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Vale Saúde - Jornal valeparaibano - 2009

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Roosevelt Cรกssio

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INFORMATIVO PUBLICITร RIO ESPECIAL


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Primeira Infância

Novo estudo aprova a chupeta Pesquisa aponta que o bico tão querido das crianças pode até evitar a morte súbita les foram oferecidas chupetas a partir do 15º dia de vida e para a outra metade não foi introduzida a chupeta. A amostra contou com 3/4 de bebês provenientes de hospitais privados e 1/3 de hospitais públicos, com mães

com idade média de 29 anos. As conclusões do estudo apontaram que 86% dos bebês observados não tiveram interferência ou diminuição no aleitamento materno até os três meses de vida. O assunto é motivo de

controvérsia entre as mães e também entre os médicos. “A principal dica que o estudo nos oferece é que uma vez que a amamentação materna esteja bem estabelecida, a chupeta poderá ser usada para acalmar o Roosevelt Cássio

Ela é usada há 3.000 anos para “acalmar” os bebês. Algumas mães são fãs, outras não gostam muito da ideia de oferecer a chupeta para os filhos. A mesma polêmica acontece no meio médico, sobretudo porque relacionam o uso da chupeta com prejuízos ao aleitamento materno. Contudo, um estudo apresentado no Simpósio Internacional da Maternidade Santa Joana, em São Paulo, revela uma conclusão que poderá ajudar as mães nessa escolha tão difícil. Ao contrário do que muitos imaginam, as conclusões apontaram que oferecer a chupeta aos 15 dias de vida do bebê não interfere no aleitamento materno. Além disso, a iniciativa de oferecer a chupeta em paralelo à manutenção do aleitamento já estabelecido pode contribuir também para a redução das chances de morte súbita do bebê. A pesquisa inédita foi realizada em Buenos Aires e analisou o comportamento de mil bebês recém-nascidos. Para metade de-

Evitar os antibióticos vira tendência

A chupeta não atrapalha o aleitamento materno já estabelecido, aponta novo estudo

valesaúde Circula no 3º domingo de cada mês Editor Edilon Rocha (edilon@valeparaibano.com.br) Textos Rodrigo Machado Diretor Comercial Arnaldo Stein Gerente Comercial Priscilla Xavier (priscilla@valeparaibano.com.br)

valeparaibano Av. Samuel Wainer, 3755 - Jd. Augusta São José dos Campos - SP CEP 12216-710 - Caixa Postal 8030 PABX (12) 3202-4000 Comercial (12) 3202-4051 Fax Comercial (12) 3202-4002

bebê em casos de dor ou no auxílio para adormecer. Porém seu uso deve ser limitado e somente após 15 dias de vida para não interferir na dinâmica inicial da amamentação. Alguns dados sugerem também que o uso da chupeta pode contribuir para a redução das chances da morte súbita do lactente, um fenômeno muito raro que leva os bebês à morte durante o sono, sem explicação médica”, comenta a pediatra neonatologista Débora Passos, do Hospital Santa Joana.

Procedimento salva bebês em UTI Avanço em favor da vida. Um novo protocolo de atendimento pediátrico chega com a promessa de salvar vidas de bebês com pressão alta em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva). O novo procedimento foi apresentado pelo médico australiano Nick Evans, que esteve pela primeira vez no Brasil em março, por ocasião do Simpósio Internacional de Neonatologia. De acordo com o especialista, a implementação de um protocolo de monitoramento dos bebês na UTI Neonatal pode fazer toda a diferença. Ele apresentou estudos sobre a importância de os ne-

onatologistas realizarem rotineiramente o ecodopplercardiograma em prematuros, à beira do leito, em vez de acionarem um cardiologista para conduzir o exame, se antecipando a descompensação da pressão arterial do recém-nascido. Não é uma prática comum ter a equipe de neonatologia a frente deste tipo de exame de diagnóstico e isso pode ser fundamental, segundo o especialista. O objetivo deste protocolo médico é que, a partir das informações precisas do paciente, é possível agir para proporcionar a estabilidade hemodinâmica do

recém-nascido e evitar lesões neurológicas. “A pressão sanguínea nas primeiras 60 horas de vida, principalmente dos prematuros, pode variar muito e rapidamente. A agilidade para realização do exame não-invasivo, seguro, preciso e eficaz, assim como a decisão sobre o melhor caminho a ser seguido, pode fazer a diferença para salvar uma vida e/ou minimizar possíveis sequelas, em consequência de lesões cerebrais”, explica a médica Silvana Darcie Maccagnano, coordenadora de uma das UTIs Neonatal da Maternidade Santa Joana.

Ao contrário do que se imagina, há uma tendência mundial que recomenda a redução do tratamento à base da antibioticoterapia, uso de antibióticos nas infecções mais comuns da prática clínica, dentro das UTIs Neonatais. O tema foi debatido no Simpósio Internacional de Neonatologia. “O controle da utilização de tratamento medicamentoso é uma das medidas para evitar a proliferação das infecções”, diz a médica Rosana Richtmann, de São Paulo. O palestrante americano Danny Benjamin Jr., chefe da Divisão de Infectologia da Universidade de Duke, nos Estados Unidos foi o responsável por apresentar o tema durante o simpósio. No evento, ficou evidente que a substituição dos antibióticos virou uma “tendência mundial”. INFECÇÃO - A infecção hospitalar é toda infecção que se manifesta após 72 horas de internação do paciente. Cerca de 80% das infecções hospitalares são causadas por microrganismos (bactérias, vírus, fungos, parasitas) do próprio paciente. Na grande maioria das vezes ela pode ocorrer quando diminuem as defesas do organismo por doenças, pelo uso de antibióticos, cirurgias ou procedimentos realizados no hospital.


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Ortopedia

Hérnia de disco: operar ou não? Em entrevista, fisioterapeuta explica como pode ser feito o tratamento convencional Doença que atinge 5,4 milhões de pessoas no Brasil, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a hérnia tem gerado discussões sobre a necessidade ou não da cirurgia. Dúvidas surgem em relação ao melhor tipo de tratamento, mesmo com dados indicando que apenas 10% das hérnias precisam do procedimento cirúrgico. “Estudos apontam o tratamento convencional — com fisioterapia, medicamentos e exercícios — como um dos melhores para a hérnia de disco. No entanto, diversos profissionais não respeitam as pesquisas realizadas pelos próprios médicos que apontam o contrário”,

Ex-paciente conta seu suplício

valeparaibano - Quais são as últimas novidades para a solução da hérnia de disco? Helder Montenegro - A última novidade na América Latina para o tratamento conservador de hérnia de disco é o protocolo RMA (Reconstrução Músculo-Articular da coluna vertebral), um programa fisioterapêutico que utiliza técnicas de fisioterapia manual, mesa de tração eletrônica, mesa de descompressão dinâmica, estabilização vertebral. Ele visa melhorar o grau de mobilidade músculo-articular, diminui a compressão no complexo disco vér-

tebras e facetas, além de fortalecer os músculos profundos e posturais da coluna vertebral. vp - Quais são os principais problemas causados pela hérnia de disco? Montenegro - Dor, incapacidade funcional (perda da mobilidade do corpo), parestesia (dormência na perna). Ela ainda pode causar problemas psicossomáticos, depressão, obesidade, incontinência urinária, entre outros. vp - Quem sofre mais de hérnia de disco: o homem ou a mulher? Montenegro: As pesquisas mais recentes demonstram que os homens são mais acometidos. vp - Como a hérnia surge no corpo? Montenegro - Alguns fatores que podem determinar o surgimento da hérnia são: predisposição genética, sedentarismo, trabalho físico pesado, postura de trabalho estática, inclinar e girar o tronco frequentemente, além do trabalho repetitivo. vp - Como ocorre o tratamento convencional e quanto tempo dura?

Montenegro - Ele é voltado para a melhora do grau de mobilidade músculo-articular, diminuindo a compressão no disco vertebral e com isso promovendo alívio da dor. Além disso, é fundamental o trabalho de fortalecimento dos músculos profundos e posturais da coluna vertebral, o qual é realizado por meio de exercícios específicos. A duração do tratamento é de aproximadamente dois meses. vp - Qual é melhor saída: cirurgia ou tratamento con-

vencional? Montenegro - Segundo pesquisa publicada na Revista da Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos, em 90% dos casos a melhor saída é o tratamento convencional. vp - Quando ocorre a última saída: a cirurgia? Montenegro - A cirurgia é indicada quando o paciente possui uma grande perda de força, diminuição dos reflexos profundos, incontinência urinária ou outros sintomas que caracterizem alteração do sistema nervoso central. vp - Como é a relação dos especialistas e os fisioterapeutas? Há um trabalho conjunto? Montenegro - Aqui no Brasil, a grande maioria dos profissionais trabalha de forma individualizada. Lamentavelmente, quem mais sofre com esse comportamento profissional é o paciente, pois o mesmo fica perdido sem saber em quem acreditar. por Rodrigo Machado

Divulgação

O gestor de eventos Fernando Luiz Vilela, 29 anos, de São José dos Campos, passou por diversos médicos e cada profissional indicava uma saída diferente. Ele buscou o tratamento com remédios e fisioterapia, mas não foram suficientes para acabar com as dores. Segundo ele, foram sete meses de hérnia. “Eu tinha muita dificuldade para andar ou ficar sentado por longo tempo. Dormir, então, era uma tortura”, conta. Na sala de um neurocirurgião, foi constatado a necessidade da cirurgia. Vilela já tinha seu trabalho comprometido, pois a dor na perna e na coluna o obrigou a tomar remédios e se ausentar da empresa. “Um dia percebi que minha qualidade de vida estava péssima. Optar pela cirurgia e ter ótimos profissionais me assistindo foi a melhor escolha. Voltei ao trabalho em 15 dias e estou muito bem”, diz.

afirma o fisioterapeuta e fundador do Instituto do Tratamento da Coluna Vertebral em São Paulo, Helder Montenegro. Em entrevista, ele afirma que 87% dos casos são resolvidos por meio da reconstrução músculo-articular da coluna vertebral. “O que falta no Brasil é uma maior integração entre médicos e fisioterapeutas, melhor consciência por parte dos cirurgiões, mais auditoria médica e melhor remuneração para os tratamentos alternativos”, diz. A seguir, os principais trechos da entrevista:

O fisioterapeuta Helder Montenegro durante tratamento de paciente


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Reportagem de Capa

Remédio desce bem com água! Nem todo líquido garante a eficácia dos comprimidos; farmacêutica dá dicas importantes Roosevelt Cássio

Tomar medicamento sem prescrição médica coloca a saúde em risco? Ingerir comprimidos com a ajuda de leite pode alterar o efeito da medicação? É válido triturá-lo se não conseguir engolilo? O remédio pode ou não ser partido?

Para tirar essas dúvidas, o valesaúde ressalta a importância de seguir a orientação de médicos e farmacêuticos e mostra que para conseguir o máximo de benefícios durante o tratamento é necessário ingerir os remédios corretamente.

Não é somente a automedicação que oferece riscos à saúde: o uso incorreto de qualquer medicamento pode provocar graves prejuízos, pois reduz a eficácia ou agrava os efeitos colaterais. Afinal, como tomar remédio? “A melhor orientação é se tratar com prescrição médica”, conta a farmacêutica Ana Helena Cunha, responsável técnica da Botica Belluz-Farmácia de Homeopatia e Manipulação, em São José. Nem todos os comprimidos, drágeas ou cápsulas precisam ser ingeridos com pelos menos um copo de água. Segundo Ana Helena, nem sempre o médico dispõe de informações se a fórmula será compatível com outro tipo de líquido. Já o leite estimula a produção de sucos digestivos e pode provocar a perda dos efeitos em contato com o suco gástrico liberado pelo organismo, além do que ele contém cálcio e outros nutrientes que podem promover a perda do efeito terapêutico. “Existem exceções e, em alguns casos, há a recomendação do uso do leite. O melhor é consultar o farmacêutico para ter a orientação correta. Já os chás de erva-doce, capim-limão, hortelã e camomila, que parecem seguros, alteram o movimento do estômago e acabam retardando

Comprimidos não devem ser tomados com a ajuda de leite ou chás

muito mais a absorção do medicamento, portanto não devem ser tomados”, sacramenta. Segundo ela, alguns sucos, como o de laranja, ativam as enzimas digestivas que trabalham mais e acabam destruindo parte do medicamento. “O que já se sabe é que alguns líquidos podem retardar ou mesmo reduzir a eficácia dos medicamentos. Em caso de não ter tido orientações, tome sempre com água.” Outra informação importante é não cortar o comprimido ao meio nem triturá-lo, pois podem diminuir a eficácia da droga, garante a farmacêutica, que afirma ainda que é o profissional que define o melhor horário para tomar o remédio. “Alguns precisam ser tomados em jejum, outros após as refeições”, diz.

Dicas Nunca recorra à automedicação Tome o remédio somente com água Não triture, amasse ou coloque o medicamento para dissolver debaixo da língua Antes de aceitar a prescrição de um novo medicamento, revele ao médico os remédios que você já toma Siga exatamente o número de doses e os horários de consumo recomendados Cortar ou triturar o remédio pode diminuir a eficácia e provocar efeitos inesperados


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Alimente-se bem

Rabanete deixa pizza saudável Arroz também compõe a receita do Sesi, que é rica em carboidratos, vitaminas e minerais Roosevelt Cássio

Não é de hoje que as pizzas têm recheios inusitados: dos pescados aos sabores sorvete e chocolate, o que não falta é criatividade para os pizzaiolos. E quem não rejeita a curiosidade de optar por um prato diferente, a dica do Sesi este mês no vale saúde é a curiosa pizza de arroz com rabanete. Torceu o nariz para este prato? Que tal prepará-lo e acabar de vez (se for o caso) com a rejeição ao rabanete, alimento que está na lista dos campeões de aversão do público? A intenção dos nutricionistas do Sesi é justamente esta: unir um alimento de pouca aceitação com um dos mais consumidos, já que a pizza é quase uma unanimidade nacional quando o assunto

A nutritiva e inusitada pizza de arroz com rabanete criada pelo Sesi

Receita Pizza de arroz com rabanete Ingredientes 3 colheres (sopa) de óleo 1 xícara (chá) de leite 2 ovos 3 xícara (chá) arroz cozido 2 colheres (sopa) de farinha de trigo 2 colheres (sopa) de queijo ralado 2 colheres (sopa) de fermento em pó Sal a gosto Recheio 1/2 xícara (chá) de molho de tomate 2 xícaras (chá) de folha de rabanete picada 2 xícaras (chá) de rabanete ralado 1/2 unidade média de cebola em rodela 160 g de mussarela picada 1 colher (chá) de orégano 12 azeitonas pretas

Modo de Preparo Bata no liquidificador o óleo, o leite e os ovos. Acrescente aos poucos o arroz até formar uma massa homogênea. Coloque o conteúdo do liquidificador em um recepiente e acrescente a farinha de trigo, o queijo ralado, o fermento e o sal. Em uma forma de pizza untada com margarina, coloque a massa e leve ao forno preaquecido durante 10 minutos. Retire do forno, espalhe o molho de tomate, coloque as folhas de rabanete, o rabanete e a cebola em rodelas. Cubra com a mussarela, salpique o orégano e leve novamente ao forno até derreter a mussarela ou até que esteja assada. Decore com as azeitonas e, antes de servir, deixe descansar por cinco minutos.

é preparação que agrada ao paladar. Nesta receita dá para aproveitar as boas propriedades do rabanete: propriedades alcalinas, diuréticas e calmantes, sendo indicado para os rins, músculos e redução do catarro. Também é rico em vitamina C, em cloro, flúor, fósforo, potássio, selênio, ferro e vitaminas do complexo B. “Também possui boa quantidade de vanádio, que é importante para o crescimento”, acrescenta a nutricionista Verônica Duboc, do Sesi de São José dos Campos. “Sua folha, por sua vez, é rica em fibras insolúveis e, por isso, aulixia no trânsito intestinal.” E se a pizza costuma ser uma preparação cheia de gordura e carboidratos, a opção pelo raba-

nete no recheio é garantia de baixas calorias, já que possui apenas 16 Kcal por 100 g. A sugestão torna-se mais nutritiva ainda com a introdução do arroz na massa, rico em carboidratos. A pizza acaba também garantindo um aporte de proteínas e de cálcio, este último bem presente no leite. “A mussarela, apesar de ser derivada do leite, contém colesterol, mas na receita a quantidade é bem menor que em uma pizza tradicional”, ressalta Veronica. Em 45 minutos dá para preparar a pizza de arroz com rabanete. Uma dica do Sesi é que a folha do rabanete pode ser consumida crua, na forma de salada ou refogada, com recheio para tortas e pastéis.


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Infectologia

Reforço contra males invasivos Laboratório cria vacina mais potente contra meningite e outras doenças pneumocócicas Roosevelt Cássio

Diante da gravidade da pneumonia e da meningite, a indústria farmacêutica aposta no desenvolvimento de novas vacinas e investe em pesquisas para encontrar melhores fórmulas para prevenir doenças pneumocócicas invasivas. Atualmente no Brasil, a vacina conjugada 7-valente oferece proteção contra doenças pneumocócicas invasivas como meningite, pneumonia e otite média aguda, causadas por pelo menos 13 sorotipos que provocam a doença. Essa vacina deve ser substituída pela conjugada 13-valente até o final do ano. Para isso a Wyeth Indústria Farmacêutica submeteu para aprovação na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a nova vacina pneumocócica destinada aos recém-nascidos e crianças de dois meses a cinco anos. A fórmula é mais forte e combate os principais sorotipos. A meningite pneumocócica é uma infecção dos pulmões causada pela bactéria pneumoniae. Quando ela invade os pulmões das vítimas, geralmente crianças, o sistema imunológico reage, gerando uma inflamação como resposta. A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que a doença

Sinais da Meningite Febre e tosse Dor de cabeça e sonolência Vômitos e convulsões Irritabilidade Rigidez no pescoço Respiração acelerada

A vacina conjugada 7-valente deverá ser substituída pela conjugada 13-valente até o fim do ano

causa até 1,6 milhão de óbitos por ano em todo o mundo. Metade dessas mortes ocorre em crianças com menos de cinco anos de idade nos países em desenvolvimento. A nova vacina inclui os 13 sorotipos mais prevalentes associados às doenças pneumocócicas graves. Sete deles estão incluídos na Prevenar, a conjugada 7-valente —referência no mundo para prevenção, e atual vacina oferecida no Brasil. Os

outros seis estão associados a doenças invasivas. PREVENÇÃO - A meningite “pode ser tratada com antibióticos”, reconhece o infectologista pediatra Eitan Berezin, da Wyeth. Ele afirma ainda que diversas classes de antibióticos são utilizadas atualmente no tratamento, mas a resistência das bactérias deixa claro a importância da vacinação para se prevenir o problema.

“Estamos falando de uma evolução de um produto reconhecido entre os médicos como altamente eficaz e seguro na prevenção ao problema que afeta milhares de crianças em todo o mundo”, ressalta o vice-presidente de Novos Negócios e Assuntos Científicos da Wyeth, Peter Paradiso. O jornalista Rodrigo Machado viajou a Angra do Reis (RJ) a convite da Wyeth Indústria Farmacêutica Divulgação

Nova vacina seguirá esquema dos postos A nova vacina contra meningite terá o mesmo esquema de imunização sugerido para a vacina pneumocócica conjugada 7valente, a Prevenar, que já faz parte do calendário de vacinação da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) e da Associação Brasileira de Imunizações. Segundo o diretor médico da Wyeth Brasil, José Machado Moura, também serão indicadas quatro doses: a primeira aos dois meses de idade, a segunda aos quatro meses, a terceira aos seis e o reforço ou quarta dose aos 12

meses. “Ela é indicada para crianças com até cinco anos, mas seu impacto é ainda mais importante principalmente nos primeiros dois anos de vida, quando a doença é mais frequente e pode levar à morte”, explica. A conjugada 13-valente substituirá automaticamente a vacina pneumocócica conjugada 7, que está no calendário oficial de 27 países. No Brasil, além da rede privada, crianças com necessidades especiais têm direito de receber gratuitamente a vacina.

Pais devem ficar bem atentos Para identificar a meningite, os pais devem tomar nota de alguns sintomas que afetam a criança. O infectologista pediatra Eitan Berezin chama a atenção para o choro inconsolável, letargia, irritabilidade, falta de interação, além de febre alta e falta de apetite. Em crianças mais velhas e adolescentes, são verificados sintomas como dores de cabeça, vômitos, dor nas costas, confusão mental, aversão à luz brilhante (fotofobia) e dificuldade para movimentar o pescoço. Constatado alguns sintomas, a consulta médica é emergencial. Berezin explica que o diagnóstico pode ser feito de diversas formas, incluindo exame físico e radiografia torácica, mas um deles ocorre por meio de uma punção lombar, processo em que é inserida uma agulha na parte inferior da espinha. “O fluido espinhal é avaliado para se detectar o tipo de bactéria e o tratamento específico”, diz. O diretor da Sociedade Brasileira de Imunização, o pediatra e neonatologista Renato Kfouri, no lançamento da nova vacina, em Angra dos Reis


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Odontologia

Dentista para paciente especial São José tem profissional apto para atender portador de Down ou paciente oncológico Roosevelt Cássio

Os cuidados durante o atendimento e tratamento odontológico em pacientes portadores de necessidades especiais devem ser redobrados para melhorar os resultados. Nas clínicas, as consultas são diferenciadas por respeitar limitações durante o atendimento. O conhecimento científico e o manejo das limitações devem ser adaptados, afirmam especialistas, conforme as necessidades dos pacientes. Segundo levantamento da OMS (Organização Mundial da Saúde) em 2001, 10% da população mundial é constituída por portadores de necessidade especiais, mas apenas 2% recebe tratamento adequado. Segundo a dentista Gabriela de Morais Gouvêa Lima, 27 anos, da clínica Reviver, em São José dos Campos, paciente especial é o indivíduo que necessita de atendimento odontológico não convencional, seja ele portador de deficiência física ou mental, doença sistêmica, oncológico ou psiquiátrico. “O atendimento é realizado em maior número de consultas, pois elas são mais curtas”, diz. Gabriela explica que o dentista deve procurar ensinar técnicas que facilitem a rotina do paciente, de modo que, tanto ele quanto a família, se tornem independentes. “Existem maneiras eficientes e baratas de facilitar a higiene através de abridores de boca que podem ser fabricados pelo próprio cuidador e escovas diferenciadas para pacientes com dificuldades motoras”, diz. “A higiene é reforçada em todas as consultas. Essa comunicação é indispensável para a tranquilidade do paciente, família e dentista”, completa.

Associação ajuda 15 por semana

SAÚDE - É importante esclarecer o quanto os problemas bucais podem interferir na saúde em geral, como, por exemplo os riscos para o quadro clínico, seja ele cardiopata, hepatopata, diabético ou mesmo psiquiátrico, garante Gabriela. “O profissional deve estar atento aos medicamentos usados pelos pacientes para evitar

Criada em 2003 com o objetivo de atender gratuitamente pacientes especiais em São José dos Campos, a Aspe (Associação Pró-Saúde para Pacientes com Necessidades Especiais) contribui com a saúde bucal de pelo menos 15 pessoas por semana. Os atendimentos aos pacientes de diversas idades e de baixa renda acontecem nas ma-

interações com as substâncias de uso odontológico, e mesmo para entender o comportamento e a condição bucal. É imprescindível uma abordagem multidisciplinar e interação entre os médicos responsáveis pela saúde”, diz. Em alguns casos é preciso condicionamento do paciente antes de iniciar o tratamento para saber quais os limites e se há necessidade de contenção. “Somente no caso de alterações neurológicas ou psiquiátricas. O que se difere é a preparação prévia do paciente e a ciência das informações clínicas.” por Rodrigo Machado

Clínica da Aspe O quê atendimento odontológico às pessoas portadoras de necessidades especiais Onde Avenida Deputado Benedito Matarazzo, 8.333, Vila Bethania, em São José dos Campos Telefone (12) 3021-2260 Site www.aspe.org.br A dentista Gabriela Lima na clínica: técnicas visam à independência

nhãs de terças, quartas e quintas-feiras, na clínica instalada na Vila Bethania, região central da cidade. A associação conta com apoio de três dentistas e um terapeuta ocupacional. A idéia, segundo a dentista Lindóia Bernardino Garcia, 55 anos, uma das fundadoras do grupo, além de promover a qualidade de vida aos pacientes

especiais, é implantar um centro de atendimento multiprofissional. “Uma das metas da Aspe é ampliar o atendimento com a instalação de mais um consultório odontológico e a capacitação de vários profissionais, pois temos dificuldades em encontrar profissionais capacitados para atender pessoas especiais”, diz.

Urologia

Guia indica banheiros em S. Paulo Urologistas e outros especialistas do Hospital das Clínicas de São Paulo fizeram um levantamento de todos os banheiros públicos da Capital para facilitar a vida de pessoas que sofrem o desconforto de não ter onde urinar. O estudo apontou aproximadamente 150 banheiros públicos e acabou gerando um guia, intitulado “Banheiros de São Paulo. Onde ir?”. Estima-se que 15% da população adulta apresentam bexiga hiperativa. “Este número aumenta à medida que as pessoas envelhecem”, afirma o urologista Homero Bruschini, do HC.

Nova técnica livra a coronária Pesquisadores da Universidade Hebraica de Jerusalém, liderados pelo prof. Boris Rubinsky, desenvolveram uma técnica para tratar pacientes com entupimento das coronárias que se submeteram a angioplastia para implantação de stents, mas tiveram um novo bloqueio das artérias. A técnica se utiliza de um fenômeno biofísico conhecido como Irreversible Eletroporation (IRE), que, através de pequenas vibrações elétricas, penetra nas membranas e destrói as células danificadas em segundos, sem danificar os tecidos sadios. Comparada a outras técnicas de destruição de células e tecidos comprometidos, o IRE é simples e não requer treinamento médico.

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Saúde dos Pés

Calos podem ter complicações Enxaquecas e coluna afetada estão entre as consequências dos ferimentos na base do corpo Roosevelt Cássio

Mais importante do que a preocupação estética, calos nos pés podem desencadear problemas de saúde. Com o diagnóstico preventivo é possível identificar as causas e acabar com a calosidade. Com a correria do dia-a-dia fica mais difícil dar atenção aos detalhes dos calçados, mas é necessário parar um pouco para certificar se os sapatos ou tênis estão incomodando ou provocando pequenas bolhas nos pés. O local é uma das áreas que mais acumula tensão, porque além de aguentar o peso do corpo, ainda suporta saltos, sapatos de bico fino e apertados por horas a fio. No final do dia, os resultados mais comuns são dores, bolhas e calos. Quando o assunto é a saúde dos pés, uma parceria importante é a interação com o podólogo. Esse profissional, quando habilitado por curso técnico, é capaz de fazer a higienização correta dos pés e cuidar de algumas patologias, entre elas, o calo. O podólogo Daniel Sanches, de São José dos Campos, explica que o problema surge por atritos com calçados, que causam dores e provocam dificuldades para caminhar, alterando até o humor. “Quando você anda e acarreta uma dor começa a pisar torto,

o que força a estrutura da coluna vertebral e articulações”, diz. O tratamento é a saída para saber se a causa da formação de calos é genética ou uso incorreto de calçados, garante ele, que explica ainda que fazer mapeamento quanto à postura é o primeiro passo para se livrar das dores. ENXAQUECAS - Há estágios em que o problema afeta a coluna e provoca séries de enxaquecas originadas dos calos, conta a podóloga Daisy Magali Loureiro, também de São José. Ela cita que o uso de sapato apertado gera atrito e forma uma pele grossa, que incomoda durante a caminhada. “A partir desse momento a pessoa se molda conforme o sapato. Horas depois a dor já é inevitável. O perigo é chegar até as aponeuroses, responsáveis por criar resistência na superfície do osso, e evitar desgaste do osso”, explica. “É importante a procura por um especialista. Todo calo tem cura”, completa.

A podóloga Daisy Loureiro cuida dos pés de paciente: calos também alteram humor de suas vítimas

Pés pedem calçado confortável

Previna-se ✓ Coloque algodão entre os dedos para aliviá-los da pressão ✓ Use sapatos confortáveis ✓ Não caminhe errado ✓ Consulte um podólogo


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