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52ª Edição - Ano XIX - R$ 30,00 revistazelo.com.br


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DIRETORA EDITORIAL Rosângela Motta DIRETORA EXECUTIVA Ângela Motta EDITORA Hannah Motta REPORTAGEM Allan David Hannah Motta Júnior Bueno Lucas Pereira Thiago Queiroz FOTOGRAFIA João Carlos Johnathan Mateus Marcus Camargo DIAGRAMAÇÃO Mateus Feitosa (Freeesh!) TRATAMENTO DE IMAGENS Joãozimar Oliveira REVISÃO Fátima Toledo JORNALISTA RESPONSÁVEL Astero Motta (JP - 2233) ZELO EM BRASÍLIA Kell Motta (61) 99915-5115 ASSESSORIA JURÍDICA Andressa Mota (OAB-GO 69.652) IMPRESSÃO Gráfica Formato NOSSA CAPA

Rosângela Motta

Ângela Motta

Hannah Motta

Carta da editora O ano chega ao fim e a reflexão é: movimento, transformação, ciclos que se encerram e outros que se anunciam. Mas 2026 me pede outra palavra: centralidade. Depois de meses acompanhando histórias, projetos, artistas, arquitetos, empreendedores e leitores que orbitam a Zelo, percebo que o próximo ano nos convoca a um gesto simples e radical: colocarnos no centro da própria vida. Eu e você — com coragem para escolher o que importa, lucidez para recusar o que dispersa e delicadeza para sustentar aquilo que, silenciosamente, ainda nos move. A Zelo nasce e renasce desse mesmo princípio. Um projeto consistente, encabeçado por mulheres, e que, a cada edição, resulta de decisões conscientes: o que observar, o que investigar, o que celebrar. E 2026 chega com a promessa de aprofundar esse olhar, de ampliar a presença da revista no cotidiano cultural, estético e afetivo de quem nos lê. Começamos pela capa, que apresenta um ensaio construído a partir de peças de mobiliário criadas em Goiás — objetos que condensam técnica, memória e identidade. É um gesto simbólico: olhar para o que é nosso com a maturidade de quem reconhece valor, complexidade e autoria. Fotografado pelo multiartista Marcus Camargo, na Legado Galeria, o editorial traz o design como narrativa, e não apenas como forma; como gesto cultural que atravessa gerações e reinventa materiais. Ao longo da edição, seguimos investigando o território que nos molda. São matérias que apresentam a força da economia criativa, a arquitetura contemporânea, a cena cultural do nosso Estado e debates relevantes sobre o mercado imobiliário. Se há algo que aprendi nestes meses — entre reuniões, pautas, textos e conversas — é que a Zelo funciona como espelho: reflete o que queremos contar ao mundo e o que estamos prontas para aprender. 2026 está aí. E nós estamos no centro! Hannah Motta

MAR LANDEIRO @MARLANDEIRO

Mota Editora Ltda CNPJ 02.589.924/0001-09 Telefones: (62) 3259-6510 / (62) 98501-0333 www.revistazelo.com.br redacao@revistazelo.com.br Av. T-63, 1.296, sala 308, Edifício New World Setor Bueno, Goiânia - GO CEP: 74230-100

A Revista Zelo não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nas colunas e artigos assinados por seus colaboradores e não tem vínculo empregatício com nenhum deles.

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Mais do que morar: pertencer.

Esse é o jeito Jardins de viver.

Há escolhas que transformam a rotina em memórias. Um lugar onde os dias têm cheiro de grama e o riso das crianças vira a trilha sonora de cada fim de tarde. Viva em um endereço que cuida do que mais importa: a sua família.

Visite nosso stand: GO-020, ao lado do Oscar Niemeyer 62 3282.8855 | fgr.com.br


Colaboradores

LUCAS PEREIRA @OUTLUCAS

JORNALISTA

MARCUS ORRICO COMUNICAÇÃO @MARCUSORRICO DIGITAL

JÚNIOR BUENO JORNALISTA @MUYPEROMUYBUENO

MATEUS FEITOSA @MATEUSFFEITOSA

DESIGNER

THIAGO QUEIROZ JORNALISTA @THNQUEIROZ

ASTERO MOTTA JORNALISTA @ASTEROMOTTA

PEDRO MOTA COMUNICAÇÃO @PEEEDROMOTA DIGITAL

JOÃO CARLOS @JOAOCARLOS84 FOTÓGRAFO

FÁTIMA TOLEDO @MFATIMATOLEDO03 REVISORA

MARCUS CAMARGO @CAMARGOMARCUS FOTÓGRAFO

ALLAN DAVID @ALLANDAVIDBH JORNALISTA

KELL MOTTA @KELLDAMOTTA FOTÓGRAFA


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Sumário

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PERFIL Glória Pires comenta nova fase em que reinventa um casarão em Goiânia, lança o Café Glorioso e dirige seu primeiro filme

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SABER Sete designers revelam peças de mobiliário feitas em Goiás com técnica e identidade, criações que inspiraram a capa deste número

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DESACELERAR Aldeia do Vale Pirenópolis aposta na valorização da natureza e no slow living como pilares de nova forma de viver

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CULTURA Zelo conversa com Amaury Menezes, que fala sobre sua obra e a construção da cena artística goiana

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MEMÓRIA Especialistas e colecionadores discutem o papel do colecionismo e a força do mercado de arte local

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HOLOFOTE Balé do Basileu França alcança projeção internacional e revela dançarinos ao mundo

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ESPORTE Triatlo combina natação, ciclismo e corrida e atrai competidores no Estado em busca de superar limites

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PATRIMÔNIO Serra Dourada passa por ampla reforma para se tornar arena multiúso com investimento que pode superar R$ 1 bilhão

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ZELO VIAJA Com a chegada do inverno no Hemisfério Norte, destinos de esqui reúnem neve, luxo e experiências dentro e fora das pistas


Tá tudo certo!

Havia sol e havia coqueiro, mas não era praia. Ventava. Pés para cima e livro no colo. Elena Ferrante contava uma história em Dias de Abandono. A autora italiana misteriosa, que usa pseudônimo e se tornou mundialmente famosa por A amiga genial, sabe entrar na mente dos personagens e do leitor. Um sorriso nasceu no canto dos meus lábios, me pegando de surpresa. Na página 47, um nome saltava aos olhos: CARRAMO. "Não seria Carrano?", me perguntei, buscando logo a página anterior. Sim, o nome era mesmo Carrano. Notar essa diferença me divertiu por um momento. Mas por quê? Meus olhos foram treinados para encontrar inconsistências. Por anos exerci a função de editora. Vejo com mais facilidade o que pouca gente percebe. Então, notei crescer em mim o desejo de fazer bem aquele ofício que leva uma escrita ao leitor. Mas eu mesma fui subindo essa régua, a de fazer com perfeição o meu trabalho. Então, o que esperava conseguir era não deixar passar o que chamamos de "erro". Essa é uma ideia impossível, que leva ao sofrimento. Quando iniciei minha análise pessoal, no percurso da psicanálise, experimentei a difícil sensação de pisar em nuvens por um bom tempo. A qualquer instante eu poderia despencar sem ter onde me segurar. Não encontrava mais certezas que me dessem a mão. Essa é uma grande diferença do mundo atual para o tempo de antes, chamado TerraUm pelo psicanalista Jorge Forbes – quando garantias, receitas, “certo” e “errado” davam a ilusão de existir uma terra firme, com pedras seguras debaixo dos pés. Porém, essas condições que eu imaginava atender em direção a uma história feliz não funcionavam. Mas não se esqueça que a ilusão referencia, ampara. “Se não erro, fica tudo bem. Assim me protejo do risco de viver.” Só que não. Em análise, porém, aportei em TerraDois, onde nos localizamos hoje – e aqui, a incompletude, o erro, a esquisitice, está incluída. Eu erro, tu erras, nós erramos. Se a gente erra, até ganha valor por ser-quem-se-é, longe das invencionices que tentam nos tornar "os perfeitinhos". E não tem nada mais valorizado do que alguém que se ame a ponto de se divertir com os próprios enganos. *

Luciene Godoy é psicanalista, pesquisadora e escritora Valéria Belém é psicanalista e escritora

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D E S I G N

Q U E

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A Todeschini é alto padrão em essência: qualidade superior, tecnologia de ponta, personalização absoluta, atendimento especializado e excelência consistente. Mais que móveis, entregamos ambientes que se transformam em experiências. 19 ZELO

Todeschini Goiânia: Al. das Rosas, 1317 Setor Oeste | 62 99495-3329


O desafio de reencontrar o equilíbrio emocional

Será que o início do ano é apenas a página que sucede dezembro? Ou representa, de fato, uma chance de recomeçar? Mais do que uma tradição simbólica, esse período pode ser um convite à reflexão. Em meio ao ritmo acelerado da vida moderna, muitos de nós vivemos no modo automático, um estado de sobrevivência que pouco deixa espaço para pausas e autoanálise. Atendo diariamente pacientes que, em sofrimento psíquico, não conseguem identificar quando começaram a se sentir ansiosos, tristes ou simplesmente desconectados de si. Seus olhares, muitas vezes perdidos, refletem a dificuldade de se reconhecerem. E quem poderia culpá-los? Quando foi a última vez que você se permitiu sentar e pensar, sem pressa ou distrações? Alguns chegam a preencher suas agendas de forma exaustiva para não terem tempo de pensar sobre a própria vida, um sinal preocupante de que a humanidade se perde em meio à busca incessante por produtividade e propósito. Criamos rotinas das quais, ironicamente, queremos fugir. O ano de 2025 foi especialmente difícil para o brasileiro, financeiramente, emocionalmente e, para muitos, também em saúde mental. Ansiedade e insônia se tornaram quase universais. Depois de uma pandemia de vírus, enfrentamos agora uma pandemia de transtornos mentais. Em meio às incertezas, preservar o equilíbrio emocional tornou-se um ato de coragem. Por isso, convido você a receber 2026 como o ano do recomeço — o ano de se cuidar. O termo “bem-estar” (ou wellness) ganhou força, mas muitas vezes foi distorcido: transformou-se em uma rotina inalcançável, alimentada pela exigência de superprodutividade. Essa combinação é o caminho mais curto para o esgotamento. O autocuidado que proponho é outro. Ele começa ao reconectarse com o que realmente importa — redescobrir sua essência, seus gostos, seus sonhos. É o retorno ao eu individual, sem perder o senso de pertencimento aos grupos que nos sustentam: amigos, família, comunidade. A chave está no equilíbrio entre consciência individual e boas relações sociais. Depois, é preciso redefinir a relação com o tempo. Ele parece correr, mas somos nós que o aceleramos. Viver uma vida que valha a pena é viver com calma, apreciando o presente e os pequenos prazeres. Por fim, é fundamental compreender que não existe felicidade permanente. A vida é feita, em sua maioria, de momentos simples — e está tudo bem. Ninguém se sente entusiasmado todos os dias, e isso não é fracasso. O erro está em acreditar nessa narrativa inalcançável de euforia constante. A felicidade é uma escolha, e assumir essa responsabilidade é libertador. Cabe a você decidir: viver uma vida que realmente valha a pena ou seguir apenas acumulando feitos e bens materiais. Permitase escolher o que te preenche. *

Mariana Cardoso é médica psiquiatra. CRM-GO 19753 | RQE 12832

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São só palavras.

Outro dia fui dormir pensando muito em retórica, no efeito dos discursos argumentativos e suas consequências, sobretudo no âmbito político. E, irônica e antagonicamente, acordei na mesma noite depois de um sonho estranhíssimo: como seria a vida sem palavras. Eu digo sem, é sem letras, sem vocabulário, sem vocalização. Sem nenhuma palavra; nada, vazio completo. Só a existência sem uma tradução verbalizada dos significados. No sonho não havia pavor, parecia natural; caminhávamos, eu e mais algumas pessoas, numa espécie de sítio, olhando as paisagens; me lembro de trocar olhares com as demais pessoas. Mas pensar nisso depois de acordado me causou uma quase aflição. Primeiro porque o brilho da vida está na comunicação que as palavras proporcionam e nas possibilidades cognitivas de aprendizado e interação. Depois, porque existe uma infinitude de beleza no mundo definida por palavras. Aliás, algumas palavras, em si, já são belas, soam como lenitivo. Esperança é uma delas: uma paroxítona com uma cadência vertida, derramada; é uma ideia, é uma abstração, é um sentimento, mas também é um desejo, uma ambição, uma aspiração. É potente, é quase palpável. É de uma cor familiar, que gera conforto. Traduz mais do que significa. “São só palavras”, dizem, como quem quer reduzir a importância irredutível das palavras ou o impacto que elas possam ocasionar; também cantam os cantores e cantoras em suas letras românticas ou sobre desilusões. É que um amontoado de palavras pode não ser suficiente para exprimir algo simples e, às vezes, uma interjeição basta para resumir uma grandiloquência. A comunicação logra quando a cognição permite assimilar as palavras, afinal, até mesmo o indizível necessita de palavras para existir como ideia. O arrebatamento capaz de produzir uma sonora emissão de palavras ou sentenças tem poucos substitutos na linguagem. A língua portuguesa brasileira é pródiga em quantidade e qualidade e possui palavras sem tradução direta, o que confere um caráter especial à nossa dramaturgia, à nossa música, à nossa literatura e, claro, à nossa comunicação cotidiana. Os criativos abusam da semântica para entreter, comunicar, registrar, enaltecer, encantar. A palavra num bico doce ganha dimensão irrefutável, que dirá nas linhas de um poeta ou na letra de um músico. Segundo pesquisa, há mais de 7.000 idiomas falados num planeta de menos de 200 países. Há algo de notável nessa informação: a necessidade de comunicação verbal. Mas a comunicação verbal não é a única forma de linguagem. Retomando meu sonho estranho e confortável, percebo que também há algo de notável naquele cenário: havia comunicação, havia compreensão, havia uma espécie de comunhão não verbal e um sentimento maior de harmonia. São as palavras as únicas formas de expressar empatia ou serenidade? Não são. Uns falam muito, outros parcos; uns são veementes, outros débeis; uns enfileiram repertório, outros usam o que lhes é possível. Nessa disputa de retórica e narrativas, há como escolher o que ouvir, o que seguir? Recomendo uma regra simples: observar quando a palavra pode ser substituída por um gesto de acolhimento, de simpatia; por uma mão que se estende pronta, por um olhar que é terno e acolhedor, por um meneio de cabeça compreensivo, afinal, palavras são só palavras. *

Sandro Tôrres é Mestre em História

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> Invista em Goiás. O Brasil que dá certo.

Goiás é hoje o estado com o melhor ambiente de negócios do Brasil. Segurança pública e segurança jurídica com as melhores condições para quem quer crescer com responsabilidade e consistência.

> MELHOR EDUCAÇÃO DO BRASIL – 1° LUGAR NO IDEB ESTADO MAIS SEGURO DO BRASIL REFERÊNCIA EM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E SERVIÇOS DIGITAIS MENORES ÍNDICES DE POBREZA E EXTREMA POBREZA DO BRASIL RENDA MÉDIA ACIMA DA NACIONAL LÍDER NA GERAÇÃO DE EMPREGOS _

goias.gov.br/invista-em-goias

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O Mundo sem paredes Como a tecnologia está revolucionando a saúde

Imagine um mundo em que os hospitais não têm mais paredes — e a medicina acontece em qualquer lugar. Um cenário em que você não precisa marcar consultas, esperar resultados ou enfrentar filas. A saúde deixa de ser episódica e se torna contínua: monitorada em tempo real, presente no seu pulso, na sua voz e até no seu olhar. Esse futuro já começou. Sensores embutidos em relógios inteligentes observam nossos batimentos cardíacos, monitoram o sono e registram cada passo que damos. Câmeras com visão computacional identificam emoções no rosto e até sinais sutis de ansiedade. Microfones analisam o tom de voz, percebendo quando algo parece fora do equilíbrio. Tudo isso acontece sem que precisemos pedir — e, em segundos, um sistema inteligente pode sugerir uma pausa, uma respiração mais profunda ou até uma consulta preventiva. Os objetos à nossa volta deixaram de ser passivos. Eles ganharam performatividade — a capacidade de agir, interpretar e propor mudanças. São companheiros digitais que cuidam silenciosamente do nosso bem-estar, transformando dados em insights e algoritmos em prevenção. A inteligência artificial, com seu olhar incansável, aprende com milhões de informações e começa a antecipar o que o corpo ainda não percebeu. Ela identifica padrões invisíveis, previne doenças, orienta tratamentos e devolve aos médicos o tempo que a burocracia tomou. A telemedicina, antes exceção, tornou-se um portal permanente entre o cuidado e a conveniência. Agora, o toque humano é amplificado, não substituído. Estamos entrando na era da saúde sem fronteiras — um mundo em que tecnologia e empatia dividem o mesmo estetoscópio. Nesse novo ecossistema, a ciência de dados e o afeto andam de mãos dadas. Cada algoritmo que prevê um risco é também uma oportunidade de cuidar melhor, com mais precisão e humanidade. Talvez o maior avanço da medicina digital não seja o da máquina que pensa, mas o do humano que sente. Porque quando a tecnologia se torna invisível, o que volta a brilhar é aquilo que sempre esteve no centro do cuidado: a vida. *

Mayler Olombrada é Diretor Médico no Einstein Hospital Israelita

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TrendZELO

Fendi/ Foto: Cilene Sousa

KAROL MENEZES @karolmnz

Balenciaga/ Foto: Marina Faria

Suave O branco total é o novo preto do verão. Símbolo de pureza e força, a cor reflete a luz, valoriza o bronzeado e domina a estação em peças de cortes mais esculturais e minimalistas. A tendência cria um visual clean e sofisticado, que transita do dia para a noite com mais facilidade. Para não errar, invista em conjuntos de alfaiataria, vestidos fluidos ou acessórios monocromáticos.

Transparência A transparência volta com um toque de confiança e requinte para o Verão 2026. Longe de ser vulgar, ela surge em tecidos leves, como organza e chiffon, criando camadas que revelam sutilmente a pele. É a arte de mostrar sem expor, ideal para um look de festa ou jantar especial. Para quem prefere uma abordagem mais discreta, a dica é usar a tendência em sobreposições, como um quimono transparente sobre um look básico, garantindo conforto e elegância. A beleza acompanha com um glow natural, destacando a pele insinuada pelo tecido.

Dolce & Gabbana/ Foto: Divulgação

O conforto do loungewear chega às ruas em versões luxuosas. Pijamas de seda, cetim e cortes relaxados, antes restritos ao quarto, agora são peças-chave para um visual descontraído e elegante. A tendência é ótima para a maternidade, pois une praticidade e estilo. Combine a parte de cima do pijama com calça jeans ou use o conjunto completo com acessórios mais sofisticados, como salto e maxibrincos. É a prova de que é possível ser elegante sem renunciar ao conforto.

Romântico e moderno Os laços têm deixado de ser um detalhe infantil para se tornar um elemento de moda poderoso. Eles aparecem em diferentes aplicações, seja na gola, como volume marcante ou como acessório de cabelo. A tendência atravessa do romântico ao moderno, dependendo do material e do tamanho. Use laços de veludo ou cetim no cabelo para um toque retrô, ou escolha por peças mais estruturadas para um visual fashionista.

Dior/ Foto: Divulgação

Pijamas na rua

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Valentino / Foto: Divulgação Khaite / Foto: Divulgação

Drama A silhueta do Verão 2026 resgata o drama dos cortes europeus com um olhar contemporâneo. O volume nos quadris, que evoca a estrutura dos vestidos vitorianos, cria um efeito de poder e teatralidade. Saias e vestidos se abrem logo abaixo da cintura, valorizando a forma feminina. É uma tendência ousada que exige equilíbrio: combine a peça volumosa com um top mais ajustado. Para as gestantes, o volume pode ser um aliado para um visual confortável e elegante.

Celine / Foto: Divulgação

Maxibrincos Os acessórios assumem protagonismo e os maxibrincos se destacam. Com proporções esculturais, funcionam como moldura para o rosto, dispensando colares. A tendência varia do delicado ao exuberante e do boho com miçangas coloridas a propostas mais urbanas. Na beleza, prenda o cabelo em coque baixo ou rabo de cavalo para destacar a peça.

Feminilidade

Chloé / Foto: Divulgação

O babydoll dress é o novo símbolo de feminilidade da temporada. Curto, com cintura alta e saia rodada, ele mistura delicadeza e ousadia. É uma peça versátil que pode ser usada com tênis para um look casual ou salto para eventos. Na maternidade, o corte império é um grande aliado, oferecendo conforto e valorizando a silhueta. Invista em versões florais ou em tecidos leves para o calor.

Azul Klein

Flores As flores retornam às tendências de verão com um espírito renovado. Longe do clichê, surgem em estampas com toque pop ou aplicações esculturais. A tendência injeta cor e energia no guarda-roupa e vale usá-las em vestidos fluidos ou em detalhes de acessórios. É uma forma de celebrar a natureza e a leveza do verão no dia a dia.

Lanvin / Foto: Divulgação

Acessório urbano

Intenso, elétrico e impossível de ignorar, o Azul Klein é a cor que promete dominar o Verão 2026. Marcas apostam no tom em peças estruturadas ou com tecidos fluidos. Na beleza, vale ousar: delineado gráfico azul ou sombra vibrante. Para um visual mais discreto, escolha acessórios como bolsa ou sapatos no tom.

O lenço na cabeça, antes ligado a referências pin-up ou comportadas, ganha novas leituras com apelo gráfico e atitude urbana. Em seda, couro ou nylon, envolve o rosto como parte do look. É versátil, protege o cabelo do sol e do vento e se torna um item essencial do verão. Use-o em propostas minimalistas ou com espírito street mais marcado. Um toque de estilo que eleva qualquer produção.

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Calvin Klein / Foto: Divulgação


cultura

sua capacidade pictórica de reproduzir a vida Aquarela Com cotidiana e eternizar o tempo, Amaury Menezes se testemunha ocular da construção de Goiânia e cotidiana sobre tornou propulsor da arte goiana. Aos 95 anos, o artista recebeu a Zelo em casa para uma retrospectiva sobre a sua um Goiás de cores carreira por meio das telas Lucas Pereira

Fotos: João Carlos


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oi com o olhar atento a todos os detalhes enquanto a equipe preparava o espaço para fotografá-lo que o pintor e desenhista Amaury Menezes recebeu a Zelo na sua casa, em uma ruazinha perpendicular à Igreja do Rosário, no Centro Histórico da Cidade de Goiás, para uma conversa sobre a sua trajetória. Aos 95 anos e com mais de seis décadas de dedicação à arte, ele se consagrou como um dos mais célebres cronistas visuais goianos pela sua sensibilidade capaz de retratar a cidade como personagem viva, com suas ruas, feiras, trabalhadores, crianças e cenas de um cotidiano urbano e ao mesmo tempo bucólico, traduzindo em aquarelas e telas uma memória afetiva que reconta boa parte da história não só da capital do Estado, mas da formação e ascensão do movimento artístico local. Nascido em Luziânia em 1930, José Amaury de Menezes é um dos nomes mais importantes da história das artes plásticas em Goiás. Filho de um fiscal do Ministério da Fazenda, viveu parte da infância na Cidade de Goiás e, com a transferência da capital para Goiânia, mudouse com a família, em 1936, tornando-se um dos pioneiros a testemunhar o crescimento

da capital e a consolidação de sua identidade cultural. Tornou-se referência sobre a produção artística goiana, além de membro da cadeira nº 25 do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás (IHGG) e da cadeira nº 13 da Academia de Letras e Artes do Planalto (Alap). Mas tudo começou quando ele ainda era um menino que gostava de brincadeiras de rua e de correr pelo quintal. “Em 1937, nós morávamos em Campinas enquanto ocorria a construção da nossa casa, na Avenida Araguaia, no Centro. Um dia meu pai chegou da rua com uma caixa cheia de pedrinhas, os seixos rolados que eram usados para fazer concreto na época, para a minha irmã brincar. Eu peguei aquelas pedras, fui enfileirando pelo assoalho e desenhei um automóvel. Quando a minha irmã viu, ela quis desmanchar. Mas o meu pai não deixou e perguntou o que era. Eu expliquei o desenho, onde estavam todas as partes do carro. No dia seguinte, ele levou para mim um bloco de papel e uma caixa de lápis de seis cores. Ele não disse nada, nem eu, mas eu senti que ele estava confiando no meu talento”, relembra. “E a partir daí, eu quis ser artista. E estou tentando até hoje, né?”, brinca.

De aluno a professor Sua formação artística teve início na Escola Goiana de Belas Artes, na época, Universidade Católica de Goiás (UCG), sob a orientação de mestres como Frei Nazareno Confaloni, D.J. Oliveira, Gustav Ritter e Luiz Curado. Um fato curioso é que, enquanto ainda era aluno, Menezes foi convidado a lecionar na instituição. “Eu estava no segundo ano, quando um grupo de professores deixou a escola. E, com isso, foram abertas vagas. Então, fui convidado pelo D.J. Oliveira, que era um artista da cidade já muito conhecido, o Frei Confaloni e o professor Luiz Curado. Eles acreditaram no meu talento e me convidaram a deixar de ser aluno para me tornar professor. Eu devo muito a eles pelo incentivo e o apoio que sempre me deram”, afirma. Um pouco antes disso, enquanto era somente aluno, Amaury já havia recebido uma validação muito significativa. “O Frei Confaloni estava pintando os afrescos aqui da Igreja do Rosário, na Cidade de Goiás. E ele precisava de um auxiliar para ajudá-lo, então me chamou. Eu contribuí na condição de operário de arte, lavando pincel, ajudando a montar andaime, essas coisas. Mas eu me senti muito orgulhoso

O artista revisita memórias que moldaram a identidade cultural goiana em aquarelas e pinturas a óleo que retratam ruas, feiras, trabalhadores e paisagens marcadas pelo tempo

São Francisco do Sul (SC), 2000, Óleo sobre tela

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Casario, 1999, Óleo sobre tela

Igreja da Boa Morte, Cidade de Goiás, 2022, Acrílica sobre tela

Sem título, 1992, Óleo sobre tela

Flores, s/d, Óleo sobre tela

por ser convidado para participar desse trabalho, porque tinha outros alunos talvez até mais talentosos que eu e, no entanto, ele pensou em mim para a tarefa”, conta. Amaury, então, se tornou professor de Desenho e Plástica na Escola de Belas Artes, a partir de 1961, e foi um dos fundadores e o primeiro diretor do Departamento de Artes e Arquitetura da Universidade Católica de Goiás, em 1968. Lecionou até 1986, quando foi homenageado pela UCG e pelo Ministério da Educação com o título de “Notório Saber”. O retrato e a paisagem Ele comenta que se inspirou em artistas como Van Gogh e Renoir, cujas criações sempre o encantaram. “O retrato foi uma técnica que eu pratiquei muito na juventude, porque eu queria agradar as meninas e minhas amigas

da época, então pintava retratos delas. Era uma prática que sempre me chamou muita atenção, que me agradava. E, com isso, eu quase me tornei um retratista”, comenta. Futuramente, o artista viria a produzir vários retratos de personalidades goianas, entre escritores, magistrados e políticos, que se tornariam amplamente conhecidos. Mas a verdadeira paixão de Amaury era outra. “Eu sempre gostei de pintar paisagem, geralmente paisagem urbana, porque eu sou um ser urbano. E poucas vezes eu pintei paisagem rural. Quando eu ia ao Rio Araguaia, eu sempre me inspirava pelas águas. Mas meu tema predileto sempre foi a cidade. Sempre enxerguei o lado romântico e poético da vida urbana. Tanto que os meus amigos diziam que eu deveria ser mais agressivo para agradar a crítica. Mas nunca acreditei em crítica de arte, sempre achei que a crítica

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importante é a feita pelo público ou pelo tempo. Eu sempre disse que se eu souber que uma pessoa teve um momento de paz ao observar um trabalho meu, acho que valeu a pena a pintura”, conta. O artista revela que iniciou o seu trabalho pintando aquarela porque achava que seria uma técnica mais fácil, afinal, “dependia apenas de um copo d'água, um pincel, um estojo de aquarela e uma folha de papel”. “Mas eu percebi depois que aquarela é a técnica mais difícil de pintura, porque não existe a tinta branca. A branca é a água, e se você coloca mais água no vermelho, sai rosa, e assim por diante. Então, foi um processo para eu dominar a aquarela. Tanto que, quando eu pinto a óleo, também uso a técnica da aquarela no óleo para conseguir uma tinta mais ou menos encorpada”, diz. O esforço rendeu-lhe o Prix Lucien Martial, concedido pela Société Internationale des Beaux-Arts, na França, em 1991.


Foto: João Carlos

“Se eu souber que alguém teve um instante de paz diante de um trabalho meu, já valeu a pena” (Amaury Menezes)

Amaury Menezes, na casa em que vive na Cidade de Goiás, o mesmo endereço de onde observa, há décadas, a cidade que inspira suas aquarelas e telas

Retrospectivas Em 1959, na sua primeira exposição, uma mostra coletiva realizada no Teatro Emergência, localizado onde é atualmente o edifício do Jóquei Clube de Goiás, Amaury vendeu duas aquarelas. Em 1966, participou da mostra “10 Artistas de Goiás”, no Museu de Arte de São Paulo (Masp), responsável por projetar seu nome nacionalmente e, com ele, a produção artística goiana. “Eu fiz exposições no Brasil inteiro, e algumas no exterior, mas um momento muito importante para mim foi essa mostra que participei com mais nove artistas amigos”, relembra. Autor dos livros Da Caverna ao Museu – Dicionário das Artes Plásticas em Goiás; Confesso que Chorei, e DJ Oliveira – Operário da Arte, seus trabalhos estamparam as capas de 136 obras lançadas pela Prefeitura de Goiânia no projeto “Goiânia em Prosa e Verso”, em 2010. Em 2023, sua

trajetória foi revisitada na exposição “Amaury Menezes de A a Z”, no Museu Frei Confaloni, na Antiga Estação Ferroviária, e em 2024 teve um documentário biográfico, dirigido por Weber Santana. “Cada exposição é uma novidade, é um frio na barriga. E é muito especial ver o trabalho desde o meu início de carreira com essas retrospectivas”, diz. Mais recentemente, neste ano, ele ganhou uma exposição em sua homenagem no Museu de Arte de Goiânia (MAG), reunindo 84 obras, parte do acervo da instituição e parte de coleções particulares que contribuíram para a realização da mostra. “A minha idade e os meus cabelos brancos me autorizam a dar conselhos. E o que eu diria para os novos artistas é que sejam bons observadores, para observarem bem a natureza e o seu contorno. Tanto faz se na música, na literatura, na pintura, nas artes plásticas, de qualquer

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maneira, o bom observador é aquele que sabe refletir o tempo. Então, só para dar um exemplo: Vivaldi, quando compôs As Quatro Estações, era uma melodia sem letras. No entanto, ele captou e percebeu cada momento daquela primavera, do verão, do outono e do inverno. Reza a lenda que Beethoven compôs a Sonata ao Luar para que uma moça cega de nascença soubesse como era uma noite de lua cheia, baseando-se na sua observação. Então, um bom observador é capaz de perceber o mundo e de refleti-lo na sua linguagem”, arremata.*


Foto: João Carlos

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Guardiões da arte e do tempo Zelo reuniu um time de especialistas e colecionadores para entender como a formação de acervos sustenta a memória cultural e projeta Goiás no mercado nacional Lucas Pereira

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ernando Pessoa escreveu que “a arte é um esquivar-se a agir, ou a viver [...], é a expressão intelectual da emoção”. E existe uma prática histórica que se dedica não só a reunir arte, mas a recuperar o passado pela compreensão do tempo, ampliar conhecimento, refletir sobre a humanidade e, ao mesmo tempo, fomentar um mercado comprometido com a preservação da memória cultural e com o debate curatorial e institucional: o colecionismo de arte. Nei Vargas, pesquisador especializado em coleções privadas, se dedica a pesquisar o sistema da arte, especialmente as dinâmicas que promovem seu desenvolvimento no Brasil, desde a década de 1980. Ele utilizou uma metodologia qualiquantitativa para levantar indicadores de análise sobre o tema. Para Vargas, o colecionis-


Nei Vargas dedica-se há décadas a entender como o colecionismo reorganiza percepções sobre arte e sociedade. Em sua pesquisa, ele observa que “uma classe média que sabe manejar seus recursos para organizar coleções de arte” tem ampliado o alcance desse universo no Brasil

mo é uma prática cultural longeva que remonta à formação cognitiva da humanidade. “É difícil apontar a inserção do colecionismo no Brasil. Temos poucas pesquisas. Ele aparece como prática no século XIX, sendo associado à elite econômica. No contexto atual, no entanto, pode-se afirmar com rigor de dados científicos que a prática se insere em maior número nas classes econômicas menos privilegiadas. Entrevistei professores universitários, profissionais liberais e funcionários públicos, por exemplo. Uma classe média que sabe manejar seus recursos para organizar coleções de arte. Eu entendo que os principais fatores estão ligados à construção de um gosto pela arte que engloba desde o acesso às expressões culturais, a influência da família e das instituições de ensino, até as opor-

tunidades que encaminham à frequência em ambientes do sistema da arte”, afirma. Resgate histórico A colecionadora Cida Teixeira e o marido, Gustavo Teixeira, viveram por um tempo em Cambridge, na Inglaterra, e foi nesse período que a arte se manifestou mais forte para eles. “Nós sempre gostamos de arte, mas não tínhamos interesse exatamente. E, vivendo lá, pudemos perceber a relação das pessoas, desde crianças, com as manifestações artísticas, como apresentações de Shakespeare nos parques. Aquilo nos tocou profundamente. Quando voltamos para Goiânia, meu marido sugeriu que montássemos uma coleção e eu concordei. Foi então que eu comecei a pesquisar mais 33 ZELO

sobre esse universo, principalmente sobre os modernistas goianos, como Frei Confaloni, D.J. Oliveira e Octo Marques, e fiquei fascinada. A partir daí, iniciei a procura por obras e passamos a conviver com pessoas do meio. E, assim, fomos comprando. Algumas pessoas diziam que não gostariam de se desfazer das obras, mas ficavam aliviadas por saber que elas iriam para uma coleção”, diz. Cida brinca que o casal trata suas quase 200 obras como filhas. Além do apartamento em Goiânia e outros imóveis em São Paulo e Lisboa, onde estão algumas obras, eles as armazenam em um espaço da família que foi reformado para melhor recebê-las. “Nunca pensamos em montar uma galeria, pois nunca tivemos interesse em comercialização. Desde o início, nosso intuito foi


Fotos: Johnathan Mateus

Para Cida, reunir obras tornou-se um exercício de preservação simbólica e de aproximação entre público e criação artística

o de reunir público, trazer crianças para visitas guiadas, por exemplo. Mas já estamos achando pequeno; planejamos encontrar um novo local para organizar essas visitações”, revela. Segundo Cida, entre os artistas que mais aparecem na coleção estão Frei Confaloni, Pitágoras e Siron Franco. “Eu já conhecia o Confaloni, mas não sabia da sua dimensão. Quando compramos o primeiro quadro dele, eu me apaixonei. Com meus estudos, me dei conta de que Goiás foi um celeiro cultural importante para todo o País na década de 1960. Mas notei que esse movimento estacionou e comecei a questionar isso. Então, surgiu o meu interesse de resgatar esses artistas goianos, como Ana Maria Pacheco e Cleber Gouvêa também. Devemos um grande agradecimento ao belíssimo trabalho desses artistas e precisamos incentivar os jovens a saber quem eles foram, a sua importância para o nosso Estado”, afirma. Cenário goiano Nei Vargas comenta que o mercado de arte em países em desenvolvimento se constrói em uma conjuntura doméstica, com zonas

Cida Teixeira organiza parte de seu acervo em um espaço especialmente reformado pela família, pensado para abrigar as obras com cuidado e favorecer futuras visitas guiadas

internas que avançam com mais força. “No Brasil, temos a liderança de São Paulo, que também ocupa a mesma posição na América Latina, seguida do Rio de Janeiro. Analisando o Centro-Oeste, Goiás e Brasília estão numericamente em vantagem se comparados a Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde não há um mercado de arte mais formal. Fato notório é o impulso que a Feira de Arte de Goiás, a Fargo, imprimiu no setor nos últimos anos. Eu participo desde 2020, e é perceptível o aumento de fluxo de um público cada vez mais diversificado e interessado em adquirir obras para diferentes funções. A Fargo está inserida no crescimento das feiras nos últimos 50 anos, destacando-se como uma das maiores fora do eixo Rio-São Paulo. Ela desempenha um papel fundamental na construção da noção de arte, pois fomenta o aumento de artistas jovens, de galerias interessadas em participar, do fluxo de público e dos eventos paralelos”, contextualiza o pesquisador. Diretora da Fargo e da Casa Arte Plena, galeria goiana com 17 anos de trajetória, ao lado do artista e curador Sandro Tôrres e da 34 ZELO

arquiteta, especialista em expografia e direção de arte, Anna Carolina Cruz, Wanessa Cruz afirma que o Brasil tem voltado sua atenção para as artes visuais de Goiás. “A existência da Fargo, a chegada da Cerrado Galeria, o Salão Nacional, o Salão Anapolino, que promove o encontro com artistas de todos os Estados e já soma mais de 30 edições, o Sertão Negro, ateliê e escola de artes do artista Dalton Paula, por exemplo, têm propiciado o crescimento de Goiás em nível nacional. As agendas pulsantes da Vila Cultural Cora Coralina, do Centro Cultural Octo Marques, do Museu de Anápolis, do Sesc Goiás, e do Hotel Vila Boa, na Cidade de Goiás, também têm impulsionado o cenário local”, explica. Criada em 2017, a Fargo é o evento que mais movimenta o mercado de arte goiano. Na edição 2025, a feira teve recorde de visitação e engajamento nas redes sociais, além de ter movimentado cerca de R$ 5 milhões em vendas de obras. “Nós trazemos colecionadores do Brasil inteiro, que acabam convivendo com o público daqui e fazendo grupos não só de colecionadores, mas de pessoas interessadas em aprender mais. É importante dizer que existem muitos jovens cole-


Fotos: João Carlos

“Quando se é estimulado desde cedo a admirar a arte e o belo, a sonhar e ter criatividade, é inevitável caminhar nessa direção”, afirma Quinan

cionadores goianos, na faixa de 30 a 40 anos, que já enxergam a arte não só como deleite, mas também como possível investimento, e querem agregá-la em suas vidas”, diz Wanessa. Nesse contexto, de acordo com a pesquisa “Survey of Global Collecting 2025”, realizada pelo UBS (banco suíço) em parceria com a Art Basel, o Brasil já soma 23% dos novos colecionadores de arte do mundo. Efervescência cultural A psicóloga Mônica Quinan cresceu cercada pela influência da arte. “Minha mãe cantava, tocava instrumentos, pintava e esculpia. Meu avô gostava de escrever e meu pai era um leitor voraz. Nas férias, quando ia para a casa da minha avó, no Rio de Janeiro, ela gostava de nos levar em galerias, antiquários e teatros. Quando se é estimulado desde cedo a admirar a arte e o belo, a sonhar e ter criatividade, é inevitável caminhar nessa direção”, conjectura. Ela conta que, à época dos seus 18 anos, Goiânia respirava arte, foi o período do despontar de vários artistas goianos no cenário nacional. “Éramos incentivados por professores, como a querida Sáida Cunha, e grandes galeristas,

como Marina Potrich, Célia Câmara, Vanda Pinheiro e Simone Lobo”, relembra. Mônica iniciou a sua coleção nos anos 1990, sob curadoria de Marina Potrich, que a introduziu não só a grandes obras, como também a galeristas e artistas de âmbito nacional, como Rubem Valentim, Iberê Camargo, Tunga, Siron Franco, João Câmara, Antônio Henrique do Amaral, Amilcar de Castro, Tarsila do Amaral, Antônio Poteiro, Daniel Senise, Bruno Jorge, entre outros. “Eu me apaixonei não só pelas obras, como pela história e o olhar por trás de cada uma. Nessa época, João Câmara e Siron passaram a ocupar lugar de destaque para mim, assim como Poteiro, que me alegra os olhos. No hall de casa, tenho uma caixa de espelhos que abriga uma mandala com folhas de ouro interessantíssima do Marcos Coelho Benjamim, e uma instalação do Luiz Hermano, ladeada pela porta do Zanini Caldas, que recepcionam os amigos. Tenho ainda alguns Brunos Jorge, Pietrinas Checcacci e Sonias Ebling”, elenca. Mônica conta que, ao viajar, sempre visita museus, galerias e locais que lhe permitam descobrir artistas e tendências. “Neste ano, 35 ZELO

Em suas viagens, a psicóloga Mônica Quinan encontra referências que renovam o interesse pela descoberta de novos autores

meu amigo Igor Lobo trouxe uma lufada de ar novo ao reunir um grupo de colecionadores para trocarmos informações e experiências sobre obras e mostras. Em um jantar em sua casa, tivemos o prazer de ouvir Nei Vargas discorrer sobre como o mercado das artes ocupa importante lugar também no mercado financeiro. Essas trocas têm reacendido e movimentado o cenário das artes em Goiás com novo entusiasmo”, diz. Valorização da arte O empresário e arquiteto Victor Tomé relata que a arte sempre esteve no seu convívio familiar. “Siron Franco e Antônio Poteiro sempre foram assuntos em casa. Minha mãe tinha quadros de nomes como Cleber Gouvêa e Amaury Menezes, e meu avô foi amigo do Frei Confaloni. Então, eu cresci com essas referências. Na faculdade, conheci o trabalho do Marcelo Solá e fiquei muito impressionado. Foi nesse período que eu adquiri minhas primeiras obras. Comecei com arte goiana, com Poteiro, Siron, Solá, Evandro Soares, Pitágoras. Depois, fui expandindo meu olhar e comecei a nacionalizar a coleção, com nomes como


Emanoel Araújo, Beatriz Milhazes, Zéh Palito. Eu acho válida essa relação dinâmica com as obras. Hoje, minha coleção também é fruto do olhar conjunto com a minha esposa, Maria Júlia. Atualmente, nós estamos muito admirados com o trabalho do Dalton Paula, por exemplo”, destaca. Após se formar, Victor viveu por dois meses em Paris, onde fez um curso de Museologia no Louvre, o que expandiu ainda mais o seu olhar e o seu entendimento sobre esse universo. “Seguindo a carreira de arquiteto, eu sempre me mantive atento à influência da estética artística e interessado em buscar mais conhecimento sobre o meio. Em Paris mesmo, eu já visitei mais de 20 museus. Nos últimos dez anos, eu tenho ido a todas as feiras de arte que consigo, no Brasil e fora. No ano passado, estive na Art Basel Miami; este ano, eu acabei de ir à Art Basel Paris. Frequento anualmente a SP-Art, além de feiras paralelas, muito para conversar com galeristas e artistas. Essa troca de ideias é muito importante para entender os aspectos do mercado”, afirma. O empresário revela que também leva em consideração o aspecto financeiro relacionado à sua coleção, principalmente a longo prazo. “Por mais que o apelo estético e o gosto sejam fatores que não podem ser desconsiderados, a valorização de obras e artistas também é uma realidade. Eu acompanho estudos de grandes bancos e instituições que analisam o mercado de

acordo com o contexto e as variáveis econômicas relevantes, por exemplo. Acho importante entender que existe um mercado financeiro por trás de tudo e compreender que a arte também pode representar um investimento rentável”, diz. Casa-galeria O empresário Fernando Bueno é colecionador há mais de 35 anos e construiu a sua casa, no Lago Sul, em Brasília, para abrigar a sua coleção. Hoje, ele vive em uma espécie de casa-galeria. “Eu comecei a comprar arte porque gostava das obras. Resolvi focar em arte contemporânea brasileira, sempre tentando aprender mais sobre o assunto e conhecer o máximo de artistas e ateliês durante minhas viagens a trabalho. Queria que a coleção tivesse representantes do Brasil todo”, explica. Sobre a sua casa de colecionador, Bueno conta que planejou um espaço amplo, principalmente com muitas paredes para pendurar obras, e uma entrada independente. “Com o tempo, eu fui fazendo reformas para ampliação e construí novos espaços. Sempre focado na coleção. Tenho de tudo: pinturas, desenhos, fotos, esculturas em madeira, metal e cerâmica, obras têxteis, arte popular, naif, xilogravura, litografia”, enumera. Fernando também é frequentador assíduo de feiras de arte, galerias, museus, fundações, ateliês nacionais e, esporadicamente, vai a feiras e bienais no exterior. “Como meu foco é a arte Foto: Fernando Bueno

Foto: César Rebouças

Fernando Bueno transformou a própria casa em um espaço de experimentação visual, onde obras convivem com a rotina cotidiana 36 ZELO

nacional, eu gosto de frequentar feiras além da SP-Art e ArtRio. Gosto de ir à Fargo, Art. PE, Bienal das Amazônias, Bienal dos Sertões, Fenearte, a Bienal do Mercosul e a de São Paulo. Minha coleção é afetiva, leva em conta o meu olhar e os meus critérios, então só compro obras de artistas de que gosto. Muitas vezes aposto em iniciantes e os acompanho por anos. É muito bom vê-los entrarem no mercado e serem reconhecidos pelo público. Felizmente, eu conheço praticamente todos os artistas que fazem parte da coleção. E vários se tornaram amigos queridos”, revela. Afeto, risco e generosidade com a arte Há mais de cinco décadas, Sebastião Aires de Abreu vive cercado por quadros, esculturas e artistas. Colecionador apaixonado, ele ajudou a impulsionar nomes importantes, emprestou obras para exposições em todo o Brasil e transformou seu acervo em ponte entre ateliês, galerias, museus e o grande público. “A arte é algo com que eu convivo. Ela faz perguntas, inquieta, provoca. Eu frequento galerias em Goiânia, vou a museus, a exposições sempre que posso. Gosto muito de visitar ateliês, de estar com os artistas, ver as coisas surgindo. Também vejo coleções em museus e em casas de amigos colecionadores. É um modo de estar no mundo: circulando, vendo, conversando, convivendo com as obras e com quem as faz”, diz.


Fotos: João Carlos

A coleção de Tião é resultado de visitas a ateliês, conversas com artistas e uma dedicação contínua ao assunto

Tião, como é chamado pelos amigos, conta que a sua coleção é marcada principalmente por artistas goianos e mineiros. “Hoje, eu tenho buscado os jovens artistas, justamente para ajudar e acompanhar o começo dessas trajetórias. Não é um critério fechado, é uma curiosidade permanente. Em vez de eu partir de regras rígidas, eu parto do desejo de entender aquela obra, aquele artista, aquele momento. A coleção é quase um registro desse processo de aprendizado: ela mostra como o meu olhar foi se apurando ao longo do tempo”, conjectura. O seu acervo já participou de diversas exposições, como a Bienal de Curitiba, cujo tema eram os Brics, em 2019. A abertura contou com obras de Farnese de Andrade, a partir da coleção de Tião, e foi vista por cerca de 1,7 milhão de pessoas. “Se não existissem os colecionadores, muita coisa simplesmente não existiria da forma como a gente conhece hoje. Os artistas e as galerias dependeriam de outra estrutura que talvez nem estivesse formada. O colecionador faz uma ponte: ele arrisca, aposta, compra quando ainda não há consenso, acompanha o trabalho por décadas. A partir daí, as obras circulam: vão para museus, exposições, passam por galerias, chegam a outras coleções. As artes

Para Sebastião Abreu, colecionar é abrir caminhos: seu acervo já integrou diversas exposições e alcançou milhares de pessoas

plásticas dependem muito desses amantes que não guardam tudo só para si. É preciso que o colecionador seja generoso. E, sim, um pouco exibicionista também”, brinca. Ele se diverte, mas diz que esse foi um aprendizado que chegou com o tempo. “No começo, eu comprava para mim, para minha casa. Depois, percebi que quando você empresta uma coleção para uma Bienal, por exemplo, e um milhão e setecentas mil pessoas veem aquelas obras, é quase egoísmo deixar tudo escondido. A coleção ganha sentido quando vai para o mundo”, detalha. Vetores do colecionismo Nei Vargas define o procedimento colecionista em três vetores: aquisição, gerenciamento e institucionalização. O primeiro compreende desde o acesso às expressões culturais até a aquisição de obras no mercado; o segundo diz respeito aos cuidados necessários, como o espaço de armazenamento e a documentação fiscal. E, por fim, a ampliação do acesso às coleções. O pesquisador comenta que Goiânia já possui colecionadores que organizam suas coleções em espaços específicos e eventualmente abertos a convidados, o que ele considera uma etapa embrionária para um futuro processo de institucionalização.

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“A minha pesquisa de doutorado levantou o interesse de 10% dos 201 entrevistados em institucionalizar suas coleções. No Brasil, há duas possibilidades: o modelo associativo, com ou sem fins lucrativos, ou fundacional. Uma associação é a reunião de um grupo de pessoas que emprestam seus CPFs para formar um CNPJ. Considero esse modelo muito frágil pela facilidade de encerramento das atividades, uma vez que fica suscetível a qualquer mudança de rumo. Já a criação de uma fundação está atrelada a um patrimônio. Este modelo é auditado anualmente pelo Ministério Público, exige a formação de conselhos fiscais e consultivos para funcionar e tem caráter perene. Uma característica muito importante em todas é o desenvolvimento que elas promovem nas suas regiões, ativando setores da economia, como rede hoteleira, lojas, restaurantes e outros tipos de negócios ligados à instituição”, explica o pesquisador. O especialista enfatiza que montar uma coleção é um ato de fé em si e no futuro, de crença na humanidade e de respeito ao patrimônio cultural. “Quando me perguntam, eu sempre digo que o melhor investimento é o que a pessoa faz em si mesma ao adquirir uma obra de arte”, arremata. *


O goiano Adhonay Soares, formado no Basileu França e vencedor do Prix de Lausanne aos 15 anos, é hoje o primeiro bailarino do The Stuttgart Ballet, na Alemanha 38 ZELO


Foto: Ramon Novitzky

dança

Talento em movimento Balé da Escola Basileu França ultrapassa fronteiras, conquista prêmios internacionais e faz brilhar pelo mundo nomes formados nos palcos goianos Júnior Bueno

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ntre giros e saltos, os bailarinos da Escola do Futuro em Artes Basileu França estão transformando o chão goianiense em passarela para os palcos mais prestigiados do mundo, provando que o talento, aliado à disciplina, não conhece fronteiras. Nos últimos anos, a escola pública consolidou-se como referência nacional na formação de bailarinos clássicos e contemporâneos, conquistando títulos em competições internacionais de renome, como o Youth America Grand Prix (YAGP), em Nova York; o Prix de Lausanne, na Suíça, e o Festival de Dança de Joinville. Integrante do Programa Escolas do Futuro de Goiás, o Basileu França oferece cursos de dança, música, teatro, artes visuais e audiovisuais. Atualmente, cerca de 500 estudantes compõem o corpo discente de dança, em turmas que se iniciam a partir dos cinco anos de idade. Das 55 turmas ativas, 48 são dedicadas ao balé clássico, dentro dos cursos de Formação Inicial e Continuada (FICs). Desde 2007, quando a escola passou a estruturar o ensino formal da dança, aproximadamente 20 mil alunos já passaram pelos seus palcos e salas de ensaio, um número que revela o impacto cultural e social da instituição na formação artística goiana. Nos últimos três anos, o instituto acumula 67 prêmios em competições internacionais. Em 2024, João Pedro Silva e Yasmim Sabag garantiram dois segundos lugares no YAGP, enquanto Marcus Rufino e Martina Sánchez conquistaram o terceiro lugar no Junior Classical Pas de Deux. Martina e Yasmim ainda figuram entre as 12 melhores em suas categorias solo. Em 2025, o balé da escola foi tetracampeão do Festival de Dança de Joinville (SC), reconhecido como o maior do gênero no mundo, onde também se destacaram nomes individuais como Antônia Manrique, Nicolas Librais e Arthur Emanoel. Neste ano, Marcus e Martina chegaram ao 1º lugar no balé contemporâneo: “Por um instante, não acreditei no que havia acontecido, mas logo percebi que todo esforço, meu e de quem me apoiou, havia valido a pena”, lembra Marcus, de 17 anos. A jovem Martina, de 16, completa: “Foi um sentimento de felicidade, como se todo o esforço, as horas de ensaio e até mesmo as lágrimas tivessem valido a pena naquele segundo”, diz. 39 ZELO


Foto: Isaque Cordeiro

A coordenadora do curso de dança da escola, Simone Malta, acredita que os prêmios são consequência de um trabalho, não um objetivo em si: “Nosso foco sempre foi a formação profissional, não os prêmios. Vencer é maravilhoso, mas cada conquista é resultado de muito esforço, dedicação e da crença de que a arte pode ser um caminho de transformação social”, afirma. Para ela, o mais importante é garantir excelência técnica sem abdicar do acesso. Assim, os prêmios internacionais ressaltam que a escola formou artistas plenos, conscientes do corpo, da cultura e da responsabilidade intrínseca à arte. Outro indicador que atesta a qualidade da formação do Basileu França é a quantidade de ex-alunos que estão brilhando em companhias internacionais. Ana Luísa Negrão começou a dançar aos cinco anos, conquistou uma bolsa integral na Royal Ballet School após se destacar no Prix de Lausanne. Vitor Vaz deixou Ribeirão Preto (SP) para estudar balé em Goiânia e hoje integra o Balé Nacional da Estônia.

“Preparamos nossos alunos para o mundo, mas sem que percam suas raízes” (Simone Malta)

Para muitos jovens, ir dançar fora do País é um grande salto, às vezes uma mudança total de realidade. Simone conta que existe um cuidado com quem vai pra fora: “Preparamos nossos alunos para o mundo, mas sem que percam suas raízes”, diz Simone, emocionada. Ela conta que a escola acompanha cada trajetória com afeto e orgulho: “Celebramos cada conquista e convidamos nossos ex-alunos a voltar, a contar suas histórias, para que os novos saibam até onde a arte pode levar.” Essa transformação é visível nos relatos dos próprios alunos. Marcus ingressou no Hamburg Ballet School em 2025 e sonha em integrar uma companhia europeia: “Quero continuar me aperfeiçoando, mostrar minha arte e representar o Basileu no mundo. Saber que sou apoiado pela escola me impulsiona a persistir.” Martina complementa: “Eu sonho muito em dançar em companhias fora do Brasil e trabalhar com coreógrafos diferentes. Mas, ao mesmo tempo, quero continuar representando meu País.”

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Simone Malta, coordenadora do curso de dança do Basileu França, destaca que o foco da escola está na formação sólida dos bailarinos, com técnica, acesso e desenvolvimento artístico integrados. Na foto, Carolyne Galvão, ex-aluna da instituição, que hoje está no corpo de balé English National Ballet

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Quem alçou voo dos palcos locais para brilhar lá fora foi o jovem Adhonay Soares. O ex-aluno venceu o Prix de Lausanne aos 15 anos e atualmente é o primeiro bailarino do The Stuttgart Ballet, na Alemanha. “Eu comecei a dançar em outra escola, Gustav Ritter”, recorda ele, “mas o Basileu foi um ponto crucial na minha formação, foi onde aprendi a me preparar de forma completa para uma carreira internacional.” Hoje, depois de mais de dez anos fora do País, ele conta dos desafios que enfrentou ao emigrar: “Tudo era novo, a língua, a cultura, a forma de trabalhar. Como brasileiro e goiano, tive que aprender a me adaptar e, ao mesmo tempo, manter viva a minha identidade como artista.” Adhonay carrega não apenas a técnica apurada que o levou ao topo, mas também a identidade que moldou em Goiás: o idioma, os amigos e a comida. O bailarino ressalta a importância de devolver o que aprendeu.

“Tenho muita vontade de voltar para dar aulas e me apresentar”, diz. “Sinto que tenho experiência e dicas valiosas para compartilhar com quem está começando.” Para ele, o verdadeiro reconhecimento vem quando o talento retorna às suas origens, não como nostalgia, mas como continuidade. Mesmo com projeção internacional, a escola mantém vínculo com seus ex-alunos. “Acompanhar suas trajetórias, celebrar conquistas e vê-los retornando para compartilhar experiências com os novos alunos é extremamente gratificante”, diz Simone Malta. Essa continuidade é o que transforma a escola em referência global. Mas por trás de cada conquista também há resistência. Atualmente, o maior desafio da dança no Brasil ainda é estrutural: falta de incentivo e preconceito em relação à arte como profissão dificultam a valorização dos artistas e a criação de políticas públicas voltadas

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Fotos: Isaque Cordeiro

O bailarino Marcus Rufino ingressou no Hamburg Ballet School em 2025 e projeta carreira internacional

Arthur Emanoel integrou o grupo tetracampeão do Basileu França no Festival de Joinville em 2025 e foi um dos talentos individuais destacados na edição

à empregabilidade no setor. Para Simone, o Basileu França não deve ser um exemplo isolado: “Precisamos de mais iniciativas que enxerguem a dança não apenas como expressão artística, mas como uma profissão legítima, que merece respeito, estrutura e continuidade.” Para a professora, o êxodo de bailarinos formados na escola revela tanto o sucesso da formação quanto a ausência de oportunidades

no Estado depois que a escola cumpre seu papel: “Formamos artistas altamente capacitados, mas muitos acabam deixando o País por falta de espaço aqui. Na música, temos duas orquestras profissionais que acolhem alunos do Basileu; na dança, ainda não há uma companhia que cumpra esse papel”, diz ela. Mesmo diante dos desafios, o Basileu França mostra que é possível oferecer ensino público

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Martina Sánchez projeta atuar em companhias fora do Brasil e já desponta como um dos nomes promissores do Basileu França

com padrão internacional. Isso, porém, exige esforço contínuo, desde a superação de limitações orçamentárias até a construção de parcerias e o fortalecimento da comunidade escolar. Cada conquista, segundo Simone, é coletiva e reforça a arte como política pública transformadora. “A dança educa, projeta e democratiza oportunidades. Quando acessível, ela deixa de ser privilégio e se torna futuro”, resume. *


direção

A arte de liderar com propósito Presidente do Conselho do Bougainville, Amanda Pinheiro Abrão fala sobre sua trajetória, sua gestão baseada em relações humanas e o novo posicionamento do shopping, que passa a valorizar cultura, arte e projetos autorais enquanto avança em modernização e expansão Thiago Queiroz

Foto: João Carlos 44 ZELO


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residente do Conselho dos Empreendedores do Shopping Bougainville, Amanda Pinheiro Abrão é hoje o principal nome à frente do empreendimento, conduzindo uma gestão que combina escuta ativa, proximidade com lojistas e um plano sólido de modernização. Formada em Direito e pós-graduada em Gestão Empresarial, ela fala à Zelo sobre a visão que imprime ao shopping, destacando desde sua trajetória pessoal até as transformações recentes na administração, no posicionamento e na reestruturação societária do mall. Com foco em cultura, arte e lojas autorais, Amanda lidera um movimento que busca valorizar o público goiano e atualizar a identidade do Bougainville, além de executar um plano de modernização. Neta de Edmo Pinheiro, figura central no ramo empresarial e no futebol goiano e nome que marcou a história do Goiás Esporte Clube, Amanda carrega parte desse legado na maneira como administra e se comunica. Entre tantos motivos de orgulho, ela costuma ser lembrada como alguém que sintetiza sua capacidade de inspirar, aproximar e construir relações de confiança. Essa forma de liderança direta, sensível e baseada em vínculos pessoais é, segundo ela, um traço que sempre a acompanhou. “Tenho em minha personalidade a iniciativa e o espírito de liderança. Essa postura é inerente a mim. Acredito que essa característica vem de família. Costumo brincar que meu avô trouxe a PepsiCo para o Brasil, antes de existir a pitchulinha, negociando sem sequer dominar o inglês, valendo-se apenas do charme. Ele era um negociador muito habilidoso”, conta. Amanda assumiu a presidência em maio de 2024 e vem conduzindo uma ampla transformação no posicionamento do empreendimento. O centro de compras completa 35 anos em 2025 e, sob sua liderança, tem procurado fortalecer o vínculo com a cidade e o público por meio de ações que unem marketing experiencial, inclusão social e valorização da cultura local, a exemplo do Natal Art Déco, em que o shopping apresentou uma decoração inspirada no centenário do estilo arquitetônico que marcou o nascimento de Goiânia. Nesta nova fase, Amanda conta com a parceria da NIAD, administradora de shopping centers, marcando uma nova modalidade de gestão e de investimentos voltados à expansão do mix de lojas e à melhoria da experiência do cliente. O mall passa também por um rebranding, com novo slogan — Da Cidade, o Coração — e nova identidade visual, lançada como parte das comemorações de 35 anos e do movimento de reposicionar o Bougainville como o coração de Goiânia, já que ele está localizado na área mais nobre da cidade. Esse reposicionamento estratégico reforça o mall como um espaço de convivência, cultura e lifestyle. “O novo slogan ressalta nossa conexão com a cidade, destacando

nossa localização central e a proposta de sermos um espaço voltado para a arte e a cultura”, reitera. Amanda conta que seu desafio começou após a redefinição da sociedade, quando foi proposta pelo quadro majoritário sua participação ativa na administração, com total autonomia para implementar as mudanças necessárias. O objetivo era inserir uma nova visão e integrar sua experiência e conhecimento em gestão com o know-how da NIAD no setor de shoppings. “Essa combinação resultou em uma gestão bemsucedida, pois permitiu equilibrar a expertise da NIAD com a minha capacidade de questionar e inovar, buscando soluções fora do padrão. Frequentemente, questiono práticas tradicionais do setor, e incentivo a reflexão sobre a necessidade de adequar as estratégias às particularidades do nosso empreendimento”, diz. Nesse processo de reorganização interna, consolidou-se também o atual quadro societário do Bougainville, composto por Waldo dos Anjos, João José Stival, Rozana Pinheiro, Gilberto Batista, Salon Batista e Wilder Morais, cuja atuação compartilhada garante a estabilidade institucional e o respaldo necessário para que o empreendimento avance em projetos de longo prazo. Com essa estrutura fortalecida, Amanda deu sequência a uma agenda de transformações, incluindo a reformulação da equipe e a revisão da identidade visual do shopping, sempre preferindo parcerias com empresas goianas. “Formei uma equipe de alta performance, e sou bastante ligada a questões de marketing e eventos. Essa abordagem diferenciada se estende também à valorização do mercado local, reconhecendo a preferência dos consumidores goianos por produtos e serviços locais. Essa identidade regional se reflete na escolha de colaboradores e na comunicação da marca”, ressalta. A gestora revela que o diferencial de sua atuação são a comunicação e a relação com os lojistas, priorizando o contato direto e personalizado, modelo de abordagem que, segundo ela, fortalece os laços e contribui para o sucesso do empreendimento. E o jeito com que ela faz isso diariamente se assemelha, é claro, ao do avô: “Adoto uma abordagem que valoriza a tradição e o contato pessoal. Eu me diferencio um pouco dos procedimentos formais da administração, pois acredito que a comunicação por e-mail, por exemplo, não é a forma mais eficaz em Goiânia. Prefiro o contato direto, por meio do meu WhatsApp, que todos conhecem, ou pessoalmente. Não me identifico com abordagens rígidas ou formais. Não me conecto por meio de protocolos excessivos.” A relação de Amanda com o Bougainville já é antiga, remonta a um período decisivo da história do empreendimento. A presença de sua família no quadro societário começa quando o shopping é arrematado por um 45 ZELO

grupo de “famílias amigas”, momento que marcou a reinauguração em 2006. Amanda recorda essa fase ainda na adolescência, aos 13 anos, observando de perto a movimentação que redefiniria o futuro do empreendimento. Anos depois, sua mãe integrou-se à sociedade ao lado de amigos, o que aproximou Amanda da rotina empresarial. “Comecei a acompanhar as reuniões e a visitar o shopping com frequência, pois tinha grande interesse em aprender, mesmo aos 22 ou 23 anos.” Nessa época, diz Amanda, os sócios eram predominantemente investidores. Ela, embora acompanhasse a administração monitorando a gestão, não ocupava um cargo formal. “Com a mudança na sociedade, passei a atuar na administração diretamente. Assumi responsabilidades na tomada de decisões, negociações, comercial e finanças. Aqui, as decisões são tomadas diariamente, e não apenas em reuniões mensais. Atuo de forma minuciosa, com atenção a cada detalhe, liderando e participando de todos os setores operacionais, desde arquitetura até marketing”, explica. Hoje, aos 33 anos e com uma experiência consistente acumulada, Amanda aplica no trabalho muitos dos ensinamentos que recebeu em casa e, ao lado do marido, André Abrão, concilia a gestão do Bougainville com a rotina dos filhos: os gêmeos Henri e Otto e o caçula, Romeo. A habilidade de lidar com múltiplas demandas acompanha sua trajetória: “Além de minhas responsabilidades no shopping, ofereço consultoria de gestão para alguns médicos, embora em menor escala do que no passado, focando em números, resultados e crescimento. No entanto, sou cautelosa, pois o trabalho no shopping demanda muito tempo.” Tanta cautela e responsabilidade são para construir um legado semelhante ao de quem a inspira: “A inspiração e o aprendizado que aplico na gestão administrativa do shopping vêm, sem dúvida, do meu avô Edmo Pinheiro. Ele é minha maior inspiração de vida. Ele era uma pessoa habilidosa na conversa, que conseguia influenciar e motivar as pessoas ao seu redor, sem precisar pedir, sem fazer esforço. Acredito que herdei isso dele também.” E sua inquietação promete novidades para os clientes e lojistas do Bougainville. No piso 2 do shopping, em uma área com vista privilegiada para a Rua 9, está em construção a Alameda Gastronômica, que vai abrigar quatro restaurantes e a gelateria Gelato Borelli: “E no ano que vem, teremos muitos eventos, dentro e fora do shopping: corridas, shows, encontros empresariais. Estaremos cada vez mais inseridos nessa rota da cultura de Goiânia. E, principalmente, vamos homenagear a arte, com uma curadoria que realmente faça sentido para a pessoa se deslocar de onde está para vir aqui ver uma exposição.” *


Foto: Divulgação

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perfil

Alma de aprendiz Glória Pires fala sobre a relação com Goiânia, o novo Café Glorioso, a redescoberta da própria casa e seu primeiro filme como diretora, refletindo sobre maturidade, criação e pertencimento Júnior Bueno

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casarão está em obras, mas também está em festa. É a noite de abertura da mostra “Morar Mais” e Glória Pires recebe os convidados, conduzindo-os por cada detalhe. “De dia, isso aqui é um negócio mágico, os pássaros são lindos!”, diz encantada. A atriz e o marido, o músico Orlando Morais, emprestaram a propriedade, na Avenida T-3, em Goiânia, para que arquitetos, designers e paisagistas locais apresentassem seus ambientes, e foi ali também que ela recebeu a Zelo para uma conversa mais intimista. O local escolhido foi o Café Glorioso, novo empreendimento de Glória em parceria com o arquiteto Luiz Fernando Taquaral, integrado à mostra. Situado nos fundos da mansão, com vista para o Córrego Vaca Brava e com o canto dos pássaros como trilha sonora, o café é, segundo Glória, “um charme”: “Eu gosto muito de ler aqui, escutando o barulho da água.” Ela lembra que só agora conseguiu dedicar tempo ao espaço: “Sempre trabalhei muito, morando no Rio [de Janeiro], em São Paulo, depois Paris, Los Angeles... uma vida sem rotina. Agora, finalmente, com a segunda edição da Morar Mais aqui, Luiz me chamou e eu entrei nessa empreitada.” A casa, projetada pelo arquiteto Fernando Rabello, carrega história. Com forma arquitetônica comparada à de um barco, sua estrutura inusitada foi estudada em faculdades de arquitetura, e, para a mostra, a piscina teve o trampolim transformado no teto do bar. Por anos adormecida, a propriedade foi redescoberta por Glória e Orlando, tornando-se um espaço de encontro entre passado, arte e natureza. A atriz confessa estar emocionada com o design goiano, ressaltando a identidade própria dos profissionais locais. “Eles mostraram arquitetura, design, paisagismo que têm muito da nossa raiz. É um mercado superaquecido, com alma própria, e não apenas revestimentos ou acabamentos, tem uma identidade que é daqui”, afirma. Apesar de rumores sobre futuramente a casa virar um hotel-boutique, Glória prefere 47 ZELO

estudar a demanda: “Vamos criar algo do zero, que fique, que não seja só modismo. Pode ser um hotel, um espaço de bem-estar, ou ambos. Estamos entendendo o que Goiânia precisa.” Esta preocupação com o ambiente é uma forma de retribuir o amor que tem recebido da cidade: “Eu nasci carioca, mas já sou bem goiana. Meu filho caçula, Bento, nasceu aqui, como toda a família do pai dele. Tenho raízes profundas em Goiânia e em Goiás. O Cerrado é belo, deslumbrante, e sou fã e ativista pela sua preservação.” Enquanto a casa e o café oferecem refúgio e contemplação, Glória não descansa. Ela acabou de estrear na direção de cinema com o longa Sexa, um projeto que levou quatro anos para se concretizar e que reflete sua atenção à representatividade feminina. Glória reuniu uma equipe formada exclusivamente por mulheres em funções ainda pouco comuns para elas no cinema, como fotografia, som e operação de câmera, além das áreas tradicionais de figurino e direção de arte. “Foi um projeto que me deu muita alegria, porque consegui chamar mulheres que já conhecia de outros trabalhos e mostrar que é possível ocupar espaços ainda raros no set. O filme fala sobre a mulher, sobre como somos múltiplas, sobre nossos dilemas, prazeres e conquistas”, explica. Para ela, a obra também aborda a maturidade de maneira positiva: “Envelhecer é bom, é sinal de que estamos vivas. O nome Sexa é uma brincadeira entre as palavras sexagenária e sexo. Porque o sexo faz parte da vida, mas a gente para de pensar e falar sobre ele à medida que envelhece.” Uma das atrizes mais queridas e reconhecidas do Brasil, Glória vive um período de descoberta, revelando novas dimensões de si mesma, enquanto se mantém aberta ao aprendizado. Com esse momento de reinvenção inspirado pelo conceito japonês Shoshin, ela conclui: “Ter a mente de aprendiz significa ver possibilidades em tudo. Quero sempre aprender, com olhar novo e mente aberta para o que pode aparecer.” *


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Mobiliário

Designers transformam tradição e precisão artesanal em móveis que revelam a maturidade da produção goiana

Aldeia do Vale

Empreendimento une arquitetura e hospitalidade ao traduzir o espírito do slow living no coração de Pirenópolis

Foto: Marcus Camargo

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forma e identidade

A matéria reinventada pelo olhar Sete designers reinterpretam o passado e projetam o futuro em peças que unem pertencimento e contemporaneidade Júnior Bueno

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design brasileiro, como o conhecemos, nasceu com o modernismo dos anos 1930 e ganhou força entre as décadas de 1940 e 1970, com a chamada “era de ouro do mobiliário”. Desde então, a incorporação da tecnologia, o avanço da sustentabilidade e o diálogo com o artesanato têm orientado a evolução do setor e formado novas gerações de criadores. Em Goiás, esse espírito de inovação e identidade chega aos dias atuais com uma safra de designers que unem apuro estético e raízes culturais, transformando móveis em expressão de arte. Entre tantos nomes, sete se destacam na cena do design local: Marcus Camargo, Léo Romano, Gregory Kravchenko, Giordano Rogoski, Murilo Segatti, Thiago Da Matta e Luciano Costa. De perfis distintos, mas afinados pela mesma busca por autenticidade, eles traduzem o Cerrado e o cotidiano em formas, texturas e volumes que contam histórias. São obras que podem ser encontradas tanto em galerias quanto em projetos residenciais e comerciais, revelando a maturidade do design produzido em Goiás e que hoje alcança reconhecimento nacional. Entre eles, há um ponto em comum: o domínio dos materiais. Madeira, metal, couro e fibras naturais são tratados não apenas como meios, mas como linguagens de identidade. Cada corte, encaixe e acabamento nasce da escuta atenta à matéria-prima, do respeito à natureza e da precisão artesanal. Nesse encontro entre o manual e o tecnológico, o gesto humano permanece no centro da criação. Em vez de romper com o passado, esses sete profissionais o revisitam. Inspiram-se em tradições locais, nas paisagens e nas memórias afetivas para criar peças de linguagem universal. O resultado é um design que articula ancestralidade e inovação, em que a forma dialoga com o afeto e cada objeto se torna testemunho da cultura brasileira em constante reinvenção.


Marcus Camargo O trabalho de Marcus Camargo é moldado por leveza e movimento — heranças diretas de quem dançou antes de desenhar. Formado em Artes Visuais e Design de Interiores pela Universidade Federal de Goiás (UFG), iniciou sua trajetória no universo das artes nos bastidores da Quasar Companhia de Dança, em Goiânia. Ali, entre ensaios, cenários e fotografias, aprendeu a observar o espaço com o corpo. Essa experiência, diz ele, moldou o olhar orgânico e fluido que hoje define suas criações. “A dança me deu uma percepção estética de movimento. Isso se traduz em linhas que parecem vivas, em formas que respiram.” Inspirado pelas próprias origens, Marcus mantém um vínculo afetivo e criativo com a Cidade de Goiás, onde cresceu e ainda encontra matéria e sentido. Foi ali que começou uma parceria com ceramistas locais, em um processo que une técnica, cultura e pertencimento. “Meu

trabalho nasce do meu quintal, das minhas referências e da minha história. Gosto de pensar que a base é sempre de onde eu vim.” A parceria com os artesãos foi o ponto de virada: a cerâmica tornou-se não apenas material, mas linguagem, um meio de traduzir memória em forma. Nos últimos anos, o designer ampliou horizontes. Seu estúdio, sediado em Goiânia, passou a assinar coleções para marcas nacionais, como a Decoralle, de tapetes, e a Itens, de iluminação, com peças que combinam cerâmica, latão e metal. Nessas parcerias, Marcus leva o toque do feito à mão para dentro da indústria, sem perder a coerência com sua essência autoral. “Sempre me interessou esse diálogo entre o artesanal e o industrial. Como fazer com que a raiz e o moderno conversem, sem que um anule o outro?”, questiona. A multiplicidade também é parte do seu DNA. Além do design, Marcus transita pela

Foto: Lu Barcelos

cenografia, fotografia e artes plásticas, o que amplia seu repertório visual e conceitual. Essa transversalidade, acredita, é o que o impulsiona a criar objetos que ultrapassam a função. “Não me prendo a um material ou formato. Cada projeto me convida a um novo aprendizado.” Seu estúdio atua em pequena escala, priorizando processos cuidadosos e parcerias consistentes, e atende hoje lojas especializadas em seis Estados brasileiros. Com mais de 15 anos de experiência, Marcus enxerga o próprio percurso como uma coreografia em constante ensaio. O trabalho cresce, muda de ritmo, experimenta novos espaços, mas sem perder o compasso das origens. Ele costuma dizer que o design é um exercício de transformação contínua, e que ainda há muito a ser descoberto. Para ele, criar é sempre um gesto de fé e paciência: a matéria dança, o tempo lapida e o olhar se refina.

Foto: Marcus Camargo

O Gabinete Fornada, criação de Marcus Camargo, une madeira e cerâmica em uma peça que traduz símbolos da cozinha goiana, inspirada nos tabuleiros de empadas da Cidade de Goiás

Mesa lateral e banquinho da coleção Ponto Raiz, criados em parceria com a Associação Mulheres Coralinas

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Giordano Rogoski Arquiteto e designer em Goiânia, Giordano Rogoski enxerga beleza no equilíbrio entre o novo e o que já foi. À frente do escritório Rogoski Arquitetura, ao lado da irmã, a designer Bibiana Rogoski, assina projetos residenciais e comerciais que buscam criar “casas abraçadas pela natureza”, onde cada ambiente dialoga com o entorno e transmite conforto e leveza. Paralelamente, desenvolve uma linha autoral de mobiliário, com peças como o carrinho-bar “Déco”, o espelho “Ílios”, a bandeja “Pietra” e a mesa lateral “Trevo”, que combinam estética e funcionalidade. O profissional explica que seu processo criativo é fluido e intuitivo. “Misturo o pedido de um cliente com uma inspiração que chega de uma viagem, um livro ou um filme. Dessa maneira, acontece a criação”, diz ele. Parcerias com outros designers, como Marcus Camargo, reforçam seu cuidado com materiais naturais e acabamentos artesanais, que enriquecem os projetos residenciais do escritório. Os materiais são protagonistas em sua obra. “Tenho uma afinidade pelo mobiliário do modernismo brasileiro, pela madeira nobre, mas acrescento aço, inox, pintura dourada e mármore. Esse equilíbrio cria riqueza de materialidade”, afirma. Cada peça passa por prototipagem rigorosa, com avaliações de ergonomia e refinamento dos detalhes. O resultado são objetos autorais que enriquecem variados estilos arquitetônicos, mantendo identidade e refinamento. “Busco desenvolver uma linguagem própria e sólida, capaz de se adaptar a diferentes estilos e projetos, mantendo coerência e elegância”, resume o designer. Mesmo trabalhando em escala de ateliê, sob medida e por encomenda, Giordano vê na exclusividade oportunidades de experimentação. Apaixonado por móveis vintage, costuma garimpar peças em feiras e antiquários, e acredita que criar também é resgatar histórias. “Às vezes me pergunto por que colocar mais uma cadeira no mundo. Mas percebo que não criar seria impossível. Está no meu DNA.”

Fotos: Marcus Camargo

Parte da Coleção Trevo, a mesa lateral combina aço carbono, mármore natural e um mix de madeiras que formam uma composição única

Giordano Rogoski explora materiais naturais, formas precisas e referências do modernismo brasileiro para criar mobiliário autoral que une técnica, equilíbrio e uma identidade visual própria

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Murilo Segatti

Fotos: Gabriela Blemith

A cadeira Nau, da Coleção Rios, combina estofado em couro de pirarucu no tom avelã com estrutura em aço inox polido, destacando o encontro entre matéria-prima brasileira e precisão do design

As criações de Murilo Segatti revelam um olhar atento ao design como expressão, resultando em peças que equilibram personalidade, utilidade e proporções precisas

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Com formas inventivas e caráter quase escultórico, o mobiliário de Murilo Segatti é marcado por uma estética autoral que combina funcionalidade e surpresa. À frente do Studio Segatti, fundado em 2023, o designer cria peças de linguagem contemporânea e identidade brasileira. Entre seus destaques estão a luminária “Sol” e o objeto “Templo”, inspirado nos portões japoneses Torii, apresentados na CasaCor Goiás. Para Murilo, cada projeto nasce de uma inquietação pessoal, de desejos ou interesses específicos. “Eu crio a partir de desejos, minha veia artística fala mais alto durante o processo”, explica. O resultado são peças que refletem seu olhar individual, pensadas tanto para encantar quanto para cumprir função, ainda que decorativa. O processo passa por prototipagem, testes de proporção e ajustes de forma, sempre com atenção à ergonomia e à estética, garantindo que cada objeto seja, antes de tudo, coerente consigo mesmo. Seu trabalho é marcado pelo uso de insumos que carregam história e modernidade. Atualmente, ele explora o aço inox e o couro de pirarucu, buscando uma combinação entre durabilidade, sofisticação e nostalgia. Para Segatti, os acabamentos metálicos, que retornam ao cenário contemporâneo, trazem um flerte com um passado que os jovens valorizam, tornando o inox novamente “cool”. Cada detalhe é pensado para criar surpresa e admiração: a intenção é provocar no observador curiosidade sobre a origem da peça e sobre como ela se integra ao espaço. Produzir no mercado atual é um desafio constante. Murilo descreve como um malabarismo a tarefa de encontrar fornecedores capacitados e dispostos a trabalhar com pequenas séries e formatos diferenciados. “Design autoral é para quem ama loucamente o que cria e acredita naquilo”, comenta. Seu diferencial, segundo ele, está na capacidade de aliar a criança interior que se diverte com formas e cores à maturidade de um olhar atento à vida, ao tempo e ao espaço. É essa sensibilidade quase psicanalítica que move seu trabalho e faz com que cada peça do Studio Segatti seja ao mesmo tempo única, funcional e poética.


Foto: Ricardo Fernandes

Com trajetória marcada pela experimentação, Leo Romano desenvolve objetos com muita técnica e um olhar atento ao cotidiano

Leo Romano Conhecimento, criatividade e dedicação atravessam toda a trajetória de Leo Romano, com mais de duas décadas de experiência em arquitetura e design. Para ele, a inspiração está no cotidiano: “É preciso estar com os olhos abertos e atentos a todos os movimentos para que, quando alguma coisa dentro desse universo, que é infinito, chamar a atenção de modo especial, o olho consiga captar essa oportunidade e transformá-la em algum novo projeto.” Arquiteto prestigiado, Romano transita com propriedade pelo universo da criação, equilibrando técnica, sensibilidade e ousadia. Sua inquietude e curiosidade movem projetos que vão de residências a espaços corporativos e comerciais, sempre com atenção à autoria e à identidade. Define seu processo criativo como acumulativo: “Quanto mais informação absorvo, mais fluidez tenho para transformar obser-vações em projetos estéticos e funcionais.” Viagens, conversas, natureza e detalhes do cotidiano podem despertar uma ideia. Ele observa atentamente cores, texturas, volumes e luzes, filtrando referências e reinterpretando cada elemento para criar soluções singulares, que combinam forma, função e sensibilidade. “Nosso trabalho ainda é muito feito à mão. Valorizamos o poder da mão humana, o que

ela consegue transformar da matéria”, afirma. Romano explora madeira, metais e mármore, buscando o equilíbrio entre tradição e contemporaneidade. “Os nossos móveis mais conhecidos são peças esculpidas, que nos aproximam de um limiar entre o design e a arte”, define. Cada escolha material carrega intenção: a madeira aquece e conecta; o metal traz leveza e modernidade; o mármore acrescenta robustez e sofisticação. Ele também reflete sobre o desafio de relacionar criação autoral e industrialização: “Produzir hoje exige atenção à qualidade, à originalidade e à coerência do ciclo criativo, especialmente diante de cópias e das novas tecnologias que oferecem imagens prontas.” Os objetos de Romano buscam provocar leveza, surpresa e encantamento. Cada peça, do mobiliário ao design de interiores, carrega poesia e significado: “Tudo o que crio é para tornar a vida melhor, usando a estética como caminho de transformação.” Seu trabalho transita entre escultura e funcionalidade, memória e invenção, aproximando o design da arte e tornando a experiência de cada espaço mais sensível e envolvente. A sensibilidade é, para Romano, o fio condutor que conecta criação, matéria e cotidiano, garantindo que cada projeto seja único e autoral.

Foto: Joana França

Foto:

Conjunto de espelhos arredondados e aparador da Coleção Chuva se juntam à mesa de jantar Bailarina, trazendo design brasileiro e poesia para a decoração 54 ZELO


Thiago Da Matta mão do artesão e seu conhecimento orientam o resultado final”, detalha. Esse cuidado reflete a valorização da originalidade, do toque pessoal e da durabilidade, como contraponto à produção mecanizada e descartável da indústria. Thiago busca provocar familiaridade e segurança em quem interage com suas criações. “Embora o meu mobiliário não seja o mais difundido no design formal brasileiro, ele está presente na memória das pessoas pela simplicidade e pela frequência de uso”, explica. Sua marca registrada é o método construtivo: espigas cilíndricas travadas com cunhas e acabamento com plainas manuais, expondo a técnica e celebrando o trabalho artesanal. A produção, em pequena escala e sob medida, mantém o vínculo entre criação e execução. “Não busco vender meus desenhos para serem descaracterizados em linha de montagem. O valor está justamente no tempo, na imperfeição da mão e na impossibilidade de ser massificada”, destaca. Influências nacionais e internacionais, de Joaquim Tenreiro a George Nakashima, permeiam sua pesquisa constante, que inclui estudo de móveis anônimos, criados por necessidade e carregados de história. Thiago também pensa no futuro do seu trabalho: ampliar a experiência tátil do público, transmitir conhecimento e técnica em cursos e oficinas, e garantir a longevidade desse tipo de design. Em suas palavras, "cada peça é um equilíbrio entre passado, sensibilidade e identidade do criador".

Thiago cria móveis que unem pesquisa histórica, construção precisa e o uso de ferramentas manuais, preservando o caráter artesanal

Fotos: Thiago Daher

O trabalho de Thiago Da Matta se destaca pela união de tradição e contemporaneidade, onde cada peça nasce do olhar atento e da memória afetiva do criador. À frente da Oficina Da Matta, em Goiânia, ele desenvolve mobiliário autoral que dialoga com a história do design, transformando madeira e ferramentas manuais em objetos que carregam identidade e autenticidade. “Meu processo criativo é fundamentado na análise histórica. As ideias surgem do estudo aprofundado de mobiliários que comprovaram sua durabilidade e relevância estética ao longo do tempo”, explica Thiago. Ele busca peças criadas para uso cotidiano, e não para produção em massa, priorizando resistência estrutural, ergonomia e funcionalidade. Para o artista, criar algo autoral não significa buscar originalidade forçada: “Passa primeiramente por entender como as coisas são feitas. Muitas peças são desenhadas querendo se diferenciar de tudo, mas se distanciam dos processos produtivos tradicionais, e provavelmente não funcionarão”, afirma Thiago. Os materiais e técnicas fazem parte do DNA de sua produção, com peças que devem ser confortáveis, funcionais e resistentes, sem abrir mão da identidade do criador. A madeira domina seu trabalho, mas ele explora novas espécies e combina elementos pontuais em assentos e tampos. “Tento adicionar o uso de ferramentas manuais à peça o quanto ela permite. Pesquiso e experimento técnicas pré-industriais, onde a

A Poltrona Panô combina tapeçaria artesanal de Joaquim Gardino com estrutura em tauari maciço, construída com encaixes de espigas e cunhas 55 ZELO


Foto: Luciano Costa Foto: Rodrigo Cintra

No estúdio de Luciano Costa, cada peça nasce do equilíbrio entre sensibilidade, propósito e um processo criativo profundamente artesanal

A Cadeira Estaca, da Coleção Nômade, apresenta linhas verticais e presença firme, concebida como apoio temporário que acompanha o movimento do usuário

Luciano Costa Cada peça de Luciano Costa marca uma fase de sua vida, refletindo um estado de consciência específico. No entanto, ela é interpretada individualmente pelo público, segundo o designer: “Não busco direcionar o olhar de quem observa, mas é enriquecedor quando as pessoas compartilham comigo o que sentiram ou perceberam”, explica. À frente do Luciano Costa Estúdio, em Goiânia, ele desenvolve móveis e acessórios que parecem esculturas utilitárias, unindo artesania e design autoral, solidez e leveza, precisão e expressão. Luciano iniciou sua trajetória no design de azulejos, ladrilhos e cobogós, e, posteriormente, evoluiu para o trabalho com madeira maciça. Nesse material, orgânico e durável, ele aplica técnicas de encaixe e detalhamento artesanal. “A madeira carrega a memória da natureza e da passagem do tempo. No futuro, desejo explorar outras matérias-

primas naturais, aprofundando o diálogo com a artesania, que é alicerce em minha prática”, comenta. Essa atenção à matéria-prima reflete a busca por autenticidade em cada peça. Tecnologia e informação, para ele, são ferramentas que ampliam a liberdade criativa, mas não substituem a consciência individual. “Referenciar é saudável quando parte da observação atenta e do aprendizado por meio da experiência de outros. Mas, quando a referência se torna mera repetição em busca de validação, perde-se o sentido autoral”, afirma. Formas, função e sensibilidade devem caminhar juntas: “Função sem forma e forma sem função é algo diluído, sem alma e sem sensibilidade. A peça que integra essas três dimensões toca o outro.” A pequena produção no estúdio permite que Luciano acompanhe de perto cada etapa do processo. Ele busca preservar a integridade

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de cada criação e construir um legado baseado em constância e aprendizado. “Sempre tive a visão de ser dono das minhas criações e manter controle sobre todo o processo, mesmo sendo mais desafiador. Crio porque acredito, não porque preciso ver para então crer”, explica. Entre suas referências estão Isamu Noguchi, Jorge Zalszupin, Giuseppe Scapinelli e Sérgio Rodrigues, além da arquitetura clássica, renascentista e gótica, que ele reinterpreta em linguagem contemporânea. “Procuro enxergar nas experiências e formas vividas uma expressão autêntica, permitindo que a criação surja de um lugar verdadeiro e interior”, conclui. Assim, o que se vê é que cada peça do estúdio é uma manifestação concreta da sensibilidade, consciência e olhar singular do designer.


Fotos: Acervo Krav Design

Com formas curvas que evocam a anatomia da costela bovina, a luminária Costela de Vaca destaca um desenho orgânico e fluido

Com domínio de sistemas tradicionais de junções e encaixes, Gregory cria estruturas que dispensam ferragens

Gregory Kravchenko Entre o cálculo e o instinto, Gregory Kravchenko constrói peças que respiram natureza, técnica e consciência. À frente da KRAV, o designer transforma seu ateliê em Goiânia em um espaço de experimentação, onde cada móvel nasce do encontro entre técnica e sensibilidade. A chácara que abriga o estúdio é mais que um local de produção: é um laboratório onde pesquisa, execução e paisagem se misturam. “A criação sempre começa com uma necessidade para quem o design deve resolver problemas e despertar sensações”, explica Gregory. É essa postura analítica que orienta seu processo criativo, sustentado por um equilíbrio entre emoção e função. “Essa é uma das diferenças entre um designer e um artista plástico. O artista plástico solta os seus sentimentos. O designer coloca sentimentos para a outra pessoa sentir”, define.

O olhar de Gregory é também moldado por uma herança familiar. Neto de imigrantes que fabricavam suas próprias ferramentas, ele cresceu observando o avô construir caixas de abelha a partir de encaixes de madeira. “Muito do que eu faço hoje vem dessa lembrança”, conta. A técnica artesanal virou linguagem. Seus móveis exploram sistemas complexos de junções, de escolas alemãs, francesas e referências reinterpretadas, resultando em estruturas que dispensam pregos e parafusos, mas mantêm robustez e leveza. Em seu ateliê, o pensamento sustentável é prática cotidiana. Gregory trabalha com madeiras certificadas e pesquisa o uso de polímeros plásticos biodegradáveis, dentro do que chama de “ecologia industrial”. Ele busca o aproveitamento máximo da matéria-prima e o mínimo de intervenção humana. “Quando eu faço uma peça, o resíduo já nasce programado

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para virar outra coisa”, explica, descrevendo uma lógica circular de produção que reduz desperdícios e dá origem a novas formas. Entre o toque manual e as ferramentas digitais, o designer incorpora a inteligência artificial como aliada. Para ele, a tecnologia não substitui o olhar humano, mas amplia. Ao tratar dados como matéria criativa, Gregory enxerga o design como campo de reflexão sobre o próprio tempo: um tempo em que o sustentável precisa ser belo, o artesanal pode ser preciso e o gesto de criar continua, antes de tudo, um ato de responsabilidade. *


Foto: Marcus Camargo


lançamento

Formas de morar bem Compactos inteligentes e plantas amplas revelam como a Consciente Construtora e Incorporadora interpreta os novos modos de vida em Goiânia, equilibrando mobilidade, bem-estar e relações mais sensíveis com a cidade Júnior Bueno

G

oiânia é uma cidade em movimento permanente, que se alarga, se eleva e cria novas maneiras de viver. Na metrópole inquieta, onde cada bairro conta com um modo particular de viver, dois novos projetos atualizam as definições de morar bem. Um aposta na leveza dos compactos inteligentes; o outro revisita a tradição das plantas amplas. No centro dessas escolhas está a Consciente Construtora e Incorporadora, que há décadas acompanha e antecipa os rumos do mercado goianiense. Diretora de empreendimentos da Consciente, Camila Inácio vê o Obliq e o Solenne não como produtos, mas como respostas às transformações da vida urbana: rotinas mais ágeis, famílias em novas configurações, moradores que desejam mobilidade, conforto ou privacidade. Há também quem enxergue a

casa como um “retiro pessoal”, com áreas amplas, luz, ventilação e presença da natureza. Para Camila, essa leitura cuidadosa dos diferentes modos de viver — do perfil que busca praticidade ao que valoriza exclusividade — orientou cada decisão dos dois lançamentos. Assinado por Alexandre Leite, o Obliq traduz o conceito de “arquitetura em movimento”, que guia tanto a volumetria quanto a experiência de quem vai morar ali. Em um terreno estratégico da Rua T-27, no Bueno, a torre de 41 pavimentos abriga 312 unidades — estúdios e apartamentos de 35 m² a 103 m² — voltadas para quem vive a cidade com intensidade e precisa de soluções inteligentes no dia a dia. “Imaginamos perfis muito distintos para este projeto, desde o jovem profissional dinâmico até famílias menores que querem conforto, status, privacidade e tecnologia”, afirma Camila. 60 ZELO

Ela lembra que há quem busque “viver perto do trabalho, estudo ou lazer”, sem precisar de muito espaço, mas sem abrir mão de bem-estar. O projeto trabalha blocos rotacionados que ampliam vistas e ventilação, reforçando a ideia de fluidez. Nada intercepta o olhar, bloqueia luz, ar ou a paisagem. Essa abertura ganha expressão em um jardim suspenso, o chamado “jardim secreto”, posicionado a 50 metros de altura. Com bar, lareira e paisagismo elaborado pelo escritório Tellini Vontobel, o espaço funciona como respiro urbano e como ponto de encontro. Camila reforça que o Obliq responde a uma demanda crescente: “Os compactos já representam quase 40% das vendas em Goiânia. São pessoas que buscam um lugar bonito, funcional e conectado à cidade.” Para esse público, o empreendimento entrega piscina aquecida com raia de 24 metros, beach tênis,


Foto: João Carlos

“A Consciente trabalha brasilidade, experiência e qualidade em qualquer escala, o que muda é a forma como traduzimos isso”, ressalta Camila Inácio

Elevado a 50 metros, o jardim suspenso do Obliq integra arquitetura e natureza em um refúgio aberto à cidade

Com volumetria dinâmica e blocos rotacionados, o Obliq amplia vistas, luz e ventilação em pleno Bueno

winebar, coworking, estúdio de gravação, pet place, brinquedoteca, salão de beleza, lavanderia e infraestrutura para carros elétricos. Tudo pensado para simplificar e valorizar o cotidiano. Se o Obliq se abre ao movimento, o Solenne se volta para dentro. A torre de 34 andares, no Setor Marista, bairro consolidado e envolto por áreas verdes, aposta em plantas generosas e poucas unidades: são apenas 29. São dez unidades estilo garden, 18 apartamentos e uma cobertura duplex de 700 m². O Solenne é assinado pelo escritório brasileiro Zien Arquitetura. Além de uma estética que dialoga com as cores e texturas do Cerrado, o edifício propõe espaços amplos, pé-direito elevado e transições suaves entre interior e exterior, favorecendo luz natural, ventilação cruzada, integração com jardins e uma sensação permanente de acolhimento. “Esse morador entende a residência como um lugar de

recolhimento, conforto e hedonismo. É alguém que valoriza autenticidade, sofisticação e privacidade”, explica Camila. O paisagismo também é de Tellini Vontobel e os interiores são da Casabá. As garagens são um capítulo à parte. Com quatro vagas por apartamento e cinco na cobertura, o projeto incorpora estudos da GaragePlan para garantir circulação eficiente, rampas de baixa inclinação e manobras confortáveis para veículos superesportivos. As vagas Master, desenvolvidas em parceria com a Saga RAM House, acomodam modelos de grande porte, como a RAM 2500. Há ainda vagas box personalizáveis e infraestrutura para elétricos. Esse conjunto de cuidados resultou no Selo Comfort Drive, criado pela Consciente para reforçar o padrão de excelência da experiência. Os dois empreendimentos dialogam com perfis distintos, mas partem do mesmo princípio: 61 ZELO

oferecer ao morador um espaço alinhado ao seu modo de viver. No Bueno, o compacto de luxo se ajusta ao ritmo urbano; no Marista, a amplitude e o verde compõem um refúgio sensorial. Para Camila, essa variedade de leituras reflete o momento atual da incorporadora. “A Consciente trabalha brasilidade, experiência e qualidade em qualquer escala. O que muda é a forma como traduzimos isso. No Obliq, a cidade é o centro da experiência. No Solenne, é o bem-estar em casa que guia o projeto. Ambos nascem de escuta, pesquisa e de uma compreensão muito precisa de quem vai morar ali”, completa a diretora. *

CONSCIENTE CONSTRUTORA E INCORPORADORA @CONSCIENTECONSTRUTORA AV. T-2 COM T-55, ST. BUENO, GOIÂNIA - GO (62) 3086-5000


morada

Beleza em desacelerar Inspirado no slow living, Aldeia do Vale chega a Pirenópolis com a proposta de uma nova forma de luxo: viver o tempo no seu próprio ritmo Júnior Bueno

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um cenário em que a velocidade se tornou regra, o verdadeiro luxo está em definir o próprio ritmo. É nesse contexto que o slow living se consolida: um movimento que defende uma vida alinhada ao tempo essencial, não ao tempo imposto. A filosofia nasceu na Itália, nos anos 1980, como desdobramento do slow food, criado pelo jornalista Carlo Petrini em protesto à expansão das redes de fast-food e à perda do prazer por comer. O princípio se expandiu para outras áreas da vida, inspirando movimentos como slow fashion, slow travel e, mais recentemente, o slow living, que propõe uma vida mais consciente e conectada ao tempo natural das coisas. O movimento ganha força justamente por defender o que temos negligenciado: tempo de qualidade, atenção plena e escolhas conscientes. “Num mundo onde as doenças mentais já matam mais do que o câncer e as cardíacas, é preciso entender que algo está fora de compasso”, reflete Carlos Ferreirinha, especialista em gestão do luxo e uma das vozes mais influentes do setor na América Latina. “O slow living é esse convite à

desaceleração, à contemplação, a fazer as coisas com mais presença. É quase uma resposta à hiperaceleração dos últimos 20 anos.” Ferreirinha esteve em Pirenópolis para o lançamento do novo empreendimento da Raiz Urbana, empresa do Grupo Tropical Urbanismo, que leva à cidade a essência que consagrou o condomínio de luxo em Goiânia. Para ele, a chegada da marca a um destino histórico e natural simboliza uma virada de chave no mercado de alto padrão: “O Aldeia do Vale é um ícone da incorporação imobiliária brasileira. Sua chegada aqui é muito significativa, porque traduz esse novo luxo que não está mais nas vitrines, mas na experiência, no tempo, na natureza e no silêncio.” Localizado aos pés do Morro do Frota, a cerca de 130 km de Goiânia, o Aldeia do Vale Pirenópolis nasce como uma extensão natural do conceito que, há quase três décadas, se tornou referência em moradia sofisticada integrada à natureza. São 152 lotes, de 1.200 m² a 2.500 m², distribuídos em um terreno abraçado pelo Rio das Almas e pelos córregos Manoel dos Anjos e do Ouro, envolto por bosques e áreas de preservação 62 ZELO

permanente. O resultado é um condomínio que combina exclusividade e sustentabilidade, em um ambiente que respira o Cerrado. “Desacelerar, valorizar o que realmente importa, estar com a família e com pessoas do bem. Esse é o novo Aldeia do Vale”, define Leandro Daher da Costa, sócio da Raiz Urbana, braço da Tropical Urbanismo, e um dos responsáveis pela expansão da marca. Ele explica que a escolha por Pirenópolis foi quase inevitável. A cidade, com quase três séculos de história, guarda uma energia que mistura tradição e frescor, natureza e cultura, sem pressa em se modernizar. “A cidade tem uma energia única, é geograficamente estratégica entre Goiânia, Anápolis e Brasília, e carrega uma aura de charme, história e natureza que se encaixa perfeitamente no conceito Aldeia. Pirenópolis é a queridinha do Brasil”, afirma. O novo projeto une o conforto de um resort de luxo à experiência de viver cercado por verde. Piscina de borda infinita, quadras de tênis de saibro, wellness com academia, clube para esportes ao ar livre, espaços gastronômicos e áreas de convivência com arte integrada à


Foto: João Carlos

Com arquitetura integrada ao relevo e hospitalidade cuidada nos detalhes, o Aldeia do Vale Pirenópolis traduz um novo olhar para o alto padrão: menos pressa, mais presença e conexão com a paisagem

Projeto é cercado por bosques, nascente e conta com vista para o Morro do Frota

paisagem fazem parte da infraestrutura. “Hoje o luxo está se aproximando do simples, mas não porque o luxo mudou. Fomos nós que mudamos”, observa Ferreirinha. “As pessoas estão exaustas. Buscam paz, quietude, tempo de qualidade. Esse é o novo luxo: a possibilidade de viver o tempo no seu próprio ritmo.” Leandro conta que desde o início quis criar algo realmente diferenciado: “Pensei em um projeto sem muros, com recuos generosos na construção, fiação elétrica subterrânea e uma infraestrutura completa.” As inovações vão além do urbanismo. A valorização da hospitalidade, com um conceito de concierge exclusivo, é um dos diferenciais do projeto, que também prevê futuramente um hotel boutique de poucas unidades, dedicado à experiência e à sofisticação. O paisagismo é assinado por Yara Hasegawa, enquanto o projeto de urbanismo e arquitetura leva a assinatura de Luci Costa e Andrea Accioly e interiores por Woo Arquitetura. As formas orgânicas seguem o desenho do relevo e valorizam o que o terreno tem de mais precioso: sua

topografia e a vegetação nativa. “O urbanismo foi feito em função das curvas de nível existentes”, explica Luci Costa. “Elas dão leveza, enquanto a arquitetura adota linhas mais marcantes, com materiais como aço corten, madeira e pedra, elementos que dialogam com o Cerrado e com o Morro do Frota, sem competir com eles”, completa. Luci destaca ainda que o projeto não busca reproduzir o casario histórico da cidade, mas interpretar sua essência: “Preferimos valorizar os materiais da região e a mão de obra local, de forma sustentável e socialmente responsável. O pertencimento vem da harmonia com a paisagem, não da imitação.” Além da estética, a sustentabilidade é parte das soluções: o sistema de swales garante a permeabilidade do solo, e o projeto prevê o reúso da água, energia solar e o plantio de espécies agroflorestais em áreas antes degradadas. Para Paulo Roberto da Costa, diretorfundador da Tropical Urbanismo, o novo Aldeia é um passo natural da trajetória iniciada há 30 anos. “Queríamos repetir o sucesso do Aldeia do Vale de Goiânia, mas só 63 ZELO

“Valorizar o que realmente importa e viver cercado de natureza. Esse é o novo Aldeia do Vale”, afirma Leandro Daher, sócio da Raiz Urbana

agora encontramos uma área com a mesma vocação natural”, conta. “Trouxemos toda a experiência acumulada e fizemos um upgrade, com ainda mais foco em sustentabilidade e integração. É um presente para os 300 anos de Pirenópolis, para a cidade e para todos que vierem morar aqui.” O sentimento é compartilhado pelo prefeito Nivaldo Mello, que vê o projeto como uma aliança entre tradição e futuro. “O Aldeia do Vale vem mudar o conceito de morar bem, respeitando a cultura, a história e o meio ambiente”, afirma. “Pirenópolis ganha um empreendimento que valoriza o que temos de mais precioso: a preservação e o pertencimento.” Em tempos em que o luxo é frequentemente associado ao excesso, o Aldeia do Vale Pirenópolis propõe o contrário: menos pressa, mais presença. O projeto transforma o ato de morar em um exercício de contemplação, onde o som do rio, o canto dos pássaros e o pôr do sol sobre o Morro do Frota tornam-se parte da rotina. “O luxo hoje é poder viver o tempo no seu próprio ritmo”, resume Ferreirinha. “E isso Pirenópolis tem de sobra.” *


Foto: João Carlos

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mercado imobiliário

Mensageira dos jardins Camila Alcantara é responsável, há mais de 14 anos, pela gestão do relacionamento com o cliente da FGR, na qual comanda as equipes de marketing e comercial e ajuda a consolidar o “jeito Jardins de viver” Thiago Queiroz

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executiva Camila Alcantara atua há mais de 14 anos na gestão de relacionamento com o cliente na FGR Incorporações, empresa goiana referência nacional em condomínios horizontais. Ela comanda o comercial, marketing e relacionamento, em que, com visão estratégica, baseada em atenção ao cliente, tecnologia e processos, contribui para consolidar o “Jeito Jardins de Viver” como uma marca de alto padrão e de confiança no mercado imobiliário. O olhar feminino em um cargo de alta liderança no setor da construção civil, ainda predominantemente masculino, tem proporcionado uma gestão que alia eficiência e sensibilidade, e reforça os valores da empresa em investir no crescimento profissional, independente de gênero. “Cada dia mais, nós mulheres temos ganhado um espaço diferenciado em todas as áreas, fruto do esforço que construímos pela entrega que realizamos. O mercado imobiliário sempre teve um cunho mais masculino, mas temos visto um papel bem construtivo com as novas lideranças femininas, especialmente nas imobiliárias e incorporadoras. Quando se observa os times de marketing e de corretores, o número de mulheres tem aumentado”, diz ela. A criatividade em gerar campanhas para fidelizar e conquistar clientes tem um segredo. Camila revela como é sua atuação no dia a dia para promover a integração entre o marketing e a área comercial, e fortalecer a marca da FGR. “A sensibilidade do que você está ouvindo do cliente é o que vai construir o seu próximo produto. Um desafio muito grande que temos hoje é sempre lançar algo que possa superar o que já foi feito. E conseguimos inovar porque ouvimos nossos clientes na ponta e trazemos suas aspirações para o planejamento de novos projetos e novas campanhas”, diz. Camila explica que cada lançamento tem uma especificidade, mas todos estão alinhados

com o diferencial de FGR, que é o “Jeito Jardins de Viver”. “Quando os fundadores criaram esse conceito, se inspiraram em condomínios já consolidados em São Paulo. Mas perceberam que o goiano tinha o seu jeito próprio e sua cultura, o que tinha de ser incluído nos projetos. O goiano gosta do contato, de tomar um cafezinho junto, de fazer churrasco com a família, de bater papo na feira. E foram esses aspectos que foram contemplados nos projetos. Ao longo dos anos, fomos aperfeiçoando essa estrutura interna para estimular a convivência, o lazer e a qualidade de vida. Tudo isso em um ambiente seguro”, relembra. Ela cita outros exemplos de adaptação dos projetos para o público goiano e de como os empreendimentos são criados para atender os clientes. Os diferenciais são os espaços para receber feiras dentro dos condomínios, espaços coletivos de lazer para crianças e adultos, pet places e, mais recentemente, variedades de quadras, como a de pickleball, um novo esporte que está se tornando febre no Brasil. “Pensamos também em detalhes que fazem a diferença no cotidiano das famílias, como posicionar a brinquedoteca ou parquinhos ao lado da academia, trazendo tranquilidade para as mães fazerem suas atividades físicas com os filhos por perto”, complementa. É dessa forma, com trabalho conjunto da equipe em sintonia com os clientes, que a FGR se mantém sólida nesses 40 anos, lançando e vendendo 100% dos 44 empreendimentos de seu portfólio no lançamento. “É uma das grandes forças da FGR, que os fundadores, Frederico Craveiro, Guilherme Craveiro e Rodolfo Dafico, sempre tiveram. Eles acompanham conosco toda a estratégia e nos dão muita liberdade para que possamos construir a quatro mãos, sempre escutando nossos parceiros e clientes”, diz Camila. A mudança no marketing e nas formas de se relacionar com o público, impulsionada pela migração para o meio digital, redesenhou 65 ZELO

o setor, e a empresa soube se adaptar ao novo cenário. Ela observa que essa evolução beneficiou os negócios e trouxe mais praticidade ao consumidor. “Desde a campanha digital, que impacta o cliente, até a assinatura do contrato, que hoje acontece em 24 horas devido às automações realizadas para facilitar o processo”, informa. Camila explica que o trabalho de marketing que desenvolve junto com sua equipe é todo orientado pelo comportamento do cliente. Assim, se consegue impactar as pessoas certas por meio das campanhas, desde aquelas que estão iniciando a pesquisa do imóvel até aquelas que já estão fechando a compra de sua casa. “Nosso trabalho é impactar o consumidor em todas as etapas da aquisição. Por meio da inteligência digital, conseguimos manter a conexão com ele através de nossas campanhas em diferentes plataformas”, explica. E os desafios não param. Prestes a completar 40 anos no mercado, a FGR, incorporadora dos condomínios Jardins, prepara uma série de surpresas e benefícios para os clientes. Camila adianta que o presente será a prioridade de aquisição para qualquer nova unidade que eles quiserem adquirir. “Temos uma escassez enorme. Hoje, lançamos o empreendimento e, de repente, todas as unidades já estão vendidas. Havia uma frustração de quem já era nosso cliente em não conseguir adquirir um novo Jardins, seja para fazer um upgrade para um projeto mais atual ou para investimento”, explica. Com o sucesso consolidado, a FGR ainda tem um vasto landbank: mais de R$ 25 bilhões a lançar na Região Metropolitana de Goiânia e muito fôlego e energia para novos projetos. Um deles já está causando expectativa. A marca prepara seu próximo lançamento, na saída para Trindade. “É a nossa nova menina dos olhos. O projeto está sendo desenhado e está ficando belíssimo”, anuncia.*


composição

Chegadas e partidas

Alessandra Gomes e Lívia Miszura propõem uma pausa aconchegante na sala de espera "Rota dos Indivíduos", ambiente inspirado em canção de Orlando Morais e Djavan Júnior Bueno Foto: Priscilla Marques

Foto: Paulline Ferreira

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ara Alessandra Gomes e Lívia Miszura, a inspiração para a sala de espera “Rota dos Indivíduos”, ambiente criado pela dupla para a Morar Mais Goiânia 2025, nasceu de um encontro raro: arquitetura e música caminhando na mesma direção. O fato de a mostra acontecer na casa de Orlando de Morais e Glória Pires trouxe imediatamente à memória de Alessandra a canção A Rota do Indivíduo, Indivíduo, composta por Orlando em parceria com Djavan, música que sempre a acompanhou e que agora se tornaria conceito. A letra, marcada por percepções sobre chegadas, partidas e atravessamentos, guiou o desenho de um espaço pensado como metáfora da jornada humana. Para as profissionais, a sala de espera não é apenas um lugar de passagem: é o ponto em que os viajantes se encontram antes de seguir adiante. “É o instante em que cada pessoa se permite parar, contemplar, simplesmente ser”, diz Alessandra. A imagem dos entroncamentos ferroviários, onde os caminhos se cruzam e se sobrepõem, inspirou o nome Rota dos Indivíduos, no plural, para reafirmar a convivência entre trajetórias distintas. A tradução do conceito aparece nas escolhas sensoriais e estéticas. O sofá Quadrívio, peça central, combina tecido tecnológico de alta performance, formas orgânicas e acabamento quase sem costuras. Pensado por elas e produzido pela WS Interiores, integra ainda porta-copos, carregador por indução, som ambiente e mesa iluminada. Para as autoras, o móvel simboliza o ponto onde duas vias se cruzam e convidam ao encontro.

A paleta aposta em tons calmos de pérola, marfim e jade, e texturas que pedem proximidade. A iluminação indireta, quente e discreta, foi criada para favorecer o relaxamento. Elementos naturais e artesanais, como os cordões de macramê que emolduram o espaço e o bordado sobre a fotografia de um entroncamento ferroviário brasileiro, reforçam a homenagem à obra de Orlando. Entre acessórios, objetos pessoais introduzem a camada afetiva que a sala exige. Plantas posicionadas estrategicamente ampliam a sensação de acolhimento e convidam o visitante a permanecer. “Não queríamos apenas uma sala de espera, mas um instante de pausa, um lugar em que cada pessoa pudesse se perceber em trânsito, acolhida e refletida no espaço”, diz Lívia. A afinidade entre a dupla de designer de interiores e arquiteta precede a parceria que hoje dividem, e essa conexão se traduz com naturalidade na coerência do ambiente. Enquanto Lívia tem um olhar macro e domina a parte gráfica, Alessandra mergulha nas composições, nos detalhes e nas texturas. Juntas, equilibram técnica e sensibilidade para criar uma atmosfera que ultrapassa a função prática do espaço. E o público percebe a sinergia: muitos visitantes sentam-se no sofá, respiram mais fundo. A sala de espera cumpre o que promete: uma pausa. *

ALESSANDRA GOMES DESIGNER @ALESSANDRAGOMESDESIGNER/ (62) 99957-0590 LÍVIA MISZURA ARQUITETURA @ARQUITETALIVIAMISZURA/ (62) 99968-5401 66 ZELO

A designer Alessandra Gomes, de pé, e a arquiteta Lívia Miszura


Foto: João Carlos

Os arquitetos Luiz Mendonça e Sergio Sarmento projetaram a adega reinterpretando a estrutura original da casa em uma leitura contemporânea

atual

Adega reinventada

Projeto assinado por Luiz Mendonça e Sergio Sarmento para a Morar Mais Goiânia 2025 transforma memória em experiência sensorial Júnior Bueno

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ssinada pelos arquitetos Luiz Mendonça e Sergio Sarmento para a Morar Mais Goiânia 2025, a adega nasceu de um reencontro. Após décadas dividindo mostras e projetos, a dupla havia optado por não estar presente nesta edição, uma pausa necessária depois de tantos ciclos criativos. Mas o convite de Luiz Fernando Taquaral e a insistência gentil da curadora Rosana Fernandes reativaram uma memória afetiva: Mendonça trabalhou no projeto original da casa há mais de 40 anos, ao lado do arquiteto Eduardo Simões Barbosa. “Era um retorno simbólico. Quando o Luiz contou, pensamos: agora vamos”, lembra Sergio. Ao aceitarem, descobriram que quase todos os ambientes já tinham autor. Restava a adega, ou, como dizem: “foi a adega que nos escolheu”. A partir desse ponto, todo o conceito nasceu de um único gesto: valorizar a estrutura original. O espaço mantém as paredes em pedra tapiocanga e o piso em ardósia, elementos que serviram como ponto de partida para o conceito, que preserva essa força natural, mas a conduz a uma interpretação contemporânea.

Para reforçar essa dualidade, toda a marcenaria antiga foi retirada e substituída por uma estrutura metálica curva, desenhada para acompanhar o contorno irregular das paredes. Os nichos, além de abraçar a geometria existente, criam capacidade para armazenar até mil garrafas de vinho. A modernidade do metal, contraposta à textura bruta da pedra, deu origem a um contraste que definiu o tom do projeto: contemporâneo, mas conectado à arquitetura original. A iluminação foi pensada como fio condutor da experiência. Embutidos de solo iluminam as garrafas de baixo para cima, criando um efeito difuso e ameno que destaca volumes sem agredir o olhar. Na bancada de apoio, que recebeu revestimento cerâmico e pedra natural, perfis de LED foram instalados acima e abaixo, garantindo conforto para quem usa o espaço e reforçando a sofisticação discreta do ambiente. O espaço recebeu geladeira, adega climatizada, máquinas de gelo e de café, reforçando sua vocação como ponto de convivência. 67 ZELO

Mais do que uma sala para armazenar vinhos, o ambiente foi pensado para ser um refúgio dentro da casa. A integração entre estética e funcionalidade orientou cada escolha: materiais, luz, circulação, ergonomia e temperatura trabalham juntos para oferecer uma experiência sensorial completa. A execução do projeto só se tornou possível graças ao apoio de parceiros essenciais. A aromatização da Olfati, os eletrodomésticos da Invita, a iluminação da Mundial Lux, os móveis da Kazan Interiores, os vinhos da Decanter, os metais da São Jorge Design, além do paisagista Ney Laignier, Muralha Marmoraria, Geometria da Luz e Vaso e Cia. Cada fornecedor contribuiu para transformar a adega original em um ambiente contemporâneo e acolhedor, exatamente como a dupla imaginou no primeiro olhar.*

MENDONÇA & SARMENTO ARQUITETURA & CONSTRUÇÕES BUENA VISTA OFFICE DESIGN - AV. T-4, 619, SALA 906 – SETOR BUENO – GOIÂNIA – GO LUIZ MENDONÇA: (62) 99662.0073/ @ARQ.LUIZMENDONCA SERGIO SARMENTO: (62) 99978.7010/ @SARMENTO3012


Foto: Neilton Fernandes

legado

Do alicerce ao horizonte Entre celebrar o passado e projetar o futuro, a Castel chega aos 40 anos ajudando a transformar a paisagem urbana de Goiânia Júnior Bueno

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ma imobiliária que chega aos 40 anos não apenas vendeu muitas casas, apartamentos e terrenos, mas foi também testemunha e agente da transformação de uma cidade. Quando a Castel Imobiliária abriu as portas em 1985, Goiânia ainda crescia para os lados, em bairros que hoje já são considerados coração urbano. Quatro décadas depois, a paisagem mudou: prédios subiram, o ritmo acelerou, e a empresa permanece como parte importante dessa transformação, celebrando o passado, consolidando o presente e lançando os olhos para os novos projetos que chegam em 2026. Fundada pelo casal Marcos e Neusa Fagundes, a empresa nasceu em uma época em que o mercado imobiliário de Goiânia ainda se estruturava. “Todo começo é difícil, mas eu era muito do mercado, de estar de pé, de porta em porta, conversando com

as pessoas. Sempre fui um grande captador, bem relacionado. Isso foi o que me fez ter coragem de abrir a Castel”, explica o empresário. A coragem deu frutos. Ao longo de 40 anos, a Castel se consolidou como uma das empresas mais respeitadas do setor, atravessando diferentes ciclos do mercado e mantendo uma marca registrada: o atendimento humano, centrado na confiança. Esse valor, herdado dos fundadores, hoje é a base de uma nova geração à frente do grupo. Demétrius Fagundes, Rafael Garcia e Tatiana Fagundes, filhos de Marcos e Neusa e atuais sócios-diretores, cresceram acompanhando o surgimento e a evolução da empresa. Para eles, os princípios que moldaram a Castel continuam sendo seu maior diferencial competitivo. “O que sempre absorvemos da primeira geração, do meu pai e da minha mãe, é a maneira de 68 ZELO

tratar o cliente: buscar o melhor para ele, antes de qualquer retorno financeiro. A verdadeira recompensa é ver o sorriso e a transformação na vida de quem atendemos”, afirmam. Mais do que um lema, essa filosofia se tornou parte da rotina da empresa. “É algo que pregamos todos os dias, tanto com os corretores quanto com os colaboradores e gestores. Faz parte da nossa cultura repassar esses valores para manter não apenas um padrão de venda, mas de qualidade e de atendimento excepcional”, diz Demétrius. Ele acredita que, em um mercado consolidado, a reputação é o bem mais valioso: “O nome que construímos é o que faz as pessoas confiarem na Castel.” Mesmo diante da digitalização crescente do setor, a empresa mantém a humanização como essência. “Vivemos em uma era digital, com muitas transações automatizadas. Mas os clientes ainda sentem falta do contato pessoal,


A Castel inaugura em 2026 uma sede mais ampla, tecnológica e acessível, celebrando os 40 anos da empresa

de olhar nos olhos do corretor, de sentar para conversar”, observa. “Eles querem entender o que aquele imóvel traz de benefícios, a proximidade de uma farmácia, de um hospital, o conforto de um bairro. Essa presença humana é o que transmite segurança”, completa. A solidez conquistada ao longo dos anos também se traduz em crescimento e inovação. Em 2026, a Castel inaugura sua nova sede, marco simbólico dos 40 anos. “O novo espaço vai trazer mais qualidade em termos de infraestrutura, mas mantendo os mesmos valores. A estrutura física muda, melhora, mas a essência continua a mesma”, destaca Demétrius. O espaço será mais tecnológico e acessível, mas continuará sendo conduzido pelas mesmas pessoas que há anos atendem os clientes da empresa. A mudança de sede vem acompanhada de uma nova fase de expansão com um retorno ao mercado vertical em 2026. “Nosso primeiro lançamento vertical será em abril do próximo ano”, adianta. A novidade marcará a estreia do grupo no conceito short stay. “Será um edifício localizado de frente para o Parque Areião, o primeiro de Goiânia nesse formato com vista direta para o parque. São estúdios que vão oferecer qualidade de vida, contato com o verde e excelente localização”, explica o diretor. O

projeto aposta em um público contemporâneo, que busca praticidade sem abrir mão de conforto e natureza. Mas não é só na verticalização que a Castel aposta. Três lançamentos horizontais também estão previstos para 2026. “Um deles é um loteamento aberto em Senador Canedo, onde temos dedicado bastante energia”, conta Demétrius. “E dois condomínios fechados, um deles em parceria com a Toctao, com foco em classe média. O outro será um projeto solo com uma proposta inovadora: há uma gameleira centenária no centro da área, e vamos criar um polo gastronômico ao redor dela. A ideia é preservar a árvore e transformar o espaço em um ponto de convivência, com respeito ambiental e qualidade de vida.” A preocupação com o meio ambiente é um traço constante na história da Castel. “Mesmo em loteamentos abertos ou condomínios, priorizamos preservar a natureza nos lotes. Árvores só são retiradas quando realmente necessário”, reforça. “E incentivamos os clientes a manterem a vegetação original. Respeitamos as diretrizes urbanísticas, mas também acreditamos que preservar é investir no futuro.” Outro braço importante do grupo é a Castel Infinity, voltada para imóveis de altíssimo 69 ZELO

padrão e gestão patrimonial. “Temos uma sede no Setor Sul, voltada para a comercialização de empreendimentos de grandes incorporadoras, com tíquete médio a partir de R$ 1,5 milhão. Também temos uma unidade no Alpha Mall, focada na região dos condomínios fechados, onde atendemos clientes de médio, alto e altíssimo padrão”, explica. O atendimento desse público, segundo ele, exige preparo técnico e sensibilidade: “Nossos corretores recebem treinamentos em arquitetura, engenharia, direito e excelência em atendimento. Eles se tornam consultores completos. O cliente sente segurança porque percebe que está falando com alguém que entende o produto e tem conhecimento técnico. É a humanização aliada à competência.” Demétrius resume o segredo da longevidade da empresa em uma frase que poderia estar escrita na parede da nova sede: “De nada adianta ter tecnologia e técnica se não houver valores. É o equilíbrio entre tradição e inovação que mantém a Castel forte há quatro décadas.” * CASTEL IMOBILIÁRIA @CASTELIMOBILIARIA RUA 104, 950 - ST. SUL, GOIÂNIA – GO (62) 3281-0111


planejado

Espaços que conectam Projeto assinado por Bernardo Costa Campos para um jovem casal integra cozinha e estar e encontra na marcenaria planejada da NL o eixo que organiza o ambiente e define sua atmosfera Hannah Motta Fotos: Aica Estudio

Foto: Gabriel Machado

Arquiteto Bernardo Costa Campos

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riar um primeiro lar envolve traduzir rotinas, expectativas e a vida que começa ali. No apartamento 2.203, de 154 m², o arquiteto Bernardo Costa Campos partiu do desejo de um jovem casal para desenvolver um projeto acolhedor, funcional e aberto à convivência. Com experiência adquirida em grandes escritórios e atuação sólida no segmento residencial de alto padrão, ele estruturou um espaço que privilegia integração e equilíbrio, articulando materiais, luz e marcenaria planejada de maneira precisa. As cores foram pensadas para atravessar os ambientes com sutileza. Tons de bege definem o eixo principal, enquanto o verde sálvia aparece na cozinha, criando contraste sutil e uma unidade visual que acompanha sala, jantar e área gourmet. Essa conexão é reforçada pela escolha de formas simples e proporções limpas, alinhadas a um viés modernista que orienta todo o apartamento. A área social, ponto alto do projeto, foi organizada para favorecer as reuniões frequentes do casal. A cozinha integrada permite que quem está no preparo das refeições permaneça conec-

A marcenaria planejada em pau-ferro, executada pela NL, organiza a área social do apartamento e cria continuidade visual

Na cozinha, o verde sálvia acrescenta um ponto de cor que dialoga com a paleta neutra do apartamento

tado a quem ocupa a bancada, o estar ou a mesa de jantar. A escolha da mesa Guanabara, de Jorge Zalszupin, marca o centro da área social. Acima dela, o pendente Bauhaus, da Lumini, oferece luz suave e delimita a zona de convívio sem competir com o desenho do mobiliário. A marcenaria, executada pela NL Móveis Planejados, assume papel determinante nessa articulação. Um grande painel de pau-ferro equilibra o lado da sala composto por esquadrias piso-teto e acolhe nichos amplos para livros e objetos afetivos. “A marcenaria foi essencial para estruturar a atmosfera do apartamento. Trabalhamos o pau-ferro não só pela beleza do veio, mas porque ele cria continuidade visual e organiza a área social”, afirma o arquiteto. Entre os detalhes mais característicos, está a estante que camufla a porta do lavabo, onde foi embutido um perfil de luz indireta. “Queríamos uma iluminação que valorizasse o ambiente e criasse conforto visual, por isso trabalhamos com essa luz indireta nos dois lados do apartamento”, explica Bernardo. A iluminação, aliás, é tratada quase como

narrativa. O profissional trabalha a luz indireta como camada principal, distribuída de modo a gerar conforto. O conjunto ainda dialoga com peças escolhidas com critério: poltronas assinadas por Jorge Zalszupin, cadeiras de Bernardo Figueiredo e um tapete indiano que adiciona textura ao living. Mais do que destacar um único elemento, Bernardo define o projeto como um apartamento que funciona de forma plena, um lugar pensado para ser vivido sem pressa, seja em encontros com amigos e família, seja nos fins de semana tranquilos do casal. A soma entre layout fluido, marcenaria cuidadosa e escolhas inteligentes de materiais constrói a atmosfera que sustenta essa experiência: um lar integrado, confortável, cercado por detalhes que fazem diferença no dia a dia. *

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COSTA CAMPOS ARQUITETURA @COSTACAMPOS.ARQ/ (62) 98155-8834 NL MÓVEIS PLANEJADOS @NLPROJETOSDEINTERIORES RUA MARILIA, 760, JARDIM GUANABARA, GOIÂNIA (GO) (62) 3432-7900/ (62) 99507-9292/ (62) 98187-5096


design

Taisa Bueno destaca o valor do mobiliário autoral brasileiro ao unir identidade, memória e linguagem estética em uma curadoria que reflete a trajetória de cada morador Júnior Bueno

E

scolher um móvel é um gesto que ultrapassa a função e a estética. Nos últimos anos, o mercado de decoração passou a valorizar de forma mais clara a identidade do morador, entendendo que cada peça pode carregar histórias, origens e afetos que moldam a forma como habitamos os espaços. Em Goiânia, esse movimento ganha corpo com a curadoria de Taisa Bueno, que se tornou referência ao aproximar o público do design autoral brasileiro à frente da Ventura Casa. Seu trabalho evidencia como cultura e memória também se manifestam nas texturas, tramas, técnicas e materiais que compõem o mobiliário. Arquiteta e designer, a gerente comercial sustenta que toda escolha começa por um ponto simples e profundo: “Eu sempre pergunto que tipo de afeto o morador busca quando volta para casa. É isso que guia o acervo. Não é sobre o que está na moda, é sobre o que faz sentido para aquela vida.” Essa perspectiva afetiva se tornou um norte para o processo curatorial, que entende o espaço doméstico como extensão da própria biografia. Dessa escuta nasceram as coleções “Casa Afeto”, com duas edições neste ano, take 1 e take 2, que sintetizam seu método. A primeira

revisita lembranças: “Falo muito sobre memória porque ela constrói abrigo. Todos temos objetos que contam nossa história e eu queria trazer isso para os projetos.” Já o segundo take trabalha com leveza, luz e descanso: “Depois de anos intensos, senti que as pessoas buscavam harmonia. Por isso criei uma paleta mais luminosa, um percurso cromático que respira.” A sensibilidade, porém, não se sustenta sozinha. Taisa acompanha tendências internacionais e observa mudanças de comportamento, mas filtra tudo pelo contexto brasileiro. “A gente volta de Milão cheio de referências, mas não é para copiar. É para entender como aquilo dialoga com o nosso jeito de morar”, afirma. Para ela, o design só faz sentido quando encontra a vida real de quem o utiliza. Esse olhar foi essencial para o reposicionamento da Ventura Casa. O movimento começou quando o mercado de luxo local ainda priorizava peças europeias. “Todo mundo vendia murano, vidro, importado. Eu decidi mostrar o barro, a palha, a cerâmica, o feito à mão”, lembra. “O design brasileiro sempre teve força, só precisava de espaço para aparecer.” A aposta abriu portas para nomes como Estúdio Prosa, Bravio e Humberto da Mata, entre outros talentos nacionais que hoje ocupam o acervo da loja com protagonismo. 71 ZELO

Foto: Desroterizando

Casa com afeto

O processo curatorial começa pela escuta atenta de clientes e profissionais. “Não existe curadoria sem entender o outro. Eu posso amar uma peça, mas se ela não fala com o morador, não funciona. O DNA que tem de aparecer é o dele, não o meu”, diz. Assim, a Ventura atua como ponte entre criação e público final, traduzindo conceitos, aproximando pessoas de designers e apresentando peças que equilibram técnica, função e emoção, um tripé que, para Taisa, define o bom design. Essa mediação se completa no serviço de montagem da casa inteira, que inclui mobiliário, arte, luminárias, tapetes e objetos de finalização. “Nós montamos a casa para que a pessoa entre e sinta: esse lugar é meu”, explica. “E quando ela entende a história por trás das peças, a relação com o espaço muda completamente. A casa vira biografia.” No fim, o objeto é só o começo. O que importa é a vida que acontece em volta dele.*

VENTURA CASA @VENTURACASA AVENIDA T-9, QD H19 382, LT 18 - ST. MARISTA (62) 3241-3898


propósito

Excelência sob medida À frente da Todeschini Goiânia, Suelli Moreira conduz uma gestão pautada pela eficiência, atenção no pós-venda e compromisso com a satisfação de cada cliente Júnior Bueno Foto: João Carlos

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a Todeschini Goiânia, cada projeto nasce de um diálogo: de um lado, o cliente com suas histórias, sonhos e expectativas; do outro, uma equipe que transforma ideias em espaços funcionais e bem planejados. À frente desse processo está a empresária Suelli Moreira, que há três anos conduz a franquia com atenção a todas as etapas — do briefing e desenvolvimento à finalização do mobiliário. “Nosso padrão de atendimento é acompanhar o cliente de ponta a ponta”, afirma. É assim que a marca se destaca, oferecendo soluções em móveis planejados de alto padrão com precisão em cada fase: “Quando recebemos um projeto rico em particularidades, com criações exclusivas de arquitetos ou designers e cortes especiais, temos capacidade técnica para executá-lo integralmente, sem ajustes ou substituições. Por isso definimos nossa entrega como design sob medida.” A mesma atenção se aplica ao pós-venda, considerado pela empresária um indicador essencial de qualidade. Nessa área, a Todeschini Goiânia alcança 95% de aprovação no NPS nacional, métrica que avalia satisfação e lealdade. “Fomos identificando pontos de melhoria no mercado e os transformamos em diferenciais incorporados aos processos, prazos e comunicação.”, reforça. Com trajetória iniciada como consultora de vendas de mobiliário solto, Suelli acumulou experiência em gestão e aprofundou sua relação

com a arquitetura até conquistar sua própria loja. Hoje, referência no segmento de alto padrão, mantém foco na vivência de quem chega até a marca. Foi nesse percurso que encontrou nos móveis planejados a área que melhor expressa sua visão. “É o que veste a casa, o que transforma o espaço”, declara. Ela entende o design como algo vivo: “Meus ambientes precisam de elementos naturais; vegetação, pedras, materiais que tragam vida e reflitam nossa essência.” Para a executiva, o lar se completa quando abriga lembranças e escolhas afetivas. Ainda assim, evita modismos: “A tendência é passageira. Acredito no clássico contemporâneo, uma combinação duradoura que preserva identidade. A decoração precisa de alma.” Essa filosofia orienta o atendimento da Todeschini Goiânia: “Estamos presentes em toda a jornada, da concepção à instalação. Realizamos visitas de obra, compatibilização de projetos, vistoria pré-obra e um pós-venda permanente.” O compromisso com a qualidade sustenta o crescimento da marca na Capital: “Nossos clientes reconhecem e valorizam a personalização do serviço.” Tecnologia e rigor operacional também reforçam esse resultado. A Todeschini fabrica suas próprias lâminas naturais e utiliza metais em aço inoxidável certificados, garantindo durabilidade e resistência. “Nosso prazo de entrega é de 45 dias úteis e é cumprido com precisão”, garante. Os projetos ainda oferecem ampla liberdade 72 ZELO

de personalização. “É o nosso mobiliário que se ajusta às necessidades do cliente, e não o contrário. Convertendo cada ideia em solução sob medida.”; esclarece a profissional. O cuidado técnico inclui compatibilizações hidráulicas, elétricas, de gás, ar-condicionado e automação, além de visitas antecipadas às obraas. Ela ressalta que “é um trabalho de prevenção, não de correção.” Esse rigor se soma aos mais de 85 anos de expertise da marca na produção de móveis de alto padrão. Suelli destaca que cresceu junto com a operação: “Aprendi a fazer gestão servindo. Meu maior aprendizado foram as pessoas.” Para os próximos anos, planeja participar de novas mostras, ampliar o diálogo com profissionais e atualizar o showroom. “Não é apenas uma reforma, mas uma estratégia para valorizar nossos produtos e criar um ambiente que represente nossos clientes.” Olhando para sua trajetória, Suelli vê a loja como uma extensão de si. “É como um filho: algo que nutrimos, acompanhamos e vemos evoluir. Quando um novo cliente chega por indicação de alguém que teve uma experiência positiva conosco, sei que estamos no caminho certo”, conclui. * TODESCHINI GOIÂNIA @TODESCHINI.GOIANIA ALAMEDA DAS ROSAS, 1.317 - ST. OESTE GOIÂNIA - GO (62) 99495-3329


GRUPO

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Fotos: Divulgação

ZELOBELEZA

HANNAH MOTTA hannah@revistazelo.com.br

Clássico Para celebrar os 100 anos do eterno clássico Shalimar, a Guerlain lança Shalimar L’Essence, versão intensa e contemporânea do primeiro perfume ambarado da história. Criado por Delphine Jelk, o Eau de Parfum destaca a baunilha de Madagascar em diálogo com nuances quentes, florais e amadeiradas. O resultado é uma composição que revisita a sensualidade e o espírito ousado que acompanham a fragrância desde 1925.

Frescor A L’Occitane au Brésil estreia a linha Puro Suco Bafafá, que traduz a alegria tropical em fragrâncias leves e cheias de personalidade. Com pitanga e toranja como protagonistas, o Mist perfumado e o Frappé Hidratante, que pode ir à geladeira antes do uso, combinam frescor, cor e irreverência. Um lançamento que celebra o verão com o verdadeiro borogodó brasileiro.

Proteção A La Roche-Posay apresenta Anthelios UV Air FPS 60, protetor solar desenvolvido no Brasil com textura ultrafluida e dez vezes mais leve. Enriquecido com ácido hialurônico e niacinamida, hidrata por 24 horas, controla a oleosidade e protege até o UVA. Pensado para o clima tropical, o lançamento promete um toque imperceptível e uma nova experiência em fotoproteção diária.

Doce novidade O clássico Black Honey, da Clinique, ganhou duas novas versões para deixar o nécessaire ainda mais irresistível: Pink Honey e Nude Honey. Nos formatos Lipstick e Cheek & Oil, os lançamentos seguem a proposta de realçar a cor natural dos lábios e bochechas com textura leve, efeito luminoso e aquele toque irresistível de cor e cuidado.

Brilho em cena A M·A·C expande sua linha Dazzleshadow com versões líquidas e em pó que prometem transformar qualquer make. As novas sombras chegam em acabamentos metálico e glitter, com alta pigmentação, longa duração e texturas leves que prometem não acumular. Do rosa fúcsia ao azul holográfico, é brilho para todos os estilos, do dia a dia ao after.

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Intenso A Valentino Beauty lança Born in Roma Extradose, versões mais concentradas e ousadas das fragrâncias Donna e Uomo. Inspiradas na energia da Cidade Eterna, as criações ampliam o poder e a sensualidade dos perfumes originais, com notas de cassis, rum e baunilha na versão feminina e lavandin, vetiver e especiarias na masculina.

Colágeno A Vichy apresenta o Liftactiv Colágeno Specialist 16, primeiro sérum capaz de estimular todas as famílias de colágeno da pele. Com textura leve e rápida absorção, o lançamento promete firmeza e redução de rugas em duas semanas. A fórmula traz a tecnologia Co-Bonding, que atua na síntese de múltiplos tipos de colágeno, reforçando o conceito de recarga diária com base científica.

Ciência

Toque de cor A ISDIN lança seu Reparador Labial com Cor, que une tratamento e beleza em três tons: Red, Pink e Grape. Com ácido hialurônico e vitamina E, o stick hidrata por até 24 horas, repara lábios ressecados e adiciona uma cor suave de efeito natural. Prático e versátil, o novo queridinho da marca espanhola promete lábios viçosos, protegidos e com um toque de sofisticação.

A The Ordinary, queridinha canadense que pousou recentemente em terras brasileiras, lança no mercado nacional o Sulfur 10% Powder-to-Cream Concentrate, tratamento inovador que reduz vermelhidão e oleosidade em até uma hora. Com 10% de enxofre e tecnologia que transforma o pó em creme ao toque, o produto oferece ação rápida, acabamento invisível e praticidade. Portátil e eficaz, é ótimo aliado para manter a pele equilibrada ao longo do dia.

Encontro O Boticário amplia a linha Coffee com Coffee Unique, dupla de fragrâncias que combina café arábica e caramelo salgado em versões masculina e feminina. Coffee Man Unique traz notas de lavanda e âmbar com toque especiado, enquanto Coffee Woman Unique mistura flores brancas e patchouli. Um par olfativo que celebra encontros intensos, cheios de calor e personalidade.

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bem-estar

Cuidado para além da pele

Médico dermatologista Bruno Albernaz combina arte, ciência e tecnologia para orientar pacientes em um percurso de atenção contínua, com foco na naturalidade, no envelhecimento saudável e em protocolos que respeitam singularidades Lucas Pereira

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médico dermatologista Bruno Albernaz sempre foi um admirador da arte e de tudo o que é estético. “Imagina poder fazer isso na Medicina? Para mim, é um verdadeiro presente a união entre o amor por arte, design, formas e harmonia com o cuidado médico. Então, não poderia ser outra especialidade”, afirma ele, que fez residência médica em Dermatologia, no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (UFG), e desde então se dedica ao compromisso de sempre oferecer o que há de mais moderno e atual aos seus pacientes. Em 2023, o profissional inaugurou a sua nova clínica em Goiânia, um espaço especialmente projetado para traduzir a sua essência: um centro tecnológico de tratamentos em um ambiente arquitetônico que respira arte e design. “É um local que representa o nível de detalhe e cuidado que proponho em meu trabalho”, diz. Ele acredita que autoestima e bem-estar devem estar integrados. “Não é apenas estar bonito, é estar bem em relação a muitas variáveis, como o corpo, a alimentação, a pele, a saúde mental. Percebo que os pacientes hoje buscam cuidados capazes de entregar não apenas resultados imediatos, mas cuidados que se perpetuem com o tempo, que sejam capazes de tratar, de fato, o processo de envelhecimento. E o acesso à informação faz com que tenhamos uma mudança de paradigma importante: vou prevenir o que já sei que vai acontecer. Dessa forma, os pacientes chegam ao consultório cada vez mais cedo para cuidar de forma equilibrada e consciente do seu envelhecimento, com foco na naturalidade”, revela. Bruno tem um lema: você precisa estar bem para a sua própria idade. “Nossa geração tem uma expectativa de vida mais alta. O significado de envelhecer mudou muito. Hoje, uma pessoa entre 50 e 60 anos é ativa, trabalha, viaja, ocupa espaços, e a imagem precisa acompanhar esse ‘novo envelhecer’. Os tratamentos objetivam deixar a pessoa com um aspecto compatível com esse novo estilo de vida, confiante, segura e confortável”, explica. É com essa filosofia que o médico se dedica a técnicas de estruturação facial baseadas no conhecimento científico sobre o processo de envelhecimento para conquistar resultados naturais e elegantes.

Tecnologia e cuidado contínuo O dermatologista explica que uma de suas principais orientações a pacientes e seguidores é procurar um profissional de confiança para elaborar um plano de tratamento personalizado. “A dermatologia estética é uma das áreas médicas com mais atualizações, diariamente são lançados novos produtos, protocolos e tecnologias. Mas eles precisam de validação científica, tempo de maturação e indicação precisa. Os avanços são fantásticos, mas requerem cuidado no uso”, diz o profissional, que vai constantemente a congressos nacionais e internacionais em busca de inovações seguras para potencializar resultados. “Na clínica, temos as tecnologias mais modernas do mundo para produção de colágeno facial e corporal, lasers para tratamento de manchas e qualidade de pele, tais como: Morpheus, Liftera, Coolfase, Solon, Fotona. Também temos os protocolos injetáveis que trazem sustentação facial, harmonia e rejuvenescimento de forma elegante. Ah, e não posso deixar de falar do queridinho do momento: o Bumbum UP, que já fez celebridades virem de outros Estados para deixar o bumbum mais bonito com segurança”, conta. O dermatologista, inclusive, comenta que o verão brasileiro é um momento muito esperado por vários pacientes. “São os meses em que mais realizamos os protocolos corporais de tratamento de flacidez e o próprio Bumbum UP. Imagina conseguir entregar a esta parte do corpo um formato mais redondo, empinado e uma qualidade de pele uniforme para uma paciente ter segurança para usar um biquíni e se sentir confiante nesses momentos de lazer? Elas ficam radiantes e esbanjando autoestima”, afirma. O profissional acredita que o cuidado contínuo é o segredo para uma pele saudável e bonita, e uma autoestima duradoura. “E é claro que uma rotina diária de cuidados em casa é parte importante desse processo, afinal complementa tudo que faço no consultório”, diz. Pensando nisso, Bruno desenvolveu uma linha de produtos exclusivos pensados para a pele dos seus pacientes. “Em 2025, lançamos a B Beauty em um evento exclusivo, na Legado Galeria, para um grupo seleto de pacientes e foi um sucesso. Lançamos uma máscara de vitamina C, um pós-barba e um gloss labial em três 76 ZELO

tons diferentes. A receptividade foi muito positiva e o plano é expandir a coleção em breve”, revela. Interação e inspiração Com uma rotina ativa de interação no Instagram, o dermatologista acredita que as redes sociais se tornaram uma ferramenta valiosa, mas que não há vitrine que supere um paciente satisfeito e seguro com a sua imagem em seus ambientes de convivência. “No meu trabalho, tenho três pilares inegociáveis: ética, segurança e compromisso com o resultado. Alinhados, eles se tornam um poderoso instrumento de atração de novos pacientes. As redes sociais inegavelmente amplificam o trabalho de qualquer profissional atualmente, mas o que percebo é que esse é apenas um dos validadores de qualidade. Hoje, o paciente está atento aos detalhes, ele pesquisa, se informa com conhecidos e te acompanha por muito tempo antes de tomar a decisão de colocar a sua saúde em suas mãos. Por isso, me dedico nessa tarefa diária para informar com ética, responsabilidade e criar conexão com o público. O mais fantástico é poder conectar pessoas de Estados e países que vêm a Goiânia para realizar nossos protocolos”, comenta. Como bom amante de arte, Bruno é um frequentador assíduo de exposições em seus momentos livres. “Goiânia tem vivenciado um momento de expansão de atividades artísticas bem interessante, com destaque para a Cerrado Galeria e o Centro Cultural Octo Marques, com exposições de artistas goianos. Além disso, amo uma boa culinária, gosto de conhecer os novos restaurantes da cidade, viajar para lugares fora do óbvio e, também, assistir a desfiles de moda na TV. Além de estar atento às tendências, aproveito para estudar proporções faciais de diferentes nacionalidades”, conta. Assim, com sensibilidade, estratégia e atenção aos detalhes que importam, Bruno Albernaz segue sua vocação de proporcionar mais harmonia e saúde ao mundo. * DR. BRUNO ALBERNAZ MÉDICO DERMATOLOGISTA CRM 18089 | RQE 13832 @DRBRUNOALBERNAZ/ (62) 98171-5942 AV. DEP. JAMEL CECÍLIO, 2.929, EDIFÍCIO BROOKFIELD TOWERS - JARDIM GOIÁS, GOIÂNIA-GO


Foto: João Carlos 77 ZELO


Foto: João Carlos 78 ZELO


saúde

Referência em resultados naturais Com 35 anos de atuação e mais de 10 mil cirurgias realizadas, Edilson Carvalho Ramos consolida o Med Plastic Hospital como referência em segurança, inovação e atendimento premium em Goiânia Júnior Bueno

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trajetória do cirurgião Edilson Carvalho Ramos se apoia em três fundamentos que moldaram toda a sua vida profissional: técnica apurada, estudo permanente e compromisso com a segurança. Depois de décadas dedicadas ao centro cirúrgico, refinou um olhar que combina precisão e naturalidade, em busca de resultados proporcionais e alinhados ao perfil de cada paciente. Com 35 anos de experiência e mais de 10 mil cirurgias realizadas, o médico tornouse referência em Goiânia. Membro-titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e também especialista em Nutrologia, está à frente do Med Plastic Hospital como proprietário e diretor técnico, conduzindo uma equipe alinhada à evolução da especialidade e às inovações que transformam a prática da cirurgia plástica. Quando fala sobre os pilares que garantem a excelência, o cirurgião é enfático: tudo começa pela escolha do profissional. “O profissional deve estar ligado à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, ter feito a especialidade, possuir o Título de Especialista e, hoje, o RQE. Não se deve arriscar com pessoas que se intitulam cirurgiões plásticos sem a devida qualificação ou que realizam procedimentos de risco em consultório”, afirma. Para ele, essa é uma regra básica para a segurança do paciente e uma premissa que orienta todo o trabalho do hospital. Entre as cirurgias mais procuradas ao longo de sua carreira, a área de mama ocupa lugar especial. Mamoplastias, mastopexias e técnicas como o Sutiã Interno fazem parte de seu repertório. Explica: “O Sutiã Interno utiliza a parte muscular e lateral da mama para fixar a base no sulco mamário, funcionando como uma cinta interna. Isso deixa o arcabouço mais firme e faz com que a mama demore mais a cair.” O ajuste de pele, realizado em conjunto, prolonga o resultado. Acompanhando as mudanças e tendências da especialidade, o cirurgião observa que a lipo-

escultura continua como um dos procedimentos mais demandados. “Hoje, a lipoescultura é o carro-chefe. É muito procurada por pessoas que, após emagrecerem ou terem filhos, buscam melhorar o contorno corporal por causa da sobra de pele ou tecido frouxo”, esclarece. Muitas vezes, esse tratamento é associado à abdominoplastia para alcançar uma silhueta mais harmoniosa. A inovação tecnológica também faz parte do cotidiano do Med Plastic Hospital. O profissional destaca o uso do jato de plasma como um dos diferenciais da instituição. “É uma técnica moderna utilizada como complemento à lipoescultura. Ela favorece o declínio e a retração da pele, deixando a silhueta mais bonita e harmônica”, afirma. O equipamento integra um centro cirúrgico que reúne ainda lasers de diferentes tecnologias e uma estrutura preparada para procedimentos que exigem o alto padrão oferecido. Quando o assunto é o rosto, o médico comenta que o rejuvenescimento facial evoluiu de forma expressiva nos últimos anos e, atualmente, o Face Lifting Total atua em planos mais profundos. “Utilizamos técnicas como o Deep Plane, que levanta o terço médio, e o Deep Neck, que ajusta a papada. Trabalhamos o SMAS (Sistema Músculo-Aponeurótico Superficial) e o platisma para definir a região malar e a mandíbula”, detalha. Para evidenciar ainda mais o lifting, a técnica pode ser complementada com ácido hialurônico em pontos estratégicos. Entre as dúvidas frequentes no consultório, a redução da testa aparece com destaque. Ele confirma que o procedimento existe, mas exige indicação precisa. “Pode-se fazer uma incisão frontal, pericapilar, trazendo a pele para a frente. Nunca deve ser feita uma incisão coronal, porque isso aumenta a testa”, alerta. Nos últimos anos, o Med Plastic Hospital passou a ser referência em transplante capilar, técnica que se tornou uma das mais buscadas. O procedimento redistribui folículos saudáveis, que não têm predisposição à queda, para a área calva, permitindo que o cabelo volte a crescer

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ali de forma definitiva. A técnica é indicada principalmente para quem sofre com alopecia androgenética. Ainda assim, reforça que o momento ideal do procedimento depende da avaliação do estágio da queda. Essa atenção ao detalhe, segundo ele, é a mesma que orienta todo o processo cirúrgico no hospital. A estrutura do Med Plastic Hospital se destaca pelo rigor no protocolo de segurança. São seis salas cirúrgicas, cada uma com equipe própria e anestesista exclusivo. “Aqui não existe sobrecarga. Cada sala tem sua equipe completa. Todos os exames pré-operatórios passam pelo anestesista e pelo cirurgião”, revela. O centro cirúrgico conta ainda com equipamentos avançados, reforçando o cuidado integral. Na etapa de internação, o hospital mantém o mesmo padrão de excelência. São 14 apartamentos individuais e dois postos de enfermagem que asseguram acompanhamento contínuo. Além disso, os quartos foram planejados para que o paciente se sinta acolhido, confortável e seguro durante toda a recuperação. Fundado em 1998, o Med Plastic Hospital se consolidou como um espaço moderno e sofisticado, com foco na experiência premium. O objetivo, segundo Edilson, é transformar a percepção sobre o ambiente hospitalar, tradicionalmente associado à dor ou ao medo. “Os pacientes depositam seus sonhos no nosso trabalho. Nosso papel é oferecer segurança, técnica e um cuidado que esteja à altura das expectativas”, conclui o cirurgião.*

DR. EDILSON CARVALHO RAMOS CIRURGIA PLÁSTICA E TRANSPLANTE CAPILAR CRM 4720 | RQE 4403 MED PLASTIC HOSPITAL RUA T-38, 106, SETOR BUENO, GOIÂNIA – GO @DREDILSONCARVALHO / @MEDPLASTICHOSPITAL (62) 98164-0180 / (62) 3215-2140


Foto: João Carlos 80 ZELO


equilíbrio

Quando a arte encontra o cuidado Cirurgião-dentista Rildo Lasmar transforma o atendimento odontológico na Vie Pratique em uma experiência sensível, estética e cultural, em compromisso com a valorização da arte regional e com o fomento à produção goiana Júnior Bueno

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relação entre saúde e arte tem sido explorada por diversas pesquisas ao redor do mundo, e todas convergem para uma constatação cada vez mais evidente: ambientes visualmente estimulantes contribuem para o bem-estar. De hospitais que registram queda no estresse de pacientes expostos a obras visuais a estudos que associam cores, texturas e imagens à redução da dor, a ciência confirma algo que artistas e médicos já suspeitavam: a experiência estética pode ser, também, curativa. Nesse cenário, em que técnica e sensibilidade se aproximam, emerge o trabalho do odontólogo Rildo Lasmar, que consolidou em Goiás uma prática clínica alicerçada em acolhimento, sensibilidade e estímulo cultural. Localizada no Flamboyant Shopping, a Clínica Vie Pratique nasceu justamente deste desejo de ampliar a noção de saúde, integrando precisão técnica, bem-estar e uma atmosfera que valoriza o olhar. O espaço foi concebido para que o paciente se sinta envolvido por um ambiente que inspira confiança e serenidade. Rildo resume essa filosofia ao afirmar que enxerga cada atendimento como uma obra em construção. “O paciente é o quadro, e nós somos os artistas”, enfatiza. Para ele, o espaço clínico não é apenas um local de procedimentos, mas um território que precisa acolher e provocar sensações de leveza desde o primeiro passo até o último momento da consulta. A presença constante de obras de arte reforça essa intenção ao transformar a experiência de quem passa por ali. Um exemplo claro dessa proposta é a exposição “100 anos de Antônio Poteiro”, montada no lobby da clínica. Criada para celebrar o primeiro aniversário da Vie Pratique, a mostra tem curadoria de Simione Evangelista e reúne peças do acervo pessoal do odontólogo.

A escolha não foi casual: Poteiro integra sua memória afetiva e dialoga com o que Rildo considera essencial na arte. “Poteiro tem uma cor, uma alegria, uma simplicidade grandiosa. Eu gosto do que é verdadeiro”, diz. Simione reforça a dimensão simbólica da iniciativa ao defender que “a arte precisa circular, ser vista e ser sentida. E aqui, ela respira junto com o ambiente”. Assim, a clínica deixa de ser apenas um espaço técnico e se transforma em um lugar vivo, permeado por narrativas culturais. Colecionador, Rildo soma mais de 350 obras em seu acervo, e mais do que reunir peças, sua intenção sempre foi conviver com elas. “Eu não compro arte para guardar, eu compro para conviver”, explica. Essa convivência cotidiana o influencia profundamente, pois, segundo ele, há paralelos claros entre o gesto artístico e a construção estética de um sorriso. Ambas as práticas exigem sensibilidade, precisão e um olhar atento às singularidades. Ao refletir sobre o trabalho clínico, Rildo destaca que proporções, luminosidade e coloração precisam dialogar com a naturalidade de cada rosto, tal como cor, profundidade e incidência de luz e sombras revelam a beleza de uma pintura. “Existe um sorriso para cada face. Se o resultado não conversa com a pessoa, não funciona”, afirma. Para ele, a odontologia estética deve respeitar a identidade do paciente, valorizando suas características individuais em vez de padronizálas. Essa abordagem sensível é sustentada por anos de rigor técnico e formação contínua. Fundado em 1997, o Instituto Rildo Lasmar é referência ao unir humanização, atualização científica e tecnologia de ponta. Lasmar resume a filosofia da instituição em uma expressão que orienta sua carreira: “A excelência precisa ser rotina.” Entre os diferenciais do local está o sistema Cerec, capaz de produzir próteses de cerâmica em cerca de 15 minutos, possibilitando 81 ZELO

que restaurações completas sejam feitas em única consulta. Mesmo assim, ele insiste que a tecnologia não substitui o toque humano: “A máquina não tem sentimento ou vida. A tecnologia ajuda, mas a peça artesanal tem alma. As pequenas imperfeições de um sorriso natural não se fabricam em escala.” Para ele, esse pensamento se expande para um conceito mais amplo de saúde integral. Rildo defende que o ambiente é parte ativa do cuidado. “Cuidar não pode ser pesado. O lugar em que você entra já precisa te dizer que vai dar tudo certo”, comenta. Por isso, quadros, esculturas e objetos artísticos não são meros adornos, mas elementos que compõem a atmosfera do lugar. Em cada mostra, como a dedicada a Antônio Poteiro, o ambiente se renova, ganhando novos sentidos e oferecendo visibilidade a artistas goianos. Para ele, esse é o desdobramento natural de um projeto que nasceu para unir técnica, sensibilidade e cultura em torno de uma experiência de cuidado mais humana e expansiva. O futuro da clínica segue nessa direção: Rildo planeja manter um calendário contínuo de mostras, abrir espaço para diferentes linguagens e promover encontros que aproximem arte, saúde e a comunidade.*

VIE PRATIQUE BY RILDO LASMAR @VIE.PRATIQUE/ @RILDOLASMAR (62) 98188-0400/ SHOPPING FLAMBOYANT - AV. DEP. JAMEL CECÍLIO, 3.300 – PISO 3, JD. GOIÁS, GOIÂNIA (GO) RILDO LASMAR (CD/CRO - GO 5614) É ESPECIALISTA E MESTRE EM IMPLANTODONTIA, ORTODONTIA, ORTOPEDIA FUNCIONAL DOS MAXILARES, DENTÍSTICA ESTÉTICA E SAÚDE PÚBLICA. É MEMBRO DA ADA, SBOE, ABOR, FDI, ABOE, ABO E AACD


Foto: João Carlos

inovação

Entre o clássico e o disruptivo Com 22 anos de trajetória, o ortodontista Marcelo Cunha aposta na tecnologia, na arte e na leveza como forças que transformam a odontologia e a vida das pessoas Júnior Bueno

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á quem veja na odontologia uma ciência exata. Marcelo Cunha, não. Para ele, o consultório é também um ateliê, um espaço onde técnica e estética se encontram e onde a tecnologia dialoga com a emoção. À frente do Grupo Cunha Odontologia, clínica fundada em 1969 por seu pai, o cirurgião-dentista Disney Alves da Cunha, Marcelo herdou mais do que uma profissão: herdou o impulso por inovar. Com 22 anos de carreira, o ortodontista goiano se tornou um nome de referência nacional por unir inovação e sensibilidade. Pioneiro no uso de alinhadores transparentes no Brasil, fundou a Up Aligner, empresa que desenvolve e fabrica aparelhos sob medida para centenas de profissionais em todo o País. “O que eu aprendi em 12 anos agora pode estar na ponta dos dedos em dez segundos”, diz, ao falar sobre o uso da inteligência artificial como aliada do conhecimento humano. Para Marcelo, a tecnologia não substitui o dentista, mas amplia suas possibilidades. Sua visão é a de quem busca democratizar o acesso à qualificação técnica, capacitando colegas e facilitando o aprendizado de novas gerações. “O profissional não precisa produzir [os alinhadores] se souber planejar e indicar

o caso. Só assim ele já está à frente da grande maioria”, explica. A ideia é simples e ambiciosa: transformar dados em sabedoria compartilhada. Essa vocação para a mudança não é nova. Ainda jovem, ele criou o primeiro plano de saúde odontológico privado de Goiás, quando o mercado era dominado por grandes redes. Agora, executa um novo projeto: um plano de saúde voltado para pets, unindo o afeto pelos animais à visão empreendedora. “Cheguei a uma fase em que não quero mais guardar conhecimento. Deus me mostrou que sabedoria é para ser dividida”, conta. O ano de 2026 marcará outro capítulo importante: a inauguração da nova clínica no World Trade Center, no Setor Marista, um dos endereços mais valorizados de Goiânia. O espaço foi pensado como uma experiência sensorial, onde cada detalhe dialoga com ambientes que integram arte, conforto e valorização da autoestima. “Quero quebrar paradigmas e mostrar outro lado da odontologia: o da beleza, da paz, da leveza”, completa. Inspirado por artistas como Romero Britto e o goiano Homero Maurício, Marcelo propõe um ambiente minimalista e colorido, em que a arte deixa de ser apenas decoração para se tornar parte do tratamento. “A cor significa vida. Uma

obra de arte traz o artista para dentro da gente. É isso que quero fazer com cada pessoa que entrar no meu consultório: que ela esqueça que está em um ambiente clínico e se lembre apenas de si”, diz. Essa combinação entre o clássico e o leve também define seu estilo pessoal. Atleta desde sempre, ele enxerga no esporte o mesmo rigor e disciplina que aplica ao trabalho. Dorme cedo, acorda cedo, treina, produz, cria. Acredita que o alto desempenho nasce do equilíbrio entre corpo e mente. E que a rotina, quando bem vivida, pode ser prazerosa. No fundo, Marcelo Cunha é movido pela crença de que toda transformação começa dentro e se espalha quando compartilhada. Sua odontologia é feita de sorrisos, mas também de propósito: “Eu vejo muita gente parada no tempo, sem disciplina. Quero mostrar que a vida pode ser leve, e o trabalho, divertido.” *

GRUPO CUNHA ODONTOLOGIA @DRMARCELOCUNHA / @UPALIGNER (62) 98198-0019 RUA 17-A, 671, SETOR AEROPORTO – GOIÂNIA (GO) WWW.DRMARCELOCUNHA.COM.BR


olhar clínico

O tempo como forma de cuidado Aliando técnica, tecnologia e sensibilidade, o cirurgião plástico Pablo Rassi participa de transformações que começam com um desejo interno de cada paciente Júnior Bueno

Foto: João Carlos

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cirurgião plástico Pablo Rassi costuma dizer que o verdadeiro luxo é o tempo. Não o que se tenta economizar, mas o que se dedica a estar perto, ouvir e cuidar. “O maior presente que posso oferecer ao paciente é a presença, isso faz toda a diferença”, afirma. Essa proximidade é um dos traços mais marcantes de seu trabalho. O médico faz questão de acompanhar a paciente da consulta até o último dia de pós-operatório, realizando curativos, retirada de pontos e acompanhando toda a evolução, mesmo contando com uma equipe de excelência ao seu lado. Para ele, é nesse contato direto que se constrói a confiança. “O que diferencia o médico humano de uma máquina é a sensibilidade. É estar junto, participar do cuidado e fazer o paciente se sentir realmente amparado”, diz. Pablo Rassi é formado em Medicina com residência em Cirurgia Geral pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e residência em Cirurgia Plástica pelo prestigiado Instituto de Cirurgia Plástica Santa Cruz (SP). Sua trajetória profissional é marcada pelo mesmo equilíbrio que aplica no atendimento: técnica de ponta, empatia e um profundo compromisso com o paciente, que passa pela MedPlastic Consultórios, onde atende em Goiânia. Entre os procedimentos mais realizados, a cirurgia mamária e o contorno corporal ganham destaque. Nele, o médico aplica o conceito de observar o paciente em 360 graus, buscando equilíbrio entre mama, costas, glúteos, abdômen, coxas e braços em conjunto. Segundo o profissional, o objetivo não é moldar um ideal estético, mas realçar a individualidade de cada pessoa. “Trato o corpo como um todo, e isso muda

a percepção do resultado. É sobre proporção e naturalidade, não sobre exagero”, pontua. Mas é no pós-operatório que sua filosofia se revela por completo. O cirurgião mantém contato direto com os pacientes, inclusive com os que moram em outros Estados e países. “O cuidado não termina com a cirurgia. Ele continua até o paciente se sentir plenamente recuperado física e emocionalmente”, destaca. Entre as tecnologias utilizadas, o cirurgião plástico destaca a lipo ultrassônica, representada por equipamentos como Safer e Vaser, que emulsificam a gordura de forma seletiva e menos invasiva; o vibrolipoaspirador, que aumenta a precisão; e as tecnologias de retração como Argoplasma, que utiliza o plasma de argônio para estimular o colágeno; o Quantum, que promove a retração cutânea com radiofrequência de alta precisão, e o Morpheus, uma tecnologia de radiofrequência fracionada com microagulhamento. Aliado a esse arsenal, o cirurgião utiliza a técnica de enxertia muscular guiada por ultrassom e os métodos Total Definer e UGraft para alcançar resultados que são, acima de tudo, naturais. “A tecnologia é importante, mas o principal é a maneira de fazer. Cada corpo tem seu ponto de equilíbrio, e o papel do cirurgião 83 ZELO

é respeitar essa proporção para preservar a harmonia individual”, explica. Sua experiência fica ainda mais completa por se dedicar há mais de uma década a mutirões de reconstrução mamária no Hospital Araújo Jorge, onde também realiza cirurgias reparadoras de face, nariz e pálpebras. A experiência em um hospital filantrópico reforçou sua convicção de que a cirurgia plástica tem um papel social e emocional inestimável. “Cuidar do outro é o que dá sentido à profissão. Tanto a reconstrução quanto a estética devolvem mais do que a forma. Devolvem a confiança e o desejo de viver de forma mais plena”, afirma. Com um olhar que combina técnica e sensibilidade, Pablo Rassi representa uma geração de cirurgiões que enxerga a medicina além do bisturi. Para ele, cada procedimento é também um exercício de autoconhecimento. “A cirurgia plástica ajuda o paciente a se reencontrar. Não é sobre mudar o que se vê, mas sobre mudar o jeito de se ver”, finaliza. * PABLO RASSI | CRM-GO 14677 @DRPABLORASSI CLÍNICA MEDPLASTIC RUA T-38, 106 - ST. BUENO, GOIÂNIA (GO) (62) 98329-0044


Foto: João Carlos

performance

Vida em movimento

Médica do esporte Amália Carneiro utiliza diagnóstico preciso, tratamento adequado e estratégias clínicas para promover saúde, desempenho e longevidade Hannah Motta

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médica do esporte Amália Carneiro atua com foco no diagnóstico e tratamento de condições musculoesqueléticas, na prevenção de doenças crônicas e na melhora da qualidade de vida por meio do movimento. Com residência em medicina do esporte pela Unesp, ela também possui pós-graduação em ultrassonografia musculoesquelética com infiltração guiada por imagem. A tecnologia, que pode ser usada no próprio consultório, tornou sua prática mais segura e eficiente, e a vida do paciente mais simples. “O ultrassom nos dá muita segurança, porque sabemos exatamente onde a medicação está sendo aplicada. Em pacientes com alterações anatômicas ou histórico de cirurgia, isso faz toda diferença. Se o corticoide, por exemplo, é aplicado no tendão, existe risco de ruptura. Com a imagem, evitamos complicações e otimizamos o tratamento”, afirma. A profissional destaca que boa parte dos pacientes que acompanha hoje têm entre 25 e 50 anos e buscam melhora da composição corporal, desempenho físico, reabilitação ou alívio de dores associadas ou não à prática esportiva. Ela explica que, embora ainda relacionada ao acompanhamento de atletas, a medicina do esporte envolve

um campo ainda mais amplo, voltado também para idosos e pessoas com doenças crônicas. A médica reforça que o exercício físico tem impacto direto na longevidade e no prognóstico de saúde: “Um paciente com hipertensão, diabetes e colesterol alto, mas com bom condicionamento físico, tem menor risco de morte cardiovascular do que alguém sem nenhuma doença, porém sedentário.” Para Amália, preservar massa muscular é central no processo de envelhecimento, pela relação entre força, autonomia e redução de quedas que podem levar a desfechos graves. Em sua rotina clínica, também está presente a prescrição responsável de recursos ergogênicos, e outras estratégias de melhora do desempenho físico, sempre com avaliação individual e distinção clara em relação aos esteroides anabolizantes. Ela destaca que segue as diretrizes do Conselho Federal de Medicina, que, desde 2023, proíbe o uso desses hormônios para fins estéticos. As chamadas “canetas emagrecedoras” também fazem parte do repertório terapêutico quando indicadas, desde que integradas a hábitos sustentáveis. A médica defende que o foco não deve ser apenas a perda de peso, mas a preservação da massa muscular: “Sem consumo adequado de proteína e sem exercícios de força,

o corpo perde músculo e o metabolismo desacelera, aumentando o risco de não recuperar o peso depois.” Ela lembra que a obesidade é uma doença crônica e multifatorial, e que o acompanhamento após o tratamento medicamentoso é determinante para evitar recaídas. Para quem está iniciando uma mudança de estilo de vida, Amália recomenda que o exercício escolhido seja prazeroso, evitando ciclos de tentativa e abandono: “As pessoas me perguntam qual é o melhor exercício. Eu sempre respondo: aquele que você consegue manter. Uma escolha prazerosa pode levar a hábitos mais estruturados depois.” Em sua prática clínica, a médica mantém a integração entre recursos diagnósticos, orientação clínica e prescrição de movimento como ferramenta terapêutica. Seu trabalho parte de um princípio central: viver bem é, também, performar na vida cotidiana com autonomia, disposição e capacidade de seguir em movimento. * DRA. AMÁLIA CAROLINA CARNEIRO RQE SP 99919 / GO 19288 @AMALIAMEDICADOESPORTE RUA CAMILO FLAMARION, QD 10, LT 19, GOIÂNIA (GO) (62) 99616-5101


sabor

Açúcar, fermento e uma porção generosa de afeto Fundada por Philippe e Amanda Pasquini, Moscavo Bakery fortalece sua essência artesanal e avança em novos planos que ampliam o compromisso da casa com qualidade e propósito Júnior Bueno Foto: João Carlos

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ssim como o pão, que atravessa milênios como um alimento simples e essencial, a Moscavo Bakery nasceu de um processo lento, de camadas e paciência. Em 2020, em plena pandemia, o casal Philippe e Amanda Pasquini abriu uma pequena produção em 70 metros quadrados no Alto da Glória e começou a exalar o cheiro desse começo: uma iniciativa pequena que, como toda boa massa, precisava de tempo, cuidado e calor para crescer. O negócio foi pensado como uma espécie de devolução à cidade de tudo o que aprenderam vivendo fora do Brasil. Ele passou anos na Itália; ela, na Inglaterra. Depois, já casados, voltaram a morar juntos na Itália e encontraram ali um norte: comida fresca, feita no dia, com ingredientes de qualidade e sem atalhos. A padaria nasceu desse compromisso. E do que Philippe define como “um projeto visceral”: só chega ao balcão o que faz sentido para eles, o que provam, aprovam e realmente gostam. Um dos cuidados é não ter no cardápio ingredientes ultraprocessados ou carregados em açúcar. “Não temos nada contra quem usa creme de avelã ou leite em pó em excesso, mas nossa cozinha prioriza a combinação suave de sabores”, explica Amanda. A lógica não é a do cardápio vasto, mas da escolha cuidadosa. “A gente não oferece

de tudo, mas oferece o nosso melhor”, diz Amanda. O nome Moscavo também nasceu desse laboratório afetivo. Philippe conta que provou, anos atrás, o doce russo Medovik, e a lembrança ficou. Na busca por um nome, testaram sonoridades — mascavo, moscavo, muscovado… até que “Moscavo” soou como deveria: forte e marcado pelas referências que moldaram o casal. Mas antes do nome, vieram os princípios. Honestidade, qualidade, empatia. Nada de reaproveitar, nada de fazer “para render”, tudo fresco, produzido no dia. No começo, o trio que segurava a operação era mínimo: Philippe, Amanda e a mãe dele, Fátima. E para lembrar o porquê de tantos sacrifícios, o rosto do pequeno João Filipe, primogênito do casal, virou o mascote da marca. Inspirada no escotismo, a figura carrega valores de disciplina e companheirismo. Era ele quem encontravam no fim de cada jornada, quando a família ainda morava no andar de cima da padaria. “Nunca foi sobre dinheiro. Precisávamos de propósito”, diz. O propósito também conduz a seleção de insumos, um processo quase artesanal em si. Enquanto a maioria das empresas faz orçamentos com vários fornecedores, a Moscavo opera com relações exclusivas: farinha específica, manteiga especial, leite de origem definida. Tudo escolhido diretamente com produtores e fabricantes, o que permite

conversar sobre qualidade e entender até influências do clima. “É o tipo de detalhe que o artesanal toca: a qualidade além do volume”, explica Philippe. Esse mesmo entendimento orienta o cotidiano da panificação, que lembra ao casal, todos os dias, que o tempo do pão não é o tempo da pressa. Fermentação, crescimento, descanso: há um ritmo natural que nenhum forno apressa. “O pão vira pão no tempo dele”, diz Philippe. E talvez seja essa filosofia, antes de qualquer técnica, que tenha criado a identidade da Moscavo: uma padaria que respeita o alimento e quem o cria. Agora, enquanto a massa da Moscavo segue fermentando seu próprio percurso, a empresa se prepara para uma nova fase. Em até um ano e meio, deixa o endereço atual para ocupar uma sede própria, construída do zero, em outro bairro de Goiânia. “É um movimento contra a maré”, diz o casal. Fincar raízes exige coragem, mas o pão também só existe porque alguém, um dia, insistiu em esperar. Acreditando na cidade e no próprio ofício, a empresa avança do seu jeito: com tempo e propósito. *

MOSCAVO BAKERY @MOSCAVOBAKERY RUA T-38, 61 - ST. BUENO, GOIÂNIA - GO (62) 98482-6875


Foto: Divulgação

Diretor regional do Sesc/Senac em Goiás, Leopoldo Veiga Jardim; governador Ronaldo Caiado; primeira-dama Gracinha Caiado; presidente da Fecomércio Goiás, Marcelo Baiocchi; secretária de Estado da Cultura de Goiás, Yara Nunes, e secretário de Estado da Retomada, César Augusto Moura

incentivo

Claque Cultural em expansão Maior maratona de cultura do País, realizada pelo governo de Goiás e Sesc, chega à 3ª edição com ações gratuitas, impacto econômico crescente e estreia de polo nacional na Bahia

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Claque Cultural 2025 reafirma Goiás como referência nacional em políticas públicas de fomento à cultura. Realizado pelo governo de Goiás, por meio da Secretaria da Retomada, em parceria com o Sesc Goiás, o programa chega à terceira edição consolidado como ação contínua de circulação artística, descentralização do acesso e estímulo à economia criativa. Criado em 2021 como resposta aos impactos da pandemia no setor cultural, o Claque tornou-se política permanente. Neste ano, o projeto mantém o formato itinerante, com programação gratuita que teve início no mês de outubro e segue até março de 2026, abrangendo música, teatro, circo, literatura, dança, artes visuais e audiovisual. Para o governador Ronaldo Caiado, essa estrutura faz do programa um marco nacional. “O Claque Cultural é a maior maratona que se tem no País hoje. Estamos resgatando a cultura do nosso povo, dando apoio aos pequenos artistas e expandindo tudo isso ao interior”, destaca.

De acordo com o presidente do Sistema Fecomércio Sesc Senac Goiás, Marcelo Baiocchi Carneiro, a evolução do programa demonstra a força da gestão integrada. “Cada edição reafirma nosso propósito de descentralizar a cultura e fortalecer a economia criativa. É um projeto que deixa legados reais nas comunidades, com resultados visíveis e sustentáveis”, afirma. Maratona Cultural A edição prevê cerca de mil apresentações em Goiânia, Anápolis, Caldas Novas, Jataí, Morrinhos, Alto Paraíso e Jussara, com investimento de R$ 23 milhões. Os resultados evidenciam seu alcance; são centenas de artistas contratados, geração de empregos diretos e indiretos e fortalecimento de setores como hospedagem, alimentação, transporte, produção cultural e turismo. Polo de Circulação Nacional A expansão para além das fronteiras goianas é o principal destaque de 2025. O novo Polo de 86 ZELO

Circulação Nacional levará produções estaduais a unidades do Sesc na Bahia, passando por Salvador, Porto Seguro, Santo Antônio de Jesus, Alagoinhas, Feira de Santana e Jacobina. Segundo o secretário de Estado da Retomada, César Moura, esse é um dos pontos centrais da política. “O Claque fomenta a economia em diversos setores. O trade turístico, o setor de eventos e a economia criativa são diretamente impactados, com movimentação financeira e geração de renda por onde o projeto passa”, pontua. Para o diretor regional do Sesc/Senac Goiás, Leopoldo Veiga Jardim, essa presença territorial é essencial e amplia o intercâmbio artístico: “O Claque tem sido uma experiência transformadora. Ver o público ocupando os espaços e reconhecendo o papel da arte na transformação da sociedade dá sentido à parceria entre Sesc e governo de Goiás.” *


Foto: Divulgação

carros

O futuro da mobilidade Leapmotor inicia sua operação no Brasil em parceria com a Stellantis, apresentando modelos eletrificados e híbridos que ampliam alternativas em tecnologia automotiva para o consumidor brasileiro Astero Motta

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Leapmotor, referência em veículos 100% eletrificados, desembarcou no Brasil em novembro, apresentando um novo padrão de inovação, tecnologia e design ao mercado automotivo. Em parceria com a gigante Stellantis, a marca inicia sua trajetória no País com atuação estratégica, apoiada pela expertise de uma das grandes empresas do setor. Em Goiânia, os modelos já podem ser conhecidos na Belcar Leapmotor, no Alto da Glória, concessionária que integra a rede nacional da marca. Com a proposta de renovar a experiência ao volante, a Leapmotor chega ao mercado nacional com dois modelos já confirmados. O destaque é o SUV C10, apresentado em duas configurações: BEV, totalmente elétrica, e Ultra-Híbrida com tecnologia REEV, que combina eficiência

energética e autonomia ampliada. O portfólio também será reforçado pelo SUV B10, ampliando a presença da marca no segmento. O diferencial da versão Ultra-Híbrida (REEV) está no uso de um motor a combustão desenvolvido exclusivamente para atuar como gerador de energia, que recarrega a bateria e elimina a ansiedade de autonomia. A proposta é oferecer uma experiência elétrica contínua, eficiente e prática para o dia a dia. Vice-presidente da Leapmotor para a América do Sul, Fernando Varela reforça essa visão: “É uma honra acompanhar de perto um momento tão importante para a Leapmotor e a Stellantis no Brasil. Nossa estratégia é de longo prazo, trazendo produtos pensados para o consumidor brasileiro. Hoje, contamos com 36 concessionárias nas principais cidades do País, oferecendo 87 ZELO

uma experiência elétrica e conectada que simboliza uma nova era da mobilidade.” A chegada da marca ao Brasil reforça um posicionamento claro: unir mobilidade inteligente, conectividade e elegância. Segundo Varela, o “design único, muita tecnologia, acabamento preciso e amplo espaço interno” são atributos que refletem o DNA da Leapmotor e se fazem presentes em cada detalhe dos modelos apresentados. O C10 se posiciona como um SUV familiar de grande porte, oferecendo amplo espaço, porta-malas generoso, sete airbags, incluindo o central, e o pacote de condução semiautônoma Leap Pilot. Outro destaque é sua arquitetura eletrônica proprietária, que integra softwares e hardwares de forma centralizada, garantindo mais performance com menor peso. *


Rafael Biazin, Antônio Neto e Rubens Inácio lideram a TXC em uma década marcada por expansão, leitura apurada do consumidor e uma visão que reposiciona a moda do universo agro no cenário nacional Fotos: Johnathan Mateus

negócio

Feito para quem produz Ao completar dez anos, TXC consolida uma leitura mais limpa e contemporânea do western no Brasil. Agora, avança para uma colaboração estratégica com a Ram e projeta novos caminhos de expansão Júnior Bueno

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á dez anos, a moda feita no Brasil para o público do agronegócio parecia presa a um mesmo estereótipo: estampas de cavalos e símbolos literais do universo western. Rubens Inácio lembra desse cenário com clareza. Criador do conceito de “moda agro” no País, ele via consumidores buscando referências mais modernas, influenciadas pelo lifestyle texano, pelo design americano e pela vida contemporânea no campo, enquanto as marcas brasileiras seguiam oferecendo imagens repetidas, quase caricatas. “Parecia que ninguém observava de verdade esse cliente”, recorda. A virada começou quando Rubens se juntou a Rafael Biazin e Antônio Neto e decidiram arriscar um caminho menos óbvio. Em 2015, produziram 1.500 peças, entre bonés e camisetas, inspiradas na estética americana, mas pensadas para o Brasil. Foram vendidas em uma semana, em um pe-

ríodo em que o Instagram ainda funcionava quase como uma vitrine improvisada. O sucesso imediato mostrou que havia espaço para uma proposta mais limpa e com identidade própria. Foi nesse momento que a TXC começou a surgir como símbolo do encontro entre dois mundos: a força do western e o desenho mais preciso da moda urbana. Com o tempo, ficou evidente que o público interessado nesse visual ia muito além daquele que frequentava rodeios. Gente do interior buscava peças duráveis, funcionais e modernas; moradores das grandes cidades passaram a adotar elementos do estilo como parte da rotina; e, sobretudo, houve uma mudança cultural importante: o interior deixou de ser visto como sinônimo de atraso e passou a ser reconhecido como lugar de inovação, potência econômica e forte produção de moda. Foi nesse ambiente que a marca cresceu, expandiu para lojas multimarcas, franquias e 88 ZELO

boutiques e ampliou o mix de produtos. Hoje são mais de 60 categorias em moda masculina, feminina e infantil, e mais de 2.200 pontos de venda multimarcas em todo o País. A TXC nasceu como marca própria a partir da observação do Texas Center Moda Country, de propriedade de Rubens. Criado em 2013 e apelidado pelos clientes de “Disneylândia do Agro”, o espaço reúne mais de 2.400 m² dedicados à moda, à selaria, à chapelaria, à gastronomia e às experiências. Ao longo dos anos, tornou-se um laboratório vivo: ali, a equipe acompanhou hábitos, ajustou coleções, entendeu o comportamento do consumidor e confirmou um movimento cultural em expansão: o agro buscava vestir de forma moderna e não caricata. Dez anos após sua criação e em plena expansão, a TXC inicia um novo capítulo com a parceria firmada com a Ram, marca de picapes da Stellantis.


Prevista para 2026, a coleção nasce do alinhamento entre as duas empresas, que compartilham valores de robustez, autenticidade e desempenho. Desenvolvida com supervisão direta da Stellantis, a colaboração exigiu da TXC uma revisão de modelagens, acabamentos e leitura estética para aproximar o vestuário da combinação de potência e refinamento que caracteriza as picapes da Ram. O resultado é uma linha funcional, tecnicamente precisa e de visual limpo, sem perder o diálogo com o western, que faz parte da identidade da marca. “A Ram fala com quem já chegou lá; a TXC fala com quem quer chegar. A colaboração nasce desse encontro”, resume Rubens. O projeto também funciona como porta para a internacionalização. Hoje, a TXC já está presente em divisas do Paraguai, avança para Uruguai e Bolívia e mantém exportações crescentes para os Estados Unidos. Essa presença gradual evidencia uma estratégia contínua de expansão, conduzida de forma cautelosa e alinhada ao posicionamento

construído ao longo da última década, mas o foco, no entanto, não é “virar uma marca de fora para dentro”, e sim ampliar fronteiras mantendo o Brasil como prioridade. “Ainda tem muito Brasil para explorar”, diz Rubens. Segundo Antônio Neto, sócio da TXC, o País oferece um imenso espaço para expansão, sobretudo em boutiques e nas regiões Sul e Sudeste. Aos lojistas, a marca chega com números consistentes: mais de 70 franquias, cinco lojas próprias e dois mil pontos de venda ativos. “Entre franquias e B2B, nós vendemos cerca de um milhão e meio de peças por ano”, avalia Neto. Olhando para os próximos anos, a estratégia combina crescimento e maturidade. O objetivo é expandir a empresa, mas ampliando valor agregado ao ticket médio. Menos volume, mais sofisticação, e um projeto estruturado para dobrar o faturamento em três anos. Nesse movimento, a leitura de público ganha novas camadas: hoje, 50% dos compradores

da TXC são mulheres, embora 70% do portfólio seja masculino, um dado que revela a força aspiracional da marca. Essa relação, explica Rubens, nasce do entendimento de que a TXC sempre vendeu estilo de vida — família, coragem e fé — e que a roupa funciona apenas como meio para transmitir esses valores. Enquanto isso, outras frentes ganham força: sustentabilidade aplicada ao processo produtivo e o fortalecimento de iniciativas sociais, como o Movimento X, dedicado a causas animais, crianças e pessoas enfermas. Nesse cenário, a próxima década aponta para um desafio diferente: transformar consistência em legado. Para os sócios, o futuro da TXC envolve aprofundar processos, fortalecer equipes e consolidar uma linguagem capaz de atravessar mercados e ciclos. Não se trata apenas de crescer, mas de sustentar uma visão construída com rigor, que segue em movimento, guiada pela mesma disposição para arriscar que marcou o início da marca. *

Com mais de 70 franquias, cinco lojas próprias e 2.200 pontos de venda, a marca fortalece sua presença no Brasil e avança para mercados internacionais

As coleções traduzem um western contemporâneo: são peças funcionais, de desenho limpo e pensadas para o ritmo real de quem vive entre o campo e a cidade

TXC @TXCBRAND AV. C-107, 886 - JARDIM AMÉRICA

Novidade para 2026, a parceria com a Ram inaugura uma nova fase para a TXC, alinhando o desempenho e a robustez que conecta as duas marcas

(62) 3996-6636

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A forja de atletas completos Unindo natação, ciclismo e corrida, o triatlo ganha fôlego em Goiás e o interesse pela modalidade cresce tanto entre quem quer subir em pódios quanto pessoas que querem desafiar seus próprios limites Júnior Bueno

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cidade de Boulder, nos Estados Unidos, é celebrada como a “meca do triatlo” pela comunidade de endurance por seu relevo desafiador e clima propício para provas e treinos. Além da altitude e das longas ciclovias, Boulder se destaca por reunir clubes, centros de treinamento e uma cultura esportiva que atrai atletas de alto rendimento ao longo de todo o ano. Nos últimos anos, Goiânia tem sido chamada de “a Boulder brasileira” por atletas e treinadores, uma comparação que, segundo o treinador de alto rendimento Bruno Manzoni, traduz bem o momento atual da modalidade em Goiás. A expressão faz sentido: o triatlo realmente ganhou novo fôlego no Estado. Na BM Team, equipe comandada por Bruno, o número de atletas quase triplicou — eram 23 em 2022 e hoje chegam a 89, entre profissionais e amadores. “Goiás tem estrutura, clima e segurança para treinar. Aqui, o esporte cresce a cada ano porque temos tanto atletas amadores quanto profissionais puxando o nível para cima”, afirma. Para ele, o triatlo é um esporte completo: “Natação, ciclismo e corrida ativam diferentes musculaturas, melhoram a capacidade cardiovascular e promovem controle emocional.” Esse crescimento em Goiás e no Brasil não é só impressão de quem vive o esporte diariamente: vem respaldado por dados. No calendário competitivo brasileiro, o número de provas aumentou. De acordo com a base MundoTri, foram 183 eventos em 2023 e 206 em 2024, um sinal de expansão. O crescimento ocorre principalmente nas distâncias curtas e regionais, que atraem novos triatletas. A maioria dos praticantes permanece amadora. Segundo estudo da Universidade Federal de Juiz de Fora, mais de 93% dos triatletas não são profissionais, com idade média de 37 anos. Esse

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Foto: TriZ Fotos Esportivas

esporte


À frente da BM Team, Bruno Manzoni conduz atletas de diferentes níveis com uma abordagem técnica e educativa que sustenta o crescimento do triatlo em Goiás

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Foto: TriZ Fotos Esportivas

A arquiteta e atleta amadora Luísa Azevedo encontrou no triatlo um caminho de transformação pessoal, equilibrando rotina, desempenho e autoconhecimento

perfil revela uma tendência clara: a popularização da modalidade entre pessoas que buscam bemestar, superação pessoal e qualidade de vida, não apenas desempenho competitivo. O interesse vai além das provas. As buscas por “triathlon” na internet cresceram 82% em um ano, um sinal de que o esporte está cada vez mais presente nos planos e na rotina de muitas pessoas. Esse movimento digital acompanha o físico: segundo pesquisa, cerca de 60% dos triatletas treinam entre 5 e 12 horas por semana, e outros 17% ultrapassam esse volume. O investimento também é relevante: 40% gastam entre R$ 100 e R$ 500 por mês, e 33% desembolsam entre R$ 500 e R$ 1.000 — valores que incluem assessorias, inscrições, equipamentos e logística. Em Goiás, esse cenário ganha força com histórias pessoais de quem abraçou a modalidade. A arquiteta Luísa Azevedo, por exemplo, entrou no triatlo quase por acaso: começou no spinning para emagrecer, voltou à natação após anos afastada e só faltava

correr. Foi sua professora de natação quem sugeriu: “Você já faz os mais difíceis, só falta a corrida.” Luísa seguiu o conselho, procurou uma assessoria especializada, comprou uma bicicleta e, aos poucos, transformou sua rotina. “O triatlo mudou minha relação com o corpo e com a mente”, conta. Hoje ela mantém 15% de gordura corporal, um índice baixo para mulheres, e relata ganho expressivo de massa magra. Mas, para ela, a mudança mais profunda foi interna: “Aprendi a reconhecer meus limites, a respeitar a fadiga, a adaptar os treinos. O esporte me ensinou disciplina, controle mental e escuta do meu próprio corpo.” “Sua rotina exige disciplina de ferro; dedica cerca de 1h30 aos treinos, com apenas uma pausa semanal: “Quando o tempo não ajuda, treino na academia. Quando o corpo pede, adapto. Às vezes o treino não sai perfeito, mas fazer o possível já é parte do processo.” Essa constância, segundo ela, transforma o esporte em hábito — e o hábito em evolução real. Hoje ela vê o triatlo como

parte estruturante da vida, não apenas como prática esportiva. A nutricionista e atleta Maylla Moraes, com quase dez anos na modalidade, também celebra o boom do triatlo goiano. “A cada semana, vejo rostos novos. É inspirador”, afirma. Para ela, o triatlo vai além da performance: é uma escola: “Ele ensina paciência, constância e que resultados vêm com tempo e esforço.” Maylla percebe que o ambiente mais diverso e cheio cria redes de apoio entre atletas, algo essencial para iniciantes. Há, porém, uma preocupação: com o aumento rápido de praticantes, ela questiona se todos estão respeitando as etapas do esporte: “Não basta treinar para competir. É necessário cuidar da alimentação, da recuperação, da mente. Precisamos de orientação de treinador, nutricionista e psicólogo para que esse crescimento seja saudável e sustentável.” O alerta se repete porque Maylla vê, no dia a dia, o risco de a pressa se transformar em lesão, frustração ou abandono.


Foto: Plays Sports

Foto: TriZ Fotos Esportivas

Maylla Moraes domina as três modalidades do triatlo — natação, ciclismo e corrida — com disciplina e constância que a levaram ao pódio do Ironman Brasil e ao Mundial em Kona

Triatleta de alto rendimento, ela venceu em outubro a categoria 30–34 no Ironman Brasil — vitória que lhe garantiu vaga para o Mundial em Kona, no Havaí, onde encerrou a prova entre as 12 melhores do mundo. Ainda assim, reforça que o triatlo deve ser encarado como estilo de vida, não apenas como a meta de completar uma prova: “Se você está começando, vá com calma. Respeite seus limites. Suba um degrau por vez.” Do outro lado do cenário, a Federação Goiana de Triatlo (Fegotri) trabalha para sustentar esse crescimento com estrutura. Sob a liderança de João Teixeira, a federação articula parcerias com entidades públicas e privadas para garantir segurança, credibilidade e padronização técnica nas competições. “Queremos um calendário sólido para 2026, com provas homologadas, bem organizadas e acessíveis”, afirma. Um dos focos principais da entidade é a base: apoiar projetos sociais como a Escolinha de Triathlon Formando Campeões, criada por

Juraci Moreira, atleta olímpico. A escolinha atende cerca de 2.000 jovens em 34 núcleos, incluindo um em Goiânia, estratégia decisiva para identificar talentos e oferecer esporte com propósito. Os desafios, porém, são grandes. Para organizar provas seguras, é preciso planejar rotas de natação, logística de trânsito, ambulâncias e apoio do Corpo de Bombeiros. Há também a necessidade de capacitar árbitros e treinadores para manter a qualidade das competições. E, sobretudo, ampliar o acesso: tornar o triatlo menos elitizado e mais sustentável para novos praticantes. Centro Aquático O governo de Goiás está construindo um novo Centro Aquático Olímpico no Autódromo Internacional Ayrton Senna, com investimento de R$ 9,7 milhões executado pela Goinfra, para criar um polo esportivo completo. O projeto, lançado em maio de 2025, inclui piscina de 50 metros, vestiários e bicicletário, estruturas

essenciais para integrar o treino de natação ao ciclismo e à corrida, que já utilizam a área. O complexo também contará com arquibancada, área administrativa e estacionamento, o que amplia a capacidade de atendimento a atletas e ao público. A obra é estratégica para o triatlo. Iniciada no segundo semestre de 2025, tem previsão de conclusão para o primeiro semestre de 2026. A iniciativa beneficia triatletas de alto rendimento e projetos de iniciação, fortalecendo a infraestrutura esportiva pública do Estado. A Goinfra também prevê um calendário de uso orientado, permitindo treinos guiados para equipes, horários destinados a escolas esportivas e atividades abertas à comunidade, ampliando o alcance social do equipamento. O presidente da Goinfra, Pedro Sales, destacou o impacto social e esportivo: “Teremos novas instalações, uma estrutura necessária para o goianiense praticar esporte, correr, pedalar e nadar.”*


Foto: Fernando Branco

Sob gestão da Construcap, o Serra Dourada inicia uma nova fase ao se transformar em arena multiúso, preservando seu legado enquanto se prepara para receber grandes eventos esportivos e musicais

patrimônio

Pausa para reforma, volto já Serra Dourada, maior palco do futebol goiano, receberá várias melhorias para ser transformado em arena multiúso. Jogadores e fãs vivem expectativa de nova era no estádio Allan David

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alta pouco para o Estádio Serra Dourada, em Goiânia, começar a ganhar uma cara nova, um visual – e estrutura – de arena multiúso. Isto porque, após ser concedido à iniciativa privada, em abril deste ano, a empresa vencedora da licitação deve iniciar uma profunda transformação no local ainda neste limiar de 2025. Espaço rico que é em momentos épicos e visitantes ilustres, o Serra (para os íntimos) deve ficar agora à altura dos seus 50 anos de existência, completados no início de 2025. Os goianos agradecem.

Do Papa João Paulo II ao Rei Pelé, passando pelo ídolo Maradona e o ex-Beatle Paul McCartney, personalidades globais do esporte, do mundo religioso e da música ajudaram a consagrar o nome do Serra Dourada em Goiás e no Brasil. Foram muitas ocasiões marcantes. E elas hoje tracionam o plano para elevar o estádio ao patamar de grande arena, adequada para eventos esportivos e musicais do mais alto nível. O projeto é ambicioso. Um investimento que pode ultrapassar R$ 1 bilhão, com melhorias e ampliações sendo executadas nos próximos 34 anos, até 2060. “A gente vem trabalhando desde 94 ZELO

2019 para dar qualidade às praças esportivas do Estado. E isso é a demonstração de um governo sério, que investe não apenas no seu povo, mas também em estruturas”, comenta o secretário estadual de Esporte e Lazer, Rudson Guerra. Ele conduziu o processo de concessão do Serra junto com o governador Ronaldo Caiado e o vicegovernador Daniel Vilela. Também entraram no pacote o Ginásio Goiânia Arena e o Parque Poliesportivo, ambos vizinhos ao estádio. Nova controladora desse complexo esportivo de 360 mil metros quadrados, a construtora Construcap deve investir R$ 250 milhões para


Foto: Secom/Governo de Goiás Foto: Folha de Goiás

Os jogadores Maradona (acima) e Pelé marcaram a trajetória do estádio, que recebeu jogos emblemáticos

reformar o Serra Dourada nos próximos três anos. A ideia é que ele volte redesenhado, funcionando no formato similar ao do Allianz Parque – o estádio do Palmeiras, em São Paulo (SP) –, gerando receita ao sediar também shows internacionais e outros eventos privados. O presidente do Grupo Construcap, Roberto Capobianco, garante que, apesar das inovações, o Serra Dourada manterá viva sua tradição de patrimônio do povo de Goiás: “Vamos respeitar o legado do Serra Dourada e, ao mesmo tempo, entregar um equipamento moderno, acessível e atrativo para os goianos e para o Brasil.” O Serra é o maior trunfo da carreira do engenheiro civil Lamartine Reginaldo, que liderou as equipes na construção do estádio, entre 1971 e 1975. Atualmente com 86 anos, ele apoia a reforma no local e diz que confia em novos tempos áureos do Serra. Uma das mudanças mais significativas será a ampliação da capacidade de público. De 38 mil lugares, passará a comportar 45 mil espectadores. Outras novidades serão o rebaixamento do campo, a criação de

camarotes e de mais áreas disponíveis ao público, além de novos espaços esportivos e um complexo de salas comerciais. Ele seguirá equipado com grama natural. Controladora também do Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG), a Construcap projeta replicar no Serra Dourada o que ocorre no Mané Garrincha, de Brasília (DF). O estádio recebeu jogos da Copa do Mundo de 2014 e frequentemente sedia partidas do Brasileirão com mando de campo de times do eixo Rio-São Paulo. Impulso no turismo esportivo e cultural Uma das principais personalidades do turismo no Estado, Rose Páscoa é CEO da Expo Turismo Goiás, considerada a maior feira do setor na região Centro-Oeste. Para ela, o Estádio Serra Dourada, nesta versão adaptada para receber grandes shows e festivais de música, poderá ajudar a aumentar em centenas de milhares o fluxo de turistas circulando por Goiânia anualmente. “Isso vai estimular o trade turístico a abrir novas vagas de hospedagem e a aprimorar 95 ZELO

seus serviços, proporcionando experiências de hospitalidade a um público tanto de amantes do futebol quanto de fãs de música”, comenta Rose. Segundo a executiva, a localização do Serra Dourada às margens da BR-153 e a poucos quilômetros do Aeroporto Santa Genoveva favorece os turistas que chegam à Capital não só de avião como de carro, modal popular entre torcedores que vêm do interior e de Estados vizinhos, a exemplo do Distrito Federal. Expectativas de ídolos do futebol Já aposentado, o ex-meio-campista Ramalho lembra com nostalgia dos jogos que disputou no Serra Dourada. Ele defendeu o Goiás entre 2008 e 2009 e o Atlético-GO nas temporadas 2010 e 2011. Ramalho jogou três finais do Goianão no Serra, sendo campeão em 2009, pelo Goiás, e em 2011, atuando pelo Atlético-GO. “Foram aí quase quatro, cinco anos [jogando no Serra Dourada]. Vivi muitos momentos bons, que ficarão na memória para sempre. Fiz mais de 100 jogos pelo Goiás, enfim, valeu a pena”, recorda. O exjogador profissional tem hoje 45 anos.


Foto: Secom/Governo de Goiás

A reforma prevê investimento robusto, ampliação de público, novos espaços e modernização completa, preparando o complexo para as próximas décadas

Foto: Roberto Correa

Ramalho se diz honrado pelos jogos que disputou no Serra. Ele elege a final do Goiano de 2009 como um dos momentos mais marcantes que viveu no estádio. E por um lance em especial: quando Felipe, seu então companheiro de clube no Goiás, marcou, aos 43' do 2° tempo, para selar a vitória de 2x0 e o título sobre o Atlético-GO. O ídolo do Verdão da Serrinha e do Dragão destaca que, naquela época, o Serra Dourada se diferenciava no Brasil por ter uma grama mais fofa em relação a outros grandes palcos do futebol. Ramalho se diz esperançoso com o retrofit no estádio: “Espero assistir um jogo aí. Já que eu encerrei, não posso jogar mais no Serra Dourada, mas fico feliz pela reforma.” Outro jogador empolgado com essa reforma é Ralf, ex-volante do Vila Nova. Com a experiência de quem atuou nos melhores gramados mundo afora jogando pelo Corinthians, pelo Beijing Guoan, da China, e pela seleção brasileira, Ralf defende a execução de melhorias no Serra. “É um estádio maravilhoso, gigante, que tem essa estrutura toda e merece passar por essas reformas, até porque ele dispensa comentários. [A reforma] só vai valorizar mais o estádio, a cidade e o esporte”, assegura o atleta, que deixou o Tigrão após esta temporada de 2025. Para Ralf, o Serra é um estádio rico em memórias. Ralf, ex-volante do Vila Nova, celebra a renovação do Serra Dourada e destaca a importância das melhorias para valorizar o estádio, a cidade e o esporte

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Foto: Wigor Vieira/Acervo pessoal

Para Wigor Vieira, o estádio guarda memórias afetivas vividas com o pai: ele acompanha a reforma com a expectativa de honrar esse legado quando as portas se abrirem novamente Foto: Adalberto Ruchelle

O governador Ronaldo Caiado acompanha da arquibancada uma partida do Atlético Goianiense

Foto: Secom/Governo de Goiás

A Seleção Goiana de Futebol disputou a partida inaugural do Estádio Serra Dourada em março de 1975

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Torcedor quer honrar legado do pai São lembranças de um tempo em família que tocam o coração do fotógrafo Wigor Vieira, de Aparecida de Goiânia, quando ele pensa no Serra Dourada. Os olhos ficam marejados ao lembrar de situações vividas no estádio assistindo a jogos do Goiás, seu time do coração. Aos 39 anos, Wigor conta que frequenta o Serra desde criança, fase em que era levado pelo pai, Divino Vieira de Souza. Seu irmão, Rodrigo, é outro torcedor frequente lá. Vibrando nas arquibancadas, o trio não se desgrudava. “Na primeira vez que fui ao estádio sozinho, eu e meu irmão, no ano 2000, o jogador do Vitória [em jogo contra o Goiás] bateu o pênalti, Harlei defendeu e eu pulei para comemorar. Foi quando bati a cabeça na divisa da geral com a arquibancada. Resultado: quatro pontos na cabeça”, conta Wigor aos risos. Ele destaca a final da Sul-Americana de 2010, disputada entre Goiás e Independiente, da Argentina, como um dos jogos épicos que assistiu no gigante do futebol goiano. O time da Serrinha levou o primeiro jogo, no Serra, por 2 a 0. Mas na volta, na casa do oponente, a equipe não suportou a pressão e perdeu por 3x1. A final foi então para os pênaltis, e o Independiente garantiu o título com o placar de 4 a 3. Wigor revela que o Serra Dourada guarda memórias afetivas da convivência dele com o pai. Seu Divino faleceu em dezembro de 2022 e não verá o estádio reaberto após a reforma. Mas Wigor garante que estará lá para testemunhar esse momento, honrando o legado do pai. “A expectativa está a mil para ver o estádio novo, ver o templo do futebol goiano recebendo partidas, recebendo jogos do Goiás. Já queríamos que estes próximos últimos jogos do Goiás fossem lá. Certeza que seria casa cheia”, arremata o esmeraldino. *


viagem

Esqui, exclusividade e adrenalina

Zelo apresenta uma curadoria dos principais destinos de neve no Hemisfério Norte para viajantes que buscam desde desempenho técnico até contemplação, compras de luxo e bem-estar Hannah Motta Fotos: Divulgação

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uando o termômetro começa a cair no Hemisfério Norte, é hora de atravessar o Atlântico em busca da temporada de esqui, de paisagens cheias de neve, pistas elaboradas, gastronomia à altura e hotéis que tratam hospitalidade como algo indispensável. Entre vilarejos históricos dos Alpes e destinos que se tornaram sinônimo de lifestyle, alguns resorts seguem no topo da lista dos viajantes mais exigentes, seja pela qualidade da neve, pela estrutura esportiva ou pelo refinamento fora das pistas. A seguir, um roteiro pelos resorts de esqui mais desejados, com novidades da temporada e o que faz de cada um deles uma escolha especial, dos amantes de descidas técnicas aos que preferem contemplar a paisagem com uma taça de vinho na mão. 1. Courchevel, França Parte do domínio Les 3 Vallées, Courchevel dá acesso direto a um dos maiores conjuntos de ski-in/ski-out do planeta: são cerca de 600 km de pistas interligadas, chegando a 3.230 metros de altitude. A estação se distribui em vilas em diferentes cotas, sendo Courchevel 1850 o endereço mais famoso, com hotéis cinco estrelas, chalés e lojas de marcas como Dior, Louis Vuitton, Prada e Rolex em plena montanha.

O cenário de alta gastronomia segue aquecido, com um dos maiores conjuntos de restaurantes estrelados Michelin nos Alpes. Novos empreendimentos mantêm a estação em constante renovação, com hotéis-boutique e chalés ultraluxo como o recém-lançado “Lord of Snow”, que reúne chef particular, spa completo, cinema, motorista e acesso direto às pistas. Courchevel é sinônimo de pistas largas, bem preparadas e com excelente ligação a resorts vizinhos como Méribel e Val Thorens, favorecendo tanto famílias quanto esquiadores experientes em busca de percursos longos e variedade de terrenos. Suspenso sobre Courchevel 1850, o Aman Le Mélézin reabre com o recém-conquistado selo Duas Chaves Michelin. O hotel, com 31 quartos e novo design alpino nos Ski Piste Rooms, combina refinamento francês e hospitalidade asiática. A temporada traz experiências gastronômicas como o japonês Nama, hot pot ao ar livre, cerimônia do chá e jantares savoyards em chalé isolado. No spa de dois andares, jornadas holísticas com o Dr. John Sanchez ampliam o bem-estar, enquanto o Kids Club recebe novos rituais de relaxamento. 2. Park City, Utah, EUA Park City, em Utah, é conhecida pela qualidade da neve e pelas quase 500 pistas distribuídas en98 ZELO

tre Park City Mountain e Deer Valley Resort, mas o destino vai muito além dos esportes de inverno. A cidade mantém uma programação diversa que transforma a temporada em uma experiência completa, unindo natureza, cultura, bem-estar e gastronomia. Atividades como o fat biking, que permite pedalar na neve com bicicletas de pneus largos, ampliam o acesso às trilhas e apresentam novas perspectivas da cordilheira Wasatch. No centro, caminhar pela Main Street revela a história mineradora da região por meio de lojas independentes, galerias e do Park City Museum. Já o Utah Olympic Park, construído para os Jogos Olímpicos de 2002, mantém atrações abertas ao público, como o bobsled oficial, tirolesas e visitas guiadas que apresentam bastidores do esporte de inverno. Para quem prefere atividades de ritmo mais tranquilo, snowshoeing e cross-country são estilos que oferecem trilhas silenciosas e contato direto com a natureza. A cidade também se destaca pelo foco em bem-estar. Hotéis e spas oferecem saunas, banhos contrastantes e terapias que ajudam a recuperar energia após dias no frio. Outras experiências incluem passeios de snowmobile por trilhas exclusivas e saídas de trenó que percorrem áreas florestadas. Na cena cultural, o Kimball Art Center reúne exposições, oficinas e atividades educativas.


Entre uma atividade e outra, a gastronomia diversificada de Park City atrai viajantes que desejam explorar desde opções informais até restaurantes premiados. À noite, é possível contemplar as estrelas e aproveitar o céu limpo da região com observação guiada e telescópios potentes em diferentes pontos da cidade. A temporada de neve 2025–2026 em Park City Mountain e Deer Valley Resort segue até 19 de abril. 3. Aspen Snowmass Aspen Snowmass inicia a temporada de inverno 2025–2026 com investimentos importantes na infraestrutura das montanhas, novas experiências gastronômicas, programação cultural reforçada e avanços em sustentabilidade. Entre as novidades, estão dois novos teleféricos em Snowmass, algo que não ocorria há quase duas décadas. O Elk Camp Six-Pack, com capacidade para seis passageiros, reduz o tempo de espera e aumenta o fluxo de esquiadores, enquanto o Cirque T-Bar dobra a capacidade de acesso às áreas de maior altitude. Também avança a reconstrução completa do Ullrhof, previsto para reabrir no inverno 2026–2027 como o primeiro restaurante totalmente elétrico de Snowmass, com mais de 600 lugares e design alinhado às metas ambientais da Aspen One. A temporada traz ainda novas experiências de jantar e après-ski. O Elk Camp estreia uma expansão com deck coberto e retrátil para 120 pessoas. A área Spider Sabich recebe o pop-up The

Hot Dogger, em parceria com o Sumo Dog de Los Angeles. Em Snowmass, o High Alpine adota um conceito de culinária rotativa, e o Alpin Room, agora sob comando da chef Emily Oyer, passa a oferecer cozinha francesa. O The Cabin mantém o après animado com tacos de rua, espumantes e música ao vivo, enquanto o Merry-Go-Round, em Aspen Highlands, apresenta um menu inspirado no sudoeste dos Estados Unidos. Na Aspen Mountain, o Eleven212, localizado a quase 3.500 metros de altitude, reforça sua proposta de après com cabanas reserváveis, lareira ao ar livre, música e vistas amplas. Os premiados programas de vinhos ski-in/ski-out seguem presentes em quatro restaurantes: Sam’s, Alpin Room, The Cabin e Cloud Nine. Em janeiro, Aspen volta a receber X Games para sua 25ª edição na cidade. No campo das artes, o programa ArtUP apresenta este ano o artista Ed Ruscha, que assina os designs dos tickets de teleférico, celebrando a tradição de duas décadas do projeto. A sustentabilidade segue como eixo central da empresa, com investimentos recentes em moradia acessível e creches no Roaring Fork Valley. Na hotelaria, propriedades como The Little Nell, Limelight Aspen e Limelight Snowmass oferecem serviços diferenciados, incluindo Ski Concierge, First Tracks e programas Adventure Architect. Para a temporada, portadores dos passes Aspen Snowmass Premier, Ikon e Mountain Collective têm acesso a descontos especiais em

Entre cabanas de après-ski, decks panorâmicos e restaurantes renovados, Aspen Snowmass celebra o inverno com hospitalidade sofisticada e forte vocação gastronômica

hospedagem. O Little Nell permanece como o único hotel ski-in/ski-out cinco estrelas e cinco diamantes da base da Aspen Mountain, enquanto a rede Limelight expande sua atuação com novas unidades em Boulder, Mammoth e Charleston. As operações das montanhas em Aspen Mountain, Snowmass, Aspen Highlands e Buttermilk, encerram-se entre 5 e 19 de abril de 2026. 4. Val d'Isère, França Val d’Isère, no coração da Savoie, integra com Tignes uma das áreas de esqui mais completas dos Alpes, com cerca de 300 quilômetros de pistas entre 1.550 e 3.456 metros de altitude. O vilarejo mantém arquitetura tradicional de montanha combinada a infraestrutura moderna e garante neve consistente até o fim da temporada graças às áreas glaciais. A oferta de hospedagens acompanha essa diversidade. Um dos destaques recentes é o Experimental Chalet Val d’Isère, inaugurado em dezembro de 2024 em um edifício histórico, com interiores projetados por Dorothée Meilichzon. O projeto mistura referências locais a elementos de lodges norte-americanos. A cena gastronômica é variada, com restaurantes que vão da cozinha tradicional a propostas de bistrô moderno, além de bares e spas que completam o tempo fora das pistas. Reconhecida como uma das maiores estações de esqui do mundo, Val d’Isère atrai viajantes que buscam desafios, mas também

Em Val d’Isère, a arquitetura tradicional convive com a amplitude do domínio esquiável, criando um dos cenários mais versáteis para iniciantes e experts

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oferece atividades para quem deseja explorar o destino além do esporte: desde trilhas nevadas a sobrevoos de parapente. Nos Alpes Franceses, a temporada segue até o início de abril.

aquecidas e novas gôndolas que ampliam o conforto no acesso às áreas mais altas e ajudam a atenuar os efeitos de temporadas com maior variabilidade climática.

5. Zermatt, Suíça Na base do Matterhorn, Zermatt é um dos destinos de neve mais procurados e um dos poucos onde é possível esquiar praticamente o ano inteiro. O resort, oficialmente chamado Matterhorn Ski Paradise, oferece cerca de 360 km de pistas distribuídas em três grandes áreas, com ligação direta à italiana BreuilCervinia, formando um dos maiores domínios transfronteiriços dos Alpes, com altitudes que vão de aproximadamente 1.560 a 3.883 metros. A vila, completamente livre de carros, com acesso feito via trem, preserva o charme suíço com ruas estreitas, chalés históricos e uma infraestrutura sofisticada de hotéis, bares e restaurantes. No alto, o Matterhorn Glacier Paradise abriga uma das áreas de esqui de verão mais altas da Europa, permitindo descidas no glaciar mesmo nos meses mais quentes. Nos últimos anos, Zermatt vem investindo em lifts de última geração, como cadeiras

6. St. Moritz, Suíça Na Alta Engadina, St. Moritz é considerada o berço do turismo de inverno nos Alpes e continua sendo sinônimo de exclusividade. O domínio principal, Corviglia, oferece cerca de 155 km de pistas entre 1.770 e pouco mais de 3.000 metros de altitude, conectadas por lifts, com descidas que vão de longas pistas vermelhas até trechos técnicos e a famosa rampa extremamente íngreme de Corviglia. O charme de St. Moritz está na combinação de neve e lifestyle, com hotéis históricos como Badrutt’s Palace e Kulm Hotel, boutiques de alta joalheria, eventos esportivos como a tradicional corrida de cavalos sobre o lago congelado e uma agenda de arte e música que vai muito além da alta temporada. Além de Corviglia, a região ainda inclui setores como Corvatsch e Diavolezza/Lagalb, tornando o destino interessante tanto para iniciantes quanto para esquiadores experientes. * A ligação entre Zermatt e Breuil-Cervinia permite percursos longos com vistas que revelam a imponência do glaciar

Fotos: Divulgação

Em St. Moritz, a combinação de pistas técnicas e serviços de montanha estruturados mantém o destino entre os mais procurados da Suíça

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Fotos: Isabella Mendes

social Breakfast at Tiffany’s A Tiffany & Co. inaugurou sua primeira loja em Goiânia com uma programação especial no Flamboyant Shopping. A abertura começou com um jantar e seguiu, na manhã seguinte, com o corte da faixa e um café inspirado no clássico Breakfast at Tiffany’s. Com 100 m², o espaço adota o conceito arquitetônico das flagships de Nova York e São Paulo, exibindo vitrines dedicadas à alta joalheria e peças de edição limitada. Entre as coleções apresentadas está Bird on a Rock, criação de Jean Schlumberger marcada pelo pássaro empoleirado em uma grande pedra preciosa.

Layla Monteiro, Emmanuele Louza, Andressa Suita e Bruna Kehrnvald

Andressa Suita

Iara Vilela e Daniel Vilela

Laurita Mourão e Lalá Noleto

Raika Miklos, Roberta Chaveiro, Aline Guedes, Milena Niemeyer e Ana Maluf

Emmanuele Louza, Karolyna de Freitas e Sandro Mabel

Ana Clay

Emmanuele Louza, Laurita Mourão e Andressa Suita

Jorge Barcelos e Matheus Aleixo 101 ZELO


Fotos: Jaime Guerreiro

Igor Lobo

Morgana Ferrer

social Jardim secreto O joalheiro Igor Lobo recebeu convidados para uma noite de imaginação e luxo em mais uma edição do Baile do Lobo. Inspirado em O Jardim das Delícias Terrenas, de Hieronymus Bosch, o anfitrião estruturou o evento como uma narrativa em três atos, cada qual traduzindo a obra em atmosfera, gesto e experiência sensorial. Cercado por cenários de fantasia e elegância, alinhados ao black tie e à estética precisa da Vero Festas, o baile teve buffet de Liliane Lobo e cerimonial de Virgínia Salles, que sustentaram o clima de gala. A trilha sonora ficou a cargo de Mamá Trindade, Morgana Ferrer e Cris Proença. A arrecadação do evento, de caráter beneficente, foi destinada ao Hospital do Câncer CORA.

Mamá Trindade

Alessandro Alarcão, Igor Lobo e Geórgia Alarcão

Ana Paula Castro, Igor Lobo, Isadora Morais e José Lopes Neto

Frederico Nacruth, Igor Lobo e Lara Falavigna

Rafaella Gurgel, Igor Lobo e Sérgio William

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Cristal Lobo e Igor Lobo


Roseli Tavares e Igor Lobo

Layla Monteiro e Igor Lobo

Maria Eduarda Pinheiro, Isadora Dantas e Maria Eduarda Amorim

Igor Lobo e Renata Di Giacomo

Humberto Queiroz, Igor Lobo e Alessandro Gemus

Lili Veloso

Izabelle Capuzzo

Gervásio Milaneze, Expedito Bezerra e Isabela Brandão

Cris Proença e Igor Lobo

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Rosângela Motta e Ângela Motta


Fotos: João Carlos

social Elegância Italiana Paulo Silas e Ricardo Maciel, sócio-diretores da SIM, receberam Tonino Lamborghini e família para o lançamento do Tonino Lamborghini Residences & Offices Goiânia, primeiro da marca no Centro-Oeste. O complexo apresenta design italiano, serviços exclusivos e novas referências de luxo. A noite contou com autoridades, como o prefeito Sandro Mabel, trilha elegante da BPM Jazz e apresentação do duo Santê Music.

Karolyna de Freitas e Sandro Mabel

Ricardo Maciel, Tonino Lamborghini e Paulo Silas

André Rocha Lima e Priscila Rassi

Ginevra Lamborghini e Ferruccio Lamborghini

Keila Pereira de Vasconcelos Maciel, Ricardo Maciel, Ângela Krieger, Tonino Lamborghini, Beatriz de Melo Martins Vieira e Paulo Silas

Rose Vieira e Jonio Marques

Elvio Machado, Ana Flávia Machado e Marcos Henrique Santos

Ângela Krieger, Keila Maciel e Tanya Byls

João Vitor Penna, João Pedro Barbiero e João Pedro Penna

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Paula Barbieri e Aline Lobo


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Fotos: Rodolfo Santos

social Punta em festa! Os três dias de celebração do casamento de Thaís Machado e João Victor Martins em Punta del Este começaram com a elegância da noiva, que desfilou três criações assinadas por nomes de destaque: Lucas Anderi no pré-festa, Elie Saab para a cerimônia e Oscar de la Renta no evento de encerramento. As joias da noiva e de sua mãe, Ana Flávia Machado, levaram o selo Tiffany & Co. Planejado ao longo de 18 meses, o casamento reuniu 250 convidados e mobilizou mais de 60 profissionais brasileiros, além de uma trilha sonora especialmente desenvolvida, que ultrapassou 20 horas de música. O início das comemorações ocorreu à beira-mar, no Parador I’Mangaratu, onde o pôr do sol deu o tom da abertura. No segundo dia, o cenário foi o Fasano Las Piedras, com vista ampla para o campo e para a arquitetura do hotel-boutique Locanda, que recebeu a cerimônia e a celebração da união do casal. A despedida dos convidados aconteceu na La Parrillada, também no Fasano Las Piedras, em torno da piscina, com ombrelones e estampas criadas exclusivamente para o evento, em azul Tiffany, que amarraram a identidade visual que pautou o trio de festas.

Thaís Machado e João Victor Martins

A cerimônia no Fasano Las Piedras teve como cenário um campo aberto que emoldurou a atmosfera da união

Ana Flávia Machado, Elvio Machado, Thaís Machado, João Victor Martins, Márcia Martins e Gilberto Martins

Parte das comemorações foi marcada por paisagens à beira-mar

Alexandre Machado, Ana Flávia Machado, Elvio Machado, Thaís Machado, João Victor Martins, Luísa Freire e Pedro André Machado

Texturas, volumes e uma paleta vibrante definiram a decoração

Ombrelones foram desenhados especialmente para a ocasião

Os três vestidos da noiva formaram uma narrativa visual que acompanhou cada etapa das celebrações 106 ZELO

O bolo exclusivo foi elaborado pelo confeiteiro Denilson Lima


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