Re vi st a EDIÇÃO 5 • ANO I • $3.00 • MENSAL • MARÇO
tó pica
palavras escondidas ao som de uma guitarra
celebrar a beleza...
miss portuguesa canada
com o patrocínio: maia & associates e revista amar
março2016
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30 Tó Pica
Bem-Haja
6 Palácio da Pena
- Palavras escondidas ao som de uma guitarra
- Sentimentos
- O olhar fotográfico
18 Isidro de Brito
51 Marias
20 Patrícia Fino
- Miss Portuguesa Canada
54 moda
Foto: Direitos Reservados
Cristiano Ronaldo aumenta rumores de novo filho
DAVID BECKHAM declara-se à mulher: “Deste-me filhos maravilhosos”
NUNO MARKL E ANA GALVÃO separados
DIREÇÃO: Carmo Monteiro EDITORES: Carlos Monteiro
Foto: Direitos Reservados
Foto: Direitos Reservados
58 Sugestões da Chef Nela
Foto: Direitos Reservados
Faleceu a antiga Primeira-Dama Norte-Americana NANCY REAGAN
Foto: Direitos Reservados
SARA SAMPAIO abre desfile Elie Saab na Semana da Moda de Paris
Foto: Direitos Reservados Foto: Direitos Reservados
15 MINUTOS DE FAMA
ÍNDICE
14 Rosário Pereira 36 Gilberto Prioste
MANUEL DAMÁSIO DETIDO
Por suspeita de branqueamento de capitais e tráfico de influências
Benfica vence Sporting em Alvalade e è lider isolado
FICHA TÉCNICA
FOTOGRAFIA: Carmo Monteiro, Carlos Monteiro, Giberto Prioste (CAPA) EDIÇÃO GRÁFICA: Carlos Monteiro COLABORADORES: Artur F. Guedes, David Gonçalves, Dr.ª Patrícia Salín, Suzi Silva, Gonçalo Baptista, Raquel Couto, Dr. José Carreira, Catarina Almeida, Venessa Barros, Maria João Rafael, Teresa Machado, Hugo Antunes, Rute Marques PARTICIPAÇÃO ESPECIAL: Ruby Jewellery, Flowers & Twigs, Cristal Shoes Boutique, Felicity Gifts & Acessories, Alexis Elena Faini AGRADECIMENTOS ESPECIAIS: Tó Pica, Isidro de Brito, Patrícia Fino, Gilberto Prioste, Rosário Pereira OS ARTIGOS PUBLICADOS NA PRESENTE EDIÇÃO SÃO DA INTEIRA RESPONSABILIDADE DOS SEUS AUTORES, PODENDO NÃO REFLETIR AS OPINIÕES E POSIÇÕES DA REVISTA AMAR NAQUELA MATÉRIA. OS CONTEÚDOS PUBLICITÁRIOS NA PRESENTE EDIÇÃO SÃO DA INTEIRA RESPONSABILIDADE E COM AUTORIZAÇÃO/APROVAÇÃO PRÉVIA DOS SEUS AUTORES.
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MOSTRA of PORTUGUESE CINEMA FEBRUARY - MARCH 2016 CAMÕES I.P. UNIVERSITY OF TORONTO YORK UNIVERSITY
Free Admission Film Screenings with English subtitles Portuguese Cinema Exhibition Hommage to Manoel De Oliveira
DATES & PLACES ROBARTS LIBRARY’S MEDIA COMMONS FILM THEATRE University Of Toronto, 130 St. George St., 3rd Floor, St. George Subway • FEBRUARY 2, 2016 @ 7 pm RONALDO (2015) Anthony Wonke Introduced by Joe Correia
• FEBRUARY 23, 2016 @ 7 pm HOMMAGE TO MANOEL DE OLIVEIRA Panel moderated by Hudson Moura with Miguel Rocha and Aida Jordão
• FEBRUARY 9, 2016 @ 7 pm O GRANDE KILAPY (2012) Zézé Gamboa Introduced by José Carlos Curto
• MARCH 1, 2016 @ 7 pm O PATIO DAS CANTIGAS (2015) Leonel Vieira Introduced by Nuno Cristo
SCOTT LIBRARY’S SOUND AND MOVING IMAGE SCREENING (SMIL) ROOM 120 York University, Keele Campus • MARCH 9, 2016 @ 2:30pm SANGUE DO MEU SANGUE (2011) João Canijo Introduced by Aida Jordão
• MARCH 9-25, 2016 @ 2:30pm PORTUGUESE CINEMA EXHIBITION
Q&A to follow each screening 3
Em nome da Revista Amar... o nosso bem-haja! Ima
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Revista Amar escreve mais uma página na sua, ainda curta, história de sucesso junto daqueles que procuram um projeto dinâmico e inovador, sem esquecer as suas raízes socio-culturais mas, acima de tudo, sem esquecer aqueles que mais importam... os Portugueses na diáspora. Na qualidade de um dos patrocinadores oficiais Miss Portuguesa Canada, a Revista Amar definitivamente trilha o caminho do apoio à Comunidade também em eventos que possam trazer até nós espétaculos e atividades contemporâneas que há muito eram devidas em terras Canadianas. A história Revista Amar não se fecha com este evento de dimensão ímpar na sociedade luso-canadiana. Muitas outras novidades serão reveladas brevemente. Mas histórias de sucesso não se fazem só de eventos, mas de pessoas... pessoas que a título particular e que a troco de quase nada, utilizam o seu escasso tempo livre para participarem neste projeto. Pessoas dos quatro cantos do mundo que nos fazem ter orgulho da nossa nacionalidade e dos va-
lores passados de geração em geração até aos dias de hoje. Nesta fase nova que se avizinha, não poderíamos deixar de endossar os nossos mais sinceros agradecimentos a quem, ao longo destes últimos meses, nos apoiou e suportou incondicionalmente, não deixando nunca de acreditar neste projeto. A lista seria decerto longa e correríamos o risco de, por ventura, esquecer alguém por isso para todos vós... o nosso bem-haja do fundo do coração. Sem a vossa participação não conseguiríamos. Fica a promessa de tentarmos fazer justiça ao vosso esforço e de melhorar mês após mês, porque este projeto é de todos “nós”. Como não poderia deixar de ser, o nosso agradecimento também a todos os leitores Revista Amar! São a razão porque continuamos. Como diria o poeta... “o céu é o limite”! A Revista Amar vai marcar presença já no mês de março em Cambridge e Bradford e em breve... vamos Amar Montreal.
Carmo Monteiro Revista Amar Diretora
COLABORE CONNOSCO! Faça parte deste projeto e envie-nos textos, fotografias, eventos e sugestões. Juntos vamos crescer! Somos também um espaço de excelência para promoção e divulgação do seu projeto, negócio ou evento! Tel.: 416.806.7616 E-mail: info@revistamar.com Website: www.revistamar.com www.facebook.com/revistamar Para subscrever a Revista Amar, por favor contacte-nos através do email info@revistamar.com
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ACHA QUE A COMUNIDADE PORTUGUESA TEM BONS EVENTOS EM TORONTO - GTA? Que outros eventos gostaría que se realizassem? RUI BRILHANTE, ESTUDANTE Sim, acho. A comunidade tem várias Associações e Casas Culturais onde se festejam as variadas datas especiais. Eu sou de S. Miguel e aqui também temos as Festas do Santo Cristo. Também temos eventos de Entertenimento, como tivemos recentemente, o “Portugal a Rir, Canada 2016”.
Fotos Pessoas: Carmo Monteiro
ELSA ABREU, EMPREGADA DE BALCÃO
Eu acho que sim. Sem dúvida que seria muito bom ter outro tipo de eventos... Mais concertos ou quem sabe Festivais de Verão, como por exemplo o “Rock in Rio”... Isso seria fantástico!
LETÍCIA CARDEIRA, EMPREGADA DE BALCÃO
ANA BRILHANTE RESTAURAÇÃO
Sim, acho que neste momento sim. Como portuguesa, gostaría de ter mais concertos e festivais como se fazem em Portugal. Também seria interessante recebermos peças de teatro.
Acho que sim. Eu estou cá há relativamente pouco tempo e fiquei admirada como há tantos eventos todos fins-de-semana.
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Fonte e Fotos: Adaptado do artigo Partiu Pelo Mundo
PALÁCIO DA PENA
...simplesmente o castelo mais belo da Europa
Por: Artur F. Guedes
Em Sintra está localizado aquele que foi recentemente considerado o “castelo” mais bonito da Europa. Trata-se do Palácio Nacional da Pena e foi eleito pela organização European Best Destinations como o mais belo dos castelos europeus. Segundo a organização, todos os castelos desta lista estão imbuídos de uma forte componente histórica, contando-nos enredos de “reis, alianças e vinganças”, de guerras, conquistas de nações e regiões e lá viveram famílias que fizeram parte da história da Europa. Sendo uma das maiores expressões do romantismo novecentista em território português, o Palácio e o Parque da Pena, duas obras que resultaram da criatividade do Rei D. Fernando II, Príncipe de Saxe-Coburgo e Gotha e Rei consorte casado com a Rainha D. Maria II, têm fortes influências dos estilos Manuelino e Mourisco, tal como salientou a European Best Destinations. A sua construção foi alicerçada num princípio básico: o Palácio tinha de ser visível em qualquer ponto do Parque, um espaço composto por uma floresta e por jardins onde se podem conhecer mais de 500 espécies de árvores provenientes de todo o Mundo. Construído a cerca de 500 metros de altitude, o Palácio Nacional da Pena foi a residência de verão da Família Real Portuguesa, entre 1838 e 1910. A partir de 1920 foi transformado em casa museu, passando a estar disponível para visita do público com a denominação de Palácio Nacional da Pena, um dos mais notáveis exemplares da arquitectura portuguesa do Romantismo. No dia 7 de julho de 2007 foi eleito como uma das Sete Maravilhas de Portugal. Além disso, nos últimos anos foi o monumento mais visitado do país, contabilizados mais de 750.000 visitantes por ano. Conheça a lista dos 15 castelos mais bonitos da Europa: 1. Palácio da Pena (Portugal) 2. Alcázar de Segóvia (Espanha) 3. Castelo de Neuschwanstein (Alemanha) 4. Castelo de Hohenzollern (Alemanha) 5. Castelo de Walzin (Bélgica) 6. Castelo de Eltz (Alemanha) 7. Castelo de Chambord (França) 8. Castelo de Culzean (Escócia) 9. Castelo de Eilean Donan (Escócia) 10. Palácio de Windsor (Inglaterra) 11. Castelo de Corvin (Roménia) 12. Castelo de Trevarez (França) 13. Castelo de Hohenwerfen (Áustria) 14. Castelo de Bran (Roménia) 15. Castelo de Schwerin (Alemanha)
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O Palácio da Pena, mais do que um simples castelo ou palacete, é um dos lugares mais mágicos e curiosos de Portugal, um lugar que mistura história com um pouco de fantasia e talvez uma dose de megalomania de seus idealizadores. O Parque e o Palácio Nacional da Pena, no coração da região de Sintra, em Portugal, é algo fascinante, uma visita cujo o roteiro começa ainda em Lisboa, a partir da qual, parte a grande maioria dos visitantes e turistas. O Palácio da Pena, no coração do parque de mesmo nome, está no topo da montanha mais alta da região. Para chegar até lá, os visitantes precisam de subir a montanha, passar por uma estradinha fina que avança o bosque, enquanto sobe centenas de metros uma colina vigorosamente. A simples viagem até aos portões da Pena, já renderiam em si um belo roteiro turístico, mas há muito mais. Quase no topo, o turista vê-se diante de uma bifurcação – de um lado, segue rumo ao chamado Castelo dos Mouros, uma imponente fortaleza de pedra medieval que divide as atenções com o Palácio da Pena. Seguindo para o outro lado, o visitante anda mais algumas centenas de metros até chegar às portas do palácio. Logo na entrada, próximo ao guichê, uma surpresa: se acha que já subiu o suficiente de carro, está enganado. Do portão até ao palácio em si, são mais umas dezenas de metros de rampa, mas alegre-se – alguns autocarros levam o visitante até ao topo do parque, para entrar diretamente no castelo colorido e vibrante que brilha no alto da colina. Já na entrada, dois imponentes edifícios mostram o que o romântico D. Fernando II, criador do palácio, reservou aos visitantes: uma mescla sem fim de estilos e tendências arquitetónicas, paredes amarelas, alaranjadas, roxas e de muitas outras cores. Quem vê o Palácio da Pena não pode adivinhar que sua história é muito mais antiga do que seu próprio idealizador. Antes do palácio, ainda antes do Descobrimento, para ser exata, o escar-
pado foi ocupado e ali foi construída, antes de 1500, uma pequena capela em homenagem a Nossa Senhora da Pena. Por séculos, a capela foi sendo reformada e acabou por ganhar um convento de madeira, posteriormente todo um edifício para entoação de cânticos por monges. No século XVIII, um desastre destrui parte da torre da capela, até à sacristia e com o passar do tempo, os danos foram sendo agravados. Eis que em 1838 o pobre convento, já dilacerado por mazelas, caiu nas graças de D. Fernando II, um dos maiores amantes das artes que já viveu entre a realeza portuguesa. D. Fernando não perdeu tempo e resolveu comprar o convento, aproveitando para arrematar alguns dos lindos bosques que o cercavam montanha abaixo.
O barão alemão Von Eschwege, um arquiteto amador na verdade, foi contratado para o serviço. Sua missão? Construir um palácio que não apenas agradasse à realeza portuguesa, mas também ao gosto eclético e porque não, excêntrico de D. Fernando II. O barão alemão era um homem viajado – talvez por isso seja possível ver traços africanos, asiáticos, europeus da Baixa e Alta Idade Média, padrões clássicos e também barrocos, além de algumas referências a estilos bem específicos, como os azulejos sevilhanos e alguns padrões persas em janelas e arcos. Os estilos misturam, o islâmico com o renascentista, o manuelino com o neo-gótico, além de referências indianas, turcas e também mediterrâneas – afinal, o projeto envolvia a construção de um palácio de verão. Se a entrada do Palácio da Pena, já faz turistas pensarem que estão a entrar num parque temático da Era Moderna, o interior da construção, apenas lhes traz uma certeza a esse respeito. Caminhando um pouco até chegar à parte principal do palácio, o visitante chega a um pátio – o “Claustro”, cercado de corredores e arcos por todos os lados, o claustro é especialmente vistoso, com seus azulejos mouriscos, brancos e azulados.
No piso inferior ao claustro, está a sala de jantar e a cozinha. Com paredes forradas com azulejos, a sala manteve algumas características do antigo refeitório dos monges que ali viviam antes do palácio. Abóbadas em estilo manuelino, contrastam com os móveis de madeira-de-lei que decoram o ambiente. Como era de esperar, a sala de jantar e a cozinha, também possuem várias peças de uma das coleções do excêntrico D. Fernando II, a de louças e cerâmicas. Seguindo o roteiro da visita, os visitantes passam pelos aposentos do Rei
D. Carlos e da Rainha D. Amélia. Também cheio de abóbadas no teto, o aposento do Rei D. Carlos é mais “humilde”. Tetos lisos, sem pintura e paredes em azul escuro, com cortinas rubras e amareladas. Apesar dos muitos objetos, o quarto é realmente menos trabalhado que os aposentos da Rainha D. Amélia, o forrado de detalhes no revestimento da parede, claro e brilhante, com cortinas rosadas e móveis em cores para esse tom – talvez seja uma das mais bonitas decorações de todo o palácio.
A sala de visitas possui uma decoração com toque islâmico e uma pintura muito interessante. Arcos e colunas foram pintados em toda a volta do recinto, em cores iguais às do teto, faz com que a sala pareça, ao longe, três ou quatro vezes maior do que realmente é. As salas de passagem, que funcionam como intermitências entre os aposentos principais, até possuem decorações bonitas, mas esse não era seu intuito – o objetivo era claramente guardar as coleções do artista-acumulador D. Fernando II, pois muitos de seus pertences ainda estão por lá. O interior do Palácio da Pena mostra como seria uma revista de decoração, caso fosse impressa em cores ainda no século XIX. Salas com decorações completamente diferentes, com iluminação clara e brilhante, ou penumbra e escuridão. Algumas geniais, outras curiosas e algumas delas, muito excêntricas. A sala de fumo, com teto em inspiração islâmica e detalhes são tão minuciosos que o visitante precisa semicerrar os olhos, é talvez a mais clara e iluminada de todo o palácio. Já a penumbra bonita e amarelada da sala de entrada e da escada das cabaças, faz parecer que o visitante entrou em alguma espécie de jardim secreto.
O salão nobre faz jus ao nome – imponente e amplo, é sem dúvida, uma sala que foi usada para o encontro de individualidades da época. Finalmente, a sala dos veados, uma área circular, com uma coluna central e teto abobadado, é um verdadeiro monumento ao surrealismo: cabeças de veados cercam o alto das paredes da sala em toda a volta, em diversos tamanhos – tétrico e belo ao mesmo tempo. Para os amantes das dezenas de programas de culinária atuais, uma passada na pitoresca cozinha do Palácio é recomendada – e talvez, consiga ali um vislumbre de como seria o “MasterChef ” no século XIX. Finalmente, para os religiosos ou amantes da história, a Capela do Antigo Convento de Nossa Senhora da Pena ainda está lá – os detalhes foram restaurados e detalhes modernos se misturam com as peças originais do lugar – o desfecho ideal para um dia no magnífico Palácio da Pena. Faça uma visita ao Palácio da Pena este verão.
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COSTUMES&TRADIÇÕES
Por: David Gonçalves
Fontes: Ruralea, MARQUES, Gentil Lendas de Portugal Lisboa, Círculo de Leitores, 1997 [1962] , p.Volume III, pp. 205-211 / Imagem: Freepik
Amendoeiras em Flor
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urante os meses de fevereiro e março as amendoeiras em flor proporcionam um espetáculo de cores único em Portugal. A paisagem envolvente adquire tons mais claros, transmitindo uma sensação de paz e deslumbrando qualquer pessoa. Os primeiros botões de flor de amendoeira desabrocham um mês antes da primavera, anunciando, sem demoras, a estação mais florida. Desde a segunda semana de fevereiro até aos primeiros dias de março as amendoeiras florescem e paisagem adquire uma imagem nova, mais colorida, pura e serena. Os terrenos despidos pelo inverno adquirem uma nova roupagem em tons branco e rosa. A amêndoa é um dos frutos mais produzidos na região do Douro, principalmente nos concelhos de Freixo de Espada à Cinta, Mogadouro, Torre de Moncorvo e Vila Nova de Foz Côa, que se inserem na Rota das Amendoeiras. Quando as amendoeiras florescem assemelham-se a um manto de neve que cobre o horizonte, com a vantagem de não serem frias e de aromatizarem o ar, com o doce perfume que anuncia a Primavera.
Foto: Maria Flor
A Lenda...
H
á muitos e muitos séculos, antes de Portugal existir e quando o Al-Gharb pertencia aos árabes, reinava em Chelb, a futura Silves, o famoso e jovem rei Ibn-Almundim que nunca tinha conhecido uma derrota. Um certo dia, entre os prisioneiros de mais uma batalha, viu a linda Gilda, uma princesa loira de olhos azuis e porte altivo. Impressionado, o rei mouro deu-lhe a liberdade, conquistou-lhe progressivamente a confiança e um dia confessou-lhe o seu amor e pediu-lhe para ser sua mulher. Contudo, apesar das festividades e do seu amor pelo califa, a princesa ia ficando cada vez mais triste e melancólica até que um dia já não conseguiu levantar-se da cama. Apavorado, o rei mandou chamar todos os sábios do país para que encontrassem uma cura de tão estranha doença que se tinha apoderado da sua amada. Mas nada conseguiram para melhorar a saúde da princesa. Até que um dia um velho poeta nórdico prisioneiro do rei, em troca da sua liberdade, disse que sabia de que mal sofria a princesa. Revelou então ao Rei que a bela Gilda sofria de nostalgia da brancura dos campos cobertos de neve do seu país natal. O rei ordenou então que plantassem junto ao palácio milhares de amendoeiras para que quando florissem cobrissem a terra de um manto branco. Ao che-
gar a primavera, o rei levou a princesa até à janela do terraço, que maravilhada com tão lindo espectáculo, conseguiu iludir as saudades, recuperando a vontade e alegria de viver. Desde então, na primavera, muitos são os que ainda visitam os campos de amendoeiras em flor a celebrar a chegada da primavera.
Foto: Maria Flor
Foto: Direitos Reservados
TEMPO DA LENDA DAS AMENDOEIRAS
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“(…) A Princesa Ai portas do meu silêncio. Ai vidros da minha voz. Ai cristais da minha ausência da terra dos meus avós desatavam-se em soluços os seus cabelos desfeitos. (…) O Rei Dizei-me magos oragos anões duendes profetas adivinhos e jograis sagas videntes poetas
como hei-de secar o pranto daqueles olhos de rio como hei-de calar os ais daquela boca de estio como hei-de quebrar o encanto que numa tarde de pedra talhada pela tristeza selou com dedos de chumbo o sorriso da princesa que suspira pela neve da ponta do fim do mundo.” in SANTOS, Ary dos. – Tempo da Lenda das Amendoeiras. Lisboa, 1964.
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HIGH PARK Descubra as maravilhas do High Park em Toronto Por: Paulo Mendes
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gora que o inverno (no global, ameno para a cidade de Toronto) está prestes a ceder o seu lugar à sempre refrescante primavera, os amantes de um passeio pela natureza verdejante e florida começam já a planear as próximas caminhadas num dos parques da cidade. O High Park surge, sem qualquer dúvida, como uma referência central para quem deseja conhecer um pouco da história de Toronto e (re)descobrir maravilhas “escondidas” numa vasta área da cidade mais populosa do Canadá. Na verdade, o High Park é um parque municipal em Toronto, Ontário, Canadá, que se estende por 161 hectares (400 acres), com um terço do parque a permanecer em estado natural. Com uma vertente recreativa e natural mista, o parque dispõe de instalações desportivas, instalações culturais, instalações educacionais, jardins, parques infantis e um jardim zoológico. O High Park foi aberto ao público em 1876, depois de John George Howard ter feito uma doação do terreno à cidade de Toronto. É o maior parque dentro da cidade. (O Rouge Park é o maior parque da cidade, mas o parque estende-se até Markham, Ontario.) O High Park está localizado a oeste do centro da cidade, ao norte da Humber Bay. Este estende-se ao sul da Bloor Street West para a The Queensway, ao norte do Lago Ontário. É limitado a oeste por Ellis Park Road e Grenadier Pond, e no leste pelo Parkside Drive. Conheça a História Em 1836, John George Howard comprou uma propriedade de 160 acres (65 ha), no condado de York, a oeste de Toronto, para uma quinta de ovelhas, ao custo de $1.000. Foi aqui que Ho-
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Fotos: Direitos Reservados / Fontes: Wikipedia, CBC News e http://cms.highparkzoo.ca/masterplan/
Fotos: Direitos Reservados
ward projetou e construíu o Colborne Lodge, uma casa de campo (estilo Regência) em 1837 para complementar o seu ambiente natural como a residência para si e sua esposa Jemima Frances Meikle. Os Howards denominaram a sua propriedade de ‘High Park’, por estar situada no ponto mais alto de terreno ao longo da costa Humber Bay. Depois de uma carreira de sucesso como arquiteto, engenheiro e topógrafo para a cidade de Toronto, Howard aposentou-se aqui em 1855. Em 1873, Howard e sua esposa concordaram em transmitir a sua propriedade rural para a cidade de Toronto. Houve várias condições de transmissão, incluindo que os Howards continuariam a viver na sua residência, não seria servido álcool no parque, e que a cidade manteria para sempre o parque “para o uso gratuito, benefício e usufruto dos cidadãos de Toronto, e de preservar o nome de High Park”. A Assembleia Municipal votou 13-2 para aceitar as condições de Howard. Os dois dissidentes sentiam que o parque estava muito longe da cidade para ser de alguma utilidade para os seus cidadãos. Na época, o acesso direto à propriedade de Howard era feito apenas por barco, através da linha ferroviária Great Western para o sul, ou por uma estrada com portagem. Logo depois, a “Road to High Park” foi construída a partir da Lake Road para os terrenos do parque, hoje a Spring Road e Centre Road. Howard recebeu uma pensão vitalícia da parte da cidade em troca da propriedade. Em 1876, uma parcela de 120 acres (49 ha) da propriedade de Howard formou o parque original, juntamente com 176 acres (71 ha) comprados da Percival Ridout, a leste da quinta de Howard. Os restantes 40 acres a sul (16 ha) da
propriedade de Howard, incluindo o Colborne Lodge, passou para a cidade após a morte de John Howard em 1890. Os Howards estão enterrados no High Park. Nos tempos correntes, o Colborne Lodge é um museu que contém muitos dos móveis originais de Howard e uma coleção de aquarelas do início de Toronto de Howard. O museu está aberto durante todo o ano. O trecho oeste do High Park, incluindo o Grenadier Pond era propriedade privada da família Ellis (chefiada por John Ellis), que deu nome à Ellis Avenue. A família Ellis vendeu o terreno à família Chapman (Wilma Chapman), que usou o Grenadier Pond para a produção de gelo sob a marca Grenadier Ice Company (1880’s). Após o desenvolvimento do processo de produção de gelo artificial e refrigeradores modernos, a produção de gelo através do Grenadier Pond cessou por volta de 1920 (consolidando as suas operações para a sua localização no Lake Simcoe sob Alfred H. Chapman, arquiteto de Toronto que herdou os negócios da família após a morte do seu pai). A Grenadier Ice Company estava localizada ao sul do Grenadier Pond, a leste da Ellis Avenue. Em 1930, os Chapmans venderam à cidade 71,8 acres (29,1 hectares), incluindo o lago, por $150.000. Um total de 18 acres (7,3 ha) do High Park foram dados mais tarde à Metro Transportation quando a The Queensway foi construída no início de 1950. Isto estava em violação das disposições do proprietário original do High Park, John Howard, que as terras seriam usadas apenas para o parque. Responsáveis da Metro procuraram descendentes de Howard para obter o seu consentimento.
Em 1993, o Comité Consultivo dos Cidadãos do High Park foi fundado como um grupo voluntário para ajudar a cidade de Toronto na administração do parque. O grupo foi rebatizado de Conselho Consultivo Comunitário do High Park em 2003. O grupo e suas ramificações têm desenvolvido vários programas e iniciativas para o parque, incluindo o Volunteer Stewardship Program que visa a preservação e proteção do ambiente do parque. O grupo é ativo na promoção das espécies vegetais naturais no parque, e os voluntários removem com regularidade espécies não nativas invasoras. Em 2012, a Câmara Municipal de Toronto, numa ronda de cortes nos serviços da cidade, votou para interromper o apoio ao Zoológico do High Park e procurar financiamento alternativo. O zoológico tem um custo operacional de mais de $100.000 por ano, e estava a ser operado pelo Departamento de Recreações e Parque da cidade. Uma organização “Amigos do jardim zoológico do High Park” foi formada para angariar fundos e procurar outros patrocinadores para o zoológico. Em abril de 2012, a organização foi bem sucedida em encontrar um patrocinador (a Honey Family Foundation) enquanto a organização desenvolve uma fonte permanente de financiamento. O patrocinador iria igualar as doações públicas para os próximos três anos. Atividades O parque inclui várias atrações, incluindo o passeio do High Park Trackless Train que circunda todo o parque, um conjunto de diamantes de basebol, campos de ténis, vários parques infantis, jardins de encosta, um zoológico e museu histórico Colborne Lodge. O parque é também a casa do Centro de Natureza do High Park, uma organização sem fins lucrativos dirigida pela High Park Initiatives (organização de caridade do parque). O Centro de Natureza oferece apreciação da natureza e programas de administração do parque para as escolas locais, grupos comunitários e famílias ao longo do ano. Jamie Bell Adventure Playground Existem dois parques infantis no High Park. Existe um parque infantil no quadrante no-
roeste, com uma piscina para crianças, áreas para piquenique e snack-bar. No canto sudoeste do parque, um “parque de aventura” para as crianças foi montado por voluntários em 1999.
O parque tem o nome de Jamie Bell, um voluntário que, inicialmente, foi pioneiro na ideia. Em março de 2012, uma parte das estruturas de madeira do jogo foi incendiada num ato de incêndio criminoso. O castelo foi reconstruído no fim de semana de 7-8 de julho de 2012 por voluntários. Outra pequena área de recreio está localizada na ravina a norte do Grenadier Pond.
Grenadier Cafe Um restaurante com 300 lugares e área de pátio ao ar livre está localizado no centro do parque no cruzamento da West Road e Colborne Lodge Road. O restaurante abriu em maio de 1958 como uma sala de jantar e um café, conhecido como o Grenadier. A área de pátio ao ar livre foi adicionada mais tarde. Devido à condição na
transmissão do terreno por parte dos Howards que proibia o consumo de álcool no parque, o High Park é a última área “seca” da cidade de Toronto, e o restaurante Café e salão de banquetes não está licenciado para servir álcool. O restaurante é propriedade da cidade de Toronto, e administrado (sob contrato) pelo Grupo Grenadier.
O zoológico do High Park O plano para o High Park Zoo irá incluir espaços para lamas e coelhos. (Amigos do High Park Zoo/fornecido) Fundado em 1893 para cervos, os cercados para animais do zoológico foram sempre uma atração popular. Hoje, mais de 120 anos depois, os onze cercados do Jardim Zoológico são o lar de uma variedade de espécies animais de todo o mundo, incluindo o bisonte, lamas, pavões, rena, gado das montanhas, wallabies, emas e ovelhas. O zoológico é gratuito para o público e atrai mais de 600.000 visitantes por ano. O zoológico está aberto todos os dias das 07:00 horas ao anoitecer. Mais recentemente, em finais de janeiro, os Amigos do zoológico do High Park revelaram um plano de remodelação que vai melhorar o espaço para as pessoas que visitam e os animais que lá vivem. Serão plantadas 100 árvores e adicionados espaços verdes à estrada pavimentada no centro do jardim zoológico, bem como mais espaços educacionais. Mas a chave para as remodelações passa por conservar o património do jardim zoológico, com o grupo a querer manter a experiência discreta e intimista proporcionada pelo zoo. As obras de remodelação estão programadas para começar em 2017. Faça uma visita ao High Park na cidade de Toronto.
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VAMOS
FALAR Português
O Novo Império
DA LíNGUA PORTUGUESA
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ernando Pessoa imortalizou a frase “A minha Pátria é a Língua Portuguesa”, o que obrigatoriamente nos leva a ponderar sobre a importância do uso da língua mãe que nos acolhe onde quer que estejamos, seja qual for o solo, o chão que pisamos, ou o teto que nos cobre. E, se estivermos a falar da língua de Camões, principal difusor da nossa língua, poderemos, provavelmente, atribuir-lhe “culpas” pelo facto de, nos dias que correm, digitais e virtuais, a língua portuguesa ser falada por 250 milhões de pessoas - a quarta língua mais falada do mundo, a sexta mais usada no mundo dos negócios, decorrente da ascensão económica e cultural do Brasil e Angola. A língua portuguesa, como uma espécie de língua universal, quiçá “nivelada” pelo Acordo Ortográfico (ainda tão polémico para alguns linguistas) objetiva o domínio de regras comuns a vários países que partilham a mesma língua oficial, desejável na criação de um padrão de uso da língua, quer falada quer escrita, que facilite a sua compreensão dos falantes. Acervo de um povo que se alme-
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Foto: Direitos Reservados • Estátua de Fernando Pessoa no Chiado em frente ao café A Brasileira. O famoso estabelecimento foi cenário de inúmeras tertúlias intelectuais, artísticas e literárias.
ja singular na língua, mas plural nos sentires, é aqui que olhamos para o português de Portugal em que nomes como Eusébio, José Mourinho, Cristiano Ronaldo marcam pontos no mapa - múndi, conjuntamente com os outros vultos da identidade cultural portuguesa: Amália, Manoel de Oliveira, Siza Vieira, Paula Rego, Marisa, Madredeus...e quantos os que ilustram com arte, música, arte, desporto, ciência… a língua lusitana. O nome do grande escritor José Saramago, nobel da literatura 1998, trouxe para a escrita a regra de não haver regras, todavia nas transgressões linguísticas e na sua criação ficcional realizou o imaginário crítico da história de um povo chamado português. No território linguístico nacional pode não haver a noção consciente e interiorizada da grandiosidade do português, com a respeitosa idade de 800 anos, portanto uma das mais antigas do mundo, uma das primeiras a ser internacionalizada pela ação dos navegadores da Expansão Marítima, entre os séculos XV e XVI - segundo o órgão oficial da Comunidade Portuguesa do Instituto Internacio-
nal de Língua Portuguesa das Comunidades. De facto, hoje esta é a língua oficial em dez países, oito dos quais membros da CPLP, juntamente com a China-Região Administrativa de Macau, cooficial do Mandarim até 2049 e da Guiné Equatorial. De forma a termos uma visão cromática do português pelo mundo, diremos que ocupa uma mancha de 10,7 milhões de quilómetros quadrados nos continentes da América, África, Europa e Ásia, aproximadamente 9 milhões destes falantes encontram-se agora nas comunidades dos EUA, Canadá, Japão, África do Sul, Paraguai e Venezuela. A Internet possui uma rede de utilizadores significativamente ativa, através de recentes dados, ultrapassam a escala dos 83 milhões de utilizadores e nas redes sociais é a quinta língua mais utilizada. Esta é a nossa língua. Orgulhemo-nos! TERESA MACHADO Professora de Português - Braga, Portugal
ORTOGRAFIA SUZI SILVA
LQA - Técnica de ensaios linguísticos Foto: Direitos Reservados
PARTICULARIDADES DOS VERBOS Vamos rever as questões ortográficas do verbo DAR - As formas da terceira pessoa do singular e do plural do presente do conjuntivo do verbo dar (e os seus compostos) levam também acento circunflexo: dê, desdê, redê, etc… - Com a entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990, no verbo dar, onde a primeira pessoa do plural do presente do conjuntivo pode ou não levar acento circunflexo. O acento serve, neste caso, para distinguir essa forma da primeira pessoa do plural de pretérito perfeito: dêmos ≠ demos. VERBO HAVER - Até à entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990, nos casos em que as formas verbais são compostas apenas por uma sílaba, o verbo haver ligava-se à preposição
de através de hífen: hei-de, hás-de, há-de, heis-de, hão-de. Com a entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990, o hífen deixa de ser empregue: hei de, hás de, há de, heis de, hão de. - Este verbo pode ser utilizado em todas as pessoas gramaticais ou apenas na terceira do singular. No primeiro caso, surge como auxiliar em tempos compostos: nós havíamos, nós houvéramos, nós haveremos dito que… No segundo caso, é usado como impessoal com o sentido de “existir”: havia, houve, haverá duas casas.
puder, puderes, puder, pudermos, puderdes, puderem (em todas as formas, a vogal tónica lê-se “é”): Se o Alberto puder, vai ao teatro. - A terceira pessoa do presente do indicativo é pode (“ó”) e a terceira pessoa do pretérito perfeito do indicativo é pôde (“ô”): Hoje, o Alberto pode vir. Ontem, não pôde. - A primeira pessoa do presente do indicativo é podemos (“ê”) e a primeira pessoa do pretérito perfeito do indicativo é pudemos (“é”): Hoje, podemos ir. Na semana passada, não pudemos.
VERBO PODER - O infinitivo pessoal escreve-se com o: poder, poderes, poder, podermos, poderdes, poderem (em todas as formas, a vogal tónica lê-se “ê”): Apesar de não poder dizer nada, o Alberto tentava explicar-se. - O futuro do conjuntivo escreve-se com u:
VERBO PÔR e seus compostos. - A forma infinitiva do verbo pôr leva acento circunflexo para se distinguir da preposição por, mas os seus compostos não têm acento: antepor, dispor, entrepor, justapor, pospor, prepor, propor, repor, sobpor, sobrepor, subpor, superpor, etc…
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Autor Português
ratura
Rosário Pereira
Rosário Pereira, nasceu em Valença, em fevereiro de 1980. Estudou até ao 12º ano não prosseguindo os estudos, dando um novo rumo à sua vida. Uma apaixonada por fotografia e leitura, encontrou na escrita uma forma de expressar emoções e demonstrar sentimentos. Administrativa de profissão e fotógrafa em partime, procura na escrita um refúgio para afugentar o silêncio interior. Desde muito cedo sentiu necessidade de escrever, mas só agora teve audácia para publicar alguns dos momentos que a marcaram, que viveu ou simplesmente imaginou. A Revista Amar esteve à conversa com a escritora minhota para saber um pouco mais sobre a sua obra de estreia “Sentimentos”.
Fotos: Direitos Reservados
RA - Sentimentos. Fale-nos um pouco sobre o livro. Rosário Pereira - O livro “Sentimentos” reflete um caminho de quedas, amores, desamores, encontros, desencontros, confissões, nudez do ser, sensibilidade interior, perdas, mas também alegrias e euforias, demonstrados em palavras que estavam perdidas num caderno. Espelha momentos que de alguma forma me marcaram, num espaço de tempo da minha vida, que quis encerrar com a publicação deste livro e a partilha com o público. Sobretudo passar a mensagem que existe sempre uma maneira de contornar situações menos boas.
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LITE
Fontes: Chiado Editora
RA - Fale-nos um pouco sobre as dificuldades dos escritores portugueses, principalmente no início de “carreira”. Rosário Pereira - É muito difícil ser escritor português e pior ainda quando estamos em inicio de carreira. As exigências das editoras são muitas, as tiragens são elevadas para não falar do contrato que só satisfaz a editora e que se torna muito dispendioso para quem começa na área da escrita. Para quem se lança no género da poesia, a coisa complica-se uma vez que quase tem escrito um rótulo com: “Não são bem vindos” porque não vendem ou são mais difíceis de vender. As livrarias, por consequência, dão mais destaque aos livros cujos autores já tem nome de mercado ou são conhecidos da televisão ou outros, o que na minha maneira de ver deveria ser ao contrário. Para além disto ainda há a falta de divulgação por parte das editoras, sendo que o deles está garantido com o assinar do contrato. Esta divulgação tem de ser feita por nossa conta, o que tem muitos custos, mas é a única forma de fazermos chegar a nossa escrita a mais pessoas, tentando levar um bocadinho mais longe o nosso livro e chegar ao máximo de leitores possível. Só assim faz sentido a publicação de uma obra. É um trabalho muito difícil, mas ao mesmo tempo é muito gratificante saber que temos mais um leitor.
Revista Amar - Sendo esta a sua primeira obra literária, fale-nos um pouco sobre o gosto pela escrita. Como surgiu? Rosário Pereira - Eu acho que surgiu desde que aprendi a escrever. Aos 12 anos participei no meu primeiro concurso de escrita e desde então comecei a escrever quadras, depois poemas inteiros e também alguns contos. Escrever faz-me sentir bem, aliviar e soltar o que me vai na alma. RA - Poesia. Porquê este género literário? Rosário Pereira - Para mim a poesia é a forma mais livre para soltar as emoções da alma. Uma escrita virada para os desabafos interiores que demonstra os sentimentos que estiveram à flor da pele. Sinto a poesia como uma forma livre de escrita, visto que não tem que seguir nenhuma sequência lógica ou um raciocínio coerente, mas sim ouvir o interior e transpor para o papel. Existe sim um jogo de pensamentos e palavras daquilo que nos vai na alma. Para mim a poesia é a liberdade da escrita. RA - Acha que os “jovens de hoje” têm interesse pela leitura e, mais concretamente, pela poesia? Rosário Pereira - Hoje em dia, os jovens não tem interesse nenhum pela leitura, menos ainda pela poesia. A poesia é um género difícil das pessoas gostarem e por vezes difícil de entenderem. Antes preferem uma boa história com um final feliz. Hoje em dia as novas tecnologias distraem, não só os jovens mas também os adultos e talvez por isso a leitura fique sempre para último plano. Provavelmente, devíamos criar mais iniciativas que incentivassem à leitura, mais propriamente à poesia.
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Fotos: Direitos Reservados
RA - Houve alguns autores que a tenham influenciado e deixado marcas com as suas obras e que tenham servido de alguma forma de inspiração? Rosário Pereira - Não tenho nenhum autor preferido, embora goste muito de ler e reler alguns poetas contemporâneos que marcaram a nossa história. De todas formas acompanho vagamente a publicação de poesia dos escritores de agora e gosto. Todos eles, de certa forma, me inspiram.
RA - Quem é a Rosário Pereira? Rosário Pereira - É difícil falar sobre mim, mas posso dizer que sou uma mulher simples, sensível, gosto de ajudar os outros sempre que me é possível. Sou uma mãe dedicada que quer ver o filho feliz. Amo a minha família, adoro os meus amigos (eles sabem quem são). Luto por aquilo que acredito. Completo-me com a fotografia e com a escrita. Adoro viajar e passear pela natureza. Não dispenso um copo de um bom tinto nem a música. RA - Além da mundo da escrita, quais os hobbies a que se dedica? Rosário Pereira - Visto que já trabalho em fotografia a nível profissional mesmo sendo em partime, a música e os trilhos pela natureza são o que adoro fazer. A música porque me teletransporta para outras experiencias, sendo que parte da escrita. Os trilhos porque me trazem paz e me dão a descobrir locais e paisagens lindíssimas. RA - Qual o sítio ou situação ideal para dar largas ao seu imaginário e escrever? Rosário Pereira - Não tenho sitio nenhum em concreto, é mesmo onde calhar. Uma frase, uma imagem, uma música, local ou situação qualquer me podem levar a escrever desde que mexa algo dentro de mim. Pequenas particularidades de alguma coisa que me despertam algum tipo de sentimento e me levam à escrita. Já me aconteceu escrever durante um concerto de Jazz e por ver uma fotografia de um grafites.
cada país tem a sua característica e faz parte da história de cada um. Para mim não faz sentido, até porque a fonética será sempre diferente dos outros países de língua portuguesa. RA - Quais os planos para o futuro ao nível da literatura? Continuará a escrever? Rosário Pereira - Os planos de futuro é continuar a trabalhar no meu segundo projeto, segundo livro, onde vou juntar as duas artes que me completam, a escrita e a fotografia, tudo da minha autoria. São textos com jogos de palavras associados a fotografias feitas também por mim. E sim, vou continuar a escrever, não só poesia, mas também pequenos contos e textos com jogos de palavras. RA - Uma mensagem para os seus leitores… Rosário Pereira - Que os adoro, sinto-me feliz por me lerem, todos eles são importantes para mim e que me continuem a acompanhar... Vou lançar novidades...
RA - Lápis ou caneta? Rosário Pereira - Caneta. É mais difícil apagar. RA - Sendo mãe, qual o conselho que deixaria aos pais e avós para incentivar a leitura e escrita aos seus filhos e netos? Rosário Pereira - Existem várias formas de os incentivar. Por exemplo, oferecer livros dos temas que lhes despertam a atenção, resumir histórias de livros que nós já lemos por forma a cativar a curiosidade deles. Levá-los a lançamentos, que hoje em dia mistura várias artes e formas divertidas de os apresentar. Levá-los a livrarias e ajuda-los a descobrir livros com temas que eles gostam e de preferência uma estante bem cheia de livros na sala ao pé da televisão. RA - No último ano foram introduzidas algumas alterações à língua portuguesa, através do novo acordo ortográfico, no sentido de uniformizar a escrita nos vários países lusófonos. Qual a opinião da Rosário sobre estas alterações? Rosário Pereira - Eu vi-me obrigada a alterar a minha forma de escrita por causa dessa mudança. Se concordo? Não. Não concordo, pois a nossa língua é única e não temos, de forma alguma, de nos uniformizar, pois
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[...] Ficamos então à espera. A Revista Amar deseja as maiores felicidades à Rosário Pereira e agradece a oportunidade concedidade para podermos a conhecer um pouco melhor a si e à sua obra. Fica a sugestão para os seus momentos de leitura... “Sentimentos”. Para aquirir “Sentimentos” de Rosário Pereira: www.chiadoeditora.com/livraria/sentimentos-de-rosario-pereira
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MOSTRA DE CINEMA PORTUGUÊS EM TORONTO Fotos: Direitos Reservados
Por: Paulo Mendes
A
Mostra de Cinema Português organizada, conjuntamente, pelo
Camões I.P., pela secção de Português da Universidade de Toronto e pelo programa de Portuguese and Luso-Brazilian Studies da Universidade de York, tem sido encarada como uma oportunidade única para, neste lado do Atlântico, acompanhar a realidade do cinema moderno português. Primeiro, a sala da Robarts Library (Media Commons Film Theatre), Universidade de Toronto, encheu para assistir a “Ronaldo” (2015), um documentário biográfico britânico realizado por Anthony Wonke, sobre a vida do futebolista português Cristiano Ronaldo. Seguiu-se “O Grande Kilapy” (2012), um filme luso-angolano-brasileiro do género comédia dramática, realizado por Zézé Gamboa e protagonizado por Lázaro Ramos, Pedro Hossi, João Lagarto, Patrícia Bull e São José Correia. Na tão aguardada homenagem a Manoel de Oliveira, no dia 23 de fevereiro, a comunidade cinéfila em Toronto teve a oportunidade de conhecer melhor a obra cinematográfica daquele que foi considerado o realizador mais velho do mundo em atividade, até ao seu falecimento, com 106 anos, na madrugada do dia 2 de abril de 2015. Um painel moderado por Hudson Moura, com Miguel Rocha e Aida Jordão, dois conhecedores da obra do realizador português, analisou o impacto do trabalho de Manoel de Oliveira na arte cinematográfica de Portugal, a qual também teve uma significativa repercussão a nível mundial. Ao longo da apresentação, foi destacado o cinema de autor de Manoel de Oliveira, um inteletual do cinema e um realizador com um domínio da técnica cinematográfica sui generis. Um trecho do filme “Lisbon Story” (1994) do cineasta alemão Wim Wenders, onde aparece Manoel de Oliveira para dar um depoimento, a curta-metragem “A Vã Glória da Memória” (2006), um trabalho de Miguel Rocha, que inclui uma entrevista com Manoel de Oliveira e uma temática centrada sobre a cidade do Porto, e o autobiográfico “Viagem ao Princípio do Mundo” (1997), com Marcelo Mastroianni, deram substância à iniciativa de homenagem. Manoel de Oliveira nasceu a 11 de dezembro de 1908 no Porto, embora o registo fixe a data de nascimento no dia seguinte.
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Depois de uma participação num filme de Rino Lupo, em 1928, estreou o primeiro filme como realizador, a curta-metragem documental “Douro, Faina Fluvial” em 1931. O último, “O Velho do Restelo”, estreou-se no ano passado, por ocasião do seu 106.º aniversário. Foram 83 anos de carreira e dezenas de filmes que contam a história do cinema em Portugal. Fora do enquadramento da câmara, Manoel de Oliveira também experimentou a encenação de teatro, admitindo que a prática teatral estava muito ligada ao seu cinema. Em 2008 festejou cem anos de vida rodeado de técnicos e atores, enquanto filmava em Lisboa “Singularidades de uma rapariga loura”, e recebeu a Palma de Ouro de Carreira em Cannes, um prémio que se junta ao Leão de Ouro de carreira que Veneza lhe entregou em 2004.
Mês de março abre com Pátio das Cantigas
A mostra de cinema não parou em fevereiro. A abrir o mês de março, a exibição do filme português “Pátio das Cantigas” (2015), uma comédia realizada e produzida por Leonel Vieira. Esta longa-metragem é um “remake” do filme homónimo de 1942 que foi realizado por Ribeirinho. Depois, no dia 9 de março, desta feita na Scott Library’s Sound and Moving Image Screening (SMIL) Room 120, Universidade de York (Campus da Keele), a exibição de “Sangue do Meu Sangue” (2011), um drama escrito e realizado por João Canijo que foi muito bem recebido pela crítica e premiado em diversos festivais de cinema, e foi o filme português selecionado para concorrer ao Óscar de Melhor Filme. O filme foi o grande vencedor do Festival Caminhos do Cinema Português: ganhou o Grande Prémio do Festival e o Prémio Melhor Argumento Original. João Canijo venceu o Prémio de Melhor Realizador e Rita Blanco o Prémio de Melhor Atriz. Venceu ainda o Prémio de Melhor Filme no Festival International du Film de Pau, em França. A exibição de cinema português (com legendas em inglês) prolonga-se entre o período de 9-25 de março, com sessões às 14:30 horas. A entrada é gratuita.
Miss portuguesa Canada 2017 Mais informações brevemente Já pode fazer a sua inscrição através de: canada@missportuguesa.pt Acompanhe-nos no Facebook e Youtube Miss Portuguesa CANADA Miss Portuguesa
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À conversa com o senhor
Miss Portuguesa
Foto: Direitos Reservados
Isidro de Brito é dono de um currículo invejável à frente de vários projetos nacionais e internacionais, muitos deles em organizações sem fins lucrativos e dedicados ao apoio familiar e social, como por exemplo a ANJAF Associação Nacional para a Acção Familiar que preside há cerca de 27 anos e que tem como objectivos a intervenção a realização de actividades que contribuam para promover a integração sócio-profissional e o desenvolvimento sócio-cultural dos jovens em particular, e de todos os grupos expostos ou em situação de exclusão, com vista à promoção de coesão do tecido social. A lista seria certamente longa, mas Isidro de Brito destacou-se recentemente como Presidente da MMRP, empresa responsável pelo evento Miss Portuguesa, que nos últimos anos tem somado sucessos levando este evento de celebração da beleza nacional aos quatro cantos do mundo, mais concretemente aos países com representatividade portuguesa. Em véspera de estreia em terras canadianas, evento que procurará eleger uma candidata de nacionalidade portuguesa a residir no Canadá, a Revista Amar esteve à conversa com o senhor Miss Portuguesa. Revista Amar - Isidro fale-nos sobre o que é a Miss Portuguesa? Isidro de Brito - “O Miss Portuguesa é o maior e mais prestigiado concurso de beleza português que dá seguimento ao antigo Miss Portugal, elegendo as representantes nacionais para os mais prestigiados concursos internacionais de onde destacamos o Miss Mundo, Miss Universo, Miss Internacional, Miss Supranacional e Miss Grand International.” RA - Anteriormente existia a Miss Portugal, qual a razão da mudança de nome? Isidro de Brito - “Embora o Miss Portugal tenha deixado de se realizar no início dos anos 2000, a patente do nome continua ativa, pelo que foi necessário registar novo nome e naturalmente surgiu o Miss Portuguesa.”
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ISIDRO DE BRITO RA - Quando foi implementada a Miss Portuguesa? Isidro de Brito - “O Miss Portuguesa foi iniciado em 2011.” RA - Qual tem sido a resposta dos Portugueses a esta nova versão da Miss Portuguesa? Isidro de Brito - “Tem sido muito positiva, embora não tão rápida como gostaríamos. Os tempos que vivemos são muito diferentes dos tempos do Miss Portugal, quer na mentalidade da jovens, quer no que diz respeito aos meios de comunicação social, e a inexistência de um concurso nacional de beleza durante uma década claro que dificultou o arranque. “ RA - O Canada foi um dos países escolhidos para receber a Miss Portuguesa! Temos conhecimento que outros países também estão envolvidos. A nossa pergunta é, de que forma é que o Canadá e os outros países vão contribuir para a Miss Portuguesa, em Portugal? Isidro de Brito - “O Miss Portuguesa é uma concurso cujo requisito essencial é que a jovem tenha NACIONALIDADE portuguesa, pelo que temos de dar oportunidade a todas as nossas jovens da diáspora, isso enriquece o concurso e faz também aumentar a ligação entre a novas gerações das jovens que vivem fora de Portugal.” RA - A Patrícia Fino é a pessoa que organiza a Miss Portuguesa Canada. Quer-nos falar sobre esta parceria? Isidro de Brito - “Ao fazermos o concurso em países com forte representação da comunidade portuguesa, temos de ter os mesmos requisitos que aplicados em Portugal. É um processo que se exige de grande seriedade e profissionalismo, pois estamos a trabalhar com o sonho das jovens e futuras representantes nacionais nos maiores concursos internacionais de beleza. A eleita Miss Portuguesa Canada terá acesso direto à final do Miss Portuguesa pelo que nas várias reuniões tidas com a Patrícia Fino e discussões sobre o projeto e condições de implantação e envolvimento da comunidade
Foto: MMRP
portuguesa no concurso levou a que fosse nomeada a nossa representante no Canadá.” RA - Este evento terá um impacto nacional como também mundial. Presume-se que os custos são elevados. Como são cobertos? Isidro de Brito - “Sem dúvida que um concurso desta natureza envolve bastantes custos, sendo que estes são cobertos com patrocínios. No fundo podemos dizer que quanto maior for o nível de patrocínios mais condições poderemos ter para a realização do concurso e mais condições podemos dar na preparação das nossas eleitas.” RA - Qual é o grande objetivo da Miss Portuguesa? Isidro de Brito - “O grande objetivo do concurso é eleger as portuguesas mais preparadas para representar Portugal a nível internacional, sabendo que a concorrência é bastante grande. Queremos ter vencedoras nos principais concursos de beleza internacionais no futuro próximo.” RA - Depois de eleita a Miss Portuguesa Canada, o que pode esperar a vencedora? Isidro de Brito - “A vencedora do Miss Portuguesa Canada desde logo adquire um novo objetivo mas também, uma nova responsabilidade. O objetivo é vir para a final e lutar pelo título máximo nacional: O Miss Portuguesa, que lhe dará entrada na final do Miss Mundo. A responsabilidade é que durante o seu mandato como Miss Portuguesa Canada deve estar junto da Comunidade e suas instituições e eventos sempre coordenada pela Patrícia Fino.”
RA - A Patrícia Fino falou-nos que os critérios de seleção para Miss Portuguesa Canada são muito rigorosos e devem ser respeitados na íntegra. Quer-nos falar um pouco sobre estes requisitos de participação? Isidro de Brito - “Quando estamos a falar de uma Miss estamos a falar de uma pessoa que será um exemplo pela sua postura, responsabilidade, simpatia, forma de estar e trabalho na valorização da cultura portuguesa, e será um fator de grande união na nossa comunidade, pelo que o seu comportamento deve ser exemplar. Os requisitos que seguimos são os requisitos que recebemos dos concursos internacionais, em particular do Miss World.” RA - A beleza continua a ser o ponto máximo do concurso? Ou a Causa é primordial? Isidro de Brito - “Se tratamos de um concurso de beleza, a Beleza tem de estar presente. No entanto, falamos mais do que a beleza física, esta deve ser uma das componentes mas não a única. O que se procura é uma jovem que para além de beleza exterior tenha um conjunto de condições que fazem dela um exemplo a seguir. Para terem a noção sobre a avaliação que leva à eleição da Miss Portuguesa aqui ficam algumas dessas áreas: Beleza de rosto, harmonia de corpo, comportamento, talento, conhecimentos gerais e argumentação, envolvimento em causas sociais, vida saudável, entre outros.” [...] A Revista Amar deseja muito sucesso à Miss Portuguesa, agredecendo desde já a amabilidade do Isidro de Brito para estar à conversa “connosco” e satisfazer a nossa curiosidade sobre este evento que representa a mulher portuguesa, os nossos costumes, tradições e Portugal no Mundo.
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Fotos: Revista Amar - Imagem: MMRP
PATRÍCIA FINO A cara Miss Portuguesa Canada O Canadá vai receber finalmente este ano o maior e mais prestigiado concurso de beleza português... o Miss Portuguesa Canada, que elegerá a representante portuguesa a residir no Canadá para a participação na final Miss Portuguesa, a realizar em Portugal em 2017. Patrícia Fino, símbolo incontornável da Comunidade Portuguesa a residir no Canadá, é a organizadora deste evento de beleza com dimensão ímpar na nossa sociedade. Habituada às lides mediáticas, assume este projeto com ambição e não esconde o entusiasmo por ter a oportunidade de trazer até "nós" um concurso desta envergadura, especialmente numa altura em que entende se estarem a dar mudanças muito positivas na comunidade. A Revista Amar quis dar a conhecer um pouco mais sobre este evento e esteve à conversa com a cara da Miss Portuguesa Canada.
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Revista Amar - Patrícia, a Miss Portuguesa Canada está a chegar. Um projeto liderado por si e que terá impacto em todo o território canadiano. Porquê o envolvimento com um evento desta natureza? Patrícia Fino - "A Miss Portuguesa Canada nasce com o intuito de evidenciar a beleza da mulher portuguesa associada a uma causa solidária. O Isidro de Brito, presidente da MMRP, selecionou as maiores comunidades portuguesas do Mundo a fim de cada uma eleger a sua Miss Portuguesa. As eleitas vão representar a sua comunidade no grande concurso final em Portugal - Miss Portuguesa. A vencedora desta grande final fica apurada para o concurso Miss Mundo, que serve de acesso a outro grande concurso. O Miss Universo."
“É com muito orgulho que lidero este projeto e que vejo o Canadá integrado neste grande evento. Como imigrante, gosto de sentir que o nosso país-natal não nos esquece e que quer realçar a beleza da mulher portuguesa a todos os níveis. Num concurso desta dimensão faz todo o sentido fazer uma seleção a nível mundial.”
"É por tudo isto que me identifico com a Miss Portuguesa Canada, essencialmente por ter uma vertente solidária. É importante evidenciar as capacidades nobres de cada candidata e mostrar ao mundo que a Beleza pode agir em prol de uma Causa." RA - Qual objetivo da Miss Portuguesa Canada? Patrícia Fino - "O maior objetivo deste concurso é evidenciar a beleza natural das jovens portuguesas. Durante este concurso as candidatas terão de dar a imagem por uma causa. A vencedora do Miss Portuguesa Canada será uma das finalistas do concurso Miss Portuguesa, em Portugal. A meta máxima deste concurso será obter o título de Miss Universo." RA - Sabemos que as passerelles não são novidade para a Patrícia. Quer-nos falar sobre esta experiência? Patrícia Fino - "Já passei pela experiência de desfilar e reconheço que controlar o nervosismo perante uma grande plateia talvez seja o maior desafio para elas. Também eu já me deixei vestir e maquilhar ao gosto de profissionais. E confesso até, que o que vesti foi de uma obra artística maravilhosa, mas que de confortável tinha muito pouco. Na passerelle tive de lidar não só com o nervosismo do momento, como também controlar o movimento de todos aqueles ornamentos pesados, frios e desconfortáveis, mas com um efeito visual deslumbrante. No final, senti-me honrada por ver aqueles profissionais receberem um trofeu por todo o trabalho artístico que tinham depositado em mim. Foram experiências diferentes daquela que as nossas candidatas estão prestes a viver. Uma Miss não é uma top-model. Uma Miss é uma modelo de um modo de estar na vida, é aquela que irá tornar-se conhecida pelas causas que defende. Uma Miss será capa de revistas pela beleza que tem e pelos motivos mais nobres. Uma Miss é uma imagem, uma cara que terá impacto a nível internacional." RA - O Canada é um país de grandes dimensões e existem comunidades espalhadas por todo o território canadiano. Onde vão acontecer os castings para a Miss Portuguesa Canada? Patrícia Fino - "Pretendemos realizar castings em Toronto e Montreal. Contudo, poderão haver castings noutros pontos do país, dependendo do volume de inscrições que obtivermos de outras cidades."
“Planeamos iniciar os castings no Verão, em Agosto. No entanto, ainda estamos em fase de acordo de datas.”
RA - Como será a estrutura do concurso Miss Portuguesa Canada? Patrícia Fino - "Numa fase inicial, as candidatas vão ter de participar nos castings, que serão compostos por dois desfiles locais, um em biquíni e outro de vestido, ambos de saltos altos. Posteriormente, o júri irá fazer uma seleção das candidatas que reunirem os requisitos obrigatórios. Uma vez concluída a fase de castings, as candidatas selecionadas deverão participar sessões fotográficas, em eventos sociais e dar a cara por iniciativas solidarias. Aqui começa o percurso delas enquanto Misses. A imagem delas vai ficar conhecida e associada a causas nobres. No início de 2017 vai acontecer a grande gala final, onde as candidatas terão a derradeira prova final. A vencedora, que ficará com o título de Miss Portuguesa Canada, segue para Portugal, para entrar na corrida ao título seguinte - Miss Portuguesa." RA - A Patrícia falou de requisitos obrigatórios. Quais são os requisitos de participação? Patrícia Fino - "Os requisitos são muitos e rigorosos. As candidatas vão ter acesso a eles na íntegra. Resumidamente, as candidatas devem ter entre 17 e 25 anos, nascidas em Portugal ou naturalizadas há pelo menos 12 meses e têm inúmeras restrições, que enquanto candidatas não devem fazer em público. Como disse anteriormente, elas são um modelo de mulher, vão dar a cara por uma causa, logo tem que ter comportamentos em conformidade com o título que vão receber." RA - Para todas as interessadas a este título, onde podem encontrar a informação para participarem? Patrícia Fino - "Foi criado um Facebook oficial para a Miss Portuguesa Canada que irá arrancar do zero a partir de agora. Vão ser elas, as primeiras a preencher este Facebook oficial. As candidatas podem registar-se através do email canada@missportuguesa.pt e do Facebook Miss Portuguesa Canada. Recomendamos que visitem o Facebook da MMRP “Miss Portuguesa” e procurem-nos no Youtube." RA - Para realizar um evento destas dimensões e com o nome que tem, são precisos muitos apoios. Pergunto se já tem algum patrocinador? Patrícia Fino - “Sem dúvida, que são precisos muitos patrocinadores para erguer o Miss Portuguesa Canada. A corrida dos patrocínios já começou e neste momento já temos o nosso maior patrocinador - Maia & Associates, que desde o início se envolveu em pleno neste evento. É com muito gosto que temos alguém como o Pedro Maia a apostar no MPC. O concurso Miss Portuguesa Canada já conta com bons alicerces, como é por exemplo o caso da Revista Amar que também já se aliou a este evento. Aproveito para agradecer o importante suporte da revista neste projeto. E esperamos encontrar muitos outros patrocinadores que estejam interessados em ver o seu nome associado ao Miss Portuguesa Canada.” RA - Já há data para a grande final? Patrícia Fino - “A grande final esta agendada para o Abril de 2017 e podem contar com um evento mediático, com caras conhecidas e muito glamour.” [...] Ficamos a aguardar mais novidades Miss Portuguesa Canada. Agradecemos a disponibilidade da Patrícia Fino para estar à conversa com a Revista Amar. Mais detalhes e informações sobre este evento nas próximas edições.
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Montreal
Artistas reunidos e solidários
Por: Suzi Silva
ARTISTA S UNIDOS
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s meses de janeiro e fevereiro, em Montreal, foram meses de reunião dos artistas. De acordo com as estatísticas de 2011, Montreal conta com cerca de 1,65 milhões de habitantes, dos quais cerca de 48 mil são emigrantes portugueses ou luso-descendentes. E no meio desta comunidade tão característica, os artistas abundam! Seja qual for a área, existe uma mão cheia de músicos, poetas, escritores, etc… Ou seja, expressar-se, artisticamente e em português, é algo que não falta nesta ilha! Mas numa comunidade, que apesar de tudo, e para a escala do Canadá, é pequena, nem sempre todos estes artistas têm oportunidade de aparecer e partilhar os seus talentos. Neste sentido, e aliando o interesse dos
portugueses pelas actividades festivas e o seu espírito solidário, o início do ano 2016 foi pontoado de acontecimentos que juntaram grande parte dos talentos da música de Montreal. Os meses de janeiro e fevereiro foram meses de reunião de artistas para fins altruístas, quer ligados às necessidades da comunidade, quer a outras causas igualmente importantes. Houve duas grandes festas para angariação de fundos, ambas com objetivos diferentes, mas que foram um autêntico sucesso, tanto na adesão da comunidade como na participação dos artistas. Estes actuaram gratuitamente nos dois eventos e encheram as salas de diversidade e coesão.
Comunidade Solidária: SENHORA DAS ESTRELAS
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echando o mês de janeiro, e numa noite que foi extremamente fria, a “Grandiosa noite de Fado, em honra de Nossa Senhora das Estrelas”, reuniu num mesmo palco quase todos os representantes do Fado da área de Montreal. No recém-renovado salão da igreja Santa Cruz, um jantar foi servido para uma sala cheia (cerca de 400 pessoas). Este evento tinha como objetivo a angariação de fundos para a futura capela do Senhor Santo Cristo e assinalar o 50º aniversário da Senhora das Estrelas. Os organizadores, Ildeberto Silva, Graça Silva, Moisés Machado e Natália Machado, escolheram como apresentador para a circunstância Luís de Melo, que fora em tempos um dos locutores da radio Centre-Ville. Assim sendo, o fado fez-se convidado e “aconteceu” pelos dedos ágeis de Luís Duarte (viola de Fado e voz) e António Moniz (guitarra portuguesa), dois músicos versados que fazem já parte da “mobília da casa” comunitária. Jason Coroa, o mais jovem talento da comunidade, apresentou-se após a tradicional introdução instrumental. Seguiram-se os fadistas Cristina Rodrigues, Suzi Silva, Marta Raposo, Carlos Rodrigues e Rosie Santos. Cathy Pimentel, em representação do seu trabalho discográfico “Fado Mundo”, juntou-se à festa e cantou o seu fado acompanhada pelos seus músicos - Adam Goulet na viola, Philippe Mius D’Entremont no violoncelo e Nilton Rebelo na guitarra portuguesa - numa
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Foto cortesia: Luís Pereira
abordagem nova que mostrou que o fado não é hermético e permite integrar outros instrumentos. De realçar o dueto entre Jason Coroa e Luís Duarte, numa junção de gerações que mostrou que a tradição do fado será mantida pelos mais jovens, com o apoio dos mais antigos e a apresentação foi encerrada pela já consagrada Jordelina Benfeito, a quem o público solicitou um “encore”.
Comunidade Solidária:
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GALA DOS ARTISTAS
oucas semanas depois, a 20 de fevereiro, houve a terceira edição da “Gala dos Artistas”. Este evento, também com a finalidade de recolher fundos para uma causa nobre, juntou desta vez, não só os fadistas, mas também os artistas da música populares da comunidade. Reunidos no salão da Igreja Saint Enfant de Jésus, numa sala elegantemente decorada, a gala destinou-se a adquirir fundos para o “Telethon” das crianças. A apresentação ficou a cargo de Eddy Sousa e Viviana Lourenço, que animaram e apresentaram os vários artistas que se apresentaram na gala. A primeira parte do espectáculo foi dedicada ao fado e a segunda à música popular, permitindo assim que o jantar fosse brindado com o trinar das guitarras e a digestão fomentada pela dança.
xão pelo fado e tem vindo a evoluir bastante. Agraciado com uma bela voz e ume boa técnica, resta-lhe limar umas quantas arestas e ter os apoios necessários para se tornar num grande fadista. Fiquem atentos a este fenómeno! Juntando-se à causa cantaram Lúcia Raposo, Cristina Rodrigues, Marta Raposo, Suzi Silva, Rosie Santos, Carlos Rodrigues e Jordelina Benfeito. E as vozes não seriam tão brilhantes se não fossem os inestimáveis instrumentistas: Luís Duarte na viola de fado, António Moniz na guitarra portuguesa e Libério Lopes no baixo. Após o jantar e o fado, a música popular encheu a sala para animar ainda mais a jornada. Estreando-se em palco duas jovens mostraram os seus dotes vocais: Sabrina e Marissa. E depois o baile não parou com as actuações de Fernando Pereira, Jomani, Jimmy Faria, Eddy Sousa e Júlio Lourenço. Sara Franco encerrou esta segunda parte mostrando a sua versatilidade, trazendo músicas para dançar, mas também um belíssimo tema (“The prayer”, escrito por David Foster e popularizado pelo dueto de Céline Dion e Andrea Bocelli) que não deixou ninguém indiferente com o seu belo timbre e afinação. Seguiu-se a festa com a animação do DJ Alex Moreira. Esta gala vai na terceira edição e Eddy Sousa, um dos seis organizadores do evento, prepara-se já para o ano que vem, arquitectando uma festa que se prevê ainda mais “hollywoodesca” que a deste ano.
No desfilar de artistas reencontramos o promissor Jason Coroa, que a cada apresentação se mostra mais maduro. Este jovem, que teve uma formação em canto clássico, descobriu recentemente a sua paiFotos cortesia: Viviana Lourenço PUBLICIDADE
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Montreal
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Missas temáticas da Missão Santa Cruz
Missa das Filarmónicas e Tunas
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Fotos cortesia: Antero Branco
ra neste ano de 2016 a primeira das três celebrações foi a “Missa das Filarmónicas e Tuna”, reunindo num só acontecimento o que no primeiro ano se desenvolveu em duas missas (filarmónicas e coros). A 27 de janeiro a igreja de Santa Cruz abriu as portas aos instrumentistas e coristas e fez-se musicar pela Filarmónica Portuguesa de Montreal (dirigida por Leonardo Aguiar), a Filarmónica do Divino Espirito Santo de Laval (dirigida por Gilberto Pavão) e a Tuna d’Oiro (dirigida por Filomena Amorim). Uma missa diferente, na qual os comuns cânticos de igreja foram ampliados pelos participantes das filarmónicas. A ideia é única e o resultado fresco. Com esta actividade a igreja consegue atrair pessoas que geralmente não frequentam as celebrações domingueiras, renovar-se em repertório e apresentação e permitir que os grupos participem onde geralmente não é comum estarem. Sim, existe na cultura portuguesa uma grande tradição de bandas e filarmónicas associadas a festividades religiosas, mas geralmente o lugar destes grupos é nas procissões e largos exteriores. Aqui a inovação é trazer estes músicos para o interior do recinto e integrá-los na celebração. A Filarmónica Portuguesa de Montreal foi criada em 1972 e a Filarmónica do Divino Espírito Santo de Laval em 1978. Ambas contam com cerca de 30 a 40 músicos, muitos deles formados no seio das filarmónicas. Estes grupos nasceram de uma necessidade em manter certas tradições portuguesas e mantém-se até hoje composto tanto por músicos amadores como profissionais, devido ao interesse dos mais jovens que desejam eles também prosseguir com essas tradições. Eventos como esta missa, que primam pela inclusão de vários grupos musicais e artísticos da comunidade, as Filarmónicas tiveram um forte incentivo em manter e prosseguir com o seu excelente trabalho. A participação da Tuna d’Oiro nas missas é já uma constante, visto tratar-se do grupo coral da Missão Santa Cruz. Este grupo, fundado em 2003 por Filomena Amorim, é uma emanação directa da UTL (Universidade dos Tempos Livres) da Missão Santa Cruz e é um grupo cuja contribuição, quer pela música, quer pelo teatro, tem sido muito apreciada na comunidade. A celebração com as Filarmónicas e a Tuna foi muito orgânica, a panóplia de sons dos instrumentos de vento e das percussões e as melodias das vozes encheram a igreja, dando a ideia de que afinal a casa de Deus é também uma casa de música.
Por: Suzi Silva
Missa dos grupos Folclóricos
is que a emoção da celebração com as Filarmónicas ainda não tinha passado, já a igreja se enchia, uma vez mais, para uma outra missa temática. Se na festa anterior a igreja se enfeitou de saxofones e clarinetes de tilintar dourado e sons brilhantes, desta vez tornou-se num quadro vivo de cores e bordados balançados ao som do acordéon. Os grupos folclóricos e marchas de Montreal reuniram-se no 31 de janeiro para cantar, dançar e enfeitar a igreja. Os participantes foram os grupos folclóricos Cana Verde, Praias de Portugal, Campinos do Ribatejo, o grupo folclórico Português de Santa Cruz, as Marchas de São João do Cube Oriental e as Marchas da Associação Portuguesa do Canada.
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Missão Santa Cruz ocupa um lugar fundamental na vida comunitária dos portugueses de Montreal. Reunindo a igreja, a escola portuguesa e uma série de actividades que visam o melhoramento da vida comunitária (apoio aos idosos, ateliers, actividades, grupo de jovens, etc..), a missão tem sido fundamental na união, no apoio e na divulgação do que de melhor se faz pelos portugueses e luso-descendentes de Montreal. Um dos grandes impulsionadores e dinamizadores de todas estas actividades é o padre José Maria Cardoso que chegou a Montreal em 1999. Missionário da Congregação do Verbo Divino, este pároco, sempre atento às necessidades da comunidade, nunca deixa passar em branco datas assinaláveis para os fiéis e, há dois anos atrás, aquando da elaboração dos planos para a celebração dos 50 anos do reconhecimento oficial dos católicos portugueses de Montreal, este pároco teve a ideia de reunir os artistas da comunidade numa série de missas temáticas. Todos os anos esta data é assinalada com a “Festa dos Benévolos”, pois “uma comunidade como esta conta com muita gente que dá muito do seu tempo e muito do seu talento e a festa dos benévolos serve para agradecer de certa maneira a estas pessoas que são o motor que faz andar a comunidade”, esclarece o padre José Maria. Mas para celebrar o 50º aniversário era necessário algo ainda mais simbólico. Foi assim que em fevereiro de 2014 se deu início a um ciclo de festividades com missas temáticas – missa folclórica, missa das filarmónicas, missa dos coros e missa fadista - e que se mantem até hoje, criando-se assim uma tradição na comunidade portuguesa de Montreal. A ideia principal passa pela celebração de missas onde se possam reunir as diversas facetas e manifestações culturais dos grupos artísticos específicos da comunidade, mas que geralmente não participam da celebração eucarística. Partindo de uma ideia já antiga - a “missa fadista”- os contornos foram evoluindo até envolverem outros grupos culturais que estão ligados à comunidade e que se revelam igualmente importantes.
Foto cortesia: Antero Branco
E porque o folclore é do povo – a palavra tem origem no inglês, em que “folklore” significa sabedoria popular sendo formada pela junção de folk (povo) e lore (sabedoria ou conhecimento) – e representa tradições centenárias, os participantes vestiram a rigor os trajes populares, as cores garridas e os lenços na cabeça. Uma vez mais a celebração da missa vergou os caminhos batidos. Os cantares e o deleito visual de todo o conjun-
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Fotos cortesia: José Brites
e em Portugal uma missa fadista não é novidade, deste lado do oceano é em Montreal que ela acontece. E uma vez mais a igreja estava cheia nesse domingo 7 de fevereiro 2016. Tendo em conta que os participantes eram menos do que nos grupos folclóricos ou nas filarmónicas, os músicos, instrumentistas e cantores, ficaram localizados junto ao altar. Marta Raposo, incumbida pelo padre José Maria, de reunir e organizar os colegas fadistas, conseguiu gerir os encontros, ensaios e preparativos para que no dia da apresentação não houvesse falhas. Incumbida sobre esta responsabilidade Marta explica o âmbito do desafio: “Eu acho que a ideia do padre José Maria, além de outros mais objectivos, provavelmente será dar um exemplo e de pelo menos uma vez no ano conseguir juntar pessoas que dificilmente se juntem de forma voluntária. É um compromisso de parte de cada um, para consigo próprio e para com o grupo, estar presente de uma forma benévola. E esse desafio era o que eu achava importante. ” A cerimónia decorreu como uma missa habitual onde apenas os cânticos religiosos foram trocados por fados. Alguns tradicionais, alguns com poemas escritos expressamente para a ocasião, outros com músicas adaptadas ao tema. Todos deram de si e souberam compreender a diferença entre um espectáculo de fados e uma missa fadista. Assim, sentados perto do altar, os músicos ofertaram a cerimónia com os seus instrumentos e vozes. Se os cantores se apresentaram uma ou duas vezes, os instrumentistas estiveram sempre presentes e incansáveis: nas violas Luís Duarte e Paulo Gomes e nas guitarras António Moniz a José João Fernandes. A procissão de entrada foi acalentada pela voz de Rosie Santos, uma fadista que ainda de coração apertado pelo recém falecimento de um familiar, não deixou de emocionar os presentes com a sua voz melodiosa e a sua inter-
to transformou toda a missa numa verdadeira festa. Se alguém alguma vez usou da desculpa que “a missa é um enfado” é porque nunca teve a felicidade de assistir ou participar numa missa como as que se fazem em Santa Cruz. Fica aqui o convite para o próximo ano já que estes são eventos únicos no Canadá!
Missa fadista
pretação do fado Alcântara “Senhora da Saúde”. Rosie expressou bem o seu sentimento: “o fado tem que se sentir, e sim, hoje dediquei o meu fado ao meu ente querido que faleceu.” Marta Raposo cantou de seguida um poema escrito pelo padre José Maria, que nas suas palavras “é sempre uma honra”. Mas esta parceria entre padre-poeta e cantora não é inédita sendo que no seu primeiro trabalho discográfico a Marta já tinha gravado um fado com letra escrita pelo padre José Maria. Desta vez, sobre o fado “Chuva” de Jorge Fernando, “A paz recebida” pareceu não só escrito propositadamente para a celebração mas, também propositadamente escrito para a intérprete, cuja voz cristalina e a perfeita dicção enalteceram o sentido das palavras. “Não temas e segue o caminho que o amor te mostrou”. A mensagem não podia ser mais adequada. Chegou a minha vez. No momento de dar glória a Deus foi com o cântico religioso “Senhor Meu Deus”, adaptado em fado, que me apresentei perante os fiéis. Mais tarde, durante o ofertório interpretei também um fado de Frei Hermano da Câmara: “Mãos abertas”. O tradicional salmo foi cantado por Nivéria Tomé com um fado em “Oração a Santa Maria” e para a oração dos fiéis Vitor Vilela cantou “Senhora da Nazaré”, fado de conotação marítima, mais adequado não podia ser, já que a homilia do padre José Maria foi sobre Pedro, “o pescador de homens”. No momento do abraço da paz fomos presenteados com uma das vozes da velha guarda, Luís Duarte, que nos trouxe um fado intitulado “Até Deus gosta de Fado” e pouco depois, em dueto com Jason Coroa os dois interpretaram “Há vinte anos que te canto” do Frei Hermano da Câmara. Ainda na paz, Carlos Rodrigues cantou no fado Tango versos inéditos de sua autoria dedicados à igreja de Santa Cruz. Outro dueto seguiu-se na acção de graças onde Nivéria Tomé e uma estreante nesta missa, Sara Franco, entoaram o famoso “Foi Deus”. Este instante juntou também todos os outros participantes num coro de fadistas que tentaram anular a individualidade de cada um para tentar formar uma só voz, incitando também os presentes a cantar com eles. Um pouco antes de terminar a cerimónia José João Fernandes, também da velha guarda do fado, cantou “Nasci de noite sem berço”, um fado popularizado por Artur Batalha, e convenceu os presentes que até o lamento do fado pode servir de oração. Sara Franco regressou ainda para fazer cantar todos os presentes com uma adaptação afadistada de “Amar como Jesus amou” e assim encerrar a “Missa Fadista”.
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3ºAniversário
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N Tobias, Patrícia e Laura Borges
o passado dia 20 de fevereiro, o Caloura Bar & Grill, situado no 468 da Rogers Road em Toronto, celebrou mais um aniversário e a Revista Amar marcou presença nesta celebração do empreendorismo luso-canadiano femenino. Numa festa animada que contou com as participações artistícas de João Marques e DJ Flávio dos Santos, Patrícia Broges fez as honras da casa e num ambiente de amigos e familiares recebeu os cumprimentos e elogios pelo trabalho árduo de 3 anos de êxito e inovação. Sempre acompanhada pelo seus filhos Tobias e Laura Borges, Patrícia Borges é sinónimo de perseverança na nossa comunidade e não pudemos deixar de lhe desejar parabéns pelo sucesso dos últimos 3 anos. Votos de muito sucesso a nível pessoal e para o Caloura Bar & Grill são os votos da Revista Amar.
João Marques
Flávio dos Santos
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Valentine’ s
Even
A Night of Romance, Music and Dance
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Revista Amar esteve presente em mais um espetáculo de eleição no passado dia 13 de fevereiro, organizado pela Power House Productions e pela Happy Travellers, entítulado Valentine`s A Night of Romance, Music and Dance, que teve lugar no Oasis Covention Centre em Mississauga. Numa sala decorada mais uma vez a preceito por Serendipity & Cº, recentemente galardoada pelo Top Choice Awards, Bernardette Galego e Milú Pacheco fizeram as honras da casa tendo apresentado o que viria a ser uma noite em que se celebrou a música, a amizade e o amor. O público ali presente foi brindado com as atuações brilhantes dos nossos conhecidos Tony Camara e Steve Medeiros, que brilhantemente foram deliciando a plateia com temas que apelavam à quadra festiva, tendo tido a participação especial de Isabel Sinde e Milú Pa-
TOS
checo, abrindo caminho ao que viria ser a atuação esperada da noite - Rui Bandeira. Cantor Português que dispensa introduções, Rui Bandeira trouxe até Toronto os temas e ritmos a que nos foi habituando ao longo dos anos e que fariam desta noite mais um daqueles momentos “para mais tarde recordar”. Talento, boa disposição, animação, amizade e amor foram os “condimentos” deste evento dedicado à comunidade Portuguesa residente na grande área de Toronto. A Revista Amar queria dar os parabéns à Power House Productions e à Happy Travellers, na pessoa de Milú Pacheco e Fernanda Almeida, e a todos os demais participantes, por esta iniciativa de sucesso. Fica a promessa de voltarmos para o ano.
Milú Pacheco, Michelle Madeira, Steve Medeiros, Rui Bandeira, Fernanda Almeida, Tony Camara e Isabel Sinde
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INTERNATIONAL PORTUGUESE MUSIC AWARDS 2016
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s IPMA - International Portuguese Music Awards - vão-se realizar pela quarta vez no estado do Massachusetts nos Estados Unidos, mais concretamente em Fall River a 22 e 23 de abril. Este evento que premeia os artístas luso-descentes no campo musical, conta este ano com vários artistas nomeados com descência Canadiana, entre eles os “nossos” conhecidos Sarah Pacheco, Tony Camara, Elizabete, My Miste-
rious Friend, Reiss Zibid e Philip da Silva. A Revista Amar deseja boa sorte a todos os nomeados e ficamos a aguardar os resultados, numa gala que promete juntar glamour ao que bom se faz no mundo da música com marca Portugal. Fica a lista dos nomeados ao prémio IPMA 2016 nas diversas categorias:
Music Video of the Year – “Streams” by Mourah, Director: Linda Cavaliero (Switzerland) – “I Should’ve Known” by Reiss Zibin, Directors: Geoff Fontes/Dan Caverly (Canada) – “Diário” by Nathalie, Director: Austin Hein (USA) – “Tive Um Coração Perdi-o” by Elizabete, Director: Tom Sokalski (Canada) Instrumental – “Training Day” by Al DaSilva (USA) – “45 Days of Summer” by Mike Kerr (USA) – “By Siam Angel” by Mourah (Switzerland) – “Blues Jazz Love” by Golden Boy (Fospassin) (USA) World Music – “Labariga” by Phinda Project (Mozambique) – “Bad Gyal” by Sarah Musayimuto (Denmark) – “Diário” by Nathalie (USA) – “Chikitam” by Paula Soares (France) Traditional – “Rosa Vermelha” by Joey Medeiros (USA) – “Rapsódia Açoreana” by Elizabete (Canada) – “Meninos Do Huambo” by Sarah Pacheco (USA) – “A Real Azorean Guy” by Mike Couto (USA) Fado – “Chapéu Escuro” by Nathalie (USA) – “O Fado Chora-se Bem” by Elizabete (Canada) – “Ai Mouraria” by Ramana Vieira (USA) – “Fado da Noite do Fado” by Fatima Santos (USA) Dance – “Love” by New Nobility (Australia) – “Remind You” by Sir Matty V (USA) – “Icarus 101 (SAO remix)” by Mourah (Switzerland) – “I Keep Coming (featuring Dustin Paul)” by Michael Teixeira (USA) Rap/Hip-Hop – “I Know Better” by Jayjezz (Luxembourg) – “The Original” by My Mysterious Friend (Canada) – “Ringo3dmental” by Ringo Sousa (USA) – “Pomba Mensageira” by Mystério (Luxembourg)
Pop – “Young Love” by Joey Medeiros (USA) – “Bring On The Rain” by Rebecca Correia (USA) – “Choro Do Passado” by Sarah Pacheco (USA) – “As Long” by Sarah Musayimuto (Denmark) Música Popular – “Se o Tempo Voltasse Atrás” by Joey Medeiros (USA) – “Ela é Só Minha” by Tony Camara (Canada) – “É Bom De Mais” by Anna Dominguez (USA) – “Dei-lhe 3” by Tony Borges (USA) New Talent – Philip Da Silva (Canada) – Cee Jay Sena (USA) Song of the Year – “I Keep Coming (featuring Dustin Paul)” by Michael Teixeira, written by Michael Teixeira (USA), Dustin Paul – “The Truth of The Lion” by Mike Kerr, written by Mike Kerr (USA), Jim Oliveira, Adrienne Cowan, David Oliveira – “Chapeu Escuro” by Nathalie (USA), written by Vitorino – “Chikitam” by Paula Soares (France), written by Marco Rafeiro
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Fotos e Imagens: Direitos Reservados - IPMA
Rock – “Mãos Ao Ar” by M’Vula (Angola) – “Birds” by Mourah (Switzerland) – “Pedaços de Papel” by Cesar Rego (USA) – “The Truth of The Lion” by Mike Kerr (USA)
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TÓ PICA
eve aulas de piano durante um ano, mas a paixão pela guitarra falou mais alto. Para mais, o piano deixava-o muito preso, especialmente para alguém que não consegue estar quieto muito tempo em lado nenhum, muito menos num palco. Até aí, a única coisa que tocava mais parecido com a guitarra era uma frigideira com uns elásticos, a fingir que estava a tocar e a dar concertos para a família lá em casa. Mas quando o irmão lhe ofereceu uma guitarra acústica, agarrou na guitarra e logo no primeiro dia tocou uma parte de uma música dos Metallica. “Achei que era um instrumento fácil, um instrumento que é lógico”, justifica. Hoje, Tó Pica, natural de Lisboa, é considerado, por alguns críticos, um dos melhores guitarristas do panorama musical português, e uma das figuras mais marcantes e ativas do cenário alternativo nacional. Atual guitarrista dos RAMP, ANTI-CLOCKWISE & SECRET LIE, passou por diversos projetos ao longo dos seus 23 anos de carreira como músico. Em 1991 gravou o seu primeiro álbum com os SACRED SIN. Seguiram-se várias tournées europeias e é com os Sacred Sin que surge no primeiro vídeo de uma banda portuguesa na MTV.
tilhou palcos com bandas de renome, entre as quais Metallica, Lamb of God, Mastodon, Machine Head e Slipknot. Com vários discos gravados e diversas participações especiais, o guitarrista aventurou-se numa nova etapa da sua carreira assinando pela editora Premiere Music para a produção e edição do seu álbum de estreia a solo “Is This The Best You Can Do?”, que conta com três vocalistas convidados: David Pais, Marco Resende e Tobel Lopes que canta a única letra em português do disco, o tema “Espelho”. Ron van Middendorp (Blame Dutchie) é o responsável pelo grafismo do artwork de “Is this the Best You Can Do?” Lançado no mercado português no passado mês de setembro (2015), este é um disco que o guitarrista define, antes de mais, “como desabafos” e mais uma faceta da sua carreira musical de mais de 20 anos. Mas também uma “agradável surpresa” que tem recebido excelentes críticas da imprensa e dos fãs. Paralelamente dá aulas de guitarra e mantém a sua atividade como criativo e compositor. Conhecido por estar no heavy metal - o estilo que mais aprecia – Tó Pica reconhece, no entanto, que as suas grandes influências “vêm de outro tipo de coisas que normalmente nem guitarra têm”, ou não tivesse ele um gosto pela linguagem universal que é a música. Para trás no tempo, acredita, ficou o conceito de que o Metal é uma música do Diabo, preferindo antes falar de que tudo isso não passa de “uma perfeita idiotice”, uma “velha desculpa daquelas esfarrapadas que ninguém acredita”. Para mais, confirma que o Metal soube evoluir, sendo possível encontrar hoje em Portugal, em plena era digital, muitas boas bandas. Em Toronto – onde também aproveitou para promover o álbum – Tó Pica conversou com a Revista Amar, falando abertamente deste seu novo projeto a solo e do que está a ser preparado ao longo do ano de 2016.
Foto: Gilberto Prioste
Presença assídua nos maiores festivais nacionais, Tó Pica par-
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à conversa com...
TÓ PICA Revista Amar - Depois de experimentar estilos musicais distintos (ou podemos dizer semelhantes) com os Sacred Sin, RAMP, Anti.Clockwise e Secret Lie, a aventura a solo com o disco «Is This The Best You Can Do?». Como defines este teu projeto? Tó Pica – “Antes de mais, defino este meu disco a solo como desabafos. Foram coisas que fui fazendo ao longo do tempo no meu Home Studio, ideias que ia tendo que, ou não encaixavam nessas bandas todas que eu tenho, ou então simplesmente quis guardá-las para mim por serem, de certa forma, uns pensamentos íntimos. Portanto, eu defino este disco como mais uma faceta da minha carreira musical.” RA – Há muito que querias gravar um álbum a solo ou foi uma resposta a algum desafio? TP – “A ideia existia há muito tempo. Mas não era uma coisa que eu tinha como prioritária. (…) As pessoas às vezes perguntavam-me: - ‘Quando é que fazes um disco a solo?’. Mas normalmente quem me perguntava isso eram guitarristas – como sou conhecido como guitarrista e as pessoas estavam à espera de um disco de um guitarrista, basicamente; ao longo do tempo, fui deixando de lado, porque as bandas também ocupam bastante tempo, e depois não tinha tanto tempo para me dedicar a essa ideia. No fundo, era só uma ideia. Até que ao fim de uns anos eu decidi que estava na hora de avançar com o trabalho e deixar as músicas seguir o seu percurso. Deixei as músicas saírem de casa.” RA - A fase de preparação do álbum demorou quanto tempo? TP – “A ser gravado e a estar pronto para editar, [o disco] demorou seis meses, se tanto.” RA - Como é que tem sido recebido este trabalho em Portugal? TP – “Tem sido uma agradável surpresa para mim, porque eu não tinha a noção que havia tanta gente à espera de ouvir o meu trabalho a solo. Também um bocado por ser conhecido por tocar nessas bandas – que são conhecidas por si só. Mas a melhor parte ainda, é o facto das pessoas terem ouvido e até agora não ter recebido más críticas.” RA - A mensagem subentendida do título do álbum pode levar a várias interpretações. Mas qual é o verdadeiro sentido do título? TP – “Esse título, até para mim, tem várias interpretações. Porque esse título pode ser encarado como eu a perguntar a mim próprio se isto é o melhor que eu consigo fazer. Em outras instâncias, as pessoas como estavam à espera que eu fizesse um disco, pode ser a pergunta que as pessoas fazem a mim. De forma sarcástica, podem fazer essa pergunta – ‘Is This The Best You Can Do?’. Da mesma maneira que eu fiz a mim próprio. E acho que tem uma outra interpretação, na maneira como as pessoas encaram a própria vida delas. Acho que as pessoas se deviam questionar sempre se tudo aquilo que fazem no dia a dia, se é o melhor que conseguem fazer.” RA – Se alguém lhe perguntasse se “é isto o melhor que consegue fazer” o que é que lhe responderia? TP – “Até agora, sim. (…) Tudo aquilo que eu fiz até hoje, era onde o meu estado de espírito estava. E foi sempre o melhor que eu consegui fazer. Qualquer coisa que eu faça a seguir, há de ser sempre o melhor que eu consegui fazer na altura.”
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RA – Teve toda a liberdade criativa que desejava para preparar este trabalho? TP – “Sim, tive. Eu fui a única pessoa que impôs limitações a mim próprio. Decidi não pensar demasiado nas músicas para não as estragar.”
Foto: Gilberto Prioste
RA - Ricardo Falcão, manager da Premiere Music, editora para a produção e edição do seu álbum de estreia, disse que este disco tinha tudo o que considerava essencial para vir a ser uma ‘masterpiece’ de metal produzida em Portugal. Concorda? TP – “Eu sei que essa é a opinião dele. (…) É um bocado dúbio eu estar a dizer que eu acho que sim, que eu acho que não, porque não deixa de ser uma espécie de um filho. E seria hipócrita da minha parte. Só o tempo o dirá, muito sinceramente.” RA - O disco conta com a participação de ilustres convidados como Arlindo Cardoso (bateria), Sales (baixo), Sergio Melo (guitarra), Tobel Lopes, Marco Resende ou David Pais. Essa foi sempre a sua ideia inicial? TP – “Claro que sim. (…) Essas pessoas, eram as que eu tinha em mente. E eu tenho uma resposta muito simples para isso. Se eu conheço e se tenho a oportunidade de trabalhar com os melhores, nas suas áreas, não tenho nada a perder, as músicas só têm a ganhar com a contribuição deles.” RA – Como é que eles viram este teu projeto? TP – “Eles adoraram a ideia.” RA – Tens mais algum projeto em mente para os próximos tempos? TP – “Neste momento, além de estar a promover este disco, tenho as minhas bandas. A Secret Lie está a compor um disco, Ramp está a compor um próximo disco, Sacred Sin também está a compor um próximo disco. Estamos em fase de composição. Pelo meio, ainda temos concertos para dar e umas ‘tours’ para fazer. E ainda sobra tempo – não sobra, mas …; já estou a juntar ideias para um próximo trabalho (que ainda não tem data). Sem pressão nenhuma, porque foi sem pressão nenhuma que este disco saiu. E se calhar foi por causa disso que saiu da forma que saiu.” “Acho que as pessoas se deviam questionar sempre se tudo aquilo que fazem no dia a dia, se é o melhor que conseguem fazer.” Tó Pica RA - Em 2005, os Ramp lançam um EP com algumas versões incluindo Anjinho da Guarda, versão de um tema de António Variações que fazia parte da banda sonora de um programa da Sic Radical. Como foi essa experiência? TP – “Quando já gostas do artista e gostas do original, é muito fácil e torna-se uma responsabilidade acrescida também. Porque é um artista que respeitas e queres fazer jus ao legado que ele deixou. (…) Com essa versão, acho que não desrespeitámos o original de forma alguma. Foi só uma nova roupagem.”
“SINCERAMENTE, ACHO QUE A MÚSICA É QUE ME ESCOLHEU A MIM.” RA - Várias participações no festival português Super Bock Super Rock, passando pelo Optimus Alive, ou o mediático Rock in Rio, e espetáculos com bandas de Metal como Sepultura, Metallica, Iron Maiden ou Slayer. Acreditas que a banda Ramp tocou o céu ou haveria muito mais para conquistar? TP – “Há sempre muito mais para conquistar. Posso dizer, a título pessoal, nos meus objetivos pessoais nos Ramp, que já lá estivemos muito perto. Já estivemos muito perto do céu, mas há muito mais para fazer.” “Aquilo que eu não consigo dizer em palavras, eu agarro na guitarra e consigo dizer. Quem entende, entende. Quem não entende, não entende.” Tó Pica RA – A comunidade portuguesa de Toronto pode não conhecer o Tó Pica e o projeto RAMP. Podes apresentá-los? TP – “Os Ramp são uma banda de amigos da escola que já têm 27 anos, coisa que o valha. A partir dos 25, deixei de contar (risos) … que queriam fazer música juntos e queriam imitar os ídolos de infância, das bandas. E como se sabe, as pessoas que gostam de rock, os fãs de rock, os fãs de heavy metal, são muito unidos e vivem muito a música. Claro que todos tínhamos posters em casa e olhávamos e dizíamos que um dia destes queremos ser assim. Basicamente, é uma banda de heavy metal que foi trabalhando o mais que pôde e foi fazendo os álbuns que fez, alcançou os marcos que alcançou, e haverá muitos mais para alcançar. Mas foi uma coisa que não se deu pelo tempo passar. Quando demos por nós, passaram vinte anos.”
tende, não entende.” RA – Se pudesses resumir em poucas palavras os teus mais de 20 anos de carreira como músico, o que dirias? TP – “Vale a pena. Todos os sacrifícios que eu fiz, que eu faço … valeu sempre a pena, porque sempre tive bastante apoio. Se calhar, também fui um bocado mal habituado a isso, e sempre fui apoiado, tanto a nível familiar, como a nível de amigos. Mas vale a pena, não me arrependo de nada. Só me arrependo do que não fiz.” RA – Uma mensagem final. TP – “Citando o António Feio, sejam felizes e façam sempre o melhor que conseguirem fazer.”
RA - E o Tó Pica, quem é? TP – “É um sonhador, é um miúdo ... Costuma-se dizer que a pior parte da infância são os primeiros 40 anos. Agora já estou na fase da adolescência (risos) …; é um miúdo que é um sonhador, que nunca quis ser astronauta, que nunca quis ser médico, que nunca quis ser engenheiro, que nunca quis ser nada disso. Sempre quis ser músico.” RA - Por que é que escolheste a música? TP – “Eu não escolhi a música. Desde que me lembro de mim, que a música existe. (…) Sinceramente, acho que a música é que me escolheu a mim.” RA - Produção, composição ou tocar, qual das três facetas te agrada mais? TP – “Tocar. (…) [Fala-se sobre o lado “livre”] (…) A composição é ain da mais livre do que tocar ao vivo. Porque a composição é, do nada, tu estás a fazer qualquer coisa. Quando estás a tocar ao vivo, as músicas já estão feitas. Portanto, não tens tanta liberdade como parece. São três partes diferentes. A produção, eu gosto, mas é a parte mais chata, é a parte em que estás enfiado num estúdio …; a parte da composição é a mais livre de todas. (…) Tocar ao vivo é basicamente a razão por que fazes essas coisas todas, pelo menos para mim.” RA - Como vives com o rótulo de um dos dos mais conceituados e respeitados guitarristas de metal em Portugal? TP – “Não vivo. Nem sequer ligo a isso. Isso é daquelas coisas – não é por uma questão de modéstia. É assim, sabe sempre bem ouvir, certo? Mas uma coisa é ouvires e acreditar, e outra é ouvires e, pronto, agradeces, mas teres os pés assentes na terra e teres a noção que isso não é a tua meta. A minha meta nunca foi ser o melhor guitarrista, ou ser considerado o melhor guitarrista. A minha meta não é essa. Eu toco guitarra … para mim, é quase por uma questão de sanidade mental, é um escape. Aquilo que eu não consigo dizer em palavras, eu agarro na guitarra e consigo dizer. Quem entende, entende. Quem não en-
Foto: Gilberto Prioste
MARCAÇÃO DE ESPETÁCULOS info@premiere-music.net Ricardo Falcão ou João Samora Premiere Music 967613747 ou 968868804 SOCIAL MEDIA https://www.facebook.com/To.Pica.music/ https://www.youtube.com/channel/UCl4R6QUdfP6Sj9dZKPM4Dfw https://twitter.com/mr_pica VENDA ONLINE Premiere Music Store (Tó Pica), iTunes, Amazon UK, CDBaby, Discogs e Spotify
A Revista Amar queria agradecer ao Tó Pica e aos seus mais diretos colaboradores a oportunidade de o conhecermos um pouco melhor. Esperamos poder encontrá-lo novamente em terras Canadianas muito em breve para um atuação ao vivo. Votos de muito sucesso para a sua carreira artística. Obrigado Tó Pica.
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VI das
HISTÓRIA DE DOIS ARTISTAS:
A ANA E O PEDRO
R
aramente escrevo sobre individualidades, abro uma exceção, que confirma a regra, ao escrever sobre a Ana e o Pedro. Quero apresentar-vos dois artistas viseenses, de gerações distintas mas igualmente talentosos, cada um no seu ofício. A Ana é música e o Pedro é artista plástico. São duas referências em Viseu e, tenho a certeza absoluta, que o seriam em qualquer geografia. Inclusivamente, acredito que, se vivessem em urbes de maior dimensão, a sua genialidade seria potenciada e o reconhecimento público, nacional e internacional, estaria garantido. Viseu é uma cidade fantástica, sinto muito orgulho em viver e trabalhar neste bonito concelho, na melhor cidade para viver, na Cidade Jardim. Todavia, mesmo na era da globalização, não é fácil um artista de Viseu singrar e atingir um estatuto que o dignifique a si e à sua obra e o possa catapultar para o estrelato merecido. Quem são a Ana e Pedro? Conheço ambos há muitos anos, mas, por (bons) motivos profissionais, tenho vindo a aprofundar o meu conhecimento acerca do Pedro Albuquerque e da Ana Bento. Começo por dizer que são dois seres humanos por quem nutro respeito, consideração e admiração. Enquanto artistas, aprendi a admirá-los por uma dupla faceta que lhes é comum: a humildade e a versatilidade. Poder-se-á somar uma componente incomum a hiperatividade e qualidade criativas inerentes às suas produções artísticas.
Dr. José Carreira Para vos apresentar o Pedro Albuquerque – ALBUQ - socorro-me de quem sabe da poda, passo a citar o crítico de arte José Luis Ferreira: “Autor, original e polifacetado, de uma obra incomensurável e heterogénea. É múltipla a diversidade temática identificável na sua obra plural, cujo percurso abrange, não só o desenho e a pintura, escultura e a cerâmica (em artefactos objectuais de culto e arte pública) como a arte gráfica (em diversas modalidades, destacando-se o cartaz, a ilustração, a iluminura e o lettrisme archaïque)”.
Porque uma imagem vale mais do que mil palavras, convido-vos a verem dois vídeos no YouTube: Pela Madrugada Adentro... ALBUQ (Vídeo-Performance)1 e Pela Madrugada Adentro II... Alexandre Siqueira Featuring ALBUQ (In Miles Davis)2. A sua qualidade já o levou aos Estados Unidos onde apresentou um trabalho que retrata os atentados de 11 de setembro às Torres Gémeas. Ao que julgo saber, já estará de malas feitas para regressar ao país das oportunidades. Das obras mais recentes, destaco o trabalho inspirado no álbum Aura de Miles Davis que deu o nome à coleção; Aquilino Sem Palavras e D. Quixote De La Mancha em homenagem aos 400 anos da morte do seu autor Miguel de Cervantes. A Ana Bento3 ficou-me para sempre na memória, após a dinâmica que empregou num workshop de Jazz para crianças. Quem trabalha com crianças, sabe quão difícil é captar-lhes a atenção e mantê-los motivados durante uma sessão de trabalho. A Ana foi impecável, um exemplo a seguir, no que concerne à pedagogia utilizada, e uma entusiasta das sonoridades que muitos terão ouvido pela primeira vez. Fundou a Associação Gira Sol Azul4 na qual desenvolve vários projectos como Tatatibato, Orquestra Criativa, Orquestra (In) fusão e A Voz do Rock5. Quero destacar o projeto artístico e, na minha óptica,também de intervenção social, A Voz do Rock, “uma performance musical encenada que, acima de tudo, celebra o prazer da partilha musical", inspirado no projeto americano Young@Heart. Notável! Parabéns!
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A Ana Compôs, interpretou e dirigiu ao vivo a música de vários espectáculos e performances e colabora em projectos do serviço educativo da Casa da Música6 (Porto). Integra também a formação de algumas bandas, como os Tranglomango e os Cabeça de Peixe7. No último domingo tive oportunidade de os ver e ouvir ao vivo na apresentação do seu novo álbum intitulado Lodo.
Tenho um sonho, ver, ao vivo, uma performance em que o Pedro pintasse e a Ana tocasse e cantasse. Se lerem este texto, lanço-vos o desafio, Ana e Pedro, brindem-nos com um trabalho conjunto. Consigo imaginar as cores do Pedro a serem misturadas ao ritmo do som do saxofone da Ana. De Viseu, para Toronto, para o Canadá, para o Mundo, dois nomes comuns, dois artistas incomuns: Ana e Pedro. (3) http://www.anabento.com (4) http://www.girasolazul.com (5) http://www.girasolazul.com/projectos.html#/avozdorock
(1) http://youtu.be/wEYAxrFWGEU (2) http://youtu.be/ee_FipqWcAs
(6) http://www.casadamusica.com (7) http://www.cabecadepeixe.pt
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Fotos de Gilberto Prioste: Revista Amar
Fotografia e Design Profissional
O OLHAR FOTOGRÁFICO DE GILBERTO PRIOSTE
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hegou com a família a Toronto em 1964, a qual vinha à procura de mais oportunidades e de uma vida melhor. Nessa altura, Gilberto Prioste tinha sete anos de idade. Para trás, ficava um Portugal que estava debaixo do regime Salazarista (Estado Novo). Sem tristezas, sem mágoas. Mas antes com um olhar positivo e cheio de esperança no futuro. A adaptação a uma nova cidade e cultura foi facilitada com a ida para a escola. Ainda assim, conta que teve de repetir o primeiro grau que completara em Portugal, por ser muito novo. Contudo, não se lembra de ter tido dificuldades no ensino do inglês. No grau 7, começou a perceber que gostava de fotografia, muito por culpa da aula de fotografia com um professor. “Eu já tinha tirado fotografias na escola e gostava de brincar com as máquinas, mas quando o professor nos levou para o quarto escuro onde se revelavam as fotos e acompanhar todo o processo até a fotografia passar para o papel … fiquei fascinado.” Na escola secundária, fazia muitas fotografias, mas aproveitava para de-
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senvolver também o seu gosto pessoal pelo desenho e pintura. Mais tarde, acabaria por tirar um curso em fotografia, procurando explorar as várias técnicas, tanto ao nível da fotografia a preto e branco, como na fotografia a cores. Gilberto estudou no Ontario College of Art, Maisonneuve College, em Montréal, George Brown College, em Toronto, e é um licenciado da Universidade Politécnica Ryerson. Ele trabalhou na Universidade de Toronto entre 1981-1988 na Escola de Arquitetura, bem como na Faculdade de Ciências da Informação e Bibilioteca, disponibilizando serviços de artes gráficas, audiovisuais e fotográficos. Mas sempre sem pôr de lado a fotografia. Gilberto Prioste tem vindo a trabalhar como um fotógrafo freelance e artista multimédia/fornecedor de serviços desde 1989. O seu trabalho pessoal auto-orientado varia desde a fotografia de rua informal, a imagens/ paisagens de natureza, bem como estudos da figura humana, em estúdio
ou ao ar livre. Em verdade, a obra de Gilberto reflete as suas viagens dentro do Canadá, EUA, França, Caribe e o seu Portugal natal, mostrando toda a liberdade criativa e o olhar fotográfico de quem sente e vive a paixão pela fotografia. A primeira máquina que teve foi uma pequena Pentax Spotmatic (que ainda guarda consigo), da família de câmaras fotográficas de 35mm single-lens reflex, fabricadas pela Asahi Optical Co. Ltd., mais tarde conhecida como Pentax Corporation, entre 1964 e 1976. Durante algum tempo, foi acompanhando (e fotografando) a evolução da comunidade portuguesa, principalmente quando ia a clubes e associações portuguesas, numa fase em que alimentava a ideia de ser um fotojornalista e procurava estar envolvido com os meios de comunicação social portugueses da época. Curiosamente, algumas das fotografias de Gilberto Prioste fazem parte do Projeto de História Luso-Canadiana que explora a experiência portuguesa em terras do Canadá, em particular na cidade de Toronto.
A primeira máquina que Gilberto Prioste teve foi uma pequena Pentax SP
Os desafios da era digital
Mais recentemente, Gilberto Prioste abraçou a fotografia digital e publicação eletrónica, provando a si mesmo que conseguia adaptar-se aos novos tempos. “As coisas têm mudado … mas hoje o desafio é diferente”, confessa. “Hoje com o digital é mais fácil. Antigamente, com o filme (fotográfico) não se sabia o que iria sair. O instinto e a experiência é que davam a qualidade à fotografia final.” O que não muda, acrescenta Prioste, é a técnica em si e a visão do fotógrafo que consegue perceber que está a transmitir uma mensagem e a provocar reações interpretativas no Outro, quando está a tirar uma fotografia para captar um determinado momento. Em 2011, o Consulado Português em Toronto recebeu uma exposição fotográfica de Gilberto Prioste, intitulada “Singular”, composta por fotografias a preto e branco subordinadas a vários temas, a qual recebeu bons comentários da comunidade portuguesa. “Escolhi o nome, porque era uma coisa que se podia ler tanto em inglês como em português”, explica o autor. Apesar de ter ganho um 2º prémio com um retrato, num concurso realizado há uns anos, e por influência de um amigo, Prioste diz que nunca foi muito de participar em concursos. Embora hoje a fotografia não seja a sua atividade principal – trabalha a tempo inteiro no departamento de Tecnologias de Informação de uma faculdade de Toronto - Gilberto Prioste continua a fazer fotografia em part-time. Sentindo-se em boa forma, ele que anda muito a pé e de bicicleta para manter um estilo de vida ativo e saudável, Prioste não teme o avançar da idade. Na sua mente, a preocupação de quem sente que os pais (nos seus 80s) precisam dele mais do que nunca. Para o futuro próximo, que pode até passar por viver algum tempo em Portugal, Gilberto Prioste acalenta o desejo de voltar a cem por cento à fotografia e às artes plásticas. Informação: www.gilberto.ca - email: gilbertoyyz@gmail.com - Telefone: 416.703.NOIR
Fotos © Gilberto.ca 2016
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A Força da Verdade
Por: Carlos Monteiro
Fotos: Direitos Reservados
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Fonte: IMDb e FilmSpot
esta edição de março trazemos até si um filme baseado num artigo da revista “GQ” que retrata uma histórica verídica.
desman, argumento de Peter Landesman e Jeanne Marie Laskas e a produção ficou a cargo de Ridley Scott.
O filme apresenta o Dr. Bennet Omalu (Smith), neuropatologista forense e o primeiro a descobrir a ETC (Encefalopatía traumática crónica), uma doença degenerativa do cérebro, comum em jogadores de futebol americano.
Elenco O elenco conta com a participação de Will Smith, Adewale Akinnuoye-Agbaje, Gugu Mbatha-Raw, Alec Baldwin, Matthew Willig, Luke Wilson, Stephen Moyer, Bitsie Tulloch, Paul Reiser, David Morse, Eddie Marsan, Albert Brooks, Richard T. Jones, Hill Harper, Mike O’Malley
“Concussion” ou “A Força da Verdade” na sua tradução para português, dá a conhecer a batalha que o médico travou contra a National Football League (NFL) para que fosse reconhecida a existência da doença. Ficha Técnica Filme com realização de Peter Lan-
SUGESTÕES SINOPSE A perícia de Barbie e das suas melhores amigas Teresa e Renee na ginástica chama a atenção de uma agência de espiões ultrassecreta que as convoca para investigar um roubo de jóias e perseguir a ladra responsável. Com equipamentos de alta tecnologia, disfarces da moda e amorosos animais-robôs, conseguirão elas provar que, com inteligência e trabalho de equipa, podem solucionar o caso?
Duração: 2h 03min Género: Drama. Origem: EUA Idades: Maiores de 12 anosnos
BARBIE E AS AGENTES SECRETAS BARBIE : SPY SQUAD Realização: Conrad Helten Argumento: Marsha Griffin, Kacey Arnold Elenco: Erica Lindbeck, Stephanie Sheh, Jenny Pellicer Género: Animação Origem: EUA Duração: 75 minutos Idades: A partir dos 6 anos
SERVIÇOS DE INTERPRETAÇÃO E TRADUÇÃO Português / Inglês • Inglês / Português • Ajuda no preenchimento de formulários • Consultas Médicas e Legais (entre outras) • Traduções por escrito AMÉLIA: 416.561.1192 • CIDÁLIA: 647.680.2186 • E-MAIL: ACTRANSLATE4U@GMAIL.COM
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As maravilhas do país das Pampas Fotos: Direitos Reservados
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argentina
Por: David Gonçalves
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FACTOS Continente: América do Sul Área: 2,766,890 km² Habitantes: 42,669,500 Capital: Buenos Aires Idioma oficial: espanhol Prefixo: +54 Moeda: peso argentino Aeroportos mais procurados: Buenos Aires - Ezeiza (EZE), Buenos Aires (BUE), Cordoba (COR), Buenos Aires Jorge Newbery (AEP), Ushuaia (USH), El Calafate (FTE), Mendoza (MDZ), Iguazu (IGR), Trelew (REL), Bariloche (BRC) Cidades grandes: Buenos Aires, Córdoba, Rosario, Mendoza, San Miguel de Tucumán, La Plata, Mar del Plata, Salta, Santa Fe SF, San Juan, Resistencia, Santiago del Estero, Corrientes, Posadas e San Salvador de Jujuy
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E
ste mês damos a conhecer um pouco mais do país mundialmente conhecido como o paísdas Pampas. Para os mais curiosos, pampas significa regiões planas. A Argentina é o segundo maior país da América do Sul fazendo fronteira ao norte com a Bolívia e o Paraguai; ao leste, com o Brasil, o Uruguai e o Oceano Atlântico; ao oeste, com o Chile; e ao sul, pelo Oceano Austral ou Oceano Antártico. Do Norte até ao Sul tem cerca de 3.700 km de comprimento e cerca de 1.400 km de largura, de Oeste até ao Leste.
Geografia
A Argentina tem 4 regiões geográficas distintas: as zonas florestais e os paludes do Gran Chaco, na fronteira com o Uruguai; os Andes; as planícies do Pampa e Patagónia; e finalmente, a Terra do Fogo, ao sul.
Montanhas e rios
Cerca de 30% da superfície do país é montanhosa. Os Andes argentinos formam uma fronteira natural com o Chile. Ali, encontra-se o Ancocágua, com 6.960 metros. É o maior ponto do Hemisfério Sul e o mais alto fora da Ásia; e também o Ojos del Salado, com 6.880, considerado o vulcão mais elevado do mundo. Os rios mais importantes são o Paraná e o Rio Uruguai, ao leste. Estes rios confluem no Rio de la Plata e desaguam no Oceano Atlântico. O maior lago é o Laguna Mar Chiquita, um lago de água salgada, com uma superfície de 5.770 km².
Clima
O clima diversificado da Argentina deve-se à sua extensão: entre o Trópico de Capricórnio e o Mar Antárctico; e também à variação das elevações de oeste para leste - de 7.000 m nos Andes até a eleva-
Fontes: Wikipedia, Geocities, TripAdvisor, Oyester
ções ao nível do mar, no Oceano Atlântico. O clima no Sul, na Patagónia, é frio; ao Norte - no Gran Chaco - é subtropical; nas Pampas é temperado. Em algumas regiões daquele país há secas; em outras, há aguaceiros frequentes e abundantes. No total, pode-se dizer que o melhor período para visitar está entre Novembro e Maio, pois as estações na Argentina são diametralmente opostas em relação à Europa.
Idioma
O idioma oficial do país é o espanhol. Mas se o turista dominar apenas inglês, não terá quaisquer dificuldades, pois este idioma é muito difundido naquele país. Em algumas regiões da Argentina, o alemão, francês e italiano são compreendidos por alguns segmentos da população.
Saúde e vacinas
Recomenda-se a vacinação contra hepatite A, tifo, poliomielite, difteria e tétano. Aconselham-se igualmente roupas que cubram todo o corpo e repelentes contra moscas e insetos que transmitem víroses. Em regiões rurais ao norte, junto à fronteira com a Bolívia, há uma pequena possibilidade de contracção de malária. Informe-se, atempadamente, antes da viagem, com o seu médico de família sobre possíveis riscos de saúde. É importante que se faça um seguro de doença válido em todo o mundo e que assegure a repatriação em casos de necessidade. Além disto, as frutas devem ser descascadas e as verduras e legumes devem ser cozidas.
Entrada no país
Ao entrar na Argentina, é imprescindível que a validade do passaporte seja no mínimo de 6 meses. Não é necessário visto de turista para cidadãos
roco, construído em 1900; bem como inúmeros monumentos e museus. Buenos Aires tornou-se famosa nos últimos anos, e um destino muito procurado por turistas de todo o mundo. Sem dúvida, também por suas milongas e por seu tango.
Os Andes oferecem ao visitante inúmeros parques nacionais, que possuem uma rica fauna.
Capital As maiores cidades argentinas e, em especial, Buenos Aires, parecem muito europeias. E tal é o resultado da imigração europeia das últimas décadas. Buenos Aires tem a oferecer muitas obras arquitetónicas do período colonial. Quase todas as atrações turísticas da cidade encontram-se em uma área de 5 km². Merecem ser admirados: a igreja de São Inácio de Loiola, a construção colonial mais antiga de 1710; o Palácio do Congresso - uma construção neoclassicista maravilhosa; a Casa Rosada; o Teatro Colón (Teatro Colombo) - o maior teatro da Argentina, em estilo neobar-
Foto: Oscar Antidin
Foto: Direitos Reservados
Foto: Direitos Reservados
portugueses, cuja permanência não ultrapasse 90 dias naquele país. Contudo, é possível a sua prorrogação por mais 180 dias na própria Argentina. Para viajantes com menores, recomenda-se fazer acompanhar de um passaporte individual para menores com fotografia.
Atrações turísticas e praias
No Norte, Salta é uma cidade que realmente deve ser visitada. Ela encontra-se no sopé do Monte de San Bernardo, com 1.450 metros. É uma das cidades mais belas da Argentina. Do cume do San Bernardo, tem-se uma visão panorâmica magnífica de Salta. Especialmente bonitas são as catedrais de Salta - principalmente a Igreja de São Francisco, com a torre mais alta da América do Sul e o símbolo da cidade. Também ao Norte, na fronteira com o Brasil, estão as espetaculares Cataratas do Iguaçu, cujo melhor período de visita é Julho e Outubro, pois nesta época o calor e a relativa humidade não são fortes.
Muito popular é o parque nacional próximo à cidade de San Carlos de Bariloche. Esta cidade muito europeia, está pitorescamente nas montanhas, às margens de um grande lago de águas azul-turquesa. Devido à sua localização, esta cidade oferece várias possibilidades de montanhismo, por exemplo no Cerro Colorado, ponto alto com cerca de 2.130 metros. Nos meses de verão, a costa altântica oferece muitas praias e Mar del Plata é muito conhecida pelas suas praias quilométricas e maravilhosas. Com o passar dos anos, surgiram também ali muitas estâncias de veraneio, principalmente, que no período de férias são muito frequentadas. Religião Mais de 90% dos argentinos são cristãos; mas há também uma grande comunidade judia e uma minoria mulçumana.
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A cor dos seus dentes...
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s dentes escurecem naturalmente com o tempo ou com a idade e a sua aparência pode ser afetada por manchas causadas, por exemplo, pelo fumo do tabaco, café, chá, vinho tinto ou com o consumo de certos alimentos. Manchas exteriores, ou consideradas de superfície, podem ser removidas por um profissional de medicina dentária, através de raspagem e polimento das áreas afetadas, ou em casa, se mantiver hábitos diários de higiene dentária. Para manter o brilho natural dos seus dentes comece por lavar e limpar os seus dentes com fio dental diáriamente. Deve evitar o consumo de bebidas que causem manchas nos dentes e que já foram enunciadas anteriormente, como seja o caso do café, chá e de certas bebidas alcoólicas e também deve evitar fumar. A cor natural dos dentes é geralmente considerada como sendo cinzento claro
misturado levemente com amarelo claro mas são muitas as pessoas que procuram branquear os dentes. Existem muitos métodos para branquear os dentes, no qual se incluem pastas dentífricas para o efeito e, também, fitas, géis e canetas branqueadoras ou então tratamentos específicos e cosméticos que podem ser administrados pelo seu dentista, que incluem, por exemplo a aplicação de coroas. A grande maioria das referidas técnicas usam peróxido de carbamida ou peróxido de hidrogénio. O mais comum dos efeitos secundários deste género de tratamentos é o aumento de sensibilidade durante alguns dias, que geralmente desaparece com o passar do tempo. A utilização de pastas dentífricas para combater a sensibilidade dos dentes e gengivas pode ajudar no combate deste efeito secundário. Os produtos utilizados para branquear
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os dentes não funcionarão contudo em pessoas com dentes chumbados, coroas ou dentes desvitalizados. Se um dente perdeu a sua cor natural por ter sido alvo de uma desvitalização, o branqueamento do dente pode ser feito por um profissional de medicina dentário, através do chamado branqueamento interno, em que se branqueia o dente de dentro para fora. Consulte o seu dentista hoje mesmo para obter mais informação sobre como pode branquear os seus dentes e qual o método que é mais aconselhável ao seu caso.
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Os benefícios da NONI
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lá a todos os leitores da Revista Amar. Foram muitas as pessoas que nos perguntaram no mês passado sobre a Noni e os benefícios para a nossa saúde. A Noni é uma pequena árvore abundante nas ilhas do Pacífico, Sudeste Asiático, Austrália e Índia, que muitas vezes cresce entre os fluxos de lava. Historicamente, a Noni foi usada para fazer um corante vermelho ou amarelo para as roupas. Também foi usada como medicamento, normalmente aplicada na pele. O nome científico da fruta é Morinda Citrifolia. A Noni, possui folhas, flores, caules, cascas e raízes que são usadas pela medicina para uma longa lista de doenças. Um estudo com o extrato da fruta está em andamento no Centro Nacional para Medicina Complementar e Alternativa no Exterior, os resultados ainda não foram divulgados. Benefícios As pessoas bebem o chá da fruta Noni para cólicas, convulsões, tosse, diabetes, dor ao urinar, como estimulante para o fluxo menstrual, febre, doenças do fígado, prisão de ventre, corrimento vaginal durante a gravidez, febre da malária e náuseas. É também utilizada para a varíola, baço, inchaço, asma, artrite e outros problemas ósseos e articulares, cancro, cataratas, constipações, depressão, problemas digestivos e úlceras gástricas. Outros usos incluem a hipertensão arterial, infecções, distúrbios renais, síndrome pré-menstrual, acidente vascular cerebral, dor e sedação. Quais os benefícios para a saúde O sumo da fruta é usado para a artrite, diabetes, pressão alta, dores musculares, problemas menstruais, dores de cabeça, doenças
cardíacas, AIDS, cancro, úlceras gástricas, entorses, depressão, senilidade, má digestão, aterosclerose e problemas de circulação. As folhas têm sido usadas em medicamentos para dores reumáticas e inchaço das articulações, dor de estômago, disenteria e inchaço causado por uma infecção parasitária chamada filariose doença parasitária crônica causada por vermes nematoides. A casca tem sido usada na preparação para auxiliar o parto. Noni é por vezes aplicada sobre a pele. É usada como hidratante para reduzir os sinais de envelhecimento. As folhas são usadas para a artrite por envolvimento em torno da articulação afetada, para dor de cabeça, aplicada na testa, para queimaduras, feridas por aplicação direta. Uma mistura de folhas e frutos é aplicada em bolsas de infecção (abcessos), e os preparativos da raiz são usados nas feridas, como um bálsamo a varíola. Como alimentos, os frutos, folhas, raízes, sementes e cascas são comestíveis. O cheiro, e o sabor da fruta, bem como o sumo, de Noni não são agradáveis. Como Funciona no Organismo A Noni contém muitas substâncias: Potássio - encontrado em diversas frutas, previne contra depressão, cansaço, prisão de ventre, fraqueza muscular, insônia etc.; Arginina - aminoácido básico que inibe o crescimento de vários tumores, auxilia no processo de cicatrização de feridas, evita a perda de massa muscular após cirurgias etc.; Flavonoides, ou bioflavonoide - antioxidante que ajuda na absorção de
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alternativa vitamina C, com ação anti-alérgica, anti-inflamatória, anti-hemorrágica etc.; Algumas destas substâncias podem ajudar a reparar as células danificadas no corpo, estimulando o1 sistema imunológico. Fica assim, a informação sobre a Noni. Espero que este artigo seja benéfico para todos. Não se esqueca que a sua saúde é preciosa e que precisamos de cuidar dela. Se gostaria de ver um artigo sobre um tópico específico na próxima edição da Revista Amar, envie-nos um email para: beyondeden@icloud.com Teremos o maior prazer em poder ajudar.
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psico
LOGIA
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Quando em dois, somos um...
qui vos trago mais um olhar sobre o que falei no nosso último texto que tratava da necessidade de agradar os outros, com especial destaque para o que somos diante dos outros e o que poderíamos ser, caso não fôssemos privados de escolher quando decidimos conviver em sociedade, pois nos parece quase que ofensivo ser como se é... A individualidade é uma das preciosidades mais contraditórias do ser humano, que abrange muitos contextos. Por norma e em princípio ele sempre busca ser único, porque de facto assim o é, e busca além disso ser especial. Todos queremos ser especiais, mas para ser importante não podemos pensar no singular e sim sempre no plural, pois só se é algo para alguém, ou seja, não somos para nós próprios, somos para os outros! Nascemos, crescemos e ao longo das nossas experiências vamos forjando nossas particularidades. Nos tornando peças soltas que vão se desprendendo das teias familiares e primárias para constituir nossos próprios laços (ou não!). Entramos numa vertente da vida que se busca na maior parte da população, viver em sociedade, que passam para além da família ou cuidadores, para outros tipos de relação, como as amizades e as relações amorosas entre pares. A princípio a primeira ou uma das primeiras convivências externas e triviais, são as estabelecidas em âmbito escolar. Ali, nesse meio criamos os primeiros contatos sem ser os de casa, com um mundo diferente do seguro e frequentado que até então se conhecia. Nessas relações iniciais então se apresentam pela primeira vez as nossas minúcias enquanto ser social que tem modos de ser, agir e pensar próprios e que agora vão ser desvelados para o julgamento de outros. O ser julgado fornece elementos novos, a constituição de uma personalidade, na verdade, associa e desassocia. Todos estamos cientes que somos invariavelmente alvos dos conceitos alheios, mas nem sempre ou até na maior parte das vezes, não estamos preparados para essa exposição de que o outro acha sobre nós. Voltando às primeiras experiências sociais, chegamos à infância, e é ali que esses
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DR.ª PATRÍCIA SALIN Contato: patriciasalinpsi@gmail.com
primeiros julgamentos vão começar a surtir efeito. Engendrando o lado “B” da nossa personalidade. Mas o que quero dizer com lado “B” ?! Um lado que está para além daquela que foi gerada em casa, num seio familiar ou pelo menos conhecido. Um lado que só pode ser formatado no convívio com outras pessoas, servindo de escudo e alvo, de caça e caçador... um lado que se expõe, que avalia e é avaliado. Que precisa de defesas armadas constantemente, isto é o estar em sociedade. E na infância, onde a natureza ainda se sobrepõe, onde ainda existe a inocência na flor da pele, é que começam a serem destiladas altas doses de exibição e juízo. De facto é doloroso quando criamos muitas expectativas sobre os conceitos alheios. A ansiedade por si só já da cabo de qualquer sistema, e para além dela, o retorno pode não ser o expectado e ferir sentimentos, intencionalmente ou não. Esse jogo que se estabelece involuntariamente entre os indivíduos do querer ser aceite e do não ser verdadeiramente reconhecido como se ambicionava, é muito mais complexo do que este texto tão leve pretende alcançar. Mas é preciso chamar atenção para o facto de sermos múltiplos e facetados. Somos o que podemos ser e não necessariamente o que gostaríamos de ser, por justamente reunirmos condições para existirmos com o que temos. Acho muito vago, quando uma pessoa se define enquanto se trata da sua personalidade. Pois temos várias lacunas dentro dela, uma prevalência de facto e comprovadamente existe, mas se olharmos com olhos de ver, veremos outras possibilidades latentes e muitas vezes desejosas de serem expostas. Então exploremos nossas capacidades! Essa situação de estarmos sempre a espera de uma crítica, de aprovação, nos bloqueia boa parte do que gostaríamos de ser. Demarcamos um ser para agradar e participar num mundo onde o “fake” predomina. Relembrando o texto anterior, onde as aparências estão acima dos sentimentos. Muitas oportunidades são perdidas em busca de anuência. Muitas verdades são omitidas. Muitos desejos abafados. Segredos que são guardados. Prendemos a sete chaves aspirações, e suspiramos. Esquecemos do princípio da conversa onde falávamos sobre individualidade, passa-se a tratar de meio social, de sermos um num meio de muitos, e onde esse que queria ser tão especial, se torna só mais um. E o que eu desejei ser um dia?! Será que lutei por isso?! O que sonhei em ter?! Ficou num sonho perdido, lá bem distante no reino das frustrações??? Será que me deixei ser, será que me deixei conduzir pela coletividade, pelas avaliações que fui obtendo ao longo do caminho? Parece fácil dizer: “vá lá, faz algo por ti, como planeaste um dia”... E dizer até é, rea-
lizar é que nem sempre. Há um sentimento que governa nossas ações, tanto nos trava, quanto nos impulsiona: O medo! E com ele, guardamos tanta coisa... escondemos de nós próprios nossas vontades. Perdemos oportunidades de sermos especiais, de sermos verdadeiramente únicos e autênticos, como se fosse uma obrigação moral sermos o que querem ou esperam que sejamos. Há um dualismo tirano que tenta manter o individualismo e outro que se rende à pressão da sociedade, e assim sacrificamos a nossa liberdade com esse paradoxo, é uma questão de autopreservação e de autodestruição. Quando se trata de relações amorosas, que na verdade são instintivas, essenciais da natureza humana e presentes como um alicerce que solidifica todos os tipos de afeto, pensamos numa relação onde se compartilha sentimentos recíprocos para ser de facto válida, e nunca unilateral, mas harmoniosa e compatível. Mas sempre vale ressaltar que neste caso, as relações amorosas invadem todas espécies de ligações entre duas ou mais pessoas. Mas sendo o amor egoísta, porque ele busca satisfazer as nossas próprias necessidades, estamos rendidos à intenção de amar e o merecimento de ser amado. E nos tornamos muitos em um. E estando em dois, essa pluralidade acomete em angústias, desejos reprimidos, inconstâncias enquanto pares... Pergunto eu, será que é mesmo válido sermos tantos e apostamos em um só? Será que é possível coordenar tudo o que contemos e expor aos outros de forma que juntos possamos chegar num consenso comum, nesse caso especificamente falo de uma relação sadia onde ambos envolvidos estão em sintonia no que diz respeito aos seus sentimentos, onde seria justo sermos os mais sinceros possíveis?! Onde estará a individualidade preservada, se não colocarmos à exposição o que sentimos, o que nos faz bem e nos traz realizações?! Acredito no autoconhecimento, na procura para perceber a si próprio, deixando portas abertas para o que se vai descobrindo. Fazer a manutenção da sua autonomia e originalidade. Tendo sempre cautela com o outro, pois ele tanto te fere quanto te ama. Mas acima de tudo seja sincero com você próprio para começar, depois, se puder, seja com quem convive com você. É importantíssimo compreender e aceitar o facto que temos limitações sim, mas também será de suma importância priorizar novos destinos sendo estes parte de nossas próprias escolhas. Investir na nossa individualidade não é se tornar egoísta e manipulador, é dar oportunidade ao seu “eu” de ser quem ele realmente deseja e pode ser, sempre com muitas possibilidades! Não seja estático, nem caia na estatística. Tente, invente, seja diferente!!!
Energia do C
aros amigos e leitores da Revista Amar, sabem como podem lidar com a dor física e os problemas de uma forma natural? Sabe o que significa natural? Quer dizer que existem tratamentos que podem melhorar, minimizar e resolver muitos do que vos aflige sem o uso de métodos invasivos. A harmonia do nosso corpo permite-nos de forma saudável adquirir as defesas imunitárias necessárias para evitar ficarmos doentes. O stress pode ser o prenúncio de uma depressão e o problema é que pode dar início à destruição mental e posteriormente à física. Através da Pranoterapia, uma técnica que consiste na imposição das mãos sobre o corpo, na área afectada, passando assim energias ou renovando-as, e desta forma permite-nos melhorar o nosso estado de dor física e mental, eliminar as insónias, enxaquecas, estados de pânico, baixa-auto-estima, etc. Cada pessoa é protagonista da sua própria vida! Somos a causa dos nossos sucessos e insucessos, do nosso bem-estar e até mesmo da nossa doenças! É quando nos conhecemos desta maneira que aprendemos mais acerca da energia do Amor! Eu, Alexis Daniels Faini, Coach of Life e proprietária do Consultório Holo - A Arte da Vida, encontro-me disponível para ajudar as pessoas a terem uma vida melhor, quando afectadas por algum problema, por alguma doença, por algo com o qual não saibam lidar e ou gerir. Em tudo existe energia e eu sei como usar essa energia e dar-lhe os benefícios, curando, e trazendo de novo à sua vida o bem estar de que todos necessitamos. Despeço-me por agora de todos os amigos e leitores da Revista Amar. Encontramo-nos aqui no próximo mês. Se tiverem dúvidas não exitem em contactar-me.
Amor! Alexis Daniels Faini, licenciada em psicologia, pela Universida-
de “La Sapienza” (Itália) e filosofia matemática, com especializações em pranoterapia, é também uma técnica energética, mentalista, no fundo uma Coach of Life! Alexis Elena Faini, foi ao longo da sua carreira, várias vezes convidada para Programas de Televisão e Rádio em Itália, de onde é natural, e também em outros países estrangeiros, como o Canadá, onde fixou residência há vários anos, Austrália, EUA, Alemanha e Espanha, aproveitando assim para aprofundar os seus conhecimentos. Durante este longo percurso teve a possibilidade de ajudar pessoas anónimas e também personalidades do mundo do espectáculo, actores, actrizes, cantores e profissionais de televisão . Actualmente, e como uma estudiosa que é, alargou também os seus interesses à Teoria Quântica, sempre no intuíto de adquirir mais meios para ajudar a quem ela se dirige. A Quântica permite analisar a energia dos corpos, de cada ser humano, observando como se comporta sob diferentes ambientes/meios e situações. Cada corpo, cada pessoa tem uma energia diferente, e quando exposto a um problema, doença ou dificuldade essa energia altera-se. Contacto: Telef. 647 5253709
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DES
porto
fernando gonçalves
Campeão Nacional Vice-Campeão Europeu de Jiu Jitsu Fotos: Revista Amar
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osé Fernando Rolo Gonçalves (Nando), nasceu no dia 31 de maio de 1975, na Alemanha. Filho de pais imigrantes na altura, fora lá criado até os seus 7 anos. Nando, é membro de uma família tradicional portuguesa, onde todos trabalham na empresa da família instituída em Portugal há mais de 30 anos, a Gonferrolo Metalúrgica de Alumínios. Desde cedo começou a gostar de desportos, tendo praticado várias modalidades ao longo da sua vida, entre as quais o karaté, o atletismo e o futebol por muitos anos. Há pouco mais de 4 anos, incentivado pela esposa, conheceu o Jiu Jitsu, através do Ginásio Forlife, onde pratica até à data, treinando 3 vezes por semana no mínimo. Para todos percebermos melhor, Jiu Jitsu significa suavidade na técnica, onde “jiu” significa suave e “jitsu”, arte ou técnica, e é um termo de origem japonesa. Jiu Jitsu é uma arte marcial, com origem na Índia, que utiliza várias técnicas e golpes para derrotar o oponente. Utiliza-se a força em golpes que envolvem as articulações, estrangulamentos, imobilizações, torções e alavancas, sendo possível que, com o movimento certo, um lutador menor vença um maior. Há habitualmente campeonatos ou torneios da modalidade em todo mundo, e também em Portugal, e Nando tem participado em alguns deles, tendo ganho já varias competições. Os mais importantes títulos foram conquistados em dezembro 2015, no Campeonato Nacional onde ficou em primeiro lugar se tornan-
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do Campeão Nacional na sua categoria - Faixa Azul/Master 3/ Pesados, e em janeiro deste ano, foi o Campeonato Europeu onde foi Vice-Campeão Europeu na mesma categoria, ambos realizados em Lisboa. Neste último, um campeonato que bateu todos os recordes dos anos anteriores, foram inscritos cerca de 3800 atletas de toda Europa, tendo sido um sucesso para a modalidade e, em particular, para o Nando que conseguiu o segundo lugar, sendo o corolário e reconhecimento de todo o seu esforço e dedicação ao longo dos anos. Quando inquirido se vai continuar a praticar e promover a modalidade, e perguntado por que razão aconselharia a prática do Jiu Jitsu, Nando responde categoricamente: “Claro que sim, quem prática Jiu Jitsu apaixona-se, é um desporto viciante. Através da prática Jiu Jitsu os alunos crescem, amadurecem, aprendem e se divertem, ao mesmo tempo que trabalham corpo, mente e espírito. A nossa equipa Jiu Jitsu Viseu valoriza as lições que têm sido ensinadas através das competições: a busca pela excelência através do desenvolvimento pessoal e trabalho em equipa. Comportamento ético e responsável dentro e fora dos tatames, liderança, espírito desportivo, respeito aos nossos oponentes, aceitação da vitória com humildade e reconhecimento da derrota com dignidade. Ao abraçar esses valores, os membros do Jiu Jitsu Viseu criam hábitos que os levam a uma melhor qualidade de vida e bem-estar. Ganhar não é o fim e sim o começo! Oss” Força Fernando e Jiu Jitsu Viseu!
Incluir ou CONJUGAR
Por: Hugo Antunes
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á mil e uma desculpas para continuarmos sentados no sofá ao fim de um dia em frente a uma secretária, ou depois de horas em pé nos nossos afazeres diários. É natural, portanto, que certas rotinas sejam mais complicadas à inclusão de atividade física. Mas porque não, em vez de a incluir, conjugá-la em momentos do nosso dia? Podemos juntar os nossos amigos e, em vez de um lanche ou café, optar por uma corrida ou uma ida ao ginásio. Quem diz amigos, diz a nossa cara-metade ou família. A verdade é que o exercício físico é essencial para o nosso bem-estar mental e, claro, físico. Basta pensar nos primórdios da humanidade, em que o ser humano foi largado no mundo sem roupa e sem abrigo. O corpo era obrigado a trabalhar para procurar amparo, comida e escapar a outros predadores. Não deixámos propriamente de o fazer (a sobrevivência é uma luta diária), mas tornou-se menos estimulante ao nosso corpo, resultando numa fraca condição física, chegando a ser prejudicial. Os músculos estão encarregues de potenciar os nossos movimentos, qualquer que sejam eles. É essencial que revistamos o nosso corpo para conseguirmos maior fluidez e bem-estar durante as muitas horas que preenchem o dia. Podemos sentir a falta que nos
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fazem nas mais simples tarefas. Quando subimos escadas por exemplo, ficar ofegante ou com dores nas pernas é sinónimo de uma fraca condição física. Aqui sugiro que entre elevador e escadas, a preferência recaia sempre sobre os degraus, mesmo sendo muitos andares. É claro que as primeiras vezes vão custar. Uma outra situação rotineira é carregar os sacos das compras que se pode tornar dolorosa, uma vez que os nossos músculos não estão preparados para aguentar o esforço a que os submetemos torna-se um verdadeiro tormento. Daí a importância de incluirmos a atividade física na nossa rotina, seja ela qual for. Quanto “mais” melhor, mas o máximo que conseguirmos já ajuda. Nem que seja uma simples caminhada, onde podem ir amigos ou filhos, estes no carrinho ou a pé se já conseguirem. Temos sempre a opção de conjugar caso incluir não seja possível. Tenho dois conselhos para o arranque: primeiro - começar o mais rápido possível. Não adianta esperar por vontade ou dias melhores pois provavelmente não chegarão nem haverão. Segundo, o equipamento. Não se encha de acessórios e peças de vestuário. É preferível ir se premiando consoante o gosto for aumentando, com novos apetrechos.
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PANDA GIGANTE A Revista Amar traz-lhe este mês um animal em vias de extinção.
Por: Raquel Couto
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Revista Amar traz-lhe este mês uma das espécies mais ameaçadas do planeta. Existem apenas cerca de 1000 panda gigantes na natureza. Devido à sua raridade, têm simbolizado os esforços de conservação das espécies em perigo de extinção. É provável que já tenha visto um panda gigante de peluche na montra de uma loja de brinquedos. É também provável que já os tenha visto na televisão. O que não é provável é que já tenha olhado para um exemplar desta espécie, mesmo num jardim zoológico. É que restam apenas cerca de 1000 pandas gigantes na natureza e são muitos poucos os zoológicos que os possuem. Os pandas gigantes são animais inconfundíveis, pelo seu padrão de pelagem, pela sua timidez e passividade. Pertencem à família Ursídea e o seu nome científico Ailuropoda melanoleuca significa “gato preto e branco”. Também a designação chinesa faz alusão ao felídeo, pois “Da Xiong Mao” significa “grande gato urso”. Evidências fósseis demonstram que os pandas terão aparecido no final do Pliocénico, há dois ou três milhões de anos. Neste período eles encontravam-se amplamente distribuídos no leste asiático. No entanto, a sua distribuição sofreu uma contracção devida a alterações climáticas e estes animais tornaram-se relativamente raros. É possível que tenha sido esta a causa para que tenham começado a ser considerados seres especiais, criaturas quase divinas, possuidoras de poderes sobrenaturais, capazes de proteger de desastres, prevenir de doenças e exorcisar espíritos malignos. Talvez por este motivo eles tenham sido mantidos em cativeiro, como animais de estimação nos jardins dos imperadores chineses e permanecido praticamente desconhecidos fora do misterioso império chinês, até ao final do séc XIX. Mas já nesta altura a situação da espécie começava a ser crítica. Adaptados às florestas frias e húmidas onde crescem as diversas
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Fonte: Naturlink / Fotos: Freepik e Direitos Reservados
espécies de bambu de que preferencialmente se alimentam, eles foram empurrados para as montanhas à medida que ocupação humana reclamava terras para a agricultura e pastorícia, madeira para combustível e espaço para infraestruturas, tal como continua a acontecer. A usurpação da floresta pelo Homem tornou o seu habitat demasiado pequeno. Em onze anos, de 1973 a 1984, o habitat adequado para a espécie sofreu uma regressão de 50%. Actualmente eles estão restringidos a seis domínios isolados de montanha, em três províncias ao longo do limite sudeste da China. Embora a destruição do habitat natural dos pandas seja, actualmente, a maior ameaça à sua sobrevivência, o isolamento das suas populações acarreta ainda outros problemas. Em intervalos regulares (de 30 a 80 anos, dependendo das espécies), as plantas de bambu florescem e morrem de seguida. Embora regenerem a partir de semente dentro de um ano, podem decorrer 20 anos até que as plantas consigam suportar novamente uma população de pandas gigantes. Quando o bambu numa área floresce, os pandas têm de se mover para outras áreas onde tal fenómeno não esteja a decorrer. Históricamente, isto seria relativamente fácil, mas a fragmentação do habitat tem impedido que os animais se desloquem em busca de alimento quando a escassez de bambu se aproxima, o que tem levado a que muitos indivíduos morram literalmente à fome. Uma vez que 99% da sua alimentação consiste em folhas e ramos de bambu e este alimento não é muito calórico e proteico, eles necessitam de passar 10 a 12 horas por dia a alimentar-se e consumir 10 a 18 kg de material vegetal diariamente, o que implica a necessidade de uma elevada disponibilidade alimentar para que uma população subsista.
Estas migrações seriam igualmente fundamentais como promotoras dos cruzamentos entre populações distintas. Em ilhas de floresta compromete-se a renovação do património genético e o vigor
das populações. Este é um problema extremamente sério, já que se calcula que o número mínimo de pandas para evitar os perigos potenciais da elevada consaguinidade seja de 500 indivíduos por população e se estima que a espécie sobreviva, actualmente, em apenas 35 populações isoladas, a maioria das quais com menos de 20 indivíduos.
Para além da destruição de habitat favorável, os pandas gigantes encontram uma outra ameaça preocupante - as crias são muitas vezes capturadas para fornecer jardins zoológicos e os adultos são mortos para comercialização das suas peles, utilizadas para fazer casacos e cobertores detentores de poderes especiais, como a predição do futuro e o afastamento de fantasmas. Apesar de existir pena de morte como condenação pela captura de pandas, esta não desencoraja a actividade, já que a compensação financeira pela pele e
couro é maior do que um camponês consegue ganhar durante uma vida inteira, uma vez que as peles valem fortunas nalguns mercados asiáticos. Outro dos problemas que interfere na conservação da espécie prende-se com a baixa taxa de renovação das populações, que não lhes permite recuperar rapidamente da caça ilegal e de outras causas de mortalidade. Embora cada fêmea possa dar à luz duas crias de dois em dois anos, normalmente apenas uma sobrevive. As crias apresentam, ainda, uma elevada taxa de mortalidade pois, com excepção dos marsupiais (como o cangurú), os bebés panda são os mamíferos recém-nascidos mais pequenos. Nascem cegos e pesam menos do que uma maçã, o que os torna bastante vulneráveis. Muito pouco se sabia desta espécie até 1940, quando os cientistas chineses começaram a fazer observações na natureza. Os esforços de protecção iniciaram-se em 1957 e as primeiras quatro reservas foram estabelecidas em 1963. Actualmente existem 13 reservas, com uma área total de 5 827 km2 . Têm sido empreendidos esforços no sentido de aumentar estas áreas e criar novas reservas, com corredores ecológicos, mas as adversidades encontradas têm sido muitas. Estão já a decorrer diversos programas de conservação, alguns recorrendo à reprodução em cativeiro, como forma de assegurar a sobrevivência da espécie. Contudo, esta tarefa tem-se mostrado extremamente difícil, em grande parte devido ao desconhecimento da biologia reprodutora destes animais. Apesar de existirem jardins zoológicos com sucesso neste tipo de técnica, ele ainda não é suficientemente significativo para manter a população, mesmo em cativeiro. Por todos estes motivos, é patente, pelas estimativas populacionais, que a espécie se extinguirá dentro de poucos anos, a menos que sejam intensificadas as medidas de protecção do seu habitat.
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A Penitência de um nome...
Maria Miguel acorda todos os dias às quatro e meia da manhã. É viúva e como não lhe bastasse, perdeu todos os seus cinco filhos em tragédias distintas. Quando os filhos perdem a mãe ficam orfãos de mãe; quando a mãe perde os filhos, a dor deve ser tal que a nossa língua foi incapaz de arranjar um nome que defina esse estado de alma... Maria Miguel poderia ser a Anna Fierling, a Mãe Coragem da obra de Brecht levada aos palcos do mundo, e não passar de ficção, porventura não fosse de S. Miguel, Açores, e não fosse realidade. Antes de sair, deixa o almoço pronto para a neta que está a criar desde os sete anos. Este ano entrou para a College, o que significa custos acrescidos. O Rocket leva-a até ao outro lado da cidade, pela noite. Nele, cruza-se com Maria Eugénia, uma minhota a roçar a mesma idade. Olham-se sem trocar palavras, reconhecem-se sem nunca se terem conhecido antes, subentendem-se companheiras de um mesmo fado. Quarenta minutos depois, sai da ainda noite para se afundar numa cave onde funciona uma fábrica ilegal. Dalí sairá sem ver a luz do dia. Uma vida feita de noites; pensa, no único momento que é seu antes de se deitar, enquanto beberica um Gorreana e desfolha uma revista comprada no café português do costume. Maria nasceu Pátria em reconhecimento à chegada dos seus pais a Angola naquele paquete, na viagem inaugural em 1948. Filha de um fazendeiro de cana do açúcar levado precocemente por um ataque cardiaco e de uma mãe que cortou os próprios pulsos numa banheira anos depois; Maria Pátria fez-se mulher prematuramente. A guerra civil obrigou-a a combater pelo MPLA contra a UNITA. Já médica, aquartelada no mato, testemunhou os horrores da guerra. Após ter concertado tanta gente esventrada, especializou-se em colonproctologia. Um dia em 1983, levou consigo apenas o essencial para um congresso de dias em Lisboa e nunca mais voltou a Angola. Por lá, deixou um casamento mestiço e metade de si. Desde então, não acredita no amor nem no valor do dinheiro. Chegou a Toronto há 30 anos. É investigadora num dos principais hospitais da cidade. Madruga à chegada e deixa-se arrastar pela noite, até achar que não pode ficar mais. Gosta da sua solidão e o seu comportamento tem muito em comum com o seu gato; pelo menos é o que lhe diz Maria das Dores. Maria Eugénia começou a trabalhar na extinta fábrica de Fiacção e Tecidos do Rio Vizela, aos doze anos levada pela mão da mãe. Seria a quarta geração da familia a fazê-lo. Ficou lá por nove anos; até que aconteceu uma coisa extraordinária – estava para casar, mas descobriu que o noivo lhe fugia à verdade quando lhe falava dos seus bens e riquezas, e no dia do casamento abandonou-o no altar. Deixo-o a ele e à fábrica! No dia seguinte foi para França. Trabalhou em Paris, como doméstica, mas não gostou da cidade. Resolveu mudar-se para a Normandia, onde trabalhou numa quinta. Arranjou namorado novo por lá, pouco tempo depois desgostou-se dele e voltou à fábrica. Ainda não tinha aquecido o lugar, arranjou namoro com um rapaz da terra que se tinha estabelecido no Canadá. Chegou com ele, já casada. Por cá, alguns filhos depois, com o marido morto na construção, decidiu
mudar de rumo. Abriu um pequeno lugar de esquina, de frutas e legumes e embora o negócio já não seja o que era antes, vai dando para viver. Formou dois dos três filhos já sozinha, e a sua única mágoa é o mais novo ter seguido as lides do pai. Pouco a pouco, foi-se desinteressando de ir à terra; o pessoal de lá pensa que a vida de imigrante é a mesma que de gente rica. É só amealhar sem sacrifícios. Não contam as noites mal dormidas; nem as invernias; as aflições sozinha; os malabarismos para esticar o dinheiro, o basta, a solidão num país frio. Não, lá na terra não entendem nada. Quando lá vai, pede o Padre, a Freguesia, a pequena do café, porque o negócio está fraco... Pedem até ela ir dando, pagando-se de afectos que não existem. Por isso, quando ela encontra na madrugada o olhar de Maria Miguel, cansado dos mesmos caminhos, reconhece nela o próprio triunfo. Maria das Dores herdou no nome a ira do pai por ter morto a mãe, para nascer. Começar a vida a carregar um castigo não pode acabar bem. A vida sempre lhe foi penosa. Conheceu um rapaz na escola, em Vila Viçosa, nascido no Canadá. Casaram, tiveram um filho e o marido morreu num acidente agrícola, numa Sexta-feira Santa. Quando soube que o filho podia ser legalizado no Canadá, veio ter com os sogros e por cá ficou. Aprimorou-se no trabalho que nunca lhe faltou. Governa a casa de Maria Pátria como se fosse sua e passaram a ser amigas íntimas. Partilha a vida com dois part-times e um namorado que lhe consome a energia para vivê-la. A vida é rotineira, até no amor; ou no que se inventa para não descarrilar na ausência dele. E vai-se aguentado – um berro; uma bofetada; uma faca atirada; um garfo espetado na mão; uma queimadura de um cigarro que se extingue no braço. Vai-se ocultando como se pode. Passa a ser um hábito como ir ao supermercado; sem dia certo, quando calha. Daqui a uns anos, ela ainda não sabe, mas ao menos esta Maria salva-se; mantando para não ser morta. Aqui somos todas Marias. Ninguém nos conhece a história por detrás do nosso segundo nome. Aqui desconhecem que temos um segundo nome; perguntam-nos apenas pelo último, como se fosse esse que nos revelasse a essência de mulheres. Aqui escudamos todas o nome de Nª Senhora como se por ironia do destino tivessemos de carregar o peso de uma santa. Maria, nome de mãe, nome de raínha, mulher – sempre. Marias seremos, cavalgando vendavais, às vezes rodopiando tornados; tropeçando sem cair; dobrando sem quebrar. Fazemos filhos, amamentamos, criamos - e às vezes os das outras; trabalhamos; amamos de todas as formas que estão ao alcance da nossa condição – absolutamente todas. Marias permanecemos, na empatia solidária de cada vez que nos encontrarmos com outra Maria, mesmo que seja por instantes. Cada uma de um sítio diferente, mas todas descendentes de Viriato. Cada uma de nós cosendo um retalho insubsitituível a esta manta em que ficarão impregnadas todas as nossas histórias e penitências. As Marias têm acopladas a elas um nome de pai ou marido, como se fossemos sua propriedade. O que não deixa de ser singular, é que temos a vida do resto do mundo nas nossas mãos. Imagem: Freepik
Maria João Rafael
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CUIDADOS COM OS LÁBIOS NO INVERNO Por: Raquel Couto
O inverno está a terminar, mas há cuidados que vai ter de manter pelo menos por mais umas semanas. Nesta altura do ano a pele tende a perder muita humidade, ficando desidratada rápidamente. As temperaturas baixas e o vento tendem a eliminar a humidade natural que o corpo humano gera, logo torna-se essencial repor a hidratação perdida. Os lábios são os que mais sofrem. Neste mês de março trazemos algumas sugestões que podem ajudar a cuidar dos seus lábios enquanto as temperaturas mais amenas não chegam ALGUMAS RAZÕES A pele do rosto é sensívelmente dez vezes mais fina que o resto do corpo e é por isso que esta contém mais glândulas de óleo para a sua proteção. No entanto, a pele dos lábios não possui essas glândulas. Daí, estes tenderem a ficar mais ressequidos, com cieiro, danificados e até mesmo racharem e sangrarem. É essencial proteger e hidratar adequadamente os lábios. São muitas as razões que levam a problemas nos lábios mas enúnciamos aqui os mais comuns: - Durante o inverno, as condições frias e secas tendem a secar os lábios e a causar rachadelas, causando cieiro; - A probabilidade dos lábios ficarem mais ressequidos aumenta também com a idade; - São vícios que muitos de nós temos mas causam danos aos lábios; morder e lamber os lábios é o pior hábito, porque aumenta a probabilidade destes ficarem mais secos e sangrarem. - Tocar constantemente nos lábios com as mãos tende a passar bactérias que podem agravar as rachadelas nos lábios.
Imagens: Freepik
PROTEÇÃO Deixamos algumas ideias e passos a seguir para perceber como pode cuidar adequadamente dos seus lábios: - Como foi mencionado anteriormente, o primeiro passo para proteger os lábios é hidratá-los e nutri-los bem bebendo muita água. Temos o hábito de beber muita água no verão, mas beber a quantidade certa de água no inverno também ajuda a manter, não só os lábios, mas o corpo em geral hidratado por mais tempo. - Uma reação muito natural é lamber os lábios quando estes estão secos. Péssimo hábito! Sempre que os molha, estes ressecam mais rapidamente. Este processo constante danifica muito os lábios. - Se os seus lábios tendem a rachar muitas vezes, isto pode significar que tem deficiência de vitamina B2. Certifique-se de que a sua alimentação contém quantidades suficientes de suplementos de vitamina B.
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- Para o Inverno, tem que selecionar hidratantes labiais específicos com agentes hidratantes extra. Selecione protetores labiais que ofereçam hidratação extra para manter os lábios húmidos e hidratados por muito mais tempo. Aplique sempre que os lábios estejam a ficar mais secos. Eleja também uma fórmula com proteção solar, óleo de jojoba, vitamina E e manteiga de karité. - Se fuma, devia pensar em parar, pois é outra consequência que leva a lábios secos e rachados. - Esfolie os lábios regularmente para remover as células mortas. O melhor esfoliante é um pouco de açúcar com mel (1 vez por semana). Depois hidrate como habitualmente com o protetor labial para obter os melhores resultados. - Se tem por hábito usar batôn, tente eleger versões com ingredientes hidratantes. Não se esqueça também de o retirar com um bom desmaquilhante antes de ir para a cama e hidratá-los com um bálsamo hidratante labial. - Evite produtos que contenham glicerina, petroquímicos, álcool, menta e retinol durante o Inverno. Estas são melhores para o Verão. REMÉDIOS CASEIROS Se os seus lábios tiverem a tendência de ficar extremamente secos, aplique mel durante a noite antes de ir para a cama. É a melhor maneira de limpar e hidratar os lábios. Outro remédio caseiro muito usado para curar lábios secos é pressionar um saco de chá verde contra os lábios durante 3 a 4 minutos diáriamente para aumentar a hidratação natural dos lábios. Cuide dos seus lábios.
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SE LHOS
DICAS PARA MELHORAR A AUTO-ESTIMA Por: Raquel Couto
Imagem: Freepik
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eja qual for objetivo, ser mais saudável, sentir-se melhor ou encontrar o trabalho que tanto deseja, ter uma boa auto-estima é essencial. Sentir-se mais confiante é uma qualidade que irá ajudá-la a obter o que quer. Nesta edição de março quisemos deixar alguns conselhos infalíveis para elevar a sua auto-estima e sentir-se mais confiante. Siga o coração Não há nada melhor do que ouvir o que o seu coração quer para sentir de imediato um impulso de confiança. Pode não ser capaz de ver, mas pode sentir. Sorria Sorrir faz bem à alma e é contagioso. Sinta-se feliz e agradecida com o que tem na sua vida. Não só vai sentir-se melhor, como vai melhorar o dia de alguém.
Objetivos Defina objetivos. Isso fará com que atue como se tivesse uma missão a cumprir e sentir-se-á confiante de imediato. Seja ousada Tente algo de novo e supere os seus medos. Saia da sua zona de conforto. Quanto mais à vontade se sentir, mais confiante ficará. Pratique exercício Fazer exercício é fantástico para aumentar a sua auto-estima. O exercício ajuda a aumentar as endorfinas que a ajudam a fazê-la sentir-se feliz. Já para não esquecer que reduz o stress e tonifica os músculos. Elogie os outros Elogiar alguém, mesmo que seja alguém que não conhece, é uma das melhores maneiras de se sentir bem consigo. Experimente! É verdadeiramente recompensante fazer bem al-
guém e, o mais importante, está a fazer bem a si própria. Elimine a conversa negativa É preciso eliminar esse negativismo da sua vida, seja ele por influências negativas ou fruto da sua cabeça. Cada vez que sinta vontade de ser indelicada com alguém, evite fazê-lo. Aproveite e afaste-se de pessoas que apenas sabem falar mal dos outros. Mime-se Gaste um pouco de tempo extra e cuide de si, seja a vestir-se com a melhor roupa, a ir para o ginásio ou até com uma massagem. Quando se sente bem, a sua produtividade no trabalho, em casa, no ginásio aumenta. Cuide de si. Lembre-se que muitas vezes, o seu bem estar depende exclusivamente de si própria.
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SUGESTÕES DE
mo
LOOKS PRIMAVERIS
DA
LOOK 1 Neutros... Cores que transitam de estação para estação. Os acessórios transformam uma indumentária que por si só é básica, mas que prima pela elegância na conjugação dos vários elementos.
LOOK 2 Padrões ... Intemporais e sempre refinados. Sendo intrincados, devem ser conjugados com peças de linhas simples e cores lisas.
LOOK 3 Frescura & Leveza... São as palavras de ordem da estação que se segue. Neste coordenado imperam as cores vivas bem caraterísticas de temperaturas mais altas. Como o conforto é essencial para o corre-corre do dia-a-dia, nada como um sapato de salto largo para estar confortável durante todo o dia.
LOOK 4 Gráfico... O estilo gráfico deste conjunto é uma oposição aos padrões leves característicos da primavera. As sandálias são o ponto fulcral deste conjunto pois são arrojadas e trazem cor ao conjunto onde impera o monocromático.
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NOITE O fucsia é uma cor vibrante e neste exemplo é conjugado com uns sapatos super femininos e em cores contrastantes para um resultado super delicado.
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HORÓSCOPO AQUÁRIO
Esta é uma fase em que vai sentir necessidade de assegurar o seu futuro material, concretizando projectos que lhe incrementarão os seus valores financeiros. Tendência para associações com pessoas influentes e bem posicionadas estão favorecidas, no entanto deverá agir com cautela e prudência no uso a dar ao seu dinheiro.
CAPRICÓRNIO
Nesta altura você está, declaradamente, com vontade de acelerar. Aproveite essa sensação de actividade, desejo de movimento, de coisas novas, e dê ouvidos a esse formigueiro, sob pena de essa inquietação continuar. Alivie a tensão, fazendo qualquer coisa diferente. Que tal iniciar um estudo sobre um assunto novo ou fazer uma série de pequenas viagens? Não é o momento adequado para indecisões.
SAGITÁRIO
Durante este período sentirá a necessidade do conforto do lar e do apoio da família para recuperar das energias gastas no relacionamento com o mundo exterior. Será também uma boa altura para fazer um pouco de introspecção reflectindo sobre as suas atitudes, sentimentos e emoções em relação aos outros.
ESCORPIÃO
Ótima altura para se entregar e aprofundar no campo amoroso. Aproveite esta oportunidade para se deixar transformar através da entrega a um ideal de amor maior. No trabalho altura de grande confiança e fé! Boa altura para expandir o seu trabalho e parcerias financeiras principalmente depois do dia 12. Saúde boa no geral.
BALANÇA
Durante este período, em relação à sua vida pessoal, os seus pontos de vista podem estar distorcidos em relação á realidade. Se tiver problemas de saúde, sentimentais, psíquicos ou mesmo de negócios não hesite em consultar um especialista. A opinião de quem está de fora é normalmente mais isenta e abrangente. Não deixe de ouvir a opinião de terceiros.
VIRGEM
É um momento propício a examinar e reflectir sobre o seu relacionamento afectivo e para descobrir o que é necessário para o mesmo evoluir positivamente. Vai também prestar mais atenção aos efeitos e influências que tem sobre os outros. Dê e aceite conselhos e, sobretudo, esta não é altura para se isolar.
1 a 31 de Março de 2016
Por: Venessa Barros
LEÃO
Este é um tempo de transformação, o fim de um ciclo em que alguma coisa termina, provocando em si mudanças significativas. Essas alterações poderão ser apenas vividas no seu interior ou provocadas por factores externos. Lembre-se de que depois da tempestade vem a bonança. Nada receie, a sua coragem e força interior são suas aliadas.
CARANGUEJO
Aproveite esta altura para se dedicar ao estudo e à leitura que lhe proporcionarão uma expansão e aprofundamento intelectual. Quebre essa indolência de nada fazer e dê uma disciplina ao seu intelecto. Reflicta sobre os assuntos que normalmente não se questiona e verá que no fim se conhecerá muito melhor.
GÉMEOS
Este é um período em que não conseguirá manter secretos os seus problemas, estes virão a público e você ficará exposto. Analise o seu passado de modo a poder com responsabilidade e inteligência, orientar sem remorsos o seu futuro. Época de expansão e sucesso profissional, obtendo o apoio e a aprovação dos que o rodeiam.
TOURO
No decorrer desta fase chegará à conclusão de que é mais proveitoso e útil obter a participação de terceiros nas decisões que tiver de tomar. Ouça com atenção os seus argumentos e depois, sem arrogância, contraponha ideias e formule opiniões. Da discussão surgirá a luz e acabará por dar uma nova dinâmica ao grupo.
CARNEIRO
As suas capacidades de premonição, de adivinhar situações, estão beneficiadas relativa a assuntos espirituais e do inconsciente, pelo que poderá ter uma maior percepção extra-sensorial. Também alguma ansiedade e tristeza aparentemente injustificadas poderão dominar a sua mente. Um bom livro, a prática da meditação ou uma música mais profunda dar-lhe-ão uma sensação de paz e tranquilidade.
PEIXES
Durante este período a sua pessoa, o seu corpo, o seu Eu, reclamarão mais a sua atenção. É altura de recarregar baterias, de se concentrar mais em si e, aproveitando essa sensação de que está a iniciar algo de novo, tome a iniciativa para fazer novos projectos, estabelecer novos contactos, fazer novas amizades.
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Palavras Cruzadas
ENTRE
TENI
mento HORIZONTAIS: 1. Fragmento de louça quebrada. 4. Navio dos Argonautas. 8. Curso de água natural. 9. Destituído de cauda. 10. Pequena poesia com carácter satírico. 12. Padecer. 13. Pátria de Abraão. 15. Autores (abrev.). 16. Planta liliácea da China. 18. Atmosfera. 20. Face tosca da pedra ou do mármore que fica voltada para o interior de uma parede. 23. Nublado. 25. Auxílio. 26. Qualidade. 27. Conjunto de cartas jogadas em cada lance e que são recolhidas pelo parceiro que ganha. 28. Cria.
Por: Paulo Freixinho
SOLUÇÕES DA EDIÇÃO ANTERIOR Palavras Cruzadas
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ADIVINHA No monte me criei, nasci entre verdes laços, o que mais chora por mim é o que me faz em pedaços. ANEDOTA
Adivinha - O vinho e o vinagre.
VERTICAIS: 1. Colheita parcial do mel nos cortiços. 2. Planta herbácea da família das umbelíferas. 3. Rede com que as mulheres envolvem o cabelo. 4. Que articula mal ou não pode articular certos sons. 5. Aguardente obtida da destilação do melaço depois de fermentado. 6. Intensidade. 7. Elemento de formação de palavras que exprime a ideia de ovo. 9. Centésima parte do hectare. 11. Instrumento com que se limpa o fundo dos rios. 14. Caule subterrâneo horizontal. 17. Anos de vida. 19. Cabelo raro e delgado. 21. Insignificância (fig.). 22. Cheiro. 24. Fruto da nogueira. 25. Avenida (abrev.).
Diz a professora para os alunos: - Amanhã, tragam todos um animal de estimação. No dia seguinte, diz a professora para a menina Raquel: - Então menina Raquel, diga-me lá o que é que trouxe... Raquel: Eu trouxe uma cadelinha, senhora professora. - E como é que sabe que é uma cadelinha e não um cãozinho? - pergunta a Professora. Raquel: Porque é uma menina tal como eu. Professora: Muito bem. E o Pedrinho o que trouxe?
Cartoons: Tony nas Américas
ADIVINHAS & ANEDOTAS - Eu trouxe uma pombinha, senhora professora. diz o Pedrinho Professora: E como é que sabe que é uma pombinha e não um pombo? - Porque ela põe ovos. - respondeu o Pedrinho. Professora: Muito bem! E o menino Joãozinho, vá, diga-me lá o que é que trouxe? Joãozinho: Eu trouxe um sardinho, senhora professora. - E como é que sabe que é um sardinho e não uma sardinha? - pergunta a Professora curiosa. Joãozinho: Porque na lata dizia “sardinha com tomates”!
Por: Catarina Almeida
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Sugestões da Chef Nela da Churrasqueira Vila Verde
BACALHAU À BRAGA
O MINHO À MESA Foto: Direitos Reservados
• 4 postas de bacalhau (lombo) demolhado • 8 batatas cortadas as rodelas não muito finas • 1 folha de louro • 1 colher de chá de colorau
NATAS DO CÉU
• 200 ml de natas frescas para bater • 6 ovos • 200g de bolacha maria ralada • 40g de açúcar • 80g de açúcar • 130g de açúcar • 1 casquinha de limão • 1 pau de canela • Amêndoa torrada picada q.b. (opcional) Separe as gemas das claras. Mexa as gemas com um garfo. Num tacho leve ao lume 120 ml de água, 130g de açúcar, casca de liPUBLICIDADE
• Vinagre de vinho branco a gosto (2 colheres de sopa) • 2 cebolas cortadas as rodelas • Sal e pimenta q.b • 4 dentes de alho
Frite o bacalhau, em seguida coloque cebola, louro, colorau, sal e pimenta, alhos pisados, e refogue durante 5 minutos em lume brando no azeite de fritar o bacalhau. Se for necessário coloque um pouco mais de azeite. mão e pau de canela. Mexa e quando entrar no ponto de ebulição, deixe ferver durante 5 minutos. Retire a casca de limão e o pau de canela. Deixe arrefecer um pouco. À calda de açúcar morna, misture as gemas. Leve novamente ao lume brando e deixe cozinhar sem parar de mexer. Assim que engrossarem, e antes de começar a ferver, apague o lume e mexa mais um pouco não as deixando cozer. Deixe arrefecer o doce de ovos. Depois do doce de ovos frio, bata as natas até que fiquem consistentes. Enquanto bate, adicione aos poucos 40g de açúcar e bata até que fique
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Adicione o vinagre e coloque as postas de bacalhau por cima da cebolada e refogue um pouco mais. Frite a batata á rodela, e sirva o bacalhau com a cebolada e batata a volta. Enfeite com salsa picada e azeitonas.
chantilly. Bata as claras em castelo bem firmes. Sem parar de bater, adicione 80g de açúcar e bata até que fique um merengue consistente. Envolva bem o chantilly com o merengue até que fique um creme homogé-
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• Azeite para fritar o bacalhau • Farinha para passar o bacalhau • Azeitonas e salsa para enfeitar • Óleo para fritar batatas
neo. Em taças, coloque camadas alternadas de bolacha maria e de creme branco. A última camada deverá ser de creme branco. Divida o doce de ovos pelas taças. Leve ao frigorífico até que fique fresca.
Votos de uma FELIZ PÁSCOA a todos os nossos Clientes, amigos e comunidade!
passa
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Fotos: Direitos Reservados
CONCURSO PORTUGAL A RIR! CANADA 2016
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Revista Amar tem o prazer de anúnciar os resultados do passatempo Portugal a Rir! Canadá 2016 da edição de fevereiro, em que pediamos que nos fossem enviadas anedotas para o nosso endereço de email. VENCEDOR Samuel Silva de Toronto Obrigado pela participação e parabéns ao vencedor.
ANEDOTA VENCEDORA O inverno era rigoroso e numa conversa como tantas outras: - Epá! Tenho tido tanto frio de noite... brrrrr - diz o Artur. Responde o Tino: Faz como eu! Compra uma botija de água quente! Compras ali na farmácia. Umas horas mais tarde na farmácia: - Mestre! Estou á procura de uma botija de água quente. - diz o Artur. Farmacêutico: Desculpe, mas com este frio vendi tudo. Mas se tiver um gato também serve, ponha-o na cama que resulta. No dia seguinte, o Artur aparece na farmácia todo arranhado: - Bom dia. Dê-me mercúrio para estas feridas. - ... mas que lhe aconteceu? - pergunta o farmacêutico. Artur: Nem queira saber. Meti o gato na cama como me disse. Abrir a boca ainda consegui... mas quando foi para o encher de água quente é que foram elas.
Passatempo Cortesia Carlos Durão
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T
emos 1 gift card para o Moxie`s Classic Grill Madison no valor de $50 dólares nesta edição de março.
Para se habilitar a ganhar terá apenas de responder à seguinte pergunta alusiva ao evento do concurso do mês passado: Que personagem foi interpretada por Fernando Rocha na abertura do Portugal a Rir! Canada 2016? Para se habilitar a este gift card envie-nos um email com a res-
MADISON posta para o seguinte endereço: Email: info@revistamar.com. Para efeito deve indicar que se destina ao concurso da edição de março, o seu nome, morada e número de telefone para ser contactado em caso de ser selecionado. Pode participar até ao dia 29 de março. O vencedor será publicado no nosso portal interativo localizado no endereço www.revistamar.com e na edição de março. Participe e boa sorte.
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