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Revista Literária Sunshine #1 - Alice no País da Maravilhas

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Julho / 2020

Distribuição Gratuita

SUNSHINE

N° 1

ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS DESTAQUE DESTA EDIÇÃO


REVISTA

SUNSHINE

Para envios de matérias, textos literários, sugestões.

editor

Lipe Azevedo

Você é escritor e gostaria de ter sua obra divulgada aqui na revista? colaboradores

Solicite o mídia kit.

revistasunshine@gmail.com

Rebecca Souza

Ana Clara Mendes

Pedro Dias


Conteúdo

04 06 08

04 Alice no País das Maravilhas 06 Lost Dream 08 Crônicas


Alice no País das Maravilhas Alice no país da maravilhas - obra de Lewis Carroll, é um livro que possui diversas edições e que vale super a pena realizar a leitura.

Página 04

Qual edição devo escolher? Muitas das edições trazem o texto integral, mas algumas não, é sempre interessante visualizar se a edição que você deseja adquirir é de fato o texto integral traduzido do idioma original. Alguns livros em formato infantil possuem a história de forma reduzida.


Um Clássico Encantador Por Rebecca Souza

Alice tem muito a nos dizer Alice no país das maravilhas é sem sombra de dúvidas um clássico encantador e cativante, é possivel absorver pouco ou muito da importância de imaginarmos as coisas de maneiras mais criativas e com um novo significado em nosso cotidiano. Evidentemente, os sonhos possuem um grande valor em nossas vidas, eles nós auxiliam em diversos momentos. Você já parou para pensar no que faria e aconteceria se encontrasse o país das maravilhas?

"A única forma de chegar ao impossível é acreditar que é possível." - Lewis Carroll Estamos procurando o país das maravilhas De certo modo, estamos todos, na maioria das vezes, em busca do país das maravilhas, mas não somente pelo simples motivo de ser o país das maravilhas, mas talvez, porque poderemos viver livres de medos e ansiedades, poder demonstrar toda a sua essência e autenticidade, estamos buscando por uma esperança. Página 05


Sobre Lost Dream Por Lipe Azevedo

Para onde vamos depois de morrer? Míriam, assim como todos nós não sabe como responder esta pergunta. Míriam é a personagem principal do livro, uma jovem que sofre de profunda depressão. Ela está relativamente cansada e dilacerada, ela não sabe se quer continuar com sua existência.

Eu nunca havia lido nada da autora anteriormente. Fiquei surpreso e impressionado com o desenvolvimento de toda a trama. Érika descreve os sentimentos dos personagens de uma formar muito compreensível. Escrever um livro cujo tema principal é a depressão, é algo nitidamente difícil e complicado.

A Escrita da autora é cativante é nem um pouco cansativa. Diversas coisas acontecem neste livro, com um novo contexto, repleto de emoções e sentimentos. Lost Dream é uma obra encantadora repleta de mensagens muito importantes.

Página 06

Sinopse de Lost Dream – Para embrulhar os fatos, de Érika Kaoru Kanai (2019) “Você arriscaria uma grande mudança?” Quando tenta se adaptar ao cotidiano, Mírian entra em profundo estado de depressão. Acreditando que seus talentos nada valem no mundo, ela decide por deixá- los de lado e, na medida do possível, enterrados no passado. No entanto, essa atitude piora o seu estado emocional, fazendo-a perder o brilho e gosto pela vida. Pressionada pela dor e sofrimento, ela é colocada diante de um dilema: continuar a rotina e permanecer com um papel que não lhe pertence, ou assumir sua verdadeira identidade mesmo a custa de uma caminhada solitária. Movida pelo impulso natural de sobrevivência, ela inicia uma caminhada solitária e incerta por um sonho que havia esquecido há anos, fazendo dessa meta sua razão de viver. À medida que o tempo passa, várias pessoas surgem em seu caminho compartilhando da mesma dor da solidão e rejeição, e pessoas que estão dispostas a ver seu trabalho virar realidade. Ao estar em uma situação de perigo iminente, Mírian quebra barreiras que ela própria criou em torno de si devido ao medo. Ela desperta de um longo sono, cheio de ilusões, para ver a vida como realmente é e se percebe capaz de superar fantasmas que tanto a assustavam porque ela permitia que fosse assim. As experiências dolorosas se transformaram nas mais valiosas lições de vida; ninguém é feliz sem conhecer o desespero. Consciente do risco que correu e de quantas pessoas podem não sobreviver aos próprios pensamentos conturbados, o trabalho de Mírian foca em alcançar esses grupos de risco, não como agente de prevenção, e sim como alguém que sentiu na pele e na carne o desespero e ainda assim conseguiu sobreviver para contar sua história. É extremamente solitário estarmos com problemas e não termos um amigo que seja. Ninguém precisa ser herói para ajudar ou salvar uma vida, é só ter compaixão.


Fale um pouco sobre você. De onde você é? Qual é a sua formação? Qual gênero escreve? Natural de São Paulo, capital. Formada em Administração de Empresas. Escrevo infanto-juvenil, fantasia, drama e, especialmente, crescimento interior. Além de escritora, você possui outra profissão? Como você diria que essa profissão contribui para o enriquecimento da sua carreira como escritora? Fui auxiliar de escritório.Durante a faculdade fiz estágio na Receita Federal por dois anos. Na época, eu não entendia que meu tempo lá seria uma experiência importante, pois, após me formar, trabalhei em um escritório de contabilidade por cinco anos e passei por momentos horríveis, que eu não conhecia durante o meu tempo de estágio. Em Fevereiro desse ano (2019), fui dispensada do escritório de contabilidade, sob, vamos dizer, um clima muito ruim e desgastante.A comparação de um lugar de trabalho para outro expandiu os horizontes no que se refere a relação entre pessoas no mesmo lugar. Se no estágio eu fui bem recebida e até valorizada pelo meu trabalho, no escritório de contabilidade foi totalmente o oposto mesmo que o trabalho fosse semelhante ao do estágio. Até então, eu não tinha ideia do que é alguém desprezar você simplesmente porque não “foi com a sua cara”.Tudo que observo e vivencio se torna material para criação dos meus textos, e essa comparação entre o estágio e o escritório de contabilidade não foi exceção.Muitas coisas aconteceram, dentro e fora do escritório, que me fizeram perceber o quanto eu era ingênua. E isso mudou totalmente a minha forma de pensar e agir, consequentemente reflete no que escrevo.Antes eu escrevia pura fantasia, igual aos muitos mangá que li. Hoje eu consigo agregar mais valor ao meu trabalho de escrita. Todos passam por problemas e nem sempre têm com quem buscar uma palavra de orientação, foi o que aconteceu comigo. Eu recorria à leitura para encontrar respostas de conflitos e perguntas. Por isso pensei em compartilhar mais do que as minhas histórias: por meios das palavras divido meus pensamentos e sentimentos com outras pessoas. Mesmo que isso não traga a solução definitiva, faz o leitor pensar por se deparar com uma opinião diferente da dele. Como você desenvolveu o amor pela literatura? Ler era a única maneira de me manter quieta em um lugar por muito tempo quando eu era criança, de tanto que minha mente é cheia de ideias ao mesmo tempo. Por exemplo, depois de ler uma tirinha, eu passava horas revendo aquela história curta na minha mente, acrescentava partes e mudava com outras passagens que li antes. Eu já mostrava aptidão para criar histórias antes mesmo de saber segurar um lápis direito, os desenhos pintados e colados nas paredes de casa eram provas disso; bem como as horas que eu passava brincando de faz de conta, sozinha mesmo.Na escola, comecei tomei gosto pela leitura durante o processo de alfabetização, e não parei mais. Primeiro vieram os quadrinhos nacionais, depois os quadrinhos internacionais e por fim os livros. Meus gostos literários foram sendo definidos conforme fui amadurecendo.

De onde surgiu a ideia para seu livro mais recente? Sobre o que ele fala? Lost Dream é meu cartão de apresentação, foi orientação de um consultor de carreira eu lançar primeiro uma história que conte um pouco de quem sou. Pois meu estilo é de fantasia, às vezes, é um pouco confuso de entender logo de primeira. Então concordamos que o primeiro contato com o público seria melhor um tema próximo da minha vida. E o que mais marcava naquela época eram as dificuldades que encontrei durante mais de dez anos para atingir meu objetivo de ser escritora.O livro fala especialmente da minha experiência com a depressão e de como escrever me resgatou desse estado. Algo que nenhuma psicóloga conseguiu realizar. Meu foco em escrever era tão grande que não me dava espaço para encher a cabeça com pensamentos nocivos, embora algumas vezes o desespero foi tão forte que cheguei perto de desistir. Mais um pouco e eu poderia não estar aqui dando essa entrevista.Eu sentia uma tristeza que não passava, não via graça na vida, não me interessava por nada, não queria pessoas por perto. A única coisa que me tirava desse estado era ler, imaginar histórias, criar personagens. Era comentar um livro que li, um mangá muito bom que foi lançado, mergulhar nos jogos RPG e ler as fanfics na internet. Eu sempre me senti totalmente deslocada em todos os lugares que estou. Não consigo me comunicar direito com as pessoas. O que no início da minha adolescência era um desejo vago de querer confortar outra pessoa que passaria pela mesma situação de solidão e desespero que eu passei, se tornou no ideal de tocar essas pessoas por meio dos meus livros para se reerguerem. Eu conto a minha história não como agente de prevenção ao suicídio, e sim como alguém que esteve perto de se suicidar, mas conseguiu sobreviver e hoje quer mostrar que desistir da própria vida não vai amenizar o sofrimento atual.Naquele tempo eu não via razão, forte o suficiente, para continuar vivendo. Hoje, eu me pergunto o que teria acontecido se eu tivesse ido até o fim. Com certeza não seria um bom final.Como sempre achei mais fácil compreender por meio de “histórias de fantasia”, escrevo dessa forma. Então, além de divulgar um pouco sobre depressão, transtornos de humor e personalidade, bem como os estragos que esses problemas causam em nossas vidas, eu busco tornar meus livros meios de reflexão para os leitores e, se possível, orientar para uma vida mais feliz e equilibrada. Porque a transformação é interna. Página 07


CRÔNICA ACHO QUE CRESCI

Sinto

saudades

atenção

e

de

carinho

ser

Quero

tentar

descobrir

meu

lugar

no

mundo, são tantas incertezas e aflições

Passar

pelas

internas, mas sou muito grato por todas as

vitrines das belíssimas lojas de brinquedos

coisas boas e ruins que aconteceram na

é

minha vida. Crescer machuca, porém é um

e

muito

incrível.

algo

receber

simplesmente

fascinante

é

criança,

bom.

Recordo-me

muito

bem

de

quando fui pela primeira vez em uma loja de

grande

brinquedos no shopping. Minha mãe me

valorizarmos todas as coisas e momento

presenteou

quebra-

bons

quebra-

criticar a nós mesmos de forma negativa.

cabeça,

com

eu

cabeça,

um

belíssimo

adorava

aquele

possuía

um

valor

aprendizado

que

Tenho

já

diário,

tivemos,

doces

não

lembranças

somente

da

uma lembrança muito especial. Eu sorri, e

casquinha, brincadeiras... Acho que cresci,

ela

sorriso

e crescer machuca inevitavelmente mas é

muitos

bastante

diferentes aspectos da minha vida. Sinto

evolução

que

devemos sempre cativar coisas boas e

também.Sinto

todas

as

que

com cresci,

coisas

depois dos quinze anos.

um em

começam

a

mudar

cultivar

agradável como

a

chuva,

minha

infância,

retornou

de

essencial

sentimental enorme, aquele momento criou

me

banhos

e

é

visualizar

pessoa

empatia.

sorvete

e

ser

Nunca

nossa humano,

devemos

esquecer da nossa criança interior.

Página 08

na


CRÔNICA QUEBRE MEU CORAÇÃO

Em

alguns

lembramos que

momentos

de

inesperados

determinados

nutríamos

por

certas

O inevitável não poderia ser evitado.

sentimentos

pessoas.

Essa

As vezes aprendemos coisas certas com

pessoa deixava seu coração e seu interior

pessoas erradas, tem sentimentos que não

todo colorido e brilhante. Você sente um

há

sentimento

sentimentos

muito

agradável,

como

medir, e

a

intensidade

pensamentos

dos

aumentam

inevitavelmente você sentira uma grande

gradativamente. Mas é tão bom e incrível

felicidade.

quando

visualizamos

que

podemos

ser

iguais os girassóis, repletos de luz, alegria Cada momento se torna mais especial.

e esperança em diversos aspectos de nós mesmos.

Ao

decorrer

florescem

e

dos se

dias

tornam

os

sentimentos

cada

vez

mais

intensos. A autenticidade entre ambos era incrível. Amor é amor quando se sente. Em meio a tantas adversidades da vida e do destinos mais corações foram partidos.

Página 09


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