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Novembro / 2021 N°14
ESCRITOR ENIO EVERTON DESTAQUE DESTA EDIÇÃO
REVISTA Sunshine
4. Entrevista escritor Enio 8. Indicação de Livro 10. Indicação de Série Indicação de Filme 12.
Entrevista com o escritor Enio Everton
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Me chamo Enio Everton, tenho 43 anos, nasci e sempre vivi em São Paulo. Minha formação é um caleidoscópio de várias coisas aleatórias que de alguma forma fazem sentido ao se juntarem. Comecei minha trajetória profissional como professor de inglês. Não tenho formação em Letras, simplesmente falo a língua bem o suficientemente bem para ser capaz de ensiná-la. Paralelo a isso, fazia aulas de bateria e toquei em diversas bandas, o que me rendeu a maior parte do material que foi a história do meu primeiro livro, Manual do Músico Mal Sucedido. Por volta de 2009 eu desisti de tentar ganhar a vida como músico profissional (o que já me fez ter uma ideia do livro) e também de atuar como professor de inglês. Nisso, me graduei em História, e desde 2014 tenho atuado como professor dessa matéria que tanto me encanta. Em Manual do Músico Mal Sucedido, eu escrevi uma espécie de autobiografia com bastante ironia e humor, sendo uma espécie de “antiautoajuda”. No entanto, meu próximo livro já está no forno, e será um trabalho estritamente acadêmico, no qual minha dissertação de mestrado (terminada em 2020) será lançada em forma de livro
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Além de escritor você tem outra profissão? Como você diria que essa profissão contribui para o enriquecimento da sua carreira como escritor? Como dito anteriormente, sou professor de História, e essa é minha principal área de atuação profissional. Na realidade, não me considero sequer um escritor, mas sim um autor. Digo isso porque, para mim, um escritor é alguém que sistematicamente lança livros, e que tem da escrita sua principal fonte de renda. Me vejo como um autor porque simplesmente juntei várias histórias que estavam na minha cabeça por um fio condutor: meus erros na minha vida como músico, e dessas histórias nasceu um livro. Mas sem dúvidas, acredito que o fato de ser historiador e estar sempre mergulhado em diversas leituras - sejam elas acadêmicas ou recreativas - me faz tem um bom repertório de técnicas de como estruturar uma linha de raciocínio, de modo a construir uma história que faça sentido e se comunique com quem gosta do tema.
Como você desenvolveu o amor pela literatura e pelos livros? É uma pergunta bastante difícil de responder de forma direta, pois não consigo imaginar um momento da minha vida na qual eu simplesmente tenha notado que gosto de ler. Desde criança lia muitas histórias em quadrinhos, desde Turma da Mônica até as aventuras de Super Heróis da Marvel e DC. Na adolescência, comecei a ter mais contatos com livros por conta da escola, e desde então nunca deixei de estar sempre lendo algo. Me lembro que tive um tio que trabalhava em uma editora, e me trazia várias edições promocionais ou com pequenos defeitos. Além disso, um dos meus primeiros empregos, antes de começar a atuar como professor, foi em uma banca de revistas, e sempre aproveitei o desconto de funcionário para trazer várias revistas e livros para casa. Durante minha graduação em História (e nos diversos cursos de pós-graduação que fiz desde então), a leitura é uma constante. Além disso, como professor, estou sempre pesquisando material, então é normal que eu esteja lendo 2 ou 3 livros simultaneamente, me revezando entre eles. Assim que gostar de ler foi um processo natural, não houve um momento no qual eu simplesmente tenha despertado para a leitura.
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De onde surgiu a ideia para seu livro mais recente? Sobre o que ele fala? Vários músicos famosos da atualidade têm aproveitado seu momento de consolidação de seu sucesso para lançar suas autobiografias. Como fã desses músicos, li vários dessas biografias e notei que todas seguiam um padrão: histórias do começo de carreira; dificuldades pelas quais passaram; brigas; final de sucesso e fama. Nisso, elas passam a impressão que vale a pena passar por dificuldades, pois elas culminaram no grande sucesso. Ao ler essas biografias, eu pensava: “eu também passei por tudo isso, mas não atingi o sucesso”. Não penso, hoje, que ser famoso deve ser o objetivo de ser músico, pois existem muitos outros fatores que fazem valer a pena: as amizades que a gente faz no caminho, a aprendizagem, não apenas de um ou mais instrumentos musicais, mas de convivência e companheirismo, os momentos divertidos. Mas confesso que só penso assim hoje porque pude colocar essas histórias todas em papel e tratar a escrita do Manual do Músico Mal Sucedido como uma espécie de terapia de superação dos erros que cometi tentando atingir o estrelato. Meu desejo é que uma nova geração de pessoas que querem tocar aprendam e façam melhor do que fiz, e que a “velha” geração (da qual faço parte) possa ler, se identificar e se divertir com minhas histórias. Meu próximo livro (ainda em processo de negociação para lançamento) será mais um estudo acadêmico, também voltado para a música, mas sob outro aspecto: vou falar do processo de popularização das fitas K7 no Brasil no início dos anos 1980, sendo muito mais um livro de História (com H maiúsculo, se tratando da ciência de estudo do passado) do que um livro de memórias. Quero agradecer à Revista Sunshine pela oportunidade de divulgação do meu trabalho.
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Indicação de Livro!
Um romance entre a decidida escrava Hadassah e o belo aristocrata Marcus. Os dramas e paixões de judeus, romanos e bárbaros em Roma, setenta anos depois de Cristo.
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Indicação de Série!
Elizabeth Thatcher, uma jovem professora de família rica, recebe sua primeira designação em sala de aula em uma pequena cidade mineira. No local, uma explosão recente matou diversos mineiros da localidade, obrigando as viúvas a trabalhar nas minas.
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Indicação de Filme!
A história de fatos e vida de Rachel Joy Scott, a primeira estudante assassinada por Dylan Klebold e por Eric Harris no massacre de Columbine em 1999 nos EUA.
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