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Jornal da SBD - Nº 3 Maio / Junho 2004

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Maio / Junho - 2004 1

JSBD l Ano VIII no 3

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X P E D I E N T E

Editorial Caros colegas,

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presentamos mais uma edição do Jornal da SBD. Neste número, demos destaque aos eventos realizados pela Sociedade Brasileira de Dermatologia. É com grande satisfação que acompanhamos a evolução das atividades dos departamentos especializados: no ano passado, com a produção de folders para nossos pacientes e, neste ano, com a realização de eventos relacionados à sua área de atuação. Já tivemos um Simpósio Internacional de Dermatite de Contato, em São Paulo. Até o fim do ano, outros dois cursos serão realizados: um sobre Cosmiatria, o outro sobre Cabelos e Unhas. Além dos eventos dos departamentos especializados, gostaria de chamar a atenção para a próxima edição do Curso de Dermatopatologia Tropical e Meio Ambiente, que será realizado no Rio de Janeiro. É uma boa oportunidade para fazer uma atualização em doenças tropicais, tão esquecidas nesses tempos em que os ganhos com a estética fazem com que nos esqueçamos de nos atualizar naquelas doenças que afligem grande parte da população brasileira carente de recursos. Para encerrar, esta edição traz ainda a entrevista com o Dr. Edson Andrade, presidente do Conselho Federal de Medicina. A entrevista foi realizada dias após a reunião entre ele e a comissão da SBD, conforme noticiamos no último número. No entanto, as respostas do presidente do CFM sobre a defesa da nossa especialidade e da nossa instituição deixaram a desejar, conforme vocês poderão ler. Resta saber se as ações do Conselho Federal serão mais efetivas.

Sociedade Brasileira de Dermatologia Afiliada à Associação Médica Brasileir a

DIRETORIA 2003 - 2004 Presidente Márcio Santos Rutowitsch (RJ) Vice-Presidente Sérgio Talarico Filho (SP) Secretário-Geral José Ramon Varela Blanco (RJ) Tesoureiro Celso Tavares Sodré (RJ) 1o Secretário Samuel Henrique Mandelbaum (SP) 2a Secretária Lúcia Helena F. Arruda (SP) Diretora de Biblioteca Ivonise Follador (BA) Diretor Geral e Operacional Marco Antônio S. Abreu Rocha

SBD

Tenham uma boa leitura! Jackson Machado-Pinto

Esta é uma publicação da Sociedade Brasileira de Dermatologia, dirigida aos seus associados e órgãos de imprensa.

Sumário 11 4Título de Especialista da SBD

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4Calendário 4Cartas

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4Coluna da Diretoria 4Coluna da Tesouraria

12 4Curso de Dermatologia

4

4Painel 4Coluna Ombudswoman

13 4Dr. Paulo R. L. Machado fala

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4Simpósio Internacional de Dermatite de Contato

14 4Clube de Revistas

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4I Curso de Cosmiatria da SBD

15 4Formação de Distritos Regionais

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4Oferta de Produtos Dermatológicos

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Correspondência para a redação do Jornal da SBD Av. Rio Branco, 39/18º andar Rio de Janeiro – RJ - CEP: 20090-003 E-mail: comunicacao@sbd.org.br

4Artigo sobre EMC-D: Dr. Silvio Marques e Dr. Bernardo Gontijo

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Assinatura anual: R$ 100,00 Número avulso: R$ 20,00 Tiragem: 5000 exemplares

4Entrevista com o presidente do CFM: Edson Andrade

10 4Novidades no site da SBD

Publicação bimestral - Ano VIII – nº 3 Maio / Junho - 2004 Coordenador Médico: Jackson Machado-Pinto (MG) Jornalista responsável: Tatiana Gentil- Reg. no 22.375 Redação: Tatiana Gentil e Andréa Fantoni Conselho editorial: Márcio Santos Rutowitsch (RJ), Sérgio Talarico Filho (SP), José Ramon Varela Blanco (RJ), Celso Tavares Sodré (RJ), Samuel Henrique Mandelbaum (SP), Lúcia Helena F. Arruda (SP), Ivonise Follador (BA) Editoração eletrônica: Nazareno Nogueira de Souza e Tatiana Gentil Contatos Publicitários: Marco Antônio S. Abreu Rocha e Tatiana Gentil A equipe editorial do Jornal da SBD e a Sociedade Brasileira de Dermatologia não garantem nem endossam os produtos ou serviços anunciados, sendo as propagandas de responsabilidade única e exclusiva dos anunciantes. As matérias e textos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores.

Curso de Atualização em Psoríase

4Revalidação do Título de Especialista pela AMB

Tropical e Meio Ambiente sobre Leishimaniose

4Médicos proibidos de ensinar a outros profissionais

16 4Coluna Departamentos 17 4Coluna Serviços Credenciados 18 4Regionais 20 4Expressões da Dermatologia: Dr. Luiz Henrique Paschoal


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SBD

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Julho - 2004 05 10 15 a 17 17 17 17 23 e 24 28 28 28 28 30 31 31

Segunda-feira Sábado Quinta a sábado Sábado Sábado Sábado Sexta e sábado Quarta-feira Quarta-feira Quarta-feira Quarta-feira Sexta-feira Sábado Sábado

Encontro Ação Magistral - Amrigs Reunião Mensal - Anfiteatro Argemiro de Oliveira no HUAP Curso de Cosmiatria - Hospital Sírio Libanês - SP Workshop de Peeling Jornada HC de Porto Alegre 18º Congresso dos Ex-Alunos do Prof. Azulay Curso Teórico Reunião Mensal - Reg. - Rio de Janeiro - Colégio Brasileiro de Cirurgiões Reunião de Casos Clínicos ao Vivo Reunião Científica mensal Reunião Mensal de Dermatologia - Casos Clínicos Reunião Mensal Casos Clínicos Reunião de Casos Clínicos Reunião Mensal -

Reg. RS Reg. Flum. Reg. Flum Reg. RS RJ Reg. RS RJ Reg. MA Reg. PE Reg. AL Reg. AM Reg. CE Reg. PI

Agosto - 2004 04 06 07 07 07 13 13 e 14 14 14 14 20 e 21 20 21 21 25 25 25 27 27 e 28 28 28 28 28 31

Quarta-feira Sexta-feira Sábado Sábado Sábado Sexta-feira Sexta e sábado Sábado Sábado Sábado Sexta e sábado Sexta-feira Sábado Sábado Quarta-feira Quarta-feira Quarta-feira Sexta-feira Sexta e sábado Sábado Sábado Sábado Sábado Terça-feira

Reunião Mensal 4ª Reunião Dermatológica Ordinária Workshop Eleições + Ecos do Congresso Médico - Amazônico - Regional Pará 118ª Jornada - Hospital das Clínicas de São Paulo Reunião Ordinária de Dermatologia - Sta.Casa P.Alegre Dermatopatologia Tropical e Meio Ambiente Reunião Mensal - Anfiteatro Argemiro de Oliveira no HUAP XXXVI Jornada Goiana de Dermatologia Curso Prático de Peelings Quimicos IX Jornada Interiorana de Dermatologia - Caxias do Sul Cursos de Cirurgia de Consultório Radioeletrocirurgia I Jornada Paranaense de Dermatologia - Curitiba Reunião Mensal de Dermatologia - Casos Clínicos - palestra Reunião Científica mensal Reunião Mensal - Reg. - Rio de Janeiro - Colégio Brasileiro de Cirurgiões Reunião Mensal Casos Clínicos - Reg. AM Reunião Científica Reunião Científica Mensal - SDSCMV Reunião de Casos Clínicos Curso de Dermatoscopia Teórico e Prático Reunião Científica Mensal Reunião de Casos Clínicos ao Vivo -

Reg. MG Reg. SP Reg. RN PARÁ SP Reg. RS RJ Reg. Flum. Reg. GO Reg. MG Reg. RS Reg. CE Reg. CE PR Reg. AL Reg. PE RJ Reg. DF Reg. ES Reg. CE Reg. PI Reg. MT Reg. MA

Cartas ao JSBD “Ao Editor chefe da SBD, Solicito a Vª Sª a gentileza de fazer a modificação sobre a matéria publicada no último número do Jornal da SBD, referente à minha “renúncia” como Diretora dos Anais, em março. A data foi no dia 28 de Janeiro de 2004”. Atenciosamente, Profª Drª Leninha Valério do Nascimento O Jornal da SBD esclarece que a referida nota não informa a data da renúncia, e sim, que o atual coordenador médico dos Anais Brasileiros de Dermatologia, Dr. Bernardo Gontijo, assumiu o cargo em março.

“Foi objeto de várias comunicações, em vários jornais, o alto percentual de câncer de pele verificado em Brasília, na última Campanha de Prevenção ao Câncer de Pele realizada pela SBD. Coordenei várias campanhas de câncer de pele em Brasília, em anos anteriores, e, este fato não foi verificado apresentando-se a prevalência semelhante à maioria dos estados brasileiros (8,11%) (SAMPAIO, R e CARDOSO, N - Revista Brasília Médica, 1999). Acredito tratar-se de um viés no qual deve ser considerada a possibilidade da demanda reprimida de pacientes que aguardavam a campanha do câncer de pele para serem operados. É necessário, portanto, estudos que esclareçam isto”. Raimuinda Nonata Ribeiro Sampaio Professora de Dermatologia da Universidade de Brasília (UnB) Pesquisadora do CNPq; Chefe de Serviço Credenciado pela SBD – HUB - UnB


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Coluna da Dir e t o r i a

Márcio Rutowitsch

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ção dos Departamentos ˆ Os Departamentos de Cosmiatria e de Cabelos e Unhas promoverão, em julho e outubro próximos, cursos em São Paulo, sobre a área de atuação dos respectivos departamentos. A iniciativa é mais um passo, após a confecção dos folderes dirigidos ao público leigo e à elaboração de diretrizes referentes a cada departamento. Essas últimas ações sob a coordenação da Dr.ª Ivonise Folador, e com a efetiva coordenação dos responsáveis por cada departamento. Os cursos mencionados estão sendo coordenados pelos Drs Francisco Le Voci e Nilton de Chiachio (Departamento de Cabelos e Unhas), e pela Dr.ª Dóris Hexsel (Cosmiatria). A execução e promoção de cursos e ações envolvendo os departamentos da SBD vêm atender não só a uma necessidade dos associados

da Sociedade, bem como cumprir nossa proposta quando de nossa eleição para a direção da SBD. Os departamentos são o segmento da Sociedade mais próximo do associado, sendo esse o local mais apropriado para promover a integração do dermatologista com o público leigo, e o foro ideal para que o especialista se manifeste e produza. Força Tarefa - Em setembro de 2003, em Vitória, reuniram-se os Chefes de Serviços Credenciados, os membros das Comissões Científica, Título de Especialista e de

Palavra do Te s o u re i r o

Celso Sodré

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ela primeira vez na história da SBD, a anuidade foi parcelada em até três vezes, o que combinado com a correção aplicada utilizando o menor índice inflacionário do ano, visou a dar maior facilidade de pagamento e menor ônus a todos nós. Isto foi possível, como já comentamos anteriormente, graças a uma política financeira austera, com contenção de gastos sem prejuízo da qualidade de nossos serviços, pela maciça colaboração dos nossos associados ao cumprirem com suas obrigações societárias, pelo apoio dos patrocinadores, em especial a Indústria Farmacêutica, e pela busca de novas fontes de receita. Esta situação também permitiu que a Comissão Organizadora do próximo Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia, presidido pelo Dr. Arnóbio Pacheco, pudesse estabelecer preços de inscrição para os associados nos mesmos valores do Congresso de 2003.

Ensino, bem como membros da Diretoria da SBD, sob a coordenação do Vice presidente da Sociedade, Sérgio Talarico. Nessa ocasião decidiu-se pela criação de uma força tarefa, que caminhasse na resposta às seguintes questões, que afetam a todos os der matologistas: - Que dermatologista queremos formar? - De que forma devemos atuar? - O que ensinar? - Como acompanhar o ensino oferecido, e avaliar os serviços credenciados? - Como avaliar o resultado obtido e o Título de Especialista? Para dar prosseguimento a esse processo, nos dias 9, 10 e 11 de julho, os membros dessa força tarefa reunir-se-ão em São Paulo, em processo de imersão, para examinar as propostas oferecidas.

Também parcelamos os débitos anteriores dos colegas inadimplentes em até dez vezes, tendo havido uma grande adesão por nossos associados que se encontravam naquela situação. Deste modo, o número de 240 inadimplentes no final de 2003, diminuiu para 155. Apesar da satisfação que temos por ter podido oferecer essas medidas aos nossos associados, nos preocupa o fato de que muitos dos que parcelaram suas anuidades e débitos estarem com parcelas em aberto. Sabíamos que havia o risco

disso acontecer, principalmente pelo valor relativamente baixo de algumas parcelas; que favoreceria o esquecimento de alguns. Gostaríamos de lembrar que o não pagamento de uma parcela significa inadimplência e o associado que não esteja quite com a SBD não poderá participar dos eventos organizados por ela ou por suas Regionais, a não ser como não associado. Lembrem-se que um percentual variável, de acordo com o número de associados de cada uma, é transferido para as Regionais. Solicitamos, portanto, que os colegas regularizem sua situação para que não ocorram constrangimentos desnecessários, e para que possamos continuar planejando uma política de preços favorável aos nossos associados. Até breve, Celso Tavares Sodré Tesoureiro da SBD


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SBD

Coluna da Ombudswoman

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Luna Azulay

Pa i n e l ✔ Programa

de Residência Médica

O Ministério da Educação aprovou uma resolução no dia 16 de junho que estabelece que a residência médica em Dermatologia passará a ter como pré-requisito um ano de clínica médica, embutido no programa de três anos. Mas isso só vigorará para os programas que se iniciarem no ano de 2006. Para os programas de residência médica de Dermatologia em andamento, ou para aqueles que se iniciarem em 2005, nada mudará.

✔ Ordem

dos Médicos do Brasil

Em reunião na sede da Associação Médica Brasileira, ocorrida no dia 20 de maio, as diretorias da Associação Médica Brasileira e do Conselho Federal de Medicina discutiram a formatação da Ordem dos Médicos do Brasil, que deverá ser uma instituição única para r epresentatividade dos médicos. Ficou decidido que comissões estaduais mistas serão formadas com o objetivo de ampliar o debate nacional sobre o tema.

✔ Manifesto

contra bebidas alcoólicas

Em 15 de maio foi lançado o movimento “Beba Cidadania”, com a finalidade de restringir as propagandas de bebidas alcoólicas e fiscalizar o cumprimento das leis que proíbem o consumo entre menores de idade e condutores de veículos. A campanha foi idealizada pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e pela Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas da Universidade Federal de São Paulo.

✔ Saúde

do Médico

O Conselho Federal de Medicina constituiu o “Grupo de Trabalho de Atenção à Saúde e Qualidade de Vida do Médico”. O objetivo é encaminhar os profissionais que enfrentam alteração de saúde mental e abuso de drogas para a assistência especializada. O coordenador do programa, Dr. Rubens dos Santos Silva, acredita que o trabalho contribuirá para a melhor qualidade de vida e, por conseqüência, uma melhor prática médica.

✔ Homenagem

ao Prof. Nelson Proença

O Professor Nelson Proença recebeu a mais alta condecoração da Câmara Municipal de São Paulo. A “Medalha Anchieta e Diploma de Gratidão da Cidade de São Paulo” foi entregue a ele no dia 7 de junho, por iniciativa do vereador paulista Rubens Calvo. O Jornal da SBD parabeniza o Prof. Nelson Proença pela homenagem.

✔ Errata Erramos: na matéria sobre o congresso americano, publicada na última edição do Jornal da SBD, o nome da médica que recebeu como prêmio a viagem para Washington é Janine Ribeiro França de Andrade.

Sinto que estou vivendo uma situação igual à do ano passado logo após a prova para obtenção do Título de Especialista. Várias pessoas escrevendo para mim a propósito das dificuldades enfrentadas, com sofrimento pessoal, além dos gastos objetivos que significam o deslocamento de diferentes partes do país para participar da prova. A sensação é de ir ao matadouro. Parece que o índice de aprovação foi abaixo de 50%. Há algo de errado. Ou nossos serviços credenciados na sua maioria não merecem essa denominação, ou a prova não é adequada, seja pelo grau de dificuldade ou pela maneira como é formulada. Já cansamos de tanto debater o assunto, ainda assim não vamos desistir da discussão. Entretanto, para o colega que se submeteu ao sacrifício o problema é real, não se trata de diletantismo. Por que sermos mais reais do que o rei? Aquela pergunta repetida dezenas de vezes: qual o dermatologista que pretendemos? Em que ficou a tal Força Tarefa que estaria centralizada pela diretoria da SBD e que colocaria ao redor da mesa todas as partes envolvidas na questão (exceto o aluno). Quando disse que deveriam ser enviadas propostas concretas para modificação da prova, deixei de considerar que realmente elas existiram. Entretanto, não foram discutidas no último Conselho Deliberativo. Considerandose que esta magna reunião só acontece uma vez por ano, vejam a lentidão e a dificuldade para mudança. Assim, tenho a sensação de que somos uma espécie de “parlamento” totalmente decorativo. O que vai acontecer com as pessoas que se submetem a este tipo de prova(ção)? Terminarão engrossando as fileiras de sócios contribuintes e aí conseguimos completar o circ(ul)o. Rodamos em torno de nós mesmos, sem sair do lugar. Somos inoperantes. E pior do que tudo, ficamos com a sensação de que nossos destinos são decididos sem que possamos interferir. Acho que chegando ao grau máximo de contradição a que nos aproximamos, dialeticamente suponho que avançaremos. Assim acredito.


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Capa

Simpósio Internacional de Dermatite de Contato inaugura realização de eventos por departamentos especializados

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O evento destacou o crescente aumento da incidência da alergia de contato, o surgimento de novos contactantes e novos tratamentos

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os dias 21 e 22 de maio, a Sociedade Brasileira de Dermatologia realizou, em São Paulo, o I Simpósio Internacional de Dermatite de Contato. O evento foi organizado pelo Departamento de Alergia da SBD, e teve o apoio da Sociedade Brasileira de Alergia e Imunopatologia, da American Contact Dermatitis Society e da Korean Dermatological Association. A coordenadora do simpósio, Dra. Ida Duarte, considerou o evento um sucesso. “A sala esteve lotada o tempo todo, o que demonstrou o interesse de todos. Recebemos vários cumprimentos pelo curso e pela programação oferecida”, destacou.

M. C. Pires

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Além dela, o Dr. Mario Cezar Pires e a Dra. Rosana Lazarini participaram da elaboração do evento, que contou com a participação de cinco palestrantes estrangeiros: Dr. David Cohen (EUA), Dra. Alicia Cannavó (Argentina), Dra. Íris Ale (Uruguai), Dra. Margarida Gonçalo (Portugal) e Dr. Hee Chul Eun (Coréia). O evento foi dividido em 2 partes: aulas práticas no dia 21, e teóricas no dia 22. Apesar de o simpósio ter sido realizado na capital paulista, dos 302 inscritos, 180 não residem na cidade. - Causou-nos surpresa o preenchimento tão rápido das inscrições, o que nos deu uma grande satisfação por estarmos realizando este encontro. Foi a primeira vez

Dra. Margarida Gonçalo, de Portugal.

também que a SBD e a Sociedade Brasileira de Alergia e Imunopatologia se uniram e compartilharam conhecimentos. Esperamos que este seja o primeiro, de outros a serem realizados – completou a Dra. Ida. O I Simpósio Internacional de Dermatite de Contato foi o primeiro evento internacional elaborado por um departamento especializado da SBD. Ainda este ano, estão previstos outros dois eventos, pelo Departamento de Cosmiatria e pelo Departamento de Cabelos e Unhas. Ambos os cursos serão realizados em São Paulo. Para maiores informações, os associados devem consultar a home page da SBD: www.sbd.org.br.


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SBD realizará em julho o I Curso de Cosmiatria Programa do evento é dinâmico e atual

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Sociedade Brasileira de Dermatologia realizará nos dias 15, 16 e 17 de julho o I Curso de Cosmiatria, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. O evento está sendo organizado pela Dra. Dóris Hexsel, coordenadora Departamento de Cosmiatria da SBD. Serão cinco módulos, quatro deles com aulas práticas. O especialista Peter Rullan dará aula prática sobre o uso do peeling de fenol atenuado. “Os temas estão abrangentes e atuais. Será uma grande oportunidade para os sócios que têm interesse pela cosmiatria. Estamos atendendo a inúmeros pedidos dos que buscam aperfeiçoamento na área, e ao primeiro artigo do Estatuto da Sociedade, que prevê o ensino como atributo da instituição”, afirma a Dra. Dóris Hexsel. - Os professores são pessoas qualificadas, que vão ensinar à luz dos conhecimentos da dermatologia. Eles não receberão honorários e aceitaram com prazer dedicar seu tempo e conhecimento em benefício do treinamento dos associados da nossa SBD – declara a coordenadora. O curso será exclusivo aos associados. Todos receberão a programação completa através de mala-direta, que ainda pode ser acessada pelo site da SBD (www.sbd.org.br). No primeiro módulo serão discutidos: o preparo do consultório para realização de procedimentos, atualizações terapêuticas e o emprego dos lasers e radiofreqüência. O segundo módulo tratará dos principais preenchedores, e o terceiro bloco abordará a utilização dos diversos tipos de peelings. Ainda no quarto módulo será vista a aplicação da toxina botulínica nas suas diversas indicações e, por fim, o curso terá um módulo

sobre celulite e estrias. Com exceção do primeiro módulo, nos demais blocos acontecerão demonstrações práticas ao vivo. A Dra. Dóris Hexsel destaca entre os assuntos a utilização do peeling de fenol atenuado, que requer um treinamento adequado. “É um procedimento que deveria ser quase exclusivo do dermatologista, mas ainda é pouco utilizado pelos colegas” – ilustra. Ela ressalta que o objetivo é que todos os inscritos participem dos cinco módulos do curso, que deverá ter cerca de 250 participantes. As inscrições podem ser feitas até o dia 9 de julho, através do site w w w . c l c e v e n t o s . c o m . b r / c o s m i atria. Os interessados devem pagar a taxa de inscrição por meio de depósito para a Sociedade Brasileira de Dermatologia: Banco do Brasil, agência 0435-9, o número da conta corrente é 33937-7. Depois enviar o comprovante de depósito e, se for o caso, comprovante da condição de residente ou

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Dia 15 de julho 8h às 8h30 Inscrições e entrega de material MÓDULO I 8h30 às 10h30 Tratamento tópico em Cosmiatria Coordenadora: Dra. Flavia Addor 11h às 12h30 Atualizações Coordenadora: Dra Eloísa Ayres 13h30 às 15h Fotorejuvenescimento através do fenol atenuado Dr. Peter Rullan (Demonstração prática com transmissão

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Inscrições pelo site www.clceventos.com.br/ cosmiatria Sócios da SBD R$ 450,00 Residentes e estagiários R$ 350,00 (com comprovação) Depois do dia 9/07/2004, somente no local do evento: Sócios da SBD R$ 600,00 Residentes e EstagiáriosR$ 500,00 l Pagamento da Taxa: Sociedade Brasileira de Dermatologia Banco do Brasil: Agência 0435-9 C/C 33937-7 l Envio de comprovante: CLC EVENTOS - Rua Joaquim Nabuco, 47 - sala 103 - São Paulo - SP ou através do fone/fax: (11) 55428216/5543-1141 estagiário para a CLC EVENTOS (Rua Joaquim Nabuco, 47 - sala 103 - São Paulo – SP ou através do fone/fax: (11) 5542-8216/55431141). Quem não se inscrever até o dia 9 de julho poderá fazê-lo apenas no local do evento.

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simultânea) 15h às 18h Outros procedimentos em Cosmiatria Coordenador: Dr. Alexandre Filippo Dia 16 de julho MÓDULO II Preenchedores 8h às 12h Coordenadora: Dra. Taciana Dal'Forno MÓDULO III Peelings químicos e abrasão mecânica 14h às 18h Coordenadora: Lia Miranda de Castr o

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Dia 17 de julho MÓDULO IV Toxina Botulínica 8h às 12h Indicações Cosméticas Coordenador: Dr Sergio Talarico Hiperidrose Coordenadora: Dra. Ada Almeida Novas Indicações da Toxina Botulínica Coordenadora: Dra. Dóris Hexsel MÓDULO V Celulite e Estrias 14h às 18h Coordenadora: Rosemari Mazzuco


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Produtos dermatológicos: grande oferta exige atenção dos médicos

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lassificados como medicamentos ou cosméticos, uma gama enorme de produtos dermatológicos chega ao mercado mundial a cada ano. Para se ter uma idéia, foram lançados 69 novos medicamentos em 2003. Apenas os brasileiros, representam 2,9% dos consumidores. E a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebe mensalmente 2,5 mil solicitações de registros para cosméticos. Como os médicos devem lidar com esse bombardeio industrial? Sétimo no ranking mundial em exportação, conforme dados do Instituto Euromonitor, o Brasil é o maior da América Latina, vendendo os seus produtos para mais de 110 países. O volume da produção atende bem ao perfil do consumidor brasileiro, singular por ter maior preocupação com a beleza. O cliente busca mais por produtos de prevenção do que os que tratam de

doenças. A gerente geral de cosméticos da Anvisa, Josineire Sallum, explica que as diferenças entre cosméticos e medicamentos nem sempre são familiares ao público. “Os remédios têm ações terapêuticas e são indicados para doenças. Já o objetivo principal do cosmético é manter o corpo, mudar a aparência e deve ser aplicado na pele sadia” declara. Segundo a Dra. Dóris Hexsel, coordenadora do Departamento de Cosmiatria da SBD, “muitas vezes a imprensa aponta as novidades, atribuindo eficácia exagerada e questionável a certos produtos, o que desperta a curiosidade dos pacientes”.

O mercado brasileiro Até o último mês de maio, outros 14 produtos chegaram ao mercado nacional, segundo a IMS Health, entidade especializada em colecionar e analisar informações farmacêuticas. Só no ano passado, o faturamento entre produtos éticos e populares foi de U$351.516.727, com 119.870.743 unidades vendidas. O primeiro laboratório colocado nesse ranking é o Stiefel, seguido por Schering do Brasil, Schering Plough, Galderma, Roche, Aché, Bristol Myer Squib, Procter & Gamble, Pfizer e Medley.

Ela diz que costuma receber a visita de pelo menos dez representantes de laboratórios por semana. “O lado positivo é que a indústria está suprindo as necessidades do mercado, hoje temos à disposição ofertas suficientes para atender a todas as necessidades dos pacientes”, explica. Para o Dr. Celso Sodré, tesoureiro da SBD, há um certo excesso nessa prática. Ele afirma que são raras as vezes que desconhece algum medicamento. “Além da literatura trazida pelos laboratórios, me mantenho atualizado. Em geral, quando não conheço, são produtos importados”. A Dra. Dóris diz que alguns propagandistas deixam amostras nos consultórios e solicitam que façam testes. “Ou cobram se já experimentamos, esquecendo que não é permitido ao médico testar produtos em seus pacientes. O caminho certo é a indústria pesquisar, testar as fórmulas e comprovar os resultados”.


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Reflexões sobre a EMC-D Silvio Alencar Marques e Bernardo Gontijo *

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propósito da Educação Médica Continuada em Dermatologia (EMC-D) é manter e ampliar o conhecimento teórico e a habilidade prática do Médico Dermatologista com impacto positivo sobre a atenção médica. A pergunta que se coloca diz respeito à melhor forma de alcançar estes objetivos. Davis (1998), define a EMC como “qualquer tentativa de persuadir médicos a que modifiquem suas práticas através da comunicação de informações clínicas atuais”. Os métodos utilizados para atingir estes objetivos são variados: 1Material educacional – impresso, em CDs, em fitas. 2- Programação formal – cursos, seminários, simpósios, workshop, teleconferência. 3- Intervenções paciente-mediadas (situações problemas) – jornadas, discussão de caso on-line, chats, reuniões clínicas em pequenos grupos. 4Combinações das acima listadas. Entretanto há vozes que questionam a eficácia na tentativa de mudar níveis de competência médica ou a obtenção de reais benefícios para o paciente. Este questionamento tem levado à busca de evidências sobre a efetividade da EMC e sobre quais as intervenções mais e menos eficazes (Davis, 1995; Oxman 1995; Davis, 1998) . Questão preliminar básica é como determinar qual deva ser o foco, o tema ou o conteúdo programático da intervenção em planejamento. Kern (1998) sugere que o ponto de partida deva ser a “diferença entre a abordagem clinica (ou cirúrgica) corrente e a ideal”. Sobre itens relevantes, acrescentaríamos. O que seria abordagem ideal deriva de consulta a diretrizes, consensos ou opiniões de experts. Há obviamente que levarmos em conta ao planejar: nível de treinamento ou experiência prévia do público alvo; performance atual; deficiências e necessidades percebidas e assumidas; barreiras; motivação, recompensas pos-

síveis e recursos disponíveis. Em planejamento a longo prazo, o vital é a identificação de quais conhecimentos ou treinamentos são desejados pela comunidade, ou frações dela. Por conta de limitações orçamentárias as intervenções de EMCD da atual gestão tem se limitado, praticamente, aos espaços abertos nos eventos macro-regionais e nos grandes eventos de determinadas regionais. Essa estratégia faz sentido na medida em que alia a oportunidade da grande afluência de colegas ao compartilhar de custos. Porém há necessidade de aperfeiçoa-la. Um aspecto diz respeito à definição do tema, conteúdos e convidados. Há que se trabalhar em conjunto, coordenação local e coordenação da EMC-D e atenção às necessidades e motivações da comunidade. E, na incorporação da premissa de que EMC diz respeito a avanços e ampliações do conhecimento, resolução de situações problemas e não mera repetição do que já se conhece. Entretanto, há que se reconhecer que a intervenção ideal, segundo os investigadores citados acima, é o treinamento de habilidades práticas com participação ativa do interessado ou situações problemas com ou sem paciente presencial, em discussões em pequenos grupos com moderador. E, mesmo as abordagens teóricas clássicas são úteis, porém com suporte de material gráfico ou computacional enfatizando e exemplificando questões chaves. Em conclusão, atividades de Educação Médica Continuada têm seu papel na ampliação dos conhecimentos e habilidades. E, que pode e deve ser enriquecido por maior aporte de recursos, trabalho conjunto, identificação de necessidades, níveis crescentes de complexidade e de adesão e motivação da comunidade. * Coordenação da EMC-D

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Comissão Organizadora do 59º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia está ultimando os preparativos para oferecer um congresso de excelente nível. A programação científica, cultural e social está cuidadosamente elaborada. Esperamos corresponder às expectativas de participação dos sócios da SBD. A Dermatologia Brasileira na Cidade dos Reis Magos será contemplada com uma cidade moderna, de clima agradável, com hotéis e restaurantes maravilhosos; um grande pólo turístico em ascensão, inclusive no âmbito internacional e com a enorme hospitalidade do povo potiguar. Teremos um número recorde de trabalhos científicos. Tivemos inclusive, a necessidade de ampliar a área de exposição para Pôster e também um número recorde de participantes nacionais e internacionais. Já ultrapassamos o número de 2000 inscritos. Por motivos operacionais, desde o início limitamos em 3000 o número máximo de inscrições. A exposição das indústrias farmacêuticas será grandiosa, ocupará uma área de 4600 m2. Os acompanhantes terão espaço próprio no Centro de Convenções e um tratamento diferenciado. Portanto, o ideal é antecipar as inscrições para o melhor planejamento das atividades sociais, confecção de bolsas e programação de cursos aos quais terão direito. Contamos com a sua presença. Receberemos a todos os congressistas com muita atenção e carinho! Arnóbio da Penha Pacheco, presidente do 59º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia


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Entrevista

Edson de O. Andrade

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mesmo estado, onde atualmente acumula o cargo de conselheiro. A última edição do Jornal da SBD trouxe uma matéria sobre a reunião entre os presidentes da SBD e da AMB, sobre a qual realizamos a seguinte entrevista:

presidente do Conselho Federal de Medicina, Dr. Edson de Oliveira Andrade, é médico pneumologista, formado pela Universidade Federal do Amazonas. Foi presidente do Conselho Regional de Medicina do

JSBD: Os médicos hoje lutam por melhor remuneração dos planos de saúde. Recentemente, foi divulgado que a AMB deverá descredenciar os planos Sul América e Bradesco em todo o país. Como o sr. vê esta luta? Dr. Edson Andrade: A luta pela implantação da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos continua em andamento por todo o país. Já há acordos firmados com diversas operadoras, outros em estudos para a implantação, mas com intensa movimentação que precisa da adesão das sociedades especializadas. JSBD: Dos dermatologistas, 85,59% são credenciados por planos de saúde. Existe alguma orientação do Conselho Federal de Medicina para ajudar aos pacientes que pagam pelos planos, mas que não poderão ser atendidos pelos convênios quando os médicos suspenderem o atendimento ou cobrarem pela consulta diretamente a eles? Dr. Edson Andrade: Cada Comissão Regional de Implantação deverá orientar o que fazer. A maioria já optou pela cobrança nos termos da CBHPM, com recibo ao paciente que deverá solicitar ressarcimento. JSBD: Falando sobre a dermatologia, existem hoje cerca de 5.000 associados à SBD em todo o território nacional. Desses, 85% têm o Título de Especialista. Os médicos que não possuem o

Presidente do CFM

Título de Especialista podem se promover como dermatologistas? Dr. Edson Andrade: Só título de especialista ou da residência médica pelo MEC possibilita o anúncio ou publicidade da especialidade. JSBD: Muitos dermatologistas vêm manifestando descontentamento com a propagação de médicos que se dizem especialistas em medicina estética, que não é reconhecida oficialmente pelo CFM e AMB. O que os dermatologistas devem fazer para preservar a sua especialidade? Dr. Edson Andrade: Há Câmara Técnica constituída no CFM que deve deliberar opinião sobre este assunto para decisão final no plenário do CFM. JSBD: E o que o Conselho Federal de Medicina deverá fazer para defender os dermatologistas? JSBD: o entrevistado não respondeu essa pergunta. JSBD: O número de processos éticos nos conselhos regionais movidos contra dermatologistas ainda é muito baixo. Um levantamento feito pela SBD indica que apenas 4,5% sofreram algum tipo de processo nesta instância. Quais são as principais queixas, e

quais as punições para tais irregularidades? Dr. Edson Andrade: Realmente a Dermatologia é uma especialidade com pequeno número de demanda nos CRMs, mas o advento dos procedimentos estéticos trouxe um aumento, principalmente em dois aspectos: promessa de resultados e publicidade fora dos padrões éticos. JSBD: Qual a função e como está o andamento da Câmara Técnica de Procedimentos Estéticos? Dr. Edson Andrade: Esta Câmara Técnica deve orientar o plenário para possível Resolução que discipline esta prática médica: critérios mínimos de conhecimento, requisitos para formação na área, publicidade etc. JSBD: A SBD apresentou ao CFM uma solicitação para revisão na Resolução 1711/2003, que define que somente médicos habilitados em cirurgia plástica poderão realizar procedimentos de lipoaspiração. No entanto, os dermatologistas realizam a lipoaspiração tumescente, desenvolvida pelo dermatologista J. Klein, e afirmam que são preparados para realizar o procedimento. Haverá uma revisão da norma? Os dermatologistas poderão realizar o procedimento? Dr. Edson Andrade: O Conselheiro Antonio Pinheiro que coordenou a confecção da Resolução 1711/03, foi designado para estudar o assunto e emitir parecer. q


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Novidades no site da SBD

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site da SBD tem novidades. Os internautas poderão observar dois novos ícones do lado esquerdo da tela: o “Espaço Profissional” e o “Oriente seu Paciente”. O “Espaço Profissional” foi desenvolvido com o objetivo de aproximar o setor empresarial da comunidade científica. Reúne lançamentos e informações sobre produtos e serviços interessantes para os dermatologistas. Os sócios que navegarem pelo link “Oriente seu Paciente” terão acesso aos 15 diferentes folders explicativos para leigos, produzidos pelos Departamentos da Sociedade.

Com esse recurso o médico oferece ao paciente a possibilidade de levar do consultório um livreto sobre algumas patologias. O material foi tão bem aceito que 12,5 mil exemplares já foram vendidos. Os interessados em adquirir os folders podem encomendar pelo próprio link disponível na home page. A página da Biblioteca da SBD, disposta em “A Sociedade”, também ampliou a oferta de serviços. A reformulação visa a melhorar ainda mais a qualidade do atendimento. Agora, o usuário pode consultar bibliografias e teses, conhecer os sumários das principais

revistas internacionais e ainda saber sobre alguns lançamentos editoriais. Além de ter acesso a um guia para o usuário. Está disponível na home page, em “A Atualidade”, o clipping da entidade. Nessa área, estão os recortes de matérias relacionadas à dermatologia publicadas nos principais veículos do país. Acesse: www.sbd.org.br.

Curso de Atualização em Psoríase

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egue com ritmo o “Curso Programa de Atualização em Psoríase”, um programa online da Sociedade Brasileira de Dermatologia em parceria com o laboratório Roche Brasil. É crescente o número de médicos participantes (ver gráfico). Até agora são 109, e a maioria do grupo está nos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro. Os principais conhecedores do país discutem pesquisas e opções de tratamento para a moléstia. O curso é coordenado pelo Dr. Bernardo Gontijo, de Minas Gerais. Gravadas em vídeo, as explanações estão disponíveis no site da SBD para os associados da entidade. Com essa facilidade, o profissional pode decidir a melhor hora de realizar os estudos. Dividido em seis módulos, o curso encerrará no dia 7 de outubro. Foram ministradas as seguintes aulas: “Conceito Psoríase, Epidemiologia e Patogêne”, “Clínica e Diagnóstico Diferencial” e “Tratamento Tópico” pelos professores Silvio Marques, Maria Denise Takahashi e Celso Sodré, respectivamente. Confira no quadro o programa completo. Para participar, acesse o site

P r o g r a m a ç ã o MÓDULO 3: início 29/07/04 -

Dr. Nilceo Michalani (SP) - Histopatologia

MÓDULO 4: início 01/09/04 -

Dra. Ida Duarte (SP) - Fototerapia Dra. Gladys A. Martins (DF) - Tratamento sistêmico

MÓDULO 5: início 07/10/04 -

Dra. Lúcia Arruda (SP) - Qualidade de vida em psoríase e Importância da relação médico-paciente

www.sbd.org.br e clique no link Programa On-Line de Atualização em Psoríase. Em seguida será aberta a página “O Associado”. Digite os seus dados do seguinte modo: na área do CRM, digitar o estado e o registro no Conselho Regional de Medicina. Caso você

ainda não tenha a sua própria senha, digite: 12345. Após realizado o primeiro acesso, o associado pode alterar a senha padrão para uma particular, na seção “Meu cadastro”. Os que esqueceram a senha alterada, podem solicitar à SBD uma nova opção.


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Título de Especialista será entregue a 141 dermatologistas

AMB aprova normas para revalidação de Título de Especialista

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Candidatos durante a prova do TED

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lista dos candidatos aprovados na prova de Título de Especialista da Sociedade Brasileira de Der matologia está disponível no site da SBD desde o dia 25 de maio. Ao todo 141 candidatos foram aprovados, dos 351 médicos que fizeram a prova no Rio de Janeiro. O médico Luciano Ferreira Morgado (GO) foi o primeiro colocado na prova, com o total de 121 pontos. De acordo com as normas da Associação Médica Brasileira (AMB), os novos especialistas devem fazer um depósito de R$150,00 (cento e cinqüenta reais) na conta da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Esta taxa será repassada à AMB, para que o Título de Especialista seja confeccionado e enviado ao médico pela instituição. Após efetuar o depósito, o especialista deverá encaminhar o recibo, com nome completo, para a SBD por fax ou pelo correio. O prazo para a entrega do Título varia entre três e quatro meses.

Informações para depósito da taxa para obtenção do Certificado do TED: Valor: R$150,00 (cento e cinqüenta reais) Banco: Banco do Brasil Agência: 0435-9 Conta Corrente: 33937-7 E para envio de comprovante identificador do depósito da taxa para obtenção do Certificado do TED: Enviar por fax para o telefone (21) 2253-6747, ramais 208 e 206. Ou, para o endereço Av. Rio Branco, 39 18º Centro - CEP 20090-003 Rio de Janeiro – RJ.

e acordo com o diretor científico da Associação Médica Brasileira (AMB), Dr. Fábio Jatene, até o próximo semestre estará formatado o modelo de revalidação do Título de Especialista da AMB. “Várias Sociedades já fazem a revalidação de modo extra-oficial, e a idéia é regulamentar”, explica. Em abril, o Conselho Científico aprovou as normas para a revalidação, que foram encaminhadas ao Conselho Federal de Medicina (CFM). “Pretendemos que o sistema altere totalmente os conceitos até agora existentes, pois será sinônimo de aperfeiçoamento continuado. Ou seja, muito mais importante que obter o Título, será revalidá-lo" – afir ma Dr. Jatene. Entre os princípios adotados para a efetivação do convênio firmado entre AMB e CFM estão: somente serão revalidados os títulos emitidos pela AMB; a adesão das sociedades de Especialidades ao processo de revalidação é obrigatória; a revalidação será baseada em sistema de créditos e o tempo máximo para realizá-la será de cinco anos; o Título de Especialista não será cancelado caso não seja revalidado. Ainda de acordo com o diretor será criada uma Comissão Nacional de Acreditação com a função de controlar o processo. Terá a participação de membros do CFM, AMB e das sociedades de especialidades. A responsabilidade da comissão será estabelecer as regras gerais de funcionamento da acreditação. Às sociedades de especialidades caberá avaliar os cursos, os eventos e as atividades de suas respectivas áreas envolvidas no programa. A proposta prevê que o sistema será baseado num total de 100 créditos, a serem acumulados ao longo de cinco anos. Caso não sejam acumulados em cinco anos, haverá a opção de realizar uma prova. "Nossa intenção principal é criar um mecanismo que incentive o médico a estar constantemente atualizado”, encerra.


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Curso de Dermatopatologia Tropical e Meio Ambiente será no Rio de Janeiro Programação do curso

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XXVI Curso de Dermatopatologia Tropical e Meio Ambiente será realizado nos dias 13 e 14 de agosto, no centro de Convenções Mário Henrique Simonsen, no Rio de Janeiro. A coordenação nacional é do Dr. Sinésio Talhari, e a local do Dr. Abdiel Figueira Lima e do Dr. Antonio Carlos Francesconi do Valle. “Este curso tem por principal objetivo atualização nos temas de real importância para a dermatologia tropical, envolvendo a hanseníase, as doenças sexualmente transmissíveis, as micoses superficiais e profundas e outras tantas situações comuns ao nosso país”, afirma Dr. Abdiel Lima. As inscrições poderão ser feitas pelo site da SBD (www.sbd.org.br).

7.30h

INSCRIÇÕES / ENTREGAMATERIAL

8.00h às 8.20h 8.20h às 9.00h

ABERTURAOFICIALDO CURSO PALESTRA (IBAMA)

Dr. Sinésio Talhari / Dr. Marcio Rutowitsch Dr. Marcos Barros (DF)

9.00h às 9.30h 9.30h às 10.00h

SÍFILIS DONOVANOSE / CANCRO E

Dr. Silvio Alencar Marques (SP) Dr. José Augusto Nery (RJ)

10.00h às 10.10h

LINFOGRANULOMAVENÉREO perguntas

10.30h às 10.50h

INTERVALO (20 minutos) Manejo das reações hansenicas

10.50h às 11.10h 11.10h às 11.20h

Talidomida-atualização terapeutica perguntas

Dr. Heitor de Sá Gonçalves (CE) Dr. Gerson Oliveira Penna (DF)

11.20h às 11.40h

Situação atual da Hanseníase no Brasil

Dra. Maria L. Wan del Rey de Oliveira (RJ)

11.40h às 12.00h 12.00h às 12.10h

Hanseníase: diagnóstico diferencial perguntas

Dra. Luna Azulay (RJ)

14.00H às 14.30h

ALMOÇO VIROSES EMERGENTES

Dr. Omar Luppi (RJ)

14.30H às 15.00h 15.00H às 15.30h

DERMATOVIROSES AIDS/HIV -MANIFESTAÇÕES

Dr. Carlos Adollpho Pereira (MG) Dr. Marcio Soares Serra (RJ)

15.30H às 15.40h

DERMATOLÓGICAS perguntas

15.40H às 16.00h 16.00H às 16.30h

INTERVALO (20 minutos) TUBERCULOSE CUTÂNEA

16.30H às 17.00h 17.00H às 17.30h

LEISHMANIOSES MICOBACTÉRIAS CUTÂNEAS

Dr. Paulo Roberto L. Machado (BA)

AMBIENTAIS SESSÃO INTERATIVA

Dr. Sinésio Talhari (AM)

17.30H às 18.30h

Dr. Celso Tavares Sodré (RJ)

CURSO DE DERMATOPATOLOGIA TROPICAL E MEIO AMBIENTE - 13 e 14 de agosto INSCRIÇÃO: Até dia 30/07/2004 - Sócios - R$ 100,00 / Não Sócios - R$ 140,00 / Residentes e estagiários - R$ 60,00. Após 30/07/2004 - Sócios - R$ 120,00 / Não Sócios - R$ 180,00 / Residentes e estagiários - R$ 80,00. Informações para depósito da taxa: Banco: Banco do Brasil - Agência: 0435-9 Conta Corrente: 33937-7 Os Residentes e estagiários deverão apresentar comprovantes. As inscrições serão feitas na SBD Nacional, através do site www.sbd.org.br. O recibo de pagamento da taxa deve ser enviado por fax para o telefax (21) 2253.6747, ramal 208.


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Entrevista

Paulo Roberto L. Machado Coord. do Depto. de Doenças Infecciosas e Parasitárias da SBD

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Leishmaniose está em expansão no Brasil. As regiões com maiores prevalências são a Norte, a Nordeste e a Centro-Oeste. Um das palestras do XXVI Curso de Dermatopatologia Tropical e Meio Ambiente será ministrada pelo Dr. Paulo Roberto JSBD - A Leishmaniose está em expansão em todo o país. Como explicar tal ocorrência? Paulo Machado - Os dados do Ministério da Saúde com relação aos casos notificados - muitos deles não o são - mostram aumento da incidência em praticamente todos os estados brasileiros. O processo predatório de colonização e o desmatamento são fatores importantes e contribuintes para tal ocorrência. O número de casos de Leishmaniose disseminada (uma das formas de leishmaniose tegumentar) na área endêmica de Corte de Pedra, interior da Bahia, multiplicou por dez quando comparamos os números no período 19781984 com o 1992-1998. JSBD - O sr. considera necessário um alerta epidemiológico? Paulo Machado - Acredito que seja necessário haver uma campanha nacional para melhorar o diagnóstico da doença na zona rural, aumentar a notificação e instituição de tratamento precoce. Além de priorizar medidas de contr ole ambiental nessas regiões. JSBD - Quais são os sintomas mais contundentes da doença? Quais as dificuldades no diagnóstico e suas conseqüências? Paulo Machado - A leishmaniose tegumentar americana se manifesta na maioria das vezes como uma ulceração (ou várias ulcerações) que atingem preferencialmente pernas ou outras áreas expostas. No início, as lesões pequenas podem ser confundidas com ectima (um tipo de piodermite). A doença pode ter outras manifestações e, dependendo do tipo de apresentação clínica (nódulos, pla-

Lima Machado, coordenador do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da SBD. Recentemente, ele coordenou um chat sobre o mesmo tema, disponível no site www.sbd.org. Leia a entrevista a seguir:

cas, lesões vegetantes etc.), vários diagnósticos diferenciais podem ser pensados. Fale sobre a hipótese de novas cepas? Cepa é uma raça de uma espécie, sobretudo de microrganismos. As leishmanias podem possuir várias cepas, mais ou menos agressivas, dependendo da espécie e da região onde se desenvolveu. Portanto, novas cepas podem surgir ou prevalecer de acordo com seleção natural (meio ambiente) ou artificial (medicamentos, desmatamento, etc). JSBD - Em que casos a doença pode ser fatal? Como proceder? Paulo Machado - Felizmente a leishmaniose tegumentar é raramente fatal. Quando a doença atinge a mucosa nasal, os casos graves podem cursar com obstrução das vias áreas superiores e causar a morte. Para evitar tal acontecimento, os casos de leishmaniose mucosa devem ser tratados precocemente e acompanhados periodicamente para haver a certeza de que o paciente está curado. JSBD - Fale sobre o tratamento com Miltefosine. São aplicados no Brasil? Paulo Machado - O miltefosine é uma droga de uso oral, já aprovada para tratamento da leishmaniose visceral na Índia, com índices de cura perto de 100% nestes casos. Ainda não temos nenhum estudo no Brasil para a leishmaniose visceral ou tegumentar. Estudos neste sentido deverão ser iniciados nos próximos meses. O miltefosine é uma nova esperança, já que o tratamento atual é realizado com

medicamento injetável durante 20 a 30 dias, o que dificulta o controle da doença no meio rural. JSBD - Fale sobre imunomodulação? Paulo Machado - É a manipulação da resposta imunológica no sentido de evitar atividade muito intensa ou muito fraca, procurando equilíbrio onde não há. Por exemplo, existem evidências de que na leishmaniose mucosa exista uma produção exacerbada de uma substância de propriedades inflamatórias chamada TNF-µ. Esta substância é importante na defesa natural contra o parasita, porém o excesso pode causar dano ao próprio hospedeiro. Assim sendo, a diminuição na produção do TNF-µ na leishmaniose mucosa poderá contribuir para a cura. JSBD - Fale sobre o uso da talidomida para tratamento? Paulo Machado - A talidomida, assim como a pentoxifilina e outras drogas, são inibidores da produção de TNFµµ. Portanto, talvez estes medicamentos possam ser úteis no tratamento da leishmaniose mucosa, em associação com o medicamento específico. JSBD - Quais as perspectivas de haver uma vacina contra o mal? Paulo Machado - As perspectivas existem. Temos grupos no Brasil trabalhando com essa questão há anos. Porém, devido à complexidade das leishmanias e ao fato de existirem diversas espécies e cepas diferentes em nosso país, talvez seja difícil desenvolver uma vacina realmente efetiva. É uma pena, pois essa seria a maneira mais adequada de prevenir a doença. q


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Literatura Considero primorosa a 3ª edição do livro de Dermatologia dos Professores Rubem e David Azulay. A obra, já consagrada no âmbito da especialidade, mereceu cuidadosa atualização com a inclusão de seis novos capítulos. O leitor encontra infor mações de grande inter esse, tais como: a cosmiatria, a cirurgia dermatológica e novos recursos semiotécnicos de diagnóstico, inclusive, a dermatoscopia. Os efeitos das radiações lumínicas são descritos e a sua utilização prática em diversas dermatoses. Atenção especial foi dada aos diagnósticos diferenciais e aos métodos laboratoriais mais adequados e modernos. O capítulo de tratamento foi ampliado com a relação das drogas de maior interesse pelo dermatologista. A ilustração com figuras coloridas de lesões e outras são de excelente padrão. A bibliografia pertinente a cada assunto foi inserida logo após o término de cada capítulo. Incluíram ao final uma relação das contribuições brasileiras para a Medicina e em especial para a Dermatologia. Representa o novo compêndio uma contribuição científica importante e útil que se equipara às publicações médicas dos países chamados Primeiro Mundo. Parabéns aos autores e colaboradores. Prof. Leninha Valério do Nascimento. O livro foi doado à SBD pelos autores

Clube de Revistas

Coluna elaborada pelo diretor do Jornal da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Dr. Jackson Machado-Pinto. El-Mofty M, Mostafa W, El-Darouty M et alli. Different low doses of broad band UVA in the treatment of morphea and systemic sclerosis. Photodermatology, Photoimmunology and Photomedicine, 2004;20(3): 148-56. Objetivando estudar a eficácia de diferentes esquemas de doses baixas de UVA, os autores administraram, a 63 pacientes com morféia e a 15 pacientes com esclerose sistêmica progressiva, 20 sessões de UVA (320-400 nm). Os pacientes foram aleatoriamente divididos em três grupos que receberam 1, 10 e 20 J/cm2 , com doses cumulativas de UVA de 100, 200 e 400 J/cm2, respectivamente. O resultado do tratamento foi avaliado clinicamente por inspeção e palpação seqüencial e histopatologicamente nos casos de morféia. Tanto pacientes com morféia quanto os com esclerose sistêmica progressiva tiveram benefício clínico evidente com doses baixas de UVA, sem diferenças óbvias entre elas, com tendência à normalização do colágeno, ao exame histopatológico. Concluem que o estudo sugere que, após 20 sessões, doses baixas de UVA podem ser tão benéficas quanto doses r elativamente maiores usadas no tratamento da morféia e da esclerose sistêmica progressiva. Singh N, Manucha V, Bhattacharya SN et alli Pitfalls in the cytological classification of borderline leprosy in the Ridley-Jopling scale. Diagnostic Cytopathology 2004; 30 (6):386-8. Trata-se de um estudo retrospectivo e cego da classificação da hanseníase por citomorfologia, exame clínico e densidade bacteriana. Os autores estudaram 100 aspirados consecutivos de lesões cutâneas de hanseníase, utilizando as colorações de May-GruenwaldGiemsa (MGG) e Ziehl-Neelsen (ZN). Usaram a classificação de Ridley e Jopling. Encontraram concordância clínica, bacteriológica e citológica em 88 pacientes. Encontraram um erro na classificação de 12 pacientes com hanseníase borderline-borderline. As características citomorfológicas de aspirados de lesões cutâneas de pacientes com hanseníase dimorfa-dimorfa devem alertar o citopatologista para o fato de que o index bacteriológico pode ter ampla variabilidade.


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Distritos Regionais: como devem ser formados? Regionais devem estabelecer normas

E

m alguns estados brasileiros, a Sociedade Brasileira de Dermatologia está representada através de regionais e distritais – representantes de uma única ou um grupo de cidades. A atribuição de autorizar ou não a formação de distritos dermatológicos é das regionais da SBD. Está no estatuto: “As regionais da SBD poderão deliberar sobre a criação de Distritos Dermatológicos, cujas normas, também não poderão colidir com as do Estatuto da SBD”. Porém, poucas seções têm essas regulamentações. A presidente da Regional Minas Gerais, Dra. Ana Cláudia de Brito Soares, acaba de enfrentar o problema. “Temos um pedido de Uberlândia. Entrei em contato com a Regional São Paulo para saber quais são os critérios adotados lá” – conta. Em Juiz de Fora funciona um distrito com autonomia administrativa e CNPJ distinto. “Eles não recebem repasses de verbas nem prestam contas à regional. Acho oportuna a discussão e gostaria que a SBD elaborasse normas, uniformizando os critérios para a criação e gestão de distritais” - sugere. A Regional São Paulo (Resp) tem dez distritos formados com base

em seu estatuto. As regras especificam, entre outros itens, que devem ser constituídos por no mínimo dez dermatologistas efetivos, quites com suas obrigações associativas, atuantes em uma mesma região geográfica do estado. De acordo com a presidente, Dra. Bogdana Kadunc, essas distritais trabalham com regulamento próprio, aprovado pelo conselho decisório da Resp, além de ter uma diretoria eleita segundo próprias regras eleitorais. “São estimuladas, e não obrigadas, a ter CNPJ. Quando não, usam o da sede desde que isto não implique em despesas de contabilidade que as distritais não suportem”, explica. Nesse caso, é necessário que prestem contas semestrais. - Elas ainda têm autonomia financeira para gerar recursos através de eventos e patrocínios, sem receber nem repassar qualquer tipo de verba para a SBDRESP – ressalta Dra. Bogdana. Para ela, uma das principais vantagens para o associado na formação de distritais é a descentralização dos eventos. “Isso permite acesso à atualização científica dos associados que residem longe da Capital”.

Restrições ao ensino médico

E

stá vedado ao médico ensinar procedimentos privativos da sua profissão a pessoas sem formação em medicina. A Resolução nº 1.718/2004, do Conselho Federal de Medicina (CFM), foi publicada no Diário Oficial da União no dia 3 de abril. O texto determina proibição a “qualquer forma de transmissão de conhecimentos a profissionais não-médicos, inclusive àqueles pertinentes ao suporte avançado de vida, exceto o atendimento de emergência à distância, até que sejam alcançados os recursos ideais”. Apenas alunos médicos ou estudantes de medicina podem cursar tais matérias. Segundo o CFM, a iniciativa visa a zelar pela saúde do ser humano, e definir os limites de ação de agentes de outras profissões. A Resolução foi baseada em pareceres do CFM e no Código de Ética Médica, onde estão definidos que os atos de diagnósticos e indicações terapêuticas devem ser realizadas exclusivamente por médicos. O ensino é permitido apenas para os casos envolvendo o atendimento de emergência à distância, através de telemedicina, sob a orientação e supervisão médica. Serão penalizados os diretores técnicos de instituições de saúde que permitirem o ensino de atos médicos privativos a profissionais de outras categorias.


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Ética em questão

Departamentos

Laser

José Ramon Varela Blanco * Muito tem sido escrito e debatido sobre Ética médica, e muito ainda precisa e deve ser incorporado ao tema. A velocidade e a quantidade da produção científica, a agregação de modernas técnicas de diagnóstico e procedimentos ao lado das constantes e aceleradas transformações sociais estão exigindo uma reformulação do nosso Código de Ética Médica. Assim tem sido feito desde sua implantação em 1931, na Era Getulista, até a versão atual inspirada nas reformas de estado que acompanharam a implantação da constituição de 1988, sempre impulsionadas por marcadas fases políticas do país. Os princípios da Bioética estão exigindo de todos uma profunda reflexão e presença incorporada em nossas decisões e comportamentos. Seus quatro princípios básicos: beneficência, não-maleficência, autonomia e justiça permeiam o debate atual em qualquer campo da atividade humana. A eutanásia, os transplantes, o aborto, a utilização de células tronco, a quem pertence o corpo após a morte enquanto se apura a causa mortis (família x Estado), são tópicos no conjunto ou cada um de per si que falam da necessidade da acumulação do debate. No século XXI, o ser humano e sua interação com o ambiente norteiam o debate. Entretanto, nada substituirá, a nosso ver, a relação com nossos pacientes, pedra angular do exercício profissional, agora tendo como substrato a maturação destes temas desafiadores. Pois, se algo nos exige um olhar mais profundo é a alma humana, cujo estudo e conhecimento são tão necessários quanto o conhecimento técnico. "Ninguém olha o Sol quando resplandece, mas todos percebem quando entra em eclipse" - B. Gracián (1601-1658).

* Membro da Comissão de Ética da SBD

A Educação Médica Dermatológica em Laser realizada no DermaRio foi o maior sucesso. “Fizemos uma revisão do tema, com abordagem desde os aspectos básicos até as técnicas emergentes” – contou o coordenador do departamento, Dr. Alexandre Filippo. Para ele, o número expressivo de 450 participantes mostra como o uso e o interesse por essa tecnologia são crescentes entre os dermatologistas. “Por isto, o Departamento convoca os vários centros dermatológicos do Brasil, previamente acordados com a SBD, a realizar cursos de atualização teóricos e práticos, para podermos aumentar cada vez mais o número de usuários, e melhorar a formação dos que já realizam o procedimento” – conclui Alexandre Filippo.

Dermatologia Integrativa

“É crescente o entendimento de que os mais diversos recursos que beneficiam o ser humano na solução e na prevenção primária das doenças devem ser integrados, para obter-se um efeito sinérgico” - afirma o coordenador do Departamento, Dr. Roberto Azambuja. Ele diz que pesquisas em neurociências e em psiconeuroimunologia evidenciam cabalmente que o corpo, a mente e as emoções são fenômenos integrados e não são passíveis de isolamento um dos outros. “Entretanto, ainda que estejam cada vez mais freqüentes apresentações e relatos sobre esses fatos, muitos dermatologistas não adquiriram conhecimento suficiente das bases científicas que sustentam essa mudança de rumo da medicina” - considera. “Procuramos divulgar nos congressos brasileiros da especialidade os avanços na área de medicina mente-corpo. Os que participam desse trabalho têm especialidades complementares à dermatologia e cada um faz a integração por métodos diferentes, buscando atender às diversas necessidades do paciente em variados níveis”. Para dar essa orientação e levar os mais novos progressos na medicina mente-corpo, o departamento coloca à disposição dos colegas interessados três propostas de cursos: Psiconeuroimunologia e Dermatologia (origem e desenvolvimento da psiconeuroimunologia e como ela muda o paradigma da dermatologia), Psicofarmacologia dermatológica (emprego dos psicofármacos nas doenças da pele) e Teoria e prática da Dermatologia Integrativa (o que é a dermatologia integrativa e como praticá-la). O Dr. Roberto Azambuja afirma que o departamento está pronto para corresponder a qualquer solicitação de regionais ou de grupos de dermatologistas “propensos a ilustrar-se ou a capacitar-se dentro da visão integrativa” - encerra.

Cabelos e Unhas

O Departamento de Cabelos e Unhas está organizando um evento para o próximo mês de outubro, segundo o coordenador Dr. Francisco Le Voci. “Esperamos contar com palestrantes internacionais e com as maiores autoridades nacionais sobre o assunto. Nossa idéia é que o evento seja realizado em dois dias, abordando temas que com certeza proporcionarão excelente atualização. Esperamos em breve iniciar a divulgação oficial” - conta. “Além disso, gostaríamos de convocar todos os colegas que se interessam pelo assunto que enviem sugestões, para que possamos estabelecer um contato mais próximo e assim desenvolver outras ações em conjunto com o interesse dos sócios da SBD” – afirma.


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Serviços Credenciados Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo

Desde o segundo semestre de 2003 iniciou na Clínica Dermatológica do HSPM uma agenda regular de workshops de cirurgia dermatológica “em resposta a inúmeros pedidos de colegas”, segundo a Dra. Bogdana Kadunc, chefe do serviço. “Os temas são bem abrangentes e a procura tem sido muito grande, incluindo colegas de São Paulo e de outros estados” –declara. Como característica e tradição do serviço, 13 de Agosto de 2004 l Peelings químicos, superficiais e médios Coordenadora: Dra. Bogdana Victoria Kadunc l Peeligs químicos (profundos) Coordenadora: Dra. Chinobu Chisaki 10 de Setembro l Procedimentos de consultório Coordenadores: Dra. Bogdana Victoria Kadunc , Dra. Ada Regina T. de Almeida, Dra. Chinobu Chisaki e Dr. Nilton Di Chiacchio 08 de Outubro l Correção das cicatrizes de acne- dermoabrasão Coordenadora: Dra. Bogdana Victoria Kadunc 08 de Outubro l Toxina botulínica (Técnicas avançadas) Coordenadora: Dra. Ada Regina T. de Almeida 12 de Novembro l Técnicas de Preenchimento Coordenadora: Dra. Ada R T de Almeida 12 de Novembro l Cirurgia de Mohs - Reconstrução Coordenadora: Dra. Selma Cernea

as abordagens são eminentemente práticas, didáticas e embasadas na mais recente literatura médica e na grande experiência dos coordenadores. Saiba como

Hospital Naval Marcílio Dias

De acordo com o chefe do serviço do HNMD, Dr. Cláudio Lerer, a VI Jornada de Dermatologia do Hospital Naval Marcílio Dias que aconteceu no dia 15 de maio foi um sucesso. “As palestras de alto nível científico foram também consideradas de extrema aplicação prática pelos participantes. O apoio da SBD regional Rio de Janeiro foi fundamental na estruturação do evento e tivemos a presença do presidente, Dr. Abdiel Figueira Lima. Pela primeira vez a jornada aconteceu num sábado e teve os apoios dos laboratórios Galderma, La Roche Posay, Stiefel, ScheringPlough e Theraskin” - afirma.

Hospital Heliópolis de São Paulo

A equipe do Serviço de Dermatologia do HHSP, chefiada pelo Dr. Jacob Levites foi convidada para participar do programa de pós-graduação Mutilação e Qualidade de Vida em Cabeça e Pescoço do Hospital

qual será a programação para os próximos meses: A Liga de Dermatologia da Faculdade de Medicina está em pleno funcionamento. A chefe do serviço, Dra. Lucia Arruda conta que o grupo foi refeito este ano e tem os seguintes integrantes: Maria Carolina T. Ticly, Juliana Marmiroli, Marina R. Rocha, Andréa C. Furlan B. Nehemy, Juliana Pantaroto, Cynthia Ap. M. de Moura, Paula Mendes Alvarenga, Heloísa Helena Rocha, Amanda G. Maryama, Viviane Maciel N. Frange, Juliana Mancini Ruthes, Thais Marina H. Siquara Garcia, Camila Feola, Silvia A Malavolta, Daniela Ferro dos Santos, Larissa Santicchio Ferrarezi, Eliana A R. Pereira, Ana Carolina Ramos, Ana Carolina Conde Almeida, Fernanda Lourenço Furigo, Rafaela Marega Frigério, Marina Linequi. Elas colaboram nos ambulatórios de psoríase, dermatologia pediátrica, hanseníase, acne, tumores entre outros. A Liga foi fundada em 2002 pelos acadêmicos do curso de medicina com interesse na especialidade. Atualmente, coordenada pelas docentes Dra. Lúcia Arruda e Dra. Cláudia Issa, tem como objetivo prestar serviços à comunidade, incentivar a pesquisa científica e promover eventos, assim como aumentar as relações entre a universidade e o serviço. “O grupo está firmando uma parceria com a Liga de DST da Escola Paulista de Medicina para treinar os alunos da PUCCAMP, na montagem de uma liga de DST que funcionará no 3o período para o atendimento dessa população de doentes” - conta a Dra. Lúcia Arruda.

Heliópolis de São Paulo. Também está organizando um novo Curso de Micologia Médica teórico e prático para os residentes e conveniados de outros serviços interessados, com a supervisão de micologistas da UNIFESP, os professores Agenor M. Silvestre Jr e Patrício C. Godoy Martinez. “Continuamos com tradicional o programa de Histopatologia, sob a supervisão da prof. Wilma Trench Junio, e, o Estágio em Enfermaria também com possível adesão (como intercambio) de outros serviços credenciados interessados” – conta.

Faculdade de Medicina do ABC

De acordo com o chefe, Dr. Carlos Machado Filho, foi implementada na disciplina de Dermatologia, da Faculdade de Medicina do ABC, o serviço de Cirurgia Micrográfica de Mohs, para atendimento de pacientes portadores de câncer de pele recidivantes que necessitam de controle microscopicamente monitorado de margens cirúrgicas intra-operatórias.


SBD

18 JSBD l Ano VIII n o 3

Regionais

Minas Gerais

Alagoas

Em 15 de maio 2004, aconteceu o II Curso de Terapêutica Dermatológica, em Belo Horizonte, com a presença de 117 associados. “A programação abordou as várias áreas de atuação da Dermatologia. Contamos com a participação de colegas de São Paulo, como o Dr. Sérgio Talarico Filho, e o Dr. Silvio Alencar Marques. Do Rio de Janeiro, participou a Dra. Regina Schechtman” – declara a presidente da regional, Dra. Ana Cláudia de Brito Soares. “Planejamos um workshop de peelings químicos que deverá ocorrer em agosto” – continua. Ela adianta sobre os preparativos para a XIV Jornada Mineira de Dermatologia que será nos dias 19 e 20 de novembro, em Ouro Preto. “Contaremos com as presenças de palestrantes estrangeiros. Em breve divulgaremos o programa” – finaliza.

“Estamos mantendo nossas reuniões mensais de casos clínicos no ambulatório do Serviço de Dermatologia do Hospital Universitário, com uma freqüência dos sócios da Regional entre 70% e 80%”, afirma a presidente da Regional Alagoas, Maria José Medeiros. De acordo com ela, no 17 de junho houve uma sessão interativa chamada "Como eu trato", com a participação de diversos colegas. Está programado para julho um Curso de Imunodermatologia. “Todos os membros da SBD-AL aderiram à Campanha da Implantação da CBHPM. Estamos empenhados na luta pela dignidade médica. Além disso, 23 dermatologistas alagoanos compareceram a Jornada Norte-Nordeste que aconteceu em João Pessoa” – declara.

Rio Grande do Sul

II Encontro Gaúcho de Dermatologia Pediátrica Nos dias 21 e 22 de maio ocorreu um encontro entre dermatologistas e pediatras que movimentou ambas as especialidades do Rio Grande do Sul. “Este evento é bi-anual, uma promoção da SBD-RS em conjunto com o curso de pós-graduação em Pediatria da Universidade Federal do Rio Grade do Sul. A Prof. Dra. Tânia Ferreira Cestari e a Dra. Berenice Capra Valentini, secretária científica da regional, organizaram cuidadosamente todo o programa, que abordou temas como acne e urticária na infância, dermatoviroses, zoodermatoses, desafios na terapêutica dematológica na gestação

e outros assuntos de igual relevância” – afirmou o vicepresidente da regional Dr. Sergio Dornelles. Foram apresentados, em duas mesas redondas, casos clínicos de doenças dermatopediátricas, com discussão das medidas terapêuticas mais adequadas e atuais. “Foram as grandes novidades, sendo consideradas como um dos pontos altos do encontro” - conta. A Regional também comunica que nos dias 15 e 16 de outubro será promovida mais uma Jornada Gaúcha de Dermatologia, no Hotel Plaza São Rafael. “O evento está

sendo minuciosamente elaborado pela diretoria, em especial pela Dra. Berenice C. Valentini, com base em levantamentos realizados em pedidos feitos por nossos associados” – conta Dr. Dornelles. “Nesta ocasião teremos um número de cursos préjornada maior do que nos anos anteriores, para oportunizar um maior detalhamento de assuntos. Deveremos ter uma novidade na dinâmica das palestras do último módulo do evento, com a realização de uma sessão interativa” – finaliza.


Maio / Junho - 2004 19

JSBD l Ano VIII n o 3

Brasília

Entre os dias 24 e 28 de maio aconteceu a II Feira de Saúde da Justiça Federal com o tema "Qualidade de Vida e Saúde: uma ação de justiça e cidadania", com participação dos membros da regional através de palestras, orientações e exames clínicos à comunidade presente. O presidente da regional, Dr. Gilvan F. Alves, e os médicos residentes Dr. Lucas Nogueira e Dr. Helbert Abe, do Serviço de Dermatologia do Hospital Universitário de Brasília, proferiram palestras sobre fotoenvelhecimento e câncer de pele. “Foram registrados mais de mil visitantes ao evento” – conta Dr. Gilvan Alves.

Santa Catarina

A II Jornada Catarinense de Dermatologia foi nos dias 21 e 22 de maio, no hotel Parthenon Linda Cap, em Florianópolis. Na mesma ocasião aconteceu a 1ª Jornada do Hospital Universitário de Santa Catarina. Na foto estão os doutores Nilton Nasser (SC), Maria A. J. Sousa (RJ), Vicente P. Oliveira (SC), José A. Sanches Junior (SP), Maria Denise Takahashi (SP) e Jorge Luiz Battisti Archer (SC).

Ceará O presidente da Regional CE, Dr. René Diógenes, destaca a mobilização dos médicos pela Campanha da CBHPM. “Estamos atuando de maneira efetiva no movimento pela implantação da tabela hierarquizada de procedimentos médicos. Aqui temos reuniões periódicas”, afirma. “Aproveitamos a ocasião para agradecer as Dras. Ida Duarte e Sílvia Marcondes que proferiram, aqui, excelentes palestras” , concluiu.

Goiás A presidente da regional, Dra. Lia de Castro, recebe residentes do Hospital das Clínicas da Universidade de Goiás durante festa de confraternização. “A disciplina de dermatologia e a SBD-GO estão orgulhosas e parabenizam o Dr. Luciano Morgado pela sua aprovação em primeiro lugar no Exame Nacional de Título de Especialista” – afirma Dra. Lia de Castro. Da esq. p/ dir. os doutores: Alessandra Junqueira, Luciano Morgado, Jackeline Guerra, Marilene Silvestre, Hugo Junqueira, Maurício Barcelos, Aiçar Chaul, Camila Borges, Vanessa Maciel e Lia de Castro.


SBD

20 20 JSBD l Ano VIII no 13

Expressões da

Dermatologia

Dr. Luiz Henrique Paschoal O Dr. Luiz Henrique Camargo Paschoal se formou em normalista na Escola Caetano de Campos, “carinhosamente conhecida em São Paulo como a Escola Norma l da Praça”, conta o médico. Em 1955 ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Nesse período participou da política pela Juventude Universitária Católica, foi diretor do jornal acadêmico “O Bisturi” e ainda participou de campeonatos de xadrez. “Cheguei a ser vice-campeão universitário, apesar de nunca ter vencido uma competição conhecida por “Mac-med” (Mackenzie Engenharia e Medicina Usp), o que é uma grande mágoa”. Depois de formado, foi trabalhar

JSBD - O Sr. foi articulador de estudos que foram base do documento sobre a formação dos médicos especialistas, distribuído no 45º Congresso da SBD. Que avanços aconteceram a partir dessa normatização? Dr. Paschoal - Ocorreram alguns avanços: os serviços credenciados começaram a ser visitados por membros da Comissão de Ensino para verificar as suas características no local. Isso é bom, pois alguns que não preenchiam os requisitos mínimos tiveram o c redenciamento suspenso, tempo reduzido e diminuição do número de vagas para a formação de especialistas. A Associação Médica Brasileira e o Conselho Federal de Medicina credenciaram a SBD como a única entidade que faz parte de seu Conselho de Especialidades, isto é importante, pois outras entidades não podem falar em nome dos dermatologistas. JSBD - Como avalia a formação em residência dos dermatologistas?

com o Prof. Ernesto Mendes, chefe do setor de Alergia do HC-FMUS. “Ele queria alguém que conhecesse Alergia Dermatológica e, assim sendo, fui encaminhado ao Prof. Sampaio que, por sua vez, queria alguém que conhecesse alergia. Com essa comunhão fiquei na Dermatologia”. Em 1974 prestou concurso de docência livre na antiga Escola Paulista de Medicina, hoje, Unifesp. Em 1980 fez concurso para Professor Titular da Faculdade de Medicina do ABC, onde participou de todas as atividades acadêmicas e atualmente ocupa o cargo de dir etor. Conheça melhor o Prof. Paschoal, que foi pr esidente da SBD Nacional em 1989.

Dr. Paschoal - A formação do residente, com raras exceções, é boa. Uma vez terminado o estágio e aprovados pela comissão do Título de Especialista, eles estão aptos a exercerem a dermatologia. JSBD - O que acha da revalidação do Título de Especialista proposta pelo Conselho Federal de Medicina? Dr. Paschoal - Acredito ser benéfica, desde que realizada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia. JSBD - Fale sobre as suas atividades profissionais nos últimos tempos. Dr. Paschoal - Atualmente, além da clínica privada, exerço a diretoria da faculdade de medicina do ABC, fato para mim totalmente novo. Sem falsa modéstia, conheço razoavelmente bem os segredos da dermatologia, mas na administração de uma instituição de ensino estou aprendendo bastante. Ao meu ver, administrar é trabalhar com as prioridades da instituição. Tenho que traba-

lhar vaidades e o professor de medicina é extremamente vaidoso e inteligente, pois caso contrário, não teria alcançado esse lugar. Isso dá muito trabalho, além da crônica falta de verbas. Mas estou contente e, infelizmente, precisei me afastar da SBD, o que me entristeceu. JSBD - Que conselhos o sr. pode dar aos dermatologistas jovens? Dr. Paschoal - Exerça a dermatologia como um todo e não só a dermatologia estética, pois esta é perene, sofre concorrência de outras especialidades e não tem uma anatomia determinada. Freqüentem congressos, não só pelo aprendizado, pois hoje a web facilita muito, mas principalmente pelo convívio com os colegas de todas as idades e classes acadêmicas. JSBD - O que o sr. gosta de fazer em seu tempo livre? Dr. Paschoal - Gosto de ficar em uma chácara que tenho em Atibaia, com meus netos, e tento jogar tênis, pois sou persistente e não desisto. q


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Jornal da SBD - Nº 3 Maio / Junho 2004 by Sociedade Brasileira de Dermatologia - Issuu