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Revista Amar Novembro 2015

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PATROCINADOR

EDIÇÃO 1 • ANO I • $1.50 • MENSAL • NOVEMBRO

PÁG. 12 & 13

A história de Amor de

Sarah Pacheco novembro2015


Carta do Editor Foto: Direitos Reservados

A

Revista Amar terá uma presença mensal na Comunidade Portuguesa no Canadá, tendo como prioridade a relação entre Portugal e os seus espalhados pelo mundo. Este projeto pretende ganhar o seu espaço como revista de referência entre os “nossos”, sendo um meio informativo, educativo e de entretenimento sobre os mais variadíssimostemas de interesse para a Comunidade, mas também de diálogo e comunhão da diversidade, onde além da atualidade quotidiana, pretende igualmente dar conta dos assuntos e realidades não tão óbvios, e muitas vezes condenadas à invisibilidade por falta de agenda, conhecimento ou recursos dos seus protagonistas. Pretende também ser uma ferramenta de apoio aos empreendedores portugueses a residir no Canadá, divulgando e apoiando os seus projetos e, acima de tudo, ser um elo de ligação entre toda a comunidade lusitana. Numa época em que a imigração portuguesa no Canadá se encontra em mutação e diversificação, com a chegada avolumada de pessoas qualificadas a este país, as exigências dos portugueses no que toca a publicações atuais que possam ir de encontro às suas necessidades e gostos estão a aumentar, tornando-se imperativo apresentar um projeto novo, numa linguagem cuidada mas acessível, que não seja somente direcionada aos l uso-canadianos que já se encontram no país, mas também aos recém-chegados, que geralmente não se conseguem identificar com os meios de comunicação existentes. Este projeto resulta, essencialmente, da perceção de uma disparidade notória cada vez maior entre o Portugal de todos nós e uma comunidade, que pelas mais variadas razões, não consegue acompanhar as matrizes culturais e sociológicas da pátria. A Revista Amar não pretende, de forma alguma, renunciar às suas raízes socioculturais no Canadá, que foram construídas por homens

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e mulheres empreendedores que ao longo de tantas décadas escreveram um pouco de história lusitana neste país. Mas não podemos deixar de querer mais e melhor para nós. Não nos podemos aburguesar e acomodar a uma concepção de comunidade que julgamos já não representar um todo, e muito menos os recém-chegados. Devemos acompanhar o ciclo evolutivo e integrar-nos numa sociedade cada vez mais diversa, dinâmica e exigente. Este é um projeto ambicioso, desenvolvido por pessoas comuns, mas responsáveis, que partilham o desejo de criar uma revista inovadora que represente acima de tudo Portugal e se destine a uma comunidade cada vez mais atenta, entusiasta, exigente e contemporânea. Temos a convicção que o tempo se encarregará de trazer a experiência necessária ao melhoramento e desenvolvimento deste projeto, e esperamos muito sinceramente poder contar com o seu apoio, até porque este não é um projeto ou círculo fechado de colaboradores, mas um espaço sempre aberto a todo e qualquer entusiasta, dos quatro cantos do mundo, que partilhe dos mesmos objetivos e que esteja disposto a fazer a diferença e participar. Para esse efeito, disponibilizaremos um portal online, sob o endereço www.revistamar.com, que poderá ser utilizado como ponto de encontro entre os Portugueses no Canadá e no Mundo. Numa era em que cada vez mais as novas tecnologias dominam o nosso quotidiano, assume vital importância a disponibilização de ferramentas necessárias aos nossos subscritores e apoiantes para que possam encontrar os nossos conteúdos online. A utilização de uma plataforma digital, que permite a interação com os nossos visitantes, tem em vista a projeção alargada do nosso trabalho e, assim, o alcance de um público mais generalizado e abrangente. Os apoiantes e colaboradores podem ver divulgados os seus projetos, quer seja nos artigos publicados na edição impressa ou digital,

podendo também os subscritores deixar comentários nos artigos e notícias, tornado-o numa plataforma dinâmica. A Revista Amar pautar-se-á sempre pelos valores da neutralidade política e religiosa, liberdade, igualdade, diversidade, justiça, não discriminação de raça, género, sexualidade, credo ou etnia, em todo o seu trabalho. Porque tudo o que é novo, desconhecido e diferente, causa geralmente desconfiança, medo e estranheza, e porque, acima de tudo, o que é ambicioso agita geralmente os interesses dados como certos e adquiridos, estamos certos das dificuldades que nos esperam, mas estamos honestamente empenhados nesta missão. Sabemos ao que vimos, quem somos e o que queremos, porque este é um projeto feito com amor para todos nós. Não podíamos deixar de ter uma palavra de apreço para com os nossos patrocinadores, clientes, colaboradores e amigos, espalhados um pouco por todo o lado, que ao longo dos últimos meses foram incansáveis no apoio demonstrado ao projeto, sempre com uma palavra de força e esperança, tendo sido, sem dúvida, a força necessária para o podermos levar a bom porto. Para eles que acreditaram neste projeto incondicionalmente, o nosso bem-haja do fundo do coração. Sem nos queremos alongar muito mais, até porque como diria o poeta… “as palavras estão gastas”, esperamos que a Revista Amar seja do seu agrado. A partir de hoje, marcamos encontro consigo todos os meses, num qualquer cantinho Português perto de si. Revista Amar


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Carta de editor

5 voxpop

com Sara Pacheco

4

26 alzheimer

10 vamos falar

34 cinema

português

35 moda

12 cantinho

36 música

14 empreendedorismo

43 concursos

AJF Forming LTD.

CRISTINA A MORENA!

QUARESMA PAI outra vez

Foto: Direitos Reservados

português - Saudade

Foto: Direitos Reservados

Foto: Direitos Reservados

de portugal

Tempos atribulados em Inglaterra para MOURINHO

RITA regressa de férias de sonho na Tailândia

Foto: Direitos Reservados

A MAMÃ FIT de Portugal Foto: Direitos Reservados

Foto: Direitos Reservados

15 MINUTOS DE FAMA

Foto: Direitos Reservados

ÍNDICE

6 breve história

CLÁUDIA VIEIRA na estreia da coleção da Balmain em colaboração com a H&M, em Lisboa

18 à conversa

Finalmente o XX Governo Constitucional


VOX

pop Saímos à rua com perguntas à “nossa gente“ sobre os meios de comunicação existentes na comunidade portuguesa. Abaixo ficam os testemunhos dos inquiridos. PERGUNTAS: 1) Conhece alguma revista comunitária portuguesa em Toronto? 1.1) Se sim, o que pensa sobre a(s) mesma(s)?

2) O que acharia se houvesse uma revista comunitária portuguesa mensal, e que assuntos/temas gostaría de ver/ler? Por: Carmo Monteiro

Foto: R.A.

1. Não, não conheço.

MARIA CATARINO, 69 Cabeleireira, Toronto

2. Ai… eu achava ótimo! Eu gostava de ler sobre moda, culinária, novidades

1. Não.

Foto: R.A.

2. Acho que seria

MARLENE VIEIRA, 37 Agente de Viagens, Hamilton

maravilhoso, e gostava de ler sobre assuntos relacionados com Portugal e da comunidade

dos nossos artistas tanto de cá (Canadá) como de lá (Portugal), de tudo que as mulheres gostam… Enfim, um pouquinho de tudo.

portuguesa no Canadá, moda, cinema, música e que se desse destaque às senhoras empreendedoras da nossa comunidade daqui (Toronto).

EBELANTINA BORGES, 65 Doméstica, Toronto

1. Não.

Foto: R.A.

2. Acho que seria muito bom e gos-

taría de ler sobre culinária, moda e sobre assuntos daqui, da nossa comunidade de Toronto.

1. Sim, temos várias revistas comunitárias. Eu sei que temos a Etc & Tal, Wave, Faces, mas revista portuguesa só temos a Senso. Foto: R.A.

GRACE RESENDE SOARES, 64 Técnica de Farmacêutica, York

2. Acho que seria estupendo, até porque a comunidade é tão grande que era mesmo muito importante e bom que houvesse uma

revista só em português e os assuntos são muitos e variados, desde notícias, atualidades, entretenimento, palavras-cruzadas, assuntos de beleza… Em geral que tivesse de tudo um pouco para toda gente.

MANUEL FALCÃO PEREIRA, 70 Publicitário, Georgetown

1.1 Eu diria que a Senso é uma revista boa, com material muito bom, papel fantástico e é realmente uma revista bem elaborada e feita. 2. Bem, uma revista

portuguesa mensal seria muito bom, ok? Com repórteres portugueses e da comunidade, seria muito bom mesmo, não há duvida! Gostaria de ler algo além do que já vem sendo publicado nas outras revistas. Talvez sobre saúde, educação, cultura, turismo… portanto, assuntos educativos que são também muito importantes para os nossos leitores.

Foto: R.A.

Foto: R.A.

1. Não, não conheço nenhuma que saia com regularidade.

TONY DOMINGOS, 33 Agente Imobiliário, Etobicoke 1. Não, não conheço. 2. É uma ideia boa… E gostaría de ler sobre assuntos Económicos, um pouco de desporto, sobre coisas relacionadas com o que acontecem no Mundo.

HÉLDER FERREIRA, 37 Agente Imobiliário, Toronto 1. Não, Senhora. 2. Bem, eu acho que seria uma boa ideia, não é?! Eu gosto bastante de desporto, se calhar seria uma das coisas que eu gostaría de ler, e sei que, para as senhoras talvez as novelas ou qualquer coisa desse género.

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Portugal

N

a primeira edição da Revista Amar, não quisemos deixar de parte a nossa história. A alma do nosso povo. Por razões óbvias, não nos será possível explanar numa edição apenas, um passado com a riqueza como o nosso, mas sentimos que temos esta dívida de gratidão para com o País do nosso coração. Homenagem merecida para com o País de todos nós, que peca por singela. Portugal é um país europeu com cerca de 10 milhões de habitantes residentes e com cerca de 5 milhões de emigrantes espalhados pelo mundo. Portugal, como República Portuguesa, tem como moeda o Euro (€), que foi adotada a 1 de janeiro de 2000, resultante da sua participação na Comunidade Europeia, tendo utilizado o Escudo ($) anteriormente. A língua falada é o Português, tal como nas ex-colónias. Apesar de haver algumas diferenças no Português de Portugal e no das ex-colónias, ao longo dos séculos, tem-se tentado reduzir estas disparidades com a introdução dos “Acordos Ortográficos”

que, eventualmente, discutiremos mais ao pormenor no futuro. O território continental português encontra-se dividido em 18 distritos, e estende-se de Este a Oeste por cerca de 150 km e de Norte a Sul por cerca de 500 km. A Norte e a Este Portugal faz fronteira com a vizinha Espanha e a Sul e Oeste é banhado pelo Oceano Atlântico. Tendo como capital a cidade de Lisboa, Portugal também tem dois arquipélagos no Oceano Atlântico. O Arquipélago da Madeira que é constituído por duas ilhas principais, Madeira e Porto Santo, existindo ainda dois grupos de ilhas despovoadas, as Ilhas Desertas e as Ilhas Selvagens. Por sua vez, o Arquipélago dos Açores é constituído por nove ilhas divididas em três grupos; Grupo Ocidental - Corvo e Flores; Grupo Central - Faial, Graciosa, Pico, S. Jorge e Terceira; Grupo Oriental - Santa Maria e São Miguel. A costa portuguesa é extensa: tem 943 km em Portugal continental, 667 km nos Açores e 250 km na Madeira onde incluem

também as Ilhas Desertas, as Ilhas Selvagens e a Ilha de Porto Santo. O território continental português, em termos de clima, está sujeito a influências climatéricas diversas. No Verão o céu é limpo, a humidade é reduzida e as temperaturas sobem. No Outono o céu nublado predomina e as chuvas intensificam-se por longos períodos. No Inverno, as temperaturas baixam e o frio intensifica-se, principalmente no interior e Norte do país. A Sul o Inverno é curto e as temperaturas são mais altas do que no interior, isto devido ao clima mediterrânico. Nos Açores, o clima é ameno e as variações sazonais são mínimas, acentuando-se as precipitações ao longo de todo o ano, com ventos fortes e humidade elevada. Na Madeira, conhecida também como a Pérola do Atlântico, o clima é ameno, embora a precipitação se registe essencialmente no Inverno.

Breve História Portugal foi, e será sempre conhecido como um país de conquistadores. Após as ocupações e batalhas entre inúmeros povos, nomeadamente os Romanos, Bárbaros, Muçulmanos, entre muitos outros, surgiu em 1125 um jovem com apenas 14 anos de idade, que se forma cavaleiro e guerreiro independente. Esse jovem chamava-se Afonso Henriques. Em 1128, após ter vencido a Batalha de São Mamede (em Guimarães), Afonso Henriques declara o Condado Portucalense como Foto: Direitos Reservados principado independente. Com o passar do tempo foi travando batalhas contra a atual Espanha e contra os Muçulmanos. Em 1139 venceu os Mouros na Batalha de Ourique e nasceu o Reino de Portugal, sendo D. Afonso Henriques coroado como o Primeiro Rei de Portugal. Em 1143 é reconhecida a independência de Portugal por parte do rei de Castela, através do famoso tratado

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de Zamora. Portugal inicia a “Era dos Descobrimentos”, por volta do séc. XV, e conquista praças em África, como Ceuta vindo mais tarde a conquistar Alcácer Ceguer, Arzila, Tânger e posteriormente seguiam-se Safim, Mazagão e Azamor. A riqueza não parava de aumentar e as conquistas alastravam. Os portugueses descobrem a Madeira e descobrem os Açores. Mais tarde descobrem Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Angola e a Guiné. Em 1497, mais concretamente no dia 8 de junho, Vasco da Gama viria a iniciar a “Rota Comercial Marítima para a Índia” que se alastraria ao longo da Costa Africana até á Índia. Por sua vez, Cristóvão Colombo olhava para Oeste (as “Américas”). Foi então que em 1500, Pedro Álvares Cabral navegou até às Américas e descobriu o Brasil. Jorge Álvares chega á China em Foto: Direitos Reservados


Foto: Direitos Reservados

1514, e em 1543 Francisco Zeimoto, António Mota e António Peixoto chegam ao Japão. Nessa época, Portugal era uma potência mundial, beneficiando toda a Península Ibérica. Os portugueses importavam especiarias (coentros, gengibre, pimenta, caril, açafrão…), café, arroz, amendoins, ananás, milho, batata, tomate, ouro, diamantes, entre muitas outras coisas, sem esquecer o famoso Chá do Oriente que os Ingleses receberam e introduziram na sua cultura. Muitos destes produtos eram desconhecidos até então na Europa. Ao longo dos tempos, as principais colónias tornaram-se independentes e a 3 de outubro de 1910 implantava-se a República Portuguesa. Em 1928 António de Oliveira Salazar entrava para o Governo e com a sua mentalidade nacionalista e conservadora, rejeitava o comunismo e o liberalismo económico e político. Todos os partidos políticos, exceto o “Partido Comunista Português” desapareceram. A censura instalou-se e as greves eram proibidas. Os dirigentes políticos eram perseguidos pela PIDE (polícia politica). No dia 25 de abril de 1974, deu-se o golpe de estado mais bem-sucedido da história – “A Revolução dos Cravos”. O exército português e os portugueses

em geral revoltaram-se. Quando os soldados saíram às ruas alguém começou a distribuir cravos vermelhos pelos soldados. Cada soldado colocou um cravo vermelho no cano da espingarda. Mas… como é que as tropas souberam do momento ideal para entrar em ação? Tudo vinha a ser planeado desde algum tempo e a chave de tudo foi um sinal dado na rádio através de uma senha, que não era nada mais, nada

menos do que uma música de “Zeca Afonso” – “Grândola Vila Morena”. As tropas estavam em marcha e o povo saía à rua. Estava instalada a liberdade em Portugal. Portugal é um país acolhedor com paisagens deslumbrantes e uma gastronomia única. Pessoas afáveis, paz, aventura, alegria, conforto, boa comida, vinho e beleza natural são alguns do atributos deste jardinzinho plantado à beira mar.

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&TRADIÇÕES

COSTUMES

S

ão Martinho, ou também conhecido por Martinho de Tours, nasceu em cerca de 316 na antiga cidade de Savaria na Panónia, uma antiga província na fronteira do Império Romano, na atual Hungria. Pensa-se ter sido de um comandante romano, cresceu na região de Pavia, em Itália, no seio de uma família pagã. Criado para seguir a carreira militar, foi convocado para o exército romano quando tinha quinze anos, viajando por todo o Império Romano do Ocidente. Foi na adolescência que Martinho descobriu o Cristianismo, apesar da educação pagã que recebeu. Mas foi só mais tarde, em 356, depois de ter abandonado o exército que foi batizado. Tornou-se discípulo de Santo Hilário, bispo de Poitiers (na zona oeste da atual França), que o ordenou diácono e presbítero, regressando de seguida a Panónia, onde converteu a mãe. Mudou-se depois para Milão, de onde terá sido expulso juntamente com San-

Foto: Direitos Reservados

A história do São Martinho

to Hilário. Isolado, terá passado algum tempo na ilha da Galinária, ao largo da costa italiana. De volta à Gália, foi perto de Poitiers que fundou o mais antigo mosteiro conhecido na Europa, na região de Ligugé. Conhecido pelos seus milagres, o santo atraía multidões. Foi ordenado bispo de Tours em 371 e fundou o Mosteiro de Marmoutier, na margem do rio Loire, onde vivia na reclusão. Pregador incansável, foi também o fundador das primeiras igrejas rurais na região da Gália, onde atendia tanto ricos como pobres. Morreu a oito de novembro de 397 em Candes e foi sepultado a onze de novembro em Tours, local de intensa peregrinação desde o século V. É no dia onze de novembro, data em que foi sepultado em Tours, três dias depois de ter morrido em Candes, que se comemora o dia que lhe é dedicado. Acredita-se que, na véspera e no dia das comemorações, o tempo melhora e o sol aparece. O acontecimento é conhecido pelo “verão de São Martinho”.

AS TRADIÇÕES DO DIA DE SÃO MARTINHO Este dia de São Martinho é festejado um pouco por toda a Europa, mas as celebrações variam de país para país. Em Portugal é tradição fazer-se um grande magusto, beber-se água-pé e jeropiga. Esta é também uma altura em que se prova o vinho novo, produzido com a colheita desse ano. Como diz o ditado popular, “no dia de São Martinho, vai à adega e prova o vinho”. De acordo com alguns historiadores, a realização dos magustos remonta a uma antiga tradição de comemoração do Dia de Todos os Santos, onde se acendiam fogueiras e se assavam castanhas. Em outros países, como na Alemanha, acendem-se fogueiras e fazem-se procissões, e em Espanha matam-se porcos, tradição que deu origem ao ditado popular “a cada cerdo le llega su San Martín” (“cada porco tem o seu São Martinho”). Também no Reino Unido existe a expressão “verão de São Martinho” que, apesar de já raramente utilizada, está também ligada com a crença de que o tempo melhora nos dias que antecedem o feriado PROVÉRBIOS - No dia de S. Martinho vai-se à adega e prova-se o vinho. - No dia de S. Martinho, lume, castanhas e vinho. MAGUSTO O Magusto é a festa em que se assam as castanhas (fruto que se colhe nesta altura) e se convive com outras pessoas. Tem a ver com o momento em que, depois das vindimas, nos meses de Setembro e Outubro, o vinho está pronto e se prova.

REMEMBRANCE DAY Dia da Lembrança

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ma vez por ano, O Remembrance Day, também chamado de Poppy Day, é celebrado a 11 de novembro e é uma homenagem aos sacrifícios dos soldados na Primeira Grande Guerra. Esta data é também celebrada no Canadá e em outros países que fazem parte da Comunidade das Nações (Commonwealth). O dia 11 de novembro de 1918 foi o fim oficial da Primeira Grande Guerra, o Dia do Armistício. A Alemanha levantou a bandeira branca na “décima primeira hora do décimo primeiro dia do décimo primeiro mês”, expressão (no seu original “the 11th hour of the 11th day of

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the 11th month“) que se tornou um ícone do acontecimento, e que dá origem a que em geral toda a gente cumpra dois minutos de silêncio no dia 11 de novembro pelas 11 horas da manhã. No ano seguinte, a 11 de novembro de 1918, o rei George V da Inglaterra decidiu que a data seria celebrada no futuro com homenagem aos soldados mortos durante a guerra. O símbolo do Remembrance Day é a poppy, ou “papoila” em bom português. Agora já sabe por que muitos canadianos têm uma papoila, poppy, presa na lapela durante o mês de novembro.


Sugestões de Leitura Fonte Porto Editora

LITE

Romance

sta é uma questão que diariamente me corrói a alma. Torna-se cada vez mais difícil estimular o gosto pelo livro e pela leitura nos nossos jovens. O rápido desenvolvimento das novas tecnologias de informação e comunicação deslumbrou de tal forma os jovens que passaram a dedicar grande parte do seu tempo à internet. No entanto, motivar para o hábito de leitura continua a ser um dos principais objetivos das escolas e de outras instituições. Salienta-se, também, o papel dos pais, é importante compreender que o prazer pela leitura tem que ser transmitido durante a infância pelos pais, para que os hábitos e as competências se tornem mais fortes nesta faixa etária. Todos sabemos que a leitura é uma atividade que pode ser considerada como uma necessidade básica, um dever ou um passatempo. A prática da leitura possui duas vertentes: a pedagógica e a lúdica. A parte pedagógica transporta-nos para o contexto escolar, afinal é através do livro e da leitura que aprendemos a ler, a escrever, a contar, a pensar e a adquirir conhecimentos. Quem não lê não pode progredir ao nível intelectual, lin-

Sandra Neiva

guístico, social e cultural. Por sua vez, a vertente lúdica leva o leitor a viajar por mundos desconhecidos, a voar nas asas do tempo, a rir, a chorar, a sentir medo ou prazer. A leitura é assim considerada uma diversão ou um escape. Muitos jovens abandonam a leitura nesta fase das suas vidas, porque associam-na ao estudo passando a considerá-la como um aborrecimento, um dever e uma obrigação. É precisamente nesta fase que deve existir uma intervenção conjunta entre escola e pais, urge transmitir aos jovens que podem sentir prazer na leitura, que é fulcral descobrirem os temas de interesse pessoal, que existem imensas tipologias literárias e que podem até aliar a tecnologia à leitura, tornando-se numa dupla inseparável. Resumindo, o hábito de leitura deve ser iniciado em casa e durante a infância e deve perdurar ao longo das várias etapas da vida. O livro deve tornar-se no amigo, no companheiro que lhe é fiel e que está sempre disponível para ajudar, através das suas sábias palavras, dos seus segredos, dos seus esconderijos que permitem ao jovem fugir à realidade.. Ler faz bem à alma!

Foto: Direitos Reservados

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LIVROS?

A Paixão do Conde de Fróis de Mário de Carvalho

Ano de edição ou reimpressão: 2015 Editora: Porto Editora Idioma: Português Sinopse Século XVIII. Reina D. José, governa o Marquês de Pombal. O irrequieto conde de Fróis é desterrado para a longínqua praça de S. Gens. Declara-se a guerra entre Portugal e os exércitos coligados de Espanha e França. O jovem conde tudo fará para defender a insignificante fortaleza, indo muito para além do que lhe é exigível. Instala-se uma guerra de cerco feroz e movimentada, com grande aparato e violência. Mas a vontade popular é fátua e inconstante. E até os mais próximos e insuspeitos optam pela sua conveniência pessoal. Em todas as muralhas há uma porta da traição.

Infantil

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O que será dos

Foto: Direitos Reservados

ratura

O Capuchinho Vermelho no Século XXI

de Luísa Ducla Soares Ano de edição ou reimpressão: 2015 Editora: Porto Editora Idioma: Português Ilustrador: Maria João Lopes Sinopse Todos conhecem a história da Menina do Capuchinho Vermelho, uma famosa história parada no tempo. Mas, como seria se a Menina saltasse do seu livro antigo para os dias de hoje? Desmaiava de espanto? Entusiasmava-se com o mundo atual? Encontraria algum lobo? Se querem saber, façam com ela essa viagem.

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VAMOS

FALAR

Q

Português

Falsos Amigos

uem faz a língua são as pessoas que a falam. Como organismo vivo que é, uma língua está em permanente mudança. Quando em contacto com outras línguas e culturas, acaba por absorver características dessas mesmas culturas, criando algo novo, sejam expressões, palavras ou o simples sotaque. Não diria, que no caso dos imigrantes portugueses no Canadá, se possa considerar haver uma mudança da língua portuguesa mas haverá, com certeza, uma ramificação, um “calão” característico. A comunidade portuguesa é enorme, e composta por gente de todas as regiões portuguesas. Ora se dentro de Portugal, variando a região, variam as expressões e o sotaque, o que acontecerá se juntarmos pessoas de origens regionais diferentes num local onde se fala uma língua estrangeira? As pessoas influenciam-se, e são influenciadas pelo ambiente que as rodeia. Criam-se novas expressões, novas palavras, novas formas de falar que as pessoas reconhecem e acabam por usar, quase inconscientemente, dando como corretas, uma vez que toda a gente se entende, mas sendo, para efeitos oficiais, características de um português mal falado. Torna-se portanto importante, consciencializar as pessoas que muitas expressões que usam diariamente são erradas, e relembrá-las como se diz num português correto. Existem os “falsos amigos”, que são palavras de línguas diferentes que se assemelham na sonoridade mas diferem, contudo, no significado. Um ofício, é a arte de fazer algo. O ofício de um padeiro é fazer o pão, tal como o ofício de um carpinteiro, é trabalhar a madeira. Do inglês “office”, a tradução correta será escritório. Eu poderei dizer, corretamente, que tenho que ir ao escritório tratar da papelada. O apontamento, é o resultado da ação de apontar algo por escrito, para conservar determinada informação. Uma marcação poderá ser a combinação entre dois ou mais indivíduos, para se encontraram em determinado local, a determinada hora. O que em inglês se diz, “appointment”. Deve-se, portanto, dizer que se tem uma marcação no médico e não um apontamento. Suportar, por sua vez, é sinónimo de aguentar. Ou seja, eu ontem ajudei o meu irmão a transportar um móvel para o quarto dele mas quem su-

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portou o peso todo fui eu. É erróneo dizer que eu suportei um amigo meu, num grande momento de aflição. Talvez seja melhor dizer que o apoiei. O que em inglês se diz “support”. Existe também, o caso do vencimento, que em português poderá ter vários significados, como o ato de vencer ou ser vencido, o término de um prazo ou o ordenado, salário. Não significa, porém, em caso algum, cave. Eu posso ter o vinho a ferver na cave mas não estará, certamente, a ferver no vencimento. Por último, é também frequente ouvir-se, a palavra bossa. A bossa, faz parte da anatomia de alguns animais como o camelo. As pessoas poderão, eventualmente, ter um chefe ou patrão, que se diz em inglês, “boss”. “Falsos amigos” à parte, é também costume, ouvirem-se verbos ingleses com terminações portuguesas. Por exemplo, “parkar” que vem do verbo “to park” que significa estacionar ou frisar aplicado como congelar, inspirado pelo verbo “to freeze”. Ás vezes, usam-se traduções literais, que levam ao erro como é o caso do “trazer para trás”. É verdade que em inglês se diz, “to bring back”, porém em português, é prefe-

rível dizer-se, trazer de volta. Ás vezes, eu gosto de tomar café. Outras vezes gosto de o beber. Mas não me convidem para ter um café, a não ser que me convidem em inglês. Nesse caso podem simplesmente perguntar, “do you want to have a cup of coffee?”. Nesta história das mutações linguísticas, às vezes não queremos usar “falsos amigos”, nem conjugar verbos com terminações portuguesas, nem sequer fazer traduções literais. Às vezes as saudades de Portugal batem tão forte, que só queremos mesmo acrescentar e mudar, uma letra ou duas, a determinadas palavras. Tudo para que soem um pouco mais portuguesas ao nosso ouvido. Facilita a memória e aconchega o coração. Como por exemplo, a “jacketa” (jacket/casaco), a “closeta” (closet/roupeiro ou armário) e o meu preferido, o “dom peimento” (down payment/entrada). Haverão muitos outros exemplos, de todos estes casos mas ou me escapam à memória, ou não tive ainda, o privilégio de os ouvir.

PADRÃO DOS DESCOBRIMENTOS, LISBOA - PORTUGAL

Gonçalo Baptista

Foto: Direitos Reservados


O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO DA LINGUA PORTUGUESA NOTA DO AUTOR

POR ANTÓNIO SILVA*

Este artigo resulta de uma pesquisa levada a cabo pelo autor para apresentação a outros profissionais, no âmbito do seu serviço, uma vez que o mesmo se aplica ao Governo Português e a todos os serviços, organismos e entidades na dependência do Governo, desde 01 de janeiro de 2012. Não tendo formação específica na área da língua portuguesa, e sendo apenas alguém que gosta de estar informado e de partilhar com os outros os seus conhecimentos e aprendizagens, pede-se atenção para o seguinte: não se pretende com este artigo emitir opinião, pró ou contra o Acordo Ortográfico; este artigo não dispensa a consulta mais aprofundada de outros documentos. Espera-se que no final se tenha contribuído para que os leitores fiquem mais e melhor informados sobre esta problemática.

blica de 16 de maio de 2008 e ratificado por Decreto do Presidente da República de 21 julho do mesmo ano. Depósito dos instrumentos de ratificação do AO: - Brasil e Cabo Verde – 12/06/2006; - São Tomé e Príncipe – 06/12/2006; - Portugal – 13/05/2009.

UM POUCO DE HISTÓRIA A questão da unificação ortográfica da língua portuguesa arrasta-se desde 1911, data em que foi adotada em Portugal a 1.ª grande reforma ortográfica. A partir de um decreto de 12 de setembro de 1911, deixou de escrever-se, por exemplo: Phosphoro; Affirmar; Prohibido; Epocha; Lagryma; Castello; Typo; Anno; Archeologico; Hypothese; Emquanto, etc. Durante todo o século XX foram várias as tentativas, entre Portugal e o Brasil, para se chegar a uma ortografia comum. Essas tentativas ocorreram em 1931, 1943, 1945, 1971/1973, 1986 e 1990. Nas duas últimas tentativas já participaram os novos países africanos de expressão portuguesa. O novo Acordo Ortográfico (AO) foi preparado por delegações da Academia das Ciências de Lisboa, da Academia Brasileira de Letras e dos cinco países africanos lusófonos: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. Foi aprovado politicamente pelos ministros ou secretários de estado da cultura dos sete países, numa reunião efetuada em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990. Devia ser posteriormente ratificado por todos os parlamentos para poder entrar em vigor em 01 de janeiro de 1994. Porém, só Portugal, Brasil e Cabo Verde o ratificaram. Em julho de 2004, numa reunião da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e já com a participação de Timor-Leste, foi aprovado, por unanimidade, um protocolo modificativo do AO, segundo o qual este entraria em vigor, desde que ratificado por apenas três países e estabelecia o prazo limite de seis anos após o depósito do instrumento de ratificação, para se conformar a ortografia em todos os atos, normas, orientações, documentos… O protocolo modificativo do AO foi aprovado por Resolução da Assembleia da Repú-

PRINCIPAIS ALTERAÇÕES O AO só estabelece a grafia de palavras (a forma como se escrevem). Não muda pronúncias ou significados, não cria nem elimina palavras. O AO não unifica totalmente a ortografia da língua. Faz a unificação possível, uma vez que, como vamos ver, continuam a existir palavras com dupla grafia. O QUE MUDA ENTÃO? 1. ALFABETO 2. INICIAL MAIÚSCULA/ MINÚSCULA 3. CÊS e PÊS 4. USO DO HÍFEN 5. ACENTUAÇÃO 1. ALFABETO O alfabeto português passa a contar com vinte e seis letras (maiúsculas e minúsculas), pela introdução de K, W e Y; A, B, C, D, E, F, G, H, I, J, K (capa ou cá), L, M, N, O, P, Q, R, S, T, U, V, W (dáblio), X, Y (ípsilon), Z; Além destas letras, usam-se: ç, rr, ss, ch, lh, nh, gu e qu; A introdução do k, do w e do y não aumenta o seu uso. Por exemplo, kilograma ou kilo não passam a ortografias corretas, apesar de kg ser a sua abreviatura. As três letras (K, W, Y) usam-se nos seguintes casos: • Nomes próprios originários de outras línguas e seus derivados, como Kant, kantismo, Byron, byroniano, Darwin e darwinismo; • Nomes de lugares originários de outras línguas e seus derivados, como Malawi, malawiano, Kuwait e kuwaitiano; • Unidades monetárias: kina, kwanza, won, yuan; • Siglas, símbolos e abreviaturas de uso internacional, como KLM, kg, km, yd (jarda), W (oeste, watt) e WC; • Desportos e desportistas: windsurfe, windsurfista; • Termos de outras línguas de uso corrente, como kit e software. CONTINUA NA PRÓXIMA EDIÇÃO

Ortografia A ortografia da língua portuguesa é determinada por normas legais, muito ultimamente discutidas devido à entrada em vigor do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Mas, independentemente do acordo, algumas dúvidas persistem no discurso diário dos lusófonos, algumas práticas, quer pela força do uso, quer por falta de esclarecimento, insistem em reaparecer. A presente crónica pretende relembrar algumas regras gramaticais, escrutinar algumas alterações resultantes da entrada em vigor do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa e esclarecer algumas dúvidas de uso corrente, tais como a forma correta de escrever alguma palavra ou expressão ou a confusão entre palavras que se escrevem de forma semelhante. Para começar vamos esclarecer uma dúvida corrente no português escrito, uma vez que falado o som é igual. Qual a diferença entre: com tudo ou contudo. A expressão “com tudo” é constituída pela preposição “com” e pelo pronome invariável “tudo” e é equivalente a “com todas as coisas”. Podemos usar esta expressão no seguinte contexto: Estadia de sete noites com tudo incluído. Por sua vez, “contudo” é uma conjunção equivalente a “mas”, “porém”, “todavia” ou “no entanto”, podendo ser substituída por qualquer uma destas palavras, sem que se perca o sentido da frase proferida. Podemos usar esta conjunção no seguinte contexto: Eu comprei os livros, contudo não os trouxe comigo. Boas leituras e boa escrita… em português!

SUZI SILVA LQA - Técnica de ensaios linguísticos

* Info contato: ss.65@hotmail.com

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CANTI

NHO

português

Por: Carlos Monteiro / Fotos: Revista Amar

SAUDADE

Portugal mais perto

O interior eclético da loja

A

loja Saudade, como símbolo da divulgação da qualidade e talento português, merece destaque nesta edição da Revista Amar. Este cantinho português, situado no coração de “Little Portugal”, mais concretamente no 1191 da Dundas Street West em Toronto, é um sonho tornado realidade para Nancy Christiny Capela Fernandes, que uniu esforços à amiga de infância Maria Conceição Nogueira de Freitas, para comercializarem e promoverem artigos de excelência lusos deste lado do Atlântico. Foi com muito prazer que estivemos à conversa com Nancy e Connie, como gostam de ser tratadas, que apesar das suas vidas familiares e profissionais, professora e advogada respetivamente, conseguiram em maio deste ano concretizar um sonho de longa data e que tanto tem dado que falar na imprensa escrita de língua inglesa no Canadá. Os artigos publicados ultimamente nas revistas e jornais canadianos, onde se destacam entre outras a House & Home e, mais recentemente, o Globe and Mail, têm levado o nome da loja Saudade e de Portugal a um mercado diversificado e não somente o de expressão portuguesa. “É muito importante para nós que as pessoas que não têm origens portuguesas saibam que Portugal tem talento em tudo… obviamente que queremos ter sucesso, mas ver o nome e produtos portugueses nestas publicações é muito mais importante que a loja Saudade.” – Nancy Fernandes

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Estas duas amigas, Connie nascida em Portugal e Nancy, luso-descendente, desde sempre mostraram a sua ligação a Portugal, quer pelas visitas assíduas ao nosso país, quer pelo respeito que têm pela comunidade portuguesa no Canadá e na disponibilidade que sempre mostraram, principalmente através das suas atividades profissionais, na luta pela igualdade e na divulgação das nossas raízes e tradições. Sempre consideraram que a transmissão da nossa cultura e do nosso legado é extremamente importante para o desenvolvimento dos nossos jovens, que apesar de se encontrarem a residir num país diferente, se devem sempre orgulhar das suas raízes e servirem-se desse orgulho para lutarem todos os dias e terem sucesso na vida. Na conversa afável que tivemos com estas duas portuguesas inovadoras, é difícil não nos deixarmos levar pela paixão como descrevem o seu projeto, sentimento este que está bem patente na loja Saudade, onde com simplicidade e delicadeza se respira o nome de Portugal. As belas cerâmicas que ornamentam o chão e a distribuição dos mais variados artigos de origem nacional, facilmente nos transportam para memórias de tempos idos que para sempre guardarão um lugar especial no coração de todos nós. Saudade era a única palavra que incorporaria o espírito da loja e o sentimento que ambas pretendem partilhar. “Os nossos produtos são única e exclusivamente portugueses e o nome tinha de ser úni-

Connie de Freitas e Nancy Fernandes co também. Tinha de refletir o espírito da loja. A palavra tinha de ser requintada e refletir a maneira de estar portuguesa. Não há outra palavra que possa fazer isso…” – Connie de Freitas Nancy Fernandes, não escondeu a sua emoção quando abordado o tema de como surgiu a ideia para a loja Saudade, lembrando histórias de viagens a países como o Japão e Camboja, onde sentiu muitas vezes o orgulho de ser portuguesa, quando confrontada com produtos nacionais ou arte e cultura de autores portugueses. Estas e outras viagens foram decisivas no afeto que sente pelo seu país natal, levando-a inclusivamente a colecionar artigos desde muito jovem, que deliciavam os seus colegas na universidade, amigos e conhecidos quando


visitavam a sua casa ou na escola onde trabalhava. Estas experiências enriquecedoras, adquiridas ao longo dos anos, transparece no espaço português Saudade, onde muitas das pessoas conseguem rapidamente criar uma ligação muito pessoal com muitos dos objetos expostos. A loja orgulha-se de ter uma mescla quase perfeita entre artigos emblemáticos que exaltam a alma lusitana, com artigos de última geração, de fabricantes Portugueses, mas também de luso-descendentes a residir no Canadá, ajudando assim na promoção de jovens talentos e dos seus produtos. Artigos como a lendária pasta dentífrica Couto, os famosos capotes alentejanos, produtos em cerâmica, porcelana, cortiça, rendas e lanifícios têm lugar de destaque nesta superfície comercial, sendo harmoniosamente acompanhados com obras literárias e artísticas de autores portugueses. Produtos de marcas conhecidas como Vista Alegre, Bordalo Pinheiro, Margarida Gorgulho, Margarida Fernandes, Ideal & Cº, Castelbel, Cork Design, Toyno, Antiga Barbearia de Bairro, B. Sousa Dias, Toino Abel, Anna Westerlund, Loretto e muitas outras são um grande motivo de orgulho para estas duas portuguesas, que não querem parar por aqui. Pretendem continuar à procura de produtos nacionais que se enquadrem no seu modelo de negócio e assim, dar seguimento à missão a que se propuseram no início deste projeto, com um espaço que marca a diferença pela excelência dos produtos lusos. Para a época natalícia que se avizinha, por exemplo, vão ter os típicos presépios portugueses e uma grande diversidade de artigos de decoração, a que se juntam alguns cabazes e promoções especialmente criados para esta altura do ano. Lamentam contudo, o facto da importação de artigos portugueses

não ser fácil, quer pelos impostos a que estão sujeitos aqui no Canadá, como também a burocracia em Portugal, tornando todo o processo muito complicado e dispendioso. Admitem que no início não estavam a contar com tantas dificuldades, mas que tal nunca as fez desistir, e dizem ser um processo de aprendizagem. “O nosso primeiro contentor de produtos importados de Portugal tinha artigos de 42 fabricantes e fornecedores diferentes. Nunca até hoje isto tinha sido feito aqui.” – Nancy Fernandes O seu espaço comercial acaba por representar um pouco o que o país é. Um país pequeno, mas com muitos produtos, qualidade e talento. “Nós queremos partilhar isso”, dizem. Referem ainda que foi criada uma relação comercial muito positiva com os fabricantes e fornecedores, que estão cientes das dificuldades na importação dos seus produtos, e que recentemente se mostram disponíveis para as ajudar e facilitar no que for possível. Nesta fase do negócio, referem que são os artistas portugueses do outro lado do Atlântico que as contactam para promover os seus produtos, o que é motivo de grande orgulho e um sentimento de missão cumprida. Ficamos com a sensação, à hora em que escrevemos estas palavras, que muito fica por contar, tal a paixão, simpatia, abertura e disponibilidade demonstradas por esta dupla portuguesa. Fica a promessa, até porque comungamos de muitos dos seus ideais, de voltar no futuro, quem sabe, para uma conversa mais alargada, em que quereremos saber mais sobre si e partilhar as suas histórias de vida, que são seguramente ricas e valiosas para todos os portugueses. Partimos, por agora… com Saudade!

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EMPREEN dedorismo

O

apoio ao empreendedorismo lusitano no Canadá e a publicação das suas atividades, independentemente da sua dimensão, é uma das motivações da Revista Amar. Não só pela merecida oportunidade de divulgação do seu trabalho, mas também pelas suas histórias de vida e de perseverança, que devem ser passadas para todos aqueles que chegam a um país novo, enfrentando por vezes dificuldades enormes de adaptação, e também aos que procuram um pouco de inspiração e força de vontade para aproveitarem as poucas oportunidades que ao longo da vida vão fugazmente aparecendo. Na edição do mês de novembro, fomos ao encontro da AFJ Forming LTD, empresa que se dedica sobretudo á construção de fundações e alicerces em betão (“forming”), para saber como tudo começou, onde se encontra e quais os planos para o futuro. A Empresa e o início A AFJ Forming LTD é liderada por dois familiares, João Silva e António da Silva, originários do distrito de Braga em Portugal, que na década de 80 decidiram fazer as malas e embarcar nesta aventura chamada Canadá. Como muito dos portugueses chegados a este país, decidiram dedicar-se à conCOMERCIAL • RESIDENCIAL strução civil e• INDUSTRIAL foi esse mesmo ramo que alguns anos mais tarde, mais concretamente em 2002, lhes deu a oportunidade de poderem começar uma nova etapa nas suas vidas. Oportunidade esta, que segun-

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Escritório: (416) 537-7431 • Fax: (416) 537-0057

Tel.: (416) 891-5781

E-mail: afjfforming@bellnet.ca

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do referem, apareceu um pouco acidentalmente e porque uma outra empresa não estaria disponível para fazer o trabalho. António e João, então trabalhadores de “forming” em empresas diferentes, foram confrontados com a possibilidade de unirem esforços e completarem um trabalho que o empreiteiro precisava terminado. A oportunidade não foi desperdiçada, e lembram que apesar de todos obstáculos inerentes ao começo de um atividade por conta própria, nunca baixaram os braços, e logo, surgiram outros projetos que foram ajudando a cimentar o trilho que a AFJ haveria de percorrer nos anos seguintes. Quando questionados sobre o início desta jornada, e o que guardam dos tempos em que começaram, não podemos deixar de registar que mencionaram ter começado apenas com 3 homens e com um atrelado, que servia para transportar todos as suas ferramentas e muitas das vezes até algum material que fosse preciso. Como em muitos outros casos, a persistência eventualmente trouxe os seus frutos, e dizem que foi a determinação que os trouxe até aos dias de hoje. O presente Volvidos 13 anos, e depois de muita tenacidade no cumprimento dos objetivos a que propuseram, a AFJ Forming LTD conta hoje com um escritório e instalações de apoio no 53 da Sheffield Street em North York, e possui um leque variado de ferramentas e maquinaria que permite de uma forma mais rápida e facilitada, auxiliar o trabalho exigente dos cerca de 20 funcionários que trabalham a tempo inteiro para a empresa. António e João reconhecem que entre os anos de 2002 e 2009 foi extremamente difícil para a empresa, e foi nos últimos anos que a empresa decisivamente deu os passos necessários à consolidação do negócio. Depois de 2009, com o aumento procura de habitação e construção no centro da cidade e autorização por parte da Câmara de Toronto, para finalmente se renovarem alguns prédios e casas velhas e deterioradas da zona urbana, permitiu que a AFJ pudesse implantar-se num mercado onde se sentem mais à vontade, e que é a de construção de casas personalizadas (“custom houses”). Apesar de também fazerem trabalhos para os ramos comerciais e industrial, é na construção residencial que encontram o seu meio favorável, sendo

que a maioria dos seus clientes não tem qualquer ligação com Portugal. Dizem ser apenas 5% os clientes com descendência portuguesa. Governo, Migração e Evolução João Silva e António da Silva acham que, apesar das últimas noticias que o Canadá poderia estar em recessão e das recentes mudanças nos comandos do país, a AFJ tem um futuro promissor, e que o facto de haver um governo liberal ou conservador, não vai alterar em nada a maneira de estar da empresa, que necessita de empenho constante e dedicação para com os seus clientes, cada vez mais exigentes e seletivos. Sentem que o mercado da construção civil está saudável e não têm sentido qualquer impacto no seu negócio nos últimos trimestres. Em relação à nova onda de jovens portugueses que entram neste país têm uma palavra de esperança e dizem que entendem as suas dificuldades mas num país como o Canadá, em que geralmente, os recém-chegados, se inserem no mercado de trabalho por via da construção, é necessário ter muita força de vontade e estar disposto a enfrentar situações difíceis. Acham que infelizmente a vaga de falta de pessoas qualidades e com vontade de vencer num mundo agressivo como o da construção, também se verifica nos portugueses que recentemente têm vindo para o Canadá.


Fotos: Direitos Reservados

Infelizmente a maioria não tem o que é preciso para vingar no ramo da construção civil, ramo este muito particular e que necessita de empenho e muita vontade de vencer. Este facto não se aplica somente aos portugueses que tentam a sua sorte no Canadá, mas também aos jovens canadianos que procuram, cada vez mais áreas diferentes para desenvolverem as suas qualidades. Sentem que os anteriores governos, ao tentarem procurar apenas imigração qualificada, ajudou á criação atual em que se sente falta de mão-de-obra capaz para fazer face aos desafios dos próximos anos, sendo a construção civil um dos motores principais da economia canadiana. Família e Portugal A família tem um lugar muito especial na vida destes dois empreendedores do Norte de Portugal, mas que por essa razão, são deixados à margem dos negócios. Dizem que se o trabalho entrar em casa que vai, mais cedo ou mais tarde, causar chatices. Apesarem de serem fundamentais nas suas vidas, não podem deixar que o trabalho afete os seus familiares. Trabalho é trabalho, família é família e lazer é lazer. Não há que misturar as coisas. Relativamente ao país que os viu nascer, dizem guardá-lo no coração, mas que não têm quaisquer planos no imediato de regressarem. Como qualquer português, gostam de visitar os familiares regularmente e sempre que podem, mas que por variadíssimas razões não pensam em regressar no futuro próximo. António com 2 filhos, com 11 e 13 anos de idade e João com 1 filha de 22 anos, dizem sempre se terem esforçado por passar o legado da língua de Camões aos seus filhos e que, obviamente, em casa se fala português. Também eles e respetivas esposas, apesar de terem um carinho muito especial por Portugal, não pensam em regressar, até porque as condições socioeconómicas do país nos últimos anos tem deixado muito a desejar. O futuro Dizem que não teriam mudado em nada a maneira como foram desenvolvendo o seu negócio e, acham manifestamente, nos dias de hoje haver mais facilidades do que havia no final do século passado, quando decidiram abraçar este projeto, e que têm

a determinação necessária para vencer no futuro. A AFJ Forming LTD tem nos últimos anos demonstrado uma vitalidade que se espera continue por muitos anos, e sem dúvida que o papel assumido por João Silva e António da Silva, e a maneira aguerrida com que enfrentam o dia-a-dia os fará crescer ainda mais. Não escondem que batalham todos os dias da mesma maneira para que a empresa tenha sucesso e dizem tentar acompanhar a evolução, quer em termos de maneira de estar no mercado da construção civil, como também na área das novas tecnologias que têm vindo a desenvolver ferramentas e materiais que aumentam a produtividade e rendimento do seu negócio. Acham que a economia canadiana se apresenta estável para as empresas de construção civil e que não se esperam grandes sobressaltos nos anos que se seguem. Deixam uma palavra para todos os portugueses que estão a chegar ao Canadá, dizendo apenas que tudo neste país se faz com força do trabalho, e que da mesma forma que se vê muita gente que chega e vai embora poucos dias depois, também há alguns que ficam, e para eles, uma palavra de motivação e para nunca desistirem dos seus sonhos. Independentemente por onde se começa, o importante é começar. Com dedicação e tenacidade tudo se consegue. O importante é não baixar os braços nunca. Agradecimentos A Revista Amar queria deixar uma palavra de agradecimento à AFJ Forming LTD por nos ter recebido, apesar da sua agenda preenchida e compromissos, e por partilhado um bocadinho da sua história com os todos nós. Votos de sucesso para o futuro e que as vossas experiencias, aqui narradas, sirvam de exemplo inspirador a todos nós. Obrigado AFJ Forming LTD.

CONTATOS Escritório: (416) 537-7431 Fax: (416) 537-0057 afjfforming53@gmail.com

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TUR

ismo

PUNTA CANA

Foto: Direitos Reservados

Foto: Direitos Reservados

FACTOS Língua: Espanhol População: Área com cerca de 100,000 habitantes Aeroporto: Punta Cana International Airport Hora: Hora normal do Atlantico Épocas Altas: 15 de junho a 15 de agosto e de 15 de dezembro a 15 de abril Épocas Baixas: 15 de abril a 15 de junho e 15 de agosto a 15 de dezembro Época de furacões: 1 de junho a 30 novembro Visto: Não é necessário. Geralmente requerem a compra de um cartão de turista quando se chega, que rondará os 10 dólares americanos e, também, o pagamento de um imposto de partida, que rondará os 20 dólares americanos. Vacinas: Não há especial preocupação neste aspeto Moeda local: Peso Dominicano Eletricidade: 110 V, 60 Hz (compatível com os aparelhos em uso no Canadá) Gorjeta: 10% é a percentagem de gorjeta habitual e em muitos casos já esta incluída na contas dos hotéis e restaurantes

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Localização Situada no extremo Este da Republica Dominicana, Punta Cana é caracterizada pelas águas quase perfeitas, considerada por muitos como tendo as praias mais belas das Caraíbas, e pela concentração de vários “resorts” de luxo, conhecidos pelos seus regimes de “all-inclusive”, bastante úteis quando se quer poder usufruir de umas férias descansadas e sem preocupações.

Foto: Direitos Reservados Entretenimento As atividades e atrações dentro dos “resorts” turísticos prometem dias, bem como as belas praias privadas e campos de golfe são a garantia de umas férias perfeitas de lazer e diversão. Punta Cana tem um leque variado de atividades ligados ao mar, como corridas de barco, vela, festas em barcos, pesca, cruzeiros de reconhecimento, servições de iates privados, e interação com animais como nadar com golfinhos, ou simplesmente ver animais de rara beleza como tubarões e raias. Os turistas podem ainda visitar as ilhas vizinhas de Catalina e Saona ou então visitar São Domingo, a capital e o Parque Nacional

Los Haitises ou o Parque Ecológico de Punta Cana.

Foto: Direitos Reservados

Agradável e relaxante As temperaturas em Punta Cana situam-se geralmente entre os 22 e os 31 graus Celsius e é a zona com menos precipitação na Republica Dominicana. Por lei, os “resorts” turísticos não podem ser construídos acima do nível do topo das palmeiras, o que lhe confere um ar natural, apesar da grande afluência de turistas ao longo das ultimas décadas e do notório desenvolvimento, preservando desta forma parte da sua beleza original e que tanto caracteriza esta ilha. A nível de segurança, Punta Cana é um destino turístico que não representa grandes preocupações e é amplamente considerado como seguro. Muitas razões portanto, para que possa disfrutar de umas férias relaxantes, com praias de grande qualidade num ambiente calmo, sempre recheadas de atividades que fazem deste destino um dos mais procurados no mundo inteiro. Disfrute deste destino de qualidade e boas férias.


WinterFest

2016

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Happy Travellers INC. & Air Transat

PUNTA CANA

Catalonia Bavaro Beach Golf & Casino Resort

Umas férias de sonho à sua espera!

PARTIDAS: 15, 16 e 17 de Janeiro 2016

(1 e 2 semanas ou 10 dias)

22 e 23 de Janeiro

(1 e 2 semanas)

Artistas Convidados: José Dias - Concertina

José Malhoa & Bailarinas

Eduardo Santana

Michelle Madeira

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PATROCINADORES

Ferreira Insurance & Investements Concepts Inc. Tel.: 416.709.2716

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DAVID PEREIRA

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à conversa com

Sarah Pacheco

Fotos: Revista Amar

C

om um cantinho especial reservado no seu coração, a comunidade portuguesa pode ficar descansada porque a “Sar(ah) ita” vai continuar a cantar para os portugueses. Assim garante a própria. UMA CARREIRA EM CRESCENDO É sempre difícil apontar os grandes momentos de uma vida. Mas há aqueles que têm um significado especial e perduram na memória viva do protagonista. Felizmente, Sarah tem muitos desses para destacar. Desde vencer no festival em Matosinhos (Portugal), a atuar na Dinamarca num grande estádio, ou a inesquecível experiência de cantar com Paul Potts o tema “The Prayer”, no Caesars Windsor Casino, perante mais de 4.000 espectadores. “Tantos momentos. Sinto-me muito agradecida por todos”, confessa. Mas a lista podia continuar. A sua chamada para cantar a solo, ou em duetos, à frente de Orquestras Filarmónicas do Canadá e Estados Unidos, abriu-lhe as portas do sucesso num mercado difícil e marcou, indubitavelmente, um momento de viragem na sua carreira, com Sarah Pacheco a ser bafejada com espetáculos à frente de reputadas orquestras e ao lado de grandes vozes, músicos e compositores. Para mais, críticos e profissionais da indústria musical consideram o talento e a voz de Sarah Pacheco comparáveis a Lara Fabian, Johnny Mathis e Whitney Houston, uma perspetiva e um elogio que deixam a jovem cantora feliz e ainda mais motivada para singrar no mundo da música. VIVER NOS EUA Casou há três anos e está a viver em Los Angeles, EUA. Mesmo a viver longe, o sonho não acaba, continuando a escrever canções para ela e para outras artistas. “Tenho sempre o meu dia cheio de música”, responde entre risos. A procurar explorar ao máximo o mercado americano, Sarah Pacheco reconhece que há ainda um longo caminho a percorrer. – “Ainda não conquistei os EUA, mas vou lá chegar. No dia certo.” O marido é o pilar que lhe faltava. Um companheiro compreensivo e paciente, e um grande apoiante da carreira de Sarah. A adaptação a um novo ambiente não foi tão difícil. Com uma tia sua a morar em San Die-

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go, Sarah já sabia aos 12 anos de idade de que queria morar na Califórnia. Se puder, vai querer ter uma casa lá, mas também uma casa nos Açores, Portugal, com o qual sente uma grande ligação. “Adoro Portugal. Em pequena, já ia para os Açores, sempre por causa da música. Mas também para férias. Mas quando estou lá, é uma coisa … sempre digo que os meus olhos não cansam de ver aquela vista, aquele mar, o azul, a terra … é tão lindo.” Quanto a regressar e viver novamente no Canadá, Sarah responde com um “nunca se sabe”. VIVER OS DIAS INTENSAMENTE Sarah Pacheco é uma jovem dotada e com uma capacidade criativa fora do comum. Escreve canções e produz a sua música. Em casa, toca teclado e faz arranjos dos seus originais (só para demos). Entre os “hobbies”, faz fotografia (retratos de bebés e famílias) e tem uma linha de joalharia – Cara Bonita Jewelry, com peças feitas à mão (cristais e pedras) que usa em palco. Adora o seu caldo verde e um bom bacalhau à brás. Não resiste também à comida chinesa. Mais recentemente, deixou-se seduzir pelo sushi. Nos tempos de lazer, delicia-se com os filmes, assistir a alguns desportos na TV. Mas acima de tudo, adora o ambiente familiar e receber em casa os amigos. Com a praia e o sol na sua linha de horizonte, Sarah Pacheco sente-se tranquila com a decoração interior da casa que prima pelas cores branco, bege, azul, entre outras. Não gosta do escuro e pouco menos de elevadores. Na sua crença, sempre dar graças pela vida, numa relação de forte proximidade com Deus, o Grande ouvinte de oração. Passando pela Nossa Senhora, com a qual se sente muito ligada. Foi esta jovem luso-canadiana que recebeu a Revista Amar para uma entrevista que revelou o lado mais doce e humano de quem sabe que o esforço e dedicação são ingredientes fundamentais para poder alimentar qualquer sonho de vida.

Revista Amar: Há uns anos atrás, foi titulada a “sensação do cantar” pelo Toronto Star e a “Celine Dion da comunidade portuguesa” pelo Toronto Sun. Esses comentários fizeram de si uma cantora mais confiante? Sarah Pacheco: Não sei (risos). A Celine Dion é um dos meus ídolos. Cresci a cantar as canções dela. E a imitar muitas vezes. Senti-me lisongeada. Eles já ouviram tantos artistas a cantar e para eles dizerem uma coisa assim, vale muito. Sinto-me muito agradecida por essas palavras. R.A: Venceu o Ontario People’s Choice Award para artista feminina do ano por dois anos consecutivos. Essa votação foi um catalisador para a sua carreira musical? S. P: Foi. Sinto-me muito humilde e agradecida por o público gostar de mim e por me apoiar, e isso vale muito para mim. É o melhor prémio, porque vem do público! R.A: Cantar a solo, ou em duetos, à frente de Orquestras Filarmónicas do Canadá e dos EUA, abriram-lhe as portas para um mercado difícil e muito competitivo. Essa é a sua zona de conforto?


centrar e escrever canções. Um caminho que estou a seguir. R.A: Filhos fazem parte dos seus planos? S.P: Fazem, mas ainda não. R.A: Uma equipa de futebol? S.P: [Grande gargalhada] Sempre digo dois, mas talvez três venha a ser o meu máximo. R.A: E o marido concorda? S.P: O Victor concorda. Para ele está bem. Ele sempre diz que não quer filhas, porque diz que assim vai morrer mais cedo … (risos). Descontraída, Sarah abriu o coração para a Revista Amar. S.P: É. Eu sinto-me muito confortável. E eu adoro cantar essa música de Broadway (muito expressiva), e de Jazz, …; é um sonho, quando estou a cantar com eles, e ouvir aquela música, é um sonho. Mas nunca assumo nada como garantido. Não importa quantas vezes, é sempre um privilégio e sempre sinto a gratitude de ter aquela oportunidade. R.A: Renomados cantores e compositores têm feito comentários elogiosos para a sua voz e presença em palco. Como recebe esses comentários? S.P: Eu sou a maior crítica de mim mesma. E isso é mau também. Uma artista tem que estar sempre a crescer. Esse é sempre o meu objetivo, de melhorar cada vez mais. R.A: A crítica do público é importante para si, mesmo que esta possa, em algum momento da sua vida, ser menos positiva? S.P: Claro, é muito importante. [deixa-se levar pela emoção] O que eu sempre faço fora da comunidade portuguesa é para o público português se sentir orgulhoso de mim. E procuro sempre representar o público da melhor maneira possível. E para mim, é muito importante o que eles acham e pensam de mim. Quero ser sempre a Sarinha deles. R.A: Costuma dizer que nunca deixa de cantar para os portugueses. Por quê? S.P: Porque foi daí que eu cresci e construí a minha carreira. Foi daí que eu aprendi tudo o que sei agora. (…) Agora preciso de estar mais focada para construir este novo passo, mas sem nunca deixar a comunidade. Mas para construir este novo passo tenho de dar mais atenção a isto. Construir um outro tipo de carreira. R.A: Como lida com a popularidade? S.P: Para mim, não vejo muita dificuldade. Sou conhecida, mas não sou conhecida … como outras celebridades (risos). Mas noto que quando vou a certos lugares as pessoas cochicham. Os olhos estão sempre em cima de mim. (…) Sou quem eu sou, e gosto de estar à vonta-

de com as pessoas, falar e brincar. R.A: A música continua a ser a sua paixão? S.P: É. E tem que ser. Se uma artista não tem a música dentro do seu coração e não é a sua paixão, não vale a pena. É melhor fazer outra coisa. Porque a dedicação, as coisas que sacrificas …; as pessoas não sabem o que eu trabalho e faço para conseguir o que tenho conseguido. Para estar sempre em forma e estar sempre a fazer bem o meu trabalho. Tem que se amar o que se faz e amar a música. R.A: O seu pai foi uma pessoa importante para a sua carreira, correto? Fale-nos dessa figura paternal? S.P: [Emocionada, sem conseguir evitar uma lágrima] Ele era a nossa rocha. A nossa vida. Ele era o nosso barco, para indicar o caminho. Quando ele faleceu, foi muito difícil. O meu pai não tirava as estrelas por mim, porque ele não podia. Mas se ele pudesse, ele faria isso. Fazia tudo pela minha carreira e pelo meu sonho. E o meu sonho, no fim, acabou por ser o sonho dele. E foi uma pena que ele faleceu sem me poder ver já num certo ponto (da carreira). (…) Sinto-me muito agradecida por tudo o que ele fez na minha vida. R.A: E como define o papel de sua mãe que a acompanha, digamos, para todo o lado? S.P: Ela é a minha melhor amiga. Já desde pequenina, andávamos sempre juntinhas. Cantar juntas, praticar juntas (risos). Ela sempre esteve e está a meu lado. E sempre com ideias para os meus vídeos musicais. (…) Sinto-me muito agradecida, porque sem ela não tinha feito metade do que tenho feito. R.A: Entretanto, casou. O que mudou na sua vida e como isso afetou (ou não) os seus objetivos a médio e longo prazo? S.P: Sempre vivi em casa. E então, quando eu mudei para a Califórnia, comecei a sentir-me já como mulher. Podia ser mulher da minha casa, comecei a aprender a cozinhar (o marido teve muita paciência, diz entre risos). Com a música, nada mudou. Tenho tempo para me con-

R.A: Que balanço faz da Gala dos 25 anos? Excedeu as suas expetativas? Foi tudo como queria? S.P: Foi tudo como eu queria. A visão, a sala estava lindíssima. Aquela entrada que a minha mãe preparou com as minhas peças de roupas. Foi um sonho. Dei uns gritos, quando eu vi tudo. Eu adorei. Eu queria mais estar lá na entrada para ver a reação das pessoas e se elas tinham gostado. Adorei a noite. R.A: As pessoas gostaram do seu espetáculo? S.P: Deram-me muitos beijinhos, adoraram a noite. (…) Foi tão bom ouvir essas palavras e sentir o amor e carinho das pessoas. Ver os meus amigos e fãs que me viram crescer desde pequenina. Ter esse apoio foi muito significativo para mim. (…) Queríamos fazer uma coisa diferente. Trazer o espetáculo que faço fora para ‘dentro’ da comunidade portuguesa. Fazer uma coisa especial para dar esse valor a 25 anos de carreira. R.A: Sarah Pacheco (Stand by me): Como espera que este novo trabalho seja recebido? S.P: Não sei. É um CD com mais músicas em inglês, mas tem três canções em português – Choro do Passado, Tudo isto é Fado (que cantou com David Navarro de Portugal) e Os Meninos do Huambo, uma canção de Paulo de Carvalho. O CD tem uma misturazinha. Eu adoro os Meninos do Huambo, e é um clássico. E quando eu canto ao vivo, muita gente pede essa música. O CD foi uma grande surpresa … R.A: Uma mensagem final aos seus fãs.. S.P: Agradeço o apoio e carinho que me têm dado, e por me acompanharem nesta viagem ao longo de 25 anos. Que eles estejam sempre ao meu lado, porque o melhor ainda está para vir. Um beijinho e um grande abraço para todos.

Com o seu fiel amigo Bailey.

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Even

TOS

Noite de Gala dos 25 anos de carreira arrebata corações da comunidade portuguesa

A HISTÓRIA DE AMOR DE SARAH PACHECO Esta poderia ser mais uma qualquer história de amor. Mas não é. Esta é uma história de amor muito peculiar e muito especial. Começou bem cedo e tem tudo para ter um final feliz. Esta é a história de amor de Sarah Pacheco, a voz doce da comunidade portuguesa de Toronto que soube crescer e amadurecer com os anos. Hoje, não é mais só a voz da comunidade portuguesa. É uma voz universal, quase omnipresente e que viaja além-fronteiras. Uma voz que atingiu a maturidade e que tem tocado fundo nos corações de todos. No dia 10 de outubro, Sarah Pacheco teve a sua noite de Gala. O motivo era especial – a celebração de 25 anos de carreira. Sem os convidados a festa não era possível. Mas sem uma orquerstra em palco, a festa não seria a mesma. Felizmente, os dois ingredientes fizeram parte do cardápio musical. Isso, a juntar a um ambiente intimista no salão de festas Ambiance Banquet Hall, em Toronto. Magistralmente conduzida em palco pelo maestro John Barnum, a orquestra trouxe um toque de requinte à atuação de Sarah que pisou o palco meticulosamente preparado para a ocasião. Estava dado o mote para um espetáculo arrebatador, com a jovem cantora a hipnotizar o público com um conjunto de canções de Broadway, baladas bonitas. Tudo isso, acompanhado por melodias bem ritmadas. “Ela adora fazer isso”, resume Richard Maslove, o profissional que tem feito todas as orquestrações da Sarah desde que ela começou a cantar fora da comunidade portuguesa. Maslove, inclusive, não tem dúvidas que Sarah pode ir ainda mais longe. “Ela tem projetos. Ela escreve as próprias canções. Acho que esse é o próximo passo na evolução da sua carreira. Ela nunca falou comigo sobre o caminho para a sua carreira, mas alguém que queira ser um artista, especialmente um cantor, tem de escrever o seu próprio material.” O violinista Grenville Pinto e o tenor Michael Ciufo foram os convidados especiais que deram ainda mais grandeza ao espetáculo.

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“FOI UMA IDEIA FELIZ E HOUVE AQUI UM CASAMENTO PERFEITO” Um dos momentos da noite e que mereceu a maior ovação da noite foi quando Sarah Pacheco chamou ao palco Minah Jardim para a acompanhar ao piano naquela que seria a segunda canção em português cantada pela jovem estrela, depois de “Ó gente de minha terra”, um fado original de Mariza, que Sarah disse que tinha de cantar porque faz parte das suas raízes e representa quem ela é. “A Minah tem feito parte da minha viagem musical de 25 anos”, explicou Sarah, antes de falar sobre a canção, um original que gravou para o seu novo trabalho discográfico “Sarah Pacheco: Stand by me”. “O que ela escreveu é simplesmente bonito. E achou que era certo eu dedicar esta canção (“Choro do passado”) ao meu pai.” Um momento cheio de emoção, capaz de levar bem longe todos quantos deambulavam nos pensamentos, absortos pela melodia do piano e a voz “amargada” de Sarah Pacheco, completamente imersa nas memórias do pai querido e tudo o que ele representou na sua vida. “Fiz isto, porque foi um caso muito especial”, disse Minah Jardim, no final do espetáculo.

Por: Luís Aparício • Fotos: Revista Amar

“Foi uma ideia feliz e houve aqui um casamento perfeito.” UMA GRANDE ESTRELA INTERNACIONAL A noite era de agradecimentos vários. A Deus, pelas suas bênçãos, família e amigos que ajudaram Sarah a trilhar um caminho de sucesso. E tantos outros. Mas Milú Pacheco não podia deixar de falar de Evanson Chung, o manager de Sarah. “Há 15 anos atrás, ele veio até nós e prometeu-nos uma coisa. Fazer dela (Sarah) uma grande cantora. E anos depois disso, ele prometeu algo mais. Que ela iria, um dia, tornar-se numa grande estrela internacional.” Ele tinha razão. Sarah tem o brilho de uma estrela reluzente, preparada para cintilar em qualquer palco, perante qualquer público. O resto do mundo aguarda para conhecer a sua voz e receber o amor do seu coração. Os portugueses devem ser gratos por ter o seu coração. “Espero que Deus esteja comigo nesta noite. Que corra tudo bem, porque eu só quero fazer o meu melhor e dar o meu coração ao público.” – disse Sarah, antes do concerto único para a comunidade portuguesa.

Sarah Pacheco com Evanson Chung e a mãe Milú Pacheco


Trabalho do Amor Logo à entrada do salão de festas Ambiance Banquet Hall, as pessoas eram convidadas a entrar no mundo da Sarah, revivendo memórias de uma jovem criança que começou a (en)cantar em tenra idade, um pouco por todo o lado. Não faltava um “guarda-roupa” exposto com as peças de vestuário que a pequena Sarah usou na sua primeira atuação, aos vestidos de gala da mulher adulta que tem arrebatado plateias por onde passa. As capas de revista, os prémios recebidos, as cartas enviadas por figuras políticas, e muito mais, tudo isso preservado com todo o cuidado e amor da mãe Milú Pacheco. “Chamo a isto o ‘Labour of Love’ (Trabalho do Amor)”, sublinha. “Guardei os vestidinhos dela, aqueles que marcaram mais a carreira dela desde pequenina. Vestidos que quando as pessoas veem, lembram-se do momento em que ela atuou, a ocasião que foi. E temos aqui não só os vestidos em ex-

posição, mas também as fotografias dos espetáculos em que ela usou esses vestidos.” Ao apontar para todas aquelas memórias tangíveis, Milú Pacheco não esconde a emoção. “Sim, porque isto tudo representa uma vida.” Tudo foi pensado ao pormenor por Milú, a começar pela disposição do palco e a decoração do salão (predominância das cores preto e branco), a mesinha com o álbum, uma outra com todos os Cd’s lançados por Sarah. Uma imensidão de pequenos pormenores, sempre com a preciosa ajuda de pessoas da sua confiança e o esmero profissional de quem sabe o que está a fazer. “Era preciso mudar o palco para ter o espaço necessário para os músicos”, justifica Milú. “Temos aqui músicos da Sinfonia de Toronto, da Sinfonia de Mississauga, e a ‘rhythm section’ da Sarah é composta por músicos que já acompanharam todos os grandes nomes aqui do Canadá, e não só.”

Sarah e o marido, Victor Faria

Sarah Pacheco com Minah Jardim

Sarah Pacheco junto à exposição de vestidos e fotografias José e Fernanda Almeida.

A artista acompanhada pela mãe, marido e amigos.

Floriano Cabral, Sarah Pacheco, David Saraiva e José Xavier da IPM Awards

Carmo Monteiro e Fernanda Almeida com a família Pacheco.

Com o violinista Grenville Pinto e o tenor Michael Ciufo

Orquestra de luxo.

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SOCIE DES

dade porto

Centro Abrigo

ao serviço da comunidade

Por: RAQUEL COUTO

O

Centro Abrigo há muito que é um espaço referência na cidade de Toronto, com toda a sua equipa e voluntários a ter um impacto positivo na comunidade, oferecendo uma ampla gama de serviços, incluindo aconselhamento, apoio aos pais e juventude, apoio aos recém-chegados, preenchimento de formulários, referências e assistência em serviços governamentais. Como organização filantrópica sem fins lucrativos que tem como missão ajudar indivíduos e seus familiares a se tornarem emocionalmente sãos, capazes e autossuficientes no seio de uma comunidade carinhosa e tolerante, o Centro Abrigo presta serviços que: promovem relacionamentos sãos, isentos de abuso e violência; melhoram a aptidão e a competência no sentido de aumentar a autoestima e a autoconfiança; apoiam todas as pessoas, famílias e comunidades de língua portuguesa para que estas alcancem o seu potencial máximo. Conheça alguns dos serviços e programas disponíveis no centro localizado no 1645 Dufferin St, em Toronto, com atendimento em Inglês e Português. . Violência Contra a Mulher Mulheres e respetivas crianças que estão a viver em ambientes de abuso e violência, recebem prioridade nos serviços prestados no Centro. Como referido no website [http://www.abrigo.ca/portugues/] “estamos já no século XXI e é difícil acreditar que mulheres e crianças continuam a ser maltratadas e até mortas dentro da sua

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própria casa”. O Centro Abrigo lembra que as mulheres com ou sem as suas crianças têm a oportunidade de receber aconselhamento individual ou em grupo. Podem também receber informação em como se proteger ou onde encontrar serviços relevantes tais como casa de abrigo, atenção médica ou judiciária e alimentação. Diálogo com a Juventude O programa de “diálogo” com a juventude presta uma variedade de serviços que se destinam a ensinar aos jovens o que são relacionamentos sadios. Em colaboração com escolas locais, o pessoal e voluntários do Centro Abrigo providenciam consultas individuais e workshops dentro das escolas sobre o tema “relacionamentos saudáveis”. Na realidade, e como especificado no site, a violência é um problema que afeta não só aqueles que se encontram muito além dos verdes anos, mas também os jovens que contactam o centro revelam a sua preocupação com os efeitos da violência nas suas vidas. Apoiando Pessoas, Casais e Agregados Familiares São prestados serviços de aconselhamento a indivíduos, casais e agregados familiares que se encontrem em dificuldades que interferem com a sua saúde mental e bem estar. As questões mais frequentemente encontradas são os conflitos intergeracionais,


comportamento das crianças, depressão, abuso de substâncias nocivas e dificuldades conjugais. São também providenciados grupos de orientação para mães sozinhas com crianças de idades compreendidas entre 0 e 6 anos de idade. Homens em Transição Homens em Transição é um programa para homens que foram obrigados pelo tribunal a procurar aconselhamento depois de terem sido condenados por agressão às suas esposas ou companheiras. Nestes grupos, o homem beneficia de um ambiente de respeito onde lhe é dada a oportunidade de aprender a ser responsável pelas suas ações e ver como o seu comportamento violento afeta a esposa/ companheira, as crianças, ele próprio e a comunidade em geral. Programa de Integração e Desenvolvimento Comunitário Este programa presta serviço de três maneiras: aconselhamento e apoio a recém-chegados de expressão portuguesa, primariamente do Brasil e Angola. Informação, interpretação, ligação a

programas governamentais e outros sistemas de apoio comunitário são alguns dos exemplos de como o centro pode ajudar novos membros da sociedade a se estabelecerem na cidade. Grupos “Primeiros Passos” estão disponíveis para recém-chegados que se reúnem em sessões informativas para se inteirarem dos seus direitos e obrigações como novos participantes nas comunidades. Estes grupos proporcionam o decréscimo do isolamento e aumento da autoestima. Pessoas idosas de expressão portuguesa recebem também ajuda para obter os serviços a que têm direito. Os imigrantes de língua portuguesa formam o terceiro maior grupo de pessoas que não falam inglês, na província do Ontário. Historicamente, muitas pessoas de expressão portuguesa chegaram ao Canadá numa época em que não havia muitas aulas de inglês. Presentemente esses imigrantes precisam de muita ajuda para obterem as suas reformas e outros serviços disponíveis à terceira idade. A maioria das quais a viver com rendimentos e apoios sociais muito limitados. Em terceiro lugar, são providenciados serviços generalizados de integração comunitária a pessoas que não tenham apoios informais familiares ou sociais e

precisam de ajuda para ter acesso a serviços tais como pensão de invalidez e benefícios de desemprego. EmployLink O programa tem como objetivo ajudar novos imigrantes desempregados a serem reintegrados no mercado Canadiano de trabalho. Os funcionários do Centro Abrigo propõem os clientes do programa ao maior número de entidades patronais possível, a fim de se encontrarem colocações compatíveis para os clientes matriculados no programa. Muitas vezes, a experiência adquirida pelos clientes concede-lhes a oportunidade de obter novas aptidões que são transferíveis e, provavelmente muito procuradas no campo profissional escolhido. O programa está focado em novos imigrantes que estão no Canadá há um máximo de 5 anos.

Fonte: http://www.abrigo.ca/portugues/

Visite este portal para informações em inglês: www.alzheimer.ca PUBLICIDADE

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Psico

LOGIA

EMIGREI...

E a saudade?

M

udar...ahh um dia foi preciso mudar! Mas porquê mudar? O que leva à mudança? Mudar é transformar um estado, alterar um modelo, uma dinâmica, pode ser também trocar algo de lugar, posicionar de forma diferente, é escolher! Mudar no meu ver é preciso, é regenerar antigas condições, é transformar e construir algo novo, modificar o que não está bem, o que não se gosta em algo para melhor esse é o maior objetivo da mudança, seja ela de que género for, desde um objeto até um comportamento... Faz com que se quebre rotinas, se ameacem velhos hábitos, se rompa com o passado e se abram portas para o futuro. Existem mudanças que nos acontecem sem querermos, sem as escolhermos, e essas custam mais ainda... Uma obrigação paira no ar, há sempre muita resistência e até desistências. Toda a mudança é difícil, mesmo que cause imensa dor ou prazer. Embora sendo o prazer a opção que seria a melhor escolha, nem sempre está imune à dor da mudança. O ser humano tem nela uma perspectiva de mutação do seu eu real para um imaginário, e parte-se para a construção ou reconstrução desse mesmo eu, porém, para se mudar a maneira de ser e de estar, só

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Foto: Direitos Reservados

mesmo um choque pode fazer que esse movimento se instale e não seja aparente ou temporário! Muda-se tanto ao longo da vida que as vezes é tão subtil que nem damos por isso, mas as vezes mudamos muito e drasticamente, por motivos alienados à nossa vontade. Mudamos desde a maneira de pensar, agir, de ver o mundo até posteriormente de como o mundo nos vê. Mudamos em diversos aspectos: mudamos de roupa, de postura, de gostos... mudamos de casa, de emprego, de escola. Mudamos de país! E o que nos leva a ir embora daquele que nos viu nascer? Por vezes somos levados pelos nossos pais, ou representantes legais, enfim, que pelos mais variados motivos ou necessidades se mudam, e nos levam junto, sem podermos sequer dizer nossa opinião, afinal ela esta fechada na “mala da mudança”... outras vezes somos nós próprios que fazemos esse movimento de mudança. Somos nós que vamos embora pelos nossos pés e vontade, muitas dessas vezes para acompanhar cônjuges, amigos, em busca de trabalho, de estudos. Mas sempre com uma ambição que todos, mas mesmo todos temos: a satisfação de nossos desejos e Freud já mencionava isso há muitos e muitos anos e leituras atrás. Realização de sonhos, de projetos de vida, incluem

outros agregados ou não, realização financeira ou simplesmente pessoal e emocional são desejos inerentes à raça humana que tem a insatisfação associada a sua natureza... Portanto, se algo nos levou a mudar, seja por este ou aquele motivo, todos têm o seu grau de dificuldade. Todos têm o seu preço... Custe dias, meses, anos ou a vida toda. E TUDO COMEÇA ASSIM, EM BUSCA DE UM SONHO! A primeira fase de todas é a que definitivamente vale muito a pena e que gera tudo. É a fase embrionária onde se moldam os tais sonhos, onde estes se criam e são visualizados! Correr atrás, investir no sonho e torná-lo realidade! Depois vêm os obstáculos de implantação, que é de fato pôr os sonhos em prática, e o primeiro grande obstáculo para se estabelecer num outro país, pode ser o visto de permanência, seja de estudo ou trabalho, qualquer um pode ser no mínimo trabalhoso de se obter. Com sua permanência assegurada, existem outros aspectos de máxima importância, como a própria residência, ou seja, uma casa pra morar, quer sozinho quer acompanhado, família ou com amigos, é um bem essencial. Para muitos é o contrário. Primeiro vem a casa, depois o visto,


mas acreditem, a ordem não altera a morosidade difícil da burocracia para se ter tudo resolvido! De seguida vem a situação laboral. Sim, porque sem emprego tem que se ter uma situação financeira estável, caso contrário tem que se tratar disso com a maior brevidade. Por outro lado, se já se tem um emprego em vista ou nas mãos, partimos para outra situação que é a escola dos filhos ou até mesmo a sua própria. Mais uma data de burocracia. Tanta responsabilidade que nem cabe numa dezena de “malas”!!! Logo após, vêm aspetos infinitos, seguros por exemplo, os de saúde (em muitos países são vitais para se poder viver com a mínima segurança, afinal a saúde vale mais que ouro e pode ser bem caro mantê-la). Documentação, carta de condução e até mesmo a locomoção são obstáculos a serem ultrapassados. E surgem alguns aspectos, creio que, da maior relevância psicossocial e de muito constrangimento para alguns - a aceitação. Estar-se noutro lugar tão cheio de cultura e hábitos seguramente diferentes dos seus, a discriminação sofrida, infelizmente por parte dos nativos e com isso resultando em rejeição, mas sobre isso falaremos noutra oportunidade. Outro fator sempre preocupante é o meio de comunicação. Muitas das vezes a língua falada pode ser o seu maior empecilho! É assustador morar onde não se fala mais que um bom dia e um obrigado, afinal comunicar-se é básico, mas como tudo o que se faz

é urgente, dá-se um jeito! Tudo isso resolvido, tem-se casa, emprego, escola, seguros, saúde, fala-se minimamente ou pelo menos comunica-se minimamente, situação financeira amparada, vem a parte mais dolorosa e essa toca numa zona bem difícil de se remediar - o coração! Só compreende quem vive fora e sabe o que é a dor da saudade, palavra doce de sabor tão amargo. Como faz falta ter os seus... Familiares por perto, amigos, a comidinha lá de casa, às vezes faltam temperos e ingredientes que tanto nos acalentavam o paladar e a alma... A falta do clima, sim a metereologia mexe com o estado de humor das pessoas, falta dos ambientes antes frequentados, hábitos de uma vida inteira. A falta que faz a sua rua, até aqueles vizinhos menos amigáveis, os programas de TV, os jornais, o falar a sua língua materna... Tudo faz falta e tudo pode se tornar desinteressante quando não se compreende o que está a ser veiculado. Enfim, toda a sua cultura abandonada e no entanto enraízada dentro de si e toda uma nova a ser assimilada.... O que teve que deixar pois não coube na “bagagem”... Do que teve que se desfazer para poder ir de viagem... Isso tudo dói e dói muito... Atenua-se, mas nunca se apaga. Qualquer coisa pode ser alvo da saudade implacável. São cortes emocionais que podem deixar frustrações eternas passíveis de muita análise para compreendê-las e aceitá-las... Análises feitas às vezes somente na almofada, naquela

horinha que ninguém nos vê e nem nos critica. Afinal foi você quem escolheu mudar e tudo isso faz parte dessa missão! Muita gente acha glamoroso ir morar fora, mas nem toda gente percebe os reais motivos de se largar tudo e ir embora... Muitas vezes não há nada de “glamour” nisso... Outras têm paixão! Há quem se mude para viver um grande amor, não para fazer fortuna, nem mesmo só para melhorar de vida, nem tão pouco para estudar e se formar, mas sim, por amor! Porque a sua cara metade estava do outro lado do mapa...e geograficamente a distância era insuportável... Coisas que tocam mais uma vez aquela zona complicada - o coração... CONTINUA NA PRÓXIMA EDIÇÃO Psicóloga Clínica, Especializada em Clínica Infanto Juvenil sob Orientação Psicanalítica, com Pós-Graduaçao em Necessidades Educativas Especiais e estudante de Mestrado em Necessidades Educativas Especiais, domínios Cognitivo e Motor.

PATRÍCIA SALIN

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Alzheimer

A

doença de Alzheimer é uma doença do cérebro, onde há morte das células cerebrais e consequente atrofia do cérebro, progressiva, irreversível e com causas e tratamento ainda desconhecidos. Esta doença, começa por atingir a memória e, progressivamente, as outras funções mentais, acabando por determinar a completa ausência de autonomia dos doentes. Os doentes de Alzheimer tornam-se gradualmente incapazes de realizar as mais pequenas tarefas do dia-a-dia, deixam de reconhecer os rostos familiares, ficam incontinentes e acabam, quase sempre, acamados, numa situação que requer cuidados permanentes. É uma doença muito relacionada com a idade, afetando geralmente as pessoas com mais de 50 anos. A estimativa de vida para os pacientes situa-se entre os 2 e os 15 anos. Quais as causas? O Alzheimer é uma doença ainda com causas por determinar. No entanto, é aceite pela comunidade científica que se trata de uma doença geneticamente determinada, embora não seja necessariamente hereditária, ou seja, não implica que se transmita entre familiares, nomeadamente de pais para filhos. Como fazer o diagnóstico? Não há ainda nenhum exame que permita diagnosticar, de modo inquestionável, a doença. A única forma de o fazer é examinando o tecido cerebral obtido por uma biopsia ou necropsia. Assim, o diagnóstico da doença de Alzheimer faz-se pela exclusão de outras causas de demência, pela análise do historial do paciente, por análises ao sangue, tomografia ou ressonância, entre outros exames. Existem também alguns marcadores, identificados a partir de exame ao sangue, cujos resultados podem indicar probabilidades de o paciente vir a ter a doença de Alzheimer.

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Quais são os sintomas? Ao princípio observam-se pequenos esquecimentos, perdas de memória, normalmente aceites pelos familiares como parte do processo normal de envelhecimento, que se vão agravando gradualmente. Os pacientes tornam-se confusos e, por vezes, agressivos, passando a apresentar alterações da personalidade, com distúrbios de conduta. Acabam por não reconhecer os próprios familiares e até a si mesmos quando colocados frente a um espelho. À medida que a doença evolui, tornam-se cada vez mais dependentes de terceiros, iniciam-se as dificuldades de locomoção, a comunicação inviabiliza-se e passam a necessitar de cuidados e supervisão integral, até mesmo para as atividades elementares do quotidiano, como alimentação, higiene, vestuário, etc. Qual é o tratamento adequado? A doença de Alzheimer não tem cura e, no seu tratamento, há que atender a duas variáveis: • Ao tratamento dos aspetos comportamentais. Nesta vertente, além da medicação, convém também contar com orientação de diferentes profissionais de saúde; • Ao tratamento dos desequilíbrios químicos que ocorrem no cérebro. Há medicação que ajuda a corrigir esses desequilíbrios e que é mais eficaz na fase inicial da doença, mas, infelizmente, tem efeito temporário. Por enquanto, não há ainda medicação que impeça a doença de continuar a progredir. A Revista Amar procurou encontrar relatos de experiências pessoais sobre este flagelo do Alzheimer e contactou o Dr. José Carreira, a quem agradecemos a disponibilidade demostrada e, que tem acompanhado de perto esta doença por força da sua atividade profissional nos últimos anos, na qualidade de

Presidente da Direção da IPSS Obras Sociais do Pessoal da CM e SM de Viseu, para nos falar um pouco mais sobre ela.

POR DR. JOSÉ CARREIRA Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada quatro segundos é diagnosticado um novo caso de demência. Um problema global com impacto nos indivíduos, nas famílias e nas sociedades. A demência é uma das maiores causas de incapacidade e dependência nas pessoas idosas. Os números poderão estar subestimados, uma vez que muitas pessoas não têm, nem terão um diagnóstico, pela dificuldade que representa a sua realização. Há muitas dificuldades em obter um diagnóstico precoce porque é difícil perceber a diferença entre as alterações nas funções cognitivas, resultantes do processo natural de envelhecimento, e os sintomas que poderão significar o desenvolvimento de um quadro de patologia. Importa também referir que ainda não existe um exame específico para fazer o diagnóstico da Doença de Alzheimer ou para a maioria das outras formas de Demência. Os médicos utilizam vários exames e avaliações para determinar se os sintomas se encaixam em determinados critérios e para excluir outras causas possíveis para esses sintomas. A doença de Alzheimer é a forma mais comum da demência - representa 60-70% dos casos (OMS, Dementia: a public health priority, 2012) - e tem vindo a tornar-se num dos maiores problemas de saúde pública no mundo. É indiscutivelmente uma das doenças de maior impacto social e económico para os sistemas de saúde, para os grupos familiares e para os pacientes, pois afeta a sua funcionalidade e diminui a sua qualidade de vida. A Associação Alzheimer Portugal criou


ALZHEIMER, UM PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA uma lista de sinais de alerta para a Doença de Alzheimer e outras Demências (adaptada da Alzheimer Austrália) que poderá ser útil para que os familiares os reconheçam e procurem o apoio necessário para darem a melhor resposta ao problema: 1) Perda de memória; 2) Dificuldade em planear ou resolver problemas; 3) Dificuldade em executar tarefas familiares; 4) Perda da noção de tempo e desorientação; 5) Dificuldade em perceber imagens visuais e relações especiais; 6) Problemas de linguagem; 7) Trocar o lugar das coisas; 8) Discernimento fraco ou diminuído; 9) Afastamento do trabalho e da vida social; 10) Alterações de humor e personalidade Estima-se que, em Portugal, existam 182.526 pessoas com demência, representando 1,71% do total da população. No Canadá, em 2011, 747.000 pessoas viviam com a Doença de Alzheimer e outras demências, representando 14,9% dos canadianos com 65 ou mais anos. Em 2031, caso não existam alterações, no Canadá, os números de pessoas afetadas aumentará exponencialmente, podendo atingir 1.4 milhões. A Associação Alzheimer Portugal é a entidade que trabalha há mais anos em Portugal, tendo por base os objetivos que se seguem: - Sensibilizar para a urgência de um Plano Nacional Alzheimer e disponibilizar o conhecimento e experiência adquiridos, na sua criação e implementação; - Desenvolver campanhas nacionais e locais de informação sobre a doença, as suas características e formas de intervenção; - Alertar para a importância do diagnós-

tico precoce, da valorização do papel dos clínicos gerias na deteção dos primeiros sinais da demência e encaminhamento para consulta da especialidade (Neurologia ou Psiquiatria); - Valorização do papel dos cuidadores, e do reconhecimento das suas necessidades e direitos específicos; da integração do estudo da demência como matéria obrigatória na formação médica; - Desenvolver ações de formação para cuidadores; - Criar serviços e equipamentos modelo com vista à aprendizagem e partilha das melhores práticas. Em Viseu, onde trabalho na Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) Obras Sociais do Pessoal da CM e SM de Viseu, para apoiar as pessoas e famílias afetadas pela Doença de Alzheimer e outras demências, criámos o Centro Apoio Alzheimer Viseu (CAAV). O CAAV visa contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos cuidadores e familiares dos doentes para que estes possam prestar melhores cuidados. Estabelecemos parcerias estratégicas (formais e informais) com entidades de referência internacional e na região: Centro de Referência Estatal de Salamanca de Apoio a Pessoas com a Doença de Alzheimer e outras Demências; Alzheimer Portugal; Universidade de Salamanca e Instituto Politécnico de Viseu. O CAAV disponibiliza gratuitamente aos cuidadores e familiares de pessoas com doença de Alzheimer serviços de apoio social, psicológico e jurídico. Têm sido desenvolvidas ações de sensibilização - “Caminhar para Lembrar” e “Passeio da Memória e Seminários: Seminário Internacional “Alzheimer: Conhecer, Compreender e Intervir” e “Viseu, Cidade Amiga

das Pessoas e Famílias Afetadas pela Doença de Alzheimer”. São também dinamizados Grupos de Ajuda Mútua (GAM): espaços de encontro, de troca de experiências, sentimentos, ideias e opiniões para os cuidadores – formais e informais – de pessoas com a doença de Alzheimer ou outras demências. Promove-se a interação entre os cuidadores, num ambiente seguro e confidencial, onde os participantes terão a oportunidade de refletir sobre a tarefa de cuidar, procurando conjuntamente estratégias para a adaptação à mudança, bem como à superação das dificuldades, potenciando os sentimentos de autocontrolo e autoestima. Em parceria com o Município de Viseu, o Instituto Politécnico de Viseu, a Alzheimer Portugal, a Sonae Sierra e a Novartis dinamizamos mensalmente o Café Memória, um local de encontro destinado a pessoas com problemas de memória ou demência, bem como os respetivos familiares e cuidadores, para partilha de experiências e suporte mútuo. As pessoas poderão encontrar um ambiente acolhedor, reservado e seguro onde se facilita a interação entre todos, se oferece apoio emocional, informação útil e promove a participação das pessoas em atividades lúdicas e estimulantes, com o apoio de profissionais de saúde ou de ação social, num contexto informal. Sob o lema “Viseu, Cidade Amiga das Pessoas e Famílias Afetadas pela Doença de Alzheimer”, ousamos empreender e arriscar na implementação de um projeto inovador que teste e valide soluções para os problemas, necessidades e desafios multidimensionais que resultarão do progressivo “agrisalhamento” da população e consequente aumento do número de pessoas e famílias afetadas pelo impacto brutal das demências, com enfoque na doença de Alzheimer.

Dr. José Carreira -Presidente da Direção da IPSS Obras Sociais do Pessoal da Câmara Municipal e Serviços Municipalizados de Viseu -Coordenador do Centro de Apoio Alzheimer Viseu (CAAV) -Mestre em Intervención a Personas con Enfermedad de Alzheimer – Faculdade de Medicina da Universidade de Salamanca - Espanha -Mestre em Trabalho Social – Universidade Fernando Pessoa - Porto

Links úteis em Portugal e no Canadá

Centro Apoio Alzheimer Viseu no Facebook - www.facebook.com/ CentroAlzheimerVISEU

Associação Alzheimer Portugal – www.alzheimerportugal.org/ Café Memória - www.cafememoria.pt/ Banco de Memórias - www.bancoderecuerdos.cvirtual.org/pt Centro Apoio Alzheimer Viseu - www.obrassociais.pt/caav/

Alzheimer Society of Toronto – www.alz.to Alzheimer Society of Ontario - www.alzheimer.ca/en/on?c=1 Other links and contacts - www.dementiatoronto.org/aboutus/ OntarioContacts_2010.pdf

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SAÚ DES de porto

Crianças

Dispositivos móveis: Bons ou maus?

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uso excessivo de dispositivos móveis pode comprometer algumas das competências básicas das crianças, mas pode, eventualmente estimular outras. O acompanhamento por parte dos pais é fundamental para fazer esta avaliação e para o sucesso. O uso excessivo de dispositivos móveis pode, por exemplo, condicionar o desenvolvimento de competências sociais das crianças. É quase instintivo, uma criança pega num aparelho que tenha um ecrã e passa o dedo para mudar a imagem ou cumprir alguma função, ficando confusa quando o aparelho não responde ao toque, como o ecrã de uma televisão. Seja em casa ou na escola, as crianças têm acesso a estes aparelhos cada vez mais cedo, mas o impacto que podem ter no desenvolvimento da criança é ainda pouco conhecido. Recentemente, uma equipa de investigadores do Departamento de Pediatria do Centro Médico de Boston, nos Estados Unidos, baseado em informação disponível da revista Pediatrics, deixou apenas um conselho para os pais: os pais devem experimentar as aplicações antes de serem utilizadas pelas crianças, e depois, devem acompanhá-las na utilização das mesmas de modo a aumentar o valor educacional. Esta mesma equipa admitiu porém, que nesta altura há mais questões do que respostas no que diz respeito ao uso de dispositivos móveis pelas crianças e, até que seja realmente conhecido qual o impacto de tal hábitos, as famílias, e os pais em particular, devem encorajar o convívio em família, em que tais aparelhos não estão em uso, privilegiando-se assim a interação humana e familiar, tão importante para o desenvolvimento humano, e desta forma relegar o uso das novas tecnologias para segundo plano por algum tempo. Os autores daquele estudo questionaram-se sobre até que ponto o uso frequente de aparelhos digitais pode comprometer a capacidade das crianças criarem relações sociais, interagirem, desenvolverem empatia ou resolverem problemas. Admitiram que o género de problemas verificados, são muito semelhantes a estudos feitos no passado sobre o impacto e influência do uso excessivo da televisão por parte das crianças, admitindo que há uma relação direta entre o aumento de tempo a ver televisão e a diminuição do desenvolvimento da linguagem nas crianças e também na sua habilidade de interagir com os outros e nas suas competências sociais. Apesar destes resultados, a equipa de Boston, mencionou que há aplicações usadas nos dispositivos móveis ou livros eletrónicos interativos, que podem contudo, estimular a aprendizagem do vocabulário e a auxiliar na leitura em idade pré-escolar e até em algumas mais velhas, sendo porém, bastante reservados quanto aos benefícios do uso de tais aplicações e livros para crianças com menos de 2 anos de idade. Sabendo que as crianças mais pequenas apresentam maior facilidade de aprendizagem com atividades desenvolvidas cara a cara ou até mesmo práticas, torna-se crucial monitorizar e mediar o uso destes aparelhos sob pena de se comprometer as

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competências motoras e visuais dos mais jovens, que desempenham um papel extremamente importante na aprendizagem de, por exemplo, matemática ou ciência, ou até mesmo para aprender a escrever. O estudo deixou ainda um outro ponto em aberto, que decerto, estudos mais detalhados no futuro, poderão verificar os efeitos a longo prazo do uso dos dispositivos móveis. Mas o que o estudo não revela, como muitos outros do género em que se analisa o uso das novas tecnologias, e que nos parece a nós ser manifestamente evidente, é que como em tudo na vida, tem que haver um doseamento e equilíbrio que garanta a estabilidade do ser humano, que minimize o impacto de algumas atividades e não cause danos a longo prazo, seja em crianças ou em adultos. Cabe-nos a nós, como pais, tios e avós, neste particular, saber mediar e regular a utilização das novas tecnologias pelas crianças, para que possam delas disfrutar sem haver danos ao seu normal desenvolvimento e crescimento como ser humano.

Algumas dicas para acalmar as crianças Hoje trazemos algumas dicas e informações que podem ajudar a acalmar as suas crianças, bastando que para isso mantenha a calma e seguindo alguns passos bastantes simples: - Dê sempre atenção às suas crianças. Faça sentir aos seus filhos que, mesmo quando está no trabalho e não pode estar na sua companhia, que pensa muitas vezes neles e que se preocupa. O objetivo e fazê-las sentir mais seguras e tranquilas. - Procure arranjar tempo todos os dias, para poder ter um momento a sós com as crianças, para estarem juntos sem outras distrações, pois os bebés e as crianças necessitam desse tempo para construírem a sensação de segurança e a ideia de que sempre terão os pais por perto em qualquer momento ou situação. - Outra dica importante para acalmar suas crianças é não deixar de ter um momento de lazer com elas, ou seja leveas para brincar, veja algum desenho animado ou filme com elas, ou simplesmente leve-as a algum passeio, pois é assim que elas gastam as suas energias durante o dia para que durante a noite estejam calmas e possam dormir tranquilamente sem dar trabalho aos pais. Tenha sempre o controle da situação, saiba dizer não quando é necessário e acima de tudo tenha paciência…


ESTÉ

tica

Como será uma categoria habitual nas edições futuras da Revista Amar, quisemos em Novembro contactar alguém que nos pudesse dar dicas e sugestões de beleza e estética. Para o efeito, fomos ao encontro de Ana Antunes, proprietária e esteticista do estabelecimento Prestige Salon & Spa, localizado no 1613 da St. Clair Avenue West em Toronto, a quem queríamos agradecer a disponibilidade demonstrada para escrever o artigo desta edição, e também pela excelente demonstração do tratamento de laser LightSheer, a quem desejamos o maior sucesso para o seu negócio.

Ana Antunes*

O

Foto: Revista Amar

lá a todos os leitores da Revista Amar. A mulher tem hoje um papel de acrescida importância na sociedade, desempenhando cada vez mais

posições de responsabilidade, sendo vital que haja um cuidado especial com a sua beleza e aparência, deixando transparecer uma imagem de segurança e sucesso que sirva de suporte a sua inata qualidade de liderança. Hoje decidimos trazer até vós o laser LightSheer. O laser LightSheer é uma tecnologia de depilação permanente de ultima geração, rápida e confortável, que não necessita de qualquer género de anestesia. Esta tecnologia, é reconhecido como o melhor tratamento de laser disponível no mercado, sendo recomendado para todos os tipos de pele, incluindo, peles negras e bronzeadas, proporcionando uma maior eficácia quando comparado com outros métodos mais convencionais. Além de deixar a pele mais lisa e sedosa, este tratamento clareia o grão da pele, sendo necessário a aplicação de protetor solar nas áreas do corpo que estejam expostas ao sol ou frio. Trata-se de um método de depilação inovador e seguro, que pode também ser utilizado por pessoas do sexo masculino. As soluções de estética são cada vez mais procuradas pelo homem moderno, com objetivo de fazer face aos efeitos abrasivos do dia-a-dia, mas também, para combater e se livrar daqueles pêlos mais indesejados

Foto: Revista Amar

e difíceis de controlar. Sendo a beleza um fator decisivo na construção de uma autoestima saudável e de uma personalidade forte e estável, a depilação a laser é seguramente sinónimo de bem-estar pessoal. A tecnologia LightSheer é um tratamento devidamente aprovado pela FDA nos Estados Unidos e pela sua congénere canadiana, Health Canada, que se encontra disponível no nosso estabelecimento. Conheça e surpreenda-se. O cliente é inicialmente avaliado por um técnico especializado nas nossas instalações, em consulta completamente grátis e privada, sobre o seu estado geral de saúde, antes de ser administrado qualquer tratamento. Venha conhecer as nossas promoções de Inverno. Temos uma grande variedade de tratamentos

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DES DES

porto porto

Motociclimo

O Português que sonha com o título

M

iguel Ângelo Falcão de Oliveira, é um dos desportistas portugueses do momento, que se tem destacado no Campeonato do Mundo de Moto3, e que ainda sonha com o título de campeão do Mundo, ocupando neste momento o segundo lugar da classificação geral. Miguel Oliveira, nasceu a 4 de janeiro de 1995 em Almada, Portugal, tendo desde muito cedo despertado para o desporto motorizado, com o apoio do seu pai, também ele piloto de motociclismo, que lhe ofereceu a sua primeira moto-quatro quando tinha apenas 4 anos de idade.

Por: David Gonçalves O português iniciou a sua carreira como piloto de motociclismo em 2004, na altura com 9 anos de idade, no Campeonato Mini GP em Portugal, ganhando nesse ano o prémio de Jovem Promessa do Ano. Mas o seu primeiro verdadeiro sucesso veio em 2005, com a vitória no Campeonato de Mini GP e no Metrakit World Festival em Espanha, tendo repetido em 2006. Em 2007 venceu o Troféu Pre GP 125 do Mediterrâneo, e em 2009 foi terceiro no Campeonato Espanhol, tendo alcançado o segundo lugar na mesma competição no ano seguinte. Em 2011 dá o salto para o Campeonato do Mundo de 125 cc, e em 2012 começou a disputar o Campeonato Mundial de Moto3. Este ano, a representar as cores da equipa Red Bull KTM Ajo, ocupa atualmente o 2º lugar da classificação geral, ainda com possibilidade de alcançar o título. Em setembro deste ano, Miguel Oliveira anunciou que no próximo ano correrá no Campeonato do Mundo de Moto2, representando a equipa Racing Leopard. Força Miguel Oliveira! Pode seguir o Miguel Oliveira na sua página oficial no facebook: www.facebook.com/migueloliveira44

Fotos: Direitos Reservados

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PALMARÉS 2004 – 4º Lugar no Campeonato MiniGP 2005 – 1º Lugar no Metrakit World Festival, 1º lugar no Campeonato Mini GP e 2º lugar no Mini GP de Madrid 2006 – 1º Lugar no Madrid Race e 1º lugar no Campeonato Mini GP XL 70 cc 2007 – 1º Lugar no Troféu Open Racc Pre-125 e 3º lugar no Metrakit World Festival 2008 – 3º lugar no Troféu Open Racc Pre-125 (Spanish championship), 8º lugar no Red Bull Moto GP Rookies Cup do Estoril, 1º lugar no Red Bull Moto GP Rookies Cup em Donington e em Assen e o 1º lugar no GP do Jerez na categoria de 250 cc 2009 – 3º Lugar no CEV e 5º lugar no Europeu de 125GP 2010 – 2º Lugar no Campeonato Europeu 125GP e 2º lugar no CEV 2011 – 14º no Campeonato do Mundo de 125 cc e 1º lugar no CEV de Valênica e do Jerez 2012 – 8º Lugar no Campeonato do Mundo de Moto3, com duas subidas ao pódio 2013 – 6º Lugar no Campeonato do Mundo de Moto3, com uma subida ao pódio 2014 – 10º Lugar no Campeonato Mundial de Moto3, com uma subida ao pódio 2015 – Ocupa atualmente o 2º lugar do Mundial, com um atraso de 24 pontos em relação ao 1º classificado, quando há ainda 25 pontos em disputa e sonha sagrar-se campeão mundial de Moto3.


Água salgada

em Marte

Uma equipa de cientistas da NASA descobriu a existência atual de água salgada que escorre sazonalmente na superfície do planeta vermelho. Esta conclusão é o resultado de análises de estrias escuras descobertas em 2011, que surgem e desaparecem todos os anos, e tem implicações para a procura de vida em Marte. “A água que escorre em Marte é muito, muito mais salgada do que a dos oceanos da Terra”, disse Alfred McEwen, durante a conferência da NASA em Washington. Ainda há muitas questões por explicar sobre este fenómeno. Em 2011, as imagens tiradas pela Mars Reconnaissance Orbiter mostravam a existência de estranhas estrias escuras em certas encostas íngremes de Marte, que surgiam no final da Primavera e se prolongavam até ao verão, todos os anos. Na altura, Alfred McEwen, que liderava o estudo, dizia que, “para já, a melhor explicação para estas observações é uma corrente de água salgada”. Apesar de existir gelo no Pólo Norte de Marte, é surpreendente pensar-se na existência de água líquida num planeta que tem uma temperatura média de 63 graus negativos e uma atmosfera finíssima. Devido à atmosfera rarefeita, um copo de água pura em Marte passaria para o estado gasoso mal a temperatura atingisse os dez graus positivos — na Terra é preciso atingir-se os 100 graus para a ebulição. Mas quando há sais dissolvidos na água, as temperaturas a que se dão as mudanças de fase alteram-se. Os cientistas calculam que, com certas

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substâncias, a água congelada funde-se aos 70 graus negativos e entra em ebulição aos 24 graus. Neste contexto, a existência da água líquida naquele planeta deixa de parecer tão estranha.

CIÊN

CIA

PROJETO APOLLO

Fotografias Publicadas

VIAGEM TRIPULADA À SUPERFÍCIE DE MARTE EM 2030 Em recente discurso, o presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, expôs o cronograma e os destinos para a exploração espacial tripulada, que incluem uma viagem à órbita de Marte na década de 2030. No Centro Espacial Kennedy, na Flórida, Obama prometeu empenho pela agência espacial e pela exploração do sistema solar, num momento em que sua controversa proposta de orçamento para a Nasa aguarda aprovação do Congresso. “Como presidente, acredito que a exploração espacial não é um luxo”, disse Obama. “Estou 100% comprometido com a missão da Nasa e seu futuro”, acrescentou. Barack Obama anunciou que em 2025 os Estados Unidos irão desenvolver uma nova nave espacial que poderá levar astronautas para além da Lua. “Vamos começar a enviar astronautas para um asteróide pela primeira vez na história”, disse o presidente. Até 2030, continuou ele, será possível enviar seres humanos a Marte, numa missão semelhante à da Apollo 8, de 1968, que preparou o “palco” para a Apollo 11 no ano seguinte. “Uma descida em Marte será a próxima etapa, e espero estar por perto para vê-la”, finalizou Obama.

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A

agência espacial Norte-Americana (NASA) decidiu, recentemente, publicar online todas as fotografias tiradas pelos astronautas das missões tripuladas à Lua, incluindo as desfocadas e em alta resolução. O seu sonho era ver a Lua (bem) de perto? Agora já pode. O Projeto Arquivo Apollo (no original, Project Apollo Archive) criou uma conta no Flickr onde publicou literalmente todas as fotografias que foram tiradas ao longo de 11 anos de missões. São 8400 imagens, que podem ser encontradas em: https://www.flickr.com/photos/projectapolloarchive -, organizadas consoante o rolo de filme em que foram registadas e que incluem desde os documentos históricos já conhecidos, a fotos desfocadas, até as que foram tiradas quando as câmaras dispararam por engano e outras “pérolas” equivalentes. Publicadas tal como são e sem qualquer tratamento gráfico - são simples digitalizações feitas a partir dos negativos - as fotos registadas pelas famosas câmaras Hasselblad que equiparam os veículos de alunagem permitem uma fascinante espreitadela aos bastidores das missões Apollo à Lua. Dê uma espreitadela e fascine-se com o nosso Universo.

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TEC

NO logia

VEECO E

m 2012, João Oliveira, ex-professor de Matemática de 62 anos, começou a produzir o protótipo do Veeco, apesar do mercado dos veículos elétricos ainda estar a dar os primeiros passos em Portugal. Este veículo elétrico, que foi nascido e criado em Portugal, está agora, cada vez mais perto de chegar ao mercado. Apesar de ambicioso, este objetivo crê-se possível graças ao rápido crescimento da tecnologia, assim como à atual imagem dos combustíveis a Diesel, denegrida pelo recente escândalo da Volskwagen e a introdução de software para alterar a analise das emissões de gases poluentes. O lançamento do Veeco é esperado para o primeiro trimestre de 2016 e, quando chegar ao mercado, o Veeco estará incluído na categoria de motociclo. Terá dois lugares, três rodas e uma autonomia para 400km, sendo que poderá fazer cem quilómetros com apenas um euro. O preço rondará os 25 mil euros, que poderá compensar relativamente ao tradicional veículo de combustíveis fosseís, tendo em conta a quase ausência de custos de manutenção. Além de ser a primeira aposta portuguesa no mercado dos veículos elétricos, é também no Veeco que estão depositadas as esperanças de Portugal figurar nos primeiros três lugares da Agência Internacional de Energia com mais quota nos 20 milhões de veículos elétricos e híbridos. Um projeto a seguir com atenção, certamente, no início de 2016.

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Perdido em Marte The Martian

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O Filme Durante uma missão tripulada a Marte, o astronauta Mark Watney (representado por Matt Damon) e os seus companheiros são violentamente arrastados por uma tempestade de areia no planeta vermelho. Em consequência, a missão é abortada, e Mark, que todos julgam morto, é deixado para trás sozinho. Sem saber o que fazer em Marte e com mantimentos para apenas 50 dias, vai ter de encontrar uma forma de enviar um pedido de socorro à Terra e, simultaneamente, arranjar uma maneira de fazer crescer alimentos que o ajudem a sobreviver o máximo de tempo possível naquele planeta hostil. Quando o seu apelo é recebido pela NASA, a milhões de quilómetros de distância, cientistas de todo o mundo reúnem-se para o tentarem trazer de volta. Face à improbablidade de tal salvamento, os seus colegas de tripulação decidem desobedecer às ordens e arriscar uma ousada missão de resgate…

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SINOPSE Em plena Guerra Fria, o advogado especializado em seguros James Donovan (Tom Hanks) aceita uma tarefa muito diferente do seu trabalho habitual: defender Rudolf Abel (Mark Rylance), um espião soviético capturado pelos americanos. Mesmo sem ter experiência nesta área legal, Donovan torna-se uma peça central das negociações entre os Estados Unidos e a União Soviética ao ser enviado a Berlim para negociar a troca de Abel por um prisioneiro americano, capturado pelos inimigos.

Elenco O elenco conta com a participação do ator Matt Damon no papel principal, e de Jessica Chastain, Kristen Wiig, Jeff Daniels, Michael Peña, Kate Mara, Sean Bean, Sebastian Stan, Aksel Hennie e Chiwetel Ejiofor. Duração 141 minutos Género Ficção Científica Origem Estados Unidos da América Nota Revista Amar 3.5 (Nota máxima de 5 valores)

EM EXIBIÇÃO

PONTE DOS ESPIÕES – Bridge of Spies Realização: Steven Spielberg Elenco: Tom Hanks, Mark Rylance, Scott Shepherd e mais Género: Ação e suspense Origem: EUA Duração: 132 minutos Idades: Não recomendado a menores de 12 anos

Realização Filme com realização de Ridley Scott (responsável por filmes como “Blade Runner: Perigo Iminente”, “Gladiador”, “O Conselheiro”), numa história que reflete sobre o instinto de sobrevivência, coragem e a generosidade humana. Adaptado do “best-seller” homónimo escrito, em 2011, pelo norte-americano Andy Weir.

Realização: Genndy Tartakovsky Elenco: Adam Sandler, Andy Samberg, Selena Gomez Género: Animação , Fantasia, Comédia Origem: EUA Duração: 89 minutos Idades: A partir dos 6 anos

SINOPSE A vampira Mavis (Selena Gomez) e o humano Jonathan (Andy Samberg) casaram e continuaram a morar no Hotel Transilvânia, já que Drácula (Adam Sandler) ofereceu um emprego ao genro. Ele na verdade quer que sua filha permaneça ao seu lado, especialmente quando ela revela estar grávida. Eufórico com a notícia, Drácula torce para que o seu neto seja um vampiro de verdade e busca, a todo instante, indícios de que isto acontecerá. Entretanto, o pequeno Dennis (Asher Blinkoff) está prestes a completar cinco anos e, ao menos por enquanto, tudo indica que ele é um humano normal.


SUGESTÕES DE LOOKS

LOOK DE DIA

mo

DA

LOOKS DE NOITE

A clássica blusa branca nunca passa de moda e é uma peça-chave no guarda roupa de qualquer mulher. Combine a simplicidade com sapatos, carteiras ou acessórios arrojados.

O mesmo vestido, cores diferentes. “Com um vestido preto, nunca me comprometo”, sendo este um dos maiores aliados e mais versáteis “amigos femininos”, ao passo que o azul, sendo uma cor rica, oferece um ousadia e carisma a qualquer roupa.

Artigos exibidos disponíveis em:

LOOK SOFISTICADO Um bom corte é sinónimo de elegância e cores fortes conferem sobriedade e sofisticação. O brilho acrescenta uma mística ao coordenado, tornando-o perfeito para um jantar ou evento social mais formal.

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MÚ

SI

DES ca

porto

D. A. M. A.

Foto: Direitos Reservados

F

rancisco Pereira, de 25 anos, Miguel Coimbra, de 24, e Miguel Cristovinho, de 23, formam os D.A.M.A, o mais recente sucesso da música portuguesa. D.A.M.A é uma banda portuguesa de pop/rap, oriunda de Lisboa, formada oficialmente em 2011, apesar de, em 2008 um grupo de amigos (que já não fazem parte da banda - a amiga Filipa (Pipa) e um teclista) terem dados os primeiros passos para a criação da banda. Foi no YouTube que começaram a divulgar o seu trabalho, quando ainda não eram compostos por todos os membros atuais, destacando--se por uma sonoridade diferente, empatia e relação com o público. As inúmeras apresentações ao vivo na noite lisboeta, a alta rotação dos seus temas nas rádios nacionais, bem como a repercussão dos vídeos online, contribuíram para aumentar a notoriedade do grupo que tem vindo a ganhar cada vez mais fãs um pouco por todo o país. Francisco e Miguel Coimbra conhecem-se desde os seis anos, tendo frequentado o mesmo colégio (na mesma turma) desde sempre. Já nos tempos do ensino básico faziam composições nas aulas de língua portuguesa, que resultava numa saudável competição entre ambos. D.A.M.A., sigla para a expressão “Deixa-me Aclarar-te a Mente, Amigo”, começou por ser um projeto de pop/rap, tendo Francisco e Miguel vindo, progressivamente, a libertar-se de quaisquer restrições musicais, procurando sempre escrever músicas com que as pessoas se identifiquem mas que, acima de tudo, transmitam uma mensagem positiva. O primeiro concerto “a sério” foi no Colégio São João de Brito, em Lisboa. Posteriormente, a banda começou a conquistar a noite da capital, com inúmeras atuações nos espaços

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mais movimentados da cidade e simultaneamente na linha do Estoril. Em 2011, a versão dos D.A.M.A. para a música “Popless” dos GNR, tocou pela primeira vez na rádio, aumentando exponencialmente a popularidade do grupo. Em 2012, para o tema Quer, chamaram um amigo de longa data, Miguel Cristovinho, que acabaria por integrar o coletivo em 2013, aproximadamente na mesma altura em que se dá a saída do elemento feminino que fazia parte da banda. Ainda em 2013, os D.A.M.A. apresentaram-se ao vivo em dois grandes concertos – Festas do Mar (Cascais) e Meo SW (Zambujeira do Mar), onde foram recebidos calorosamente por uma verdadeira multidão de fãs. Já em 2014, o grupo inicia o ano da melhor forma, tornando-se artista MTV Linked, que elevou o estatuto da banda ao mainstream a nível nacional. Balada do Desajeitado foi o tema que colocou os D.A.M.A. na história da música portuguesa, ainda em alta rotação nas rádios nacionais, com o vídeo perto de a atingir 1 milhão de visualizações no YouTube. Luísa foi a canção que sucedeu a este grande êxito e que também teve impacto um pouco por todo o país. Em 29 de setembro de 2014, os D.A.M.A. lançam o seu primeiro álbum, Uma Questão de Princípio. O disco contou com algumas participações de peso, como Salvador Seixas, concorrente da primeira edição do programa The Voice Portugal e amigo da banda em Balada do Desajeitado (versão de um tema dos Quadrilha), Mia Rose em The Secrets in Silence e da cantora brasileira Gabi Luthai em Só Quero Você, temas que ajudaram a dar um equilíbrio na sonoridade no álbum, que conquistou facilmente o primeiro lugar no top de vendas nacional durante 19 semanas, tendo estado

por 47 semanas no top 10 nacional. O segundo álbum, intitulado Dá-me Um Segundo, foi lançado a 23 de outubro, de onde Foto: Direitos Reservados se destacam os singles que o anteciparam, o primeiro Não Dá e o segundo Não Faço Questão que tem a participação do cantor brasileiro Gabriel o Pensador, tendo esta chegado ao número 1 no iTunes em Portugal. O disco conta com as participações do cantor brasileiro Gabriel o Pensador, em Não Faço Questão, João Pequeno em Primeira Vez e de Player em Tempo pra Quê. A 7 de novembro de 2015 vão atuar no Pavilhão Multiusos de Guimarães e a 14 de novembro de 2015 vão atuar no Campo Pequeno em Lisboa, sendo este o seu primeiro concerto a solo, e logo numa das maiores salas portuguesas. Dada a elevada procura de bilhetes e o concerto ter esgotado, foi anunciada uma data extra para dia 13 de novembro no Campo Pequeno. Ambos os concertos serão de apresentação do novo disco.

Encontre os D.A.M.A. e fique a conhecer melhor este projeto: FACEBOOK

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YOUTUBE

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Parabéns D.A.M.A pela inovação, boa sorte para o futuro e esperamos poder ouvi-los em breve no Canadá.


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André Sampaio

28 de NOVEMBRO ás 20h30 (portas abrem às 19h30) Queen Elizabeth Theatre, Toronto 190 Princes' Blvd, Toronto, ON M6K 3C3

Bilhetes $40 | $45 | $50 contate Ricardo (416) 722-3558 ou Nelson (416) 833-6622 e à venda na Nova Era (Rogers Rd, St Clair Ave e Dundas St) facebook.com/FernandoRochaToronto 37


ANI

mais

BASSET HOUND

A Revista Amar traz-lhe este mês o Basset Hound , que é um cão de temperamento dócil e bem humorado, ótimo para conviver com crianças. Porém, pode ter diversos problemas de saúde por causa da sua coluna, como descreveremos mais abaixo. ORIGEM E HISTÓRIA DA RAÇA

TEMPERAMENTO DO BASSET HOUND

A primeira menção ao cão Basset foi encontrada em um texto do século 16 sobre caça ao texugo. Espécimens de pernas curtas aparecem em muitas raças desde os tempos mais remotos, mas é difícil saber em que momento esses cães foram produzidos assim intencionalmente e quais deles levaram ao atual Basset Hound. A palavra basset deriva do francês “bas”, que significa “baixo” ou “anão”, o que indica que a prova definitiva da origem da raça vai ser difícil de encontrar. Cães de pernas curtas eram usados pelos franceses para caçar a um ritmo mais lento, mas a maioria desses cães dispersaram-se durante a Revolução Francesa e o destino não foi documentado. A história fica mais clara após a Revolução, quando um grande número de cidadãos comuns retomou as caçadas, normalmente com a ajuda de armas. Eles precisavam de um cão que pudessem seguir a pé, mas que tivesse um bom faro e uma estrutura óssea forte e pesada: uma nova versão dos cães de caça da aristocracia, mas com pernas mais curtas. Como o Basset não podia alcançar a velocidade da sua presa, era menos provável que a presa corresse, tornando-se um alvo mais fácil para os caçadores armados. Esses cães podiam caçar qualquer mamífero, mas eram especialmente adequados para a caça de coelhos e lebres. Foram criadas quatro versões diferentes de cães de pernas curtas, sendo o Bassets Normando o mais próximo dos bassets atuais. No final dos anos de 1800 e depois novamente nos anos 30, foram feitos cruzamentos com os Bloodhounds para aumentar seu tamanho. Novos cruzamentos aconteceram até chegar ao Basset Artesiano Normando. Os primeiros bassets foram levados para Inglaterra e para a América no final dos anos de 1800, e o interesse pela raça cresceu gradualmente. Em meados de 1900, a expressão engraçada dos Bassets garantiu-lhes um lugar permanente na publicidade, no entretenimento e nos corações de muitas famílias.

O Basset Hound é uma das raças mais bem-humoradas e fáceis de conviver. É amável com outros cães, outros animais de estimação e com crianças, embora as crianças precisem ter algum cuidado para não pressionar as costas deles durante as brincadeiras. Tem temperamento calmo, mas precisa de exercícios regulares para manter a forma. Prefere investigar lentamente, e adora farejar e seguir rastos. É um perseguidor talentoso e determinado, e não é fácil tirá-lo do seu curso. Por causa disso, é capaz de seguir um rasto até o perder. Tende a ser teimoso e lento, com um latido alto que usa quando se empolga a seguir um trilho.

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Foto: Direitos Reservados

Como cuidar de um Basset Hound O Basset precisa de exercícios diários leves, e satisfaz-se com o comum passeio de trela ou a brincar no quintal. Fica melhor se viver dentro de casa com acesso ao quintal. O pêlo precisa de uma higiene mínima, mas necessita de uma limpeza mais frequente ao redor da boca e das rugas. Os Bassets costumam babar-se.

Energia Gosto por brincadeiras

Saúde do Basset Hound

Amizade com outros cães

Principais preocupações: claudicação na pata dianteira, OCD, entrópio, ectrópio, otite externa, doença do disco intervertebral, glaucoma, vWD, CTP, gástrica torção. Preocupações Menores: cistos nas patas e infecções Vistos Ocasionalmente: luxação da patela Exames Sugeridos: olhos, sangue Expectativa de vida: 8-12 anos Observações: a obesidade é um problema para esta raça, especialmente porque contribui para a doença do disco intervertebral.

Amizade com estranhos Amizade com outros animais Proteção Tolerância ao calor Tolerância ao frio Necessidade de exercício Apego ao dono Facilidade de treino Guarda Cuidados com higiene do cão


DECO

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ENTRE

TENI

mento

Palavras Cruzadas

HORIZONTAIS: 1. Queima. 5. Aplicação móvel (informática). 8. Hábito de se alimentar de carne. 10. Autores (abrev.). 11. Entrada. 12. O âmago. 14. Matemática (abrev.). 15. Vedação constituída por ramos ou varas entrelaçadas. 17. Corta rente. 20. Víscera dupla. 22. Lista. 23. Arremessar. 26. Extraterrestre. 27. Sistema alimentar que exclui os alimentos de origem animal, associado à rejeição de qualquer produto de origem animal. 29. Reza. 30. Recurso (fig.).

VERTICAIS: 1. Fio metálico. 2. Partícula apassivante. 3. Estrela. 4. Semelhante. 5. Mover com frequência. 6. Vaso de pedra para líquidos. 7. Casal. 8. Gare. 9. Gostar muito de. 13. Força, constrange. 16. Malhadouro. 18. Obra em verso. 19. Elevado. 21. Irmã (fam.). 23. Insignificância (fig.). 24. Possuir. 25. Gracejar. 28. Samário (s.q.).

AS SOLUÇÕES DE TODOS OS PASSATEMPOS ESTARÃO DISPONÍVEIS NA PRÓXIMA EDIÇÃO. DIVIRTA-SE!

ADIVINHAS P: Por que é que os portugueses não fecham a porta quando vão à casa-de-banho? R: Para não olharem pelo buraco da fechadura. FLAGRANTE DE LITRO Encontram-se duas vizinhas e uma pergunta à outra: - É verdade que o seu marido foi preso por estar a roubar? A vizinha:

ENTENDIMENTO Já que tens entendimento e és amigo de saber: uma pedra em cima de água dize lá se pode ser. Resposta: Gelo - Infelizmente, é. O palerma não teve cuidado e foi apanhado em flagrante delito! A outra: - Maridos! Olhe, vizinha, tenha paciência! Eu também já apanhei o meu ali na tasca do Tio Pipas, mas foi em flagrante ”de litro”…

Cartoon: Tony nas Américas

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ADIVINHAS & ANEDOTAS


DEGUSTAR O INVERNO

SAB

ores

Foto: Direitos Reservados

Cabrito Assado

Sugestão de Vinho para acompanhar a refeição CORTES DE CIMA - TINTO

• 1 cabrito médio • 125g de margarina • 100g de toucinho • 4 cebolas • 4 dentes de alho • 2 folhas de louro

• 1 ramo de salsa • 2,5 dl de vinho branco • 1 colher de chá de colorau • 500g de batatas • Sal & pimenta • legumes para acompanhar

Limpe o cabrito e barre-o com a mistura de 2 cebolas picadas, os alhos e o toucinho, 50g de margarina, colorau, 1 decilitro de vinho branco, com sal e pimenta. Faça uma cama com as restantes cebolas cortadas em rodelas, num pirex e sobreponha o cabrito, um ramo da salsa e o louro, e

deixe marinar. Acrescente o restante vinho e as batatas cortadas em quartos e tempere com sal e pimenta. Espalhe pequenas nozes da restante margarina sobre o cabrito e as batatas e leve a assar ao forno, regando de vez em quando com o molho.

• 1 lata de polpa de Manga • 1 lata de Leite Condensado • 6 folhas de Gelatina

incolor • 1 colher (sopa) de rum • 1 colher (sopa) de sumo de Limão • 1 Folha de Hortelã

Numa taça, misture a polpa de manga com o leite condensado. Reserve. Demolhe as folhas de gelatina, escorra-as e derreta-as em banho-maria. Envolva-as no preparado inicial, mexendo sempre, e acrescente o

rum e o sumo de limão. Bata as natas firmemente e incorpore pouco a pouco no preparado anterior. Transfira para taças individuais e leve ao frigorífico até ao momento de servir. Decore com a folha de hortelã

Foto: Direitos Reservados

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HORÓSCOPO AQUÁRIO

O trânsito de Marte na Constelação de Virgem, em quincôncio com seu signo, lhe dá toda a liberdade para se lançar em reflexões profundas no seu ritmo, sem ser atropelado pelo seu entorno. Desta forma, você dedicar-se-á bastante ã sua carreira e vida financeira.

CAPRICÓRNIO

Este mês de novembro e seus influxos planetários impulsionarão a sua energia em direção a compromissos que trazem um novo ciclo promissor, especialmente nos domínios profissional e financeiro. Na verdade, o trânsito de Marte em quadrante com seu signo o incitará a dar o melhor de si nas ações mais essenciais.

SAGITÁRIO

Os influxos de Marte ainda irão travar as suas ações durante a primeira semana do mês, obrigando-o a detalhar os seus projetos para ajudar a realização deles mais tarde. É a partir do dia 13 de novembro que um vento propício soprará nas suas asas para que você avance de maneira mais direta em direção a seus objetivos.

ESCORPIÃO

As influências planetárias deste mês de novembro vão inspirá-lo a ter ações úteis para reorganizar sua vida na direção de suas expectativas para o futuro. Você, espontaneamente, reformulará o seu estilo de vida e seus costumes para mudar alguns que não correspondem aos seus desejos.

BALANÇA

Os influxos de Júpiter em sua Casa XII simbólica, aliados ao trânsito do Sol em semi-quadratura com o seu signo, farão com que você viva condições ideais para lançar profundas mudanças em sua vida, especialmente no domínio sentimental.

VIRGEM

direção certa.

Os influxos de Júpiter continuam a sua ação no seu setor, o que, combinado com o sextil do Sol com o seu signo, ldar-lhe-á a agressividade e tenacidade para fazer com que sua vida evolua na

LEÃO

As instâncias planetárias deste mês de novembro o incitarão a agir mais no domínio financeiro, em especial. Seus desejos neste setor terão mais peso em seu espírito, o que o lançará à busca de novas oportunidades profissionais ou de novos negócios, etc... Seu senso de estratégia será pleno, mas você não estará protegido.

CARANGUEJO

Os influxos planetários deste mês de novembro farão com que você tenha mais ousadia, coragem e determinação para correr atrás de seus objetivos. Sua energia será facilmente mobilizada neste sentido e não lhe faltará paciência e profundidade de reflexão para aperfeiçoar suas estratégias.

GÉMEOS

Os influxos planetários deste mês de novembro se distinguirão em duas fases. As três primeiras semanas do mês o levarão a enfrentar situações nas quais grandes mudanças serão indiscutivelmente necessárias, principalmente na organização de seu cotidiano.

TOURO

Os influxos planetários de novembro de 2015 influenciarão mais profundamente seus laços íntimos, começando com uma vasta compreensão do outro, no sentido amplo. Você viverá situações que o levarão a retrair-se a fim de ouvir o outro. Este processo influenciará diretamente sua vida sentimental e familiar.

CARNEIRO

Os influxos planetários deste mês de novembro vão levá-lo a colocar em prática todo seu potencial de combatividade, a fim de chegar aos seus objetivos. Você terá, mais do que nunca, tendência a ideias fixas e a não se distrair. Este mês trar-lhe-á um conforto moral mais forte do que o de costume, graças aos influxos do Sol em trígono com seu signo. A presença de Mercúrio em sua Casa VI simbólica fará de si um confidente ideal para seu entorno, o que pode afogá-lo se você não colocar limites. • 34º Aniversário do Grupo Folclórico Transmontano de Toronto 21 de novembro, 2015 Renaissance by the Creek, Mississauga

AGENDA

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PEIXES

• Sara Tavares & Carminho 14 de novembro, 2015 Koerner Hall, Toronto

• S. Martinho – Arsenal do Minho 14 de novembro, 2015 Salão do Local 183, Toronto

• 3º Aniversário do Correio da Manhã Canadá 14 de novembro, 2015 Centro Cultural Português de Mississauga

• Festa de Natal e 32º Aniversário do Sol Português 21 de novembro, 2015 Salão do Europa Catering, Toronto

• Backpacks 4 brainiacs Fundraising for Blessing in a backpack 23 de novembro, 2015 Touché Bar, College Street, Toronto • Fernando Rocha 28 de novembro, 2015 Queen Elizabeth Theatre, Mississauga

FICHA TÉCNICA EDITORES: Carmo Monteiro Carlos Monteiro FOTOGRAFIA: Carmo Monteiro Carlos Monteiro EDIÇÃO GRÁFICA: Carlos Monteiro Eduardo Carvalho COLABORADORES: Artur F. Guedes David Gonçalves Patrícia Salín Suzi Silva Gonçalo Baptista António SIlva Raquel Couto Sandra Neiva José Carreira Catarina Rodrigues PARTICIPAÇÃO ESPECIAL: Prestige Salon & Spa Flowers & Twigs Cristal Shoes Boutique Felicity Gifts & Accesories

• A night of Christmas – Four Voices One Show com Guida Figueira, Inês Henriques, Michelle Madeira, Isabel Sinde 28 de Novembro, 2015 Ambiance Banquet Hall, Toronto

Quer publicitar o seu evento? Envie-nos as informações e iremos incluí-lo na nossa agenda.


CON

cur sos Concurso Red Carpet A Revista Amar tem o prazer de anunciar o nome do vencedor do concurso lançado na nossa página do Facebook a longo das semanas que antecederam esta distribuição, em que se perguntava quem seria a capa da nossa primeira edição. O vencedor vai receber duas entradas VIP para o 3º Show Anual de Moda or-

ganizado pela Red Carpet on Queen, a realizar no dia 07 de Novembro, no Remix Lounge em Toronto.

CONCURSO FERNANDO ROCHA

Vencedor Bruno Ricardo Bento Henriques Toronto O nosso obrigado pela participação. Foto: Direitos Reservados

Temos 2 bilhetes disponíveis para a atuação do Fernando Rocha a realizar no dia 28 de novembro no Queen Elizabeth Theatre em Toronto. Para se habilitar a ganhar estas 2 entradas terá apenas de nos enviar as suas fotos do Halloween por email ou correio para os seus endereços:

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Email: info@revistamar.com Correio: Revista Amar 620 Keele Street PO Box 818 Toronto, ON M6N 3E0

Para efeito deve indicar que se destina ao Concurso da edição de Novembro, o seu nome, morada e número de telefone para ser contactado em caso de ser selecionado. Aceitam-se participações até ao dia 20 de novembro. As fotografias serão publicadas no nosso portal interativo localizado no endereço www.revistamar. com e a fotografia do vencedor será publicada na edição de dezembro. Boa sorte!

COLABORE CONNOSCO! Faça parte deste projeto e envie-nos textos, fotos, desenhos, sugestões.. O que quiser! Juntos vamos crescer! Tel.: 416.806.7616 E-mail: info@revistamar.com www.revistamar.com Revista Amar 43


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