EDIÇÃO 59 • ANO 5 • MENSAL
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Jorge & Isabel Rosado FEVEREIRO 2021
Ficha Técnica Direção
Carmo Monteiro Manuel DaCosta
Edição Gráfica Carlos Monteiro
Marketing
Carmo Monteiro MDC Media Group
Fotografia - Capa Isidro Dias
Fotografia Carmo Monteiro
Colaboradores
Andreia Felicidade Armando Correa de Siqueira Neto Artur F. Guedes Carlos Cruchinho Cristina Fragata Helena Rodrigues Inês Barbosa Manuela Marujo Maria João Rafael Paulo Perdiz Pedro M. Salvador Raquel Couto Sara Cristina Pereira
Participação Especial António Casalinho Cláudia Pascoal Palhaços d'Opital
Agradecimentos MDC Media Group Notícias Magazine
Contacto www.revistamar.com info@revistamar.com www.facebook.com/revistamar
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Conteúdos
Fevereiro 2021
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Harbourfront, em qualquer estação do ano Ficamos a conhecer uma das zonas mais emblemáticas da cidade de Toronto, com Manuela Marujo.
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A Máscara
Fazemos uma viagem no tempo com Carlos Cruchinho, que nos fala sobre o poder e a importância da máscara ao longo dos tempos.
página 34
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Jorge & Isabel Rosado
Este mês estivemos à conversa com a dupla por detrás do projeto Palhaços d'Hopital, porque rir sempre foi e será um bom remédio.
página 42
34
Bullying: saiba reconhecer e esteja alerta O bullying é um problema grave que acontece todos os dias, um pouco por todo o mundo, e que pode levar a vítima à depressão, à perda de auto-estima e, em último caso, ao suicídio conhecido por “bullycide”. Raquel Couto diz-nos como identificar e lidar com este problema.
página 50
52 Cláudia Pascoal
página 58
Paulo Perdiz esteve à conversa com a jovem artista que foi a representante portuguesa no Festival da Eurovisão de 2018 e que agora lança um novo trabalho discográfico.
58
António e dança: o "casalinho" perfeito Com apenas 17 anos, é um jovem bailarino português que nos enche de orgulho. Inês Barbosa esteve à conversa com o bailarino português.
página 62
página 75
62 Melania: sofisticação europeia na Casa Branca
Revista Amar é uma marca registada e empresa subsidiária dos grupos Cyber Planet Inc. e MDC Media Group.
Custo estimado por exemplar
$5.49
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Na sua crónica mensal de moda e styling, Maria João Rafael debruça-se sobre o a figura da agora ex-Primeira Dama dos Estados Unidos da América.
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Agricultura biológica A opção saudável
Fique a saber um pouco mais sobre este género de agricultura sem resíduos de pesticidas de síntese e, consequentemente, melhores para a saúde humana e para o ambiente.
página 81 Os artigos publicados na presente edição são da inteira responsabilidade dos seus autores, podendo não refletir as opiniões e posições da Revista Amar naquela matéria. A utilização do novo acordo ortográfico, na matéria da presente edição, ficou à inteira descrição dos seus autores. Os conteúdos publicitários publicados na presente edição são da inteira responsabilidade, com autorização e aprovação prévia dos seus autores.
Harbourfront, em qualquer estação do ano O
“Harbourfront”, isto é, a frente do lago Ontário entre as ruas Bathurst e Jarvis, é um dos meus lugares favoritos de Toronto e por onde gosto de deambular em qualquer altura do ano.
Quando me mudei de Almada, junto ao Tejo, para Toronto estávamos em agosto, e alguém me chamou a atenção para essa área, na Baixa da cidade, junto ao lago. Fiquei desde logo encantada com a proximidade da água, os barcos à vela, os iates nas marinas e os barcos de recreio circulando com passageiros ou ancorados nos cais convidando a um passeio.
Harbourfront visto do lado Créditos © Manuela Marujo
Yonge & Harbour Créditos © Manuela Marujo
Passei muitas horas no Harbourfront nos primeiros anos vividos em Toronto, a passear com a minha filha, chegada à cidade com sete anos. Em qualquer estação do ano, havia uma variedade de programas para animar crianças e adultos. No verão, artistas, na rua ou em palcos ao ar livre, entretinham as pessoas junto ao cais com os seus malabarismos, danças, instrumentos musicais. No outono, atividades para festejar o “Halloween” aliciavam famílias nos fins de semana. No inverno, o ringue de patinagem no gelo enchia-se de multidões numa atividade nova para nós. Muitas barraquinhas ao ar livre vendiam comida étnica que nos atraía pelos aromas, cores e sabores, quando o tempo o permitia. Em dias mais ventosos e frios, nos ateliers do Queen’s Quay era possível observar os trabalhos em vidro, cerâmica, têxteis e outros que os artistas “em residência” executavam. Nas vitrines à volta, podíamos ver em exibição obras originais que nos causavam admiração.
Ringue de patinagem Créditos © Manuela Marujo 6 I Amar
Barcos no cais Créditos © Manuela Marujo
No mesmo edifício, nas duas salas - o Brigantine’s Room e o Premiere Dance Theatre - assistíamos a filmes, espetáculos de dança e teatro. Foram inesquecíveis os anos 80 em que as atividades no Harbourfront captavam um público diverso, devido aos muitos festivais ali organizados que traziam artistas internacionais de renome. A maioria dos eventos eram de entrada livre e eu não parava de me deslumbrar com a qualidade da arte ao alcance de todos. Em 1987, foi inaugurada a galeria de arte contemporânea Power Plant, um exlibris do Harbourfront Centre, no prédio ligado ao teatro e que continua hoje com exposições de excelente qualidade.
Edifícios na Queen’s Quay Créditos © Manuela Marujo Amar I 7
Molson Theatre Créditos © Manuela Marujo 8 I Amar
Power Plant Créditos © Manuela Marujo
Um dos eventos que, desde o início, também me chamou a atenção foi o Festival Internacional de Autores - hoje denominado TIFA (Toronto International Festival of Authors) -, que em 2019 festejou o seu 40º aniversário. Realizado em outubro, tem sido gratificante beneficiar da presença de autores como Mário de Carvalho, Mia Couto, José Luís Peixoto, Inês Pedrosa e outros escritores portugueses de grande reputação. Desde 2005, a maior feira literária do Canadá “The Word On The Street”, também tem lugar no espaço do Harbourfront. Na minha opinião, o mundo especial das palavras, livros e escritores não poderia ter encontrado local mais apropriado para ser devidamente desfrutado.
Arquitetura arrojada Créditos © Manuela Marujo
Apesar de um grande “boom” de construção nos anos 90, com prédios de habitação e comércio naquela área, e que continua até ao presente, as mudanças não impediram que o espaço junto ao lago fosse preservado para programas culturais e recreativos, acessíveis a todos. A construção do Molson Place, um anfiteatro ao ar livre com lugar para 2.000 pessoas, é um bom exemplo. Assistir, naquele palco, a espetáculos de jazz, capoeira, ballet, entre uma variedade de outros géneros artísticos, com o lago como pano de fundo, é um privilégio atingível a quem o desejar. Não me surpreende que a criatividade e a preocupação dos responsáveis por aquele espaço continue a chamar-nos para o local, mesmo em tempo de pandemia e restrições nas nossas vidas. Este fevereiro há duas exposições na Ontario Square, por detrás da Power Plant – uma de pinturas expostas nos painéis de cimento que a circundam, festejando o “Black Heritage Month”, celebrado este mês em todo o Canadá; e uma outra em áudio, de histórias narradas por vários contadores, em inglês e línguas nativas. O Harbourfront nunca vai deixar de me suscitar interesse. Basta-me chegar lá e olhar a água azul do lago e as ilhas ligadas pelos “ferries” que me lembram os barcos cacilheiros, Almada e o Tejo. Só essas imagens bastam para me faz sonhar e fazer a ponte entre lugares que amo e definem quem eu sou.
Manuela Marujo
Peça do artista Ali LeRoi Créditos © Manuela Marujo
Professora Emérita da Universidade de Toronto
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A Máscara E
ste título aparentemente despretensioso para mais um artigo para a Revista Amar, fez-me recordar o filme com o mesmo nome, interpretado de uma forma brilhante por Jim Carrey. A vida de um tímido e socialmente desajeitado bancário muda, quando encontra no mar uma certa máscara, a qual possui superpoderes, sempre que a usa, o personagem transforma-se por completo. Escrever sobre o poder e a importância da máscara ao longo dos tempos, a sua função foi-se adaptando a novos contextos, nas celebrações consagradas ao Deus Dionísio, no teatro, na comédia e na tragédia gregas, nas arenas durante o pão circo do Império Romano, na Idade Média durante a Peste Negra como proteção ao contágio, nos bailes das cortes europeias no séc. XVIII, ocultando a identidade e adensando o mistério, na 1ª Guerra Mundial como defesa para os gaseamentos nas trincheiras, hoje em dia como proteção contra a pandemia. A máscara voltou a entrar no nosso quotidiano por uma imperiosa necessidade, contudo pretendo partilhar o uso da máscara num contexto muito particular, no Carnaval. Considerada uma festividade profana entre os Reis e a Quaresma, tem o seu auge nos três dias que antecedem a quarta-feira de cinzas. A origem etimológica da palavra Carnaval sempre esteve envolta em polémica, para uns, teria origem na terça-feira gorda, dia em que começava a proibição de ingestão de carne decretada pela Igreja, como preparação para a Páscoa. Outros procuravam no latim a explicação para o vocábulo: carnelevamen, depois carne, vale (“adeus, carne”). Carnelevamen pode significar igualmente carnis levamen, “prazer da carne”, antes das abstinências e prescrições que marcam a Quaresma. A máscara é considerada um adereço genuíno e indispensável em determinados entrudos em Portugal. Proponho então uma viagem pelo CIMI – Centro Interpretativo da Máscara Ibérica inaugurada em Lazarim – Lamego, abriu as suas portas em janeiro de 2016, uma das capitais do entrudo mais tradicionais de Portugal. Logo à entrada uma frase lapidar do antropólogo e etnólogo Benjamim Enes Pereira dá o mote para a visita: “A máscara é um elemento que, temporal e espacialmente, conhece uma enorme representação e um universalismo que nenhum outro testemunho material da cultura humana iguala.”
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Centro Interpretativo da Máscara Ibérica Créditos © PortoeNorte
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Um desfilar de máscaras, caretos, diabos e trajes tradicionais representativos de várias regiões de Portugal e Espanha. Dois países que partilham rituais muito próprios na celebração do entrudo, nessa efusiva manifestação cultural, o uso da máscara ocupa lugar destaque na ocultação dos diabretes ocasionais, seres capazes de esconjurar todos os males e subverter os papéis sociais da comunidade. Em Lazarim durante a terça-feira de Carnaval, no centro da localidade, dois jovens, um rapaz e uma rapariga representam a mocidade fazendo a leitura do testamento da comadre e do compadre. Uma oportunidade única para criticar comportamentos com referências eminentemente jocosas e às vezes escabrosas. Como diria Gil Vicente “rindo se castigam os costumes”.
Centro Interpretativo da Máscara Ibérica Créditos © PortoeNorte Amar I 13
Testamento da Comadre [ uma rapaz da vila lê o testamento a uma rapariga ] Olá queridas comadres Olá grandes feiticeiras Cá estamos mais uma vez Para vos tirar as peneiras. Sois todas umas cadelas Quase me matais de fome Senão tivesse vergonha Tratava-vos por outro nome. Hoje em dia as raparigas São de lhe tirar o chapéu Se lhes tirarmos os trapos Ficam com os podres ao léu. [excerto do Testamento da Comadre de 2000]
Adão Castro Almeida Créditos © Arte Popular Portuguesa 14 I Amar
Testamento do Compadre [ uma rapariga da vila lê o testamento a um rapaz ] Quando tocares no apito Não o mostres a ninguém Apenas à namorada Para ela o tocar também. Alguns metem nojo Com o paleio que têm Se isto é tão ruim Porque diabo cá vêm. De vós me vou despedir Ó grande rapaziada Não gostais de raparigas Juntos fazeis marmelada. [excerto do Testamento do Compadre de 2000]
Caretos no Entrudo de Lazarim Créditos © Notícias de Viseu Amar I 15
Careto de Lazarim Créditos © Hugo Amaral / Observador 16 I Amar
Durante a leitura dos testamentos dá-se o desfile de caretos, as máscaras talhadas em madeira de amieiro fazem as delícias dos forasteiros. Uma arte enraizada na população de Lazarim, preservada graças ao trabalho de inúmeros artesãos nas suas oficinas caseiras, bem como na oficina sediada no CIMI – Centro Interpretativo da Máscara Ibérica. https://m.youtube.com/watch?v=LkDmO0NF Este entrudo tradicional em Lazarim merece uma visita demorada, a vila fica encaixada entre montanhas, paredes meias com o Alto Douro Vinhateiro, possui um conjunto de percursos pedestres soberbos. Numa lista aparentemente simples podemos encontrar os seguintes percursos:
• O percurso pedestre da Serra das Meadas; • O percurso do Vinho do Porto; • O percurso de Terras de D. Pedro Afonso; • O percurso da Anta de Mazes; • Outro dos percursos pedestres é o de Balsemão.
Eu destacaria o percurso D. Pedro Afonso com passagens em freguesias do concelho de Lamego, tais como; Lalim, Lazarim, Meijinhos e Melcões. O nome deste percurso deve-se a D. Pedro Afonso, Conde de Barcelos (séc. XIII/XIV) filho ilegítimo de D. Dinis, O Lavrador, e de Graça Anes, uma jovem de Torres Vedras. D. Pedro terá feito dos Paços de Lalim a sua residência. Aqui escreveu as suas trovas de amor e o seu livro de linhagens. Morreu em 1354. Está sepultado no Convento de S. João de Tarouca. Neste percurso, podemos ainda visualizar a belíssima igreja paroquial de Meijinhos que fica situada no topo do Outeiro. Caso a meteorologia em fevereiro seja madrasta para passeios fora de portas, sempre o ilustre visitante poderá fazer uma visita demorada ao CIMI - Centro Interpretativo da Máscara Ibérica dentro de portas. Termino com uma frase de Pauline Harvey, “O que resta de nós quando levantarmos todas as máscaras?”
Bibliografia consultada: • https://www.infopedia.pt/$carnaval • http://pimentanegra.blogspot.com/2007/02/o-carnaval-e-os-caretos-de-lazarim.html • https://m.youtube.com/watch?v=LkDmO0NF • https://www.cm-lamego.pt/turismo/percursos-pedestres • Fig.1 - http://www.portoenorte.pt/pt/o-que-fazer/centro-interpretativo-da-mascara-iberica/ • Fig.2 - http://www.portoenorte.pt/pt/o-que-fazer/centro-interpretativo-da-mascara-iberica/ • Fig.3 - http://www.artepopularportuguesa.org/bio-adao-almeida/ • Fig.4 - https://www.noticiasdeviseu.com/entrudo-de-lazarim-atrai-milhares-para-ver-os-caretos/ • Fig.5 - https://observador.pt/2017/02/28/lazarim-a-aldeia-guardia-da-mascara-iberica/
Carlos Cruchinho
Licenciado no ensino da História e Ciências Sociais
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Língua Portuguesa Filipe Homem Fonseca é argumentista, escritor, músico e realizador. É criador e argumentista da série Aqui Tão Longe (RTP), e co-autor das séries “Excursões Air Lino” (2018) e 1986 (série de televisão, 2018). Licenciado em Publicidade no IADE, frequentou o workshop de Brandon Cole (Lisboa), o Media Pilots (Sitges, Espanha), e o seminário de Robert McKee (Lisboa). É co-autor de programas e séries televisivas de renome, tais como Herman Enciclopédia (1997), Herman 98 (1998), Major Alvega (1999), Não És Homem Não És Nada (1999), Conversa da Treta (1999), Herman SIC (2000), Sociedade Anónima (2001), Contra Informação (2001-2010), Paraíso Filmes (2002-2003), Manobras de Diversão (2004), O Inimigo Público (2005), Bocage (2006), Hora H (2007-2008), O Dia do Regicídio (2008), Café Central (2011), Estado de Graça (2011-2012), Anti-Crise (II e III) (2013), do programa Donos Disto Tudo. Escreveu, interpretou e realizou a série de humor Fogo Posto! (2008) e a magazine ubergeek Orelhas de Spock (2010). Mais recentemente escreveu e realizou a série Submersos (2013), exibida no Canal Q e realizou o programa de humor Breviário Biltre (2013). É autor de Só por Acaso (2003), telefilme vencedor no Prix Europa 2004 em Berlim, e do documentário Curiua-Catu, para o qual teve de passar um mês na floresta amazónica em 2002. Escreveu a curta-metragem de animação Sem Respirar, a curta-metragem Esqueleto no Armário, incluída no filme O Dez, e escreveu e realizou as curta-metragens Azul a Cores (resultante da peça Azul a Cores da sua autoria) e Avaliação. É co-criador e co-realizador de Má Onda, série multi-plataformas (TV, web, mobile), primeira presença portuguesa no Festival Input (Joanesburgo, 2008). Escreveu, com Eduardo Madeira, a peça de teatro “Tiro e Queda” (2014) que deu origem a um filme com o mesmo título (2019). É ainda co-criador e co-intérprete do primeiro videopodcast português, O Horror iNominável. É co-autor da Conversa da Treta para teatro (A Treta Continua, A Verdadeira Treta e “Filho da Treta”), cinema (Filme da Treta), rádio, televisão e livros. É autor da peça Azul a Cores, Dentro de Mim Fora Daqui e de pequenas peças para Urgências e Urgências 2006. Foi coordenador artístico de Urgências 2007 e co-autor da peça A Festa.
Filipe Homem Fonseca Fontes: Wikipedia, FNAC, Wook Fotografia: DR
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Co-autor da rubrica de rádio da Antena 3 Outra Coisa e da rubrica de rádio Não é Mau (TSF). Autor do fotoon Salvo Erro para O Inimigo Público, escreveu também para as revistas Visão e Os Meus Livros. Pertence à banda Lâmina (um disco editado, Lilith, em 2017) e também A Favola da Medusa (um disco editado em 2014, Dada Dandy). É co-fundador do projeto de comédia musical Cebola Mol, onde assume o pseudónimo Phil Stardust, com três discos editados: Samba Roulotte (2001), Android Polaroid (2003), e O Fim dos Cebola Mol (2009). É apresentador do evento Slam Lx. Escreve Haikai e já editou 22 deles num livro intitulado Conta Gotas. Foram também editados três contos seus, um no livro O Fio à Meada e outro no livro E Outros Belos Contos de Natal, ambos da Escritório Editora e ainda outro no livro Antologia de Ficção Científica Fantasporto, editado em Portugal e no Brasil. Em 2013 lançou o seu primeiro romance, intitulado Se Não Podes Juntar-te a Eles, Vence-os, editado pela Divina Comédia. Em 2015, editou o seu segundo romance, Há Sempre Tempo Para Mais Nada, pela Quetzal. Editou também o seu segundo livro de poesia, E Enquanto Espero Que Me Arranjem O Esquentador Penso Em Como Será A Vida Depois Do Sol Explodir”, pela editora Do Lado Esquerdo. Em 2019, lançou o seu terceiro romance, A Imortal da Graça.
Obra Literária
O IMORTAL DA GRAÇA
Sinopse A idade é um posto e as mulheres do bairro lutam entre si pelo título de mais velha. Graça, jovem com o mesmo nome do bairro onde habita, é dama de companhia da Número Um, senhora centenária; só assim pode morar na Lisboa das rendas ridiculamente altas. Atores famosos de Hollywood aguardam o despejo ou a morte de mais um residente para poderem ocupar-
-lhe a casa. Gabriel ganhou o Euromilhões mas as obras de renovação do bairro formam um muro que o impede de sair e reclamar o prémio. Embeiçou-se por Graça e quer levá-la a jantar. Graça não quer sair; Gabriel não quer ficar. Do choque entre estas vontades nascerá a tragédia. A execução em câmara lenta prepara-se no palco feito de escombros. Uma cidade eternamente a arranjar-se para sair daqui, de si própria.
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& d'Opital A Palhaços
Hoje por eles, amanhã por nós! Hoje fazemos pelos nossos avós, pelos nossos pais, amanhã seremos nós! Tudo o que somos, tudo o que temos, enquanto sociedade, devemos aos que nos antecederam. Que o nosso legado seja respeitado por todos! Respeito pelo ser humano, sem qualquer distinção! E rir sempre foi e será um bom remédio! Jorge e Isabel Rosado, casados há 17 anos e pais de Lara, são co-fundadores da organização Palhaços d´Ópital que nasceu em 12 de fevereiro 2013. Professores de Ensino Básico EVT (formados em anos diferentes na Escola Superior da Educação de Coimbra e como Professores de Educação Visual e Tecnológica), conheceram-se numa reunião dum ano letivo e no mesmo ano trabalharam em conjunto como par pedagógico. Com o apoio da família fundaram a Palhaços d´Ópital, uma organização inovadora e pioneira na Europa, desenhada e focada nos adultos/seniores, com o objetivo inicial de levar a Arte e o trabalho dos Doutores Palhaços a adulto, com foco nos idosos nos hospitais. De 2013 a março de 2016, Jorge e Isabel eram os únicos que integravam a equipa artística da Palhaços d´Ópital, sendo Jorge, o Doutor Risotto e a Isabel, a Enfermeita Belita. A partir de março 2016, a equipa artística cresce com Susana Gonçalves, a Doutora Donizete. Hoje, tem uma equipa artística com 4 Doutores Palhaço: Risotto, Donizete, Bem-Haja e Milla Nezza. Isabel Rosado deixou de integrar a “equipa médica” da Palhaços d´Ópital em 2017 para se dedicar ao trabalho administrativo e assumiu a presidência da organização em janeiro de 2020, A Palhaços d´Ópital tem padrinho e embaixador, o consagrado ator Ruy de Carvalho e o comediante multi-facetado Nilton, respetivamente. Contam também com o apoio de individualidades como André Sardet, Sofia Cerveira, Joana Cruz, Rodrigo Gomes, Sónia Santos, Carlão, entre outros. Com a pandemia, tiveram que se “reinventar” e criaram o d’Opital TV, um canal de YouTube, que fizeram chegar gratuitamente a todos os hospitais públicos, privados e a todas as instituições que trabalham com os mais velhos em Portugal, tendo já produzido 79 conteúdos/vídeos com adaptação de contos tradicionais portugueses. Destaca-se ainda o Hino aos Idoso e as desgarradas, entre muitas outras atividades. Embaixadores de afeto, Jorge e Isabel Rosa estiveram à conversa com a Revista Amar, no mês dedicado à família no Canadá. Amar I 23
Revista Amar: Quando se fala da Palhaços d’Opital, muitos não têm noção quem está por detrás dos “doutores”. Então, quem são o Jorge e a Isabel Rosado?
lar vital na minha vida pessoal e profissional. É uma mulher com muito bom gosto, muito trabalhadora e organizada, cozinha muito bem e tem coração muito generoso.
Jorge Rosado: Sou apenas um palhaço sonhador, dedicado, focado e feliz! Tenho 52 anos, nasci em Moçambique, tenho 3 filhas maravilhosas, sou diretor artístico e co-founder da Palhaços d’Opital e vivo no mundo!
Isabel: Eu sempre sonhei ser mãe! Desde sempre! Além disso, quando casámos eu tinha 29 anos. Já me considerava preparada para ser mãe.
Isabel Rosado: A Isabel é uma sonhadora que sempre acreditou que podia mudar o mundo. Adora cantar e dançar, viajar e conhecer sítios, culturas e pessoas diferentes, gosta de cozinhar e de experimentar comidas e sabores novos. Não acredita na diferença, ou seja, todos somos diferentes uns dos outros. Cada um de nós é único. É uma mãe muito orgulhosa da sua linda adolescentes de 14 anos. RA: E como, e onde, se conheceram? Jorge: Conheci a Isabel na escola enquanto professor. Estávamos numa reunião e ela entrou e achei-a logo muito bonita e com sorriso mágico! Estamos casados há 17 anos. É uma pessoa cheia de paciência para aturar o facto de viver num mundo utópico (risos) Isabel: Conhecemos-nos numa reunião no início de um ano letivo. Éramos os dois professores de Educação Visual e Tecnológica e nesse ano tivemos 2 turmas em que trabalhávamos como par pedagógico. RA: Foi aquilo que se chama “amor à primeira vista”? Jorge: Sim foi. Aquele sorriso bloqueou o meu cérebro. Depois do meu cérebro “flipar”, re-iniciar o sistema operativo é algo complexo, lento e confuso (risos) Isabel: Foi! À primeira, à segunda, à terceira … RA: E como foi o vosso namoro? Olhando para a vossa profissão, deve ter sido com muitos sorrisos… Jorge: Foi uma aventura intensa e cheia de lutas, batalhas e conquistas que ganhou forma na Lara Rosado. A Lara é uma menina maravilhosa, com coração enorme, doce e muito bonita. Isabel: É (não considero que o casamento acabe com o namoro). Um namoro com muita poesia (o Jorge escreve muito bem), muitos desenhos (ele também desenha muito bem), muita complicidade e muitas surpresas. Foi um acreditar que merecemos ser felizes e lutar pelo amor da nossa vida. RA: Num casamento, por norma, quando se pensa dar aquele “passo à frente”, ter filhos, há sempre dúvidas se é a altura certa… tiveram essas dúvidas? Jorge: Não tive dúvidas e foi um passo incrível na minha vida como pessoa. A Isabel é um pi24 I Amar
RA: Ambos estudaram na Escola Superior da Educação de Coimbra. Em que se formaram? Jorge: Sim, estudamos. Em anos diferentes, mas no mesmo curso: Professores Ensino Básico EVT. Isabel: No ano em que o Jorge se formou, entrei eu. RA: No dia 12 de fevereiro, marca o 8° aniversário da Palhaços d’Opital. Quem teve a ideia deste projeto e porquê? Jorge: Eu e a Isabel somos os co-founders desta organização que em 2013 foi inovadora na Europa e está a mudar o mundo! Temos uma equipa muito dedicada e trabalhadora, focada, empreendedora e com coração nobre e belo. Eu sou um apaixonado pela arte do Doutor Palhaço. 92% das organizações mundiais trabalham com e para as crianças. Decidimos ser inovadores levando este trabalho mágico e notável para os adultos em ambiente hospitalar. Isabel: O Jorge já há alguns anos que tinha o sonho de ser doutor palhaço. Eu dizia-lhe para começar um projeto dele. Devido a um conjunto de circunstâncias eu acabei por me envolver bastante em todo o processo de criação do projeto. Eu não tinha experiência na área, mas ele tinha muita. Conhecia muito bem o que se fazia nos vários projetos mundiais. A ideia foi-se desenvolvendo com as opiniões e pontos de vista dos dois. A nossa missão é Alegria, Humor e Afetos em ambiente hospitalar, com foco nos séniores. Ele é mais do Humor, eu sou mais dos Afetos. RA: E quais eram os objetivos? Jorge: A ideia inicial era levar a Arte e o trabalho dos Doutores Palhaço a adultos e com foco nos Idosos aos hospitais. Neste momento é uma organização muito mais complexa e organizada que está a mudar o mundo na forma como devemos Humanizar o ambiente hospitalar e ser um agente que contribua ativamente para a Valorização e Dignificação de todos e em especial dos IDOSOS! Isabel: O meu objetivo pessoal era que ele realizasse o seu sonho. Mas a vida por vezes troca-nos as voltas e eu acabei por me apaixonar por esta arte tão bonita, a arte do Doutor Palhaço! E o facto de trabalharmos muito com os mais velhos foi um fator muito decisivo. Já tinha perdido a minha mãe e tive uma infância bastante ligada aos meus avós. Sempre adorei ouvir os mais velhos contar as suas histórias, sempre me fascinou a sua sabedoria. E os afetos a mim dizem-me muito. Não acredito numa sociedade que não cuida e respeita todos os seus cidadãos.
Créditos © Isidro Dias Amar I 25
Créditos: Direitos Reservados 26 I Amar
RA: Pode-se afirmar que é um projeto pioneiro na Europa, certo? Jorge: Foi a primeira organização que foi criada, na Europa, desenhada e focada nos adultos/seniores. 92% das organizações mundiais trabalha com e para as crianças (estudo apresentado em 2016, na Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, no Encontro Internacional Clowning Around). Os restantes 8% trabalhavam com outras realidades como prematuros, prisões,... Inovador também foi o estudo de Avaliação do Impacto do trabalho dos doutores palhaço chamada Bioriso, que realizámos com a parceria do IPO Coimbra e pela Faculdade de Medicina e pela Faculdade de Psicologia da Universidade de Coimbra. Foi um estudo com análise de biomarcadores, através da saliva, cujos resultados oficiais serão divulgados em maio deste ano. Podemos adiantar que uma das hormonas estudada é o cortisol, conhecida como a hormona do stress. Houve uma redução desta hormona, depois da intervenção dos doutores palhaço. RA: Como foi o arranque da Palhaços d’Opital? Tiveram apoios? Jorge: O arranque foi duro, complexo e ao mesmo tempo encantador e marcante. Começamos os 2 sozinhos. Iniciámos pelo registo da organização, cerca de 350€, assumimos todos os custos iniciais e durante anos foram suportados por nós: deslocações, formação, material, acessórios, etc. Mais tarde a organização cresceu e neste momento tem orçamento anual de cerca de 150 mil euros e os investimentos são suportados por 58% Fundos Europeus, 17% empresas e restante por donativos de particulares, campanhas de angariação de fundos, campanhas de venda de merchandising, etc. Isabel: No início éramos nós os dois! Fazíamos tudo: doutores palhaço, gestão de redes sociais, site, campanhas de angariação de fundos, comunicação… RA: E começaram logo a tempo-inteiro? Jorge: Durante 4 anos foi uma organização que assentou no voluntariado e há cerca de 3 é composta por profissionais. Em 2020 foi possível organizar internamente a associação e profissionalizar toda a estrutura e departamentos. Profissionalizamos a estrutura interna, a gestão do site e redes sociais, etc. Isabel: Íamos para o Hospital no dia em que não tínhamos atividade letiva nas escolas. As nossas escolas tinham em consideração o nosso voluntariado e perguntavam que dia da semana queríamos para ir aos hospitais. E todos os fins de semana desdobravamo-nos em apresentações e
presenças em vários eventos para dar a conhecer o projeto e ir “angariando” apoios. RA: Quem fazia parte da equipa? Jorge: Inicialmente, de 2013 e até março de 2016 éramos apenas a Isabel e eu. Em março 2016 entrou a Susana Gonçalves, Doutora Donizete, para a equipa artística. Em 2021 somos 10+1. Temos equipa de 4 Doutores Palhaço profissionais a tempo inteiro. Isabel: Em termos de doutores palhaço, começámos os dois, depois em 2016 a Susana começou a trabalhar connosco. Entretanto tivemos um estagiário e em 2019 começou a Beatriz e em 2020 a Marta. Entretanto, em 2017 eu deixei de fazer parte da equipa de doutores palhaço e passei a estar no back office, cada vez mais com funções de representação da associação. Em janeiro de 2020, assumi a presidência e passei a estar a tempo inteiro na associação. RA: E como é trabalhar juntos? (casal) Jorge: Eu e a Isabel trabalhámos juntos, como Doutores Palhaço, durante cerca de 4 anos. Em janeiro de 2020 a Isabel assumiu a presidência da Palhaços d’Opital. Trabalhamos juntos há 8 anos nesta organização. Isabel: É desafiante, principalmente nestes tempos em que a maior parte do tempo é passado em casa… Nem sempre é fácil desligar do trabalho assim. Mas já lá vão 8 anos e já aprendemos alguns truques, principalmente, a “desligar” em alguns momentos. RA: Tiveram o apoio da família? Jorge: Sim, tivemos. Sem a família não seria possível escalar tão rápido e sermos tão ativos e crescer da forma saudável que crescemos. Claro que deixar mais de vinte e cinco anos de carreira como professor, emprego seguro e interessante para nos dedicarmos a um projeto nosso é complexo, mas estávamos convictos da decisão! Isabel: Tivemos. E de amigos! Mas acima de tudo apoiamo-nos um no outro, no nosso amor e no amor que temos ao próximo. RA: O Jorge é o Doutor Risotto… qual é a “especialidade” deste doutor que nunca deixa o sorriso em casa? Jorge: O Doutor Risotto é um conceituado Palermologista. É um sonhador nato, acha que o mundo é um espaço encantador e belo. Apaixona-se por tudo e acha que o mundo é cor-de-rosa. Tanto se apaixona por uma médica como por um enfermeiro. É distraído mas sabe, quase sempre, o que tem de fazer. Amar I 27
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RA: A Isabel é a Enfermeira Belita que está, há algum tempo, digamos que num “retiro administrativo”, pois assumiu a presidência da Palhaços d’Opital. Sente saudades da Enfermeira Belita? Isabel: Tenho muitas saudades! Tenho recordações fantásticas, experiências marcantes que a Belita me proporcionou... Mas neste momento da organização posso dar um melhor contributo como presidente do que como doutora palhaço. Mas a Belita terá sempre um lugar muito especial no meu coração, como tem no de muitos que se cruzaram com ela nos corredores dos hospitais e que ainda vão falando disso. E ter começado com Belita deu-me conhecimento e experiência para conhecer muito bem o trabalho do doutor palhaço e isso ajuda-me no trabalho que faço hoje em dia, quer seja na comunicação dos trabalho que fazemos quer seja no respeito e admiração do trabalho da equipa artística. É muito bom quando nós, no nosso percurso, já fizemos um pouco de tudo na organização. Entendemos e valorizamos mais o trabalho de cada departamento. RA: Quando apareceram pela 1ª vez no IPO, qual foi a reação da equipa médica, mas em especial a reação dos pacientes oncológicos? Jorge: Adoramos trabalhar na área Oncológica. O IPO de Coimbra é uma instituição notável e com profissionais de saúde incríveis, dedicados, altruístas e altamente competentes. A receção ao trabalho da Palhaços d’Opital foi incrível porque não só já tínhamos 4 anos de experiência em ambiente hospitalar, a equipa artística estava muito bem preparada, a administração e profissionais de saúde do IPO de Coimbra apreciam e valorizam o trabalho de humanização em contexto hospitalar. Há também várias reuniões e conversas constantes de forma a otimizarmos o nosso trabalho com este contexto hospitalar tão específico. Isabel: A primeira reação era de espanto. Depois vem a admiração por haver doutores palhaço cujo trabalho não é pensado para as crianças. E o que mais nos agradecem é o tempo que estamos a gastar com eles. Para as equipas médicas não é surpresa porque nós demoramos cerca de 4 meses a preparar o início dos trabalhos num novo hospital parceiro e quando chega o dia da primeira intervenção já toda a equipa do hospital tem conhecimento do nosso trabalho. RA: E como foi a experiência para a vocês? Jorge: Mas é sempre um privilégio e uma honra levar a nossa arte e trabalho aos utentes e profissionais de saúde do IPO de Coimbra. Somos sempre muito bem acolhidos, sentimo-nos profissionais desta instituição e recebemos imensas mensagens e testemunhos de gratidão da parte de todos elementos desta instituição. Isabel: Intensa, emotiva, fantástica. A equipa de profissionais do IPO de Coimbra é fantástica, a administração também. Estava tudo muito bem organizado e correu lindamente. É um hospital pelo qual temos um carinho muito especial.
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RA: Hoje, quem faz parte da “equipa médica” dos Palhaços d’Opital? Jorge: Atualmente a equipa artística da Palhaços d’Opital é composta por 4 Doutores Palhaço: Risotto, Donizete, Bem-Haja e Milla Nezza. RA: Os Palhaços d’Opital foram ganhando notoriedade e individualidades, como o ator Ruy de Carvalho ou o comediante Nilton, abraçaram o projeto. Era um “abraço” que faltava para a divulgação do vosso trabalho? Jorge: Convidamos o Ruy de Carvalho e o Nilton, em primeiro lugar, por serem pessoas nobres, notáveis, humildes e bonitas que são. Também o fizemos por serem pessoas com bastante visibilidade e terem o poder de fazer chegar longe a nossa mensagem e missão. Mas esse pedido de divulgação, desde início, pretendemos que estivesse sempre associado a pessoas com o ADN e o perfil com o qual a Palhaços d’Opital se identifica. Tanto o nosso padrinho, Ruy de Carvalho, como o nosso embaixador, Nilton, são figuras públicas e elementos muito próximos e impulsionadores do trabalho e da missão da nossa organização. RA: E outros se juntaram, como por exemplo André Sardet, Sofia Cerveira, Joana Cruz, Rodrigo Gomes, Sónia Santos e até o Carlão. Falando em Carlão, vocês uniram-se e transformaram o mais recente sucesso “Assobia para o lado”, no vosso tema de Natal “É Natal em todo lado”. Como surgiu esta oportunidade? E quem escreveu a letra? Jorge: Já em 2019 tínhamos lançado 4 versões de músicas de Natal conhecidas. Em 2020 tivemos a ideia de convidar o Carlão e pegar numa música alegre e atual e “transformá-la numa versão natalícia”. O Carlão desde início se associou à iniciativa e disponibilizou a música da canção “Assobia para o lado”. A equipa da Palhaços d’Opital escreveu a letra e como apoio e produção da Academia de Música de Coimbra (Mafalda Umbelino e José Rebola) criamos este sucesso de Natal. A música está disponível no nosso d’Opital TV, nas nossas redes sociais e nos televisores dos nossos Hospitais Parceiros. A SIC, a RTP, a RFM e a Renascença apoiaram na divulgação da música e da iniciativa. RA: 2020 foi um ano de desafios em todos os sentidos por causa do Covid-19. Como é que a pandemia afetou o vosso trabalho? Jorge: Tivemos que nos reinventar. Desenvolvemos conteúdos para o digital. Criámos o d’Opital TV, um canal de youtube. Produzimos 79 conteúdos/vídeos: adaptação de contos tradicionais portugueses, o Hino aos Idosos, a desgarrada, etc. E crescemos. Demos a conhecer o nosso canal a todos os hospitais públicos, privados e a todas as instituições que trabalham com os mais velhos em Portugal. Disponibilizamos gratuitamente os conteúdos que criámos. E temos tido um bom feedback por parte de instituições que os usam para criar momentos diferentes.
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RA: Qual foi ou é o maior desafio? Jorge: O nosso maior desafio é mudar a sociedade de forma a que Valorizem e Dignifiquem a pessoa mais velha e que a humanização dos hospitais seja uma realidade nas agendas de todos os responsáveis em Portugal e no mundo! O segundo maior desafio é o financeiro. É o que nos preocupa mais. Neste momento a associação tem 3 contratos de trabalho e 7 contratos de prestação de serviços. Já é um encargo considerável... RA: Fala-se cada vez mais em dados que revelam que, derivado às restrições, há mais pacientes de cancro por diagnosticar ou diagnosticados tardiamente devido ao congestionamento do SNS com pacientes de Covid-19. A campanha da Sociedade de Oncologia Portuguesa “O Cancro não Espera em Casa” foi iniciada para reverter esses dados e factos. Vocês que estão diariamente nos IPO´s e que trabalham e convivem com pacientes oncológicos, como se sentem quando ouvem que há histórias que poderiam ter sido evitadas? Jorge: Nós temos um bom serviço nacional de saúde, bons hospitais e excelentes profissionais de saúde. Esta pandemia trouxe várias reflexões a público e há várias entidades e pessoas mais capazes para analisar esta questão importante e complexa. A Palhaços d’Opital está focada no lado positivo, alegria, feliz e o lado saudável das pessoas. Trabalhamos todos os dias com autênticos heróis, profissionais e utentes. São pessoas incríveis que todos os dias lutam e superam enormes obstáculos. Temos o privilégio de poder levar o melhor de nós como artistas e pessoas a pessoas e profissionais que merecem o melhor do mundo! Preferimos focar-nos e guardar nas memórias as gargalhadas, as partilhas e as vitórias de pessoas que todos dias superam obstáculos duros, dores, desilusões e vencem de uma forma heróica com enormes sorrisos no rosto. Isabel: Nós escolhemos focar-nos no que nós podemos mudar. E o que nós podemos fazer é ajudá-los, por um lado, a lembrarem-se que, mesmo doentes, ainda há motivos para acreditar e para sorrir e, por outro, ajudá-los a esquecerem-se de onde estão e do que estão a sofrer. Nós criamos uma memória associada a um espaço, que é o hospital, mas que está ligada à alegria, ao humor, aos afetos. Um dos testemunhos mais bonitos que já nos deixaram nas nossas redes sociais foi uma filha de um utente do IPO Coimbra que nos contou que o irmão que ligou a perguntar se tinham mudado a medicação ao pai porque ele só dizia que tinha que voltar ao IPO para mostrar ao palhaço como é que se canta. RA: A Palhaços d’Opital para além do trabalho presencial nos IPO´s e hospitais, tem o d’Opital TV e videoclipes de canções ou representação nas redes sociais. Quais são os próximos projetos? Jorge: A nossa equipa é muito focada, trabalhadora e pró-ativa. Fevereiro é o mês da Palhaços d’Opital. Fazemos o nosso 8º aniversário. Vamos fazer coisas novas e apostar nos diretos nas nossas redes sociais. Vamos lançar várias novidades e manter as visitas presenciais, regulares e semanais ao IPO de Coimbra, continuar a desenhar conteúdos para o nosso d’Opital TV.
Fomos dos primeiros no mundo a adaptar-nos ao digital quando em março surgiu a pandemia. Criámos o d’Opital TV. Fomos dos primeiros a regressar às visitas presenciais, no dia 3 de julho de 2020. Não gostamos de perder muito tempo com os problemas e adoramos pensar em soluções. Com este pensamento e com esta equipa dedicada, venham lá os desafios que iremos sempre avançar com uma proposta dando sempre o melhor de todos nós! RA: Pode se dizer que a Palhaços d’Opital já alcançou os objetivos do projeto ou há algo mais que se possa acrescentar? Jorge: A Palhaços d’Opital está numa fase de crescimento. Pretende alargar o trabalho a hospitais em todo Portugal. Quer continuar a investir na formação contínua da equipa, investir mais na investigação e avaliação do impacto do seu trabalho e ser um agente importante na Valorização e Dignificação da pessoa mais velha. O estudo de Avaliação do Impacto do nosso trabalho com adultos, em contexto hospitalar, envolveu 3 Faculdades: Medicina, Psicologia e Economia, 20 profissionais (investigadores, enfermeiros, médicos, psicólogos, etc) e irá permitir comprovar os benefícios do trabalho da palhaços d’Opital e o impacto na sua mais rápida e saudável recuperação. Isabel: O caminho ainda agora começou. O estudo de Avaliação do Impacto do trabalho dos doutores palhaço, realizado em 2020 e com data prevista de divulgação dos dados em maio de 2021, revelou, entre outras, uma redução do cortisol, a hormona do stress. Este foi o primeiro mas prevêem-se mais estudos que provem o impacto, inclusive o financeiro, nos nossos hospitais, na recuperação dos utentes e nas equipas médicas. Ainda só estamos em 5 hospitais. Ainda há muito para crescer! RA: Gostava de vos convidar a deixar uma mensagem aos nossos leitores. Jorge: Nesta fase das nossas vidas é imperioso darmos mais e cuidar mais dos outros, em especial dos mais velhos. Devemos olhar mais para o próximo porque só juntos vencemos e com alegria e felicidade. Que é fácil sermos felizes, basta apenas estarmos atentos e aceitar tudo de bom que a vida nos traz. Que a partilha, o cuidar dos outros e apoiar, em especial os nossos idosos (avós, tios, pais, etc.) é um ato mágico que traz magia, sorrisos, alegria e amor. Isabel: Hoje por eles, amanhã por nós! Hoje fazemos pelos nossos avós, pelos nossos pais, amanhã seremos nós! Tudo o que somos, tudo o que temos, enquanto sociedade, devemos aos que nos antecederam. Que o nosso legado seja respeitado por todos! Respeito pelo ser humano, sem qualquer distinção! E rir sempre foi e será um bom remédio! +info: www.palhacosdopital.pt facebook.com/PalhacosdOpital @palhacos_d_opital Amar I 33
Bullying:
saiba reconhecer e esteja alerta O
bullying é um comportamento que se caracteriza pela ameaça ou agressão (psicológica ou verbal) de forma intencional e repetida e que ocorre sem motivação evidente. Este comportamento é praticado por um sujeito (designado de bully – valentão) ou por um grupo de sujeitos, com o objetivo de intimidar ou agredir outro sujeito ou grupo de sujeitos. É perpetuado por crianças ou jovens que têm, por qualquer motivo, mais força e poder que a vítima. A escola é um dos lugares onde o bullying é praticado com frequência, uma vez que neste espaço convivem diariamente crianças e/ou adolescentes. Pode ocorrer dentro ou fora da escola, em zonas onde a supervisão adulta é mínima ou inexistente e não está restrito a nenhum tipo específico de instituição: primária ou secundária, pública ou privada, rural ou urbana. O bullying é um problema grave que acontece todos os dias, um pouco por todo o mundo, e que pode levar a vítima à depressão, à perda de auto-estima e, em último caso, ao suicídio conhecido por “bullycide”.
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Caracterização do bullying O bullying divide-se em duas categorias: Bullying direto – é a forma mais comum entre os agressores (bullies) masculinos; Bullying indireto – conhecido como agressão social, é a forma mais comum em bullies do sexo feminino e crianças pequenas, caracterizada por forçar a vítima ao isolamento social. Este isolamento é obtido através de várias técnicas (espalhar comentários; intimidar outros que desejam relacionar-se com a vítima; criticar o seu modo de vestir, a sua etnia ou religião, incapacidades…).
Existem 5 tipos de actores co-implicados no bullying: Agressor – pretende obter força, poder e domínio; ter fama e popularidade na escola amedrontando os outros, a Vítima; Defenders – alunos que defendem as vítimas e são contra o bullying; Bystanders – alunos que presenciam a situação e reforçam positivamente a ação do agressor; Outsiders – alunos que não se manifestam nem de forma positiva nem de forma negativa perante o bullying. A potencial vítima pode ser uma criança ou um jovem que apresente determinada característica que a torne um alvo fácil, como por exemplo, ser mais gorda/magra, gaguejar, usar óculos… Os pais e educadores devem estar atentos a possíveis sinais (fobia à escola, baixo rendimento, depressão, baixa auto-estima, etc.) que possam surgir por parte dos filhos ou alunos. O bullying não deve ser confundido com as brincadeiras que normalmente acontecem na infância e adolescência.
Técnicas de bullying Os bullies combinam a intimidação e a humilhação para atormentar os outros. Por exemplo:
• Roubar e/ou danificar objetos pessoais de uma pessoa, como livros ou material escolar, roupas… Espalhar rumores e comentários negativos sobre a vítima (trocar e passar mensagens ou bilhetes falando mal da pessoa em causa);
• Fazer com que a vítima faça o que ela não quer, ameaçando-a; • Fazer comentários negativos sobre a família da pessoa, sobre a sua aparência pessoal, orientação sexual, religião, raça, nível de vida, nacionalidade…
• Levar a vítima ao isolamento social; • Praticar o cyberbullying (criar páginas falsas sobre a vítima em variados sites);
• Fazer chantagem; • Utilizar expressões ameaçadoras; • Chamar nomes aos colegas; • Agredir física e/ou verbalmente colegas, de forma sistemática e prolongada no tempo;
• “Fazer chacota” (cochichar) continuamente sobre a vítima; • Tirar bens aos colegas (dinheiro, objetos pessoais…). 36 I Amar
Efeitos do bullying Quando praticado de forma persistente pode ter um ou vários efeitos no sujeito e/ou no ambiente onde ocorre. Efeitos sobre o sujeito:
• Ansiedade e sensibilidade a determinadas brincadeiras • Perda de auto-estima • Tristeza e irritação • Medo de expressar emoções • Problemas de relacionamento • Abuso de drogas e álcool • Auto-mutilação e mesmo suicídio (bullycídio)
Quais são as consequências do Bullying sobre o ambiente escolar? Quando não existe uma intervenção efetiva contra o bullying, o ambiente escolar torna-se problemático. Todos os intervenientes no espaço escolar são (sem exceção) afetados de forma negativa, passando a experimentar sentimentos de ansiedade e medo que poderão desencadear outros ainda mais graves para a sociedade, como o abandono escolar, doenças psicossociais… Para a eliminação da violência na escola, devem ser criadas e tomadas as medidas necessárias por parte das entidades responsáveis. Quando são bem aplicadas e é envolvida toda a comunidade escolar, contribuem para o convívio saudável e equilibrado, ou seja, para a formação de uma cultura de não-violência na escola, e de uma forma mais geral, na sociedade.
Efeitos no ambiente escolar:
• Níveis elevados de abstinência escolar • Alta rotatividade do quadro de pessoal • Desrespeito pelos professores • Número de faltas elevado • Porte de arma por parte de crianças com o objetivo de se protegerem
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Feliz Dia da Família Amar I 37
O divórcio:
o trauma e como gerir o fim da relação com os filhos U
ma família para a sociedade ou um inferno dentro de casa? Encare-se como se quiser, um facto é provado: o número de divórcios tem vindo a aumentar em Portugal. Em qualquer família são sempre os filhos que mais sentem o amor dos pais e que mais sofrem com as zangas e separação destes.
Poucas pessoas no mundo se podem orgulhar de dizer nunca ter assistido a uma discussão dos pais. Mas esta também não é a medida para julgar os casamentos em que reina o silêncio por medo ou por questões sociais, mas onde o ódio e o desalento são reis, apenas escondidos por uma fachada de felicidade. Inúmeros casais permanecem juntos, mesmo depois de se ter apagado qualquer chama de paixão ou até de respeito e dignidade. Seja por falta de recursos económicos, seja por imperativos sociais e educação religiosa, os pais, julgando estar a preservar os filhos de um processo de divórcio, podem estar apenas a arrasar com a vida psicológica destes que tentam proteger. É do senso comum que os casais que chegaram a um ponto de não retorno, no que respeita à relação, se devem separar? Não, segundo recentes estudos da Universidade da Califórnia. Durante vinte e cinco anos foram
ouvidos pais divorciados e respetivos filhos, experiência que foi relatada em livro sob o título A Herança Inesperada Do Divórcio.
A terapeuta que conduziu o estudo, Judith Wallerstein afirma que os filhos de casais divorciados tendem a ter uma maior dificuldade em encontrar o parceiro certo e em construir as suas relações. E este estudo vem relançar a polémica: devem os pais ficar juntos para não destruírem a futura personalidade da criança? As opiniões dividem-se. Mesmo com a certeza de que não existem divórcios felizes para nenhuma das partes, várias vozes já se ergueram contra o princípio que o livro enuncia, afirmando que os casais não se devem manter juntos apenas pelos filhos, porque estes são precisamente os mais afetados por este tipo de situações, vivendo num permanente estado de ansiedade e pressão, para além de que os pais não conseguem dar todo o apoio e atenção às crianças quando se sentem infelizes. O importante, em todos os casos, é que as crianças mantenham um relacionamento saudável com ambas as partes do casal após o divórcio, o que nem sempre é possível. A separação deve ser comunicada aos filhos de forma natural, sem dramas e acima de tudo sem julgamentos de valor acerca de qualquer um dos parceiros, a menos que as próprias crianças tenham deparado com situações de violência ou abusos por parte de um dos pais.
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O trauma da separação a dois
Há uma altura em que tem que dizer ‘Basta!’. A situação tornou-se insuportável, não há qualquer carinho entre os dois, e as discussões estão na ordem do dia. Nessa altura, a separação é o único caminho a seguir. Há muito tempo que não falam, e quando o fazem apenas sabem discutir. Nenhum dos dois é capaz de dar esse passo, agarrados a um sonho ou a uma tradição, e as coisas têm tendência a continuarem sem, no entanto, terem motivos para tal. É o medo do arrependimento, da solidão, da falta daquela companhia, ainda que muda e fria, que a faz permanecer agarrada a essa situação. Continuar assim não vai adiantar e apenas vai ajudá-la a colocar ainda mais em baixo a pouca auto-estima e confiança que lhe restam! Se, por um lado, a separação parece ser a única saída, a concretização desta resolução pode também não ser muito positiva , apenas numa primeira fase. Há um sentimento de perda no ar, a pessoa tem tendência a sentir-se muito só, e muitas são aquelas que julgam que era preferível a situação de uma união, ainda que insatisfeita, do que a atual. Independentemente dos motivos que levam duas pessoas a separarem-se é lógico que a situação de ruptura é sempre difícil para ambas as partes. Construir uma vida diferente, começar tudo do zero, encarar familiares e amigos é sempre difícil, mas antes de se pensar nos outros é conveniente pensar primeiro em si mesmo e no seu bem-estar. Muitos casais optam por não se separar, mas acabam por levar uma vida completamente independente do seu companheiro. O hábito de viver com alguém e de sentir a presença de outra pessoa em casa, mesmo que quase nem dirijam a palavra um ao outro, parece ser por vezes mais importante do que a reconstrução de uma vida nova. O rompimento com o passado, momento da união a essa pessoa, é uma tarefa dolorosa, e quando há ainda um sentimento forte a decisão é ainda mais complicada. Existem muitas pessoas que ao se separarem passam por uma fase muito difícil e traumática, isolando-se, e não aceitando o apoio de ninguém. Com tamanhas atitudes, as forças para reconstruir uma vida nova são muito mais escassas e o caminho parece ainda mais negro do que quando se encontrava numa situação de indecisão.
Os motivos mais comuns que permitem que as pessoas permaneçam juntas são, habitualmente, dois: questões monetárias e a existência de filhos. No primeiro caso as saídas parecem ser nulas. Não existe qualquer forma de subsistir na vida, julga a pessoa, a não ser que se regresse para a casa dos pais ou encontre apoio em alguns amigos. A dependência económica e a vida estável são os motivos que a fazem ainda continuar junta com essa pessoa, mesmo que suporte a facada do silêncio ou o travo ácido das discussões.
Os filhos, quando os mesmos são ainda novos, podem ser um dos motivos que façam com que o casal continue junto. Querem dar-lhe a estabilidade familiar merecida, com um pai e uma mãe sempre presentes, e assim vão deixando arrastar a situação. Qualquer uma delas pode ser tão longa que o casal pode ficar junto, pelo menos aparentemente, até à velhice. Este medo da velhice pode ser ainda outro dos motivos que leva duas pessoas a dividirem o mesmo espaço, ainda que a vontade seja escassa. Julgando que não vão conseguir reconstruir a sua vida acabam por deixar arrastar a situação, mesmo que o sentimento que os une não passe de simples afeto. Em qualquer uma destas situações a falta de força de vontade e o receio de ficar sozinha conseguem mesmo fazê-la mudar de ideias e deixar-se estar aprisionada a este género de relação, que apenas sobrevive a partir de uma conveniência mútua. A felicidade há muito tempo que ficou para trás, e agindo desta forma de certeza que não vai voltar a recuperá-la. Não se deve ter receio de enfrentar uma nova vida! A pessoa tem que lutar pelo seu futuro, por uma melhor existência, não se deixando ir abaixo com problemas cuja solução está bem diante dos seus olhos. Qualquer que seja o motivo que a faz estar ainda a viver com essa pessoa, mesmo que a relação esteja quase destruída, deve-se pensar duas vezes se valerá realmente a pena. 40 I Amar
Há mulheres que saíram de casa com pouco dinheiro, e que com alguma ajuda conseguiram afirmar-se novamente. Existem ainda outras que conseguiram perfeitamente cuidar dos seus filhos e dar-lhes uma vida bem mais harmoniosa do que aquela que possuíam antigamente. É tudo uma questão de força de vontade e de preservar sempre a sua auto estima. Lógico, que a ajuda de amigos e familiares desempenha aqui um papel importante. Se a relação não deu certo , certamente eles não vão desiludi-la. Errar é humano, e nas coisas do amor isso é ainda mais habitual!
Nesta fase as crianças e os pais vão estar mais vulneráveis, por isso a paciência e o respeito mútuo são conceitos que os pais não podem perder de vista.
Pensar bem naquilo que realmente se quer, meditar e refletir bastante. A decisão é importante demais para ser tomada a partir de um impulso. Tentar sempre sair da relação cultivando a amizade da outra pessoa, pois assim será mais fácil tratarem de tudo. Se tiverem filhos, uma separação amigável é o ideal para as crianças que não têm que estar a assistir a discussões, nem a sentirem-se motivos de brigas.
E depois seguem-se as relações que mantêm com os progenitores, que podem passar por total abandono por parte destes a uma relação de hipocrisia em que se dá tudo o que a criança ou adolescente pede ou exige apenas para tentar superar uma falta.
A dor e a mágoa que marcam uma separação são muito fortes, mas se é impossível manter esse relacionamento, independentemente das razões, a melhor solução é a separação. Por muito que custe naquele momento, esta é a saída mais racional e acertada para a pessoa e para todas as pessoas envolvidas!
A fase do divórcio
É preciso também ter em atenção as reações das crianças face a esta nova situação, à qual reagem de formas diferentes que podem ir da tristeza à culpabilidade, medos infundados ou não, regressões na idade, agressividade, dificuldades de aprendizagem ou sintomas ainda mais graves, de doença.
Outro aspeto do divórcio que afeta profundamente as crianças e jovens é quando este toma proporções judiciais, especialmente quando as crianças têm menos de seis anos, em que se vêem arrastadas de tribunal para tribunal, a ouvirem em público os pecadinhos dos pais ou a esperarem que uma pessoa totalmente estranha decida sobre a sua custódia. Decidir partir ou não para um divórcio tendo em conta os filhos é um erro muito comum dos pais, porque em vez de os protegerem de influências negativas estão apenas a proporcionar-lhes uma visão errada da vida em comum.
O diálogo deve sempre ser positivo, centrando-se no futuro e usando a verdade. Acima de tudo é necessário fazer perceber à criança ou ao jovem que não lhe cabem quaisquer culpas na separação e excluí-la sempre das questões pessoais.
Cristina Fragata
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Narcisismo
Excesso de amor próprio 42 I Amar
Créditos © Ollyy Amar I 43
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mar-nos a nós próprios é imprescindível! Porém, é necessário termos limites para esse amor, porque gostarmos demais de nós pode ter os seus sérios inconvenientes e apelidar-se de narcisismo. Como tudo na vida o amor também deve ter os seus limites. Seja o amor pelos outros, animais, trabalho, ou pelo que quer que seja, necessita de regras específicas. O amor que se tem pelo nosso corpo, rosto, figura, personalidade, necessita também de uma medida certa senão acabaremos por cair naquilo que se designou por Narcisismo. E quem era Narciso? Narciso era um jovem que gostava tanto de si que se acabou por se apaixonar pela sua pessoa. A paixão por ele mesmo era de tal ordem que levou Narciso a provocar a sua própria morte, atirando-se ao rio onde estava refletida a sua imagem. Não é que hoje em dia as coisas se passem como neste episódio da mitologia grega, mas há de facto pessoas demasiadamente apaixonadas por si e que vivem num mundo à parte. O fundamental é saber encontrar a medida certa de amor por si mesmo. As pessoas que não gostam do seu corpo, da sua personalidade ou daquilo que vêm refletido no espelho têm enormes problemas de auto-estima, mas aquelas que exageram neste sentimento acabam também por não ter uma vivência saudável. A auto-estima é tão elevada que as pessoas ficam com uma falsa perceção da realidade, construindo um mundo que é habitado apenas por elas mesmas. Neste domínio é comum falar-se de pessoas egocêntricas. Demasiadamente centradas em si próprias, muito dificilmente conseguem ouvir a opinião de quem quer que seja, tentando sempre assumir um papel de liderança e de domínio em relação a tudo o que está ao seu redor. Na realidade, uma conversa com um narcisista não existe! Só ele tem o direito à palavra, à verdade e à razão. É muito dado a detalhes quando comunica com os outros, ou melhor, quando cria um monólogo protagonizado por si, por forma a tentar conseguir que todos os outros se deixem levar pela suas palavras e, assim, afirmar-se de maneira imperial. Há em qualquer narcisista o desejo de ser o destaque do acontecimento ou do momento, o embrião de uma qualquer situação por mais insignificante que seja. Ainda que não sejam mentirosos, têm uma grande necessidade de contar muitos detalhes que em nada alteram o rumo da história. Esta postura serve apenas como tática para se afirmar ainda mais perante os seus ouvintes. Aparenta ter uma vida estável, sem qualquer problema, sempre feliz e bem disposto, pois o narcisista nunca se mostra vitima do que quer que seja. A sua vida é, apenas segundo as suas convicções, o sonho de qualquer um! 44 I Amar
Todavia, e ainda que aparente possuir uma vida perfeita, o narcisista vive com uma grande solidão e amargura dentro dele. A vida fictícia que criou para os outros julgarem que ele é o melhor, faz com que a pessoa egocêntrica tenha uma grande necessidade de se refugir e fechar em si mesma pois ‘sabe’, no seu inconsciente, que tudo aquilo não é tão verdadeiro assim. O final desta postura de vida, caso se continue com esta atitude, é o caminho escuro e sombrio da solidão. O narcisismo, segundo os psicólogos, pode ter as suas raízes na infância. Um dos motivos apontados tem a ver com o facto da criança nunca ter sido verdadeiramente apoiada, incentivada ou acarinhada quando era pequena, o que originou a criação de um mundo particular, muito seu, no qual ela sempre foi o principal e único destaque. Mas, outras das causas apontadas, tem a ver exatamente com a situação oposta: os pais mimaram tanto a pessoa quando ela era nova, fazendo-a sentir sempre a mais forte e a melhor, que há agora uma grande dificuldade em quebrar esse mundo. À medida que crescem, as crianças, em qualquer destes dois casos, têm uma tendência para ir aumentando esse mundo utópico de intensidade ilusória. Segundo Freud, os narcisistas incidem sobre si mesmos a escolha do objeto sexual, projetando sobre seus parceiros características que são próprias de sua personalidade, buscando neles pontos que coincidam com sua forma de ser, para que possam amar estas pessoas como foram amados por suas mães. Em outra obra, Caso Schreber, Freud define o narcisismo como um processo inserido entre o auto-erotismo e o amor direcionado para um objeto externo. Em outros estudos, o pai da Psicanálise mostra o mecanismo narcísico como um encolhimento da líbido ao âmbito do ego e demonstra como estes eventos mentais conduzem a outros distúrbios, como a megalomania e a crença no poder supremo do pensamento. Mas é no livro Sobre o Narcisismo: Uma Introdução que Freud investe diretamente nas pesquisas sobre este tema, inclusive revelando que um equilíbrio entre o foco no ego e a líbido direcionada para outro objeto sexual pode contribuir para que o sujeito desvie a sua energia psíquica de si mesmo, embora isto não ocorra completamente.
quismo humano, principalmente nos seus estágios iniciais. Estas observações influenciaram definitivamente outros autores, pertencentes às mais diversas escolas psicanalíticas. Nos estudos contemporâneos, aliam-se os mitos de Narciso e de Édipo – o personagem mítico que se apaixonou pela própria mãe –, propiciando um entendimento mais amplo do Narcisismo. Nos primeiros cinquenta anos dos estudos psicanalíticos, a teoria de Édipo foi fundamental, sendo destronada depois pela de Narciso. Em nossos dias, com o desenvolvimento de escolas como a Psicologia do Self, de Heinz Khout, o narcisismo ganhou ainda mais destaque. Nesta corrente, porém, não é importante distinguir narcisismo primário ou secundário, mas sim normal ou doentio. O narcisismo é um dos problemas que afeta muitas pessoas, homens ou mulheres, e a maioria das vezes a pessoa egocêntrica não se apercebe que o é. Julga que ser melhor que os outros é algo perfeitamente natural. Mantendo uma relação muito difícil com o mundo, dificilmente conseguem ter amigos muito chegados e que durem para toda a vida, devido à sua incapacidade para escutar e conseguir penetrar no verdadeiro mundo dos mortais. Por isso, a solidão costuma ser uma das muitas experiências dos narcisistas. Os problemas depressivos, a falta de carinho e de interligação com o mundo fazem com que os narcisistas se isolem cada vez mais. A droga ou o álcool podem vir a ser um dos seus fiéis companheiros. Uma terapia é a melhor solução para estas pessoas. Embora a cura leve algum tempo, pois não é de um dia para o outro que a pessoa abandona o seu mundo de ilusão, há fortes esperanças que o narcisista possa vir a ter uma vida normal. Para isso, é preciso que o especialista vá ao ventre do problema que afeta a pessoa para que, em seguida, se caminhe na reconstituição do paciente. Só assim encontrar-se-á uma pessoa comum às outras com momentos de alegria e tristeza, como qualquer ser humano!
Aos poucos as especulações teóricas de Freud se transformaram em experiências clínicas, nas quais o psicanalista pôde entender mais profundamente os mecanismos do psi-
Andreia Felicidade
Psicóloga
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Intervir
sobre o próprio destino
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ratar sobre o destino é uma aventura arriscada, pois as pessoas possuem pontos de vista conflitantes, causando quase sempre momentos de forte tensão, haja vista o assunto tocar em questões filosóficas e sobretudo religiosas, cuja defesa das crenças particulares faz surgir ferrenhos argumentadores de pacatos cidadãos. Porém, tal atitude é ao mesmo tempo uma oportunidade especial de entrar em contato consigo mesmo e refletir sobre tamanho problema, provocando, finalmente, uma revisão a respeito da possibilidade de se intervir sobre o futuro. Não é a intenção aqui apontar afirmações pretensiosas acerca da validação ou refutação da existência do destino, mas levantar alguns pontos ainda obscuros a fim de ampliar o estudo em questão ao invés de tentar mantê-lo trancafiado a sete chaves, apenas pelo grau de dificuldade existente em discussões desta natureza.
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O significado da palavra destino é: Sucessão de factos que podem ou não ocorrer, e que constituem a vida do homem, considerados como resultantes de causas independentes de sua vontade; sorte, fado. Mas é só um lado da moeda. O outro, em oposição, salienta o controle sobre o porvir. Em outras palavras, parte da população crê na pré-existência dos acontecimentos e parte acredita no domínio e no direcionamento das coisas. Eis um difícil embate. Todavia, devemos nos animar pelo simples facto de existir mais de uma alternativa. Embora tais proposições sejam distintas e distantes em sua concordância, é possível aproximá-las, transformando contradição em afinamento, desde que não se petrifique a impressão sobre o destino, permitindo, em contrapartida, que ele tenha vida e que esteja tão presente dentro do ser humano quanto lhe for permitido, proporcionalmente à criação e ao Criador, conforme Gênesis 1:26: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. Ou ainda, de acordo com o filósofo francês René Descartes: A idéia de Deus está impressa no homem, como a marca do obreiro em sua obra. Créditos © Oliver Ross 48 I Amar
Por conseguinte, se considerarmos que o destino é fruto do que pensamos e praticamos (plantio e colheita), é natural e lógica a expectativa de efeitos pertinentes a causas anteriores. Então, não há porque duvidar do “destino”, e ainda, embasar-se no pressuposto de que é inevitável receber pelo que se proporcionou, oferece a chance de escolhermos o que pretendemos para nós mesmos, tornando a inevitabilidade um bem que se aguarda com prazer e não um sofrimento do qual a fuga é um desejo corrente. Contudo, o conhecimento a este respeito é crucial, do contrário, torna-se somente um mero jogo de palavras sem qualquer significado pessoal. É preciso fazer sentido internamente. Com efeito, se o destino é aceite a partir de semelhante ideia, podemos acrescentar um novo dado conforme já se observou: a intervenção sobre ele. Pois bem, se o “inevitável” é o efeito de algo anteriormente causado, e tal movimentação foi gerada por nós, é sinal de que interferimos diretamente sobre os acontecimentos. Deste modo, convém perguntar: 1) Nós intervimos sobre o próprio destino (ele é flexível e não rígido), senão, em nada resultaria qualquer ação que empreendêssemos? 2) A nossa experiência demonstra que “mexemos os pauzinhos” e assim modificamos a direção de alguns factos? 3) No amor, é o acaso que aproxima as pessoas ou o convívio (gente que mora próximo ou frequenta o local de trabalho, passeio, etc), via de regra, que as une? 4) Na vida profissional, é a dedicação que faz alcançar um dado objetivo ou basta somente esperar o tempo para que se obtenha êxito? 5) No desenvolvimento, é a acomodação ou a ação que faz evoluir? 6) E sobre a inevitabilidade, será que é tão imutável assim, que não possa receber nova intervenção e ser modificada, aumen-
tado-a, diminuindo-a, dissipando-a? Enfim, podemos descrever uma extensa lista de perguntas com a finalidade de ponderar sobre o destino e a intervenção, mas isto compete a quem deseja ir fundo neste tipo de investigação. É uma decisão singular. Concluindo, em relação ao destino, podemos pensá-lo como um meio de mudança e não exclusivamente como um fim. Intervir no presente, ainda que inevitavelmente tenhamos que colher os frutos do que se plantou no passado nos abre a porta para um futuro mais promissor. É antes uma oportunidade do que uma imposição. Quantas coisas podem ser diferentes na sua vida, caso tome para si, gradativamente, o leme das decisões? É antes liberdade do que aprisionamento, se observarmos a intervenção. É claro que dá mais trabalho agir do que ficar acomodado, mas vale a pena. Portanto, eis a pergunta final: Que tipo de destino você quer para si?
Armando Correa de Siqueira Neto
Psicólogo e Mestre em Liderança
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Estreia Estreia a 17 de fevereiro
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Curiosidades Não foi anunciado de forma efusiva pela Netflix, mas já é certo: um dos filmes mais esperados do ano, “Notícias do Mundo”, vai estrear internacionalmente já na próxima semana, 10 de fevereiro, na plataforma de streaming. Portugal está incluído na lista de países que vão poder conhecer esta história a partir desse dia. Realizado por Paul Greengrass (“Voo 93”, “Supremacia” e “Capitão Phillips”), este filme tem Tom Hanks como protagonista. Este drama centra-se num veterano da guerra civil americana que concorda em entregar uma rapariga — levada por um tribo de índios há alguns anos — aos seus tios, contra a sua vontade. É uma longa (e perigosa) jornada pela América, onde encontrarão vários obstáculos pelo caminho. Apesar de não ser um dos favoritos, está na lista dos possíveis candidatos aos Óscares — é expectável que possa ter algumas nomeações. A Academia de Hollywood vai anunciar as nomeações a 15 de março, enquanto a cerimónia está marcada para 25 de abril.
Sala de Cinema Cinco anos após o fim da Guerra Civil, o Capitão Jefferson Kyle Kidd (Hanks), viúvo e veterano de três guerras, desloca-se de cidade em cidade como um contador de histórias reais, partilhando notícias de presidentes e rainhas, lutas gloriosas, catástrofes devastadoras e aventuras emocionantes nos confins do globo.
Nas planícies do Texas, cruza-se com Johanna (Helena Zengel), uma menina de 10 anos, acolhida pelo povo Kiowa seis anos antes e criada como um dos seus. Hostil a um mundo que ela nunca conheceu, Johanna está prestes a ser devolvida aos seus tios biológicos. Kidd concorda em entregar a criança onde a lei diz que ela pertence. À medida que viajam centenas de quilómetros, os dois enfrentam enormes desafios, humanos e naturais, enquanto procuram um lugar a que possam chamar lar. Ficha Técnica Filme com realização de Paul Greengrass, produção de Elizabeth Gabler, Tore Schmidt, Gregory Goodman, Tom Hanks, Gail Mutrux, Gary Goetzman, argumento de Luke Davies e de Paul Greengrass, que contou com a participação de Tom Hanks, Helena Zengel, Fred Hechinger, Michael Angelo Covino, entre outros. Duração: 118 minutos Género: Aventura, Ação, Drama e Western Origem: EUA
Fontes: IMDB e FilmSpot - Imagens: Direitos Reservados
Pedro M. Salvador
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CLÁUDIA PASCOAL
Créditos © Cláudia Pascoal
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“Ponto de exclamação de afirmação” Cláudia Rafaela Teixeira Pascoal, mais conhecida por Cláudia Pascoal, é uma cantora portuguesa, que nasceu em São Pedro da Cova, Gondomar, no dia 12 de outubro de 1994. Começou a tocar guitarra quando tinha 15 anos. Nos últimos anos, despontou no meio musical e televisivo nacionais através de participações em concursos musicais. É mais conhecida por ter representado Portugal no concurso Eurovisão em 2018. Agora, eis que chega o seu álbum que é aconselhado para os dias que passamos. Este primeiro trabalho de estúdio, conta com participações especiais, muita cor e um simples ponto de exclamação como título do disco. Admiração? É mais no sentido afirmativo, como quem diz “cheguei!”. Cláudia Pascoal ficou especialmente conhecida do grande público quando representou Portugal no festival da Eurovisão, em 2018, ao lado de Isaura, com o tema “O Jardim”. Em março deste ano lançou “!”, o seu álbum de estreia. “!” é um disco livre e descomplicado, em que coexistem sem dificuldades vários aspetos da sua personalidade. Um statement de afirmação da artista, que deixa bem vincada a sua identidade ao mesmo tempo que dá um pontapé na porta e entra sem licença no universo do pop arrojado, atrevido e confiante.
Créditos © Cláudia Pascoal
Esta coleção de temas, surpreendem com o colorido de temas pop, com heranças do folclore no tema “Quase Dança”. Até a família a Cláudia juntou no clip, algo que chega a ser assombrado nos tempos que vivemos. Muitos dos músicos decidiram adiar os seus lançamentos mas Cláudia manteve a data perto da planeada. O sentido de humor sempre presente como é a presença de Nuno Markl, quase em jeito de rábula, no arranque do alinhamento e na primeira canção, deixa logo bem evidente que a diversão esta presente. Sair do caminho musical que conhecemos da Cláudia até este “!” levou o seu tempo até encontrar quase uma identidade própria. A chamada de Tiago Bettencourt para a ajudar no disco com esta tarefa mostrou -se muito importante. Tiago Bettencourt e Nuno Markl são apenas alguns dos nomes que colaboram no álbum. Samuel Úria compõe e canta em “Viver”; David Fonseca, Joana Espadinha, Pedro da Silva Martins e o próprio Tiago Bettencourt juntam-se a Cláudia para fazer de “!”, um retrato de uma família de grandes escritores de canções. Para” Música de Um Acorde” conta com um coro no qual entram ainda vozes como as de Isaura, Jorge Benvinda ou o Rancho Folclórico Flores da Beira. Para Cláudia “é ponto assente que a música só cresce com mais músicos” ou seja, “é essencial ter mais personalidades e cores envolvidas”. E deixa a imagem: “a maior sortuda por ter tantos artistas” que admira a querer compor para si. Não teve “dúvidas” que essas presenças só iam “elevar o disco”, assim como lhe iam “dar bases para estudar novos rumos”. Nem todas as colaborações em “!”, foram estritamente musicais. Wandson Lisboa teve aqui um papel fulcral no processo de criação de toda a imagem. Uma grande surpresa nesta viagem aos horizontes da música portuguesa, uma das promessas da música pop nacional. Cláudia Pascoal veio para ficar.
Paulo Perdiz
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António e dança:
o “casalinho” perfeito
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ntónio Casalinho, de apenas 17 anos, é um jovem bailarino português que nos enche de orgulho. Costuma dizer-se que “é de pequenino que se torce o pepino” e o caso de António não foi exceção. O “bichinho” da dança surgiu bem cedo e, sem olhar para trás, o jovem decidiu lançar-se no que assume ter sido uma paixão à primeira vista - ou ao primeiro bailado! Natural de Leiria e especializado em ballet e dança clássica, Casalinho iniciou o seu percurso na Annarella - Academia de Ballet e Dança (Escola Cubana de Ballet) e por lá ficou, até aos dias de hoje. Estreou-se, a nível competitivo, no Leiria Dance Competition II, em 2012, e desde então tornou-se numa verdadeira “máquina” vencedora de prémios e distinções: para além de, com apenas 13 anos, ter vencido o programa “Got Talent Portugal”, António Casalinho arrecadou também o 1º lugar pré-competitivo YAGP (semifinal em Bruxelas) em 2013, a Gold Medal pré-competitivo YAGP (final em Nova Iorque) e Melhor Solista LDC IV em 2014 e o Hope Award YAGP (final em Nova Iorque) em 2015 - e isto são apenas alguns exemplos. Se já em 2017 era considerado o melhor jovem bailarino do mundo, em 2018 António Casalinho, dançou e encantou os júris do Varna International Ballet Competition, alcançando a medalha de ouro, na categoria juniores. Mas como verdadeiro campeão que é… não se ficou por aqui! Agora foi duplamente distinguido com o Prémio de Interpretação Contemporânea e ainda com uma bolsa de estudo na competição internacional de bailado Prix de Lausanne, na Suíça, o que faz com que Casalinho seja o único bailarino do mundo a conquistar quatro dos principais concursos internacionais de dança!
Créditos © Anónio Casalinho
A vida de António é deveras agitada mas entre treinos, estudos, testes e uma viagem para a Costa Rica ainda conseguiu conversar com s Revista Amar e contar-nos mais sobre o seu passado, presente e futuro. Revista Amar: Sabemos que a paixão pela dança clássica surgiu bem cedo, com apenas oito anos. Podes contar-nos mais sobre como tudo aconteceu? António Casalinho: Na minha turma havia meninas que já andavam no ballet e como eu as via a dançar nos intervalos decidi experimentar e apaixonei-me logo. RA: Qual foi a reação dos teus pais quando mostraste, pela primeira vez, interesse por esta arte? AC: Os meus pais agiram de forma muito natural pois aceitaram de imediato a minha paixão. RA: A tua primeira professora, Annarella Sanchez, percebeu desde o primeiro momento que te teria de “agarrar”. Percebeste que isso era um bom “presságio”? Deu-te mais força para continuar? AC: O facto da Annarella me dizer que eu teria futuro na dança despertou um interesse ainda maior pois eu vi que seria uma grande oportunidade e deu-me imensa força para seguir em frente. 60 I Amar
Créditos © Anónio Casalinho
RA: Sentes que na dança ainda existe algum tipo de estigma quando esta é praticada por um rapaz? Alguma vez te sentiste de alguma forma “discriminado”?
so, ganhaste ainda o Grande Prémio da competição e ainda foste considerado a maior esperança entre 130 jovens. O que é que isto significou para ti?
AC: Eu acho que desde o momento que entrei no ballet até agora o preconceito tem vindo a decrescer gradualmente pois apesar de nunca me ter sentido discriminado ou diferenciado sempre senti uma certa “ignorância” em relação ao assunto.
AC: Para mim foi uma das minhas maiores conquistas pois foi o título que valorizou todo o meu trabalho, até ao momento, enquanto representante da Escola Cubana de Ballet e de Portugal. Os prémios já ganhos são um grande incentivo para a minha vida enquanto bailarino e abrem muitas portas pois ganhamos mais visibilidade e nome.
RA: O que é que a dança significa para ti? Que lugar ocupa na tua vida? AC: Para mim a dança é a minha salvação pois é o que me faz ter uma vida diferente e mais bonita - sempre tive o apoio da minha família e dos meus amigos para qualquer coisa então ajudou-me a perceber que eu poderia fazer da dança a minha vida, sendo que esta tomou uma grande proporção na minha vida. RA: O ballet é o teu estilo de dança preferido? Porquê?
RA: Para além das grandes competições, em que outro tipo de atividades participas dentro do mundo da dança? AC: Para além dos concursos eu também vou à galas noutros países com a minha professora Annarella e com alguns dos meu colegas. RA: Tens intenção de continuar os estudos? É algo importante para ti?
AC: Apesar de eu gostar também imenso de outros estilos de dança o meu favorito é o ballet clássico pois o mundo do ballet é grande e existem imenso bailarinos semelhantes, então é lá que quero fazer a diferença.
AC: Eu neste momento penso que é muito importante continuar a estudar principalmente se, por alguma razão, não conseguir seguir a carreira de bailarino. Se isso acontecer gostaria de continuar “neste mundo” enquanto professor ou algo parecido mas estudando também outra área.
RA: Existe alguém em quem encontres inspiração? Tens algum “exemplo” que sigas?
RA: Quanto te sobra algum tempo livre o que gostas de fazer?
AC: Os meu bailarinos favoritos e que me servem de inspiração são: Carlos Acosta, Rolando Sarabia e Júlio Bocca.
AC: Quando tenho tempo livre eu gosto de jogar consola, ouvir música e de estar com os meu amigos.
RA: Apesar de, enquanto público, a apresentação de um bailado parecer algo muito fácil a verdade é que não é, de todo, essa a realidade. O que é que acontece nos “bastidores”? Como é o teu dia-a-dia em termos de treinos para a prática da dança? Que tipo de “exigências” te são requeridas?
RA: Em relação ao futuro: quais são as tuas perspetivas? Que mais queres alcançar?
AC: No dia a dia faço aula de ballet e preparação física e depois ensaio variação - pas de deux ou o que for preciso para o próximo espetáculo. Nos bastidores, primeiro arranjo-me e depois vou aquecer atrás do palco para me concentrar para a dança que vou dançar. RA: Em 2018 alcançaste uma das mais prestigiadas vitórias - recebeste a medalha de ouro, na categoria juniores, no mais antigo concurso de ballet do mundo, na Bulgária - a Varna International Ballet Competition. Para além dis-
AC: O meu grande objetivo é poder destacar-me enquanto bailarino profissional e poder fazer a diferença no mundo da dança. António, os portugueses têm muito orgulho em ti. Obrigada!
Inês Barbosa
MDC Media Group
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Styling
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Melania,
sofisticação europeia na Casa Branca Q
uando em 2017, Melania se tornou a Primeira Dama dos Americanos, viu-se vítima de uma hostilidade coletiva e de uma repulsa sem procedentes; devido às políticas polémicas do marido, com que resultou na maioria dos costureiros americanos a negaram-se a representá-la; contrariando a sua vontade pessoal de desfilar as grandes marcas nacionais. Foi a Ralph Lauren, a insígnia mais nobre da moda americana, que aceitou o desafio de criar a primeira imagem de Melania como Primeira Dama, para debutar sob os olhares incisivos do planeta. A Ralph Lauren correspondeu irrepreensivelmente; com um conjunto de vestido e casaco de face-dupla, em caxemira, luvas compridas e sapatos (Manolo Blahnik) tudo no tom de azul celeste, que lançou de imediato Melania ao nível do estilo inconfundível de Jacqueline Kennedy; que na primeira aparição ao público, em 1961, trajara com um visual idêntico que terá decerto servido de inspiração da agora destituída Primeira Dama. Não há como errar com um clássico.
Maria João Rafael
Consultora de Imagem
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Jacqueline Kennedy foi a aposta certa para a nova imagem de Melania; agora muitissímo mais sóbria do que o seu próprio estilo, de profundos decotes, brilhos e de cortes audazes, imprudente para uma Primeira Dama. Muitas vezes, ao longos destes quatro anos, pudemos apreciar os passos seguros de Melania, alinhada à lição de elegância de Kennedy. Se dúvidas houvessem sobre esta coincidência, as imagens seguintes dispensam palavras.
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Com a recusa de costureiros americanos como Marc Jacobs, Jeseph Altuzarra, Donna Karen, Tom Ford, Zac Posen, Phillip Lim, entre outros, a Primeira Dama recorreu ao génio que se tornara americano no ano anterior, nascido francês, Hérve Pierre, que já a vestira há anos atrás, para desenhar o seu primeiro vestido de gala inaugural. Segundo o próprio, “Se algumas pessoas renunciaram vestir a Primeira Dama, é essa a beleza da liberdade. É também o meu direito a aceitar o desafio. Eu quero fazêlo. Isso nem sequer se põe em questão, seria um absurdo. Vai muito para além do aspeto político, é uma maneira de honrar o país”. Para criar o vestido mais emblemático da Primeira Dama, Pierre só precisou de fazer algumas simples perguntas a Melania; cores favoritas, palavras ou imagens. Coisas que não estivessem relacionadas com a moda. As respostas não se fizeram esperar: azul, rosa claros e baunilha. E quanto à forma – que poria qualquer designer fora de si – justa. E que estivesse na disposição de o fazer em menos de duas semanas. E Pierre cumpriu, com um estrondoso sucesso. O designer atribuiu o resultado do seu trabalho, à técnica e estética de Melania. Como é tradição, o vestido foi usado apenas para a ocasião do baile de gala inaugural, e logo após, foi doado ao Museu de História Americana em Washington, onde ficou junto ao das suas precedentes, na ala da Coleção das Primeiras Damas.
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Com peças da sua autoria, e outras maioritariamente de casas europeias como a Dior, Dolce & Gabbana, Chanel, Gucci, Alexander McQueen; Azzedine Alaia, Elie Saab e Givenchy – não esquecendo a retulância em encontrar designers americanos para vestir a Primeira Dama; Pierre preparou as indumentárias para cada ocasião e visita de Estado. Onde quer que fosse, Melania transpirava sofisticação. Não descurando as preferencias de cores de Melania. As cores monobloco como o vermelho, o amarelo, os tons pastéis, o nude e preto. Já os estilos vão desde o militar, o equestre, o clássico de duas peças e o safari. As calças inspiradas em Kennedy e até em Audrey Hepburn; as camisolas de gola alta, os lenços e até as “sabrinas” que usa em ambientes mais descontraídos; inclusive com que aterrou na Florida, no último dia de dever. Contudo, a imagem de marca de Melania, são os casacos compridos e os saltos altos; com preferência para os Louboutin e Manolo Blahnik.
Já no que diz respeito a maquilhagem, Melania Trump levava cerca de 75 minutos para ser preparada sempre que fosse fotografada em público. Em relação às suas preferências de verniz de unhas, é adepta da manicure francesa e gosta de tons cremes. Levando tudo isto em consideração, Pierre fez uma apurada pesquisa aos exigentes requisitos diplomáticos em agenda, como por exemplo, a viagem à França, à Arábia Saudita, à África e até ao Vaticano.
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Nesta fotografia, na Casa Branca durante a visita dos Reis da Jordânia, rei Abdullah II e rainha Rania, em 2017. O vestido verde monobloco é da autoria de Hervé Pierre.
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Durante a visita à Inglaterra, vestida pela Dolce & Gabbana, chapéu com assinatura de Hervé Pierre. Foi comparada a Audrey Hepburn, em My Fair Lady.
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Ainda na visita à Inglaterra, a capa amarela Valentino.
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O conjunto branco e beje que levou na visita ao Egípto, a lembrar o glamour dos anos 30.
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Ainda que com a ajuda de um brilhante consultor de moda e estilista, aos olhos do mundo, a Primeira Dama falhou algumas vezes. Ainda que seja elegante, de gestos delicados e recatada, a sua longa experiência como modelo internacional, o seu estilo e graça natural, estiveram sempre debaixo de um apertado escrutínio, devido às decisões políticas de Donald Trump. Mas não foi a primeira, nem será a única. Na história da América, algumas Primeiras Damas como Rachel Jackson, Mary Todd Lincoln, Edith Wilson, Eleanor Roosevelt e até Nancy Reagan, foram também atacadas e criticadas publicamente e vítimas do descontentamento das massas pelos seus maridos. Amar I 69
Relembremos alguns dos casos mais polémicos em torno de Melania:
1 O
uso do véu no Vaticano. As regras da etiqueta obrigam ao uso do véu preto em audiências ao Papa. Melania estava perfeita, segundo as regras. Profesa a religião católica, ainda que casada com um protestante. É a segunda Primeira Dama católica da América; a primeira foi Jackie Kennedy. Pediu inclusive ao Papa, que benzesse o seu rosário. Ainda assim foi criticada por não ter coberto a cabeça na sua visita à Arábia Saudita.
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urante a Convenção Nacional Republicana em 2020, usou um fato saia-casaco Alexander McQueen verde militar. Foi acusada de forma figurativa, apoiar ditadores como Hitler e Mussolini.
m 2016, nos debates presidenciais, usou uma blusa da Gucci cor-de-rosa de laçada, dias depois de ter vindo a público as declarações do marido, sobre a facilidade que os homens de poder têm para conseguir mulheres: “Grab them by the pussy”. A camisa de laçada em inglês é conhecida por “pussy-bow”. Enigmática, Melania excusou-se a explicações.
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m maio de 2017, visitou a Sicília com um casaco da Dolce & Gabbana, no valor de $51.500. Melania tem ao longo dos anos, sido acusada de ter gostos extravagantes. Contudo, há que ter em conta que Donald Trump renunciou a ser renumerado, enquanto Presidente. Tal como já tinham feito Kennedy e Hoover.
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gosto 2017 - um boné com a inscrição “FLOTUS”. Durante a visita a Corpus Christi, no Texas. FLOTUS é o nome de código para a Primeira Dama. Nesse mesmo dia, Donald Trump usava um boné com as siglas USA. As más línguas dizem que foi por empatia com o marido.
6 E
m junho 2018 – a parka da Zara a dizer “I Really Don’t Care”, enquanto visitava as crianças separadas dos pais, na fronteira com o México, devido às medidas de imigração impostas pelo marido. Mais tarde, uma fonte terá dito que a ideia do casaco, terá sido para as pessoas que estavam contra à decisão de Melania fazer a visita.
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7 E
m outubro de 2018, o capacete colonial na visita ao Kenya, inflamou a opinião de que seria um gesto colonialista. Melania respondeu aos jornalistas que deviam prestar atenção ao que tinha para dizer, e não às suas escolhas de indumetária.
8 E
m abril de 2017, pousou para o seu retrato na Casa Branca, vestida simplesmente, com um blaser preto; exibindo uma única jóia, um anel de diamantes, no valor a rondar os 3 milhões. Foi muito criticada, porque com esse dinheiro o marido podia resolver o problema da fome. Mas na verdade, a jóia foi uma oferta do marido, pelos 10 anos de casados. Estão casados há dezasseis.
Ninguém é imune ao criticismo no papel de Primeira Dama. Michelle Obama era duramente criticada por expôr os seus magníficos e tonificados braços e pernas, usando vestidos sem mangas e calções. Foi um escandalo, quando marcou presença num evento do Banco alimentar, calçada com uns ténis da Lanvin, no valor de $540. Já Nancy Reagan, aparecia em eventos vestida e com jóias emprestadas pelos melhores costureiros, proibindo que se soubessem quem eram as marcas. Quanto a Mary Todd Lincoln (18611885), foi arrasada pelos seus gostos extravagantes e caros para a época da Guerra Civil. Cada vestido, não ficava em menos de $2.000. Em quatro anos, ultrapassou largamente o seu orçamento de $20.000.
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Melania Knavs Trump, nasceu em 1970, na antiga Jugoslávia, parte da Eslovenia. Emigrou para os Estados Unidos para proseguir a sua profissão de modelo, depois de passar por Paris e Milão. Em 2001, tornou-se cidadã americana. Em 2005 tornou-se a senhora Trump, casada com um multibilionário do ramo do imobiliário, que em 2017 se tornou no 45º Presidente dos Estados Unidos. É a segunda Primeira Dama a nascer fora dos Estados Unidos; sendo que a primeira foi Louisa Adams, em Londres; mulher do presidente John Quincy Adams, sexto desde a Constituição. O tempo da senhora Trump chegou ao fim. Despediu-se dos americanos de preto total, vestida pela Chanel e Dolce & Gabbana, sapatos Louboutin e mala Hermés. Dizem que uma imagem vale mais que mil palavras. Chegou enigmática, reservada, e sai da mesma maneira. Há quem continue a ler-lhe mensagens nas suas escolhas de vestir. Dizem que mais uma vez, seguiu Jackie Kennedy, no fato que esta usou para o funeral do marido. Eu vejo uma mulher que se despede de uma missão que não escolheu, e de facto, ao saír pela última vez do Air Force One, na Florida, a Primeira Dama largou a rouparia no avião, para voltar a ser ela própria, de vestido laranja Gucci e sabrinas. Foi pena a moda americana ter recusado vestir um ícone. Ganhou a sofisticação europeia.
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Saúde
O Baço
sob o ponto de vista da Medicina Chinesa
Funções do Baço O baço controla, armazena e destrói as células sanguíneas. Tem quase o tamanho de um punho e está localizado na região superior esquerda da cavidade abdominal, logo abaixo das costelas. O baço funciona como dois órgãos: a polpa branca faz parte do sistema de defesa (sistema imune) e a polpa vermelha remove os materiais inúteis do sangue (ex: hemácias defeituosas). Certos leucócitos (linfócitos) produzem anticorpos protetores e têm um papel importante no combate às infeções. A polpa vermelha contém outros leucócitos (fagócitos) que ingerem o material indesejável (ex: bactérias ou células defeituosas) do sangue circulante. A polpa vermelha controla os eritrócitos, determina quais os que são anormais, demasiados velhos, lesados ou que não funcionam devidamente e destrói-os. A polpa vermelha também serve de depósito de elementos do sangue, especialmente de leucócitos e plaquetas. Quando se realiza uma esplenectomia (remoção cirúrgica do baço), o corpo perde parte da sua capacidade de produzir anticorpos protetores e de remover as bactérias indesejáveis do sangue. Em consequência, a capacidade do corpo de combater as infeções é reduzida. Após um breve período, outros órgãos aumentam a sua capacidade de combate às infeções para compensar essa perda. O baço é o órgão que se lesa com mais frequência no abdómen quando há pancadas violentas do lado esquerdo. O seu rompimento causa hemorragia intraperitonial intensa e choque.
Créditos © Magic Mine
Créditos © Magic Mine
Baço e Pâncreas Fisiologia e patologia do ponto de vista da Medicina Energética O baço-pâncreas é considerado um órgão único e possui funções digestivas. O que normalmente vemos como problemas intestinais na medicina ocidental, são na visão da MTC problemas relacionados com o baço-pâncreas. O baço-pâncreas está localizado no aquecedor médio e a sua função principal é a de auxiliar a digestão do estômago por meio do transporte e da transformação das essências alimentares, absorvendo a nutrição dos alimentos e separando as partes puras das impuras. Quando comemos, o estômago é responsável por receber o alimento e a partir daí faz o amadurecimento e a decomposição dos alimentos, fazendo com que o baço os possa receber. Logo que o baço os receba, transforma-os de duas formas:
• Usando os alimentos na produção de sangue • Usando os alimentos na produção de Gu Qi (Energia alimentícia) O baço-pâncreas, é ainda responsável por:
• Manter o sangue dentro dos vasos sanguíneos (evitando edemas/hematomas) • Manter os órgãos nos seus lugares (evitando ptoses e prolapsos) • Reservar gordura no corpo • Desenvolver a parte intelectual e a memória da aprendizagem
Sinais e sintomas patológicos do Baço-Pâncreas Se a função do baço-pâncreas for afetada, poderá haver anorexia, má digestão e distensão abdominal. Se o baço-pâncreas não digere, não haverá apetite e se funcionar mal, os alimentos ficarão estagnados no abdómen. Poderá ainda haver perda de fezes, dado que os fluídos corpóreos não serão transformados nem transportados adequadamente e pode haver um acúmulo para formar humidade ou fleuma, ou causar edema. Se o Qi do baço-pâncreas for deficiente, ou seja, tiver pouca energia, o sangue poderá sair dos vasos, originando hemorragias, sangramento uterino, hematomas, etc. O Qi refinado pode não ser transportado para os músculos e a pessoa sentir-se-á cansada, os músculos ficarão fracos e, nos casos graves, poderão atrofiar. Assim sendo, o baço atua em simultâneo na manutenção do tónus muscular e na força dos membros. Se o Qi do baço for anormal, pode afetar o paladar ou a presença de um paladar anormal, e os lábios podem ficar pálidos e secos, o paciente pode mencionar sensação de saliva doce. Se o Qi do baço é deficiente e a sua função de elevar o Qi estiver deficiente, poderá ocorrer prolapso de vários órgãos (ex: útero, estômago, rim, bexiga ou ânus). Diz-se que o baço é a residência do pensamento. O que significa que o baço influencia a nossa capacidade para pensar, estudar, concentrar, determinar e memorizar. O estudo excessivo, trabalho mental e concentração podem afetar o baço. O baço relaciona-se diretamente com a obsessão e a paranoia.
Helena Rodrigues
Especialista Especialista de de Oncologia Oncologia em em Medicina Medicina Chinesa Chinesa
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Agricultura Biológica
A opção saudável 76 I Amar
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O preço de uma produção agrícola destinada ao consumo está a ser pago pela saúde pública. A opção parece estar agora centrada na agricultura biológica. Fique a conhecer um pouco mais e faça a sua escolha.
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Agricultura biológica Mas o mais grave aconteceu quando, de uma agricultura de subsistência se passou a uma produção de consumo, com todos os riscos que daí advieram para a saúde pública. No final da 1ª Guerra Mundial, muitas empresas usadas para fabricar explosivos e outro material bélico, foram desativadas e passaram a produzir adubos azotados para a agricultura. Este foi o primeiro passo para a agricultura moderna, a que se vieram juntar os avanços tecnológicos na indústria dos inseticidas e pesticidas, de forma a uniformizar as práticas e a aumentar os rendimentos. O preço deste acréscimo de produção continua a ser cobrado e é demasiado elevado para a saúde humana: contaminação do solo, das águas, da atmosfera e dos próprios alimentos, desertificação do meio rural, perda da biodiversidade, descaracterização da agricultura e perda de práticas milenares de uma produção sustentável. Todos os anos ocorrem milhares de envenenamentos acidentais devido aos pesticidas. Apenas agora se começam a conhecer os efeitos mais nefastos para a saúde pública com o aparecimento de cancros, doenças degenerativas do sistema nervoso e infertilidade. Os nitratos são compostos de azoto, solúveis em água e têm como principais origens os adubos (artificiais e naturais), efluentes domésticos e agro-industriais e a decomposição de substâncias (plantas, animais e excrementos). Estes compostos encontram-se nos solos, nas águas e nos alimentos, havendo um aumento contínuo da sua existência. Algumas das plantas onde é possível encontrar estes nitratos são os espinafres, os brócolos, a beterraba, os agriões, as alfaces e também as couves de folha. Se ingeridos em excesso, é no estômago que os nitratos se alteram em nitritos e se combinam com outras moléculas aí existentes, gerando produtos cancerígenos. Estes compostos podem provocar alterações ao nível dos genes e deformações nos fetos, no intestino e noutros sistemas humanos.
A agricultura biológica, também conhecida como ‘agricultura orgânica’ (no Brasil e países de língua inglesa), ‘agricultura ecológica’ (na Espanha, Dinamarca) ou ‘agricultura natural’ (no Japão) caracteriza-se por possuir uma base ecológica que se baseia no funcionamento do ecossistema agrário e recorre a práticas ancestrais como a rotações culturais, adubos verdes, a luta biológica contra pragas e doenças, que fomentam o equilíbrio e biodiversidade. Esta solução agrícola visa manter e melhorar a fertilidade do solo a longo prazo, preservando os recursos naturais do solo, água e ar e reduz todas as formas de poluição que possam resultar de práticas agrícolas ao mesmo tempo que utiliza e recicla restos de origem vegetal ou animal de forma a devolver nutrientes à terra, minimizando deste modo o uso de recursos não-renováveis, excluindo quase na totalidade os produtos químicos de síntese como adubos, pesticidas, reguladores de crescimento e aditivos alimentares para animais. Os principais objetivos da agricultura biológica passam por produzir alimentos de alta qualidade em quantidade suficiente, interagindo de forma construtiva e equilibrada com os sistemas e ciclos naturais. Ao mesmo tempo, promove e desenvolve ciclos biológicos dentro do sistema de produção, envolvendo microorganismos, flora e fauna do solo, as plantas e os animais, o que permite manter ou mesmo aumentar a fertilidade do solo a longo prazo. A agricultura biológica permite ainda gerir de forma correcta os recursos hídricos e contribuir para a conservação do solo e da água. Os alimentos produzidos pela agricultura biológica têm várias vantagens como um baixo teor de nitratos e um maior teor de vitamina C (anti-cancerígena), assim como maior percentagem de matéria seca, o que resulta que os produtos tenham menos água logo, mais sabor. Desta forma, é garantida aos consumidores a possibilidade de escolherem consumir alimentos de produção biológica, sem resíduos de pesticidas de síntese e, consequentemente, melhores para a saúde humana e para o ambiente.
A opção para evitar estes problemas parece passar pela agricultura biológica. Este tipo de agricultura reduz ao máximo a utilização de adubos e pesticidas, embora utilize compostos químicos tais como materiais vivos ou mortos que não sejam produzidos pelo homem em laboratório, não usando adubos minerais nem pesticidas químicos de síntese, que não existem na natureza.
Sara Cristina Pereira
HAPPY FAMILY DAY
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AQUÁRIO
Durante este mês o Sol exercerá sobre si toda a sua benéfica energia, aumentando-lhe a criatividade que será aplicada em todos os trabalhos que tenha pendentes ou que agora inicie. Com o seu empenho e as energias positivas deste astro, obterá sucesso e poderá mesmo, sem o saber, ajudar alguém que lhe é chegado.
Fevereiro Horóscopo
O
horóscopo para fevereiro de 2021 será algo mais calmo. O início do novo ano torna-se um tema obsoleto. Então, será capaz de mais uma vez se concentrar nos seus objetivos. O trabalho árduo vai recompensar. Dessa forma, pode pelo menos desviar a sua atenção de pensamentos sombrios. Graças a Vęnus, muitas pessoas estarão muito mais populares neste mês e ainda vão parecer mais atraentes para as pessoas ao seu redor. Essas qualidades podem ser usadas a seu favor, por exemplo, para estabelecer relacionamentos com um novo parceiro de negócios ou se candidatar a um novo trabalho. Signos fixos, especialmente Aquário e Touro, vão se tornar mestres da palavra falada e escrita, então fevereiro será ideal para cursos de idiomas, exames orais ou redações. Será capaz de definir suas ideias com clareza, é só se concentrar na solução de problemas ou planos para o futuro. Fevereiro é muitas vezes um mês de desilusão, quando os indivíduos descobrem que as resoluções que definiram no mês anterior não são fáceis de manter. Pode ter de lidar com a desmotivação e até mesmo com repugnância. Tente, no entanto, distanciar-se desses sentimentos negativos!
Planetas em fevereiro de 2021 O Sol em Aquário
Não vai ter problemas em ajustar-se ao ambiente à sua volta, porque será elástico e adaptável. Não obstante, manterá a sua própria opinião e as suas avançadas capacidades intelectuais. Poderá sentir mudanças abruptas de humor. Durante algum tempo o seu estado de espírito será sério, mas depois será sociável e alegre. Enfim, não estará preocupado com o que as outras pessoas pensam sobre si e vai seguir o seu próprio caminho.
Vénus em Aquário
Este período será um pouco mais frio quando se trata de amor. No entanto, vai gostar de estar perto de seus amigos mais do que nunca. A sua personalidade é de alguma forma atraente para muitas pessoas. Tenha atenção porque pode acabar com as pessoas erradas.
Mercúrio em Aquário
Neste período, será bastante honesto. Não importa as circunstâncias, se é apropriado ou não. Sentirá uma necessidade de defender as suas opiniões e ideias muito firmemente. No entanto, pode ter problemas de comunicação devido a essa atitude. Além disso, não terá medo de falar sobre as coisas como elas são. As pessoas vão gostar de vir ter consigo para pedir um conselho.
Marte em Touro
Durante este período, os valores materiais serão os mais importantes para si, não importa se os quer ou não. Ainda se vai focar num rendimento adicional. No trabalhar, será muito dedicado e concentrado.
CAPRICÓRNIO
É agora uma boa altura para definir quais são os seus interesses reais, quer sejam morais ou psicológicos, estabelecendo-lhes prioridades. No entanto, não se esqueça de ter também em linha de conta os interesses e aspirações dos outros que o rodeiam, pois caso contrário poderá cair num egocentrismo que o conduzirá ao isolamento.
SAGITÁRIO
É provável que durante este mês sinta um grande desejo de movimento, o que lhe poderá gerar alguma tensão. Procure fazer coisas diferentes, como por exemplo iniciar um estudo sobre um tema inovador. Se não aliviar essa tensão é possível que se venha a sentir muito insatisfeito e frustrado. Poderá sentir que tem maior discernimento e que as suas ideias estão mais claras.
ESCORPIÃO
Durante este período encontrar-se-á voltado para o lar e a vida privada. A análise pessoal pode ser a chave para a harmonia interior que procura, permitindo-lhe libertar-se dos fantasmas e traumas do passado, devolvendo-lhe a liberdade e descontração de espírito. O seu lado intuitivo está agora mais desenvolvido, pelo que poderá confiar no seu instinto para tomar decisões.
BALANÇA
O setor de vida que, ao longo desta fase estará sublinhado é o que representa a consciência mais profunda de cada um de nós. Quanto melhor se conhecer, melhor se poderá entregar aos outros. Desenvolver a sua consciência pessoal é, pois, o desafio que os astros lhe lançam para este período. Esta fase irá trazer-lhe mais atividade, ânimo e segurança em si.
VIRGEM
Ao longo deste mês a sua atenção estará mais dirigida para o seu trabalho e para a sua saúde. Sentirá uma maior capacidade de organizar as suas tarefas quotidianas e obterá melhores resultados sem um grande esforço da sua parte. Dê também atenção à sua saúde e corte agora com o que pode prejudicar o seu físico.
LEÃO
Este é um período em que se sentirá livre para expressar a sua individualidade e mostrar-se como realmente é. Nesta fase poderão surgir alguns conflitos, que deverão ser encarados de forma positiva e criativa. Este período convida a uma reflexão sobre o seu relacionamento amoroso em busca de evolução e aprofundamento.
CARANGUEJO
É bastante provável que nesta fase seja impelido a alterar a sua forma de vida devido á influência de uma terceira pessoa. As suas bases e valores estruturais serão postos em causa fazendo com que se tente modificar num impulso de melhoramento pessoal. Corte de vez com todas as rotinas que considera prejudiciais para a sua vida e adquira novos hábitos.
GÉMEOS
Este é um tempo de expansão, de crescimento, de evolução e de alargar horizontes tanto interiores como exteriores. Aproveite para fazer novos projetos ou mesmo discutir novas ideias. Esta é uma época em que se sentirá estimulado intelectualmente. Está num momento em que precisa e quer modificar a sua vida. Precisa de fugir à rotina. Quer aprender e conhecer coisas novas.
TOURO
Neste mês o seu papel na sociedade e o desenrolar da sua carreira serão os alvos principais da sua atenção. O seu comportamento e atitudes em geral serão mais observados pelos outros e poderá colher, agora, os frutos do seu esforço e ver realizados alguns sonhos. Não hesite em mostrar as suas capacidades profissionais numa altura em que são maiores as probabilidades de sucesso.
CARNEIRO
Neste momento poderão delinear-se no seu horizonte situações inesperadas e positivas, coincidências, boas notícias, ideias inovadoras. Não receie que algo de novo esteja a acontecer na sua vida, aproveite os novos conhecimentos que se lhe deparam e ponha um pouco de parte os seus velhos hábitos que estavam a tornar a sua vida um pouco monótona.
PEIXES
É tempo de entrar em contacto com o seu subconsciente e descobrir quais são os seus verdadeiros ideais. Olhando para o passado, verifique se conseguiu atingir as metas pretendidas. Clarifique os seus objetivos, desfazendo confusões e más interpretações. Seja mais claro e conciso e verá que irá ser mais bem compreendido.
Frango
com legumes à brás
Culinária PREPARAÇÃO 1. Numa frigideira, aloure a cebola, o dente de alho e o alho-francês com o azeite. Junte o frango, tempere com pimenta e misture bem. 2. Bata os ovos com o sal e o leite e deite a mistura sobre o frango, mexendo suavemente até começar a coagular (não cozinhe demasiado, para os ovos ficarem cremosos). Adicione a courgette e envolva-a delicadamente no preparado. 3. Cozinhe durante 1 ou 2 minutos, só para aquecer, e deixar a courgette crocante. Retire do lume, salpique com a salsa e disponha as azeitonas e o tomate cereja. Bom apetite!
A
proveite as sobras de frango já cozinhado, desfie-o e prepare um delicioso frango à brás. Com alho-francês, courgette e tomate cherry, esta receita fica ainda mais saborosa. Uma opção fácil, rápida e sem desperdício alimentar. Delicie-se! SERVE 2 DOSES TEMPO MÉDIO DE PREPARAÇÃO: 25 MINUTOS DIFICULDADE: FÁCIL INGREDIENTES • • • • • • • • • • • • •
40 g de cebola picada 1 alho picado 100 g de alho-francês em rodelas finas 1 c. de sopa azeite 150 g sobras de frango (cozinhado) bem desfiadas qb pimenta 3 ovos ½ c. de café sal 1 c. de sopa leite meio-gordo 100 g courgette ralada 2 c. de sopa salsa picada 6 azeitonas pretas 8 tomates cereja
Ontario Provincial Ontario District Provincial Council District Council Ontario Provincial Ontario District Provincial Council District Council
MERRY MERRY HAPPY family day CHRISTMAS! CHRISTMAS!
"Well Trained. "Well Trained. Highly Skilled HighlyLabour. Skilled Simply Labour.the Simply Best,the since Best, 1903". since 1903". "Well Trained. "Well Trained. Highly Skilled Highly Labour. Skilled Simply Labour. the Simply Best, the since Best, 1903". since 1903". When a community When is built a community from the ground is built from up, there the ground is no labour up, there forceis on no the labour planet, forcebetter on the skilled planet, to get better theskilled job done to get rightthethejob done right the Whentime. a community When istime. built a community from the ground is built from up,a there the ground is no labour up, there force is on no the labour planet, force better on the planet, tomeans get better the job done to get rightthe job done right the first LiUNAfirst members LiUNA and retirees members made and commitment retirees made toa their commitment careers, to which their means careers, askilled commitment which toaskilled our commitment communities. totheour communities. time. LiUNA members time. andtoretirees members made anda commitment retirees made toa their commitment careers,office to which theirbuildings, means careers, commitment whichroads, means toaplants, our commitment communities. to Afirst commitment toAfirst build commitment the LiUNA BEST schools, build the airports, BEST schools, hospitals, airports, office hospitals, buildings, tunnels, poweraplants, tunnels, powerbridges, low roads, risebridges, andour communities. low rise and Ahigh commitment toAhigh build commitment the BESTtoschools, build airports, BEST hospitals, airports, officemembers buildings, office tunnels, buildings, power plants, tunnels, power bridges, plants, low roads, bridges, andand grow low rise and rise housing in the rise country. housing When in thethe the country. work schools, isWhen done,theLiUNA work ishospitals, done, LiUNA and retirees members continue and retirees to roads, live, continue play and togrow live,rise inplay their in their high rise housinghigh in the risecountry. housingWhen in thewith the country. workguarantee isWhen done, theLiUNA work members is done, retirees members continue and retirees to live,continue playthe andBEST! togrow live,inplay theirand grow in their communities, communities, the with ofthe a pension guarantee thatLiUNA ofand isaalso....simply pension that the is also....simply BEST! communities, with communities, the guarantee withofthe a pension guarantee thatofisaalso....simply pension that the is also....simply BEST! the BEST! Jack Oliveira
JackJoseph OliveiraS. Mancinelli Joseph S. Mancinelli
Manager President Business Manager Business Jack Oliveira JackJoseph Oliveira S. Mancinelli JosephPresident S. Mancinelli President President Business Manager Business Manager
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