Café: vai continuar com os preços atuais mesmo em ano de safra maior?
Bioparque das Aves se transforma em novo atrativo turístico capixaba
Pandemia transforma o mercado de orgânicos e a expectativa é de crescimento
Edição 22 Valor: R$ 11,90 Jan/Fev/Mar • 2022 Circulação Nacional
AVI.TECH Como a tecnologia revolucionou a produção de ovos no Espírito Santo
a n o s
EDITORIAL
ÍNDICE
PRÊMIOS, EXPECTATIVA, APREENSÃO E INOVAÇÃO
10 CAPA
Mais um ano começa, e o fantasma da Covid-19 continua assombrando o mundo. Em edições anteriores da Revista Negócio Rural, apresentamos matérias que mostraram como os agricultores conseguiram se reinventar e passaram até a entregar produtos via delivery. E a matéria sobre esse assunto conquistou a 2ª colocação na categoria Jornalismo Impresso do Prêmio de Jornalismo Cooperativista (PJC), realizado pelo Sistema OCB/ES. E falando em prêmios, os diretores da revista faturaram quatro prêmios de jornalismo em 2021, sendo o segundo lugar nacional no Prêmio Café Brasil de Jornalismo, além de dois segundos e um primeiro lugar no PJC. E a dupla vencedora – Julio Huber e Bruno Faustino – já está preparando mais conteúdos para premiações ao longo de 2022. As matérias vencedoras relatam o dia a dia do homem e da mulher do campo, que sempre estão em busca de inovações, com apoio de cooperativas e associações. E esta edição da Revista Negócio Rural traz um exemplo, que é a produção de ovos no Espírito Santo. Os municípios de Santa Maria de Jetibá e Marechal Floriano são destaques nessa reportagem, que relata as novas tecnologias empregadas na avicultura e também o sistema de criação de galinhas sem gaiola. Outra matéria, na página 6, mostra a nova atração turística de Domingos Martins, que é o Bioparque das Aves. Também temos matéria sobre as turbulências da cafeicultura. Desfrute desta edição, a primeira do ano, e aproveite as informações que apresentamos nas páginas da Revista Negócio Rural.
Revisão: Sidney Dalvi Editores de jornalismo: Bruno Faustino - JP - 1375/ES Julio Huber - JP - 2038/ES Reportagem: Bruno Faustino Julio Huber Fotografia: Bruno Faustino Julio Huber Foto de capa: Pexels
Diagramação: HM Comunicação (27) 3361-4163 (27) 99276-9848
Avicultura capixaba cresce com o avanço de tecnologias
04 CAFEICULTURA
Preços do café não devem recuar em 2022, mesmo com o aumento de produção
06 AGROTURISMO
Sítio com mais de 500 aves abre as porteiras em Domingos Martins e vira atrativo turístico
08 ENTREVISTA
Diretor da Organis fala do crescimento da produção e da demanda por produtos orgânicos
14 PRÊMIOS
Diretores da Revista Negócio Rural faturam mais prêmios de jornalismo
Endereço e assinaturas: Avenida Presidente Vargas, nº 590, Sala 305 B Centro - Domingos Martins ES - Cep: 29.260-000 (27) 3268-3389 revistanegociorural@gmail.com
A Revista Negócio Rural é uma publicação da empresa Nova Comunicação. É proibida a reprodução total ou parcial de textos, fotos e ilustrações, por qualquer meio, sem a prévia autorização dos editores.
revistanegociorural Periodicidade: Trimestral Janeiro a março Com reportagens apuradas até 28/01/2021
Impressão: Grafiisana Circulação Nacional
NEGÓCIO RURAL | 3
C A F E I C U LT U R A |
TEXTO E FOTOS: JULIO HUBER
Cafeicultura 2022 Preços devem segurar firme em ano de maior safra
A produção de café arábica para 2022 deverá ser a 2ª maior dos últimos anos
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esmo após faltas de chuva e geada que afetaram cafezais em diversas regiões do Brasil em 2021, a primeira estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é de uma safra recorde das variedades de arábica e conilon para 2022. A entidade prevê uma produção total de 55,7 milhões de sacas de 60 quilos do produto. A estimativa, caso confirmada, representa um acréscimo de 16,8% em comparação a 2021. Já era esperado um aumento devido à temporada anterior ser de bienalidade negativa para a cultura. O resultado só não é melhor que os desempenhos registrados nos anos de 2020 e 2018, quando as duas últimas safras foram de bienalidade positiva. De acordo com a Conab, a queda na produção neste ano, quando comparada com 2020 (bienalidade alta), é reflexo das condições climáticas adversas registradas principalmente entre os meses de julho e agosto em 2021. A estiagem e as geadas ocorridas com maior intensidade nos Estados de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, impactaram nas condições fisiológicas dos cafezais. Entretanto, após a divulgação da estimativa de safra, cafeicultores de diversas regiões do Brasil questionaram os números em redes sociais e em grupos de WhatsApp, apresentando vídeos que mostravam lavouras com pouca carga. Em algumas propriedades, os frutos não vingaram e houve aborto de grãos na fase inicial de desenvolvimento. Produtores acreditam que a safra deve ser menor que a estimativa da Conab.
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Se comparado com 2021, a safra deste ano deverá ter um acréscimo de 23,4% para o arábica, se os números do primeiro levantamento da Conab se confirmarem. A previsão é de uma colheita de 38,7 milhões de sacas. Já para o conilon, a expectativa é de um novo recorde, com a colheita podendo chegar próxima a 17 milhões de sacas. Isso representa um aumento de 4,1% em relação à safra anterior. MAIS CAFÉ - Para o presidente do Centro de Comércio de Café de Vitória (CCCV), Márcio Candido Ferreira, os números da Conab são conhecidos como abaixo da média. “Sobre a safra deste ano não foi diferente, mas, os números são razoáveis. Para o arábica, o mercado trabalha com o número de até 40 milhões de sacas”, destacou. Já no caso do conilon, Márcio Candido Ferreira destaca que pode haver uma colheita de 20 a 21 milhões de sacas, acima das 17 milhões estimadas pela Conab. “Essa previsão mostra que teremos a 3ª maior safra em volume dos últimos tempos para as duas variedades. Mesmo que pareça que tenhamos muito café, os números são bastante justos para o consumo interno e internacional”, argumenta. De acordo com o boletim da Conab, a área destinada à cafeicultura, quando consideradas as duas variedades, teve um acréscimo de 1,7% sobre o ciclo anterior. Considerando apenas as lavouras em produção, o índice fica próximo da estabilidade e soma 1,824 milhão de hectares. Em contrapartida, a área de formação deverá ter acréscimo de 6,4%,
alcançando 416,7 mil hectares. Se compararmos com 2020, último ano de bienalidade positiva, o crescimento para as áreas que não registram produção chega a ser de 50%. “Esse elevado aumento da área em formação mostra os efeitos das condições climáticas adversas registradas no ano passado. A estiagem e as baixas temperaturas exigiram um manejo de poda mais intenso, conduzindo uma área significativa de café para produção somente na safra 2023 ou 2024”, ressalta o diretor de Política Agrícola e Informações da Companhia, Sergio De Zen. O presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Silas Brasileiro, comenta sobre o plantio de novas áreas. “O que causa estranheza é que com 1,81 milhão hectares em produção e outros 391,56 mil em formação, teremos cerca de 2,2 milhões ha de área total com cafezais que, sendo assim, em condições normais de clima, pela média de produtividade, a safra 2021/2022 chegaria a uma produção de 71,5 milhões sacas colhidas”, informou. E ele faz um alerta aos produtores. “Não é por demais afirmar que temos área cultivada suficiente para abastecimento do mercado interno e para a exportação. Contudo, o que nos assusta é que o mercado não reage à realidade para estimular os produtores a continuarem na sua atividade. Historicamente, o preço alto faz com que a produção mundial de café cresça, mas infelizmente, depois de subidas temos grandes quedas de preços internacionais, pelo excesso de oferta”, teme.
Preços devem continuar nos patamares atuais Mesmo com uma maior produção em relação a 2021, representantes do setor acreditam em estabilidade dos preços do café para 2022, uma vez que é esperada uma redução nos estoques mundiais do produto para o ciclo 2021/22. O cenário neste início de ano é de restrição da oferta de café no mercado interno, influenciado pela redução na produção em 2021, demanda exportadora aquecida e pelo período de entressafra. O presidente do CCCV reafirma que os valores da saca do arábica devem ficar entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil em 2022, e a do conilon entre R$ 800,00 e R$ 830,00. “É provável que tenhamos um ajuste de consolidação e o mercado pode até ceder um pouco em relação a esses níveis. Lembrando que esse é um ano eleitoral, com bastante volatilidade na economia e, principalmente na questão da moeda. Se a moeda vier a subir, podemos ter impactos mais favoráveis em reais”, informou. De acordo com Márcio, o setor não vê possibilidades para que os valores recuem a patamares anteriores. “Não veremos o conilon entre R$ 350,00 e R$ 400,00 e o arábica em torno de R$ 450,00 e R$ 650,00. Esses preços não devem retornar”, acredita. Segundo ele, o conilon não está em um momento competitivo em relação ao produto do Vietnã. “Talvez seja um dos momentos de menor competitividade, o que está afetando a exportação do conilon brasileiro. Ao mesmo tempo, a maior demanda pela variedade no mercado interno deve continuar. Devido à diferença de valores frente ao arábica e ao costume do paladar do consumidor pelo conilon, a procura pela variedade deverá continuar no mercado interno, o que garante que devemos continuar com esses valores atuais”, destaca. Para o presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Nicolas Rueda, o mercado vive intensas volatilidades. “As cotações evoluíram para per-
Foto: Fernando Barbosa
A geada que atingiu lavouras de café em Minas Gerais, São Paulo e Paraná afetou a produção to de seus níveis históricos, com o preço médio das exportações, de US$ 154,63, sendo um dos maiores da série. Esses fatores, aliados a um dólar forte em relação ao real, favoreceram o maior ingresso de divisas no Brasil”, analisa Rueda. O presidente do CNC elogia a garra dos produtores brasileiros. “Dizemos sempre que sem produção, não há comércio. Além das intempéries climáticas severas, o produtor teve de encarar previsões pessimistas de analistas e a forte especulação do mercado. Mas, a despeito disso, trabalhou arduamente para garantir o abastecimento interno e externo”, analisa Silas.
Gargalos logísticos seguirão como desafio para setor de café em 2022 O presidente do Cecafé, Nicolas Rueda, afirmou que os gargalos logísticos seguirão como desafio para setor de café em 2022. Isto porque o cenário segue com a dificuldade da chegada do produto ao destino final. “Por mais que percebamos melhoria, a logística está longe do equilíbrio de antes da pandemia”, lamentou Rueda. Ele reforçou, ainda, que, de acordo com os especialistas, a recuperação do equilíbrio no transporte de cargas só deve ocorrer ao fim deste ano. Ainda salientou que o entrave logístico não se resume à falta de contêineres e dificuldade com booking (espaço em navios para transporte internacional). De acordo com ele, os exportadores de café tentam mitigar os problemas logísticos com muito trabalho, dedicação e criatividade. “Os times logísticos dos exportadores, anteriormente, conseguiam booking com uma ou duas tentativas. Agora, em média, são necessárias oito tentativas”, afirmou. Rueda destacou também a criatividade na exportação, como os embarques de café na modalidade break bulk, em que o produto é depositado no porão do navio, como alternativa aos embarques clássicos em contêineres.
“Essa é uma volta ao passado, mas com tecnologia do século 21, com big bags, em ambiente completamente adequado para preservar a qualidade do café, em uma série de preparações para chegar ao destino com muita eficiência”, explicou. EXPORTAÇÃO - O Brasil exportou 40,372 milhões de sacas de 60 kg de café em 2021, obtendo US$ 6,242 bilhões. O desempenho representa queda de 9,7% em volume, mas evolução de 10,3% em receita cambial frente aos números registrados nos 12 meses de 2020. Os dados fazem parte do relatório estatístico do Cecafé. De acordo com o Órgão, essa performance representa o terceiro maior volume remetido ao exterior pelo país na história. Mesmo diante da transição para uma safra de ciclo baixo, mas compensada em valores, o melhor nos últimos sete anos, refletindo, assim, os preços elevados no mercado e o câmbio favorável às exportações. Apesar do desempenho relevante alcançado pelos exportadores, o Cecafé aponta que os gargalos logísticos no comércio marítimo mundial impactaram o resultado final das exportações brasileiras de café no ano passado. NEGÓCIO RURAL | 5
AG R OT U R I S M O |
TEXTO E FOTOS: JULIO HUBER – DOMINGOS MARTINS
Sítio vira o paraíso das aves em Domingos Martins e abre as portas para visitas Julio Moura e a esposa Maria Antônia são os idealizadores do Bioparque das Aves
A
paixonados por aves da fauna brasileira e exóticas têm se encantado com o Bioparque das Aves, inaugurado recentemente em Domingos Martins. Em poucos meses, o local já se transformou no principal atrativo turístico próximo à sede do município, a charmosa “Campinho”. Com mais de 500 aves e mamíferos de cerca de 75 espécies, o local, que fica a cerca de oito quilômetros da sede de Domingos Martins, pos-
sui atividades para crianças e adultos. Logo na chegada ao parque, araras dão as boas vindas e até posam para fotos nos ombros dos visitantes. Em um grande viveiro de imersão, araras, papagaios, tucanos, turaco persa e coelhos podem ser vistos de pertinho e até alimentados pelos visitantes. Essa é uma das atividades mais aguardadas pelas crianças. E para evitar o estresse às aves, o acesso ao local é acompanhado por
monitores do Bioparque e é feito em horários programados, diversas vezes ao dia. Os visitantes podem circular no parque sozinhos, ou acompanhados por monitores, que contam detalhes e curiosidades sobre as centenas de aves e mamíferos que estão em viveiros ou soltos pelo sítio. Durante o percurso, também é possível conhecer mais sobre o local, como o lago onde é praticada a pesca esportiva, e que possui 17 espécies de peixes. Antes de retornar ao restaurante do Bioparque, durante o passeio os visitantes ainda conhecem uma avestruz, um casal de lhamas e alpacas, que ficam em espaços abertos e podem ser vistos como se estivessem em seu habitat natural. Outros mamíferos, como veados e macacos, devem chegar ainda no primeiro semestre de 2022 ao local. “Já estamos com tudo preparado para receber os primatas e os veados. Nossa intenção é sempre inovar, para que os visitantes vejam animais diferentes todas as vezes que vierem. Também iremos iniciar o pesque-pague ainda nesse primeiro semestre”, conta Julio Moura, idealizador do Bioparque.
Paixão pelas aves foi o início do projeto Bioparque Quando o casal Julio e Maria Antônia comprou o sítio, há 23 anos, a intenção não era nem de transformar o local em um atrativo turístico, tampouco receber centenas de pessoas todos os dias para ver de perto as tantas espécies, que são criadas no local atualmente. Mas, há cerca de 17 anos, os proprietários passaram a ser parceiros dos órgãos ambientais e começaram a receber aves apreendidas com o objetivo de serem soltas na propriedade, e até para serem medicadas, já que algumas eram encontradas feridas. Nessa época, havia a liberação de criadouro legalizado. “Com o tempo, depois de receber aves com maus tratos, começou a se formar um plantel grande e há al-
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guns anos contratamos a empresa Silvestre, que é especializada para cuidar de aves. Depois, alguns amigos e moradores da região sugeriram que abríssemos o sítio. Conversamos em família e resolvemos montar uma área receber os visitantes”, contou Maria Antônia. Atualmente o sítio possui a autorização de zoológico. E, para custear a alimentação e todos os tratos dos animais, o casal resolveu abrir o Bioparque, no segundo semestre de 2021. “Temos uma equipe de profissionais que cuida e dá toda a assistência às aves, pois, além de tudo, o custo para manter toda a estrutura é alto”, destacou Maria Antônia. Atualmente, cada fim de semana cinco estagiários, que são estudan-
tes de veterinária e biologia, atendem aos visitantes. Todos são treinados pela equipe de especialistas para que possam passar as informações sobre as espécies existentes no Bioparque. EDUCAÇÃO AMBIENTAL – Com a abertura do Bioparque, os proprietários estão organizando o local com a finalidade de trabalhar a educação ambiental para crianças e jovens. “Estamos aguardando a finalização do projeto de manejo da fauna para enviar à Secretaria de Estado de Educação e também aos municípios. Queremos trabalhar a conscientização, como a importância do reflorestamento e sobre os maus tratos sofrido pelas aves”, informou Maria Antônia.
Restaurante oferece carnes exóticas na parrilla
A truta é um dos pratos servidos no Bioparque E para aqueles que gostam de uma boa culinária, o Bioparque é o lugar certo nas montanhas. Além de toda a estrutura voltada à educação ambiental e ao contato com a natureza, é possível saborear pratos exóticos e exclusivos na região, preparados na parrilla – espécie de churrasqueira em que as carnes são feitas em uma grande grelha – ou na cafeteria. Maria Antônia conta que a ideia de montar o restaurante e a cafeteria foi para que as famílias pudessem passar mais tempo e até um dia inteiro no local, com o conforto de po-
derem desfrutar de uma boa e diferenciada culinária. Entre os itens do cardápio, destacam-se a rã, o jacaré, a truta, o cordeiro e cortes bovinos especiais, como chorizo especial, o ancho e o steak bone. Aos sábados, domingos e feriados, os pratos são preparados na parrilla, e nos demais dias na cozinha da cafeteria. E por falar em cafeteria, esse é outro espaço disputado pelos visitantes. No cardápio, um destaque especial, é o tradicional lanche argentino: choripán. Trata-se de uma linguiça artesanal da roça, servida com pão francês redondo, com vinagrete e molho especial e acompanhado de batatas rústicas. Já os cafés especiais são preparados com métodos diferenciados por uma barista. Para o lanche, as dicas são os hambúrgueres de carneiro (180 gramas) e de jacaré (160 gramas). Mas, para quem prefere o tradicional hambúrguer de carne bovina, o “Burguer Bioparque” é a pedida certa. Tudo é preparado no local e feito com ingredientes especiais. “Todo o nosso cardápio foi elaborado por uma chef conceituada e experiente, que passou todas as técnicas e as receitas à nossa equipe, que prepara tudo com muito carinho. Temos ainda diversas porções, lanches e sanduíches que deixam todos com água na boca”, contou Maria Antônia. O restaurante ainda dispõe de chopes artesanais da região, uma variada carta de vinhos, além de tortas e sobremesas.
Conheça algumas aves
ARARA-CANINDÉ A arara-canindé (Ara ararauna) mede cerca de 80 centímetros. Tem coloração azul no dorso e amarelo-dourado na parte desde a face, ventre até o rabo, garganta com linha negra e área nua na cabeça com linha de penas negras. Vivem em casais ou grupos de três indivíduos, mas podem formar grupos maiores, de até 30 indivíduos. Em geral são animais monogâmicos, sendo encontradas vivendo em pares, voando juntas quase encostando as asas. Comunicam-se de forma complexa por meio de vocalizações barulhentas. Vivem entre 50 a 80 anos. Migra em certas épocas do ano, em busca de alimento. Desloca-se a grandes distâncias durante o dia. Alimenta-se basicamente de sementes, frutas e nozes.
Lóris amor-amor O lóris amor-amor (Lorius garrulus) em geral possui plumagem vermelha, mas nas costas o vermelho é mais escuro, quase não tem, ou possui muito poucas penas amarelas nas costas. São normalmente nômades e vivem aos pares. O que difere e separa os loris dos demais papagaios é a sua forma de alimentação, assim como todo o aparato alimentar, como por exemplo, a língua, que quando estendida, transforma-se numa espécie de escova para coletar néctar. Esta espécie alimenta-se principalmente de néctar e frutas, como maçã e pera, mas também aprecia flores e, em cativeiro, também é recomendado oferecer à ave ração específica para seu tipo. Estão entre as aves mais coloridas do mundo.
Serviço
Como chegar: Rota dos Ipês, Chapéu, Soído de Cima, Domingos Martins, distante 8 km da Sede Funcionamento: sexta-feira (11 às 18h); sábado (8h30 às 18h) e domingo (8h30 às 18h). Entrada permitida até 16h30 Valores: R$ 30 a inteira e R$ 15 a meia (tem direito à meia entrada estudantes com a carteirinha, pessoas acima de 60 anos, doadores de sangue, professores e portadores de necessidades especiais). Os valores não incluem pescaria esportiva, tirolesa e pedalinho Tirolesa: R$ 30,00 por pessoa Promoção: moradores de Domingos Martins e de Marechal Floriano pagam meia entrada às sextas-feiras, até o dia 31 de março de 2022. Nos demais dias, o desconto é de 30%. Promoção válida mediante apresentação de comprovante de endereço
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ORGÂNICOS |
TEXTO: JULIO HUBER / FOTOS: ORGANIS - PARANÁ
Orgânico não é um “agronegocinho” Em todo o mundo, o setor movimenta 120 bilhões de dólares, e o Brasil representa 1% desse total O consumo de produtos orgânicos tem crescido nos últimos anos, principalmente durante a pandemia da Covid-19. Da mesma forma, tem aumentado a variedade de itens. Para falar mais sobre esse setor que tem atraído cada vez mais consumidores, o diretor executivo da Associação de Promoção dos Orgânicos (Organis), Cobi Cruz, concedeu uma entrevista à Revista Negócio Rural. De acordo com o representante da Organis, em 2020 o setor teve um salto de 30%, e a expectativa é de que a demanda se mantenha firme. “Esse setor movimenta cerca de 120 bilhões de dólares em todo o mundo, e o Brasil representa apenas 1% desse movimento financeiro. Não se trata de um ‘agronegocinho’, como dizem”, destaca. Revista Negócio Rural - Como surgiu a Organis e quais são os objetivos da entidade? Cobi Cruz - Temos um histórico de promover os orgânicos fora do Brasil desde 2005, em parceria com a Apex Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e a Federação das Indústrias do Paraná, já que a nossa sede é em Curitiba. Foram 12 anos levando brasileiros para fora do Brasil, montando estandes em feiras e vendendo o conceito de um Brasil orgânico. Até que nos demos conta de que, para o Brasil crescer lá fora, precisa crescer aqui dentro. E aproveitando essa expertise, começamos a desenvolver ações no Brasil. Então, há seis anos nasceu a Organis, que é uma entidade de marketing dos produtos orgânicos brasileiros. Nosso trabalho é criar, viabilizar e executar ações em diferentes frentes, com o objetivo de fortalecer toda a cadeia produtiva dos orgânicos (produtores, prestadores de serviço, processadores, indústria e varejistas). 8 | NEGÓCIO RURAL
Cobi Cruz afirma que o mercado de orgânicos tem muito para crescer
Durante a pandemia da Covid-19, cresceu a procura pelos produtos orgânicos? Em 2020, o mercado de orgânicos cresceu cerca de 30%, com uma movimentação financeira de cerca de R$ 5,8 bilhões. Ainda estamos contabilizando os dados de 2021, mas o crescimento foi menor. Infelizmente esse crescimento veio muito por uma questão do medo em relação à doença, além da busca por alimentos mais saudáveis. Com certeza o Brasil ainda tem muito a crescer. Em todo o mundo, o setor movimenta 120 bilhões de dólares, e o Brasil representa 1% desse total. Não se trata de um “agronegocinho” como muitos ironizam. Os maiores produtores são Estados Unidos, Alemanha e França. A quarta posição fica entre Inglaterra, Canadá e Itália, e em seguida vem a China. Eu não conheço um lugar do mundo onde o orgânico não passou a crescer. E essa pressão por saúde já acontecia antes da pandemia no mundo inteiro. E isso não tem volta. O Brasil é o celeiro do mundo e tem toda uma história agroecológica desde os anos 70, e tínhamos que estar muito mais avançados.
Muita gente que não se dispunha a pagar o preço dos orgânicos, até quem sempre criticou, mesmo tendo condições de pagar, começou a entender o valor, e consequentemente ter uma predisposição de pagar pelo seu preço. E o número de produtores de orgânicos tem conseguido acompanhar a demanda? Mesmo com o crescimento de 30% no consumo em 2020, tivemos um aumento de cerca de 5% de novos registros no Ministério da Agricultura. Isso demonstra que os produtores estão prontos para atender a essa demanda, e alguns tiveram que triplicar ou até quadriplicar a sua produção. Até hoje a oferta tem atendido bem o mercado, mesmo que de uma forma um pouco desorganizada. Temos o varejo, com uma certa dificuldade em achar produtores de orgânicos, e temos produtores com certa dificuldade de escoar seus produtos. O que acontece muito é que muitos produtores não têm um preparo para atender a formalidade e as exigências do varejo, e às vezes ele se frustra e passa raiva.
Quais os Estados que mais produzem orgânicos no Brasil e quais são os principais produtos? Os Estados do Rio Grande do Sul e Paraná são os maiores produtores de orgânicos do Brasil. Em cada um desses Estados há mais de quatro mil agricultores cadastrados no Ministério da Agricultura. Esses dois lugares representam quase 30% de todas as unidades produtivas de orgânicos do Brasil. E apesar de o Brasil representar apenas 1º do mercado de orgânicos no mundo, um dado interessante é que o país é o maior produtor mundial de acerola orgânica, devido a um trabalho feito no Nordeste. E esse trabalho é feito em comunidades de várias cidades. Outro importante destaque é a produção de açúcar. A maior fazenda de cana-de-açúcar orgânica está no Brasil. E por ser produzida por grandes indústrias, a diferença do preço do açúcar convencional não é tão grande, e esse é um dos produtos orgânicos mais consumidos no país. Também temos o café, a erva-mate, as castanhas, a noz-pecã, o açaí, entre outros. Sem dúvida as verduras, legumes e frutas são os mais consumidos, com destaque para as verduras, até mesmo pelo tempo mais curto de produção. Também é produzida matéria-prima para cosméticos, e a Amazônia é o destaque. Por serem mais caros se comparado com os produtos tradicionais, a crise econômica que o país atravessa pode prejudicar a comercialização dos orgânicos? Em uma pesquisa recente que realizamos com consumidores de orgânicos, 79% dos entrevistados consideram o preço dos orgânicos mais caros ou muito mais caros, comparado com os convencionais. Entretanto, desse público, 71% disseram que é um preço justificável, porque eles entendem que o processo produtivo é diferente, demanda mais mão-de-obra e que há um trabalho de conservação do meio ambiente e de benefícios para a saúde. A Organis ouviu produtores rurais, indústria, distribuidores, feirantes, varejistas de todas as regiões do país e a análise dos dados demonstra que os orgânicos conseguiram se adaptar aos impactos sociais e econômicos provocados pela pandemia. O levantamento confirma a adap-
Feiras orgânicas foram criadas em várias partes do Brasil
tação dos orgânicos ao cenário atual e a persistência do consumidor na escolha dos produtos saudáveis, provando que o crescimento de 30% em 2020 não foi apenas um movimento fora da curva, mas a demonstração de uma tendência. Os dados mostram que os orgânicos ainda têm muito espaço para se movimentar. A demanda continua alta, o que abre oportunidades de negócios. Podemos dizer que está cada vez mais fácil produzir orgânicos, devido às novas tecnologias e mais conhecimentos do setor? Sem dúvida as tecnologias e o conhecimento avançaram muito. A variedade de produtos também cresceu. Hoje é possível produzir alimentos mais bonitos e ter uma produtividade bem melhor que anos atrás. Atualmente vemos um preconceito ao contrario de antigamente. Se antes o consumidor olhava o produto e achava “feinho”, hoje ele tem dúvida se uma fruta bonita de fato é orgânica. Mudar a produção convencional para o orgânico requer dedicação, e uma mudança de conceitos. É preciso entender que durante o processo de transição, a renda vai cair, porque há uma mudança na produtividade e não é possível vender como orgânico durante esse período, que pode levar um ano ou até mais, dependendo do tipo de produção. O consumidor pode confiar que o produto orgânico é de fato orgânico? Como ter essa segurança? Há órgãos fiscalizadores em todos
os Estados brasileiros, mas um dos pontos centrais do orgânico é que ele é uma lei, a Lei dos Orgânicos, que é a 10.831. E por isso existem normativas. Portanto, se você disser que um produto é orgânico, vender como orgânico e ele não for orgânico, isso é crime. O consumidor também deve fazer a sua parte, e existem mecanismos para saber se o que ele está comprando é de fato orgânico. No supermercado é mais fácil, porque normalmente tudo é embalado e é só verificar o selo de certificação. E se o produto não for embalado, deve haver uma informação que permite identificar o produtor. E o consumidor tem o direito de pedir a nota de compra do estabelecimento, inclusive de restaurantes de alimentos orgânicos. Hoje existem três mecanismos de garantias. São duas certificações e uma declaração. Há a certificação por auditoria, que é feita por uma empresa credenciada, e a certificação participativa, essa que pode ser feita por um grupo, em que todos se responsabilizam mutualmente. Nas embalagens dos produtos há a informação se a certificação é por auditoria ou participativa. A terceira maneira é por declaração. Nesse caso, o produtor precisa fazer parte de um mecanismo de controle social, que normalmente é ligado a um centro de organizações estaduais. Ele declara que está seguindo as regras, mas essa declaração serve apenas para a venda direta do produtor ao consumidor final ou para compras governamentais. Eu digo que esse é uma passagem transitória. NEGÓCIO RURAL | 9
AV I C U LT U R A |
AVI.TECH TEXTO: BRUNO FAUSTINO - DOMINGOS MARTINS E SANTA MARIA DE JETIBÁ
A tecnologia foi responsável por transformar a avicultura capixaba nos últimos anos
O
início da avicultura brasileira remonta à década de 30, quando pequenos produtores criavam galinhas caipiras. Entretanto, foi na década de 70 que a avicultura se profissionalizou, com avançadas técnicas de produção de frangos de corte. Décadas após, com o melhoramento genético e o surgimento de novas linhagens de aves, o setor nacional tornou-se referência mundial, tanto na avicultura de corte como na avicultura de postura. E quem poderia imaginar que uma cidade, no interior do Espírito Santo, pudesse se tornar a maior produtora de ovos do Brasil? Segundo a última Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgada pelo IBGE, Santa Maria de Jetibá produziu 371.587 dúzias, em 2020. A quantidade de ovos produzida supera as cidades de Bastos (SP) e São Bento do Una (PE). Santa Maria de Jetibá também é a cidade, segundo o levantamento, que mais possui galináceos - que inclui galos, galinhas, frangos, frangas, pintinhos e pintainhas - do país. Ao todo, são 19.541.884. Isso equivale a quase 470 galinhas para cada um dos 41.588 moradores da cidade. “A base econômica do nosso município é a agropecuária. Sessenta por cento do setor agropecuário de Santa Maria de Jetibá vem diretamente da avicultura, ou seja,
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um terço do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que a gente arrecada do município é proveniente diretamente da avicultura”, diz Rafaela Tesch, secretária de Agropecuária de Santa Maria de Jetibá. HISTÓRIA - Entre 1872 e 1873, desembarcaram no porto de Vitória algumas centenas de famílias alemãs. Esses alemães eram provenientes em sua maioria da Pomerânia, então pertencente à Prússia e, atualmente, território da Polônia. Ao todo, chegaram ao Espírito Santo quatro mil pomeranos. Eles eram um povo que vivia isolado entre a Alemanha e a Polônia, com hábitos culturais diferentes do restante da população. Os pomeranos vieram para o
Brasil fugindo da miséria na Europa. Eles foram enviados para o alto das serras capixabas, numa região isolada por florestas. Esse isolamento contribuiu para a permanência da cultura dos imigrantes: os costumes, as tradições e o idioma preservados. Ainda hoje, os descendentes dos pomeranos mais tradicionais levam um estilo de vida muito semelhante ao dos imigrantes que ali chegaram no fim do século XIX, vivendo basicamente da agricultura e frequentando os cultos luteranos. Estima-se que vivem no Espírito Santo, aproximadamente, 250 mil descendentes de imigrantes alemães, dos quais 120 mil são pomeranos. “A avicultura de postura comercial do Espírito Santo teve início em Santa Maria de Jetibá nos anos 60. A gente considera que a cultura local - o povo pomerano - deu muito certo com a avicultura de postura. É uma atividade que requer uma extrema dedicação, sete dias por semana - a galinha não para de colocar ovo no fim de semana - por isso, a atividade pede atenção a semana toda. Isso culminou com o esforço e com a dedicação do povo pomerano em relação à produção de ovos”, explica o diretor executivo da Associação dos Avicultores do Estado do Espírito Santo (Aves), Nélio Hand.
Várias gerações em prol da produção de ovos dia, ou seja, 1.152.000 ovos por dia. Toda a produção tem destino certo: Bahia, Rio de Janeiro e Goiás. EXPANSÃO - E não é que o ‘know-how’ capixaba já ultrapassou as divisas do Espírito Santo e está sendo aplicado no Centro-Oeste brasileiro? “A gente está começando um núcleo em Cristalina (GO) e a granja contará com 1,5 milhão de aves. Serão 14 galpões, sendo quatro já em funcionamento. Cada galpão produz em média 270 caixas/dia. Além disso, teremos duas áreas de recria e fábrica de ração. Estamos muito satisfeitos com esse novo investimento”, diz Halecson.
Halecson Stinguel Jr com o pai e os irmãos na primeira granja da família A avicultura é uma atividade que passa de geração para geração nas montanhas capixabas. “É uma coisa que a gente gosta e uma paixão que vem desde pequena. A Ovos BL (ou empresa da família) começou a atividade em 2002, com meu pai e o sócio dele. Mas, em 2008, meu pai faleceu e, de lá pra cá, eu e meus irmãos assumimos. A família do sócio do meu pai também participa de todas as decisões a serem tomadas. Ao todo, somos entre seis e oito sócios. Aqui a gente não pode descansar. Todo dia nós estamos aqui”, conta a avicultora Tatiane Buss. Ouvindo a história da Tatiane você pode até pensar que ela já tem, digamos, uma certa experiência na avicultura. A produtora de ovos não completou nem 30 anos ainda, com apenas 26 anos, ela não é a única nesse time da “nova geração de avicultores”. “Eu desde criança acompanho
tudo: rodava os galpões, ‘catava’ ovo com as mãos... Na verdade, a gente se divertia nas granjas na nossa infância”, revela o jovem avicultor Halecson Stinguel Jr., 21 anos. As granjas da empresa contam, atualmente, com 1.820.000 aves. E juntas produzem 3.200 caixas/
“A gente se divertia nas granjas na nossa infância” Halecson Stinguel Jr. - avicultor
Desde pequena Tatiane Buss acompanha o dia-a-dia da avicultura N E G Ó C I O R U R A L | 11
Tecnologia e Nutrição garantem qualidade dos ovos
A nova geração de avicultores, antenada nas novas tecnologias, tem proporcionado uma verdadeira revolução na produção de ovos no Espírito Santo. “Para produzir um ovo de qualidade a gente conta hoje com cinco fatores: genética, para ter uma ave de uma linhagem boa; nutrição, sanidade dos animais; vacinas; ambiência, proporcionando a temperatura adequada e o manejo. Tudo isso junto vai proporcionar um ovo de excelência na mesa do consumidor”, revela o médico-veterinário Willian Schultz. Mas somente isso não basta. A avicultura de postura capixaba vive a era “avi.tech” com muita tecnologia envolvida em todo o processo. “Hoje, as máquinas que usamos no beneficiamento separam os ovos trincados e sujos. Temos balanças que classificam o ovo, de acordo com o peso. Em seguida, os ovos são embalados de forma automática, sem ninguém colocar a mão. As máquinas fazem tudo sozinhas.”, explica Willian. CAGE-FREE - A avicultura é uma atividade que está presente em quase toda a região Serrana do Espírito Santo. Mas isso não quer dizer que as granjas são iguais ou que todos os processos são idênticos. A Revista Negócio Rural visitou uma granja, em Domingos Martins, que apostou num processo produtivo diferenciado: por lá, nada de gaiolas. As galinhas são criadas soltas. 12 | N E G Ó C I O R U R A L
“A avicultura de postura comercial do Espírito Santo teve início em Santa Maria de Jetibá nos anos 60. A gente considera que a cultura local - o povo pomerano - deu muito certo com a avicultura de postura.” Nélio Hand - diretor executivo da Associação dos Avicultores do Estado do Espírito Santo É o chamado cage-free. O galpão onde elas ficam é todo automatizado: há controle de pressão, umidade e temperatura, tudo para garantir o bem-estar das aves. “A grande vantagem desse sistema é a galinha poder expressar o seu comportamento, ou seja, dar a ela um ambiente mais próximo do que ela teria se estivesse sendo criada num sítio ou numa chácara. O que oferecemos é algo muito próximo do antigo galinheiro que as pessoas conhecem, mas com
muitas galinhas”, conta o médico veterinário Lucas Littig Buss. CURIOSIDADES - No sistema sem gaiolas, a galinha ‘cisca’, ‘empoleira’ e tem livre circulação pelo aviário. “Em gaiolas, num galpão como o que temos na granja, vai ter um número muito maior de aves, já que as gaiolas são sobrepostas. E aqui não. Temos as galinhas apenas no piso. É claro que, neste sistema, a gente tem que prezar por espaço - em torno de nove galinhas por metro quadrado - para a ave ter acesso à água e ao ninho, aliás, esse é outro diferencial: a ave é condicionada a fazer a postura (colocar o ovo) no ninho, diferente do sistema de gaiola, em que a ave acaba colocando o ovo na gaiola mesmo e ele segue o caminho dele”, completa Lucas. O ninho mencionado pelo médico-veterinário é uma espécie de casa, instalada no meio do aviário. O local é escuro e possui uma esteira rotativa, por onde os ovos são recolhidos pelo avicultor. “Antigamente, não existia esteira nos galpões e os ninhos eram de madeira. E aí? Como os ovos eram recolhidos? O granjeiro precisa passar várias vezes ao dia pelos ninhos e recolher os ovos manualmente”, completa o médico veterinário. TENDÊNCIA - No mercado, o ovo de galinha sem gaiola é valorizado. “O mundo preza pelo bem-estar animal. Atualmente, temos 150 mil aves em produção e estamos produzindo 130 mil ovos/dia”, explica o avicultor Felipe Alexandre Venturini, que viu na produção cage-free uma oportunidade de negócio. Apesar do pouco tempo na atividade, o avicultor apostou numa boutique de ovos. A loja localizada às margens da BR-262, em Marechal Floriano, chama a atenção de quem passa pela principal ligação entre o Espírito Santo e Minas Gerais. “A loja de ovos é um diferencial e tanto. Além disso, também fazemos entregas na região e na Grande Vitória. A procura tem aumentado a cada dia, já que oferecemos um produto de qualidade aos nossos clientes”, ressalta o avicultor.
Concurso de qualidade comprova excelência do ovo capixaba Anualmente, a Associação dos Avicultores do Estado do Espírito Santo, em parceria com a Cooperavi, realiza o Concurso de Qualidade de Ovos Capixaba. “O concurso é um balizador. É quem atesta que o trabalho desenvolvido pelos avicultores está correto”, lembra o diretor executivo da Aves, Nélio Hand. Ovo de qualidade é uma exigência do consumidor. “A cada dia ele busca produtos melhores. Por isso, o Espírito Santo tem utilizado tecnologias para garantir a qualidade dos ovos produzidos aqui”, completa Hand. Os vencedores da última edição foram conhecidos no dia 8 de dezembro de 2021, dia mundial do ovo: a granja da avicultora Tatiane Buss e a granja do avicultor Felipe Alexandre Venturini venceram, respectivamente, o primeiro lugar em ovo branco e o primeiro lugar em ovo vermelho. Aliás, a granja do Felipe é bi-campeã do concurso. “Vencer a primeira vez foi difícil, mas a gente acreditava porque produzimos um ovo de qualidade. A gente acompanha desde o início até o final da produção”, ressalta Felipe. A avicultora Tatiane Buss garante que a busca pela qualidade é um trabalho constante na granja. “A
A Ovos BL conquistou o primeiro lugar na categoria ovo branco no Concurso de Qualidade de Ovos
gente tem um trabalho de longa data, uma linda história e, por isso, a gente precisa todo dia trabalhar com seriedade para entregar um ovo bom para o nosso consumidor”. SUSTENTABILIDADE - Mas de nada adianta a busca pela qualidade, uma genética de excelência, ração balanceada, água à vontade, bem-estar animal se não existir sustentabilidade na cadeia de produção.
A Ovos da Nona foi a grande vencedora na categoria ovo vermelho
“A avicultura gera muitos resíduos, então, a sustentabilidade está envolvida nisso. Esse resíduo precisa ser tratado, ele passa por uma ‘esterqueira’, onde passa por um processo de fermentação e, só depois desse processo, que o esterco estará pronto para ser usado na agricultura por nossos parceiros, que dão destinação final a esse adubo. Então, a sustentabilidade faz parte da avicultura”, conta o médico-veterinário Willian Schultz. O avicultor Felipe Alexandre Venturini lembra o rigor da legislação para quem pensa em entrar na atividade. “A gente não consegue nem abrir uma granja se não for dentro dos padrões exigidos pelos órgãos competentes. Aqui na nossa granja os reaproveitamentos já são feitos e estamos implantando energia solar nos galpões para a utilização de energia limpa na nossa cadeia de produção”. Agora, uma última pergunta: quem trabalha com ovo todo dia ainda consegue comer ovos? A resposta está na ponta da língua. “Todo dia. Pela manhã, na hora do almoço e à noite. Pelo menos, dois ovos em cada refeição”, finaliza o avicultor Halecson Stinguel Jr. N E G Ó C I O R U R A L | 13
PRÊMIOS
RECONHECIMENTO
Mais um ano de prêmios para a Revista Negócio Rural
Aroni de Freitas, Bruno Faustino, Antônio Dutra e Julio Huber foram premiados no PJC
O
ano de 2021 foi de comemoração para a equipe das edições on-line e impressa da Revista Negócio Rural. Os jornalistas e editores Julio Huber e Bruno Faustino faturaram quatro prêmios de jornalismo. Com esses, a dupla soma 46 premiações regionais e nacionais de jornalismo conquistadas nos últimos anos. No Prêmio de Jornalismo Cooperativista Capixaba (PJC), realizado pelo Sistema OCB/ES, Julio Huber teve uma reportagem publicada no portal da Revista Negócio Rural classificada com a segunda colocação na categoria Webjornalismo, com o título: “Café com sabor da garra feminina”. Já a reportagem “Delivery leva o campo para a cidade”, produzida por Huber para a edição impressa da Revista Negócio Rural, foi premiada com a segunda colocação na categoria Jornalismo Impresso. No mesmo prêmio, Faustino ficou com a primeira colocação na
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categoria Telejornalismo, com a reportagem: “Quando o Comércio é Justo todos ganham”. Bruno também é repórter e apresentador da Record News e da TV Cultura. Os cinegrafistas Aroni Almeida de Freitas e Antônio José Dutra, que produziram as imagens para as reportagens, conquistaram a 1ª e a 2º colocações, respectivamente, na categoria Repórter Cinegrafista. Huber e Faustino já conquistaram primeiras, segundas e terceiras colocações em diversas outras edições do PJC, em categorias como Radiojornalismo, Telejornalismo, Webjornalismo, Jornalismo Impresso e Fotojornalismo. Julio Huber destaca o prazer em poder escrever sobre histórias dos agricultores capixabas. “Esses prêmios conquistados são reconhecimentos de um trabalho feito com dedicação e amor, pois quando escrevemos, a intenção é colocar em palavras a realidade
de cada personagem, que formam essas importantes cooperativas capixabas”, destacou Huber. Bruno Faustino enfatizou a importância das premiações. “Nesta edição foram premiadas a seriedade, a qualidade, mas, acima de tudo, a verdade por trás de cada uma das histórias contadas, comprovando a qualidade e a nossa grande paixão: o mundo rural. Estou muito feliz com as nossas conquistas e de nossos parceiros. Dos 12 prêmios em disputa, levamos cinco”, enfatizou Bruno. Neste ano, o PJC contou com a inscrição de 102 trabalhos, em todas as categorias existentes. O presidente do Sistema OCB/ES, Pedro Scarpi Melhorim, destacou a importância da retomada do PJC, tanto para o jornalismo quanto para o cooperativismo capixaba. A edição de 2020 não foi realizada devido à pandemia da Covid-19. “Se hoje estamos aqui, celebrando juntos, é porque supera-
mos desafios, cooperamos, corremos atrás dos nossos objetivos e, sobretudo, tivemos esperança pela chegada de tempos melhores. A pandemia deixou as suas marcas no mundo, mas não nos paralisou. O cooperativismo se reinventou, perseverou e nos surpreendeu mais uma vez pelos seus resultados”, disse o presidente. PRÊMIOS NACIONAIS – Outra importante conquista para o portal da Revista Negócio Rural foi a segunda colocação geral na 3ª edição do Prêmio Café Brasil de Jornalismo, realizado pelo Conselho Nacional do Café (CNC). O prêmio nacional contou com a participação de reportagens de veículos on-line, impressos, rádio, TV e fotografia de todo o Brasil.
O jornalista Julio Huber, conquistou a segunda colocação com a reportagem “Café com sabor da garra feminina”. A premiação, que ocorreu durante a reinauguração do escritório de representação do CNC em São Paulo, contou com a presença de importantes representantes da cafeicultura nacional. Em 2019, Huber também conquistou a segunda colocação no Prêmio Café Brasil de Jornalismo, à época, na categoria Impresso. Bruno Faustino conquistou a 1ª colocação na categoria TV nas duas primeiras edições do prêmio. Esse ano, em sua 3º edição, os conteúdos jornalísticos de todas as plataformas concorreram em uma categoria única. Silas Brasileiro, presidente do
CNC, destacou a qualidade dos trabalhos inscritos. “O nível das reportagens inscritas foi muito alto. O nosso Comitê de Comunicação teve muito trabalho para classificar apenas cinco matérias. Isso demonstra que a nossa imprensa, seja especializada ou não, tem contribuído imensamente para o fomento de uma cafeicultura sólida e sustentável. Todos estão de parabéns”, afirmou. Entre os prêmios conquistados durante a carreira, a dupla já esteve entre os vencedores de outros prêmios nacionais, como o Prêmio Sebrae de Jornalismo, Prêmio ABED de Jornalismo, Prêmio Sindilat de Jornalismo, Prêmio SBN de Jornalismo e Prêmio ANPTrilhos de Jornalismo.
Reportagens foram produzidas durante a pandemia da Covid-19 As reportagens que conquistaram premiações no último ano foram produzidas durante a pandemia da Covid-19. Uma das premiadas, cujo título é “Delivery leva o campo para a cidade”, produzida por Huber para a edição impressa da Revista Negócio Rural, mostra como os agricultores inovaram durante a pandemia, e passaram a fazer entregas das mercadorias na Grande Vitoria, por meio de pedidos on-line. O texto com o título: “Café com sabor da garra feminina”, que ficou com a segunda colocação nos dois prêmios de jornalismo, conta como vem crescendo a participação de mulheres no comando de propriedades de café. Julio Huber percorreu o Espírito Santo e Minas Gerais para mostrar cooperativas que trabalham para incentivar a participação de mulheres na cafeicultura. A fotografia de duas cooperadas da Coocafé, que ilustra a reportagem, também foi finalista na categoria Fotojornalismo do PJC. Vencedora da categoria Telejornalismo do PJC, a reportagem: “Quando o Comércio é Justo todos ganham”, de autoria de Bru-
Bruno Faustino e Julio Huber percorrem diversos Estados brasileiros para produzir conteúdos exclusivos para o portal e para a revista impressa
no Faustino, apresenta ações de cooperativas que participam do sistema do Comércio Justo no Espírito Santo, com destaque para a
Cafesul, que fica no município de Muqui. Bruno também foi finalista com outras duas reportagens, sendo uma em Radiojornalismo. N E G Ó C I O R U R A L | 15
GIRO RURAL
PRIMEIRO CAMPO DE LÚPULO EXPERIMENTAL MUNICIPAL DO PAÍS É INAUGURADO NO ESPÍRITO SANTO
O campo experimental fica no município de Viana
O primeiro campo de lúpulo experimental municipal do país foi inaugurado em Viana, na Região Metropolitana do Espírito Santo. O campo é localizado no viveiro municipal de responsabilidade da secretaria de Agricultura (SEMAG), que cultiva 68 plantas de oito espécies de lúpulo. O campo terá capacidade anual de produzir 12 mil mudas. A Prefeitura de Viana será a primeira do Brasil a ter um campo que vai fomentar o plantio e a pesquisa, e também o Polo de Cervejas Arte-
sanais. As mudas serão estudadas para definir quais espécies se adéquam melhor ao clima local, bem como sua produção em quilo por planta e a qualidade de seus óleos essenciais. O campo servirá como reprodutor de mudas a serem doadas aos agricultores de Viana interessados na produção de lúpulo, cujo preço do quilo a ser comercializado vai de R$ 200 a R$ 300. As mudas plantadas no viveiro começam a produzir a partir de três meses as inflorescên-
cias, que contêm substâncias importantes que garantem aroma, amargor e outras propriedades à cerveja. A Prefeitura de Viana será a responsável por cuidar do campo e dar assistência técnica com agrônomo e técnico agrícola. O Instituto Federal do Espírito Santo (IFES), Campus Vila Velha, participa com os estudos científicos dos óleos e desenvolvimento das plantas. CENTRO DE FORMAÇÃO – Além do campo de lúpulo, Viana terá o Centro de Formação Profissional do Polo Capixaba de Cervejas Artesanais (Tecnocerva). A Prefeitura assinou um termo de compromisso com a Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedorismo (Aderes) e o Instituto Federal do Espirito Santo (Ifes) para a criação do Centro, que vai suprir a crescente demanda por mão-de-obra qualificada do mercado de cervejas artesanais do Estado. O centro terá ainda uma Fábrica Escola com todos os equipamentos necessários para fabricação de cervejas, como sala de brassagem (maceração), tanque de água quente, tanques de fermentação, câmara fria e outros equipamentos.
PLANO DE SEGURANÇA PREVÊ REDUÇÃO DE CRIMES EM REGIÕES AGRÍCOLAS DO ESPÍRITO SANTO Uma das preocupações de agricultores do Espírito Santo foi tema do primeiro encontro de 2022 entre dirigentes sindicais, lideranças de diversas áreas e produtores rurais capixabas. A Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (Faes) apresentou aos participantes do evento on-line como está sendo a articulação para a formatação do Plano Estadual de Segurança Rural. Em reunião anterior com o governador Renato Casagrande, a entidade que representa os produtores rurais capixabas apresentou propostas que visam minimizar os crimes nas regiões agrícolas do Espírito Santo. O Governo do Estado solicitou atenção da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social 16 | N E G Ó C I O R U R A L
(Sesp) às questões apresentadas, e acatou a proposta dos representantes da Faes de criar um plano de segurança rural para o Espírito Santo, em parceria com a Sesp e as polícias Militar e Civil. O major Edinei Balbino de Souza, comandante da 6ª Cia Independente da Polícia Militar, apresentou como funciona a Patrulha Rural nas regiões de Domingos Martins e Marechal Floriano. Para o presidente da Faes, Júlio Rocha, é preciso ir muito mais além. “Registrar o Boletim de Ocorrência é fundamental, pois é com isso que o mapeamento das áreas começa. Outro ponto fundamental é desenvolver ações para inibir os receptadores que compram produtos
roubados”, destacou Rocha. O vice-presidente da Faes, Wesley Mendes, destacou o Projeto Vigilantes, que se trata do videomonitoramento das estradas rurais e que tem o intuito de cruzar dados com as forças de segurança, a fim de agilizar e coibir os roubos. O subsecretário de Estado de Integração Institucional, o coronel Márcio Celante Weolffel, falou aos dirigentes sindicais que um Comitê de Segurança Rural será instalado. “Com o comitê vamos reunir as expertises da Polícia Militar e do proprietário rural que vive essa realidade no campo, em conjunto com os membros dos sindicatos, além de alinhar como está a Patrulha Rural hoje e o que pode evoluir”, disse ele.
Foto: Julio Huber | G I R O R U R A L
NOVA CULTIVAR DE CAFÉ CONILON É DESENVOLVIDA COM ALTO TEOR DE CAFEÍNA A Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) obteve o registro de mais uma cultivar de café conilon no Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa): a Forte Guarani (de nome científico Coffea canephora Pierre ex A. Froehner). Esse foi o primeiro trabalho com foco numa cultivar com altos teores de cafeína em grãos de conilon. O melhoramento da semente foi realizado pelos pesquisadores da Ufes Fábio Luiz Partelli e Gleison Oliosi, e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Adriana Farah e Juliana de Paula Lima, com a parceria dos cafeicultores Hermes Joaquim Partelli e Valnei Marcos Partelli. A pesquisa recebeu o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Segundo o professor Fábio Luiz Partelli, também diretor de Pesquisa da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufes (PRPPG), o genótipo Forte Guarani destacou-se pela produção e por alto teor de cafeína no grão, sendo observado em
O Espírito Santo é o principal produtor de conilon do Brasil
uma lavoura de semente cultivada no interior do município de Vila Valério, no noroeste do Espírito Santo. A identificação ocorreu no final da década de 1990 na propriedade Sítio Araripe, do cafeicultor Hermes Partelli. Posteriormente, foi propagada de forma vegetativa, sendo cultivada por anos na propriedade da família. Diversos agricultores da região e até mesmo de outras localidades do norte do Estado e do leste de Minas Gerais trabalharam com a semente. “Para a escolha do genótipo Forte Guarani, foi considerado o vigor e a
resistência a pragas e doenças, tendo produtividade satisfatória e os maiores teores de cafeína no grão, quando comparado aos outros 42 genótipos avaliados na mesma ocasião”, afirma o professor. De acordo com o professor Partelli, o cultivo é recomendado para o Espírito Santo, sul da Bahia e leste de Minas Gerais, em altitude inferior a 500 metros. “E que seja cultivado com genótipos em linha, tendo até 66% da cultivar Forte Guarani e 33% de uma mistura de genótipos para garantir a fecundação”, afirmou.
PRODUZIR MAIS EM MENOS ESPAÇO É UM DOS SEGREDOS PARA O AGRONEGÓCIO O ano de 2022 começa com uma perspectiva positiva para o agronegócio, com previsão recorde na safra de grãos e expectativa de crescimento de quase 10% no Produto Interno Bruto (PIB) do setor. Mas o custo de produção deve ser um dos mais altos da história por conta da alta constante do preço do dólar, que afeta diretamente o custo dos insumos necessários para o cultivo das lavouras. Por isso, uma das soluções é produzir mais em menor espaço, cuidando do solo para garantir que ele tenha vida útil mais longa. Ou seja, potencializar o resultado da colheita sem, necessariamente, expandir a área de plantio. É onde entra a necessidade de escolher produtos que beneficiam tanto a lavoura quanto a terra.
Uma forma é optar por produtos de base orgânica, que são, segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), todos aqueles obtidos por processo físico, químico ou bioquímico, natural ou controlado, a partir de matérias-primas de origem industrial, urbana ou rural, vegetal ou animal, enriquecidos ou não de nutrientes minerais. “Esses produtos servem para nutrir adequadamente as plantas, além de condicionar o solo. Dessa forma, o agricultor consegue uma safra com excelentes resultados, podendo usar a mesma área por mais tempo”, explica Mauricio Cota, diretor-técnico da Natufert. Otimizar a área de produção usando fertilizantes mais eficientes ajuda a diminuir o custo de produção,
o que é, justamente, um dos grandes desafios para o setor da agricultura para 2022. Para isso, é fundamental a escolha de produtos que sejam mais eficientes nesse processo. A Natufert, uma empresa capixaba que tem sede em Ibatiba, oferece três tipos: orgânicos, organominerais e minerais especiais. Cada um deles tem uma composição específica para beneficiar a lavoura de forma a atingir altas produtividades. “Escolher o produto certo que ofereça à lavoura os nutrientes necessários e na medida certa é fundamental para uma colheita superior. Por isso, é necessário utilizar fertilizantes que disponibilizem estes nutrientes nas condições adequadas para o maior aproveitamento pelas plantas”, descreve Maurício. N E G Ó C I O R U R A L | 17
G I R O R U R A L | Foto: Julio Huber
AGROTURISMO DE VENDA NOVA DO IMIGRANTE É VALIDADO NACIONALMENTE
A rota de agroturismo em Venda Nova do Imigrante, na Região Serrana do Espírito Santo, foi validada pelo Ministério do Turismo e pela Universidade Federal Fluminense (UFF) no projeto Experiências do Brasil Rural, desenvolvida com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que capacita empreendedores para o desenvolvimento do turismo no campo. A rota turística capixaba envolve 35 propriedades agrícolas familiares, hotéis e restaurantes, em
que o turista pode provar diversas especiarias e, de quebra, conhecer o processo de fabricação de vários produtos. No cardápio, delícias como queijos e derivados do leite, embutidos, cafés especiais, cervejas artesanais, cachaças, vinhos, massas, biscoitos, doces e a famosa polenta, todas apresentadas pelos proprietários durante as visitas. A secretária de Estado de Turismo, Lenise Loureiro, destaca a importância de ter o município das montanhas capixabas nes-
te programa nacional. “O turismo de experiências é um diferencial da região das montanhas, especialmente em Venda Nova do Imigrante. Esta capacitação colabora no aperfeiçoamento da recepção aos turistas e estimula novos produtores rurais a buscarem participar desta rota”, afirma a secretária. Para Ana Venturim, da Família Venturim, o projeto despertou a autoestima e valorizou o que para eles era algo simples. “Demos mais um passo na direção de acreditar que podemos ganhar dinheiro com nossa história familiar. Isso é motivo de orgulho para todos que compõem essa rota. Oferecemos ao turismo o que sempre fazemos em casa. Isso preenche nossa alma de entusiasmo, alegria e saudade”, pontua. Além do agroturismo do Espírito Santo, integram o “Experiências do Brasil Rural” os roteiros Terra Mãe do Brasil, seus caminhos, segredos e sabores, da Bahia; a Rota Amazônia Atlântica, do Pará; a Rota do Queijo Terroir Vertentes e a Rota Gourmet das Terras Altas da Mantiqueira, em Minas Gerais; o Caminhos do Campo, em Santa Catarina; e a Ferradura dos Vinhedos e o Roteiro Farroupilha Colonial, no Rio Grande do Sul.
BRASIL GANHA PRIMEIRA USINA SOLAR CONSTRUÍDA A PARTIR DE MOEDA DIGITAL A cidade de Itaobim, em Minas Gerais, vai ganhar a primeira usina de energia solar do Brasil com financiamentos oriundos das taxas de transação de uma moeda digital, a EnyCoin (ENY). Com homologação dos órgãos competentes, o projeto da EnergyPay, cuja narrativa está toda concentrada no “E” do inglês ‘environmental’, que corresponde a ‘ambiental’ em português, do ESG (governança ambiental, social e corporativa), significa o mais ambicioso empreendimento de energia fotovoltaica, integrada a tec18 | N E G Ó C I O R U R A L
nologia blockchain, da América do Sul, uma vez que a previsão é que se edifiquem outras 14 usinas solares, de um megawatt cada, até 2025. Além da usina de Minas Gerais, cujas obras já iniciaram, também receberão obras parecidas os Estados da Bahia e do Rio de Janeiro – dois polos importantes na produção de energia renovável no país. “Para a conquista da maior estrutura jurídica e de logística internacional do mercado, já foram aplicados mais de R$ 20 milhões nos últimos dois anos. E agora ce-
lebraremos o lançamento de nossa primeira usina de energia solar”, comemora Marcos Silva, CEO da EnergyPay, que auxiliou na inserção dos estados brasileiros na Pauta Internacional da Agenda 2030 do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. A primeira usina fotovoltaica do país tem previsão para ser entregue em dezembro de 2022, em um evento que terá, entre os destaques, uma ação social com repasse da arrecadação para pagamento da conta de luz de instituições beneficentes parceiras da EnergyPay.
GIRO RURAL
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DO AGRONEGÓCIO TEM NOVO PRESIDENTE O engenheiro agrônomo Luiz Carlos Corrêa Carvalho, o Caio, voltou a presidir a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), desde o mês de janeiro deste ano. Ele já havia comandado a instituição entre 2012 e 2018. Formado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiróz (Esalq/ USP), Carvalho possui cursos de pós-graduação em Agronomia e em Administração pela Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA/ USP), e Vanderbilt University (EUA). Desde 1983, ele atua como diretor da Canaplan, empresa de consultoria e projetos para o setor sucroenergético e é sócio da Bioagencia, empresa comercializadora de etanol nos mercados interno e externo. O mandato de Caio na ABAG é de dois anos. Considerada uma das entidades mais atuantes do setor no país, a ABAG tem trabalhado para o de-
Luiz Carlos Corrêa Carvalho (Caio) terá um mandato de dois anos
senvolvimento do agronegócio brasileiro, por meio da participação nos principais contextos nacionais e globais que envolvam a competitividade, produtividade e sustentabilidade desse segmento. Por meio de seus comitês temáti-
cos, a entidade promove discussões e fomenta ações em assuntos transversais (temas voltados para a compreensão e para a construção da realidade social), como por exemplo, logística, bioeconomia e conservação ambiental.
SANTA MARIA DE JETIBÁ LIDERA O RANKING NACIONAL DE PRODUTOS PECUÁRIOS A cidade de Santa Maria de Jetibá, na Região Serrana do Espírito Santo, foi apontada como líder nacional entre os municípios brasileiros na produção principais produtos pecuários. O Espírito Santo alcançou R$ 1,7 bilhão em valor de produção. Santa Maria de Jetibá continuou sendo o município com maior valor de produção entre todos os municípios brasileiros, com R$ 1,1 bilhão. Desse total, 92,5% foram provenientes da comercialização de ovos de galinha. Os dados são da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em termos de valor da produção, os ovos de galinha e o leite de vaca foram novamente os produtos de origem animal de maior destaque, considerando-se o universo pesquisado pela PPM, com exceção da aquicultura. Santa Maria de Jetibá lidera o ranking da produção de ovos no Brasil, com uma produção de 361,3 milhões de dúzias, seguida por Bastos (SP), com 280,5 milhões de dúzias. Em todo o país, a produção nacional de ovos de galinha foi de 4,6 bilhões de dúzias em 2019. O Espírito Santo ocupa a quarta posição, com 8,6% do total de ovos produzidos no país (397,0 milhões de dúzias).
Foto: Hildo Drone Imagens
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GIRO RURAL
SICREDI INAUGURA A PRIMEIRA AGÊNCIA NA CAPITAL CAPIXABA Com a previsão de contar ainda no primeiro semestre de 2022, com 16 agências no Espírito Santo, o Sicredi deu um passo importante no mês de janeiro, ao inaugurar a primeira agência da instituição bancária em Vitória, a capital do Estado. Com mais de 5,5 milhões de associados em todo o Brasil, o Sicredi leva os valores do cooperativismo de crédito para os 25 Estados onde está presente, além do Distrito Federal. “O crescimento do cooperativismo traz como benefício o for-
talecimento econômico e social das comunidades, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida de nossos associados e da sociedade”, explica o vice-presidente da Central Sicredi Sul/Sudeste, Márcio Port. Com atuação no Espírito Santo desde o segundo semestre de 2021, o Sicredi abriu oito pontos de atendimento no ano passado nos municípios de Colatina, Linhares, Pinheiros, Cachoeiro de Itapemirim e Marataízes. Ainda no primei-
ro semestre de 2022, a Instituição espera aumentar a rede de atendimento para 16 agências. Com relação à presença nacional, a projeção é de um acréscimo de mais de 250 novos pontos de atendimento no Brasil neste ano. Em 2021, mais de 200 foram inaugurados no país. A agência da capital está localizada na Avenida Nossa Senhora da Penha – uma das principais vias da capital capixaba – e conta com espaço amplo aos associados, além da facilidade de estacionamento.
COOPERATIVISMO CONECTA CERCA DE 1,3 BILHÃO DE PESSOAS NO MUNDO
CARLOS ANDRÉ SANTOS DE OLIVEIRA Superintendente do Sistema OCB/ ES e presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/ES. É formado em Ciências Contábeis e pós-graduado em Gestão Empresarial.
De norte a sul, de leste a oeste, nas mais diferentes culturas e idiomas, a cooperação tem conectado 20 | N E G Ó C I O R U R A L
pessoas em torno de objetivos comuns e mostrado que o trabalho coletivo é capaz de alcançar resultados cada vez mais significativos. E quando essa prática é transportada para o mundo dos negócios, os seus resultados são potencializados. É o que o cooperativismo vem mostrando para todo o mundo. De acordo com dados do Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2021, divulgado pelo Sistema OCB, cerca de 1,3 bilhão de pessoas ao redor do planeta estão conectadas diretamente a esse modelo de negócio. O número engloba a quantidade de cooperados, que representa mais de 1 bilhão (12% da humanidade), somada ao número de empregados, que chega a 280 milhões (4% da população mundial). Entre os pontos que ajudam a colocar o movimento cooperativista em local de destaque, está a sua diversidade. As cooperativas atuam em diversos setores, entregando produtos e serviços de altíssima qualidade para a sociedade. No Brasil, elas estão agrupadas em sete ramos, que são: Agropecuário, Consumo, Crédito, Infraestrutura, Saúde, Trabalho, Produção de Bens e Serviços e Transporte. Ou seja, elas conseguem atender às neces-
sidades existentes e se mantêm atentas às demandas que surgem. Outro fator que leva a uma adesão significativa a esse modelo de negócio é o cuidado com as pessoas. O cooperativismo possui valores e princípios humanos, cujas bases foram fundadas desde a sua criação, que o diferenciam de outros modelos existentes no mercado. E um terceiro ponto é a capacidade de promover o desenvolvimento econômico diretamente ligado ao desenvolvimento social. Em resumo, as cooperativas crescem e ajudam no crescimento das comunidades onde estão inseridas. Na prática, esse movimento tem a capacidade de entregar tudo o que outras organizações entregam, mas com muitos benefícios extras: promoção do bem-estar, geração de emprego, renda e mais dignidade, criação de mais oportunidades e empreendimentos que se preocupem e cuidam do planeta. Daí a necessidade de colocá-lo cada vez mais em evidência, permitindo que mais e mais pessoas possam se conectar a ele. E assim, conhecendo toda a potencialidade do cooperativismo, não haverá barreira ou dificuldade que impeça o poder da cooperação de ir além.
Foto: Sidney Dalvi | E V E N TO S
MAIOR EVENTO CAPIXABA SOBRE AVICULTURA E SUINOCULTURA SERÁ EM JUNHO Adiada em 2021 por conta da pandemia da Covid-19, a 6ª Feira de Avicultura e Suinocultura Capixaba (Favesu) está confirmada para os dias 8 e 9 de junho deste ano, no Centro de Eventos Padre Cleto Caliman, em Venda Nova do Imigrante, na Região Serrana do Espírito Santo. A programação final para os dois dias da Feira ainda está sendo elaborada pela organização do evento. A realização da Favesu é da Associação dos Avicultores do Estado do Espírito Santo (Aves) e da Associação de Suinocultores do Espírito Santo (Ases) Um dos destaques é o ciclo de palestras que compõem os Programas Anuais de Capacitação de Avicultores e Suinocultores - Qualificaves e Qualificases. Além disso, a formatação do Espaço Gourmet e do Espaço da Indústria Capixaba também está sendo planejada pela equipe de produção do evento. A estrutura física do projeto, onde serão montados os estandes, também está na etapa de configurações. A Favesu ainda contará com o Espaço Científico, dedicado à divulgação de trabalhos de pesquisa sobre frango de corte, postura comercial e suinocultura. O prazo para as inscrições vai até o próximo dia 1º de março. A ficha de inscrições e as normas de confecção dos trabalhos podem ser obtidas no site oficial do evento (www. favesu.com.br). Produtor da feira e diretor da empresa Produshow Eventos, Daniel Menendez, o Chileno, adianta algumas novidades que vêm sendo pre-
paradas. “Desenvolvemos a planta do evento com objetivo de aumentar o espaço físico, ampliando a largura das ruas na área dos estandes para que as pessoas possam ter um melhor acesso ao evento. É importante ressaltar que a estrutura também respeitará as normas de segurança pública que neste momento de pandemia se fazem necessárias”, destaca Daniel. NOVO SITE – O site oficial do evento (www.favesu.com.br) está com design novo desde o início deste mês de janeiro. Assim, reunindo num só espaço todos os conteúdos do evento, o portal possibilitará aos usuários um acesso mais rápido e dinâmico através do computador ou do celular. Na página principal do site haverá destaque para as notícias mais recentes da Feira, e também é possível conferir um vídeo com tudo que rolou na quinta edição do evento, além de acesso à última publicação do Jornal do Agro-
negócio, que em breve, contará com o espaço para os parceiros do evento. Além disso, uma planta baixa e outra em 3D do evento também estão disponíveis. A programação oficial, que até o fechamento desta edição estava sendo finalizada, terá um espaço especial no site. O coordenador institucional da 6ª Favesu, Nélio Hand, que também é diretor executivo das entidades organizadoras, enfatiza que o objetivo é dar mais dinamismo ao público na hora de acessar as informações da feira. “O que queremos com essa ferramenta é dar comodidade a quem acompanha as atividades desempenhadas pelas associações que representamos, bem como tudo o que está ligado ao evento. E não tenho dúvidas de que o acesso na palma da mão é a forma mais prática para podermos alcançar os usuários que acessam nossos materiais”, finaliza.
RURALTURES JÁ TEM DATA DEFINIDA PARA 2022 A Feira Estadual de Turismo Rural (RuralturES) já tem data certa para acontecer em 2022. A próxima edição do evento será realizada de 10 a 13 de novembro, no Centro de Eventos Padre Cleto Caliman, o “Polentão”, em Venda Nova do Imigrante. A primeira edição do evento, realizado de 25 a 28 de novembro de 2021, em Venda Nova do Imigrante, contou com 113 espaços de exposição, 15 caravanas de diversos municípios capixabas e um públi-
co estimado em 27 mil pessoas que passaram pela feira nos quatro dias de programação. O grupo de trabalho organizador do evento avaliou a edição de 2021 e destacou pontos positivos e melhorias a serem realizadas para a edição do próximo ano, entre elas: a necessidade de integrar ainda mais os municípios das Montanhas Capixabas e também de outras regiões turísticas do Espírito Santo, além intensificar o relacionamento com agências e guias
de turismo para a próxima edição e antecipar a divulgação da Feira com a realização de eventos de menor porte ao longo de 2022. A RuralturES é um projeto do Montanhas Capixabas Convention & Visitors Bureau, com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-ES), Secretaria de Estado de Turismo (Setur-ES), Associação de Agroturismo do Espírito Santo (Agrotures) e Prefeitura de Venda Nova do Imigrante. N E G Ó C I O R U R A L | 21
R E C E I TA & C A L E N DÁ R I O R U R A L
Brownie
com Bacon
Calendário
Rural Veja os alimentos que estão na safra
FEVEREIRO
Frutas: abacate, ameixa e goiaba Legumes: gengibre, milhoverde e pepino Verduras: escarola, hortelã e repolho
MARÇO
Frutas: banana-nanica, jaca e limão Legumes: berinjela, beterraba e chuchu Verduras: acelga, alface e alho-poró
ABRIL
Frutas: abacate, bananamaçã, caqui e jaca Legumes: abóbora, chuchu, gengibre e inhame Verduras: alface, almeirão, escarola e repolho
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Ingredientes: 100 g de bacon 3 ovos 1/2 xícara (chá) + 2 colheres (sopa) de açúcar (100 g) 1/2 tablete de manteiga (100 g) 450 g de chocolate meio amargo derretido 1 xícara (chá) de farinha de trigo (120 g)
Preparo: Coloque o bacon em uma frigideira fria e leve ao fogo baixo até ficar levemente dourado, mexendo de vez em quando. Reserve aproximadamente 2 colheres (sopa) de bacon em um prato forrado com papel toalha, para finalização, e deixe o restante na frigideira. Na batedeira, bata os ovos com o açúcar em velocidade máxima até obter um creme claro. Acrescente a manteiga derretida em fio, reduza a velocidade para a mínima e despeje o chocolate derretido aos poucos., desligue a batedeira e acrescente a farinha peneirada, misturando com uma espátula até obter uma massa homogênea. Coloque os pedacinhos de bacon que ficou na frigideira e misture bem. Despeje a massa em uma assadeira (30 cm x 20 cm x 5 cm) untada e forrada com papel-manteiga. Salpique o bacon reservado para finalização e asse em forno preaquecido (170 °C) por 35 minutos. Deixe esfriar, corte em quadrados e sirva. Dica: Faça uma calda para riscar o prato e valorizar a apresentação: Em uma panela coloque 1/2 xícara (chá) de açúcar mascavo e 1/2 xícara (chá) de água e ferva por 5 minutos. Adicione 2 colheres (sopa) de manteiga e mexa até derreter e a calda ficar brilhante. Principal atributo: o bacon saboriza a receita, possibilitando uma versão inovadora de uma receita clássica. O doce do chocolate contrasta com o sabor salgado do bacon.
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