1
LANCAMENTOS
I M P E R D I V E I S!
A HISTÓRIA NÃO CONTADA DOS EUA 978-85-62409-48-6
A OPORTUNISTA
R$
978-85-62409-61-5 R$
34
MARCA DA ESCURIDÃO
978-85-62409-35-6
49,90
R$
39,90
MARCA DA DESTRUIÇÃO
978-85-62409-58-5 R$
39,90
, 90
M I C H A E L M AT T H E W S
DIETA DE ACADEMIA
120
38 ESTRATÉGIAS PARA VENCER QUALQUER DEBATE 978-85-62409-02-8 R$
24,90
A ILHA DOS MORTOS
978-85-62409-64-6 R$
39,90
WWW.FAROEDITORIAL.COM.BR 2 Revista Vitrola 2016
para
RECEITAS MALHAR SECAR PORQUE É COM A ALIMENTAÇÃO CORRETA QUE VOCÊ GARANTE OS RESULTADOS
DEFINIR
DIETA DE ACADEMIA
978-85-62409-14-1 R$
34,90
A VIRADA NA CARREIRA
978-85-62409-52-3 R$
34,90
PRIMEIRA PALAVRA |
Primeira Palavra Hoje, estamos vivendo a inconstância de um vulcão ativo, o que faz com que sejamos desafiados o tempo todo. Garra e determinação já não são mais suficientes para enfrentar os contínuos desafios. Precisamos de muito mais. Estabilidade e acomodação atualmente são palavras proibidas. Precisamos ter ousadia e coragem para desbravar novos horizontes sem medo do desconhecido. A Vitrola está sempre na busca incessante da inovação e da excelência no atendimento, continuamos crescendo e oferecendo vantagens competitivas para nossos clientes, nessa moderna maneira de viver.
Um forte abraço, Ramir M. Severiano Diretor da Vitrola
Brainstorm REVISTA VITROLA Abril/2016 Ano II, Edição 03 A revista Vitrola está destinada aos seus clientes e amigos, com vistas ao compartilhamento de opiniões, informações e novidades. O conteúdo dos anúncios e informações de autores é de responsabilidade dos mesmos, não refletindo necessariamente a opinião da Vitrola Comercial Fonográfica. As fotos possuem crédito específico quando necessário, e as demais são de divulgação. Periódico Gratuito Tiragem: 2500 exemplares. Disponível também na versão digital Circulação: Quadrimestral
Produção e Edição: Francieli Ballen e Leonardo Silva Revisão: Marcelo Ávila Marques Kuhn Editor de Fotografia: Leonardo Silva Projeto Gráfico: Gizelle Maciel Redação: Francieli Ballen, Juliana Oliveira, Leonardo Silva e Maíra Cardoso Colaboradores nesta edição: Bruno José Fiorini, Eduarda Wilhelm Possenti, Gabriela Haubert Saraiva, Victória Lieberknecht Produção da Vitrola Comercial Fonográfica. Rua Alfredo Haubert, 762, Centro, Frederico Westphalen/RS (55) 37446878 E-mail de contato: francieli@vitrola.com.br Site: www.vitrola.com.br
ERRATA Na edição n°2 da Revista Vitrola cometemos alguns equívocos: Página 11 : A matéria “O Universo das Miniaturas na sua casa” é de autoria da Arquiteta e Urbanista Gabriela Haubert Saraiva, CAU A93424-0. Sumário e Página 12: O título da publicação possui erro de digitação, a palavra “Sucesso” foi equivocadamente publicada como suceso. O título correto da publicação é: Parcerias de Sucesso – Empresas que acreditam no potencial dos produtos Vitrola. Infelizmente erros ocorrem. Conosco não poderia ter sido diferente. Pedimos desculpas aos nossos leitores pelo ocorrido. Atenciosamente Equipe Editorial Revista Vitrola
3
6
8
12
Sumário 5
A Volta dos Vinis
6
Menu Fitness aposta na alimentação saudável
8 É a hora dos Relógios! 9
14
20
Harry Potter e o Garoto Amaldiçoado
10
12 Anos de História
11
Expositores: a vitrine da venda
12
Parcerias de sucesso
14
Stout Club: Uma editora para os fãs dos quadrinhos
18
It’s not only rock ‘n roll
24
20 Literatura lida, cantada e falada com Danilo Bombom
4 Revista Vitrola 2016
22
Roupa social combinada com humor
24
Bate Papo com Cristovão Tezza
26
O Sol é para Todos
TEM NA VITROLA |
A Volta dos Vinis Um mercado que não para de crescer Eles voltaram. Os discos de Vinil, LPs ou simplesmente conhecidos carinhosamente como “Bolachões” estão na moda novamente. Depois de 20 anos fora do mercado, dominado pelos CDS e música eletrônica, os Vinis mostraram a sua força e já estão a venda em lugares especializados em música. A culpa disso tudo se dá pela onda nostálgica de amantes da música, que não se incomodam em gastar um pouquinho mais para adquirir exemplares antigos impecáveis. Todo esse movimento em torno do relançamento do vinil vai muito além de uma onda retro. Para os colecionadores, o vinil é uma experiência viva, tátil, visual e com qualidade auditiva, impulsionada pela fidelidade de sons, instrumentos e efeitos, a beleza da capa e a oportunidade de colocar um disco no prato, acomodar a agulha e curtir um baita som. Em uma era de crescimento digital, o retorno dos discos de vinil disparou. Nos últimos dez anos, a venda dos vinis aumentou num ritmo descomunal – aproximadamente 900%, impulsionando o mercado musical. Numa década em que as vendas globais na música decresceram, caindo de 667 milhões de álbuns vendidos no ano de 2005 para 227 milhões em 2015. Os vinis, só em 2014 venderam 9,2 milhões de exemplares. Claramente o vinil está prosperando a despeito da era do streaming digital gratuido como o SoundCloud, Spotyfy, GoogleMusic e etc. Os “Bolachões” despertam o saudosismo e o glamour de uma época inteira, seja em apaixonados pela música de época ou até mesmo nos jovens, isso por conta de artistas contemporâneos terem lançados seus álbuns recentes não somente na forma digital, mas também em forma de vinil. A Vitrola, acompanhando essa tendência de mercado investiu pesado neste nicho de mercado. O retorno dos Vinis não é só o reaparecimento do disco como produto de massa, mas como um segmento de mercado que desperta o diálogo com um público consumidor fiel e cativo pela boa e velha música. A turnê “A Head Full Of a Dreams” da banda Coldplay, que já passou por Buenos Aires, Santiago, Lima, São Paulo e Rio de Janeiro em 2016, reflete o astral positivo que marca o último trabalho do quarteto inglês. A turnê passeia por diferentes momentos do repertório do Coldplay, que completa vinte anos de estrada. E aposta em muitas luzes, efeitos visuais, chuvas de papel picado, bolas coloridas e um setlist que intercala hits mais dançantes com baladas românticas e introspectivas traz a leveza de Chris Martin. As canções dançantes e cheias de boas energias, renovam Coldplay para uma próxima jornada. 5
| VITRINE
Menu Fitness aposta na alimentação saudável Pensando em pratos nutritivos e saborosos, a Vitrola Café elaborou um cardápio especial para a alimentação saudável Eduarda Wilhelm Possenti – Acadêmica de Jornalismo
Pesquisas mostram boas perspectivas de crescimento para o mercado de alimentos saudáveis no Brasil e apontam que cada vez mais as pessoas se preocupam com a alimentação. Segundo estudo da Euromonitor de 2014, nos últimos cinco anos a venda de alimentos saudáveis no país praticamente dobrou e cresceu mais que a demanda de alimentos tradicionais. Dados apontam que 28% dos brasileiros consideram o valor nutricional o fator mais importante na escolha do produto e 22% preferem alimentos naturais e sem conservantes. Recentemente foi instalado o primeiro bicicletário da cidade em frente a Vitrola, a fim de incentivar a prática de exercícios físicos. Pensando em complementar essa iniciativa, a Vitrola Café elaborou um cardápio especial, o Menu Fitness, voltado àqueles que procuram manter um estilo de alimentação saudável. Além de pratos leves, pouco calóricos e super nutritivos, são também opções muito saborosas para as refeições diárias. Segundo a nutricionista Jéssica Vendruscolo dos Santos, é difícil a escolha de alimentos saudáveis fora de casa. “O mercado de alimentação ‘fitness’ ou ‘saudável’ tem se tornado um inovador aliado ao acesso e praticidade no momento de lazer destas pessoas, agregando sabor e nutrientes importantes para uma alimentação saudável”. O sucesso do cardápio compro6 Revista Vitrola 2016
va a demanda existente no município, sendo os pratos mais pedidos a tapioca, o manjar de frutas e o suco verde. Além desses, também compõe o cardápio suco de laranja, smoothie, açaí na tigela, salada light, salada de frutas e sanduíche light. A gourmet Rosane Ribas explica que criou o cardápio pensando nas necessidades dos clientes, priorizando lanches rápidos. Segundo ela, o retorno surpreendeu. “No primeiro dia em que foi colocado o cardápio os clientes ficaram muito felizes e estamos tendo uma demanda bem significativa”, conta Rosane. Ingredientes nutritivos e propriedades para a saúde O sanduíche light tem menos de 300 calorias e é uma fonte de vitamina B6, zinco, ômega 3 e ômega 6. A salada light é uma ótima opção para quem deseja um almoço leve e saboroso, servindo até duas pessoas. Tem em torno de 250 calorias e é rica em proteína, vitaminas e minerais. O açaí na tigela fitness se difere do prato do cardápio tradicional por não conter leite condensado. O açaí é um alimento energético, rico em proteínas, fibras e lipídios. O smoothie possui três opções de sabores e atua como refrescante. Ele é uma excelente fonte de vitaminas, contendo polpas das frutas e sucos naturais, e dá a sensação de saciedade. O suco de laranja natural, além de ser rico em vitamina C, regula as funções do aparelho digestivo e possui propriedades antioxidantes. A salada de frutas é composta por frutas frescas e selecionadas, seus nutrientes evitam o envelhecimento precoce, combatem o estresse e a depressão e também ajudam a combater a celulite. A tapioca vem recheada de presunto, queijo minas e requeijão, e é uma aliada para quem é alérgico a glúten. Possui boa quantidade de carboidratos, carotenóides e minerais como po-
tássio, fósforo, cálcio e magnésio. O manjar de frutas tem menos de 300 calorias e é um prato cheio para quem deseja as principais fontes de vitaminas e minerais da alimentação. O iogurte natural é uma importante fonte de cálcio, a granola é um cereal integral, contém fibras e fornece energia. O açúcar mascavo acompanha o prato e realça o sabor, sendo uma opção bem mais saudável que o açúcar tradicional. E, por último, o suco verde, que é fonte de vitaminas, sais minerais, ácidos orgânicos e fibras cujos efeitos na saúde humana são fundamentais. Opção vegetariana O mercado vegetariano também é um setor promissor que está em constante crescimento. O Menu Fitness se torna uma opção para quem tem uma dieta baseada em alimentos de origem vegetal. A salada light, por exemplo, pode ser pedida sem frango. O manjar de frutas, smoothie, sucos, salada de frutas e açaí contemplam a dieta vegetariana, inclusive dos veganos, que além de não comerem carne, excluem da alimentação os produtos derivados de animais, como ovos e leite. A estudante Aline Magri é vegetariana e aprovou os pratos do cardápio, considerando-os saborosos e com ingredientes frescos. Ela conta que poucos estabelecimentos da cidade oferecem essas opções. “Acho que está na hora das pessoas se questionarem sobre o consumo de carne, e seria interessante esses lugares buscarem pratos alternativos para contemplar o público vegetariano e vegano”. Para a nutricionista Jéssica, é preciso que a alimentação saudável seja prioridade em nossas vidas. “Através de uma alimentação equilibrada podemos tratar e principalmente prevenir doenças e ter uma vida melhor. O que comemos pode afetar o humor, energia, sono, concentração e memória”, destaca ela. 7
| DECORAÇÃO
É a hora dos Relógios! Gabriela Haubert Saraiva – Arquiteta e Urbanista – CAU A93424-0
Os relógios sempre são necessários em nossa casa, mas você já pensou em usar relógios para decorar seu lar? Esta é uma ideia muito bacana e, com diferentes elementos, você poderá dar um charme novo à sua casa. De ponteiros ou digitais, os relógios de parede estão na moda e acrescentam um toque à decoração. Seja qual for o estilo –moderno, sofisticado ou retro– há modelos lindos, perfeitos para dar mais personalidade ao ambiente. Há opções para todos os gostos: retangulares, redondos, octogonais; e nos mais variados materiais e cores. De qualquer forma, eles sempre dão uma pitada de sofisticação e elegância. Mas se você prefere os relógios modernos, opte pelos digitais. Há modelos incríveis, muito criativos e originais. Mas seja qual for a sua escolha, antes da compra de um relógio verifique a marca, o modelo e o fabricante, para ter a certeza de que você está adquirindo um produto de qualidade. Para que os relógios sejam realmente úteis, é importante saber onde fixá-los. No escritório ou na cozinha, devem estar em localizaçãoque permita a sua visualização de qualquer lugar do cômodo. No escritório, deve estar à vista quando o usuário estiver sentado na cadeira de trabalho. Já no quarto, os relógios de parede não são recomendados, pois dificultam o relaxamento. A solução, neste caso, é optar por um modelo de mesa e deixá-lo sobre o criado-mudo. Modelos de despertadores antigos são uma ótima opção. Se você gostou da ideia, mas fica em dúvida ao escolher o modelo ou decidir em qual parede ficará bem, saiba que existem algumas regrinhas básicas para um bom resultado. 8 Revista Vitrola 2016
É importante considerar a proporção – o tamanho do relógio deve ser condizente com as dimensões do cômodo –, assim como as cores e os materiais. Verifique se o tom da moldura e do fundo combina com as paredes e os móveis. O ideal é investir em contrastes, aplicando relógios claros sobre paredes escuras e vice-versa, já que a ideia é que ele seja o elemento de destaque na decoração. Na cozinha, por sua vez, é importante optar por modelos vedados com vidro e evitar aqueles que apresentam ponteiros expostos. O acúmulo de gordura, além de feio, pode impedir o funcionamento do mecanismo. Para quem quer investir nos relógios como elemento decorativo, vale algumas sugestões: Uma das últimas tendências é fixar modelos variados em uma mesma parede, fazendo uma espécie de mosaico. Se quiser, você pode até intercalá-los com quadros. Em paredes grandes ou halls de entrada, uma opção interessante é instalar três ou quatro relógios iguais, lado a lado, e identificá-los com plaquinhas de cidades famosas, como Nova York, Paris e Tóquio, da mesma forma que se faz nas recepções de hotel. Agora, sabendo um pouco mais a respeito de relógios e de como eles podem contribuir nos ambientes da sua casa, você poderá escolher o que combina mais com o seu estilo.
NOVIDADES |
Harry Potter e o Garoto Amaldiçoado Peça de teatro se transforma em livro e promete continuar a saga do menino bruxo Como toda a saga tem seu fim, para Harry Potter isso não foi diferente. O bruxinho fez sua última aparição em 2011 no último filme: Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2. Desde lá a sua legião de fãs se encontra em eterna excitação para saber a continuação da saga. J.K Rowling, a majestosa criadora da série, mantém as informações guardadas a sete chaves, porém uma nova obra promete trilhar um novo rumo na vida de Harry e de seus fãs. A obra, que é considerada a oitava da saga de Harry Potter, tem o lançamento oficial previsto para junho. O livro Harry Potter and the Cursed Child (Harry Poter e o garoto Amaldiçoado, em tradução livre) inicialmente era o roteiro de uma peça de teatro, porém a J.K Rowling resolveu adequá-lo a um livro físico. A história será dividida em duas partes e se passa 19 anos depois da batalha de Hogwarts. Na sinopse divulgada no site, o menino que sobreviveu precisa aprender a lidar com o passado que ainda vive. E seu filho mais novo, Alvo Severo, tem dificuldades ao carregar o peso do legado familiar, o qual ele nunca quis. Juntando passado com o presente, os dois irão descobrir que, às vezes, as trevas vêm de lugares inimaginados. A peça de teatro traz a história de Harry Potter adulto, sobrecarregado do trabalho no ministério da magia e com três filhos em fase escolar. O protagonista desta vez não é o tão querido Harry Potter, e sim seu filho mais novo,
Bruno José Fiorini – Acadêmico de Jornalismo
o jovem Alvo Severo, que em seu nome traz referências aos dois maiores e melhores ex-diretores da Escola de Magia e Bruxaria Hogwarts. A peça promete ser mágica, assim como a história. Na peça os personagens que atuam não se parecem em nada com os mesmos que atuam no filme. Por exemplo, os novos integrantes desta magica história são Jamie Parker (Harry), Noma Dumezweni (Hermione) e Paul Thornely (Roni). As atenções estão basicamente todas voltadas para a atriz de Hermione Granger, já que Noma Dumezweni é uma atriz negra. No teatro, a bruxinha que sempre foi a mais inteligente para a sua idade tem pele morena, olhos castanhos e cabelos crespos. A escritora britânica J.K Rowling “abençoou” a decisão dos produtores: “Olhos castanhos, cabelos crespos e muito inteligentes. Pele branca nunca foi especificada” comenta a autora. Já os fãs, que nunca superaram muito bem o fato de ter acabado a série de filmes e livros do bruxinho, esperam ansiosamente a estréia oficial do livro, o qual se encontra ainda sem tradução. Utilizando as redes sociais, eles demonstram alegria e ansiedade pela continuação da saga do menino que sobreviveu. Podemos esperar muito mais novidades para os próximos meses. Pois,o ano de 2017 marca o 20º aniversário da publicação do best-seller Harry Potter e a Pedra Filosofal. Ainda neste ano, o spin-off Animais Fantásticos e Onde Habitam chegará aos cinemas.
Jamie Parker - Harry Potter,NomaDumezweni– Hermione, Granger Paul Thornely- Rony Weasley. Atores da Peça.
9
| ENTRE NÓS
12 Anos de História Severino Piovesan e sua trajetória de sucesso na Vitrola “Tenho muito orgulho de fazer parte da equipe Vitrola e poder dizer que evoluímos juntos” nos conta Severino Piovesan, 33 anos, casado com a assistente social Anelise Flach Piovesan e pai do pequeno Murilo, 9 meses. Formado em Direito pela URI, Severino é natural do interior de Frederico Westphalen e, aos 15 anos saiu da casa dos pais e veio para Frederico cursar o segundo grau e trabalhar. Por 5 anos foi funcionário do Supermercado Barril, passando por diversos setores evoluindo e aprendendo muito como profissional. Em 01/04/2004 iniciava sua trajetória de sucesso na Vitrola. De abril a junho de 2004, sua atuação era nas vendas e atendimento ao público da locadora na época. Em julho, Severino já teve seu esforço reconhecido e sua vontade de atuar na distribuidora atendida. A busca constante por aprendizado, querer fazer mais e melhor, a não acomodação foram fundamentais para o seu crescimento na empresa. Em 2007, veio o convite para gerenciar a filial da Vitrola situada em Chapecó – SC. Severino, então com 23 anos, assumiu esse desafio e nos conta que essa foi uma experiência que lhe agregou muito em conhecimento e maturidade. Em 2008, a Vitrola já tinha iniciado sua trajetória na comercialização de livros e Severino, apesar da pouca idade, 24 anos, não deixava mais dúvidas de sua capacidade profissio10 Revista Vitrola 2016
nal. Voltou para Frederico para gerenciar o setor de compras e distribuição da nova aposta da Vitrola, os livros. “Tivemos uma evolução muito grande no seguimento e, em pouco tempo, deixamos de ser só uma loja que comercializava alguns livros para nos tornarmos o que somos hoje: uma distribuidora de renome nacional e com enorme reconhecimento tanto no setor fonográfico como no setor livreiro”, destaca Seve, como é chamado pelos colegas na empresa. Depois de 12 anos não tem como a Vitrola não ser sua segunda família. “A Vitrola passou ser meu sobrenome; é comum eu ser reconhecido nos lugares como o ‘Seve da Vitrola’, o que muito me orgulha. Cada ano que comemoro na Vitrola me sinto mais completo pessoal e profissionalmente. A Vitrola é uma empresa de vanguarda na região que atua, tem visão para o futuro e está sempre inovando e buscando excelência, quando as dificuldades aparecem as oportunidades vêm junto e poder proporcionar emoção e cultura às pessoas através do nosso trabalho é muito gratificante. E por ser essa a essência da Vitrola, eu estou sempre buscando informação, conhecimento e atualização, os processos evoluem muito rápido e todos os dias aprendemos algo novo nesse anseio de sermos melhores e fazermos o melhor pelo nosso cliente. Todos os dias tenho como objetivo emocionar nossos clientes como a Vitrola me emociona há 12 anos”.
Expositores: a vitrine da venda A necessidade dos expositores na medida em que acomodam os produtos de forma ordenada e trazem visibilidade às peças. A venda de um produto ocorre somente quando o vendedor faz um bom atendimento e tem conhecimento sobre o que está vendendo? Não. Entre outros fatores, a venda começa quando o cliente se depara com o produto da forma que ele está sendo oferecido visualmente pelo estabelecimento. Passar uma boa impressão, no primeiro contato visual que o cliente tem com o produto, é primordial para que a venda seja efetivada. A Distribuidora Vitrola procura estar sempre atenta a todas as etapas da venda, que envolvem desde o cliente do atacado até o consumidor final. E a exposição dos produtos sempre foi um fator relevante a ser considerado na hora de uma negociação. No seu início, a Vitrola, como distribuidora, tinha apenas expositores de bancada de CDs para oferecer a seus clientes. Foi em 2007, quando
começou a vender livros, que trouxe para sua própria loja física expositores parecidos com o que se tem hoje. A iniciativa deu certo, tanto que, a partir daí, quando a Distribuidora começou a fornecer livros para seus parceiros, pensou-se na ideia de fabricar os próprios expositores para que fossem oferecidos também aos clientes que adquiriam um número considerável de produtos e não tinham como expor. Inicialmente, os expositores de CDs, DVDs, e livros eram apenas na cor gelo e com um tamanho reduzido, diferente do que se tem hoje. Com o passar do tempo, o formato dos expositores foi tendo modificações, conforme as necessidades dos clientes. Surgiram ideias para aumentar a largura e o tamanho, fazer outros modelos e outras cores. Hoje, são mais de 10 modelos diferentes de expositores que a Vitrola tem a ofe-
recer, sendo que os mais fornecidos são os de CD e DVD (com espaço para 90 DVD´s e 160 CD´s), livros (com capacidade para 120 exemplares) e maletas (também comportando 120 maletas). Aos clientes que veem na Vitrola sua parceira, que estão sempre renovando seus estoques com todas as novidades que ela oferece e que se preocupam com a visibilidade dos seus produtos em seus estabelecimentos, a Distribuidora aposta suas fichas e oferece o expositor conforme a necessidade do cliente, em forma de comodato, podendo o cliente ficar com ele por tempo indeterminado enquanto houver parceria entre as partes. Assim, com reposições contínuas dos produtos, o expositor contará sempre com novidades para que o consumidor final tenha muito mais opções à disposição. 11
| PARCERIAS DE SUCESSO
Parcerias de sucesso Empresas que acreditam no potencial dos produtos Vitrola A História de uma das maiores Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul começou a ser escrita em 1957, seguindo desde aquela época preceitos de governança corporativa, cuja finalidade era encontrar mecanismos para suprir as dificuldades de beneficiamento, transporte e comercialização das safras de trigo. Unidos pelo mesmo objetivo, um grupo de pequenos agricultores criou no dia 15 de agosto de 1957, em Sarandi, a Cooperativa Tríticola Sarandi Ltda– COTRISAL. Com base na sua essência e fortalecida pelos princípios do cooperativismo, a Cotrisal foi vencendo os desafios e consolidando-se como uma cooperativa em expansão nos aspectos financeiro, econômico e social. Em 58 anos de história, a Cotrisal sempre buscou estabelecer estratégias de crescimento sustentável, através de práticas que valorizam o capital humano de associados e colaboradores. A honestidade e competência de seus administradores, ao longo da história, fizeram com que a Cooperativa fosse crescendo, conquistando seu espaço e fortalecendo a relação de confiança com os associados. Voltada à produção de grãos, a Cotrisal expandiu-se e atualmente se faz presente com 32 pontos de recebimento, acompanhando e proporcionando crescimento através de geração de emprego e renda em 25 municípios da Região Norte do RS. E a Cotrisal não para por aí: hoje conta com 9.545 associados, possuindo 1.215 funcionários capacitados para auxiliar os cooperados nas mais diversas necessidades e 15 conselheiros de Administração, sendo que, deste conselho, destacam-se o presidente 12 Revista Vitrola 2016
e vice-presidente. Além disso, conta com o suporte do Conselho Fiscal, composto por três membros efetivos e três suplentes, e disponibiliza uma capacidade de armazenagem de grãos de 10 milhões e 670 mil sacas. Focada no desenvolvimento das comunidades e no crescimento dos associados, a Cotrisal possui lojas de Pecuária, Insumos, Moinho de trigo, Fábrica de Rações, Posto de recebimento de leite, Unidade de Beneficiamento de Sementes (UBS), Unidade de Peças & Implementos Agrícolas, Lojas de Lar & Construção e 17 lojas de Supermercados. Assim, com visão empreendedora, adequação às mudanças tecnológicas, profissionalismo, inovação e competitividade nos processos de gestão, a Cotrisal vem construindo sua história, conquistando novos sócios, novos clientes e garantindo posições de destaque no cenário do agronegócio gaúcho e nacional, sendo que há 4 anos a VITROLA é parceira da COTRISAL e muito nos orgulha fazer parte dessa história de sucesso, levando assim entretenimento e emoção para os associados e colaboradores da cooperativa.
Como sua empresa vê e avalia a relação comercial com a Vitrola? Essa avaliação podemos definir em uma única palavra – AGILIDADE. O atendimento da Vitrola é muito ágil, as respostas são precisas, e a logística de entrega é muito rápida. Quais as vantagens que sua empresa teve ao agregar produtos culturais como os livros, CDs e DVDs em seu mix de produtos? Aumentou a venda porque os produtos da Vitrola são diferenciados. Os nossos associados e clientes têm hoje à disposição produtos que não estavam acostumados a encontrar em um Supermercado. O que a Vitrola trouxe de mais positivo para sua empresa a partir da relação comercial estabelecida? A Vitrola tem à nossa disposição um mix de produtos de muita qualidade. Tem seu catálogo sempre atualizado, nos disponibilizando com rapidez os títulos atuais, os “que estão na mídia”, sem deixar de manter em seu estoque os títulos clássicos, os “mais antigos”. Na avaliação de vocês, quais os produtos que a Vitrola disponibiliza
que mais têm aceitação do seu público? As maletas infantis, os livros de autoajuda e os lançamentos. Vocês tem alguma experiência ou relato que consideram importante comentar quanto a essa parceria? Ressaltando a agilidade da logística de entrega da Vitrola, podemos citar o exemplo do Livro “Cinquenta Tons de Cinza”. Quando ocorreu seu lançamento, a procura desse produto foi surpreendente e tanto a entrega da primeira compra do título como a reposição do mesmo foram ótimas, muito rápidas, fazendo com que nosso padrão de qualidade de atendimento aos nossos associados e clientes, que é nossa prioridade, se mantivesse. Uma das práticas mais antigas no mundo dos negócios é a parceria. Há de se abordar o significado da palavra: parceria é a reunião de indivíduos para certo fim com interesse comum. Com isso, podemos dizer que o significado dessa palavra traduz bem a relação da VITROLA com a COTRISAL. Juntas, as duas empresas trabalham em harmonia, em união, com o mesmo objetivo, que é emocionar e satisfazer associados, clientes e parceiros.
13
14 Revista Vitrola 2016 Fotografia: Deb Dorneles. Produção: Estúdio Lupita
CAPA |
Stout Club: Uma editora para os fãs dos quadrinhos Se você é fã dos quadrinhos você tem que conhecer a Stout Club. Um club original que surgiu com o objetivo de unir criadores artísticos para expor suas ideias e seus trabalhos de maneira descontraída, essa era a proposta inicial dos idealizadores da Stout Club. A ideia se concretizou em 2014 com a inauguração de um site. Colunas, web comics, e entrevistas exclusivas com um pessoal que curte histórias em quadrinhos encheu o site com um conteúdo genial. O clube se expandiu e criou um selo editorial para publicações de HQ’s, e desta forma, ganhou como aliados apreciadores do gênero. Teddy Corrêa, músico e autor, é um desses apreciadores e comenta sobre a sua colaboração com o projeto: “Minha relação com os quadrinhos e com esse foco editorial me colocou em contato com o Stout Club. Em pouco tempo virei colaborador para logo me transformar em sócio do selo/editora. Estou realizando um sonho em trabalhar com livros e quadrinhos. E isso está apenas começando!”, Teddy já avisa que a novíssima editora está preparada para um ano de realizações. O quadrinhista Rafael Albuquerque, um dos precursores do projeto, apresentou o Stout Club para a Revista Vitrola e falou sobre as boas ideias da editora, os autores, a criação do selo editorial e as novidades que podemos esperar em publicações de Histórias em Quadrinhos para 2016. Como surgiu a ideia de criar esse espaço destinado a criação de histórias em quadrinhos? Então, sabiamos que queríamos
ter algum motivo para reunir toda a gente talentosa que a gente conhecia. A Stout Club começou como um site de conteúdo, mas rapidamente vimos que o que nos unia eram os quadrinhos, e daí a ideia de fazer um selo, inicialmente para tiragens pequenas, artigos para colecionadores. Logo a coisa toda tomou proporções muito maiores que imaginávamos. Quem são os idealizadores desse projeto? O projeto iniciou com o designer Rafael Scavone, a fotógrafa Deb Dorneles e eu, que sou quadrinista, de maneira muito experimental. Um tempo depois Deb decidiu se dedicar ao seu novo estúdio de fotografia e então nosso amigo Thedy Correa, vocalista do Nenhum de Nós, que é aficcionado por quadrinhos e um ótimo escritor, entrou no projeto. Foi quando decidimos focar nos quadrinhos. Atualmente quem faz parte do Stout Club? No momento, além dos socios (todos trabalhando em projetos), contamos com o talento de caras como Eduardo Medeiros, Marcelo Braga, Leandro Fernandez, Rodolfo Santullo, em livros já publicados. Outros grandes autores ainda vão colaborar com a gente este ano: Felipe Nunes, Eduardo Risso, Renato Guedes, e o cineasta Jorge Furtado são alguns. Quantos livros HQ’s já publicaram? Temos 8 livros publicados até agora, o que é considerável tendo em vista que estamos no mercado desde o final de 2014. 2016 será um ano incrível e nosso catálogo deve aumentar 15
16 Revista Vitrola 2016
Fotografia nesta página: Deb Dorneles. Produção: Estúdio Lupita
exponencialmente neste ano. Como as Redes Sociais contribuem com o Stout Club? As redes sociais acabam sendo o grande canal de comunicação com nosso publico. Muita gente acaba chegando nos livros por que acompanhava o site antes, ou por que já era fã dos autores. Enfim, as redes são essenciais para nosso projeto. Quem pode participar do Stout Club? Nossa ideia é ter projetos interessantes, autores talentosos, e que mais do que tudo, tenham algo a dizer. Tenham uma voz. Nossa curadoria para projetos é exigente, pois queremos material que não apenas seja de qualidade, mas que tenha a ver com essa personalidade que acredito que a Stout Club tenha. Como você vê os quadrinhos na vida do jovem? Na minha opinião, são fundamentais, assim como literatura ou cinema. É uma mídia rica e complexa, e que tem muita força por que consegue fisgar a atenção dos leitores de uma maneira impar. Existe algum prazo para os autores desenvolverem suas histórias ou o processo de criação é livre? Trabalhamos com prazos. Mas tudo isso é discutido para que os autores tenham o tempo necessário para desenvolver o trabalho de maneira adequada. Prefiro atrasar um livro do que fazer algo mal feito, entende? O que podemos esperar em lançamentos para 2016? Nosso cronograma ainda não está 100% fechado, mas teremos grandes lançamentos: O Segredo da Floresta, de Thedy Correa e Felipe Nunes está em produção agora e está ficando lindo. Lançaremos também Open Bar 2, de Eduardo Medeiros, Cain, republicação do mestre argentino Eduardo Risso com Ricardo Barreiro. Lançaremos também uma nova edição de Xampu v1, de Roger Cruz, e acredito que sua inédita continuação, sai este ano também. Existem outras coisas em produção também, mas as datas de lançamento ainda estão por ser definidas.
OPEN BAR
FAR SOUTH
PRA CASA DO CABEÇA
História em quadrinhos que começou na Internet vira livro. A obra conta a história de Barba e Leo, amigos inseparáveis que já passaram por poucas e boas, lado a lado. Agora, eles assumiram juntos o bar que Barba herdou do pai, e se encontram frente a um grande desafio: fazer o negócio dar certo. Open Bar é o primeiro volume de uma coleção especialmente escrita e ilustrada por Eduardo Medeiros para a editora Stout Club. O título começou em 2014, como uma webcomic no site do próprio Stout Club que transformou a história em livro, com o dobro de páginas e um desfecho eletrizante para este primeiro volume da trama. O livro, que conta com a introdução do aclamado Gabriel Bá, foi lançado oficialmente no FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos), em Belo Horizonte, entre os dias 11 e 15 de novembro de 2015. O autor, Eduardo Medeiros, também é o criador de A História Mais Triste do Mundo (Stout Club, 2014), Mondo Urbano (Devir, 2010), MSP+50 www.stoutclub.com (Panini, 2015) e, também, do aguardado Sopa de Salsicha (Cia das Letras, 2016). Open Bar é uma história em quadrinhos cheia de emoções e surpresas, contada com o característico humor ácido de Eduardo Medeiros.
Roteiro por Rodolfo Santullo, Arte por Leandro Fernandez, Prefácio por Eduardo Risso. Assim como nos antigos filmes de velho oeste, Rodolfo Santullo e Leandro Fernandez nos levam a uma terra imaginária, um passado mítico, com seus caminhos empoeirados, seus imigrantes e suas histórias cruas, muitas vezes banhadas em sangue. Numa terra que pode ser na Argentina, Uruguai ou até mesmo no Brasil, os personagens ganham vida até que encontrem a pessoa errada, tentem ganhar um dinheiro sujo ou cruzem o caminho dos poderosos locais. Porque, em Far South, existem muitas maneiras de morrer. Rodolfo Santullo é uruguaio, nascido no México e residente em Montevideo. Escritor, jornalista e editor premiado, criou mais de 20 títulos de histórias em quadrinhos ao longo de sua carreira. Leandro Fernandez é argentino, residente em Rosário. A sua arte é reconhecida em dezenas de histórias, principalmente em títulos da editora Marvel, como The Incredible Hulk , Wolverine e Spider Man: tangled web . www.stoutclub.com
Três amigos em uma estranha aventura. Tudo começa a mudar quando três amigos se encontram e decidem empreender uma jornada a pé até a casa do Cabeça, o cara mais velho e legal da cidade e de quem todos querem ser amigos. A estranha aventura, regada a diálogos imaturos e bullying, toma outras proporções quando captam a atenção do perturbado e poderoso Juíz, que tem motivos de sobra para se interessar pelos garotos. Muitas aventuras aguardam nossos três amiguinhos na primeira graphic novel de Marcelo Braga, conhecido ilustrador do meio publicitário e artístico. A obra foi lançada na CCXP 2015 (Comic Con Experience) (http://www.ccxp. com.br ), o maior evento de cultura pop da América Latina, que acontece em São Paulo, entre os dias 03 e 05 de dezembro. Nos próximos dias, Pra Casa do Cabeça também estará à venda no website da editora Stout Club ( https://www.stoutclub.com ) www.stoutclub.com
SERVIÇO Título: Open Bar volume 1 Autor: Eduardo Medeiros Número de páginas: 104 Formato: 17 x 25cm em cores Editora: Stout Club Lançamento: 11 a 15 de agosto de 2015, no FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos)
SERVIÇO Título: Far South Autor: Rodolfo Santullo (Roteiro) e Leandro Fernandez (Arte) Número de páginas: 72 coloridas Formato: 20 x 25cm Editora: Stout Club Lançamento: 22 de agosto de 2015 (comicCon RS)
SERVIÇO Título: Pra Casa do Cabeça volume 1 Autor: Marcelo Braga Número de páginas: 44 Formato: 20,5 x 27,5cm em p&b Editora: Stout Club Lançamento: 03 a 05 de dezembro de 2015, na CCXP (Comic Con Experience)
17
| ROLLING STONES
It’s not only rock ‘n roll Na turnê pelo Brasil, os Rolling Stones mostraram porque são considerados uma das maiores bandas de todos os tempos Eduarda Wilhelm Possenti – Acadêmica de Jornalismo
Com 54 anos de história e 240 milhões de álbuns vendidos no mundo inteiro, uma das maiores bandas de rockandroll de todos os tempos aterrissou no Brasil para uma turnê histórica. Foram quatro shows: um no Rio de Janeiro (20 de fevereiro), dois em São Paulo (24 e 27) e um em Porto Alegre (2 de março). Ao que tudo indica, essas foram suas últimas apresentações em terras brasileiras. Apesar de ser a quarta passagem da banda pelo Brasil, sendo a última em 2006, Porto Alegre recebeu o quarteto pela primeira vez, em uma apresentação que entrará para a história da Capital gaúcha. Quase fazendo jus à pontualidade britânica, o show no Rio Grande do Sul começou com apenas dois minutos de atraso. Reunindo 50 mil pessoas no Beira Rio, Jumpin’ Jack Flash foi a escolhida para abrir a noite. A apresentação foi acompanhada de chuva. A cada acorde mais intenso, ela parecia querer acompanhar o ritmo e se intensificava. Depois da declaração de Mick Jagger em entrevista, dizendo que em São Paulo parece que o público assiste o show pelo celular, a chuvarada em Porto Alegre teve seu ponto positivo. Os fãs precisaram deixar seus smartphones e câmeras de lado e, assim, puderam se entregar de corpo e alma àquele momento. Com os quatro integrantes originais, a banda esbanja jovialidade, embora o mais novo do quarteto, Ron Wood, tenha 68 anos. Mick Jagger não se intimidou com a chuva e não parou um segundo, se deslocando pelo palco e pela passarela que adentrava grande parte da pista premium. Keith Richards foi o responsável por um dos pontos altos da noite, com You Got The Silver, e foi ovacionado durante minutos, mostrando ser o preferido pelo público. O meninão Ron Wood, com um cigarro na boca, sabe bem como protagonizar seus momentos. Mick Jagger até tentou convencer Charlie Watts a se afastar da sua zona de conforto e enfrentar a chuva, mas, com seu jeito recluso, o baterista apenas fez um tímido cumprimento durante a apresentação dos músicos. O casal Carine Helfenstein e Maurício Dalmolin, de Frederico Westphalen, estiveram em Porto Alegre e contam que foi marcante participar de um show dessa proporção e sentir a energia e emoção do momento. “Quando eles voltaram com a superprodução de Sympathy For The Devil foi 18 Revista Vitrola 2016
espetacular e levou todo o público ao delírio, mesmo com a chuva forte que caía naquele momento”, relata Carine. Com Satisfaction, os Stones encerraram a sua apresentação, deixando o público boquiaberto e meio sem compreender o que acabou de presenciar. Em seus shows, eles reuniram gerações, fãs de todos os estilos musicais, beatlemaníacos e pessoas de diversos Estados do Brasil. Contrariando a própria música, os Rolling Stones mostram que não se trata só de rockandroll. O encanto também está no carisma, humildade e cumplicidade que a banda prova ter.
倀爀漀瀀漀爀挀椀漀渀攀 猀甀愀 洀攀 漀 搀漀洀 搀漀 爀攀氀愀砀愀洀攀渀琀漀 愀琀爀愀瘀猀 搀攀猀琀攀 椀渀猀瀀椀爀愀搀漀爀 氀椀瘀爀漀 搀攀 挀漀氀漀爀椀爀⸀ 䄀猀 戀攀氀愀猀 攀 搀攀琀愀氀栀愀搀愀猀 椀氀甀猀琀爀愀攀猀 搀攀 䴀攀Ⰰ 琀攀 愀洀漀 挀漀洀 琀漀搀愀猀 愀猀 挀漀爀攀猀 瘀漀 氀攀瘀愀爀 猀甀愀 洀攀 愀 甀洀愀 樀漀爀渀愀搀愀 搀攀 瀀愀稀 攀 猀攀爀攀渀椀搀愀搀攀Ⰰ 攀渀焀甀愀渀琀漀 愀猀 洀愀爀愀瘀椀氀栀漀猀愀猀 瀀愀氀愀瘀爀愀猀 攀 挀椀琀愀攀猀 挀攀氀攀戀爀愀渀搀漀 愀 洀愀琀攀爀渀椀搀愀搀攀 瘀漀 氀攀洀戀爀ⴀ氀愀 搀攀 焀甀愀渀琀漀 攀氀愀 攀猀瀀攀挀椀愀氀⸀ 匀攀樀愀 攀氀愀 甀洀愀 洀攀 焀甀攀 樀 愀搀漀爀愀 挀漀氀漀爀椀爀 漀甀 甀洀愀 焀甀攀 渀漀 瀀攀最愀 攀洀 甀洀 氀瀀椀猀 搀攀 挀漀爀 栀 愀渀漀猀Ⰰ 攀氀愀 挀漀洀 挀攀爀琀攀稀愀 攀渀挀漀渀琀爀愀爀 愀焀甀椀 愀氀最漀 焀甀攀 瘀愀椀 愀洀愀爀⸀ 䐀 甀洀 琀漀焀甀攀 挀攀爀 攀猀瀀攀挀椀愀氀 愀漀 琀攀洀瀀漀 氀椀瘀爀攀 搀攀 猀甀愀 洀攀 挀漀洀 甀洀 瀀爀攀猀攀渀琀攀 漀爀椀最椀渀愀氀 攀 琀攀爀愀瀀甀琀椀挀漀 ᐠ 攀 洀漀猀琀爀攀 愀 攀氀愀 漀 焀甀愀渀琀漀 瘀漀挀 愀 愀洀愀⸀
伀 䈀爀愀猀椀氀 攀猀琀 攀洀 挀爀椀猀攀⸀ 䄀 挀愀搀愀 搀椀愀 漀猀 渀漀琀椀挀椀爀椀漀猀 琀爀愀稀攀洀 甀洀 渀漀瘀漀 攀猀挀渀搀愀氀漀 渀愀 瀀漀氀琀椀挀愀Ⰰ 渀愀 攀挀漀渀漀洀椀愀Ⰰ 渀愀 攀搀甀挀愀漀Ⰰ 渀愀 猀攀最甀爀愀渀愀Ⰰ 渀愀 猀愀切搀攀⸀ 䔀 漀 瀀漀瘀漀 戀爀愀猀椀氀攀椀爀漀 攀猀瀀攀爀愀 瀀漀爀 洀甀搀愀渀愀猀⸀ 䠀漀樀攀 洀愀椀猀 搀漀 焀甀攀 渀甀渀挀愀⸀ 倀爀攀挀椀猀愀洀漀猀 愀挀爀攀搀椀琀愀爀 渀甀洀 愀洀愀渀栀 洀攀氀栀漀爀⸀ 䔀猀猀攀 漀 洀漀琀攀 搀攀 倀愀椀猀愀最攀洀 戀爀愀猀椀氀攀椀爀愀Ⰰ 甀洀 攀渀猀愀椀漀 氀椀琀攀爀爀椀漀ⴀ瀀漀氀琀椀挀漀 攀洀 焀甀攀 䰀礀愀 䰀甀昀琀 攀砀瀀氀漀爀愀 漀猀 昀甀渀搀愀洀攀渀琀漀猀 搀愀 搀攀洀漀挀爀愀挀椀愀 瀀愀爀愀 攀砀瀀漀爀 猀甀愀 瀀攀爀瀀氀攀砀椀搀愀搀攀 愀渀琀攀 漀 瀀愀渀漀爀愀洀愀 搀漀 瀀愀猀⸀ 䐀椀瘀椀搀椀搀漀 攀洀 焀甀愀琀爀漀 瀀愀爀琀攀猀 ጠ 䄀洀漀爀 攀 搀漀爀Ⰰ 伀猀 昀甀渀搀愀洀攀渀琀漀猀Ⰰ 瀀愀猀⸀ 䐀椀瘀椀搀椀搀漀 攀洀 焀甀愀琀 䄀 瀀愀椀猀愀最攀洀 攀 匀攀洀 椀氀甀猀攀猀 ጠⰀ 倀愀椀猀愀最攀洀 戀爀愀猀椀氀攀椀爀愀 挀漀洀瀀漀猀琀漀 瀀攀氀漀 攀渀挀愀搀攀愀洀攀渀琀漀 搀攀 瀀攀焀甀攀渀愀猀 爀攀˻攀砀攀猀 椀渀琀攀爀挀愀氀愀搀愀猀 瀀攀氀漀 搀攀猀攀樀漀 漀琀椀洀椀猀琀愀 搀攀 甀洀愀 猀漀氀甀漀⸀
19
| GENTE E SOCIEDADE
Literatura lida, cantada e falada com Danilo Bombom Victória Lieberknecht
Em forma de teatro, música ou livro, histórias infantis se tornam ensinamentos inesquecíveis quando bem contadas As proporções dos sonhos de uma criança dependem de quanto um adulto lhe abra os horizontes. Brincar e imaginar são partes importantes do crescimento dos jovens, é o que defende o pedagogo e artista Danilo André Gregory, conhecido como Bombom. Deslumbrado com as vastas possibilidades encontradas no teatro e na música, ele explorou desde cedo, na companhia da mãe, a capacidade de contar histórias e passar mensagens através delas. Apaixonado pelo teatro, ainda adolescente decidiu ir tentar sua carreira em Porto Alegre. Usando as economias feitas a partir das aulas de violão, as quais ministrava a alguns alunos da comunidade, precisou de cinco tentativas até conseguir chegar onde queria: em uma companhia de teatro. Desde então, participou de muitas peças, apresentadas nas escolas e comunidades da região metropolitana. Muito ligado à música, buscou envolver canções e danças em suas peças teatrais. Danilo ficou cerca de 20 anos trabalhando na área do teatro com cunho pedagógico. Tinha-se apaixonado por essa forma de arte. Depois de muito atuar, deu voz ao seu personagem mais adorado pelas crianças, o Bombom. Em constante mudança, seu visual se iniciou com uma fantasia de palhaço. Aos poucos, tirou a maquiagem até revelar seu rosto como protagonista de seus shows, feitos até hoje. Percebendo que o estilo musical infantil estava praticamente resumindo a cantigas de roda, Danilo resolveu inovar, lembrando de seus gostos musicais quando criança. Inspirado em grandes músicos como Chico Buarque e Elis Regina, inseriu no mundo musical dos pequenos estilos como reggae, samba, MPB e bossa nova. Com letras lúdicas e linguagem infantil, ele brinca com elementos do cotidiano infantil, bem como com as boas maneiras. Já com dois projetos em andamento, teatro pedagógico e cantor (teatro pedagógico e músicas/coletânea de músicas?), Danilo deixou aflorar um terceiro talento, muito usado com seus colegas no ensino primário: o de contar de histórias. Passou também a escrever livros infantis e contá-los de forma divertida às crianças. O último livro lançado por ele chama-se A Enchente e está sendo trabalhado em diversas escolas da região
20 Revista Vitrola 2016
Médio Alto Uruguai. Em parceria com as administrações municipais de cada cidade envolvida, os alunos ganham um exemplar para ler e reler. A ideia é que aprendam os diversos ensinamentos empregados nele, como o respeito pelas diferenças, a coletividade e a importância de dizer sempre a verdade. As oficinas de contação de histórias fazem parte de um projeto pedagógico de Danilo. Eles envolvem aprendizado social e coletivo, gosto pela leitura e desenvolvimento psicomotor. Além da leitura, também são cantadas músicas no meio da oficina e, junto com os alunos, criados alguns passos de dança. “Essa diversão é a forma mais completa de cultura que podemos passar às nossas crianças”, afirma Danilo. Segundo Danilo, a preservação da infância é um fator muito importante. Para ele, a “adultização” das crianças acaba lhes tomando uma parte da vida de suma importância para o desenvolvimento de um adulto sadio e bem resolvido. Fazer uma criança se comportar e se vestir como um adulto acaba por suprimir uma fase importante, rodeada de um mundo de muita imaginação e brincadeiras. “Os adultos precisam usar de uma forma ou outra a imaginação para transformarem o mundo. Não podemos suprimir isso nas crianças, em sua melhor fase de invenções”, defende. Contar histórias, seja em casa ou na escola, estimula a criatividade da criança e melhora sua compreensão de mundo. O uso de metáforas e a personificação de objetos e animais torna o ambiente das histórias um mundo fantástico. Esse novo mundo maravilhoso encanta e acaba por suavizar, divertir e esclarecer melhor os ensinamentos que se quer passar. “Muitas vezes apenas dizer não é o suficiente. Se eu quero ensinar que é preciso trabalhar em grupo, posso contá-la uma história sobre as formigas e de como é essencial que ajam em conjunto para facilitarem os afazeres umas das outras”, explica. Lembrando das histórias que contava aos colegas de aula na infância, Danilo percebeu décadas depois que quem as ouviu não esqueceu. “Uma história lida a uma criança já surte muitos efeitos sobre ela. Mas se essa história for contada com o auxílio de música, teatro e gestos, tornados brincadeira aos pequenos, provavelmente esse momento se tornará inesquecível”, fala Danilo, enquanto conta que até hoje seus colegas o encontram e comentam sobre o momento infantil. Autor de dois livros, três Cds e um DVD, Danilo explora o universo infantil de forma inconvencional. Com o terceiro livro em produção, finaliza: “Meu instinto sempre soprou nos meus ouvidos: precisamos cuidar melhor da infância de nossas crianças”. 21
| TIMELINE
Roupa social combinada com humor Camisaria Roberto Ferreira Brand lança tendências em desfile com muita classe e cores Com lugar privilegiado nos armários, a roupa social faz parte não só do visual, mas da rotina de muitas pessoas. Seja no trabalho, faculdade, eventos sociais ou por puro charme, as camisas sociais deixaram de ser mera obrigação de vestimenta. Mais do que isso: elas conquistaram o gosto e estilo tanto dos homens quanto das mulheres. Quando o assunto “camisa social” vem à tona, logo se pensa naqueles modelos tradicionais: liso, listrado ou, no máximo, xadrez. No entanto, o que a camisaria frederiquense Roberto Ferreira Brand propõe a esse público que adora o estilo mais alinhado é bem mais divertido. Estampas coloridas florais, de frutas, folhagens, caveiras e poás dão vida e humor para aquele visual que antes parecia tão sério. Mesmo com mais informação e personalidade na vestimenta, o aspecto impecável do traje social continua intacto. A camisa abotoada até o pescoço e os cortes, que podem ser feitos sob medida, sustentam a elegância que se quer quando uma camisa é vestida. Vestir o tradicional sempre foi parte do gosto do jovem Marco Roberto Ferreira Puziski, 23. Suas ideias inusitadas, desfilando roupas tradicionais feitas com tecidos de cores, estampas e padronagens diferentes, chamaram a atenção dos amigos. O estilo pessoal do rapaz acabou virando negócio quando percebeu que essa moda começou a pegar. Incentivado por amigos a criar uma marca e uma coleção de camisas, Marco amadureceu a ideia e buscou um parceiro que investisse no conceito junto com ele. A parceria fechou quando Juliano Binotto, 21, um amigo de adolescência, resolveu apoiar o estilo inusitado de Marco e abrir uma camisaria com conceito inédito na região. Quase um ano depois, a visão empreendedora dos dois jovens somada ao empenho e busca por qualificação resultou no primeiro desfile da marca, exibindo uma coleção que abre e promete expandir os negócios dos dois. O evento, que ocorreu no Maria Lúcia na metade de março, contou com a colaboração de muitos dos amigos 22 Revista Vitrola 2016
Victória Lieberknecht
que vestiam as camisas durante o desfile e antes mesmo de a empresa existir oficialmente. Para os negócios darem certo, Marco e Juliano uniram conhecimentos e usaram muita inteligência para driblar os altos custos pagos para abrir uma empresa nesse ramo. Assim como a Vitrola expandiu seus negócios utilizando o e-commerce, a Roberto Ferreira foi para o mesmo caminho. Segundo Marco, essa modalidade de negócio é mais acessível, versátil, otimiza tempo e facilita o contato direto com clientes que, nesse caso, podem ser de todo Brasil. Nesse curto período em que a empresa está na ativa, foram vendidas mais de 500 camisas. As compras foram realizadas por clientes não só da região, como também de São Paulo e Rio de Janeiro. A proposta de um look descontraído agradou o gosto de experientes figuras da moda regional, como Neiva Pivetta, proprietária da Básico Brasil. “Fico muito satisfeita e animada em ver jovens empreendendo com sucesso na nossa cidade. Eles ainda vão crescer muito”, parabeniza. Sob o ponto de vista da consultora de moda Patrícia Cuozzo, o desfile e a coleção superaram as expectativas. “Vejo uma tendência que já existe em tribos urbanas nas capitais finalmente surgir em Frederico Westphalen. As estampas bem humoradas dão um estilo arrojado a todos os visuais, seja infantil, adulto ou da terceira idade. Eu mesma comprei a ideia”, comenta Patrícia, que vestia uma das camisas da coleção. O alto nível das peças apresentadas no desfile se deve muito ao estudo, cursos e livros lidos durante o processo, revela Marco. Desde a escolha das estampas e tecidos, que precisaram de viagens a São Paulo para serem selecionados, até o acabamento com o nome da marca: tudo tem requinte e cuidado redobrado. “Antes de uma camisa ser enviada ou entregue ao cliente, nós revisamos detalhes como costura, botões e possíveis amassados, para entregar um produto final de muita qualidade”, comenta. Até chegar ao produto final, houve várias etapas na pré-produção. A pesquisa do tecido certo com estampa ideal para os padrões da marca foi feita entre, literalmente, milhões de opções do mercado. Os testes com as estampas escolhidas usaram programas de computador, facilitando a visualização dos modelos e otimizando custos. No que diz respeito a futuros projetos e coleções, os consumidores terão surpresas. Marco revela que a próxima coleção possivelmente já terá outras peças de roupa, como calças e bermudas. Apesar do suspense, ninguém precisará esperar muito, pois as novidades começarão a ser divulgadas a partir de julho deste ano. 23
| NOVOS AUTORES
Bate Papo com Cristovão Tezza Escritor catarinense revela sua carreira de sucesso e a expectativa em cima de “Juliano Pavolini”, obra que irá para os cinemas. Natural de Lages, Santa Catarina, Cristovão Tezza mudou-se para o Estado do Paraná logo cedo, aos 9 anos de idade. Aos 15 anos, passou a integrar o Centro Capela de Artes Populares (CECAP), dirigido por W. Rio Apa, com quem trabalhou até 1977. Ainda em 1968 participou da primeira peça de Denise Stoklos e, no ano seguinte, apareceu em duas montagens do grupo XPTO, dirigido por Ari Pára-Raio, na cidade de Curitiba. Em meados de 1970 concluiu seu ensino médio e, no ano seguinte, entrou para a Escola de Formação de Oficiais da Marinha Marcante no Estado do Rio de Janeiro, onde seguiu carreira até o mês de agosto daquele ano. Em dezembro de 1974, aos 19 anos, decidiu estudar Letras na Universidade de Coimbra, em Portugal. Porém sua ida acabou se transformando em um ano de vivências pelo país, já que o centro universitário encontrava-se fechado por conta da Revolução dos Cravos. Sendo assim, Cristóvão viajou pela Europa pelo período de um ano. Já casado, em 1984 mudou-se para Florianópolis (SC), iniciando os trabalhos como professor de Língua Portuguesa pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Em 1986 passou a integrar o quadro de docentes da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e lá atuou até o ano de 2009, quando sentiu o chamado da literatura, assim afastando-se do meio universitário, e passou a dedicar-se exclusivamente à escrita e à literatura. Seus primeiros livros – os contos de A Cidade Inventada e os romances Gran Circo das Américas e O Terrorista Lírico – foram publicados entre 1979 e 1981. Em 1985 foi publicado o romance Ensaio da Paixão, mas somente em 1988, após publicar Trapo (Brasiliense), seu nome começou a se tornar conhecido nacionalmente. Nos anos seguintes publicou romances como: Aventuras Provisórias, levando o prêmio Petrobrás de Literatura; Juliano Pavollini; A Suavidade do Vento; O Fantasma da Infância e Uma Noite em Curitiba. Em 1998, um de seus romances, Breve Espaço entre Cor e Sombra (Rocco), foi contemplado pelo Prêmio Machado de Assis da Biblioteca Nacional como o melhor romance do ano. Outra de suas obras, O Fotógrafo (Roc24 Revista Vitrola 2016
co), publicado em 2004 também foi contemplado com o mesmo título de Breve Espaço, também recebendo o Prêmio Bravo! de melhor obra. Já em 2006, Cristóvão assinou contrato com a Editora Record e, em julho de 2007, foi publicado o seu novo romance, O Filho Eterno, que em sequência recebeu reedições com novo projeto gráfico. Em dezembro de 2007, O Filho Eterno recebeu o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) de melhor obra de ficção do ano. Já em 2008, recebeu os prêmios Jabuti (melhor romance), Bravo! (melhor obra), Portugal – Telecom de Literatura em Língua Portuguesa (primeiro lugar) e o Prêmio São Paulo de Literatura como o melhor livro do ano. Em 2009 foi contemplado com o prêmio Zafarri & Bourbon, da Jornada Literária de Passo Fundo, como o melhor livro dos últimos dois anos. O Filho Eterno recebeu inúmeros outros prêmios, como, por exemplo, foi considerado pelo jornal O Globo uma das dez melhores obras de ficção da década no Brasil,
em 2009. Em março de 2010, a obra recebeu tradução para o Francês e o prêmio Charles Brisset, concedido pela Associação Francesa de Psiquiatria. O Filho Eterno também foi lançado em países como Itália, Inglaterra, Portugal, França, Holanda, Espanha, México, Estados Unidos, Austrália, China e Eslovênia, e já possui edições contratadas na Dinamarca, Noruega, Macedônia, Ucrânia e Sérvia. Entre outras premiações e nomeações, O Filho Eterno também receberá uma versão cinematográfica. A produção do filme é da RT Features em parceria com a Globo Filmes e tem a direção de Paulo Machline. Outra produção de cinema está sendo adaptada de outra de suas obras. O ator Caio Blat se apaixonou pelo romance “Juliano Pavollini” que já se encontra em processo de gravação. A data de lançamento do filme está prevista para novembro, se tudo der certo. Entre inúmeras obras, Cristóvão nos diz que “Ensaio da Paixão”, de 1980, foi a obra com que mais se divertiu ao criar, sendo uma recriação de suas experiências de juventude, vivendo numa comunidade de teatro no litoral do Paraná. Quase todos os personagens foram baseados em pessoas reais. Sobre os processos de escrita, Cristóvão conta que não encontrou uma forma de explicar como funciona sua inspiração. Classificando seu processo como lento e arrastado, o escritor explica que suas idéias fluem aos poucos e, às vezes, durante três ou cinco anos o texto ainda está formando um corpo. “No momento que vou escrever – e, daí sim, preciso de método, rotina e silêncio – o livro já está praticamente encaminhado. Quando estou escrevendo um livro, trabalho sempre pela manhã, de segunda a sexta, como um funcionário de mim mesmo”, comenta Tezza. Sobre os projetos futuros, Tezza nos conta que, no segundo semestre deste ano, a sua nova obra “A Tradutora” já estará disponível nas livrarias de todo o país. 25
| RESENHA
O Sol é para Todos Um dos bestsellers mais premiados de 2015 Um dos romances mais adorados de todos os tempos. O Sol é para Todos conta a história de duas crianças no árido terreno sulista norte-americano da Grande Depressão no início dos anos 1930. Jem e Scout Fincher testemunham a ignorância e o preconceito estagnado em sua cidade, Maycomb – Símbolo do conservadorismo dos estados do sul dos EUA, empobrecidos pela crise econômica, agravante do clima de tensão social. A esperta e sensível Scout, que também é a narradora de toda a trama, e Jem, seu irmãozinho mais velho são filhos do advogado Atticus Finch, encarregado de defender Tom Robinson, um homem negro acusado de estuprar uma jovem branca. Porém, não é só essa a acusação que ele possui, e no julgamento de Robinson que os irmãos percebem o quão impregnado e errôneo o racismo do pequeno município em que moravam está impregnado. Nos três anos em que a história se passa, ambos deparam-se com diversas situações em que negros e brancos 26 Revista Vitrola 2016
se confrontam em tribunais, ruas e acessos públicos. Ao longo do livro, ambos os irmãos e seu pequeno amigo de Férias, Dill, passam por tensas e inúmeras aventuras, grandes e agradáveis surpresas e importantíssimas e significativas descobertas. Nos episódios vividos ao lado de personagens cativantes e irreverentes como Calpúrnia, Boo Radley e Dolphus Raymond, aprendem e ensinam sobre a empatia, a tolerância, o respeito ao próximo e a necessidade de se estar sempre aberto a novas idéias, descobertas e que criar expectativas nem sempre é tão ruim assim. O Sol é para Todos é o único livro do escritor Harper Lee. Sucesso instantâneo de vendas nos EUA, tornou-se um grande Best-seller mundial em poucos meses. Recebeu muitos prêmios desde a sua publicação, em 1960, entre eles o Pulitzer. Traduzido em 40 idiomas, vendeu mais de 30 milhões de exemplares em todo o mundo e em 1962 foi levado ás telas com Gregory Peck – Ganhador do Oscar por sua interpretação de
Atticus Finch – Brock Peters, Robert Duval e outros. O Librarian Journal dos EUA deu sua maior honraria à história, elegendo-a o melhor romance do século XX. Em 2006, uma pesquisa na Inglaterra colocou O Sol é para Todos no primeiro lugar da lista de livros mais importantes do país, seguido da Bíblia e de O Senhor dos anéis, de J. R. R. Tokien. Também entrou para a lista da Time Magazine dos Cem Melhores Romances de Todos os Tempos. O Sol é para Todos não é somente um livro de literatura que retrata a luta contra a discriminação racial no século XX, ele também é um livro de reflexão sobre as condutas utilizadas por nós para que possamos viver naquilo em que acreditamos. Aqui também se formam questionamentos de como podemos proceder com nossos ideais e aprender de que as mudanças que aparecem nem sempre devem ser vistas como negativas, afinal, mudar quer dizer transformar, e para isso se transformar em algo útil e digno só depende de nós mesmos.
愀挀攀猀猀攀㨀
䌀愀昀
匀攀最ⴀ匀攀砀㨀 㨀 猀 ㈀㨀 ㌀㨀㔀 猀 ㈀㨀
匀戀愀搀漀㨀 㤀㨀㌀ 猀 ㈀㨀
刀甀愀 䄀氀昀爀攀搀漀 䠀愀甀戀攀爀琀Ⰰ 㜀㘀㈀Ⰰ 䘀爀攀搀攀爀椀挀漀 圀攀猀琀瀀栀愀氀攀渀
27
28 Revista Vitrola 2016