JORNAL DA SBD – VOLUME 23
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n. 5
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2019
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Publicação oficial da Sociedade Brasileira de Dermatologia
JSBD Volume 23 l N. 5 - 2019 | 1
SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA www.sbd.org.br DIRETORIA 2019/2020 PRESIDENTE:
Sérgio Palma
PE
VICE-PRESIDENTE: Mauro Yoshiaki Enokihara
SP
TESOUREIRO:
RJ
Egon Luiz Rodrigues Daxbacher
SECRETÁRIA-GERAL: Cláudia Carvalho Alcantara Gomes
RJ
1ª SECRETÁRIA:
Flávia Vasques Bittencourt
MG
2º SECRETÁRIO:
Leonardo Mello Ferreira
ES
EDITORIAL CAMPANHA DO CÂNCER DE PELE: APLICATIVO GARANTE COMUNICAÇÃO APRIMORADA
JORNAL DA SBD – PUBLICAÇÃO OFICIAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA Esta é uma publicação bimestral exclusiva para os associados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Volume 23 - n. 5 - setembro / novembro de 2019 Coordenador médico do Jornal da SBD Caio Castro | SP Conselho editorial Sérgio Palma Mauro Yoshiaki Enokihara Egon Luiz Rodrigues Daxbacher Cláudia Carvalho Alcantara Gomes Flávia Vasques Bittencourt Leonardo Mello Ferreira Jornalista responsável Erika Drumond - Reg. MTB 31.383/RJ Redação Erika Drumond Milton de Souza Júnior Paulo Henrique de Souza Editoração digital Nazareno Nogueira de Souza, Carlos Caldas e Bruno Abraão Contato publicitário Priscila Rudge Simões A equipe editorial do Jornal da SBD e a Sociedade Brasileira de Dermatologia não garantem nem endossam os produtos ou serviços anunciados, sendo as propagandas de responsabilidade única e exclusiva dos anunciantes. As matérias e os textos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e colunistas. Correspondência para a redação do Jornal da SBD Av. Rio Branco, 39/18o andar – Centro – Rio de Janeiro – RJ CEP: 20090-003 Email: imprensa@sbd.org.br
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ezembro é o mês de conscientização do câncer da pele e também o período em que a SBD Nacional organiza a maior campanha de educação em saúde da pele voltada para a população, o Dezembro Laranja. No dia 7, a sociedade médica realizou o Exame Preventivo Gratuito, iniciativa que reuniu 4 mil médicos dermatologistas e voluntários para o atendimento dermatológico e aconselhamento visando à detecção precoce em 123 postos de saúde do país. Na ocasião, mais de 22 mil pessoas foram atendidas e mais de 4 mil casos de câncer da pele diagnosticados. A ação deste ano contou com uma inovação: o uso de um aplicativo para otimizar o número de consultas realizadas e informações obtidas dos pacientes. São muitos os benefícios trazidos por essa mudança. Por exemplo, a maior precisão na compilação dos dados poderá auxiliar na implementação de políticas públicas para o desenvolvimento de projetos e ações que melhorem os números de casos de câncer da pele encontrados na população brasileira. Na coluna “Com a palavra”, o tema abordado foi a saúde da pele das pessoas veganas e vegetarianas. Como prescrever medicamentos para esses pacientes? A dermatologista Vanessa Cunha fala a respeito dos dermocosméticos e da alimentação. O editor dos Anais Brasileiros de Dermatologia Silvio Marques dá conselhos para os estudantes que estão prestes a concluir a residência/especialização em dermatologia na seção “Jovem Dermatologista”. As dicas são valiosas para quem já irá iniciar a carreira médica. Ainda nesta edição você vai conferir um resumo das ações sociais e institucionais desenvolvidas pela SBD, como o mutirão dermatológico na comunidade de Araras para mais um atendimento aos pacientes com xeroderma pigmentoso; o novo curso on-line sobre micologia, disponível para associados da SBD; e alguns dos encontros científicos promovidos no segundo semestre, como o IV Simpósio Internacional de Cabelos e Unhas, realizado em conjunto com a 27ª Jornada Sul-brasileira de Dermatologia e da 44ª Jornada Gaúcha de Dermatologia. A publicação também traz ainda uma série de assuntos sobre ética médica e política em saúde, temas prioritários da atual gestão da SBD. Essas e outras notícias estão na edição 5 do JSBD, que também pode ser acessada em formato PDF na plataforma de publicações da SBD, na área logada do site. É possível baixar e ler o jornal, inclusive do seu smartphone. Boa leitura!
NOTAS SBD DISPONIBILIZA PARA DOWNLOAD MODELO DE TERMO DE CONSENTIMENTO INFORMADO Entidade deixa sugestão para o uso do documento, que deve ter duas vias e precisa estar completo e corretamente preenchido
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Termo de Consentimento Informado é um documento que presta esclarecimentos ao paciente ou a seus responsáveis sobre a realização de procedimentos com segurança. Nele, são apresentados por meio de escrita simples e linguagem acessível a proposta terapêutica e os procedimentos a utilizar, assim como possíveis complicações ou riscos da assistência prestada. Deve possuir dados de identificação do paciente, de seu responsável e do médico, bem como a assinatura dos envolvidos; emitido em duas vias, uma delas fica com o paciente. Para o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Sérgio Palma, é fundamental que o médico ofereça todas as orientações relativas aos cuidados que prestará, bem como aos procedimentos e possibilidade de efeitos colaterais e intercorrências. “É primordial manter a comunicação efetiva com o paciente. Dessa maneira, não se deve apenas pedir que
o paciente ou seu responsável assine um papel para cumprimento das exigências, mas sim informá-lo detalhadamente sobre todo o tratamento/procedimento”, frisa, lembrando a sugestão de deixar um espaço no termo para que o paciente escreva do próprio punho suas observações. A SBD disponibiliza sugestão de documento a fim de auxiliar o médico dermatologista em sua missão de agir com o máximo de atenção e zelo, em benefício da saúde de seus pacientes, conforme determinam os Princípios Fundamentais do Código de Ética Médica. A entidade ressalta que o presente modelo é uma sugestão e não isenta o profissional de sua responsabilidade sobre o ato médico. CLIQUE para ver sugestão de modelo do formulário para futuras reproduções. O profissional é livre para adaptar ao termo o que achar mais adequado. l
Aplicativo
SBD EVENTOS FAÇA O DOWNLOAD DO APLICATIVO E TENHA TODAS AS INFORMAÇÕES DOS PRÓXIMOS EVENTOS DA SBD E PROGRAME SUA AGENDA COM ANTECEDÊNCIA. JSBD Volume 23 l N. 5 - 2019 | 3
RECOMENDAÇÃO DE ARTIGOS INVESTIGAÇÃO
Anais Brasileiros de
Dermatologia
DESENVOLVIMENTO E VALIDAÇÃO DE UM INSTRUMENTO PARA AVALIAR O CONHECIMENTO DE CLÍNICOS GERAIS E PEDIATRAS SOBRE FOTOPROTEÇÃO E RADIAÇÃO SOLAR https://doi.org/10.1016/j.abd.2019.09.011 Fernanda Mendes Araújo, Julliana Andrade do Carmo, Letícia Diniz Cunha, Igor Monteiro Lima Martins, Airton dos Santos Gon e Antônio Prates Caldeira
RESUMO FUNDO: O conhecimento dos clínicos gerais sobre fotoproteção é desconhecido. OBJETIVOS: Desenvolver e validar um instrumento para avaliar o conhecimento de clínicos gerais e pediatras sobre fotoproteção, avaliando o conhecimento desses profissionais. MÉTODOS: O estudo seguiu as etapas: identificação da literatura e elaboração dos itens relacionados ao tema; validação de conteúdo; validação aparente; Validação de construto: análise de consistência interna e análise discriminatória; análise de confiabilidade. Na etapa 4, o instrumento foi aplicado a 217 clínicos gerais e pediatras que trabalhavam na cidade anfitriã do estudo; as pontuações foram comparadas com pontuações de dermatologistas. RESULTADOS: O instrumento final possuía 41 itens e apresentava consistência interna satisfatória (alfa de Cronbach = 0,780), reprodutibilidade satisfatória e boa confiabilidade teste-reteste (estatística kappa boa a excelente em mais de 60% dos itens). A análise discriminatória registrou uma pontuação média de 54,1 pontos para
dermatologistas e 31,1 pontos para generalistas e pediatras, de um total de 82 pontos possíveis, representando uma diferença estatisticamente significante (p < 0,001). Generalistas e pediatras demonstraram uma compreensão da relação entre exposição excessiva ao sol e câncer de pele, mas revelaram falta de informações técnicas necessárias à sua prática profissional. LIMITAÇÕES DO ESTUDO: O instrumento avalia apenas o conhecimento, sem avaliar a conduta dos participantes. CONCLUSÃO: Os resultados mostram que o instrumento possui boa consistência interna e boa reprodutibilidade. Pode ser útil na identificação de lacunas de conhecimento de clínicos gerais e pediatras sobre o assunto, para o desenvolvimento subsequente de estratégias de treinamento e educação. Palavras-chave: Educação saudável, Neoplasias cutâneas, Radiação solar, Agentes de proteção solar, Raios ultravioleta, Estudos de validação
RELATO DE CASO
RETALHO A-T PARA RECONSTRUÇÃO DE FERIDA OPERATÓRIA NA PONTA NASAL http://doi.org/10.5935/scd1984-8773.2018102936 Théo Nicolacópulos; Rogério Nabor Kondo RESUMO A região nasal é local frequente de tumores cutâneos, reconstrução de ferida operatória secundária à excisão de e reparar defeitos nessa região pode ser um grande desafio carcinoma basocelular na ponta nasal. cirúrgico devido à necessidade do restabelecimento de suas propriedades estrutural, funcional e estética. Este estudo Palavras-chave: Carcinoma basocelular ; Nariz; Retalhos descreve a aplicação de um retalho A-T como opção para cirúrgicos 4 | JSBD Volume 23 l N. 5 - 2019
ÉTICA MÉDICA
SBD FAZ ALERTA ÉTICO AOS DERMATOLOGISTAS SOBRE PALESTRAS EM EVENTOS
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Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) divulgou alerta ético aos especialistas com orientações sobre sua participação como palestrantes em eventos direcionados a não médicos ou promovidos por organizações que divulgam práticas não reconhecidas cientificamente. O documento, distribuído no final de novembro, responde a uma série de questionamentos enviados à entidade por seus associados. No texto, a SBD esclarece que os especialistas devem observar os pressupostos da Resolução nº 1.718/2004, publicada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), a qual veda ao médico o ensino de atos médicos privativos, sob qualquer forma de transmissão de conhecimentos, a profissionais não médicos. A regra se estende, inclusive, aos procedimentos de suporte avançado de vida, exceto em casos de atendimento de emergência a distância, até que sejam alcançados os recursos ideais. Na avaliação da gestão 2019/2020 da SBD, “os dermatologistas titulados que participam de atividades dessa natureza podem contribuir com a ocorrência de eventuais casos de mau atendimento ou de efeitos adversos em procedimentos realizados, assim como fragilizam ações de valorização da medicina e de defesa da oferta de assistência qualificada”.
Evidências – O alerta da SBD ainda lembra que o Código de Ética Médica veda aos profissionais a divulgação de práticas ainda não consideradas validadas ou reconhecidas pela comunidade científica a partir de evidências sólidas. No entendimento da Gestão, a prescrição desses procedimentos pode colocar o paciente em situação de risco no que se refere à segurança e eficácia dos cuidados que recebe. Assim, para evitar transtornos e com base nas normas em vigor, a SBD recomenda aos dermatologistas associados que não sejam palestrantes “em atividades organizadas por serviços não credenciados ou por entidades/ eventos que divulgam especialidades e/ou práticas não reconhecidas no País”. Dentre eles, constam grupos ligados às chamadas medicina estética, medicina ortomolecular e medicina integrativa. Para a gestão 2019/2020 da SBD, a valorização do ato médico e do ético exercício da profissão implica em atender às recomendações definidas pelo CFM. A promoção dessa atitude pelos especialistas e considerada importante para preservar o preservar o prestígio e o bom conceito da especialidade e da medicina. l
>> Acesse e leia a íntegra do alerta ético JSBD Volume 23 l N. 5 - 2019 | 5
ÉTICA MÉDICA
SBD DIVULGA CARTA ABERTA AOS BRASILEIROS SOBRE RISCOS COM PROCEDIMENTOS ESTÉTICOS INVASIVOS FEITOS COM NÃO MÉDICOS
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Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) divulgou no final de outubro carta aberta à população no qual conclama as autoridades, em especial o Ministério Público e o Poder Judiciário, a tomarem providências imediatas contra a realização de procedimentos estéticos invasivos por pessoas sem formação médica. Segundo a entidade, esses casos, que têm se repetido com frequência cada vez maior, expõem pacientes a riscos de complicações de saúde e até de morte. No texto, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) informa que mantém seus esforços contínuos para a suspensão imediata da Resolução nº 198/2019, do Conselho Federal de Odontologia (CFO), que autoriza indevidamente aos dentistas o uso da toxina botulínica e de preenchedores faciais na região orofacial e em áreas anexas, bem como a realização de procedimentos com vistas a “harmonizar os terços superior, médio e inferior da face”. Saúde – “É inaceitável que a ação inescrupulosa de alguns indivíduos continue a ceifar vidas. Sem formação e capacitação adequadas, essas pessoas cometem abusos com consequências graves. Muitos já morreram por conta dessas irregularidades e milhares de outros têm sua saúde prejudicada ao passarem por procedimentos estéticos invasivos desnecessários ou malconduzidos, que, por lei, devem ser realizados exclusivamente por médicos”, disse o presidente da SBD, Sergio Palma.
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A reação da SBD vem após a confirmação da morte de Silmara Regina Rodrigues, 45 anos, no sábado (19/10), após dez dias de internação em UTI em São José do Rio Preto (SP). O caso é mais um exemplo do risco aos quais estão expostas pessoas que realizam procedimentos cosmiátricos invasivos em lugares inadequados e com pessoas sem formação em medicina. Silmara Regina faleceu em decorrência de complicações após passar por uma cirurgia estética de redução de "papada" (lipoplastia cervical) em consultório odontológico. A profissional que realizou o procedimento era uma dentista e a clínica já foi autuada por não ter licença para realizar atos desse tipo. Alerta – Trata-se de uma tragédia que poderia ter sido evitada. Por isso, a SBD reitera seu alerta junto à população para que não faça tratamentos estéticos invasivos com pessoas sem a devida capacitação e em locais sem a infraestrutura para atender situações de emergência. Os médicos são os profissionais recomendados para fazerem esse ato, em especial os dermatologistas e cirurgiões plásticos, reitera a entidade. Além do alerta, a SBD está tomando providências legais para inibir ações irregulares. Denúncias de exercício ilegal da medicina estão sendo encaminhadas para a Polícia, o Ministério Público e as vigilâncias sanitárias nos Estados. Até o momento, cerca de mil situações de abuso foram registradas junto às autoridades. l
CONFIRA A ÍNTEGRA DA CARTA DA SBD AOS BRASILEIROS
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ÉTICA MÉDICA
SENSIBILIZADOS PELA SBD, DEPUTADOS PEDEM À ANVISA NOVAS REGRAS PARA COMERCIALIZAÇÃO DE PRODUTOS INJETÁVEIS USADOS NA DERMATOLOGIA
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Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) da Câmara dos Deputados recomendará à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que todos os medicamentos e substâncias para aplicação injetável sejam vendidos mediante prescrição médica. O grupo também sugerirá a criação de normas que imponham ao produtor e distribuidor informar data, lote de fabricação e validade desses produtos, assim como que seja informada sua destinação e o registro do médico responsável. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) ofereceu subsídios aos parlamentares que levaram a essa tomada de decisões. Os dois desdobramentos foram decorrência de audiência pública realizada em 15 de outubro, em Brasília (DF), para discutir o exercício ilegal da medicina e a adoção de medidas que impeçam a prática de atos médicos por profissionais sem a correta formação e especialização nos mais diversos campos da medicina. Na oportunidade,
o presidente da SBD, Sérgio Palma, fez uma explanação de detalhando os riscos aos quais a população está exposta pela realização de procedimentos cosmiátricos invasivos por pessoas sem formação em medicina. Segundo relatou aos deputados, os dermatologistas têm percebido em seus consultórios o aumento da incidência de pacientes que acusam efeitos adversos causados por procedimentos feitas por não médicos que atuam na área cosmiátrica. O relato feito pelo representante da SBD, rico em detalhes, sensibilizou políticos que reivindicaram um posicionamento da Anvisa com relação ao tema. Toxina botulínica – “Se nós não podemos comprar um antibiótico sem receita, por que um distribuidor pode vender toxina botulínica de qualquer jeito?”, justificou o deputado Luis Antonio de Souza Teixeira Junior (PP-RJ), médico ortopedista e autor do requerimento para realização da audiência pública. “O debate foi muito produtivo, JSBD Volume 23 l N. 5 - 2019 | 7
ÉTICA MÉDICA
trouxemos à tona o problema, contextualizamos mostrando que não é uma questão de reserva de mercado”, avaliou Sérgio Palma, que ressaltou; “não estamos disputando com as outras profissões. Estamos defendendo a correta formação do médico especialista”. Além da recomendação relativa às substâncias injetáveis, os parlamentares já pediram à SBD que encaminhe à Comissão uma lista com equipamentos e medicamentos que merecem um novo crivo. “Eu sou médico, minha esposa é médica, e nos deparamos diariamente com pessoas sequeladas por verdadeiros criminosos que vendem serviços à população sem ter competência para realizá-los”, acrescentou o deputado Luis Antônio (PP-RJ). Para ele, “quem mais sofre é a população carente, que não tem acesso a bons médicos”. Segundo ele, é essencial a valorização e exigência da residência médica para a formação de especialistas e, consequentemente, a redução dos riscos associados ao atendimento por profissionais sem o conhecimento necessário. “Todas as profissões têm o nosso apoio, mas dentro da lei”.
Exercício ilegal — Em sua participação, Sérgio Palma apresentou casos de pacientes que sofreram efeitos colaterais pelo uso inapropriado de preenchedores e outras substâncias, que podem causar complicações graves e diversas quando mal ministrados. “Não basta conhecer anatomia. É preciso conhecimento aprofundado e experiência”, afirmou. Ele informou ainda aos parlamentares que a entidade tem combatido a prática ilegal da medicina e já impetrou mais de 800 representações em instâncias do Judiciário, Ministério Público e vigilância sanitária. “Nossa preocupação é impedir a ação de pessoas desqualificadas para esse tipo de atividade e assegurar que a população seja atendida apenas por médicos bem formados, capacitados e habilitados para realização de procedimentos dermatológicos e cosmiátricos invasivos”, destacou. O representante da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Cardiovascular (SBCCV), Leonardo Nobrega, qualificou como essencial o debate em torno do exercício ilegal da medicina. “Os problemas se repetem nas várias especialidades. Há uma invasão do ato médico e não podemos menosprezar um procedimento, por mais simples que pareça”, comentou. “Estamos vivendo problema de saúde pública. Algumas vezes, são situações dramáticas”, acrescentou, relatando receber em consultório “pacientes maltratados, mal diagnosticados e malconduzidos”. Por sua vez, o porta-voz da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Níveo Steffen afirmou que a entidade não é contra o exercício profissional de outras áreas da saúde que integrem um tratamento multidisciplinar, mas defende o exercício legal da medicina. “Nós estamos vivendo um problema de saúde pública. Muitas pessoas estão morrendo”, destacou. O diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), Neuton Dornelas Gomes, defendeu ações de valorização do médico e zelo pelo nível ético e qualidade científica no exercício da profissão. l
Assista a íntegra da participação do representante da SBD
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Fotos: Paulo de Deus
DESTAQUE
ABERTURA OFICIAL DO DEZEMBRO LARANJA NO RIO DE JANEIRO Promovida desde 2014, iniciativa visa conscientizar a população sobre o câncer da pele
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campanha Dezembro Laranja, da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que marca todo o último mês do ano com inúmeras ações de conscientização sobre o câncer da pele, teve abertura oficial na sexta-feira 29 de novembro, no Rio de Janeiro. Realizada desde 2014, a iniciativa enfatiza a importância do diagnóstico precoce para a prevenção desse tipo de tumor, o mais comum no país e no mundo, reforçando a necessidade de atitudes fotoprotetoras simples no dia a dia (saiba mais abaixo). Na abertura do encontro, o presidente da SBD, Sérgio Palma, traçou um histórico das campanhas de câncer da pele promovidas nacionalmente pela SBD desde 1998 e comentou os vários tipos de tumor. Também apresentou a campanha atual da sociedade médica intitulada “Um sinal pode ser câncer de pele”, conclamando a participação de todos nesse movimento de conscientização. "Convidamos a população, médicos dermatologistas e artistas para participar de forma coletiva e proativa
em suas mídias e, assim, levar informação e educação em saúde sobre o câncer da pele, que é o tipo mais comum de tumor, mas também o mais negligenciado”, disse, lembrando que o Rio Grande do Sul é o estado com maior incidência de câncer da pele no país, ou seja, os casos da doença não são restritos às cidades litorâneas, e os cuidados diários com a pele devem ser feitos regularmente por todos. “É uma questão cultural. O país inteiro precisa ser cuidado em relação a esse problema”, comenta o presidente. "A negação como forma de lidar com a doença é uma das causas da demora na procura de atendimento médico", frisa o vice-presidente da SBD, Mauro Enokihara. Em sua sexta edição, o Dezembro Laranja alerta para os #sinaisdocâncerdepele, visando à detecção e ao tratamento precoces com o médico dermatologista, atitude que contribui para elevar os percentuais de cura. Dados mostram que o câncer da pele representa 30% de todos os diagnósticos da doença no Brasil, sendo que o Instituto NaJSBD Volume 23 l N. 5 - 2019 | 9
DESTAQUE #SinaisDoCâncerDePele 1 2 3 4
Como prevenir?
Evitar os horários de radiação intensa – entre 10h e 16h Procurar locais com sombra Usar chapéus de abas largas, sombrinhas, roupas de manga comprida e óculos escuros com proteção UV Trinta minutos antes da exposição solar, aplicar na pele filtro com fator de proteção 30 (no mínimo)
“A doença é grave e não deve ser menosprezada. O câncer da pele existe, as pessoas têm esse problema no Brasil, mas por outro lado também há mais tratamentos para a doença. Entretanto, queremos chamar a atenção das pessoas para o melhor tratamento que é o diagnóstico precoce”
“Não devemos negligenciar. Entre os diferentes tumores de pele, o mais comum e de menor mortalidade é o câncer da pele não melanoma; já o melanoma é o menos frequente na população brasileira, mas também o mais agressivo. Por isso estamos trabalhando de maneira ativa, enfatizando a necessidade da prevenção por meio de exame clínico com o médico dermatologista”
cional do Câncer (Inca) registra a cada ano cerca de 180 mil novos casos. “A doença é grave e não deve ser menosprezada. O câncer da pele existe, as pessoas têm esse problema no Brasil, mas por outro lado também há mais tratamentos para a doença. Entretanto, queremos chamar a atenção das pessoas para o melhor tratamento que é o diagnóstico precoce”, considera o coordenador da Campanha Nacional de Câncer da Pele, Elimar Gomes. Durante a cerimônia foram exibidos três vídeos com depoimentos reais de pessoas que tiveram câncer da pele. Elas contam como descobriram a doença e lidaram com essa experiência. “Não devemos negligenciar. Entre os diferentes tumores de pele, o mais comum e de menor mortalidade é o câncer da pele não melanoma; já o melanoma é o menos frequente na população brasileira, mas também o mais agressivo. Por isso estamos trabalhando de maneira ativa, 10 | JSBD Volume 23 l N. 5 - 2019
Dezembro é o mês para informar que os cuidados com a pele vão além da estética, pois trata-se de saúde, e que a ida ao dermatologista está acima dos cuidados com a beleza. Espero ajudar a disseminar o trabalho da SBD por meio do #dezembrolaranja e colaborar com a propagação da informação para que as pessoas olhem para o câncer de pele com a seriedade que o tema merece"
enfatizando a necessidade da prevenção por meio de exame clínico com o médico dermatologista”, explica Sérgio Palma. Participaram da solenidade integrantes da Diretoria da SBD Nacional biênio 2019/2020, capitaneada pelo presidente, Sérgio Palma, o coordenador da Campanha Nacional de Câncer da Pele, Elimar Gomes, além de médicos dermatologistas e celebridades, entre elas, a repórter esportista Glenda Kozlowski, embaixadora do Dezembro Laranja, Rosamaria Murtinho, Nívea Maria e Carlinhos de Jesus. "Dezembro é o mês para informar que os cuidados com a pele vão além da estética, pois trata-se de saúde, e que a ida ao dermatologista está acima dos cuidados com a beleza. Espero ajudar a disseminar o trabalho da SBD por meio do #dezembrolaranja e colaborar com a propagação da informação para que as pessoas olhem para o câncer de pele com a seriedade que o tema merece", afirma Glenda. l
DESTAQUE
DEZEMBRO LARANJA: DERMATOLOGISTAS REALIZAM MILHARES DE ATENDIMENTOS GRATUITOS À POPULAÇÃO Realizada há 21 anos em todo o país, iniciativa vem ajudando a reforçar a importância da conscientização para o diagnóstico e prevenção do câncer da pele, o de maior incidência entre os brasileiros
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nformação e atendimento à população, iluminação na cor laranja de monumentos nacionais, divulgação extensiva pela imprensa, parceria com entidades públicas e privadas e engajamento de personalidades fazem parte da 21ª Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele da SBD, o Dezembro Laranja. Com o lema "Um sinal pode ser câncer de pele", a ação alerta a população sobre a conscientização e prevenção do câncer da pele, com a utilização de medidas de fotoproteção, bem como ida regular ao médico dermatologista. A atividade mais importante da campanha ocorreu neste sábado, dia 7 de dezembro, das 9h às 15h, quando cerca de 20 mil pessoas foram atendidas gratuitamente por 4 mil dermatologistas, residentes e acadêmicos de medicina e voluntários em centenas de serviços de saúde do Brasil. Organizada pela Diretoria da SBD Nacional gestão 2019/2020, captaneada pelo presidente Sérgio Palma,
e sob a coordenação do dermatologista Elimar Gomes, a ação de 2019 contou com o apoio das Regionais da SBD para a sensibilização da população e contribuição para acelerar o diagnóstico e tratamento precoces dos pacientes que mais necessitam de cuidados médicos. “É preciso conscientizar as pessoas sobre o câncer da pele a partir da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado com o médico dermatologista. A exemplo das edições anteriores, a SBD mobilizou o país inteiro em prol desse movimento de educação em saúde. O câncer de pele é uma das doenças que mais acometem a população mundial, e seu tratamento é da competência do médico dermatologista. Portanto, o envolvimento do especialista neste dia foi fundamental, assim como o papel da imprensa na divulgação dessa importante ação de saúde e do público em geral, que foi em grande número buscar atendimento médico”, explica Sérgio Palma. l JSBD Volume 23 l N. 5 - 2019 | 11
DESTAQUE
CAMPANHA DO CÂNCER DE PELE DA SBD REGISTRA MAIS DE 4 MIL CASOS DA DOENÇA NO BRASIL
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População reconhece a importância do uso de medidas fotoprotetoras no dia a dia, mas ainda são poucos os que as colocam em prática
s estatísticas da 21ª Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele mostram que o brasileiro ainda não se protege adequadamente do sol: 63,05% das pessoas se expõem sem qualquer proteção. No total, 22.749 pessoas foram atendidas gratuitamente em 123 serviços de saúde do país, no primeiro sábado de dezembro (7/12), sendo diagnosticados 4.197 casos de câncer da pele. A iniciativa abriu a programação do #DezembroLaranja, mês de prevenção ao câncer da pele, que objetiva difundir informações para o diagnóstico precoce, por meio do cuidado com o corpo, ao observar sinais e pintas suspeitas, além de desconstruir a cultura de que só devemos prestar atenção em outros tipos do tumor. Durante o atendimento foram observados 2.744 casos de carcinoma basocelular (CBC), seguido do carcinoma espinocelular (CEC), com 835, e do melanoma, com 420 casos, além de 198 outros tumores malignos. Houve 3.894 agendamentos em serviços de saúde para acompanhamento dos casos detectados. CÂNCER NÃO MELANOMA E MELANOMA O câncer não melanoma mais frequente no Brasil em ambos os sexos e também o menos grave, mas pode
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causar deformações. A exposição excessiva ao sol é a principal causa da doença. Já o melanoma é a forma mais grave. Ocorre mais raramente e pode levar à morte. Ambos têm cura se forem descobertos logo no início. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de pele não melanoma é o mais incidente em homens nas regiões Sul (160,08/100 mil), Sudeste (89,80/100 mil) e Centro-Oeste (69,27/100 mil). Já no Nordeste (53,75/100 mil) e Norte (23,74/100 mil), encontra-se na segunda posição. Entre as mulheres, é o mais comum em todas as regiões do país, com um risco estimado de 97,46/100 mil na região Sul; 95,16/100 mil, na Sudeste; 92,66/100 mil, na Centro-Oeste; 45,59/100 mil na região Nordeste; e 27,71/100 mil na região Norte. Quanto ao melanoma, sua letalidade é elevada, entretanto a ocorrência é baixa, considerando todos os órgãos afetados pelo câncer (2.920 casos novos em homens e 3.340 casos novos em mulheres por ano). As maiores taxas estimadas em homens e mulheres são verificadas na região Sul. * Com informações do Inca
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DESTAQUE
APLICATIVO PARA AUXILIAR A ESTATÍSTICA
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ela primeira vez, a fim de otimizar o processo de compilação de dados de atendimento realizada pelos dermatologistas nos postos de saúde do país, a SBD utilizou um aplicativo, que monitorou em tempo real as principais informações obtidas na campanha, como números dos diferentes tipos de câncer da pele e de atendimentos nos Serviços participantes, entre outros. Além de agilizar a coleta de dados e produzir relatórios mais eficientes, a inovação traz mais confiabilidade à ação da entidade. “Essa foi uma decisão estratégica da Diretoria. Por meio de uma ferramenta moderna e de simples uso, aceleramos a compilação dos números de atendimento da campanha nacional de câncer da pele, o que ajudará na divulgação dos resultados e participação no desenvolvimento de políticas públicas de saúde voltadas para o enfrentamento da doença”, explica o presidente Sérgio Palma. Segundo o tesoureiro da gestão, Egon Daxbacher, a mudança encurta o ciclo de lançamentos dos dados gerais da campanha, passando de cinco meses para algumas semanas. "O aplicativo e a nova plataforma administrativa são capazes de processar, analisar e disponibilizar com mais eficiência os resultados obtidos na ação. Tudo em tempo real, por meio da internet, e o sistema foi preparado para funcionar mesmo sem sinal na hora do
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atendimento. Anteriormente, por ser feito de forma manual, o processo de compilação dos dados demandava muito tempo. Agora, por meio dessa tecnologia efetivada pela primeira vez pela SBD Nacional, conseguimos ter acesso aos números de forma rápida e precisa, proporcionando uma comunicação mais aprimorada, sobretudo no fornecimento de informações para a imprensa, que poderá divulgar os dados ainda no mês da campanha, e até mesmo poucos dias depois do atendimento. Por outro lado, no âmbito da saúde, a ferramenta poderá auxiliar no desenvolvimento de ações e políticas visando uma melhor organização da rede de saúde para o tratamento e para a diminuição do número de casos da doença em longo prazo", disse. O presidente da SBD ressalta o trabalho coletivo dos integrantes da Diretoria, todos empenhados para que a campanha ganhe mais repercussão. “O controle do câncer da pele é um desafio para a saúde brasileira, e todos desta Diretoria atuaram conjuntamente na construção de estratégias de prevenção da doença que envolvessem não apenas o dia de atendimento à população, mas que também promovessem a disseminação da informação, e especial atenção aos grupos populacionais mais suscetíveis à doença, como as pessoas de idade mais avançada”, realça.
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DESTAQUE
DEZEMBRO LARANJA: MAIS DE 500 PESSOAS SÃO ATENDIDAS GRATUITAMENTE EM SALVADOR
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ais de 500 atendimentos foram realizados em Salvador durante o mutirão para conscientização sobre o câncer de pele que aconteceu no último sábado (7/12), das 8h às 13h, nos Hospitais Roberto Santos e Aristides Maltez, e no interior: Alagoinhas, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Jequié, Vale do São Francisco e Santo Antônio de Jesus. Além de pessoas que possuíam sinais, também procuraram o Serviço quem nunca havia ido ao dermatologista ou quem trabalha exposto ao sol, como é o exemplo do operador de máquina, Celso Pereira dos Anjos, 54 anos, que já teve câncer de pele e aproveitou o mutirão para fazer o exame de revisão. “Eu fiquei sabendo do mutirão pelo próprio hospital, porque já sou paciente do Aristides Maltez há 7 anos. Como já tive câncer de pele por trabalhar exposto ao sol, venho todos os anos para fazer a revisão aqui no hospital e aproveitei o mutirão para saber se está tudo certo”, conta. Os dermatologistas voluntários prestaram orientações sobre prevenção ao câncer de pele, distribuíram protetores solares para corpo e rosto e fizeram dermatoscopia, exame em que a imagem é aumentada em até 20 vezes para que sejam observadas as camadas mais profundas da pele, detectando qualquer alteração ou tumor, por menor
que seja. Os casos em que houve suspeita de câncer foram encaminhados para agendamento das cirurgias. O mutirão que ocorre todos os anos faz parte da campanha Dezembro Laranja realizada pela SBD Nacional que reúne cerca de 4 mil dermatologistas e voluntários que prestam atendimento para identificação e direcionamento para tratamento da doença, além de esclarecerem sobre a importância de adotar medidas preventivas. As consultas são realizadas, gratuitamente, em cerca de 120 postos de atendimento em todo o Brasil. A presidente da SBD-BA, Dra. Tais Valverde, avalia o mutirão como uma iniciativa de muito sucesso. “Ficamos muito felizes com a divulgação que houve na mídia e com a quantidade de pessoas que compareceram ao mutirão, tanto em Salvador, quanto no interior do estado, mostrando que as pessoas estão interessadas em preservar a sua saúde e todos estavam muito receptivos às orientações que foram passadas sobre a prevenção ao câncer de pele. Agradecemos muito a todos os dermatologistas voluntários e a parceria com os hospitais em que foram realizados os atendimentos”, declarou. l * Com informações de Maria del Carmen González JSBD Volume 23 l N. 5 - 2019 | 15
DESTAQUE
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CRIANÇAS COMO ALIADAS NA PREVENÇÃO DO CÂNCER DE PELE
urante o Dezembro Laranja, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) elaborou um caderno de atividades destinado a promover a conscientização de crianças sobre o tema. A partir de uma série de exercícios lúdicos e educativos focados nessas faixas etárias, a publicação fornece dicas de proteção e cuidados diários, que fazem toda a diferença para a saúde da pele. Segundo dados do Painel Oncologia, uma base de dados coordenada pelo Ministério da Saúde, entre 2013 e 2019, foram 634 pacientes de zero a 19 anos diagnosticados com melanoma e outras neoplasias (tumores) malignas da pele. De acordo com o presidente da SBD, Sérgio Palma, apesar do número ser baixo em termos absolutos, é de suma importância iniciar o trabalho de prevenção precocemente, uma vez que a exposição ao sol tem efeito cumulativo na pele.
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“A incidência de câncer de pele é maior em adultos com mais de 60 anos, mas essa realidade em grande parte é resultado da exposição inadequada ao sol iniciada ainda na infância ou adolescência. Estima-se que cerca de 75% da exposição acumulada durante a vida ocorre até os 20 anos de idade. No geral, as consequências deletérias dessa falta de cuidado são sentidas mais à frente. Por isso, é imprescindível educar desde bem cedo crianças e adolescentes a estabelecerem hábitos de fotoproteção”, enfatiza. Com essa publicação, a SBD foca na conscientização dos mais jovens e pretende alcançar múltiplos objetivos: reduzir as estatísticas de casos nessas faixas etárias; tornar os jovens aliados da causa de prevenção ao excesso de exposição ao sol, influenciando também os pais na adoção de boas práticas; e ter no futuro adultos mais conscientes sobre a necessidade do autocuidado. l
PESQUISA CIENTÍFICA
TRATAMENTO NÃO CIRÚRGICO DA ALOPECIA ANDROGENÉTICA Profa. Fabiane Mulinari Brenner
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Professora de Dermatologia da Universidade Federal do Paraná Chefe do Serviço de Dermatologia do Hospital de Clínicas de Curitiba
aumento na densidade capilar é objetivo dos tratamentos para alopecia androgenética (AAG); os resultados clínicos e a real espectativa do paciente precisam, entretanto, ser alinhados. A neogênese folicular, com formação de novos folículos pilosos, é improvável, e as respostas clínicas são atribuídas especialmente à ativação de folículos quenógenos. A fase quenógena, um período em que o folículo fica vazio, sem cabelo visível e sem atividade metabólica, pode durar meses na AAG, e é o foco de diversas modalidades terapêuticas. Atualmente, o tratamento-padrão abrange o uso tópico do minoxidil, originalmente desenvolvido como medicação sistêmica para hipertensão, com efeito calateral de hipertricose. Mais recentemente houve a retomada de seu uso sistêmico, com a evidência da falta de efeitos vasculares em pacientes normotensos. Relatos, não bem documentados, de efeitos na espermatogênese supostamente relacionados à finasterida motivam o aumento da prescrição do minoxidil via oral em homens. O tratamento sistêmico da AAG envolve os bloqueadores da 5-alfa redutase em homens. A associação com síndromes hiperandrogênicas facilita a demonstração de resultados dos antiandrógenos em mulheres. Apesar de a maioria das pacientes não apresentar alterações nos níveis hormonais, o uso de medicações com ação antiandrogênica, como finasterida, espironolactona e ciproterona, está indicado na AAG feminina. A flutamida, apesar de bons resultados, está proibida pela Anvisa para uso em mulheres em função de potencial dano hepático. Os resultados limitados da alternativa medicamentosa estimulam o uso de terapias adjuvantes. Alguns aparelhos com luz de baixa intensidade demonstraram aumento da densidade folicular. Como tratamento de uso doméstico, sem supervisão direta, merece atenção a recomendação do fabricante em relação ao tempo de exposição, evitando excessos que podem danificar os folículos.
Diversas técnicas de microagulhamento minimamente invasivo, incluindo a microinfusão de medicamentos na pele (MMP®), favorecem a liberação de substâncias endógenas com potencial estímulo do crescimento de pelos por meio da liberação de fatores de crescimento derivados de plaquetas, fatores de crescimento epidérmico e aumento de proteínas Wnt. Essas proteínas estimulam células-tronco das papilas dérmicas e o crescimento dos pelos. Microcanais permitem o transporte de macromoléculas e outras substâncias hidrofílicas para a pele, com potencial para entrega de fármacos (drug delivery) na derme. O aumento da permeabilidade do couro cabeludo, com melhor penetração de substâncias através do estrato córneo teria potencial melhor resultado terapêutico. Os medicamentos para essa finalidade devem ser apropriados para uso intravenoso ou intradérmico. Minoxidil e fatores de crescimento distribuídos por diversas farmácias, sem estudos padronizados, rechearam o mercado nos últimos anos. Não há técnica-padrão nem substância adequadamente estudada para esse fim. Outras técnicas podem ser usadas na tentativa de aumentar a absorção transdérmica de fármacos. Ultrassom, laser ablativo, iontoforese, eletroporação e microdermoabrasão já foram descritos; as evidências, entretanto, são igualmente pobres de resultados. O plasma rico em plaquetas (PRP) apesar da popularidade em outros países está proibido no Brasil por um parecer do CFM de 2011 e uma nota técnica da Anvisa de 2015. Técnicas análogas de extração de fatores de crescimento estão sujeitas a recomendações equivalentes. Apesar de estudos pequenos em animais e seres humanos, melhores evidências são necessárias para comprovar o efeito terapêutico dessas técnicas. Os tratamentos adjuvantes devem ser considerados em associação e não em oposição à terapia-padrão, já que as evidências são variáveis. l JSBD Volume 23 l N. 5 - 2019 | 17
COM A PALAVRA
VIDAL HADDAD JÚNIOR PROFESSOR LIVRE-DOCENTE DA FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU DA UNESP
DERRAMAMENTO DE ÓLEO NAS PRAIAS BRASILEIRAS E A PREOCUPAÇÃO COM O MEIO AMBIENTE
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percepção da chegada de manchas de óleo nas praias brasileiras começou no final de agosto, na Paraíba. Faz um bom tempo, portanto. Em notícias atuais, vemos que mais de cinco mil toneladas de óleo cru foram retiradas das praias em 770 municípios nordestinos, ou seja, mais de 70% dos municípios! Isso é consequência de irresponsabilidade dos contaminantes e do descaso dos contaminados... Esse derramamento agride um fio delicado de equilíbrio, trazendo prejuízos irreparáveis à região e aos animais e plantas, algo recorrente nos tempos em que vivemos. A bruxa está solta na Terra Brasilis: desmatamento sem controle, incêndios incontroláveis, petróleo nas claras águas nordestinas... Esse vazamento reforça o fato de que o governo precisa olhar melhor para tesouros que são de todos, que são patrimônio do povo brasileiro (e quem está realmente limpando as praias é o povo, a melhor coisa que há neste país)... Animais estão morrendo sufocados e encharcados de óleo, tais como tartarugas, golfinhos, peixes-boi e peixes, muitos peixes. Os pescadores do Nordeste não estão conseguindo vender o produto de suas redes, por medo de contaminação da carne. Isso ainda não tem estudos definitivos, mas é bem provável que ocorra. LEIA MAIS SOBRE O ASSUNTO: Guia da SBD sobre os cuidados com a pele em áreas afetadas pelo óleo cru tem repercussão nacional 18 | JSBD Volume 23 l N. 5 - 2019
Os efeitos do petróleo cru sobre os seres humanos são vários. Isso é esperado, pois existem vários elementos em sua composição, como o xileno, tolueno etc. As intoxicações podem surgir por meio da inalação, que causa alterações respiratórias diversas, especialmente em quem mantém contato demorado com as manchas, como pessoas que colaboram de maneira espontânea com a limpeza das praias. Outro mecanismo tóxico é a ingestão, que em raras situações pode acontecer em banhistas, mas que é uma possibilidade real a ser avaliada após consumo de peixes e frutos do mar contaminados. Nessas situações, pode ocorrer gastrenterites, náusea e vômitos. O contato do óleo cru com a pele pode provocar dermatites de contato por irritante primário, que são imediatas e podem ser agravadas pela exposição solar. Adicionalmente, existe o risco de dermatites de contato por sensibilização, que se manifestarão posteriormente após contato com outros derivados do petróleo, como a gasolina e óleos lubrificantes. Além dessas dermatites de caráter agudo, o contato constante e demorado com essas substâncias pode acarretar a elaioconiose, uma erupção acneiforme que acomete quem trabalha com óleos combustíveis e em oficinas mecânicas. Para tal, é necessário um contato prolongado com o óleo cru. Os tratamentos para as dermatites são os mesmos utilizados para dermatites de contato por outras etiologias e a prevenção pode ser feita com proteções como luvas e cremes protetores para quem manipular ou tiver contato com o petróleo nas praias. O petróleo chegou para ficar um bom tempo (nos mangues, berçários naturais da fauna, a limpeza é quase impossível). Lembrem-se de que o exame da pele sempre será um marcador seguro e precoce dos efeitos deletérios do contato com o petróleo cru e os dermatologistas da região terão um importante papel nessas identificações. l
COM A PALAVRA
DERMATOLOGIA SEM TESTES É POSSÍVEL?
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os últimos anos, o número de pessoas vegetarianas – que não consomem nada que derive de animais – aumentou em todo o mundo. Para se ter uma ideia, de acordo com um estudo do Ibope realizado no início de 2019, em seis anos o número de brasileiros que se dizem vegetarianos praticamente dobrou, representando 14% da população, ou seja, quase 30 milhões de pessoas. O estilo de vida tem feito empresas mundiais repensarem seus valores e modus operandi – não à toa, aliás, grandes marcas começaram a estampar o selo de crueltyfree em seus produtos e embalagens. E mais: pesquisas mostram que a preocupação em consumir produtos que privilegiem o bem-estar animal e não sejam testados não é prerrogativa apenas de quem não consome carne e derivados. A dermatologista Vanessa Cunha explica que, apesar de entender essa nova forma de alimentação que muitos procuram, ter uma dieta completa e saudável sendo vegano é algo complexo. “É difícil alcançar a quantidade de proteínas que precisamos em dietas sem qualquer alimento de origem animal. Assim, é comum termos doenças e, especialmente, manifestações cutâneas pela falta de vitaminas e proteínas”, pontua, acrescentando, ainda, que muitas vezes são necessários suplementos, principalmente de vitamina B12 e proteínas, com exceção da vitamina D, que não tem sua absorção comprometida pelos que não comem carnes e afins. Outro ponto importante a ser levantado sobre o tema diz respeito à prescrição de alguns medicamentos: vegetarianos e veganos, normalmente, também são bastante reticentes quanto ao uso de qualquer produto que seja testado em animais. Sobre isso, a médica diz que, atualmente, vários dermocosméticos não são testados em animais. Isto porque seus ativos já foram testados no passado e se mostraram seguros e eficazes. Entretanto, lembra, “é pouco provável que tenhamos ativos eficazes novos, sem testes de segurança”. “Os produtos não testados têm grande possibilidade de não ser eficazes e, pior ainda, de provocar efeitos colaterais graves”, complementa. O FUTURO Estudos sobre o impacto do vegetarianismo na sociedade são cada vez mais comuns em todos os segmentos. A população mundial vem-se moldando sob um novo estilo de alimentação, e a medicina também tem-se atualizado e acompanhado. Por isso, é importante conhecer o que os
VANESSA CUNHA
DERMATOLOGISTA DA SBD
mercados farmacêutico e cosmético dispõem para que possam, de alguma maneira, tentar alinhar o tratamento a ser prescrito à expectativa do paciente. Isso não quer dizer que médicos tenham que abrir mão de seus diagnósticos e recomendações, mas, sim, que podem tentar se adequar a essa demanda – ao indicar um xampu, por exemplo, é possível escolher entre opções sem testes em animais. Em situações de gravidade, porém, o médico deve pontuar a importância do tratamento indicado. “É difícil lidar, mas quando se trata de uma doença grave, dificilmente eles negam o tratamento convencional. Em situações de gravidade, nunca tive pacientes que se recusaram a usar algo da medicina tradicional”, diz Vanessa. A médica dermatologista comenta ainda que hoje não há na literatura científica séria algo que relacione o vegetarianismo/veganismo com o aumento da expectativa de vida. É importante lembrar, porém, que existem pesquisas demonstrando o resultado da adoção desse estilo de vida na saúde. Em uma análise da Universidade de Florença na Itália, por exemplo, chegou-se à conclusão de que uma alimentação de base vegetal ajuda a diminuir a incidência de câncer e problemas no coração. Em outra pesquisa sobre o assunto, realizada pela Universidade de Loma Linda, da Califórnia, nos Estados Unidos, e publicada na revista científica The Journal of Nutrition, foram analisados biomarcadores no sangue, na urina e no tecido adiposo de 840 adultos, de ambos os sexos, agrupados pelo tipo de alimentação, e chegou-se a conclusão de que a dieta vegana se mostra a mais saudável sob o ponto de vista da saúde. Ainda não é possível prever o futuro. As evidências, contudo, mostram que, ao contrário do que muitos acreditavam há alguns anos, o estilo de vida vegetariano/vegano veio para ficar. E a comunidade médica tem-se, aos poucos, adequado a essa nova realidade. l JSBD Volume 23 l N. 5 - 2019 | 19
POLÍTICA E SAÚDE
DERMATOLOGIA ALERTA GOVERNO PARA RISCO DE MEDIDA QUE DETERMINA A INTERCAMBILIDADE DE MEDICAMENTOS PARA TRATAR PSORÍASE E HIDROADENITE
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Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) encaminhou em outubro ao Ministério da Saúde uma nota técnica com posicionamento da entidade com relação ao uso de medicamentos biossimilares no tratamento de pacientes com psoríase e hidroadenite. No ofício, direcionado ao ministro Luiz Henrique Mandetta, a entidade alerta para os riscos decorrentes de medida adotada pela pasta, a qual permite a “intercambialidade” na prescrição desses produtos. Como forma de contribuir para a resolução do problema denunciado, a SBD encaminhou 11 sugestões para avaliação do gestor federal. Segundo o presidente da entidade, Sérgio Palma, são medidas de fácil implementação que podem trazer mais segurança e eficácia para o atendimento dos pacientes que utilizam os produtos. O documento também foi remetido a outras áreas do ministério − Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIES), Departamento de Assistência Farmacêutica (DAF) e Departamento de Logística e Saúde (DLOG).
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CONFIRA A ÍNTEGRA DO OFÍCIO DA SBD
De acordo com decisão do ministério, permite-se orientação “não médica” para a disponibilização nos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) do biossimilar do etanercepte, isto é, a substituição automática, sem razão clínica, de um biológico originador por um biossimilar. 20 | JSBD Volume 23 l N. 5 - 2019
Características - A decisão vai na contramão de posicionamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que entende ser essencial a avaliação e o acompanhamento pelo médico responsável no processo. É esse profissional que poderá decidir sobre o produto ideal a ser utilizado em cada situação, de acordo com as características do produto, a patologia existente, a resposta individual, o histórico de tratamento de cada paciente e demais diretrizes aplicáveis”, ressaltou Sérgio Palma. No texto, a Sociedade também manifesta sua preocupação com a fragilidade dos mecanismos de rastreamento de medicamentos no País, o que seria um fator agravante considerando-se a intercambialidade dos produtos. Na avaliação dos dermatologistas, a farmacovigilância é fundamental para avaliação de todo e qualquer tratamento, principalmente os inovadores. De acordo com Sérgio Palma, só mediante esse processo é possível detectar reações adversas raras ou reações imunogênicas inesperadas. “É preciso reconhecer a existência de falhas na farmacovigilância no Brasil. Nossos profissionais nacionais de saúde não têm o hábito de informar eventos. Além disso, os sistemas de informações apresentam deficiências que dificultam essa tarefa”, reiterou Palma. O presidente da SBD acrescentou ainda que a Sociedade está à disposição do governo para colaborar com a construção de soluções para os problemas relacionados a essa questão. l
MÍDIA E SAÚDE
TECNOLOGIA NA MEDICINA: AJUDA OU ATRAPALHA?
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tecnologia está cada vez mais presente no mundo contemporâneo. Desde compras on-line a pesquisas sobre diferentes assuntos, a rede também tem mudado a forma como as pessoas se relacionam. E na medicina essa realidade não é diferente. De um lado, os pacientes que podem acessar aplicativos específicos e outros dispositivos para controlar e acompanhar suas funções vitais, atividades esportivas, sono e cuidados com alimentação. De outro, médicos que utilizam diferentes ferramentas para os auxiliar no cuidado com a saúde de seus pacientes, usando, por exemplo, prontuários eletrônicos que facilitam o registro padronizado das informações; o armazenamento de imagens para documentação da evolução das doenças; o acesso aos dados de onde quer que esteja; e a emissão de receitas sem o risco de caligrafias ilegíveis. O dermatologista Pedro Dantas é um entusiasta da tecnologia. Para ele, novas tecnologias devem ser vistas como ferramentas de auxílio no cuidado com a saúde, e não como empecilho à sua promoção. Lembra, aliás, que antes da internet o acesso à informação confiável era muito mais difícil. Além dos livros, tratados e eventualmente revistas científicas assinadas – que deveriam ser devidamente catalogadas e guardadas –, era primordial participar de eventos científicos, pois constituíam as principais oportunidades de atualização. “Os recursos diagnósticos eram mais escassos, assim como o arsenal terapêutico, com alguns medicamentos
de difícil aquisição. Hoje em dia, temos rápido acesso a um conteúdo imensurável e com grandes chances de tratar nossos pacientes com terapias atualizadas e baseadas em evidências. Os recursos diagnósticos têm-se mostrado cada vez mais precisos. Na dermatologia, especificamente, já existem algoritmos de análises de imagens de lesões pigmentadas com acurácia superior à de dermatologistas (Esteva et al. Nature, 2017)”, pontua. O médico, entretanto, tem ressalvas sobre o uso indiscriminado da tecnologia para tudo.“Atualmente, resolvemos quase tudo pelos aplicativos de mensagens e redes sociais. Mas é preciso cautela para que a relação humana entre médico e paciente não seja deixada de lado”, comenta e faz um alerta sobre consultas não presenciais: “Essa aparente facilidade esconde algumas armadilhas que devem ser consideradas em uma consulta médica. A consulta virtual reduziria o processo de maneira significativa. A anamnese se resumiria a um preenchimento de formulário; o exame físico se basearia em fotos ou vídeos enquadrados a critério dos pacientes; o diagnóstico baseado em algoritmos; e a conduta em consensos e protocolos preestabelecidos. Transformaríamos o cuidado à saúde em uma ciência exata, absoluta, cartesiana. O que faltaria nesse processo? A interação real entre médico e paciente, que é primordial para o acolhimento, direcionamento, gestão e compreensão de fatores que perpassam os formulários e fotos”, avalia, JSBD Volume 23 l N. 5 - 2019 | 21
MĂ?DIA E SAĂšDE enfatizando, ainda, que, apesar de ferramentas diagnĂłsticas com base em inteligĂŞncia artificial se tornarem uma realidade acessĂvel, elas demandam que os mĂŠdicos reconheçam seu papel como gestores da saĂşde de seus pacientes, como os mĂŠdicos de famĂlia faziam no passado. Outro ponto importante sobre o tema e que muitas vezes pode ser prejudicial no tratamento de pacientes diz respeito ao fato de o acesso Ă informação estar facilitado para todos. Isso pode gerar uma sensação de que as pessoas sĂŁo experts em assuntos relacionados Ă saĂşde na busca de tratamento pelas redes. “Apesar de muito do que hĂĄ na internet nĂŁo ter respaldo cientĂfico, existe tambĂŠm conteĂşdo disponĂvel de origem confiĂĄvel. O problema ĂŠ que o discernimento entre o conteĂşdo de qualidade ou nĂŁo e, principalmente, se aquele conteĂşdo se aplica Ă situação do paciente ĂŠ subestimado pelo pĂşblico, gerando uma falsa sensação de total conhecimento sob sua condição de saĂşde. Nesse contexto, o mĂŠdico muitas vezes ĂŠ visto como mero ‘controle de qualidade’ do autodiagnĂłstico e com papel secundĂĄrio no acompanhamento dos pacientes. Essa percepção equivocada pode levar a sĂŠrios problemas de saĂşde, principalmente quando ocorrer em grande escala. AlĂŠm disso, o mĂŠdico tambĂŠm deixa de ser uma figura de respeito e ĂŠ considerado com contĂnua desconfiança por parte do paciente, que passa tambĂŠm a ser um constante questionador da atitude mĂŠdica, o que dificulta uma postura empĂĄtica pelo profissional de saĂşdeâ€?, enfatiza. O mĂŠdico afirma que nĂŁo hĂĄ como interferir no acesso a essas informaçþes. Por isso, ele diz que ĂŠ importante estar atualizado continuamente do que ĂŠ divulgado na mĂdia e nos sites para poder argumentar com os pacientes ‘convictos e antenados’. “Devemos discutir de maneira coerente e embasada o porquĂŞ das desconfianças dessas novidades ou, atĂŠ mesmo, estar aberto e disposto a aprender com os pacientes, nos comprometendo a estudar sobre o assunto e dar um feedback posterior sobre nossa opiniĂŁo
embasada em nossa formação e experiĂŞnciaâ€?, salienta. AlĂŠm da veracidade ou nĂŁo do que ĂŠ encontrado na internet, as redes sociais trouxeram outro problema para dentro dos consultĂłrios dermatolĂłgicos. Na cultura digital, existe uma falsa noção de que ser perfeito estĂĄ ao alcance de todos. AlĂŠm dos filtros que mascaram fotos reais, inĂşmeros procedimentos estĂŠticos sĂŁo anunciados por nĂŁo mĂŠdicos como a solução para a aparĂŞncia dos sonhos. “A questĂŁo estĂŠtica, nessa nova realidade, vem como catalisador de uma frustração em massa e uma sociedade baseada em truques para sĂł mostrar o melhor ângulo. Uma tendĂŞncia desenfreada de busca por rosto e corpo perfeitos em uma competição subliminar de quem ficarĂĄ mais parecido com seus Ădolos, resumindo a importância da pessoa Ă aparĂŞncia. Uma legiĂŁo de pessoas saudĂĄveis buscando mĂŠdicos, dentistas, esteticistas ou quem quer que as possa ajudar a chegar mais perto desse objetivoâ€?, enfatiza. Nesses casos, Dantas reforça a postura que dermatologistas devem ter com pacientes que chegam com opiniĂŁo formada sobre a realização desses procedimentos. “Acredito que temos sempre que agir com cautela, ĂŠtica e firmeza. Modismos, por sua prĂłpria definição, tĂŞm carĂĄter efĂŞmero, e isso tem que ser ratificado com os pacientes. Nada vai ser melhor do que o tempo e a histĂłria para consolidar tĂŠcnicas e procedimentos. A busca infindĂĄvel pelo mais atual e moderno, pelo tratamento recĂŠm-lançado, sempre vai haver, e cabe a nĂłs agir com parcimĂ´nia e nĂŁo nos deixar levar exclusivamente pela indĂşstria e pelos desejos dos pacientes. Vale ressaltar que, por se tratar de procedimentos invasivos, podem ocorrer complicaçþes e que, porque conhecemos outros aspectos patolĂłgicos e fisiolĂłgicos da pele, estamos mais aptos a preveni-las e tratĂĄ-las. Devemos aderir ao novo quando houver embasamento cientĂfico, regulamentação, treinamento adequado e segurança para fazĂŞ-loâ€?, reforça. l
GARANTA SUA VAGA! Centro de Convençþes Frei Caneca São Paulo - SP 22 | JSBD Volume 23 l N. 5 - 2019
CALENDÁRIO DE EVENTOS DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA 2020
JSBD Volume 23 l N. 5 - 2019 | 23
DEPARTAMENTOS
DEPARTAMENTO DE DERMATOLOGIA GERIÁTRICA DA SBD Na Reunião Anual dos Dermatologistas do Estado de São Paulo (Radesp), realizada em outubro passado, o coordenador do Departamento de Dermatologia Geriátrica da SBD, Luiz Gameiro, palestrou sobre os cuidados específicos com a pele do idoso e abordou aspectos interessantes no manejo da queratose actínica (QA). Segundo o médico “é possível melhorar muito a autoestima dos idosos tratando efetivamente as QAs e o campo de cancerização. É comum vermos os pacientes retornarem às consultas com ânimo renovado por se sentirem mais jovens e com a pele mais bonita!” l
A dermatologista Maria Carolina Corsi Ferreira falou sobre o paciente inoperável. "O câncer de pele atinge principalmente a população geriátrica, e muitas vezes esses pacientes não apresentam condições clínicas para realizar a cirurgia”. Nessa aula, foram discutidas as indicações de tratamento não cirúrgico de câncer de pele, bem como outras opções de tratamento para esses casos, incluindo terapias locais, radioterapia e terapias sistêmicas.
O câncer de pele atinge principalmente a população geriátrica, e muitas vezes esses pacientes não apresentam condições clínicas para realizar a cirurgia
A dermatologista Marcelle Nogueira, cuja tese de doutorado na Universidade de São Paulo (USP) é sobre envelhecimento cutâneo, dissertou sobre o uso de suplementos na prevenção dessa ocorrência. Destacou doses diárias recomendadas, interações medicamentosas e contraindicações das principais substâncias prescritas para retardar esse processo. Comentou ainda os relevantes estudos científicos mundialmente publicados e fez pertinentes alertas aos colegas dermatologistas acerca dos riscos inerentes ao uso desses suplementos. l 24 | JSBD Volume 23 l N. 5 - 2019
JOVEM DERMATOLOGISTA
DICAS PARA QUEM VAI TERMINAR EM BREVE A RESIDÊNCIA/ESPECIALIZAÇÃO E COMEÇAR A CARREIRA COMO DERMATOLOGISTA
1.
Um dos problemas capitais ao terminar a residência é vir a ficar distante da rica rotina de casos e da supervisão dos preceptores. O risco, comum, é passar a vivenciar casos repetitivos, pouco desafiadores e ir perdendo paulatinamente o repertório de diagnósticos e o raciocínio clínico mais especializado. Há que lutar contra isso. Como? Sempre que possível ficar vinculado a um Serviço. O de origem ou o que for viável. Vincular-se como voluntário, colaborador ou membro do estafe seria o ideal. Caso não seja possível, ao menos frequentar as reuniões clínicas do Serviço. Ser assíduo às jornadas clínicas, nos Congressos assistir às sessões de casos clínicos, ficar atento aos pôsteres. Participar de grupos de discussão, compartilhar casos. Para atualização teórica, podemos estudar e buscar artigos a qualquer hora, mas rever casos clínicos, se sentir desafiado, é outra demanda e que pode auxiliar a identificar áreas ou subáreas em que é preciso se aprimorar. Importante ficar atento ao vai e vem epidemiológico das enfermidades. Por exemplo: estamos em meio à epidemia de sarampo, mão-pé-boca, incluindo adultos, com o surgimento de efeitos adversos às terapêuticas-alvo; pois bem, como se expressam clinicamente? O que devo procurar saber? Esse tipo de atenção e exercício intelectual deve ser permanente. A manutenção das habilidades e seu upgrade também devem ser preocupações constantes.
2.
Quando me refiro a “habilidades”, quero ir além dos procedimentos, pequenos ou grandes. Penso também em outras habilidades fundamentais, nem sempre adequadamente treinadas ou aperfeiçoadas na residência, tais como: empatia, acolhimento, gentileza, educação, e nos cuidados essenciais ao atender alguém do sexo oposto e até mesmo do mesmo sexo (ou gênero). Cada um dos substantivos acima tem seu significado intrínseco, suas semelhanças e completa os demais. Cada um de nós tem seu jeito de ser: mais ou menos formal, mais ou menos informal, mais ou menos alegre… O importante é que o dito acima seja praticado sempre, independentemente de qualquer circunstância: SUS ou consultório, rico ou pobre, do partido X
Prof. Silvio Marques Editor dos Anais Brasileiros de Dermatologia ou Y, enfim… Princípios valem sempre. E, mais, não raro construímos a história clínica, perguntamos isto e aquilo, estamos digitando, e o olho no olho se perde… e a conexão médico/paciente se esgarça. Treinar como quebrar o “gelo” da primeira consulta, escolher perguntas triviais, mas que funcionam, chamar sempre pelo nome, em que bairro mora? Como estava o trânsito? Muito óbvio….? Sim, mas nem todos têm o tom e a maneira autêntica de perguntar e se relacionar… O que é facilmente perceptível… Portanto, atenção e treino.
3.
E quando não sabemos o diagnóstico? O resultado terapêutico esperado não vem? O laudo histopatológico é descritivo, e você não consegue interpretá-lo ou a margem profunda veio comprometida, ou é mesmo um melanoma. Como nos comportar? São hipóteses distintas e com respostas e encaminhamentos distintos, mas é comum a maneira de os enfrentar. Como? Usando de plena franqueza e sinceridade! Os pacientes leem as nossas reações, nossa linguagem corporal e nosso silêncio. Há uma semana, paciente que havia excisado melanoma extensivo superficial no antebraço, Breslow 5mm, com linfonodo axilar aparecendo um ano após a exerese, vem para checar PAFF do linfonodo axilar. Abro o sistema de laudos, fico em silêncio por uns minutos. Quando volto meu olhar para ele, vejo as lágrimas rolando… Por algo que transmiti, ele intuiu que fora positivo para metástase. O que fazer? Levanto, dou volta à cadeira do paciente, pouso minha mão no seu ombro, acaricio, chora a esposa, chora a filha, quase embarco também, permanecemos em silêncio, ofereço o lenço e após uns minutos, retomo: “Senhor, todos nós sentimos muito, mas temos que ser firmes, e a etapa seguinte agora é…” Ou seja, temos que ter alternativas a oferecer, temos que ter a quem consultar, perguntar, mostrar, discutir, encaminhar, com o panorama o mais aberto possível. l JSBD Volume 23 l N. 5 - 2019 | 25
EVENTOS
OUTUBRO, MÊS DE CONSCIENTIZAÇÃO DA PSORÍASE, É COMEMORADO COM A LIBERAÇÃO DE MEDICAMENTOS INOVADORES PELO SUS Ação reuniu dirigentes da sbd nacional, dermatologistas de goiás e instituições parceiras empenhadas em fazer a diferença no atendimento a pacientes dermatológicos graves
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utubro, mês que marca o Dia Mundial de Conscientização da Psoríase (29/10), uma doença de pele inflamatória crônica, não contagiosa, que afeta diretamente milhares de pessoas no Brasil e pode atingir todas as idades, teve uma boa notícia. Recentemente, o Sistema Único de Saúde (SUS) incorporou uma série de medicamentos imunobiológicos ao grupo de medicações oferecidas de forma gratuita pelo sistema para o tratamento da psoríase moderada a grave em adultos e crianças, que não respondem às terapias tradicionais. Uma vitória importante para pacientes de psoríase, profissionais da saúde e Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). O tratamento da psoríase depende essencialmente da forma da doença e da extensão do quadro. Casos leves são tratados com medicamentos tópicos, como cremes e xampus. Para o tratamento da psoríase moderada a grave são usados a fototerapia (banhos de luz ultravioleta) e medicações orais sistêmicas. Caso o paciente não melhore com as etapas de tratamentos anteriores ou apresentem alguma restrição a seu uso, indicam-se os medicamentos imunobiológicos. “Os biológicos são uma nova geração de medicamentos para o tratamento da psoríase moderada a grave. São altamente específicos e eficazes no controle da enfermidade, quando o paciente já não responde às medicações tradicionais. O médico dermatologista precisa avaliar com atenção caso a caso para indicar o melhor tratamento”, explica a médica dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia Claudia Maia. A característica mais marcante da psoríase é o impacto que a doença tem sobre o bem-estar físico e a qualidade de vida do paciente. “A psoríase é cercada de preconceito devido ao aspecto das lesões e o receio infundado de que possa ser contagiosa. Não se trata de uma doença contagiosa e, assim, não há nenhum risco para as pessoas que convivem com o paciente de psoríase”, destaca Palma. A SBD reforça a luta contra o preconceito e a necessidade constante de esclarecimentos sobre as suas ma26 | JSBD Volume 23 l N. 5 - 2019
nifestações. “Essa situação delicada que leva a pessoa com psoríase ao isolamento social precisa ser mudada. A Campanha Nacional de Conscientização da Psoríase da SBD, veiculada nas redes sociais da Sociedade, tem um papel muito importante na luta contra o preconceito”, finaliza Ricardo Romiti.
SOBRE A LIBERAÇÃO DOS IMUNOBIOLÓGICOS NO SUS Durante a 74ª edição do Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia, em setembro, a SBD recebeu a notícia da liberação dos medicamentos imunobiológicos para tratamento da doença no SUS, uma luta dos pacientes com psoríase e dermatologistas ao longo de uma década. No entanto, a disponibilização dos medicamentos biológicos não ocorre de forma automática, demandando algumas burocracias do Ministério da Saúde para que os imunobiológicos possam finalmente ser prescritos pelo médico. “Ao que tudo indica a espera não será longa, pois há poucos dias saiu o Sigtap para psoríase, que é o código do Ministério da Saúde, para começar a liberar as medicações. Agora só estamos aguardando a adequação das Secretarias estaduais de saúde para começar o fluxo de fornecimento”, explica Claudia Maia. A partir de agora, portanto, de forma resumida, com o novo protocolo de tratamento da doença, passam a ser regulados a forma de acesso dos pacientes à medicação gratuita na rede pública, os critérios para fechamento de diagnóstico, a exigência de que gestores do SUS observem as normas e a obrigação de que os médicos informem ao paciente, ou seu responsável legal, sobre os potenciais riscos, benefícios e efeitos adversos relacionados ao uso das medicações citadas. l
XERODERMA PIGMENTOSO
RECANTO DAS ARARAS RECEBE EQUIPE DE DERMATOLOGISTAS PARA ATENDIMENTO AOS PORTADORES DE XERODERMA PIGMENTOSO Ação reuniu dirigentes da SBD Nacional, dermatologistas de Goiás e instituições parceiras empenhadas em fazer a diferença no atendimento a pacientes dermatológicos graves
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ela quarta vez, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) capitaneou ação social que levou atendimento dermatológico aos moradores do povoado do Recanto das Araras, no noroeste de Goiás. Doze dermatologistas realizaram dezenas de consultas, exames e cirurgias em portadores de xeroderma pigmentoso (XP), doença de origem genética, rara e de tratamento complexo. A expedição, que é realizada a cada dois anos desde 2015, fez parte das comemorações pelo Dia do Médico (18 de outubro) e contou com a parceria da La Roche Posay. “A medicina deve ser sempre humanizada, e a dermatologia tem essa característica. É importantíssimo esse cuidado e o acolhimento do paciente. O trabalho da dermatologia nesse povoado tem sido muito gratificante. É um crescimento pessoal imenso e uma experiência riquíssima que eu vou levar para a vida toda”, declarou o presidente da SBD, Sergio Palma. Para o atendimento e retirada de tumores com maior precisão, foi levado até o local um caminhão com consultórios e salas de cirurgia com equipamentos de alta tecnologia, como microscopia confocal e fotofinder, além de dermatoscópios. Dezesseis pessoas foram atendidas e realizadas doze cirurgias, com a retirada de 40 tumores (32 cânceres de pele carcinoma basocelular e oito cânceres de
pele melanoma) em decorrência da doença. Outros doze pacientes, ainda sem diagnóstico de XP, também passaram por cirurgias com a remoção de dezesseis lesões de câncer de pele (todos do tipo carcinoma basocelular). Os testes genéticos já realizados na comunidade identificaram 85 moradores com o gene modificado que pode causar o xeroderma pigmentoso, sendo que 23 já têm a manifestação da doença. “O resultado foi excelente. Fizemos muitos diagnósticos e conseguimos tratar muitas lesões. A sensação é de que esse esforço precisa continuar. Essa comunidade não pode ficar desassistida. No que depender da SBD, essas ações devem ser mantidas e aprimoradas para trazer novos benefícios para essa população”, disse a secretária-geral da SBD, Cláudia Carvalho Alcântara Gomes. Por ser rara e pouco conhecida, a cada mutirão as amostras dos tumores retirados dos pacientes são colhidas para análise no Laboratório de Reparo de DNA do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de São Paulo (USP), que tem aprofundado os estudos sobre a doença, como explicou a geneticista Juliana Vilar, que também fez parte da equipe. Parceiros − Nessa edição, novos parceiros institucionais se agregaram à iniciativa, num total de 15 instituiJSBD Volume 23 l N. 5 - 2019 | 27
XERODERMA PIGMENTOSO
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ACESSE E CONHEÇA O PROJETO
ções. Por exemplo, o laboratório de Métodos de Extração e Separação do Instituto de Química, da Universidade Federal de Goiás, colheu amostras para um trabalho que realiza com o objetivo de desenvolver técnicas para o diagnóstico simplificado do câncer. Ao avaliar a iniciativa, a primeira secretária da SBD, Flávia Vasques Bittencourt, ressaltou a importância do trabalho realizado pelas dermatologistas de Goiás que dão assistência contínua aos pacientes de Araras. As especialistas Fernanda Rocha Lima, Ana Maria Ribeiro e Larissa Pimentel trabalham muito para que a comunidade tenha a orientação necessária no tratamento da doença. “São profissionais comprometidas com o atendimento dessa população. Graças ao empenho de cada uma, que rodam centenas de quilômetros todos os meses e nem sempre contam com as condições adequadas para exercer seu papel, que os moradores dessa comunidade têm acesso ao cuidado especializado. Elas são um exemplo do compromisso do dermatologista com a saúde pública”, disse Flávia Bittencourt. Com o apoio dessas três especialistas goianas, o trabalho foi conduzido com o reforço de médicos que vieram de Recife (PE), Belo Horizonte (MG), Vitória (ES), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RS). Também contribuíram os dermatologistas Carlos Barcaui (coordenador do Departamento de Imagem da SBD), Joaquim José Teixeira de Mesquita Filho (coordenador do Departamento de Cirurgia da SBD) e a dermatologista Vanessa Mussupapo. Especialidades − Além do atendimento dermatológico, a expedição possibilitou aos moradores o acesso a médicos de outras especialidades, como oftalmologia, e até assistência jurídica e apoio psicológico. Houve a distribuição de kits com filtro solar e outros dermocosméticos, bem como palestras sobre aconselhamento genético para que os jovens, entre outros cuidados com o XP, se casem com mais segurança. 28 | JSBD Volume 23 l N. 5 - 2019
“É fundamental esse relacionamento entre o médico e o paciente. A dermatologia está em várias áreas de atuação. A estética, por exemplo, é importante, mas não pode ser mais importante do que o cuidado e a prevenção das doenças, principalmente as que são estigmatizantes. Isso aqui para mim tem sido uma lição de vida para que possamos tomar como exemplo e aplicar em outros momentos”, afirmou o vice-presidente da SBD, Mauro Yoshiaki Enokihara. Para os especialistas, mutirões de saúde como o de Araras melhoram a qualidade de vida dos moradores e também enriquecem a experiência de vida dos participantes. É o que pensa Leonardo Mello Freire, secretário da SBD. “Sempre ajudamos, ensinamos e aprendemos. Há muitas pessoas que precisam de ações como essa. Ao participar de algum tipo de ação, como essa, em Araras, conseguimos fazer alguma diferença e acabamos aprendendo muito também”. É assim que pensa também Sulamita Chaibub – a dermatologista que diagnosticou o primeiro paciente com XP em Araras –, que, mesmo aposentada, fez questão de acompanhar de perto a missão local de combate ao câncer. Segundo ressaltou, “esse time atingiu, mais uma vez, seu objetivo de assistência médica e social com excelência”. Com envolvimento de vários anos nesse trabalho, Sulamita é reconhecida pela especialidade por sua dedicação à causa. Contudo, ela compartilha com os participantes da missão essa gratidão: “a generosidade demonstrada pelos estimados colegas é comovente, deixando nítida a escolha pela prática médica. Vocês abdicaram de seu precioso tempo no conforto de seus consultórios, de sua casa e da presença de seus familiares para olhar e cuidar daqueles que sofrem com essa doença. Ela não perdoa e mutila seus portadores cada vez mais. A sensibilidade humana do médico foi demonstrada por vocês no atendimento, no diagnóstico, na cirurgia e na discussão científica”. l
EVENTOS
IV SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE CABELOS E UNHAS, DA 27ª JORNADA SUL-BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA E DA 44ª JORNADA GAÚCHA DE DERMATOLOGIA: PROGRAMAÇÃO CIENTÍFICA DIVERSA E ATUAL Encontro discutiu diferentes áreas da dermatologia, como doenças infecciosas, oncologia, cosmiatria, laser e tecnologia e cirurgia dermatológica, e contou com a participação de especialistas nacionais e estrangeiros
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ais de mil especialistas participaram do IV Simpósio Internacional de Cabelos e Unhas, dentro da 27ª Jornada Sul-brasileira de Dermatologia e da 44ª Jornada Gaúcha de Dermatologia, realizadas de 31 de outubro a 2 de novembro, em Gramado (RS). Na fala de abertura, o presidente da SBD, Sérgio Palma, fez um resumo das ações da SBD no combate à invasão da especialidade por profissionais não médicos. “Nossa Sociedade está presente de diversas formas como, por exemplo, na Frente Parlamentar na Câmara dos Deputados, no Senado Federal, no Ministério Público e no Ministério da Saúde. São mais de 80 projetos de lei que tramitam em defesa da medicina. Importante destacar ainda o apoio recebido pelas regionais, como acontece nos três estados do Sul do Brasil – Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul”. Também participaram da abertura o coordenador
do Departamento de Cabelos da SBD, Leonardo Spagnol Abraham, a representante da 27ª Jornada Sul-brasileira de Dermatologia e da 44ª Jornada Gaúcha de Dermatologia, Taciana Dal´Forno Dini, e os presidentes das Regionais Anarosa Sprenger (PR) e Rafael Lenzi (SC). O presidente da SBD agradeceu a parceria com a Regional Rio Grande do Sul, presidida pela dermatologista Taciana Dal’Forno Dini, bem como a qualidade científica e a estrutura do local que recebeu o evento. “Foram três dias de aprendizado e troca de experiências na área da dermatologia. Ressalto o embasamento científico que tivemos. Há sempre muita inovação e tecnologia, mas trouxemos essa visão com uma abordagem baseada em evidências. Aqui temos um ambiente acadêmico de formação que traz suporte ao médico em benefício dos pacientes”, comentou. l JSBD Volume 23 l N. 5 - 2019 | 29
EVENTOS DEBATES E CURSOS Tecnologias para o rejuvenescimento facial e o uso combinado de preenchedores e bioestimuladores na face; queda de cabelos em negros e terapias emergentes; tricoscopia; unhas em porcelana, gel e acrílico; terbinafina oral no tratamento da tinha ungueal; e câncer da pele (tratamentos cirúrgicos e não cirúrgicos) foram alguns temas abordados no primeiro dia do evento, que ainda contou com as participações internacionais de Alessandra Anzai (EUA) e Eckart Haneke (Ale), e de renomados especialistas de todo o nosso país. Assuntos envolvendo a defesa profissional, aspectos éticos e de marketing também fizeram parte da programação, além dos cursos pré-congresso. Os de tricoscopia nas alopecias cicatriciais e a aplicação em alopecias não cicatriciais foram ministrados pelas assessoras do Departamento Científico de Cabelos e Unhas, Bruna Duque-Estrada e Giselle Martins Pinto, respectivamente. A anatomia aplicada aos procedimentos injetáveis e o uso da toxina botulínica na melhora do contorno facial foram abordados pela coordenadora do Departamento de Cosmiatria, Alessandra Ribeiro Romiti. E o assessor do Departamento de
Doenças Infecciosas e Parasitárias da SBD André Avelino Costa Beber falou sobre atualização em vacinas. Além de Sérgio Palma, estiveram presentes no evento outros três membros da Diretoria Nacional da SBD: Mauro Yoshiaki Enokihara (vice-presidente), Cláudia Carvalho Alcântara Gomes (secretária-geral) e Egon Luiz Rodrigues Daxbacher (tesoureiro).
HOMENAGEM A dermatologista Dóris Maria Hexsel (RS) recebeu homenagem da SBD e da SBD-RS durante o encontro. A médica é a primeira latino-americana a presidir a Sociedade Internacional de Cirurgia Dermatológica, com sede na Alemanha, que congrega médicos dermatologistas e cirurgiões plásticos de mais de 40 países. Com informações da assessoria de imprensa SBD-RS. Leia mais sobre o evento no site da SBD.
NOSSO PRÓXIMO ENCONTRO É NO RIO DE JANEIRO!
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EVENTOS
ESTÁ NO AR O CURSO ON-LINE SOBRE MICOLOGIA A atividade é gratuita e faz parte do Projeto Capacita da SBD
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stá no ar o curso on-line sobre micologia da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). A atividade faz parte do projeto SBD Capacita e é gratuita para os associados. O objetivo da iniciativa é atualizar e aprofundar as competências técnicas dos especialistas em relação à área da dermatologia, a partir de metodologias ativas de aprendizagem ligadas à tecnologia. De acordo com o presidente da SBD, Sérgio Palma, o curso materializa o compromisso da entidade de proporcionar aos dermatologistas brasileiros opções de aprimoramento profissional, por meio da educação a distância, com base nos mais modernos métodos de aprendizagem. “Com esse novo curso, a SBD fornece aos associados mais uma excelente ferramenta de capacitação profissional. Além de auxiliar na qualificação e melhorar a qualidade da assistência oferecida aos pacientes, nosso intuito também é estimular os dermatologistas a assumir um papel
ativo na busca de conhecimento”, informa. Conteúdo – Idealizado durante a Gestão 2017/2018 e efetivado pela atual Diretoria Executiva da entidade, o curso conta com a supervisão científica da coordenadora do Departamento de Micologia da SBD, Regina Casz Schechtman. “A atividade é muito importante para quem deseja se reciclar ou quem vai prestar título de especialista em dermatologia”, observou. Os três módulos – básico, intermediário e avançado – são compostos por 40 aulas e análise de casos clínicos. Neles, são abordados diferentes tópicos da área da micologia, a partir de temas como: “Micoses superficiais, subcutâneas e sistêmicas”; “Noções gerais sobre micologia e taxonomia dos fungos patogênicos”; “Etiologia e epidemiologia”; “Diagnóstico clínico e diferencial, além do laboratorial”; “Casos clínicos de complexidade fácil, média e difícil”, entre outros.
PARA SE INSCREVER NO CURSO, O ASSOCIADO PODE REALIZAR SEU CADASTRO CLICANDO AQUI!
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DISTRITO FEDERAL
Para marcar o Dia de Conscientização da Psoríase (29 de outubro), a Unidade de Dermatologia do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) realizou a I Jornada de Psoríase do HRAN, em seu grande auditório. A iniciativa visa capacitar os dermatologistas e reumatologistas para o diagnóstico e o tratamento adequado dos portadores de psoríase.
O Ambulatório de Psoríase do HRAN, coordenado pela dermatologista Leticia Oba Galvão, funciona às segundas-feiras, no período de 7h às 12h e de 13h às 18h. Iniciou suas atividades em 2008 e é referência, junto com o Hospital Universitário de Brasília (HUB), no tratamento da psoríase no Distrito Federal. Os pacientes podem agendar suas consultas via sistema de regulação (SisReg).
BAHIA
A SBD-BA lançou uma campanha entre seus associados para arrecadação de protetores solares. A abertura foi realizada durante o 3o Simpósio de Tumores Cutâneos, ocorrido nos dias 25 e 26 de outubro. No início de novembro, a Diretoria da SBD-BA fez a entrega dos filtros na praia do Buracão, no Rio Vermelho, ao Grupo dos Guardiões do Litoral, que tem ajudado a retirar o óleo das praias da costa baiana, em decorrência do recente e inédito desastre ambiental por petróleo no litoral nordestino. De acordo com uma das lideranças do grupo Guardiões do Litoral, Miguel Sehbe Neto, é de grande importância a mobilização das empresas com a causa. “Eu agradeço à SBD Regional Bahia e a todas as marcas que contribuíram para a arrecadação de vários protetores solares. Essa doação é muito importante para realizarmos um trabalho de redução dos impactos causados pelo derramamento de óleo". O grupo Guardiões do Litoral vem atuando intensamente em praias de Salvador e em outras praias do litoral norte do estado atingidas pelo óleo. Eles já lançaram campanhas de financiamento coletivo para cobrir custos durante a limpeza das praias e foram beneficiados com a campanha da SBD-BA.
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Para a presidente da SBD-BA, Tais Valverde, essa campanha é muito importante porque a Regional se sentiu parte dessa luta pela limpeza das praias. “Nós nos sensibilizamos com os voluntários que se arriscam para limpar nossas praias e muitas vezes acabam se expondo tanto aos resíduos do petróleo quanto ao sol. A importância dessa campanha é justamente garantir que essas pessoas estejam protegidas”, ponderou a presidente.
SERVIÇOS CREDENCIADOS SÃO JOSÉ DOS CAMPOS (SP) Em 9 de novembro de 2019 a Santa Casa de São José dos Campos realizou a primeira Jornada Dermatológica do Serviço de Dermatologia. O mais novo Serviço Credenciado paulista ofereceu aos médicos dermatologistas do estado de São Paulo a oportunidade de examinar e discutir casos dermatológicos com pacientes ao vivo. Casos raros de histiocitose cefálica benigna e de síndrome de Noonan foram diagnosticados. Participaram do curso os professores Helena Muller, Ival Peres Rosa, além do vice-presidente da SBD, Mauro Enokihara, que ministrou aula sobre o melanoma subungueal, e do dermatologista Sílvio Alencar, que deu o Curso de Micologia Médica aos residentes da Santa Casa de São José dos Campos e da Universidade de Taubaté. “Nossos agradecimentos a todos; parabéns aos colegas assistentes Adriane Volkmann, Juliana Emi Ujihara, Larissa de Oliveira Souza Beltrão, Mairam Steffen, Rodrigo Ieiri e às médicas residentes Daniele Satomi Araujo Tamashiro, Graziela Marcolino Mazzi, Jéssica Machado Mota Fernandes, Camila Melo Borges Crosara, Cândice
Os dermatologistas Helena Muller e Silvio Marques recebem lembrança da cidade, a miniatura em vidro da árvore projetada atrás, a maior Samanea saman do Brasil, com 40 metros de diâmetro
Mariah Mazzarolo Marques e Mariana Queiroz Batista Fachin pela seleção e apresentação dos pacientes”, congratula o chefe do Serviço, Samuel Mandelbaum.
TAUBATÉ (SP)
Professores e alunos do Serviço de Dermatologia da Universidade de Taubaté tiveram presença marcante da Radesp 2019, realizada em outubro, em São Paulo. Além de palestra sobre o Dermacamp, ministrado pelo chefe do Serviço, Samuel Mandelbaum, três trabalhos foram premiados: Isabella Baltazar, com a Melhor Foto; Mariana Tressino, primeiro lugar no Trabalho de Investigação em Dermatologia Pediátrica sobre vitiligo na infância; e Isa-
bella Baltasar, primeiro lugar no Trabalho de Investigação − Dermatologia Cirúrgica sobre tratamento das queilites actínicas com terapia fotodinâmica daylight. “Esses prêmios refletem toda a dedicação e os estudos de todo o grupo de professores e residentes do Serviço de Dermatologia do Departamento de Medicina da Universidade de Taubaté. Parabéns a todos!”, comemora o dermatologista Samuel Mandelbaum. JSBD Volume 23 l N. 5 - 2019 | 33
SERVIÇOS CREDENCIADOS PORTO ALEGRE (RS) A dermatologista Ana Elisa Kiszewski Bau acaba de assumir a chefia do Serviço de Dermatologia ISCMPA/UFCSPA. A Dra. Ana é professora-associada de dermatologia na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre e coordenadora da Unidade de Dermatologia Pediátrica da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. O Serviço anuncia que a aluna de especialização em Dermatologia Letícia Dupont, com o trabalho "Celulite por Vibrio vulnificus", venceu o prêmio de melhor caso apresentado na 3ª Jornada Multisserviços e no 2o Simpósio Gaúcho de Terapêutica Dermatológica, nos dias 16 e 17 de agosto, em Porto Alegre.
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA (PR) No dia 10 de outubro foi realizada a 4ª edição do “Xô Coceira”, evento organizado pelos residentes do serviço, com o apoio do Laboratório Libbs. No dia, crianças portadoras de dermatite atópica e outras dermatoses crônicas se reuniram para participar de atividades educativas e brincadeiras, marcando a comemoração da semana da criança e, ao mesmo tempo, proporcionando mais interação entre nossos pequenos pacientes e seus familiares.
SBD INOVA BOLETIM ON-LINE PARA MELHORAR A EXPERIÊNCIA DE LEITURA DO ASSOCIADO Mudanças já podem ser conferidas na edição de dezembro da newsletter O Departamento de Comunicação da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) apresenta inovações no boletim informativo. A mudança já pode ser conferida na edição 148 da newsletter, disponibilizada para o associado na primeira semana de dezembro. Com layout mais atrativo e moderno e reorganização do conteúdo, o informe aborda as pautas da dermatologia de forma abrangente, mas sem ser cansativo. Traz importantes informações para o médico dermatologista sobre mídia, ética e saúde, eventos e ações institucionais, entre outras. O objetivo é melhorar a navegação e a experiência de leitura do associado, além de ser uma forma de ampliar o acesso à publicação. Essa renovação faz parte do projeto da gestão 2019/2020, presidida por Sérgio Palma. 34 | JSBD Volume 23 l N. 5 - 2019
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