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Jornal da SBD - Nº 4 Março / Abril 2002

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Ano VI N o 4 Mar / Abr 2002

Publicação oficial da Sociedade Brasileira de Dermatologia

DENÚNCIA

Planos de saúde fecham as portas para médicos recém-formados. O Jornal da SBD investigou a polêmica entre os jovens profissionais e empresas que controlam o mercado dos seguros de saúde. Página 07

NOVIDADE

Departamento de Informática inaugura a seção Interdicas, com sugestões de sites de interesse para o dermatologista. Página 18

Dermatologistas se unem para valorizar a subespecialidade

CIRCO NA ESTÉTICA, NÃO !

TED 2001

Prova do Título de Especialista é aprovada pelos candidatos. O novo modelo do exame – com questões objetivas – foi elogiado pelos aspirantes, que consideraram a prova difícil, porém clara. Página 06 MEETING AAD Congresso da Academia Americana apresentou novidades aos participantes. Brasileiros representaram a Dermatologia brasileira através de trabalhos e palestra sobre a SBD. Página 08

A SBD adverte: estética com ética. É preciso formar profissionais qualificados para que a subespecialidade tenha credibilidade junto à classe médica e à população.


Mar / Abr 2002

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Atividades da Diretoria Coluna do Ombudsman Cartas ao JSBD

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Dermatologia é mais do que beleza Novo modelo do TED é aprovado por candidatos

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Planos de saúde restringem cada vez mais o credenciamento de médicos

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Congresso da Academia Americana de Dermatologia apresenta novidades em New Orleans X

Pró-memória da SBD Educação Médica Continuada é prejudicada em seu primeiro evento

Circo na estética, não!

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A Sociedade Brasileira de Dermatologia

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DIRETORIA 2001 - 2002

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Conheça os dermatologistas que representarão os sócios no Conselho Deliberativo Classificados Alopécia ou Alopecia? Inscrições com desconto para o Congresso Brasileiro até maio Interdic@s Regionais Departamentos

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Redação Tatiana Gentil Sonilda Lima

Presidente Fernando Augusto de Almeida (SP) Vice-Presidente Marcio Santos Rutowitsch (RJ) Secretária-Geral Maria de Lourdes Viegas (RJ) Tesoureira Beatriz Moritz Trope (RJ) 1o Secretário Paulo Rowilson Cunha (SP) 2o Secretário Francisco Macedo Paschoal (SP) Diretora de Biblioteca Tania Ferreira Cestari (RS)

EXPEDIENTE

Presidente Eleito Marcio Santos Rutowitsch (RJ)

Editor assistente Mario Cezar Pires

Diretor Geral e Operacional Marco Antônio S. Abreu Rocha

Jornalista responsável Tatiana Gentil - Reg. no 22.375

Esta é uma publicação da Sociedade Brasileira de Dermatologia, dirigida aos seus associados e órgãos de imprensa.

Publicação bimestral Ano VI – nº 4 – Março / Abril – 2002 Editor-chefe Alexandre Sittart

Conselho editorial Fernando Augusto de Almeida (SP) Marcio Santos Rutowitsch (RJ) Maria de Lourdes Viegas (RJ) Beatriz Moritz Trope (RJ) Paulo Rowilson Cunha (SP) Francisco Macedo Paschoal (SP) Tania Ferreira Cestari (RS) Editoração eletrônica Nazareno N. de Souza Tatiana Gentil Fernanda Albert Contatos Publicitários Marco Antônio S. Abreu Rocha Tatiana Gentil

E A equipe editorial do Jornal da SBD e a Sociedade Brasileira de Dermatologia não garantem nem endossam os produtos ou serviços anunciados, sendo as propagandas de responsabilidade única e exclusiva dos anunciantes. As matérias e textos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores. Correspondência para a redação

Sociedade Brasileira de Dermatologia / Jornal da SBD Avenida Rio Branco, 39/18º andar Rio de Janeiro – RJ - CEP: 20090-003 E-mail: publicacoes@sbd.org.br Assinatura anual: R$ 100,00 Número avulso: R$ 20,00

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Atividades da Diretoria A Diretoria da SBD tem em andamento, como parte do Plano de Ação 2001/2002, projetos que compõem nosso rol de atividades institucionais. Como compromisso da atual gestão, o Jornal da SBD publica o estágio de cada um desses projetos. PROJETO: TÍTULO DE ESPECIALISTA DE 2002 Descrição sumária: Exame para obtenção do Título de Especialista - CÓD: SBD-PROJ/001/02 Etapa atual: 1- Aplicadas as provas em 06.04.02 Próxima etapa: 1- Recebimento de recursos (até o dia 12/04/02); 2- Divulgação dos resultados no dia 24/04/02 PROJETO: PRÓ-MEMÓRIA Descrição sumária: Elaboração do livro sobre os 90 anos da SBD, organização do acervo sobre a História da SBD - CÓD: SBD-PROJ/ 002/ 02 Etapa atual: 1-Exame da 1.ª versão do livro pelo Drs. Paulo Cunha, René Garrido, João Gontijo, Sampaio e Antar Padilha Próxima etapa: 1-Recebimento dos pareceres e encaminhamento ao Glauco Carneiro; 2Elaboração da versão final; 3-Lançamento no Congresso de Porto Alegre; 4- Reunião com a Dr.ª Nisa, gerente da Casa de Osvaldo CruzFiocruz, para tratar da Casa do Dermatologista. PROJETO: PERFIL DO DERMATOLOGISTA Descrição sumária: Elaboração de um banco de dados sobre os especialistas em dermatologia, com dados específicos - CÓD: SBD-PROJ/ 003/02 Etapa atual: 1- Recebimento dos questionários distribuídos e enviados; 2- Análise dos questionários (número insuficiente de respostas). Próxima etapa: 1. Envio de novos questionários e solicitação de respostas PROJETO: DIA DO DERMATOLOGISTA (05/02/02) Descrição sumária: Congraçamento dos dermatologistas no dia de fundação da SBD e de seus 90 anos. CÓD: SBD-PROJ/ 004/02 Etapa atual: 1- Projeto encerrado PROJETO: INCA X SBD Descrição sumária: Parceria entre o Instituto Nacional do Câncer e a SBD para integração do Programa Saber Saúde (INCA) com o Programa Nacional de Combate ao Câncer da Pele (SBD). Voluntários serão transmissores dos cuida-

dos de atenção primária. CÓD: SBD-PROJ/ 005/ 02 Etapa atual: 1- Já recebidas as adesões do voluntários; 2- Efetuado um mapeamento regional dos médicos disponíveis; 3- Reunião para apresentação ao INCA do mapeamento dos voluntários e decisão sobre as próximas etapas; 4- Filme publicitário já em divulgação na Rede Globo de Televisão Próxima etapa: 1- Comunicação aos voluntários sobre o desenvolvimento do projeto; 2Montagem da estratégia de reunião dos voluntários para apresentação pessoal do programa, e distribuição do material; 3- Indicação dos coordenadores locais e regionais do programa PROJETO: DERMATOLOGISTA JOVEM DESCRIÇÃO Descrição sumária: Proposta de facilitar o acesso do dermatologista jovem à pesquisa, contato com especialista de experiência e publicação de trabalhos de pesquisa - CÓD: SBD-PROJ/006/02 Etapa atual: 1. Reunião com a Fiocruz, em 04.04, onde ficou estabelecido que serão retirados dados a pesquisa do Perfil do Dermatologista, para definir "quem" e "o que aspira" o dermatologista jovem. Próxima etapa: 1- Recebimento das informações da Fiocruz; 2- Cotejamento dessas informações com o cadastro da SBD; 3- carta a ser enviada ao Canadá - Dr. Fernando Almeida PROJETO: SBD/ABRINQ - "ADOTE UM SORRISO" Descrição sumária: "Adoção" de uma criança por um dermatologista, a exemplo do que acontece com os odontólogos - CÓD: SBDPROJ/007/02 Etapa atual: 1- Negociações com a Abrinq para implantação da parceria; 2- Elaboração de um Manual do Voluntário a ser aprovado pela Abrinq Próxima etapa: 1- Acerto da forma e divulgação do projeto PROJETO: CAMPANHA NACIONAL DE PREVENÇÃO AO CÂNCER DA PELE Descrição sumária: Campanha Anual de ênfase ao procedimento preventivo para combate ao câncer da pele. Dia de atendimento gratuito à população. - CÓD: SBD-PROJ/008/02 Etapa atual: 1- Análise dos dados da campanha passada e sua Divulgação Próxima etapa: 1- Reunião na SBD entre o Dr. Jayme Oliveira e a pesquisadora Mônica (estatística da Fiocruz), para definição sobre a coleta dos dados para a próxima Campanha; 2-Reunião com a Agência Doctor e o Dr. Jayme, para definir as estratégias de Campanha, para 2002.

Coluna do Ombudsman

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onvidado pelo atual presidente para a função de ombudsman da SBD fui buscar o significado desta imponente palavra que se implantou nas grandes empresas em substituição ao ouvidor-geral. O conceito é originário dos paises escandinavos e no Brasil a Folha de São Paulo foi pioneira desde 1989. A primeira vista, a figura do intermediário não parece agradar a muitos que por suas posições têm a facilidade de acessar a presidencia diretamente, impedindo que todos os sócios tomem conhecimento de fatos que possam ser de interesse comum. Por outro lado, a função do ombudsman poderá evitar os impasses pessoais quando saberá fazer elogios e/ou críticas ao desempenho da diretoria executiva. Veja-se o aumento da anuidade. Várias reclamações surgiram com justa razão pois de uma só vez houve acréscimo de 50%. Entretanto, não havia outro modo de corrigir métodos repetidos de gestões anteriores que não aplicaram nenhum índice de correção em um país que apesar da “estabilidade econômica” convive com uma inflação básica anual. Mas isto não seria novidade, se os delegados que votaram e aprovaram esta ação em setembro de 2001 durante a última reunião do Conselho Deliberativo , comunicassem aos seus “eleitores” o resumo da sua atuação. Do ponto de vista econômico o sócio ainda saiu no lucro por não ter que repor as diferenças durante os anos de “congelamento” da anuidade. Outra abordagem é a nossa home-page ; verifico que é habitual as regionais oferecerem um link exclusivo para a matriz; entretanto, não existe ainda uma categoria de link que permita acessar a página de todas as suas filiadas regionais seria um ato de reciprocidade gratificante e de reconhecimento. Dr. Abdiel Figueira Lima

Cartas ao JSBD À equipe editorial do Jornal da SBD, Gostaríamos de informar que a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia foi a primeira no país a concluir o processo de licitação e a comprar a isotretinoína oral (Roacutan) como medicamento considerado excepcional de acordo com a portaria 389 do

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Ministério da Saúde. Estamos desde janeiro deste ano coordenando ambulatórios específicos de acne nos dois serviços credenciados da Bahia (Hospital Universitário Professor Edgar Santos e Fundação Bahiana para Desenvolvimento da Ciências), avaliando os casos encaminhados por todos os dermatologistas do estado e liberando gratuitamente a medicação

nos casos oportunos. Até o momento foram beneficiados 72 pacientes devidamente enquadrados no protocolo. Essa é uma grande vitória da SBD e tem sido muito gratificante o acompanhamento desses casos. Atenciosamente, Ivonise Follador Vitória Rêgo


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Circo na estética, não!

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á um verdadeiro bombardeio em toda a mídia em relação ao culto físico, ao retardo do envelhecimento e à beleza, sendo preconizados um sem número de tratamentos das mais diversas formas. Entretanto, em relação aos procedimentos estéticos, tem sido amplamente divulgado na mídia a nova moda nas sociedades paulistana e carioca: o “Clube do Botox”. Em consultórios, em clima festivo, com canapés e bebidas alcoólicas, alguns clientes reúnem-se num happy hour para aplicação de Toxina Botulínica, inclusive fazendo pacotes de desconto com a indicação de amigas que aderirem à prática. E mais: com a liberação destas aplicações nos Estados

Unidos, o modismo tem se intensificado a tal ponto de serem realizadas em salões de hotéis, colônias de férias e até em cassinos como os de Las Vegas. Inicialmente, a aplicação do Botox restringia-se ao tratamento de pacientes com problemas oftalmológicos e musculares. Atualmente, a substância também é empregada dentro da medicina estética para o tratamento das rugas de expressão. Recente publicação do JAAD relata casos de cefaléia intensa e persistente que a exemplo dos casos em que ocorre paralisia do nervo facial são de caráter transitório, podendo todavia repercutir na atividade do indivíduo por um período de um a dois meses.

ecentemente, as revistas Veja SP e Veja SP publicaram uma matéria sobre os dermatologistas mais “famosos” da cidade - segundo julgamento da própria revista. Por conta da repercussão negativa no meio dermatológico - e na sociedade civil - o presidente da SBD publicou a seguinte: “As Revistas Veja Rio e São Paulo, nas edições desta semana, publicaram reporta gens semelhantes sobre o perfil de alguns dermatologistas destas duas grandes cidades. As matérias descrevem o compor tamento de alguns médicos e o que passa para quem lê é que todos os especialistas

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Devido ao crescente número de complicações decorrentes do uso da Toxina Botulínica e técnicas de preenchimento por profissionais não habilitados, a Sociedade Brasileira de Dermatologia está participando da proposição junto à Associação Médica Brasileira (AMB) e ao Conselho Federal de Medicina (CFM) de um projeto de lei, que será enviado ao Ministério da Saúde (MS) e ao Ministério da Educação e Cultura (MEC), prevendo a necessidade de os médicos que se anunciarem de uma especialidade serem portadores do Título de Especialista correspondente. Dr. Fernando Almeida Presidente da SBD

trabalham da mesma maneira: voltados para os holofotes. A Dermatologia é uma das especialidades mais difíceis da medicina onde são tratadas doenças como Vitiligo, Hanseníase, e Psoríase e as reportagens prestaram um desserviço ao desvalorizar o intuito final da medicina que é curar doenças e levar o bem-estar aos pacientes. Como presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, entidade com 90 anos de existência, sinto-me no dever de esclarecer que na entidade existem 13 departamentos especializados (entre eles o de alergia der matológica, de cirurgia dermatológica, de dermatopatologia e de doenças infecciosas

"É perigoso e antiético. A banalização do uso do Botox é tam bém prejudicial à Dermatologia. O procedimento fica vulgarizado, e todos se julgam no direito de aplicar a substância. Aplicar o Botox é sim ples, mas depende de conhecer a anatomia, e funcionamento dos músculos. Aplicações erradas po dem levar a queda de pálpebra, boca torta e também abaixamento da sobrancelha. Sem a assepsia adequada pode ser potencialmente perigosa". Dra. Denise Steiner Chefe do Depto. de Cosmiatria "A posição da Regional é bem clara. Não aprovamos a aplicação da Toxina Botulínica em condições de festas, como nestes happy hours, que não oferecem as condições adequadas. Apesar de ser um método que provoca poucas complicações, não podemos estar sujeitos a erros". Dra. Lucia Arruda Presidente da SBD - RESP

e parasitárias) e que o de Cosmiatria, abor dado de maneira depreciativa, é um deles. Cabe informar que alguns médicos cita dos nas duas reportagens nem possuem Títulos de Especialistas pela SBD, a segun da maior Sociedade Dermatológica do mundo com 4.751 médicos. São eles: Fábio Cuiabano, Karla Assed, Walter Guerra Peixe, Heloísa Hofmeister, Otávio Macedo. Para coibir esta prática, a Associação Médica Brasileira e todas as Sociedades Médicas do Brasil vêm elaborando - e deve rá ficar pronta nos próximos meses - uma Lei que vai obrigar a todos os médicos ativos a terem Títulos de Especialistas.”

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Dermatologia é mais do que beleza*

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Sociedade Brasileira de Dermatologia - Regionai São Paulo (SBD-RESP) adota uma postura extremamente ética, voltada principalmente ao desenvolvimento de programas assistenciais à população, como a Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele, o Dermacamp (acampamento especial para crianças com problemas dermatológicos severos) e parcerias de sucesso como a estabelecida com a Fundação Abrinq para oferecer assistência gratuita a crianças e adolescentes. Além disso, está investindo no jovem dermatologista, criando ações inovadoras, estimulando atitudes éticas sem desprestigiar a cosmetologia e possibilitando o crescimento na área da beleza da pele. Grandes avanços vêm surgindo na área dermatalógica, entre eles as novas tecnologias no campo do diagnóstico por imagem, a utilização cada vez maior de métodos em biologia molecular no diagnóstico de dermatoses e o conhecimento e a utilização de novas drogas imunomoduladoras que já fazem da Dermatologia uma especialidade de vanguarda no ensino e na pesquisa brasileira. Atualmente, a dermatologia desempenha papel fundamental no cuidado e tratamento de doenças da pele, de cunho social, que ainda acometem de maneira severa a população brasileira. Com muito afinco, os dermatologistas tratam dos problemas causados pela AIDS, pela Hanseníase (doenças que ainda mantém o Brasil como o segundo País em número de

vítimas), Pênfigos, Leishmaniose, Paracoccidioidomicose, DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis), entre tantas outras que retratam a dimensão e a complexidade desta especialidade. Inúmeros são os profissionais que dedicam horas e horas de seu dia ao atendimento em centros públicos de saúde, oferecendo apoio profissional e qualificado à ala mais carente da sociedade. Portanto, a dermatologia se classifica como uma especialidade abrangente e, entre suas atividades, envolve as áreas clínica, atuando em problemas como acne, psoríase, doenças alérgicas e profissionais; cirúrgica, como o tratamento do câncer da pele e outros tumores cutâneos; e, também, a cosmiátrica, área em que as inovações desta especialidade transformaram a abordagem estética da pele. Somente no Estado de São Paulo existem mais de 1.500 dermatologistas, titulados pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, que estão altamente capacitados para atuar em todas as “subespecialidades” da dermatologia. O papel do médico dermatologista e da SBD-RESP é garantir o melhor atendimento e tratamento à população em geral. Para isso, investe intensamente no preparo e no aprimoramento de seus associados. Dentro deste contexto, a matéria “Mágicos da Beleza", publicada recentemente, não reflete totalmente a abrangência da nossa especialidade. SBD - Regional São Paulo

* Informe publicitário publicado na revista Veja SP, dia 07.04.02

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Novo modelo do TED é aprovado por candidatos

Candidatos ao Título de Especialista em Dermatologia

ais de 400 candidatos compareceram ao Exame do Título de Especialista em Dermatologia (TED), realizado no dia 06 de abril, no Rio de Janeiro. A maioria dos candidatos entrevistados aprovou a formulação da prova. Segundo a candidata Ana Cláudia Iague, de São Paulo, a prova estava acessível, bem elaborada, embora difícil. “Estava melhor, comparada às dos anos anteriores, que tinham questões um tanto capciosas.” - comenta. “A edição do teste este ano, com questões objetivas e cartão-resposta, visou acabar com o caráter de subjetividade. A correção será informatizada, feita pela empresa que terceirizamos”, afirmou o presidente da Comissão do TED, Dr. Márcio Rutowitsch. Operacionalmente, impressão, correção e organização, ficam a cargo da Fundação Escola de Serviço Pública (FESP). Carlos Eduardo Nunes, também de São Paulo, reafirmou que este ano a prova estava bem elaborada, menos detalhista, porém difícil. “Não tinham perguntas

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para respostas inconclusivas. Como diz meu chefe no Hospital Padre Bento, de Guarulhos, Dr. Mário César Pires, uma prova tem questões fáceis para todos acertarem, médias para a aprovação e difíceis para reprovação. A que acabei de fazer seguiu o exemplo”. Completa sugerindo uma fórmula para equilibrar os concorrentes: “A média para aprovação poderia seguir a uma Curva de Gauss”. A médica Maria Lúcia Luma de Oliveira, que veio de Piauí para fazer o Exame, também sugeriu que as provas fossem realizadas na ocasião do Congresso Brasileiro ou nas Regionais. “O custo com cursos preparatórios, viagem e hospedagem, são muito altos” - afirma Maria de Oliveira. Já o candidato carioca, Alessandro dos Passos Pereira, considerou a prova fácil. “Foi tranqüilo. A segunda parte foi bem feita, abrangente e com fotos boas, nítidas. Não teve nenhuma questão que sugerisse recursos” - conclui Alessandro Pereira.


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Planos de saúde restringem cada vez mais o credenciamento de médicos

Recém-formados protestam sobre as dificuldades do início de carreira com a restrição ao credenciamento nas empresas de saúde. m dos maiores desafios enfrentados pelo médico recém-formado é formar uma clientela que lhe permita um pouco de estabilidade. Dependendo da especialidade, os custos para montar um consultório são altíssimos, o que pode tornar o projeto de independência profissional inviável no início da carreira. Conseguir o credenciamento nas seguradoras de saúde é outro obstáculo que os profissionais enfrentam. De um lado, as empresas afirmam que os médicos são cadastrados de acordo com a necessidade em cada região, e que novas oportunidades são constantemente abertas. A maioria possui uma lista de médicos que aguardam a chance de credenciamento. De outro lado, os recém-formados afirmam que não obtém nenhuma resposta das seguradoras. Na edição de fevereiro, o Jornal da SBD publicou uma carta denunciando o problema, e, nesta edição, aborda a discussão após conversar com médicos e empresas especializadas. A polêmica teve início com a carta da Dra. Paula Peres, de São Paulo, que se formou há cinco

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anos, tendo realizado três anos de residência médica e dois anos de estágio no exterior. A médica montou um consultório e recebe apenas um ou dois pacientes por mês. "Ainda não formei clientela, e com a dificuldade econômica do País, é muito difícil em início de carreira sobreviver tendo um consultório que recebe apenas consultas particulares”, afirma. A médica tentou nos últimos anos, sem sucesso, credenciarse nas principais seguradoras de São Paulo. "Procurei me cadastrar em muitos planos, mas a maioria das empresas sequer me atendia”, ressalta Dra. Paula. A jovem dermatologista afirma que o fato da limitação das empresas em credenciar novos médicos tem beneficiado as clínicas conveniadas, que contratam os médicos pagando apenas de 10% a 50% do preço. "O contrato que elas têm com as seguradoras não limita o número de médicos ou especifica algum profissional. Em contrapartida, os médicos aceitam o recebimento da pequena porcentagem devido à dificuldade em conseguir credenciamento próprio”, explica Dra. Paula.

Dr. José Eduardo Decico, também de São Paulo, é outro recém-formado que se sente impotente perante a atual situação. "Por enquanto desisti de tentar me credenciar, pois não obtenho nenhuma resposta das seguradoras. Apenas 10% me responderam, afirmando que no momento não estavam necessitando de novos cadastrados". As seguradoras, por sua vez, afirmam que as inscrições estão sempre abertas, mas que os médicos apenas são chamados para entrevistas e cadastros quando há necessidade da especialidade em determinada área. Segundo a Unimed, o credenciamento está sempre aberto e os médicos podem se inscrever por telefone, procurando sempre a unidade da empresa no Estado onde mora. Os currículos só são solicitados quando a empresa necessita de um especialista na região, e, neste caso, os médicos precisam ter dois anos de especialização. Além disso, para conseguir o credenciamento, eles terão suas experiências anteriores analisadas. A Amil alega que vários médicos foram credenciados

nos últimos anos em todo o País, incluindo São Paulo. Para se credenciar é preciso ter cinco anos de formado, residência médica comprovada e Título de Especialista. A inscrição é feita através do site www.amil.com.br. O médico deve enviar uma solicitação de credenciamento e o currículo. De acordo com a empresa, se houver necessidade de dermatologistas a Amil solicitará uma entrevista com o médico, caso contrário, o currículo ficará no banco de dados. Na Golden Cross as inscrições no momento estão fechadas, mas a empresa informa que para se credenciar é necessário ter experiência de, no mínimo, cinco anos, incluindo residência ou especialização. Mesmo com as inscrições fechadas atualmente, a empresa declara que tem credenciado novos médicos dermatologistas de acordo com a procura pela especialidade em cada região do País. Outras seguradoras, como Bradesco e Sul América não quiseram se pronunciar sobre o assunto. A Associação Médica Brasileira defende o credenciamento universal. "Não somos um orgão fiscalizador, mas defendemos que todos os médicos possam atender por todos os planos e assim deixar para o paciente a escolha do especialista mais adequado", afirma Dr. Eleuses Vieira, presidente da entidade.

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Congresso da Academia Americana de Dermatologia apresenta novidades em New Orleans a 60 a edição do evento anual mais importante da Dermatologia, o Congresso da Academia Americana de Dermatologia estiveram reunidos aproximadamente 8.000 profissionais de mais de 100 países. O evento aconteceu no último mês de fevereiro, do dia 22 a 27, em New Orleans. Apesar de que em menor escala do que os anos anteriores, a participação brasileira foi significativa. O Congresso possibilitou aos participantes o acesso

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Prof. Paulo Rowilson Cunha

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às últimas novidades tecnológicas em produtos e serviços na área, além de trocar experiências e conceitos com profissionais de diversas academias mundiais. A comunidade dermatológica brasileira esteve representada por diversos sócios da SBD. Entre eles o Prof. Paulo Cunha, de São Paulo, que apresentou estudo sobre o tratamento de Pênfigo Vulgar com envolvimento do Cervix tratado com Talidomida, apresentando resultado efetivo. No curso de Toxina Botulínica, a Drª Ada Almeida, de São Paulo, apresentou o tratamento da hiperidrose e a Drª Bogdana Kadunc, também de São Paulo, o tratamento com Botox na glabela. A Drª Dóris Hexsel, de Porto Alegre, falou sobre o uso combinado da Toxina Botulínica com outros procedimentos minimamente invasivos na face, em conjunto com as Dras. Tina Alster, de Washington, e Patricia Wexler, de New York. Outra profissional brasileira que se destacou no evento é a Drª Márcia

Ramos e Silva, do Rio de Janeiro, que há 9 anos consecutivos é palestrante da AAD. Esse ano a Drª Márcia, além de apresentar um trabalho sobre Dermatologia Tropical, representou a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), e decorreu sobre os 90 anos da Sociedade no Simpósio que abordou a História da Dermatologia no Mundo (ver artigo na página 9). “Muitas pesquisas para produzir técnicas específicas para diferentes grupos étnicos estão sendo desenvolvidas em todo o Mundo. Um passo muito importante para o desenvolvimento da Dermatologia”, ressalta. A Drª. Lia Cândida, de Goiás, destaca algumas novidades apresentadas no evento. As Queratoses Actínicas apresentaram bons resultados com o uso tópico de diclofenac sódico a 3% em gel (solaraze), imiquimod a 5%, e estudo comparativo de 5 -fluoaracil 5% e 0,5% mostrando eficácia igual com melhor tolerabilidade. Outra novidade é o uso de nitrato de estrôncio

de 5 a 10% nas formulações com ácido glicólico para evitar as ardências e irritações. “Foram apresentados vários pôsters reforçando trabalhos já divulgados, em especial na CILAD/Espanha, de 1998”, afirma a Drª. Lia. Ela ressalta ainda novidades para o tratamento da acne. “Tratamentos sistêmicos reforçando efetividade da espironolactona e um novo e promissor anovulatório com associação de estrógeno e espironolactona”. Apesar da participação de cerca de 8 mil profissionais, esse ano o número de participantes foi menor que em 2001, quando o Congresso foi realizado em Wa s h i n g t o n e teve a participação de mais 9.200 profissionais da área médica. “A c r edito que a queda nesse índice este ano seja por conta da alta do dólar, do receio, ainda presente, de viajar para os Estados Unidos devido aos atentados de setembro, e também pelo Congresso Mundial que será realizado em julho, em Paris, e que atrairá muitos profissionais”, afirma o Prof. Paulo Cunha, que desde 1986 participa regularmente do Meeting AAD.


Mar / Abr 2002

A Sociedade Brasileira de Dermatologia O Simpósio Anual da History of Dermatology Society de 2002 ocorreu no New Orleans Museum of Art, Estados Unidos, no dia anterior ao início da Reunião Anual da AAD. O tema deste ano foi “As Sociedades de Dermatologia” e a Prof. Marcia Ramos-e-Silva, Professora Adjunto e Chefe do Serviço de Dermatologia do HUCFF-UFRJ, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, proferiu a palestra “ A Sociedade Brasileira de Dermatologia”; partes de sua apresentação são descritas a seguir: A Dermatologia no Brasil começou como especialidade no final do século 19 e início do século 20 e, no dia 4 de fevereiro de 1912, a Sociedade Brasileira de Dermatologia foi fundada por um grupo de médicos idealistas. Seu estatuto foi registrado em 5 de fevereiro do mesmo ano, dia este que é hoje considerado o Dia do Dermatologista. Esta entidade congrega somente dermatologistas e alguns especialistas afins e participa ativamente de todos os aspectos relacionados à especialidade. Sua sessão inaugural em 1912 aconteceu na Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, um hospital inicialmente criado em 1582 por um monge jesuíta, o Padre Anchieta, como um prolongamento da Santa Casa de Lisboa. Dos 18 fundadores da Sociedade Brasileira de Dermatologia,

apenas oito eram realmente dermatologistas. Entre eles, alguns nomes muito conhecidos como Adolpho Lutz, que descreveu a paracoccidioidomicose em 1908; Gaspar Viana, o descobridor da Leishmania brasiliensis, em 1911, e o primeiro a usar uma medicação eficaz contra a leishmaniose, o tártaro emético, salvando milhares de vidas; Werneck Machado, cujo nome foi dado ao Cladosporium werneckii ; Parreira Horta, que apresentou o trabalho original sobre piedra nigra em 1911 e cujo nome foi dado a seu agente, Piedrai hortai. Fernando Terra, o Professor Catedrático e Chefe do Serviço de Dermatologia da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, que

Fernando Terra, catedrático de Dermatologia da hoje Universi dade Federal do Rio de Janeiro e primeiro Presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

hoje pertence à Universidade Federal do Rio de Janeiro, foi seu primeiro presidente por 13 anos. Naquela época, a cultura brasileira, incluindo a médica, tinha sua base na cultura francesa e, por causa disto, a escola francesa influenciou de maneira intensa a formação da Dermatologia Brasileira. A alemã e a austríaca também tiveram sua influência. Muitos brasileiros iam para a Europa em busca de melhoria no seu conhecimento sobre problemas cutâneos e maneiras de melhor tratar as doenças de pele e, na volta, transferiam esse aprendizado e essas novas práticas para a realidade brasileira. Nos anos 30 e 40, próximo à 2ª Grande Guerra, houve uma mudança e os dermatologistas americanos passaram a dominar nossa cultura junto com a dermatologia inglesa em segundo lugar. Nossa sociedade se desenvolveu rapidamente e, em um ano, já contava com 81 membros, a partir dos 12 iniciais, dos quais 52 eram do Rio de Janeiro. Hoje a SBD tem quase 5000 membros em todo o país. Juntamente com a inauguração da Sociedade, foi criada uma publicação trimestral com o título de Boletim da Sociedade Brasileira de Dermatologia. De 1919 a 1925 a revista não foi publicada, ressurgindo com o título de Anais Brasileiros de Dermatologia e Sifilografia. A biblioteca da Sociedade foi

Dra. Márcia Ramos e Silva

inaugurada em 1933 em um dos prédios do Hospital da Santa Casa do Rio de Janeiro, onde ainda funciona um Serviço de Dermatologia. Em 1994, a biblioteca foi transferida para o prédio onde a sociedade está localizada hoje. Em 1944, o Presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Prof. João Ramos-e-Silva, criou a Primeira Reunião Anual dos Dermato-Sifilógrafos Brasileiros e leishmaniose foi escolhida como o tema principal. Com cerca de 40 participantes, a reunião anual, hoje o Congresso Brasileiro de Dermatologia, continuou nos anos subseqüentes e não houve interrupção desde então. Novamente como Presidente, em 1965, Ramos-e-Silva organizou o Primeiro Congresso dos Dermatologistas de Língua Portuguesa no Copacabana Palace Hotel, no Rio de Janeiro, em conjunto com a 22ª Reunião do Dermatologistas Brasileiros. Houve na época uma entrevista de Ramos-e-Silva, publicada no jornal de 20 de novembro de 1965,

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logotipo de nossa Sociedade, com a inscrição latina “Societas Brasiliensis Dermatologiae1912”. Este logo foi Medalha de Bernardino Antônio Gomes, primeiramente utilidistribuída aos participantes do Primeiro zado no reverso da Congresso dos Dermatologistas de Língua medalha de Gaspar Portuguesa e 22ª Reunião Anual do Viana, distribuída a Dermatologistas Brasileiros. dez dermatologistas Medalha de Gaspar de vários países em Viana, cujo verso tem o 1962, todos muito logo da sociedade criado por conhecidos por seu Ramos-e-Silva em 1962, elevado nível cienticom a inscrição latina “Societas Brasiliensis fico naquela época. Dermatologiae - 1912”. O termo sifilo foi abolido da denomianunciando e explicando como seria nação de várias sociedades e de suas o congresso. Durante o mesmo foi revistas: a terapêutica com penicilina distribuída uma medalha de Bernarreduzira a incidência da sífilis e, condino Antônio Gomes, médico portuseqüentemente, sua importância. Por guês que estudou a bouba, a todos os isso, em 1965, a Sociedade Brasileira participantes. de Dermatologia, sob a presidência Em 1962, as sociedades regiode Ramos e Silva, suprimiu o termo nais afiliadas à Sociedade Brasileira Sifilografia, passando a ser designada de Dermatologia foram criadas, por Sociedade Brasileira de Dermaassim como os cursos pré-congrestologia, e sua publicação oficial, Anais so. No mesmo ano, Ramos-e-Silva Brasileiros de Dermatologia. As reufoi eleito para o International niões foram chamadas de Reuniões Committee of Dermatology, da Anuais dos Dermatologistas International League of DerBrasileiros e, quatro anos mais tarde, matological Societies, sendo então o em 1969, considerando o enorme primeiro Brasileiro a ter assento número de participantes e seus neste tão importante órgão. Depois temas, foram designados Congressos dele, Padilha-Gonçalves, em 1967, Brasileiros de Dermatologia. e Sampaio, em 1982, foram os Em 1967, a Sociedade Brasileira outros membros brasileiros da de Dermatologia criou o Certificado International Committee of de Especialista em Dermatologia, Dermatology. um exame muito difícil, em convêRamos-e-Silva também criou o nio com a Associação Médica Brasileira. O objetivo era, e continua sendo, melhorar a qualidade dos profissionais médicos. Desde então, todos têm que passar por este árduo concurso para conquistar o Certificado de Especialista e se tornar um Dermatologista. A João Sociedade também atua em vários Ramos-easpectos éticos, reguladores e de Silva, em entrevista educação continuada relacionados ao Jornal à Dermatologia. Diário de A SBD tem atuação e relação Notícias, de 20 de direta e bastante estreita com a novembro população, próxima a qual desenvolde 1965. 10

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ve um excelente trabalho através de campanhas de alerta, educação e prevenção, em especial a Campanha Anual de Prevenção do Câncer da Pele, iniciada em 1987, por Jarbas Porto. Esta ocorre sempre no início do verão, e tem diagnosticado muitos casos novos de câncer da pele. Este trabalho é extremamente importante em um país tropical como nosso, com uma incidência muito grande de carcinoma basocelular, espinocelular e também de melanoma. Criaram-se os Departamentos da Sociedade em 1998 como grupos de estudo e alguns deles funcionam extremamente bem. Além dos pesquisadores brasileiros citados no início e que foram os fundadores da nossa Sociedade, podemos mencionar vários outros que muito contribuíram para a Dermatologia como ciência; entre eles: Alexandre Cerqueira que, em 1891, descreveu a tinea nigra palmar; e junto com Aragão, em 1912, também descobriu o agente etiológico do granuloma venereum, Calymma tobacterium granulomatis. Silva Lima apresentou seus trabalhos originais sobre ainhum. Floriano de Almeida, em 1930, identificou o agente etiológico da paracoccidioidomicose como o fungo Paracoccidioides brasiliensis. Olympio da Fonseca Filho e Arêa Leão, em 1928, identificaram o fungo Piedraia hortai como o agente da piedra nigra. Em 1914 Max Rudolph, um pesquisador alemão que vivia no Brasil, identificou o fungo acastanhado da cromomicose nos tecidos e também conseguiu cultivá-lo em agar Sabouraud, e foi Antonio Carini quem identificou o Pneunomcystis carinii pela primeira vez. Jorge Lobo descreveu a doença que leva seu nome, a lobomicose: A intradermorreação de Montenegro, auxiliar no diagnóstico da leishmanioses, foi idealizado por João Montenegro em 1926, enquanto a primeira menção de polaridade das várias formas clínicas da lepra foi descrita por Francisco Rabello em 1938. Em 1945, Flaviano Silva apre-

Adolpho Lutz, descobridor da paracoccidioidomicose.

sentou o primeiro caso de leishmaniose anérgica e, nos anos cinquenta, dois dermatologistas brasileiros descreveram formas originais de ceratodermias: Oswaldo Costa estudou a acroceratose papular invertida em 1952, e João Ramos-e-Silva, em 1957, individualizou a forma denominada ceratodermia marginal das palmas - keratodermia marginalis volia manuum - em geral uma manifestação de trauma crônico ou de fotoenvelhecimento. Além destas, muitas outras descobertas feitas no Brasil podem ser encontradas na literatura. A Sociedade Brasileira de Dermatologia e os dermatologistas brasileiros vêm auxiliando a especialidade no âmbito mundial com inúmeros importantes estudos originais, em especial na área das doenças infecto-contagiosas e tropicais. A Dermatologia Brasileira certamente fez e continua fazendo uma importante contribuição à ciência e ao desenvolvimento da Dermatologia Mundial. Nós, dermatologistas brasileiros de hoje, estamos muito orgulhosos do que os brasileiros que nos antecederam fizeram, e especialmente orgulhosos, no dia 5 de fevereiro deste ano, Dia do Dermatologista, quando pudemos comemorar o 90º aniversário da Sociedade Brasileira de Dermatologia, com um jantar no Jóquei Clube do Rio de Janeiro. *Palestra apresentada por Marcia Ramos-e-Silva, Chefe do Serviço de Dermatologia da UFRJ, no Simpósio Anual da History of Dermatology Society em 19 de março de 2002, Nova Orleans, Estados Unidos.


Mar / Abr 2002

Pró-memória da SBD

A

Educação Médica Continuada é prejudicada em seu primeiro evento

o manusear um exemplar dos Anais Brasileiros de Dermatologia e Sifilografia, Vol 16 – Nº 4 de 1941, arquivado na Biblioteca do Serviço de Dermatologia do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo, encontrei a carta anexa enviada pelo Editor Edegard Gomes, encarregado da publicação dos Anais, dirigindo-se aos especialistas brasileiros da dermatologia e sifilografia, que até aquela data recebiam os Anais graciosamente, justificando a necessidade da cobrança da assinatura de 15$000 (15 mil réis). É curioso que transcorridos 60 anos as justificativas de aumentos de despesas e diminuição de receitas continuam a aterrorizar os editores da revista e a Diretoria da SBD. José Alexandre Sittart

ANAIS BRASILEIROS DE DERMATOLGIA E SIFILOGRAFIA

Senhor Doutor, Graças à valiosa cooperação dos Srs. Anunciantes, tem sido possível o envio gratuito de números dos Anais Brasileiros de Dermatologia e Sifilografia aos especialistas brasileiros de dermatologia e sifilografia. Infelizmente, devido às lamentáveis ocurrências européias, a contribuição dos fabricantes de produtos químicos tem diminuído, e, a par disso, as despesas com a impressão dos Anais têm aumentado consideravelmente, aumento causado pela majoração constante do preço do papel e demais materiais tipográficos. Por essas razões e desejoso de poder continuar a remessa dos Anais para V.S., espero que me envie, por cheque, vale postal ou carta registrada, a importância correspondente à assinatura dos Anais, com o que estará concorrendo para o prosseguimento desta publicação. Certo de sua aquiescência para o acima exposto e agradecendo, antecipadamente, pela atenção, subscrevo-me,

Dra. Denise Steiner, Dr. Fernando Almeida e Dra. Lia Castro

O

primeiro evento do ano via satélite do Programa de Educação Médica Continuada sobre Cicatrizes e Pele, causou uma grande confusão para a Sociedade Brasileira de Dermatologia. A fim de minimizar os custos com os eventos via satélite, a SBD deu início a uma parceria com a empresa Conexão Médica, que transmitirá o evento gratuitamente para diversos pontos do País. No entanto, alguns minutos antes do início do curso, um imprevisto impossibilitou a transmissão via satélite no horário programado. Segundo a Conexão

Médica, houve um problema técnico na Embratel, que é retransmissora do sinal da Conexão Médica, proporcionando uma atraso de quase duas horas até que o sinal fosse finalmente liberado. Como muitos médicos não puderam participar, a Sociedade Brasileira de Dermatologia disponibilizará um CD para todas as regionais com as aulas do curso. Na próxima edição da Educação Médica Continuada via satélite – dia 08 de junho – o curso terá o tema Oncologia Cutânea, coordenado pelo Dr. Cyro Festa Neto, de São Paulo.

Atenciosamente, Edegard Gomes Encarregado da publicação dos Anais Preço da assinatura: 15$000 (para o Brasil) Endereço: Caixa Postal 389, Rio de Janeiro

Esta seção faz parte do Projeto Pró-memória, desenvolvido pelo Prof. Paulo Cunha.

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Calendário de Eventos - 2002

AGOSTO

MAIO SBD:

EMC-D - Dermatoses Tropical (Norte Nordeste) Fortaleza - CE Data: 30 - 05 - 2002

REG. CEARÁ:

XXI Jornada Norte/Nordeste-EMC-D Fortaleza-CE Data: 29 a 31 - 05 - 2002

REG. ESPÍRITO SANTO: XVII Jornada Capixaba Data: 23 a 25 - 05 - 2002

SBD:

EMC-D - Discussão de Casos Clínico-Patológicos - Via Satélite Data: 17 - 08 - 2002 Dermatopatologia Camburiú - SC Data: 22 a 24 - 08 - 2002

REG. PARANÁ:

II Jornada Paranaense de Dermatologia Data: 16 e 17 - 08 - 2002

REG. PARAÍBA:

I Jornada Paraibana de Dermatologia Data: 17 e 18 - 05 - 2002

REG. SANTA CATARINA: II Jornada Internacional de Terapêutica Dermatológica Balneário Camboriú- S C Data: 09 e 10 - 08 - 2002

REG. R IO GRANDE DO SUL:

Curso de DST e AIDS Data: 10 e 11 - 05 - 2002

REG. S ÃO PAULO:

REG. SÃO PAULO:

110ª Jornada Dermatológica Paulista Data: 25 - 05 - 2002

REG. SERGIPE:

III Jornada de Dermatologia de Sergipe Data: 16 a 18 - 05 - 2002

4ª RCO Data: 06 - 08 - 2002 111ª Jornada HC Data: 17 - 08 - 2002

SETEMBRO SBD:

JUNHO SBD:

EMC-D - Oncologia - Via Satélite Data: 08 - 06 - 2002

REG. BAHIA:

Encontro dos Dermatologistas de Itacaré-BA Data: 29 - 06 a 02 - 07 - 2002

REG. MINAS GERAIS:

Curso Teórico Data: 15 - 06 - 2002

REG. PARÁ:

II Simpósio de Oncologia Data: 15 - 06 - 2002

REG. RIODE JANEIRO: Congresso dos Ex-Alunos do Prof. Azulay Data: 08 - 06 - 2002 REG. SÃO PAULO:

3ª RCO Data: 04 - 06 - 2002

Reunião dos Presidentes de Regionais, Departamentos e Comissões. Porto Alegre-RS Data: 19 - 09 - 2002 Reunião do Conselho Deliberativo Porto Alegre-RS Data: 20 - 09 - 2002 Congresso Brasileiro de Dermatologia Data: 21 a 25 - 09 - 2002 Informações:Tel. (0xx) 51 3224-5521

REG. SÃO PAULO:

Evento: 5ª RCO Data: 14 - 09 - 2002

OUTUBRO REG. A LAGOAS:

I V Jornada Alagoana de Dermatologia P e d i á t r i c a Data: 25 e 26 - 10 - 2002

REG. MATO GROSSO RADECO (EMC - D) DO SUL : Data: 18 e 19 - 10 - 2002 REG. MINAS GERAIS: Jornada Mineira de D e r m a t o l o g i a Data: 12 e 13 - 10 - 2002

JULHO REG. A LAGOAS:

Curso de Atualização Terapêutica Data: 20 - 07 - 2002

REG. PARÁ:

Reunião (Estomatologia) Data: 18 e 19 - 10 - 2002

REG. PARANÁ:

III Jornada Paranaense de Dermatologia Data: 25 e 26 - 10 - 2002 XXVII Jornada Gaúcha de Dermatologia - Porto Alegre - R S Data: 19 - 10 - 2002 6ª RCO Data: 01- 10 - 2002

REG. R IO GRANDE DO SUL: REG. SÃO PAULO:

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Jan / Fev 2002

NOVEMBRO

INFORMAÇÕES

SBD:

Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele Data: 09 - 11 - 2002

REG. BAHIA:

X Jornada Bahiana Data: 22 a 24 - 11 - 2002

REG.GOIÁS:

XXIX Jornada Goiana de Dermatologia Data: 08 - 11 - 2002

REG. PARÁ:

V Jornada Paraense de Dermatologia Data: 21 a 23 - 11 - 2002

REG. PERNAMBUCO:

X Jornada Pernambucana de Dermatologia Data: 22 a 24 - 11 - 2002

REG. SANTA CATARINA: IV Dermatologia do Terceiro Millenium - Itapema-SC Data: 29 e 30 - 11 - 2002 REG. SÃO PAULO:

RADESP - EMC-D Data: 28 a 30 - 11 - 2002

Educação Médica Continuada Manhã:

Dermatologia Tropical

Jornada Norte Nordeste Coordenadores: Dr. Alberto Eduardo Cox Cardoso (AL) Dr. Silvio Alencar Marques (SP) 08:30 - 08:50h - Avanços Diagnósticos Dr. Bernardo Gontijo (MG) 08:50 - 09:10h - Avanços Terapêuticos Dr. Antônio Carlos Martins Guedes (MG) 09:10 - 09:30h - Manifestações Genitais das Dermatoses Tropicais - Dra. Francisca Regina O. Carneiro (PA) 09:30 - 09:50h - Hanseníase Neural - Como Abordar Dr. Francisco Marcos Bezerra da Cunha (CE) 09:50 - 10:10h - Abordagem Sindrômica das Lesões Ulcerosas Dr. Sinésio Talhari (AM) 10:10 - 10:30h - Lesões Orais das Dermatoses Tropicais - Dra. Paula Frassinetti Bessa Rebello (AM) 10:30 - 10:50h - Comentários Dr. Silvio Alencar Marques (SP) Intervalo: 10:50 - 11:10h

m SBD-Alagoas (82) 338-7959

m SBD-Pará (91) 249-7333

m SBD-Amazonas (92) 233-4994

m SBD-Paraíba (83) 224-9065

m SBD-Bahia (71) 237-7582

m SBD-Paraná (41) 224-6467

m SBD-Ceará (85) 261-9055

m SBD-Pernambuco (81) 3222-0369

m SBD-Distrito Federal (61) 328-6320

m SBD-Piauí (86) 222-1059

m SBD-Espírito Santo (27) 3337-1577

m SBD-Rio de Janeiro (21) 2263-4811

m SBD-Fluminense (21) 2719-0411

m SBD-Rio G. do Norte (84) 221-5568

m SBD-Goiás (62) 251-6826

m SBD-Rio Grande do Sul (51) 3339-1811

m SBD-Maranhão (98) 227-1630

m SBD-Santa Catarina (48) 222-2288

m SBD-Mato Grosso (65) 321-2196

m SBD-São Paulo (11) 3105-4933

m SBD-Mato Grosso do Sul m SBD-Sergipe (67) 421-5984 (79) 224-2430 m SBD Minas Gerais (31) 3273-5788

JSBD

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Ano VI N 3 m

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Conheça os dermatologistas que representarão os sócios na reunião do Conselho Deliberativo da SBD CONSELHO DELIBERATIVO ALAGOAS ALBERTO EDUARDO COX CARDOSO (Ex-Pres.) MARIAJOSÉ DE MEDEIROS BARRO E MELO AMAZONAS NÁDIAFERNANDES PICANÇO LOPES BAHIA ARIENE PEDREIRA PAIXÃO IRENE SPINOLACHAVES PINTO NEWTON ALVES GUIMARÃES (Ex-Pres.) PAULO ROBERTO LIMAMACHADO CEARÁ AURINEUDA FACUNDO ALENCAR HEITOR DE SÁ GONÇALVES WALTER MOURACANTÍDIO (Ex-Pres.) DISTRITO FEDERAL GERSON OLIVEIRAPENNA IPHIS T. CAMPBELL(Ex-Pres.) RAIMUNDANONATA RIBEIRO SAMPAIO ESPÍRITO SANTO ALBERTO DE PAULANOGUEIRA CARLOS JAQUES MAZZEI FERREIRA JOÃO BASÍLIO DE SOUZAFILHO - Pres. Cong. ES FLUMINENSE JOSÉ TRINDADE FILHO RENÉ GARRIDO NEVES (Ex-Pres.) ELEONORAD’ÁVILA TOMÉ NEIDE KALILGASPAR GOIÁS AIÇAR CHAUL DIVINO MIGUELRASSI (Ex-Pres.) LIACÂNDIDAM. CASTRO PAULO CEZAR BORGES MARANHÃO ROSÁRIO DE MARIASOARES LOBATO MINAS GERAIS ANACLÁUDIASOARES SIMIZO BENEDITO BERNARDO GONTIJO (Ex-Pres.) JOÃO BATISTA GONTIJO ASSUNÇÃO (Ex-Pres.) ORCANDAANDRADE PATRUS (Ex-Pres.) TANCREDO FURTADO (Ex-Pres.) ANDRÉAM. COELHO RAMOS ANTÔNIO CARLOS MARTINS GUEDES EVERTON CARLOS S. DO VALE JACKSON MACHADO PINTO MARIAESTER MASSARACAFÉ LUIZ FERNANDO KOPKE MATO GROSSO DO SUL PEDRO LÚCIO ZANÚNCIO MATO GROSSO ELIZABETH VAZ DE F. B. BATISTA PARÁ ALENAMARGARETH DARWICH MENDES ARIVALCARDOSO DE BRITO (Ex-Pres.) FRANCISCAREGINAO CARNEIRO 14

JSBD m Ano VI N 4 m

PARAÍBA JÁDER FREIRE SOBRALFILHO PERNAMBUCO ALDEJANE GURGELDE A RODRIGUES JOSEMIR BELO DOS SANTOS MARCIO LOBO JARDIM (Ex-Pres.) SARITA MARTINS (Ex-Pres.) SILVIADACOSTA CARVALHO RODRIGUES PIAUÍ ANALÚCIAFRANÇADACOST A PARANÁ JESUS RODRIGUES SANTAMARIA(Ex-Pres.) JÚLIO CÉSAR EMPINOTTI LORIVALDO MINELLI MAURO FIGUEIRAS MENDES RUYNORONHAMIRANDA(Ex-Pres.) SÉRGIO ZUÑEDASERAFINI RIO DE JANEIRO ABDIELFIGUEIRALIMA ALEXANDRE CARLOS GRIPP ANTAR PADILHAGONÇALVES (Ex-Pres.) ANTÔNIO MACEDO D'ACR BEATRIZ MORITZ TROPE (Tesoureira) CELSO TAVARES SODRÉ FLÁVIO BARBOSALUZ GABRIELALOWY GUILHERME DE ALMEIDAQUINTAES JARBAS ANACLETO PORTO (Ex-Pres.) JOSÉ RAMON VARELABLANCO LENINHA VALÉRIO DO NASCIMENTO LUNAAZULAY MARCIARAMOS E SILVA MARCIO SANTOS RUTOWISCH - PRES. ELEITO MARCIUS ACHIAMÉ PERYASSÚ MARIADE LOURDES VIEGAS - Sec. Geral SBD OMAR LUPI DAROSASANTOS RUBEM DAVID AZULAY (Ex-Pres.) RIO GRANDE DO NORTE ARNÓBIO DAPENHA PACHECO RIO GRANDE DO SUL ANTONIO CARLOS B. GOMES CÉLIALUIZAPETERSEN V. KALIL CESAR DUÍLIO VAREJÃO BERNARDI (Ex-Pres.) DÓRIS MARIAHEXSEL INÊS ALENCAR DE CASTRO LUCIO BAKOS - PRES. CONGRESSO RS MIRIAM PARGENDLER PERES TÂNIAFERREIRACESTARI (Diretora Biblioteca) SANTA CATARINA JORGE JOSÉ DE SOUZAFILHO (Ex-Pres.) NILTON NASSER VICENTE PACHECO OLIVEIRA SERGIPE FEDRO MENEZES PORTUGAL SÃO PAULO

ALICE DE O DE AVELAR ALCHORNE ARTUR ANTONIO DUARTE BOGDANAVICTORIAKADUNC CÁSSIO MARTINS VILLAÇANETO CLARISSE ZAITZ (Ex-Pres.) DENISE STEINER DILHERMANDO AUGUSTO CALIL FERNANDO AUGUSTO DE ALMEIDA– Presidente FRANCISCO MACEDO PASCHOAL- 2º Secretário HAMILTON OMETTO STOLF IDAALZIRAGOMES DUARTE JAYME DE OLIVEIRAFILHO JOÃO ROBERTO ANTONIO JOELCARLOS LASTÓRIA JOSÉ ALEXANDRE DE SOUZASITTART JOSÉ EDUARDO COSTA MARTINS - Ex-Pres. JOSÉ ROBERTO PEREIRAPEGAS LÚCIAHELENAFÁVARO DE ARRUDA LUIZ CARLOS CUCÉ - Ex-Pres. LUIZ FERNANDO R. TOVO LUIZ GUILHERME MARTINS CASTRO LUIZ HENRIQUE CAMARGO PASCHOAL- Ex-Pres. MARIADENISE FONSECA TAKAHASHI MÁRIO CÉSAR PIRES MAURICIO MOTA DE AVELAR ALCHORNE - Ex-Pres. MAURO Y. ENOKIHARA NELSON GUIMARÃES PROENÇA OSMAR ROTTA PAULO ROWILSON CUNHA- 1º Secretário SBD REINALDO TOVO FILHO SAMUELHENRIQUE MANDELBAUM SEBASTIÃO SAMPAIO - Ex-Pres. SÉRGIO TALARICO SILMARADACOSTA PEREIRACESTARI VITOR MANUELS. DOS REIS YASSUNOBU UTIWAMA DEPARTAMENTOS ESPECIALIZADOS DEPARTAMENTO DE ALERGIADERMATOLÓGICA COORDENADOR: Dra. Ida Alzira Gomes Duarte SECRETÁRIO: Dr.(a) Mário Cezar Pires ASSESSORES: 1. Dr.(a) Patrícia Karla de Souza; 2. Dr.(a) Rosana Lazzarini; 3. Dr.(a) Maria A. Rios Scherrer DEPARTAMENTO DE COSMIATRIADERMATOLOGICA COORDENADOR: Dra. Denise Steiner SECRETÁRIO: Dr. Humberto Antonio Ponzio ASSESSORES: 1. Dr. João Roberto Antonio; 2. Dra. Lúcia Favaro Arruda; 3. Dra. Vitória Regina P. de Almeida Rêgo; 4. Dr. Sérgio Talarico; 5. Dra. Lia Cândida DEPARTAMENTO DE DERMATOLOGIAPEDIÁTRICA COORDENADOR: Dra. Gabriela Lowy SECRETÁRIO(A): Dr.(a) Zilda N. P. Oliveira ASSESSORES:


Mar / Abr 2002

1. Dr. Fausto João Forin Alonso; 2. Dr.(a) Silmara da Costa Pereira Cestari; 3. Dr.(a) Tânia Cestari DEPARTAMENTO DE DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS COORDENADOR: Dr. Sílvio Alencar Marques SECRETÁRIO(A): Dra. Maria Ângela B. Trindade ASSESSORES: 1. Dra. Clarisse Zaitz; 2. Dra Ana Maria Ferreira Roselino; 3. Dr. Ricardo Seiji Shiratsu MICOLOGIA- Dra. Clarisse Zaitz BACTERIOLOGIA - Dra. Ana Maria Ferreira Roselino VIROLOGIA - Dr. Ricardo Seiji Shiratsu DEPARTAMENTO DE LASER COORDENADOR: Dr. Roberto Adilson de Mattos SECRETÁRIO(A): Dr. Simão Cohen ASSESSORES: 1. Dr. Nuno Eduardo G. de Sanches Osório; 2. Dr. Aldo Toschi; 3. Dr. Luís Antônio Ribeiro Torezan DEPARTAMENTO DE ONCOLOGIACUTÂNEA COORDENADOR: Dr. Luis Fernando Tovo SECRETÁRIO(A): Dra. Neusa Yuriko Sakai Valente 1. Cânceres da pele não melanoma Sub-coordenador: Dr. Cyro Festa Neto Secretário: Dr. Luiz Guilherme Martins Castro Membros: Dr. Sérgio Tarlé; Dr. Gabriel Teixeira Gontijo; Dra. Sílvia Marcondes Pereira; Dr. Reinaldo Tovo Filho 2. Melanomas Sub-coordenador: Dr. Fernando Augusto de Almeida Secretário: Dr. Mauro Yoshiaki Enokihara Membros: Dr. Lúcio Bakos; Dr. Márcio Santos Rutowitsch; Dr. Marcus A. Maia de O. Ferreira; Dr. Luís Fernando Tovo 3. Linfomas cutâneos e doenças correlatas Sub-coordenador: Dr. José Antonio Sanches Jr. Secretária: Dra. Neusa Yuriko Sakai Valente Membros: Dr. René Garrido Neves; Dr. Antonio Carlos Martins Guedes; Dr. Jesus Rodriguez Santamaria; Dra. Cláudia Zavaloni Melotti de Moricz DEPARTAMENTO DE DERMATOLOGIAINTEGRATIVA COORDENADOR: Dr. Vitor Manuel Costa Ferreira da Silva SECRETÁRIO(A): Dr.(a) Enildes Borges Costa ASSESSORES: 1. Dr.(a) Núbia Maia Rossetti; 2. Dr.(a) Roberto Doglia Azambuja; 3. Dr.(a) Tânia Nely Rocha DEPARTAMENTO DE DERMATOPATOLOGIA COORDENADOR:Dr. Antonio Carlos Martins Guedes ASSESSORES: 1. Dr. José Fillus Neto; 2. Dra. Cleire Paniago Gomes Pereira; 3. Dr. Arival Cardoso de Brito DEPARTAMENTO DE CIRURGIADERMATOLÓGICA COORDENADOR: Dra. Sarita Maria F. Martins C. Bezerra SECRETÁRIO: Dr. Celso Luís Madeira ASSESSORES: 1. Cirurgia Cosmética Sub-coordenador: Dra. Bogdana Victória Kadunc 2. Cirurgia da Unidade Ungueal Sub-coordenador: Dr. Ival Peres Rosa 3- Cirurgia Oncológica Sub-coordenador: Dr. Gabriel Teixeira Gontijo

4- Cirurgia Básica Sub-coordenador:Dr. Carlos D’Aparecida Machado Filho DEPARTAMENTO DE INFORMÁTICAMÉDICA COORDENADOR: Dra. Maria Ester Massara Café SECRETÁRIO (A): Dra. Ana Cristina Fasanella ASSESSORES: Dr. Chao Lung Wen; Dr. Jayme de Oliveira Filho DEPARTAMENTO DE DOENÇAS BOLHOSAS COORDENADOR: Dr. Paulo Rowilson Cunha SECRETÁRIA: Dra. Maria José Soares de Salles ASSESSORES: 1. Dr. Vitor Manoel Silva dos Reis; 2. Dr. Iphis Campbell; 3. Dra. Valéria Aoki DEPARTAMENTO DE MEDICINACUTÂNEA E MEDICINAINTERNA COORDENADOR (A): Dr. Elemir Macedo de Souza SECRETÁRIO(A): Dr.a Luna Azulay abulafia ASSESSORES: 1. Dr. Nelson Guimarães Proença; 2. Dr.(a)Thais Helena Proença de Freitas; 3. Dr. José Antonio Sanches Jr; 4. Dr.Alexandre Carlos Gripp DEPARTAMENTO DE FOTOBIOLOGIA COORDENADOR: Dr. Jesus Rodriguez Santamaria SECRETÁRIO(A): Dra. Tania Ferreira Cestari ASSESSORES: 1. Dra. Gladys Aires Martins Campbell; 2. Dr. Ida Alzira G.Duarte; 3. Dra. Luna Azulay Abulafia COMISSÕES CIENTÍFICAS COMISSÃO CIENTÍFICA 1. Luiz Carlos Cucé - SP 2. Divino Miguel Rassi - GO 3. Délio Delmaestro - ES 4. Ida Alzira Gomes Duarte – SP 5. Humberto Antônio Ponzio – RS 6. Mitzi Guedes Mendonça - PE 7. Presidente da Regional SP (Lucia Helena Fávaro de Arruda) COMISSÃO DE ENSINO 1. Marcius Achiamé Peryassu - RJ 2. Vitor M. Reis - SP 3. Maria José Nogueira Diógenes - CE 4. Regina Casz Schechtman - RJ 5. Denise Steiner – SP 6. Silvia Regina C. Satori Barraviera - SP 7. Presidente da Regional PA (Alena M. Darwich Mendes) COMISSÃO DE ÉTICAE DEFESAPROFISSIONAL 1. Júlio César de Carvalho Ricart – RJ (?) 2. Vitória Regina P. de Almeida Rêgo 3. Antonio Carlos B. Gomes – RS 4. José Ramon Varela Blanco – RJ 5. Hamilton Ometto Stolf – SP 6. Maria Ester Massara Café - MG 7. Presidente da Regional PI (Ana Lúcia França da Costa) COMISSÃO EDITORIAL 1. Clarisse Zaitz - SP 2. Andréa Machado Coelho Ramos - MG 3. Ivonise Follador Oliveira - BA 4. Lia Cândida Miranda de Castro – GO 5. Alberto Eduardo Cox Cardoso – AL

6. Elemir Macedo de Souza - SP 7. Presidente da Regional AL(Maria José de Medeiros Barro e Melo) COMISSÃO DE EDUCAÇÃO SANITÁRIA E RELAÇÕES PÚBLICAS 1. Luiz Fernando R. Tovo - SP 2. Francisca Regina Carneiro - PA 3. Ignez Regina S. M. Mendonça - RJ 4. Ana Maria Costa Pinheiro – DF 5. Francisca Estrela Dantas Maroja – PB 6. Lorivaldo Minelli – PR 7. Presidente da Regional PB (Jáder Freire Sobral Filho) COMISSÃO DE QUALIFICAÇÃO 1. Artur Antonio Duarte - SP 2. João Roberto Antônio - SP 3. Célia Luiza Petersen V. Kalil - RS 4. Jayme de Oliveira Filho – SP 5. Vivianne de Aquino Tormim – GO 6. Ariene Pedreira Paixão - BA 7. Presidente da Regional CE (Heitor de Sá Gonçalves) COMISSÃO DE FINANÇAS 1. Beatriz Moritz Trope - RJ 2. Eugênio Pimentel - SP 3. Josemir Belo dos Santos - PE 4. Cleide Eiko Ishida – RJ 5. Paula Frassinetti Bessa Rebello – AM 6. Samuel Henrique Mandelbaum 7. Presidente da Regional PR (Mauro Filgueiras Mendes) COMISSÃO DE TÍTULO DE ESPECIALISTA 1. Marcio Santos Rutowitsch - RJ 2. Sinésio Talhari - AM 3. Antonio Carlos Martins Guedes - MG 4. Paulo Rowilson Cunha – SP 5. Fausto Forin Alonso – SP 6. Rosane Orofino Costa - RJ 7. Presidente da Regional MT(Elizabeth Vaz de Figueiredo M. Batista ) SUPLENTES 1. Joel Carlos Lastória – SP 2. Silmara da C. Pereira Cestari - SP COMISSÃO PARAASSUNTOS INTERNACIONAIS 1. Newton Alves Guimarães - BA 2. Rene Garrido Neves - RJ 3. Rubem David Azulay - RJ 4. Maria de Lourdes Viegas – RJ 5. Marcia Ramos e Silva - RJ 6. Antar Padilha Gonçalves - RJ 7. Presidente da Regional GO (Aiçar Chaul) COMISSÃO DE CONGRESSOS E REUNIÕES 1. Fernando Augusto de Almeida - SP 2. Marcio Santos Rutowitsch - RJ 3. Bernardo Gontijo - MG 4. Lúcio Bakos - RS 5. João Basílio de Souza Filho - ES 6. Lia Cândida Miranda de Castro - GO 7. Presidente da Regional SE (Fedro Menezes Portugal) JSBD m Ano VI N 3 m

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L A S S I F I C A D O S

A Alergoclínica está ampliando seu quadro de dermatologistas. Se você está terminando R2/R3 ou já tem título de especialista, envie seu currículo p/ drh@alergoclinica.com.br ou Al. Fernão Cardim, 84 - SP - 01403-020. Tel.: (11) 251-3666

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Vendo aparelho AUTOCLAVE marca SERCON modelo AHMC-5. Pouco uso. Tratar com Maria Teresa (21)99762198 ou José Antonio (21)9984-4172. 18

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VENDO OU ALUGO Conjunto comercial 35m2, 2wc, novo sem uso. Dr Diogo de Faria, próximo ao Hospital Sao Paulo. Contactar Dra Dinaura 3062-6398 h/c.

Os interessados em anunciar nos Classificados deverão enviar o texto para a redação do Jornal da SBD: publicacoes@sbd.org.br.

Alopécia ou Alopecia? DR. AMAURY JOSÉ DORINI

A

inda nos dias de hoje os dermatologistas brasileiros vêem- se às vezes diante dessa controvérsia tão antiga. Se por um lado a forma “alopecia”, além de fundamentada na origem grega do termo, está registrada no Aurélio como grafia única e sem alternativa, por outro lado a sonoridade da forma “alopécia” conta com a preferência da maioria dos dermatologistas brasileiros. À parte o rigor etimológico e o registro em dicionário, os defensores da forma clássica “alopecia” apegamse também á similaridade prosódica com outras palavras de origem grega, como alotropia, analogia, angiografia, apostasia, artropatia ou astronomia. Tal similitude, entretanto, é apenas aparente, precisamente porque esses termos são compostos, provindo da união de dois outros vocábulos e do sufixo ia, comum a uma série de palavras de origem grega. Assim, alotropia provém de αλλος, “outro”, e τροπος, “modo”, “maneira”; analogia de ανα, “a”, “de”, “por”, e λογος, “causa”, “motivo”, “razão”; angiografia de αγγειο, “vaso”, e γραϕω, “escrever”, “gravar”; apostasia, de απο, “desde”, “a partir de”, e σπαοη, “parada”, “cessação”, “interrupção”; artropatia de αρθρω, “articular”, e παθος, “doença”; e astronomia de αστηρ, “astro” e νοµος, “lei”; enquanto “alopecia” provém de αλοπεξ, αλοπεκος (alópex, alópekos), palavra grega que sig-

nifica “raposa”, não se tratando, portanto, de termo composto, de forma que tal analogia carece de fundamento real. A palavra grega αλοπεκια, derivada de αλοπεξ em alusão ao fato de as raposas perderem o pêlo, tem de fato a sílaba tônica κι, portanto se tivermos que manter a acentuação grega original deveremos usar a forma “alopecia”. Só que manter a acentuação grega original não constitui de modo algum uma norma inflexível da língua portuguesa, sendo muito numerosos os exemplos de discrepância. Só a título de ilustração podemos citar mais de duas dúzias deles: alfábeto, anágrama, anédota, apóptose, biologo, carcínoma, cardiopátia, cataclismó, catáplasma, colera, dinóssauro, eléfante, élipse, êmblema, fotografo (ao invés de fotógrafo), gláucoma, mégera, melânoma, metabolismó, metamórfose, ósmose, paquíderme, parânoia, pedíatra, pleurá, polímorfo, ragade, tálento, tecnicó seriam as formas corretas a serem utilizadas caso essa norma fosse inflexível. Parece, portanto, que não temos grandes motivos para nos sentirmos culpados ao usarmos a forma “alopécia”, provavelmente a mais eufônica para a grande maioria dos dermatologistas brasileiros, especialmente se acoplada aos qualificativos “seborréica”, “areata”, “androgênica”, “cicatricial” etc. Essa controvérsia talvez seja a mais importante da


Mar / Abr 2002

dermatologia brasileira, mas não se pode subestimar o conflito que existe entre a “queratina” e a “ceratina”, trazendo atrás de si a longa lista de derivados, como “hiperqueratose”, “queratoacantoma”, “queratodermias”, “queratolítico”, “poroqueratose”, etc. Com exceção talvez de “anquilose”, que mesmo assim admite a forma alternativa “ancilose”, e de “esqueleto”, quase nada fala a favor da forma “queratina”, já que assumindo essa grafia como a correta, teríamos que nos referir às “quininas” plasmáticas, como a “bradiquinina”, ou às “quitoquinas”, como as “linfoquinas”; teríamos que falar em “quinetose”, teríamos que ir ao “quentro” da cidade para assistirmos a um filme no “quinema”, tomar”quetoconazol, cuidar do diabético para que não entre em “quetose” por acúmulo de corpos “quetônicos”, usar analgésicos para tratar as “quefaléias”, “tetraquiclinas” para tratar a acne e “quitostáticos” para tratar as “leuquemias”, traçar um triângulo “isósqueles”... e até mesmo falar em “alopequias”!! Parece também nesse

caso que a forma “queratina” e seus derivados só justificam-se pelo uso consagrado, provavelmente estabelecido quando a letra K foi eliminada da língua portuguesa, levando à dicotomia dos termos gregos grafados com κ (kappa) em qu ou em c quando a essas letras seguiam-se e ou i. Entretanto, não foi só na língua portuguesa que ocorreram discrepâncias. O próprio idioma inglês, que dispõe da letra k para uso rotineiro, acabou por adotar a letra c–e com som de s! – em algumas palavras gregas originalmente grafadas com κ, como é o caso, por exemplo, do elemento cyto ou cyte, significando “célula”, ou das palavras amniocentesis, center, cybernetic, cycle, encephali tis, encyclopedia... ou mesmo da palavra alopecia! Fica assim evidente que, por serem tais assuntos tão contraditórios, é temerário estabelecer regras de pronúncia correta. Como aliás é o caso na maior parte das áreas da medicina, e até mesmo nas áreas técnicas em geral, parece ser mais prudente usar de bom senso que ater-se a normas etimológicas rígidas e imutáveis.

Inscrições com desconto para o Congresso Brasileiro até maio

O

primeiro comunicado do 57º Congresso Brasileiro de Dermatologia já foi divulgado aos sócios da SBD. Cursos práticos e teóricos compõem a programação de sábado e domingo, ministrados pelos maiores especialistas do País. Destaque também para os simpósios e as sessões especiais e interativas. Nas sessões, os Profs. Antar Padilha e Délio Delmaestro farão uma Gincana Diagnóstica. E o Presidente da SBD, Prof. Fernando Almeida, discute os desafios terapêuticos com o Prof. Paulo Cunha. Há ainda os casosproblema, que serão debatidos com o Profs. Jayme de Oliveira Filho e Oswaldo Delfini. E a sessão “O que há de novo”, terá a participação dos Profs. Orcanda Patrus e Sebastião Sampaio. Os melhores descontos nas inscrições serão concedidos até o dia 20 de maio.

O pagamento deverá ser feito por cheque nominal e cruzado para o 57º Congresso Brasileiro de Dermatologia, e a data do pagamento deverá coincidir com o carimbo de postagem do correio afixado no envelope de remessa. Não serão aceitas inscrições sem o pagamento ou via fax. Maiores informações poderão ser obtidas na Secretaria Executiva, com a empresa Plenarium, no telefone (51) 3311-8969 / 3311-2578 / 3311-9456.

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Interdic@as

O Jornal da SBD inaugura neste número a seção INTERDIC@S, onde os leitores poderão encontrar sugestões dos sites mais interessantes para o especialista. Em cada edição, o Departamento de Informática – representado pela Dra. Ana Cristina Fasanella – comentará algumas das webs mais importantes no mundo eletrônico da medicina, levando aos sócios da SBD a oportunidade de ampliar as ferramentas para estudo e pesquisa. universo dermatológico via net.

de material dermatológico de qualquer tipo, que pode ser adquirido via net, mesmo para quem não for membro da AAD.

http://www.telemedicine.org É o site da Internet Dermatology Society, uma sociedade fundada em 1995 por 75 dermatologistas de 14 países diferentes, que participa do processo de catalização do progresso de várias entidades dermatológicas, através de um baixo custo, via Internet. Excelente para quem quer se aventurar no

http://www.aad.org É o site da American Academy of Dermatology - AAD, que deve ser visitado por todo internauta dermatológico, pois é muito bem feito, além de conter links interessantes internacionais, fala sobre o Congresso Americano anual e possui catálogos

http://www.med.unc.edu/ji d/pastissu.html É o site do Journal of I n v e s t i g a t i v e Dermatology, que contém os volumes on line desde 1995, e é um grande site de pesquisa investigativa, com links importantes de Dermatologia e especialidades afins.

http://www.who.int/lep É o site do Action 18

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Programe for the Elimination of Leprosy (LEP), para quem estuda, e/ ou trabalha com Hanseníase, este é um site imperdível, pois é ligado a OMS e tem tudo sobre o tema, incluindo publicações científicas relevantes.

http://www.dermis.net É um site de serviço de informação dermatológica para profissionais de saúde e pacientes, que contém versão em português. O dermatologista pode acessar o DOIA (Atlas Dermatológico online), que apresenta mais de 4500 imagens de excelente resolução tanto para aprendizado, como explanação ao paciente, passível de captura; além outros serviços muito interessantes.


Mar / Abr 2002

Regionais

Paraná Mato Grosso

Professor da Universidade de Keio em palestra sobre Teledermatologia

Dra. Elisabeth, presidente da Regional MT

A Sociedade Brasileira de Dermatologia - Regional Mato Grosso receberá no dia 19 de agosto de 2002, o professor Masuro Tanaka Md, PhD, da Universidade de Keio no Japão. O dermatologista fará uma palestra sobre Teledermatologia. A apresentação será possível graças a um intercâmbio técnico científico e cultural entre a Universidade de Keio e a Universidade Federal de Mato Grosso, patrocinado pela Regional de MT. O Dr. Tanaka é pesquisador e membro da The Society for Investigative Dermatology, The British Society for Investigative Dermatology e The Internet Dermatology Society. O especialista desenvolve pesquisas nas áreas de dermatopatologia, dermatoscopia, análise de imagens e teledermatologia entre outras. O crescente interesse pela Telemedicina iniciou-se nos anos 70 quando foi disponibilizada tecnologia de ponta

para comunicação à distância. A partir dos anos 90 houve grande expansão a partir de trabalhos feitos em áreas rurais dos EUA, Canadá e Europa. Pela sua própria natureza altamente visual, a Dermatologia tem importância fundamental. A Dra. Elizabeth Vaz de Figueiredo Moreno Batista, presidente da Regional, explica que o objetivo da Teledermatologia é oferecer às áreas rurais ou a locais que não disponham de dermatologista a possibilidade do diagnóstico das doenças e tumores cutâneos pelo envio da imagem – clínicas, de histopatologia e dermatoscopia – a centros especializados e de repassar ao médico generalista as recomendações terapêuticas. - Espera-se que com o aperfeiçoamento crescente da tecnologia e o aumento do acesso aos computadores esse custo caia e torne possível o uso freqüente dessa nova ferramenta de trabalho. Serão beneficiados países como o Brasil, de dimensões continentais e onde grande parte de sua população ainda não conta com os cuidados de dermatologistas afirma Dra. Elisabeth. A apresentação do Dr. Tanaka será gratuita e os interessados em participar devem entrar em contato com a Regional.

Jornada Paranaense tem participação expressiva dos sócios da Regional

Da esquerda para a direita: Dr. Kopke, Dr. Paulo, Dr. Jesus, Dr. Mauro, Dr. Fernando e Dr. Orley

A Jornada Paranaense de Dermatologia, realizada em 22 e 23 de março, em Maringá, foi gratificante para os profissionais do interior do Estado. "Participaram 67 médicos da região e o evento foi considerado proveitoso por todos os colegas, tanto do ponto de vista científico quanto do convívio e troca de experiências", declara Dr. Mauro Filgueiras Mendes, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia - Regional Paraná. Sob a coordenação do Dr. Paulo Roberto Peixoto, os dermatologistas de regiões como Londrina, Cascavel, Toledo e Umuarama puderam trocar dicas e conclusões sobre diagnósticos e tratamentos dermatológicos. “Preencheu todas as expectativas e o número de participantes foi expressivo para a região”, ressalta Dr. Peixoto.

Foram destaques as participações do Dr. Luis Fernando Kopke, de Minas Gerais, e do Dr. Fernando Almeida, atual gestor da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Durante a abertura do evento o Dr. Kopke apresentou o tema “A Importância da Dermatoscopia Estereoscópica no Diagnóstico Diferencial dos Tumores Cutâneos” e o Dr. Fernando Almeida falou sobre o melanoma. No segundo dia, a Cirurgia Micrográfica-Avaliação Crítica foi debatida pelo Dr. Kopke e o Dr. Fernando Almeida apresentou uma conferência sobre Conduta nos Nevos Melanocíticos. Participou ainda, o Dr. Jesus Rodriguez Santamaria, do Paraná, debatendo sobre Imunossupressão e Câncer de Pele. A próxima Jornada deste ano será nos dias 16 e 17 de agosto, em Curitiba, sob a coordenação do Dr. Santamaria.

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Santa Catarina

Regional emitirá certificados de qualidade aos dermatologistas catarinenses

Dr. Nilton Nasser, presidente da Regional SC

Aproximadamente 100 profissionais do Sul do País prestigiaram a 27a Jornada Catarinense de Dermatologia, realizada nos dias 1o e 2 de março, em Florianópolis. Entre as palestras realizadas tiveram destaque as participações do Professor Vitor Manuel dos Reis, de São Paulo e Professor Oswaldo Delfini Filho, de Ribeirão Preto. O presidente da Regional de Santa Catarina, Dr. Nilton Nasser, ressalta a decisão, aprovada durante a Jornada, de emitir certifica-

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dos de qualidade para premiar a participação dos dermatologistas nos eventos da Sociedade. Sócios que obtiveram 70 pontos na Educação Médica Continuada (EMC) ou participaram de todas as atividades oficiais da Regional no ano passado receberão o certificado. “Pretendemos assim, estimular a participação e atualização dos profissionais. Esse exemplo deveria ser seguido por todas as unidades”, sugere Dr. Nasser.

São Paulo

Jornada Paulista será realizada no final de maio A 110 a Jornada Paulista de Dermatologia será no dia 25 de maio na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), sob a coordenação do Dr. Sergio Talarico Filho e Dra. Adriana Maria Porro. "Estão sendo esperados aproximadamente 400 participantes", afirma a Dra. Jane Yamashita, coordenadora científica da Sociedade Brasileira de Dermatologia Regional São Paulo. No evento serão apresentados 24 casos clínicos com a presença de pacientes. Quatro casos pró-diagnose, dois para discussão terapêu-

tica e 18 casos de demonstração. Serão convidados oito especialistas para comentar os casos. As inscrições até o dia 10 de maio custam R$ 30 para sócios aspirantes, R$40 para sócios colaboradores e efetivos, e R$ 60 para sócios contribuintes, residentes, estagiários e acadêmicos. Médicos não-sócios pagam R$120. a A 111 Jornada Paulista de Dermatologia já tem data confirmada. Será em 7 de agosto, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.


Mar / Abr 2002

Departamento de Cosmiatria

ecordo que após ter terminado o curso de medicina na Universidade de São Paulo decidi fazer Dermatologia e ouvi frases tais como: “depois de seis anos de sacrifício optar por Dermatologia... que desperdício”. Felizmente fiz a opção correta, escolhendo esta especialidade dinâmica e completa. Optando pela Dermatologia, podemos exercer tanto a atividade clínica como cirúrgica além de termos um leque de opções como: pediatria, histopatologia, alergia e cosmiatria. A cosmiatria implica no conhecimento da pele, sua fisiologia e diversidade. Saber avaliar as necessidades básicas da pele, como hidratação e proteção, e tratar suas alterações inestéticas também é uma ciência. A preocupação dos seres humanos para não envelhecer e manter a aparência bela e saudável também é antiga. Sendo assim, conhecer técnicas e procedimento que melhorem a pele tanto na aparência como na qualidade é tão importante quanto tratá-la quando está doente. Que especialidade melhor que a

R

dermatologia para conhecer profundamente a pele e responder adequadamente as suas necessidades. No entanto, sempre houve resistência e preconceito da própria Dermatologia, tanto que outras sociedades ocuparam o espaço agora reivindicado por ela de maneira tão veemente. Mas apesar de tudo: preconceito, resistência, dificuldades, foi finalmente criado o Departamento de Cosmiatria que há cerca de seis anos é parte oficial da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Nestes últimos anos esta sub-especialidade vem crescendo muito, tanto pela procura dos pacientes como pelo interesse dos jovens dermatologistas. A cosmiatria deve ser incluída como um dos braços da Dermatologia, e fazer parte do currículo básico, assim como a Alergia e Histopatologia. O dermatologista, especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, necessita de formação sólida e ampla em todas as sub-áreas da sua especialidade. Ele deve estar familiarizado com todas as doenças de pele e precisa conhecer as

várias opções terapêuticas para as mesmas. Deve ter familiaridade com pacientes internados e que necessitam de tratamento de urgência. Além disso, é fundamental que pratiquem o atendimento das doenças ligadas a Saúde Pública como Hanseníase e DST. Na área cirúrgica, o Dermatologista, deve dominar cirurgias de pele de pequeno porte. E assim como em todas as outras áreas, ele deve dentro da formação global ter o direito de aprender e exercitar procedimentos como “peelings”, preenchimento, correção de cicatrizes de acne, uso do laser, manejo da toxina botulínica, entre outros. Conhecendo e dominando o conjunto de opções da sua especialidade e seguindo sua melhor aptidão, o Dermatologista será um especialista completo, capaz de corresponder técnica e emocionalmente as necessidades do seu paciente. Os serviços credenciados precisam sistematizar o aprendizado da mesma, sem hiper valorizá-la ou esquecê-la. O Departamento de Cosmiatria, deve discutir as necessidades vigentes congregar os indiví-

Dra. Denise Steiner, chefe do Departamento de Cosmiatria

duos interessados, reciclar aqueles que a praticam e normatizar as práticas dos procedimentos. Cabe também a Sociedade Brasileira de Dermatologia e ao Departamento de Cosmiatria conter os abusos nesta área evitando a fogueira das vaidades. É necessário que estes órgãos chamem a razão, colegas que misturam opções pessoais de luxo e bens materiais com a atuação nesta área. Acima de tudo, optar pela Cosmiatria como ciência, não significa escolher roupas de grife ou pacientes famosos. Se a mídia assim o faz, cabe a nós que sempre enxergamos o verdadeiro e exato papel da cosmiatria, lutar por sua dignidade, importância e espaço na Dermatologia. Dra. Denise Steiner

JSBD m Ano VI N 3 m

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A BIBLIOTECA SOLICITA OS SEGUINTES PERIÓDICOS PARA COMPLETAR O SEU ACERVO:

Departamento de Laser

AVISO enho novamente comunicar a importância do cadastramento dos dermatologistas que fazem tratamentos a Laser dos mais variados tipos. Não dispomos na SBD de um catálogo, registro ou qualquer dado dos dermatologistas do país que utilizam esta tecnologia e com quais aparelhos. Tenho recebido muitos email de médicos não dermatologistas e de pacientes que desejam fazer tratamentos os mais variados: resurfacing não ablativo, depilação, tratamento de hemangiomas, etc. Estas pessoas enviam os email para a SBD que os transfere para mim para resposta. Ocorre porém que sem dados disponíveis é impossível saber quem faz o que, uma vez que estes pedidos de indicação vêm de todas as partes do Brasil, de pequenas,

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médias e grandes cidades. Assim sendo, ficamos sem responder com exatidão. Para melhorar este serviço, solicita-se que todos que utilizem esta tecnologia cadastrem-se informando: tipo de máquina que trabalha e quais os tratamentos que executa. Isto pode ser feito enviando email ou carta para SBD DEPTO LASER e para o Coordenador do Depto , no ano de 2002 robmattos@uol.com.br. Serão feitos 2 cadastros para uma maior agilidade das respostas. Estes cadastros aumentarão a facilidade do acesso dos pacientes ao consultórios para este tipo de tratamento, pois cada vez mais aumenta os pedidos de indicação. Colaborem porque é muito fácil e todos têm a lucrar ! Roberto Mattos Coordenador Depto Laser

American Journal of

9, 10, 11, 12)

Dermatopathology

1959; 71(1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8,

1979; 1(1, 2, 3, 4, 5, 6)

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1960; 72(1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8,

1981; 3(1, 2, 3, 4, 5, 6)

9, 10, 11, 12)

1982; 4(1, 2, 5, 6)

1961; 73(1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8,

1983; 5(3, 4, 5, 6)

9, 10, 11, 12)

1984; 6(2)

1962; 74(1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8,

1985; 7(4)

9, 10, 11, 12)

1989; 11(3, 4, 5, 6)

1963; 75(1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8,

1991; 13(5, 6)

9, 10, 11, 12)

1992; 14(1, 2, 3, 4, 5, 6)

1964; 76(1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8,

1996; 18(1, 2)

9, 10, 11, 12)

1997; 19(6)

1965; 77(1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8,

Annales de Dermatologie et de

1966; 78(1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8,

Vénéréologie

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1963; 90(6)

1967; 79(1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8,

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1966; 93(2,4,5)

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1969; 96(4)

1969; 81(1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8,

1999; 126(11)

9, 10, 11, 12)

2000; 127(8, 9, 12)

1970, 82(1, 2, 3, 4, 5, 6)

2001; 128(1)

1970; 83(1, 2, 3, 4, 5, 6)

Archives of Dermatology

1982; 106(1)

1972; 87(3, 4, 5, 6) 1939; 40(1, 6)

1982; 107(2)

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1984; 110(3)

1945; 52(6)

1985; 113(4)

1958; 78(5)

1986; 115(5)

1962; 85(2)

1988; 118(1, 2, 3, 4, 5, 6)

1962; 86(2, 3, 4, 6)

1988; 119(1, 3, 4, 5, 6)

1963; 87(6)

1989; 120(2)

1963; 88(1, 2, 3, 4, 6)

1990; 122(3, 4, 5, 6)

1964; 89(1, 2, 3, 4, 5, 6)

1990; 123(1, 2, 3, 4, 5, 6)

1964; 90(1, 2, 3, 4, 5, 6)

1992; 126(5, 6)

1965; 91(2, 3, 4, 5)

1992; 127(1, 2, 3, 4, 5, 6)

1966; 92(1, 2, 3, 4, 5, 6) 2001; 137(7)

Clinical and Experimental Dermatology

British Journal of Dermatology

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1944; 56(1/2, 3/4, 5/6, 7/8,

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1988; 13(2)

1945; 57(1/2, 3/4)

1997; 22(6)

1948; 60(6, 7, 8, 12)

1998; 23(5)

1949; 61(2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9) 1950; 62(1, 2, 3, 4, 10, 11, 12)

Clinics in Dematology

1951; 63(6, 10, 11, 12)

1983; 1(1, 2, 3, 4)

1955; 67(2, 8, 9)

1984; 2(1, 2, 3, 4)

1956; 68(1, 2, 3, 9)

1985. 3(1, 2, 3, 4)

1957; 69(1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8,

1986; 4(1, 2, 3, 4)

9, 10, 11, 12)

1987; 5(1, 2, 3, 4)

1958; 70(1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8,

1988; 6(1, 3, 4)


Mar / Abr 2002

1989; 7(2)

1992; 49(2, 4)

1979; 18(10)

1997; 24(11)

1990; 8(3, 4)

1992; 50(5)

1983; 22(7)

1999; 26(3, 8, 10, 11, 12)

1991; 9(1)

1993; 51(6)

1986; 25(7)

2000; 27(1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9,

1992; 10(2, 3, 4)

1993; 52(1, 2, 3, 4, 5, 6)

1987; 26(9)

10, 11, 12)

1998; 16(3, 4, 5, 6)

1994; 53(1, 2, 3, 4, 5, 6)

1988; 27(9)

1996; 58(1, 3)

1989; 28(2)

Journal of the European

1997; 57(1, 2, 3)

1991; 30(7, 8, 9, 11, 12)

Academy of Dermatology

Contact Dermatitis

1999; 63(4, 5, 6)

1992; 31(1, 2, 4, 6, 7, 8, 11)

1996; 6(2, 3)

1975; 1(3, 5)

1999; 64(1, 2, 3, 4, 5, 6)

1993; 32(4, 5, 6)

1999; 12(2, 3)

1976; 2(1, 2, 5)

2000; 65(6)

1977; 3(1, 2, 3, 4, 5, 6)

2000; 66(1, 2, 3, 4, 5, 6)

2001; 19(3, 4)

1999; 13(1, 2, 3) International Journal of Leprosy 1941; 9(4)

1978; 4(1, 2, 3, 4, 5, 6)

Journal of Investigative

1979; 5(1, 2, 3, 4, 5, 6)

Dermatologic Clinics

1942; 10(1, 2, 3, 4)

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Jornal da SBD - Nº 4 Março / Abril 2002 by Sociedade Brasileira de Dermatologia - Issuu