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A prime i ra revi sta vi r tual bra s ile ir a e s c r ita p or p s ic ólog os

ANO I - Nº 01 - OUTUBRO/2010

O MITO DO LABIRINTO E A PSIQUE HUMANA

LANÇAMENTO DA PSIQUE: REVISTA VIRTUAL ESCRITA POR PSICÓLOGOS PAG 10

CURSO DE ESTIMULAÇÃO DA MEMÓRIA PAG 10


Revista vir tual escrita por psicólogos

E D I T OR IA L 04 Lançamento

da primeira revista brasileira totalmente virtual escrita por psicólogos

E N TR E VISTA 06

Psique entrevista o Dr. Fulano Professor da UFRGS

A RT IG OS 08

Capa - O mito do labirinto e a psique humana

11

Treinamento da memória

13

A escola Gestalt

C U RS O S & S EM IN ÁRIOS 14

Estimulação da Memória

16

O lado Mau Dito de Jung

C LÍN IC AS 18

Catálogo com endereço de clínicas

EN V IE ART IGO S 24

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Editoração e Criação Psicólogos

Assessoria de Imprensa

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Lançamento

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Richard McClintock, a Latin professor at Hampden-

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Sydney College in Virginia, looked up one of the

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Malorum" (The Extremes of Good and Evil) by Cicero,

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written in 45 BC. This book is a treatise on the theory

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of ethics, very popular during the Renaissance. The

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EDIT O R IAL

04


ENTR EV I STA

05

A representação social da psicologia 04

Esta semana conversei um pouco com o professor Marcelo Afonso

e as pessoas os identificam como se fossem. Como exem-

Ribeiro, do departamento de Psicologia Social e do Trabalho da

plos temos aqueles programas de auditório cujos apre-

USP, sobre a carreira do psicólogo. Bom, acabamos falando de

sentadores não são psicólogos, no entanto as pessoas

outras coisas também, como a representação social da psicolo-

acham que são. Eles inclusive fazem interpretações ao

gia. Confira!

vivo, que são duvidosas. Então as pessoas vão construindo uma representação social do que é o psicólogo a

PSIQUE - O que é Psicologia?

partir disso, daí acontecem muitas misturas. Eu acho que

Eu acho que a psicologia é uma área de saber que vem

o que mais forma o senso comum é a mídia. Em muitas

do cotidiano, da filosofia, e que se dedica, com coragem

revistas há seções sobre comportamento em que supos-

e ousadia, a tentar entender o comportamento humano.

tos profissionais dão a sua opinião quando não teriam

A psicologia, de alguma maneira, tem como objetivo

condição de fazê-lo.

estudar o que acontece na relação entre o corpo biológico e uma sociedade constituída, entender a

PSIQUE - Você vê alguma saída para isso?

relação indivíduo e mundo social e construir teorias que

Eu acho que a psicologia deveria - na verdade o

possam dar conta de ajudar também. Pensando na parte

Conselho Federal (CFP) há alguns anos tenta fazer isso -

mais prática, ajudar as pessoas com as suas questões, com

freqüentar mais a mídia só que com qualidade, com rigor,

os seus conflitos nessa relação.

até de forma institucional, explicitando o que é a psicologia. Esse espaço está sendo conquistado aos poucos, por

PSIQUE – Professor, você acha que as pessoas, em geral,

exemplo, o CFP teve, por algum tempo, um espaço no

sabem o que é a psicologia?

canal Futura. Contudo, eu fico pensando, quem é que

Eu acho que tem um estereótipo do que é o psicólogo,

tem acesso a um canal de TV paga? É restrito a pessoas

muito via mídia: o psicólogo clínico, aquele que atende

que provavelmente já têm outra visão da psicologia.

problemas, que faz diagnóstico, com quem você vai

Acho que deveria haver um espaço para mostrar o que é

conversar porque tem um problema. Essa é uma das áreas

a psicologia, explicitando aquilo que parece estar

da psicologia que ainda existe, não que tenha deixado de

formando a opinião das pessoas. Não sei exatamente

existir, mas acho que como todas as outras profissões, há

como, porque é uma tarefa difícil.

uma fragmentação. Os limites já não estão mais claros entre o que é uma atribuição do psicólogo, atribuição do

PSIQUE - E com relação à carreira do psicólogo, hoje em

administrador, do médico, do cientista social, e de todas

dia há mais possibilidades além da clínica?

as outras profissões. Isso é interessante em um nível, porque

A psicologia tem as áreas mais tradicionais, instituídas, em

você tem aí mais possibilidades de trabalho. Não é exclu-

que algumas já não mais tão seguras. Por exemplo, o

sivo da psicologia estudar o ser humano, outras áreas

consultório antigamente era a opção óbvia – você se

também se dedicam a atuar. Por outro lado, também é

formava, abria seu consultório e pronto. Hoje em dia você

perigoso, porque você tem a entrada de áreas, pessoas,

até pode abrir seu consultório, tentar uma estabilidade,

que não têm o rigor necessário. Então essa fragmentação

porém há mais pessoas fazendo isso e não está tão

é positiva porque faz crescer, mas também é negativa

simples assim você manter essa atividade. Você pode

porque entram mais coisas que não são necessariamente boas. E no senso comum as pessoas não conseguem definir o que é o quê. PSIQUE - E qual você acha que é a principal causa dessa visão senso comum da psicologia? De alguma maneira, quem não tem acesso via escola, via educação a alguma área do saber, acaba tendo contato pela mídia impressa e televisiva. Há muitos profissionais que vão à mídia e falam em nome da área, alguns com propriedade, outros não. Alguns nem mesmo são da área

Hoje em dia você até pode abrir seu consultório, tentar uma estabilidade, porém há mais pessoas fazendo isso e não está tão simples assim você manter essa atividade.


06 mas que ainda não estão consolidados como tal. Alguns já estão, como a psicologia jurídica, a psicologia do esporte, a psicologia hospitalar, que há dez, quinze anos ninguém saberia dizer o que eram. Também podemos aproveitar áreas que estão consolidadas em outros países. Hoje há mais abertura, por outro lado isso deixa as pessoas sem referências, mais confusas com relação ao que o psicólogo é e faz. PSIQUE - E o que você acha que diferencia o psicólogo dos demais profissionais que lidam com humanos? Eu acho que é o olhar. Nós desenvolvemos um olhar que é muito específico. O curso - teoricamente, não que todos tenham isso - te dá uma chave de leitura da realidade muito particular (chamo de realidade as pessoas, as instituições, as organizações, dimensões da vida). Isso nos ajuda a entender para além da superfície. Acho que a maioria das profissões não vai para além da superfície, até porque não se propõem a isso. As nossas grandes ferramentas são o diagnóstico, em um sentido mais amplo, pensado em termos de leituras, interpretação, análise da realidade, e a forma como se acessa essa realidade. A entrevista, por exemplo, é um instrumento fantástico que nós temos, e nós extraímos coisas dessa entrevista que outros profissionais não extraem. É uma leitura muito particular da realidade, que consegue entender um pouco as pessoas, as relações das pessoas, e ajudar no que estabelece o cotidiano de todas as outras profissões. PSIQUE - Você acha que as faculdades, os cursos de psicologia em geral, conseguem mostrar esse campo aberto de atuação do psicólogo?

A entrevista, por exemplo, é um instrumento fantástico que nós temos, e nós extraímos coisas dessa entrevista que outros profissionais não extraem. que você nem imaginava. Principalmente conversar com os professores, porque às vezes ele dá uma aula que tem que dar, mas a experiência dele é outra. Uma coisa que não se faz, eu como aluno não fazia e não vejo meus alunos fazendo, é conhecer um pouco o professor. Ver o que ele faz, o que ele pesquisa, o que ele estuda, onde ele trabalhou, o que já fez... Saber a história de vida dele é interessante, até porque ele pode te dar dicas de por onde ir, como caminhar. É importante conversar com vários, não com um só. Hoje em dia temos a Internet, mas nem sempre você sabe se a informação é válida. É legal ter alguém como uma referência, que te ajude nesse caminho. Eu ainda acho que a graduação é um espaço de exploração e de experimentação. Esse é o objetivo. Quanto mais se explorar e se utilizar do material físico e humano da universidade, melhor. Não que isso vá garantir que quando você se forme terá uma inserção perfeita no mercado de trabalho. No entanto, quanto mais informação, mais fácil você consegue. Claro que há também outros fatores, como características pessoais, contingências do momento, da área que você escolheu. Tem áreas que a inserção é fácil, e em outras você terá que inventar e batalhar para abrir seu espaço.

Olha, mais ou menos. O campo tradicional é apresentado. Não dá para dizer genericamente, acho que algumas faculdades têm isso, essa preocupação, outras não têm. Algumas fazem isso de um modo mais integrado, dentro do currículo, outras não, fazem palestras, por exemplo. As faculdades estão preocupadas, mas varia o nível de preocupação e ação para dar conta disso. Até porque tem muita coisa nova, e muitas áreas ainda não estão consolidadas, umas são legais, outras não. Às vezes você traz para dentro do curso de

Professor Marcelo Afonso

psicologia alguém que mistura psicologia e coisas esoté-

Ribeiro, do departamento

ricas, o que é um problema. A formação em psicologia é

de Psicologia Social e do

algo complicado. Você fecha a grade curricular e aí

Trabalho da USP.

surge uma nova área. PSIQUE - E o que você acha que os alunos podem fazer para entrar mais em contato com as possibilidades de

• Mestre em Psicologia da USP

carreira?

• Doutorado em Psicologia na UCLA - USA

Eu acho que tem que conversar muito com os professores,

• Consultor

e também com os colegas. Às vezes o colega que senta

• Dir. do Instituto de Psicologia da USP

a seu lado está fazendo um estágio muito legal, em algo que você nem imaginava. Principalmente conversar com


ARTI GO S

08

O mito do labirinto Para falar sobre psicoterapia gostaria de, como uma boa psicóloga junguiana que sou, usar de um mito grego para deixar o mais claro possível os seus benefícios. Um mito consegue, com sua narrativa simbólica, esclarecer uma idéia de forma muito mais abrangente que muitos conceitos o conseguiriam.Trata-se do mito do Labirinto do Minotauro. Em Creta, uma ilha da Grécia, havia um Labirinto, que era um palácio. Lá estava preso, em seu centro, um ser monstruoso, que era metade homem, metade touro, e que só comia carne humana, chamado Minotauro. Então, de nove em nove anos seu rei lançava sete moças e sete rapazes no Labirinto para serem devorados. Eram moças e rapazes de Atenas, que ao perderem uma guerra para Creta ficaram com esse tributo.

mínimo) com relação aos outros, que a psicologia chamou de projeção. Na psicoterapia observamos nossas projeções como conteúdos próprios. Teseu é o Ego, nosso herói. É ele quem vai, juntamente com outras partes suas, combater o monstro devorador. Ele vai, porque seu reino já não agüenta mais perder tanta gente jovem - energia consumida para nada - mesmo que seja para pagar um tributo. Seu reino perdeu a guerra e deve pagar uma indenização ao vencedor, que tem um monstro voraz de carne fresca humana.

O rei e o povo de Atenas teriam que, então, pela terceira vez, mandar seus jovens para serem devorados pelo Minotauro e já estavam indignados com essa dívida que lhes parecia eterna e injusta. Desta vez, foram Teseu, príncipe e herói de Atenas, e mais outros treze jovens como pagamento deste tributo cruel para Creta. Teseu ofereceu-se para ir, pois tinha uma missão: matar o monstro.

O mito não conta se Teseu tinha alguma estratégia ou se simplesmente foi com a cara e a coragem. Mas, de qualquer forma, Teseu resolveu ir. É assim que acontece: a pessoa (ego) tem que querer fazer psicoterapia. É o seu querer que o move. Sente-se frustrado com as realizações que não acontecem, sente-se fraco e sem energia para a vida e então precisa resolver isso. Vai assim deliberadamente resolver o problema. Então, o primeiro passo em direção à psicoterapia é o querer resolver seus problemas. O segundo, é acreditar, a priori, que vai conseguir. Precisa confiar e pedir ajuda.

Chegando lá, Teseu conheceu Ariadne, filha do rei de Creta, que se apaixona por ele. É Ariadne que o instrui como entrar e sai ileso do Labirinto. Ele iria até o centro do Labirinto segurando a ponta de um fio, mataria o monstro devorador e retornaria pelo mesmo caminho, seguindo o fio desenrolado, até onde estaria ela, Ariadne, na outra ponta, do lado de fora. E foi exatamente assim que aconteceu: Teseu entrou no Labirinto com seus companheiros, matou o monstro e retornou para Ariadne, com quem fugiu de Creta.

Teseu e seus compatriotas seguem, munidos de um fio que lhes serve de salvo-conduto para dentro do Labirinto e na outra ponta, do lado de fora, está Ariadne. É Ariadne que fornece condições para que ele seja bem sucedido. Ela oferece ajuda. Ariadne, aqui, representa o psicoterapeuta que fica do lado de fora – não está envolvido emocionalmente com seu paciente nem com suas questões e pode ajudá-lo a entrar em seu inconsciente e enfrentar seus monstros, pois tem instrumentos específicos para tanto.

Através desta narrativa podemos perceber alguns elementos que nos ajudam a entender a psique humana e como a psicoterapia pode ser benéfica e libertadora. O próprio Labirinto pode ser usado como representando a psique humana. Nosso cérebro até fisicamente parece um labirinto; mas, muito mais o é nossa psique. Levando-se em conta que há uma parte da nossa mente que nos é inconsciente, onde há tantas curvas e cantos escuros e inalcançáveis, dos quais nem temos idéia que existam dentro de nós, podemos imaginar, então, nosso inconsciente como um labirinto.

Para que um trabalho de psicoterapia dê bons resultados e atinja seu objetivo, precisa de algo fundamental: a empatia e confiança entre paciente e psicoterapeuta. Teseu acreditou que Ariadne estava sendo sincera, que realmente o ajudaria e estaria lá, do lado de fora, a esperá-lo.

É parte da natureza humana temer aquilo que não conhece. Portanto, tememos o nosso próprio inconsciente. Acreditamos que lá habitam monstros. Mas é claro que nem sequer admitimos isto para nós mesmos, por isso, vemo-los do lado de fora através das nossas simpatias e antipatias (para dizer o

Como confiar numa pessoa que não conhecemos para abrir o que há de mais intimo dentro de nós e até de coisas que nem nós sabemos? Objetivamente, para começar uma boa indicação é, ao estar diante do profissional, procurar sentir dentro de si se dá para confiar naquela pessoa. Confiança na ética do psicoterapeuta é a base para a relação terapêutica fluir. Ariadne também simboliza o feminino – tanto do paciente como do psicoterapeuta (seja homem ou mulher). O ego - uma instância masculina da psique humana - precisa


08

e a Psique humana do feminino para que, juntos, unidos, possam resolver as questões pendentes do paciente. É a objetividade do Ego em querer resolver-se mais a força da sensibilidade do feminino que faz o processo acontecer. Então, o Ego entra em seu inconsciente e vai corajosamente enfrentar seu monstro que está no centro, mata-o e sai livre, auxiliado pelo psicoterapeuta. Mas, o próprio Jung nos disse que o Self é o Centro da psique. E que o Self seria a nossa essência, fonte de luz e vida... Como pode ser entendido como um monstro devorador? Quando o Ego, irrealisticamente, acha-se o dono e o senhor do seu castelo (de sua vida), pensar que possa haver uma outra entidade mais poderosa que ele pode ser sim muito assustador. O Self, para Jung, é o Todo e também o Centro Ordenador da psique humana; já nascemos com ele. E, logo que nascemos, o Ego começa a formar-se através da nossa interação com o meio ambiente, enquanto ainda somos um bebezinho. Na visão da psicologia junguiana, o Ego nasceu do Self e é, portanto, apenas sua expressão. Deve, por isso, seguir suas orientações para melhor expressá-lo. E quando não atendemos o Self somos penalizados com a perda de energia para a vida. Num trabalho psicoterápico junguiano, a meta é a pessoa abrir-se para sua essência. Quando realmente consegue chegar até o centro, conectar-se mais conscientemente com seu Self, aí acontece o processo de Individuação. Individuação, para Jung, é a pessoa viver sua individualidade de uma forma mais pura e fiel à sua essência. Portanto, Ego e Self conectados numa sintonia fina. Aí reside o poder pessoal. Quando Teseu mata o monstro e sai do Labirinto, para nossa leitura entendemos que houve uma transformação; porque morte é símbolo de transformação. Isto significa que a pessoa (Ego) conseguiu abrir-se para sua essência, e não tem mais do que defender-se e, aí, acontece a transformação (morte) do antigo Ego (cheio de medos e inseguranças) e nasce um novo Ego (mais cheio de autoconfiança e luz). Afinal, toda morte gera uma nova vida. A saída de Teseu do Labirinto representa seu renascimento como o herói vencedor. O que o mito não conta que, na verdade, não há apenas um único monstro habitando nosso inconsciente (aquele era o maior e o mais poderoso e assustador); mas, na psicologia

junguiana aprendemos que há outros monstros, que Jung chamou de Complexos, que também sugam nossa energia para a vida. Os complexos geram vários sentimentos e comportamentos automáticos e inconscientes, como por exemplo, o de superioridade e o de inferioridade. Eles escondem-se naqueles cantos escuros da psique (labirinto) e antes de concluir o trabalho maior que é “matar” o grande monstro lá no centro, há o trabalho de também matar esses outros monstros. Por isso o Ego é o nosso “herói”; mas, para se tornar o nosso “herói” precisa, antes, matar muitos monstros. Faz parte do processo de Individuação “matar” todos os pequenos monstros escondidos em nossa psique e que, muitas vezes, são também extremamente poderosos e vorazes, tanto quanto um Minotauro. As sessões de psicoterapia servem exatamente para isso: matar monstros projetados por todo canto da vida. Desta forma, resgatamos a energia para a vida. Liberamos a energia que usamos inconscientemente para tentar deixar presos sentimentos indesejáveis e desejos inconfessáveis, até para nós mesmos. Conforme vamos encarando cada um dos nossos monstros percebemos que eles não são tão feios e nem tão monstruosos assim. Vamos nos fortalecendo. Percebemos que somos mais fortes do que pensávamos; que somos capazes de suportar algumas frustrações que a vida se nos apresenta. Descobrimos que a nossa vida depende de nós. Nós somos os heróis de nossas vidas! Resgatamos, assim, o bem mais precioso que está guardado dentro de nós: a auto-estima. E deste modo tomamos posse de nossa vida. Aprendemos a usar nosso poder pessoal. Quem já fez psicoterapia com um bom psicoterapeuta sabe de seus benefícios, pois o fato de conseguir, de forma segura e amorosa, livrar-se dos “monstros” que habitavam o seu inconsciente e que o atormentavam e ao mesmo tempo abrirse para a sua “fonte de vida e de luz”, o Self dentro de si, é absolutamente libertador.

Maria Aparecida Diniz Bressani é psicóloga e psicoterapeuta Junguiana, especializada em atendimento individual de jovens e adultos, em seu consultório em São Paulo.

Contato: mariahbressani@yahoo.com.br

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Ediçao 1 Revista Psique