AGOSTO/SETEMBRO DE 2021
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ANO 02 03 N°08 N°17 FEVEREIRO\MARÇO AGOSTO/SETEMBRODE DE2020 2021
Diretoria APM-Mogi (Triênio 2020/2023) Presidente: Carlos Eduardo Godoi Marins Vice - Presidente: Alex Sander José Miguel 1º Tesoureiro: Zeno Morrone Junior 2º Tesoureiro: Thiago Veras Pinto Pires 1º Secretário: José Shiro Higashi 2º Secretário: André Luiz Pupo Diretora da Sede Associativa: Pwa Tjioe K. Tjim Diretor Científico: Antonio dos Santos Taveira Filho Diretor Cultural: José Carlos Melo Novaes Diretor de Comunicação: Guilherme Augusto Rodrigues do Prado Diretor Associativo: Pwa Kiong Ping Diretor Defesa Profissional: Carlos Eduardo Amaral Gennari Delegado: Abdul Kader El Hayek Delegado: Péricles Ramalho Bauab Conselho Fiscal 1º Conselheiro: Julio Batista Cota Pacheco 2º Conselheiro: Alexandre Netto 3º Conselheiro: Anderson Wei Y Pwa Suplentes: Flávio Isaías Rodrigues, Fabricio Issamu Mochiduky e Carlos Alberto Gallo
Todo conteúdo opinativo da revista Plantão é de responsabilidade de seus autores, devidamente identifi cados nos artigos. identificados
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REFORMA TRIBUTÁRIA
Nota oficial da Associação Médica Brasileira, com apoio da Associação Paulista de Medicina
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urgência de uma Reforma Tributária une nossas instituições e os brasileiros há mais de uma década. É pauta recorrente, inclusive norteando todos os processos eleitorais recentes. Ansiamos por mudanças sustentáveis. Precisamos de uma normatização que coíba a gula arrecadatória, que garanta transparência aos tributos, além incentivar o progresso do Brasil. A Associação Médica Brasileira (AMB) e os 550 mil médicos do País defendem historicamente uma Reforma Tributária que traga equilíbrio econômico ao conjunto dos brasileiros, reduzindo desigualdades. E ainda que simplifique a tributação, com vistas a garantir a inclusão social, a favorecer investimentos em produção e à criação de empregos. As propostas atuais do Governo, além de outras como o projeto de Lei 2.327/2021, têm virtudes, mostrando sensibilidade em certos aspectos. Por outro lado, trazem pontos perversos, que implicam em mais sacrifícios. O que nos entregam hoje, com a atual Reforma, é o aumento de mais de 100% para os serviços médicos, punindo a população com inevitável repasse e
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inviabilizando a qualidade e a dedicação às quais a sociedade têm direito. Em momentos difíceis, como o que atravessamos agora com a Covid-19, estamos na linha de frente, mesmo que expondo nossas vidas e a de nossos familiares. Não queremos privilégios, mas exigimos respeito e justiça. Além do aumento da carga tributária, o efeito da Reforma será arrasador por motivos diversos. Gerará complexidade e burocracia, o que é absolutamente contrário aos apelos de todos os cidadãos por simplificação das regras de recolhimento de impostos. Implicará ainda, não há dúvidas, no aumento do custo da gestão e custo do Brasil. Não podemos, não queremos e nem admitimos arcar com custos de conformidade, impingidos conforme normas que mudam a cada hora. Teríamos, em nossa área de atividade, a Medicina, e na Saúde, o encarecimento dos serviços médicos e a total insegurança jurídica. Aliás, com aumento de custos para o contribuinte, para o Estado e inclusive para a Receita. Queremos regras claras e seguras. Em cenário no qual a DDL, distribuição disfarçada de lucros, passa a ser
oficial, também serão penalizadas fortemente as mais de 150 mil empresas médicas que recolhem pelo sistema de lucro presumido. Estas nem terão direito à isenção de R$ 20 mil/mês. Reafirmamos que apoiamos pontos racionais para a Reforma Tributária. Contudo, rechaçamos todas e quaisquer propostas que venham ampliar custos aos serviços médicos e que tragam desassistência e mais problemas aos pacientes. Perfilamos sempre ao lado dos brasileiros. Somos ainda defensores de primeira hora de medidas que contribuam ao desenvolvimento de nossas empresas, aos avanços sociais e ao progresso do País. A Reforma deve ser inteiramente revista quanto aos dividendos para as atividades médicas. Da forma como é ofertada à sociedade, traz tão somente mais aumento de impostos e incertezas tributárias. Provocará o fechamento, o encerramento de várias empresas, com consequente impacto nos empregos ligados à área da Saúde, como os de enfermeiros, instrumentistas e outros colaboradores. Será uma bomba-relógio para a economia, desorganizando completamente a atividade empresarial. A AMB informa que hoje ainda enviará recomendação aos 550 mil médicos do Brasil para que passem a conversar com um a um dos seus pacientes sobre os danos que terão caso aprovado o atual texto de Reforma Tributária. Um abaixo-assinado contra esses equívocos será aberto publicamente, hoje igualmente, para assinatura de toda a classe. Ao Ministério da Economia, entregaremos, em mãos, o protesto contra essa ameaça que redundará em retrocesso e encerramento de parte dos serviços médicos do Brasil. Colaboramos com o País e colaboraremos sempre, pois a Nação somos nós, nosso povo, nossas empresas. Defendemos justiça social e tributária já.
CURSO DE SECRETÁRIAS | GESTÃO DE CONSULTÓRIO MÉDICO SETEMBRO/2021
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speramos vocês no dia 23/10/21. Teremos 2 salas concomitantes com assuntos diferentes e instigantes. Não só as dores físicas e seus tratamentos serão contemplados, mas também os aspectos emocionais, a violência doméstica, os direitos da mulher, terapias complementares entre outros. Não percam!!! Juntos faremos mais um evento brilhante e memorável!! https://app.virtualieventos.com.br/jornadadedornamulher/inscricao
“WORKSHOP SOBRE ROTINAS SECRETARIAIS NO SEGMENTO SAÚDE” O Objetivo desse workshop é apresentar as principais rotinas secretariais de consultórios e clínicas médicas. PÚBLICO-ALVO Secretárias de consultórios e clínicas médicas. TECNOLOGIA Online em formato de webinário e salas virtuais.
P R OGR A M AÇÃO SÁBADO, 23 DE OUTUBRO DE 2021 SALA 1
JORNADA: DOR NA MULHER Coordenadora: Profa. Dra. Telma Zakka - Abertura 08:00 às 08:10 PARTICULARIDADES DA DOR FEMININA Profa. Dra. Telma Zakka / 08:10 às 08:30 SONO, DOR E CLIMATÉRIO Dra. Andreia Toscanini / 08:30 às 09:00 ANSIEDADE, DEPRESSÃO E DOR Dr. Kalil Duailibi / 09:00 às 09:30 ASPECTOS DA LOMBALGIA FEMININA Dr. Ricardo Kobayashi / 09:30 às 10:00 DISCUSSÃO / INTERVALO / 10:00 às 10:30 LOMBALGIA NA GESTANTE: COMO TRATAR? Profa. Dra. Telma Zakka / 10:30 às 11:00 OSTEOARTRITE: DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO Dra. Carolina Kobayashi / 11:00 às 11:30 DISCUSSÃO / 11:30 às 12:00 SIMPÓSIO DE ALMOÇO / 12:15 às 13:30 SARCOPENIA Profa. Dra. Perola G. Papler / 14:00 às 14:30 EXERCÍCIOS FÍSICOS NA REABILITAÇÃO DA DOR FEMININA Dr. Diego Toledo / 14:30 às 15:00 ENXAQUECA E HORMÔNIOS Dr. Caio Simione / 15:30 às 16:00
DIDÁTICA Exposição dialogada com ilustrações, exercícios práticos, estudo de casos, roleplying e simulações a distância.
DISCUSSÃO / INTERVALO / 16:00 às 16:30 DOR NEUROPÁTICA FEMININA Prof. Dr. Rogério Adas / 16:30 às 17:00 CANNABIS E DOR NA MULHER Profa. Dra. Claudia Palmeira / 17:00 às 17:30 DISCUSSÃO / 17:30 às 18:00 SALA 2
JORNADA: DOR NA MULHER Coordenadora: Andreza Wurzba - Abertura 08:00 às 08:10 PARTICULARIDADES DA DOR FEMININA Profa. Dra. Telma Zakka / 08:10 às 08:30 PAPEL DA FISIOTERAPEUTA NA DOR PÉLVICA Dra. Suzi Lapietra / 08:30 às 09:00 PARTICULARIDADES PSICOLÓGICAS DA DOR FEMININA Dra. Andreza Wurzba / 09:00 às 09:30 APLICABILIDADE DA ACUPUNTURA NAS DORES FEMININAS Dr. Ricardo Basseto / 09:30 às 10:00 DISCUSSÃO / INTERVALO / 10:00 às 10:30 YOGA RESTAURATIVA: DA PELE PARA DENTRO Profa. Valéria de Biase / 10:30 às 11:30 DISCUSSÃO / 11:30 às 12:00 ALMOÇO / 12:00 às 13:30 ERA UMA VEZ.... Profa. Vania dos Santos Carmo 14:00 às 14:30 DIREITO E MULHER Mesa Redonda / 14:00 às 17:00
CARGA HORÁRIA 8 horas (2 dias de curso) - Certificação Senac O participante terá direito ao certificado se atender aos pré-requisitos e obtiver no mínimo 75% (setenta e cinco por cento) de frequência e seja considerado aprovado em relação ao conteúdo do Programa. DATA DO EVENTO 4 de setembro de 2021, 08h00 até 11 de setembro de 2021, 12h00 Evento online (link será disponibilizado em breve no site da APM)
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APM MOGI NA IMPRENSA
ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE MEDICINA VÊ ESFORÇO PARA AVANÇAR VACINAÇÃO Por Matheus Cruz - Diário de Suzano 27 JUN 2021 “As pessoas precisam trabalhar e muitos usam o transporte público para isso. A vacinação em massa se torna indispensável para viabilizar essa conduta. Temos que imunizar mais de 70% da população para que tenhamos um efeito consistente. Também precisamos lembrar que não só nossa Região do Alto Tietê, bem como todos os municípios do Brasil”, disse.
Presidente da entidade pede seriedade do Ministério da Saúde no enfrentamento à pandemia
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tento ao ritmo de vacinação nas cidades do Alto Tietê, o presidente da Associação Paulista de Medicina (APM) regional de Mogi das Cruzes, avalia que após muita lentidão e indefinições, a campanha de vacinação contra a Covid-19 finalmente está ganhando forma. No entanto, o líder da entidade ainda cobra maior seriedade do Ministério da Saúde para ajudar no enfrentamento à pandemia. De acordo com Carlos Eduardo de Godoi Marins, presidente da APM regional, os municípios têm demonstrado um esforço importante para acelerar o ritmo de vacinação contra a Covid-19, assim como em todo o estado de São Paulo. Na última semana, o governador João Dória (PSDB) adiantou pela
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Mesmo com o avanço da campanha percebido nas últimas semanas, o dirigente da associação aproveitou para cobrar maior seriedade do Ministério da Saúde na condução da pandemia para que o país consiga um número maior de insumos para a fabricação dos imunizantes. Além disso, Carlos Eduardo de Godoi lembrou a importância de o governo dar exemplo para a população.
“Em Mogi das Cruzes, nesta última semana, vimos um esforço grande por parte da Secretaria Municipal de Saúde para vacinar o maior número possível de pessoas na faixa etária de 50 anos ou mais. Quase 30 mil receberam as vacinas e estamos caminhando. Depois de um período de indefinições e muita lentidão, parece que a vacinação no Estado de São Paulo, finalmente, tomou corpo”, disse o presidente da APM.
“As cidades dependem da celeridade e seriedade do Ministério da Saúde na condução da pandemia. Os esforços devem ser feitos não apenas para conseguirmos os insumos para a fabricação das vacinas, de todos os laboratórios, como também para conscientizar a população sobre a importância de se manter os protocolos de segurança, como o uso de máscaras, higiene das mãos e distanciamento social. Cabe às lideranças do país dar o exemplo”, destacou.
Em sua avaliação, o líder da entidade ainda lembrou que essa velocidade na imunização é essencial para que a redução no número de infectados em estado grave ocorra, especialmente àqueles que precisam de internação em UTI.
Por fim, o líder da entidade também lembrou da necessidade de os municípios verificarem se a população está comparecendo para receber a segunda dose do imunizante no período correto.
segunda vez o calendário de vacinação em todo o estado. Reflexo sentido nas cidades do Alto Tietê.
APM MOGI NA IMPRENSA No dia 24 de junho, o jornal O Diário de Mogi publicou uma carta do presidente da APMMogi, Carlos Eduardo de Godoi Marins, repudiando a instalação de um pedágio na Rodovia Mogi-Dutra, o que causaria um impacto negativo muito grande na vida dos mogianos. LEIA A CARTA:
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u, Carlos Eduardo de Godoi Marins, médico urologista, presidente da Associação Paulista de Medicina – Regional Mogi das Cruzes, venho por meio desta, e em nome dos associados da APM de nossa regional, que compreende 500 médicos de Mogi, Biritiba Mirim, Salesópolis e Guararema, manifestar nosso repúdio ao projeto da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) de implantação de um pedágio na Rodovia Mogi-Dutra, estrada essa que, devemos lembrar, foi construída com recursos dos mogianos, na época do prefeito Waldemar Costa Filho. Uma praça de pedágio na MogiDutra causaria impacto em vários aspectos. Não tem a menor lógica que os mogianos paguem para ir até Arujá, por exemplo, nossa cidade vizinha. Não tem cabimento pensar que moradores de grandes condomínios que existem naquele local, como Aruã, Ecopark, Lagos, Brisas terão de arcar com esse gasto diário para poderem vir até o centro de Mogi, o que faz parte de suas rotinas. Também temos que pensar que muitos mogianos trabalham em São Paulo e já pagam pedágios em rodovias como Ayrton Senna e Carvalho Pinto, por exemplo. Além disso, um pedágio na Mogi-Dutra prejudicaria, em demasia, o desenvolvimento das atividades produtivas da Região, tanto na área da indústria, por-
que temos um parque industrial importante na Região do Taboão, como da agricultura, com sofrimento para o escoamento de nossa produção. Pensamos que a população será penalizada duplamente: quando pagará o pedágio e quando arcará com o aumento de produtos e serviços, já que as empresas e produtores rurais terão de repassar esses gastos com o pedágio para os consumidores, infelizmente. Não podemos nos esquecer, ainda, que Mogi das Cruzes conta com
duas universidades e diversas faculdades, recebendo centenas de alunos de fora da cidade, todos os dias, e que também é referência no atendimento à saúde, com o Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo. Cobrar para que essas pessoas que usam os serviços de Mogi cheguem até aqui é desastroso. Termino essa carta de repúdio pedindo ao governador do Estado de São Paulo, João Dória, que reavalie nossa situação e que todos os esforços de políticos que representam Mogi e Região não sejam em vão.
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SONO INSUFICIENTE PODE CAU Por Gustavo Zanfer (Jornal da USP/Rádio USP
Luciano Drager explica que uma duração curta de sono não reparador faz com que toxinas metabólicas produzidas durante a atividade cerebral relacionadas ao Alzheimer acabem se acumulando
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ormir mais ou menos do que o corpo precisa pode trazer problemas de saúde a longo prazo, como sugere uma pesquisa publicada na revista Nature Communications, na qual 8 mil das 10 mil pessoas estudadas tiveram seu sono detalhadamente acompanhado por 25 anos. Pessoas que têm entre 50 a 70 anos e que dormem por seis horas ou menos durante a noite estão mais propensas a desenvolver demência, cujo risco é aumentado em 30%. No seguimento médio de 25 anos, cerca de 520 pessoas que desenvolveram demência mantiveram uma duração de sono inferior a seis horas. A demência reúne um grupo de doenças que afeta o funcionamento de competências como memória, raciocínio, intelecto e,
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consequentemente, competências sociais. Uma dessas doenças é o Alzheimer, que, no Brasil, atinge mais de 2 milhões de pessoas por ano. Luciano Drager, professor do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da USP e pesquisador na área das consequências cardiovasculares dos distúrbios do sono, explica que o sono ocupa até 1/3 de nossas vidas e é fundamental para a consolidação da memória e na manutenção e preservação da cognição, dos equilíbrios metabólico, emocional e psíquico. O sistema glinfático – nome que vem da combinação da glia, o tecido de sustentação e nutrição dos neurônios, com o sistema linfático, que serve de drenagem –
age drenando resíduos tóxicos e metabólicos do sistema nervoso central que vão aos poucos se depositando com a atividade cerebral. “Uma delas, entre as várias substâncias, é a proteína beta-amiloide, que, quando acumulada, relaciona-se ao desenvolvimento da doença de Alzheimer. Então, o sistema linfático facilita essa distribuição cerebral e a remoção dessas toxinas e tem sido de forma substancialmente desenvolvida no entendimento do papel do sono também na área da cognição”, afirma o professor, ressaltando que “o sistema glinfático tem maior atuação durante exatamente o período de sono, principalmente relacionado ao sono profundo”.
SAR DEMÊNCIA A LONGO PRAZO Portanto, vários distúrbios de sono, incluindo a privação de sono e insônia, podem influenciar o mau funcionamento do sistema glinfático e, dessa forma, favorecer o acúmulo de substâncias que vão propiciar um impacto na consolidação da memória e também prejuízos à cognição.
dicadores de que essas pessoas dormindo pouco, jovens, principalmente adultos de meia-idade, podem ter consequências a longo prazo como impacto na cognição, surgimento e predisposição à demência e também maior suscetibilidade eventual à doença cardiovascular”, aponta.
De modo geral, uma duração curta de sono não reparador faz com que o sistema linfático sofra uma diminuição de sua eficiência e toxinas metabólicas produzidas durante a atividade cerebral acabem se acumulando. “Entre esses metabólicos, nós temos a proteína beta-amiloide, que pode ser acumulada e estar envolvida na fisiopatologia da doença de Alzheimer.
Mas qual é a duração ideal de uma noite de sono?
Daí a importância de termos uma boa noite de sono, tratarmos outros distúrbios de sono para que possamos, entre outros fatores e benefícios, termos o impacto claro na cognição também.” Uma semana de sono interrompido aumentou a quantidade de tau, outra proteína responsável pelos emaranhados associados ao Alzheimer, demência do lobo frontal e doença com Corpos de Lewy, descobriu o estudo publicado na revista. No caso de pessoas jovens, como observa o professor, a privação crônica do sono pode ter consequências na qualidade de vida e distúrbios de cognição e também distúrbios cardiometabólicos. As consequências mais clássicas estão relacionadas ao dia seguinte, na sensação de um sono não reparador, irritabilidade, dificuldade de concentração, de performance e desempenho na atividade física. “Mas cada vez mais há alguns in-
Segundo o professor Drager, essa resposta varia de acordo com alguns fatores e, entre eles, idade e predisposições genéticas. Os chamados curtos dormidores necessitam de menos horas de sono, mas não necessariamente estão privados de sono, graças a vários genes que predispõem a eles dormir “pouco” e estar bem no dia seguinte sem qualquer impacto cognitivo. Porém, “nós sabemos que os recémnascidos precisam dormir de 14 a 17 horas por dia; entre bebês de 4 a 11 meses, existe uma necessidade de 12 a 15 horas e assim por diante, vai diminuindo ao longo do tempo”, explica o professor. Nos adultos, a orientação geral é que o ato de dormir esteja entre sete e nove horas em média e, acima dessa idade, depois dos 65 anos ou mais, essa quantidade média é de sete a oito horas. Drager conta que “curiosamente, existem evidências de que, para pessoas que estão dormindo muito, acima daquele esperado, geralmente estudos envolvendo oito ou nove horas a mais cronicamente, também existem algumas consequências”. Os mecanismos ainda não são bem conhecidos e uma das ideias é que o sono pro-
longado pode ser um marcador de alguma doença por trás que possa justificar esse risco, como quadros de depressão.
Distúrbios do sono e pandemia do coronavírus O Ministério da Saúde entrevistou mais de 2 mil pessoas na Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por inquérito telefônico, em que mais de 47% dos entrevistados apresentaram distúrbios do sono durante o período de quarentena na pandemia do coronavírus. Medo, estresse, ansiedade e mudanças drásticas de rotina estão entre as principais causas relacionadas ao desregulamento dos ciclos de sono, além do aumento de exposição às telas. Luciano Drager explica que o ritmo circadiano é o período aproximado de 24 horas em que nosso relógio biológico interno mantém as atividades e os processos biológicos do corpo, como o metabolismo, o sono e a vigília. Esse sistema é influenciado pela exposição a diferentes tipos de estímulos ao longo do dia, que vão desde a luminosidade até diversos fatores relacionados ao estresse e ao ambiente. “Qualquer fator que está interrompendo esse ritmo circadiano habitual, como o estímulo visual, de contato frequente com luminosidade proveniente de tablets, de televisão, de acesso à internet etc., vai, sim, influenciar na nossa capacidade de ter uma boa noite de sono”, conclui.
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ENTREVISTA
DOMINGOS NAPOLI - “SEM A CROSS, NÃO LOGRARÍAMOS O ÊXITO QUE TIVEMOS”
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raduado em Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e especialista em Cirurgia Geral, Domingos Guilherme Napoli foi médico das Secretarias Municipal e Estadual de Saúde de São Paulo tendo atuado como regulador do APH (Atendimento Pré-Hospitalar) da Secretaria Municipal e como coordenador geral da Central de Regulação Médica do SAMU de São Paulo. Ainda, foi consultor e instrutor de Regulação Médica para o projeto SAMU do Ministério da Saúde e, desde 2009, é gerente médico da Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross) da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. A seguir, ele fala da criação e funcionamento do serviço e como ele tem sido afetado pela pandemia de Covid-19.
Como foi a criação da Cross?
Eu era funcionário público municipal atuando no SAMU da cidade de São Paulo, que antes se chamava APH (Atendimento Pré-Hospitalar), e lá ajudamos a desenvolver a regulação médica para o pré-hospitalar. Com isso, virei instrutor de regulação médica para todo o Brasil e, via Ministério da Saúde, ajudamos a implantar o SAMU em todo o País. Aqui em São Paulo, na mesma época, surgia um esboço dessa regulação, que se chamava “Plantão Controlador Metropolitano”, que regulava a região da Grande São Paulo. O secretário estadual de Saúde da época era o Dr. Luiz Roberto Barradas Barata, que propôs a centralização de uma regulação médica das urgências para todo o estado, uma vez que cada região (DRS) atuava com diferentes critérios, não sendo uniforme tal atendimento.
Como é o trabalho da Central?
Trata-se de uma Central de Regulação para casos de urgências médicas que estejam em locais de menor complexidade para a necessidade dos
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pacientes atendidos. Chamamos de regulação inter-hospitalar, ou seja, a que realiza a transferência de um paciente que está sendo atendido em uma unidade que não dispõe dos recursos de que precisa e necessita de um serviço médico de maior complexidade. A CROSS iniciou suas atividades há 12 anos e atua de acordo com regras e pactos existentes em cada região do estado de São Paulo, sempre intermediados pelas Secretarias Municipais de Saúde e pela Secreta - ria de Estado da Saúde. Diariamente, atuam na Central entre 22 e 25 médicos de plantão, realizando essa intermediação inter-hospitalar. No total, são 130 profissionais médicos, atuando em plantões diurnos e noturnos, 24 horas por dia.
Qual é o papel desses médicos?
Primeiro, eles analisam a pertinência do caso, avaliando tratar-se ou não de urgência médica, e as condições da instituição de saúde onde o paciente está, quanto aos recursos disponíveis para atingir a integralidade da atenção preconizada pelo SUS. Em seguida, eles assumem o caso para realizar a intermediação necessária. A partir daí, trabalham com os serviços de referência previamente pactuados até concluir o processo de intermediação, orientando o médico solicitante qual a referência para o encaminhamento do paciente.
E com a pandemia de Covid-19, o que mudou?
Com a pandemia, surgiu a necessidade de se atender solicitações de regulação para pacientes que chegam aos prontos-socorros e Santas Casas de menor porte com quadros agudos de insuficiência respiratória e que necessitam de leitos especializados e de UTI. Repentinamente, em todas as regiões de Saúde do estado, surgiu a necessidade cada vez maior da busca por leitos de UTI, concomitantemente com a busca de recursos das urgências em geral, que “passaram a concorrer” com as solicitações habituais, praticamente dobrando a quantidade de regulações da Central.
Como está sendo o desafio nos momentos mais críticos da pandemia?
A Central de Regulação não cria a vaga/leito/UTI. Ela recebe a demanda e faz a intermediação com os serviços que possuem os recursos. Esses recursos para atender a pandemia foram ampliados pelo governo do estado de São Paulo e pelos municípios de maior porte. Entretanto, em alguns momentos, a demanda foi muito maior do que a oferta. Desde o início da pandemia, o
número de leitos específicos para Covid-19 praticamente duplicou no estado de São Paulo, seja com a criação de hospitais de campanha ou com a criação/ampliação de leitos em instituições já existentes. Antes da pandemia, eram cerca de 3.500 leitos de UTI para o SUS e esse número passou a ser, em todo o estado e em determinados momentos, superior a 9.000 leitos. Em algumas regiões foi suficiente, mas em outras identificamos a necessidade de ampliação da oferta. Nestes casos, alguns pacientes podem não estar no local ideal do atendimento, mas seguem devidamente sendo assistidos nas UPAs, nas Santas Casas de pequeno porte, nos Hospitais de Campanha etc. Passamos a adotar um protocolo para classificar os pacientes em quatro níveis de prioridade, baseados em critérios clínicos. Além das demandas por conta da Covid-19, os atendimentos das urgências de rotina continuaram a ocorrer. A pandemia obrigou, cada vez mais, a nos aprimorarmos na intermediação dos recursos dependentes das vagas de UTI para os casos mais graves.
E sua avaliação sobre agora?
Comparado com março/abril de 2021, quando ocorreu a “segunda onda”, atualmente a regulação está bem melhor, uma vez que se ampliou a oferta de leitos de UTI, mas ainda não é o suficiente devido à não observância das recomendações de distanciamento social, tendo em vista que em algumas regiões há certa liberalidade e o não cumprimento das normas sanitárias adequadas e necessárias. Entretanto, continuamos acompanhando o processo como um todo e, principalmente a partir das liberações recentes, vamos sinalizando para o governo estadual as necessidades a serem adotadas em cada região de Saúde. Notamos de forma significativa que, onde houve a vacinação, diminuiu bastante a gravidade dos casos, bem como a necessidade de serem transferidos.
Os outros estados têm um sistema semelhante?
Não, cada estado tem um sistema de regulação, mas não é igual ao de São Paulo. Antes da pandemia, vários serviços estaduais vieram visitar a CROSS para assimilarem o nosso processo de regulação médica inter-hospitalar das urgências. Acredito que, se não houvesse a CROSS, o processo de regulação na pandemia seria muito mais dificultoso e, provavelmente, não teríamos o êxito que logramos, apesar do difícil enfrentamento.
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REINAUGURADO O MLP EM SÃO PAULO
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Museu da Língua Portuguesa, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, foi reinaugurado no último dia 31 de julho, reconstruído após o incêndio que o atingiu em dezembro de 2015. Um dos primeiros museus totalmente dedicados a um idioma, instalado na cidade com o maior número de falantes de português no mundo, na histórica Estação da Luz, o Museu celebra a língua como elemento fundador da nossa cultura. Por meio de experiências interativas, conteúdo audiovisual e ambientes imersivos, o visitante é conduzido a um
mergulho na história e na diversidade do idioma falado por 261 milhões de pessoas em todo o mundo. O Museu está aberto ao público sob as restrições determinadas pelas medidas de combate à COVID-19. Os ingressos podem ser adquiridos exclusivamente pela internet, com dia e hora marcados, e a capacidade de público está restrita a 40 pessoas a cada 45 minutos. Os visitantes receberão chaveiros touchscreen para evitar toque nas telas interativas.
Conteúdo revisto e ampliado
O conteúdo do Museu foi atualizado. Em sua exposição de longa du-
ração, o Museu terá experiências inéditas e outras anteriormente existentes, que marcaram o público em seus 10 anos de funcionamento (2006-2015). Entre as novas instalações estão “Línguas do Mundo”, que destaca 23 das mais de 7 mil línguas faladas hoje no mundo; “Falares”, que traz os diferentes sotaques e expressões do idioma no Brasil; e “Nós da Língua Portuguesa”, que apresenta a língua portuguesa no mundo, com os laços, embaraços e a diversidade cultural da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Abra o coração, estenda a mão. Faça sua doação!
Somos solidários. Desenvolver cidadania é praticar solidariedade!
Conheça a campanha SOMOS SOLIDÁRIOS, realizada pela Associação Paulista de Medicina para atendimento aos mais vulneráveis, por meio da arrecadação de alimentos*, roupas e cobertores**. É uma oportunidade para oferecer conforto, desenvolver a solidariedade e cidadania e trabalhar pelo bem comum. Participe da nossa campanha. Seja solidário você também! Se morar em prédio, converse com o síndico para engajar seus vizinhos a colaborarem.
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Em São Paulo, as doações serão direcionadas ao Serviço Franciscano de Solidariedade (Sefras), que atende a população de rua no Centro de São Paulo (Largo São Francisco). A arrecadação será feita de 2ª a 6ª feira, das 10h às 17h, na Rua Francisca Miquelina, 67 (estacionamento APM) ou Av. Brigadeiro Luís Antônio, 278 (sede da APM) - em sistema de drive thru, sem sair do carro, ou a pé, deixando as doações nos locais. Em Mogi das Cruzes, APM regional orienta aos que quiserem doar para que entregue os itens ao Fundo Social de Solidariedade da Cidade.
ALIMENTOS: Arroz, feijão, cuscuz, macarrão (instantâneo e comum) café, açúcar, sal, farinha de mandioca/ trigo, salsicha, sardinha, azeitona, milho verde, ervilha, seleta de legumes, olho de tomate, extrato de tomate, doces e leite em pó, óleo de soja e azeites. ROUPAS E COBERTORES: Doar roupas apropriadas ao inverno e evitar peças rasgadas, sujas ou que não tenham mais condições de uso.
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