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O RIOMOINHENSE N.º 3

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O RioMoinhense

Dezembro 2004

editorial Mais um número d’O Riomoinhense! Esta terceira edição vem demonstrar a persistência de alguns jovens corajosos que amam a sua terra e que pretendem desta forma informar as pessoas. Para aqueles que (in)directamente ajudam este meio de comunicação a crescer realço a minha gratidão e desejo-lhes muitas felicidades. O Jornal de Abrantes nunca mais voltou a ser aquilo que os riomoinhenses se orgulhavam. As Notícias de Rio de Moinhos semanais desapareceram e vieram concluir que nem toda a gente é substituível. Pelas ruas, os teóricos falam e falam e até foram contactadas algumas ilustres personagens da nossa freguesia. Mas, mesmo assim, recusaram o convite de colaborar gratuitamente na divulgação da nossa cultura. Pessoas que nunca demonstraram coragem e sobretudo capacidade de concretizar e projectar um bom e merecido futuro para todos nós e para as nossas próximas gerações. “É mais difícil esconder a ignorância do que adquirir conhecimentos”, dizia François Rabelais (1483-1553). Neste número gostaria de deixar um abraço especial ao Pe José Manuel Marques Cardoso, o nosso novo Pároco, que veio substituir o Monsenhor Cónego José Genro Carvalheira, que cumprimento desejando que Deus o acompanhe. Ao nosso novo Pastor O Riomoinhense deseja-lhe muitas felicidades esperando uma boa integração nesta nova comunidade cristã. Para os paroquianos de Santa Eufémia ficam umas palavras de respeito, compreensão e ajuda para com o novo mensageiro de Deus a fim de dignificar a nossa boa educação cristã e caminhar todos unidos para a estrada da paz e da espiritualidade divina. No próximo ano realizar-se-ão eleições para a Junta e Assembleia de Freguesia e, como cidadão, preocupa-me o futuro da minha freguesia. Verificou-se que ao longo dos últimos 30 anos o desenvolvimento prometido ficou nos papéis, algures bem guardado na gaveta. Rio de Moinhos está, cada vez mais, a perder terreno em relação às outras freguesias. Após um estudo aprofundado às ideologias políticas riomoinhenses, verifiquei que os cidadãos dão mais valor à actuação e dinamismo das pessoas que estão ao comando dos destinos da Junta de Freguesia do que propriamente à sua cor partidária. Perante esta minha abordagem, quero realçar o meu estatuto de independente visto que, em relação à política actual, defendo decisões que venham a fortalecer os valores humanos e que defendem a sustentabilidade das políticas a implementar, ou implementadas, independentemente da estrutura política. Ainda é cedo, mas, confesso que já pensei numa possível candidatura à Junta de Freguesia visto a elevada quantidade de pessoas que me têm abordado e apoiado. Durante anos a freguesia teve várias listas concorrentes dividindo assim o potencial existente em cada uma delas. De qualquer forma, temos um objectivo em comum e queremos o melhor para a nossa terra, mas, defendo que só devemos colocar os interesses dos partidos políticos em segundo plano. Juntos venceremos, juntos Rio de Moinhos vencerá … Por isso, penso que todos os riomoinhenses que querem desenvolver a Freguesia de Rio de Moinhos devem reflectir bem. Acredito que só existe um caminho pela frente - Juntar todas as pessoas interessadas, com capacidade e caminhar todos juntos na mesma direcção. Numa democracia justa, uma intervenção positiva depende, da união de todos independentemente da sua ideologia política no caminho do desenvolvimento sustentável. Após esta minha opinião gostaria de informar os leitores que O Riomoinhense não tem, nem nunca terá uma tendência política, por isso, convido qualquer pessoa interessada e porque não os possíveis candidatos em expressar as suas opiniões nos próximos números d´O Riomoinhense. Resta-me despedir até ao próximo número, mas, na época natalícia gostaria de finalizar as minhas humildes, mas sinceras, palavras desejando a todos os leitores um FELIZ NATAL e um PRÓSPERO ANO NOVO e, aos doentes em especial, coragem e muita paciência na sua luta, desejando-lhes umas rápidas melhoras. Façam o favor de ser felizes …

RUI ANDRÉ

Propriedade: Projecto “Renascer Abrantes - Concelho Solidário” Director: Rui André Redacção: Sónia Pacheco; Rui André Paginação: Sónia Pacheco Publicidade: Ana Sofia Caldelas Telefone: 96 4184464 Publicidade: 96 5589318 E-mail: oriomoinhense@iol.pt Colaboraram neste número: Falena; M.L.J.; Sara Pereira; Vitalina Pires


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à conversa com... Fernando “Moleiro” Foi aos dois anos de idade que, devido às fragatas, Fernando Mouzinho veio para a aldeia de Rio de Moinhos. Tirou a 4ª classe em Rio de Moinhos com o Professor Francisco Seabra Esteves. Queria ser carpinteiro de moldes, mas, durante toda a sua vida activa foi ferreiro e também serralheiro. Fernando Mouzinho começou a trabalhar, aos 13 anos de idade, com o Sr. Joaquim Morgado onde aprendeu o ofício de ferreiro durante cinco anos. Andou no mar com o seu pai nos varinos e fragatas entre o Rossio ao Sul do Tejo e Chamusca onde carregava a mercadoria que era descarregada em Lisboa. Aos 24 anos voltou a trabalhar na oficina do Sr. Joaquim Morgado e, após algum tempo, tomou conta da oficina até aos 58 anos (para os mais novos a oficina ficava situada na Chã onde vive actualmente o Sr. Joaquim Soares Bento). Como ferreiro fez diversos objectos em ferro forjado. Fazia peças relacionadas com alfaias agrícolas e carroçarias, materiais destinados à zona rural. Entre outros, construiu enxadas, ferragens para Barcos (roda de proa, ferragem para as encharcas, cadraste e leme, para o calzés do mastro), eixos e ferragens das rodas dos carros de bois, noras, alcatruzes (tirar a água para regar), picões para os moinhos, ferragens para as camionetas… Ele fazia tudo à mão porque

Fernando Sousa Mouzinho nasceu em 18 de Fevereiro de 1913, na freguesia de São Miguel, em Alfama, Lisboa. Filho de Manuel Rodrigues Mouzinho, “Manuel Moleiro”, casou com Gracinda de Jesus (natural de Abrançalha). Foi num bailarico, em Abrançalha, num Domingo à noite, entre as 20.00h e as 24.00h, que conheceu a sua esposa. Mais tarde, nasceram os seus dois filhos: Maria Rosa Damas Sousa Mouzinho e Fernando Manuel Sousa Mouzinho.

não havia electricidade. A sua profissão era muito artesanal e a ferramenta de trabalho diversa constituía-se normalmente do malho, da bigorna (servia para bater), da forja, do fole (para aquecer o ferro), do metro, das tenazes, da marreta, das limas, dos engenhos para fazer buracos, dos tornes (para segurar na bancada), das brocas. Como serralheiro fazia portões, grades, gradeamentos de janelas, aldrabas, batentes. Depois dos 58 e até aos 67 anos foi trabalhar na serração dos Zeferinos como serralheiro onde arranjava correntes, manutenção ou reparação de máquinas, entre outras tarefas. Fernando Moleiro tinha al-

gum tempo livre e, no final dos anos quarenta, durante, pelo menos 5 anos, passou variadíssimos filmes no cinema em Rio de Moinhos. O cinema pertenceu a Vítor Pereira (negociante de madeiras), ao seu irmão João Pereira e a Serafim Pereira). As fitas eram a preto e branco e vinham na carreira de Lisboa, durante a semana. A sessão era aos Domingos às 21.00 horas no edifício da actual Casa do Povo. Também cobrava a luz em Rio de Moinhos, Abrançalha e Amoreira (contava a luz, recebia e fazia a escrita da EDP antiga Hidro eléctrica).

“Eu vi nascer tanta enxada das mãos do mestre ferreiro Pensei, então: é cavada A terra … - Há pão no celeiro”


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APEOCA finalmente criada e legalizada… Associação de Pais e Encarregados de Educação dos Estabelecimentos de Ensino do Oeste do concelho de Abrantes

a) Defender, por todos os meios ao seu alcance, o exercício do direito/dever que cabe aos pais e encarregados de educação como primeiros e principais responsáveis pela educação dos filhos; b) Levar os pais e encarregados de educação a participar na vida dos Estabelecimentos de Ensino, tornando-se a forma organizada da família intervir no processo educativo, contribuindo para o desenvolvimento equilibrado da personalidade do aluno promovendo uma política de ensino que respeite e promova os valores funDenominação, Sede e damentais da pessoa humana; Natureza 2. A Associação tem por fi1. A Associação de Pais e nalidades essenciais: Encarregados de Educação é a) Defender os legítimos inuma comunidade de Encarreteresses dos alunos, pais e gados de Educação de alunos encarregados de educação de todos os graus de ensino junto dos órgãos de adminisexistentes nos estabelecimentração e gestão dos Estabeletos de ensino das freguesias de Objectivos e Finalidades cimentos de Ensino ou outras Aldeia do Mato, Martinchel, Rio 1. A Associação tem por entidades públicas ou privadas; de Moinhos e as aldeias de b) Informar todos os pais e Abrançalha de Cima e de objectivos essenciais: encarregados de educação de Para o ano escolar 2004-05 foram eleitos no dia 27 de Setembro tudo o que tiver interesse para de 2004 os seguintes elementos: os seus educandos; c) Apoiar os órgãos de adDirecção: ministração e gestão dos EsPresidente: Sr. Rui Manuel Vasco André – Rio de Moinhos tabelecimentos de Ensino em Vice-Presidente: Sra. Isabel M. André Amaro Ramos – Rio de Moinhos tudo o que disser respeito ao Secretária: Sra. Maria João Ferreira Tereso – Martinchel Tesoureiro: Sra. Rosa Maria David Lopes Garrinhas – Pucariça cumprimento das leis e reguVogal: Sra. Isabel M. Conceição Damas Pedro – Abrançalha Baixo lamentos que regem o ensino. d) Participar nos órgãos do Conselho Fiscal: Agrupamento Oeste conforme Presidente: Sra. Maria de Deus Cardigos Caseiro – Pucariça respectivo regulamento. Secretário: Sra. Maria Fernanda dos Santos Caseiro – Aldeia do Mato Finalmente, a APEOCA existe formalmente e os seus estatutos já foram aprovados em Diário da República, no dia 2 de Junho de 2004. A APEOCA pretende unir todos os Encarregados de Educação a fim de desenvolver e trabalhar no sentido de acompanhar e, sobretudo, ajudar os nossos educandos a crescer dentro de um padrão aceitável e justo. Nos seus estatutos realço dois artigos que descrevem as seguintes situações:

Abrançalha de Baixo. 2. A Associação é uma instituição sem fins lucrativos. 3. A Associação de Pais e Encarregados de Educação dos alunos dos estabelecimentos de ensino referidos no ponto 1. Rege-se pelo presente estatuto e, nos casos omissos, pela lei geral. 4. A Associação de Pais e Encarregados de Educação é estabelecida por duração indeterminada e possui a sua sede nas instalações da Escola E.B. 1 de Rio de Moinhos ou noutro local por determinação da Direcção. 5. O ano social coincide com o ano escolar. 6. A Associação de Pais e Encarregados de Educação exercerá as suas actividades sem subordinação a qualquer ideologia política ou religiosa.

Vogal: Sr. António Carlos Leitão Ramos – Abrançalha de Baixo Mesa da Assembleia Geral: Presidente: Sra. Maria Guiomar dos Santos – Martinchel Secretário: Sr. Vítor Hugo Rico Nogueira Lalanda – Rio de Moinhos) Vogal: Sra. Maria Eduarda Mendes Cunha Damas – Amoreira Representante no Conselho Pedagógico: Sr. Rui André Representante na Assembleia de Escola: Sra. Anabela Fernandes

A Associação exercerá a sua actividade no respeito pelas liberdades consignadas na Constituição da República Portuguesa. Rui André Presidente da APEOCA


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I Encontro Nacional dos Rio de Moinhos de Portugal A nossa freguesia será palco do I Encontro Nacional dos Rio de Moinhos de Portugal, nos dias 1, 2 e 3 de Julho de 2005. Organizado pela Junta de Freguesia de Rio de Moinhos, através de Rui André, Presidente da Mesa da Assembleia e coordenador do Projecto, este desafio cultural pretende fomentar uma parceria entre seis localidades diferentes, por si só, mas, tendo em comum a sua toponímia. Segundo diversos dicionários, existem em Portugal dez localidades com o nome de Rio de Moinhos que estão distribuídos da seguinte maneira: 1 Vila – Concelho de Penafiel; 5 Sedes de freguesias: Concelhos de Abrantes, Aljustrel, Arco de Valdevez (já foi vila), Borba e Sátão; e 4 Lugares: freguesia de Alvelos (concelho de Barcelos), freguesia de Marinhas (concelho de Esposende), freguesia de Santa Maria (concelho de Trancoso) e freguesia de Torrão (concelho de Alcácer do Sal). Após uma investigação acerca cada um, Rui André elaborou uma planificação que foi submetida e apreciada favoravelmente no executivo da Junta de Freguesia e sua respectiva Assembleia. Com o intuito de preparar o I Encontro Nacional dos Rio de

Moinhos, realizou-se, no dia 23 de Outubro de 2004, uma reunião na Sede Social da freguesia de Rio de Moinhos, do concelho de Abrantes. Com a presença dos representantes das localidades de Rio de Moinhos dos concelhos de Abrantes, Borba, Penafiel e Sátão, foi apresentado o projecto, destacando-se os seguintes objectivos: * Proporcionar um convívio entre os Rio de Moinhos do País todos os anos em cada localidade. * Divulgar as culturas e tradições (artesanato) * Provar a gastronomia de cada região.

* Organizar várias actividades (musical, etnográfico e desportivo) * Elaborar um livro sobre o I Encontro Nacional - Compilação de todos os Rio de Moinhos de Portugal (Vila, freguesia e lugar) Elaborada uma planificação provisória, ficou agendada uma próxima reunião para o dia 19 de Fevereiro de 2005.

Magusto em Rio de Moinhos Festejou-se, no dia 11 de Novembro de 2004, o dia de S. Martinho, na Aldeia de Rio de Moinhos. Organizado pelas educadoras, professoras e auxiliares de educação, o Magusto, contou com a presença de todas as crianças dos estabelecimentos de ensino da freguesia. No polidesportivo da terra realizaram-se algumas actividades lúdicas e jogos tradicionais.

Seguiu-se um lanche com a inclusão da tradicional castanha que foi oferecida pela Junta de Freguesia. Um dia diferente, cheio de sol, que fez o encanto dos pequenotes.


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Assembleia de Freguesia de Rio de Moinhos Acta n.º99 Aos trinta dias do mês de Setembro do ano de dois mil e quatro, pelas vinte e uma horas, reuniu-se na Comissão de Melhoramentos da PUCARIÇA, a Assembleia de Freguesia de Rio de Moinhos, numa sessão ordinária com a seguinte ordem de trabalho: Ponto um: Período antes da ordem do dia Ponto dois: Outros assuntos de interesse para a Freguesia Iniciada a reunião com a presidência do Sr. Rui Manuel Vasco André, do primeiro secretário, o Sr. Zeferino Manuel Tanqueiro Lopes Pinho Gama e dos vogais, a Sra. Maria Celina de Jesus Pedro Pernadas, o Sr. António Luís Damas Gaspar Bretes, o Sr. Guilhermino Lopes Pedro e o Sr. António José do Carmo. Estiveram ausentes a Sra. Maria Fernanda Lopes Cravo Ferreira, o Sr. Joaquim Soares Bento e a Sra. Maria do Rosário Soares Serra. Aberta a sessão ordinária, o Sr. Zeferino Gama, leu a acta número noventa e oito. A Assembleia aprovou-a por maioria com a abstenção da Sra. Maria Celina de Jesus Pedro Pernadas e do Sr. António Luís Damas Gaspar Bretes. Iniciando a reunião com as alegações do executivo, o Presidente da Junta informou que foi concluída a ligação da água de Castelo Bode a localidade Amoreira; que existe uma parceria entre as Juntas de Freguesia de Rio de Moinhos e Aldeia do Mato em relação a abertura de uma estrada florestal; que estava a espera da resposta relativo à iluminação da casinha em Amoreira; que o execu-

tivo escreveu uma carta à INAG a fim de resolver o problema da nova extensão de saúde; que a ex-funcionária Ana Paula Marques Paulo tinha até ao dia 11 de Outubro de 2004 para reclamar em tribunal; que o abrigo para a localidade de Amoreira já está pedido; que foi substituído a canalização da escola de Rio de Moinhos. No final, o Sr. Manuel Pires pôs a aprovação da Mesa da Assembleia o orçamento para a obra de alcatroamento da estrada do Roque – Pucariça à empresa QUIROBRA pela quantia de 7.796,88 euros. A Assembleia aprovou por unanimidade. Seguiu-se uma proposta de alteração relativo ao brasão da freguesia de Rio de Moinhos. A Assembleia de Freguesia aprovou por maioria. Os Srs. Rui André e Zeferino Gama votaram contra esta proposta não pela alteração do brasão em si mas a forma como esta alteração foi e deveria ser aprovada. Estes dois elementos sugeriram que deveria ser posta a consideração de toda a população num dia a marcar e não ser apreciada e votada somente pelos membros da Assembleia de Freguesia. De seguida, o Sr. Tesoureiro propôs a aprovação da renovação do contrato de trabalho da Sra. Maria de Fátima Ramalhete por mais três meses. Esta proposta foi aprovada por unanimidade. Mais informou que a Junta fez um protocolo com a ANAFRE relativo à abertura de um posto público de Internet adquirindo assim dois novos computadores. Mais informou que o número de contribuinte da Junta de Freguesia foi alterado em virtude das finanças terem

informado nesse sentido alterando assim a nomenclatura de Junta de Freguesia de Rio de Moinhos para Freguesia de Rio de Moinhos. Vários membros da Assembleia interpelaram o executivo. As informações foram: as valetas entre a Pucariça e Rio de Moinhos; as limpezas; a colocação de novos contentores; Falta de algumas placas de identificação; Falta de passadeira em Aldeinha; Estrada da Feia em mau estado de conservação; Preparação do Encontro Nacional dos Rio de Moinhos. O Presidente da Junta respondeu as perguntas informando que os assuntos tratados serão resolvidos a seu tempo. No final, o público fez a sua intervenção e os assuntos focados foram: Falta de formação para a segurança rodoviária sobretudo para os piões que andam a pé entre Rio de Moinhos e Pucariça; falta de tinta fluorescente junto dos aquedutos; algumas sarjetas sem protecção; Algumas valetas fundas e perigosas; estrada de acesso à Casa da Sra. Maria Conceição Martins e à Casa do Sr. Claro em mau estado de conservação; O executivo respondeu as dúvidas e questões levantadas pelo público que agradeceu a presença, pela primeira vez, da Assembleia e do executivo na aldeia da Pucariça. Terminada a reunião ordinária de Assembleia de Freguesia, lavrada a presente acta por mim, Zeferino Manuel Tanqueiro Lopes Pinho Gama, Primeiro Secretário da Mesa da Assembleia de Freguesia em exercício que a li e subscrevi e por todos vai ser assinada.


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reflexão Movimento Associativo – Que Futuro… Necessidade de reestruturação do movimento associativo existente RUI ANDRÉ*

de Moinhos (1913), Sport Estrela Riomoinhense (1923), Grupo Desportivo 1º Dezembro (1927), Núcleo de Acção Católica Feminina de Rio de Moinhos (1939), Centro de Recreio Popular Riomoinhense (1956), Casa do Povo de Rio de Moinhos (1957), Associação de Moradores de Amoreira (1979), Grupo Columbófila “Os Asas” de Rio de Moinhos (1984), Rancho Folclórico “Os Moleiros” da Casa do Povo de Rio de Moinhos e Comissão

de Melhoramentos da Pucariça(1986), Rancho Folclórico “Saias Rodadas” de Rio de Moinhos (1987), Associação de Caçadores de Rio de Moinhos (1988), Centro de Cultura e Desporto de Amoreira (1991), Centro de Apoio a Idosos (1997), Junta de Agricultores (199...) e APEOCA - Associação de Pais e Encarregados de Educação dos Estabelecimentos de Ensino do Oeste do Concelho de Abrantes (2004).

Na nossa história, o movimento associativo surgiu para proporcionar à população local o acesso à cultura, recreio, desporto e educação. O convívio e o dinamismo dos seus voluntários desenvolveram e realizaram, de forma generosa, actividades para os seus associados. Na freguesia de Rio de Moinhos, o movimento associativo desenvolveu-se durante o século XX e existiram diversas associações (por desconhecimento pode faltar alguma,mas, agradeço mais informações a fim de poder completar da melhor forma possível esta lista): Sociedade Filarmónica de Educação e Beneficiência Riomoinhense (séc. XIX), Biblioteca Popular Riomoinhense (1908), Liga dos Melhoramentos de Rio

1900 – 1773 1911 – 1885 1920 – 1906 1930 – 2015 1940 – 2172 1950 – 2223 1960 – 2213 1970 – 2230 1981 – 1942 1991 – 1665 2001 – 1391 2011 - ……

O maior crescimento do movimento associativo foi durante o século passado. A população da nossa freguesia diminui significativamente ao longo dos últimos 34 anos chegando a perder mais de 839 habitantes, ou seja, 37,6%. As associações são um espaço de desenvolvimento social onde se aprende e ensina a participação democrática. O associativismo, hoje, tal como ontem, pressupõe uma renovação constante e deve inovar e transformar-se em função dos seus objectivos iniciais. Aquilo que era há 30 anos já não é actual. As necessidades das novas gerações devem estar presentes e as associações devem evoluir para aquilo que foram

criadas – formação, ocupação tivo e preocupado verificar o sede tempos livres, actividades guinte: culturais, desportivas, recreatiA participação dos associavas, etc. … devemos reestrutu- dos é nula. rar as actuais colectividades seA ligação à Comunidade Lonão elas terão tendência a de- cal é insignificante. saparecer. A motivação dos actuais diriA boa vontade não chega. gentes associativos desapareSó nos resta um caminho a ceu. seguir – uma assembleia-geral Temos vários jovens com pocom todos os associados de to- tenciais mal aproveitados por das as colectividades da terra não existir um grupo coeso bem (Rio de Moinhos) a fim de defi- estruturado. nir objectivos e principalmente Por isso, a reestruturação da decidir qual caminho a seguir. actual Casa do Povo e FilarmóTemos de ter consciência nica Riomoinhense é, na minha que existem vários problemas de simples, mas sincera opinião, natureza organizacional e temos urgente. de os resolver com firmeza atraTenho dito. vés de reflexão, coragem e sobretudo tomada de decisão. *Presidente da Assembleia Geral A minha sincera opinião vem Sociedade Filarmónica de Educano intuito de como cidadão ac- ção e Beneficiência Riomoinhense

Habitantes Habitantes Habitantes Habitantes Habitantes Habitantes Habitantes Habitantes Habitantes Habitantes Habitantes

Nº de Habitantes

Evolução da População na reguesia de Rio de Moinhos

2500 2000 1500 1000 500 0

1900 1920 1940 1960 1981 2001

Anos


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Obras na Freguesia

Cemitério de Amoreira

Estrada alcatroada em Pucariça

A Junta de Freguesia vem através deste meio informar a população que já se encontra em funcionamento o Posto Público Internet com acesso gratuito para todos os utilizadores. A partir do início do mês de Dezembro de 2004 qualquer pessoa pode utilizar este posto informático de segunda à Sexta das 15.00h às 18.00horas.

A Junta de Freguesia de Rio de Moinhos vem através deste meio agradecer o trabalho desenvolvido pelo Sr. Sidónio Ferreira que ao longo de muitos anos trabalhou nesta Junta de Freguesia. Fica a homenagem a esta homem. Obrigado e Muitas felicidades. Junta de Freguesia de Rio de Moinhos

Ribeira de Rio de Moinhos

Errata A redacção vem informar os leitores que, no n.º 1 d´O Riomoinhense, o texto que acompanhe as fotografias, no espaço “Obras na freguesia”, contém um erro e por isso merece da parte da nossa redacção uma correcção e um pedido de desculpas à Câmara Municipal de Abrantes. Assim as obras retratadas nas fotografias foram, de facto, realizadas pela Junta de Freguesia, mas, com colaboração da Câmara Municipal de Abrantes. Ficam as nossas sinceras desculpas.


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Água de Castelo de Bode chega a Amoreira Decorreu, no dia 15 de Setembro de 2004, a inauguração da ligação da água entre Castelo de Bode e Amoreira. Para além de meia centena de populares, estiveram presentes, entre outros autarcas, Nelson Carvalho, Presidente da Câmara Municipal de Abrantes e Manuel Pires, Presidente da Junta de Freguesia de Rio de Moi-

nhos. Nelson Carvalho realçou o bom trabalho dos serviços municipalizados e da Câmara Municipal de Abrantes. Manuel Pires, por seu lado, agradeceu o serviço prestado. Após os discursos e entrega de flores por parte da população

os dois presidentes abriram as torneiras de ligação da água de Castelo de Bode. A partir deste dia os habitantes começaram a beber uma água mais saudável aumentando o bem-estar merecido desta população.

Cais de Acostagem de Rio de Moinhos Mais de 100 anos de história … Reconstruído a 28 de Novembro de 1903, o Cais de acostagem de Rio de Moinhos, concelho de Abrantes, fez 101 anos de vida merecendo de ser realçado através este artigo. No ano transacto a Junta de Freguesia realizou uma missa campal em memória dos marítimos já falecidos e no final houve lugar para a entrega de uma placa comemorativa aos marítimos ainda vivos. A história local da freguesia e do concelho não pode nem deve ser esquecida. Felizmente muitos riomoinhenses estiveram presentes ao contrário da Câmara Municipal de Abrantes que não compareceu, apesar de convidada para o efeito. A freguesia de Santa Eufémia e o concelho de Abrantes teve, tem e terá como seu principal pa-

trimónio – o Rio Tejo. A arte marítima está esquecida e as novas gerações não se lembram do valor que o Tejo teve na cultura abrantina. Até mesmo as entidades responsáveis ainda não se aperceberam da importância desta arte na nossa região. Como o referido no nº1 d’O Riomoinhense, a Junta de Freguesia de Rio de Moinhos querendo valorizar a cultura marítima do nosso concelho, já apresentou, no final do ano de 2002, uma candidatura à Tagus e à autarquia local para que fosse feita uma intervenção ao Cais de Rio de Moinhos a fim de revitalizar o espaço envolvente e, sobretudo, recuperar a muralha existente reconstruída há 101

anos. Até a data nada foi feito. Talvez no próximo ano com as eleições se consiga fazer obras a este património! A aposta de qualquer autarquia deve centrar-se na cultura e na educação. Será que Karl Marx (1818-1883) tinha razão quando afirmava que: “A história da sociedade até aos nossos dias é a história da luta de classes”?


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Rally Paper

Almoço dos Riomoinhenses Realizou-se, no dia 4 de Setembro o habitual Almoço dos Riomoinhenses, no restaurante Cristina. Duzentas pessoas juntaram-se relembrando os velhos tempos e muitos foram os riomoinhenses que, mais uma vez, quiseram visitar a sua terra. Terminada a refeição, seguiu-se a actuação do Rancho Folclórico “Os Moleiros” da

Casa do Povo de Rio de Moinhos. Aproveitando a presença daqueles que vivem longe da sua terra natal, procedeu-se à distribuição do nº 2 d’O Riomoinhense para dar a oportunidade a estas pessoas de se manterem em contacto com as suas raízes.

Realizou-se, no dia 5 de Setembro, um Rally Paper, cuja comissão organizadora foi Luís Soares, Licínio Caldeiras, Rui Silvério, Paulo Monteiro e Francesco Rebecchi. Tendo como ponto de partida, e de chegada, o Campo de Futebol de Rio de Moinhos, a prova iniciou-se às 09H00. Durante o percurso (Rio de Moinhos - Amoreira - Montalvo - Observatório de Constância - Rio de Moinhos), as 15 equipas participantes demonstraram a sua cultura geral, o seu poder de observação, a sua destreza, resolvendo charadas, assim como, fazendo as mais variadas provas. Os vencedores, pelo 3º ano consecutivo, foram João, Graça e João Miguel Claro; João Paulo e Elsa Mendes; Júlio Flor e Ana Paula Falcão, também eleitos para a comissão organizadora do próximo ano.

Procissão das Fogaças A tradicional Procissão das Fogaças saiu à rua na tarde do dia 5 de Setembro, inserida na habitual festa religiosa, comemorada no primeiro fim de semana do citado mês. Ao som da Filarmónica Riomoinhense, a procissão fez-se acompanhar pela Santa Eufémia, Nossa Senhora do Rosário, Santo António, Nossa Senhora do Carmo, Menino Jesus e um barco representativo do passado marítimo dos riomoinhenses.

241 881 162 (Comércio) 241 881 372 (Residência)

Rua Avelar Machado, 20-24 2200 Rio de Moinhos ABT


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Filarmónica Riomoinhense comemora Restauração da Independência Mais uma vez, seguindo a tradição, a Banda Filarmónica de Educação e Beneficiência Riomoinhense comemorou o 1º de Dezembro, a Restauração da Independência. Caminhando pelas ruas da freguesia, várias foram as pessoas que acordaram ao som do Hino da Restauração tocado sob a direcção do novo maestro. João André, que, por razões profissionais, esteve ausente, regressou aos destinos da Filarmónica Riomoinhense, substituindo, assim, o maestro Diamantino Godinho.

Prémio Fernando Vieira Ferreira Realizou-se, no dia 5 de Dezembro, a cerimónia de entrega do Prémio Fernando Vieira Ferreira. Este prémio, no valor de 100€, é a forma da Junta de Freguesia de Rio de Moinhos compensar os alunos que apresentem melhores notas. Relativamente ao 1º Ciclo o aluno premiado é indicado pelo docente e na categoria de Ensino Superior não é obrigatória a conclusão do curso. Depois da actuação do Grupo Coral do Crucifixo que encantou todos os presentes, o executivo entregou os respectivos prémios.

Para o ano lectivo 2003-04, os premiados foram: 1º Ciclo do Ensino Básico (4ª classe) Bruno Miguel Medroa (Amoreira) Inês Isabel Silva (Rio de Moinhos) João Carlos Pico (Pucariça) 2º Ciclo do Ensino Básico (6ª ano de escolaridade) David Lopes Pereira 3º Ciclo do Ensino Básico (9ª ano de escolaridade) Não houve candidatos Ensino Secundário (12ª ano de escolaridade) Duarte Soares Correia Ensino Superior Filipa Soares

PARABÉNS aos premiados!

PAULO JORGE BARRENTO MONTEIRO Rua Avelar Machado 14-rc 2200-785 Rio de Moinhos - ABT


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Columbófilos recebem prémios Realizou-se, no dia 18 de Setembro de 2004, na Sede Social de Rio de Moinhos, o tradicional almoço convívio entre os columbófilos do concelho de Abrantes. Após a refeição, a direcção da Sociedade Columbófila de Abrantes fez a entrega dos prémios relativos ao ano civil de 2004. Destaca-se, na classificação, o riomoinhense José Manuel Ferreira dos Santos (de quem já falámos no nº 2 deste Boletim).

Classificação GERAL 1. José Manuel Ferreira dos Santos – 6053 (Rio de Moinhos) 2. João Manuel Damas Jacinto – 5839 (Rio de Moinhos) 3. José Júlio Oliveira Alexandre – 5447 (Rio de Moinhos) 4. Álvaro Manuel Batista Bexiga – 5001 (Rio de Moinhos) ... 14. Vítor Manuel Rosa Jacinto – 2889 (Rio de Moinhos)

VELOCIDADE (3 PRIMEIROS) 1.José Manuel Ferreira dos Santos - 2031 (Rio de Moinhos) 2.João Manuel Damas Jacinto - 1949 (Rio de Moinhos) 3.Álvaro Manuel Batista Bexiga - 1930 (Rio de Moinhos)

MEIO FUNDO (3 PRIMEIROS) 1.Álvaro Manuel Batista Bexiga - 2028 (Rio de Moinhos) 2.José Manuel Ferreira dos Santos - 2022 (Rio de Moinhos) 3.João Manuel Damas Jacinto - 1945 (Rio de Moinhos)

FUNDO (3 PRIMEIROS) 1.José Manuel Ferreira dos Santos - 2000 (Rio de Moinhos) 2.João Manuel Damas Jacinto - 1945 (Rio de Moinhos) 3.Luís Miguel Rosa M. Agostinho - 1844

Campeonato de Futebol (2004-2005) No dia 28 de Novembro, no Campo de Futebol de Rio de Moinhos, a equipa da casa empatou a zero com Amoreira disputando um jogo agradável de se ver. São duas as equipas oriundas da freguesia de Rio de Moinhos que participam no Campeonato de Futebol do Inatel. A equipa de Rio de Moinhos orientada por Mário Pernadas está baseada em jogadores jovens com um potencial prometedor. Em contrapartida a equipa de Amoreira treinada por Eduardo Santos é composta por jogadores mais velhos com muita experiência. Qual das duas equipas alcançará a melhor posição no final desta competição?

Equipa de Futebol de Rio de Moinhos

CLASSIFICAÇÃO (até a 7ª jornada) 1. Mouriscas – 6 jogos (14 pontos) 2. Sentieiras – 7 jogos (14 pontos) 3. Amoreira – 6 jogos (12 pontos) 4. Rio de Moinhos – 6 jogos (11 pontos) 5. Carvoeiro – 5 jogos (8 pontos) 6. Envendos – 5 jogos (6 pontos) 7. Casais Revelhos – 6 jogos (6 pontos) 8. Sabacheira – 6 jogos (5 pontos) 9. Esparteiros – 7 jogos (1 ponto)

Equipa de Futebol de Amoreira


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Acontecimentos que marcaram a nossa história 1 de Novembro de 1926 (Dia de Todos os Santos) Grande naufrágio no Rio Tejo Um barco do proprietário e arrais João Gomes Chouriço, que tinha recebido a carga composta por 37 cascos cheios de vinho, saiu do cais de Rio de Moinhos seguindo rio abaixo com destino a Lisboa. Na ponte do caminho-de-ferro, em Praia do Ribatejo, no encontro das águas do Rio Tejo com as águas do Rio Zêzere, atirou com o barco contra um pilar da ponte, o barco partiu-se ao meio ficando metade para cada lado. Graças a Deus, os três tripulantes foram salvos, mas, os cascos com o vinho seguiram rio abaixo entregues às águas do Tejo. 16 de Dezembro de 1956 Inauguração às 15.30h do cemitério de Amoreira e da respectiva Capela da Nossa Senhora do Carmo 27 de Dezembro de 1899 Nasceu, em Rio de Moinhos, Manuel Soares Castello, cavaleiro de alternativa. Apresentou-se em público, toureando pela primeira vez como cavaleiro na temporada de 1928. Opta pelo profissionalismo, tomando a sua alternativa no dia 27 de Março de 1932, na Praça de Toiros do Campo Pequeno, em Lisboa. 8 de Janeiro de 1956 Inauguração do Campo de Futebol do Centro de Recreio Popular de Rio de Moinhos. Neste dia a equipa de Rio de Moinhos bateu o Desportivo de Alferrarede por 4 bolas a 3.

“A vida é uma peça de teatro que não tem ensaios … Por isso, cante, ria, dance, chore e viva intensamente cada momento da sua vida … Antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos …”. Charles Chaplin

Cego e o Publicitário O

Dizem que havia um cego sentado, na calçada em Paris, com um boné a seus pés e um pedaço de madeira que, escrito com giz branco, dizia: “Por favor, ajude-me, sou cego”. Um publicitário, da área de criação, que passava em frente a ele, parou e viu umas poucas moedas no boné. Sem pedir licença, pegou o cartaz, virou-o, pegou o giz e escreveu outro anúncio. Voltou a colocar o pedaço de madeira aos pés do cego e foi embora. Pela tarde o publicitário voltou a passar em frente ao cego que pedia esmola. Agora, o seu boné estava cheio de notas e moedas. O cego reconheceu as pisadas e lhe perguntou se havia sido ele quem reescreveu o seu cartaz, sobretudo querendo saber o que havia escrito ali. O publicitário respondeu: “Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio, mas com outras palavras”. Sorriu e continuou o seu caminho. O cego nunca soube, mas seu novo cartaz dizia: “Hoje é Primavera em Paris e eu não posso vê-la”. Mudar a estratégia quando nada nos acontece … pode trazer novas perspectivas.

Agência de Seguros José Manuel Lucas Vieira “Serralha” Rua José Maria Mora, 15 Tel. 241 881 127 Fax: 241 881 133 Telm. 96 7009588 - Apartado 5 2200 - 799 RIO DE MOINHOS ABT


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letra a letra Há pobres e pobres FALENA Era uma vez a Maria. Ela vivia numa pequena aldeia esquecida no meio do nada, numa casinha de pedra e madeira. A vida dela não era nada fácil. Levantava-se todos os dias de madrugada para preparar o pequeno almoço ao Zé. Não havia cereais nem bolos com recheio de cremes, mas uma tigela de leite quentinho com café e uma fatia perfumada de pão caseiro. Depois saíam os dois embrulhados em velhos casacos, que vinham do bom coração de alguns vizinhos; ele seguia pelos campos até á quinta do Sr. Dr. E ela ia apanhar o primeiro autocarro para a cidade, onde limpava a casa ás Donas. O dia de trabalho era grande e cansativo, mas quando os dois regressavam ao pequeno lar ela ia guardar o pouco dinheiro ganho numa velha púcara e abraçava o Zé feliz de rever o rosto dele. Jantavam os dois em silêncio. Nada havia para dizer dum dia igual aos outros. Só falava aquele homem engravatado que dava as últimas notícias na televisão, o único luxo da Maria. Os fins de semana eram todos iguais. Às vezes vinham os filhos em visita, com os olhos estrangeiros e com a pressa de se irem embora a fazer-lhes cócegas debaixo dos pés. Traziam bolachas e sumos comprados em promoção num supermercado da cidade e quando voltavam para casa levavam comidinhas caseiras feitas com dedicação e carinho pelas mãos da Maria. Também levavam o sentimento de culpa por deixar os pais naquele recanto sem luxo nem cor, em vez de leva-los á cidade gozar da companhia dos netos, que provavelmente teriam “ficado melhor” com os avós do que naquela escola caríssima. Paciência, se calhar um dia iriam conseguir ter tempo para pensar no assunto. A Maria sentia muito a falta dos filhos e dos netos, mas tinha uma data de fotografias deles a espreitar em cima da velha cómoda e quando uma lágrima fugia, quando

sentia o peso dos anos a passarem depressa, agarrava nelas, limpava-lhes o pó e beijava-lhes os rostos sorridentes eternamente presos por detrás dum vidro. Depois sacudia rapidamente a tristeza dos ombros e voltava ao pé do Zé. Ás vezes havia uma festa na aldeia e nesses dias a Maria costumava usar o vestido semi-novo que a tia de Lisboa lhe tinha deixado há uns anos. As flores estampadas eram demasiado grandes e a cor nunca esteve na moda, mas quando o Zé olhava para ela, arranjadinha e com o fio de ouro a brilhar, parecia-lhe voltar atrás no tempo e rever a moça que tanto lhe encantou o coração. Ele olhava para ela e dizia-lhe o quanto ainda a amava. E ela corava feliz, porque mesmo assim, pobres e sem luxos eles tinham-se um ao outro e não podia haver riqueza maior. Afinal a capacidade de orientar o pouco que se tem e o viver uma vida digna de respeito servem perfeitamente para sobreviver, mesmo que o dinheiro não chegue para nada. A Maria e o Zé nunca se queixavam, nem choravam por ser pobres, mas arregaçavam as mangas, apertavam os dentes e lutavam juntos pelo futuro próprio e dos familiares. O Zé tinha um irmão, que nunca via, mas que também pouca falta lhe fazia. Ele tinha ido viver para a cidade quando ainda era um rapazito. Procurou e encontrou vários trabalhos, mas nunca foi capaz de segurar um por mais que umas semanas. Ele dizia que não eram trabalhos nos quais ele podesse desfrutar em pleno as suas capacidades, ou que o patrão não prestava ou que os colegas não gostavam dele. O que o João nunca dizia era que o dinheiro que ganhava não chegava para pagar os seus vícios. Houve uma altura em que começou a levar a vida a serio. Foi para as obras, deixou de beber e até conheceu uma mulher. Casou e tiveram uma filha. Depois, “ele não sabe explicar porquê”, ela deixouo levando-lhe tudo, até a menina. E assim começou a mesma dança de trabalhos achados e perdidos e de garrafas vazias á porta da barraca onde vivia. Várias vezes vi-

nham visitá-lo as senhoras Doutoras da Segurança Social. Ele chorava e prometia dar um rumo á vida e elas mais uma vez ajudavam-no. Surgiam trabalhos e dinheiro, mas o álcool falava mais alto na cabeça dele e como tão facilmente tinha prometido, da mesma forma esquecia os bons propósitos e voltava a viver naquela miséria que não faz sentido. O Zé sabia disso tudo, mas não podia nem queria ajudar o João. Ele sabia que a pobreza precisa de ser encarada com coragem, lutando até ao fim. Mas o João acreditava que a vida nos cai em cima e não chamava pobreza á sua condição, mas sim, pouca sorte. Resumindo, há dois tipos de pobreza. Há uma pobreza real e física que pode ser combatida com a boa vontade e utilizando o coração. Nem sempre se pode alcançar o objectivo da estabilidade económica, mas pelo menos a estabilidade emotiva pode já vir a ser um grande resultado. Por outro lado, há um tipo de pobreza espiritual que nem sempre tem a ver com as dificuldades económicas, mas sim, com a incapacidade de ultrapassar as dificuldades sem ter um apoio externo. Infelizmente a sociedade actual proporciona muitas vias de fuga que só precipitam estas situações ainda mais rapidamente. Álcool, drogas e caminhos de vício nunca irão ajudar as pessoas a reagir, mas sim a criar esconderijos atrás dos quais só encontrarão armadilhas e nunca a força para sair do túnel. No mundo há uma multidão de homens e mulheres com “pouca sorte”. É lindo saber que há pessoas e instituições que podem ajudar, mas seria melhor se houvessem mais pobres com atitudes positivas e criativas como o Zé e a Maria, e menos pobres com atitudes negativas como o João. O que é realmente necessário fazer com estes necessitados é ensinar-lhes a dar valor á vida e não rotulá-los de “coitadinhos crónicos”. É um trabalho difícil, mas que certamente pode ser gratificante para todos.


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À descoberta dos Riomoinhenses… (Esta crónica tem como objectivo descobrir filhos da nossa terra que, por mérito próprio, conseguiram vencer na vida, dentro e fora de Portugal)

Álvaro Batista apresenta Carta Arqueológica No dia 27 de Novembro, foi apresentada ao público, em geral, a Carta Arqueológica do Concelho de Constância, da autoria de Álvaro Batista e editada pela ESCORA – Associação de Jovens para a Preservação Cultural e Arqueológica de Montalvo. Foram 24 anos de investigação de campo que culminaram numa ampla e preciosa obra que retrata as várias fases ocupacionais dos povos e descreve as diferentes estações arqueológicas existentes no Concelho de Constância. Álvaro Manuel Serrano Batista é natural da freguesia de Rio de Moinhos, onde reside, e trabalha na Câmara Municipal de Abrantes como assistente de arqueologia. Com o curso de iniciação em Arqueologia, no Centro de Juventude de Castelo Branco, tra-

balhou em várias estações arqueológicas nos concelhos de Abrantes, Chamusca, Constância, Gavião e Sardoal. Durante este seu trabalho inventariou aproximadamente 400 locais sendo, a sua maioria, inéditos. Álvaro Batista realizou e colaborou em diversas exposições sobre a arqueologia local. Álvaro Batista lamenta que os políticos não tenham em conta, nos projectos de planeamento municipais e de ordenamento do território, os locais classificados para que se possam estudar e preservar no futuro. No entanto, acredita que estas cartas arqueológicas virão sensibilizar e, talvez, minimizar os estragos num futuro próximo. O Riomoinhense felicita este grande Homem pelo amor e dedicação que tem pela arqueologia e, aproveitando esta oportunidade, convida-o a colaborar com este Boletim Informativo, escrevendo artigos sobre a arqueologia, existente e/ou inventariada, na nossa freguesia, podendo assim partilhá-la com os nossos leitores.

Mário Macedo trabalha com madeira Aos 19 anos, conseguiu o seu C.F.C. - Certificat Fédéral de Capacité e foi considerado o mais jovem carpinteiro da Suisse Romande. “Sempre gostei da madeira. A sua estrutura, o seu odor … Quando um amigo me convidou para fazer um estágio na carpintaria Coudray et de Vito, na cidade de Genebra, eu descobri a minha profissão”. Mário Macedo é de origem portuguesa. Natural da freguesia de Rio de Moinhos é filho de Mário e Fátima Macedo que residem actualmente na Pucariça. A sua especialidade é a colocação de chãos de madeira. Para ele, colocar soalho nas casas ou apartamentos tornase um jogo de criança. O seu trabalho já foi reconhecido tendo sido convidado para recuperar o chão (aproximadamente 2000 metros quadrados) da Catedral Saint-Pierre do museu etnográfico de Athênée. Notícia retirada de um jornal local de Genebra - Suiça - 1995

Dr. Esteves Pereira homenageado Eurico Heitor Consciência homenageou, no “Jornal de Abrantes” o Dr. Esteves Pereira, que sendo natural da freguesia de Rio de Moinhos, O Riomoinhense não poderia deixar de realçar tal acto: “O Dr. Esteves Pereira foi um excelente professor (do ensino técnico, politécnico e universitário). Respeitado pelos colegas e pelos alunos (que o adoravam), raramente faltou às aulas, publicou cerca de vinte livros,

participou com a sua mulher na educação de cinco filhos, foi consultor financeiro e de contabilidade de empresas, revisor oficial de contas, gerente, administrador e Presidente da Assembleia Geral de várias empresas, etc, etc, e paralelamente foi, durante anos activo, interventivo, competente e eficaz Vice Presidente da Câmara de Abrantes e Presidente do Conselho de Administração dos Serviços Municipalizados.

(…) Em 1970, o Dr. Esteves Pereira passou a gerir os destinos deste concelho. Primeiro interinamente, depois como Presidente da Câmara efectivo. (…) A sua dedicada, dinâmica, inovadora e democrática governação só foi travada pelo 25 de Abril. Por ironia, foi travada pela democracia.”


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clave de sol [Sara

P e r e i r a

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Festival Rock na Aldeia 2004 No dia 28 de Agosto, a Casa do Povo de S. Miguel do Rio Torto vestiu-se de preto para acolher o Festival Rock na Aldeia 2004. Apesar de quase todas as bandas serem locais, o recinto estava cheio. Com algum atraso, a noite começou com a banda Covers B@G que tocaram, entre outras, Covers de Franz Ferdinand, Fonzie, Xutos e Pontapés… sendo uma banda muito jovem, ainda não agarraram a multidão, porém, há muito talento latente. De seguida, TouchDown. Com uma pose muito “grunge”, não chegaram a convencer. Poderão vir a ser bons, mas ainda têm algo a aprender, tal como a banda que se seguiu, Profetas. Uma das bandas chave da noite, a primeira que pôs a maioria gótica da assistência ao pulo e ao mosh, foi os sardoalenses Assemblent. Trouxeram uma nova formação, adicionan-

do uma voz feminina limpa a contrastar com a voz masculina gutural já existente. Surpreenderam pela positiva, especialmente, no encerramento do concerto, com a conhecida “Mephisto”, de Moonspell, que é, de resto, uma das suas influências. No entanto, não se limitaram ao “cover”, adicionando novos arranjos e a tal voz feminina que levou a versão ao patamar da original. Depois do gótico/darwave mais pesado, o glam-rock coutry dos Kaviar. As hostes, já aquecidas do concerto anterior, assim continuaram, pulando e cantando ao som desta nova promessa. Sobre os Hyubris, não há muito mais a acrescentar, continuam bons, como sempre, juntando um novo visual que sublinha ainda mais as suas influências celta-medievais. Tocaram todos os hinos (“Segnis”, “Fadas”, Beansee”) e a fantástica “Canção de Emba-

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lar” de Zeca Afonso. De salientar, é o regresso do antigo vocalista Kaiser, como narrador de mitologia. Finalmente, os cabeças de cartaz: The Temple. Com o novo trabalho debaixo do braço, “Diesel Dog Sound”, abriram o concerto com o primeiro single “Millionnaire”, surpreendendo quase todos. Logo a seguir, um dos momentos mais poderosos da noite em que toda a banda tocou, em simultâneo, um brutal solo de bateria com contornos tribais, num tema que faz jus ao nome: “WarDance”. A fortíssima d.d.s. (dieseldogsound) levou a que se criassem gigantescos moshpits e, acima das nossas cabeças, todo o espaço estava preenchido por braços e mãos em “goth-horns”. Era quase manhã quando tudo terminou e saímos todos satisfeitos com o desejo de que para o próximo ano tudo se repita!

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João Garrafão Direcção Técnica:

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Projecto Renascer Abrantes Concelho Solidário Entidade Promotora: CENTRO DE APOIO A IDOSOS DA FREGUESIA DE RIO DE MOINHOS Entidade Financiadora: SEGURANÇA SOCIAL

[ Susana Gil e Neida Peralta]

Visita à I Feira Internacional do Idoso na Figueira da Foz e ao Santuário de Fátima No dia 06 de Setembro de 2004, 101 sócios do Centro de Apoio a Idosos da Freguesia de Rio de Moinhos, participaram num convívio, organizado pelo nosso Projecto de Luta Contra a Pobreza “Renascer Abrantes Concelho Solidário” e pela direcção do Centro. Chegados a Buarcos (Figueira da Foz), tivemos um momento de descanso para passearmos e observamos a deslumbrante beleza do Mar e areal da Figueira da Foz. Terminado o merecido descanso, após a viagem de autocarro, e com a barriga já a dar

horas, fomos todos almoçar a restaurante em Buarcos, que para além de ter uma vista fantástica para o mar, foi muito agradável e muito animado. Depois do almoço, como já estávamos mais confortáveis, fomos então visitar a I Feira Internacional do Idoso, que neste dia era destinada à região do Ribatejo, Alentejo e Lisboa. Visitamos os Stands, e participamos na animação activamente. Após a Visita à Feira, e como a hora ainda não era avançada, decidimos fazer um desvio no regresso a Rio de

Moinhos e parar no Santuário de Fátima, para quem quisesse poder fazer as suas orações. E por fim chegamos a casa, todos animados e bem dispostos e com vontade de repetir a experiência. A organização ficou satisfeita e acredita que através da realização destes convívios está a contribuir para evitar o isolamento social e prevenir o envelhecimento precoce dos idosos, e essencialmente a contribuir para a dignificação dos mesmos, sendo estes os seus primordiais objectivos.


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“Desfile Passado, Presente e Futuro” No dia 01 de Novembro de 2004, no âmbito da Comemoração do Dia Internacional das Pessoas Idosas, e com o objectivo de facilitarmos o convívio entre crianças, jovens, adultos e idosos, de forma a contribuirmos para o desenvolvimento de competências pessoais e sociais ao nível do relacionamento interpessoal entre os vários grupos etários, levámos a cabo esta grande iniciativa: “Desfile Passado, Presente e Futuro”. Esta actividade realizou-se na Sede Social da Junta de Freguesia de Rio de Moinhos e contou

com a participação de muitos populares residentes na Freguesia que se ergueram de esforços para que tudo corresse da melhor forma, no curto espaço de tempo que tivemos para organizar tudo. Estas pessoas foram incansáveis e sem elas não teríamos conseguido obter os resultados visíveis para todos os que estiveram presentes e que puderam observar o trabalho por todos realizados. Houve muito trabalho de bastidores, muitos ensaios, muitos jantares perdidos, muitas horas de sono por dormir, mas no final podemo-nos todos orgulhar do trabalho que realizamos. Tivemos um desfile de moda intitulado “Passado, Pre-

sente e Futuro”, que contou com a participação de várias crianças, jovens, adultos e até idosos, que neste dia inverteram os seus papéis; Uma imitação do extinto grupo Musical “As Doce”; Uma imitação do “Emanuel e as suas bailarinas”; a apresentação de um excerto de uma comédia interventiva denominada “O Agostinho e a Agostinha”, e por fim a presentação da peça de Teatro “O que será de nós”, que foi também realizada e ensaiada especialmente para este dia. E como uma imagem vale mais que mil palavras, aqui fica uma pequena demonstração do que foi apresentado nesse dia:

Desfile do Passado Desfile do Presente

Desfile do Futuro

“Emanuel”


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Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza Para assinalarmos este dia participámos no evento organizado pelo Núcleo Distrital de Santarém da Reapn (Rede Europeia Anti-Pobreza), que se realizou no dia da sua comemoração a nível mundial, ou seja, no dia 17 de Outubro de 2004, em Santarém nas instalações da Casa do Brasil. As técnicas do projecto levaram consigo a participar neste evento oito utentes do projecto, uma vez que esta actividade tinha como objectivo facilitar o convívio entre alguns utentes do nosso Projecto de Luta Contra a Pobreza, de outros Projectos de Luta Contra a Pobreza, de outras Instituições Sociais e a População em Geral, de forma a promover a reflexão e a discussão, entre todos, sobre os problemas da pobreza e da exclusão social. Este evento teve como programação uma exposição intitulada “Das Expectativas e dos Sonhos … à Realidade”, onde o nosso projecto esteve representado com um Álbum de Recordações, no qual constavam várias fotografias das actividades realizadas até ao momento, e que foi realizado pelas técnicas do projecto; um espaço cultural dinamizado pelos uten-

tes de algumas das entidades associadas/parceiras (Encenação “Os trabalhos Agrícolas”pelos utentes do Centro de Dia da Santa Casa da Misericórdia de Santarém; uma marcha: “Marcha da Alegria”, pelos utentes do Centro de Bem-Estar Social de Muge; um espectáculo de dança “Rostinhos”, pelas crianças e Jovens utentes do Projecto de Luta Contra a Pobreza de Torres Novas “Projecto Rosto”), onde o nosso projecto, mais uma vez, também esteve representado com a leitura de um conto sobre as pobreza intitulado “Há Pobres e Pobres”, que foi lido e escrito pela Viviana, e pela leitura de um Poema intitulado “Erradicar a Pobreza?”, que foi gentilmente escrito por uma cidadã de Rio de Moinhos (M.L.J.) e lido pelo Sr. Inácio. No final todos os presentes puderam ainda assistir à actuação do teatro “Fantasia” da APPACDM de Santarém e desfrutar de um óptimo lanche confeccionado pelos utentes de outras instituição sociais, que também estiveram presentes no evento, e degustar-se com o Abafado de Honra, gentilmente oferecido pela Câmara Municipal de Abrantes.

Erradicar a Pobreza? Neste Mundo em que vivemos Onde há tanta tristeza Haverá lugar para o sonho De erradicar a pobreza? Tantos que exibem riquezas Em festas, carros, lazer E dissipam num só dia O que para a maioria chegava para viver! É só lermos os jornais, Ou vermos os noticiários E sentimos como o mundo Anda em sentido contrário! Se pensarmos um bocado Vemos que no nosso mundo Há tanta gente sem nome Que morre todos os dias, Entre crimes, guerras e fome! No nosso País tão belo Que antes era “um jardim à beira mar plantado” Há crianças a sofrer, Muitos velhos sem ter tecto Com solidão, doença, fome E muita falta de afecto! Conseguir um mundo melhor Onde haja paz e alegria Erradicar a pobreza Não será uma utopia? Para haver alguma esperança Reunindo boas vontades Não basta mudar as leis Há que mudar mentalidades! Continuaremos lutando Com ânimo, força, verdade E como um País de fé Esperamos de Deus um milagre!

(M.L.J.)


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Recuperação/ Melhoramento de Habitações No passado dia 22 de Novembro de 2004, iniciámos a actividade de recuperação/ melhoramento de algumas habitações que não possuíam as condições mínimas de habitabilidade. O levantamento das habitações foi efectuado pelas técnicas do projecto, em colaboração com a Junta de Freguesia de Rio de Moinhos, com a Associação de Moradores da Amoreira e com a Comissão de Melhoramentos da Pucariça. Elaborado este levantamento, foi realizada uma ficha de intervenção baseada em critérios específicos, nas mais variadas áreas, ficha esta que ficou aprovada em Reunião do Concelho de Parceiros. Através dos resultados desta ficha de critérios de intervenção foi constituída uma lista, com todas as habitações, por prioridades de intervenção. Tendo por base, a verba disponível para esta actividade, e os orçamentos realizados, pelas empresas de construção civil contactadas, para todas as habitações em causa, iremos realizar obras de recuperação/ melhoramento em sete habitações, seleccionadas segundo a ordem de prioridade da ficha de critérios de intervenção.

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Formação “Formar Para Conviver” no âmbito da Prevenção Primária da Toxicodependência No âmbito da intervenção do nosso Projecto, no que reporta à área de intervenção da melhoria das condições de bem-estar, não poderíamos dissociar da mesma, a realização de acções/actividades relacionadas com a área da educação e da saúde. É neste sentido que acreditamos fazer todo o sentido promover a realização de encontros de discussão e aprendizagem para pais/encarregados de educação ou outros agentes educativos, sobre temáticas que envolvam as crianças e os jovens. Como todos sabemos e observamos, cada vez em maior escala, as toxicodependências (seja de álcool, estupefacientes, medicamentos, entre muitas outras) afectam cada vez mais pessoas, e cada vez de faixas etárias mais novas. Tendo noção deste flagelo e como acreditamos que todo o trabalho de prevenção, a este nível, deve ser efectuado o mais precocemente possível, pretendemos realizar a acção de formação “Formar para Conviver”. Esta formação tem como público-alvo pais, encarregados de educação, outros educadores e agentes educativos, e visa contribuir para uma mudança de atitudes que facilite a adopção de comportamentos adequados ao desenvolvimento das crianças e jovens e contribuir para uma

educação balizadora do desenvolvimento harmonioso e saudável dos mesmos, onde os factores de risco estejam em desvantagem quando comparados com os factores de protecção, numa perspectiva de Prevenção. Esta formação terá como conteúdo os seguintes módulos: I Módulo – O papel da família no desenvolvimento de crianças e jovens; II Módulo – Comunicação Pais/Filhos/Escola; III Módulo – Estratégias de Intervenção na Prevenção Primária das Toxicodependências; IV Módulo – A toxicodependência numa perspectiva multifactorial, e será realizada pela Associação Portuguesa de Pais Intervenientes em Prevenção. Esta formação terá a duração de 25 horas e realizar-se em 4 sábados (08 e 22 de Janeiro, 05 e 19 de Fevereiro de 2005), das 10:00 às 13:00 e das 14:00 às 17:00, nas instalações do Centro de Apoio a Idosos da Freguesia de Rio de Moinhos. Mas, como para qualquer actividade que se pretenda realizar precisamos de participantes e, neste sentido, informamos todas as pessoas interessadas em frequentar esta formação que se podem vir inscrever até 31 de Dezembro de 2004.


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Peça de Teatro Infantil “Glu Glu” No passado dia 02 de Dezembro, no âmbito da actividade dinamizar a realização de encontros de discussão e reflexão sobre temáticas relacionadas com o ambiente e a prevenção dos incêndios, levámos, a Lisboa, as crianças que frequentam os estabelecimentos de ensino da Freguesia de Rio de Moinhos, os seja, os alunos dos jardins de infância e das Escolas do 1.º Ciclo de Rio de Moinhos, Amoreira e Pucariça, a assistirem a uma peça de teatro infantil, que se intitulava “Glu Glu” e que tinha como objectivo alertar as crianças para os problemas ambientais (como por exemplo, a importância de não poluir o meio

ambiente, a importância da reciclagem e todas as temáticas inerentes à poluição do ambiente). Esta peça foi apresentada pelo Teatro Mínimo. Para a realização desta actividade contámos com o apoio das professoras destes estabelecimentos de ensino, que pertencem ao Agrupamento de Escolas Abrantes Oeste, na organização, planificação e realização desta actividade. Acreditamos que através desta forma lúdica, conseguiremos passar, mais facilmente, a mensagem de alerta às crianças sobre os problemas ambientais, bem como promover a reflexão de temáticas relacionadas com o ambiente e

a prevenção dos incêndios florestais. Esperemos que assim tenha sido, e que as nossas crianças tenham conseguido perceber a mensagem e comecem a dar mais importância as problemas ambientais, a contribuir mais positivamente na protecção do meio ambiente e consequentemente a melhorar o mundo em que vivemos. A prevenção tem que começar junto das camadas mais novas, por isso continuaremos a tentar debater estes temas com os mais novos, que são o futuro do nosso país e do mundo inteiro.

Curso de equivalência ao 1.º Ciclo O nosso Projecto pretende realizar um curso de equivalência ao 1.º ciclo, destinado a todas as pessoas interessadas em obter este grau de ensino, ou seja, a 4.ª Classe e que residam na Freguesia de Rio de Moinhos. Poder realizar este curso é um dos objectivos do nosso Projecto, visto que, através do nosso trabalho diário com os utentes do projecto e através de algumas conversas, sobre este tema, junto de alguns populares, residentes nesta freguesia, temos verificado que existem muitas pessoas que

não sabem ler nem escrever. Saber ler e escrever, nos dias que correm é uma das capacidades mais importantes e essenciais para qualquer cidadão, uma vez que, verificamos quase todos os dias, nos nossos canais de televisão que, pessoas muito mal intencionadas, se tentam aproveitar das pessoas mais indefesas e com poucos estudos. Saber ler e escrever vai possibilitar, às pessoas, obterem mais conhecimentos e, consequentemente, ficarem mais despertas para determinadas situações.

Apesar de ainda estarmos à espera da aprovação, do Ensino Recorrente, para realizarmos este curso e de já termos, neste momento, 12 pessoas interessadas, não queremos deixar de publicar esta noticia para que todos aqueles que estiverem interessados e ainda não se inscreveram, o possam fazer o quanto antes. Este curso é para todas as pessoas, não tem limite de idade! Assim, mesmo que tenha 90 anos, pode inscrever-se e acredite, tal como nós acreditamos que NUNCA È TARDE PARA APRENDER!


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Festa de Natal

Outra vez Natal Outra vez Natal que quadra tão bela é pena que os homens tentem esquecê-la Que se calem as armas já basta de dor nas pobres crianças sem paz nem amor Lá vão caminhando P’la beira da estrada sem pão e sem lar gente estropiada Tão bom que era o mundo sem mal lembra-lhes, Senhor é outra vez Natal Vitalina Pires

surpresas!!!. Esta festa é realizada em parceria com os estabelecimentos de ensino da freguesia de Rio de Moinhos, que fazem parte do agrupamento de Escolas Abrantes Oeste, a Associação de Pais e Encarregados de Educação dos Estabelecimentos de Ensino do Oeste do Concelho de Abrantes (APEOCA) e o nosso projecto “Renascer Abrantes – Concelho Solidário” (Projecto de Luta Contra a Pobreza).

No dia 18 de Dezembro, o nosso projecto irá participar na festa de natal dos estabelecimentos de ensino da freguesia de Rio de Moinhos. Esta festa destina-se a todos os alunos e seus familiares. Nesta festa iremos assistir à apresentação dos trabalhos realizadas pelos alunos, com o apoio das suas respectivas professoras, para este dia e alusivos ao natal e à apresentação de um teatro surpresa. Para além disto irá haver um lanche convívio e muitas mais

Almoço de Natal No dia 18 de Dezembro realiza-se, a exemplo dos anos anteriores, o almoço de natal, destinado a todos os sócios do Centro de Apoio a Idosos da freguesia de Rio de Moinhos, no Restaurante “Cristina” em Rio de Moinhos.

Este almoço tem como objectivo permitir o convívio entre todos os sócios, a divulgação do andamento dos trabalhos do Centro e a possibilidade dos sócios colocarem à direcção todas as questões que entenderem convenientes.

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O RioMoinhense

Tel.: 241 881 177 - 917 244 272 / Fax: 241 881 343 Rio de Moinhos * 2200-782 Abrantes

Mensagem de Natal (Catequese de Rio de Moinhos) Natal significa nascimento... nascimento de Alguém muito importante que viveu por nós, tornou-se homem como nós, mas, tinha algo de diferente: o pecado. Enquanto nós somos maldosos e pecamos, Jesus não, Ele nasceu para Amar e ensinar a Amar. Natal é Alegria, pois, temos um Pai comum que é Deus. Natal é Fraternidade, somos todos irmãos e devemos partilhar uns com os outros, em especial, com aqueles que nada têm. Peço a Jesus e à nossa comunidade que ajude as pessoas que necessitam, que não têm alimentos, não têm abrigo, carinho e muitas outras coisas. Peço também que se faça com que todas as pessoas e crianças tenham um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo. Inês Ferreira

Homens e mulheres do mundo inteiro: nós queremos dizer basta à guerra, à droga, à violência, ao racismo, enfim, a tudo o que é triste de se ver. Por isso, este Natal gostaríamos de alertar os adultos para que a guerra e tudo o que mencionámos acabasse. Fazemos este apelo para que todas as pessoas que passam necessidades como, por exemplo, as

pessoas que não têm um lar digno, as pessoas que não têm o que comer pudessem passar este Natal em condições melhores. Por fim fazemos um apelo maior aos governantes do estado que olhassem para estas pessoas e que lhes dessem um lar ou fizessem qualquer coisa por elas. Carina Oliveira

Feliz Natal e Próspero Ano Novo


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Dezembro 2004

O RioMoinhense

D. José Alves na tomada de posse do Pe José Cardoso Tal como já foi noticiado, Monsenhor Carvalheira foi substituído pelo Pe José Manuel Cardoso, por decisão de D. José Alves, Bispo da Diocese de Portalegre-Castelo Branco.

Pe José Cardoso e Pe Carvalheira Pe Carvalheira celebra no dia 26 de Setembro No dia 26 de Setembro, Monsenhor Carvalheira celebrou a sua última missa como Pároco oficial de Santa Eufémia. Depois da sua passagem por Moçambique (Diocese de Vila Cabral) e França (Diocese de Paris), esta foi a sua última paróquia onde pregou o Evangelho durante 8 anos.

Celebração da tomada de posse

D. José Alves

Aos 8 anos de sacerdócio, José Manuel Cardoso é, actualmente, o nosso Pároco. Entre lágrimas e sorrisos, de quem povoava aquela Igreja repleta de gente, o Pe José Cardoso tomou posse, no dia 3 de Outubro, numa celebração que contou com a benção de D. José Alves. Também a Banda Filarmónica Riomoinhense não deixou de dar as boas vindas ao Pe José Cardoso, assim como, o último adeus ao Pe Carvalheira.


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O RIOMOINHENSE N.º 3 by Rui André - Issuu