Afinidades Afetivas 10ª Exposição Coletiva dos Professores do Curso de Licenciatura em Artes Visuais da Unochapecó 2019
FICHA INSTITUCIONAL Prof. Dr. Claudio Alcides Jacoski Reitor Prof. Me. Gláucio Wandre Vicentin Diretor Área de Ciências Humanas e Jurídicas Prof.ª Me. Márcia Moreno Coordenadora do Curso de Licenciatura em Artes Visuais Prof.ª Me. Sonia Monego e Prof.ª Me. Márcia Moreno Coordenadora da Galeria de Arte Agostinho Duarte
CRÉDITOS DA EXPOSIÇÃO Prof.ª Me. Angélica Lüersen Prof.ª Me. Márcia Moreno Prof.ª Dr.ª Mari Netto Prof. Me. Ricardo Garlet Prof.ª Me. Sonia Monego Artistas participantes Prof.ª Me. Juceli Morello Lovatto Texto Prof.ª Me. Angélica Lüersen Documentação fotográfica Prof. Me. Ricardo de Pellegrin (Ricardo Garlet) Organização e edição da publicação
Afinidades Afetivas
Afinidades afetivas A imagem nunca é igual, nunca se repete e nunca é fiel. O que se mantém é a essência do EU que, alternando com o OUTRO em antropofágicas relações, constrói-se no mistério do ver-se e do SER visto. No olhar furtivo, surgem memórias que veem o tempo de vidas que não se refletem em espelhos, são obras do pensamento que redesenha os traços da história. O tempo não guarda, re-edita verdades veladas em cada ser que se outorga o direito de pensar que assim foi. E o artista lê, relê e cria a arte que dialoga com as entranhas sociais da imaginação aos registros do tempo e da história. E nesta tessitura, compõe a peça que desnuda o passado e mostra o presente. Não se perde a essência dos que fizeram a história e dos que dão a matéria prima que se configura em obras de arte. E nada é sem causa, e nada é sem luta, e nada é sem marcas. Há registros e se perpetuam em fecundas linhas abertas para o porvir da criação esfacelada, historicizada, professada, fotografada, fecundando AFINIDADES AFETIVAS sintonizadas! Prof.ª Me. Juceli Morello Lovatto
Artistas participantes
ARTISTA
Angélica Lüersen
Título: Quem é o feminino? Técnica: Fotografia Polaroide Ano: 2019
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A fotografia é fim e meio pelo qual o artista pode se relacionar com o assunto e com o público. Nesta experiência expositiva, reforço a ideia de que a fotografia é, para mim, a melhor forma de ver, discutir e refletir sobre diferentes temas. É também a forma como me relaciono afetivamente com o mundo. Afinidades afetivas, mote da 33a Bienal de São Paulo e também tema gerador desta exposição coletiva me remete ao feminino e a r(existe)ncia. Aqui o corpo é o espaço de comunicação e a fotografia materializa em exposição. Ainda, a possibilidade de utilizar a câmera polaroide durante a vernissage convida os participantes a deixarem a condição de público para se tornarem parte integrante da mostra.
ARTISTA
Márcia Moreno Título: (re)significando Técnica: Técnica mista Ano: 2019
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Ao visitar a 33ª Bienal Internacional de Arte em São Paulo/SP (2018), cujo tema era “Afinidades Afetivas”, deparei-me com a exposição do artista Antonio Ballester Moreno, espanhol, que traz obras escultóricas de seu avô, como forma de homenageá-lo. A obra, aqui apresentada, dá continuidade à pesquisa visual, a qual tenho desenvolvido nas últimas décadas, trazendo as relações do ser humano com foco familiar. “Assim como o crescimento evolutivo do indivíduo, desde o embrião até a maturidade, resulta da interação do organismo com o meio circundante, a cultura é produto não de esforços empreendidos pelos homens no vazio, ou apenas com eles mesmos, mas da interação prolongada e cumulativa com o meio. [...] As obras e as reações que elas provocam são contínuas aos próprios processos do viver, conforme estes são levados a uma inesperada realização satisfatória. ” (DEWEY, 2010, p. 98) Essa interação não foi prolongada em relação ao meu bisavô, mas a arte é uma maneira que eu posso estreitar e, ao mesmo tempo, expandir essa história que a natureza interrompe, mas a linguagem visual é capaz de, mesmo que por curto espaço de tempo, prolongar.
ARTISTA
Mari Netto Título: Povos indígenas do Brasil Técnica: Arte Têxtil Ano: 2019
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Segundo dados do Instituto Socioambiental “existem hoje no Brasil 240 povos indígenas, que falam 154 línguas e somam uma população de 896.917 pessoas (IBGE 2010)”. Há um histórico de violência, discriminação e massacre que envolve a população indígena, contudo nos últimos anos esses grupos tornaram-se visíveis e lutam pela terra, pela dignidade, clamando por justiça e protagonismo social. Grande parte da população brasileira desconhece a diversidade que envolve cada grupo indígena, neste sentido, o trabalho objetiva expor a variedade e a pluralidade por meio da criação de elementos que os tornem visíveis. É possível dizer que existe um caráter educativo no trabalho, pois os elementos são interativos e informativos. O trabalho com o título ‘Povos indígenas do Brasil’ mostra a grandeza e a diversidade étnica de comunidades ao longo do território brasileiro. As etnias estão bordadas na cor preta em almofadinhas de tecido cru. Em seu verso há registros da localização (estados) e quantidade de indivíduos. As peças estão dispostas em cinco cestos confeccionados pelo povo kaingang os quais, em tamanhos diferentes, dão visualidade a quantidade de etnias em cada região brasileira. O trabalho também apresenta um mapa com a localização das comunidades, impresso em um painel.
ARTISTA
Ricardo Garlet
Título: Pintando com as mãos Técnica: Documentos de processo, materiais variados (pinturas sobre tecido, registros fotográficos e textos) Ano: 2018/2019
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O trabalho “Pintando com as mãos - Documentos de processo” fundamenta-se na percepção do caráter artístico das relações sociais. Este diálogo, entre as Artes Visuais e o ensino, define o campo de atuação do artista-professor, cuja poética considera a participação coletiva e a vivência social como território de criação. Na galeria, apresento um conjunto de documentos de processo, como pinturas, registros fotográficos e textos, vestígios que permitem reconstituir a vivência de explorar a pintura usando as mãos. Deste modo, pretendo revelar a atuação plural de artistasprofessores-pesquisadores como proposta de Arte Relacional na Arte Contemporânea, compreendendo as potencialidades de vivências com arte na promoção de afetividades e subjetividades coletivas.
ARTISTA
Sonia Monego Título: Relações Técnica: Objeto Arte Ano: 2019
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No trabalho denominado Relações, composto por espelhos inteiros e quebrados, de diferentes tamanhos, proponho a reflexão sobre as relações na contemporaneidade, consigo mesmo e com os diferentes indivíduos. Ao se olhar no espelho que imagem você vê? E quando se encontra rodeada por pessoas, se questiona sobre que relações existem entre vocês? E quando se quebra o espelho, como fica ? Quanto mais próximas as pessoas estiverem mais chance de se machucarem, uma vez que os defeitos, os problemas se manifestam, e isso me remete a metáfora do Porco espinho do filósofo alemão Arthur Schopenhauer, que relata uma história de um grupo de porcos-espinhos perambulando num dia frio, e para não congelar chegavam mais perto uns dos outros, mas no momento em que ficavam suficientemente próximos para se aquecer, começavam a se espetar com seus espinhos e então se afastavam e se aproximavam de acordo com a necessidade, até encontrarem o ponto exato da distância para sobreviverem. Nos nossos relacionamentos, qual o ponto exato para uma boa convivência?
Documentação
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Cartaz de divulgação, 2019.
Curriculos
Ficha catalogrรกfica