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JSBD l Ano VII no 5
Editorial
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X P E D I E N T E
Sociedade Brasileira de Dermatologia Filiada à Associação Médica Brasileir a
DIRETORIA 2003 - 2004 Presidente Márcio Santos Rutowitsch (RJ) Vice-Presidente Sérgio Talarico Filho (SP) Secretário-Geral José Ramon Varela Blanco (RJ) Tesoureiro Celso Tavares Sodré (RJ) 1o Secretário Samuel Henrique Mandelbaum (SP) 2a Secretária Lúcia Helena F. Arruda (SP) Diretora de Biblioteca Ivonise Follador (BA) Diretor Geral e Operacional Marco Antônio S. Abreu Rocha
SBD Esta é uma publicação da Sociedade Brasileira de Dermatologia, dirigida aos seus associados e órgãos de imprensa. Publicação bimestral - Ano VII – nº 6 Julho / Agosto - 2003 Diretor responsável: Jackson Machado Pinto (MG) Jornalista responsável: Tatiana Gentil- Reg. no 22.375 Redação: Tatiana Gentil e Andréa Fantoni Conselho editorial: Márcio Santos Rutowitsch (RJ), Sérgio Talarico Filho (SP), José Ramon Varela Blanco (RJ), Celso Tavares Sodré (RJ), Samuel Henrique Mandelbaum (SP), Lúcia Helena F. Arruda (SP), Ivonise Follador (BA) Editoração eletrônica: Nazareno Nogueira de Souza e Tatiana Gentil Contatos Publicitários: Marco Antônio S. Abreu Rocha e Tatiana Gentil A equipe editorial do Jornal da SBD e a Sociedade Brasileira de Dermatologia não garantem nem endossam os produtos ou serviços anunciados, sendo as propagandas de responsabilidade única e exclusiva dos anunciantes. As matérias e textos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores. Correspondência para a redação do Jornal da SBD Av. Rio Branco, 39/18º andar Rio de Janeiro – RJ - CEP: 20090-003 E-mail: comunicacao@sbd.org.br Assinatura anual: R$ 100,00 Número avulso: R$ 20,00 Tiragem: 5000 exemplares
Fazer o Jornal da SBD nos dá enorme alegria. Desde o primeiro número, quebramos paradigmas lançando mão de linguagem, imagens, projeto gráfico, formato e conteúdo até então não vistos no nosso jornal. Procuramos fazer um jornal que transmitisse ao associado da SBD a imagem da sua diretoria: jovem, dinâmica, cheia de idéias novas e boa vontade para primeiro sanear nossas contas e em seguida trazer benefícios diretos para o sócio, de maneira consciente e estruturada. A idéia sempre foi fazer do nosso JSBD um veículo de comunicação entre a diretoria e os seus sócios. No entanto, é chegado o momento de instalar a outra mão dessa via: a comunicação do sócio com a diretoria. De uma certa forma, essa comunicação já é feita com muita competência através da nossa ombudswoman. Queremos abrir uma outra possibilidade de contato pelo JSBD: através de uma seção de cartas pelo nosso endereço eletrônico (jornal@sbd.org.br). Acredito que a ampla discussão de nossos problemas, que poderia ser feita a partir de comentários sobre as matérias aqui publicadas, seria extremamente benéfica e revigorante para a nossa Sociedade, uma vez que a participação do sócio seria mais próxima. Nesse número, a nossa principal matéria trata do Perfil dos Dermatologistas no Brasil. Após um longo
estudo da Fiocruz, conseguimos identificar quem somos e como estamos no mercado de trabalho. Além das tradicionais colunas e seções, trazemos orientações para um consultório melhor, dicas para entrar no site da SBD (as salas de chat ficarão ótimas, portanto aprenda a entrar nelas se ainda não sabe!), dicas sobre Vitória, sede do Congresso da SBD em setembro próximo (aliás, vamos todos para Vitória!), duas importantes entrevistas com o deputado federal e médico Rafael Guerra, presidente da Frente Parlamentar da Saúde, e com o Conselheiro do CFM, Dr. Oliveiros Guanais de Aguiar. Há notícias importantes para nós: o lançamento, pela AMB, do rol de pr ocedimentos médicos – a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos, a eleição da diretoria da SBD gestão 2005-2006, e o triste primeiro lugar no mundo em número de casos de hanseníase, segundo a OMS. O lado alegre da notícia é a coragem do MS de discordar dos critérios adotados pela OMS. Para terminar essa edição, o Prof. Azulay é o enfoque de “Expressões da Dermatologia”. No próximo número, espero publicar os seus comentários sobre as matérias dessa edição. As cartas ao editor poderão ser enviadas pelo e-mail: jornal@sbd.org.br. Boa leitura! Jackson Machado-Pinto
Sumário 2
Calendário Painel 3 Coluna da Diretoria Palavra do Tesoureiro 4 Coluna da Ombudswoman SBD promove eleições 5 Perfil do Dermatologista 7 Entrevista: Dr. Oliveiros G. de Aguiar, do CFM 8 Hanseníase: Brasil programa eliminar a doença 9 Lançamento da CBHPM 10 Entrevista: Dr. Rafael Guerra, presidente da FPS 11 Consultório: cuidados com o lixo Conquista do paciente por
telefone 12 XXV Curso de Dermatologia Tropical comemora 25 anos 13 São Paulo: maior rigor para prescrição da isotretinoína 14 58º Congresso de Dermatologia: dicas de turismo em Vitória 15 Interdic@s Clube das Revistas 16 Serviços Credenciados 17º Congresso da AEAPA 17 Departamentos 18 Regionais 20 Expressões da Dermatologia: Dr. Rubem David Azulay
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Painel ✔ Benefícios para os sócios 04
Quinta-feira
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Quarta-feira Sexta-feira Sábado Sábado Sexta-feira Sábado
Setembro
Reunião de Presidentes de Regionais, Departamentos, Comissões e Serviços Credenciados ES 05 Sexta-feira Reunião do Conselho Deliberativo ES 06 a 10 Sáb. à Quarta 58º Congresso Brasileiro de Dermatologia - Vitória ES 18 Quinta-feira Reunião Científica - AL Reg. AL 23 Terça-feira 7ª Reunião Dermatológica Ordinária - UNIFESP Reg. SP 24 Quarta-feira Reunião Mensal - RJ Reg. RJ 24 Quarta-feira Reunião de Casos Clínicos - AL Reg. AL 24 Quarta-feira Reunião de Casos Clínicos - MA Reg. MA 25 Quinta-feira Reunião Mensal - BA Reg. BA 25 Quinta-feira Reunião Mensal - PI Reg. PI 27 Sábado Reunião de Casos Clínicos - CE Reg. CE
Outubro
Reunião Mensal - MG 8ª Reunião Dermatológica Ordinária - Fac. Med. Sorocaba 115ª Jornada Dermatológica Paulista - Fac. Med. Sorocaba Curso Teórico Prático - Toxina Botulinica - MG XXII Jornada Goiana de Dermatologia I Seminário Baiano de Medicina Baseada em evidências Metodologia de Pesquisa Aplicada a Dermatologia 15 a 18 Quarta a sáb. Congresso Europeu de Dermatologia- Barcelona - Espanha 16 Quinta-feira Curso Teórico-Prático (Pré-Jornada) 17 Sexta-feira Dia do Dermatologista Gaúcho 17 e 18 Sexta e sáb. XXVIII Jornada Gaúcha de Dermatologia - RS 21 a 25 Terça à Sáb. XV - CILAD - Buenos Aires - Argentina 23 à 25 Quinta à sáb. II Jornada Alagoana de Dermatologia - AL 24 Sexta-feira Conf. Dermatologia Hospitalar 24 Sexta-feira Conferência/Curso - RN 25 Sábado Reunião de discussão de casos clínicos ao vivo - RN 25 Sábado Reunião de Casos Clínicos - CE 25 Sábado Reunião Clínica - João Pessoa 25 Sábado Reunião Científica Mensal - HUCAM 29 Quarta-feira Reunião Mensal - RJ 29 Quarta-feira Reunião de Casos Clínicos - AL 29 Quarta-feira Reunião de Casos Clínicos - MA 31 Sexta-feira Curso de Imunologia 31 Sexta-feira Reunião Científica - AM
Reg. MG Reg. SP Reg. SP Reg. MG Reg. GO Reg. BA Reg. RS Reg.RS Reg. RS Reg. AL Reg.CE Reg. RN Reg. RN Reg. CE Reg. PB Reg. ES Reg. RJ Reg. AL Reg. MA Reg. PI Reg. AM
Cartas ao JSBD Congratulações pela entrevista com o Professor Padilha Gonçalves. Ícone da Dermatologia Brasileira, exemplo ímpar de honestidade, nobreza, sensibilidade e saber. Oxalá a nossa SBD fosse
composta por Der matologistas que possuíssem a metade das suas qualidades. Seríamos exemplo para o mundo. Saudações, Luiz Sérgio Braga
Enviem suas cartas, sugestões e críticas para o Jornal da SBD. Sua opinião é muito importante! Os nossos endereços são jornal@sbd.org.br e comunicacao@sbd.org.br
A diretoria da Sociedade programa lançar um caderno de benefícios com várias vantagens para os sócios, a partir de parcerias com empresas. Como por exemplo, empréstimos especiais em bancos, descontos em lojas e farmácias, programas de viagens etc. A SBD promoverá pesquisas com os sócios para eleger alguns itens que deverão ser contemplados. O plano entrará em ação a partir do próximo semestre, aguarde! ✔ Introdução à Metodologia de pesquisa A organização do curso "Introdução à Metodologia de Pesquisa" que acontecerá no dia 6 de setembro, durante o 58º Congresso Brasileiro de Dermatologia, em Vitória, solicita que os participantes enviem propostas de pesquisas para análises dos coordenadores (idealmente a Introdução ao assunto e Material e Métodos). A idéia é promover uma participação interativa. O curso, realizado pela Comissão Cientifica do Congresso e dos Anais Brasileiros de Dermatologia, abordará discussão a respeito de Delineamento de Pesquisas, Aferição do Impacto de Periódicos, além de discutir modelos de projetos de pesquisas. “Os trabalhos enviados com antecedência poderão contribuir para análises interativas e sugestões para discussões. Os nomes dos que enviarem seus projetos não serão declinados se não o desejarem” explica o Dr. Silvio Marques. O encaminhamento pode ser feito até uma semana antes do evento para os e-mails: smarques@fmb.unesp.br e dermauro@terra.com.br. ✔ Jornada Acadêmica Temas como “Perspectiva e Mercado de Trabalho” e “Residência Médica em Dermatologia” farão parte da A I Jornada Acadêmica de Dermatologia, promovida pelo Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG, nos dias 3, 4 e 6 de novembro. O evento está sob organização dos alunos da graduação e orientação dos professores Antônio Carlos Martins Guedes e Gabriel Gontijo. Os interessados devem podem entrar em contato com a Renata Indelicato Zac, da Comissão Organizadora, pelo e-mail jad_ufmg@hotmail.com.
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Coluna da Diretoria
Márcio Rutowitsch Mudanças do Código Civil
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omeçou a vigorar, em 10 de janeiro de 2003, o novo Código Civil trazendo mudanças relevantes, que afetam a SBD. As associações já constituídas, como a SBD, têm até 10 de janeiro de 2004 para adotar as posturas determinadas pelo Código Civil. Isto implicará em alteração de nosso estatuto. Essas modificações têm que ser feitas já obedecendo ao disposto no novo código, isto é, as alterações terão que ser aprovadas pela Assembléia Geral, que passa a ter competência exclusiva nesse assunto. Nosso escritório, Potter Advogados Associados, já está providenciando as mudanças obrigatórias, que serão apresentadas durante o Congresso Brasileiro, em Vitória.
Repasse para as Regionais
A SBD está transferindo os recursos devidos às re g i o n a i s , re f e rente ao pagamento das anuidades. O critério adotado pela Tesouraria da Sociedade é o de re p a s s a r, inicialmente, às regionais que cumpriram os dispositivos estatutários e enviaram seus balancetes à SBD. O r epasse passa a ser feito, rotineiramente, à medida que os balancetes vêm chegando. Este ano, recuperarmos um montante relativo a contribuições atrasadas, também incluídas nos valore s relativos a cada regional. Contamos nessa recuperação com a ajuda de todas as regionais, obstando o acesso de sócios inadimplentes a suas atividades locais.
Reunião com os jovens dermatologistas
Temos mantido contato com os dermatologistas jovens em diversas regiões do país. Assim foi em Sergipe, Pará, Amazonas, Rio de Janeiro e Mato Grosso. Os encontros abordam as aspirações dos dermatologistas, são esclarecidos aspectos cotidianos da vida profissional, discute-se o mercado de trabalho e as possibilidades regionais para os novos médicos.
Pa la v ra d o Te s o u r e i r o
Celso Sodré
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ais uma vez é com grande satisfação que me dirijo a vocês para informar que a situação financeira da SBD é equilibrada e tranqüila. Após esses sete meses temos reservas suficientes para honrar os compromissos até o final do ano, desde que mantenhamos a postura austera em relação às despesas. Considerando as possibilidades em relação a novas fontes de recursos, podemos começar a sonhar em oferecer mais vantagens aos nossos sócios através de novos projetos, sempre com o menor custo possível. A confortável situação se deve, em parte, à resposta maciça dos sócios ao chamado para regularizar suas contas com a SBD. Por outro lado, uma parte da indústria farmacêutica, que historicamente tem sido a principal parceira, tem correspondido ao que todos consideramos um bom investimento nos Anais, Jornal e “Site”, além de prestigiar os eventos da SBD. Essas empresas, que podem ser identifica-
das pelos anúncios dos produtos nas páginas dos nossos veículos de comunicação, entendem que ao prestigiarem a SBD (Nacional), prestigiam na verdade cada um dos seus sócios, independentemente de seu poder aquisitivo, do tipo de clientela que atendam (hansenianos ou fotoenvelhecidos), locais que residam ou do seu tempo de formado, já que a SBD não faz esse tipo de distinção entre seus sócios, pois todos são igualmente importantes. Outra parte da indústria, entretanto, prefere investir apenas nas nossas Regionais maiores, onde há maior concentração de renda tanto médica quanto da população geral. Embora legitimadas pelas leis de mercado, algumas dessas empresas demonstram como enxergam o mundo ao concentrarem os investimentos apenas onde um grande lucro seja possível. O mesmo pode ser dito sobre as que preferem investir em sociedades paralelas (ex: estética), e menosprezam a classe dermatológica. Tenho certeza que nosso papel não é de
patrulhamento, são nossos parceiros aqueles que reconhecem nosso valor: uma Sociedade composta por pessoas muito diferentes em aspectos econômicos, sociais, filosóficos e científicos, mas iguais no reconhecimento do valor de cada um e que sabem valorizar a quem nos valoriza. Por tudo isso, peço-lhes que olhem com carinho e atenção os nossos anunciantes, recebam com simpatia os representantes, visitem os stands e, sem que isto prejudique a qualidade do seu receituário e o seu paciente, façam como julgar melhor com aqueles que não prestigiam o sócio da SBD ao não prestigiarem a sua SBD. Até a próxima, Celso Sodré
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SBD
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SBD promove eleição
Coluna da Ombudswoman
Luna Azulay
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ecebemos correspondência de associados preocupados com o número crescente de especialistas, particularmente nos grandes centros, submetendo-se a situações de trabalho inadequadas. Este é um tema importante para discussão. Alguns sugerem que apenas se formaem novos especialistas, na medida em que houver efetivamente capacidade do mercado para absorvê-los. Além da concorrência crescente entre os colegas que são aprovados na prova de Título de Especialista, ainda temos vários médicos fazendo os cursos de fim-de-semana, principalmente voltados para procedimentos estéticos que aparentemente darão o retorno financeiro a curto prazo. Como se não fosse pouco, vemos a proliferação de entrevistas na mídia, cavadas por assessores de imprensa, colocando em evidência médicos que não são dermatologistas, citados como tal. Aqui existem duas situações, aqueles que são nossos sócios contribuintes e aqueles que não fazem parte do quadro de associados. Recentemente no Rio de Janeiro, certo profissional, não dermatologista, propunha tratamento não ético para uma dermatose inestética. Imediatamente o presidente da regional tomou as medidas cabidas, enviando inclusive uma carta para o jornal no qual a notícia havia sido veiculada. A resolução nº 1634/2002 do CFM determina que só poderá ser chamado dermatologista àquele que tiver o Título. T emos que estar atentos para que aventureiros não lancem mão do nosso espaço profissional. Nossos dirigentes da SBD devem tomar as medidas do caso, inclusive informando ao CRM quando necessário. Alguns colegas contribuintes solicitaram que fosse ventilado o assunto dos preços cobrados para participação nas nossas atividades, inclusive do Congresso Brasileiro de Dermatologia, com taxas que são o dobro daquela cobrada aos efetivos. Uma das vias para fazer a reciclagem necessária para prestar a prova para Título é freqüentando os congressos e as atividades da SBD. Estamos chegando próximo ao momento de ter a reunião do Conselho Deliberativo. É hora de discutirmos os assuntos, inclusive com propostas para mudanças de Estatuto. Procurem os seus delegados regionais, encaminhando sugestões concretas. No debate fortaleceremos o espírito democrático. Continuem escrevendo suas observações para esta coluna. Caso não sintam as suas dúvidas esclarecidas, insistam, não se acanhem. Estamos aqui para ouvir e responder.
Em agosto acontece a eleição, conforme o estatuto, para presidente e vice-presidente da SBD, gestão de 2005 a 2006. Concorrem os doutores Sinésio Talhari (AM) e Gerson Penna (DF), como presidente e vice-presidente respectivamente. Os sócios efetivos e honorários receberão em suas casas um envelope com a cédula e deverão enviar seus votos, no envelope já postado para a sede da SBD até o dia 15 de agosto. Leia abaixo a carta de apresentação da chapa, pelo Prof. Rubem Azulay.
“
É com grande satisfação que venho ao plenário da Sociedade Brasileira de Dermatologia para submeter à a p reciação dos conselheiros os nomes dos colegas Sinésio Talhari e Gerson Penna como candidatos à presidente e v i c e - p residente desta renomada entidade científica para o biênio de 2005/2006. Sinésio Talhari é mestre, aliás, diga-se de passagem, foi o primeiro mestre feito no Brasil, lá no nosso Serviço na Fluminense. É doutor em medicina em área de concentração de dermatologia, professor da Universidade Federal do Amazonas. Sem dúvida alguma, é um expoente da der m a t ologia nacional e internacional. Internacional não de conversa, mas de verdade mesmo. É um professor convidado anualmente às universidades européias e norte-americanas e consultor de o rganismos internacionais. O professor Sinésio vem divulgando no cenário internacional, de forma expressiva, o nome da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Além dessa experiência acadêmica, foi secretário de estado da Saúde no Amazonas e é chefe do Serviço de Dermatologia do Instituto de Medicina Tropical do Amazonas. Gerson Penna tem especialização em planejamento estratégico, é doutor em medicina com área de concentração em medicina tropical com longa atuação nacional e internacional na ár e a de dermatologia sanitária, com numerosas publicações nesta á rea de concentração de estudos. É ainda consultor de or g a n i smos internacionais. Durante mais de dez anos, atuou como dirigente de cargos da coordenação nacional do Ministério da Saúde. Ao longo de sua vida profissional vem colaborando de maneira e x p ressiva com a Sociedade Brasileira de Dermatologia. Essa candidatura foi lançada durante a Jornada Norte-Nordeste de D e rmatologia e só foi possível se concretizar naquela ocasião graças ao respaldo imprescindível dos ex-presidentes da SBD e dos sócios aqui relacionados, contando também com o apoio unânime dos presidentes das regionais das regiões abaixo r e l acionadas. Diante desses fatos, solicitamos a este plenário a anuência para a chapa Sinésio Talhari e Gerson Penna como candidatos à eleição de agosto próximo para presidente e vicep residente respectivamente dessa renomada sociedade científica para o biênio 2005/2006. Esta carta vem r e f e rendada, entre outros, por este pr e s i d e nte da Sociedade Brasileira de Dermatologia e colegas que tivemos a oportunidade de contatar pessoalmente.Aqui traz o nome das pessoas: eu, Jarbas Porto, Márcio Lobo Jardim, Sarita Martins, Orcanda Patrus, René Garrido Neves, João Gontijo, F e rnando Almeida, Alberto Cardoso, Clarisse Zaitz, Ber n a rd o Gontijo, Jorge José de Souza Filho, Iphis Campbell, Arival C a rdoso de Brito, Jesus Santamaria, Luis Carlos Cucé, Evandro Rivitti, Jayme de Oliveira Filho, Arival Peres Rosa, Cássio V i l a ç a Neto, Silvio Alencar Marques, Maria de Lourdes Viegas, V i t ó r i a Regina Rêgo, Silmara Cestari e Antônio Carlos Guedes.” P rof. Rubem Azulay
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Pesquisa realizada pela SBD traça retrato da classe DERMATOLOGISTAS POR SEXO SEGUNDO GRANDES REGIÕES - BRASIL - 2002 GRANDES REGIÕES
A
pesquisa ‘Perfil dos Dermatologistas, no Brasil’ realizada pela Sociedade Brasileira de Dermatologista (SBD), traçou um verdadeiro retrato da classe, com informações e análises sobre dados geográficos, formação profissional, origem socioeconômica e mercado de trabalho. De acordo com o Diretor Geral e Operacional da SBD, Marco Antônio Seabra de A. Rocha, os resultados irão possi bilitar a elaboração de políticas e metas que beneficiem os cinco mil sócios da Sociedade. “O trabalho foi extenso e, a partir dele, é possível compor programas de adequação às necessidades dos médicos” – declara. A SBD produzirá um filme sobre a pesquisa que será apresentado durante o 58 o Congresso Brasileiro de Dermatologia. A pesquisa foi iniciada em 2000, por uma equipe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Foram entrevistados 4.414 médicos, garantindo a confiabilidade e representatividade da amostra. A pesquisa quantitativa foi feita através de questionários abrangentes, enviados para os dermatologistas ou distribuídos durante eventos organizados pela SBD. Foi analisado também um banco de dados da Pesquisa Nacional dos Médicos, feita pela mesma equipe, em parce-
MASCULINO (%)
FEMININO (%)
TOTAL
Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste
37.84 39.23 39.39 38.25 39.32
62.16 60.77 60.61 61.75 60.68
100.00 100.00 100.00 100.00 100.00
Brasil
39.17
60.83
100.00
DERMATOLOGISTAS POR FAIXA ETÁRIA SEGUNDO GRANDES REGIÕES - BRASIL – 2002 - (%) GRANDES REGIÕES Até 29
30 a 39
40 a 49
Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste
5.41 4.04 5.80 6.56 0.00
40.54 33.85 40.77 40.07 34.19
28.38 41.54 30.54 37.16 34.62
22.97 19.42 17.08 9.84 26.07
2.70 1.15 2.97 6.38 5.13
Brasil
5.37
39.51
32.80
17.13
3.29
50 a 59 60 e mais
DERMATOLOGISTAS PORTEMPO DE FORMADO SEGUNDO GRANDES REGIÕES - BRASIL - 2002 - (%) GRANDES REGIÕES Até 4 De 5 a 14 De 15 a De 25 a De 35 anos anos
anos
24 anos 34 anos
e mais
Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste
6.76 0.00 2.06 3.46 0.00
29.73 29.23 38.51 38.62 34.19
37.16 51.54 34.86 35.70 38.89
23.65 19.23 19.27 17.67 23.93
2.70 0.00 4.42 4.55 2.99
Brasil
2.04
36.91
37.22
19.46
3.78
Fonte: Pesquisa Perfil dos Dermatologistas no Brasil - SBD / Fiocruz.
ria com o Conselho Federal de Medicina (CFM). A seguir faremos uma ilustração de aspectos mais relevantes do trabalho. A maioria dos especialistas vive nas capitais do país (63,3%). Na região Nordeste, um dado interessante: todo o contingente de dermatologistas mora nas capitais; 14,86% deles se deslocam para
trabalhar em cidades do interior dos estados. Em relação à moradia, os profissionais da região Sudeste vivem em quantidade equilibrada, tanto na cidade (56,56%), como no interior (42,49%). A maioria deles (70,13%) reside no mesmo município em que trabalha. A pesquisa detectou que as
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mulheres têm preferência pela especialidade. Do universo entrevistado 60,83% é feminino. Enquanto a participação masculina fica em 39,17%. É alto o grau de satisfação com o trabalho: 93,72% dos especialistas em dermatologia estão satisfeitos com a área de atuação. A maior parte dos entrevistados (39,51%) tem idades variadas entre 30 e 39 anos. Depois está o grupo com idades entre 40 e 49 anos que formam um total de 32,80% do grupo. Apenas 5,37% dos entrevistados, são mais jovens com até 29 anos e 3,29% tem mais de 60 anos. Em relação às características socioeconômicas foi constatado que os dermatologistas têm carro, possuem casa própria e costumam tirar férias. Já em relação ao estado civil, a maioria é de casados (69,44%). Os solteiros são 17,17% do grupo; 9,18% desquitados.
Atualização profissional
Em relação ao domínio de língua estrangeira o nível é ótimo. A maioria, 79,38%, afirma dominar pelo menos um idioma estrangeiro. Dos 19,72% profissionais que não dominam outra língua, a massa maior está concentrada na região Norte. Dos entrevistados, por regiões, 55,78% afirmaram ler habitualmente revistas científicas internacionais. Os moradores do Sul do país praticam mais esse hábito (70,86%). Do total de entrevistados, 74,31% praticam atividades de aprimoramento. Já os motivos que levam os 22,72% a não investirem em aprimoramento variam desde dificuldades financeiras, citadas por 21,86% dos moradores da região Sul, às longas distâncias mencionadas pelos moradores das regiões Sul e Norte (41,38%). Os médicos dermatologistas costumam navegar pela Internet em sites ligados à área e também à cultura geral. O uso do correio eletrônico é feito por 32,11% deles. Os moradores da região Norte
DERMATOLOGISTAS POR TÍTULO DE ESPECIALISTA SEGUNDO GRANDES REGIÕES - BRASIL - 2002 GRANDES REGIÕES
Sim (%)
Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste
73.65 80.00 87.07 80.87 83.76
26.35 20.00 12.05 19.13 16.24
Brasil
84.84
14.57
Não (%)
DERMATOLOGISTAS POR GRANDES REGIÕES SEGUNDO MEIOS DE ATUALIZAÇÃO PROFISSIONAL BRASIL - 2002 - Internet - Livros especializados - Xerox de livros especializados - Congressos/Jornadas Cient. Regionais - Congressos/Jornadas Cient. Nacionais - Congressos/Jornadas Cient. Internacionais - Estágios em outros serviços - Assistindo aulas - Cursos práticos - Televisão (Canal Médico/CFM, Canal Saúde/Fiocruz, outros canais) - Centros de Estudos (em hospitais) - Outros - Ignorado Total
NORTE NORDESTE SUDESTE SUL CENTRO-OESTE 11.62 11.67 14.15 11.51 14.22 15.69 16.20 17.86 14.81 15.57 3.56 3.77 3.36 2.80 2.10 15.20
15.37
16.41
17.72
15.69
15.20
15.40
16.91
16.92
15.83
4.82
4.60
6.34
8.64
6.54
3.46
3.05
1.93
2.87
3.99
7.29 11.99 3.09
8.84 13.16 1.28
7.66 12.32 0.89
3.10 8.51 0.83
7.77 12.27 1.82
7.05
5.41
5.38
5.14
4.50
0.00 0.00
3.76 0.00
0.92 0.00
0.47 0.00
0.73 0.00
100
100
100
100
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Fonte: Pesquisa Perfil dos Dermatologistas no Brasil - SBD / Fiocruz.
(70,27%) são os que mais habitualmente acessam ao site da SBD, enquanto os do Centro-Oeste são os que menos acessam à página. Indagados sobre a exigência de obter o Título de Especialista, a grande parte concorda (80,58%); 16,83% descorda da obrigatoriedade. Perguntados sobre a atuação em outra especialidade ou
subespecialidade, 69,53% negam participar, enquanto 29,11% afirmam fazer parte também de outro grupo; 54,94% desenvolvem atividades em setores públicos enquanto 42,95% não. Nas próximas edições do Jornal da SBD serão feitas análises mais detalhadas do ‘Perfil dos Dermatologistas no Brasil’ por temas.
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Conselho Federal de Medicina determina área de especialidades para médicos Divulgação
assunto. São elas a Comissão Nacional de Residência Médica e a Associação Médica Brasileira. O Conselho Federal de Medicina participa exercendo o papel de registrar os diplomas de especialistas obtidos nessas entidades.
O
Conselho Federal de Medicina editou a resolução nº 1634/2002 que dispõe sobre o convênio que reconhece 52 especialidades médicas e suas áreas de atuação. O acordo foi firmado entre o CFM, a Associação Médica Brasileira (AMB) e a Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM). Recentemente a determinação sofreu pequenos ajustes, trazendo novamente o assunto à tona. Com o objetivo de determinar a adoção de condutas comuns relativas à criação e ao reconhecimento de especialidades médicas no país, o tema vem sendo trabalhado em conjunto na Comissão Mista de Especialidades. O Conselheiro Federal do Estado da Bahia e membro da Comissão Mista de Especialidades do CFM, Dr. Oliveiros Guanais de Aguiar, falou sobre o assunto para o Jornal da SBD. Leia na entrevista a seguir: JSBD - A Resolução do CFM nº 1634/2002 reconheceu 52 especialidades médicas, definindo as áreas de atuação delas. Qual a importância dessa medida? Dr. Oliveira - A Resolução completa um ano e tem passado pelo crivo da experiência, da prova e, até o momento, tem sido acolhida de maneira satisfatória, salvo algumas situações, que tem merecido reflexão e correções quando possível. A medida tem importância grande porque através dela acontece um processo de uniformização das especialidades médicas, sob o controle das entidades formadoras e encarregadas do
JSBD - No caso da Dermatologia, são reconhecidas como áreas de atuação a cosmiatria, a hansenologia e a cirurgia dermatológica. Como ficam as áreas de atuação que poderão ser exercidas por mais de uma especialidade? Dr. Oliveira - A idéia de se constituir área de atuação atendeu a uma realidade existente em nosso País. Muitos especialistas se orientam para determinados campos, passando a têlas como seu espaço de trabalho profissional. Isso, na maioria dos casos, não é privilégio de uma especialidade só, pois às vezes, duas ou até três especialidades compartilham daquela área. Deve haver um consenso, principalmente para efeito de avaliação da titulação. JSBD - No convênio, destaca-se a necessidade de obtenção do Título de Especialista para que um médico se intitule como, por exemplo, dermatologista. Quais serão as punições para os médicos que infligirem a norma? Dr. Oliveira - Não se trata de uma norma, é algo mais amplo: um texto legal. É um decreto antigo, de 1931, que estabelece que os médicos só podem anunciar aquelas especialidades que possuam, até o limite de duas. Então ele pode exercer a Medicina em qualquer de suas áreas, no entanto, apenas pode anunciar as especialidades que realmente possui. Essas registradas nos CRM, ou, em grau de recurso, no CFM. Para o registro, naturalmente, é necessário preencher condições como a exigência de uma formação com a titulação comprobatória que é obtida através da Comissão Nacional de Residência Médica ou através da Associação Médica Brasileira, em uma das suas chamadas sociedades de especialidades.
JSBD - Mesmo sem o título, o médico pode atuar como especialista e ser sócio de uma sociedade de especialidade. Isso não cria um paradoxo? Como as sociedades de especialidades deverão agir com que são sócios e não têm o título? Cada sociedade de especialidade tem seus critérios, regulamentos, estatutos ou a norma de composição do seu quadro associativo. Acredito que a maioria delas estabeleça qualificações para sócios. Isso é privativo da Sociedade. Ele não figura ali como especialista no sentido que trata a Comissão Mista de Especialidade. Ele não pode anunciar que é membro especialista da sociedade A ou B, embora essa sociedade possa ser, pelo menos em linhas gerais, chamada de sociedade de especialidade. Realmente, as sociedades são organizações que não têm a ver com a questão da especialidade. São pessoas jurídicas de direito privado e podem organizar-se, ter patrimônio, realizar congressos. Algumas têm até aparelhos formadores, mas somente daí não nasce à categoria de especialista. JSBD - Haverá algum tipo de fiscalização? Como será esse processo? Dr. Oliveira - A fiscalização pode ser entendida em dois sentidos: da formação, que não se dá pelo Conselho, dá-se pela Comissão Nacional de Residência Médica, quando credencia seus núcleos formadores e faz visitas periódicas, através das comissões estaduais, para verificar como estão esses aparelhos formadores. E também pela Associação Médica Brasileira (AMB) que avalia e fiscaliza os seus centros, através das sociedades científicas ou de especialidades. Agora, a fiscalização da conduta do profissional é por parte dos Conselhos e diz r espeito apenas à veiculação de anúncios publicitários, ou, no caso de alguma outra irregularidade, há a possibilidade de infrações éticas. Nesse caso é possível avaliar a possibilidade de irregularidade de conduta, quando, através de ofício ou por denúncia, chegam aos Conselhos.
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SBD
JSBD l Ano VII no 5
Brasil tem maior incidência em hanseníase, segundo OMS Governo quer eliminar a doença em cinco anos
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egundo a última pesquisa divulgada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil superou a Índia em número de casos de hanseníase, com a maior taxa de prevalência da doença no mundo média de 4,1 doentes para cada 10 mil pessoas. O Ministério da Saúde (MS) contesta a primeira colocação no ranking, discordando da metodologia de apuração de dados usada pela Organização. Segundo o MS, há sérios problemas na comparação dos dados de diversos países endêmicos, já que os mesmos utilizam critérios diferentes para os cálculos da prevalência. O Brasil trabalha com dois coeficientes: casos novos e casos de registro ativo. “Somos muito criteriosos em relação ao nosso ‘registro ativo’ da doença. Não tiramos doentes que abandonam o tratamento. Apenas os retiramos com dois anos se forem paucibacilares, e, depois de cinco anos se forem multibacilares” – afirma o Dr. Gerson Fernando Mendes Pereira, Coordenador Nacional de Dermatologia Sanitária do Ministério da Saúde. Nos países orientais e africanos não são incluídos os casos de abandono de tratamento nesse cálculo. “Embora concordando, o critério brasileiro é muito conservador, já que é o mesmo usado desde o inicio da poliquimioterapia de 24 doses ou até a negativação, aguardando até cinco anos para retirar dos registros os casos de abandono. Com a redução do tempo de tratamento para seis e 12 meses, penso que com apoio dos Serviços Dermatológicos das universidades Federal e Estadual do Rio de Janeiro (UFRJ e UERJ), Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro e SBD – Fluminense, isso deva ser revisto” – afirma a
Dra. Maria Leide Wand Del Rey de Oliveira. De acordo com a especialista da SBD, caso o critério da Índia fosse utilizado, por exemplo, a prevalência atual de 4,4/10.000 casos por habitantes, cairia para 2,3/10.000.
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9,60 7,26
Centro-Oeste 5
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Esperança Um indicador positivo: nos últimos 15 anos houve uma redução de 15% no percentual de casos descobertos apresentando alguma deformidade. Mesmo assim, cerca de 2000 pessoas/ano, inclusive crianças, sofrem perdas funcionais importantes causadas pela doença. O Ministério da Saúde assumiu um compromisso internacional para eliminar a hanseníase até o ano 2005, o que implica em alcançar a taxa de menos de um doente para cada 10 mil habitantes. A Dra. Maria Leide acredita que a meta é impossível de ser atingida, já que os estados da Amazônia e do Centro-Oeste apresentam altas taxas de detecção de novos casos. “Apenas dois estados brasileiros conseguiram esse objetivo: Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Mesmo nos estados com taxas gerais próximas a essa meta, a existência de municípios altamente endêmicos, mantêm a endemicidade local. É o caso da Baixada Fluminense, em relação aos municípios do Rio de Janeiro e Niterói” – completa. Para ela, a ocorrência de cerca de 40.000 casos novos/ano deve ser mantida nos próximos anos. “As pessoas que irão adoecer nos próximos cinco anos já estão infectadas. Portanto, temos que nos preparar para diagnosticá-las precocemente e curá-las sem seqüelas” – explica Dra. Maria Leide, ressaltando a contribuição dos serviços de dermatologia nessa tarefa.
Nordeste 1
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5,69 2,28
Sudeste 1
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2,51 1,44
Sul 1
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Brasil 1
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4,44* 2,46** Incluindo abandono
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* 10 lugar mundial ** 50 lugar mundial Fontes: ATDS/DAB/SPS/MS/SES/IBGE
Distrito Federal mobiliza 41 unidades de saúde para tratamento A Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal e a Sub Vigilância à Saúde divulgaram uma carta sobre a meta do Governo, informando aos profissionais que 41 unidades de saúde oferecem atendimento aos pacientes suspeitos e portadores da doença. O objetivo é evitar as incapacidades, descentralizando o atendimento e fazendo o diagnóstico mais precoce possível. O telefone para eventuais esclarecimentos é (61) 325.4639.
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JSBD l Ano VII n o 5
Lançada a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos
Lançamento da CBHPM em Vitória
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Espírito Santo foi escolhido para o lançamento oficial da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), no dia 15 de julho, em Vitória. O estado é o único que dispõe de uma legislação específica, a Lei nº 6628, que permite ao Conselho Regional de Medicina a elaboração de uma lista referencial de honorários. A cerimônia reuniu membros das diretorias da Associação Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina (CFM), Confederação Médica Brasileira (CMB), Federação Nacional dos Médicos (Fenam), além de presi-
O lançamento da “ Classificação Brasileira
Hierarquizada de Procedimentos Médicos é um marco histórico para a classe
”
dentes e lideranças de entidades da área médica e do setor de saúde. “O lançamento da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos é um marco histórico para a classe. Será ainda um instrumento balizador não apenas para o setor privado, mas para todo o sistema nacional de saúde do país” - afirmou o presidente da
AMB, Eleuses Paiva. A nova metodologia empregada na CBHPM separa os cerca de 5.400 procedimentos em 14 portes, com subportes em níveis A, B e C, totalizando 42. O menor porte (1A) tem valor de R$ 8,00, enquanto que o maior (14C) foi valorado em R$ 2.100,00. Todos os procedimentos foram agrupados em quatro blocos: pr ocedimentos ambulatoriais, hospitalares, cirúrgicos e SADT. Em relação a esse último, o custo operacional foi desvinculado do procedimento. Com essa nova metodologia, a AMB buscou eliminar possíveis distorções e garantir maior flexibilização na época de sua implantação. O presidente da AMB se r euniu com r epresentantes de diversas operadoras de saúde e pretende desencadear uma grande mobilização nacional para a implantação da CBHPM. “Para o sucesso da CBHPM será de fundamental importância a participação de todos os médicos” – afirma.
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Entrevista: Rafael Guerra O deputado Rafael Guerra (PSDB-MG) foi eleito, em maio, presidente da Frente Parlamentar de Saúde. Ele é médico e professor da Faculdade de Ciências Médicas de Belo Horizonte. Também foi secretário estadual de saúde em Minas Gerais, durante o governo de Eduardo Azeredo. Ao Jornal da SBD falou sobre seus planos na liderança da Frente Parlamentar de Saúde.
JSBD - Em julho, a Frente Parlamentar da Saúde (FPS) completou 10 anos de criação. Qual é a importância do trabalho da Frente presidida pelo senhor? Dr. Guerra - A Frente tem como objetivo a melhoria das condições de saúde do cidadão brasileiro, e nisso inclui-se a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), a normatização das questões relativas à saúde suplementar, às medidas de saneamento e medicina preventiva, a formação do profissional de saúde e as ações voltadas para a população. É uma Frente suprapartidária com 17 senadores e 195 deputados. JSBD - Qual a importância da Lei do Ato Médico? A lei está sendo apreciada pela Comissão de Assuntos Especiais do
Senado, o que falta acontecer para finalmente ter esta aprovação? Qual o envolvimento da FPS em relação a este tema? Dr. Guerra - A regulamentação do ato médico precisa ser aprovada, quanto a isso não há dúvida. Agora, qual regulamentação? A Lei que está sendo apreciada no Senado tem levantado algumas objeções dos outros pr ofissionais da área de saúde. Ainda não chegou para avaliação na Câmara, portanto, não analisei profundamente. Como presidente da FPS, promoverei debates sobre essa questão para encontrar um ponto de equilíbrio que atenda com justiça aos direitos dos médicos relativos ao ato médico e que não cometa injustiça de excluir as outras profissões no que se refere à atribuição delas.
JSBD - Qual é a posição da FPS em relação ao surgimento de novas faculdades na área médica? Como o Sr. avalia a formação de novos profissionais? Dr. Guerra - Acho que é preciso elaborar normas para a abertura de faculdades. Além de análises das demandas e das condições de infra-estrutura. Se não tiver profissional capacitado, o estabelecimento de ensino não formará alguém capaz. Há um modelo que pode ser discutido. Durante um período, somente o setor público poderia abrir faculdades de medicina. Por exemplo, se em Rondônia querem criar uma escola, então que o Governo de Rondônia ou o Federal o faça. No entanto, é preciso conhecer a legalidade disso para não tolhermos a liberdade das instituições ou desrespeitar a autonomia universitária.
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JSBD l Ano VII no 6
Passo a passo de um consultório exemplar: cuidados com o lixo
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essa edição encerramos o painel que aborda como ter um consultório bem montado e dentro dos padrões da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa). Vamos conhecer como o lixo produzido nos consultórios merece uma atenção especial. A resolução nº 33/03, da Anvisa, determina regras nacionais para o tratamento de resíduos gerados em hospitais, clínicas, consultórios, laboratórios e outros estabelecimentos de saúde. O propósito é evitar danos ao meio ambiente e prevenir acidentes. São três cuidados básicos. O lixo deve ser separado, embalado e identificado. Os materiais descartáveis devem ser classificados como potencialmente infectantes, químicos, rejeitos radioativos, resíduos comuns ou perfurocortantes. Eles devem ser diferenciados no momento e local de sua geração, de acordo com as características físicas. Depois, embalados corretamente em sacos e/ou recipientes imper meáveis, resistentes à punctura, ruptura e vazamentos. A identificação deve ficar exposta nos sacos de acondicionamento, nos recipientes de coleta interna e externa, nos recipientes de transporte interno e externo, e nos locais de armazenamento, em local de fácil visualização.
Limpeza do consultório
Para limpar o estabelecimento, os funcionários devem usar botas de borracha, aventais impermeáveis e luvas de látex comercial. No piso são recomendados produtos à base de duplofenóis ou formaldeídos comerciais, como pinho ou similares. Nos ambientes de procedimentos invasivos, sala cirúrgica e recepção, é necessária a desinfecção do piso. Para a limpeza é aconselhável usar de pr eferência carrinhos para a torção dos esfregões, tendo para isso dois baldes, um para a solução e outro para a torção e eliminação da solução usada. Ao final do turno, o lixo deve ser recolhido das
lixeiras, que devem ter tampas acionadas com o pé. A limpeza das par edes deve ser feita uma vez por semana. As empresas prestadoras de serviço de limpeza deverão comprovar que seus profissionais foram treinados para prevenir e reduzir riscos de acidentes. A partir de 5 de março de 2004, quem desobedecer aos novos critérios será punido de acordo com a Lei 6.437/77, que prevê de notificação a multas que vão de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão. As vigilâncias sanitárias estaduais e municipais farão a fiscalização. Alguns estados, como São Paulo, possuem legislação específica e a mesma deverá ser seguida.
De acordo com a Resolução RDC nº 33/03, os resíduos são classificados como: Grupo A (potencialmente infectantes) - que tenham presença de agentes biológicos que apresentem risco de infecção, como bolsas de sangue contaminado; Grupo B (químicos) - que contenham substâncias químicas capazes de causar risco à saúde ou ao meio ambiente, independente de suas características inflamáveis, de corrosividade, reatividade e toxicidade. Por exemplo, medicamentos para tratamento de câncer, reagentes para laboratório e substâncias para revelação de filmes de Raio-X; Grupo C (rejeitos radioativos) - materiais que contenham radioatividade em carga acima do padrão e que não possam ser reutilizados, como exames de medicina nuclear; Grupo D (resíduos comuns) - qualquer lixo que não tenha sido contaminado ou possa provocar acidentes, como gesso, luvas, gazes, materiais passíveis de reciclagem e papéis; Grupo E (perfurocortantes) - objetos e instrumentos que possam furar ou cortar, como lâminas, bisturis, agulhas e ampolas de vidro.
Conquiste o paciente desde o atendimento telefônico
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ão atender ao paciente prontamente, deixar o telefone tocando por tempo prolongado e pouca habilidade da secretária são as principais queixas dos pacientes, segundo o consultor de atendimento de mercado, Helano Gandra. Para ele, é essencial que os funcionários de um consultório médico ou uma clínica tenham em mente que o paciente é o principal bem da empresa. “Quem atende deve enxergar o cliente como um ser igual a ele” - ilustra. Para a melhor prestação de serviço, todos devem ser treinados, conhecer a estrutura, o funcionamento e os setores da clínica. Ter ainda um organograma funcional nas mesas, com a interação de todas as atividades realizadas no local e nas filiais. O bom atendimento ao telefone pode gerar várias ações: atendimento simples, venda
de serviço ou produto, ouvidoria (reclamação ou sugestão), fidelização do paciente ou o fechamento de novos negócios ou parcerias. “Um paciente satisfeito ao conhecer um tratamento estético da clínica, mesmo sem ter experimentado, pode indicar a um amigo. Aí ele passa a ser parceiro” – explica Helando Gandra. O sucesso na conquista do paciente está em criar empatia, ter sensibilidade para saber o que ele quer. Outra boa atitude é ser eficiente nas respostas. “Caso o funcionário não saiba responder uma questão, ele deve dar o prazo de 24 horas para retornar com a solução – enfatiza o consultor. A espera agradável, aquela musiquinha enquanto a ligação está em stand by, pode ser irritante se durar mais de 30 segundos. O ideal é o paciente ser atendido prontamen-
te e, caso seja necessário transferir uma ligação ou fazer uma consulta, aí sim é permitido colocar a espera. Quando o paciente é valorizado, ele é fiel.E tem sempre razão. É Proibido m Não atender prontamente m Falta de bom senso m Comentar sobre outros pacientes na sala de espera m Falar gírias m Não ter agilidade
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Curso de Dermatologia Tropical e Meio Ambiente comemora 25 anos em grande estilo
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XXV Curso de Dermatologia Tropical e Meio Ambiente que aconteceu em Cuiabá, no Mato Grosso, bateu recorde de participantes. Foram 344 pessoas inscritas, fora os palestrantes e organizadores. A abertura contou com a participação do presidente da Sociedade, Dr. Márcio Rutowitsch. Na ocasião ele, a presidente da regional MT e seu vice, Dra. Elizabeth Batista e Dr. José Luiz Rainho Cunha, fizeram uma homenagem ao criador do curso, Prof. René Garrido Neves. Foram discutidas novas terapêuticas de várias áreas, como viroses e leishmaniose. Novas viroses também foram apresentadas, como as chamadas Viroses Emergentes, pouco conhecidas pelos médicos. “Foi mostrada também a evolução no estudo da patogênese dos pênfigos, que atualmente é modelo para estudos de doenças auto-imunes” – conta a Dra. Elizabeth, que coordenou o evento. O curso valeu cinco pontos para a Educação Medico Continuada. O Brasil tem grande diversidade de doenças decorrentes do clima tropical como hanseníase, leishmaniose, paracoccidioidomicose e etc. No interior do país a incidência e prevalência dessas doenças são maiores. “Esse curso é de importância fundamental porque leva aos médicos e aos futuros médicos o conhecimento dessas doenças, possibilitando diagnóstico precoce e, quando necessário, o encaminhamento para centros mais equipados. Por esse, entre outros motivos, o interesse do público foi grande” – afirma a coordenadora. “Ficamos contentes com o número recorde de participantes, e o mais importante, uma platéia atenta e interessada até o final. Foi digno da comemoração de seus 25 anos” – comemora. Para o bom resultado foi feita uma ampla
Dr. José Cunha, Dr. Márcio Rutowitsch, Dr. René Garrido e Dra. Elizabeth Batista
divulgação anterior ao evento, enviados cartazes e folders para todas as regionais da SBD e os Serviços credenciados. “Além disso, os dermatologistas e todos os outros médicos do Mato Grosso foram avisados, assim como as 139 Secretarias Municipais de Saúde do Estado. Os Conselhos Regionais de Mato Grosso e as Secretarias Estaduais de Saúde de Estados vizinhos (RO, AC, MS, DF, GO e TO) também foram convidados” –
conta a organizadora. A comissão organizadora também buscou apoio junto aos órgãos oficiais como o Ministério da Saúde, a Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso, a Secretaria Municipal de Saúde Várzea Grande, vizinha a Cuiabá, ao IBAMA, a UNIMED Cuiabá e à Fundação Dawh Kolping do Brasil, organização não governamental alemã que dá apoio aos pacientes de hanseníase e tuberculose, entre outros.
“O curso de Dermatopatologia foi iniciado em Manaus, em 1979, por mim e pelo professor Sinésio Talhari. Esse ano foi realizado na cidade de Cuiabá, completando 25 anos. Pioneiro no âmbito da dermatologia, representa exemplo maior da Educação Médico Continuada. A sua continuidade é atribuída a vários fatores: à experiência e competência dos profesDr. Sinésio Talhari e Dr. René Garrido sores participantes, ao elenco das doenças tropicais e outras de interesse em saúde pública, a inter-relação do homem com o meio ambiente e o sentido prático e objetivo dos temas abordados. Doenças muito raras como a zigomicose, pararamose, a oncocercose, a rinosporidiose, a lagochilascariose, a lepdopterismo – raramente estudadas no curso médico da graduação e mesmo de pós-graduação são simples motivos de estudo e aprendizado atualizado” - por René Garrido.
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São Paulo aumenta o rigor na prescrição da isotretinoína
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stá em vigor a Portaria nº10, de 02 de junho de 2003, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo sobre a comercialização e controle da isotretinoína. Três pontos formam alvos de maior rigor: medidas contraceptivas, exigência de oito exames médicos e o alerta para questões psiquiátricas. De acordo com a responsável pelos Relatos de Eventos Adversos da Indústria Farmacêutica do Centro de Vigilância Sanitária, Dra. Maria Clélia Luccheze, a matéria foi estudada devido ao aumento do número de relatos de reações adversas em conseqüência do uso da substância nos últimos três anos. Porém, não há dúvidas da eficácia do medicamento para casos graves de acne. Foram registradas 145 fichas com notificações de reações indesejáveis de agosto de 1998 a março de 2003, com 209 eventos adversos. Os documentos podem ser conferidos no site da Anvisa, na área de farmacovigilância. Agora, as mulheres em idade fértil que usarem o medicamento devem adotar dois métodos contraceptivos simultâneos, sendo um hormonal e o outro de barreira, iniciado um mês antes do uso da substância, até um mês após o término. As receitas também devem ser reavaliadas mensalmente e têm o prazo de validade de sete dias. – Essas medidas de acompanhamentos visam conscientizar o médico e a paciente sobre os riscos na gravidez” – afirma a Dra. Maria Clélia. De acordo com o CVS, existem relatos de má-formação congênita e aumento do índice de abortos espontâneos. “A maior parte das mulheres que engravidaram tinha idade entre 25 e 30 anos e facilidades para entender as orientações” - continua. – Especialista em dermatologia, o Prof. Sebastião Sampaio foi o primeiro a usar a substância no Brasil. São 22 anos prescrevendo o medicamento. Segundo ele, já tratou e curou 5.000 pacientes sem nenhum caso adverso. De acordo com o professor Sampaio, estudos feitos no Canadá e nos Estados Unidos comprovaram que os relatos de depressão ocorrem na mesma proporção para os grupos que usam a isotretinoína e os antibióticos. “Não há prova completa do aumento
Fórum no Rio debate o tema “Prescrição Médica em Dermatologia – Indicação e Aspectos Éticos-Legais” foi tema do fórum realizado pela Câmara Técnica de Dermatologia do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), no dia 18 de julho, organizado pelo Dr. José Ramon Varela Blanco, com a participação de especialistas da área. O objetivo foi mostrar a indicação dos retinóides, os possíveis efeitos colaterais, os protocolos de consentimento e as rotinas de segurança. “É a segunda edição do evento. Os debates sobre os medicamentos controlados são de extrema relevância – afirma Dr. Ramon Blanco”. O presidente da SBD - RJ, Abdiel Figueira Lima, ressaltou que é fundamental a informação passada do médico para o paciente alertando para o tipo de droga que está sendo usada
de depressão em usuários da dr oga. Ela ocorre na mesma medida em pessoas que não tomam o medicamento. A depressão pode atingir a qualquer pessoa” – afirma. O médico julga exagerado o número de exames exigidos pelo CVS. “Sempre pedi aos meus pacientes quatro exames: hemograma completo, colesterol, triglicérides e transaminase, dez dias depois do início do tratamento” – explica. A Coordenadora do Departamento de Cosmiatria da SBD, Dra. Dóris Hexel, considera que a exigência dos termos compromete a paciente com o uso do medicamento. “Acho positivo que a paciente documente que está ciente que não deve engravidar, que deve se cuidar, etc, pois a concordância do paciente ao tratamento é um dado importante e acho que dá peso jurídico. Por outro lado, sempre alertei minhas pacientes sobre a possibilidade de engravidarem e o risco de teratogenicidade e nunca tive proble-
e os efeitos causados por ela. Para o Presidente da SBD, Dr. Márcio Rutowitsch, hoje, a isotretinoína é uma droga muito eficaz no tratamento da acne e chamou atenção, principalmente, para os cuidados que se deve ter em relação contracepção. Segundo o professor Pleno de Dermatologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Nelson Proença, a talidomida é uma medicação que ganha a cada ano novas indicações não só na dermatologia, como na medicina. “A talidomida sempre deverá ser usada sob um controle muito grande por parte dos médicos e das autoridades de saúde. No entanto, não há dúvidas de que é uma droga extraordinária para inúmeras doenças que antes não tinham cura” – relatou.
mas, mesmo com o uso do formulário anterior, simplificado” - afirma. Em relação a capacidade da droga de desencadear ou agravar depressão, a dermatologista ressalta que não é isso que os trabalhos científicos mostram. “Estudos recentes mostram que casos já diagnosticados de depressão não foram agravados pelo uso da isotretinoina oral” - completa. Para quem descumprir as normas caberá a responsabilidade prevista no Código Sanitário do estado. O controle do CVA é feito através do paciente, do médico, da farmácia que dispensa e da indústria que comercializa. Para o melhor controle, essas informações são cruzadas. A farmacovigilância surgiu há 30 anos na história mundial. No Brasil foi criada nos meados de 1998 no estado de São Paulo. “O Estado de São Paulo é sempre pioneiro por ter uma farmacovigilância ativa” – afirma a Dra. Clélia Luccheze.
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Comissão Organizadora aguarda os 3.000 inscritos no 58º Congresso
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presidente do 58º Congresso Brasileiro de Dermatologia, Dr. João Basílio de Souza Filho, garante o sucesso do principal evento do calendário da SBD, que acontece entre os dias 6 e 10 de setembro. Essa edição terá o maior número de participantes, com 3.000 inscritos. De acordo com ele, toda a parte científica está concluída e os preparativos seguiram de acordo com as expectativas. “Estamos aguardando o pessoal de braços abertos” - comenta. Para ele, os visitantes podem ficar tranqüilos no aspecto da segurança pública da cidade. “Vitória é um lugar seguro” finaliza.
O turismo em Vitória A cidade de Vitória (ES), com 450 anos de história, é considerada pela a ONU (Organização das Nações Unidas) a quarta melhor cidade do País para morar. No Centro estão os principais acervos culturais, compostos por igrejas, escadarias, pontes, fortes, teatros, museus e construções seculares. A terceira ponte, ou, a Ponte Darcy Castello Mendonça, um dos exemplos de construção secular, liga
Vitória à cidade de Vila Velha. Lá se localiza o Convento da Penha, um templo franciscano do século XVI e uma das principais atrações do Espírito Santo. Uma das mais charmosas capitais do país, Vitória está envolvida por praias e natureza encantadoras, propiciando passeios de escunas. Uma dica é aproveitar o passeio para visitar a Estação Ecológica Ilha do Manguezal Lameirão, uma extensa área de manguezal onde são desenvolvidos importantes estudos científicos. São fortes os apelos culturais e folclóricos, como as desfiadeiras de siri e as bandas de congo, que mantêm viva uma tradição. Outro ponto de visitação é o santuário de Santo Antônio. Para os apreciadores de vegetação são 30 unidades de conservação ambientais, a exemplo estão o Parque Horto de Maruípe e o Parque Pedra da Cebola. A prefeitura, em parceria com três municípios da Região Metropolitana, instituiu a “Rota do Sol e da Moqueca”, que compreende cidades de Vitória, Serra, Vila Velha e Guarapari, reunindo 100 km de praias belíssimas, artesanato e folclore únicos, além de uma excelente infraestrutura turística.
A Dra. Lúcia Diniz (ES) mora em Vitória há 20 anos e dá dicas de turismo: “Próximo à Vitória, no município da Serra, temos as praias de Manguinhos, Jacaraípe e Nova Almeida que são muito bonitas. Já há 45 minutos, ao sul do Estado, está a tão conhecida e badalada cidade de Guarapari, também com praias belíssimas. Inclusive, no centro da cidade, está a praia da areia preta (monazítica) recomendada para pessoas com problemas articulares. O Espírito Santo também apresenta uma região de montanhas e clima frio. No lugar ocorreu a imigração de povos italianos e alemães, mantendo a tradição desses povos, com comidas, festas, trajes típicos. Ótima indicação também para a degustação de vinhos de jabuticaba. Do lado de Vitória, o município de Vila Velha é interligado pela “Terceira Ponte”, uma obra grandiosa que mostra uma visão da baía de Vitória e de praias do município vizinho, que vale a pena conferir tanto com a luz do dia, como à noite”.
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JSBD l Ano VII n o 6
Interdic@s
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Saiba como navegar
simples navegar pelo portal da Sociedade Brasileira de D e r m a t o l o g i a (www.sbd.org.br). O site é dividido em três áreas: Associados, Atualidade e A Sociedade. Para os sócios que irão acessar pela primeira vez o link Associados, basta inserir o CRM (com a sigla do estado) e a senha padrão “12345”. Depois de acessar ao seu próprio cadastro, é possível alterar a senha para outra de sua escolha. A partir daí, os sócios estarão com a ‘chave’ necessária para conhecer as notícias sobre a SBD e a especialidade, os dados do cadastro dos médicos junto à Sociedade e as provas teóricas do Título de Especialista em Dermatologia (TED) com seus respectivos gabaritos, desde 1998. No link Atualidades o usuário poderá consultar as últimas notícias divulgadas pela assessoria de imprensa e em A Sociedade estão acessíveis informações sobre a entidade, a relação dos médicos especialistas, das regionais e dos departamentos especializados, o CID 10, os Anais Brasileiros de Dermatologia e o Jornal da SBD, entre outros. O portal da SBD tem um
design leve, arrojado e de simples navegação. Seu conteúdo é constantemente atualizado, com informações voltadas para os sócios e o público leigo, a quem é permitida a busca por dermatologistas em qualquer cidade. Os sócios cadastrados recebem os serviços eletrônicos de newsletter e clipping com as matérias publicadas na imprensa. O site da SBD é uma referência na categoria, recebendo de 15.000 a 20.000 visitantes por mês.
Novidades no site:
✔ O link Notícias dos Departamentos, na área restrita dos sócios, traz novidades sobre os Departamentos da SBD. Acesse! ✔ Os Departamentos pertencem a todos os sócios e viceversa. Porém, faz-se necessário conhecer os sócios que atuam na área da Cosmiatria, portanto, cadastre-se pelo site. “Colabore com trabalhos e sugestões. Auxilie a organizar atividades do seu interesse. Agradecemos a participação e prometemos trabalhar arduamente para tornar o departamento útil” - Dra. Dóris Hexsel, Coordenadora Depto de Cosmiatria.
Clube de Revistas A coluna elaborada pelo diretor do Jornal da SBD, Dr. Jackson Machado-Pinto, traz indicações de artigos da literatura médica.
O objetivo do estudo Giannotti-Crosti Syndrome and Allergic Background foi verificar se há alguma relação entre a síndrome de Giannotti-Crosti e um terreno alérgico na infância. Foram estudadas 29 crianças com diagnostico de síndrome de Giannotti Crosti, tendo sido encontrado um agente causal associado em somente 10 (34,4%). Em cinco casos, o agente era o virus Epstein-Barr. Um segundo grupo, esse composto por 59 crianças, avaliadas para infecções recidivantes e pareadas com o primeiro por sexo e idade, foi o controle para avaliação de alergia. A presença de dermatite atopica foi significativamente mais elevada (p<0.005) no grupo de crianças com Giannoti-Crosti (24,1%), que no grupo controle (6,8%). Uma historia familiar de atopia foi, também, significativamente mais comum (p< 0.027) entre as crianças com acrodermatite papulosa infantil (51,7%) que no grupo controle (31%). Alem disso, a porcentagem de pacientes com positividade de IgE especifica foi maior nos pacientes (31%) que nos do grupo controle (17,2%). Os autores concluem que os resultados indicam que há uma associação significativa entre a atopia e a síndrome de Giannotti-Crosti. Ricci G, Patrizi A, Neri I, Secchia F, Tosti G, Masi M. Giannotti-Crosti Syndrome and Allergic Back ground. Acta Der mato-Venereologica 2003; 83(3):202-205.
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Serviços Credenciados
Literatura Se há um tópico tratado com parcimônia, ou até mesmo não abordado, nos livros de Dermatologia Geral, certamente são as doenças exantemáticas pediátricas. Nesse aspecto, a obra editada pelo Prof. Carlos Eduardo Schettino Azevedo da Faculdade de Medicina da UFRJ apresenta-se correta, adequada e útil como referência para pediatras e dermatologistas. Entretanto, ao incluir outras doenças mucocutâneas e adentrar fundamentalmente o terreno dermatológico, o trabalho peca pela escassez. Talvez até mesmo por limitações editoriais, os capítulos são, em maioria, extremamente curtos e superficiais para uma área onde é enorme a riqueza de novos conhecimentos. A Dermatologia Pediátrica merecia um tratamento mais adequado. Bernardo Gontijo O livro foi doado pela editora Atheneu
Divulgação
✔A
Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro tem os seguintes eventos programados: no dia 9 de agosto acontece o II Curso de Cirurgia de Cicatrizes de Acne. Já no dia 29 do mesmo mês será a inauguração do Centro de Estudos da Unha.
✔ O serviço de residência em dermatologia da Santa Casa de Misericórdia de Vitória, sob a coordenação do professor João Basílio, está agora coordenando o projeto ‘Salve sua Pele’. Criado pelo professor Carlos Cley Coelho, faz parte de uma extensão universitária através do serviço. O projeto atende a pessoas carentes na orientação sobre o câncer de pele e tratamento para os vários tipos de câncer de pele diagnosticados no local. O professor João Basílio conta com ajuda dos residentes, alunos da Escola de Medicina da Santa Casa e também da Dra.Lucia Martins Diniz. O presidente da SBD-ES coordena o setor de ele-
Dr. Alberto Nogueira, prof. Carlos Cley Coelho e prof. João Basílio
trocirurgia do projeto. Outros colegas também contribuem para o atendimento assim como alguns cirurgiões plásticos. “Fui convidado a participar de um café da manhã em julho, quando o ‘Salve sua Pele’ foi apresentado a diversas autoridades. Ao mesmo tempo, o prof. Carlos Cley me fez o convite para coordenar o setor de eletrocirurgia, o que muito me honrou” – conta o Dr. Alberto de Paula Nogueira, Presidente SBD-ES. Divulgação
17º Congresso da Associação dos Ex-Alunos do Prof. Azulay
F
oi realizado no dia 19 de julho o 17º Congresso da Associação dos Ex-alunos do professor Azulay, no Colégio Brasileiro de Cirurgiões, no Rio de Janeiro. O evento acontece há 17 anos consecutivos. Mais de 280 participantes assistiram às palestras, com a participação, entre outros, dos doutores Celso Sodré, Denise Steiner, Omar Lupi e Luna
Azulay. O mestre Dr. Azulay abordou o tema “Neur ofibromatoses – Atualização”. “Não é somente um evento científico, é também um evento permeado por muita emoção. O principal atributo do Prof. Azulay foi o de ser uma figura agregadora e difusora de conhecimento. A AEAPA funciona com esse espírito. Hoje em dia já são alunos dos alunos que nos
dão aulas, seguindo os ensinamentos do mestre que sempre repete: “Eu quero aprender!´. E assim fica sentado na platéia deleitando-se com o fruto do que semeou” – conta a sua filha, Dra. Luna Azulay.
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Departamentos Oncologia Cutânea “Saiba mais sobre Filtros Solares” é o título do guia prático que será elaborado pelo Departamento de Oncologia, coordenado pela Dra. Ariene Paixão, destinado à população. Outra tarefa do grupo é elaborar o manual As Diretrizes do Carcinoma Espinocelular. “Esse é o nosso primeiro tema, visto que já existem disponíveis os assuntos Carcinoma Basocelular e Melanoma” - explica a médica. A equipe é constituída pelo secretário geral, Dr. Gabriel Gontijo e pelos coordenadores Dr. Mauro Enokihara (Melanoma), José Sanches (Linfomas) e Dr. Cyro Festa Neto (câncer não-melanoma). A Dra. Ariene Paixão pede aos colegas e aos chefes de Serviço Credenciados que enviem sugestões para novos projetos. O endereço eletrônico para envio de sugestões é app@atarde.com.br. Cosmiatria A coordenadora de Cosmiatria, Dra. Dóris Hexel, ressalta que os Departamentos da SBD pertencem a todos os sócios e vice-versa. Porém, é necessário saber quem atua na área da Cosmiatria. “Queremos conhecê-los e saber quem deseja participar ativamente do nosso trabalho” - fala a médica. “Pedimos que colabore com seu trabalho, traga suas idéias, sugestões, bem como nos auxilie a organizar os eventos ou atividades que sejam do seu interesse” – solicita. Para isso, basta acessar ao site da SBD e preencher seus dados
on line (www.sbd.org.br) ou enviar pelo correio para a sede da Sociedade, direcionando ao Depto. de Cosmiatria. “Prometemos trabalhar arduamente para tornar o Depto. de Cosmiatria útil e interessante a todos nós” - finaliza. Quem preferir entrar em contato diretamente com a coordenadora, pode enviar um e-mail para dohexsel@zaz.com.br. Dermatologia Pediátrica A coordenadora, Dra. Francisca Regina Carneiro, dá aos colegas uma boa dica: será realizado em Roma, na Itália, entre os dias 7 e 10 de julho de 2004, o X Congresso Mundial de Dermatologia Pediátrica. O site do evento (www.ispdrome2004.supereva.it) contém mais informações. O departamento também enviou para a SBD os textos para o folder com o tema dermatite atópica e o manual de conduta sobre nevo melanocítico congênito. Está sendo elaborado ainda o manual de condutas de piodermites e de dermatite atópica. “Estamos abertos a sugestões para novos temas de folders e guias de condutas” - declara. O endereço para contato é regina@supridados.com.br. Laser O coordenador do departamento, Dr. Alexandre Filippo, considerou um grande sucesso a apresentação recente do tema “Laser e Luz Intensa Pulsada: Custo-benefício”. “Vimos que os proble-
mas enfrentados pelos usuários de laser são os mesmos em qualquer região do Brasil: manutenção deficiente, falta de apoio técnico nos lasers de aluguel. Também são poucos workshops sobre o tema, dificuldade de fazer valer a tabela aprovada pela Associação Médico Brasileira para cobertura dos planos de saúde, o alto custo tanto do aluguel quanto da manutenção e a falta de unidade entre todos os usuários (cada um que resolva o seu problema) – considera Filippo. O departamento solicita a todos usuários que se cadastrem e enviem suas propostas para o departamento da SBD, através do site. Com essas informações será elaborado um programa de propostas. “Pretendemos cada vez mais conhecer esse assunto, abordá-lo em outros congressos e atuarmos em conjunto na nossa defesa. Só assim conseguiremos minimizar os problemas e encorajarmos mais dermatologistas a investirem nessa tecnologia” conclui Alexandre Filippo (alexfilippo@aol.com). Imagem O coordenador do departamento, Guilherme de Almeida, em conjunto com sócios interessados no tema, programa cursos no Congresso de Vitória, em setembro, e no Hospital do Câncer de SP, que acontece em outubro ou novembro. O endereço para contato com o departamento é dermaalmeida@uol.com.br.
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Regionais
Rio Grande do Sul
Alagoas Organizadas pela SBD–AL, os eventos mensais reúnem quase 100% dos sócios da regional. Nos meses de março, abril e maio foram discutidos, respectivamente, os temas: Úlceras de MMII, pelo cirurgião vascular, Dr. Guilherme Pitta (Al), Hiperidrose - tratamento cirúrgico - técnica e indicações, pelo cirurgião torácico Dr. Artur Gomes (AL) e Dermoabrasão, com a dermatologista Dra. Adeíza Branco (PE). No mês de julho, o Dr. Sérgio Paulo (PE) falou sobre Dermatoses do recémnascido. “Atualmente estamos trabalhando para finalizar os preparativos da II Jornada Alagoana de Dermatologia” – conta a presidente, Dra. Maria José Medeiros B. Melo. Está programada para os dias 3 e 4 de outubro, no Hotel Melia Maceió, a II Jornada Alagoana de Dermatologia, realizada pela SBD – AL. A abertura do evento será com o curso teórico de Cirurgia Dermatológica ministrado pelo Dr. Hamilton Stolf (SP). À noite, acontecerá a conferência “Dermatologia – uma especialida-
de de amplo espectro” pela Dra. Márcia Ramos e Silva (RJ), seguida de um coquetel. A programação segue intensa no dia 4. À tarde serão apresentados os quadros “Mini-casos” e “Como eu trato”. Estão à frente da Comissão Científica as doutoras Maria Maia e Eliane de Santa Costa Maltas Moreira. As informações e inscrições podem ser feitas através do telefone (82) 3387959.
A regional Rio Grande do Sul está elaborando a programação da próxima Jornada Gaúcha de Dermatologia, que acontecerá nos dias 07 e 08 de novembro. Como parte do módulo sobre envelhecimento cutâneo, foram confir mados alguns nomes, como o da Dra. Bogdana Victória Kadunc, que ministrará um curso prático de “Procedimentos em Consultório”. A Dra. Tania Ferreira Cestari abordará os “Fotoprotetores”, tema de extrema relevância. Serão apresentadas outras matérias, como “Dermatoses Cutâneas Perimenstruais”, com a Dra. Cecília Cassal Correa. Alguns físicos que trabalham com a área médica dissertarão sobre emissores de ultravioleta e o que é permitido pela Anvisa em Câmaras de Bronzeamento. Maiores informações podem ser obtidas pelo telefone (51) 3339.1811.
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São Paulo
Sergipe
XXII Jornada Norte-Nordeste de Dermatologia A XXII Jornada NorteNordeste de Dermatologia realizada em Aracaju, de 05 a 07 de junho, foi considerada por todos os participantes um excelente evento. Reuniu um grande número de dermatologistas de todos os estados brasileiros, contou com a presença de renomes como o Dr. Sebastião Sampaio, a Dra. Ivonise Follador, a Dra. Dóris Hexsel, o Dr. Alexandre Gripp, e a Dra. Denise Steiner, que aproveitou para lançar seu livro “Beleza levada a sério”.
Durante o discurso de encerramento, em meio a tantos elogios de colegas de todas as regiões do Brasil, o Dr. Fedro Portugal fez questão de ressaltar: “A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional Sergipe não mediria esforços para que a Jornada fosse realizada novamente. Pois é compensador reunir tantos colegas em um evento, cujo objetivo maior é o fortalecimento da categoria e o aprendizado científico em prol do bem-estar da sociedade”.
Cerimônia de abertura da XXII Jornada Norte-Nordeste
No dia 12 de julho aconteceu o 1º Simpósio sobre reações adversas às drogas: uma abordagem multidisciplinar, organizado pela SBD-RESP em parceria com a Associação Paulista de Medicina. A relevância do tema atraiu mais de 230 inscritos, inclusive colegas de outros estados e especialidades, que puderam conferir a abordagem de diversos aspectos das reações às drogas, desde as farmacodermias e suas várias manifestações clínicas, até as reações graves, como a síndrome de hipersensibilidade à droga, a síndrome de Stevens-Johnson, e a necrólise epidérmica tóxica. Os especialistas convidados falaram dos efeitos adversos de várias drogas em órgãos internos, como o fígado, sangue, rins etc, e apresentaram algumas terapêuticas recentes, como o uso da gamaglobulina intravenosa para as reações graves. O evento contou também com uma homenagem especial aos professores Nelson Guimarães Proença, Sebastião Sampaio e Alice de Oliveira Avelar Alchorne. Para a diretoria da SBDRESP, o resultado do simpósio, que teve sua relevância reconhecida, foi extremamente gratificante. Uma segunda edição do evento já está sendo programada para o próximo ano.
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E x p r e ss õ e s d a D e r m a t o l o g i a Rubem David Azulay
Tatiana Gentil
O Dr. Azulay é o segundo sócio mais antigo da SBD. Foi presidente em 1971 e também por duas vezes Editor-Chefe dos Anais Brasileiros de Der matologia. O seu legado para a derComo a especialidade nasceu e qual a importância da participação brasileira? Três países: a França, a Inglaterra e a Alemanha se reuniram e criaram uma especialidade em dermatologia. A importância do advento foi enorme. Sobretudo no Brasil, cuja atividade foi estabelecida em seguida, especificamente em 1912 com a criação da SBD. Aqui a Dermatologia tem um valor especial porque temos uma quantidade muito grande de dermatoses tropicais produzidas por elementos que só existem no Brasil, então acrescentamos muito para o conhecimento da área. Fale, por favor, sobre o trabalho desenvolvido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia. A SBD evoluiu muito. Quando comecei a estudar, em 1940, a Sociedade tinha 40 membros mais ou menos. De lá para cá o crescimento tem sido enorme, hoje somos cinco mil. A Sociedade tem a melhor academia de ensino de der matologia. Estudei na faculdade e o faço até hoje, porque sou professor, mas
matologia brasileira é inegável. Ele, entre outros feitos, teve o reconhecimento mundial para a sua classificação de leishmaniose. Além de publicar mais de 600 artigos, muitos deles no exterior.
posso dizer que onde se aprende mesmo é na SBD, através das reuniões e dos congressos. Então o senhor considera importante participar de congressos? Quando fui presidente da SBD, inaugurei uma reunião aqui no Rio de Janeiro com pessoas vindas de Belo Horizonte e de São Paulo. Foi a primeira reunião regional e a institucionalizei no nosso Estatuto. O fato de essas reuniões acontecerem pelo País contribuiu para melhorar muito o aprendizado científico. Criando responsabilidades como a de organizar eventos regionais, os profissionais são obrigados a melhorar os estudos e se aplicar ainda mais. Quais os conselhos que o senhor dá aos jovens médicos? Os médicos têm que ler e estudar muito. Mas é fundamental terem a prática diária, nas enfermarias dos hospitais, nos ambulatórios para
conhecer determinadas doenças. É necessário que observem muito também, pois apenas assim poderão prestar um bom serviço ao doente. Estudamos no Brasil muitas doenças que só existem lá fora e isso é um erro, uma bobagem, perda de tempo. Quando eu e meu filho, Dr. David Rubem Azulay, elaboramos o livro ‘Dermatologia’ procuramos discutir mais intensamente os nossos problemas. Quais atividades o senhor pratica, o que gosta de fazer no tempo livre? Nunca deixei de ir aos congressos nacionais e internacionais. Tenho aprendido bastante nessas ocasiões, assim como tenho ensinado. Gosto muito de ler, sobre tudo. Acabei de ler um livro que comprei recentemente quando estive na França. O título é Jésus Juif - Les Racines Juives du Cristianisme e defende que a origem do cristianismo tem fundamento no judaísmo. Se estudarmos o assunto, vamos verificar que a civilização atual se baseia no Antigo Testamento. Basta olharmos os dez mandamentos que regulam todas as sociedades.