Re vi st a EDIÇÃO 9 • ANO I • $3.00 • MENSAL • WWW.REVISTAMAR.COM
juLho-agosto2016
3
Mickael Carreira
em Toronto 4 Lisboa
ÍNDICE
Trailer Resort
34 Obrigado Campeões
5 Recanto de Letras com Cristina de Jesus
38 Miss Portuguesa
Canada 2017
8 O Escolhido
40 Beleza Por Uma Causa de visita a Toronto
10 Empreendedorismo
44 À conversa com
Damisona Roofing
12 Portugal Week 2016
18
Festival Portugal Internacional de Montreal
Inês Brusselmans
48 THE WOW PEOPLE Anarchicks
56 SOLTEIRICE verdadeira liberdade? 62 Cuidados a ter com o Sol
DIREÇÃO
COLABORADORES
Ruby Jewellery
Carmo Monteiro
Artur F. Guedes
Flowers & Twigs
David Gonçalves
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Dr.ª Patrícia Salín
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EDIÇÃO Carlos Monteiro
FICHA TÉCNICA
25 Santa Maria
FOTOGRAFIA Carmo Monteiro
Dr. José Carreira Venessa Barros Maria João Rafael
Premier Jour WOW Media & Entertainment AGRADECIMENTOS ESPECIAIS
Carlos Monteiro
Cristina Fragata
Sandra Pereira
Paulo Mendes
Miss Portuguesa
Raquel Couto
Anarchicks
Sílvia Cunha CAPA - FOTOGRAFIA Hermínio Rodrigues
Cristina Gonçalves de Jesus
Tó Pica
Pedro M. Salvador
Inês Brusselmans
Sílvia Cunha
ABC
EDIÇÃO GRÁFICA
Nela Oliveira
Portuguese Canadian Newspaper
Carlos Monteiro
PARTICIPAÇÃO ESPECIAL
Alberto Nogueira
OS ARTIGOS PUBLICADOS NA PRESENTE EDIÇÃO SÃO DA INTEIRA RESPONSABILIDADE DOS SEUS AUTORES, PODENDO NÃO REFLETIR AS OPINIÕES E POSIÇÕES DA REVISTA AMAR NAQUELA MATÉRIA. OS CONTEÚDOS PUBLICITÁRIOS NA PRESENTE EDIÇÃO SÃO DA INTEIRA RESPONSABILIDADE E COM AUTORIZAÇÃO/APROVAÇÃO PRÉVIA DOS SEUS AUTORES. A UTILIZAÇÃO DO NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO NA MATÉRIA DA PRESENTE EDIÇÃO FICOU À INTEIRA DESCRIÇÃO DOS SEUS AUTORES.
2 l Revista Amar
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Lisboa Imagens: Direitos Reservados
Lisboa é a capital de Portugal, situa-se no centro do país e na margem direita do Rio Tejo. Lisboa é a cidade mais ocidental da Europa Continental e fica a cerca de 300 km do Algarve e a aproximadamente 400 km da fronteira mais a norte com Espanha. Tem uma área de 84 km2, 53 freguesias, e uma população de quase 550 mil habitantes, sendo a mais populosa do país, seguida pela cidade do Porto. A zona conhecida como a “Grande Lisboa” concentra uma densidade populacional de 3 milhões de habitantes. Lisboa faz ligação à margem Sul pela Ponte 25 de Abril, que foi
inaugurada em 1966 e pela ponte Vasco da Gama, esta inaugurada em 1998. O Rio Tejo é o maior da Península Ibérica, nasce em Espanha e desagua no Oceano Atlântico já na cidade de Lisboa, depois de um percurso de 1000 kms. Importante relembrar que foi da foz do Rio Tejo que os portugueses partiram em naus e caravelas, para descobrir e conquistar novos mundos... Com esta localização geográfica privilegiada, o porto de Lisboa recebe todos os anos centenas de navios de luxo de passageiros a bordo, que viajam em cruzeiros ao longo do Atlântico.
Lisboa, a Cidade das Sete Colinas Lisboa tem casas de todas as cores... Restaurantes de mil sabores! O Rio Tejo beija-a com Paixão, É uma cidade com Coração! Uma limonada nos Quiosques da Avenida... Um passeio de eléctrico! A roupa estendida nas varandas... É Uma Lisboa com vida.
Os pastéis de Belém clamam por nós. E vem o Fado numa só voz, E a guitarra que chora a saudade Da alma grande desta velha cidade. Vês o executivo, a varina, a modelo e o campónio. As marchas populares, o Sto. António, O cheiro a manjericos. E as quadras aos namoricos.
Um petisco no Madragoa Café, O Roof Top do Hotel Mundial. O Pavilhão Chinês no Principe Real.
As castanhas assadas no Chiado! Uma bebida no Bairro Alto... Um bife à Portugália... Um café na Brasileira... Mil motivos para nos perdermos, A calçada Portuguesa! Outros tantos para nos encontrarmos. Uff...que canseira! Dos Jerónimos ao Padrão dos Descobrimentos. Vá de rasos e nunca de salto! Do Castelo de São Jorge à Sé, De ténis ou de sandália... Deixe o carro e siga a pé... Que saudades desta Lisboa, que encanta qualquer pessoa.
Cristina de Jesus
Recanto de Letras
Crist ina de Jesus
com...
Continuação de alguma coisa... ...nesse dia, O Sol ilumina o teu cabelo com madeixas de todas as cores. O vento será apenas uma suave brisa aromatizada de frutos silvestres. O entrelaçar das nossas mãos faz abrir um oceano de pérolas e sereias.
A Lua conta como é... O brilho da Lua é um reflexo de ti... A transparência o que sabe de ti...
Quando os nossos lábios se tocarem por fim, Abrir-se-hão flores no lugar das folhas verdes e prematuras. Ouve-se o galopar de de uma manada de cavalos a aproximar-se, sente-lo na ansiedade deste momento.
A imensidão a saudade em meu coração. O silêncio é o canto da nossa paixão. A Lua é dos apaixonados. A Lua é dos sonhadores. É também de quem crê, Nos mais diversos amores. Liberta-me olhá-la. Enche-me contemplá-la! Acalma-me ou não... É grande, cheia, e rebelde como meu coração!
Isto e aquilo Todos procuramos no amor uma fuga para a dor... Na razão encontramos o antídoto da paixão! Na descoberta sempre uma porta entre-aberta... Olhos ansiosos na procura da pessoa certa! O amor não se encontra, acontece. A Paixão, essa, não é eterna desaparece... E que sei eu para contar ? O que fiz para te poder amar ? Nada... Apenas que sou feliz ! E no amor, um eterno aprendiz...
E por fim fechamos os olhos e nem nos tocamos... Ficamos apenas entregues à magia desse momento. De estarmos em frente um ao outro. A intensidade aumenta... Os relógios param nesse tempo que deixou de o ser... O mundo, como é, Deixou de existir... Existe apenas o nosso mundo. Cheio de vida, repleto de tudo e não percebemos nada... Já deixámos de pensar há muito tempo. O raciocínio é inimigo do sentir... Vamos só sentir... pensamos depois! É quando começas a pensar que achas que não existi. Não penses... Não me faças desaparecer. Sente-me só...
Luísa Ducla Soares nasceu em Lisboa a 20 de julho de 1939. É licenciada em Filologia Germânica pela Universidade Clássica ratura de Lisboa. Iniciou a sua atividade profissional como tradutora, consultora literária e jornalista, tendo sido diretora da revista de divulgação cultural Vida (1971-2). Colaboradora de diversos jornais e revistas, estreou-se com um livro de poemas, Contrato, em 1970. Foi Adjunta do Gabinete do Ministro da Educação (1976-8). Trabalhou de 1979 a 2009 na Biblioteca Nacional onde iniciou a sua atividade, realizando uma bibliografia da literatura para crianças em Portugal. Foi Assessora principal desta instituição e responsável pela Área de Informação Bibliográfica. Aí organizou, no centenário de Andersen, uma exposição, acompanhada de catálogo, sobre Andersen em Portugal e diversas exposições.
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edicada especialmente à literatura para crianças e jovens, em prosa bem como em poesia, publicou mais de uma centena de obras neste domínio. Muitos dos seus poemas foram musicados (por Suzana Ralha, Daniel Completo, João Portugal, Óscar Ribeiro e outros compositores) tendo sido editados em diversos CD’s. Escreveu guiões televisivos sobre língua portuguesa para os mais jovens. É sócia-fundadora do Instituto de Apoio à Criança. Realizou todos os sites de Internet da Presidência da República para crianças e jovens no mandato do Presidente Jorge Sampaio. Tem elaborado para o Instituto Português do Livro e das Bibliotecas e para o Ministério da Educação diversas publicações seletivas da literatura infantil nacional e internacional. Junto de escolas e bibliotecas, desenvolve regularmente ações de incentivo à leitura. Participa frequentemente em colóquios e encontros, apresentando conferências e comunicações so-
Autor Português Fonte: Porto Editora e Wikipedia
Fotos: Direitos Reservados
LITE
Luísa Ducla Soares
bre a problemática relacionada com os jovens e a leitura e sobre literatura para os mais novos. Recusou, por motivos políticos, o Grande Prémio de Literatura Infantil com que o SNI pretendeu distinguir o seu livro História da Papoila em 1973. Recebeu o Prémio Calouste Gulbenkian para o melhor livro do biénio 1984-5 por 6 Histórias de Encantar e foi galardoada com o Grande Prémio Calouste Gulbenkian pelo conjunto da sua obra em 1996. Foi candidata de Portugal ao Prémio Andersen. Em 2004, foi escolhida pela Secção Portuguesa do IBBY (International Board on Books for Young People), como candidata ao Prémio Hans Christian Andersen. Em 2009, a Sociedade Portuguesa de Autores distinguiu-a com a sua Medalha de Honra. Em 2010, foi proposta pela DGLB como candidata de Portugal ao Prémio Ibero-Americano SM de Literatura Infantil e Juvenil.
Obra Literária • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •
Contrato (Poesia), 1970 A História da Papoila, (Infanto-juvenil), 1972 ; 1977 Maria Papoila, (Infanto-juvenil), 1973 ; 1977 O Dr. Lauro e o Dinossauro, (Infanto-juvenil), 1973 ; 1988 Urso e a Formiga, (Infanto-juvenil), 1973 ; 2002 O Soldado João, (Infanto-juvenil), 1973 ; 2002 O Ratinho Marinheiro (Poesia para a infância), 1973 ; 2001 O Gato e o Rato, prosa (Infanto-juvenil), 1973 ; 1977 Oito Histórias Infantis, prosa (Infanto-juvenil), 1975 O Meio Galo e Outras Histórias, prosa (Infanto-juvenil), 1976 ; 2001 AEIOU, História das Cinco Vogais, (prosa) (Infanto-juvenil), 1980 ; 1999 O Rapaz Magro, a Rapariga Gorda, prosa (Infanto-juvenil), 1980 ; 1984 Histórias de Bichos, prosa (Infanto-juvenil), 1981 O Menino e a Nuvem, prosa (Infanto-juvenil), 1981 Três Histórias do Futuro, prosa (Infanto-juvenil), 1982 O Dragão, prosa (Infanto-juvenil), 1982 ; 2002; 2015 (Porto Editora) O Rapaz do Nariz Comprido, prosa (Infanto-juvenil), 1982 ; 1984 O Sultão Solimão e o Criado Maldonado (Poesia para a infância), 1982 Poemas da Mentira... e da Verdade (Poesia para a infância), 1983 ; 1999 O Homem das Barbas, prosa (Infanto-juvenil), 1984
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O Senhor Forte, prosa (Infanto-juvenil), 1984 A Princesa da Chuva, prosa (Infanto-juvenil), 1984 O Homem alto, a Mulher baixinha, prosa (Infanto-juvenil), 1984 De Que São Feitos os Sonhos: A Antologia Diferente, prosa (Infanto-juvenil), 1985 ; 1994 O Senhor Pouca Sorte, prosa (Infanto-juvenil), 1985 A Menina Boa, prosa (Infanto-juvenil), 1985 A Menina Branca, o Rapaz Preto, prosa (Infanto-juvenil), 1985 6 Histórias de Encantar, prosa (Infanto-juvenil), 1985 ; 2003 A Vassoura Mágica, prosa (Infanto-juvenil), 1986 ; 2001 O Fantasma, prosa (Infanto-juvenil), 1987 A Menina Verde, prosa (Infanto-juvenil), 1987 Versos de Animais (Antologia de Literatura Tradicional), 1988 Destrava Línguas (Antologia de Literatura Tradicional), 1988 ; 1997 Crime no Expresso do Tempo, prosa (Infanto-juvenil), 1988 ; 1999 Lenga-Lengas (Antologia de Literatura Tradicional), 1988 ; 1997 O Disco Voador, prosa (Infanto-juvenil), 1989 ; 1990 Adivinha, Adivinha: 150 adivinhas populares (Antologia de Literatura Tradicional), 1991 ; 2001
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É Preciso Crescer, ( infanto- juvenil )1992 A Nau Catrineta, prosa (Infanto-juvenil), 1992 À Roda dos Livros: Literatura Infantil e Juvenil (Divulgação), 1993 Diário de Sofia & Cia aos Quinze Anos(Infanto-juvenil), 1994 ; 2001 Os Ovos Misteriosos, prosa (Infanto-juvenil), 1994 ; 2002 O Rapaz e o Robô, prosa (Infanto-juvenil), 1995 ; 2002 S. O. S.: Animais em Perigo!..., prosa (Infanto-juvenil), 1996 O Casamento da Gata, poesia (Infanto-juvenil), 1997 ; 2001 Vamos descobrir as bibliotecas (Divulgação), 1998 Vou Ali e Já Volto, prosa (Infanto-juvenil), 1999 Arca de Noé, poesia (Infanto-juvenil), 1999 A Gata Tareca e Outros Poemas Levados da Breca (Poesia para a infância), 1999 ; 2000; 2014 (Porto Editora) ABC, poesia (Infanto-juvenil), 1999 ; 2001 25 (Poesia para a infância), 1999 Seis Contos de Eça de Queirós (Contos), 2000 ; 2002 Com Eça de Queirós nos Olivais no ano 2000 (Divulgação), 2000 Com Eça de Queirós à roda do Chiado (Divulgação), 2000 Mãe, Querida Mãe! Como é a Tua?, prosa (Infanto-juvenil), 2000 ; 2003 Lisboa de José Rodrigues Miguéis (Divulgação), 2001 Roteiro de José Rodrigues Miguéis: do Castelo ao Camões (Divulgação), 2001 A flauta, prosa (Infanto-juvenil), 2001 Uns óculos para a Rita, prosa (Infanto-juvenil), 2001, Todos no Sofá, poesia (Infanto-juvenil), 2001 1, 2, 3, poesia (Infanto-juvenil), 2001 ; 2003 Alhos e Bugalhos (Divulgação), 2001 Meu bichinho, meu amor, prosa (Infanto-juvenil), 2002 Cores, prosa (Infanto-juvenil), 2002
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Gente Gira, prosa (Infanto-juvenil), 2002 Tudo ao Contrário!, prosa (Infanto-juvenil), 2002 Viagens de Gulliver, adaptação livre (Teatro para a infância), 2002 O Rapaz que vivia na Televisão, prosa (Infanto-juvenil), 2002 Contrários, poesia (Infanto-juvenil), 2003 Quem está aí?, prosa (Infanto-juvenil), 2003 A Cavalo no Tempo, poesia (Infanto-juvenil), 2003, 2015 (Porto Editora) Pai, Querido Pai! Como é o Teu?, prosa (Infanto-juvenil), 2003 A Carochinha e o João Ratão, poesia (Infanto-juvenil), 2003 Se os Bichos se vestissem como Gente, prosa (Infanto-juvenil), 2004 A festa de anos, prosa (Infanto-juvenil), 2004 Contos para rir, prosa (Infanto-juvenil), 2004 Abecedário maluco, poesia (Infanto-juvenil), 2004 Histórias de dedos, prosa (Infanto-juvenil), 2005 A Cidade dos Cães e outras histórias, prosa ( Infanto- juvenil ), 2005 Há sempre uma estrela no Natal, contos ( Infanto-juvenil ) Civilização,2006 Doutor Lauro e o dinossauro, prosa (Infanto-Juvenil), 2.ª ed, Livros Horizonte, 2007 Mais lengalengas (recolhas ), Livros Horizonte,2007 Desejos de Natal (Infanto-juvenil ), Civilização,2007 As Canções do Alfa, Porto Editora, 2013 Números com Histórias, Porto Editora, 2013 Poesia para Todo o Ano, Porto Editora, 2013 Os animais do Natal (ilustrações de Ângelo Vieira), Porto Editora, 2012 [...]
Romance
Fonte: Porto Editora e Wikipedia
A Cidade dos Cães e Outras Histórias de Luísa ducla Soares
Ano de edição ou reimpressão: 2016 Editora: Porto Editora Idioma: Português Sinopse Gostas de histórias de animais? Neste livro, Luísa Ducla Soares apresenta nove contos em que os bichos são os grandes heróis. Vais conhecer a bem organizada cidade dos cães, as aventuras de uma mosca atrevida, de um coelhinho saltão, de um macaco e de outros habitantes da horta, da selva, do mar. Nove contos originais e divertidos, mas que fazem pensar. PUBLICIDADE
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“The Choosen One”
– O Escolhido
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o Portugal rural, quando se suspeita que alguém da família tem quebranto, faz-se a reza da água e do azeite. Se o azeite se espalhar sobre a água, é sinónimo que a pessoa que sofre de mal-estar geral sem aparente razão, é alvo da inveja alheia. Felizmente, prevalece os que amam sobre os invejosos, quando falamos do Português que nos ergue mais além, Ronaldo. Felizmente, o Bem paira na aura de quem é genuinamente Bom. A propósito da antiga polémica com o colega Rooney, durante o Euro 2004 afirmou: “Todos os insultos e assobios que recebo apenas me motivam a treinar mais e a jogar melhor” - e comprovou uma vez mais, durante o passado jogo com a Hungria, para quem tivesse dúvidas, com duas possantes “bofetadas” de luva branca, como a adversividade o inspira, e como o inspira! O meu propósito não é dissertar sobre Cristiano, pois não há nada que eu possa acrescentar de novo. Quando se fala do nosso “menino de ouro”, é o mesmo que falarmos de recordes: o corpo mais ergonómico do mundo; o atleta mais seguido nas redes sociais; o maior “artilheiro” do seu tempo; o jogador mais caro de sempre da história do futebol; o atleta mais solidário do ano, segundo a Fundação Do Something.org... Bota de Ouro pela quarta vez o ano passado, o jogador doou 1,5 milhões às crianças de Gaza, manifestado uma nobreza admirável. Já em 2011, entregou a Bota de Ouro ao Real Madrid Foundation, que por sua vez, a vendeu em leilão, com o objectivo de financiar mais uma vez, escolas e cuidados com a educação das crianças de Gaza. Em 2014, doou igualmente, os seus sapatos à mesma Fundação, cuja receita reverteu mais uma vez para o mesmo objectivo. Já por duas vezes auxiliou as crianças do Afeganistão, uma vez com a entrega de um cheque de 100 mil euros à Cruz Vermelha, com destino a tratar das crianças amputadas, e noutra ocasião, em 2008 já o tinha feito em nome da UEFA. Em 2004, sensibilizado pelo tsunami que assolou a Indonésia, deslocou-se pessoalmente às localidades mais afetadas, tendo um papel fundamental na ajuda de recolha de fundos para a reconstrução do país. Em 2008, faz uma doação à sua ilha natal, a Madeira. As ocasiões da sua generosidade são tantas, todas elas de um cariz humano excecional, muitas delas alheias do público. Ronaldo é também conhecido pelos penteados sensação. Certa vez, apresentou-se em campo com o cabelo aparado de lado, com dois riscos debaixo da orelha direita. Segundo o canal de televisão Telecinco, terá optado por aquele visual em solidariedade com uma criança portuguesa que se encontrava doente com cancro, tendo sido operada recentemente, terá ficado com duas cicatrizes, tal como os riscos solidários na cabeça de Ronaldo. Esta forma única de tomar as dores dos outros suas, de ostentar
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Foto: Direitos Reservados
as suas cicatrizes num profundo ato de humanidade, tornam o nosso Ronaldo próximo, cúmplice, mortal como nós. É do conhecimento geral que está associado, juntamente com a Pepsi, à Fundação Make a Wish, onde se encarrega de concretizar os sonhos dos pequenitos com vidas breves. Participou na campanha da FIFA para ajudar a consciencializar jovens, sobre o efeito das drogas, o HIV e a obesidade. Após o terramoto em Port au Prince, no Haiti, em 2010, junta-se a Artists for Peace and Justice, ajudando a financiar programas de educação, saúde e dignidade, concedendo assim, bolsas de estudos aos alunos. As ações solidárias de Ronaldo são inúmeras para contar aqui. Só por isso, ele é extraordinário. Em 2014, a população de Villaluenga de La Sagra, em Toledo, uniu-se numa campanha de angariação de fundos para financiar a cirúrgia de um bebé de 10 meses, que padecia de displasia cortical, um transtorno cerebral que lhe provocava convulsões. Um amigo do craque ter-lhe-á pedido umas chuteiras e uma camisola assinadas, com a finalidade da família as leiloar para auxiliar ao pagamento da operação. Cristiano, ao tomar conhecimento da situação, disponibilizou-se de imediato a pagar a operação, para além de satisfazer o pedido. Ainda criança, enquanto na Academia do Sporting, tomou conhecimento que um amigo ia ser dispensado, devido à carência de alojamento na altura. Ficou tão triste com a notícia, que nessa noite, dirigiu-se ao quarto do treinador, no sentido de enterceder pelo amigo. Prometendo para que isso fosse possível, passar a dividir a sua própria cama, para que ele pudesse ficar. Em Outubro de 2013, durante uma partida entre o Chelsea e o Real de Madrid, um jovem invadiu o campo para o cumprimentar e foi detido. Ao ver que o caso teve consequencias sérias, e que o rapaz corria o risco de ser deportado, enviou uma carta ao tribunal de Miami, ajudando-o assim a livra-se das acusações.
Com o prémio da Champions que recebeu o mês passado, de 600 mil euros, tal como todos os jogadores do Real Madrid o receberam, decidiu tomar a atitude que o faz superior, de o doar a uma instituição, dando instruções nesse sentido ao seu agente Jorge Mendes. A decisão estava tomada antes da partida. Se dúvidas houver na alta qualidade de competição humanitária de Ronaldo, fica registado que não fuma nem bebe; nem ostenta tatuagens para poder dar sangue regularmente, a crianças. Católico praticante, leva a sério as palavras do Mestre – “deixai vinde a mim os pequeninos”, sendo que todas as suas ações de caridade são em função delas. Muito se tem falado do homem do momento sem que se lhe faça minimamente justiça. O homem a quem pesa a responsabilidade de todos os jogos; o puto viciado na bola que arrasava o jardim do vizinho Agostinho; o mesmo que aos 11 anos foi separado da família para viver em solidão, dura aprendizagem e sacrifício pessoal; que aos 15 foi operado ao miocárdio para evitar um problema que mais tarde pudesse inviabilizar a sua vida dedicada ao futebol; o ingénuo que assina com o Manchester United e quando lhe perguntam com que número quer jogar, responde “com o 28” – que era o seu modesto número no Sporting. Mas Fergunson destina-lhe o poderoso 7, o mesmo de George Best, Cantona, Bryan Robson e David Beckham. “Vejo-me forçado a viver uma honra”, afirmou na altura. O mesmo Ronaldo honesto e de coração limpo, que presenciava as lágrimas da mãe ao falar da sua vida dura, lutadora, e que então lhe prometia que quando fosse grande lhe compraria uma casa onde todos pudessem viver, e ela pudesse ficar em casa sem ter que ir trabalhar. A promessa foi cumprida na íntegra com o acordo com o Manchester United. Um cavalheiro não falha as
promessas a que se compromete. E Cristiano Ronaldo cresceu íntegro, fez-se príncipe num família humilde com príncipios aristocráticos, como a lealdade e a união, na riqueza ou na pobreza. Não há coincidências, como dizem por aí, por isso o pai, como um prenúncio, deu-lhe o nome auspícioso do seu ator favorito, Ronald Reagan. Esqueci-me que não vim aqui para falar de Ronaldo; a minha intenção era falar da mãe Dolores, que me conquistou o respeito. E ganhou-me a admiração. Qualquer mãe que compreenda genuinamente o sonho dos filhos e que os solte do penhasco para os ver voar, correndo os riscos insanos do mundo, tem a minha admiração. O Cristiano não tinha o sonho; ele nasceu com o sonho dentro dele e D. Dolores soube escutar sabiamente a canção dentro desse filho prodígioso, que ela teve quase para não deixar nascer. Independentemente do que as “bocas foleiras” possam dizer após os resultados deste Euro 2016, uma coisa é certa, as crianças conseguem ver a verdade para além dos olhos dos Homens. Quando Ronaldo esteve no Haiti em campanha de angariação de fundos humanitários, as crianças batizaram-no de “Bon Bagay”, que significa “coisa boa”. E Cristiano é exatamente isso; uma coisa boa que torna a vida dos outros um pouco mais colorida, mais leve. Uma pessoa boa, um Português que por onde passa nos orgulha e é muitas vezes o que não conseguimos ser – humildes e gigantes, ao mesmo tempo. São por isso excecionais, os campeões.
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À conquista do Norte do Ontário
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esta edição especial de verão, fomos à procura de histórias de sucesso de luso-descendentes no Canadá. Porque nem só de Toronto e de seus arredores se escreve a história lusitana no Canadá, rumámos a norte e parámos em Val Caron, às portas da maior cidade do norte do Ontário, Sudbury. Nesta que é a cidade com maior área terrestre do Ontário e em que a indústria mineira foi durante anos a fio a atividade dominante (principalmente no século XX), fomos encontrar a Damisona Roofing LTD, empresa que dedica à construção e reparo de telhados (”roofing”) e com presidência de Luís Borges. Português emigrado no Canadá há várias décadas, que ao longo dos últimos anos tem desenvolvido o seu próprio negócio no norte do Ontário. Luís Borges esteve à conversa com a Revista Amar, a quem agradecemos ter aceite o desafio para falar um pouco sobre si, Damisona Roofing LTD e a atividade a que se dedica no extremo norte da Província.
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Revista Amar - Fale-nos um pouco de si… Luís Borges - Estou na indústria da construção desde que cheguei ao Canadá. Tirei o curso commercial em Lisboa, o qual me deu a oportunidade de entrar numa empresa de ventilação como escriturário. Três anos depois fui trabalhar para a indústria dos telhados onde comecei como “Estimator” e acabei como “General Manager”. Fui membro do Board of Directors da Ontario Industrial Roofing Contractors Association durante três anos e durante vinte anos na Labour Relations Commitee.
RA - A Damisona Roofing “nasceu” em maio de 2010, quer nos falar como tudo começou? LB - Achei que havia a oportunidade para mais uma empresa de “Roofing” no norte do Ontario.
RA - Que linda região portuguesa deixou para trás e com que idade? LB - Sou de Lisboa e vim para o Canadá com apenas 20
RA - Porquê “Damisona”? O que significa? LB - Os meus filhos. As duas primeira letras dos nomes: Danika, Miguel, Sophia e Natasha.
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anos de idade. RA - É casado? Tem filhos? LB - Estou casado há 23 anos e tenho 4 filhos (um rapaz e três raparigas).
RA - Houve muitos obstáculos no ínicio ou pelo contrário, aconteceu tudo muito naturalmente? LB - Houve muita ajuda da indústria. Não só dos ”General Contractors” mas também de vários clientes, com quem lidava, e que achavam que era preciso mais concorrência. RA - A Damisona Roofing, foi criada há 6 anos, portanto pode-se considerar, ainda um “bebé”… como tem sido o seu crescimento? LB - Estou muito contente com o crescimento. O norte do Ontário é dependente de algumas indústrias e a falta de mão de obra qualificada limita grandes crescimentos. RA - Com quantos empregados começou, e quantos emprega hoje? LB - Começámos com 8 e temos hoje 23 empregados. RA - A que tipo de trabalhos se dedica a Damisona Roofing? LB - Principalmente Industrial e Comercial Roofing. RA - Porquê sediar a Damisona Roofing em Sudbury e não num meio maior? LB - Estava inserido na indústria local, já com muitos conhecimentos e clientela. A Damisona Roofing não serve só a zona de Sudbury mas todo o norte do Ontário. RA - Considera que o mercado da indústria de “Roofing” está de “boa saúde”? LB - Neste momento está um pouco difícil devido a má situação que se vive na indústria mineira, do papel e da madeira, que têm afetado esta zona do Ontário.
RA - Como vê o futuro da Damisona Roofing a longo prazo? Pensa em expandir para outras cidades? LB - É dificil, mas com trabalho e dedicação irá crescer para poder manter a sua quota de mercado. Neste momento não há planos para expandir para outras cidades. RA - Como é de conhecimento, a vida da contrução é dura e cansativa… tem tempo para a família? LB - Como tudo na vida, é preciso encontrar e manter um balanço. A minha família tem me dado um apoio extraordinário e eu tento passar o pouco tempo que tenho disponível com todos. RA - E Portugal… qual é a sua “relação/ligação” com aquele país que o viu nascer? LB - Tenho ainda muita família em Portugal. Visito Portugal duas vezes por ano. No Inverno vou normalmente uma semana sozinho e no Verão com a família. RA - Pensa regressar um dia? LB - Honestamente, não. [...] A Revista Amar agredece o tempo dispensado pelo Sr. Luís Borges para estar à conversa “connosco” e nos poder dar a conhecer um pouco sobre si e o seu negócio, apesar da distância. Despedimo-nos do norte do Ontário com votos de sucesso para a Damisona Roofing LTD, todos os seus empregados, clientes e amigos.
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Em 2017 há mais Artur F. Guedes
Terminadas as celebrações da 29ª Semana de Portugal 2016, no passado mês de junho, o tempo é de balanço do sucesso da edição e começar a preparar o programa de festas para 2017, ano em que a Aliança dos Clubes e Associações Portuguesas do Ontário (ACAPO) comemora 30 anos e tem a expetativa legítima de trazer a Toronto o Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa. O certo é que a abertura oficial da Semana de Portugal 2017 vai ter lugar no dia 13 de maio, como foi confirmado por José Eustáquio, Presidente da Direção Executiva da ACAPO, durante a
cerimónia de abertura oficial da Semana de Portugal que este ano teve lugar nas instalações do Museu dos Pioneiros Portugueses, em Toronto. O objetivo passa por comemorar anualmente o aniversário da chegada dos pioneiros portugueses ao Canadá em 1953. Mas à distância de (quase) um ano, a Revista Amar faz uma retrospetiva dos principais acontecimentos que marcaram as celebrações do Dia de Portugal junto da comunidade portuguesa da área da Grande Toronto e província do Ontário.
Gala ACAPO Entre as principais notas da Gala do Prémio de Mérito e Bolsa de Estudo, realizada no dia 14 de maio, em mais uma organização da ACAPO, estão a entrega de várias bolsas de estudos a jovens luso-canadianos, com cada clube a oferecer uma ou duas bolsas de estudo aos jovens candidatos escolhidos. Na sua 3ª edição, a bolsa anual ACAPO Damião P. Costa foi para Noah Ganhão. Introduzida pela primeira vez, e apresentada pela Casa do Alentejo de Toronto, a bolsa de estudo Armando “Rilhas” Costa foi para Jennifer Santos Bettencourt, na categoria de excelência em Música, e para Katrina Sofia Fernandes, na categoria de excelência em Desportos. Entretanto, o Prémio de Mérito, atribuído desde o ano de 1988, concedeu duas distinções. A primeira foi para o empresário luso-canadiano Manuel da Costa, e a segunda para Maria Melo, proposta pela Associação Cultural do Minho, pelos 33 anos dedicados ao clube e à cultura portuguesa. Depois da longa noite da Gala, nada melhor do que acordar bem cedo para a 2ª edição da Volta Luso Charities – caminhar ou andar de bicicleta para a Luso Charitable Society, com início no Centro
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Cultural Português de Mississauga. Os fundos entretanto angariados – demonstrativos do sucesso da iniciativa – vão ser utilizados para a construção de um novo centro na área de Mississauga/Brampton para expandir os serviços da Luso.
Semana de Portugal Imagem: ACAPO
O Portuguese Canadian Walk of Fame ficou mais enriquecido Portuguese Canadian Walk of Fame 2016
Este ano, os empresários António Belas e Manuel Clementino, de Toronto, e o jogador canadiano de hóquei no gelo (NHL) Drew Doughty, foram os escolhidos para ter um estrela no mural da fama. A falecida professora Branca Gomes foi distinguida na categoria Portuguese Canadian Builders. Durante a cerimónia, realizada no Luís de Camões Way, em Toronto, no final da tarde de 27 de maio, foi ainda dado a
conhecer que foi autorizada a nomeação de uma via pública localizada ao norte da College Street, que se estende entre as ruas Shaw e Crawford Street, como “Branca Gomes Lane”. Com a missão de honrar os luso-canadianos pelas realizações de destaque que têm servido para inspirar e incutir o orgulho na nossa comunidade, e reconhecer as contribuições dos portugueses no Canadá, o PCWF continua, assim, a crescer em dimensão e prestígio junto da comunidade.
Mês de junho trouxe as principais celebrações As principais celebrações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas preencheram grande parte do mês de junho, como é tradição. Primeiro, a homenagem aos Pioneiros no High Park. Depois, o içar da Bandeira na Nathan Phillip’s Square, Câmara Municipal de Toronto, que contou com a presença do Presidente de Câmara John Tory, o qual destacou a profundidade das raízes culturais e linguísticas da comunidade portuguesa e o papel desta no enriquecimento da diversidade cultural da cidade. As pessoas puderam também visitar a exposição artística Pessoa Unveiled, que celebra o património e a cultura portuguesas através de diferentes interpretações da escrita do célebre autor português, Fernando Pessoa. Apresentada pela Walnut Contemporary Gallery de Toronto, e patrocinada pelo Instituto Camões, a exposição esteve exposta na Rotunda da Câmara Municipal até ao passado dia 15
de junho. Na tarde do dia 8, a Primeira-Ministra do Ontário Kathleen Wynne participou na Proclamação do Dia de Portugal no Queen’s Park, em Toronto. Aí, a líder do governo Liberal reconheceu que a província tem beneficiado em muito com o trabalho inovador e determinado dos portugueses que escolheram o Canadá como a sua terra de acolhimento. A primeira-ministra aproveitou a ocasião para prestar homenagem aos muitos indígenas que viveram nestas terras, mas em particular pagar o tributo à Mississaugas of the New Credit First Nation, uma Mississauga Ojibwa First Nation localizada perto de Brantford, no centro-sul do Ontário, Canadá. O programa de celebrações desse dia, foi concluído ao final da tarde com a homenagem a Luís de Camões, junto ao busto do poeta português, na Luís de Camões Way.
Dia de Portugal com celebrações descentralizadas Pela primeira vez, teve lugar uma celebração do Dia de Portugal na sede do Parlamento, em Otava, no final da tarde do dia 7 de junho. O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, foi assim celebrado na Colina do Parlamento, graças ao empenho do Grupo Parlamentar de Amizade Canadá-Portugal que tem como copresidentes os deputados federais luso-canadianos Peter Fonseca e Alexandra Mendes. O evento teve como coanfitrião Anthony Rota, Assistant Deputy Speaker e Membro do Parlamento (MP) para Nipissin-
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g-Timiskaming (Ontário), que aproveitou para focar o seu discurso na história da imigração canadiana e saudar os portugueses pelo seu contributo para o Canadá. A celebração teve um momento dedicado ao fado, com a fadista Marta Raposo, acompanhada por Liberto Medeiros (guitarra portuguesa) e Paulo Gomes (viola). Esta foi apenas mais uma de um conjunto de cerimónias do Dia de Portugal, levadas a cabo dentro e fora da esfera jurisdicional da província do Ontário.
Imagem: ACAPO
Wynne e Tory participaram na Parada do Dia de Portugal
O Primeiro-Ministro do Canadá Justin Trudeau não esteve presente na 29ª Parada do Dia de Portugal, mas ainda assim é caso para dizer que a comunidade portuguesa deve sentir orgulho. A ausência do PM, digamos, foi compensada pela presença de John Tory, Presidente da Câmara de Toronto, e de Kathleen Wynne. A Primeira-Ministra do Ontário liderou uma comitiva política que foi acenando para os milhares de portugueses que assistiram ao desfile português, ao longo da Dundas St. West, entre a Lansdowne Avenue e o Trinity Bellwoods Park. Como habitualmente, os afiliados na ACAPO desfilaram com alguns carros alegóricos e vários grupos folclóricos. No encerramento, seguiu-se a habitual homenagem ao Trabalho dos Voluntários junto ao monumento aos voluntários no Trinity-Bellwoods Park.
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Imagem: ACAPO
Festival e Concerto O folclore português foi uma presença constante ao longo do fim de semana de 10 a 12 de junho. Mas, as pessoas concentraram as suas expetativas e energia para o cartaz musical liderado pelos artistas portugueses Pedro Abrunhosa, Augusto Canário, vindos de Portugal, e as luso-canadianas Isabel Sinde e Sarah Pacheco, que encheram o palco do Festival e Concerto, novamente no Earlscourt Park, em Toronto. Uma grande oportunidade para as pessoas assistirem a um espetáculo seguro e bem conseguido por parte do enérgico cantor e compositor português [Abrunhosa] que, inevitavelmente, viajou no tempo e cantou alguns dos sucessos do passado, como “Não Posso Mais” (1994), entre outros temas.
Com mais de três décadas de dedicação à música tradicional e popular, a atuação de Augusto Canário pode ter sido uma surpresa apenas para alguns. Bafejado por uma noite amena e porventura a maior enchente dos três dias, Canário mostrou por que é um artista popular muito requisitado para atuações em vários países da diáspora portuguesa que, desde 2000, tem uma média de lançamento de um CD por ano. Sem perder o fulgor em palco, e bem acompanhado pelos elementos da sua banda, Canário soube cativar o público saudosista de velhos e novos sucessos.
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Mas este fim de semana de celebração da lusófonia estava destinado a oferecer um espétaculo de qualidade ímpar aos muitos que encheram o Earlscourt Park em Toronto, tendo sido brindados com a atuação, primeiro de Isabel Sinde e, posteriormente, da “nossa” conhecida Sarah Pacheco, acompanhada com uma mini orquestra composta por alguns dos melhores musicos do panorama musical Canadiano e Stephanie Tavares. A atuação de Sarah Pacheco contou com as participações especiais do “nosso” também conhecido Paulo Filipe, convidado para cantar “The Prayer” e “Tudo Isto é Fado” e ainda Michelle Madeira, que abrilhantaram ainda mais esta festa de exaltação da alma lusitana e, essa noite em particular. Apesar do vento e frio que se fizeram sentir no domingo, a atuação dos jovens luso-descendentes aqueceu definitivamente a alma dos muitos que não quiseram deixar de marcar presença no último dia das celebrações da Semana de Portugal em Toronto. A Revista Amar, queria expressar publicamente o seu agradecimento a todos quanto se envolveram com a realização da Semana de Portugal 2016. Obrigado!
Fotos: Alberto Nogueira - Cortesia: ABC - Portuguese Canadian Newspaper
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Festival Portugal
Internacional de Montréal
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sta grande aventura começou há três anos atrás quando um grupo de pessoas da comunidade portuguesa de Montreal resolveu fazer das comemorações do dia de Portugal um verdadeiro festival. O objectivo deste festival era – e ainda é – promover a cultura portuguesa sob todas as suas facetas. Foi assim que, impulsionados pela iniciativa, força de vontade e liderança de Joe Puga – o Presidente da Comissão organizadora do festival – nasceu e cresceu o Festival Portugal Internacional de Montreal que já vai na sua terceira edição.
Joe Puga é sem dúvida uma das figuras centrais deste festival. Apesar de ter nascido e ter sido criado em Montreal, o fundador do festival, que também é um artista reconhecido na comunidade e no estrangeiro, revela um orgulho profundo das suas raízes lusas e não perde nenhuma oportunidade para se exprimir em português – não tivesse ele corrido os quatro cantos do mundo a cantar em português ao longo dos seus quase trinta anos de carreira artística! Joe agradeceu à comunidade e a todos os que participaram neste festival e que tornam possível a sua continuação, os voluntários, o conselho de administração, os organizadores, benévolos, colaboradores e patrocinadores, os artistas tanto locais como internacionais e os órgãos de comunicação social: “Juntos mostramos que somos um povo unido e que o orgulho de ser português continua vivo nos nossos corações.” Um festival com esta envergadura – três dias de eventos incluindo uma parada – necessita de uma preparação antecipada e a participação de várias pessoas. Este ano o conselho administrativo do Festival contou com Joe Puga (fundador e Presidente), Annabell Pereira (Secretária executiva) e Bruno da Silva (Tesoureiro). Os membros do conselho foram António Moreira, Francisca Reis, Jerry Arruda, Ludmilla Aguiar, Luís Pereira, Mário Figueiredo e Paulo Jones e os
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principais colaboradores foram Elizabeth Pereira, Emanuel Linhares, Idalina Vicente, Nelson Pereira, Óscar Baptista, Rosa Abreu, Me. Clara Vicente e Me. Eduardo Dias. Mas bem antes dos três dias de festa houve eventos que vinham já preparando a comunidade para o festival. No restaurante “Estrela do Oceano”, e com apresentação do cantor Júlio Lourenço, houve o concurso de karaoke “As vozes do festival” a 27 de maio, e no recém inaugurado “Portus 360”, dirigido pela chefe Helena Loureiro, deu-se a abertura oficial do festival a 6 de Junho, com a presença de vários artistas representativos do cartaz deste ano.
Assim, aquando das comemorações do 10 de junho no Parque de Portugal em Montreal, a afluência em massa dos membros da comunidade revelou que este “orgulho de ser português” está bem presente em cada um dos portugueses e luso-descendentes de Montreal. O
recinto do parque encheu-se por completo para ouvir os discursos das personalidades que vieram dar o pontapé de saída do evento, juntando assim as festividades do dia de Portugal e o lançamento da terceira edição do Festival Portugal Internacional de Montreal. O 10 de junho é festejado em quase todos os cantos do mundo onde haja portugueses, e verdade seja dita, portugueses há quase no mundo inteiro. E aqui, em Montreal, onde a emigração portuguesa festeja mais de 60 anos, este festival veio mostrar aos restantes residentes de Montreal quem são os portugueses – do mundo e daqui – e o que se faz de melhor a nível de cultura e gastronomia.
Este ano a porta-voz do festival foi a fadista Marta Raposo, uma cara – e voz – bem conhecida da comunidade. No coreto do Parque de Portugal Marta recebeu todos os presentes com o seu habitual sorriso e boa disposição. Seguiram-se os convidados de honra que saudaram os presentes e deixaram palavras de incentivo a esta comunidade dinâmica tais como o Cônsul Geral de Portugal, José Guedes de Sousa que realçou que é crucial “a manutenção e a conso-
lidação dos vínculos de pertença à cultura portuguesa dos jovens luso-canadianos”, o Conselheiro das Comunidades, Daniel Loureiro, o Conselheiro do Plateau de Montreal, Alexandre Norris e a Deputada Federal de Brossard/Saint-Lambert, Alexandra Mendes. A bandeira Portuguesa foi erguida pelo porta-estandarte da Filarmónica de Montreal e após um momento musical a festa teve seguimento já no largo da Igreja Santa Cruz, o recinto onde tem decorrido o festival desde a sua primeira edição. E este ano o cartaz cultural esteve recheado de inúmeros artistas oriundos dos diversos cantos do mundo mas para além da música houve também espaço para gastronomia e artesanato com a presença de tasquinhas e tais como a churrasqueira “Romados”, as famosas malassadas, a tenda da “Azores Airlines” e artesanato tradicional açoriano com Roberto Medeiros e João Andrade que presentearam os presentes com a arte dos cestos de vime açoriana. E com tanta oferta de atividades, o recinto encheu-se para festejar a cultura portuguesa e ouvir os artistas convidados. Com apresentação das sempre bem-dispostas Viviana Lourenço e Marta Raposo, que entraram no palco cantando a “Desfolhada”, o desfilar de artistas não desapontou. Vindo dos Estados Unidos, Manel Dos D’Alma abriu a festa com temas originais de rock cantado em português e em inglês e foi acompanhado por uma violinista. De seguida o palco foi preenchido por músicos locais: Jason Coroa (voz), Luís Duarte (viola) e António Moniz (guitarra portuguesa). Os três artistas bem conhecidos da comunidade trouxeram o fado e o jovem Jason revelou-se em constante evolução, cada vez mais seguro e mais apaixonado pelo fado. Este cantor, que teve formação em canto clássico, apaixonou-se recentemente pelo fado e foi descoberto no concurso de karaoke da primeira edição do festival. É um filho da casa e
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todos os presentes gostaram muito da sua participação e de o ver a crescer com tanto talento. Após o fado de Montreal veio o fado de Nathalie Pires. Nathalie é oriunda dos Estados Unidos e veio ao festival acompanhada por músicos de Portugal com quem gravou o seu mais recente disco: Bernardo Couto (guitarra portuguesa), Bernardo Moreira (contrabaixo) e Ricardo Dias (piano). Com um fado já maduro e de sonoridade própria a jovem fadista soube conquistar o seu público com arranjos bem trabalhados de fados tradicionais e composições originais muito sólidas. No recinto várias personalidades participaram da festa, contamos com a presença do Cônsul Geral de Portugal, do Comendador Emanuel Linhares, do Senhor Padre José Maria Cardoso da Missão Santa Cruz e de muitas mais pessoas de relevância da comunidade. Também outros artistas locais passaram pelo recinto para apoiar o evento e promover o seu trabalho, como foi o caso da cantora Cathy Pimentel que se juntou à festa e aproveitou a ocasião para promover o seu mais recente álbum de fados – que por coincidência tinha saído no mesmo dia. A artista deixou pairar no ar boas notícias para o lançamento de mais um novo projecto que se adivinha para antes do Natal. Para encerrar o primeiro dia de festividades houve a projeção da versão contemporânea do filme “O pátio das cantigas” (direção de Leonel Vieira) cedido por Inês Faro (Instituto Camões). E para quem quis prolongar a festa pela noite dentro, no salão nobre da igreja houve música com o Dj Moreira. No segundo dia das festividades houve atividades para os mais pequenos e jogos com a mascote do festival – o galo que faz as delícias de miúdos e graúdos. Os artistas que deram início à noite foram Filipe Frazão e Barbara Azevedo, dos Açores e depois o palco pertenceu a Sara Franco, uma artista local que causou sensação no público. Os presentes ficaram muito felizes de poder ouvir esta cantora que é muito versátil e talentosa. Num momento muito especial convidou o seu filho para se juntar a ela em palco e cataram em dueto um tema que foi em tempos popularizado por Cesária Évora, “Saudade”.
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Ágata, que celebra 40 anos de carreira, veio de Portugal com o seu quinteto para apresentar o seu mais recente trabalho discográfico intitulado “As minhas canções”. Um espectáculo com contornos mais intimistas do que é usual para esta artista, mas que resulta de um amadurecimento artístico e da sua vontade em homenagear compositores e interpretes que a marcaram. Muitos dos presentes ficaram surpresos ao ouvir alguns temas que a cantora popularizou ao longo da sua carreira em versões acústicas. E para encerrar a noite houve festa rija – à portuguesa – com Júlio Lourenço a liderar o baile que ficou com lotação esgotada enchendo o salão nobre de Santa Cruz. No domingo houve o desfile de Portugal que encheu as ruas de Montreal de cores lusas e trajes folclóricos. Infelizmente o tempo não foi tão agradável quanto nos outros dois dias de festa, mas a participação no desfile foi considerável. Houve danças folclóricas no largo da igreja e todos foram tocados pelo bichinho da dança. As apresentadoras do último dia foram Viviana Lourenço e Ludmila Aguiar que enfrentaram o frio apelando a participação na festa e apoio aos artistas em palco. Após o folclore seguiu-se a actuação dos vencedores do concurso de karaoke: Elisabeth Machado, vencedora de 2015, Vanessa Rodrigues, vencedora de 2015 e as três finalistas da edição de 2016, Cassandra Carreiro, Jeni Pinto e Marissa de Medeiros. O concurso de karaoke tem como objetivo promover os talentos locais, porém sentiu-se falta de mais música cantada em português neste momento musical. O palco foi depois cedido à dança com a participação das escolas de dança “Kizo-love” (Angola) e “Afrolusodance” (Cabo-Verde) que vieram aquecer a temperatura com mostras de dança africana e convidar todos os interessados a participarem das suas aulas lecionadas em Montreal. E o ambiente continuou a aquecer com a atuação da banda brasileira “Jaimens” que veio tocar os grandes sucessos da música popular brasileira deixando a plateia de pé e a dançar. Para encerrar o festival houve o espectáculo de Jorge Guerreiro. Em 2010, Jorge Guerreiro concorreu ao Festival RTP da Canção e desde então tem percorrido o mundo trazendo música portuguesa às diversas comunidades espalhadas pelo mundo. Montreal não ficou para trás e soube receber calorosamente o jovem artista que arrebatou os presentes quando desceu do palco para cantar junto ao público. A festa terminou com os discursos dos organizadores e os agradecimentos aos patrocinadores principais tais como a Caixa Desjardins Portuguesa de Montreal, a Azores Airlines, a Worlee e a República Portuguesa. Joe Puga revelou-se satisfeito com o desenrolar de todos os eventos do festival: “Eu sinto-me muito feliz. Como podem imaginar todos os anos é muito difícil montar um programa rico e diverso, mas nós vemos no fim que vale a pena”. Um ponto é realçado pela maioria dos organizadores e participantes: é urgente motivar os mais jovens a manterem vivas as tradições portuguesas e tanto Joe Puga como as apresentadoras Viviana Lourenço, Marta Raposo e Ludmila Aguiar fomentam a importância do apoio de toda a comunidade, pois o festival é feito especialmente para eles.
de novas oportunidades tanto para os artistas locais como para os que vêm de fora, pois todos eles ganham em visibilidade. O ano passado, tive o privilégio de cantar em palco com Zé Perdigão, o que dificilmente poderia ter acontecido se não fosse o Festival. O concurso anual de karaoke, pré-evento do Festival, acaba por ser também uma rampa de lançamento para alguns jovens com talento, como foi o caso do Jason Coroa, que participou ao primeiro concurso do Festival e que teve este ano o seu momento musical no grande palco do Festival. Constatei a participação de 3 gerações de lusodescendentes na organização desta 3a edição, e isto deve ser motivo de orgulho para a nossa comunidade. Não há nada mais fácil do que julgar o que Em exclusividade para a Revista Amar, Marta Raposo, a porta-voz do evento, explicou como foi a sua experiência e deu o seu parecer sobre o Festival: “Somos vários portugueses e lusos descendentes em Montreal com fibra para fazer jus ao papel de porta-voz da nossa cultura e por isso fico muito feliz que o meu nome tenha surgido no brainstorming para a primeira porta-voz. Vejo esta escolha principalmente como um voto de confiança pela parte do Festival naquilo que consigo projetar enquanto membro ativo da comunidade portuguesa de Montreal e, ouso acreditar, também nas minhas aptitudes comunicacionais. O meu papel foi principalmente o de promotora do evento, tendo dado seguimento aos convites dos médias que nos apoiaram nesta edição. Contudo, é importante sublinhar o trabalho de equipa de todos os membros do comité organizacional, pois fui sempre apoiada em todas as intervenções que fiz e durante os três dias do Festival, que foi todo ele produto dum trabalho de equipa contínuo. Um projeto deste tamanho requer muita energia e muito trabalho ao longo do ano. A melhor compensação para tanto esforço é ver que a percentagem de adesão pela parte do povo a esta iniciativa vai aumentando de ano para ano, de par com o aumento da visibilidade do Festival para lá das fronteiras da nossa comunidade. As redes sociais estão a ser uma ferramenta importante desta divulgação,
se vê e apontar os defeitos, mas é preciso lembrar que é muito difícil coordenar uma equipa de mais de 100 benévolos e ainda mais difícil é fazer resultar ideias vindas de experiências de vida tão diferentes. No entanto, o Festival conseguiu que todos contribuíssem, miúdos e graúdos e o resultado funcionou. O Festival soube cativar jovens e seus pais, pouco frequentadores das festas portuguesas, justamente por acharem que este Festival sai do molde; é inovador, tem qualidade e a diversidade que apresenta representa a todos um pouco. O maior desafio do Festival está em arranjar patrocínios. Os patrocinadores têm sido tímidos, mas agora que o Festival já entrou nos médias canadianos, que provou ter destaque e se confirma promissor de maior envergadura, muitos comércios e negócios estão a perceber as vantagens que terão em associar-se ao Festival Portugal Internacional de Montreal. Acredito que agora seja o momento-chave para “apanhar a onda”, porque por este caminho, o Festival vai dar muito que falar, e é pela positiva!” Mas um ano de momentos fortes e de sucesso para o festival e como disse Joe Puga: “estamos a colocar Montreal no mapa com este festival”, portanto, já que os preparativos para o próximo ano estão já a arrancar, estão todos convidados para a quarta edição do Festival Portugal Internacional de Montreal.
principalmente agora, no culminar dum terceiro ano, em que já temos material em quantidade e em qualidade para representar o que é o Festival e a direção que queremos tomar. Sem dúvida, enquanto membro da comunidade artística de Montreal, um dos aspetos do Festival que mais me deixa feliz é o espaço que este evento tem dado aos artistas locais de se produzirem para um público alargado, pois nem só portugueses assistem ao FPIM, com um suporte técnico de alta fiabilidade e profissionalismo. O Festival é também uma plataforma de intercâmbio entre os artistas locais e artistas consagrados, onde lhes é possível trocar impressões e falar das suas experiências. Este convívio é propício à criação
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SABIA QUE
A ilha Manitoulin (em inglês: Manitoulin Island) é uma ilha no Lago Huron e pertence à província do Ontário, Canadá. Com uma área de 2766 km², é a maior de todas as ilhas em lagos de água doce, sendo mesmo maior que o Luxemburgo. Em 2001 tinha 10.603 habitantes, o que corresponde a uma densidade
populacional de cerca de 4 habitantes/km². Na ilha, há no total mais de 80 lagos, alguns dos quais contêm ilhas mais pequenas. A vila histórica de Manitowaning, fundada em 1837, foi o primeira povoação europeia na ilha. Revista Amar l 27
17ª edição anual do torneio de golfe 11111111111-
Mais de meio milhão de dólares angariados
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sindicato LIUNA Local 183 está de parabéns. Presentemente com mais de 49 mil membros, a organização vai comprovando ano após ano que a responsabilidade social tem um peso significativo nas atividades levadas a efeito junto da comunidade. Em forte crescimento nos últimos anos, o clássico torneio de golfe resultou na angariação de um montante acima dos 500 mil dólares, que será distribuído por instituições de caridade, como a Luso Canadian Charitable Society e o Hospital Sick Kids, entre outras mais.
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“Este ano fizemos história”, disse Jack Oliveira, Business Manager da LIUNA Local 183, durante o seu discurso a todos os presentes no evento. “Juntos, angariámos para cima de meio milhão de dólares. Muito obrigado a todos.” A décima sétima edição anual, realizada ao longo da manhã do dia 21 de junho, reuniu mais de 1.000 participantes, espalhados por sete campos de golfe. Com tamanha dimensão, este é cada vez mais apontado como o maior torneio de golfe, de um dia, realizado no Canadá
e América do Norte. Ao final da tarde, na habitual receção no salão de festas local, em Toronto, o líder do executivo defendeu a política da Local 183 em retribuir à comunidade, ajudando instituições de caridade que desempenham um papel social junto de quem mais precisa.
Hazel McCallion, a ex-Presidente da cidade de Mississauga, Ontário, sempre muito acarinhada por todos – a sua energia é contagiante - foi uma das figuras políticas a marcar presença no evento. O Ministro das Finanças do Ontário, o luso-canadiano Charles Sousa, apareceu um pouco mais tarde, mas ainda a tempo de dar um abraço e aplaudir a campanha de sucesso da Local 183. Ao longo da noite, foram sorteados vários prémios, in“Acho que é o nosso dever”, disse Jack Oliveira, acres- cluindo o prémio final de um automóvel que calhou em centando que aquele foi um dia “cheio de sucesso”, bem sorte a Bobby Walman, o qual admitiu ter sido algo tocomo uma noite “muito gratificante”. “E se estamos aqui talmente inesperado. Os principais vencedores do torhoje, é por causa dos nossos pensionistas e dos nossos neio de golfe, receberam o correspondente prémio. sócios. Eles é que são os heróis e os campeões desta noi- Sem parar, os responsáveis da Local 183 já apontavam te”, salientou Oliveira, em declarações à revista Amar. para os próximos eventos, em particular, o fim de semana dedicado ao Dia da Família e, no mês de julho, a grande celebração para os filhos e netos dos sócios-membros daquele sindicato, com a entrega das várias dezenas de bolsas de estudo.
Joseph Mancinelli, Vice President and Regional Manager, LIUNA, que na manhã desse dia participou numa cimeira económica centrada na temática da infraestrutura, elogiou mais um grande feito da Local 183. E observou que no ano passado, no Ontário e Canadá Atlântico, a LIUNA deu mais de 4,6 milhões de dólares para instituições de caridade, demonstrando que a organização sindical tem uma responsabilidade social importante na comunidade. Revista Amar l 29
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TÍTULOS CONQUISTADOS POR DESPORTISTAS PORTUGUESES SÃO BOM INDICADOR PARA O RIO
Fonte: Jornal A Bola, Diário de Notícias e Record / Fotos: Direitos Reservados
Modalidades desportivas de Portugal em destaque no final de junho e julho Por: David Gonçalves
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final do mês de junho e o mês de julho foram fértis em bons resultados para Portugal, em várias modalidades desportivas. Um bom indicador para os Jogos Olímpicos Rio2016 que se aproximam a passos largos e fazem toda uma nação lusa sonhar com o reforço do medalheiro olímpico. Passada a euforia e a “sensação incrível” de conquistar duas medalhas de ouro nos Europeus de canoagem, disputados em Moscovo, na Rússia, Fernando Pimenta pede agora apoio aos portugueses para estarem com a canoagem e toda a equipa olímpica no Rio2016. A avaliar pela brihante performance do canoísta português que alcançou o título europeu em K1 1000 e na prova de K1 5000, é caso para ter esperança de que o vice-campeão olímpico (em K2 1000, com Emanuel Silva em Londres2012) possa conquistar novamente uma medalha olímpica para Portugal. Outra das grandes esperanças olímpicas, a judoca Telma Monteiro, regressou da melhor forma à competição, conquistando a medalha de bronze nos -57 kg no Grand Prix de Budapeste, na Hungria. Numa prova que a judoca do Benfica encarava como “último grande teste” ao joelho esquerdo, que fora alvo de uma intervenção cirúrgica em fevereiro, Telma Monteiro respondeu com uma medalha, sendo apenas batida pela japonesa Nae Udaka, atual 23.ª no ranking mundial, que lhe roubou o acesso à final. Na mesma competição, Célio Dias conquistou a medalha de bronze na categoria de -90kg, “imitando” a prestação da sua compatriota Telma Monteiro.
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Por seu lado, a Seleção portuguesa derrotou a Itália (6-3), conquistando a Taça Europeia de Futebol de Praia pela sétima vez. No final, Elinton Andrade foi premiado com o título de melhor guarda-redes e melhor jogador do torneio. No ciclismo, o português Tiago Ferreira sagrou-se campeão mundial de Maratonas BTT (XCM), ao vencer a prova realizada em Laissac, França. O viseense concluiu os 90 quilómetros (com 3.130 metros de acumulado de subidas) em 4.01,57 horas. Ainda no início do mês Tiago Ferreira, que vai representar Portugal nos Jogos Olímpicos, tinha conquistado também a medalha de prata no Campeonato da Europa, realizado na Letónia. Mas os sucessos não ficariam por aqui. A par da vitória da Selecção Nacional de Futebol que venceu o EURO2016 em França, também a seleção nacional de futebol na categoria de sub-17 arrecadou o título de Campeã Europeia de Futebol Nem só de futebol se escrevem as vitórias do nosso Portugal no mês de julho. Portugal conseguiu nada mais nada menos 6 medalhas nos campeonatos europeus de Atletismo. Três medalhas individuais (2 Ouro, 1 Prata, 2 Bronze) e uma medalha por equipas (Ouro) foi o resultado do Campeonato da Europa de Atletismo, que se realizou em Amesterdão, Holanda, para a seleção nacional. Na prova da Meia-Maratona, Portugal brilhou com três medalhas e viu a bandeira nacional subir bem alto. Sara Moreira sagrou-se Campeã da Europa e Jéssica Augusto terminou com o Bronze. Também no Triplo Salto, duas atletas estiveram a grande
nível. Patrícia Mamona sagrou-se Campeã Europeia com 14.58 e batendo o Recorde Nacional da especialidade, marca conseguida ao sexto salto. Em prova esteve também Susana Costa que bateu o seu Recorde Pessoal e terminou em 5º lugar com 14.34 metros. Ao mesmo tempo que se disputava a final do Triplo Salto disputava-se também a final do Lançamento do Peso onde o atleta português Tsanko Arnaudov conquistou a Medalha de Bronze com 20.59 metros, conseguidos logo no primeiro lançamento. Trata-se de uma medalha histórica, uma vez que é a primeira medalha para Portugal no Lançamento do Peso, em Campeonatos da Europa ao ar livre. A primeira das seis medalhas alcançadas por Portugal
surgiu na sexta-feira por intermédio de Dulce Félix que conquistou a Medalha de Prata na prova de 10.000 metros. Aos 33 anos, a campeã de 2012 voltou aos grandes resultados batendo o seu Recorde Pessoal, que é agora de 31.19,03 minutos. Portugal sagrou-se ainda campeão na Taça da Europa coletivamente, que se realizou conjuntamente. No dia de fecho desta edição, Portugal acabara de se sagrar Campeão Europeu de Hóquei em Patins. Parabéns! São muitas, portanto, as boas notícias para o desporto lusitano e esperamos que sirva de incentivo para os Jogos Olímpicos que se avizinham. Força Portugal!
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Miss Portuguesa Canadá 2017 procura candidatas
Inscrições abertas para jovens raparigas entre 17 e 25 anos
A
organização do Miss Portuguesa - que vem suceder ao Miss Portugal que terminou no início dos anos 2000 - está à procura de jovens candidatas para o concurso Miss Portuguesa Canadá 2017, integrado no maior concurso de beleza Português, que elege as representantes nacionais para os maiores concursos de beleza internacionais entre os quais o Miss World. Em Toronto, o Presidente Isidro de Brito afirmou que a organização considerou que estavam reunidas as condições para “termos aqui um concurso aberto a todas as jovens de nacionalidade portuguesa, entre 17 e 25 anos de idade, (…) para que tenham a oportunidade de serem escolhidas, serem preparadas e representarem a comunidade na próxima final da Miss Portuguesa em 2017”. “Em início de setembro, começamos a planear os castings 38 l Revista Amar
e, em abril do ano que vem, teremos a final da Miss Portuguesa Canadá, que seguirá, em meados de julho, para a final da Miss Portuguesa. Depois, a vencedora representará Portugal no concurso Miss Mundo”, resumiu Isidro de Brito, durante a conferência de imprensa de apresentação formal do concurso Miss Portuguesa Canadá 2017, realizada no dia 24 de junho, no espaço Moxie’s Grill & Bar, em Toronto. Apontando as virtudes de um projeto “aglutinador” e que, em si, quer “valorizar a portugalidade”, Isidro de Brito salientou que este primeiro ano de conhecimento é apenas o ponto de partida para um projeto que se pretende de continuidade e que reúne todas as condições para ter sucesso. Isidro de Brito indicou ainda que as inscrições já estão abertas, com todas as interessadas a poderem candida-
tar-se através do email canada@missportuguesa.pt e do Facebook Miss Portuguesa Canadá. Pedro Maia, da Maia & Associates, um dos patrocinadores oficiais, disse que para além do casting em Toronto, a organização tem previsto realizar castings nas cidades de Montreal e Winnipeg. Ainda segundo Maia, a organização do Miss Portuguesa Canadá assume todos os custos que são relacionados “com esta seleção, com estes castings, com esta final, e com a Miss Portuguesa Canadá chegar a Portugal para o estágio em Portugal”. Uma experiência única Nesta sua visita ao Canadá, entre os dias 21 e 25 de junho, Isidro de Brito fez-se acompanhar pela 1ª Dama de Honor, Inês Brusselmans, que substituiu Rafaela Pardete, eleita a Miss República Portuguesa 2015, que por motivos de um agenda muito carregada não pôde estar presente. Falando da sua própria experiência durante o estágio do Miss Portuguesa e das responsabilidades de uma Miss nas suas atividades normais, Inês Brusselmans lembrou que o Miss Portuguesa Canadá procura alguém que “consiga representar bem aquilo que é a mulher portu-
guesa”. E apelou às jovens lusodescendentes para participarem, pois terão a oportunidade de “viver experiências incríveis”. Durante o seu mandato, Inês Brusselmans teve oportunidade de representar Portugal no Miss Supranational, que é um dos cinco concursos do Grand Slam, que decorreu na Polónia. Em janeiro deste ano, representou Portugal no Reinado Internacional do Café, na Colômbia.
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Ă€ conversa com InĂŞs Brusselmans
Inês Brusselmans
desafia jovens luso-canadianas a entrar no concurso
MISS PORTUGUESA CANADÁ 2017 “Concorram que não se vão arrepender” Chama-se Inês Brusselmans, tem 21 anos de idade e está a frequentar a licenciatura de Direito. Mas na sua mente, está o objetivo de seguir a Investigação Criminal, através do concurso à Polícia Judiciária. Os seus dias são ocupados essencialmente pela faculdade, pelo seu trabalho e claro, pelo desporto, uma paixão que gosta de praticar várias vezes por semana. Pelo meio, vai encontrando o equilíbrio para estar próxima da família e namorar.
do Café. Em ambos os concursos, Inês reconheceu que a classificação não foi a mais desejada. Com base nestas experiências, o ter feito alguns trabalhos relacionados com a moda, o mundo das misses e fotografia, decidiu criar um blog pessoal, onde basicamente fala sobre tudo o que esteja relacionado com ela própria e não necessariamente com as tendências do momento.
Este, um breve perfil da até há bem pouco tempo 1ª Dama de Honor, título alcançado no concurso Miss Portuguesa 2015, que acompanhou o Presidente da Organização Miss Portuguesa, Isidro de Brito, na visita ao Canadá, realizada de 21 a 25 de junho, no âmbito da promoção da Miss Portuguesa Canadá junto da Comunidade Portuguesa.
Pela 1ª vez na América do Norte e no Canadá, Inês Brusselmans confessou estar a adorar a cidade de Toronto, mas mostrou-se totalmente surpreendida com a dimensão da comunidade portuguesa. “Eu não tinha noção da comunidade portuguesa que existia aqui no Canadá. É mesmo muito grande”, disse Inês, observando que o sentimento de familiaridade e a proximidade com a língua portuguesa lhe fizeram senEm 2015, Inês Brusselmans participou no Miss Portu- tir que não tinha saído de Portugal. guesa, após vários castings e um estágio intenso que decorreu durante três semanas aproximadamente, tendo Antes de regressar a Portugal, visitou as Cataratas de sido eleita 1ª Dama de Honor, correspondente ao se- Niagara. Um imperativo seu e uma coisa que ela tinha gundo lugar. que riscar da sua «check list» antes de morrer. Nessa qualidade, teve a oportunidade de representar Portugal em dois concursos internacionais, um deles o quarto maior do mundo, o Miss Supranational, que decorreu na Polónia em novembro de 2015. O outro concurso onde representou Portugal, em janeiro de 2016, decorreu na Colômbia, o Reinado Internacional
Em Toronto, a sorridente e simpática Inês conversou com a Revista Amar sobre a sua experiência no mundo das Misses, aproveitando a ocasião para desafiar as jovens lusodescendentes a entrar no concurso Miss Portuguesa Canadá: “Concorram que não se vão arrepender.”
Revista Amar - Como é que uma estudante de Direito está ligada ao mundo das Misses? Inês Brusselmans – “Eu tinha concorrido num concurso no meu município e a rapariga que tinha ganho no ano anterior tinha participado no Miss Portuguesa. Foi falar conosco sobre a experiência e foi isso que me cativou a concorrer.”
difíceis servem para crescermos com eles, e como meio de aprendizagem.”
RA - Durante o estágio, quais foram os momentos mais positivos e os menos positivos? IB- “Acho sinceramente que não houve momentos negativos. Houve momentos difíceis. Mas mesmo os momentos
RA – Rafaela Pardete, foi uma justa vencedora? IB- “Sim, foi uma justa vencedora.” – [ndr: Rafaela Pardete, de 25 anos de idade, foi eleita a Miss República Portuguesa 2015, na Gala final realizada no belo cenário
RA – Na tua opinião, qual foi a parte que terá cativado mais o júri? IB- “Se calhar a simpatia, o sorriso, a comunicação …”
RA - Consideras-te uma mulher bonita? RA - Era algo que a Inês tinha em mente desde pe- IB- “Sim.” quena? IB - “Não foi um sonho desde pequena porque, confesso, RA - Ficar como 1ª Dama, foi um resultado melhor nem sequer sabia que ainda existia o concurso da Miss do que esperavas? em Portugal e quando comecei a ter mais ligação com IB- “Foi melhor do que eu esperava, sinceramente. Eu os concursos passei a ter um maior interesse. Depois, o sou um bocadinho assim, fico sempre a duvidar das mimeu maior objetivo era conseguir representar Portugal nhas capacidades. Ao longo do estágio, eu sabia que tinha internacionalmente e levar a mulher portuguesa para os dado o meu melhor. Pelo que quando cheguei à Gala final, estava de consciência tranquila.” outros países.”
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“O meu maior objetivo era conseguir representar Portugal internacionalmente e levar a mulher portuguesa para os outros países.”
da fonte dos jardins do Palácio Marquês de Pombal em RA - Expetativas para o Miss Portuguesa Canadá Oeiras. Inês Brusselmans foi eleita a primeira Dama de 2017? Honor e Inês Gigante a segunda Dama de Honor.] IB- “Espero que haja muitas miúdas a concorrer, porque têm todo o potencial para representar Portugal e até para RA - Porquê? ganhar o Miss Portuguesa e ir lá fora. É uma experiência IB- “Ela era o pacote completo (risos). Era uma pessoa única.” muito simpática. Nas provas, também sobressaiu mais do que nós. Em termos de pontuação, era quem nós todas já RA - Principais conselhos a dar às potenciais candiesperávamos que fosse a vencedora.” datas? IB- “Serem elas próprias. Acima de tudo, terem cuidado RA - Tiveste o apoio da família? com a alimentação. Serem ativas, serem solidárias. Serem IB- “Tive sempre muito apoio da família. […] O meu na- mulheres completas.” morado também me apoiou bastante. Ele era um grande incentivo.” [...] A Revista Amar deseja as maiores felicidades à Inês RA - Depois de terminado o mandato, o que vais fa- Brusselmans, agradecendo a disponibilidade para esta zer? conversa. IB- “Quero continuar ligada ao Miss Portuguesa, sem Votos de muito sucesso para o evento Miss Portuguesa dúvida. Porque só a partir dos 25-26 anos é que temos de Canadá que vai entrar em nova fase já a partir de meadeixar de concorrer nos concursos, porque já não temos dos de 2016, com a realização dos "castings" em vários a idade. Espero ir a mais concursos internacionais e con- pontos do Canadá e eleição das candidatas à final Miss tinuar a apoiar todos os eventos em Portugal. (…) Esta Portuguesa Canadá 2017. Edição 2016 é uma edição muito forte. Acho que vamos ter boas representantes do nosso país.” Revista Amar l 47
A N A R C H I C O K S
Foto: Vanda Noronha
rock quer-se puro, duro e sem pápas na lingua e quatro raparigas vindas de outros projetos musicais juntaram-se em 2011 com um propósito, dominar a “cena” do rock português! Deram o nome de Anarchicks ao projeto que logo desde cedo deram que falar, uns pela curiosidade de ser um projeto só com elementos femininos outros pelos concertos cheios de energia que desde cedo começaram a dar cartas!!! Esta-
mos a falar de uma banda sólida com boas musicas e boas prestações ao vivo!!! Com dois álbuns editados, um EP e vários concertos em Portugal e no estrangeiro, hoje em dia já é raro alguém que aprecie o género não conheça o nome Anarchicks ou que não tenha ouvido pelo menos uma música. A WOW PEOPLE esteve à conversa com as ANARCHICKS para dar a conhecer este coletivo a este lado do mundo!!!
PEOPLE Antes de mais obrigado pela disponibilidade em fazer esta entrevista. WOW - Quem são as Anarchicks, como apresentarias a banda para quem não conhece? Anarchicks - Somos quatro pessoas com o rock a pulsar dentro de nós, temos uma necessidade vital de canalizar isso sobre a forma de música e tivemos a sorte de nos encontrarmos. Rapidamente se instalou uma energia e química muito boa em termos humanos e de composição musical. Desde 2011, lançámos dois EP’s digitais: “Look What You Made Me Do” (2012) e “We Claim the Right” (2015), e dois álbuns: “Really?!” (2013) e “We Claim the Right to Rebel and Resist” (2016), sendo este último o nosso trabalho mais recente, que saiu para as lojas no passado dia 27 de maio de 2016. Fizemos inúmeras colaborações (Da Chick, Peaches, António Calvário, entre outros), tocámos em centenas de palcos nacionais (palco principal do Festival Super Bock Super Rock, as janelas do edifício AXA no Porto, Vodafone Mexefest, etc.) e internacionais (Festival Europa Sur em Cáceres, Espanha; Festival Theater der Welt em Manheim, Alemanha; Le Tetris em Le Havre, França; La Machine du Moulin Rouge em Paris, França). Gostávamos muito de ir ao Canadá! WOW - Com o sucesso do primeiro álbum “Really?!” editado em 2013 fizeram várias datas em festivais não só em Portugal como também em vários países na Europa, como correram essas datas e como foi a aceitação do público? Anarchicks - Os concertos na Europa foram muito bons, encontrámos sempre um público muito efusivo e participativo. Para nós foi muito enrique-
cedor e muito divertido, passámos bons dias, passeámos, e conhecemos pessoas incríveis, em dias com inúmeras peripécias pelo meio. O ponto alto destes momentos foram sempre os concertos, que ficavam ao barrote com público muito bom, que nos receberam sempre de braços abertos! Este ano já temos concertos marcado para fora de Portugal, que em tempo relevaremos na nossa página de Facebook. WOW - Sabemos que o o Rock não tem sexo e ainda bem, mas sendo uma das poucas bandas em Portugal do género constituído só por elementos femininos, sentiram ou sentem algum tipo de “racismo” ou “resistência” com esse facto ou nem por isso? Anarchicks - De racismo por acaso nunca sofremos (pois), mas de misógina já aconteceu. Ainda existe muito a separação entre géneros no mundo da música, especialmente em meios como o rock, ou o metal. Quantas bandas existem de composição mista, ou com composição maioritária de mulheres? A proporção deveria ser igual, 50-50… Esta realidade leva a situações (que são pontuais, felizmente) em que ouvimos a piadinha sexista de mau gosto ou o comentário menos feliz. Faz tudo parte duma educação, de anos e anos de condicionamento de mentalidades amarfanhadas, muito guiadas pelo machismo pateta, pela falta de respeito para com os indivíduos, e pela existência de preconceito face à individualidade de cada ser humano… E, para algumas pessoas, continua a haver a necessidade de “rotular” a nossa música como “rock feminino”. Para nós, essa designação é apenas preguiçosa e nada diz sobre a nossa música. Nós tocamos rock. Ponto final.
Foto: Vanda Noronha
WOW - Este ano editam o segundo álbum “We claim the Right to Rebel and Resist”, fala-nos um pouco deste novo album, e na vossa opinião quais as principais diferenças entre este álbum e o primeiro? Anarchicks - Este álbum surgiu em torno do conceito “We Claim the Right”, que visa dar um bocadinho de empoderamento às pessoas, chamando a atenção para a necessidade de reclamarmos os nossos direitos e de lutar por aquilo que achamos justo. Este álbum é diferente do primeiro, desde aspetos técnicos, como a produção do Fernando Matias, até ao facto (muito) importante de termos a Marta Lefay a cantar e a compôr connosco letras muito mais elaboradas e pensadas. Mensagens à parte, a parte instrumental da nossa música é válida só por si, e, neste álbum, tornou-se também mais direta, com uma formação de rock clássica, em torno de temas mais ambiciosos, com narrativas mais extensas com diversos momentos culminando tudo numa música afirmativa. Por isso lançamos o repto: ouçam! WOW - Há planos para além de concertos em Portugal fazerem uma tour pelo estrangeiro com este disco?
ANARCHICKS NA WEB
WOW Media & Entertainment
Anarchicks - Temos já uma data agendada em Espanha, outras ainda a marinar, estamos à espera do convite Canadá ;) WOW - Vocês enquanto banda e a nível individual são bastante ativas nas redes sociais, qual a importância que acham que as redes sociais têm hoje em dia na promoção de uma banda, projeto, trabalho, em deterimento de outros meios? Anarchicks - As redes sociais são o futuro e a sua importância na divulgação e internacionalização da música é crucial. Hoje em dia qualquer pessoa pode partilhar e vender o seu trabalho através da Internet. E isso é muito positivo. Permite-nos ir além fronteiras de um modo imediato, permite uma democratização do acesso à música. WOW - Para onde caminham as Anarchics, onde vem a banda no futuro? Anarchicks - Com mais álbuns, mais estrada, mais palcos grandes. Queremos crescer e cada vez apurar mais a nossa música.
www.facebook.com/Anarchicks www.anarchicks.pt
Nome: Marta Ocupação: In between. A terminar o mestrado de Neuropsicologia Data de Nascimento: 26.08.1986 Alcunha: Lefay Signo: Unicórnio
Nome: Ana Moreira Ocupação: Investigadora de Neurociências Data de Nascimento: 24.09.1992 Alcunha: Aim Signo: Balança
Nome: Catarina da Silva Henriques Ocupação: copywriter nas horas vagas Data de Nascimento: 06.09.1978 Alcunha: Katari, heavy machinery Signo: Unicórnio
Nome: Helena Vital Andrade Ocupação: Médica Veterinária Data de Nascimento 26.08.1986 Alcunha: Synthetique Signo: Cabra
Tó Pica
Caloura
Bar & Grill
realiza 1º torneio de golfe
C
hega a época de verão e um pouco por todo o lado, na província do Ontário, realizam-se vários torneios de golfe. Na sua maioria, a vertente lúdica e de puro prazer da prática do golfe, é o pretexto ideal para ajudar a angariar fundos para uma causa social ou instituições de caridade. Naturalmente que o primeiro ano é sempre de experimentação e de aprendizagem. É o caso do primeiro torneio anual de golfe, organizado pelo Caloura Bar & Grill, de Toronto, que contou com a participação de duas dezenas de jogadores. Vestidos a rigor com uma camisola com o nome do Caloura Bar & Grill, os participantes não se deixaram intimidar pela instabilidade atmosférica registada na manhã de domingo, dia 5 de junho, com chuva e trovoada, e aproveitaram as abertas que se seguiram, e as boas condições para a prática de golfe, para desfrutar de um dia em cheio.
O Millcroft Golf Club, em Burlington, Ontário, foi o campo de golfe escolhido. A história do torneio, essa, parece ter começado com uma conver-
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sa entre clientes amigos de Patrícia Borges, proprietária do Caloura Bar, que gostam da prática do golfe. Importante em todo este processo foi a ajuda da amiga Sónia Lima. As duas uniram esforços e deram um toque feminino à organização do torneio de golfe. No entanto, elas acreditam que todos os participantes gostaram da experiência e já só pensam em dar continuidade ao mesmo em 2017. “Se Deus quiser, com mais gente”, desejou Patrícia.
Logo a seguir ao almoço-convívio no Caloura Bar, espaço aberto há pouco mais de três anos, houve lugar à entrega dos troféus e placas de reconhecimento aos principais patrocinadores. O momento mais emotivo aconteceu quando Patrícia Borges entregou ao músico profissional Reno Silva um cheque de oitocentos dólares, em nome do Caloura Bar & Grill, para ajuda no tratamento médico para o filho Tristen Silva, a quem foi diagnosticada uma forma rara de cancro no sangue, há uns anos. Surpreendido, ele que fora convidado para preencher a parte musical, Reno não escondeu a sua comoção pelo gesto de Patrícia Borges, com o forte abraço final a ser motivo de aplauso. Parabéns caloura Bar & Grill por esta iniciativa. Marcamos encontro novamente em 2017.
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uando se trata de problemas, facto é: todos temos, nem que seja um bem pequenino, do tipo com que roupa que eu vou sair… mas todos temos. A questão é, como solucionar seus problemas, como lidar com seus problemas, sejam eles de que ordem for, sejam eles de qualquer tamanho, pois quem dá forma e dimensão é você próprio. Estranho eu dizer que você é quem estima o tamanho do seu próprio problema, e também o problema alheio, mas é verdade. Problemas são situações complicadas que são relativizadas conforme nossa própria experiência de vida, o que faz com que possamos dimensioná-los de formas totalmente diferentes. Estas experiências que falo são tudo aquilo que passamos ao longo da vida, não necessariamente o que vivemos na própria pele por assim dizer, mas que pudemos nem como meros expetadores presenciá-los. Dessa maneira, através da sua subjetividade consegue fazer uma avaliação pessoal, nem que seja de uma forma muito laica; porém é a única maneira de se dimensionar uma questão. Logicamente que as experiências incluem para além da vivência, aprendizado e sabedoria (inclusive a popular). A partir desse momento em que se avalia a dimensão de um problema podemos criar estratégias para agir com ele. Sim, é possível lidar com qualquer tipo de problema, independente do valor que ele suporte, claramente alguns problemas parecem não ter solução, em que nos sentimos derrotados para fazer planos que nos capacitem de uma possível estratégia para enfrentá-los e torna essa ação angustiante e extremamente exigente. Obviamente que estamos a falar de problemas que cabem a nós próprios gerar uma solução, não aqueles que gostaríamos de interferir, mas que verdadeiramente não nos compete tal inferência, pois há pessoas que têm a tendência de cruzar o caminho dos outros ultrapassando seus limites e querem fazer diagnóstico da vida alheia adotando os problemas que não lhe pertencem a si próprio, o que de facto não é nada saudável nem para elas próprias nem para quem tem a sua vida invadida. Também não digo que não se pode
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amparar ninguém, claramente que se deve ajudar, mas a assistência não é trazer mais um peso para si próprio, e sim tentar aliviar a carga do outro. Trago-vos umas pequenas dicas de estratégias para acalmar o pensamento nessas horas que assinalam muita confusão e tormenta na nossa rotina, a hora em que surge um problema! Em alguns passos, pode criar um estratagema para conseguir modificar o seu pensamento e aclarar a sua visão para conseguir estimar melhor e dar um desfecho para a tal situação. Descubra como conceber uma possível realidade mais positiva e que gere um ciclo capacitante de solucionar seus problemas: - Foque o seu problema, relativize-o, dê-lhe o real formato, identifique-o e o isole de todos apêndices que não lhe pertencem, se é de facto seu problema, se envolve outras pessoas que estabeleçam seu desfecho, cada qual sabe do seu tamanho, do seu valor e a dor que ele lhe traz, nunca subestime ou menospreze a dor alheia, nem muito menos a sua própria, apenas reconheça sua origem e determine sua extensão, e identificada a questão, siga para o seguinte passo; - Aprenda a criar pensamentos e sentimentos positivos, pois verdadeiramente nem tudo se resolve em dois tempos ou de forma como se quer, há coisas que vão requerer muito da nossa paciência e determinação, vão levar tempo e há coisas que talvez não tenham solução imediata, mas seja como for, ser positivo e acreditar que pode ter resultado favorável ou melhorar em algum aspeto, ou seja, criar uma expetativa positiva acalenta a alma, e faz com que essa onda do bem nos clareie a mente para conseguir formatar outros finais; - Saiba como superar os obstáculos do dia-a-dia e a prosperar perante a adversidade que a rotina envolve, sem transformar esses pequenos probleminhas em situações de grande valor e transtorno, ser positivo e otimista em todas as circunstâncias da vida, mas principalmente na rotina, isso faz com que estejamos mais plenos para enfrentar os problemas que realmente merecem atenção, e lembre-se que ser grato, bem-educado, sorrir, isso tudo
traz um retorno recompensador; - Determine os conceitos chave para a realização dos seus objetivos e busque ferramentas para que consiga tornar os seus sonhos em realidade, porque nossos sonhos implicam serenidade e ausência de percalços; - Acredite que consegue, que pode, e que se não pode agora haverá alguma alternativa no futuro, isso é ser positivo, potencializando a aceitação e busca por aperfeiçoamento; - Desenvolva o poder mental para ser bem-sucedido através de pensamentos recorrentes de tranquilidade e paz, que elimine o vício da preocupação em excesso, ou seja, quando tiver desocupado, busque pensar em coisas boas, tire um tempo para si e foque o pensamento em algo que lhe traga paz, isso é meditar, é como se fosse um ginásio mental, focar a atenção; - Privilegie e obtenha equilíbrio emocional, alavancando sua motivação através de bons hábitos, como alimentação saudável, sono em dia, práticas de exercício físico (até mesmo uma leve caminhada é seguramente benéfico, por exemplo), tenha HUMOR, corra atrás do bom humor, de estar com pessoas que lhe trazem alegria, isso mudará seu dia, mas o principal: valorize o que tem de bom na sua vida, reconheça suas qualidades e suas conquistas por menores que lhe pareçam, e ignore possíveis críticas desconstrutivas e ataques externos, comande sua
própria vida; - Se se sente ansioso, que não consegue dominar seus maus sentimentos, depressivo, desesperado, desvalorizado e sem perspetiva de progresso, pois lembre-se que o ciclo da negatividade é crescente e derrotista, procure auxílio profissional, não é vergonha nenhuma dizer que sozinho não chega lá, antes pelo contrário, é demonstração de força e coragem, existem profissionais na rede pública, caso seja esse o impedimento, mas não se deixe sozinho nessa batalha contra seus fantasmas, todos precisamos de auxílio e atenção e mais, todos precisamos de ser felizes e só a casa em paz traz esse sentimento. - A vida é feita de escolhas, e nossas atitudes são o espelho dessas opções que fazemos para nós próprios. Elas causam efeitos em tudo que nos cerca a vida, família, amigos, colegas de trabalho, enfim, todo nosso convívio social e interno. Escolha uma atitude positiva, confiante que de certeza o resto também será influenciado num modo muito melhor e agradável de se conviver! Toda ação gera uma reação!
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Solteirice... S
verdadeira liberdade?
olteira! Problema? Ora vejamos... Todas as mulheres têm o seu momento de solteirice, umas mais que outras, mas todas acabamos por passar por essa experiência. Pertencer à categoria das mulheres solteiras é muito bom em determinados dias, mas como tudo na vida, existem dias piores. Passamos do fascínio pela liberdade à solidão constante, ao sentimento de falta. Na verdade, todas somos diferentes e por isso todas lidamos com esta situação de diferente forma. Assim, podemos distinguir 8 tipos de mulheres solteiras. Se é solteira, veja qual é o seu tipo A caçadora da alma gémea – Este tipo de mulher espera encontrar o homem que foi feito especificamente para ela. A fénix – A mulher fénix não teve um final de relação muito fácil e por isso mesmo a sua intenção é fazer tudo para superar esse momento. A natural – Deixa correr a vida normalmente, e não anda à procurar de ninguém. Acredita no fundo que quando tiver que acontecer, acontece. A princesa que espera pelo seu Príncipe Encantado – Está definitivamente à espera que um príncipe surja na sua vida e a resgate desta vida de solteira. A que está em “stand-by” – Não começa nada com ninguém sem ter a certeza que encontrou a pessoa certa. A “espírito livre” -Este tipo de mulher tem algum medo em ter um relacionamento sério, muito porque está presa à sua indepen-
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dência. A desesperada por um casamento – Pois é, começa-se a pensar no casamento e em como está a ficar tarde para arranjar um homem que fique do seu lado. A “devagar se vai ao longe” – Casamento está nos planos, mas apenas quando for o momento certo. Enquanto isso, ela tenta não ceder à cobrança da família e até mesmo dos amigos. A dedicada à vida profissional e/ou estudos - O problema não são os relacionamentos ou o medo de uma vida a dois, mas sim uma questão de prioridades. Para ela, o casamento virá apenas depois de ter realizado todos os seus planos relacionados com a vida profissional ou com os estudos. Tem uma missão e não se desviará um centímetro dos objetivos traçados. São geralmente mulheres muito determinadas. Haverá decerto mais alguns tipos, como por exemplo aquelas que procuram casamentos de conveniência ou por outros motivos. Mas este não seria o lugar certo para falar deste género muito particular de solteirona. Talvez num outro artigo, no futuro próximo. Independentemente do seu tipo de solteira não se esqueça que o mais importante é gostar de si, descobrir aos poucos o mundo dos relacionamentos e não se preocupar muito com ser ou não ser solteira. O mais importante é ser feliz e se tiver que arranjar alguém, esse alguém irá aparecer, mais cedo ou mais tarde. Apetece-lhe ir de férias com os amigos, então vá! Gosta de não ter horários para cumprir, então não tenha! Faça o que bem lhe apeteça! Esta é a base de vida das ‘solteironas’! Antigamente, uma mulher sem namorado, marido, ou sem uma
relação minimamente estável era encarada como uma realidade triste, na qual a mulher estava longe dos padrões de beleza exigidos pelos homens, era frustrada, detentora de graves problemas emocionais, e que ficaria certamente para ‘tia’. A idade passava, e a mulher limitava-se a cuidar do sobrinhos ou dos pais, pois a idade dos progenitores começava já a pesar, e esquecia-se da própria vida pessoal. Adeus casamento, para sempre solidão! Ao contrário desses tempos, hoje em dia é perfeitamente comum encontrar mulheres solteiras, com algum caso amoroso na calha, mas totalmente livres de imposições, obrigatoriedades, ou exigências masculinas. No fundo, são livres para amar e viver! Ainda que muitas mulheres conservem o ideal de casar ‘naquela’ idade, ter filhos, constituir família, a verdade é que a grande maioria procura inicialmente a sua independência para só depois pensar em laços amorosos sólidos. Realidade preocupante para uns, nem tanto assim para outros, a Mulher do século XXI é um ser rejuvenescido e que, acima de tudo, procura a sua liberdade. Nem sempre esta liberdade é satisfatória, pois existem momentos em que todos precisamos de carinho, amor, atenção, sentirmo-nos importante para alguém. Por isso, as mulheres de hoje em dia mantêm relações esporádicas, ou casos amorosos que duram já há muito tempo, sem qualquer compromisso adjacente. Fazem-no porque querem continuar a ser livres, mas a ter também direito a amar sem que venha ninguém cobrar-lhes o jantar ou as calças que não estão no sítio do costume. Enquanto a situação se mantiver, e a pessoa for ‘saciando’ as suas necessidades afetivas, não tem problema algum. Afinal, é a mulher que escolhe o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional! Se pensar bem, existem muitas vantagens em ser livre ou, se quiser, ‘solteirona’. Primeiro, não tem que levar com um interrogatório à noite, porque o seu ‘querido’ quer saber o que você fez,
se aquele colega se insinuou a si, se viu o preço daquele jogo de computador que ele lhe pediu, etc, etc. Segundo, não tem que dar contas a ninguém. Se amanhã lhe apetecer muito ir até à praia sozinha, você vai; se uma amiga a convidar para uma ida ao Algarve, basta arrumar as coisas e partir; se não lhe apetecer sair, e quiser ficar sozinha a ler um livro, pode ficar à vontade, sem ninguém a perturbar. Pode fazer o que bem entender, e não necessita de dar justificações para o que quer que seja, a não ser que o vosso caso já seja mais sério. Pode sair com amigos diferentes, comprar aquela camisola provocante, dançar com quem quiser, gastar o dinheiro que entender, sem ter que estar a pensar sistematicamente no ‘outro’. Além do mais, não vai precisar de fazer fretes por ninguém! Acabaram as idas àquele bar com os chatos dos amigos dele, as secas sobre os jogos de futebol, o cumprimento de horários, agradar a ele em tudo, engolir ‘sapos’ de meia hora à espera dele, entre tantas outras coisas! Todavia, se os seus amigos forem, a maioria deles, comprometidos, eles podem não compreender muito bem a sua opção. E, quando falamos dos seus amigos, falamos, ainda mais, dos seus familiares, que a partir de uma determinada altura vão querer casá-la à força! Se antigamente ficar solteira era uma circunstância da vida, algo que era sonhado, mas que não se concretizava, hoje não casar é uma mera opção, e nada mais! A pessoa assim o entende, o deseja, e assim o fará! E você, que tem esse compromisso há tanto tempo, quantas vezes já não desejou ser livre, novamente, e fazer o que lhe apetece? Nem todos temos os mesmos sonhos e desejos, e cada um é que sabe aquilo que realmente pretende. Por isso, a opção de ser solteirona é muito pessoal. O importante é que se sinta bem e feliz, independentemente do seu método e estilo de vida!
Cristina Fragata
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Erros que cometemos ao lavar
Por: Cristina Fragata
o cabelo
Ao lavar o cabelo nem imaginamos o mal que estamos a fazer ao nosso cabelo. Saiba agora quais os erros que não pode mais cometer com o seu cabelo. Ele merece o melhor!
duto evita que o shampoo fique no cabelo. A mistura só deve ser feita mesmo antes da aplicação para não correr o risco da água alterar a composição do produto.
Usar shampoo e condicionador não apropriados O primeiro passo para ter um cabelo saudável é fazer um diagnóstico do seu tipo de cabelo e assim escolher os seus produtos. Usar shampoo e condicionador específicos para cabelos oleosos, pintados, por exemplo, é essencial para garantir a beleza do seu cabelo.
Passar shampoo no cabelo todo O shampoo tem componentes que retira o excesso de oleosidade. O problema é que as pontas já têm pouca oleosidade naturalmente e em contacto com o produto acabam por ficar ainda mais ressequidas. Concentre a lavagem no couro cabeludo e deixe a espuma escorrer pelo comprimento e pontas.
Aplicar shampoo directamente no cabelo Antes de colocar no cabelo, o ideal é misturar o shampoo com um pouco de água. Não é uma regra, mas diluir o pro-
Usar máscaras com muita frequência É um erro comum para quem tem cabelos muito oleosos e acredita que as máscaras podem melhorar. Podem até dar
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mais leveza ao cabelo logo após a lavagem, mas além da sujidade também retiram alguns nutrientes. O ideal será usar apenas 1 vez por cada 15 dias. Lavar com água muito quente Água muito quente faz as escamas dos fios dilatarem, deixando-os ressequidos e opacos. Além disso, a água quente estimula a produção de oleosidade. O ideal será uma temperatura morna. Esfregar o couro cabeludo com intensidade Colocar muita pressão na ponta dos dedos e até usar as unhas para lavar o cabelo, pode magoar o couro cabeludo e estimular a atividade das glândulas sebáceas, fazendo aumentar a produção de sebo como proteção. Para os fios não ficarem oleosos, massaje com suavidade durante alguns minutos, sem esfregar. Usar condicionador no couro cabeludo Usar condicionador no couro cabeludo pode levar à queda de cabelo e aparecimento de caspa. O condicionador deve ser aplicado somente no comprimento e pontas e para tal só é necessário um bocadinho de produto. Retire o excesso de água dos fios e vá aplicando aos poucos.
Pensar que o condicionar basta Embora o condicionador deixe os fios mais macios e desembaraçados, ele não consegue repor todos os nutrientes necessários. A máscara tem a ação mais intensa e atua na reconstrução do cabelo, dando força, maciez e brilho. Use-a no comprimento e pontas, ao menos 1 vez a cada 15 dias. Usar sempre a mesma máscara de hidratação Os fios de cabelo tem tendência a ficar saturados quando estão sempre a receber o mesmo nutriente. Por isso o ideal será alternar entre uma máscara reconstrutora e outra nutritiva. A primeira ajuda a deixar o cabelo firme e forte, mas em excesso pode deixá-lo endurecido. Já a segunda, ajuda no brilho e suavidade, mas se for usada sempre pode deixar o cabelo pesado e opaco. Deixar resíduos de produto Não retirar 100% os produtos pode ser prejudicial não só à aparência dos fios, que ficam opacos e sem movimento, mas também à sua saúde. Ficar com resto de produto no cabelo muito tempo pode causar alergias sérias no couro cabeludo. Por isso passe bem o cabelo por água.
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ACUPUNCTURA: O MÉTODO
A
Acupuntura remonta ainda à fase antes de Cristo, sendo que o livro mais antigo que se conhece sobre Acupuntura tem mais de 4000 anos. Técnica de medicina chinesa, a Acupuntura tem como principal objetivo equilibrar a energia do organismo. Adequada para problemas hormonais, a Acupuntura é igualmente apropriada para problemas emocionais, várias dores, náuseas ou vómitos, distúrbios gastrintestinais, entre tantos outros problemas como a obesidade ou a artrose. Os chineses acreditam que todo o ser vivo existe a partir de um força especial, o chi. Dois pólos, o yin e o yang, são os pontos que devem estar em equilíbrio e que permitem que o corpo trabalhe nas suas plenas funções. Só através do equilíbrio do yin e do yang é que a energia chi pode fluir corretamente. Esta energia, segundo os chineses, flui a partir de 14 meridianos, que funcionam como uma espécie de canais, situados no tronco, braços, pernas e cabeça. Os meridianos estão ligados a vários órgãos do nosso corpo, como o fígado, o coração, estômago, rins, entre outros. Estas vias por onde a energia flui existem numa zona profunda do corpo de cada um de nós, mas existem locais específicos espalhados por todo o corpo que se localizam numa zona muito perto da superfície da pele. É precisamente nestes locais que as agulhas utilizadas na Acupuntura vão ser aplicadas. Mas, e para se dar início a esta técnica de medicina chinesa tão antiga, é necessário fazer-se vários exames, como por exemplo o ‘exame do pulso’, para o especialista ter a noção exata dos locais nos quais o chi não corre com muita incidência. Assim, é feito um quadro geral do equilíbrio da energia no corpo da pessoa e dá-se início à aplicação das agulhas. Ao todo, encontram-se mais de 1000 pontos no nosso corpo nos quais as agulhas podem ser aplicadas produzindo um equilíbrio de energia. As agulhas são de aço inoxidável, prata ou bronze e, habitualmente, medem entre 2,5 a 7,5 cm. As agulhas são muito finas, cerca da espessura de um fio de cabelo, devendo as mesmas ser esterilizadas e descartáveis por forma a que não haja contami-
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Imagem: Andrey Popov - Shutterstock
Por: Raquel Couto
nação de nenhuma doença. Pode haver ainda uma manipulação adicional das agulhas, a partir de uma corrente eléctrica fraca ou através da queima de artemísia, uma planta que é a base da técnica da moxabustão. Após sentir-se a pequena dor provocada pela picada, quase inexistente para algumas pessoas, sente-se uma sensação de bem estar ampla. Assim, não existe qualquer dor consequente de cada sessão de Acupuntura. O seu fluxo energético que percorre o organismo vai ficar reequilibrado, podendo ser extremamente útil para os problemas que afetam a sua constituição física. Fique a saber que a primeira visita a uma instituição que pratique Acupuntura, nomeadamente ao especialista-acupuntor, dura cerca de hora e meia, uma vez que é necessário fazer-se todo o historial clínico do paciente e mais alguns exames. A partir da primeira sessão será apenas necessário gastar cerca de 20 minutos por sessão de Acupuntura, embora o número de sessões seja variável dependendo do problema do paciente. Para recorrer a esta técnica chinesa convém informar-se muito bem acerca do local onde vai fazer Acupuntura. Tenha preferência pelas referências de conhecidos seus que já tenham recorrido a este método, ou então faça uma pesquisa moderada sobre os vários locais onde é possível fazer Acupuntura. Se tem um problema e não sabe se ele se adequa a esta prática, deixamos-lhe aqui a lista de casos nos quais os resultados da Acupuntura têm sido satisfatórios: stress, fobias, tabagismo, bulimia, anorexia, toxicodependência, dores em diversas zonas do corpo (cabeça, pernas, braços, costas), problemas de cólon, distúrbios menstruais, vómitos ou enjoos motivados pela gravidez, artrose, obesidade, e todo o género de problemas emocionais. Se ainda não se convenceu relativamente a esta técnica chinesa, a solução é apenas uma: experimentar você mesma! Conjuntamente com os métodos convencionais ou isoladamente, quem sabe não é a Acupuntura a solução para os seus problemas.
v-C15
O
SAÚ
DE
alternativa
lá a todos. Este mês vamos falar sobre o produto homeopático V-C15 Forte.
Vantagens O V-C15 é um produto homeopático que traz vários benefícios para a sua saúde, baseando-se essencialmente na utilização tradicional de cada um dos componentes, onde se incluem o esgotamento, exaustão nervosa, estados depressivos, efeitos do stress quotidiano, remineralizante, anemia, anorexia, estados de convalescença, especialmente após síndromes febris ou pós-operatório, revigorante geral (aumenta a capacidade de trabalho e concentração), alterações da libido e/ou impotência e outros.
Modo de Ação dos Componentes do Complexo Homeopático V-C 15 forte Acidum phosphoricum: astenia psíquica (intelectual) e sexual; desinteresse a seguir a contrariedades ou a um grande desgosto; indiferença; deixa de compreender, de assimilar; cefaleias com trabalho intelectual; diarreia crónica; erecção insatisfatória e depressão após coito; crescimento rápido. Cocculus: dificuldades na compreensão e raciocínio após stress intelectual – período de exames, noitadas de trabalho e diferenças horárias (viagens aéreas); sindroma vertiginoso; náuseas e vómitos da gravidez; cólicas abdominais com gases; dismenorreia com náuseas, esgotamento e até desmaio; faces pálidas e adinamia; sensação de dormência nos membros, no pescoço (custa manter a cabeça de pé); falta de força nos joelhos; pessoas nervosas, irritáveis e sensíveis ao sofrimento; todos os sintomas agravam pelo movimento: viajar de carro, comboio, barco ou de avião, pelo barulho e fumo do tabaco; melhora com o calor e fechando a janela. Helonias dioica: depressão (com insónia) relacionada com o útero (que está sensível, até doloroso), piorando a pensar nele; peitos sensíveis (até inchados); tendência para leucorreia (semelhante a requeijão) e micoses vaginais; melhora estando ocupada (não pensa); salivação; puberdade ou peri-menopausa. Ignatia: hipersensibilidade geral, aos cheiros (de comida, tabaco, excepto se é o próprio), álcool; espasmos esofágicos, do estômago até à boca (sensação de bola na garganta); sensação de mãos dormentes e/ ou astenia (como que paralisada/o) quando se emociona; tem tenPara mais informações:
Ervanária Beyond Eden
v-C 15
dência para chorar; paradoxalmente choram com alegria e riem em situações de chorar (por exemplo em conferências, missas, enterros), dormem melhor no barulho, digerem melhor comidas pesadas (as leves empanturram); suspiram com frequência, falta-lhes o ar e não conseguem respirar fundo; soluços; tosse (e arrotos) nervosa; pálpebras a tremer; agravamento após choques emocionais e afectivos. Panax ginseng: adaptogénico, imunoestimulante, revigorante geral (aumenta a capacidade de trabalho e concentração); desporto; melhora a libido; estados de esgotamento, de stress; anemia. Sepia: sensação de esgotamento, deptose orgânica e “mental” (depressão, pessimismo); parece que o útero quer sair (prolapso), sensação de peso na bacia (no ânus); afrontamentos; indiferença sexual e afetiva (até perante a família); procura a solidão, vê a vida negra, uma angústia de fundo e lágrima fácil se interrogada ou se se tenta reconfortar; irritável nas menstruações; melhora sentada e com as pernas cruzadas, com a ocupação (fazer exercício físico), mas não quer distrair-se; cefaleias occipitais, pior de manhã ao acordar; habitualmente tem intolerância ao leite; obstipação; congestão hepática, com náuseas (matinais), sensibilidade aos cheiros (enjoo à comida), hemorróidas e cistites frequentes; eczema. Zincum metallicum: enfraquecimento das funções intelectuais (compreensão e memorização difíceis); fadiga geral, mas hiper-excitabilidade nervosa com agitação das pernas e pés (não pára de as mexer) especialmente durante as insónias; grita durante o sono; agravamento dos tremores, cefaleias e náuseas com vinho, bebidas alcoólicas em geral, medicamentos sedativos, café e com barulho; urina melhor sentado ou inclinado/a para trás; as mulheres melhoram nas menstruações; formigueiros e sensação de encortiçamento ou insectos a andar na pele; movimentos da cabeça durante a febre; convulsões; tonturas ao acordar; após stress emocional, ou supressão de erupções cutâneas (por exemplo após utilização de corticosteróides). Contacte-nos hoje mesmo para informações nutricionais sobre este produto, bem como o modo de uso, ingredientes e benefícios. Não esqueça... o seu corpo é o seu templo. Venessa Barros N.H.C.
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Cuidados a ter com o Sol
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O VERĂƒO chegou finalmente!
É
um apelo que se repete todos os anos, com mais frequência quando o verão chega, porque as idas aos rios, lagos e praias intensificam-se cada vez mais. Por isso preste atenção: existem cuidados a não esquecer! Todos os anos é a mesma coisa! Ruma-se até à praia, estâncias balneares, etc. sem nos apercebermos dos problemas que podem advir de uma exposição ao sol exagerada e sem qualquer cuidado adjacente. Por isso, tenha todos os cuidados possíveis nesta época, principalmente se tiver uma pele clara, com muitos sinais ou sardas, ou se tiver o cabelo claro ou ruivo. Ainda que o sol brilhe bastante e que apeteça ir dar um mergulho por volta das 15 horas, não vá! É exactamente entre as 12 e as 16 horas que o sol está mais intenso, provocando malefícios mais graves à sua pele. Nestas horas evite a exposição ao sol, onde quer que seja, praias ou esplanadas. Porque não ficar em casa, a dormir uma sesta, e depois sim ir refrescar-se até à praia? É mais saudável e seguro, acredite! As queimaduras e a insolação provocam graves problemas na sua pele, alguns deles bastante dolorosos e que poderão deixar marcas para sempre. Além dos problemas imediatos dessa exagerada exposição ao sol, existe ainda a questão do envelhecimento da pele. Ainda que agora aprecie o seu tom bronzeado, conseguido em alguns casos em horas muito perigosas, a verdade é que daqui a uns anos o envelhecimento da pele fará sentir-se primeiro em si do que na sua amiga, que sempre teve cuidados e precauções com a pele quando iam para a praia. Não vá logo 5 dias seguidos para a praia e, ainda por cima, durante muitas horas. As primeiras exposições devem ser bastante reduzidas, e depois ir aumentando progressivamente. Ainda assim, não adote a filosofia de estar um dia inteiro na praia! Isso só vai prejudicá-la depois! As pessoas de pele e cabelo claro, cabelos ruivos, ou com muitos sinais, devem ter cuidados redobrados. O fator de proteção deve ser sempre igual ou superior a 25! O fator de proteção é indispensável para quem vai para a praia e, ainda por cima, com características que obriguem a cuidados mais exigentes. Meia hora antes de se expor ao sol aplique o protetor, e não apenas depois de já ter estado uma hora a torrar. Mas não pense que coloca o protetor apenas uma vez e que depois não precisa mais de o fazer. Sempre que vier do banho é aconselhável praticar este gesto, assim como se recomenda que o faça em todas as situações nas quais sinta que a pele esta a arder-lhe ou a ficar dorida. Nunca se esqueça de levar o chapéu para a praia, e caso sinta que o corpo lhe está a doer vista uma t-shirt. Mesmo que esteja debaixo de um chapéu de sol os raios de sol conseguem atingi-lo, por isso não julgue estar totalmente seguro. Estes cuidados aplicam-se a pessoas não só com a pele clara, como também às pessoas com a pele morena. Ainda que os indivíduos com um tom claro de pele possam correr mais riscos, a verdade é que todas as pessoas estão na iminência de ser vítimas de um cancro de pele. Previna-se! Como está ao sol, é normal que comece a desidratar. Portanto, beba muita água para garantir a hidratação do seu organismo. Mesmo que esteja muito vento, que o sol apareça esporadicamente, ou que o céu esteja nublado, todos estes cuidados continuam a ser obrigatórios. Não esteja horas deitado na toalha na mesma posição, ou mesmo a dormir, pois isso trar-lhe-á graves consequências futuras. Ande, movimente-se, vá ao bar tomar qualquer coisa, e nade um pouco para refrescar. Assim, aproveita e faz algum exercício físico! Não ignore os nossos conselhos, pois eles apenas pretendem preveni-la dos inúmeros problemas associados à exposição solar em demasia. Cuide-se e não esqueça que para o verão há mais. Por isso, não abuse da sorte! Exercite dos mesmos cuidados para quaisquer atividades que exigem exposição prolongada ao Sol. Trabalho incluído! A pele é formada por várias camadas que se completam. Protege-as! Externamente está a epiderme, formada mais por camadas de células mortas e de queratina, uma proteína. A segunda camada da epiderme é composta por camadas de células que se diferenciam de forma a perder o seu núcleo e transformarem-se em apenas queratina. Na junção da epiderme com a derme é que estão os melanócitos, as
células produtoras de pigmento que dão a cor à pele humana. Na derme encontram-se os vasos sanguíneos, os nervos e várias estruturas que dão a sensibilidade de tato, calor, frio, pressão e dor. É a dilatação destes vasos sanguíneos que dá o rubor da face em determinadas ocasiões e que dá também a coloração avermelhada às inflamações da pele. Na derme estão também as glândulas sebáceas e sudoríparas. Debaixo desta, encontra-se a hipoderme, composta por gordura após a qual se encontram os músculos. O Sol é um dos principais fatores de risco para a pele, devido à intensidade dos seus raios ultra-violeta, que em Portugal incidem com a sua maior força entre 15 de junho e 15 de setembro. A sua ação sobre a pele produz dois tipos de efeitos: a curto-prazo uma exposição prolongada pode causar um ‘golpe de Sol’ que em casos extremos pode mesmo levar à morte e a longo prazo aumenta o foto-envelhecimento da pele. Por usa vez, o colagénio, um dos constituintes da derme também é afetado pela ação solar. Este endurece e a camada que forma torna-se gradualmente mais fina, diminuindo assim a proteção às agressões exteriores e a absorção de água. Conhecer o seu tipo de pele é meio caminho andado para se proteger melhor dos efeitos do Sol. E isto não conta apenas para o verão mas também para quando viajar para países ou zonas do país, onde se encontre neve, normalmente terras altas que também estão mais expostas à ação dos raios-ultravioletas. A prevenção faz-se evitando a exposição excessiva aos raios solares. Se a exposição é inevitável devemos fazer uso de chapéu, roupa clara que reflicta a luz e doses maciças de protetor solar, que em caso de realizar banhos de mar ou de piscina, devem ser reforçadas. Em Portugal o cancro mais frequente é o de pele, que se revela em idades cada vez mais baixas, entre os 20 e os 30 anos de idade. Verifica-se um enorme aumento de casos nas consultas de dermatologia do nosso país com 7500 novos casos de cancro da pele por ano. O melanoma é o mais maligno dos cancros desta espécie humana e o carcinoma basocelular é o mais frequente, não tem capacidade de metastização (ou seja, as células cancerígenas não se alastram a outros tecidos) e a sua malignidade é local. Embora provoque grande sofrimento, raramente leva à morte. Cerca de 95 por cento dos cancros de pele são curáveis. O carcinoma espirocelular é o mais agressivo, com metásteses e surge sobretudo nas áreas expostas do corpo à ação solar, sendo que os sintomas surgem rapidamente com a ulceração da pele. O diagnóstico destes tipos de carcinomas é sempre feito pela biópsia. Os sinais e sintomas que a seguir apresentamos não fazem o diagnóstico do cancro da pele, mas devem alertar para que se procure um médico especialista. – Uma úlcera (ferida) que cicatriza de forma intermitente (fecha e abre). – Alterações em lesões antigas de pele como sangramento, ulceração, novo nódulo, etc. – Ulceração ou nódulo numa zona de pele em que existe uma cicatriz ou fístula. – Sinal avermelhado crónico com erosões leves. – Sinal que muda de cor com variações de vermelho, preto, etc… – Sinal que apresenta margens irregulares. Os melanomas podem aparecer de forma que se assemelha a sinais corporais. É preciso ter em atenção que os sinais pigmentares se dividem em dois grupos: aqueles com que nascemos (congénitos) e os que aparecem ao longo da vida (adquiridos), os mais perigosos do “ponto de vista do cancro da pele”. Os primeiros apenas apresentam riscos quando mudam de tamanho ou de cor, sendo que, se apresentarem mais de quatro centímetros, devem ser analisados pelo dermatologista. Os sinais adquiridos surgem mais frequentemente em grupos de pessoas de pele clara ou com familiares com o mesmo tipo de sinais ou que já tiveram cancros de pele. Algumas alterações devem dar o sinal de que algo está mal: alterações de cor, crescimento rápido, irregularidades do contorno, distribuição do pigmento ou o reaparecimento dos sinais depois de retirados cirurgicamente. E não se esqueça que o período de latência da cancerização é de vinte anos, pelo que o que não sente agora pode vir a afetá-la no futuro.
Raquel Couto
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SUGESTÕES
mo
DA
CHIC EMSEMBLE
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FATOS DE BANHO
Algumas sugestões de looks para este verão quente. Desde combinações mais simples até aos vestidos mais elegantes, ideais para uma festa ou jantar mais requintado. Todos os produtos expostos nestas páginas encontram-se disponíveis nas lojas enúnciadas no presente artigo. Faça-lhes uma visita hoje mesmo!
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LOOK 4
HORÓSCOPO AQUÁRIO
Nesta altura você não terá, certamente, o mundo a seus pés. Pelo contrário, vai precisar de trabalhar para satisfazer necessidades e desejos dos outros. Esta pode ser uma boa maneira de amadurecer e aprender a controlar as suas reações. Além de resolver possíveis conflitos interiores, ganha experiência para o futuro. Aproveite, também, para cuidar da sua dieta e os resultados não se farão esperar.
CAPRICÓRNIO
Nesta altura está a desenvolver a sua capacidade de aprender mais acerca de si. Esta aprendizagem será realizada através das suas relações com os outros de uma forma geral e sobretudo na sua relação a dois. É um excelente momento para examinar o seu relacionamento afetivo, amoroso, e para descobrir aquilo de que ele necessita para evoluir. Não tente isolar-se, dê atenção até mesmo a pequenos pormenores e não se arrependerá.
SAGITÁRIO
Pode estar a chegar para si o fim de um período em que a rotina parecia dominar a sua vida. Isso far-se-á sentir mais intensamente a nível psicológico, o que lhe poderá provocar uma certa ansiedade. Como a sua segurança e estrutura interiores não serão afetadas, não terá motivos para recear alguma intranquilidade. Analise os fatores externos que lhe poderão ter causado essa transformação e poderá até tirar partido dela.
ESCORPIÃO
É um período favorável a um estudo aprofundado sobre um tema diferente que lhe suscita interesse ou simplesmente sobre si mesmo e tudo o que o rodeia. Este exercício mental poderá ser um escape para a sua necessidade de fuga à rotina. É tempo de crescimento e de alargar os seus horizontes interiores e exteriores.
BALANÇA
Ao longo deste período poderão pedir-lhe para liderar algum projeto ou situação de que resultará uma agradável posição de comando acompanhada por uma melhoria das suas condições financeiras. Não se esqueça de que com o poder vêm as responsabilidades; analise bem a situação antes de se comprometer, para evitar deceções.
VIRGEM
No decorrer desta fase chegará à conclusão de que é mais proveitoso e útil obter a participação de terceiros nas decisões que tiver de tomar. Ouça com atenção os seus argumentos e depois, sem arrogância, contraponha ideias e formule opiniões. Da discussão surgirá a luz e acabará por dar uma nova dinâmica ao grupo.
1 a 31 de agosto de 2016
Por: Venessa Barros
LEÃO
Está nesta altura mais sensível, o que favorece o aumento da sua criatividade e a sua intuição. Ajude as pessoas do seu meio que precisam de si. Este é um bom momento para desenvolver e aprofundar o seu mundo interior e espiritual. Pode sentir menos animo e menor força física devido ao facto de a sua energia estar baixa.
CARANGUEJO
A sensação de ser o centro da sua própria vida que agora experimenta poderá ser o ponto de partida para começar algo novo. Deverá aproveitar para iniciar um projeto, fazer novos contactos. Em resumo, tomar a iniciativa. As atividades desportivas também serão uma boa opção para canalizar esse fluxo de energia e entusiasmo.
GÉMEOS
Nesta fase, é aconselhável agir com cautela no que toca a gastos. As finanças são agora o fator de maior preocupação, a requerer a sua atenção e até mesmo alguma cautela extra, no sentido de não gastar dinheiro de forma leviana. A nível afetivo sentir-se-á envolvido numa onda de romantismo, simpatia e intimidade.
TOURO
Durante este período sente-se a transbordar de atividade, de desejo de movimento e de comunicar com os outros, de lhes falar do que sente, dos seus projetos e ambições. Será bom que o faça pois nesta altura a inatividade e o isolamento só contribuirão para a sua insatisfação e profundo sentimento de frustração.
CARNEIRO
É possível que, neste período, uma das suas características mais fortes seja servir de abrigo, de sustento, de âncora, de suporte e de refúgio para os outros. Poderá, também, a sua atenção estar mais voltada para os assuntos relacionados com a sua vida pessoal, íntima, e para as pessoas que a integram. A casa, o ambiente doméstico e a sua família serão fatores em evidência, pelo que se identificará mais com eles.
PEIXES
Ao longo deste período sentir-se-á motivado a criar um novo impacto na sua relação com o mundo exterior, dando uma imagem mais nítida da sua personalidade, o que corresponde a uma fase de maior força interior e segurança em si próprio. A sua energia vital e a sua capacidade de conquista estão no auge. Aproveite!
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