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Foto: Reproduzida da Internet
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EDITORIAL EDITORIAL
Fotos: Jaume de Laiguana
O que o número “10” significa para Siempre vai muito além do que as palavras podem expressar. São mais de 200.000 leituras desde que começamos, um número que representa esforço, sacrifício, dedicação, amor e paixão pelo que fazemos. O caminho percorrido só faz sentido quando há alguém que nos guia pela estrada da vida. Somos guiados por uma luz que brilha com mais força que um milhão de sóis. Chegamos aqui com as ilusões intactas para mais dez, vinte, trinta edições… porque tudo é por ele e para ele: Alejandro Sanz. Com entusiasmo preparamos uma edição a altura do que esse número merece, cheia de surpresas e artigos exclusivos preparados com todo carinho. Viajamos até o álbum “Si Tú Me Miras” e dedicamos um especial rico em detalhes com relatos marcantes do começo da carreira de Sanz, foi emocionante. Após ler a entrevista você poderá relembrar os momentos mais marcantes entre os dois companheiros. Este é outro momento mágico. Nesta edição você poderá conhecer mais sobre a Fundação Paco de Lucía e uma entrevista com seu irmão, o maestro Pepe de Lucía. Entre as novidades embarcamos em #SANZenVIVO. Celebramos o dia 30 de Abril, dia de Alejandro Sanz em Los Angeles, Califórnia (porém universal). Sem dúvida para nós é uma das datas mais importantes do ano. Tentei procurar em livros e dicionários algo que pudesse explicar: Essa loucura de te dizer “te amo” sem falar… Essa força do coração que nos une de dois em dois… Essa fantasia de querer ser o sangue que envolve a tua vida… Essa liberdade da alma que voa livre… Essa necessidade de subir no trem de todos os momentos… Essa canção sem emoção… Essa dificuldade de entender que não é o mesmo ser que estar… Essa gratidão por nos ensinar a ver o céu mais azul… Essa vontade de curar o coração partido… E… Esse nosso amor que desde longe falam que é lenda… Esse maestro que toca com uma louca doçura… Esse universo de pequenas coisas… Esse mistérios dos duelos ao amanhecer… E todas as respostas me trazem de volta a você. Livros e dicionários humanos não são capazes de explicá-lo. "O nosso não tem explicação." Te celebramos hoje e cada dia do ano. Obrigado por ser Siempre.
- Por Larissa Fecher.
EQUIPE SIEMPRE DIRETORA RESPONSÁVEL:
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LARISSA FECHER DESDE BRASIL INSTAGRAM: @LFECHERS_
PAULA TOLEDANO DESDE ESPANHA INSTAGRAM: @UNIDOSENRED
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REVISÃO ESPANHOL: MARIAJE DE LA TORRE DESDE ESPAÑA INSTAGRAM: @MARIAJEDELATORRE
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TRADUÇÃO/ESPANHOL: JENIFER FERREIRA DESDE BRASIL INSTAGRAM: @SAMJMARCENA
TRADUÇÃO/INGLÊS: MYSORE DÍAZ DESDE EUA INSTAGRAM: @MYSOREDIAZ YOLANDA CARDONA DESDE EUA INSTAGRAM: @YOLANDACARDONA
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FUNDAÇÃO PACO DE LÚCIA UMA HOMENAGEM A UM ARTISTA DE RAÇA
“Se existe uma obra artística sobre cuja importância há unanimidade entre músicos de todo o mundo, essa é a obra de Paco de Lucía. Seu universo e sua obra musical constituem um patrimônio inestimável que deve ser protegido e divulgado”. fundacionpacodelucia.com
Nascer, crescer e respirar em Algeciras pode ser um dos sonhos de qualquer guitarrista. PACO DE LUCÍA Nesta cidade do sul da Europa, nasceu o melhor guitarrista de todos os tempos, Francisco Sánchez Gómez, mais conhecido como Paco de Lucía, deixando sua marca pelas ruas onde cresceu, assim como um jeito de tocar violão, um som, uma expressão, um saber, um ser, uma filosofia de entender o flamenco e transmiti-lo ao mundo. Seu pai, Antonio Sánchez Pecino, um grande fã de flamenco, ensinou a todos os seus filhos a tocar e também alguns guitarristas locais que, por sua vez, ensinariam as gerações seguintes. Para Paco, o caçula de seus cinco filhos, aos seis anos de idade. Daquele momento em diante, o violão, sua paixão, o acompanharia por toda a vida. Daquele momento em diante, ele nunca mais o largou. Começou a viajar sem sair do quarto por horas, aprendendo as grandes lições dos maestros e referentes da época. Mais tarde, outras viagens pelo mundo viriam, sendo já um guitarrista profissional. Em fevereiro de 1975, Paco de Lucía estreou-se no Teatro Real de Madrid, auditório até então vetado ao flamenco, ao qual o artista o trouxe enfeitado e com toda a honra que merece, aos ouvidos do público. A partir desse momento, e durante cinquenta anos de carreira artística, o mundo foi a sua casa e o palco a sua forma de expressão musical, sempre acompanhado pelo seu irmão Pepe, Camarón ou grandes nomes do jazz. Fotos: Reproduzidas da Internet
“Com uma mão agarrada à tradição e com a outra arriscando, procurando”, forçou os limites do flamenco tradicional, sem nunca os abandonar, para dotá-lo de um universo harmônico e criativo inovador. Ele teve a coragem de mudar o flamenco por dentro e combiná-lo com outras músicas e estilos. Desde muito jovem teve a determinação de abrir as portas ao flamenco e alcançar o reconhecimento musical, conseguindo exportá-lo para todo o mundo. Poucas figuras são tão indiscutíveis na música. Foi um gênio excepcional, em todos os sentidos, sobre o qual alguns talentos musicais opinaram e manifestaram a sua enorme admiração pelo algecireño: Mark Knopfler: "Quando o vi, entendi que não sei tocar violão". Chick Corea: "Paco me inspirou tanto na construção do meu próprio mundo musical quanto Miles Davis ou John Coltrane." Al Di Meola: “Eu me apaixonei pelo o que ele fazia. Ele era um guitarrista muito diferente de tudo que eu tinha ouvido antes. Dele guardo a coragem de quebrar o molde e me aventurar em um desafio harmônico não convencional para músicos de flamenco. Eu estava pronto para aceitar o desafio em um momento em que o resto dos músicos de flamenco não teriam coragem”.
Carlos Santana: "Era uma pessoa extraordinária e imortal. Está ao nível de Stephen Hawking, Albert Einstein, John Coltrane, Bob Marley ou Michael Jackson... São todos gênios imortais. Sempre que tocava era assim, um enorme flash, uma força da natureza. No começo foi triste saber de sua morte, mas depois aceitei que ele agora está com Deus, que está riscando ondas de luz no céu, enlouquecendo os anjos." Vicente Amigo: “Vi Paco de Lucía quando eu tinha três anos e soube imediatamente o que queria ser. Ele é o maestro, meu pai artístico, meu compadre. Ele foi muitas coisas para mim desde que me inspirou a tocar. Para o flamenco e para mim é tudo”. Tomatito: “Arte não é competição, porque todo mundo que competiu com Paco bateu em um muro enorme, e desenvolveu tendinite nas mãos e na cabeça. Ele é um super-homem, um superstar e um supergênio. Quando eu era jovem, já decidi não competir com ele. Você tem que ser diferente."
Sabicas: “O que eu acho dos novos flamencos? Adoro Paquito, pequeno Paco de Lucía. Ele é meu verdadeiro discípulo. Ele viajou para Nova York muito jovem e veio me ver. Me disse que tinha ouvido todas as minhas gravações e tocou guitarra para mim. Observei suas mãos, como ele movia os dedos, e foi aí que percebi o que se tornaria."
“No início as pessoas ficaram muito surpresas com sua velocidade, com sua técnica; com sua precisão tocando, mas quando você cruza essa barreira você descobre o poder e a profundidade de suas notas, a profundidade do que sua música explica, de sua narrativa. É como Dom Quixote." - Alejandro Sanz Partindo dos princípios de excelência, criatividade, abertura à sociedade e evolução da tradição, as linhas de ação da fundação são:
1 - Divulgação do Legado do Artista: Se há um trabalho artístico sobre cuja transcendência há unanimidade entre músicos dentro e fora de nossas fronteiras, esse é o trabalho de Paco.
“Não temos plena consciência da incrível herança que o flamenco representa, uma das músicas populares mais reconhecidas do mundo. Apesar de suas possibilidades harmônicas e rítmicas, talvez por sua complexidade, ainda não tem o reconhecimento que outras músicas como o jazz têm. Paco conseguiu tornar o flamenco acessível a todos e contribuiu decisivamente para sua universalização”. Assim expressou Gabriela Canseco, presidente da Fundação Paco de Lucía, viúva do guitarrista, No dia 24 de setembro de 2021, a Fundação Paco de Lucía foi apresentada no Teatro Real de Madrid, instituição nascida da responsabilidade e entusiasmo da família e de muitos amantes da música de Paco, por criar um projeto cultural que contribua para explorar, compreender e divulgar a sua figura e o seu legado, e continuar com o que foi a luta do gênio de Algeciras: dar ao flamenco o prestígio internacional que merece igual que qualquer outro dos grandes gêneros musicais do mundo. Para atingir esse objetivo, a fundação tem a missão de explorar, compreender e divulgar a figura de Paco de Lucía. Aprofundar seu testemunho musical e humano para continuar enriquecendo o flamenco do ponto de vista do artista. A intenção da família é transformar a fundação em fonte de inspiração para os amantes do flamenco e da música em geral. A natureza aberta e acessível do projeto oferece espaço para todos os públicos, seguindo os princípios de qualidade e criatividade, com o cunho pessoal e inconfundível da revolução da tradição que Paco de Lucía incorporou, buscando gerar um ecossistema inovador de colaboração com vários entidades privadas e públicas em torno do flamenco e da música.
A influência que o artista teve na evolução do flamenco e sua contribuição para fazê-lo evoluir de uma música marginal para uma música universal é algo que ninguém questiona e que é um valor crescente no cenário musical em geral. Um dos pilares da entidade será a conservação e divulgação do legado de Lucía. Por isso, começou a ser digitalizado o arquivo gráfico e audiovisual do guitarrista, que também contém documentos e pertences pessoais do maestro, além do acervo de seus violões. Este arquivo digital permitirá que seguidores, fãs e pesquisadores sobre o maestro de todo o mundo possam desfrutar deste material. Com o projeto de constituição do arquivo da Fundação, todo o universo criativo de Paco será inventariado e catalogado: músicas editadas e inéditas, demos, imagens, guitarras, memórias, objetos pessoais... A obra de Paco de Lucía contém um catálogo privilegiado para apreciar e compreender a história do flamenco. A Universal recuperou e lançou parte dele em vinil, incluindo algumas gravações dos anos 60 e 70, disponibilizando títulos que não estavam nas lojas há muitos anos, e outros que estão pela primeira vez. Trabalho árduo e emocionante que será de extraordinária emoção e sensibilidade para todos os admiradores do gênio.
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2 - Impulso do flamenco e sua evolução: Claramente, no flamenco há um antes e um depois de Paco de Lucía. Ele conseguiu levar essa sensibilidade particular da música andaluza a todos os cantos do planeta. Para aumentar a conscientização sobre a importância do flamenco, a fundação realizará um “Estudo de Impacto Flamenco”, com o objetivo de analisar o impacto atual e futuro do flamenco do ponto de vista econômico, social, cultural e de posicionamento da marca-país. Hoje, todos concordamos que o flamenco se tornou uma marca de identificação universal do nosso país. Turismo, espetáculos, formação, cultura e uma ampla variedade de atividades e indústrias associadas geram um impacto significativo na economia e no emprego na Espanha. Também de vital importância, especialmente após os anos da pandemia, em que o setor e muitos de seus artistas sofreram uma das maiores crises de sua história, é que as instituições entendam o enorme impacto do flamenco.
3 - Educação e ação social: A Fundação pretende apoiar projetos de inovação pedagógica focados no flamenco, para os quais irá promover um programa de bolsas que facilite a formação musical de potenciais talentos com dificuldades de ingresso. Além disso, em colaboração com a Fundação Música Criativa de Madrid, o objetivo é desenvolver um espaço de criação artística inspirado na carreira musical e visão inovadora característica de Paco de Lucía, no qual jovens criadores poderão desenvolver suas propostas artísticas orientadas por grandes figuras do mundo do flamenco e da indústria da música e terão a oportunidade de serem escalados em festivais de música nacionais e internacionais. Por outro lado, são estudados projetos de produção ou coprodução de séries, filmes ou documentários que difundam o flamenco e o aproximem de todos os públicos. Tudo uma autêntica promoção do gênero tão enraizado em nossa cultura universal.
Em colaboração com a Câmara Municipal de Algeciras e a Junta de Andaluzia, trabalham no futuro Centro de Interpretação Paco de Lucía, que abrirá as suas portas ao longo deste ano e ficará situado no edifício do antigo Quartel da Polícia Local na rua Ruiz Zorrilla em Algeciras. Será um espaço único onde poderá desfrutar do legado do guitarrista, sendo também um local para estudar flamenco e guitarra. Um espaço para compartilhar e celebrar o conhecimento do guitarrista que revolucionou o gênero. Dentro da linha informativa e de difusão, está prevista a realização de uma exposição sobre o gênio de Algeciras. Uma emocionante história da sua vida que lhe permitirá viver e participar no seu universo criativo, numa viagem pelas suas origens, pelos acontecimentos mais marcantes da sua carreira e pelos seus shows mais emblemáticos. Na cerimônia de apresentação da fundação, a que já aludimos, foi também apresentado um show de homenagem a Paco de Lucía, que se realizará no próximo verão no Teatro Real. Já estão confirmados os primeiros artistas como Miguel Poveda, Niña Pastori e Sara Baras, line-up que ficará concluído nos próximos meses com artistas nacionais e internacionais.
A composição do Conselho Curador da Fundação Paco de Lucía ficou assim configurada: Pepe de Lucía, patrono honorário. Irmão de Paco de Lucía, cantor e produtor de flamenco. Gabriela Canseco Vallejo, presidenta. Viúva de Paco de Lucía, restauradora. Casilda Sánchez Varela, vice-presidenta. Primeira filha de Paco de Lucía, escritora e jornalista. Lucía Sánchez Varela, patrono nato. Segunda filha de Paco de Lucía, advogada e produtora. Curro Sánchez Varela, patrono nato. Terceiro filho de Paco de Lucía, diretor de cinema e produtor audiovisual. Antonia Sánchez Canseco, patrono nato. Quarta filha de Paco de Lucía, estudante de direito. Alejandro Sanz, patrono eletivo. Músico, cantor e compositor. Sara Baras, patrono eletivo. Dançarina e coreógrafa de flamenco. Narcís Rebollo, patrono eletivo. Presidente da Universal Music Iberia. Javier Limón, patrono eletivo. Diretor Artístico do Instituto de Música do Mediterrâneo da Berklee College of Music. Federico Linares, patrono eletivo. Presidente da EY Espanha e Presidente do Conselho Social da Universidade de Cádiz. Ángel Pérez Pardo de Vera, secretário não patrono. Advogado. Francisco Porras Oya, secretário-adjunto não patrono e diretor geral. Consultor de Comunicação.
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SIEMPRE: 4. Você sabe que muitos o admiram. Sua filha, a grande Malú, tem muito do tio e muito de você. Conte-nos o que você vê nela que lembra vocês dois.
PEPE: Minha filha tem muito de mim, e pouco do seu tio Paco. Em tudo ela me lembra de mim mesmo. Meus filhos não queriam ir à escola e, desde pequenos, eu fazia Malú cantar e José tocava violão. Eles não queriam ir a escola? Oba! Vamos cantar e tocar. Eles têm muito de mim. SIEMPRE: 5. E Alejandro? O que você vê nele que pode lembrá-lo de seu irmão?
PEPE: Vejo Alcalá, vejo Algeciras, vejo amizade, vejo carinho e respeito imensurável. Meu último álbum foi produzido por ele. Alejandro é Paco.
SIEMPRE: 1. Como surgiu a Fundação Paco de Lucía?
PEPE: Não tenho ideia. A ideia começou com Gabriela e com as filhas mais velhas de Paco de Lucía. SIEMPRE: 2. Seu irmão. Seu amigo. Seu companheiro. Você acha que a música devolveu a ele tudo o que ele deu por ela?
PEPE: A música lhe deu glória. Todos os dias ele devolve o que deu por ela. A música, no entanto, foi colocada em espera, e principalmente o violão, quando Paco se foi. Uma fonte de sabedoria, inspiração, humildade, de saber ser... SIEMPRE: 3. Qual foi o melhor legado de seu irmão para você?
PEPE: Meu irmão.
SIEMPRE: 6. Você viveu grande parte da infância e juventude de Sanz. Você talvez tenha mil lembranças em sua memória. Alguma em especial?
PEPE: Convivi com ele em sua infância e parte de sua juventude. E de sua juventude, sobretudo, tenho ótimas lembranças, por exemplo, quando El Capi me contou sobre um menino de Madrid que cantava muito bem, e que estava produzindo, e curiosamente eu não sabia que ele era filho de um guitarrista, Jesuli, com quem convivi bastante durante nossas vidas, e trabalhamos juntos em teatros em Algeciras, até que um dia eu o conheci. Fiquei muito surpreso que Alejandro era filho de Jesuli. Essa época eu lembro com carinho quando todos vivíamos melhor, quando estávamos juntos no mesmo quarto. Eu morava com meus irmãos na casa da nossa família, e nessa época conheci o pai de Alejandro, e depois veio todo o resto: conhecer El Capi, Alejandro... Vê-lo na Plaza de Touros de Algeciras junto com Cayetano Rivera Ordoñez e Francisco Rivera Ordoñez, filhos de Paquirri e Carmina Ordoñez, que eram dois meninos, e também estava com Tío Paco, (naquela época) pressenti que ele iria muito longe. Eu o vi em um show, em sua primeira tour Pisando Fuerte, e, de fato, ele continuou a pisar forte toda a sua vida.
SIEMPRE: 7. Você foi premiado com um Grammy Latino na última edição e nós o parabenizamos por isso. Uma vida dedicada à música. Faça um balanço: mais satisfação do que decepção?
PEPE: De tudo, mas mantenho o conselho da minha mãe que sempre me dizia: que desse risada e ficasse calado. Dessa forma, aprendi a esquecer o desagradável, e tenho um defeito, e é que eu esqueço de uma pessoa que me fez mal em dois dias, e encontrei muita gente má na minha vida, mas não me lembro de seus nomes, e eu juro por Deus. Nasci assim, com esse caráter, vivi muito depressa, viajei para todos os lugares desde os 16 anos, e olhei muitos olhos, e esqueci as pessoas más, juro diante dos pés da minha mãe e do meu pai. Eu conheci os maiores quando eles estavam abrindo shows, portanto, ninguém pode me surpreender mais. Resumindo, eu fico com o bem porque esqueço o desagradável depois de dois dias, e nem me lembro do nome daquelas pessoas que me causaram algum mal, juro por Deus... Fotos: Reproduzidas da Internet
Maestro, da nossa Revista Siempre, desejamos a você toda sorte e sucesso do mundo nos projetos realizados com a Fundação, bem como em sua grande e extensa carreira musical.
A guitarra me ofereceu a capacidade de me expressar com o resto do mundo sem usar palavras” -Paco de Lucía. E ele conseguiu. Expressou. Transmitiu. Emocionou. Deixou uma marca indelével: Paco Vive.
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3 ANOS #ELDISCO Abril foi o mês escolhido por Alejandro Sanz para lançar #ElDisco. Um mês que, curiosamente, aparece em canções marcantes do artista, agora, também, marca a celebração de aniversário do disco. No passado 5 de abril, o álbum completou três anos do lançamento (2019). Com participações de luxo, o álbum contou com a colaboração de diversos artistas, como Camila Cabello em “Mi Persona Favorita”, Residente em “Los Lugares”, Nicky Jam em “Back in the City” e Judit Neddermann em “Este Segundo”. O álbum foi vencedor do Grammy Awards como “Melhor Álbum Pop Latino”, a canção “Mi Persona Favorita” brilhou nos Latin Grammys ganhando nas categorias de “Gravação do Ano” e “Canção do Ano”. Feliz terceiro Aniversário #ElDisco.
3 anos - #eldisco
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IBA Uma das canções mais sensíveis e emotivas desse novo álbum, “IBA” foi lançada em formato de videoclipe, o terceiro do disco. Casas vazias, folhas secas, paisagens ao estilo cubano dão um toque magistral ao clipe. Um Alejandro Sanz vestido de preto, dirigindo com seus óculos escuros pelas estradas do amor. O videoclipe é dirigido pelo diretor Willy Rodríguez, estrelado pela atriz Marina Salas, e foi gravado em locais espetaculares em Barcelona: Castell de Ben Viure (Ullastrell) e Can Ribot (Castellbisbal), uma fazenda protegida como patrimônio cultural. "IBA" é uma preciosidade, agora não só podemos senti-la como também podemos vêla através dos olhos de Alejandro Sanz.
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iba
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PRÊMIOS ODEÓN 2022 “Alejandro Sanz ganhou um prêmio”, não importa quando você leia isso, sempre será notícia atual (risos). A terceira edição dos “Prêmios Odeón” foi diferente e totalmente adaptada ao tempo que estamos vivendo: a premiação foi online e transmitida através da plataforma sensação do momento, o Twitch. Alejandro Sanz foi um dos ganhadores da noite na categoria “Melhor Álbum Pop”, com seu mais recente álbum SANZ, que mesmo sendo lançado em dezembro de 2021, foi o mais vendido do ano em formato físico. Uma certeza irrevogável que temos dentro de nós é como SANZ voará cada vez mais alto. Felicidades prêmio.
Alejandro,
por
esse
merecido
A viagem apenas começou, SANZ tem muito para viver.
prêmios odeón 2022
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LA RESISTENCIA “La Resistencia” é um programa descontraído, apresentado por David Broncano e produzido pela MovistarPlus. No último 14 de março, Alejandro Sanz foi recebido de pé pelo público, fato que segundo David ainda não havia acontecido: “Não me lembro de uma vez em que o público tenha se levantado para receber um convidado. Nem neste teatro nem no anterior. É a porra do Alejandro Sanz, não poderia ser menos." Não poderia ser diferente, não é mesmo? Alejandro contou que tem o hábito de jogar tênis com David Broncano e contou a história sobre uma partida inesquecível de tênis (risos). Segurando uma raquete, Alejandro começou a contar: "Essa raquete tem um história de uma partida que jogamos contra um renomado cantor e compositor espanhol cujo nome não vamos dizer, Pablo López", disse Sanz entre gargalhadas. "Foi o jogo da infâmia porque ele e seu irmão nos roubaram.. Estávamos ganhando por cinco a zero. Eu estava na rede e vi a bola, sabia que ia quicar na linha. Mas também sabia, no meu coração, que ele ia cantar bola fora.. Acabamos perdendo de sete a cinco", lamentou. O apresentador brincou com esse momento dizendo que Sanz perdeu o interesse pelo jogo, já que seu ponto não havia sido considerado válido. "Eles viraram o jogo.. Você, como você é uma pessoa honesta e viu que a bola entrou, você saiu completamente do jogo", disse David. Uma noite inesquecível para Sanz e para o público.
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la resistencia
notas culturais
LO QUE FUÍ ES LO QUE SOY… Abril, otra vez você, cheio de emoções. O dia 19 de abril de 2018 marcou a estreia mundial, no Festival de Cinema de Málaga, do documentário “Lo que fuí es lo que Soy”, dirigido por Gervasio Iglesias e Alexis Morante. Organizado por Óscar García Blesa. A história do artista espanhol de mais sucesso de todos os tempos foi narrada de maneira íntima e emocionante, com imagens inéditas e momentos que marcaram a história de vida de Alejandro Sánchez Pizarro até Alejandro Sanz. O projeto fez parte da comemoração dos vinte anos do lançamento do álbum “Más”. Não há palavras que possam definir o coração do faM ao ver diante de seus olhos a carreira de seu maior ídolo contada em preciosos detalhes. Ficou disponível por três anos na Netflix, uma das plataformas de streaming mais famosas do mundo, em sua estreia estava entre os mais assistidos. Para coroar o enorme sucesso de “Lo que fuí es lo que Soy”, o documentário foi premiado nos Latin Grammys, na categoria “Melhor Vídeo Musical de Longa Metragem." Em nossa edição N°4 da Revista Siempre, entrevistamos em exclusiva o diretor Óscar García, conversamos sobre os detalhes, curiosidades e gravação. Para mais detalhes, acesse a nossa edição número quatro, disponível em nosso perfil do Issuu.
lo que fuÍ es lo que soy
DIA DE ALEJANDRO SANZ EM LOS ÁNGELES, CALIFÓRNIA Dia 30 de Abril... Certamente, não há orgulho maior para um fã do que celebrar cada dia a vida e a trajetória artística do seu ídolo máximo. Nós, sanzeros de alma e coração temos motivos suficientes para agradecer pelo privilégio de viver ao mesmo tempo que Alejandro Sanz. Um artista inigualável que há mais de trinta anos segue pisando forte e conquistando milhões de corações pelo mundo através de sua música e também por sua preocupação social e filantrópica. Sanz é uma referência para todos, como artista e como pessoa, marcando gerações de músicos e seres humanos predestinados a lutar por um mundo digno e mais justo em meio a tanta desigualdade social global. Entre tantas condecorações importantes que recebeu durante sua trajetória musical, Alejandro ganhou o privilégio de ter seu próprio dia em Los Angeles, Califórnia, em 2013, pelas mãos da vereadora daquele momento, Jan Perry.
“É um prazer estar aqui com um artista tão talentoso. Ele traz sua bela música para a nossa cidade e nós o recebemos de braços abertos. Sou uma grande fã, como tantos outros em Los Angeles. Sua música transcende as barreiras do idioma. É um prazer declarar 30 de abril como dia de Alejandro Sanz em Los Angeles, Califórnia.” - Perry Sanz é um ARTISTA com letras maiúsculas, capaz de transcender barreiras linguísticas e conquistar seu espaço em um país que não fala língua hispana. No decorrer dos anos se apresentou regularmente nos Estados Unidos, trazendo magia para os norte-americanos e deixando sua marca em cada cidade que passou. Los Angeles se converteu em um palco histórico dos shows de Alejandro Sanz. Um dia que se tornou inesquecível e que desde então é celebrado com muita alegria, ilusão e entusiasmo pelos seus faMs em todo o mundo. Apesar de estarmos espalhados pelo mundo, há um sentimento que nos une e que nos torna apenas um: esse amor incondicional que sentimos por Alejandro. Todos somos únicos, viemos de famílias, culturas, cidades, países diferentes e ainda assim nossos corações batem sincronizados ao som de suas canções. Foto: Jaume de Laiguana
É uma honra. Minha mãe ficaria muito orgulhosa de mim. Fico comovido com esse reconhecimento porque no final são muitas horas de trabalho no estúdio de gravação e em diversos países. Essa é a parte bonita de tudo isso. Conhecer esses lugares, fazer amigos, aproveitar com as pessoas os shows. Agora eu já tenho o meu dia, como São Patrício.” - Alejandro Sanz Não há maior dádiva que ser um e nada mais. Um dia para a história… para sua história, que é tão nossa quanto sua. Te celebramos ontem, hoje, amanhã e sempre… e a cada 30 de Abril.
Foto: Salva Muste
HAMBRECERO.ES
BRISA DE ESPERANÇA PARA TEMPOS PROBLEMÁTICOS ÁLVARO CUADRADO, DESDE JOVEM, DEDICA SUA VIDA A CAUSAR UM IMPACTO POSITIVO E GERAR UM ESPÍRITO INCONFORMISTA PARA MELHORAR O MUNDO. Graduado em comunicação audiovisual e com presença regular na mídia por seus projetos de impacto, ele aparece nos rankings como um dos jovens mais influentes e bem-sucedidos da Espanha, com menções importantes também em nível internacional. Comprometido com projetos sociais, fundou a Square Ventures uma consultoria de inovação, da qual é o atual presidente, e de onde lançou muitos projetos sociais e ambientais incluindo o mais recente, HambreCero.es, com o qual alcançou o feito de levar mais de nove milhões de rações alimentares às famílias mais afetadas pela pandemia de covid-19, famílias sem rendimentos, sem-abrigo, imigrantes sem recursos e serviços de saúde, além de que este também o tem mais ocupado, talvez o de maior significado humanitário, e da qual trataremos neste artigo. Square Ventures superou todas as suas expectativas com HambreCero.es. Tudo isso começou com uma ideia de Álvaro de ajudar seus vizinhos no primeiro dia de quarentena por causa da covid-19, e ele perseverou tanto nesse projeto que, um ano depois, tornou-se uma das iniciativas com maior impacto durante a pandemia tendo entregue 1.537 toneladas de alimentos a 1.097.857 famílias.
CUADRADO DISSE: "COMECEI COM 50 LITROS DE LEITE EM UM UBER E JÁ ENTREGAMOS MAIS DE 1.500 TONELADAS DE ALIMENTOS EM CAMINHÕES EM TODA A ESPANHA E AMÉRICA LATINA, PARA MILHARES DE FAMÍLIAS NECESSITADAS". HambreCero.es lidera a Aliança Nacional Contra a Fome, presente em cerca de trinta cidades espanholas, onde estão envolvidas uma centena de empresas doadoras de alimentos e mais de duzentos agentes de terreno. Os departamentos de Responsabilidade Social Corporativa de grandes corporações têm visto em HambreCero.es como um parceiro ideal para não desperdiçar alimentos, com a iniciativa sendo apoiada por muitos meios de comunicação e celebridades como Alejandro Sanz, Ruth Lorenzo, Javier Pereira, Carmen Ruiz, Manu Vaqueiro, Ester Holly e Itziar Castro. Nas grandes metas do HambreCero.es, também há objetivos de internacionalizar sua campanha na América Latina, onde há meses ajuda países como Colômbia, Honduras e Panamá, a barbárie e a guerra surgem quando a Rússia invade a Ucrânia, março passado. Fotos: HambreCero
Em comunicação direta com o Governo da Ucrânia, a Comunidade de Madrid solicitou ao HambreCero que se encarregasse da ajuda recolhida no Hospital Zendal. Além disso, a Força Aérea Espanhola nos deu comida para levar. Para a ação na Ucrânia contamos com o apoio de organizações e empresas como Jeune, Mercedes Benz Financial Services, Adrián Hotels, empresas de Talavera de la Reina, Mensageiros da Paz, Bombeiros que Ajudam, Aaqua, Kabira River & Events, Aquanima, Cofran95 , Oatly, Cabify, Pescadores de Roses, Rotary Moldavia, Aguado, Sennder, Lonova, Sesé, Marcontran, Decoexsa… A Square Ventures desenvolveu uma metodologia própria, baseada em experiências anteriores como nos terremotos na Indonésia, ações de impacto na Namíbia, ajuda durante a pandemia em vários países, bem como no vulcão La Palma e atualmente abrigando mulheres afegãs do domínio talibã.
E o HambreCero.es propõe urgentemente, na medida da necessidade criada no país ucraniano, uma campanha para arrecadar fundos e alimentos para serem enviados aos cidadãos que sofrem a devastação de suas vidas. E o faz de tal forma que está conseguindo enviar mais ajuda à Ucrânia do que vários governos da União Europeia. O HambreCero.es enviou um comunicado de imprensa neste sentido que transcrevemos para os nossos leitores, pois, nestes tempos turbulentos, é fundamental destacar o trabalho de quem esbanja solidariedade aos mais necessitados, de quem realiza tanto esforço e dão sua alma para alcançar os seres humanos que estão passando pela situação mais trágica que já viveram. São exemplo, referência, guia e luz para a humanidade:
No entanto, o HambreCero continua sendo nosso projeto mais ambicioso: ultrapassamos 120 doadores de alimentos e as 370 organizações que nos ajudam a distribuí-lo em mais de 40 cidades. Nos últimos dois anos distribuímos quase 3 milhões de quilos de alimentos. Fomos premiados com a Medalha de Mérito Civil, Anjos da Guarda, Prêmio Inclusão e Empoderamento, LAB Magallanes-Elcano, Prêmio heroísmo na pandemia, Fundación Madrina, vencedores do Merit Award Latin America no FIN 2021 e um Reconhecimento de impacto da JEUNE. Nosso objetivo é ajudar a população vulnerável que precisa do apoio de todos.
civil
mais
“Olhar para o outro lado faz de você um cúmplice da atrocidade. Gostaria que não fôssemos necessários, mas temos claro que estaremos sempre do lado dos vulneráveis e inocentes”>> Álvaro Cuadrado - Presidente da Square Ventures e HambreCero.
<<Mais de 500 toneladas de ajuda já foram entregues à população afetada pela guerra na Ucrânia, inclusive dentro do país. Nosso projeto já conseguiu doar mais de 9 milhões de rações alimentares durante a pandemia e ainda está presente em dez países.
Também é preciso destacar que em um primeiro embarque de alimentos para a região, aquela primeira vez em que tudo é nervosismo e incerteza ao viajar para um local em zona de guerra e com risco de vida, parte da logística foi realizada pela Fundación Sesé, que forneceu um caminhão para transporte, mediante a necessária e fundamental mediação da plataforma La Fuerza del Corazón de Alejandro Sanz.
Lviv, Ucrânia, 21 de março de 2022. A rápida resposta de Álvaro Cuadrado, fundador do HambreCero.es, no primeiro dia da invasão russa, juntamente com a experiência e agilidade da Square Ventures em desastres naturais nos últimos anos, nos tornou um dos projetos com maior impacto social na Ucrânia durante esta guerra. Esta semana serão atingidas as 576 toneladas, transportadas em dezesseis carretas e seis mega reboques. Até à data, já foram entregues 214 toneladas, mais do que vários países da União Europeia. O HambreCero é uma das poucas organizações que conseguiram entrar na Ucrânia, levando caminhões para o interior do país, não ficando apenas na fronteira. No sábado, 19 de março, Álvaro Cuadrado e a sua equipe dirigiram-se pela segunda vez à Ucrânia, para zonas recentemente bombardeadas, podendo assim coordenar a ação desde a linha da frente.
A partir desta publicação, desejamos a Álvaro Cuadrado e a sua equipe toda a sorte para ajudar o maior número possível de seres humanos em situação de vulnerabilidade. Vocês são muito necessários. É possível combater a fome? Sim, é possível e eles estão fazendo isso https://hambrecero.es/ @hambrecero.es @squareventures @alvarocuadrado
Foto: Jaume de Laiguna
Foto: Jaume de Laiguna
FILHO PREDILETO DA ANDALUZIA
JUNTA DE ANDALUZIA. DECRETO 17/2022, DE 22 DE FEVEREIRO, PELO QUAL É CONCEDIDO O TÍTULO DE FILHO PREDILETO DA ANDALUZIA AO SR. ALEJANDRO SÁNCHEZ PIZARRO, 'ALEJANDRO SANZ'. O Decreto 602/2019, de 3 de dezembro, que regulamenta as distinções honoríficas da Comunidade Autônoma da Andaluzia e cria o Catálogo de Prêmios concedidos pela Administração da Junta Andaluza, estabelece em seus artigos 2 e 4 o Título de Filho Predileto da Andaluzia como a mais alta distinção honorífica que a Administração do Governo Andaluz possa conferir em reconhecimento de méritos excepcionais ou extraordinários, ações e serviços realizados por pessoas físicas ou jurídicas, grupos ou entidades em benefício da Andaluzia. O senhor Alejandro Sánchez Pizarro, Alejandro Sanz, nasceu em Madrid em 18 de dezembro de 1968, filho de pais de Cádiz. Seu pai, Jesús Sánchez Madero, era de Algeciras e sua mãe, María Pizarro Medina, de Alcalá de los Gazules. Com mais de 25 milhões de discos vendidos ao longo de sua carreira, Alejandro Sanz é o artista espanhol com o maior número de prêmios Grammy da história, acumulando um total de 4 e 25 Latin Grammys. Fotos: Reproduzidas da Internet
EM 2017, TAMBÉM FOI HOMENAGEADO PELA ACADEMIA LATINA DE GRAVAÇÃO COMO PESSOA DO ANO, EM RECONHECIMENTO À SUA CARREIRA E CONTRIBUIÇÕES FILANTRÓPICAS SIGNIFICATIVAS. A sua vocação musical surgiu-lhe ainda criança. Seu pai era músico, e começou a tocar violão aos sete anos e aos dez já compunha suas próprias músicas. Desde a sua estreia em 1991 (Viviendo Deprisa) até os dias de hoje, todos os seus álbuns foram disco de platina na Espanha, América Latina e Estados Unidos. Ao longo de sua carreira, Sanz colaborou com diferentes artistas renomados de todo o mundo, incluindo artistas como Alicia Keys, Shakira, Destiny's Child, Laura Pausini, The Corrs, Ivete Sangalo, Emeli Sandé, Juanes, Juan Luis Guerra, Marc Anthony, Alejandro Fernández, Camila Cabello, Nicky Jam e o lendário Tony Bennett. Alejandro Sanz foi escolhido como representante da Europa na abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 para interpretar uma versão emocionante do clássico "Imagine" (o trabalho imortal que John Lennon gravou em 1971), arranjado por Hans Zimmer, juntamente com outras quatra figuras do mundo da música: John Legend representando o continente americano, Keith Urban pela Oceania, Angelique Kidjo pela África e as vozes do Coro Infantil Suginami do Japão como representantes da Ásia. Comprometido socialmente, Alejandro Sanz também foi reconhecido por seu envolvimento com organizações não governamentais como Save the Children, Greenpeace ou Médicos Sem Fronteiras.
ASSIM COMEÇOU ESTA HISTÓRIA CHEIA DE VERDE E BRANCO, DE PAZ E ESPERANÇA, COMO A BANDEIRA DA TERRA ABENÇOADA DAS RAÍZES DE ALEJANDRO.
Medalha da Andaluzia em 2000, Filho Adotivo da cidade de Cádiz e arauto do seu Carnaval em 2005, é Filho Adotivo da cidade de Sevilha e obteve recentemente a sua própria estrela na famosa Calçada da Fama de Hollywood. É manifesto, portanto, que no senhor Alejandro Sánchez Pizarro, 'Alejandro Sanz', há méritos suficientes para merecer o Título de Filho Predileto da Andaluzia. Em virtude disso, por proposta do Presidente do Governo da Andaluzia e após deliberação do Conselho de Administração em sua reunião de 22 de fevereiro de 2022, ORDENO: Conceder ao senhor Alejandro Sánchez Pizarro, 'Alejandro Sanz', o Título de Filho Predileto da Andaluzia, com todas as honras previstas no Decreto 602/2019, de 3 de dezembro. Sevilha, 22 de fevereiro de 2022. Juan Manuel Moreno Bonilla, Presidente da Junta de Andaluzia.
Meu nome é Alejandro Sánchez Pizarro, nasci em Madri e Cádiz e cresci pelo o mundo. Eu não tinha outro plano para esta noite e não consigo pensar em um plano melhor para os próximos 20 anos do que continuar cantando para vocês". Alejandro Sanz, ao seu público. Concerto Más es Más. Madrid, 24 de junho de 2017. Você pode ser um cidadão do mundo, pode ter nascido em Madri, Nova York ou Pequim, mas o que faz você pertencer a um lugar está no sangue e na alma. E Alejandro carrega a Andaluzia em todo o seu ser, por isso, embora tenha nascido em Madrid, nasceu também em Cádiz -Andaluzia, também é andaluz.
Manuel Alejandro abriu a gala tocando ao piano uma das suas canções mais emblemáticas, "Háblame del mar, marinero", que reconheceu ter levado a Andaluzia para todo o lado e, sobretudo, como disse, por dentro, afirmando que continuava a falar andaluz apesar de setenta anos vivendo em Madrid. O teatro de pé aplaudiu a atuação do compositor de 90 anos, que quis lembrar sua mãe e sua esposa, que não estão mais conosco: “Compartilho este prêmio com minha esposa, que me deixou”, declarou emocionado, lembrando que seus sogros eram de Córdoba e Granada. "Tudo ficou em nossa terra", disse ele.
Soy el hijo de María y de Jesús: la de Alcalá y el de Algeciras. Yo el más pequeño de dos. Mi hermano mayor de agosto; de diciembre 18, yo Siempre fui introvertido, tenía miedo, estaba ido Me gustaba la poesía, el flamenco y mi bujío...” - BIO (álbum SANZ)
A moça de Alcalá e o rapaz de Algeciras. Andaluzia por bandeira. Sempre a homenageando. A vida dada a ela. E assim sempre demonstrou. Depois de ter recebido várias distinções andaluzas, em 28 de fevereiro, a mãe Andaluzia iria mais longe em seus mimos e honras para Alejandro. Já no ano 2000, recebeu a Medalha da Andaluzia. É Filho Adotivo da cidade de Cádiz e foi o arauto do seu Carnaval em 2005, e é também Filho Adotivo da cidade de Sevilha. O título de Filho Predileto, a Medalha Manuel Clavero Arévalo, bem como as diversas Medalhas Andaluzas, representam os mais altos galardões concedidos pelo Governo Andaluz em reconhecimento de ações, serviços e méritos excecionais ou extraordinários, realizados em diversos domínios, que resultaram em benefício da Andaluzia. E Alejandro passou a vida inteira liderando sua terra andaluza ao redor do mundo pela mão.
TEATRO MAESTRANZA. SEVILHA. DIA DA ANDALUZIA, 28 DE FEVEREIRO. DIA MARCADO EM VERMELHO NO CALENDÁRIO ANDALUZ, ORGULHOSOS DE PERTENCER À SUA TERRA. Uma manhã emocionante e esperançosa para a terra verde e branca. O ato institucional ficou este ano marcado por uma lembrança sentida dos pais e das origens dos vencedores. Alejandro, além disso, para maior emoção, estaria acompanhado por seu padrinho, também premiado, o compositor Manuel Alejandro. Fotos: Reproduzidas de Internet
O ato, conduzido pela apresentadora Eva González, desenvolveu-se entre a alegria dos participantes e espectadores, e os diferentes prêmios e personalidades e entidades premiadas nesta edição. Mas se alguém foi o protagonista do ato - com a permissão de Manuel Alejandro - esse é Alejandro Sanz. E chegou a sua vez. E todo o teatro explodiu de orgulho ao vê-lo subir ao palco, incluindo, claro, a emoção de alguns faMs presentes e desta revista. O intérprete de “Corazón partío” falou em nome de todos os vencedores, agradecendo às autoridades presentes e a todos os convocados para a distinção:
Obrigado por este momento de felicidade absoluta que vocês me deram hoje», evocando a sua infância para adornar esse momento: "Tudo na vida valeu a pena por este momento em que redescobri as minhas raízes mais profundas: as dúvidas, as desilusões, as viagens, cansaço, a vontade de largar tudo, a solidão às vezes. Eu não sei se estão cientes do que fizeram, mas agora eu tenho um garotinho dentro de mim pulando de alegria."
Alejandro continuou falando sob o olhar atento de todos os presentes porque, claro, falava com a alma, emocionado e criando sensações maravilhosas. Como sempre. Ele se lembrou de sua família ao receber a distinção. Disse que ouviu a risada escandalosa de sua mãe dizendo "meu menino é uma eminência", algo que causou mais de uma lágrima na plateia, assim como o "olé bajito" de seu pai, sempre "murmurado". A seus pais, "María a de Alcalá e Jesuli o de Algeciras", os dedicou o título de Filho Predileto da Andaluzia. Mas também lembrou "das canções de cozinha" da sua tia Pepi, de Algeciras, e os shows em Nova Iorque, na companhia do seu tio Paco: "Tenho um tesouro de carinhos e carrego-os todos neste precioso momento", afirmou. Queria também prestar homenagem aos maestros do flamenco que já não estão aqui mas que continuam acompanhando-o: «Quero e devo recordar o flamenco, ao qual devo o mar de dúvidas onde afogo as minhas dores». Lembrou-se de Chati, Diego, Enrique Morente, Camarón, até que sua voz falhou ao evocar seu compadre Paco. "É difícil para mim, é difícil para mim continuar", comentou com o coração derramado na mão. Dirigiu-se então ao compositor Manuel Alejandro para recordar a distinção obtida por ambos: “Hoje a Andaluzia me liberta de todos os órfãos e me escolhe entre os seus filhos juntamente com o meu padrinho. Dupla honra, duplo orgulho, padrinho, a vida nos devia”, disse olhando para Manuel Alejandro, sentado ao lado dos demais vencedores, no palco.
Dedicando suas últimas palavras a sua mãe Andaluzia, Alejandro, madrilenho de Cádiz, um orgulhoso filho andaluz, fazendo todo o teatro respirar autêntica poesia nascida de sua alma, agora verde e branca: «Perdoa-me, minha mãe, por te procurar em cada verso, em cada nota e leva para sempre a minha alma quebrada para que a possas colocar na cabeceira da tua cama ou em cima da tua colcha; Guarda-a, Andaluzia, que já era tua em pedaços e agora é toda tua”, terminando com um retumbante “Viva a Andaluzia!”. Faltava o broche de ouro. A autêntica culminação do ato para a história que, já como filho predileto, Alejandro deu à sua mãe e a todos os andaluzes, quando, acompanhado ao piano por Alfonso Pérez, cantou o Hino da Andaluzia com uma versão muito pessoal, com a sua conhecida voz quebrada, e com pedaços flamencos. Toda a arte e charme de Alejandro ali despejados. Assim terminou a cerimônia de entrega das Medalhas Andaluzas e dos Títulos de Filho Predileto no Teatro de la Maestranza em Sevilha, com a emoção transbordando numa plateia dedicada que envolveu a gala em lágrimas de paixão pelo que ali viviam. Ninguém ficou com um coração partido, Alejandro. Estávamos cheios de orgulho por você, porque, como diz aquele hino que você cantou com maestria, a bandeira branca e verde, volta depois de séculos de guerra para dizer paz e esperança sob o sol de nossa terra […]. Alejandro: Os homens de luz que, aos homens, demos a alma do homem, sua mãe Andaluzia, Espanha e humanidade, nos sentimos felizes por você, por seu coração branco e verde como a bandeira de sua orgulhosa mãe andaluza.
Nós nos escolhemos, eu escolhi a Andaluzia e agora a Andaluzia me escolhe, não há maior demonstração de amor”, declarou Sanz. "Escolhi a Andaluzia como fonte de inspiração, como mãe dos meus desejos, e tudo o que conquistei na minha vida fiz para que minha mãe se sentisse orgulhosa."
Nota da editora do artigo: Esta andaluza de Córdoba, se antes ela te amava desde que criava Deus, depois de ter inventado novamente a Andaluzia e o hino de nossa paz e esperança, ela te ama mais profundamente. Andaluza orgulhosa da minha terra e de você, irmão.
Fotos: Web Oficial AS
PERO ESTA TARDE NO TE VAS
Pelas mãos da diretora...
Porque naquela tarde ela não vai?
Me deixa encantada essas mil e uma maneiras que Alejandro Sanz tem para falar sobre o amor, tantas formas de vivê-lo, de senti-lo, tantas histórias sendo vividas através de suas canções.
Geralmente quando escrevo esse artigo eu estou vivendo dentro da canção, algo específico e muito pessoal, que me faz sentir refletida em cada estrofe.
Dessa vez, confesso, que foi bem diferente. O nome da música me deixou no mínimo intrigada: porque naquela tarde “ela” não deveria ir.
Apenas subi ao meu paraíso expresso e viajei dentro daquela tarde.
Uma mulher de personalidade forte, que prezava por
Te miro amor y tú cambias la mirada...
sua liberdade.
Sentir-se livre era o que dava sentido à sua vida. O poeta desde a primeira estrofe faz sua declaração de intenções.
Sem
compromissos,
sem
a
necessidade
de
viver
e
acordar todos os dias ao lado da mesma pessoa. Transmite seu amor por alguém que certamente não está
vivendo
com
a
mesma
intensidade
e
comprometimento amoroso.
Mesmo
sabendo
que
era
algo
efêmero
ele
não
conseguia se desprender.
Vivendo ou não dentro do mesmo sentimento, existe
Não há uma maneira de conter o amor, porque ele
uma
rompe todas as barreiras impostas pela razão.
excitação
amorosa,
uma
chama
que
cresce
diariamente dentro dele.
"No hay nada como desnudar tu cuerpo entero y amarrar tu excitación.” Uma
afirmação
por
parte
do
poeta
esclarece
esse
desequilíbrio amoroso entre eles, o mais comovente é que ele sabia a razão e ainda assim mergulhou de cabeça.
Sabia
que
desprendida
ela
era
da
vida,
fugaz, uma
que
pessoa
era que
totalmente não
tinha
interesse em viver um grande amor, de ser apenas um com ele.
Enquanto ele queria viver um amor eterno, ela queria algo passageiro.
Fotos: Web Oficial AS
“Te estás yendo, corazón, ¿verdad?” Ele fez uma pergunta sabendo a resposta.
O poeta a olhava e encontrava impaciência. Sentia
que,
o
que
ela
mais
queria,
era
simplesmente
sair
correndo pela porta e nunca mais voltar.
"Lo supe siempre, eres fugaz y aún así yo me arriesgué. Lo haría otra vez." Porém, quem disse que ele se importava que ela era inconstante e passageira? Se arriscou e confessou que faria tudo outra vez.
Muitas
coisas
momento,
mas
poderiam a
única
passar que
pela
sua
certamente
cabeça
não
naquele
passava
era
o
sentimento de desistência, de permitir que ela fosse embora como se não houvesse acontecido nada.
O que faltava pelo lado dela, nele havia porção dobrada de qualquer bom sentimento por ela.
“Susúrrame, que quiero que tus labios rocen mi dejadez y bésame, y bésame.” O poeta não tinha a intenção e nem o poder de amarrá-la dentro da relação porque nunca foi um segredo que ela era fugaz.
Era como esperar que milhões de flores florescerem no outono, mesmo
sabendo
que
essa
estação
é
de
renascimento
da
natureza, onde nenhuma espécie floresce.
O poeta a deixaria ir livremente, sem impedi-la.
Mas isso não significava que não continuaria com ela presente em seus pensamentos.
Tentou até o final sabendo que o inevitável estava por chegar.
“Aunque yo me aferre con la fuerza de un millón de soles y me arranque con las manos el alma. Y aunque se sequen mis ojos de llorar sé que no puedo hacer nada de nada…” Encontrar palavras mais certas e sentimentos mais ardentes que estes, no momento, não creio que seja possível.
O sentimento de impotência no fim o invadiu por completo, mesmo que pudesse arrancar sua alma com as mãos, não era capaz de fazer nada.
Mas agora porque essa tarde ela não vai?
Ele sabia que merecia mais. Ele lutou incansavelmente, a respeitou em todos os momentos, a amou certamente como ninguém havia amado antes.
Ele queria sentir pela última vez o calor. Encontrar um último beijo, um último sussurro.
Ele não poderia permitir que ela se fosse naquela tarde sem antes despedir-se.
“Pero esta tarde no te vas, amor, no te vas…” E ela não foi… ao menos não naquela tarde.
SI TÚ ME MIRAS Es la sensación de haber compartido contigo, media vida...
Fotos: Web Oficial AS
l a i c e Esp
Especial É SEMPRE EMOCIONANTE VIAJAR ATÉ OS PRIMEIROS ÁLBUNS DE ALEJANDRO SANZ, DESSA VEZ, VOLTAMOS AO COMEÇO DA DÉCADA DE 90’ PARA FALAR SOBRE A OBRA MAESTRA “SI TÚ ME MIRAS”. Ele tinha todas as qualidades de um artista com projeção incalculável, algo que a música em espanhol precisava naquele momento. Após a estreia do primeiro álbum “Viviendo Deprisa”, Sanz se converteu em uma superestrela, um fenômeno espanhol que arrastou uma multidão de pessoas por onde passou. Vendeu um número gigantesco de cópias, estava no auge da fama. Não podia mais sair de casa como uma pessoa qualquer, havia sempre milhares de fãs atentas esperando por ele. A vida de Alejandro mudou completamente e agora havia ainda mais expectativa após “Viviendo Deprisa”. Antes de começar a produção do seu novo álbum, Sanz havia realizado uma gira exaustiva em 1992, era um período de transição para o jovem menino do bairro, onde passou por momentos de escuridão, era todo o peso da fama em suas costas, tanta coisa para assimilar em tão pouco tempo. Foi uma fase de aprendizagem vital, pessoal e profissional. Íñigo Zabala (Warner Music) dizia que os segundos discos dos artistas que têm um sucesso descomunal no primeiro álbum sempre é difícil obter o mesmo resultado ou melhor.
"CADA ÁLBUM É UM DESAFIO TOTALMENTE NOVO. AS PESSOAS QUE COMPRAM UM DISCO NÃO COMPRAM UM DISCO PENSANDO SE VOCÊ VENDEU VINTE E UM MILHÕES OU NÃO. ELES GOSTAM OU NÃO GOSTAM. MAS O SUCESSO ANTERIOR SERVE PARA TE MOTIVAR. TEM MUITA GENTE ESPERANDO PARA VER O QUE VOCÊ FAZ, PORQUE ISSO AFETA O SEU PRÓPRIO TRABALHO. ENTÃO VOCÊ LEVA MAIS A SÉRIO. UM PAPEL VAZIO É SEMPRE VERTIGINOSO. MAS, FELIZMENTE, NUNCA TIVE UMA CRISE DE CRIATIVIDADE GRANDE. TALVEZ NO SEGUNDO ÁLBUM TENHA SIDO MAIS DIFÍCIL, PORQUE EU ESTAVA ENFRENTANDO PELA PRIMEIRA VEZ O MONSTRO DO SUCESSO, QUE É UM MONSTRO BASTANTE PODEROSO, NO SENTIDO DE QUE É ASSUSTADOR. O SUCESSO É ESPECIALMENTE ASSUSTADOR QUANDO VEM COM A FAMA, QUE É MUITO COMPLICADO. MAS VOCÊ SUPERA ISSO E CONTINUA NO SEU CAMINHO. E NO FINAL É QUEM EU SOU. EU FAÇO ISSO. EU ESCREVO MÚSICAS E AS CANTO." - ALEJANDRO SANZ
Fotos: Reproduzidas da Internet
Te enseñaré a decir "te quiero", sin hablar...
Tú me das la fuerza para seguir haciendo del barro mi camino... Alejandro aceitou tranquilamente a chegada de Nacho Mañó como co-produtor. Por outro lado, “El Capi", que havia produzido “Viviendo Deprisa” e vendeu mais de um milhão de cópias, também estava embarcado em “Si Tú Me Miras”. Inicialmente não aceitou de bom grado a chegada de Nacho. Ele acreditava que não era necessário mudar a rota, tudo havia dado tão certo anteriormente que havia a certeza que seguindo a mesma fórmula o sucesso era praticamente garantido. Se manter na mesma linha do primeiro disco era como “pão para hoje e fome para amanhã”.
A ideia era clara, tanto Íñigo como Alejandro tinham como desejo e propósito dar uma nova cara, era o momento de amadurecimento em todos os sentidos, passando pelo som até a capa do álbum.
"A SEGUNDA OPÇÃO ERA, SABENDO QUE VOCÊ TEM UM ARTISTA QUE É UM GRANDE CANTOR E COMPOSITOR, QUE VAI SER, NA MINHA OPINIÃO, O MAIOR ARTISTA LATINO, ARRISCAR E ACIMA DE TUDO PROMOVER OU PRIORIZAR A IMAGEM COMO ARTISTA SOBRE OUTRAS COISAS. : COMO CANTOR, COMO COMPOSITOR, COMO MÚSICO, COMO UM ARTISTA PARA DURAR." - ÍÑIGO ZABALA
Partindo de Íñigo, que sempre se preocupou em fazer discos bem dirigidos, ele sugere Nacho Mañó (da banda Presuntos Implicados) para liderar o novo projeto desafiador que estava por vir, a ideia era transformar a imagem do rapaz que cantava canções românticas para meninas adolescentes em um artista maduro e mais experiente, extraindo todo potencial que Alejandro tinha.
Contar com Nacho Mañó deixava bem claro o caminho que desejavam trilhar. Era um produtor que podia fazer qualquer coisa para que o álbum soasse diferente do anterior e principalmente mudar o conceito de como o público enxergava Alejandro. Sem contar a qualidade de arranjos entre outros pontos cruciais.
Haviam duas opções de escolha, a dúvida estava entre se manter na zona de conforto, na mesma linha do primeiro álbum, sem se arriscar. Afinal, Alejandro já havia se consolidado nesse cenário pisando forte com muito sucesso. Ao mesmo tempo eles pensavam que Alejandro não era visto como um artista de prestígio, era preciso dar um passo mais além, algo totalmente diferente do que havia feito anteriormente.
Soñaré contigo y la tienda cerrará...
Produção A PRODUÇÃO DO ÁLBUM OCORREU EM LONDRES, NO ESTÚDIO TOWNHOUSE ENTRE FEVEREIRO E ABRIL DE 1993. UM CENÁRIO COMPLETAMENTE ESPECIAL PARA NACHO MAÑÓ, ONDE PRESUNTOS IMPLICADOS GRAVARAM SEU ÁLBUM DE MAIOR SUCESSO “SER DE AGUA”.
Era um disco que não estava diretamente focado em vendas, mas sim em lançar um conceito de álbum. Nacho Mañó cuidou de escolher uma equipe similar com a que trabalhou em “Ser de Agua”, no mesmo estúdio. Alejandro tinha um contrato em vigor com El Capi, então era necessário um encaixe de necessidades e de ideias entre os dois produtores. Apesar de haver desentendimento lógico entre eles no começo, conseguiram entregar o melhor com muita dedicação e potencial. A produção seguiu seu curso com uma participação de luxo… Paco de Lucía.
“TANTO ENGENHEIROS QUANTO MÚSICOS DE ALTO NÍVEL ESTAVAM IMERSOS EM UMA ESTRUTURA DE ESTÚDIO, MÚSICOS, TÉCNICOS, ALUGUÉIS, ETC., TÍPICOS DE UMA INDÚSTRIA COMO A BRITÂNICA, COM A QUAL VOCÊ TEM MUITOS RECURSOS. E TEMPO SUFICIENTE PARA QUE PUDÉSSEMOS FAZER A GRAVAÇÃO COM A DEDICAÇÃO QUE MERECIA, DOIS MESES NO TOWNHOUSE STUDIOS.” - NACHO.
Juntando o útil ao agradável, Alejandro saiu de um cenário barulhento, onde todos o conheciam e foi para um lugar que poderia agir como uma pessoa anônima, sem ter que lidar com o alvoroço dos fãs. Todas as energias da jovem estrela precisavam estar centradas em seu novo disco longe de qualquer situação que pudesse tirar o foco. Naquele momento ele mergulhou de cabeça na gravação do álbum, além de passar por um período de adaptação e aprendizagem em Londres. Fotos: Reproduzidas da Internet
Mi primera canción estaba hecha..
Paco de Lucía
Nunca foi um segredo a admiração e o respeito que Alejandro Sanz tinha por Paco de Lucía, seu ídolo de toda a vida. “Si tú me Miras” proporcionou a primeira colaboração entre eles. Era a realização de um grande sonho para Alejandro, que agora teria seu ídolo tocando em seu novo álbum. Paco chegou a Londres para passar algumas horas no estúdio… mas essas horas se estendem por dois ou três dias.
"PEGUEI PACO DE LUCÍA NO AEROPORTO, ELE APARECEU EM LONDRES COM UM AGASALHO REFLETIVO E UMA NECESSAIRE COMPLETA NA MÃO. ELE SÓ PENSAVA EM TOCAR E VOLTAR. PACO E ALEJANDRO SE ENTENDERAM MARAVILHOSAMENTE NO ESTÚDIO , ENTÃO AQUELAS POUCAS HORAS NO ESTÚDIO SE TRANSFORMARAM EM VÁRIOS DIAS." - CAPI
Uma das coisas mais fascinantes em Paco de Lucía era sua autocrítica e sua exigência consigo mesmo, talvez fosse esse um dos segredos por ser tão brilhante. Mesmo quando tudo estava bom, ainda assim sempre havia algo que pudesse melhorar para atingir a perfeição. O nível de excelência de Paco não seguia os padrões normais, seguia o padrão Paco de Lucía, (risos). Seguramente, por isso sua hesitação em relação ao que estavam planejando fazer. Mas não demorou quase nada para ele se apaixonar pelo projeto. Paco de Lucía colaborou nas canções “El Escaparate” e “Mi Primera Canción”.
Segundo Íñigo Zabala, ele sentiu que inicialmente Paco de Lucía havia chegado a Londres sem saber muito bem onde estava pisando, estava um pouco receoso digamos assim. Afinal, Alejandro era um jovem, que estava gravando apenas seu segundo disco e não sabia muito bem o que estavam planejando para esse segundo álbum.
Mi primera canción estaba hecha..
Canções DEZ FAIXAS FORMAM PARTE DO ÁLBUM, TODAS ESCRITAS POR ALEJANDRO SANZ.
Escutando “Tú letra podré acariciar” ela nos conecta ao Alejandro Sanz de “Viviendo Deprisa”. Uma mensagem quente e direta para seus fãs que estão sempre ao seu lado, mesmo com a transformação necessária de um disco a outro. “El Escaparate” e “Mi Primera Canción” contam com o talento de Paco de Lucía tocando violão. “Cómo te echo de Menos” e “Cuando Acabas Tú”, são dois grandes temas que ilustram com perfeição o tempo baladista e calmo que buscavam dentro do álbum.
O arranjo original dá ritmo a “Este pobre Mortal”, enquanto o eletrizante ritmo de reggae foi eleito para “Vente al más allá”, na mesma linha que outros artistas estavam fazendo naquela época. “Cuando acabas tú” está cheia de uma raiva contida, enquanto “A golpes contra el calendario” está envolvida em ternura e em uma tristeza paradoxa, de quem termina sua obra e cede seu lugar para a nova fase.
Ele escrevia sobre o que sentia, era corajoso para escrever sobre seus próprios sentimentos. O que chamava a atenção era o amadurecimento de cada uma das letras e o tempo de duração, todas com mais de três minutos e “A golpes contra el Calendario" com mais de cinco incríveis minutos. Foram elas: “Si tú me miras”, “Tú letra podré acariciar”, “El escaparate”, “Cómo te echo de menos”, “Cuando acabas tú”, “Mi primera canción”, “Vente al más allá”, “Qué no te daría yo”, “Este pobre mortal” e “A golpes contra el calendario”. Começando por “Si tú me Miras”, existe ali uma relação sentimental desigual entre um homem e uma mulher. Um amor oculto, que não poderia ser exposto por vários motivos, um deles era que ela havia acabado uma relação um tanto problemática e o poeta se atou a ela de alguma forma.
El amante perseguido que tiene que esconder su voz...
Lançamento FINALMENTE, TODO O PLANEJAMENTO DESEMPENHADO POR ALEJANDRO, NACHO MAÑÓ, EL CAPI, ÍÑIGO ZABALA E TODOS OS DEMAIS ENVOLVIDOS, FOI RECEBIDO COMO UM SUCESSO ENORME INTERNO ANTES DO LANÇAMENTO, POIS HAVIAM ALCANÇADO SEUS OBJETIVOS, DE TRANSMITIR A MENSAGEM DE QUE ALEJANDRO SANZ ERA UM ARTISTA MAIS MADURO.
Foi um disco muito bem produzido em um cenário internacional com músicos renomados, com apenas vinte e cinco anos de idade.
“O ÁLBUM FOI RECEBIDO COM MAIS DIFICULDADE, FOI MUITO SURPREENDENTE PORQUE NÃO ERA O QUE TODOS ESPERAVAM... E CONSEGUIMOS OS RESULTADOS QUE QUERÍAMOS. VENDEU MENOS UNIDADES, MAS FOI MAIS RECONHECIDO, AUMENTOU SEU PRESTÍGIO COMO CANTOR E COMPOSITOR E CONTINUOU VENDENDO MUITAS UNIDADES APESAR DE TUDO. OS FÃS QUE COMEÇARAM COM ELE CONTINUARAM COM ELE, E ACHO QUE DEMOS UM PASSO MUITO IMPORTANTE E ALCANÇAMOS OS OBJETIVOS QUE ESTABELECEMOS PARA NÓS MESMOS”. - ÍÑIGO ZABALA
Foram cuidadosos em todos os detalhes, começando pela capa do álbum que transmite um grande músico e artista. Os clipes são a plena afirmação de evolução estratosférica dentro do propósito. Apelava para um público mais adulto. O álbum foi publicado no dia 17 de agosto de 1993, sendo um dos lançamentos mais importantes e esperados naquele ano. Entrou prontamente na lista de N1, sendo que o primeiro single “Si tú me Miras” foi diretamente para o topo das rádios. Canções como “Tú letra podré acariciar”, “Mi Primera Canción” ou “Cómo te echo de menos” se converteram prontamente em hinos.
O álbum não vendeu como o primeiro, mas com toda certeza ele foi maior do que o primeiro, quebrando o paradigma da “crise do segundo álbum”. Para Íñigo o repertório do segundo disco era tão bom quanto o primeiro, se o lançamento fosse invertido, com a produção de “Viviendo Deprisa” teria obtido o mesmo sucesso, vendendo um milhão de cópias. A questão era que o primeiro álbum surpreendeu em todos os aspectos: o artista, a imagem, a maneira de cantar, as letras. Por isso era necessário uma mudança para o segundo, para seguir surpreendendo. Foi um orgulho para todos que o segundo disco fosse “melhor” do que o primeiro. Alejandro havia crescido como artista, como músico e como compositor. Evoluiu, pesquisou, se moveu por vários caminhos até encontrar onde se sentia confortável. Fotos: Reproduzidas da Internet
Existe un niño que vive en mi...
Básico
Pues me he portado, como un actor casi acabado...
Básico BÁSICO FOI UM APOIO PROMOCIONAL A “SI TÚ ME MIRAS". Surgiu a ideia conceito de gravar um “Concierto Básico”. Onde Alejandro pode defender sua voz e talento ao vivo.
Foi gravado em 1993, nos estúdios Cinearte no Plaza Conde de Barajas, com Nacho Mañó como produtor, e foi um show impressionante. Alejandro teve ao seu lado a presença de Paco de Lucía para deixar a noite ainda mais inesquecível. Quando foi publicado em 1994, reforçou a ideia do potencial que o segundo álbum tinha. Através de “Básico” conseguiram encaminhar como deveria o disco lançado anteriormente. Mais uma vez foi uma aposta certeira cumprindo com o propósito.
"Sentado com meu violão na frente do canhão de luz, descobri que minha sombra é a parte de mim que até a luz despreza." - Alejandro Sanz
A gravação do álbum acústico ao vivo foi feita em colaboração com "Los 40 Principales" que anteriormente se inspiraram no canal de televisão "MTV" que lançou um formato musical conhecido mundialmente como "MTV Unplugged" e que foi um grande sucesso com grandes artistas da época. Na Espanha, “Los 40” deu o nome de “Concierto Básico” a este formato de show. A oportunidade de gravar acusticamente cinco músicas de “Viviendo Deprisa” e cinco de “Si Tú Me Miras” foi um momento chave. Uma edição limitada de quarenta mil exemplares foi lançada e vendida muito bem na Espanha e na América Latina. Fotos: Reproduzidas da Internet
Me escribirás siempre tan sincera...
Alejandro EM MUITAS OCASIÕES ALEJANDRO EXPRESSOU QUE, PARA ELE, ESSE É UM DOS ÁLBUNS MAIS IMPORTANTES E MADUROS DE TODA A SUA CARREIRA, MELHOR DO QUE ESCREVER SOBRE, É LER O QUE ELE TEM A NOS DIZER: “Para mim esse disco foi um dos mais bem sucedidos, tirando “Más”. Obviamente, não foi em vendas. Mas apesar de tudo que estava acontecendo na minha vida pessoal eu estava vivendo um amor muito duro, muito difícil, tinha sangue envolvido, tinha risos, tinha lágrimas, tinha brigas, tinha loucuras, tinha o nascer do sol às três da manhã a tarde em um clube em Madrid pedindo ajuda... saiu um dos álbuns que eu mais amo.” “Sobretudo, porque Paco de Lucía está nesse disco, que é a melhor coisa que já me aconteceu como músico; porque Nacho Mañó estava fazendo essa produção; por causa de como são os temas, e por causa da coragem que havia... ou da ignorância. A bravura vem acompanhada pela ignorância em qualquer caso.” “No final das contas, é um dos álbuns mais maduros que fiz, um passo gigante em relação ao primeiro, e que criou respeito entre um certo tipo de pessoas que me interessavam e que apreciam o que esse álbum significa na minha carreira, porque é cortar com tudo. Depois de vender um milhão de cópias e ser apreciado por todas as meninas, tornando-me uma pessoa totalmente obscura por um tempo, acho que foi um passo corajoso e estou feliz por isso."
“Si tú me Miras” foi a pedra angular que permitiu Alejandro chegar onde chegou em seus trinta anos de carreira, todo essa mudança que passou foi essencial para seu desenvolvimento como pessoa e como artista. Não foi um álbum para projetar sua carreira, mas se tratava dos passos que teria que dar, sendo dono de suas próprias decisões, tendo inteligência e sabedoria para escolher não pelo mais fácil, mas pelo que lhe daria futuro, assumindo riscos para se consolidar como artista, músico e cantor. A ousadia de ir para um terreno desconhecido, o esforço criativo, as horas no estúdio extraindo conhecimento de outros músicos importantes, a primeira colaboração com Paco de Lucía, foram cruciais para moldar aquele jovem artista que tinha um futuro brilhante pela frente. O tempo deu razão a Alejandro Sanz, porque hoje “Si tú me Miras” é um álbum mais atual que o primeiro, apesar das intempéries, segue constante.
Tú letra podré acariciar...
Fotos: Web Oficial AS
O sol voltou a brilhar... O sol voltou a brilhar… Em um longo momento de reflexão sobre como a vida é imprevisível e mágica, esbarrei no ponto de ignição da nossa jornada aqui na terra. Se trata das pessoas que estão ao nosso lado e que fazem o nosso caminho valer a pena. E você, Alejandro, é uma dessas pessoas que fazem meu caminho valer a pena. Entre nossas vivências, memórias felizes e momentos inesquecíveis, é inevitável passar por um furacão ou qualquer outro tipo de catástrofe sem perder o nosso chão. No meu inverno mais longo você me ensinou a dançar na chuva, e quando não tive forças para dançar, você abriu o guarda-chuva e impediu que me molhasse. Você acendeu a luz da vida e me fez encontrar esperança, quando a mesma já não fazia mais parte da minha caminhada. Há momentos que nos mudam e que transformam nossas histórias para sempre. Sua música me sustentou e aqui estamos, eu escrevendo para você e você me lendo. Casualidade? Os corações fortes sempre se encontram. O inverno foi embora. O sol voltou a brilhar. O coração está aquecido. Os sonhos estão pulsando. Os sorrisos se tornaram diários. Não foi casualidade, foi destino. Você forma parte da minha estrutura e de quem sou hoje, sem a sua música não estaríamos aqui tendo esse momento. Esse é o poder absurdo das coisas quase imperceptíveis. Através da música você faz mágica. Você exala paixão pelo seu trabalho. A arte e a poesia atravessam seus poros naturalmente. Sua força na luta por um mundo melhor é inspiradora. O quanto sou grata e feliz por ter você tão presente na minha vida não pode ser traduzido em nenhum idioma. Sua vida me dá vida… e é por isso que o sol voltou a brilhar. Eu te amo daqui até Marte.
- Por Larissa Fecher
Fotos: Reproduzidas da Internet