Clรกudio Vieira
valeparaibano | DOMINGO, 20 DE SETEMBRO DE 2009
INFORMATIVO PUBLICITร RIO ESPECIAL
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valeparaibano | DOMINGO, 20 DE SETEMBRO DE 2009 Divulgação
Dermatologia
Luz para tratar as manchas ‘suspeitas’ O inverno no Brasil está com os dias contados. A partir do dia 22, a estação das flores toma conta do país, trazendo dias quentes e ensolarados. Em tempos de redução da camada ozônio, a mínima exposição ao sol pode significar sérios danos à saúde. A incidência de câncer de pele no Brasil supera os casos de tumor do colo do útero e de mama. No ano passado foram registrados 110 mil novos casos. Os efeitos nocivos do sol são cumulativos. Portanto, aquele bronzeamento feito durante a juventude pode refletir na saúde da pessoa depois de 10 ou 20
valesaúde Circula no 3º domingo de cada mês Editor Edilon Rocha (edilon@valeparaibano.com.br) Textos Daniela Borges e Rodrigo Machado Gerente Comercial Priscilla Xavier (priscilla@valeparaibano.com.br)
valeparaibano Av. Samuel Wainer, 3755 - Jd. Augusta São José dos Campos - SP CEP 12216-710 - Caixa Postal 8030 PABX (12) 3202-4000 Comercial (12) 3202-4051 Fax Comercial (12) 3202-4002
anos. “Os tipos mais frequentes de câncer de pele são o carcinoma basocelular e espinocelular, que correspondem a 95% dos casos”, explica o dermatologista Samuel Henrique Mandelbaum, de São José. De acordo com o médico, pessoas de pele e olhos claros e que quando tomam sol sempre se queimam e nunca se bronzeiam são as mais propensas a desenvolver a doença, principalmente quando há casos de câncer de pele na família. Espinhas que não secam, caroços, feridas que sangram e verrugas que crescem e vão aumentando podem ser os primeiros sinais do câncer de pele. “Quando são descobertos no início, os dermatologistas conseguem fazer o tratamento e impedir que eles aumentem de tamanho ou se espalhem pelo corpo, a chamada metástase”, informa Mandelbaum. O procedimento comumente adotado para tratar o câncer de pele é feito por meio de cirurgias que, muitas vezes, deixam cicatrizes e marcas no paciente. Um outro método de tratamento, considerado inovador, está disponível no Vale do Paraíba há cerca de um ano, e dispensa o uso de bisturis, anestesias e internações. A terapia fotodinâmica tópica, como é chamada, trata o câncer de pele com a aplicação de creme e luz. O método é indicado, segundo Mandelbaum, para carcinoma basocelular pequenos, carcinoma espinocelular em estágio inicial e queratoses actínicas ou solares. “Que são aquelas casquinhas mais espessas que aparecem sobre as manchas de cor marrom, geralmente na face ou no dorso das mãos”. O novo tratamento não é indicado para os casos de melanoma.
Paciente se submete à terapia fotodinâmica tópica na clínica do médico Samuel Mandelbaum, em S. José
Terapia aborda saúde e estética A terapia fotodinâmica abrange toda a área afetada pela doença. “Hoje se sabe que existe o ‘campo cancerizável’ que aumenta a chance do surgimento de outros cânceres”, disse o dermatologista Samuel Mandelbaum. “A terapia trata as lesões em seu início, antes que aumentem de tamanho”. O método é realizado sem necessidade de internação ambulatorial. O médico aplica na pele afetada pelo câncer um creme derivado do ácido aminolevulínico. Depois de três horas, a pele é submetida a uma luz vermelha especial, fornecida por LEDs. “É desencadeada uma reação química que promove a morte das células do câncer de pele e também das pré-cancerosas. A pele fica vermelha e inchada
por 7 a 10 dias e é substituída por pele nova, não deixando cicatrizes”, garante o dermatologista. A terapia fotodinâmica também é utilizada para o rejuvenescimento facial. “Ela consegue remover manchas superficiais e a pele se torna mais brilhante e mais lisa. Pode ser usada também para auxiliar a cicatrização de feridas crônicas, como as úlceras de perna”, explica. O tratamento todo dura em torno de cinco horas. Não há necessidade de curativos e deve ser evitada a exposição ao sol nos primeiros dias após o tratamento. “Recomenda-se que o tratamento seja realizado anualmente, para prevenção de novas lesões”, conclui o médico.
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Quando uma pinta, verruga ou mancha começa a se alterar rapidamente, de tamanho ou aspecto, deve-se procurar um dermatologista Samuel Henrique Mandelbaum, médico e professor do Departamento de Medicina da Unitau
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Terapia que dispensa bisturi é indicada para certos tipos de câncer de pele
Motivos de Alerta ✓ Espinhas que não secam ✓ Carocinhos que crescem ✓ Feridas que sangram ✓ Verrugas que aumentam de tamanho ✓ Manchas que começam a engrossar Fonte: Samuel Henrique Mandelbaum, dermatologista
Prevenção gratuita Clínica Mater do coração no Vale lança ação social
Vale terá simpósio de psicologia
A Regional da Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo), fará prevenção gratuita em 4 cidades. No dia 27, haverá caminhada em Pinda, além de caminhada e corrida de 5 km em Guará. De 28/09 a 2/10 haverá atendimento nas praças centrais de Pinda e Tremembé. Os participantes terão níveis de pressão, IMC e glicemia verificados. O mesmo serviço será prestado em São José (shopping Colinas), dias 30/09 e 1/10.
Estão abertas até 30 de setembro as inscrições para o 1ª Simpósio de Psicologia Analítica do Vale do Paraíba”, marcado para 14/11 em São José. O evento, promovido pela clínica Paeeon, também inscreve para exposição de trabalhos. O simpósio contará com Carlos Byingtom, membro fundador da Sociedade Bras. de Psicologia Analítica e com José Jorge M. Zacharias, criador do teste Quati. Informações pelo tel. (12) 3941-5648.
A clínica de medicina reprodutiva Mater, de São José, lança um projeto social para atender a casais que não poderiam custear integralmente um tratamento de infertilidade, que sai até por R$ 30 mil. O Projeto Maternidade e atenderá a alguns casais que passarem por uma triagem socioeconômica, para redução significativa de custos. Interessados podem ligar no (12) 39411447, ou pelo e-mail info@clinicamater.com.br.
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Sistema Cardiovascular
Vá à sauna, mas não desmaie! Hipotenso que descuida da pressão corre sério risco ao se expor a altas temperaturas Eugênio Vieira/vp
A busca pela beleza e saúde tem despertado em homens e mulheres o desejo de frequentar saunas. Os benefícios para o corpo são notados por quem se dispõe a enfrentar temperaturas mais altas em alguns dias da semana. Entre as vantagens à estética estão a dilatação dos poros e a vasodilatação periférica, momento ideal para passar creme ou máscara nos cabelos. O calor ainda favorece limpeza de pele, esfoliação e depilação. Que sauna é algo prazeroso não se discute, no entanto, é sempre bom ter cautela, principalmente se a pessoa sofre com problemas de pressão. Na sauna, os vasos sanguineos se dilatam e isso pode causar uma queda na pressão arterial, com risco de desmaio. O problema da inversão de pressão também atinge hipertensos. A ducha fria após a sauna leva os vasos sanguíneos (até então dilatados) a uma súbita retração. Essa inversão, porém, traz risco bem menor que o dos hipotensos, já que a ação provocada pelo ambiente (no caso destes, a sauna) é mais intensa. Sauna é ambiente propício somente para as pessoas que não desprezam a orientação médica
Esporte sem controle é muito mais perigoso A medicina estética já comprovou os diversos benefícios que a sauna proporciona às pessoas. Embora exija mais cuidados de pacientes com hipertensão ou hipotensão, os riscos são menores se comparados, por exemplo, a quem pratica esportes sem orientação de um profissional habilitado. Conforme o cardiologista Fábio Roberto Baptista, as evidências científicas dão conta que indivíduos em condições estáveis têm maiores chances de eventos cardíacos em suas atividades habituais de vida do que durante a sauna. “Alguns estudos chegaram a acompanhar pessoas por dez anos, enquanto outros como, por exemplo, na Finlândia acom-
panharam indivíduos por toda a vida, não mostrando maiores riscos naqueles que seguem as orientações”, diz. As pessoas com pressão alta devem seguir as orientações médicas ao realizar os exercícios físicos de intensidade moderada, ter uma alimentação correta, acompanhamento médico periódico e tomar os medicamentos recomendados pelo médico. “Não existe segredo para uma vida saudável. Todos devemos praticar exercícios regulares, alimentarmos com frutas, legumes, verduras diariamente, ingerindo menos gordura e se possuirmos alguma doença, tratá-la de forma correta, seguindo as recomendações médicas”, diz.
Dicas ✓ Para aproveitar os benefícios dessa limpeza de pele, antes de entrar na sauna tome um banho e lave rosto e corpo com um sabonete apropriado
RISCOS - Os riscos estão relacionados às doenças não controladas, garante o cardiologista Fabio Roberto da Silva Baptista, de São José. Ele afirma que as pes-
soas que seguem orientações médicas — como exerícios regulares, plano alimentar adequado, controle de peso e medicamentoso — e encontram-se em situação estável, podem frequentar sauna normalmente. Durante a sauna o sistema cardiovascular sofre algumas alterações para manter o equilíbrio de suas funções. O médico cita, por exemplo, a dilatação dos vasos da pele com consequente aumento do fluxo do sangue pela mesma, e aumento da frequência cardíaca. “Essas alterações não trazem prejuízos às pessoas com pressão alta se estiverem com a doença controlada e se a exposição ao calor não exceder o recomendado pelo médico”, diz. “Mas pessoas que já apresentaram desmaios ou quedas da pressão arterial devem sempre se preocupar em manter abundante hidratação”, completa. As alterações fisiológicas podem levar a consequências indesejáveis caso ocorra uma exposição prolongada sem hidratação adequada ou após ingestão de bebidas alcoólicas, que aumentam ainda mais a dilatação das artérias da pele. “Normalmente as pessoas que já tomam remédios como diuréticos e dilatadores arterias junto com as situações citadas acabam desmaiando.” por Rodrigo Machado Cláudiio Capucho
✓ Antes de você se trocar e ir embora, aproveite para aplicar cremes de tratamento para rosto e corpo. Se você usa um creme de tratamento para espinhas, aplique nesse momento ✓ Não permaneça na sauna por mais de 15 minutos ✓ Saia se você se sentir tonto, fraco ou confuso ✓ Não consuma bebidas alcoólicas durante a sauna e beba ao menos um copo de água ao sair ✓ Se você tem problemas cardíacos ou de circulação, consulte seu médico antes de frequentar a sauna ✓ Evite sauna durante a gestação
Controle da pressão está diretamente ligado à temperatura ambiente
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Reportagem de Capa
Recomenda-se que o paciente de doença pulmonar obstrutiva crônica passe por uma avaliação médica para conhecer o grau de capacidade respiratória e, assim, seja instruído sobre quais atividades físicas pode fazer
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Elie Fiss, pneumologista de São Paulo
Prazer de fumar esconde DP
A cada hora, quatro pessoas morrem vítimas da doença pulmonar obstrutiva crônica No último dia 29 de agosto o Brasil declarou mais uma vez o Dia Nacional de Combate ao Fumo, e é justamente sobre o cigarro que o valesaúde traz para discussão junto aos leitores. Quais são os problemas causados pelo tabaco? Quais são os efeitos
das substâncias do fumo na pele? Pouco mais de um mês após vigorar a lei antifumo, o Estado de São Paulo tem o que comemorar. Um pequeno exemplo é o Hospital do Coração em São Paulo, que registrou aumento no número de pessoas que buscam tratamento para deixar o vício (Leia nesta página). O cigarro provoca danos especialmente ao pulmão, mas a pele também sofre com o vício. “O fumo reduz o fluxo sanguíneo, dificultando a oxigenação dos tecidos. Essa redução causa o envelhecimento precoce da pele, além de contribuir para o surgimento de rugas na região em torno da boca e dos olhos”, diz o dermatologista Abdo Salomão Junior, de São Paulo. Os efeitos não são imediatos, mas a longo prazo é possível observar os estragos que o fumo provoca à pele, garante o especialista. “Ela fica desvitalizada e cansada. Recuperá-la totalmente é uma tarefa quase impossível,
especialmente para quem fuma há muitos anos.” Entre as principais doenças provocadas pelo cigarro está a pulmonar obstrutiva crônica, que é progressiva, acomete os pulmões e é caracterizada pela manifestação conjunta da bronquite crônica e do enfisema pulmonar. A doença tem sintomas como tosse, pigarro e falta de ar progressiva ou, nos casos mais graves, as exacerbações — crises agudas que levam à hospitalização do paciente. No Brasil, a cada hora quatro pessoas morrem por causa da doença pulmonar obstrutiva crônica. “A lesão pulmonar causada por ela não tem cura, mas os sintomas podem ser tratados, assim como o diabetes e a hipertensão, e quanto mais cedo for feito o diagnóstico, melhor”, explica o pneumologista Elie Fiss, de São Paulo. “Mas a principal medida a ser adotada é parar de fumar.” por Rodrigo Machado
90% dos casos de DPOC sejam causados pela in
37.000 Substâncias do fumo pessoas morrem por DPOC anualmente no Brasil
levam às doenças O cigarro é fator de risco para diversas doenças, o que significa que uma pessoa que fuma tem mais chances de contrair uma série de males. Alguns estão diretamente ligados ao tabaco. Substâncias nocivas à saúde são produzidas durante sua queima. Quando uma pessoa traga a fumaça de um cigarro está inalando mais de 4.700 substâncias tóxicas. O monóxido de carbono — o mesmo gás venenoso que sai do escapamento de automóveis —, sai na fumaça do cigarro e dificulta a oxigenação do sangue, além de causar doenças como a arteriosclerose. Já, o alcatrão é um composto de mais de 40 substâncias comprovadamente cancerígenas. Assim, 30% das mortes por câncer se devem ao fumo. “Muitas delas vêm do processo de plantio do tabaco. Os agrotóxicos, por exemplo, são utilizados na plantação e acabam sendo inalados”, diz o pneumologista
Elie Fiss. “Mas um dos maiores vilões é mesmo a nicotina, responsável pelo prazer e pela dependência”, completa. Ele explica que a nicotina acelera a freqüência cardíaca e contribui para o surgimento de doenças cardiovasculares.
O hábito de fumar estraga a pele e órgãos inte
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Dicas para abandonar o cigarro
POC e risco de morte!
a no país; substâncias tóxicas também aceleram envelhecimento Flávio Pereira
Busca por tratamento cresce 30%
nalação de substâncias tóxicas, como a fumaça liberada durante o ato de fumar
A gravidade da DPOC A doença pulmonar obstrutiva crônica atinge aproximadamente 7 milhões de brasileiros Uma de suas complicações é a limitação das atividades diárias. O paciente chega a ter dificuldade nas rotinas básicas, como tomar banho, alimentar-se, caminhar e até conversar Uma das conseqüências são as internações frequentes causadas pela piora do quadro, são as chamadas exacerbações A depressão e a ansiedade são comuns nos portadores A doença leva a falta de resistência física e morte precoce
rnos, em especial os pulmões
Eugênio Viera/vp
4.700 substâncias tóxicas são inaladas quando uma pessoa fuma
Com a lei antifumo no Estado, o Programa de Assistência Integral ao Fumante do Hospital do Coração, de São Paulo, registrou um aumento significativo de movimento desde a primeira quinzena de agosto. A proibição do fumo em locais fechados de uso coletivo fez com que muitos adeptos do cigarro procurassem ajuda para largar a dependência e poder se adaptar à nova realidade. No Hospital do Coração, a procura por tratamento cresceu 30% em relação ao mesmo período de 2008. “A lei de modo geral, não só aqui no Brasil, mas em outros lugares do mundo, incentiva aquele fumante indeciso a buscar tratamento”, comenta a psicóloga e responsável pelo programa da instituição, Silvia Cury Ismael.
✓ É difícil parar de fumar, tenha consciência disso! Não desista na primeira adversidade, lembre-se: muitos conseguiram e você conseguirá também! ✓ Defina um dia para parar de fumar definitivamente. Não deixe para parar ‘quando der vontade’. Geralmente datas marcantes como Ano Novo e aniversários, por exemplo, são boas ocasiões ✓ Ao se aproximar da data marcada, vá reduzindo gradativamente o número de cigarros por dia. ✓ Avise as pessoas mais próximas e estimule-os a cooperar nessa empreitada ✓ No dia marcado, livre-se dos
seus objetos de fumante como carteiras de cigarro, isqueiros e cinzeiros ✓ Comemore as datas especiais, como ‘uma semana sem fumar’ ou ‘um mês sem fumar’ ✓ Escove os dentes imediatamente após as refeições para reduzir a vontade de fumar ✓ Quando tiver vontade de fumar, masque um pedaço de gengibre ou beba água ✓ Inicie a prática de uma atividade física. O exercício produz a endorfina, substância que proporcina prazer ✓ Pergunte ao gerente do seu banco quanto você poupará em 10 anos Fonte:www.saudenainternet.com.br
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Endocrinologia
Diabetes: nem tudo é proibido Dieta dos pacientes se aproxima cada vez mais do cardápio de pessoas que não têm a doença Fotos: Roosevelt Cássio/vp
uando se fala em diabetes, a primeira ideia que vem à cabeça é a restrição extrema de alimentos. Doces, nunca mais! O paciente diabético vive um drama ao imaginar que nunca mais poderá comer seus pratos favoritos, como aquela lasanha à bolonhesa, por exemplo. Mas estudos recentes revelam que a dieta prescrita aos diabéticos se aproxima muito daquela direcionada às pessoas sem a doença, da mesma idade e sexo. O problema é que os benefícios da dieta e os riscos de não segui-la são maiores nos diabéticos, em relação às pessoas sem a doença. “O maior desafio é ajudar os diabéticos insulinodependentes a contabilizar sua insulina em relação ao seu alimento e os não insulino-dependentes a alcançar e manter o peso ideal”, explica a endocrinologista Ellen Simone Paiva, diretora do Citen (Centro Integrado de Terapia Nutricional), de São Paulo. Antes do advento da insulina, a restrição calórica, em geral, e dos carboidratos levava os pacientes diabéticos à desnutrição. “E mesmo assim não impedia a alta mortalidade dos diabéticos dependentes de insulina e a alta morbidade dos não insulino-dependentes”, disse Ellen. “Hoje, o diabético precisa entender de um mundo que engloba valor calórico dos alimentos e gasto calórico diário, precisa entender de proteínas, carboidratos e gorduras, precisa reaprender a comer.” A rotina alimentar do diabético pode ser menos restritiva se o paciente contar com uma orientação nutricional adequada e individualizada. “Eles podem, inclusive, comer os temidos açúcares simples, como a glicose, a frutose e até a sacarose”, explica a endocrinologista. Mais liberdade à mesa não significa que as pessoas com diabetes devam viver como se não tivessem a doença, pelo contrário, isso significa que elas devem se alimentar melhor para terem mais saúde.
Q
por Daniela Borges
Valor das calorias é o que conta
Mulher faz controle glicêmico: rotina alimentar dos pacientes pode ser menos restritiva do que se pensa
Diabetes Dietas individualizadas - Deve ser observado os níveis glicêmicos e de colesterol, o peso e a atividade física do paciente e suas preferências alimentares Atenção às frutas - Ao contrário do que se pensa, não devem ser consumidas à vontade. A recomendação é de 3 a 4 porções por dia Ingestão de bebidas alcoólicas - Não precisa ser abolida do cotidiano dos pacientes com diabetes compesado. A quantidade segura é de até duas doses diárias para o homem e até uma dose para mulher. Nunca deve ser ingerida sem comer. Essas orientações não são aplicáveis a todos os diabéticos Risco do jejum - Pular refeições não faz bem ao diabético. Agrava a glicemia, após a próxima refeição. O jejum favorece a li-
beração de estoques de substâncias muito prejudiciais para o metabolismo dos diabéticos, os chamados ácidos graxos Consumo de carboidratos - Sempre foram tabu nas dietas dos diabéticos. Apesar de grandes responsáveis pelas elavações glicêmicas após as refeições, eles são fontes energéticas importantes e estão presentes em 50% do valor calórico das dietas para diabéticos O poder das fibras - As recomendações da ingestão mínima de 25g de fibras diariamente para o diabético. Sempre que possível, o diabético deve optar pelo carboidrato em sua forma integral: arroz, macarrão e pães, além, é claro, das fibras encontradas nas frutas, verduras e legumes Fonte: Ellen Simone Paiva, endocrinologista e diretora do Citen (Centro Integrado de Terapia Nutricional)
A primeira preocupação na dieta do diabético é o seu valor calórico. “Se o paciente tem peso normal, as calorias serão calculadas para manter o peso, ou seja, em média 1.800 calorias para uma mulher jovem e 2.500 para um homem jovem”, explica a endocrinologista Ellen Simone Paiva. Esse cálculo é variável e depende se o paciente pratica ou não exercícios físicos. “Se o paciente tem sobrepeso ou obesidade, o médico, geralmente, calcula um déficit calórico de cerca de 500700 calorias”, afirma a médica. De acordo com Ellen, a orientação nutricional para esse paciente deve prever três refeições e de dois a três lanches. Ellen explica que uma dieta saudável é composta por carboidratos, gorduras e proteínas. “Todas as vezes que abolimos um componente, haverá excesso nos outros dois, o que deve ser evitado sempre que possível”, explica. A médica condena as dietas que excluem um desses elementos essenciais. No casos de diabéticos tipo 2, trabalhos científicos tem revelado que após um ano de dietas muito diferentes, uma com menos carboidratos e com mais gordura; outra com menos gordura e, portanto, com mais carboidrato, mantendo-se a mesma quantidade calórica, ambas resultaram na mesma perda de peso e no mesmo grau de compensação metabólico do diabetes. “Daí a importância da individualização das dietas, observando os níveis glicêmicos e de colesterol, o peso e a atividade física do paciente e suas preferências alimentares. Não existe uma dieta que seja indicada sempre para todos porque somos diferentes e temos gostos diferentes”, conclui a endocrinologista.
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Mapa de Doenças
É importante que a classe médica esteja preparada para identificar a fibromialgia e a dor neuropática. Exames como os radiográficos ou eletrofisiológicos são pouco úteis, pois não apontam alteração.
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Manoel Jacobsen, médico
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Dor castiga mais de 50% dos brasileiros, aponta pesquisa Levantamento também revela dificuldade dos médicos em acertar no diagnóstico
Roosevelt Cássio/VP (modelo Tatiane Andrade - agência Vanderlei Alvarenga)
Definições da Dor ma pesquisa encomendada pelo laboratório Pfizer e conduzida pelo Ibope revela que a dor está presente no cotidiano de mais de 50% dos brasileiros. Foram ouvidas 1.400 pessoas em 2008. Entre os que sentiram dor na semana anterior à entrevista, 58% das mulheres e 50% das pessoas com mais de 50 anos despontam entre os que mais têm o problema. Um dado que chama a atenção é que 40% dos brasileiros disseram que a dor nas costas é uma das vilãs que mais atenta contra o bem-estar. A pesquisa, denominada Mapa da Dor no Brasil, informa também a maneira como o problema influencia a vida das pessoas. Dados comparativos revelam que a maioria das dores — cabeça, dente, coluna e costas, cólica menstrual, ouvido, estômago, muscular e esforço físico — altera o humor e a disposição, seguido pelo sono. Na mesma direção, o laboratório também realizou uma
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Sofrimento do corpo e da mente
Dor de cabeça crônica está entre os males mais comuns
Qual é a relação entre dor, ansiedade e depressão? O que vem primeiro? A prevalência dos transtornos de ansiedade e depressão em pacientes com dor neuropática é mais alta do que na população em geral, aponta o médico Manoel Jacobsen, da USP. Mas, segundo o especialista, a inter-relação entre dor, depressão e ansiedade é complexa. “Pacientes deprimidos também relatam sintomas de dor com mais frequência do que os não deprimidos”.
Dor neuropática Causas Físicas: um tumor ou uma fratura que fazem pressão, dores relacionadas ao câncer e à hérnia de disco, vias nervosas interrompidas em casos de amputação de membros Metabólicas: doenças como diabetes, que alteram o funcionamento orgânico Infecções: vírus que agridem diretamente os nervos, como o HIV Doenças autoimunes: como a esclerose múltipla Sintomas: Dores espontâneas, provocadas por um estímulo de maneira exagerada Problemas: Sono não reparador, ansiedade e depressão Fibromialgia Causas: É uma forma de reumatismo associada à sensibilidade do indíviduo frente a um estímulo doloroso Sintomas: Dor muscular, sensação de ardência, dor em pontadas, rigidez, câimbras, cansaço intenso e presença de dor generalizada Problemas: Sono não reparador, comprometimento nas atividades sociais e profissionais, dificuldade de concentração e perda de memória, ansiedade, depressão, dor nas costas, dor cervical e artrite Fonte: Mapa da Dor no Brasil
pesquisa com 240 médicos de seis capitais para entender a percepção sobre essas doenças. O resultado é surpreendente. A pesquisa revelou que 23% dos médicos apresentam dificuldade em diagnosticar a dor neuropática (dor crônica, muitas vezes sem lesão aparente), enquanto 14% têm a mesma opinião em relação à fibromialgia (doença que causa dores pelo corpo todo). O percurso dos pacientes também aponta obstáculos: 100% dos fibromiálgicos e 82% dos que sofrem com dor neuropática passaram por mais de um médico antes de receber o diagnóstico correto. “Com a chegada da pregabalina (princípio ativo de medicamento para ambos problemas), complementamos o conjunto de opções de tratamento existentes atualmente para dor neuropática e fibromialgia, atendendo pacientes de qualquer faixa etária”, conta Manoel Jacobsen, professor de neurocirurgia do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina da USP.
Sono é afetado; problema se agrava À primeira vista, a relação entre dor e problemas de sono poderia parecer simples. No entanto, a coisa é bem mais séria: dormir mal não é apenas um resultado da dor, mas uma situação que contribui para ela, como um ciclo vicioso de sofrimento. Segundo especialistas, perturbações do sono e do humor são as reclamações mais presentes na vida das pessoas que sofrem com dores intensas e crônicas. Um grande número de portadores de dor neuropá-
tica, por exemplo, experimenta problemas para dormir, chegando a 66% de relatos classificados como graves. “Os pacientes com dor crônica afirmam ter baixa eficácia de descanso (tempo na cama em que realmente se dorme), frequentemente despertam durante a noite, narram qualidade pobre do sono (não reparador) e agitação. Assim, quanto mais dor, mais perturbações do humor e do sono”, diz o médico João Fittipaldi.
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Alimente-se bem
Cenoura e banana turbinam café Receita de bolo garante aporte de energia e nutrientes necessários para as atividades do dia Receita
Alex Brito
Bolo Preguiça 1 banana nanica com casca 1 xícara (chá) de cenoura com casca picada 2 ovos 1 xícara (chá) de açúcar 1/2 xícara (chá) de óleo 1 xícara (chá) de aveia em flocos finos 1/2 xícara (chá) de coco ralado 1 colher (Sopa) de fermento em pó
Modo de Preparo Lave bem a banana e a cenoura. Bataas no liquidificador com as gemas, o açúcar, o óleo, a aveia e o coco ralado. Reserve. Bata as claras em neve e acrescente delicadamente a mistura do liquidificador. Junte o fermento em pó e misture mais um pouco. Asse em forma untada e enfarinhada, em forno médio preaquecido. Rendimento: 12 porções Tempo de preparo: 1 hora Valor calórico da porção: 177,72 kcal Fonte: Sesi (Serviço Social da Indústria)
O Bolo Preguiça: de fácil preparo, receita do Sesi é indicada principalmente para o café-da-manhã
Bolo Preguiça, uma excelente combinação de cenoura e banana, é indicado para o consumo logo nas primeiras horas do dia devido os nutrientes e vitaminas. Nas próximas linhas saiba a importância dos ingredientes desta receita para sua saúde. Quem dá as dicas e comenta sobre os benefícios do Bolo Preguiça é a nutricionista Verônica Duboc, do Sesi de São José. Fácil de fazer, a receita é barata e o principal, aumenta a ingestão de nutrientes diários, visto que muitas vezes nos cafés da manhã e lanches da tarde só há carboidratos e gorduras “Geralmente faltam frutas e por que não um legume? A banana, por exemplo, é um alimento considerado completo devido o seu teor energético com 80 calorias a cada 100 gramas, fornecendo combustível para as atividades diárias”, diz. A banana não só oferece energia como possui vitaminas do complexo B, que atuam no sistema digestivo, garante Verônica, que faz questão de lembrar que a fruta oferece ainda o potássio. “Ele (o potássio) tem funções junto com o cálcio de contrair o músculo, e também de estabilizar a pressão sanguínea, além da vitamina A e a casca com suas fibras e o dobro do potássio encontrado na polpa.”
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CAROTENÓIDES - Outro in-
grediente importante do Bolo Preguiça é a cenoura. O legume, como todo alimento de cor amarelo ao alaranjado e os verdes escuros, é rico em carotenóides, precursor da vitamina A, que melhora a visão, auxilia o crecimento e atua na pele e cabelo, dando brilho e elasticidade. “Já a aveia, contém cálcio, ferro magnésio, zinco, cobre, manganês, tiamina, ácido fólico e vitamina E”, conta a nutricionista. Além disso, a aveia é rica em fibras insolúveis e solúveis, que podem ajudar a evitar a constipação intestinal, controlar os índices de açúcar no sangue e os teores de gorduras. Com tempo de preparo estimado em uma hora, a receita rende 12 porções e cada uma delas fornece ao corpo 177 calorias.
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A aveia presente no lugar da farinha de trigo faz com que o bolo fique mais nutritivo visto e é um dos cereais mais completos de todos. Ela contém cálcio, ferro magnésio e vitamina E, entre outros Verônica Duboc, nutricionista do Sesi em São José
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Ingredientes