Outubro / 2020
Distribuição Gratuita
SUNSHINE
N°4
MAGIA DO HALLOWEEN DESTAQUE DESTA EDIÇÃO
ConteĂşdo
04
Magia do Haloween
07
Entrevista
08
Literatura Nacional
Revista Sunshine indica filmes e séries
Tell Me a Story Scream Queens Os Orfãos
The Vampire Diaries Um elemento muito agradável cativante nesta série é que ela transmite a mensagem de que devemos sim acreditar nos nossos sonhos e sempre ter fé em sim mesmo. Amores, amizades e confiança são bem retratadas. Esta série é simplesmente incrível, ela tem uma visão bela e melancólica ao mesmo tempo sobre a vida. Quando queremos muito conquistar uma coisa ficamos imaginando ela concretizada, e nessa série vemos todos esses sonhos da protagonista acontecidos como um passe de mágica e ela percebe que nem sempre o que a gente quer é o que precisamos. The Vampire Diaries tem um lugar especial em nossos corações.
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Revista Sunshine
Magia do Halloween
Pรกgina 06
DIA DAS BRUXAS
Apocalipse Segundo Fausto Marcos DeBrito
Com os indícios de que o fim do mundo está próximo, um ator reconhecido por interpretar Jesus é acusado de ser o Falso Profeta depois que pequenos chifres crescem em sua testa. A massa fervorosa, que antes o venerava, começa a enxergá-lo como uma ameaça à sobrevivência quando trovejam no céu as Trombetas do Apocalipse.
Página 08
Entrevista Sou um sobrevivente dos traumas de infância, como qualquer outro que escolheu o mundo das histórias pra ser sua segunda casa. Nasci em Florianópolis, mas já morei em duas casas assombradas em Brasília, numa fazenda no norte dos EUA e acabei criando minhas raízes na garoa de São Paulo, onde vim estudar cinema e acabei ficando depois de me formar na área. Escrevo o gênero Terror e Suspense porque acho que a sobrevivência está atrelada ao medo, seja do desconhecido ou do que está na nossa frente. A minha trajetória como escritor de romances é recente, se considerarmos que estou no ramo audiovisual desde 2001. Antes de 2010 eu nunca havia pensado em publicar um livro, pois minha paixão sempre foi o cinema. O problema é que fazer um filme é muito caro, demorado e precisa do envolvimento de várias pessoas. Imaginei que se eu adaptasse meus textos para a literatura, talvez essa pudesse ser uma maneira de conseguir levar minhas histórias adiante sem que eu tivesse que depender de editais de fomento governamental ou incentivo de empresas privadas. Apesar das diferenças entre escrever para as telas e escrever para as prateleiras, a alma de ambos é ter uma boa história. Por meio da técnica de escrita audiovisual eu pude aprimorar a criação dos diálogos para contar uma história usando subtextos. Como no cinema é somente nas conversas que podemos explicar algo mais verborrágico, pude aprender a dosar melhor as revelações da trama entre voz narrativa e falas dos personagens.
resenha
Seja no cinema ou na literatura, o que eu mais amo é criar histórias. Minhas maiores referências acabam sendo da indústria cinematográfica, pois é o meu principal ramo de atuação, mas lembro que comecei a gostar de literatura após ler Noite na Taverna, do Álvares de Azevedo. E quando conheci Edgar Allan Poe e os demais representantes do ultrarromantismo, vi que era um caminho sem volta. Talvez por ter escrito Apocalipse segundo Fausto em diferentes momentos eu não consiga indicar com precisão o tempo que levei, mas a ideia surgiu perto de 2012 junto aos boatos de que o mundo acabaria naquele ano. Lembro bem do alvoroço na época, e o que mais me impressionou foram os registros de sons metálicos que vinham do céu ao redor do mundo, apelidados de Trombetas do Apocalipse. No mesmo ano eu estava fazendo um curso com os professores Leando Karnal e Luiz Felipe Pondé sobre o filme Anticristo, do Lars Von Trier, e o Pondé — que já havia sido meu professor na faculdade — disse uma frase que abriu a minha cabeça para a trama principal e que, inclusive, tornou-se a epígrafe do livro. A partir daí, pesquisei a fundo as passagens bíblicas que me interessavam, suas diferentes interpretações, criei as minhas, e fiz uma ligação delas com explicações astrofísicas para eventos cósmicos que a religião insiste em classificar como divinas. Fora as pesquisas, as principais inspirações foram os livros Fausto, de Goethe, Macário, do Álvares de Azevedo (por isso o personagem se chama Fausto Macário) e o filme Cisne Negro, do Darren Aronofsky.
Somos inseridos em um universo muito peculiar, com descrições na medida exata para imaginarmos as cenas e sentirmos tudo o que acontece. Folhear esse livro é se deixar levar em uma história cativante. Marcos consegue surpreender e apresentar uma obra totalmente encantadora em diversos aspectos.
- Revista Sunshine.
Página 09
REVISTA SUNSHINE
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