Re vi st a EDIÇÃO 10 • ANO I • $2.99 • MENSAL • WWW.REVISTAMAR.COM
À CONVERSA COM
michelle madeira REGRESSO ÀS AULAS CONHECE O SEU FILHO?
WinterFest
2017 setembro2016
4
Gordas
26 Como é o seu filho
6 Porto
na escola?
10 Pedro Chagas
Freitas
14 Le Monastère
36 SOLARIMPULSE2
18 Quem os ouve?
resumo do jogos
ÍNDICE
Des Augustines
27 Chamo-me
AMANDA e tenho Cancro
38 RIO DE JANEIRO 46 MODA 50 Sugestões
da CHEF NELA
DIREÇÃO
COLABORADORES
Nela Oliveira
Carmo Monteiro
Artur F. Guedes
PARTICIPAÇÃO ESPECIAL
EDIÇÃO Carlos Monteiro
FICHA TÉCNICA
28 MICHELLE MADEIRA
FOTOGRAFIA Carmo Monteiro
David Gonçalves Dr.ª Patrícia Salín Suzi Silva Dr. José Carreira Venessa Barros
Ruby Jewellery Flowers & Twigs Cristal Shoes Boutique Felicity Gifts & Acessories Premier Jour
Carlos Monteiro
Maria João Rafael
Sandra Pereira
Cristina Fragata
AGRADECIMENTOS ESPECIAIS
Paulo Mendes
Michelle Madeira
CAPA - FOTOGRAFIA
Raquel Couto
Milú Pacheco
Cristina Gonçalves de Jesus
Power House Productions
EDIÇÃO GRÁFICA
Pedro M. Salvador
After Breast Cancer
Carlos Monteiro
Sílvia Cunha
Amanda
Kathy Marsh
OS ARTIGOS PUBLICADOS NA PRESENTE EDIÇÃO SÃO DA INTEIRA RESPONSABILIDADE DOS SEUS AUTORES, PODENDO NÃO REFLETIR AS OPINIÕES E POSIÇÕES DA REVISTA AMAR NAQUELA MATÉRIA. OS CONTEÚDOS PUBLICITÁRIOS NA PRESENTE EDIÇÃO SÃO DA INTEIRA RESPONSABILIDADE E COM AUTORIZAÇÃO/APROVAÇÃO PRÉVIA DOS SEUS AUTORES. A UTILIZAÇÃO DO NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO NA MATÉRIA DA PRESENTE EDIÇÃO FICOU À INTEIRA DESCRIÇÃO DOS SEUS AUTORES.
2 l Revista Amar
RASTO DE DESTRUIÇÃO EMITÁLIA
SOFIA RIBEIRO
termina tratamento
15 MINUTOS DE FAMA
Fotos: Direitos Reservados
RONALDO ELEITO MELHOR JOGADOR DA EUROPA
O VERÃO DOS FAMOSOS
NOVELA CESAR PEIXOTO ISABEL FIGUEIRA LONGE DO FIM
SARA SAMPAIO ESCREVE CARTA ABERTA A PAPARAZZI
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Cristina de Jesus O Porto é a segunda cidade e o terceiro município mais populoso de Portugal. Situa-se na região Norte e é também cidade Distrito, do Porto. Tem uma população de 237 591 habitantes, sendo subdividido em sete freguesias. É a cidade que deu o nome a Portugal – desde muito cedo (c. 200 a.C.), quando se designava de Portus Cale, vindo mais tarde a tornar-se a capital do Condado Portucalense, de onde se formou Portugal. É ainda uma cidade conhecida mundialmente pelo seu vinho, pelas suas pontes e arquitetura contemporânea e antiga, o seu centro histórico, classificado como Património Mundial pela UNESCO, pela qualidade dos seus restaurantes e pela sua gastronomia, pela sua principal equipa de futebol, o Futebol Clube do Porto, pela sua principal universidade pública: a Universidade do Porto, colocada entre as 200 melhores universidades do Mundo e entre as 100 melhores universidades da Europa, bem como pela qualidade dos seus centros hospitalares. O Porto, em conjunto com os concelhos vizinhos de Vila Nova de Gaia e de Matosinhos, forma a Frente Atlântica do Porto, que constitui o núcleo populacional mais urbanizado da Área Metropolitana, situado no litoral, delimitado, a oeste, pelo Oceano Atlântico, com a influência estrutural do estuário do Rio Douro, que une Gaia ao Porto. Eu diria que o Porto é uma cidade carregada de romantismo e ao mesmo tempo melancolia, no sentido de profundidade de sentimentos, no sentido artístico e poético da visita, pois todos os monumentos, as ruas, as pontes, e a arquitetura contam uma história que se poderá facilmente poetizar através de passeios, roteiros, cruzeiros no Douro ou simplesmente uma pequena estada para um “cimbalino” no Majestic Café.
6 l Revista Amar
Port o Não deixe de cruzar a Ponte D. Luís, vá a pé, vá parando e fotografando, e registe as cores das casas da Ribeira como se de pinceladas em tela se tratassem... No Cais da Ribeira, pode assistir a um “remake” do “Aniki Bóbó” filme de Manuel de Oliveira em que as crianças pobres se banhavam no Rio Douro. Atualmente chamam-lhes “Os Meninos do Rio” e são uma verdadeira atração turística, mergulham pelo espetáculo, pelos aplausos e “quiçá” por uns trocos. A Centenária Livraria Lello, considerada pela estação de televisão americana CNN, a mais bonita e “cool” do mundo, recebe cerca de 2000 pessoas por dia, faça parte deste grupo de visitantes e conheça esta obra neo-gótica. Uma curiosidade, o espaço serviu de inspiração à autora inglesa J. K. Rowling para a saga do feiticeiro Harry Potter, mas nenhum filme foi ali rodado.
A Rua de St.ª Catarina, apresenta vários pontos de interesse, como as fachadas arte nova de alguns estabelecimentos, como o Grande Hotel do Porto, onde Eça de Queirós era hospede habitual, o centro comercial Via Catarina que manteve a fachada da sede do jornal portuense Primeiro de Janeiro, e ainda a Capela das Almas, revestida por azulejos da Cerâmica Viúva Lamego, e na fachada principal existe também um vitral que representa as almas. Mercado do Bom Sucesso, nunca o passado se enquadrou tão bem na moda, desde a praça com legumes, frutas e peixes frescos, às flores, à gastronomia portuguesa e terminando no vinho, aqui encontra de tudo e para todos os palatos. Em junho de 2013, o Mercado do Bom Sucesso reabre ao público depois de um ambicioso projeto arquitetónico, em que até um Hotel incorpora, o Hotel da Música, um investimento de 8 milhões de euros do grupo Hoti Hotéis, que conta com 85 quartos, o restaurante Bom Sucesso Gourmet – onde, para além da ementa habitual, o chefe confeciona o que os clientes comprarem no mercado! Adoro o conceito! Se estiver mais perto do Mercado do Bolhão, vá a este e não se arrependerá, é um dos mais pitorescos mercados do género em Portugal. Fundação Serralves, situada no Parque de Serralves, na cidade Invicta, tem a Casa de Serralves e o Museu de Arte Contemporânea de Serralves não deixe de dar um passeio pelos belos jardins de Serralves e visitar o Museu, deixe-se surpreender por este tão emblemático espaço. Palácio de Cristal, demolido em 1951 e mais tarde reconstruído, foi inaugurado como Pavilhão dos Desportos ou Rosa Mota, o Palácio da Bolsa, sede da Associação Empresarial do Porto, serve agora para os mais diversos eventos culturais, sociais e políticos da cidade.
prova de vinhos do Porto, e uma pequena palestra sobre a história deste néctar dos deuses.
Termino com uma homenagem a um homem do Porto (apesar de nascido em Lisboa é tripeiro de corpo e alma) e não tendo a ousadia de descrever melhor a cidade que ele, deixo-vos aqui uma das suas músicas: “Quem vem e atravessa o rio Junto à serra do Pilar vê um velho casario que se estende até ao mar... Quem te vê ao vir da ponte és cascata são-joanina erigida sobre um monte no meio da neblina. Por ruelas e calçadas da Ribeira até à Foz por pedras sujas e gastas e lampiões tristes e sós. E esse teu ar grave e sério num rosto de cantaria que nos oculta o mistério dessa luz bela e sombria
O Salão Árabe detém o maior destaque de todas as salas do palácio e é neste que se realizam as homenagens a chefes-de-estado que visitam a cidade. Imperdível também o Castelo do Queijo, são todos monumentos de interesse público e obrigatório. As Francesinhas no Convívio ou no Capa Negra (para todas as bolsas), são um hino à gastronomia portuense, e como por esta altura já deve ter o “estômago a dar horas”, renda-se e experimente ou repita um destes pratos tão característicos da cidade Invicta. Não regresse sem antes visitar as Caves do famoso Vinho do Porto, o ex-líbris da cidade, que curiosamente estão todas ou quase todas situadas na ribeira de Gaia, todas elas lhe oferecem uma
Ver-te assim abandonado nesse timbre pardacento nesse teu jeito fechado de quem mói um sentimento E é sempre a primeira vez em cada regresso a casa rever-te nessa altivez de milhafre ferido na asa” Rui Veloso letra de Carlos Tê
À noite É à noite que muitas vezes a alma se afoga em pensamentos profundos, tristes, e sombrios como só uma noite de inverno tem a legitimidade de ser... É à noite que o consciente desperta para a solidão dos que riram todo o dia, que vivem acompanhados de tudo e de tão pouco... É à noite que a alma feliz de uma vida escurece, onde nem as estrelas, nem os cometas, nem o canto da cigarra habitam... É à noite que tudo nos faz falta e que tudo o que temos não chega para nos aquecer... O frio que sinto nos pés, gela-me todo o corpo... E a alma fria e triste, arrefece toda a essência do meu ser!
Nós e os outros Catherine está de volta... É quente o pulsar do sangue nas suas veias... Brilhante a aura que a envolve... Luminoso o riso da felicidade... Estonteante a vontade de viver... Feliz de ti que a conheces ! Feliz de ti que a amas! Feliz de ti que a descobres! Pois é a ti que se entrega... A cada dia, a cada hora, a cada ano que passa! Longas são as noites em que te desassossega... Cinzentas as manhãs em que não mostra a sua graça! É no peito que todo o vosso amor carrega. O teu peito é o seu descanso... De um galopar de cavalo livre e manso, Ah! Tamanha sorte um amor assim É aí que confia os seus mais estranhos pensamentos. Na tua pele repousa por momentos... A sua vida, o seu corpo, a sua mente e o seu ser rebelde e a voz crua. Será tua... Como o Sol da Lua !
Cristina de Jesus
Nós e os outros... Caminha na minha direcção com uma certeza a de que me vai arrancar o mais belo dos sorrisos Como faz sempre... Como nos faz felizes... A sua voz forte... Os passos firmes! O olhar profundo de quem me lê a alma A mão que procura a minha E depois repousa, serena e calma. Passamos indiferentes ao que nos rodeia... Entregues um ao outro, a nós! Em abraços e beijos e caricias, Encontramos na multidão forma de ficarmos a sós!
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LITE
Pedro Chagas Freitas
Autor Português Fonte: Marcador e Wikipedia
Pedro Chagas Freitas (Azurém, Guimarães, Portugal, 25 de setembro de 1979) é o escritor português do momento. Aos 35 anos, Pedro Chagas Freitas editou nos finais de 2015 o seu 21.º livro, que sucede ao best seller Prometo Falhar. Queres Casar Comigo Todos os Dias? Bárbara é um romance e um diário escrito na “lamechalândia”, porque Pedro se assume um escritor lamechas. Sem vedetismos ou qualquer pretensão, desmistifica o papel do escritor e privilegia o contacto direto com os leitores através das redes sociais. Dez anos depois de se ter estreado com Mata-me, o escritor encontrou finalmente o seu público e mostra-se preparado para vencer.
Pedro Chagas Freitas estudou Linguística na Universidade Nova de Lisboa, entre 1998 e 2002. Começou por ser, em 1997, chefe de redação da revista vimaranense “Estádio D. Afonso Henriques”. Em 2001 começou a escrever para o jornal “A Bola” e em 2003 também para o jornal “Desportivo de Guimarães”. Publicou crónicas de ficção e reflexão no jornal “Povo de Guimarães” entre 2003 e 2007. Entre 2005 e 2007, foi chefe de redação e editor do jornal “Global Minho & Porto”. Entre 2003 e 2008 foi também redator do jornal “Inside ”, nas secções de cultura e desporto. Durante o ano de 2004, foi contratado pelo grupo editorial “Impala”, onde esteve como redator de livros genéricos. Em 2005, iniciou o seu percurso no mundo da escrita publicitária, assumindo o cargo de redator criativo na agência de publicidade “Motive”. Publicou, nesse mesmo ano, a sua primeira obra literária, “Mata-me”. Seguiu-se, no ano de 2006, a publicação de “O Evangelho da Alucinação ”. Ainda em 2006, venceu o Prémio Bolsa Jovens Criadores, que lhe foi atribuído pelo Centro Nacional de Cultura e pelo Instituto Português da Juventude. Entre 2006 e 2008, escreveu micro-ficções para a revista “Minguante” e crónicas de humor para a revista “Rede 2020”. Entre 2007 e 2009, publicou trabalhos de reportagem, entrevista e crónicas de ficção, humor e reflexão na revista “Plenitude”. Em 2007, publicou “Já alguma Vez Usaste o Sexo sem Necessitares de Usar o Corpo”. Nesse mesmo ano, publicou ainda “A Guerra da Secessão: 1981 - 1985”, uma obra de cariz histórico sobre a Guerra Civil Americana. Em 2008, escreveu o tema “Um Bolero e uma Noite de Verão”, para o músico austríaco Michael Kotzian. Ainda em 2008, lançou “Os Dias na Noite”. Escreveu, entre 2006 e 2009, biografias e livros genéricos para a editora “Mediapromo ”. Publica, desde 2006, crónicas de reflexão e opinião no jornal “Notícias de Guimarães ”. Regressou, entre 2008 e meados de 2010, ao mundo da publicidade, como redator criativo na agência de publicidade IA&RB, onde concebeu anúncios de imprensa e onde se estreou como argumentista, escrevendo guiões de anúncios de televisão e vídeos
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Fotos: Direitos Reservados
ratura
institucionais. Foi, em 2008, um dos autores convidados a participar na antologia de homenagem a António Ramos Rosa “Um Poema Para Ramos Rosa”. Criou, em 2009, o Campeonato Nacional de Escrita Criativa. Desde 2001 que é coordenador de sessões de escrita criativa um pouco por todo o país. Ainda neste domínio de trabalho, tem vindo a coordenar e a levar ao terreno seminários e workshops sobre metodologias criativas para professores e formadores. Assina, desde 2010, crónicas para o jornal desportivo “Academia de Talentos”. Nesse mesmo ano, iniciou-se em rádio, sendo o apresentador de “Ensaios sobre a Imbecilidade”, um programa de entrevista humorística da Rádio Fundação. Ainda em 2010, publicou 10 obras da sua autoria em simultâneo: “A Pele do Medo”, “As Incongruências da Sorte”, “Porque Ris Sabendo que Vais Morrer”, “Gotas de Dor“, “Espasmos de Pânico”, “Espasmos d’Alma”, “Só os Feios é Que São Fiéis”, “Chãos Pisados”, “Separação de Males” e “Envelhenescer”. Em 2011, começou o ano com mais uma iniciativa: “Livro (em) Directo”, que escreveu, em direto e sem parar, durante 24 horas no âmbito da Porto Book Stock Fair, no Porto. Para a criação da obra contribuíram nomes bem conhecidos de várias áreas, como o médico Fernando Póvoas, a cantora e compositora Mafalda Arnauth e a jornalista Alberta Marques Fernandes. Em Maio do mesmo ano, lançou o projeto “Uma Obra, Mil Autores”, através do qual pretende criar o romance com mais autores da História da Literatura. No final do ano, publicou “Os Fragmentos de Chagas””. Em 2012, estreou-se como apresentador de televisão, sendo o autor e o apresentador da rubrica de literatura do programa MVMagazine, no canal MVM. Em paralelo, criou e apresentou o programa de Rádio “Só Te Quero Pelo Teu Corpo”, da Rádio Fundação. Ainda em 2012, concebeu e colocou no terreno o primeiro curso de escrita criativa realizado 100% através do Facebook. A 12 de Abril do mesmo ano, lançou “Eu Sou Deus”, a sua 17ª obra (um livro de crónica e auto-desenvolvimento), no BBC - Belém Bar Café.Foi, a 19 de abril de 2012, um dos oradores [19] da ICSC European Conference. Pouco mais de uma semana depois foi também
um dos oradores [20] da Conferência “A Criatividade e o Ensino”, que decorreu na Exponor, no Porto. Lançou, em Novembro de 2012, “Ou é Tudo ou Não Vale Nada””, uma obra escrita em direto e ao vivo ao longo de 2012 minutos. Em 2013 lançou “In Sexus Veritas””, um romance com mais de 1500 páginas e em 2014, o best-seller “Prometo Falhar”.
Sensívelmente nos finais do ano de 2015, lançou o 21º livro da sua carreira... Queres Casar Comigo Todos os Dias? Barbara. Aguardamos ansiosamente pela 22º obra deste aclamado escritor português.
Obra Literária • • • • • • • • • • •
Mata-me (Corpos Editora, 2005) O Evangelho da Alucinação (Corpos Editora, 2006) Já Alguma Vez Usaste o Sexo sem Necessitares de Usar o Corpo? (Corpos Editora, 2007) A Guerra da Secessão: 1861 - 1865 (MediaPromo, 2007) Os Dias na Noite (Indiebooks, 2008) A Pele do Medo (Sinapis Editores, 2010) As Incongruências da Sorte (Sinapis Editores, 2010) Porque Ris Sabendo que Vais Morrer (Sinapis Editores, 2010) Gotas de Dor (Sinapis Editores, 2010) Espasmos de Pânico (Sinapis Editores, 2010) Espasmos d’Alma (Sinapis Editores, 2010)
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Só os Feios é Que São Fiéis (Sinapis Editores, 2010) Chãos Pisados (Sinapis Editores, 2010) Separação de Males (Sinapis Editores, 2010) Envelhenescer (Sinapis Editores, 2010) Os Fragmentos de Chagas (Sinapis Editores, 2011) Eu Sou Deus (Chiado Editora, 2012) Ou é Tudo ou Não Vale Nada (Chiado Editora, 2012) In Sexus Veritas (Chiado Editora, 2013) Prometo Falhar (Marcador, 2014) Queres Casar Comigo Todos os Dias? Barbara (Marcador, 2015)
Romance Queres Casar Comigo Todos os Dias? Barbara de Pedro Chagas Freitas Editora: Marcador Idioma: Português
Fonte: Marcador e Wikipedia Ano de edição ou reimpressão: 2015
Sinopse «Queres Casar Comigo Todos os Dias, Bárbara é a minha mais recente obra - e, apesar de ser apenas um livro, tem duas capas, duas abordagens, duas viagens.» Pedro Chagas Freitas Emocionante, sensual e doce, um romance a duas vozes tremendamente intenso - capaz de fazer o leitor perceber, profundamente, qual é afinal o poder do amor. Estarão todos à altura de o sentir? PUBLICIDADE
SERVIÇOS DE INTERPRETAÇÃO E TRADUÇÃO Português / Inglês • Inglês / Português • Ajuda no preenchimento de formulários • Consultas Médicas e Legais (entre outras) • Traduções por escrito AMÉLIA: 416.561.1192 • CIDÁLIA: 647.680.2186 • E-MAIL: ACTRANSLATE4U@GMAIL.COM
Revista Amar l 11
O adeus de um espaço icónico de Toronto
HONEST ED’S
com encerramento previsto para 31 de dezembro deste ano
T
oronto caminha a passos largos para perder um verdadeiro ícone na cidade, com o espaço Honest Ed’s a fazer a contagem decrescente para o encerramento previsto para o último dia do
ano. Será, ao que tudo indica, o adeus final a um ponto de referência que graças à sua longevidade, sinalização e iluminação exuberantes, e campanhas de descontos, foi atraindo todos aqueles que procuravam pechinchas, desde moradores locais, a transeuntes curiosos e turistas munidos de guias de viagem. A revista Amar deixa aqui um pouco da história desta loja de desconto de referência em Toronto.
História
O empresário e magnata do teatro, Ed Mirvish, abriu a “Honest Ed’s Bargain House” em 1948. A loja tornou-se, entretanto, muito popular, acabando por expandir. O edifício principal está situado no número 581 da Bloor Street West, e a extensão no número 760 da Bloor Street West está ligada por uma passagem pedonal que cruza a Honest Ed Alley. O espaço ganhou fama pelas suas acrobacias de marketing, incluindo especiais “loss leader” e ofertas de peru antes dos feriados de Natal e Dia de Ação de Graças. Mirvish também ganhou fama em Toronto pelas festas de aniversário que ele criou para si mesmo a partir de 1988 até à sua morte, continuando desde então, como festas de aniversário para a própria loja. Em 16 de julho de 2013, foi anunciado que o local do Honest Ed’s
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estava à venda por 100 milhões de dólares, e que a loja seria fechada e substituída por apartamentos de condomínio. Foi sugerido que, devido à concorrência a partir de uma proposta para um Walmart na Dundas e Bathurst, que a loja já não era viável. É esperado que a renovação do local venha a afetar um número de negócios que alugam espaço dentro do edifício do Honest Ed’s, e um número de negócios independentes nas ruas vizinhas sob a mesma propriedade. A venda da propriedade à Westbank Properties, um promotor de hotéis de luxo, residências e espaço para escritórios, sediado em Vancouver, foi anunciada em outubro de 2013, mas David Mirvish anunciou que iria arrendar o imóvel da Westbank por dois a três anos, durante os quais o Honest Ed’s e os negócios da Mirvish Village continuariam a operar até que o promotor decidisse o que fazer com a parcela de 1,8 hectares de terreno. Em 13 de setembro de 2014, o jornal The Globe & Mail noticiou a formação de uma equipa de renovação da propriedade, que inclui Henriquez Partners Architects, Era Architects, Janet Rosenberg + Studio, Reshape Strategies, e Urban Strategies Inc. A remodelação da propriedade prevê a subdivisão em zonas, com torres de arrendamento residencial, lojas de retalho, novas vias para pedestres, e uma área (residencial) na Markham Street. De acordo com o Urban Toronto, o sinal do icónico Honest Ed’s não fará parte da renovação do espaço. A loja de retalho Honest Ed’s está prevista para fechar no dia 31 de dezembro de 2016.
Impacto Cultural
A loja tem aparecido em vários filmes e programas de televisão filmados em Toronto. Por exemplo, o Honest Ed’s foi destaque no filme The Long Kiss Goodnight, e pode ser visto em várias cenas de fundo do filme Scott Pilgrim vs. the World quando Scott e os seus amigos estão a jantar no Pizza Pizza, no outro lado da rua da loja. De fevereiro a março de 2009, a loja recebeu a “Honest Threads”, uma obra de arte interativa pela artista Iris Häussler, com curadoria de Mona Filip do Centro das Artes Koffler. Häussler instalou uma boutique de roupas que foram emprestadas por Torontenses, cada uma (delas) associada a uma história pessoal.
Localização
O Honest Ed’s está localizado na esquina das ruas Bloor e Bathurst, a todo o comprimento do bloco. O exterior é coberto com grandes sinais vermelhos e amarelos anunciando o nome da loja, iluminado como um famoso teatro. O sinal da loja utiliza 23.000 lâmpadas. A fachada exterior é coberta com trocadilhos e slogans como “Come in and get lost!” e “Only the floors are crooked!” A loja é composta por dois edifícios ligados por uma passagem pedonal que liga o edifício oeste na Markham Street e o edifício leste na Bathurst Street. O interior é modesto, com telas simples de mercadorias de baixo preço, que variam de aspiradores de pó e casacos PUBLICIDADE
Paris
de inverno, a utensílios de cozinha, brinquedos e itens de mercearia. Grande parte da decoração da loja é composta por cartazes e fotografias de filmes antigos e produções teatrais de teatros do grupo Mirvish em Toronto e Londres, Inglaterra, e de atores e músicos que participaram neles. Cada peça de sinalização da loja é pintada à mão. Desde que foi anunciado o encerramento, a loja tem estado a vender os famosos sinais vintage, periodicamente. Estes estão a ser vendidos por um valor a variar entre 2 e 100 dólares. Enquanto isso, algumas pessoas têm revendido os sinais no Kijiji e eBay por preços inflacionados, muitas vezes por uma quantia de várias centenas de dólares.
Artur F. Guedes
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Revista Amar l 13
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LE MONASTÈRE DES AUGUSTINES comemora o seu primeiro aniversário
Artur F. Guedes
Hotel Mosteiro do Quebec encabeça lista de viagem da National Geographic
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passado dia 1 de agosto de 2016 foi um dia comemorativo para o Le Monastère des Augustines, assinalando o primeiro aniversário do Le Monastère, bem como o 377º ano desde que as Irmãs Agostinianas chegaram pela primeira vez à cidade do Quebec (01 de agosto de 1639). Localizado no interior das muralhas fortificadas da Velha Quebec, esta organização sem fins lucrativos considera que o seu primeiro ano de operação foi um sucesso. O seu conceito único, uma mistura de cultura e saúde holística, tem atraído milhares de visitantes internacionais e locais. Durante os últimos 377 anos, o Augustinian Sisters Raspberry Ritual fez uma ocorrência anual, e integrou o evento daquele aniversário, uma vez que é uma comemoração dos acontecimentos de 31 de julho de 1639. Foi documentado que, naquele dia, o clima impediu que as irmãs se deslocassem mais. Portanto, elas ficaram na ilha de Orleans para a noite. Como as framboesas estão em plena floração nesta época do ano na ilha, as Irmãs Agostinianas tiveram o prazer de comer a deliciosa fruta. A excitação em torno do seu primeiro aniversário é reforçada pelo facto de que o Le Monastère foi recentemente reconhecido pela Na-
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tional Geographic Traveler como uma experiência de viagem única para aqueles que procuram um recarregar da energia física e mental. É mais provável que esta menção notável venha a afetar positivamente o Le Monastère des Augustines, a cidade do Quebec e os seus arredores. Na verdade, o segmento da indústria turística associada à saúde e ao bem-estar está atualmente em plena expansão em todo o mundo. “Estamos muito orgulhosos e honrados por termos sido reconhecidos pela prestigiada revista, especialmente a poucos dias do nosso primeiro aniversário”, explica Isabelle Duchesneau, diretora-executiva do Le Monastère des Augustines, em comunicado de imprensa. “É uma confirmação de que as nossas decisões corporativas e os nossos esforços foram recompensados, e isso fortalece a nossa posição como líder em turismo de saúde holística em todo o mundo.” O Le Monastère des Augustines foi listado como um membro da prestigiada Rede Mundial de Hotéis de Cura, desde 2014, que congrega os hotéis do mundo centrados na saúde holística e no bem-estar. Os seus elevados padrões de qualidade, a sua credibilidade e a sua oferta única têm permitido que o mosteiro seja o primeiro hotel no
Quebec e o segundo no Canadá, a ser selecionado pela rede. A menção da National Geographic Traveler não é o primeiro reconhecimento internacional para a organização sem fins lucrativos. A Travel + Leisure, Le Figaro, The Boston Globe, London Metro, The Australian, The Wired (Japão), para citar alguns, falaram eloquentemente sobre o Le Monastère no ano passado.
Sobre o Le Monastère des Augustines
O Le Monastère des Augustines ocupa as alas antigas do antigo mosteiro Hôtel-Dieu de Québec (1639), primeiro hospital a norte do México da América do Norte. Situado no coração da Old Quebec City, o Le Monastère foi completamente restaurado e renovado, e oferece uma experiência única, juntamente com várias formas de entrar em contacto com a herança agostiniana, num ambiente secular: o alojamento experiencial, um museu, o centro de arquivo, um programa de atividades em torno da saúde holística e cultura, um restaurante, uma boutique, tratamentos especializados e salas de serviços e eventos. Um refúgio de paz no coração da cidade, o Le Monastère des Augustines faz parte do histórico mosteiro Hôtel-Dieu de Quebec, um dos mais importantes patrimónios classificados na Old Quebec - em si um património mundial. Respeitosamente restaurados, os edifícios
originais misturam-se harmoniosamente com a arquitetura contemporânea da nova construção. O valor patrimonial do local provém da tradição arquitetónica Europeia, muro, vasto jardim que data da Nova França do século XVII, e do poderoso papel social que desempenhou desde o início.
Le monastère des Augustines ENTRADA PRINCIPAL 77, rue des Remparts ENTRADA PARA PEDESTRES 32, rue Charlevoix Québec (Québec) G1R 0C3 Canada CONTACTOS T. 418 694-1639 - T. 1 844 694-1639 (chamada gratuita) info@monastere.ca Administração T. 418 694-1639 - T. 1 844 694-1639 (chamada gratuita)
Website: info@monastere.ca
O novo mistura-se com o velho para preservar o caráter secular do edifício. Uma escadaria de madeira curvada que remonta a 1757 permanece intacta.
Há também um museu cheio de artefatos e relíquias religiosas.
Os visitantes podem ficar em quartos modernos, no entanto, aqueles que querem a verdadeira experiência do convento podem optar pelos quartos autênticos onde as freiras dormiam. Estes são completos, com caixilhos originais, e uma cama de solteiro. Há também espaços comuns para a reflexão tranquila e os hóspedes são incentivados a se desligar da tecnologia.
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Dia de homenagem aos reformados
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Reformados da Local 183 veem pacote de benefícios reforçado 111111-
Executivo liderado por Jack Oliveira anuncia alterações durante o dia de homenagem aos pensionados daquele sindicato Podem já não estar no ativo, mas não é por isso que foram esquecidos. Em boa verdade, o executivo da LIUNA Local 183, liderado pelo Business Manager Jack Oliveira, não se tem poupado a esforços para melhorar o pacote de benefícios para os seus associados na reforma, aqueles que na sua opinião foram a força ativa e resistente que manteve de pé e deu vitalidade à organização sindical. Uma verdade repetidamente lembrada durante o denominado “Dia de Homenagem aos Reformados”, onde foram anunciadas algumas das novas regalias para os reformados da Local 183. As alterações incluem a diminuição do custo da mensalidade dos reformados, passando de 60 para 55 dólares. Há ainda melhorias nos planos dentário, de audição, de oftalmologia e de medicinas alternativas, entre os quais os tratamentos de quiroterapia, naturopatia, osteopatia, etc. Os pensionistas com mais de 80 anos
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passam também a ter cobertura médica gratuita em situações de emergência fora da província de residência. O convívio realizou-se no dia 19 de agosto, no Downsview Park de Toronto. Jack Oliveira justificou a mudança por a atual sede da Local 183 ser insuficiente para dar resposta ao crescente número de participantes e pela maior capacidade de estacionamento no parque. “No ano passado, houve muitos pensionistas que não conseguiram arranjar estacionamento. Muitos telefonaram e enviaram cartas a dizer que gostavam muito de estar presentes neste dia, que gostavam do que a gente estava a fazer.” Em resposta a uma pergunta da Revista Amar, Jack Oliveira disse que a Local 183 tem perto de sete mil reformados registados a receber a pensão. Mas deixou um apelo aqueles sócios que ainda não se registaram para que o façam, pois isso vai significar um
reforço do plano de benefícios para ambos os membros ativos e os que já não estão no ativo. O Business Representative, da Bricklayer’s Mason’s Independent Union Of Canada Local 1, John, foi um dos que esteve atento ao anúncio do novo pacote de regalias, juntamente com o pai, Danilo Bertacco, que estava ali para socializar e reencontrar ex-colegas de trabalho. Há mais de 40 anos no setor da construção, John Bertacco diz que Jack Oliveira está a fazer um bom trabalho pelos reformados e “homenagear estas pessoas é um meio de agradecimento pelo trabalho que eles fizeram ao longo dos anos”. Foi ainda lida uma mensagem do presidente-geral da LIUNA Terry O’Sullivan, que congratulou os pensionistas pelo esforço e contributo para o sindicato. Presente, o vice-presidente da LIUNA internacional Joseph Mancinelli lembrou o sacrifício dos reformados ao longo dos anos e
falou do desfile do Dia do Trabalhador, verdadeira manifestação do movimento trabalhista no Canadá e em todo o mundo. Carmen Principato, Business Manager da Local 506, e Manuel Bastos, Business Manager da Local 837, estiveram também presentes. O deputado federal Michael Levitt representou o governo Liberal de Justin Trudeau.
QUEM OS OUVE? Fernando Correia, jornalista; comentador de rádio e televisão; articulista, foi, durante anos, a voz de um dos programas desportivos de maior sucesso, na rádio, a “Bancada Central”. O leitor, tal como eu, recordar-se-á dos seus relatos de futebol, considerados por muitos os melhores. Terá rivalizado com o saudoso Jorge Perestrelo que se celebrizou com expressões ímpares, como “Ripa na Rapaqueca”, “É disto que o meu povo gosta” e “O que é que é isso, ó meu?”... Fernando Correia escreveu um livro – Piso 3 Quarto 313 – no qual relata, com uma simplicidade e objetividade desconcertantes, o dia-a-dia de Vera, a sua esposa, institucionalizada e transformada numa “habitante incógnita de um mundo sem memória, sem saudade e sem amor.” A sua esposa tem Alzheimer e Fernando Correia decidiu contar a sua experiência, um contributo de quem, na primeira pessoa, narra o que sentiu quando “Esta mulher bonita, inteligente, lutadora e mãe-coragem de três filhas criadas, foi transformada em 24 dolorosas horas contadas, em mais um habitante incógnito da dimensão dos mortos-vivos, robô do mundo, incapaz de resolver o problema da doença maldita, espécime desqualificado do museu da existência humana.” O provérbio, “As palavras são como as cerejas, vêm umas atrás das outras”, aplica-se perfeitamente aos livros de Fernando Correia. Decidi ler também o “O Homem que não tinha idade”, um romance que aborda um tema tabu na nossa sociedade: o abandono dos idosos e a institucionalização forçada. “A escada que conduz à noite sem fim, ao eternamente só, à humilhação de saber que os filhos tinham acabado de o depositar naquele lar de idosos, considerando-o incapaz, objeto sem valor, carne engelhada e osso roído, sem mente, sem valor, sem nada. João não prestava, diziam os filhos. Mas não, dizia ele.” E este é o grande drama dos velhos, capazes e autênticos, que os filhos, ou alguém da família, transformam em incapazes, em coisas, em números de estatísticas, e deitam fora com a maior tranquilidade, argumentando que a vida é «assim mesmo», é a ordem natural das coisas.” No dia 15 de junho celebrou-se o Dia Internacional de Sensi-
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bilização para os Abusos e Maus tratos na Velhice. Uma data assinalada para ajudar a dar visibilidade a um problema que afeta algumas pessoas idosas, um dos grupos mais vulneráveis da sociedade. Uma realidade que não pode continuar a ser considerada um assunto de carácter privado e silenciada. Na maioria das vezes, os abusos e sofrimento infligidos são escondidos pelos membros da família e ficam confinados ao interior dos domicílios. Efetivamente, há muitas formas de maus-tratos, desde o mau trato físico, psicológico, intromissão na intimidade, abuso financeiro, abandono, negligência, infantilização... Quero destacar, neste texto, o mau trato que resulta na tomada de decisões em nome da pessoa -”deves fazer isto”- sem considerar a sua vontade e direito à autodeterminação. “- És um brincalhão. Não vês como estás melhor aqui? Tens telemóvel para nos falares quando quiseres. Podemos trazer-te um computador. Há televisão na sala de estar. Oh! Pai. Por amor de Deus... Não complique o que é fácil. (...) sabia que a razão era sua e sabia mais: que a vida também era sua e que a podia viver mais e mais, até que surgisse a decisão final que não seria, obviamente, a sua, mas que corresponderia à vida de um homem sem idade! (...) um ser vivo tem direitos (...)” Os nossos pais e avós, independentemente da sua idade, continuam a ser livres de escolher como viver a sua vida e de tomarem, livremente, as suas opções. Um bom começo poderá ser a escuta ativa, saber que projeto de vida querem para si e respeitá-lo. Não respeitar a sua vontade, tomar decisões em seu nome, institucionalizar à força ou enganando-os é mal tratar aqueles que serão sempre os nossos pais ou avós. “Cuidar de um pai velho vai para além da relação filial. Um ser humano ao ajudar outro ser humano vulnerável aprende a ser melhor.” (Marie de Hennezel) Dr. José Carreira Fotos: Direitos Reservados
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Dia da Família
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juntou milhares no Downsview Park 111LIUNA Local 183 celebrou no fim de semana de 9-10 de julho mais um Dia 1da Família. 1- de domingo, O ambiente de festa ganhou uma dimensão extra na tarde 1- após vitória (1depois de Portugal se tornar campeão europeu pela primeira vez, 0) sobre a anfitriã França, já no prolongamento. Segundo a organização, terão passado mais de 50 mil pessoas pelo Downsview Park, parque localizado a norte da cidade de Toronto, que se transformou numa “Exhibition” em ponto pequeno, com área de diversão para as crianças. Acompanhando os pais e avós, na grande maioria membros do sindicato de construção, as crianças puderam divertir-se nos carrosséis, dar uma saltada à tenda para pintura facial, ou visitar a sempre famosa área dos animais. Como é habitual, foi montada no local uma área designada para os comes e bebes. Em outros pontos, as pessoas podiam dirigir-se a tendas de informação. Junto ao palco, os discursos dos principais dirigentes do sindicato e a cortesia política dos três níveis de governo, abriam a porta para a parte artística, este ano preenchida com o talento local. Em verdade, o entretenimento musical e o sorteio de vários prémios foi uma constante ao longo dos dois dias. Jack Oliveira, Business Manager da Local 183, destacou a importância do Dia da Família como um meio de retribuir aos sócios o trabalho que eles fazem todos os dias, sem esquecer os sacrifícios que as famílias passam diariamente.
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Chamo-me Amanda e tenho cancro!
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brigado After Breast Cancer por ajudar a fazer a diferença na minha vida ...
Aqui fica a minha história. Eu tinha 24 anos, quando ouvi pela primeira vez as palavras “você tem cancro”. É suposto ser o começo do resto da sua vida. Algumas pessoas simplesmente terminam o ensino pós-secundário, algumas casam, iniciam as suas próprias famílias, a maioria entra no mercado de trabalho, e a vida começa a ir no sentido certo. Aos 24 anos, realmente você está apenas a sair da sua adolescência, que são alguns dos anos mais difíceis de passar por causa das alterações no seu corpo. Você começa a sentir-se confortável com o seu corpo, mais confiante em quem você é, e na sua aparência. Eu tive 3 cirurgias antes deles finalmente dizerem que eu precisava de fazer uma mastectomia radical. Saber que todo o meu peito tinha de ser removido, numa altura em que começava a sentir-me confortável comigo mesma, fez-me perceber que não voltaria a sentir-me completa novamente. A reconstrução não era uma opção para mim, era mortificante, no mínimo. Naquele momento, o sentimento de “não me sentir completa novamente” foi bastante esmagador. As pessoas dizem que um mal nunca vem só. Para mim, esta afirmação é verdadeira. A primeira vez que fui diagnosticada foi no Natal de 2005. Depois de quatro cirurgias, quimioterapia, radioterapia e terapia hormonal eu pude viver uma vida livre do cancro por um par de anos antes de nova recaída, no Natal de 2008. Mais radioterapia e uma mudança nas minhas hormonas foi a receita do dia. No Natal de 2010, o então cancro da mama (estágio 3) passou para o estágio 4, e desde então formou metástase, o que significa espalhar-se, ao cancro em quase todos os ossos, órgãos femininos, fígado, pulmões, rim direito, basicamente quase todos os órgãos do meu corpo, incluindo o meu cérebro e até mesmo os meus olhos. No início de 2011, foi-me dito que eu tinha 6 meses de vida. Em Janeiro deste ano, passaram 10 anos desde que eu tive a minha mastectomia e este Natal será o 11º aniversário da minha primeira experiência com o cancro. Quem já teve cancro sente como que uma almofada de alfinetes, com todas as cirurgias, exames de sangue, radioterapia e tratamento. É uma experiência que altera a mente, quando feita uma vez, quanto mais três vezes. A percepção de si mesma muda bastante. Os sentimentos de vazio e inadequação são profundos. Como se já não fosse suficiente passar por um tratamento que invade a privacidade, estar careca tantas vezes, usando perucas, isso simplesmente não parece certo. As pessoas recorrem a meias de enchimento no sutiã ou à velha costura de uma bolsa que pode preencher e remover bolas de algodão por causa da flutuação do seu peso. A menor das suas preocupações deve ser como se sentir completa novamente e parecer uma mulher “normal”. As pessoas perguntam-me constantemente: “Como é que consegues? Não apenas a nível físico, mas como consegues mentalmente viver cada dia feliz, especialmente sabendo que poderás acabar por morrer desta doença terrível? Bem, eu costumo dizer-lhes o seguinte: Eu gostaria de viver num estado saudável de negação. Eu tenho a certeza que sei o que me vai matar, mas eu não estou morta hoje. Eu sei a gravidade da minha situação, mas não permito que esta me defina. É um bom ato de equilíbrio .... eu faço uma tomografia de cada vez, por con-
seguinte, experimento incrementos de três meses ... quando isso é demais, eu levo as coisas, uma semana de cada vez. Isso é demais? Um dia de cada vez. Ainda muito? Levo uma hora de cada vez. Em 2011, quando eu estava tão doente que não tinha forças para andar, estava presa a uma cama e cadeira de rodas, eu chorava constantemente porque a minha dor não estava sob controle. Eu mal conseguia sentar sem vomitar. Eu estava tão doente que os médicos e enfermeiros repetidamente me pediam para dar entrada num hospício. Eu nunca o fiz. Eu tinha apenas um par de opções de tratamento. Mas eu não desisti. Eu decidi naquele momento que iria permitir-me a esse pouco de negação e me convencer de que tudo ficaria bem, que eu estava bem. Disse a mim mesma que iria viver cada dia e ser feliz, mesmo que eu passasse a maior parte dele na casa de banho. As coisas começaram a mudar para mim. Quanto mais eu dizia a mim mesma: “Está tudo bem, as coisas estão boas, passou a ser assim. Para um ponto onde me podem ver hoje. Eu ultrapassei esta etapa, ultrapassei! Não me interpretem mal, eu ainda tenho lutas diárias, ainda com uma quantidade louca de medicamentos, e ainda estou em tratamento bi-semanal ativo. MAS por cada dia em que eu posso respirar, eu ESCOLHO ser grata, eu continuo a ser feliz apenas por estar viva. Sinto-me grata pelas pequenas coisas. Eu acredito que muita gente dá dinheiro para o cancro e instituições de cancro, porque isso as faz sentir bem. Eu não acho que elas tenham uma ideia para onde (o dinheiro) está a ir e quem está a afetar. Isto, creio eu, é porque elas não vêem os resultados. Eu estou aqui para que saibam que a ABC After Breast Cancer está a fazer a diferença. Por causa da After Breast Cancer, eu tenho a honra de colocar diariamente uma prótese de mama e um sutiã de ajuste apropriado. E tornar esse estado de negação e felicidade um pouco mais brilhante. A minha auto-confiança e sensação de plenitude, voltam de novo. Eu esqueço por breves momentos que eu não tenho cancro. Que a minha luta diária e constante dor desaparecem. Eu sei, esta não é a vida que eu tinha planeado para mim ou para a minha família, mas esta foi a vida que me foi dada. Então eu vou vivê-la. Posso estar a morrer, mas ainda me sinto viva! Obrigado After Breast Cancer por ser uma parte do processo de prolongar a minha vida. Olhem para mim, pareço-vos doente? Podem dizer qual o peito que é, não! Por isso, eu quero dizer Obrigado por apoiarem a After Breast Cancer (ABC). Todos os dias, eu sinto-me inspirada e cheia de esperança, por causa do apoio de pessoas como vocês, e inúmeras outras. Para vocês, isso pode ser uma coisa pequena, pode ser apenas algo que podem reivindicar nas vossas declarações de rendimentos, mas isso faz toda a diferença para alguém como eu. Vocês mudaram esta rapariga! Obrigado!
A BELEZA FEMININA DEPOIS DO CANCRO DA MAMA
Campanha anual S|HE Thrives 2016
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oze fotógrafos e doze sobreviventes do cancro da mama associaram-se a uma série de estilistas, designers e maquilhadores de topo de Toronto para a iniciativa S|HE Thrives da After Breast Cancer (ABC). Uma sessão de fotos para homenagear e comemorar os chamados “graduados” do cancro da mama, também conhecidos como embaixadores do Projeto S|HE. No passado dia 13 de julho, no Sunnyside Lower High Park, no Argonaut’s Rowing Club, no extremo oeste de Toronto, doze mulheres corajosas foram transformadas, embelezadas e fotografadas pelos melhores fotógrafos de Toronto. As imagens fotográficas são selecionadas - por um seleto grupo de juízes - e convertidas num Coffee Back and Calendar na Pink Diamond Gala da After Breast Cancer, a realizar neste mês de setembro. Este ano, e como novidade, o patrocinador Artworld Fine Art Gallery irá receber uma exposição de fotografia com uma seleção de fotos dos embaixadores que revelam as cicatrizes do cancro da mama. A exposição fotográfica estará patente por duas semanas, em outubro, mês de consciencialização para o cancro da mama. Uma nota de imprensa da organização indica que Sandra Carusi, Susan Lunn, Svetlana Dvoretskaia, Eva Karpati, Donna Toulmin, Posy Bowerman, Lucy Santoro, Glennie Hepkin, Olga Lambert, Connie Malonda, Amanda Gingrich e Laurel Shaw foram os 12 embaixadores deste ano. A S|HE Thrives fez parceria com patrocinadores, incluindo os designers de joias, Rita Tesolin, Dasha Klymenko e J Arends Designs; vestuário por David Dixon, NARCES, Candace Daniela, Jolie Bridal, Carmen’s Design; e sapatos por SKECHERS Canadá; tudo com a elegância do estilista de celebridades, Dale Hodder-Elad de Shut up and Dress Me; Hair & Make-up por Beauty Concept by Shirley Wu, Gelareh Kamazani, Samira Abedi, Rachel Jones, Kati Atkinson, Christina Pfaff, e Katherine Elias. Judy Cormier de Elementz liderou um grupo de fotógrafos que incluía Sandra Valente, Marlen James, Cristina Sacco, Caryn Silverstein, Janice Robertson, Fiona Nyuyen, Betty Tuong, Sandra Santos Granville, Alina Rahman e Cristina Arce.
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Apoiar um mínimo de 250 mulheres
O comité da gala da AFTER BREAST CANCER está a pedir o apoio para a sua Annual Pink Diamond Fundraising Luncheon Gala, marcada para o dia 25 de setembro de 2016. O objetivo passa por apoiar um mínimo de 250 mulheres no programa da After Breast Cancer. “A sua contribuição para o nosso evento vai permitir-nos continuar a suportar programas importantes oferecidos pela nossa instituição, e expandir os nossos esforços para apoiar a qualidade de vida de uma mulher, no rescaldo desta doença devastadora.” A After Breast Cancer é uma instituição de caridade que foi fundada em 2013 por Alicia Vianga, uma “fitter” de sutiã certificada e proprietária da Premier Jour Fine Lingerie, uma boutique de vestuário íntimo em Toronto. A organização tem como objetivo ajudar mulheres que sobreviveram ao cancro da mama a ter acesso às necessidades básicas, oferecendo sutiãs e próteses de mama adequados que muitas mulheres não teriam condições financeiras de pagar. Alicia Vianga, a fundadora e presidente da After Breast Cancer, uma instituição de caridade com sede no Canadá, explica o conceito da campanha S|HE Thrives e deixa o convite para a Annual Pink Diamond Fundraising Luncheon Gala, a realizar no dia 25 de setembro de 2016, no salão de festas Riviera Parque. Revista Amar - O que a faz realizar este evento [S/HE Thrives]? Alicia Vianga – “S|HE Thrives é um evento que foi inspirado numa senhora dos Estados Unidos. Como sabe, o cancro da mama é um ‘monstro’. As mulheres que passaram pelo cancro da mama, quer tenham tido mastectomia ou lumpectomia, não sabem como se ver a elas próprias. Algumas, sentem-se menos mulheres, perdem a autoestima, sentem-se a viver no escuro.
S|HE Thrives é sobre elas celebrarem as suas vidas enquanto mulheres. Porque ainda que tenhas um cancro da mama, ou tenhas visto removido um peito, ainda és uma linda mulher. Todas as mulheres que fazem parte desta campanha são todas ‘graduadas’ do cancro da mama. Trata-se de lhes proporcionar um dia … em que elas se sentem maravilhosas, novamente.” RA - Como é feita a seleção dos Embaixadores? AV - “Normalmente, selecionamos os embaixadores. Este ano, fizemos algo diferente, uma campanha online de duas semanas em que tivemos mais de 150 nomeados. Foi realmente muito difícil reduzir esse número para apenas 12 embaixadores. Mas com uma equipa de voluntários, isso foi possível. E estas mulheres são lindas, por dentro e por fora, e muito inspiradoras.” RA - O que sente quando vê a felicidade e os sorrisos dessas mulheres? AV - “Oh meu Deus. As palavras não conseguem expressar isso! É muito emocional, mas de uma forma positiva. Tive oportunidade de conhecer estas mulheres, da forma que muitas pessoas não conseguem. Posso ouvir as suas histórias … que até mesmo os amigos mais próximos desconhecem. Mas dá-me muita alegria e satisfação por nós podermos fazer a diferença na vida de alguém; por, ao longo de um único dia, fazermos com que elas esqueçam que são sobrevivente do cancro da mama.” RA - Qual é o propósito da ABC Pink Diamond Gala 2016?
AV - “A After Breast Pink Diamond Gala é o nosso principal evento de angariação de fundos. Todos os anos temos isso. Este ano, vai ter lugar no dia 25 de setembro. Para nós, é uma forma de angariarmos dinheiro para suportar o programa After Breast Cancer. Com isso, disponibilizamos sutiãs e próteses de mama para mulheres que não podem pagar. Esse é o principal objetivo desta Gala de angariação de fundos.” RA - Quem é que pode estar nessa Gala? AV - “Qualquer pessoa pode estar nessa Gala. Na Pink Diamond Gala temos crianças, homens, mulheres, basta nomear; não é preciso ser um sobrevivente do cancro da mama. Pode ser qualquer pessoa da comunidade. Queremos que todos venham, é um dia de celebração. É divertido. Temos muito entretenimento, comida, a doação de presentes, os oradores. Todos são bem-vindos.” RA - Deixe uma mensagem para os leitores da Revista Amar. AV - “Queremos que abracem a After Breast Cancer, que se juntem a nós, em tudo o que nós fazemos. Queremos que venham ajudar-nos a fazer a diferença para a comunidade portuguesa, porque somos todos UM, não importa de onde vimos ou qual a nossa nacionalidade ou passado. O cancro é um monstro que afeta a todos e queremos que todos vós façam parte deste projeto, seja como participantes do evento, patrocinadores, ou mesmo promovendo um evento em nosso nome. Queremos que façam parte do After Breast Cancer.”
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LOGIA
Como é o seu filho na escola? Você o conhece?!
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im de férias, volta a rotina. A escola como segundo meio mais importante da vida de um jovem ser humano, logo após a casa, há de ser bem cuidada. É na escola que todos temos o primeiro grande contacto com o mundo exterior, onde primariamente nossas bases sociais se solidificam, lugar onde o aprender está envolto numa rede delicada que se faz através de diversas maneiras. A principal função da escola é de facto ensinar disciplinas, mas sabemos que a escola faz muito mais que isso, lá se aprende a conviver em grupo, se aprende deveres, obrigações e direitos, lá se forjam caráters, lá se solidificam bases culturais que nos marcam durante a vida, lá se criam laços e alicerces emocionais, bons ou maus. É de extrema importância que seja um lugar seguro, que a criança ou adolescente se sinta bem e feliz, para que de facto possa funcionar sua vivência lá dentro. Nenhuma criança é capaz de aprender num ambiente inóspito, onde se sente mal. Nenhuma criança pode estar infeliz num grupo e ainda assim conseguir gerir sua sociabilidade. A relação criança-escola, e quando digo escola não me refiro só a instituição, mas sim a um todo que abrange colegas, profissionais de educação, parte administrativa/direção e funcionários, enfim tudo que circunda esse espaço incluindo a família, no caso os encarregados de educação, há de ser uma relação que se medeie por satisfação, seja nos resultados, seja na frequência. Quando a criança vai pela primeira vez para escola, muitos pais sentem-se hesitantes em relação a adaptação, com isso passando insegurança aos pequenos, o que é mal para eles que precisam estar confiantes e bem preparados. Sinceramente, acredito que sempre devemos ter total consciência de como funciona essa adaptação para podermos deixar esse medo de lado e não contaminar as crianças com ele, por isso estar atento e conhecer bem todo esse processo e quem vai estar encarregado de seus filhos, é essencial para acalmar qualquer coração e tirar qualquer dúvida. Passada a primeira instância, a fase da adaptação, seja pela primeira vez na escola, seja por uma escola nova ou até mesmo um professor novo, passa-se à fase seguinte de igual preocupação, o convívio social de seu educando. Claramente estar adaptado é conviver bem nessa esfera educacional e em grupo. Nesse contexto implicam também as boas relações entre escola, família, educadores e educandos. Toda criança tem que se relacionar de modo satisfatório, e toda criança tem de ter colegas para criar essas relações que são tão necessárias para o meio social delas. Portanto, se temos um lugar seguro, a criança se sente feliz e quer ir para a escola de bom grado, seus resultados tem meio caminho andado para ser bons. Mas, ai implicam outros fatores, de especial
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importância… estar atentos às necessidades educativas dos seus filhos enquanto aprendizes é o que vai realmente assegurar seus objetivos. Observar o comportamento dos seus filhos na escola, acompanhar sua aprendizagem e principalmente suas dificuldades de aprendizagem, será a solução que tornará possível que ele adquira conhecimentos de forma positiva, salutar e com bons rendimentos. Acompanhar trabalhos de casa, verificar o que está a ser ensinado, tirar duvidas quando possível e quando não puderem, assegurem uma ajuda de modo que a criança encontre um meio de as tirar, estar em contacto com o professor, perceber se a criança consegue acompanhar o ritmo das aulas, se esta a aprender, verificar se ela vê e ouve bem (no caso de qualquer suspeita procure um profissional), se tem uma grafia normal, perceber se tem interesse em aprender e se não tem, procurar saber o motivo, estar atento se a criança não tem dificuldades a mais que julgamos normais, entre em contacto com o educador, peça orientação, procure um profissional da educação para identificar essas dificuldades e suas origens. Nunca desmereça seu filho. Não somos todos iguais. Tenha obviamente um termo de comparação para saber distinguir o que se deveria alcançar em relação ao rendimento escolar, mas acredite que cada um tem um ritmo de aprendizagem, o importante é garantir que seu filho aprenda. Se é uma criança que não alcança facilmente os melhores resultados, existe sempre um profissional que lhe pode ajudar a perceber o que se passa. Valorizar a escola e os que nela trabalham, educar seus filhos para perceber esse valor, ensinar que respeito é uma via de mão dupla, que só ganhamos o que oferecemos, também será um facilitador para que a educação na escola comece em casa. É preciso conhecer seu filho como educando, com olhos bem abertos e vigilantes. Estar presente na sua vida é estar atento. Saber quem é, é saber o que faz dentro da escola, como se comporta, saber como se dá sua aprendizagem, quem são seus colegas, tudo isso é importante para perceber seu filho. Não incito a invadir a privacidade de ninguém, mas oriento a acompanhar de perto. Só assim garantimos a nossa parte, com responsabilidade, só assim nos certificamos que estamos a ajudar a assegurar bons frutos. Ajudar não é pescar o peixe, mas sim, ensinar como usa a cana de pesca!
DR.ª PATRÍCIA SALIN Contato: patriciasalinpsi@gmail.com
CRIANÇAS O INSUCESSO ESCOLAR Fotos: Direitos Reservados
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uitas são as crianças que apresentam quadros de insucesso escolar, podendo este resultar de inúmeros fatores. Quantos são os adolescentes e jovens que vivenciam o insucesso escolar e são muitas vezes acusados de não estudar ou de não se interessarem pela escola. E quantos são os pais que consideram os seus filhos crianças nervosas que apresentam perturbações durante o sono ou sintomas físicos como dores de cabeça sem estar associadas a uma causa específica. A dislexia pode ser uma das causas do insucesso escolar, na medida em que mais de 70% da população escolar com dificuldades de aprendizagem sofre de dislexia. A avaliação de um conjunto de aptidões básicas, necessárias à aprendizagem escolar da leitura, escrita e cálculo e um diagnóstico precoce, no caso da dislexia, são fundamentais para proteger crianças e pais no que se refere ao insucesso escolar. Dislexia é uma perturbação na leitura que afeta pessoas com inteligência considerada normal e que não apresentam perturbações sensoriais ou neurológicas. Sabia que grandes nomes como Albert Einstein; Agatha Christie; Leonardo Da Vinci; Tom Cruise; Robin Williams sofrem de dislexia? Mas se é verdade que é possível viver com dislexia também é verdade que a dislexia é uma das principais causas do insucesso escolar, dos atrasos e recuos na aprendizagem e dos problemas emocionais graves que comprometem o futuro das crianças e jovens com dislexia. Embora a dislexia seja uma dificuldade que acompanha a pessoa ao longo de toda a sua vida, quando diagnosticada e intervencionada precocemente é possível compensar as dificuldades de crianças e jovens portadores de dislexia e contribuir para o sucesso na aprendizagem. Uma criança com dislexia apresenta sintomas como: não compreende o que lê; lê devagar e de forma incorreta; tem dificuldade em dividir palavras em sílabas; não consegue ler palavras simples e monossilábicas; tem dificuldades em memorizar ou não consegue resolver problemas de matemática. Com que idade é possível diagnosticar uma criança com dislexia? É possível detetar a presença da dislexia desde cedo, logo no início do 2º ano de escolaridade momento em que a leitura de textos é regularmente apresentada às crianças. Mas, a partir daí, é possível
Cristina Fragata
fazer um diagnóstico em qualquer idade. Quando é diagnosticada em adulto permite que a pessoa perceba o porquê da ansiedade sentida em momentos cruciais da sua vida e possa determinar novas metas para o futuro. O rastreio dos pré-requisitos para a entrada no 1º ciclo vai avaliar um conjunto de aptidões básicas, necessárias à aprendizagem escolar da leitura, escrita e cálculo. São avaliadas áreas tais como a compreensão verbal, a aptidão numérica e a aptidão perceptivo-visual. A entrada na escola é um marco importante na vida das crianças e dos seus familiares. Representa o assumir de novas regras, deveres e responsabilidades. A criança passa de uma fase fortemente marcada pela realização de atividades da exclusiva responsabilidade da educadora de infância, para um momento da vida em que lhe começa a ser exigido que aprenda a ler, escrever e contar de uma forma natural. No entanto para que a criança consiga responder a esta nova exigência tem de estar preparada. A criança tem de ter competências linguísticas, perceptivas, cognitivas e motoras adequadas e necessárias a essa aprendizagem. Quantos educadores não questionam se as crianças estão preparadas para enfrentar este novo desafio? Todas as crianças têm o seu ritmo de desenvolvimento, no entanto nesta fase é importante garantir que a criança está pronta para iniciar este novo processo de aprendizagem. É por essa razão que esta avaliação é de extrema importância, na medida em que identifica áreas onde poderão existir algumas falhas, sendo necessário estimular a criança antes de enfrentar o novo desafio. Esta estimulação vai facilitar a aprendizagem das novas aquisições assim como vai preservar a saúde emocional da criança, facilitando o percurso escolar. As dificuldades de aprendizagem vão gerar ansiedade e falta de confiança e o insucesso escolar vai levar a novos insucessos, desta forma é fundamental ter a certeza que este primeiro passo é dado de uma forma correta e confiante. Quem deve fazer esta avaliação? Todas as crianças entre os 5 e os 6 anos que vão dar entrada na escola para que possam ser identificadas as áreas nas quais poderá ser necessária alguma intervenção.
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MICHELLE MADEIRA
“Eu nasci para a música, para cantar. É o que me faz feliz e onde me sinto realizada”
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ma voz conhecida da comunidade portuguesa de Toronto, a jovem luso-canadiana prepara-se para abraçar novos desafios e concretizar o que aparenta ser uma (re)descoberta pessoal e profissional. O popular continua dentro de si. Quem não se lembra de “Fronteiras”, o seu primeiro álbum, quando ainda era uma adolescente. Ou o mais recente trabalho “Músicas Populares”, que saiu no ano passado, feito a pensar num público mais saudosista das suas canções. Mas agora, é a fusão de pop, folk e música alternativa que Michelle Madeira quer explorar. No dia 28 de setembro, no Lula Lounge, tem o seu «showcase» canadiano, onde vai apresentar pela primeira vez o seu novo género musical. Uma apresentação em Inglês pensada para seduzir os “olheiros” da indústria musical no Canadá e ser a plataforma de lançamento de uma carreira a nível nacional. Na sua biografia online, Michelle Madeira apresenta-se como uma cantora e compositora poderosa e inspiradora cuja mistura de tom vocal natural, paixão e uma alma sensível fazem dela um verdadeiro achado no mundo da música. Ela é uma vencedora em muitos níveis e foi um dos artistas cabeça de cartaz no Winterfest 2013, coordenado em associação com a estação de rádio CIRV FM 88.9. No top 32 de finalistas do Canadian Idol (ainda que com um certo sentimento de desilusão), a nomeação como “Melhor Artista Feminina” no Ontario People’s Choice Award e o prémio no Mississauga Arts Award acabariam por chegar na hora certa para motivá-la na busca de uma carreira musical. Mais tarde, estava entre os principais artistas no 2015 International Portuguese Music Awards (IPMA), em New Bedford, Massachusetts, ao lado de nomes internacionalmente reconhecidos, como Lucenzo, Ménage ou Sarah Pacheco. A sua versatilidade musical leva-a a cantar com artistas de renome internacional como Regis Philbin, Suzy McNeil, Michael Burgess, Michael Ciufo e Carolyn Wonderland; em paralelo, partilha o palco com cantores portugueses populares, como Tony Melo (Starlight), José Cid, David Navarro, Joe Puga, Tony Camara, Romana, só para citar alguns. Outros feitos dela incluem o ser a voz da música promocional do Square One Mall “Be the One” e música tema do 25º Aniversário do Carassauga. Para além de vencedora do Mississauga Future Star, Michelle Madeira arrebatou o prémio principal no (experimental) Johnny Lombardi Portuguese-Canadian Singing Festival. Canta em várias línguas, incluindo, Inglês, Português, Italiano e Chinês, fazendo dela uma verdadeira cantora multicultural que acredita que “a música é uma língua internacional que todos partilhamos”. Respeitada por colegas da música pelo seu profissionalismo, Michelle Madeira tem desempenhado o papel de júri no Canadian Chinese Idol e The John Santos Amateur Singing Completion. Esta uma das vozes da comunidade portuguesa no Canadá que estudou teatro e inglês na Universidade de York. O talento musical que começou a cantar aos 13 anos de idade e que, sem falsas modéstias, continua a sonhar com uma carreira musical personalizada e plena de sucesso. A filha que tem nos seus pais dois dos seus maiores fãs. A artista que é este mês o destaque na capa da Revista Amar.
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Revista Amar - Começou a cantar aos 13 anos de idade. Numa fase adolescente, já sentia que queria abraçar uma carreira musical? Michelle Madeira – Sim. Eu comecei a cantar muito cedo, quando ainda era uma menina pequenina, mas tudo começou aos 13, quando a minha avó me ouviu a cantar, numa das reuniões familiares, disse aos meus pais que eu deveria ter lições de canto e perseguir uma carreira musical. O meu pai, que tem um lado “musical”, não é cantor profissional, dizia que eu tinha uma voz linda e também me incentivou... e tudo começou em casa, mas quando eu comecei a cantar em festa de família e de amigos descobri o quanto eu gostava de cantar. A minha primeira atuação a “sério” com um maior número de público foi no club de futebol do meu pai “Operário Sports Club of Toronto”, espaço que me é muito especial, e porque foi lá o ponto de partida da minha carreira. RA - Em 2005, ficou integrada no Top 32 de finalistas do Canadian Idol. Esse foi um momento de desilusão ou deu-lhe ainda mais força para seguir a carreira musical? MM - Foi um pouco dos dois. Foi a primeira vez que entrei num concurso nacional… e não era como cantar para a família ou 100 pessoas, como era até então. Cantei para o Canadá, as expetativas eram outras, tinha 18 anos e queria cantar muito. A partir dali, compreendi que tinha que trabalhar mais e o que tinha que melhorar. Os jurados deram-me muitas críticas positivas e construtivas. Eu sempre fui muito “técnica” e focava nisso, mas faltava-me alguma coisa… o sentimento… e os jurados aperceberam-se disso! Eles disseram algo que nunca esqueci: - “Tu cantas muito bem, mas não estamos a sentir...”; desde esse dia, até hoje, eu tenho trabalhado muito nesse sentido, ou seja, eu ponho todas as minhas experiências, emoções e sentimentos nas canções que canto! Hoje sei o que eles queriam dizer. RA - A Michelle já partilhou palcos com artistas intercontinentais incluindo Regis Philbin, Michael Burgess, Michael Ciufo, Carolyn Wonderland. O que aprendeu com eles? MM - É assim, todos estes artistas têm uma carreira longa, com características diferentes. Cantar com eles foram momentos únicos, pois são profissionais e humildes. Eu aprendi muitas coisas diferentes de todos eles, mas o que ficou, foi que cada artista é diferente, tem a sua personalidade, as suas qualidades, cada artista é único. RA - Do lado português, também chegou a cantar com artistas populares como Tony Melo (Starlight), José Cid, David Navarro, Joe Puga, Sarah Pacheco, Isabel Sinde, Tony Camara, Romana, entre outros. Como viveu essas experiências? MM - As experiências foram e são diferentes, pois para além de sermos da mesma comunidade, existe a amizade e temos muita coisa em comum, o amor à música e de cantar. A partilha e troca de experiências é mais fácil e como somos todos artistas diferentes, aprendemos muito.
“(…) Quando uma canção é transmitida com emoção e sentimento, ela vai ser entendida independentemente da língua.”
RA - A Michelle canta em várias línguas, incluindo, Inglês, Português, Italiano e Chinês, fazendo de si uma verdadeira cantora multicultural. Esta sua aventura linguística, é uma forma de conquistar outros públicos? MM - É assim, eu costumo dizer que a ‘música é uma língua inter-
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nacional que todos partilhamos’, não importa a letra, não importa se estou a cantar em português ou inglês. Eu canto canções que eu gosto e que me digam algo e tento passar ao público, e quando uma canção é transmitida com emoção e sentimento, ela vai ser entendida independentemente da língua. Cantar em chinês foi uma casualidade, eu ganhei um prémio no Metal Works em Mississauga e tive a oportunidade de conhecer e trabalhar com muitas pessoas. Uma delas, era o filho do presidente da The Malasian Association of Canada, que me pediu para aprender uma canção em chinês e eu aceitei o convite. Num dia, eu aprendi e gravei. O pai, Henry Lee, quando ouviu gostou tanto que começou a agendar-me para festas da comunidade chinesa. Foi uma experiência engraçada. RA - Cantora e compositora. Qual destas duas facetas prefere mais? MM - São duas facetas diferentes e gosto de ambas, mas de maneira diferentes. Como cantora tenho mais experiência, sinto-me mais confortável e à vontade… está dentro de mim. Compor é muito pessoal, sempre gostei de escrever poemas e estórias, mas não tinha a confiança para mostrar o meu trabalho para o público.e agora é que estou a começar a dedicar-me mais e a desenvolver.
RA - A Michelle tem tido o prazer de cantar os hinos nacionais canadiano, norte-americano e português, em várias cerimónias políticas e eventos desportivos. É daqueles convites a que não consegue dizer Não!? MM - Estes convites são uma honra, cantar os hinos nacionais não importa de que país seja é uma honra! Não há música mais internacional do que os hinos nacionais, as pessoas quando ouvem o “seu” hino nacional têm e sentem orgulho e sabem a letra, e aquele momento em que se ouve milhares de pessoas a cantar quase a uma só voz, é arrepiante. O momento do hino é único e emotivo, durante aquele momento não há diferenças ou desigualdades, só o amor pelo seu país. Graças a Deus nunca me aconteceu , mas estas são aquelas em que tu não te podes enganar, pois toda a gente conhece a letra, e vamos ser realistas, o hino é aquela canção que no fim tem sempre a ovação de pé!!!” RA - A Michelle foi a voz da música promocional do Square One Mall “Be the One” e da canção tema do 25º Aniversário do Carassauga. Apenas duas mais-valias para a sua carreira musical ou algo mais do que isso? MM - Em ambas as ocasiões, foram muito importantes. Cantar a música promocional do Square One Mall foi uma honra, pois é considerado um dos maiores Centros Comerciais do Canadá. O
Festival de Carrassauga é um festival multicultural enorme que respeito muito e poder cantar nas suas bodas de prata foi muito gratificante. Tenho muito orgulho de ter estes eventos na minha carreira, no meu currículo. RA - A Michelle venceu o Johnny Lombardi Portuguese-Canadian Singing Festival (2012) e foi a vencedora do Mississauga Future Star (2008). Conquistar esses dois prémios foi importante para a autoestima enquanto artista musical? MM - Ora bem, para mim o mais importante é cantar, claro que estes concursos foram importantes e foi bom ganhar, mas se não ganhasse, ficava feliz na mesma. Agora, o vencer é a confirmação de que estou no caminho certo, pois eu sou muito autocrítica e perfecionista em relação ao meu trabalho. RA - Por que aceitou ser um membro do júri no Canadian Chinese Idol e no The John Santos Amateur Singing Completion? MM - Porque eu sei o que é estar no outro lado à espera de ser avaliada, então achei que podia dar aos concorrentes aquilo que outros membros do júri me deram antes, ou seja, conselhos, partilhar as minhas experiências e dar dicas positivas. RA - Fale-nos dos álbuns “Fronteiras” e “Músicas Populares” e as diferenças entre ambos. MM - “Fronteiras” foi o meu primeiro álbum, saiu quando ainda era uma adolescente e fi-lo para mim, escolhi as canções que eu gostava na altura, enquanto que para o “Músicas Populares” que saiu no ano passado foi feito a pensar no meu público. Canções que eu cantava em eventos e que não estavam gravadas e as pessoas perguntavam-me se estas se encontravam no “Fronteiras”. Foi assim que decidi dar este presente a todas aquelas pessoas que gostam de mim e à communidade portuguesa por sempre terem apoiado a minha carreira até ao dia de hoje. RA - Com o ano de 2016 a caminhar a passos largos para o seu fim, que balanço faz até ao momento? MM - O balanço é positivo. Tem sido um ano de descobertas tanto a nível profissional como pessoal. A nível profissional, finalmente encontrei o caminho que tanto procurei, e trabalhar com Evanson Chung e Milú Pacheco nos últimos 2 a 3 anos tem sido fundamental na busca do meu “género musical”. Foquei-me muito nesta busca, pois não podia continuar como um hobby (passatempo). Eu quero cantar a tempo inteiro. Cantar é o que eu mais quero fazer no mundo. Era importante que eu descobrisse quem eu sou verdadeiramente para dar “aquele” salto que todos os artistas ambicionam; foi assustador, eu que pensava que sabia quem eu era musicalmente, e ao mesmo tempo fantástico descobrir que afinal há muito mais dentro de mim para dar, não só na comunidade portuguesa como também no Canadá. É como se tivesse renascido!
“Não estou a dizer que a partir desse dia vou deixar a comunidade portuguesa, não é isso, simplesmente vou também tentar encontrar o meu “espaço” neste país que me viu nascer, sem nunca esquecer as minhas raízes e tradições, pois fazem parte de mim, são a base de quem eu sou!”
RA - No dia 28 de setembro, no Lula Lounge temos o teu «Showcase» canadiano. O que podemos esperar e por quê em Inglês? MM - Este foi o dia que escolhemos para mostrar a nova Michelle Madeira. Foi para este dia que tenho vindo a trabalhar com o Evanson Chung nos últimos anos. É no dia 28 que vou mostrar pela primeira vez o que descobri ser o meu género musical. E espero que gostem. Este «showcase» é em Inglês, porque eu quero começar uma carreira a nível nacional. Vão estar presentes pessoas da indústria da música canadiana e espero que gostem do meu género musical e que a partir daqui eu possa lançar-me nesta nova fase da minha carreira. A partir desse dia, tudo pode acontecer, ser agenciada por um promotor para entrar neste mundo da música que adoro e depois quem sabe até assinar um contrato com uma discográfica. Não estou a dizer que a partir desse dia vou deixar a comunidade portuguesa, não é isso, simplesmente vou também tentar encontrar o meu “espaço” neste país que me viu nascer, sem nunca esquecer as minhas raízes e tradições, pois fazem parte de mim, são a base de quem eu sou! RA - E qual é o verdadeiro género musical da Michelle Madeira? MM - É uma fusão de pop, folk e música alternativa. Eu gosto de cada um deles, mas para mim têm que estar juntos para fazer sentido e juntei os três de forma harmoniosa para se completarem.” Em 2017, o que podemos esperar em termos de projetos? MM- “Tenho projetos sim, mas tudo vai depender como vai correr no dia 28 de setembro, porém posso adiantar que estou a planear «Showcases» fora do Canadá. RA - Qual o estilo musical que prefere mais interpretar em palco? MM - Todos, mas em particular este meu novo género musical, a fusão do pop, folk e música alternativa.
MM - Nem pensar, nem posso. Foi graças à nossa comunidade que eu aprendi a falar português. Claro que eu podia falar em casa com os meus avós, mas foi a cantar em português que fiquei muito mais ligada à comunidade, à lingua, às tradições, à cultura. E foi uma benção ter esta oportunidade na vida, pois aprendi muito sobre o que é ser português. E independentemente de para onde a música me levar, eu vou ser a Michelle Madeira, luso-canadiana. Nunca hei de esquecer de onde vim. RA - Ainda recorda a primeira grande atuação junto da comunidade portuguesa? MM – A primeira grande atuação na comunidade portuguesa que me deu a oportunidade de estar em frente de um grande público foi no clube de futebol do meu pai (Operário Sports Club). Este ano, no dia 22 de outubro, no Oasis Convention Centre, eles vão comemorar o seu 40º aniversário e eu irei cantar com Rui Bandeira. Fazer parte desse momento, é algo que é muito importante para mim, porque representa o primeiro local que me deu a oportunidade de atuar perante um grande público quando eu tinha apenas 14 anos de idade. Agora, anos mais tarde, eu posso celebrar essa efeméride com eles. RA - Estudou teatro e Inglês na Universidade de York. A parte do teatro está na gaveta à espera de ser resgatada? MM - Nunca se sabe. Mas para já não penso nisso. Quando fui para a Universidade estudar, foi porque eu gosto de aprender, mas a escolha do curso em si não foi, porque eu pensava um dia a vir ser professora. Eu queria cantar, mas também tinha que ter um plano B, no qual nunca me foquei nesse plano B, depois de me ter formado. Quanto ao teatro, é diferente. Eu participei em muitos musicais na escola e gostei muito de os fazer, porque era música com teatro. Foi assim que começou o meu gosto pelo teatro, mas também não era o meu plano seguir essa vertente no futuro. Mas, quem sabe eu volte a fazer um musical. RA - Os seus pais são dois dos seu maiores fãs. Isso ajudou a cimentar a sua vontade de correr atrás de uma carreira musical? MM - “Eu sou uma sortuda. Os meus pais sempre me apoiaram e o que eles queriam, e querem, é ver-me feliz. Foi o meu pai que me levou para a comunidade e a minha mãe ajudava-me com o guarda-roupa, era a minha promotora e, mais tarde, também me apoiaram finaceiramente.” RA - Se não tivesses a música, o que escolhias para ti? MM – Nada. Eu nasci para a música, para cantar. É o que me faz feliz e onde me sinto realizada!!! É um sonho que se tornou realidade, é a minha vida!
RA - Cantar para a comunidade portuguesa é algo de que não abdica?
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[...] Deixamos votos de felicidade pra a Michelle Madeira, agradecendo a amabilidade para estar à conversa com a Revista Amar e, dar a conhecer um pouco da sua história, da sua paixão pela música e projetos futuros. Obrigado.
MICHELLE Para mais tarde A recordar... D E I R A Anthem performance shot: mapleleafs.com
Performance shots: Carlos Gouveia www.gouveiaphoto.com Paulo Chaves Photography (courtesy of the International Portuguese Music Awards 2015) Luis Melo U-JIH HOO
TUR
um país de contrastes que o convida a viver o prazer das emoções Fotos: Direitos Reservados
ismo
chile
Por: David Gonçalves
INFORMAÇÃO: Continente: Ámérica do Sul Área: 756,950 km² Habitantes: 17,772,871 Capital: Santiago do Chile Idioma oficial: Espanhol Prefixo: +56 Moeda: peso chileno Aeroportos mais procurados: Santiago do Chile - Arturo Merino Benitez - Pudahuel (SCL), Punta Arenas (PUQ), Puerto Montt - El Tepual (PMC), Iquique (IQQ), Calama El Loa (CJC), Concepcion (CCP), Mataveri - Ilha de Páscoa (IPC), Arica (ARI), Valdivia - Pichoy (ZAL), Antofagasta (ANF) Maiores cidades: Santiago do Chile, Puente Alto, Antofagasta, Viña del Mar, Valparaíso, Talcahuano, São Bernardo
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Fontes: Wikipedia, Geocities, TripAdvisor, Oyester, Idealo
O Chile é um país que se encontra na costa ocidental da América do Sul. Sua parte ocidental é banhada de norte ao sul pelo Oceano Pacífico; sua parte oriental, ao norte pelo Peru; e ao leste, pela Bolívia e Argentina. Ao território chileno, ainda pertencem as Ilhas de Páscoa, a ilha Sala y Gómez, o arquipélago Juan-Fernández, as Ilhas Desventuradas, as Ilhas de Idelfonso, as Ilhas Diego-Ramirez e uma parte da Antárctica. O país extende-se por mais de 4.300 km de norte ao sul; de leste ao oeste, entre os Andes e o Oceano Pacífico, tem cerca de 200 km. O ponto mais largo tem de cerca de 240 km e o mais estreito, cerca de 90 km. Devido às suas características geográficas, o Chile apresenta todas as zonas climáticas e de vegetação. Montanhas e rios A montanha mais alta do Chile e, ao mesmo tempo, o vulcão mais alto do mundo: Ojos del Salado, com 6.880 metros, na fronteira com a Argentina. Por estar no deserto de Atacama, esta montanha está raramente coberta com neve. Este deserto, com mais de 15 milhões de anos, é o mais árido do planeta. É considerado como deserto de nevoeiro, dado que o nevoeiro provem de sua proximidade com o mar. O fenómeno climático El Niño, recorrente a cada 6 - 10 anos, traz também muita chuva forte, o que faz com que o deserto floreça num período de tempo.
Clima No norte, praticamente, não há inverno. O clima nesta região é mediterrâneo e as temperaturas anuais durante o dia variam entre 15 e 30 graus Celsius. Na zona central, o clima é semelhante - mas nos meses de inverno, de Junho-Setembro, durante a noite há uma névoa fria do mar o que provoca uma queda da temperatura de até 5° Celsius. Mais de 50% da população vive nesta parte do país, mas a grande parte vive na região da Grande Santiago do Chile. O Sul, por sua vez, é marcado por florestas e paisagens pitorescas. É mais frio e chove mais frequentemente, mesmo no verão é necessário lançar mão da calefacção. Aqui inicia também a seca e inóspita da Patagónia com suas geleiras. Aqui encontra-se a maior geleira do Chile: o Campo de Gelo do Sul. Saúde Recomenda-se a vacinação contra hepatite A, tifo, poliomielite, difteria e tétano. Aconselham-se igualmente roupas que cubram todo o corpo e repelentes contra moscas e insetos que transmitem doenças viróticas. No entanto, no Chile, não há possibilidade de contração de malária. Por favor, informe-se, atempadamente, junto ao seu médico de família sobre possíveis profilaxias. Somente em grandes cidades estão assegurados bons serviços de assistência sanitária. É importante obter um seguro de saúde válido em todo o mundo e que assegure a repatriação em casos de necessidade. Além disto, os frutos devem ser descascados e as verduras e legumes deverão ser cozidos. Visto haver perigo de infe-
Capital A capital, Santiago, não possui muitas atrações turísticas face aos terramotos regulares e a destruição por eles provocadas. Praticamente todos os edifícios e monumentos encontram-se em um pequeno areal. Merecem ser visitados: o centro histórico - Plaza de Armas, a zona pedonal Paseo Ahumada, com seus artistas e vendedores ambulantes. Deve-se mencionar também o Museo Nacional de Bellas Artes, com muitas obras-primas de artistas europeus e chilenos e o Cerro San Cristóbal, com 860 m e a estátua de Nossa Senhora, que semelhante Cristo Redentor sobre o Corcovado, no Rio de Janeiro. Atrações turísticas e praias Além de Santiago de Chile, a população vive principalmente nas grandes conurbações de Concepción e Valparaíso. Em Valparaíso,
ca de 4.200 km ao oeste de Santiago. Sob a óptica arqueológica é muito interessante observar os 638 moais existentes na ilha principal. Os moais são esculturas em pedra colossais, sobre cuja finalidade é objeto de discussão ainda hoje.
Foto: Direitos Reservados
Entrada no país Os cidadãos portugueses deverão apresentar: passaporte válido no mínimo por seis meses. Atualmente não há exigência de visto de turista, cuja estada não ultrapasse aos 90 dias. Durante a aterragem são distribuídos cartões de turista ao visitante com validade para 90 dias.
segunda maior cidade do país, está a sede do congresso chileno. Acha-se a 120 km ao noroeste de Santiago e é considerada uma das metrópoles mais bonitas da América do Sul. Está a cerca de 10 km ao norte de Viña del Mar, uma estação balneária muito popular, com zonas verdes belas e bem cuidadas. A pérola do Chile é o Parque Nacional de Puyehue, que está em uma região com muitos lagos - a Suíça Chilena. É o mais visitado de todo o Chile por sua
paisagem vulcânica impressionante, por suas cachoeiras, por suas estâncias de esqui, por suas fontes termais e por seus panoramas oferecidos em caminhadas que por ele pode-se fazer.
Os cientistas presumem que estas estátuas sejam a representação de chefes famosos, que são o elo de ligação entre os mortos e os vivos. As esculturas foram colocadas diante das colónias ali existentes. Exemplos para tal encontram-se em toda a Polinésia, o que sustenta a tese de que as ilhas foram colonizadas a partir do oeste. Cerca de 2.000 pessoas no Chile e na Ilha de Páscoa ainda dominam a língua polinésia Rapa Nui, mas com forte decrescimento.
A não perder Outro mundo pertencente ao Chile são as Ilhas da Páscoa, no Sul do Pacífico. Estas ilhas têm origens vulcânicas e estão a cer-
Religião Mais de 90% da população é cristã. Mas há ainda uma minoria de judeus e da religião de Bahai.
Foto: Direitos Reservados
ção, deve-se portar também uma pequena bolsa com remédios consigo.
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SolarImpulse 2
Impulso Solar (em inglês: Solar Impulse) é um projeto de avião solar de longo alcance atualmente estudado na Escola Politécnica Federal de Lausana (EPFL), na Suíça. O projeto é promovido por Bertrand Piccard e André Borschberg, e visa uma volta ao mundo utilizando-se somente energia solar. A aeronave deverá ter somente um lugar, ser capaz de navegar au-
tonomamente, de modo a manter o navegante a bordo durante dias. Se a eficiência das baterias tornar possível reduzir o peso, poderá ser criado um modelo de dois lugares, para tornar a façanha volta ao mundo menos difícil. Em 2016, o Solar Impulse 2, completou a primeira circum-navegação da Terra feita por uma aeronave de asa fixa movida somente através de energia solar.
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A envergadura do Solar Impulse é de 80 metros, ligeiramente maior do que a envergadura de um Airbus A380, a fim de minimizar o a quantidade de energia necessária para mantê-lo no ar, e oferecerá uma superfície máxima para as células solares. Essa característica, que proporciona um auto-sustentação de 8 kg/m², cria uma sensibilidade maior a turbulências. A estrutura ultra-leve foi construída com fibra de carbono.
Estrutura
Enquanto tradicionalmente se tem uma densidade de área na ordem dos 10 kg/m², no projeto Solar Impulse deverá ser obtido algo na ordem de 0.5 kg/m². Estes materiais podem também ter funcionalidade integrada, sensores interpretados de maneira automática, controle ativo, etc. Uma camada de células solares ultra-finas foi integrada à asa. Estas células são projetadas de modo a serem flexíveis o suficiente para resistir a deformações e vibrações. Energia Células fotovoltaicas gerarão eletricidade durante o dia, que servirá tanto para propulsionar o avião, como para recarregar baterias que possibilitarão o voo noturno. A energia acumulada durante o dia será armazenadas em baterias de lítio localizadas dentro das asas; a densidade de cada uma delas deverá ser algo próximo de 200 Wh/kg, e elas deverão suportar que a temperatura varie entre
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+80 C e –60 C.
Propulsão
A média da força fornecida aos motores será da ordem de 12 hp, comparável à média do projeto en: Wright Flyer.
Cockpit
O cockpit proporcionará pressurização, oxigênio e várias características ambientais que permitirão ao piloto uma altitude de cruzeiro de 12,000 metros.
Parceiros
O projeto é parcialmente financiado por companhias privadas tais como Schindler Group, Solvay, Omega, Deutsche Bank e Altran. A EPFL, a Agência Espacial Europeia (ESA) e o Dassault fornecem conhecimentos técnicos especializados.
Construção
A construção da segunda aeronave, conhecida como Solar Impulse 2, com o registro suíço HB-SIB, começou em 2011. A conclusão estava inicialmente prevista para 2013, com uma circum-navegação de 25 dias do globo terrestre prevista para 2014. No entanto, uma falha estrutural da longarina principal da aeronave ocorreu durante os ensaios estáticos em julho de 2012, levando a atrasos no cronograma de testes de voo para permitir reparos. O primeiro voo do Solar Impulse 2 ocorreu na base aérea de Payerne, Suíça, em 2 de junho de 2014.
Circum-navegação da Terra (2015-16)
O trabalho de reparo da aeronave atrasou a circum-navegação da Terra do Solar Impulse 2 de 2012 para 2015. A aeronave foi entregue à Masdar, em Abu Dhabi para a Cúpula Mundial de Energia do Futuro, no final de janeiro de 2015, e começou a viagem em 9 de março de 2015. Ele foi programado para retornar ao mesmo local em agosto de 2015. Um centro de controle da missão para a circum-navegação foi criado no Mônaco, utilizando links de satélite para receber a telemetria em tempo real do voo e permanecer em constante contato com a aeronave e a equipe de apoio.
A rota seguida pelo Solar Impulse 2 passou inteiramente pelo Hemisfério Norte. Doze paragens foram originalmente planeadas ao longo da rota, sendo que os pilotos Borschberg e Piccard alternavam turnos entre si; em cada parada, a tripulação aguardava boas condições climáticas ao longo do próximo trecho do percur-
so. Na maior parte do seu tempo no ar, o Solar Impulse 2 cruzou a uma velocidade que variou entre 50 e 100 quilómetros por hora, geralmente na extremidade mais lenta do intervalo durante a noite para economizar energia. Os trechos do voo que cruzaram os oceanos Pacífico e o Atlântico foram as etapas mais longas da circum-navegação, tendo até cinco dias e noites. Em voos de vários dias, os pilotos descansavam 20 minutos e utilizaram yoga ou outros exercícios para promover o fluxo de sangue e manter o estado de alerta. Piccard pilotou a aeronave através do Oceano Atlântico, chegando em Sevilha, Espanha, a 23 de junho. A aeronave parou próximo de Cairo, Egito, em 13 de julho, e, finalmente, desembarcou em Abu Dhabi, no Emirados Árabes Unidos, a 26 de julho, completando o viagem ao redor do mundo, num total de 17 etapas; foi a primeira circum-navegação da Terra por uma aeronave de asa fixa movida somente através de energia solar.
Ficamos a aguardar mais novidades deste projeto inovador e certamente fascinante para todos os amantes da aviação em geral, bem como de todos os apoiantes das novas formas de energia.
Paulo Mendes
Fontes: Wikipedia, Diário de Notícias e SolarImpulse / Fotos: Direitos Reservados
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DES
porto
Bronze de Telma Monteiro sabe a pouco … Missão portuguesa foi a segunda melhor de sempre, apesar da conquista de uma única medalha nos Jogos Olímpicos do Rio 2016 Por: David Gonçalves
O
desporto português esteve representado por 92 atletas em 16 modalidades nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, que decorreram de 5 a 21 de agosto. Os homens representaram mais de dois terços da delegação portuguesa (62 atletas contra 30 elementos femininos). O balanço final da participação portuguesa resume-se à conquista de uma única medalha (bronze). Por mais surpreendente que possa parecer, a missão portuguesa de 2016 foi a segunda melhor de sempre. A delegação portuguesa no Brasil só ficou atrás da participação em Atenas2004. Portugal conseguiu no Rio2016 a sua segunda melhor pontuação de sempre em Jogos Olímpicos, ao totalizar 41, atribuídos aos atletas classificados entre o primeiro e o oitavo, perdendo apenas para os 44 de Atenas2004. A missão lusa só arrebatou uma medalha, de bronze, por intermédio da judoca Telma Monteiro (-57kg), o que custou um pobre 78.º lugar no medalheiro, mas conseguiu colocar um recorde de 10 atletas no ‘top 6’. O país anfitrião, Brasil, ficou num respeitável 13º lugar do total de medalhas conquistadas (19). Quem também teve uma excelente prestação foi o Canadá, com um total de 22 medalhas. No entanto, o Brasil ficou mais bem classificado pelo facto de ter mais medalhas de ouro (7), contra 4 do Canadá. Expectativas e desilusões Aos 30 anos, Telma Monteiro conquistou a sua primeira medalha olímpica (bronze) após derrotar a romena Corina Caprioriu na categoria -57kg. A judoca portuguesa manifestou-se satisfeita por ter conquistado aquilo que faltava no seu currículo. Esta foi a primeira medalha olímpica de Telma, após ter participado nos Jogos Olímpicos de Pequim, Atenas e Londres e con-
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Fonte: Sapo, A Bola, Diário de Notícias, Expresso, O Jogo, Comité Olímpico de Portugal / Fotos: Direitos Reservados
quistado cinco medalhas em campeonatos do Mundo e 11 em Europeus. Com a vitória da judoca, Portugal alcançou a sua 24.ª medalha em Jogos Olímpicos: quatro de ouro, oito de prata e 12 de bronze. Em 2000, o judoca Nuno Delgado também conquistou uma medalha de bronze em Sidney. Na canoagem, modalidade em que Portugal depositava fortes esperanças de alcançar alguma medalha, as coisas acabaram por não correr como o esperado. O canoísta português Fernando Pimenta ficou-se pelo quinto lugar na final de K1 1.000 metros dos Jogos Olímpicos Rio2016, falhando a conquista da sua segunda medalha olímpica. Já os canoístas Emanuel Silva e João Ribeiro ficaram em quarto lugar na final de K2 1000 dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Portugal também não teve melhor sorte na prova final de K4 1000. O quarteto composto por Emanuel Silva, Fernando Pimenta, João Ribeiro e David Fernandes não foi além do 6.º lugar. Os velejadores Jorge Lima e José Costa deixaram a pele no mar, mas o seu esforço não foi suficiente para ir além do 15.º lugar na classe 49er dos Jogos Olímpicos Rio2016, um resultado que ficou aquém das suas expetativas. Apesar do desânimo evidenciado por ambos, Jorge Lima quis destacar os quatro anos fantásticos que a dupla, a primeira a garantir a presença no Rio2016, teve até chegar aos Jogos Olímpicos. A cavaleira portuguesa Luciana Diniz foi nona classificada na final de saltos de obstáculos individual dos Jogos Olímpicos Rio2016, ao totalizar quatro pontos nas duas rondas. Ainda assim, a participante lusa melhorou a classificação de Londres-2012, onde tinha sido 17.ª classificada.
Depois de uma convocatória que o selecionador português olímpico de futebol, Rui Jorge, apontou como “surreal” e cheia de contratempos, eram muitas as dúvidas que se colocavam quanto à real capacidade de Portugal vencer o torneio. Passada a fase de grupos, Portugal acabaria por cair nos quartos de final do torneio de futebol masculino dos Jogos Olímpicos, ao perder com a Alemanha, por 4-0, em Brasília. Na prova de triatlo masculino, João Pereira conseguiu o quinto lugar a 52 segundos do líder da prova, e a 9 segundos do terceiro classificado e da medalha de bronze. Esta foi a melhor prestação portuguesa de sempre no triatlo masculino, depois do 9º lugar de João silva em Londres, que nesta edição terminou em 35º, a 6,32 minutos do líder. Miguel Arraiolos terminou em 44º, a 8,43 minutos. Ana Rente falhou a qualificação para a final de trampolins. A ginasta portuguesa tentou colmatar na segunda série a má pontuação inicial, mas já não foi suficiente para chegar à final. Repetiu o 11.º lugar de há quatro anos. Ainda na ginástica, Diogo Abreu falhou o apuramento para a final da prova de trampolins, ao sair fora do trampolim na segunda rotina, os exercícios livres. Assim, o ginasta luso, em estreia nos Jogos Olímpicos, terminou com 55.855 pontos, ficando fora dos oito primeiros, que garantiam um lugar na final. Portugal, que chegou aos quartos de final em Londres2012, foi eliminado na primeira ronda do torneio de equipas de ténis de mesa, ao perder com a campeã europeia Áustria, por 3-1. Na prova individual, Marcos Freitas ficou desiludido por não discutir medalhas, uma vez que o seu objetivo era discutir as medalhas. O português caiu nos quartos de final do torneio de ténis de mesa dos Jogos Olímpicos. Marcos Freitas terminou, assim, a sua participação no quinto lugar, a melhor de sempre do ténis de mesa português em Jogos Olímpicos. A portuguesa Ana Cabecinha foi sexta classificada nos 20 km marcha dos Jogos Olímpicos Rio2016, prova em que a chinesa Hong Liu conquistou a medalha de ouro, com o tempo de 1:28.35 horas. A recordista portuguesa completou a prova em 1:29.23 e alcançou a sua melhor classificação em Jogos Olímpicos, depois do oitavo lugar em Pequim2008 e do nono em Londres2012, enquanto Inês Henriques, 15.ª há quatro anos, foi 12.ª no Rio de Janeiro, com 1:31.28 horas. Daniela Cardoso chegou na 37.ª posição, com 1:36.13. O português Tsanko Arnaudov falhou o apuramento para a final do lançamento do peso dos Jogos Olímpicos Rio2016, ao ficar-se por 18,88 metros na qualificação, no único ensaio válido. Com a marca de 14,65 metros, batendo o próprio recorde nacio-
nal, que era de 14,58m, Patrícia Mamona foi a sexta classificada na final do triplo salto dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro’2016, prova ganha pela colombiana Caterine Ibarguen, que fez 15,17metros. Susana Costa, que também esteve na final, ficou em nono lugar, depois de fazer dois saltos nulos e um terceiro com a marca de 14,12 metros. Na final do Triplo Salto, Nelson Évora ficou fora do pódio nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, fazendo com que uma das maiores esperanças portuguesas não trouxesse uma medalha para Portugal. O melhor salto do atleta português foi 17,03 metros, marca insuficiente face à forte concorrência norte americana, que conquistou o ouro (Christian Tayler, 17,86) e a prata (Will Claye, 17,76). O chinês Dong Bin foi a surpresa da final ao arrecadar o bronze, com um salto de 17,58. A maratona dos Jogos Olímpicos Rio2012 foi ‘madrasta’ para Portugal, com Sara Moreira e Jéssica Augusto a desistirem por lesão e deixarem todo o protagonismo para Dulce Félix, que não se deixou abalar pelo abandono das suas companheiras, nem pelo insuportável calor que se fez sentir durante a maratona, para concluir a prova na 16.ª posição e atenuar o desaire das duas maiores esperanças nacionais na distância. Aos 33 anos, a atleta vimaranense melhorou Londres2012, onde foi 21.ª na sua estreia olímpica. Portugal despede-se com piores resultados na maratona e eliminações no BTT
Portugal despediu-se dos Jogos Olímpicos Rio2016 com os piores resultados na maratona masculina e com as eliminações dos ciclistas Tiago Ferreira e David Rosa no ‘cross country’ olímpico (XCO). Na maratona masculina, Rui Pedro Silva e Ricardo Ribas chegaram ao Sambódromo nos 123.º e 134.º lugares, respetivamente, naquela que foi a pior prestação na distância de portugueses que tenham terminado a prova. No ‘cross country’ olímpico, vertente do BTT, David Rosa não conseguiu repetir o 23.º lugar em Londres2012, acabando por ficar afastado antes de completar a segunda das sete voltas. Com a roda traseira partida, foi vítima da regra dos 80%. O estreante Tiago Ferreira, campeão mundial de maratonas BTT, ficou igualmente pelo caminho, na quinta volta, depois de ter sido mandado encostar também com base na regra que determina o afastamento dos corredores com atraso superior a 80% do tempo feito pelo líder na primeira volta. Ficamos a aguardar por Tóquio!
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PRISÃO A
DE VENTRE
prisão de ventre pode, por vezes, ofuscar a perda de peso. Isto porque as fezes retidas pesam fazendo a pessoa pensar que tem mais peso do que tem na realidade. Assim, a pessoa que estava a perder peso de repente não perdeu, ou até tem mais, e fica desanimada. Mas se está com prisão de ventre pode ter perdido peso mas isto não se vê na balança porque o peso real da pessoa é aumentado pelo peso das fezes retidas. Por isso, se de repente não perde peso, pergunte a si própria se está com prisão de ventre. Se assim for deve resolver este problema rapidamente. Quando existe prisão de ventre isto pode significar que a digestão dos alimentos foi perturbada de alguma forma e assim, as fezes não se formam com a consistência correcta que lhes permite serem expelidas facilmente. Como exemplo podemos referir o mau funcionamento da vesícula, que não segrega bílis adequadamente para que a digestão se faça correctamente, ou uma flora intestinal debilitada. Mas também existem outras razões para a prisão de ventre, tal como não ter horário para evacuar ou não respeitar a vontade natural do organismo, ou os músculos responsáveis pela evacuação não funcionam adequadamente devido ao uso sistemático de laxantes que dão habituação. Falta de fibras solúveis na alimentação e beber pouca água também podem dificultar a formação de fezes volumosas e com a consistência correcta, o que provoca a vontade natural de evacuar, e cuja consistência permitem que se evacue com facilidade. Para resolver o problema deve ver qual é a causa para que possa modificar o necessário para que a causa deixe de existir.
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Eis algumas regras básicas que podem ajudar •
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Coma um kiwi trinta minutos antes do pequeno almoço e beba dois (ou um) copos de água tépida com uns pingos de limão. O kiwi tem muita fibra que, juntamente com a água, vai aumentar de volume no intestino e assim ajudar a formar fezes fáceis de evacuar criando também a necessidade de o fazer. Os pingos de limão (repare que não é sumo de limão, apenas alguns pingos devido à acidez e ao facto de estar em jejum) também estimulam um pouco o intestino. Se tiver problemas com alimentos ácidos elimine os pingos de limão e só coma kiwis bastante maduros. Muitas pessoas resolvem assim o seu problema da prisão de ventre. Há outras a quem dá mais resultado fazerem isto antes à noite, uma ou duas horas depois do jantar, pois fica a fazer efeito durante mais horas. Outras pessoas ainda necessitam de comer dois kiwis, em vez de um, para obterem resultados. Comece o seu pequeno almoço com o sumo de uma ou duas laranjas acabadas de espremer. Há pessoas para quem isto funciona muito bem outras, que não vêm grande diferença. Se não vir melhoras não o faça pois consome logo várias peças de fruta ao pequeno almoço. A laranja, comida entre as refeições pode fazer mais efeito, pois ainda contém a fibra do fruto o que ajuda à formação das fezes. O sumo de laranja de pacote ou de garrafa por muito bom que seja não substitui o sumo de laranja natural acabado de fazer pois já não tem a mesma quantidade de vitaminas e de outros nutrientes. Treine ir à casa de banho, descontraidamente, à mesma hora todos os dias ou vá logo que tem vontade, não protele. Muitas são as pessoas que têm prisão de ventre porque quando têm vontade
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de evacuar não o fazem e assim perturbam a vontade natural de o fazer, o que é de facto um absurdo. Se o seu carro der indicação que está com uma anomalia grave ou pára imediatamente ou logo na garagem seguinte (dependendo da gravidade do problema). Por isso preste também atenção aos seus intestinos. Se eles dão sinal agora deve ir já, imediatamente, e não daqui a algum tempo quando a vontade já passou. Se o deixar a casa de banho mal cheirosa a incomoda tenha sempre uma caixinha de fósforos consigo (e também uma embalagem de lenços de papel se a falta de papel higiénico é um problema). No fim acenda três ou quatro fósforos simultaneamente e espere até se apagarem. Verá como anulam o cheiro de forma até mais agradável que muitos sprays. Se necessário repita a operação. Pode também trazer consigo umas embalagens individuais de toalhetes para lavar as mãos. Se entro em tantos detalhes é porque existe um grande número de pessoas com prisão de ventre só porque não vão à casa de banho quando necessitam por falta de condições. Preferem ficar cheias de gases, inchadas, às vezes até com dores, e incomodadas porque não tomam algumas medidas práticas como as que referimos. Podem não ser as mais agradáveis mas o que são cinco minutos de incómodo se a seguir fica a sentir-se aliviada e bem para o resto do dia. Coma iogurtes com acidófilos e bífidos activos. Estas são bactérias que existem no nosso intestino e que são importantes para o seu bom funcionamento pois ajudam o desenvolvimento da flora intestinal. O iogurte Danone Bio magro contém acidófilos e biófidos activos e é aconselhado principalmente para quem está a perder peso. O Danone Bio natural também é muito bom mas já é meio gordo. O Danone Bio com ameixas ainda é mais efectivo mas é bastante calórico para quem pretende perder peso pois é meio gordo e contém açúcar e ameixas. Um Danone Bio magro com duas colheres de sopa de flocos de aveia integral e ½ maçã ralada, ou partida aos bocados, é um bom pequeno almoço e ajuda muitas pessoas a resolverem o problema. Também pode pôr de molho uma colher de sobremesa da sementes de linhaça durante a noite e comê-las dentro do iogurte de manhã ao pequeno almoço, mastigando-as muito bem, para que a fibra possa fazer efeito nos seus intestinos. Beba mais água, de preferência dois litros e meio (a não ser que tenhao alguma indicação médica para não o fazer). Coma mais alimentos com fibra que se dissolve. Os flocos de aveia integral, os vegetais com folha verde, espinafres, todo o tipo de couves, grelos são bons exemplos, a não ser que tenha algum problema com a digestão de fibras. A fruta geralmente também contém fibra, o kiwi e o ananás, ou o abacaxi, são bons exemplos, que existem praticamente todo o ano, e depois também há as laranjas, as toranjas e os morangos por exemplo. Comer mais verdura e passar a comer a fruta entre as refeições, em vez de a seguir à refeição, e comer três peças por dia é, para algumas pessoas, o suficiente para resolver este problema. Ande um pouco mais em casa de manhã, mesmo que seja só enquanto se prepara, ou faz a lida da casa, antes de ir para o emprego. Isto faz com que os músculos funcionem mais e pode estimu-
lar, naturalmente, a vontade de evacuar. É evidente que se poder andar mais e fazer uma caminhada melhor será. • O design das sanitas é por si só, em muitos casos, a causa de prisão de ventre. Isto porque a posição em que nos sentamos não é a posição natural para evacuarmos. Se o fosse, não seria quase necessário fazer-se força. Experimente sentar-se um pouco mais à borda da sanita, incline-se para a frente com os braços apoiados nas pernas e procure ajustar a sua posição de forma a ajudar. Quanto mais se aproximar do mesmo tipo de posição que é estar de cócoras mais natural e fácil é para o seu organismo. Outra medida mais drástica, mas muito eficaz é colocar um bocado de bloco de madeira, que mandou cortar, em cada lado da sanita, pôr-se em cima deles e acocorar-se. Como vê há tantas formas de solucionar a prisão de ventre quanto as suas causas. Mas atenção pois nada do que aqui dizemos pode substituir uma visita ao seu médico para ser examinada e consultada devidamente para determinar a causa da sua prisão de ventre e a possível existência de outros problemas de saúde. Se toma um medicamento com efeito laxante não deve deixar de o tomar, nem alterar a forma e a periodicidade com que o toma, sem antes consultar o seu médico. Há pessoas que adoptam o maior número das medidas acima descritas e deixam de tomar o laxante, por sua auto-recriação, o que pode ser contra producente principalmente se o laxante é forte e já o tomam há muito tempo. Normalmente tem que se fazer o desmame, ou seja retirar o laxante a pouco e pouco e/ou substitui-lo por outro de características diferentes, ou mais fraco. Conforme a flora intestinal vai sendo reconstruída, o aumento de fibra e de água começa a fazer efeito e os músculos vão funcionando melhor, ou seja que o organismo se vai recompondo, então este necessitará menos da ajuda do laxante. Por isso é frequente que só duas ou três semanas depois da adopção das medidas que mencionámos é que se pode deixar de tomar o laxante mas apenas durante um dia e
continuando sempre fazer aquilo que tem estado a fazer durante as duas semanas. Passadas duas ou três semanas pode-se tentar não tomar o laxante durante um dia, continuar a tomá-lo durante quatro dias e, se os intestinos continuarem a funcionar, interromper novamente ao quinto dia e apenas durante esse dia. A seguir continua-se a tomar o laxante diariamente e a manter todas as medidas adoptadas e, se os intestinos continuarem a funcionar bem, passado quatro dias pode interromper-se o laxante durante um dia. Progressivamente pode passar a não tomar o laxante três vezes por semana e assim sucessivamente até este não ser mais necessário porque os intestinos são capazes de funcionar sozinhos. Ou seja, normalmente é necessário ajudar o organismo a refazer a sua capacidade de evacuar e a desabituar-se, gradualmente, do laxante, o que pode demorar o seu tempo. Há também laxantes naturais com uma concentração de fibras naturais bastante elevada, o que auxilia os intestinos a funcionarem melhor, sem criarem dependência nem provocarem diarreia e levarem ao enfraquecimento dos músculos. Se o laxante, mesmo sendo natural, provoca diarreia isto pode significar que as substancias presentes nos intestinos (resultantes da digestão dos alimentos) são expulsas ainda antes da sua digestão estar completa. Assim perde-se parte do valor nutritivo do que se comeu e o nosso organismo não fica tão bem alimentado. Os próprios músculos responsáveis pela evacuação também ficam mal alimentados e começam a enfraquecer. O resultado é que têm cada vez mais dificuldade em trabalhar e em expelirem as fezes. Assim a pessoa tem cada vez mais prisão de ventre. Para evacuar precisa novamente de um laxante forte, o ciclo repete-se e a prisão de ventre pode tornar-se crónica. Isto não quer dizer que a pessoa não precise de tomar um laxante forte, ou até de fazer um clister. A adopção de melhores hábitos alimentares e um estilo de vida mais saudável é importante.
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“Cheira a ferias, a descanso! Cores vibrantes espelham pequenos raios de sol que se apoderam de cada superfície. Os braços estão destapados e neles embarra uma brisa no calor da manhã. A fruta ameaça cair das árvores e os animais aparecem sobre um amontoado verde a exigir a vida, numa festa de movimentos e onomatopeias de sons. Chamamos-lhe Verão enquanto falamos de planos de viagens, provamos gelados, mergulhamos na piscina e trocamos gargalhadas entre uma bebida fresquinhas num fim de tarde. Os dias sao mais longos e permitem-nos percorrer as ruas de bicicleta ao anoitecer. Há uma imensidão de sentimentos a florescer a flor da pele no quente ameno da noite. Sonhamos mais.”
Fotos: Silvia Cunha & Shot Love Productions Website: www.behance.net/silviacunha Facebook: www.facebook.com/shotloveproductions Email: silvia.cruz.cunha@gmail.com
THE LEGEND OF TARZAN
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Ficha Técnica Filme com realização de David Yates e argumento de Stuart Beattie, Craig Brewer, Adam Cozad. PUBLICIDADE
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A LENDA DE TARZAN
Por: Pedro M. Salvador Fonte: IMDb e FilmSpot - Imagens: Direitos Reservados
assaram anos desde que o homem antes conhecido por “Tarzan” trocou as selvas de África pela vida como John Clayton III, Lord Greystoke (Alexander Skarsgard), na companhia da sua amada esposa Jane (Margot Robbie). Convidado a regressar ao Congo no papel de emissário do Parlamento, desconhece que vai assumir o papel de peão num perigoso jogo de ganância e vingança orquestrado pelo belga Leon Rom (Christopher Waltz).
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Elenco O elenco conta com a participação de estrelas conhecidas do pequeno ecrã como Alexander Skarsgård, Margot Robbie, Christoph Waltz, Samuel L. Jackson, John Hurt, Djimon Hounsou, Ella Purnell, Simon Russell Beale. Duração: 1h 49min. Género: Ação e aventura. Origem: Estados Unidos da América. Idades: Maiores de 12 anos.
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Propriedades
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HORÓSCOPO AQUÁRIO
Época de maior espontaneidade e extroversão, vivendo a vida com muito prazer e alegria. Grande juventude e abertura de espírito levá-lo-ão a aproximar-se mais das crianças e com elas passar momentos agradáveis recordando os tempos passados. A demonstração sem receio dos seus afectos poderá abrir-lhe as portas do Amor.
CAPRICÓRNIO
A sua capacidade de exercer influência e provocar alterações no seu ambiente e relacionamentos está agora sublinhada. Use essa capacidade de forma correcta e sem cometer excessos. Poderá agora ter que resolver um problema legal. Cautela com os novos conhecimentos, pois terá tendência a cruzar-se com pessoas estranhas.
SAGITÁRIO
Aproveite esta altura para se dedicar ao estudo e à leitura que lhe proporcionarão uma expansão e aprofundamento intelectual. Quebre essa indolência de nada fazer e dê uma disciplina ao seu intelecto, reflicta sobre os assuntos que normalmente não se questiona e verá que no fim se conhecerá muito melhor.
ESCORPIÃO
Nesta altura pode ter um convite para liderar um projecto ou uma situação que lhe dará mais poder. Não se esqueça, porém, de que quanto maior é a nau, maior é a tormenta, e com o poder, vêm as responsabilidades. Antes de se meter em cavalarias altas, analise as suas reais capacidades. Se não está à altura, corre o risco de poder vir a comprometer o seu futuro. Não receie esperar por uma melhor oportunidade, ela poderá surgir.
BALANÇA
Neste momento vai sentir um enorme desejo de participar em actividades de grupo. É provável que queira, juntamente com os seus amigos, pôr agora em prática projectos há algum tempo idealizados e que, sem ajuda, talvez não conseguisse levar para a frente. Também as relações de amizade tendem a estar mais valorizadas ao longo desta semana, e o seu pensamento estará mais dirigido para os outros.
VIRGEM
A sua sensibilidade em relação ao seu meio ambiente e familiar está aumentada. Neste momento também há um acréscimo da sua imaginação, dos sonhos, da clarividência e da intuição. Poderá ter mudanças de humor e sentir uma certa insegurança e cansaço. Se não lhe apetece conviver faça meditação ou ponha em dia a leitura.
1 a 30 de setembro de 2016
Por: Venessa Barros
LEÃO
Ao longo deste período a sua energia e criatividade estarão plenamente reforçadas. Aproveite para pensar em novos projectos ou para acabar aqueles que estão entre mãos. Por outro lado, uma alimentação mais saudável, um pouco de ginástica, ou mesmo um pequeno passeio ao Sol farão maravilhas ao seu corpo e espírito.
CARANGUEJO
Os seus valores, tanto de ordem moral como material, estarão, neste período, mais evidenciados. Poderá, assim, concretizar alguns projectos que tem vindo a idealizar nos últimos tempos. Uma vez que há fortes probabilidades de obter bons resultados de ordem financeira, não são de excluir, também, os investimentos ou aplicações quer em bens de usufruto imediato quer imobiliários.
GÉMEOS
Os amigos, os vizinhos, as suas relações mais próximas poderão estar esta semana mais no centro das suas atenções. Sentirá uma maior clareza de ideias e poderá ver agora esclarecidas algumas dúvidas que pairavam no seu espírito. É natural que sinta um maior desejo de expor os seus pontos de vista e comunicar mais abertamente com os outros. Poderá proporcionar-se uma pequena viagem. Aproveite.
TOURO
Ao longo desta fase mostrará grande interesse por todas as questões relacionadas com a família, que é para si um factor de equilíbrio. Sentirá necessidade de conforto, calor, de um ambiente intimista que lhe permita recuperar energias. Aproveite para fortalecer os laços de união com os membros mais chegados da família ou amigos.
CARNEIRO
É tempo de tomar consciência das suas potencialidades e sentirá capacidades até agora desconhecidas em criatividade e generosidade. Neste período, a sua capacidade empreendedora ultrapassará o que no dia-a-dia lhe é pedido. Aproveite a força extra que agora sente e lance-se arrojadamente em projectos adiados.
PEIXES
As suas atenções estão voltadas para o lado prático da vida. Métodos mais eficazes de organização e resolução de tarefas diárias, serão encontrados, cumprindo rapidamente as suas obrigações. Pratique desportos ao ar livre e inicie um regime alimentar equilibrado, aproveite para se libertar de vícios e limpar o seu organismo.
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Sugestões Culinárias da Chef Nela da Churrasqueira Vila Verde Foto: Direitos Reservados
INGREDIENTES • 70g de manteiga • 3 ovos • 120g açúcar • 1 colher de sopa de açúcar baunilhado • 150g de farinha • 1 colher de chá de fermento • 3 colheres de sopa de whisky • 50g de chocolate (53% de cacau) • 2 colheres de sopa de leite • 1 colher de sopa de chocolate em pó • 1 colher de chá de café em pó
BOLO MÁRMORE DE CHOCOLATE PREPARAÇÃO • Pré-Aquecer o forno a 200º. Untar uma forma de 30 por 12 cm com manteiga e polvilhar com farinha. • Com a batedeira, bater a manteiga com o açúcar e o açúcar baunilhado durante 2 a 3 minutos. Adicionar os ovos, um a um, batendo bem entre as adições. Adicionar o rum seguido pela farinha com o fermento. • Dividir a massa em 2 partes, caso queira que predominasse o chocolate na massa do bolo, não dividi em parte iguais, utilizei 2/3 da massa para preparar a massa de chocolate. • Derreter o chocolate no micro-ondas ou em banho Maria e deixar arrefecer um pouco. • Dissolver o chocolate em pó e o café no leite, adicionar a uma das partes da massa e misturar bem. Adicionar o chocolate derretido e misturar até obter uma massa homogénea. • Na forma preparada anteriormente, deitar metade da massa de chocolate, colocar a massa branca e finalmente a restante massa de chocolate. • Levar ao forno até estar cozido (teste do palito no centro do bolo), pode ser necessário durante o tempo de cozedura tapar o bolo com uma folha de alumínio.
BACALHAU COM MOLHO DE PEPINO
INGREDIENTES • ½ kg de postas de bacalhau dessalgado • ½ pepino médio picado • ½ colher (sopa) de endro fresco • 2 cebolinhas verdes picadas • ½ de colher (chá) de sal • ½ caneca de iogurte natural desnatado • 2 colheres (sopa) de sumo de limão.
PREPARAÇÃO Molho • Bata no liquidificador pepino, endro, cebolinha, sal e iogurte. Bacalhau • Arranje o bacalhau sobre uma grelha para microondas, respingue com sumo de limão, cubra com papel-manteiga e cozinhe em potência alta por 5 a 7 minutos, rearranjando o bacalhau na metade da cozedura; • Cozinhe o molho de pepino no microondas, em potência média, durante 1 a 3 minutos ou até aquecer bem. • Sirva-o sobre o bacalhau.
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Saudamos Saudamos todos todos quantos quantos nono passado passado e no e no presente presenteajudam ajudam aa construir construir e engrandecer e engrandecer o nosso o nosso Canadá Canadá
LOCAL LOCAL183 183
Cumprimentamos Cumprimentamos muito muito especialmente especialmente todos todos osos membros membros dada Local Local 183. 183. Desejando Desejando um um bom bom e seguro e seguro diadia dodo trabalhador trabalhador a todos a todos vós vós e vossas e vossas familias familias Jack Jack Oliveira Oliveira Business Business Manager Manager Luis Luis Camara Camara Secretary Secretary Treasurer Treasurer
Nelson Nelson Melo Melo President President
Bernardino Bernardino Ferreira Ferreira Vice-President Vice-President
Jaime Cortez Cortez Marcello Marcello Di Di Giovanni Giovanni Jaime E-Board Member Member Recording Recording Secretary Secretary E-Board
Patrick Patrick Sheridan Sheridan E-Board E-Board Member Member
E todo E todo o grupo o grupo dede representantes representantes Head Head Office Office 12631263 Wilson Wilson Avenue, Avenue, Toronto Toronto ON M3M ON M3M 3G33G3 416416 241241 11831183 ph ph • 416 • 416 241241 98459845 fx •fx1 877 • 1 877 834834 11831183 toll toll freefree
Eastern Eastern Office Office 560560 Dodge Dodge Street, Street, Cobourg Cobourg ON K9A ON K9A 4K54K5 905905 372372 11831183 ph ph • 905 • 905 372372 74887488 fx •fx1 866 • 1 866 261261 11831183 toll toll freefree
Northern Northern Office Office 64 Saunders 64 Saunders Road, Road, Barrie Barrie ON L4N ON L4N 9A89A8 705705 735735 98909890 ph ph • 705 • 705 735735 34793479 fx •fx1 888 • 1 888 378378 11831183 toll toll freefree
Kingston Kingston Office Office 145145 Dalton Dalton Ave.,Ave., UnitUnit 1, Kingston 1, Kingston ON K7K ON K7K 6C26C2 613613 542542 59505950 ph ph • 613 • 613 542542 27812781 fx fx
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11111111111-
1263 Wilson Avenue, Toronto ON M3M 3G3 416 241 1183 ph • 416 241 9845 fx • 1 877 834 1183 toll free
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145 Dalton Ave., Unit 1, Kingston ON K7K 6C2 613 542 5950 ph • 613 542 2781 fx
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