Skip to main content

Revista Vitrola - 5ª Edição

Page 1

REVISTA

ANO 2 NÚMERO 05 | DEZEMBRO 2016 PUBLICAÇÃO QUADRIMESTRAL

MARTHA MEDEIROS Nesta edição conversamos com a jornalista, escritora, aforista e poetisa brasileira. Ela nos conta muitas novidades e nos inspira com suas palavras. Confira! pág. 14 Foto Cícero Rodrigues


C A PA DURA

C A PA DURA

Mergulhe na magia: os bastidores de Animais Fantásticos e Onde Habitam

R$

C A PA DURA

A maleta de criaturas

R$

149,90

Guinness World Records 2017

Quatro vidas de um cachorro

R$

R$

89,90

89,90

Rainha de Katwe

R$

34,90

34,90

VERSÃO ECONÔMICA

Estrelas além do tempo

R$

39,90

Pequeno segredo

A vida do Bebê

R$

R$

34,90

C A PA DURA

Frozen - A história do filme em quadrinhos

R$

29,90

Lugar de mulher é onde ela quiser

29,90

29,90

R$

C A PA DURA

R$

44,40

C A PA DURA

Moana

Heroes - Vingança

R$

R$

29,90

Teologia visual

44,90

E tudo começou em Belém

R$

29,90

C A PA DURA

Call Of Duty Black Ops III

R$

44,90

C A PA DURA

Assassin`s Creed

R$

99,90

C A PA DURA

Mais de 150 criptos - 14

R$

19,90

2 Revista Vitrola 2016

Letrão espiral - 5

R$

19,90

Palavras cruzadas Jumbo - 8

R$

19,90

Caça palavras - 20

R$

13,90

Palavras cruzadas médio - 45

R$

13,90


EDITORIAL |

Primeira palavra É praticamente impossível chegar ao final do ano sem fazer considerações sobre os dias todos que se passaram. Retrospectivas são inevitáveis, não somente das principais notícias e acontecimentos ao redor do mundo como das nossas notícias, nossas vidas, nossos dias. O caminho trilhado por 2016 não conseguiu passar despercebido na linha do tempo da história: sediamos a olimpíada e surpreendemos o mundo com nossa criatividade e beleza, o povo foi as ruas e destituiu mais um presidente, fomos pegos de surpresa no amanhecer do dia 29/11 com uma das maiores tragédias do esporte e perdemos mais de 70 inocentes que certamente nos deixou feridas eternas, mas mesmo diante de tanta dor, vimos solidariedade e mãos estendidas para ajudar ao próximo. Essa atitude demonstrada pelo mundo todo, nos renova a esperança de dias melhores para o próximo ano. Movimentamos o ponteiro da história com hashtags e fizemos das pessoas

mais pessoas do que nunca, mesmo que em meio ao turbilhão de más notícias que tiveram que ser dadas em 2016. “Mudança” talvez seja a palavra correta para descrever este ano que marcou o início da segunda metade de uma década na qual nada fica no mesmo lugar por muito tempo. A mudança ocorrida, também foi plantada para florescer futuramente, enquanto caminhamos regando, cuidando e agindo para que tenhamos finais de anos com retrospectivas mais felizes. Aos sons dos fogos de artifícios, vamos traçando nossas metas e objetivos para o próximo ano, trabalhando sempre um pouquinho cada dia, para sermos cada vez melhores profissionalmente e principalmente como seres humanos, na busca de novas conquistas e realizações. Oxalá tenhamos em 2017 um ano mais profícuo e com muitas emoções. Um forte abraço, Ramir M. Severiano Diretor da Vitrola

.................................................................. ................................................................................

Brainstorm Revista Vitrola Dezembro/2016 Ano II, Edição 05 A revista Vitrola é destinada aos nossos clientes, amigos e colaboradores com vistas ao compartilhamento de opiniões, informações, novidades e conteúdos atualizados. O conteúdo dos anúncios é de responsabilidade dos anunciantes, não refletindo necessariamente a opinião da Vitrola. As fotos possuem créditos específicos quando necessário e as demais são de divulgação.

Produção: Vitrola Comercial Fonográfica LTDA - Rua Alfredo Haubert, 762, Centro, Frederico Westphalen/RS (55) 37446878 E-mail de contato: ecommerce@vitrola.com.br Site: www.vitrola.com.br Edição: Francieli Ballen Projeto Gráfico: Agência Holy Colaboradores nesta edição: Leonardo Silva e Victória Lieberknecht

Periódico Gratuito Tiragem: 2500 exemplares Disponível também em Versão Digital Circulação Quadrimestral

3


Sumรกrio 6. Entrevista Nery Wirti 8. Parcerias Vitrola 14. Capa - Martha Medeiros 18. Entrevista Ana Cardoso 21. Sertanejo pelas mulheres 22. Resenha livro - Harry Potter e a Crianรงa Almadiรงoada

4 Revista Vitrola 2016


5


| LANÇAMENTO LIVRO

Era uma vez... uma brincadeira

que não tinha idade Se encante pelas histórias de Nery Wirti, uma mulher que brinca de boneca e preza pelo afeto de face a face por Victória Lieberknecht

Como disse sabiamente a poetisa Cora Coralina, “não morre aquele que deixou na terra a melodia de seu cântico na música de seus versos”. E ao ouvir isso, quem conhece Nery Wirti, escritora de livros infanto-juvenis e patronesse da Feira do Livro 2016 de Frederico Westphalen, sempre lembrará dela, já que a contação e criação de histórias são algumas das suas principais virtudes. Crescida em um ambiente familiar cheio de carinho e criatividade, Nery conta com brilho nos olhos sobre suas brincadeiras infantis. Entre todas elas, a confecção de bonecas junto à sua mãe e avó, marcou sua vida por escrever um ensinamento importante na relação entre pais e filhos de que qualquer época: a proximidade.

6 Revista Vitrola 2016

E com a intimidade familiar no seu tempo de criança, a família de Nery construiu muito mais do que bonecas, mas fabricou sonhos, fantasias, estreitou laços, acendeu o sentimento de cumplicidade e conquista. O valor sentimental agregado àquele brinquedo valia mais do que qualquer último lançamento da indústria da época. “Quando eu tinha meus sete ou oito anos existiam aquelas bonecas de plástico que a indústria vendia prontas. Eu tive uma daquelas e até brincava com ela, mas eu, como criança, com certeza gostava daquela que eu mesma costurei, com os restos das nossas meias velhas e sem par, com a ajuda da mãe e da avó e, principalmente, com toda a atenção e amor que


aquele momento envolvia”, relembra. Décadas depois, quando Nery ja tinha suas filhas adultas e independentes, uma delas lhe contou que havia uma menina de seis anos, filha de uma colega de trabalho, que estava fazendo tratamento para leucemia. Ao se deparar com essa história, a autora se sensibilizou diante da fragilidade das crianças. Então para ajudá-la, voltou aos cestos de meias sem par de sua casa e, muitos anos depois, tornou a costurar uma boneca. Na hora de colocar no correio, o brinquedo foi acompanhado de uma carta. O papel traçado à mão foi escrito como se fosse a boneca quem falasse. Ela dizia que seria a mais fiel companheira no tratamento e que, inclusive, se a menina precisasse levar agulhadas, a boneca Bela também levaria. Em um curso de costura, em meio de dezenas de mulheres, Nery relembrou dessa história e compartilhou com uma colega, que sugeriu que ela escrevesse um livro. Tímida em relação aos próprios talentos, a escritora foi incentivada muitas vezes até que resolveu, de fato, escrevê-lo. A inspiração veio na feira do livro de Frederico Westphalen de 2015. Após o evento, em questão de oito dias a obra “Bela, boneca de pano e de sonhos” estava não só escrita, como impressa. Eis que seu livro, o quinto da coleção, fez muito sucesso entre pais e crianças da região. As ilustrações foram feitas pela própria Nery, que fez questão de deixá-las tão caseiras e carinhosas quanto as bonecas. O, literalmente, pano de fundo da história foi feito com mais retalhos guardados na casa dela. Cada um de um lugar, roupa e história diferentes. “Não contratei ilustradores porque queria que

a história passasse para o meu público todo o amor que senti enquanto a escrevi, em todos os detalhes”, explica. Em meio a fitas, laços, tecidos e botões, a história despertou em algumas crianças leitoras a vontade de ter um brinquedo só seu, com significados próprios, “do mesmo jeito que eu tive a honra de ter na minha infância”, expressa. E Nery conta que ficou surpresa, pois começaram a chegar para ela não só bonecas de presente, mas também relatos: “tiveram mães que me ligaram para dizer que o filho quis uma boneca Bela. Elas diziam “tive que correr na avó dele para conseguir alguns botões” e eu me realizei ao ouvir isso”, se emociona. A importância de se saber “um pouquinho de tudo” foi frisada por Nery. Segundo a autora, ela ficou muito feliz em saber que também os meninos estavam gostando dessa brincadeira. “Não se trata só de um brinquedo, é envolvimento. E quando os pais participam dos projetos dos filhos, eles se sentem mais seguros para prosseguir”, aconselha. E segue, “hoje em dia não existe mais esse estigma de que há brinquedo certo para meninos e para meninas. Afinal de contas, as nossas meninas cresceram treinando a maternidade em suas brincadeiras, mas não podemos esquecer que os rapazinhos também virão a ser pais. E quem disse que a boneca não pode ser uma amiguinha? Deixemos a imaginação dos nossos pequenos voar, porque saudável mesmo é brincar”. Ao finalizar sua fala, Nery faz questão de agradecer ao pais que dão asas aos seus filhos e materializam sua história com uma boneca cheia de sentimentos bons. E assim a história começa: “Quem me vê assim bonita/ Toda chique a me mostrar/ Vai ficar admirado/ com as coisas que vou contar./ Foi numa tarde chuvosa/ que a ideia apareceu./ Uns paninhos cor-de-rosa./ PLIM! E o sonho aconteceu”.

7


| ENTRE NÓS

Diogo e sua História de

Sucesso na Vitrola

Em 15/09/2014 iniciava a relação de trabalho entre a Vitrola e Diogo Cadoná, 30 anos, casado, com formação técnica em Informática e Administração, aluno do 7º semestre do curso de Administração de Empresas na Unopar-EAD,é natural de Frederico Westphalen mas desde muito pequeno reside em Taquaruçu do Sul. “A Vitrola é referencia Regional, como empresa e como idealizadora de varias ações sociais pela sua visão empreendedora. Difícil morar na região e não conhecer a Vitrola Café ou a Distribuidora Vitrola.” Quando perguntado sobre as expectativas que tinha em relação a Vitrola ele nos conta orgulhoso que as expectativas sempre foram as melhores, “lembro que uma das primeiras conversas que tive na empresa falei: não entro para ser apenas mais um aqui, e é o que busco até hoje: ser e fazer diferente.” Para Diogo você só faz bem o que faz, quando se sente bem onde faz. “Uma das decisões mais assertivas de minha vida, foi ter aceito esse desafio. Quando penso em Vitrola, penso em desafios, oportunidades, mudanças, crescimento, inovação, segurança, apoio nos erros e acertos, mas acima de tudo, amizade, comprometimento, confiança, credibilidade e claro emoção.” Com uma sociedade cada vez mais competitiva e um mundo irreversivelmente globalizado esta evidente que a principal forma de conseguir um espaço maior no mercado é com uma equipe comprometida, qualificada e que saiba trabalhar em equipe e isso é o que a

8 Revista Vitrola 2016

Vitrola busca no seu dia a dia. “Tivemos uma evolução significativa em um espaço curtíssimo de tempo, precisamos acompanhar a evolução acelerada do mercado, onde a musica e livro digital tentaram impor um novo formato de comércio, mas a inovação e o empreendedorismo também fazem parte da Vitrola e hoje temos o reconhecimento nacional tanto do setor fonográfico quanto do Livreiro.” Apesar de pouco tempo na empresa, para Diogo, não tem como não considerar a Vitrola uma segunda família, é na Vitrola que ele vem encontrando realização pessoal e profissional e seu desejo é que essa relação dure por muitos anos uma vez que o fator fundamental da Vitrola para o crescimento é a visão empreendedora e inovadora, onde não se mede esforços e investimentos para criar ferramentas que aproximem a empresa dos clientes. O incentivo e a qualificação dos funcionários também é um fator que faz da Vitrola uma empresa diferenciada. Todos da empresa sempre estão abertos ao dialogo, a novas ideias fazendo com que o ambiente de trabalho seja harmonioso e motivador. Trabalhar com pessoas que tornam a rotina da empresa mais agradável é sempre muito positivo. Quando perguntado para definir a Vitrola em uma palavra Diogo é enfático: Empreendedora! ”A Vitrola é transformadora. Ela nos faz viajar diariamente pela magia dos livros e pela emoção das musicas, nos faz querer levar este sentimento a todos os clientes e tentar fazer com que todos se sintam contagiados por essa emoção que esta conosco todos os dias”.


LOGÍSTICA VITROLA |

Em constante

evolução

A Vitrola conquistou seu espaço e hoje é reconhecida nacionalmente como uma das distribuidoras que mais cresce no país. Vivemos num mundo onde tudo muda o tempo todo e no comércio de vendas de CDs, DVDs, Livros e Vestuário essas mudanças são ainda mais constantes e rápidas. Comercializando em média 45 mil produtos por mês a Distribuidora Vitrola é hoje umas das maiores distribuidoras do Sul do Brasil, conquistamos o respeito e a confiança de nossos clientes e parceiros porque no decorrer desses 20 anos presamos sempre pela transparência, competência, confiança, credibilidade e agilidade na entrega de nossos produtos. A Distribuidora Vitrola nasceu em 1996 diante da necessidade e preocupação constante do sócio proprietário da empresa Ramir Severiano em sempre oferecer os melhores produtos pelo melhor preço para os clientes, “sempre nos preocupamos com a plena satisfação de nossos clientes e sabíamos que para o nosso cliente

vender mais ele precisava ter preços competitivos, produtos atualizados e inovadores, essa preocupação fez com que resolvêssemos buscar nossos produtos direto das gravadoras, o que nos permitiria repassar para os nossos clientes uma linha muito maior de produtos com preços melhores, mas para isso acontecer precisávamos de um volume de compra muito maior e assim iniciamos a trajetória da Vitrola Distribuidora. De 1996 a 2007 nossos olhos estavam direcionados para o comércio de CDs, DVDs e Vestuário, em meados de 2007 ampliamos nosso comércio e competitividade agregando a distribuição de livros.” Hoje, ganhamos projeção, somos considerados pelas gravadoras como uma das empresas que mais cresce no seguimento de distribuição de CDs e DVDs e entre as editoras nosso destaque não é diferente pelo nosso fluxo de compra e volume de comercialização.Oferecemos aos nossos mais de 700 clientes da Distribuidora uma linha ampla de produtos e nosso maior diferencial, sem dúvidas é a logística de entrega, “todos os pedidos recebidos até às 16 horas do dia são entregues em 24 horas, porque temos caminhões próprios para realizar as entregas e uma parceria bem fortalecida com as transportadoras”. Ainda como diferencial competitivo buscamos atender nossos clientes de forma personalizada. Hoje os nossos 32 colaboradores da Distribuidora estão comprometidos em oferecer aos clientes o melhor atendimento, as necessidades do cliente são as necessidades da Vitrola e isso é o que nos faz grandes, diferentes e competitivos. Nós distribuímos mais que CDs, DVDs, Livros e Vestuário, nós distribuímos emoção todos os dias.

9


Simplificar para Crescer

| PARCEIROS VITROLA

Rede de papelarias aposta na unificação da marca para ganhar mercado e se fortalecer. Não é novidade que o mercado de varejo nacional vem passando por diversas mudanças nos últimos anos. Podemos dizer, aliás, que a economia e as relações do mercado brasileiro vem se movimentando de forma bastante dinâmica. Seguindo esta premissa surgiu em julho deste ano a rede Clip de papelarias. A rede Clip nasceu da união de 45 lojas distribuídas em 34 cidades do Rio Grande do Sul que, diante das exigências do mercado, resolveram desenvolver um novo conceito de relacionamento com o cliente, uma estratégia capaz de oferecer maior poder de identidade e, sobretudo, de branding para as empresas associadas. Organizadas há mais de 15 anos como uma associação de negócios com o objetivo de encontrar vantagens competitivas nas compras em grandes volumes, as empresas que hoje formam a rede Clip enfrentaram grandes turbulências econômicas e desafios no setor até chegarem à conclusão de que unidas teriam maiores chances de superar as dificuldades do mercado. Segundo o diretor da rede, João Carlos Weber, cada loja possuía nome e marcas próprias. “Cada uma com sua história distinta e com grande afeição dentro de suas comunidades. Algumas destas lojas estavam presentes no mercado há mais de 60 anos em negócios que se mantém através da sucessão familiar. Por isto tínhamos que ter muito cuidado no desenvolvimento estratégico para apostar em nossa

10 Revista Vitrola 2016

história, em nossos relacionamentos e, acima de tudo, em nossa credibilidade antes criar esta nova marca. E assim surgiu a Clip, uma nova marca, um novo posicionamento, uma nova construção multissensorial, capaz de se relacionar de forma mais direta e abrangente com o público consumidor e oferecer credibilidade, reconhecimento e similaridade” - afirma Weber. Atualmente a rede compreende a importância de suas parcerias no processo de consolidação de sua imagem e apresenta-se como a maior rede multilojas do sul do Brasil. “Tudo conspirava contra o segmento de papelaria. Sobretudo para os pequenos papeleiros! Mas o que parecia ser uma grande catástrofe econômica nos uniu, nos fortaleceu! Buscamos parcerias importantes, como esta com a revista Vitrola e trabalhamos de forma colaborativa, como elos de uma grande cadeia produtiva. Este entendimento, de nossa necessidade de integração, de cooperação, de relacionamento e colaboração é o que nos permitiu chegar a este nível!” – revela. O novo plano de negócios impeliu as lojas a incrementarem seu mix de produtos e sua infraestrutura para adequarem-se as exigências do mercado e oferecerem melhores condições de atendimento, comodidade e vantagens para o cliente. Novos produtos e serviços foram incorporados ao negócio,a rede de relacionamento precisou aumentar, o atendimento passou a ser um diferencial além dos produtos e as pequenas papelarias passaram a se transformar em boutiques de papel ou em lojas mais complexas, oferecendo múltiplas opções de produtos.


“Hoje nossa rede oferece os melhores preços, a maior variedade de produtos e as melhores promoções do estado. Livros, material escolar, material para escritório, informática, brinquedos, artigos para presente e muito mais. Agora atuamos sob um novo conceito: Casa, Escola e Escritório. Para isto precisamos incrementar nossa infraestrutura, investir em nossos mostruários, apresentar características diferenciadas para o consumidor, uma

A Vitrola, na figura do seu diretor Ramir Manoel Severiano e do vendedor Diogo Cadoná, muito se orgulha de ter participado do jantar especial de apresentação da marca Clip no NH Hall em Novo Hamburgo no dia 30 de junho de 2016. O momento selou os 15 anos de convivência e bons negócios para aqueles que já fornecem produtos para as lojas integrantes da Rede Clip. Para outros, marcou o início de uma nova relação, com uma rede que é forte e que reserva oportunidades de crescimento para todos.

decoração mais bem cuidada, produtos exclusivos ou de maior valor agregado, novidades em design, beleza e utilidades. A rede Clip chegou para unir, para somar, para ampliar o nosso alcance e para simplificar a vida das pessoas. No unimos, crescemos e simplificamos. Somos Clip.” Encontre a loja da rede Clip mais perto de você através do site www.redeclip.com e saiba mais sobre sua história, produtos e promoções ou siga a rede no facebook @RedeClip.

O presidente da Rede Clip, João Carlos Weber (in memoriam), manifestou seu contentamento com o evento nas suas boas-vindas, declarando que essa é uma relação de “ganha, ganha para todos”.

11


| PARCEIROS VITROLA

Parceria de Sucesso

Livrarias Mundyal e Vitrola: uma parceria que dá certo A Livraria Mundyal está situada na região das missões no Rio Grande do Sul, a mais de 20 anos atuando no ramo de livros e material escolar. Atualmente é composta pelos sócios, Gilson, Andréia, e Gilberto Froner, todos da mesma família, também contando com mais seis colaboradores que estão distribuídos nas três lojas em Santo Ângelo. O foco inicial da livraria foi o mercado universitário sendo que as duas primeiras lojas abertas localizam-se, até hoje, próximas às instituições de ensino superior da cidade, ou seja, a Universidade Regional IntegradaURI, e ao IESA. Devido à boa aceitação da livraria por parte dos clientes optou-se por uma terceira loja, desta vez voltada ao público geral, num ponto mais central da cidade. Novas obras literárias foram adquiridas, romances, ficção, gibis, infanto-juvenil e outros temas que vieram a se juntar aos tradicionais livros técnicos. Em 2014 houve um novo incremento na loja central com a aquisição da linha de produtos voltados ao bazar e presentes.

12 Revista Vitrola 2016

A relação comercial com a Vitrola se intensificou muito a partir de 2015, houve uma aproximação entre as empresas, fruto de um trabalho comercial bem realizado pela Vitrola, a qual proporcionou a nossa loja um tratamento de parceria e cooperação. A Livraria Mundyal sente-se muito confortável e satisfeita com esta proximidade junto a Vitrola, bem como ao seu diretor Ramir Severiano e aos seus colaborados sempre muito atenciosos. É com bons olhos que observamos o crescimento da Vitrola, uma empresa do interior gaúcho que avança com muita força, também, em direção aos grandes centros do país, galgando novos mercados. É muito positivo ter uma empresa parceira como a Vitrola localizada próxima a nossa pela agilidade nos processos de negociação, pela comunicação fácil e principalmente pela negociação frente a frente, pois quando se faz necessário se faz visitas à mesma e a cordialidade e atenção dos profissionais também é um diferencial da Vitrola. A Vitrola está sempre com


as portas abertas para receber seus clientes e essa disponibilidade da empresa para demonstrar seus processos e infraestrutura aumenta a credibilidade e a confiança estabelecida a partir da relação comercial que se estabelece com a empresa. Tivemos a oportunidade de visitar a Vitrola e, nessa ocasião o gestor da Vitrola Ramir Severiano nos deixou claro que a Vitrola é uma empresa engajada em oferecer produtos de diversos segmentos, com qualidade e originalidade a seus clientes. Além de possuir um vasto acervo de livros, CDs e DVDs que são os produtos carros-chefe da Distribuidora oferece também itens que podem agregar diversidade aos estabelecimentos de seus parceiros como camisetas de diversas bandas e estampas que fazem sucesso entre os jovens, canecas divertidas e diferenciadas, bottons versáteis e cheios de

estilo, uma diversidade grande de games para PS3, PS4 e XBOX 360, pôsters decorativos, adesivos, mochilas, bonés e os vinis que estão voltando com tudo para a felicidade dos saudosistas e dos adoradores de boa música. Como Ramir também frisou a Distribuidora Vitrola aposta em seus clientes visionários que, assim como a Vitrola, sabem que havendo diversidade de produtos a oferecer a perspectiva de venda se torna muito maior e o cliente final muito mais facilmente ficará satisfeito. Os produtos da Vitrola adquiridos pela Livraria Mundyal agregaram novas possibilidades de negócios, atraindo novos clientes e dando opções a mais em um mesmo local, aumentando o fluxo de pessoas e negócios, também contribuindo no visual da loja, principalmente na parte dos livros.

13


Fotos Leticia RemiĂŁo

| CAPA

14 Revista Vitrola 2016


CAPA |

Viva simples como

Martha Medeiros

Quem é gaúcho já deve ter lido pelo menos um par de vezes na vida alguma crônica da Martha Medeiros. Seja nos jornais, internet ou redes sociais, uma vez que outra alguma frase dessa figura aforista nos salta aos olhos. O sucesso de seus textos que, ora servem de inspiração, ora de alerta ao “comum” de nossa vida cotidiana, é ratificado nesta entrevista com a consagrada escritora que nos contemplou, assim como em suas publicações recorrentes, com ensinamentos de como a felicidade nos é acessível e simples. Confira! Por Victória Lieberknecht

Como surgiu a Martha Medeiros escritora? Aos poucos. Comecei a escrever poemas na adolescência e tive a sorte de, aos 24 anos, ser publicada por uma importante editora de São Paulo. Enquanto isso, trabalhava como redatora publicitária. Só a partir dos anos 90 é que comecei a escrever crônicas para jornal, e aí sim, minha trajetória deu uma guinada. Comecei a trabalhar em casa, me dividindo entre as colunas na imprensa e uns frilas em propaganda. Veio então minha primeira experiência com ficção (Divã, 2002) e dali em diante eu passei a viver só da literatura. Perdi o pudor de me assumir como escritora, ainda que até hoje eu me sinta inibida diante dos colegas. Acho que nunca perderei a impressão de que ainda estou começando. Em 2014 em uma entrevista no programa do Jô falando do livro Divã, você comentou que era uma “louca light” porque fez terapia por 4 anos, uma vez por semana (achei ótimo), como você se define hoje? Todo mundo é um pouco maluquete, faça terapia ou não. Temos nossas neuras, nossos traumas, nossas dificuldades de enquadramento, em maior ou menor grau. Acho que os meus desalinhos estão entre os de menor grau, mas posso estar sendo condescendente comigo mesma. As pessoas me consideram muito bem resolvida, mas creio que esse processo de se resolver nunca termina, é “work in progress”: assim que encerramos uma busca, começamos outra. Terapia é uma espécie de assistência técnica, de vez em quando é bom dar uma avaliada nas nossas escolhas, nas nossas caraminholas, estejamos bem ou não. Qualquer hora eu volto para a “oficina”. Existe algum livro que você pode dizer: ‘esse mexeu profundamente comigo?”

Vários. “O ensaio sobre a cegueira”, de José Saramago, por exemplo, me envolveu de um jeito muito intenso, eu “senti” o livro, não apenas o li. E há muitos outros livros assim, em que mergulho e saio melhor da leitura do que quando entrei. A Martha Medeiros de hoje, 2016, mudou o jeito de escrever da Martha Medeiros de 1995, quando publicou seu primeiro livro de crônicas? Sim, até porque mais de 20 anos se passaram, eu não sou a mesma e a escrita acompanha a evolução do autor. Escrevo melhor hoje, escrevo com mais cuidado, e reescrevo muito mais do que antes. É curioso, porque a impressão que se tem é que somos mais inseguros quando começamos a carreira e mais experientes depois, mas para mim é o inverso, eu comecei de um jeito muito destemido, não reescrevia quase nada, publicava tudo da forma espontânea e sem critérios rígidos. Hoje, quando poderia me dar o direito de estar mais confiante, se dá justamente o contrário, sou bem mais cautelosa e mais desconfiada de mim mesma, penso muitas vezes antes de liberar os textos para os jornais. Não que tenha virado um processo sofrido, mas hoje assumo mais responsabilidade sobre o que escrevo. O leitor continua recebendo um texto leve, porém mais maduro. É o que espero estar entregando em minhas relações pessoais também. Você já pensou em parar de escrever? Já se imaginou fazendo outra coisa? Parar de escrever totalmente, nunca pensei, mas diminuir o ritmo, me liberar de prazos de entrega, fazer algo mais pessoal, sim, já pensei. Talvez mais adiante, ainda não é a hora. O certo é que já me sinto mais aberta para fazer coisas que nunca fiz, como escrever roteiros, trabalhar em tevê, coisas para quais

15


| CAPA

costumo ser convidada, mas que até então nunca me atrevi. O tempo está passando e em vez de me assentar, comecei a ter vontade de me experimentar em outras áreas, outras mídias. A gente vai perdendo a vergonha (risos). Em entrevista no programa da Marília Gabriela você disse que “aprendeu uma coisa maravilhosa, aprendeu a dizer não” para poder gerenciar sua vida sem necessidade de secretária ou assessores. Qual a importância de dizer não? Como isso mudou sua vida? Todo mundo quer ser amado. O artista, por fazer um trabalho que é público, sente ainda mais necessidade de aprovação, então a gente pode cair na cilada de ser muito “bonzinho”, de querer agradar a todos para garantir esse amor, e quando vê, já não tem mais tempo para si mesmo. Parece que temos que estar sempre à disposição dos outros, sem falar no receio de ficar sem dinheiro, já que, no Brasil, a cultura, por não ser considerada de primeira necessidade (infelizmente), sempre sofre em momentos de crise. Mas me desapeguei de todos esses medos. Aceito poucos convites profissionais, seleciono, analiso. Não vivo mais na estrada como fazia antes, acho mais importante ficar em casa escrevendo e convivendo com minha família e amigos. Não troco um fim de semana com o namorado por um fim de semana num evento que me pagará um belo cachê. Foquei nas minhas prioridades e faço tudo para evitar o stress, mesmo que tenha que dizer não a tanta gente. Optei por dizer “sim” ao meu ritmo. Você foi considerada uma das 100 personalidades mais influentes. Como lida com isso? Foi em 2010 ou 2011. Fiquei envaidecida quando soube e tratei de colocar a informação no meu currículo, para dar uma gabaritada – é só pra isso que serve. Para atender à vaidade. Não dá pra ficar levando a sério, a vida é ralação diária, se a gente ficar pensando que é importante, não faz mais nada direito. Hoje, com a internet, podemos arriscar em dizer

“

“

Não negligencio o ócio de jeito nenhum, é ele que abastece meu trabalho. Martha Medeiros 16 Revista Vitrola 2016

que somos onipresentes. Como é sua relação com as redes sociais? Você está sempre conectada? De alguma forma essa onipresença da internet na vida das pessoas influencia na sua escrita? Eu acho meio exagerada essa fissura nas redes, mas é inevitável, a tecnologia fez com que todo mundo passasse a ser uma espécie de celebridade, todos têm seu próprio veículo de comunicação e comandam seu próprio reality show. O narcisismo foi às alturas, mas têm muita coisa legal também, como a troca instantânea de informações, pessoas inventando profissões que não existiam, etc. Além de algo muito interessante: o esfacelamento do conceito de hierarquia. Você hoje é o dono das suas ideias e tem mais liberdade para usá-las como ferramenta de ascensão profissional. Há certa fusão entre pessoa física e jurídica, ninguém mais depende tanto de patrões, chefes, gerentes, diretores. De qualquer forma, sou meio nostálgica, parte da minha vida ainda é bem analógica e não piro quando saio de casa e esqueço o celular. O que te proporciona estar “feliz por nada”? Feliz por nada é uma provocação a fim de redefinirmos o “nada”, já que nada, mesmo, não existe. O que eu quero é alertar para o fato de que não precisamos esperar grandes acontecimentos para sermos felizes. Paz de espírito já é um motivo mais que suficiente. Paz de espírito é tudo, só que um tudo discreto, tão discreto que as pessoas nem reparam. Acho que a maior felicidade é não ter culpas nem arrependimentos, é ter a consciência de ter feito o seu melhor, é estar em sintonia com a sua própria verdade e seus próprios desejos. O resto são alegrias circunstanciais e tristezas circunstanciais. Qual a essência que define sua literatura? A sinceridade. Não ofereço nada que seja distante da minha essência, que não me represente de forma íntegra e honesta. Claro que nem sempre escrevo sobre um fato real e vivenciado: posso estar ofertando minha fantasia, meus devaneios, mas eles são verdadeiramente meus e não uma alegoria a fim de impressionar.


CAPA |

Gostou da Martha? Temos algumas dicas

Para relaxar, leia

“Um lugar na janela” Em ‘Um lugar na janela’, Martha Medeiros abre espaço para a viajante. Segundo a autora, nesta obra não há nada inventado, tudo aconteceu de verdade - as melhores lembranças, as grandes furadas ainda em tempos pré-internet, as paisagens de tirar o fôlego. Ela visa compartilhar com seus leitores as mais afetuosas memórias de viagens feitas em várias épocas da vida, aos vinte e poucos anos e sem grana, depois, já mais estruturada, mas com o mesmo espírito aventureiro, e com diversos acompanhantes - as amigas, o marido, as filhas, o namorado, e até mesmo sozinha. Para Martha, o bom viajante é aquele que está aberto a imprevistos, ou seja, a viver. Para refletir, leia

“Montanha Russa”

Ser feliz para sempre é o final que todos nós sonhamos para nossa história pessoal. [...] Ninguém sabe direito o que é felicidade, mas, definitivamente, não é acomodação. Acomodar-se é o mesmo que fazer uma longa viagem no piloto automático. Muito seguro, mas que aborrecimento. É preciso um pouquinho de turbulência para a gente acordar e sentir alguma coisa, nem que seja medo. [...] Eu não gosto de montanha-russa, o brinquedo, mas gosto de montanha-russa, a vida. Isso porque creio possuir um certo grau de responsabilidade que me permite saber até que altura posso ir e que tipo de tombo posso levar sem me machucar demasiadamente: alto demais não vou, mas ficar no chão o tempo inteiro não fico. Viver não é seguro. Viver não é fácil. E não pode ser monótono. (Trecho da crônica “Felizes para sempre”) Este livro levou o segundo lugar no Prêmio Jabuti/Categoria Contos e Crônicas de 2004.

Leia também a última publicação da autora,

“Simples assim”

Por que complicar ainda mais? Acordou mal-humorado? Respire fundo, abra a janela e pense que no final do dia você encontrará seus amigos para um happy e dará boas gargalhadas. O carro quebrou no meio da rua? Sinalize e espere o guincho em segurança. O namoro está mais para morno? Chegou a hora de pôr um fim a relacionamentos que não levam a nada. Está achando a vida um marasmo, sempre fazendo as mesmas coisas, vendo as mesmas pessoas e não aguentando mais ver sua cara de cansaço no espelho? Dê uma guinada. Simples assim.

17


| ENTREVISTA

A maternidade é punk

estilo Ramones!

Fotos Michele Sautner

Ana Cardoso, ou somente Ana como gosta de ser chamada é jornalista e socióloga, natural de Curitiba, 39 anos, a mãe da Anita e da Aurora é a Mamãe Rock do Brasil.

Batemos um papo com Ana Cardoso e ela nos contou ser sem frescura, disse que come de tudo e dorme em qualquer lugar. Se precisar toma banho frio. Gosta de aventuras, um dia diferente do outro e sonha em passar um ano viajando pelo mundo com a sua trupe (marido e filhas) ao som de Bon Iver, Bob Dylan, Amy Winehouse, Ben Harper, Beatles e Clarice Falcão, que a filha Anita ama. Convidamos você a se divertir com a leitura a seguir como nos divertimos conversando com a Ana, autora dos livros A Mamãe é Rock e Natal, Férias e Outras Histórias. Você foi convidada pela editora para escrever “A mamãe é pop” e se recusou alegando que você não era pop e você mesma sugeriu escre-

18 Revista Vitrola 2016

ver A mamãe é rock! Conte-nos um pouquinho da Ana Cardoso, mamãe Rock. Porque o Rock é o ritmo que te define como mãe? A maternidade é um processo compulsório. Nasce uma criança, nasce uma mãe. A mulher não pode fraquejar sabe? Às vezes a gente está lá, toda estropiada da cesariana, e tem que se virar em mil. Dar banho, amamentar, responder com gentileza mil pessoas dando pitacos sobre a forma que você está cuidando do seu filho. É punk, punk rock, estilo Ramones. Como foi o processo de criação do livro? Quais são as emoções que você espera despertar nas pessoas a partir da sua visão da maternidade? O que passava na sua cabeça quando você começou colocar as histórias das suas filhas no papel?


divertidas, mais organizadas, mais atenciosas. Mas, nenhuma é melhor que a outra, sabe? A mãe que quer acertar sempre termina sendo uma mãe estressada e frustrada, ou seja, um pessoa negativa. Quando você foi convidada para escrever o livro A Mamãe é Rock você mencionou que estava até assustada com a quantidade de pessoas nos lançamentos do livro do Papai é Pop e com a exposição da sua família. Como vocês lidam com isso? O que mudou na vida da família de vocês depois do sucesso dos livros? Sem dúvida vivemos uma época de muita exposição. Mas é tranquilo, a gente recebe muito carinho das pessoas. De resto, temos um vida simples e reservada. Não somos uma família glamurosa, sabe? Estamos sempre com as mesmas roupas, andamos de bicicleta e eu nem as unhas no salão tenho feito. Esse modelo de simplicidade faz com que as pessoas que nos acompanhem sejam muito gentis e respeitosas. De tudo que você já viveu através da maternidade qual foi o seu maior desafio até aqui? Eu não tive depressão pós-parto de ficar prostrada e não conseguir fazer nada, mas passei por períodos bem difíceis, de baby blues. Quando a Anita nasceu, em 2005, eu tinha 27 anos, tinha terminado um mestrado, dava aulas em outras cidades, tinha passado num concurso e... tive que parar de fazer tudo. Brinco que minha vida mudou do vinho pra água. Não foi legal, eu fiquei bem entediada e frustrada. No livro A Mamãe é Rock você apresenta a tabela de sobrevivência para os casamentos do século 21 listando as tarefas diárias e com um espaço em branco para os casais que desfrutam da leitura do livro colocarem ao lado o nome do responsável por cada uma dessas tarefas. Como isso funciona na casa de vocês? Isso é fundamental aqui em casa. Não é justo eu ser a responsável por tudo, né? Na prática, o Marcos tira os lixos, lava a louça, faz as compras e guarda. A Anita arruma as camas, passa aspirador e lava as roupas, ela sabe tudo de sabões e tira-manchas, é uma figura. A Aurora tem que guardar os brinquedos dela e os nossos sapatos que estão num armário ao lado da porta de entrada. E, ainda assim, me sobra muita coisa pra fazer. Eu escrevi A Mamãe é Rock muito rápido. Eu tinha tanto pra falar. Queria muito mostrar pra todas as mães que eu - a esposa do Papai Pop - não era perfeita e que estava tudo certo. Que a gente tem que parar de se cobrar pra ser a mãe perfeita, a esposa ideal, linda, magra, ter o melhor emprego, ganhar muito dinheiro, usar roupas maravilhosas e estar sempre feliz. Nãooooo. Não dá pra ser perfeita em nenhum aspecto, que dirá em todos! Eu vejo muitas mulheres se cobrando, se culpando. No livro O Papai é Pop em uma de suas crônicas o Piangers escreve que: “Se existe pai perfeito, ele não mora aqui em casa. Pai não é o cara que não erra, é o cara que está lá”, E para você funciona assim também? Não existe mãe perfeita, que não erra? De jeito nenhum. Existem mães mais amorosas, mais

No seu primeiro livro dá pra perceber que você não concorda com muitos dos estigmas estabelecidos no munda da maternidade. O que mais te enlouquece nesse aspecto? Nada me irrita mais do que frases como “Ah, mas ele é menino”, “isso é coisa de homem”, “homem, já viu, né?” e diversas outras que legitimam o comportamento irresponsável ou anti-ético de uma pessoa porque ela é do sexo masculino. Você participa de movimentos feministas e hoje, muito se fala do empoderamento feminino, esse assunto influencia na educação da Anita e da Aurora? Como esse assunto é tratado em casa? Completamente. Aqui em casa só fala nisso. Incentivamos nossas filhas diariamente a lutar pelos direitos delas e nunca aceitarem rótulos que as diminuam.

19


| ENTREVISTA

É possível definir a maternidade em uma palavra? Gosto de MULTIPLICAÇÃO. E o livro “A Mamãe é Rock” definido em uma palavra seria: LIBERTADOR. Para as mães de primeira viagem qual seu melhor conselho? Ler o meu livro. E, se houver um pai, não amolecer e dividir as tarefas sempre. O que a maternidade te trouxe de melhor e mais surpreendente? A maternidade é uma coisa maravilhosa, pra quem quer, é lógico. Não sou de incentivar as pessoas a terem filhos. É uma escolha muito pessoal. É uma abnegação. Quem não está disposto a se dedicar muito, a amar muito, a ter paciência e perder muitas horas de sono, é melhor não ter filhos, é mais honesto. Eu amo as minhas filhas, minha vida é muito mais linda com crianças e com uma família. E o segundo livro “Natal, Férias e outras Histórias” como nasceu? A Família toda participou da construção desse livro, como foi essa experiência? Como é escrever um livro em família? Foi uma delícia escrever este livro. Eu aproveitei pra contar histórias de dias felizes, bons causos que me contaram, coloquei receitas especiais e tem até um jogo que costumamos jogar com as gurias. O Marcos também participou e até a Anita escreveu uma crônica. O que o Natal e as Férias tem de melhor para a Família Pop Rock de Ana Cardoso e Marcos Piangers? A gente adora ir pra Floripa, passar o verão na Praia dos Ingleses com a minha sogra. É o ponto alto das férias. Eu amo cozinhar, comprar camarão fresco e colher pitangas nas ruas. O que os leitores podem esperar desse segundo livro?

20 Revista Vitrola 2016

Esse livro é bem despretencioso, leve. O que eu mais escuto é que ele ficou fofo. Tem uma parte mais emocionante no meio, a da entrevista com o papai noel. E como foi entrevistar o Papai Noel? O que mais te surpreendeu na história dele? Eu sou descendente de italianos e espanhois, a cultura do natal nunca foi muito forte na minha casa. Entrevistar um papai noel, de verdade, criado numa vila de descendentes de alemães, pós-graduado na vivência do Natal foi surpreeendente e emocionante ao mesmo tempo. Eu chorei muito ao editar a entrevista. As meninas Anita e Aurora acreditam no Papai Noel? A Anita nunca acreditou. A Aurora é uma figura, se você falar pra ela que uma girafa esteve aqui há dez minutos, ela vai acreditar piamente. E a Ana Cardoso como define o bom velhinho? Você tem um sonho de natal? Eu adorei conhecê-lo. Tenho! De presente de Natal quero um 2017 tranquilo, próximo a família, quero conviver mais com meus irmãos e minha mãe, saúde a todos e inspiração para outros livros. Podemos esperar mais livros? Quais os projetos para o futuro? Sim! Além de A Mamãe é Rock e Natal, Férias e Outras Histórias, organizei um terceiro livro também este ano. Chama-se Quando Falta Ar e conta as histórias de vida de crianças com dificuldades respiratórias de uma associação aqui de Porto Alegre chamada de Peito Aberto. Dele também participaram Meu marido Marcos Piangers, os escritores Fabrício Carpinejar, Luis Augusto Fischer, Cris Lisbôa e os jornalistas Marília Pozzobom e Luciano Potter. Toda renda será revertida para a associação. Ficou muito bonito. Já comecei outro livro, desta vez vou mudar de gênero. Vem aí um romance repleto de suspense.


ENTRETENIMENTO |

Agora é que são elas! Uma nova onda de sertanejo dominado por elas, as mulheres

Autor: Leonardo Silva

Não é de hoje que as mulheres dominam grande parte do mundo da música no cenário brasileiro. Aqui, nada de pop ou indie, pois a moda mesmo é o Sertanejo Universitário que faz com que as pessoas arrastem o pé na pista, ou cantem abraçadas se divertindo com os amigos. Em 2016 uma nova onda de sertanejo tomou conta, o Sertanejo Universitário com uma pegada mais emotiva, com letras que são impossíveis de não cantar e acabaram de se transformar em verdadeiros hinos, nas vozes de grandes cantoras. Vamos conhecer alguns nomes das donas que estão no topo das paradas nacionais? Maiara e Maraísa: As gêmeas mato grossenses de 28 anos são as donas das paradas. Com a canção intitulada “10%”, elas dispararam nas rádios e hoje mantém um repertório de tirar o fôlego. As irmãs compõem suas canções com base em relacionamentos perturbados e pode apostar você provavelmente sabe o refrão de alguma música dessas garotas. Simone e Simaria: As amigas nordestinas, de 31 e 33 anos já fazem sucesso com suas versões de forró, mas foi no sertanejo em que elas com o “Bar das Coleguinhas”

encontraram o sucesso garantido para tomar conta do resto do país. Com a música “Meu Violão e o nosso Cachorro” elas já se tornaram uma das duplas femininas mais pedidas nas rádios, e já contam com um show em DVD. Naiara Azevedo: A mineira de 26 anos, dona de uma voz poderosa e muito sentimental, conta com inúmeras participações especiais em suas canções. Conhecida desde 2011 foi só em 2016 que Naiara Azevedo ascendeu na mídia com a música “50 Reais”, com a contribuição da dupla Maiara e Maraísa, e tornou a canção um verdadeiro hit, considerada uma das melhores canções de 2016. Marília Mendonça: Compondo músicas desde os 12 anos de idade, hoje já com 20 anos, Marília é considerada a “irmã mais nova” da turma. Com um toque sentimental e que traz a representatividade feminina como base de suas criações artísticas. Começou a carreira com canções gospel, e hoje brilha no cenário da música sertaneja em sua carreira solo. Com um DVD no repertório, ela ganhou o público com a canção “Sentimento Louco”.

21


| RESENHA

Harry Potter e a Criança Amaldiçoada A tão aguardada continuação do bruxo mais famoso do mundo! Autor: Leonardo Silva

Desde julho desde ano, J. K Rowling anunciou a continuação da história, o que fez uma multidão de fãs reascenderem seu amor por Harry, Rony e Hermione. Harry Potter e a Criança Amaldiçoada apareceu de forma estranha na mídia, e então mais detalhes foram dadas sobre a obra. Se você está achando que vai encontrar uma história literária, está muito enganado. Este novo livro de Harry Potter nada mais é do que um roteiro, retirado da peça da Broadway que leva o mesmo nome do livro. Aqui os criadores da história são Jack Thorne, escritor de teatro e cinema, e John Tiffany, diretor de peças da Broadway. Então, sim, essa obra é uma Fanfic (Histórias criadas por fãs de alguma saga que se utiliza de cenário e personagens, continuando ou desbravando algum fato) lida autorizada e revisada pela criadora da saga J. K Rowling. A ausência da descrição dos cenários pode ser um dos maiores pontos fracos desta obra, pelo fato de que somente as falas são desbravadas, muitas vezes se você não se lembra de algum cenário, ele fica apagado em sua mente na hora de misturar as interações. Em contra ponto, o forte deste livro foi o toque que J.K deu a sua interpretação, transformando o roteiro para que pudesse ser lido e interpretado pelos fãs. Em Harry Potter e a criança amaldiçoada, encontramos a continuação da história, 19 anos depois do último encontro de Harry, Hermione, Rony e Gina, na estação 9 ¾, em Londres, quando despacham Alvo e Tiago, filhos de Harry e Gina, e Rosa filha de Hermione e Rony para Hogwarts. Diante de vários acontecimentos, vemos Alvo, Escórpio, filho de Draco Malfoy e Delfi, empenhados no uso de um Vira Tempo roubados do Ministério da magia para tentar salvar Cedrico Diggory, morto no Torneio Tri Bruxo em Harry Potter e o Cálice de Fogo pelo próprio Lorde

22 Revista Vitrola 2016

das Trevas. Na realidade durante toda a narrativa, não conseguimos identificar se Alvo ou Escórpio levam o título de “Criança Almadiçoada”, pois Escórpio carrega o fardo de certos rumores de que na realidade é filho de Valdemort, e Alvo é filho do Chefe das Execuções das Leis da Magia e de quebra, do bruxo mais famoso do mundo, e este fardo se torna sobrecarregado quando sua atuação em Hogwarts não é das melhores, ainda mais por fazer parte de Sonserina. O enredo do livro te faz querer mais a cada página, pois além da nostalgia, ele trás todo aquele sentimento de que o mundo de Harry Potter está de volta, porém, sem muita atuação do trio mais amado. Durante o avanço, podemos conhecer outras formas de história e podemos entender inúmeras outras coisas. Draco, sempre teve ciúmes de Harry, Rony e Hermione, isso é afirmado pelo mesmo durante as últimas cenas da peça, e uma nova profecia é criada para que o Lorde possa retornar ao mundo bruxo. Outro ótimo sentimento que a obra trás é a volta de Severo Snape em uma das distorções temporais em que o Gira Tempo, utilizado por Escórpio, acaba mudando todo o futuro. Nessa opção do final da Guerra, aonde Harry é morto pelo Lorde Voldemort, podemos sentir o desespero que seria caso tudo tivesse dado errado. A obra é fantástica. Talvez para os fãs de carteirinha podemos encontrar certa relutância pelo fato de que é somente um roteiro, mesmo que seja autorizado pela criadora da série. Resta agora esperar para que ele se torne obra literária e possa fazer parte dos filmes, e que a história continua por muito tempo, pois tudo que vem de Harry Potter nunca é demais.


23


24 Revista Vitrola 2016


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Revista Vitrola - 5ª Edição by Vitrola Editora e Distribuidora - Issuu