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Revista Amar - Janeiro 2019

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EDIÇÃO 36 • ANO 4 • MENSAL • WWW.REVISTAMAR.COM

janeiro2019


Ficha Técnica Direção

Carmo Monteiro Manuel DaCosta

Edição Gráfica Carlos Monteiro

Marketing

Conteúdos JANEIRO 2019 4

MDC Media Group Christmas Open House

Carmo Monteiro MDC Media Group

A empresa revolucionária dos media local abriu as suas portas à comunidade, políticos, empresários e amigos.

Fotografia

8

Carmo Monteiro Carlos Monteiro

Colaboradores

André Marques Armando C. de Siqueira Neto Artur F. Guedes Carlos Cruchinho Cristina de Jesus Cristina Fragata David Gonçalves Helena Rodrigues Isabel Rebelo Maria João Rafael Paulo Mendes Pedro M. Salvador Raquel Couto Sara Cristina Pereira

Participação Especial Filipa Glória

Agradecimentos Arrival Music Group Charles Bonsu LiUNA MDC Media Group Mar d’Estórias

página 22

LiUNA “ChristmasGathering” Noite de confraternização, onde não faltou boa música, deliciosas iguarias e muitas caras conhecidas.

10

página 24

Carlos Costa

Estivemos à conversa com um dos responsáveis pelo sucesso dos maiores espetáculos realizados no GTA.

18

Invenções

página 42

Tanto no passado como no presente continuamos a ser um povo de inventores e inovadores.

28

Judite Sousa

Conheça um pouco melhor a cara conhecida da televisão portuguesa mas também o seu mais recente livro.

32

página 26

RIA Victoria Azevedo

página 30

À conversa com a luso-canadiana de 16 anos que promete cantar e encantar o mundo nos próximos anos.

Contacto

www.revistamar.com info@revistamar.com www.facebook.com/revistamar

416.806.7616 - 416.900.6692

46

Saldos de Inverno

Maria João Rafael andou pela cidade e traz conselhos úteis nesta época tradicional de saldos.

52

página 44

página 54

Portugal Space

Portugal à conquista da última fronteira. Conheça o programa espacial português.

56 Revista Amar é uma marca registada e empresa subsidiária dos grupos MDC Media Group e Cyber Planet Inc. Custo estimado por exemplar

$4.99

2 I Amar

Acunpuctura Medicina Chinesa

A abordagem da medicina chinesa a alguns dos problemas de saúde mais comuns. Conheça a acunpuctura.

64 Culinária Delicie-se com uma receita simples e saborosa de atum grelhado com sementes.

página 60 Os artigos publicados na presente edição são da inteira responsabilidade dos seus autores, podendo não refletir as opiniões e posições da Revista Amar naquela matéria. Os conteúdos publicitários publicados na presente edição são da inteira responsabilidade e com autorização e aprovação prévia dos seus autores. A utilização do novo acordo ortográfico na matéria da presente edição ficou à inteira descrição dos seus autores.


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MDC MEDIA GROUP Christmas Open House F o t o g r a f i a 4 I Amar

©

C a r m o

M o n t e i r o


A MDC Media Group abriu as portas aos líderes comunitários, empresários, pessoas ligadas à comunicação social, clientes, familiares e amigos para celebrar a época natalícia. A Peach Gallery foi o lugar escolhido para a celebração do Natal, que decorreu entre as 18h00 e as 20h00 de sexta-feira, dia 21 de dezembro. Foram muitos os que não quiseram perder a oportunidade de conviver nesta época festiva, tendo tido a oportunidade de participar em direto na edição radiofónica da Camões Radio.

César Koda

Adriana Paparella

O conjunto de plataformas de media líderados por Manuel DaCosta, tem desenvolvido nos últimos anos um projeto comum único e ambicioso, proporcionado à comunidade luso-canadiana, eventos e conteúdos qualitativos na rádio, televisão e imprensa escrita. 2019 afigura-se como um ano de grandes expectativas para a MDC Media Group, com vários eventos e programas já anunciados, ficando a promessa de muito trabalho e novidades para o novo ano que agora se inicia.

Melissa DaCosta e Catarina Balça

Diana Zicarelli e Liz Fernandes

Da esquerda para a direita: Ulysses Pratas, José M. Eustáquio e Salomé Pratas Amar I 5


MDC MEDIA GROUP

Laurentino Esteves e Gerald Luciano

Família Nigro

Manuela Marujo e Ilda Januário

Reno Silva, Pearl Silva, Nuno Miller e Margarida Araújo

Padre João Mendonça e Julie Dzerowicz

Da esquerda para a direita: Matthew Correia, Michelle Jorge, Ulysses Pratas, Susy Henriques, Carlos Teixeira e Eduarda Sousa-Lall 6 I Amar


Christmas Open House

O presidente da MDC Media Group, Manuel DaCosta

Da esquerda para a direita: Fernando Ferreira, Carlos Monteiro e David GanhĂŁo Amar I 7


Christmas Gathering

LiUNA F o t o g r a f i a

©

A

LiUNA celebrou com “pompa e circunstância” a época de Natal, organizando, no dia 18 de dezembro, a tradicional celebração “Christmas Gathering” na LiUNA Station, em Hamilton. O edifício histórico, que agora faz parte do espólio do organismo sindical, serviu de inspiração para este evento, que pretendeu agradecer a dedicação e empenho de todos quanto colaboram com a LiUNA e todas as suas sindicais afiliadas. O convívio de Natal organizado pela LiUNA, destina-se à confraternização entre todos os agentes ligados à Labourers’ International Union of North America e suas afiliadas. Joseph Mancinelli, mostrou-se visivelmente satisfeito com a presença de vários representantes sindicais ligados à LiUNA, políticos, empresários e figuras públicas, entre os quais se destacam nomes como Jack Oliveira, Carmen Principato, Bernardino Ferreira, Tony do Vale, Luis Camara, Joel Filipe, dos deputados federais, Peter Fonseca e Julie Dzerowicz, e a presidente da Câmara de Mississauga, Bonnie Crombie, ou Bruce Croxon, um dos ex-investidores milionários do programa de televisão Dragon’s Den, entre muitos outros. Coube a Joseph Mancinelli desejar boas festas a todos os que íam entrando no LiUNA Station. O vice-presidente e diretor regional da Liuna no Canadá ía mostrando a sua satisfação, dizendo que, apesar de algumas lutas ao longo do ano, 2018 foi muito positivo para a LiUNA e suas afiliadas, e que esta era a hora de agradecer a todos os que, de alguma forma, ajudaram a que tudo fosse possível. Noite de confraternização, onde não faltou boa música e deliciosas iguarias. Até para o ano!

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C a r m o

M o n t e i r o


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Grand Cent ral Ballr oom - Li UNA Station


À Conversa com

CarlosCosta O meu objetivo era oferecer a melhor qualidade de som que existia com base no orçamento de cada cliente e isso ainda é a minha prioridade. Esse era o meu sonho e a minha paixão que se mantem até hoje.

Em janeiro fomos falar com um dos grandes responsáveis pelos sucessos de eventos realizados um pouco por toda a área metropolitana de Toronto. Este jovem nascido no norte de Portugal, mais concretamente no concelho de Vila do Conde, imigrou para o Canadá ainda em criança com os pais e com 20 anos regista a ACS Productions Sound & Lighting Inc, empresa produtora de alguns dos maiores eventos que se realizam na área metropolitana de Toronto, incluindo a Semana de Portugal, entre outros. Este mês estivemos à conversa com o empreendedor Carlos Costa.

Revista Amar: Carlos, fale-nos um pouco de si? Carlos Costa: Nasci em Bagunte que fica no concelho de Vila do Conde, em casa, a 5 de agosto de 1977. Fui viver com os meus avós muito novo para Modivas, na freguesia de Mindelo. Vim, contradiado, para o Canadá com os meus pais com apenas 8 anos. Sou casado com uma mulher linda, a Jannette. Já não vou a Portugal há aproximadamente 20 anos, mas prometi à Jannette que íamos lá este ano. Ela nasceu cá, mas os pais são açorianos, da Ilha da Terceira, e prometi que íamos aos Açores e ao continente. R. A.: E há quantos anos está neste ramo? C. C.: Eu comecei em 1996 com a minha namorada, hoje minha esposa Jannette. Registámos a companhia ACS Productions Sound & Lighting Inc. em 1997. A partir dali começámos a trabalhar com o Mark Radu da PA Plus, na altura era a melhor companhia de som do Canadá e em Toronto tinha quase todos os contratos da cidade. O Mark Radu teve muita influência como faço o meu trabalho e a amizade que se formou na altura mantem-se até hoje, para além de que ainda trabalha connosco. Entre nós nunca houve competição, pelo contrário, houve sempre muito respeito. R. A.: Foi algo que sempre ambicionou ou foi uma oportunidade que surgiu na altura certa? C. C.: Foi uma oportunidade na altura certa. Eu trabalhava em bares como DJ e no Limelight, aquele que foi considerado o primeiro “One Million Dollar Nightclub” de Toronto. O proprietário Zisi Konstantinou e o gerente Orin Bristol iam abrir mais um bar e como eu já não queria trabalhar mais como DJ, eles ofereceram-me trabalho como gerente do Limelight, que eu aceite. Entretanto também fui gerente do System Soundbar, onde então fiz a minha primeira instalação de som.

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w w w . a c s p r o d u c t i o n s . c o m


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R. A.: Quando regista a sua empresa em 1997, quais eram as perspetivas? C. C.: É assim, queria ganhar dinheiro e o que começou como um passatempo, desenvolveu-se e cresceu nos últimos 21 anos numa empresa lucrativa. Agora em vez de expandir a ACS, o crescimento passa por comprar outras empresas porque é mais fácil e mais rápido e não só, essas empresas já têm mercado e clientes. O meu objetivo era oferecer a melhor qualidade de som que existia com base no orçamento de cada cliente e isso ainda é a minha prioridade. Esse era o meu sonho e a minha paixão que se mantem até hoje. R. A.: Qual era a finalidade da ACS Productions Sound & Lighting? C. C.: Quando criámos a ACS a finalidade era instalação de som. Eu queria “dar” isso à nossa comunidade e a oportunidade nunca surgiu quando era mais novo. Ao fim de mais ou menos 4 anos, percebi que só fazer som era muito limitador e não permitia o crescimento da empresa. Entretanto comecei a introduzir as luzes, porém para isso precisava das estruturas próprias de alumínio para poder fixar as luzes. A seguir deparei-me com a necessidade de introduzir vídeo, então vieram os leds em 2002, quando ainda nem se fala nisso. Estriei os leds na comunidade portuguesa no fim de semana das comemorações do Dia de Portugal. R. A.: Um outro ponto forte da ACS é o modelo de cada palco. São todos criados pelo Carlos? C. C.: Por norma sou eu que desenho os palcos, o que me trás obstáculos e outros desafios, que é deparar-me com o facto de não existirem à venda, entre outras coisas, as tais estruturas de alumínio que eu preciso para a montagem e, nessa altura, começo a criar as nossas estruturas personlizadas. Estamos sempre a desenvolver novos produtos, novas estruturas, etc. consoante a necessidade. R. A.: Do que precisa para ultrapassar esses obstáculos? C. C.: Preciso de um lápiz, um papel e uma régua... (risos) depois de ter em papel o que preciso envio para uma fábrica para me fazer a peça ou peças, depois de concluída é enviada para um ou mais enginheiros. Por norma os enginheiros mandam fazer alterações de melhoramento e só depois destes passarem o Certificado de Segurança das peças é que começamos a produção das mesmas. Metade do nosso material metálico foi criado por nós. R. A.: Alguma vez tiveram problemas com essas estruturas? C. C.: Nunca. Por isso é que tudo que temos é certificado, porque a segurança do meu staff e de todos sem exeção é uma prioridade absoluta. R. A.: A ACS está a onde e que tipo de trabalhos é que fazem? C. C.: Estamos mais virados para concertos, salões de eventos como o Universal Eventspace Pétrus 82 Lobby Bar-Hotel X da Peter & Paul´s do prestigado empresário Peter Eliopoulos, Paramount Eventspace, The Manor, Harbourfront Center, etc.. R. A.: A ACS está estruturada de maneira a ser autossuficiente para qualquer evento? C. C.: Sim. Digo isto com muito orgulho, no Canadá somos os únicos neste ramo que não precisam de sub contratar outras empresas para fazer um espetáculo, só precisamos de mão-de-obra que infelizmente não é fácil de encontrar, porque um bom técnico e honesto é uma raridade. R. A.: Quantos empregados tem efetivos? C. C.: A ACS tem 10 empregados, que merecem ser referenciados... Danny Gama, Gabriel Avila, Elektra Prepos, José Gouveia, Caleb Reyes, Chris Johnson, Caglar Icer, Victor Rivera, Christa Miller e Demo Lintzeris. Na parte da Backline são 3 - Jay Koenderman, Eric Blearley e Kim Trollope. Amar I 13


R. A.: Infelizmente em 2018 não tivemos as comemorações da Semana do Dia de Portugal, mas como é de conhecimento geral a ACS tinha, e teve durante muitos anos, a responsabilidade dos 3 dias de espetáculos. Se o fim de semana de festividades voltar, estaria disponível? C. C.: Tenho muito orgulho de fazer o Dia de Portugal, mais do que possam pensar, porém o que faço ou deixo de fazer não é para “aparecer na fotografia” porque não estou interessado nisso, o que me interessa é saber que a minha comunidade teve ou tem a melhor qualidade que há. Espero não ofender ninguém com o que vou disser, mas facto é que também nunca tive grande apoio da nossa comunidade e dos jornais comunitários que bastavam por o nome da companhia como sendo a produtora... fora o Jorge Neves da CIRV e a Revista Amar mais ninguém fez referência ao nosso trabalho, que foi gabado por todos que estiveram presentes, o que leva que muitas pessoas nem saberem que nós somos.

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Fotografi a © Carmo Mon tei ro

R. A.: O fim-de-semana do Portugal Week 2017 foi considerado, por quem esteve presente, como o melhor de sempre, concorda? C. C.: Claro que concordo e eu digo-lhe porquê... porque eu disse na altura que ia ser o meu último ano e tinha tomado essa decisão baseada na falta de apoio da nossa comunidade, que não sabe dar valor ao que tem. Nós tínhamos no Earlscourt Park milhões de dolares de material, e as pessoas só apareceram à noite para os concertos, durante o dia não houve apoio a quem pagou para lá ter uma tenda ou anúncio. Na hora de pagar a comunidade não apoia, mas tem esse dever. R. A.: Está a referir-se às Feiras Novas, em setembro de 2017, que também foi produzido pela ACS? C. C.: A esse e a outros eventos... mas neste em concreto, eu nem estava cá, estava fora do país em trabalho, quando me telefonaram a contar que a aderência estava fraca e que as pessoas estavam fora do recinto “agarradas” à rede a assistir ao espetáculo, porque acharam que o bilhete por pessoa de $30.00 pelos 2 dias era caro, mas esquecem-se que os artistas que vieram de Portugal tiveram que ser pagos, tal como as viagens e a estadia. Os patrocínios já não chegam para cobrir as despesas todas. Se a comunidade não ajudar e apoiar, mais tarde ou mais cedo os eventos como os conhecemos vão acabar. R. A.: O que falta à nossa comunidade? E o que gostava de ver daqui a 10 anos? C. C.: Falta união, porque há muito conflito. Nós deveríamos-nos apoiar mais uns aos outros. A ACS cresceu à custa do seu trabalho sem o apoio da nossa comunidade e se alguém tem dúvidas é só pensarem quando é que ouviram falar da ACS. Há 1, 2 ou talvez há 3 anos? Nós já existimos há 21 anos... e digo isto sem mágoa nenhuma, porém é um facto. Posso dizer que tenho orgulho por tudo que conquistei. O apoio veio da comunidade grega, mas muito apoio mesmo. Quanto ao que eu gostava de ver daqui a 10 anos, era que a nossa comunidade fosse unida. R. A.: Qual é o moto da sua vida profissional? C. C.: Desde que comecei a minha vida profissional que esta frase me diz muito, que é “nunca se deve tirar vantagem da pessoa que nos deu uma oportunidade, mas deve-se tirar vantagem da oportunidade que nos foi dada”, e eu partilho esta frase com muitas pessoas. É assim que uma pessoa honesta tem que viver a vida. Eu sou honesto, claro que tenho defeitos e não sou nenhum anjo, mas honesto sou. Nunca me esqueci que foi o Gabor Szepesi que me deu a oportunidade, a ajuda financeira que precisava para começar a minha empresa quando eu sou tinha 19 anos. R. A.: Gostaria de deixar uma mensagem? C. C.: Sim. Quero agradecer às pessoas que têm apoiado a ACS e a mim, mas especialmente a quem acreditou em mim e que me deu uma oportunidade... a minha esposa,Jannette Brasil Costa, Orin Bristol, Gabor Szepesi, Manuel DaCosta, César Bráz, Peter Eliopoulos, Zisi Konstantinou e Mark Radu... a nível de espetáculos ao ar livre, a José Maria Eustáquio. Amar I 15


Badlands A

s Badlands (em português: terras más ou terras baldias) são um tipo de paisagem ruiniforme de características áridas e de litologia rica em lutitos, extensamente erodida pelo vento e água. Desfiladeiros, ravinas, barrancos, canais, chaminés de fadas (colunas de rocha com formas nos seus picos) e outras formas geológicas do estilo são comuns nas terras baldias. 16 I Amar

Frequentemente é difícil caminhar por elas. Dependendo das sucessões sedimentares que as formem, estas terras podem apresentar uma espetacular gama de cores, que alterna camadas que vão do negro azulado escuro, característico do carvão, ao branco do caulino ou o gesso, passando por vermelho brilhante, característico de algumas argilas.


Cheltenham Badlands

Uma das mais impressionantes atrações geológicas perto de Toronto reabriu recentemente para a exploração pública depois de ter estado fechada desde 2015 para proteção ambiental. Créditos: Dreitos Reservados

Créditos: Dreitos Reservados

Localizada perto de Caledon, a Cheltenham Badlands foi um dos mais populares destinos de viagem ao norte de Toronto até que as preocupações relacionadas ao uso excessivo e erosão da distinta superfície vermelha do xisto e a falta de estacionamento para os veículos dos visitantes levaram à sua vedação. As obras de melhoramento englobaram novas trilhas, um novo passadiço que deve ajudar a proteger o xisto vermelho da erosão e que permite melhor visualização deste terreno único e cênico das Badlands, e de um parque de estacionamento. O acesso à propriedade também foi aprimorado, tornando-o mais seguro com uma série de novos recursos e procedimentos operacionais. Esta paisagem única foi formada pela primeira vez na base de um antigo mar, há mais de 400 milhões de anos e exposta no início de 1900. É uma área provincialmente importante de interesse natural e científico. O xisto vermelho exposto é também um dos marcos de património natural mais conhecidos e visitados no sul de Ontário. É importante que quando for visitar esta beleza natural não se esqueça de ficar na parte de fora do recurso da paisagem, use apenas o passadiço e as trilhas acessíveis. Use as trilhas marcadas ou o passeio ao longo da Olde Base Line Road para chegar às badlands.

Créditos: Direitos Reservados

Artur F. Guedes

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Tr a v e l & To u r s Amar I 17


Portugal e o mundo...

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Caravela

David Gonçalves

Fontes: Sábado e Mundo Português Fotografia: Direitos Reservados

S

abia que houve várias invenções portuguesas que mudaram o mundo? Para conhecermos algumas destas invenções teríamos de viajar aos séculos passados. Existem invenções de relevo concebidas por portugueses durante a hegemonia do império, assim como durante a modernidade.

Apoiando-se fortemente no segredo comercial e tecnológico, os portugueses expandiram enormemente o seu território e área de influência e de relações comerciais, pelo mundo fora, através essencialmente dos séculos XV e XVI, ou seja, durante os Descobrimentos. O referido recurso ao segredo explica, em parte, a dificuldade muitas vezes sentida pelos estudiosos, em documentar as invenções portuguesas: estas não estão descritas em documentos. Por outro lado, há casos em que as próprias invenções ou os documentos que as fundamentam se perderam, por terem sido destruídos, por exemplo, aquando das invasões francesas.

Este tipo específico de barco foi inventado pelos portugueses e foi especialmente utilizado durante a era dos Descobrimentos entre os séculos XV e XVI. A origem do nome está envolta num mistério, enquanto se discute que pode ter origem em “cáravo” ou “cárabo”, um termo que vem da língua grega e significa “barco ligeiro utilizado no Mediterrâneo”, outros historiadores discutem que pode até vir de “carvalho”, a madeira que era utilizada para construir as caravelas.

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Astrolábio náutico

A época de ouro das invenções portuguesas, em que estas assumiram uma grande importância foi a época dos Descobrimentos. O contributo dado pelos portugueses consistiu principalmente no aperfeiçoamento dos engenhos e das técnicas de orientação e de navegação, como a balestilha, da construção e desenho de barcos, como a caravela, da observação e interpretação dos dados astronómicos, da representação cartográfica e geográfica e ao nível das aplicações militares, a construção de canhões e antes disso, um novo tipo de espada. Mais recentemente, os portugueses têm-se interessado por todos os domínios da tecnologia desde a informática à medicina. Exemplos dessa atividade estão presentes no quotidiano dos portugueses e podem citar-se como exemplo o Multibanco, uma rede de caixas automáticas com uma infinidade de funções que vão desde as transferências bancárias ao pagamento de bilhetes de espectáculos, ou no campo da medicina, um tratamento de vanguarda da epilepsia, o medicamento Zebinix dos Laboratórios Bial.

Esta invenção portuguesa permitia aos marinheiros determinarem a latitude de uma embarcação em alto mar. Era também possível medir a altitude meridiana de uma estrela, contando que se conhecia a declinação da mesma. O astrolábio náutico português é uma adaptação do astrolábio planisférico. A necessidade de adaptar este instrumento surgiu na era dos Descobrimentos, quando os navegadores portugueses tinham de navegar em alto mar, longe da costa.


3

A Passarola

Apesar de Leonardo da Vinci ter desenhado, no século XVI, a primeira máquina voadora, o padre Bartolomeu de Gusmão foi o primeiro a construir e a ter alvará (pedido ao Rei D.João V) em 1709, fazendo com que Portugal se tornasse pioneiro mundial na aviação.

5

Bola de vento

para microfones

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Multibanco

A Rede Multibanco apareceu em 1985 e foi uma das grandes mudanças no setor bancário em Portugal. É uma das mais avançadas no mundo, com capacidade de fazer qualquer tipo de pagamentos de serviços. No início, foram instaladas apenas 12 caixas, espalhadas pelo Porto e por Lisboa, contando atualmente com 13 mil caixas. É, sem dúvida, uma das invenções mais marcantes no nosso país e no nosso dia-a-dia.

Invenções

Portuguesas Nos dias de hoje é impensável um técnico de som utilizar um microfone sem uma bola de vento. Mas saiba que esta invenção é portuguesa. O seu inventor foi Jaime Filipe, um engenheiro que trabalhou longos anos na RTP. Em 1981 criou a primeira bola de vento para microfones, que tem como objetivo final estabilizar o som captado pelo microfone e melhorar a qualidade do equipamento.

Portugal... país pequeno e com um número reduzido de patentes registadas, responsável, contudo, pela invenção de artefactos, objetos ou sistemas que contribuíram decisivamente para mudar o mundo. São muitas as invenções portuguesas, por ventura muitas mais do que possa imaginar. Mas quando falamos de invenções portuguesas que mudaram o mundo, o número torna-se mais restrito. No entanto, isso não significa que essas invenções foram criações menores. Longe disso. Algumas transformaram por completo o nosso dia-a-dia, outras deram início a grandes revoluções tecnológicas e outras vieram tornar a nossa vida mais fácil.


Portugal e o mundo... 6

Elevador para cadeira de rodas

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Nos anos 80, Jaime Filipe tornou-se presidente da Associação Portuguesa de Criatividade. Sim, continuamos a falar do inventor Jaime Filipe porque ele… também criou a bengala eletrónica para cegos!

O elevador para cadeira de rodas foi invenção do engenheiro técnico de som na RTP Jaime Filipe, um dos primeiros nomes da Engenharia de Reabilitação em Portugal. E junho de 1974, o português criou também o Centro de Inovação para Deficientes Físicos.

Este aparelho tem diversos sensores que permitem aos seus utilizadores “ver” e conhecer o espaço que pisam. A inovação foi distinguida com uma Medalha de Prata em 1986, em Bruxelas.

O elevador para cadeira de rodas foi premiado várias vezes, sendo que recebeu duas medalhas de ouro, uma em Bruxelas (1983) e outra em Genebra (1984).

8

Cartões pré-pagos

Quase todos os portugueses têm ou já tiveram um dia um cartão pré-pago no seu telemóvel. Consiste em carregar o cartão com determinado montante, que posteriormente pode gastar em chamadas ou mensagens telefónicas. O que a maior parte das pessoas não sabe é que a TMN, atual MEO, foi a “inventora” deste sistema de pagamento que hoje em dia está espalhado um pouco por todo o mundo.

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Bengala eletrónica para cegos

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Medicamento Zebinix

Foi a farmacêutica portuguesa BIAL – Portela & Ca que criou este fármaco antiepilético. O medicamento foi estudado durante 14 anos e para o desenvolver foram gastos cerca de 300 milhões de euros. É comercializado em Portugal desde 2010.


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Via Verde

Surgiu pela primeira vez no ano de 1991 e é uma forma simples de efetuar o pagamento de portagens. Este sistema de portagem eletrónica foi criado pela Universidade de Aveiro para eliminar as filas intermináveis para fazer o pagamento nas auto-estradas. Por norma existem duas vias reservadas a aderentes à Via Verde e os carros têm que estar equipados com um identificador DSRC colado ao para-brisas. A vantagem deste sistema é o condutor não ter que parar o veículo para fazer o pagamento. Este é automaticamente debitado na conta bancária do mesmo. Atualmente é a empresa Brisa que detém 60% do capital social da Via Verde.

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A vida e obra do Santo

S ã o Te o t ó n i o - I

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S

ão Teotónio surge como um protagonista incontornável nos primórdios da fundação da nacionalidade. Tudo aponta para que o primeiro santo português tenha nascido em Tardinhade, freguesia de Ganfei, concelho de Valença, no ano 1082. Era filho de D. Oveco Mogueimes e de Dª Eugénia, pessoas aparentadas com nobres e reis da Europa cristã. Citando o livro “Vida de S. Theotonio” escrito por um discípulo anónimo, “ Foi elle da Provincia da Galiza, da cidade de Tui, logar de Ganfei, nascido de paes honestos e justos, Oveco, e Eugenia. Elle enobreceu, exaltou e adornou com costumes pios, e acções virtuosas a linha religiosíssima de sua geração: por isso não sem um grande presságio do Espirito Sancto, se lhe deu o nome grego de Theotonio, que em latim quer dizer Divino.“ Com cerca de 10 anos juntou-se ao seu tio D. Crescónio bispo de Coimbra. Formou-se em teologia e filosofia na escola catedralícia, onde teve como preceptor e acerdiago D. Tello. Citando novamente o livro, “Vida de S. Theotonio”, educado pois religiosamente por seus paes, quando chegou a edade capaz de disciplina, foi entregue aos estudos espirituais das letras. Depois, passado o devido espaço de tempo, estando já no meio entre a puerícia e adolescência, veio a Coimbra com seu thio D.Cresconio Bispo de Coimbra, que foi seu mestre: e ahi aprendeu de memória, e perfeitamente segundo o estado do tempo, o uso eclesiástico é, Varão prudente, e discreto.” Depois da morte de D. Crescónio veio para Viseu, onde em 1112 e por instâncias do Bispo de Coimbra, sucedeu a D. Teodónio, um outro seu tio, como prior da Sé de Viseu. Nesse lugar permaneceu durante mais de 30 anos e a Sé de Viseu, onde tinha a sua residência, tornou-se lugar de abrigo de peregrinos e de muitos pobres. Neste ano de 2019, comemora-se os 907 anos da chegada à cidade de Viseu de S. Teotónio e os 857 anos da sua morte coimbrã.


sé de viseu

Oprimeiro Santoportuguês Por duas vezes foi em peregrinação à Terra Santa, tendo na ocasião da primeira renunciado ao seu lugar que foi ocupado por D. Onório. No regresso da primeira viagem, por humildade recusou retomar a anterior posição e também não quis ser nomeado Bispo de Viseu. No ano de 1131, voltou para Coimbra onde fundou, com mais onze religiosos, o Mosteiro de Santa Cruz de que foi o primeiro Prior. O nome de Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, indica-nos que eles adotaram a regra extraída das obras do bispo de Hipona, geralmente seguida pelos cabidos das catedrais. Desde os tempos mais remotos que os bispos começaram a recrutar o clero entre os que aspiravam à vida mais perfeita pela observância dos conselhos evangélicos. O povoamento do território reconquistado era feito estabelecendo mosteiros, onde os monges viviam em comunidade. Todavia, clérigos havia também que à semelhança dos monges levavam vida regular, donde provem o nome de cónegos (do latim canonicu,“ regra”), e que viviam dos rendimentos dos bens imóveis, possuídos em comum. A importância dos Cónegos Regrantes de Santa Cruz de Coimbra na consolidação da Nacionalidade e na vida política e eclesiástica de Portugal foi considerável. São Teotónio tornou-se apoiante e aliado do jovem príncipe Afonso Henriques na luta contra a sua mãe. Sob a orientação de São Teotónio, o mosteiro de Coimbra foi um foco de irradiação da fé cristã. A maior prova reside no facto de, em 1132, ano imediato ao da fundação, a sua Regra ter sido adotada em S. Salvador de Grijó, e após a conquista de Lisboa (1147), em vida de S. Teotónio, logo se pensou na fundação de S. Vicente de Fora. Em 1152, renunciou ao priorado de Santa Cruz e em 1153 o Papa quis fazê-lo Bispo de Coimbra, dignidade que voltou a recusar. Veio a falecer em 18 de Fevereiro de 1162, tendo sido canonizado logo no ano seguinte pelo Papa Alexandre III. Devo relembrar aqui que o mesmo Papa através da Bula Manifestis Probatum reconheceu como independente o Reino de Portugal e Afonso Henriques como seu primeiro rei. O seu corpo repousa numa capela da igreja do mosteiro que fundou, muito perto do primeiro rei de Portugal.

Carlos Cruchinho Fotografia: Direitos Reservados

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Contose encantosde Sintra

É

natural que a história nos reserve uma parte de si, porém a sua totalidade mantém-se em gostoso e desafiador segredo, cativando aquele que é tomado pelo desejo da busca, até esbarrar em outro trecho dos acontecimentos, trazendo mais claridade às páginas do saber, sobretudo se o caso referir-se a lugares tão especiais quão singelos, fazendo um imponente contraste ao rico universo de descobertas nele existente, como é o caso de Sintra, a delicada e poética cidade ao pé da serra que leva o seu mesmo nome, distante apenas 30 quilômetros da capital portuguesa, Lisboa.

Obras de renome e poemas de peso sempre afloraram diante das inspiradoras belezas do seu charme, seja pela natureza que a rodeia e lhe pinta artisticamente os contornos das ruas em tons verdes e coloridos, seja pela narrativa que descreve o vai e vem das pessoas, da construção dos prédios seculares aos comércios turísticos, tudo combina com Sintra, tudo a decora em refinada majestade e ao mesmo tempo em calma simplicidade por atraente visão bucólica que penetra à alma dos seus admiradores, mesmo os que ali transitam em rápidos passeios. O espírito é arrebatado ao sentir-se caminhando como se estivesse à época da cena que contempla. 24 I Amar

Campanário São Martinho


Fotografia © Armando Neto

Fotografias © Armando Neto

Não é à toa que o escritor inglês Lord Byron (1788-1824), imprimiu os seus afetos ao compor “Sintra, glorioso Éden!”, parte do famoso poema ‘A peregrinação de Childe Harold’, cujas linhas -- algumas, dentre tantas da obra --, foram escritas no Lawrence’s Hotel, o número 38 da rua Consiglieri Pedroso, a poucos passos do centro histórico (de 1764, afirma-se categoricamente ser o segundo hotel mais antigo da Europa), o mesmo sítio que acolheu outro enfeitiçado pela magia local, o escritor lusitano Eça de Queirós (1845-1900), tão romanticamente desenhado em sua obra Os Maias, com as personagens de D. Afonso, Pedro, Maria Monforte, Carlos Eduardo, Maria Eduarda, dentre outros. Nem o escritor infantil dinamarquês Hans Christian Andersen (1805-1875), de ‘O Patinho Feio’, ‘O Soldadinho de Chumbo’ ou ‘A Pequena Sereia’, escapou aos doces apelos de Sintra, permanecendo algum tempo na residência de José O’Neill, em 1866, na Calçada dos Clérigos, 9-A -- “Custou-me separar-me do meu caro e generoso amigo José e de toda beleza de Sintra.”, lamentou o célebre autor ao despedir-se. Mas a população também escreveu, a duras penas, aventureira e dramática passagem nas páginas da recordação, pois alguns heróis surgidos na emergência novelesca tomaram a dianteira e salvaram crucifixos, vestes, esculturas, ostensórios, livros litúrgicos e relicários da Igreja Paroquial de São Martinho (fundada no século XII, pelo rei D. Afonso Henriques) levando-os para as suas casas, antes que os franceses o fizessem durante a invasão napoleônica ocorrida em 1807, sob as ordens do Comandante Jean-Andoche Junot, o 1.° Duque de Abrantes. Muitos tesouros não tiveram a mesma sorte... Ah! São contos vivos que ainda ecoam por Sintra, nos corredores dos andares do pequeno museu da paróquia, ou no alto, entre os sinos do campanário, de onde se vê a paisagem deslumbrante, inclusive a Quinta da Regaleira (a escassez de documentação a situa no século XVIII e não no décimo sétimo, conforme empolgantes suposições descritivas), cujas construções enigmáticas espelham símbolos e rituais da maçonaria portuguesa, tal como o Poço Iniciático, uma torre construída no subsolo, de escadaria circular, que, ao final, dá acesso aos túneis subterrâneos que alcançam os jardins - nascimento e morte, e renascimento, da escuridão à luz e à beleza...

Poço Iniciático da Quinta da Regaleira

Tudo em Sintra! Mas vale lembrar que bem pouco esteve compreendido aqui, há muito, muitíssimo a contar, o castelo, os palácios, outras igrejas, as vielas, o comércio, a comida, enfim, os contos e os encantos em cada passo dado no chão carregado de histórias e fortes emoções, além dos segredos que ficam à espera de quem ousa levantar-lhes o véu do esquecimento...

Armando Correa de Siqueira Neto Casa de José O’Neill Amar I 25


Os conquistadores dos Mares do Algarve Na constante procura em perceber as tradições locais, as artes de antigamente e o elo com a natureza, encontramos a história da inegável ligação dos Algarvios com o mar. Sempre consideramos o mar um elemento essencial nas nossas vidas, desde os Descobrimentos Portugueses, à procura de peixe para o sustento familiar até à diversão dos desportos aquáticos. Por isso não é de estranhar que o Algarve tenha visto nascer duas pessoas que fazem do mar a sua casa e que foram distinguidas por isso: Teresa Duarte e Jody Lot, Campeões Mundiais de Pesca Submarina.

Filipa Glória Mar d’Estórias

Toda a minha família por parte da minha mãe sempre esteve relacionada com o mar. O meu avô e tios eram percebeiros. A minha mãe e tia sempre gostaram de pescar e o meu irmão faz caça submarina

Créditos: DR

Estivemos à conversa com Teresa, da Vila do Bispo, que afirma que “o contacto com o mar sempre foi muito natural e foi-me, desde pequena, incutida a caça submarina, assim como o bodyboard”. As tradições familiares de relação com o oceano foram as motivadoras de Teresa: “Toda a minha família por parte da minha mãe sempre esteve relacionada com o mar. O meu avô e tios eram percebeiros. A minha mãe e tia sempre gostaram de pescar e o meu irmão faz caça submarina.”

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Fotografias gentilmente cedidas por Mar d’Estórias

w w w . m a r d e s t o r i a s . c o m

Tal como Teresa, também Jody, nascido em Lagos, agradece ao pai por o ter pressionado a começar a mergulhar: “por volta dos 7 anos o meu pai pôsme a mergulhar só com os óculos. Eu estava cheio de medo e não queria. Mas assim que pus os óculos na cara dentro de água perdi-me! (…). Nunca mais deixei aquilo”. Jody recorda que começou a mergulhar com óculos e um tridente e que por volta dos 11 anos teve a primeira arma. Mergulhava sem fato durante meia hora, saia e agarrava-se às pedras do molhe de Ferragudo que estavam quentinhas: “ainda me lembro que a minha mãe chamava por mim por cima do molhe”. Há quem diga que uma vez em contacto com o mar, nunca mais a ligação se perde. Acaba por ser uma necessidade inerente ao corpo e à alma: “o mar é a minha terapia, o meu psicólogo”, confessa Jody. E o que talvez se faça por diversão, acaba por ser uma forma de vida e de subsistência: “comecei a praticar bodyboard quando tinha 14 anos (…) agora sou apanhadora de animais marinhos de profissão, principalmente perceves, mas também outros mariscos”, menciona Teresa. Teresa, de 35 anos, nunca teve ambição em competir na caça submarina, mas surgiu a oportunidade de entrar para o mundial, que decorreu em Sagres em setembro, por não “haver raparigas para competir na modalidade”. Já Jody, de 37, sempre sonhou ser campeão nacional e tinha muitos ídolos de infância: o João Rosário em Portimão, o Toninho, o Rui Torres e o André Domingues. Comecei a competir com os meus ídolos e aos poucos fui ganhando!”. Incrivelmente o Campeonato Nacional de Pesca Submarina só foi ganho depois de alcançar o título no Campeonato Europeu (2011, Peniche) e no Campeonato Mundial, pela primeira vez, em Vigo (2012). É importante referir o espírito de união e apoio das comunidades locais a estes atletas. Muitos foram os que contribuíram para que o Jody conseguisse representar Portugal nos campeonatos do mundo noutros países: “quando fui Campeão do Mundo em Espanha estive 20 dias em prospeção. Uns dias foram pagos pela Federação, outros juntei dinheiro e os restantes dias foram pagos com ajudas das entidades locais de Alvor, Portimão e Carvoeiro”. Estes filhos da nossa terra, mas conquistadores dos mares, respeitam os oceanos e consideram a caça submarina um dos desportos mais ecológicos e sustentáveis existentes. Neste tipo de pesca o próprio mar faz o defeso, não permitindo que se mergulhe mais do que “80 vezes por ano, muito devido à visibilidade da água, das ondas, da corrente das águas e da chuva”; “É uma pesca seletiva e a que menos polui o oceano”, cita Jody. A juntar a isto, é de louvar os planos de recolha de lixo no mar que os federados da pesca submarina e os clubes locais organizam, uma vez por ano.


Judite Sousa Autora Portuguesa

Judite Sousa é uma das jornalistas mais conhecidas e reconhecidas de Portugal, tendo apresentado vários programas de informação e análise política e estado presente, como enviada especial, em alguns dos acontecimentos mais marcantes dos últimos 20 anos. Esteve presente em alguns dos principais acontecimentos da História recente. Cobriu as campanhas, e as primeiras vitórias, de Barack Obama e Emmanuel Macron, assistiu ao genocídio do Ruanda, foi enviada especial à Guerra da Bósnia (trabalho que lhe valeu o Prémio Bordalo de Jornalismo) e, entre tantas outras reportagens, esteve no Paquistão após os ataques do 11 de setembro e em Madrid logo depois dos atentados de Atocha.

Fontes: Wikipedia, FNAC, Wook Fotografia: DR

Começou a sua carreira na RTP, onde se destacou como apresentadora da Grande Entrevista, e veio depois a tornar-se um dos rostos da TVI, na qual desempenha o cargo de diretora-adjunta de Informação. Em 2005,

foi-lhe atribuído o grau de Comendadora da Ordem de Mérito. Além de jornalista, foi docente do ISCEM e é autora de nove livros, sobre temas vários, desde a reportagem, à entrevista e à ficção.


Obra Literária

POLÍTICO ESFAQUEADO OU É MORTO OU É ELEITO A 20 de outubro de 2018, Judite Sousa partiu para o Brasil, como enviada especial da TVI, para fazer a cobertura da campanha da segunda volta do candidato Jair Bolsonaro. À chegada ao Rio de Janeiro, a repórter encontrou um país a gritar por mudança. Esse desejo de mudar tinha um rosto: Jair Bolsonaro, ex-militar e deputado de extrema-direita, que agora jurava dar um novo rumo ao Brasil. Judite Sousa viu-se confrontada com o imprevisto. Bolsonaro, que fora agredido com uma facada na campanha para a primeira volta das eleições presidenciais, teria de ficar em casa durante as duas semanas da campanha para a segunda volta, tornando-se assim no candidato invisível.

Sem debates ou ações de rua, como seria possível para a TVI fazer as reportagens para Lisboa? Bolsonaro usava as redes sociais para fazer passar as suas mensagens ao eleitorado brasileiro, um meio de comunicação privilegiado das novas democracias. O perigo da extrema-direita, aliado ao poder das tecnologias, tornou-se o ângulo principal do trabalho de Judite Sousa. Neste livro, a autora parte da realidade política do Brasil para analisar outras democracias que aparentam estar em crise e onde os eleitores são conquistados através do WhatsApp, do Facebook, do Twitter e das fake news - esse fenómeno viral que elege ou destitui políticos e ensombra a História contemporânea.

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Toda a prisĂŁo

tem uma porta

CrĂŠditos: Dreitos Reservados

Armando Correa de Siqueira Neto

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É

A porta de entrada da prisão pode ser também o acesso à saída. Quem por ela entra um dia, noutro pode sair. Ou não. Na maioria das vezes, permanecer preso é uma circunstância pesarosa e desanimadora. Desde há muito tempo, o ser humano se depara com a detenção, maneira encontrada para conter as ideias e os comportamentos indesejáveis socialmente num dado período da história. Para que a convivência prosseguisse nas diferentes sociedades, foi preciso estabelecer o controle para a contenção daquele que se opõe às regras do jogo cujas cartas são dadas por uns poucos que pretendem conduzir muitos outros. Revela-se, pois, o primitivismo no qual o homem ainda se encontra no gráfico da evolução.

Para exemplificar o aprisionamento psíquico a que nos submetemos (sem a devida perceção), vale a pena destacar, dentre incontáveis outros aspetos, a submissão e passividade ante os indecentes acontecimentos políticos, cuja empobrecida justificativa tenta alegar falta de poder sobre a questão: “O que é que se pode fazer sem força?” Por acaso a população se esquece de que foi justamente a sua força e poder que elegeram cada político como seu representante? Afinal, que paredes aprisionam o cidadão, impedindo-o de organizar movimentos moralizadores de cobrança ou análises criteriosas que impeçam o acesso de velhas raposas aos locais onde somente o bem-comum deve prevalecer? Autoengano e acomodação?

Não obstante, é possível analisar a prisão de outro modo, considerando-se não apenas a dimensão física, mas a psicológica também. Somos prisioneiros das nossas crenças que se formam desde a infância. As experiências são rica fonte de informação que culminam nas convicções pessoais, que podem, por conseguinte, permanecer conosco por tempo indeterminado, ou mudarem, cedendo espaço a outras mais convenientes. Até um período da vida, podemos crer numa dada ideia, a partir dali, por razões variadas, ela pode enfraquecer e perder o seu sentido original. As novidades ganham terreno em razão de recentes e íntimas conclusões. O que era verdade absoluta numa época deixa de sê-lo noutra.

Logo, se nos trancafiamos numa espécie de prisão da qual nos parece impossível sair, é preciso rever a situação através da autoavaliação séria, profunda e frequente. A mesma porta que deu acesso a tal infortúnio encarcerador deverá servir como passagem à necessária libertação. Toda prisão tem uma porta. Eis o ponto de partida da reflexão libertadora que pode colaborar com as essenciais transformações de caráter pessoal e social. Manter-se alheio a si mesmo é ignorar que se pode ir além com maior autonomia e poder advindos da consciência sobre a intervenção que molda cada passo no avanço das relações sociais. Assim, pergunta-se: se lhe é possível forjar a chave da prisão psicológica que o prende ao desconhecimento e atraso, que razões o impedem de conquistar conhecimento, maturidade e liberdade?

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VictoriaAzevedo Look out world. Here comes RIA, the tiny girl with the magical eyes and spectacular singing voice. In her many live performances for such a young life, Ria’s covers of “I Who Have Nothing”, the Tom Jones megahit and “Wild Horses” by The Stones have already become signature songs for her. And she is now vigorously pursuing training in voice, piano, dance, improve and acting. Born Victoria Azevedo on July 4th, 2002, after her doctor declared her eyes the most beautiful he had ever seen, Ria wailed herself into the world, with a huge voice that has been breaking crystal glasses as well as listeners’ hearts, including music industry heads. Simply put, this voice that goes from a gentle caress to a deep-throated cry is jaw-dropping. Her ability to craft a song is far beyond her young years. At 2, Ria was singing U2 songs, while riding in the car with her father. At her mom’s daycare, she showed early leadership skills at 4, by lining the kids up, and ‘producing’ shows. This very happy 10 year-old entered the Long & McQuade singing competition and won the Grand Prize, recording an album as a result. She has been a part of Idol School, the Kiwanis Festival (marks in the high 90’s), recorded two albums with The Mini Pop Kids, and touring Ontario with their live show, and she was a winner in Toronto’s famed Honey Jam competition, where she performed to a standing ovation at The Mod Club, being the youngest contestant at 11 years old. 2018 Ria was one of the first contests in the Tv show “The Lauch”. Ria lends her talent to as many charity events as possible, including a concert for the Philippines earthquake fund, the Youth and Brazilian Fest, hospitals, nursing homes, and events for the Portuguese community. She lent her talent to Sarah Fisher’s (Degrassi) video for Kids’ Help Phone and regularly performs the Canadian and U.S. anthems at events, including The Toronto Blue Jays and The Toronto Marlies’ games. She studied voice with celebrity teacher Elaine Overholt, Ria is part of the prestigious Big Voice ‘League of Extraordinary Singers’. She is starting piano lessons with famed Hungarian pianist Robert Horvath, doing Second City’s famed ‘improv’ courses, as well as dance classes at Danceology. A proud 2nd generation Portuguese Canadian, Ria raps for fun, loves movies, drawing, dance, soccer, shopping and going to Starbucks, running track and field, playing basketball and making her friends laugh. In 2018 Ria signed with MDC Music/Arrival Music Group, and now under the management of Charles Bonsu, the 16 year old recorded 2 singles, “You Made” and “I´m Good”, songs by songwriter and producer a.n.g.e.l. that are about Ria´s personal experiences. The debut EP is being held at the Sony Stage, on January 29.


... just being able to have the opportunity to perform, write music that is honest and truthful that can help people is like winning the lottery‌ I can´t even describe what I feel, it just means everything to see people smiling when I’m performing.


Photo © Roco Romelo/Arrival Music Group

Revista Amar: Victoria, tell us a little about you. Victoria Azevedo: I´m born and raised in Toronto. I have a younger brother named Nicolas, he´s 11 years old and addicted to Fornite. My mom´s name is Fátima and my dad´s name is Victor. My parents immigrated to Canada from Portugal very young. I believe my dad was only 3 years old and my mom 6 years old. My mom is from Ilha Terceira and my dad is from Aveiro. They were raised with the Portuguese culture, but they are basically Canadians. I´ve been to Portugal four times, we have lots of family there which is very nice… I have a bunch of cousins, it´s really fun there. I haven´t be there in two years, I miss it so much, but yes, we have a big family! R.A.: Do you speak Portuguese? V. A.: I can speak the very minimal. R. A.: Do you have hobbies? V. A.: I love acting. I think I was 13 when I first started, I´m addicted to movies, one of my favorites is ‘Scent of a Woman’ with Al Pacino. I love to dance and draw… because I go to an Art School. We are really invested with different kinds of arts and a lot of my friends are artists so when we hang out we like to do stuff related to arts which is really fun, I love shopping… I´m a shopaholic, it´s really bad, I could be there the whole day, it´s crazy…(laughs) R. A.: How old were you when you realized you could sing? V. A.: Well, it was my mom because I remember when I was 4 years old, I wanted to dance really bad, so my mom put me in dancing classes for a year and a half and I hated it, but I would dance and sing around the house. So, my mom put me in singing classes instead and I just loved it. R. A.: You were only 10 years old when you won the Long & McQuade singing competition. What did you learn from this experience? V. A.: Actually, I learned a lot about myself and my voice because this was my very first time singing in public. I was 9 years old when I auditioned for it and I was frozen, I didn’t move, I was so nervous the first time, but once we started performing and getting to the next round (quarter final, half final and final) it really helped my confidence and made me fall in love with performing live on stage. R. A.: One year later, you became the youngest contestant, at the age of 11, to perform in Toronto’s Honey Jam Competition, a competition that you also won. At this point, did you gain confidence, that in the near future, you could make it in the Music Industry? V. A.: That was a really great competition. It was a female competition and I was the

youngest ever to get in, which was really amazing, I learned so much from the older contestants and artists. Melanie Fiona was there and came up to us and talked about her experiences, her career, about the Music Industry and how everything affected her. So yes, I learned a lot about a lot of things at a young age and that gave me the confidence to actually to get in this industry. R. A.: 2014, started big with the casting and soon enough, the release of Mini Pop Kids 12 and a year later Mini Pop Kids 13. We can say it´s very professional, right? V. A.: Yes and it was really fun. We did commercials and we went on tour. R. A.: Did you enjoy the interviews, the concerts and the touring? Or did you find it exhausting being a 12-year-old girl? V. A.: I love performing live and I worked really hard, but it was worth it. I did miss a lot of school and made me fall behind, it was really hard, but I was really happy that I had the opportunity to do all that because I would have done it no matter what, like “that over school?” - 100%! R. A.: In this period of time, since you were so busy with the promotion and touring, did you have time for school? How did you manage to balance your professional life with studying? V. A.: It was really, really hard! I wasn’t doing very well in certain subjects and I was missing a lot of school because of the promotion around the Mini Pop Kids. I got behind in important subjects in the Elementary. So, I had to take action, do my homework all the time, be on top of it because I was missing so much school. But all this taught me a lot how to balance academics with my music, and I’m still doing it. R. A.: Besides singing, what do you like to do? What would you like to accomplish? V.A.: Besides singing I want to be a Psychologist because I was in therapy before. I really want to help others with Mental Health issues (depression, anxiety) like I was helped. That would be my “Plan B” if singing doesn’t work out. R. A.: You have participated in many charity events, including a concert for the Philippines Earthquake Fund, the Youth and Brazilian Fest, hospitals, nursing homes, and events for the Portuguese Community. Why is it important for you to give back? V. A.: Well, I just think it´s great to be able to share what you love with people in need, people who are suffering or sad. Music does heal and does bring the beauty of life to people. The best is to share music with everyone because it inspires you to know that everything is going to be ok, things are going to be better.


R. A.: You perform the Canadian and U.S. anthems regularly at many events, including The Toronto Blue Jays and The Toronto Marlies games. Is it a privilege to be given this opportunity? V. A.: Definitely, especially at The Toronto Marlies games because me and my family, we love hockey and it´s so much fun.

about keeping Victoria, but RIA, I don’t know… it just screams “artist” and I really like the way RIA sounds.

we, women, are so strong. This song means a lot to me and I believe that people will relate to it.

R. A.: Was it a way to “cut” with the past as well? V. A.: That´s actually very true. Although it´s a part of my name still… VictoRIA… a part of me, but this marks “me” as an artist.

R. A.: You have worked with one of Canada’s top vocal coaches, Elaine Overholt. What did you learn and what have you improved in her classes? V. A.: Oh Elaine Overholt, I love her. I started in her classes when I was 8 years old. She has taught me so much and she helped me how to craft a song, to find my head and chest voice, literally everything… she helped me develop in so many ways, like performing, moving and being comfortable, connecting to a song and having me emotions, projecting my feelings towards the audience. Without her everything would be completely different.

R. A.: Like a transition from an amateur to a professional singer? V. A.: The transition, definitely!

R. A.: How old were you when you started to understand that you were going through that kind of abuse? V. A.: I was 14 and boys can be “aggressive” and thinks like that. I have experience with boys that don’t have any respect for girls or women, they only care about themselves and their own pleasure… I have been through a lot of that and it was really hard, it affected me in a big way and that was when everything went downhill, and I got diagnosed with depression and anxiety. My music helps me overcome everything.

R. A.: Currently you are studying piano. Is there a specific reason or is it just because you like it? V. A.: I always loved piano since I was a little kid, but I think that it´s very important to know how to read music notes, to understand the whole theory behind it, because honestly I didn’t know it till I got really invested with the piano. I really had and have to learn how to read sheet music, sight-read, all that and much more… it makes me so much smarter musically and it helped me understand music more, and the fact that I can accompany myself on the piano it´s absolutely amazing. R. A.: In the premiere of “The Launch” you auditioned in Episode 6. The audition went very well and all mentors were mesmerized by your voice, especially Boy George, but for Scott Borchetta and Stephan Moccio, you weren´t ready. Do you believe that these kind of shows are fair? Would you do it again? V. A.: “The Launch” was a great experience and I did learn a lot of it, they gave me a lot of advice that will help me. Honestly, I don’t think competitions are for me anymore. R. A.: In 2018, you signed with MDC Music/Arrival Music Group, under the Management of Charlie Bonsu. Why did you change your name to RIA? V. A.: I thought it was cool. Charlie and I talked a lot about what name I should take, and we even talked 36 I Amar

R. A.: And here we are in 2019, just a few weeks away from the release of your debut EP, with your songwriter and producer a.n.g.e.l.. Tell us all about it. V. A.: It was a long process. Me and a.n.g.e.l., we connect well and he became my best friend, he´s amazing. We have worked so hard on it and it has been a great experience. I´m so happy with all the songs, they are so good and they are me which is very important. We work hard to write very honestly, simple and the way I actually feel rather than pretend to be someone that I´m not and talking about things that happen in my life that make me who I am today. R. A.: “I´m Good” is a strong song. What is it about? V. A.: The thing is when a.n.g.e.l. and I first wrote the songs, we talked about what was going on in my life right now and we have always conversations about my life. One of those conversations was about friends, how I don’t really have strong friends either because of my singing or because they aren’t there for me. It always felt more like a competition. I had a close friend but it became a very toxic relationship and I didn’t feel like we were together, because it was like we were always competing and fighting… it didn’t feel good and I had to drop it and now “I´m Good”. R. A.: The song “You Made” has intense, profound and personal lyrics. Are you making a statement with this song? V. A.: Definitely yes. The song is about sexual abuse and it´s a very important topic, especially now with the #METOO movement. I put in the song all my personal thoughts and experiences that I have been through on a daily basis, like every woman has been through sexual harassment, abuse, assault, ‘catcalling’ when walking on the street. It is important to be able to talk about it, not being afraid, being honest about it and not to have that mask. Our feelings matter and

R. A.: How important is the #METOO movement? Do you think the movement brought drastic changes? V. A.: Absolutely and I was so happy when the movement started, it´s literally amazing. It has helped so many people, especially women, that we have to speak up. Through the movement, people now are more educated because before nobody would talk openly about this. People speak about it and are getting the help they need. R. A.: You are so young, and even after this horrific experience, you didn’t give up of your hopes and dreams. Where do you get the strength and faith to continue? V. A.: In my music (laughs)… just being able to have the opportunity to perform, write music that is honest and truthful that can help people is like winning the lottery… I can´t even describe what I feel, it just means everything to see people smiling when I’m performing. R. A.: So, on January 29, what can we expect from RIA? V. A.: Well, RIA is going to be very different from Victoria that´s for sure, singing songs that are very soulful and very truthful, people will get the message how I actually want to be as a musician. It will be unique and great for sure. R. A.: What is next for you? V. A.: I´m going to keep writing and performing… keep working. R. A.: Revista Amar would like to invite you to leave a message for our readers. V. A.: I would like to invite every reader to come to the Sony Stage, 309 Horner Ave, Etobicoke, on January 29. It´s going to be a great show. I would like also to thank every one of you for taking the time for reading this interview and to get to know me.


Photo © Roco Romelo/Arrival Music Group


... ter a oportunidade de atuar e cantar um tipo de música que é honesta e verdadeira e que pode ajudar as pessoas é como ganhar a lotaria… nem consigo descrever o que sinto, é tudo para mim ver as pessoas a sorrir quando estou a atuar.

Atenção mundo! Vem aí a RIA, a pequena miúda de olhos mágicos com uma voz única. Nas suas muitas atuações ao vivo com tão tenra idade, os covers de “I Who Have Nothing”, o megahit de Tom Jones e “Wild Horses” dos Stones já se tornaram músicas de referência para ela. Agora, segue um treino vigoroso da voz, de piano, de dança, improvisação e representação. Nascida Victoria Azevedo a 4 de janeiro de 2002, depois do seu médico ter declarado que os seus olhos eram os mais bonitos que já vira, Ria abalou o mundo com uma voz incrível que tem estilhaçado copos de cristal e os corações de quem a ouve, incluindo os mais importantes do mundo da música. Para simplificar, esta voz que passa de uma suave carícia a um grito profundo é de nos deixar de queixo caído. A sua habilidade de criar uma música está muito além da sua tenra idade. Aos dois anos, a Ria cantava ao som dos U2 enquanto passeava de carro com o pai. Na creche da sua mãe, aos 4 anos já mostrava habilidades de liderança precoce quando alinhava as outras crianças em filas e “produzia” espetáculos. Esta crianca feliz, entrou aos dez anos na competição de canto Long & McQuade e ganhou o Grande Prémio, e como resultado, gravou um álbum. Ela fez parte da Idol School, do Kiwanis Festival (simbólicos nos anos 90), gravou dois álbuns com os Mini Pop Kids e participou na digressão dos espetáculos ao vivo pelo Ontário, ela foi vencedora da famosa competição Honey Jam em Toronto onde foi aplaudida de pé por toda a plateia no The Mod Club, tendo sido a concorrente mais jovem com apenas 11 anos. Em 2018 foi uma das primeiras concorrentes do programa de televisão “The Launch”. A Ria partilha o seu talento no máximo de eventos de caridade possível, entre eles um concerto de arrecadação de fundos para o terremoto nas Filipinas, o Youth and Brazilian Fest, hospitais, lares de idosos e eventos da comunidade portuguesa. Ela emprestou o seu talento a Sarah Fisher (Degrassi) para o video do Kids’ Help Phone e interpreta os hinos canadiano e dos estados unidos com regularidade em eventos como jogos dos Toronto Blue Jays e dos Toronto Marlies. Ria estudou canto com a professora das celebridades, Elaine Overholt, faz parte da prestigiada Big Voice “Liga dos Cantores Extraordinários”. Está a começar aulas de piano com o famoso pianista húngaro Robert Horvath, faz os famosos cursos de improvisação na Second City e aulas de dança na Danceology. Luso-canadiana de segunda geração, a Ria faz rap por brincadeira, adora filmes, desenhar, futebol, ir às compras e ir ao Starbucks, atletismo, basquetebol e fazer os seus amigos rirem. Em 2018 assinou um contrato com o MDC Music/Arrival Music Group, e agora sob a direção de Charles Bonsu, a jovem de 16 anos gravou 2 singles, “You Made” e “I´m Good”, canções do compositor e produtor a.n.g.e.l. que são sobre as experiências pessoais da Ria. A apresentação do seu trabalho será realizado no Sony Stage, no dia 29 de janeiro.


Fotografia © Roco Romelo/Arrival Music Group

Revista Amar: Victoria, fala-nos um bocadinho sobre ti. Victoria Azevedo: Eu nasci e cresci em Toronto. Tenho um irmão mais novo chamado Nicolas, ele tem 11 anos e é viciado no Fortnite. A minha mãe chama-se Fátima e o meu pai Victor. Os meus pais emigraram de Portugal para o Canadá muito novos. Acho que o meu pai tinha apenas 3 anos e a minha mãe 6. A minha mãe é da Ilha Terceira e o meu pai de Aveiro. Eles foram criados com a cultura portuguesa mas são basicamente canadianos. Eu já fui a Portugal quatro vezes, é muito giro porque ainda temos imensa família lá… tenho uma série de primos lá e é muito divertido. Já não vou lá há dois anos e tenho muitas saudades mas sim, temos uma família grande. R.A.: Sabes falar português? V. A.: Sei o básico. R.A.: Quais são os teus passatempos preferidos? V. A.: Eu adoro representar. Acho que tinha 13 anos quando comecei, sou viciada em filmes, um dos meus preferidos é o ‘Scent of a Woman’ com o Al Pacino. Adoro dançar e desenhar… porque ando numa escola de arte. Nós dedicamo-nos mesmo a todo o tipo de artes e muitos dos meus amigos são artistas então quando estamos juntos gostamos de fazer coisas relacionadas com todo o tipo de artes o que é mesmo divertido, e eu adoro ir às compras… sou uma “shopaholic”, é mesmo grave, consigo passar lá um dia inteiro, é uma loucura… (risos) R.A.: Com quantos anos e que te apercebeste que sabias cantar? V. A.: Bem, apercebi-me por causa da minha mãe. Lembro-me que quando tinha 4 anos não queria fazer outra coisa senão dançar e então a minha mãe inscreveu-me em aulas de dança, mas durante um ano e meio odiei, porém continuava a dançar e a cantar pela casa. Então em vez disso, ela pôs-me em aulas de canto e eu amei completamente. R.A.: Tinhas só 10 anos quando ganhaste o concurso de música Long & McQuade. O que é que aprendeste com esta experiência? V. A.: Por acaso aprendi muito sobre mim e sobre a minha voz porque foi a primeira vez que cantei em público. Tinha nove anos quando fui às audições e estava congelada, nem me mexia, estava tão nervosa da primeira vez, mas assim que começámos a atuar e a passar para as fases seguintes (quartos de final, meias finais e final) ajudou-me a ficar mais confiante e foi aí que me apaixonei por cantar ao vivo num palco. R.A.: Um ano mais tarde tornaste-te na concorrente mais nova, com apenas 11 anos, a atuar na competição de música de Toronto, Honey Jam, um concurso que também ganhaste. Nesta altura, ficaste confiante que num futuro próximo conseguirias ter um lugar no Mundo da Música? V. A.: Foi uma competição muito boa. É uma competição feminina e eu fui a mais nova de

sempre a entrar, o que foi mesmo extraordinário, aprendi muito com as concorrentes e as artistas mais velhas. A Melanie Fiona esteve lá e falou connosco sobre as experiências dela, sobre a carreira dela, o mundo da música e como tudo a influenciou. Por isso sim, aprendi muito sobre muitas coisas enquanto muito nova e isso deu-me a confiança necessária para realmente entrar na indústria da música. R.A.: 2014 começou em grande com a audição e logo depois o lançamento do Mini Pop Kids 12 e um ano depois o Mini Pop Kids 13. Podemos dizer que é muito profissional, certo? V. A.: Sim e foi muito divertido. Fizemos anúncios e uma digressão. R.A.: Gostaste das entrevistas, dos concertos e da digressão? Ou achaste cansativo tendo apenas 12 anos? V. A.: Eu amo atuar ao vivo, esforcei-me bastante e valeu muito a pena. Acabei por perder muitas aulas e isso fez com que ficasse para trás na escola, foi bastante difícil mas fiquei contente por ter tido a oportunidade de fazer tudo isto porque ia fazê-lo de qualquer maneira, tipo, “isso em vez de ir à escola?” - 100%! R.A.: Durante este período de tempo, como estavas tão ocupada com a divulgação e com a digressão, tiveste tempo para a escola? Como conseguiste conciliar a tua vida profissional com os estudos? V. A.: Foi muito, muito difícil! Não estava a sair-me muito bem em algumas matérias e estava a faltar muito às aulas por causa da divulgação do Mini Pop Kids. Fiquei para trás em disciplinas importantes na Primária. Então tive de agir, fiz sempre os trabalhos de casa, e estive sempre em cima do assunto já que faltava tanto às aulas. Mas tudo isto ensinou-me muito sobre como conciliar a vida académica com a música e ainda hoje em dia o faço. R.A.: Para além de cantar, o que mais gostas de fazer? O que gostavas de conquistar? V. A.: Para além de cantar, quero ser psicóloga porque já fiz terapia. Quero mesmo ajudar os outros com problemas de saúde mental (depressão, ansiedade) como eu fui ajudada. Esse é o meu “Plano B” no caso da música não dar certo. R.A.: Já participaste em vários eventos de caridade, incluindo um concerto para arrecadar fundos para o terremoto nas Filipinas, o Youth and Brazilian Fest, hospitais, lares de idosos e eventos para a comunidade Portuguesa. Porque é que é importante para ti contribuir para estas causas? V. A.: Bem, eu só acho que é incrível poder partilhar o que se ama com quem mais precisa, pessoas que sofrem ou que estão tristes. A música realmente cura e mostra o lado belo da vida às pessoas. O melhor é partilhar a música com todos, porque inspira-nos a saber que tudo vai ficar bem, as coisas vão melhorar. Amar I 41


R.A.: Interpretas regularmente os hinos do Canadá e dos EUA em muitos eventos, incluindo nos jogos dos Toronto Blue Jays e dos Toronto Marlies. Consideras esta oportunidade um privilégio? V. A.: Definitivamente, especialmente nos jogos dos Toronto Marlies porque na minha família adoramos hóquei no gelo, é super divertido. R.A.: Já trabalhaste com uma das melhores professoras de canto do Canadá, a Elaine Overholt. O que é que aprendeste e o que é que melhoraste com as aulas dela? V. A.: Oh a Elaine Overholt, adoro-a! Comecei a ter aulas com ela com apenas 8 anos de idade. Ela ajudou-me tanto e ensinou-me a criar músicas, a encontrar a minha voz da cabeça e a do peito, basicamente tudo… ela ajudou-me a desenvolver de tantas maneiras diferentes, como representar, como me mexer e ficar confortável, como me envolver emocionalmente com a canção e a transmitir os meus sentimentos para o público. Sem ela teria sido completamente diferente. R.A.: Agora estás a estudar piano. Há alguma razão por trás dessa escolha ou é só porque gostas? V. A.: Eu sempre gostei muito de piano, desde muito nova, mas eu acho que é muito importante saber ler notas musicais, para perceber a teoria por trás de tudo, porque sinceramente, eu não sabia até me dedicar a tocar piano. Eu tive, e tenho que aprender a ler partituras e ler música, tudo isso e muito mais… deixa-me musicalmente mais esperta e ajudou-me a perceber melhor a música e o facto de me poder acompanhar com o piano é absolutamente maravilhoso. R.A.: Na estreia do The Launch, fizeste uma audição para o episódio 6. O casting correu super bem e todos os mentores ficaram hipnotizados com a tua voz, especialmente o Boy George, mas para o Scott Borchetta e o Stephan Moccio, não estavas preparada. Achas que este tipo de programas são justos? Serias capaz de o fazer outra vez? V. A.: O “The Launch” foi uma óptima experiência e aprendi mesmo muito, eles deram-me muitos conselhos que me vão ajudar. Sinceramente, agora acho que concursos já não são para mim. R. A.: Em 2018 assinaste contrato com a MDC Music/Arrival Music Group sob a gerência de Charlie Bonsu. Porque é que mudaste o teu nome para RIA? V. A.: Achei que era fixe. O Charlie falou muito comigo sobre que nome deveria escolher e até falamos sobre deixar Victoria, mas RIA, eu não sei explicar… parece que grita “artista” e gosto bastante da forma que soa o nome RIA.


Fotografia © Roco Romelo/Arrival Music Group

R. A.: Foi também uma forma de “cortar” com o passado? V. A.: É isso mesmo. Embora ainda seja parte do meu nome… VictoRIA… uma parte de mim, mas isto marca-me a “mim” como artista. R. A.: Como se fosse uma transição de cantora amadora para cantora profissional? V. A.: Uma transição, definitivamente! R. A.: E agora aqui estamos em 2019, com o teu compositor e produtor a.n.g.e.l. (também conhecido como Charlie). Conta-nos mais. V. A.: Foi um longo processo. O a.n.g.e.l. e eu temos uma boa ligação e tornámo-nos melhores amigos, ele é incrível. Temos trabalhado arduamente neste processo e tem sido uma ótima experiência. Estou tão satisfeita com todas as músicas, são ótimas e são muito “eu”, o que é super importante. O a.n.g.e.l. escreveu todas as canções baseadas em conversas que tivemos, e escreveu-as muito honestas, simples e da forma com que eu me sinto verdadeira, em vez de fingir que sou alguém que não sou e a falar de coisas que aconteceram na minha vida e que fazem de mim quem eu sou hoje. R. A.: “I´m Good” é um tema forte. Sobre o que se trata? V. A.: A questão é que quando o a.n.g.e.l. escreveu essa canção, falámos sobre o que estava a acontecer na minha vida atualmente e nós temos sempre conversas sobre a minha vida. Numa dessas conversas foi sobre amigos, do facto de eu não ter amigos muito próximos, quer que seja por causa da minha carreira de cantora ou porque não estão lá quando preciso. Sempre senti que era mais uma competição. Tive uma amizade muito próxima mas tornou-se numa relação muito tóxica e eu não sentia que estávamos juntos, era como se estivessemos sempre a competir e a discutir… não me senti bem e tive de deixar essa amizade e agora estou bem (“I’m Good”). R. A.: A canção “You Made” tem uma letra muito intensa, profunda e pessoal. Estás a marcar uma posição com esta música? V. A.: Sim, definitivamente. A música é sobre abusos sexuais e é um tema muito importante, especialmente agora com o movimento do #METOO. O a.n.g.e.l. escreveu a canção com o que eu acho e com as experiências que tenho tido no dia a dia, tal como todas as mulheres já passaram por situações de assédio ou abuso sexual ou ouviram bocas ou assobios ao andar na rua. É importante que possamos falar sobre o assunto sem ter medo, e sendo honestos, sem filtros. Os nossos sentimentos são importantes e nós, mulheres, somos tão fortes. Esta música significa muito para mim e eu acredito que as pessoas se vão identificar com ela.

R. A.: Com que idade é que te apercebeste que estavas a ser vítima desse tipo de abusos? V. A.: Eu tinha 14 anos e os rapazes conseguem ser “agressivos” e coisas do género. Tenho algumas experiências com rapazes que não têm qualquer respeito pelas raparigas e pelas mulheres, eles só se importam por eles mesmos e pelo seu próprio prazer… passei por muitas situações assim e foi bastante difícil, afetou-me muito e foi aí que tudo começou a decair, e eu fui diagnosticada com depressão e ansiedade. A minha música ajuda-me a ultrapassar qualquer coisa. R.A.: Qual é a importância do movimento #METOO? Achas que este movimento trouxe mudanças drásticas? V. A.: Completamente e fiquei muito feliz quando a iniciativa começou, é literalmente incrível. Ajudou tantas pessoas, especialmente mulheres, de que temos de nos manifestar. Através deste movimento as pessoas estão mais instruídas sobre o assunto porque antes ninguém falava abertamente sobre isto. As pessoas agora falam sobre o assunto e estão a receber a ajuda de que precisam. R. A.: És muito jovem e mesmo depois dessa terrível experiência, não desististe dos teus desejos e sonhos. Onde vais buscar a força e a fé para continuar? V. A.: Na minha música (risos)... só de ter a oportunidade de atuar e cantar um tipo de música que é honesta e verdadeira e que pode ajudar as pessoas é como ganhar a lotaria… nem consigo descrever o que sinto, é tudo para mim ver as pessoas a sorrir quando estou a atuar. R. A.: Então no dia 29 de janeiro, o que podemos esperar da RIA? V. A.: Bem, a RIA vai ser muito diferente da Victoria, isso é de certeza, a cantar músicas que são muito sinceras e emotivas, as pessoas vão perceber como é que eu realmente quero ser como artista. Com certeza, vai ser único e incrível. R. A.: E o que podemos esperar a seguir? V. A.: Eu vou continuar a atuar… continuar a trabalhar. R. A.: A Revista Amar gostava de te convidar a deixar uma mensagem para os nossos leitores. V. A.: Eu gostava de convidar todos os leitores a irem ao Sony Stage na 309 Horner Ave, em Etobicoke no dia 29 de janeiro. Vai ser um espetáculo excelente. Gostava de aproveitar e agradecer a cada um de vocês que dedicaram o seu tempo a ler esta entrevista para me conhecerem melhor. Amar I 43


1

Estreia Canadá e EUA - 18 de janeiro Portugal - 17 de janeiro

2

Filmagens A filmagens principais do filme

tiveram início a 2 de outubro de 2017, em Filadélfia nos EUA, após uma semana de ensaios.

3

Box Office Depois do sucesso de “O Protegido” e “Fragmentado”, ambos com rendimentos superiores a 250 milhões de dólares, é possível imaginar que as expectativas para “Glass” sejam bem altas. O orçamento inicial para a produção deste filme foi de 20 milhões de dólares.

Sala de Cinema M. Night Shyamalan junta as narrativas de dois dos seus maiores sucessos no cinema – “O Protegido” , de 2000, e “Fragmentado”, de 2016, num novo thriller. Bruce Willis regressa com a personagem David Dunn, em conjunto com Samuel L. Jackson no papel de Elijah Price, também conhecido pelo pseudónimo, Mr. Glass. De “Fragmentado” surge James McAvoy, na pele de Kevin Wendell Crumb e das suas múltiplas personalidades. Dunn persegue a figura sobre-humana de A Besta, enquanto a presença sombria de Price emerge, trazendo com ele mais segredos.

Ficha Técnica Filme com realização, produção e argumento de M. Night Shyamalan, assistido na produção por Marc Bienstock, Ashwin Rajan e Jason Blum. O elenco conta com a participação de James McAvoy, Bruce Willis, Samuel L. Jackson, Anya Taylor-Joy, Sarah Paulson, Spencer Treat Clark, Charlayne Woodard, Luke Kirby, Marisa Brown, Ursula Triplett, Brian Donahue, Lory Molino, Raul Torres, M. Night Shyamalan, Rob Yang, Jane Park Smith, Kyli Zion, Adam David Thompson, Shayna Ryan, Diana Silvers entre outros. Duração: 129 minutos Género: Drama, Ficção Científica, Mistério, Terror, Thriller Origem: Estados Unidos da América

Fontes: IMDB e FilmSpot - Imagens: Direitos Reservados

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AGENDA CULTURAL 19 DE JANEIRO

26 DE JANEIRO 2 DE FEVEREIRO

JANEIRO/FEVEREIRO 2019

FESTIVAL DO BACALHAU - ATUAÇÃO DO GRUPO SANTA FÉ

BAILE DE DESPEDIDA DA DIREÇÃO ATUAÇÃO DA BANDA UNIQUE TOUCH E JOSÉ ALBERTO REIS BAILE DA NOVA DIREÇÃO - ATUAÇÃO DA BANDA MEXE-MEXE

FESTIVAL DO CHICHARRO - ATUAÇÃO DA KÂRMA BAND 16 DE FEVEREIRO JANTAR DOS NAMORADOS - ATUAÇÃO DA BANDA SAGRES

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Ciência

Portugal Space Vai mesmo acontecer. A Portugal Space será instalada na ilha de Santa Maria, Açores e promete promover atividades e negócios no setor espacial.


Fontes: DN e Sapo Fotografia © NASA

À CONQUISTA DA ÚLTIMA FRONTEIRA

Paulo Mendes

O

projeto deverá arrancar em março deste ano e a ilha de Santa Maria, no arquipélago dos Açores, foi o local escolhido para a construção da base e porto espacial, onde vão ser promovidas novas atividades e negócios no setor espacial, através da observação da Terra com microssatélites. A Portugal Space vai facilitar uma maior participação de Portugal os programas europeus, tanto da Agência Espacial Europeia, como da União Europeia. Esta aposta no setor espacial vai permitir criar emprego qualificado em Portugal, formar novas empresas e dinamizar novas indústrias relacionadas. O fabrico e o lançamento de pequenos foguetões e satélites são algumas das ambições do programa, mas há outros setores que podem beneficiar indiretamente do programa espacial português. A informação recolhida pelos microssatélites vai poder ser aplicada na agricultura de precisão, na segurança marítima e no cadastro das cidades. Este projeto, que conta com a parceria da agêncial espacial chinesa, permitirá a criação de 1.000 novos empregos no setor até 2030, com o investimento das empresas a rondar os 400 milhões de euros. Um aumento significativo para os três dígitos quando atualmente as empresas portuguesas ligadas ao setor espacial faturam cerca de 40 milhões anuais, pela participação nos programas promovidos pela ESA. Outra meta estabelecida é a captação de 320 milhões de euros do novo programa europeu para o espaço, uma fatia do orçamento geral de 16 mil milhões de euros disponibilizados para o período entre 2021 a 2027. Para estimular o arranque das operações e ajudar os custos, o Estado irá investir, através da FCT, até um milhão de euros, que incluem a contratação de 10 técnicos especializados. A Portugal Space vai ser dirigida por um perito internacional, ainda por ser escolhido através de concurso. Já os primeiros lançamentos estão previstos para a primavera ou verão de 2021, depois do contrato de instalação e funcionamento da base ter sido assinado (em junho de 2019) pelos consórcios vencedores. De lembrar que as propostas que deram entrada são maioritariamente da União Europeia, sendo quatro de Espanha, três da Alemanha, uma da Itália, uma de um consórcio França/Holanda e a Valispace, uma empresa alemã, com escritório em Lisboa. Entre os candidatos fora da CE destacam-se a Roscomos (Agência Espacial Russa), a Virgin Orbit (sucursal norte-americana da Virgin de Richard Branson) e a ArianeGroup (acionista maioritário da Airbus). Portugal à conquista da última fronteira...


Turismo

Escรณcia


escocesas o encanto das ilhas David Gonçalves Fontes: Wikipedia, Geocities, TripAdvisor, Oyester, Idealo e Sapo Fotografia: Direitos Reservados

E

m janeiro rumamos à Europa para conhgecer um país lendário, historico e culturalemente rico e recheado de paisagens edílicas. A Escócia é um dos países do Reino Unido e cobre o terço norte da ilha da Grã-Bretanha. Compartilha uma fronteira com a Inglaterra ao sul e outra, formada pelo Oceano Atlântico, com o Mar do Norte a leste e com o Canal do Norte e o Mar da Irlanda a sudeste. Além do continente, o país é composto por mais de 790 ilhas, incluindo as Ilhas do Norte e as Hébridas. As razões para conhecer a Escócia são muitas. É um dos destinos perfeitos para quem gosta de ir de ilha em ilha. Saiba porque deve visitá-las no outono e inverno. Abrigam litorais dramáticos, praias brancas pitorescas, paisagens montanhosas escarpadas, charnecas cobertas de urze e lagos tranquilos no interior. Agora imagine este cernário reforçado pelas cores avermelhadas e amarelos dourados durante o outono, ou montanhas “polvilhadas” com neve no inverno. Sabia que as ilhas do norte distante de Orkney e Shetlands são também os melhores lugares para ver a Aurora Boreal, ou Northern Lights, no Reino Unido? Exibições notáveis de luz dançam no céu e, graças a longos períodos de escuridão e noites claras, os melhores momentos do ano para experimentar estes fenómenos são o outono e o inverno.


A região de Argyll & The Isles, na costa oeste da Escócia, acolhe 23 ilhas habitadas e, na Ilha de Islay, há oito destilarias de uísque para visitar, com uma nova aquisição, a Destilaria Ardnahoe. Faça um passeio por uma destas destilarias para experimentar o sabor picante e fumado do uísque, pelo qual a ilha é famosa. A destilaria Laphroaig, por exemplo, oferece uma “Water to Whisky Experience”, um extenso passeio de 4,5 horas que inclui tudo, desde uma destilaria a uma visita à fonte de água das destilarias e, claro, a prova de uma seleção de barris antes de engarrafar o seu favorito. O outono e o inverno são épocas fantásticas para assistir a festivais peculiares e aos principais eventos culturais. A Scottish Opera, por exemplo, leva quatro cantores e um pianista até à Ilha de Lewis nos meses de outono e, provavelmente, um dos festivais mais incomuns é Up Helly Aa, em Shetland, que reflete a influência Viking da ilha. Ao longo do mês de janeiro, este festival de fogo em larga escala celebra a história de Shetland. Um navio-dragão, que leva meses a ser construído, é incendiado, seguido de procissões e muita diversão.

A Escócia tem castelos em abundância - e os meses mais frios são ótimos para os explorar. Na Ilha de Skye, visite a magnífica propriedade das Terras Altas e o lar do Clã Donald no Castelo, Jardins e Museu Armadale, que anunciou que ficará aberto durante o outono e inverno de quarta a domingo até dezembro. A oportunidade perfeita para desfrutar dos belos jardins durante a mudança de estações. E, na Ilha de Lewis, e se ficar num castelo é o seu estilo, depois de explorar o Castelo Lews da era vitoriana na principal cidade da ilha de Stornoway, que permanece aberto no outono e inverno à tarde, pode fazer o check-in num dos seus luxuosos apartamentos. O castelo também tem o seu próprio bar de uísque. O litoral de Orkney tem uma das mais belas praias e está repleto de falésias majestosas, incluindo a famosa estrutura natural imponente, Old Man of Hoy. Mas também encontrará uma ilha muito espiritual, para celebrar o solstício de inverno. Junte-se a estas celebrações no monumento neolítico da ilha, as Standing Stones of Stenness. Explore a antiga maravilha Callanish Standing Stones na Ilha de Lewis, com 5.000 anos.


ilha de harris Uma das atrações obrigatórias na viagem a Orkney é Skara Brae, a vila de 5.000 anos que é considerada o sítio neolítico mais bem preservado da Europa Ocidental. Faz parte dos locais classificados como “Heart of Orkney Neolithic”. Visite a antiga capital de Orkney, Kirkwall, onde pode explorar a Catedral Viking. Jura é um dos locais mais gloriosamente selvagens para visitar na Escócia, e é onde também poderá ver veados selvagens, que tem mais de 5 mil nesta ilha estreita e que é habitada por apenas 200 pessoas. A ilha de Mull é um dos melhores locais na Escócia para conhecer águias-douradas e águias-de-cauda-branca, enquanto Islay é famosa pelas aves que migram no inverno. Uma das formas de conhecer uma ilha é fazendo um safari. Na Ilha de Arran, o Mogabout Arran Safari oferece uma aventura florestal, explorando as áreas montanhosas e florestais da ilha num 4x4, levando-o a alguns pontos naturais espetaculares, antes de aprender a lidar com aves de rapina. Visitar as ilhas fora da estação alta, significa melhor disponibilidade e custos mais baixos. E é uma ótima oportunidade para se misturar com os locais. E lembre-se, como dizem os escoceses “não existe tempo mau, apenas roupas erradas”. Ficam estas sugestões e ideias. Aproveite o inverno e deixe-se encantar pela beleza das ilhas escocesas.


Acupunctura AAcupunctura utilidade no tratamento da Doença de Alzheimer

O

Helena Rodrigues

Alzheimer caracteriza-se pela perda progressiva das faculdades mentais, causando diminuição da memória, dificuldade de raciocínio e alterações comportamentais. Os processos de memória e pensamento abstrato ficam prejudicados. Algumas características desses distúrbios são:

• Perda gradual da memória (Sinto-

ma mais evidente e inicial); Declínio no desempenho para tarefas quotidianas; Diminuição do sentido de orientação; Alterações na personalidade; Diminuição da capacidade cognitiva (dificuldade de aprendizagem, na comunicação verbal, no reconhecimento de pessoas e objetos, na execução de tarefas), que compromete seriamente o nível de vida; Sintomas de depressão, regressão, apatia, irritabilidade, desconfiança e impaciência.

• • • •

•

58 I Amar

Prevenção Embora existam fatores de risco impossíveis de alterar (idade e genética), existem muitos outros que podem ser modificados e reeducados, como é o caso do consumo excessivo de álcool, da inatividade física e da alimentação desequilibrada que, consequentemente, levam a outros problemas de saúde (obesidade, diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares). Desta forma, adotar uma alimentação saudável, praticar exercício físico com regularidade e dormir cerca de 7 a 8 horas por noite, pode funcionar como prevenção na doença de Alzheimer.

• Consumir fruta e hortícolas ricos

em antioxidantes, diariamente; Preferir o consumo de gorduras insaturadas em detrimento das gorduras saturadas; Aumentar a ingestão de peixe, principalmente de peixes gordos; Ingerir, pelo menos, cerca 1,5L de água por dia; Consumir frutos oleaginosos; Dar preferência aos óleos vegetais; Limitar o consumo de alimentos ricos em cobre e alumínio; Incluir as leguminosas e os cereais integrais na alimentação; Moderar o consumo de álcool.

• • • • • • • •


O contributo que a acupuntura pode dar aos portadores da Doença de Alzheimer tem sido pouco explorada. Este facto, está associado a haver um certo desconhecimento por parte de neurologistas, psiquiatras e demais profissionais de saúde sobre as potencialidades deste método no tratamento da doença. A acupuntura é uma importante aliada dos portadores da Doença de Alzheimer. Esta medicina complementar trata sinais e sintomas desta patologia, tais como: esquecimento, fadigas, dificuldade motora, alterações cognitivas, entre outras, o que proporciona uma melhor qualidade de vida aos pacientes. Estimula o hipocampo, região do cérebro relacionada com a memória, assim como alguns neurotransmissores, contribuindo para que haja menos esquecimentos.

Perspetiva da Medicina Chinesa Para a Medicina Chinesa, a doença de Alzheimer tem a sua etiologia na Deficiência de Qi (Energia) e Xue (Sangue) ou na Insuficiência de Jing (Essência do Rim), os quais levam ao desenvolvimento de Xie Qi (Energia perversa), ou seja, Vento patogénico, Fogo, Mucosidade e Estase de sangue. Estando instalada no corpo a Energia perversa, esta ascenderá à cabeça, obstruindo os vasos, impedindo que tanto o Yang puro, os Jin Ye (Líquidos Orgânicos) e outros nutrientes sejam levados ao Mar da Medula, dando-se a obstrução dos seus orifícios.

Diferenciação de Síndromes Segundo a Medicina Chines, os padrões da Doença de Alzheimer são: Deficiência do Jing (Essência) do rim: Tontura, esquecimento, redução do intelecto, demência; Deficiência de Xue (sangue) do coração: Palpitação, tontura, sonhos excessivos, diminuição da capacidade mental, esquecimento, rosto pálido ou amarelo pálido, lábios e língua pálidos, pulso fino; Confusão mental fleumática (relacionado com o baço): Diminuição da consciência, coma, depressão psicótica, ruído de escarro na garganta; Estase de Xue (sangue) nos meridianos e colaterais com vento interno: Tontura ou vertigem, desmaio repentino, paralisia, fala inarticulada, convulsão, tremor, reação lenta, língua roxa escura ou com pontos roxos, pulso de corda, áspero e irregular.

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Ervas Medicinais A Medicina Chinesa tem utilizado com sucesso algumas plantas medicinais para o tratamento do Alzheimer. Eis alguns exemplos: REN SHEN (Radix Ginseng), DANG SHEN (Radix Codonopsis), SAN Qi (Radix Notoginseng), CHI SHAO (Radix Paeoniae Rubra), WU WEI ZI (Fructus Schisandrae), TIAN MA (Rhizoma Gastrodiae), HUANG Qi (Radix Astragali), CI WU JIA (Radix Acanthopanacis Senticosi), JIAO GU LAN (Gynostemma Pentaphyllum), DAN SHEN ( Radix SalviaeMiltiorrhizae), YI ZHI ( Fructus Alpiniae Oxyphyllae), FU LING (Poria), GE GEN (Radix Puerariae), Tratamento Após uma avaliação aprofundada por parte de um terapeuta qualificado em Medicina Chinesa, será estabelecido um diagnóstico de acordo com o paciente e será feita acupunctura sistémica (no corpo) e auricular (orelhas). A acupuntura aumenta o fluxo sanguíneo no sistema nervoso central periférico e central. Estimula as áreas de coordenação motora e da fala, alivia a respiração e no sistema músculo-esquelético diminui o stress e a fadiga. Na maioria das vezes, conseguem-se ganhos a longo prazo com tratamentos persistentes realizados duas vezes por semana, observando-se melhorias tanto na área cognitiva, que é a parte central afectada pela doença, como na área motora. Durante o tratamento são trabalhados pontos que se localizam entre os cotovelos e as mãos e entre os joelhos e os pés, para além de pontos no couro cabeludo, orelhas e nuca. O tratamento contínuo e ininterrupto com esta terapia complementar inibe ou suprime os genes patológicos que levam à manifestação de doenças latentes nos nossos genes e dos quais não temos consciência. Promovendo o equilíbrio das funções mentais e orgânicas do nosso corpo, a medicina chinesa diminui ou evita o aparecimento de doenças degenerativas. E, não se esqueçam… sorriam com saúde!!!

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Serรก que comemos

de forma emocional? 60 I Amar


S

e acha que come de forma emocional está tudo bem! Sim, eu sei que é um desafio, mas gostava que soubesse que há muitas pessoas que se definem como “comedores emocionais” e na realidade não o são o suficiente para isso ser um problema enraizado. Vejamos, se se alimenta com um tipo de comida pouco nutritiva, vai ter fome, ou seja, muito rapidamente e após ter comido vai-se sentir insatisfeito porque o seu corpo, acima de tudo, precisa de ser nutrido. Regra geral, quando uma pessoa se compromete com uma daquelas dietas apelidadas de “malucas”, alimenta-se de forma inadequada. Por consequência, é impulsionado a comer, dado que o seu corpo “grita” por nutrição. E assim é muito fácil convencermo-nos de que comemos de forma emocional.

Em certas situações você não se enquadra no perfil do “comedor emocional”, o que acontece é que a sua alimentação ou o seu plano alimentar não está moldado às suas necessidades do momento. Não tem em conta as suas rotinas, a sua estrutura fisiológica, os seus genes, etc. Provavelmente a percentagem de hidratos que está a ingerir é insuficiente, assim como a quantidade de proteína pode estar em excesso ou inadequada, tal como a percentagem de gordura por exemplo, o que faz com que a densidade nutricional não esteja equilibrada, logo o corpo, mais uma vez, pede constantemente por mais comida. Portanto, há sempre uma razão que nos leva a comer de forma emocional, mas isso não nos torna necessariamente “comedores emocionais”.

Amar I 61


É importante sabermos que as reações emocionais que nos levam à comida, muitas vezes estão mais relacionadas com a química do que com a personalidade. Estas reações químicas estimulam a fome. A produção de hormonas do nosso corpo é intensa, as hormonas leptina e a grelina são grandes responsáveis pelos sinais de fome e de saciedade, e assumem o papel de comando que controla a nossa vontade de comer.

A grelina, que é produzida principalmente no nosso estômago, é quem manda para o nosso cérebro o “aviso” de que precisamos de comer. Os seus níveis aumentam uma a duas horas antes da refeição e caem drasticamente para valores mínimos após a mesma. Assim, quando o estômago fica vazio a secreção desta hormona aumenta, e então sentimos fome. A partir do momento em que comemos a secreção diminui. Aí é quando a leptina entra em ação, pois um dos seus principais papéis é o controle da ingestão alimentar, por isso alguns autores afirmam que a leptina tem uma participação no nosso balanço energético. É ela que manda para o cérebro um dos sinais de saciedade. Por outras palavras, avisa o estômago que já está “carregado”! Ou seja, já tem comida suficiente! 62 I Amar

V i s i t e w w w. i s a b e l r e b e l o . p t p a r a m a i s n f o r m a ç õ e s s o b r e p s i c o l o g i a , h i p n o t e r a p i a e l i f e c o a c h i n g

Apercebo-me que os pacientes que aparecem no consultório comem porque estão zangados, chateados, stressados, frustrados, deprimidos, sentem-se com baixa auto estima, distraídos, muito ocupados, pouco ocupados, culpados, ansiosos, entusiasmados, nervosos, com amigos, desesperados, enfim, por um infindável número de reacções emocionais e também derivado de reacções químicas das quais não têm consciência.


Como podemos gerir estas hormonas?

Não existe forma de controlar a grelina nem a leptina pois não “mandamos” no nosso metabolismo. Contudo, sabemos que a privação de comida gera “desequilíbrio” na produção destas hormonas. As dietas restritivas são um dos fatores que mais desregulam a produção hormonal do controle do apetite, o corpo está em constante adaptação à escassez de alimentos, uma vez que dieta é sinónimo de privação! Isso significa que para manter o corpo a produzir os níveis corretos de grelina e leptina, a principal ferramenta é comer! Isso mesmo, comer quando se tem fome, parar quando se sentir saciado. Ficar longos períodos sem se alimentar, ou dar ao corpo uma quantidade menor de calorias do que ele realmente necessita confunde o cérebro, e desequilibra a produção destas hormonas pois a sua função fica comprometida. Afinal, quanto mais fazemos dieta, mais o apetite aumenta, e mais uma vez, isso não significa que sejamos comedores emocionais. Diante da privação calórica, o corpo fica em estado de sobrevivência e alerta, o que se reflete num aumento constante da fome. Tem consequências negativas imediatas e também a longo prazo como o famoso efeito “iô-iô”, a perda do controle diante da comida e o desenvolvimento da crença de que “nunca vou conseguir perder peso”. Se virmos bem, não há como “culpar” um único fator pelo ganho de peso. Ele é resultado de uma série de condições metabólicas, por falta de auto conhecimento e também do estilo de vida que levamos. Você pode, sim, ajudar seu metabolismo a funcionar melhor com pequenas atitudes simples: ser mais ativo fisicamente e mentalmente no seu dia a dia, fazer coisas novas na sua rotina para criar novos hábitos, investir num bom sono, alimentando-se com variedade e qualidade (mais nutrição e menos processados). E, sobretudo, escutar os sinais do seu corpo para começar a reconhecer facilmente os sinais subtis e menos subtis de uma fome autêntica verdadeira. Assim quando o seu corpo pedir comida, dê-lhe. Quando ele estiver saciado pare e evite comer sob a forma de resposta emocional. Em resumo, o facto de sentirmos uma fome que vem fora de contexto, não significa que tenhamos o perfil de comedor emocional pois a origem desta fome que não é fome, pode derivar de hábitos antigos enraizados, de nutrição inadequada, análises fora de prazo que me impedem de perceber quais os níveis de saúde do meu corpo e também por reacções químicas desordenadas que estimulam a fome. A falta de auto conhecimento do nosso funcionamento interno faz-nos muitas vezes fugir ou esconder emoções que se vão materializar sob a forma de comida. Quanto melhor nos conhecermos e trabalharmos a nossa comunicação interna mais facilmente equilibramos a nossa fome.

Isabel Rebelo Fotografia: Direitos Reservados

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Atum grelhado com sementes

Culinária

PREPARAÇÃO

1. Misture a salsa e os coentros com a pimenta, as sementes de sésamo e de chia, o azeite, o sumo do limão e a colher de chá de sal. 2. Cubra os bifes de atum de ambos os lados com esta mistura. 3. Leve um tacho ao lume com água temperada com o restante sal e quando ferver introduza a massa e o spaghetti de courgette. 4. Ferva cerca de 3 minutos, escorra e misture com a rúcula num recipiente. 5. Aqueça bem um grelhador e introduza os bifes de atum e o tomate. 6. Grelhe os bifes 2 a 3 minutos de cada lado, em lume médio/forte (devem ficar bem rosados no interior). 7. Retire cuidadosamente os bifes de atum para uma tábua e deixe-os repousar 1 minuto. 8. Junte o tomate e o molho que ficou no grelhador à massa e envolva bem. 9. Corte o atum em tiras com cerca de um dedo de espessura e sirva com a massa.

Créditos: Dreitos Reservados

E

m janeiro trazemos uma receita saudável de peixe. Impressione com as cores e texturas deste atum grelhado com sementes. Levemente braseado, acompanha com massa e legumes, numa fusão de sabores completos. SERVE 6 PESSOAS TEMPO MÉDIO DE PREPARAÇÃO: 25 MINUTOS DIFICULDADE: MÉDIA INGREDIENTES • 3 c. sopa salsa picada • 3 c. sopa coentros picados • 1 c. café pimenta-de-caiena • 1 c. sopa sementes de sésamo • 1 c. sobremesa sementes de chia • 1 c. sopa azeite • ½ limão • 1 c. chá sal + 1 c. sopa • 600 g lombo de atum fresco (2 medalhões com 2 dedos de altura) • 500 g tagliatelle fresco • 300 g spaghetti courgette • 100 g rúcula selvagem • 100 g tomate cherry (vermelho e amarelo)


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AQUÁRIO

janeiro Horóscopo

Está a passar por um período de introspeção sentindo tendência para se isolar, procurando o seu auto-conhecimento. Os seus sentimentos, sensações e intuições estarão também mais aguçados, sendo capaz de rapidamente se aperceber daquilo que normalmente levaria algum tempo a racionalizar e compreender.

CAPRICÓRNIO

Poderá neste período sentir maior necessidade de olhar para si próprio de modo a descobrir aquilo de que realmente necessita para evoluir como pessoa. É uma altura propícia para começar algo de novo ou esclarecer situações que tem vindo a adiar. Poderá, através dos seus esforços, vir a ajudar um amigo íntimo.

SAGITÁRIO

C

omeçámos 2019 com uma previsão geral para janeiro. No dia 01, Marte deixa o último signo do círculo zodiacal, Peixes e começa sua caminhada através de Áries seu domicílio. Marte exaltado em Áries deixa-nos mais assertivos e agressivos, mais voltados para o cumprimento de metas e objetivos. Todos devemos tomar cuidados redobrados com provocações, que podem transformar-se com facilidade em brigas e discussões. Também no primeiro dia do mês e do ano, podemos contar com a deliciosa energia da união da Lua e Vênus em Escorpião, recebendo um ótimo aspeto de Marte, já nos primeiros graus de Áries, indicando um dia de romantismo e acolhimento, onde todos estaremos mais abertos para o amor e o afeto, além de estarmos mais ligados à sensualidade. Em contrapartida, o Sol une-se a Saturno e Plutão em Capricórnio, exigindo de todos nós maior seriedade e senso de responsabilidade em cada passo que dermos daqui para a frente. Estaremos todos mais fechados e comprometidos, tanto em questões que envolvem a vida pessoal quanto a profissional. No dia 05, a Lua começa um novo ciclo, entra na fase Nova no signo de Capricórnio, unida a Saturno e Plutão e em ótimo aspecto com Netuno, marcando o início de um período de aumento de responsabilidade, comprometimento e necessidade de seriedade em tudo o que nos propusermos, seja em um relacionamento pessoal, em uma sociedade, um novo emprego ou negócio. A vida vai cobrar maturidade. Este pode ser um período de criação de novas bases e estruturas na vida de todos nós. No mesmo dia 05, Mercúrio deixa Sagitário e começa a sua caminhada através de Capricórnio, aumentando ainda mais essa tendência. Estaremos mais fechados e introspetivos, mais voltados para o lado sério da vida. Os prazeres são deixados de lado por algumas semanas. No dia 07, Vênus deixa Escorpião e começa sua caminhada através de Sagitário, caminha na direção de Júpiter prometendo expansão e prazer nos relacionamentos. Todos estaremos mais abertos, receptivos e voltados para os divertimentos e amigos. Vênus em Sagitário deixa-nos mais expansivos e otimistas e renova a nossa fé na vida e nas pessoas. Sagitarianos e geminianos podem contar com novos relacionamentos, especialmente afetivos. Essa gostosa energia atravessa o mês e pode trazer muita alegria e satisfação nos relacionamentos em geral. No dia 10, Urano retoma o movimento direto em Áries e caminha na direção de Touro, onde vai permanecer durante aproximadamente 7 anos, trazendo mudanças importantes em investimentos e formas de ganharmos nosso dinheiro. No dia 20, o Sol deixa Capricórnio e começa sua caminhada através de Aquário e no dia 21, a Lua começa o novo ciclo em Aquário marcando o início de uma nova e gostosa fase de alegrias, mente aberta e progressiva, além da necessidade do novo em nossas vidas. O período, que dura aproximadamente três semanas, pode envolver novas ideias e negócios, novas amizades e necessidade de conhecimento. No dia 24, Mercúrio deixa Capricórnio e começa a caminhar através de Aquário, aumentando ainda mais nossa capacidade de avançarmos na direção de coisas novas nas nossas vidas. O conhecimento ganha força, assim como os estudos avançados na ciência e na tecnologia. Novas descobertas podem ser anunciadas nesse período que dura algumas semanas.

Poderá ter nesta altura boas ideias para melhorar a sua vida no campo material e financeiro. O aplauso dos outros relativamente ao que faz vai trazer-lhe segurança e estabilidade interior. Não deve querer possuir bens só para alimentar a sua vaidade. Aproveite esta situação favorável para presentear aqueles que ama.

ESCORPIÃO

Os amigos, os vizinhos, as suas relações mais próximas poderão estar este mês mais no centro das suas atenções. Sentirá uma maior clareza de ideias e poderá ver agora esclarecidas algumas dúvidas. É natural que sinta um maior desejo de expor os seus pontos de vista e comunicar mais abertamente.

BALANÇA

Durante este período sentirá a necessidade do conforto do lar e do apoio da família para recuperar das energias gastas no relacionamento com o mundo exterior. Será também uma boa altura para fazer um pouco de introspeção refletindo sobre as suas atitudes, sentimentos e emoções em relação aos outros.

VIRGEM

É possível que neste período se sinta bem no centro das atenções. O seu brilho, simpatia e boa disposição estão no auge, pelo que o relacionamento com os outros é-lhe especialmente favorável. Um relacionamento amoroso poderá surgir nesta altura. Não tenha receio de ser espontâneo na demonstração dos seus afetos.

LEÃO

Durante este período, em relação à sua vida pessoal, os seus pontos de vista podem estar distorcidos em relação á realidade. Se tiver problemas de saúde, sentimentais, psíquicos ou mesmo de negócios não hesite em consultar um especialista pois uma opinião de quem está de fora é normalmente mais isenta e abrangente.

CARANGUEJO

É uma fase em que vai prestar mais atenção ao efeito que tem sobre os outros. Poderá mesmo ter de recorrer à opinião deles para ultrapassar alguma contrariedade. Lembre-se de que duas cabeças sempre pensam melhor do que uma! Alguns problemas administrativos ou relacionados com a lei poderão surgir nesta altura.

GÉMEOS

Período propício ao recolhimento e introspeção. A compreensão lógica e racional das coisas não lhe basta, existe uma necessidade de sentir a vida com todas as suas emoções e a um nível mais profundo. Época de preocupações financeiras. Sociedades e negócios conjuntos poderão ocorrer tentando obter dos outros apoio monetário.

TOURO

Nesta fase procurará alargar os seus horizontes e fugir da rotina. A leitura e o estudo são uma boa opção. Se optar por fazer uma viagem escolha um destino que dê largas ao seu desejo de aventura. Bom período para desenvolver contactos com amigos, uma vez que a comunicação está facilitada nesta fase.

CARNEIRO

Nesta altura a sua carreira terá uma maior ênfase, aumentando ao mesmo tempo a sua notoriedade. As grandes decisões que tiver de tomar servirão para testar as suas capacidades no mundo do trabalho e dos negócios. Os seus contactos profissionais poderão permitir-lhe desenvolver relacionamentos de ordem afetiva.

PEIXES

No decorrer desta fase chegará à conclusão de que é mais proveitoso e útil obter a participação de terceiros nas decisões que tiver de tomar. Ouça com atenção os seus argumentos e depois, sem arrogância, contraponha ideias e formule opiniões. Da discussão surgirá a luz e acabará por dar uma nova dinâmica ao grupo.


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