um representante da Anvisa será convocado para traçar caminhos. “Também nos encarregamos de preparar um material que permita situar a importância da cosmiatria nos dias de hoje, sua história e sua área de atuação”, esclarece Dr. Talarico. A Câmara Técnica decidiu interpelar o Ministério de Educação e Cultura questionando quais as normas seguidas para que o órgão certifique os cursos que oferecem formação em medicina estética, afinal, o CFM não reconhece essa especialidade. O grupo tem como função o estudo dessa área de atuação para emitir resoluções que protejam os pacientes. Algumas das questões mais importantes são: a proliferação desenfreada de produtos e aparelhos no mercado que apregoam resultados fantásticos na área da estética (na maior parte das vezes sem nenhum fundamento); a banalização e vulgarização de técnicas (que devem permanecer exclusivamente sob os cuidados do médico competente), e o crescente número de entidades que congregam colegas sob a denominação de Medicina Estética. “Cumprir essa missão é um dever que, temos certeza, representa mais uma ação na defesa do associado e de nossa especialidade”, afirma o vice-presidente da SBD.
SBD
Casos clínicos e Fórum de Residentes em CD-ROM
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Acervo da Biblioteca é restaurado
Os técnicos em conservação Isaura Figueiredo e Edmir Figueiredo fazem a limpeza dos livros
O
acervo da Biblioteca da SBD passou por um processo rigoroso de restauração, conforme sugerido pela consultoria realizada pela Fundação Oswaldo Cruz. De acordo com a diretora, Dra. Ivonise Follador, foi contratada uma empresa especializada em higienização para cuidar de todos os periódicos. “A coleção estava
alocada de forma imprópria, oferecendo o risco de se perder tão importante patrimônio”, comenta. Durante 30 dias, os técnicos da empresa Documentae estiveram instalados na SBD para recuperar e minimizar a degradação natural de livros e revistas. “É extremamente minucioso e delicado. Cada livro é limpo manualmente, folha por folha”, conta Follador. Também foram diagnosticados e tratados os agentes nocivos aos livros, como fungos. Para preservar o acervo, outras ações foram deflagradas, como a colocação de filme de revestimentos nas janelas, a compra de bibliocantos e a contratação de uma estagiária. Além disso, foram restaurados os dois volumes do Morbis Venereis, datados de 1740, os mais antigos da coleção da instituição.
A coordenação médica dos Anais Brasileiros de Dermatologia acaba de lançar em CD-ROM um suplemento da revista com 63 artigos científicos inéditos. A editoração eletrônica teve como objetivo diminuir o excesso de artigos aguardando a publicação e reúne, além de 40 casos clínicos, 23 trabalhos apresentados no Fórum de Residentes dos Congressos Brasileiros de Dermatologia de 1999 (Belo Horizonte) e 2001 (Goiânia). O projeto do suplemento foi discutido durante todo o ano de 2003 e de 2004. A opção pela editoração eletrônica permitiu não só a reunião de um grande número de trabalhos, mas também a inclusão de recursos de busca por título, autor e palavras-chave. Os associados receberão o suplemento junto com a edição número 4 dos Anais (julho/agosto).
Anvisa revê critérios para manipulação de medicamentos
A
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e outras 19 entidades ligadas à saúde e à defesa do consumidor iniciaram um trabalho para revisar e atualizar a lei que trata da manipulação de medicamentos no País. Entrarão em debate questões como a qualidade das matérias-primas,
as boas práticas de manipulação e o preparo em farmácias hospitalares. Ainda será revista a lista de substâncias com baixo índice terapêutico, ou seja, aquelas que têm como característica alta potência combinada com baixa dosagem. De acordo com a entidade, a meta é estabelecer critérios para tor-
nar a manipulação de medicamentos mais segura e criar estratégias para um efetivo controle sanitário do cumprimento das novas regras. O grupo de trabalho formado pela Anvisa terá 90 dias para apresentar a proposta do novo regulamento para o setor. Depois a proposição segue para Consulta Pública.
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JSBD l Ano VIII no 4
59° Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia
“A
Comissão Organizadora, após quase três anos de atividades, concluiu praticamente todo o trabalho preparativo para o 59° Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia, com o apoio constante e incentivo da SBD”, afirma o presidente do Congresso, Dr. Arnóbio Pacheco. Farão parte do evento 35 cursos, 24 simpósios, 20 fóruns, 21 Temas Especiais, 13 Sessões Tire suas Dúvidas, seis Sessões Especiais, nove Conferências e 11 Simpósios Satélites com a colaboração e participação de expressivos nomes da dermatologia brasileira e internacional. Até agora há 2.500 inscrições e a expectativa é alcançar o recorde de 3.000 participantes. “Todos os membros da Comissão Organizadora buscaram através de dedicação e de empenho proporcionar um congresso científico atual, moderno, inovador, e, sobretudo que possa agradar ao congressista”, comenta Dr. Pacheco. Haverá ainda uma exposição da indústria farmacêutica em uma área climatizada de 4.600 m2, oferecendo conforto e comodidade aos visitantes. Para chegar ao local do evento, o congressista fará diariamente um percurso de cinco a dez minutos, dos hotéis ao Centro de Convenções de Natal, contemplando de um lado o verde-azul do mar e do outro a reserva florestal do Parque das Dunas, em um clima de descontração. Do Centro de Convenções, encravado no alto das dunas, também é possível vislumbrar a belíssima vista panorâmica da Praia de
Ponta Negra com o famoso e imponente Morro do Careca. A programação social e cultural será intensa e diversificada, oferecendo opções de passeios turísticos pelas praias do litoral do Rio Grande do Norte e uma programação especial para acompanhantes. O Dr. Pacheco completa: “Natal, a “Noiva do Sol”, se prepara para receber com muito carinho e hospitalidade a todos”.
Estande da SBD
A Sociedade Brasileira de Dermatologia lançará três novos folders elaborados pelos departamentos especializados. Os temas são Esclerodermia, Uso da Radiofreqüência na Dermatologia e Vitiligo. Eles estarão à venda no estande da SBD. Este ano, o local terá um espaço destinado à empresa que organiza o Congresso de 2005, o que facilitará o acesso a todas as informações e inscrições para o evento que acontecerá em Brasília.
Palestrantes internacionais
lDr. Alan Shalita (EUA); lDr. Bruce Thiers (EUA); lDr. Carlos Nousari (EUA); lDr. David Lacerda (EUA); lDra. Diane Baker (EUA); lDr. Edgardo Chouela (Ar); lDr. Fernando Stengel l(Ar); lDr. Jaime Piquero-Cassals (Venezuela); lDr. James Baker (EUA); lDr. Jean P. Ortonne (França); lDra. Leslie Baumann (EUA); lDr. Martin Mihm, Jr. (EUA); lDr. Neil Prose (EUA); lDr. Ricardo Galimbert (Ar); Dr. Ronald Brancaccio (EUA); lDr. Victor Ross (EUA); lDr. Curtis Cole (EUA); lDra. Mercedes Florez (EUA).
Pronto Eventos (84) 201.0898-tel / (84) 201.1863-fax prontoeventos@terra.com.br Mac Viagens e Eventos (11) 5594.8300 - telefax (21) 2544.6996 - telefax macsp@macviagens.com.br mac@macviagens.com.br
Selo da SBD será lançado em Natal
O selo de certificação da SBD será lançado no 59º Congresso da SBD, em Natal. A análise da comissão técnica da instituição concluiu que os produtos para proteção solar da linha Helioblock, da La Roche Posay, atende a todos os critérios estabelecidos para obtenção do selo. Durante o evento, a La Roche Posay quer divulgar em seu estande a novidade para todos os dermatologistas. Esse será o primeiro produto no mercado com a certificação da SBD, que já está avaliando os pedidos de outras empresas interessadas em fazer o mesmo com seus produtos.
SBD
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Ética em questão
Programa em parceria com o Inca será reativado ainda este ano
A
Hamilton Ometto Stolf * Historicamente, o exercício da medicina foi cercado de abordagens divinas, embora já com regras observadas no código de Hammurabi da Babilônia no século XVIII a.C., que previam penas aos médicos em casos de erros, chegando aos tempos de hoje, onde o exercício da medicina tornou-se quase uma atividade de risco gerando discussões polêmicas. Um exemplo atual é a utilização das células-tronco em diversas terapias, especialmente na reconstituição de tecidos como nervos, músculos e pele. É sabido que as células-tronco presentes em embriões garantem a formação dos seres humanos e outros animais, e que ao se diferenciarem originam todas as demais células do corpo. Embora as conquistas obtidas neste campo científico ainda estejam em fase de testes em laboratórios, já suscitam ardentes discussões. Alguns setores da sociedade acreditam que um embrião já é um ser humano e argumentam que a destruição desses embriões para a retirada das células-tronco seria um crime. Outros setores, como a Academia Brasileira de Ciência (ABC), defendem e prevêem a cura para inúmeras doenças. O impasse é tamanho que está sendo discutido no Congresso Nacional um capítulo sobre esse assunto no projeto de lei sobre biossegurança, que se for promulgado, impedirá a realização dessas pesquisas com conseqüências enormes para o desenvolvimento científico do nosso país. * Membro da Comissão de Ética e Defesa Profissional da SBD
Sociedade Brasileira de Dermatologia retomou os contatos com o Instituto Nacional do Câncer (Inca) para o desenvolvimento de um projeto unificado no combate ao câncer de pele. O projeto Saber Saúde, inicialmente voltado para o antitabagismo, será utilizado como modelo para as instituições. Há dois anos a SBD tenta concretizar essa parceria, mas devido às mudanças ocorridas no Inca o projeto ainda não havia sido lançado. No entanto, os voluntários e o material didático estão prontos para entrar em ação. No dia 22 de julho, o Dr. Marcio Rutowitsch, presidente da SBD, e o diretor geral e operacional, Marco Antônio Rocha, reuniram-se com o diretor geral do Inca, Dr. José Gomes Temporão, para acertar os detalhes do programa. Segundo Temporão, o Instituto Nacional do
Câncer está investindo na profissionalização da estrutura e na reformulação do sistema de informação, de forma que o banco de dados sobre as doenças na população brasileira possa ser mais preciso e confiável. Para isso, a troca de informação entre os dados recolhidos na Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele será fundamental para o Inca, que decidiu maximizar o seu apoio ao evento da SBD. Em breve, os voluntários inscritos no programa serão contatados pela SBD para confirmar a intenção em participar do projeto, através de aulas em escolas públicas. A intenção das instituições é que dentro de alguns meses os dermatologistas possam iniciar o cronograma de atividades, que será estabelecido de acordo com as escolas e as secretarias de saúde com as quais o Inca já possui convênio.
SBD acerta a participação no programa Amigos da Escola
P
ouco antes de retomar o projeto com o Inca, a Sociedade Brasileira de Dermatologia firmou com a TV Globo um acordo para a inserção de temas relacionados à especialidade no projeto Amigos da Escola. Iniciado em 2000, o projeto tem como objetivo contribuir com a educação pública, fortalecendo a formação e a organização de ações voluntárias que promovam a interação entre diretores, professores e funcionários das escolas. Para isso, a coordenação dos Amigos da Escola produz um material de apoio que será utilizado pelos voluntários nas 27 mil escolas cadastradas no país. A SBD pretende utilizar a mesma rede de dermatologistas previamente cadastrados para par-
ticipar do programa com o Inca no projeto Amigos da Escola. Eles estariam não só falando da prevenção ao câncer de pele como também de outros temas relacionados à criança e ao adolescente, como escabiose, acne, hanseníase etc. Após a confirmação da SBD sobre a participação dos voluntários também nesse projeto, haverá uma nova reunião com a TV Globo para acertar os detalhes do lançamento.
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JSBD l Ano VIII n o 4
Serviços Credenciados
Humanização do tratamento
Grupo de apoio reunido no Hospital Universitário Evangélico de Curitiba
O serviço de dermatologia do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba formou grupos de apoio, em conjunto com o serviço de psicologia, para atenuar os problemas emocionais dos pacientes. “Como em muitas áreas da medicina, a dermatologia apresenta várias doenças crônicas que alteram o equilíbrio emocional” – explica a Dra. Anelise Bubel, chefe do serviço. A iniciativa permitiu maior participação e humanização dos tratamentos. Para analisar o quanto as doenças crônicas interfe-
rem no cotidiano, foram aplicados questionários sobre qualidade de vida para o Grupo de Psoríase. Dos entrevistados, 70% afirmou que a doença atrapalha as suas atividades habituais, como a prática de esportes, além de causar desconforto no ambiente de trabalho. “Foi possível observar no Grupo de Psoríase, por exemplo, que a troca de conhecimentos sobre os problemas auxiliava ao paciente na aceitação de seu próprio quadro, contribuindo para uma melhor ade-
UFRJ
Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte Aconteceu no dia 09 de julho a Jornada de Dermatologia da Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte. A ênfase do evento foi em Cirurgia Dermatológica: “um grande sucesso, com lotação completa do auditório”, comenta o chefe do serviço, Dr. Jackson Machado-Pinto.
A tese de doutorado em Dermatologia da UFRJ dos médicos Mônica Manela-Azulay, Tullia Cuzzi, Absalom Filgueira, MA Perez, CA Mandarim de Lacerda, orientada pela Dra. Márcia Ramose-Silva, constatou que o uso da vitamina C (ácido L-ascórbico) tópica a 5% produz significativo incremento na aparência da pele foto-envelhecida. Caracterizando a melhora dos aspectos clínicos, aumento das fibras colágenas e pelo achado de miofibroblastos após o tratamento, a Dra. Ramose-Silva ressalta que existe pouca informação na literatura médica sobre o tema. Hospital de Clínicas de POA O serviço de dermatologia do
são terapêutica”, esclarece a responsável pelo laboratório, Dra. Deborah Ataíde. “Quando interrogados, a maioria afirma que gosta de participar da atividade e ainda percebe o maior interesse da equipe médica, o que faz aumentar o vínculo e a confiança no serviço” - ilustra. A maior parte dos pacientes tem a faixa etária entre 30 e 40 anos, porém crianças e idosos também participam. Os grupos formados geralmente por trabalhadores rurais, donas de casa e estudantes vão aos encontros mensalmente. Depois de feitas as apresentações, eles falam por uma hora sobre suas experiências, monitorados por um psicólogo e dermatologistas. “Os que precisam de atendimento mais próximo são encaminhados para os consultórios de psicologia”, conta Dra. Deborah Ataíde. Depois de implantado o projeto, o índice de pacientes faltosos reduziu de 30% para 5%. “Frente à boa aceitação e melhora dos doentes, em breve estenderemos a experiência para portadores de vitiligo e alopecia areata”, encerra a Dra. Bubel. Hospital de Clínicas de Porto Alegre realizou a XXI Jornada de Dermatologia, nos dia 16 e 17 de julho. “O evento acontece ininterruptamente há 21 anos”, conta o chefe Dr. Lúcio Bakos. Participaram como palestrantes convidados os médicos Esteban Saraceno e Hugo Cabrera, ambos vindos de Buenos Aires, e a Drª Marina Odo, de São Paulo. “A Jornada, que integra o calendário de eventos da SBD, apoiada pela SBD-RS, novamente contou com um número muito expressivo de participantes”, afirmou.
Hospital de Heliópolis O Dr. Jacob Levites solicita que todos os ex-residentes e assistentes do serviço de dermatologia do Hospital de Heliópolis entrem em
SBD
16 JSBD l Ano VIII no 4
Clube de Revistas
Coluna elaborada pelo diretor do Jornal da SBD, Dr. Jackson Machado-Pinto. Kyllonen H, Remitz A, Mandelim JM, Elg P, Reitamo S. Effects of 1year intermittent treatment with topical Tacrolimus monotherapy on skin collagen synthesis in patients with atopic dermatitis. Br J Dermatol 2004;150(6):1174-1181. Considerando que os corticoesteróides tópicos diminuem a síntese de colágeno mesmo em tratamentos de curta duração e podem induzir o surgimento de atrofia da pele quando aplicados por tempo prolongado e que o uso de tacrolimus por período curto não tem qualquer efeito sobre a síntese de colágeno, o objetivo dos autores foi avaliar os efeitos do uso prolongado de tacrolimus sobre a síntese de colágeno e sobre a espessura da pele de pacientes adultos com dermatite atópica. Também compararam os efeitos do tacrolimus com os da corticoterapia tópica. Foram avaliados, num ensaio clínico aberto e prospectivo, 56 pacientes com dermatite atópica que foram tratados com tacrolimus durante 1 ano. Outros 36 pacientes com dermatite atópica receberam corticoterapia tópica convencional e 27 indivíduos sadios foram recrutados para formar o grupo controle. O ponto final primário do estudo foi a alteração nos níveis de procolágeno I e III medidos por radioimunoensaio no início e após 12 meses. As medidas da espessura da pele por ultrassonografia antes e após 12 meses do início do estudo foram pontos finais secundários. O uso de tacrolimus tópico durante um ano mostrou-se fortemente associado a aumento na síntese de colágeno (P<0,001), o que foi acompanhado por um também significativo aumento na espessura da pele. Os autores concluem que o uso prolongado de tacrolimus não se mostrou atrofogênico e que pode reverter a atrofia induzida pela corticoterapia tópica.
contato com o Centro de Estudos para atualizar os seus cadastros. “Pretendemos realizar um grande evento para comemorar os 33 anos do Serviço”, comenta. Os interessados devem procurar a Ivani pelo telefone (011) 6168-7468. O II Workshop do Centro de Estudos Dermatológicos do hospital será no dia 30 de outubro. “Faremos demonstrações práticas do uso da luz intensa pulsada para manchas, epilação definitiva, rejuvenescimento, microvarizes e telangiectasias”, conta Dr. Levites. No mesmo dia, haverá demonstração de técnicas de preenchimento e sobre toxina botulínica.
Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro O Instituto de Der matologia Prof. R. D. Azulay da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro promoveu o 18º Congresso da Associação dos Ex-Alunos do Prof. Azulay (AEAPA), no dia 17 de julho. Na ocasião, foram abordados os temas Atualização em Liquen Plano, Tumores do Aparelho Ungueal, Arte e Der matologia, Efeitos Clínicos e Histopatológicos da Vitamina C Tópica no Fotoenvelhecimento, entre outros. Participaram 318 médicos e acadêmicos. “Depois, eles estiveram presentes no churrasco de confrater-
nização”, comenta o chefe do Serviço, Dr. David Azulay.
Universidade de Taubaté O Serviço de Dermatologia da Universidade de Taubaté, chefiado pelo Dr. Samuel Mandelbaum, terá várias atividades no segundo semestre. “Vamos dividi-las em Atividades científicas e Cidadania e inclusão social” - conta. Verifique a programação: Atividades Científicas: 28/8 - Workshop: Dermoabrasão; 25/11- Workshops: 1. Criocirurgia; 2. Peeling de Fenol; 02/12 - Simpósio: Câncer de Pele; Atividades de Cidadania e Inclusão Social: Durante o segundo semestre, os docentes e os residentes do serviço ministrarão palestras para as professoras da rede pública de ensino de Taubaté, sobre Cuidados com a pele - Proteção Solar. Entre os dias 08 e 12 de outubro, junto com o Distrito Dermatológico de São José dos Campos (SBDRESP) será realizado o DERMACAMP 2004. As inscrições para participação de crianças e de voluntários (monitores, enfermeiras, residentes e dermatologistas) estão abertas, basta enviar e-mail para derma3@uol.com.br ou visitar o site www.dermacamp.hpg.com.br
SBD na História da Dermatologia Latino-americana O Dr. Paulo Cunha escreverá o capítulo sobre a dermatologia brasileira do livro "História da Dermatologia Latino-americana" a ser lançado durante o Congresso Mundial de Dermatologia em 2007. “Honrosamente fui indicado pelo presidente e diretoria da SBD para redigir o capítulo. Optei por selecionar parte do material mais relevante contido no livro História da Dermatologia no Brasil, de autoria de Glauco Carneiro, do qual tive a satisfação de ter sido o idealizador e coordenador”, conta. Para não cometer equívocos, ele pede a colaboração dos associados para que enviem informações relevantes que não constem no livro comemorativo dos 90 anos da SBD. “Eventualmente pode ter havido omissões involuntárias” – explica. Quem quiser colaborar deve enviar um texto de no máximo 20 linhas, até o dia 30 de agosto, por e-mail para drpaulocunha@bol.com.br.
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Departamentos Imagem
O uso da Dermatoscopia na avaliação do paciente cosmiátrico, bem como nas fases pré, intra e pós-procedimento, foi apresentado durante o I Curso de Cosmiatria da SBD pelo chefe do Departamento de Imagem, Dr. Guilherme Olavo O. de Almeida. Trata-se de uma consagrada técnica, agora aplicada na Cosmiatria, que possibilita a observação total do fotoenvelhecimento cutâneo, a melhor acurácia no diagnóstico de patologias inestéticas cutâneas (como melasma, lentigo, hemagioma) e, principalmente, maior segurança nos atos estéticos. "Os parâmetros para laserterapia variam muito, tanto de máquina para máquina, quanto para pacientes. Com o dermatoscópio é possível, logo após o disparo do laser, avaliar critérios como eritema, formação de frosting, lise de barreira de epiderme/derme e destruição ou inflamação do endotélio do capilar", afirma. O especialista explica ser fundamental que os colegas utilizem esse recurso. “Como se trata de uma novidade dentro de um método bem instituído é importante que haja troca dessas experiências para o estabelecimento de parâmetros". Envie suas dúvidas ou informações para o chefe do Departamento pelo endereço eletrônico: dermaalmeida@uol.com.br.
Dermatologia Integrativa O Departamento de Dermatologia Integrativa realizará a oficina de práticas mente-corpo durante o Congresso de Natal, nos dias 27 e 28 de setembro, às 8h30. “A meta é alertar os médicos para a necessidade de serem seus próprios ´pacientes mais importantes´. Promover o equilíbrio físico e mental e expandir continuamente a saúde”, afirma o chefe Dr. Roberto Azambuja. No curso de Psicodermatoses, ele irá expor experiências pessoais e ainda abordar diversos recursos complementares às terapias das doenças
que afetam a pele e o psiquismo. “Haverá, ainda, um simpósio sobre aplicações clínicas em doenças psicocutâneas” - finaliza.
Laser O chefe do Departamento de Laser, Dr. Alexandre Filippo, agra-
Hanseníase O Departamento de Hanseníase, chefiado pelo Dr. Heitor de Sá Gonçalves, definiu como atividades principais no final do seu exercício as seguintes ações: a implementação de núcleos de pesquisas em hanseníase nos serviços credenciados da SBD e o desenvolvimento do projeto de treinamento voltado para os médicos do Programa de Saúde da Família, visando ações de controle da hanseníase. Os núcleos de pesquisas terão por finalidade conhecer a realidade das linhas de estudos sobre a moléstia. Ainda de acordo com ele, visa a implementação de metas para o controle da doença, promover a cooperação entre os serviços atuantes no segmento e, finalmente, estimular o ensino da hanseníase e da dermatologia tropical. Para o Dr. Heitor, os Médicos da Família contratados pelos
dece o empenho de todas as pessoas envolvidas na realização do I Curso de Cosmiatria da SBD. “Principalmente pelo brilhantismo das apresentações, o que comprova que hoje o laser vem ocupando um lugar de ponta no cenário da dermatologia nacional”, afirma. municípios também necessitam de capacitação nessas áreas. Desse modo, foi elaborado um projeto que será desenvolvido em serviços que sejam voltados para essa linha de estudos. O Centro de Dermatologia Dona Libânia, no Ceará, deu início ao projeto e todos os Médicos da Família do Estado já participam. O Departamento de Hanseníase irá mediar e assessorar os treinamentos, possibilitando a efetivação das ações mencionadas. As metas serão divulgadas oficialmente na reunião dos Chefes de Serviços Credenciados que acontecerá no mês de setembro, em Natal, por ocasião do Congresso. “O Departamento está à disposição dos inter essados para realização do projeto e para conhecer as experiências bem sucedidas”, conclui. O contato pode ser feito pelo e-mail: heitorsg@terra.com.br.
SBD participa de programa sobre Talidomida
A
SBD, através do chefe do Departamento de Hanseníase, Dr. Heitor de Sá Gonçalves, é uma das fundadoras do Grupo Brasileiro de Estudos da Talidomida. Uma iniciativa de pesquisadores, professores e serviços ligados à área de todo o País. A proposta visa a atuar em diversas frentes, tais como legislação, epidemiologia, clínica e terapêutica, pesquisa básica etc. Foram promovidas duas reuniões nas cidades de Fortaleza e do Rio de Janeiro. O próximo encontro será em Belo Horizonte, no dia 13 de outubro.
Para abraçar tantas tarefas, a divisão de trabalho é feita de acordo com a vocação de cada serviço. Na Universidade de São Paulo, por exemplo, o foco está em pesquisas. Já o Centro de Dermatologia Dona Libânia atua nas pesquisas clínicas, terapêuticas e epidemiológicas. Na Universidade de Farmacologia do Ceará, por exemplo, os estudos são voltados para a Talidomida em câncer. “Serão pesquisas contínuas. Estamos na etapa de integrar os trabalhos, objetivando a cooperação para otimizar os resultados”, conta Dr. Gonçalves.
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Regionais
Amazonas
Campanha em Manaus
A Regional Manaus realizou no dia 31 de julho a Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele na região. “Antecipamos o evento aqui porque vai começar o período do verão”, conta a presidente da regional, Dra. Lucilene Sales. Foram 276 atendimentos. Ao todo 28 pessoas (10%) apresentaram a doença, sendo o tipo mais freqüente o basocelular. “A maior incidência dos casos foi em homens. Em relação à cor da pele variou entre brancos e pardos, com predomínio em pessoas de cor branca”, comenta. A coordenação da Campanha ficou a cargo do Dr. Carlos Alberto C. Rodrigues. O presidente da SBD, Dr. Márcio Rutowitsch, acompanhou de perto. “A Campanha teve boa divulgação e observei um grande número de voluntários” – afirma. Participaram do atendimento 30 médicos e 25 técnicos de nível médio. Os postos de atendimento funcionaram na Universidade do Amazonas, no Ambulatório Araújo Lima, na Fundação CECOM, na Fundação Alfredo da Matta, no Centro de Saúde Amazonas Palhano e na Fundação de Medicina Tropical. Desde 1999 a SBD promove o Programa Nacional de Controle do Câncer de Pele. A proposta é desenvolver uma cultura de prevenção contra a doença, transmitindo a população conhecimentos para evitar o câncer de pele.
Bahia O Estado da Bahia é um dos mais atuantes no movimento de implantação da Classificação Brasileira de Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM). A presidente da regional da SBD, Dra. Jussamara Brito, tem participado de todas as assembléias gerais da Comissão Estadual da CBHPM e de reuniões com representantes de sociedades científicas a respeito do tema. Para esclarecer os associados sobre o assunto, a regional também promoveu quatro encontros. “Aqui as seguradoras Sul América e Bradesco detêm a maior parte da assistência de saúde privada. Portanto, tem sido um grande desafio enfrenta-las. Os dermatologistas baianos apoiaram o movimento com determinação e comprometimento”, conta. Ela lembra que a CBHPM ainda precisa de alguns ajustes no que diz respeito à especialidade. Foi feita uma campanha de esclarecimento voltada para a sociedade. Ainda de acordo com a médica, de modo geral, os pacientes estão sensibilizados e apóiam os colegas. “Distribuímos cartas de esclarecimento, outdoors pelo estado e fornecemos informações nos próprios consultórios”, conta, “Até o momento, somente houve acordo com o grupo UNIDAS. Não tem sido fácil, mas acredito que com este movimento demos um passo inicial para uma etapa nova e promissora da medicina brasileira” – encerra.
Brasília O Dr. Gilvan Alves, presidente da regional, comunica que enviará a todos os associados uma cópia do primeiro estatuto. “Após dois anos de discussão, o Estatuto da Regional Distrito Federal foi aprovado em maio pela maioria dos sócios efetivos” – conta “Esperamos com isto, ter contribuído para a consolidação dessa regional”.
Alagoas
Nos dias 23 e 24 de julho foi realizado o "I Curso De Imunodermatologia de Alagoas" pelo Prof. Paulo Machado, da Bahia. Na foto: Dra Mônica Torres, Dr. Paulo Machado, Dr. Alberto Cardoso e Dra. Maria José Medeiros (Presidente da Regional).
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Mato Grosso
Rio Grande do Sul
“A regional Mato Grosso realizou no dia 26 de junho uma reunião multidisciplinar com o tema Atualização no tratamento da Psoríase”, conta a presidente Dra. Elizabeth Batista. A ênfase foi no uso da terapia biológica, principalmente dos anti TNF alfa. Participaram a Dra. Gladys Martins, coordenadora do ambulatório de psoríase da Universidade de Brasília, e o Dr. Nilzio Antônio Silva, professor titular de Reumatologia da Universidade Federal de Goiás. Estiveram presentes reumatologistas e clínicos gerais, além da maioria dos dermatologistas do estado.
A diretoria da seção apresenta duas novidades: fez uma campanha promocional, espalhando pela cidade outdoors com frases que motivam o público a cuidar da pele consultando o médico (veja a ilustração). Além disso, a equipe secretariada pela Dra. Berenice Capra Valentini termina os preparativos para a XXIX Jornada Gaúcha de Dermatologia, que será nos dias 15 e 16 de outubro, no Centro de Eventos do Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre. De acordo com a presidente, Dra. Miriam Peres, no encontro anterior houve relevante participação. “Esperamos um número ainda mais significativo. Aproveito a oportunidade para convidar os colegas das demais regionais”. A médica lembra ainda que em outubro também será deflagrado o processo de eleição. A nova diretoria tomará posse já na Jornada Gaúcha.
Minas Gerais
São Paulo
Foi divulgado o resultado das eleições para a diretoria do biênio 2005/2006 na assembléia geral da SBD-MG, que aconteceu no dia 6 de agosto. A chapa ficou assim: Maria Silvia Laborne Alves de Sousa (presidente); Jackson Machado-Pinto (vice-presidente); Ana Cláudia Soares (segunda secretária); Samuel O. Taioba Jr. (tesoureiro); Maria Ester M. Café (coordenadora científica) e conselheiros: Ana Soares; Andréa M. C. Ramos; Maria Ester Massara Café; Antonio Carlos M. Café; Gabriel Teixeira Gontijo; Jackson Machado-Pinto; Marcelo G. Araújo.
A Diretoria do 3º Distrito de São José dos Campos promoveu, no dia 23 de julho, a Reunião de Casos Clínicos e a palestra “Melasma – nova abordagem terapêutica”, ministrada pela Dra. Maria de Lourdes Viegas. Da esq para dir: Dra. Sheila Politi Crespim, Dr. Carlos Alberto de Queiroz Carvalho, Dra. Maria de Lourdes Viegas, Dra. Elizabeth Fernandes e a Dra. Maria Lucia Ferraz.
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Expressões da
Dermatologia
Jarbas Anacleto Porto Pernambucano de Caruaru, o Dr. Jarbas Porto fez uma carreira brilhante e voltada para o campo acadêmico. É membro da Academia Nacional de Medicina, entidade que congrega os 100 profissionais mais ilustres do País, onde freqüenta as tradicionais reuniões das quintasfeiras. A sua trajetória começou em 1941, quando cursou dermatologia na Faculdade Nacional de Medicina. Em 1947 iniciou a vida profissional ao passar em primeiro lugar no concurso do Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro, segundo ele, “o melhor do país naquele tempo”. Lá foi chefe do Centro de Estudos, coordeJSBD - O senhor sempre defendeu a pesquisa científica. Como é pesquisar no Brasil? Dr. Jarbas Porto – Tem algo que é fundamental: a falta de pesquisa durante os cursos de medicina. Defendo a tese de que todos os alunos de medicina na fase do ciclo profissional, principalmente, deveriam fazer experiências simples. E não tentar fazer descobertas sensacionais. Ao contrário, elaborar trabalhos com conclusões menores porque o complicado transcende a ação do meio universitário. A pesquisa que não requer dinheiro para comprar medicamentos, por exemplo, é de mais fácil realização. JSBD - Como enfrentar as dificuldades na área de pesquisas?
nava as pesquisas em residência e os trabalhos científicos: “sempre estimulando a pesquisa”. Em 1953 foi estudar na University of Michigan, onde também lecionou. De volta ao Brasil, foi professor titular das escolas médicas de Volta Redonda, Valença e Vassouras. Ministrou aulas na Universidade Estadual do Rio de Janeiro a partir de 1969. “Trabalhei lá até 1991, quando fui expulso”, brinca. Desde 2000 é o diretor do departamento de medicina da Universidade Gama Filho. Na SBD, sempre atuante, o Dr. Porto assumiu o cargo de presidente em 1975 e foi duas vezes presidente da Regional RJ. Leia a entrevista a seguir:
Dr. Jarbas Porto – Sugiro buscar por bolsas de estudos, doações do governo, de laboratórios, de pessoas físicas ou empresas. É necessário convencer as pessoas do interesse que a pesquisa pode representar para a sociedade. Outra idéia é direcionar o tema de estudos, por exemplo: como evitar doenças de pele em uma empresa de curtume? Se lá tem casos de doenças é mais provável que as pessoas tenham chance de receber pelo trabalho científico. JSBD - Sabemos que o sr. promoveu a primeira campanha contra o câncer de pele na SBD. Na sua opinião, qual é a contribuição desse movimento feito pela Sociedade? Dr. Jarbas Porto – A principal finalidade de uma campanha como
essa deve ser a conscientização da população. A campanha deve ser perene, com mensagens educativas durante o ano inteiro. Além disso, o médico tem o dever de esclarecer sobre os riscos da exposição solar em excesso no consultório, para cada um dos seus pacientes, sempre. JSBD - Por que o sr. optou por se dedicar à vida acadêmica? Dr. Jarbas Porto – Achava que tinha condições pessoais de transmitir conhecimento. Por que não fiz a minha vida nos Estados Unidos? Fui estudar lá às custas do governo e me achava na obrigação de trazer de volta o que aprendi em Michigan. Depois, porque queria ver as pessoas bem, com saúde e isso me motiva muito.