PORT | Relatório final da Conferência Internacional 2025
Rumo a uma transição regenerativa. Discurso do Vice-Presidente da RTRS
Liderança com propósito: Marina Muscolo e a nova etapa da RTRS
Sessão 1. Como a RTRS gera valor da fazenda ao consumidor
Sessão 2. Oportunidades para a soja brasileira na era do baixo carbono
Discurso principal: Marcos Jank. “O Brasil precisa de uma estratégia integrada para manter a liderança global na soja”
Sessão 3. Certificação, regeneração e sustentabilidade na cadeia da soja
Sessão 4. Políticas e certificações que impulsionam a soja responsável no Brasil
Abertura do segundo dia. Inovação e oportunidades em mercados internacionais
Sessão 5. Do solo ao mercado: caminhos práticos para uma soja regenerativa e competitiva
Sessão 6. Avanços em rastreabilidade e monitoramento da soja brasileira
Visita técnica. RTRS promove visita técnica à Castrolanda e LDC e evidencia o papel do Brasil na soja sustentável
Encerramento. Estratégia global 2027 para fortalecer a produção responsável
Rumo a uma transição regenerativa. Discurso do Vice-Presidente da RTRS
Com o tema “Criando soluções para um futuro sustentável”, a Conferência Internacional da Mesa Global da Soja Responsável (RTRS) reuniu diversos atores da cadeia nos dias 18 e 19 de setembro, em São Paulo.
Na oportunidade, Juan Carlos Cotella, vicepresidente da associação, apresentou os avanços da RTRS na promoção da soja responsável. Desde sua fundação, em 2006, a organização se consolidou como uma plataforma global, reunindo hoje mais de 220 membros em 32 países, conectando produtores, traders e consumidores finais.
Um dos principais destaques foi o crescimento da certificação em 2025, que já registra aumento de 15% em relação ao ano anterior. Atualmente, a RTRS conta com 54.500 produtores certificados em seis países e mais de 430 sites de Cadeia de Custódia em 15 países. Em 2024, a produção certificada atingiu 6,8 milhões de toneladas, e a comercialização física duplicou, chegando a 900 mil toneladas — crescimento de 102% em relação a 2023.
O momento também foi propício para Cotella apresentar o novo plano estratégico da RTRS, que estabelece metas até 2027, que estabelece metas até 2027. A proposta é fortalecer a governança da associação, tornar a certificação mais competitiva, melhorar a experiência dos membros e ampliar o impacto no mercado.
Apesar dos avanços, Cotella lembrou que a soja certificada RTRS ainda representa apenas 2,8% da produção global. Para ampliar esse alcance, ele reforçou a necessidade de uma ação conjunta entre produtores, indústrias, sociedade civil e consumidores.
Segundo ele, a soja deixou de ser apenas uma commodity e passou a ser uma ferramenta estratégica de transformação. “É hora de sonhar alto e oferecer soluções concretas — não amanhã, mas hoje”, concluiu.
A soja deixou de ser apenas uma commodity e passou a ser uma ferramenta estratégica de transformação.
Juan Carlos Cotella
Acesse a matéria completa: RTRS registra crescimento de 15% na adoção de soja certificada em 2025 – RTRS
Liderança com propósito: Marina Muscolo e a nova fase da RTRS
Durante a Conferência Internacional RTRS 2025, Marina Muscolo foi oficialmente anunciada como nova diretora executiva da RTRS. Em sua fala, ela destacou sua trajetória no agronegócio, agradeceu ao Comitê Diretivo e reforçou a importância da colaboração global para avançar na produção de soja responsável.
Marina tem vasta experiência em agricultura regenerativa, já tendo liderado práticas sustentáveis em uma operação agrícola de 20 mil hectares. Atuou também na Corteva, onde ampliou significativamente a certificação de boas práticas na região do Cone Sul e ajudou a criar normas nacionais com ampla participação social.
Além da carreira corporativa, fundou a iniciativa Reinas de Corazones, que capacitou quase 5 mil mulheres em apicultura na Argentina e recentemente liderou negócios de grãos que conectam produção e mercados internacionais. Para ela, a RTRS representa a união entre sua experiência técnica e seu compromisso com o impacto positivo.
Encerrando, Marina usou a metáfora das abelhas para simbolizar o trabalho coletivo e a proteção do bem comum. “Assim como as abelhas protegem a colmeia, precisamos atuar juntos por um mundo mais justo, limpo e equilibrado”, enfatizou. Seu compromisso é liderar com escuta, transparência e proximidade.
Acesse a matéria completa:
Marina Muscolo assume a direção executiva da RTRS e reforça a importância da colaboração global pela soja responsável – RTRS
Meu compromisso pessoal é ser uma líder a serviço: ouvir atentamente, construir pontes, fomentar proximidade e transparência, e criar condições para que todos prosperem.
Marina Muscolo
1.
Como a RTRS gera
valor do campo até o consumidor
Sessão 1. Como a RTRS gera valor do campo até o consumidor
Como a RTRS gera valor do campo até o consumidor
A Sessão 1 da Conferência Internacional RTRS 2025, “Acompanhando a soja: o que acontece à medida que ela avança ao longo de uma cadeia de valor certificada?”, destacou como a certificação RTRS e a rastreabilidade fortalecem a cadeia da soja, conectando produção e consumo com impacto ambiental, social e econômico.
Durante sua apresentação, James Allen, diretor da consultoria OLAB, ressaltou que o valor da certificação é dinâmico e exige responsabilidade compartilhada e mais comunicação entre os elos da cadeia.
Como parte da mesa-redonda, o vice-presidente da RTRS, Juan Carlos Cotella, mostrou como a certificação beneficia toda a comunidade rural e criticou a diferença entre o valor da soja física e os créditos certificados. Para ele, é preciso visão de longo prazo e mais comunicação para engajar produtores: “Integridade é tudo”, resumiu.
Participou também do debate, Fernanda Teixeira Saturni, Gerente de Sustentabilidade da Louis Dreyfus Company (LDC) Brasil. Em sua fala, ela destacou que a certificação RTRS oferece previsibilidade e valor de longo prazo para o mercado e para os produtores. Além disso, Fernanda defendeu que o selo precisa ser melhor explicado ao consumidor, tornando-se parte da estratégia comercial e da narrativa de impacto positivo.
Já Ronaldo Freitas, Gerente de Cadeias Sustentáveis da Natura Cosméticos, enfatizou a rastreabilidade e a parceria com a RTRS como pilares para uma cadeia mais limpa. “A certificação RTRS fortalece a transparência com os consumidores e melhora nossos processos internos de qualidade e controle. Queremos nos aproximar dos produtores e criar alianças que impulsionem o desenvolvimento sustentável”, destacou.
Por fim, Tomás Pueta, Gerente Geral da Control Union Brasil, apontou o desconhecimento como desafio central e defendeu ampliar o entendimento do impacto da certificação. Ao trazer esses pontos para o debate, todos os palestrantes reforçaram que valor não é só preço — é confiança, impacto e sustentabilidade.
Sessão 1. Como a RTRS gera valor do campo até o consumidor
James Allen, OLAB
O valor da certificação é dinâmico e exige responsabilidade compartilhada.
Juan Carlos Cotella, RTRS
Mais comunicação, mais educação e visibilidade da cadeia de valor. A integridade é tudo.
Ronaldo Freitas, Natura Cosméticos
A certificação RTRS fortalece a transparência com os consumidores.
Fernanda Teixeira Saturni, Louis Dreyfus Company
É essencial explicar o que significa o selo RTRS e o porquê ele gera impacto positivo.
Tomás Pueta, Control Union Brasil
O maior desafio é tornar visível o valor real da certificação.
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Soja responsável: da produção ao consumidor, assim se cria valor – RTRS
2.
Oportunidades para a soja brasileira na era de baixo carbono
Sessão 2. Oportunidades para a soja brasileira na era de baixo carbono
Oportunidades para a soja brasileira na era de baixo carbono
A Sessão 2, intitulada “Enxergar o contexto: mudanças que não podemos ignorar”, analisou o reposicionamento do Brasil diante da crescente demanda global por créditos regenerativos e práticas agrícolas de baixo carbono. Os especialistas convidados abordaram temas como taxonomia verde, mensuração de emissões, financiamento climático e comunicação estratégica para fortalecer a imagem da soja brasileira no exterior.
Em sua apresentação, Phillipe Käfer, gerente de Inovação Financeira no Brasil do Global Innovation Lab for Climate Finance da Climate Policy Initiative (CPI), explicou como a taxonomia brasileira pode atuar
como catalisadora do financiamento sustentável ao definir com clareza quais atividades agrícolas são consideradas verdes e ao alinhar-se a padrões internacionais.
Na sequência, Patrícia Sugui, Diretora de ESG e Comunicação Corporativa na CJ Selecta, trouxe a visão do setor privado e ressaltou a necessidade de corrigir a imagem negativa da soja brasileira no mercado internacional. Segundo ela, muitas metodologias globais não consideram aspectos como múltiplas safras nem as práticas regenerativas adotadas no Brasil.
No encerramento do painel, Benjamin McMurray, estrategista de Agricultura Sustentável na ACT, apresentou o avanço das metas corporativas de sustentabilidade e seu impacto direto na cadeia da soja. Com mais de 12.000 empresas no mundo assumindo compromissos de redução de emissões, destacou que as práticas regenerativas se tornam um diferencial competitivo.
Phillipe Käfer, Climate Policy Initiative (CPI)
Um produtor que adota práticas de baixo carbono tende a ter menor risco de inadimplência e maior resiliência no longo prazo.
Sessão 2. Oportunidades para a soja brasileira na era de baixo carbono
Patrícia Sugui, CJ Selecta Precisamos de diálogo, comunicação clara e metodologias que contemplem as realidades tropicais.
Benjamin McMurray, ACT
As metas climáticas e os relatórios ambientais estão cada vez mais integrados ao modelo de negócios.
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Demanda global por créditos regenerativos e de baixo carbono ganha força – RTRS
Discurso principal: Marcos Jank
“O Brasil precisa de uma estratégia integrada para manter a liderança global em soja”
Marcos Jank, Professor Titular de Agronegócios no Insper — uma prestigiosa instituição brasileira de ensino superior e pesquisa — e Coordenador do Insper Global Agro Center, onde lidera estudos e diálogos sobre sistemas agroalimentares globais, foi o responsável por apresentar o discurso principal na Conferência Internacional RTRS 2025, trazendo uma análisis sobre o papel do Brasil no mercado global de soja.
Em sua apresentação, intitulada “Tendências e inovações para o setor da soja”, defendeu uma estratégia nacional coordenada para manter a liderança, com foco na certificação, nos acordos setoriais e em políticas públicas sólidas.
Durante sua fala, Jank alertou sobre os riscos geopolíticos, as novas barreiras comerciais e requisitos como os do Regulamento Europeu de Desmatamento (EUDR). Também destacou a importância de o Brasil se consolidar como um fornecedor confiável, com forte rastreabilidade e governança, especialmente após o fim da Moratória da Soja.
Relembrando aspectos centrais da moratória, propôs modelos baseados em incentivos e boas práticas. “O Brasil precisa aproveitar a quarta onda tecnológica para avançar em agricultura regenerativa e práticas de baixo carbono”, afirmou.
Entre as oportunidades, destacou os créditos de carbono, os biocombustíveis e o acesso a mercados mais exigentes. Para ele, a sustentabilidade terá um papel fundamental na imagem internacional do Brasil e nas negociações globais, reforçando que “o mundo está avançando nessa direção, e o Brasil precisa liderar essa transformação”.
A sustentabilidade é uma tendência irreversível — o Brasil precisa transformar desafios em oportunidades.
MARCOS JANK
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Discurso principal de Marcos Jank na Conferência Anual da RTRS: “Brasil precisa de uma estratégia integrada para manter a liderança global da soja” – RTRS
3.
Certificação, regeneração e sustentabilidade na cadeia da soja
Sessão 3. Certificação, regeneração e sustentabilidade na cadeia da soja
Certificação, regeneração e sustentabilidade na cadeia da soja
A Sessão 3, “Ampliando horizontes: tendências e oportunidades de mercado”, reuniu especialistas para debater os principais desafios e oportunidades relacionados à soja responsável. Lucas M. Moino, sócio do Boston Consulting Group (BCG) e moderador da sessão, destacou a importância de articular tecnologia, financiamento e uma visão compartilhada para fortalecer a competitividade da agricultura brasileira.
A sustentabilidade também foi abordada sob a perspectiva da aquicultura, com Marianne Mont, líder de Sustentabilidade na BioMar, que ressaltou o papel da soja certificada na cadeia do salmão. Em sua apresentação, ela destacou que a certificação de cadeia de custódia oferece mais transparência e credibilidade diante de mercados exigentes como Estados Unidos e Japão.
Em seguida, Jonas Mendes de Oliveira, gerente de Projetos de Sustentabilidade e Assuntos Corporativos da Syngenta, apresentou a recuperação de pastagens degradadas como o maior potencial de expansão agrícola sem desmatamento no Brasil. Com mais de 40 milhões de hectares disponíveis, o país tem condições de liderar uma transformação sustentável, desde que o acesso ao crédito seja facilitado.
A infraestrutura logística foi outro ponto relevante. Nesse segmento, Helcio Tokeshi, diretor executivo (Ceo) do Corredor Logística e Infraestrutura (CLI), alertou sobre os gargalos no transporte da produção, mas também reconheceu avanços importantes, como o papel estratégico do Matopiba. Além disso, defendeu a certificação de áreas completas na nova fronteira agrícola, o que permitiria valorizar a produção diretamente no campo.
Na sequência, o professor Shenggen Fan, da Universidade Agrícola da China, trouxe uma perspectiva internacional, destacando que o Brasil é um ator-chave para a segurança alimentar chinesa. “A demanda por alimentos sustentáveis está crescendo, e as certificações serão decisivas para garantir o acesso ao mercado chinês”, afirmou.
Por sua vez, Alessandra Fajardo, Assessora Sênior para COP e Diretora Executiva do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds), enfatizou a importância de adaptar as métricas de agricultura regenerativa ao clima tropical e de criar mecanismos financeiros mais acessíveis aos produtores, para tornar a sustentabilidade uma prática viável.
Sessão 3. Certificação, regeneração e sustentabilidade na cadeia da soja
Lucas M. Moino, BCG
Existem enormes oportunidades de expansão, especialmente na região do Cerrado.
Jonas Mendes de Oliveira, Syngenta
O agricultor está no centro de tudo e precisa ser protagonista. Ele sabe como fazer, mas precisa das condições para agir.
Helcio Tokeshi, CLI
Se conseguirmos certificar uma área completa, o prêmio da soja sustentável deixará de ser capturado apenas pelos operadores logísticos e chegará ao produtor.
Shenggen
Fan, Universidade Agrícola da China
Se quisermos avançar, precisamos trabalhar juntos para construir padrões comuns de sustentabilidade.
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Ampliar horizontes: sustentabilidade, certificação e logística no futuro da soja brasileira – RTRS
Marianne Mont, BioMar
Queremos continuar avançando com dados quantificáveis sobre variáveis ambientais e sociais, especialmente no cálculo da pegada de carbono da soja.
Alessandra Fajardo, CEBDS
Devemos equilibrar o rigor da auditoria com a realidade do produtor. Se o processo for excessivamente burocrático, desestimula a adoção de práticas sustentáveis.
4.
Políticas e certificações que impulsionam a soja responsável no Brasil
Sessão 4. Políticas e certificações que impulsionam a soja responsável no Brasil
Políticas e certificações que impulsionam a soja responsável no Brasil
A Sessão 4, “O papel das iniciativas voluntárias e regulatórias para tornar a soja mais responsável”, moderada por James Allen, diretor da consultoria Olab, destacou o alinhamento entre ações regulatórias e ferramentas voluntárias como um caminho essencial para consolidar práticas produtivas de baixo impacto.
Representando o governo, Carlos Ernesto Augustin, assessor especial do Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil (Mapa), apresentou duas iniciativas estratégicas: Caminho Verde Brasil, que busca recuperar até 40 milhões de hectares de pastagens de baixa produtividade, e Agro Brasil +Sustentável, uma plataforma pública e gratuita de certificação e rastreabilidade de produtos agropecuários.
Durante o painel, Taciano Custodio, Head de Sustentabilidade para a América do Sul no Rabobank Brasil, abordou a importância das certificações no contexto de competitividade global e destacou o papel histórico da Moratória da Soja
como mecanismo de valorização de produtos livres de desmatamento. Para ele, as certificações geram benefícios concretos ao produtor, como acesso a mercados diferenciados, crédito em melhores condições e impactos positivos no meio ambiente e nas comunidades.
Na sequência, André Nassar, presidente-executivo da Abiove, reforçou os avanços trazidos pela moratória, que, embora inicialmente questionada, gerou melhorias na imagem e segurança para compradores internacionais. Em sua apresentação, Nassar destacou que o desafio atual é alinhar os interesses da cadeia produtiva com as demandas globais de desmatamento zero, sem perder eficiência nem competitividade.
James Allen, OLAB
Ao alinhar iniciativas voluntárias e políticas públicas, garantimos a consolidação de uma produção de soja mais responsável.
Sessão 4. Políticas e certificações que impulsionam a soja responsável no Brasil
André Nassar, Abiove
A Moratória da Soja trouxe uma percepção de valor e proteção para a soja brasileira em termos de criação de mercado.
Taciano Custodio, Rabobank Brasil
As certificações garantem acesso a novos mercados, permitem linhas de crédito mais competitivas e geram impactos ambientais e sociais positivos.
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Brasil avança em ferramentas públicas e voluntárias para uma soja mais responsável – RTRS
Carlos Ernesto Augustin, Mapa
Precisamos avançar com mecanismos que recompensem financeiramente os produtores que adotam boas práticas.
Abertura do segundo dia Inovação e oportunidades nos mercados internacionais
A abertura do segundo dia da Conferência Internacional RTRS 2025 contou com a participação de Marcello Brito, enviado especial da COP30, que destacou a soja como um eixo estratégico da produção e exportação brasileira. Segundo Brito, o uso intensivo de ciência, tecnologia e rastreabilidade torna o Brasil um exemplo global de inovação agrícola.
Ao longo de sua fala, Brito alertou para a dependência em relação à China — destino de cerca de 70% da soja brasileira — e defendeu a criação de redes de intercâmbio de tecnologias e boas práticas entre países para mitigar riscos e ampliar oportunidades.
Para enfrentar variáveis como clima, mercado e insumos críticos, ele apontou a certificação, a
gestão e a antecipação de riscos como pilares de resiliência.
“A sustentabilidade só atrairá investimentos se vier acompanhada de modelos claros de retorno e impacto, alinhados à rentabilidade do produtor”, afirmou.
Ao finalizar, Brito reforçou a importância da comunicação estratégica para a transformação sustentável. Transparência, integridade dos dados e valorização do conhecimento local devem orientar as finanças verdes.
“Ciência, finanças e seres humanos são os pilares da mudança”, concluiu.
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Soja brasileira: inovação e oportunidades em mercados internacionais – RTRS
A sustentabilidade só atrairá investimentos se vier acompanhada de modelos claros de retorno e impacto, alinhados à rentabilidade do produtor.
Marcello Brito
5.
Do solo ao mercado: caminhos práticos para uma soja regenerativa e competitiva
Sessão 5. Do solo ao mercado: caminhos práticos para uma soja regenerativa e competitiva
Do
solo ao mercado: caminhos práticos para uma soja regenerativa e competitiva
A Sessão 5, Mãos à obra – soluções para Agricultura Regenerativa e Carbono, apresentou caminhos práticos para avançar em agricultura regenerativa e carbono, sob a moderação de Helen Estima Lazzari, Consultora de Agricultura Regenerativa e Carbono da RTRS. Na ocasião, ela apresentou o projeto piloto da RTRS, Mecanismo de Incentivos Regenerativos (RIS, do inglês Regenerative Incentive System), que será implementado em cinco fazendas no Mato Grosso e busca incentivar práticas regenerativas com benefícios ambientais e retorno financeiro por meio de créditos certificados.
Durante o painel, Tiago Agne, Gerente de Sustentabilidade da SLC Agrícola, destacou a evolução técnica no uso de bioinsumos, plantio direto e métricas robustas para validar os impactos da agricultura regenerativa. Ele reforçou que produtividade, sequestro de carbono e sustentabilidade devem avançar de forma integrada, e que indicadores claros são fundamentais para conectar o campo ao mercado.
Em seguida, Aline Locks, Ceo da Produzindo Certo, apresentou o consórcio Reg.Ia, que já aplica inteligência artificial em 37 mil hectares, promovendo práticas como fertilização orgânica e rotação de culturas. Em sua fala, ela defendeu que medir impactos com precisão transforma a agricultura regenerativa em uma vantagem competitiva e em um requisito para exportar.
A perspectiva científica foi trazida por Marco Antonio Nogueira, pesquisador da Embrapa, que demonstrou como práticas regenerativas fortalecem a biodiversidade do solo e aumentam a produtividade com menor impacto.
Por fim, Pamela Moreira, Diretora de Sustentabilidade da Bunge para a América do Sul, enfatizou que digitalização, rastreabilidade e pagamentos por boas práticas estão conectando produtores e mercados de forma escalável e sustentável.
Sessão 5. Do solo ao mercado: caminhos práticos para uma soja regenerativa e competitiva
Tiago Agne, SLC Agrícola
É essencial transformar resultados técnicos
em indicadores claros para o mercado e a sociedade.
Marco Antonio Nogueira, Embrapa
Soluções regenerativas aumentam a produtividade e promovem a imobilização de carbono no solo.
Helen Estima Lazzari, consultora da RTRS
O RIS é um modelo que recompensa financeiramente quem adota práticas regenerativas de forma mensurável e transparente.
Pamela Moreira, Bunge América do Sul
Estamos construindo uma ponte entre quem produz e quem consome, garantindo rastreabilidade e impacto positivo.
Aline Locks, Produzindo Certo
Quando conseguimos medir e integrar esses indicadores, a agricultura regenerativa se torna um fator decisivo para exportar.
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Da terra ao mercado: como a agricultura regenerativa potencializa a soja – RTRS
6.
Avanços em rastreabilidade e monitoramento da soja brasileira
Sessão 6. Avanços em rastreabilidade e monitoramento da soja brasileira
Avanços em rastreabilidade e monitoramento da soja brasileira
Na Sessão 6, Mãos à obra – soluções para rastreabilidade e monitoramento, os palestrantes discutiram caminhos para ampliar a transparência na cadeia da soja.
Silvia Regina de Oliveira Bento, coordenadora do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), apresentou a plataforma Agro Brasil + Sustentável, que integra dados com segurança por meio de blockchain e geomonitoramento para validar informações e garantir confiabilidade.
Conectando tecnologia e mercado, Breno Felix, Diretor de Produto (CPO) na Agrotools, explicou como rastreabilidade e monitoramento se complementam: enquanto o monitoramento cobre território e conformidade legal, a rastreabilidade foca nos produtos. Segundo ele, o desafio está em garantir o controle logístico até o porto e o destino final.
Vivian Ribeiro, Diretora de Consultoria e Pesquisa & Desenvolvimento na Meridia, destacou o papel do Brasil diante das novas exigências da regulamentação europeia (EUDR). Ela apontou que o país possui uma estrutura mais avançada que a de outros para atender aos critérios técnicos requeridos. “A aproximação entre empresas e fornecedores fortaleceu a cadeia e gerou benefícios estratégicos”, afirmou.
Já Paloma Carrilli, gerente de Sustentabilidade da ADM (Archer Daniels Midland) para a América Latina, reforçou a rastreabilidade como um diferencial competitivo para o agronegócio sustentável. Ela ressaltou a importância de promover ações práticas e comunicar com clareza os compromissos ambientais, destacando que diferentes iniciativas ao longo da cadeia se complementam e agregam valor.
Breno Felix, Agrotools
O monitoramento garante o cumprimento das obrigações ambientais, enquanto a rastreabilidade está vinculada às commodities específicas.
Silvia Regina de Oliveira Bento, MAPA
A plataforma Agro Brasil + Sustentável atua como um ambiente integrador com foco no produtor rural.
Sessão 6. Avanços em rastreabilidade e monitoramento da soja brasileira
O processo foi longo, mas hoje os benefícios são claros: as cadeias se tornaram mais resilientes e confiáveis.
A rastreabilidade é o ponto-chave para o setor.
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Rastreabilidade e monitoramento: chaves para mais transparência na agricultura – RTRS
Paloma Carrilli, ADM
Vivian Ribeiro, Meridia
Visita técnica:
RTRS promove visita técnica à Castrolanda e à LDC e evidencia o papel do Brasil na soja sustentável
A Conferência Internacional da RTRS foi além dos debates em São Paulo e promoveu uma visita técnica com 13 representantes de diferentes empresas do setor à cooperativa Castrolanda e à Louis Dreyfus Company (LDC), no Paraná, entre 18 e 20 de setembro.
A Castrolanda apresentou seu modelo de cooperativismo e o programa “Safra do Futuro”, que apoia produtores no caminho rumo às certificações.
“Mostramos a força da cooperativa e a robustez do nosso programa de gestão rural sustentável”, destacou Pamela Ahlert, coordenadora de qualidade da Castrolanda.
O presidente da cooperativa, Willem Bouwman, afirmou que a visita foi uma oportunidade para demonstrar o compromisso dos produtores. “Esperamos que este projeto gere benefícios diretos para a gestão das propriedades e agregue valor à produção”, disse. Ele também ressaltou o interesse da indústria em acompanhar o avanço da certificação.
Entre os visitantes, Vanina Zaccardi, gerente de Gestão do Estabelecimento La Rosita SA (Argentina), destacou o aprendizado e a articulação entre produtores.
“Foi uma oportunidade única para ampliar nossa visão sobre produção e comércio internacional. Quando esse esforço se combina com a filosofia da RTRS, os resultados podem ser realmente transformadores.”
Juliana Souza Oliveira, supervisora de ESG da CJ Selecta, reforçou a importância da RTRS como rede de boas práticas e afirmou que o intercâmbio fortalece o compromisso com uma agricultura mais consciente e sustentável. “Ver de perto as práticas de outros produtores certificados reforça o valor da certificação RTRS como um selo de produção responsável. Essa troca de experiências fortalece nosso trabalho rumo a uma agricultura mais consciente e alinhada às expectativas de um mercado cada vez mais comprometido com a sustentabilidade.”
“As visitas de campo organizadas pela RTRS têm como objetivo aproximar representantes de diversas organizações internacionais da realidade do campo e oferecer uma experiência de aprendizado sobre a certificação”, concluiu Cid Sanches, Consultor de mercado da RTRS no Brasil.
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RTRS promove visita técnica à Castrolanda e LDC e evidencia papel do Brasil na soja sustentável – RTRS
Encerramento:
Estratégia global 2027 para fortalecer a produção responsável
A RTRS encerrou sua Conferência Internacional 2025 reafirmando sua liderança global na promoção da soja responsável.
Em seu discurso de encerramento, o vice-presidente da associação, Juan Carlos Cotella, destacou os avanços da certificação, os desafios regulatórios e a estratégia global rumo a 2027, que busca consolidar a RTRS como uma referência internacional em sustentabilidade e governança na cadeia da soja.
Sob o lema “Criando soluções para um futuro sustentável”, o evento reuniu representantes de toda a cadeia de valor — produtores, indústria, certificadoras, sociedade civil e instituições financeiras — de mais de 32 países. Cotella ressaltou que a RTRS conecta hoje mais de 220 membros e funciona como uma plataforma que integra esforços locais e globais em prol de uma produção agrícola mais sustentável.
Em sua fala, o vice-presidente destacou três pilares centrais: o valor integral da certificação, que vai além do benefício econômico e gera impacto positivo nas comunidades; o reconhecimento ao esforço dos produtores, que recebem incentivos por seu compromisso com práticas responsáveis; e uma visão estratégica de longo prazo, com foco em governança, novas gerações e diversificação de culturas.
Cotella também abordou os novos desafios regulatórios, como o fim da Moratória da Soja e o Regulamento de Desmatamento da União Europeia (EUDR).
Ele enfatizou que a RTRS oferece soluções certificadas e verificáveis alinhadas a padrões internacionais. Ao apresentar os quatro pilares da estratégia 2027, convidou todos os atores da cadeia a se manterem unidos, fortalecendo compromissos e transformando a produção de soja em um motor global de sustentabilidade, inovação e mudança positiva.
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RTRS encerra sua Conferência Internacional 2025 reafirmando liderança na soja responsável – RTRS
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Fique ligado para a Conferência Internacional de 2026, além de atualizações sobre os eventos deste ano. Estamos ansiosos para continuar essa jornada juntos em direção a um futuro regenerativo e sustentável.