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EMINISTAS #SOMOSTODOSF
O FEMINISMO SEM CLICHÊS E AS 6 BARISTAS QUE REPRESENTAM A CENA ATUAL DO CAFÉ EM CURITIBA
BERLIM
FOMOS EM BUSCA DE HISTÓRIAS E PERSONAGENS NESSA CIDADE CONSTANTEMENTE TRANSFORMADA
EDITORIAL
EXPEDIENTE
irl Power. Empoderamento feminino. Marcha das Vadias. Em um contexto recente, nunca se falou tanto sobre os direitos das mulheres, e chegamos a um ponto em que a discussão anda até um pouco exacerbada, muito por causa das redes sociais. Justamente para entender o que é esse feminismo em voga – em uma edição que tem esse universo como foco – trazemos uma reportagem que explica o conceito baseando-se principalmente na questão histórica. Coube à jornalista convidada Sâmar Razzak, mestre em ciências políticas e sociais pela Sorbonne e especialista em sociologia política pela Universidade Federal do Paraná, a missão de ouvir de especialistas como definir o atual movimento feminista e entender para onde ele caminha. Não perca. Esta edição ainda apresenta o universo feminino, mas sob o viés de seis baristas que atualmente comandam o cenário de café em Curitiba. São elas as personagens apresentadas pela jornalista Greyci Casagrande. Entre uma xícara e outra da bebida, a história de mulheres que fazem de Curitiba uma das mecas do bom café – para a nossa sorte. Um beijo,
Editora luise.takashina@topview.com.br
Racket Screen por Irmãos Campana.
FUNDADOR E PRESIDENTE EMÉRITO Mario J. Gonzaga Petrelli PRESIDENTE DO GRUPO RIC PARANÁ Leonardo Petrelli Neto DIRETOR DE MERCADO Gilson Bette (rádios, revistas e plataformas digitais) DIRETOR ADMINISTRATIVO-FINANCEIRO André Luiz Ferreira
E D I T O R E S
EDITORAS Juliana Reis • juliana.reis@topview.com.br Luise Takashina • luise@topview.com.br DIRETORA DE ARTE Paula Azevedo • paula.azevedo@topview.com.br REDAÇÃO Greyci Casagrande • greyci@topview.com.br Yasmin Taketani • yasmin.taketani@topview.com.br COLABORADORA Sâmar Razzak DESIGNERS Angelica Maciel Buch • angelica@topview.com.br Diego Fernando Olejnik • diego@topview.com.br REVISÃO Márcia Campos COLUNISTAS Akim Rohula Neto, Ana Clara Garmendia, Nadyesda Almeida, Roberta Busato e Ruy Barrozo. © COURTESY OF FRIEDMAN BENDA AND ESTUDIO CAMPANA. PHOTOGRAPHY BY FERNANDO LASZLO
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FEMINISMO EM ALTA
PUBLICIDADE Lúcia Garcez e Regina Rocha • comercial@topview.com.br ASSINATURA flavia.carneiro@topview.com.br e logistica@topview.com.br Tel.: (41) 3088-5764 VIEW EDITORES Rua Amauri Lange Silvério, 450, Pilarzinho, Curitiba. 82.120-000 Tel.: (41) 3331-6100 www.topview.com.br IMPRESSÃO Maxigráfica Efetuando sua assinatura, seu nome será incluído na lista de clientes preferenciais da Editora, que poderá cedê-lo a empresas idôneas para fins de divulgação e promoção de produtos de seu interesse. Caso não queira fazer parte desta lista, escreva para a revista. As matérias assinadas não expressam necessariamente a opinião da revista TOP VIEW Curitiba.
ÍNDICE
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AGENDA CULTURAL
32 Linda garota de Berlim
ARREDORES
12 Cinema para renovar o olhar
O estilo low profile das berlinenses inspira nosso inverno
62 Berlim mutante
Festival Olhar de Cinema traz mais de 100 filmes a Curitiba
40 Vitrine
PERSONAGENS
Uma wishlist genderless para o Dia dos Namorados
Um passeio pela história, pelas novidades e pelos personagens que fazem com que Berlim mude a cada dia
14 O olho é deles
42 Quando rap e moda se misturam
COLUNAS
O design dos Irmãos Campana ocupa o espaço nobre do MON
18 #somostodosfeministas O movimento que pauta os debates atuais visto sem clichês
ESTILOS 28 A chegada do pássaro azul Os flats premium da Blue Bird aterrissam em Curitiba
26 Ana Clara Garmendia
Lab Fantasma, do rapper Emicida, estreia na São Paulo Fashion Week
O feminismo avant-garde de Dalida
46 O novo casar
44 Ruy Barrozo
Profissionais revelam as principais tendências para o grande dia
Novidades do mês
SABORES 55 Faça café como uma garota Seis mulheres baristas que estão enriquecendo a cena local
50 As emoções no trabalho O psicólogo Akim Rohula Neto escreve sobre inteligência emocional
82 Não vivo sem Os aplicativos favoritos de Sérgio Valliatti e Luciana Patrão
© PAULO CIBIN
Nosso editorial de moda diretamente da capital alemã
AGENDA
Cinema para renovar o olhar
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ão sempre intensos os dias de Olhar de Cinema. A programação oferece uma centena de filmes (selecionados, neste ano, entre 2,6 mil obras inscritas), muitos em sua estreia nacional, de países tão díspares quanto Butão e Tailândia. Mais do que quantidade ou ineditismo, o festival é intenso pela variedade de temas e linguagens, pela pluralidade de visões que oferece, pelo espírito de descoberta para o espectador. Sua linha mestra é, afinal, o “cinema independente, de autor; não de grandes nomes, mas de grandes filmes”, como define o produtor executivo do festival, Antônio Júnior. Em meio a tantas opções, e sobre as quais frequentemente não temos referência, pode soar difícil selecionar quais assistir. A recomendação geral é “quantos você puder”: além do ingresso acessível (R$ 10), são títulos que de outra forma dificilmente chegariam a Curitiba (ou ao Netflix) e instigantes, com algo a dizer mesmo quando não agradam. São, ainda, reflexo de seu tempo, com temas urgentes como as guerras no Oriente Médio, a crise política brasileira e a imigração. O resultado é um festival que aposta em cinema de risco, como lembra o crítico Luiz Zanin, mas que guarda “um pé na terra, sabendo que precisa dialogar com o público”. Confira destaques da sexta edição, que acontece de 7 a 15 de junho.
VISITA INTERNACIONAL: Anocha
Suwichakornpong, autora do primeiro curta tailandês selecionado para Cannes, estará presente. Com um cinema dito delicado e generoso, é homenageada na mostra Foco, que apresenta diretores pouco conhecidos no circuito brasileiro. LONGAS, INÉDITOS E BRASILEIROS: Fernando (2017) é resultado de uma provocação para o personagem-título (um professor-artista de 74 anos) interpretar a própria vida, explorando o encontro dos gêneros documental e ficcional. Tal fronteira também é provocada em Navios de terra (2017), de Simone Cortezão, outro “híbrido” que acompanha a viagem de um marinheiro do Brasil à China. METÁFORA RADICAL: é o recurso do filipino Khavn para falar de gangues, traficantes (interpretados por crianças) e seus reflexos na sociedade em Alipato. PEQUENOS OLHARES: novidade, a mostra reúne 15 filmes e aposta na formação de espectadores, com divisão por faixas etárias. NOSFERATU: o alemão F. W. Murnau (18881931) é homenageado com a exibição de 10 filmes, incluindo Caminhada noite adentro (1921), restauração do seu mais antigo filme ainda intacto. Expoente do expressionismo alemão, é o primeiro do período mudo a ser homenageado pelo festival.
OLHAR DE CINEMA_De 7 a 15 de junho. No Cineplex Batel (Al. Dom Pedro II, 255, Shopping Novo Batel) e no Espaço Itaú de Cinema (R. Comendador Araújo, 731, Shopping Crystal). Ingressos a R$ 10 e R$ 5 (meia-entrada). olhardecinema.com.br 12 TOPVIEW.COM.BR
© DIVULGAÇÃO
SEXTA EDIÇÃO DO FESTIVAL OLHAR DE CINEMA REÚNE, EM JUNHO, MAIS DE 100 FILMES REPRESENTATIVOS DA PRODUÇÃO CONTEMPORÂNEA E AUTORAL
O OLHO É DELES
COMO PARTE DA FESTA POR SEUS 15 ANOS, O MUSEU OSCAR NIEMEYER RECEBE A EXPOSIÇÃO IRMÃOS CAMPANA, COM OBRAS DA DUPLA DE DESIGNERS FAMOSA POR SUAS PARCERIAS BRASIL AFORA E QUE JÁ TEVE O TRABALHO DEFINIDO PELA IMPRENSA ITALIANA COMO “DE LINGUAGEM DE RAIZ BRASILEIRA, MAS QUE FALA UM VOCABULÁRIO INTERNACIONAL” por Luise Takashina
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© CORTESIA DO ESTUDIO CAMPANA/FOTO POR FERNANDO LASZLO
ARTE E DESIGN
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© CORTESIA DO ESTUDIO CAMPANA / GABRIELA BERND (1) E FERNANDO LASZLO (2, 3, 4 E 5)
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u já fui. Mas poderia ir mais e mais vezes à exposição Irmãos Campana, que desde o final de abril ocupa os 1.500 metros quadrados do “olho” do Museu Oscar Niemeyer. Com curadoria de Consuelo Cornelsen, as 130 peças – como poltronas, sofás, lustres e armários – ilustram os 34 anos de trabalho de Humberto e Fernando Campana. Conhecidos por usar materiais variados, como os 500 metros de corda de acrílico e algodão que formam a Poltrona Vermelha – talvez a peça mais famosa da dupla –, os Irmãos Campana têm trabalhos em bambu, metais, pelúcia, vidro, ametista, couro e até bichos de pelúcia. Já fizeram parcerias com Lacoste, Melissa e Louis Vuitton, cuidaram da cenografia de espetáculos e foram responsáveis pelo design de interior de museus e hotéis na Grécia, França, Tailândia e Holanda. Mas, segundo Humberto, é a exposição que está no MON a que apresenta a visão mais autoral do trabalho da dupla. Segundo ele, “suas casas ficaram vazias” para ceder as obras da mostra que “é uma instalação”. Os Campana já organizaram dez grandes exposições. A primeira delas, de 1989, se chamou Desconfortáveis. Humberto tira sarro – “ninguém queria comprar nada com esse nome” –, mas admite que, um pouco por causa da situação que a exposição criou, puderam testar e propor coisas mais interessantes. “Não queremos repetir o que os outros designers fizeram”, explica. “Temos o nosso olhar sobre as coisas e nossos projetos têm que ter uma razão, um significado”, emenda. Faz parte desse universo trabalhar com estudantes, realizar trabalhos sociais e já ter um instituto preocupado com o legado dos irmãos. Entre bate-papo com estudantes, coletiva de imprensa, visita à exposição e atrasos de voo, a Top View conseguiu conversar rapidamente, com exclusividade, com cada um dos Campana.
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1. Sofá Novelo (2003). 2. Sofá Teddy Bear em couro (2013). 3. Cadeira Wave (2013). 4. Mancebo Caatinga (2011). 5. Una Famiglia (2006).
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ARTE E DESIGN
Mesa Cobogó (2014).
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Humberto Campana Top View: Como é o processo de formatar uma exposição? HC: Eu tenho uma equipe muito boa, que cuida disso e já tem experiência. Eu e o Fernando nos ocupamos mais na parte de estética, de concepção, da cenografia, de passar o briefing. Esta, por exemplo, foi um projeto que a gente fez junto com a Consuelo Cornelsen, os dois trabalhando com a cenografia. O nosso universo é muito colorido e a gente quis que refletisse isso – cor, textura. TV: O local acaba influenciando? HC: Muito. Esta exposição foi totalmente concebida para dialogar com o espaço do Niemeyer. Nós fizemos questão de trabalhar só com curvas, porque tudo aqui é curvas. E
Tapete Cangaço para Nodus.
o interessante é que o Niemeyer sempre nos inspirou, eu falava que eu queria ser isso. E fazer a exposição agora, no
Fernando Campana
museu dele, é quase um ápice de carreira.
TV: Você conhece o trabalho de algum designer de Curitiba?
TV: Alguma peça que seja a preferida?
FC: O pessoal da Desmobilia.
HC: Tem um lustre inspirado em fungo, projeto que a gente
TV: Qual é o papel do designer hoje?
fez na República Tcheca, que é muito bonito, mistura dois
FC: O design faz pontes entre disciplinas, até com restaurante,
materiais, vidro e madeira.
comida. Você desenha o prato, a mesa, colabora na inserção
TV: E qual é a trilha sonora ideal para escutar na hora de
social, é político, é poético, o design transita em todas as partes
ver a exposição?
de uma cidade, da parte residencial até o mobiliário urbano. Só
HC: Silva canta Marisa é muito bom. É um Brasil moderno
que ele tem que ser feito com cuidado para não agredir, não
e esse cantor é jovem – eu não sou jovem, mas tenho alma
ser poluição visual. Tem que ser uma ferramenta para deixar a
de jovem.
cidade mais prática. O principal é a inserção social.
Irmãos Campana Até 20 de agosto de 2017.
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MON_(41) 3350-4400 Rua Marechal Hermes, 999, Centro Cívico. De terça a domingo, das 10h às 18h. Ingressos: R$ 16 e R$ 8 (meia-entrada). Gratuito nas quartas-feiras. museuoscarniemeyer.org.br
© CORTESIA DO ESTUDIO CAMPANA / FERNANDO LASZLO (1) E DIVULGAÇÃO
nasci quando Brasília foi projetada. Via fotos das revistas e
UNIVERSO FEMININO
S #SOMOSTODOSFEMINISTA COMO O DESCONHECIMENTO E A ARMADILHA FÁCIL DA REPRODUÇÃO DE CLICHÊS TÊM GERADO INÚMERAS POLÊMICAS EM TORNO DO FEMINISMO por Sâmar Razzak
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socióloga e doutora em ciências humanas Miriam Adelman é uma das mais conceituadas especialistas quando o assunto é feminismo. Americana, ela está no Brasil desde 1991 e foi uma das fundadoras do Núcleo de Estudos de Gênero da Universidade Federal do Paraná. Acostumada a explicar para jovens estudantes sobre o movimento feminista, seus embasamentos e evolução, ela acabou quase sem palavras após um encontro casual com um grupo de jovens evangélicos que pregavam suas crenças religiosas no Parque São Lourenço, em Curitiba. “Conversando com um menino que começou com aquele papo de ideologia de gênero, eu fiquei olhando para ele e pensei: cabelo comprido, tatuagem, brinco na orelha. De onde será que ele pensa que vem o direito dele poder, mesmo sendo homem, usar cabelo longo e brincos?”, questiona. Refletindo depois sobre o encontro, Miriam acredita que poderia ter sido mais enfática na discussão com o jovem, para atestar que a forma como ele se apresenta é resultado direto do debate de gênero que critica e tenta desconstruir – o que vem acontecendo muito atualmente, principalmente por causa da internet. O SURGIMENTO OFICIAL
O feminismo nasceu no século 18, com a revolução francesa. Mulheres mais esclarecidas começaram a questionar todas as reformas que se estabeleciam, no âmbito do Estado e da cidadania, mas que excluíam as mulheres. O movimento era um pedido por igualdade, para não permitir que o gênero estabelecesse desigualdades. No século seguinte, o feminismo ganha contornos de movimento social e se desenvolve paralelamente ao abolicionismo e ao sufragismo (direito ao voto). Os três movimentos denunciavam o quanto a sociedade era injusta, imperfeita e nada igualitária. Surgia assim a primeira onda feminista. A segunda onda demora um pouco para chegar, atrasada pela Grande Depressão de 1929 e pelas guerras mun-
diais. Foi apenas na década de 1960 que o movimento ressurgiu, bastante influenciado pelas ideias de Simone de Beauvoir, que havia sido influenciada pela inglesa Virginia Woolf, uma das primeiras mulheres a questionar – ainda no século 19 – as desigualdades vividas pelas mulheres. Em 1948, Beauvoir publica O Segundo Sexo, no qual analisava a mulher no contexto da sociedade moderna. Mais uma vez, a causa feminista foi fomentada pela ebulição de movimentos de insatisfação. Nos Estados Unidos da década de 1960, protestava-se por quase tudo: luta pelos direitos civis dos negros, o movimento contra a guerra do Vietnã, a revolução sexual. “Nesta segunda onda, as mulheres já usufruíam de direitos adquiridos das lutas de suas antecessoras, como o acesso à educação superior”, explica Miriam. “No entanto, ao mesmo tempo que embasavam lutas pelos direitos dos negros, elas se deparavam com contradições como a obrigação de subordinação a colegas homens”, completa. Esta contradição, de lutar por um mundo melhor e ainda serem consideradas inferiores, fez com que o feminismo voltasse a ganhar força. Neste contexto de não aceitar as diferenças é que ocorre o famoso manifesto que ficou conhecido erroneamente como Bra-Burning (queima de sutiãs), quando ativistas do Movimento de Liberação das Mulheres (WLM, na sigla em inglês) organizaram um protesto em Atlantic City, nos Estados Unidos. Era 7 de setembro de 1968 e acontecia na cidade um concurso de Miss América. As ativistas usaram o episódio como mote para simbolizar seus descontentamentos com a forma de se rotular as mulheres e símbolos de beleza que, para elas, caracterizavam essa opressão foram dispostos em frente ao local onde acontecia o concurso: sutiãs, sapatos de salto alto, cílios postiços, sprays de laquê, maquiagens, revistas, espartilhos, cintas etc. Mas nenhum sutiã foi queimado na ocasião e acredita-se que a imprensa da época tenha criado a expressão errada, mas que acabou batizando o episódio.
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UNIVERSO FEMININO
FEMINISMO NO BRASIL
Por aqui, a segunda onda feminista chegou com muito atraso. Apenas nos anos 1980, quando mulheres exiladas – e que viram de perto as discussões feministas mundo afora – começaram a voltar ao país é que o assunto entrou em pauta. Tanto é que apenas na Constituição de 1988 é que as mulheres brasileiras passaram a ter garantidos direitos simples, como poder abrir conta em banco sem a necessidade de um aval masculino ou serem donas de propriedades. Para a advogada Sandra Lia Bazzo Barwinski, presidente da Comissão de Estudos de Violência de Gênero da Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná, é justamente a herança da ditadura que explica muito sobre o comportamento brasileiro quando o assunto é feminismo. “Temos uma cultura fundada em relações desiguais e estas desigualdades geram conflitos. O número de ações judiciais que abarrotam os tribunais é exemplo disso: não aprendemos a resolver os nossos conflitos com o diálogo”, explica “É bom lembrar que viemos de uma cultura da ditadura, em que tudo se resolvia na força. A nossa tendência, mesmo com a redemocratização, já está impregnada no nosso incons20 TOPVIEW.COM.BR
ciente. Os conflitos continuam”, avalia. A comissão presidida por Sandra foi criada em 2013 e recebe, sobretudo, demandas relativas à violação dos direitos da mulher, principalmente de violência física ou sexual. Para ela, isso ocorre por conta do rompimento da regra básica do respeito. Segundo Sandra, a polêmica que se forma quando o assunto feminismo vem à tona é causada pela falta de conhecimento. “A confusão que se faz entre feminismo e femismo é que causa problemas. O femismo é uma oposição ao homem, quase um antônimo de machismo. E o feminismo não é isso, nós queremos igualdade apenas. Ter um tratamento respeitoso. Quando você respeita o outro, você respeita o ser como um todo, independente de sexo, gênero, classe social”, afirma. Para ela, a única forma de romper estes comportamentos abusivos é mudando a cultura e o comportamento machistas. “É preciso refletir antes de cada ação, por mais simples que seja. O machismo está tão arraigado à cultura que repetimos comportamentos machistas sem ao menos perceber. Promover a igualdade de gênero é um exercício diário que devemos fazer”, diz.
AFINAL, O QUE É FEMINISMO?
“Considero o feminismo um movi-
Com tantas influências históricas que foram moldando o movimento, é possível falar de uma terceira onda do feminismo? A socióloga Miriam acredita que sim. “O que separa as mulheres da minha geração com as jovens de hoje são todos os desdobramentos da pós modernidade, da globalização, dos meios digitais, da internet, da circulação muito rápida do conhecimento, a possibilidade dos blogs, de novas trocas e debates. Gosto de ver como estas jovens mulheres não têm medo e não vão aceitar retrocessos”, afirma. Para Miriam, ser feminista hoje é ter o compromisso com a desconstrução de estruturas institucionais, sociais, culturais que definem de maneira rígida e binária o masculino e feminino. É o tempo da desconstrução das definições de gênero. Para Sandra, da OAB, o feminismo continua sendo o movimento mais revolucionário do século 20, mas que persiste no século 21 porque ainda não foram estabelecidos novos paradigmas. “O mais bonito do feminismo é que ele vem trazer a oportunidade de a mulher escolher o que ela quer ser, sem precisar ser rotulada. Ele reforça esta liberdade, tanto para homens quanto para mulheres”, finaliza.
mento social e político que há anos dá às mulheres poder e voz para que elas lutem pela igualdade, não só de direitos, mas efetiva. A causa feminista adquiriu grande desta© DANIEL KATZ
que na atualidade, principalmente com as redes sociais, o que tem feito com que casos de assédio, de violência e de depreciação da figura feminina sejam cada vez mais repudiados por parte considerável da sociedade. Embora o progresso seja notável, a busca pelo fim de uma hierarquia existente entre os gêneros ainda se mostra crucial.” TINA GABRIEL Economista e designer de flores
“Vejo o feminismo como um movimento relacionado à igualdade. Nas últimas décadas tivemos conquistas muito significativas para a mulher. No entanto, vejo ser necessário © NUNO PAPP
ir muito além das diferenças de gênero. No Brasil, sofremos muito com as desigualdades sociais, e as mulheres são impactadas ainda mais. O caminho é focar nas semelhanças, e não nas diferenças, e assim trilhar um destino que valorize a igualdade das pessoas. É isso que eu busco praticar em toda a minha vida, seja no Brasil ou no exterior.” GABRIELA CARVALHO Idealizadora do Quintana Gastronomia TOPVIEW.COM.BR 21
UNIVERSO FEMININO “Penso que devemos agora discutir o papel do homem na sociedade
O FEMINISMO E AS FAMOSAS
atual porque há que se reconhecer
Não são raras as vezes que celebridades se
que as mulheres conseguiram
envolveram em polêmicas ao se posicionarem
muitas vitórias. Mas ainda somos
sobre o feminismo. Muitas demonstram que não sabem ao certo o que é o movimento e acabam
as responsáveis pelos filhos, © DIVULGAÇÃO
manifestando opiniões que se tornam polêmi-
pela casa, pela comida, reuniões de escola etc. Hoje trabalhamos
cas. As consequências disso são duas: a primei-
e brigamos por espaço em quase
ra é a viralização e polêmica que se instala, mui-
todas as profissões, mas ainda
to fomentada pelas redes sociais. A segunda, e
somos responsáveis por todos
mais temerária, é que por serem formadores de
os deveres 'de casa'. O que foi
opinião, acabam influenciando a população. A
que sobrou para o homem
combinação destas duas coisas termina quase
como papel social?"
sempre em discussões acaloradas. A coordenadora da Comissão de Direitos
MONICA RISCHBIETER
Humanos do Conselho Regional de Psicologia
Diretora-presidente Centro Cultural Teatro Guaíra
do Paraná, Sandra Fergutz Batista, explica que as discussões envolvendo feminismo estão cada vez mais polêmicas porque a questão do gênero
“Vejo o feminismo como um
se tornou mais complexa. “A situação binária do
daqueles movimentos que
gênero já saiu de cena. Hoje temos que ter uma
tomaram proporções imensas nos
visão muito mais ampliada sobre o assunto. E
últimos tempos. Especialmente pela
isso no mundo virtual fica ainda mais evidente”,
facilidade de se manifestar online.
explica. Sandra afirma que a sensação de estar num mundo virtual dilui a responsabilidade individual: a pessoa acredita que tem menos responsabilidade por aquilo que diz quando isso ocorre virtualmente. “A liberdade de expressão é intocável. Mas em que momento ela se torna uma ameaça?”, questiona. Ao exercer o direito da liberdade de expressão falando coisas que ferem os marcos legais, a tendência é que haja cada vez mais criminalização sobre posicionamentos abusivos feitos nas redes. Fora isso, a internet reforça a ânsia de compartilhar opiniões extremistas e radicais porque, segundo a psicóloga, o mundo virtual acaba facilitando a validação destes posicionamentos por pessoas e segmentos a que não se teria acesso.
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Isso é bom e ruim. Dá voz a quem © DANIEL KATZ
não tinha oportunidade de falar. Mas em muitos casos só se resume a manifestações raivosas nas redes sociais. A evolução acontece a partir do momento em que há diálogo. Ter atitude não é só abrir o laptop e escrever um post. Nossas ações precisam contribuir para mudanças reais na sociedade." CELINHA CAMARGOS Publicitária, sócia e diretora de marketing da Redhook School
COLUNA MODA
LOOKS USADOS PELA CANTORA DALIDA EXPOSTOS NO MUSEU GALLIERA, EM PARIS.
DALIDA
E TODAS AS MULHERES DO MUNDO
ANA CLARA GARMENDIA mora em Paris e é uma das pioneiras no movimento street style no mundo. É autodidata em fotografia e já colaborou com Style.com, The Telegraph e Vogue.it.
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© ANA CLARA GARMENDIA
“J
e suis toutes les femmes” é uma das frases da cantora e atriz Dalida em destaque na exposição Dalida, une garde-robe de la ville à la scene, em cartaz aqui em Paris, no Museu Galliera. Dalida é um dos grandes ícones femininos do século 20, que se perpetuou no coração dos fãs. Nascida na cidade do Cairo, Egito, mas de origem italiana, ela chegou a ser miss em seu país, tamanha sua beleza. Tinha também outros atributos além do estético: era talentosa, cantava, atuava e amava intensamente. “Une femme qui vit à fond sa féminité est par la même l’égale des hommes” é outra de suas afirmações extremamente feministas. Ela dizia que uma mulher que vive a fundo sua feminilidade se iguala aos homens em força e caráter. Naquele tempo, o feminismo não era ligado a mulheres como Dalida. Uma pena, pois ela teria sido uma grande aliada do movimento, mesmo que não tivesse pensado nisso (ou será que pensou?).
Dona de uma vida amorosa trágica – dois de seus amantes se suicidaram –, Dalida vivia ela mesma em busca de um equilíbrio emocional e, em 1987, também se suicidou, deixando a frase “Me perdoem, mas a vida me é insuportável”. E assim acabava a mulher e nascia o mito. Dalida teve um caso longo e tórrido com Alain Delon. Com ele, gravou a famosa Paroles, paroles, paroles. Depois foi precursora da fase disco com a incrível Laisse-moi danser. Na expo no Museu Galliera, podemos ver 110 peças de seu guarda-roupa, do dia a dia aos trajes de espetáculo, muitos deles feitos por grandes nomes da moda como Nina Ricci, Pierre Balmain, Yves Saint Laurent, Jitrois. Como marco dos 30 anos de seu desaparecimento, em 2017 a história de Dalida chega aos cinemas. Seguindo o assunto moda e mulheres, engato uma série de fotos, que tenho arquivadas de alguns anos atrás ou de agora, de atrizes como a francesa Stéfi Celma, uma das novas musas do cinema francês com quem eu tive o prazer de estar dia desses. Pela atitude e beleza dessas mulheres, chamo à reflexão. Vamos nos unir em uma imagem forte e única da palavra mulher. É só aceitarmos as nossas diferenças, respeitarmos os nossos limites e sermos inteiras em tudo o que fizermos. A moda é apenas um invólucro poderoso desse esquema entre ser, estar, querer, se impor e vencer os preconceitos. Gros bisous.
JAMIE BOCHERT.
RINKO KIKUSHI.
LEA T.
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FREJA BEHA.
AMBER ROSE.
STÉFI CELMA.
DARIA WERBOWY.
RAQUEL ZIMMERMANN.
SAPATOS ARTESANAIS
HÁ QUATRO ANOS NO MERCADO, A BLUE BIRD – MARCA PAULISTANA DE SAPATOS FLATS PREMIUM, FAMOSA POR SEUS LOAFERS IRREVERENTES E CONFORTÁVEIS – INAUGURA A PRIMEIRA LOJA EM CURITIBA, A 6ª DA NEW BRAND por Greyci Casagrande
Michelle e Paula lançam duas coleções anuais, sempre com um tema relacionado à brasilidade.
C
om um sapato sem salto, que passeia entre a sapatilha e o slipper, Michelle Lima e Paula Proushan fizeram da Blue Bird uma das shoes brands mais queridas e usadas pelas brasileiras – vide o Instagram de fashionistas como Monica Salgado, Gianne Albertoni e Anna Fasano. Tudo isso em apenas quatro anos. Nascida em São Paulo, onde estão três das seis lojas, a marca possui endereço físico também no Rio de Janeiro, showroom permanente em Nova York, e-commerce próprio, está em 20 multimarcas espalhadas pelo Brasil e acaba de inaugurar a primeira loja em Curitiba, no Pátio Batel. Em entrevista à Top View, as sócias explicaram que a vinda para cá é resultado de uma combinação de bons fatores. “Notamos que a cidade vem se tornando um novo polo de luxo”, constatam. Do outro lado, há o estilo da curitibana – elegante, mesmo sem salto, “o nosso perfil de mulher”, garantem. E ainda que o trabalho de Michelle e Paula seja reconhecido principalmente pelo loafer, uma espécie de slipper mais alongado que a sapatilha convencional (cujo preço pode chegar a R$ 900), elas se preocuparam em produzir variações como oxfords, mules e até botas, “mas o loafer é nosso carro-chefe”, admitem. Independentemente do modelo, toda criação – elas garantem! – é autoral e artesanal (108 processos são necessários, segundo elas, até o produto final) e carrega, sem exceção, duas características visíveis: conforto e contemporaneidade. Para cá, elas trazem os modelos favoritos das clientes em uma loja com identidade visual e design nos moldes do que já é encontrado em SP, RJ e NY.
BLUE BIRD CURITIBA_Pátio Batel: Av. do Batel, 1.868, piso L1.
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© IARA MORSELLI E ALEX MANTESSO
A CHEGADA DO PÁSSARO AZUL
Anna Carolina Nogueira e Ana Paula Turmina Figura
MODA
LINDA GAROTA DE BERLIM
PRODUÇÕES COM SHAPES GEOMÉTRICOS, EM CORES DISCRETAS, NO MELHOR ESPÍRITO ATEMPORAL E LOW PROFILE, DEFINEM O ESTILO DA MULHER BERLINENSE. E É ELA, DIRETAMENTE DA CAPITAL ALEMÃ, QUEM INSPIRA O INVERNO 2017 DAS CURITIBANAS
fotos Paulo Cibin styling e beauty Herculers Terres modelo Greta Pennartz (Viva Models Berlin) retouch Thomas Muller produção Fernanda Viana Dias
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Camisa Gucci, jaqueta Lena Voutta, saia Maison Margiela, meia Falke e sandรกlia Prada.
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MODA
Blusa YSL Berlin e casaco Christian Schinnerl.
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Camisa Gucci, jaqueta Altendorfer, calรงa Lena Voutta, meia Falke e sandรกlia Prada.
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MODA
Macacรฃo Maira Becke, jaqueta Lena Voutta e sandรกlia Prada.
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Blusa Christian Schinnerl, camisa Luxaa, saia Lena Voutta, meia Falke e sandรกlia Prada.
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Vestido YSL Berlin, meia Falke e sandรกlia Prada.
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facebook.com/umnovenovequatro. O modelo é o artista visual norte-americano Ian Ferguson, que desenhou as estampas.
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Lambari, R$ 130, cachepô de feltro com Alocácia, R$ 40, e gatinho de cerâmica com suculenta, R$ 100, da Borealis. Facebook.com/borealisplantas
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© DIVULGAÇÃO
preço sob consulta. (41) 3111-2300.
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Top View: De onde surgiu a ideia de criar o Lab Fantasma, que é um misto de marca de roupas, loja virtual e selo musical? Emicida: O Lab nasceu como um coletivo, na época chamado de Na Humilde Crew, e reunia um grupo de pessoas amantes da cultura hip hop. Inicialmente a ideia era vender camisetas, mas com o tempo as coisas foram se redesenhando meio naturalmente e chegamos ao conceito de produtora/gravadora, aí sendo mesmo eu e o Fióti como donos. TV: Moda e música podem estabelecer que tipo de conexão? E: Acho que muitas. A história vem mostrando isso. No nosso caso, é a conexão que a nossa música tem com a rua e que a moda também tem que permeia o trabalho.
QUANDO RAP E MODA SE MISTURAM ESTREANDO NA SÃO PAULO FASHION WEEK DESTE ANO, A LAB FANTASMA – TOCADA POR EMICIDA E SEU IRMÃO, EVANDRO FIÓTI – APRESENTOU A COLEÇÃO HERANÇA. PRESTES A VIR A CURITIBA PARA UM SHOW, CONVERSAMOS COM O RAPPER SOBRE A MARCA E A COLEÇÃO, QUE MISTURA ELEMENTOS DO STREET WEAR COM O SAMBA por Luise Takashina
TV: De que forma você participa da criação das peças do Lab? E: Eu participo de uma maneira bem intensa e gosto de acompanhar o processo em todas as suas fases, desde quando a ideia e o conceito nascem até as peças já prontas. Claro que a gente se cerca de profissionais e especialistas, mas estou sempre por perto dando meus pitacos. TV: A primeira coleção, Herança, teve uma grande relação com o samba e com as rendas feitas por sua mãe. A marca pretende trabalhar com uma linha de criação mais afetiva? Como? E: Na verdade a primeira foi Yasuke, inspirada na história do samurai africano de mesmo nome. Tinha muito de nós ali, assim como em Herança. Para nós as coisas sempre funcionaram assim, no departamento de música do Lab também. É um critério determinante para nós que haja amor e sinceridade naquilo que estamos oferecendo às pessoas. Só conseguimos trabalhar desta forma. TV: Qual é a sua peça preferida da coleção? E: Eu fico entre o boné azul com a estrela e a jaqueta da mesma cor e estampa. SERVIÇO Emicida se apresenta no dia 26 de maio na Ópera de Arame. Ingressos à venda no diskingressos.com.br
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COLUNA RUY BARROZO
NEM TUDO QUE RELUZ...
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Os brilhos da Joulik voltam a iluminar a moda brasileira, desta vez com uma collection feita em parceria com a C&A. O céu é o limite para as irmãs Karen e Katiúscia Moraes, que têm no DNA looks esfuziantes e cheios de descontração e personalidade. A dupla de estilistas traz sua expertise no trabalho com paetês e miçangas para transformar peças básicas em desejos imediatos para noites e dias radiantes.
PAPO CABEÇA
PINCELADAS Se você é do tipo ousado e engajado em tecnologia e inovação, as cores de tendência da cartela Novos Rumos das Tintas Sherwin-Williams farão com certeza parte da sua decoração. Em tons enérgicos, o virtual e o real estarão em diálogo o tempo todo, reforçando a ideia da busca pela reinvenção no dia a dia das pessoas que frequentam os ambientes comerciais e escritórios colaborativos, por exemplo.
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O sociólogo francês Émile Durkheim já previa que o futuro da sociedade seria envolto pelo individualismo, capitalismo exacerbado e emergente nas condições morais e sociais. Por isso, viu a necessidade de escrever o livro O Socialismo, publicado no Brasil pela Edipro. A obra fala sobre como é necessária uma reforma para recriar o instinto coletivo da humanidade.
TOQUE DE MIDAS
© SILVIA WAGNER E DIVULGAÇÃO
Aos 180 anos, a Tiffany & Co. patrocina a Whitney Biennial 2017 e dá ênfase a um tema que anda lado a lado com a marca desde o início de sua história: a arte. Esta edição do evento segue até 11 de junho, no Whitney Museum of American Art, em New York. As exposições tratam sobre problemas atuais, como tensões raciais, desigualdades econômicas e políticas. O objetivo é promover a reflexão sobre os efeitos desses temas na percepção de individualidade e comunidade. Ao todo são 63 coletivos e artistas individuais expondo pinturas, instalações e até designs de videogame. Dentre eles, cinco foram escolhidos pelos cocuradores da bienal, Christopher Y. Lew e Mia Locks, para produzir uma linha exclusiva para a Tiffany & Co.
BROWNIE DO BEM O restaurante curitibano de comida saudável e criativa Verd & Co., em parceria com o blog Flor de Sal, da culinarista Gabrielle Mahamud, acaba de lançar um brownie muito especial. O doce, que será vendido por tempo indeterminado, terá parte da renda revertida para o projeto social idealizado por Gabrielle, o Good Truck, que visa reduzir o desperdício e a fome. A sobremesa, que custa R$ 14, foi desenvolvida pela culinarista.
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MÊS DAS NOIVAS
O NOVO CASAR CONVERSAMOS COM UM TIME GABARITADO DE PROFISSIONAIS ACOSTUMADOS A PRODUZIR “O GRANDE DIA” DE MUITA GENTE E GARIMPAMOS ALGUMAS INSPIRAÇÕES PARA AJUDAR QUEM ACABOU DE DIZER SIM © MANA GOLLO
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por Greyci Casagrande
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TIARA É O NOVO VÉU Foi o que mostraram os desfiles de Primavera 2018 da Bridal Fashion Week, realizada no início deste mês, em Nova York. As tiaras roubaram a cena incrementando o visual da noiva do século 21.
SOMBRA VANILLA, DA M.A.C.
Minimalistas, com flores ou
“As noivas hoje em dia estão
spikes, com um ar punk, como
muito fiéis ao próprio estilo”,
o modelo de Naeem Khan.
explica Thiago Straub, beauty artist do Torriton Pátio Batel. O profissional tem apostado mais em produtos para preparar a pele, “quanto menos maquiagem você usar, mais a make vai durar”, garante. E usando bons produtos, como a sombra da M.A.C., presente em 10 de cada 10 maquiagens, não há necessidade de retoque – mesmo quando a noiva chorar.
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cristais, e até cravejadas por
3 MENOS POSE, MAIS SENTIMENTO “O cliente quer ver o dia do casamento não só como um registro posado dos convidados. Quer olhar as fotos e lembrar-se do que sentiu, do que ouviu, do motivo pelo qual sorriu ou chorou”, conta a badalada fotógrafa Mana Gollo. Ao retratar seus noivos, ela traz muito da própria experiência com fotografia documental. “O importante é registrar o momento
© DANI SANTANA
como ele é, não forçar nada. Isso acaba sendo um projeto documental do dia mais feliz da vida da pessoa”, emenda.
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PRATO (MUITO BEM) FEITO Há 10 anos, o chef Flávio Frenkel, da Anis Presto, faz eventos como aniversários, formaturas, bodas e casamentos. “Antigamente, apenas 5% dos clientes pediam o serviço à inglesa, hoje, 50% deles querem esta opção”, declara. Segundo ele, servir à inglesa (quando o prato vem à mesa) tem se mostrado mais vantajoso por dois motivos: é mais elegante, comparado ao bufê tradicional, e há menos desperdício de comida. Camarão, lagosta, jarré de vitela, pato, cordeiro e javali estão entre as preferências do cliente curitibano.
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MÊS DAS NOIVAS
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NOIVA COLORIDA Outra tendência que saltou aos olhos de quem passou pela NY Bridal Fashion Week foi o vestido em tons pastéis de rosa, azul ou com um fundo nude. A jornalista Marina Pastore, autora do blog curitibano Vestida de Branco – com mais de 20 mil seguidores no Instagram – destaca a coleção de Randy Fenolli (apresentador do programa Say Yes to the Dress, do canal TLC), que traz um modelo todo azul (foto acima).
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“Pode ser uma boa escolha para quem está se casando pela segunda vez, por exemplo”, sugere Marina.
TOALHAS COM PERSONALIDADE Elas deixaram de ser apenas base e se tornaram a própria decoração, pelo menos lá fora. É o que afirma Anne Dal Ponte, cerimonialista à frente também do blog curitibano She Said Yes. “As cores ou estampas nas toalhas, nos guardanapos e até no revestimento das cadeiras estão tomando corpo em decorações de eventos estrangeiros. Essa personalização cria um mise en place diferente e pode dar o tom desejado pelos anfitriões, de aconchego, fazendo parecer uma recepção informal em casa”, aposta.
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CABELO SOLTO E PRESO NO MESMO DIA “A ideia é fazer com que ela possa viver muitas noites em uma só, ser vários tipos de noivas”, explica Auro Ottoni, cabeleireiro do Torriton Pátio Batel, superbadalado no Instagram. “Não é o máximo para uma mulher saber que ela pode ser várias personagens em uma mesma festa?”, emenda. Prender o cabelo durante a cerimônia
© KELLY KNEVELS
e soltar na festa, ou vice-versa, é a dica dele. Para isso, ele está sempre ali, a postos ao lado da noiva.
© LUIZ G. TODESCHI
© TEKSOMOLIKA/FREEPIK.COM
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LASCAS DE CHOCOLATE NA MESA DE CAFÉ, CARRINHO DE DOCES NA PISTA São a sensação do momento, de acordo com Priscila Bertholdo, pâtissière da Petit Pop. O carrinho gourmet – que pode conter docinhos, minisobremesas e até pipoca – é uma extensão da mesa de doces que vai até o convidado. “Geralmente ele fica na pista de dança”, afirma Priscila. As lascas de chocolate surgem para substituir os já triviais petit fours e laranjas cristalizadas. “É uma forma também de atrair os jovens para a mesa de café”, diz.
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OPINIÃO
As emoções no trabalho
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o almoço, havia tido uma discussão com minha mãe sobre questões de família. Saí chateado, numa mistura de raiva e indignação. Minha primeira cliente da tarde se senta no sofá, olha para mim e diz: “Minha mãe é uma louca”, pondo-se a chorar. Ela, como eu, tivera um almoço ruim com sua mãe, sobre o mesmo tema. É comum ser afetado emocionalmente por alguma situação pessoal que repercute no trabalho, exigindo uma resposta adequada de nós. Posso dizer que, para muitas pessoas, esta é a parte mais difícil. Muitos de meus clientes não tinham problemas com o trabalho em si, “apenas” com suas emoções. O pesquisador Daniel Goleman observou que testes de QI, isoladamente, não eram bons indicadores de sucesso profissional. Este tinha outros requisitos fundamentais: a maneira de lidar com emoções e relações. Isso porque as emoções são a forma mais poderosa de criar comportamentos e alterar nossa percepção de contexto. Ao perceber a situação, me “separei” de minha cliente: comparei a discussão dela e a minha com nossas mães, atentando para as diferenças. Isso me ajudou a assumir o papel de terapeuta e ouvir o relato com outra ênfase. Saber quem sou e qual meu papel profissional evitou uma situação trágica, cômica e nada ética:
reclamar de minha mãe junto com a paciente. Quando me sinto indignado quero agir, “resolver logo”. Sabendo disso, me perguntei: é isso que minha cliente precisa? A resposta era não. Respirei fundo e disse para mim mesmo, com voz acolhedora: “calma, apenas a ouça”. Relaxei na cadeira, ouvi, fiz algumas perguntas e ela chegou a suas próprias conclusões. Estas eram bem diferentes da ideia de “resolver logo”, pois não havia nada a resolver. Se eu tivesse “resolvido logo”, teria arruinado a evolução de minha cliente, impondo-lhe uma ação inadequada. Conhecer nossas reações emocionais nos permite escolher o que fazer com elas. Continuo com a tendência de querer “resolver logo”, mas preciso me perguntar se isso é importante para o contexto ou não. A calma, porém, também é um sentimento. Logo que me acalmei pude ouvir e isso fez a diferença. Todos temos reações emocionais adequadas para determinados cenários. Quanto maior a consciência sobre isso, melhores poderão ser nossas escolhas. Isso é “inteligência emocional”: conhecer o que nos causa determinadas emoções e como reagimos a elas. Com isso decidimos manter uma emoção e sua reação ou buscar outra dentro de nós. Essa é a diferença entre uma resolução boa que ajuda a todos ou um erro grosseiro que põe tudo a perder.
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© LEX KOZLIK
AKIM ROHULA NETO É PSICÓLOGO CLÍNICO, AUTOR DO BLOG PSICOTERAPIA EM GOTAS E DE DOIS VOLUMES DO LIVRO PSICOTERAPIA EM GOTAS
PROMOTOP
© ROMULO FIALDINI
NOTAS
SOUNDTRACK PARA O QUARTO A descontração que o universo da música oferece é a inspiração da linha inverno 2017 da Trousseau, a PLUGGED. Na cama, as peças mostram o contraste de tons fechados com uma ampla variedade de cores vivas e cinzas. Nas almofadas, novas
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padronagens como listras em linhos e texturas em veludo. TROUSSEAU_(41) 3232-8015. No Pátio Batel.
BOLO DA INFÂNCIA A paixão de Cecília Victório pela cozinha fez com que ela criasse, em 2013, a franquia Bolos da Cecília. A ideia da empreendedora era oferecer bolos feitos artesanalmente, com gostinho de infância. A casa foi a primeira franchising a oferecer o bolo de churros e, em seu endereço no Cabral, vende bolos em pedaços, salgados e café.
BOLOS DE CECILIA (41) 3205-9679 e 99559-1415. Av. Munhoz da Rocha, 879, Cabral. bolosdacecilia.com.br
MULHERES BARISTAS
FAÇA CAFÉ A COMO UMA
GAROTA por Greyci Casagrande fotos Eduardo Macarios
atriz curitibana Guta Stresser foi a mestre de cerimônias na abertura do 26º Festival de Teatro de Curitiba, em março. Em seu discurso sobre a importância das mulheres no cinema e no teatro, disse: “não é feminismo, é reintegração de posse”. Ao terminar de entrevistar as seis baristas apresentadas nesta reportagem, a frase de Guta ecoava na minha mente. Mulheres baristas, por aqui, não são novidade – a exemplo de Georgia Franco de Souza, nossa principal referência no assunto. Mas depois de um hiato regido por talentosos baristas – no masculino –, elas se reposicionam no justo posto de rainhas do café. Os rostos (nem tão) pouco conhecidos que você vê nesta página estão acostumados a ser minoria, mas a cada novo café tirado enriquecem a cena local de cafés especiais.
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MULHERES BARISTAS
H
á sete anos, Amanda mal sabia fazer café. Sempre esteve dividida entre várias
funções – foi dona de um brechó/galeria de arte/espaço de entretenimento, tem um duo artístico de voz e violão e faz tatuagem handpoke. Tem 29 anos. Conhecida nos grupos undergrounds da cidade, formou-se em Design de Produto e chegou a trabalhar em uma agência como web designer. A vontade de ter seu próprio negócio aumentou e veio a ideia de ter uma cafeteria. Foi aí que conheceu Otávio Linhares (bicampeão do concurso paranaense de baristas, campeão brasileiro em 2005 e representante brasileiro no mundial da profissão em 2006), com quem fez o curso de barista e de quem hoje é sócia. Top View: O que o curso te revelou? Amanda Lafayette: Que a ideia da cafeteria estava totalmente errada. Eu pensava em um lugar descoladinho, bacana, quando na verdade o café era o principal. Depois do curso fui para a França, onde estudei torra e latte art, fiz degustações e testei vários cafés filtrados, que eram minha preferência. Voltei para Curitiba e trabalhei no Café Babette e no Rause Café + Vinho. Mas foi depois que AMA O MÉTODO Chemex, uma espécie de Hario V60 com filtro triplo, que “deixa a bebida muito mais limpa, ressalta a complexidade do café, ao mesmo tempo em que o deixa suave.”
participei do campeonato brasileiro de cafés filtrados [ela ficou em 3º lugar], em 2013, que me senti estimulada a seguir em frente. TV: E como foi o caminho até a torrefação? AL: Trabalhei um ano no Rause e me interessei por torra. Estudava, torrava café em casa com um torrador pequeno e entregava o café de
AMANDA LAFAYETTE Barista, sócia-proprietária e mestre de torras da 4Beans Coffee Co.
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bicicleta para amigos. A demanda aumentou e aluguei uma torrefação no Alto da XV. Mesmo assim, começou a ficar meio pesado, literalmente (risos). Pedi a ajuda do Otávio, do Juca Esmanhoto e da Hida Lambros [na época, sócios-proprietários do Rause]. Encontramos o ponto, compramos o torrador e criamos, nós quatro, a 4Beans em janeiro de 2015. Hoje torramos 30 quilos de café por dia e vendemos para cafeterias de todo o país.
AMA O MÉTODO Kalita. “Parece uma Hario V60, mas o formato plano dela permite uma extração mais lenta e uniforme, que ressalta bem a acidez do café.”
CAMILA FRANCO DE SOUZA Barista do Lucca Cafés Especiais
É
TV: Este ainda é um meio masculino?
Camila e a mãe, a renomada barista curitibana Georgia
CFS: Antes desta entrevista eu nunca tinha parado para
Franco de Souza, dona do Lucca Cafés Especiais. Aos 21
pensar que as mulheres são minoria no café porque as minhas
anos, Camila é um talento para o café em pleno desabrochar.
principais referências são femininas [além da mãe, Georgia, a
Estreante no Campeonato Brasileiro de Barismo, em abril,
irmã mais velha, Carolina, que mora na Guatemala, também
conquistou o 1º lugar na categoria Brewers Cup (a de cafés
trabalha com cafés]. Mas é comum que a minha mãe, por
filtrados) e representará o Brasil no campeonato mundial na
exemplo, seja a única mulher em concursos de qualidade,
Hungria. Estuda Nutrição na Universidade Federal do Paraná
entre provadores... Está na hora disso mudar. E não acho que
e está neste mundo cafeeiro há pouco mais de um ano.
seja uma questão de buscar igualdade entre os sexos, mas
difícil não se impressionar com as semelhanças entre
sim respeitá-los. Se as pessoas se respeitassem não haveria Top View: Quando se apaixonou por café?
machismo ou feminismo.
Camila Franco de Souza: Foi natural. Cresci no Lucca, mas
TV: E de que forma esta nova geração de baristas mulheres
comecei a participar mais dos nossos eventos apenas no ano
pode mudar este cenário?
passado, coordenando as sessões de cupping [degustação],
CFS: Talvez esta geração possa sair um pouco do padrão.
fazendo os cursos que a gente oferece, trabalhando dentro
Antes do campeonato [Brasileiro de Barismo] estava
do bar. Ali entendi o porquê de minha mãe ter tanta paixão
treinando com a minha mãe e concordamos que meu café era
em trabalhar com café.
bom, mesmo não sendo do padrão da competição. Mesmo assim decidi fazer do meu jeito. Acho que é uma tendência nossa: se não der certo, pelo menos fiz do meu jeito. TOPVIEW.COM.BR 57
MULHERES BARISTAS
AMA O MÉTODO Hario V60 e Aeropress, mas “tenho muito de momento, acabo tomando mais espresso porque em cada loja é preciso provar como ele está saindo.”
ELAINE DE OLIVEIRA Barista e proprietária do Café Catedral
H
Top View: Seu marido te ajuda na gestão das lojas.
de Curitiba, só para conversar com Elaine, uma
Seu filho Patrick cuida do café do Centro Histórico e
curitibana de 42 anos, risada espontânea e sorriso sempre
sua enteada Thais é a chef de cozinha e pâtissière das
no rosto. Quando está na cafeteria, é ela quem recebe os
unidades. Como é trabalhar em família?
clientes e prepara o café, seja coado, espresso, na Hario
Elaine de Oliveira: É perfeito! O Catedral veio para reunir
V60 ou Aeropress. Caso não a veja, é provável que esteja
nossas experiências e unir ainda mais a família. A Thais faz
nos bastidores do negócio ou em uma das outras três
60% de todos os produtos que vão para as lojas, o Patrick
cafeterias sob o comando dela, espalhadas em lojas de
entende tudo de café, estuda, é atencioso, carismático [na
departamentos de Curitiba e Londrina. Há cinco anos no
geladeira que decora o ambiente não faltam declarações
ramo, a barista admite que nunca se imaginou dona de um
de amor para o rapaz] e também é chef de cozinha. Gilmar
negócio – foram 16 anos dedicados à companhia Walmart.
é o coração financeiro do café. Tudo se completa.
Viu a vida tomar outro rumo quando ganhou do marido,
TV: E qual o maior pecado quando se fala em café?
Gilmar, um pequeno café dentro do Sam´s Club. Resolveu
EO: Colocar açúcar. Um bom café é doce por si só. Acho
abraçar o presente, foi até São Paulo, fez cursos de barista
um pecado, mas tomo o da minha mãe, por exemplo, que
(um deles com a expert Isabela Raposeiras), e acaba de
é superdoce. Não posso obrigar ninguém a mudar seu jeito
ganhar o selo de Qualidade no Turismo do Paraná – pela
de tomar a bebida. O que posso fazer é sugerir mudanças,
primeira vez concedido a uma cafeteria.
ensinar para o cliente, mas fica a critério dele.
á quem vá até o Café Catedral, no Centro Histórico
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H
á três anos em Curitiba, esta jornalista de 31 anos largou a agência de comunicação e
um site de cultura em São Paulo para se dedicar 100% ao café – negócio do então namorado, o carioca Léo Moço, bicampeão brasileiro de barismo. Hoje, são pais de Bento e gerenciam a torrefação Café do Moço e o Barista – fundados por Léo. Top View: Quando o negócio do Léo passou a
AMA O MÉTODO Hario V60, pois “tende a resultar em um café mais encorpado.”
ser também o negócio da Estela? Estela Cotes: Desde que comecei a namorar o Léo, há quatro anos, não tem como falar de outra coisa. E mesmo antes, quando era jornalista, eu já me envolvia no assunto. Em 2015 percebi que o café fazia muito mais parte do meu dia a dia. Eu sentia que a gente podia crescer muito mais e decidi me dedicar. Fiz um curso de torra, torneime sócia dele, criei o e-commerce, comecei o projeto de torrefação do Barista e hoje estou mais na estratégia das duas operações. Mas nunca vou deixar de ser jornalista ou de aplicar no meu dia a dia o que aprendi na comunicação. TV: Embora tenha sido campeã brasileira de preparos manuais em 2015 e a 4ª colocada na mesma categoria este ano, você diz que não gosta de competir. Por quê? EC: Não vejo o campeonato como uma tentativa de distinguir quem é bom ou não. O barista deve ser maior que a competição. Quando descobri a quantidade enorme de mulheres cafeicultoras quis compartilhar isso. Fui para representar a mulher nesse meio tão dominado ainda pelos barões com um blend de produtoras de Minas e da Etiópia. TV: Qual o desafio de ser empreendedora e mãe? EC: A jornada tripla (risos). Mas o Bento acabou acelerando algumas mudanças que no dia a dia não fazia por falta de coragem, como mudar de casa e sair da agência [de São Paulo]. De repente, existe uma pessoinha que é muito maior do que qualquer outra coisa.
ESTELA COTES
Barista e sócia-proprietária do Barista Coffee Bar
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MULHERES BARISTAS AMA O MÉTODO Chemex e o café turco Ibrik. “A cafeteira de cobre parece uma jarrinha com alça comprida.”
GRACIELE RODRIGUES Barista do Black Coffee
A
e fui trabalhar no Lucca como garçonete. Com o tempo,
Maria, uma opinião se mostrou unânime: Graci é
vendo o pessoal no bar, quis trabalhar lá, mas nem
“o grande talento hoje do café em Curitiba.” Pudera. A
fazia ideia da importância do lugar [primeira cafeteria
mãe de Gabi (15 anos) e Pedro (6) é tricampeã brasileira
da cidade a oferecer e disseminar o consumo de cafés
de Latte Art, já foi vice-campeã mundial da categoria,
especiais]. Na época, a Lilian Machado [barista] me
primeiro lugar no Campeonato Brasileiro de Baristas em
ensinou muito e falou com a Georgia que eu queria ir
o conversar com Amanda, Camila, Elaine, Estela e
2012, barista do ano pela revista Prazeres da Mesa em 2015
para o bar. Foi então que ela sugeriu que eu participasse
e já competiu em lugares como Austrália, China, Coreia do
do campeonato regional. Fiquei em 3º lugar. Depois
Sul e França. Aos 34 anos, Graci é a brasileira que mais
disso, comecei a trabalhar no bar e, entre idas e vindas,
longe chegou na competição mundial de Latte Art –
fiquei seis anos por lá.
caminho que, há 15 anos, quando chegou a Curitiba (ela
TV: Há oito anos você trabalha com café. De lá para cá,
é de Sete Quedas, Mato Grosso do Sul), não imaginava
o que mudou?
trilhar. De fala mansa e até introspectiva, não se vangloria.
GR: As pessoas não sabiam o que era café especial, o
E esta é, talvez, a razão pela qual cativa tanto as pessoas.
que fazia um barista, a importância dele. Antigamente
Seu local de partida foi o Lucca Café Especiais, em 2007.
essa profissão era vista como um trabalho temporário, de passagem, algo entre a faculdade e um trabalho certo,
Top View: Como foi a passagem pelo Lucca?
sabe? Era comum as pessoas me perguntarem “você é
Graciele Rodrigues: Quando pensei em entrar para a
barista? Mas qual a sua profissão?”. Hoje os clientes já
área de gastronomia, fiz um curso de garçom no Senac
entendem o que eu faço.
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BARISTAS
E
nquanto
serve
coados,
espressos,
capuccinos e machiatos pelo balcão do
Supernova Coffee Roasters, da Dr. Carlos de Carvalho, Maria, 28 anos, conta que deixou sua agência de apresentações corporativas, Pipoca Moderna, para se dedicar ao café – paixão descoberta há quase dois anos, quando visitou uma fazenda em Minas Gerais. Artista visual e fotógrafa, faz filmes no formato Super-8 e também é hostess do Creative Mornings – evento que une café da manhã e palestras para a comunidade criativa em vários países. Top View: Com tantos projetos artísticos, como foi parar no Supernova? Maria Mion: Quando eu tinha a Pipoca, trabalhava no Nex [Coworking] e vivia no Rause de lá. Morava perto de outra unidade do Rause. Meu interesse por café começou frequentando a casa. Peguei gosto e me inscrevi em 2016 no campeonato brasileiro do método de fazer café Aeropress, mesmo sem nenhuma experiência profissional. Nesse tempo conheci o Supernova e fiquei muito feliz quando o Luiz [Eduardo Melo, proprietário] ofereceu a cafeteria para eu treinar para o campeonato. Não demorou para eles me convidarem a trabalhar em uma das lojas e logo para me tornar sócia. TV: Como foi a participação no campeonato? MM: Conheci muita gente bacana que trabalha com café, mas eu não tinha condições de ganhar como tenho hoje [este ano, ela e Camila participarão do campeonato].
AMA O MÉTODO Aeropress, “é muito versátil, você consegue testar muita coisa, grãos mais finos, mais grossos… Mas ando in love com a Clever, que chamo carinhosamente de Cleber”.
TV: E como é sua relação com as outras baristas da cidade? MM: Este é ainda um meio muito masculino. Então fiquei muito feliz quando vi quatro mulheres na final de filtrados – que a Camila acabou ganhando e a Estela já venceu. Fico feliz com a Amanda torrando café, a Fafá no Supernova. Essa "sororidade" no meio é importante. As mulheres estão buscando uma união. A mudança deve partir da gente.
MARIA MION
Barista e sócia do Supernova Coffee Roasters TOPVIEW.COM.BR 61
ALEMANHA
ideia de que cidades são organismos vivos vale como verdade em Berlim. Desde a queda do Muro, ela é uma experiência diferente a cada ano. Tendências nascem e morrem aqui; artistas, designers, imigrantes, escritores e curiosos vão e vêm o tempo todo montando e desmontando um quebra-cabeça tão acelerado que aí é 8 ou 80: ou você desiste de compreender esta cidade por inteiro e faz alguns passeios básicos ou se joga na descoberta sem preconceitos nem expectativas. Caso tenha optado pelo segundo, que tal serpentear de bike por alguns dos 900 km de ciclovia vivendo uma metamorfose mental e visual a cada mudança de bairro? O bairro, aliás, é uma parte da identidade dos berlinenses. E kiez é uma gíria local para algo entre bairro e quarteirão. Você vai ouvi-la muito por aí. Abra os olhos e ouvidos em Berlim.
As pistas e o campo do aeroporto que salvou Berlim dão hoje lugar à recreação e a hortas comunitárias.
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© PHILIP KOSCHEL
A
UM PASSEIO PELA HISTÓRIA, PELAS NOVIDADES E PELOS PERSONAGENS QUE FAZEM BERLIM MUDAR A CADA DIA por Juliana Reis
© RAFAEL CARVALHO/ESSE MUNDO É NOSSO
BERLIM MUTANTE
© NOSHE/ANDREAS GEHRKE
O bunker da 2a Guerra Mundial que se transformou em galeria de arte.
DUAS RODAS
Dá para escolher passeios de bike guiados (€ 10 a € 21 na locadora berlinonbike.de) ou alugar uma em pontos espalhados pela cidade. A sede da Berlin on Bike – na Kulturbrauerei, antiga cervejaria, hoje centro cultural e comercial – já denuncia como Berlim transforma tudo o que já foi algo em alguma outra coisa. A vantagem de ter um guia local é que ele te conta como um apartamento qualquer da Berlim Oriental que, abandonado após a queda do muro, acolheu em seguida algum grupo de buscadores de si mesmos. Passamos pelos grafites políticos da East Side Gallery, o mais longo trecho do Muro de Berlim ainda em pé; pelas margens do rio Spree, com seus parques, praias improvisadas, piqueniques nos gramados, arte de rua, mercados… Adentramos uma área de antigos galpões ferroviários convertidos em brechós, bares, exposições, espaço cultural e até um galpão que virou piscina pública. É o RAW-Gelände, forrado de grafites e adorado pelos descolados. NADA MORRE, TUDO SE TRANSFORMA
Dar utilidade a algo que deixou de existir é parte do DNA criativo de Berlim. Assim a cidade vai girando, sendo num dia o que nunca foi antes. Dá para ficar um pouco maluco com essa ideia quando se pedala – sim, enquanto se pedala – pelas
largas pistas de pouso do colossal aeroporto Tempelhof, esse que foi a chave da salvação de Berlim Ocidental quando os soviéticos fecharam todos os acessos terrestres à cidade. Tempelhof nasceu quando a aviação comercial mal havia começado em 1923, após a 1ª Guerra Mundial. Foi reformado no regime nazista em um dos arroubos de megalomania de Adolf Hitler. Seu complexo de prédios formando as asas da reverenciada águia preparava o Tempelhoff para ser a porta de entrada da "Capital do Mundo", a Berlim do futuro Reich, acolhendo os aviões em área coberta. Ao fim da 2ª Guerra, com Berlim dividida sob o controle dos Estados Unidos, Inglaterra, França e União Soviética, o Tempelhof ficou sob controle dos norte-americanos. Quando a URSS bloqueou os acessos terrestres à cidade em 1948, foi só por causa do Tempelhof que a Berlim capitalista ilhada na Alemanha soviética não sucumbiu à fome: duas toneladas de mantimentos atravessaram essa tensa ponte aérea diariamente por 15 meses, numa das maiores proezas da história da aviação. Voos civis foram mantidos nos anos seguintes, sendo gradualmente desviados a outros aeroportos. Em 30 de outubro de 2008, o último voo regular decolou de Tempelhof às 22h e à meia-noite as luzes do pátio e das pistas foram desligadas para sempre. Morria o lugar que um dia salvou Berlim Ocidental do isolamento, nascia no mesmo lugar uma das maiores e TOPVIEW.COM.BR 63
ALEMANHA
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O design dos produtos da Alemanha Oriental provoca nostalgia e é cultuado em Berlim.
mais inusitadas áreas de lazer da cidade. Moradores do bairro vizinho têm ali uma horta comunitária e berlinenses em geral fazem no espaço piqueniques e churrascos, pedalam, deslizam pelas pistas com skates e pranchas de windsurf com rodas, soltam pipas e jogam bola. Chegamos lá de bicicleta também. Mas dá para ir de metrô (estação Tempelhof). E que tal se do nada surgisse mais? Surgisse arte. Berlim está experimentando atualmente um boom artístico como aquele visto pela última vez na década de 1920 – quando a cidade exerceu uma grande atração sobre os artistas no período entre guerras. Está se tornando um centro de arte contemporânea e essa vibração leva colecionadores particulares a trazer peças a público. Um dos mais famosos é o magnata das comunicações Christian Boros. Ele abriu sua galeria em um bunker da 2a Guerra Mundial. São 3 mil m² e 80 salas com obras de 1900 até agora. O telhado do bunker é hoje a residência de Boros. Para visitar é preciso reservar (Sammlung Boros Bunker, Reinhardtstrasse, 20, Mitte, sammlungboros.de). DESIGN E “OSTALGIE”
Eles estão nos semáforos em quase todos os cruzamentos de pedestres em Berlim. Andando em verde, paradinhos em vermelho, os Ampelmännchen – homenzinhos de chapéu 64 TOPVIEW.COM.BR
que dão a autorização pra você cruzar ou não a rua quando acesos – tornaram-se os embaixadores pop da antiga República Democrática Alemã (a RDA ou Alemanha Oriental) e um dos souvenirs berlinenses mais queridos e cultuados. Sua história está intimamente ligada à divisão e reunificação de Berlim. Tudo começou em 1961, quando o psicólogo Karl Peglau apresentou em Berlim Oriental sugestões para novos símbolos de semáforo. Sua invenção eram luzes de pedestres na forma de homenzinhos de chapéu, nariz e até barriguinha proeminente. Como psicólogo e estrategista, Karl sabia do efeito emocional que essas figuras provocariam: estamos mais propensos a confiar em alguém que se parece conosco ou de quem gostamos. Ou seja, carismáticas figuras à nossa semelhança nos fariam prestar mais atenção nos sinais de trânsito do que fariam os impessoais homenzinhos palito. A fofura dos Ampelmännchen não era capricho, mas um plano bem pensado. As autoridades da RDA gostaram e implantaram os sinais com o desenho de Karl. Houve murmúrios de que o chapéu do Ampelmänn fosse apenas um agradinho ao regime comunista, uma vez que era acessório bastante usado pelos representantes da RDA. Será? Nos anos seguintes, a queda do Muro de Berlim trouxe à tona uma mentalidade de se livrar dos símbolos retrógrados do regime. Veio a eliminação progressiva de várias instituições da Alemanha Oriental,
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Apartamento modelo relembra residência da Berlim Oriental no DDR Museum.
mas os queridos Ampelmännchen cativaram o Ocidente e tornaram-se figuras cultuadas. As autoridades renderam-se àquelas fofuras e viram nelas mais razões para apresentá-las no Ocidente do que para destruí-las. Teve até estudo acadêmico: uma pesquisa feita na Universidade Jacobs em Bremen (Alemanha) compara a eficácia visual dos sinais do Leste e do Oeste e registra que os Ampelmännchen não são apenas um ícone nostálgico da RDA, mas realmente têm vantagem visual sobre os sinais utilizados na Alemanha Ocidental. Com o país reunificado e a eficácia dos Ampelmännchen comprovada, pareceu boa ideia instalá-los por toda a nova Berlim. Mais do que uma atitude eficaz para a segurança do cidadão, era uma atitude em prol do grande passo que a humanidade dava unindo o que a Guerra Fria havia separado. Pelo menos, era algo de bom que sobrava da República Democrática Alemã. Na loja Ampelmänn (ampelmannshop.com) – especialmente aquela na rua onde os símbolos começaram a ser usados, a Unter den Linden – é possível comprar, entre toda a sorte de souvenirs berlinenses, qualquer coisa estampada com esses homenzinhos verdes e vermelhos. Tem lâmpadas, bala de goma, moldes para cubos de gelo, esponja, clips, peso para papel, decalque, talheres… Ufa! Um capacho para a porta, por exemplo, custa € 20. Os padrões de decoração da República Democrática
Alemã estampados num apartamento modelo mostram como era a vida no lado comunista do muro. Que roupa os cidadãos, proibidos de viajar a países capitalistas, usavam? Que música ouviam? O que comiam e o que compravam com seus salários controlados pelo governo? Como eram suas casas? A “ostalgie” (um neologismo alemão criado a partir das palavras ost, de leste, e nostalgie, de nostalgia) é a atração do DDR Museum (Museu da República Democrática Alemã – RDA, ddr-museum.de). Lá, um enorme acervo de produtos pode ser tocado e sentido, literalmente. Desde o apartamento mobiliado até uma sala de interrogatórios de uma prisão para suspeitos de não colaborar com o regime de retenção, passando por guarda-roupas e produtos alimentícios até o famoso carro popular Trabant, tudo pode ser manuseado. As peças, originais, foram doadas ao museu por famílias que viveram na RDA. Muita gente vai se surpreender com a moda colorida (apesar dos tecidos de pouca qualidade e da escassez de produtos que frequentemente abatia os países do regime). Estão lá até os famosos pepinos em conserva da RDA (os spreewald gurken), na mesma embalagem antiquada com que se apresentavam nas prateleiras quase vazias dos supermercados de Berlim Oriental nos anos 80 – e que aparecem no filme Adeus, Lênin. A visita custa € 9,50. Com Berlin Card: € 6
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ALEMANHA &IVPMQ TSV ā insiders brasileiros
A chef Sabine Hueck, brasileira neta de berlinenses, é o reflexo da descolada Berlim aberta a todas as culturas. Sua cozinha tem elementos brasileiros (na mesa, no prato e no ambiente) e ingredientes mundiais, coisa que aprendeu com os avós, que chegaram ao Brasil fugindo do nazismo e cozinhavam receitas alemãs com “o que tinha pra hoje” na nova nação. Ela serve em um lugar meio cozinha de casa, onde não há mesas, mas sofás confortáveis e uma bancada onde se bate papo e se prepara refeições juntos para depois comer lambendo os beiços. Sabine recebe gente do mundo todo, inclusive políticos alemães, e acaba ela mesmo sendo, com suas muitas histórias e fofocas, uma atração. (€ 79, de 12 a 20 pessoas, Kyffhäuserstraße, sabinehueck.de)
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© CARINA ADAM
Sabine Hueck: chef e anfitriã
2. MARKTHALLE NEUN Todas as quintas-feiras, num antigo mercado de Kreuzberg, o público saboreia comida de rua do mundo inteiro, feitos com ingredientes da estação. O lugar virou ponto de encontro para hipsters, negociantes ou simplesmente amantes da boa comida. markthalleneun.de
3. DISTRICT MÔT Restaurante no estilo comida de rua de Saigon, com barbecue na mesa. Decoração linda! Rosenthaler Str. 62. districtmot.com
4. FEIRAS COM BRECHÓ A Maybachufer acontece a cada duas semanas em Nowkoelln Flowmarkt. Maybachufer, 31. nowkoelln.de. Já
1. THAI WIESE OU THAI PARK
a Ou Garage vende roupa por quilo. Ahornstraße 2, klei-
Streetfood tailandesa, vietnamita e coreana por € 5 o prato
dermarkt.de/html/fil-ber-ahorn.html
no parque. Entre as senhoras que cozinham sentadas, há também outras que oferecem massagem tailandesa, enquanto
5. FACIL RESTAURANT
berlinenses e imigrantes relaxam na grama e comem. Durante
Restaurante duas estrelas Michelin no Potsdamerplatz. Na
o verão, entre 12h e 21h, no Preußenpark. facebook.com/pg/
hora do almoço, costuma ser mais barato. Comida con-
thaiparkberlin
temporânea com ingredientes frescos da estação. facil.de
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O fotógrafo brasileiro João Paglione fotografava cenas urbanas e arte de rua quando se mudou para Berlim, em 2007. Um dia um amigo sugeriu que ele estampasse seu olhar excêntrico em imãs. Ele até se perguntou por que alguém se interessaria por isso. Descobriu que muita, mas muita gente, quer sim eternizar Berlim na porta da geladeira de casa. Mas não uma Berlim qualquer e nada de breguices como “I Love Berlin”. João estampa autenticidade, boas sacadas e certo charme. Suas lembrancinhas cool vêm carregadas da típica ironia da capital alemã. Por isso não são vendidas apenas para turistas. Seus consumidores também são berlinenses que sabem rir de si mesmos. João tornou-se o Magnetmann e evoluiu para sua marca própria: a soulvenirs. Hoje ele vende seu olhar para mais de 100 lojas na capital e para o mundo todo pela internet. “Fiz uma lista pensando em lugares democráticos e que juntam um pouco da cultura da cidade: natureza, festa e mistura de gente”, diz João.
© JOÃO PAGLIONE
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João Paglione: o Magnetmann
berliners. Dá para sentar, fazer seu churrasco ou piquenique vendo os barcos passarem. monbijou-theater.de
3. CAFÉ AM NEUEN SEE No meio do maior parque da cidade – o Tiergarten –, o Café am Neuen See vale a visita no inverno pelas panquecas do Kaiser e pelo biergarten na primavera e no verão. Cervejas, vinhos e todos os tipos de Wurst (salsicha). cafeamneuensee.de
4. MAUERPARK Se você quer uma experiência turística e berlinense ao mesmo tempo, veio ao lugar certo! É um caso de amor e ódio, mas muito mais de amor do que ódio. O Mauerpark abriga todos os domingos mercado de pulgas, na primavera e no verão acolhe todas as gerações, culturas e nacionalidades.
1. CLÄRCHENS BALLHAUS
Tem um famoso karaokê a céu aberto e enorme concen-
Desde 1913 é casa de dança com aulas de salsa, lambada, tan-
tração de bandas de rua. Parece um Woodstock berlinense
go... O prédio, de 1895, continua com a mesma cara do século
no século 21. Você também encontrará todos os domingos
retrasado (inclusive a decoração). Tem noite cigana uma vez
lá uma barraquinha com os imãs mais legais da cidade e o
por mês. No verão, as sextas são imperdíveis: chegue no ha-
vendedor mais querido também. mauerpark.info
ppy hour e estique até o baile virar disco. Auguststraße, 24, ballhaus.de
5. LANDWEHRKANAL O canal Landwerh corta Berlim paralelo ao rio Spree passan-
2. MONBIJOURPARK
do por vários bairros. Passeie de bike ao longo do canal pas-
Parque à beira do Spree, tem anfiteatro, bar e palco para aulas
sando por hotspots berlinenses como o Mercado Turco na
de tango e lambada. De maio a outubro é um dos points dos
Maybahufer, a ponte Admiralbrücke e o famoso Zoo.
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ALEMANHA
A inquieta Fátima Lacerda é testemunha de época da queda do Muro de Berlim. Mudou-se para lá em 1988 e tem muita história pra contar enquanto conduz tours personalizados (cariocadagema74@gmail.com) sob o prisma cultural, político e também gastronômico. Jornalista freelancer para a mídia brasileira, é colaboradora do blog em alemão inberlin.de e autora do Blog Todos os Caminhos Levam a Berlim.
Dietrich], o bar fica no Hotel Intercontinental, que foi o favorites das estrelas do Festival de Berlim e cuja localização era a mais chique de Berlim na época da Cortina de Ferro. A área, hoje, tem um quê de decadência, mas o Marlene Bar exala uma instigante nostalgia da sofisticação de outrora. ihg.com/intercontinental
4. PURO SKY LOUNGE Vista privilegiada de 360 graus sobre a skyline de Berlim Ocidental. É dividido em bar e em boate dependendo da hora. Nos meses de verão, o terraço é um upgrade. puroberlin.de
1. PAGODE Restaurante tailandês no kiez [gíria berlinense para algo entre
5. PLATAFORMA PANORAMA
bairro e quarteirão, que representa muita a identidade de cada
O elevador mais rápido da Europa leva os visitantes para 100 m
berlinense] da rua Bergmannstraße, em Kreuzberg. Comida deli-
de altura no 24º prédio que fica no coração de Potsdamer Platz.
ciosa, saudável e uma boa pedida para quem acompanha o tour
Para os românticos, o lugar é um must combinado com um café
à procura de lojinhas criativas e de cafés. Para perceber a co-
no local. É ideal para pegar o pôr-do-sol. panoramapunkt.de
reografia e a dinâmica das mulheres maravilhosas que fizeram desse restaurante o que ele é, sente-se nos lugares em frente à
6. "ZUR LETZTEN INSTANZ"
cozinha. pagode-thaifood.de
O restaurante mais antigo de Berlim (1621) vem de uma época em a cidade era só um vilarejo. Está atrás de Alexanderplatz.
2. PRINCESS CHEESECAKE
Comida típica berlinense, rústica, pesada e altamente calórica.
O melhor cheesecake da cidade em Mitte, na Rua Tucholskystr.
Para quem vai à noite é preciso fazer reserva. A melhor pedi-
As maravilhas culinárias são feitas ali mesmo. Nos arredores, as
da é ir na hora do almoço. Nesse horário, a diversidade do pú-
melhores galerias de arte e lojas de moda descolada. Por ali cir-
blico é maior e mais instigante. A pedida é o Zeugenaussage,
culam amantes das artes visuais e literárias. princess-cheeseca-
prato com eisbein, chucrute e couve-flor vermelha pelo valor
ke.de
nada salgado de € 17; a Boulette, almôndega de carne em tamanho XXL; e a sobremesa Rote Grütze (que leva framboesa
3. MARLENE BAR
e groselha, e às vezes morangos, cerejas, amoras e mirtilos)
Em homenagem à mais famosa das berlinenses [Marlene
por € 5,50. zurletzteninstanz.com
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*A jornalista visitou a convite da Visit Berlin.
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Fátima Lacerda: jornalista, guia e agitadora cultural
HOSPITAL SÃO LUCAS CURITIBA
ACONTECEU
Equipe de jornalismo da RICTV | Record TV Paraná.
Eduardo Petrelli, Leonardo Petrelli, Karla Petrelli e Mário Petrelli Neto.
Michelle Reffo, gerente de marketing do Grupo RIC Paraná.
Ticiane Pinheiro, Leonardo Petrelli e Valquiria Melnik.
Equipe de marketing do Grupo RIC Paraná: Nathalia Tauchmann, Renata Follador, Karolina Lasota, Bruna Munari e Géssica Sandini.
BODAS DE PÉROLA O Grupo RIC comemorou seus 30 anos com um jantar no Madalosso, no dia 12 de abril. A festa contou com muitos depoimentos emocionantes e foi abrilhantada por um show de fogos de artifício. © ALEX SANDRO DIAS
Equipe da Top View com Leonardo Petrelli.
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ACONTECEU
Marieli e o pai, Fernando Rondeau Araújo.
Os noivos.
Final da cerimônia.
Marieli Meger Rondeau Araújo e Humberto Zorzet Jr.
À BEIRA-MAR A praia foi o cenário do casamento de Marieli Meger Rondeau Araújo e Humberto Zorzet Jr., que aconteceu no dia 21 de abril no Hotel Hard Rock, em Punta Cana, na República Dominicana. Marieli Meger Rondeau Araújo.
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Os pais da noiva, Gracieli Meger Rondeau Araújo e Fernando Rondeau Araújo, os noivos e os pais dele, Sonia Terezinha Zorzet e Humberto Zorzet.
© NAMESTER
ACONTECEU
Nathaly Boldrini de Castro, Roselena Abujamra e Thaís Pinto.
Zilda Fraletti, Cristina Fontoura e Marcia Oliveira.
ENCONTRO DE MULHERES O espaço Lavillie Femme recebeu, no dia 18 de abril, um grupo de convidadas para uma manhã de mimos e tratamentos estéticos de última geração. No brunch, Bolos da Cecilia e chás Moncloa. © ANGELICA BUCH
Nicole Hauer e Gabriela Casagrande.
Simone Greca, Soraya Cadochi e Mariane Caponi.
Marcia Oliveira e Silvana Arruda.
Regina Rocha, Thaís Pinto e Cintia Peixoto. TOPVIEW.COM.BR 73
ACONTECEU
Ivan Wodzinsky, Zilda Fraletti e Carlos Canto.
Lenir Schause, Ivan Wodzinsky e Patricia Schause.
Renor Valério da Silva e Ivan Wodzinsky.
Antonio Wolff, Karina Wolff e Ivan Wodzinsky.
25 ANOS DE TRABALHO No dia 27 de abril, o arquiteto Ivan Wodzinsky comemorou 25 anos de profissão. Em um evento na Artefacto para convidados, parceiros e clientes, o profissional recebeu os cumprimentos e votos de sucesso. Soraya Tacla Yacoub, Khaddour Wasilewski, Vivian Wasilewski, Ivan Wodzinsky, Larissa e Gilmar Michels.
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© RODRIGO RAMIREZ
ACONTECEU
Clemilda Thomé, Fernando e Humberto Campana, Priscila Müller e o casal Rosana e Arthur Pollis.
João Luiz Fiani, Lúcia Veríssimo e Thiago Straub.
Humberto Campana e o casal Juliana e Marcelo Vosnika.
João Luiz Fiani, Zilda Fraletti e Guita Soifer.
João Luiz Fiani, Consuelo Cornelsen, Juliana Vosnika e Paulo Krauss.
DESIGN NO OLHO A abertura da mostra Irmãos Campana, no dia 27 de abril, reuniu patronos, patrocinadores e personalidades no Museu Oscar Niemeyer. O evento faz parte das comemorações de 15 anos do MON. © KRAW PENAS E NAIDERON JR.
Cristiane Canet Mocellin, Marcelo e Juliana Vosnika e João Luiz Fiani.
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ACONTECEU
Marli Corleto e Rosana Frare.
Fernanda Richa e Claudia Jatahy.
Thais Pinto, Claudia Jatahy e Liasi Camargo.
Chris Bley e Claudia Jatahy.
Cristina Nacli, Claudia Jatahy e Cristina Fontoura.
NOVA COLEÇÃO No dia 4 de maio, a Animale do Pátio Batel recebeu Claudia Jatahy, diretora criativa. O evento foi prestigiado por convidados da grife.
© CELSO PILATI
Simone Maximiliano, Ana Claudia Michelin, Adriane Correia e Isabela França.
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ACONTECEU
Donata Meirelles, Giulia Quirino e Bárbara Migliori.
Simone, Guita e Suzi Soifer.
Lorenza Muggiati, Brenda Brecailo, Yasmin Bittar, Mariana Borcath e Giulia Borcath.
Luisa Accorsi e Anna Bergerson.
SEMANA DA MODA Com a curadoria da Vogue, a terceira edição do Pátio Batel Fashion Walk agitou o shopping com palestras, desfiles e eventos paralelos promovidos pelas marcas. © MICHEL DRUZIKI, RICARDO OLIVEIRA, DÉBORA SPANHOL E MANA GOLLO
Mariane Caponi, Richard Romanini e Gabriela Bettega.
Donata Meirelles, Camila Garcia e Maria Dolores.
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ACONTECEU 1
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NOTAS 1. Carlos Sandrini, José Ost, Sílvio Rossi e Jayme Bernardo na Feijoadíssima do Mabu Curitiba Business. (© Naideron Jr.)
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2. No baile de aniversário de 135 anos do Clube Curitibano, Renato Ramalho, Laura Fagundes Ramalho, Priscila Grocoske e Flávio Gomel. (© Cyntia Hein) 3. O mercado de luxo foi tema de palestra na Kinta Home Decor. Na foto, Karine Lima, Luis Reis e a palestrante Katalin Stammer. (© Divulgação) 4. Graziela Fuzzo recebeu uma homenagem na convenção da VR Collezioni por ser a franqueada mais antiga do Brasil: 21 anos. Na foto, ela está ao lado de Selma Romanoff, Luciana e Amanda Castro e Alex Dias. (© Divulgação) 5. A designer Priscila Gabrielly e as arquitetas Flavia Meyer e Fernanda Menosso Raitani fazem a sua estreia na Casa Cor Paraná com a Sala dos Troféus. (© Rachel Tomasini) 6. Cris Brambilla e Thiago Straub no 2Get Sale, que aconteceu nos dias 4 e 5 de maio na Mercadoteca. (© Patrícia Klemtz)
7. Mirelle Cordeiro, Luiz Eduardo Pereira, Fernando Meira e Cristiane Oliveira na entrega de chaves do Today's Office da Belmmen Group. (© Adalberto Rodrigues)
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COLUNA ROBERTA BUSATO
CIRCUITO FASHION Confira quem passou pela semana de moda em Curitiba
Giulia Borcath e Valentina Taques no desfile do Pátio Batel Fashion Walk.
Mariana, Fernanda, Denise, Carolina e Amanda Cassou no lançamento da Framed, marca própria das meninas.
Donata Meirelles, Giulia Quirino e Barbara Migliori no PBFW.
Paula Khury, Paula Borcath e Ana Paula Leão no lançamento da marca Rosa Leal.
Rosa Leal e Melissa Costa no lançamento dos braceletes italianos e joias by Rosa Leal.
Pedro Lupion, Lu Valin e Sabrina Dalmolin no lançamento do 2GET SALE.
© PATRICIA KLEMTZ F/22, KRAW PENAS E MANA GOLLO.
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COLUNA NADYESDA ALMEIDA 1
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FESTA LINDA - © PróPhotos 1. Para comemorar a formatura do filho Rodolfo Fontana em Arquitetura, o casal Ana Dalgiza de Almeida Fontana e Aramis Fontana recebeu a família e amigos do formando em seu belíssimo apartamento. A decoração leva a assinatura do mais novo arquiteto, Rodolfo Fontana, na foto com sua mãe, Ana Dalgiza. 2. Stefano Bonet Neto, Nadyesda Almeida, Edoardo 80 TOPVIEW.COM.BR
Almeida e Bernardo de Almeida Bonet. 3. Rodolfo Fontana e Luiz Felipe Tavares Pereira. 4. Rossana Tripolli Fontana e Anna Julia Fontana. 5. Henrique Fontana, Rossana Fontana, Luiz Felipe Tavares Pereira, Bebel Fontana, Rodolfo Fontana, Anna Julia Fontana, Matheus Bacila, Ana Dalgiza, Diogo Fontana, Gabriela Fernandes e Aramis Fontana.
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6. BRILHO - © Kelly Knevels Elisabeth Bembnowski Merlin e Cristina Bembnowski Choveri prestigiaram o lançamento da nova edição da coleção Wanderlust, na joalheria Bergerson do Pátio Batel. 7. GASTRONOMIA - © Divulgação/Black Horse. A empresária e pecuarista Paula Caron (ao centro), entre a empresária Tatiana Nikolaus e a
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nutróloga Márcia Simões, na festa de lançamento de seu Black Horse Steak & Traiteur, em Curitiba. 8. FLORES - © Kelly Knevels A designer floral Tina Gabriel e a diretora comercial da Bergerson Presentes, Deborah Bergerson Campelli, durante o evento Flores na Mesa, realizado na Artefacto.
COLUNA BUSINESS NÃO VIVO SEM
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OS ARQUITETOS SÉRGIO VALLIATTI E LUCIANA PATRÃO CONTAM QUAIS SÃO OS APLICATIVOS QUE NÃO PODEM FALTAR EM SEU CELULAR.
TRELLO: organizador de grupos, utilizamos principalmente para obras. Gerência sincronizada com possibilidade de postar fotos, projetos e informações.
HOUZZ: muitas ideias relacionadas a arquitetura e decoração, imagens separadas por ambiente e estilos.
HOMEAWAY: para quem gosta de viajar com privacidade e conforto, este aplicativo faz reservas de casas e apartamentos no Brasil e no exterior.
OPENTABLE: aplicativo para reserva de restaurantes no exterior. Você escolhe por proximidade ou avaliação e ele informa a disponibilidade, o tempo de espera e o menu. MORPHOLIO: ferramenta para projetos de arquitetura, desenhar e criar croquis, registrar ideias e compartilhar.
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