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Obrigados à EFD em 2011 - SET/RN

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SISTEMA PÚBLICO DE ESCRITURAÇÃO DIGITAL ESCRITURAÇÃO FISCAL DIGITAL Setembro/2010

Grupo Gestor do SPED


I - LEGISLAÇÃO ESTADUAL PORTARIA Nº 090/2010-GS/SET, DE 20 DE SETEMBRO DE 2010.

Relaciona grupo de estabelecimentos obrigados à Escrituração Fiscal Digital (EFD), a partir de 1º de janeiro de 2011. O SECRETÁRIO DE ESTADO DA TRIBUTAÇÃO, no uso de suas atribuições e considerando o disposto no Protocolo ICMS 77, de 18 de setembro de 2008, no Convênio ICMS nº 143, de 15 de dezembro de 2006 e no § 4º do art. 623-D do Regulamento do ICMS, aprovado pelo Decreto n.º 13.640, de 13 de novembro de 1997, R E S O L V E: Art. 1º Ficam obrigados à Escrituração Fiscal Digital (EFD), prevista nos arts. 623-B a 623W do Regulamento do ICMS, aprovado pelo Decreto n.º 13.640, de 13 de novembro de 1997, a partir de 1° de janeiro de 2011, todos os estabelecimentos inscritos sob o regime de pagamento normal do ICMS, ainda não obrigados à EFD. Art. 2º Excepcionalmente, os estabelecimentos referidos no art. 1º, poderão entregar até 15 de junho de 2011, os arquivos da EFD referentes aos meses de janeiro, ou da data de sua constituição ou reativação, a maio de 2011. Art. 3º Os estabelecimentos obrigados à Escrituração Fiscal Digital (EFD) ficam dispensados da entrega dos arquivos previstos no art. 631 do Regulamento do ICMS, aprovado pelo Decreto n.º 13.640, de 13 de novembro de 1997 (SINTEGRA), a partir da data em que derem início ao envio dos arquivos da EFD. Art. 4º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. Gabinete do Secretário de Estado da Tributação, em Natal, 20 setembro de 2010. João Batista Soares de Lima Secretário de Estado da Tributação

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II - JUSTIFICATIVAS 1.

Dar ciência antecipada aos contribuintes do RN, acerca da decisão

colegiada da Receita Federal do Brasil - Coordenadora do SPED Fiscal – e administrações tributárias estaduais no sentido de concluir a obrigatoriedade da EFD até – no máximo - janeiro de 2012. 2. Possibilitar - aos contribuintes do RN - um maior tempo para se adequarem à Escrituração Fiscal Digital (EFD). 3.

Somente a partir da edição da norma estadual de obrigatoriedade, os

contribuintes do RN por ela alcançados irão, efetivamente, buscar soluções para o cumprimento das obrigações acessórias de geração e entrega da EFD. 4.

Somente a partir da edição da norma estadual de obrigatoriedade, as

empresas de TI locais terão segurança jurídica para investirem nas soluções demandadas pelos obrigados do RN, movimentando a economia potiguar, com a geração de empregos, em face do aumento da prestação de serviços de TI e da agregação de valores aos serviços contábeis. 5.

Somente a partir da edição da norma estadual de obrigatoriedade, os

contribuintes do RN por ela alcançados irão se interessar e demandar ajuda à SET/RN, que está preparada para prestar um atendimento especializado aos mesmos, o que já vem fazendo a nível nacional.

III - BENEFÍCIOS DO SPED FISCAL 1. Simplificação do cumprimento das obrigações acessórias para as empresas. 2. Redução de 90% das obrigações acessórias para os contribuintes (de 170 para, aproximadamente, 17), quando o SPED estiver em plena produção.

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3. A simplificação do cumprimento das obrigações acessórias proporcionada pelo SPED reduz a responsabilidade involuntária por infrações à legislação tributária, que é punida em nosso ordenamento, independentemente da intenção do agente. 4. O SPED é responsável por um dos maiores projetos de desmaterialização do País, que beneficiará diretamente as empresas e toda a coletividade, respectivamente, com a redução de custos de armazenamento de livros e documentos fiscais, e a consequente redução do preço final dos produtos para a sociedade e, principalmente, com a preservação do meio ambiente pela redução do consumo de papel. 5. DESBUROCRATIZAÇÃO de procedimentos - Um dos instrumentos de que se vale o SPED para atingir a simplificação do cumprimento das obrigações acessórias, consiste na racionalização das mesmas, eis que os contribuintes não precisarão mais levar os livros fiscais e contábeis à Junta Comercial ou à repartição fiscal para que tenham a primeira e a última páginas autenticadas. 6. Esses serviços públicos serão prestados eletronicamente, 24 horas por dia, sem perda de tempo com deslocamento e custos de transporte para os contribuintes. 7. Um dos benefícios da desburocratização implementada pelo SPED será a melhoria do atendimento ao público. 8. Com o SPED o Fisco não precisará mais manter funcionários para prestar certos

serviços

burocráticos,

monótonos,

limitados

ao

horário

de

funcionamento da repartição fiscal. 9.

Os serviços públicos prestados eletronicamente são seguros - Os

serviços públicos prestados eletronicamente utilizam o Sistema Nacional de Certificação Digital, através do qual os arquivos do SPED - que contém os

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livros fiscais e contábeis - são assinados e certificados digitalmente, conferindo-lhes segurança e validade jurídica. 10.

Além da disponibilidade 24 horas e da segurança, existem outras

características que destacam o serviço público prestado eletronicamente de recepção e autenticação dos livros fiscais e contábeis: Escalabilidade e Performance. A Secretaria de Estado da Tributação do RN adquiriu um parque computacional capaz de receber uma grande quantidade de dados (arquivos do SPED) com excelente performance. 11.

A utilização do serviço público disponibilizado eletronicamente de

transmissão e autenticação dos livros fiscais e contábeis não será cobrado das empresas, eis que a Secretaria de Estado da Tributação do RN utilizará padrões abertos (WebServices e Internet), gratuitos, sem custo de desenvolvimento de aplicativos para utilização dos serviços disponibilizados pelo Fisco. 12. Outro grande benefício do SPED que contribuirá para a simplificação do cumprimento das obrigações acessórias consiste na padronização delas, por meio da qual os contribuintes entregarão um mesmo modelo de arquivo digital da EFD aos Fiscos Federal e Estaduais. 13. As maiores empresas em funcionamento no país acreditam que o SPED proporcionará modernização, redução de custos e aumento do lucro. 14. O SPED fomenta os relacionamentos eletrônicos entre as empresas e seus clientes, fornecedores e Fisco, propiciando melhor ambiente de negócios no país. 15. Percebe-se, com clareza solar, que o SPED apresenta-se como uma das ferramentas mais promissoras de redução do custo Brasil. Este famigerado a ser combatido é um termo genérico, usado para descrever o conjunto de dificuldades

estruturais,

burocráticas,

e

econômicas

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que

encarecem

o

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investimento no Brasil, dificultando o desenvolvimento nacional, aumentando o desemprego, o trabalho informal, a sonegação de impostos e a evasão de divisas. 16. O SPED é o instrumento de compartilhamento de informações entre os fiscos federal, estaduais e municipais, utilizado pelo Fisco para o combate à sonegação fiscal.

17.

O SPED é também o instrumento de integração entre os fiscos, os

contribuintes e a sociedade, todos engajados no combate à sonegação fiscal, uma vez que todos perdem com ela, sendo, portanto, tal missão, uma responsabilidade de todos.

18. O SPED é um sistema público essencial de combate à sonegação fiscal, que é responsabilidade de todos, haja vista que ela traz prejuízos aos fiscos, aos contribuintes e à sociedade.

19. O SPED dificulta a concorrência desleal, aumentando a competitividade entre as empresas, refletindo na redução de preços e na melhoria da qualidade dos produtos.

20. O SPED gera o equilíbrio da carga tributária, evitando que os produtos mais sonegados tenham alíquotas maiores.

21.

As consequências da sonegação fiscal são repartidas por toda a

sociedade, que é quem efetivamente paga os tributos, embutidos no preço final dos produtos, na qualidade de contribuinte indireto.

22. Quanto maior a sonegação fiscal de uma nação, maior será a sua carga tributária.

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23.

O combate à sonegação possibilita o incremento da arrecadação sem a

necessidade de aumento da carga tributária, ou seja, sem a criação de novos tributos, ou aumento dos já existentes.

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