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REVISTA APM #11

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AGOSTO/SETEMBRO DE 2020

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ANO 02 N°08 N°11 FEVEREIRO\MARÇO AGOSTO/SETEMBRODE DE2020 2020

Todo conteúdo opinativo da revista Plantão é de responsabilidade de seus autores, devidamente identifi cados nos artigos. identificados

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ELEIÇÕES DA APM- MOGI, TRIÊNIO 2020/2023, TEM Associação Paulista de MeA dicina – Regional Mogi das Cruzes realiza, no dia 31 de

agosto, as eleições para o triênio 2020/2023 para os cargos da diretoria, conselho fiscal e suplentes. Em nossa regional a chapa “Novos Desafios” será única, encabeçada pelo médico urologista Carlos Eduardo Godoi Marins, como presidente e pelo ginecologista e obstetra Alex Sander José Miguel - atual presidente como vice (veja quadro completo da chapa nessa página). Somente poderão votar os Associados que preencherem os seguintes requisitos: ser associado efetivo filiado à APM, inscrito até a data de 30 de março do ano eleitoral respectivo (2020); estar em pleno gozo dos seus direitos estatutários e ter quitado os 06 (seis) primeiros meses da contribuição associativa anual respectiva da APM. Por decisão complementar da Comissão Eleitoral, os Associados inadimplentes com a contribuição associativa da APM poderão efetuar o pagamento em atraso até às 17:00 horas do dia 31 de agosto de 2020, exclusivamente na sede da APM, das Seções Regionais ou Associações Filiadas ou online por meio do acesso ao site da APM (www.apm.org.br/eleicoes). Os associados votam no dia 31 das 9 às 18 horas, na sede da APM Mogi, localizada na Rua Doutor Luiz de Azevedo Rosa, 129, no Alto do Ipiranga em Mogi das Cruzes. As inscrições para as chapas terminaram no dia 13 de julho e apenas a “Novos Desafios” foi inscrita.

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CAPITAL Já a Eleição APM dos cargos de Diretoria, de Conselho Fiscal e Delegados pela Capital, Gestão 2020/2023, ocorrerá no período consecutivo e ininterrupto de 24 de agosto de 2020, com início às 09:00 horas, até o dia 31 de agosto de 2020, com término às 18:00 horas, e será realizada por meio eletrônico (à distância e presencialmente), a critério do Associado. O voto eletrônico à distância será por meio do

acesso ao site da APM (www. apm.org.br/eleicoes), onde o Associado deverá preencher com o login e a senha provisória, que serão enviados no seu e-mail constante do cadastro associativo, em até 10 (dez) dias antes do início da Eleição, e seguir as orientações do sistema eleitoral eletrônico. Por questão de segurança, recomenda-se que a senha provisória de votação seja alterada pelo Associado, por uma senha pessoal, sigilosa e intransferível.


CHAPA ÚNICA E ACONTECEM EM 31 DE AGOSTO

O voto eletrônico presencial será por meio de cédula eletrônica disponível na sede da APM e nas sedes das Seções Regionais e Associações Filiadas. Em Mogi teremos uma urna também. Esta modalidade de votação ficará disponível no período de período de 24 a 31 de agosto de 2020, no horário das 09:00 às 18:00 horas. Não se admitirá voto por procuração, nem voto por correspondência e somente será permitido votar uma única vez.

Para a capital, a Comissão Eleitoral apurou todos os pedidos de inscrição de Chapas e concluiu pela proclamação do pedido de inscrição de uma única Chapa, denominada Chapa 1 – “APM PARA OS MÉDICOS”, representada por seu candidato a Presidente, Dr. José Luiz Gomes do Amaral. A relação completa dos candidatos da Chapa 1 – “APM PARA OS MÉDICOS” pode ser visualizada por meio do acesso ao site da APM (www.apm.org. br/eleicoes).

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CORONAVÍRUS: MÉDICO DE HARVARD EXPLICA COMO BARES, ANIVERSÁRIOS E ATÉ CORAIS PODEM SER SUPERPROPAGADORES DE COVID-19 BBC

pós meses de portas fechadas, baA res, restaurantes, shoppings, igrejas e salões de beleza começaram a

reabrir recentemente em São Paulo, no Rio de Janeiro e em diversas cidades brasileiras. Fotos e vídeos virais mostrando calçadas tomadas por cariocas de copo na mão no bairro do Leblon geraram debates acalorados nas redes. Já rotineiras em cidades europeias que já experimentam um processo de reabertura há algumas semanas, precauções como distanciamento de 2 metros, uso de máscaras e lavagem frequente das mãos não parecem estar entre as preocupações de muitos dos que ocupam as ruas neste momento no Brasil. Classificadas por cientistas como “superpropagadoras” (tradução livre do termo ‘superspreader’, em inglês), aglomerações como festas de aniversário, noitadas em bares ou até reuniões de corais podem dar origem a grandes ondas de infecções por covid-19.Mas como, na prática, estes eventos podem ser o estopim para dezenas de casos?

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A BBC pediu a avaliação do médico Abraar Karan, pesquisador em saúde pública da Escola de Medicina de Harvard, sobre três episódios distintos que aconteceram desde a eclosão da pandemia nos EUA. A seguir, entenda como alguns eventos variam entre baixo e alto risco de exposição à doença e aprenda a passar longe daqueles classificados como “superpropagadores”.

ANTES, O QUE É “SUPERPROPAGAÇÃO”? Em eventos classificados como superpropagadores, o número de casos transmitidos da doença é desproporcionalmente alto em comparação com os padrões de transmissão geral na população, diz Karan. “Uma pessoa pode infectar 10, 15 ou 20 pessoas”, diz o médico. Karan diz que os primeiros resultados de pesquisas sobre o tema indicam que a disseminação do novo coronavírus é causada

principalmente por esses eventos superpropagadores. “Diferentes modelos analisaram o assunto e até agora sugerem que 20% das pessoas representam 80% da propagação”. Embora os perfis de risco variem amplamente de evento para evento, Karan ressalta que alguns fatores provocam sinais de alerta. “Se você tem os seguintes itens: ambientes fechados, lotados, ou com pessoas sem equipamentos de proteção individual, como máscaras, haverá alto risco”, diz ele.

ENCONTRO DE UM CORAL, MOUNT VERNON, WASHINGTON O que aconteceu? Em março, no início do surto nos EUA, 61 membros de um coral no Condado de Skagit, no estado de Washington, se reuniram para a prática semanal do coro.


Uma pessoa presente no encontro de duas horas e meia apresentou sintomas semelhantes a um resfriado. Dias depois, após uma investigação do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, 53 casos de covid-19 foram identificados - o equivalente a 87% dos que haviam se reunido para cantar. Dois membros do coral morreram mais tarde. Durante o ensaio, realizado em 10 de março, o espaço estava organizado em seis filas de 20 cadeiras, com um espaçamento entre 15 e 25 centímetros, de acordo com o relatório do CDC. Os membros ocuparam seus lugares habituais de ensaio. Havia espaços livres, já que cerca de 40 membros do coral não estavam presentes naquela noite. Alguns compartilharam comida durante um intervalo de 15 minutos, embora nenhum membro tenha relatado contato físico entre os presentes. Por que houve propagação? Nesse caso, o principal fator de propagação está provavelmente no motivo da reunião: cantar. Quando alguém canta, de modo semelhante ao que acontece quando se fala alto ou grita, a boca e o nariz expelem gotículas respiratórias, diz Karan. “Quando você realmente está respirando profundamente pelas vias aéreas, está produzindo mais aerossóis, gotas menores, como sprays, que podem pairar no ar”, afirma o médico. No coral do condado de Skagit, o membro que estava originalmente doente possivelmente expeliu essas gotículas durante o ensaio e elas pairaram no ar enquanto os demais cantavam e socializavam por mais de duas horas.

Tanto Frank quanto Carole Barbosa foram hospitalizados mais tarde e, em 1º de julho, Frank Barbosa morreu. Por que a propagação? Para Karan, uma festa de aniversário semelhante à da família Barbosa poderia ter todos os ingredientes para um evento de superpropagação. “Há muito contato dentro de casa durante uma festa de aniversário”, ele diz. “Há pessoas, por exemplo, fazendo fila para usar o banheiro, ou espremendo-se em pequenos corredores onde o distanciamento social é impossível.” Quando as pessoas bebem e comem, surgem mais problemas. Primeiro, é improvável que você use uma cobertura facial enquanto come - o que por si só permite uma propagação mais fácil. Em segundo lugar, se os convidados da festa começarem a beber, o distanciamento social pode acabar sendo obedecido de maneira mais inconsistente - ou completamente ignorado. “Estamos pedindo às pessoas que mudem seus comportamentos, pedindo às pessoas que façam coisas que não são naturais para elas para ajudar a conter a disseminação”, diz Karan. “Se você introduzir coisas como álcool, é mais provável que as pessoas voltem ao seu comportamento normal e se esqueçam destas novas regras”. É importante saber quem foi infectado inicialmente, ele explica. Quando o caso original é alguém central na reunião, alguém íntimo dos convidados - por exemplo, o anfitrião de uma festa, como foi o caso do aniversário de Barbosa - isso aumenta a possibilidade de contato e pode contribuir para infecções extras.

FESTA DE ANIVERSÁRIO, CAROLLTON, TEXAS

PUB, EAST LANSING, MICHIGAN

O que aconteceu? Em 30 de maio, a família Barbosa se reuniu em um grupo de 25 pessoas para uma festa surpresa de aniversário. A família do norte do Texas disse à imprensa local que o anfitrião não sabia que estava infectado com covid-19. Até o final de junho, contou Chance O’Shel, oito membros da família e 10 amigos haviam contraído o vírus, incluindo os avós Frank e Carole Barbosa, que estavam próximos de completar 68 anos.

O que aconteceu? Em 8 de junho, os proprietários do Harper’s Restaurante e Pub - um lugar fechado de quase 1000 metros quadrados, com um grande deck externo - abriram suas portas após semanas de fechamento do covid-19. Os gerentes passaram por treinamento sobre práticas seguras, as mesas foram separadas um metro e oitenta uma das outras e a capacidade foi limitada a cerca de metade da capacidade original, permitindo aproximadamente 225 clientes.

Porém, em 2 de julho, 152 infecções identificadas em 13 municípios do Estado de Michigan foram ligadas ao Harper’s. Desses casos, 128 relataram que estavam presentes no restaurante em meados de junho, e o restante corresponde a contatos próximos daqueles que estiveram por lá. Por que a propagação? Ir a um bar ou restaurante fechado pode equivaler a entrar em um território arriscado, explica Karan. Semelhante ao que ocorre em uma festa de aniversário, a comida pode ser um fator importante. “Pessoas comendo não usam máscaras, mastigam, conversam e ficam cara a cara, frente a frente”, diz o especialista. Isso permite que gotículas circulem entre os convidados. Se a música estiver em alto volume ou se a lotação do local dificultar a audição, falar alto também trará risco, diz Karan. Altas temperaturas adicionam mais um fator de complicação, diz ele. “Há evidências de que os aparelhos de ar-condicionado possam contribuir para a propagação, potencialmente soprando gotículas ao longo do caminho”. Acrescente o uso de banheiros públicos e compartilhamento de áreas de contato, como maçanetas, e você tem um potencial relevante para que o vírus se espalhe. “Tomar precauções é importante”, diz Karan. “Mas, no fim das contas, em algumas situações, não importa quantas precauções você tome, você continuará exposto a um alto risco, e bares são um exemplo disso.”

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COVID-19 X ATENDIMENTO E EDUCAÇÃO MÉDICA CONTINUADA ENTREVISTA

e repente, a Covid-19 instauD rou não só uma crise sanitária mundial, como provocou uma

série de mudanças na forma de se relacionar. Para evitar a disseminação da doença, o isolamento social passou a ser uma prática defendida pelas autoridades públicas de Saúde. E como fica o atendimento e a educação médica continuada em meio a isso? Para responder essas e demais perguntas, a APM entrevistou o presidente da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), Gilmar Fernandes do Prado, e a coordenadora científica em Obstetrícia da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp), Silvana Maria Quintana, para compreender como as especialidades têm atuado diante deste novo cenário. Confira!

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APM: A pandemia trouxe à tona a necessidade de atualização médica de forma virtual. As sociedades de especialidades estavam preparadas para isso? Como foi o processo? GILMAR FERNANDES DO PRADO: As sociedades médicas já forneciam conteúdo virtual aos associados, porém, geralmente com a opção presencial. Era muito frequente a disponibilização on-line do conteúdo dos eventos, permitindo àqueles que não puderam participar ter a oportunidade de se atualizar. Entretanto, o modelo carecia da interatividade, algo que confere vida ao evento virtual. A ABN fez uma mudança importante em sua estrutura de tecnologia da informação, investindo bastante em itens que hoje estão sendo úteis para mantermos nosso objetivo de fornecer educação continuada aos associados. As sociedades

não estavam completamente preparadas, mas muito rapidamente se adaptaram. SILVANA MARIA QUINTANA: Realmente, a pandemia da Covid-19 fez com que todas as sociedades de especialidades e as próprias faculdades dos mais diferentes cursos acordassem para a possibilidade imensa de realizar educação a distância. Dizer que estávamos preparados? Não, mas posso dizer com certeza que tínhamos todos os recursos e a capacidade para fazer isso. Acredito que, embora não esperássemos o impacto da crise sanitária, foi muito rápida a adaptação à educação continuada remota para os diferentes profissionais da Saúde.


APM: O que vem sendo oferecido neste período aos médicos?

ne, inclusive o lançamento virtual do nosso Congresso.

GILMAR: Nesta fase de transição, temos oferecido webinares. É um modelo eficiente e que tem cumprido com as finalidades educacionais. Semanalmente, discutimos um tema de interesse aos neurologistas, incluindo questões legais relacionadas ao atendimento remoto.

APM: COMO AVALIAM AS LIBERAÇÕES DE ATENDIMENTO A DISTÂNCIA DURANTE A PANDEMIA FEITA PELAS AUTORIDADES? COMO ESTÁ A SITUAÇÃO NA ESPECIALIDADE DE VOCÊS?

SILVANA: Especificamente aos ginecologistas, temos observado uma mobilização bem grande da Diretoria Científica da Sogesp no sentido de oferecer aos seus associados e não associados informações mais atualizadas, de elevada qualidade e de forma gratuita, o que é muito importante. APM: COMO TEM SIDO ESSA REINVENÇÃO DE CONTATO/EDUCAÇÃO MÉDICA? GILMAR: O distanciamento social, na sua forma física, felizmente não impede completamente trocas e interações entre as pessoas com os recursos tecnológicos atuais. É importante vermos quem fala, como se veste, como se movimenta, como modula sua expressão facial, dentre outros elementos comunicacionais. Embora já fossem premissas importantes na profissão docente, temos sugerido aos nossos palestrantes serem breves, buscarem interação com a audiência por meio de perguntas com curto hiato de resposta pelo próprio palestrante, tornando a apresentação evocativa e não simplesmente descritiva; usar imagens claras e textos facilmente legíveis; e permitir a gravação do conteúdo, garantindo a atenção do participante, entre outros. SILVANA:Todos os congressos, cursos e palestras, mesmo em encontros com pequeno número de participantes, têm sido suspensos ou pelo menos adiados durante este período recomendado de isolamento social. O mais importante é que nessa fase não se abandone a educação continuada. A Sogesp tem programado todas as atividades on-li-

GILMAR: O distanciamento social, na sua forma Foi muito importante a liberação do atendimento remoto. Nossa grande preocupação ainda é com pacientes que apresentam alterações clínicas que obrigatoriamente deveriam motivar a busca pelo serviço de urgência, como é o caso do acidente vascular cerebral. Já temos informações que os pacientes estão chegando muito tardiamente ao pronto-socorro, em virtude do medo de sair de casa e procurar um hospital. SILVANA: Neste momento de pandemia, é muito importante para as pacientes terem, de alguma forma, contato com os médicos para tirarem suas dúvidas e serem encaminhadas de forma correta. Ressalto que todos os profissionais que fazem consulta no ambiente virtual sigam as recomendações para que tanto eles quanto os pacientes se resguardem de futuros problemas. APM: QUAIS NECESSIDADES DE APRENDIZADO POR PARTE DOS MÉDICOS VOCÊ PERCEBE NESTE MOMENTO DE ISOLAMENTO SOCIAL? GILMAR: O que tem sido demandado bastante é a forma mais adequada e segura de se atender o paciente com doença neurológica. Sabemos que os colegas têm utilizado várias mídias para orientação dos pacientes, mas já sabem que o atendimento remoto é um outro modelo de atenção médica. Outros colegas precisam de informações frente à necessidade de atendimento de pacientes com quadro clínico mais inusitado, sendo oportuno estarem diante de um palestrante experiente e com

possibilidade de fazerem perguntas. SILVANA: A Covid-19 é uma infecção muito nova, cuja atualização se faz de forma tão rápida que é muito difícil acompanharmos. Então, é muito importante que os profissionais que atendem na ponta e os educadores possam capilarizar esse conhecimento. Muitas vezes, os colegas não conseguem acompanhar essas mudanças rápidas. APM: COMO ANDAM AS DISCUSSÕES ACERCA DO ENSINO TECNOLÓGICO NAS ESPECIALIDADES? HÁ ALGUMA EVOLUÇÃO NOS DEBATES SOBRE O ASSUNTO? GILMAR: Na Neurologia, estamos convencidos de que é necessário se criar um programa de treinamento dos médicos para uso adequado das tecnologias de comunicação. Já estão disponíveis programas para residentes, utilizados em alguns serviços nos Estados Unidos. O que evoluiu nesse assunto foi a clara percepção de mudança no modo como se praticará a Medicina, principalmente após a pandemia. Também se tornou motivo de muita preocupação as questões relativas à remuneração pela atividade profissional, além do perigo de vir a ser o médico apenas um funcionário virtual de provedores de tecnologia. SILVANA:Todos os professores universitários, as diretorias de sociedades de especialidades e mesmo os professores do ensino médico têm debatido muito sobre o ensino virtual, porque essa pandemia trouxe de forma definitiva essa prática para a nossa vida. Todos temos aprendido com a pandemia a navegar neste mundo virtual de forma segura e levando a educação para os nossos colegas e alunos. Isso vai repercutir sob o ponto de vista profissional na melhora da qualidade da assistência.

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III JORNADA DE DOR DA MULHER ACONTECE ONLINE PROGRAMAÇÃO: 07/AGO 18H00 - Visita aos Stands - Exposição 19H00 - Dra. Lidia Hyun Joo Myung - Diagnóstico da endometriose aspectos atuais 19H30 - Dra. Telma Mariotto Zakka - Dor pélvica crônica de origem não visceral 20H00 - Dra. Lidia Hyun Joo Myung, Dra. Telma Mariotto Zakka - Tratamento farmacológico da dor pélvica e da endometriose 20H30 - Discussão

08/AGO

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os dias 7 e 8 de agosto a Associação Paulista de Medicina (APM) realiza a III Jornada de Dor da Mulher, desta vez de forma virtual. As inscrições já estão abertas pelo site https://doity.com.br/ jornada-de-dor. Segundo a presidente do evento, doutora Telma Zakka, o objetivo é avaliar os diversos aspectos e características da dor na mulher.

doenças que promovem ou se associam aos quadros dolorosos.

Profissionais da saúde de várias especialidades estarão online para rever conceitos e o tratamento das

No dia 7 as palestras acontecem das 19 às 21 horas e no dia 8 das 8 às 12 horas. Sócios da APM não pagam.

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Além de Telma, ministrarão palestras os médicos Rogério Adas Ayres de Oliveira, Andrea Cecilia Toscanini, Lidia Hyun Joo Myung, Malebranche Berardo Carneiro da Cunha Neto, Ricardo Kobayashi, Carolina Kobayashi e Diego Toledo Reis Mendes Fernandes.

08H00 - Dr. Ricardo Kobayashi - Lombalgia 08H30 - Dr. Malebranche Berardo Carneiro da Cunha Neto - Endocrinopatias 09H00 - Dra. Andrea Cecilia Toscanini - Disfunção do sono, menopausa e dor 09H30 - Dr. Diego Toledo Reis Mendes Fernandes - Exercício físico e neuroplasticidade feminina 10H00 - Discussão 10H30 Intervalo-visita aos stands 11H00 - Dra. Carolina Kobayashi - Osteoartrite 11H30 - Dr. Rogério Adas Ayres De Oliveira - Dor neuropática: diagnóstico e tratamento 12H00 - Discussão 12H30 - Simpósio Satélite


ENZIMA QUE PROTEGE O PARASITA CAUSADOR DA DOENÇA DE CHAGAS PODE SER ALVO PARA NOVOS TRATAMENTOS Editorias: Ciências, Ciências Biológicas – Jornal da USP para a mitocôndria. A degradação da prolina dentro da mitocôndria produz moléculas fundamentais para fornecer a energia necessária para a síntese de ATP. Esse mecanismo contribuiria com a administração dos níveis de energia do parasita”, diz Marchese. No mesmo estudo, o grupo mostrou que o primeiro produto da oxidação da prolina dentro da mitocôndria pode sair para ser utilizado novamente como substrato, para realimentar a síntese de prolina. Isto, que parece um detalhe, pode ser a chave do mecanismo de regulação proposto.

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esquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP descobriram um mecanismo importante ligado à sobrevivência do Trypanosoma cruzi, protozoário parasita causador da doença de Chagas. As descobertas estão ligadas às atividades da enzima P5CR, responsável pela produção da prolina, um metabólito que protege o parasita durante a infecção e auxilia na invasão das células do hospedeiro, além de ser um constituinte das proteínas. Os achados foram descritos em artigo publicado recentemente no periódico científico Biochemical Journal. Foi descoberto que, diferente de outros organismos, a enzima P5CR do T. cruzi é inibida por um dos seus substratos (reagentes), o NADPH (dinucleotídeo de adenina e nicotinamida fosfato), quando este está presente em altas concentrações no interior da célula. O NADPH combate os efeitos prejudiciais das espécies reativas de

oxigênio e dos radicais livres e participa da síntese de ácidos graxos e compostos esteroides. “Geralmente, quanto mais substrato a enzima recebe, mais atividade ela apresenta. No T. cruzi, observamos o contrário: a partir de um ponto, quanto maior o nível de NADPH, menos atividade ela possui”, explica a pós-doutoranda Letícia Marchese, primeira autora do estudo. A hipótese do grupo é que a enzima P5CR pode estar envolvida em um processo de lançadeira redox entre a mitocôndria e o citoplasma do parasita. Ou seja, ela regula a entrada de prolina na mitocôndria – organela importante para a geração de energia através da síntese de ATP (trifosfato de adenosina). “Os níveis de NADPH funcionariam como reguladores da produção de prolina. A enzima consome o NADPH e produz a prolina, que é transferida

Segundo o Ministério da Saúde, estima-se que cerca de 12 milhões de pessoas nas Américas (um milhão somente no Brasil) estejam infectadas pelo protozoário Trypanosoma cruzi, o causador da doença de Chagas. O vetor é o inseto triatomíneo conhecido como barbeiro. As pesquisas foram realizadas no Laboratório de Bioquímica de Tripanossomas (LaBTryps) do ICB, coordenado pelo professor Ariel M. Silber. Os pesquisadores estudam as funções e o metabolismo dos aminoácidos de parasitas pertencentes a esse grupo, para tentar identificar enzimas importantes para a sua sobrevivência. Esses estudos podem abrir caminho para novos tratamentos para infecções como doença de Chagas, causada pelo Trypanosoma cruzi, e doença do sono, provocada pelo Trypanosoma brucei.

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