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REVISTA APM #4

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MAIO/JUNHO DE 2019

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Todo conteúdo opinativo da revista Plantão é de responsabilidade de seus autores, devidamente identificados nos artigos.

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CIENTISTAS AMERICANOS REATIVARAM PAR Por James Gallagher Repórter de saúde e ciência da BBC News

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s descobertas devem ampliar o debate sobre a barreira entre a vida e a morte, além de fornecer novas maneiras de pesquisar doenças como a de Alzheimer. O estudo mostrou que a morte de células cerebrais poderia ser interrompida e que é possível até mesmo restabelecer algumas conexões no cérebro. Mas não havia sinais do cérebro reativado que indicassem consciência. As descobertas desafiam a ideia de que o cérebro entra em declínio irreversível poucos minutos depois de interrompido o fornecimento de sangue.

Foto: BBC News

O que os cientistas fizeram?

O que o estudo mostrou?

Foram coletados 32 cérebros de porcos em um matadouro. Quatro horas depois, os órgãos foram conectados a um sistema feito pela equipe da Universidade Yale, nos Estados Unidos.

O estudo, publicado na revista Nature, mostrou uma redução na morte das células cerebrais, a restauração dos vasos sanguíneos e alguma atividade cerebral. Os pesquisadores descobriram sinapses em funcionamento - as conexões entre as células do cérebro que permitem a comunicação.

Ele bombeava em ritmo prédeterminado, para imitar o pulso, um líquido especialmente projetado em torno do cérebro, que continha um sangue sintético para transportar oxigênio e drogas para retardar ou reverter a morte das células cerebrais. Os cérebros de porco receberam o coquetel restaurador por seis horas.

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Os cérebros também mostraram uma resposta normal à medicação e consumiram a mesma quantidade de oxigênio que um cérebro normal. Isso tudo dez horas depois de os porcos serem decapitados. Um eletroencefalograma, no entanto, não detectou

sinais de atividade elétrica, o que sinalizaria consciência ou percepção. Eles ainda eram, fundamentalmente, cérebros mortos.

O que podemos entender a partir disso? Essa pesquisa afeta ideias sobre como o cérebro morre, algo que muitos pensavam que acontecia rapidamente e irreversivelmente sem o suprimento de oxigênio. “A morte celular no cérebro ocorre através de uma janela de tempo mais longa do que pensávamos anteriormente”, afirmou Nenad Sestan, professor de Neurociência de Yale.


CIALMENTE CÉREBROS DE PORCOS ABATIDOS “O que estamos mostrando é que o processo de morte celular é um processo gradual. E que alguns desses processos podem ser adiados, preservados ou mesmo revertidos”, explicou.

Esses experimentos são éticos? Os cérebros dos porcos vieram da indústria de carne suína, logo, os animais não foram criados em laboratório para este experimento. Mas os cientistas de Yale estavam tão preocupados que os cérebros porcos pudessem recobrar consciência que aplicaram drogas para reduzir qualquer atividade cerebral. E a equipe monitorava constante-

mente os cérebros para ver se havia algum sinal de funções cerebrais superiores. Nesse caso, eles teriam usado anestesia e encerrado o experimento. Estudiosos de ética defenderam também na Nature que novas diretrizes são necessárias para este campo, porque os animais usados para pesquisa podem acabar em uma “área cinzenta - não viva, mas não completamente morta”.

Qual é o objetivo? O trabalho terá um efeito positivo imediato para os cientistas que estudam o cérebro e doenças com a de Alzheimer. O órgão

é a estrutura mais complexa do universo conhecido, mas técnicas como o congelamento de fatias do cérebro ou o crescimento de colônias de células cerebrais em um prato não permitem que os pesquisadores explorem toda a fiação 3D do cérebro. A longo prazo, os cientistas esperam encontrar melhores formas de proteger o cérebro após traumas como um AVC. Mas os pesquisadores dizem que ainda é muito cedo. “Nós ainda não sabemos se seríamos capazes de restaurar a função cerebral normal”, disse Sestan, professor de Neurociência de Yale.

Arte: BBC News

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CQH - CURSO DE GESTÃO DE CLÍNICAS E CONSULTÓRIOS MÉDICOS Data: 18/05/2019 até 15/06/2019 Horário: 08:30 até 17:00 Local: APM - Associação Paulista de Medicina Av. Brigadeiro Luís Antônio, 278, Bela Vista, São Paulo-SP

MENSAGEM DO PRESIDENTE

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oi uma grande honra, tanto institucional como pessoal, ter sido indicado presidente do Congresso Paulista de Neurologia de 2019. É uma tarefa fácil, basta repetir o que foi feito nos anos anteriores. É uma tarefa difícil, muito difícil, pois cada evento supera o anterior e libera o caminho para que o próximo também o supere. É este o nosso desafio! Lapidar a excelência!

A Comissão Científica - professores Acary S. Bulle de Oliveira, José Luiz Pedroso, Marcel Simis, Ronaldo Abraham e Rubens José Gagliardi - assim como os coordenadores de cada sessão, está altamente empenhada em garantir que estas informações cheguem a nós de maneira atualizada, dinâmica e interativa. Cresceremos todos!

A Neurologia Clinica é hoje a intersecção de inúmeras outras ciências, quer sejam elas “básicas” (neuroanatomia, neurofisiologia, biologia molecular, física, bioquímica, parasitologia, virologia e imunologia) ou “clinicas” (clinica médica em seu amplo espectro, neurocirurgia, ortopedia e imagem), e é ai que reside a força do nosso Congresso, a habilidade/capacidade de reunir múltiplas informações em um desfecho de espectro clínico, incluindo diagnóstico e tratamento, contribuindo para o nosso crescimento como neurologista e na melhor assistência aos nossos pacientes.

Aproveito também para enaltecer a atuação da APAN (Associação Paulista de Neurologia), que discreta mas eficientemente vem nos proporcionando esta grande oportunidade de aprender e de interagir, que é o Congresso Paulista de Neurologia.

São tempos difíceis, mas a chama que alimenta nosso interesse de aprender e de melhor cuidar de nossas pacientes vai aquecer o inverno do Guarujá.

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Nos vemos no Guarujá! Dr. Wilson Marques Junior Presidente do XII Congresso Paulista de Neurologia

Serviço: XII Congresso Paulista de Neurologia Data: 29/05/2019 até 01/06/2019 Horário: 07:00 até 19:00 Local: Sofitel Jequitimar Guarujá

Coordenação do curso: Prof. Marcelo Marinho Aidar / Prof. Jamal Sobhi Azzam Palestrantes: Marcelo Marinho Aidar / Jamal Sobhi Azzam / Antônio Eduardo FernandesD’Aguiar / Alexandre Motonaga e Vitor Martos Suarez Comitê de Administração em Saúde - Presidente: Milton Massayuki Osaki / Diretor Científico: Jayme Malek Junior Data: 18/05 Horário: 8h30 - 12h00 Tema: Ambiente de negócios e oportunidades na saúde Horário: 13h30 - 17h00 Tema: Estudo de caso de uma clínica Data: 25/05 Horário: 8h30 - 12h00 Tema: Empreendedorismo e criação de um novo negócio Horário: 13h30 - 17h00 Tema: Planejamento de negócios em serviços de Saúde Data: 01/06 Horário: 8h30 - 12h00 Tema: Marketing para clinicas médicas e marketing digital Horário: 13h30 - 17h00 Tema: Operação dos serviços de saúde Data: 08/06 Horário: 8h30 - 12h00 Tema: Gestão de pessoas para clinicas médicas Horário: 13h30 - 17h00 Tema: Aspectos jurídicos relativos à abertura de um serviço de Saúde Data: 15/06 Horário: 8h30 - 12h00 Tema: Gestão contábil e financeira do serviço Horário: 13h30 - 17h00 Tema: Planejamento financeiro PARTICIPAR! Valor Associado: R$ 790,00 Valor Não associado: R$ 1.050,00


REFLUXO: 7% DA POPULAÇÃO APRESENTAM SINTOMAS DIÁRIOS

na; frituras, pimenta, molho de tomate, sucos cítricos, álcool e cigarro. Para os bebês, recomenda-se que não os coloque para deitar logo após as mamadas e, quando for coloca-las para dormir, que seja em decúbito dorsal (de costas para o berço).

Que tipo de problemas maiores o refluxo pode trazer? A progressão da doença do refluxo gastroesofágico pode ocasionar úlceras, estenose (estreitamento da luz do esôfago), esôfago de Barrett e câncer de esôfago.

Como é o tratamento? O que é o refluxo? A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é a mais comum do esôfago e varia de pequenas alterações anatômicas ou fisiológicas até condições pré-cancerígenas. Em síntese, é o retorno do conteúdo do estômago para o esôfago. Estima-se que um terço das pessoas apresenta pelo menos um episódio de refluxo gastroesofágico ao mês e 7% da população apresentam sintomas diários. As queixas mais frequentes são queimaçãoretroesternaleregurgitação.

Pessoas obesas têm mais probabilidade em ter refluxo? Sim. Segundo um estudo da Norwegian University of Science and Technology in Levanger, na Noruega, os obesos tem 50% mais chances de desenvolver a DRGE.

Também acomete mais idosos e bebês? A DRGE ocorre pela desestruturação do complexo anatomo-funcional da junção esofagogástrica, com alteração do tamanho e da textura dos pilares diafragmáticos direito e

esquerdo, frouxidão da membrana frenoesofágica, aumento do ângulo esofagogástrico e dismotilidade do esfincter esofágico inferior (EEI), onde os idosos são mais suscetíveis, além do uso de alguns medicamentos para o tratamento da pressão arterial e depressão. No caso dos bebês, a doença pode ocorrer por motivos normais da idade, é o chamado refluxo fisiológico que ocorre até os 5 ou 6 meses de vida. As causas mais comuns são: excesso de ingesta de leite, distúrbios de motilidade do esôfago, malformações esofágicas ou gástricas, posturas inadequadas para dormir (quando o bebê é colocado de barriga para baixo, por exemplo).

O que se deve fazer para evitar o refluxo? Ajustes na dieta e medidas posturais são os principais pilares. A perda de peso e atividades físicas contribuem significativamente para a melhora dos sintomas. Recomenda-se que os adultos evitem deitar logo após as refeições, esperando de uma a duas horas para isso. Também é importante evitar: comer grandes quantidades de comida de uma vez só; bebidas e alimentos com cafeí-

Além do ajuste na dieta e medidas posturais, utiliza-se para o tratamento medicamentos como antiácidos, antagonistas de H2 (ranitidina), inibidores de bomba de prótons (omeprazol, pantoprazol, esomeprazol...) e agentes procinéticos (metoclopramida). Em casos selecionados é indicado o procedimento cirúrgico, sendo a via laparoscópica a de preferência nos dias atuais.

O refluxo pode levar à morte? Se a DRGE não for diagnosticada e tratada adequadamente, pode evoluir para um câncer de esôfago com grande chance de levar o paciente a óbito. Porém, não é uma condição comum em nosso dia-a-dia.

Dr.Thiago Veras Pinto Pires Cirurgião geral, coordenador médico da Santorius Medicina Cirúrgica e Diagnóstica

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ENTREVISTA

RAFAEL RUSSO: O PEDIA

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Por que o senhor escolheu a medicina como profissão?

Por Sabrina Pacca

ão quase 50 anos exercendo a profissão de médico, dedicando-se à Pediatria. Poucas são as famílias mogianas que não levaram seus filhos para que ele examinasse. Perdeu a conta de quantos pacientes atendeu. Rafael Benedito Russo, 74 anos, ainda segue firme e forte em seu consultório localizado na Rua Carmela Dutra, em Mogi. Atende diariamente e foi inspiração para seus dois filhos, Fernando Russo – médico ortopedista e Paula Russo Gonçalves, que fez, inicialmente, biomedicina, mas acabou se rendendo à medicina e aos cuidados com as crianças, se tornando pediatra como o pai. Em entrevista para a reportagem da “Plantão”, Russo afirma que, em tanto tempo de experiência e com os avanços da medicina, ainda se comove com a quantidade absurda de crianças que morrem de doenças decorrentes da falta de saneamento básico e da ingestão de água imprópria para o consumo. Uma triste realidade comprovada, infelizmente, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que constatou, em pesquisa, que mais de um quarto das mortes de crianças com menos de cinco anos são causadas por esses fatores (leia matéria complementar nessa página).

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ais de um quarto das mortes de crianças com menos de cinco anos são causadas por fatores ambientais como poluição, falta de sanea-

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Quando eu era pequeno cai em cima de um caco de vidro e fui parar no consultório do doutor Milton Cruz. Na época ele usou uma espécie de grampeador para fechar o corte. Isso foi em 1950. Depois, acabou se tornando nosso médico de família. Ele sempre ia até nossa casa fazer consulta domiciliar e foi minha inspiração. Não existia nenhum médico na minha família, mas me espelhei nele.

E a Pediatria foi sua escolha por qual motivo? Até o 5º ano de Medicina eu ia fazer ginecologia e obstetrícia. Em 1972, o primeiro lugar que trabalhei como médico foi na Maternidade Mãe Pobre, sendo auxiliar do doutor Álvaro de Campos Carneiro, doutor Péricles Bauab e do doutor Motta. Eu gostava, mas acabei me interessando pelos bebês, após o nascimento e vi que, na verdade, eu gostava mesmo era da pediatria. Inclusive, mesmo depois de ter mudado de especialidade, continuei trabalhando na Mãe Pobre até o fim da minha residência.

mento e uso de água imprópria para o consumo. Anualmente, 1,7 milhão de meninos e meninas nessa faixa etária morrem porque vivem em locais insalubres. Os dados são da Organização Mundial da

O senhor trabalhou em outros lugares, antes de montar seu próprio consultório? Sim. Depois da Mãe Pobre fui para Suzano, no Hospital São Sebastião e atuava com o doutor Calixto. Mais tarde fui convidado para dar aulas na Universidade de Mogi das Cruzes e, ao mesmo tempo, abri meu consultório da Rua Doutor Ricardo Vilela.

Quais eram as doenças mais comuns em crianças nos anos 70? Recém-nascidos que no primeiro mês já apresentava desidratação grave, pneumonias, meningite. Também trabalhei na Santa Casa de Mogi e via casos assim, o tempo todo. A maior dificuldade, naquela época, é que não tinha, em Mogi, ambulância à disposição em quantidade necessária e nem equipamentos para diagnóstico. Já levei muito bebê, no meu carro, para ser internado em São Paulo. Eu tinha muitos professores que trabalhavam na Capital e isso me ajudava. Colocava as crianças no meu carro, levava para eles e acabava acompanhando tudo. Nos anos 70 e 80 tivemos uma epidemia de meningite e isso foi muito grave.


TRA DE MUITAS FAMÍLIAS MOGIANAS Na sua vida profissional, algum caso te marcou? Uma vez eu estava pescando no Pantanal e sempre que vou levo caixas de amostras grátis de medicamentos para a população ribeirinha, que é muito carente. Estávamos em Porto Índio, a 300 km de Corumbá. O pessoal viu nosso barco-hotel e fui chamado para atender um parto. Já tinha feito muitos partos na vida, porque, como disse, cheguei a me dedicar à obstetrícia, mas esse foi no meio do mato, sem nenhum tipo de recurso. Deu tudo certo. Outra vez eu estava em uma festa quando a mãe de um bebê chamou por socorro porque, segundo ela, a criança estava vomitando sangue. Quando cheguei para ver percebi que o sangue, na verdade, vinha do bico do seio da mãe, que estava rachado e, como ela amamentava, o bebê regurgitou e saiu um pouco desse sangue. Foi um alívio para ela e para a família e depois caímos na risada. São observações que somente a experiência nos dá.

A medicina avançou muito. Como o senhor vê esses avanços quando se trata de pediatria? Olha, avançou em todos os sentidos mesmo. A tecnologia está ao nosso favor. Os cientistas descobrem as curas para muitas doenças. As pesquisas são importantíssimas. Mas o que me deixa triste e abismado é que, em pleno 2019, aqui mesmo no Brasil, sem contar os demais países subdesenvolvidos na África e na Ásia, ainda morre muita criança por falta de saneamento básico e de água contaminada. O maior contingente de morte ainda é por diarreia, desidratação e pneumonia, justamente por más condições de higiene.

falta de saneamento são menores. Nesses locais, o problema é outro. É a obesidade infantil que tem aumentado a cada dia. A obesidade causa diabetes, hipertensão arterial, infarto, pelo aumento do colesterol. É sabido que crianças obesas têm tendências a serem adultos obesos. Os produtos industrializados, muito consumidos por essas crianças, são ricos em sal e gorduras ruins e isso deve ser levado muito a sério. O arroz e feijão ainda é a melhor comida, a mais completa, rica inclusive em proteína, para se dar a uma criança.

Mas em cidades desenvolvidas esse problema é menor, não é? Qual é, então, a doença que mais lhe preocupa nesses centros urbanizados? É verdade que nos estados do Sul e Sudeste do Brasil, a desnutrição e desidratação causadas pela

Saúde (OMS). A publicação “Herdando um Mundo Sustentável: Atlas sobre a Saúde das Crianças e o Meio Ambiente” aponta que as causas mais comuns de mortes entre crianças de um mês até cinco anos são diarreia, malária e pneumonia. Segundo o documento, os três problemas de saúde podem ser evitados com intervenções nos espaços por onde os jovens circulam.

O outro relatório — “Não polua o meu futuro! O impacto do meio ambiente na saúde das crianças” — revela que, a cada ano, 570 mil crianças com menos de cinco anos morrem por infecções respiratórias, como a própria pneumonia. Doenças são atribuídas à poluição do ar em ambientes fechados e abertos, bem como ao fumo passivo.

Foto: OMS

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DICAS CULTURAIS ABAPORU EM EXPOSIÇÃO NO MASP Integrante do Museu de Arte Latino -Americana de Buenos Aires (MALBA), o quadro “Abaporu”, de Tarsila do Amaral, volta às suas origens em grande estilo com uma exposição no MASP, em São Paulo. Símbolo do modernismo brasileiro, a obra pintada em 1928 será uma das estrelas da mostra “Tarsila Popular”, em cartaz até 23 de junho desse ano.

EXPOSIÇÃO “PAPÉIS DA APM” SEGUE ATÉ 31 DE MAIO A Associação Paulista de Medicina inaugurou no último dia 18 de abriu a exposição “Papéis da APM”, que contará com o trabalho de artistas de prestígio nacional e internacional que integram o acervo da Pinacoteca da entidade. A mostra tem entrada franca e fica em cartaz até 31 de maio, no espaço multifuncional da sede social da Associação.Serão expostas obras de nomes como Rubem Valentim, Niobe Xandó, Maria Bonomi e León Ferrari. Ao todo,

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Com curadoria de Adriano Pedrosa e Fernando Oliva, a exposição reúne cerca de 120 obras da artista, entre pinturas e desenhos. Revisitando a produção de uma das principais pintoras brasileiras, a mostra presta um tributo ao modernismo e evidencia a construção de uma identidade nacional nas artes defendida por Tarsila. Além de “Abaporu”, serão expostas as obras clássicas como “A Cuca”, “Operários” e “Porto I”. irão compor a mostra dez obras que exploram as mais variadas técnicas sobre papel, como xilogravura, serigrafia, aquarela e nanquim. A exposição – que tem curadoria do diretor Cultural da APM, Guido Arturo Palomba – tem a proposta de apresentar a riqueza e a diversidade da produção desenvolvida exclusivamente sobre o suporte de papel por grandes artistas do século XX. “Que seria das aquarelas, dos guaches, dos bicos de pena, das próprias gravuras, das colagens, pastéis e certas técnicas mistas sem o suporte em comento? A Pinacoteca da APM tem alguns

TARSILA POPULAR

Quando: até 23 de junho de 2019 Local: Masp - 1º andar Endereço: Avenida Paulista, 1578, São Paulo, SP Telefone: (11) 3149-5959 Horários: quarta a domingo: das 10h às 18h (bilheteria aberta até as 17h30); terça-feira: das 10h às 20h (bilheteria até 19h30) Ingressos: R$ 40 (entrada); R$ 20 (meia-entrada) papéis e a pequena seleção exposta poderá mostrar um pouco da beleza sobre eles produzida”, diz Palomba. PAPÉIS DA APM – ENTRADA FRANCA

Visitação: de 18/04 a 31/05, de segunda a sexta-feira Horário: das 10h às 19h Local: Av. Brigadeiro Luís Antônio, 278 - Espaço multifuncional (térreo) – São Paulo/SP Estacionamento conveniado (acesso direto ao prédio): Multipark – Rua Francisca Miquelina, 67 Mais informações: (11) 3188-4304 /4305 ou pinacoteca@apm.org.br


82,65% DOS MÉDICOS USAM TECNOLOGIAS NO DIA A DIA DA ASSISTÊNCIA AOS PACIENTES

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eja para observação dos pacientes ou para otimizar as consultas, os médicos do estado de São Paulo têm as novas tecnologias incorporadas ao seu dia a dia. Hoje, são 82,65% os que registram usá-las em seus consultórios, clínicas ou hospitais. Os dados são de pesquisa inédita da Associação Paulista de Medicina e do Global Summit Telemedicine & Digital Health, realizada entre 15 e 25 de março de 2019. O intuito do levantamento, com 1.614 entrevistados, foi compreender melhor como os médicos paulistas reagiram após o Conselho Federal de Medicina (CFM) publicar, em 7 de fevereiro, a Resolução nº 2.227/2018, que definia e disciplinava a Telemedicina, e revogá-la no dia 22 do mesmo mês. A APM tem o entendimento de que é urgente normatizar a Telemedicina no Brasil, já que hoje, as regras válidas datam de 2002, ou seja, vácuo de uma eternidade, se considerada a velocidade dos avanços das tecnologias em Saúde e da própria Medicina. Essa necessidade de normatização célere é confirmada pela opinião de 98,7% dos médicos, concordando que as soluções digitais trazem avanços para o atendimento aos pacientes.

Segundo 91,39%, os hospitais ou instituições nos quais trabalham já fazem uso dessas tecnologias. Mesmo assim, há uma divisão de prós e contras entre os pesquisados quando chamados a se posicionar sobre teleconsultas e teleprescrições. São 50,74% os favoráveis à prescrição eletrônica, após consulta presencial, enquanto 49,26% se manifestam contrariamente. Por outro lado, 45,04% concordam com consultas a distância, após uma presencial, e 54,96% não. Os profissionais de Medicina, em sua maioria, 78,69%, também veem com bons olhos a utilização do WhatsApp e ferramentas semelhantes na relação com os pacientes. Além disso, das 1.614 respostas, 67,66% concordam com a frase “A tecnologia não vai substituir o médico, mas pode substituir o médico que não usa tecnologia”. São 83,89% os que acreditam que os aparelhos celulares serão capazes de funcionar como guardiões da saúde, possibilitando que as pessoas monitorem certos aspectos da saúde em suas próprias casas.

Também é expressivo, 84,57%, o grupo favorável a que as informações de saúde dos cidadãos sejam disponibilizadas em nuvem digital, com proteção de dados, mas acessíveis aos médicos. Aliás, 93,68% entendem que o compartilhamento de informações pode ser benéfico aos profissionais, aos pacientes e ao sistema. Sobre a forma como o Conselho Federal de Medicina produziu a Resolução nº 2.227/2018, existe uma insatisfação evidente. 76,52% dizem que os médicos não foram devidamente consultados, ou seja, a percepção é a de que o debate deveria ter sido bem mais aprofundado. É negativa ainda a percepção sobre o tratamento que o Mistério da Saúde dispensa ao tema, historicamente. 93,06% dizem que o MS não dissemina as novas tecnologias com a agilidade que deveria. Assim, fica fácil compreender porque 92,87% acham que países como Japão, Alemanha e Estados Unidos estão bem à frente do Brasil na incorporação de ferramentas digitais positivas à boa prática da Medicina.

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