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Revista Amar Maio 2016

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Re vi st a EDIÇÃO 7 • ANO I • $3.00 • MENSAL • WWW.REVISTAMAR.COM

à conversa com bernadette Galego

THIS IS ME

nancy love participa

miss portuguesa canada

Feliz Dia da Mãe

com o patrocínio maia & associates • revista amar • CHIN radio • carla sofia tavares

maio2016


5

34 República

Voxpop

Dominicana

ÍNDICE

6 Aldeia de Monsanto

9 À conversa

38 Puro Sangue Lusitano

com Bernadette Galego 15 AGO

Art Gallery of Ontario

25 Nancy Love “This is Me”

44 O que é Quiroprática?

49 MODA

looks para a “Rainha” 54 O que são os

OMEGA 3?

DANIELA RUAH está grávida

ANTÓNIO CASALINHO vence Youth American Grand Prix

DIREÇÃO: Carmo Monteiro EDIÇÃO: Carlos Monteiro

Foto: Direitos Reservados Foto: Direitos Reservados

Jennifer Aniston A MAIS BELA

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álbum surpresa de BEYONCÉ soa a infidelidade

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15 MINUTOS DE FAMA

ATÉ SEMPRE PRINCE

Kate Middleton capa da VOGUE

BENFICA E SPORTING lutam até ao fim

FICHA TÉCNICA

FOTOGRAFIA: Carmo Monteiro, Carlos Monteiro l MODA: Sandra Pereira l CAPA: Rinat Haque l Nancy Love: Alex Oliveira EDIÇÃO GRÁFICA: Carlos Monteiro COLABORADORES: Artur F. Guedes, David Gonçalves, Dr.ª Patrícia Salín, Suzi Silva, Dr. José Carreira, Venessa Barros, Maria João Rafael, Teresa Machado, Cristina Fragata, Paulo Mendes, Alexis Faini, Cristina de Jesus, Raquel Couto PARTICIPAÇÃO ESPECIAL: Ruby Jewellery, Flowers & Twigs, Cristal Shoes Boutique, Felicity Gifts & Acessories e Premier Jour AGRADECIMENTOS ESPECIAIS: Nancy Love e Bernadette Galego OS ARTIGOS PUBLICADOS NA PRESENTE EDIÇÃO SÃO DA INTEIRA RESPONSABILIDADE DOS SEUS AUTORES, PODENDO NÃO REFLETIR AS OPINIÕES E POSIÇÕES DA REVISTA AMAR NAQUELA MATÉRIA. OS CONTEÚDOS PUBLICITÁRIOS CONSTANTES DA PRESENTE EDIÇÃO FORAM AUTORIZADOS/APROVADOS PREVIAMENTE E SÃO DA INTEIRA E EXCLUSIVA RESPONSABILIDADE DOS SEUS AUTORES.

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pop Fotos: Carmo Monteiro

Feliz Dia da Mãe EMÍLIA GONÇALVES REFORMADA

É um dia muito especial para mim e para os meus filhos, e estou sempre contente quando chega o Dia da Mãe

LUÍSA FERNANDES COZINHEIRA / INTERNET MARKETER O Dia da Mãe foi “criado” em Portugal, pelo Homem, para celebrar a Mãe de Jesus Cristo, que com o passar do tempo, passou a ser dedicado a todas as mães. Na minha opinião, o Dia da Mãe deveria ser todos os dias… tenho muito orgulho de ser filha da minha mãe amada que conta hoje com lindos 92 anos e como mãe sinto-me abençoada pelos meus 2 filhos maravilhosos, carinhosos e atenciosos.

A REVISTA AMAR SAIU À RUA PARA OUVIR A OPINIÃO DAS PORTUGUESAS NESTA ÉPOCA ESPECIAL. O que significa para si o Dia da Mãe?

DINA ISABEL BUSINESS MANAGER O Dia da Mãe deveria ser todos os dias, pois amamos as nossas mães todos dias e não a amamos mais no Dia da Mãe do que durante o ano todo. Porém, é muito bom sentirmo-nos especiais nesse dia… os meus filhos trazem-me o pequeno-almoço à cama, dão-me flores e mimam-me muito!

COLABORE CONNOSCO! Faça parte deste projeto e envie-nos textos, fotografias, eventos e sugestões. Juntos vamos crescer! Somos também um espaço de excelência para promoção e divulgação do seu projeto, negócio ou evento! Tel.: 416.806.7616 E-mail: info@revistamar.com Website: www.revistamar.com www.facebook.com/revistamar Para subscrever a Revista Amar, por favor contacte-nos através do email info@revistamar.com

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Fonte: Adaptado do artigo de Rachel Matos, RCM e Wikipedia / Fotos: Direitos Reservados

monsanto

eleita pelos Japoneses como uma das aldeias mais belas da Europa para se visitar

Por: Artur F. Guedes

A Associação Japonesa de Agentes de Viagens colocou a aldeia chamada Monsanto, que fica em Portugal, na lista das 30 mais belas da Europa. Monsanto chama a atenção dos visitantes por estar numa empoleirada encosta granítica. As casas surgem apertadas entre enormes penedos, com minúsculos quintais e hortas separados por muros de pedra e ladeiras talhadas na rocha viva e que se fundem com ela. O castelo local começou por ser um castro lusitano, depois restaurado pelos romanos, e sofreu uma longa história de combates e cercos. Tudo na aldeia foi cuidadosamente preservado, e na pousada local o visitante pode apreciar pratos da região, como sopa de favas e coentros e arroz de coelho. A beleza Rochosa Durante séculos, Monsanto foi sendo minuciosamente esculpida num vasto cabeço rochoso. O génio humano temperado com a devida tenacidade foi dando forma a altares, sepulturas e casas. O que resultou num todo arquitectónico harmonioso e coerente a que não se pode ficar indiferente. As casas típicas de Monsanto “habitam” paredes meias com a rocha granítica que as protege. Vaguear pelas ruelas sinuosas, descobrir os recantos solarengos e debruçar o olhar pela majestosa paisagem, são motivos mais do que suficientes para o visitante se perder na descoberta da terra e do seu povo, envelhecido e sereno. Para além do próprio conjunto urbano e do castelo, Monsanto

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contém ainda variados elementos patrimoniais merecedores de visita atenta. Dentro das muralhas, as capelas de S. João e de Santa Maria. A primeira foi presumivelmente construída no século XII e ostenta ainda um portal românico, e voltado a norte, uma arcada ogival. No entanto, a mais importante capela de Monsanto é a de S. Miguel. Edifício românico (ou o que resta dela), situa-se entre o castelo e a torre medieval de vigia. Erguida sobre um altar de culto a Marte, a capela constituí indício claro da existência de uma povoação primitiva.


Apesar do estado latente de ruína ainda se podem apreciar a notável porta axial de arco de volta perfeita e os capitéis decorados. Junto à porta da povoação encontra-se a capela de Santo António (sé. XVI), com portal de quatro arquivoltas ladeado por dois bastões ornamentados com a flor de lis. Quanto a casas senhoriais, o Solar do Marquês da Graciosa é o mais importante, nele se encontra instalado o Posto de Turismo. Construído no século XVIII pertenceu à família Geraldes de Andrade, senhores de Medelim e Alcaide-mor de Monsanto. Por fim, o ex-líbris de Monsanto. A imponente fortaleza medieval, com vários recintos, portas e escadarias. No interior das muralhas destacam-se a Capela de Nossa Senhora do Castelo, a Porta Falsa e a Torre de Menagem. O castelo foi classificado monumento nacional em 1948.

Monsanto continua a ser uma das mais belas terras da Beira Baixa, celebrizada pelo escritor Fernando Namora, que aqui viveu e exerceu medicina durante alguns anos. “Retalhos da vida de um médico” ou “Nave de Pedra” são algumas das obras profundamente marcadas pela experiência Monsantina do escritor. Ao visitar Monsanto o turista será decerto assaltado pela mesma dúvida de Cardoso Marta, quando escrevia: “Nunca se sabe em Monsanto (que as águias roçam com a asa) se a casa nasce da rocha se a rocha nasce da casa” Monumentos a visitar em Monsanto Castelo de Monsanto Igreja de S. Miguel Torre do Peão Capela de S. João Capela de S. Salvador Capela do Espírito Santo Capela de Santo António Torre de Lucano Capela de S. Pedro de Vir-a-Corça Faça uma visita a Monsanto este verão e surpreenda-se com a beleza desta aldeia Beirã. A bela paisagem, os monumentos e a cozinha tradicional daquela zona do nosso país, não o vão dececionar.

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COSTUMES&TRADIÇÕES

Por: David Gonçalves

Imagens: Freepik

DIA DA MÃE

O

Dia da Mãe ou Mother`s Day é uma data comemorativa que se celebra em vários países do mundo no primeiro ou segundo domingo do mês de maio. Em Portugal, o Dia da Mãe chegou a ser celebrado a 8 de dezembro, mas passou a ser celebrado no 1º domingo de maio, em homenagem à Virgem Maria, mãe de Cristo, que se celebra durante o mês de maio. No Canadá esta comemoração é feita no segundo domingo do mês de maio. A data é uma homenagem a todas as mães e serve para reforçar e demonstrar o amor dos filhos pelas suas mães. No Dia da Mãe, os filhos costumam oferecer presentes às suas mães e preparam surpresas para estas, de forma a mostrarem o quanto gostam delas e para agradecer todo o empenho e dedicação destas.

Origem do Dia da Mãe

Grécia Antiga e Roma Remonta às comemorações primaveris da Grécia Antiga, em honra de Rhea, mulher de Cronos e Mãe dos Deuses. Em Roma, as festas do Dia da Mãe eram dedicadas a Cybele, a Mãe dos Deuses romanos, e as cerimónias em sua homenagem começaram por volta de 250 anos antes do nascimento de Cristo. Século XVII - Inglaterra Celebrava-se no 4º Domingo de Quaresma um dia chamado “Domingo da Mãe”, que homenageava todas as mães inglesas. Estados Unidos Em 1904, quando Anna Jarvis, perdeu a sua mãe ficou muito triste. As suas amigas decidiram organizar uma festa em memória à sua mãe e Anna quis que a festa fosse festejada para todas as mães, vivas ou mortas. Em 1914, a data foi oficializada pelo presidente Woodrow Wilson e passou e ser celebrada no segundo domingo de Maio.

Prendas para o Dia da Mãe Para mães que adoram moda Carteira Jóias Produtos cosméticos Conjunto de malas de viagem Peça de roupa Perfume Para mães que adoram decoração Vale de compras Livros Flores e plantas Quadros Loiças decorativas Para mães que adoram novas tecnologias iPad iPhone

I

Y O

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iPod Moldura digital Vídeo com testemunho dos filhos e netos Para mães que adoram cozinhar Caixa com cupcakes Workshop de sushi Cesto de produtos gourmet Máquina de café Bimby Para mães que adoram viajar Livros Bilhetes para um concerto / cinema / teatro Passeio de barco ... ou porque não um simples beijo e um “obrigado por tudo mãe!”.

Foto: Direitos Reservados

POEMA PARA O DIA DA MÃE “Porque os outros se mascaram mas tu não Porque os outros usam a virtude Para comprar o que não tem perdão. Porque os outros têm medo mas tu não. Porque os outros são os túmulos caiados Onde germina calada a podridão. Porque os outros se calam mas tu não. Porque os outros se compram e se vendem E os seus gestos dão sempre dividendo.

Porque os outros são hábeis mas tu não. Porque os outros vão à sombra dos abrigos E tu vais de mãos dadas com os perigos. Porque os outros calculam mas tu não.” Poema “Porque os outros se mascaram mas tu não”, de Sophia Mello Breyner Andresen


Serendipity & Co

uma casualidade que virou paixão EMPRESA LIDERADA POR BERNADETTE GALEGO QUER CELEBRAR 200º CASAMENTO EM 2017

Bernadette Galego (WPICC) é o principal rosto da Serendipity & Co. Inc

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uem fizer uma rápida pesquisa na Wikipédia, a enciclopédia livre, rapidamente vai compreender o conceito de Serendiptismo ou ainda Serendipitia, um anglicismo que se refere às descobertas afortunadas feitas, aparentemente, por acaso. Em verdade, a história da ciência está repleta de casos que podem ser classificados como serendipismo. O conceito original de serendipismo foi muito usado em sua origem. Nos dias de hoje, é considerado como uma forma especial de criatividade, ou uma das muitas técnicas de desenvolvimento do potencial criativo de uma pessoa adulta, que alia perseverança, inteligência e senso de observação. Por isso, e quando refletimos sobre o pensamento de Louis Pasteur: “O acaso só favorece a mente preparada”, podemos compreender melhor a história de Bernadette Galego que com a criação da Serendipity & Co soube transformar uma casualidade numa paixão de vida.

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Uma planeadora de eventos profissional e qualificada - certificada pelo The Wedding Planner Institute of Canada – Bernadette Galego é o rosto principal da empresa de Coordenação de Eventos e Casamentos com serviço completo, localizada em Mississauga, e servindo a GTA. Seja planeando eventos empresariais, festas temáticas ou casamentos, uma equipa (de seis pessoas) liderada por Bernadette Galego promete fornecer o máximo de qualidade e cuidado ao planear o dia importante de alguém. Depois de celebrar o seu 100º casamento em junho de 2014, o grupo confia que até ao final de 2016 será atingida a marca de 150 casamentos organizados. Em 2017, ano em que completa 10 anos de atividade empresarial, a Serendipity & Co espera celebrar o seu 200º casamento. O novo logótipo apresenta uma evolução da borboleta, a qual ganhou “outras asas”.


Uma carreira nova aos 40 anos

salões de casamento para ensinar ao pessoal e para mostrar quais eram os meus serviços e que estes iriam ajudar a fazer um casamento muito mais tranquilo e livre de stress.” Hoje, Bernadette diz que adora trabalhar com a comunidade portuguesa, onde reúne uma boa clientela. Para mais, acrescenta que “os portugueses estão muito mais abertos” e desmistifica a ideia de que este seja um serviço caro. “Pensando bem, aquilo que eu ofereço nos meus serviços e as horas que eu trabalho num casamento, até é barato.” Ainda que mais concentrada em casamentos, a equipa de Bernadette está preparada para outro tipo de festas e ocasiões, e promete adicionar (em breve) mais serviços aos pacotes que oferece. As tendências para 2016 com enfoque na cor branca (all white wedding) e uma aposta no “vintage look” e “rustic look”, com muitas noivas a querer casar em quintas.

Reconhecimento da Top Choice Award

Bernadette Galego descobriu o conceito de Serendipity quando viu o filme “Feliz Acaso” (2001), título adotado em Portugal para a comédia romântica, escrita por Marc Klein e realizada por Peter Chelsom, com John Cusack e Kate Beckinsale como principais protagonistas. Esse momento, qual epifania, iria ser decisivo na hora de dar um nome à empresa. “Quando surgiu esta ideia, para mim não havia outro nome mais apropriado do que este”, confessa Bernadette. A Serendipity & Co. Inc. foi registada no dia 7 de maio de 2007. Uma data marcante que acabaria por significar uma mudança (quase) radical para uma mulher e mãe dedicada a criar os filhos, que estava longe de se imaginar como «wedding planner». Verdadeiramente, a ideia do negócio começou a germinar quando ajudou um membro da família, naquela época, a planear o seu casamento. Apesar de alguns contratempos, rapidamente solucionados, ela deixou-se convencer por um fotógrafo, que estava lá nesse casamento, que tinha mesmo um talento para ser uma planeadora e coordenadora de casamentos. “Porque apesar de trabalhar com outras pessoas, ele via que eu tinha aquela responsabilidade e aquela calma para resolver os problemas e lidar com o stress do momento”, explica. Ainda assim, Bernadette achou a ideia algo louca e começou a rir. “Vou fazer 40 anos de idade. Quem é que começa uma carreira nova aos 40 anos?”, pensou para si própria. Mas a insistência positiva do fotógrafo – “Eu penso que tens talento!” – acabaria por prevalecer sobre a dúvida. E assim foi. Ao registar o nome pensou logo em Serendipity & Co, porque [ela] sabia que não podia fazer um casamento sozinha, porque um casamento envolve um largo número de pessoas. E para atestar, recorre a um dito em inglês: “It takes a village to raise a child”; e eu digo que “It takes a village to plan a wedding”.

Adora trabalhar com a comunidade portuguesa

Se quando iniciou a nova atividade, há 9 anos atrás, a ideia de procurar um «wedding planner» era mais usada pela comunidade judaica, Bernadette Galego soube ser persistente e trabalhar proativamente na mudança de mentalidade dentro da comunidade portuguesa (e outros grupos comunitários) que viam o serviço como um “luxo”. “No início, tive de lutar muito com a comunidade portuguesa e os

O ano de 2016 promete ser de sucesso. Praticamente a abrir, a “surpresa” de receber o prémio Top Choice Award, depois de ter sido nomeada para o Top Wedding Planner (Mississauga) do ano 2016. Ainda com o doce sabor da vitória bem fresco na memória, Bernadette Galego humildemente reconhece que, quando viu a competição para o prémio, chegou a achar que não tinha hipóteses. Mais uma feliz casualidade, atrevemo-nos a dizer … “Para mim, [o prémio] foi um triunfo”, sublinha a empresária, que conseguiu transformar um suposto passatempo num negócio bem sucedido. E mais importante, ultrapassar um momento difícil da sua vida (em 2013), salvaguardando a continuidade da Serendipity & Co, com toda a paixão e dedicação profissional.

Top Wedding Planner (Mississauga) do ano 2016

A Revista Amar agradece a amabilidade de Bernadette Galego para falar da Serendipity & Co e deseja os melhores sucessos ao longo de 2016. O website [www.serendipityandco.ca] está a sofrer uma renovação para ter uma imagem fresca, muito provavelmente a ser lançada neste mês de maio. A empresa tem também ligações às redes sociais (Twitter, Instagram, Facebook e Blogue).

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Abril

em Montreal... Suzi Silva

Abril, com o seu lento despertar de primavera, traz com a sua luminosidade faíscas de inspiração. Abril é o meu mês predilecto! Abril! E “Abril em Portugal” é um fado que me traz lembranças de casa, da minha cidade musa e do calor do sol em terras lusitanas. Este ano, rescrevi a minha história para “Abril em Montreal”. Abril em Montreal foi o mês da poesia e o despertar da primavera, tão discreta e tímida após este longo inverno, veio adocicar e inspirar quem escreve, canta, recita ou escuta poesia em português. Centro cultural Luís de Camões promove “Fado & Poesia” O “Centro Cultural Luís de Camões” em colaboração com o “Montreal Magazine” e a “Casa dos Açores do Quebeque” promoveram, na noite de 2 de abril, um serão dedicado ao fado e à poesia. Num misto de fado, poesia, histórias da vida e estórias de vidas, o mestre-de-cerimónias Luiz Saraiva – homem de teatro e mimo profissional – fez uma homenagem a três figuras míticas do fado: Maria Severa Onofriana, Alfredo Marceneiro e Hermínia Silva. Neste que foi o primeiro evento promovido pelo Centro Cultural Luís de Camões, a Casa dos Açores encheu-se de amantes de fado e após o farto jantar com uma ementa bem portuguesa, o silêncio foi unânime para se ouvir as canções mais representativas das carreiras das três figuras homenageadas e as histórias, curiosidades e versos recitados por Luiz Saraiva, que partilhou com todos muitas das suas experiências e memórias relacionadas com os três fadistas. Os presentes ficaram a saber um pouco mais sobre os fadistas, sobre o que os fados que cantavam representavam e sobre o contexto em que viveram e o seu relevo na sociedade. Por entre a quase encenação que casou histórias com canções, falou-se de classes sociais, de fados com mensagens codificadas, de boémia, de destino, de pobreza e de coragem. Falou-se, em poesia, de vidas vividas ao som de guitarras e cantadas ao som dos estados da alma: “Fado Marujo”, “Rua do capelão”, “É tão bom ser pequenino”, “Rosa enjeitada”, “Fado da sina”, etc…

Aproveitando a ocasião fez-se igualmente a apresentação dos órgãos administrativos do Centro Cultural: Alberto Feio como presidente, Benjamim Moniz como vice-presidente, Cláudia Chin como secretária, António Cabral como tesoureiro e Conceição Ferreira como diretora. Se as introduções ficaram a cargo de Conceição Ferreira e o registo video-

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gráfico a cargo de Alberto Feio (Montreal Magazine), a receção e ementa a cargo da Casa dos Açores e a poesia a cargo de Luiz Saraiva, o fado por sua vez, em diálogo constante com os textos do poeta, foi tocado e cantado por Luís Duarte (viola e voz), António Moniz (guitarra portuguesa) e Suzi Silva (voz). A ideia de juntar fado e poesia surgiu de Luiz Saraiva, homem versado nas palavras e que confessou publicamente a sua grande paixão pela língua portuguesa. Nasceu na Mouraria e carregou até hoje uma admiração profunda por algumas personagens que com suas vozes e personalidades moldaram o fado. Em primeiro a Severa, “mãe do fado”, que segundo consta era de uma beleza extrema mas morreu bem jovem. Esta figura mítica do fado foi aqui revivida por Suzi Silva, de saia rodada e rosa vermelha nos cabelos, imitando a cigana da rua do capelão. Em segundo lugar o tio Alfredo Marceneiro, homem do povo, trabalhador e humilde, que foi um dos primeiros homens a cantar o fado. A obra do Marceneiro foi então revisitada pela voz quente e melodiosa de Luís Duarte. E para encerrar com pompa e circunstância a incomparável, irreverente e engraçada Hermínia Silva, que Luiz Saraiva destacou como sendo a sua fadista predileta. Cantadeira, actriz, mulher de numerosos talentos foi uma das vozes mais representativas do fado castiço. Um verdadeiro desafio de dar vida a três monumentos do fado, três valores tão distintos. A noite, após ser embalada em música, versos e histórias declamadas, deixou no ar uma faísca de novos projectos. Quem sabe o que de vai arquitetando na cabeça de um poeta defensor da sua língua materna e enamorado do seu fado? Estaremos atentos às iniciativas do Centro Cultural Luís de Camões e às aventuras de Luiz Saraiva. “Festa da Poesia” “Tão longe e tão perto”, livro de poesia editado em 2006 por Fernando André, poeta local e impulsionador da língua portuguesa na comunidade de Montreal, foi o tema para um dos mais recentes concursos de talentos promovidos nesta comunidade. Um concurso de quadras! O resultado deste concurso, onde tiveram a oportunidade de participar cerca de 50 pessoas, foi a “Festa da Poesia”, um evento promovido pelo grupo dos “Amigos da Biblioteca José d’Almansor”, integrado nas atividades da UTL - Universidade dos Tempos Livres da Missão Santa Cruz e cujo intuito era promover e manter a língua portuguesa na comunidade. Os participantes enviaram anonimamente as suas composições e os júris, Dalila Teles Veras (Brasil), Paulo da Costa (Canadá) e João S. Martins (USA), avaliaram os versos recebidos. A revelação dos vencedores foi depois feita neste evento que ocorreu no dia 10 de abril, no salão nobre da Missão Santa Cruz. Para além de celebrar a língua portuguesa, a “Festa da Poesia” serviu também para homenagear Fernando André, homem de destaque da comunidade portuguesa de Montreal que faleceu em 2006. Fernando André estabeleceu-se em Montreal em 1982 e, conta quem o conheceu à sua chegada que, queria ser poeta! E assim foi. Fernando André colaborou com a imprensa local, promoveu concursos literários, foi co-fundador do Rancho Praias de Portugal e de um grupo de música popular. Escreveu poesia e publicou “Gostava de ser poeta” (1981), “Nas asas do vento” (2000) e “Tão longe… e tão perto”. Numa breve homenagem, Amália Carreiro e Adelaide Oliveira declamaram poemas de Fernando André dando assim início à “Festa da Poesia”. A poesia move montanhas! Participantes no concurso de quadras foram


quase 50 e para a festa cerca de 200 pessoas compareceram. A apresentação do acontecimento ficou a cargo dos locutores de radio locais: Marta Raposo e Francisco Peres, o menino da rádio, que foram os anfitriões e guias desta aventura de música e poesia. Mas na cerimónia houve também presenças ilustres tais como os representantes da Caisse Desjardins Portugaise de Montréal, do Consulado Geral de Portugal e da Missão Santa Cruz. A escritora e jornalista Humberta Araújo, de Toronto, juntou-se também à “Festa da Poesia” onde apresentou a sua última publicação “Saudade” e apresentou o projecto “Baú da Avó”. Antes de anunciar os vencedores do concurso de quadras houve música: subiram ao palco o Grupo de Música Tradicional (composto por membros do Rancho Praias de Portugal) em homenagem a Fernando André, Suzi Silva acompanhada à guitarra por José Brites, apresentando uma composição original e Marie Kately Gomes acompanhado por Francisco Peres que interpretou uma canção de José Afonso. Finalmente os vencedores do concurso foram anunciados, após a apresentação de todos os concorrentes. Deolinda Cabo ganhou o terceiro prémio, um cheque de $100.00 oferecido pela Caisse Dejardins Portugaise, Mário Carvalho arrecadou o segundo prémio, um cheque de $200.00 doado pela mesma instituição financeira e o grande vencedor foi José da Conceição. O primeiro prémio foi uma viagem aos Açores doada pela Sata. Afinal, escrever quadras é divertido e compensa! Para finalizar um representante dos “Amigos da Biblioteca José D’Almansor” informou que possa vir a ser publicado um livro com a recolha de todas as quadras do concurso.

conforme o gosto de cada um, neste evento o menu é recheado de especialidades da cozinha tradicional portuguesa. Um serão no Solmar é sempre uma experiência de “regresso às origens” e o mais apetecível é poder saborear Portugal ao som de Portugal. Assim sendo, esta casa típica continua a apostar na divulgação da cultura para além da gastronomia, e a palavra de honra é “Fado”. E fado vem sempre acompanhado por guitarras e poesia! No cartaz deste ano o destaque foi para os artistas residentes de Montreal: José João, Luís Duarte, Marta Raposo e Suzi Silva. O Solmar, que festeja 44 anos de existência, deixa no ar o convite, para quem visita Montréal, a passarem pelo 111 Rue Saint Paul Est e viverem a experiência portuguesa em Montreal.

44º Festival Abril em Portugal no Velho Montréal Como todos os anos – há já muitos anos! - o restaurante Solmar, a mais antiga “casa portuguesa” de Montréal, apresenta durante o mês de abril um festival dedicado à divulgação da cultura gastronómica e artística portuguesa.

Se durante todo o ano o Solmar oferece menus personalizados para todos os eventos, cujas ementas são minuciosamente discutidas com os chefes da casa, para que cada ocasião seja devidamente “aportuguesada”

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Autorização Eletrónica de Viagem para o Canadá

Canadá irá aplicar o seu próprio sistema ETA O Canadá prepara-se para seguir o exemplo dos Estados Unidos e da Austrália e implementar o seu próprio sistema para facilitar as viagens para o Canadá através da Autorização Eletrónica de Viagem ou ETA (ElectronicTravelAuthorisation). A aplicação deste sistema já está em funcionamento e espera-se que atinja o seu pleno este ano, sendo uma das iniciativas implementadas para diminuir a entrada de pessoas não autorizadas no Canadá. O que é a Autorização Eletrónica de Viagem? Tal como o nome indica, o ETA é um documento que confirma que tem autorização para viajar para o Canadá. No entanto, em vez de obter uma autorização através dos canais habituais que demoram muito tempo, precisa apenas de entrar no site oficial do Citizenship and Immigration Canada (CIC). Depois disso receberá a confirmação de sua elegibilidade para viajar dentro de minutos, também de forma eletrónica. A pessoa terá então que imprimir uma cópia e entregar em conjunto com os documentos necessários antes de embarcar para o Canadá. Quem será afetado pelo ETA? O ETA é parte de um programa de melhoria de segurança fronteiriça entre os Estados Unidos e o Canadá. Atualmente, os Estados Unidos não impõe restrições de visa a canadianos. Por isso é

muito provável que os americanos estejam isentos de ETA quando o sistema estiver em funcionamento. No entanto, visitantes que venham de países isentos de visa como a Austrália e a Nova Zelândia, assim como viajantes de algumas nações Europeias serão aqueles que deverão obter o ETA. Os visitantes que venham de países não isentos de visa, por outro lado, não necessitam de obter o ETA visto que deverão seguir o processo normal para obter um visto. O ETA já está em vigor e custa uma taxa de 7 dólares para quem o requisitar. Visto que o sistema tem como objetivo filtrar pessoas não autorizadas, as pessoas na lista de interdição de voar, pessoas com registos criminais, e potencialmente pessoas cujos pedidos de refugiados foram recusados, são aqueles a quem será recusada entrada no Canadá. Quais são os benefícios do ETA? Para obter um ETA, a pessoa deve submeter alguma informação biográfica privada como o nome e data de nascimento, e detalhes biométricos como a impressão digital, depois disso a verificação da viagem será processada online. Como o sistema ETA irá filtrar as pessoas inadmissíveis antes de haver sequer uma data marcada de entrada no Canadá, a entrada das pessoas que são elegíveis será feita de forma mais rápida e mais eficiente.

Paulo Mendes

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Visite AGO(ra) antes que seja tarde

AGO

Fotos: Direitos Reservados / Fonte: http://www.ago.net

A mais antiga galeria de arte do Canadá e um dos maiores museus de arte na América do Norte Por: Paulo Mendes

Com uma coleção de mais de 90.000 obras de arte, a Galeria de Arte do Ontário é um dos museus de arte mais ilustres na América do Norte. Desde o vasto corpo do Grupo dos Sete e assinatura de trabalhos canadianos, à galeria de arte Africana, a arte contemporânea de ponta, a obra de arte de Peter Paul Rubens “O Massacre dos Inocentes”, a AGO oferece uma experiência de arte incrível em cada visita.

Q

uando foi a última vez que foi a uma Galeria de Arte para apreciar uma exposição? Não sabe, não se recorda, ou talvez nunca tenha ido. Pois bem, se vive em Toronto ou, simplesmente, é mais um turista que pretende visitar a maior cidade do Canadá, em breve, é tempo de considerar uma visita à AGO antes que seja tarde demais. Fundada em 1900 por um grupo de cidadãos privados como o Museu de Arte de Toronto, a Galeria de Arte do Ontário (AGO) é um dos maiores museus de arte na América do Norte, com mais de 90.000 obras no seu acervo e uma instalação física de 583.000 pés quadrados. Mais de 4.000 obras do acervo estão em exibição pública. Coleção A coleção da AGO estende-se desde 100 d.c. (depois de Cristo) até ao presente e está focada nas seguintes áreas: A coleção canadiana documenta vivida-

mente o desenvolvimento do património artístico da nação desde a pré-Confederação, incluindo uma das maiores e melhores coleções de arte Inuit do mundo. A coleção inclui obras cruciais por Cornelius Krieghoff, Lucius O’Brien, James Wilson Morrice, Tom Thomson, o Grupo dos Sete, David Milne, Emily Carr, Paul-Emile Borduas, Joyce Wieland e Kenojuak Ashevak. Obras-primas da arte europeia incluem obras de artistas de renome, como Anthony van Dyck, Thomas Gainsborough, Auguste Rodin, Claude Monet, Edgar Degas, Paul Cézanne, Vincent van Gogh, Pablo Picasso e René Magritte.

A coleção de Thomson na AGO inclui uma ampla gama de obras, desde arte Europeia a arte canadiana, modelos de navios e artes decorativas. A sua coleção Europeia inclui 900 obras dos séculos XII ao XIX, caracterizando a obra-prima do século XVII de Peter Paul Rubens, “O Massacre dos Inocentes”. A coleção canadiana inclui obras assinadas por Cornelius Krieghoff, Paul Kane, Lawren Harris, e Paul-Emile Borduas. A coleção Thomson de modelos de navios apresenta peças desde a era napoleónica ao século XIX, e a coleção de artes decorativas inclui mais de 500 objetos de importância internacional, incluindo Malmesbury Chasse, do século XII.

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cluindo cera de abelha, ligas de cobre, contas de vidro, ferro, marfim, pedra-sabão e madeira. Exposições Como um dos museus de arte mais ilustres do Canadá, a AGO organiza e recebe um amplo espectro de grandes exposições. Ao longo dos anos, o AGO apresentou: • Jean-Michel Basquiat: Now’s the Time, 2015 • Alex Colville, 2014 • Michelangelo: Quest for Genius, 2014 • David Bowie Is, 2013 • Ai Weiwei: According to What?, 2013 • Picasso: Masterpieces from Musée National Picasso, Paris, 2012 • Chagall and the Russian Avant-Garde: Masterpieces from the Collection of the Centre Pompidou, Paris, 2011 • Abstract Expressionist New York: Masterpieces from the Museum of Modern Art, 2011 • Maharaja: The Splendour of India’s Royal Courts, 2010 • Julian Schnabel: Art and Film, 2010 • King Tut: The Golden King and the Great Pharaohs, 2009

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A AGO mantém uma coleção abrangente de arte contemporânea que vai desde 1960 até ao presente, refletindo desenvolvimentos globais na prática artística em todas os meios de comunicação, incluindo pintura, escultura, trabalhos em papel, fotografia, arte de projeção e instalação de arte. A coleção é definida por fortes participações de artistas canadianos como David Altmejd, Brian Jungen, Jeff Wall, Shirley Wiitasalo e pontuada por grandes obras de artistas internacionais, como Mona Hatoum, Gerhard Richter, Doris Salcedo, Tino Sehgal, Cindy Sherman, Richard Serra, Kara Walker e Andy Warhol. A AGO alberga a maior coleção pública do mundo de obras de Henry Moore, escultor britânico de renome internacional. Uma coleção de mais de 40.000 fotografias representa o surgimento do meio em toda a sua diversidade artística, cultural e social. A coleção inclui obras de fotógrafos britânicos, franceses, americanos e canadianos do século XIX, e modernistas do século XX, incluindo um grupo significativo de gravuras dos anos de 1850 pelo fotógrafo britânico Linnaeus Tripe, uma das coleções mais importantes de obras de fotógrafo checo Josef Sudek e mais de 18.000 fotografias de imprensa da Agência de Imprensa Klinsky tiradas nas décadas de 1930 e 40. A coleção da AGO de arte Africana não é apenas a maior do seu género num museu de arte canadiano, mas também uma das coleções mais prestigiadas de arte Africana, no Canadá. Esta coleção de 95 obras de arte estende-se por vários séculos e é intensamente focada em obras escultóricas e figurativas da África ocidental e central. As peças da coleção são feitas com uma variedade de materiais que são um reflexo das tradições escultóricas nas suas respetivas áreas, in-

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Receitas operacionais anuais • $71.83 M (milhões) em 2014/15 • 33% de financiamento do governo (federal, provincial, municipal) • 28% de receita autogerada (admissões, retalho, alimentação e bebidas) • suporte de 27% do setor privado (associações, doações, patrocínios) • amortização de 12% de contribuição de capital diferido Curiosidade: Durante a temporada de 2014/15 a maioria dos visitantes da AGO (56 por cento) vieram de Toronto, cidade onde está localizada a AGO. Seguiu-se um total de visitas de 12% (Ontário), 11% (GTA), 8% (International), 7% (Canadá), e 6% (EUA). Quando visitar Horário da Galeria Novo horário com efeitos a partir de 03 de novembro de 2015 Segunda-feira Encerrada Terça-feira 10:30-17:00 horas Quarta-feira 10:30-21:00 horas Quinta-feira 10:30-17:00 horas Sexta-feira 10:30-21:00 horas Sábado 10:30-17:30 horas Domingo 10:30-17:30 horas Preços de Admissão Admissão Geral Membro Adulto Idoso (65+)

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força da palavra mãe, veicula um sentido de compromisso afetivo, alicerce da nossa vida…é, neste sentido, que a nossa mãe e a nossa língua encontram afinidades que tocam a forma de conhecer o mundo, de nos conhecermos a nós mesmos, da nossa existência fazer sentido na divergência universal. A língua materna, enquanto primeira língua que uma criança aprende e, na maior parte dos casos, conectada ao berço étnico-linguístico, sustenta a infância, porém pode dar-se o caso em que a criança aprende uma segunda língua, como se fosse a materna – David Crystal (A Dictionary of Linguistics and Phonetics) regista o termo “native speaker”, que é traduzido em português por «falante nativo», para designar o indivíduo que, tendo em criança adquirido uma língua particular (p. ex., o português), possui as intuições e os juízos mais seguros sobre o funcionamento da mesma. O denominador comum, neste caso de bilinguismo, situa-se na região geográfica da comunidade falante, no desejo ”maternal” que a família põe sobre a criança, para que não perca as raízes ou laços que homenageiam os seus antepassados. Em última estância, a língua mãe, apela à necessidade de aprender e crescer ao colo de uma língua, que, por sinal, pode ser muito bem a nossa portuguesa. A língua portuguesa tem um padrão que, para além de nos indicar a forma correta de falar e escrever, é uma modalidade linguística reguladora da variação dialectal subjacente aos sistemas linguísticos, objetivando a unificação da língua. Segundo Celso Cunha e Lindley Cintra (Nova Gramática do Português Contemporâneo, 1984, pág. 4), a língua-padrão corresponde a «[…] uma entre as muitas variedades de um idioma, [mas] é sempre a mais prestigiosa, porque atua como modelo, como norma, como ideal linguístico de uma comunidade[…]». Há palavras que mudam de significado conforme a região onde são ditas - e há designações diferentes para as mesmas coisas - também de acordo com as circunstâncias e o lugar. Falo-vos dos regionalismos - conjunto das particularidades linguísticas de uma determinada região geográfica e cultural. Uma de suas principais expressões é o dialeto (do grego διάλεκτος-diálektos: ‘conversa, conversação, discussão por perguntas e respostas; maneira de falar, linguagem própria de um país) é a forma como uma língua é realizada numa região

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específica, ou seja, uma variedade ou variante linguística em que os falantes de uma mesma língua apresentam diferenças nos seus modos de falar. Desta de forma, vejamos: encontramos expressões diferentes entre as duas maiores cidades portuguesas, Porto e Lisboa, por exemplo, na simplicidade de pedir um café. Estando no Porto, pedimos um cimbalino, já na capital, melhor é pedir uma bica; se o tempo e os amigos convidam a uma cerveja numa esplanada da capital, peça uma imperial; na cidade invicta, um fino. E para almoçar, outros cuidados: entre os portuenses, um prego em prato; entre os alfacinhas um “bitoque”. Quanto ao lanche, se lhe apetecer um pão fofo e adocicado, recomenda-se “bico de pato”, em Lisboa opte por “pão-de-leite” que pode vir acompanhado por um garoto ou pingo - chávena pequena com leite e café pingado. À mediada que vai do centro de Portugal para o norte, encontrará diferenças que poderão confundir, desde o uso de uma sapatilha ao seu sinónimo sulista ténis. Nesta viagem acompanhada pela língua-mãe, vá de autocarro no norte, mas apanhe o horário no sul, pois de tanto andar apressado, ou embalado, não vá ter uma cãibra, ou seja, cangueira lá para as terras do sul. Não meta conversa com qualquer um, ou seja não dê paleio a quem no saberá orientar no seu roteiro, sinta-se um bicho- de pêssego - irrequieto – para querer ver mais. No Alentejo, não se estranhe (estranhe-se) palavras como Aiafa – festa que marca o fim de uma atividade, acompanhada por uma farta refeição, possivelmente em que o prato rei é a malata - ovelha nova - regada por zurrapa, vinho de fraca qualidade. E, nestas questões gastronómicas, quer vá à ilha dos Açores, quer vá à ilha da Madeira, a sua vista pousará sobre as canadas (pedaço de terra) nas bezugas, mulheres bonitas da região. Certo é que, num país tão pequeno como é Portugal, basta mudar de região para que certos nomes e expressões passem a ser diferentes. Sem dúvida que o “ jardim plantado à beira mar” oferece um conjunto de dialetos - desde o Algarvio, ao Alto-Minho, o Beirão, ao Estremenho, já para não falar do transmontano e do Baixo Minhoto Duriense- de múltipla riqueza cultural, ecos de um passado de memórias e afetos que determinam a grandiosidade do ser português. A língua é vida, a língua é mãe.


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Mário de Carvalho nasceu em Lisboa em 1944. Licenciou-se em Direito e viu o serviço militar interrompido pela prisão. Desde muito cedo ratura ligado aos meios da resistência contra o salazarismo, foi condenado a dois anos de cadeia, tendo de se exilar após cumprir a maior parte da pena. Depois da Revolução dos Cravos, em que se envolveu intensamente, exerceu advocacia em Lisboa. O seu primeiro livro, Contos da Sétima Esfera, causou surpresa pelo inesperado da abordagem ficcional e pela peculiar atmosfera, entre o maravilhoso e o fantástico. Desde então, tem praticado diversos géneros literários – romance, novela, conto, ensaio e teatro –, percorrendo várias épocas e ambientes, sempre em edições sucessivas. Utiliza uma multiforme mudança de registos, que tanto pode moldar uma narrativa histórica como um romance de atualidade; um tema dolente e sombrio como uma sátira viva e certeira; uma escrita cadenciada e medida como a pulsão duma prosa endiabrada e surpreendente. Nas diversas modalidades de Romance, Conto e Teatro, foram atribuídos a Mário de Carvalho os prémios literários portugueses mais prestigiados (designadamente os Grandes Prémios de Romance, Conto e Teatro da APE, o prémio do Pen Clube e o prémio internacional Pégaso). Os seus livros encontram-se traduzidos em várias línguas.

Em 1981 publicou, Contos da Sétima Esfera, que mereceram do crítico João Gaspar Simões a classificação de «surpreendente, desconcertante, inclassificável na tradição portuguesa». Seguiram-se os Casos do Beco das Sardinheiras, O Livro Grande de Tebas, Navio e Mariana e A Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho. Os Alferes apresenta de uma forma crua e desapiedada, não isenta de ironia, os dilemas dos jovens oficiais milicianos no teatro de uma guerra em que não acreditavam. Um dos contos foi adaptado duas vezes para cinema por (Luís Filipe Costa e Julio Alves) e uma para teatro (Il était une fois un souslieutenant, por Otile Ehret). A Paixão do Conde de Fróis, logo traduzido para a prestigiada editora Gallimard, decorre no século XVIII, durante a Guerra dos Sete Anos. O seu livro mais reeditado, traduzido e premiado veio a ser o romance Um Deus Passeando pela Brisa da Tarde que ficou como clássico do género, embora o autor, numa epígrafe provocatória, tenha garantido não se tratar de romance histórico. Na sequência do Prémio Pégaso de Literatura, o romance foi traduzido para inglês, francês, alemão, italiano e outras línguas, em capa dura e edições de bolso, com excelentes recensões.

Obra Literária

Contos da Sétima Esfera (contos), 1981 Casos do Beco das Sardinheiras (contos), 1982 O Livro Grande de Tebas, Navio e Mariana (romance), 1982 Prémio Cidade de Lisboa A inaudita guerra da Avenida Gago Coutinho (contos), 1983 Fabulário (Contos), 1984 Contos Soltos (contos), 1986 A Paixão do Conde de Fróis (romance), 1986 - Prémio D. Dinis E se Tivesse a Bondade de Me Dizer Porquê? (folhetim), em colaboração com Clara Pinto Correia, 1986 Os Alferes (Contos), 1989 Quatrocentos Mil Sestércios seguido de O Conde Jano (novelas), 1991 - Grande Prémio APE(Conto); Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco Água em pena de pato (Teatro), 1991 Um Deus Passeando pela Brisa da Tarde (romance), 1994 - Prémio de Romance e Novela da APE/IPLB; Prémio Fernando Namora; Prémio Pégaso de Literatura; Prémio Literário Giuseppe Acerbi Era Bom que Trocássemos Umas Ideias Sobre o Assunto (romance), 1995

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Autor Português Fonte: Porto Editora

Fotos: Direitos Reservados

LITE

Mário de Carvalho

Em 1995 surge o romance satírico Era Bom Que Trocássemos Umas Ideias sobre o Assunto inaugurando o género a que o autor chamou «cronovelema» e que associa o humor à crítica aguda do quotidiano. O livro obteve um bom acolhimento na Alemanha e na França. Mário de Carvalho tem, actualmente, 21 livros publicados no estrangeiro, em 11 países, incluindo o Brasil. A sua escrita é extremamente versátil e é impossível incluí-lo em qualquer escola ou corrente literária. Desde a crónica irónica do quotidiano à toada mais sombria, tem praticado uma grande diversidade de géneros, percorrendo vários épocas, e ecoando alguns grandes clássicos da literatura portuguesa e universal. Os seus livros têm tido sucessivas edições. Todas as suas peças de teatro foram levadas à cena, em Portugal ou no estrangeiro. Trabalhou em argumento com os realizadores Luís Filipe Costa, José Fonseca e Costa, Solveig Nordlung, José Carlos Oliveira e José Barahona. Foram-lhe atribuídos em Itália os prémios Giuseppe Acerbi (Passegia un dio nella bresa della sera) e Citá de Cassino (I sottotenenti). A 9 de junho de 2014 foi feito Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada.

Apuros de um Pessimista em Fuga (novela), 1999 Se Perguntarem por Mim, Não Estou seguido de Haja Harmonia (teatro), 1999 - Grande Prémio APE (Teatro) Contos Vagabundos (contos), 2000 Fantasia para dois coronéis e uma piscina (romance), 2003 - Prémio PEN Clube Português Ficção, Grande Prémio de Literatura dst O Homem que Engoliu a Lua (infanto-juvenil), 2003 A Sala Magenta, 2008 - Prémio Fernando Namora, Prémio Vergílio Ferreira (pelo conjunto da obra) A Arte de Morrer Longe, 2010 O Homem do Turbante Verde (contos), 2011 Quando o Diabo Reza, 2011 Não Há Vozes, não Há Prantos, (teatro) 2012 O Varandim seguido de Ocaso em Carvabgel, (novela) 2012 A Liberdade de Pátio, (contos) 2013 Quem disser o contrário é porque tem razão, 2014 Novelas Extravagantes, 2015


Romance

Fonte: Porto Editora e Wikipedia

Sala Magenta

de Mário de Carvalho Ano de edição ou reimpressão: 2015 Editora: Porto Editora Idioma: Português Sinopse Paixão, luxúria e erotismo. Raiva, crueldade e regelo. Dois tempos. O presente, numa casa na floresta, perto da Lagoa Moura, onde pena Gustavo Miguel Dias, um cineasta em fim de carreira, lambendo as suas feridas e rememorando tempos gloriosos. O passado, impante na capital. As festas. O álcool. Os quartos de hotel. O rol interminável de mulheres e amantes. E aquela sala magenta, duma tal Maria Alfreda, antecâmara da felicidade, conchego alcatifado, jogo perverso entre o desdém, o apaziguamento e a ameaça.

Infantojuvenil A caixa da avó Maria de Leonor Mexia

Ano de edição ou reimpressão: 2016 Editora: Porto Editora Idioma: Português Sinopse O João está triste porque a avó partiu. Mas vai descobrir um tesouro de sorrisos, memórias e saudades que a avó lhe deixou. Vai aprender que as pessoas não morrem quando as guardamos no coração… PUBLICIDADE

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POR

TU gal

Imagem: Portugal Economia Social

Índice de Progresso Social H á quatro anos atrás, o padre Lino Maia, Presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), tendo por base o estudo “As Instituições Particulares de Solidariedade Social num contexto de crise económica”, informou que havia “muitas instituições com muitas dificuldades. Diria que, num primeiro diagnóstico, 10% das instituições estão com sérias dificuldades. Provavelmente, o número peca por defeito. Temos 2700 instituições, portanto, se falarmos em 10% diria que 270 estão com bastantes dificuldades”. Os problemas destas instituições agravaram-se com a crise que trouxe novos problemas sociais aos quais foi necessário dar novas respostas apesar do escassos, e tendencialmente diminutos, recursos económicos. Sou suspeito, pois sou dirigente de uma IPSS, mas acredito que estas instituições do terceiro setor têm desempenhado um papel determinante no mitigar dos efeitos da crise no seio das famílias. A questão que se coloca é se conseguirão estas organizações superar a crise que as assola. Vivemos tempos difíceis com a diminuição de receitas e o aumento das despesas a deixarem poucas esperanças quanto à sustentabilidade presente e futura destas organizações que apoiam milhares de famílias em áreas tão diversas como o apoio social, saúde, educação e formação. A sustentabilidade financeira está em risco. Além dos postos de trabalho dos seus colaboradores ficarão também comprometidos os serviços de proximidade que prestam à comunidade. Em Portugal vivem-se, há alguns anos, tempos difíceis. Quando analisamos os dados da nova forma, criada pela União Europeia, para analisar o progresso social, o Índice de Progresso Social (IPS), nas 272 regiões europeias, constatamos que a região metropolitana de Lisboa não passa de um modesto 173.º lugar; o Algarve está em 185.º; o Centro em 190.º; o Norte em 198.º; a

Madeira em 204.º; o Alentejo em 212.º e os Açores em 239.º. O IPS tem como objetivo saber se a região consegue satisfazer as necessidades básicas da população, se garante o crescente bem-estar de todos e se cria as condições para que cada um possa atingir o seu potencial. São 50 os indicadores considerados, desde, por exemplo, ter saúde, prosseguimento de estudos, nutrição, acesso à informação e comunicação, satisfação com a habitação, taxa de homicídio, segurança rodoviária... No caso de Lisboa, no que concerne às necessidades básicas, fica-se por um modesto 192.º lugar e em 180.º no que diz respeito ao bem-estar dos cidadãos. Os dados falam por si, apesar de alguns progressos alcançados nas últimas décadas, muito há ainda a fazer para que possamos aproximar-nos das condições de vida dos restantes estados membros. A título de curiosidade, situa-se na Suécia a região com maior progresso social, na União Europeia: Övre Norrland. Estando ainda em construção a metodologia do IPS, os dados permitem retirar algumas ilações e, no nosso caso, daí deverão resultar algumas preocupações. O IPS poderá servir de barómetro e instrumento para a discussão e implementação de novas políticas públicas que contribuam para a melhoria da qualidade de vida dos portugueses. Caso se perpetuem as dificuldades que castram o progresso social, arriscamo-nos a que a desertificação do interior alastre, como um vírus, a todo o território nacional e vejamos engrossar o contigente dos que partem à procura de melhores condições de vida noutros pontos do globo. Não querendo ser fatalista, Portugal pode, num futuro não muito longínquo, tornar-se apenas numa estância turística beneficiando do privilegiada exposição ao oceano Atlântico.

Dr. José Carreira -Presidente da Direção da IPSS Obras Sociais do Pessoal da Câmara Municipal e Serviços Municipalizados de Viseu -Coordenador do Centro de Apoio Alzheimer Viseu (CAAV) -Mestre em Intervención a Personas con Enfermedad de Alzheimer – Faculdade de Medicina da Universidade de Salamanca - Espanha -Mestre em Trabalho Social – Universidade Fernando Pessoa - Porto

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Ao longo dos anos, a música pop foi tendo os seus ícones e facilmente virou um dos géneros musicais mais acessíveis e apreciados dos fãs. Mas como em tudo na vida, as estrelas pop vêm e vão, com o vazio a ser rapidamente preenchido por uma estrela emergente, por vezes completamente desconhecida e vinda de um meio que nem sempre representa a corrente dominante. Hoje, a título de exemplo, Lady Gaga e Katy Perry, são dois nomes incontornáveis do panorama musical. Mas em cada esquina há sempre um próximo artista a espreitar a sua oportunidade para poder entrar e vingar no competitivo mercado do Pop. Vinda de Toronto, Ontário, Nancy Love é a mais recente sensação Pop, tendo “explodido” no cenário musical canadiano e global, encantando os críticos com as suas faixas pop cativantes e as suas atuações ao vivo cheias de energia. Nancy Love é uma cantora, artista e compositora dedicada, apaixonada, e com atitude orientada e criativa que tem uma

presença de palco incrível. Ela pode colocar alguém em transe com os seus vocais distintos e ritmos viciantes. O álbum de estreia de Nancy Love “This is Me” é uma mistura de Pop/Dance e singles pop como Miss Extreme, First Lover (que atingiu mais de um milhão de acessos no YouTube!) e o seu único single de Pop Latina, “Mocha Chika Loca” têm tido muito sucesso. Este é precisamente o trabalho que serve de base para a festa de lançamento do CD de Nancy Love, no próximo dia 12 de maio, no The Den, 423 College, Toronto, que terá a violinista Vira Burmenko a abrir o espetáculo. A Revista Amar conversou com a artista que desde bem cedo se sentiu atraída pela música e que promete ser um caso sério no mundo da música pop. Uma ótima oportunidade para a comunidade portuguesa em Toronto conhecer esta jovem que diz sem medo: “Tenho orgulho de ser Portuguesa.”


From Nancy wit h Love

Jovem sensação da música do Canadá prepara festa de lançamento do CD do álbum This Is Me

Revista Amar - Em 14 de agosto de 2013, Love lançou This Is Me, um álbum que apresenta uma mistura de pop e dance. Como é que este foi recebido pelos fãs, e principalmente pela crítica? Nancy Love – “Posso dizer que fiquei admirada pela quantidade de pessoas que se tornaram meus fãs quando lancei o meu álbum “This Is Me” e desde então têm sido fãs muito fiéis. Posso dizer que houve muitas críticas positivas de muita gente e que felizmente adquiriram o meu álbum.”

relacionada com a época do Natal. É uma música que toca em todos os corações e é romântica.” RA - Como está a sua agenda para 2016, após o lançamento do CD? Nancy Love - “Isso não posso dizer porque é uma grande supresa ainda, mas posso garantir que vai haver muitas supresas diferentes! Vou cantar num hotel muito famoso chamado Aloft em Vaughan no dia 1 de junho (concertos a anunciar na minha página de Facebook) e também estou a escrever muitas músicas novas para lançar e também muitos vídeos novos no meu canal de YouTube!”

RA - Fale-nos sobre o álbum e o significado por trás de algumas das canções. Nancy Love - “Cada canção tem uma história e um significado diferente. Cada canção fala de uma experiência que tive no passado sejam boas ou más. Por exemplo, First Lover fala sobre o meu primeiro amor e é algo que todos nós vivemos e nos lembramos e Gotta Go é sobre perder o amor e afastar-me dele. Eu sempre fui uma artista que gosta muito de escrever sobre coisas que se relacionam com os outros. O significado de This Is Me, em geral, é sobre mim, a minha personalidade, a Nancy Love e o meu estilo; posso dizer que este álbum foi como se fosse uma introdução e cada música foi escrita por mim. Foi criado com muito amor, muita alegria, e com muita criatividade.”

RA - Numa idade jovem, Love esteve rodeada por muitos géneros diferentes de música, o que lhe permitiu experimentar vários estilos, incluindo pop, rock e country. Isso foi importante para o seu amadurecimento enquanto intérprete e compositora da música? Nancy Love - “É sempre bom saber um pouco de vários estilos musicais sendo que me ajudaram muito na produção do meu álbum.”

RA - Agora, já no próximo dia 12 de maio, vai ter lugar a festa de lançamento do CD, no The Den, 423 College, Toronto. Teve algum cuidado especial em escolher a data e o local? Nancy Love - “Não, eu simplesmente queria um lugar que poderia ser um nightclub divertido e que combinasse com o meu género de música Pop e o The Den foi perfeito para isto. A data foi escolhida dessa maneira porque eu queria começar o verão com algo emocionante e divertido para todos!”

RA - Entretanto, em 2014 lançou o single de Natal “Snowflakes”. Qual é a mensagem desta canção? Nancy Love - “A mensagem é sobre o amor durante o Natal. No Natal, gostamos muito de celebrar com a nossa família e os nossos amores e eu gostava de fazer uma música diferente de amor

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Fotos: Direitos Reservados

RA - Por que escolheu a violinista Vira Burmenko para a abertura do espetáculo? Nancy Love - “Queria ter alguém a abrir para mim que era diferente das outras artistas, ela tem muito talento. Ela vai ser a primeira a abrir para o meu show e eu acho que as pessoas não vão esperar por isso - vai ser muito interessante. Sou uma artista cheia de surpresas, haha.”


RA - Nancy Love refere-se a Christina Aguilera como um exemplo. Por quê? Nancy Love - “Porque eu vejo-a como uma artista muito interessante e ela tem uma voz única e muito forte, eu ouvia muita música dela quando era pequena. Ela é uma das minhas influências musicais e espero que possa chegar a estar no nível dela um dia.”

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RA - Não é segredo que gostaria de viajar pelo mundo, nos próximos anos. Como estão esses planos e até que ponto podemos esperar uma futura digressão musical? Nancy LOve - “Estou a fazer tudo para que isso possa acontecer. Viajar pelo o mundo todo é um sonho muito grande que eu tenho. Gostava de poder visitar e ver coisas novas e tenho certeza e muita fé que passo a passo posso chegar lá como já cantei muito em Los Angeles e também em Portugal na RTP1 para o concurso chamado Canta Portugal.”

RA - Os críticos estão a dizer que a Nancy Love é a próxima estrela na dança e pop. Como reage a estes elogios? Nancy Love - “Já estou na música há muitos anos e trabalho muito para ter aquilo que tenho, quando ouço uma coisa dessas fico muito contente claro!” RA - A sua base de fãs tem um título curioso - “Nanigans”. Como é que surgiu esse nome? Nancy Love - “Na altura que este nome surgiu, vários artistas pegavam nos seus nomes e “distorciam” numa forma engraçada para dar nome aos fãs.” RA - Nancy Love já se apresentou em vários locais famosos de Toronto, incluindo, Downsview Park, The Mod Club, The Opera House, The Hard Rock Café, The Velvet Underground, e o The Product Nightclub. Fale-nos dessas experiências. Nancy Love - “Foram experiências incríveis, os locais todos foram ótimos e nunca vou esquecer de todos os momentos especialmente onde aconteceu o meu “Summer of Love Tour”.” RA - Atuar em palco no Downsview Park, em frente de 5.000 fãs a gritar, onde já estiveram artistas luso-canadianos como Danny Fernandes e Shawn Desman, foi memorável para a Nancy Love? Nancy Love - “Foi muito memorável - foi um sonho! Gostei muito de fazer parte deste show, eu já fiz parte da Portugal Week duas vezes.” RA - Tem escrito canções baseadas nas suas experiências de vida. Conforme vai crescendo, as letras das músicas vão também mudando? Nancy Love e - “Claro que sim. Tudo muda na vida com o correr do tempo. Aprende-se e atravessa-se por coisas novas, novas experiências, novas ligações, novos momentos. Mas é por estas coisas que eu me inspiro para escrever novas músicas!”

RA - Ao mesmo tempo, a Nancy Love diz que quer inspirar e ser um modelo para muita gente. Como espera conseguir esse objetivo? Nancy Love - “Eu sinto que eu posso ser um grande modelo para todos por ser eu mesma, ser humilde, e escrever músicas que todas as pessoas de qualquer idade se possam identificar. Eu não quero apenas ser uma artista. Eu quero ser uma artista única que as pessoas possam olhar e saber quem eu sou, como uma pessoa real por dentro e por fora e que luto pelas coisas como eu quero que os outros façam!” RA - Explique-nos como é que surgiu o nome artístico Nancy Love? Nancy Love - “Fui eu. Acho um nome simples que chama muita atenção das pessoas e é facil de lembrar; também posso dizer que Love é uma palavra muito forte e bonita. Love is always Love.” RA - Cantora, artista ou compositora, qual a faceta que mais gosta? Nancy Love - “Nāo posso escolher. Tudo faz parte de mim. Não posso viver sem nenhuma.” RA - Apesar de estar bastante envolvida com a comunidade Inglesa, não deixou de estar junto da comunidade Portuguesa, correto? Nancy Love - “Correto! A comunidade portuguesa vai sempre ser parte da Nancy Love. A comunidade portuguesa tem-me ajudado sempre e eu fico muito agradecida pelo o apoio que me tem dado, sendo que eu nunca me vou esquecer. Até em famosa eu voltarei a lembrar-me. Tenho orgulho de ser Portuguesa.” RA - Por último, quando é que a comunidade portuguesa pode esperar ver um espetáculo de Nancy Love? Nancy Love - “Esperamos muito em breve! Adoro envolver-me com a comunidade portuguesa e estou sempre a tentar a fazer parte de todos os eventos. Sempre gostei de participar na Portugal Week e também já actuei no Brazilfest. Não se preocupe, a Nancy Love estará sempre aqui para os Nanigans Portugueses!” A Revista Amar agradece a amabilidade da Nancy para dar a conhecer um pouco mais do seu trajeto e trabalho músical e deseja as maiores felicidades para o lançamento do seu CD no próximo dia 12 de maio no The Den no 423 da College Street em Toronto.

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Fotos © RUDGR


Introdução Uma música repetitiva, quase hipnótica, pop e dançante tem sido o sucesso dos clubes no mundo inteiro desde a década de 80. Denominada de música eletrónica, dance music, house, trance ou tecno, ela é o combustível de uma contracultura contemporânea, que, após as gerações dos hippies e dos punks, encontra nos “clubbers” (nome dados a boa parte dos frequentadores dos clubes e festas de música eletrónica), nas raves, na cultura dos DJ’s e no uso de drogas sintéticas os seus principais elementos. A música eletrónica pop surgiu como resultado de diversos fatores estéticos e comportamentais. No campo artístico, heranças da música da era da discoteca (disco music), do final dos anos 70, e a introdução de sonoridades de sintetizador, bateria eletrónica e sampler (equipamento que armazena sons digitalmente) se misturaram para criar uma nova música dançante de estilo industrial e futurista (daí a denominação de música Música eletrónica: do erudito ao pop Até virar um género pop e um fenómeno comportamental, a música eletrónica atravessou diferentes etapas e caminhos. Tudo começou com as experimentações da vanguarda artística do início do século 20. Entre as várias inovações que surgiram com o objetivo de renovar a música erudita feita até então, como o dodecafonismo e o atonalismo, veio também o uso de recursos elétricos nas músicas. Além disso, havia a ideia de se introduzir nas composições ruídos dos novos tempos que surgiam. O movimento Futurista, inspirado na velocidade e nos avanços tecnológicos da viragem do século 20 para o 21, propunha, por exemplo, que a música reproduzisse o som industrial. As experimentações na música erudita levaram ao desenvolvimento de vários equipamentos eletrónicos, como os gravadores de fitas magnéticas, que permitiram a armazenagem e edição dos sons, e os sintetizadores analógicos, que criavam novos sons pela manipulação da corrente elétrica. Esses equipamentos, desenvolvidos a partir da colaboração entre técnicos e músicos desde o começo do século 20, seriam os embriões de toda a parafernália que junto com os computadores fariam da música eletrónica pop um sucesso no final do século passado e começo deste. Na música erudita, a chamada música eletrónica ganhou o nome mais específico (e preciso, segundo alguns) de música eletroacústica nos meados dos anos 50. Na mesma época, eclodiu a cultura pop e com ela os recursos eletrónicos ganharam cada vez mais espaço nos principais géneros da música popular. Os primeiros equipamentos que migraram, do mundo erudito para o pop nessa fase foram o sintetizador Moog, que tornou possível criar sons antes inimagináveis com a interferência nos osciladores sonoros eletrónicos e variações na modulação do som, e o órgão elétrico Hammond, que gera sinais elétricos que são transformados em sons acústicos. Na década de 70, as experimentações eletrónicas na música pop definiram o caminho do fenómeno que ganhou as pistas de dança e criou uma nova tendência no comportamento jovem. Duas vertentes foram fundamentais para isso. Uma delas era a música discoteca que usou de sintetizadores e baterias eletrónicas para restaurar como prioridade da cultura pop as músicas para dançar. É nesse momento que os disc­jóqueis (DJ’s) começam a surgir como grandes estrelas desse tipo de música, ao “misturar”, estender e combinar gravações para criar uma atmosfera e uma interação com o público, de forma a manter a agitação na pista de dança. A herança cultural da era da discoteca foi fundamental para a configuração da música eletrónica pop das déca-

das seguintes. Outra contribuição essencial para isso foi a inovação do uso de recursos eletrónicos na composição e performance das músicas pop, levada a cabo pelo grupo de rock alemão Kraftwerk no começo dos anos 70. Ao usarem exclusivamente equipamentos eletrónicos em suas músicas, o Kraftwerk não só introduziu experimentações de vanguarda no cenário do rock como também indicou uma tendência para a música pop. O lançamento do álbum “Autobahn”, em 1975, foi um marco nesse sentido, ao incorporar às músicas um ritmo pulsante e hipnótico e criar uma atmosfera futurista. Com novas fronteiras abertas, tendo a perspetiva de uma música para dançar de um lado, como a disco music, e os recursos eletrónicos de outro, a música pop caminhou em direção à música eletrónica por diversas estradas. Numa delas, ligada ao rock e ao pop, que surgem após o furacão punk, caminham grupos como o New Order e Depeche Mode, que fazem uma sonoridade dançante, baseada no uso de sintetizadores, samplers e computadores, mas mantendo a formação clássica das bandas de rock, com guitarra, baixo e bateria. Noutra estavam os grupos pop em que predominou o uso dos sintetizadores e das baterias eletrónicas, como Pet Shop Boys e Soft Cell. Outra vertente que caracterizou a cultura da dance music, que prevaleceu nos anos 90 e começo dos anos 2000, foi criada com o encontro dos equipamentos eletrónicos com os géneros da música negra norte-americana, como o funk, o hip-hop e o rhythm’n’blues. A partir da década de 80, ocorre também o desenvolvimento e a popularização de uma série de tecnologias que possibilitaram o avanço da música eletrónica. Tornaram-se realidade e ficaram cada vez mais acessíveis economicamente equipamentos como sequenciadores, que criam sonoridades eletrónicas a partir de um protocolo MIDI (Music Interface Digital Instruments) e possibilitam o diálogo entre instrumentos digitais, baterias eletrónicas digitais, samplers, que permitem armazenar sons e manipulá-los para criar novos, computadores e sofisticados softwares de edição de áudio. O resultado desse processo é que a música eletrónica pop, que surge a partir dos anos 80, caracterizou-se por uma batida marcante (entre 115 e 160 batidas por minuto), repetitiva e com uma circularidade rítmica, pela quase que completa ausência de vocais, por ter sido criada praticamente toda por meios eletrónicos e por ser feita para dançar. A música de dança ou eletrónica é, no começo do século 21, o exemplo mais acabado e popular de simbiose entre música e tecnologia. Os DJ’s na era da dance music Ao lado da tecnologia, o disco-jóquei (DJ) é um dos elementos essenciais da música de dança. Os DJ’s já tinham-se tornado estrelas da música popular desde os anos 50, quando foram responsáveis por comandar a transmissão e a programação musical das rádios. Um dos mais famosos e importantes DJ’s naqueles tempos foi Alan Freed, responsável pela popularização do rock, a partir do programa “Moondog Rock and Roll Party”, transmitido nos Estados Unidos. A partir dos anos 70, o papel dos DJ’s se ampliou. Com o objetivo de animar as pistas de dança, na época da discoteca, com versões mais prolongadas dos sucessos da música pop, eles passaram a fazer “misturas” que se tornaram tão ou mais populares do que os sucessos originais. Um dos resultados disso foi a criação de um mercado fonográfico com discos (singles) de vinil de 12 polegadas (no início dos anos 90 esse tipo de disco chegou a dominar cerca de 45% do mercado fonográfico). Com o advento das novas tecnologias a partir da década de 80, esse processo de “misrura“


evoluiu para o de criação de novas músicas a partir de um processo de colagem, “re-misturar” e reciclagem das já existentes. No decorrer dos anos 90, os DJ’s atingiram a condição de pop stars. Eles se igualaram em termos de importância e projeção a vários instrumentistas e compositores da música popular. Na trajetória da música eletrónica, os DJ’s são um dos elementos fundamentais, pois são responsáveis pela criação da atmosfera nos clubes e nas raves. O novo papel do DJ na era da dance music faz com que as músicas ganhem um ar cada vez mais provisório, já que elas estão sujeitas a infinitos “re-misturas” ao vivo, no caso, em clubes noturnos e em raves, ou nas gravações em estúdio. Isso fez com que os DJ’s assumissem o estatuto de criadores de novas músicas. No extremo, esse processo gerou um novo tipo de composição denominado “mashups” (na maioria dos casos, o mashup é considerado ainda um tipo de pirataria), onde trechos de duas ou mais canções são “re-misturadas” formando uma nova. Rave: a maior festa da música eletrónica. O ponto alto do fenómeno cultural da música de dança são as raves, festas realizadas normalmente ao ar livre em regiões rurais próximas às grandes cidades, mas frequentadas por jovens urbanos. As primeiras raves teriam surgido, segundo conta Nicolas Saunders no livro “Ecstasy and the Culture Dance”, em Ibiza (Espanha), em 1987. A junção de música eletrónica pop, ecstasy, o ambiente paradisíaco da ilha e o desejo das pessoas em festejarem sem parar estimulou a realização de festas que duravam dias. Após o fim do chamado “verão do amor” de 87 em Ibiza, as raves tornaram-se populares na Inglaterra no final dos anos 80, com as festas a ser realizadas em prédios abandonados e espaços abertos. Divulgadas por meio de panfletos e rá-

dios piratas, elas procuravam não chamar a atenção da polícia. Mas, em 1992, uma rave que durou seis dias e reuniu 40 mil pessoas em Worcestershire, regada a ecstasy e outras drogas, mostrou para as autoridades e à imprensa que um novo fenómeno surgia na cultura jovem. As raves e a música eletrónica constituem uma atualização da contracultura na viragem do milénio. Movimento que surgiu com os escritores beatniks nos anos 50, nos Estados Unidos, e teve seus pontos altos com os hippies nos anos 60 e os punks na década de 70, a contracultura representa a oposição da cultura jovem ao estilo de vida da classe média e a insatisfação e descrença da juventude em relação aos valores tradicionais, como educação, carreira profissional e moralidade, entre outros. Já a tecnologia que era um dos alvos da contracultura nos anos 60 é na era da música eletrónica uma de suas aliadas. Um dos grupos de jovens mais identificados com a música eletrónica, os “clubbers” baseiam sua atitude em princípios que são a base da contracultura original, como paz, amor, união e respeito. Outras semelhanças estão no uso de drogas psicoativas e na realização de suas festas e encontros em áreas rurais, ao ar livre e de preferência em locais onde a natureza seja exuberante. As raves são o ponto alto de um círcuito de eventos e espaços e de um estilo de vida que a cultura jovem desenvolvida em torno da música eletrónica fez surgir. Nela, o que se destaca é a possibilidade de realização plena do efeito catártico que a batida hipnótica da música eletrónica pode causar nos participantes. À semelhança de outros momentos da contracultura, a rave faz com que os seus participantes sintam que fazem parte de uma comunidade, só que neste caso de uma comunidade efémera, que existe apenas enquanto dura a rave.

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House, trip­hop, drum’n’bass e trance A música eletrónica ou dance music é uma denominação genérica para uma série de sonoridades, que apesar de serem semelhantes no uso de muita tecnologia, no ritmo e na atitude de seus apreciadores, diferem em alguns detalhes. Conheça alguns dos principais estilos da dance music contemporânea: House: descende diretamente da música da época da discoteca e seu nome vem das festas realizadas durante a noite e a madrugada em estruturas rústicas, inacabadas e muitas vezes sem paredes até, em Nova Iorque e Chicago. A dance music no estilo house é formada pela colagem de trechos de diversas canções com ênfase na atmosfera e no ritmo do que nas letras. Trip­Hop: é a dance music que surgiu na cidade de Bristol (Inglaterra) feita por grupos como Massive Attack e Portishead. O trip­hop é uma música que faz uma combinação de hip­ hop, música soul, guitarras e samplers, que resulta em melodias “etéreas”, sombrias e sedutoras. Drum’n’bass: é uma vertente da música eletrónica em que há uma mistura de sonoridades do funk, jazz fusion, hip-hop e outras variações da música de dança, como house, com um baixo extremamente pesado e um ritmo mais frenético (em torno de 170 batidas por minuto). Trance: com o objetivo de levar o seu apreciador a um estado de transe, de entorpecimento mental, a música eletrónica no estilo trance traz uma atmosfera de calma, com um andamento progressivo da melodia. Os primórdios Podemos dividir o início da música eletrónica pop entre duas vertentes: a da música de discoteca que dominou o cenário da música pop na segunda metade dos anos 70 e o pop­ rock eletrónico que surge entre os anos 70 e os 80, principalmente o feito pelos grupos do pós­punk britânico. Da era da discoteca, os grupos KC & Sunshine Band, Funkadelic e Abba e a cantora Donna Summer são bons exemplos. Do pop­ rock dos anos 70 e 80, também conhecido como synth pop, Kraftwerk, New Order, Information Society e Pet Shop Boys mostram um pop eletrónico com uma coleção de clássicos para as pistas de dança.

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Os anos 90 A música eletrónica consolidou-se nos anos 90 como a música preferida de boa parte dos jovens que frequentavam as danceterias e os clubes noturnos. São bons exemplos da sonoridade dessa época os grupos Chemical Brothers, Prodigy e Massive Attack. Em Portugal o projeto Underground Sound of Lisbon, formado por Rui da Silva e Tó Pereira, fundaram a primeira editora discográfica dedica à musica eletrónica, de seu nome KAOS Records, com a produção de António Cunha, e tornaram-se mundialmente conhecidos com o sucesso da música “So get up”, que foi mais tarde distribuído mundialmente pela editora Tribal America, com a principal divulgação do DJ Junior Vasquez. O projeto terá terminado sensivelmente no fim da década de 90, tendo os dois DJ’s seguido uma carreira a solo, adotando como nomes artísticos, Doctor J e DJ Vibe, respetivamente. Os anos 2000 No começo do novo milénio a dance music já tem os DJ’s como estrelas consolidadas da cena eletrónica. Eles assumem um papel autoral, à medida que as suas “re-misturas” se tornam­ cada vez mais sofisticados. Entre as estrelas que comandam as pistas de dança estão Armin van Buuren, Tiësto, John Digweed, Paul van Dyk, Carl Cox, DJ Sasha, e mais recentemente, David Guetta, Swedish House Mafia e Calvin Harris. Entre os grupos e artistas mais populares desse período estão Moby, Fatboy Slim e LCD Soundsystem.


Presente e Futuro Nos últimos anos assistimos também a um fenómeno de mistura da música de dança com outros com praticamente todos os outros estilos de música, seja na forma de re-mituras, mashups ou com a introdução de pequenos trechos de outros géneros musicais, numa mescla sinfónica quase perfeita. Mais que a sua evolução como estilo de música abrangente, é de realçar o fenómeno sociológico por detrás do estilo musical, que move nos dias de hoje milhões de “clubbers” pelo mundo inteiro. Sob o lema “We are one”, este é um movimento mundial

de respeito dos amantes da dance music. Os festivais de dance music a nível mundial são hoje uma constante, inclusivamente no Canadá, e mais propriamente na zona de Toronto, onde se realizam nos meses de verão variadíssimos festivais, e de onde se destacam, o VELD, Digital Dreams e o Electric Island. A nível mundial não poderíamos deixar de destacar o festival que se realiza na Bélgica, sob o nome Tomorrowland, e que estima-se que na sua edição de 2015 tenha juntado perto de 400.000 pessoas provenientes do mundo inteiro, tendo também já uma edição no nosso país irmão... Brasil.

Mais que um estilo de música, a dance music é hoje uma maneira de estar, uma forma de pensar e de viver e um movimento que tem repercussões a nível mundial. Curioso para

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TUDO O QUE SONHA Fotos: Direitos Reservados

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REPÚBLICA DOMINICANA

Por: David Gonçalves

Fontes: Wikipedia, Geocities, TripAdvisor, Oyester, Idealo / Fotos: Direitos Reservados

A Revista Amar este mês traz até si um país situado na ilha Hispaniola, mais conhecida entre nós como a Ilha de São Domingos, que se encontra ao leste do Haiti e entre o oceano Atlântico e o mar das Caraíbas... República Dominicana.

INFORMAÇÃO: Continente: América Central Área: 48,730 km² Habitantes: 9,184,000 Capital: Santo Domingo Idioma oficial: Espanhol Prefixo: +1809 Moeda: peso dominicano Aeroportos mais procurados: Punta Cana (PUJ), Santo Domingo - Las Américas (SDQ), Puerto Plata - Gregório Luperón (POP), Samana (AZS), Santiago de los Caballeros (STI), La Romana (LRM), El Portillo (EPS), Barahona (BRX), La Isabela (JBQ), Monte Cristi (MTC) Cidades grandes: Santo Domingo, Santiago de los Caballeros, San Pedro de Macorís, La Romana, San Cristóbal, San Francisco de Macorís, Higüey, Puerto Plata, La Vega, Barahona, Bonao, San Juan de la Maguana, Bajos de Haina, Baní, Moca

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Geografia O relevo da República Dominicana é maioritariamente montanhoso. No centro de Hispaniola encontra-se a Cordillera Central. O Pico Duarte é o ponto mais alto do país, com 3.175 metros. Talvez seja também o mais alto nas Caraíbas. Clima e melhor época para visitar Na costa predominante é tropical com grande humidade e ao sul, ao contrário, o clima é mais seco, onde está situada a Cordillera Central. Em toda a ilha, a temperatura raramente cai a baixo de 16° C. Nas montanhas, em geral, faz mais frio. As temperaturas ali caem bastante no inverno. Idioma O idioma oficial é o espanhol. Nas zonas turísticas e nos hotéis também falam-se o inglês e outros idiomas europeus pelos comerciantes e empregado. Saúde e vacinação Recomenda-se a vacinação contra hepatite A, tifo, poliomielite, difteria e tétano. Aconselham-se igualmente roupas que cubram todo o corpo e repelentes contra moscas e insetos que transmitem doenças viróticas. Na República Dominicana existe um risco elevado de contração de malária durante todo o ano. Por favor, informe-se, atempadamen-

te, junto ao seu médico de família ou no Instituto de Higiene e Medicina Tropical sobre possíveis profilaxias da malária. Somente em grandes cidades e em centros turísticos estão assegurados bons serviços de assistência médica. É importante possuir um seguro de saúde válido em todo o mundo e que assegure explicitamente a repatriação da República Dominicana ou a transferência para um outro país, em casos de emergência. Para além disto, recomendamos o consumo de água engarrafada; os frutos devem ser descascados e as verduras e legumes deverão ser cozidos. Visto haver perigo de infeção, também deve-se acompanhar de um pequeno kit de remédios consigo. Entrada no país Os cidadãos nacionais não necessitam de visto, mas é necessário ter um cartão de turista (tarjeta de turista) por US$10,00. Esse cartão geralmente é vendido junto da passagem aérea, mas também pode ser comprado no momento de entrada no país e permite uma estadia de até 90 dias, em uma entrada única. Para uma estadia de menos de 3 meses, é suficiente que o passaporte esteja dentro do prazo de legalidade (no mínimo seis meses à entrada no país) e o bilhete aéreo de retorno. Uma taxa de saída é recebida pela metade aquando da emissão do bilhete de avião, e a outra metade à saída do país. É imperativo ter essa quantia consigo para o embarque do vôo de regresso. Chegada e escalas A República Dominicana desenvolveu-se como destino de férias muito procurado durante o inverno europeu. E, por este motivo, as companhias aéreas de voos charter e regulares oferecem seus serviços até Santo Domingo (SDQ), Puerto Plata (POP) ou Punta Cana (PUJ).


Foto: Direitos Reservados

Aproximadadamente a 100 km mais ao oeste da capital encontra-se na costa, o conjunto

Foto: Direitos Reservados

Atrações turísticas e praias A maioria dos destinos turísticos conta raramente ou quase nunca com uma instalação hoteleira, uma vez que a ilha oferece mais do que simplesmente sol e praia. Recomendamos que se faça uma excursão à gruta dos “Los Tres Ojos”, na praia de São Domingos. Movimentos tectónicos formaram com o passar do tempo três grandes bacias que pertencem a um conjunto de cavernas subterrâneas.

habitacional artificial de “Altos de Chavón”. Este conjunto foi formado nos anos 70 com pedras de coral e colonizadas por artistas.

Na costa norte, cada visitante encanta-se com a ilha de Samaná. O lugar mais famoso é a ilha situada diante de Cayo Levantado, conhecida na Europa devido ao anúncio do Bacardi. Cayo Levantado foi também nomeada «Ilha Bacardi». De qualquer modo, ao norte encontra-se Santiago de los Caballeros, a segunda maior cidade da República Dominicana. Este lugar tem cerca de 600.000 habitantes aproximadadamente e é considerada como a metrópole do tabaco e do rum. Aqui, é possível participar em visitas organizadas às fábricas destes produtos. O tacabo mais caro é o famoso «Davidoff», fabricado aqui e onde pode-se comprá-lo muito barato. Na ilha dos sonhos - Saona - a poucos quilómetros a sudoeste, encontra-se o eco-sistema costeiro mais importante. Esta ilha pertence ao «Parque Nacional do Leste» que está protegido desde 1975. É um dos maiores parques nacionais do país e o mais famoso por sua rica fauna, por suas praias com areias brancas e fi-

nas e suas águas transparentes. Deve-se fazer uma excursão até Puerto Plata, onde pode-se chegar de comboio. Na colina, encontra-se uma imagem de Cristo, que lembra a imagem do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. O Parque Nacional «Los Haitises» surpreende os visitantes pelas formas paisagísticas mais interessantes em todo o Caribe. O parque conta com um pico exuberante em um sistema de montanhas ramificadas. A atração principal do parque nacional são as pinturas rupestres nas cavernas «La Arena y La Línea», assim como a vegetação tropical e o rico mundo animal.

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Capital A capital, São Domingos, encontra-se na nascente do Rio Ozama. Foi fundada em 1496 por Cristóvão Colombo. É a cidade mais antiga das Américas. A cidade velha foi declarada património da humanidade pela UNESCO em 1990. São Domingos foi restaurada por ocasião da comemoração dos seus 500 anos. A catedral é o edifício sacro mais antiga do «Novo Mundo», onde supostamente se encontram os restos mortais de Cristóvão Colombo.

Religião A população compõe-se de imigrantes espanhóis e os descendentes dos escravos africanos. 80% são cristãos, o restante professa religiões animistas. Cidades Santo Domingo, Puerto Plata, Punta Cana, La Romana, Samaná e Santiago de los Caballeros.

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CUCAS, o conquistador

Autoria:

N

ão gosto de gatos. Nunca tive um animal de estimação. Mas se tivesse, seria de natureza canina, devotada às orelhas caídas, ao leque da cauda, aos olhinhos meigos entre um focinho astuto e uma língua que me lambesse as feridas da alma, sempre que fechasse a porta de casa, como que a dizer – “I’m home!” No outro dia, alguém muito próximo, resolveu passar a tarde a revisitar fotografias antigas de família. Nesse Domingo nostálgico, em que cada fotografia representava um ente já desaparecido, ouvi bradar: - Olha quem aqui está! - Quem? - perguntei apreensiva. - O Cucas! Olhei curiosa para o pequeno retrato do Cucas; um gatarrão branco de dorso matizado a café com leite e cinza com uma preguiçosa cauda a pender de um cadeirão de estilo, em palhinha, onde o dito Cucas pousava no alto de um almofadão encarnado, que nem uma divindade egípcia! Decorria então, a Segunda Grande Guerra e apesar de nos termos livrado dela, algumas senhoras portuguesas voluntariaram-se imediatamente para ajudar os aliados ingleses, a fazer o exôdo das crianças de Londres para o campo, onde ficariam a salvo. A Tia Ana Maria foi uma dessas almas que já nascem mães sem nunca o poder ser fisiologicamente. Depois da guerra enamorou-se por um militar polaco que tinha escapado de um campo de concentração nazi, e que lutou ao lado dos aliados, no Free Polish Army, sediado em Londres. Casaram e viveram a vida inteira em Woodstock Road, na zona de Chiwik Park, numa casa tipicamente vitoriana, com imensos quartos, lareiras, janelas. Imensa casa para um casal sem filhos.

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Imagem: Freepik

Maria João Rafael

Nos anos oitenta, a Tia foi surpeendida com um gatinho bébe, na entrada, juntamente com as garrafas do leite e os iogurtes que o leiteiro deixava à porta, diariamente. Deu-lhe o nome de Cucas. Levou-o para dentro e tratou o orfão com o desvelo de uma mãe, mas depressa percebeu que o gatinho que entretanto se tinha transformado num garboso gato adulto, prezava a sua liberdade. Assim, Cucas, a quem a Tia, lamentavelmente, nunca conseguira domesticar como um gato de estimação, saía e entrava pela porta gateira da cozinha para o quintal e era vê-lo desaparecer pelos fundos, para uma espécie de vida dupla de gato nobre, com variante de vadio. Cucas era um verdadeiro rúfia! A versão inglesa do Top Cat dos cartoons de Hanna Barbera, o D. Corleone do mundo dos gatos! Entrava e saía do quintal por uma tábua da cerca que se virava, sempre que tinha de desaparecer da vista do polícia Charlie Dibble, ou agilmente, saltava para um caixote do llixo de zinco, para se esconder! À noite, ou quando lhe dava jeito, lá aparecia na cozinha, pela porta gateira, já mais mais calmo, sentava-se na sua almofadinha encarnada à lareira, ao lado da dona, que nunca conseguiu qualquer rasgo de meigice do animal. A vida encarregou-se do que o tempo faz. Numa casa mais calma e mais vazia, a Tia Ana Maria e o Cucas, envelheciam juntos. Ele cada vez mais rúfia e agressivo para com a dona, ela cada vez menos sensibilizada para aceitar o envelhecimento. A queda das Torres de NY coincidiu com a venda da casa. Era urgente regressar ao Canadá. Tratou-se das burocracias com fulgor, a Tia veio viver com familiares. Sobrava o Cucas. O Cucas devia ter uns 18 anos. Não havia possibildade de o acolher por cá. O gato estava cada vez mais selvagem, arranhando e mordendo a Tia, o Cucas estava fora do baralho. Numa das visitas ao veterinário, este mencionou que talvez houvesse uma solução para o Cucas.


Do outro lado do Thames, havia uma casa particular onde duas senhoras já idosas, acolhiam gatos, já que padeciam de uma paixão incontrolável por felinos, portanto, clientela assídua do mesmo veterinário. Telefonou-se imediatamente para as manas elurofilicas, que se disposeram com muito entusiasmo, a receber o Cucas. Estava decidido o fabuloso destino de Cucas. Nessa noite, o Cucas mudou de comportamento. Começou a ficar muito agitado, a tremer por tudo e por nada, a sujar-se como se fosse um gatinho bébe. O Cucas era astuto e não me admirava nada que tivesse percebido palavra por palavra da conversa telefónica da véspera e pressentisse a brusquidão da mudança. No dia combinado, fez de tudo para não entrar na sua caminha de viagem. Juntou-se todos os seus brinquedos, ração, almofadão incluído. Chegou-se à hora, como é apanágio britânico, à morada combinada. Uma casa antiga, como o Cucas estava habituado. Ao som de uma campaínha, a porta abriu-se e assumaram duas senhoras idénticas, já na casa dos oitenta. Amáveis, receberam o Cucas com imenso carinho. O gatarrão lá andava de colo em colo, manso de medo. Quando escancararam a porta, pôde-se então ter uma noção real de amor aos gatos: a casa estava literalmente cheia destes felinos, interrompidos de surpresa nas suas actividades diárias de gatos! O Cucas estava agora muito quieto no chão, do patamar da entrada, a estudar o ambiente. Pareceu agradar-lhe a nova casa. Em frente à entrada, estendia-se uma bonita escadaria, com passadeira vermelha e corrimão em bronze. O olhar de Cucas fixou-se com interesse, no cimo dos degraus.

- Veja! Esta é Amélie. - exclamou uma das senhoras, apontando para a gata sentada no alto da escadaria. - Amélie, este é o Cucas; Cucas esta é Amélie. - apresentou, entusiasmada. O Cucas lá ficou, surpreendentemente calmo. Dias depois, o familiar sentiu-se na obrigação de voltar a ligar, a saber como se estava a ambientar o Cucas à nova casa. A mesma voz acolhedora largou uma gargalhada e rematou: - Oh! Cucas and Amélie are in love! Já não sabem viver um sem o outro! – o mesmo Cucas, que depois de reformado de uma vida vira-latas e fora da lei, pousa na foto para a posterioridade como Cucas, o Conquistador!

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ANI

mais

A Revista Amar traz-lhe este mês um animal português de excelência

PURO SANGUE LUSITANO

Por: Raquel Couto

História O cavalo Lusitano, como até à pouco tempo era conhecido é o mais antigo cavalo de sela do Ocidente. Na sua longa história, esta raça pode-se gabar de ter feito quase de tudo, já foi utilizada na agricultura, na caça e mesmo em batalhas. Os séculos de evolução tornam-no num cavalo versátil extremamente apto para o exercício de Alta Escola (Haute École). Exímio nos exercícios de gineta – desde o toureio até ao maneio do gado – o Puro Sangue Lusitano tornou-se no cavalo de eleição na maior parte das touradas portuguesas. Tendo como habitat a região as extensas planícies do quente Sul da Península Ibérica, o Lusitano já deu origem a outras raças, como a Campolina. Entre os seus antepassados conta-se o resistente Sorraia e o bravo Árabe. Descrição O Puro Sangue Lusitano é um cavalo de grande porte, cerca de 160 cm nos machos e 155 cm nas fêmeas. A cabeça é de tamanho médio, esguia, guiando o olhar até às médias e finas orelhas. Os olhos são ligeiramente oblíquos com uma expressão viva e determinada. O peito é profundo e o costado bem desenvolvido. As espáduas são longas e a garupa é forte. Todo o cavalo é bem musculado, com linhas arredondadas e vem adornado com uma densa crina, longa e sedosa. Os Lusitanos pesam cerca de 500 Kgs. Muito semelhante ao Andaluz, sendo ambos descendentes do cavalo de sela Ibérico, o Puro Sangue Lusitano manteve-se mais fiel às suas origens, com menos misturas de sangue de raças não ibéricas. Pelagem Ruço ou castanho, são as cores mais vistas no Puro Sangue Lusitano. Também admitidas são a baia, a lazã e a preta. Temperamento Muitas vezes descrito como nobre, o Lusitano é por vezes fogoso, outras dócil, mas sempre esforçado e mesmo sofredor. Não lhe falta coragem e agilidade, sendo um bom representante em todas as modalidades do desporto equestre. Números A raça lusitana conta com um efetivo muito pequeno de éguas matrizes em atividade, estimando-se o número anual de nascimentos em aproximadamente 2.000 animais. Características Caracteristicas médias do cavalo lusitano extraída da média geral da raça há aproximadamente 35 anos. • Tipo: eumétrico (peso cerca dos 500 kg); mediolínio; subconvexilínio (de formas arredondadas) de silhueta inscrítivel num quadrado.

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Referências: Vale do Arete, PSL / Fotos: Direitos Reservados

Altura: média ao garrote, medida com hipómetro aos 6 anos: fêmeas 1,55m; e machos - 1.60m. Pelagem: Tordilha, castanha, preta, alazã, baia, palomina e isabel. Temperamento: nobre, generoso e ardente, mas sempre dócil e sofredor. Andamentos: ágeis e levados projetando-se para diante, suaves e de grande comodidade para o cavaleiro. Aptidão: tendência natural para a concentração, com grande predisposição para exercícios de Alta Escola e grande coragem e entusiasmo nos exercícios da gineta (combate, caça, toureio, maneio de gado, etc.). Cabeça: bem proporcionada, de comprimento médio, delgada e seca, de ramo mandibular pouco desenvolvido e faces relativamente compridas, de perfil levemente subconvexo, fronte levemente abaulada (sobressaindo entre as arcadas supraciliares), olhos sobre o elíptico, grandes e vivos, expressivos e confiantes. As orelhas são de comprimento médio, finas, delgadas e expressivas. Pescoço: de comprimento médio, rodado, de crineira delgada, de ligação estreita à cabeça, largo na base, e bem inserido nas espáduas, saindo da cernelha sem depressão acentuada. Cernelha: bem destacada e extensa, numa transição suave entre o dorso e o pescoço, sempre levemente mais elevada que a garupa. Nos machos inteiros fica afogada em gordura, mas destaca-se sempre bem das espáduas. Peitoral: de amplitude média, profundo e musculoso. Costado: bem desenvolvido, extenso e profundo, com costelas levemente arqueadas, inseridas obliquamente na coluna vertebral, proporcionando um flanco curto e cheio. Espáduas: compridas, oblíquas e bem musculadas. Dorso: bem dirigido, tendendo para o horizontal, servindo de traço de união suave entre a cernelha e o rim. Rim do cavalo lusitano: Curto, largo, musculoso, levemente convexo, bem ligado ao dorso e à garupa com a qual forma linha contínua e perfeitamente harmônica. Garupa: forte e arredondada, bem proporcionada, ligeiramente oblíqua, de comprimento e largura de dimensões idênticas, de perfil convexo, harmónico e pontas das ancas pouco evidentes conferindo à garupa uma secção transversal elíptica. Cauda saindo no seguimento da curvatura da garupa, de crinas sedosas, longas e abundantes. Membros: braço bem musculado, harmoniosamente inclinado. Antebraço bem aprumado e musculado. Joelho seco e largo. Canelas sobre o comprido, secas e com tendões bem destacados. Boletos secos relativamente volumosos e quase sem machinhos. Quartelas relativamente compridas e oblíquas. Cascos de boa constituição, bem conformados e proporcionados, de talões não muito abertos e coroa pouco evidente.


Imagens: Direitos Reservados

FOTOGRAFIA Os animais de estimação cada vez mais fazem parte do nosso contexto familiar. Este elo com os animais vai muito para além da companhia que eles proporcionam, os seus donos vêm-nos como uma terapia. A prova disso é que os visíveis excessos na forma como as pessoas humanizam os seus animais traz imensos benefícios para o próprio ser humano como podemos comprovar nestas fotografias.

Fotos: Sílvia Cunha & Shot Love Productions Modelos: Anthony Gomes, Daniela Fresco e Jason Duarte Website: www.behance.net/silviacunha Facebook: www.facebook.com/shotloveproductions Email: silvia.cruz.cunha@gmail.com


DES

porto

Triatleta João Silva procura “bom desempenho”

Fonte: Comite Olímpico de Portugal, Diário de Notícias e Observador / Fotos: Direitos Reservados

Missão Portuguesa tinha em abril 64 atletas com a qualificação assegurada para os Jogos Olímpicos Rio2016 Por: David Gonçalves

A

poucos meses dos Jogos Olímpicos 2016, o triatleta português João Silva está de volta à boa forma e não esconde a aposta pessoal na competição a realizar na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. Na sua mente, a vontade de ter um “bom desempenho” no dia da prova e cruzar a meta com a certeza de ter dado o seu melhor e de se ter esforçado ao máximo, como o próprio reconheceu numa recente entrevista ao Diário de Notícias. É certo que ele não quer estabelecer nenhum objetivo em termos de resultados, mas todos os portugueses esperam que ele possa fazer melhor do que o nono lugar em Londres 2012. João Silva, natural de Benedita, Alcobaça, é considerado um dos melhores triatletas do mundo. Tendo começado a praticar triatlo aos 16 anos, João Silva estava longe de imaginar que se tornaria numa estrela nacional da modalidade, contudo cedo demonstrou o seu talento conquistando vários troféus desde a sua idade de júnior. Em 2011, João Silva atingiu o feito de ser o primeiro triatleta masculino português a conquistar uma vitória no Campeonato do Mundo de Triatlo Elite. Em Londres 2012, a sua estreia na maior competição multidesportiva do mundo, começou com um 9º lugar, a melhor classificação masculina alcançada por um português nos Jogos Olímpicos. Em 2013, optou por um treinador neo-zelandês de referência, Joel Filliol, tendo-se mudado de armas e bagagens para este país distante, na Oceânia, de forma a garantir a melhor preparação possível para o Rio 2016 e, simultaneamente, pôr para trás das costas alguns problemas físicos que o afetaram na reta final rumo a Londres. O Campeonato do Mundo World Triathlon Series não lhe correu como esperado, terminando no 13º lugar, após ter sido 6º no ano anterior. Em 2015 na 1ª etapa da prova do Campeonato do Mundo de Triatlo

40 l Revista Amar

(World Triathlon Series – WTS), em Abu Dhabi, conquistou o 4º lugar. No mesmo ano, em junho, entrou para a história ao ser o primeiro atleta português a vencer uma medalha nos Jogos Europeus. Foi na primeira edição dos jogos, realizados em Baku, Azerbaijão, que João Silva conquistou a medalha de prata numa prova fantástica em que terminou a escassos 11 segundos do ouro. Em março deste ano, o português terminou em terceiro lugar a etapa inaugural do Circuito Mundial de triatlo de 2016, disputada em Abu Dhabi e ganha pelo espanhol Mario Mola. Um resultado que serve de motivação extra para as competições em que vai participar antes dos Jogos. A 31ª Edição dos Jogos Olímpicos de verão realiza-se em 2016, de 5 a 21 de agosto, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. O Programa Olímpico conta com 28 desportos. O Rugby, na vertente de Rugby Sevens, e o Golfe, são as novidades em relação à última Olímpiada. O Rugby já fizera parte do Programa Olímpico em 1900, 1908, 1920 e 1924. O Golfe esteve presente nas edições de 1900 e 1904 dos Jogos Olímpicos de verão, em Paris e Saint Louis, respetivamente. Quando faltavam 100 dias para o arranque dos Jogos Olímpicos Rio2016, Portugal tinha 64 atletas com a qualificação assegurada, mais sete do que na mesma altura da preparação para Londres2012, embora há quatro anos as vagas individuais fossem superiores. A expetativa, no entanto, é que mais atletas obtenham a qualificação para os Jogos e que a Missão Portuguesa consiga assim ultrapassar o número de 76 atletas que representaram o país em Londres. Força João!


Ci ne ma

MOTHER`S DAY

Um dia de Mãe Fotos: Direitos Reservados

Por: Carlos Monteiro

N

esta edição de maio trazemos até si um filme que se insere na altura do ano em que celebramos o carinho, dedicação e amor daquelas que nos trazem ao mundo... as mães. Comédia recheada de estrelas de Hollywood, realizada por Garry Marshall (o mesmo de “Pretty Woman”), em que se celebra o lugar das mães no nosso coração. Alegria, lágrimas e amor na reunião de três gerações durante a semana em que se celebra o Dia da Mãe. Um filme a não perder se tem idealizado um fim de semana em família com aqueles que realmente tem um lugar especial no seu coração. Um dia de Mãe ou Mother`s Day, no seu título original em Inglês, tem estreia marcada para o dia 28 de abril em Portugal e dia 29 no Canadá. Ficha Técnica Filme com realização de Garry Marshall, argu-

SUGESTÕES

Fonte: IMDb e FilmSpot

mento de Paul Duddridge e a produção ficou a cargo de Danielle James, Steve King. Música de John Debney, história de Matthew Walker com a adaptação para o cinema por Anya Kochoff, Tom Hines, Lily Hollander. Elenco O elenco conta com a participação estrelas tão afamadas como o de Jennifer Aniston, recentemente eleita a mulher mais bonita do mundo, Kate Hudson, Julia Roberts, Jason Sudeikis, Eva Amurri Martino, Susan Sarandon Duração: 1h 30min. Género: Drama. Origem: EUA. Idades: Maiores de 12 anos.os

ROBINSON CRUSOÉ

SINOPSE

Terça-feira, um papagaio divertido, vive com um grupo de animais amigos numa pequena ilha paradisíaca. No entanto, Terça-feira não pára de sonhar sobre como será o resto do mundo. A seguir a uma violenta tempestade, Terça-feira e os seus amigos dão de caras com uma estranha criatura: Robinson Crusoé. Terça-feira vê imediatamente em Robinson a certeza de que há um mundo para além da ilha. Da mesma forma, Robinson logo percebe que a chave para sobreviver na ilha passa pela ajuda do papagaio e dos outros animais. De início, não é fácil, porque os animais não compreendem o humano, mas lentamente todos começam a viver juntos em harmonia, até ao dia em que a sua vida confortável é posta em causa por dois gatos, também eles náufragos, que desejam assumir o controlo da ilha...

Realização: Vincent Kesteloot, Ben Stassen Produção: Gina Gallo, Mimi Maynard, Domonic Paris, Ben Stassen, Caroline Van Iseghem Vozes: Ilka Bessin, Dieter Hallervorden, Matthias Schweighöfer Género: Animação Origem: Bélgica, França Duração: 90 minutos Idades: A partir dos 6 anos

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South Riverdale

Community Health Centre

Organização financiada pela Toronto Central Local Health Integration Network Por: RAQUEL COUTO

O South Riverdale Community Health Centre (SRCHC) abriu as suas portas numa antiga esquadra da polícia na Pape Avenue, em novembro de 1976. Depois de ultrapassada a capacidade da instalação da Pape Avenue, o SRCHC mudou-se para o prédio atual na Queen Street East em junho de 1998.

S

e há coisas de que a cidade de Toronto, Ontário, se pode orgulhar é de ter uma rede de centros que se esforçam por responder a problemas locais e prestar um conjunto diverso de serviços em parceria ativa com os seus clientes, pacientes, vizinhos, grupos comunitários e organizações profissionais. Financiada pela Toronto Central Local Health Integration Network, a organização de base comunitária South Riverdale Community Health Centre (SRCHC) é um desses bons exemplos. Para quem não conhece, o SRCHC oferece uma ampla gama de serviços de saúde, incluindo cuidados de saúde primários, promoção da saúde e prevenção de doenças e promoção da saúde ambiental. É dada prioridade a pessoas que enfrentam barreiras para serviços como as de baixo nível de instrução ou rendimento; relacionadas com a condição de sem-abrigo, uso de substâncias e/ou problemas de saúde mental; género e orientação sexual; língua, raça e cultura.

42 l Revista Amar

Para o efeito, equipas de profissionais de saúde trabalham em conjunto para ajudar as pessoas a lidar com as necessidades de saúde complexas e problemas sociais. No âmbito do trabalho de equipas interdisciplinares podemos incluir: Prevenção e Controle de Doenças Crónicas Uma equipa interdisciplinar focada na prevenção de doenças crónicas, gestão e educação. Inclui, mas não limitado a asma, COPD e diabetes. Os recém-chegados e famílias Ao oferecer serviços interprofissionais coordenados que facilitam o assentamento e integração dos recém-chegados ao Canadá, abordando as necessidades de saúde imediatas, enquanto desenvolvem a sua capacidade de sustentar o bem-estar individual e da comunidade.


Equipa de Sistemas de Saúde Organizacional O staff organizacional fornece planeamento pró-ativo, administrativo, patrimonial e serviços de finanças de amplos programas e serviços do Centro. Eles são responsáveis pela tecnologia da informação, recursos humanos e serviços de comunicação, bem como de manutenção. Equipa de Saúde Urbana Disponibiliza serviços sociais, clínicos e de promoção da saúde para os membros da comunidade que têm dificuldade de acesso aos serviços por causa do uso de drogas, falta de moradia e/ou problemas de saúde mental. Assistentes sociais trabalham em abrigos, centros de acolhimento e na rua, bem como no Centro. Telefones Receção Médica: (416) 461-2493 Receção Geral: (416) 461-1925 Endereço South Riverdale Community Health Centre 955 Queen Street East Toronto, Ontario M4M 3P3 Horário Segunda-feira – 09:00-20:00 horas Terça-feira – 09:00-20:00 horas Quarta-feira – 09:00-17:00 horas Quinta-feira – 09:00-20:00 horas Sexta-feira – 09:00-17:00 horas Sábado - 10:00-13:00 horas (apenas para pacientes registados)

Direções de TTC Este/Oeste: Queen Street (elétrico) para a Carlaw Avenue North/ Sul: autocarro da Pape (desde a estação de metro da Pape) para a Queen Street Área de serviços O centro oferece serviços para os moradores de Riverdale que vivem entre a O’Connor Drive (norte) e a Lakeshore Boulevard (sul); o Don Valley Parkway (oeste) e a Coxwell Avenue (leste). O centro serve... As pessoas dentro das fronteiras de serviços do centro que estão a enfrentar dificuldades para ter acesso a serviços médicos, sociais e comunitários convencionais devido a baixos níveis de instrução ou de rendimento; problemas de habitação, família ou uso de drogas; sexo, raça, cultura ou problemas de saúde mental. Os clientes prioritários incluem novos imigrantes e a comunidade chinesa; crianças, seus pais e cuidadores; mulheres e idosos; pessoas sem seguro de saúde; os clientes que estão na condição de sem-abrigo e/ou estão a lidar com problemas de drogas e de saúde mental. Idiomas Os programas e serviços são oferecidos principalmente em Inglês, cantonês e mandarim. Espanhol, Somali, Árabe, Urdu/Hindi e francês também são falados. Intérpretes para outros idiomas estão disponíveis mediante solicitação.

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O que é

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quiroprática?

quiroprática moderna surgiu no final do século XIX, na América do Norte, quando Daniel David Palmer realizou a primeira manipulação da coluna num paciente. Hoje, a quiroprática é a terceira maior área da medicina, logo a seguir à medicina dentária, e é a maior profissão de saúde na área de Medicina Complementar Alternativa (ou MCA) no mundo ocidental. A quiroprática é uma disciplina de cuidados de saúde que evidência a capacidade inata que o corpo humano possui de auto regeneração. A prática da quiroprática centra-se na relação entre a estrutura fundamental do corpo (primordialmente a coluna) e a função (tal como coordenada pelo sistema nervoso) e de que forma esta relação é passível de afetar a preservação e a recuperação da saúde. A quiroprática centra-se na relação entre as principais estruturas do corpo – o esqueleto, os músculos e os nervos – e a saúde do paciente. Os quiroprátas partem da premissa de que a saúde pode ser melhorada e preservada com a realização de ajustamentos a estas estruturas, particularmente à coluna vertebral.

44 l Revista Amar

Por: Raquel Couto

Porque uma imagem vale mais do que mil palavras imagine que os nervos são mangueiras e que o esqueleto ou os ossos são as pedras que por vezes estão em cima da mangueira, é fácil entender o que acontece. A água não passa, como no nosso corpo a informação não vai passar do cérebro para o sistema nervoso e deste para os vários pontos do corpo. Assim, o papel do quiropráta é retirar a pressão ou obstrução que está a afetar a coluna e o sistema nervoso e por último a saúde global do paciente. Os principais benefícios da quiroprática são melhorias no bem-estar global do corpo, o alívio das dores lombares, de cabeça, enxaqueca, das dores no pescoço, nos ombros, nas pernas, joelhos e pés e na melhoria de hérnias discais. Em suma, a dimensão da quiroprática é tão vasta como o alcance do sistema nervoso. Segundo as várias associações relacionadas com a quiroprática, todos os indivíduos independentemente da idade, género ou profissão podem e devem recorrer à quiroprática. Quando referimos a idade estamos realmente a incluir todos ou seja be-


bés, crianças, adolescentes, jovens, adultos e seniores. As grávidas constituem um grupo que pode beneficiar de forma significativa da quiroprática ao longo dos 9 meses de gestação, de forma a auxiliar o corpo a suportar o aumento de peso. Conseguem ainda ajudar no caso do bebé pélvico e contribuir para o bem-estar do bebé e da mãe ao longo de todo o processo de gestação. Os desportistas constituem outro grupo que deve recorrer à quiroprática numa perspectiva da prevenção e com o objectivo de melhorar a performance. De salientar que nos EUA a maioria das equipas profissionais de desporto, com especial destaque para o futebol têm um quiropráta na equipa multidisciplinar de cuidados de saúde. Os médicos de quiroprática geralmente referidos como quiroprátas são especialistas do domínio neuromusculoesquelético que empregam uma abordagem sem medicamentos e interativa aos cuidados de saúde que inclui o exame, diagnóstico e tratamento do paciente. O objectivo do quiroprático é avaliar, identificar e corrigir as subluxações vertebrais e os maus funcionamentos articulares, os quais podem causar irregularidades no mecanismo da coluna apropriado e na função neurológica. Só após uma consulta de quiroprática que inclui um exame detalhado, um ajustamento e posteriormente a verificação de como o corpo reagiu é que o profissional de quiroprática vai poder delinear um plano individual para cada paciente. O que distingue verdadeiramente os médicos de quiroprática

de quaisquer outros profissionais de cuidados de saúde é o facto de que os quiroprátas são os únicos profissionais que são formados para diagnosticar e tratar as chamadas subluxações da coluna. A palavra “subluxação” provém das palavras latinas que significam “algo ou ligeiramente” (sub) e “deslocar” (luxate). Assim, o termo “subluxação vertebral” significa literalmente uma ligeira deslocação ou mau alinhamento dos ossos na coluna. Quando ocorre uma subluxação, um quiropráta pode corrigir a vértebra mal alinhada e fazer com que esta volte à posição adequada. Este procedimento é apropriadamente chamado de ajustamento e o ajustamento capacita o corpo a reestabelecer-se. O ajustamento quiroprático é um impulso rápido aplicado à vértebra com o fim de corrigir a sua posição, movimento ou ambos. Fica a sugestão. Mais uma alternativa para cuidar do seu corpo. Pode consultar as listas de quiroprátas licensiados do Canadá no Ontario Chiropratic Association: www.chiropractic.on.ca. Todos os médicos quiroprátas com uma licensa válida para exerger a sua atividade médica na província do Ontário têm de ser registados no College of Chiropractors of Ontario: www.cco. on.ca. Consulte os websites destes dois organismos se necessitar de mais informação.

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canti

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nho da ALEXIS

aros Amigos e Leitores da Revista Amar, desta vez venho falar-vos sobre um problema que afeta cerca de 15% da população mundial, a enxaqueca, e que é considerado um problema crónico e incapacitante sempre que se instala em algum ser humano. A enxaqueca é um transtorno neurológico crónico que se caracteriza por dores de cabeça assíduas, de moderadas a graves, muitas vezes acompanhada de náuseas, vómitos, sensibilidade à luz e aos odores, está também associada a diversos sintomas do sistema nervoso Esta dor de cabeça é geralmente unilateral, de natureza pulsátil e dura entre 2 e 72 horas. A dor geralmente agrava-se com a actividade física. Cerca de um terço das pessoas com enxaquecas manisfestam-se com uma aura.

Enxaqueca com aura A enxaqueca com aura é aquela que apresenta distúrbios visuais, de 5 a 20 minutos antes do aparecimento da dor de cabeça. Esse tipo de enxaqueca pode durar de 4 horas a 3 dias, havendo variação na intensidade dos sintomas, que são: dificuldade em movimentar os olhos, ver manchas ou luzes brilhantes, tontura com perda do equilíbrio, ruído no ouvido, latejar na veia ou da própria cabeça, formigueiro nas mãos, braços, pés, lábios e língua, entre outros. O uso de anti-concepcionais pode potenciar o aparecimento da enxaqueca com aura, assim como o stress. Neste caso deve tentar repousar num local calmo, escuro e sem estímulos sonoros ou auditivos, até que a dor passe. Acredita-se que as enxaquecas sejam causadas por uma combinação de fatores ambientais e genéticos, e cerca de dois terços dos casos são hereditários. Estima-se que uma das principais causas da enxaqueca é a prisão de ventre associada à má alimentação ou a desidratação leve, que leva a uma maior formação de toxinas no organismo, desencadeando a enxaqueca. Outras possíveis causas da enxaqueca incluem: • Mudanças no padrão de sono; • Tensão arterial elevada; • Atividade física intensa; • Stress ou ansiedade; • Menstruação;

• Alterações drásticas no clima; • Sons altos e agudos ou odores fortes; • Poucas horas de sono • Consumo de refrigerantes e bebidas alcoólicas, especialmente o vinho tinto. • Alimentos, refrigerantes, bebidas alcoólicas, especialmente o vinho tinto, o café ou produtos industrializados estimulam o sistema nervoso ou contêm aditivos artificiais que causam enxaqueca. A alteração dos níveis hormonais pode também ter alguma influência, uma vez que as enxaquecas afetam ligeiramente mais rapazes do que raparigas antes da puberdade, mas cerca de duas a três vezes mais mulheres do que homens adultos. O risco de enxaquecas geralmente diminui durante a gravidez. Como prevenir crises de enxaqueca Para prevenir as crises de enxaqueca recomenda-se, deixar de fumar, dormir pelo menos 8 horas por noite, ter uma alimentação saudável, fazer exercícios físicos e evitar o consumo de alimentos e bebidas desencadeantes da enxaqueca, como chocolate, queijos amarelos, frutas cítricas, fritos, carnes processadas, vinho tinto e outras bebidas alcoólicas. Claro que não necessita de eliminar estes alimentos da sua alimentação, mas deve ingeri-los em doses minímas. A enxaqueca é um transtorno neurológico que não é visivel em análises clinicas ou exames médicos. Muitas vezes os diagnósticos são errados e atribuem-se estas “dores de cabeça” a outras patologias. Todo o paciente deverá fazer um “diário” e anotar pormenorizadamente como e quando são as suas crises de enxaqueca; o que comeu, o que bebeu, que locais frequentou, se fez exercício físico ou esforços a que não estava habituado, se sofreu mudanças climatéricas, algum tipo de pressão, de stress, alterações emocionais, tudo o que se recorde e assim será muito mais fácil fazer um diagnóstico à sua enxaqueca, como causa/efeito, e a terapia mais adequada. Estão disponíveis várias terapias que podem aliviar o seu sofrimento e acabar com as suas crises de enxaqueca. Como Coach of Life estarei ao vosso dispor para vos receber com várias terapias adequadas a cada tipo de problema. E assim me despeço de todos os leitores da Revista Amar até ao próximo edição :) “ Se Deus não dá o que você quer, é porque não é disso que você precisa.” - Caio Fernando Abreu Contacto: Telefone - 647 525 3709 e-Mail: aricleaver@yahoo.ca Tradução: Cristina de Jesus

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LOOKS PARA A RAINHA A MAIOR DAS FLORES Maio, além de ser o mês em que se assinala o Dia da Mãe, é também o mês das flores. Com o desabrochar das flores e com as temperaturas mais quentes a fazerem sentir-se, também as roupas se pintam com motivos florais. As cores garridas alegram as ruas e as indumentárias. Neste coordenado, o padrão forte do vestido é complementado com a sobriedade das acessórios - as sandálias e a clutch num tom neutro colmatam o look na perfeição.

SIMPLES ELEGÂNCIA A calça pantalona é um must da estação! Numa proposta mais discreta, este coordenado conjuga a calça azul marinho com uma blusa fluída branca com elementos que vão buscar a cor da parte de baixo. As sandálias metálicas conferem ao look um toque de modernidade, e o saco a tira-colo transforma este look perfeito para um dia descontraído de primavera. Divirta-se!

Este mês trazemos-lhe uma novidade: LINGERIE! Uma componente muito importante em qualquer indumentária, pode abrilhantar ainda mais a roupa que se veste pois a beleza das coisas está também na estrutura por baixo delas. Com vários modelos para todo o tipo de ocasiões, idades, constituições corporais, a lingerie é sem dúvida indispensável no universo feminino. E quem melhor para se presentear com estes mimos? As mães pois claro! Quem melhor que as nossas mães e as mulheres mais importantes na nossa vida, para usufruir de peças delicadas adequadas às suas necessidades e gostos. Espreite a nossa montra, e oferece um presente ao quem nos presenteou com a vida!

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AMARELO & CINZA Os tons pastel serão uma das tendências mais fortes nesta estação aqui presente nesta blusa, combinada com umas calças cigarrete cinzas com padrão floral. O anel é sem dúvida a estrela deste conjunto.

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Numa altura de muitas celebrações (comunhões, batizados, casamentos, etc...) Este conjunto é requintado e leve para o efeito. A riqueza dos acessórios tornam-no especial e formal para um evento dessa natureza.

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RUGAS? SAIBA QUAIS OS HÁBITOS QUE CAUSAM RUGAS Por: Cristina Fragata

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s rugas ocorrem devido à perda do colagénio com o avançar da idade, mas o seu aparecimento pode ser acelerado também por fatores externos. As rugas causam uma grande preocupação entre a maioria das mulheres. Isso porque são causadas pelo avançar da idade, ou seja, fazem parte de um processo natural que ocorre com todos os seres humanos, o envelhecimento. Técnicamente as rugas não são mais do que vincos ou pregas na pele resultantes da perda do colagénio com o avançar da idade. Este processo natural, pode ser acelerado por diversos fatores externos, como por exemplo a intensa exposição solar, tabagismo, excesso de stress, insónias e o consumo de bebidas alcoólicas. Os principais hábitos que causam rugas são a excessiva exposição solar e a utilização exagerada de expressões faciais. Conheça agora, os hábitos que deve eliminar para retardar o aparecimento de rugas: Intensa exposição solar A intensa exposição solar, proibida se não estiver com a proteção adequada, causa o envelhecimento da pele, manifestando-se com o aparecimento de manchas, rugas e uma ligeira alteração do tom da sua pele. Uso exagerado de expressões faciais Ainda que involuntariamente, algumas pessoas contraiem os músculos faciais inúmeras vezes por dia, resultado da repetição da mesma expressão facial constantemente. Esta contração muscular continua e leva inicialmente a uma formação de vincos na pele evoluindo rapidamente para as rugas. Tabagismo O tabaco é o maior inimigo da beleza da sua pele, a nicotina quebra as fibras de colagénio e elásticas, que resulta numa pele mais enrugada e sem vida. Consumo de álcool O consumo exagerado de bebidas alcoólicas provoca o aumento dos radi-

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Stress Situações de stress alteram o funcionamento do organismo humano, dificultando a capacidade de renovação celular da pele e a produção de colagénio. Tal como com o consumo de álcool, também o stress provoca o aumento da produção de radicais livres, e o consequente aumento de danos na pele. Dormir pouco/dormir mal É durante o sono que são produzidas as hormonas do rejuvenescimento, como a melatonina e a hormona do crescimento. Sem as boas 8 horas de sono para recarregar as energias, a renovação celular não consegue fazer o seu papel. Má alimentação É preciso seguir uma dieta equilibrada também para garantir a saúde e a beleza da pele. Uma alimentação rica em vegetais, frutas variadas, leguminosas, cereais e hortaliças é a melhor proteção contra os radicais livres, que são os maiores inimigos da pele. Tudo isto porque, as substâncias encontradas nestes alimentos são excelentes antioxidantes, neutralizando a ação dos radicais livres. Não retirar a maquilhagem Uma boa maquilhagem pode ser utilizada ao longo dia, inclusive até ajuda a proteger a sua pele da radiação solar. Mas deve ser retirada obrigatoriamente antes de dormir. Se não o fizer, a maquilhagem irá obstruir os poros da sua pele, causando-lhe danos irreparáveis. Apesar de existirem bons tratamentos para suavizar as rugas, lembre-se que o melhor caminho é a prevenção. Agora já conhece alguns hábitos que aceleram o processo de envelhecimento e ajudam o aparecimento das mal amadas rugas, por isso, pode evitá-los!

LIMPEZA DE PELE CONSELHOS

impar a pele é um gesto fácil, simples, e que a obriga apenas a despender alguns minutos diários. O importante é assegurar a limpeza, hidratação e beleza do seu rosto. Não basta colocar os melhores produtos de maquilhagem durante o dia, lavar o rosto à noite, deitar-se, e no outro dia voltar a repetir o mesmo pro-

52 l Revista Amar

cais livres (que afetam negativamente o organismo, contribuindo para o envelhecimento precoce, entre outros problemas) e dificulta a absorção dos nutrientes por parte do organismo.

cedimento. É importante cuidar da pele, hidratá-la, e o processo começa exactamente por uma limpeza da mesma, antes de se ir deitar e logo pela manhã. Da vasta gama de produtos de limpeza que o mercado lhe oferece, com certeza não vai ser tão complicado assim encontrar um que se adeque às suas necessidades.


Tenha em atenção que o desmaquilhante que utiliza para o rosto não é o mesmo que utiliza para os olhos. Os olhos são uma zona muito sensível e que necessitam de produtos mais suaves que não ofereçam qualquer risco de irritação nessa zona. Assim, e antes de começar a limpar a pele do rosto, comece por limpar a zona ao redor dos olhos. A maquilhagem ficará rapidamente removida, oferecendo toda a suavidade e frescura que essa zona necessita. Para realizar esta função, utilize um pouco de algodão e coloque nele um pouco de desmaquilhante. Retire inicialmente a maquilhagem da zona das pálpebras e pestanas, com os olhos fechados, de forma suave e com movimentos calmos. Quando tiver tirado o excesso, limpe uma vez mais com um segundo algodão, este limpo. Se este último algodão não ficar muito sujo, utilize-o ainda para limpar a zona em volta dos olhos, senão recorra a um terceiro bocado já limpo. Para a limpeza do rosto existem inúmeros produtos, que se apresentam em diversas categorias: gel de limpeza, leite de limpeza, creme de limpeza, etc. A escolha fica ao seu critério, mas atenção que cada um deles é mais adequado para umas peles do que para outras. O leite de limpeza é o desmaquilhante ao qual as mulheres recorrem com mais frequência. Está indicado para vários tipos de pele e a sua aplicação é simples: coloque um pouco sobre o rosto, e depois vá massajando todas as zonas com as pontas dos dedos ao mesmo tempo que espalha o leite de limpeza. Deve ser retirado com um pouco de algodão, ligeiramente humedecido em água, limpando muito bem o rosto. Há, no entanto, quem prefira o creme de limpeza. Mais intenso, este é o indicado para pessoas que se pintam muito ou que têm peles muito secas. Espalhe-o pelo rosto com as pontas do dedos, e depois massaje com movimentos circulares toda essa zona com as pontas dos dedos ligeiramente húmidas. O creme deve ser retirado com um bocado de algodão, repetindo

este processo de remoção até ter a certeza que não ficou qualquer resíduo no rosto. O gel desmaquilhante é o ideal para peles com problemas de acne ou peles oleosas. Após molhar o rosto com água morna, espalhe o gel pelo rosto massajando toda a área com movimentos circulares. Remova o gel com um algodão humedecido por água. É de salientar que ainda que se tenha somente falado na zona do rosto, qualquer um destes desmaquilhantes deve ser utilizado também na zona do pescoço, pois também este necessita ser devidamente limpo e hidratado. Só depois de ter recorrido a qualquer um destes produtos é que se pode afirmar que a sua pele está realmente limpa. Todavia, e após a limpeza do rosto, você deve assegurar que a mesma é hidratada e tonificada. Aí sim, a tarefa de cuidar da sua beleza está completa. Utilize bons produtos, e dê especial preferência a produtos da mesma gama: o desmaquilhante e hidratante devem ser da mesma marca para garantir o seu efeito. Todos os dias, antes de ir deitar, e se possível também pela manhã, a sua pele deve ser submetida a este processo. Não custa muito, é simples, e precisa levantar-se apenas cinco minutos mais cedo. A sua pele vai ficar resplandecente e você, depois de ver o efeito, também!

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O que são os OMEGA 3? Por: Cristina Fragata

O

s Omega 3 são um componente benéfico da gordura de alguns alimentos. Nem todos os Omega 3 são iguais ou têm os mesmos benefícios para a saúde.

Os principais Omega 3 contidos nos alimentos são: • Omega 3 de cadeia longa – Ácido eicosapentanoico (EPA) e ácido docosahexanoico (DHA) • Omega 3 de cadeia curta – Ácido alfa linoleico (ALA) • Os Omega 3 de cadeia longa EPA e DHA são exclusivamente de origem marinha, sendo as suas principais fontes o peixe e o marisco. Uma ingestão diária de 250 mg de EPA e DHA contribui para o normal funcionamento do coração, dentro de um estilo de vida saudável e uma dieta variada e equilibrada. • Por sua vez, o ácido a-linoleico ALA é um Omega 3 de cadeia curta que se encontra nos óleos vegetais. O corpo humano pode sintetizar os ácidos EPA e DHA a partir do ácido ALA, no entanto considera-se que esta conversão é muito pouco eficiente (entre 8 a 12% no caso do EPA e <1% no caso do DHA), sendo devido a este facto que se recomenda incorporar os ácidos gordos EPA e DHA na dieta alimentar a partir das fontes que o contêm naturalmente, tais como o peixe e produtos do mar. De onde vêm os Omega 3 saudáveis para o coração? Os Omega-3 EPA e DHA são fabricados por algas microscópicas e o fitoplâncton presente nos mares. O consumidor obtém-nos através da cadeia alimentar graças ao consumo de peixe e marisco. Os Omega-3 EPA e DHA são gorduras que permanecem líquidas a baixas temperaturas, pelo que a sua presença nos peixes é imprescindível para que estes possam subsistir nas águas frias dos mares e oceanos. Por este motivo, os peixes de água fria, como a pescada, são percentualmente mais ricos em ácidos gordos Omega-3 EPA e DHA que outros peixes de águas mais quentes. Quais são os benefícios para a saúde proporcionadas pelo Omega 3 EPA e DHA? Os ácidos gordos Omega-3 EPA e DHA apresentam uma série de benefícios para a saúde cardiovascular reconhecidos pelas autoridades de nutrição e saúde de todo o mundo. No passado observou-se que certas populações com elevados níveis de consumo de peixe, tais como a população esquimó e a japonesa, apresentavam uma baixa incidência de mortes por doença cardiovascular. Atualmente sabe-se que os fatores responsáveis por estes benefícios são os Omega-3 de cadeia longa presentes na gordura do pescado: o EPA e o DHA. O Regulamento Europeu 432/2012 estabelece que uma ingestão diária de

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250 mg de EPA e DHA contribui para o normal funcionamento do coração, dentro de um estilo de vida saudável e uma dieta variada e equilibrada. O painel de peritos da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (AESA) estabelece que o consumo de EPA e DHA contribui para o mantimento dos níveis de pressão sanguínea e triglicéridos no sangue, dentro de um estilo de vida saudável que inclua uma dieta variada e equilibrada. Beneficios e importância do DHA O DHA é um Omega-3 que, para além de ser benéfico para a saúde do coração, faz parte das membranas celulares do sistema nervoso e da retina. O DHA desempenha um papel estrutural nestes órgãos e também funcional, já que o seu consumo está cientificamente relacionado com o bom funcionamento do cérebro e da visão, tal como é mencionado no Regulamento Europeu 432/2012. A ingestão diária de 250 mg de DHA contribui para a manutenção de uma visão normal, dentro de um estilo de vida saudável que inclua uma dieta variada e equilibrada. As recomendações de consumo diário de DHA estabelecidas pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (AESA) reconhecem o seu papel na dieta alimentar e não se dirigem unicamente á generalidade da população adulta, mas também às mulheres em período de gravidez e amamentação e às crianças pequenas. Que alimentos são fonte natural de Omega-3 EPA e DHA? Todos os peixes e produtos do mar são uma fonte natural de Omega-3 EPA e DHA: peixe azul, peixe branco, cefalópodes, crustáceos e outros. Os peixes brancos, de que é exemplo a pescada, apresentam ainda a vantagem de que são baixos em gordura. Apenas 100g de pescada fornecem mais de 100% das necessidades diárias de Omega-3 EPA e DHA. O leite materno também contém DHA, sendo para o bebé o alimento natural fonte de Omega-3. Quanto Omega-3 EPA e DHA devo consumir? A Agência Europeia de Segurança Alimentar, com o consenso científico e médico Europeu, recomenda o consumo diário de Omega-3 de cadeia longa da seguinte forma: • População adulta e crianças entre 2-18 anos: 250 mg de EPA e DHA por dia • Senhoras grávidas e em período de aleitamento materno: é recomendado um consumo extra diário de + 100-200 mg de DHA • Crianças dos 6 – 24 meses: 50 – 100 mg de DHA por dia • O consumo de 3 ou 4 doses de peixe por semana no caso dos adultos e 1 -2 doses no caso das crianças são suficientes para garantir a recomendação diária de Omega 3 semanal.


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A sua intimidade, a sua vida pessoal e o seu bem-estar no seio familiar são fatores essenciais para a sua realização pessoal e equilíbrio emocional. Este é um momento em que deverá retemperar forças e recarregar baterias, aproveitando para descansar mais e encontrar, dentro de si, a paz de que tanto necessita.

CAPRICÓRNIO

Durante este período estará a ganhar consciência das suas forças e das suas fraquezas, daquilo que efectivamente você é, independentemente daquilo que os outros esperam que você seja. Lembre-se de que quanto melhor se conhecer, maior será a criatividade e generosidade, melhor se poderá entregar aos outros.

SAGITÁRIO

O seu poder de discernimento lógico e racional encontram-se especialmente aguçados. Examine o modo como resolve as situações e assume as suas responsabilidades quotidianas. Esta é uma fase de trabalho e de serviço prestado aos outros, cujos benefícios só serão rentabilizados numa fase posterior da sua vida.

ESCORPIÃO

Nesta altura está a desenvolver a sua capacidade de aprender mais acerca de si. Esta aprendizagem será realizada através das suas relações com os outros de uma forma geral. É um excelente momento para examinar o seu relacionamento afetivo, amoroso, e para descobrir aquilo de que ele necessita para evoluir. Não tente isolar-se, dê atenção até mesmo a pequenos pormenores e não se arrependerá.

BALANÇA

Neste período poderá achar que chegou ao fim de uma fase da sua vida sentido necessidade de se preparar psicologicamente para uma nova etapa. Apesar da vida agitada que levamos tente arranjar um tempo só para si aproveitando-o para auto-analisar-se e descobrir os seus pontos fortes, sentir-se-á melhor consigo e com o mundo.

VIRGEM

Nesta fase procurará alargar os seus horizontes e fugir da rotina. A leitura e o estudo são uma boa opção. Se optar por fazer uma viagem escolha um destino que dê largas ao seu desejo de aventura. Bom período para desenvolver contactos com amigos, uma vez que a comunicação está facilitada nesta fase.

1 a 31 de maio de 2016

Por: Venessa Barros

LEÃO

Nesta altura a sua atenção estará mais voltada para o exterior, em especial para a sua carreira e para a imagem que transmite aos outros. Poderá ser uma época de maior responsabilidade, através, por exemplo, da atribuição de um cargo de liderança. Contudo, não se esqueça analisar as suas reais capacidades.

CARANGUEJO

A sua relação com o grupo de amigos e com a sociedade em geral está amplamente beneficiada. Ajude ou peça ajuda aos amigos. Notará uma grande identificação com eles e descobrirá novas facetas do seu ego, quiçá escondidas no seu interior, e que agora poderá trazer à luz do dia para benefício de todos. Inicie novas amizades e dê atenção aos valores dos outros, verá que não são assim tão diferentes dos seus.

GÉMEOS

É tempo de entrar em contacto com o seu subconsciente e descobrir quais são os seus verdadeiros ideais. Olhando para o passado, verifique se conseguiu atingir as metas pretendidas. Clarifique os seus objectivos, desfazendo confusões e más interpretações. Seja mais claro e conciso e verá que é melhor compreendido.

TOURO

Ao longo deste período a sua energia e criatividade estarão plenamente reforçadas. Aproveite para pensar em novos projectos ou para acabar aqueles que estão entre mãos. Por outro lado, uma alimentação mais saudável, um pouco de ginástica, ou mesmo um pequeno passeio ao Sol farão maravilhas ao seu corpo e espírito.

CARNEIRO

É uma boa altura para cuidar de aspetos financeiros. Faça um plano para melhorar esta área de vida, mas evite exibicionismos desnecessários e use as suas capacidades materiais para proporcionar alegria e prazer a quem está à sua volta. A sua vida financeira estará em evidência e será através dos seus recursos que se irá exprimir.

PEIXES

Nesta altura são importantes para si tanto a comunicação escrita como falada, as deslocações e a sua relação com irmãos ou vizinhos. Pode estar um pouco tenso e inquieto devido à necessidade que sente de alterar as suas actividades rotineiras do dia-a-dia. Por que não fazer agora uma viagem?

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Palavras Cruzadas

ENTRE

TENI

mento HORIZONTAIS: 1. Riso leve. 7. Muito vermelho. 8. Tomba. 9. Atmosfera. 10. Suspiros. 12. Nome da letra M. 14. O número 55 em numeração romana. 15. Alegre. 17. Fazer rir. 19. Levantar. 20. Comissão Europeia. 22. Presentear. 24. Curso de água natural. 25. Aplana

Por: Paulo Freixinho

SOLUÇÕES DA EDIÇÃO ANTERIOR

VERTICAIS: 1. Sétima nota musical. 2. Gracejavas. 3. Seguir até. 4. Transpira. 5. Folha de massa muito fina de que se fazem as hóstias. 6. Inexperiente. 8. Que não pertence ao elemento militar nem à classe eclesiástica. 10. Transferir um poder para outrem. 11. Ruborizada. 13. Vestígios. 15. Ilha da Indonésia onde se situa a capital, Jacarta. 16. Enérgico. 18. Contente. 21. Época. 23. Observei

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Palavras Cruzadas

ADIVINHA O que é, o que é, o marco de meio mundo, que tanta distância tem de si para o alto, como de si para o mundo?

Adivinha - A gata.

ADIVINHAS & ANEDOTAS ANEDOTA O cariz internacional do povo português é inegável. Senão vejamos: - Quando um português tem um grande problema pela frente costuma dizer que se vê grego; - Se a coisa é extremamente difícil de compreender, ele afirma que isso é chinês; - Quem trabalha de manhã à noite é um mouro de trabalho;

- Uma invenção moderna e mais ou menos inútil é uma americanice; - Quem se gaba em excesso é amigo de espanholadas; - Quem vive com luxo e ostentação vive à grande e à francesa; - Se faz algo para causar boa impressão aos outros é só para inglês ver…

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Sugestões Culinárias da Chef Nela da Churrasqueira Vila Verde

TARTE DE AMÊNDOA Foto: Direitos Reservados

PARA A MASSA: • 100g açúcar • 50g manteiga • 3 ovos • 150g farinha • 1 colher de café de fermento

N

uma batedeira, coloque o açúcar e a manteiga. Depois de tudo bem batido, junte os ovos inteiros e de seguida a farinha e o fermento.

Leve ao forno durante 20 minutos numa forma para tarte (forno pré-aquecido a 340 °F ou 170 °C). Depois de 10 minutos

COBERTURA (CREME): • 125g de amêndoa laminada • 100g manteiga • 100g açúcar

no forno, ponha num tacho a amêndoa, o açúcar e a manteiga e mexa, até ter um recheio consistente e fazer estrada. De seguida coloque o recheio na tarte e deixe os restantes 10 minutos no forno. Passados 5 minutos está prontinha a servir!

POLVO À LAGAREIRO

Começar por preparar o polvo. Lavar o polvo com água fria, e colocar numa panela, levar ao lume no mínimo juntamente com uma cebola. O polvo vai perdendo a sua própria água e é nessa água que o polvo vai cozendo lentamente. Um polvo de 1,5kg fica no ponto em cerca de 1h15m. Lavar bem as batatas e colocar no forno cobertas com bastante sal a 200ºC cerca de 45 minutos. (Batata à Murro) Quando as batatas estiverem assadas, re-

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Foto: Direitos Reservados

• Polvo com cerca de 1.5kg • 800g de batatas para assar • 1 cebola • 4 ramos de salsa • 3 dentes de alho • 15cl de azeite • Sal q.b • Pimenta q.b

tirar, limpar bem o sal e dar um murro em cada batata. Se estalarem ao dar o murro estão no ponto. Num liquidificador, colocar o azeite, a salsa, os alhos, um pitada de sal e pimenta a gosto. Liquidificar tudo e reservar. Numa assadeira colocar o polvo bem escor-

rido, as batatas e regar tudo com o azeite de alho e salsa. Levar ao forno durante 20 minutos a 220ºC. Aos 15 minutos virar as batatas e regar com um fio de azeite. Deixe mais 5 minutos no forno, retire e sirva de seguida.


PASSATEMPO CN TOWER

A

passa

TEM POS

Fotos: Direitos Reservados

Revista Amar tem o prazer de anúnciar os resultados do passatempo CN Tower da edição de abril, em que pediamos que nos dissessem em que dia a CN Tower celebra 40 anos de abertura ao público. A resposta era 26 de junho de 2016. VENCEDOR António Carlos Ferreira de Toronto

Obrigado pela participação e parabéns ao vencedor. O premiado receberá 1 gift certificate para a CN Tower no valor de $50 dólares.

Passatempo Cortesia

Imagem: Direitos Reservados - Moxie`s Classic Grill

T

emos 1 gift card para o Moxie`s Classic Grill Madison no valor de $50 dólares nesta edição de maio.

Para se habilitar a ganhar terá apenas de responder à seguinte pergunta: Que artista português figura como cabeça de cartaz no concerto que se vai realizar no Massey Hall em Toronto no próximo dia 08 de outubro?

Carlos Durão

General Manager Moxie´s Grill & Bar Madison

MADISON Envie-nos a sua resposta através de email para o seguinte endereço: Email: info@revistamar.com. Para efeito deve indicar que se destina ao concurso da edição de maio, o seu nome, morada e número de telefone para ser contactado em caso de ser selecionado. Pode participar até ao dia 27 de maio. O vencedor será publicado no nosso portal interativo localizado no endereço www.revistamar.com e na edição de junho. Participe e boa sorte.

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