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Passo 3

“ Os anticoncepcionais e a emancipação da mulher no século XX”


Mulher Pré – histórica

símbolo de fertilidade


A mulher mãe

Até ao século XX, altura em que ocorreu uma transformação na obstetrícia e no controlo da natalidade, as mulheres passavam grande parte das suas vidas grávidas. A mulher era vista apenas como um objecto que tinha como utilidades: parir, criar e educar.


A mulher no início do século XX Livre dos espartilhos, usados até o final do século XIX, a mulher começava a ter mais liberdade e já se permitia mostrar as pernas, o colo e usar maquilhagem. Os lábios eram carmim, os olhos eram bem marcados, as sobrancelhas tiradas e delineadas a lápis e a pele era branca. A silhueta dos anos 20 era tubular, com os vestidos mais curtos, leves e elegantes, geralmente em seda, deixando braços e costas à mostra


A mulher no inĂ­cio do sĂŠculo XX A partir dos anos 20


Muitas mulheres ao longo do tempo sonharam com uma sociedade mais justa. No século XIX já se percebem alguns avanços. Mas…

1925

No século XX as activistas femininas fizeram campanhas pelos direitos legais das mulheres (direito de contrato, direito de propriedade, direito ao voto), pelo direito à autonomia e à integridade do seu corpo, pelo direito ao aborto e à reprodução (incluindo o acesso à contracepção e aos cuidados pré-natais de qualidade), pela protecção de mulheres e jovens contra a violência doméstica, o assédio sexual e a violação, pelos direitos no trabalho, ( a licença de maternidade, salários iguais), e por todas as outras formas de discriminação…


Uma família

A evolução da família

É cada vez mais raro encontrarmos famílias actuais como a da foto do início do século.

foto do início do século XX Uma família

A melhor abordagem da revolução cultural vivida no século XX é através do estudo da família e da casa. Porquê?

foto do final do século XX


A contracepção Desde a antiguidade, o ser humano tem tentado encontrar formas de evitar a gravidez e essa busca tem passado pelas mais impensáveis e inacreditáveis crenças. As primeiras tentativas de contracepção historicamente registadas dizem respeito a danças, rituais, amuletos e mitos. Curiosidades: Excremento de crocodilo: No Antigo Egipto, fazia-se uma pasta que consistia em excremento de crocodilo misturado com bicarbonato de sódio e mel, que era colocada no interior da vagina. Suster a respiração durante a relação sexual: Este acto supostamente bloqueava o colo do útero, impedindo a passagem dos espermatozóides. Saltar sete vezes após a relação sexual: Pensava-se que desta forma seria possível “desviar” os espermatozóides do caminho em direcção ao útero. Amuletos - Na Roma Antiga, as mulheres usavam amuletos para impedir a gravidez. Utilizavam no pé esquerdo uma bolsa de pele que continha fígado de gato, durante a relação. Cuspiam três vezes num sapo ou usavam colares em torno do pescoço para “afugentarem” a gravidez.


Rabo de coelho: Era utilizado como amuleto na Roma Antiga e na Idade Média. As mulheres faziam um colar com um rabo de coelho que usavam durante as relações sexuais. Na Antiga Grécia, foram utilizados produtos que eram ingeridos ou colocados à volta da vagina e incluíam sumo de limão, concentrados de mel e acácias, óleos de hortelã-pimenta e cedros, entre outros. Limões: A forma peculiar que o limão apresenta, incentivou algumas mulheres a utilizá-lo como uma espécie de diafragma, em meados do séc. XVIII. Também se acreditava que o seu ácido destruía o esperma.

Coca-cola: No início do século XX, acreditava-se que se podia usar a Coca-cola como espermicida.

Intestinos de animais: O intestino de alguns animais, era utilizado como uma espécie de revestimento do pénis, funcionando como um preservativo. Para além de intestinos, também se usavam bexigas de cabra com o mesmo fim.


O preservativo é um método contraceptivo muito antigo, existindo provas da sua utilização em civilizações históricas da Antiguidade, como a chinesa, na qual os preservativos eram feitos de papel de seda untado com óleo

Há registos de fabrico de preservativos desde 1600, na Inglaterra, e outros ainda mais antigos que remontam ao Egipto. Claro que era um preservativo muito diferente do actual e os materiais usados eram coisas como linho ou tripas de animais.


Preservativo feito de intestino grosso de animal (cerca de 1900) .

Preservativos feitos de órgãos de peixes há cerca de 100 anos. Na época dizia-se que podiam ser reutilizadas até 10 vezes(!).

Em 1939, com a descoberta do processo de vulcanização da borracha, os preservativos passaram a ser fabricados com esse material e ficaram elásticos


"E a bandida ainda a persegue" - Cartão postal humorístico do século XIX, em que uma mulher briga com a cegonha pelo direito de contracepção.


“Até 1960, não havia método seguro e separado do acto sexual que desse à mulher o poder de controlar a sua fecundidade sem a colaboração ou mesmo conhecimento do parceiro.”

A Alemanha Ocidental foi o primeiro país europeu a comercializar a pílula, em 1956. Em Portugal existe desde 1960,

“A pílula permitiu, pela primeira vez na história do mundo, que as mulheres pudessem gerir livremente a sua sexualidade e dominar o mecanismo da procriação. Permitiu ainda que o homem e a mulher separassem o prazer da procriação.”

O que trouxe realmente a pílula realmente? Mais segurança, mais liberdade e ascensão da mulher no mercado de trabalho … profundas mudanças na mentalidade


MULHER AGORA… MULHERES PÉS NO CHÃO E MULHERES QUE VIVEM NAS ALTURAS MULHERES DA BOLSA DE VALORES, DA BOLSA CHEIA BOLSA QUASE NA HORA DE ESTOURAR... MULHERES DONAS DE CASA, MULHERES DONA DE SÍ... MULHERES DE BATOM, DO BLUSH, DO RÍMEL, DO CHORO QUE DE REPENTE… BORRA TUDO. MULHERES QUE NÃO SAEM SEM BRINCO, MULHERES DE BRINCO NO NARIZ, MULHERES BRINCO-COM-MEU-FILHO-OTEMPO-TODO. MULHERES DE LOOKS INCRÍVEIS, MULHERES DE OLHOS INCRÍVEIS. MULHERES LINDAS E ESPECIAIS. MULHERES SENHORAS DE SI.


FIM

Anexo 6 - Séc.XX  

Anexo 6 - Séc.XX F2I - Ana Paula Silva - Mª Florinda Grilo - Mª Manuela Machado

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