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BANHOS DE OFURO

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Banho de Imersão Divertindo-me um dia no banho dentro de uma pequena tina de assento resolvi brincar de soltar a água comigo dentro. Sendo a tina pequena, a água esvaiu-se rapidamente e por contraste pude perceber o efeito da forca da gravidade em meu corpo. Fiquei até assustado, naquele momento. Pela primeira vez tive consciência cinestésica da opressão gravitacional, Nunca encontrei esta referência em nenhum texto sobre banhos. Entretanto, talvez seja este o fator primordial no banho de imersão: libertar-nos do nosso peso físico, ampliando o espaço interno nos órgão e articulações, facilitando o metabolismo e repercutindo assim em todos os níveis: mental, anímico, etérico, orgânico, ... A adição de 'temperos' como sais, ervas e flores podem aprimorar os banhos, como fonte de prazer, equilíbrio e depuração sensitiva. Espero que esta iniciativa em indicar algumas orientações possa impelir pessoas a depurar seus sentidos e assim amansar o mundo. Depuremos nossa sensibilidade. A natureza é cruel com seres a quem falta percepção. Will

Receitas para a Conquista da Água Fria 1- A fricção abdominal com a toalha molhada fria prepara-nos psicológica e fisicamente para a imersão na água fria. Por seu poder terapêutico constitui um verdadeiro patrimônio para a saúde (Livro: Louis Kuhne/ Cura Pela Água). 2- O banho quente deve ser quase sempre finalizado pela ducha de água fria. Especialmente se quisermos despertar. Ao enxugar, o calor interno que aflora à pele constitui fonte de imenso prazer. Se não por cultivo à saúde, por puro hedonismo valerá a pena. 3- Se a água na banheira estiver fria, a ducha quente nos prepara para uma primeira imersão rápida, mesmo que parcial. A volta ao chuveiro quente ajuda a avançar mais um pouquinho. E pela alternância quente-frio, chegamos a conquistar a consciência do prazer e saúde que a água fria nos proporciona. É como quem aprende a andar de bicicleta e nunca mais esquece. As cachoeiras do mundo, o mar gelado e os chuveiros durante algum "apagão" nos estarão disponíveis sempre, se conquistarmos seu território. 4- O contato da água fria, para aqueles que iniciam-se nessa "arte" pode ser facilitado molhando antes o rosto, abdome e atrás dos joelhos.


Banho de Fricção O uso de fricção da pele no banho é um dos bons hábitos que deveríamos cultivar. Tanto por higiene quanto por saúde. Além das escovas de sisal de diversas durezas, e da bucha vegetal inteira ou cortada disponível com abundância no mercado, o sal marinho numa granalatura esfoliante produz excelentes efeitos de fricção e limpeza. (Disponível no Atelier Will Arte). A seguir, a transcrição a esse respeito no livro "Beleza Japonesa"

Banho de Fricção para a Elasticidade da Pele do Corpo Só existe um segredo para ter a pele perolada, lustrosa e lisa, macia e translúcida como a de um bebê, e um corpo de contornos firmes, linhas esbeltas e sem pneus, gordurinhas e celulites: a fricção. O banho japonês sempre foi uma arte desenvolvida ao máximo e compõe-se de dois rituais complementares, o da vigorosa fricção e o da prolongada imersão relaxante. Qualquer pessoa que visite um banho público ou spa de fontes quentes no Japão acompanhará o dinâmico desempenho desse processo de fricção-imersão. A banhista senta-se em banqueta e dispõe sua coleção particular de esponjas, escovas, luvas de tecido, pedra-pomes, sabonetes, xampus e poções, enche sua pequena bacia com água de uma das diversas torneiras disponíveis e inicia a fricção preliminar de limpeza. Este primeiro passo é prolongado e enérgico, uma limpeza ativa e minuciosa do corpo, da cabeça aos pés. Depois de terminar e enxaguar, ela entra na banheira para seu primeiro período de imersão, durante o qual repousará em estado de passiva contemplação, enquanto a água quente desfaz todas as tensões. Ao terminar a primeira imersão, ela retorna a sua banqueta e dedica-se novamente à fricção. Desta vez, há a certeza de que a limpeza será mais profunda, pois a água quente e o vapor abriram os poros e começaram a estimular a eliminação de toxinas através da pele. A segunda "esfregação" pode ser completada sob um chuveiro frio ou apenas jogando um pouco de água fria sobre o corpo. Agora mais rosada, ela novamente retorna à banheira, para outra imersão relaxante. Essa alternância se repetirá por quanto tempo se tiver disponível para o banho; em geral, não menos de trinta minutos e, com freqüência, por mais de uma hora. O processo de fricção tem vários objetivos, sendo o mais óbvio o de limpeza e escamação uma remoção completa de impurezas, toxinas e da camada superficial de células mortas, sem luminosidade. Ao esfregar vigorosamente o corpo, também se realiza uma massagem que revitaliza a circulação e o metabolismo da pele, trazendo mais para perto da superfície o sangue e os nutrientes, o que promove um brilho de saúde e vitalidade. Acredita-se que essa massagem seja um excelente método de estímulo por pontos de pressão. Em comparação com o ritual de fricção japonês, o banho no estilo ocidental, de limpeza superficial e breve com sabonete, parece rudimentar. Os japoneses se conscientizaram, há muito tempo, da importância primordial da limpeza interna e externa. A pele é um órgão de eliminação e libera diariamente quase meio quilo de restos, através dos poros. O que acontecerá, não apenas à pele, mas também às artes menos visíveis do corpo, se esses "restos" não forem ativamente removidos?


Durante anos de banhos comunitários no Japão, jamais encontrei uma única mulher com celulite. Os japoneses acreditam que a pele deva ser "trabalhada" a fim de evitar-se a formação de depósitos de gordura, de áreas mortas e frouxa da rigidez muscular provocada pelo acúmulo de tensões. O banho japonês simboliza um ritual social, incluindo a muito apreciada esfregação de costas recíproca entre familiares e amigos. Até as crianças pequenas esfregam as costas dos pais, aprendendo, na idade de dois ou três anos, que a fricção durante o banho é um elemento essencial e prazeroso da rotina diária. Para beneficiar a circulação, aumentar a resistência a infecções e resfriados, para suavizar, alisar e revitalizar a pele, para refinar silhueta e tornar o organismo menos suscetível a friagens, deve-se fazer uma fricção de corpo inteiro diariamente, ainda que apenas por cinco minutos. A cada dois ou três dias, é importante reservar um tempo especial para uma sessão mais longa, com alternância de fricção e imersão. A fricção deve sempre respeitar a pele. Ela precisa ser estimulante, não-abrasiva e não pode provocar irritações. Para isso, utilizam-se utensílios de textura apropriada para as diversas superfícies do corpo. O iniciante nesta arte tem de começar com prudência e delicadeza. Com o tempo, a epiderme se torna mais resistente, permitindo uma fricção enérgica e entusiástica. No Japão, esse método é visto como um treinamento de tolerância, um processo de disciplina por meio do qual a pele fica mais saudável, firme e elástica. Quase todo o corpo, com exceção do rosto, pode ser esfregado com uma escova de cerdas duras, uma luva de tecido ou uma bucha, ajustando-se a pressão à sensibilidade de cada área. Os seios, as partes internas das coxas e dos braços exigem um toque mais delicado. Para os pés, joelhos e cotovelos, emprega-se pedra-pomes ou uma escova bem dura. No rosto e no pescoço, aconselha-se a suavidade de uma escova ou esponja facial macia, da bolsa de tecido ou de uma esponja marinha. Extraído do livro: Beleza Japonesa Autora: Michelle Dominique Leigh Editora Best Seller


O Banho de Assento Esta outra técnica de banho localizado é usada pelas mulheres japonesas por suas virtudes estimulantes, curativas e aquecedoras. Enche-se a banheira com água bem quente e senta-se, imergindo apenas as nádegas e os quadris, até a cintura. O resto do corpo deve estar coberto. Sua duração é de vinte a trinta minutos, acrescentando-se água quente quando esfriar. O banho de assento costuma ser recomendado para fortalecer e equilibrar a constituição, beneficiar o funcionamento dos sistemas eliminador e reprodutivo e aumentar o interesse da mulher pelo sexo. No Japão, acredita-se que esse tipo de banho seja poderoso em tonificar todo o organismo. Para intensificar as virtudes de cura, pode-se usar o banho de gengibre para esses mesmos fins. Extraído do livro: Beleza Japonesa Autora: Michelle Dominique Leigh Editora Best Seller Comentários de Will: Existe outra versão com o mesmo nome de "Banho de Assento" prescrito pelo Dr. Louis Kuhne em sua obra 'A Cura pela Água' Ed. Hemus; Pelo despojamento de recursos necessários e por seu poder terapéutico, Dr. Kuhne atribui a este banho o status de sua maior contribuição; É necessário somente um balde com água fria e uma toalha de rosto: Molha-se a toalha na água fria, friccionando-a na região abdominal, repetindo o processo conforme a toalha se aquece pelo contato com o corpo. Ele explica que a água fria ajuda o processamento das toxinas pelos órgãos vitais, puxando para fora, para a pele, as febres internas que esses órgãos sofrem ao metabolizar as impurezas que os afligem, fermentam e geram calor. Esse procedimento simples cura gripes e outros distúrbios mais sérios, mais rapidamente do que nossa vã; cultura vigente possa imaginar. Um outro banho que Dr. Kuhne estabelece chamado 'Banho de Tronco' assemelha-se ao citado como Banho de Assento dos Japoneses, dada a necessidade de uma pequena Tina para imersão do abdome. Entretanto não com água quente mas fria, pelos mesmos preceitos definidos em sua generosa doutrina. A antroposofia, por sua vez, incrementa o 'Banho de Tronco' associando uma Tina de Escalda-pés com água quente para os pés e tornozelos, enquanto o abdome encontra-se imerso em água fria.


O Escalda-Pés Banho localizado com propriedades curativas, é um remédio popular conhecido de todas as sábias avós do Japão. Aconselhado em casos de insônia, resfriado, má circulação ou simplesmente em friagens de inverno, ele tem inúmeras variações. Um dos métodos mais fáceis é jogar um balde de água bem quente sobre os tornozelos e os pés após o banho. A água deve estar em temperatura mais alta do que a do banho. O escalda-pés de água salgada é outra opção. Basta acrescentar um pouco de sal marinho a uma bacia, onde os pés serão mantidos por dez minutos, enquanto se repousa tranqüilamente em uma cadeira. A água deve ser conservada o mais quente possível, acrescentando-se novas quantidades de vez em quando, para reforçar. O escalda-pés final envolve duas bacias, uma com água bem quente - mantida como foi descrito acima - e outra com água fria. Sente-se em uma cadeira e alterne a imersão dos pés nas duas vasilhas, deixando-os ficar de trinta a sessenta segundos em cada uma delas. Esse ritual de ida e volta será repetido por cerca de quinze minutos, até o corpo se sentir aquecido. Em caso de resfriado, tome uma xícara de banchá com uma umeboshi durante o escaldapés. Qualquer dessas variações deve ser realizada antes de dormir. Para estímulo e aquecimento adicionais, use as receitas do banho de mostarda, de crisântemo ou de gengibre, diminuindo a quantidade dos ingredientes para um escalda-pés especial. Extraído do livro: Beleza Japonesa Autora: Michelle Dominique Leigh Editora Best Seller


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