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Especialistas e mães mostram como diagnóstico precoce, terapias, acolhimento familiar e inclusão são decisivos para o desenvolvimento de crianças e adolescentes autistas

Diretor do Grupo GB Comunicação foi homenageado pela trajetória construída em Itu, pela contribuição à comunicação regional e pelo vínculo com a cidade.

ITUANO CHEGA PRESSIONADO À RODADA DECISIVA DA SÉRIE A2
Após derrota para o XV de Piracicaba, Galo precisa vencer o Votuporanguense para garantir vaga nas semifinais e tenta manter o equilíbrio entre a A2 e a Série C


O mês de abril nos convida a olhar com mais atenção para temas que ainda precisam de mais informação, acolhimento e conscientização. Nesta edição, nossa matéria de capa aborda o Abril Azul e amplia o debate sobre autonomia, inclusão e desenvolvimento das pessoas autistas. Indo além do diagnóstico, o conteúdo
reforça a importância do suporte familiar, do acesso às terapias e do respeito às singularidades de cada criança e adolescente. Ao ouvir especialistas e mães que vivenciam essa realidade todos os dias, mostramos que autonomia depende de uma rede formada por família, escola, profissionais, políticas públicas e, principalmente,
de uma sociedade mais preparada para acolher as diferenças. Pequenas conquistas, muitas vezes imperceptíveis para quem está de fora, representam grandes vitórias para quem vive essa jornada diariamente. Por isso, falar sobre autismo também é falar sobre empatia, escuta, inclusão e oportunidades. Nesta edição, também registra-
mos a homenagem recebida pelo diretor do Grupo GB Comunicação, Gabriel Miloco Barbosa, reconhecido com o Título de Cidadania Ituana. A honraria simboliza uma trajetória construída ao longo de décadas de dedicação à comunicação regional e ao fortalecimento das histórias locais, consolidando ainda mais sua relação com Itu.

• giro pelo mundo
Petróleo dos EUA bate recorde com guerra no Irã e crise no Oriente Médio
As exportações de petróleo dos Estados Unidos atingiram níveis recordes em meio à guerra envolvendo o Irã e à crise no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo transportado no mundo. Com o risco de interrupção no fornecimento vindo do Oriente Médio, compradores da Europa e da Ásia passaram a buscar mais petróleo americano, considerado mais seguro e confiável. A escalada do conflito elevou fortemente os preços do barril nas últimas semanas e
aumentou a demanda por produtores fora da região do Golfo. O movimento beneficiou diretamente os EUA, que ampliaram embarques e reforçaram seu papel como principal exportador mundial de petróleo e gás.
Mesmo com o recente cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã, o mercado ainda segue atento à possibilidade de novas tensões, já que o Estreito de Ormuz continua operando parcialmente e há receio de novos ataques à infraestrutura energética.


• bastidor regional
Salto implantará Convívio Turístico “Capitão Tavares” e Caminho da Inclusão

A Prefeitura da Estância Turística de Salto anuncia a implantação do Convívio Turístico “Capitão Tavares” e do Caminho da Inclusão, a fim de atender às demandas de pessoas com deficiência e as com mobilidade reduzida como idosos, gestantes, pessoas com crianças de colo e obesos, além de criar um novo espaço de convivência no coração da cidade, ampliando o potencial turístico e comercial da região. O trajeto contará com 1.157,53 metros
de passeio acessível, com início na Igreja Matriz Nossa Senhora do Monte Serrat, passando pela Praça Capitão Antônio Vieira Tavares, Complexo Turístico da Cachoeira, Pavilhão das Artes e seguindo pela Praça da Bíblia até o Museu da Cidade de Salto, com encerramento na região da Barra. O convívio será implantado no trecho entre as ruas Monsenhor Couto e 7 de Setembro, enquanto o restante do percurso contará com adequações nas calçadas existentes.
A homenagem reconhece a trajetória construída em Itu, a contribuição à comunicação regional e a influência da família na formação pessoal e profissional do empresário maternos em sua formação pessoal.
A história de Gabriel Miloco Barbosa com Itu começou ainda na infância, aos dois anos de idade, quando chegou à cidade ao lado da mãe. Décadas depois, a relação construída com o município, com a comunicação regional e com a valorização de histórias locais foi reconhecida oficialmente com a entrega do Título de Cidadania Ituana.
A homenagem foi realizada na noite desta quarta-feira (8), durante sessão solene na Câmara de Vereadores da Estância Turística de Itu. Empresário da comunicação e diretor do Grupo GB Comunicação, Gabriel foi homenageado pela atuação na imprensa regional.
Trajetória
Nascido em São Paulo, ele construiu em Itu sua trajetória pessoal, acadêmica e profissional. Formado em Administração e Marketing pela ESPM, atua há mais de 20 anos nas áreas de comunicação, jornalismo e publicidade. Desde 2011, está à frente de sua própria editora que deu origem ao Grupo GB Comunicação que hoje reúne publicações como as revistas: Singular, Cenário, Terras de São José I, Terras de São José II, Campolim e Lago Azul. Ainda é responsável pelo Jornal Agora Itu e pela Pop Mídia Indoor. Ao longo de 15 anos de atuação, o conglomerado ultrapassou a marca de 600 publicações e se tornou uma referência regional.
Durante a cerimônia, uma das pautas mais presentes nos discursos foi a importância da família na construção da trajetória de Gabriel, especialmente da mãe, Heimar Miloco, arquiteta responsável por importantes projetos em Itu, como o Parque do Varvito e a Cidade da Criança. Inclusive ao longo da solenidade, foi destacada sua atuação profissional e o papel decisivo da mãe e dos avós
Emocionado, relembrou especialmente a avó, que faleceu no ano passado, e destacou o legado de amor, família e vínculo com a cidade. “Eu posso dizer com segurança que sem eles eu não teria sido ninguém. Então considero esse um reconhecimento a todos da minha família”, disse o homenageado que também fez questão de agradecer à sua esposa Camila Lopes pelo apoio e enalteceu o orgulho de em Itu ter tido a oportunidade de ter sido pai de dois filhos.
Outro ponto destacado foi o início da sua trajetória empresarial. Gabriel relembrou que, após estudar e trabalhar em São Paulo, decidiu voltar para Itu sem um plano totalmente definido, mas movido pela vontade de construir algo próprio. “Em 2011 nasceu a Revista Cenário, que no início era mais na coragem do que na estrutura. Mas desde a primeira edição eu tive uma convicção muito clara de que ali existia um propósito”, afirmou.
Além da atuação editorial, Gabriel também teve papel importante em momentos relevantes da vida pública da cidade, como mediador de debates eleitorais realizados durante as eleições para prefeito de Itu.
Participaram da cerimônia o vereador e autor da homenagem, Eduardo Alves, que presidiu os trabalhos; o secretário municipal de Relações Institucionais João Carlos Pestana, representando o prefeito Herculano Passos; os vereadores Luisinho Silveira e Balbina de Paula; o ex-vereador e presidente do SECOM, Luciano Alves Ribeiro; e o amigo Eduardo Tavares que falou sobre a relevância de Gabriel e a importância de tê-lo conhecido ao longo da vida; além de demais amigos, familiares, equipe e colegas de imprensa.





Jornalismo: Geiza Graciano | Diagramação: Ramon Marroni | Fotografia: Acervo
Especialistas destacam a importância do diagnóstico precoce, do suporte familiar e do acesso às terapias, enquanto mães relatam os desafios e as conquistas na construção da autonomia e da inclusão.
Abril é reconhecido mundialmente como o mês de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), uma condição do neurodesenvolvimento que influencia a forma como a pessoa se comunica, interage, aprende e percebe o mundo ao seu redor. Com o intuito de ampliar informações sobre o tema, a campanha busca estimular uma mudança de olhar da sociedade, reforçando que o autismo deve ser compreendido como uma condição que exige acolhimento, respeito e suporte adequado. Neste ano, a campanha internacional traz como tema “Autismo e Humanidade: Toda Vida Tem Valor”, propondo uma reflexão sobre a importância de reconhecer o autismo como uma variação natural da neurodiversidade humana. A proposta é incentivar governos, instituições e a sociedade a avançarem em direção a práticas mais inclusivas, que considerem as singularidades de cada indivíduo e valorizem seu potencial.
No Brasil, o movimento ganha ainda mais visibilidade com o slogan “Autonomia se Constrói com Apoio”, campanha deste ano que reforça que independência e qualidade de vida dependem de uma rede de suporte formada por família, escola, profissionais e políticas públicas. Durante o mês, monumentos, fachadas e espaços públicos costumam ser iluminados de azul, cor que se tornou símbolo da causa e representa o esforço coletivo de combater preconceitos, ampliar o acesso ao diagnóstico e garantir direitos às pessoas autistas e suas famílias.
Entre os tratamentos voltados às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), a Terapia Ocupacional tem papel fundamental na promoção da autonomia e da funcionalidade no dia a dia. A área, que estuda a ocupação humana, atua para desenvolver habilidades e ampliar a independência das crianças em atividades próprias da infância. “Não focamos apenas no aprendizado de tarefas isoladas, mas no desenvolvimento global, por meio das chamadas Atividades de Vida Diária (AVDs), que incluem: autocuidado por meio da alimentação, higiene bucal e corporal, e o ato de vestir-se; brincar que é a principal ocupação da criança e a base para o aprendizado de regras e resolução de problemas; educação com a organização de materiais, escrita e manutenção do foco em sala de aula; e participação social, com desenvolvimento de habilidades de interação e regulação emocional”, explica a terapeuta ocupacional Denise Conrado Belasco (CREFITO - 2/20170). Segundo ela, embora o espectro seja amplo, alguns desafios aparecem de forma recorrente. Entre eles estão as alterações no processamento sensorial, já que muitas crianças apresentam dificuldade para organizar estímulos vindos do próprio corpo e do ambiente, como sons, texturas e luzes, o que pode provocar crises ou comportamentos de isolamento. A profissional
também cita dificuldades na Práxis, relacionada ao planejamento e à execução de movimentos, além da rigidez cognitiva, que interfere na adaptação a mudanças de rotina, e prejuízos na atenção sustentada e nas funções executivas, ligadas à organização e ao planejamento.
Nesse contexto, Denise destaca que a regra de ouro é a intervenção precoce. “Devido à plasticidade cerebral, a capacidade do cérebro de criar novas conexões, os ganhos nos primeiros anos de vida são exponenciais”, explica. Ainda assim, ela reforça que a Terapia Ocupacional pode trazer benefícios em qualquer fase, desde que o tratamento seja ajustado às necessidades de cada etapa do desenvolvimento, sempre com foco na funcionalidade, seja na infância ou na adolescência.
Outro ponto decisivo é o envolvimento da família. Como a terapia acontece por algumas horas na semana, é na rotina da casa, da escola e dos demais ambientes da criança que os aprendizados ganham continuidade. “Quando os pais compreendem o perfil sensorial e motor do filho, eles se tornam agentes de transformação, aplicando estratégias que consolidam os ganhos terapêuticos na vida real”, destaca.
Para a profissional, o Abril Azul tem importância ao ampliar a visibilidade sobre o autismo, mas é necessário avançar da conscientiza-
ção para a aceitação e o suporte. Isso envolve políticas públicas que garantam acesso às terapias especializadas, inclusão escolar efetiva, com adaptações curriculares e ambientais que respeitem a neurodivergência, além do combate ao capacitismo e ao preconceito.
Ao falar sobre o diagnóstico, Denise ressalta que ele não deve ser encarado como um pon-
Enquanto a Terapia Ocupacional organiza o desenvolvimento global da criança, considerando aspectos funcionais, sensoriais, cognitivos e sociais, a Equoterapia atua como um ambiente terapêutico complementar, no qual o cavalo assume um papel central no processo de cuidado. “Ele transmite calor, acolhimento e vínculo, sem exigências, além do contato com a natureza, que potencializa essas experiências”, ressalta a terapeuta ocupacional Luciane Garcia Corrêa Padovani (CREFITO 3-4406), especialista em neurologia infantil, Integração Sensorial e Equoterapia. Ela mantém consultório próprio e integra, há 29 anos, a equipe do Centro de Equoterapia Camaster, em Salto, referência regional e vinculado à Associação Nacional de Equoterapia (ANDE) - Brasil.
De acordo com a especialista, o cavalo atua como um recurso terapêutico capaz de envolver o corpo de forma integral. O movimento tridimensional produzido durante a montaria possui pequena variação em relação à marcha humana, gerando impulsos transmitidos ao sistema nervoso central por meio da medula espinhal. Esse processo favorece a organização neurossensorial da criança e amplia os ganhos obtidos em outras terapias.
“A Terapia Ocupacional, por sua vez, direciona esses estímulos para objetivos funcionais, como autonomia, participação e qualidade de vida. Juntas, promovem um desenvolvimento mais integrado, significativo e motivador para a criança”, detalha.
A Equoterapia é conduzida por uma equipe habilitada, formada por profissionais das
to final, mas como o início de uma nova etapa. Para ela, mais importante do que olhar apenas para as limitações descritas em um laudo é enxergar a criança em sua totalidade, valorizando seus interesses, capacidades e potencial. “O caminho pode ser diferente do planejado, mas com intervenção técnica e muito afeto, ele será de muitas conquistas”, conclui.

áreas da saúde, educação e equitação. O trabalho desenvolvido contribui para diferentes aspectos do desenvolvimento, como melhora do equilíbrio, coordenação motora, força e organização corporal. Também oferece estímulos vestibulares, proprioceptivos e táteis, favorecendo a regulação sensorial. No campo emocional, a prática fortalece vínculos, amplia a autoestima, aumenta a confiança e ajuda a reduzir a ansiedade.
Outro diferencial está no ambiente natural em que a terapia acontece. Para Luciane, o contato com a natureza oferece previsibilidade, mas também novos desafios, o que favorece a autorregulação e o engajamento da criança nas atividades propostas.
Embora cada caso apresente respostas diferentes, a profissional afirma que é comum observar melhora na regulação emocional e comportamental, aumento do tempo de atenção, evolução da coordenação motora e do equilíbrio, maior organização sensorial, avanços na comunicação e na interação social, além de mais autonomia e autoconfiança.
Para as famílias que ainda têm dúvidas sobre iniciar ou não esse tipo de acompanhamento, Luciane orienta a não adiar o processo. Segundo ela, quanto mais cedo a intervenção começa, maiores são as possibilidades de desenvolvimento. Ela também reforça a importância de buscar profissionais qualificados, observar como a criança reage ao ambiente terapêutico, respeitar o tempo de cada uma e valorizar cada conquista. “E, principalmente, confiar no potencial da criança. Com o supor-
te adequado, ela pode evoluir muito além do que imaginamos”, afirma.
Luciane ainda destaca a importância de campanhas como o Abril Azul, mas lembra que ainda existem desafios importantes para garantir que mais famílias tenham acesso ao tratamento. Entre eles estão a limitação de serviços especializados fora dos grandes
centros, o alto custo das terapias, a dificuldade de acesso ao diagnóstico precoce, a pouca oferta de espaços de Equoterapia com equipes capacitadas e a necessidade de ampliar políticas públicas e cobertura pelos planos de saúde. “Ainda há um caminho importante para garantir que todas as crianças tenham acesso ao cuidado adequado”.

Quando começou a perceber que o desenvolvimento dos filhos seguia um caminho diferente do esperado, Juliana Zorzi conta que os sinais apareceram de forma sutil, nos detalhes do dia a dia. “Foi no olhar, na resposta, no tempo deles. Enquanto outras crianças iam por um caminho mais ‘esperado’, eu comecei a perceber que os meus estavam construindo o deles de uma forma muito particular. E ali, entre a intuição de mãe e o meu olhar profissional, algo já me dizia: tem algo aqui que precisa ser compreendido, não corrigido”, relata Segundo Juliana, o processo até os diagnósticos não aconteceu de forma linear. Foi uma trajetória marcada por observação, dúvidas, ajustes e escuta. Além de ouvir os profissionais, ela destaca que foi preciso aprender a ouvir os próprios filhos. No caso de Matheus, hoje com 15 anos, o diagnóstico de autismo veio acompanhado da superdotação, o que exige um olhar ainda mais cuidadoso. Para ela, essa descoberta mostrou uma direção, em vez de representar um rótulo.
A irmã gêmea de Matheus, Maria Pietra, também de 15 anos, apresenta TDAH associado à superdotação. Já Manuella, hoje com 19 anos, tem TDAH e dislexia. A convivência com diferentes formas de neurodivergência dentro da própria família fez com que Juliana ampliasse seu entendimento sobre desenvolvimento humano e compreendesse, ainda mais profundamente, que cada criança possui seu próprio ritmo, suas particularidades e sua maneira de aprender e se relacionar com o mundo. Ela afirma que essa vivência transformou sua trajetória pessoal e profissional. “Como mãe, atravessou tudo: expectativas, medos, culpas, força, reconstrução. Como profissional, foi um divisor de águas. Eu deixei de olhar só
para o comportamento e passei a olhar para a raiz, para o sistema, para o que está por trás”, fala. Foi a partir dessa experiência que nasceu grande parte do trabalho que desenvolve hoje no Instituto e no Método Profundar, com foco que envolve a criança, família e o ambiente em que ela vive.
No cotidiano, Juliana relata que os desafios são muitos e envolvem questões como regulação emocional, previsibilidade, adaptação social e comunicação. Ainda assim, ela acredita que a maior barreira continua sendo a falta de preparo da sociedade para acolher essas diferenças. “Não é só sobre eles. É sobre o ambiente, sobre as exigências, sobre a falta de compreensão”, ressalta.
Ao mesmo tempo, ela reforça que cada avanço merece ser celebrado. Pequenas conquistas, muitas vezes imperceptíveis para quem está de fora, representam grandes vitórias para a família. “Um olhar sustentado, uma fala que antes não vinha, uma autorregulação construída, uma interação espontânea. São avanços que emocionam de um jeito que não dá para explicar, só viver”, conta.
Ao longo da jornada, Juliana afirma ter aprendido que o desenvolvimento não deve ser acelerado, mas conduzido com respeito ao tempo de cada criança, tendo aprendido que que presença vale mais do que perfeição; e que consistência constrói mais do que qualquer técnica isolada.
Para ela, o Abril Azul vai além de uma campanha de conscientização. “É um convite à consciência. É lembrar que o autismo é uma forma diferente de existir que precisa ser compreendida, respeitada e acolhida”, diz. Ela acredita que falar sobre o transtorno de maneira responsável é uma forma de humanizar o debate, combater estigmas e ampliar o en-
tendimento da sociedade.
Às mães que estão começando essa caminhada, ela deixa uma orientação baseada na própria experiência. “Confie na sua percepção. Você sente antes de qualquer laudo. Não se perca tentando encaixar seu filho em padrões. Busque direção, busque conhecimento, mas não abra mão de olhar para o seu filho como
Renata lembra que começou a perceber diferenças no desenvolvimento de Rafael ainda no primeiro ano de vida. Segundo ela, os sinais apareceram em pequenos comportamentos do cotidiano, como a ausência de contato visual, a falta de interesse em brincar de maneira funcional e o foco repetitivo em objetos, especialmente rodas de carrinho e ventiladores. Ele também demorou a desenvolver a fala, não apontava para mostrar o que queria e costumava levar a mão dos pais até o objeto desejado, utilizando o adulto como intermediário para se comunicar.
O processo até a confirmação do diagnóstico foi marcado, principalmente, pela necessidade de aceitação. Renata conta que, embora percebesse que algo estava diferente, muitas pessoas ao redor diziam que Rafael “não tinha nada”. Em busca de respostas, a família procurou especialistas e chegou ao médico Dr. Salomão Schwartzman, em São Paulo, que identificou características compatíveis com o autismo. Ainda assim, o diagnóstico definitivo só veio por volta dos quatro anos de idade. Hoje, Rafael tem 16 anos e apresenta autismo nível 3 de suporte.
A mãe afirma que, no início, o medo foi inevitável. Naquela época, havia menos informação disponível sobre o autismo do que existe hoje. “Quando eu percebi que o Rafael não tinha contato visual, eu fui correndo atrás do Google, comprar livros, querer entender o que era o processo de autismo. Eu tinha muito medo de saber quem era aquela criança comigo”, relata.
Apesar das inseguranças, ela nunca permitiu que o medo a paralisasse. Buscou ajuda de psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais, mas também aprendeu que precisava manter seu papel como mãe. “Eu tive uma psicóloga do Rafael que falou para mim: ‘seja mãe’. Então, a partir desse momento, eu deixei as terapias para os terapeutas e comecei a ser mãe dele”, conta.
Ao longo dos anos, Renata aprendeu que o processo exige paciência, fé e resiliência. Ela destaca que o diagnóstico não é fácil e que existem momentos delicados,
ele é”, aconselha. Para Juliana, o desenvolvimento acontece na constância, na presença e na busca pelos suportes corretos. “A gente pode evoluir 1% por dia. Não é fácil, é um trabalho diário, mas se a gente segue alguns princípios básicos, busca ajuda correta e não desiste, a gente tem um caminho de desenvolvimento e construção”, finaliza.

mas também muitas conquistas. “A praia é tão bonita quanto a montanha, e assim é o nosso filho”, resume.
Mesmo sendo não verbal e monossilábico, Rafael conquistou autonomia em diferentes aspectos da rotina. Hoje, ele bebe água sozinho, se alimenta sem ajuda e consegue expressar algumas palavras. Para Renata, cada pequena evolução representa uma vitória enorme.
Entre os maiores aprendizados dessa jornada, ela destaca a pureza e o amor demonstrados pelo filho e relembra um episódio que marcou sua vida, quando Rafael, durante a pandemia, segurou a mão de um morador de rua sem qualquer julgamento. “Ele não viu a vestimenta, não viu preconceito, não viu nada. Existe a palavra amor. Ele só dá o que ele tem”, diz
Por sua vez, o apoio familiar também tem sido de grande importância, especialmente da avó paterna e de sua mãe, que ajudaram no processo de busca por terapias e acompanhamento. Ainda assim, ela acredita que as mães atípicas vivem uma batalha diária e precisam de mais suporte. Para ela, faltam escolas especializadas e estruturas adequadas para acolher crianças e adolescentes autistas, especialmente os que necessitam de maior suporte.
Atualmente, um dos principais desafios enfrentados pela família é a adolescência. Aos 16 anos, Rafael vive as mudanças da puberdade ao mesmo tempo em que lida com as particularidades do autismo. Além disso, Renata aponta que o preconceito e a falta de acolhimento ainda fazem parte da realidade de muitas famílias. Apesar disso, ela acredita que a conscientização tem ajudado a transformar o olhar da sociedade.
Neste contexto, a mãe pensa que o Abril Azul representa a necessidade de ampliar a aceitação, o respeito e a equidade. Ela acredita que falar sobre autismo de forma mais ampla e responsável é essencial para combater preconceitos e garantir mais acolhimento. “A jornada nunca vai ser fácil, mas a gente consegue”, afirma.

A Feira EcoArt – Economia Criativa, Circular e Solidária – Conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) neste domingo (12), das 10h às 17h, no Parque Ecológico Taboão. Na oportunidade, em alusão ao Mês de Conscientização do Autismo (Abril Azul), o Ceama+ (Centro Especializado de Atenção Municipal ao Autista e outra deficiências ocultas) participará da feira com uma proposta que integra inclusão, estímulo terapêutico e sustentabilidade.
Durante o evento serão apresentados recursos desenvolvidos nas terapias com crianças dentro do espectro autista, confeccionados a partir de materiais recicláveis. Além da exposição, o público será convidado a participar da construção desses materiais, vivenciando, na prática, estratégias que favorecem o desenvolvimento de habilidades cognitivas, motoras e sociais no contexto do autismo.
Como ação simbólica, será realizado o
plantio de girassóis, representando o autismo e as deficiências ocultas, promovendo reflexão, empatia e conscientização. A iniciativa reforça o compromisso do Ceama+ com a inclusão e com a construção de uma sociedade mais sensível às diferenças.
Nessa edição especial a EcoArt contará ainda com exposição fotográfica Mulheres em Foco, da artista Borges Pereira da Silva, artesanato autoral, roupas customizadas, brechós cheios de estilo e colecionismo.
A Feira é promovida pela Prefeitura de Itu, por meio das Secretarias Municipais de Cultura e do Patrimônio Histórico, de Meio Ambiente, e de Segurança Pública, Trânsito e Mobilidade Urbana. A feira tem acesso gratuito e é pet friendly.
A partir deste ano, a feira contará também com edições especiais fora do Parque Ecológico Taboão, explorando outros cenários de nossa cidade. Os locais da EcoArt sempre serão previamente divulgados pelos canais oficiais da Prefeitura.

A Prefeitura de Itu deu início à implantação do Espaço Motoboy, uma iniciativa voltada à valorização e ao cuidado com os profissionais que desempenham papel fundamental na dinâmica econômica do município. O novo espaço será localizado ao lado do Plaza Shopping Itu e tem previsão de início de funcionamento no próximo mês.
A estrutura contará com um contêiner de 12 metros, equipado com dois banheiros, pia, bancos para descanso, ar-condicionado e acesso à internet, oferecendo mais conforto e suporte aos trabalhadores durante suas jornadas.
Com o conceito de que “quem movimenta a cidade merece respeito e valorização”, o Espaço Motoboy nasce com o objetivo de oferecer mais dignidade, apoio e melhores condições de trabalho aos motoboys, que atuam diariamente garantindo agilidade em serviços essenciais e contribuindo diretamente para o desenvolvimento local.

Além desta unidade, a Prefeitura de Itu já estuda novos pontos estratégicos
para a implantação de outros espaços semelhantes, ampliando o alcance do serviço e beneficiando ainda mais profissionais em diferentes regiões da cidade.


O momento do Ituano Futebol Clube exige equilíbrio entre recuperação emocional, resposta em campo e administração de duas competições decisivas. Depois de ser derrotado por 3 a 0 pelo XV de Piracicaba, no Barão da Serra Negra, pela penúltima rodada da segunda fase do Paulista A2, o Galo viu escapar a chance de garantir antecipadamente a vaga para as semifinais e passou a conviver com um cenário de pressão para a rodada final.
Com o resultado, o Ituano permaneceu na vice-liderança da chave, com sete pontos, enquanto o XV chegou a cinco. Já o Clube Atlético Votuporanguense, com 13 pontos, já está classificado e garantido na primeira colocação. O Esporte Clube Água Santa, por outro lado, não tem mais chances de avançar. Na rodada decisiva, o Ituano recebe o Votuporanguense no Novelli Júnior nesta quarta-feira (15) e precisa apenas de uma vitória para garantir a classificação sem depender de outros resultados. Se empatar ou perder, terá que torcer para que o XV não vença o Água Santa.
O jogo
O XV começou pressionando e criou a primeira boa oportunidade aos 11 minutos, quando Almir Luan cabeceou após cobrança de escanteio. O Ituano respondeu aos 19, em chute de


Golas a fazer grande defesa.
Ainda no primeiro tempo, João Victor voltou a assustar pelo lado do XV, mas sem conseguir concluir com precisão.
Na volta do intervalo, o técnico Fernando Marchiori promoveu a entrada de Serginho no lugar de Léo Santos, e a mudança alterou completamente o jogo. Logo aos quatro minutos, Serginho recebeu pela direita, trouxe para o meio e finalizou de canhota para abrir o placar.
Pouco depois, aos nove minutos, o próprio Serginho iniciou o contra-ataque que terminou em pênalti sobre Arlen. O lance chegou a ser revisado pelo VAR, mas a arbitragem confirmou a infração. Aos 15 minutos, Paulo Marcelo cobrou firme e ampliou para 2 a 0.
O Ituano ainda tentou reagir aos 19 minutos, quando Alason Carioca finalizou e Victor Golas salvou com o pé esquerdo. Mas o XV voltou a ser mais eficiente e liquidou a partida aos 35 minutos. Serginho invadiu a área, driblou a marcação e bateu forte para fechar o placar em 3 a 0.
Após a derrota, o técnico Mazola Júnior não escondeu a preocupação com o desempenho da equipe e classificou a atuação em Piracicaba como a pior do ano. Segundo o treinador, o confronto já era tratado internamente como uma deci-
são justamente para evitar que a vaga fosse definida apenas na última rodada.
O treinador lamentou a falta de competitividade, afirmou que a equipe perdeu praticamente todos os confrontos individuais e criticou a postura do elenco em um duelo considerado decisivo. Para ele, o espírito apresentado em campo esteve muito distante da importância da partida.
Mazola também levantou preocupação com a possibilidade de o XV motivar financeiramente o Votuporanguense para a última rodada, a chamada “mala branca”, e ainda fez duras críticas à arbitragem de Daiane Muniz. O treinador afirmou que já pediu à Federação Paulista que a árbitra não volte a apitar partidas do Ituano, alegando um histórico de resultados negativos do clube sob seu comando.
Brasileirão
Mesmo diante do cenário delicado na A2, o elenco tenta virar a chave rapidamente para a disputa da Série C do Campeonato Brasileiro. O Ituano estreou com vitória ao vencer o Anápolis Futebol Clube por 2 a 0, atuando com equipe reserva, e ganhou confiança para a sequência da temporada.
O volante Nelsinho, autor de um dos gols da partida, destacou a força do elenco e a capacidade do grupo de manter o

ALÉM DAS “CANETAS”: ABORDAGENS QUE AMPLIAM O TRATAMENTO DA
desempenho mesmo com mudanças na formação. Segundo ele, o Ituano possui um elenco equilibrado, capaz de responder bem às alterações promovidas pela comissão técnica.
Nelsinho também ressaltou a adaptação do time ao novo esquema tático implantado por Mazola. Acostumado a atuar com três zagueiros, o grupo precisou se reorganizar após mudanças no sistema defensivo, mas, segundo o volante, conseguiu assimilar rapidamente a nova proposta.
Já o zagueiro Leandro Sergipe valorizou a oportunidade de defender o clube e afirmou que a sequência de jogos representa um momento importante de evolução na carreira.
“Quando eu cheguei aqui, disse que era uma oportunidade única na minha vida, defender as cores do Ituano nós sabemos que é uma grande responsabilidade. É um elenco muito bom, tem grandes jogadores, uma comissão técnica muito boa”, disse. Segundo Sergipe, a equipe assimilou rapidamente a mudança entre linha de quatro e linha de cinco defensores, o que amplia as opções táticas do treinador. Ele ainda destacou a importância de estrear com vitória e sem sofrer gols, algo que fortalece a confiança do sistema defensivo.
A obesidade é reconhecida hoje como uma doença crônica e multifatorial, associada a condições como diabetes tipo 2, hipertensão e esteatose (gordura no fígado). Nesse contexto, o avanço das opções terapêuticas tem ampliado as possibilidades de tratamento de forma mais individualizada. Os medicamentos injetáveis, popularmente conhecidos como “canetas”, ganharam destaque recente pela eficácia na perda de peso. No entanto, abordagens minimamente invasivas, realizadas por via endoscópica e sem cortes externos, vêm se consolidando como alternativas ao tratamento clínico e à cirurgia bariátrica. Esses procedimentos atuam reduzindo o volume do estômago, promovendo saciedade precoce e auxiliando no controle alimentar. Por serem menos invasivos, tendem a apresentar recuperação mais rápida e menor impacto imediato em comparação à cirurgia. Além da eficácia, outro ponto relevante é o custo ao longo do tempo. Enquanto terapias medicamentosas geralmente exigem uso contínuo, os procedimentos endoscópicos concentram o investimento (e com um custo final geralmente menor), o que pode ser vantajoso em alguns perfis de pacientes, sempre com avaliação médica individualizada. Mais do que escolher entre métodos, especialistas destacam que o tratamento da obesidade deve ser personalizado e multidisciplinar, envolvendo mudanças de estilo de vida e acompanhamento contínuo.
Segundo o médico Dr. Luiz Mestieri, o cenário atual reflete um avanço importante: “Hoje conseguimos indicar tratamentos com mais precisão, respeitando as características de cada paciente e buscando resultados sustentáveis”. Nesse novo modelo, diferentes estratégias coexistem, reforçando que o objetivo vai além da perda de peso, envolvendo saúde metabólica, qualidade de vida e prevenção de doenças a longo prazo.
Dr. Luiz Henrique Mestieri Médico Endoscopista CRM-SP 129.788
A Orquestra de Cordas da Fundec fará um concerto de reestreia na próxima quinta-feira (16), às 20h, na Sala Fundec, sob regência de Éder dos Santos. Os ingressos podem ser adquiridos pela plataforma da Megabilheteria ou presencialmente na Fundec, por R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia) de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 17h30.
O repertório percorre diferentes períodos e estilos da música de concerto e reúne obras que transitam entre tradição e expressividade, com nomes centrais do repertório clássico e moderno.
Entre os destaques estão “A chegada da Rainha de Sabá”, de Handel, o primeiro movimento da “Sinfonia nº 29”, de Mozart, além de “Oblivion”, de Astor Piazzolla, que insere a
linguagem do tango contemporâneo na sonoridade das cordas. Completa o repertório o “Divertimento”, de Saint-Preux, compondo um panorama que valoriza contrastes e diferentes abordagens musicais.
A reestreia da Orquestra de Cordas Fundec reafirma seu compromisso com a formação musical aliada à experiência de palco, aproximando o público de diferentes tradições e modos de escuta. A apresentação integra as atividades da Fundec voltadas à prática orquestral e à formação de instrumentistas, consolidando o conjunto como espaço de desenvolvimento artístico. Sobre a Orquestra de Cordas Composta por músicos do Instituto Municipal de Música de Sorocaba (IMMS) e músicos convidados de destaque, a Or-
questra de Cordas Fundec une o caráter pedagógico à performance profissional de alto nível. Originalmente formada em 2015, a orquestra consolidou-se como um espaço vital para o aperfeiçoamento de instrumentistas de violino, viola, violoncelo e contrabaixo. Em 2026, o conjunto celebra sua reestreia, marcando um novo capítulo em sua trajetória com um repertório renovado que transita entre o rigor do período barroco e a inventividade da música contemporânea brasileira. Sob a gestão da Fundec Sorocaba (Fundação de Desenvolvimento Cultural de Sorocaba), a orquestra não apenas fomenta a formação de novos talentos, mas também democratiza o acesso à música de câmara de qualidade.

A “Feijuca do Cadu”, chega à sua edição de 2026 no dia 26 de abril, das 12h30 às 22h. O encontro acontece no Salão de Campo e mantém o formato que combina gastronomia, apresentações musicais e ação solidária.
Com caráter anual, o evento reúne público interessado em experiências gastronômicas e programação cultural em um único dia. Nesta edição, a trilha sonora ficará por conta do DJ Fiico, da banda Oriundus e do grupo Dubalanço, além do encerramento com o DJ Xamã, responsável pelo after com música eletrônica.
A estrutura inclui área ao ar
livre, estacionamento e espaço de recreação infantil. Durante o evento, além da feijoada, servida em sistema à vontade das 12h30 às 15h para quem optar pelo ingresso completo, haverá comercialização de outros alimentos no local.
Outro destaque da edição é a ação social, pois os participantes são convidados a contribuir com a doação de 1 litro de leite, que será destinado ao projeto Cura Brasil.
Os ingressos estão disponíveis em primeiro lote até o dia 21 por R$ 80,00 (com feijoada) e R$ 35 (sem feijoada) e podem ser adquiridos antecipadamente pelo instagram @feijucadocadu.itu ou pelo site Sympla.

