Publicação da responsabilidade editorial e comercial da empresa Horizonte de Palavras Edições, Lda. Abril 2017 | EDIÇÃO Nº 64 - Periodicidade Mensal | Venda por Assinatura - 4 Euros
Cheong & Soares da Veiga Uma Ponte entre Portugal e Macau
HELEXIA
E O SETOR FOTOVOLTAICO
BOEHRINGER INGELHEIM
RESPONSABILIDADE E INOVAÇÃO
Maria do Carmo Silveira Secretária Executiva da CPLP, afirma
“Com a Nova Visão Estratégica, a CPLP tem uma oportunidade para fortalecer o compromisso político entre os seus Estados-membros”
MENCOVAZ EM DESTAQ
UE
A operar em Portugal como Consultor de Direito de Macau, Nuno Soares da Veiga juntou-se novamente ao seu pai, três anos depois, na Raúl Soares da Veiga & Associados. Como advogado independente de Macau tem apoiado a sociedade a expandir os seus serviços jurídicos para Macau e para a Região Ásia-Pacífico Nuno Soares da Veiga advogado
Índice
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Cheong & Soares da Veiga Uma Ponte entre Portugal e Macau FICHA TÉCNICA Propriedade, Administração e Autor Publicação da responsabilidade editorial e comercial da empresa Horizonte de Palavras Edições, Lda. Administração – Redação – Depº Gráfico Rua Rei Ramiro 870, 5º A 4400 – 281 Vila Nova de Gaia Telefone +351 220 926 879 DIRETOR: Jorge Antunes Editor: Ricardo Andrade Rua Rei Ramiro 870, 5º A 4400 – 281 Vila Nova de Gaia PRODUÇÃO DE CONTEÚDOS: Ana Rita Silva | Elisabete Teixeira
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DIXTIOR, CONSULTORIA, OUTSOURCING, SOLUÇÕES À MEDIDA
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KBEE, E A SEGURANÇA INFORMÁTICA
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Boehringer Ingelheim, RESPONSABILIDADE SOCIAL E INOVAÇÃO
42 PROCURO CASA, PORTAL IMOBILIÁRIO
3 Abril 2017
Preço de capa: 4,00 euros (iva incluído a 6%) Assinatura anual (11 edições): Portugal: 40 euros (iva incluído a 6%), Europa: 65 euros, Resto do Mundo: 60 euros
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PROPRIEDADE INDUSTRIAL
OPINIÃO DE ÁGATA PINHO, advogada
A PROTEÇÃO JURÍDICA DAS CRIAÇÕES DE MODA – UMA TUTELA PACÍFICA? A disciplina jurídica do Direito da Moda (ou Fashion Law) abrange várias áreas do direito e tem assumido cada vez mais importância para o sector da moda, devido à crescente preocupação com a protecção das criações de moda, face a fenómenos como o comércio electrónico, o fast fashion1 ou mesmo a contrafacção. Mas o que é tutelado pelo direito, e de que forma, no sector da MODA? Importa antes de mais salientar que, na MODA, as tendências, os estilos, enquanto tais, não são, à partida, tuteladas pelo Direito. Mesmo que se entenda a moda como arte, a sua natureza instável, imaterial e cíclica, não se coaduna com a qualificação de obra protegida pelo Direito de Autor, nem com a atribuição de direitos de exclusivo. Obras são criações intelectuais do domínio literário, científico e artístico, por qualquer modo exteriorizadas, que, como tais, são protegidas nos termos do Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos (CDADC), incluindo -se nessa protecção os direitos dos respectivos autores (artigo 1.º, n.º 1, do CDADC).
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O n.º 2 do mesmo artigo exclui, expressamente, da protecção por via do Direito de Autor as ideias, os processos, os sistemas, os métodos operacionais, os conceitos, os princípios ou as descobertas, por si só e enquanto tais. Ora, entendendo-se, salvo melhor opinião, a tendência como um conceito, a moda, ou mesmo os estilos de criadores de moda, não são, assim, enquanto tais, passíveis de protecção pelo Direito. Os mesmos princípios também se aplicam à protecção por via do Direito da Propriedade Industrial. Ou seja, os estilos, as tendências, enquanto tal, não são passíveis de protecção pelos direitos de Propriedade Industrial.
1 - Modelo de negócio caracterizado por um padrão de produção e disponibilização no mercado de produtos de moda de forma rápida.
PROPRIEDADE INDUSTRIAL
Diferentemente, já poderá ser objecto de Direito de Autor a materialização dessa tendência em obras concretas, como por exemplo peças de vestuário que constituam criações artísticas. O que é, assim, passível de protecção pelo Direito da Moda são as criações de vestuário e seus acessórios, e complementos como o calçado – adiante designados objectos de moda, desde que preencham os demais requisitos de protecção. A Lei francesa refere expressamente que são consideradas obras intelectuais as criações das indústrias sazonais de vestuário e complementos (artigo L112-2 - 14.º, do Código da Propriedade Intelectual francês). Em Portugal, a protecção dos objectos de moda é feita pelos diversos direitos privativos estabelecidos em geral nos regimes de Propriedade Intelectual. Há, assim, uma multíplice protecção jurídica que vai desde o direito de autor, aos desenhos ou modelos, marcas (em particular marcas figurativas e tridimensionais), e até patentes e modelos de utilidade (para a protecção de elementos de natureza técnica incorporados nos objectos de moda). Poderá também, onde “falta” a protecção por via dos direitos privativos, recorrer-se à proibição da concorrência desleal.
Mas será que, nomeadamente, os direitos privativos respondem de forma eficaz às necessidades específicas da indústria da moda? Focaremos, agora, na tutela conferida pelos Desenhos ou Modelos e pelo Direito de Autor, que são, aliás, os direitos mais relevantes no âmbito da protecção dos objectos de moda. A análise dos outros direitos privativos poderia ser objecto de um outro artigo. O desenho ou modelo designa a aparência na totalidade, ou de parte, de um produto resultante das características de, nomeadamente, linhas, contornos, cores, forma, textura ou materiais do próprio produto e da sua ornamentação (artigo 173.º do Código da Propriedade Industrial - CPI), e é passível de protecção se possuir novidade (artigo 177.º do CPI) e carácter singular (artigo 178.º do CPI).
Ao mesmo tempo, a lei também prevê o designado Período de Graça, isto é, um desenho ou modelo não perde a novidade se tiver sido divulgado ao público 12 meses antes do pedido de registo (artigo 180.º do CPI). Este período também permite ao titular de um desenho ou modelo analisar o êxito comercial do mesmo no mercado, e avaliar das vantagens do seu registo. Também é possível invocar um exclusivo sobre objectos de moda por via do Direito de Autor. Essa protecção resulta do disposto no artigo 2.º, n.º 1, alínea i) do CDADC – a protecção sobre as chamadas obras de artes aplicadas, desenhos ou modelos industriais e obras de design que constituam criação artística, independentemente da protecção relativa à propriedade industrial.
Para se beneficiar de protecção por via do Desenho ou Modelo é necessário, por regra, proceder ao seu registo, o qual tem uma validade 5 anos a contar do pedido, renovável até ao limite de 25 anos – artigo 201.º do CPI.
Para além da exigência de criação artística, essa obra também terá que possuir originalidade – à partida não se exige uma originalidade absoluta, isto é, a obra em causa pode resultar de uma inspiração numa tendência.
Acontece que a área da moda, em especial o sector do vestuário, tem na grande maioria das vezes, uma duração de vida económica muito curta:
Ao mesmo tempo, sem nos prendermos, por ora, em dissertações doutrinais sobre a articulação e relação entre estas tutelas, resulta da parte final do artigo 2.º, n.º 1, alínea i), do CDADC, uma tutela cumulativa entre o Direito de Autor e o Desenho ou Modelo. Isto significa que um objecto de moda pode beneficiar de protecção, simultaneamente por via do Direito de Autor, e por via do Desenho ou Modelo.
“A fashion is merely a form of ugliness so absolutely unbearable that we have to alter it every six months!” Oscar Wilde - The Philosophy of dress New-York Tribune, 19 de Abril de 1885 Nesse sentido, o regime geral dos desenhos ou modelos poderá nem sempre estar ajustado à protecção dos objectos de moda, face à efemeridade dos objectos de vestuário, pois quando se começa a beneficiar do direito de exclusivo, o respectivo objecto pode já ter sido já descontinuado, retirado do mercado. Pensando em sectores da actividade como o da moda, foram criadas vias de protecção intermédia de desenhos ou modelos, que visam dar uma resposta mais eficaz às necessidades desse ramo.
Fonte: Centre for Fashion Enterprise
delo não registado inicia-se com a divulgação num estado-membro da EU e tem uma duração máxima de 3 anos.
Uma primeira é o regime dos Desenhos ou Modelos Não Registados (Regulamento (CE) n.° 6/2002 do Conselho, de 12 de Dezembro de 2001) que, como o próprio nome indica, permite a protecção de um desenho ou modelo sem necessidade de registo, dando hipótese ao seu titular de “testar” a aceitação do mesmo no mercado. A protecção do desenho o mo-
Este cúmulo jurídico também encontra correspondência no artigo 200.º do Código da Propriedade Industrial (CPI) – Qualquer desenho ou modelo registado beneficia, igualmente, da protecção conferida pela legislação em matéria de direito de autor, a partir da data em que o desenho ou modelo foi criado, ou definido, sob qualquer forma. Naturalmente que a articulação destes dois regimes não é fácil! Nomeadamente importa saber se, por exemplo, para um objecto de moda poder gozar, a par da protecção como Desenho ou Modelo, de protecção também por via do Direito de Autor necessita de, adicionalmente, constituir uma criação artística. Parece, assim, que perante a criação de um objecto de moda se analise a duração da comercialização do mesmo mercado, grau de originalidade/criatividade, lucros possíveis, para se avaliar da necessidade de protecção do mesmo, e de que forma, em face das especificidades de cada direito privativo. ▪
5 ABRIL 2017
A Propriedade Industrial visa proteger as invenções, as criações estéticas, e os sinais usados para distinguir produtos e serviços no mercado, de onde se infere que tem sempre por base formas materializadas, como um produto ou um serviço.
AVALIAÇÃO IMOBILIÁRIA E PERITAGEM DE IMÓVEIS – CONFIANÇA NO PERITO AVALIADOR
» MENCOVAZ EM DESTAQUE
“A COMPETÊNCIA É O FATOR MAIS IMPORTANTE NA NOSSA ATIVIDADE”
JORGE PEDRO FERREIRA MENDES, VANDA ALMEIDA E JORGE FERREIRA MENDES
Com mais de 40 anos de experiência em avaliações imobiliárias, Jorge Ferreira Mendes é o mentor de uma das empresas de referência do sector, a Mencovaz, que conta já com mais de cem mil imóveis avaliados, sem um único sinistro. A complexidade da atividade e o aumento de pedidos por parte dos clientes incitou a Mencovaz à criação de uma nova área de atuação direcionada para a fiscalização e coordenação de obras. Venha connosco saber mais.
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orge Ferreira Mendes e o seu filho Jorge Pedro Ferreira Mendes gerem aquela que é considerada uma referência na área da avaliação e da consultoria imobiliária: a Mencovaz. A trabalhar no setor de avaliação com algumas das principais instituições financeiras portuguesas, promotores imobiliários, proprietários de imóveis institucionais e privados, Fundos de Investimento Imobiliário, Sociedades Gestoras de Carteiras de Imóveis e Sociedades de Advogados, a Mencovaz define como principais valores o cumprimento de prazos, o rigor e a prontidão, considerados peças fundamentais no mundo da avaliação imobiliária. A crescente melhoria, o desenvolvimento dos seus serviços e o aumento das áreas de atuação têm sido o foco desta empresa que incide a sua atividade na avaliação imobiliária, avaliação de bens móveis e equipamentos e na certificação energética. Recentemente surgiu uma nova área de atuação: a fiscalização e a coordenação de obras, por se ter verificado o elevado aumento de pedidos de tarefas deste tipo por parte de condomínios, clientes privados e bancos, entre outros. “Sempre fizemos peritagens por solicitação de clientes particulares
e estes pedidos triplicaram no ano passado, por isso decidimos criar este novo departamento”. Também as instituições bancárias têm procurado a Mencovaz com pedidos de trabalho neste âmbito. Interessa aos bancos, cada vez mais, garantir que o crédito disponibilizado para investimentos esteja a ser bem aplicado por parte do cliente bancário. “Passámos, assim, a dispor em full-time da colaboração de uma engenheira civil sénior, com o perfil de construção, permitindo-nos fazer uma avaliação muito precisa do estado das construções e garantir que todos os trabalhos estão a ser executados em conformidade com os projectos licenciados e com observância dos regulamentos, especificações e as normas de bem construir e que o capital que as instituições bancárias dispensam ou concedem está a ser bem aplicado”, avança Jorge Ferreira Mendes. Com uma ampla rede de cobertura nacional de 150 Peritos Avaliadores de Engenharia, de norte a sul do país e também nas Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, a Mencovaz presta também serviços de avaliação de imóveis fora do país, bem como de avaliação de empresas. “Neste momento, estamos já a desenvolver parcerias com empresas em Espanha e na Polónia para assegurar a realiza-
ção de avaliações em diversos países e dar resposta a pedidos recebidos de clientes com ligação a esses países”, afirma Jorge Pedro Ferreira Mendes, Sócio-Procurador da empresa. A Mencovaz está também habilitada/certificada para a emissão de certificados energéticos, para qualquer tipo de imóveis - habitacionais, de serviços, comerciais, industriais, armazéns, mistos e quaisquer outros -, dispondo de uma rede de peritos qualificados nessa área específica. A necessidade de a empresa se manter a par das modificações e das exigências do mercado leva a que sejam dadas formações internas na empresa e faz com que a formação contínua externa dos seus quadros seja uma aposta e uma prioridade para a Mencovaz.
O PAPEL DO PERITO AVALIADOR
Podemos constatar que a evolução do mercado imobiliário regista um substancial aumento da oferta e procura, com o aparecimento de novos investimentos de privados singulares e de fundos de investimento imobiliário nacionais e estrangeiros que apostam na reabilitação de imóveis nos centros históricos de Lisboa e Porto, sobretudo
por vezes desvaloriza esta atividade. Há contacto intenso entre um avaliador e um particular quando este vai pedir um crédito bancário ”, explica-nos Jorge Ferreira Mendes, para quem um perito avaliador tem de ter um profundo conhecimento dos mercados e de ser muito rigoroso e atento, exercendo a sua atividade com exatidão. Neste sentido, a entrada na empresa, em 2013, do seu filho Jorge Pedro revelou-se uma mais-valia devido à sua formação com mais de 12 anos em Engenharia Civil, “uma vez que a avaliação imobiliária reúne, num único acto, diversas áreas, nomeadamente a engenharia. Para fazermos uma avaliação temos de saber olhar para um edifício, detetar rapidamente eventuais patologias e resolvê-las”.
Somos considerados uma empresa de referência e iremos trabalhar sempre nesse sentido. (…) A prontidão, precisão, celeridade e disponibilidade são os pilares da Mencovaz
O FUTURO DOS PERITOS AVALIADORES
Desde 2015 que se têm registado alterações legislativas bastante significativas no setor da avaliação imobiliária. “O acesso à atividade está cada vez mais dificultado e exigente requerendo-se maior formação e experiência; além disso acontece, atualmente, estarem associados à atividade todo um conjunto de encargos que encarecem o seu exercício.” Qual será então, dentro de dez anos, o futuro dos peritos avaliadores? “Teremos peritos avaliadores suficientes num futuro próximo?”, interroga-se Jorge Pedro Ferreira Mendes. “A sustentabilidade da atividade, a médio e longo prazo, não parece estar assegurada, isto porque as próprias formações para o seu exercício, além de muito dis-
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para efeito de alojamento local, e de oferta de habitação de elevado standard e excecional localização, investimento estrangeiro acompanhado de um acentuado aumento de concessão de crédito à habitação, tudo isto fatores que têm contribuído positivamente para fomentar a procura no setor, com particular incidência na vertente habitação e do alojamento turístico. “A procura de habitação própria tem aumentado e os valores dos imóveis têm subido entre 5% a 8% ao ano. Há muita procura e investimento estrangeiro, sendo Lisboa uma das capitais europeias com imóveis mais baratos, mão-de-obra qualificada e bem equipada. Somos um país bastante atrativo, seguro e acolhedor, fatores que dão segurança ao investidor”, refere Jorge Ferreira Mendes, Sócio-Gerente da Mencovaz, a quem foi atribuído, há cerca de um ano, o título REV –Recognized European Valuer pela Asaval – Associação das Sociedades de Avaliação, que representa em Portugal a muito prestigiada Associação Europeia TEGoVA-The European Group of Valuers Associations, titulo atribuído, até ao momento, apenas a nove PAI´s (Peritos Avaliadores Imobiliários) portugueses. Portugal é considerado um dos melhores países para investir na área imobiliária, sendo alvo de alguns dos maiores investidores internacionais que veem o nosso país como um país seguro para nele se investir e de clima muito ameno, além de barato, no contexto europeu. O perito avaliador assume atualmente, por isso mesmo, um papel fulcral. “No entanto, o mercado
AVALIAÇÃO IMOBILIÁRIA E PERITAGEM DE IMÓVEIS – CONFIANÇA NO PERITO AVALIADOR
» MENCOVAZ EM DESTAQUE
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pendiosas, estão bastante centralizadas nas duas grandes cidades do país, Porto e Lisboa, afetando o acesso às mesmas por parte de interessados que vivam noutras zonas do país ou nos arquipélagos dos Açores e Madeira”, prossegue o nosso entrevistado. A verdade é que a Lei nº. 153/2015, de 14 de setembro, “regula o acesso e o exercício da atividade dos peritos avaliadores de imóveis que prestem serviços a entidades do sistema financeiro da área bancária, imobiliária, seguradora e resseguradora e dos fundos de pensões, doravante referidos como «peritos avaliadores imobiliários» ”, Artigo 1.º da referida Lei. nº. 153/2015. “Só pode exercer a atividade de perito avaliador de imóveis a entidades do sistema financeiro quem: a) Estiver habilitado para o efeito através de registo na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários («CMVM»); e b) Celebrar por documento escrito os termos em que exerce a sua atividade com a entidade responsável pela gestão de organismo de investimento coletivo, instituição de crédito, sociedade financeira, sociedade gestora de fundos de pensões ou empresa de seguros ou de resseguros”, Artigo 2.º da Lei nº. 153/2015, de 14 de setembro”. Já para o mentor da Mencovaz, Jorge Ferreira Mendes, o fator que mais o preocupa na atividade é a competência, credibilidade e confiança pública no avaliador. “As pessoas ou entidades têm de ter confiança pública em nós e nos valores que estimamos para os imóveis. E a verdade é que na hora do «tira-teimas» a Mencovaz é chamada a intervir com a sua clareza e prontidão de sempre. Estamos a falar de situações em que há avaliações na ordem dos cem milhões de euros.”
A COMPLEXIDADE DO SETOR
“Os bancos, mais do que conceder crédito, chegaram ao ponto em que têm uma carteira de imóveis extensa para gerir”, começa por referir Vanda Almeida, Engenheira Civil Sénior que vai chefiar o departamento de fiscalização e de coordenação de obras da Mencovaz.
“Para além de conceder crédito e negociar dinheiro, os bancos veem-se a braços com imóveis que ficam na sua posse por diversos fatores ligados a garantias ou financiamento a construções, mal sucedidos. Face a este contexto, as entidades financeiras estão atualmente a lidar com uma situação que não é da sua esfera de competência. Terão, assim, que contratar empresas em regime “outsourcing” para se ocuparem da gestão deste património não afecto à sua exploração. Há imóveis em mau estado, com obras inacabadas ou falta de licenças, por exemplo, casos em que tem que se avançar com os procedimentos necessários para poderem comercializar esses imóveis”, reforça a nossa entrevistada. A Mencovaz entra, assim, neste domínio para auxiliar estes clientes, a par dos clientes particulares. A empresa irá abraçar este novo projeto com todo o seu empenho. “Apostamos na formação dos nossos colaboradores de modo a prestarmos um acompanhamento diferenciado e qualificado, como é disso exemplo o recente «Curso de Técnicas de Reforço Estrutural e Avaliação Sísmica» que frequentámos no mês de Março, porque parte dos trabalhos são desenvolvidos na área da reabilitação nos grandes centros urbanos históricos, onde os edifícios têm características muito específicas”. “Quando falamos de intervenções, quer por reabilitação, quer por novo investimento por parte de investidores estrangeiros, estamos a falar de zonas muito atrativas para quem chega ao país, por isso a edificação nestas áreas carece de intervenções, muitas vezes profundas e que têm de ser bem feitas”, elucida-nos Vanda Almeida. “Estamos a falar de um público-alvo diferente, mais jovem, e de turistas estrangeiros, com outro nível de exigência, que levou a que alguns profissionais desta atividade tentassem corresponder às suas expectativas, verificando-se intervenções que são verdadeiramente profundas, que carecem de elevada competência e conhecimentos técnicos muito especializados a uma correta intervenção na estrutura dos edifícios reabilitados”, acrescenta.
Este novo departamento, agora criado, pretende, portanto, fazer um acompanhamento de obra e de projeto que permitirá dar resposta ao cliente através da sua competência e conhecimento técnicos. “A nossa atividade passa um pouco ao lado do cidadão comum, e é importante reforçar a importância do que fazemos e da necessidade de competência técnica para corresponder às exigências que nos são colocadas. É um departamento que vem complementar o trabalho já efectuado na nossa empresa. Tal como o amor que não divide, mas sim multiplica, na Mencovaz o acréscimo de um novo departamento não é uma divisão, mas sim uma multiplicação de valências. Não há uma redução, mas sim um alargamento de competências”, afirma Vanda Almeida. Por sua vez, Jorge Pedro Ferreira Mendes reforça que “a Mencovaz é uma empresa que nasceu como empresa de avaliação imobiliária e que tem, neste momento, uma atividade credível de avaliação imobiliária implantada, de renome, com uma carteira de clientes considerável. Este novo departamento será, por um lado, uma área para crescer e, por outro, uma área que irá complementar a atividade de avaliação imobiliária da Mencovaz. A avaliação de um imóvel será muito mais fidedigna se ao perito avaliador se juntar um engenheiro com o devido conhecimento técnico. Será uma mais-valia e irá acrescentar valor à nossa atividade. No futuro, o avaliador terá de estar dotado de diversas competências técnicas, ter conhecimento e saber fazer uma peritagem completa. Temos de continuar a investir na formação contínua”. “Somos considerados uma empresa de referência e iremos trabalhar sempre nesse sentido. Somos avaliados pelos nossos clientes bancários que fazem, mensalmente, uma avaliação de desempenho em que a Mencovaz fica normalmente nos primeiros lugares do ranking. Na nossa atividade «tudo é para ontem» e a Mencovaz consegue corresponder prontamente aos pedidos dos seus clientes. A prontidão, precisão, celeridade e disponibilidade são os pilares da Mencovaz”, conclui Jorge Ferreira Mendes. ▪
BREVES
BREVES
UM COPO DE VINHO
ANIMAIS NO TRABALHO
Esqueça o sudoku. Um copo de vinho pode ser mais eficaz para o cérebro
Levar os animais para o trabalho reduz o stress e melhora a produtividade
9 abril 2017
E se saber apreciar um bom vinho for melhor para o cérebro do que exercícios mentais? Quem o diz é a ciência. Uma recente investigação da Escola de Medicina de Yale (nos Estados Unidos), levada a cabo pelo médico Gordon Shepherd, volta a colocar o vinho entre os principais aliados da boa saúde mental. Diz o estudo, realizado ao longo de vários anos, que saber apreciar um bom vinho pode ser tão ou mais benéfico para a mente como os exercícios matemáticos, o sudoku ou até mesmo a música. Na prática, lê-se no The Independent, o trabalho conduzido por Shepherd revela que cheirar e bocejar o vinho “requer o controlo de um dos principais músculos do corpo”, uma vez que este hábito estimula o trabalho de centenas de recetores relacionados com o odor e o paladar. No seu livro, Neurogastronomy: How the Brain Creates Flavor and Why It Matters, o especialista defende que criar o sabor do vinho requer um maior esforço por parte do cérebro do que acontece com qualquer outro tipo de atividade humana. Diz o especialista que “o sabor não está no vinho; o sabor é criado pelo cérebro do provador de vinho”, visto que está fortemente associado a memórias e emoções, dois fatores desencadeados mentalmente.
Empresas que permitem levar os animais para o emprego têm trabalhadores mais felizes e produtivos. Os trabalhadores a quem as empresas permitem levar os animais de estimação para o trabalho são menos stressados e mais produtivos. A conclusão é de um estudo realizado na Virginia Commonwealth University, nos Estados Unidos, e que dá como provado que a presença de animais no local de trabalho melhora a satisfação do funcionário e aumenta o seu desempenho. Os resultados do estudo, refere o La Vanguardia, vão de encontro a uma outra investigação levada a cabo pela American Pet Products Manufacturer’s Association, que diz que os ambientes se tornam mais criativos e produtivos e que os trabalhadores se dispõem a trabalhar mais horas. Aumentar a felicidade, melhorar a assiduidade e melhorar as relações entre colegas são outras das vantagens apontadas nos estudos, que sugerem assim que as empresas só têm a ganhar em permitir que os trabalhadores levem para o emprego os animais de estimação.
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MARIA DO CARMO SILVEIRA
TEMA DE CAPA
» Maria do Carmo Silveira, Secretária Executiva da CPLP, em grande entrevista
“Proponho-me dar continuidade aos esforços dos meus antecessores com vista a aumentar a visibilidade e o impacto da CPLP” A vertente da CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, aporta um vasto número de desafios e projectos que urgem salientar e consolidar. Assumir esta “pasta” não se assume uma tarefa simples e muito menos rodeada de um cariz facilitador, até porque a CPLP apresenta uma nova visão estratégica para os próximos dez anos e neste domínio o trabalho nunca cessa. A Revista Pontos de Vista foi conversar com Maria do Carmo Silveira, actual Secretária Executiva da CPLP, eleita recentemente para o biénio 2017-2018, onde, numa extensa entrevista, ficamos a conhecer um pouco mais da Mulher que lidera os destinos de uma tão grandiosa instituição, a CPLP, abordando ainda outras dinâmicas, projectos e desafios da mesma. Fique a saber mais do que se tem realizado e falta fazer no âmbito da CPLP e dos países que a compõem.
O que podemos esperar da sua gestão para o biénio 2017/18? Com um mandato de apenas dois anos pouco se consegue fazer. Ainda assim, acredito podermos conseguir avanços significativos em vários domínios. Por um lado, proponho-me dar continuidade aos esforços dos meus antecessores com vista a aumentar a visibilidade e o impacto da CPLP. Por outro lado, anima-me particularmente o repto lançado pela Nova Visão Estratégica da CPLP para os próximos dez anos e, neste âmbito, destaco a aposta no fomento da cooperação económica e empresarial. Estou convencida que com o envolvimento dos Estados-membros e do interlocutor repre-
sentativo do tecido empresarial da nossa Comunidade - a Confederação Empresarial da CPLP (CE-CPLP), vamos concretizar determinadas medidas no domínio da melhoria do ambiente de negócios no seio da CPLP e, deste modo, promover uma maior aproximação económica dos nossos Estados, tendo sempre em mente benefícios recíprocos. Relacionada com esta dimensão está a problemática da facilitação da circulação para determinadas categorias profissionais, um objetivo fixado há alguns anos e que ainda não foi alcançado. Acredito que neste domínio, e considerando algumas iniciativas já em forja, será possível alcançar resultados concretos. Além dos aspetos acima mencionados há ainda o repto lançado pela Agenda 2030 das Nações Unidas sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável aos quais a CPLP se associa. Neste âmbito espero também ver avanços concretos em matéria de definição de políticas e de governança dos ODS nos Estados-membros da CPLP. Foi Primeira-Ministra, Ministra do Plano e Finanças e Governadora do Banco Central de São Tomé e Príncipe. Sente que
este era um desafio que lhe faltava? Este background assume-se como uma mais-valia para o desempenho das suas funções? Porquê? Ter uma experiência internacional agrega sempre uma mais-valia a qualquer profissional. No meu caso, era desejável e está a ser muito interessante. Não tenho dúvidas que as experiências acumuladas nos cargos anteriores ser-me-ão muito úteis no exercício destas novas funções. Os trabalhos da CPLP incluem uma grande quantidade de áreas temáticas. Quais são aqueles que se pretende debruçar mais? Existe algum em que exista um maior sentido de urgência? Na CPLP todas as áreas temáticas de cooperação são importantes e urgentes. Mas a evolução dos dossiês depende, em muito, da capacidade de resposta dos Estados-membros. A cooperação é feita em diversos domínios, destacando-se, entre vários outros, a implementação dos ODS, a segurança alimentar e nutricional, a educação, cultura, ciência e tecnologia. Estão instituídos encontros setoriais regulares em diversos domínios. Os ministros de tutela de cada sector reúnem-
11 Abril 2017
C
omo é que viu a sua candidatura ao cargo de Secretária Executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e que sentimento a “rodeou” quando foi eleita? Senti-me honrada, naturalmente, mas ao mesmo tempo reconhecendo o peso da responsabilidade que recai sobre a minha pessoa. Trata-se de uma função desafiante mas estou confiante que, com serenidade e dedicação, tudo vai correr bem.
TEMA DE CAPA
» Maria do Carmo Silveira, Secretária Executiva da CPLP, em grande entrevista
-se e definem as principais orientações e adotam planos estratégicos setoriais. Neste âmbito, cabe ao Secretariado Executivo dar seguimento às orientações emanadas destes encontros.
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Maior cooperação económica é um dos grandes desafios para o futuro da CPLP. Esta foi uma certeza que se apurou na conferência internacional realizada no passado dia 22 de fevereiro, “A CPLP: Novos Desafios e Oportunidades”. O que falta aos Estados-membros para atingirem esta realidade? A cooperação económica sempre esteve na agenda da CPLP. Aliás, já em 1996, a Declaração Constitutiva enunciava a importância da cooperação nas relações comerciais e económicas entre os Estados-membros da CPLP. Contudo, é preciso passarmos da palavra a ações concretas. É o que nos propomos fazer! Existem várias decisões adotadas por vários Órgãos da Organização há já vários e que carecem de implementação. A título de exemplo, a necessidade de adoção de medidas com vista à promoção de comércio e investimentos entre os Estados-membros é uma constatação antiga, objeto de várias recomendações mas que, até ao momento, não registou avanços. O que nos propomos é traduzir essas recomendações em medidas concretas. Um cenário de mercado comum, semelhante ao projeto União Europeia, é ainda um cená-
Vamos continuar a trabalhar para que a facilitação da mobilidade constitua um instrumento essencial para o aprofundamento e a progressiva construção de uma cidadania da CPLP. As discussões sobre o tema serão retomadas brevemente, tendo em conta as diferentes realidades de cada país, evidenciando a necessidade de impulsionar a aplicação dos Acordos de Brasília de forma gradual e diferenciada para ter em consideração os condicionalismos a que estão sujeitos alguns Estados-membros
rio difícil de imaginar? Porquê? O mercado comum é a última fase do processo político, económico e social de longo prazo que implica a harmonização de instrumentos e políticas, a convergência macroeconómica e a perda de soberania em vários domínios, incluindo o monetário. Ora, na CPLP é difícil de imaginar um cenário de mercado comum por várias razões: Em primeiro lugar, os Estados-membros pertencem a três zonas monetárias distintas (zona Euro, UEMOA, CEMAC), no âmbito das quais estão sujeitos a determinados compromissos; em segundo lugar, a CPLP não é uma organização supranacional. Trata-se sim, de uma organização intergovernamental emanada da vontade dos Estados-membros de aprofundar os laços de amizade e de solidariedade em torno de três grandes pilares: a Concertação Político-Diplomática, a Cooperação em todos os domínios e a promoção e a difusão da Língua Portuguesa. No entanto, é um plano que não está «fora de questão»? O que é necessário promover e fomentar? Neste momento a criação de um mercado comum não consta nem da Declaração Constitutiva nem dos Estatutos da Organização. Quanto ao futuro, só a Deus pertence… A questão da livre circulação dentro da comunidade CPLP é ainda um lapso? Que
tituições e do Estado de Direito, em última instância, designadamente, como garante da soberania e do respeito pelo quadro constitucional dos Estados. Neste sentido, a experiência de Portugal tem sido uma mais-valia na realização dos Exercícios Militares Conjuntos e Combinados da Série “Felino”, apogeu da cooperação técnico-militar multilateral da CPLP. Estes exercícios têm permitido a interoperabilidade das Forças Armadas dos Estados membros e o treino para o emprego das mesmas em operações de paz e de assistência humanitária, sob a égide da Organização das Nações Unidas, respeitadas as legislações nacionais. Além da Defesa, que outras mais-valias revela Portugal ter e que o torna um bom acrescento de valor à CPLP? Portugal é membro fundador da CPLP mas também é membro da União Europeia, que é um parceiro muito importante para todos os Estados-membros da CPLP. Este posicionamento na Europa faz de Portugal um interlocutor natural da CPLP e dos seus Estados-membros junto à União Europeia e, através desta, advogar a favor da CPLP noutros fóruns internacionais. De igual modo, o nível de desenvolvimento de Portugal em vários domínios constitui uma referência para os demais Estados-membros da CPLP nos respetivos processos de desenvolvimento.
outras problemáticas podem ser apontadas? Seguramente que não. Houve avanços significativos, mas precisamos ir mais longe. Entre os avanços, destacamos a mobilidade estudantil e de detentores de passaportes especiais de serviço ou diplomáticos, a supressão de vistos de curta estadia para cidadãos da CPLP, adotada por um dos Estados membros (São Tomé e Príncipe) e os acordos bilaterais nesta matéria existentes entre outros desses Estados. Vamos continuar a trabalhar para que a facilitação da mobilidade constitua um instrumento essencial para o aprofundamento e a progressiva construção de uma cidadania da CPLP. As discussões sobre o tema serão retomadas brevemente, tendo em conta as diferentes realidades de cada país, evidenciando a necessidade de impulsionar a aplicação dos Acordos de Brasília de forma gradual e diferenciada para ter em consideração os condicionalismos a que estão sujeitos alguns Estados-membros. É possível avanços neste domínio, particularmente para promover a cooperação económica e empresarial. O Presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, defendeu que Portugal “… no caso específico das missões de cooperação técnico-militar, tem uma dimensão muito relevante no aprofundamento da ligação entre os países da CPLP”. Qual é a sua opinião? A cooperação na defesa - e também na segurança – contribui para a estabilidade das ins-
Enquanto Secretária Executiva, quais são as potencialidades que verifica que existem na comunidade lusófona mas que não estão a ser completamente aproveitadas? Destacaria o potencial geoestratégico da CPLP decorrente da localização pluricontinental dos Estados que a compõem e a inserção dos mesmos em distintos blocos económicos regionais. Trata-se de um potencial que deve ser mais explorado. Desde1996, ano em que foi criada, a CPLP é um assunto que divide a opinião pública sobre os seus propósitos e benefícios ou não-benefícios. Contra isso, qual é o melhor argumento que explica a existência e difusão de uma Comunidade de Países da Língua Portuguesa? Qualquer assunto tende a acomodar opiniões divergentes e é natural que também nesta matéria existam pontos de vista diferentes. A existência da CPLP justifica-se, do meu ponto de vista, pelo passado comum entre os seus Estados membros e a língua que nos une. Em face destes dois fatores nasceu a vontade política de estreitarem os laços entre os seus povos. Acredito que as divergências de opinião não incidem sobre a pertinência ou não da CPLP mas sim sobre a eficácia da sua atuação. Ou seja, grande parte das críticas dirigidas à Organização prendem-se com o desejo de maior atuação, de mais concretizações da CPLP junto das populações. Abordando a vertente feminina, é ainda Presidente do Fórum Mulher São-Tomense. Que análise perpetua da Liderança no Feminino no mundo? Sente que ainda temos um longo caminho a percorrer? É cada vez maior o número de mulheres que
ocupam lugares de liderança e de chefia nas empresas, instituições, nas comunidades, entre outros. Contudo, esta tendência ainda não permite falar de paridade na distribuição dos lugares de chefia e liderança, havendo ainda um longo caminho a percorrer. Vários autores se interessam por estudar os traços da liderança no feminino, ou seja, querem conhecer como é que as mulheres desempenham os cargos de liderança e como se revelam líderes, por exemplo, no mundo empresarial ou político. Pessoalmente, não creio haver nas mulheres características específicas que façam delas líderes melhores que os homens. Uma liderança bem sucedida, no meu ponto de vista, é a combinação de comportamentos, habilidades (técnicas, as humanas e conceituais) e ações apropriadas. E essas características são exigidas tanto a homens como a mulheres em posições de chefia. É preciso dar-se mais oportunidades às mulheres. Por fim, o que podemos contar por parte da CPLP? O objetivo da CPLP é servir os propósitos de desenvolvimento dos seus Estados-membros, o que implica que a CPLP deve ser uma Organização em constante movimento, em busca de novos caminhos, por forma a acompanhar as contínuas dinâmicas dos países e, simultaneamente, integrar na sua agenda os reptos do contexto internacional. Com a Nova Visão Estratégica, a CPLP tem uma oportunidade para fortalecer o compromisso político entre os seus Estados-membros, exponenciar novas áreas de atuação e alavancar a projeção da língua portuguesa no mundo. ▪
afirmação da mulher em sociedade Lidou com algum tipo de preconceito pelo facto de ser mulher? Toda a mulher, em algum momento da sua vida, sofreu alguma forma de preconceito. O que faz a diferença é a forma como lidamos com esses preconceitos. Nos conformamos e nos submetemos ou contestamos? E ainda, como contestamos? Contribuir para a afirmação da mulher em sociedade é uma das suas metas? Gostaria de contribuir para um mundo mais igualitário, onde haja espaço e poder para homens e mulheres.
13 Abril 2017
De igual modo, o nível de desenvolvimento de Portugal em vários domínios constitui uma referência para os demais Estados-membros da CPLP nos respetivos processos de desenvolvimento
LUSOFONIA: UM MUNDO DE OPORTUNIDADES
» COMPANHIA DE ELETRICIDADE DE MACAU
CEM COLOCA MACAU A PASSOS LARGOS EM PROJETOS DE MOBILIDADE ELÉTRICA Carla Cocco Gomes é portuguesa, chegou a Macau em 2006 e trabalha na CEM, a Companhia de Eletricidade de Macau, há mais de cinco anos, liderando a assessoria jurídica da empresa, cargo que cumula com a gestão de projetos. Em entrevista, explicou o seu trabalho diversificado e a importância dos projetos que lidera.
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ale-nos um pouco sobre o seu percurso em Macau Fui para Macau para exercer a advocacia no seguimento do que fazia já em Portugal e, depois de três entusiásticos anos de uma atividade rica e intensa em ações judiciais maioritariamente relacionadas com o erro médico e créditos laborais, bem como na negociação do uso de espaços comerciais em casinos, surgiu a oportunidade de ir liderar a assessoria jurídica da Universidade de Macau, função que desempenhei durante dois anos com alegria e que me permitiu descobrir uma das minhas vocações, a assessoria jurídica em organizações de grande dimensão. Mas a CEM parecia-me um excelente desafio e assim que surgiu a hipótese de ir liderar a assessoria jurídica desta concessionária do serviço público de fornecimento de energia elétrica não hesitei. Posso dizer que desde que entrei para a empresa tenho tido oportunidades fantásticas de desenvolvimento profissional e pessoal. Exemplo disso é a possibilidade de cumular o meu cargo com a gestão de projetos, outra competência que acabei também por desenvolver e que me preenche muito do ponto de vista profissional.
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Mais do que fornecedora de energia elétrica no país, a CEM tem contribuído para o desenvolvimento da mobilidade elétrica. Em que projetos é isto visível? Desde 2010 que a CEM tem vindo a promover a utilização de VEs (veículos elétricos) tendo adquirido nesse ano dois veículos dessa natureza. A par dessa iniciativa instalaram-se equipamentos de carregamento de fabrico próprio, em dois parques de estacionamento públicos com o propósito de se dar início aos primeiros testes. É preciso lembrar que até há cerca de quatro anos só existiam três veículos elétricos de quatro rodas em Macau, sendo um deles da CEM. Depois, em 2012, já com o intuito de começar a trabalhar numa rede integrada de pontos de carregamento, abrimos um concurso e adquirimos no mercado estações de carregamento inteligentes, desta vez com capacidade de comunicação e integração num sistema central de gestão, e que foram instaladas em mais sete parques de estacionamento públicos. Em 2013 entrámos na fase piloto que, em 2016, ganhou novo fôlego com a integração da temática do carregamento de VEs nas Linhas de Ação Governativa do Governo da RAEM, tendo sido instalado equipamento de carregamento em mais dez parques. Este ano estamos já a preparar o concurso para aquisição de equipamento que deverá ser instalado em mais oito parques contemplando-se assim 60% dos parques de estacionamento públicos da RAEM. Acredito que com uma rede integrada e diversificada de pontos de carregamento os consumido-
de criação de uma rede integrada de pontos de carregamento de VEs é-me particularmente caro uma vez que tive a felicidade de me ser atribuída a respetiva gestão em 2012, o que me tem dado a possibilidade de acompanhar e contribuir diretamente para o progresso da mobilidade elétrica em Macau. Acredito muito que na base de qualquer ação tem de estar a respetiva sustentabilidade, sobretudo ambiental. Sem ar para respirar e água para beber acabaremos todos por desaparecer. Há que lutar pela mudança do paradigma de consumo e procurar soluções que sejam cada vez mais amigas do ambiente.
CARLA cocco GOMES
Este ano estamos já a preparar o concurso para aquisição de equipamento que deverá ser instalado em mais oito parques contemplando-se assim 60% dos parques de estacionamento públicos da RAEM
res se sentirão mais confiantes para a aquisição de veículos elétricos. É, de resto, uma tendência inevitável. Temos tido inúmeras reuniões com construtores que pretendem obter informação relativa a soluções técnicas que contemplem o fornecimento de energia elétrica para carregamento de VEs em edifícios para habitação, bem como importadores de VEs que pretendem saber que standards serão adotados na RAEM a nível de carregamento, designadamente no que respeita a tipos de tomadas, a fim de poderem adequar os VEs ao sistema de carregamento agora em franco crescimento. Enquanto gestora de projeto da CEM que projetos poderia destacar como aqueles de que mais se orgulha e porquê? A CEM teve e tem em curso uma série de projetos de que me orgulho mas este em concreto,
O facto de ser também advogada é uma forte mais-valia? Porquê? Para este projeto com certeza. Aliás, foi precisamente por causa da minha formação académica e do meu cargo de assessora jurídica da CEM que fui escolhida para o gerir, para além do enorme entusiasmo que demonstrei quando a hipótese se colocou. Ao contrário do que se passa em Portugal desde 2009, em que se tem vindo a construir um enquadramento legal para a Mobilidade Elétrica, com a estipulação clara dos intervenientes e respetivos papéis, bem como dos requisitos técnicos dos equipamentos e infraestruturas necessários ao carregamento de VE e à comunicação dos respetivos dados para e entre as várias entidades, em Macau não existe regulamentação específica para o fornecimento de energia elétrica num contexto de mobilidade elétrica. Ora o carregamento de veículos elétricos apresenta um novo paradigma no fornecimento de energia elétrica, com vicissitudes que não foram contempladas no modelo de negócio consagrado pelo regime jurídico do fornecimento de energia elétrica em vigor em Macau, e que data na sua maioria dos anos 80, precisamente porque não existiam à data da criação desse mesmo regime. Foi necessário fazer a compatibilização entre as possíveis soluções técnicas para as infraestruturas elétricas que alimentam os equipamentos de carregamento e para os próprios equipamentos de carregamento e o regime jurídico em vigor, adaptando no que fosse adaptável e inovando no que fosse possível inovar sem, contudo, ferir os princípios básicos de segurança e qualidade no fornecimento da eletricidade e de proteção do consumidor, previstos na lei. Todos os dias se colocam, a par dos desafios técnicos, questões de natureza jurídica, a que urge ir dando resposta. Este é uma matéria que de tal forma me interessa que acabou por ser o tema da minha tese de mestrado “O Enquadramento Jurídico do Carregamento de Veículos Elétricos face ao Serviço Público de Fornecimento de Energia Elétrica em Macau”. Não posso deixar de agradecer à CEM e a toda a equipa de projeto, pela oportunidade que me foi
E ser mulher alguma vez foi sinónimo de dificuldade acrescida? Sempre tive uma personalidade forte. Sempre soube muito bem o que queria e, sobretudo, o que não queria. Ser mulher pode ser uma dificuldade acrescida para quem deixa que o género interfira no desempenho profissional, o que não é o meu caso. Penso que quando se procura ser competente e eficaz naquilo que se faz, dando o melhor que se sabe e pode, com a melhor boa vontade, o género acaba por não representar qualquer tipo de papel. No fundo, somos todos humanos. É mais importante ter uma boa capacidade de gestão de emoções e egos, nossos e dos outros, retirando o melhor partido de cada situação e aproveitando sinergias positivas e os vários conhecimentos disponíveis, do que ser mulher ou homem. Aliás, estou convencida de que esse é o segredo de uma boa liderança. O que mais gosta no seu trabalho? A diversidade de funções tanto no que respeita ao conteúdo como à complexidade ou ao nível de hierarquia em que executo as minhas tarefas. Tanto posso estar numa reunião com o regulador a negociar cláusulas para um novo regime jurídico aplicável ao setor, como a aconselhar a Comissão Executiva numa decisão estratégica para a empresa ou a discutir com a minha equipa de projeto, a necessidade da adoção de protocolos de comunicação abertos (OCPP) para as nossas estações de carregamento, a elaborar um recurso hierárquico ou um processo para envio ao advogado externo para litigância judicial, ou a elaborar políticas internas de proteção de dados pessoais e outras, rever pontualmente um ou outro contrato ou ajudar na negociação de situações mais complexas, elaborar instruções de trabalho para procedimentos multidisciplinares como por exemplo todo o processo de obtenção da concessão de um terreno, que exige a colaboração e coordenação entre vários departamentos da empresa e tantas outras entidades públicas. Outro aspeto que considero muito aliciante é o facto de trabalhar diariamente com pessoas de outras áreas, maioritariamente engenheiros, o que me obriga a pensar e a falar sobre Direito de uma forma pragmática e direcionada para a apresentação de soluções concretas, numa linguagem que tem necessariamente de ser clara e objetiva. A componente pedagógica da minha atividade também me preenche, uma vez que o aconselhamento jurídico que presto é sempre acompanhado de uma explicação da respetiva razão de ser, acabando por disseminar desta forma algum conhecimento jurídico relacionado com a atividade de cada departamento, dando-lhes uma cada vez maior autonomia para a tomada de decisões com segurança do ponto de vista jurídico. Para além disso, dou formação interna sobre assuntos pertinentes com os quais todos lidamos diariamente, como a proteção de dados pessoais e a imparcialidade e isenção na prossecução dos deveres profissionais.
mento Experience a Vida sem Energia Elétrica”. -Desde 2012, o “Prémio de Excelência para Cidadãos Sénior de Macau” através do qual se procura encorajar os mais idosos a continuarem a desenvolver o seu potencial após a reforma.
As relações profissionais e frutuosa troca de experiências com a EDP tem já muitos anos e continuamos a contar com o know-how que a EDP nos tem vindo a disponibilizar enquanto consultora em inúmeros projetos, incluindo este projeto das estações de carregamento de VEs
A CEM celebrou, recentemente, o aniversário do Templo Pak Tai oferecendo um almoço a 300 idosos. Este tipo de iniciativas são recorrentes e fazem parte da política da companhia? Essa é apenas uma das iniciativas comunitárias da CEM. Temos um vasto leque de outras ações direcionadas a pessoas com dificuldades, idosos e jovens, como: -Desde 2000, o “Programa da Comunidade”, em que a nossa equipa de voluntários executa inspeções e remodelações gratuitas a instalações elétricas de cidadãos idosos que vivem sozinhos, de famílias carenciadas, bem como de cidadãos com necessidades especiais. Fazemos parcerias com entidades de solidariedade locais a fim de providenciarmos serviços sociais diversificados como por exemplo a instalação de campainhas de porta com sinalizador luminoso para surdos e de tomadas e ligações elétricas para invisuais para que possam viver num ambiente mais seguro. -Desde 2004 o “Grupo de Embaixadores da CEM”, uma equipa de serviço voluntário que, para além de executar o “Programa da Comunidade” e participar em várias atividades de beneficência na comunidade, também faz visitas a crianças hospitalizadas e a centros de idosos, durante as épocas festivas. -Desde 2010, o programa de estágios “Estrelas em Potência da CEM”, em parceria com a Associação de Para-Olímpicos de Macau (MSO, com o intuito de ajudar no desenvolvimento pessoal de jovens e adultos com necessidades especiais. -Várias atividades para crianças e adolescentes a fim de promover conhecimento no que respeita a bons hábitos de consumo de eletricidade, energia verde e proteção ambiental, procurando divulgar estes valores numa fase crítica da formação da personalidade. Temos o programa da formação “Embaixadores de Energia” a “Feira Recreativa da Energia” em que se divulga uma melhor utilização da energia através da aplicação de tecnologia inteligente e uso de energias renováveis e o “Acampa-
Como se pode caracterizar o papel evolutivo que a CEM tem tido na economia de Macau? O papel da CEM no desenvolvimento da economia de Macau consiste em responder de forma célere e eficaz ao crescimento contínuo das necessidades de energia elétrica, através de um fornecimento seguro e estável, a preços razoáveis. O consumo de energia elétrica de Macau aumentou cerca de 70% nos últimos dez anos. A infraestrutura de fornecimento de energia requer um planeamento rigoroso que contemple o desenvolvimento da região e das crescentes necessidades de energia elétrica muito antes de estas se concretizarem. Consequentemente, tem de haver um investimento contínuo na construção e atualização das infraestruturas, de forma a assegurar a qualidade do fornecimento, destacando-se a terceira interconexão com a China Southern Power Grid. O Index e Disponibilidade Médio do Serviço ou, como é mais conhecido, o Average Service Availability Index (ASAI) alcançou os 99.9998%, estando entre os serviços de fornecimento de energia mais avançados do mundo. Como analisa as relações entre Macau e Portugal? Penso que estão boas e que se recomendam. Nós sentimos diretamente o quão estreitas essas relações são. A EDP é uma das grandes sócias da CEM e está presente através da Sociedade Energia Ásia Consultoria, limitada com uma participação de 21% no capital social da empresa. As relações profissionais e frutuosa troca de experiências com a EDP tem já muitos anos e continuamos a contar com o know-how que a EDP nos tem vindo a disponibilizar enquanto consultora em inúmeros projetos, incluindo este projeto das estações de carregamento de VEs. Tive a oportunidade de reunir com alguns engenheiros da EDP e foram fantásticos na partilha de informação relativa à forma de como o modelo da mobilidade elétrica tem vindo a ser implementado em Portugal. Que oportunidades considera que estão ainda por aproveitar no espaço lusófono? Não serei uma ‘expert’ para falar do assunto, mas penso que em todas as áreas em que o sistema jurídico seja ainda semelhante ao português, com modelos de negócio e soluções técnicas que são fortemente influenciados pelos regimes jurídicos previstos para determinados setores, Portugal poderá dar e receber muito, visto que muitas vezes as soluções apresentadas pelos países anglo-saxónicos não se harmonizam com os requisitos legais previstos para determinadas atividades ou setores de atividade regulados pela lei portuguesa ou de raíz portuguesa. Poderá ser Macau o elo que falta entre a China e os países da Lusofonia? Pode ser um elo a que os países lusófonos podem recorrer, como aliás tem vindo a acontecer e cada vez mais. Não me parece contudo que no sentido oposto, isto é, da China para os países lusófonos, haja necessidade de passar por Macau. Como grande potência que é, a China não precisa de intermediários para entrar seja onde for. ▪
15 Abril 2017
dada, de gerir este projeto e pelo privilégio que tem sido trabalhar com profissionais competentes e interessados com os quais aprendo todos os dias, e que me questionam sempre com muita pertinência contribuindo para que tenhamos conseguido ultrapassar todas as situações de impasse de forma eficaz.
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» INTELLCORP EM DESTAQUE
INTELLCORP
INTELIGÊNCIA E SEGURANÇA “Os maiores desafios para a IntellCorp serão sempre transmitir ao público, em geral, os benefícios dos nossos serviços e a noção de que uma postura preventiva é sempre mais barata e simples do que agir por reação”, explica-nos, em entrevista, Ruben Ribeiro, Managing Partner da IntellCorp.
RUBEN RIBEIRO
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presentam-se como a primeira empresa de Intelligence no mundo lusófono. Como foi criado este projeto? A IntellCorp evoluiu como projeto desde 2014, pela vontade e compromisso de um grande número de profissionais das Informações e Contra-Informações, das Forças de Segurança, de diplomatas, de académicos, de profissionais civis de várias áreas e de militares. O projeto ganhou especial impor-
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tância na medida em que, após a crise que Portugal atravessou em anos recentes, ficou mais exposta a fragilidade e falta de opções para profissionais das diversas áreas na sua tentativa de internacionalização. Contudo, a principal razão foi a enorme preocupação com as crescentes ameaças internacionais de vário tipo e as vulnerabilidades das empresas portuguesas, a par da sua falta de capacidade para se imporem no plano internacional.
Lidam com situações “hostis” e atuam na “sombra”, ou seja, de forma discreta. Em Portugal, que trabalho tem sido desenvolvido? Sendo a IntellCorp pioneira na sua forma de se apresentar e nas áreas que trabalhamos procurou-se antes de mais transmitir ao público em geral que o nosso objetivo é auxiliar as empresas, profissionais e Estado português no esforço de internacionalização e de proteção das suas estruturas, seja de forma preventiva (idealmente) ou com ferramentas de reação rápida em casos de crise. Naturalmente, empresas anglófonas, francófonas, germanófilas entre outras já possuem essas ferramentas e o apoio substancial dos seus Estados quando procuram internacionalizar-se. Não só existe um esforço de orçamentação no que toca aos Serviços de Informações, vertente diplomática ou Forças de Segurança, como esse apoio do Estado se traduz muitas vezes na dinamização das suas próprias empresas com maior contenção e capacidade em serviços específicos, pelo recurso a outsourcing. Já houve aí um investimento prévio na capacidade de projeção económica e política e – consequentemente – geoestratégica dos seus atores. Quais as vossas mais-valias para o universo lusófono? A IntellCorp é única precisamente porque pode oferecer ao universo lusófono um conjunto de skills que até à data se encontravam dispersas e indisponíveis. Na sua evolução, a IntellCorp foi sendo contactada por diversos clientes públicos e privados das mais variadas localizações geográficas tornando-se também ela verdadeiramente internacional. Algo que começou já bastante amplo tornou-se uma rede com um alcance geográfico ímpar, de profissionais de várias nacionalidades e serviços de elite. Quem beneficia é o universo lusófono, pois a IntellCorp coloca ao dispor dos seus clientes uma capacidade a diversos níveis e sem limite geográfico, até à data inexistente.
Quais são os vossos maiores desafios enquanto agentes de informações e de contra-informações? Os maiores desafios para a IntellCorp serão sempre transmitir ao público, em geral, os benefícios dos nossos serviços e a noção de que uma postura preventiva é sempre mais barata e simples do que agir por reação. Há um esforço considerável do Estado português a esse nível, mas sabemos que a IntellCorp tem um lugar importante e o feedback até à data tem sido – das mais variadas formas – extremamente encorajador. As realidades dos países onde estão inseridos são bastante díspares. Mas existe algum ou alguns pontos em comum? Todos os Estados têm objetivos comuns: assegurar uma expansão sólida das suas empresas, garantir a segurança dos seus cidadãos ou manter e aumentar a sua relevância estratégica junto dos seus aliados. A língua portuguesa é uma vantagem para a IntellCorp porque somos pioneiros e os únicos a operar num mercado e num panorama internacional de 270 milhões. É uma excelente aposta para uma empresa como a IntellCorp que não só tem raízes fortes na língua, mas também se move com extremo à vontade no seio de outras grandes comunidades linguísticas. Quem são os vossos clientes? Os nossos clientes são Estados, instituições, empresas, organizações governamentais ou não, gabinetes de gestão de fortunas e indivíduos. Naturalmente, todo o nosso trabalho é feito no cumprimento das diversas legislações dos territórios onde operamos. Levamos, igualmente, muito a sério as exigências e postura das organizações internacionais como a NATO, ONU, EU. Nesse sentido, valorizamos muito a necessidade de reserva e confidencialidade dos nossos clientes, independentemente da sua localização geográfica de origem, que neste momento já abrange África, América Latina, Europa, América do Norte e Ásia. ▪
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» LUÍS DIOGO DA FABRIMETAL EM ENTREVISTA
FABRIMETAL MARCA PRESENÇA NA FEIRA INTERNACIONAL DE BENGUELA 2017
“Somos consistentes e temos no cliente o nosso grande foco, logo não poderíamos deixar de estarmos juntos com os nossos clientes da região sul”, afirma Luís Diogo, Diretor Comercial da Fabrimetal.
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nquanto diretor comercial, que desafios destaca no percurso da Fabrimetal, desde a sua génese até aos dias de hoje, e que considera como fundamentais para que a organização tenha atingido o nível de referência que é hoje? Desde a minha chegada à Fabrimetal, foram muitos os desafios encontrados, todavia penso que posso considerar dois grandes e fundamentais; O primeiro passo para um reposicionamento no mercado, passando a dar maior enfoque no mercado profissional, formal, em detrimento do mercado informal. Esta alteração tornou-se fundamental e oportuna, ainda mais com o agravar da crise, pois a procura pela produção nacional aumentou significativamente e era necessário estar preparado para este mercado, pelo que foi necessário aumentar significativamente os investimentos na Qualidade, quer do processo produtivo quer no produto, seguido de um plano de reestruturação interna. O outro grande e fundamental desafio, foi a alteração da nossa imagem no mercado, a todos os níveis.
A carência de divisas teve que consequências para a empresa? Houve projetos que foram adiados? Esta crise afetou toda e qualquer agente económico e nós não passamos ao lado disso. Efetivamente, em 2016, pela incerteza associada a estes períodos crise, adiamos uma nova expansão, com aumento da capacidade produtiva e de produtos complementares ao Varão de Aço. Mas vamos avançar este ano. Por outro lado, com esta crise também encontramos oportunidades, começamos a exportar em 2016, para solver as necessidades de pagamentos externos, pois o mercado nacional absorve a nossa produção, mas deu para perceber que existem outras oportunidades.
LUÍS DIOGO
O papel da produção nacional tem sido fulcral para a diversificação económica de Angola? Porquê? Mais vale tarde que nunca! De facto, o país demorou tempo a dar a importância devida ao aumento da produção interna, nos setores primário e secundário, e nas políticas associadas em detrimento da dependência excessiva do petróleo. Por vezes as crises fazem bem… Hoje a produção nacional tem maior relevância que algum dia teve na economia nacional, não tanto ainda pela contribuição que já dá para o orçamento anual do estado, mas sim pela potencial contribuição que pode vir a dar, caso a aposta se mantenha, associada a grande diversidades de recursos naturais que o país tem. Produzindo localmente, as vantagens
A FIB (Feira Internacional de Benguela) tem tido um papel relevante enquanto rede de contactos, na oportunidade de criação de negócios e dinamizadora para o desenvolvimento de Benguela. Este ano, que perspetivas tem a Fabrimetal sobre a feira que já é o maior evento da região sul de Angola? A Fabrimetal vai mais uma vez marcar presença neste grande evento. Para nós, tal como referimos anteriormente, somos consistentes e temos no cliente o nosso grande foco, logo não poderíamos deixar de estarmos juntos com os nossos clientes da região sul. Acima de tudo queremos transmitir que estamos cá e que podem contar connosco, assim como transmitir que a curto prazo iremos ter mais produtos para comercializar. 2017 Será que ano para a Fabrimetal? Para nós este ano, continuará a ser um ano de afirmação e consolidação no mercado nacional. Queremos fazer mais e melhor. Vamos decididamente avançar com uma nova expansão. Mais produtos e mais quantidade de produção. ▪
17 Abril 2017
Que estratégias empresariais têm contribuído para uma consolidação no mercado? A consolidação da Fabrimetal no mercado, tem assentado essencialmente em três grandes estratégias, a saber: a aposta continua na qualidade do produto; a consistência nas políticas comerciais e o enfoque no cliente.
são transversais a toda a economia nacional, quer pela via do emprego que se gera quer pela contribuição que damos na redução das importações. Estes dois efeitos combinados são de uma relevância muito grande para qualquer economia.
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» BARRY CHEONG – LAWYERS
MACAU
Região administrativa especial de macau da República popular da china
A "PONTE” ENTRE A REPÚBLICA POPULAR DA CHINA E PORTUGAL Considerado, tanto pela comunidade jurídica de Macau, como pela comunidade jurídica de Portugal (em particular, pelos membros do “Fórum Penal”), uma pessoa objetiva e determinada, Nuno Soares da Veiga, Advogado e Partner na “Barry Cheong – Lawyers” (que brevemente irá requerer a mudança da sua denominação para “Cheong & Soares Da Veiga - Lawyers”, no estrito cumprimento da Deliberação tomada em 18.10.2012 pela Associação dos Advogados de Macau – doravante designada, abreviadamente, por “A.A.M.”), em Macau, conta já com um currículo profissional enriquecedor.
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NUNO SOARES DA VEIGA
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sa (Escola de Lisboa), e felizmente posso dizer que foi uma adaptação relativamente fácil, pois durante este percurso estive sempre a trabalhar em escritórios com pessoas altamente competentes e rigorosas, que me receberam e sempre me trataram muito bem.
Macau tem uma forte relação histórica e cultural com Portugal. Estando a trabalhar e a viver em Macau, há já quase cinco anos, como descreve a sua adaptação ao Território? Apenas para contextualizar o ilustre leitor, devo dizer que o que me levou a ir trabalhar para Macau foi o facto de, em 2011, e no âmbito do LL.M. (“Master of Laws”) da Católica Global School of Law (que tem protocolos com várias prestigiadas Universidades Americanas), ter decidido ir fazer a pesquisa da minha tese de mestrado para a Duke University School of Law, na Carolina do Norte, E.U.A.. Nessa altura, apercebi-me que não queria voltar logo para Portugal. Com efeito, queria ganhar ainda mais “world view” do que já tinha. Por coincidência, tinha acabado de passar na “primeira fase” do estágio de advocacia, em Lisboa, pelo que comecei a ponderar onde poderia exercer a advocacia sem ser em Portugal. Ora, as opções eram muito limitadas, na medida em que teria que escolher um país cujo sistema jurídico fosse romano-germânico e de matriz portuguesa. A opção natural seria ir para o Brasil; no entanto, há mais de duzentos anos que o direito brasileiro tem vindo a distanciar-se do direito português… Foi, então, que me falaram na possibilidade de ir trabalhar para Macau. Como sabemos, até 1999, o Território de Macau esteve sob administração portuguesa, pelo que, até à referida data, o direito de Macau era praticamente igual ao que vigorava, então, em Portugal. E, desde então, tem sofrido poucas alterações. Com efeito, em Macau existe: o Código Civil e o Código de Processo Civil, o Código Penal e o Código de Processo Penal, etc.. Assim, ir para Macau exercer a advocacia era a opção mais lógica. Vigorava, na altura (em 2012), um protocolo, entre a Ordem dos Advogados Portugueses (doravante designada, abreviadamente, por O.A.P.) e a A.A.M., de “transferência” de advogados-estagiários. O critério exigido para se poder transferir o estágio de Portugal para Macau era passar nos exames da “primeira fase” da O.A.P.. Ora, como eu já tinha passado na “primeira fase” do estágio de advocacia em Portugal, o Ilustre Presidente da A.A.M., o senhor Dr. Jorge Neto Valente, aconselhou-me, em janeiro de 2012, a requerer a “transferência” do estágio para Macau, ao abrigo do referido protocolo. Estou-lhe, eternamente, grato por esse valioso conselho! Assim, chego “de malas e bagagens” a Macau, em Maio de 2012, onde comecei por trabalhar num escritório muito conceituado no Território – a “Rato, Ling, Vong Lei & Cortés – Lawyers & Notaries”. Foi, igualmente, nesse escritório que concluí – com êxito – o meu estágio de advocacia e onde conheci o meu actual Sócio (e melhor amigo), o (também ele mui Ilustre) Dr. Barry Cheong. Assim que terminei o meu estágio em Macau (que, ao contrário do que sucede em Portu-
Como sabemos, até 1999, o Território de Macau esteve sob administração portuguesa, pelo que, até à referida data, o direito de Macau era praticamente igual ao que vigorava, então, em Portugal. E, desde então, tem sofrido poucas alterações. Com efeito, em Macau existe: o Código Civil e o Código de Processo Civil, o Código Penal e o Código de Processo Penal, etc.. Assim, ir para Macau exercer a advocacia era a opção mais lógica"
gal, pressupõe que se conclua com êxito dez módulos), em Agosto de 2014, recebo um convite absolutamente irrecusável (do género do “Godfather”) para ir trabalhar para um outro escritório de advogados em Macau – a “Manuela António – Lawyers & Notaries”. A minha ideia inicial era ter continuado a trabalhar (por mais um ano) no primeiro escritório, onde fui muito bem recebido e onde tive sempre um apoio incondicional. No entanto, acabo por aceitar o referido convite e começo a trabalhar nesse segundo escritório, em março de 2015. Esta experiência acaba por ter, no entanto, uma duração muito curta, pois, entretanto, as obras no meu atual escritório ficaram concluídas, e o meu atual Sócio convidou-me, formalmente, para ir trabalhar com ele. Assim se iniciou, em setembro de 2015, esta nova etapa como Advogado e Partner na “Barry Cheong – Lawyers”. Sou, portanto, um Advogado de Macau que se encontra, neste momento, a fazer uma Pós-graduação em Direito das Sociedades Abertas e do Mercado, na Universidade Católica Portugue-
A China “estabeleceu” Macau como a sua “plataforma” para o reforço da cooperação económica e comercial com os países de língua portuguesa. Que mais-valias advêm das sinergias entre os mercados português e chinês? Quando, em 1999, termina a administração portuguesa de Macau, ficou acordado na “Declaração Conjunta”, assinada entre a República Popular da China e a República Portuguesa e, bem assim, ficou expressamente escrito na “Mini-Constituição de Macau” – A Lei Básica De Macau – que durante 50 anos o modelo social, económico e jurídico de Macau não sofreria alterações. Estamos, portanto, a falar de um sistema económico capitalista e de um sistema jurídico romano-germânico de matriz portuguesa. Por sua vez, Hong Kong tem uma tradição anglo-saxónica, servindo de “plataforma” para com os países da “Commonwealth”. Este conceito muito original, também chamado de “Um país, dois sistemas”, é defendido, por Pequim, desde o líder político Deng Xiaoping e pretende, de certa forma, cativar Taiwan (ou, formalmente, “República da China”) a declarar que é parte integral da República Popular da China (segundo o princípio político da “One China Policy) e impedir – a todo o custo – que “a Formosa Ilha” declare unilateralmente a sua independência relativamente à República Popular da China. Este sistema tem resultado muito bem, até agora, e tanto Macau, como Hong Kong, têm revelado ser excelentes “plataformas” de interação com os países membros da C.P.L.P. e da Commonwealth, respetivamente. Também o “Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa” – ou, abreviadamente, “Fórum Macau” –, criado em Outubro de 2003, por iniciativa do Governo Central da China, em coordenação com os sete membros fundadores da C.P.L.P. (a saber: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e Timor-Leste), e com a colaboração do Governo da R.A.E.M., tem tido um papel fulcral na dinamização das trocas comerciais. O Fórum Macau é, com efeito, um mecanismo multilateral de cooperação intergovernamental e tem como principal objetivo a consolidação do intercâmbio económico e comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, sendo Macau a tal “plataforma de ligação” entre a China e os Países de Língua Portuguesa. Por sua vez, Portugal assume-se como uma grande uma mais-valia para a China, na medida em que serve de “porta de entrada” para todos os mercados da C.P.L.P., com grande destaque para Angola e Brasil.
LIVRE CIRCULAÇÃO DE ADVOGADOS ENTRE PORTUGAL E MACAU
Até 2013, devido ao protocolo que existia na altura, entre a A.A.M. e a O.A.P., sobre o livre estabelecimento de advogados entre os dois Sistemas Jurídicos, os advogados portugueses podiam inscrever-se, na A.A.M., assim que tives-
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iz que o seu Pai, Raul Soares da Veiga, é a razão pela qual ingressou na Faculdade de Direito da prestigiada Universidade Nova de Lisboa e se tornou advogado. O Pai foi quem lhe ensinou os valores da honestidade, integridade, humildade, «hard work” e “team work”, sem os quais ninguém - por mais que conheça a Lei em vigor - pode apelidar-se de “Advogado”.
· Partner Barry Cheong - Lawyers Macau Special Administrative Region (Macau, CHINA) - (2015 – presente) · Senior Associate Raul Soares da Veiga & Associados Lisbon, Portugal - (2015 – presente) · Associate Vasco Soares da Veiga & Associados Cascais, Portugal (Março, 2017 – presente) · ILMAI Representative for the Asia-Pacific Region (Macau and East Timor) Macau Special Administrative Region (Macau, CHINA) - (2015 – presente) · Member of the UIA Young Lawyer’s Committee Macau Special Administrative Region (Macau, CHINA) (2013 – presente)
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sem obtido aprovação no exame de agregação em Portugal. Com efeito, nessa altura não havia a necessidade de realizarem qualquer curso ou obter aprovação em nenhum exame. No entanto, com o início da “crise” em Portugal, em 2011, começaram a chegar ao território cerca de dez advogados por mês. Ora, esta situação levou – e bem! – a direção da A.A.M. a revogar unilateralmente os dois protocolos que vigoravam entre a A.A.M. e a O.A.P., a saber: i) o que dizia respeito aos advogados e, bem assim, ii) o que dizia respeito aos advogados-estagiários. A medida foi justificada, na altura, pelo nosso Ilustre Presidente, O Senhor Dr. Jorge Neto Valente, com a incapacidade do mercado local para “absorver” tantos advogados recém-chegados de Portugal. Ao dia de hoje, ainda não há – tanto quanto sabemos – um novo Protocolo entre a A.A.M. e a O.A.P.. No entanto, parece que a ideia da A.A.M. será sujeitar os advogados, inscritos na O.A.P. e que queiram exercer a profissão em Macau, ao mesmo exame a que são submetidos os advogados-estagiários locais. Isto, apesar de já terem obtido aprovação no exame de agregação, em Portugal. Nuno Soares da Veiga gostaria muito de ver retomado o referido Protocolo, de forma a poder exercer plenamente a advocacia em Portugal e, assim, ajudar o seu Pai e, também, o seu Tio Vasco (irmão mais velho do Pai). Caso contrário, terá de terminar o seu estágio em Portugal, apesar de já ser advogado em Macau. Presentemente, Nuno Soares da Veiga é, portanto, “apenas” advogado em Macau e trabalha (quando está em Portugal) como “legal advisor” (do Direito de Macau), na Sociedade de Advogados do Pai, a “Raul Soares Da Veiga & Associados”, em Lisboa, e, bem assim, na Sociedade de Advogados do Tio, a “Vasco Soares Da Veiga & Associados”, em Cascais.
SABIA QUE… • Às zero horas de 20 de dezembro de 1999 nascia a Região Administrativa Especial de Macau. O aperto de mão entre Jorge Sampaio e Jiang Zemin selava a transferência do território para a China e punha fim a mais de quatro séculos de administração portuguesa. • Em 1974, logo depois do 25 de Abril, Portugal propusera o retorno imediato de Macau à China. Mas Pequim rejeitou a oferta, apelando às negociações para uma transferência harmoniosa.
· Associate Manuela António - Lawyers and Notaries Macau Special Administrative Region (Macau, CHINA) (Março, 2015 – Junho, 2015) · Trainee Lawyer Rato, Ling, Vong, Lei & Cortés – Lawyers and Notaries Macau Special Administrative Region (Macau, CHINA) (Maio, 2012 – Agosto, 2014) · Trainee Lawyer Raul Soares da Veiga & Associados (Setembro, 2010 – Abril, 2012)
O “SOARES DA VEIGA LEGAL CIRCLE”
CURIOSIDADES • Há cerca de 40 mil chineses a residir em Macau com passaporte português (são, por isso, considerados “chineses de Macau” ou Macaenses) e cerca de mil portugueses a residir em Macau.
Aproveitando o facto de se encontrar, neste momento, em Portugal a frequentar a Pós-graduação em Direito das Sociedades Abertas e do Mercado, na Universidade Católica Portuguesa, Nuno Soares da Veiga juntou-se novamente ao seu Pai, seis anos depois de ter iniciado o estágio de advocacia na Raul Soares Da Veiga & Associados. Como advogado “livre e independente” de Macau, Nuno tem apoiado a Sociedade do Pai (que dispensa apresentações) e, bem assim, a do seu Tio Vasco - a Vasco Soares Da Veiga & Associados - a expandir os respetivos serviços jurídicos em Portugal, em Macau e também em outros Ordenamentos Jurídicos, no âmbito da C.P.L.P.. Na Vasco Soares Da Veiga & Associados é praticada, em Cascais, uma advocacia semelhante à que Nuno pratica em Macau, isto é: uma advocacia focada nos Direitos Reais e também no Direito Comercial. Com efeito, em Cascais, trabalham principalmente com clientes estrangeiros, que querem investir no mercado imobi-
liário português. Neste sentido, os “Golden Visa” têm revelado ser extremamente úteis, uma vez que permitem aos investidores estrangeiros vir a obter a nacionalidade portuguesa e, por consequente, a “nacionalidade europeia”, desde que cumpram os requisitos estabelecidos na Lei. Os clientes da Vasco Soares Da Veiga & Associados provêm principalmente da República Popular da China (incluindo Hong Kong, Macau e Taiwan), Singapura, Malásia, Rússia, Turquia e Brasil. Com o seu escritório em Macau, que brevemente passará a denominar-se “Cheong E Soares Da Veiga - Advogados, é constituído o “Soares Da Veiga Legal Circle”, que opera, portanto, para já em Lisboa, Macau e Cascais. Na “Barry Cheong – Lawyers”, Nuno e o seu Sócio trabalham essencialmente em assuntos relacionadas com Direito das Empresas, seja direito das Sociedade Comerciais, Direito do Trabalho, Direito Bancário, Direito dos Seguros e, finalmente, Direito dos Mercados de Capitais e, ainda, Direitos de Autor. Trabalham maioritariamente com as jurisdições de Hong Kong, Taiwan, R.P.C., Japão, Coreia do Sul, Malásia e Singapura.
GOLDEN VISA
Quanto aos Golden Visa, esta revelou-se uma importante iniciativa do Governo PSD/CDS-PP para atrair investimento estrangeiro em Portugal. O Golden Visa tem o nome técnico de “Autorização de Residência por (atividade de)
Investimento” (ou, abreviadamente, “A.R.I.”), um regime que permite que cidadãos estrangeiros obtenham uma autorização de residência temporária para atividade de investimento com a dispensa de visto de residência para entrar no país. A referida atividade de investimento pode ser consumada de três formas: 1) Transferência de capitais, no montante igual ou superior a um milhão de euros; 2) Criação de, pelo menos, dez postos de trabalho; 3) Aquisição de bens imóveis, de valor igual ou superior a 500 mil euros. É nesta última situação que nos vamos centrar. Que benefícios obtêm os investidores estrangeiros, através do programa “GOLDEN VISA”? Estes podem: 1) Entrar em Portugal com dispensa de visto de residência; 2) Residir e trabalhar em Portugal, podendo manter outra residência noutro país; 3) Circular pelo “Espaço Schengen”, sem necessidade de visto; 4) Beneficiar de reagrupamento familiar; 5) Obter a residência permanente (ao fim de cinco anos e nos termos da legislação em vigor); e finalmente 6) Obter a nacionalidade portuguesa (ao fim de seis anos e nos termos da legislação em vigor). ▪
PERFIL
NUNO SOARES DA VEIGA
Advogado e Partner na “Barry Cheong – Lawyers”
- Para além do conhecimento profundo da cultura e do sistema jurídico de Macau, Nuno Soares da Veiga também tem conhecimento sobre o funcionamento do sistema económico e financeiro de Macau, bem como dos interesses económicos da China nos países que integram a C.P.L.P., pelo facto do marido da sua Mãe (e, portanto, seu Padrasto) ser o ilustre Dr. Pedro Oliveira Cardoso, CEO do Banco Nacional Ultramarino, desde 2011. - Durante os períodos em que trabalha com o seu Pai, Nuno tem a oportunidade de acompanhar um Advogado, com mais de 30 anos de experiência, na área do Direito Criminal, mas sempre ligado ao Direito Comercial e/ou Fiscal (os chamados “White-Collar Crimes”), quer em julgamentos, quer em reuniões, interrogatórios, negociações ou até arbitragens.
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Curriculum Vitae · Catholic University of Portugal – School of Law- Post-Graduate in Company & Markets Law - (2017) · Duke University School of Law Research for the Master’s Thesis (2011) · Católica Global School of Law Master of Laws (LL.M.) (2010 – 2011) · New University of Lisbon School of Law Bachelor of Laws (LL.B. (2006 – 2010) · London School of Economics and Political Science · Summer School; Course: Commercial Law; Grade: A- (2009)
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bARRY cheong, RaUl Soares da veiga e nuno soares da veiga
Neste sentido, os “Golden Visa” têm revelado ser extremamente úteis, uma vez que permitem aos investidores estrangeiros vir a obter a nacionalidade portuguesa e, por consequente, a “nacionalidade europeia”, desde que cumpram os requisitos estabelecidos na Lei"
LUSOFONIA: UM MUNDO DE OPORTUNIDADES
» DIXTIOR | CONSULTORIA, OUTSOURCING, SOLUÇÕES À MEDIDA
DIXTIOR NA LUSOFONIA É CONHECIMENTO E OPORTUNIDADE Três pessoas, um objetivo e uma empresa. A Dixtior é uma empresa 100% portuguesa de consultoria que está no mercado desde 2013. Apesar de recente é já uma referência e executa vários projetos em múltiplas áreas. Uma associação a tecnologias de ponta tornam a Dixtior num exemplo a nível nacional e nos PALOP. Saiba mais numa entrevista com os seus três sócios fundadores, Sónia Silva, Chief Operating Officer, Mário Oliveira, Chief Technology Officer e Rui Vicente, Chief Executive Officer.
RUI VICENTE, MÁRIO OLIVEIRA E SÓNIA SILVA
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m quatro anos de existência a Dixtior já deu cartas seguras das suas soluções. Fomos saber que balanço é possível fazer e que mudanças ocorreram nos países onde operam. “Estamos desde 2013 em Angola, a crise económica relacionada com o preço do petróleo iniciada em finais de 2015 veio aumentar as dificuldades de expansão, mas não impediu que continuássemos a crescer. Em Moçambique a crise política recente implicou um aumento nos tempos de tomada de decisão e por isso os negócios foram realizados de forma mais demorada. Em Cabo Verde não se verificaram grandes alterações, em São Tomé e Príncipe vamos começar agora, em Timor Leste ainda só realizamos um projeto, e com tal, não é possível fazer uma análise exaustiva, talvez agora com as eleições ocorra alguma mudança positiva e que dinamize a economia local. Em Portugal iniciámos atividade no meio da crise, com muita restrição por parte das empresas e muita contenção de custos. No final de 2016 e neste início de 2017 parece-me que já há mais abertura e movimentação inclusive com a tomada de decisão, algo que antes não existia”, começa Rui Vicente por explicar. Fora de Portugal há fatores que não podem ficar ao acaso e sobre isso os administradores
É preciso recordar que fomos colonizadores de alguns destes países e por isso há uma relação profunda. Existem raízes que nos ligam. A nossa presença pode por vezes gerar a ideia do colonizador mas com o tempo vai sendo dissolvida e continuam a olhar para os portugueses como sendo um país com uma economia que os pode ajudar a crescer Rui Vicente
da Dixtior tecem alguns comentários como: “é preciso estar lá e conhecer a cultura dos sítios onde estamos”, elucida Rui Vicente, ou “a língua é o fator mais vantajoso enquanto empresa portuguesa nos PALOP, a legislação muito semelhante à nossa também é um fator importante, refere Mário Oliveira e “a forma como estes países olham para os portugueses ajuda bastante porque somos bem vistos”, conclui Sónia Silva. “É preciso recordar que fomos colonizadores destes países e por isso há uma relação profunda. Existem raízes que nos ligam. A nossa presença pode por vezes gerar a ideia do colonizador mas com o tempo vai sendo dissolvida e no fundo continuam a olhar para os portugueses como pessoas que contribuem para o desenvolvimento económico e social dos seus países. Apesar de termos sido colonizadores ficou uma imagem de parceria e colaboração e cabe-nos aproveitar esse voto de confiança e contribuir para manter esse status-quo”, prossegue Rui Vicente. Sobre Timor Leste, a presença é bastante recente e este é um país muito distinto de todos os outros segundo os sócios. Ao contrário de outros países onde marcam presença, “uma das línguas oficiais do país é o português, mas a grande maioria dos timorenses não o fala ou entende e isso é um entrave claro”. A distância e a falta
“formação e bons exemplos para seguirem é aquilo que precisariam para avançarem. A tecnologia está sempre a evoluir e por isso o acompanhamento não é sempre fácil
UMA RELAÇÃO EUROPA ÁFRICA, QUE RELAÇÃO?
“A relação Europa- África existe mas a Europa olha sempre para África como um mercado de oportunidades para enriquecer e não para que eles se desenvolvam. Todos os apoios monetários que lhes são dados são prestados numa perspetiva de que eles nunca os consigam pagar. Estamos constantemente a renovar empréstimos que África não terminou de pagar, isto leva a que fiquem constantemente em dívida para connosco, o que se traduz num sentimento de obrigação do lado africano, e que por sua vez garante à Europa algum domínio sobre eles. Por outro lado temos o gigante China que começa a demonstrar algum interesse no continente africano até como forma de chegar à América Latina e se não começarmos a mudar de atitude, ou seja, se não começarmos a ser parceiros em vez de dominadores, cada vez mais vamos perder influência”, conclui Rui Vicente.
PROGRESSO TECNOLÓGICO EM ANGOLA
“Neste momento existem técnicos com mais conhecimentos e capacidades do que em 2010, o ano em que comecei a ter contacto com clientes Angolanos. Na minha opinião o principal desafio neste momento é ao nível das infraestruturas tecnológicas e garantir o funcionamento contínuo das mesmas.”, esclarece Mário Oliveira que afirma que “a continuação da aposta em for-
mação e em relações com parceiros capazes de dar bons exemplos nas várias vertentes tecnológicas são essenciais para o futuro. A tecnologia está em constante evolução e nem sempre é fácil acompanhar”. Enquanto consultores ajudam as empresas de que forma? “Além da consultoria nas nossas áreas de negócio, damos aconselhamento a nível tecnológico, por forma a garantir o correcto funcionamento das aplicações que desenvolvemos e disponibilizamos nas infraestruturas nos nossos Clientes, tendo sempre em mente a realidade de cada país”, refere o CTO. “Uma das nossas grandes preocupações é que falamos de países que não ficam propriamente aqui ao lado e por isso não podemos intervir de imediato em alguma dificuldade que lhes possa surgir, pelo menos presencialmente. Vamos para lá, implementamos os projetos e tentamos estar com eles o máximo de tempo, com o cliente e com as pessoas que vão trabalhar com as tecnologias, de modo a conseguirmos passar o máximo de informação sobre as mesmas e para os tornar mais capazes de resolver alguns problemas. As nossas visitas técnicas vão muito no sentido de os ajudar e formar, nesse sentido, consideramos ser nosso dever transmitir conhecimento para que eles saibam resolver problemas. Como é que podem interagir connosco, o que fazer no caso de avarias, que lá são frequentes…”, explica Sónia Silva. “Há espaço para ajudar. Tentamos ir buscar os melhores profissionais do mercado e depois fazemos uma coisa péssima que é: se eles forem para esses países temos de desconstruir tudo o que eles sabem, porque tudo o que eles sabem não é viável à realidade das infraestruturas daqueles países. Há espaço e há mercado, é preciso é posicionarmo-nos ao lado dos nossos clientes, eles têm de sentir que somos parceiros”, contrapõe Rui Vicente.
BRASIL À VOLTA É MAIS INTERESSANTE
A resposta é unânime entre os três sócios quando se fala do Brasil. “Um mercado atrativo porém complicado”.
“Enquanto mercado é aliciante. A nível tecnológico é extremamente avançado” mas há entraves “a instabilidade política e o facto de a história contar que não é comum empresas portuguesas fazerem sucesso no país irmão”. A legislação do país também não é algo tão apelativo e por isso existem outros países, que envolvem o Brasil e onde é “mais fácil entrar para conseguirmos competir com os brasileiros porque dessa forma já somos concorrentes sul-americanos e não europeus”. O Brasil não está fora de questão, afirmam, mas “temos de estudar bem como podemos competir”. ▪
MISSÃO
Apoiar os nossos clientes a definir e concretizar objetivos estratégicos claros e de longo prazo, contribuindo para uma gestão empresarial moderna e integrada com estruturas organizacionais inovadoras.
VISÃO Sermos reconhecidos como uma empresa de referência nos mercados nacional e PALOP, através da prestação de serviços profissionais de excelência.
VALORES Profissionalismo Respeito Cooperação Conhecimento Qualidade
23 Abril 2017
de infraestruturas são outros fatores apontados. “É uma economia pequena mas que está muito bem posicionada do ponto de vista geoestratégico, com a Indonésia, Singapura e a Austrália ali ao lado. Todas as ligações para Timor Leste passam por estes países. Se queremos estar presentes na Ásia, Timor é uma boa porta de entrada. Não podemos esquecer que estivemos longe de Timor décadas, mas mais uma vez mantem-se uma relação afetuosa como se viu durante o ultimo campeonato europeu. Mas apesar de tudo, continua a ser uma economia complicada”, explica o CEO.
LUSOFONIA: UM MUNDO DE OPORTUNIDADES
» SOCIEDADE DE DESENVOLVIMENTO TURÍSTICO DAS ILHAS DE BOA VISTA E DO MAIO, SA
DESENVOLVIMENTO TURÍSTICO EM CABO VERDE “O turismo pode e deve fomentar um melhor conhecimento e uma relação mais forte entre os povos da CPLP”, diz-nos, em entrevista, Avelino Bonifácio Lopes, Presidente do Conselho de Administração e da Comissão Executiva da Sociedade de Desenvolvimento Turístico das Ilhas de Boa Vista e do Maio.
Q
uando foi edificada a SDTIBM - Sociedade de Desenvolvimento Turístico das Ilhas de Boa Vista e do Maio, SA e de que forma é que a mesma tem vindo a assumir-se como um player de relevo no âmbito da promoção e desenvolvimento do turismo? A Sociedade de Desenvolvimento Turístico das Ilhas de Boa Vista e Maio, SA (SDTIBM) foi criada em Junho de 2005, com a missão de planear, gerir e administrar as zonas turísticas especiais (ZTE) das Ilhas da Boa Vista e do Maio e promover o desenvolvimento integrado e sustentável dessas duas ilhas. Possui competência exclusiva de gestão e administração das ZTE, com destaque para as zonas de desenvolvimento turístico integral (ZDTI) nessas ilhas, bem como nas zonas de reserva e proteção turística (ZRPT). Dotado de um capital social de 22 milhões de euros, totalmente subscrito e realizado pelo Estado em 51% e pelos municípios da Boa Vista e do Maio, respetivamente em 35% e 14%, é das empresas cabo-verdianas com maior solidez financeira. Entre outras atribuições, cabe-lhe elaborar e executar planos de ordenamento turístico, elaborar, aprovar e executar projetos de ordenamento detalhado, projetos de obras de infraestruturas viárias e redes de eletricidade, água, esgotos e telecomunicações, realizar obras de urbanização e requalificação urbana e ambiental nas ZDTI, fiscalizar o cumprimento de leis e regulamentos ambientais, de ordenamento do território, do planeamento urbanístico, da construção, do uso e ocupação de solos nas ZDTI, bem como promover, atrair, negociar, apoiar e assinar acordos de investimentos.
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Quais são as grandes mais-valias da SDTIBM e que análise perpetuam do turismo das Ilhas de Boa Vista e do Maio? A principal mais-valia da SDTIBM reside na sua estruturação e funcionamento e nos poderes especiais de Estado que detém: embora de capitais exclusivamente públicos, está adotada de uma estrutura de base essencialmente empresarial, o que lhe confere agilidade e eficácia; estando sujeita à legislação das sociedades comerciais, nos termos do Código das Empresas Comerciais, entretanto, em matéria do turismo, ela está dotada de poderes especiais de autoridade, administração central e local, para o conjunto do território das duas ilhas. Outra importante mais-valia tem a ver com a sua solidez financeira e a dimensão dos seus ativos, estimados em cerca de mil milhões de euros e constituídos, essencialmente, por terrenos de primeira linha - cerca de 7000 há - com maior potencial de turismo de sol e praia. Não podemos ainda esquecer do trabalho desenvolvido e da experiência acumulada no cumprimento, aliás, de uma das suas atribuições básicas – planeamento do desenvolvimento das duas ilhas, tanto do ponto de vista físico, como
5%. Por seu lado, com uma capacidade máxima de prevista em pouco mais de 17 mil quartos, o Maio está ainda praticamente virgem. Compreendemos que existe muita ansiedade por parte da população, principalmente do Maio, que quer ver hotéis e outros empreendimentos turísticos a serem construídos, a criarem emprego e a dinamizarem a economia local, mas os empreendimentos resultam da conjugação de opções políticas e de compromissos de investimentos públicos e privados e estão ainda sempre condicionados à capacidade e limites de sustentabilidade, tanto social e como ambiental, que as ilhas oferecem. Aliás, não foi por acaso que a inauguração do aeroporto internacional da Boa Vista, o início da construção de estradas e do porto, bem como a concessão do serviço pública de energia e água, coincidiram com a abertura do primeiro grande hotel. Não é também por acaso que nenhum grande hotel abriu ainda as portas no Maio.
AVELINO BONIFÁCIO LOPES
económico, social e ambiental. Boa Vista e Maio possuem o respetivo esquema regional de ordenamento do território (EROT) e o plano diretor municipal (PDM) e, das seis ZDTI existentes, cinco possuem seus planos de ordenamento turístico (POT), o que permitiu afetar e reservar o território dessas ilhas para o uso em função da melhor vocação natural de cada área em concreto, independentemente do tempo de implementação, bem como estabelecer parâmetros e ritmos para o desenvolvimento com sustentabilidade. Elaboramos e vamos agora aprovar os planos de ordenamento das orlas costeiras das ZDTI (POOC). As Ilhas de Boa Vista e do Maio apresentam um enorme potencial turístico e que pode e deve ser aproveitado. Na sua opinião, acha que essas mais-valias têm vindo a ser devidamente aproveitadas? O que ainda falta para que o turismo nesta área seja ainda mais forte? O potencial turístico dessas ilhas está, sim, a ser aproveitado. Entretanto, para nós neste momento, muito mais do que aproveitar o potencial, põe-se o problema da sua preservação e potenciação, para assegurar a sua exploração sustentada. Não podemos esquecer que o desenvolvimento do turismo, e dessas ilhas no seu todo, está ainda apenas a começar: Se considerarmos que a capacidade máxima de carga prevista para a Ilha da Boa Vista é de cerca de 55 mil quartos, ela encontra-se preenchida em apenas pouco mais de
Como têm perpetuado a compatibilização entre o desenvolvimento ambiental, infra-estrutural e urbanístico e o desenvolvimento turístico nas ilhas de Boa Vista e do Maio? Estando as duas ilhas muito bem servidas em termos de planos turísticos e ambientais, bem como do EROT, embora ainda com algum défice em termos de planos urbanísticos de hierarquia inferior (PDU e PD), as reservas e as condicionantes ambientais estão devidamente identificadas, delimitadas e salvaguardas por esses instrumentos. Porém, o uso intensivo de inertes perante um ritmo relativamente elevado de infraestruturação e construção, associado à fraca capacidade de fiscalização das autoridades, a par de algumas opções menos apropriadas de edificação e da cultura de uso de veículos motorizadas nas praias e dunas, constituem fatores de pressão sobre o ambiente frágil dessas ilhas. Quais foram os investimentos de maior dimensão nos últimos anos e quão importantes têm sido os mesmos? Boa Vista conta atualmente com dois grandes hotéis, ambos geridos por uma grande marca internacional, com um total de quase dois mil quartos, representando cerca de 2/3 da capacidade de alojamento disponível na Ilha. Conta ainda com mais três hotéis de média dimensão e cerca de meia dúzia de pequenos hotéis. Tem em construção, para iniciar a funcionar em finais do próximo ano, mais um grande hotel. Nos próximos três meses irão arrancar a construção, por um período de cerca de um ano e meio, mais dois grandes hotéis. Conta ainda com mais alguns projetos em negociação, que irão trazer maior diversificação de marcas e de mercado emissão, com possibilidades de arranque a partir do próximo ano. A Ilha do Maio não dispõe ainda de nenhum grande hotel. Entretanto, um projeto com cerca de 340
Atualmente, qual o peso que as Ilhas de Boa Vista e do Maio apresentam no âmbito da procura turística de Cabo Verde? O número de turistas e visitantes é, neste momento, satisfatório ou ficam aquém das expectativas? Em finais de 2016, Boa Vista ocupava o segundo, a seguir ao Sal, com 24,7% da disponibilidade total de quartos do arquipélago, que receberam 40,7% do total dos hóspedes entrados. Boa Vista foi a ilha onde se regista a maior taxa de ocupação, sendo de 82% nesse mesmo ano. Infelizmente, o peso da Ilha do Maio é ainda insignificante. O número de turistas que Boa Vista recebe é satisfatório face à capacidade das infraestruturas e equipamentos sociais disponíveis, mas insuficiente face à dinâmica económica que consegue criar na Ilha. No Maio, o número de turistas está ainda muito aquém do desejado. Pode o turismo ser um promotor e fomentador entre países da CPLP? Sente que estão a ser dados passos sustentados nesse sentido? Portugal é importante neste domínio para as Ilhas de Boa Vista e do Maio? Qual a ligação existente neste âmbito com Portugal? O turismo pode e deve fomentar um melhor conhecimento e uma relação mais forte entre
os povos da CPLP. Infelizmente, isso ainda não acontece. Salvo os portugueses que estão entre as cinco nacionalidades que mais visitam Cabo Verde, os restantes CPLP são ainda residuais. Países como Angola, Brasil e Portugal devem jogar um papel importante no investimento no turismo na Boa Vista e no Maio e aumentarem o seu fluxo turístico. Pelo seu conhecimento, quais são as oportunidades de investimento que actualmente ambas as ilhas oferecem? Este investimento externo é fundamental para o desenvolvimento das Ilhas de Boa Vista e do Maio? Hotelaria e toda a gama de serviços de apoio ao turismo, mas também habitação, formação, saúde, energia, água e saneamento, bem como agricultura, pecuária e pesca, que têm a “exportação” para o mercado do turismo, em expansão, assegurado, são as áreas de maior carência em ambas as ilhas, sendo o investimento externo muito bem-vindo. Quais são ainda as grandes lacunas existentes nas Ilhas de Boa Vista e do Maio e que ainda
Que convite deixaria a todos os que ainda não conhecem as Ilhas de Boa Vista e do Maio? Conheçam Cabo Verde, visitem Boa Vista e Maio e descubram belezas naturais únicas e relaxem com a melhor morabeza crioula.
carecem de investimento? A Ilha do Maio carece ainda de quase tudo para potenciar os recursos naturais e alavancar o turismo. Na nossa perspetiva carece, em primeiro lugar, de um porto com melhores condições para receber embarcações, principalmente de passageiros, em simultâneo com melhor programação e maior regularidade, tanto dos voos domésticos, como da ligação marítima de cabotagem. Em segundo lugar, obviamente, um aeroporto com capacidade para receber voos internacionais, numa primeira fase, pelo menos charters e, posteriormente, de voos regulares. Quanto à Boa Vista, coloca-se, antes de mais, o problema da habitação. Entretanto, a par da da extensão e iluminação da pista e da construção de algumas estradas, constitui grande prioridade a requalificação dos centros urbanos e principais povoados e a melhoria do fornecimento de energia, água e saneamento, sem esquecer os cuidados de saúde e segurança. O que podemos esperar da SDTIBM para o futuro e quais são os principais desafios que emergem de momento? A SDTIBM representa uma experiência única de sociedades de desenvolvimento turístico em Cabo Verde, sendo-lhe reconhecido bastante mérito. É uma experiência que deve inspirar outros modelos de sociedades de desenvolvimento, turístico e não, no país. O seu maior desafio num futuro próximo será encontrar o ponto de equilíbrio entre as atribuições que possui, e deve manter, e melhores condições, incluindo financeiras, para cumprir tais obrigações. ▪
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quartos, já em fase de acabamento, foi interrompido há alguns anos, havendo alguma possibilidade da sua retoma, o que, a acontecer, contribuirá para a criação da dimensão crítica necessária para alavancar e dinamizar o desenvolvimento do turismo nessa que é considerada a segunda ilha com maior potencial de turismo de sol e praia.
LUSOFONIA: UM MUNDO DE OPORTUNIDADES
» ISCEE – INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS ECONÓMICAS E EMPRESARIAIS
EM DEFESA DO ISCEE E DO ENSINO SUPERIOR EM CABO VERDE “Devemos alinhar as condições de realização de investigação e de adequação do conteúdo curricular dos ciclos de estudos do ISCEE às tendências mais inovadoras e mais atuais, pois a Investigação e o Desenvolvimento são pilares mestras da inovação e do empreendedorismo”, afirma Amadeu João da Cruz, Presidente Interino e Secretário-Geral do Instituto Superior de Ciências Económicas e Empresariais (ISCEE), sobre o ensino superior em Cabo Verde.
A
madeu João da Cruz é Presidente Interino e Secretário-Geral do Instituto Superior de Ciências Económicas e Empresariais (ISCEE). Que postura procurou adotar para assumir este cargo de responsabilidade e contribuir para a dinamização do ISCEE e do ensino superior? Exerço o cargo com serenidade e humildade, pois entendo que a gestão da instituição deve ser feita em diálogo com toda a comunidade académica e com as instituições públicas e privadas, de modo a que haja concentração na definição e implementação de estratégias de desenvolvimento institucional e científica do ISCEE e de sintonização com as dinâmicas decorrentes do contexto e da conjuntura institucional e da envolvente económica, social e cultural. Trata-se pois de uma postura de abertura e de concertação, em defesa do ISCEE e do Ensino Superior em Cabo Verde.
pontos de vista
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AMADEU JOÃO DA CRUZ
A história do ensino superior, em Cabo Verde, está indelevelmente marcada pelo ISCEE, enquanto primeira iniciativa de ensino superior privado no país. Como analisaria o percurso do ISCEE e do ensino superior em Cabo Verde desde a fundação do instituto em 1991? No início da década de 90 o nosso país enfrentava vários desafios, de entre os quais os inerentes à reforma económica, que preconizava maior preponderância do setor privado e a abertura dos mercados, o que demandava disponibilidade de pessoal técnico qualificado. É nesse contexto, de forte insuficiência de quadros-técnicos, que surgiu o ISCEE, sob impulso e dinamismo de um grupo de promotores, onde se destaca como principal mentor António Canuto, com apoio de parceiros portugueses como o ISCAL, a Escola Superior de Comunicação Social e, mais tarde, o ISCTE. Cabo Verde reconhece os resultados dessa primeira iniciativa de ensino superior, pois os quadros formados no ISCEE são referência nas empresas e nos organismos públicos onde exercem a sua profissão, em muitos casos exercendo altos cargos de gestão. Que desafios enfrenta, atualmente, o ensino superior em Cabo Verde? Do nosso ponto de vista, os principais desafios são os da qualidade do ensino e da sustentabilidade das instituições, que condicionam a consolidação de todo o sistema de Ensino Superior Cabo-verdiano. O ISCEE não está imune a esses condicionalismos e por isso definiu e está a implementar estratégias assentes na consolidação das licenciaturas, numa ótica de con-
Do nosso ponto de vista, os principais desafios são os da qualidade do ensino e da sustentabilidade das instituições, que condicionam a consolidação de todo o sistema de Ensino Superior Cabo-verdiano"
centração e de qualificação dos cursos, com destaque para os de Contabilidade, Gestão de Empresas, Marketing e Gestão Comercial e de Gestão e Planeamento em Turismo, bem como de diversificação na perspetiva do incremento dos cursos de mestrado e preparação de um programa de doutoramento, para os docentes universitários, investigadores e profissionais das áreas científicas onde estamos inseridos, isto é ciências económicas e empresariais. Estamos igualmente atentos às possibilidades de internacionalização e de integração do ISCEE nas redes de cooperação no contexto da lusofonia e do pan-africanismo, na perspetiva de supera-
Aliando a tecnologia e a inovação, de que forma o ISCEE procura destacar-se e promover um ensino de qualidade? Conforme referido anteriormente, a qualidade científica do ensino e o acesso ao conhecimento tecnológico, qualificado e contemporâneo, constituem eixos primordiais do ISCEE. Entendemos que devemos alinhar as condições de realização de investigação e de adequação do conteúdo curricular dos ciclos de estudos do ISCEE às tendências mais inovadoras e mais atuais, pois a Investigação e o Desenvolvimento são pilares mestras da inovação e do empreendedorismo e fatores que projetam a competitividade das empresas e da economia e o nosso Instituto quer estar na linha da frente e na van-
guarda dentro das áreas científicas onde está inserido. Por isso, mantemos desde o início parcerias estratégicas e científicas com instituições de ensino superior portuguesas como o ISCAL, o ISCTE e, agora, a Universidade do Algarve, visando ajustamento dos nossos padrões de qualidade às políticas e orientações no domínio da ciência e da investigação adotadas no contexto europeu. Convém referir também que estamos em diálogo com universidades africanas que atuam na área económica, nomeadamente no âmbito do Projeto Tuning África, patrocinado pela União Europeia e União Africana. Por conseguinte, O ISCEE tem 25 anos de experiência no Ensino Superior em Cabo Verde, com uma network e conhecimentos adquiridos de grande qualidade, o que permite excelência da oferta formativa, com práticas pedagógicas de vanguarda. ▪
27 Abril 2017
ção e de inovação nos domínios científicos e de investigação.
Que objetivos e prioridades tem o ISCEE a curto e médio prazo? Os objetivos mais imediatos estão definidos e assentes na consolidação das condições de sustentabilidade científica, pedagógica e institucional do ISCEE, centradas na especialização e concentração da oferta de licenciaturas e diversificação de mestrados. Estamos também a trabalhar na preparação de um Programa de Doutoramento, tendo em vista o upgrade do nosso corpo docente e aprimoramento dos conhecimentos científicos dos profissionais da área das ciências económicas e da gestão. Além desses objetivos de qualificação científica e da oferta formativa, aspiramos intensificar as relações de cooperação com as comunidades científicas e universitárias do espaço da lusofonia e de África, na perspetiva de internacionalização do ISCEE.
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» CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO MIGUEL, CABO VERDE
“DEMOS UM PASSO GIGANTE RUMO AO DESENVOLVIMENTO” “Para garantir a boa governação, é importante que a edilidade tenha sempre o foco em construir um município virado para as pessoas e para a resolução dos seus problemas”, afirma Herménio Celso Fernandes, Presidente da Câmara Municipal de São Miguel.
HERMÉNIO CELSO FERNANDES
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pontos de vista
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Câmara Municipal de São Miguel tem demonstrado uma crescente preocupação no que diz respeito à proximidade e ligação entre a Administração Municipal e os cidadãos. Que importância assume o poder local e esta proximidade com os munícipes? O Poder Local é o órgão do poder mais próximo dos cidadãos e das comunidades. Por conseguinte, para garantir a boa governação, é importante que a edilidade tenha sempre o foco em construir um município virado para as pessoas e para a resolução dos seus problemas. Temos uma visão clara para garantir o desenvolvimento sustentável do município e qualidade de vida aos nossos munícipes. Nesta linha, no pilar da boa governação, temos o reforço institucional e a modernização administrativa, a parceria estratégica e a promoção da transparência e prestação de contas como iniciativas e projetos prioritários, dado que são recursos estratégicos para aumentar a credibilidade do município junto dos seus stakeholders, garantir serviços eficientes e com qualidade aos cidadãos, às empresas e investidores. Pretendemos garantir a mobilização dos recursos necessários para viabilizar os projetos de desenvolvimento local. A Câmara de São Miguel inaugurou, no dia da mulher Cabo-verdiana, 27 de março, o primeiro Balcão Único. De que se trata este Balcão Único? Que principais carências procuram colmatar com
o Balcão Único, bem como com outras iniciativas? O Balcão Único da Câmara Municipal de São Miguel é a maior inovação ao nível dos serviços municipais conseguida em Cabo Verde até hoje. Num único espaço o cidadão, empresário ou investidor tem disponível todos os serviços públicos prestados pela Direção Nacional das Receitas do Estado (DNRE ou Finanças), Casa do Cidadão e os serviços municipais, num espaço moderno, com toda a comunidade e com um atendimento público com eficiência e qualidade. Antes não havia a prestação dos serviços da DNRE no município. Os munícipes deslocavam-se cerca de 26 quilómetros para pagar os seus impostos e acederem aos serviços da DNRE no município do Tarrafal. A casa do cidadão deslocava um posto móvel duas vezes por semana para disponibilizar os seus serviços aos utentes. Na câmara, os cidadãos, para acederem aos serviços da autarquia, teriam que se deslocar a vários departamentos para poderem aceder aos serviços. Com a implementação do Balcão Único, estas dores de cabeça desaparecerem, há menos burocracia e o cidadão ganha mais tempo para outros afazeres, o empresário perde menos tempo em resolver os seus problemas e tem mais tempo para produzir e criar riqueza. Este projeto foi conseguido graças a uma parceria entre a Câmara e o Governo de Cabo Verde. Trata-se de um ganho incomensurável para o município. Demos um passo gigante rumo ao desenvolvimento.
Que prioridades ou objetivos tem, a curto prazo, para São Miguel? A curto prazo queremos garantir um município e uma cidade educadora. Queremos garantir a coesão territorial e social, acessibilidade seguras e a qualidade ambiental. Para despertar o interesse no nosso leitor, o que poderia dizer para dar a conhecer São Miguel? São Miguel é um município jovem (com apenas 20 anos) e tem tudo para dar certo. Temos um território com 92 km2, mar, uma costa marítima lindíssima, florestas, vales e ribeiras com potencial para desenvolver o agroindústria, barragens, o interior e as montanhas fantásticas para desenvolver o turismo rural, ecológico e de montanha. Temos uma população jovem e uma cultura riquíssima com destaque para o aldeamento dos “Rabelados” onde se produz o artesanato. Temos algumas unidades hoteleiras, com destaque para a “vila morgana” restaurantes excelentes e é um dos municípios onde melhor se come na ilha de Santiago. Além disso, realço a nossa localização estratégica pois estamos no centro de Santiago Norte o que nos permite a centralização dos serviços regionais. Outro ponto de atratividade do município é o Parque Natural de Serra Malagueta. Produzimos aguardente com qualidade e ainda somos o maior produtor de aguardente da Ilha de Santiago, para não dizer do país. ▪
LUSOFONIA: UM MUNDO DE OPORTUNIDADES
» RA, Pessoas e Organizações EM DESTAQUE
“Temos muitos e grandes desafios” “Ajudamos as organizações a conquistarem resultados, que, regra geral, exigem mudanças no comportamento humano e a aquisição de novas habilidades. Para isso recorremos a técnicas e metodologias modernas e centradas na pessoa e nos resultados a serem alcançados”. Quem o afirma é Ricardina Andrade, CEO da RA, Pessoas e Organizações, uma marca que potencializa talentos, ao fazer com que os comportamentos, os conhecimentos e as habilidades atuem de forma sinérgica e formem o que denominam de Competências.
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Para contextualizar o nosso leitor, com que serviços a RA se apresenta no mercado? Sendo uma empresa que ajuda a potenciar as pessoas e as organizações nas quais se inserem, disponibilizamos ao mercado um leque variado de ações de formação, nas mais diversas áreas de gestão, da liderança e do comportamento, com recurso a metodologias verdadeiramente inovadoras, que, para além das componentes teóricas, privilegiam a vivência individual e de equipa, a prática empresarial e a interação. Complementamos a nossa oferta com uma alternativa necessária ao alcance dos resultados: uma combinação de consultoria e coaching que produz resultados altamente significativos e a um custo relativamente baixo. O nosso diferencial é a nossa metodologia de intervenção, o perfil dos nossos facilitadores e a rapidez dos nossos resultados. Que principais lacunas encontram nas organizações na região de Cabo Verde? São basicamente as mesmas que encontramos a nível global, mas numa escala muito maior! Precisamos preencher a lacuna de liderança, e rápido. ... A liderança começa no caráter, é um processo de desenvolvimento de dentro para fora e está na base da performance de tudo o que se faz.
da sua zona de conforto para se poder ter resultados extraordinários; da implementação de novas praticas para se poder criar novas culturas organizacionais e novas atitudes; de trabalhar competências de lideranças potenciando performance das equipas e o aumento dos seus resultados; da conscientização, ou seja ensinar as pessoas a desenvolver a sua consciência. A consciência é a chave. Quanto mais as pessoas treinarem a sua consciência, mais sensibilidade terão para a sua própria consciência. E aí podemos provocar a mudança.
RICARDINA ANDRADE
Não existe eficácia sem disciplina, e tampouco disciplina sem caráter. É necessário criar uma estratégia para a construção de uma nova cultura organizacional, focada no potencial humano existente em África, promovendo uma África mais Humana, mais Produtiva e mais Justa. E isso requer um trabalho profundo de conscientização dos decisores e de capacitação dos profissionais para a disciplina, para o amor ao próximo e para a excelência. Requer, acima de tudo, uma mudança de paradigma sobre o Poder, sobre a Liderança e sobre o Ser Humano. É impressionante como os nossos Grandes heróis africanos viveram a frente dos seus tempos – o compromisso do Amílcar Cabral parece mais atual do que nunca “... jurei a mim mesmo que tenho que dar a minha vida, toda a minha energia, toda a minha coragem, toda a capacidade que posso ter como homem, até ao dia em que morrer, ao serviço do meu povo, na Guiné e Cabo Verde. Ao serviço da causa da humanidade, para dar a minha contribuição, na medida do possível, para a vida do homem se tornar melhor no mundo. Este é que é o meu trabalho". E com que desafios se tem deparado nesta sua missão de potencializar pessoas e organizações? Temos muitos e grandes desafios – Conquistar o mercado cabo-verdiano e da CDEAO e poder enfrentar o desafio do mercado: de ajudar os gestores a focarem na execução – fazer acontecer e sair
Que importância assume atualmente o capital humano nas empresas? Na minha opinião, o capital humano é a dimensão mais valiosa nas organizações e a dimensão mais importante do capital intelectual, e o líder deve reconhecer e manifestar este valor de forma que as pessoas fiquem inspiradas ao vê-lo em si próprias. Para fazer com que as pessoas ajam por si mesmas, elas precisam de afirmação. Vale a pena citar a metáfora de acender um fósforo. Primeiro, é necessário que haja fricção para acendê-lo, mas, uma vez aceso, seu fogo pode acender outros fósforos. No caso dos colaboradores, o bom relacionamento do líder com eles pode fazer com que esse valor se materialize e os “contamine”. Uma das melhores formas de um líder transmitir tudo isso é ouvir os colaboradores para que estes sintam que sua opinião importa, que suas convicções e sentimentos são respeitados, que eles são verdadeiramente valorizados. Outra maneira é instalar sistemas que tratem os colaboradores como investimento e não como despesa. Que características considera serem fundamentais para uma boa gestão de pessoas e de empresas? Para mim, gostar de pessoas é uma característica fundamental. Ter uma visão ampla do negócio, saber gerir complexidades e mudanças, desenvolver a si mesmo e aos outros, ter alinhamento emocional e focar nos resultados. Ou seja, o caráter e a competência conferem a credibilidade necessária ao profissional que assumir a tão nobre e difícil missão que é desenvolver uma equipa, transformar as pessoas em melhores versões delas mesmas e alcançar grandes resultados. Só desta forma é que podemos afirmar que existiu uma liderança efetiva. ▪
29 Abril 2017
RA, Pessoas e Organizações propõe-se a contribuir para o desenvolvimento competitivo de Cabo Verde e da Sub-Região Africana. De que forma? A competitividade de Cabo Verde e dos países da nossa sub-região depende, em larga medida, da competitividade das suas organizações que, por sua vez, depende da qualidade das pessoas que as integram e da forma como se organizam para poderem competir num mercado global, no qual estão em situação de desvantagem, exigindo que sejam mais rápidas nas abordagens e nas ações e mais focados nos resultados. O trabalho que propomos é pragmático e consiste em ajudar as Pessoas e as Organizações a melhorarem os seus desempenhos. Ajudamos as organizações a conquistarem resultados, que, regra geral, exigem mudanças no comportamento humano e a aquisição de novas habilidades. Para isso recorremos a técnicas e metodologias modernas e centradas na pessoa e nos resultados a serem alcançados.
SETOR FOTOVOLTAICO EM PORTUGAL
» HELEXIA PORTUGAL
HELEXIA
É ENERGIA POSITIVA Luís Pinho, Country Director da Helexia, em entrevista à Revista Pontos de Vista, explica com que objetivos surge a Helexia em Portugal e, de forma geral, dá a conhecer o panorama do setor fotovoltaico no país.
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om que soluções surge, em Portugal, a Helexia? A Helexia Portugal surge no país fruto da estratégia global de crescimento da Helexia, com duas soluções base, a primeira: oferta no solar fotovoltaico; e a segunda: eficiência energética. O nosso objetivo tanto com o solar fotovoltaico como com a eficiência energética não é ser mais um player que oferece soluções chave na mão, mas antes integrar um conjunto de soluções em toda a cadeia de valor do projeto.
pontos de vista
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De que forma o vosso leque de ofertas se diferencia no mercado? As nossas soluções diferenciam-se pela complementaridade com todas as fases de cada projeto. Integramos a análise financeira e técnica, a estruturação legal, financiamos, consLUÍS PINHO truímos e gerimos os projetos durante o seu ciclo de vida, ou seja, o cliente não investe. Durante o período contratual o cliente tem a energia que é produzida a um preço mais reduzido do que pagaria a um fornecedor de energia. O nosso objetivo é produzir energia onde ela é consumida, preferencialmente em modelos de autoconsumo. Sem dependência de subsídios ou de tarifas que inevitavelmente acabam por trazer custos aos consumidores de energia em geral. Que lacunas apresenta, na sua opinião, o setor e que por sua vez dificultam o crescimento e sustentabilidade do negócio? Não há grandes lacunas no setor fotovoltaico – de Autoconsumo - português, a regulamentação é eficaz e equilibrada e permite o desenvolvimento de negócio. O que existe de negativo é uma má influência que vem do passado e que criou o estigma de que os projetos solares fotovoltaicos
O CLIENTE TEM A VANTAGEM DE TER UMA INSTALAÇÃO A CUSTO ZERO, POR ISSO AO CLIENTE NÃO SE COLOCA A QUESTÃO DO RETORNO DO INVESTIMENTO, MAS ANTES A FORMA COMO LHE CONSEGUIMOS CRIAR VALOR
traziam rendimentos fabulosos e garantidos, além disso o modelo do autoconsumo, pelos períodos contratuais associados é ainda visto com ‘desconfiança’. Do lado da eficiência energética, falta criar mecanismos contabilísticos que não obriguem as empresas clientes a considerar o investimento de terceiros no seu balanço. Esta é uma discussão supranacional ao nível do Eurostat, e que impacta os modelos de contratos de performance energética não sendo específico para Portugal. Apresentam números entusiastas sob o ponto de vista de crescimento em França, Itália e na Bélgica. Em Portugal, qual é o panorama? A Helexia Portugal tem dois projetos em fase de construção, o que é positivo, estando há apenas um ano no mercado português. O objetivo da Helexia, quer globalmente quer no mercado português, é a cada dois anos duplicarmos a potência instalada. Para este ano estabelecemos a meta de atingir entre os quatro e seis megawatts de potência instalada. Temos uma estrutura pequena mas dinâmica e polivalente, a nossa estratégia é crescer, mas de forma consolidada e sustentada, garantindo que acompanhamos os nossos clientes durante o ciclo de vida dos projetos. Porquê apostar em projetos fotovoltaicos Helexia? O cliente tem a vantagem de ter uma instalação a custo zero, por isso ao cliente não se coloca a questão do retorno do investimento, mas antes a forma como lhe conseguimos criar valor. Num ambiente pós-crise, a vantagem da nossa proposta permite às empresas focarem-se no seu core business e investir o seu tempo, capacidade financeira e recursos humanos na sua atividade. Ter energia a um custo reduzido e mais competitivo sem ter qualquer impacto no balanço da empresa. A pegada ecológica cada vez mais ganha relevância e isto é importante para as empresas que mostram cada vez mais preocupação ambiental. Conseguir reduzir a estrutura de custos e também o impacto ambiental através da produção através de fontes renováveis é uma situação win-win. Portugal tem todas as condições para crescer imenso neste setor. A regulamentação é muito equilibrada e está a servir de exemplo para outros países. ▪
Números Chave
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Colaboradores
5
PAÍSES
140
70
em exploração
de investimento
Projectos
€
milhões
9,5
milhões de euros
volume de negócio/ano
40
MWp
Potência Total Instalada
Simplicidade, tenacidade & longo prazo → Excelente conhecimento do negócio da energia e de edifícios → Domínio da engenharia técnica, financeira e jurídica → Estrutura Acionista forte e independente & relacionamento a longo prazo → Acompanhamento personalizado por uma equipa internacional
amanhã
33 abril 2017
Não perca o que vem
SETOR FOTOVOLTAICO EM PORTUGAL
» APESF | ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE EMPRESAS DO SETOR FOTOVOLTAICO
“O AUTOCONSUMO É UM VETOR FUNDAMENTAL AO CRESCIMENTO DA ECONOMIA” Quais são as implicações legais da instalação dos sistemas para autoconsumo? O que diz a legislação em vigor? Existe certificação dos produtos e das empresas instaladoras? Karl Moosdorf da APESF, em entrevista à Revista Pontos de Vista, responde a todas estas e a outras questões. Saiba mais.
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endo Portugal um dos países europeus com as condições mais favoráveis para a utilização de energias renováveis porque será este um tema ainda tão desaproveitado? Neste contexto devem ser vistos os diferentes setores em particular. O tema não é desaproveitado, mas alguns setores foram apoiados de forma mais pronunciada, e outros ainda estão à espera de um maior crescimento. Por exemplo, a produção de energia elétrica, hoje em dia, já assenta acima de 70% através de fontes renováveis. Aqui incluem-se as centrais hídricas, com uma tradição muito forte no nosso país e com um contributo enorme na produção de eletricidade. Nas últimas duas décadas também foi desenvolvido fortemente o setor das eólicas. O contributo deste setor para a produção de eletricidade já ultrapassou o da hídrica. Mas no mix das fontes de energia renovável, ainda falta o desenvolvimento do setor do fotovoltaico com a mesma ênfase e o mesmo apoio político dos outros setores. O desenvolvimento do fotovoltaico é tão vantajoso para o sistema elétrico, como para a economia do país. Nos últimos anos, a tecnologia fotovoltaica tornou-se cada vez mais competitiva na relação proveito/custo do investimento. A produção fotovoltaica é precisamente mais intensa quando as outras produções renováveis mostram uma produção inferior. No verão, o vento é geralmente menos forte; e a falta de água prejudica a produção através da hídrica. Neste contexto, o fotovoltaico não só pode ajudar a compensar estes períodos de baixa produção dos outros sistemas, como também pode armazenar energia nas hídricas com tecnologia de bombagem. O excesso de produção é armazenado, sendo usado na bombagem da água. Esta água pode ser utilizada à noite para produzir eletricidade. Os ensaios mostram que uma mistura das diferentes tecnologias pode levar a uma produção de eletricidade de 100% de fontes renováveis. Neste cenário, são necessárias poucas centrais – preferivelmente de gás, pois são muito voláteis quanto à velocidade de ligação e regularização de potência. Mas não podemos esquecer que o consumo energético do nosso país não se reduz ao consumo de eletricidade. Ainda pouco foi feito no setor dos transportes. Há potencial para converter quase todo o movimento – seja de mercadorias, seja de pessoas – numa forma renovável. É cada vez mais evidente que a tecnologia do futuro passa pelo veículo elétrico.
Como tal, voltamos à questão inicial: a produção de energia elétrica. Com a mudança do setor de transporte, cresce ainda mais a necessidade de desenvolvimento do fotovoltaico, sempre a par do consumo de energia elétrica. Por fim, o setor da produção de calor (água sanitária, aquecimento de ambiente e calor para a indústria). Neste âmbito ainda há muito a fazer para atingir os objetivos da UE. Neste momento, quais são as tendências e tecnologias do setor fotovoltaico? É um setor em constante inovação? A inovação do setor fotovoltaico acontece de forma gradual, mas com uma velocidade constante. Os preços são cada vez mais baixos e a eficiência dos módulos cresce constantemente. Mas para desenvolver melhor o setor deve ser elaborada uma estratégia nacional para aproveitar melhor as vantagens. Devem ser desenvolvidas todas as formas de sistemas fotovoltaicos – sistemas de autoconsumo, de injeção à rede pública de forma descentralizada - assim como devem ser construídas mais centrais de grande dimensão. O poder político português nunca desenvolveu esta estratégia, o que conduziu a grandes oscilações do mercado. Muitas vezes houve apoios a grandes centrais, descorando o resto; outras vezes, foram privilegiados sistemas pequenos de autoconsumo ou de injeção à rede. Precisamos de objetivos maiores e o respetivo crescimento constante para atingi-los. As questões legais na instalação de um sistema de autoconsumo são o principal entrave para o cliente? Porquê? Em 2014 houve a publicação do DL153/2014, que veio regular o autoconsumo. Contudo, a legislação não se fez acompanhar das regras técnicas que lhe darão suporte, mantendo-se a indefinição sobre esta matéria. Como tal, nenhum cliente quer investir sem saber exatamente de que forma e como pode ser instalado um sistema fotovoltaico. Neste contexto, foi desenvolvido o regulamento técnico com a participação da APESF e outras entidades do setor. O regulamento encontra-se em fase de finalização. Esperamos que a sua publicação seja breve e que venha promover a confiança dos clientes. O Decreto-Lei diz que o instalador tem de ser certificado, mas… certificado por quem? Esta questão sempre foi um problema do setor. Existe uma sobre regularização no setor que
deve ser corrigida o mais rápido possível. Um bom exemplo é a necessidade de um alvará para instalar sistemas fotovoltaicos. Considerando que: a) o material para estes sistemas é certificado; b) as regras de instalação são definidas; c) o instalador tem de ser um técnico certificado; e d) ainda será efetuada uma inspeção da instalação antes de ligar o sistema à rede, para que serve o alvará? A exigência de alvará prejudica somente as empresas pequenas, sem qualquer acréscimo para a melhoria da segurança no setor. Acresce ainda a indefinição relativamente à formação do setor: como pode ser veiculada e por quem. Para as empresas, como é possível medir o retorno do investimento feito? Existem sistemas de monitorização capazes de medir exatamente o que foi produzido e qual é o valor económico desta produção. Neste sentido, não há grandes dificuldades em perceber se o sistema é rentável ou não. Uma vez que os custos da monitorização não são muito baixos, este tipo de ensaio só faz sentido em sistemas com alguma potência. Os sistemas domésticos podem ser avaliados através de contadores simples, que verificam a eficiência económica. Mas antes de instalar o sistema, deve ser feita uma simulação do mesmo, para perceber se vale a pena o investimento e qual será a forma mais vantajosa de instalação – autoconsumo ou injeção à rede. Também a potência do sistema deve ser bem calculada. Estão disponíveis programas informáticos para elaborar simulações de produção e consumo, mas estes não dispensam a experiência para utilizar e interpretar o software, para obter os resultados certos. O autoconsumo poderá ser um dos principais vetores de crescimento da economia? O autoconsumo é um vetor fundamental ao crescimento da economia, sim. Contudo, para que a energia fotovoltaica seja devidamente aproveitada, (produção de energia limpa; criação de riqueza; crescimento económico; criação de trabalho; diminuição da dependência energética; etc.) é fundamental definir um plano de desenvolvimento para futuro. A APESF está muito empenhada nesse sentido. Colabora de forma estreita com a tutela e organiza conferências pontuais e pertinentes, (como a próxima, dia 4 de Maio, no âmbito da Tektónica), no sentido de promover um futuro com maior progresso. ▪
INOVAÇÃO, TECNOLOGIA, INVESTIGAÇÃO E DESENVOLVIMENTO EM PORTUGAL
» KBEE - KNOWLEDGE BEE EM DESTAQUE
A SEGURANÇA INFORMÁTICA COMEÇA POR SI “A nossa premissa é conseguir com que as pessoas saibam defender-se, porque as pessoas é que detêm informação, não os computadores. Quer isto dizer que os utilizadores têm de estar em alerta para os perigos da internet”, explicam-nos, em entrevista, João Moreira, Fundador/Diretor Técnico, Ana Sousa, CEO, e Bruno Costa, Diretor Comercial da Kbee.
Q
uem visita o site da Kbee depara-se com a pergunta “porquê escolher a Kbee?”. E nós perguntamos: porquê escolher a Kbee? A KBee® tem um lema: “A Segurança Informática começa por SI!” A nossa visão é de que os computadores são metade do desafio. A formação de pessoas é crítica para assegurar que a informação esteja protegida, e somente desse modo se alcança a segurança digital no seu todo. Resumidamente, para além da correta configuração de máquinas e anulação das suas vulnerabilidades, com soluções desenhadas à medida de cada cliente, focamo-nos no elemento mais valioso: as pessoas.
De que forma estão presentes na marca fatores como a inovação, tecnologia e investigação, determinantes para fazer face às exigências do mercado e necessidades dos clientes? Na KBee® a presença de tecnologia e investigação é “natura” - devido à experiência e certificações adquiridas ao longo de mais de 30 anos, -conjugada com a inovação. A génese de uma análise contínua desde 2015 sobre o comportamento de utilizadores/pessoas no uso das tecnologias de informação, no qual identificamos os reais problemas de segurança que existem nesta área, conduziu ao desenvolvimento de um software de antihacking e a integração da KBee® no programa Startup BizSpark da Microsoft®. Os portugueses estão alertados suficientemente e consciencializados no que concerne às
Bruno COSTA, ANA SOUSA E JOÃO MOREIRA
melhores práticas ao nível de segurança informática? O drama é superior ao imaginável. A atual perceção de segurança informática consiste no uso de um Software de Antivírus, Malware e uma Firewall. Se isto fosse verdade porquê a contínua saída de notícias na comunicação social, de bancos, empresas e privados, que foram vítimas de ataques cibernéticos? Resultando no furto de valor monetário e ou dados, ou ainda reféns da nossa própria informação vulgo “Ransomware”, que a nível informativo gerou no primeiro trimestre de 2016 um valor mundial superior a 196 milhões de euros no pagamento de resgates. Em adição a este drama, existe a noção de que a necessidade de proteção conveniente da informação está diretamente relacionada com a dimensão de uma empresa ou um particular: “Eu não sou suficientemente importante para ser atacado!” Que maiores perigos enfrentam, atualmente, as empresas na internet? Enumerando os três maiores riscos do momento: o “Ransomware”, que cresceu 600% (fonte:Proofpoint) de 2015 para 2016 nos computadores. O “Phishing“ cada vez mais camuflado, ou seja, correio eletrónico que conduz o utilizador a revelar dados pessoais e/ou confidenciais. E a mais letal de todas, no nosso ver,
a Engenharia Social utilizada por “hackers”, para conduzir as pessoas a realizarem ações que normalmente não fariam a um desconhecido, como por exemplo fornecer a “password” da sua rede Wifi empresarial, conta/palavra passe de utilizador de acesso ao seu computador, ou para finalizar dados pessoais. Que premissa tem orientado todo o trabalho da Kbee e que papel a empresa pretende assumir no mercado e juntos dos seus clientes? A nossa premissa é conseguir com que as pessoas saibam defender-se, porque as pessoas é que detêm informação, não os computadores. Quer isto dizer que os utilizadores têm de estar em alerta para os perigos da internet, porque ter a consciência da existência de problemas leva a que a natural reinvenção dos ataques, que melhoram dia a dia, sejam detetados com facilidade e caiam por terra. Aliado ao desenvolvimento comportamental das pessoas, o nosso know-how de três décadas de configuração de sistemas operativos, comunicações, desenvolvimento de software e “hacking” preventivo, permite-nos ter uma visão global dos problemas, transformando-os em apenas desafios. Como poderão constatar em breve, mediante o lançamento de um software único a nível mundial, que funde o uso de inteligência artificial na segurança informática e o utilizador, de modo simples, fácil e intuitivo. ▪
35 Abril 2017
Para contextualizar o nosso leitor, com que serviços diferenciadores se apresenta a Kbee no mercado? A nossa relação com o cliente tem como pilar a formação mediante a promoção de comportamentos nos utilizadores, através da criação de hábitos, rotinas e processos, para garantir que a informação do utilizador está realmente protegida. A segurança digital resulta deste modo da simbiose da implementação de soluções de segurança informática e da formação comportamental das pessoas. Adicionalmente criamos, desenvolvemos e produzimos “in-house”, as soluções de segurança informática que implementamos.
RESPONSABILIDADE SOCIAL E INOVAÇÃO
» A Boehringer Ingelheim FAZ A DIFERENÇA
“É uma prioridade nossa poder fazer a diferença na vida dos doentes” VANESSA JACINTO
A Responsabilidade Social é hoje um conceito cada vez mais evidente no universo empresarial, sendo importante que se continue a promover a mesma e assim alavancar novos projetos e desafios, em simultâneo com a inovação. A Boehringer Ingelheim é disso paradigma, pois tem sido um promotor exemplar neste domínio. A Revista Pontos de Vista conversou com Vanessa Jacinto, Head of Market Access and External Affairs da Boehringer Ingelheim, que nos deu a conhecer um pouco mais do que tem sido realizado pela empresa, abordando, por exemplo, uma das últimas iniciativas promovidas pela BI, o “Inovar é divertido” um programa de responsabilidade social implementado pela empresa em 2016, nas escolas do 1º ciclo.
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omo caracterizaria a Boehringer Ingelheim? A BI é uma empresa farmacêutica global, integrando por isso culturas e sociedades diversificadas. As suas diferenças, capacidades e perspetivas são o que nos permite trazer inovação. Pertencemos ao grupo das 20 principais empresas, somos uma empresa familiar de capitais privados. A BI teve também um começo inovador: em 1885, Albert Boehringer adquiriu uma pequena fábrica de tártaro na localidade de Ingelheim, na Alemanha, lançando as bases para a atual empresa. Inicialmente empregava 28 pessoas na produção de ácido tartárico. Em 1893, Albert Boehringer fez a descoberta revolucionária de que o ácido podia ser produzido em grandes quantidades através de bactérias, o que deu origem à produção pioneira de «biotecnologia» em larga escala. Em 1994, a direcção da BI apresentou a visão «Valor através da Inovação», dando ao grupo uma orientação para o futuro: «Visão e liderança» como princípios orientadores. Atualmente a BI encontra-se em 145 países e conta com 47.500 colaboradores. Em Portugal, a BI está sediada em Lisboa desde 1960. Ao longo destas décadas
Já apoiámos mais de 80 empreendedores sociais em todo o mundo, disponibilizando soluções inovadoras, criando impacto social, ajudando a encontrar modelos de negócio inovadores e também a gerar benefício para as próprias organizações e colaboradores
foram introduzidos medicamentos inovadores para o tratamento de doenças respiratórias, cardiovasculares, gastrointestinais, imunológicas, oncológicas e do sistema nervoso central. A expressão “Valor através da Inovação”, onde se centra a nossa visão institucional, resume os objetivos e convicções da BI e é o motor e a força para todos os colaboradores. “Valor através da Inovação”, também se reflete nos investimentos feitos anualmente em investigação e desenvolvimento. Inovação é o conceito central da visão institucional da empresa. Num mercado cade vez mais competitivo que principais desafios enfrenta a IF? Atualmente os grandes desafios que se colocam à IF resultam do subfinanciamento crónico que se traduz numa incapacidade, por parte do sistema, de responder aos compromissos financeiros. Com o aumento da esperança média de vida e do número de pessoas com doenças crónicas, os sistemas de saúde têm de procurar formas de garantir a manutenção do acesso aos melhores cuidados de saúde e assegurar uma gestão de custos controlada. A BI quer continuar
Para além do foco na sustentabilidade e na protecção do ambiente, que outros valores norteiam o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela BI? A proteção do ambiente e a conservação dos recursos naturais são muito valorizados na BI. Por isso, assumir a responsabilidade pela natureza, a par do desenvolvimento de produtos inovadores que contribuem para a melhoria dos indicadores de saúde e para o aumento da longevidade, é para nós fundamental. Em Portugal, os grandes objetivos da BI passam por dois grandes eixos: o aumento do investimento em ensaios clínicos e garantir o acesso a medicamentos inovadores. É uma prioridade nossa poder fazer a diferença na vida dos doentes. Esta responsabilidade inclui a participação em projectos sociais a nível mundial, como a iniciativa «Making more Health». De que trata esta iniciativa? O Making More Health (MMH) é uma iniciativa global na qual a BI e a Ashoka estão a trabalhar em conjunto desde 2010 com o objetivo de melhorar a saúde das comunidades ao apoiar soluções para problemas de saúde. A Ashoka é a maior rede de empreendedores sociais contribuindo com os contactos e o conhecimento para encontrar e identificar inovadores sociais. A BI partilha a sua experiência nos setores da saúde e dos negócios e na gestão de projetos. Desta forma damos à sociedade algo que não pode ser medido monetariamente. Já apoiámos mais de 80 empreendedores sociais em todo o mundo, disponibilizando soluções inovadoras, criando impacto social, ajudando a encontrar modelos de negócio inovadores e também a
FOTO: DIANA QUINTELA
A responsabilidade social constitui um elemento importante da cultura da BI. Este é um dos pilares da estrutura da empresa? Parte da responsabilidade da BI passa por contribuir socialmente nos países onde atua. Procuramos promover o bem-estar económico e social nas comunidades em que estamos representados. As nossas atividades incluem doentes, comunidades vizinhas e a sociedade em geral, de onde destacamos a distribuição gratuita de medicamentos para o VIH em África, a participação no Habitat for Humanity, o Programa “Inovar é divertido” ou a iniciativa Making more Health. Também como um serviço à sociedade a BI tem várias parcerias externas com universidades e centros de investigação. A Fundação BI e os BI Founds são organizações sem fins lucrativos dedicadas à promoção exclusiva e direta da ciência e da pesquisa básica, apoiando jovens cientistas.
O grande desafio é permitir que os professores, encarregados de educação e sociedade em geral, capacitem as crianças para um mundo em rápida mudança, preservando os valores e a sua identidade
gerar benefício para as próprias organizações e colaboradores. “Inovar é divertido” é o nome de outro programa de responsabilidade social implementado pela BI em 2016, nas escolas do 1º ciclo. Que balanço já é possível fazer deste programa? Inspirado na filosofia da BI, o programa visa sensibilizar as camadas mais jovens porque é nessas idades que a capacidade de inovar se está a formar. Ao fazê-lo contribuímos para aumentar as suas competências cognitivas e os níveis de confiança para superar os desafios inerentes ao processo de crescimento. A BI desafiou alunos de escolas do ensino básico na Freguesia dos Olivais, a inovar – visualizar e concretizar ideias através de um conjunto de materiais fornecidos na “Caixa da Inovação” que irá ser posteriormente trabalhada ao longo do ano lectivo. A iniciativa nas escolas contou com a participação dos avós, para realçar a importância da partilha de conhecimentos entre gerações. O balanço tem sido muito positivo. O programa foi preparado com todo o carinho, especialmente por estarmos a lidar com crianças. As reacções dos professores, dos alunos e das famílias não podiam ser melhores. O amor e dedicação dos voluntários da BI também tem sido fundamental para o sucesso desta iniciativa. O programa de responsabilidade social “Inovar é Divertido” vai continuar? Em que moldes? Este modelo está a ser levado ao pré-escolar e será replicado ao longo de 2017 noutras escolas de Lisboa. O grande desafio é permitir que os professores, encarregados de educação e sociedade em geral, capacitem as crianças para um mundo em rápida mudança, preservando os valores e a sua identidade. Outra fase do projeto conta com a organização da Feira da Inovação, subordinada ao tema “Inovação, diversidade e inclusão”. Com ela pretendemos promover a inclusão e chamar a atenção para a necessidade de construção de um futuro que privilegie a melhoria da situação das crianças e garanta o seu desenvolvimento. A feira contará com a pre-
sença de várias associações de doentes e crianças, nomeadamente Acreditar, Raríssimas, APJD, BIPP e a Casa do Gil. A inclusão é um direito fundamental que permite ajudar crianças e adultos a desenvolver as competências e as atitudes certas que lhes permitam lidar com os desafios da vida e ser membros que contribuam activamente para a comunidade em que se inserem. Os diversos momentos do programa terão o apoio da BI e dos seus colaboradores em regime de voluntariado. O que representa estas acções e programas para a farmacêutica? O nosso papel, enquanto empresa e indivíduos, é contribuir para uma abordagem à diversidade e tê-la em conta como fator de inclusão. Esse papel é cada vez mais relevante na promoção desses princípios e redução de preconceitos que impedem o progresso social e empresarial. Para os colaboradores é mais uma forma de partilharem o seu conhecimento com a comunidade que nos rodeia e de se sentirem úteis. ▪ 37
responsabilidade social O tecido empresarial tem o dever de promover esta responsabilidade social? Tal como já referido anteriormente “Valor através da Inovação” é o que nos move todos os dias! Essa inovação passa também pela promoção do dever de responsabilidade social. O empreendedorismo social faz a inovação acontecer e tem a ver com criar valor partilhado. A nível global as atividades de responsabilidade social continuarão a fazer parte integrante da cultura da empresa com a participação dos colaboradores. Eles sabem que desta forma estão também a responder a outra necessidade da sociedade em geral, que vai para além do acesso a novos medicamentos.
Abril 2017
FOTO: DIANA QUINTELA
a ser parceira dos decisores, a ser reconhecida pela capacidade de inovar e a poder participar na tomada de decisão. Os medicamentos são instrumentos poderosos na gestão desses desafios no que diz respeito aos custos diretamente ligados às doenças crónicas. A visão da BI passa por propor soluções que possam facilitar essa gestão nas áreas em que dispomos de um vasto conhecimento. O maior desafio que se coloca à Indústria Farmacêutica, tendo em conta estes constrangimentos, é continuar a conseguir gerar negócio suficiente para continuar a investir em desenvolvimento e que as multinacionais continuem a considerar Portugal um país atrativo.
O CARTÃO DA UNIÃO DAS MISERICÓRDIAS
» TRUECLINIC
CARTÃO DE SAÚDE DAS MISERICÓRDIAS É O COMPLEMENTO QUE FALTAVA NA SAÚDE Miguel Gouveia, Administrador da TrueClinic, em entrevista à Revista Pontos de Vista, fala sobre o que é, para quem e com que propósito foi criado o cartão de Saúde Misericórdias. Um cartão de cariz social. Saiba mais.
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União das Misericórdias Portuguesa lançou, recentemente, dois cartões de saúde com o objetivo de reduzir os custos e facilitar o acesso a consultas, internamentos, cirurgias e exames. A criação do produto ficou a cargo da TrueClinic, uma empresa que se posiciona no mercado de forma simples e inovadora: fazem uma gestão de rede, mas principalmente agem enquanto auditores de saúde. O cartão contou com as parcerias da AdvanceCare, a SABSEG Seguros e da Real Vida Seguros e tem duas modalidades: o Cartão Social e o Cartão Social +. O primeiro garante um acesso mais rápido e económico a consultas, exames apoio domiciliário e cirurgias. O segundo, com uma mensalidade mais elevada, abrange todos os serviços referidos mais o internamento hospitalar e cirúrgico. Ambos custam aos seus portadores cerca de três euros por mês. Esta é uma iniciativa que visa alcançar e beneficiar agregados com menores rendimentos económicos. Os cartões diferenciam-se de seguros de saúde por terem limites de idade alargados. “Foi-nos solicitado o desenho deste cartão pelo Grupo Misericórdias Saúde. Fomos os idealistas do cartão em parceria com a União das Misericórdias Portuguesas. A certa altura passamos a pasta a outras entidades que fizeram o que havia de necessário a ser feito, como a Advance Care, um bom especialista em gestão de rede. A TrueClinic aparece no papel de auditor. Trata-se de um produto para massas e por isso não fizemos a gestão de rede”, esclarece o nosso entrevistado. À pergunta sobre a possível concorrência do cartão ao Sistema Nacional de Saúde, Miguel Gouveia rapidamente clarifica e diz que não se trata de um substituto ao SNS, mas sim de um complemento. “Não somos um país rico. Como tal devemos tentar que exista a complementaridade, também, na saúde. Este é um produto pensado para uma população desfavorecida e envelhecida. É um cartão social e não um seguro de saúde, uma vez que o limite de idades é alargado”.
MIGUEL GOUVEIA
Não somos um país rico. Como tal devemos tentar que exista a complementaridade, também, na saúde. Este é um produto pensado para uma população desfavorecida e envelhecida. É um cartão social e não um seguro de saúde, uma vez que, o limite de idades é alargado
COMO E PARA QUEM?
Pode ser subscrito, via web, pela população em geral, instituições e organizações com abrangência nacional como autarquias, IPSS, ordens profissionais, empresas ou até por clubes de futebol.
O Cartão de Saúde permite o acesso direto à rede hospitalar das misericórdias ou a prestadores da rede social da AdvanceCare com uma tabela de preços sociais. Incluído estão a assistência médica permanente, urgência, domicílio e descontos em parceiros aderentes. Falamos de um acesso a 400 hospitais ou clínicas em todo o país.
A TRUECLINIC
Além de terem sido um dos cérebros na conceção do Cartão Social, a TrueClinic é uma empresa portuguesa que pretende elevar-se a referência no mundo lusófono na área em que atua: gestão de rede, prestação de serviços, controlo e auditoria de processos clínicos. “A mais-valia deste projeto consiste no valor acrescentado que podemos constituir para a companhia de seguros. Todas as companhias que trabalharam connosco reconhecem essa mais-valia”, refere o administrador. O sucesso da ideia surge “da equipa multidisciplinar e com um conhecimento da realidade do mercado da saúde privado ou público português”, de forma a encontrarem as melhores soluções clínicas a quem as procura. ▪
Serviços e soluções de apoio à gestão nas organizações
B TIME
» B TIME | SOLUÇÕES EMPRESARIAIS
A FORMA POSITIVA DE MEXER COM AS SUAS CONTAS A B TIME é uma empresa especialista em contabilidade e apoio de gestão às empresas e em conversa com o seu Diretor Geral, Pedro Flores, fomos perceber de que forma é a perfeita aliada das empresas na tomada de decisões.
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UM PORTAL COM TODA A INFORMAÇÃO DISPONÍVEL SEMPRE QUE PRECISAR
MODELOS DE GESTÃO
“Funcionam sempre assentes na contabilidade que é a base de tudo. E é com base na contabilidade que formamos os modelos de gestão. Apesar de a contabilidade ser muitas vezes encarada nas empresas como um mal e não uma vantagem, trouxemos ao mercado uma nova forma (positiva) de encarar a contabilidade. Desta forma, entregamos aos nossos clientes, periodicamente, um relatório de gestão, onde podem analisar, entre outros, os resultados mensais e acumulados, comparar com o ano anterior, bem como verificar os principais custos da empresa, de forma a poderem definir ações de melhoria. O que oferecemos ao cliente é um mapa que espelha a verdadeira posição financeira e económica da empresa, o que faz com que tenhamos muitas situações em que os clientes esperam pelo nosso mapa, de forma a tomarem decisões em reuniões de administração. Este é um motivo de orgulho e de reconhecimento para nós enquanto parceiros das empresas. Trata-se de um bom indicador de como o nosso trabalho faz todo o sentido na gestão das empresas”. De relevar que o facto de facultarem uma avaliação mensal às empresas é algo totalmente inovador. “Infelizmente no mercado não existe praticamente ninguém que tenha este nível de gestão e acima de tudo de profissionalismo na entrega. Fazemos nas pequenas e médias empresas um trabalho que muitas vezes não é encontrado em multina-
PEDRO FLORES
cionais, por exemplo. Não é por serem pequenas ou médias empresas que devem deixar de ter uma gestão criteriosa”. Questionado sobre o que é mais difícil na área, Pedro Flores explica que “por vezes é a desorganização do cliente. No nosso caso temos a sorte de ter clientes disciplinados, o que facilita o nosso trabalho, por isso, penso que a grande dificuldade são as dificuldades criadas pela Autoridade Tributária, relativamente à gestão de prazos, de declarações, de algum tipo de complicação em gerir os próprios empresários, uma vez que, o nível de impostos e o nível de multas ou de coimas que se gerou no panorama nacional em Portugal é gritante. Muitas vezes é difícil passar esta mensagem aos clientes. Estamos sempre a tentar evitar qualquer tipo de coima e, apesar de saber que somos bastante eficientes, nem sempre existe um apoio por parte da Autoridade Tributária. Tem havido um ataque às PMEs ao nível das multas. Sou completamente a favor do pagamento contínuo de impostos mas, neste caso, considero que muitas vezes as pessoas são penalizadas de forma excessiva, devendo por isso, ser criado um modelo que distinguisse incumprimento contínuo dos empresários de um mero esquecimento. Na faculdade aprendemos que o Estado existe para cuidar das pessoas e por vezes, nesta área, isso não acontece”.
“Acompanhamos de perto as empresas e estamos presentes nas decisões deles no que diz respeito ao apoio à gestão”. Num mercado em que a palavra inovação tem algum peso, a B TIME, criou um modelo único e pioneiro para oferecer mais comodidade aos seus clientes. Falamos de um portal com toda a informação empresarial disponível 24 horas e 365 dias por ano em qualquer lugar do mundo. Apesar de não serem, agora, os únicos no mercado com esta oferta, foram pioneiros com a sua introdução no mercado. “Entregamos a todos os nossos clientes as suas credenciais de acesso e em qualquer hora ou lugar do mundo podem ter acesso a todas as suas contas e informação contabilística, financeira e de recursos humanos. Tudo aquilo que é o nosso trabalho está lá. Este portal foi criado, também, para reforçar a nossa ideia de transparência. O empresário consegue aceder a toda a sua informação. Temos clientes há 15/20 anos e toda a informação da sua empresa está lá”.
PROXIMIDADE COM O CLIENTE
“Somos muitas das vezes o departamento financeiro destas empresas e consideramos que o sucesso delas é também o nosso sucesso. Isto deve-se à nossa relação, que é muito próxima, com os nossos clientes. Cada cliente tem a sua gestora de conta e quando precisa de resolver algum problema ou saber algo sobre a sua contabilidade já sabe com quem vai falar. Há mudanças significativas na forma de como as empresas olham para as suas pessoas, percebem agora que a produtividade dos seus colaboradores depende muito da forma de como são tratados. Na B TIME já trabalhamos nisso desde o início”.
TRÊS DICAS ESSENCIAIS
-Têm de saber números para saberem que passos podem dar; -Têm de saber muito sobre os incentivos que existem e que estão ao dispor; -Têm de saber e cuidar muito bem dos seus recursos humanos. ▪
39 Abril 2017
empresa foi constituída pelos pais do atual diretor, o que lhe dá um caráter familiar e que, segundo o nosso entrevistado, “não retira o profissionalismo e rigor que formam a B TIME”. “A empresa já tem 25 anos e sempre tivemos o foco na área da contabilidade. O que mudou com a minha chegada foi a complementaridade de serviços, quer de apoio à gestão, quer de consultoria na área contabilística e na área fiscal e acima de tudo na informação de gestão”. Este é um dos grandes fatores distintivos da empresa, o de conceder aos seus clientes uma informação de gestão mensal, que lhes permite gerirem a sua empresa de uma forma “muito mais racional e muito menos emotiva”.
EVENTO
» CONDEXPO – 1º SALÃO NACIONAL DE SOLUÇÕES PARA CONDOMÍNIOS
CONDEXPO
TRÊS DIAS DE FEIRA E MAIS DE 3500 VISITANTES
Lisboa recebeu o maior e mais importante evento nacional para proprietários de imóveis, prestadores de serviços, fornecedores e empresas de gestão e administração na área de condomínios – a CONDEXPO. O evento juntou pela primeira vez em Portugal 40 expositores de várias áreas do setor e durante os três dias de feira passaram pelo Centro de Congressos de Lisboa mais de 3500 visitantes, correspondendo às expectativas dos organizadores e expositores.
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inauguração contou com a presença de entidades ligadas ao setor como o Instituto dos Mercados Públicos, do Imobiliário e da Construção; da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário; da CIP e da APEGAC. Assumindo-se como um ponto de encontro para a realização de negócios a CONDEXPO trouxe até particulares e empresas uma dinâmica mais inovadora de partilha de conhecimentos, através da realização de workshops, Ted Talks e formações com as mais variadas temáticas, permitindo a interação direta nas suas áreas de intervenção. A APEGAC, parceira oficial da feira, também organizou um workshop sobre Certificação APEGAC/ Bureau Veritas, na Norma de Serviço para Gestão e Administração de Condomínios e outro sobre a Qualificação Técnica e formação profissional na área empresarial de Administração de Condomínios. Todas as formações tiveram entrada livre e sala cheia. Para Fernando Cruz, Presidente da Direção da APEGAC, a associação à CONDEXPO foi uma consequência natural e, segundo o próprio, “estamos muito satisfeitos com os resultados desta primeira edição que vem abrir novas oportunidades para todos os setores envolvidos”. Para Luiz Branco, CEO da Sigma Incentive, esta foi uma feira pensada para
1º salão dos condomínios do país
responder a uma ‘lacuna’ no mercado, num setor que se veio a verificar de alta relevância pela sua dimensão e valor que já movimenta anualmente acima dos 750 milhões de euros em Portugal. “A recetividade por parte de empresas ligadas ao setor foi grande e, no final dos três dias de feira, os expositores mostraram-se bastante satisfeitos com os resultados e negócios concretizados” acrescentou o responsável pela organização da feira. ▪
O 1º Salão dos Condomínios organizado pela SIGMA Incentive, empresa promotora e organizadora de Feiras e Congressos, em parceria com a APEGAC - Associação Portuguesa de Empresas de Gestão e Administração de Condomínios decorreu de 7 a 9 de abril no Centro de Congressos em Lisboa. O evento, que contou com o patrocínio da ORONA, Loja do Condomínio, LUZBOA e Associação Lisbonense de Proprietários, revelou-se satisfatória para todos: expositores e visitantes. A próxima edição acontece em 2018, podendo ser replicada na zona norte do país.
TESTEMUNHOS
Presidente da Direção da APEGAC
Espero que este evento se revele de extrema importância para o setor. A APEGAC como associação e como patrocinador institucional deste evento tem como expetativa a possibilidade de existir capacidade e oportunidade para todos os expositores que trocaram entre si contactos e ideias num ambiente de networking, de forma a melhorarem os seus negócios. É um evento que permitirá perceber o setor de uma forma diferente. Estivemos presentes intrinsecamente neste evento e na organização dos workshops dos três auditórios para passar conhecimento técnico aos expositores presentes e a todos os visitantes. Trata-se da primeira iniciativa de muitas.
Pablo Garayalde, CEO da Orona Portugal
É uma oportunidade única para troca de ideias e de opiniões para o incremento dos negócios. Penso que vamos ter um impacto muito forte no setor com esta feira. Para a própria Orona é uma oportunidade para sermos reconhecidos como uma empresa de referência no setor da elevação em Portugal onde já estamos presentes há 25 anos. A Condexpo será uma boa oportunidade para o setor dos condomínios que ainda é um setor pouco conhecido e, por isso mesmo, desvalorizado. É importante conhecer o que a gestão de condomínios implica e que áreas abrange.
Paulo Antunes,
Presidente Executivo da Loja do Condomínio
Este primeiro salão representa um salto na mostra da importância daquilo que é o setor da administração de condomínios em Portugal, um setor em pleno crescimento, um setor dinâmico e que queremos que tenha mais visibilidade. E esta feira irá trazer essa visibilidade. Será uma oportunidade para as pessoas conhecerem melhor o setor. Foi uma iniciativa de sucesso e que irá ter reflexos nos anos seguintes.
41 Abril 2017
Fernando Cruz,
CONDEXPO
» PORTAL IMOBILIÁRIO PROCURO CASA
PROCURA CASA? PROCURA CARRO?
TEMOS A SOLUÇÃO PARA SI Domingos Carvalho e Hélder Carvalho são pai e filho e são as caras por detrás do portal imobiliário Procuro Casa e do mais recente projeto Procuro Carro. Venha conhecer mais sobre este portal que cujo lema é “Procura casa? Se não encontrar aqui não existe”. Domingos Carvalho é o Gerente do portal “Procuro Casa” e Hélder Carvalho encarregar-se-á de lançar igualmente para o sucesso o novo projeto “Procuro Carro”.
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Gerente da Procuro Casa. Quando e de que forma surgiu este projeto? Que papel a Procuro Casa pretende assumir no mercado e junto dos seus clientes? Domingos Carvalho (DC) - Tudo começou com uma página nas redes sociais, o facebook. O nome “Procuro casa” surgiu intuitivamente, mas acabou por revelar ser bastante impactante. A “imagem da lupa”, como muitos associam automaticamente ao portal, também superou as expectativas e é hoje o ponto forte do portal. A imagem é bastante importante e decidimos, por isso mesmo, apostar na nossa imagem de marca. Há cerca de três anos começamos com uma página no facebook que ganhou bastante visibilidade. Começou a ter bastantes gostos e chegamos a ter uma média de mil likes por mês. Criámos um grupo no facebook, o procurocasa. pt, hoje com mais de 17 mil seguidores, onde todas as imobiliárias começaram a colocar os seus anúncios de forma gratuita. Entretanto foram surgindo oportunidades de crescimento do negócio quando empresas de mediação imobiliária nos contactaram a perguntar quanto é que custava anunciar na nossa página. Isto significava que a página já tinha uma grande notoriedade. Um ano depois decidimos criar o portal imobiliário “Procuro Casa”. A dimensão que a página já tinha atingido exigia que fosse dado um salto. Percebemos que existia mercado para mais um portal imobiliário. Hoje o portal tem dois anos de existência e o seu crescimento foi bastante significativo e gratificante. A imagem foi fundamental para o nosso crescimento, bem como a nossa persistência e presença constante nas redes sociais. Contacto imobiliárias que, por vezes, não conhecem o site, mas que se lembram facilmente da imagem da lupa. Que características considera serem essenciais para uma boa liderança de uma empresa? DC - Ser apaixonado pelo que se faz. Este fator é fundamental e é o ponto principal. Depois, é oferecer ao cliente uma ótima relação preço-qualidade. Temos de nos preocupar com o negócio dos nossos anunciantes. Não podemos olhar só para o que vou ganhar ou o que a empresa vai ganhar com determinado cliente, mas sim preocupar-nos com aquilo que podemos oferecer aos anunciantes. Senão não há parceria. E as parcerias só são importantes e duradouras quando são boas para ambas as partes. Não sei ser líder porque não sei mandar nem delegar tarefas. Isto porque quando peço para
HÉLDER CARVALHO E DOMINGOS CARVALHO
Temos de nos preocupar com o negócio dos nossos anunciantes. Não podemos olhar só para o que vou ganhar ou o que a empresa vai ganhar com determinado cliente, mas sim preocupar-nos com aquilo que podemos oferecer aos anunciantes. Senão não há parceria
executarem uma tarefa já estou eu a fazê-la. Por isso quero que este negócio tenha uma dimensão em que seja suficiente ser só eu a geri-lo. Quanto à gestão da empresa a nossa estratégia tem passado muito por apostar fortemente da divulgação da marca e na publicidade. Fazemos questão de estar presentes em feiras, propícias a troca de ideias, opinião, contactos e negócios, bem como procuramos ser patrocinadores de diversas atividades de diferentes áreas. Apoiamos bastante o desporto patrocinando, por exemplo, no boxe, a BB Team Promotions e, no futebol, o Estrelas Futebol Clube de Fânzeres. Apostamos, igualmente, em parcerias e permutas. Tudo é importante para divulgar a nossa marca. Tem uma parceria com o humorista Fernando Rocha. Que parceria é esta? DC - O Fernando Rocha tem uma empresa de produções, a Fly Produções. A Fly Produções é uma estrutura empreendedora que trabalha a organização e promoção de eventos artísticos, culturais e recreativos, com entretenimento global, nas suas mais variadas áreas e vertentes. São especialistas em management, com gestão de carreira e imagem, agenciamento, consultadoria e marketing. Quando precisei de divulgar a minha imagem, o Fernando Rocha propôs ajudar-nos e tem
PROCURO CASA resultado bastante bem. Tem sido um apoio importante devido à sua dinâmica e públicos que alcança. Na mesma altura em que o Procura Casa esteve presente no 1º Salão Nacional de Condomínios, a Condexpo, em Lisboa, o Procuro Carro esteve na Alfândega do Porto na convenção de tatuagens, Oporto Tattoo, um evento organizado pela Fly Produções. Hélder Carvalho (HC) - Em termos de estratégias há aspetos que ainda não dominamos e não conseguimos definir bem. Há pequenos passos que ainda não temos a certeza se serão bem dados ou não. Por isso mesmo a Fly Produções é um apoio fundamental para nos ajudar a definir ações de marketing a aplicar na altura e lugares certos.
E quanto ao projeto Procuro Carro. O que nos pode dizer sobre o mesmo? HC - Depois de percebermos que o Procuro Casa funcionava e do rápido crescimento que teve achámos que fazia sentido criar sites agregados ao nome “Procuro”, mas que fossem distintos e não serem só específicos para casas. Decidimos criar, assim, o Procuro Carro tendo por base a técnica utilizada no Procuro Casa. E mantivemos a lupa na imagem de marca, claro. É mais fácil para as pessoas associarem este novo projeto ao Procuro Casa. ▪
43 Abril 2017
Que balanço é possível fazer da presença da empresa no 1º Salão dos Condomínios, a Condexpo? Que importância assume este evento para as várias empresas ligadas ao setor e, inclusive, para a empresa Procuro Casa? DC A Condexpo foi a primeira grande experiência do Procuro Casa nessa área. Possibilitou-nos captar pessoas que ainda não nos conheciam e trocar contactos com empresas que se mostraram interessadas em anunciar no Procuro Casa. Foi uma ótima oportunidade para divulgar o nosso portal.
LIDERANÇA NO MASCULINO E CONDEXPO
» PAULO COELHO, DIRETOR GERAL DA ANTICIMEX
The modern pest control company Marca de relevo e reconhecida, a Anticimex assume-se como líder mundial no controlo preventivo de pragas, tendo participado no 1º Salão dos Condomínios, a Condexpo, que se realizou de 7 a 9 de Abril, no Centro de Congressos de Lisboa. A Revista Pontos de Vista quis saber mais desta marca que tem crescido exponencialmente e conversou com Paulo Coelho, Diretor Geral da Anticimex, que nos deu a conhecer um pouco mais dos desafios da marca, tendo ainda abordado a vertente da Liderança no Masculino.
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Diretor Geral da Anticimex que adquiriu recentemente as operações da empresa Higicontrol. Que papel a Anticimex pretende assumir no mercado e junto dos seus clientes? A Anticimex é uma multinacional Sueca, líder mundial no controlo preventivo de pragas e que conta com mais de 4 mil colaboradores em 17 Países. Em Portugal, e após a recente aquisição das operações da empresa Higicontrol, contamos com mais de 60 colaboradores, nas quatro delegações no Continente e Ilhas, com o objetivo claro de continuar a nossa estratégia de crescimento, com mais aquisições durante o ano de 2017. O mercado português ao contrário da grande maioria de outros países da Europa e dos Estados Unidos tem uma
ideia bastante redutora de uma área tão importante para a sociedade e que tantos prejuízos pode causar não só a empresas, como também à própria população em geral. Queremos portanto ajudar a alterar essa imagem menos positiva que o setor tem tido nos últimos anos em Portugal, colocando sempre como prioridade a relação que temos com os nossos clientes. Desde a fundação da empresa, há mais de 80 anos, que temos a missão de dar tranquilidade aos nossos clientes para que estes não tenham qualquer problema com pragas, e continuamos a seguir essa missão após todos estes anos. No entanto, agora temos de utilizar métodos alternativos que preencham as exigências dos nossos clientes, através de soluções mais sustentáveis, eficientes e inovadoras. Por todos esses fatores consideramo-nos a “The modern pest control company”, e essa é a imagem de marca com que queremos ser reconhecidos nos mercados onde estamos presentes. Que balanço é possível fazer da presença da empresa no 1º Salão dos Condomínios, a Condexpo? Que importância assume este evento para as várias empresas ligadas ao setor e, inclusive, para a Anticimex? Da nossa parte o balanço é positivo, uma vez que o nosso objetivo de apresentação de soluções diferenciadoras para o nosso mercado foram amplamente conseguidas, nomeadamente no que diz respeito à apresentação do nosso sistema Anticimex SMART. O segmento dos condomínios e das empresas gestoras de imóveis é um setor bastante interessante para nós enquanto prestadores de serviços, sendo que iremos seguramente continuar a apostar neste tipo de eventos. As diferenças entre os estilos de liderança não são necessariamente positivos ou negativos no que diz respeito à construção dessa liderança. Que características são essenciais para uma boa liderança de uma empresa? O estilo de liderança, bem como a sua construção estão fundamentadas principalmente nas experiências tidas, e obrigatoriamente com as
equipas com quem trabalhamos ao longo do nosso percurso. Não existem estilos positivos ou negativos, existem estilos que têm necessariamente de se ajustar a cada uma das situações e aos desafios com os quais somos confrontados no nosso dia-a-dia. As principais características para uma boa liderança de uma empresa passam essencialmente pela comunicação, confiança, aprendizagem contínua e uma missão clara. Alguns têm mais confiança na liderança masculina, outros preferem a liderança feminina. Acha que existe, de facto, dois estilos de liderança distintos, o masculino e o feminino? Na minha opinião não existem diferenças significativas entre a liderança no masculino e no feminino. Em questões essenciais, tais como, a capacidade de liderança, de influenciar ou motivar, podem existir formas diferentes de o fazer mas isso deve-se principalmente à experiência de cada um e não ao sexo. No entanto, havendo ou não diferenças, julgo que a questão essencial é que se continue a combater o preconceito da diferença, que infelizmente ainda existe, uma vez que as mulheres têm tanta ou mais capacidade que os homens para ocupar lugares de liderança nas empresas portuguesas. E o capital humano? Que importância assume, nos dias de hoje, uma boa gestão de pessoas para o sucesso de uma organização? Essa é uma questão chave em empresas prestadoras de serviços como é o caso da Anticimex, em que diariamente os nossos colaboradores estão em contacto direto com os nossos clientes, sendo estes a “imagem” da Anticimex junto dos mesmos. Devido a esse facto, é fundamental que os nossos colaboradores se revejam e se identifiquem com os nossos valores – Confiança, Paixão e Inovação. Existe uma frase do Jack Welch, que resume perfeitamente a importância do capital humano nas empresas, que diz: “Ter as pessoas certas nos sítios certos é bastante mais importante do que desenvolver uma estratégia:” ▪
DIA INTERNACIONAL DO ENFERMEIRO – 12 DE MAIO
» LUÍS FURTADO, PRESIDENTE DA ORDEM DOS ENFERMEIROS - SECÇÃO REGIONAL DOS AÇORES
“É URGENTE INTERVIR NESTES CONTEXTOS DE PRÁTICA CLÍNICA” LUÍS FURTADO
“Num tempo em que tanto falamos em mercados e em que tanto olhamos para o comportamento do mercado para aferir sobre a nossa condição, olhemos, pois, para o mercado de trabalho internacional para aferir se estamos a formar bons profissionais de saúde. A resposta é clara, (…), estamos a formar muito bons profissionais, não fossemos nós tão requisitados por tantos países”, refere Luís Furtado, Presidente da Ordem dos Enfermeiros - Secção Regional dos Açores.
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ual é o futuro do enfermeiro em Portugal? A profissão debate-se ainda com algumas questões – velhas questões – que importa resolver para que se possam dar passos seguros rumo ao futuro. Em primeiro lugar, e à parte do reconhecimento que cada cidadão tem pelos enfermeiros, fruto das suas experiências pessoais ou do seu entendimento do papel dos enfermeiros nos serviços de saúde, este profissional continua a não ser considerado no processo de tomada de decisão, seja ele ao nível local (instituições de saúde), ou ao nível estrutural (definição da política de saúde), da forma, ou com o peso que deveria ser, fruto da posição de charneira – e alicerçante – que detém no Serviço Nacional/Regional de Saúde. Outra questão fundamental reside em definir, com clareza, e de forma indiscutível – por parte do Regulador – um modelo para aquilo que se deseja ser o desenvolvimento profissional dos enfermeiros; um modelo que consiga um equilíbrio entre a visão do Regulador, as aspirações pessoais e individuais dos enfermeiros e as necessidades em cuidados de saúde por parte dos cidadãos portugueses. Naturalmente que esta tríade terá de encontrar equivalência numa carreira estruturada, capaz de refletir a elevada diferenciação
Não é aceitável que se continue a empalear esta situação de discriminação entre enfermeiros, detentores de um mesmo corpo de competências, preparados para o mesmo tipo de respostas, e empregados por um mesmo patrão, mas que detêm um vínculo profissional distinto
dos enfermeiros, seja ao nível da especialização, como das competências específicas; isto é um imperativo, mais não seja pelo reconhecimento formal que o corpo de conhecimento, atualmente detido pelos enfermeiros portugueses, necessita ter por parte do Estado e de todas as instituições que atualmente empregam enfermeiros. À parte do que referi, é necessário envidar todos os esforços para que se extermine, em definitivo, as desigualdades entre enfermeiros. Não é aceitável que se continue a empalear esta situação de discriminação entre enfermeiros, detentores de um mesmo corpo de competências, preparados para o mesmo tipo de respostas, e empregados por um mesmo patrão, mas que detêm um vínculo profissional distinto. A Secção Regional dos Açores da Ordem dos Enfermeiros estima que o Serviço Regional de Saúde necessite de mais 291 profissionais. Que principais carências foram identificadas nos centros de saúde? Como já tive oportunidade de referir, a acentuada carência de enfermeiros ao nível dos cuidados de saúde primários radica, fundamentalmente, na lógica imediatista, centrada nos cuidados hospitalares, e na ausência completa de estratégia para os cuidados de saúde primários, setor
ENSINO SUPERIOR
onde se somaram reformas atrás de reformas, que outra coisa não fizeram a não ser empalear os cuidados de saúde primários; a Região Autónoma dos Açores não foi exceção. Dito isto, as maiores carências estão ao nível das ilhas de Santa Maria, São Jorge, Graciosa e Flores. É urgente intervir nestes contextos de prática clínica, acudindo às situações mais críticas, sendo certo que a entrada imediata de alguns efetivos, ainda que não na proporção da real necessidade, já traria um alívio imediato que muito necessário é. O trabalho que foi levado a cabo foi sério e rigoroso e constitui uma ferramenta fundamental para a Secção Regional e o Governos Regional dos Açores monitorizarem o défice estrutural de enfermeiros na Região. O que seria necessário ou urgente para melhorar o Serviço Regional de Saúde? Antes mesmo de falar daquilo que é necessário no Serviço Regional de Saúde dos Açores, é importante não perder de vista o feito que é a sua existência. Tomemos nota, por um instante, de que estamos a falar numa realidade com nove ilhas, todas habitadas, com idiossincrasias muito próprias, não esqueçamos que a opção por medidas anti-desertificação, como seja a disponibilização, em todas as ilhas, de uma
Contudo, e para que este trabalho possa ser empreendido, há que trabalhar a população, e trabalhar a população implica prepara-la e esclarecê-la
infraestrutura de saúde capaz de dar resposta às necessidades imediatas das populações e, uma vez esgotada esta capacidade, transferir os cidadãos açorianos para um dos três centros com maior diferenciação, tem um custo, um custo que é também o custo da autonomia, e que é, simultaneamente, um valor intrínseco ao ser-se ilhéu. Neste momento o maior desafio do Serviço Regional de Saúde reside na determinação ou aproximação à razão ótima de titulação entre a sua sustentabilidade e a definição clara de que serviços, ou valências, serão de disponibilizar em todas as ilhas e quais, necessariamente, terão de ser centralizadas, mais do que por uma lógica economicista, por uma lógica de segurança e qualidade assistencial. Contudo, e para que este trabalho possa ser empreendido, há que trabalhar a população, e trabalhar a população implica prepara-la e esclarecê-la. Este processo não é compatível com o jogo do toca e foge da governação e das oposições, não é compatível com o discurso demagógico que se profere nas cadeiras dos hemiciclos, em que toda e qualquer tentativa de reforma é cilindrada e destruída antes mesmo de ter tido uma oportunidade de ver a luz do dia, mas não é, sobretudo, compatível, na ausência de um compromisso sério, forte e equilibrado, entre todas as forças
políticas, que procure um horizonte mais alargado do que o horizonte ditado pelos calendários eleitorais, compromisso este que deve tangenciar o sentido de serviço público a que todos aqueles que foram eleitos ou nomeados para os cargos que ocupam estão obrigados. A SRRAAOE e a Universidade dos Açores (UAç) assinaram um Acordo de Cooperação que levará à criação de uma nova Pós-Graduação em Enfermagem do Trabalho, a iniciar no próximo ano letivo 2017/2018. Que importância assume esta parceria? Quando se está inserido num contexto geopolítico e social como é aquele que subjaz à Região Autónoma dos Açores é natural procurar-se parceiros que, de certa forma, e numa lógica de complementaridade podem contribuir, permitam que trilhemos o caminho que escolhemos trilhar materializando os nossos objetivos e suportando os compromissos que assumimos com aqueles que nos elegeram. Dito isto, e em primeiro lugar, esta pós-graduação, ou melhor, a criação de condições para que esta pós-graduação pudesse ocorrer, havia sido uma promessa eleitoral, vertida no plano de ação sufragado pelos enfermeiros açorianos em dezembro de 2015, pelo que tinha de ser cumprida. Paralelamente, a inexistência desta oferta formativa nos Açores representava uma lacuna muito considerável para todos aqueles que exercem Enfermagem do Trabalho na Região e que, pela penosidade (pessoal, profissional e financeira) estavam impossibilitados de a frequentar no continente português. Esta condição de inacessibilidade poderia condicionar, em última instância, a própria autorização para o exercício da Enfermagem do Trabalho por parte destes enfermeiros, pelo que era fundamental intervir. O processo foi trabalhoso, obrigou a diversas reuniões preparatórias, a negociações, mas culminou com a assinatura do acordo projeto, ele próprio sob a vigência de um acordo mais amplo, um convénio estratégico, que, de forma indiscutível, aproxima estas duas entidades, parceiras naturais. ▪
47 Abril 2017
Olhando para o panorama geral do ensino superior em Portugal, estamos a formar bons profissionais da saúde? Num tempo em que tanto falamos em mercados e em que tanto olhamos para o comportamento do mercado para aferir sobre a nossa condição, olhemos, pois, para o mercado de trabalho internacional para aferir se estamos a formar bons profissionais de saúde. A resposta é clara, de uma forma geral, e muito particularmente no que aos enfermeiros diz respeito, estamos a formar muito bons profissionais, não fossemos nós tão requisitados por tantos países. Os profissionais são tão bem formados que continuam a sair sem que consigamos estancar esta sangria de capital humano; investimos milhões euros todos os anos – o contributo de cada um de nós em sede do esforço fiscal a que estamos sujeitos e obrigados – para que outros logrem com o que de melhor nós temos. Nada disto estaria errado se tivéssemos excesso de profissionais de saúde, se os quadros dos serviços públicos evidenciassem excesso de pessoal, mas não é o caso, e todos os dias nos chegam notícias do custo efetivo, para profissionais e utentes, que este flagelo acarreta: sobrecarga, fadiga, exaustão, maior potencial para erro humano, dificuldade no atendimento, comorbilidades acrescidas, morte... Até quando iremos alimentar este estado de coisas? Até quando vai o cidadão aceitar isto?
Sealgae – Cosméticos à base de extratos de algas
» AS POTENCIALIDADES DE UMA MARCA EM CRESCIMENTO
O melhor do mar ibérico no cuidado da sua pele As algas marinhas crescem no oceano e fazem parte da vegetação marítima, sendo fontes de diversos nutrientes, dotadas de inúmeros benefícios para a saúde, especialmente para a nossa pele através da utilização em cosméticos, mas não só. Por isto e muito mais é que este é um setor com um enorme potencial, assim se saiba aproveitar estas mais-valias.
JOÃO COTAS E TIAGO MORAIS
N
este sentido, a Revista Pontos de Vista foi conhecer uma das marcas que tem alavancado este setor e o seu potencial e que tem vindo a crescer sobejamente numa indústria que hoje ainda é desconhecida para muitos dos portugueses, ao contrário, por
exemplo, de países como a França ou a Irlanda, onde as potencialidades das algas são devidamente conhecidas e reconhecidas. Tiago Morais, CEO e Sócio Fundador da Lusalgae e João Cotas, Sócio Fundador da Lusalgae, em entrevista à Revista Pontos de Vista, abordaram o crescimento
de uma marca que nasceu em 2014 e que desde esse período tem vindo a evoluir progressivamente e de uma forma sustentada, porque este é um mercado que ainda tem um longo caminho a percorrer, mas com um vasto potencial. Inicialmente a Lusalgae nasceu de um desafio lançado a um grupo de amigos, onde estava Tiago Morais, que eram estudantes de Biologia, pelo investigador sénior da Universidade de Coimbra, Leonel Pereira, tendo surgido no contexto do Concurso de Ideias de Negócio para a Economia do Mar na Figueira da Foz, região onde a Lusalgae se encontra sediada. “Beneficiámos disso mesmo e posteriormente usufruímos a título gratuito de incubação que evoluiu para o atual estado da empresa”, salienta Tiago Morais, assegurando que o balanço destes três anos de atividade é positivo, principalmente na vertente da investigação, o primeiro passo para lançar o produto final para o grande público.
“Este é um setor com potencial”
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A vertente da cosmética não é a única onde os extratos de algas podem ser aplicados, mas, e segundo os nossos entrevistados, “pareceu-nos ser uma forma mais simples de entrar no mercado”, recordam, lembrando que este produto, as algas, podem ser também usadas no domínio farmacêutico, alimentar e muitos outros. Com quatro produtos disponíveis ao grande público, que tanto podem ser usados pelo público feminino como masculino, a Lusalgae encontra-se a preparar um quinto, sendo que este passo já foi iniciado. “Temos tido contacto direto com possíveis consumidores, como esteticistas e clínicas, e temos tido um feedback bastante positivo, algo que nos motiva para criar outros produtos. Não pretendemos ficar por aqui, até porque este é um setor com potencial”, revela Tiago Santos Morais. Falando do potencial do setor e apesar do mesmo ter um número reduzido de empresas em Portugal, o setor dos cosméticos de extratos de algas tem espaço para crescer. Mas o que falta? “Acima de tudo informação e sensibilização. Mesmo ao nível académico, são poucos os cientistas em Portugal que comuniquem algo sobre a ciência e a
biologia associadas às algas. O nosso orientador, Leonel Pereira, é capaz de ser das poucas pessoas que faz essa comunicação no que concerne às algas e às suas potencialidades. As pessoas quando vêm algas na praia acabam por sentir alguma repulsa e isso deve ser desmistificado e é um processo que demora o seu tempo. Os asiáticos, por exemplo, utilizam as algas na sua gastronomia. Desta forma, é vital que haja uma interação superior entre a comunidade académica e empresarial nesta área e talvez assim se consiga sensibilizar as pessoas, porque as algas não fazem mal a ninguém, bem pelo contrário, aportam um vasto número de benefícios para a nossa vida”, esclarece o CEO e Sócio Fundador da Lusalgae, Tiago Morais.
Continuar o processo de crescimento
A Talassoterapia representa tudo o que há de melhor em termos de utilização do clima marinho atlântico e dos seus derivados com fins terapêuticos. A Lusalgae apresenta o Sealgae – Kit de Talassoterapia de uma qualidade inolvidável e inquestionável, cuja aplicação pretende trazer o melhor do mar Ibérico no tratamento e cuidado da pele. Produzidos a partir de extratos bioativos de algas da flora ibérica cuidadosamente selecionadas pela sua qualidade e capacidade de proporcionar os melhores resultados no âmbito deste tratamento, os produtos que compõem o kit Sealgae são naturais, de agradável aroma e aspeto, sendo fundamentadas cientificamente por investigações desenvolvidas em parceria com o MARE da Universidade de Coimbra. A terminar, os nossos entrevistados relembraram que este é um projeto que vai crescer, sendo que o próximo passo passará pelo lançamento de um quinto produto, e, numa fase mais posterior, “escalonar a apanha do organismo selvagem para organizarmos as nossas experiências, sendo que, quando passarmos para uma fase industrial teremos que passar a utilizar processos sustentáveis, como por exemplo a aquacultura para produzirmos a matéria-prima”, concluem os nossos entrevistados, assegurando que os cosméticos à base de extratos de algas aportam de facto inúmeros benefícios. ▪
OS DIFERENTES USOS DAS ALGAS – DESENVOLVIMENTO DA INDÚSTRIA DAS ALGAS EM PORTUGAL
» ALLMICROALGAE
MICROALGAS BENEFÍCIOS NATURAIS “As microalgas constituem a base da cadeia alimentar, fazem parte dos primeiros seres vivos que ocuparam a Terra. Ainda que se tratem de microorganismos de formas e estruturas simples, reúnem as capacidades necessárias para sobreviverem com base apenas na luz solar”, explica-nos Sofia Mendonça, Bióloga Marinha e Business Development Manager na Allmicroalgae.
C
O que é a Chlorella? A Chlorella vulgaris é uma microalga (“micro” porque se vê apenas com o auxilio do microscópio) muito interessante e completa do ponto de vista nutricional e funcional. A Chlorella by Allma (Allma é a marca com a qual a Allmicroalgae opera no setor dos produtos para consumo humano) contém mais de 50% de proteína completa (contendo todos os aminoácidos essenciais, substituindo assim a proteína de origem animal), contém minerais essenciais (tais como o magnésio, o zinco, o selénio), contém vitaminas do grupo B, vitamina C e vitamina E, e contém também pigmentos tais como a clorofila, o beta caroteno, a luteina e a zeaxantina, entre outros. Quais são os benefícios das microalgas e onde podem ser aplicadas? As microalgas constituem a base da cadeia alimentar, fazem parte dos primeiros seres vivos que ocuparam a Terra. Ainda que se tratem de microorganismos de formas e estruturas simples, reúnem as capacidades necessárias para sobreviverem com base apenas na luz solar (através da fotossíntese), acumulando posteriormente os micronutrientes que precisam para se desenvolverem saudavelmente, e que lhes conferem perfis bioquímicos extremamente variados e ricos. São estes micronutrientes, de elevada qualidade e 100% naturais, que se procuram cada vez mais como fontes sustentáveis de alimentos nas indústrias que presentemente utilizam matérias-primas de origem animal, menos sustentáveis e muitas
vezes, geneticamente modificadas. Um exemplo real da aplicação das nossas microalgas em pó na cosmética é a “manteiga corporal” desenvolvida pela Biotek (Empresa Figueirense de Pescas). Estamos a falar de um recurso marinho que está por explorar. Faltam condições técnicas a Portugal para aproveitar este potencial? “As macroalgas e as microalgas já são aplicadas presentemente em produtos de cosmética de grandes marcas a nível internacional, precisamente por essa bioactividade, que irá depender especificamente do organismo (micro ou macro alga) em questão, e da sua composição bioquímica. A Chlorella por exemplo, foi já estudada mundialmente a nível da sua capacidade imunoestimulante, devido à presença de beta-1,3-glucanos na sua parede celular (e daí, o seu valor e interesse acrescidos, como suplemento dietético). A Allmicroalgae prepara-se precisamente para aprofundar o estudo da bioactividade das várias espécies de microalgas com as quais opera diariamente, podendo posteriormente produzir as espécies mais interessantes à escala industrial, e fornecer as empresas que procuram este tipo de ingredientes de alto valor nutricional e funcional. Relativamente às condições técnicas, não acredito que haja falta das mesmas, até porque no nosso caso, temos uma vasta rede de contactos a nível nacional e internacional que nos permite aferir diferentes tipos de propriedades nas nossas microalgas, desde análises nutricionais mais complexas a propriedades bioactivas das mesmas. Depois, e como especialistas que somos em microalgas com vários anos de experiência, conseguimos optimizar as actividades de I&D para que com alguma eficiência, as possamos extrapolar para o mercado e para as aplicações “reais”, que se traduzem nos produtos finais que incluem as microalgas e/ou os seus extractos. Finalmente, o que realmente pode e deve ser melhorado sobretudo a nível da C.E. é o processo de aprovação de outras espécies como ingredientes ou suplementos para consumo humano. Existem microalgas (algumas das quais produzidas e comercializadas pela Allmicroalgae) com compostos nutricionais e funcionais de altíssimo valor (como p.e. Omega 3) que presentemente não podem ser consumidos por humanos; no entanto, a submissão destes produtos a “Novel Food” assim o permitirá no futuro próximo”.
Como analisaria este setor, atualmente, na Europa? O setor das microalgas está claramente em expansão, e a procura das mesmas tem sido cada vez mais acentuada, não só da parte das empresas de suplementos dietéticos (que procuram produtos produzidos com maior segurança e qualidade, face à grande maioria das microalgas que provêm dos países asiáticos), como também da parte de grandes empresas da indústria alimentar (que procuram utilizar matérias primas inovadoras, 100% naturais e sustentáveis) e sobretudo, da parte dos operadores de alimentação animal, entre os quais as empresas dos “aquafeed” (para os quais as microalgas continuam a ser o melhor alimento para as fases larvares das espécies marinhas, precisamente pela qualidade dos nutrientes que as mesmas contêm) e as empresas de pre-misturas. Estas últimas compreenderam já a necessidade imperativa de incluir ingredientes naturais e sustentáveis nas rações, de forma a substituir parciamente matérias-primas menos sustentáveis (como a farinha de peixe) e a potenciar a saúde dos animais através de compostos bioactivos, com uma maior biodisponibilidade e aceitação por parte dos organismos. Temos consciência de que o mercado real ainda apresenta desafios em termos de valores e de volume total de microalgas utilizadas pelas várias industrias – facto que deriva não tanto da falta de potencial mas sobretudo pela falta de conhecimento a nível das propriedades das microalgas e do aproveitamento das mesmas nas várias aplicações (produtos finais). Desta forma, a Allmicroalgae tem conduzido o seu processo de crescimento com base nos indicadores dos mercados que está a trabalhar, apostando em Parcerias e negócios que possibilitem um crescimento económico sustentável, e que garantam o escoamento das microalgas que são produzidas pela Algafarm. Tem sido obviamente desafiante posicionarmo-nos com valores de venda acima dos produtos que são cultivados em condições bastante menos exigentes a nível de pureza e segurança alimentar, mas acreditamos que o fornecimento de produtos de qualidade compense a médio e a longo prazo, permitindo assim o desenvolvimento de negócio sólido não só da Allmicroalgae, mas também dos seus Parceiros de negócio e dos seus Clientes. ▪ LER NA INTEGRA EM WWW. PONTOSDEVISTA.PT
49 Abril 2017
om que missão se apresenta a Allmicroalgae no mercado? A Allmicroalgae (detida pela SECIL) tem como missão desenvolver os vários mercados que utilizam e pretendem utilizar as microalgas como fonte natural de nutrientes e fitoquímicos, tanto a nível nacional como a nível internacional. Este negócio é desenvolvido com base nas propriedades de cada tipo de microalga, e no seu potencial em várias aplicações, tais como os suplementos dietéticos, os produtos alimentares para consumo humano, os premix e matérias-primas para alimentação animal, e também os produtos de cosmética. As microalgas comercializadas pela Allmicroalgae provêm da unidade de produção (Algafarm), na região de Leiria, igualmente pertencente ao Grupo SECIL. Esta unidade de produção tem a particularidade de cultivar as microalgas em sistemas tubulares transparentes (expostos à luz solar) que por serem fechados e permitirem um nível elevado de controlo, viabilizam a obtenção de um produto final de elevada qualidade, com um elevado grau de pureza e com total segurança alimentar. A Algafarm encontra-se certificada de acordo com as normas ISO 9001, ISO 22000, ISO 14001, OSHAS 18001 e Hallal. Presentemente, a Allmicroalgae fornece o mercado europeu dos suplementos e dos alimentos para aquacultura e petfoods em países como a Alemanha, a França e a Itália.
OS DIFERENTES USOS DAS ALGAS
» ALGAPLUS
ALGAS?
SIM. EM TUDO, PELA SUA SAÚDE
A
Ana Isabel Ribeiro, responsável de Marketing e Comunicação da ALGAplus explica o conceito, a sua aplicabilidade e benefícios que derivam do consumo de macroalgas.
Algaplus foi pioneira num conceito em Portugal, cujo propósito contribui diretamente para uma sustentabilidade da produção aquícola, produzem macroalgas. Que potencialidades oferece este conceito de produção? A ALGAplus produz algas em tanques nas zonas de antigas salinas, de forma sustentável e com certificação BIO, num sistema de cultivo que garante maior produtividade, elevados parâmetros de qualidade, segurança alimentar, rastreabilidade e provimento de biomassa durante todo o ano, contornando a sazonalidade no ambiente natural e preservando a biodiversidade da costa Atlântica.
Como nasce a ideia de formar uma empresa de produção de macroalgas? Percecionando a procura crescente dos mercados por produtos naturais, sustentáveis e diferenciadores pela sua funcionalidade e origem. Foi fundada por dois especialistas em macroalgas, de forma a aplicar o conhecimento técnico numa atividade comercial com impacte positivo no ambiente e qualidade de vida das pessoas. A empresa está a sofrer um processo de restruturação com uma nova equipa de gestão. A mudança irá dar continuidade ao crescimento da ALGAplus, consolidando a presença no mercado internacional como líderes nesta atividade.
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Em Portugal, a introdução de algas na alimentação é algo incomum. Por que devemos inclui-las no prato? Tornou-se incomum nas últimas décadas, mas eram consumidas tradicionalmente nas zonas costeiras a Norte e Açores. Esta tradição é lembrada nos nomes das nossas algas, comercializadas sob a marca Tok de Mar. Ainda hoje, a alga erva-patinha ou nori do Atlântico, uma espécie para a qual temos uma maternidade que nos permite a produção constante, é utilizada nos Açores. Devemos usar algas porque são um ingrediente natural, obtido de uma forma sustentável e que contribui para uma dieta saudável, conferindo sabor, textura e cores diferenciadoras, sendo fáceis de cozinhar e integrar na nossa dieta!
vitaminas e para efeitos pré-bióticos. Nestes setores oferecemos domesticação de novas espécies, otimização da composição química e consequentes efeitos funcionais e, brevemente, extratos de elevada qualidade e consistência.
Qual é a realidade do país no que diz respeito ao cultivo de macroalgas ? Atualmente, pelo que sabemos, somos a única empresa a cultivar macroalgas em Portugal a uma escala comercial e, para algumas espécies, mesmo únicos a nível europeu. Julgamos, no entanto, que esta realidade vai mudar tendo em conta a investigação que continua a ser desenvolvida. Cosmética e nutracêutica (nutrição + farmácia) são também setores que têm vindo a trabalhar? Quais são as novidades nestes campos? Sim, cada vez mais. As macroalgas são usadas (farinha ou extratos) em ambos os setores pelo seu valor nutricional e funcional (antioxidante, anti-inflamatório, texturizante). Na cosmética integram várias gamas de produtos: antirrugas, anti-manchas, hidratantes, protetores solares. Relativamente à nutracêutica são usadas em suplementos alimentares para fins dietéticos, combater a deficiência de alguns minerais ou
Seja na alimentação, para fins medicinais ou cosméticos… que benefícios encontramos no consumo de macroalgas? As macroalgas têm uma composição complexa e única em termos de macro e micronutrientes. São ricas em proteína (algumas até 40% e de qualidade comparável à do ovo), fibra (semelhante à da couve), minerais (dez vezes superior aos vegetais terrestres) e vitaminas essenciais; têm elevado teor de omega3 e poucas calorias. Promovem a saciedade (dietéticas) e podem contribuir para reduzir as deficiências generalizadas de vitamina A, ferro e iodo. O seu sabor “umami”, conferido pela riqueza em sais de potássio e glutamato, ajuda a reduzir a necessidade de adicionar sal aos cozinhados. O seu valor funcional é reconhecido há séculos pelos povos asiáticos e cada vez mais comprovado a nível científico. Desde a proteção gástrica, redução do risco de doenças cardiovasculares como diabetes e obesidade, até à redução da ocorrência de alguns tipos de cancro ou doenças neuro-degenerativas. A nível mundial, são desenvolvidos ensaios clínicos para comprovar de forma inequívoca estes benefícios. A ALGAplus, Irmãos Monteiro S.A., CentralRest Lda e Universidade de Aveiro iniciaram o projeto SHARP (P2020) cofinanciado pelo programa COMPETE para desenvolver produtos alimentares com macroalgas, focando-se também na necessidade de validar o papel das algas e destes novos produtos na prevenção de algumas destas doenças. Sobre a 7ª Conferência Europeia dedicada à indústria das algas, “Algae Industry Summit” que irá acontecer entre os dias 26 e 27 de abril em Nice, França, vão participar? Não iremos participar por ser destinada principalmente ao setor das microalgas. Estaremos na 6th Congress of the International Society for Applied Phycology, mais relevante para a nossa atividade. ▪
LIFESTYLE – MODA & JOALHARIA: NOVAS MARCAS EM PORTUGAL
» VOLUMEAtelier | AnaRita DE ALBUQUERQUE
“SOU O QUE FAÇO E FAÇO O QUE SOU” AnaRita de Albuquerque é uma artista que respira aquilo que faz, a afirmação é da própria que garante que aquilo que faz é a sua forma de se relacionar com o mundo. E o que faz? Descubra tudo.
FOTO: JoÃO Pedro Silva
É uma artista, apesar da licenciatura em tradução, e vários anos como saxofonista. Faz escultura, entre outras “coisas”. No fundo é exatamente isso que gosta de fazer: coisas.
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Todas as peças apresentadas são únicas. Cada uma delas vai com uma etiqueta numerada e assinada. São todas idênticas mas distintas ao mesmo tempo porque cada uma depende da orgânica do material e do humor da artista e por isso tornam-se irrepetíveis. Assim como a natureza o faz…
A MATÉRIA-PRIMA É DE EXTREMA IMPORTÂNCIA
e não as percebessem. Só com esse ensinamento é que as pessoas poderiam sentir as peças tal como elas são”. É possível assistir a vídeos de AnaRita no blog e facebook da VOLUMEAtelier onde a artista demonstra todo o especial processo de produção. Pode fazê-lo através do facebook, para já, mas este ano poderá contar com um site e loja online. Entretanto já estão disponíveis em algumas lojas físicas também, como a Burel no Porto e em Lisboa.
PEÇAS ÚNICAS MESMO QUANDO IDÊNTICAS
“São feitas com um método muito antigo e que domino na perfeição”. Destaca como pontos fortes a sua visão, “tenho uma leitura muito contemporânea, assim como, uma identidade artística muito vincada sobre aquilo que quero fazer. Sei muito bem aquilo que quero fazer com as minhas peças”. As peças vendidas ao público são normalmente replicadas até dez vezes.
“Têm de ser materiais com boa energia. Se vamos pôr energia em algo os materiais têm de ser bons veículos dessa energia. No início da minha carreira comprava lã na Alemanha e na Holanda. De repente ‘percebo’ que aqui em Portugal também tenho ovelhas. Aí começou a saga da procura de comprar lã a produtores portugueses, foi extremamente difícil porque os produtores não valorizam a lã e entendem-na como desperdício, o que é bastante triste... As pessoas são muito pouco atentas à qualidade da lã, as pessoas já não reconhecem o toque da lã”.
AnaRita DE ALBUQUERQUE…
“Para mim, o mais importante é ser pessoa. Depois a minha lista estende-se pelo facto de ser mulher, mãe, artista. Tenho noção que sou bastante complexa e isso revê-se no meu corpo de trabalho, com peças para todo o tipo de pessoas e sensações. Aquilo que eu sou é exatamente aquilo que faço com todas as camadas que estão presentes nas peças”. ▪
51 Abril 2017
iveu na Holanda e foi lá que se apaixonou por uma arte ancestral têxtil, a feltragem, que foi “amor à primeira vista”. A feltragem é a arte de trabalhar o feltro, muito antiga e pensa-se que teve origem na Ásia. A partir daí e em pouco tempo criou a VolumeAtelier, que tem já cerca de seis anos, e que é definido pela própria como a sua identidade criativa, onde pode experimentar e fazer as “coisas” de que tanto gosta. “Sentia a necessidade de ter um espaço físico onde pudesse experimentar e fazer peças impossíveis. Queria descobrir tudo o que me fosse possível a nível têxtil. Nos últimos dois anos tenho conseguido crescer imenso e penso que isso se deve ao facto de gostar de fazer fusões, gosto muito de fazer pesquisa” e a colaboração com o FabLab de Coimbra tem sido crucial. Garante ser “viciada em conhecimento” e por isso procura insistentemente formas de fazer tudo aquilo que pretende com as suas peças. “A VOLUMEAtelier tem sido o palco de toda a minha explosão de criatividade. Claramente que tive de a tornar sustentável, no entanto não deixou de ser um espaço de experimentação”. Um dos problemas com que AnaRita se deparou foi com o facto de as pessoas não conhecerem aquilo pelo qual se tinha apaixonado. Determinada a avançar com os seus projetos, decidiu ensinar às pessoas as técnicas que usa para criar. “A técnica é muito desconhecida em Portugal o que fazia com que as pessoas olhassem para elas
EVENTO NA CASA AMÉRICA LATINA
» CÂMARA DE COMÉRCIO PORTUGAL-PANAMÁ
PROTOCOLO ENTRE A CAL E A CCPP PREVÊ COOPERAÇÃO SÓLIDA PARA PORTUGAL E PANAMÁ A PALAVRA A...
Fernando Tonim
No âmbito da Conferência intitulada por “Financiamento por Multilaterais de Projetos na América Latina”, no dia 5 de abril, na Casa América Latina em Lisboa, foi assinado o protocolo entre a CAL e a CCPP.
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m dos principais objetivos é estabelecer uma cooperação vantajosa entre a CAL e a CCPP de modo a potenciar, através de iniciativas e ações conjuntas, as relações económicas e institucionais entre Portugal e o Panamá. Foram convidados representantes das principais instituições multilaterais – Corporação Andina de Fomento (CAF), Banco Mundial (BM), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Banco Europeu de Investimento
(BEI), que atuam no espaço latino-americano de forma a apresentarem às empresas portuguesas oportunidades que possam surgir neste âmbito e assim abrir-lhes espaço a novos projetos. No final da conferência ficou claro o objetivo da mesma: encontrar caminhos para apoiar as empresas portuguesas, através da difusão de informação, num campo que para as empresas é absolutamente prioritário: o financiamento. ▪
Presidente da Câmara de Comércio Portugal-Panamá
“Parafraseando Simón Bolívar «se o mundo tivesse que eleger uma capital essa capital seria o Panamá»... Esta oportunidade que a Casa da América Latina nos dá é de suma importância pois é-nos dada a possibilidade de nos aproximarmos, não só do Panamá mas de toda aquela região da América Latina, eles são a entidade facilitadora que nos poderá proporcionar esta relação com estes países. Queremos, não só promover o Panamá como destino de investimento, mas como a região e valorizar o papel de negócios central e sul-americana”.
Eduardo Norte Santos Silva Presidente da Assembleia Geral da Câmara de Comércio Luso-Panamiana
pontos de vista
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EDUARDO NORTE SANTOS SILVA E FERNANDO TONIM
“Gosto do mundo e da vida e, por isso, entendo que por via protocolar se sinalizam intenções que ficam no papel, pois, palavras leva-as o vento. O que está escrito permanece, daí a importância dos protocolos, de forma a agudizar as cooperações. Tudo muda a toda a hora em todo o mundo e espera-se que mude para melhor, é o que se espera com este protocolo”.
EVENTO
» PAULA TOMÁS CONSULTORES - 15 ANOS
15 ANOS
15 ANOS DE PAULA TOMÁS CONSULTORES
15 anos de Paula Tomás Consultores (PTC) significam para o rosto por detrás deste projeto 15 anos de desafio, de paixão, divertimento e de gosto pelo que se conseguiu construir. Estamos a falar de Paula Tomás, Manager Director da PTC.
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pesar de se ter verificado, em tempos, um forte desinvestimento no setor da Gestão de Pessoas, atualmente, as empresas estão mais sensíveis e consciencializadas para a importância destas áreas que se tornaram mais apelativas e mais estratégicas. Paula Tomás, sentindo que havia a necessidade de este setor falar mais “fora da caixa” e menos “para dentro” dele próprio, decidiu comemorar os 15 anos de atividade da PTC com uma conferência aberta a pessoas fora do setor, intitulada de “A Gestão das pessoas. O olhar dos media”, com oradores de fora do setor. Com um painel enriquecedor constituído por nome influentes na área dos Recursos Humanos e dos media, reflectiu-se sobre as principais mudanças no setor da Gestão de Pessoas e qual o papel dos media.
A PALAVRA A...
Paula Tomás, Manager Director da PTC
“O setor do RH tem bastante potencial. Não podemos continuar a ficar fechados na nossa caixa, temos de falar cada vez mais para as pessoas que não são da área para lhes mostrar exatamente todo esse potencial”.
Ricardo Florêncio, Diretor da Human Resources Portugal
“O maior desafio para as pessoas que estão à frente destas áreas é convencer os outros da importância do setor dos Recursos Humanos e da Gestão de Pessoas”.
Paula Tomás fez as honras da casa com um discurso de abertura da conferência
Afonso Carvalho, Presidente da APESPE-RH
“Os profissionais de RH têm ganho um espaço muito interessante dentro das equipas de direção, das empresas e da própria sociedade civil e é preciso continuar a capitalizar esta posição”.
Mário Ceitil, Presidente da APG
"Os media procuram vincular uma perspetiva extremamente positiva através da publicação de casos de sucesso e da divulgação de eventos, no sentido de debater todas as vertentes de desenvolvimento da função dos RH. O mercado está em franca evolução e se não fossem os media, a maioria dos acontecimentos passariam despercebidos ao comum das pessoas”.
Ricardo Fortes da Costa, Diretor editorial da RH Magazine
“Um profissional de RH para ser um bom profissional tem de passar por todos os patamares de uma empresa, “meter a mão na massa”, perceber e gostar do que faz. Saber gerir pessoas não tem a ver com o grau de capacidade intelectual ou com a sua formação, mas sim com a aprendizagem”.
53 Abril 2017
O fórum começou com a intervenção do Presidente da APESPE-RH - Associação Portuguesa das Empresas do Sector Privado de Emprego e de Recursos Humanos –, Afonso Carvalho, que abordou o tema dos desafios no setor da Gestão das Pessoas e o papel dos media na construção de uma imagem positiva ou negativa do setor. Seguiu-se Mário Ceitil, Presidente da APG - Associação Portuguesa de Gestão das Pessoas – que nos apresentou a sua perspetiva de como os media constroem realidades, com o tema “Quem vê montras…não vê armazéns” – o “produto RH” sob as lentes dos media”. Por fim, a PTC decidiu reunir, numa mesa redonda, os quatro media da especialidade de forma a debater este assunto, e perceber como cada um destes meios atuam na área dos Recursos Humanos: Ricardo Florêncio, Diretor da Human Resources Portugal e chief executive officer (CEO) do Grupo Multipublicações; Ricardo Fortes da Costa, Diretor editorial da RH Magazine; Filipe Vaz, Diretor geral da Tema Central; e António Manuel Venda, Diretor editorial da Human. A moderar o debate estiveram Mário Ceitil e Afonso Carvalho. ▪
ActionCOACH EM DESTAQUE
» COACHING EMPRESARIAL E AS MAIS-VALIAS
GrowthCLUB ActionCOACH, o momento certo para planear o sucesso do seu negócio… Planear e implementar são duas das mais importantes ferramentas que levam a uma estratégia de sucesso. Para garantir e facilitar a plena utilização dessas ferramentas nos negócios, o COACHING EMPRESARIAL é uma estratégia essencial e cada vez mais procurada pelos empresários que, tal como os atletas de classe mundial, se esforçam para melhorar com o apoio dos melhores treinadores.
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receita previsível e que pode funcionar com ou sem o dono! E no final vai sair do evento com energia, vontade, visão e foco, compreendendo como o negócio é um reflexo do seu dono. Nas palavras de Jorge Lozano, diretor geral da Jorge Lozano - Trabalhos em Altura, “ter a orientação de um coach de negócios tem sido fundamental na gestão de processos, liderança e tomada de decisões da empresa, que consequentemente impulsionam o crescimento do negócio. Estando mais focada nos objetivos e na gestão da equipa, a Jorge Lozano conseguiu um crescimento exponencial, com recordes de faturação”, reforçou o próprio. Para Antónia Lino, Diretora Geral da Servive Portugal, os resultados conseguem-se com uma boa gestão e coordenação dos processos, onde a metodologia “Testar e Medir’ da ActionCOACH é fulcral. Beneficiando do acompanhamento do
Business Coach há já vários anos, aplica a estratégia de controlo dos resultados, mostrando o quão fundamental é saber fazer a leitura dos mesmos para uma conclusão e otimização do negócio. “O sucesso surge quando se percebe a importância desta metodologia de ‘Testar e Medir’ e se lidera pelo exemplo”, reforça Antónia Lino, satisfeita com os resultados da empresa. Se também se revê nas palavras destes empresários e quer ter um negócio crescente, é o momento de participar no próximo GrowthCLUB que tem data marcada para 17 de junho em Paços de Ferreira, 23 de junho em Lisboa e 30 de junho no Porto. Não perca esta oportunidade e inscreva-se através do site www.actioncoach.com.pt, porque “o mais importante é estabelecer objetivos, criar um plano de trabalho e, acima de tudo, concretizar esse plano. ▪
55 Abril 2017
ActionCOACH, empresa #1 do mundo de Coaching de negócios, está no mercado desde 1994 e surge com o propósito de apoiar as PME’s, aumentando o seu período de vida com resultados positivos, através de uma metodologia e sistemas próprios. A realização trimestral do GrowthCLUB para empresas em Lisboa e no Porto, vem consolidar partilhas e os conhecimentos de vários empresários habituados a marcarem e cumprirem com os seus objetivos. Tratando-se de uma reunião interativa, o GrowthCLUB apresenta uma agenda diversificada de conteúdos, incluindo um Workshop de Planeamento. Baseado num completo manual, bem específico, todos os atuais, e muitos dos antigos clientes da ActionCOACH, recebem o acompanhamento pelos seus Business Coaches para completarem o mapa de planeamento para as próximas 12 semanas. As razões para se estar presente são várias e motivadoras, mas um plano de ação bem definido ajuda a perspetivar toda a estratégia de negócio para o futuro. Frequentando o GrowthCLUB vai poder descobrir as sete áreas em que deve planear “O” seu negócio através da partilha e discussão das estratégias mais importantes para trabalhar os desafios de tempo, equipa, dinheiro e mindset na construção de um negócio de sucesso. Saber como subir passo a passo a escada de sucesso para um negócio comercialmente rentável, de
UM PARCEIRO DE REFERÊNCIA
» Euromex – FacilityServices
“O SUCESSO DAS ORGANIZAÇÕES PASSA MUITO PELO CONTEXTO ONDE AS SUAS EQUIPAS DESENVOLVEM O SEU TRABALHO” Ricardo Gonçalves Cerqueira, Diretor-geral da Euromex, explica o sucesso da empresa de ‘facility services’ ao longo dos 25 anos de atividade e o contributo que teve na atribuição do Prémio de Melhor Aeroporto da Europa atribuído ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro.
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e que forma se apresenta a Euromex ao mercado? Com mais de 25 anos de existência, a Euromex é uma empresa referência no setor dos Facility Services em Portugal, com particular incidência na vertente de higiene e limpeza profissional de edifícios. Com mais de 2500 colaboradores dispersos de Norte a Sul, assegurando a cobertura de todo o território nacional, a estratégia da companhia é perfeitamente clara: oferecer um serviço integrado de higiene, limpeza e de manutenção diária, altamente profissionalizado, assente nas melhores práticas de gestão de recursos (humanos e técnicos), permitindo ao cliente concentrar-se no seu negócio otimizando e reduzindo custos. Com a experiência consolidada tanto no setor público como no mercado privado, somos parceiros de instituições e empresas referência em setores de atividade tão diversos como o da Saúde, da Indústria, dos transportes e infraestruturas, dos shoppings e do retalho, da banca e dos serviços bem como da administração Pública e em todos eles procuramos garantir um conjunto de soluções ajustadas ao contexto e expectativa do “cliente final”.
pontos de vista
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A Euromex – FacilityServices apresenta-se como um parceiro de confiança. Que fatores destaca como aqueles que vos distinguem no setor? Distinguimo-nos, desde logo, pela antiguidade. São 26 anos de atividade que fazem da Euromex uma das empresas mais antigas do setor. Julgo que temos sido um referencial de estabilidade e de solidez, num setor que nos últimos anos tem conhecido alguma instabilidade. Fomos crescendo, enquanto organização, assente numa equipa multidisciplinar, tecnicamente bem preparada e com know-how consolidado na área. Os traços que nos identificam e diferenciam são perfeitamente claros, estão bem definidos e são muito simples; solidez da organização, recursos humanos tecnicamente bem preparados, agilidade e capacidade de resposta acima da média e uma oferta de soluções inovadoras no que concerne à prestação de serviços. Como definaria o contributo que a Euromex teve para que o Aeroporto Francisco Sá Carneiro se consagrasse o melhor da Europa? A operação de higienização do aeroporto tem sido determinante para que a perceção do passageiro, que em última instância é o nosso avaliador e cliente final, se mantenha num nível muito positivo. Para que se tenha uma noção, os parâmetros avaliados na rúbrica facilities/higiene/limpeza destacam-se pelos scores elevados, se não mesmo os mais elevados, no conjunto dos 34 itens submetidos a apreciação no inqué-
rito da ACI - Airports Council International. Esta é uma evidência de que o passageiro valoriza e reconhece o AFSC como um espaço “clean”, bem cuidado e perfeitamente asseado e é também sinal de que a operação corresponde positivamente ao padrão de exigência da ANA/VINCI. Além da vossa intervenção no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, em que outras áreas operam? A empresa presta serviços a clientes que vão do setor da saúde e do ensino, ao retalho e à indústria, aos serviços e ao setor empresarial. Tanto do setor público como do mercado privado. Temos uma vasta experiência na prestação em ambiente hospitalar, no setor dos transportes e das infra-estruturas...enfim, o leque de parceiros é felizmente alargado e bastante diverso, e toda a equipa trabalha diariamente para continuar a corresponder e a servi-los bem!
Ricardo Gonçalves Cerqueira
quem é que não tem preferência por frequentar espaços onde “se respira” um “ambiente saudável” e onde se pressente que há atenção e diligência com a higienização e com a limpeza?
Enquanto empresa fornecedora dos serviços de higiene e limpeza das instalações sentem este prémio também como vosso? Sabe, a nossa maior preocupação com a operação do aeroporto é que tudo se desenrole o mais discreta e ordenadamente possivel. Fazemos por alinhar e coordenar as nossas equipas de trabalho com os fluxos diários, de passageiros e de mercadorias, que ali acontecem, de modo a não transtornar, ou colidir, com a rotina dos milhares de utilizadores da infra- estrutura e dos demais stakeholders. Julgo, sinceramente, que temos cumprido, bem, a nossa missão e por esse facto posso dizer que sim. Efetivamente uma parcela desta distinção deve-se ao desempenho da equipa da Euromex e estamos naturalmente muito satisfeitos e orgulhosos por isso! Podemos concluir então que a limpeza e o aspeto de um lugar são um fator essencial ao sucesso? Devolvo-lhe a pergunta nos seguintes termos: ”Quem não aprecia poder usufruir de um espaço cuidado, asseado, devidamente limpo e bem organizado? Seja no escritório onde passa longas horas, na instituição pública aonde se dirige com frequência ou no hospital a que recorre, na faculdade, numa agência bancária ou na linha de produção de uma fábrica, por exemplo... Quem é que não tem preferência por frequentar espaços onde “se respira” um “ambiente saudável” e onde se pressente que há atenção e diligência com a higienização e com a limpeza? O sucesso das organizações passa muito pelo contexto onde as suas equipas desenvolvem o seu trabalho. E neste capítulo, a Euromex pode ser um aliado importante na definição das melhores práticas. ▪
BREVES
BREVES EUA
Bomba lançada pelos EUA terá matado 94 terroristas Pelo menos 94 combatentes ou apoiantes do autoproclamado Estado Islâmico morreram na sequência do lançamento pelos EUA da bomba GBU-43 no leste do Afeganistão, informaram este sábado as autoridades afegãs, num novo balanço do número de mortos. Esmail Shinwar, governador do distrito de Achin, baluarte do grupo radical Estado Islâmico na província de Nangarhar, disse que “pelo menos 94 combatentes do Daesh (acrónimo em árabe de Estado Islâmico) foram mortos”pela bomba lançada na quinta-feira. Na sexta-feira, o Ministério da Defesa afegão disse que a bomba destruiu uma rede de túneis utilizada pelo Estado Islâmico e causou a morte de pelo menos 36 combatentes do grupo radical Estado Islâmico. A bomba GBU-43 (Massive Ordnance Air Blast - MOAB), que os Estados Unidos lançaram na quinta-feira no Afeganistão, pesa 9,5 toneladas, das quais 8,4 são explosivos, e tem um raio de ação com um diâmetro de 1,4 quilómetros. Conhecida como “a mãe de todas as bombas”, foi desenvolvida para o Exército norte-americano por Albert L. Weimorts Jr., entretanto falecido, e começou a ser fabricada em 2001 no Laboratório de Investigação da Força Aérea. O Governo afegão afirmou na quinta-feira que estava em contacto com os Estados Unidos e foi informado do lançamento em Nangarhar, no leste do país, de uma bomba GBU-43, encontrando-se a avaliar o resultado do bombardeamento. O bombardeamento foi executado na quinta-feira às 19.32 horas locais (16:02 de Lisboa).
ATACADORES
Mistério resolvido. Ciência já sabe porque é que os atacadores se soltam Calça-se um dos sapatos e dá-se um nó nos atacadores, calça-se o outro sapato e repete-se o processo. Está tudo pronto para começar a andar… e a voltar a atar os atacadores. A ciência está solidária com um dos maiores dramas humanos e, por isso, decidiu estudá-lo a fundo. Conta a BBC que uma equipa de investigadores da Universidade Califórnia Berkeley descobriu porque é que os atacadores se soltam mesmo depois de terem sido atados há poucos segundos… e tudo é por culpa de uma interação de forças. Para o estudo, os investigadores filmaram o ‘comportamento’ dos atacadores de uns ténis durante uma corrida num percurso irregular e, após analisarem as imagens, concluíram que por cada passada, o pé exerce um impacto sete vezes maior do que a força da gravidade. Mas, o que é que a passada tem a ver com os atacadores? Tudo. Diz o estudo que para responder a esta força de impacto, o nó do atacador estende-se e alarga, acabando por ceder e desfazer-se. Mas há mais. À medida que o nó vai relaxando, dá-se uma força de inércia nas extremidades dos atacadores, que tendem já a ser mais pesadas devido ao plástico que possuem. Embora tudo isto pareça um processo complexo, a investigação salienta que, a partir do momento em que o nó relaxa, bastam duas passadas para que os atacadores caiam. Publicado na Proceedings da Royal Society A, o estudo analisou ainda vários tipos de atacadores, tendo concluído que o efeito é idêntico em todos.
CANCRO ORAL
São detetados anualmente 1.500 novos casos de cancro oral em Portugal
57 Abril 2017
Em Portugal, são diagnosticados anualmente 1.500 novos casos de cancro oral, doença que tende a afetar mais os homens com idades superiores a 45 anos. O estilo de vida saudável assume-se como uma das melhores formas de prevenção, já os maus hábitos podem ser os verdadeiros responsáveis pela doença, muitas vezes desencadeada pelo tabagismo e pelo consumo abusivo de doenças alcoólicas. Os dados relativamente a Portugal foram anunciados esta terça-feira em comunicado pelo Instituto de Implantologia, que salienta que se trata de um cancro caraterizado pelo aparecimento de tumores malignos em qualquer parte da boca, podendo mesmo afetar ainda a laringe. O Instituto de Implantologia, que disponibiliza uma consulta especializada de diagnóstico precoce do cancro oral e das lesões potencialmente malignas, revela que, quando detetado precocemente, o cancro oral pode ser facilmente tratado, contudo, a deteção numa fase mais avançada pode levar a uma taxa de morte na ordem dos 60%.
BREVES BREVES
SOCIEDADE
nasce para ajudar em pequenos problemas de saúde
Tamagotchi está de volta Ainda se lembra do tamagocchi, o brinquedo em que se cria um animal de estimação virtual? Está de volta. Os Tamagotchis, animais de estimação virtuais que fizeram sucesso nos anos 90, regressam agora ao mercado com o relançamento da primeira versão original. O primeiro Tamagotchi foi lançado no Japão ainda em 1996, chegando às mãos dos europeus um ano depois. Para quem não teve a hipótese de ter um dos brinquedos que marcaram os anos 90, chegaram agora as boas notícias. A primeira edição do brinquedo vai ser relançada pela marca Bandai, numa versão que vai incluir as seis conhecidas personagens originais. Continuando com a forma de um ovo, a grande diferença do novo Tamagotchi está na dimensão, já
Medicamento Certo
que terá metade do tamanho do original. O Tamagotchi permite brincar, alimentar e cuidar de um animal de estimação virtual. Com a devida atenção, as crianças podem manter o animal vivo e saudável. A nova versão encontra-se, por agora, apenas à venda no Japão e na loja online “Amazon”, pelo valor de cerca de 17 euros.
Acaba de nascer o site Medicamento Certo, que permite aos utilizadores obterem, de forma simples, remota e rápida, conselhos para tratar pequenos problemas de saúde. Os utilizadores entram no site, escolhem de uma lista de sintomas aqueles de que sofrem, introduzem os seus dados (género, idade, peso, medicamentos que estão a tomar e doenças crónicas de que possam sofrer) e é-lhes indicado um medicamento adequado a tomar. Nos casos em que os sintomas são de risco de um problema grave, o site avisa o utilizador para procurar ajuda de um profissional de saúde. “O Medicamento Certo nasce para ajudar as pessoas que estão em casa ou no trabalho e precisam de uma solução rápida e simples para um problema de saúde, sem aparente gravidade. Não nos queremos substituir a consultas médicas ou a uma ida à farmácia e em caso de dúvida ou de persistência dos sintomas deve ser consultado um profissional de saúde,
mas em casos simples, os utilizadores podem ter uma resposta rápida e certeira, no seu smartphone, tablet ou computador” afirma Cristina Silva, Cofounder & CEO da serFarma. O Medicamento Certo foi desenvolvido pela empresa serFarma, constituída por farmacêuticos, e disponibiliza informação resumida sobre problemas de saúde de menor gravidade e recomendações para a sua prevenção, alívio e/ou tratamento. O uso é exclusivo a maiores de 18 anos, em território português (Portugal Continental e Ilhas). A serFarma, startup portuguesa premiada, tem-se destacado nacional e internacionalmente pela criação e lançamento do MEDimprove, uma solução tecnológica que ajuda os farmacêuticos a prestarem um tratamento mais personalizado, adequado e seguro. Agora vem ajudar também todos os cidadãos, no momento em que precisam e onde quer que estejam!
GLÚTEN
Doença celíaca: Cientistas podem estar mais perto de desenvolver vacina
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Um grupo de cientistas descobriu que um vírus pode ser responsável por provocar esta sensibilidade ao glúten, aproximando-se assim da possibilidade de desenvolver uma vacina. Sem qualquer tratamento disponível, os doentes celíacos vêm-se obrigados a eliminar todo o glúten da sua dieta de forma a evitar os sintomas gastrointestinais. Mas um grupo de cientistas da Universidade de Chicago pode ter feito uma descoberta que aproxima a ciência da possibilidade de desen-
volver uma vacina que lhes permita combater a doença e voltar a poder comer a proteína encontrada no trigo, na cevada e no centeio. O vírus comum mais inofensivo chamado reovirus pode fazer com que os sistemas imunitários rejeitem o glúten. Como reporta o Daily Mail, os cientistas acreditam que as crianças são tipicamente infetadas com o reovirus pela mesma altura em que o glúten é introduzido na sua dieta, o que pode espoletar a doença celíaca em pessoas geneticamente predispostas.
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