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PRIMEIRA PALAVRA |
Primeira Palavra Com uma carteira de clientes superior a 700 contas ativas, a Vitrola evoluiu e teve um crescimento significativo meio a esse turbilhão de acontecimentos que destacaram 2015 como um ano de crise. Crise essa, que assustou e recuou os números da nossa economia. Muitos fatores nos fazem acreditar, ser essa uma crise mais política do que econômica e, estamos convictos que, se os empresários unirem-se e voltarem a investir essa crise de confiança no país será superada. Em 2015 não paramos de investir, aumentamos nossa visibilidade e nossa área de abrangência. Estamos continuamente buscando melhorias e em 2016 não vai ser diferente, vamos continuar levando emoção aos nossos clientes, parceiros e amigos. A conquista dos nossos objetivos depende da união, responsabilidade e transparência com as quais conduzimos os nossos negócios. Nosso objetivo é estar sempre à altura de suas expectativas e necessidades. Agradecemos a oportunidade que você nos oferece quando nos coloca ao seu lado na realização dos seus objetivos. Desejamos um Feliz Natal e um Ano Novo de paz e realizações Um forte abraço, Ramir M. Severiano Diretor da Vitrola
Brainstorm REVISTA VITROLA Setembro, Outubro, Novembro/2015 Ano I, Edição 02 A revista Vitrola está destinada aos seus clientes e amigos, com vistas ao compartilhamento de opiniões, informações e novidades. O conteúdo dos anúncios e informações de autores é de responsabilidade dos mesmos, não refletindo necessariamente a opinião da Vitrola Comercial Fonográfica. As fotos possuem crédito específico quando necessário, e as demais são de divulgação. Periódico Gratuito Tiragem: 1200 exemplares. Disponível também na versão digital Circulação: Quadrimestral
Produção e Edição: Francieli Ballen, Leonardo Silva Jornalista Responsável: Márcia Sarmento Ferreira MTb 12.759 Revisão: Marcelo Ávila Marques Kuhn Projeto Gráfico: Gizelle Maciel Editor de Fotografia: Leonardo Silva Redação: Juliana Oliveira, Leonardo Silva, Maíra Cardoso Colaboradores nesta edição: Gabriela Saraiva, Silvia Francine Corrêa Manfio
Produção da Vitrola Comercial Fonográfica. Rua Alfredo Haubert, 762, Centro, Frederico Westphalen/RS (55) 37446878 E-mail de contato: francieli@vitrola.com.br Site: www.vitrola.com.br
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4 Revista Vitrola 2015
Sumário 6 Bicicletário Vitrola 7
Pedalada Solidária Vitrola
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A Vitrola é muito mais!
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20 Anos de História
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O Universo das Miniaturas na sua Casa
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Parcerias de sucesso
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Piangers: O Papai mais Pop do Brasil
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Seguuuura, Cristãããão!
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Do vídeo ao livro: a inversão criada pelos Youtubers
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Feira do Livro combina com Vitrola
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POKÉMON GO!
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Quem é Esse tal de Borghettinho?
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Não se iluda, não!
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| REVIEW
BICICLETÁRIO VITROLA Um novo passo para um futuro sustentável A Vitrola sempre em busca da inovação. Em Frederico Westphalen, no dia 24 de setembro, foi instalado em frente à loja física da Vitrola o primeiro bicicletário da cidade. Essa ideia veio ao encontro das discussões sobre as vagas de estacionamento de Frederico e a implantação do sistema de rotatividade para estas vagas em conjunto com a prefeitura municipal. Essa medida também foi criada a partir do incentivo para que as pessoas optassem por exercícios, e a bicicleta, além de se transformar em ferramenta para ir e vir de um lugar ao outro, também irá auxiliar e dar apoio à comunidade para a prática de uma vida saudável. Para o prefeito da cidade, Roberto Felin Júnior, a Vitrola se encontra em uma área central do município, onde falta estacionamento, e o bicicletário foi instalado estrategicamente. “Frederico está num processo de transi6 Revista Vitrola 2015
ção, pois aquilo que antes era perto passou a ser longe e o deslocamento com a bicicleta tornou-se uma alternativa”, salienta Felin Júnior. O bicicletário consome somente uma vaga de estacionamento, porém essa vaga consumida dá espaço para até oito bicicletas. O formato de carro serve como provocação para que a sociedade possa perceber a importância de alternativas em prol do desenvolvimento da cidade. A Vitrola, como empresa de vanguarda, pôs-se à disposição para que ele fosse instalado em frente à loja. Para isso, a empresa idealizou formas de divulgar o bicicletário em mais uma ação social, realizando o primeiro Passeio Ciclístico da Vitrola como proposta de inauguração do bicicletário, o qual aconteceu no dia sete de novembro. A ação recebeu o nome de Pedalada Solidária e teve como ingresso 1kg de alimento mais um valor em di-
nheiro. Todos os donativos recebidos e todo o montante foram doados à Instituição do PROMENOR da Cidade. Outro incentivo foi a ação “Bicicletário Vitrola”, o qual convidava a comunidade a estacionar suas bikes em frente à empresa, e, com isso, cada cliente bicicletista recebia um valor de 10% de desconto em suas compras na Vitrola Café e na loja física. Para Ramir Severiano, sócio-proprietário da Vitrola, a medida surgiu durante discussões em um grupo de amigos. Segundo ele, a bicicleta, além de ser um meio de locomoção, também assume um papel importante para uma vida saudável. “O bicicletário também é um incentivo para que outros empresários também possam atribuir esse recurso ao seu negócio, dando espaço para seus funcionários e outros clientes poderem utilizar um meio de transporte saudável”, comenta Severiano.
Pedalada Solidária Vitrola Um dia para fazer o bem e se fazer bem A importância do cunho social é uma das chaves da Vitrola. Durante o ano de 2015, a empresa realizou inúmeras ações solidárias em prol da comunidade de Frederico Westphalen, cidade onde se encontra a sede da Vitrola. Todas as ações possuem o intuito de contribuir com instituições que necessitam de apoio. Ações como o Dia Mundial do Rock, Outubro Rosa, entre outras, são símbolos da Vitrola, e agora mais uma ação passa a entrar nesse time. A Pedalada Solidária surgiu desde a instalação do primeiro Bicicletário da cidade, o qual se encontra em frente à loja física da Vitrola. O processo de idealização do projeto do Bicicletário surgiu em conjunto com o sócio-proprietário da Vitrola, Ramir Severiano, e a prefeitura municipal de Frederico Westphalen, visando aumentar o número de vagas de estacionamento e incentivar a comunidade a utilizar a
bicicleta como meio de transporte. A Pedalada Solidária vem ao encontro dos outros projetos sociais da empresa, também fomentando e divulgando a instalação do equipamento na cidade. Para isso, a Vitrola contou com o apoio de comerciantes para a realização da ação que aconteceu no dia 07 de novembro. Casando com a ideia de trabalhar em prol da comunidade, a Pedalada Solidária contou com inscrições para ser realizada. As inscrições tiveram como ingresso 1 kg de alimento não perecível e uma quantia em dinheiro. Todos os alimentos arrecadados, junto com o valor total das inscrições, foram doados à Instituição PROMENOR da cidade de Frederico Westphalen. Para Ramir Severiano, o evento foi um sucesso e teve sua intenção completada. “Sempre fomos uma empresa de vanguarda e a Pedalada Solidária surgiu para divulgar uma forma de lo-
comoção saudável, além de também ter o cunho social, podendo ajudar a sociedade com pequenos gestos que têm o aval da comunidade de Frederico”, comenta Severiano. Com aproximadamente 80 participantes, a ação da pedalada teve uma grande aceitação do público. Durante todo o processo de realização da Pedalada Solidária, os funcionários da Vitrola auxiliaram para o sucesso do evento, disponibilizando água para os participantes e dando apoio com o roteiro. No final foram arrecadados em torno de 500 reais em dinheiro e mais de 30 kg de alimentos não perecíveis. A Pedalada Solidária vem ao encontro do calendário de ações voltadas à sociedade de Frederico. Essas ações foram construídas com o intuito de dar apoio às instituições do município e formas de alavancar o cunho social da Vitrola. Em 2016, a segunda edição da pedalada volta a ser realizada pela empresa. 7
| FAZENDO HISTÓRIA
A Vitrola é muito mais! Além de livros, CDs e DVDs, a Vitrola oferece a seus parceiros produtos que agregam diversidade e variedade. A Vitrola é uma empresa engajada em oferecer produtos de diversos segmentos, com qualidade e originalidade a seus clientes. Além de possuir um vasto acervo de livros, CDs e DVDs, produtos carros-chefe da Distribuidora, oferece também itens que podem agregar diversidade ao estabelecimento de seus parceiros. Pensando nisso, a Vitrola tem à disposição de seus clientes canecas e camisetas com diversas estampas de bandas, artistas, filmes e personagens, das marcas Esfera Voge, Bomber e KGB, além de possuir a própria marca: a Vitrola Live!, com criações próprias de estampas de camisetas e canecas, sempre ligada nas novas tendências. Preocupada em inovar e estar sempre atualizada, principalmente nessa era digital em que vivemos, a Vitrola vê os jogos eletrônicos com uma oportunidade de novo negócio, já que estão há tanto tempo entre nós, seria impossível negar que os videogames representam hoje uma nova forma de cultura, com tendências próprias e tribos inconfundíveis. Por isso, a Distribuidora conta uma série de games para consoles PS3, PS4 e XBOX 360. Outra forte tendência são os bottons, os quais são versáteis, adaptáveis e conferem estilo aos usuários, além de ser um produto de baixo custo. A Vitrola tem apostado nisso e conta com uma variada gama de bottons, com as mais diversas estampas para oferecer aos seus parceiros. E não para por aí: os vinis estão voltando com tudo para a felicidade não só dos saudosistas, mas dos adoradores da boa música. Tendo a cultura e a qualidade dos produtos como prioridade, a Vitrola não ficou fora dessa e tratou de adquirir os LPs para ter mais um produto em que o cliente pode ter expectativas de novos negócios. São ainda pôsteres, adesivos decorativos, mochilas e bonés, itens que podem aderir muito mais conceito e variabilidade ao estabelecimento do cliente, pois a Distribuidora Vitrola aposta em seus clientes visionários que, assim como a Vitrola, sabem que havendo diversidade de produtos a oferecer a perspectiva de venda se torna maior e o cliente final poderá encontrar ainda mais produtos do seu gosto. 8 Revista Vitrola 2015
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20 ANOS DE HISTÓRIA Clara Wilhelm e sua trajetória de sucesso na Vitrola Nascida e criada pelos pais no interior de Iraí, no Estado do Rio Grande do Sul, Clara Wilhelm é símbolo de dedicação e de parceria com a Vitrola. Trabalhadora, ajudava os pais com a propriedade que mantinham no interior, porém, ao atingir certa idade, ela resolveu que já estava na hora de traçar seu próprio destino e foi aí que surgiu a ideia de se mudar para a cidade, onde poderia trabalhar para ir atrás de formação acadêmica. A primeira opção foi a de encontrar uma família para que pudesse trabalhar e conciliar estadia, a qual lhe desse aval para começar os estudos. Foi nessa época que surgiu a oportunidade de trabalhar para a família Bastian e Severiano. “Ao longo do tempo em que os fui conhecendo, construímos uma relação de amizade e cumplicidade”, comenta Clara. Dali foram oito anos de trabalho na loja de confecções da família. Em meados de 1996, a Vitrola começou a dar os primeiros passos, vendo o crescimento do ramo fonográfico e, 10 Revista Vitrola 2015
assim, Clara começou a atuar como colaboradora dentro da empresa. A partir daí, 20 anos se passaram e hoje, aos 47 anos de idade, formada em Administração de Empresas pela Universidade Regional e Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), Clara comenta que adquiriu muita experiência para seu crescimento profissional e pessoal, a qual foi proporcionada pelo engajamento dentro da Vitrola. Assim, a Vitrola foi representada como uma família, pois a mesma pôde crescer graças à parceria e amizade dos administradores e colaboradores que sempre a incentivavam e valorizavam sua produtividade. “A Vitrola representa uma família para mim, pois foi onde pude evoluir profissionalmente e pessoalmente”, ressalta Clara. Ainda, a relação de carinho e amizade foi o elo forte para que ela continuasse colaborando para o crescimento da empresa. As confraternizações, cursos de aperfeiçoamento e incentivos se transformaram em
pontos chave para que Clara se sentisse valorizada dentro da empresa. Outro fator que a manteve de pé junto com a empresa foi a intimidade que adquiriu ao longo desses 20 anos de Vitrola. A superação de dificuldades, as vitórias conquistadas e o privilégio de estar sempre buscando o melhor lhe deram chances de sempre querer mais, de querer sempre evoluir e de trazer o melhor para dentro da empresa que a acolheu. A busca pela excelência com seus colaboradores é um diferencial da Vitrola. Para Clara, gerente da loja física em Frederico Westphalen, a loja se tornou muito mais que um simples comércio, pois proporciona fruição para os cinco sentidos de seus clientes: a visão, com ambientação acolhedora; o olfato, com a linha de cosméticos; paladar, com as delícias do cardápio Vitrola Café; audição com os DVDs e CDs; e tato, com o segmento de livros e presentes. “Para mim, uma palavra que define a Vitrola em minha vida é: Encantamento”, salienta Clara.
DECORAÇÃO |
O Universo das Miniaturas na sua Casa
Gabriela Saraiva, Arquiteta e Urbanista, CAU A93424-0
Seja por decoração ou simplesmente paixão todos gostamos de miniaturas, colecione, decore e se divirta. O mundo das miniaturas é fascinante e alimenta a paixão de colecionadores pelo mundo todo. Bonecas, bebidas, perfumes, super-heróis e carrinhos: cada tipo de miniatura tem sua legião de fãs espalhados pelo mundo. Mas existe um tipo de modelo mais charmoso do que todos os outros: as miniaturas de carros antigos. Perfeitas nos mínimos detalhes, as miniaturas de carros antigos trazem consigo toda a nostalgia de uma época em que o design era clássico e elegante. Se você já é um admirador de carros antigos, gosta de um estilo de decoração mais clássico, está montando um ambiente com um toque retrô ou mesmo deseja dar ao ambiente ares de film noir, estes minicarrinhos vão levar você para um delicioso passeio através dos tempos. Escolha seu chapéu favorito, capriche no lustre do sapato, coloque o jazz favorito para tocar na vitrola. A Vitrola pode te dar uma carona nesta deliciosa viagem pelo tempo. Miniaturas de Carros na Decoração
As miniaturas de carros são colecionadas por pessoas do mundo inteiro, mas existe um charme especial nas miniaturas de carros antigos. Na decoração, elas podem aparecer em diversas quantidades e ambientes, dependendo do gosto pessoal e do tempo da coleção. Confira as dicas: • Caso a coleção de minia-
turas de carros tenha um número menor de exemplares, pode ser o toque que faltava a um escritório de decoração clássica, combinando com móveis de madeira, estofados de couro ou sintéticos de cores escuras e iluminação discreta, criando um ambiente elegante e misterioso; • As miniaturas de carros podem ser uma ideia incrível para decorar um quarto infantil com muito estilo. Os modelos podem ser de carros de corrida, de passeio, jipes ou esportivos, e todas as miniaturas ficam uma graça! Até porque, se tem algo que sabemos é que os carros realmente são uma paixão para os brasileiros! Eles podem ser exibidos ao lado de peças modernas ou antigas, pois tudo combina com eles. • Ainda tratando-se de uma coleção menor, podem ser espalhados despretensiosamente por um ambiente descolado e com inspirações retrô; • Ao lidar com uma coleção maior de miniaturas de carros, pode ser indicada a compra de um móvel no estilo, como uma cristaleira, que exiba os charmosos itens e também ajude a conservá-los da ação da poeira e do tempo. Seja qual for o seu ambiente e o tipo de decoração, as miniaturas de carros dão aquele charme retrô e trazem o valor de objetos que não apenas enfeitam, mas inspiram lembranças e contam histórias. 11
| PERFIL VITROLA
Parcerias de sucesso Empresas que acreditam no potencial dos produtos Vitrola A Cotripal Agropecuária Cooperativa foi fundada em 1957, no município de Panambi, no Noroeste do Rio Grande do Sul – gaúcha de nascimento e coração tem vocação para valorizar tudo que é da nossa terra, sejam os grãos que dela nascem, sejam as culturas étnicas, os costumes, a tradição, o povo. A Cotripal surgiu da reunião de 29 agricultores que, considerando as dificuldades de armazenamento dos produtos e a distância dos grandes centros uniram-se para mudar essa realidade. Juntos eles conseguiram obter o próprio armazém, já não precisavam se submeter a qualquer oferta pois não tinham mais a urgência da venda dos produtos. Os valores de união, confiabilidade e ética fortaleceram as ações produtivas e as relações comerciais. A empresa cresceu sob o slogan “juntos somos mais”, que reflete, resumidamente, seus valores. Hoje, os 3.613 produtores associados e os 1.954 colaboradores formam a locomotiva do agronegócio do solo gaúcho onde está a Cotripal. Há quanto tempo existe a relação comercial da Cotripal com a Vitrola? A relação comercial entre Cotripal e Vitrola começou no ano de 2000. O primeiro pedido foi de um mix de CDs e DVDs em de maio de 2000. Em agosto de 2007 iniciamos a comercialização dos livros tornando a parceria entre as duas empresas mais firme. A reciprocidade ética entre as duas empresas, o comprometimento de ambas e a responsabilidade comercial só tem tornado a relação mais vantajosa para 12 Revista Vitrola 2015
ambas às partes. E quem sai ganhando são os clientes da Cotripal, que tem à sua disposição uma gama de produtos sortidíssimos e possibilidade de encomendar produtos de sua preferência com preço baixo e qualidade elevada. Quais vantagens a Cotripal teve ao agregar produtos culturais como livros, CDs e DVDs em seu mix de produtos? A vantagem principal é a diversidade de produtos com alta qualidade e temas variados sempre acompanhando as tendências e novidades do mercado editorial e fonográfico. Ainda, a garantia de troca de 30% dos produtos fortalece a relação comercial, porque possibilita que a Cotripal constantemente renove seus estoques e disponibilize aos seus clientes produtos atualizados. No cenário atual onde as pessoas estão sedentas por informação, cultura e conhecimento, os livros e a música proporcionam isso todos os dias e é gratificante para a Cotripal poder oferecer isso aos nossos clientes. O que a Vitrola trouxe de mais positivo para a Cotripal a partir da relação comercial estabelecida? Há duas vantagens principais: a possibilidade de melhorar o atendimento aos nossos clientes disponibilizando as encomendas, o cliente pode solicitar orçamento e encomendar o item desejado e, tendo disponibilidade de estoque na Vitrola, a entrega é efetuada em pouquíssimos dias. A outra vantagem, é que podemos trabalhar com um estoque baixo de mercadorias, diminuindo nossos custos. Se houvesse necessidade de um estoque próprio maior, talvez, não
poderíamos trabalhar com um mix tão grande de produtos e nossos clientes talvez não tivessem tanta disponibilidade de produtos a seu favor. Na avaliação de vocês, quais produtos a vitrola disponibiliza que mais têm aceitação do público da Cotripal? Hoje, são os livros, que vão desde infantis a biografias, romances, livros técnicos, ficção e, claro, todos os best-sellers do momento. Mesmo na era digital, as pessoas ainda sentem a necessidade de ter o papel na mão, haja vista o crescimento do mercado editorial ano a ano. Vocês têm alguma experiência ou relato que consideram importante comentar dessa parceria? O mais importante da parceria Vitrola e Cotripal são os vínculos estabelecidos que chegaram à escala pessoal. Ao longo desses anos, foi construída uma bela relação de amizade entre os colaboradores da Cotripal e da Vitrola que trabalham para atender as necessidades uns dos outros. Alessio Hess, supervisor do Supermercado Cotripal Panambi Centro, tornou-se amigo do proprietário da Vitrola Ramir Severiano. E quando se encontram negociam, trocam ideias e se ajudam mutuamente. “Faço questão de levar o lema do cooperativismo por onde eu passo, pois com ajuda mútua todas as partes crescem juntas e uma parceria comercial só é boa quando beneficia todos os envolvidos. A nossa parceria com a Vitrola é assim: boa para todos, para a Cotripal, para a Vitrola e para os clientes da Cooperativa.” Destaca Alessio.
A loja Studio CD´s, situada em Pelotas no Rio Grande do Sul iniciou suas atividades há 25 anos comercializando somente CDs. E no decorrer do tempo, com as mudanças do mercado o perfil da loja foi mudando e novos produtos, como acessórios, itens de informática e instrumentos musicais, foram sendo agregados ao mix de produtos da loja. “Somos uma loja extremamente familiar, pois os colaboradores são pessoas que se adequam ao nosso tempo” nos conta orgulhoso o proprietário Magrão. “Também somos amantes da música e muitos dos nossos clientes também amam a música, e são esses clientes assíduos da loja. Um dos requisitos para trabalhar aqui na loja é amar a música e estar sempre inserido e envolvido nesse universo para que possamos agregar valor ao nosso atendimento e sucesso às nossas vendas”. Como começou a relação com a Vitrola? Tivemos um período de percalços e a Vitrola surgiu nessa época, nos oferecendo vantagens que não tínhamos com as gravadoras. A Vitrola se inseriu na indústria de CDs de uma maneira bem legal e a maior vantagem em relação às gravadoras é a logística de entrega, pois eu compro hoje e amanhã de manhã recebo os produtos na minha loja. Isso é um diferencial muito grande, diferente de qualquer outro atacado, e por isso a Vitrola tem uma importância tão sig-
nificativa para nós. Qual diferencial que você atribui à Vitrola? Tem o diferencial de grandes títulos. A vitrola também trabalha com vestuário diferenciado, com modelos que só ela tem e que vai agregando; também tem livros musicais que são vendidos em nossa loja e a variedades de títulos de CDs e DVDs que sustentam os nossos clientes que sabem que, o que eles procuram aqui, a gente tem graças à Vitrola. Quando começamos, só tínhamos CDs, mas como o público foi exigindo diferentes produtos e a Vitrola nos propiciou diversificar nosso mix de produtos, isso nos proporcionou fidelizar nossos clientes. Quais os produtos que vocês mais vendem em sua loja? Os acessórios são um diferencial que agregam muito valor, porém os CDs e os DVDs são o nosso carro-chefe. Quando começou a relação com a Vitrola? Começamos trabalhar com a Vitrola há mais ou menos 13 anos, em meados de 2002. Na época comprávamos muito de indústria e o atacado era o mal necessário porque sempre teve produtos diferenciados. Tomamos conhecimento da Vitrola através de alguns representantes das próprias indústrias que comentaram de um atacado que tinha aberto em Frederico Westphalen. Nos entusiasmamos com a notícia, o bom atendimento, a atenção, o variado
mix de produtos e a logística da Vitrola de entrega, que sempre foram de muita qualidade, e nossa relação se mantém até hoje. O que mais te chama atenção nessa relação com a Vitrola? O que sempre me vem em mente são os representantes, o Rudi e o Patrick, com quem nunca tivemos contato pessoalmente, mas eles passaram a ser como da família, pois conversamos todos os dias e, às vezes, converso mais com eles do que converso com a minha família em casa. Eles estão sempre disponíveis e eu conto com eles em todas as situações, ligo para saber das disponibilidades em estoque e também para tirar dúvidas a respeito dos produtos. Os funcionários da Vitrola estão sempre dispostos a nos auxiliar, além de nos atualizarem sobre o mercado. Um diferencial muito importante é a atenção e o auxílio na montagem do nosso acervo. Isso é único, só a Vitrola faz isso por nós e, por isso, temos uma relação tão fiel com eles. Eu acredito que o sucesso está relacionado a fazer o que gostamos com dedicação, empenho e comprometimento. Sou casado há 25 anos e eu e minha esposa trabalhamos juntos há mais de 15; isso nos fortalece como casal, nos mantém unidos e fortalecidos, pois amamos o que fazemos e esse é o diferencial: todos os dias nos apaixonamos de novo pela nossa família e pelo nosso trabalho. 13
14 Revista Vitrola 2015
CAPA |
Piangers: O Papai mais Pop do Brasil Confira como foi a construção do novo trabalho do Piangers e a sua nova fase como escritor Humorista, Radialista, Escritor e um Papai Pop, Marcos Piangers, de 35 anos, está em todos os holofotes. Se você já escutou a sua voz no programa do Pretinho Básico, na Rádio Atlântida, ou o viu nos teatros do grupo, agora pode também ler o seu primeiríssimo livro intitulado “O Papai é Pop”. A obra, antes mesmo do lançamento, já estava entre as mais aguardadas pelos leitores e hoje é sucesso de vendas. O prefácio elaborado pelo jornalista David Coimbra é realista ao nos alertar “Um livro leve de emoções profundas. Você vai sorrir e rir ao ler esse livro. E pode, também, chorar”. Ele estava certo. Piangers nos revela nas páginas do seu livro o seu lado familiar, descrevendo o relacionamento com as suas duas filhas de 9 e 3 anos. É um jovem papai que deseja compartilhar com os outros papais as suas experiências, desafios e situações engraçadas. No total são 32 crônicas divertidas que nos emocionam e por fim deixam grandes lições. Em entrevista exclusiva à REVISTA VITROLA, Piangers fala sobre o seu primeiro livro, a repercussão nacional que a obra tem atingido e o relacionamento com suas filhas. Revela também os seus planos para o futuro e se podemos aguardar por novos lançamentos. O seu livro traz textos divertidos e emocionantes sobre a missão de ser pai. Como nasceu o desejo de escrever um livro contando as aventuras e situações vividas com suas filhas? Como surgiu essa inspiração? Eu acho que todo o filho é uma
inspiração. No momento que o seu filho nasce, você tem aquele impacto da realidade, do dia a dia diferente, completamente diferente do que aquele ser humano comum, sem filhos. Então, você aprende a valorizar mais a vida, o futuro, e se preocupar mais com o mundo, com a ecologia, porque você quer deixar um mundo melhor para os seus filhos. Você começa a viver experiências incríveis, emocionantes, no dia a dia. O dia a dia do pai é extraordinário, por mais ordinário que seja o dia, ele é extraordinário. Então, eu comecei a anotar essas histórias, e essas pequenas historinhas foram virando texto e os textos foram sendo colocados na internet e alcançando mais de um milhão de pessoas toda semana e aí a editora me ligou e a gente publicou o livro. Eu achei que não ia vender nada, mas aparentemente a gente encontrou uma grande audiência, pois ficou entre os mais vendidos do Brasil. Eu fico muito agradecido e muito feliz por esse sucesso, que é um sucesso nem meu, nem da minha família, esse é o sucesso do pai presente, do pai que participa mais. Então só sou agradecido. O Papai é Pop, mesmo com um texto leve, logo no início fala sobre assuntos sérios, como o dia em que sua mãe foi abortá-lo e o pai que você não conheceu. Qual a importância de falar sobre esses assuntos para você? Esse é um assunto extremamente íntimo e é muito inseguro de compartilhar. Mas eu precisava dar um contexto pras pessoas, eu precisava dar uma explicação, eu acho tão im15
portante ser pai porque, basicamente, a minha mãe não teve um pai. Minha mãe não teve alguém pra estar dividindo esse papel, então eu acho bem emblemático e bem importante dedicar esse livro às mães solteiras, às mães que criaram os filhos sozinhas e às pessoas que valorizam a relação com os filhos mais do que seus cônjuges. Acho bem importante se posicionar como um cara que não tem raiva de alguém que abandona uma família, mas que entende que a criação de um filho é a maior missão do ser humano, é incrível não só pra criança, nem só para o pai, nem só pra mulher ter alguém pra dividir as coisas: é incrível para um pai viver essa missão. É incrível para um pai ter um filho e aprender com o filho, tornar-se uma pessoa melhor, um ser humano melhor, querer deixar um mundo mais legal pra uma pessoa que você ama muito. Você torna-se uma pessoa melhor, você se preocupa com o futuro, com as pessoas, em ser gentil, em dar exemplos. Então eu achei importante começar falando disso, falando em como a minha mãe foi o exemplo que meu pai ausente não foi. O seu livro “O Papai é Pop” está fazendo sucesso nacional e encontra-se entre os mais vendidos no Brasil. Você esperava essa repercussão? Como esta lidando com o sucesso? Eu não esperava. Esperava que fosse um livro qualquer, mas um livro falando sobre essa relação de pai e filho, mas aparentemente encontrou uma audiência bem grande, uma audiência muito carinhosa. Eu fico muito agradecido com isso e agradecido pelas pessoas que tem a sua vida transformada pelo livro de alguma forma e que compartilham as suas histórias comigo. Isso me faz me sentir muito sortudo. Sou muito agradecido pelas pessoas que estão contribuindo pra gente poder doar o dinheiro para as instituições de caridade. Faz uma di16 Revista Vitrola 2015
ferença grande na minha vida. Percebemos que a sua escrita utiliza uma linguagem simples e de fácil entendimento para todos os públicos. Como acontece o seu processo de criação? Em que momentos você costuma escrever? Meu processo de criação é prestar bastante atenção nas minhas filhas. Anotar tudo que elas dizem, todas as situações engraçadas e emocionantes que eu vivo com elas e depois escrever na madrugada. Então eu gosto de participar bastante ali daqueles momentos da noite com elas. Depois que eu chego do trabalho, eu gosto de jantar com elas, contar histórias, ver filmes, conversar bastante e ler um livro para dormir. Depois que elas vão dormir, eu vou para o computador faço o que eu tenho que fazer do trabalho e normalmente escrevo nesses momentos. Você é um papai jovem que não pôde conviver com o seu pai. Nos seus textos percebemos que se questiona diversas vezes como alguém pode não querer ser pai. Como foi a construção do papai Piangers? Como se tornou um papai pop? No começo, todo homem não sabe o que é ser pai, especialmente eu que não tive uma referência. Então quando a minha mulher falou que estava grávida eu levei na boa, mas você só vê o que é ser pai mesmo quando nasce o seu filho. Quando nasceu a Anita, eu tive todo aquele desafio de ser pai, evidentemente que o homem se sente acuado, se sente com vontade de viver a vida normal dele, encontrar com os amigos, beber cerveja, jogar futebol, viver a vida de lazer que ele sempre viveu. E aí começa a entregar pra mulher essa missão e isso é a pior coisa que o homem pode fazer. Eu reconheço que em alguns momentos eu fiz isso. Mas olhando a minha mulher e olhando as minhas filhas e a minha mãe, eu fui aprendendo que essa é uma missão que cabe ao homem tam-
bém, que é prazerosa ao homem também e é um desperdício jogar fora. Eu fui aprendendo a ser pai sendo mais observador e entendendo que essa desigualdade de gênero que existe hoje na sociedade deve melhorar e muito, urgentemente. E aqui estou eu, tentando ser um bom pai. Seu livro tem inspirado novos papais jovens que estão adaptando-se a essa importante missão. Como você acha que contribui para a formação de um bom pai? Qual o retorno que você espera dessa obra? Eu espero que o livro cause reflexões em homens para eles entenderem essa missão importante que é participar. Entenderem que a maior missão de um ser humano que é criar uma outra pessoa, para um mundo melhor. Uma pessoa mais consciente, mais gentil, que é mais comprometida com a vida em sociedade, uma sociedade mais justa e igualitária em gênero e raça, mais respeitosa. Então eu acho que ter encontrado uma audiência de filhos que estão orgulhosos de seus pais é muito emocionante e, também, pais que querem ser mais presentes. É essencial que a gente brigue, todo mundo, por pais mais presentes e responsáveis. Sabemos que o seu propósito é doar a sua parte da renda obtida com a venda do livro para diferentes instituições de caridade. Por que tomou essa decisão? Dinheiro tem menos valor pra mim. Eu tenho meu trabalho, pago as minhas contas, faço as minhas coisas, consigo pagar a escola das minhas filhas. Dinheiro tem menos valor pra mim do que pra uma pessoa que está em fragilidade social, uma criança que tem algum tipo de deficiência, uma instituição que briga todo mês pra pagar as contas e ajudar crianças que foram muitas vezes abusadas pelos pais, crianças que têm problema de saúde. Então eu quero devolver. Na verdade, esse dinheiro não é meu, esse dinheiro é nosso, de todo mundo que participou dessa comunidade. Esse dinheiro é só papel com números que não acrescenta nada na minha vida e pode acrescentar muito na vida de outras pessoas. Os seguidores do Piangers e leitores da sua primeira obra aguardam ansiosamente por novas publicações. Podemos esperar por novidades em breve? Eu continuo escrevendo sobre as minhas filhas e continuo anotando as histórias delas. Ao mesmo tempo em que eu tenho medo, medo constante de falar sobre intimidades – pois é meio assustador quando milhões de pessoas leem sobre a sua vida – então, com todo cuidado, e agora sabendo dessa responsabilidade, de repente sai alguma coisa nova. Espero que sim, espero que eu possa evoluir na comunidade e enfrentar tudo que vem pela frente pra que novos livros venham por aí e novas instituições sejam ajudadas. 17
SEGUUURA, CRISTÃÃÃÃO! A onda do sertanejo religioso que faz padre trocar batina por botas e chapéu e vem atraindo fiéis, assim nos palcos como nas igrejas. O sertanejo e a religião desde sempre estiveram entrelaçados. No Brasil, a imagem de Antônio Conselheiro, na Guerra dos Canudos, aparece com uma das maiores manifestações religiosas dos sertanejos, os quais eram oprimidos e carecidos de instrução, tinham no cangaço e no fanatismo religioso a sua forma de expressão. Desde então, a música sertaneja brasileira sempre teve um lado voltado à religiosidade. Embora a marca dos grandes sucessos seja o romantismo, podemos perceber em qualquer CD de duplas sertanejas que, na maioria das vezes, pelo menos, uma música se remete à fé e a Deus. Chitãozinho e Xororó, por exemplo, é uma das duplas – ainda em cena – que representa muito bem esse casamento entre o sertanejo e a religião. No entanto, essa ordem, em que o sertanejo vem primeiro e depois a religião, está mudando. Ultimamente vem surgindo uma onda de “padres cantores”. Esses sacerdotes estão revolucionando a forma de a igreja se relacionar com os fiéis, principalmente com os mais jovens. Na maioria das vezes, esses padres têm boa aparência, pinta de galãs hollywoodianos, simpáticos, jovens e eloquentes, possuindo uma linguagem moderna que identifica e convence a juventude, levando-a a lotar templos e estádios. Por mais que os percursores dessa nova forma de atrair os fiéis para mais perto da religiosidade tenham sido os padres Antônio Maria e Zezinho, seguidos pelo padre Marcelo Rossi, a imagem dos mesmos ainda remetia muito ao que já era comum, pois divulgavam seus CDs – os quais ainda não eram em ritmo sertanejo – em shows e programas de televisão vestidos de batina. Quem realmente encabeçou uma mudança na imagem dos padres cantores foi o padre Fábio de Melo. O sacerdote, além de boa pinta, 18 Revista Vitrola 2015
trocou a batina por roupas casuais e joviais e atraiu ainda mais jovens às igrejas, principalmente mulheres. Fábio até regravou algumas músicas sertanejas famosas em seus álbuns, mas não chegou a vestir bota, fivela e chapéu. Foi então que, em 2011, o Padre Sertanejo Alessandro Campos surgiu com o álbum “O Homem Decepciona, Jesus Cristo Jamais”, o qual só ficou realmente conhecido junto com o segundo: “O que é que eu sou sem Jesus?”, título que dá nome ao seu segundo álbum e a uma das músicas mais tocadas em 2014 no Brasil, além de ser o único cantor brasileiro a entrar na lista dos 50 álbuns mais vendidos daquele ano, segundo a Federação Internacional da Indústria Fonográfica, ficando entre Led Zeppelin e David Guetta. Essa façanha foi possível porque o padre sertanejo vendeu quase 1 milhão de cópias em seis meses. Alessandro, que também apresenta o programa Aparecida Sertaneja no canal Aparecida, ganhou fama por sua musicalidade, carisma e jovialidade, ao mesmo tempo em que encarna um autêntico peão, com chapéu, cinto e botas, fazendo um trabalho musical para adaptar músicas sertanejas aos cânticos religiosos. Com isso, ele atrai pessoas de diferentes religiões em seus shows, não apenas cristãos. Por mais que o padre sertanejo seja vaidoso, use relógio da Diesel, anéis e fivela de ouro, ele costuma afirmar em suas entrevistas que boa parte da renda dos seus shows são destinadas a três creches e a uma igreja em fase de construção em Mogi das Cruzes – SP. Para ele, suas vestimentas, suas músicas e a forma com que rege as missas talvez sejam um diferencial, fazendo com que as pessoas parem para ouvi-lo. Alessandro já lançou um novo álbum “Quando Deus Quer, Ninguém Segura”, do qual já gravou até um DVD que também já está circulando.
Do vídeo ao livro: a inversão criada pelos Youtubers Eles surgiram na internet e estão promovendo a inversão da lógica digital, em que tudo está na rede: os livros estão com tudo também. Irreverentes, opinativos, performáticos, eloquentes, com boas sacadas e, em alguns casos, desbocados, são os jovens que nos últimos anos vem fazendo sucesso com seus canais do Youtube e redes sociais, atraindo milhões de seguidores que os estão acompanhando também fora da internet. É o caso dos vlogueiros (blogueiro em vídeo) Kéfera Buchmann, Christian Figueiredo, Bruna Vieira e Isabela Freitas. Eles têm idade entre 18 e 25 anos e são alguns dos ídolos que estão atingindo um público adolescente, com idade acima de 12 anos. Nos seus vídeos, eles falam sobre comportamento, desilusões amorosas, relações familiares, bullying, moda e estilo, tudo que envolve o cotidiano dos adolescentes. Utilizam uma linguagem jovial e com muito humor. É um atrativo para quem busca informação e descarta opiniões de adultos retrógrados que não passam credibilidade sobre assuntos característicos dessa geração. São eles, com sua expressividade e poder de persuasão, os novos formadores de opinião da nova era de jovens. Percebendo a ascensão desse nicho, algumas editoras já trataram de pescar para si os mais famosos vloggers e transformar seus vídeos em livros. A editora Companhia das Letras, por meio do seu selo Paralela, lançou o livro “Muito Mais Que 5inco Minutos”, estreia de Kéfera Buchmann, celebridade do YouTube com o canal “5inco Minutos” e mais de 6,1 milhões de inscritos, no mundo editorial. Lançado no início de setembro ocupa a 4ª posição do ranking dos livros de não ficção mais vendidos. Pudera, a editora já tem o espelho do segundo livro de Kéfera e planos para um terceiro volume. Outra grande revelação é o jovem Christian Figueiredo, que tem mais de 3,5 milhões de seguidores. O
vlogueiro, que possui o canal “Eu Fico Loko”, lançou seu primeiro livro de sucesso em fevereiro de 2015. “Eu Fico Loko: As Desaventuras de um Adolescente Nada Convencional”, em seis meses, vendeu cerca de 100 mil exemplares. Com tanto sucesso, o autor já está comemorando o triunfo do segundo livro lançado às vésperas da Bienal do Rio de Janeiro, em 2015, “Eu Fico Loko 2: As Histórias Que Tive Medo de Contar” já vendeu mais de 70 mil exemplares. Ambos publicados pela editora Novo Conceito. O oposto de Kérfera, mas tão fenômeno quanto, é a blogueira, youtuber e escritora Bruna Vieira. Ela atrai muitos seguidores tratando de assuntos relacionados à família e amor, com uma linguagem mais literária. Entre 2012 e 2014, publicou os livros “Depois dos quinze Quando tudo começou a mudar”, “De volta aos quinze”, “A menina que colecionava borboletas”, “De volta aos sonhos”. Neste ano, juntamente com Thalita Rebouças, Paula Pimenta e Babi Dewet, escreveu o livro “Um Ano Inesquecível”, e em setembro lançou o livro “Quando tudo começou - Bruna Vieira em quadrinhos”. Bruna é criadora do canal Depois dos Quinze, que tem mais de 700 mil seguidores e, juntos, seus livros já venderam mais de 300 mil exemplares. Não é apenas por sorte ou acaso que estes jovens estão causando alvoroço por ondem passam e têm garantido o sucesso das editoras. Diferentes dos livros literários, esse, são uma leitura leve com que os adolescentes se identificam, os vlogueiros entendem e falam de uma forma muito genuína sobre o que realmente acontece no mundo dessa geração, fazendo com que os seguidores se sintam ouvidos e representados. 19
| GENTE E SOCIDADE
Feira do Livro combina com Vitrola O que rolou na feira do Livro de Frederico Westphalen, a participação da Vitrola e o auxílio aos seus clientes em outras feiras A Vitrola marcou presença em mais uma edição da Feira do Livro de Frederico Westphalen, que ocorreu do dia 7 ao dia 9 de outubro de 2015, e contou com diversas atrações, desde escritores e artistas conhecidos pelo público a uma temática intitulada “A Magia da Palavra” que trouxe o universo circense para o Largo Vitalino Cerutti, praça principal da cidade, e encantou a todos que por lá passaram. Entre as diversas atrações culturais que formaram a programação da 33ª Feira do Livro de Frederico Westphalen – como apresentação de danças, teatro, contação de histórias, recitação de poesias e bate-papo com autores – o cantor e escritor de obras infantis Danilo Gregóri, mais conhecido como Bombom, foi o responsável pela animação do evento e comentou a sua percepção sobre essa edição da Feira do Livro de Frederico Westphalen: “essa feira foi bem diferenciada. Ela veio para marcar a feira do livro de Frederico Westphalen como uma das mais importantes do Sul do Brasil, pois ela tem um potencial muito grande e é vista pelos autores e pelo pessoal que vem de fora como uma feira muito animada, pois realmente é a feira mais animada da qual eu já participei. É um presente para mim estar participando e estar fazendo a animação dessa feira do livro. Estou disponível sempre que precisar, pois considero o evento mais importante de Frederico Westphalen”. As crianças vibraram e cantaram com Danilo, que se orgulha do trabalho que realiza. 20 Revista Vitrola 2015
Um dos autores mais aguardados pelo público foi o escritor e jornalista Airton Ortiz, autor de obras sobre aventuras e viagens ao redor do mundo. Airton conversou com a Vitrola e comentou que a leitura não é um dever, mas um direito, e “o mais importante acesso ao conhecimento”. O escritor já esteve em uma outra oportunidade em Frederico Westphalen e ficou impressionado com o crescimento da cidade e da feira no município. Durante a conversa frisou o quanto é essencial participar de feiras do livro nas cidades do interior: “a importância principal é poder me comunicar com os leitores que estão mais distantes dos centros urbanos, em especial com os não leitores, porque quem tem o hábito de ler já está encaminhado, então nós devemos nos preocupar com quem não lê e fazê-los perceber a importância do hábito da leitura. É muito importante atingir esse público”. A feira do livro de Frederico Westphalen é muito bem vista e comentada pelos autores e pelo público que a visita. Esse crescimento e qualidade fazem com que o cidadão frederiquense sinta-se honrado em fazer parte dessa história. A Vitrola na feira e o apoio aos seus clientes Como de costume, a Vitrola esteve presente em mais uma edição da Feira, sendo essa a sétima da qual a Vitrola participa em Frederico Westphalen. Já se tornou tradição entre os visitantes encontrar o estande da Vitrola no Largo Vitallino Cerutti durante os dias da feira do livro no município. No estande da Vitrola os clientes en-
Airton Ortiz palestrante da 33ª Feira do Livro de Frederico Westphalen
contram lançamentos em livros e diferentes gêneros literários, além de grandes nomes da literatura nacional e internacional e as obras dos autores presentes na feira do livro, suprindo satisfatoriamente as suas necessidades. Com esse envolvimento nas feiras da cidade, a Vitrola recebe visibilidade dentro da sociedade frederiquense que entende que pode contar com o apoio da Vitrola para encontrar os produtos que procura. Além de participar da feira do livro em sua cidade-sede, a Vitrola ainda auxilia seus clientes e parceiros em feiras de outras cidades da região Sul do país. Durante o ano são cerca de 50 feiras do livro com que a Vitrola colabora distribuindo seus produtos para livrarias de todos os três Estados do Sul. Essa assistência com os nossos clientes visa auxiliá-los para que a comercialização dos produtos fornecidos pela Vitrola ocorra com tranquilidade. Nosso cliente tem a certeza de que pode contar com a equipe da Vitrola para fazer o melhor negócio e formar um acervo de livros para a feira que ele ira participar com bons títulos: lançamentos, clássicos e infantis, que irão trazer um bom retorno para a sua empresa. Vitrola, Leitura e Cultura A Vitrola, como a Marca da Emoção, apoia a cultura e a leitura e entende que ler traz também grandes emoções e diversos benefícios pessoais e profissionais. Desta forma, busca sempre colaborar com projetos culturais, principalmente com aqueles que envolvem a leitura, participando das feiras do município, priorizando e auxiliando os clientes que participam desses eventos. A Vitrola ajuda você que busca por aquele produto não encontrável em outro lugar e, se a sua livraria participa de feiras do livro, a Vitrola colabora para que seu evento seja um sucesso. Aqui o cliente encontra o apoio que precisa para que a leitura e a cultura sejam cada dia mais disseminadas. 21
| TIMELINE
POKÉMON GO! Das revistas em quadrinho para a realidade virtual A franquia Pokémon faz sucesso mundialmente. Neste ano, os fãs dos pequenos monstrinhos ganharam uma imensa surpresa, um jogo de realidade virtual aumentada, diferente de tudo, e que realiza o desejo de inúmeras pessoas que sonhavam em sair pelas ruas em sua jornada a caça aos Pokémons. Tudo teve início na década de 90 com o lançamento do mangá chamado “Pocket Monsters”. Os mangás são revistas em quadrinhos no estilo japonês, com traços dos personagens diferente dos traços americanos conhecidos como “gibi”, pois aqui o diferencial está nos olhos dos desenhos por manter grandes proporções. Outra peculiaridade é que o Mangá é lido de trás para frente e da esquerda para a direita. No ano de 1996, o autor da série Kosaku Anakubo teve a grande ideia de criar uma história em que os personagens conviviam com estranhas criaturas. Esses seres podiam ser capturados através da “Pocket Ball”, uma esfera vermelha e branca que, quando arremessada contra os monstrinhos, armazenava-os em seu interior. Após isso, eles podiam ser usados como pet ou para batalhar com outros personagens que recebem o nome de “Treinadores Pokémon”. E não parava por aí: a franquia migrou para os games e, graças à empresa Nintendo, Pokémon ganhou o mundo com tamanha velocidade que já fez parte da vida de muitos jovens e adultos e vem fazendo parte da nova geração também. Já são quase 20 anos de Pokémon e, em 2015, os fãs desses monstrinhos foram recebidos com uma notícia fantástica. 22 Revista Vitrola 2015
Um dos maiores sonhos das pessoas que já jogaram, assistem ou leem a série, é que ela tivesse uma pitada de realismo. Hoje, também temos os jogos de cards que aproximam os jogadores da real sensação de batalhar uns contra os outros, mas isso não era o suficiente. Porém, este sonho pode se tornar realidade. No dia 10 de agosto, a comunidade mundial foi recepcionada com um grande lançamento chamado Pokémon GO. Horas depois, nas redes sociais, os fãs viralizavam a notícia com tamanha velocidade que o mundo inteiro criou uma enorme expectativa, pois, além de ser algo revolucionário, era a realização de um sonho comum de pessoas espalhadas por todos os cantos. Pokémon GO é o primeiro jogo de realidade virtual aumentada da franquia. É isso mesmo: a partir de seu lançamento, os jogadores poderão sair às ruas para caçar seus pokémons favoritos e batalhar entre amigos para saber quem é o mais forte. A notícia foi dada pela Pokémon Company, em parceria com a desenvolvedora de games Niantic, uma companhia nascida dentro da Google e que foi ganhando forma e acabou se desligando da empresa. O novo game será integrado com o Google Maps e estará disponível para Android e IOS, e a dinâmica será a mesma de todos os outros games da franquia. Ao instalar o aplicativo, você escolherá o seu perfil e, a partir daí, estará habilitado a caçar seus Pokémons. Para isso, basta você sair às ruas com a ajuda do seu GPS. O jogo fará com que seus players percorram certas distâncias e o apli-
cativo informará a quantos metros se encontra uma criatura. O jogo será tão perto da realidade virtual aumentada que os Pokémons do tipo aquático, por exemplo, serão encontrados perto de rios e mares ou até nas redondezas de riachos e em piscinas espalhadas pela cidade. Outros também podem ser encontrados nas matas ou nas ruas da cidade. O game também trará a forma de combate em grupo para os Pokémons lendários. Para isso, os jogadores terão de se juntar para combatê-lo e, ao final, se um deles for capturado, todos ganharam um exemplar do monstrinho. E para aqueles extremamente viciados que irão viver a vida de um verdadeiro caçador Pokémon, a empresa também irá lançar o Pokémon Plus, um aparelhinho que simula um relógio de pulso o qual avisará quando uma criatura que ainda não foi capturada está por perto. O dispositivo emitirá sinais luminosos e será conectado pelo Bluetooth do celular. O aparelho será desenvolvido pela Nintendo. Outras atribuições também deixaram os fãs ansiosos pelo lançamento, isso por conta dos objetivos do jogo, os quais serão idênticos
aos dos jogos digitais. Os treinadores precisarão completar desafios e, para isso, existirá NPCs (personagens fictícios espalhados pelo mapa) que darão missões e suporte para os jogadores, além de poderem contar com uma dinâmica que integrará o smartphone. Para o lançamento, a empresa divulgou um vídeo mostrando o jogo. No exato momento em que você chegar perto de um Pokémon, é só seguir as emissões luminosas do seu dispositivo de pulso ou seguir a seta em seu smartphone. Quando você estiver cara a cara com a criatura, basta você mirar o seu celular e o aplicativo usará a sua câmera para lhe revelar qual é a criatura que está interagindo com o cenário captado pela câmera. A partir daí é preciso batalhar com o Pokémon, deixá-lo com certa quantidade de pontos de vida, arremessar a Pocket Ball e, então, cruzar os dedos enquanto você não descobre se realmente o capturou. Se a caçada for de sucesso, você terá um novo Pokémon em sua lista; se não, ele irá fugir e você terá que ir atrás dele novamente. O game está previsto para 2016, sem data confirmada para o seu lançamento.
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| NOVOS AUTORES
Quem é Esse tal de Borghettinho? O livro que revela duas faces de Renato Borghetti “Eu gosto mais de ler do que de escrever” nos conta Márcio Pinheiro, um porto-alegrense de 48 anos, jornalista, casado, pai de uma filha de 3 anos e autor do livro “Esse tal de Borghettinho”. A paixão pela leitura e pela música permeiam sua vida, pois sua casa sempre foi repleta de livros, jornais e revistas, o que fez da leitura uma atividade natural que permanece até hoje e em seu ouvido, atento e curioso, despertou o interesse pelo universo musical. “Esse tal de Borghettinho” é sem dúvidas seu maior projeto, visto que há quase 30 anos sua vida divide-se entre a palavra e a música e nada seria mais natural que escrever sobre suas duas paixões. Márcio costuma dizer que “só não escreveu bula de remédio”. Esse vínculo tão forte com a leitura e a escrita refletiram na sua escolha profissional porque Márcio viu no jornalismo a possibilidade de juntar suas paixões e levar às pessoas, através da escrita, todo o universo com que sempre esteve envolvido. O convite para escrever sobre Renato Borghetti partiu do irmão e assessor do artista Marcos Borghetti, o “Marcão”, e a proximidade de quase uma década com a família Borghetti fez desse projeto algo intenso e prazeroso. Ao longo dos quase 18 meses de construção do livro, as histórias foram surgindo em conversas na casa do Renato com 50, 60 questionamentos e perguntas únicas enviadas por mensagens. Nada foi censurado pelo Renato. O livro tem um viés cronológico, pois tudo foi contado conforme foi acontecendo na vida do Renato, e traz um panorama que mistura aspectos familiares, gostos, particularidades e a mú24 Revista Vitrola 2015
sica que evidencia a grandeza do artista que ele é. Um aspecto curioso é que o autor, no decorrer da história, desmitifica a figura tímida e calada do Renato Borghetti: “Renato é um falador, um grande contador de histórias”. A biografia descrita no livro nos revela duas faces de Renato Borghetti: uma, do músico, o compositor inventivo, respeitado no Rio Grande do Sul, no Brasil e no exterior, um artista completo que já faz parte da história da música brasileira nessas quase 3 décadas de sucesso. A outra, uma figura interessantíssima, um homem de 52 anos, pai de família, bom filho, bom marido. O livro traz muito desse lado pessoal do Renato que é uma figura encantadora, com uma trajetória de vida cheia de histórias interessantes, sendo algumas inclusive de antes de seu nascimento, como a história das cartas de amor que os pais dele escreviam nos tempos de flerte e que deram início, de forma inusitada, ao seu namoro. “A história das cartas e da forma como os pais foram apresentados é daquelas histórias que a gente conta e ninguém acredita” nos revela Márcio. Para nos contar mais do processo de escrita e de como o autor do livro analisa a construção de histórias, Márcio parafraseia Mário Quintana dizendo que “quem escreve bem desconfia, não existe crime perfeito”. As pessoas partem do princípio de que quem é alfabetizado sabe escrever e isso não é verdade, pois um bilhete às vezes em poucas linhas consegue ser bem-humorado, bem pensado e traduzir muitas coisas e, em contraponto, vê-se textos
longos que “nem algemado você consegue ler”. A frase de Mário Quintana é até uma brincadeira que o autor faz com ele mesmo: “se me dizem que eu escrevo bem já desconfio, alguma coisa errada eu devo ter feito” diverte-se. Márcio nos conta que nunca teve pretensão de ser um escritor justamente por gostar muito mais de ler do que de escrever. Nas poucas vezes que pensou em levar um projeto literário à frente, sempre soube que seria um projeto geográfico por assim dizer, pois nunca teve gosto e interesse por escrever um romance ou ficção por exemplo. “Sempre gostei de história, coisas que trabalham com fatos jornalísticos. E a biografia do Borghetti veio ao encontro disso, um cara bom de explorar, uma época boa de Porto Alegre pra contar. O Renato é símbolo de uma série de mudanças que ocorreram nos últimos 35 anos da capital. Ele é um símbolo do neonativismo, que foi a época quando a gurizada passou a ter orgulho de usar bombacha, sair para tomar mate na rua, usar alpargata”. O livro tem, segundo o autor, o objetivo de mostrar a importância desse período para a história do Rio Grande do Sul e Renato sendo o pioneiro, sendo o maior símbolo da geração jovem dessa época, o que permite relatar esse período com maestria. Indagado sobre novos projetos, Márcio Pinheiro cita Carlos Heitor Coni, “um livro você não acaba, você abandona”. O autor nos conta estar muito satisfeito e orgulhoso com o resultado positivo do livro. O livro tem uma vida, uma maneira de andar sozinho e o autor agora quer aproveitar todos os momentos e os frutos do livro, mas garante: “se vier um novo projeto como esse, com certeza vai ser na mesma linha. Não pensem no Márcio como um ficcionista, pois as pessoas estão sedentas por histórias que estão à sua volta e tem muitas pessoas em nossa volta com histórias que dariam muitos bons livros”. 25
| RESENHA
Não se iluda, não! Se houve em sua vida um momento de indecisão entre a razão e o coração, este livro é para você. Para dar sequência ao título “Não se apega, não”, Isabela Freitas lançou o segundo livro. Em “Não se Iluda, Não”, a autora traz ao público a história da personagem homônima, que curte as férias dos sonhos na Costa do Sauípe/BA. Você viverá de perto esta agitada temporada, repleta de amores, ilusões e corações partidos. “Vem. Pode doer. A dor já não me assusta” (Isabela Freitas) De fácil leitura, letras grandes, e um visual jovem, o livro agrada justamente pela leveza da história. Cada capítulo traz frases e trechos do blog “Garota Em Preto e Branco”, apresentando ao leitor uma breve contextualização do que o aguarda. A identificação com a personagem principal é quase instantânea, pois as situações vividas por ela poderiam ter ocorrido tanto na sua, quanto na minha vida. É possível, inclusive, que seus amigos estejam passando por problemas parecidos neste exato momento: coração dividido, dúvidas na carreira, brigas e mal entendidos. “Não importa quantas chances você está disposto a dar a uma pessoa. Quem te quer mesmo, vai agarrar a primeira. Ou, no máximo, a segunda” (Isabela Freitas) Em meio a um cenário paradisíaco, repleto de festas, diversão e mar, Isabela nota que os sentimentos por Pedro, seu melhor amigo, estão para lá de confusos. Para piorar a situação, Naty, sua prima, está fazendo de tudo para conquistá-lo. Quando estão próximos, Isabela e Pedro formam o casal que o leitor torce para dar certo: há muito carinho e cumplicidade entre eles. Mas a todo instante acontecem imprevistos para que os dois não consigam conversar em particular. “Viver na Corda bamba vale a pena quando você olha para si mesmo e sabe que pode se segurar” (Isabela Freitas, p.39) Neste momento da narrativa surge Gabriel. Lindo, inteligente, carinhoso, intenso... e completamente atraído por Isabela. O tipo de garoto “Bom demais para ser verdade”. Quem poderia resistir à tamanha lista de atributos? O desenrolar da história é tão envolvente que o leitor precisa controlar a vontade para não terminar o livro em poucas horas. A leitura simplesmente flui. E o final? Deixamos aqui o mistério, e a indicação. 26 Revista Vitrola 2015
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