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REVISTA ACIR - ED. JULHO AGOSTO 2018

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Revista ACIR

Julho / Agosto de 2018

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Palavra do Presidente

SUMÁRIO

EXPEDIENTE

INOVAÇÃO E DIVERSIDADE O ano já entra na segunda etapa e o

geração que por hora assume as em-

novo semestre se mostra pleno de pos-

presas familiares e dos resultados de

sibilidades. Apesar de 2018 ser marcado

uma boa criação que fez desses filhos,

como ano de eleições, a nossa classe

homens e mulheres verdadeiramente

(produtiva e geradora de emprego e ren-

capazes.

DIRETORIA EXECUTIVA BIÊNIO 2017/2018

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da), não se deixa abater com as condições que a economia se apresenta e bus-

A integração Entidade/empresa/con-

ca na inovação um caminho para auxiliar

sumidor também tem espaço garanti-

na sustentabilidade dos negócios.

do nesse veículo de comunicação. Aqui

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VIGILÂNCIA SANITÁRIA

PAINEL

Acir e entidades juntas pelo fim da concorrência desleal

Histórias de mulheres que venceram com seus negócios

PAINEL

você, leitor, vai encontrar um caminho A ACIR reafirma o posicionamento da

para incrementar as vendas de produtos

Confederação das Associações Comer-

e serviços, garantir a fidelidade do clien-

ciais do Brasil (CACB) que a inovação

te por meio da oferta de vantagens. O

deve ser uma pauta constante nas dis-

que é bom para um, é ainda melhor para

cussões de todo o empresário. Acredita-

o outro: a Rede de Negócios surge como

mos que ela é capaz de nos libertar do

a novidade que mexe com as transações

atraso e projetar para o futuro. Além da

comerciais e se fixa como um sistema

educação, o investimento em tecnologia

que traz benefícios para todas as partes

PAINEL ECONÔMICO

DE CORAÇÃO

envolvidas no processo comercial.

Indicadores

Cabeleireiros cuidam do visual no Lar dos Idosos

e estímulo à inovação deve ser prioridade

Juarez Orsolin / Presidente da ACIR

ECONÔMICO

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para um Brasil melhor. Dentro do objetivo de integrar o asso-

rinho e serviços aos internos do Lar dos

Importante ressaltar que moramos

ciado às mudanças e inovações, o Centro

Idosos Paul Percis Harris. Foi muito tra-

e trabalhamos em uma cidade atípica,

de Desenvolvimento Empresarial – CDE,

balho, muitas histórias e muita atenção

uma cidade progressista e que mantém

também se fez marcante. Dessa vez

a eles, que já cumpriram seu papel e, na

a classe empresarial mais distante dos

preparou em três etapas para o eSocial.

maioria, amargam a solidão e o abando-

problemas políticos partidários.

Está na hora de bater o martelo, acertar

no da família.

NESTA EDIÇÃO 13 - Conheça a intenção de compras do rondonopolitano para o Dia dos Pais 17 - Regulamentada lei que garante cobrança

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os ponteiros e caminhar na linha dessa

de preços diferentes por tipo de pagamento 19 - Homens de sucesso contam suas histórias no Painel Empresarial

Nós, empresários, buscamos em nos-

ferramenta que envolve até o fim deste

Esperamos que a leitura de mais essa

sa Entidade a energia gerada pela união

ano empresas de todos os tamanhos e

edição traga conhecimento, sabedoria,

de esforços e representatividade. Cada

até mesmo o microempreendedor. Fo-

entretenimento e a certeza de que esta-

COM O GOVERNADOR

no Governo do Estado

vez mais percebemos a disposição desse

ram esclarecimentos e alertas para que

mos andando no rumo certo. Aproveite

empresariado em fazer parte da Acir.

cada um dos associados esteja prepara-

e usufrua do nosso veículo de comuni-

Presidente entrega agenda propositiva

crescimento no associativismo

do e não faça parte da lista de empre-

cação que está em suas mãos, na sua

endimentos que devem fechar as portas

empresa e nos consultórios, escritórios

por não se enquadrarem no eSocial.

e locais de grande circulação de pessoas.

Prova disso mostraremos nas páginas dessa edição da Revista Acir, onde destacamos como matéria principal, a força da família no desenvolvimento dos

Enfim, temos também a parte social,

negócios, o reconhecimento da segunda

onde profissionais da beleza levaram ca-

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Boa leitura e o reforço de que ‘Juntos,

31 - Associações Comerciais buscam melhorias 33 - Economista alerta sobre as possibilidades de

SEÇÕES

ARTIGO

06 - Radar 49 - Dicas Culturais

30 - Coaching 48 - Lei e direito

somos mais’!

Revista ACIR

29 - ACIR recebe certificado Amigo do Catador

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Juarez Orsolin - Presidente Adelino Bissoni - Vice-presidente Jorge Luiz Roscete - Diretor-Secretário Sérgio José Pradela - Diretor Tesoureiro Armando Pereira Chaves - Diretor Social Luiz Fernando Homem de Carvalho - Diretor Executivo de Comércio Marcelo Gavinho - Suplente Giovani Bertoldo - Diretor Executivo de Comércio Valdir Antônio Andreatto - Suplente João Antônio Fagundes - Diretor Executivo de Indústria Nelson Carvalho - Suplente Letícia Fassina Fachinetto Mendonça - Diretora Executiva de Indústria do Dist. Industrial 1 Jamílio Adozino de Souza - Suplente Cristiane Olga Rabaioli - Diretora Executiva de Indústria do Dist. Industrial 2 Miguel Antônio Mendes - Suplente Antônio Carlos Maronesi - Diretor Executivo de Indústria do Distrito 3 Clari Agostinetto - Suplente Renato Ricardi - Diretor Executivo de Indústria do Distrito Industrial 4 Fernando R. Miron - Suplente Denise de Freitas - Diretora Executiva de Serviços Julio Yukio Sato - Suplente Jorge de Marco - Diretor Executivo de Pecuária Norma Gatto - Suplente Miguel Weber - Diretor Executivo de Agricultura Cacilio Paula da Silva Junior - Suplente Marcelo Javier Carruesco - Diretor Executivo de Cultura Andrea Carla de Oliveira Basso - Suplente Gleyson Fuentes Hollatz - Diretor Executivo de Esportes Gelson Capelesso - Suplente CONSELHO FISCAL Vicente Dalberto, Wagner Shimosakai, Glaucia Akemi de Paula Kida, João Zuffo, Marcelo Ferreira, Marchiane Fritzen, Abidoral Ferreira de Moraes, Leni de Freitas Cardoso, Fabiano Marconi, Plinio Ferreira, Sidney Leme, João Batista e Marco Aurélio Fuentes Hollatz. CONSELHO SUPERIOR Galeno Tadeu Esteves, Roberto Possato, Sérgio Del Cistia, Hilberto Rogério dos Santos, Antônio Eurípedes Cintra, Edson Robson Alves Ferreira, José Orivaldo Orsi, Wellington Antônio Fagundes, Ali Khalil Zaher, Luiz Fernando Homen de Carvalho e José Luiz Gonçales Ferreira.

Edição número 23 Julho / Agosto de 2018 / Circ. Dirigida

Tiragem: 1.500 exemplares Diretor Executivo: Rafael Vicentini Jornalista ResponsHável: Rafael Vicentini DRT MT 1950 Textos: Cláudia Bouviê, Facmat e CACB Fotos: Ascom ACIR Colaborador: Leonardo Epifânio Diagramação: Jean 66 9 9645-7866 Ilustração capa: Francisco M./Exame.com Comercialização: 66 3439-8006

Endereço Sede: Rua Otávio Pitaluga, 692 - Centro CEP: 78700.170 - Rondonópolis, MT Fone/Fax: +55 (66) 3439.8000 e-mail: acir@acirmt.com.br www.acirmt.com.br

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RADAR ACIR

CONFIANÇA EMPRESARIAL

CONTRIBUIÇÃO SINDICAL Os desdobramentos econômicos e políticos da greve dos caminhoneiros no final do mês de maio levaram ao recuo do Índice de Confiança Empresarial (ICE) em 1,9 ponto em junho, para 90,5 pontos. Na média do segundo trimestre de 2018, o indicador também fechou em queda de 1,9 ponto em relação ao trimestre anterior.Os dados divulgados pela FGV indicam que, em junho, os índices de confiança caíram em todos os setores, com destaque para a comércio e a construção, com quedas de 3,0 e 3,1 pontos, respectivamente. Os setores que mais contribuíram negativamente foram comércio, que respondeu por uma retração de 32% no índice agregado, e serviços, com queda no índice agregado de 42%. CACB

É constitucional a reforma trabalhista no ponto em que desobriga a contribuição sindical. Assim decidiu o plenário do STF em sessão extraordinária. A Corte julgou ADIn, apensada a outras 18 com mesmo pedido. Por seis votos a três, a maioria dos ministros entendeu que a nova legislação trabalhista não contraria o texto constitucional. Os ministros entenderam que a liberdade sindical também pressupõe autonomia do trabalhador, dando a ele opção de não se filiar e também não ser obrigado a manter o sindicato. A contribuição equivale ao salário de um dia de trabalho, retirado anualmente na remuneração do empregado para manutenção do sindicato de sua categoria. CACB

NOVO MODELO ICMS Representantes das entidades do comércio e serviços de Mato Grosso se reuniram com o secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, para conhecer o teor da nova lei que altera o modelo de arrecadação do ICMS, a reforma tributária estadual. Durante a reunião que aconteceu em Cuiabá onde ficou acertado que as entidades presentes vão indicar dois técnicos, um advogado e um contador, para analisar o texto das leis. Uma das propostas apresentadas pelo secretário é que o DAR seja preenchido pelo próprio contribuinte e não mais pela Sefaz. Dessa forma, o contribuinte vai pagar o que reconhecer e informar ao órgão arrecadador as razões do não recolhimento referente às notas que não reconhecer, ao invés de impugnar o DAR. Facmat

INTERLOCUTOR O presidente licenciado do Sebrae e presidente de honra da CACB, Guilherme Afif, foi conclamado pela União Nacional das Entidades de Comércio e Serviços (Unecs) para estar no debate político de 2018 defendendo as propostas do setor para um Brasil Novo, mais simples para se empreender e melhor para viver. O compromisso foi oficializado no encerramento do 5º Fórum Nacional CACB MIL, em Brasília (DF). Ao lado dos presidentes de todas as entidades que compõem a Unecs, seu presidente Alexandre Seabra convocou os líderes empresariais de todo o Brasil, presentes no evento, a se juntar a Unecs no intuito de levar uma mensagem única do setor aos presidenciáveis com a proposta de construir um Brasil Novo. CACB

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Revista ACIR

NOVOS ASSOCIADOS • AÇOMETAL

• MORAR EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS

• AMIGÃO FREIOS

• NILSON SEGURANÇA ELETRÔNICA

• ARGAMASSA LIGA FORTE

• O S CONSULTORIA

• BABY KUT

• ODONTO MASTER

• BOM JARDIM

• PAULINE RIBEIRO ACESSÓRIOS FINOS

• CELIO S HAIR BARBESHOP

• PIT BULL JEANS

• CLÍNICA EVELIN VOOS

• PRO SPORTS

• CONSTRULIMA ELÉTRICA PREDIAL E INDÚSTRIA

• PROMAX SUPERTROCA

• DECORPRIME ESTOFADOS

• PURA POLPA

• ENDOGASTRO CENTRO DE ENDOSCOPIA

• RD ÓTICA BRASIL

• FORÇA NOVA CONSTRUÇÕES ELÉTRICAS

• REVITALLE REABILITAÇÃO AVANÇADA

• G3 INFORMÁTICA

• RONDO GLASS DISTRIBUIDORA DE VIDROS

• HOLDING ARYS

• RONDON PALACE HOTEL

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• SECRET LINGERIES E SEX SHOP

• JEANCARLO RIBEIRO ADVOCACIA

• SUCOS E CIA

• KELLEM SERVIÇOS VETERINÁRIOS

• SUPERMERCADO CASCALINHO

• KNN IDIOMAS

• TERES MANIA

• LOJA FAIOLI

• TODOS OS TONS

• MARCUS VINÍCIUS MASTELARO

• TRINDADE ENGENHARIA

• MATO GROSSO TURISMO

• VEST BEM

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NOVA FERRAMENTA

REDE DE NEGÓCIOS É APRESENTADA PARA EMPRESAS ASSOCIADAS PLATAFORMA ABRE UMA POSSIBILIDADE DE EXPANSÃO DE NEGÓCIOS ENTRE ASSOCIADOS ACIR COM BENEFÍCIOS EXCLUSIVOS.

A Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Rondonópolis – Acir, lançou oficialmente, a Rede de Negócios. Criado no final do ano passado e hoje com mais de 50 empresas engajadas, o sistema tem como objetivo oportunizar às empresas associadas um rol de clientes garantido, dentro do grupo de empresários e seus colaboradores. O gerente administrativo da Acir, Robson Neves, explicou aos presentes

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como funciona o sistema e quais as vantagens que as empresas têm participando da Rede. “Sem dúvida é uma oportunidade de negócios que circula entre empresas e funcionários que dá a garantia de uma carta extensa de clientes, que, por sua vez, dão preferência aos integrantes da Rede, já que têm benefícios, como descontos e prazos diferenciados, na hora de escolher uma das unidades para adquirir produtos ou contratar serviços”.

O consultor Wanderlan Barreto, reafirmou os privilégios em participar da Rede. “Este é um modelo de estratégia de mercado diferenciada que rende vantagens tanto para quem vende como para quem adquire produtos e serviços de empresas ligadas à Rede de Negócios da Acir”. Hoje o sistema permite consulta online que identifica empresas e benefícios que cada uma oferece dentro da Rede,

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no site da Acir: www.acirmt.com.br no banner da Rede de Negócios. Durante o lançamento três empresas que garantiram bons negócios por meio da Rede, apresentaram seus cases e todas disseram que o sucesso é uma consequência. O gerente de vendas da Zaher Chevrolet, Guaraci da Silva, disse que além de ser uma das primeiras empresas a aderir ao sistema, só tem elogios. “Atendemos o associado, pessoa jurídica, com descontos e vantagens que realmente compensam. Tivemos um pico de vendas e em um só mês entregamos 14 veículos para associados da Acir, que pagaram bem mais barato. Além disso, nosso relacionamento com a Entidade ficou mais próximo a partir da Rede de Negócios, já que acompanhamos de perto o interesse dos associados e recebemos assessoria dos funcionários da Acir”. Outro case de sucesso foi apresentado pela Unic, unidade de Rondonópolis, que também se apressou a aderir à Rede. A diretora Ana Paula Lucena, explicou as vantagens em aderir ao sistema. “Nós oportunizamos à empresários e seus trabalhadores descontos de até 40% nas mensalidades. Com isso cresce o número de pessoas que se especializam cursando o ensino superior ou mesmo fazendo especializações, pós-graduações e mestrados. Essa parceria é sucesso e só temos a agradecer à Acir”. A OdontoCompany, empresa que atua em Rondonópolis há menos de dois anos, também viu a carta de pacientes crescer a partir da adesão à

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Rede de Negócios. A gerente da filial da cidade falou dos convênios com empresas associadas e também dos descontos para trabalhadores que têm o cartão de vantagens da Rede. Já o diretor da OdontoCompany, Carlos Eduardo Massuia salientou o avanço da franquia em Rondonópolis. “Começamos pequenos e hoje estamos com duas unidades, uma no centro e outra na Vila Operária; nosso foco agora é a terceira unidade. Isso mostra o quanto crescemos e o quanto a Rede de Negócios é interessante tanto para nós como também para os pacientes. Além dos planos diferenciados para empresas associadas à Acir, atendemos o trabalhador que apresenta o cartão. As vantagens vêm para todos”. O presidente da Acir, Juarez Orsolin, ressaltou que a Entidade existe para, justamente, fazer a diferença na vida do empresário e de seu quadro de funcionários. “A Acir precisa trabalhar para garantir diferenciais e proporcionar oportunidades para seus associados. Em tempos de insegurança nos negócios, a Rede vem para alavancar o comércio, oferecer vantagens para os personagens que fazem girar a economia da cidade e participar ativamente do desenvolvimento de Rondonópolis. Sejam todos bem-vindos”. As empresas que fazem parte da Rede de Negócios podem solicitar o cartão de identificação, gratuitamente, para seus funcionários, no Balcão de Atendimento da Acir e os associados que querem aderir ao sistema também podem entrar em contato com o departamento comercial da Entidade.

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EXIGÊNCIA

COMÉRCIO DE ALIMENTOS PEDE CUMPRIMENTO DAS LEIS MUNICIPAIS OS COMERCIANTES QUESTIONAM A CONCORRÊNCIA DESLEAL COM O COMÉRCIO INFORMAL. A segunda reunião das Entidades representativas com secretarias mu-

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nicipais e Vigilância Sanitária, além do Poder Executivo, movimentou o auditó-

rio da ACIR. Dando sequência aos temas levantados em um primeiro encontro

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EXIGÊNCIA

com o departamento de fiscalização sanitária, os empresários do setor de alimentação (bares, restaurantes, lanchonetes e padarias) questionam os termos da fiscalização rigorosa que enfrentam, em detrimento à fiscalização e controle dos estabelecimentos informais ou mesmo ambulantes. O presidente da Acir, Juarez Orsolin, abriu os trabalhos lembrando que o assunto toma evidências a cada ato fiscalizatório que os empresários sofrem, sem que se faça cumprir as Leis para os informais. “Além das questões fiscais, que todos os empresários cumprem, eles enfrentam a concorrência desleal, já que os que estão na informalidade simplesmente não têm esse custo e não são fiscalizados nem pela Vigilância Sanitária”. Para sanar dúvidas e encaminhar soluções práticas à questão, as entidades, como ACIR, Sindicato dos Hoteis, Bares e Restaurantes, CDL, Sindicato das Indústrias de Alimentos de Rondonópolis, Sindecombares e empresários, debateram os problemas com a Secretaria de Receita (por meio dos departamentos de fiscalização tributária, controle urbano e vigilância), Secretaria de Desenvolvimento Econômico e a Câmara de Vereadores (representada pelo presidente Rodrigo da Zaeli e por Jailton do Pesque e Pague). Com os questionamentos e esclarecimentos, foi constatado que o município hoje trabalha com quatro fiscais (da Receita), já que dos nove concursados, três estão cedidos para outros setores e dois em processo de aposentadoria. “Com certeza fal-

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INTENÇÃO DE COMPRA

tam pelo menos 50 fiscais para que o município possa fazer um trabalho adequado. A questão é que o último concurso não contemplou o setor e agora precisamos dar um jeito”, disse Milton Mutum, secretário de Desenvolvimento Econômico. O presidente da CDL, Neles Farias, foi taxativo ao afirmar que o que falta em Rondonópolis é respeito a quem trabalha na legalidade. “Somos fiscalizados, cobrados e nossos impostos e taxas só crescem. Enquanto isso os informais vendem comida, roupas e móveis sem pagar nada e nem passam pela fiscalização”. Juarez Orsolin lembrou também que os empresários devidamente instalados e legalizados, acabam pagando uma conta alta por estarem trabalhando e recolhendo devidamente seus impostos. “Se a questão social é tão fortemente defendida, o município precisa colocar na balança. Nós trabalhamos, geramos emprego e renda e ainda assim somos, muitas vezes, relegados pelas autoridades. Precisamos rever as Leis e fazer com que elas sejam cumpridas por todos os cidadãos”.

têm carros nem combustível para trabalhar, além da falta de efetivo. Está na hora de tratar a todos com igualdade”, desabafou o vereador. Com muitos apontamentos feitos por empresários e autoridades, a decisão é que a partir de agora a comunicação entre as duas partes vai ser mais efetiva. “Precisamos nos unir, entidades, empresários e prefeitura. Vamos em busca de soluções para que Rondonópolis não se transforme em uma cidade onde as Leis sejam meramente textos sem aplicação ou cobrança”, reforçou Juarez Orsolin. Enquanto a fiscalização não fixa uma linha de comunicação direta e que atenda plantão, o telefone 3411 3523, vai servir para que sejam feitas denúncias e solicitadas as fiscalizações e atende em horário de expediente da prefeitura.

DIA DOS PAIS SERÁ COMEMORADO COM ENTREGA DE PRESENTES PERFUME E VESTUÁRIO ESTÃO ENTRE OS ITENS DE MAIOR INTERESSE DE COMPRA. Os pais rondonopolitanos deverão ganhar presentes no segundo domingo de agosto. Uma pesquisa realizada com os consumidores de Rondonópolis verificou que 72,8%, dos entrevistados tem intenção de presentear os pais. A pesquisa de intenção de compras para o Dia dos Pais foi realizada pelo Instituto de Pesquisa da ACIR (IPA) e identificou ainda os itens mais procurados e os valores médios que deverão ser gastos com presentes. Os dados coletados apontam que os consumidores de Rondonópolis não esquecerão a data e vão presentear os pais no dia 12 de agosto. Dos que pretendem fazer compras, 39,2% pretendem gastar entre R$ 81,00 e R$ 150,00. A pesquisa aponta também que os itens mais pretendidos serão: vestuário e perfume. Além disso, o resultado do levantamento mostrou que a população concentra 64,6% do seu interesse de compra em lojas localizadas no centro da cidade, enquanto 27,4% pre-

O vereador Jailton foi mais longe e enfático ao afirmar que o verdadeiro respeito é tratar a todos com igualdade. “As Leis estão aí para serem cumpridas, a prefeitura quer fazer caridade e deixar as coisas acontecerem sem controle. Exemplo disso são as invasões que crescem visivelmente e daqui a pouco essas áreas recebem toda a infraestrutura enquanto bairros legalizados não têm asfalto; os departamentos de fiscalização não

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tendem comprar em lojas no shopping.

decidir a compra. Promoções e o bom atendimento estão no topo da lista.

O IPA verificou também que 63,7% dos consumidores entrevistados manifestaram interesse em efetuar o pagamento das compras à vista, o que mostra maior poder de compra e confiança do consumidor. A opção de pagamento com cartão de crédito ficou em segundo lugar (23%) na preferência.

Outra informação complementar levantada pela pesquisa foi a respeito do uso de redes sociais. A internet apareceu como o meio de comunicação mais utilizado entre os consumidores rondonopolitano entrevistados. Entre as mídias sociais, o WhatsApp e Facebook são as mais acessadas.

Para contribuir com o planejamento das ações pela busca de clientes dos lojistas, a pesquisa avaliou ainda quais são os critérios que os consumidores levam em consideração na hora de

A pesquisa foi realizada na cidade de Rondonópolis com um público total de 158 consumidores, entrevistados no período de 27 de junho a 02 de julho.

Fonte: Instituo de Pesquisa ACIR - IPA

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WORKSHOP

O ESOCIAL E OS IMPACTOS NAS EMPRESAS

ciente, o que pode gerar transtornos enormes para as empresas”, disse João Acássio.

Na sequência da programação o técnico em segurança do trabalho e bombeiro civil Fagner Machado, que faz parte do grupo de trabalho de São Paulo que elabora a parte de Saúde e Segurança no Trabalho do eSocial, fez novos alertas e garante que muita gente vai perder espaço e até fechar empresas por não conseguir se adaptar ao novo sistema.

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O advogado, especialista em Direito Processual Civil e Direito e Processo do Trabalho e professor, João Acássio Muniz Jr, alertou sobre a necessidade de todas as pessoas envolvidas com Departamento Pessoal, Recursos Humanos e os próprios empresários, ficarem totalmente por dentro do assunto, que deve revolucionar o sistema de controle

ENTRE EMPRESAS E TRABALHADORES

Todas as informações sobre renda, declaração de imposto, retenção de INSS e FGTS, enfim, tudo o que movimenta a vida fiscal da empresa/ empregado, deverá constar no sistema. Com isso, o cruzamento de informações e dados vai proporcionar controle absoluto do cumprimento fiscal, previdenciário e trabalhista no País.

A ACIR PREPAROU O WORKSHOP PARA QUE AS EMPRESAS ESTEJAM PREPARADAS PARA A CHEGADA DO NOVO SISTEMA.

O Centro de Desenvolvimento Empresarial da ACIR promoveu duas noites de esclarecimentos e debates sobre os impactos do eSocial nas questões jurídicas e de segurança do trabalho. A primeira noite do Workshop que contou com o apoio da Gera Medicina, foi mais informativa, com a participação de dois profissionais.

O ESOCIAL E OS IMPACTOS NAS RELAÇÕES

de emprego e renda no País. “O eSocial vai impactar em todo o funcionamento das empresas, nas questões fiscais, previdenciárias e trabalhistas e isso precisa ser entendido e praticado com perfeição, ao contrário o sistema rejeita as informações e o processo se torna inefiRevista ACIR

“O eSocial em Segurança do Trabalho começou a ser discutido ainda em 2014 e o cumprimento para médias, pequenas e micro empresas vence em janeiro de 2019. Tem muitos empresários que ainda não se deram conta da obrigatoriedade de entrar no sistema e isso vai trazer uma série de problemas. Os formulários devem ser preenchidos individualmente e toda e qualquer peculiaridade do colaborador estará no sistema. Quanto ele ganha, o que foi recolhido de FGTS e INSS, quanto ele declara de IR, se usufrui ou não de férias, se gasta mais do que ganha oficialmente, se as condições de saúde e segurança no ambiente de trabalho são favoráveis, enfim, é um Raio X do trabalhador brasileiro”, disse Machado. Julho / Agosto de 2018

Dando continuidade à programação aconteceu a segunda etapa do workshop no Comfort Hotel. Os palestrantes da noite foram o médico especialista em Medicina do Trabalho e Perícia, Médica Diógenes Garrio Carvalho e o contador pós-graduado em Gestão Fiscal e Planejamento Tributário e professor da UFMT, Ademilson Silva. Diógenes Garrio Carvalho falou sobre as mudanças e a necessidade de todos se alertarem para as exigências. “Tudo será controlado e alimentado no sistema instantaneamente. A partir de agora os exames admissionais ou demissionários serão levados mais a sério tanto pelos trabalhadores como pelas empresas. Além disso, teremos o cumprimento dos itens de segurança do trabalhador nas

questões de insalubridade, fatores de riscos ergonômicos, manuseio de produtos tóxicos e outros problemas que possam trazer prejuízos à saúde ou segurança no trabalho”. O médico alertou aos participantes sobre a necessidade de se cumprir o que já é determinante legal. “Na verdade, são normas antigas que sempre sofreram o desleixo de ambas as partes. Agora vamos ver o sonho da Medicina do Trabalho se concretizar com as exigências do eSocial sendo cumpridas, garantindo a proteção ao trabalhador e evitando problemas futuros para as empresas”. O contador pós-graduado em Gestão Fiscal e Planejamento Tributário e professor da UFMT, Ademilson Reis, expôs sobre as questões técni>>

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WORKSHOP

cas e contábeis do eSocial. “Os impactos serão sentidos nas empresas e nos escritórios de contabilidade, porque os clientes terão de entregar dados em tempo hábil e manter as informações diretamente no sistema de acordo com os fatos do dia a dia. O trabalho deverá acontecer simultâneo e nunca se viu tamanha necessidade de manter essa ligação entre os contadores e seus clientes. Na verdade, todos deverão agir juntos para garantir a alimentação do sistema e a aceitação das informações”, explicou o professor.

AGORA É LEI

Outro alerta que o palestrante deixou claro foi a respeito dos prazos. “Não existe mais aquela velha história de deixar para depois. Se o exame admissional não estiver pronto, o trabalhador não será efetivado; se faltar algum documento para o pagamento do salário família, o cadastro será negado; se qualquer informação for posta errada, o sistema rejeita. Então não tem mais espaço para erros e isso deverá ser absorvido por todos que estão envolvidos no processo do eSocial”. Ademilson reforçou que o sistema é perfeito e vai dar sustentação ao

governo para o cruzamento de dados. “Lógico que vai garantir mais segurança ao trabalhador e ao empresário, mas também vai exigir mais dos profissionais ligados à contabilidade, aos Departamentos de Pessoal e de Recursos Humanos. A padronização das informações é importante e vai gerar uma fiscalização mais rigorosa sobre a vida do trabalhador: quanto ganha, quanto trabalha, quanto paga de impostos, quanto recolhe de FGTS, quanto tempo perde com doenças e porque adoece caso for consequência do ambiente de trabalho, enfim, é o Raio X das empresas e dos seus colaboradores”.

PRESSA PARA RECEBER AS INFORMAÇÕES James Michelin e Willian de Lima, empresários de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, vieram para Rondonópolis especialmente para participar do workshop eSocial e os impactos na Saúde e Segurança no Trabalho. Para eles, que são sócios na empresa Bioseg, que acaba de abrir uma filial em Sorriso, a iniciativa da Acir foi muito importante. “Os palestrantes trouxeram para nós todas as mudanças, alertaram sobre prazos e explicaram com objetividade e clareza todo esse processo, que parecia misterioso e complicado. Acho que saem daqui preparados para enfrentar as mudanças e executar o eSocial nas empresas que trabalham ou para os clientes que atendem”, disse Willian de Lima, gerente da filial de Sorriso. Por fim a empresária Marchiane Frit-

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zen, da Gera Medicina do Trabalho e parceira do workshop, falou que a empresa decidiu apoiar o evento porque entende a importância do momento. “Os empresários precisam se alertar, em breve todas essas exigências passam a ser cobradas e nós temos de estar prontos”. O presidente da Acir, Juarez Orsolin, encerrou a noite de trabalho,

dizendo que já é prática da Entidade trazer soluções para as questões que os empresários enfrentam. “Nós acreditamos que este trabalho de educação e de oportunidades de aprendizado é importante para a Acir e seus associados. Precisamos nos manter atentos a qualquer mudança para não incorrer em erros que possam prejudicar o bom andamento do desenvolvimento da economia, por meio das empresas”.

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COMERCIANTES PODEM COBRAR PREÇOS DIFERENCIADOS POR TIPO DE PAGAMENTO OS VALORES DIFERENCIADOS DEVEM ESTAR INFORMADOS EM LOCAL VISÍVEL AOS CLIENTES. Pechinchar faz parte do comércio brasileiro, pois com o dinheiro na mão sempre há uma melhor negociação de um produto ou serviço. No mês de junho, o presidente Michel Temer sancionou a lei que regulamenta a opção de descontos em compras à vista em dinheiro. Agora oficial, os comerciantes podem diferenciar os preços para pagamentos à vista ou a prazo - conforme o cliente vai pagar, se cartão de crédito/débito, cheque ou dinheiro em espécie -, desde que seja feito o aviso prévio sobre a diferenciação de valores com pagamentos a prazo. O comerciante que não cumprir a regra de informar a diferenciação do desconto estará sujeito a multas previstas no Código de Defesa do Consumidor. A lei n° 13.455 que regulamenta a diferenciação de preços tem como origem a Medida Provisória

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764/2016. Entre as mudanças feitas pelo Congresso ao texto original está a obrigação do comerciante de informar, em lugar visível, os descontos que são oferecidos, tanto com relação ao meio de pagamento quanto em relação ao prazo. Para o presidente da ACIR, Juarez Orsolin, a nova medida veio para regulamentar uma prática que já exista no comércio e beneficia também os consumidores, pois incentiva a queda no valor médio dos produtos, evitando a prática do subsídio cruzado, quando os consumidores que não utilizam cartão pagam o mesmo preço que os que utilizam pela incidência de taxas. Com a aprovação da lei o empresário deixa de ser obrigado a ter um único preço e passa a dar mais opções ao consumidor. Cada forma de

pagamento terá um custo e poderá ter um valor diferenciado à escolha do cliente.

ALERTA PARA O CONSUMIDOR Cliente deve ficar atento que não é uma obrigação do comerciante dar esse desconto no dinheiro. Quando der, deve estar devidamente informado a diferença dos valores, conforme os meios de pagamento. Se não houver placa com a distinção dos preços, o valor anunciado na etiqueta deve ser aceito para ambas as formas de pagamento, cartão ou dinheiro. A intenção é que os estabelecimentos reduzam o valor do produto em dinheiro. Vale ficar atento, pois comerciantes podem aumentar os preços para a compra no cartão e não diminuir o valor em dinheiro. >>

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PAINEL DE MULHERES

EXEMPLOS

FOCO, ATITUDE E PERSISTÊNCIA SÃO OS INGREDIENTES DO SUCESSO ELAS CONTARAM A TRAJETÓRIA DA VIDA PESSOAL E PROFISSIONAL As empresárias Geneliza Carvalho, Leni de Freitas e Marlene Oliveira

O segundo Painel das Mulheres Empresárias movimentou o auditório da Acir e empolgou os participantes com três histórias de sucesso. Geneliza Carvalho, Leni de Freitas e Marlene Oliveira, contaram suas trajetórias e mostraram como trabalharam para vencer num ambiente que era visto como masculino.

hoje”, contou Geneliza, financeira da Agroferragens Luizão.

“Na minha casa fomos criados para não ter preguiça. Trabalhar e estudar era ‘obrigação’ dos sete filhos dos meus pais e ninguém fugia das suas atribuições. Acredito que esta foi a maior lição que aprendemos e que cumprimos até

Outra empresária de sucesso, a paulista Leni de Freitas, contou que a sorte dela foi ter uma mãe visionária. “A regra em casa era trabalhar e estudar. Por isso sempre levei muito a sério essa meta de me formar e ser uma profissio-

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Hoje, Geneliza fala com orgulho de um empreendimento que une a família. “Nossos filhos saíram para estudar e voltaram para trabalhar na empresa. Somos sim uma empresa familiar e cada um sabe de suas tarefas”.

nal. Desde a adolescência sonhei em ter minha empresa e acredito que o sucesso do laboratório São João vem dessa dedicação”. Além de ter um propósito firme e correr atrás dos objetivos, a Drª Leni recomenda três ingredientes para se manter no mercado. “Precisamos comprar bem, pagar certo e negociar. Esses são os principais fatores para crescer como empresário de qualquer setor”. Já para a empresária do ramo do comércio de utilidades, Marlene Oliveira, do Panelão, ser comedida foi a receita para garantir que o investimento rendesse com o decorrer dos anos. “A loja não era nossa, na verdade éramos funcionários e surgiu a oportunidade de comprar. Para isso vendemos nossa casa, carro e fizemos empréstimo para pagar a dívida, apesar de ser entre família”. Marlene contou ainda que o casal se adaptou aos altos e baixos do comércio. “Gostamos do nosso negócio, hoje temos duas lojas e nós continuamos nos dedicando ao máximo. Colaboradores têm férias e nós, saímos quando dá para um descanso. Mas sinto que estamos no lugar certo”. O evento, promovido pelo Núcleo da Mulher Empresária da Acir, movimenta empresários, principalmente mulheres, e serve de incentivo para quem está há pouco tempo na área. “Queremos destacar a importância da mulher empresária, conhecer suas histórias e nos espelhar em seus exemplos. A Acir está de portas abertas para todas que têm muito a ensinar”, disse o presidente da Acir, Juarez Orsolin.

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Os empresários Daniel Beker dos Santos, Luiz Fernando Homem de Carvalho e Roberto Possato

PERSISTÊNCIA E HONESTIDADE NORTEIAM A ATUAÇÃO DOS PARTICIPANTES DO 1º PAINEL EMPRESARIAL HISTÓRIAS DE QUEM COMEÇOU DO ZERO E JÁ ALCANÇOU O SUCESSO. O núcleo de Jovens Empresários do projeto Empreender da ACIR realizaram na noite desta segunda-feira (25) o Painel Empresarial. Histórias de superação, diversidade, empreendedorismo, fé e determinação marcaram a trajetória profissional dos empresáJulho / Agosto de 2018

rios convidados para o evento. O paranaense Roberto Possato, teve o primeiro contato com mundo dos negócios muito cedo, com apenas 12 anos, começou a ajudar na empresa. Com o crescimento e a responsa-

bilidade, aos 16 anos foi emancipado e aos 25 concluiu o curso de administração de empresas. Com espírito desbravador escolheu Rondonópolis para montar sua própria cerealista, seguindo os passos do pai. >>

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PAINEL Com o negócio em expansão, adquiriu a revenda da Antártica que, em pouco tempo cresceu e tornou seu principal negócio durante 23 anos. Perto do fim das atividades da revenda, Possato iniciou a construção do grande edifício que hoje abriga o Hotel Rios, onde com a ajuda de uma das filhas desempenha suas atividades profissionais. Nessa trajetória Possato também investiu nos setor de transportes de cargas e criação de gado, mas foi na hotelaria que decidiu se empenhar. “Sempre fui audacioso, queria fazer sempre mais”, disse. Outra história contada durante o Painel foi a de Daniel Beker dos Santos, técnico de construção civil, que passou de empregado de uma concessionária à empreendedor. Há apenas quatro anos em Rondonópolis, começou o negócio com uma caixa de ferramentas. Cumprimento da proposta e garantir qualidade, acima desses dois pilares que Daniel vêm construindo sua história como empresário que começou numa área de 200 m² e hoje ocupa 1200 m² oferecendo serviços em máquinas pesadas, como pá carregadeira e tratores esteira. Com dificuldade de encontrar mão-de-obra capacita, Beker estrutura cursos e qualifica, ele mesmo, os seus funcionários. Com pouco conhecimento em gestão, busca apoio em consultoria para auxiliá-lo nas decisões. O empresário revelou que segue os conselhos do pai: que nunca faça nada que envergonhe. “O mercado está carente de honestidade. Esse comportamento reflete nos resultados do nosso trabalho”, ressaltou.

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Outro personagem do Painel Empresarial foi Luiz Fernando Homem de Carvalho, que veio de Minas Gerais e iniciou suas atividades no Mato Grosso quando foi aprovado em uma seleção para trabalhar na Empaer, em Jaciara. Foi em 1983 que Luizão, como é conhecido, abrir sua primeira empresa, uma fábrica de gelo que lhe trouxe muitos rendimentos. Com capital disponível, comprou uma propriedade com cabeças de gado, mas em pouco tempo vendeu e investiu o dinheiro em terrenos na região central da cidade onde começou a vender ferragens e ferramentas em uma loja de duas portas em 180 m². Enfrentou variações constantes da inflação na década de 90, época em que teve pulso firme e se manteve no mercado mesmo com dificuldades. “Não ia desistir de continuar trabalhando com meu sonho, de ser empresário”, relatou. Luizão contou que junto do trabalho, nunca deixou a parte espiritual de lado. “Se estamos bem espiritualmente, independente da religião, conseguimos enfrentar as dificuldades e superá-las”. Atualmente, a Agroferragens Luizão além de Rondonópolis onde conta com cerca de 200 funcionários, entre eles a esposa e dois dos filhos. Já ganhou o mercado de Cuiabá e Sinop. Mesmo com uma estrutura formata, o empresário está recioso em relação à economia, mas acredita que a classe comercial merece um futuro melhor podendo continuar gerando renda e oportunidade de emprego para a população.

Revista ACIR

ECONÔMICO

Este espaço é dedicado aos indicadores econômicos e dados agregados divulgados pelos principais órgãos e institutos de pesquisa do país e da região mato-grossense. A produção desta coluna é realizada pelo economista Leonardo Epifanio (Corecon/MT: 2060) e tem como fonte de pesquisa o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Instituto de Pesquisa ACIR (IPA), o Grupo de Estudos Avançados em Economia Aplicada do Sudeste de Mato Grosso (GEASMT), o Serviço Central de Proteção ao Crédito (Boa Vista SCPC) e a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Os gráficos e tabelas aqui relacionados servem como base de informação sobre o cenário e as tendências da economia nacional, regional e municipal. Eles podem ser utilizados como instrumento de pesquisa, podendo assim melhorar a qualidade dos serviços prestados por sua empresa.

PEIC – Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) orienta os empresários do comércio de bens, serviços e turismo que utilizam o crédito como ferramenta estratégica, uma vez que permite o acompanhamento do perfil de endividamento do consumidor, com informações sobre o nível de comprometimento da renda do consumidor com dívidas, contas e dívidas em atraso, e sua percepção em relação à capacidade de pagamento. A Peic é apurada mensalmente pela CNC desde janeiro de 2010. Os dados são coletados em todas as capitais dos Estados e no Distrito Federal, com cerca de 18 mil consumidores.

ICF – Intenção de Consumo das Famílias A Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) é um indicador com capacidade de medir, com a maior precisão possível, a avaliação que os consumidores fazem sobre aspectos importantes da condição de vida de sua família, tais como a sua capacidade de consumo (atual e de curto prazo), nível de renda doméstico, segurança no emprego e qualidade de consumo, presente e futuro. Em outras palavras, é um indicador antecedente do consumo, a partir do ponto de vista dos consumidores, tornando-o uma ferramenta poderosa para o planejamento do comércio e de outras atividades produtivas.

ICEC – Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) é indicador mensal antecedente, apurado entre os tomadores de decisão das empresas do varejo para detectar as tendências das ações do setor do ponto de vista do empresário. A amostra é composta por aproximadamente 6 mil empresas situadas em todas as capitais do País, e os índices apresentam dispersões que variam de zero a duzentos pontos. Julho / Agosto de 2018

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PAINEL ECONÔMICO

Tabela 3: IPCA - Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo | Dividido por grupos

INPC - Índice Nacional de Preços ao Consumidor O Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC apresentou variação de 0,43% em maio e ficou 0,22 p.p. acima da taxa de 0,21% de abril. O acumulado no ano registrou 1,12% sendo que este apresentou o menor nível para um mês de maio desde 2000 quando o acumulado foi de 0,83%. Na ótica dos últimos doze meses, o índice foi de 1,76%, ficando acima do 1,69% registrado nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2017, o INPC registrou 0,36%. Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços, Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor.

Os produtos alimentícios tiveram alta de 0,29% em maio enquanto, no mês anterior, a alta havia sido de 0,11%. O agrupamento dos não alimentícios ficou com variação de 0,49% enquanto, em abril, havia registrado 0,25%. Tabela 1: INPC - Índice Nacional de Preços ao Consumidor

População Desocupada e Ocupada A taxa de desocupação foi estimada em 12,7% no trimestre móvel referente aos meses de março a maio de 2018, registrando estabilidade em relação ao trimestre de dezembro de 2017 a fevereiro de 2018 (12,6%). Na comparação com o mesmo trimestre móvel do ano anterior, março a maio de 2017, quando a taxa foi estimada em 13,3%, o quadro foi de queda (-0,6 ponto percentual). Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços, Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor. Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 28 de abril a 29 de maio de 2018 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de março a 27 de abril de 2018 (base). O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

No trimestre de março a maio de 2018, havia aproximadamente 13,2 milhões de pessoas desocupadas no Brasil. Este contingente apresentou estabilidade frente ao trimestre de dezembro de 2017 a fevereiro de 2018, ocasião em que a desocupação foi estimada em 13,1 milhões de pessoas. No confronto com igual trimestre do ano anterior, quando havia 13,8 milhões de pessoas desocupadas, esta estimativa apresentou variação de -3,9%, significando uma redução de 536 mil pessoas desocupadas na força de trabalho. Tabela 4:Estimativas dos trimestres

Tabela 4:Estimativas dos trimestres Estimativas dos trimestres móveis

TAXAS

(em pontos percentuais)

IPCA - Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA do mês de maio apresentou variação de 0,40% e ficou 0,18 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de 0,22% registrada em abril. O acumulado no ano, que registrou 1,33%, apresentou o menor nível para um mês de maio desde a implantação do Plano Real. Na ótica dos últimos doze meses, o índice ficou em 2,86%, enquanto havia registrado 2,76% nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2017, a taxa atingiu 0,31%.

mar-abr-mai/2017

dez-jan-fev/2018

mar-abr-mai/2018

TAXA DE DESOCUPAÇÃO

13,3

12,6

12,7

NÍVEL DA OCUPAÇÃO

53,4

53,9

53,6

TAXA DE PARTICIPAÇÃO NA FORÇA DE TRABALHO

61,6

61,6

61,4

Fonte:IBGE, IBGE,Diretoria Diretoria de de Pesquisas, Pesquisa dede Domicílios Contínuo (PNAD). Fonte: Pesquisa Nacional Nacionalpor porAmostra Amostra Domicílios Contínuo (PNAD).

Tabela 2: IPCA - Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo

O contingente de pessoas ocupadas foi estimado em aproximadamente 90,9 milhões no trimestre de março a maio de 2018. Essa estimativa apresentou estabilidade em relação ao trimestre anterior (dezembro de 2017 a fevereiro de 2018). Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (março a maio de 2017) este indicador apresentou variação positiva (1,3%), quando havia no Brasil 89,7 milhões de pessoas ocupadas.

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços, Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor.

O nível da ocupação (indicador que mede o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi estimado em 53,6% no trimestre de março a maio de 2018, apresentando uma redução de -0,2 pontos percentuais frente ao trimestre de dezembro de 2017 a fevereiro de 2018, 53,9%. Em relação a igual trimestre do ano anterior, este indicador não apresentou variação estatisticamente significativa.

Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 28 de abril a 29 de maio de 2018 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de março a 27 de abril de 2018 (base). Dentre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, apenas Artigos de residência (-0,06%) apresentou deflação em maio. Os demais, conforme pode ser observado na tabela abaixo, variaram entre o 0,06% de Educação e o 0,83% de Habitação.

ICEC – Índice de Confiança do Empresário no Comércio

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Revista ACIR

As paralisações de maio derrubaram confiança no varejo. O Índice de Confiança do Empresário do Comércio recuou 3,5% em relação ao mês anterior, registrando sua maior variação negativa desde agosto de 2015 (-4,7%). Economia foi mais afetada do que o setor comercial.

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PAINEL ECONÔMICO Gráfico 1. Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) Gráfico 1.ICEC Índice -deÍndice Confiança do Confiança Empresário do Comércio (ICEC) de do Empresário

no Comércio

O percentual de famílias que relataram ter dívidas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro alcançou 58,6% em junho de 2018, o que representa uma queda em relação ao patamar observado em maio de 2018. Houve redução também em relação a junho de 2017, quando o indicador alcançou 59,4% do total de famílias.

120,00

113,22114,54114,48113,80 109,34109,18110,11 109,01 107,24 110,00 104,78 105,00 102,33103,01101,96101,53103,10 115,00

100,00

Fonte: Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismos - CNC| Índice de Confiança do Empresário do Comércio

95,00 90,00

ICEC_BR

ICEC_BR_SA

Linear (ICEC_BR)

Dentre os subíndices que medem as percepções das condições correntes, a avaliação da economia foi aquele que Fonte: Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismos - CNC| Índice de Confiança do registrou maior queda mensal após o fim da greve dos caminhoneiros, ocorrida no final de maio e início de junho. Empresário Esse do Comércio quesito do ICEC recuou 8,1% na comparação com o indicador apurado em maio – maior retração registrada pelo subíndice desde novembro de 2015, quando o setor sofria impactos significativos decorrentes da última recessão econômica. Na opinião de 62,3% dos entrevistados, houve piora no cenário econômico – percentual que contrasta com a percepção menos negativa do mês anterior quando 57,2% dos empresários percebiam piora. As condições correntes do setor (-5,9%) e das empresas (-3,1%) dos entrevistados seguiram, com menor intensidade, a tendência do subíndice citado acima. Segundo levantamento recente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), somente nos segmentos de combustíveis e de supermercados as perdas ocorridas no varejo em cinco Estados e no Distrito Federal totalizaram R$ 5,2 bilhões, durante os onze dias de paralisações. As regiões CentroOeste (85,9 pontos) e Sudeste (72,8 pontos) concentram os maiores percentuais de avaliações positivas para a economia.

PEIC – PESQUISA NACIONAL DE ENDIVIDAMENTO E INADIMPLÊNCIA DO CONSUMIDOR

O percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso também diminuiu em junho de 2018 na comparação com o mês imediatamente anterior, passando de 24,2% para 23,7% do total. Também houve queda do percentual de famílias inadimplentes em relação a junho de 2017, que havia registrado 25,6% do total. O percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes passou de 9,9% em maio para 9,4% em junho de 2018, apresentando queda também em relação aos 10,1% de junho de 2017.

PERFIL DO ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS BRASILEIRAS O percentual de famílias com dívidas apresentou a terceira queda mensal consecutiva em junho, diminuindo também na comparação anual e alcançando o menor patamar desde fevereiro de 2015. A redução do endividamento observada nos últimos meses reflete um ritmo menor de recuperação do consumo das famílias e uma maior cautela na contratação de novos empréstimos e financiamentos. Houve também redução da parcela média da renda comprometida com dívidas, e o percentual de famílias que relataram estar muito endividadas alcançou o menor patamar desde julho de 2015.

Tabela 05–Nível de Famílias Endividadas (% do total)

Tabela 05–Nível de Famílias Endividadas (% do total)

PEIC (% do total de famílias) Famílias endividadas Famílias com conta em Atraso Famílias que não terão condições de pagar as dívidas em atraso PEIC (em número absolutos)

O percentual de famílias com dívidas diminuiu em junho de 2018 ante o mês anterior, a terceira queda consecutiva, assim como em comparação com o mesmo período do ano passado. O percentual de famílias com contas ou dívidas em atraso também diminuiu entre os meses de maio e junho de 2018, bem como em relação a junho do ano anterior. O percentual que relatou não ter condições de pagar suas contas em atraso também diminuiu em ambas as bases de comparação. Tabela 04–Endividamento e Inadimplência do Consumidor. Tabela 04 – Endividamento e Inadimplência do Consumidor.

Famílias endividadas Famílias com conta em Atraso Famílias que não terão condições de pagar as dívidas em atraso

mar/18 Total - % 61,2% 25,2%

abr/18 Total - % 60,2% 25,0%

mai/18 Total - % 59,1% 24,2%

jun/18 Total - % 58,6% 23,7%

10,0%

10,3%

9,9%

9,4%

Número Absoluto 9.797.186 3.954.924

Número Absoluto 9.637.261 3.935.512

Número Absoluto 9.462.764 3.802.040

Número Absoluto 9.396.686 3.721.803

1.621.735

1.658.163

1.602.021

1.543.748

Fonte: Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismos - CNC| Perfil de Endividamento das Famílias Fonte: Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismos - CNC| Perfil de Endividamento das Famílias

SÍNTESE DOS RESULTADOS (% em relação ao total de famílias)

Fonte: Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismos - CNC| Índice de Confiança do Empresário do Comércio

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Total de Endividados

Dívidas ou Contas em Atraso

Não Terão Condições de Pagar

Junho de 2017

59,4%

25,6%

10,1%

Maio de 2018

59,1 %

24,2%

9,9 %

Junho de 2018

58,6 %

23,7%

9,4 %

A proporção de famílias com contas ou dívidas em atraso também recuou, acompanhando um patamar menor de endividamento e uma redução do comprometimento da renda destinada ao pagamento de dívidas. A redução das taxas de juros também constitui um fator favorável a esse resultado. Uma proporção menor de famílias relatou não ter condições de pagar seus débitos em atraso, mostrando maior otimismo em relação à sua capacidade de pagamento.

Fonte: Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismos - CNC| Índice de Confiança do Empresário do Comércio

Revista ACIR

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ACIR SOCIAL

PROFISSIONALISMO E CARINHO DEDICADOS AOS IDOSOS O CUIDADO DA BELEZA FOI REGADO DE MUITAS HISTÓRIAS E APRENDIZADO.

também levou para o Lar dos Idosos a habilidade para corte de cabelo e também para aparar a barba. “Não tem dinheiro que pague esse trabalho voluntário. Não tem dinheiro que pague essa experiência que levamos depois de um trabalhinho e uma boa conversa com eles. Eu me sinto realizado”.

O Lar dos Idosos Paul Percis Harris recebeu visitas especiais numa manhã de solidariedade e capricho. Um grupo de 15 profissionais do Núcleo de Cabeleireiros do Projeto Empreender/Acir, dedicou parte do dia para atendimento

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aos 74 idosos que moram no Lar. “Nós entramos com o que temos de melhor, nossa mão de obra e, além disso, aproveitamos para conversar, ouvir histórias e aprender com esses idosos,

que já viveram muitas experiências”, contou a cabeleireira Lurdes Pereira, que fechou as portas do salão de beleza dela para atender aos idosos. O James Carlos Vitorato, de 29 anos, Revista ACIR

James teve uma surpresa enorme ao iniciar o atendimento ao Senhor Almir Manoel da Silva, que aos 101 anos de idade, conserva lucidez e vaidade. “Me mantenho firme e forte, me viro sozinho e a dorzinha na perna não é suficiente para me derrubar na cama. Gosto de receber visitas e contar as minhas histórias, do tempo que vim da Bahia. Hoje vou sair daqui de cabelo e barba aparados e com mais amigos”, disse seu Manuel. Não importa a idade, aos 75 anos, seu Divantino Mariano da Cruz não perdeu o bom humor. “Assim, no capricho dá até mais vontade de viver, de buscar uma namorada, fica tudo mais fácil. A esperança é a última que morre e aqui Julho / Agosto de 2018

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AÇÃO SOCIAL

SUSTENTABILIDADE

ACIR E EMPRESAS RECEBEM O SELO AMIGO DO CATADOR

no Lar já saiu até casamento, o próximo pode até ser o meu”, contou seu Divantino com muita alegria. Outra interna animada foi a dona Maria José, de 66 anos. “Vou aproveitar para cortar as pontas do cabelo, fazer uma hidratação e arrumar a sobrancelhas. Quero ficar mais bonita para o meu namorado. Acho que cada vez que vem uma turma assim, caprichosa e disposta, nós é que saímos ganhando”.

A ACIR ESTÁ ELABORANDO UM PROJETO DE COLETA DE MATERIAIS ELÊTRONICOS PARA SEREM REPASSADOS À COOPERCICLA.

Hoje o Lar dos Idosos tem 26 mulheres e 48 homens internos. Cada um participa dos custos da casa com parte da aposentadoria. Mas o custo de manutenção da casa é alto e a direção garante que a maior parte, quem faz é a comunidade.

As novas empresas que aderiram a gestão dos resíduos sólidos e passaram a contribuir com a Cooperativa de Reciclagem de Lixo de Rondonópolis – Coopercicla, receberam o Certificado e o Selo Amigo do Catador, em cerimônia realizada no auditório da ACIR.

“Temos fisioterapeuta, psicólogo, nutricionista, enfermeiro e outros técnicos e atendentes. A Casa tem capacidade para mais gente, mas não temos recursos humanos para um atendimento mais amplo. Os 74 internos são bem atendidos, recebem alimentação, atenção e tudo o que precisam. Os recursos também são medidos, recebemos uma verba municipal, um recurso federal e promovemos eventos para arrecadar dinheiro, para conseguir atender com qualidade a todos”, disse a enfermeira Vanessa Abadia, responsável técnica do Lar dos Idosos. O Lar dos Idosos recebe doações da comunidade, promove Bingo e bazares. O auxílio de entidades reforça o atendimento ou, simplesmente, de pessoas que fazem visitas periódicas e oferecem carinho e atenção aos idosos. A Acir também é parceira e a cada

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Entre as empresas ‘amigas’, a ACIR passa a fazer parte do grupo com participação efetiva na coleta e entrega de materiais eletrônicos. “Nossa Entidade sempre apoiou a Coopercicla, antes somente como parceira e colaboradora. Agora vamos participar também como ‘Amiga do Catador’ com os materiais que acabam ficando guardados na Entidade. Para nós é uma honra receber o selo e o certificado”, disse o gerente administrativo da ACIR, Robson Neves.

promoção especial, solicita a entrega de fraldas geriátricas como ingresso, para serem doadas ao Lar dos Idosos. A exemplo dos paineis de Mulheres e Homens Empresários, que contam suas

histórias e, a cada evento é solicitada a entrega de fraldas como ingresso. O que é arrecadado vai direto para o Lar e as contribuições são sempre bem recebidas.

Revista ACIR

Já o presidente, Juarez Orsolin, aproveitou a oportunidade para agradecer à Coopercicla pela oportunidade que as empresas têm em fazer o correto na seleção e gestão dos resíduos. “A cidade, o meio ambiente e cada um de nós saem ganhando quando se trata corretamente o lixo. Rondonópolis agradece a Coopercicla e a Julho / Agosto de 2018

este grupo de catadores que fazem da seleção, coleta e destinação correta dos resíduos um ato, além de nobre, gerador de emprego e renda”. A presidente da Coopercicla, Jussineide Correia da Silva, uma das fundadoras da Cooperativa, agradeceu a colaboração de todos, que desde o início participaram e acreditaram no movimento. “Além da ACIR, temos um carinho especial pela Ana Paula Beer, que nos colocou no caminho certo e resolveu todas as questões para a criação da Coopercicla. Para selar o agradecimento, premiamos a Ana com uma homenagem especial”, disse Jussi, que entregou um presente para a voluntária Ana Paula. Na sequência, a homenageada entregou para as cerca de 50 empresas, o selo e o certificado de ‘Amigo do Catador’. “Nossa cidade precisa crescer muito nesta questão de preservação ambiental. Mas a Coopercicla já faz a parte dela e vamos ficar cada vez mais eficiente e mais abrangente. Para isso esperamos contar sempre com as empresas e as pessoas dessa cidade”, disse Ana Paula Beer.

LISTA DE PARECEIROS QUE RECEBERÃO SELO 5S TRANSPORTES LOGISITCA ACOFER INDÚSTRIA E COMERCIO AMIGÃO BORRACHA E PARAFUSOS APROSMAT BANCO SICREDI BRINKS CARITAS DIOCESANA DE RONDONÓPOLIS CASA LOTERICA ESTRELA DA SORTE CELERIO CARNES ESPECIAIS CERVEJARIA PETROPOLIS CESTA BASICA BARBOSA CHUVEIRAO DAS TINTAS COMAPA FAZENDAO COMDONINIO EDIFICIO PIRÂMIDE COMUNIDADE TERAPÊUTICA CASA ESPERANÇA CONSTRUTORA SALLAS CORREIOS (AV. GOIANIA) DEPOSITO DE VERDURA GOIANO DROGARIA OPERARIO ELETRONICA NOVO TEMPO ELETRONORTE ESCOLA ESTADUAL SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS ESPAÇO IDEIAS FERTILIZANTES CELERE (FAST AGRO) FERTIPAR FERTILIZANTES FLAMBOYAN FORUM DA COMARCA DE RONDONÓPOLIS FUNDAÇÃO MATO GROSSO IFMT IGUAÇU MAQUINAS IMPRIMA MULTIVISUAL INDEA LABORATORIO SÃO JOÃO LOUIS DREYFUS COMPANY MERCADÃO AGRICOLA MEGA NET NC IMOVEIS NOVANIS PALACIO DOS MOVEIS PAULISTÃO POBORE AGUA MINERAL PROMAX RADIADORES CENTRO OESTE REFRAUTO AUTO CENTER ROMAVIL AUTO CENTER SANEAR SEBRAE SECRETARIA DE SAUDE DE RONDONÓPOLIS SEMENTES ADRIANA SENAI SERPAL HIDRAULICA SUPER FREIOS TECCONTROL UNIMED VASSOURAS MARANHÃO VIVEIRO BOA ESPERANÇA ZAHER E CIA LTDA

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COLUNA COACHING

REIVINDICAÇÃO

QUEM ACREDITA QUE É POSSÍVEL? É comum ouvirmos profissionais experientes dizerem que algumas mudanças, alguns projetos, algumas melhorias são impossíveis num determinado cenário, ou que já foi tentado no passado, mas não deu certo, não acreditando no seu poder de realização. É menos frequente encontrar àqueles que acreditam nas possibilidades de fazer, de colocar em prática, ou seja, que encaram os desafios com garra.

principal objetivo do trabalho/projeto, deixando de lado as pequenas dificuldades e focando na grande razão de ser e realizar.

Essa diferença tem a ver com questões culturais, evoluções tecnológicas e intelectuais, avanço na comunicação, globalização da informação, enfim, na evolução da humanidade.

Empatia: desenvolvem a capacidade de ouvir os outros e compartilhar seus pensamentos, entendendo o que é aplicado para atender as necessidades de ambas as partes.

Cabem aqui algumas reflexões: o que realmente os diferencia? Qual o comportamento dos que acreditam nas possibilidades e fazem acontecer? Quais são as habilidades e atitudes destes profissionais? Certamente, os profissionais que acreditam nas inúmeras possibilidades e buscam com veemência a realização, possuem características exclusivas que geralmente são consideradas como Resiliência, porém, podem ser entendidas de forma mais abrangente. Vejamos algumas delas: Pensamento Positivo: possuem uma visão do lado bom de todas as situações, entendem as dificuldades como forma de desafios e conquistas. Visualizam as crises como obstáculos a serem superados; Flexibilidade: reconhecem a importância de se adaptar às mudanças e de participar de novos cenários com maior facilidade. Em vez de tentarem conter as transformações, se misturam a elas. Persistência Inteligente: tentam mais de uma vez até atingir os objetivos de acordo com o foco determinado. Escolhem de forma correta onde empregar os esforços para alcançar cada etapa. Percepção de Futuro: pensam e preparam-se para o futuro, mudanças que podem ocorrer, possuem um segundo plano de acordo com o impacto das ações. Definição de Propósito: visualizam o

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Capacidade de Decisão: são proativos e autoconfiantes ao ponto de tomar decisão em prol do objetivo. Desconsideram o medo de errar e arrisca, de forma prudente e calculada nas escolhas feitas.

Aprendizado constante: compreendem as falhas que podem ocorrer buscando o máximo de aprendizado com elas. Capacidade de realização: iniciam e concluem as tarefas ou projetos, entregando um produto/serviço final conforme o escopo combinado. Os profissionais que acreditam nas possibilidades têm uma característica muito relevante que é ter vontade, que no sentido literal significa ter ânimo firme, coragem, persuasão, empenho, interesse, certeza adquirida por demonstração ou por evidência. Outro diferencial está na capacidade de avaliação dos riscos inerentes a execução de determinadas ações ou na falta delas. Este profissional que acredita em inúmeras possibilidades tem a visão expandida ao ponto de avaliar os possíveis impactos de ser fazer ou não uma ação, mensurando o quanto a empresa se torna vulnerável ao mercado ou ambiente, concluindo com mais segurança a tomada de decisão. Interessante pensar que algumas destas características estiveram nítidas no comportamento de pessoas e profissionais que fizeram a diferença. Recordamos e observarmos através de alguns exemplos: Nelson Mandela – na luta pela igualdade e superação da discriminação da raça negra; Albert Einsten – cientista e Stephen Hawking – físico e cosmólogo, ambos estudaram a origem do universo; Mahatma Gandhi – lutou pela independência da Índia da colônia inglesa por meio de um projeto de não violência.

Veridiana Manchini Contadora, especialista em Controladoria e Gestão de Processos e Master Coaching, Mentoring e Holomentoring® do Sistema ISOR® “Instituto Holos de Qualidade”. E, o maior e melhor exemplo de vida a ser seguido, que acreditou nas possibilidades, no bem e na realização, que buscou com foco e resiliência na sua missão na terra, arrebatando milhares de seguidores, foi Jesus Cristo. Ele sabia do seu futuro, estava predestinado, e mesmo assim cumpriu o seu papel, foi até o fim, com coragem, garra, foco e determinação por um propósito maior. Que sejamos então sábios o suficiente para aprender o que de melhor estas e outras pessoas e profissionais, líderes exemplares, fizeram e buscaram em toda sua trajetória, trazendo um pouco para nossas vidas, que consequentemente teremos reflexos positivos nas nossas empresas e na sociedade como um todo. E para você que acaba de fazer esta leitura, fica uma reflexão sobre a frase abaixo, ela pode ajuda-lo a repensar as possibilidades e acreditar que há sempre algo a ser feito: “Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota”, por Madre Teresa de Calcutá (missionária que dedicou sua vida em prol dos pobres e famintos). A dica é: Cuide das suas atitudes que formam o seu comportamento. Acredite! Você pode ser e fazer hoje melhor que foi ontem. A vida é agora. Paz e Bem a todos!

Revista ACIR

ACIR E OUTRAS ASSOCIAÇÕES COMERCIAIS DISCUTEM DEMANDAS COM GOVERNO DO ESTADO FOI ENTREGUE AO GOVERNADOR UMA CARTA PROPOSITIVA COM QUESTÕES FISCAIS, TRIBUTÁRIAS E ATÉ TECNOLÓGICAS. Representantes das Associações Comerciais e Empresariais (ACE’s) de Mato Grosso se reuniram com o governador Pedro Taques e o presidente da Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso (Desenvolve MT), José Adolpho, para discutir propostas voltadas ao incentivo fiscal, segurança jurídica, oportunidades de investimento e desenvolvimento econômico para o setor no Estado. As pautas foram formalizadas por meio de uma carta propositiva entregue ao chefe do executivo pela Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Mato Grosso (Facmat). “Foi uma honra recebê-los aqui e tenho interesse em continuar trabalhando para a recuperação da economia. Estas questões me preocupam muito desde quando eu ainda estava no Senado”, destacou o governador Pedro Taques. A carta propositiva, explicou o presidente da Facmat, Jonas Alves, visa sugerir alternativas para que o governo enfrente os desafios que afetam a população mato-grossense como um todo, em especial as atividades empresariais, e aproveite as

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oportunidades que se apresentam. “Sugerimos que sejam criadas políticas públicas governamentais que alavanquem o desenvolvimento sustentável e ajudem na retomada da economia estadual, com índices expressivos de crescimento”, disse. Outra sugestão apresentada na carta é em relação à segurança jurídica, com maior qualidade, previsibilidade e qualidade das normas, com discussão antecipada, e edição de decretos e resoluções claros, estáveis e aplicações que não deixem dúvidas aos empresários. A conectividade em todas as regiões do Estado que sofrem com a falta de fibra ótica para se comunicar via Internet também foi citada na carta. Para o presidente da Desenvolve MT, José Adolpho, não existe desenvolvimento sem o comércio. “O agro tem sua importância, a indústria tem sua importância, mas o comércio é o setor que mais gera emprego e renda dentro do Estado de Mato Grosso e no Brasil. É essencial mantermos essa empatia, mostrar o que o Governo está fazendo e como podemos ajudar”, disse o presidente.

As considerações sobre a edição de decretos tributos de consumo e processos tributários apresentados na carta propositiva, foram explicadas pelo secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo. Conforme ele, dois novos projetos de lei que prevêm alterações nas normas e resoluções, devem ser apresentados na próxima semana e, posteriormente, encaminhados para votação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. “A reforma tributária dá segurança jurídica e vai simplificar. Naquilo que o Estado pode fazer dará um grande passo, mas precisamos entender também como será no âmbito nacional”, ponderou. O representante da ACIR esteve ao lado da ACs de Água Boa, Alta Floresta, Alto Araguaia, Arenápolis, Barra do Bugres, Cáceres, Campos de Júlio, Canarana, Cuiabá, Diamantino, Guarantã do Norte, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Nova Olímpia, Pedra Preta, Peixoto de Azevedo, Primavera do Leste, Rosário Oeste, São José do Rio Claro, Sorriso, Tangará da Serra, Terra Nova do Norte e Várzea Grande.

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ENCONTRO NACIONAL

UNIÃO

CENTENAS DE EMPRESÁRIOS PARTICIPAM DO 5º FÓRUM CACB MIL CERCA DE MIL EMPRESÁRIOS E LIDERANÇAS PARTICIPARAM DAS DISCUSSÕES EM TORNO DO ASSOCIATIVISMO E DA ECONOMIA NACIONAL.

“A crise será um amanhecer para o Brasil. Nós acreditamos no nosso país”. Foi assim que o presidente da Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB), George Teixeira Pinheiro, abriu a quinta edição do Fórum CACB Mil e do 9º Encontro de Negócios da Língua Portuguesa, realizado em Brasília. O encontro aconteceu com o objetivo de traçar cenários importantes para, com isso, entender o momento atual. O representante maior das associações comerciais de todo o Brasil, apesar das incertezas por conta desse ser um ano de eleições presidenciais, está

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confiante na recuperação da economia brasileira. A Associação Comercial Industrial e Empresarial de Rondonópolis (ACIR) esteve representada no Fórum com uma das maiores delegações dentre as associações presentes, liderada pelo presidente Juarez Orsolin e composta por integrantes da diretoria e colaboradores. Durante o discurso, Pinheiro comentou que a recente paralisação dos caminhoneiros trouxe à tona algumas fragilidades antes praticamente des-

percebidas e também resultou em perdas para muitos negócios, como na criação de aves. Dentre os temas abordados no encontro, tecnologia e inovação também foram pautas das apresentações, assunto tratado pelo cientista de dados, especialista em bussinesanalytics e chefe do laboratório de ciência de dados da CAPPRA e do MissionControl, Ricardo Cappra. O presidente da CACB comentou que a entidade está atenta em abrir as discussões em torno do assunto e também na construção da agenda de inovação para o país. Ele ressalta que as classes comercial e empresarial devem acompanhar essas novidades. O 5º Fórum CACB Mil também serviu para ampliar as possibilidades de negócios no Brasil cruzando o oceano atlântico para manter relações com Portugal, por meio das Câmaras de Comércio Portuguesas. O ministro-adjunto do primeiro-ministro de Portugal, Pedro Siza Vieira, lembrou a importância da internacionalização da economia e disse que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) representa um mercado potencial para a economia brasileira. “Todos eles têm problemas semelhantes e soluçõesparecidas”, comentou o presidente da Confederação Empresarial da CPLP, Salimo Abdula. George Pinheiro encerrou dizendo que o encontro é o momento de escutar para executar, onde diversas ideias são lançadas e discutidas e posteriormente devem ser contextualizadas em cada negócio e fazerem as associações crescer e se fortalecer.

Revista ACIR

Ricardo Amorim, economista

ASSOCIATIVISMO GERA OPORTUNIDADES DE CRESCIMENTO EM GRUPO SEGUNDO ECONOMISTA O PAÍS TERÁ UM CRESCIMENTO EXPRESSIVO CASO A HISTÓRIA DA ECONOMIA SE REPETIR. O economista Ricardo Amorin foi o principal convidado para falar com centenas de empresários de todo o país que participaram do 5º Fórum CACBMil que reuniu representantes de todas as associações comerciais do Brasil. A diretoria da ACIR também participou do encontro. Amorim iniciou a apresentação fazendo um histórico do comportamento da economia dos últimos 100 anos, inclusive apontando como o país reagiu nos momentos ruins. “E hoje estamos saindo de uma crise e isso pode nos dar um alívio, caso a história se seguir. O Brasil poderá ter um crescimento significativo nos próximos anos.” Porém, a incerteza do futuro político quanto à eleição presidencial esse Julho / Agosto de 2018

ano, somada à alta do dólar e a recente greve dos caminhoneiros, a tendência é que haja uma piora na economia a curto prazo, antes da melhora, repetindo o que aconteceu em 2009. Uma informação importante repassada pelo economista incentivou ainda mais os diretores da Acir a trabalharem nessa cadeia produtiva. “O modelo associativista que vocês têm gera uma oportunidade que a Apple usa de melhor. Se tornou a empresa mais valiosa da história da humanidade criando um ecossistema onde cada vez que ela cresce, seus parceiros crescem juntos, e vice-versa” Para ele o uso da tecnologia e inovação é fator primordial para que esse crescimento aconteça. No case apresentado, a empresa usa um sis-

tema que interconecta varias pessoas que produzem melhorias para os aparelhos vendidos pela Apple. “Cada vez que qualquer um deles melhora o produto, toda a cadeia sai ganhando”, completa. O palestrante acredita que é preciso fomentar a inovação no Brasil e que isso deve começar nas micro e pequenas empresas. Como geralmente as grandes empresas já estão firmadas no mercado, são as pequenas as mais ousadas, mas segundo Amorim, poucas estão fazendo isso. Amorim concluiu fazendo uma provocação ao público do Fórum: “Amanhã, o que vocês farão de diferente para melhorar o produto, o serviço, o atendimento, e etc, para criar oportunidades para os negócios de vocês?” >>

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INOVAÇÃO

EMENDA DE BANCADA

ACIR LUTA PELA APLICAÇÃO TOTAL DO RECURSO NOS DISTRITOS INDUSTRIAIS O INVESTIMENTO VAI DEPENDER TAMBÉM DO TRABALHO DO PREFEITO MUNICIPAL.

Ricardo Cappra, cientista de dados

BASES DE DADOS ORIENTAM NOVAS FORMAS DE NEGÓCIO COMO UTILIZAR A INFORMAÇÃO CRUZANDO DADOS PARA MELHORAR OS NEGÓCIOS A informação é algo presente na nossa rotina, principalmente no desenvolvimento e gerenciamento de negócios. A grande questão é como utilizar esses dados de maneira eficaz para ajudar sua organização. “Atualmente consumimos informação de maneira descontrolada e o problema é decidir quais são úteis e quais são inúteis para tomar decisões” comenou o cientista de dados, especialista em bussinesanalytics e chefe do laboratório de ciência de dados da CAPPRA e do MissionControl, Ricardo Cappra. Ele falou no último dia do 5º Fórum Nacional CACB Mil, abrindo a manhã com a palestra “Como ajudar as empresas, organizações, marcas e pessoas a

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criar estratégias através da análise e inteligência de dados?” Segundo lembrou, esse excesso de dados acaba por se tornar um obstáculo na hora de tomar decisões, assim como a falta dessas informações. Outro problema que encontramos é a questão do fácil acesso às informações. “No cenário atual, grandes empresas não conseguem mais competir com startups, pois ambas têm acesso à informação ao mesmo tempo”, ressalta Ricardo. A partir desses problemas, surge o obstáculo: Como tomar decisões para meu negócio? Ricardo afirma que esse problema é gerado pelo grande volume de dados e destaca que “precisamos

identificar o que é realmente relevante para o negócio, coletando as informações que interessem”. Para promover a identificação, o cruzamento de dados através dos algoritmos mostra as informações úteis para um determinado negócio. “É como colocar uma camada científica nos negócios, uma análise analítica” relatou o cientista. As decisões começam a se tornar mais seguras e mais fáceis de serem tomadas, eliminando os erros. Com isso, disse Capra, as oportunidades podem ser melhor identificadas. Para encerrar, disse o especialista: “Se o presente é digital, o futuro é analítico”.

Revista ACIR

Desde que foi anunciado oficialmente o recurso proveniente da emenda impositiva da bancada federal de Mato Grosso para investimento na infraestrutura dos distritos industriais de Rondonópolis, a Associação Comercial Industrial e Empresarial de Rondonópolis (ACIR) tem acompanhado o andamento dos processos para que os valores sejam aplicados conforme foi proposto pelos parlamentares. O investimento proposto inicialmente era de R$ 82 milhões e por contingenciamento do governo federal caiu para R$ 56 milhões. Conforme a equipe técnica do Ministério das Cidades, o prefeito José Carlos do Pátio deu entrada no processo para liberação do recurso no Ministério propondo fracionamento do valor, ou seja, que parte fosse investido nos distritos industriais e parte do valor fosse destinado para pavimentação diversos bairros da cidade. Para garantir que o valor sugerido pela bancada federal seja realmente aplicado em sua totalidade nos distritos industriais, conforme definido e acordado inicialmente pelos parlamentares, por se tratar de um setor de grande relevância para o desenvolvimento não só de Rondonópolis, mas do estado de MT, o presidente da ACIR, Juarez Orsolin, acompanhado dos diretores Luiz Fernando Homem de Carvalho e Armando Pereira Chaves, esteve reunido com o coordenador da bancada mato-grossense, senador José Antônio Medeiros, e com o deputado federal Adilton Sachetti, articulador da

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ideia dessa emenda impositiva..

pio e assim a população saiu perdendo.

Os representantes da classe comercial, industrial e empresarial alertaram os parlamentares sobre a possibilidade do recurso ser fracionado e não ser investido em sua totalidade nos distritos industriais, deixando assim de resolver se não tudo, mas pelo menos uma boa parte dos problemas crônicos de falta de infraestrutura que sofrem os distritos, prejudicando significativamente o desenvolvimento das atividades pelas empresas que estão sediadas ou que buscam instalar-se nos distritos. Esses investimentos beneficiariam também os moradores de bairros da redondeza, como é o caso da região como o jardim Oásis e Paineiras.

Na ocasião, o deputado federal entrou em contato e expos a situação da emenda ao prefeito José Carlos do Pátio que entendeu a necessidade do investimento e se comprometeu a alterar o processo no Ministério das Cidades, deixando conforme sua origem. Dessa forma, todo o recurso da emenda volta a ser destinado para os distritos industriais. Pátio ainda comentou que vai investir recursos próprios para melhorias dos bairros que seriam contemplados com parte do valor da emenda impositiva.

Como líder da bancada, o senador Medeiros garantiu que está trabalhando juntamente com os demais parlamentares para que o recurso permaneça em sua totalidade para investimentos nos distritos industriais e fez um alerta: “Alguns parlamentares já entraram em contato comigo e disseram que caso o recurso seja fracionado e o investimento não seja feito conforme foi idealizado eles vão tirar a emenda de Rondonópolis e destinar para seus municípios de origem”, relatou. Sachetti lembrou de outro caso, de uma emenda de bancada articulada para ser aplicada na saúde do Estado, mas que no meio da caminho foi mudado a destinação do recurso, não sendo destinada conforme programado na proposta e os parlamentares acabarem desistindo da ideia, dividindo um pouco para cada municí-

O senador levou os empresários até o Ministério das Cidades para saber exatamente o andamento do processo da emenda. A bancada espera que o município agilize a alteração do processo no sistema de obras do Ministério para que o recurso esteja garantido e os distritos industriais possam receber o benefício. O presidente da ACIR, Juarez Orsolin, saiu satisfeito da audiência e comentou que, como representante da classe industrial de Rondonópolis, não poderia deixar de lutar por esse recurso que se realmente for aplicado vai transformar a realidade dos distritos industriais da cidade, que precisam de melhorias. “É a grande chance que se tem de resolver os problemas e dar melhores condições às empresas de desempenhares suas atividades em melhores condições e aos trabalhadores da indústria local”, finalizou.

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Nelson Carvalho com suas filhas sucessoras

CAPA

DE PAI PARA FILHOS, O PROCESSO SUCESSÓRIO NAS EMPRESAS SEM DOR, SEM PERDAS E SEM RANCORES EXEMPLOS DE FAMÍLIAS QUE ESTÃO CRESCENDO JUNTO NOS NEGÓCIOS. Vamos começar nossa reportagem especial dessa edição com alguns exemplos que vêm para concretizar a teoria de que a sucessão familiar nas empresas pode, sim, ser o melhor caminho para a manutenção do sucesso nos negócios. Para exemplificar grandemente, usamos a Walmart, Nike, Itaú, Magazine Luiza e Volkswagem. Você sabe o que elas têm em comum? Todas são empresas familiares. Apenas alguns exemplos das organizações que dominam seus setores e representam 80% das empresas no mundo. Aqui no Brasil, elas correspondem a 90%. Esses empreendimentos são exem-

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plos que deram certo, mas existe o outro lado, dados mostram que de cada 100 empresas familiares, apenas 30 chegam à segunda geração e menos de 10 sobrevivem até a terceira ou quarta gerações. Isso tudo porque não é fácil crescer onde o pai é o chefe e o filho ou filha é o empregado. Mas é assim que começa a sucessão, os jovens aplicam o que aprendem nas faculdades diretamente nas empresas, que já têm na direção e comando, justamente aquele que criou e fez crescer o negócio. As barreiras existem e ninguém está livre delas, a questão é transpor cada

uma com categoria, expertise e administração de conflitos. Muitos teóricos dão receitas que nem sempre cabem a cada caso. O melhor é experimentar, estudar e se preparar para a sucessão. Hoje tem empresas especializadas nesse preparo. Elas estudam o perfil de cada um dos sucessores e os coloca no lugar certo, assim tudo fica mais fácil. Conheça agora alguns casos de empresas de Rondonópolis que servem de exemplo. Cada uma delas é uma história de superação, de identidade e de integração familiar. Tudo pelo sucesso e continuidade dos negócios.

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AS MENINAS DA NC IMÓVEIS MISTURAM APTIDÃO COM CARINHO Pelo triplo olhar feminino, de Melisa, Letícia e Denise, o patriarca Nelson Carvalho, certamente escolheu o caminho mais eficiente para manter viva a tradição de um engenheiro civil que voltou para a terra natal com o propósito de

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criar comunidades e não simplesmente vender lotes. Com essa teoria de que o lugar escolhido para morar precisa ser o melhor lugar e o lar do cidadão e sua família, as

meninas do Seu Nelson chegaram para somar na empresa criada pelo pai há mais de 20 anos, a NC. “A princípio nosso pai se preocupava em que nos mantivéssemos unidas no

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negócio, para que no futuro não nos desfizéssemos de tudo o que ele havia construído. Na verdade, pela escolha profissional, só a Letícia estaria preparada, como administradora de empresas para tocar o negócio. Eu (formada em Psicologia) e a Denise (designer de joias), não nos encaixaríamos no negócio, somente seguiríamos como sócias e nada mais”, explica Melisa Carvalho, que administrava com o marido os negócios do casal. Mas o envolvimento foi grande, e as três filhas hoje têm na NC, além do trabalho, o desejo de transformar a cidade um lugar melhor para se viver, como o pai sempre fez. “Nós acreditamos que juntas, podemos transformar a maneira com que as pessoas cuidam dos lugares onde vivem. Nosso pai ainda está no comando, lógico, nos ensinando o tempo todo. Ele é o primeiro

a não nos deixar desistir de fazer diferente, de sermos criativas. Ele nos instiga a inovar sempre.” Letícia, administradora de empresas, também se formou em São Paulo como Melisa e Denise. E depois de um período na Inglaterra recebeu uma proposta do pai, para trabalhar na empresa. “A princípio eu tinha um pai/patrão, mandava mesmo. Hoje ele confia nas filhas e nos deu liberdade de enfrentar e solucionar problemas. Lógico que ele dá palpites, com conhecimento que tem, é muito importante saber o que pensa e acolher as sugestões. Ele entende e ama o que faz”, diz Letícia. Bem, com uma administradora e uma psicóloga na empresa, como achar um lugar para a caçula da casa? Denise escolheu designer de jóias

como profissão, lançou sua marca em São Paulo. “Eu estava profissionalmente realizada, mas aí surge uma oportunidade de trabalho para o meu marido justamente aqui em Rondonópolis. Pronto, voltei e fui trabalhar com minhas irmãs. Somos sim a segunda geração na NC e nosso dever é manter e desenvolver a empresa pensando nas próximas gerações”, diz Denise. As ‘meninas’ do Seu Nelson hoje, estão engajadas nos negócios da família sempre trazendo novidades. O pai dá espaço, as filhas são estudiosas e criativas e o resultado só poderia ser este: uma empresa que veio para mudar o conceito de simplesmente ‘vender lotes’; a família NC quer mais, quer conforto, segurança, infraestrutura e lazer tudo em um só lugar, o lugar que as famílias escolhem para chamar de Lar.

SUCESSÃO PROGRAMADA A grande verdade é que o patriarca sempre desejou que elas, as meninas, voltassem. Quando a oportunidade de reunir todos na mesma empresa surgiu, Seu Nelson não brincou em serviço. A NC contratou uma consultoria para ajudar e direcionar o processo de sucessão. Saber das habilidades de cada uma das filhas, encaixar com o gosto pelo trabalho e aproveitar os três potenciais, era o mínimo para que a empresa realmente mantivesse o

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rumo. Pronto, cada uma na sua área foi se encaixando e hoje tanto Melisa como Letícia e Denise (na ordem cronológica), não furtam as crianças – a terceira geração, de participarem dos projetos da empresa. “Quanto mais eles entenderem dos propósitos da nossa empresa, melhor”, garante Melisa. Hoje a família organiza pelo menos

Pai, filho e mãe trabalham juntos no negócio

uma viagem por ano, para lugares diferentes do mundo de onde possam trazer novidades para o setor. “No total vamos em 11 pessoas, todos juntos. Passeamos, aprendemos, convivemos e crescemos juntos. Isso é fundamental para nossos pais, a Mara – mãe, é quem lidera toda essa família que certamente vai ficar unida e trazendo para Rondonópolis, mais condomínios residenciais bons para morar, bons para viver”, finaliza Letícia.

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CONFLITOS DE IDEIAS E RESPEITO MÚTUO Outro exemplo de sucessão gradativa e eficiente, talvez até com mais emoção, acontece na empresa de Sérgio Del Cistia, onde o primogênito Renato, assume aos poucos o comando dos negócios. “Na verdade, não dá para dizer que eu assumi, porque meu pai segue na cadeira de diretor. O que fazemos é misturar a expertise dele

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com as inovações que eu trago para dentro da Elétrica Serpal”, diz Renato. O filho conta com orgulho que o pai cresceu trabalhando muito. “Sempre tomamos por exemplo a história do meu pai, que começou em São Paulo, como comprador numa empresa atacadista de material elétrico, lembran-

do que à noite (terceiro turno) dava aulas de matemática. Isso foi rendendo garra e conhecimento”. Em 1978 o casal Hemengarda e Alberto Luz, pioneiros de Rondonópolis e parentes da família, faziam a maior propaganda da cidade do interior de Mato Grosso, que prosperava e prome-

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Os sábados são sempre de reunião familiar dos Hollatz

tia sucesso aos empreendedores corajosos que investissem aqui. “Meu pai não teve dúvidas e externou o espírito empreendedor e veio tentar a sorte em Rondonópolis. Aqui, em outubro do mesmo ano inaugurava a loja, na garagem de um pequeno prédio, medindo 32m². O nome escolhido para a empresa foi a junção dos nomes do meus pais – SER de Sérgio e PAL de Paulina. Surgia assim a Elétrica Serpal”. A entrada do filho nos negócios da família começou tímida, quando ele era uma adolescente de 16 anos e passava o período de folga da escola no balcão, atendendo. “Depois tive de sair de Rondonópolis para estudar, na época não tinha curso superior na cidade. Mas voltei formado em Publicidade e Propaganda e entrei ‘de sola’ na empresa, com muitas ideias e vontade de crescer. Começamos a desenhar uma nova história da Serpal em conjunto”, conta Renato. Mas é lógico que essa administração com conflitos de ideias e, principalmente de gerações, teve seus momentos tumultuados. “Nós (eu e meu pai) somos intensos em tudo, somos os melhores amigos, conselheiros um do outro, parceiros desde sempre. Isso ajuda muito no respeito mútuo dentro dos negócios. Porém, são projetos semelhantes com pensamentos diferentes, isso garante choques e conflitos saudáveis – risos – o que é certo é que crescemos juntos, estamos num momento em que a diferença de idade, de gerações, não impede um entendimento, às vezes mais ‘temperado’, mas nada que não possamos administrar. Eu aproveito a experiência do meu pai e ele, por sua

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LIBERDADE PARA CRIAR CORAGEM SEM CORRER RISCOS

Sergio e Renato já fizeram da Serpal destaque na cidade

vez, capta minhas ideias modernas. Enfim, formamos uma dupla perfeita”, diz Renato. Renato se orgulha de ter no pai o exemplo de garra, empreendedorismo e eficiência nos negócios que completam em outubro 40 anos em Rondonó-

polis. “Além do prédio próprio no centro da cidade, este ano abrimos mais uma loja, na Vila Operária. A visão de levar a empresa até o bairro mais populoso da cidade veio para concretizar o empreendedorismo da dupla Sérgio e Renato, acredito que, mais uma vez, acertamos”, conclui Renato.

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O engenheiro civil Helmut Hollatz veio do Rio Grande do Sul há 40 anos, recém-formado e experimentou em Rondonópolis o potencial na área de empreendimentos imobiliários. A princípio trabalhou como secretário de obras do município, mas vislumbrou uma cidade com perspectivas de desenvolvimento.

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Poucos anos depois, em 1983, Helmut decidiu criar seu próprio negócio, nascia a Construtora Salas, que leva o sobrenome da esposa, Neusa Salas Hollatz, que foi creditado para dar sorte. De lá para cá a empresa se solidificou passo a passo, sem pressa, mas com os pés no chão.

“Meu pai foi um guerreiro, começou construindo casas, morando nelas e colocando a plaquinha de ‘vende-se’. Assim é que a família enfrentou 23 mudanças e teve um prédio da Salas que ocupamos três apartamentos, sempre disponibilizando para venda, o que ocorria e a nossa mudança ia para outro lugar,

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Família Pradela no início das atividades do restaurante

muitas vezes alugado. Acho que acabamos nos acostumando com o ritmo e até gostávamos das mudanças constantes”, conta Gleyson, o primogênito que escolheu a engenharia como profissão.

Helmut com os filhos Gleyson e Marco Aurélio Hollatz

O irmão mais novo, Marco Aurélio, foi para outro rumo profissional, cursou administração de empresas. “Desde o início da faculdade eu sabia que o curso me prepararia para trabalhar na empresa da família. Eu e o Gleyson moramos juntos em Curitiba, onde nos formamos. A empresa onde eu trabalhava me proporcionou uma especialização, então depois da formatura demorei mais um tempo antes de voltar para Rondonópolis”, explicou Marco Aurélio. Na hora de definir Helmute como mais pai ou mais patrão, os dois irmãos são unânimes. “Nosso pai é uma mistura de paizão com patrão, nos dá liberdade, mas alerta para os riscos que podemos correr. Na verdade, ele sempre nos incentivou a entrar nos negócios da família, levando para as obras, mostrando como se trabalha e ensinando que para crescer precisávamos nos dedicar”, reforça Gleyson. Marco Aurélio garante que a vivência direta deles nas obras e empreendimentos da Salas rendeu a experiência, o gosto e a certeza de que ‘tocar’ os negócios seria uma missão para os filhos. “Quando eu voltei, formado, fui para empresa, conheci setor por setor, me envolvi em tudo que pudesse me ajustar dentro da Salas. Hoje praticamente nós tomamos a frente, mas nos-

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so pai sabe tudo o que acontece na empresa, visita obras, acompanha relatórios e sabe da realidade. Só que agora, os filhos assumem mais e os pais têm mais tempo para viajar e curtir a vida, sem tantos compromissos”. Mas os dois empresários admitem que o processo sucessório não é simples. A Salas contratou consultorias e assessorias que facilitaram a transição de pai para os filhos. Mas a voz do patriarca é ouvida sempre. “Nosso pai está mais nos bastidores, sem perder o rumo dos negócios. Lógico que trabalha menos, mas não abre mão de se manter bem informado de tudo o que acontece. Nós assumimos, sim, mas prestamos conta, porque ele é o idealizador de tudo e continua sendo o mais experiente da família. Só temos a agradecer”, completa Gleyson.

A família Hollatz está com três prédios em construção, de 23 a 25 pavimentos, e a maior novidade é a obra do Prime, prédio comercial, com 130 salas, dois andares corporativos e garagem para 350 carros; no mesmo complexo, que tem duas torres, numa delas é um hotel, com auditório e salas de reuniões. A obra está em andamento no centro da cidade e deverá ser entregue em 2021. “Entre tantos compromissos, obras, funcionários que somam 240 entre fixos e terceirizados, nós guardamos o sábado para nos reunir. O dia é de almoço em família e de preservar o que temos de mais precioso, os laços. Nossos pais já estão mais ‘liberados’ para viver, viajar e usufruir dos frutos plantados nos últimos anos de muito trabalho. Agora é a nossa vez”, finaliza Marco Aurélio.

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NEM A FACULDADE AFASTOU OS IRMÃOS DO RESTAURANTE DA FAMÍLIA A história do Verde Vale começou com uma sociedade entre dois irmãos e depois foi comprado pelo casal Sérgio e Odete Pradela, aliás, por foça de Odete, que mostrou mais coragem para empreender. “Eles lembram sempre que recolheram todas as economias que tinham para pagar a parte que era do meu tio. Na época sobrou R$ 100,00

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para as compras do restaurante para o dia seguinte. Assim começa a luta dos nossos pais”, conta a filha mais velha do casal, Mônica Pradela Guasti. Os desafios foram enormes, mas Sérgio e Odete enfrentaram cada um com muito trabalho e disposição e até envolveram os filhos, Mônica e Maicon,

desde muito jovens, no trabalho no restaurante. “Eu lembro que uma ocasião uma juíza de direito ameaçou denunciar meus pais, porque eu, com 11 anos já trabalhava aqui e, segundo a magistrada, isso era exploração de trabalho infantil. Meu pai ficou temeroso, mas não adiantou

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Maicon e Mônica estão preparados para assumir o restaurante

muito porque sempre gostamos de nos envolver com a lida no restaurante. O Maicon atendia telefone e eu até servia às mesas, tudo com muita disposição”, conta Mônica. A fase passou e hoje os dois são funcionários do Verde Vale. Já com 29 e 26 anos de idade, os irmãos têm capacidade de assumir o restaurante. Mas eles precisam enfrentar mais um dilema: convencer a mãe de que realmente eles podem buscar uma tranquilidade e deixar os negócios nas mãos dos filhos. “Na verdade, nosso pai já está mais ‘folgado’, acredita em nós e está disposto a viajar mais, descansar e viver melhor. Agora, a mãe é ‘osso duro’ e não quer largar o restaurante de jeito nenhum”, diz Maicon.

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Três gerações da família Zuffo trabalhando no mesmo negócio

Apesar dos filhos estarem juntos desde o início, Odete ainda acredita que se ela não estiver por perto o restaurante não funciona. “Nós estamos prontos e com muitas ideias novas, que precisam ser colocadas em prática para que possamos crescer e acompanhar o ritmo da cidade. Nosso maior desafio é executar nossos projetos com tanta resistência nessa sucessão quase natural que está acontecendo. Minha mãe ainda nos vê como duas crianças, sendo que estamos aptos para ‘tocar’ sozinhos o negócio da família”, desabafa a advogada Mônica. Os filhos sabem que os pais precisam de mais qualidade de vida e isso implica em trabalhar menos. “Eles construíram nossas vidas a partir do

restaurante. Hoje os negócios se estenderam para o setor imobiliário e este sim pode ser administrado por eles sem muito estresse e nós estamos dispostos a responder, à altura, pelo bom funcionamento do Verde Vale, só falta nossa mãe ficar mais segura, apesar de que ela confia na gente, mas tem medo de largar aqui para que possamos administrar o restaurante”, conta Maicon, 26 anos. Mônica e Maicon trabalham no restaurante e acreditam que esse processo sucessório vai se concretizar, apesar da resistência da mãe. “Queremos que os dois larguem esse compromisso diário que acaba prejudicando até a saúde. Nossos pais já fizeram o bastante e precisam descansar”. Revista ACIR

SUCESSÃO TAMBÉM NA PROFISSÃO Seu Demétrio Zuffo tem 93 anos, é de uma lucidez invejável e a memória não falha na hora de contar em detalhes parte da vida dele, que foi marcada por números e muito trabalho. A profissão do Sr. Demétrio é ‘guarda-livros’, como era chamado antigamente o contador. Ele fazia a contabilidade do posto de uma cooperativa, no interior do Rio Grande do Sul. Com agilidade para lidar com núme-

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ros, notas fiscais e todos os ‘mistérios’ que envolvem a ciência, Seu Demétrio transferiu o gosto pela profissão para quatro dos seis filhos. Ainda crianças os filhos aprenderam o ofício ajudando o pai no escritório da cooperativa. Hoje, o gaúcho aproveita o tempo para passear e visitar a família que está espalhada por este País, entre o Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Rondônia. Aqui em Rondonópolis duas referências em Escritórios Contábeis, são da família Zuffo.

Se a arte de lidar com as questões tributárias e fiscais fizeram da vida do Seu Demétrio nada rotineira, um dos filhos que seguiu o pai, também conquistou seu espaço, aqui em Rondonópolis. “Eu vim para cá a passeio e me encantei com o clima e também com a Universidade, que oferecia o curso de Contabilidade. Não tive dúvidas, me mudei para cá”, conta João Zuffo. O jovem João se transferiu para

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EMPREENDER

Mato Grosso e começou a trabalhar e estudar. “Meu primeiro emprego foi no Sindicato Rural, onde aprendi e me convenci que a contabilidade corria no meu sangue. Eu aprendi a gostar com meu pai e não me vejo em outra profissão”.

PROJETO REALIZADO PELA ACIR É ESCOLHIDO NACIONALMENTE PARA PARTICIPAR DE EVENTO EM BRASÍLIA

João Zuffo seguiu os passos do pai e quer os filhos na empresa

NÚCLEOS SETORIAIS DO PROJETO EMPREENDER DE TODO O PAÍS FORAM AVALIADOS.

Devagar, mas com firmeza, João concretizou um por um dos seus sonhos. Trabalhava um período no Sindicato, outro na empresa Coproenco e estudava. Quando recebeu o diploma de contador ouviu propostas e lançou o primeiro desafio: montar um escritório de contabilidade. “Entre as primeiras empresas que acreditaram em meu trabalho, estão a Coproenco, Taipa, Rondo Cardans, e Lino Hister – pecuarista. Para mim, era o suficiente para tocar meu escritório”. Com o passar do tempo, hoje com 17 anos, a Zuffo Assessoria Contábil tem 38 funcionários e uma carta de 264 clientes. “Somos, eu e meus irmãos contadores, sucessores na escolha da profissão. Meu pai não tinha um escritório, mas nos ensinou a trabalhar e gostar do ofício. Hoje eu tenho meu filho João Vitor aqui no escritório, me parece que teremos um sucessor, apesar de que ele cursa Direito”, conta João.

A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) reuniu, em Brasília, representantes dos cinco estados do Empreender Convencional: Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Consultores, coordenadores e empresários participaram de missões à sede da CACB, do Sebrae, atividades dinâmicas em grupo e uma visita à Câmara dos Deputados.

O jovem João Vitor, aos 18 anos, sabe que dentro do escritório precisa ter um advogado. “Estou gostando do curso, mas pretendo me especializar em Direito Tributário, para ficar mais perto do que o Escritório precisa. Sem dúvida, me sinto confortável em afirmar que, a princípio, sou o sucessor número 1 do meu pai”, diz João Vitor, afirmando ainda que como funcionário não tem nenhuma regalia, cumpre horário, usa uniforme e trabalha também

Do Mato Grosso, participaram, a consultora do Empreender em Rondonópolis, Sandra Viana, o gerente administrativo da Associação Comercial Industriale e Empresarial de Rondonópolis (ACIR), Robson Neves e a empresária nucleada, Josefa Souza.

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fora do expediente quando é preciso. “Meu pai é patrão aqui dentro de segunda à sexta-feira durante o expediente. Somos família fora do escritório e nenhum de nós mistura as coisas”, conta João Vitor. Além de João Vitor, tem a irmã

dele, Júlia de 13 anos de idade, que vai para o Escritório e arrisca dar uma ‘mãozinha’. ‘‘Me parece que a Júlia tem uma forte tendência a cursar contabilidade. Vamos ver quando chegar a hora, mas que seria bem tranquilo para mim se os dois filhos assumissem a empresa, isso é verdade”, conclui João Zuffo.

Revista ACIR

No Sebrae os participantes conheceram os resultados dos projetos do Empreender em escala nacional, destacando a importância do associati-

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vismo e da colaboração das entidades locais na execução dos projetos. Também fizeram uma avaliarão da experiência que obtiveram com o Empreender, trazendo uma perspectiva local de como o projeto impacta a economia dos estados. Durante a visita à CACB eles aprenderam mais sobre o papel da entidade, sua história e o peso nacional que ela possui na promoção da competitividade das micro e pequenas empresas e tiveram acesso à análises técnicas e financeiras relacionadas à condução e ao encerramento do Programa. No segundo dia os integrantes dos Estados participaram de uma dinâmica que fomentou a reflexão sobre o papel de cada um desses grupos no sucesso do programa Empreender, bem como a influência dele no crescimento profissional de seus integrantes.

“A ideia básica é aproveitar os grandes talentos, as experiências registradas e fazer com que isso oriente na melhoria das próximas edições do programa, portanto diante da reunião de executivos, empresários, colaboradores e consultores, o propósito é de utilizar essa experiência para que o programa se torne mais sólido e seja orientado exatamente por possíveis deficiências ou oportunidades de melhorias”, afirma o consultor do Empreender, Gilmar Barboza. Toda a programação em Brasília foi oferecida pela CACB como reconhecimento dos núcleos mais bem sucedidos de todo o país e deu visibilidade às melhores implementações do Empreender no Brasil. Os melhores empresários foram premiados com recursos para converter em capacitações, consultorias e afins.

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COLUNA LEI E DIREITO

DICAS CULTURAIS

LIVROS

RONDONÓPOLIS, POR QUE NÃO PLANEJAR? Atenção! Estou escrevendo na primeira pessoa, é apenas a minha opinião, por isso não procure vinculação ou inspiração político-partidária, pois não há. Cheguei em Rondonópolis em agosto de 1991, então com 17 anos. Aqui fiz amigos valiosos, me formei profissionalmente, constitui minha família. Minha esposa e meus filhos são “filhos da terra”. E disso tenho um enorme orgulho, mas... ... me dói ver o descaso, o desprezo, a desatenção, o desmando governar a minha cidade (sim, é a minha cidade, porque quando me perguntam de onde sou, digo logo que sou de Rondonópolis). Não, não estou criticando o prefeito, nenhum secretário, nenhum vereador, nenhum servidor público em particular. Para mim o executivo e o legislativo são impessoais, e não devem em hipótese alguma ser pessoalizados, a pessoa “não é” prefeito ou vereador, “está” prefeito,“está” vereador, “está” secretário. Não devemos jamais confundir o cargo, a função pública, com a pessoa. Essas pessoas são agentes políticos, postos à serviço de todos. Pois bem. Terminada a eleição e apurados os votos, mesmo que não tenha sido o meu candidato, será o meu prefeito, o meu vereador. E ponto. Acabou a corrida. É com os eleitos que devo contar, é dos eleitos que devo cobrar, é dos eleitos que devo esperar o cuidado com a administração pública. Hoje, já há 26 anos por aqui, a impressão que tenho é a de que Rondonópolis chegou ao posto de 2ª maior economia do Estado e está entre as 100 maiores economias do país, apesar das quase sempre estéreis administrações. Aliás, por vezes, bravamente superou, a caríssimo custo, o esforço contrário de insensatos e

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inconsequentes administradores; não cuidaram ontem, descuidam hoje, e não parecem se preocupar com o futuro. Administrar, define Richard L. Daft, é atingir as metas organizacionais de modo eficiente e eficaz por meio do planejamento, organização, liderança e controle dos recursos organizacionais (Administração. São Paulo: Cengage Learning, 2010). Particularmente, talvez seja falha minha, desconheço um planejamento, uma prospecção para o futuro, projetos para explorar as nossas potencialidades a curto, a médio e a longo prazo; a união de esforços para o bem comum, para o interesse de todos. Também desconheço movimentos dentro da administração pública local para maximizar os ganhos e reduzir as perdas, para racionalizar a utilização dos recursos públicos. Ao contrário, a lentania repetida é “cobrar” do cidadão, ora um aumento do IPTU, ora uma taxa do lixo, ora uma coisa, ora outra coisa; simples assim, a solução está posta - cobrar do cidadão - e os nossos agentes políticos não precisam nem pensar em soluções que desoneram, em alternativas que incentivam a economia. E dou um rápido exemplo, a mobilidade urbana. O que temos? A resposta é muito fácil: não temos. Nem planejamento, nem estudo, nem projeto, nem interesse, nem disposição. É o caos total e absoluto, “cada um por si e que todos se virem”. Transporte público desprestigiado e deficiente, ponte “meio interditada” há semanas, pontes (todas) sem manutenção efetiva talvez há mais 15 anos, obras “surpresas” muito mal sinalizadas e sem a atuação orientadora dos agentes de trânsito para minorar os problemas de fluxo, parece que os órgãos da administração não “conversam entre si”, não se organizam em conjunto, serviços de reparo iniciados e não finalizados, recapeamentos asfálticos questionáveis (terminados há tempo, mas

FERRAMENTAS DOS TITÃS Tim Ferriss Editora Intrinseca Depois de dois anos de entrevistas, Tim Ferrissdecidiu reunir em um livro as conversas e as respostas a perguntas feitas a celebridades, investidores, atletas lendários e oficiais. Depois de testar e aplicar na própria rotina todas as dicas dos entrevistados, o autor garante que as ferramentas o salvaram de anos de esforços desperdiçados e frustração. E agora, as melhores táticas — que ajudaram Tim a dobrar sua renda, flexibilidade e felicidade — estão disponíveis em Ferramentas dos titãs.

Jeancarlo Ribeiro advogado em Rondonópolis desde 2002 e assessor jurídico da ACIR.

O PODER DO HÁBITO CharlesDuhigg Editora Objetiva

O autor toca em outro assunto importantíssimo, que é a criação de hábitos corretos. À primeira vista, isso pode parecer pequeno. No entanto, ao longo do livro você vai ver que, saber corrigir atitudes no momento certo pode contribuir com o seu sucesso.Como exemplo, Duhigg conta casos de mudanças e correções de hábitos. Dentre eles, há histórias do próprio autor, mas também de outras pessoas como do diretor executivo da Starbucks, Howard Schultz, de Martim Luther King e até do nadador MichealPhelps.

até o momento sem indicativo da sinalização gráfica horizontal, nem mesmo e minimamente das faixas de pedestres e dos cruzamentos). Outro ponto. O nosso município não conta com um programa permanente de monitoramento e de manutenções preditiva, preventiva e corretiva do patrimônio público. As nossas escolas, os nossos postos de saúde, as nossas pontes, as nossas vias públicas, as nossas redes de esgotos, enfim, vão se deteriorando, deteriorando, deteriorando até que ficam inseguros, impróprios, inutilizáveis. Desperdício injustificável…

FILMES GOLPE DE GÊNIO Matt (Dallas Roberts) e Sam (Jeremy Renner) são dois amigos que creem no enriquecimento, graças a uma brilhante invenção. Mesmo já tendo perdido todas as suas economias, a dupla continua investindo em seus inventos. Até que um certo dia, sua nova criação pode se tornar um grande sucesso e transformar a vida de ambos.

Todos nós sabemos que os contratos públicos demandam exigências formais e burocráticas, processos licitatórios (por vezes) caros e (quase sempre) demorados, mas um programa permanente de conservação do patrimônio público, além de permitir o planejamento orçamentário, ainda garante a funcionalidade continuada, a segurança, previne (e permite corrigir) a perda de desempenho, viabiliza as atualizações às necessidades dos usuários.

PERDIDO EM MARTE Um astronauta é deixado para trás em meio a uma expedição em Marte e precisa se virar para sobreviver nesse planeta inabitado. O filme traz uma boa pegada de gestão, visto que o personagem precisa administrar seus recursos, tomar rápidas e difíceis decisões e pensar em soluções que ninguém nunca pensou. Há também lições de liderança fortíssimas envolvendo outros personagens.

Só há ganho! Por que não planejar?

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