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O RioMoinhense
Junho 2005
editorial RUI ANDRÉ
rmvandre@sapo.pt
Ao longo do último ano a freguesia de Rio de Moinhos pode orgulhar-se de ter um dos únicos boletins informativos existentes nas 19 freguesias do concelho de Abrantes. Faz exactamente um ano que O Riomoinhense re(nasceu) para cativar os seus leitores. Este meio de comunicação apareceu para informar, destacar, homenagear, enfim... falar das pessoas da freguesia de Santa Eufémia nomeadamente da sua riquíssima história. A redacção está feliz por poder oferecer mais alegrias a todos vós.
Este aniversário é uma prova de afecto oferecido por muitas pessoas que ajudam este projecto a crescer, a continuar bem de pé e a poder dar mais e melhores notícias. Assim gostaria de destacar, neste editorial, algumas pessoas e entidades que se têm esforçado para que tal acontecesse. Falar é bom, mas expressar as suas críticas sem acrescentar nada em troca não é socialmente correcto e bate negativamente nos corações daqueles que querem dar mais em prol de um bemestar da comunidade local. Após reflexão decidi colocar os nomes dos responsáveis da continuidade d´O Riomoinhenses. Para eles a minha gratidão e o meu reconhecimento pela ajuda concedida. Sem qualquer ordem de preferência, agradeço a colaboração e ajuda da Sónia Pacheco, sem ela este projecto não teria pernas para andar, Ana Caldelas pela ajuda dada, e Centro de Apoio a Idosos através do Projecto “Renascer Abrantes – Concelho Solidário” que apoiou desde o primeiro instante. Aos colaboradores pelos artigos publicados a minha profunda gratidão. Uma referência justa aos patrocinadores que têm colaborado com boa vontade e finalmente as pessoas (por ordem alfabética) que têm dado o seu donativo… Adolfo Baptista Pires, Alberto Velosa, Alfredo Amaro, Ana Costa, António Garrinhas, António Santos, Artur Assunção, Bela Santos, Domingos Garrafão, Falena, Fernando Tomé, Gonçalo Veloso, Helena Salvador, Henrique Costa Flor, Henrique Mendes, Henrique Pires, Isabel Antunes, João Abílio Ramos, João André, João António Santos, João Claro, João Damas Martins, João Paulo Rosado, Joaquim André, Joaquim Rodrigues Ferreira, José Eduardo Martins, José Fernandes, José Gomes, José Manuel Pedro, José Martins Pires, José Pereira Jacinto, Júlio da Silva, Júlio Flor, Luís André, Luís Rebelo, Luís Serras Lopes, Luís Teodoro, Lurdes Amaro Santos, Manuel Dias, Manuel Joaquim Rosário, Manuel José, Manuel José Pires, Manuel Pereira, Manuel Pombo Antunes, Manuela Duarte, Maria Amélia, Maria Fátima Morgado, Maria Florinda Saruga, Maria Irene Garrafão, Maria Isabel Pereira Santos, Maria João Martins, Maria José Clemente, Maria Leonor Ferreira, Maria Rosa Estrela Oliveira, Maria Rosa Mouzinho Lopes, Maria Silvina Pombo, Maria Teresa Mineiro Penteado, Maria Wanda Esteves, Nelson Cardoso Lino, Olga Batista, Otília Flor, Paulo Monteiro, Ramiro Cordeiro, Regina Gonçalves Pereira, Rogério Morais Mendes, Teresa Duarte e Zeferino Brás Pereira … Fica a minha admiração para todas estas pessoas que têm colaborado da forma como podem ajudando a freguesia de Rio de Moinhos a ter um boletim informativo. Quando fazemos o Bem tudo pode acontecer… Até lá, Paz e Amor
“As coisas simples são as mais extraordinárias, e só os sábios conseguem vê-las”. PAULO COELHO (N. 1947), O Alquimista
RUI ANDRÉ Propriedade: Projecto “Renascer Abrantes - Concelho Solidário” Director: Rui André Redacção: Sónia Pacheco; Rui André Paginação: Sónia Pacheco Publicidade: Ana Sofia Caldelas Telefone: 96 4184464 Publicidade: 96 5589318 E-mail: oriomoinhense@iol.pt Colaboraram neste número: Adolfo Pires; Álvaro Batista; Fátima Belém; Jorge Morais; M.L.J.; Pe José Cardoso; Sara Pereira; Vitor Hugo Gráfica “Prova de Cor” - Abrantes * 500 exemplares
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à conversa com... Mário Pernadas Há três anos na reserva, Mário Pernadas dedica-se agora a trabalhar em prol dos outros considerando que a palavra “associativismo” está a cair em vão.
Mário Pernadas concilia a sua vida pessoal com as funções que, actualmente, desempenha nas várias colectividades da freguesia de Rio de Moinhos. Na Banda Filarmónica de Educação e Beneficiência Riomoinhense assume o cargo de Presidente do Conselho Fiscal. Na Casa do Povo de Rio de Moinhos foi nomeado VicePresidente responsabilizandose também pelo treino da Equipa de Futebol Sénior desta instituição. Em parceria com o Projecto “Renascer Abrantes – Concelho Solidário” assegura
Mário Rodrigues Pernadas nasceu a 13 de Março de 1950. Durante 31 anos foi militar, nas Tropas Paraquedistas, em Tancos. Hoje, com 55 anos, dá a cara pelo associativismo local.
a realização de um programa de ginástica para dois grupos de crianças dos 6 aos 12 anos. De momento, o grupo feminino conta com cinco raparigas e o grupo masculino é constituído por 22 rapazes. Mário Pernadas sublinha a importância de as pessoas se juntarem em torno das colectividades estimulando, também, a população a criar eventos no sentido de proporcionar um maior contacto social entre os indivíduos. Ter algum tempo disponível e demonstrar “prazer de fazer algo pelos outros com a intenção de sempre dar e nada receber” são, segundo Mário Pernadas, os ingredientes necessários para quem quer dar um pouco da sua vida ao associativismo. Dando como exemplo a Casa do Povo refere que esta associação, certamente, teria encerrado as suas portas se não fosse a boa vontade das pessoas.
Analisando o panorama, não deixa de lamentar o seu olhar pessimista relativamente ao futuro das colectividades. Afirmando que cada vez mais a sociedade é uma sociedade de consumo em que há uma tendência cada vez maior para as pessoas se afastarem do associativismo, Mário Pernadas afirma que, na realidade, hoje, as pessoas, principalmente os jovens, têm muito mais coisas para fazer e, por outro lado, as gerações antigas estão saturadas. Resta a esperança de que as pessoas façam mais pela sua terra, pois, sem dúvida, que tudo aquilo que se faz “é pela terra” que precisa de pessoas mais unidas e, como se diz na política, mais transparentes.
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Já ouviu falar em
Medicina Tradicional Chinesa? [ Vitor Hugo ] A Medicina Chinesa difere consideravelmente da Medicina que se pratica na Europa e que é conhecida do cidadão. Daí a necessidade desta breve explicação sobre a forma de a exercer. Yin e Yang, Qi, Jing, Wei, Madeira, Fogo, Terra, Metal e Água, Vazio e Plenitude, Energia, são termos comuns e necessários à comunicação em Medicina Tradicional Chinesa, ricos em significado, fruto de cinco mil anos de uso. No entanto não se encontra equiparação na medicina do Ocidente, sendo incompreensíveis para o médico convencional.
Como funciona a Medicina Tradicional Chinesa (M.T.C.) A ciência afirma que o efeito terapêutico da M.T.C. advém da pressão exercida sobre determinadas terminações nervosas que possuem a capacidade de influenciar processos fisiológicos, tais como a produção hormonal e de neurotransmissores, desempenhando assim um papel importante em diversas patologias. Todavia, alguns estudos limitam-se a constatar que a M.T.C. funciona realmente, sem se saber por que mecanismos. Ou seja, resulta, embora a Ciência não consiga explicar o processo na sua totalidade. Ora, a M.T.C. é muito mais “velha” que a Ciência e, para os Chineses, tudo tem que ver com a energia. Toda a existência se deve á energia: as galáxias, os planetas, a Terra, os seres vivos e o Homem. Qi é a energia vital, a força que dá vida a todas as coisas. A Medicina Tradicional Chinesa acredita que o Qi é composto por duas energias complementares denominadas Yin e Yang que estão sempre presentes em todas as coisas. Por exemplo o Sol e a luz do dia são consideradas Yang comparativamente com a Lua e a noite, que são Yin. Porém, o Sol contém também energia Yin mas em menor quantidade. O mesmo sucede com a Lua, contendo também Yang em menor quantidade que Yin. Assim, e tal como a noite se transforma em dia, o Yin também se transforma em Yang e vice-versa. Os problemas de saúde traduzem precisamente a desarmonia entre estes dois aspectos da Energia no corpo humano. A saúde depende do equilíbrio entre as energias dos diversos órgãos. Sempre que existe um desequilíbrio persistente ou brusco podem haver manifestações patológicas. Saúde e doença são estados de energia que se podem qualificar, quantificar e modificar por intervenção da M.T.C.. O ser humano tem uma ligação intrínseca com a Natureza e o universo que o rodeia; afastar-se do que é natural produz doença e aproximar-se produz saúde. Para a Medicina Tradicional Chinesa o corpo humano é encarado como um todo indissociável, por isso um órgão dotado da capacidade natural e inata de regenerar e evoluir para a cura, sendo essa capacidade que a M.T.C. estimula ao tratar.
Fitoterapia A fitoterapia Chinesa deve estar associada à acupunctura, porque o resultado dos tratamentos não só é potenciado, como depende em grande medida da sua toma. As agulhas desbloqueiam, equilibram e fazem circular a energia, o que é indispensável para promover a saúde, mas não é suficiente. A maioria das doenças crónicas são causadas por vazios energéticos, vazios esses que não se conseguem ultrapassar utilizando só as agulhas. A acupunctura consegue modificar a qualidade da energia e distribui-la melhor mas só a fitoterapia consegue aumentar significativamente a quantidade de energia, tratando assim doenças de vazio ou excesso energético ou seja, doenças crónicas.
2005 Junho Acupunctura O nosso corpo possui 12 meridianos principais ou canais de energia com o seu próprio trajecto, cada um dos quais transporta e armazena a energia de um órgão específico, e que, no seu conjunto, formam uma rede energética que percorre todo o corpo. Os meridianos têm ligações entre si e estabelecem relações com todas as estruturas do organismo: pele, tendões, ossos, órgãos internos e células, ao mesmo tempo que estabelecem a relação do interior com o exterior e da parte superior com a parte inferior do corpo. É, portanto, através dos meridianos que a energia percorre e chega a todas as partes do nosso organismo. Os pontos de Acupunctura são locais de poucos milímetros quadrados, ao longo dos meridianos, que através de determinada técnica de punctura podem influenciar o fluxo de energia no organismo, de acordo com o efeito terapêutico pretendido. Existem várias centenas de pontos ao longo dos meridianos principais, contudo, fora destes meridianos, existem mais de 3000 pontos. Só no pavilhão auricular (orelha) descrevem-se mais de 300 pontos. Os meridianos encontram-se ligados à energia dos órgãos. Alguns pontos de Acupunctura, além da sua função energética no próprio meridiano (tonificar, desbloquear energia.), possuem também uma acção sobre determinada função orgânica, ou sobre o próprio órgão. Dada a complexidade de conjugação de pontos de vários meridianos, a selecção de pontos deve ser rigorosa e estar de acordo com o diagnóstico energético. Habitualmente, a introdução das agulhas de Acupunctura não provoca dor, pois as agulhas são muito finas. Apesar de não se sentir dor, pode-se sentir uma sensação de ardor, por vezes “ formigueiro “, significando apenas que se tocou uma terminação nervosa. Por vezes, e embora raramente, podem aparecer equimoses (“nódoas negras“), ou pequenos hematomas. As agulhas de Acupunctura são maleáveis, inquebráveis, esterilizadas e descartáveis de forma a garantir ao paciente os mais altos padrões de segurança.
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ambiente A qualidade do ambiente e agricultura [
Jorge Morais
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A agricultura é uma actividade económica que se caracteriza por um processo produtivo que depende do ciclo da natureza, mas, que o influencia ao utilizar um vasto leque de elementos livremente existentes, ao domesticar espécies animais e vegetais selvagens e ao recorrer a um conjunto de processos naturais que envolvem o aproveitamento da energia solar e do ciclo hidrológico. Deste modo, a agricultura utiliza como factores de produção um conjunto de recursos naturais que lhe são essenciais: o solo, a água, o ar e o património genético. Estes recursos, ao contrário do que se possa pensar, não existem de forma ilimitada na natureza: - 1 cm de solo pode levar até 100 anos a formarse; - apenas 2% da água do planeta é doce; - o oxigénio que respiramos é produzido pelas plantas; - todas as variedades e raças de plantas e animais que reproduzimos derivam de espécies que existem na natureza e se vão extinguindo a um ritmo acelerado. Por outro lado, aqueles recursos são essenciais a todos os processos que sustentam as formas de vida na terra e são, portanto, determinantes para o equilíbrio e qualidade do meio em que vivemos. Protegêlos é, não só uma condição para a viabilidade técnica e económica da actividade agrícola, mas também, uma forma de garantir a prazo a qualidade ambiental que nos é essencial. A forma como a agricultura usa os recursos naturais pode ter efeitos negativos sobre os mesmos, sendo a escolha dos sistemas de produção e das práticas culturais que os caracterizam fundamental para evitar a sua degradação.
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Assembleia de Freguesia de Rio de Moinhos Acta n.º 101 Aos vinte e seis dias do mês de Abril do ano de dois mil e cinco, pelas vinte e uma horas, reuniu-se na Sede Social de RIO DE MOINHOS, a Assembleia de Freguesia de Rio de Moinhos, numa sessão ordinária com a seguinte ordem de trabalho: Ponto um: Período antes da ordem do dia. Ponto dois: Aprovação da 2ª revisão orçamental de 2004. Ponto três: Apreciação e aprovação das contas de gerência de 2004. Ponto quatro: Outros assuntos de interesse para a Freguesia. Iniciada a reunião com a presidência do Sr. Rui Manuel Vasco André, do primeiro secretário, o Sr. Zeferino Manuel Tanqueiro Lopes Pinho Gama, da segunda secretária, a Sra. Maria Fernanda Lopes Cravo Ferreira e dos vogais, o Sr. Joaquim Soares Bento, a Sra. Maria Celina de Jesus Pedro Pernadas, o Sr. António Luís Damas Gaspar Bretes, o Sr. Guilhermino Lopes Pedro e o Sr. António José do Carmo. Esteve ausente a Sra. Maria do Rosário Soares Serra Aberta a sessão ordinária, o Sr. Zeferino Gama, leu a acta número cem. A Assembleia aprovou-a por maioria com a abstenção da Sra. Maria Fernanda Ferreira. Iniciando a reunião com a introdução, por acordo unânime dos membros da Assembleia,
dos pontos 2 e 3 da ordem dos trabalhos devido a apresentação com o projector de vídeo da 2ª revisão orçamental de 2004 assim como as contas de gerência do ano de 2004. O Sr. Tesoureiro fez uma abordagem pormenorizada das finanças e mostrou de uma forma clara as contas efectuadas durante o ano transacto. Ambas as propostas foram aprovadas por unanimidade. Seguiu-se a apresentação de diversas maquetas do futuro brasão da freguesia. Foi aprovado por maioria a maqueta 3 salvaguardando uma possível alteração na cor das mós e das velas. O executivo mas informou que esta proposta poderia no entanto sofrer alterações na Associação Nacional de Arqueólogos e Heráldica Portugueses. Seguiu-se as alegações do executivo, o Presidente da Junta invocou os parabéns ao partido socialista por ter ganho as eleições; falou da nova extensão do Centro de Saúde; dos sinais de trânsito da freguesia; do posto da Internet, instalado na Junta de Freguesia; falta de água; revisão do PDM; iluminação da freguesia, chegada de 4 novos bancos, parques infantis; cemitério de Amoreira; reunião com o vice-presidente da CMA; da limpeza das ribeiras; do projecto do cais de Rio de Moinhos e da sua limpeza imediata; dos balneários do campo de futebol de Rio de Moinhos e
Tel.: 241 881 177 - 917 244 272 / Fax: 241 881 343 Rio de Moinhos * 2200-782 Abrantes
finalmente do seguro do prédio de Lisboa estar em dia. Vários membros da Assembleia interpelaram o executivo. As informações foram: prédio de Lisboa, Conferência de São Vicente de Paulo, Estrada da Pucariça, limpeza de balsas, falta de sinais de trânsito, falta de iluminação, falta de lombas, cesto de basquetebol do polidesportivo partido, problemática do lixo doméstico, estrada da Quinta da Feia em mau estado, falta de passadeira entre outros assuntos. O Presidente da Junta respondeu às perguntas colocadas. No final, o público fez a sua intervenção e os assuntos focados foram: iluminação, ecopontos, sinalização, passadeiras, nova paragem de autocarro em Amoreira. O executivo respondeu às dúvidas e questões levantadas pelo público, informando que seriam resolvidas de acordo com as suas responsabilidades e que seriam feitos os referidos contactos às entidades competentes no que concerne as outras questões. Terminada a reunião ordinária da Assembleia de Freguesia, lavrada a presente acta por mim, Zeferino Manuel Tanqueiro Lopes Pinho Gama, Primeiro Secretário da Mesa da Assembleia de Freguesia em exercício, que li e subscrevi e por todos vai ser assinada.
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Escavação Arqueológica de emergência na “Quinta da Légua” – Amoreira (II) [ Álvaro Batista* ] Prosseguem as escavações no local (1) , tendo sido aberta até ao momento, uma área de cerca de 180 m2 . Continua-se a tentar definir a área das cabanas, tendo sido posto a descoberto vinte buracos de poste, mas ainda não permitindo definir com clareza a sua forma ou formas, embora tudo indique estarmos perante o formato circular. Ocorreram também algumas estruturas pétreas de combustão e zonas de atelier ou trabalho da pedra. Interessante é o aproveitamento dos seixos da ribeira fóssil como jazida. Obtiveram-se já amostras para datação absoluta (C14 ou OSL), mas ainda se desconhecem resultados. Em termos de indústria ocorrem fragmentos de cerâmica (alguns permitindo a reconstituição do recipiente), anfibolite, pesos de rede e uma indústria lítica maioritariamente de quartzíte de carácter Tagano. É provável estarmos perante uma pequena aldeia de cariz sazonal (talvez com a existência de dois níveis de ocupação), que se estenderia para a área (já destruída), do antigo campo de futebol. Tudo aponta que em termos de recursos alimentares, a comunidade Tagana utilizaria um largo espectro de exploração do meio, o qual incluía a pesca, testemunhado pela recolha de pesos de rede. Não se recolheram restos osteológicos ou sementes (devido em grande parte há acidez do solo ou a condições 1 ver: 2 ver: 3
favoráveis de jazida), os quais nos poderiam indicar, não só mais claramente os diversos recursos alimentares (domésticos ou não), como também qual ou quais os tipos de recolecção de sementes e se nessas já se incluíam algumas domesticadas. Continuamos a não obter respostas claras, mas sim a um adensar de questões em torno do processo de neolitização da área(2). A recolha superficial de alguns dormentes, aponta é certo, para a existência de farinação, embora a um nível incipiente se o compararmos com os dos grandes povoados de altura da zona de Constância e Abrantes. Terá o carácter de ocupação sazonal do sítio a ver apenas com o ciclo das colheitas, corte e queimada ou de pousio? Mas se a qualidade do terreno era boa para cultivo porque abandonálo de seguida? Porquê deixá-lo à mercê de outra comunidade? Talvez este último factor não seja mesmo relevante ou de ter em conta. E isto porque a provável unidade das diversas comunidades Taganas em torno da construção megalítica na área, espelha a inexistência de conflitos e de demarcações territoriais, implicando necessariamente na existência de uma base ética e de forte coesão no mundo dos vivos e da sua continuidade na morte. Ou será que a actividade agrícola era apenas subsidiária, senão mesmo experimental ou irrelevante (como o pode apontar a
escassa recolha de dormentes) e nesse caso sem qualquer peso nos recursos económicos do povoado? Teriam eles obtido sementes domesticadas das comunidades Alógenas ou apenas estamos perante a recolha de sementes selvagens e consequente farinação? Mesmo com a existência de uma inexpressiva agricultura, o carácter de ocupação sazonal do local marca de forma indelével uma postura de vida comunitária muito própria de desapego à terra, mas não à fruição dos diversos recursos alimentares que os diversos nichos ecológicos do território lhes ofereceria. Já lá vão dois meses que tiveram início as escavações, mas ficamos sempre na expectativa da obtenção de mais e melhores resultados. É um trabalho por vezes sem o necessário apoio financeiro, moroso: porque qualquer acção de escavação é destruição e terá que ser realizada com o maior cuidado e rigor técnico possível afim de se não perderem informações, desgastante: não só a nível físico mas mental, incompreendido: porque se não percebe a necessidade ou sequer o porquê de todo aquele trabalho. Mas como diz o adágio popular: “depressa e bem não faz ninguém”(3). *Assistente de Arqueólogo na Câmara Municipal de Abrantes
2005 - O Riomoinhense, ano II – nº4, p.5 2004 – Carta Arqueológica do Concelho de Constância, p. 137-168 Expressamos aqui desde já à mestre Ana Rosa Cruz os nossos agradecimentos, não só pelo trabalho excelente já desenvolvido, mas por todas as diversas informações colocadas ao nosso dispor. Agradecimentos também são extensíveis a todos quanto têm participado nesta acção de escavação.
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Dia de Corpo de Deus
Rio de Moinhos festeja Dia do Bom Pastor [
M. L. J.
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Como já vai sendo tradição festejou-se na nossa paróquia, o dia do Bom Pastor a 17 de Abril de 2005. A sagrada Eucaristia começou excepcionalmente às 16 horas e foi muito bom (como sempre) ouvir a homilia que, nesse dia era alusiva ao Bom Pastor do Evangelho. “Jesus é o Bom Pastor: deu a vida pelas ovelhas que somos todos nós”. Ao ofertório foi levado ao altar junto com o pão e o vinho, um borreguinho oferecido pela comunidade “ao nosso Bom Pastor” que por acaso, dentro do seu cestinho se portou muito bem durante o resto da missa. Depois a nossa gente quis prestar uma homenagem ao nosso pároco, oferecendo um convívio no Centro Social com o respectivo lanche. Também o nosso Rancho Folclórico quis colaborar na homenagem com as suas danças e cantares alegrando ainda mais a tarde. Era lindo, ver os jovens ajudando os pequeninos a mostrar toda a sua graciosidade e beleza nas suas danças… O Rancho Folclórico “Os Moleiros” da Casa do Povo dedicou alguns números ao nosso pároco, demonstrando assim o quanto o aprecia e a estima que lhe tem, assim como, todos nós. Pediram-lhe também que fizesse um pequeno discurso, o que ele fez, com breves mas sentidas palavras, elogiando os jovens e incentivando-os a continuar… A seguir pediram-lhe que colaborasse com eles, e lá andou o nosso pároco com o senhor diácono Victor saltando um bocadinho com os jovens, o que toda a gente achou imensa graça… O nosso pároco alia ao dom da palavra a tolerância, a afabilidade e a simpatia que toda a gente admira. Penso que ele sentiu como toda a comunidade, velhos e novos, têm por ele muita estima, admiração e reconhecimento, e que está com ele … Quando terminou o lanche, toda a gente saiu bem disposta e contente, com o calor humano que se sentiu lá dentro.
A Igreja Matriz de Rio de Moinhos celebrou, no dia 26 de Maio, a Primeira Comunhão e a Profissão de Fé das crianças da feguesia. Depois da Santa Missa, a habitual procissão, acompanhada pela Filarmónica Riomoinhense, percorreu as ruas da aldeia.
Noite de Fados A Casa do Povo de Rio de Moinhos foi palco, no dia 16 de Abril, de uma noite de Fados. Carlos Videira, Eduardo Tereso, Helena Lemos, Luísa Godinho, Nelson Araújo, Nelson Lemos e Vítor Lemos. Na guitarra portuguesa Armando Pereira e na viola clássica Vítor Lourenço e Carlos Videira foram os artistas que animaram os riomoinhenses que não deixaram de participar com entusiasmo neste evento.
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Encontro de Conferências Sociedade de S. Vicente de Paulo Rio de Moinhos acolheu, no dia 1 de Maio, um encontro de Conferências da Sociedade de S. Vicente de Paulo, onde estiveram representados os movimentos vicentinos de Gavião, Alvega, Abrantes e Rio de Moinhos. Depois da celebração da Santa Missa os vários grupos reuniram-se para análise e discussão de temas como A Família e as Conferências, O que se pensa da Família Vicentina e Onde as Conferências deviam ser conhecidas. A sessão terminou com um almoço convívio. Este evento contou com a presença das várias entidades locais. A Sociedade de S. Vicente de Paulo foi introduzida em Portugal a 27 de Setembro de 1859 com o nascimento da primeira Conferência portuguesa, em Lisboa. Em Rio de Moinhos, a Conferência Mista de Santo António da Sociedade de S. Vicente de Paulo, foi fundada a 1 de Novembro de 1953 pelo Dr Manuel Pádua Ramos. No entanto, um estudo mais pormenorizado, revela que já em 1912 existiu, na Paróquia, uma Conferência criada pelo Pe Joaquim Nunes Bernardo. Este movimento Vicentino, em regime de voluntariado, ter por missão desenvolver acções de solidariedade social para com as pessoas mais carenciadas desta freguesia. Para além da distribuição de bens alimentares vindos do Banco Alimentar, esta Conferência, quando possível, procede à dádiva de um contributo monetário a quem mais precisa. No entanto, os recursos financeiros são muito escassos não conseguindo dar resposta a todas as necessidades que surgem. Neste momento, esta organização, constituída por treze confrades, vive apenas de colectas e subscritores. Actualmente, a direcção é constituida por Joaquim Soares Bento, Presidente, Maria Rosa Estrela, Vice-Presidente, Maria Inês Pacheco, Secretária, e José Carlos Sousa, Tesoureiro. Refira-se ainda que a Junta de Freguesia de Rio de Moinhos autorizou a realização das reuniões semanais e das acções desenvolvidas pela Conferência de S. Vicente de Paulo na casa ao lado da Igreja onde, em tempos, funcionou a própria Junta de Freguesia.
Dor mais leve [ Pe Cardoso ] A paróquia comprou algum mobiliário e electrodomésticos, para o salão paroquial. Afim de minorar o sofrimento de quem vela os seus entes queridos, e de dar algum conforto fisico às pessoas que passam horas a fio na “casa mortuária”, a paróquia adquiriu um frigorífico, cafeteira eléctrica e algum mobiliário. Apesar das condições da sala continuarem a não ser as melhores, como Pároco, achei que era fundamental que as pessoas que se encontram a velar o ente querido, possam ter, pelo menos, água fresca, possam tomar um café ou um simples chá a qualquer hora, sem ter de se deslocar a casa.
Filarmónica promove Caminhada
A Filarmónica Riomoinhense promoveu, no dia 10 de Junho, uma caminhada pela aldeia de Rio de Moinhos. Pela manhã vários participantes juntaram-se a esta iniciativa e fizeram-se à estrada. Sob a orientação de Mário Pernadas, este passeio terminou no Cais com um piquenique. Aos participantes juntaram-se vários habitantes da freguesia resultando assim um almoço convivio e um grande momento confraternização.
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Armação do Pinheiro em Amoreira Uma tradição que se mantém até aos nossos dias Realizou-se, no 3 de Abril, o tradicional içar do pinheiro. Pela manhã algumas pessoas foram escolher, cortar e preparar a árvore. No início da tarde começou um trabalho com um único objectivo – levantar o pinheiro na vertical. Um trabalho de mestre e de muita coragem com a participação de várias pessoas nesta festa tradicional. Com a sabedoria dos mais velhos e a valentia dos mais novos o pinheiro foi içado até
atingir os 90º. O prémio era composto por bacalhau, bolo e algum dinheiro. Após este desafio foram distribuídos vinho e tremoços aos presentes. A bravura dos mais antigos faz recordar a força de viver e sobretudo de mostrar aos mais novos a determinação em vencer este desafio. Este ano, um voluntário chamado José Júlio Bexiga conseguiu subir o pinheiro escorregadio e arrecadar a justa recompensa.
Curiosidade histórica: Um dos jogos tradicionais mais apreciados, segundo os mais velhos, era o jogo da subida ao Pau de Sebo. (Em Rio de Moinhos, este jogo era feito na festa do “Bodo”, matava-se um boi que era dividido proporcionalmente em função da quota que cada um dava em dinheiro).
Constância Nossa Senhora da Boa Viagem
[
Rui André
Passeio dos Idosos
]
No dia 28 de Março de 2005, dois barcos da freguesia de Rio de Moinhos foram à procissão de Constância a fim de receber a bênção. Os barcos foram decorados e levados por dois amantes do Tejo, os irmãos Francisco e José Luís Jacinto que içaram a bandeira da Junta de Freguesia de Rio de Moinhos. Fica o orgulho de todos os riomoinhenses para com estes dois homens que souberam dignificar as cores da nossa freguesia. Bem-haja. Para estes dois homens do “mar”, O Riomoinhense deseja-lhes muitas felicidades. Não poderia acabar estas palavras sem fazer um realço justo e merecido ao outro irmão já falecido, o marítimo José Maria que nos deixou há poucos meses e que está gravado nas nossas memórias.
Mais uma vez, a Junta de Freguesia de Rio de Moinhos promoveu a habitual viagem cultural dos Idosos da freguesia que se realizou no dia 23 de Abril com a participação de 150 pessoas. A visita contou com vários destinos: Fátima, Luso e Aveiro onde se pôde visitar o Museu Marítimo de Ílhavo e o Barco Santo André (situado na Gafanha da Nazaré). Um dia diferente para os mais idosos da nossa freguesia.
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Diocese reúne em Rio de Moinhos Uma vida, um século [ Pe Cardoso ] Parabéns! Realizou-se, em Rio de Moinhos, no passado dia 8 de Junho, quarta-feira, a reunião do Secretariado Diocesano da Catequese. Este encontro teve como finalidade fazer a avaliação do ano catequético da diocese, contou com a presença de D. José Alves, D. José Alves Bispo da Diocese de Portalegre e Castelo Branco, que se deslocou a esta comunidade para acompanhar os trabalhos. Estiveram presentes igualmente, o Director Diocesano do Secretariado e também Pároco de Rio de Moinhos, José Manuel Cardoso, as Irmãs que estão no Rossio e trabalhanham no secretariado diocesano, assim como 14 delegados, vindos de toda a diocese. Os trabalhos tiveram lugar durante toda a manhã na sala contigua à Igreja e terminaram com o almoço no restaurante “A Noémia”.
4º Passeio de Cicloturismo No dia 24 de Abril, a Casa do Povo organizou o 4º Passeio de cicloturismo que contou com uma de uma centena de concorrentes. Por volta das 9 horas da manhã concentraram-se junta à Casa do Povo todos os elementos inscritos. O itinerário foi percorrido com amizade e convívio entre as localidades de Rio de Moinhos e Constância. Por volta das 12.30h foi servido o Almoço no salão da Casa do Povo. Seguiram-se as actuações do Rancho Folclórico “Os Moleiros” da Casa do Povo e da Filarmónica Riomoinhense. Neste dia a união do povo ficou marcado pela organização nos preparativos. Sem estas pessoas voluntárias as actividades não poderiam ser realizadas. Fica a homenagem e simpatia para todos estes voluntários que deram o seu melhor para que a festa corresse bem. Resta ainda enaltecer todos os participantes que se comportaram como gente civilizada mostrando que em Rio de Moinhos se podem fazer coisas bonitas e úteis.
Maria Eugénia apagou 100 velas! Nasceu a 5 de Junho de 1905 em Alcaravela, mas, viveu grande parte da sua vida em Aldeinha, na nossa freguesia de Rio de Moinhos. Com nove filhos e embora a memória a atraiçoe Maria Eugénia está consciente de que já passaram 100 anos desde o dia em que nasceu. Tendo testemunhado a Implantação da República, a I Guerra Mundial, a II Guerra Mundial, o 25 de Abril de 1974 e tantos outros acontecimentos que marcaram o último século, esta idosa centenária, acarinhada por todos, é o exemplo de quem resiste a todas as contrariedades da vida.
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Casa do Povo nova Direcção A nova Direcção da Casa do Povo de Rio de Moinhos tomou posse no dia 25 de Maio.
Mário Macedo
DIRECÇÃO Presidente Mário Rosa Macedo Vice-Presidente Mário Rodrigues Pernadas Secretário Vitor Jerónimo Gonçalves Tesoureira Rosa Aires Pires
CONSELHO FISCAL Presidente José Manuel Antunes Secretário Bruno Mendes Canana Vogais Fernando Manuel Canana Sidónio Ferreira
Felicidade???!!!! Talvez Deus queira que nós conheçamos algumas pessoas erradas antes de encontrar a pessoa certa para que saibamos, ao encontrá-la, agradecer essa bênção. Quando a porta da felicidade se fecha, outra porta se abre. Porém, estamos tão presos àquela porta fechada que não somos capazes de ver o novo caminho que se abriu. O melhor amigo é aquele que está junto a nós por longas horas, sem dizer uma palavra, e ao deixá-lo temos a impressão de que foi a melhor conversa que já tivemos, é aquele que apesar de tudo está sempre connosco, nos escuta com sinceridade e é verdadeiro com seus pensamentos. Ao darmos a alguém todo o nosso amor nunca temos a certeza de que iremos receber esse amor de volta. Não ame à espera de algo em troca, espere para que este sentimento cresça no coração daquele que ama. E se isto não acontecer, sinta-se feliz por este sentimento crescer no seu coração. Em questão de segundos apaixonamo-nos por alguém, mas levamos uma vida inteira para esquecer alguém especial. Não procure as boas aparências, elas podem mudar. Só precisamos de um sorriso para transformar um dia mau. Procure aquela pessoa que faz o seu coração sorrir. Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém que o que mais queremos é tirar esta pessoa dos nossos sonhos e abraçá-la. Sonhe com aquilo que quiser, vá para onde quiser ir, seja o que quer ser. Tenha felicidade bastante para tornar a vida doce, dificuldades para torná-la forte, tristeza para a tornar humana e esperança suficiente para torná-la feliz. As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas. Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos. A felicidade aparece para aqueles que choram, para aqueles que se magoam, para aqueles que procuram e tentam sempre e para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas. O amor começa com um sorriso, cresce com um beijo e termina com uma lágrima. O futuro mais brilhante estará sempre baseado num passado esquecido; você só terá sucesso na vida quando esquecer os erros e as decepções do passado. Quando você nasceu, estava a chorar e todas as pessoas ao seu redor estavam a sorrir. Viva de forma a que, ao morrer, você seja aquele que está a sorrir, enquanto, todos à sua volta estão a chorar. Façam o favor de serem felizes
ASSEMBLEIA GERAL Presidente José Jesus Amaro Secretário Luís Filipe Pires Vogal Rui Miguel Silvério
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letra a letra
Acontecimentos que marcaram a nossa O Canto do Rouxinol história [
Fátima Belém
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Contava-me a minha avó que, naquela noite de fins de Maio, o menino Jesus não conseguia adormecer. O calor deixava-o irrequieto e rabugento. Enquanto S. José terminava uns bancos que teria que entregar na manhã seguinte, Nossa Senhora resolveu ir passear Jesus por uma fresca vinha plantada à beira de um rio. A frescura e o silêncio da noite acalmaram o Menino que corria ladino à frente da Mãe. De repente, o seu coração pulou no peito e o seu grito cortou a noite: - Mãe, vem depressa! Nossa Senhora correu. O dedito espetado do Menino Jesus apontava para um pobre rouxinol que esvoaçava e se debatia preso por uma patita a um gavião da videira. As mãos carinhosas de Nossa Senhora desenrolaram a gavinha e soltaram o passarito que voava agora em volta da cabecita de Jesus. Antes de o despedir Nossa Senhora recomendou-lhe que tivesse muito cuidado com as gavinhas e que avisasse todos os seus irmãos pois, só por puro acaso tinha sido salvo nessa noite. O rouxinol prometeu e cumpriu. Ainda hoje, nas quentes noites do mês de Maio, podemos ouvir o canto do rouxinol: - Nossa Mãe disse, disse, disse que enquanto o gavião da videira não crescesse eu não dormissemisse-misse-misse!
24 de Maio de 1901 A região é assolada por uma violenta trovoada que provoca avultados prejuízos em culturas no Tramagal, Rio de Moinhos, Abrançalha, Chaínça e Hortas.
Abril de 1915 O número de eleitores inscritos no concelho é o seguinte:
17 de Maio de 1915 São destituídos os regedores das freguesias de S. Vicente, S. João, Alvega, S. Facundo, S. Miguel, Rio de Moinhos, Martinchel, Souto e Mouriscas.
Maio de 1923 É fundado o Sport Estrela Riomoinhense.
Direcção Técnica:
FARMÁCIA ESTEVES
MARIA LURDES L. P. ROSA C. Nº 129 988 049
Tel.: 241 881 154
2200-790 Rio de Moinhos-Abrantes
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Recordando o Passado… Adolfo Pires Sempre achei interessante recordar pessoas e acontecimentos sobe várias pessoas que conheci e já faleceram mas que recordo com saudade e outras que ainda estão vivas. Em especial um voto de homenagem ao meu falecido professor da instrução primária “Francisco Seabra Esteves”, que me marcou com as suas máximas de uma certa realidade, por vezes. Aproveito também para dar o meu sincero contributo ao Dr. Rui André pelo trabalho que tem desenvolvido em prol da cultura e história da nossa terra “Rio de Moinhos”. Recordando o passado é transmitir às gerações vindouras, nomes, factos reais e tradições da nossa terra. Peço desculpa se tal for mal interpretado, ou com troca de nomes. É com muito amor e paixão que tenho pela minha aldeia, aonde nasci, que tentarei descrever o melhor possível do que sei. Como ignoro alguns nomes das personagens, tentarei utilizar as suas alcunhas. “O alcunha terá que ser abolido da nossa linguagem, dado que significa – epíteto em regra depreciativo por que se designa alguém, derivado de
alguma particularidade física, moral ou profissional; apelido grotesco”. - O período áureo de Rio de Moinhos foi entre 1925 e 1940 - Aonde os chamados Marítimos/Fragateiros patenteavam a sua riqueza era na altura das festas tradicionais de Setembro. Usavam botas de bom verniz e só bebiam cerveja. Normalmente as festas eram realizadas no adro da nossa igreja, mais tarde, por respeito aos mortos sepultados no adro (foi aí que enterraram em tempos distantes os falecidos), as festas eram sempre abrilhantadas pela Filarmónica Riomoinhense, com bailaricos, quermesse, serviço de café com batatas fritas, cerveja e tremoços, pesca milagrosa, retiro dos pacatos com iscas de porco e bom vinho. Mais tarde o local das festas passou para junto do teatro velho, já com pista de dança (dancing). Foi neste local e sem a organização da Filarmónica Riomoinhense, que se alterou o clássico costume, levando à terra um cantor brasileiro de nome Odyr-Odylon, com acompanhamento ao piano (este cedido pela profes-
sora D. Glória). Com isto aumentaram as rivalidades na nossa terra (para não criar problemas omito o nome dos organizadores). Estes mesmos organizadores tentaram levar a Rio de Moinhos a fadista Amália Rodrigues, não foi possível dado que ela pedia pelo seu cachet 10 contos de reis. Nas festas era costume irem boleiras dos arredores venderem os bolos de ferradura e fios de pinhão, isto nas festas realizadas no adro da igreja. A mesma organização efectuou um baile na garagem do José Esteves, aonde esteve a sede da filarmónica, aí actuou um conjunto musical pela primeira vez, sem ligação ao tradicional, o conjunto tinha o nome de “Os miúdos de Leiria” eram de Vieira de Leiria e formado por uma família. Nesta altura a sede da filarmónica era no primeiro andar do prédio aonde habitava o Álvaro Pato. - Também se formou na rua das Morgadas um grupo de jazz que tinha como trompetista o Pimentel (Pai). Isto era numa garagem sem luz eléctrica e iluminada com candeeiros de petróleo, eram bailes até a madrugada.
241 881 162 (Comércio) 241 881 372 (Residência)
Rua Avelar Machado, 20-24 2200 Rio de Moinhos ABT
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À descoberta dos Riomoinhenses… Francisco Seabra Esteves Um Homem, uma referência, uma história … Conhecido de todo o povo riomoinhense, podemos referir o Professor Francisco Seabra Esteves como uma ilustre pessoa que viveu e trabalhou em prol da educação/civismo em Rio de Moinhos em meados do século passado. Nasceu, na aldeia de Rio de Moinhos, no dia 22 de Julho de 1893 e faleceu em 12 de Março do ano de 1956. Francisco Seabra Esteves dedicou a quase totalidade da sua vida profissional em prol do desenvolvimento, da educação e da cultura riomoinhense. No dia 21 de Julho de 1957, uma comissão composta pelos senhores Henrique de Jesus, Júlio da Costa Flor, João Damas Martins, Horácio Mourão e Luís Alves realizaram uma homenagem em honra ao saudoso Professor. Durante esse dia dedicado à família Esteves, usaram da palavra diversas personalidades das quais realço a participação do Professor Matias Raposo, director escolar do distrito de Santarém. O seu discurso, abaixo transcrito, define o percurso da ilustre pessoa que foi Francisco Seabra Esteves: “Quero deixar aqui uma palavra de louvor, em homenagem póstuma, ao digno Professor Francisco Seabra Esteves que, durante cerca de 40 anos, trabalhou na sua terra natal, desbravando cérebros, acendendo o facho da luz da instrução nos pequeninos cérebros que, durante sucessivas gerações buscaram o ambiente afável acolhedor, altamente educativo da sua escola que tão devotado pedagogo soube dignificar e impor à consideração de todos: das crianças, das famílias e dos seus superiores hierárquicos. Seria desnecessário evocar a
notável folha de relevantes serviços prestados à causa do ensino e da educação dum povo pelo nosso ilustre homenageado. Como tal limitar-me-ei apenas a documentar as minhas afirmações com os elementos que mais ressaltam do seu registo biográfico: - Diplomado em 1913 pela Escola Normal de Lisboa com 18 valores, veio a ser nomeado professor por despacho publicado no Diário de Governo de 20 de Outubro do mesmo ano, iniciando as suas funções docentes em 1 de Novembro seguinte na escola de Rio de Moinhos, onde se manteve até 15 de Janeiro do ano imediato. Após um curto espaço de dois meses de serviço prestado em Mouriscas, encontra-se o ilustre Professor novamente colocado na sua terra natal, onde exerceu acaloradamente o magistério até a data da sua aposentação Tive inúmeras vezes a ocasião de verificar quanto o nosso homenageado amava a sua escola, como ele vivia os problemas do ensino, lutando por elevar no conceito geral a classe que pertencia. Até mesmo nos últimos anos da sua brilhante carreira profissional, tivemos ocasião de observar o carinho com que acompanhava os seus alunos até à sede do concelho, conduzindo-os à presença dos Júris encarregados de apreciar o seu trabalho. Quanto de solicitude ele punha nestes últimos passos de cada ano lectivo, alheio a fadigas, com desprezo pelos seus achaques, guiado apenas pelo estímulo forte que brota da satisfação íntima do dever cumprido. Que grandioso, que edificante exemplo para os seus novos colegas que iniciam os primeiros passos nas lides do magistério primário, totalmente isento de benesses. Não admira pois se encontrem aqui presentes os seus antigos alunos gritando bem alto, numa apo-
teose que comove, o sentimento de gratidão pelos salutares ensinamentos que os têm levado a triunfar na vida, pelos sábios conselhos que constituem o substrato do carácter de cada um, tornando-os homens de bem. Grandiosa dívida de gratidão saldastes hoje, senhores! Eu vos felicito. Ao vosso lado todo o povo de Rio de Moinhos, pronto a afirmar também o mesmo reconhecimento pela obra que vos foi legada.” Foi casado com a Senhora D. Glória Maia Consolado Esteves natural da Ortiga do concelho de Mação. Tiveram dois filhos, ambos formados: A Dra. Maria Wanda Consolado Esteves e o Dr. Jorge Consolado Esteves. Fica a memória deste Grande Homem que Rio de Moinhos não deve esquecer … No entanto, não poderíamos acabar estas palavras ser fazer uma referência justa e merecida ao seu tio, o Professor Manuel Gonçalves Esteves que também dedicou toda a sua vida ao desenvolvimento da freguesia de Rio de Moinhos. Nasceu nesta aldeia no dia 3 de Novembro de 1852 e faleceu no dia 11 de Outubro de 1944. Também na sua terra natal foi professor primário. Manuel Gonçalves Esteves é um filho da terra onde exerceu o seu professorado durante 42 anos. Para além de uma vida dedicada ao ensino, foi também secretário da Junta de Paróquia (Junta de Freguesia) durante 27 anos. (Documentos comprovam que foi, pelo menos a partir do ano de 1899 até 1926). Manuel Gonçalves Esteves
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clave de sol FullMoonChild 1.Quem são os FullMoonChild? FullMoonChild, uma banda da zona de Sintra, na linha do Metal Gótico, é mais que um projecto musical, é uma família, tentando transmitir a um maior número de pessoas os seus sentimentos e ideais, expondo-os através das suas criações musicais. A formação actual consiste em quatro indivíduos, cada um com diferentes influências no projecto, mas com ideias em comum. 2.Como começou a vossa banda? Actualmente, o Pedro é o único elemento fundador da banda, que em 1996 iniciou o projecto, como normalmente começam todas as bandas, com uns amigos, na altura chamava-se apenas FullMoon. Após várias alterações na formação da banda, devido a inúmeros problemas com entradas e saídas de elementos, eu entrei no fim de 1999, o Zigga em 2003 e só no início de 2004 com a entrada do Silencio se encontrou a estabilidade actual. 3.Vocês usam uns nomes artísticos/Nicknames bastante curiosos (Winter, Thunderdrum, Silêncio, Zigga). Porquê essa escolha? A escolha do “nick” depende. No caso do Zigga, já é alcunha desde quando era mais novo, o Winter porque nasceu no pico do Inverno e detesta o Verão, ThunderDrum foi um “nick” que escolhi para quando andava pelo mIRC, e é o nome de um tipo de tambores dos índios Norte-Americanos. O Miguel escolheu Silêncio porque se identifica com ele, foi rompendo o silêncio nós viemos ao mundo e para ele o silêncio é tudo na vida. 4.Está finalizada a gravação do EP. Para quando está previsto o seu lançamento? Ainda não está concluída a fase de produção do EP, esperamos que seja editado no último trimestre deste ano. 5.De vocês os quatro, quem é que escreve e quem é que compõe os temas? Quem geralmente escreve as letras é o Pedro, mas desde que o Zigga entrou que tem contribuído também com várias letras. Em termos musicais, normalmente a com-
posição é feita pelos quatro, a partir de uma ideia de qualquer um de nós. 6.Se pudessem abrir para uma banda à escolha, qual é que seria? Nacional - Moonspell, The Temple, Bizarra Locomotiva ou Ramp Internacional - Paradise Lost, Anathema, My Dying Bride, Type O Negative, Dark Tranquility, Rammstein, Inkubus Sukkubus, Metallica e muitos outros... 7.Conta-nos uma peripécia engraçada que tenha acontecido num concerto. No concerto da Semana Académica de Lisboa, entre duas músicas, atirei uma garrafa de água que bateu num prato e foi aterrar mesmo na cabeça do Pedro...ou o concerto do Jinx, onde na 2ª música saltou a corda do baixo e o Zigga passou a 1ª parte da música a afinar a corda, mas quando chegou a parte em que ele fica a tocar sozinho, conseguiu ter aquilo no ponto. 8.Qual foi, para vocês, o concerto mais importante, aquele que vos ficou na memória? Para mim foi o último, no Parque da Bela Vista na Semana Académica de Lisboa, com tanta, mas tanta gente até perder de vista...tu sabes, estavas lá, e claro, ter tocado no mesmo sitio onde um ano antes foi o Rock In Rio. Nós tentamos encarar todos os concertos com a mesma importância, claro. Tivemos também o da final do concurso Rampa de Lançamento 2004, onde ganhámos o prémio do público, e os vários concertos que já demos no Rockhouse Café, em Alenquer, onde somos sempre muito bem tratados. 9.O que pensam os FullMoonChild de toda a situação que se vive actualmente dentro do panorama musical, e, especialmente, em termos de metal, uma vez que é um tipo de mú-
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Sara Pereira
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sica tantas vezes marginalizado? O panorama musical, especialmente para o metal e gotico, está a melhorar a olhos vistos, pelo menos já se ouve nas rádios, tipo a Best Rock, bandas como Within Temptation e Paradise Lost, que aproveitam o caminho curiosamente aberto por uma banda muito mais recente, os Evanescence. Também na TV temos assistido a uma maior atenção às bandas mais pesadas. Em Portugal, infelizmente andamos sempre um pouco a reboque do que se passa lá fora, mas ultimamente tem vindo a crescer o número de concertos e festivais de Metal, pelo país fora, e a qualidade das bandas também parece estar a melhorar. Mesmo assim, as condições por vezes continuam a ser as mesmas de há 10 anos atrás, as pessoas continuam a tratar as bandas como mercadoria, muitas vezes se pedes para receber algum dinheiro por ir tocar a qualquer lado, ainda fazem cara feia e dizem que está mau e tal...está mau para todos, mas nós também temos direito a ser pagos por um hobbie/trabalho e pelo serviço que prestamos, se entram lá pessoas que pagam entrada e fazem consumo, porque não havemos de ter direito a uma parte, se muitas dessas pessoas foram lá para nos ver e ouvir? Hoje em dia continua a ser muito difícil manter uma banda viva. 10.Para todos aqueles que tenham como sonho/projecto a criação de uma banda, qual é o conselho que os FMC têm a dar? Estudem para médicos ou advogados...hahahaha!!!! A sério, sejam humildes e divirtam-se ao maximo, tirem partido de todos os momentos para aprender, desde os maus momentos aos bons momentos de banda e amigos principalmente.
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Projecto Renascer Abrantes Concelho Solidário Entidade Promotora: CENTRO DE APOIO A IDOSOS DA FREGUESIA DE RIO DE MOINHOS Entidade Financiadora: SEGURANÇA SOCIAL
[ Susana Gil e Neida Peralta]
Curso de Equivalência ao 1º Ciclo Como já tínhamos comunicado, no Boletim Informativo do Ano I – Nº 3, o Ensino Recorrente, aprovou a realização do nosso Curso de equivalência ao 1º Ciclo. Assim, no início do mês de Abril, do corrente ano, demos início ao referenciado Curso, dirigido à população residente, na Freguesia de Rio de Moinhos. As inscrições, encerraram no final de Março de 2005 e, não tinham limite de idade, visto que, consideramos que, nunca é tarde para aprendermos. Houve 17 inscrições, o que nos deixou bastante alegres, uma vez que, dessa forma, vamos ajudar a que as pessoas fiquem mais despertas para determinadas situações, pois já saberão ler e escrever. O Curso, está a decorrer na Escola Básica do 1º Ciclo de Rio de Moinhos, de segunda-feira a quinta-feira, das 19h30m às 21h30m. Segundo informações dos formandos, eles estão a gostar bastante, pelo facto de estarem a conseguir ler e escrever, apetências que achavam que já não tinham e não iam conseguir adquirir. Como podem ver, QUERER É PODER!!!!!
Ocupação de Tempos Livres O Projecto “Renascer Abrantes – Concelho Solidário”, certo dos perigos existentes, no nosso meio, e constatando que as crianças da Freguesia de Rio de Moinhos, depois do horário escolar, não tinham acesso a qualquer tipo de actividades extra curriculares, no seu local de residência, decidiu implementar a Ocupação de Tempos Livres (O.T.L.). Esta actividade é, dirigida, a todas a crianças dos 6 aos 15 anos de idade, residentes na Freguesia de Rio de Moinhos. É orientada pelo Sr. Mário Pernadas, que se voluntariou, para o facto. A O.T.L. tem as variantes de futebol, para os meninos e, de ginástica, para as meninas e está a realizarse no Ringue, da Junta de Freguesia de Rio de Moinhos, gentilmente cedido pela mesma, às terças-feiras e sextas-feiras, desde o mês de Maio de 2005. Depreendemos, pelo número de inscrições, que fomos de encontro às necessidades destas crianças, uma vez que houve uma grande adesão por parte destas e a sua opinião tem sido bastante positiva.
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Comemoração do Dia Mundial do Ambiente Para assinalarmos, este dia, o Projecto, organizou uma actividade, para as crianças, das Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico e dos Jardins de Infância da Freguesia de Rio de Moinhos e, de Martinchel, com o objectivo de as alertar para a importância de conservar o nosso meio ambiente, para um futuro mais risonho. Assim, no dia 31 de Maio de 2005, pelas 10h30m, realizou-se, na Sede Social da Junta de Freguesia de Rio de Moinhos, uma pequena apresentação sobre reciclagem e aterros sanitários, efectuada por duas Técnicas, da Empresa VALNOR – Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos, de Avis. Nesta apresentação, as crianças, participaram activamente, nas perguntas e respostas que foram solicitadas, pelas Técnicas. No final, da apresentação, foram distribuídos panfletos, por todas as crianças e escolas, envolvidas nesta acção. Contudo, esta actividade, não terminou neste dia! Achámos que, sabendo já, a teoria, do que deveriam fazer com o lixo, nada melhor do que visitar, a empresa, onde se fazem os ater-
ros sanitários e a triagem para a reciclagem desse mesmo lixo. Assim, no dia 6 de Junho de 2005, pelas 9h00m, as crianças e respectivas professoras das Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico, da Freguesia de Rio de Moinhos e de Martinchel, junto com as Técnicas do Projecto, fizeram uma visita à Empresa VALNOR, em Avis. A visita começou às 11h00m, com a demonstração, do trabalho efectuado, pelos falcões e águias, nos aterros sanitários, a fim de evitarem que outras aves se aproximem do aterro e levem o lixo para outros sítios. De seguida, fomos visitar o aterro sanitário, onde ouvimos e vimos todas as explicações dadas pela Técnica presente, no local. Fomos, depois, verificar, como se faz a triagem do lixo que, separamos, quando o colocamos nos Ecopontos e, constatámos, que as pessoas, em geral, não dividem bem o lixo pelos contentores correctos dos Ecopontos. Contudo, conseguimos incutir nestas crianças, a vontade de explicarem aos adultos qual o lixo que se põe em cada contentor. E, eles, sabiam bem esta lição!!! No final, da visita, foram distribuídos pelas crianças, Certificados de Amigo do Ambien-
te, junto com Ecopontos domésticos e para as escolas e, ainda, um prémio adicional de rebuçados e balões para todos. Na volta, para Rio de Moinhos, fizemos uma paragem, no parque junto ao rio, em Ponte de Sôr, para almoçarmos, pois o calor era muito e a fome era bastante. Foi um dia de divertimento, para todos, junto com muita aprendizagem!! No dia 8 de Junho de 2005, pelas 8h45m, efectuámos, uma nova visita, à Empresa VALNOR mas, desta vez, fomos com as crianças e respectivas Educadoras, dos Jardins de Infância da Freguesia de Rio de Moinhos e de Martinchel. A visita, começou mais cedo que a do dia 6 de Junho, pois estava muito calor, para todos e, fizemos o mesmo itinerário mas, com explicações mais simples visto que, as crianças, eram muito pequeninas. No fim, da visita, as prendas foram as mesmas dos colegas do 1º Ciclo do Ensino Básico. Na volta, para Rio de Moinhos, voltámos a parar no parque, junto ao rio, em Ponte de Sôr, para descansar do calor e calar as nossas barriguinhas. Mais uma vez, as crianças, adoraram porque se divertiram e aprenderam ao mesmo tempo!!
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Gabinete Espaço do Cidadão As Técnicas do Projecto, através do seu trabalho diário com os utentes e, com a população em geral, verificou que, estes, tinham algumas dificuldades quando necessitavam de preencher ou interpretar documentos ou obter informações sobre os seus direitos e deveres. Assim, decidiu criar um novo gabinete que, é o “Espaço do Cidadão”. Este gabinete têm como objectivos: - fornecer vários tipos de informação, - ajudar a preencher documentos, - ajudar a interpretar documentos, - fornecer informações sobre direitos e deveres dos cidadãos, - encaminhar os utentes para as instituições/entidades competentes, - fornecer informações sobre serviços, - entre outros serviços…. O Gabinete Espaço do Cidadão, funciona, nas instalações do Centro de Apoio a Idosos da Freguesia de Rio de Moinhos, à quarta-feira e à sexta-feira, das 10h30m às 12h30m, e destina-se a toda a população residente na Freguesia de Rio de Moinhos. O atendimento é gratuito e para todos, por isso, não hesite, PROCURE-NOS!!
Em agenda... Campo de Férias “Uma Aventura em…” À semelhança do que foi feito no ano transacto, se o Instituto Português da Juventude, aprovar, a nossa candidatura ao Programa “Férias em Movimento”, na semana de 11 a 15 de Julho de 2005, iremos realizar, novamente, um Campo de Férias intitulado “Uma aventura em…”. Este Campo de Férias é não residencial, ou seja, as crianças vão dormir às suas casas e, é destinado a crianças, residentes na Freguesia de Rio de Moinhos, com idades compreendidas entre os 11 e os 15 anos de idade. O Campo de Férias tem o limite máximo de 23 inscrições e o limite mínimo de 15. As crianças que se inscreverem, terão direito a duas refeições (almoço e lanche), ao transporte do local de encontro para os locais onde se realizarem as actividades e a um seguro de acidentes pessoais. A taxa de inscrição é de 5,00 aventuras, por dia, o que perfaz um total de 25,00 aventuras, para os 5 dias. Neste Campo de Férias, vamos ter muitas actividades entre elas: dinâmicas de grupo, jogos de grupo, BTT, orientação, canoagem, slide, escalada, visitas a diversos locais, peddy-paper, ida à praia, Workshop de hip-hop e de capoeira, passeios pedestres, entre muitas outras, sempre acompanhadas, por monitoras especializadas. O ponto de encontro, deste Campo de Férias, irá ser nas instalações, do Centro de Apoio a Idosos da Freguesia de Rio de Moinhos. Esperamos que, as actividades, vão de encontro às vossas expectativas e, que esta actividade seja um sucesso, idêntico ao do ano anterior.
Curso de Iniciação à Informática (Programa Diploma de Competências Básicas) Como as férias do Verão são muito grandes e, como sabemos que, a maior parte das crianças, da Freguesia de Rio de Moinhos, não tem onde passar o tempo, de forma divertida e lúdica, decidimos, realizar um curso de iniciação à informática. O curso não vai ser muito longo, para não aborrecer muito as crianças e, vai ser realizado, em Julho ou Agosto, consoante a preferência das crianças inscritas, no Edifício Pirâmide em Abrantes. O Projecto, irá assegurar o transporte, das crianças, das instalações do Centro de Apoio a Idosos da Freguesia de Rio de Moinhos, para o referido edifício, em Abrantes. A frequência, deste curso, vai ser gratuita para os pais/encarregados de educação, ficando esta despesa a cargo do Projecto. Esperamos que as crianças se divirtam e aprendam a utilizar computadores, sem ser só para jogar!!!!